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A ATIVIDADE LÚDICA NOS PROJETOS SOCIAIS: UM RELATO DE EXPERIÊNCIA DO PROJETO BOLA E CIDADANIA Bruno Martins Andrade1, Alipio Rodrigues

Pines Junior2, Tiago Aquino da Costa e Silva3, Kaoê Giro Ferraz Gonçalves4, Gisele Maria Schwartz5 RESUMO O trabalho interpretou o contexto social, político e econômico de algumas comunidades do município de Guarulhos, onde existem crianças e famílias que necessitam de apoio, através de ONGs, projetos sociais e/ou do governo, apresentando a importância da atividade lúdica para crianças de classe economicamente desfavorecida. Como categorias teóricas estudou-se a evolução do lazer, apresentando marcos, interesses e necessidades desde 1946; a atividade lúdica através da sua importância, necessidade, relações e benefícios e a explicação dos setores e das suas funções, com foco no Terceiro Setor. O local de estudo foi o Projeto Bola e Cidadania, de Guarulhos, no estado de São Paulo, que atende crianças de 07 a 16 anos, de ambos os sexos, através do relato de experiência, organizado e desenvolvido todos os anos. Como resultados, nota-se que o lazer evoluiu e contribuiu não só com a população participante do projeto, mas também com a história e importantes acontecimentos do país. O Terceiro Setor tem uma grande responsabilidade com a sociedade, tendo como prioridade a classe menos favorecida; a atividade lúdica, utilizada como estratégia pelos profissionais do projeto, torna-se importante no desenvolvimento global da criança. Palavras-chave: Atividade lúdica. Terceiro setor. Cidadania.

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Especialista e Recreação e Lazer – FMU. E-mail: bunorecrear@hotmail.com Bacharel em Lazer e Turismo – GIEL/USP/CNPq. E-mail: Alípio@esporteescolar.org.br 3 Pesquisador do LEL/UNESP. E-mail: paçoca@professorpacoca.com.br 4 Especialista em Administração e Marketing Esportivo – FMU. E-mail: kaoegiro@yahoo.com.br 5 Doutora em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela Universidade de São Paulo – USP; e Livre Docente pela Universidade Estadual Paulista – UNESP; e Pós-Doutorado na Université du Québec à Trois-Rivières. Coordenadora do LEL - Laboratório de Estudos do Lazer.

INTRODUÇÃO A sociedade, dentro de um sistema capitalista, possui direitos assegurados pelo Governo. Contudo, nem todos os serviços básicos são atendidos, de forma que outras organizações atuam na prestação destes serviços deficientes. O lazer é um direito constitucional brasileiro, de forma que toda a população deveria ter acesso às atividades de lazer. Este trabalho teve como objetivo apresentar a importância do lazer e da atividade lúdica, através da vivência dos jogos e de brincadeiras, para crianças de participantes do Projeto Bola e Cidadania. Neste projeto os alunos participam de oficinas que promovam momentos de prazer, alegria, educação, motivação e animação de forma que superem por algum momento as dificuldades de seu dia-adia, como a violência, a fome, doenças, pobreza e os problemas familiares. O ser humano tem direto ao brincar e à diversão, principalmente as crianças. O brincar e o jogar são momentos sagrados na vida de qualquer indivíduo. É com a prática dos jogos e das brincadeiras que as crianças ampliam seus conhecimentos sobre si, sobre os outros e sobre o mundo que está ao seu redor, desenvolvem as múltiplas linguagens, exploram e manipulam objetos, organizam seus pensamentos, descobrem e agem com as regras, assumem papel de líderes e se socializam com outras crianças, preparando-se para um mundo socializado, segundo Silva e Gonçalves (2010). PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS O presente trabalho teve como premissa de sua natureza básica, com o conhecimento sendo gerado, através de bibliografias (NEVES; DOMINGUES, 2007: p. 17). O método desenvolvido para com a pesquisa é o dialético (LAKATOS; MARCONI, 1992: p. 106), onde será apresentado e interpretado o contexto social, político e econômico de algumas comunidades do município de Guarulhos (comunidades de classe economicamente desfavorecida), onde há crianças e famílias que necessitam de auxílio através de ONGs, projetos sociais ou do governo. A abordagem para solução do problema será qualitativa, com a finalidade explicativa para apresentar a importância da atividade lúdica nos projetos sociais

