USO DIDÁTICO DOS DISPOSITIVOS TECNOLÓGICOS NA EDUCAÇÃO SEXUAL

POR: ANTÔNIA JOSILENE PINHEIRO ROCHA E JOSÉ EVANGELISTA DAMASCENO O artigo apresenta duas maneiras de trabalhar as cincos unidades dos conteúdos programáticos da disciplina de Educação Sexual na Escola, tendo em vista a didática tradicional e a alternativa. A didática tradicional contempla as aulas ministradas com os recursos básicos: quadro branco, pincel, textos, artigos, apostila, livros e discussão através de exposição dialogada. Já a didática considerada alternativa apresenta a inserção dos recursos tecnológicos: TV, videocassete, fitas cassetes, notebook, datashow, CD, DVD essas ferramentas são utilizadas para contribuir e auxiliar na didática aplicada nas aulas de Educação Sexual, visando à interdisciplinaridade entre professor, aluno no ensino e aprendizagem, o potencial dessa tecnologia contribui de forma efetiva para o processo educacional.

ROPOSTA CURRICULAR ESTRATÉGIAS DE ENSINO Na Proposta Curricular para a Educação de Jovens e Adultos. “a responsabilidade do educador é buscar esclarecer dúvidas e questionar preconceitos, considerando a importância de os educandos terem informações claras para desenvolverem atitudes saudáveis e responsáveis com relação à sexualidade” (BRASIL, 2001).

As estratégias de ensino utilizadas pelos docentes durante as aulas são consideradas fundamentais para a viabilização dos processos de ensino e de aprendizagem. Consciente ou inconscientemente, as propostas metodológicas dos professores são norteadas por teorias pedagógicas. O educador que baseia sua prática na epistemologia construtivista, a qual norteia a pedagogia relacional, acredita-se que o aluno é o sujeito da própria aprendizagem e, como tal, deve ter a oportunidade de interagir com o objeto do conhecimento. A partir dessa interação, os educandos e os docentes poderão elaborar questionamentos a serem respondidos acerca dos conteúdos de estudo.

Cada vez mais instrutores professores e facilitadores estão utilizando a multimídia para mediar as suas ações de ensino-aprendizagem. A multimídia dá a estes profissionais da educação sexual acesso instantâneo a uma variedade de recursos tais como slides, vídeos, trilhas sonoras, animações e até planejamento de lições. Estes materiais facilmente acessíveis via Internet, podem ser utilizados como suporte às atividades em sala de aula ou como recursos para aprendizagem cooperativa, desenvolvimento do pensamento crítico, discussões, sessões de perguntas e respostas, como material para revisão, resolução de problemas, ou auto-estudo.

O uso da informática e dos dispositivos móveis como as mídias digitais, possibilita fazer um paralelo na dicotomia sexualidade versos educação. Estes recursos tecnológicos desenvolver um diálogo crítico entre corpo mente e tecnologias, fazendo uso de habilidades essenciais, leituras dinâmicas e coerentes como forma de discernir a necessidade dos adolescentes que vivem num mundo, sem conhecer o seu próprio corpo, isto é; partindo do pressuposto que os dispositivos móveis vão auxiliar e garantir uma gama de possibilidade de aprendizagem dos conteúdos, as informações cognitivas que agregam conhecimentos, competências e habilidades nos estereótipos humanos.

O propósito do artigo é mostrar para os acadêmicos do curso de graduação, os recursos tecnológicos utilizados para auxiliar nas aulas, o professor deve seleciona o material, conforme o publico alvo que ele vai trabalhar ver também a didática mais apropriada para a clientela, todos esses requisitos são importante para alcançar resultados positivos e coerente e pertinente das temáticas apresentadas durante o semestre.

O indivíduo tem capacidade de aprender e manipular os dispositivos tecnológicos estabelecendo um paralelo entre ferramentas, tecnologias e pessoas. Delaunay (2008, p.3) define que “ao abordar a relação dos jovens e adolescentes com as tecnologias, apesar de reconhecer a familiaridade destes com todo o avanço tecnológico, defende que a máquina não pode proporcionar ao indivíduo o aprendizado que lhe proporciona a interação com as outras pessoas”. Conforme Sant´Anna et al.

