Direito de Autor e Direitos Conexos _Notas

A. Breve Enquadramento Protecção da Propriedade Intelectual

Têm sido inúmeras , as i niciativas, tanto do Parl amento Europeu como do Cons elho e da Comissão Europeia para o desenv olvimento de um conjunto de acç ões tendentes a criar um quadro legis lativo que sirva de referência ao respeito pelos direitos de propriedade intelectual .

Com efeito, a União Europeia (UE), atrav és dos seus órgãos desenvolveu várias acções no domínio da propriedade intelec tual, integrando-se aqui a propriedade industrial, no sentido da harmonizaç ão do direi to material nacional de cada um dos Estado Membros e na criação de um direito unitário a nível comuni tário.

Assim, a título de exemplo refira-se que normas jurídicas nacionais relativas às marcas, desenhos e modelos, patentes e ainda aos aspectos do direi to de autor e direitos conexos na sociedade de informação já se encontram harmonizadas, nos diferentes Estados Membros.

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Alguns dos últimos trabalhos com maior relevância para o estudo desta matéria são:

- A Directiva 2004/48/CE do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Abril de 2004 relativa ao respeito dos direitos da propriedade intelectual, transposta para o direito nacional pela Lei n.º 16/2008, de 1 de Abril 1. Quanto à Directiva 2004/48/CE as medidas que nela se encontram previstas decorrem dos seguintes objectivos a atingir: .Realizar o mercado interno no domínio da propriedade intelectual : - assegurando o respeito pela propriedade intel ectual;
- facilitando a livre circ ulação e assegurando uma concorrênci a leal e equitativ a

no mercado interno; - completando as acções na frontei ra externa e face aos países tercei ros, através da execução das medi das acordadas no âmbito de acordos , conv enções e tratados internacionais - dos quais a Comunidade é parte contraente -, como é designadamente a o Acordo sobre As pectos dos Direi tos de Propriedade Intelectual Relacionados com o Comércio, conhecido por Acordo ADPIC, celebrado no quadro da Organização Mundi al do Comércio, ou os tratados da Organização Mundial da Propri edade Intelectual (OMPI) relativos ao Direito de Autor e sobre prestações e fonogramas.

1

Reforça a protecção conferida pelo direito de autor e pelos direitos conexos através de novas medidas de natureza administrativa e penal e processual penal.

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.Responder às necessidades de uma economia moderna e proteger a sociedade, - promovendo a i novação e a competitividade das empresas; - promovendo a preservação e o desenvolvimento do sector cultural; - preservando o emprego na Europa; - impedindo as perdas fi scais e a instabilidade dos mercados; - velando pela defesa do consumidor, - assegurando a manutenção da ordem pública.

- A Directiva n.º 2001/29/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 22 de Maio de 2001, relativa à harmonização dos direitos de autor na sociedade de informação; A Resolução do Conselho de 19 de Dezembro de 2002, relativa aos conteúdos dos media interactivos na Europa , onde se conclui que estes “ desempenham um importante papel na ilustração individual, na inov ação nos sectores público e privado e na diversidade cultural ” e ac rescenta que a “ diversidade cul tural e l inguística da Europa pode e deve manifestar-s e nos conteúdos dos media interactivos do futuro, com vantagem para a

continuação do desenvolvimento das cul turas na Europa ” .

A descoberta da importância da propriedade i ntelectual por parte da Comunidade Europei a surge na sequência da apresentação em 15 de Outubro de 1998, pela Comissão, do Liv ro Verde sobre a contrafacção e a pirataria no mercado interno europeu.

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Os domínios de intervenção sugeridos no Liv ro Verde incidi am na acção do sector privado, na eficácia dos dispositivos técnicos de segurança e de autenticação e nas sanções.

Confirmou-se então que as disparidades existentes nos diferentes regi mes jurídicos nacionais relativos à propriedade intelectual prejudicav am o funci onamento do mercado europeu.

A Comissão Europeia v eio assim no ano 2000, apresentar um plano de acção para reforçar o combate à pirataria e à contrafacção e reforçar a protecção à propri edade intelectual. O desenvolv imento deste plano de acção pressupõe a harmonização de diversas disposições legislativas.

Este conjunto de acções tem merecido a crític a de alguns pensadores e estudiosos da propriedade intelec tual por toda a Europa.

Nestas circunstâncias está Alexandre Dias Pereira 2 que no seu texto intitulado “ O Código do Direito de Autor e a Internet ” 3 refere:

“ Foram adoptadas diversas medidas de harmoni zação, na sequência de um programa de acção traçado no famoso Livro Verde de 1998 sobre direitos e desafios da tecnologia. Descobre-se então que o direito de autor tem uma dimens ão mercantil fundamental e que, portanto, é necessário harmonizar comunitariamente este instituto a bem do mercado interno. ”

2 3

Assistente da Faculdade de Direito de Coimbra.

Text o qu e s e rviu d e bas e à c om unic açã o ap r ese nt ad a na s Jo r na da s “Di r eit o e I n te rn et ”

promovidas pela Associação de Jovens Advogados de Coimbra, em 19 de Fevereiro de 2000, em Coimbra.

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As recentes al terações l egislativas, tem vindo a ser criticadas, recorre-s e de nov o ao texto do autor citado que a este propósi to refere: “ E, jus tamente, a bem do mercado interno, os programas de computador foram postos de igual com as obras literárias, como por exemplo a Mensagem de Fernando Pessoa; a bem do mercado interno, os direitos conexos foram virtualmente harmonizados 4, atribuiu-se o exclusivo da retransmissão por cabo às entidades de gestão colectiva, o prazo de duração subiu para 70 anos post mortem auctoris , e entre outras medidas criou-se um novo di rei to de protecção das empresas de informação: o di reito sui generis do produtor das bases de dados ” .

A Comuni dade Europeia é um dos subscritores dos dois Tratados da OMPI, a par dos seus Estados Membros , como é o caso de Portugal.

A harmonização de conceitos, princípios e obj ectivos estende-se quando os EUA subscrevem a Convenção de Berna.

Os EUA em 1998 aprov am o Digital Millennium Copyright Act de 1998 , que, por sua vez constitui a harmonização das normas jurídicas internas dos EUA às matérias acordadas nos tratados da OMPI, já aqui citados .

4

Directiva n.º 92/100/CEE, do Conselho, de 19 de Novembro de 1992, relativa ao direito de aluguer,

ao direito de comodato e a certos direitos conexos e aos direitos de autor em matéria de propriedade intelectual.

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pdfMachine . tratarem-se de medidas com objectivos essencialmente económicos e protectores dos investimentos das empresas. Não consideram estas novas medidas legais como um reforç o da propriedade intel ectual e da livre conc orrência nos mercados internos. Como exemplo que justi ficam estas afi rmações. Também a proibição geral de actos de contorno dos dispositivos que impedem o acesso a obras colocadas à disposição do público online por forma electrónica coloca o utilizador final destas obras em condições análogas às do utilizador de serviços de telecomunic ações. a evolução da sociedade do conhecimento. c onsiderando antes. controlados pelo acesso e utilização dos serviços.O Digital Millennium Copyright Act ampliou a protecção conferida ao criador intelectual.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . limitadores do domínio público essencial para a divulgação e generalização do conhecimento e que coarctam. do Congresso Americano. assim. atribuído aos fabricantes de bases de dados e do qual adiante falaremos. o aumento do prazo de duração de protecção do direito de autor de 50 para 70 anos e o aparecimento do direito sui generis . criou uma nova protecção jurídic a dos sistemas técnicos e um maior controlo da utilizaç ão e distribuição digital de conteúdos.Sarras . Por último refi ra-se o Fair Use Guidelines for Educational Multimedia . São muitos os que estão contra este reforço da propriedade intelectual que os diferentes diplomas legais tem a instaurar. que sem cons tituir um diploma com força legal visa dar indicações quanto ao uso de trabalhos multi média de autoria de professores e estudantes.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 6 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.

Presume-s e autor.º do CDADC. Aquele que divul gar ou publicar.B. artístico ou científico susceptível de ser confundido com outro anteriormente usado em obra divulgada ou publicada. de 14 de Março. O autor é o criador intelectual da obra 7. pdfMachine .º do CDADC. 6 7 8 9 Artigo 11. nem com nome de personagem célebre da história das letras. das artes ou das ciências 9.º 63/85. A protecção concedida ao nome do autor é extensiva a qualquer modo de identificação. Não é permi tida a utilização de nome literário. uma obra sob nome que não revele a identidade deste ou 5 Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos (CDADC) que foi aprovado pelo Decreto-Lei n. Artigo 27.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . ainda que de género diverso.º do CDADC.Sarras .º 16/2008. completo ou abreviado. com o consentimento do autor. Artigo 29. pelas iniciai s. de 1 de Abril e respectiva republicação.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 7 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. O autor pode identi fi car-se pelo nome próprio. Direito de Autor 5 Breves noções Titularidade do Direito de Autor: O direito de autor pertence ao criador intelectual da obra 6. na redacção da Lei n. por um pseudónimo ou qualquer sinal convencional 8. aquele cujo nome tiver sido indicado como tal na obra.