(NEVES; DOMINGUES, 2007: p. 18-19), e assim apresentando o relato de experiência do “Projeto Bola e Cidadania” e os meios de investigação utilizados foram, em um primeiro momento, a pesquisa bibliográfica, com capítulos que apresentam a evolução do lazer, a atividade lúdica, o terceiro setor e o relato de experiência do projeto, que é desenvolvido e organizado, pela coordenadora geral todos os anos. A EVOLUÇÃO DO LAZER O lazer vem passando por alguns marcos importantes desde o aparecimento do termo. No período de 1946 a 1964, junto do surgimento da indústria automobilística, da construção de importantes estradas, da inauguração da capital federal, aceitação de políticas trabalhistas e a criação de indústrias com base na mineração, petróleo e siderurgia, o acesso ao lazer foi feito através de teatros e espetáculos musicais, do lazer de rua, do circo, das festas típicas católicas, do folclore, dos parques públicos e por parte dos trabalhadores que buscaram espaços, que valorizaram o lazer através dos clubes-empresa (ALMEIDA; GUTIERREZ, 2005: p. 36). No período de 1964 a 1985, após o golpe militar de 1964, o lazer aconteceu por meio do crescimento urbano, principalmente pelo desenvolvimento da comunicação, da compra de televisores e automóveis, da ida ao cinema, de finais de semana na praia e no campo, da censura, da repressão feita pelo governo por conta das práticas de ruas e pela substituição do comércio de rua pelo shopping, pois:
Com o regime militar as expressões populares e festas típicas passam a ser controladas, assim como todas as expressões artísticas. A amizade com os vizinhos, a brincadeira de rua das crianças e o lazer típico do meio rural são inibidos não somente pela repressão policial, mas também pelo próprio desenvolvimento das cidades com a diminuição de áreas livres e aumento do número de carros nas ruas. Tudo isso torna a televisão a maior vivência de lazer popular. Os militares, sabendo que as manifestações populares e de lazer serviam como propaganda política, iniciaram um amplo investimento na área esportiva, divulgando e incentivando a participação em jogos olímpicos e campeonatos mundiais de futebol, construindo estádios, campos de várzea e parques públicos. Esta utilização política do esporte e lazer, segundo Sant’Anna (1994), teve seu apogeu com o projeto governamental Esporte Para Todos. Através do discurso de formação de atletas e investimento nos clubes, o esporte serviu para mostrar a evolução da nação, caso típico de regimes totalitários. Neste período o esporte foi sistematicamente utilizado a favor do regime militar, como a conquista do terceiro campeonato mundial de futebol (1970), ou as medalhas no Pan-

americano e nos Jogos Olímpicos no período de maior repressão política (1970; 1971 e 1972). (ALMEIDA; GUTIERREZ, 2005: p. 41).

Ainda segundo Almeida e Gutierrez (2005), com o regime militar houve a confirmação da elitização do lazer. Nessa mesma época os teóricos brasileiros, como Marcellino, Requixa e Oliveira propuseram a formação de agentes culturais de lazer junto da nossa população, onde recuperaram a valorização do popular que havia perdido durante o regime militar. De 1985 a 1990, com a globalização deu-se o início de estudos a respeito dos parques temáticos, do turismo e do lazer empresarial. Os estudos de Dumazedier (20980) apresenta o Lazer como:
[...] um conjunto de ocupações, onde o ser humano pode se entregar de livre vontade, seja para repousar, seja para divertir-se, recrear-se e entreterse, ou ainda para desenvolver sua informação ou formação desinteressada, sua participação social voluntária ou a sua livre capacidade criadora após livrar-se ou desembaraçar-se das obrigações profissionais. (DUMAZEDIER, 1980, p. 35).