Todo professor deve conhecer as fontes onde buscar novos elementos relacionados à sua disciplina. Deve também manter-se em dia com a mais recente bibliografia sobre sua disciplina. Desta forma cultivará um ritmo autêntico de crescimento, seja lendo novos artigos, consultando novas fontes. O resultado será positivo, isto é uma mente renovada, revalorizada. (1986, p. 35).

Entende-se que ao estimular o raciocínio lógico, que estar presente em múltiplas habilidades e desafios diários, desperta a curiosidade do educando a

entender às transformações que ocorrem no corpo dos adolescentes e nas relações interpessoais e sexuais.

Metodologia proposta e utilizada para os acadêmicos foram leituras e interpretações de textos, jornais, revistas, artigos, literaturas infantis, álbum seriados, histórias contemporâneas e atualidades. Objetivo foi à inserção dos recursos tecnológicos como ferramentas auxiliares na aplicabilidade da didática nas aulas de educação sexual. Os resultados gerados após concluir as cincos unidades do conteúdo trabalhado durante o semestre foram relatos do grau de satisfação dos educando, onde eles expressavam várias frases sobre as temáticas aplicadas, os recursos tecnológicos utilizados e a didática trabalhada. Os acadêmicos relatavam que eram muitos conteúdos para serem trabalhado em pouco tempo, com uma carga horária de 32 horas aulas. Os textos eram muito complexos e necessitavam de muitas leituras e entendimento, mesmo assim foi possível assimilar as temáticas ofertadas pela a ementa da disciplina. Os conteúdos são considerados bens formativos para uma educação sistemática, o mais importante em relação à sistematização do conhecimento é selecionar mecanismos que possibilitem o desenvolvimento do aluno.

É importante selecionar os materiais que serão fontes de trabalho, mantendo uma sequência lógica de raciocino do tema abordado, objetivando sanar as dificuldades apresentada no diagnóstico situacional, levando o aluno a sair de um conhecimento abstrato para uma realidade cada vez mais próxima do concreto através das aulas ministradas com os recursos tecnológicos. Conforme Sant´Anna et al.

Todo professor deve conhecer as fontes onde buscar novos elementos relacionados à sua disciplina. Deve também manter-se em dia com a mais recente bibliografia sobre sua disciplina. Desta forma cultivará um ritmo autêntico de crescimento, seja lendo novos artigos, consultando novas fontes. O resultado será positivo, isto é uma mente renovada, revalorizada (1986, p. 35).

É imprescindível que o professor conheça bem os conteúdos da disciplina a qual irá ministrar. Tais conteúdos foram elencados não apenas em seus aspectos conceituais, que garantem as informações pertinentes, mas, sobretudo por seus aspectos procedimentais e atitudinais.

TECNOLOGIA EDUCACIONAL E INSTITUCIONAL

Para organização Mundial de Saúde (OMS) sexualidade é Uma energia que nos motiva a procurar amor, contato, ternura e intimidade; que se integra no modo como nos sentimos, movemos, tocamos e somos

tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual, ela influência pensamentos, sentimentos, ações e interações, por isso, influência nossa saúde física e mental (BRASIL, 2001, p. 8). Para Weeks (1999, p. 40), a sexualidade é uma construção social, “uma invenção histórica, a qual, naturalmente, tem bases nas possibilidades do corpo: o sentido e o peso que lhe atribuímos são, entretanto, modelados em situações sociais concretas”.

Para tanto, os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) define que a Educação Sexual nas escolas deve ser integrada as outras disciplinas de forma geral e amplificada, colocando o educador como o principal agente da execução do processo. Para Moizés; Breno (2010), O professor não precisa ser um especialista em Educação Sexual, mas apenas um profissional devidamente informado sobre a sexualidade humana que reflita sobre ela, sendo capaz de criar contextos pedagógicos adequados e selecionar estratégias de informação, de reflexão e de debate de ideias, [...] atualizar seus conhecimentos de forma a ensinar a pensar, tornando-se mediador do conhecimento. Felipe (2008, p.143) entende que “Os educadores das referidas disciplinas, vias de regra, abordam o tema sexualidade trabalhando conteúdos básicos como, por exemplo, a caracterização dos órgãos sexuais femininos e masculinos, os sintomas de algumas DST e a utilização de preservativos nas relações sexuais”. A estratégia é conduzir o aluno e professor, a uma discussão superficial sem aprofundar a linearidade e a verticalidade sobre o entendimento efetivo do ser sexual para a sexualidade educacional.

