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FACULDADE FAMA/PITÁGORAS GRADUAÇÃO EM ENFERMAGEM

Fisiologia da Audição

São Luís, MA. 2013

Karla Casas Novas Jessica Camila Luana Palacio Lucelia Patricia Francy Barbara Maria Raimunda da C. Araújo

Fisiologia da Audição

Trabaalho apresentado como requisito parcial para obtenção de nota na disciplina de Morfofuncional III, Curso de Enfermagem, Faculdade Fama/Pitágoras. Prof.: Eder Fialho

São Luís, MA. 2013

SUMÁRIO INTRODUÇÃO................................................................................................01 DESENVOLVIMENTO.......................................................................................02 CONSIDERAÇÕES FINAIS ...............................................................................03 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS......................................................................04

Introdução
A audição é a capacidade de ouvir os sons ambientes. O som é ao mesmo tempo um fenômeno físico e sensorial. Origina-se da vibração de um objeto e se transmite pela vibração das partículas do meio ambiente. O ouvido anatomicamente chamado de orelha, é um órgão sensorial estruturado para captar essas ondas de vibração do meio e transformá-las em impulsos nervosos que são transmitidos para o sistema nervoso central produzindo a “sensação auditiva”. O ouvido é um órgão de audição, por excelência, capaz de converter ondas sonoras em sinais nervosos. Estes sinais são depois conduzidos às áreas auditivas do córtex cerebral onde iram ser descodificadas em sons. No ouvido podemos identificar três zonas: o ouvido externo, o ouvido médio, o ouvido interno. As características físicas do som são o ciclo (alternância entre compressão e descompressão), freqüência (números de ciclos na unidade de tempo), intensidade ou amplitude (amplitude do ciclo), timbre (característica dependente da fonte sonora) e velocidade (dependente do meio). A freqüência é medida em Hertz (ciclos por segundo) e a intensidade audiológica em decibel (dB). Decibel é uma medida logarítima da intensidade física do som (I = watt/cm²). É usada porque é necessário aumentar muito a intensidade física do som (progressão geométrica) para aumentos segmentares na sensação auditiva (progressão aritmética). É a chamada lei de Weber-Fechner: para cada aumento aritmético de uma sensação é necessário o aumento geométrico da intensidade física.

FISIOLOGIA DA AUDIÇÃO
Por via aérea a orelha externa capta os sons ambientes e os dirige para a membrana timpânica que vibrando junto com a cadeia ossicular transmite e amplifica os sons para a janela oval. A vibração do estribo faz vibrar a perilinfa desencadeando uma onda de vibração na membrana basilar da base para o ápice. Para freqüências altas a onda é maior na base da cóclea (cada região ao longo da cóclea corresponde a uma freqüência). O órgão de Corti que se encontra apoiado na membrana basilar acompanha seus movimentos e como as suas células ciliadas estão em contato com a membrana tectória os cílios são deslocados. Isso provoca a despolarização das células ciliadas aparecendo o impulso nervoso que é transmitido para o sistema nervoso central. A orelha possui portanto um segmento que transmite e amplifica o som para a o órgão de Corti (aparelho de transmissão ou condução) e um segmento que transforma a vibração em impulso nervoso e o transmite para SNC (aparelho de recepção ou neurosensorial). Por via óssea: a vibração do crânio, por exemplo tocando-o com um diapasão, faz vibrar a perilinfa desencadeando o impulso nervoso. Por inércia a cadeia ossicular também vibra existindo um componente condutivo na audição por via óssea mas para facilitar o raciocínio clínico considera-se que a audição por via óssea estimula diretamente o aparelho de recepção. ORELHA EXTERNA Possui a função de coletar e encaminhar as ondas sonoras até a orelha média, amplificar o som, auxiliar na localização da fonte sonora e proteger a orelhas média e interna. A função do pavilhão auricular como captador de ondas sonoras é discutível, pois sua ausência é compatível com boa acuidade auditiva. O meato acústico externo transfere e amplifica o som para a orelha média, principalmente em freqüências de 2000 a 5000 Hz, sendo máxima entre 200 e 3000 Hz (aproximadamente 20 dB). Também serve para auxiliar na localização da fonte sonora, que consiste na impressão de volume sonoro causada pela aplicação de pressão sobre as orelhas. Há o efeito sombra da cabeça, no qual ondas de pequeno comprimento são bloqueadas pela cabeça e a pressão sonora é reduzida no lado oposto à fonte sonora. Entretanto, a principal função da orelha externa é a proteção da membrana do tímpano, além de manter um certo equilíbrio de temperatura e umidade necessários à preservação da elasticidade

