REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE ALTAMIRAALTAMIRA PA PROJETO BÁSICO

Novembro de 2011

Engenharia e Consultoria Ambiental

Remediação do Lixão de Altamira - PA Projeto Básico

Memoriais, Especificações, Orçamento e Desenhos Novembro de 2011

NORTE ENERGIA S/A SCN Quadra 4 nº 100 - Bloco B – Centro Empresarial Varig Salas 904 e 1004 CEP 70.714-900 - Brasília – DF Fone: (61) 3410-2085

Diretoria Socioambiental Superintendência do Meio Socioeconômico S Responsável Cassandra Gelsomino Molisani Superintendência erintendência dos Meios Físico e Biótico Responsável Valéria Fernanda Saracura CSANEO – Engenharia e Consultoria Ambiental Ltda.
SCRNCR 704/705 Bl. E entrada 52 sala 205 CEP 70.730-650 – Brasília / DF Telefax: (61) 3202-2333 e-mail: csaneoengenharia@gmail.com

Responsáveis Técnico Eng. Antônio José de Brito, CREA 7965/D-DF 7965/D Eng. Vilmar Herbert de Almeida, CREA 34.749/D-MG 34.749/D Eng. Jeferson Costa, CREA 8843/D-DF 8843/D Equipe Técnica Carolina Bernardes – Bióloga Vânia Fernandes – Eng. Ambiental Dayane dos Santos – Técnica de Informática Bárbara Michele Tardioli – Desenhista Andréia Figueiredo - Desenhista Whallace Derkian – Digitador Bernardo Duque Vianna – Estagiário de Arquitetura Sindy Chouery – Estagiária de d Arquitetura L.REM.ALT.001 L.REM.ALT.001

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SUMÁRIO 1. 2. APRESENTAÇÃO ................................................................................................ ................................ .............................................. 6 DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL E DA INFRAESTRUTURA ........................................ ................................ 8 2.1 Caracterização Geral ................................................................................................ ................................... 8 2.2 Aspectos Históricos e Culturais ................................................................ .................................................... 9 2.3 Aspectos Econômicos ................................................................................................ ................................ 10 2.4 Aspectos da Infraestrutura ................................................................ ......................................................... 11 2.5 Estudo da População ................................................................................................ ................................. 20 3. CARACTERIZAÇÃO DO LIXÃO DE D ALTAMIRA .............................................................. ................................ 22 3.1 Localização do Lixão na Bacia Hidrográfica ............................................................... ............................... 25 4. DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL DO LIXÃO DE ALTAMIRA ...................................... ................................ 30 4.1 Aspectos físicos na área do lixão ................................................................ ............................................... 30 4.2 Topografia ................................................................................................ ................................ .................................................. 48 4.3 População de catadores no lixão................................................................ lixão ................................................ 55 5. REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE ALTAMIRA ALTA ................................................................ ....................................... 59 5.1 Metodologia ................................................................................................ ................................ ............................................... 59 5.2 Levantamento do Volume de Resíduos a ser Remediado .......................................... ................................ 60 5.3 Urbanismo e Arquitetura da Remediação ................................................................ ................................... 61 5.4 Dimensionamento das Células de Remediação ......................................................... ................................ 63 5.5 Impermeabilização e Drenagem das Células de Remediação Lixão .......................... 64 5.6 Sistema de Drenagem dos Percolados ................................................................ ...................................... 66 5.7 Sistema de Drenagem de Gases................................................................ Gases ................................................ 68 5.8 Resíduos de Serviços de Saúde – RSS ................................................................ ..................................... 69 5.9 Área de Separação e Reciclagem dos Resíduos ....................................................... ................................ 72 5.10 Estação de Tratamento do Lixiviado – ETL............................................................. ................................ 73 5.11 Etapas tapas de Implantação da Remediação ................................................................ ................................. 73 6. MONITORAMENTO E CONTROLE AMBIENTAL DO LIXÃO ........................................... ................................ 75 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS................................................................ .................................................. 78 8. ANEXOS ................................................................................................ ................................ .......................................................... 79

LISTA DE TABELAS Tabela 1 - Precipitação mensal, em mm, no período de 1996 a 2005. ..................................... ................................ 15 Tabela 2- Evaporação mensal (em mm). ................................................................ .................................................. 15 Tabela 3– Médias de Temperatura características, em ºC (Dados (Dados de 1996 a 2005). ............... 15 Tabela 4 – Velocidade dos ventos característicos na região (em m/s). .................................... ................................ 15 Tabela 5– Frota de veículos disponíveis disp para coleta de lixo em Altamira ................................. ................................ 17 Tabela 6– Caracterização dos resíduos sólidos de Altamira .................................................... ................................ 19 Tabela 7 - População residente idente na Área Urbana de Altamira e do Brasil ................................. ................................ 21 Tabela 8 - População residente na Área Rural de Altamira e do Brasil.................................... ................................ 21 Tabela 9 - Resultados das análises Físico-Químicas Físico Químicas e Bacteriológicas da Água ..................... 28 Tabela 10 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L1 ...................................... ................................ 34 Tabela 11 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L2 ...................................... ................................ 34 Tabela 12 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L3 ...................................... ................................ 35 Tabela 13 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L4 ...................................... ................................ 35 Tabela 14 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L5 ...................................... ................................ 35 Tabela 15 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto M1 ........................................... ................................ 35 Tabela 16 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto J1 ............................................ ................................ 36 Tabela 17 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto J2 ............................................ ................................ 36 Tabela 18 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto J3 ............................................ ................................ 36
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Tabela 19 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto A ........................................ ................................ 36 Tabela 20 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto B ........................................ ................................ 36 Tabela 21 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto C ........................................ ................................ 37 Tabela 22 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto D ........................................ ................................ 37 Tabela 23 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto E ........................................ ................................ 37 Tabela 24 – Volume de lixo – Seções 1 a 5................................................................ .............................................. 55 Tabela 25 – Volume de lixo – Seções 6 a 11................................................................ ............................................ 55 Tabela 26 – Padrões de lançamento conforme Resolução CONAMA 357/2005....................... 357/2005. 77

LISTA DE FIGURAS Figura 1- Localização do município de Altamira Alt ................................................................ ......................................... 8 Figura 2 – Vista da cidade de Altamira ................................................................ ..................................................... 10 Figura 3– Reservatório R1 de água de Altamira ................................................................ ....................................... 12 Figura 4 - Reservatório Apoiado R 2 ................................................................ ........................................................ 12 Figura 5 - Reservatório Elevado R-3 R ................................................................ ........................................................ 13 Figura 6– Vista aérea da orla da cidade de Altamira ................................................................ ................................ 14 Figura 7– Sistema de Drenagem precário ................................................................ ................................................ 16 Figura 8– Ocupação irregular em áreas de várzea ................................................................ ................................... 17 Figura 9– Presença de lixo em terrenos baldios ................................................................ ....................................... 18 Figura 10– Caminhão realizando o despejo de resíduos no lixão ............................................. ................................ 18 Figura 11– Área central da cidade: vias pavimentadas e sem pavimentação ........................... 19 Figura 12– Fornecimento de Energia elétrica de forma irregular .............................................. ................................ 20 Figura 13– Localização da Área do lixão de Altamira ............................................................... ............................... 22 Figura 14– Lixo disposto pela cidade ................................................................ ....................................................... 23 Figura 15- Lixo disposto pela cidade. ................................................................ ....................................................... 23 Figura 16– Lixo exposto ao longo da ................................................................ ........................................................ 23 Figura 17 - Vista geral do lixão ................................................................................................ ................................. 24 Figura 18- Resíduos de e serviços de saúde espalhados inadequadamente. ............................. 24 Figura 19- Lixo espalhado na faixa de domínio da Transamazônica ........................................ ................................ 25 Figura 20- Lixo espalhado nas imediações do lixão. ................................................................ ................................ 25 Figura 21 – Bacia Hidrográfica onde está encaixado o Lixão de Altamira ................................ 26 Figura 22 – Ponto 1 de coleta de água – Brejo................................................................ ......................................... 27 Figura 23 – Ponto 2 de coleta de água – Igarapé Altamira ....................................................... ................................ 27 Figura 24 - Localização dos pontos de sondagem referente aos estudos ................................ 31 Figura 25 – Amostra de solo retirada da área do lixão em janeiro de 2009 .............................. 32 Figura 26 - Localização dos novos pontos de sondagem no lixão. ........................................... ................................ 33 Figura 27 – Níveis de contaminação por Cádmio no solo do lixão. ........................................... ................................ 38 Figura 28 - Níveis de contaminação por Cloreto no solo sol do lixão ............................................. ................................ 39 Figura 29 - Níveis de contaminação por Cromo no solo do lixão. ............................................. ................................ 40 Figura 30 - Níveis de contaminação por N-Amoniacal N no solo do lixão. ................................... ................................ 41 Figura 31 - Níveis de contaminação por NI (níquel) no solo do lixão. ....................................... ................................ 42 Figura 32 - Níveis de contaminação por Hg (Mercúrio) no solo do lixão. .................................. ................................ 43 Figura 33 – Níveis de contaminação por Pb (Chumbo) no solo do lixão. .................................. ................................ 44 Figura 34 - pH no solo do lixão. ................................................................................................ ................................ 45 Figura 35 - Níveis de contaminação por Zn (Zinco) nos solos do lixão. .................................... ................................ 46 Figura 36 - Níveis de TOC (Carbono Orgânico Total) nos solos do lixão. ................................. ................................ 47 Figura 37 - Sondagens no lixão ................................................................................................ ................................ 48 Figura 38 – Topografia original da área do lixão ................................................................ ....................................... 49 Figura 39 – Delimitação das Seções 1 a 5 ................................................................ ............................................... 50 Figura 40 – Delimitação das Seções 6 a 11 ................................................................ ............................................. 51
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............................Figura 41 – Seções 2 a 5 ......... 68 Figura 54 ...................................... ................................Autoclave para esterilização dos RSS a ser implantada no lixão..... 57 Figura 46...................................... 53 Figura 43 – Seções 9 a 11 .............................. ........................................................................... 54 Figura 44 – Catadores no lixão de Altamira ...................................................................................................................................................... 58 Figura 48 – Catadora sem Equipamento de Proteção Individual...................................... ............ ......................................................................................... ....................... ................... 56 Figura 45.................................................... 66 Figura 53 – Detalhe do queimador de gases do lixão ........ 59 Figura 50– Configuração Urbana das Células de Tratamento ................................................................... 64 Figura 52 – Esquema de impermeabilização da célula (Fonte: Manual de Aterro Sanitário – CREA – PR) ................................................................................. 75 5 ..................................... ...................................................................................................Incidência por gên nero dos CRS do depósito a céu aberto (lixã ão) de Altamira-PA......................................... ............ .. ..............................................Perfil de faixa etária dos Catadores do lixão de Altamira ....................... ................................. ......................................................................... ... 58 Figura 49– Modelo de célula de aterro tradicional........................... ... ................... 62 Figura 51 – Seções das células de remediação ........................................................................................................................................ ................... 71 Figura 55 – Localização dos poços de Monitoramento nas imediações do lixão ............................................ .................................................. 52 Figura 42 – Seções 6 a 8 .......... 57 Figura 47 – Catadores no lixão................................. .............

São levantados também os problemas inerentes à forma inadequada de disposição dos resíduos. com destaque para a infraestrutura existente. encontra em processo de Considerando que o projeto do futuro aterro sanitário da cidade encontra-se revisão. A sua formação. São analisadas as questões referentes à topografia. apresenta a indicação de atendimento de um cronograma de implantação dos sistemas de saneamento básico nas cidades diretamente afetadas pelas obras do empreendimento.075 habitantes – IBGE 2010 – município). Da produção produção de ouro à produção de energia. Altamira e a influência que acarreta na cidade são alguns tópicos dos estudos realizados. O projeto consiste na limpeza geral da área através do acondicionamento dos resíduos existentes em células impermeabilizadas com coleta e tratamento do chorume e coleta e queima dos gases provenientes do aterro do lixo. ainda. No Item 4 é apresentado o diagnóstico da área do lixão. também. Assim. a oportunidade de serem corrigidos corrigido os passivos socioambientais hoje existentes nesta região inserida no contexto urbano ano da cidade de Altamira. . empreendimento principalmente em detrimento do aumento do fluxo populacional para estas regiões. as células dimensionadas servirão. o Projeto Básico da Remediação do Lixão de Altamira-PA Altamira tem a finalidade de apresentar os projetos elaborados para para recuperar a área onde atualmente são dispostos de forma inadequada os resíduos sólidos gerados na cidade.10 da Licença de Instalação Nº 795/2011. Altamira com 100 anos de existência. projeto de modo odo que o cronograma para a remediação seja cumprido com relação às datas previstas e plenamente atendida esta demanda da LI 795/2011. concomitante à efetiva implantação plantação do aterro sanitário. onde os o serviços de saneamento básico ainda são precários e necessitam de grandes investimentos. o orçamento das obras e os desenhos relativos aos projetos para execução das das obras do projeto de remediação do lixão. a localização da região de estudo em relação à bacia hidrográfica na qual está inserida. para o atendimento da condicionante supramencionada. consta a demanda de apresentação do Projeto Projet Básico de Remediação do Lixão bem como a execução propriamente dita da remediação dentro dos prazos estipulados pela referida licença. Para a cidade de Altamira. o tipo de resíduo disposto na área. pluma de contaminação e catadores que sobrevivem dos reciclados. promoveu-se promoveu o elaboração do referido projeto. 6 . a bacia do igarapé Altamira. emitida pelo IBAMA para a construção da Usina Hidrelétrica de Belo Monte em 01/06/2011. Altamira. em área. possibilitando desta forma. do Brasil. Além do diagnóstico da situação atual. possibilitando-se. contaminação do solo. APRESENTAÇÃO A condicionante 2. Descreve. A diversidade dos movimentos econômicos da d região é o principal fator do crescimento do seu número de habitantes.1. tem hoje perto de 100 mil habitantes (99. A caracterização do “lixão” é apresentada no Item 3. o crescimento populacional do município e os ciclos dinâmicos que caracterizam o maior município. são s apresentados neste documento os memoriais descritivos e de cálculo. sanitário No Item 2 são apresentadas as principais características da cidade de Altamira. para a disposição dos resíduos sólidos coletados diariamente pela Prefeitura. especificamente. as especificações de materiais e serviços. . Desta forma.

o qual contempla a metodologia adotada. No Item 6 são apresentados os dispositivos de implementação do projeto e de monitoramento após a execução das obras.O Projeto de Remediação diação é tratado no Item 5. o detalhamento da solução e as etapas de implantação. 7 .

