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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE RORAIMA DIREITO

LETÍCIA DE ALMEIDA UCHÔA

PROCESSO LEGISLATIVO FEDERAL ORDINÁRIO

BOA VISTA-RR 2011.1

Professor Mauro Campello.1 .BV. BOA VISTA-RR 2011. Turma DIR.1 LETÍCIA DE ALMEIDA UCHÔA PROCESSO LEGISLATIVO FEDERAL ORDINÁRIO Este trabalho é para avaliar as competências desenvolvidas no Componente Curricular Direito Romano.20111.T1V da UERR. do Curso de Direito.

....................................... 6 2....1 2..1 CONCLUSÃO .................................................................................................................................................... 4 1..........................................1..............................................2 Sumário INTRODUÇÃO ....................... 7 2......................................................................................................................3..............3 OBJETO .................................................................. 3 1 A UNIDADE DO PODER .................................................................................................1 CONCEITO E FINALIDADE ........................................................................................... 15 BIBLIOGRAFIA......................................................................................1 2 FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS DOS PODERES ......................2 2............... 6 ESPÉCIES .... 16 .................................................................................................................................................................. 6 FASES .................................................................................................................... 4 PROCESSO LEGISLATIVO FEDERAL......... 7 PROCESSO LEGISLATIVO FEDERAL ORDINÁRIO ....................................................... 6 2.................................

com foco no processo “ordinário”. especialmente eleitos por meio de sufrágio universal. ou delegados. .3 Introdução O Estado Federal é uma organização formada sob a base de uma repartição de competência entre o governo nacional e os governos estaduais e municipais. O povo. Estadual e Municipal) atuando sobre as mesmas pessoas e no mesmo território (validade da norma jurídica). garantidos pelo instituto da intervenção federal e ao Supremo Tribunal Federal uma função político-judiciária tendente a assegurar a supremacia da Constituição. Pela composição bicameral (Congressual). Esse trabalho tem o intuito de mostrar como se dá o processo legislativo federal. O regime representativo (ou sistema representativo) e regime democrático (ou sistema democrático) são ideias equivalentes no direito público moderno. não podendo dirigir os negócios do estado diretamente. fonte primária do poder de governo. Pela perpetuidade dos princípios estruturais da União. confia às funções de governo aos seus representantes. de sorte que a União tenha supremacia sobre os Estados-membros e municípios e estes sejam entidades dotadas de autonomia constitucional perante a mesma União (autonomia para os Estadosmembros e para os municípios). Tanto nas Repúblicas como nas Monarquias Constitucionais a democracia se realiza através do regime representativo. O sistema federal caracteriza-se pela existência simultânea dos Governos (Federal.

existentes nas sociedades.4 1 A UNIDADE DO PODER O poder é uma unidade.1) Função típica: a atividade legiferante e a fiscalização contábil. b) Órgão Executivo: b. já que não existe a separação absoluta entre os poderes. concedendo férias. em princípio. geradora do ato geral. o Poder Legislativo.3) Função atípica de natureza jurisdicional: o Senado julga o Presidente da República nos crimes de responsabilidade (art. provendo cargos. assim. a função exercida secundariamente é a atípica. Principalmente no chamado Estado Absoluto o exercício do poder concentrava-se nas mãos de uma única pessoa física que o exercia pessoalmente ou por meio de auxiliares. especialmente aquele responsável pela elaboração do conjunto ordenativo. jurisdicional) a órgãos específicos. uma característica do Estado. solucionadora de conflitos] eram desempenhadas pela mesma pessoa de tal forma que essas funções eram executadas sem que fosse possível imputar responsabilidade ao soberano. embora entre ambos haja uma conexão necessária. este se confundia com o próprio Estado. c) uma terceira. executiva. A distinção se faz entre os órgãos que desempenham as funções provenientes do poder e. Todas as funções [a) uma. É a sistematização jurídica das manifestações do Poder do Estado. que levam as denominações das respectivas funções. orçamentária e patrimonial do Executivo.1) Função típica: prática de atos de chefia de Estado. Mas cada um deles possui o que se chama função típica e atípica. a. verificou-se a transformação das monarquias absolutas em sistemas de governo mais limitados. a preponderância da vontade de uma única pessoa. licenças a servidores etc. Com a aplicação prática desse princípio. Não podemos confundir “distinção de funções do poder” com “divisão ou separação de poderes”. aquela exercida com preponderância é a típica e. sendo que o aspecto da tipicidade se dá com a preponderância. temos que eles legislam.. geradora do ato especial e. . a partir disso. A função típica de um órgão é atípica dos outros. observa-se que muitos são levados a interpretar equivocadamente a expressão tripartição do poder. sendo sua vontade a matriz para todas as atividades estatais.2) Função atípica de natureza executiva: ao dispor sobre sua organização. temos o Poder Executivo. sempre prevalecendo a vontade do soberano.1 FUNÇÕES TÍPICAS E ATÍPICAS DOS PODERES A divisão de poderes é feita através da atribuição de cada uma das funções governamentais (legislativa. entendendo o conceito como se os poderes pudessem ser tomados como estanques. Dentro dessa visão da separação das atividades estatais. b) outra. a. 52. a partir do momento em que se transmitia a uma assembleia o exercício da função legislativa. Uma forma de se proteger de qualquer abuso era a independência dos órgãos. I). daí resultando sérios problemas de argumentação a respeito das atividades estatais. sendo que. a) Órgão Legislativo: a. financeira. administram e julgam. chefia de Governo e atos de administração. fato que afasta. como consequência. resultava na redução do poder do soberano. o Poder Judiciário. Ao se admitir a separação dos poderes. desenvolveram-se os regimes parlamentares. 1.

