UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

INSTITUTO DE PSICOLOGIA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

O GRITO
EDVARD MUNCH

KAROLINE BAPTISTA PERES

RIO DE JANEIRO
2013

UNIVERSIDADE DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE EDUCAÇÃO E HUMANIDADES
INSTITUTO DE PSICOLOGIA
CURSO DE GRADUAÇÃO EM PSICOLOGIA

O GRITO
EDVARD MUNCH

KAROLINE BAPTISTA PERES

Resenha apresentada à disciplina de
Emergência e Constituição da Psicologia
Científica, ministrada pela professora Renata
Valentin, para obtenção parcial de nota no
curso de graduação em Psicologia, da
Universidade do Estado do Rio de Janeiro
(UERJ).

RIO DE JANEIRO
2013

O grito, pintura do norueguês Edvard Munch, retrata um momento de desespero
existencial e conflito psíquico do autor.
Edvard Munch desde sua infância sofria devido problemas familiares: com seu pai
mantinha um relacionamento difícil, além do fato de ter perdido sua mãe
precocemente e sua irmã mais velha por causa de uma tuberculose, somado a isso
a mais nova portava doença mental.
O autor frequentou uma escola de artes e teve influência de Van Gogh, Gauguin e
Toulouse-Lautrec e Rafael, aos 18 anos seu comportamento foi classificado como
possuidor de transtorno bipolar e aos 30 anos pintou O grito (1893).
Esta imagem retrata um ser andrógino, de cores frias devido à melancolia e dor que
sofria. O sujeito percebe o seu redor como uma realidade de insegurança,
demonstrando características expressionistas, pois o mesmo desliga-se do real e
põe sua visão pessoal do mundo. Um mundo que no contexto europeu da época era
de racionalismo burguês.
Somado a essa parte consciente - segundo Sigmund Freud (1920), é somente uma
pequena parte da mente, incluindo tudo de que se está ciente num dado momento,
há também a parte inconsciente da psiqué do pintor. Não é por acaso que Edvard
fez esta obra tomada de subjetividade psicológica e emocional. Na sua
inconsciência - onde estão as conexões entre pensamentos e sentimentos que
precedem um evento consciente, conforme Freud (1933), estavam ocultas: as
memórias de sua infância, as dificuldades decorrentes ao longo de sua vida e essa
irracionalidade diante dos momentos que estava vivendo. Corroborando para ideia
psicanalítica de que não há descontinuidade na vida mental.
Haja vista que quando estava andando pela estrada sob o pôr-do-sol de Oslo, com
seus amigos, sentiu uma brisa de melancolia e parou – como relata no poema que
acompanha a quarta versão da obra. Pode-se perceber que seus amigos estavam
parados, reiterando que a forma como o indivíduo percebe sua realidade é diferente
daqueles que estão por perto. Edvard vê tudo torto em sua volta, o que reproduz a
intensidade de seu Grito.

RIO DE JANEIRO
2013

Bibliografia
Bischoff, U. (2000).(Ed. Taschen do Brasil). Rio de Janeiro
Munch, E. , O grito, 1893.
Sigmund, F. (1933). Livro 28 (Ed. Bras.). Rio de Janeiro
Sigmund, F. (1920). Livro 13 (Ed. Bras.). Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO
2013