Uruará. DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL CIOAMBIENTAL E DA INFRAESTRUTUR RA 2. Gurupá a Leste com o Município de Senador José Porfírio. É cortado de norte a sul pelo rio Xingu.500 km² de área.Localização do município de Altamira A sede do município. Consta como maior município brasileiro em extensão territorial. também denominada Altamira. Porto de Moz e Gurupá. Porfírio Anapu. Medicilândia e Brasil Novo conforme Figura 1. que domina sua zona fisiográfica. está situada a 740 quilômetros de Belém e 458 quilômetros de Marabá. territorial com aproximadamente 159. São Félix e Pacajá. 8 . .2.2010 MT Massa d'agua AII do meio econômico Divisa Estadual Limite Municipal Microregiões: Araguaia Baixo Amazonas Carajás Guamá Lago do Tucuruí Marajó Rio Capim Rio Caetês Tocantins Tapajos Xingu Figura 1. com o município de São Félix do Xingu e também com o Estado de Matogrosso e a Oeste com os o municípios de Placas. Senador José Porfírio.1 Caracterização cterização Geral O município de Altamira está localizado localizad no sudoeste do estado do Pará e faz limite ao norte com os municípios de Vitória do Xingu. ao Sul. AP OCEANO ATLÂNTICO Medicilândia AHE Belo Monte Uruará Placas Porto de Moz Vitória do Xingu Senador José Porfirio Pacajá Anapú Ri oT ap ajó s AM ALTAMIRA Rio Toc anti ns Brasil Novo s zôna Ama Rio Guarupá Rio Pará Belém MA Rio Toc anti ns Rio Ara gua ia Rio X ingu TO Fonte: PDDU de Altamira .

na parte relativa à abertura da estrada para o Ambé. 2. Os acessos no interior do município são feitos por diversas rodovias vicinais. Essa estrada foi um elemento importante de prosperidade speridade de Altamira. Como não obteve êxito. neste sentido. contando com um número maior de índios de diferentes tribos. dos frades Ludovico e Carmelo de Mazzarino. aos quais depois se juntaram os índios das tribos Achipaiás. viu a possibilidade de reconstruir o caminho. abrindo um pico da foz do rio Joá à embocadura do rio Ambé. com índios das tribos Tacuúba.750.230 mm/ano. em 1868. Não se sabe. não mais de Cachoeira. em 1880. posteriormente. Em face da Lei n. A partir dessa missão dos capuchinhos estabeleceram-se os fundamentos de um povoamento que transformou-se transformou se no povoado de Altamira. promoveram o seu crescimento cresc e desenvolvimento. o major Leocádio de Souza. que o privou de sua escravaria. Após vencerem. pelos Capuchos da Piedade. A partir de Altamira há ligação com o município de Vitória do Xingu através da PA-815. no alto Xingu. ausência de uma estação fria. ver seus esforços coroados de resultados. os jesuítas introduziram os primeiros traços de civilização naquela região. Fazendo ligação entre essa missão e a localidade de Cachoeira. incluindo no seu território o povoado de Altamira. é. . foi criado o município de Souzel. que desempenharia um papel importante na história história de Altamira. conseguindo porém. sendo assim.º 811. Penes e Jurunas. Seu sobrinho José Porfírio de Miranda Júnior concluiu definitivamente a grande via e adquiriu a sua propriedade. 1 750. porém. a PA-167 e a PA-415. Após a expulsão dos jesuítas. Pela tradição deixada pelos capuchinhos. uma vez que veio a falecer. O clima da região pertence ao grupo “A”. com um grande número de escravos de sua propriedade.2 Aspectos Históricos e Culturais A origem do município de Altamira está relacionada com o pioneirismo da presença dos missionários da Companhia de Jesus no rio Xingu.5 m/s e umidade em torno de 85%. Com 9 . de 14 de abril de 1874. (BR que liga a rodovia Belém-Brasília (BR-010) (BR às cidades de Altamira e Itaituba. organizou uma destacada expedição para efetuar o seu definitivo reconhecimento. mais tarde vila de Altamira. um clima úmido com variação de temperatura acima dos 18° C. Araras e Carajás. o coronel Gaiôso retomou a empreitada. entretanto. ventos de 1. O baiano Agrário Cavalcante resolveu continuar a tarefa. fundaram uma missão religiosa. esta estrada ficou praticamente abandonada e foi posteriormente reconstruída. da foz do rio Tucuruí até o povoado de Altamira e. não conseguindo. precipitações médias de 2. Ao se instalarem na antiga missão dos jesuítas. no rio Tucuruí havia uma estrada primitiva. que ficou paralisada e perdida em conseqüência da Lei Áurea de 13 de maio de 1888. acima da foz do rio Ambé. Souzel (o maior Município do Estado do Pará) necessitava de uma divisão ão administrativa. a Volta Grande daquele rio. Jurunas. antes de 1. iniciando a construção construção de uma boa estrada de rodagem. bem como se fazia necessário o estabelecimento de um Governo Municipal. que era uma região mais desenvolvida do que o baixo Xingu. a data precisa em que o povoado foi fundado. os Capuchinhos reergueram-na reergueram e. Curiarias.Os acessos rodoviários ao Município ocorrem por meio da Transamazônica (BR-230). e por duas rodovias estaduais. por terra. Na margem esquerda do rio Xingu. Devido à sua grande extensão.

passando o Souzel a ser distrito distrito desse novo Município. Altamira que passou a sede do novo Município. Os Decretos Estaduais de números 6 de 4 de novembro de 1930 e 72 de 27 de dezembro do mesmo ano mantiveram o município de Altamira. incorporando Altamira. a Casa da Cultura e o Teatro Amador Sesiano são considerados os principais espaços culturais do município. 10 Fonte: CSANEO . Ganham destaque também.isso. a partir do caroço de tucumã. contemporâneo. o poder público resolveu criar o município de Altamira. A Biblioteca Pública. Pelo Decreto Legislativo nº 1. 2. colares e cerâmicas. comemorado. o qual ocorreu concomitante ao movimento de interiorização do desenvolvimento do estado do Pará. com o movimento extrativista dos seringais e o ciclo da borracha. no dia 20 de janeiro. o segundo. maracás.234 de 6 de novembro de 1911. e o terceiro momento. Souzel foi desmenbrado. vinculado à época colonial.3 Aspectos Econômicos O histórico da ocupação de Altamira pode pode ser estruturado em torno de três momentos: o primeiro eiro ocorreu junto ao Igarapé Panelas. as peças confeccionadas. O festejo conserva de um lado. . o caráter profano com arraial. o seu caráter religioso. que ocorreu ao final do século XIX e início do século XX. dando origem ao município de Xingu. Fixou-se Fixou a sua instalação pelo Decreto nº 1852 185 de 29 do mesmo ano. espinha de peixe. ao mesmo tempo em que transferiu para ali a sede da comarca do Xingu. para o dia primeiro eiro de janeiro do ano seguinte. com missas. leilões etc. açaí. no século XVIII. tra uma vista da cidade que cresceu ao longo do rio Xingu. A Figura 2 mostra Figura 2 – Vista da cidade de Altamira A cidade de Altamira recebeu esse título pela pela Lei nº 1604 de 27 de setembro de 1917. A única manifestação festação religiosa de que se tem conhecimento do município de Altamira é a festa em homenagem ao Santo Padroeiro São Sebastião. Os principais produtos do artesanato local são as cestas. novenas e procissões e de outro. louças. pena. tala e argila.

Existem três empresas aéreas aérea que fazem rotas para o município. Encontra-se em bom estado de conse ervação. no entanto en as passagens ainda possuem valores pouco co acessíveis à população Altamirense de modo geral. Sua a área de influência é a totalidade do sistema atual a de distribuição. de onde on é recalcada por uma estação elevatória para o tratamento de água. entretanto. Nos itens seguintes é apresentada uma breve descrição dos sistemas existentes.4 Aspectos da Infraestrutura A infraestrutura de Altamira é deficiente embora seja a cidade da região re com maiores possibilidades de atender aos seus habitantes e à população dos municípios vizinhos. No setor primário. Os sistemas de saúde são os mais procurados. podem-se observar indústria as de laticínios. desde 1974 e atende cerca de 26% dos domicílios da cidade. circ cular.750 0 m³. No setor secundário. pecuár extração de argila. geral 2. não conse egue operar no nível máximo devido à dem manda de água ser superior à produção. Abastecimento de Água O abastecimento astecimento público de água e feito pela Companhia de Saneamento do Pará – COSANPA. cidade A água fornecida pela companhia ompanhia passa por tratamento convencional e é monitorada na estação de tratamento conforme os padrões de potabilidade otabilidade estabelecidos pela Portaria P Nº 518/2004 do d Ministério da Saúde e 74% das residências utilizam água de poços ou nascentes sem nenhum tratamento adequado. frigoríficos e ainda vários estabelecimentos da indústria alimentícia. assim m como c algumas moveleiras e indústrias de construção civil. compreende as atividades comer omerciais de venda no varejo e atacado e de prestaç ção de serviços. A principal via de acesso terrestre para chegar à cidade é a Rodovia Transamazônica (BR-230). A distribuição de água tratada é feita a partir de dois reservatórios: reservatórios R1 => apoiado (Figura Figura 3) 3 situado ao lado da Estação de Tratamento de Água (ETA) de concreto armado. Nas condições atuais. indústria de leite. o majoritário no n município. que apresenta pequenos trechos de ac cessos pavimentados. agricultura. que apresenta déficit de d pressão por falta de troncos distribuidores. principalment mente na época das chuvas inverno. sendo quatro deles para 100 m³/h e um para 500 m³/h. incomun omunicável com outros centros econômicos por malha a rodoviária. apoiado e com capacidade de 1. O sistema é composto de uma captação de água no próprio rio Xingu. 11 . tornando o escoament oamento da produção local demorado e impossi ssibilitando a instalação de novas indústrias. terciário. O ecoturismo da região tem grande potencial. . pecuária. esta e economia é voltada para a exportação de d madeiras. bomba. pesca.pr secundário e A economia do Município de Altamira desenvolve-se nos três setores: primário. madeira e areia. A estação dispõe de cinco conjuntos de moto-bomba. é pouco explorad orado até o momento. deixando a cidade. A dificuldade de acesso ao o município é um fator limitante para o cre rescimento econômico regional. Já o setor terciário.

com capacidade R-3 de 140m³ de água. em concreto armado. cercas e pinturas. está em bom estado de conservação. composta basicamente por dois conjuntos moto-bomba moto de 75 cv cada. com capacidade de 175 m³ de água e que funciona como poço de sucção de elevatória para a zona alta. Fonte: CSANEO Figura 4 .Reservatório Apoiado R 2 12 Fonte: CSANEO .Figura 3– Reservatório R1 de água de Altamira R-2 => > apoiado (Figura 4). dotada de uma estação elevatória intermediária. possui 12 m de altura. A água é aduzida ao reservatório elevado por meio de uma tubulação. 3 => elevado (Figura 5). atende a zona alta do Bairro de Nova Brasília. necessitando de limpeza na área. situado na zona baixa do Bairro Nova Brasília. em concreto armado.

O quartel da cidade é também atendido por um sistema independente. o que corresponde a aproximadame ente uma população de 23.Figura 5 . nto apresenta razoáveis condições sanitárias s devido à inexistência O manancial de abastecimen de indústrias poluidoras e à baixa b taxa de ocupação urbana a montante da d cidade. a partir do rio Xingu. para um índice de cobertura de 40.251 habitantes. com sérias conseqüências sanitárias: a proximidade destas com os poços rasos e cisternas. 2009). A população.49% (COSAN NPA. ou ainda de galerias que possibilitam o escoamento. também sem serem precedidas por fossas sépticas. comprometendo não só a saúde saúde pública. dispõem dispõe os esgotos diretamente nestes. como é o caso da hepatite. Existem ademais destes. com as doenças de veiculação hídrica. 2009). gerando sérios problemas de saúde pública. que abastecem de forma independente os bairros Boa Esperança e Aparecida (parcial) e conjunto njunto habitacional Alberto Soares. sendo os volume es de produção e consumo estimados. Além do sistema principal. que infiltram os efluentes diretamente no solo. Os moradores das proximidades dos córregos ou de fundos de vale.Reservatório Elevado R-3 A rede de distribuição de e água conta atualmente com 4. que e se encontra em torno de 55. dois bairros atendidos pela própria Prefeitura de Altamira. sem serem precedidas sequer por fossas sépticas. dispõe os esgotos em fossas rudimentares. Não existem macro e micr ro medições na cidade.559 ligações. em sua grande maioria. pela possibilidade de 13 Fonte: CSANEO . A partir tir do confronto entre produção estimada e volume v faturado foi obtido o índice de perdas.7% (COSANPA PA. Esgotamento Sanitário No que tange ao sistema stema de esgotamento sanitário. acaba por comprometer a qualidade da água captada. a cidade de Altamira possui uma rede de coleta de esgoto pouco significativa. a cidade é dotada ainda de dois poços denominados semisemi artesianos.

apresenta grande concentraçã ão de esgoto sanitário O Igarapé Altamira. Na orla da cidade. 2011). 31. Figura 6– 6 Vista aérea da orla da cidade de Altamira Drenagem Pluvial Segundo a classificação de Köppen. esta concentração da contaminação das águas servidas é diminuída. No município. o clima da região pertence ao grupo “A”. Como Co mostram na Tabela 1 os meses de Fevereiro a Abril apresentam maiores incidências de chuvas durante o ano.2008 . verificou-se se que 55. um clima úmido com variação de temperatura acima dos 18° C.5 m/s e umidade em torno de 85% (INMET. mas comprometendo também o meio ambiente. o esgoto é lançado “in natura” no rio Xingu. ausência de uma estação fria.2° C. embora receba a vazão do Igarapé. onde são observados os maiores locais de poluição do rio. que corta devido a sua utilização como o corpo c receptor.12% lançam seus efluentes diretamente nos igarapés que cortam a cidade e 11. A estação mais chuvosa do município compreende os meses entre Janeiro e Maio.6% das residências jogam seus efluentes em fossas rudimentares. ventos de 1. . sendo que o período de maior estiagem fica entre os meses de Julho Julho e Setembro. 14 Fonte: Jornal do Brasil . (Fonte:IBGE/SIDRA ta a cidade. sendo assim. pela degradação dos cursos d’água locais.transmissão de doenças hídricas. favorecida favore pela maior vazão do curso d´água. A Figura 6 mostra a orla da cidade.230 mm/ano. 4.3 % lançam seus efluentes no sistema de drenagem pluvial ou em outros escoadouros na cidade (Fonte:IBGE/SIDRA/2010). No rio Xingu. principal local de encontro e de lazer da população. precipitações recipitações médias de 2.49 % da população possuem fossas sépticas. A média anual da temperatura nessa região é de 27. .

5 Jul 69.9 31.5 Set 49.0 0.0 0.6 524.0 132.0 0.8 904.1 Abr 35.4 334.230.5 233.0 Mai 1. interessa menos a variação das médias dos índices pluviométricos e muito mais a forma como se dá o regime de chuvas. Item Máx.0 Jul 1.7 220.0 0.7 Nov 85.3 Dez 1. Para a produção agropecuária do município município o acompanhamento destas variações é importante.0 70.4 22.5 53.3 51.5 27.3 Nov 1.5 Jun 61.0 Ano 808.0 Fev 1.3 7.0 Fonte: INMET Instituto Nacional l de Meteorologia 2° Distrito Meteorológico período: 2000 a 2007. No 15 .3 Nov 37. Tabela 2.9° C.0 32.2 Fonte: INMET – Instituto Nacional de Meteorologia – 2° Distrito Meteorológico – período: 1996 a 2005.1 Fonte: INMET Instituto Nacional de Meteorologia 2° Distrito Meteorológico período: 1996 a 2005.2 Abr 45.0 Mar 1.3 1. Já o período mais frio é denominado como outono.5 28.de Moz Jan 53.4 6.0 0.0 32.1 Mar 35.0 0.0 5.5 541.2 21.0 34. Análises com dados colhidos entre 2000 a 2007 2007 registraram velocidades dos ventos máximas em torno de 7.2 544.4 370.9 9.6 315. com temperaturas médias de 22.1 Ano 36.5 308.Precipitação mensal.9 27.9 26.1 8.2 Dez 37.6 26.0 Jun 1.3 m/s no mês de Setembro.9 101.Evaporação mensal (em mm).0 2. A Tabela 3 registra as médias mensais das temperaturas entre os anos de 1996 a 2005 Tabela 3– Médias de Temperatura características.2 48.3 Out 1. Tabela 4 – Velocidade locidade dos ventos característicos na região (em m/s).4 68.6 7.3 34. Estação Altamira P.6 34.1 Dez Ano 543.4° C.2 22. Absoluta Máxima Média Mínima Jan 36.3 26. pontualmente.7 16.6 375.8 Set 95.6 8.9 121.1 m/s.4 Mai 35.0 0. conforme a Tabela 4.4 22.6 196.3 212.0 Abr 1.7 23.3 5.2 22. Para a ocupação urbana e para a caracterização dos espaços.6 Ago 38. Méd. Algumas estações climatológicas da região indicam que a direção dos ventos predominante é norte e a segunda direção mais predominante é nordeste.1 22. com médias de temperaturas de 32.2 Fev 44.8 28.1 31.1 31.9 Set 38.Tabela 1 .6 23.5 580.3 17.4 Fev 35.1 26.6 430.7 Fonte: INMET Instituto Nacional de Meteorologia 2° Distrito Meteorológico período: 1996 a 2005.0 Jun 36.8 108.7 8. 2005 Item Máx.2 22. Observa-se que.6 32. e as situações de seca estão se agravando.8 7.0 Set 1.9 56.4 44. com picos de 9.8 32.3 125.0 Ago 1.6 22. em ºC (Dados de 1996 a 2005). em mm.0 31.1 Jul 36.018.3 7.8 Mai 49. Na Tabela 2 são registradas gistradas as médias mensais de evaporação no período de 1996 a 2005.2 Nov 88.1 96.3 0.9 Ago 86.1 5.0 0.0 32.0 0.2 97.2 27.5 Out 95.6 26.3 Dez 75.9 27.1 21.073. Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul 51.0 145.9 8.0 110.6 52.3 Out 38. as pancadas de chuva estão se acirrando (inundações). A época mais quente compreende na chamada “primavera amazônica”.2 137. Mín.6 Ago 26.1 1. no período de 1996 a 2005. .8 22.1 34.1 Out 52.9 331.4 Mar 47.0 0.8 27. em alguns anos.9 22.2 50.2 28.0 0.7 4. Item Médio Máximo Mínimo Jan 1.5 2. em outros.8 80.6 86.1 13.

