OS DIREITOS HUMANOS E O CONFLITO ENTRE VALORES DOS DIFERENTES MODELOS SOCIOECONÔMICOS

Elton Massanori Ono1

RESUMO O presente artigo tem por objetivo colocar em evidência as divergências existentes durante a bipolarização mundial, entre os diferentes modelos socioeconômicos, na definição e garantia dos direitos essenciais ao omem!

ABSTRACT " is article exposes t e divergences t at ad during #orld bipolarization, bet#een differents social$economic models, about definition and guarantees of rig ts essential for t e man!

%alavras$c ave& 'ireitos (umanos! )onflito de *alores! )apitalismo! +ocialismo! ,e-#ords& (uman .ig ts! *alue )onflict! )apitalism! +ocialism!

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O /utor 0 /dvogado, 1ac arel em )iências 2ur3dicas e +ociais pela %ontif3cia 4niversidade )at5lica de )ampinas e %5s$6raduando em 'ireitos (umanos pela 4niversidade 7ederal da 6rande 'ourados! )urr3culo 8attes& ttp&99lattes!cnp:!br9;<<=;<>;??1>@@1<! Escrit5rio& .ua /ntônio de )arval o, 1;<=! *ila "onani! 'ourados$M+! "elefone& AB?C ><;>$?=>D! e$mail& eltonEonoF otmail!com

Os seres umanos apesar de biologicamente indistintos.INTRODUÇÃO /s diferenças culturais. pol3ticas internacionais. sociais. culturalmente se ramificam em inKmeros padrJes ist5ricos e valorativos. influenciando diretamente no rumo tomado e a ser tomado pelos 'ireitos (umanos tanto na criação de garantias :uanto na sua concretização! O CONFLITO ENTRE OS DIFERENTES MUNDOS. mesmo admitindo :ue esses direitos :ue fazem parte do importante rol de necessidades m3nimas. modelos econômicos. não facilitam a definição consensual dos bens :ue seriam necessGrios de tutela para uma vida digna! "al :uestão gera conflitos e constrangimentos mesmo passados :uase sessenta anos da elaboração da 'eclaração 4niversal dos 'ireitos (umanos! / id0ia de se universalizar os direitos do omem cria o grande dilema atual da comunidade internacional. aos instrumentos de 'ireito Internacional :ue dispJes a respeito dos 'ireitos (umanos! )ontudo. vem se obtendo sucesso. no camin o da tão cobiçada universalização. ideologias existentes no globo. morais. a relevante influência :ue os modelos socioeconômicos possu3ram. por meio da adesão consentida da maioria dos pa3ses :ue integram a comunidade mundial. onde 0 almejada a criação de um sistema de valores universais ao mesmo tempo em :ue se deve respeitar H diversidade cultural existente! /pesar de todos esses obstGculos derivados da complexidade umana. passo a passo. eles encontram dificuldades na efetivação e na aceitação real de seu m0rito pela comunidade! 'eve se considerar por fim. sem contar com as .

permanecia obscuro como se daria a interligação interna dos mesmosD! . enfatizando os direitos civis e pol3ticos e a propriedade privada. 1ielefeldt menciona :ue.1C > Idem! International Human Rights – Dilemmas in World Politics.! < 1IE8E7E8'". Ed! Uestvie#! 1@@V! %g! . rat er t an t e reflection of an in erent essence or potentialS! A'OOOE88T. atribu3a$se a primazia destes a cada bloco espec3fico! < O primeiro mundo com conceitos liberais.adical 1e avorimo& PIn bot cases. religiosas.prescribed molds. as referências culturais.! 'if3cil se faz abdicar de tal estrutura formada e sedimentada ao longo de uma vida. Oeste sentido. avia a consciência de :ue era importante a sua unificação e indissociação.==1! %g 111! D Ibidem! . H liberdade. Q uman natureR is t e result of istorical processes t at s ape uman beings into sociall. ocorrido principalmente nos anos oitenta entre os Three Worlds of Human Rights M utilizando$se da antiga nomenclatura de mundos! N necessGrio destacar H 0poca. %g! >. :ue durante os anos de confronto do mundo bipolar. +ão 8eopoldo! Ed! 4nisinos! .preferências subjetivas de cada indiv3duo.>. ist5ricas e s5cio$econômicas são partes indissociGveis da biblioteca de referência individual. fazendo com :ue a umanidade seja um objeto amorfo e imprevis3vel! )ada indiv3duo 0 um ser ist5rico :ue vai se modificando com o decorrer da vida e o acKmulo de con ecimento. a constante insistência na diferenciação de três tipos de direito. e os de terceiro mundo pregando o direito a autodeterminação ao desenvolvimento em prol de um mundo global mais justo! Mesmo considerando a distinção entre os três tipos de direito. os pa3ses de ideologia socialista Asegundo mundoC com valores sociais e econômicos. ou de muitas vidas ao analisar a evolução de todo um grupo social! 'esse modo torna se dif3cil escol er o :ue 0 ou não 0 essencial! / simples agregação de valores em uma legislação poderia criar uma lista infindGvel de direitos por vezes conflitantes entre si! 4m exemplo de situação fGtica foi o conflito ideol5gico comentado por tanto por 1ielefeldt :uanto por 2acL 'onnell. 2acL! International Human Rights – Dilemmas in World Politics. (einer! Filosofia dos Direitos Humanos. H igualdade e H solidariedade. mas ainda assim. Marxismo e .

