i

UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO DE JANEIRO
CENTRO DE LETRAS E ARTES
FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO

















Arquitetura, Materiais e Tecnologia
prof. Dra. Mônica Santos Salgado
Arquiteta, Mestre em Arquitetura (PROARQ/FAU/UFRJ)
Doutora em Engenharia de Produção(COPPE/UFRJ)
Engenheira de Segurança do Trabalho(POLI/UFRJ)
Especialista em Gestão Ambiental(PNUMA/POLI/UFRJ)
Pós-doutorado na École Nationale Superiéure D’Architecture – Toulouse ENSA
Professora da UFRJ desde 1993
monicassalgado@ufrj.br


AGOSTO – 2009
Revisão 1 – AGOSTO 2011

Arquitetura, Materiais e Tecnologia
prof. Dra. Mônica Santos Salgado



ii

ÍNDICE

Pág.
INTRODUÇÃO – CRIATIVIDADE, INOVAÇÃO E TECNOLOGIA 1
CAPÍTULO 1 – REQUISITOS DE DESEMPENHO PARA A EDIFICAÇÃO 4
CAPÍTULO 2 - ESCOLHA DAS FUNDAÇÕES E ESTRUTURAS SUPERIORES 10
A ESCOLHA DAS FUNDAÇÕES 11
A ESCOLHA DAS ESTRUTURAS SUPERIORES 16
FATORES A SEREM CONSIDERADOS NA SELEÇÃO DO SISTEMA CONSTRUTIVO 26
CAPÍTULO 3 – PAREDES E PAINÉIS 28
PATOLOGIAS 35
TECNOLOGIA E RACIONALIZAÇÃO 37
CAPÍTULO 4– REVESTIMENTOS – ACABAMENTOS ARGAMASSADOS 49
REVESTIMENTOS ARGAMASSADOS: condicionantes para o projeto 53
TINTAS 64
CAPÍTULO 5 – REVESTIMENTOS – ACABAMENTOS NÃO ARGAMASSADOS 68
CAPÍTULO 6 – REVESTIMENTOS: PISOS E IMPERMEABILIZAÇÕES 78
IMPERMEABILIZAÇÃO 81
CAPÍTULO 7 – COBERTURAS E PROTEÇÕES 84
CAPÍTULO 8– SISTEMAS PREDIAIS 92
INSTALAÇÕES ELÉTRICAS DE BAIXA TENSÃO 92
INSTALAÇÕES PREDIAIS DE GÁS CANALIZADO 98
TRANSPORTE VERTICAL MECANIZADO – ELEVADORES 103
INSTALAÇÕES DE ESGOTO SANITÁRIO 106
INSTALAÇÕES DE ÁGUAS PLUVIAIS 109
INSTALAÇÕES HIDRÁULICAS 110
INSTALAÇÕES HIDROSSANITÁRIAS E A QUESTÃO DA SUSTENTABILIDADE 116
CAPÍTULO 9 – ESQUADRIAS 120
PRINCIPAIS TIPOS DE ABERTURAS 121
VIDROS 136
FERRAGENS 140
CAPÍTULO 10 – SAÚDE, SEGURANÇA E MEIO AMBIENTE 143
SUSTENTABILIDADE NA PRODUÇÃO DE EDIFICAÇÕES 143
SEIS PASSOS PARA A SELEÇÃO DE INSUMOS E FORNECEDORES COM
CRITÉRIOS DE SUSTENTABILIDADE
146
SAÚDE E SEGURANÇA NOS CANTEIROS DE OBRAS 146
MEIO AMBIENTEE GESTÃO DE RESÍDUOS 153
BIBLIOGRAFIA 156

