TIPTOLOGIA E LEVITAÇÃO

TRABALHOS DE TIPTOLOGIA
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1. CARACTERÍSTICAS
As comunicações mediúnicas pelo processo de tiptologia, ou seja, através das mesas girantes (falantes ou dançantes), são caracterizadas por uma mesa que pode se mover em várias direções ou levantar-se, obedecendo ao comando mental e à vontade dos desencarnados. Os seus movimentos serão tão certos e positivos quanto o sejam também a qualidade e a natureza da massa ectoplasmática que for arregimentada pela afinidade entre os presentes.

O grau de sensibilidade da mesa girante é proporcional ao potencial de força nervosa e de magnetismo conjugados, retirados dos presentes, o que lhe facilita libertar-se da força gravitacional do mundo físico, de conformidade com o volume e a natureza do ectoplasma que for extraído do ambiente. As comunicações pela tiptologia são mais favoráveis quando entre seus componentes se encontre algum médium de fenômenos físicos. Ele então auxilia o trabalho fornecendo os fluídos necessários para interpenetrarem os interstícios dos átomos etéricos do duplo etérico da mesinha, que se ajustam em perfeita conexão com os átomos e sistemas eletrônicos da sua estrutura material. Na falta de um médium adequado a esse gênero de trabalho, o seu maior sucesso e exatidão ficará dependendo da melhor harmonia dos fluídos de todas as pessoas participantes do trabalho. É a sintonia fluídica na mesma faixa vibratória que neutraliza a força gravitacional para os desencarnados operarem livremente a mesa, nos trabalhos de tiptologia. Só depois de decorrido o tempo necessário para a adaptação preliminar entre todos os componentes do trabalho, é que efetua o intercâmbio satisfatório e compreensível com os desencarnados, por meio das batidas convencionadas em alfabeto, através dos toques da mesinha em movimento.

2. INFLUÊNCIA “ANIMICA” NOS TRABALHOS DE TIPTOLOGIA.
O sucesso técnico da tiptologia depende mais propriamente da quantidade e da qualidade do amálgama de fluídos que se puder combinar entre os presentes. A qualidade dos fluidos depende do nível intelectual do trabalho, que principalmente em seu início, fica adstrito à média da mentalidade de todos os seus componentes, pois suas idéias influem consciente ou inconscientemente na manifestação tiptológica. Essa fusão mental impede a ação absolutamente independente dos espíritos desencarnados que operam do Além, pois a coerência e fidelidade no trabalho só é possível depois de certo tempo de intercâmbio mediúnico e maior afinidade entre todos os assistentes. O fracasso, a confusão e a incoerência de muitos trabalhos tiptológicos são resultantes da precipitação dos seus próprios componentes que, já de início, exigem provas indiscutíveis da imortalidade e a identificação minuciosa dos espíritos comunicantes. Eles ignoram que, na fase preliminar dessas experiências mediúnicas ainda predomina fortemente a interferência anímica dos que participam e assistem aos trabalhos.

3. A MESA PODE MOVER-SE PELA AÇÃO MENTAL DOS ENCARNADOS
As vezes a mesa se move pela ação “psico-magnética” dos próprios assistentes, desobedecendo ao comando dos espíritos desencarnados que, por atuarem em faixa vibratória mais sutil, ficam sem poder interferir. Todas as vezes que o trabalho de tiptologia ficar restrito a àrea mental dos encarnados, não será possível obter conclusões objetivas às perguntas formuladas. Alguns dos participantes, cuja mente e vontade são muito desenvolvidas, podem no início do intercâmbio tiptológico, interferir ou truncar a resposta dos espíritos operantes, impondo as suas

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próprias conclusões e mesmo certas emersões do subconsciente, configurando uma espécie de interferência anímica nas respostas advindas da mesa. Desse modo, os assuntos tratados através de convenções tiptológicas cingem-se à média do nível de entendimento comum daqueles que se reúnen, e essa “barreira ou cortina-psíquica”, impede que os espíritos manifestem suas idéias. Em consequência, os resultados e as conclusões espirituais pela tiptologia decepcionam, porque a comunicação dos espíritos, é vacilante, confusa. É preciso muito treino, contato mediúnico e paciência, para que o trabalho de tiptologia compense integralmente.

