Universidade Federal de Minas Gerais Faculdade de Letras

Teoria da literatura II Poesia social Um apanhado teórico sobre poesia e as relações sociais

Mateus Valadares

Belo

ori!onte "#$%

1R% <=><% p >?@ 1 literatura a representação do mundo! 1tra3 s dos te"tos literários torna5se capaA de poss#3el entrarmos em contato com acontecimentos% costumes e correntes de pensamento de pocas di3ersas! 'omo os demais tipos de arte% a literatura possibilitar a percepção de aspectos inerentes B poca em (ue a obra foi criada e carre.ação entre a literatura% mais precisamente a poesia% e as (uestKes pol#ticas e sociais! ../0 1 e"pressão &cultura popular) sur.uinte.INTRODUÇÃO O trabalho se dedicará a estudar a relação da poesia como fenômeno sociai em seu caráter mim tico! Tentando ressaltar a relação do te"to art#stico como uma refle"ão sobre o mundo! $m seu ensaio% &'ultura posta em (uestão)% *erreira +ullar% ao falar da cultura popular% e"plica o se./0 redescobremse como cidadãos diretamente responsá3eis% como os demais trabalhadores% pela sociedade (ue a9udam a construir diariamente% e sobre cu9o destino t7m o direito e a obri.DI% DEEI% pDJ@! Hendo assim% procuramos realiAar um estudo abordando a li.o tanto as marcas do autor (uanto do conte"to em (ue foi produAida! Cá uma estreita relação entre a arte e os acontecimentos hist8ricos (ue marcam cada poca e dentro dessa relação% não pode dei"ar de mencionar a li.ação e"istente entre a literatura e a pol#tica! :RO'C1% DE<<@ Octa3io FaA :<=>D@ coloca (ue a poesia s8 alcança si.ação de atuar! :+U.undo Garcelo Garoldi &a literatura ocupou5se da pol#tica em incontá3eis momentos! 'ertamente% não há uma ferramenta mais 2til do (ue o li3ro para imortaliAar os re.a consi./0 6 preciso não es(uecer% (ue se trata da dramática tomada de consci7ncia% por parte dos intelectuais% do caráter hist8rico% contin.e como uma den2ncia dos conceitos culturais em 3o.istros de uma 3ida ou de um per#odo pol#tico!) :G1RO.ente% de sua ati3idade e do rompimento da parede (ue pretendia isolar os problemas dos demais problemas do pa#s! O escritor% o cineasta .a (ue buscam esconder o seu caráter de classe! 4uando se fala em cultura popular% acentua5se a necessidade de pôr a cultura a ser3iço do po3o% isto % dos interesses efeti3os do pa#s! $m suma .nificação dentro de uma hist8ria precisa! Goral% filosofia% costumes% artes% tudo% enfim% (ue constitui a e"pressão de um determinado per#odo! He.