b.2) Função atípica de natureza legislativa: regimento interno de seus Tribunais (art. 96. . com força de lei (art. quando da aplicação da lei. b.3) Função atípica de natureza jurisdicional: o Executivo julga. por exemplo. adota medida provisória. a). 96. f).2) Função atípica de natureza legislativa: o Presidente da República. I.5 b. I.1) Função típica: julgar (função jurisdicional).3) Função atípica de natureza executiva: administra ao conceder licenças e férias aos magistrados e serventuários (art. c) Órgão Judicial: b. dizendo o direito no caso concreto e dirimindo os conflitos que lhe são levados. apreciando defesas e recursos administrativos. 32). b.

o que verdadeiramente são porque garantidoras de dois aspectos essenciais: a legitimidade e a qualidade do ordenamento jurídico. mas sim de um poder constitucional. o processo legislativo abrange não só a elaboração das leis propriamente ditas (lei ordinária. mas também a das emendas constitucionais. leva-se em consideração o total dos membros da Casa e na maioria relativa. tidas por essenciais. a aceitação e a obediência. de um lado. contempla as emendas constitucionais. resoluções e leis financeiras. É o conjunto de atos preordenados mediante os quais se produzem as leis. Maioria é o número inteiro imediatamente superior à metade. o Judiciário atua para restituir-lhe a integridade. Sendo exigido maioria relativa para a lei ordinária e maioria absoluta para a lei complementar. lei delegada). Entre uma lei ordinária e uma lei complementar. 2. ainda que nem sempre espontâneas. 59 da CF). Todavia. que dizem respeito à maneira de realização dos procedimentos. Processo ou procedimento especial: É aquele que se destina à elaboração das leis complementares. medidas provisórias. da Constituição. são mais comuns. em geral. se ela for fracionada. lei complementar. ou é a unidade imediatamente superior à metade. Os princípios do processo legislativo federal se aplicam ao processo legislativo estadual ou municipal (princípio da simetria do processo legislativo). Quando o Congresso Nacional vota uma emenda constitucional. O processo legislativo deriva. Quanto às regras do processo legislativo de índole constitucional. dos decretos legislativos e das resoluções.6 2 PROCESSO LEGISLATIVO FEDERAL 2. 59). Na maioria absoluta. A orientação adotada pelo constituinte revela-se problemática. as formalidades integrantes desse processo. não obstante dotadas do caráter material . nem sempre o rigor é bem compreendido. é no Regimento Interno que está o seu detalhamento. se. só há diferença quanto ao número de votos para aprovação.2 OBJETO Tal como fixado na Constituição Federal de 1988 (art. Quando não o é. leis delegadas. das medidas provisórias. em relação ao procedimento. do mesmo modo. Isso tanto de dá por parte do legislador quanto por parte da sociedade. 2. porque esta reclama daquela celeridade para aprimorar o ordenamento e atender às legítimas demandas do povo.1. se ela não for fracionada. Processo ou procedimento sumário: Diferencia-se do ordinário apenas pelo fato de existir prazo para o Congresso Nacional deliberar sobre determinado assunto. decretos-legislativos. porém.1 ESPÉCIES Processo ou procedimento legislativo ordinário ou comum: É aquele que se destina à elaboração da lei ordinária. Logo. não está no exercício de um poder legislativo. pois.1 CONCEITO E FINALIDADE Processo legislativo é o conjunto de disposições que disciplinam o procedimento a ser observado pelos órgãos competentes na elaboração das espécies normativas (art. em parte. que. os presentes na reunião ou sessão. Quanto às regras regimentais. devem ser.