Então Marcellino (1990) discute a inserção dos conteúdos culturais de lazer como forma de sistematização de uma política de lazer, sugerindo a formação de agentes culturais de lazer. Ainda na década de 90, o lazer continua sendo discutido pelos teóricos brasileiros, onde o lazer não deve ser encarado como tempo de obrigações ou comandos e sim como tempo disponível, para a realização de atividades de acordo com as vontades, motivação e satisfação pessoal, mesmo com a situação lazer x trabalho (PEREIRA, 2006: p 4-5; ALMEIDA, GUTIERREZ, 2005: p. 44-45). As alternativas de lazer, como a hotelaria, o turismo, os parques temáticos, as academias, os espetáculos, cinemas, são acessíveis às classes média e alta e apresentam situação de igualdade, sendo comparado a outros estados e países. Já a classe baixa passa por dificuldades principalmente pela restrição e condição de utilização:
Primeiro por falta de espaço, já que as ruas são palco da violência urbana, tornando a televisão o maior promotor do lazer. A atividade esportiva limitase ao jogo de futebol de final de semana, 48% dos homens brasileiros praticam futebol regularmente (DATAFOLHA). Além disso, cabe destacar a visita aos parentes e as festas populares. Os parques e áreas verdes, por sua vez, são poucos em relação à demanda, sub-utilizados em função da falta de investimentos e da ausência de uma política de coordenação com os demais órgãos públicos, além de muitas vezes localizarem-se nas regiões mais ricas das cidades. (ALMEIDA, GUTIERREZ, 2005, p. 49).

Por fim, o lazer precisa estar acessível a todos, sendo este fator primordial para o desenvolvimento de uma sociedade.

A ATIVIDADE LÚDICA O termo lúdico tem origem na palavra latina “ludus” que etimologicamente significa “jogo”. Se tomássemos o significado de lúdico ao pé da letra ficaríamos restritos apenas ao ato de jogar, ao brincar, ao movimento espontâneo e totalmente despretensioso em relação aos objetivos do jogo (ARAÚJO, 2009: p. 01). A atividade lúdica estabelece relações entre o brinquedo, brincadeiras e desenvolvimento da capacidade criativa. Para as crianças, o jogo serve de comunicação com todos e com o mundo, pois além de estabelecer as relações sociais, constrói o seu conhecimento, promove a aquisição quanto às regras, a imaginação, a criatividade e se desenvolve com as questões do dia-a-dia.
Tentar definir o jogo não é tarefa fácil. Quando se pronuncia a palavra jogo cada um pode entendê-la de modo diferente. Pode-se estar falando de jogos políticos, de adultos, crianças, animais ou amarelinha, xadrez,... por exemplo, no faz-de-conta, há forte presença da situação imaginária; no jogo de xadrez, regras padronizadas permitem a movimentação das peças. (KISHIMOTO, 2000: p. 13)

O jogo pode ser destacado como divertido, educativo ou de aprendizagem de vida, através da definição de conceitos, harmonia, equilíbrio do estado físico e espiritual do participante e do princípio da legalidade e liberdade. Com o capitalismo, com seu auge marcado pela revolução industrial, o jogo e o jogar assumem funções ligadas à lógica da produção e do consumo (VELOSO; SÁ, 2009: p. 03). Já Huizinga (2007: p. 33) contribui para a discussão, dizendo que:
Jogo é uma atividade ou ocupação voluntária, exercida dentro de certos e determinados limites de tempo e de espaço, segundo regras livremente consentidas, mas absolutamente obrigatórias, dotado de um fim em si mesmo, acompanhado de um sentimento de tensão e alegria e de uma consciência de ser diferente da “vida quotidiana”.

O lúdico seja através da brincadeira, do jogo ou esporte é essencial para a criança, tanto no relacionamento interpessoal, como de satisfação, de prazer, alegria, sensação de bem-estar, desenvolvimento global e principalmente para o dia-

a-dia, ou melhor, para a vida. “Quanto mais nos esforçamos por estabelecer uma grande separação entre a forma a que chamamos ‘jogo’ e outras formas aparentemente relacionadas a ela, mais se evidencia a absoluta independência do conceito de jogo”. (HUIZINGA, 2007: p. 09). Durante a atividade de lazer a criança tem o momento privilegiado para sua aprendizagem. As brincadeiras infantis resultam de experiências diretas com o adulto favorecendo a integração social, associado às novas significações para a construção do conhecimento. A brincadeira quando inserida em um contexto social, está dotada de traços culturais. A importância desses momentos é a contribuição para a formação da criança, através dos estímulos, desenvolver a criatividade e o despertar para a sensibilidade, pois um objetivo com as crianças é de contribuir para a instrução das crianças e ampliar o seu universo de conhecimento, lhe proporcionando prazer no ato de aprender. A criança aprende, interagindo de acordo com sua potencialidade. Só assim a criança terá a oportunidade de ser bem sucedida. A brincadeira para a criança é muito importante, pois,
Através de uma brincadeira de criança, podemos compreender como ela vê e constrói o mundo - o que ela gostaria que ele fosse, quais as suas preocupações e que problemas a estão assediando. Pela brincadeira, ela expressa o que teria dificuldade de colocar em palavras. Nenhuma criança brinca só para passar o tempo, sua escolha é motivada por processos íntimos, desejos, problemas e ansiedades. O que está acontecendo com a mente da criança determina suas atividades lúdicas; brincar é sua linguagem secreta, que devemos respeitar mesmo se não a entendemos (BETTELHEIM, 2002: p. 123)