. a montante da área urbana. pois se a ocupação do solo não levar isto em consideração há risco de aumento de erosões. . sua capacidade de escoamento natural e as correspondentes áreas áre potencialmente alagáveis.caso particular da região. naturalmente susceptíveis às cheias do rio Xingu e aos remansos decorrentes nos seus contribuintes locais. pois o seu conhecimento é fundamental para o controle do desenvolvimento de processos erosivos e das inundações. 16 Fonte: CSANEO . abaixo gura 7– Sistema de Drenagem precário Figura Verificou-se que existe um plano de manejo de águas pluviais e que a prefeitura é a única executora desta atividade. senão a uma ocupação urbana indevida de áreas de várzea e de banhados (Figura 8). Os demais problemas relativos às inundações não podem ser atribuídos ao mau escoamento. Altamira dispõe de um sistema de galerias que atinge apenas uma parte de sua área urbana. com pancadas e correspondentes enxurradas associadas à trovoadas. xiste apenas uma pequena área com sistema de drenagem de No município de Altamira existe águas pluviais implantado. porém ainda sem projeto. o mesmo assume a forma clássica das chuvas tropicais. No o entanto. inundações. fazendo do município a única cidade na região a desenvolver este trabalho. não foi constatado nenhum instrumento legal regulador para a atividade. descarregando as águas de chuva principalmente no rio Xingu. O registro e análise dos picos de precipitação precipitação são tão importantes quanto às à médias ou totais mensais. Esta sta rede implantada vem sendo utilizada por uma grande parte de moradores moradore como receptor do efluente do esgo goto sanitário e lançado diretamente no rio Xingu. em especial no córrego Panela e igarapé Altamira. conforme pode ser visto na Figura 7 abaixo. O regime de precipitações assim caracterizado obriga a uma análise detalhada das bacias hidrográficas. mas também parcialmente parcialmen no córrego Panela e em um alagado da várzea do próprio rio Xingu. desmonte de empenas e desabamentos.

17 . Na Tabela 5 está listada a frota utilizada.Massey Ferguson.CAT 13-180 Volkswagem F-4000 .Mercedez D6D . Para as grandes áreas de produção (feiras e mercados) a coleta ocorre em pontos específicos através de contêineres basculantes ou intercambiáveis. Para a realização das atividades de coleta domiciliar domici e de entulhos. varrição. em seu quadro de pessoal. setor Possui ossui uma frota própria pró de veículos e equipamentos que atendem a demanda das ações em seu limite máximo. nos terrenos baldios (Figura 9). 3 ou 2 vezes por semana.Figura 8– Ocupação irregular em áreas de várzea Resíduos Sólidos O serviço de limpeza urbana em Altamira está sob responsabilidade da Secretaria Municipal de Viação e Obras Pública . e as ações são desenvolvidas pelo Departamento de Limpeza Urbana (DLU). Coleta de lixo.SEOVI. material de corte de arvores da área urbana e varrição de ruas. porta sendo diária no centro da cidade e. observa-se se pela cidade a presença de lixo nas ruas. material de corte de arvores da área urbana e varrição de ruas.Valmet 1215C . Tabela 5– Frota de veículos disponíveis para coleta de lixo em Altamira Veículo Carro coletor Girico Poli-guindaste Trator Caçamba basculante Qtdade 4 3 1 1 1 Função Modelo Marca Propriedade Prefeitura Prefeitura Prefeitura Prefeitura Prefeitura Manutenção Regular Regular Regular Regular Regular Coleta do resíduo sólido urbano. A coleta dos resíduos sólidos é feita de modo convencional no sistema porta a porta. 260 . limpeza e capina o departamento conta. . 13-190 . Coleta de contêineres espalhados pela cidadeno Compactação do resíduo lixão. pessoal com 300 funcionários distribuídos de acordo com a necessidade de cada setor.Ford Caçamba basculante 1 Prefeitura Fonte: CSANEO Regular Fonte: Departamento de Limpeza Urbana de Altamira. intercambiáveis Porém. Coleta de lixo. nos demais bairros.Volkswagen Auxilio a coleta do resíduo sólido urbano.

64 kg/hab. que são lançados de forma inadequada em uma área de expansão do distrito. cidade Figura 9– Presença de lixo em terrenos baldios A gestão dos resíduos sólidos na região de Altamira é vista.nas áreas de várzeas e margens do rio Xingu e dos Igarapés Altamira e Ambé. Não existe na cidade uma estrutura adequada para a disposição e tratamento dos os resíduos. localizada às margens da Rodovia Rodovia Transamazônica . Ambé A exceção a este cenário é o centro da cidade. a produção per capita média da zona urbana é de 0.dia. como um dos maiores problemas enfrentados pela população.BR-230 (Figura 10). A composição posição gravimétrica dos diversos tipos de resíduos sólidos de e origem domiciliar de Altamira é caracterizada conforme mostra a Tabela 6. Figura 10– Caminhão realizando o despejo de resíduos no lixão De acordo com o Estudo tudo de Caracterização Caracterização dos Resíduos Sólidos de Altamira. vista atualmente. 18 Fonte: CSANEO Fonte: CSANEO .

40 45.07 2.35 Peso % 6.50 40.76 18. 50 t/dia.96 4.34 3.90 137.94 3.40 26.29 16.02 100.00 Fonte: José Lima Lopes Júnior – Engenheiro Segundo dados do DLU a coleta de resíduos de Altamira atende a 90% da população da sede do município e resulta numa produção diária di de. conforme Figura 11. aproximadamente.81 TOTAL 817. P.80 375.20 152.80 27.49 0. mesmo no centro da cidade. Papel Papelão Outros Peso kg 55. Figura 11– Área central da cidade: cidade vias pavimentadas e sem pavimentação 19 Fonte: CSANEO . O.Tabela 6– Caracterização dos resíduos sólidos de Altamira ITEM 1 2 3 4 5 6 7 8 COMPONENTE Vidro Plástico Alumínio Metal M. Pavimentação A cidade de Altamira possui quase que toda sua totalidade pavimenta ada com exceção dos bairros criados recentemente e de algumas vias transversais às principais.

Nos bairros afastados e menos favorecidos economicamente. 2010). Porém.A falta alta de pavimentação total. 2010). Segundo o Plano Básico Ambiental da UHE Belo Monte (2010) 26.075 habitantes (IBGE.092 habitantes na zona urbana e 14. ocupando bairros formados ao longo das margens dos igarapés Altamira e Ambé. ligada ao sistema de drenagem precário.983 habitantes encontram-se encontram se na zona rural do município. portanto. esse incremento na população da cidade de Altamira 20 Fonte: CSANEO . sendo 84. Energia Elétrica O fornecimento de energia elétrica está implantado em toda área urbana da cidade de Altamira através da CELPA . acarreta pontos de alagamento em partes da cidade. A população do Município é de 99. Figura 12– Fornecimento de Energia elétrica de forma irregular 2.Centrais Elétricas do Pará. porém apresenta oscilações oscil e quedas freqüentes. .5 Estudo da População ação A cidade de Altamira é a principal cidade da região e nos nos últimos anos cresceu muito rápido e desordenadamente. Altamira sofreu um incremento em sua população a partir do início o de 2011 201 em razão de encontrar-se se na Área de Influência Direta das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte e por ser o principal pólo de referência econômica e de serviços da região. É importante mencionar que 85% desses habitantes encontram-se encontram na sede municipal. a infiltração das águas águas pluviais é rápida devido às características do solo que é muito arenoso.200 pessoas serão ser atraídas pelo empreendimento. existem muitas ligações irregulares como mostra a Figura 12.

154 2010 29. com o objetivo de medir o grau desenvolvimento econômico e qualidade de vida oferecida à população.PA 9. Regiões e Países. Este índice é calculado com base em dados econômicos e sociais (expectativa de vida ao nascer.959 160.ibge.285 2010 84. Estados. PIB per capta e educação) e varia de 0 (nenhum desenvolvimento) a 1 (desenvolvimento total). a população estimada para a sede deste município será de 110.292 habitantes.sidra.845.gov.905 26.260 1980 80.br/bda/tabela202 http://www.440 19.http://www.gov.327 1991 110.925.http://www.953.sidra.263 2000 31.737. na área urbana e rural.br/bda/tabela202 http://www.corresponderá a aproximadamente 31.792 Altamira .834.PA 5.População residente na Área Rural de Altamira e do Brasil Brasil e Município Brasil Ano 1970 41.990.gov.437.725 1991 35. Tabela 7 .ibge.16%.sidra.990 50.573.007 14.485 22.br/bda/tabela 21 . ou seja.gov. As Tabelas 7 e 8 mostram a população do município e o crescimento em comparação com a população do país desde a década de 1970 até o último censo de 2010.092 137. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) desenvolvido pela Organização das Nações Unidas (ONU) dentro do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) tratatrata se de uma medida de comparação entre Municípios.ibge.097. O IDH do Município Municí Altamira é de 0.037.População residente resi na Área Urbana de Altamira e do Brasil Brasil e Município Brasil Ano 1970 52.br/b Tabela 8 .591 Fonte: IBGE .983 Altamira .830.586 1980 38.905 Fonte: IBGE .ibge.145 2000 62.sidra.211 15.

34 E e 9. CARACTERIZAÇÃO DO D LIXÃO DE ALTAMIRA O destino final dos resíduos gerados na cidade de Altamira está localizado junto a BR 230 Rodovia Transamazônica numa área aproximada de 35. entulhos como restos de aparelhos domésticos e móveis e ainda aqueles que são trazidos por moradores da cidade. a prefeitura paga ao proprietário para dispor ali o lixo coletado na cidade.000 m2 distante 5 km do centro da cidade. 22 Fonte: Google Earth. No período o anterior à formação do lixão. Nov/2011 .3. A área é particular e há aproximadamente 15 anos.456. Vale ressaltar que mesmo após a concentração do depósito dos resíduos sólidos na área do lixão ainda existem espalhados pela cidade pontos de deposição deposição inadequada de resíduos. prejudicando o ambi iente e colocando em risco a saúde pública. a céu céu aberto sem cobertura diária do lixo. 13 Localização da Área do lixão de Altamira Figura 13– A disposição dos resíduos é totalmente inadequada. conforme Figura 13. desde resíduos de construção civil. conforme se verifica nas Figura iguras 14. São despejados resíduos de todos os tipos no lixão de Altamira. em 1996. 15 e 16. sob as coordenadas UTM 3. resíduos de serviços de saúde. sem drenagem das águas superficiais ou coleta e tratamento do chorume e dos gases gerados.629.902 N. . cidade. todo o lixo coletado era disposto em diversas áreas espalhadas pela cidade o que ocasionou o surgimento espontâneo de pontos de acumulação de lixo domiciliar a cé éu aberto. conforme informação da SEOVI. expostos inadequadamente ou espalhado ados nos logradouros.

Figura 14– Lixo disposto pela cidade Fonte: CSANEO Figura 15.Lixo disposto pela cidade. Figura 16– Lixo exposto ao longo da Rodovia Transamazônica. Transamazônica 23 Fonte: CSANEO Fonte: CSANEO .

colaborando dessa forma.Vista geral do lixão Nas visitas técnicas realizadas ao local foi possível perceber e identificar uma grande quantidade de Resíduos esíduos de Serviço de Saúde (RSS). O lixão de Altamira recebe diariamente uma quantidade considerável de resíduos industriais e de serviços de saúde que chegam misturados ao lixo doméstico sem qualquer cuidado ou acondicionamento adequado. A Figura 17 apresenta uma imagem de de leste para oeste do lixão. estando ao fundo a Cerâmica Santa Clara. . Figura 18. 24 Fonte: Eletronorte. para o aumento de doenças e a proliferação de vetores e contaminação inação do solo. 2009 Fonte: CSANEO . bem como Resíduos de Construção Civil (RCC) espalhados na n área.Observa-se se que a disposição inadequada de resíduos espalhada pela cidade ocasiona a atração de animais. Figura 18. Figura 17 .Resíduos de serviços de saúde espalhados inadequadamente.

Lixo espalhado na faixa de domínio da Transamazônica Figura 2020 Lixo espalhado nas imediações do lixão. 25 Fonte: CSANEO Fonte: CSANEO . 3. Figura 19.1 Localização do Lixão na Bacia Hidrográfica Hidrogr A área do lixão está inserida na bacia hidrográfica do igarapé Altamira e percebe-se pelas características topográficas que é uma área muito bem encaixada entre as curvas de nível. Dessa forma. a possível contaminação causada pela disposição dos resíduos resíduos ao longo desses últimos 15 anos. conforme pode ser identificado na Figura 21 e no Anexo I (Sub-Bacia Bacia do Lixão – Igarapé de Altamira). bacia. fica restrita a uma pequena sub-bacia.As Figuras 19 e 20 são outros exemplos de disposição dos resíduos nas nas proximidades do lixão e na Transamazônica.

de fato.manancia existentes nas A fim de se descobrir se existe a possibilidade de contaminação dos mananciais proximidades do lixão. 26 . existe a possibilidade de arraste de substâncias poluidoras por escoamento superficial para o Igarapé Altamira. Estabeleceu-se então 02 (dois dois) ) pontos de amostragem de água superficial. acia Hidrográfica onde está encaixado o Lixão de Altamira Figura 21 – Bacia Delimitação da sub-bacia bacia do lixa Igarapé Altamira Sabe-se que. As Figuras 22 e 23 mostram a localizam dos pontos de amostragem. que está localizado a 600 m de distância do lixão. e dá outras providencias. em especial do Igarapé Altamira em decorrência do escoamento de lixiviados ou substâncias poluidoras poluido por escoamento superficial. bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. foram oram realizadas coletas e análises de amostras de água em 2 (dois) pontos desse manancial manan no mês de outubro de 2011. O segundo ponto de coleta corresponde ao braço do Igarapé Altamira (P2). Altamira uma vez que ue não há qualquer tipo de sistema de drenagem para as águas de chuva no local. superficial O primeiro ponto de amostragem compreende um pequeno brejo (P1) que possivelmente foi formado pela água de chuva. localizado nas proximidades do talvegue talvegue a jusante do lixão. Os resultados das as amostras de água estão apresentados na Tabela 9. juntamente com os padrões de qualidade de água para rios classe 1 e 2 da Resolução CONAMA Nº 357/2005 que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento.