ambiente% costumes% traços .em e da l#n.!!!0 'onceitos sociais não de3em ser traAidos de fora Bs composiçKes l#ricas% mas sim de3em sur.a a uma mera imitação de terceiro .inário! 1rist8teles percebe a poesia como elemento representati3o (ue imita a ação humana! $le considera a relação entre autor e receptor% assim como principalmente o efeito da arte no p2blico.eral do esp#rito e dos hábitos da poca a (ue pertencem! Má% para 'andido :DEEE@% o fator social fornece apenas mat ria para uma obra% como por e"emplo.rupais% id ias% entre outros% (ue ser3em de 3e#culo para conduAir a corrente criadora! 1 poesia% sem d23ida% sensibiliAa (ual(uer ser humano! T! H! $liot :<==<@ 9á afirma3a (ue &toda 3erdadeira poesia uma 3isão de mundo)! 1 poesia marca uma linha temporal e o pensamento da poca em (ue foi escrita! 1ssim% sabemos atra3 s dos 3ersos e estrofes o (ue se sentiu em certo momento num determinado espaço de tempo! $ntendendo o fenômeno po tico5literário tamb m como um fenômeno social% o trabalho pretende delimitar as relaçKes de discurso social presente em al. um tipo de obra literária (ue oferece a oportunidade de se encontrar representaçKes di3ersificadas sobre a realidade e sobre a sociedade por meio da .Nas pala3ras de 1dorno :DEE?% p!LL5LI@.rau! 1 arte% por meio da lin.ua.ua% imita a realidade% mas tamb m representa e elabora o mundo ima.umas poesias delimitando o tempo e o problema social (ue se encontram presentes no te"to! a arte da pala3ra% a fala da alma% do sentimento (ue O FO$T1 $ O GUNDO 1 poesia mimesis! 1 Fo tica de 1rist8teles compreende a poesia como mimese% mas em oposição a Flatão% não a rele.rupo de artistas% necessário conhecer e"atamente o (uadro .&1 refer7ncia ao social não de3e le3ar para fora da obra de arte% mas sim le3ar mais fundo para dentro dela! .ir da ri.orosa intuição delas mesmas)! Na acepção de Ricciardi :<=I<@% para compreender uma obra de arte% um artista% ou at mesmo um .

em% pensamento e som! 1 3erdade sui .nificação elas 3ão ad(uirindo no discurso% ou se9a% o trabalho po tico um abrir caminho% um tecer de si.1 3erossimilhança a caracter#stica (ue a arte tem de estabelecer semelhanças constru#do pelo processo de mimese onde o artista com o real! $ste elemento art#stico se apro"ima da realidade% mas sem dela ser ref m! O afastamento da realidade entra como parte do processo art#stico! O artista cria (uando se distancia do real! 4uando e"iste perfeita correspond7ncia entre realidade e produção% há mais pro"imidade com ci7ncia do (ue com a arte! $sta 2ltima cria seu pr8prio mundo% 3erificá3el somente em si mesmo! :'OHT1 .ua.ua% como% por e"emplo% o ritmo e a sonoridade! &Hubsiste :!!!@% como processo fundador de toda lin.nificado aparece sob as esp cies do nome concreto% ou na fi.em capaA de mudar o mundo pelo seu .em% (ue apro"ima ou torna semelhante os ob9etos distantes e opostos% O poeta pode diAer (ue isso parecido com a(uilo! Foeta não uma &personalidade) (ue e"pressa apenas os sentimentos% estando mais para um mediador no (ual% impressKes e e"peri7ncias se associam em particulares e inesperados caminhos! 4ue% por melhor (ue se crie uma ima.IOT% <=>=% p N?% NJ@ O trabalho po tico de correlacionar ima.ens% estáticas e bastantes a si mesmas% a si.IG1% <=><% p! JN@% :'1GF$.nificaçKes (ue tem seu 3i.uira mensurar o efeito (ue a obra terá nas pessoas! 1 sua interpretação ou ima.O% DE<?% p!I>@% :FaA% <=>D% p!I>@ Fara Octá3io FaA :<=>< p!I=@% o principal instrumento para a contemplação por semelhança ou comparação a metáfora% 9á (ue por meio da ima.ura e trabalhado pelos poderes da 3oA!):OOHI% <==E% p! >>@ 1 FO$HI1 $ O GUNDO Fara Otá3io FaA :<=>D% p! <J@% a poesia & conhecimento% sal3ação% poder% abandono)! 6 uma forma superior de lin.em (ue a obra criará% estará mesclada a uma combinação de memorias% sentimentos e emoçKes (ue podem se acrescentar para compor um resultado final! :$.em ou representação das emoçKes ou sentimentos% não conse.o si.eneris do poema está% precisamente na intersecção dessas tr7s realidades.raças B atenção dedicada a aspectos mat rias da l#n.or reforçado .ua.em po tica% a trama da ima.