Actualmente.igac. que tem como efeito a constituição da presunção de que o direito pertence ao autor em nome do quem está regis tada a obra.º 4114.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 8 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. depósito ou qualquer outra formalidade. oneração. O registo das obra li terárias. Estão sujei tos a registo nos termos do CDADC 11: a) Os factos que importem a constituição.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . de 17 de Abril de 1918. é aconselháv el proceder ao seu regi sto. d) A penhora e o arresto s obre o direito de autor.pt/. porém. As obras cinematográfic as e audi ovisuais estão sujeitas. e face à importância que as obras podem assumi r em determinados mercados.º do CDADC. Artigo 215. 10 11 Artigo 30. salvo vontade em contrário por parte do autor 10. alienação. cientificas e artísticas encontra-se regulado pelo Decreto n. b) O nome literário ou artís tico. pdfMachine .anonimamente. c) O título da obra ainda não publicada. modificação ou extinção do di reito de autor. considera-se representante do autor. e actualmente é da competência da Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IG AC) .º do CDADC. O direito de autor é reconhecido independentemente do registo. inc umbindo-lhe o dever de defender perante terceiros os respectivos direitos. transmi ssão.Sarras . a registo obrigatório conforme dispõe a Lei das Artes Cinematográficas e do Audiovisual.http://www. e) O mandato de representação.

produtores de fonogramas e de videogramas e dos organismos de radiodifusão Os poderes relativos à gestão do di reito de autor e dos di reitos conexos podem ser exercidos pelo seu titular ou por intermédio de representante devidamente habili tado. pdfMachine . c) As respec tivas decisões finais.Sarras . Representação dos autores. No que respeita à gestão dos di reitos de autor a lei prevê a figura das associações ou soci edades de gestão de di reitos. executantes. dos artistas. a modificaç ão ou a extinção do direito de autor. a declaração de nulidade ou anulação de um registo ou do seu cancelamento. logo que transi tem em julgado. intérpretes. b) As acções que tenham por fim principal ou acessório a reforma. nacionais ou estrangei ras que desempenham a função de gerir os direi tos de autor como representantes dos res pectivos ti tul ares. resultando a representação da simpl es condição de sócio ou aderente ou da inscrição como beneficiário dos respectivos servi ços.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 9 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.Estão ainda sujei tos a registo 12: a) As acções que tenham por fim principal ou acessório a constituição. o reconhec imento. Estas associações têm capacidade judiciária para intervi r civil e criminalmente em defes a dos interesses e direitos legítimos dos 12 Idem.

GEDIPE – Associação de Gestão Colectiva de Direito de Autor. AFP – Associação Fonográfica Portuguesa. AUDIOGEST – Ges tão e Distri buição de Di reitos Lda. económicas e sociais dos seus membros.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 10 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. Tem vindo a ser c riadas outras associaç ões como a GESTAUTO R – Associação de Gestão Colec tiv a de Di reito de Autor.Associação para a Gestão da Cópia Privada. DAP – Gestão dos Direi tos dos Artistas em Portugal.s pautores.pt/ A SPA é uma associ ação dotada de pers onalidade jurídica declarada pessoa colectiva de interesse público e tem como principal objec tivo a satisfação das necessidades culturais .Associação para a Gestão de Di reitos de Autor e Direitos Conexos. GDA – Cooperativa de Gestão dos Di reitos dos Artistas Intérpretes ou Executantes.Associação Fonográfica Independente. pdfMachine .Sarras .USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .seus representados. e ainda a AG ECOP . AFI. Em Portugal a mais antiga sociedade de gestão de direitos à a SPA Sociedade Portuguesa de Autores - http://www. sem prejuízo da intervenção de mandatário expressamente constituído para o efei to. Produtores e Editores. ASSO FT – Associação Portuguesa de Software.Associação Portuguesa de Editores e Livreiros. cons tituída pelas entidades referidas e ainda pela Associação Portuguesa de Escritores e pela APEL . GESDIREITOS .

opondo-s e à sua destruição. paternidade e assegurar a sua genuinidade e Direitos morais: O autor goza durante toda a sua vida do di rei to de reivindicar a paternidade da obra e de assegurar a sua genuinidade e integridade. Independentemente dos direitos patrimoniais e mesmo depois da transmissão ou exti nção destes. No exercício dos di reitos de carácter patrimonial o autor tem o direito exclusivo de dis por da sua obra. o autor goza de direitos morais sobre a sua obra. pdfMachine . designadamente o di reito de reivindicar a respectiva integridade.º do CDADC. denominados direitos morais . ou autorizar a sua fruiç ão ou utilização por terceiro.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . modificação.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 11 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.O exercício da representação do direito de autor e dos direitos conexos depende de registo na IG AC . Conteúdo do Direito de Autor 13: O direito de autor abrange direitos de carácter patrimonial e direitos de natureza pessoal.Sarras . de fruí-la e utilizá-la. total ou parcialmente. deformação ou As características dos di reitos morais são assim: 13 Artigo 9.

sem necessidade de qualquer formali dade.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 12 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. à primeira vista. A imprescritibilidade – os direitos morais não se perdem por não serem exercidos. Do ponto de vista do legislador dos EUA. s ejam elas quais forem. são transmissíveis. consequentemente. por exemplo. e que confere ao autor o direito exclusivo de explorar as suas obras por um período limitado no tempo. interess es opostos entre o editor ou do produtor. beneficiam o autor e assim não existirão. mantendo o direito de fazer respeitar a paternidade e a integridade da obra. não podendo o seu autor renunciar aos di reitos morais em qualquer circunstância. A inalienabilidade – a paternidade e o respeito pela integridade da obra protegida tem relevância pública.Sarras . no copy right há sempre a pdfMachine . Mas ao contrário do direito português que permite no que respeita à possibilidade do autor publicar a sua obra com o uso de pseudónimo ou de forma incógnita. o autor pode impedir a utiliz ação do seu nome. À luz do copyright . não se extinguem. semelhante ao que existe no âmbito da propriedade industrial para as marcas e patentes. através da linha sucess ória aos descendentes do autor.A perpetuidade – os di reitos morais não estão l imitados no tempo. Direito Comparado: O conceito de direi tos morais encontra-s e consagrado na legislação dos países de influência romano-canónica. A Cons tituição Americ ana prevê ex pressamente que os di reitos reconhecidos ao autor resultam de um género de acordo. com o objectivo de promover o progresso da ci ência e das artes.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . toda a exploração ou formas de expl oração.

a Copy right Law de 1976.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 13 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. As alterações podem ser efectuadas nomeadamente pelo editor ou difusor da obra desde que autorizadas pelo autor no âmbito de um “ direito de adaptação ” . alínea 3 do Copyright Law . no que respeita a al terações ao original da obra. sem contudo. O uso indevido ou a us urpação do nome de um autor cons titui tal como no direito dos países de influência romano-germânica. pdfMachine . constitui crime.possibilidade de tercei ros identificarem o autor da obra mesmo que este pretenda proteger a sua autoria ou manter-s e incógnito. que o autor é o titular do di reito exclusivo de autorizar a distribuição da obra ao públic o. 14 Artigo 1. e já antes a j urisprudência.º do CDADC. reconheceu aos autores este direi to. científico e artístico . abranger um reconheci mento da existênci a de direito de natureza moral. estipul a o artigo 106.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . por qualquer modo exteriorizadas 15. Quanto ao direi to de div ulgação. Este di reito é usualmente chamado de Right to first public ation e corresponde exactamente ao nosso direito de divulgação.Sarras . Obras protegidas: 14 Consideram-se obras protegidas pelo Direito de Autor as criações intelectuais do domínio literário. Quanto ao direito à integridade da obra.

is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 14 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. com a 15 A obra literária. que transpõe para a ordem jurídica interna a Directiva n. quer por via indirecta – reprodução.º 42.º 252/94. assim como a exploração por qualquer meio. 16 17 Artigo 42. de forma análoga à conferida às obras literárias 17. pdfMachine . de 20 de Outubro. 2 C R P ) . utilização ou exploração. produção e divulgação da obra científica. Ancora. artística ou científica é susceptível de protecção legal desde que exteriorizada sob qualquer forma apreensível pelos sentidos. página 31. artística e científica.Sarras . Esta disposição legal decorre do princípio Constitucional 16 que consagra a liberdade de criação cultural. Esta liberdade compreende o direito à invenção. As ideias e princípi os subjacentes a qualquer elemento de um programa de c omputador ou da sua interoperabilidade. do Conselho. A comunicação a terceiros. de 14 de Maio regula a protecção jurídica dos programas de computadores.º . sob qual quer forma. Código do Direito de Autor e dos Direitos Conexos. A protecção atribuída ao programa de computador incide sobre a sua expressão. Ed.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . A expressão “ programa de computador ” i nclui o material de concepção preliminar. O Decreto-Lei n.º da Constituição da República Portuguesa (CRP). que tiverem carácter criativo são protegidos mediante a concessão de direitos de autor.º 91/250/CEE.3ª Edição. incluindo a protecção legal dos direitos de autor ( a rt . não constituem condição de que a protecção dependa (Luis Francisco Rebelo. Anotado. publicação. que abrange a criação intelectual. nota 3). Os programas de computador. quer por via directa – representação.A obra é assim independente da sua divulgação. literária ou artística.