Portanto a brincadeira envolve a criança na mais significativa arte do jogar, promovendo bem estar físico, moral, social e espiritual, através de ações positivas e lúdicas.

TERCEIRO SETOR O cenário mundial se apresenta como um movimento dinâmico de globalização no qual surgem, além de novas fronteiras econômicas, sociais e geográficas, crescentes conflitos culturais, religiosos e humanos (WESTPHAL, 2000: p. 02).

Com a globalização, os impactos e as necessidades que surgiram, verificou a necessidade de dividir a sociedade em setores, sendo eles: o 1º setor – Estado de direito, apresentando o papel do estado a respeito das políticas públicas, 2º setor – Empresas e corporações (mercado) para gerar economia e lucro e o 3º setor – Sociedade civil organizada (sem lucro). Atualmente o termo “Terceiro Setor” está em grande evidência, pois apresenta uma ordem social que se posiciona ao lado do estado e que expressa significados relacionados à nossa cultura no que diz respeito à realidade social, com entidades e ações que devem apresentar clareza nas avaliações nos projetos, acompanhar a promoção dos direitos, solidária nos direitos das políticas públicas, enfim com um facilitador.
O Terceiro Setor (em expansão) tem se apresentado e desenvolvido no Brasil, através das instituições sociais que realizam atividades sócioeconômicas, educativas e culturais, visando auxiliar a criança, o adolescente e o adulto no processo de desenvolvimento cognitivo e de inserção social. (PEREIRA, 2006: p. 02).

A área social vem crescendo, de forma positiva não só por conta de ONGs, mas também pelas ações populares, com a diminuição de taxas e impostos, melhora no desenvolvimento da educação popular e comunitária, valorizando o respeito às famílias de baixa oportunidade e renda, pois uma pequena parte da nossa população tem acesso à produção de bens e serviços e a maior parte de nossa população sobrevive com o que se resta. “Deve-se destacar que o crescimento das ONGs é um fenômeno mundial, e o Terceiro Setor já tem sido caracterizado como um novo setor da economia, o da economia social” (PEREIRA, 2006: p. 04). Atualmente o número de ONGs vem crescendo gradativamente por conta do desenvolvimento e crescimento econômico local, direitos sociais e contribuição com o nosso ambiente, mas a batalha continua, pois são muitos os problemas como, doença, saúde, alfabetização, preservação e conscientização quanto o meio ambiente, desnutrição, violência, paz e a educação, para que seja encontrada uma qualidade de vida para a população de nossas cidades.
Apesar de estarmos vivendo em um mundo globalizado, as cidades que concentram grandes contingentes de população vêm ganhando, nos últimos anos, uma importância significativa como espaço de intervenção e de mobilização em torno de projetos comuns e de interesses coletivos. Esses projetos necessitam, para seu desenvolvimento, da solidariedade social e da integração das políticas públicas urbanas. (WESTPHAL, 2000: p. 03).

Com o desenvolvimento de projetos estratégicos é necessário realizar ações em diversos ambientes, como por exemplo, escola, indústria, parques, espaços de lazer, sendo importante conciliar os interesses econômicos, a cidadania e o bemestar social. “Desde a década de 1980, o conceito de cidadania ocupa um dos centros do pensamento social e político brasileiro”. (PAOLI, 2002: p. 01). A cidadania é essencial para o desenvolvimento dos projetos e de necessidades para a nossa população seja qual for a sua classe, pois o significado de cidadania fica claro nas experiências sociais, sendo alternativa para a solução de alguns casos, principalmente quando se trata da violência, desemprego, miséria e demais problemas existentes em nossa sociedade. O terceiro setor tem recebido altos investimentos por parte do empresariado, sendo um investimento social, que assim expande o seu mercado e reforça a sua imagem, além de ensinar os empresários a lidar com assuntos ligados a realidade social e o marketing social.
Uma parcela desse empresariado, diante do aumento das desigualdades sociais e da pobreza no país, lança-se ativamente no campo social, chamando seus pares à responsabilização com o contexto onde desenvolvem seus negócios, e nesse movimento redefine o sentido e o modo de operar da velha filantropia, aproximando-a da noção de cidadania. (PAOLI, 2002: p. 07).