ao analisarmos não de forma espec3fica.]. a concepção de valores sociais 0 secundGria. vida saudGvel e educação! V X primeira vista. podemos observar :ue para o 1loco +ovi0tico o sacrif3cio dos direitos civis e pol3ticos justificam$se em prol de uma solução mais efetiva aos problemas econômicos e sociais! /l0m disso. e :ue. destacando$se os /mericanos e 1ritWnicos conservadores. 2acL! International Human Rights – Dilemmas in World Politics.< . dentro de seu modelo econômico. %g! >. insignificantes a tal ponto de não se fazer necessGria a sua presença dentre os tão importantes direitos essenciais do omem! Em outras palavras os direitos civis e pol3ticos. Ed! Martin )laret! .arl\ EO6E8+.< da 'eclaração 4niversal& B ? Idem! International Human Rights – Dilemmas in World Politics. . liberdade de expressão e o direito ao voto são mais importantes :ue os direitos econômicos.! Oeste sentido& PZ!!![ a moderna propriedade privada burguesa 0 a ultima e mais perfeita expressão do modo de produção e de fabricação e apropriação de produtos :ue se baseia em antagonismos de classes. Ed! Uestvie#! 1@@V! %g! . comida. alguns direitos previstos na 'eclaração 4niversal dos 'ireitos (umanos realmente aparentam ser irrelevantes.==1! %g! B=\ BBC! V 'OOOE88T. a primeira vista. na exploração de uns por outrosS! P / revolução comunista 0 a ruptura mais radical com as relaçJes tradicionais de propriedade\ não 0 de espantar :ue no curso de seu desenvolvimento ela rompe da maneira mais radical com as id0ias tradicionaisS! AM/.0 o fre:Yentemente citado disposto no artigo ./ respeito da divergência de valores entre o primeiro mundo Aid0ias ocidentais e capitalistasC e o segundo mundo Ainfluenciados pelo oriente e pelo socialismoC B. 7riedric ! Manifesto do Partido Comunista. como devido processo legal. existe a particular concepção a respeito da propriedade privada dos meios de produção. tornar$se$ia contradit5ria a sua proteção?! %ara o primeiro mundo. ou não possu3rem o mesmo peso dos demais direitos! "odavia. :ue se contrapJe ao posicionamento capitalista. mas de uma perspectiva mais ampla nos deparamos com a importWncia da proteção dos direitos sociais :ue inicialmente seriam de m0rito inferior! O exemplo dado por 'onnell. sociais e culturais :ue fomentam o desenvolvimento da sociedade com empregos. ou para algumas vertentes.