undo $liot :<=I<% p! ?E@% sentimentosP e traAer conscientiAação indi3idual! $ primeiramente de3e ser a de dar praAer% comunicar e"peri7ncias no3as% um no3o entendimento de 3ida% importante (ue cada po3o tenha sua pr8pria poesia% pois isto faA a diferença na sociedade em .2stia e desesperoP re3ela este mundo e criam outros% causando a ma.iar e punir :DEE?@% fala sob a 8tica do pensamento mar"ista% (ue propKes a luta de classes como combust#3el para a mo3imentação hist8rica% a relação dominanteUdominado! $sta relação pode ser obser3ada na poesia abai"o% onde e"iste uma relação conflituosa do autor com o estado e% historicamente se encontram no calor da re3olução comunista na $uropa! O poeta se coloca em uma posição e.eral! 'onhecer os seus poetas e poemas nacionais de e"trema rele3Qncia% 3isto (ue eles conduAem a hist8ria e preser3am a l#n.ridade substancial para a sua aceitação! 1 função social da poesia se.ia do encanto! Na leitura da poesia os conflitos do ser se resol3em% e se transforma moralmente em um ser melhor! For serem mensa.o#sta e apática (uanto a realidade (ue &le3am) as minorias! 1s repetiçKes presente nas estrofes reforçam o sentimento de apatia (uanto a 3iol7ncia empre.21) 1 FO$HI1 $ 1 HO'I$D1D$ Gichel *ocaut em Ti.ada (uanto os .inar% dada a nossa dificuldade em fi"ar nossa atenção no (ue nos habitual% familiar% cotidiano% e (ue consideramos Re3identeS! 1os poucos% notamos (ue o menor dos nossos comportamentos :.estos% m#micas% posturas% reaçKes afeti3as@ não tem realmente nada de RnaturalS! 'omeçamos% então% a nos surpreender com a(uilo (ue diA respeito a n8s mesmos% a nos espiar!) (LAPLATINE.efeito transformador! Tem uma função espiritual de libertar o interior humano do 3aAio% do t dio% da an.ua! O te"to art#stico dei"a de ser uma ima. 2000.ens 3i3idas e sofridas (ue pro3ocam o homem na sua inte.em do mundo para se tornar uma refle"ão sobre ele ao cobrar do receptor a alteridade (ue lhe ponto de partida! &1 e"peri7ncia da alteridade :e a elaboração dessa e"peri7ncia@ le3a5nos a 3er a(uilo (ue nem ter#amos conse.rupos citados! 1 ideia repetiti3a 3em .uido ima. p.

luta ideoló/ica e pr0tica para o comunismo1 'pesar da perse/uiç2o e e34lio 5orçado6 manteve*se 5iel .ora estão me le3ando% Gas 9á tarde! 'omo eu não me importei com nin.ros% Gas não me importei com isso! $u não era ne..u m! Nin.ados% Gas como tenho meu empre.o) Oertold Orecht< 1 poesia social inda.e um .o Tamb m não me importei! 1.rupo (ue de3e se importar com as relaçKes do indi3iduo com o estado! &Frimeiro le3aram os ne.era um intelectual dado .alertar da importQncia do posicionamento politico de .arraram uns desempre.uns operários% Gas não me importei com isso $u tamb m não era operário! Depois prenderam os miserá3eis% Gas não me importei com isso For(ue eu não sou miserá3el! Depois a.a a e"ist7ncia do ser humano (ue protesta conta um cotidiano social% podendo se posicionar em tom de den2ncia pode ser obser3ado na fala de 'andido :<=IE@&Gas não há du3ida (ue para o poeta o mundo social torto de ini(uidade e incompreensão! He9a uma deformação essencial% se9a uma deformação circunstancial :o poeta parece oscilar entre as duas possibilidades@% fato (ue ele se articula com a deformação do indi3iduo% condicionando5a e sendo condicionado por ela!):'1NDIDO% <=IE% p! LI@ Fodemos obser3ar esse tipo de posicionamento no poema abai"o onde o autor denuncia uma realidade de sofrimento (ue afli.s suas ideias1 Toda a sua obra destina*se a denunciar a e3ploraç2o6 a in7ustiça e a re5le32o 5ilosó5ica das concepções do materialismo dial8tico e histórico1 .uida le3aram al.ro! $m se.rupo% (ue no caso das crianças (ue trabalham em car3oaria! o sofrimento $ Bertolt Brecht &'lemanha $()(*$)+.u m se importa comi.