não pode ser protegido. os sistemas. O Direito de autor não i ncide sobre o tema ou sobre a ideia. que o direito de autor não protege as ideias mas apenas a sua expressão formal. diz-nos que uma protecção demasiado alargada c onfina a toda a c riação i ntelectual a um género ou domíni o determinado. Não são protegidas 18: As ideias. está unanimemente reconhecido pela doutrina e jurisprudência europei a. 18 19 Artigo 2. Traité Theórique et Pratique de Propriété Littéraire et Artistique et Droit de Représentation. respeita ao conceito de que o que não tem expressão. os algori tmos ou a linguagem de programação não estão incluídos na protecção. São em regra três as razões que justificam a exclusão das ideias da protecção do direito de Autor: - A primei ra de ordem prática. - A terc eira. os conceitos. 1879.Sarras . 19 Assim. relacionada c om o Di reito da Propriedade Indus trial que protege todas as i deias com aplicação industrial.º do CDADC.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . Eugène Pouillet. os métodos operacionais. os processos. pdfMachine .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 15 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. - A segunda de ordem económica. os princípios ou as descobertas.lógica. mas sim sobre a forma dada ao tema ou à idei a.

videográficas e radiofóni cas - Obras de des enho. com ou sem palavras Obras cinematográficas . aos process os. escultura. explicados. os concei tos. Obras originais: As criações intelectuais do domínio literário.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 16 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. científico e artístico. qualquer que seja a forma que sejam descritos. e outros escritos Conferências. televisivas. ilustrados ou incorporados na obra. os princípios ou as descobertas.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . qualquer que sejam o seu género. folhetos . a forma de expressão. aos sistemas. cerâmica. fonográficas. o mérito. revi stas. o modo de comunicação e o objectivo compreendem nomeadamente: - Liv ros. aos métodos operacionais . lições alocuções e sermões Obras dramáticas e dramático-musicais e a sua encenação Obras coreográficas e pantomimas. estabelecendo que em caso algum a protecção da obra original acordada para efeitos de copyright se estende às ideias. Secção 102 (b). pdfMachine . cuja expressão se fixa por escrito ou qualquer outra forma - Composições musicais. nos países anglo-saxões exclui de protecção das ideias 20.Sarras . litografia e arquitectura 20 Copyright Law. pintura.Direito comparado: O Copyright . gravura. azulejo. tapeçaria. jornais.

aumentando-a. independentemente da protecção relativa à propriedade industrial - Ilustrações e cartas geográficas Projectos . estas modificações.Sarras . de 14 de Maio. porém não alteram a identidade da obra. A Direc tiva comunitária n. aumentadas.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . à geografia ou às ciências - Lemas ou divisas. corrigindo-a. desenhos ou modelos industriais e obras de design que constituam criação artística.º 91/250. ao urbanis mo. Só o autor pode modific ar a sua obra. se s e revestirem de originalidade - Paródias ou outras composições literárias ou musicais. refundi das ou com mudança de título ou de formato. ainda que de c arácter publici tário. de 20 de Outubro. não são obras distintas da obra original . ainda que inspiradas num tema ou motivo de outra obra As sucessivas edições de uma obra.º 252/94.- Obra fotográficas ou produzidas por quaisquer processos análogos aos da fotografia - Obras de artes aplicadas. transposta para o direito português pelo Decreto-Lei n. pdfMachine .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 17 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. Para efeitos de regis to e depósito legal. embora c om divers as dimensões. nem o são as reproduç ões de obra de arte. ainda que corrigidas. equipara os programas de computador a obras literárias nos termos da Convenção de Berna. refundindo-a ou alterando-lhe o título. esboços e obras plásticas respeitantes à arquitectura. as várias edições da mesma obra são consideradas obras distintas.

de regulamentos e de relatórios ou de decisões administrativ as.Os sumários e as compilações de obras protegidas ou não.Os textos compilados ou anotados de convenções.Sarras . 21 Artigo 3.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . tais como selectas.Obras equiparadas a originais: 21 Estão equiparadas a obras originais : - As traduções . constituam cri ações intelectuais. enciclopédias e antologias que pela escolha ou disposição da matérias . trans formações de dramatizaç ões. . regulamentos e de relatórios ou de decisões administrativas judiciais ou de quaisquer órgãos ou autoridades do Estado ou da Administraç ão.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 18 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.º do CDADC. bem como a respectivas traduções oficiais não são abrangidos pela protecç ão legal. de l eis. - As compilações si stemáticas ou anotadas de textos de convenções. outras instrumentações. pdfMachine . Se os textos mencionados incorporarem obras protegidas. ou arranjos. judiciais ou de quaisquer órgãos ou autoridades do Estado ou da Administração. estas poderão ser reproduzidas sem o consentimento do autor e sem que tal lhe confira qualquer direito. A protecção conferida por Lei a estas obras não prejudica os direitos reconhecidos aos autores das obras ori ginais. . de leis. qualquer obra cinematizações literária ou artística ainda que esta não esteja protegida.

Em geral. Artigo 75.Sarras . pdfMachine .º. para fins exclusivamente privados. do CDADC. sem o consentimento do autor: - A reprodução. em papel ou suporte similar. do CDADC. sendo esta permitida independente do consentimento do autor. 22 23 24 25 Artigo 169. São exemplos de utilização livre 25.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 19 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. 1. são equiparadas às obras originais as que derivam de uma obra preexistente. com excepção das partituras . Artigo 75.º. salvo estipulação em contrário . bem c omo a reproduç ão em qualquer meio realizada por pess oa singular para uso pri vado e sem fins comerciais directos ou i ndirectos. ou seja nos casos em que a obra é de utilização livre. qualquer transformação de obra literária ou artística só pode ser feita ou autorizada pelo autor da obra original .USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . realizada através de qualquer tipo de técnica fotográfica ou process o com resultados semelhantes.º do CDADC. 22 A autorização deve ser dada por escrito e não comporta concessão de exclusivo. referemse à tradução ou outra transformação de obra caída no domíni o público e aos casos em que a utilização da obra dispensa o consentimento do autor 24. 2. Artigo 169.Nestes termos . 23 As excepções ao princípio do direito exclusivo que a lei atribui ao criador intelectual de autorizar a utilização da sua obra.º do CDADC. são por isso normalmente denominadas obras derivadas.

directa ou indirecta. A reprodução. sob forma de revista de imprensa. incluindo os actos de reprodução necessários à preservação e arquivo de quaisquer obras. em apoio das próprias doutrinas ou com fins de crítica. no todo ou em parte. de partes de uma obra publicada. distri buiç ão e disponibi lização pública para fins de ensino e educação. um centro de documentação não comercial ou uma instituição científica ou de ensino. desde que tal reproduç ão seja realizada por uma biblioteca pública.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . pelos meios de comunicação social. A selecção regular de artigos de imprensa periódica. de uma obra que tenha sido previamente tornada acessível ao público. di recta ou indirecta. se limitem às necessidades das actividades próprias dessas ins tituições e não tenham por objec tivo a obtenção de uma vantagem económica ou comercial. um museu público. contanto que se destinem exclusi vamente aos objectivos do ensino nesses estabelecimentos e não tenham por fim a obtenção de uma vantagem económica ou comercial. de fragmentos de obras literárias ou artísticas. quando a sua inclusão em relatos de acontecimentos de actualidade for justificada pelo fim de informação prosseguido. e que essa reproduç ão e o respectivo número de exemplares se não destinem ao público. por quaisquer meios. pdfMachine . de discursos. reproduç ão e comunicação pública. A inserç ão de citações ou resumos e obras alheias.- A reprodução e coloc ação à disposição do públi co. quais quer que sejam o seu género e natureza. A reproduç ão. para fins de i nformação. A fixação.Sarras . por extracto ou em forma de resumo. alocuções e conferências pronunciadas em público.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 20 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. um arquivo público. discussão ou ensino e na medida do objectivo a atingir.

de discussão económica.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . nos estabeleci mentos de ensino. A utilizaç ão de obra para efeitos de publicidade rel acionada com a exibição pública ou venda de obras artísticas. na medida em que tal seja necessário para promover o acontecimento. a comuni cação pública e a coloc ação à disposição ao público a favor de pessoas com deficiência de obra que esteja directamente relacionada e na medida estritamente exigida por essas especificas defic iências e desde que não tenham fins lucrativos. A reprodução e comunicação ao público ou a colocação à disposição do público de artigos de actualidade.Sarras . A execução e comunic ação pública de hinos ou de cantos patrióticos oficialmente adoptados e de obras de carácter exclusivamente religios o durante os actos de culto ou as práticas religiosas. polític a ou religiosa.- A inclusão de peças curtas ou fragmentos de obras alhei as em obras próprias destinadas ao ensino. - A reprodução. de obras radi odifundidas ou de outros materiais.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 21 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. do título da obra e demais circunstâncias que identifiquem a obra. A utilização liv re deve s er acompanhada da indi cação do nome do autor e do editor. A reprodução parcial pelos processos enumerados no traço anterior. excluindo-se qualquer utilização comercial . se não tiver sido expressamente reservada. pdfMachine . contanto que essa reproduç ão e o respectivo número de exemplares se destinem exclusivamente aos fins do ensi no nesses estabelecimentos e não tenham fins luc rativ os.