Segundo Freire (2009, p. 277), Identificar as estratégias de aprendizagem que podem auxiliar melhor o aluno na compreensão de uma leitura e do conteúdo, precisam ser conhecidas. O ensino em todas as modalidades tem o papel de favorecer os alunos estratégias que de fato ajudam a elaborar e construir os conhecimentos.

Não é difícil achar estudos empíricos que ressaltam a eficiência da mídia como uma tecnologia instrucional (BARON; ORWIG, 1995). Tecnologia de multimídia interativa parece ser capaz de melhorar o processo de aprendizagem na educação, desde a tão das taxas de retenção até à diminuição do tempo necessário para a aprendizagem. Um dos mais impressionantes aspectos do raciocínio humano é a habilidade de se deslocar de um pensamento para outro. Para Sant´Anna et al (1986, p. 162-163) “ a tecnologia educacional pretende é tornar mais efetiva a aprendizagem [...] destina-se à organização e a aplicação de recursos humanos, materiais, ideias e procedimentos de desenvolvimento

de sistemas instrucionais, e está sempre voltada para problemas da educação ”. Em educação, quanto mais se utiliza as tecnologias e os dispositivos móveis, mais se aperfeiçoam as técnicas de ensino e aprendizagem.

Os educadores devem conhecer e compreender e saber sobre a evolução da informação, do conhecimento e dos recursos tecnológicos e das mídias digitais, com a finalidade de saber utilizar no ensino da Educação Sexual, nas instituições educacionais. O conhecimento possibilita reflexões, induz prazer, forma saberes que leva os educadores a discursos sobre os novos recursos didáticos utilizados para ministrar aulas sobre sexualidade, gênero, gravidez na adolescência e doenças sexualmente transmissíveis no âmbito educacional.

METODOLOGIA

Este trabalho visa alcançar resultados satisfatórios dos acadêmicos com a inserção dos recursos tecnológicos utilizado como ferramentas auxiliares na didática aplicada pela a aluna estagiária da disciplina de Educação Sexual na Escola. Na Proposta Curricular da instituição a disciplina é ofertada como “optativa” é uma disciplina oferecida para todos os acadêmicos dos cursos de graduação em uma universidade pública no estado do Ceará. As aulas são realizadas todas às sextas feiras no horário noturno, nos quatro horários, perfazendo uma carga horária de trinta horas aulas durante o semestre.

A ementa da disciplina é dividida em cinco Unidades: Educação Sexual hoje: Educação Sexual e orientação sexual. Morfologia e Fisiologia Sexual. Evolução Psicossexual da criança e do adolescente. Repressão, Liberação e patologia da sexualidade. Temas atuais da Educação Sexual. Atuação do educador, Família e Escola: Implicações Responsabilidade. Os conteúdos programáticos são divididos pela a professora titular da disciplina e a aluna estagiária do curso de pós-graduação em docência do ensino superior. Metodologia utilizada no decorrer da disciplina foi à didática de maneira tradicional e a alternativa. A didática tradicional foi aplicada pela a professora titular da disciplina de educação sexual Nas primeiras aulas ministradas sobre as temáticas os acadêmicos foram contemplados com vários acervos bibliográficos tais como: livros, textos, apostila artigos, literaturas infantis, álbum seriado, histórias contemporâneas e atualidades. Para cada aula aplicada à professora usava formas variadas de trabalhar com os acadêmicos, ao iniciar a aula a docente fazia explanação dialogada dividia a turma em grupo, selecionava os textos entregava para os alunos fazer leitura silenciosa, em seguida a discussão sobre o tema abordado. Os alunos eram convidados para desenha os órgãos masculino e feminino na cartolina ou no quadro branco usando pinceis coloridos, as atividades eram bem variadas incentivado os acadêmicos elaborar revista com historia de quadrinho, palavras cruzadas todo o material produzido era usando o tema de educação sexual. O educador deve ter iniciativa, criatividade e habilidade para poder ministrar as aulas sobre

anatomia das genitálias masculina e feminina, estimulando o aprendizado dos indivíduos sobre o tema proposto.