Figura 22 – Ponto 1 de coleta de água – Brejo Figura 23 – Ponto 2 de coleta de água – Igarapé Altamira 27 Fonte: CSANEO Fonte: CSANEO .

plâncton em geral etc.92 25. classe 1 e 2.6 61 3. é um m exemplo de fenômeno que resulta em aumento da turbidez das águas. condutividade. argila) e detritos orgânicos.4 Resolução 357/ 357/05 CONAMA 06 a 09 Ambiente >5 100 75 <5 0. fósforo. devido à presença de sólidos em suspensão. Foram considerados rados para efeito de interpretação os parâmetros estabelecidos pela Resolução Conama. dureza. oxigênio dissolvido. demanda química de oxigênio. Dentre os parâmetros analisados observou-se observou que os s maiores teores identificados se referem aos parâmetros de condutividade. turbidez. silte. demanda bioquímica de oxigênio. especialmente na sua concentração mineral. ferro.Resultados os das análises Físico-Químicas Físico e Bacteriológicas da Água RESULTADOS PARÂMETROS pH Temperatura Condutividade OD Turbidez Cor DQO DBO Fósforo N-Nitrato Dureza Ferro Amônia Coliformes Termotolerantes UNIDADE C S/cm mg/L UNT uH mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L mg/L Ausência/ Presença Ponto 1 Brejo 7. nitrato.43 0. A condutividade fornece a indicação das modificações na composição da água. tais como algas e bactérias. uma vez que as partículas que provocam turbidez nas águas são maiores que o comprimento de onda da luz branca). que dispõe sobre a classificação dos corpos de água.38 22. Altos valores podem indicar características corrosivas da água.1 1 - 0.7 31 130 5 0. nº 357/2005. que é intensificada pelo mau uso do solo.56 0. temperatura. cor. A condutividade da água aumenta à medida que mais sólidos dissolvidos são adicionados.Tabela 9 . cor.3 157 550 602.32 0 140 Ponto 2 Igarapé 6. A turbidez de uma amostra de água é o grau grau de atenuação de intensidade que um feixe de luz sofre ao atravessá-la la (esta redução dá-se dá se por absorção e espalhamento.17 Presente 1. ferro.05 0 20 2. padrões de qualidade de água para rios.71 -30 4. amônia. tais como partículas inorgânicas (areia. DQO e DBO.5 87. turbidez. 28 .04 Presente 0. A erosão das margens dos rios em estações chuvosas.13 0. mas não fornece nenhuma nenhuma indicação das quantidades relativas dos vários componentes.3 Ausente Análise dos resultados A caracterização da água nos dois pontos foi realizada realizada com base nos seguintes parâmetros: pH. amônia e coliformes termotolerantes.

porque as bactérias fecais estão restritas ao trato intestinal de animais de sangue quente. febre paratifóide. se que o Igarapé Altamira é um ponto de lançamento de esgoto sanitário de alguns Sabe-se bairros da cidade sendo este fator também contribuinte para as varições variçõ detectadas nos parâmetros analisados. Para os parâmetros físico-químicos químicos analisados.se que o parâmetro cor detectado nos dois pontos está acima do valor estabelecido Obsevou-se pela Resolução Conama. 29 . Os maiores aumentos em termos de DBO. A presença de substâncias dissolvidas olvidas altera a cor da água dependendo da quantidade e da natureza do material presente. responsáveis pela transmissão de doenças doen de veiculação hídrica. Mesmo a bacia hidrográfica não estando dentro das delimitações dos corpos d’água analisados o arraste de substâncias poluidoras advindas do lixão em decorrência de chuvas pode também ocasionar o aumento significativo desses parâmetros. A presença de um alto teor de matéria orgânica pode induzir nduzir ao completo esgotamento do oxigênio na água. O grupo coliforme é formado por um número de bactérias que inclui os generos Klebsiella. O aumento da concentração de DQO num corpo d’água deve-se deve se principalmente a despejos de origem industrial. O uso da bactéria coliforme fecal para indicar poluição sanitária mostra-se mostra mais significativo que o uso da bactéria coliforme total. são provocados por despejos de origem predominantemente orgânica. tais como febre tifóide. é possível concluir que algumas alterações observadas nas análises dos parâmetros de fato têm relação com a presença do lixão nas imediações desses mananciais. se nas análises de água realizadas no lixão a presença de coliformes termotolerantes Detectou-se nas análises dos pontos de amostragem. As bactérias do grupo coliforme são consideradas os principais indicadores de contaminação fecal. desinteria bacilar e cólera. como o dicromato de potássio. Serratia. num corpo d’água. A água pura é virtualmente ausente de cor. oxigênio necessária para oxidação da matéria orgânica de uma Já a DQO. intensidade Em combinação com o ferro a matéria orgânica pode produzir cor de elevada intensidade. considerando ainda que a deposição d dos resíduos na área do lixão não está concentrada apenas em um único ponto existindo também pontos de deposição de resíduos próximo ao Igarapé Altamira e ao ponto denominado Brejo. Escherichia. provocando o desaparecimento de peixes e outras formas de vida aquática. Erwenia e Enterobactéria. A determinação da concentração dos coliformes assume importância como parâmetro indicador da possibilidade da existência de microorganismos patogênicos. é a quantidade de oxigênio amostra por meio de um agente químico.

10 m em J1 e 15 m em J3 ou até definir o nível d’água (N. sendo que nessa sondagem à montante foi f recomendado um limite de 30 m. 30 . Amarelo.1 Aspectos físicos na área do lixão No que se refere às características geológicas de Altamira. Quanto à retirada das amostras de solo foi recomendado que as mesmas deveriam ser coletadas. exceto para o furo à montante onde seria a cada 5 m. 2009) observa-se a ocorrência predominante redominante de solos do tipo Argissolo Vermelho-Amarelo. em J2 e M1.A. A Figura 24 apresenta a localização dos furos para os testes. topográficas. . detalhadas 4. químicas e sociais.EIA (Eletronorte. conforme apresentado nos nos documento do EIA-2009 EIA sobre o Diagnóstico do Lixão de Altamira – Doc. am recomendados como limites de sondagem: 3 m em solo. nº 6365-EIA-G90-001b e c. dentro do possível.). DIAGNÓSTICO SOCIOAMBIENTAL DO O LIXÃO DE ALTAMIRA As definições e análises físicas. nas sondagens Foram L1 a L5.. Analisar as questões geológicas. Investigações Subsuperficiais do Solo . o impenetrável à percussão ou até encontrar o N.Sondagens Os primeiros testes de sondagem realizados na área do lixão lixão aconteceram em janeiro de 2009 e objetivaram dimensionar a quantidade de resíduo existente no subsolo bem como sua possível contaminação. são os objetivos do diagnóstico a ser apresentado. oram realizadas 5 sondagens à percussão no depósito de lixo (L1 a L5). Nitossolo Vermelho e Latossolo Vermelho-Amarelo. totalizando 9 testes. abaixo do lixo. o grau de contaminação da área e o volume de resíduos a ser tratado. Altamira.A. são aspectos de elevada importância a serem considerados iderados de modo que as melhores alternativas sejam detalhadas.4. J2 e J3). No referido estudo foram uma sondagem à montante (M1) e 3 sondagens a jusante (J1. a cada 3 m. conforme dados do Estudo de Impacto Ambiental . seguidos pelos solos Argissolo Amarelo. Amarelo.

Localização lização dos pontos de sondagem referente aos estudos realizados em janeiro de 2009. As referencias para avaliação do grau de contaminação foram obtidas nos valores orientadores adores da legislação da CETESB (2005). A sondagem foi interrompida pela detecção de “água” a 4.Figura 24 . que as análises de laboratório indicaram tratar-se tratar de chorume. indo até 30m de profundidade sem detectar o nível d’água. 31 . Para se verificar o grau de contaminação das amostras do subsolo foram realizados ensaios de laboratório. pois não havia evidência do mesmo no local. Foi detectado chorume dentro do lixão em profundidades que variaram de 1 m a 3.9 m de profundidade. porém porém vermelho. As sondagens a jusante indicaram o mesmo material sobrejacente a uma argila silto-arenosa arenosa de cor vermelha podendo apresentar laterita. Ou seja.30 m sobrejacente a um silte argilo arenoso com laterita de cor amarela. A sondagem a montante do lixão identificou silte areno-argiloso are argiloso amarelo intercalado com pedregulhos variando para solo similar. Mais a jusante. A sondagem a montante do lixão identificou solos do tipo silte areno-argiloso areno amarelo intercalado com pedregulhos variando para solo similar.3 m. As sondagens executadas indicaram uma espessura de lixo variando de 3 m a 9. porém vermelho. em nenhuma das sondagens realizadas real detectou-se a presença de nível d’água em profundidade. a sondagem executada no talvegue (J2) (J2) com cerca de 17m de desnível indicou a presença pre do mesmo material amarelo. indo até 30m de profundidade ade sem detectar o nível d’água (Figura 25). Foram traçadas duas seções geotécnicas na área do lixão. Não foi coletada amostra de lixiviado.

profundidade 32 Fonte: Eletronorte. com baixas permeabilidades. É importante ressaltar essaltar que as características silto-argilosas si argilosas dos solos residuais de rochas básicas (Diabásio Penatecaua) sob o aterro. não favorecem a percolação do lixiviado no subsolo. As novas amostras de solo foram realizadas em cinco pontos (Figura 26).Figura 25 – Amostra de solo retirada da área do lixão em janeiro de 2009 As sondagens a jusante indicaram o mesmo material sobrejacente sobrejacente a uma argila silto-arenosa silto de cor vermelha podendo apresentar laterita. Realizou-se Realizou se ainda uma comparação com os resultados dos testes anteriores (2009) para se verificar uma potencial contaminação do subsolo nos dias atuais. As sondagens objetivaram identificar a zona de contato entre os resíduos e o solo através atravé de coleta e análise de amostras. 2009). realizadas em 2009. a sondagem executada indicou a presença do mesmo material amarelo. estão apresentados no Anexo II (Resultados Resultados das Análises do Solo S – Eletronorte. 26) atingindo em alguns pontos até 5. . Novas Sondagens Para o Projeto de Remediação do Lixão de Altamira foram realizados novos testes de sondagem com novos furos selecionados.3 m de profundidade. 2009. O resultado das análises de contaminação do solo. laterita Mais ais a jusante.

B. nitrogênio amoniacal. Nesse caso. afetados diretamente pela presença dos resíduos (L1. níquel e zinco. a profundidade máxima avaliada foi de 3. as Tabelas 10 a 23 e os Gráficos 1 a 10. C – Figura 26). do Rio de Janeiro. carbono orgânico total e os metais pesados cádmio. considerou-se considerou se uma ponderação na tendência do grau de contaminação 33 . chumbo. Para isso. buscou-se buscou manter as mesmas profundidades na análise. L2.Localização dos novos pontos de sondagem no lixão. cromo. L1. O resultado dessas análises de contaminação do solo está apresentado no Anexo xo III (Resultado das Análises do Solo).Figura 26 . Para os pontos existentes na poligonal do lixão. As tabelas foram montadas a partir dos resultados de laboratório e seguiram a seguinte orientação: a) 1ª Coluna – profundidade de coleta das amostras (m). mercúrio. cloreto. Análises de contaminação do solo As amostras de solo coletadas no lixão foram analisadas pelo mesmo laboratório labo anterior: INNOLAB. apresentam os resultados e uma análise do solo em função da presença do lixão na área.0 m. propriamente dito. zinco. Solo) Para efeito de comparação entre as duas campanhas de sondagem (2009 e 2011). A escolha se deu para que não houvesse forma diferente de análise e os resultados não fossem comprometidos. comprometidos Foram analisados os parâmetros: pH. L3. da mesma forma que na análise anterior. b) 2ª Coluna até a 11ª Coluna – indica a concentração dos elementos analisados em mg/kg. L4 e L5 – Figura 24 e A.

5200 42.5200 256.50 6.5600 95.12000 38.1500 3.8000 -0.80000 -0. (m) 4.9000 16.2000 0.440.0000 4.0000 3.8000 62.10 mg/kg (0.00000 3.4600 6.7000 9.6 mg/kg a cada 3.9000 490.50 m e 6.50 m.8000 0.0200 5.63333 124.13333 0.2).66667 2.2000 37.625. 3.96667 64.0400 176.90 mg/kg (0. Como exemplo.70000 4.60000 70.08000 -0.00 2.5000 0.64000 -10.90000 422.08400 -0.3000 4.23000 0.16000 5.1080 3.3600 4.2600 TOC 490.70 mg/kg.00000 Cd 0.8000 4. na profundidade 1.7000 0.12800 -0.20000 Grau Pb 13.50 incremento Cd 0.5000 5.1600 70.6000 -1.0000 745.2760 4.00 incremento Cd 0.9000 4.2) e em 3.00000 2. Considerou-se se que profundidade no nível do solo é igual ao primeiro primeiro ponto de coleta.4000 0.8000 62.1000 5. (1.9000 8.66667 4.50 7. (m) 1.67667 9.56667 4. ou seja.0 m é de 1.00000 4.40000 0.8800 32.00000 TOC 5.10000 1.70000 0.0000 -1.0 m é de 1.33333 745.0000 0.90000 inicial (mg/kg) Cloreto N amoniacal 572.8840 0. O incremento (positivo ou negativo) significa a tendência em aumentar ou diminuir a contaminação do solo à medida que a profundidade aumenta. Da mesma forma foi feito para as outras substâncias.36667 de contaminação por Cr Hg 50.0200 8.48000 (mg/kg) Cloreto N amoniacal TOC 337.33333 -0.3000 0.1920 3. exemplo seguem as determinações dos parâmetros dos Pontos L1 e A: As amostras do Ponto L1 foram realizadas a 3. (m) 3.0000 136.01667 profundidade na análise inicial Ni pH Zn 5.83333 na análise Zn 13.1100 6.70000 50.0000 7.5400 7.00000 3.50 m e presença de Cádmio de 0.50000 14.1400 7.33333 57.0000 -80.6000 4. a partir dos dados obtidos.12000 -0.33333 O incremento (positivo ou negativo) significa a tendência em aumentar ou diminuir a contaminação do solo. se dizer que o incremento de Cádmio é de 0.0120 0.5000 -0. (m) 1. ou de 0.0000 -149.2600 0.00 3.08000 Grau de contaminação por profundidade na análise inicial Pb Cr Hg Ni pH Zn 8.1400 0.00000 Tabela 11 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L2 Prof.7+0.2000 4. à medida que a profundidade aumenta Prof.33333 3.63333 TOC 5.80000 Prof.6 mg/kg como incremento de contaminação.5000 0.8600 4.6000 606.1000 5.9400 4.4000 34 .00 m de profundidade e de 0.6200 8. Tabela 10 – Determinação da Contaminação C Ponderada – Ponto L1 Prof.1400 0.7560 análise inicial (mg/kg) Zn Cloreto N amoniacal 9.2). o grau de contaminação no nível do solo (ponto Zero) é de 0. na profundidade 2.3800 0.0000 3.1400 9.3 mg/kg.30 mg/kg (1.0000 4. respectivamente.066.40000 0.8200 7.8000 567.00000 (mg/kg) Cloreto N amoniacal 572.20 mg/kg a cada metro.7000 1.066.3600 4.00000 3.11000 5.30000 Grau de contaminação ponderada por profundidade Pb Cr Hg Ni pH 13.7000 4.7 mg/kg e 1.0000 3.0 m é de 0.7000 8.14333 5.45333 12.43333 4.20000 10.00 Grau de contaminação ponderada por profundidade na Cd Pb Cr Hg Ni pH 0.22333 0.26667 273.16667 16.00000 0. Dessa forma.9+0.1+0.2000 587.1+0.1600 52.80000 0. respect A diferença entre eles les é de 3.185.9000 124.0000 337.30000 4.12667 5.33333 15.0000 528.0m de Pode-se profundidade.90000 1.dos s elementos.2300 13.