Neste âmbito. relativo à cópia priv ada.º 50/2004. dos suportes materi ais virgens digi tais ou analógicos. de 1 de Setembro.Sarras .USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . A remuneração a inclui r nos preços dos suportes analógicos é de € 0.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 22 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.14 para as cassetes áudio. Com vista a beneficiar os autores.Em certas situações . químicos.26 para as cassetes vídeo pdfMachine . E remete a regulamentação das formas de pagamento para decreto-lei . como por exemplo e entre outros. esta l ei estabelece que uma quantia deve ser incluída no preço de venda ao público. j á referida. de todos e quaisquer aparelhos mecâni cos. de referir a Lei n.º do CDADC. os edi tores e os produtores fonográficos e videográficos . antes da aplicação do IVA. de 24 de Agos to que regulamenta o artigo 82. electrónicos ou outros que permi tam a fixação e reprodução de obras como finali dade única ou principal . com excepção dos equipamentos digitais. com excepção do papel e reproduções que por qualquer desses meios possam obter-se. no caso da cópia para fins privados a lei prevê o pagamento de uma remuneração equitativa a atribui r ao autor e no âmbito anal ógico ao editor pela entidade que tiver procedido à reprodução. os artis tas intérpretes ou executantes. € 0. A remuneração a incluir no preço de venda ao público dos aparelhos de fixação e reprodução de obras e prestações é igual a 3% do preço de venda. alterada pela Lei n. ainda não publicado.º 62/98.

Artigo 4. necessária ou usual do tema ou objecto de obras de certo género. de 1 de Setembro. Não são susceptíveis de protecção: Os títulos consistentes em designação genérica. histórico-dramáticas ou literári as e mitológicas ou por nomes de personalidades vivas.14 e € 1. exclusivamente para as suas próprias produções ou por organismos que os utilizem para fins exclusivos de auxílio de pessoas portadores de diminuição físic a. 26 27 Artigo 3.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 23 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. Estão isentos de remuneração os equipamentos ou os suportes adquiridos por organi smos de comunicaç ão audiovisual ou produtores de fonogramas e de videogramas.º da Lei n.27 para os CD ’ s e entre € 0. entre € 0.00 para os DVD 26. desde que seja original e não possa c onfundir-se com o título de qualquer outra obra do mesmo género de outro autor anteriormente divulgada ou publicada.º do CDADC pdfMachine .05 e 0.º 62/98.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . Os títulos exclusivamente constituídos por nomes de personagens his tóricas. Título da obra 27: A protecção da obra é extensiva ao títul o. visual ou audi tiva ou por enti dades de c arácter cultural sem fins lucrativos para uso em proj ectos de interesse público.Sarras . independentemente de registo.(VHS).

a entidade competente é a Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) 29. pt. satisfazendo os requisi tos supra referidos tiver sido registado juntamente com a obra.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .º do CDADC. 28 29 Artigo 213. desde que devidamente inscrito na ERC. A excepção a es ta regra. Acresce ainda que o título do jornal ou de qualquer outra publicação periódic a é protegido.e r c. Com já se referiu no início deste trabalho.O título da obra não di vulgada ou não publicada é protegido se. sendo a Inspecção-Geral das Actividades Culturais (IGAC) para os restantes casos. o direito de autor e os direitos deste derivados adquirem-se independentemente de registo. ou decorridos três anos sobre a interrupção da publicação.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 24 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. não sendo por i sso o registo consti tutiv o de direitos. o registo do título de obra não publicada desde que registada juntamente com a obra e os títulos dos jornais e outras publicações periódicas 28.Sarras . Neste último caso. A utilização do referido título por publicaç ão congénere só será possível um ano após a extinção do direito à publicação. / pdfMachine . enquanto a respectiva publicação se efectuar com regularidade. anunciado por qualquer modo. htt p:/ /w w w. assumindo efei tos constitutivos.

Sarras . queixas e outros textos apresentados por esc ri to ou oralmente perante autoridades ou serviços públicos. Os textos propostos ou outros e os discursos proferi dos perante e assembleias órgãos colegiai s. Os requerimentos . Obras não protegidas 31: São obras não protegidas: . normalmente relacionada com o conc eito de div ulgação. Os processos ou modos de comunicação da obra literária ou artística s ão essencialmente os seguintes: - A representação ou comunicação directa. 30 31 Artigo 6. pdfMachine . A reprodução ou c omunicação indirecta.º do CDADC. em termos que satisfaçam razoavelmente as necessidades deste.Obra publicada e obra divulgada 30 A obra publicada é a obra reproduzida com o consentimento do seu autor . de âmbito nacional.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . Artigo 7. qualquer que seja o modo de fabri co dos respectivos exemplares.As notícias do dia e os relatos de acontecimentos diversos com carácter de simples i nformações de qualquer modo divulgados .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 25 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. normalmente relacionada com o conc eito de publicação. políticos administrativos . regional ou local ou em debates públicos sobre assuntos de i nteresse c omum. desde que efectivamente colocados à disposição do público.º do CDADC. tendo em c onsideração a naturez a da obra. alegações.

publicação ou divulgação de uma obra não adquire por esse fac to sobre esta.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 26 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. a preparação. Obra subsidiada. salv o conv enção escrita em contrário. No caso de o nome do criador da obra não vir mencionado nes ta constitui presunção de que o direito fica a pertencer à entidade por conta de quem a obra é feita. conclusão.. determina-se de acordo com o que for convencionado entre as partes. presume-se que a titularidade do direito de autor relativo a obra feita por conta de outrem pertence ao seu criador intelectual. A titularidade do direito de autor relativo a obra fei ta por encomenda ou por conta de outrem.Os discursos políticos. qualquer dos poderes incl uídos no direito de autor. Na falta de convenção. Ainda que o conteúdo do direito patrimonial pertença àquele para quem a obra é realiz ada.º do CDADC que quem subsi die ou financie por qualquer forma. total ou parcialmente. obra feita em colaboração e obra colectiva: Define o artigo 13. o seu criador intelec tual poderá exigir. uma remuneraç ão especial: pdfMachine . para além da remuneração ajustada e independentemente do próprio facto da divul gação ou publicação. quer em cumprimento de dever funcional quer de contrato de trabalho.Sarras .

USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . escrito e que ex press amente es tipule as condições específicas do mesmo. N. por assinatura ou outro meio 32. Assim. todavia os jornais e outras publ icações periódicas presumem-se obras colectivas.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 27 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.º do CDADC. pertencendo às respectivas empresas o direito de autor sobre as mesmas . Este pri ncípio aplica-se aos trabal hos jornal ísti cos produzidos em cumprimento de um contrato de trabalho que comporte a identificação da autori a. pdfMachine . o direito de autor sobre os mesmo será imputado à empresa a que pertencer o jornal (Vd.º 2 deste artigo. Este acordo obedece às regras do Código Civ il. Actualmente. da função ou tarefa que lhe estava confiada.- Quando a criação intelectual exceda claramente o desempenho. a regra é a de que a atribuição da titularidade do di reito de autor. Quando da obra vierem a fazer-se utilizações ou retirar-se vantagens não incluídas nem previstas na fixação da remuneração ajustada. em qualquer circunstância desta natureza é aconselháv el estabel ecer um acordo entre as partes . Nos termos do n. salvo autorização da empresa proprietária do jornal ou publicação congénere. Se os trabalhos referidos não estiverem assinados ou não contiverem identificação do autor. 32 Artigo 174. ainda que zeloso. e por isso pode tratar-se ou não de convenção escrita. o autor não pode publicar em separado o trabalho referido no número anterior antes de decorridos três meses sobre a data em que tiver sido posta a circular a publicação em que haja sido inserido. sob o aspecto patrimonial é determinada em função do acordo celebrado entre o criador e a entidade que encomenda a obra e por conta de quem ela é feita.Sarras .º 4 do mesmo artigo).