Na didática alternativa as atividades ganharam novas formas metodológicas para aplicabilidade dos conteúdos sobre sexualidade. A didática foi inovadora com vários dispositivos móveis de multimídia didáticas como: (TV, Vídeo cassete, fitas cassetes, notebooks, datashow). Ante de exibir o vídeo sobre “aborto” a professora faz uma explanação dialogada sobre o assunto a ser abordado, após o vídeo, pede para os alunos descrever uma síntese sobre aborto, como avaliação valendo nota. Esta estratégia é utilizada para que os acadêmicos fiquem atentos ao filme e não dispersar ou evadirem da sala de aula antes de concluí o filme.

O notebook e o datashow tornaram-se ferramentas tecnológicas importantíssima nas instituições de ensino. Na sala de aula os recursos multimídia didática audiovisual são utilizados para ministrarem aulas e exibição de filmes cujo, o tema pertinente aos assuntos abordados pelo o educador.

Cada vez mais instrutores professores e facilitadores das disciplinas de educação sexual estão utilizando a multimídia para mediar as suas ações de ensino-aprendizagem. A multimídia possibilita aos profissionais da área da Educação Sexualidade acesso instantâneo a uma variedade de recursos tais como; slides, vídeos, trilhas sonoras, animações e até planejamento de aulas e lições. Quando estes materiais estão conectados a internet facilmente acessível, podem ser utilizados como suporte às atividades: sobre anatomia do corpo humano, doenças sexualmente transmissíveis, variações anatômicas dos hímens e pênis, métodos anticoncepcionais, gravidez na adolescência em sala de aula. Estes recursos facilitam a aprendizagem dos docentes, devido à forma dinâmica de repassar os conteúdos, os discentes têm variações de formas para assimilares os conhecimentos pertinentes aos assuntos abordados.

Os recursos tecnológicos inseridos na realidade educacional deram grandes avanços nos procedimentos e na didática aplicada nas aulas de educação sexual. O professor conecta os dispositivos móveis na Internet salva materiais em ambulância, podendo selecionar vídeo no youtube, sites, links, possibilitando a compreensão dos acadêmicos com várias práticas pedagógicas educacionais. Os alunos ingressam na disciplina com escassez de conhecimento pertinente à sexualidade humana. Os acadêmicos têm como foco principal e conhecer as formas de aprendizagens e aplicabilidades das metodologias propostas e aplicadas pela a professora titular da disciplina e da estagiária. O educador que baseia sua prática na epistemologia construtivista, a qual norteia a pedagogia relacional, acredita que o aluno é o sujeito da própria aprendizagem e, como tal, deve ter a oportunidade de interagir com o objeto do conhecimento. A partir dessa interação, os educandos e os docentes poderão elaborar questionamentos a serem respondidos acerca dos conteúdos de estudo. O educador, nesse caso, exerce a função de mediador, ou seja, é

alguém que desperta a curiosidade dos estudantes e os instiga a construir, a reconstruir os saberes provenientes do meio social.

DISCIPLINA DE EDUCAÇÃO SEXUAL

A discrição da disciplina ofertada pela a instituição de ensino superior (EDUCAÇÃO SEXUAL NA ESCOLA) a Ementa da disciplina optativa oferecida pela a universidade publica do estado do Ceará. O conteúdo programático da disciplina é dividido em cinco unidades: Educação Sexual hoje: Educação Sexual e orientação sexual. Morfologia e Fisiologia Sexual. Evolução Psicossexual da criança e do adolescente. Repressão, Liberação e patologia da sexualidade. Temas atuais da Educação Sexual. Atuação do educador, Família e Escola: Implicações Responsabilidade. Todas as temáticas foram abordadas durante o semestre.