625.6000 2.00000 938.00000 35 .37931 4.08772 Grau de contaminação por profundidade na análise inicial Pb Cr Hg Ni pH Zn 16.08456 32.473.167.78000 6.51228 2.50000 2.00000 8.00000 3.101.31034 -0.60000 8.18966 88.90000 0.00 20.70000 89.53103 Grau de contaminação ponderada por profundidade Pb Cr Hg Ni pH 12.80000 4.0000 1.00000 Grau de contaminação Pb Cr 16.35000 1.40000 Grau de contaminação por profundidade na análise inicial (mg/kg) Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal 50.8000 4.05439 4.50000 81.15000 5.38596 1.40000 0.00000 1.Tabela 12 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L3 Prof.45000 66.15000 2.30000 0.31000 18.13448 4.92632 (mg/kg) Cloreto N amoniacal 176.07544 -0.337.00000 0.0000 15.00000 581.00 30.8000 14.4000 0.30000 0.40000 10.75000 inicial (mg/kg) Cloreto N amoniacal TOC 670.00000 0.00000 0.50000 680.20000 3.40526 TOC 1.30000 7.30000 1.00000 31.12000 6.79310 11. (m) 1.118.05000 21.00000 4.00 incremento Grau de contaminação por Cd Pb Cr Hg 1.25517 0.50000 680.30000 880. (m) 3.80000 ponderada por profundidade na análise Hg Ni pH Zn 0.95000 0.0000 -2.00000 11.31034 116.10000 0.3100 35.42500 899.40000 8.10000 147.249.50000 Grau de contaminação ponderada por profundidade Pb Cr Hg Ni pH 9.00000 3.569.50000 11.05000 -0.473.00702 -0.10345 5.27500 1.00000 31.70000 60.09500 1.75088 0.60000 1.20000 47.8000 85.30000 31.00000 1.572.20000 5.10000 136.12000 0.15000 1.05000 7.0000 3.00000 1.1000 -0.40000 7.7000 0.35088 -2.43000 11.20000 47.40500 10.00000 20.61724 4.56140 5. (m) 4.60000 2.00000 4.70000 3.40000 5.1300 7.07105 6.00000 916.16000 33.33448 825.00000 9.00000 5.44912 94.0500 7.70000 28.50000 0.00000 20.70000 60.59500 Tabela 15 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto M1 Prof.7300 28.70351 309.17719 4.80000 16.00 2.51724 0.19298 1. (m) 0.118.30000 4.42456 2.12931 5.6000 430.800.60000 0.30000 220.00000 5.80000 15.0000 1.00000 109.90000 0.50000 70.75000 99.13500 5.70175 TOC 1.09825 92.60000 0.40000 161.57895 Tabela 13 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L4 Prof.40000 3.08793 6.00000 2.70000 4.00000 492.3000 12.33684 inicial (mg/kg) Cloreto N amoniacal 176.00000 20.50000 4.22069 2.10000 560.91034 2.20000 Pb 12.80000 16.00000 -0.05702 7.82456 -0.572.60000 12.00 Cd 0.56140 0.64000 36.64483 1.12281 5.00000 1.68966 4.00000 5.00000 Prof.31000 9.65172 4.6000 3.68966 2.15000 5.55000 -89.374.00175 265.70000 3.0000 4.10862 6.563.00 3.566.00 6.29310 82.01500 profundidade na análise inicial (mg/kg) Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 5.50000 12.71034 32.50000 0.21414 12.57544 0.00 incremento Grau de contaminação por Cd Pb Cr Hg 1.50000 12.40000 26.1600 33.50000 70.00000 na análise Zn 18.75000 6.39655 76.33103 inicial (mg/kg) Cloreto N amoniacal TOC 4.923.40000 4.20000 492.00000 1.00000 4.80000 5.556.90000 0.80000 96.42759 12.0000 incremento Cd 2.366.40000 14.10000 3.00912 31.40 5.65000 21.35000 1.00000 20.99000 0.20000 5.09000 0.3000 44.00000 20.00000 6.483.95000 53.467.00 25.10000 TOC 2.43828 12.30000 2. (m) 1.40000 8.02069 37.20000 22.00 15.82759 -0.10 6.80702 Prof.70000 5.50000 21.98966 1.73000 10.00 3.60000 4.93158 3.15000 14.00000 0.6000 2.93368 30.20000 1.934.05000 0.10500 6.133.00000 6.5000 16.00000 403.00000 5.00 Cd 1.20000 87.12281 -0.472.00000 7.07500 219.83000 8. (m) 0 1 2 3 Cd 2.9000 0.30000 2.0900 6.68421 6.00 10.40000 1.99000 21.00 2.62000 161.3000 106.20000 9.65517 -549.20000 1.06404 7.4000 96.66241 Tabela 14 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto L5 Prof.31034 na análise Zn 21.51000 462.02069 profundidade na análise inicial (mg/kg) Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 5.8000 0.40000 4.40000 0.20000 23.8000 96.22414 5.00 Cd 1.89655 21.3000 4.133.10000 670.06897 Prof.20000 77.10000 3.243. (m) 9.60000 5.74737 90.0000 8.30000 0.10000 19.00000 20.08276 0.60000 0.11000 5.89655 -9.

35714 4.95000 40.00000 0.20000 1.70 2.02381) 2.57143 0.10000 2.00 3.00000 4.00000 2.40000 353.00 7.40 2.00000 388.10000 7.80000 5.00000 -212.17000 7.00000 2.00 12.50000 TOC 7.40 3.00000 0.30000 167.30000 7.80000 0.17143) 3.00000 12.60000 8.00000 1.17000 7.30000 456.00000 6.80000 424.00000 3.76190 996.359.20000 7.96000 20.20000 6.10000) 870.81762 (8.00000 5.14286 0.90000 4.00000 835.Tabela 16 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto J1 Prof.04762) 2.20000 13.40000 2.71429 17.37000 19.60000 57.60000 147.80000 0.40000 16.00000 0. (m) 1.18095 0.80000 5.064.00 3.30000 1.90476 5. (m) 1.40000 1.055.30000 2.00000 71.00000 5.00000 0.00000 10.00 Cd 1.71429 0.38095 0.20000 19.80000 2.50000 5.10000 56.09000 9.50000 8.00000 Tabela 19 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto A Prof.13000 11.50000 9.10000 58.00 2.23000 6.71429 56.00000 Tabela 20 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto B Prof.20000 7.45714 (23.50000 5.42857 40.00 Cd 1.71429 Prof.23810 TOC 835.30000 Grau de contaminação por profundidade na análise inicial (mg/kg) Pb Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal 9.20476 0.60000 435.61000 16.60000 5.00000 0.05000 profundidade na análise inicial (mg/kg) Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 4.99381 (0.00000 3.72857 (1.00000 508.32000 8.90000 0.52381 1.11000 7.61000 (1.14286 36 .20000 0.00000 521.00 15.00 2.00000 5.12000 1.90000 446.80000 3.00000 364.20000 105.00 3.80000 62.56190 1.80000 0.00 TOC 568.20000 5.457.40000 2.20000 3.33000 47.17619 8.10000 5.00000 0.00 7.10000 115.38095 4.20000 354.40 3.95000 37.38095 -7.42857 15.20000 4.00000 4.30000 45.90000 347.60000 57.021.85714 23.90000 719.022.30000 1.93000 46.50000 3.80000 5.30000 0.00000 1.00000 1.00 Cd 1.07000 4.50000 71.30000) 3.00000 Grau de contaminação ponderada por profundidade na análise inicial (mg/kg) Cd Pb Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal (0.50000 4.60000 4.00 4.61905 0.55 3.936.00000 2.00000 0.54000 24.00000 381.71429 -60.20000 4.00000 448.50000 1.97143 4.20000 14.80000 15.30000 4.00000 0.00000 -161.11000 7.00000 5.30000 4.70000 11.30476 Grau de contaminação ponderada por profundidade na análise inicial (mg/kg) Pb Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 30.28571 20. (m) 0.40 incremento Grau de contaminação por profundidade na análise inicial (mg/kg) Cd Pb Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 0.02857 16. (m) 0.30000 169.05000 3. (m) 2.00000 Tabela 17 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto J2 Prof.02381 0.17000 81.28000 9.11000 (10.39905 18. (m) 1.70000 11.40000 4.60000 107.42857 Prof.00000 496.10000) 658.90000 142.80000 352. (m) 0.296.20000 63.57143 2.70000 Grau de contaminação por Pb Cr Hg 12.70000 3.157.10000 2.17000 32.50000 0.03000 4.21429 4.036.68571 5.00 Cd 1.51429 5.80000 16.81000 20.82000 53.05000 2.90000 446.00000 0.03095 2.90000 0.80000 0.264.00000 2.00000 1.94286 110.08571 4.32000 7.07143 0.40000 4.00000 1.90000 4.00000 0.00000 38.00000 4.70000 5.62857) 4.80000 374.78571 0.50000 -0.80 incremento Grau de contaminação por profundidade na análise inicial (mg/kg) Cd Pb Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal 0.20000 4.00000 448.60000 Grau de contaminação por profundidade na análise inicial (mg/kg) Pb Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 10.00000 Tabela 18 – Determinação da Contaminação do Solo – Ponto J3 Prof.30952 625.70000 116.00000 38.24286) 2.90000 99.55000 34.83810) (0.00000 0.30000 80.78095 (0.40000 5.70000 0.90000 4.00000 0.70000 343.76190 4.64000 20.08571 3.28571 0.51429 0.

08000 143.590. L3. Dessa forma.30 Cd Pb Grau de contaminação por profundidade na análise inicial (mg/kg) Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 120. J2 e J3.31000 20.09000 145.11000 123.40000 388.60000 0. A tendência é que as concentrações dos elementos analisados sejam maiores nesses locais ou indiquem um u incremento maior com o passar do tempo. Os pontos L1.00000 6.12000 5.10000 5.00 5. localizados próximos da Transamazônica. lixo.60000 0. considerando que estão explicitados todos os pontos dos dois testes de sondagem.90000 5. L2.00000 0.30 3. considerando que. para melhor compreensão e visualização dos resultados.334.00000 3.00000 6. Os pontos J1.00000 4. No Anexo IV essas figuras estão em escala maior.Tabela 21 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto C Prof.30 3. (m) 1. O ponto C está numa área de ação direta dos resíduos devido ao escoamento e deve ser comparado com os dados de L1.70000 1. Portanto. Já cada cor na legenda do gráfico retrata a quantidade em mg/l de cada parâmetro analisado. os resultados tendem a dar uma idéia do deslocamento da possível contaminação provocada pela pluma no solo.70000 5. L4 e L5 são pontos no interior da poligonal. também considerando-se considerando a topografia e a tendência do escoamento da bacia de drenagem. serve como um ponto de e controle do solo original. A altura de cada coluna corresponde à profundidade da perfuração da sondagem.00000 Tabela 23 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto E Prof.40000 545.30 2. os resultados tendem a estar fora da pluma de contaminação. Os pontos A.80000 6.10000 profundidade na análise inicial (mg/kg) Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 6.00000 126.70000 6.30000 5.40000 305.00000 Tabela 22 – Determinação da Contaminação Ponderada – Ponto D Prof.70000 0.20000 1. 37 .82000 47.90000 981.40000 1. são pontos também fora da poligonal do lixão. os resultados tendem a ser menores e comparáveis com o ponto L2.50000 4. Em A e D.40000 6. A comparação deve ser realizada com os pontos L5 e J3 (A) e L4 e J1 (D) No ponto B que se encontra em uma área com pouca deposição de lixo.03000 70. B.00000 7. (m) 1.00 Cd Grau de contaminação por profundidade na análise inicial (mg/kg) Pb Cr Hg Ni pH Zn Cloreto N amoniacal TOC 78.60000 5. (m) 1.80000 67.09000 52.19000 46.50000 49.70000 5. porém à jusante da área.096.10000 0. não estaria sofrendo influência da pluma de contaminação.00000 7. devido à topografia.30 Cd Pb Grau de contaminação por Cr Hg 119. C e D são ão pontos da sondagem realizada no ano de 2011 e o furos foram executados sem perfuração das camadas de lixo. variando de azul (menor nor contaminação) a vermelho (maior contaminação).00000 7.60000 0.206.00000 Cada coluna gráfica representa uma perfuração realizada.80000 6.80000 6.10000 1. O ponto M1 está à montante da área do lixão e fora de sua poligonal.

38 .A presença de Cádmio. assim como a de outros metais pesados é baixa e aparece ap em maior concentração apenas em pontos fora da poligonal direta do lixão. Figura 27 – Níveis de contaminação por Cádmio no solo do lixão.

consequentemente. tende a ser o local para onde são carreados todos os elementos por conta da topografia. indicando ind que o grau em que existe é o normal para o solo da região. regiã Figura 28 . Nota-se se que a presença de cloreto nos outros pontos tende a “zero”.Níveis de contaminação por Cloreto no solo do lixão 39 .O ponto de maior concentração de Cloreto (L4) é também o ponto mais baixo b da área e.

40 . 2009) também apresentam o Cromo em concentrações no mesmo padrão. embora elevada para padrões exigidos.Níveis de contaminação por Cromo no solo do lixão. está presente em vários pontos e com concentração no mesmo porte. Figura 29 . algumas análises análise de água subterrânea (EIA – Eletronorte. Além disso.A contaminação por Cromo.

indicando que a camada de argila pode auxiliar na impermeabilização do solo. que não aparece ap ce em profundidades maiores. considerando que não é encontrado de forma natural nos solos.O Nitrogênio Amoniacal tem baixa concentração e aparece aparece em maior escala no ponto M1 e no L4 quase ao nível do solo. Vale ressaltar.Níveis de contaminação por N-Amoniacal 41 . no entanto. Pode-se Pode inferir que esse elemento tem ligação com a presença do lixo devido ao chorume. Figura 30 . Amoniacal no solo do lixão.

42 . embora o ponto J2.Níveis de contaminação por NI (níquel) no solo do lixão. tenha uma maior presença de mercúrio do que os outros.Os níveis de Níquel e Mercúrio são baixos e não não mostram que aumentam sua concentração com o aumento da profundidade ou a localização dentro ou fora da área direta do lixão. que está na zona do talvegue por onde passa a drenagem natural do terreno do lixão. Figura 31 .

43 .Níveis de contaminação por Hg (Mercúrio) no solo do lixão.Figura 32 .

Figura 33 – Níveis de contaminação por Pb (Chumbo) no solo do lixão. podem ser considerados normais. 44 .A concentração de Chumbo mbo e o pH do solo analisado.

pH no solo do lixão.Figura 34 . 45 .

à montante da área do lixão e. 46 .O Zinco aparece em maior quantidade no ponto M1. mesmo assim.Níveis de contaminação por Zn (Zinco) nos solos do lixão. Figura 35 . não apresenta alta concentração.