pois caso contrário haverá um vício de iniciativa.1.3. regras de direito gerais e impessoais.Iniciativa do STF: Estatuto da Magistratura (art. 230 ao 234).3 INICIATIVA EXTRAPARLAMENTAR A apresentação do projeto de lei cabe ao Presidente da República. Comissão da Câmara dos Deputados. ou o vetará se o considerar inconstitucional ou inconveniente. ao Ministério Público e aos cidadãos. art.3 FASES Para que uma lei seja criada. 2. as resoluções e os decretos legislativos. Procurador-Geral da República e aos Cidadãos. que vai da apresentação do projeto à publicação da lei no Diário Oficial.1. mas ressalta a emenda de redação (RI-SF. Caso o projeto seja aprovado será enviado ao presidente da República que o sancionará se concordar com os seus dispositivos. os órgãos legislativos cumprem diversas etapas. que. normalmente.7 de lei. por não conterem. de outro. devem ser distinguidas destas por serem manifestação do poder constituinte derivado. pelo menos do ponto de vista material.2 INICIATIVA PARLAMENTAR A apresentação do projeto de lei cabe aos membros do Congresso Nacional (Senadores e Deputados Federais). 1 *Câmara: Só será aceita se versar sobre a matéria que se pretende modificar e de acordo com as normas regimentais(RI-CD. arts.) .1.1. STM e TST). 2.1.1 INICIATIVA GERAL (art. do Senado Federal ou do Congresso Nacional. (RI-SF. a lei que deste ato resultar precisará ser promulgada e publicada para que possa ter eficácia. Sancionado o projeto. 234). contempla. ao Supremo Tribunal Federal. arts.3. Presidente da República.3. Supremo Tribunal Federal. 2. 93 da CF). 2. uma inconstitucionalidade formal.1.3. . Dá início ao processo legislativo. 61 da CF) A iniciativa de leis ordinárias e complementares cabe: Qualquer membro da Câmara dos Deputados ou do Senado Federal.1 FASE DE INICIATIVA Iniciativa é a faculdade conferida a alguém ou a algum órgão para apresentar um projeto de lei. aos Tribunais Superiores.1 PROCESSO LEGISLATIVO FEDERAL ORDINÁRIO 2. Só pode exercer a iniciativa quem tem poder de iniciativa. 2. não deveriam ser equiparados às leis. No congresso é proposto emendas1 ao projeto que será discutido e votado pelo Senado Federal e a Câmara dos Deputados. 124 e 125) *Senado: O Senado não especifica os tipos de emendas.3.1. TSE. Tribunais Superiores (STJ.