a maior :uestão não 0 materializar o valor em norma escrita. mas cumprir tais exigências depois da entrada em vigor de determinado instrumento normativo! / postulação indiscriminada de normas e o seu descumprimento geram insegurança no sistema jur3dico. restringindo a sua vida somente a trabal ar H exaustão para conseguir se alimentar de forma precGria. pois não se saberG :ual norma deve ser realmente aplicada ou não! Em s3ntese P/s leis inKteis enfra:uecem as leis necessGriasS ALes lois inutiles affaiblissent les lois n cessaires. sem nen uma outra perspectiva de evolução ou desenvolvimento! Mais complexo 0 o argumento :ue expJe a dificuldade da efetivação dos direitos culturais. e num futuro essa instabilidade irG gerar confusão. /mauri Mascaro! Curso de Direito do Trabalho. mas ao considerarmos os orrores das exaustivas B= oras de trabal o semanais exigidos de um empregado nas fGbricas do s0culo ]I] @."odo o omem tem direito a repouso e lazer.==<! 1@^ EdiçãoC . pg! 1@! Ed! +araiva! . estabelecer o nKmero de oras de trabal o :ue cabia aos empregados cumprir! Oão avia distinção entre adultos. sociais e econômicos! Em algumas ocasiJes não se encontra dificuldades em positivar tais direitos. lazer e f0rias parecem sup0rfluos perante direitos como a vida e a liberdade. penosas ou nãoS! AO/+)IMEO"O. inclusive a limitação razoGvel das oras de trabal o e a f0rias remuneradas peri5dicas . torna$se relevante proteção dos direitos dos trabal adores e a limitação da exploração da mão de obra! O omem nessas condiçJes perde sua condição de ser umano. menores e mul eres ou mesmo entre tipos de atividades. o tratamento :ue recebe pouco se difere de um animal de carga.epouso.C como jG foi dito pelo barão de Montes:uieu! Em uma perspectiva mais otimista Oorberto 1obbio em P/ Era dos 'ireitosS alega :ue apesar do aparente distanciamento entre a realidade e o disposto na @ P/ liberdade de fixar a duração diGria do trabal o não tin a restriçJes! Os empregadores tomavam a iniciativa de. criando descredibilidade e banalizando toda a sua estrutura! O desrespeito irG abrir precedentes para mais desobediências. segundo os pr5prios interesses. ou a prGxis irG tornar inoperantes alguns destes dispositivos.

2acL! International Human Rights – Dilemmas in World Politics. e apenas uma parcela do mundo possui a capacidade financeira de arcar esse o ônus econômico! E mesmo diante deste palco de desigualdade.enoug food in t e #orld to feed ever.of t e impediments to implementing economic and social rig ts are political! 7or example. nos artigo DD e DB da )arta das OaçJes 4nidas e reiterado na 'eclaração e %rograma de /ção de *iena. não 0 muito fGcil encontrar Wnimo suficiente1= entre os pa3ses mais abastados para auxiliar a e:uilibrar a balança do poder! /lguns problemas poderiam claramente ser solucionados em pouco tempo se ouvesse disposição& Z!!![ muito dos impedimentos para implementar os direitos econômicos e sociais são pol3ticos! %or exemplo. passado apenas pouco mais de meio s0culo jG são de certa forma aceitas por grande parte da comunidade mundial! Mas 0 evidente :ue a inaplicabilidade de grande parte dos direitos aclamados pelo !econd World contribui para :ue os direitos umanos. a ajuda vem sendo desenvolvida de forma t3mida e insatisfat5ria pelos pa3ses mais ricos! 11 PZ_[ man.BC .person! 4niversal implementation of t e rig t to food #ould Ponl-S re:uire redistributing existing suppliesS A'OOOE88T. os direitos civis e pol3ticos 1= Mesmo estando disposta de forma clara a cooperação internacional para a promoção dos direitos umanos.lei. jG existe comida suficiente no mundo para alimentar cada pessoa! / implementação do direito a comida necessitaria apenas da redistribuição dos suprimentos existentes! 11 Em contrapartida não são apenas os direitos sociais econômicos :ue se encontram sob o vi0s da extrema dificuldade de aplicação. t ere is alread. mas ineficaz! O contraste das exigências postas e a possibilidade econômica de diversos pa3ses. principalmente fora do universo militante e mais pr5ximo da "o# $o$uli% muitas vezes tome um ar claramente pejorativo como algo galante. fazem com :ue tais direitos aparentem ser pil 0rias ao pondera$se na realidade! Em sua maioria são necessGrios grandes investimentos e gastos por parte do Estado para a criação e aplicação de pol3ticas :ue garantam esses direitos.D$. muito se evoluiu em relação aos 'ireitos (umanos em comparação ao seu in3cio! /lguns direitos :ue na primeira metade do s0culo vinte pareciam distantes. para não dizer da grande maioria. Ed! Uestvie#! 1@@V! %g! .

