Desaceleração e Milagre Econômico: décadas de 60 e 70

Prof. Marcelo de Oliveira Passos Universidade Federal de Pelotas Departamento de Economia Mestrado em Organizações e Mercados - PPGOM

Causas da crise dos anos 60
• O período após 1962 foi marcado por uma crise política e uma queda no ritmo de crescimento econômico. • Conforme Bresser Pereira (1985) apud Loureiro (1995, p. 43), as causas desse período de retração podem ser divididas em causas políticas e causas estruturais.

Causas da crise dos anos 60
As causas políticas são: 1. renúncia do presidente eleito Jânio Quadros, em 1961, com menos de um ano de governo. 2. insegurança política e a incapacidade administrativa do governo João Goulart (19611964), vice-presidente de Jânio, que o sucedeu em uma situação política muito delicada.

Causas da crise dos anos 60
3. "Jango" se identificava com os movimentos progressistas (de esquerda). 4. Os setores mais conservadores da sociedade e os militares não queriam nem que ele assumisse. • "Jango" foi deposto pelo golpe militar de 1964.

Governo de Jânio Quadros
• O vice-presidente era João Goulart; • Jânio se elege com um discurso moralista; • Apoio da classe média, dos latifundiários; de parcela da classe industrial, de militares conservadores. • Sua eleição interessava aos Estados Unidos, que buscava contrabalançar o impacto político da Revolução Cubana de 1959.

Economia no governo de Jânio Quadros
• A Economia no breve governo de Quadros: foco no pagamento da dívida externa e no controle da inflação; • Instrução n° 204: favorecimento das importações e exportações primárias, em detrimento da industrialização interna; • Quadros, em alguns momentos, priorizava sua sua base de apoio e, em outros, a contrariava. • 25 de agosto: renúncia do presidente.

Parlamentarismo
• Duração: janeiro a agosto de 1961. • Reação conservadora à posse de João Goulart e instauração do regime político parlamentarista (setembro de 1961 a janeiro de 1963). • João Goulart estava em viagem à China quando Jânio renunciou. • O presidente que tomou posse foi o presidente da Câmara dos Deputados. • As Forças Armadas e o Congresso Nacional impediram a posse de João Goulart aprovando uma emenda constitucional que instaurou o sistema parlamentar de governo.

“Jango” se torna ser presidente
• No plebiscito de 1963 o país voltou a ser presidencialista e João Goulart recupera seu poder como presidente da república. • Governo Goulart: de janeiro de 1963 a março de 1964. • Cenário político se torna conturbado e Goulart reage com medidas políticas e administrativas que o aproximam dos setores da esquerda e dos movimentos sociais e populares. • Aprova o Estatuto da Terra (1963). • Institui a Lei de Remessa de Lucros.

Plano Trienal
• A inflação dispara e aumentam as reações contrárias ao Governo, tanto dentro do país como no exterior. • Setores favoráveis ao capitalismo e à uma maior aproximação com os EUA se voltam contra setores favoráveis aos sindicatos e aos camponeses. • O Plano tenta fomentar o crescimento nos setores agrícola e industrial.

Plano Trienal
• Tenta promover políticas de controle da inflação e do déficit público e, ao mesmo tempo, retomar a prática do planejamento econômico (em desuso no Brasil, desde o Plano de Metas). • Reações fortes da elite brasileira. • O plano se torna inviável por inconsistências de seus objetivos e por causa da falta de apoio.

Reformas de base
• Ministros e intelectuais nacionalistas e progressistas propõem mudanças que deveriam ocorrer de forma pacífica e sem viés revolucionário. • Reformas agrária, universitária, tributária, do estatuto do capital estrangeiro, administrativa, eleitoral, bancária e urbana. • Em 1964: comício das Reformas de Base e assinatura do decreto Supra. • Comício na Central do Brasil. • Revolta dos Marinheiros e anistia concedida por Goulart. • Reunião no Automóvel Clube.