O empresariado com a consciência perante a cidadania contribui com a sociedade, sendo importante ferramenta para a expansão do terceiro setor. CONSIDERAÇÕES FINAIS O Terceiro Setor tem uma responsabilidade em oferecer sustentabilidade nas ações sociais para a comunidade local, e na oferta do lazer como prática saudável, visto que os espaços para essa prática estão restritos e pequenos devido às alterações do cotidiano e da sociedade atual. O lazer através da sua evolução e mesmo apresentando alguns cuidados e especificações, por meio dos tipos de lazer, sentimentos positivos e negativos envolvidos, objetivos através e com o lazer, necessidades, locais e o público-alvo, deve ser organizado, planejado e desenvolvido, como importante fator animador e motivacional na vida de qualquer indivíduo seja ele de classe baixa, média ou alta.

No Projeto Bola e Cidadania o lazer é uma das vertentes utilizadas na educação dos alunos, através das oficinas e atendimento prestado e por isso por maior que seja a necessidade devemos conhecer e respeitar o cliente, a vítima, o aluno, ou melhor, o ser vivo, que esta diante do mediador ou profissional. O fundamental é que todas as situações do dia-a-dia sejam interessantes para a criança e que o corpo e a mente sejam entendidos como componentes que integram um único organismo.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Marco A. B. A.; GUTIERREZ, Gustavo L. O Lazer no Brasil: do nacionaldesenvolvimentismo à globalização. Conexões, São Paulo, v. 3, n.1, p. 36-57. 2005. ARAÚJO, A. A. O Xadrez como atividade lúdica na escola: uma possibilidade de utilização do jogo como instrumento pedagógico no processo ensino-aprendizagem. Disponível em: <http:/xadrezfarese.blogspot.com/2009/09artigo-o-xadrez-comoatividade-lúdica.html>.Acesso em: 11 Jul. 2011. BETTELHEIM, Bruno. A psicanálise dos contos de fadas. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002. CARVALHO, A. et al. Brincadeiras de menino, brincadeiras de menina.Psicologia: ciência e profissão, Brasília, v. 13, n. 1-4, 1993. DUMAZEDIER, J. Valores e conteúdos culturais do lazer. São Paulo, SESC, 1980. HUIZINGA, J. In: Homo ludens: o jogo como elemento da cultura. 5. ed. São Paulo: Perspectiva, 2007. KISHIMOTO, T. M. Jogo, brinquedo, brincadeira e a educação. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2000. KISHIMOTO, T. M. Jogos infantis: o jogo, a criança e a educação. 14. ed. Rio de Janeiro: Vozes, 2007. LAKATOS, E. M.; MARCONI, M. A. Metodologia do trabalho científico. Procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicações e trabalhos científicos. 4. ed. São Paulo: Atlas, 1992. MARCELLINO, N. C.; Lazer e humanização. Campinas: Papirus, 1990. NEVES, E. B.; DOMINGUES, C. A. Manual de metodologia da pesquisa científica. Rio de Janeiro: EB/CEP, 2007.

PAOLI, M. C. Empresas e responsabilidade social: os enredamentos da cidadania no Brasil. In: SANTOS, B. S. (Org.) Democratizar a democracia: os caminhos da democracia participativa. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002. PEREIRA, I. F. Organizações não-governamentais no Brasil: o terceiro setor numa nova era econômica, política e social. Congresso internacional de pedagogia social. ano 1, mar. 2006. SILVA, T. A. C.; GONÇALVES, K. G. F. Manual de Lazer e Recreação, o mundo lúdico ao alcance de todos. São Paulo: Phorte, 2010. VELOSO, R. R.; SÁ, A. V. M. Reflexões sobre o jogo: conceitos, definições e possibilidades. EFdeportes, Buenos Aires, ano 14, n. 132, Mayo. 2009. WESTPHAL, M. F. O Movimento cidades / municípios saudáveis: um compromisso com a qualidade de vida. Ciência saúde coletiva, Rio de Janeiro, v. 5, n. 1, 2000.