É sabido que os solos constituem um importante componente no ciclo biogeoquímico do carbono. 2009). lixo. próximos dos valores de montante e jusante (EIA – Eletronorte. 47 . estando os valores de solo. em determinadas regiões. Através da infiltração das águas nos solos a matéria orgânica vai sendo transportada e acumulada nas zonas do subsolo. representando. No lixão de Altamira. em profundidade os valores tendem a diminuir.Níveis de d TOC (Carbono Orgânico Total) nos solos do lixão. próximo à superfície. áreas áreas de elevado estoque do mesmo. Figura 36 . sob o lixo.Os resultados de carbono orgânico total (TOC) indicam indicam a presença de carbono em teores significativos. o que seria esperado na região Amazônica.

foram realizadas s diversas sondagens (Figura 32) que indicaram as diferenças de nível entre o solo e o topo dos montes acumulados. pode-se se inferir o que se segue: a) A sub-bacia bacia de drenagem da área do lixão é pequena e bem encaixada na área. é possível avaliar que a contaminação do solo ainda é pequena na região do lixão e tende a ser controlada com a implantação do projeto de remediação.2 Topografia Não existe iste um levantamento topográfico da região do lixão anterior anterior ao presente uso como depósito de resíduos de forma irregular. consequentemente. indicam a altura das camadas de lixo sobrepostas. consequentemente. . 4. Dessa forma. No levantamento do EIA (Anexo Anexo II – Eletronorte. da ordem de 1 x 10-5 m/s. 2009). b) O grau de permeabilidade do solo (argilo-silo-arenoso) (argilo arenoso) é baixo. Para o projeto de Remediação do Lixão de Altamira é necessário conhecer o nível do terreno sob a deposição do lixo. Figura 37 .Sondagens no lixão Em 2011 foi realizado um novo levantamento pela empresa WS Topografia. apresentado no Anexo V. referem-se referem se aos níveis dos resíduos acumulados ao longo dos anos e. Esse levantamento se deu a partir de uma Referência de Nível que não está compatível com outros existentes. partindo-se dos dados atuais e das informações das camadas de lixo dadas pela sondagem. foi possível estimar e traçar a superfície do solo 48 Fonte: EIA – Eletronorte. portanto. da contaminação do solo. Todos os dados. dificultando a percolação da água e. . 2009. c) Pelos resultados das análises nos laboratórios.Considerando a topografia da região. desenhos e curvas de nível. a composição geológica do solo e as análises laboratoriais.

A partir do novo levantamento topográfico gerado. A Figura 33 mostra o novo levantamento levantamento topográfico elaborado e apresentado também no Anexo V – Topografia Original da Área do Lixão (Estimada a partir dos levantamentos topográficos e sondagens). conforme já citado nos itens anteriores. Essa diferença entre os níveis corresponde à quantidade de resíduos depositados na superfície do solo original conforme pode ser verificado nas figuras figuras das seções a seguir. Observou-se se então uma diferença de nível entre os dois levantamentos realizados.original al e compor um novo perfil topográfico de modo a se estimar a quantidade de resíduos depositados sobre o solo atualmente. topográfico. T dos testes e análises álises do solo realizado foi possível identificar a superfície de solo original. 49 . Figura 38 – Topografia original da área do lixão Volume de Resíduos Depositados no Lixão Tomando omando como base cartográfica aquela do levantamento realizado pela pela WS Topografia. gerado comparou-se as duas superfícies de solo. e assim compor um novo perfil topográfico.

Seções comparativas entre as curvas de nível Original e as de 2011 para determinação do volume de lixo existente no lixão 5 - 1 2 3 4 5 Figura 39 – Delimitação das Seções 1 a 5 50 5 - 4 - 4 - 3 - 3 - 2 - 2 - 1 - 1 - .

11 - 10 - 9 - 8 - 7 - 6 - 11 10 9 8 7 6 11 - 10 - 9 - 8 - 7 - 6 - Figura 40 – Delimitação das Seções 6 a 11 51 .

Figura 41 – Seções 2 a 5
52

Figura 42 – Seções 6 a 8
53

Figura 43 – Seções 9 a 11

54

As Tabelas 24 e 25 mostram o resultado do cálculo cálculo do volume de lixo estimado. As seções de 1 a 5 estão no sentido horizontal e as de 6 a 11 no sentido vertical. Foram realizadas as verificações nos 2 sentidos de forma a verificar possíveis erros. A diferença encontrada foi de 1,2%, o que está sendo considerada siderada aceitável. Tabela 24 – Volume de lixo – Seções 1 a 5

Seção

Área (m2)

Seção 1 Seção 2 1,119.60 Seção 3 1,056.11 Seção 4 951.93 Seção 5 133.55 Volume Total

Largura da seção (m) 53 51 55 36 81

Volume de Lixo (m3) 0.00 57,099.60 58,086.05 34,269.48 10,817.55 160,272.68

Na Seção 1 não existe diferença de níveis que possa indicar um volume de lixo a ser contabilizado. Tabela 25 – Volume de lixo – Seções 6 a 11

Seção

Área (m2)

Seção 6 57.90 Seção 7 743.55 Seção 8 743.55 Seção 9 887.07 Seção 10 161.47 Seção 11 34.24 Volume Total

Largura da seção (m) 86 62 57 62 46 71

Volume de Lixo (m3) 4,979.40 46,100.10 42,382.35 54,998.34 7,427.62 2,431.04 158,318.85

No EIA (Eletronorte, 2009), , os cálculos indicaram um volume de 174 mil m³ (Anexo V) de lixo acumulado sobre o terreno. A diferença entre o volume da Tabela 24 chega a 8,5%. Dessa forma, o volume estimado pelos últimos levantamentos será o considerado considera para efeito de dimensionamento das células para Remedição do Lixão: Volume de lixo estimado: ...................... 161.000,00 m³ Densidade prevista do lixo no local: ...... Massa total do lixo estimada: ................ 0,35 t/m³ 56. 56.350,00 t

4.3

População de catadores no lixão

Atualmente o lixão municipal de Altamira –PA é explorado por, aproximadamente, aproximadamente 30 pessoas distribuídas em 20 famílias, com o objetivo de coletar materiais com algum valor econômico. econômico 55

Figura 44 – Catadores no lixão de Altamira Através de um projeto de pesquisa realizado pela UEPA – Universidade do Estado do Pará. mulheres trabalhando no processo de catação e separação do lixo conforme demonstra a Figura 41 sobre a incidência do gênero de catadores no lixão. Pará foram realizadas entrevistas com essa população de Catadores de Lixo Reciclado (CRS) para se obter um perfil dos mesmos.3% do total. . Ao todo foram entrevistados 19 trabalhadores. entrevistado A Figura 40 apresenta a distribuição dos entrevistados por idade. é comum avistar a presença de pessoas de mais idade. cobre bre e alumínio. As informações apresentadas abaixo ixo foram compiladas sobre o universo entrevistado. e após esse horário. pois muito destes trabalhadores não apresentam regularidade na atividade.Basicamente plástico. entre 7 e 15 horas concentram-se concentram os catadores mais jovens em busca do “melhor lixo”. sendo a maioria. horário. 63. 56 Fonte: CSANEO . Nos períodos mais longos do dia. metal. Este número não pode ser considerado fixo.

Incidência por gênero g dos CRS do depósito a céu aberto (li lixão) de Altamira-PA.Figura 45. Entre os entrevistados. em casebres construídos muitas vezes com material coletado do próprio lixo. ao longo da Rodovia Transamazônica.Perfil de faixa etária dos Catadores do lixão de Altamira Figura 46. Os catadores de resíduos sólidos do lixão não utilizam qualquer tipo de Equipamentos de Proteção Individual nas suas atividades. 57 Fonte: UEPA Fonte: UEPA . apenas 40% residem nas proximidades do lixão.

além de muitos urubus. d) Aporte de várias formas de resíduos sólidos. e) População de catadores sem controle. 58 Fonte: CSANEO Fonte: CSANEO . c) O depósito a céu aberto favorece a presença de animais de grande e pequeno porte.Figura 47 – Catadores no lixão Figura 48 – Catadora sem Equipamento de Proteção Individual. O resultado de todo esse diagnóstico do lixão é representado nas próprias figuras listadas ao longo do levantamento: a) Não existe um cercamento e controle de disposição dos resíduos no local. inclusive de resíduos de saúde. b) Existem vários pontos de depósito de lixo pela cidade.

5. 59 . as prefeituras não sabem como lidar com o problema dos resíduos sólidos. a solução não pode ser simplesmente jurídica. Na verdade. ar e recursos hídricos. Mais recentemente. semelhante ao esquema apresentado na Figura 44. Buscando atender ao passivo ambiental e corrigir de forma definitiva os problemas existentes. faz-se faz necessário ter conhecimento tecnológico para solucionar solucionar os problemas de poluição causados pelos lixões.5. por falta de conhecimento. resultando na formação de lixões e vazadouros a céu aberto que contaminam o solo. o projeto será realizado com especificações de materiais materiais e equipamentos consagrados no mercado. REMEDIAÇÃO DO LIXÃO DE ALTAMIRA ALT Um dos principais problemas brasileiros da administração admi stração pública municipal é a questão do tratamento e destino final do lixo urbano. não se esquecendo do caráter provisório de algumas estruturas de apoio. Em geral. o problema dos lixões tem sido fiscalizado e vem gerando processos judiciais contra os prefeitos. afetando a saúde e a qualidade de vida da população. Mesmo assim.1 Metodologia O Projeto eto de Remediação do Lixão Lixão da cidade de Altamira consiste em recuperar a área onde atualmente são dispostos de forma descontrolada os resíduos sólidos gerados. que tenham garantia para o período de implantação e na operação do sistema. pela ação do Ministério Público e dos Órgãos Ó gãos Estaduais de Controle Ambiental. Nesse sentido o objetivo do projeto será transformar a área conhecida como “lixão” em um aterro controlado e utilizar as técnicas de aterro sanitário para a ampliação da área e disposição dos demais resíduos. 4 Figura 49– Modelo de célula de aterro tradicional. corrigindo corrigindo-se assim o passivo vo ambiental existente. a eficácia da simples cobrança estatal estatal e a formalização de Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) não têm sido eficazes na busca de uma solução adequada para o problema.

.. com execução das seguintes obras: Impermeabilização das células com o uso de geomembranas....00 t Densidade do lixo compactado: .. o projeto de remediação prevê em seu dimensionamento a absorção..000..... A remediação o se fará através da a abertura de células na própria poligonal do lixão.000 94....35 t/m³ Massa total do lixo estimada: ..000 m³ Os resíduos que serão coletados pelo período em que o lixão estará sendo remediado e na espera da construção do Aterro Sanitário de Altamira terá te as seguintes características: 60 . estabiliz servirão como cobertura para o “lixo novo”. pode-se pode verificar que a área de 4.2... dependendo da profundidade e da idade que já se encontram no local.60 t/m³ Volume do lixo compactado: ... 161...... 0. favorecendo a implantação de células para o tratamento.6 ha possui espaços onde ond não ocorreram lançamentos de resíduos em quantidade significativa e que podem ser removidos para alguns pontos dentro do próprio lixão.. Na operação do sistema de remediação. Dessa forma...916. os resíduos existentes serão dispostos em camadas camad que serão intercaladas com os novos resíduos que estarão sendo coletados na cidade. Os trabalhos de remediação serão contínuos. substituindo camadas de argila que deverá entrar no processo apenas no fechamento final de cada elemento de tratamento...1 – Volume de Resíduos Depositados no Lixão estimou-se estimou se que a quantidade de resíduos disposta no lixão tem as seguintes características: Volume de lixo estimado: ...... Portanto. 93... Assim..... Recirculação do efluente tratado para dentro da célula em funcionamento... 0.. 5..00 m³ => 94..00 m³ Densidade prevista do lixo no local: ... nos itens seguintes serão definidas as etapas de implantação dos serviços. podem estar estabilizados ou em processo de estabilização... Implantação de sistema de drenagem do chorume. que em alguns pontos. 56... sistema de coleta e queima dos gases. Sistema de recalque do líquido percolado e implantação de uma Estação de Tratamento do Lixiviado (ETL)...350.. tendo em vista o caráter emergencial e que todos os elementos para a sua execução estarão disponíveis dentro da área de projeto.2 Levantamento do Volume de Resíduos a ser Remediado No item 5.......... Do diagnóstico apresentado.É importante ressaltar que a cidade de Altamira ainda não conta com um aterro sanitário e a coleta diária dos resíduos deverá ter um local adequado para sua disposição... da produção diária do lixo da área urbana.. o “lixo velho”.. por um período. com descrição técnica dos mesmos e materiais a serem empregados..

.25 t/m³ Volume total do lixo transportado:. Esses resultados mostraram que há possibilidade de contaminação do solo até uma profundidade de aproximadamente 5..dia Total de lixo produzido: . A partir do que ficar definido no projeto de urbanismo e arquitetura das células é que se poderá prever o período que que a remediação poderá receber os novos resíduos produzidos. que tem a largura de 3.... optou-se optou por uma pequena ocupação... seguindo as curvas de nível visando diminuir as escavações e aterros durante a sua execução e garantindo o máximo de capacidade... de forma a utilizar a maior parte da área para dispor os volumes.. A largura largur das vias ficou definida em 5. a população urbana de Altamira já apresenta um crescimento que tende a chegar próximo à população do município até o pico da obra.....3 Urbanismo e Arquitetura da Remediação Por estar localizado às margens da BR 230 – Transamazônica.. mas chegando...... o número de habitantes foi mantido como sendo o total do município levantado pelo censo. deixando a maior parte da área coberta por vegetação.....50 m....075 habitantes 1 Produção per capita de resíduos: ... foram locados somente o galpão de triagem do material e a Estação de Tratamento de Lixiviados L (ETL).00 m com uma faixa de acomodação de 2.00 m de largura.0 m. e pela via via principal de circulação no lixão que dá acesso às de circulação entre as células que ficou com 7.. O acesso a área foi estabelecido a partir da forma que se apresenta hoje........ visando facilitar a distribuição dos detritos dentro de cada célula.. onde foi constatado que contaminação é menor. 5. A profundidade máxima das células teve como premissa as informações da sondagem e os resultados das análises de contaminação do solo solo (Anexos II e III). 63..64 kg/hab..... Assim..408 kg/dia => 64 4 t/dia...50 m com uma faixa de acomodação de 3.....70 t/m³ Volume do lixo compactado: .43m³ => 92 m³ As células de tratamento para remediação deverão ter capacidade para receberem 94... 0... c O dimensionamento das células será realizado a partir desses dados. 1 Devido ao início das obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. prevendo-se se esse acréscimo... em alguns pontos dentro da área onde há deposição de lixo.0 m........ Assim..... Na porção norte do terreno......000 m³ de resíduos existentes e mais 92 m³ diários de resíduos coletados na cidade. uma via local perpendicular à BR-230.. 0..... 0. exceto pelas vias de acesso ao galpão de triagem. Densidade do lixo doméstico solto: .... 91. o sistema viário foi pensado de maneira que as células tivessem o acesso garantido por todos os lados.....00 m nas laterais limítrofes as células. é necessário que a área para remedição respeite a faixa de domínio da rodovia de 40. 256 2 m³ Densidade do lixo compactado: .50 m em uma das laterais. 61 .População urbana: 99... A concepção do formato das células teve como base a composição topográfica da área. a 9.......

dois sanitários san e um galpão pré-moldado moldado para triagem e 62 . a guarita de segurança. o desenho urbano com a demarcação das A Figura 45 apresenta uma visualização geral do células de tratamento na área de remediação. que não haverá contaminação na área. Essa profundidade garante. .0 m. optouoptou se por uma profundidade padrão para cada célula de 9. área de apoio e galpão de triagem. Arquitetura da Área de Apoio. indicando as cotas e os níveis de implantação. Detalhes do Urbanismo da área: define as dimensões das células de tratamento.Para se evitar a permanência do solo contaminado na área. Situação e Locação das unidades que comporão a remediação: identifica dentifica a localização do Lixão em relação à cidade e o posicionamento das unidades que farão parte do projeto de remediação. nem possibilidade de carreamento de contaminantes es para pontos mais abaixo. do Galpão e detalhe da cerca: detalha a área de apoio composta de um escritório. Figura 50– Configuração Urbana das Células de Tratamento Os projetos de Arquitetura e Urbanismo são apresentados no Anexo V. com certo grau de segurança. mesmo após a remediação. com os seguintes itens: Levantamento Topográfico da área do Lixão de 2011 e a Topografia estimada do Terreno Original: referem eferem-se se à topografia geral utilizada na elaboração dos projetos e identificação ção da quantidade de resíduos existe na área. as vias de circulação. Cortes e Perfis das Células: apresenta os volumes das células onde serão dispostos os resíduos. Arquitetura da Guarita de controle da entrada: detalha a guarita onde deverá ser instalado o vigia da área.