Obra colectiva. aplic ando-se ao exercício comum desse direito as regras da c ompropriedade.A obra que for criação de uma pluralidade de pessoas denominase: Obra feita em colaboração. quando for divulgada ou publicada em nome dos colaboradores ou de alguns deles. do autor desta. pdfMachine . com autorização. O direito de autor sobre obra colectiva é atribuído à entidade singular ou colec tiva que tiver organizado e di ri gido a sua criação e em nome de quem tiver sido divul gada ou publi cada. aquela que incorpora.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 28 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. no todo ou em parte. Obra compósita: Considera-se obra compósita.Sarras . No caso de obra feita em colaboração o direito de autor pertence a todos os que nela tiverem colaborado. considerandose de valor igual as partes indivisas dos autores . Ao autor da obra compósita pertencem exclusiv amente os direi tos relativos à mesma. e divulgada ou publicada em seu nome. se for organizada por iniciativa de entidade singular ou colectiva.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . quer possam discriminar-se ou não os contributos individuais. uma obra preexistente. mas sem a colaboração. A obra cinematográfica constitui um bom ex emplo de obra feita em colaboração.

quando efectuar qualquer operação de pdfMachine . O titular do programa pode fazer ou autorizar a: . ou cri adas por encomenda. Os direitos patrimoniais sobre os programas de computador criados por um empregado no exercíci o das suas funç ões. para determinar as ideias e os princípios que esti veram na base de algum dos seus elementos. de todo ou de parte do programa.Providenciar uma cópi a de apoi o no âmbito dessa utilização. es tudar ou ensaiar o funcionamento do programa.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 29 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.Reprodução. ou segundo instruções emanadas do empregador. Ao utilizador do programa de computador é lícito: . permanente ou transitória.Sarras . .Programa de computador: Aplicam-se ao programa de computador as regras sobre autoria e titularidade vigentes para o direi to de autor. por qualquer processo ou forma. O programa que for real izado no âmbi to de uma empresa presumese obra col ectiva.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .Observar. salvo se o contrário res ultar de acordo entre as partes.Qualquer transformação do programa e a reprodução do programa derivado. sem prejuízo dos direitos de quem realiza a transformação. pertencem ao destinatário do programa de computador. .

. pdfMachine .Impossibilidade de as obter por outros mei os. O legislador delimitou rigorosamente as condições em que é possível a interoperabili dade de um programa de computador com outro. A descompilação é entendida como uma excepção aos direitos exclusivos do criador ou titular dos direitos sobre o programa de computador. visuali zação.carregamento. execução.Proibição de afec tar a exploração normal do programa originári o e os legítimos interesses do titul ar do programa de computador.Intransmissibilidade das informações .Proibição da sua uti lização para a c riação de um programa semelhante. a saber: - Necessidade de obter as informações que permitam a interoperabilidade.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . .Sarras . armazenamento.Exclusividade da sua utilização para os fins de assegurar a interoperabilidade. . 33 Por descompilação entende-se a operação que consiste na interconexão e interacção entre os componentes de vários sistemas informáticos. transmissão ou A descompilação 33 das partes de um programa necessárias à interoperabilidade dess e programa de computador com outros programas é sempre líci ta. .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 30 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.Acesso limi tado aos el ementos indispensáveis. por forma a permitir o seu funcionamento articulado com vista à permuta de informações e recíproca utilização de informações trocadas. . .

A tutela do direito de autor sobre as bases de dados não incide sobre o seu conteúdo e não prejudicam eventuais direitos que subsistam sobre o mesmo. pdfMachine . nos termos deste diploma as bases de dados são protegidas pelo direito de autor.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 31 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. Para efeitos deste di ploma consideram-se bases de dados : A colectânea de obras. dados ou outros elementos independentes. Bases de dados: O Decreto-Lei n. Presumem-s e obras colectivas criadas no âmbito de uma empresa.º 122/2000. dispostos de modo sistemático ou metódico e susceptíveis de acesso individual por meios electrónicos ou outros.O titular do programa tem o direito de autorizar por qualquer forma a sua distribuição ao público. A protecção atribuída às bases de dados não é extensiva aos programas de computador utilizados no seu fabrico ou funcionamento.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . Assim. desde que pela sua selecção ou disposição dos respectivos conteúdos. de 11 de Março. de 4 de Julho transpôs para o ordenamento jurídico nacional a Directiva do Parlamento Europeu e do Conselho n. relativa à protecção jurídica das bases de dados.Sarras .º 96/9/CE. constituam criações intelectuais.

exposição ou representação pública da base de dados. a transformação.Os direitos patrimoniais sobre as bases de dados criadas por um empregado no exercício das suas funções . ou cri adas por encomenda. comunicação. Os actos de disposição lícitos esgotam o di reito de distribuição da base de dados na UE mas não afectam a subsis tência dos direitos de aluguer. di stribuição. a adaptação. - Qualquer reprodução. de toda ou parte da bas e de dados. É lícita: A reprodução para fi ns privados de uma base de dados não electrónica. O titular de uma base de dados goza do di reito exclusivo de efectuar ou autorizar: - A reprodução permanente ou transitória. - A tradução.Sarras . no caso dos programas de computador.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 32 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. exposição ou representação pública da base de dados derivada. pdfMachine . por qualquer processo ou forma. - A distri buição do origi nal ou de cópias de bases de dados. tal como acontece aliás. As utilizações com fins didácticos ou científicos . s alvo se o contrário resultar de acordo entre as partes. Qualquer comunicação pública.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . desde que se indique a fonte. sem prejuízo dos direitos de quem efectua a transformação. ou s egundo ins truções emanadas do dador de trabalho. ou qualquer outra modificação da base de dados. pertencem ao destinatário da base de dados.

do seu conteúdo. Constitui uma novi dade em matéria de direito intelectual. designado na Direc tiva comunitária por di reito sui generis . Assim a lei.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 33 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. - As restantes utilizações livre previs tas para o di reito de autor. na fal ta de uma expressão mel hor. seja por que meio ou forma for. aval i ada qualitativa ou quantitativ amente. pdfMachine . mais próxima dos direitos conexos dos produtores fonográficos e videográficos e destina-se essencialmente a proteger o investimento mais do que a criação. Quando a obtenção.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .- As utilizações para fins de segurança pública ou para efeitos de processo administrati vo ou judicial . nomeadamente através da distribuiç ão de cópias.Sarras . a lei prevê um direito especi al do fabricante. aluguer. permanente ou temporária. o seu fabricante goza do direito de autorizar ou proibir a extracção ou a reutilização da totalidade ou de uma parte substancial. Reutilização : qualquer forma de distribuição ao público da totalidade ou de uma parte substancial do conteúdo da base de dados. para este efeito em conc reto considera: Extracção : a transferência. verificação ou apresentaç ão do conteúdo de uma base de dados represente um investimento substancial do ponto de vista qualitativ o ou quantitativo. No caso das bases de dados. da totalidade ou de uma parte subs tancial do conteúdo de uma base de dados para outro suporte. transmissão em linha ou outra modalidade.

A primeira venda de uma cópia da base de dados esgota o di reito de distribuição na UE. na medida do seu di reito.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 34 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.Sarras . 34 Esta matéria relaciona-se com a aplicação das regras do direito internacional privado. o país da primeira publicação. onde funciona o princípio da reciprocidade. o país da nacionalidade do autor.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . pdfMachine . nomeadamente os de extrair e de reuti lizar as partes não substanciais do respecti vo conteúdo. processo administrativo ou judicial . ou tratando-se de uma pessoa colectiva o da sede principal e efec tiva da s ua administração 34. sempre que se trate de uma extracção para uso privado. para fins de segurança pública. para fins di dácticos ou científicos. Quanto às bas es de dados não publicadas. O utilizador legítimo de uma base de dados colocada à disposição do público pode pratic ar todos os actos inerentes à utilização. Pode ainda extrair ou reutilizar uma parte substancial do conteúdo da base de dados. Acresce ainda referir que o direito es pecial conferido ao fabricante pode ser transmi tido ou objecto de licenças contratuais. De referir ainda que a l ei aplicável às bases de dados é a do país de origem considerando-se como tal: Quanto às bases de dados publicadas.