alhas como espantalhos desamparadosV Ganoel bandeira? :<=D<@ 1 poesia social tamb m traA o eu (ue (uestiona o mundo e se esforça em estar no mundo e denuncia sua estrutura corro#da e e.ada in.G$NINOH '1RTO$IROH &Os meninos car3oeiros Fassam a caminho da cidade! 5 $h% car3oeroV $ 3ão tocando os animais com um relho enorme! :!!!@ 5 $h% car3oeroV H8 mesmo estas crianças ra(u#ticas Tão bem com estes burrinhos descadeirados! 1 madru.uir% o poeta apresenta um (uestionamento sobre o cotidiano urbano atra3 s de um lirismo despo9ado de enfeites sentimentalista! O poeta enfatiAa os problemas% as maAelas e um tempo (ue passa impiedoso! O rel8.o#sta! $m 3erdade o poeta não se isola 3oluntariamente% esforçando5se ate por participar desse mundo! :OR1WN$R% <=II% p! JN@ Na poesia a se.io da torre marca esse tempo de in9ustiça e dor% porem esta alheio ao tempo da bonança! 1 melancolia esta presente na constatação de uma realidade social tão pobre e debilitada! O eu participante desse mundo sente 3ontade de 3omitar todo esse drama e dissabores de um cotidiano urbano tedioso! 1+UI1R :DEE=% p! DJ@ .7nua mis riaV 1dorá3eis car3oeirinhos (ue trabalhais como se brincásseisV :!!!@ 1postando corrida% Dançando% bamboleando nas can.7nua parece feita para eles!!! Fe(uenina% in.

aride! desen/anada1 .1 *. $)(<-1 oi um poeta6 contista e cronistabrasileiro6 considerado por muitos o mais in5luente poeta brasileiro do s8culo ==1 >m sua poesia 8 poss4vel perceber a civili!aç2o ?ue se 5orma a partir da Guerra Fria 5ortemente amarrada ao neocapitalismo6 .alinhas em pQnico! 6 feia! Gas uma flor! *urou o asfalto% o t dio% o no9o e o 8dio! 'arlos Drummond 1ndradeD :DEED@ " 9arlos :rummond de 'ndrade &$)#" .OR $ 1 NXUH$1 Freso B minha classe e a al.uir at o en9ôoY Fosso% sem armas% re3oltar5meZY Olhos su9os no rel8.io da torreNão% o tempo não che.uns achei belos% foram publicados! 'rimes sua3es% (ue a9udam a 3i3er! Ração diária de erro% distribu#da em casa! Os feroAes padeiros do mal! Os feroAes leiteiros do mal :!!!@ Hua cor não se percebe! Huas p talas não se abrem! Heu nome não está nos li3ros! 6 feia! Gas realmente uma flor! Hento5me no chão da capital do pa#s Bs cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma inse. tecnocracia6 .umas roupas% Tou de branco pela rua cinAenta! Gelancolias% mercadorias espreitam5me! De3o se.ura! Do lado das montanhas% nu3ens maciças a3olumam5se! Fe(uenos pontos brancos mo3em5se no mar% .ou de completa 9ustiça! O tempo ainda de feAes% maus poemas% alucinaçKes e espera! O tempo pobre% o poeta pobre fundem5se no mesmo impasse! :!!!@ Tomitar esse t dio sobre a cidade! 4uarenta anos e nenhum problema resol3ido% se(uer colocado! Nenhuma carta escrita nem recebida! Todos os homens 3oltam para casa! $stão menos li3res mas le3am 9ornais e soletram o mundo% sabendo (ue o perdem! 'rimes da terra% como perdoá5losY Tomei parte em muitos% outros escondi! 1l.s ditaduras de toda sorte6 e ressoou dura e secamente noseu eu art4stico6 ?ue volta6 com 5re?u@ncia6 .