O início dos anos de chumbo: 1964
• Marcha pela Família em São Paulo com apoio do governador Adhemar de Barros e de setores da direita. • 20/03/1964: Marechal Castello Branco critica em memorando o Comício das Reformas. • 25/03/1964: primeiros conflitos militares • 31/03/1964: acirramento do conflito. • 01/04/1964: João Goulart vai Porto Alegre e depois se exila Uruguai. • Ranieri Mazzili assume governo interino sob junta militar provisória. • 1965: decretado o fim das eleições.

A economia no governo Goulart
• Não houve aumento do consumo agregado como proporção do PIB. • Estagnação do consumo agregado contribui para a desaceleração do PIB. • A taxa de investimento oscila bastante no período e é bem menor do que a existente no período JK. • Desvalorização do cruzeiro pela Instrução n°204 ajuda na reversão do déficit comercial registrado em 1960.

A economia no governo Goulart
• O preço das exportações e as importações mostram que a elasticidade do comércio exterior do Brasil foi muito afetada com a política de “verdade cambial” implementada no período de 1960 a 1961; • Entre 1960 e 1964, as importações caíram e os preços subiram. • A soma dos resultados do saldo do balanço de pagamento dos anos de 1960 a 1964 mostram valor próximo ao superávit de 1961; • A desvalorização cambial e o resultante superávit de 1963 e 1964 reduziram o tamanho do déficit do balanço de pagamentos.

A economia no governo Goulart
• 1961-1964: pequeno aumento na massa salarial em relação às perdas decorrentes da inflação. • Trabalhadores são afetados com a inflação e o ágio cambial em seus produtos consumidos. • A política salarial instaurada com a Consolidação das Leis do Trabalho, em 1943, evita que o custo da especulação cambial recaia em sua totalidade sobre os trabalhadores.

A economia no governo Goulart
• O PIB per capita dado apresentou queda resultante do menor ritmo de implementação do modelo substitutivo de importações, no período 1960-1964; • A acumulação de capital de não apresenta mudanças estruturais importantes na década de 1960. • Agravamento da inflação. • Desequilíbrio da relação entre os termos de troca.

Causas da crise dos anos 60
As causas estruturais da crise são: 1. houve uma crise de superprodução, pois havia capacidade ociosa e não era o melhor momento para o setor privado investir (os investimentos se reduziram e o crescimento econômico ficou menor). 2. os preços de nossos produtos exportáveis caíram (deterioração dos termos de troca).

Causas da crise dos anos 60
4. a inflação crônica,herdada dos anos 50 se intensificou devido a instabilidade política, aos problemas no balanço de pagamentos do país, ao crescimento do déficit público; 5. acirramento do conflito distributivo (ampliação das distâncias inter-classes, inter-setoriais e inter-regionais, acirramento das desigualdades sociais e elevado aumento da concentração de renda).

Causas da crise dos anos 60
3. As exportações sofreram com a falta de políticas específicas para a sua promoção e diversificação. Os produtos primários dominavam a pauta de exportações e possuíam pouca elasticidade-renda e estavam sujeitos às grandes flutuações das cotações internacionais.

Desaceleração a partir de 1962
• Para Serra (1984), a desaceleração da economia brasileira a partir de 1962 ocorreu devido à conclusão de um grande ciclo de investimentos realizados na segunda metade da década de 50. • Eles se concentraram no tempo, em alguns setores e em projetos de grande porte. • Isto gerou a descontinuidade do processo de crescimento econômico e a instalação da crise.