“a” da CF). . a da CF). Quando se reserva a matéria a alguém. Disponham sobre criação de cargos.3. promovendo-os por concurso público de provas ou provas e títulos. a iniciativa de leis ordinárias e complementares. II. 2. bem como a fixação do subsídio de seus membros e dos juízes.Iniciativa do Ministério Público: o Propor ao Legislativo. as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público. 2.1. a criação e extinção de seus cargos e serviços auxiliares. §5º da CF). Tribunais Superiores e Tribunais de justiça: Propor ao Poder Legislativo. observado o art. Temos com exemplo. “Leis complementares da União e dos Estados. II. “c” da CF).. o Iniciativa concorrente do MP (Procurador-Geral da República) e do Presidente da República: Projeto de lei sobre a organização do Ministério Público da União.8 . §1º. servidores públicos e pessoal da administração dos territórios (art. cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. 128.Leis de iniciativa do Presidente da República: o o Que fixem ou modifiquem os efetivos das Forças Armadas (art. I. §1º. . A criação e a extinção de cargos e remuneração dos seus serviços auxiliares e dos juízos que lhes forem vinculados.1.1. . 61. 61. 96.4 INICIATIVA CONCORRENTE A apresentação do projeto de lei é de competência de vários legitimados.. observado o artigo 169 da Constituição. “b” da CF). 169 da CF: o o A alteração do número de membros dos tribunais inferiores (art. A lei disporá sobre sua organização e funcionamento. estabelecerão a organização. onde houver (art. A alteração da organização e da divisão judiciárias (art. 96.5 INICIATIVA EXCLUSIVA (RESERVADA OU PRIVATIVA) A apresentação do projeto de lei pertencente a um só legitimado. §2º da CF).Iniciativa do STF. II. sob pena de configurar vício de iniciativa formal.1. 127. matéria tributária e orçamentária. a política remuneratória e os planos de carreira (art. “b” da CF). II. 96. respectivo. “a” da CF). 61. A fixação do subsídio dos Ministros do STF será feita por lei ordinária de iniciativa do Presidente do STF. II. §1º.3. o Disponham sobre a organização administrativa e judiciária. II. funções ou empregos públicos na administração direta e autárquica ou aumento de sua remuneração (art. 96. “d’ da CF). inclusive dos tribunais inferiores. não é de mais ninguém. o o A criação ou extinção dos Tribunais inferiores (art. caracterizador de inconstitucionalidade.” (art.

distribuído por pelo menos 5 Estados. Diretrizes orçamentárias (art. 165. 1% do eleitorado nacional.Lei de iniciativa do Poder Executivo: o o o Plano plurianual (art. 84. cuja iniciativa é facultada aos respectivos Procuradores-Gerais. .3. 61. §5º da Constituição Federal.6 INICIATIVA CONJUNTA A apresentação do projeto de lei depende da concordância de mais de uma pessoa. II. “Leis complementares da União e dos Estados.1.. embora caiba para leis. a apresentação de projeto de lei sobre a organização do Ministério Público da União é de competência concorrente do Presidente da República e do Procurador-Geral da República. 2.Requisito interno: com não menos de 3/10%(três décimos porcento) dos eleitores em cada um deles. 61. §1º. deveria ter inserido um parágrafo no artigo 60 da Constituição Federal. o Disponham sobre militares das forças armadas. no mínimo. III da CF). VI (art. em razão do disposto no artigo 128. estabilidade. do Distrito Federal e dos territórios (art. §1º. II. 61. 2.. “c” da CF). reforma e transferência para a reserva (art. .9 o Disponham sobre servidores públicos da União e Territórios. II. I da CF). Orçamentos anuais (art.3.1.7 INICIATIVA POPULAR Pode ser exercida pela apresentação à Câmara dos Deputados de projeto de lei subscrito por. (Estatuto dos funcionários públicos civis da União art. “f” da CF). §1º. pois se fosse intenção do legislador. provimento de cargos. observado o disposto no art. 165.1.Requisito espacial: eleitorado distribuído por pelo menos 5 Estados. §1º. 61. Parte da doutrina diz que não existe possibilidade de iniciativa popular para emenda constitucional. seu regime jurídico. o Disponham sobre organização do Ministério Público e da Defensoria Pública da União. “d” da CF). 165. estabilidade e aposentadoria. 61.Requisito numérico: no mínimo.”. provimento de cargos. poderia ser visto que a iniciativa popular é . estabelecerão a organização. bem como normas gerais para a organização do Ministério Público e da Defensoria Pública dos Estados. . Para outra parte da doutrina. remuneração.1. II “e” da CF). com não menos de 3/10% (três décimos porcento) dos eleitores em cada um deles (art. A iniciativa popular. 1% do eleitorado nacional. §2º da CF). Na verdade. não cabe para emendas à constituição. II da CF). as atribuições e o estatuto de cada Ministério Público. seu regime jurídico. promoções. o Disponham sobre criação e extinção de Ministérios e órgãos da administração pública. .