Sarras . 35 Parecer jurídico elaborado para o ICAM no âmbito dos trabalhos de redacção de um diploma legal relativo ao cinema. intitulado “ Multimédi a e Dis ciplina Legal ” 35 . que pela sua forma sucinta e clara são ideais para analis armos os di ferentes as pectos atinentes ao multimédia.B. Doutor Oliveira Ascenção. podendo ser elementos de qualquer outra natureza. pdfMachine . O Multimédia No ordenamento jurídico nacional não existe um conceito de multimédia.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 35 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. Não se pressupõe que os elementos componentes sejam obras. a interac tividade. consistindo em textos. Recorremos às conclusões apresentadas num trabalho do Prof. fixas ou em movimento. audiovisual e multimédia. sons e imagens . Assim: “ A produção multimédia implica: meios de expressão tendencialmente div ersifi cados. pensar no multimédia e no direito de autor e na disciplina jurídica que lhe deve corresponder. Importa assim.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . um programa de c omputador que os uni fique.

pdfMachine . O facto de os restantes elementos não serem obras não é por si impediti vo de a produção multimédi a fi nal ser uma obra intelec tual. se for cri ativa. consistente em o utente poder alterar o c urso da apres entação e escolher os c onteúdos. A produção multimédia não implica necessariamente o elemento audiovis ual. e ev entualmente em alterar criativamente os conteúdos do programa. Não há que falar de obra multimédia s em interactividade.A interactividade press uposta é a média. Consequentemente. Mas não é necessariamente uma base de dados. recebendo então a protecção autoral própria desta. A produção multimédia em que a expressão audi ovisual for prevalente pode ser ela própri a uma obra audiovisual. pois pode não ter fim informativo.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . não trans forma a produção multimédia em obra intelectual protegi da. O programa de computador. mas de mera expressão formal . só eventualmente o “ fabricante ” da obra multi média gozará do direi to sui generis sobre o conteúdo da produç ão multimédia. A produção multimédia pode ser por si uma base de dados. mesmo sendo criativo.Sarras . cons equentemente não há obra mul timédia não operada por meios electrónicos.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 36 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.

is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 37 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. As produções multimédi a. pois isso é i ncompatível c om a diversidade que estas podem revesti r. pdfMachine .USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . compósitas e em co-autoria. Não há um tipo própri o de mul timédia. Assim acontece se forem por si base de dados ou obras audiovisuais . para além da protecção que o programa de computador possa por si merecer. Há assim muitas produç ões multimédia que não susceptíveis da qualifi cação como obras mul timédia. esta qualificação não poderia ser aplicada à obra audiovisual.. só são obras protegidas se corresponderem a um tipo legal.Sarras . E ainda que se enc ontrem outras obras multimédia. que a lei consi dera de colaboração. deriv adas. por serem caracteriz adas por uma estruturação de carácter essencialmente técnico.Quando o não for. a produção multimédi a pode ser obra colectiva. . Podem também as produções multimédia s erem singul ares. neste úl timo caso se várias pessoas tives sem o domínio conjunto e conc ertado da resultante final. o que nunca haverá será um regime comum específi co da obra multimédia. além das duas categorias acima referidas ..

mas importaria custos . na determinaç ão dos titulares das obras ou prestações preexistentes.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . na recolha das autoriz ações e na soma dos custos daí derivados. O que não pode é largar o âmbito da autorização concedida. ” Destas conclusões resul ta que ao mul timédia.. A intervenção pública para fi ns de uma informação sobre a titularidade e representação proibitivos. por assumir tantas e di ferentes formas de expressão é quase impossível c riar um regime jurídic o de protecção próprio. O mesmo aconteceria com uma intervenção pública na outorga das autorizações necessárias. pdfMachine . dos di reitos seri a admissív el.Sarras . O titular da produção multimédia pode alterá-la. embora não posta ainda de lado. A introdução de licenças legais ou compulsórias.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 38 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.A produção multimédia apresenta grandes di fic uldades. i ndependentemente da autorização dos ti tulares de obras preexis tentes. Só ao titular da produção multimédia c abe a exploração económica desta.. suscitaria grandes resistências. e nomeadamente conceder por sua vez autorizações em benefício de tercei ros.

Obra cinematográfica: Consideram-se co-autores da obra cinematográfica: O realizador. dis tribuição e exibição da películ a e ainda as edições videográficas . A produção cinematográfica depende de autori zação dos autores das obras preexistentes no caso de adaptação. 36 Artigo 126. DVD e outras e ai nda a difusão televisiva. e o autor da banda sonora Os autores da adaptaç ão e dos diálogos no caso de obra preexistente. Das autorizações c oncedidas pelos autores das obras cinematográficas devem constar especificamente as condições de produção.Por isso. dos diálogos. pdfMachine . têm-se adaptado e aplicado a esta realidade. O autor do argumento. que apesar de não terem sido elaboradas a pensar nestas matérias. o exercício dos direitos de exploração económica da obra cinematográfica compete ao produtor 36.º CDADC. se for pes soa diferente.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .Sarras . essenciais ao multimédia. Se o autor tiver autorizado. as actuais regras contidas no CDADC.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 39 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. a exibição. ex pressa ou implicitamente. Passa-se por isso a identificar alguns dos princ ípios e normas constantes do CDADC.

Sarras . no todo ou em parte.º CDADC. 37 38 Artigo 130. É lícito ao produtor que contratar com os autores. A obra cinematográfica considera-se concluída após o realizador e o produtor es tabelecerem por acordo a sua vers ão definitiva 37. ficando todavia. as cópi as e os registos magnéticos necessários à exibição da obra. di reitos emergentes de contrato. O produtor pode trans ferir a todo o tempo para terceiro. os positivos. Artigo 131.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . assegura os meios nec essários e assume as responsabili dades técnicas financei ras inerentes.O produtor é o empresário do filme e como tal organiza a feitura da obra cinematográfica.º CDADC. Da autorização para produzir deriva para o produtor o di reito de produzir o negativo. A retribuição dos autores de obra cinematográfica pode consistir em quantia global fix a. associar-se com outro produtor para ass egurar a realização e exploração da obra cinematográfica (co-produção). O produtor deve ser como tal identificado no filme. pdfMachine . em percentagem s obre as receitas provenientes da exibiç ão e em quantia certa por cada exibição ou revestir outra forma acordada com o produtor 38.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 40 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. responsável para com os autores pelo cumpri mento pontual do mesmo.

deverá mencionar-se o título desta e o nome.º CDADC. j ustifi cada pela especificidade da produç ão cinematográfica. pseudónimo ou qualquer outro si nal de identi ficação do autor 39.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 41 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. Artigo 135. Artigo 136.Sarras .º CDADC. O autor ou co-autores de obra cinematográfic a têm o direito de exigir que os seus nomes sejam indicados na projecção do fi lme.Constitui uma excepção à regra da não transmissibilidade a terceiro dos di reitos concedidos pelo autor sem o consentimento expresso deste. Artigo 137. O produtor só é obrigado a fazer as cópias à medida em que estas forem requisi tadas e tem o dever de conservar a matriz que em caso algum pode destrui r 42. Os autores da parte literária e da parte musical da obra cinematográfica podem reproduzi -la e utilizá-la separadamente por qualquer modo. pdfMachine . 39 40 41 42 Artigo 134.º CDADC.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . Se a obra cinematográfica consti tuir adaptação de obra preexistente. Se o produtor não concl uir a produção da obra cinematográfica no prazo de três anos a contar da data da entrega da parte literári a e da parte musical ou não fizer projectar a película concluída no prazo de três anos a contar da conclusão.º CDADC. contanto que não prejudiquem a exploração da obra no seu conjunto 40. o autor ou co-autores terão o direi to de resolv er o contrato 41.

na totalidade ou por l otes. videográficas. construtores ou outro semelhante na produção e divulgação das obras radiodifundi das. 43 Artigo 138. fonográficas ou as de arquitectura. Obra fonográfica ou videográfica: Consideram-se autores da obra fonográfica ou videográfica. urbanismo ou design não se podem invocar relativamente a estas quaisquer poderes incluídos no direito de autor.º CDADC. urbanismo e design : O autor da obra de arquitectura. agentes técnicos. a fim de os habilitar a tomar providências que julgarem convenientes para a defesa dos seus interesses materiais e morais e.Em caso de falência do produtor. Obra de arquitectura. pdfMachine . Nota: Os col aboradores.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .Sarras . de cópias da obra cinematográfica. obras cinematográficas. deverá o administrador da massa falida prevenir do facto o autor e co-autores desta c om a antecedência mínima de vinte dias. bem assim para exercer o direito de preferência na aquisição das cópias 43. desenhadores .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 42 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. se houver de proceder-se à venda por baixo preço. os autores do texto ou da música fixada e ainda no segundo caso o realizador. urbanismo ou de design é o criador da sua concepção global e respec tivo projecto.

Nome do fotógrafo. de escri tos. A alienação do negativ o de uma obra fotográfica. de desenhos técnicos não beneficiam de protecção l egal no âmbito do direito de autor. Por último refere-se que os exemplares de obra fotográfica devem conter as seguintes indi cações: . presume-se que o direi to previsto neste artigo pertence à entidade patronal ou à pessoa que fez a encomenda. 44 Artigo 164. reproduç ão e venda de retratos. salv o convenção em contrário. de documentos . nomeadamente. sem prejuízo dos direitos de autor sobre a obra reproduzi da.Obra fotográfica 44: Para que a fotografi a seja protegida é necessári o que pela escolha do seu objecto ou pelas condições da sua execução possa considerar-se como c riação artís tica pessoal do seu autor. pdfMachine . Se a fotografi a for efectuada em execução de um contrato de trabalho ou por encomenda. difundir e por à venda com as restrições referentes à exposição. O autor da obra fotográfica tem o direito exclusivo de a reproduzir. no que respeita às fotografias de obras de artes plásticas.º e seguintes CDADC. As fotografi as.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .Sarras . de papéis de negócios . a transmissão dos di reitos de autor.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 43 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. importa.

