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Estamos no período em que o atletismo se caracteriza pela regularidade de provas de estrada, algumas competições de corta-mato e um trabalho mais

invisível das provas de pista embora, no caso da pista coberta, se avizinhem provas durante o inverno. É, afinal, um ciclo de responsabilidade individual dado que os nossos atletas têm idade superior aos 35 anos com uma quota parte bem significativa dos que já ultrapassaram os 50 anos. De modo genérico, e não havendo motivos em contrário, o exercício físico proporciona vantagens facilmente constatáveis no âmbito da saúde e independência , associada ao convívio social. As propostas são variáveis desde a simples marcha e movimentos respiratórios em percursos na natureza à competição em instalações específicas e pistas de atletismo. O Clube de Veteranos de Atletismo de Coimbra tem desenvolvido essas actividades , por vezes em parceria com outras entidades de saúde, outras vezes em provas desportivas por escalões de cinco anos, que exigem mais preparação e resultados. Daí que cada um é responsável na opção da prática da actividade física de lazer ou, no outro extremo, o competitivo. Tem de conhecer previamente o estado de saúde e limites do seu esforço. Nada será tão importante como o equilíbrio entre a possibilidade e a estabilidade (capacidade e estilo de vida) . A nossa mensagem traduz-se pela necessidade do conhecimento do nosso organismo com ajuda prévia do médico e respeitar seriamente as limitações e a opção da actividade compatível. Se concordar connosco, O CluVe agradece e o seu corpo também. Seja exigente. Diga aos amigos , não facilite. A época vai em crescendo. Treine regular e conscientemente. Rui Costa

Editorial

Vivam os 23 anos do CluVe
O CluVe organizou, na “Taberna do Aires”, mais um jantar 3 em 1, isto é, Jantar de Natal, Jantar dos Campeões e a comemoração do 23º aniversário do CluVe. Foi numa sala repleta que os muitos presentes tiveram ocasião de partilhar uma boa refeição, com boa dose de boa disposição e amizades cúmplices. Foram entregues distinções aos nossos Campeões Nacionais e referenciados todos aqueles que participaram nas mais diversas competições. O Presidente do Cluve, Carlos Gonçalves, dirigiu-se aos presentes e lembrou “que os tempos que atravessamos são difíceis. Sabemos que não poderemos contar com grandes apoios financeiros de entidades oficiais e empresas como gostaríamos. Por isso, temos de recrutar mais sócios para o nosso CluVe”....”elegemos os Corpos Sociais que irão trabalhar no sentido de oferecer mais e melhores condições aos nossos associados, com iniciativas específicas”.

A terminar, deixou um apelo: “à colaboração de todos para termos mais pessoas ligadas ao CluVe”. Lembrou, ainda, a falta de dois associados que estão sempre presentes: ao Jorge Grave que a sua recuperação seja rápida e boa, ao Alípio Nunes que volte com a força para continuar junto de nós. De seguida, Carlos Gonçalves, Rui Costa (Presidente da MAG) e Jorge Carvalho (Presidente do Conselho Fiscal) apagaram as velas do bolo de aniversário e cantou-se os “parabéns ao menino CluVe”.

Ao vaguearmos pelo Universo, nem sempre fixamos alguns astros com que, por rotina, convivemos quase diariamente. No entanto, pessoas atentas chamam a atenção para o brilho e as características de quem, com dedicação e muito trabalho, tem sido um pilar do atletismo em Coimbra. Figura nem sempre consensual, com nervos à flor da pele, tem uma paixão sobeja pelo treino e perseverança na projecção e resultados da modalidade. É inconformado, como tantos outros, com a forma como a modalidade é tratada em Coimbra, mas esperançado em que algo pode ser feito para uma melhoria sustentada. Oliveira Gomes é actualmente Director Técnico da Associação Distrital de Atletismo de Coimbra. Homenageado recentemente por este organismo, teve com ele a presença do CluVe (todos os Presidentes dos órgãos sociais e outros associados) de quem é também associado. E é assim que o Telescópio, de modo sucinto, se deteve num desportista que mais horas tem na órbita das pistas do Estádio Cidade de Coimbra. Nota: O Telescópio, quando são fotos do universo