da membrana. Contribuem para essas funções as glândulas ceruminosas produtoras de cerúmen, os pêlos, e a migração epitelial da região interna para a externa. 3- ORELHA MÉDIA Trata- se de uma “bolsa” preenchida por ar, comunica-se com a nasofaringe através da tuba auditiva. Possui em seu interior a cadeia ossicular, composta por: martelo (em contato direto com a membrana timpânica); bigorna e estribo (em contato coma cóclea através da janela oval). Seu papel mais importante é a equalização das impedâncias da orelha média (vibrações aéreas que invadem a membrana timpânica) e da interna (variações de pressão nos compartimentos líquidos da orelha interna). Sob o impacto de ondas sonoras sucessivas a membrana timpânica vibra no seu todo, eslocando-se para dentro e para fora da orelha média (fases de compressão e de rarefação), como um pistão, juntamente com o cabo do martelo, ao qual está intimamente fixado. Segundo Békésy somente 55 mm2 (de 85 mm2) da área entram em vibração. O deslocamento da membrana timpânica apresenta a capacidade de variar de amplitude em cada zona da membrana timpânica de acordo com a freqüência sonora, porém o deslocamento máximo sempre ocorre na região póstero- superior. À medida que a freqüência aumenta, o deslocamento da membrana é cada vez mais complexo. A cadeia ossicular (Figura2) transmite a vibração acústica desde a membrana até a base do estribo, passando pelo martelo e bigorna. Cóclea Tem a função de transformar as vibrações sonoras em impulsos nervosos através de fenômenos hidromecânicos, biomecânicos e eletrofisiológicos. A vibração do estribo desencadeia uma onda de compressão na perilinfa que provoca uma onda de vibração na membrana basilar da base para o ápice (onda viajante). Seu ponto de maior amplitude vai depender da freqüência do som (na base para freqüências agudas e no ápice para as mais graves). A onda viajante no seu ponto de maior amplitude faz dobrar os cílios das células ciliadas externas que estão inseridas na membrana tectória desencadeando contrações das células que amplificam a vibração da membrana basilar em um ponto ainda mais específico em relação à freqüência do som. Isso provoca o contato dos cílios das células ciliadas internas que se despolarizam produzindo o impulso nervoso em um grupo específico de neurônios. As células ciliadas internas é que são as responsáveis pela audição existindo na cóclea uma discriminação de freqüência ao longo da membrana basilar.

Otite
Otite média é uma inflamação do ouvido médio: o espaço atrás da membrana timpânica. É uma das duas condições geralmente referidas como infecções do ouvido, a outra sendo a otite externa. A otite média é muito comum na infância, e possui condições agudas e crônicas; todas envolvendo inflamação da membrana timpânica e geralmente associadas com o aparecimento de fluido no espaço atrás do tímpano, o ouvido médio Sinais e sintomas Os principais sinais e sintomas são dor severa, diminuição da audição, febre, choro constante (nos bebês), irritabilidade, desconforto, perda de apetite e secreção no ouvido se houver ruptura timpânica (perfuração do ouvido). Vômitos e diarréia podem ocorrer nas crianças pequenas. Pode também haver presença de pus na região externa do ouvido. Alguns casos são relatados em jovens e adultos também, com as mesmas características. Diagnóstico O médico faz o diagnóstico através da história da doença e do exame com o otoscópio. A região encontra-se avermelhada e abaulada, característica típica de uma inflamação. Tratamento O tratamento é realizado através da administração de medicamentos antibióticos e analgésicos. Com o término do tratamento, a audição volta ao normal e o líquido da infecção que se acumula atrás do tímpano é absorvido. A presença por mais de três meses do líquido no ouvido médio faz necessário um procedimento cirúrgico, no qual é feita uma pequena incisão (abertura) no tímpano, retirando o líquido acumulado. Se não for tratada a tempo pode levar à perfuração do tímpano e conseqüente surdez.

CONSIDERAÇÕES FINAIS Após a realização deste trabalho, foi-nos possível ficar a conhecer o mecanismo da a u d i ç ã o b e m c o m o a s u a i m p o r t â n c i a . C o m o t a l , f i c a m o s “ i m p r e s s i o n a d o s ” c o m a complexidade deste mecanismo, que nos permite, em segundos, ouvir e interpretar sons. A s s i m, o o u v i d o n ã o é ma i s d o q ue u m l a b i r i n t o ó s s e o e u m s i s t e ma d e c a n a i s localizado no osso temporal, o qual contém perlinfa e o labirinto membranoso (que contém endolinfa).O ouvido externo consiste na orelha e no canal auditivo externo; o ouvido médio localiza-se entre o externo e interno e é constituído pela membrana do tímpano, o martelo, a b i g o r n a , o e s t r i b o , a t r o mp a d e Eu s t á q u i o , e s t a n d o e m l i g a ç ã o c o m a s c é l u l a s a é r e a s ma s t o i d é i a s ; O o u v i d o i n t e r n o t e m t r ê s p a r t e s : o s c a n a i s s e mi c i r c u l a r e s , o v e s t í b u l o (constituído pelo utrículo e o sáculo) e a cóclea. Esta, por sua vez, divide-se em membrana vestibular e basilar, rampa vestibular e rampa do tímpano, ducto coclear (órgão de Corti).A f u n ç ã o a u d i t i v a , geral, do ouvido é converter ondas sonoras em i m p u l s o s nervosos. Este assume também grande importância no equilíbrio estático, avalia a posição da cabeça em relação à gravidade, detectando ainda a aceleração e desaceleração linear.Pelo exposto, o nosso objetivo inicial foi conseguido, o que tornou a realização deste trabalho muito gratificante para todos os elementos do grupo.

Referências bibliográficas
1. Abbas, PA; Miller, CA. Physiology of the Auditory System. In Cummings, Otolaryngology - Head and Neck Surgery, 1993, vol 4, 2831-2867. 2. Lopes Filho, O. Anatomofisiologia Clínica dos Órgãos da Audição. In Otacílio & Campos, Tratado de Otorrinolaringologia, 1994, 481-509. 3. Kurc, M. O Amplificador Coclear. Arquivos da Fundação Otorrinolaringológica, 3(2) 1999, 48-56.