4. O TEMPERAMENTO DO ESPÍRITO MOVIMENTOS DAS MESAS GIRANTES

COMUNICANTE

ATRAVÉS

DOS

Desde que os participantes dos trabalhos de tiptologia se interessem realmente pelo progresso moral e pela sua ascensão espiritual, o intercâmbio mediúnico então se disciplina e alcança um ritmo produtivo e sério, com a singularidade da mesinha poder revelar até mesmo o temperamento dos próprios espíritos comunicantes. Isso só é possível por que a mesa tiptológica passa a ser no plano físico o prolongamento móvel e material do espírito comunicante, pois é, o instrumento que ele dispõe para manifestar sua inteligência, e exprimir o teor do seu psiquismo; Assim, fica demonstrado, através dos movimentos que ela efetua, a natureza dos sentimentos, do temperamento e da psicologia que a animam. A mesinha como intérprete material, sensibilizada pelo magnetismo humano, na sua movimentação para dar o recado do Além, também se impregna com algo da contextura psicológica dos seus próprios comunicantes desencarnados. Ao mesmo tempo que o espírito comunicante transmite os seus pensamentos pela tiptologia, que é a “linguagem das pancadas “ele também exprime a natureza de seus sentimentos pela sematologia, que é a linguagem dos sinais: - As entidades benfazejas e serenas, quando se comunicam, fazem com que a mesinha se curve ou bata docemente, efetuando movimentos tranquilos e suaves. - Os espíritos severos e enérgicos, mas bem intencionados, promovem batidas firmes, movimentos exatos, rápidos e decisivos; Os espíritos destros e de bastante vitalidade espiritual manejam a mesa com firmeza e segurança; - Os recém-desencarnados, sofredores ou acabrunhados pelo remorso, movem a mesa de modo penoso e incerto, porque ainda se manifestam psiquicamente debilitados e confusos; - As entidades agressivas e mal intencionadas efetuam movimentos bruscos e rudes, apresentando um estilo tiptológico carregado de hostilidade; - Os espíritos coléricos produzem movimentos impacientes e nervosos; - Espíritos levianos e zombeteiros ou mistificadores, através da mesinha, traem seus impulsos duvidosos e falsos na burla contra os encarnados; - Os espíritos néscios e estúpidos do Além, acionam a mesa tiptológica desatinadamente e de modo confuso.

5. OS GIROS E MOVIMENTOS DAS MESAS
Cada dia de acordo com a situação que atravessam os participantes , faz-se uma movimentação peculiar da mesa. Esta se deve à intensidade e necessidades energéticas da noite. Podemos ter uma falta de energia cinética, e isto deve ser compensada com a doação de ectoplasma de cada um. Então teremos uma demora maior no início da movimentação da mesa, porque deve ser trabalhado o ectoplasma que vem a ser extraído dos participantes. O ajuste da quantidade dele é feito pelos dirigentes espirituais. Na dimensão espiritual, o trabalho é intenso e começa logo ao amanhecer do dia em que se realizará o "trabalho". A alimentação, a psique dos membros do grupo pode influenciar neste ectolplasma, que varia de densidade já após ser preparado. Deve-se, portanto, abster-se de alimentação pesada neste dia, porque, caso contrário, nossos esforços terão de ser redobrados. A movimentação pode ser dividida em: rápida, lenta, vigorosa e menos intensa; o sentido pode ser: horário, anti-horário, subir, mover-se com um pé só e bater no solo(batidas). 1º - Movimentação rápida - sinônimo de aceleração dos trabalhos, dispersão ou concentração com rapidez para desfazer ou refazer o ambiente energético imediatamente.

