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CURSO: ECONOMETRIA

PROFESSORA: ANA KATARINA CAMPÊLO

“Sem uma
comprovação empírica,

qualquer pensamento é apenas uma tese.”

AULA 1:

1. Download e instalação do R:

Na página do R, http://www.r-project.org/, entre no link Download
CRAN, no qual aparecerá vários sites, em países diferentes, onde se
pode baixar o R. Entre num destes e em seguida vá ao link Windows,
para baixar o arquivo executável compatível com esta plataforma. Em
seguida entre no link base e baixe o arquivo R-2.7.1-win32.exe para
instalação em seu computador.

2. Entrar, sair do R:

Abrindo o R, temos o prompt “ > “, onde serão digitados os
comandos. Para sair do R, digitar q(). Importante, ao terminar uma
seção, aparecerá uma janela “salvar imagem da área de trabalho”,
onde se deve clicar a opção “sim” para que o R armazene os objetos
criados naquela seção.

Nota: A maioria dos comandos do R são nomeados com a inicial ou
abreviação da palavra. Exemplo: q(), comando para sair, é a inicial de
“quit” em inglês.

3. Criação, listagem e remoção de um objeto no R:

O primeiro passo para se criar um objeto no R é nomeá-lo. O nome de
um objeto no R pode ser estabelecido por letras maiúsculas ou
minúsculas e dígitos de 0-9, além do ponto “. “, que pode ser usado
para separar as palavras. Os dígitos não podem ser usados no início
do nome. Importante: Ter cuidado para não nomear os objetos por
nomes que coincidam com os das funções já existentes no R, para
não “escrever por cima” delas; desta forma, é preferível usar nomes
em português.
Exemplo: Criação de uma lista de nomes com o nome lista 1 usando
a função c do R que serve para concatenar números ou palavras
(labels) .

>lista 1 <- c(1,2,3)

Para ver qualquer objeto criado no R, usar a função ls(), a qual lista os
objetos armazenados no R.

>ls()

[1] "lista1"

Para remover um objeto do R, usar a função rm() (remove).

>rm(lista1)

Ao digitarmos ls() novamente, veremos que esta função foi removida.

>ls()

character(0)

4. Operações aritméticas:

Os sinais +, -, * e / representam adição, subtração, multiplicação e
divisão, respectivamente.

> 4*2

[1] 8

> 8/4

[1] 2

A raiz quadrada é obtida pela usando a função sqrt() (square root).

> sqrt(16)

[1] 4

E a potência através do símbolo ^ seguido do número.

> 4^2

[1] 16

Pode-se ainda usar parênteses para separar e definir as operações:

> (1+2)*(4/2)

[1] 6
> ((1+2)*(4/2))/(1+1)

[1] 3

5. Operações com matrizes:

O R possui a função matrix que cria matrizes. Um argmento
importante nesta função é o byrow, que define como a matriz vai ser
preenchida. Se byrow=T (o T vem de “True”, verdadeiro), a matriz
será preenchida por linhas e, caso contrário (byrow=F), a matriz será
preenchida por coluna. Outros argumentos desta função são o
número de colunas (ncol) e o número de linhas (nrow), note que
definindo um destes, o outro fica automaticamente definido.

> M1 <- matrix(c(1,2,3,4), byrow=T, ncol=2)

> M1

[,1] [,2]

[1,] 1 2

[2,] 3 4

> M2 <- matrix(c(1,2,3,4), byrow=T, nrow=1)

> M2

[,1] [,2] [,3] [,4]

[1,] 1 2 3 4

> M3 <- matrix(c(1,2,3,4), byrow=F, nrow=2)

> M3

[,1] [,2]

[1,] 1 3

[2,] 2 4

Nas operações de matrizes, a adição e a subtração é feita elemento
por elemento usando os sinais + e -, respectivamente.
> M3-M1

[,1] [,2]

[1,] 0 1

[2,] -1 0

Para efetuar multiplicação e divisão de matrizes, usar os símbolos
%*% e %/%, pois se for usado simplesmente * ou /, teremos
multiplicação e divisão apenas elemento por elemento.

