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Língua Portuguesa

Prof. Rosalina Simão Nunes


Introdução
No âmbito da disciplina de Língua
Portuguesa, foi-me proposto realizar um
trabalho em que devia apresentar um
exemplo de cada género jornalístico sobre
um tema. Esse tema era a violação. Escolhi o
caso de um senhor que violou a própria filha
durante 24 anos e manteve-a fechada numa
cave.
A NOTÍCIA
Exemplo de NOTÍCIA:
Josef Fritz admite sequestro e abusos
sexuais de filha
O austríaco Josef Fritz, de 73 anos, confessou ter mantido sob
sequestro, numa cave, uma filha durante 24 anos. Josef Fritz admite
que submeteu a filha Elisabeth a repetidos abusos sexuais que
resultaram no nascimento de sete crianças, uma das quais morreu
após o parto.

Franz Polzer, que está a dirigir a investigação criminal,


disse à Reuters que o suspeito admitiu «que manteve a filha
fechada durante 24 anos e que é ele o pai das sete crianças
que Elisabeth gerou».
Os inspectores pediram análises de ADN para confirmar
as relações familiares de todos os elementos envolvidos. Os
resultados dos testes deverão ser divugados dentro de dois
dias.
Ontem, a polícia austríaca anunciou ter localizado uma
mulher dada como desaparecida há 24 anos, e que disse às
autoridades que o pai a manteve todo este tempo, desde
1984, trancada na cave da casa onde viviam, na cidade de
Amstetten.
O pai terá abusado sexualmente de Elisabeth durante
todos estes anos. Da relação nasceram sete filhos, sendo
que uma das crianças morreu após o parto.
O indivíduo conseguiu ficar com a guarda de três das
crianças, fingindo que os bebés tinham sido deixados à sua
porta com uma carta de Elisabeth a pedir que tomassem
conta deles. Os outros três filhos viveram até agora na
mesma cave.

28 ABR 08
Fonte: LUSA
A REPORTAGEM
Exemplo de REPORTAGEM:
A ENTREVISTA
Exemplo de ENTREVISTA:
ENTREVISTA A JOSEF FRITZL

PORQUE O FEZ?
Declaração de Josef Fritzl
THE TIMES - Segue-
Segue-se a declaração completa dada por Josef Fritzl, Fritzl, o
austríaco que manteve a filha fechada num anexo durante 24 anos. Através do
seu advogado:
JOSEF FRITZL - “Nasci numa família pobre. O meu pai era um malanfro que estava
sempre a enganar a minha mãe. Ela pô-lo fora de casa quando eu tinha quatro anos – ela tinha
toda a razão.
Depois disso, ficámos só nós os dois.
A minha mãe era uma mulher forte. Ela educou-me com disciplina, ordem e diligência. Ela
deu-me uma boa educação e uma boa formação profissional, enquanto ela, constantemente,
trabalhava duramente e aceitava trabalhos difíceis só para suportar-nos aos dois.
Ela era severa o necessário. Era a melhor mãe do mundo. E eu era o seu marido, de certa
forma. Ela era chefe de casa, mas eu era o único homem lá de casa.”
THE TIMES - Quando lhe perguntámos se ele foi abusado pela sua mãe, ele
disse:
JOSEF FRITZL - “Não, nunca. A minha mãe era decente, digna. Amo-a mais que tudo.
Admirava-a. Admirava-a muito. […]
THE TIMES - Quando perguntámos se tinha fantasias com a sua mãe, este
respondeu:
respondeu
JOSEF FRITZL - “Sim, provavelmente, mas eu era forte, quase tão forte como a minha
mãe, e consegui controlar os meus impulsos.”
“Mais tarde, fiquei mais velho, e comecei a sair. Tive algumas relações amorosas. E
encontrei a Rosemarie.
Ela não tinha nada em comum com a minha mãe. Mas, mais tarde, criaram-se algumas
semelhanças.
Ela era também bonita, mas bonita de uma forma diferente. Ela era muito mais tímida e
fraca do que a minha mãe.
Sempre quis ter muitos filhos. Não crianças que tivessem, como eu tive, de crescer
sozinhas, mas crianças que teriam sempre alguém com quem brincar. Sempre tive o sonho de
ter uma grande família desde pequeno.
E a Rosemarie aparentou ser a mãe apropriada. Aquele motivo [casar com ela] não foi mau.
E é verdade: eu sempre a amei e irei sempre amá-la.”
Fonte: The Times Online
Tradução: Helena Ferreira
08/05/08
Exemplo de TEXTO DE
OPINIÃO:
O caso do verdugo de Amstetten revela uma
dimensão de violência no quotidiano a que não
estávamos habituados, sobretudo em sociedades
desenvolvidas com as do Norte da Europa.
"Casos" desta natureza são admissíveis, no
nosso juízo colectivo, a Sul, onde a paixão para
bons e maus propósitos é crível e constitui a
expressão do homem mediterrâneo.
Este caso e o opróbrio do nazismo devem-nos
fazer pensar que a bestialidade mora onde menos
se espera e que o "mal" não tem um sinal à vista
que permita ser assinalado. Mora dentro de portas,
no silêncio da quietude, no "bom cidadão" pacífico
e bom cumpridor.
Primeiro com os pedófilos na Bélgica e agora
na Áustria com Josef Fritzl. Os países do Norte da
Europa que normalmente tomamos por exemplo
escondem os piores pesadelos. A chamada "boa
sociedade civil" é por vezes sintoma de compadrio
e de um muro do silêncio que esconde as mais
abjectas acções contra a dignidade humana. Como
a desta, quase descoberta por acaso.

Autor desconhecido
A CRÓNICA
Exemplo de CRÓNICA:
O EDITORIAL
Exemplo de EDITORIAL:
Bibliografia
Para realizar:
 A notícia:
Consultei o site:
http://tsf.sapo.pt/paginainicial/interior.aspx?c
ontent_id=915148
 A reportagem:
Consultei a revista PLENITUDE, nº70 – Abril
2009, pág. 52-58
 A entrevista:
Consultei o site:
http://www.timesonline.co.uk/tol/news/worl
d/europe/article3896492.ece
 O texto de opinião:
Consultei o seguinte site:
http://exilioandarilho.blogspot.com/2009/03/
josef-fritzl-e-dimensao-do-humano.html
 A crónica:
Consultei a revista PLENITUDE, nº70 – Abril
2009, pág. 33
 O editorial:
Consultei a revista PLENITUDE, nº70 – Abril
2009, pág. 7
Identificação
Trabalho realizado por Helena Ferreira nº 8
8ºE