.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .º CDADC. O beneficiário da autorização deve respeitar o sentido da obra original.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 44 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.Sarras . .A cinematização. .O arranjo.A dramatização. pdfMachine . nos anúncios do teatro. . Modificações da obra 45: Não são admitidas modificações da obra sem o consentimento do autor.A ins trumentação. O nome do tradutor deve figurar sempre nos exemplares da obra traduzida. nas emissões que acompanhem as emissões de rádio e de televisão. o nome do autor da obra fotografada.A tradução. 45 Artigo 169. .Em fotografias de artes plásticas. Consideram-se modificações ou transformações da obra: . na fic ha artística dos filmes e em qualquer material de promoção. A autorização deve ser dada por escrito e não se presume como concessão exclusiva.

o direito de autor caduca setenta anos após a morte do último sobrevivente de entre as seguintes pes soas: .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 45 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. No caso de obra cinematográfica ou qualquer outra obra audiovisual. pdfMachine . mesmo que a obra só tenha s ido publicada ou divulgada pos tumamente 46.O realizador.Duração do direito de autor: O direito de autor caduca setenta anos após a morte do criador intelectual.O autor do argumento ou da adaptação. O direito de autor sobre obra colectiva caduca s etenta anos após a morte do seu autor.Sarras . .º do CDADC. .O autor das composiç ões musicais especialmente criadas para a obra. ou se originariamente foi atribuída a pessoa colectiva caduca no mesmo prazo após a primeira publicação ou divulgação lícita. . O mesmo critério é aplic ado à obra anónima.O autor dos diálogos. 46 Artigo 31.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . No caso de obra feita em colaboração o direito de autor caduca no mesmo prazo após a morte do colaborador que falecer em último lugar.

No caso de uma bas e de dados que tenha sido colocada à disposição do público antes de concluído o seu processo de fabrico.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 46 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. incluindo os EUA. Também o Tratado da Organização Mundial da Propri edade Intelectual veio estender este prazo a todos os Estados subscritores . o direi to extingue-se setenta anos após a data em que o programa foi pela primeira vez licitamente publicado ou divulgado.º 93/98 veio harmonizar o prazo de duração do di reito de autor sobre a obra cinematográfica aplicando-o a todos os Estados Membros da EU. Se. Já no caso do direito es pecial conferido ao fabri cante de uma base de dados o prazo de protecção caduca decorri dos quinze anos. ao invés da Convenção de Berna que deixava ao c ritéri o de cada um dos países fixar o prazo que entendesse. porém o direi to for atribuído originari amente a pessoa diferente do criador intelectual. o prazo de protecção caduca ao fim de quinz e anos a contar de 1 de Janeiro do ano segui nte àquele em que a base de dados tiver sido coloc ada pela primei ra vez à disposição do público.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .O prazo de setenta anos a contar da morte do autor é aplicado ao criador intelectual do programa de computador e bem assim ao das bases de dados. A Di rectiva Comunitári a n. pdfMachine . a contar do dia 1 de Janeiro do ano seguinte ao da data do seu fabrico.Sarras .

A publicação ou utilização.Sarras . As obras caídas no domínio público beneficiam de protecção legal quanto ao conteúdo moral do direito de autor. em volumes ou episódios não publicadas ou divulgados simultaneamente.Sejam respei tadas a integridade e genuinidade das obras . os prazos de protecção legal contam-se separadamente para cada parte.Para as obras em diferentes partes . mas só poderá fazer-se desde que: . integridade e genuinidade. O Decreto-Lei n.º do CDADC. 47 Artigo 35. quando c onhecido. . O mesmo princípi o é aplicável aos números ou fascículos de obra colectivas de publicação periódica 47. vol ume ou episódio.º 150/82. sendo livre a utilização ou exploração da obra independentemente de autorização de qualquer natureza desde que respeitada a paternidade. de 29 de Abril estabelece que compete ao Ministro da Cultura a defesa da integridade e genuinidade das obras intelectuais caídas no domínio público.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 47 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. por qualquer mei o ou em qualquer suporte das obras intelectuais nacionais caídas no domínio público por quaisquer pessoas singulares ou colectiv as não carece de autorização prévia.Seja mencionado o nome do autor.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . A obra cai no domínio público decorridos os prazos de protecção legal. pdfMachine .

Os contratos que tenham por objecto a transmissão ou oneração parciais do di reito de autor devem cons tar de documento escrito com indicação do número do bilhete de identidade. Da autorização esc rita devem constar obrigatória e especificamente a forma autorizada de divulgação. adaptação. A enti dade ac tualmente com competência para analisar as questões relacionadas com a genui nidade e i ntegridade da obra intelectual é a IG AC. publicação e utilização. sinopse ou qualquer outra forma de al teração da obra original é obrigatória a respectiva declaração. bem como os seus sucessores ou transmissários podem: - Autoriz ar a utilização da obra por terceiros. pdfMachine . presumindo-se a sua onerosidade e carác ter não exclusivo. lugar e preço.No caso de tradução. o conteúdo patrimonial do di reito de autor. bem como as condições de tempo. Da transmissão e oneração do conteúdo patrimonial do direito de autor: O titular originário.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . trans posição. arranjo. .Sarras . A autorização só pode ser concedida por escri to. resumo. no todo ou em parte.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 48 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. data e entidade emitente.Transmitir ou onerar.

. s ob pena de nulidade.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 49 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. No caso de o contrato prever a exclusividade. O direito de autor pode ser objecto de usufruto.10 anos para as obras fotográficas ou de arte aplicada. O direito de autor não pode adqui rir-se por usuc apião.25 anos em geral.No contrato devem determinar-s e as faculdades que são objecto de disposição e as condições de exercício.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . com identificação da obra e indicação do preço respectivo. pdfMachine .Sarras . Se transmissão ou oneração forem transitórias e se não se tiver estabelecido duração presume-se que a vigênci a máxima é de: . É nulo o contrato de transmissão ou oneraç ão de obras futuras por prazo ilimitado. o lugar e o preço no caso de negócio oneroso. este caduca se decorridos sete anos a obra não tiver si do utiliz ada. A transmissão total e definitiva do conteúdo patrimonial do direito de autor só pode ser efectuada por escritura pública . Se o contrato visar obras produzidas em prazo mais dilatado considera-se reduzi do a dez anos dimi nuindo proporcionalmente a remuneração acordada. o tempo. designadamente. A transmissão ou oneração do direito de autor s obre obra futura só pode abranger as que o autor tiver produzido no prazo máximo de dez anos .

dos sons e das imagens.º CDADC. . gráficas e aplicadas.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . . nas condições nele estipuladas ou previstas na lei. o editor só está autorizado a fazer uma. assumindo a outra parte a obrigação de os distribuir e vender 48.Fixação fonográfica e videográfica.Recitação e execução .Contrato de edição.Representação.Radiodifusão e outros processos destinados à reprodução dos sinais.Sarras . o número de exemplares que cada edi ção compreende e o preço de venda ao público de cada exemplar.Utilizações da obra: O CDADC prevê as seguintes formas de utilização da obra: . existentes ou futuras. O contrato de edição deve mencionar o número de edições que abrange. . i néditas ou publicadas 49.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 50 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. . Se o número de edições não tiver sido contratualmente fix ado.º CDADC. Artigo 85. . autorização para produzir um número determinado de exemplares de uma obra ou conjunto de obras. pdfMachine . só tem validad e quando celebrado por escrito e presume-s e oneroso. Considera-se edição o contrato pelo qual o autor concede a outrem. O contrato de edição pode ter por objecto uma ou mais obras.Exposição de obras de artes plásticas. 48 49 Artigo 83.