para a garantia de tal direito 0 necessGria a administração de todo esse aparato! "odavia não 0 absoluta tal divisão. 2acL! International Human Rights – Dilemmas in World Politics. Ed! Uestvie#! 1@@V! %g! . *+. os direitos positivos obrigatoriamente exigem o auxilio do governo. 4nião +ovi0tica. pois. Ibid! pg! . torna$se mais simples a sua implementação! Em oposição.tamb0m encontram seus opositores. criar um programa de educação. apenas a sua concessão ou autorização para :ue se efetivar esses direitos.! Edificar toda a argumentação nos alicerces da aplicabilidade torna$se demasiadamente frGgil. os empecil os surgem por razJes inferiores a supremacia dos direitos razoavelmente deveriam ser superados! Outra indagação formulada pelos cr3ticos :ue tentam separar e ierar:uizar as normas individuais e sociais 0 referente a :ualitativa diferença entre os direitos de ação negativos como os civis e pol3ticos e positivos como os econômicos e sociais! 'ireitos negativos re:uerem apenas a indulgência dos outros para serem realizados Z!!![ 'ireitos positivos re:uer :ue outros forneçam suporte ativo!1> umanos e Em suma. $ 'OOOE88T. Positi"e rights re'uire that others $ro"ide acti"e su$$ort. por exemplo. tanto os ditos direitos de primeiro mundo :uanto os de segundo mundo são politicamente dificultoso a sua concretização! Em diversas circunstWncias a materialização dos direitos não se posiciona tão distante da realidade.D! . vez :ue.<! 1> &egati"e rights re'uire onl( the forbearance to be reali)ed. para a existência do direito a educação 0 necessGria a manifestação governamental. a /leman a Oazista. ele deve criar escolas. pois nitidamente pode se observar uma lin a muito tênue fazendo fronteira entre diversos direitos positivos ou negativos! O direito ao voto 0 um direito civil. `frica do +ul. evidentemente necessGrio para a legitimação da 1. contratar professores. istoricamente. no per3odo contemporWneo a ) ina e a )or0ia do Oorte tem extrema dificuldade em recepcionar esses direitos dentro da legislação nacional1. desta forma. os direitos negativos não necessitam da mobilização estatal.

e enaltece$los como os Knicos dignos a figurarem como direitos umanos! Oota$se :ue integram esse grupo diversos tipos de direitos. ou ao classificarmos diante de um ponto de vista. em p0 de igualdade e com a mesma ênfaseS! . most critcs of economic and social rights destro( their o-n arguments b( defending a right to $ro$ert(. not a civil and political rig t Z_[S! A'OOOE88T. Ed! Uestvie#! 1@@V! %g! . a fiscalização.B! 1D PZ!!![ t at most critics of economic and social rig ts destro. diferentes talvez ao compararmos :ualitativamente. taman a a sua importWncia dentro da concepção contemporWnea! 1< *. por0m. mas todos iguais ao partirmos do pressuposto :ue são essenciais para o desenvolvimento de uma vida completa como ser umano! O conceito de indivisibilidade e igualdade dos direitos umanos1B. a escrutinação. torna$ se indispensGvel a mobilização de agentes eleitorais. pela l5gica e racionalidade. Ibid! pg! . ou classifica$lo como direito civil ou pol3tico! 1D /o resguardar a propriedade comprova$se :ue não basta apenas garantir os direitos individuais. justa e e:Yitativa. dispJe em seu artigo Da& P"odos os direitos umanos são universais. para :ue ele seja substanciado 0 necessGrio :ue o a mG:uina estatal promova os meios para :ue a população exerça o seu direito. a maioria dos cr3ticos dos direitos e econômicos e sociais são derrubados pelos seus pr5prios argumentos ao defender o direito a propriedade 1<! Oota$se prontamente tratar de direito econômico! /o restringir os direitos umanos somente H proteção do indiv3duo e suas liberdades. a colocação de urnas. 2acL! International Human Rights – Dilemmas in World Politics.. vez :ue 0 uma das bases do sistema capitalista e sem ele não existe tal modelo econômico. entre outras açJes reais :ue a simples autorização não consegue suprimir! Oão obstante. não existem argumentos plaus3veis para agregG$lo.BC 1B / 'eclaração e %rograma de /ção de *iena de 1@@>.defending a rig t to propert-! " is is an economic rig t. indivis3veis interdependentes e inter$relacionados! / comunidade internacional deve tratar os direitos umanos de forma global. engana$se :uem prontamente o classifica como direito negativo! Oão basta :ue o governo permita o voto.. atualmente 0 expresso de forma ialino dentro do sistema normativo internacional..t eir arguments b. contudo.democracia. estes te5ricos entram em completa contradição ao relacionar a propriedade em seu meio! Oo entanto para o primeiro mundo se faz necessGrio a sua proteção.