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2º - Movimentação lenta - Está relacionado com a leveza (vibratória) dos participantes, na delicadeza da manipulação energética, na sutileza das energias e tratamentos feitos. 3º - Vigorosa - Relacionada com a energia de um ou outro participante (encarnado ou desencarnado). Este participante é "sacudido” em suas convicções, seu sectarismo e seu cepticismo. O vigor dispersa ou concentra com intensidade tal que a mesa pode voar. Seu controle é feito por trabalhadores de alta capacidade de concentração e força de vontade. 4º - Pouca intensidade - Neste momento em que "quase” não se percebe o movimento da mesa, ela "parada" aos vossos olhos, troca toda a energia dos participantes. É como se fosse uma transfusão sanguínea. A cada um é dado segundo às necessidades, merecimento e perspectivas para trabalhos futuros. 5º - O sentido - Já é de vosso conhecimento qual a intenção de se trabalhar o sentido do movimento, que será: a- Horário - concentração de energia dispersa pelos participantes; b- Anti-horário - dispersão das negatividades; 6º - Um pé só - responsável pelo trabalho de descarga dos presentes. 7º - Batidas - Forma de comunicação, que parte de A e pára na letra a comunicar.

6. QUALIDADE DAS COMUNICAÇÕES DE TIPTOLOGIA.
Muitos pensam, erroneamente, que a tiptologia é um trabalho mediúnico de baixa qualidade espiritual, em que só operam espíritos inferiores, mas, na verdade o que determina a qualidade superior ou inferior de qualquer trabalho mediúnico não é o seu gênero de expressão, mas, sobretudo as condições morais e a natureza dos objetivos dos seus componentes. Não há dúvida de que a sintonia com os espíritos desencarnados também dependerá das intenções boas ou más dos encarnados. A mesa tiptológica é apenas um meio, um instrumento convencional para ajustar os interesses e facultar as relações, como ponto de apoio, entre os vivos e os mortos. Em consequência, a tiptologia é um gênero de trabalho mediúnico que também permite cuidarse de assuntos elevados, desde que seja praticada por criaturas mais interessadas na sua ascensão espiritual do que mesmo na solução de seus problemas da vida material transitória.

7. O QUE ATRAI ESPÍRITO ESPÍRITOS INFERIORES
O que atrai os espíritos inferiores nos trabalhos mediúnicos são os objetivos ou as intenções condenáveis, e não o tipo de comunicação mediúnica adotada. Qualquer trabalho mediúnico sem finalidade superior de libertação espiritual, e que se cristaliza no intercâmbio mercenário com as entidades do espiritual inferior, termina sempre por agravar a escravidão da criatura às formas terrenas. Em qualquer trabalho de intercâmbio com o Além, o que eleva ou rebaixa tanto o nível espiritual como o intelectivo, são os propósitos adotados pelos seus componentes. A base fundamental do progresso e do êxito de qualquer trabalho mediúnico ainda é a natureza elevada dos seus objetivos, pois só desse modo afastam-se as entidades galhofeiras e levianas, que costumam interferir em qualquer empreitada medianímica de propósitos triviais ou interesses materiais. Esses espíritos irresponsáveis tudo fazem para quebrar a fé, e semear a desconfiança, a intriga ou decepções mais amargas entre aqueles que totalmente se colocam sob sua direção subversiva. Os galhafeiros e malfeitores se afastam ante a inutilidade de seus esforços dispendidos para subverter ou mistificar os encarnados.