Plano Trienal
• O Plano Trienal (1963) tentou estabilizar a economia com as propostas de Celso Furtado. • Elas objetivavam a promoção do desenvolvimento econômico, a estabilização dos preços e a promoção de uma melhor distribuição de renda. • Também pretendiam combater as disparidades inter-regionais do país. • Seriam empreendidas reformas de base: reforma agrária, reforma do ensino, reforma fiscal etc.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• O PAEG (Plano de Ação Econômica do Governo), de 1964/66 foi elaborado pela equipe de Roberto Campos e Otávio Gouveia de Bulhões. • Com uma análise ortodoxa da situação econômica brasileira ambos acreditavam no diagnóstico de inflação de demanda.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Ela deveria ser combatida por uma redução da atividade econômica e pela compressão dos salários. • Achavam também que o governo deveria reduzir os seus gastos e aumentar a arrecadação fiscal para combater o déficit público. • Ocorreu então uma queda significativa no ritmo de crescimento do PIB.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Serra (1984) considera que o I privado caiu, mas o I público continuou elevado. Para ele, o PAEG (no período do Mal. Castelo Branco) objetivou: 1. liberalizar suavemente as importações; 2. eliminar o déficit fiscal do governo implantando um novo código tributário, de 1966, que recuperou a capacidade de financiamento do governo brasileiro; promovendo um maior rigor na fiscalização, adotando a correção monetária nos impostos e elevando as tarifas públicas, no sentido de torná-las menos defasadas.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
3. apertar moderadamente o crédito para conter a demanda; 4. modificar a lei de remessa de lucros para facilitar a entrada de capitais estrangeiros diretos no país (que só vieram depois de 1969). 5. comprimir os salários.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Conforme Loureiro (1995, p. 47), a inflação caiu de 90% em 64 para 28% em 67. • Nos anos do chamado milagre a inflação manteve a tendência declinante: 15,5% em 1973. • O déficit orçamentário caiu de 4,2% do PIB para 1,2% , nos anos de 1963 e 1966.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Para Lessa (1981), o PAEG foi muito importante para o surto de crescimento no período do milagre • Ele ressalta o papel da reforma financeira que criou o BNH, as financeiras e fomentou o desenvolvimento do mercado de capitais.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Lessa (1981) admite, por outro lado, que o PAEG ajudou a concentrar renda e criar tensões sociais. • O autor cita o FGTS – que facilitava a dispensa dos trabalhadores e a aprovação de uma lei antigreve mais rigorosa.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Reformas que tentavam um novo padrão não inflacionário de financiamento da acumulação de capital; • Reformas tributária, fiscal e da política tarifária: criação de mecanismos de financiamento do gasto público; • Explosão da dívida pública e indexação generalizada da economia; • 1965 – política arrocho dos salarial; • Supressão do direito de greve e da estabilidade no emprego;

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Esvaziamento dos sindicatos; • Redução dos salários nos anos seguintes à implementação da política salarial; • Aumento da concentração de renda • Perda da participação das rendas do trabalho no total dos rendimentos;

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Expansão mais intensa dos bens de consumo duráveis e de determinados tipos de serviços consumidos pelas classes altas; • Bens de consumo não duráveis tiveram comportamento bem menos dinâmico; • Controle da inflação cria condições para a rápida expansão da economia a partir de 1968; • Crescimento no setor de construção civil, agricultura e nos produtos de exportação;

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• afrouxamento da política monetária e creditícia iniciando-se em 1967; • aumento do financiamento para compra de bens de consumo; • aumento do endividamento das famílias; • estímulo do incremento da produção do setor produtor de bens industriais de consumo durável; • Expansão do setor de construção civil residencial;

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• ampliaç o do cr!dito imo"ili#rio por meio do $%&' • ("oom) imo"ili#rio* "eneficiando as classes m!dias' • crescimento de ind+strias de "ens de cons,mo n o d,r#veis' • retomada dos investimentos estatais'

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• Aprofundamento do processo de abertura da economia brasileira; • eliminação de entraves e procedimentos burocráticos relativos ao comércio exterior; • incentivos fiscais de exportação; • introdução de minidesvalorizações cambiais a partir de 1968; • reestruturação da dívida externa com alongamento dos prazos; • novo acordo de garantias para o capital estrangeiro;

Milagre econômico: 1967-1973
O “milagre econômico” coincidiu com uma fase de grande expansão da economia mundial: • • • • Mercados internacionais possuíam elevada liquidez; rápido crescimento da dívida externa brasileira; crescimento dos investimentos externos diretos; países desenvolvidos passam a buscar mão de obra barata, novos mercados e acesso a matérias-primas nos países periféricos; • Brasil mantém as importações de tecnologia e bens de capital.