º CDADC. dois mil exemplares da obra. para o editor do direito de publicar a obra. O autor obriga-se a proporcionar ao editor os meios necessários para cumprimento do c ontrato devendo. separadamente ou combinados entre si 51. canto.º do CDADC.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . pdfMachine . permanente ou temporária. dramático-musical. o editor fic a obri gado a produzir pelo menos.Se o contrato de edi ção for omisso quanto ao número de exemplares a tirar. Artigo 107. música ou outros processos adequados. mas apenas a concessão de autoriz ação para a reproduzir e comercializar nos precisos termos do contrato. A representação é a exibição perante espectadores de uma obra dramática. coreográfica. de a transformar ou adaptar a outros géneros ou formas de utilização. O contrato de edição não confere ao editor o di reito de traduzir a obra. O contrato de edição não implica a transmiss ão. O original pertenc e sempre ao autor.Sarras . entregar nos prazos convencionados.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 51 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. nomeadamente. dança. di reito esse que fica sempre reservado ao autor 50. por meio de ficção dramática. o original da obra objecto da edição em condições de se fazer a sua reprodução. 50 51 Artigo 88. pantomímica e outra de natureza análoga.

com ou sem entradas pagas. Por último refi ra-se que tanto o editor como o empresário não podem transmitir os direitos emergentes do contrato s em o consentimento do autor. excepto quando feita por O que já foi referido para o contrato de edição. presume-s e onerosa. quer a representação se realiz e em lugar público. do qual deve cons tar.A utilização da obra por representação depende de autorização do autor.Sarras . conteúdo e efei tos é aplic ável de uma forma geral ao contrato de representação. pdfMachine . com ou sem fim lucrativo. quanto à exigência de forma esc rita. De salientar que a enti dade que promover ou organizar a execução ou recitação em audição pública deve afixar previamente no local o respectivo programa. A excepção a esta regra. como já se mencionou anteriormente. está prevista na l ei apenas para o produtor cinematográfico. na medida do possível a desi gnação da obra e a identificação da autoria. quer em lugar priv ado.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 52 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . Relativamente à recitação de uma obra literária e à execução por instrumentos e por instrumentos e cantores de obra musical ou literário-musical o CDADC equipara-as a representação. Tal como o contrato de edição a concessão do direito de representar amadores.

o suporte analógico ou di gital.Também a fixação de obra fonográfica e videográfica depende de autorização do autor 52. independentemente do seu suporte material . em suporte material. de 21 de Maio. os videoj ogos ou j ogos de computador. Entende-se fixação a incorporação de sons ou de imagens.Registo resultante da fixação. no 52 Artigo 149. acompanhadas ou não de sons. E videograma como o: . em período não efémero. de sons provenientes de uma ex ecução ou quaisquer outros. pdfMachine . em suporte material.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . que considera ainda videogramas. separada ou cumulativamente.Sarras . Para efei tos de apli cação do conceito de videograma. de 6 de Fevereiro.º e seguintes CDADC. é considerado suporte material. bem como a cópia de obras cinematográficas ou audiovisuais. O CDADC define fonograma como o: . estável e num suporte que permita material a sua suficientemente duradouro percepção.º 121/2004. na redacção dada pelo Decreto-Lei n. da forma de fixação ou i nteractividade. Esta noção jurídic a de videograma encontra-se redefini da pelo Decreto-Lei n. reprodução ou comunicação de qualquer modo.º 39/88.Registo resultante da fixação. de imagens.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 53 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.

is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 54 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. A compra de um fonograma ou videograma não atribui ao comprador o di reito de utilizar para quaisquer fins de execução ou transmissão públicas. Se a obra foi objecto de fixação para fins de comercialização. Por lugar público entende-se todo aquele que seja oferecido o acesso implícita ou expl icitamente. por qualquer modo obtida. execução ou exibição por meios mecânicos. fonográficos ou videográficos depende igualmente de autorizaç ão escrita do autor. com autorização do autor. designadamente. transmissão. mediante remuneração ou não. CD e DVD em todas as sua especificações.qual está incorporado o videograma. por qualquer meio que sirva para difundir sinais. sem prej uízo dos direitos morais e remuneração equitativa. videocassetes. chips e outras formas que venham a ser determinadas pela inovação. é desnecessário o consentimento especial deste para cada comunicação ou radiodifusão. sons ou imagens. arranj o ou outra trans formação de qualquer obra para efeitos de fixação. abrangendo expressamente a respectiva comunicação ou radiodi fusão sonora ou visual. bem como a comunicação da obra em qualquer lugar público. disquetes . depende de autorização do autor. pdfMachine . e ainda que com reserva declarada do di reito de admissão.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . Também a radiodifus ão sonora ou visual de obra tanto di recta como por retransmissão. A adaptação. reprodução.Sarras . revenda ou aluguer com fins comerciais.

º 93/83/CEE.anacom. de uma emissão primária de programas de televisão ou rádio destinados à recepção pelo público.º 333/97. As normas contidas no CDADC relativas à radi odifusão aplicam-s e à radiodi fusão por satéli te e à retransmissão por cabo. transpõe para a ordem jurídica portuguesa a Directiv a n. pdfMachine . Comunicação ao público por satélite: o acto de introdução.O Decreto-Lei n. Para efeitos deste di ploma entende-se por: Satélite: qualquer aparelho artificial colocado no espaço que permita a transmissão de sinais de radiodifusão destinados a ser captados pelo público. de sinais portadores de programas destinados a ser captados pelo público numa cadeia ininterrupta de comunicação conducente ao satélite e deste para a terra. de 27 de Novembro. sob o controlo e a responsabilidade do organismo de radiodifusão. relativa à coordenação de determinadas disposições em matéria de di reito de autor e di reitos conexos aplicáveis à radiodifusão por satélite e à retransmissão por cabo.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .Sarras . Retransmissão por cabo: a distribuição ao público.pt/.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 55 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. processada de forma simultânea e integral por cabo. de 27 de Setembro de 1993. A entidade naci onal para a regulação das telecomunicações é a ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações - http://www. do Conselho.

Sarras . Se não for es te o caso. também aqui é aplicado o princípio do país de origem na protecção dos direitos de autor e conexos. sob o control o e a responsabilidade do organismo de radiodi fusão. Se os si nais forem codificados. considera-s e que a comunicação ao público por satélite ocorreu num país membro quando esta for efectuada por incumbência de um organismo de radiodifusão que tiver nesse país o seu estabelecimento principal . Neste último caso o acordo deve ser celebrado por uma enti dade colectiva de gestão de direitos de autor e um organismo de televisão.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .À semelhança do que vi mos para as bases de dados. considera-se que essa comunicação ocorreu no país membro em que os sinais portadores foram transmitidos ao satélite a partir de uma estação de ligação ascendente aí localizada. A autorização de comunicar ao público por satél ite consti tui di reito exclusivo do autor. a comunicação ao público por satélite só se verifica no lugar onde os sinais portadores do programa são introduzidos . Assim. Se for realizada uma comunicação ao público por satéli te num país terceiro que não assegure a protecção exigida nos países da UE. que pode ser atribuída por contrato individual ou por acordo colectiv o. só há comunic ação ao público por satélite se os meios de descodificação forem postos à dis posição do público pel o organismo de radi odifusão ou com o seu consentimento. pdfMachine .is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 56 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.

sem o seu consentimento. Os artistas. Direitos Conexos: Os direitos conex os estão previstos igualmente no CDADC e referem-se à protecção legal das prestações dos artistas intérpretes ou executantes. por qualquer mei o. intérpretes ou executantes são os actores. cantores. interpretem ou executem de qualquer manei ra obras literárias ou artísticas . declamem. A reprodução. O CDADC prevê a exclusão do di reito de reprodução nos seguintes casos: pdfMachine . bailarinos e outros que representem.C. das prestações que não tenham sido fixadas. Os artistas intérpretes ou executantes podem impedir. dos produtores de fonogramas e de videogramas e dos organismos de radiodifusão. recitem. músicos. salvo acordo em c ontrário: .Sarras .A radiodifusão ou a c omunicação ao público. quando a reproduç ão seja fei ta para fins diversos daquel es para os quais foi dado o consentimento.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 57 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. salvo quando se utiliz em prestações j á radi odifundidas ou já fixadas.A fixação. A tutela dos direitos c onexos em nada afec ta a protecção dos autores sobre a obra util izada. de fi xação das suas prestações quando esta não tenha sido autoriz ada. cantem. sem o seu consentimento das prestações que tiverem realizado. . sem o seu consentimento.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 .

em si significado económico. bem como os que permitem o funcionamento eficaz dos sistemas de transmiss ão. desde que o intermediári o não altere o conteúdo da transmissão e não interfi ra com a legítima utilização da tecnologi a. na falta de ac ordo. Em toda a divulgação de um a prestação será indicado. pelo director do conjunto. que cons tituam parte integrante e essencial de um processo tecnológico e cujo único objectivo seja permitir uma transmissão numa rede entre tercei ros por parte de um intermediário. ainda que abrevi adamente. conforme os bons usos do merc ado.Sarras . Representação dos artistas Quando numa prestação participem vários artistas. os actores são representados elo encenador e os membros da orquestra ou os membros do coro pelo maestro ou director respectivo pdfMachine .- os actos de reprodução temporária que sejam transitórios ou acessórios. incluem-se os actos que possibi litem a navegação em redes e a armazenagem temporária.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 58 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A. ou a s ua utilização legítima de uma obra protegida e que não tenham. - Na medida em que cumpram as condições expostas. o nome ou pseudónimo do artista. Não havendo director do conj unto. os seus direitos são exercidos.USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . para obter dados sobre a utilização da informação.

pelo produtor. após a primeira emissão pelo organismo de radi odifusão.is a pdf writer that produces quality PDF files with ease! Get yours now! Página 59 de 59 “Thank you very much! I can use Acrobat Distiller or the Acrobat PDFWriter but I consider your product a lot easier to use and much preferable to Adobe's" A.Sarras .Os direitos conexos caducam decorridos 50 anos: após a representação ou execução pelo artista intérprete ou executante. do fonograma. após a primeira fixação. pdfMachine .USA Direito de Autor e Direitos Conexos_Notas /AAfonso/2009_2010 . videograma ou filme.

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