Telescópio

Regra base do treino: ser mais específico!
Este artigo de Owen Anderson, vem contestar muitos exercícios que a maioria dos atletas executam e que não são mais do que um mito… “Os teus melhores ganhos na performance serão alcançados quando pontos chave dos teus treinos imitarem intimamente o que fazes quando competes. Dito de outra forma, quanto mais específico o teu treino, maior o impacto nas tuas performances. Expresso de maneira final, quando a especificidade do teu treino aumenta, maior serão os ganhos fisiológicos e melhor serão os resultados na corrida.” Isto é absolutamente verdadeiro no treino da corrida. O levar a cabo repetições de cinco minutos no andamento de cinco quilómetros fará muito mais pela tua performance nesta distância que longos percursos a ritmos mais lentos. Isto também se aplica no treino da força. Por exemplo, estudos científicos mostraram que, quando se treina isometricamente os músculos dos braços com um ângulo de 150 graus no cotovelo, alcança-se maiores ganhos em força no ângulo especifico, mas quase nenhumas melhoras num ângulo de 60 graus , apesar dos mesmos músculos do braço estarem envolvidos. E quando os atletas de força treinam, com cargas muito pesadas e, portanto, músculos lentos de levantamento, têm maiores ganhos na sua capacidade para manusear resistências mais altas a velocidades lentas, mas são muito pobres no levantar pesos mais moderados a alta velocidade. De modo oposto, quando treinam com cargas moderadas a alta velocidade tornam-se adaptados a tal velocidade mas têm pouca capacidade de levantar cargas extremamente pesadas a velocidades lentas. Expresso de outro modo, o treino de força de cargas pesadas tende a aumentar a força máxima, mas não melhora a proporção na qual os atletas podem aplicar força (ajuda a sua força mas não a velocidade ou poder). Por outro lado, fazendo matéria explosiva, torna rapidamente os atletas grandes no desenvolvimento da força muscular, mas a força maximal não se “move”. O último efeito tem sido documentado trabalhando com atletas treinados pliometricamente; por exemplo, atletas que levam a efeito saltos em “profundidade” durante o treino (num salto em “profundidade”, o atleta salta duma caixa ou degrau, faz a recepção no solo e então “explode” para o ar mais depressa possível) desenvolvem agradáveis subidas no ritmo as quais podem desenvolver nos músculos das pernas, mas a sua força máxima de perna pode não ter grande resultado. Coligido por Prof. António Matos

troca as cores com facilidade . E é por isso que o verde de leão (atletismo) saiu em vermelho que, no seu corpo, é um pouco esquisito!!!

Casos de Arbitragem
Cada vez é mais comum ocorrer o falecimento de um participante de uma corrida que tem um enfarte ao finalizar provas, por falta de acompanhamento médico e por não saberem identificar o limite do seu corpo. Actualmente, é obrigatório incluir, segundo as regras 230.8 – Marcha Atlética, 250.8 – Corta-Mato, 251.4 – Corridas de Montanha e 240.7 – Corridas de Estrada, médico oficial de prova. Segurança e Medicina (a) Os Comitês Organizadores de Marcha Atlética, de Corridas de Estrada, de Corta Mato e de Montanha deverão garantir a segurança dos atletas e dirigentes. (b) um exame médico durante o andamento de uma prova pela equipa médica oficial nomeada pela Comissão Organizadora e identificada por braçadeiras, coletes ou roupas distintas semelhantes, não deve ser considerado assistência. (c) Um atleta deve retirar-se imediatamente da corrida se obrigado a fazê-lo pelo Delegado Médico ou um membro oficial médico da organização. Helena Carvalho

Jantar de Natal/23º Aniversário do CluVe/Jantar dos Campeões

Fotos de Olímpio Borges, a quem o CluVe agradece. No Blog do CluVe pode ver a reportagem fotográfica mais alargada.