> M3%*%M1

[,1] [,2]

[1,] 10 14

[2,] 14 20

> M3*M1

[,1] [,2]

[1,] 1 6

[2,] 6 16

Podemos acessar os elementos de uma matriz usando
nome.matriz[linha, coluna].

> M3

[,1] [,2]

[1,] 1 3

[2,] 2 4

> M3[1,2]

[1] 3

> M3[2,2]

[1] 4

Quando omitimos um dos números, o R assume que selecionamos
todas as linhas (se o número da linha for omitido) ou que
selecionamos todas as colunas (se o número da coluna for omitido).
> M3

[,1] [,2]

[1,] 1 3

[2,] 2 4

> M3[1,]

[1] 1 3

> M3[,2]

[1] 3 4

Outra função que pode ser útil em algumas aplicações é a que
concatena variáveis ou vetores de números em colunas (cbind) ou em
linhas (rbind), transformando-as em matrizes.

Primeiro criaremos números aleatórios que seguem uma distribuição
normal, através da função rnorm, e em seguida colocamos estes na
forma de vetores usando a função as.matrix.

> vy <- as.matrix(rnorm(10))

> vy

[,1]

[1,] -1.0954227

[2,] 0.6984499

[3,] -2.2438918

[4,] 1.0936876

[5,] 1.4447073

[6,] -1.4285075

[7,] 1.3023858

[8,] 0.9889518

[9,] -1.0008658

[10,] 0.2346307

> vx <- as.matrix(rnorm(10))

> vx
[,1]

[1,] 0.2182799

[2,] 0.2274692

[3,] -1.2136761

[4,] -1.7395362

[5,] -0.1124592

[6,] -0.2529795

[7,] 2.4935494

[8,] 1.2583388

[9,] -1.1470698

[10,] 0.7473909

> myx <- as.matrix(cbind(vy,vx))

> myx

[,1] [,2]

[1,] -1.0954227 0.2182799

[2,] 0.6984499 0.2274692

[3,] -2.2438918 -1.2136761

[4,] 1.0936876 -1.7395362

[5,] 1.4447073 -0.1124592

[6,] -1.4285075 -0.2529795

[7,] 1.3023858 2.4935494

[8,] 0.9889518 1.2583388

[9,] -1.0008658 -1.1470698

[10,] 0.2346307 0.7473909

Para confirmar se um objeto está na forma de uma matriz, usa-se a
função is.matrix.

> is.matrix(myx)
[1] TRUE

Por fim, para se obter a inversa de uma matriz, temos a função
solve().

> inv.M3 <- solve(M3)

> inv.M3

[,1] [,2]

[1,] -2 1.5

[2,] 1 -0.5

6. Ajuda:

Para saber mais sobre uma função (em inglês), usar o comando help()
ou ?.

>help(matrix)

>?matrix

7. Leitura e exportação de dados no R:

No item 5 criamos uma matriz que denominamos de myx. Para
exportá-la para um arquivo texto no computador, usamos a função
sink(). De fato, esta função pode ser usada para exportar qualquer
objeto do R.

> sink("c:\\myx.txt")

> myx

> sink()

Note que é preciso “fechar” o comando colocando outro sink(), pois,
caso contrário, tudo o que se faz a partir da abertura deste irá para o
referido arquivo texto. Outra observação é que para determinar o
caminho do arquivo no computador, usamos \\ (outra opção seria usar
/). Perceba ainda que o caminho do arquivo deve estar entre aspas “
“.

Para a leitura dos dados no R, uma forma fácil seria dispô-los num
arquivo texto, as variáveis em colunas, lado a lado. Para distinguir
entre as variáveis e também ter melhor acesso às mesmas, convém
usar um cabeçalho na primeira linha, contendo o nome de cada
variável. As variáveis no arquivo texto devem ser separadas por um
espaço.

Exemplo de um banco de dados para a leitura no R:

vy vx

-1.0954227 0.2182799

0.6984499 0.2274692

-2.2438918 -1.2136761

1.0936876 -1.7395362

1.4447073 -0.1124592

-1.4285075 -0.2529795

1.3023858 2.4935494

0.9889518 1.2583388

-1.0008658 -1.1470698

0.2346307 0.7473909