Arquitetura, Materiais e Tecnologia
prof. Dra. Mônica Santos Salgado



iii
LISTA DAS FIGURAS


Pág.
Figura 1 - Visão geral de um sistema de formas 17
Figura 2 – Preparação da frente de trabalho 18
Figura 3 – Lançamento do concreto 19
Figura 4 – Sarrafeamento do concreto em lajes 19
Figura 5 - Adensamento do concreto 20
Figura 6 - Esquema de ferro-cabelo (e = espessura do bloco menos 30 mm) 29
Figura 7 - Esquema fixação 29
Figura 8 - Aplicação de chapisco rolado com rolo para textura acrílica 30
Figura 9 - Aplicação de chapisco com argamassa industrializada através de
desempenadeira dentada
30
Figura 10 - Molhagem da base da fiada de marcação 30
Figura 11 - Assentamento dos blocos da fiada de marcação 31
Figura 12 - Esquema geral de final de marcação de alvenaria, utilizando ferros-cabelo
com barras dobradas em forma de “U”
31
Figura 13 - Caixotes plásticos com suportes metálicos para a colocação de argamassa 32
FIGURA 14 - Assentamento de bloco sobre cordões de argamassa 32
Figura 15 - Aplicação de argamassa por meio de bisnaga 32
Figura 16 -Desempenadeira estreita para aplicação da argamassa de assentamento dos
blocos
33
Figura 17 - Assentamento de bloco de extremidade 33
Figura 18 - Linha de náilon esticada por meio de suporte de madeira 33
Figura 19 - Linha de náilon fixada escantilhão graduado 34
Figura 20 - Assentamento dos blocos intermediários 34
Figura 21 - Cavaletes e plataforma para andaimes 34
Figura 22 - Fixação da alvenaria por meio de bisnaga, com destaque do vão 35
Figura 23 - Fissuração inclinada provocada por recalques diferenciados 36
Figura 24 - Fissuração provocada pela interferência do recalque da fundação do prédio
vizinho
36
Figura 25 - Fissuras devidas à recalques de fundação 36
Figura 26 - Destacamento das alvenarias 36
Figura 27 - Fôrmas para execução de paredes moldadas in loco 37
Figura 28 - A distância entre as fôrmas determina a espessura das paredes 38
Figura 29 - Na tecnologia das paredes monolíticas de solo-cimento, a mistura é
lançada nas fôrmas e compactada manualmente com soquetes de madeira
38
Figura 30 - Exemplo de painel pré-moldado: faz-se o projeto específico para cada
parede, de acordo com o projeto de arquitetura definido
39
Figura 31 - Sistema CASABLOCO 44
Figura 32 – Desenho esquemático do sistema Steel Framing 46
Figura 33 - Aplicação do emboço - fixação das taliscas 50
Figura 34 - Aplicação do emboço - definição das guias 51
Figura 35 - Aplicação do emboço - fase final 51
Figura 36 - Ambiente chapiscado e taliscado 55
Figura 37 - Mestras executadas 56
Figura 38 - Aplicação de argamassa entre mestras 56
Figura 39 - Sarrafeamento por meio de régua de alumínio apoiada sobre duas mestras 56
Arquitetura, Materiais e Tecnologia
prof. Dra. Mônica Santos Salgado



iv



Pág.
Figura 40 - Verificação do ponto de sarrafeamento 56
Figura 41 - Desempeno da superfície com madeira, aço ou feltro para o acabamento
final
56
Figura 42 - Chapiscamento das superfícies de concreto 58
Figura 43 - Aplicação do gesso no teto, com a desempenadeira 58
Figura 44 - Acabamento dos cantos por meio de sarrafeamento 58
Figura 45 - Frisador para execução de juntas 59
Figura 46 - Desempenadeiras de canto comum e modificada para execução de
pingadeiras
59
Figura 47 - Locação dos arames de fachada para execução do mapeamento 60
Figura 48 - Pontos de leitura para mapeamento da fachada 61
Figura 49 - Execução de taliscas e ponto de espessura mínima 62
Figura 50 - Posicionamento dos arames de diedro 62
Figura 51 - Execução do sarrafeamento 63
Figura 52 - Ponto de sarrafeamento 63
Figura 53 - Detalhe do friso para junta de trabalho 63
Figura 54 - Demarcação da linha de execução da junta por meio de mangueira de nível 63
Figura 55 - Execução da junta por meio de régua de alumínio e frisador 64
Figura 56 - Detalhe de uso do frisador; compressão do fundo da junta para melhorar a
sua impermeabilidade
64
Figura 57 - Reforço tipo argamassa armada 64
Figura 58 - Reforço tipo ponte de transmissão 64
Figura 59 - Retirada do papel na aplicação de pastilhas 70
Figura 60 - Espalhamento da argamassa colante 72
Figura 61 - Finalização do espalhamento de argamassa colante 72
Figura 62 - Aplicação do lado dentado da desempenadeira, formando os cordões 72
Figura 63 - Ajuste para o correto posicionamento das peças 73
Figura 64 - Detalhe do espaçamento entre peças garantido pelo posicionamento de
espaçadores plásticos em forma de cruz
73
Figura 65 - Aplicação da argamassa colante sobre o emboço 74
Figura 66 - Técnica de dupla colagem: aplicação da argamassa colante sobre o tardoz
de peças cerâmicas
74
Figura 67 - Assentamento das peças cerâmicas 74
Figura 68 - Ajuste de posicionamento com o cabo de madeira do martelo 74
Figura 69 - Espalhamento da argamassa colante 76
Figura 70 - Formação dos cordões 76
Figura 71 - Aplicação da argamassa de rejunte no tardoz das placas 76
Figura 72 - Posicionamento das placas 76
Figura 73 - Rebatimento com o tolete 76
Figura 74 - Molhagem do papel com solução de soda cáustica 77
Figura 75 - Retirada do papel 77
Figura 76 - Limpeza da superfície 77
Figura 77 - Posições dos pregos no barrote 80
Figura 78 - Execução do pré-furo para fixação do prego espiralado 80
Figura 79 - Detalhe da colocação do prego espiralado com martelo e punção 80
Figura 80 - “Aperto” da tábua, utilizando cunha e apoio de madeira 80
Figura 81 - Abertura do furo para cavilha no assoalho 81
Arquitetura, Materiais e Tecnologia
prof. Dra. Mônica Santos Salgado