307. dada as características do solo e obteve-se obteve um volume total das 5 células as previstas de 130. Essa faixa corresponde a mais 1. ao fundo da área ocupada.0 ha e como a remedição deve ser executada em etapas com a remoção e relocação dos resíduos dentro dessa área. Desenho 04/08. 5.436.0 m.proteção dos catadores de produtos recicláveis. No Anexo V.00 m³ 63 . Locação dos poços de monitoramento: indica a alternativa escolhida para implantação imp de 1 poço à montante da área e 2 à jusante da área do lixão.66 m³ Célula B: 26.427. Etapas de Execução: apresenta as etapas seqüenciais para implantação do projeto de remediação do lixão.60 m³.0 m. evitando-se evitando se a possível contaminação de outros espaços. onde a existência de resíduos é menor.64 m³ Célula D: 26.6 ha. Célula A: 27.090. apresentam-se apresentam se os corte e a disposição dessas células no terreno. estabeleceu-se se um talude de 1:1 (H:V). Outra faixa de 50.017.0 ha que terá todos os resíduos ali dispostos (Figura 19). para monitoramento dos serviços que serão executados.72 m³ Célula D: 26. A faixa de domínio dessa rodovia é de 40 m.58 m³ Célula C: 24.335.4 Dimensionamento das Células Célula de Remediação A área utilizada pelo lixão é de 4. sendo cada célula célula com a possibilidade de adensar os seguintes volumes. implicando numa redução de 1. bem como da sala para instalação da autoclave para tratamento dos resíduos de saúde. está sendo preservada para utilização como apoio à implantação efetiva do projeto. até as margens da rodovia Transamazônica.6 ha. Partindo-se se da consideração anterior em que a profundidade deve ficar em 9. com indicação de volumes utilizáveis em cada uma dela. retirados depositados na área de remediação. A área prevista para a ocupação com as células de remediação é de 2. A Figura 46 mostra uma seção dessas células a serem implantadas.000 m³ e mais 92 m³ diários de lixo também a ser compactado. onde deverá ser disposto o volume compactado de 94.

no projeto da remediação do lixão lixã de Altamira optou-se pela utilização da técnica de aplicação dos geossintéticos por meio de mantas de geomembranas sintéticas do tipo PEAD e PVC e outros geocompostos (associação de geossintéticos com funções diversas).65 dias => 13.00 = 36.3/3 CORTE . é possível verificar quantos dias de “lixo novo” pode ser recebido na área da remediação.CORTE . bem como garantir as condições mecânicas necessárias para a manutenção do sistema. 5.5 Impermeabilização e Drenagem das Células de Remediação Lixão A principal função da impermeabilização é evitar a contaminação do lençol freático com a criação de e barreiras artificiais à percolação do chorume proveniente da decomposição de resíduos e também da ação das águas pluviais.1 1 meses. Nesse sentido. enquanto se aguarda a construção do Aterro Sanitário de Altamira. Sobra de volume após o enchimento das células com os resíduos existentes: existentes o 130.307. 64 .60 m³ 36.60 m³ / 92m³/dia = 394. sendo que a área ainda poderá receber os resíduos coletados na cidade pelo período de 13.000.60 – 94.2/2 CORTE .4/4 Figura 51 – Seções das células de remediação Com esses sses volumes definidos.1 meses Número de dias possíveis de receber os resíduos coletados diariamente: o Estima-se se que os trabalhos de remediação serão executados num prazo de 6 meses.307.307.

O solo será recoberto ecoberto com uma camada de 30 cm de argila. daí a larga utilização como barreiras para fluidos e gases em áreas de disposição de resíduos sólidos. O núcleo é termosoldado a um ou dois geotêxteis não-tecidos tecidos de poliéster em todos os pontos de contato. forma o meio ambiente. associados. 65 . As operações básicas na instalação das células do lixão podem ser resumidas em: Limpeza do terreno onde será instalada a célula de tratamento. conforme descrição abaixo: Será aberta uma canaleta com o auxílio de equipamento mecânico para instalação do tubo drenante. Concluída a escavação procede-se procede se à limpeza. A canaleta deverá ser reaterrada e compactada com o solo retirado do local. Apresentam excelente desempenho quando utilizada como revestimento impermeabilizante podendo ter diversas aplicações em impermeabilização. desta forma. No caso específico das células de remediação do lixão de Altamira serão utilizadas geomembranas e geocompostos associados. Compactação de fundo. Os coeficientes de permeabilidade variam iam entre 10-10 cm/s e 10-13 cm/s. . Para início do processo de impermeabilização das células será realizada a escavação do terreno. Esta geomanta é fabricada a partir de filamentos de polipropileno ou poliamida (nylon). que consiste em retirar retira o solo solto das paredes laterais e de nivelar a base da célula. Após os serviços iniciais de escavação inicia-se i o processo de instalação stalação do sistema de drenagem. tanto na impermeabilização da base como na impermeabilização da cobertura das células. que será revestido com o uma geomanta para drenagem com espessura de 11 mm que serve como bolsa de acomodação para o tubo drenante. Nivelamento e retirada de solo solto de dentro da célula. elástica e flexível. sendo sua principal utilização em aterros sanitários e lagos artificiais de decantação. seguida de uma camada de geomembrana de PEAD com espessura de 2mm e formarão um eficiente sistema para controle de fluxo de gases e lixiviados (chorume) – Figura 47. As geomembranas caracterizam-se caracterizam se pela baixíssima permeabilidade. Escavação da célula de tratamento conforme projeto.A geomembrana é um dos tipos mais comuns de geossintéticos e consiste em uma manta de liga plástica. Os tipos mais encontrados são fabricadas com polietileno de alta densidade – PEAD ou policloreto de vinila – PVC. tendo índice de vazios em torno de 95%. preservando.

mm. ambiente Assim. os lixiviados podem contaminar as águas subterrâneas e superficiais e transmitir trans doenças ao homem. A evolução dos processos biológicos que ocorrem no interior do lixão.culturais). (1995) apresentam os principais parâmetros utilizados utilizados na caracterização do lixiviado: lixiviado 66 . o chorume possui elevada carga orgânica. seguida de uma camada de georrede com espessura de 6 mm. fontes de nitrogênio – como a amônia –. Em geral. topografia e geologia do local do tratamento e/ou destino final dos resíduos. Devido às suas características. tratamento. Gandolla et al. influenciam nas características do chorume. Essa camada de brita será coberta por um geotextil e sobre ele os resíduos serão depositados. o sistema de drenagem do chorume tem como objetivo conduzir os líquidos para o sistema de tratamento.Figura 52 – Esquema de impermeabilização da célula (Fonte: Manual de Aterro Sanitário – CREA – PR) A impermeabilização da base será composta por uma camada de geomembrana. juntamente com o envolvimento de uma camada de brita.6 Sistema de Drenagem renagem dos Percolados O chorume é um composto derivado da hidrólise dos compostos orgânicos e da umidade do sistema. geológicas geológicas e hidrológicas do local de disposição. evitando seu acúmulo na massa de resíduos e os possíveis problemas de instabilidade associados a isso. isso A composição do chorume varia de aterro para aterro e até mesmo dentro de um mesmo aterro com o tempo. e ainda. . metais pesados e grupos microbianos. 5. da idade do aterro ou lixão. com características que variam em função do tipo de resíduos sólidos. das condições meteorológicas. Acima dessa camada deverá ser implantada uma segunda camada de geomembrana e a tubulação primária de drenagem (100 mm de tubulação perfurada). formas de coleta dos resíduos. às características hidrológicas e climáticas climá da região. bem como sua idade e a composição dos resíduos dispostos. As razões estão relacionadas às características as da população geradora dos resíduos (nível e características de vida socioeconômico. o chorume deve ser drenado e tratado adequadamente antes de ser devolvidos ao meio ambiente. Assim.

Para estimativa da vazão do chorume nas células do lixão utilizou-se utilizou se o método do balanço hidrológico ou método suíço. na medida em que o pH aumenta. expressa em termos de DQO e DBO5. A concentração de metais é elevada em aterros jovens. em concentrações mais elevadas em chorume de aterros jovens ens e velhos. a evolução acumulada da produção de percolado acompanha aproximadamente a freqüência das chuvas ocorridas.000x0.70 mm/dia (precipitação média diária de Altamira) A = área da célula (m²) T = tempo de um dia = 86. principalmente de ferro.5 a 0. que embora presente nos resíduos sólidos. o qual utiliza dados de precipitação local e características característic da área do aterro para seu dimensionamento. ger bem como a determinação da sua composição.08 após vários anos. que indica o percentual da matéria orgânica que é biodegradável.11 l/s T 86400 Onde: PER => percolado . encontra-se encontra se nas formas de nitrogênio orgânico e nitrogênio amoniacal. O enxofre.07 a 0. Esta concentração tende a diminuir com o tempo. é inicialmente muito elevado. diminuindo depois em razão da degradação biológica e dos processos de lixiviação. O método suíço estima a vazão de lixiviado de acordo com a seguinte expressão: Vazão de chorume Q = PER x A (l/s) = 70 x 4.O conteúdo em matéria orgânica. pois se fixa no aterro sob a forma de sulfetos insolúveis.4 = 1. devido ao ambiente ácido que favorece a solubilização dos íons metálicos. e que diminui a medida que o aterro evolui. O pH ácido no princípio. a medição da vazão do líquido gerado. Uma fração considerável de DBO inicial é constituída de ácidos graxos voláteis. passando a 0. cuja concentração é um bom indicador do estágio da degradação anaeróbia. respectivamente. O Fósforo está presente em quantidades tão modestas que em certos casos há a necessidade de correção de sua concentração para viabilizar-se viabilizar se o tratamento tratament biológico do chorume. de forma sistemática. torna-se torna em seguida levemente alcalino.400s Os valores de precipitação ecipitação diária adotada foram obtidos a partir do Relatório de Dados Meteorológicos de Altamira elaborados pela INFRAERO. A relação DBO5/DQO. O nitrogênio está presente em nível significativo. só é emitido em quantidades pequenas. Na operação do sistema de tratamento do chorume é necessário efetuar. De maneira geral. Inicialmente esta relação é de 0. ável. metálicos. composiç antes e depois do tratamento. 67 .8.

Os gases. atingir as redes de esgoto. formando assim um ciclo ci fechado de tratamento. fossas e poços absorventes. com o ar. que atravessam no sentido vertical todo o lixão. evitando migração através dos meios porosos que constituem o subsolo. o controle da geração e migração dos gases gerados no lixão será realizado através de um adequado sistema de drenagem constituído por drenos verticais colocados em diferentes pontos do aterro. como se fossem chaminés. desde o solo até a camada superior.7 Sistema de Drenagem de Gases O sistema de drenagem de gases do lixão de Altamira será implantado com o objetivo de se drenar os gases provenientes da decomposição da matéria orgânica. Nesse sentido. o solo ao seu redor. Queimador de Gás Tubo PVC Ø200 Perfurado >9. sob condições peculiares. podem se infiltrar no subsolo. Uma vez aberto o poço. 5.50 .50 Aduela em Concreto CA-2 Figura 53 – Detalhe do queimador de gases do lixão Existem dois métodos de se executar os drenos de gás: subindo o dreno à medida que o aterro vai evoluindo ou escavar a célula encerrada para implantar o dreno. uma vez que o metano poderá formar. deixando uma guia para quando se aterrar em um nível mais acima.O líquido percolado coletado pela drenagem será encaminhado para um poço de recalque onde será instalada uma bomba submersível. e causar problemas. num 68 . uma mistura explosiva (concentrações de CH4 entre 5 a 15%). Esse sistema recalcará o chorume e toda a água pluvial coletada da célula para a Estação de Tratamento de Lixiviados – ETL. Os drenos serão formados por or tubos perfurados de PVC de 200mm de diâmetro revestido por uma aduela de concreto envolvida por brita ou seixo. Após passar por todas as etapas de tratamento o efluente tratado será lançado novamente na célula de remediação.

de forma precária. enquanto que os hospitais oferecem também serviços de clínica médica. Materiais de alto alt risco. os dados mostram que. O topo do poço será encimado por um queimador. obstetrícia. 5. 2 hospitais públicos. a implantação de processos de segregação dos diferentes tipos de resíduos em sua fonte e no momento de sua geração conduz certamente à minimização de resíduos. pediatria. principalmente em dias de vento forte. ia. Aplicando-se se essa taxa para estimar a quantidade de Resíduos de Saúde coletadas na cidade. Em algumas unidades. considerando siderando que o lixão de Altamira recebe 54 t/dia de resíduos sólidos urbanos. alimentos e outros produtos inutilizados são dispostos juntamente com lixo domiciliar e comercial.66% dos resíduos sólidos urbanos no Brasil. que se constituem. publicado pelo Sistema Nacional de Informações ormações sobre Saneamento. análises laboratoriais e diagnósticos por imagem. em especial àqueles que requerem um tratamento prévio à disposição final. Sabe-se se que a disposição final inadequada do lixo domiciliar. é realizada dentro do roteiro roteiro normal da coleta domiciliar.raio de aproximadamente dois metros. deve ser aterrado com uma camada de argila de cerca de 50 cm de espessura. Apenas alguns cuidados são observados. como seringas utilizadas. O sistema de drenagem de gases deve ser vistoriado permanentemente. para evitar que o gás se disperse na atmosfera. De acordo com o Diagnóstico do Manejo de Resíduos Sólidos Urbanos – 2006. Ainda de acordo com informações obtidas na prefeitura. 2008). 13 postos de saúde e 11 unidades de saúde da família. em média.35 t/dia de resíduos de saúde conforme Dados abaixo: Características dos Resíduos de Serviço de Saúde que chegam ao Lixão: 69 . animais. estima-se estima então uma coleta de 0. cirurgia. Conforme informações coletadas o município de Altamira possui 5 hospitais particulares. Os postos de saúde e as unidades de saúde da família prestam apenas serviços ambulatoriais e de atenção básica. não existe uma um operação diferenciada para a gestão dos resíduos de serviços de saúde (RSS) e os demais resíduos não domésticos Através das informações levantadas.8 Resíduos de Serviços de Saúde – RSS Dentro a estrutura do sistema de gestão dos resíduos sólidos do município. os resíduos de saúde representam 0. Portanto. constata-se constata se que a coleta de resíduos das unidades de serviços de saúde em geral. de forma a manter os queimadores sempre acesos. em uma operação diferenciada. constituído por uma manilha de concreto colocada na posição vertical. os resíduos são acumulados em caçambas que são recolhidas pela limpeza urbana e levados ao lixão lixão onde são queimados ao ar livre ou reunidos com os demais resíduos que chegam. Sugere-se que a drenagem de gás seja implantada à medida em que os resíduos forem sendo depositados nas células. comercial e de serviços de saúde. o município dispõe de 406 leitos. agrava as condições sanitárias das atividades dos catadores. em 2008 (SNIS.