haja dispensa do Plenário e não haja interposição de recurso de um décimo dos membros da casa (art. etc. Se o projeto fosse de lei complementar. §4º da CF). iniciativa popular” (art. Aprovado o projeto de lei na Casa Iniciadora por maioria simples. Se achar que é caso de inconstitucionalidade. A 1a deliberação é chamada de deliberação principal e a outra. As comissões. pois leva em consideração o número de colegiados (257 deputados). de deliberação revisional. seguirá para a Casa Revisora. isto é. necessitando de maioria relativa em cada uma delas.2 FASE CONSTITUTIVA 2. 27. passará por várias comissões temáticas. §2º.2. referendo. o projeto será enviado ao plenário da Casa para um turno de discussão e votação. “A lei disporá sobre a iniciativa popular no processo legislativo estadual” (art. A Casa Revisora poderá aprovar. passa primeiramente pelas Comissões e depois vai ao plenário para um turno de discussão e votação.Casa Revisora: O projeto de lei terá o mesmo curso da Casa iniciadora.3.. além de discutirem e emitirem parecer. 65 da CF). que emitirão pareceres. 47 da CF). poderão aprovar projetos. pelo menos. pois depende do número de presentes. separadamente. desde que.1. Se o processo for multidisciplinar. O referente para instalar é fixo. 58.10 uma forma de exercício de poder e não se pode restringir o direito político. o Comissões: O projeto de lei primeiramente será apreciado na Comissão de Constituição e Justiça e depois nas Comissões temáticas.Casa iniciadora: O projeto de lei apresentado por um Senador tem início no Senado. “Iniciativa popular de projetos de lei de interesse especifico do Município. através de manifestação de. cinco por cento do eleitorado” (art. 14 da CF).3. Pode haver lei de iniciativa popular nos Estado e nos Municípios. . XII da CF). seria necessário maioria absoluta para instalar e maioria absoluta para deliberar. Trata-se de delegação “interna corporis”.1 DELIBERAÇÃO PARLAMENTAR O projeto de lei é apreciado nas duas casas do Congresso Nacional (Casa Iniciadora e Revisora). na forma do regimento interno da casa. 2. remete o projeto ao arquivo. “A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. . rejeitar ou emendar o projeto de lei (art. . É necessário maioria absoluta para instalar e maioria simples para deliberar. e. A Comissão de Constituição e Justiça pode fazer um controle preventivo de constitucionalidade. com valor igual para todos. Já o referente para deliberar não é fixo. já aquele apresentado por um Deputado ou pelo Presidente da República ou pelo Supremo Tribunal Federal. mediante: plebiscito.1. da cidade ou de bairros. A Câmara dos Deputados é a porta de entrada da iniciativa extraparlamentar (art. Encerrada a discussão passa-se à votação. tem inicio na Câmara dos Deputados. 29. nos termos da lei. I da CF). 64 da CF). e em um turno de discussão e votação (no plenário). o Votação: Após discussão e parecer. É preciso maioria absoluta para instalar a sessão validamente e maioria simples para votação de uma lei ordinária (art.

pois precisa de aprovação nas duas casas. não precisa voltar. na próxima sessão legislativa. não será admitido aquilo que for rotulado de emenda se não o for. substitutivas5.11 o Aprovar: O projeto de lei aprovado no Legislativo seguirá para sanção ou veto do Executivo (art. é ela quem faz a deliberação principal. A matéria constante de projeto de lei rejeitado somente poderá constituir objeto de novo projeto. Não é possível aumentar despesas nos projetos sobre organização dos serviços administrativos da Câmara dos deputados. A emenda que determina o retorno à casa de origem é aquela que de alguma forma modifique o sentido jurídico da proposição. supressivas3. 63. salvo em determinados casos.3. A Câmara está numa posição de prevalência em relação ao Senado. O poder de emenda é inerente à função legislativa. modificativas4. Ex: correção de português não precisa voltar. Assim. II da CF). dos Tribunais Federais e do Ministério Público (art. o Se a Casa Iniciadora concordar com a emenda: O projeto será encaminhado para o autógrafo (reprodução do trâmite legislativo e o conteúdo final do projeto aprovado ou emendado) e depois segue para o Presidente da República. para que sancione ou vete. aglutinativas6 ou de redação7. o Emendar: Somente as emendas voltam para a Casa Iniciadora. A emenda deve guardar relação lógica com o objeto. o Rejeitar: O projeto de lei será arquivado. 2 3 Acrescentam alguma disposição no projeto Suprimem alguma disposição no projeto 4 Não alteram a substância da proposição. incorreção de técnica legislativa ou lapso manifesto . O projeto segue para o Presidente com a redação da Casa Iniciadora. o Se houver divergência: Prevalecerá a vontade de quem fez a deliberação principal (princípio da primazia da deliberação principal). salvo proposta da maioria absoluta dos membros de qualquer das Casas do Congresso Nacional (art. pois os projetos extraparlamentares iniciam-se pela Câmara e. portanto.1. 65. do Senado Federal. 63. I da CF).2. É a proposta de direito novo a direito novo ainda proposto. 2. parágrafo único da CF).2 DELIBERAÇÃO EXECUTIVA O Presidente recebe o projeto de lei aprovado no Congresso Nacional com ou sem emendas. pois se não modificar. sendo vedada a apresentação de subemendas (art. 66 da CF). O princípio da primazia da deliberação principal não se aplica ao procedimento da emenda constitucional. A proposta de emenda que alcança todo o projeto é chamado no direito parlamentar de substitutivo. Ex: Não é possível aumentar a despesa prevista no projeto de iniciativa exclusiva do Presidente da República (art. As emendas podem ser aditivas2. mas sim um aspecto acessório 5 Alteram a essência da proposição 6 Resultam da fusão de diversas emendas entre si ou com o texto 7 Sanam algum vício de linguagem. 67 da CF).