8. COMUNICAÇÕES PERVERSIVAS PELA TIPTOLOGIA.
Os espíritos perversos, levianos e escarnecedores enleiam os encarnados com respostas incompletas e ditam frases tolas à conta de assuntos elevados e importantes. Além disso; - Obrigam algumas vezes, os componentes do trabalho tiptológico a longas esperas e imobilizam a mesa girante, enquanto se riem a fartar da perplexidade e da indecisão incomodativa que causa; - fazem escrever as mesmas palavras inúmeras vezes; - produzem ditados parodoxais; - compõem farsas histórias, revelações exóticas e predizem acontecimentos contraditários; - sentem prazer habitual em atiçar a curiosidade dos assistentes, para depois deixá-los no meio do caminho; Os mais pervertidos se aproveitam da incipiência, da leviandade ou do interesse vulgar dos presentes e através da mesa girante; - compõem palavras e frases obscenas; - transmitem falsos avisos de morte e semeiam aflição entre os que recepcionam;

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prevêem enfermidades atrozes; receitam para os doentes remédios extravagantes e beberagens nocivas a conta de sábias prescrições médicas; induzem os seus admiradores às adorações idólatras e os incentivam na crença de idiotices religiosas; recomendam o uso de talismãs ridículos, de insígnias tolas ou de orações misteriosas; Fazem profecias levianas, despreocupadas de qualquer consequencia futura, asseguram promoções na carreira de funcionários, predizem extraordinários sucessos políticos ou excelentes transações no coméricio;

9. LEVITAÇÃO
É o fato de pessoas ou coisas serem erguidas ao ar, sem auxílio exterior de caráter material, contrariando assim, aparentemente, as leis da gravidade.

Daniel Dunglas Home

São José Cupertino

Carmine Mirabelli

Muitas teorias foram aventadas para explicar o fenômeno, mormente, mas o que realmente se dá é que os espíritos operantes envolvem a pessoa ou coisa a levitar em fluidos, isolando-os assim do ambiente físico, sobre o qual se exerce normalmente a lei do peso; assim isolados, podem então ser, tais pessoas ou coisas, facilmente manejados, em qualquer sentido. A ação do Espírito sobre o material a levitar se realiza pela utilização das suas próprias mãos, convenientemente materializadas, ou com auxílio de hastes, bastões, espátulas, etc., fluidicas previamente condensadas. Em todos os casos, porém a ação do operador invisível se dá sempre sobre a substância isolada, que passa, assim, a ser um suporte, uma base de ação. Os casos mais raros desta modalidade são as levitações plenas do corpo do médium, que pode, durante o transcurso do fenômeno, permanecer às vezes plenamente consciente, normalmente o médium levitado está em transe. Um exemplo clássico destes fenômenos foram as levitações do médium Home que , só na Inglaterra, foi levantado mais de cem vezes, em algumas indo até o teto do aposento, onde permanecia em várias posições e plenamente consciente. DANIEL DUNGLAS HOME O caso de Daniel Dunglas Home foi fartamente documentado por pessoas que pesquisaram os fenômenos produzidos por ele. No dia 13 de dezembro de 1868, Home flutuou horizontalmente, como se estivesse deitado numa cama, através de uma janela aberta no terceiro andar de uma casa e voltou por outra. Feito isso, Home ficou de pé. O fenômeno foi, em seguida repetido, sempre diante de testemunhas. Em outras ocasiões, Home levitou numa sala assistido por um grupo de pessoas. CARMINE MIRABELLI

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O fenômeno de levitação que ocorria com Carmine Mirabelli é bastante conhecido e existem até fotografias, tiradas a luz do dia, mostrando-o de pé, com os braços abertos, levitando bem acima do chão, a cabeça quase atingindo o teto do salão. SÃO JOSÉ DE CUPERTINO São José de Cupertino em frente de um embaixador e sua esposa, levitou e voando voltou a sua cela. OUTROS EXEMPLOS O venerável Antoine Margil, um franciscano que viveu no México e na Guatemala no século 18; Eusápia Palladino no século 19, que conseguiu erguer-se no ar mesmo quando estava amarrada a um móvel de grossas cordas; Entre os santos temos os casos de Santa Tereza D’Avila, que agarrava-se a grades para resistir ao efeito da levitação e foram incontáveis os testemunhos que viram São Pedro de Alcantâra levitar.

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