... Deste modo são destruídos os agentes patogênicos patogênicos evitando a transmissão de doenças que poderiam ser transmitidas pelo manuseio inadequado deste tipo de resíduo.. 84. que...092 habitantes Produção per capita de resíduos: ... 70 ..35 t/dia t/dia Densidade do lixo doméstico solto: ... após a autoclavagem.. Os RSS de Altamira serão coletados em seus locais geradores. Total de Resíduos de Saúde: .dia Total de lixo produzido: . laboratórios. A unidade de autoclavagem denominada como sala de esterilização será implantada em compartimento separado dentro do galpão de triagem de resíduos que qu está localizado na entrada da Área de Remediação. pérfuro-cortantes e comuns.. passam a ser resíduos comuns e serão encaminhados após esse processo às células de remediação.. branco ou nos recipientes s apropriados.........População urbana do município (2010): .. 53. postos de saúde..25 t/m³ Volume total de RSS Tranportado:. 0.... É apta ao tratamento de resíduos infectantes...819 kg/dia => 54 t/dia... tais como hospitais........... serão encaminhados por meio de caminhões coletores específicos para esse fim até a Autoclave. 1. Vale ressaltar que o “lixão de Altamira” ” recebe 350 35 kg/dia de resíduos de saúde. Essa técnica tem como princípio a modificação das características de patogenicidade dos resíduos.. Estes resíduos devem ser coletados em sacos plásticos classe II na cor branco-leitosa.. consultórios e farmácias e.. A fim de se tratar adequadamente os resíduos de serviço de saúde que chegam diariamente ao lixão de Altamira..64 kg/hab.. 355 kg/dia => 0. A unidade de autoclavagem será construída na Área de Apoio e possui capacidade de tratamento pra 500 kg/dia dia de resíduos infectantes em em 1 turno de 8 horas.... resíduo devido sua particularidade e periculosidade.... definiu-se se como alternativa mais viável de remediação a implantação de uma Unidade de Tratamento de Resíduo de Saúde por meio de aparelho aparelho de Autoclave. periculosidade é realizada por veículo próprio com funcionários devidamente treinados para o exercício da função... Ressalta-se se que a coleta deste tipo de resíduo.... no caso dos perfuro-cortantes... perfuro A autoclavagem é uma das metodologias utilizadas para tratamento que consiste no tratamento térmico dos RSS sob pressão por meio do vapor d’água em temperaturas elevadas......... clínicas médicas..4 m³ Os resíduos de serviço de saúde não devem ser dispostos diretamente no solo sem um adequado tratamento prévio devido aos potenciais riscos de contaminação..... podendo expandir sua capacidade ao dobro disso... sendo que a fonte geradora é responsável pela segregação dos dos materiais infectantes sendo a presença da unidade de tratamento um fator de estímulo a elaboração dos referidos planos...... 0. Remediação conforme planta de locação no Anexo xo V.

.Figura 54 .Autoclave para esterilização dos RSS a ser implantada implantada no lixão 71 Fonte: LF Equipamentos Ltda.

Válvulas solenóides normalmente fechada com acionamento elétrico. Efetivo planejamento de gerenciamento dos resíduos de serviços de saúde. Esse galpão funcionará como local de separação ão e triagem de recicláveis que chegarem diariamente ao lixão. Filtros em bronze.Dos sistemas existentes para tratamento de resíduos de saúde. latão. chapeamento: pintura epóxi na cor branca ou inox escovado. espera-se se que com a remediação dos resíduos de saúde do lixão de Altamira ocorra: Redução da toxicidade dos resíduos. através de volante central e braços concêntricos com vedação vedação através de perfil de silicone resistente a alta temperatura. ambi Preservação do meio ambiente. corpo em latão forjado com vedação tipo diafragma ou pistão de teflon.9 Área de Separação e Reciclagem dos Resíduos Na remediação do lixão de Altamira haverá um local denominado galpão de triagem destinado ao trabalho dos Catadores de Resíduos Recicláveis – CRR. Bomba d' água tipo centrifuga. Sistema de purga através de purgador termostático e válvula solenóide normalmente fechada. Entre os diversos resultados do sistema de tratamento de resíduos de serviços de saúde. auxiliando o bombeamento d'água para o gerador de vapor. minimizando os riscos imputados aos mesmos. 5. em parceria com Vigilância Sanitária. controlada pelo micro m processador. dimensionada a capacidade do equipamento. cavalete: avalete: em aço sae 1020 em cantoneiras com tratamento de superfície e fundo anticorrosivo wash-primer primer pintura por primer reativo. Possui ainda câmara interna: Em aço inox AISI-316 AISI 316 L câmara externa e gerador de vapor: Em aço inox AISI-304 304 isolamento térmico: em lã de vidro com chapa envolvente de alumínio corrugado. Para o sistema hidráulico: Tubulação em cobre e conexões em latão. Especificações da Autoclave O sistema de autoclavagem proposto é fornecido com duas portas (tipo barreira). utilizada para aumento de pressão na rede. Atendimento a legislação existente. Sistema de fechamento. Estão previstas no projeto de remediação do lixão ações de educação ambiental e sanitária com os catadores no sentido de incentivar entre eles a consciência coletiva para a formação 72 . pois permite eliminar possíveis patógenos e reduzir os poluentes causados no meio ambiente como a emissão de gases tóxicos na atmosfera causados pela incineração. O tratamento através de esterilização por meio de autoclavagem de resíduos de serviços de saúde é de suma importância de acordo com normas científicas. Segregação na fonte geradora. . a autoclavagem vem sendo considerada uma solução viável. pois tem o objetivo de minimizar a geração e proporcionar um encaminhamento seguro e eficiente destes resíduos. Bomba de Vácuo tipo anel liquido. Minimização dos riscos ocupacionais e ambientais. normativas e legais. elemento filtrante em aço inoxidável.

O sistema de recalque do chorume será implantado para cada célula. um Programa de Educação Ambiental poderá ser desenvolvido pelo município. a ETL dimensionada para o tratamento do lixiviado tem capacidade tratar 3. Limpeza da faixa de domínio da BR-230 BR – Transamazônica. Dessa forma. apresenta de forma esquemática as etapas para implantação do serviços conforme listado abaixo: 1ª ETAPA a) b) c) d) Limpeza das vias laterais latera de acesso ao lixão. respeitando a faixa de domínio da BR-230. também. Para esse período inicial. 73 . com encaminhamento encaminhamento do lixo para a área D. se iniciar. 5.0 L/s. conforme item 6.10 Estação de Tratamento do Lixiviado – ETL A vazão do chorume prevista como produção para cada célula é de 1. através atra de levantamento topográfico. o lixo diário dever ser coloca na área da futura célula D.11 L/s. sendo que as bombas submersíveis serão deslocadas adas para a célula que estiver em funcionamento.5. A limpeza das áreas externas visa inibir o lançamento de “lixo” por parte da população em qualquer local da região a ser remediada. Providenciar o cercamento da área total. separadamente e a coleta seja em dias diferentes. o treinamento com os catadores de produtos reciclados da Deve-se área e a proibição de crianças nesse tipo de trabalho.11 Etapas de Implantação da Remediação O desenho 08/08 do Anexo V – Etapas de Execução da Remediação do Lixão de Altamira. b) Abertura da via principal da área interna do lixão. Tais ações poderão ser ampliadas para a população em Altamira. BR Nesta etapa inicial a Prefeitura deverá deverá iniciar o trabalhão de Educação Ambiental na cidade para que os resíduos com possibilidade de reutilização ou reciclagem sejam acondicionados. tendo em vista que o sistema de drenagem poderá trabalhar com uma ou mais células e está apresentada no Anexo VIII. Limpeza da área de apoio: guarita. galpão e administração. no entanto. 5. 2ª ETAPA a) Demarcação da célula A.de associações ações ou cooperativas de trabalho com o objetivo de lhes proporcionar melhores condições de trabalho e dignidade.

sendo fechado e impeermeabilizado com manta (geomenbrana) e argila. O início de escavação da célula B será imediatamente após a liberação da área. 4ª ETAPA col diária a) Início da disposição do lixo existente na área da Célula A. com a limpeza e destinação do lixo para a célula A. O lixo dessa área deverá ser removidao para a área da célula D. b) A partir da isntalação da Autoclave. 3ª ETAPA a) Escavação da 1ª célula élula da remediação. c) Instalação da AutoClave para os Resíduos de Serviços de Saúde e da Esação de Tratamento de Lixiviados. Essa manta serve apenas para evitar o espalhamento do material e dimininuir o acesso de insetos e outros animais animais ao local de traalhao do dia seguinte. As outras células seguirão a mesma determinação.c) Limpeza da área da célula A. c) O uso da célula A será realizado realizado até a sua ocupação total. Os resíduos da coleta serão lançados nessa célula e recobertos com o lixo existente. d) Construção da guarita de segurança. . d) A célula D será utilizada para a disposição dos RSS. A terra retirada da escavação será colocada no ponto F. A terra da escavação será mantida dentro da área cercada. 5ª ETAPA a) O sistema de drenagem do chorume estará funcionando e recalcando o elfuente para a ETL. na área de apoio. evitando-se evitando possível contamianção da região externa. A área “A” foi escolhida para a 1ª célula por ter uma menor quantidade de resíduos acumulados. 74 . A cobertura final de cada dia será realizada por uma manta de geotextil. do galpão pré-moldado pré moldado para descarte do lixo seco. o resíduos de saúde será disposto na célula C. b) Execução da impermeabilização e drenagem de gases e chorume.

Quanto à localização dos poços de monitoramento. permitir a avaliação sobre a migração de poluentes. é indispensável a existência de um programa de monitoramento permanente. . esperados Nesse sentido. durante o período de operação do empreendimento. detectar os impactos e corrigir precocemente os processos nocivos ao meio ambiente.6. . ncias. na medida em que propicia. 75 . conforme a Figura 50. serão previstos de modo modo que estejam instalados no sentido do fluxo de escoamento. (três). para que suas amostras representem a real situação da qualidade da água subterrânea no aqüífero. ). a execução de planos de monitoramento das águas subterrâneas do lixão tem o objetivo de primeiro. sendo 1 (um) a montante e 2 (dois) a jusante do maciço. Poço de Monitoramento 3 Poço de Monitoramento 1 Poço de Monitoramento 2 Monitoramento nas imediações do lixão Figura 55 – Localização dos poços de Monitoramento Deve-se se prever uma análise de todos os parâmetros a serem monitorados. Assim sendo. e ainda de servir de controle sobre a eficiência da remediação ao longo dos anos no que tange a eficiência dos sistemas de impermeabilização e drenagem de lixiviados bem como detectar detecta alterações na qualidade da água. construir sistematicamente uma percepção integrada da realidade ambiental. MONITORAMENTO ONITORAMENTO E CONTROLE CONTR AMBIENTAL DO LIXÃO O monitoramento é um instrumento importante para a gestão ambiental. em número mínimo de 3 Serão instalados poços de monitoramento nas imediações do lixão. mensurar as tendências. sistemático e abrangente das diversas instalações que compõem o a remediação do lixão de Altamira uma vez que este fornece as informações necessárias para a proposição de medidas corretivas com o objetivo de atingir os resultados esperados. pelo menos duas vezes ao ano em cada poço.

pH. 76 . Quanto ao programa de monitoramento. Esses valores que deverão ser obedecidos para demonstrar que a remediação está em conformidade em relação a não poluição das águas subterrâneas. cádmio. obedecendo a NBR 13.895/1997. O segundo instante do monitoramento monitoramento ambiental se dará a partir do momento em que se iniciarem as coletas de chorume para tratamento. serão indicados os parâmetros a serem monitorados considerando aspectos como: • Os tipos. arsênio. Na Tabela 7. Os poços têm um diâmetro mínimo para a correta coleta das amostras.468. estabilidade e persistência desses d constituintes. turbidez. chumbo. A Realização de análises físico-químicas químicas das amostras coletadas para a avaliação dos seguintes parâmetros: condutividade. • A mobilidade. cor. odor. bário. • O limite de detecção do indicador de possíveis produtos de reações que possam ocorrer no aquífero. estão demonstrados os valores estipulados pela Resolução Resolução CONAMA 357/2005 que fixa limites para padrões de lançamentos. nível estático das águas dos poços. • Parâmetros que possam indicar a presença da pluma de contaminação. Os poços serão monitorados desde o início da operação do empreendimento e deverão ser monitorados por longo período após o encerramento das atividades do empreendimento.Os parâmetros físico-químicos químicos a serem analisados serão estabelecidos em conformidade com o Decreto n° 8. de 08/09176 (NT A-60). aspecto. relativa para a sua amostragem devendo ser protegidos evitando assim a contaminação superficial. quantidades e concentrações dos constituintes.

0 mg/L No caso de ser detectado qualquer tipo de contaminação nas águas subterrâneas.5 mg/L 0.Tabela 26 – Padrões de lançamento conforme Resolução CONAMA 357/2005.0 40ºC 0.2 mg/L --0.0 – 9. com novas coletas a diferentes profundidades e a execução de um estudo hidrogeológico para delimitação de possíveis plumas de contaminação.5 mg/L 1.2 mg/L 0.5 mg/L 4. físico bem como será necessária a abertura de novos poços de monitoramento. será ampliada a frequência de amostragem amostragem e a realização das análises físico-químicas.0 mg/L 0.01 mg/L 2. 77 .0 mg/L 5.0 mg/L 5.0 mg/L 0.5 mg/L 50. Parâmetros BTEX (X) Cianetos DBO5 DQO Fenóis Óleos Graxas ph Temperatura Arsênio Cádmio Chumbo Cobre Cromo Estanho Mercúrio Níquel Zinco CONAMA 357/2005 – Limites Padrões de Lançamentos -0.

Avaliação de Impactos Ambientais in: Curso de Especialização em Gestão da Qualidade Ambiental. 104 106. D. livre Acesso em 25/08/2011. Produto Interno Bruto dos municípios 2004 – 2008.Grupo de Engenharia e Análise de Valor. 1997. Instituto Brasileiro de d Geografia e Estatística (IBGE). Censo Populacional 2010. 2001. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS BIBLIOGR BAASCH. Revisão do Plano Diretor Participativo do Município de Altamira. Gestão de Resíduos Sólidos Urbanos no Brasil. Banas Ambiental. Florianópolis/SC: GAV . João Pessoa/Pb: ABES – Associação Brasileira de Engenharia Sanitária e Ambiental Seção Paraíba. Wikipédia. A destinação final de resíduos. 104-106. 78 . a enciclopédia livre. J. N. no estado do Pará – volume II. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). S. Acesso em 15 de setembro de 2011. S. Elaboração TECHNUM CONSULTORIA SS. Acesso em 08 de setembro de 2011. Ecologia. Censo Populacional 2010. LIMA.7. Pg. novembro/2002. Histórico de Altamira.

2011 Anexo VI Gráficos representando os resultados das Análises de contaminação do Solo Anexo V 79 .8.Anexo II-5 .Anexo II-11 .Anexo II-11 Anexo III Resultado das Análises de Solo – Csaneo Engenharia . Análise de Solo – EIA 2009 – Leme Engenharia Análise de Solo: .Anexo II-12 .Anexo II-1 .Anexo II-9 .Anexo II-13 Topografia e Sondagem: .Anexo II-4 .Anexo II-8 .Anexo II-7 .Anexo II-6 .Anexo II-8 .Anexo II-2 .Anexo II-10 .Anexo II-3 .Anexo II-1 .Anexo II-4 .Anexo II-10 .Anexo II-9 .Anexo II-5 .Anexo II-2 .Anexo II-6 .Anexo II-3 . ANEXOS Anexo I Bacia de Drenagem do Lixão: Lixão 1 – Captação de Água 2 – Sub-bacia bacia de drenagem do lixão.Anexo II-7 . Anexo II Topografia e Sondagem.

Anexo VI Projetos complementares: Desenhos: 1 – Projeto Hidráulico 2 – Projeto Esgoto 3 – Projeto Elétrico Anexo VII Projeto das Células 1 – Drenagem do Fundo e detalhes de fixação e implantação dos materiais. Galpão e Cerca – Planta. 4 – Recalque do Chorume.Projetos de Urbanismo e Arquitetura Desenhos: 1 – Topografia 2 – Locação 3 – Urbanismo 4 – Escavação – Planta e Cortes 5 – Arquitetura – Guarita – Planta. 3 – Detalhe etalhe das Seções. 6 – Arquitetura – Area de Apoio. Esquema de Impermeabilização e Drenagem do Chorume e Gases. Anexo VIII Estação de Tratamento do Lixiviado . cortes e fachada.ETL 80 . Cortes e fachada. 2 – Detalhe das Seções e Esquema de Drenagem do Chorume e Gases. 7 – Detalhe do Poço de Monitoramento 8 – Etapas de Execução da Remediação do Lixão.