Ed! )ampus! 1@@.t e interdependence and indivisibilit.ave neglected economic and social rig ts in t e nineteent centuries! 1ut t at an-one looLing at t e #elfare states of Uestern Europe over t e past alf centur. Ed! )ampus! 1@@. ten a negligenciado os direitos econômicos e sociais. )omo se observou. ao analisar :uatro pontos colocador por Oorberto 1obbio! %rimeiramente P'ireitos do (omemS 0 um definição muito vaga.nort ernC Europe are t e countries t at ave taLen most seriousl. nos dias de oje essa mentalidade vem se desmistificando. Oorberto! / 0ra dos Direitos. como se 0 observado na Europa Ocidental.can be expected to taLe suc a description of t e Uestern approac seriousl-. existem inKmeros argumentos pr5s e contra a classificação de vGrios princ3pios como 'ireitos (umanos. pois fica dif3cil imaginar uma situação de bem$estar social A -elfare stateC.C 1V 1O11IO. pois os direitos do omem tendem a modificar conforme o desenvolvimento da umanidade. essa discussão existiu. ou :uando o fazem.of Uestern practice over t e past alf centur-. os termos avaliativos s5 fazem sentido ao serem interpretados a luz da ideologia do ermeneuta. podemos considerar :ue parte do vel o continente tem conduzido atenciosamente a :uestão da interdependência e indivisibilidade dos 'ireitos (umanos1?! AS DISCUSSÕES FILOSÓFICAS E A APLICAÇÃO DOS DIREITOS DO HOMEM. prossegue e continuarG. e as contradiçJes momentaneamente suprimidas no momento da transcrição retornam durante a aplicação das normas nos casos concretos! Oão obstante. não fazendo menção ao seu conteKdo. estão sempre acompan ados de termos avaliativos! "odavia. ao :ual ningu0m poderG recusar a pr5pria adesãoS! A1O11IO. torna$se infundada. depois. Oorberto! / 0ra dos Direitos. Ed! Uestvie#! 1@@V! %g! >. as been :uite different! " e Uest ma. sem o respeito Hs garantias sociais e econômicas! /l0m disso.! 1Ba Edição! %g! 1V! 1@ O fundamento absoluto 0 PZ!!![ a razão e o argumento irresist3vel. e por mais :ue se tente definir m fundamento absoluto ele tende a permanecer sempre vago. a tentativa de encontrar na natureza do 1? P" e realit. o#ever.! 1Ba Edição! %g! 1BC! . boggles t e mind! In fact. o surgimento de novas necessidades ou a superação de antigos anseios! 1V / busca incansGvel de um fundamento absoluto1@ de outrora.of all uman rig tsS! AIdem! International Human Rights – Dilemmas in World Politics. as definiçJes são existentes são tautol5gicas.N importante destacar :ue embora no s0culo dezenove e o in3cio do s0culo vinte o %rimeiro Mundo AThe Western. to put it bluntl-. t e liberal democratic #elfare states of Uestern Aand especiall.

'iante desta nova fase. Pa natureza do omem revelou$se muito frGgil como fundamento absoluto de direitos irresist3veisS! . mas o de protegê$los! "rata$se de um problema não filos5fico.?! . se não o maior. a respeito do esclarecimento do tema! /o inv0s da objetividade da prova. Oorberto! / 0ra dos Direitos. dentre outros tantos substantivos :ue envergon am a ist5ria umana! O problema fundamental em relação aos direitos do omem. de toda forma. justificando os valores postos por meio do consentimento espontWneo dos Estados! "rata$se agora de um fundamento comprovado!. Ibidem! %g! . para :ue estes não se tornem letra morta ou artigo de decoração! Esses direitos devem ser efetivamente materializados.1 %ode$se dizer :ue a 'eclaração 4niversal dos 'ireitos (umanos. oje.= 'iante de todos os problemas filos5ficos a respeito do tema a mera discussão acadêmica acerca de justificativas te5ricas deixou de ser a primazia das :uestJes atinentes aos 'ireitos (umanos.. não 0 tanto o de justificG$los. foi um dos grandes marcos evolutivos. mas factualmente . desigualdade.< .! 1Ba Edição! %g! . mas pol3tico! . aprovada pela /ssembl0ia$6eral das OaçJes 4nidas.omem os argumentos necessGrios para garantir tais direitos resultou infrut3fera pelos jusnaturalistas. trata$se da garantia a ser dada aos textos produzidos nos momentos iluminados das naçJes. Ed! )ampus! 1@@. onde a afirmação dos direitos passa a ser universal e positivo um novo dilema entra em :uestão! buais medidas a serem tomadas para a efetiva proteção desses direitosc / resposta vem de um terreno ainda pouco ist5rico. instrumentos eficazes na luta contra a opressão.1 Idem! / 0ra dos Direitos.= .. agora ela 0 substitu3da pela intersubjetividade. %g! 1B$1V! 1O11IO. a grande :uestão a ser proposta. em 1= de dezembro de 1@<V. a superação veio com a positivação de tais direitos em diversos textos internacionais convalidados pela ampla maioria de Estados! (oje. tornando$se então. não absoluto. vez :ue. pois. injustiça.