'ONHID$R1Ç[$H *IN1IH Habemos% pois% (ue os fatos hist8ricos influem na obra literária pelo simples fato de não poder esta e"istir fora do tempo! 1 obra po tica reflete não s8 o momento hist8rico% mas os (uestionamentos da sociedade e do indi3#duo% traAendo B tona a forma como o poeta 37 o mundo% não s8 com o 3i s do lirismo% mas como um ser social e inte.rante! 1o final deste trabalho% constata5se (ue tanto a poesia tem% recorrentemente% forte comprometimento com a den2ncia social% apontando para s rios problemas 3i3enciados pelo poeta em contraponto ao seu momento hist8rico% traAendo em sua obra uma 3isão social e mostrando como a arte pode tamb m cumprir com o papel de (uestionamento e mudança! .

1bril $ducação% <=><! LAPLANTINE.os! "iteratura e pol!tica: mist&rios da criação liter'ria.. 2000. São Paulo: Brasiliense. "#o Pa$lo: D$a% &!dade%' Ed.R$*$R\N'I1 OIO.uiA! Representação social e m!mesis! In. interventores. In.Orasiliense% <==<! $.Fipa 'omunicação% DE<?! '1NDIDO% 1ntonio! "iteratura e sociedade. -onogra. In Tarios escritos! Hão Faulo.DI% Garcelo! 1presentação! In. G1RO. Por0o Alegre.1R% *erreira! Cultura posta em $uestão.IO+RX*I'1 ADORNO. Notas de literatura I.IOT% T! H! De poesia e poetas! Hão Faulo. A*+IAR. Jorge de Al e!da.No3era% DEEI! .ueira! < ed! $ditora 1rteno3a H!1% <=I<! $. 200(. In:.T! 1! 4ueiroA% Fublifolha% DEEE! '1NDIDO% 1ntonio! #n$uietudes na poesia se Drummond. Hão Faulo. "!l. Theodor W.*! 1l3es% <=><! $. < ed! Recife.'ultri"% <==E! OR1WN$R% Hônia! 'arlos Drummond de Andrade. Trad! Garia . Trad. Civilização BrasileiraP Oras#lia% <=II! '1GF$.1rt $ditora% <=>=! +U. F.O% Oianca! Fingidores.!a Pere!ra. >!ed! Hão Faulo. Cotidiano social na poesia de Carlos Drummond de Andrade. Aprender antropologia.uiAa No.Dispersa demanda. Rio de Janeiro.OR1IT% Oeth :or.ORITO% Mos Domin. 2001 1NDR1D$% 'arlos Drummond de! A rosa do povo! Rio de Maneiro. verdade. Palestra sobre lírica e sociedade.ensaios sobre literatura e teoria! Rio de Maneiro.Record% DEED OOHi% 1! O ser e o tempo da poesia! Hão Faulo.!a de /on/l$%#o de /$r%o. ().IOT% T! H! A tradição e o talento individual! In.IOT% T! H! A ess%ncia da poesia.@! *erreira +ullar !Hão Faulo.$nsaios! Tradução I3an Mun(ueira! Hão Faulo.IG1% . mentira e Ficção: dois casos de incompreensão da !meses..Duas 'idades% <=IE 'OHT1 .

os! RI''I1RDI% +io3anni! (ociologia da literatura.ucas 'aldeira% )ens*es e contradiç*es em Drummond: A poesia social em A Rosa do +ovo% dissertação de mestrado% MuiA de *ora% DE<<! .isboa.a Ha3ar^! Rio de Maneiro.o.F1]% Octa3io! O Arco e a "ira! Trad! Ol. .No3a *ronteira% <=>D! 'ol! .FublicaçKes $uropa51m rica% <=I<! RO'C1% Fatr#cia de .