Unidade I. Sexo. Conceito e Preconceito: Educação Sexual ontem e hoje; Educação Sexual da Antiguidade ao Século XX (Freud e Masters & Johnsobn); A Educação Sexual no Brasil. Unidade II. Repressão Sexual e Programa da Anti-sexualidade: Repressão, liberação e seus efeitos: a deseducação sexual; A linguagem do sexo: Comunicação verbal e não verbal. Unidade III. Desenvolvimento Sexual: Morfologia e Fisiologia: Desenvolvimento psicossexual da infância e da Adolescência segundo Psicanalítica; Os sistemas reprodutores masculino e feminino e seus processos fisiológicos; Os atos, os fatos, os mitos relacionados à sexualidade humana e sua expressão; Unidade IV. Temas atuais da sexualidade humana: Patologia do Desenvolvimento Psicossexual; Sexualidade adolescente e adulto e seus problemas: anticoncepção e aborto, doenças sexualmente transmissíveis e AIDS; Homossexualidade, Bissexualidade e Transsexualidade; Desvios sexuais e prostituição; Liberdade, ética e sexo. Unidade V. O educador e a Sexualidade: Educação Sexual e instrução sexual; Educador Sexual e a metodologia para o ensino da sexualidade; Serviço auxiliares ao professor. Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), integrar a Orientação Sexual através da transversalidade, o que significa que tanto a concepção quanto os objetivos e conteúdos propostos por Orientação Sexual encontram-se contemplados pelas diversas áreas do conhecimento. Dessa forma, o posicionamento proposto pelo tema Orientação Sexual, assim como acontece com todos os Temas Transversais, estará impregnando toda a prática educativa.

Cada uma das áreas tratará da temática da sexualidade por meio de sua própria proposta de trabalho. A área de Ciências Naturais vai tratar do HIV e da doença Aids, as formas de transmissão e prevenção. Mas o tema da Aids pode e deve ser abordado por todas as áreas: nos textos literários, revistas e jornais (Língua Portuguesa); nos estudos comparativos de epidemias em diferentes períodos históricos (História); em pesquisas com dados sobre a epidemia no estudo de gráficos, tabelas (Matemática); no estudo das regiões mais afetadas nos diversos continentes, e em diferentes cidades e regiões do Brasil (Geografia); na montagem de cenas ou peças teatrais que tratem do relacionamento humano (Arte); no conhecimento dos cuidados necessários para evitar infecção pelo HIV por contato sanguíneo (Educação Física). Esses são alguns exemplos que podem se somar a muitas outras formas criativas que cada professor pode desenvolver para atuar de forma responsável na prevenção da Aids. A escola pode também promover outras formas de divulgação mais amplas para toda comunidade escolar, como realização de murais, faixas em eventos, exposição de trabalhos dos alunos, participação em feira de ciências, realização de atividades na escola com profissionais da área da Saúde, intervenção de adolescentes como multiplicadores na prevenção etc.

Devido os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), explicitar que cada uma das áreas tratará da temática da sexualidade por meio de sua própria proposta de trabalho. Dai surgiu à necessidade de incluir no currículo educacional a disciplina optativa de Educação Sexual na Escola, sendo ofertada para todos os alunos dos cursos de graduação da universidade pública no estado do Ceará.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conforme os relatos dos acadêmicos da disciplina de educação sexual referente às temáticas, os recursos tradicionais e os recursos tecnológicos, os procedimentos didática aplicada durante o semestre. Na frase do aluno “O professor ao planejar os conteúdos das aulas devem incluir os dispositivos móveis como matérias didáticos utilizado para ministrar os conteúdos na área da sexualidade visando alcançar resultados positivos”. Explicitaç ão do acadêmico “Desenvolver estratégias de ação para o progresso dos acadêmicos, o plano de aula deve ser flexível, enriquecido de técnicas de aprendizagem inovadoras, possibilitando a compreensão hipóteses geradas, afim de, analisar se realmente a inserção dos recursos tecnológicos e os dispositivos móveis são efetivos para o ensino e aprendizagem dos alunos”,

Vale ressaltar que não podemos desprezar a didática tradicional, pois é através dela que podemos desenvolver técnicas, métodos, aplicabilidade e interpretação dos bons resultados esperados do ensino e aprendizagem.

Os interesses dos estudantes surgem em aula, como tradução de suas necessidades de interrogar, buscar, conhecer, assimilar e desenvolverem-se como um todo integrado Estes achados devem provocar modificações comportamentais desejáveis no aluno que satisfaçam suas necessidades e oportunizem o progresso individual e coletivo relacionado à retenção de aprendizagem nos sentidos consciente do educando.

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