se houve veto parcial é porque a lei foi sancionada.  O veto tem que ser formalizado: Os motivos do veto têm que ser comunicados em 48 horas ao Presidente do Senado (art. a contar do recebimento do veto. Havendo veto parcial. Se o Congresso Nacional rejeitar o veto parcial. §1º da CF). só haverá consequência jurídica se anterior aos 45 dias. o Presidente da República discorda sobre parte do projeto. 57. §3º da CF). de inciso ou alínea. A partir da formalização. IV da CF).  O veto tem que ser motivado: O veto pode ser político e/ou jurídico. até sua votação final. Assim. Veto parcial: No veto parcial. A sanção subsequente pelo Chefe do Poder Executivo não convalida vício de iniciativa. 66. 66. não existe veto tácito no Brasil. 66. domingos e feriados. o veto tornase irretratável.12 . senão o veto teria sido total. somente a parte vetada é devolvida ao Congresso Nacional. o Se escoar os 30 dias sem deliberação: O veto será colocado na ordem do dia da sessão imediata. O Congresso Nacional tem o prazo de 30 dias corríveis. Só pode retirar.  O Veto é sempre supressivo: O Presidente da República não pode acrescentar nada ao projeto. O veto sem motivação expressa produzirá os mesmos efeitos da sanção. O veto parcial abrange somente texto integral de artigo. Inicia-se a contagem. sobrestadas as demais proposições. o Presidente da República discorda sobre todo o projeto. pois a contagem leva em conta os dias úteis. Características do veto:  O veto tem que ser expresso: O veto tem que ser manifestado no prazo de 15 dias do recebimento. precisa ainda de comunicação. excluindo o dia do início e incluindo o dia do vencimento. Não podendo assim incidir sobre palavras (art. as demais serão sancionadas e seguirão para promulgação e publicação. §4º da CF).   Veto total: No veto total. O veto é irretratável. pois o ato é nulo e o que é nulo não pode ser convalidado. .  O Veto é superável ou relativo: O veto não é absoluto. 66. Diz-se que o veto é ato composto. o Se o veto for mantido: o projeto estará arquivado. é superável pela votação no Congresso Nacional em sessão conjunta (art. de parágrafo. pois não basta a motivação. para apreciá-lo (art. Também são excluídos os sábados. Assim. §2º da CF). O veto parcial que incidir sobre a vigência importa em “vacatio legis” de 45 dias (art. Pode ser expressa ou tácita. §6º da CF). 1º da LICC). 66. Jurídico quando o projeto for inconstitucional (controle preventivo de constitucionalidade) e político quando o projeto for contrário ao interesse público.Sanção: É a manifestação concordante do Chefe do Poder Executivo. .Veto: É a manifestação discordante do Chefe do Poder Executivo que impede ao menos transitoriamente a transformação do projeto de lei em lei. mas sempre motivada. A pauta será obstruída (art. pois o silêncio do Presidente da República importará em sanção (art. que transforma o projeto de lei em lei.