v


Pág.
Figura 82 - Abertura do pré-furo para o parafuso de Fixação do assoalho 81Figura 83 -
Detalhe da fixação na emenda entre tábuas
81
Figura 84 - Detalhe do pendural 90
Figura 85 - Exemplo de madeiramento de telhado 90
Figura 86 - Telhados: a concordância deve ser feita pela bissetriz dos ângulos. 92
Figura 87 – Esquema da instalação de gás com ramificação primária e medidor coletivo 100
Figura 88 – Esquema da instalação de gás sem ramificação primária 100
Figura 89 – Representação da instalação de gás 102
Figura 90 – Detalhe do ralo sifonado 106
Figura 91 - Detalhe da bacia sanitária 106
Figura 92 – Bacia sanitária com funcionamento por sifonagem 108
Figura 93 – Bacia sanitária com funcionamento por arraste 108
Figura 94 - Detalhe do mictório 108
Figura 95 - Detalhe do tanque 108
Figura 96 - Detalhe do lavatório 108
Figura 97 - Detalhe da pia de cozinha 108
Figura 98 - Detalhe do bide 109
Figura 99 - Detalhe do esgotamento da banheira 109
Figura 100 – Esquemas verticais simplificados exemplificando os sistemas de
abastecimento
111
Figura 101 – Esquema dos sistemas hidráulicos 114
Figura 102 – Distribuição de água com aproveitamento das águas pluviais nas bacias
sanitárias
117
Figura 103 – Distribuição de água com aproveitamento das águas pluviais nas bacias
sanitárias, chuveiros, lavatórios, tanque e máquina de lavar
118
Figura 104 - Janelas de abrir 123
Figura 105 - Janela pivotante horizontal e vertical 123
Figura 106 - Janela tipo "camarão 124
Figura 107 - Janela tipo maxim-ar 125
Figura 108 - Batente montado e travado 128
Figura 109 - Batente furado nas alturas pré-determinadas, pronto para ser instalado 128
Figura 110 - Batente fixado provisoriamente na alvenaria por meio de cunhas 129
Figura 111 - Detalhe da colocação da cavilha 129
Figura 112 - Fixação do batente por meio de espuma de poliuretano 129
Figura 113 - Colocação do “conjunto porta pronta 130
Figura 114 - Posicionamento provisório do contramarco no vão, com detalhe da
colocação de cunhas de madeira e da fixação provisória com arame recozido
132
Figura 115 - Verificação do alinhamento interno do contramarco 133
Figura 116 - Verificação do prumo 133
Figura 117 - Fixação definitiva do contramarco por meio de solda 133
Figura 118 - Chumbamento do contramarco 134
Figura 119 - Fechaduras de cilindro 141
Figura 120 - Quando a maçaneta de bola não deve ser usada 141
Figura 121 - Nomenclatura e medidas 141

Arquitetura, Materiais e Tecnologia
prof. Dra. Mônica Santos Salgado



vi



LISTA DAS FOTOS

Pág.
Foto 1 – Estrutura metálica – Torre Eiffel 23
Foto 2 – Estrutura metálica – Pirâmide do Louvre 23
Foto. 3 – formas para diferentes tipos de painéis são fixadas nas pistas de concreto. 40
Foto.4 – colocação da primeira camada de argamassa 40
Foto 5 – Os blocos são colocados conforme projeto executivo 40
Foto 6 – deve-se prever a colocação de barras de ferro para suportar o esforço no
momento da retirada dos painéis
40
Foto 7 – aplicação da ultima camada de argamassa. 41
Foto 8 – Proteção do painel pronto para dar início a execução de outro painel 41
Foto 9 – Transporte do painel parede 41
Foto 10 – Transporte do painel parede 41
Foto 11 – Transporte do painel-laje 41
Foto 12 – Montagem da casa 42
Foto 13 – Arremates 42
Foto 14 – Aspecto final do conjunto 42
Foto 15 – Aspecto final revestimentos argamassados 52
Foto 16 - Execução de revestimentos argamassados 54
Foto 17 – Cobertura metálica - Estação de trem – Glasgow 88
Foto 18 – Estrutura e cobertura metálica - Estação de trem – Edinburgh 88
Foto 19 – Estrutura em concreto e cobertura metálica - Shopping – Buenos Aires 88
Foto 20 – Cobertura em madeira com estrutura metálica 91
Foto 21 – Esquadrias em diafragma controlam a entrada de luz natural (Instituto do Mundo
Árabe em Paris)
121
Foto 22 – Venezianas de correr combinadas com esquadrias de vidro modificam o aspecto
da fachada conforme a posição (Museu Casa de Anne Frank – Amsterdam)
121
Fotos 23, 24, 25 e 26 – Diferentes portas caracterizando a entrada das edificações 127



Arquitetura, Materiais e Tecnologia
prof. Dra. Mônica Santos Salgado



vii



“A escolha do material e da tecnologia
construtiva define o partido arquitetônico.”










“O arquiteto deve ter pleno conhecimento das
possibilidades oferecidas pelos materiais de
construção e sistemas construtivos para
encontrar as melhores soluções de projeto”.