Milagre econômico: 1967-1973
Bases para o acelerado crescimento da economia brasileira no período 1967-1973: • Aumento da demanda interna por bens de consumo duráveis, devido à maior concentração de renda e ao crescimento do crédito direcionado ao consumidor; • expansão do setor de construção civil; • aumento das exportações, graças à expansão do comércio internacional e à política de estímulo governamental às exportações; • Ingresso de volume representativo de capitais estrangeiros; • Aumento dos investimentos públicos e privados.

Milagre econômico
Esgotamento do “milagre econômico”: • Desequilíbrios setoriais (inter-setoriais e intrasetoriais); • 1974 – crise internacional de liquidez; • 1973 – crise do petróleo; • Elevação significativa dos preços dos produtos primários no mercado internacional;

Milagre econômico: 1967-1973
• Resultado: crescimento nos preços desses produtos na economia brasileira; • Elevação dos preços dos produtos importados; • Desequilíbrios na balança de pagamentos; • Queda nos investimentos privados a partir de 1974; • Declínio contínuo da economia até 1980.

Milagre econômico: 1967-1973
• -.. O // P%D e a (marc0a forçada) Fim dos (1nos do,rados) do capitalismo' 2olapso da ordem internacional de $retton 3oods' Elevaç o dos preços do petr4leo* em 56-7' 1,mento das ta8as nominais de 9,ros' Desaceleraç o das ta8as de crescimento do P/$ das economia centrais' - Desaceleraç o da economia "rasileira at! 56:;'

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• • $ases para o acelerado crescimento da economia "rasileira no per<odo 56=:56-7> 1,mento da demanda interna por "ens de cons,mo d,r#veis* devido a alta concentraç o de renda e a ampliaç o do cr!dito ao cons,midor' 1mpliaç o do setor de constr,ç o civil' 1,mento das e8portações* graças ? e8pans o do com!rcio internacional e ? pol<tica de est<m,lo governamental ?s e8portações' Entrada de vol,me consider#vel de capitais estrangeiros' 1,mento dos investimentos. Esgotamento do (milagre econ@mico)> DeseA,il<"rios setoriais' 56-B C /rr,pç o da crise internacional' 56-7 C crise do petr4leo' 2rescimento s,"stancial dos preços dos prod,tos prim#rios no mercado internacional'

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• 1prof,ndamento do processo de a"ert,ra da economia "rasileira' Eliminaç o de entraves e procedimentos ",rocr#ticos relativos ao com!rcio e8terior' /ncentivos fiscais de e8portaç o' /ntrod,ç o de minidesvalorizações cam"iais a partir de 56=:' Deestr,t,raç o da d<vida e8terna com alongamento dos prazos' %ovo acordo de garantias para o capital estrangeiro' O (milagre econ@mico) coincidi, com ,ma fase de grande e8pans o da economia m,ndial. Mercados internacionais estavam em sit,aç o de liA,idez' D#pido crescimento da d<vida e8terna "rasileira' 2rescimento dos investimentos e8ternos diretos' Pa<ses desenvolvidos passam a ",scar m o de o"ra "arata* novos mercados e acesso a mat!rias-primas nos pa<ses perif!ricos' $rasil mant!m a importaç o de tecnologia e "ens de capital.

Plano de Ação Econômica do Governo (PAEG)
• 1prof,ndamento do processo de a"ert,ra da economia "rasileira' Eliminaç o de entraves e procedimentos ",rocr#ticos relativos ao com!rcio e8terior' /ncentivos fiscais de e8portaç o' /ntrod,ç o de minidesvalorizações cam"iais a partir de 56=:' Deestr,t,raç o da d<vida e8terna com alongamento dos prazos' %ovo acordo de garantias para o capital estrangeiro' O (milagre econ@mico) coincidi, com ,ma fase de grande e8pans o da economia m,ndial. Mercados internacionais estavam em sit,aç o de liA,idez' D#pido crescimento da d<vida e8terna "rasileira' 2rescimento dos investimentos e8ternos diretos' Pa<ses desenvolvidos passam a ",scar m o de o"ra "arata* novos mercados e acesso a mat!rias-primas nos pa<ses perif!ricos' $rasil mant!m a importaç o de tecnologia e "ens de capital.