enfim. %g! >=$<D! . acreditando ser este o ultimo estGgio de sua evolução social ou o Pfim da ist5riaS! Mesmo :ue um dia a umanidade alcance o e:uil3brio perfeito e encerre com os processos ist5ricos. e ainda oje. a umanidade não deve se conformar com o posicionamento em :ue nos encontramos. e a solução provavelmente exige um grau de desenvolvimento da sociedade :ue para a maioria dos casos ainda não foi atingido! . sem sombra de dKvidas não 0 nesse contexto :ue ele se darG! / grande onda de otimismo em relação ao capitalismo diante da :ueda da 4nião das . a realidade não condiz com a projeção dada ao modelo coroado como o ideal! .> Mesmo consciente da distWncia entre o poss3vel e o desejGvel. conforme o artigo publicado em 1@V@ por 7rancis 7uLu-ama! %assados :uase duas d0cadas. para :ue problemas atualmente insanGveis futuramente sejam resolvidos dentro de outro contexto! CONCLUSÃO O desenvolvimento dos 'ireitos do (omem ainda não acabou! /s garantias :ue oje são respeitadas e reafirmadas foram con:uistadas a base de muita luta e oposição.> Ibidem!. pois as definiçJes são ist5ricas e se modificam com o tempo e conforme a sociedade ad:uire novas necessidades! "odavia esses direitos vêem encontrando dificuldades em se postularem presentes e ativos face H pr5pria estrutura :ue organiza as relaçJes econômicas e interpessoais! )ontudo.explorado. açJes devem ser realizadas no sentido de encamin ar a umanidade rumo H aplicação dos 'ireitos (umanos. não se tem definido um m0todo :ue classifi:ue o :ue 0 ou não 0 necessGrio para uma pessoa viver dignamente.epKblicas +ocialistas +ovi0ticas aclamou :ue. ao final do confronto. a supremacia das Western Ideas prevaleceu e a partir de então a esp0cie umana poderia prosseguir no mGximo de sua potencialidade.

não obstante. para pô$los em prGtica de um modo mais efetivo 0 necessGrio um cenGrio :ue favoreça o desenvolvimento igualitGrio dos omens. onde a sua força motriz não fosse baseada na exploração e no acKmulo de capital! REFERÊNCIAS: .Os 'ireitos (umanos evolu3ram e continuam a progredir! (G de considerar :ue muito se evoluiu no camin o para a conscientização da importWncia em se garantir tais direitos.

Ed! )ampus\ 1@@.I.==<! 1@^ Edição! . pg! 1@! Ed! +araiva! . (einer! Filosofia dos Direitos Humanos. +ão 8eopoldo! Ed! 4nisinos! . 2erem-! /narchical Fallacies! ttp&99###!la#!georgeto#n!edu9facult-9lp#9documents91ent amE/narc icalE7allacies! pdf 1I""/.^ Edição! 1IE8E7E8'".==B\ .==. /mauri Mascaro! Curso de Direito do Trabalho.\ . 'almo de /breu! Direitos Humanos e Cidadania! Ed! Moderna\ .==1! 1O11IO. 6uil erme /ssis de! Curso de Filosofia do Direito\ Ed! /tlas\ . Eduardo )! 1!\ /8MEI'/. 2acL! International Human Rights – Dilemmas in World Politics! Ed! Uestvie#! 1@@V! O/+)IMEO"O.^ Edição! 'OOOE88T.1EO"(/M.. Oorberto! / 0ra dos Direitos.! 1B^ Edição! '/88/.