A promulgação é implícita na sanção expressa.3. Na emenda constitucional. 66. o Presidente do Senado a promulgará e. 66.3. Isto pode ocorrer na sanção tácita e na rejeição do veto. ao Presidente da República” (art. uma lei no Brasil pode ter dispositivos que entram em vigor em uma data e outros que entram em outra. como não houve sanção estará escrito no texto “eu promulgo”. não há sanção ou veto. Se o Presidente não promulgar em 48 horas. implicitamente traz a promulgação. Esta notoriedade é ficta.3. Porém. Para muitos doutrinadores. mas nunca na sanção expressa.13 o Rejeição do veto: Por maioria absoluta dos Deputados e Senadores. caberá ao Vice Presidente do Senado fazê-lo (art. a lei começa a vigorar em todo País 45 dias depois de oficialmente publicada.1. estando a lei apta a produzir efeitos no mundo jurídico. São necessários 257 votos dos deputados e 41 votos dos senadores. Em regra é o Presidente da República que verifica se a lei foi regularmente elaborada e depois atesta que a ordem jurídica está sendo inovada. a lei não pode entrar em vigor na data da sua publicação.3 FASE COMPLEMENTAR 2.3. se este não fizer em igual prazo. Cabe ao Presidente da República promulgar a lei. ainda que haja rejeição do veto. 2. A promulgação confere à lei uma executoriedade. mas há promulgação pelas mesas da Câmara e do Senado. Se for rejeitado o veto parcial. Assim. É a fase que encerra o processo legislativo. Assim. salvo se de pouca importância. Em regra geral. Este já se transformou em lei com a sanção presidencial ou com a derrubada do veto no Congresso Nacional. Consiste na inserção do texto promulgado na Imprensa Oficial como condição de vigência e eficácia da lei. Assim.1. Será promulgado e publicado como parte da lei que antes fazia parte. pois a promulgação está implícita. A presunção de validade das leis decorre da promulgação. Nos Estados estrangeiros. tal disposição é inconstitucional. A esta tem que se somar uma notoriedade que decorre da publicação. a lei pode estabelecer a data de início de vigência. podemos ter uma lei sem sanção. No caso da rejeição do veto. alterada pela Lei complementar 107/01. entra em vigor 3 meses após a publicação (art. 2. será transformado em lei. pois a rejeição do veto importa na transformação do projeto de lei em lei. Quando está escrito no texto “eu sanciono”. salvo disposição em contrário. §5º da CF). §7º da CF). Há um erro de técnica legislativa neste dispositivo. O veto rejeitado tem necessidade de ser promulgado.1.3. “Se o veto não for mantido. será o projeto enviado para promulgação. O que se promulga é a lei e não o projeto de lei. a “lei” que segue para a promulgação e não o “projeto”. assim presume-se que as pessoas conheçam a lei. Segundo a Lei complementar 95/98. em escrutínio secreto. visto que as funções legislativas estão .1 PROMULGAÇÃO É um atestado da existência válida da lei e de sua executoriedade.2 PUBLICAÇÃO É o ato através do qual se dá conhecimento à coletividade da existência da lei. 1º e §1º da LICC). mas nunca uma lei sem promulgação.

Todas as leis importantes devem ter uma “vacatio legis”. isto é. Se existir omissão deliberada dolosa da publicação pelo Chefe do Poder Executivo. haverá crime de responsabilidade (Lei 1079/50 e Decreto-lei 201/67). . A publicação é feita por quem promulga. a eficácia deve ser protraída para uma data futura para que as pessoas tomem conhecimento da lei.14 expostas na Constituição Federal e não poderiam ser ampliadas por meio de uma lei complementar.

iniciativa. . pode-se notar o quão complexo e demorado é a criação. modificação ou complementação de uma lei.15 Conclusão Com essa breve explanação sobre o processo legislativo federal ordinário. emenda. sanção/veto. votação. É preciso passar por todas essas etapas. para que enfim. o processo seja concluído de forma eficaz.

br> 05 março 2011 <http://www. 2011 <http://www.br/> 20 fev.br> 20 fev.camaravalinhos.jornalpequeno.gov.raul.com.16 Bibliografia <http://www. . 2011 BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil.br> 02 março 2011 <http://jus.sp.camara. Direitos Humanos Fundamentais. MORAES.gov.br> Acesso em: 02 março 2011 <http://www2.pro.com. Alexandre de.uol.