Jorge Carvalho fala sobre o seu livro “50 anos de Atletismo na AAC”
JC - Incentivado por meus amigos, tal como eu ex-atletas da AAC, senti necessidade de fazer uma quase história dos últimos 50 anos de atletismo na AAC. Julgo interessante colaborar e iniciar um projecto de construção de uma história de uma modalidade que tem quase 100 anos de existência na AAC. Julgo interessante trazer para a actualidade os nomes de antigos e actuais atletas, as suas perfomances e dedicação que podem funcionar como estímulo às novas gerações. Também considerei oportuno recordar nomes, eventos, marcas, estórias, curiosidades que fui encontrando durante mais de um ano de investigação. C - Qual foi a tarefa mais difícil? Concepção? Escrita?

Calendário de Provas
4/Jan
Trilhos Nocturnos dos Templários Corrida dos Reis Tomar Aveiro Braga ECC Pombal Porto Mós Lisboa Coimbra Miranda do Corvo ECC ACR Stª Cita Clube dos Galitos FPA ADAC ADAC AR Cumeirense FPA CluVe AA /Abutres RTeam ADAC

CluVe - O que o levou a fazer este livro? A memória futura ou relembrar tempos passados?

5/Jan 11 e 12/Jan 11 e 12/Jan 12/Jan

C. Nacional Pentatlo Veteranos Torneio de Pista Benjamins e Iniciados + Provas Extras Camp. Distrital Pista Coberta Crosse da Laminha Camp. Nacional Estrada “Corrida dos Campeões”

18/Jan 25/Jan 25 e 26/Jan

3º Torneio Mensal Pista “Bento Baptista” 4º Ultra - Trilho dos Abutres Torneio de Pista Benjamins a Iniciados e Veteranos

Ou investigação?

JC - A maior dificuldade foi o trabalho de pesquisa, pois os dados necessários estão muito dispersos, apresentam muitas lacunas e falhas que tive de confirmar e corrigir, recorrendo a fontes diversificadas e com surpresa verifiquei a falta de dados e registos de algumas épocas, mesmo na ADAC, entidade que deveria ter todo o espólio de resultados de atletismo a nível distrital e nacional e que as sucessivas mudanças de sede da ADC e ADAC contribuíram para a perda de um espólio que eu considero valioso. C - Quando vem o próximo? E sobre quê (ou quem?) JC - Durante as sessões de apresentação do livro fui desafiado e estimulado a continuar com o trabalho. Em 2021, portanto faltam 7 anos, a secção de atletismo da AAC fará 100 anos. Seria interessante juntar várias vontades e colectivamente começar a juntar material para fazer a história de um século de atletismo.

JANEIRO
2 5 7 9 11 12 Mário Silva Cardoso Rui Pedro Costa Fernando Bento Baptista Maria Deus Pimenta Armindo Silva Oliveira Rosa Maria Romano Vitor Manuel Mendes 15 20 21 24 26 27 Mário Santos Baptista Maria Amélia Mendes José Vaz Abade Jorge Manuel Carvalho João Luis Duarte Alberto Manuel Nunes Jorge Gomes Saraiva

No passado sábado, 7 de dezembro, ocorreu o encerramento das comemorações dos 50 anos do EUC durante as quais a intervenção do CLUVE tomou lugar de destaque ao patrocinar 3 actividades: o Triatlo da Amizade, a apresentação do livro do nosso associado Jorge Carvalho (50 Anos de Atletismo na AAC) e o Torneio Mensal de Pista “Bento Baptista”, tendo ainda comparecido elevado número de sócios do CLUVE no jantar de encerramento. O Triatlo da Amizade foi uma oportunidade de juntar antigos atletas de Coimbra participando num evento de características originais, transformando o triatlo numa manifestação de convívio, tendo também participado o grande atleta olímpico José Carvalho.
FICHA TÉCNICA Propriedade: CLUVE - Director: Carlos Gonçalves Coordenação - Jorge Loureiro Composição: ANGOCAR (carlosgoncalves@me.com) Impressão: Copyknómica - Nº Ex. 200

50 anos do Estádio Universitário