O milagre econômico brasileiro: 19671973
• De 1967 a 1973 o Brasil cresceu 11,2% ao ano. • No período do Gal. Costa e Silva iniciou-se a recuperação do crescimento econômico. • Principais características do período, conforme Serra (1984): 1. o setor de bens de consumo duráveis (automóveis, geladeiras, fogões, etc.) continuou liderando o crescimento industrial; 2. importações e exportações aumentaram bastante. As exportações duplicaram e se diversificaram.

O milagre econômico brasileiro: 19671973
3. entrada de capitais externos no país, principalmente empréstimos; 4. o crescimento da produção agrícola se manteve em nível modesto; 5. a taxa de inflação, embora ainda elevada, manteve-se declinante;

O milagre econômico brasileiro: 19671973
6. o acesso ao crédito permitiu a recuperação e o dinamismo da produção de bens de consumo duráveis e do setor de construção civil => via novos instrumentos de intermediação financeira; • Outros elementos importantes no contexto do período do milagre foram: 1. alta capacidade ociosa da economia como um todo; 2. política monetária mais frouxa; 3. abundância de recursos nas economias capitalistas centrais (mais empréstimos externos para financiar nosso crescimento).

O milagre econômico brasileiro: 19671973
• Característica básica do ciclo expansivo de 1967/73: desproporções inter e intra-setoriais do crescimento econômico (Serra, 1984). • Isto ocorreu devido ao relativo atraso de uns setores face a outros. • Ex: menor crescimento de bens de produção em relação ao dos bens de consumo duráveis e nãoduráveis e da construção civil (dinamizada pelo BNH, com recursos do FGTS).

O milagre econômico brasileiro: 19671973
• Essa desproporção foi suprida pela importação de bens intermediários e de capital => déficit na balança comercial já em 1971. • Serra (1984): a demanda externa aquecida e o programa de minidesvalorizações cambiais de 1967 estimularam X e reduziram a oferta interna de alimentos. • Entre 66/67 e 72/73 ela caiu em 3% e a renda per capita aumentou mais de 50%.

O milagre econômico brasileiro: 19671973
• Primeira crise do petróleo: em 1973, provocada pela formação do cartel de países produtores (OPEP). • Isto contribuiu para a deterioração do balanço de pagamentos e para o grande aumento da dívida externa bruta (de 72 a 74, cresceu mais de 80%).

O milagre econômico brasileiro: 19671973
• Em 72 a dívida externa bruta era de US$ 9,5 bi. • Em 74 ela sobe para US$ 17,2 bi. • Em 1984, após o segundo choque dos preços do petróleo e da consolidação do II PND (que manteve a estratégia de endividamento), a dívida subiu para US$ 91 bi (cresceu quase 10 vezes em relação a 1972).

O milagre econômico brasileiro: 19671973
• Serra (1984): as desproporções estruturais da economia brasileira não poderiam ser resolvidas no curto prazo. • Elas aumentariam as importações se a economia continuasse a crescer tanto.

O milagre econômico brasileiro: 19671973
• Serra (1984): as desproporções estruturais da economia brasileira não poderiam ser resolvidas no curto prazo. • Elas aumentariam as importações se a economia continuasse a crescer tanto.

Referências
1. BRESSER PEREIRA, L. C. Desenvolvimento e Crise no Brasil: 1930-1983. São Paulo: Brasiliense, 1985. 2. LESSA, C. Quinze anos de política econômica. São Paulo: Brasiliense, 1981. 3. LOUREIRO, A. L. J. Guia Prático de Economia Brasileira. Maceió: Editora da Universidade Federal de Alagoas, 1995. 4. SERRA, J. Ciclos e mudanças estruturais na economia brasileira. In: LESSA, C. et al. Desenvolvimento Capitalista no Brasil, vol.1. São Paulo: Brasiliense, 1984.