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Astrologia Apostila de iniciação

Nota Preliminar
O presente trabalho é constituído – na sua quase totalidade – de trechos recolhidos das apostilas do Curso de Astrocaracterologia, ministrado pelo professor Olavo de Carvalho nos anos de 90 a 92, de que participei ativamente como aluno e que desde ent o passei a lecionar, inclusive a pedido do pr!prio professor" Ao longo dos cursos, fui percebendo o quanto a imagem p#blica da astrologia era, de fato, péssima $ o que acabava impedindo a compreens o da seriedade dos nossos estudos, fruto de anos de debate e de pesquisa, bem como um di%logo maduro e honesto com profissionais de outras %reas e ci&ncias" Como anteve'o a import(ncia dos estudos astrol!gicos no desenvolvimento do ser humano e, por sua ve), da sociedade, e como preocupo em dar continuidade * série de discuss+es esclarecedoras lan,adas pelo professor Olavo de Carvalho, fa,o, de suas palavras $ e das palavras trocadas com colegas de pesquisa $ as minhas, e tento rearran'ar todo esse imenso material discutido por n!s de uma maneira, digamos, -mais econ.mica/, sabendo que ao agir assim, corro o risco de macular a qualidade da obra original e de me descobrir traído por este sentimento de urg&ncia que, entretanto, me lan,a na tarefa de divulgar e disseminar toda a bagagem que a mim foi transmitida, esperando sinceramente que, por maior que se'a a escurid o e as trevas, sempre ha'a alguém que insista em transportar a lu)"

Capítulo 1 – A Astrologia no contexto da Antigüidade O Sistema das Artes Liberais

A antiga divis o do universo num desenvolvimento ob'etivo no espa,o e no tempo, por um lado, e numa alma que reflete esse desenvolvimento, por outro, '% n o serve para ponto de partida caso se queira compreender as ci&ncias modernas da nature)a" 0, antes de tudo, a rede de interliga,+es entre o homem e a nature)a o ob'etivo central da ci&ncia" 1erner 2eisenberg

3ara o homem moderno é inconcebível sequer levar em considera, o a possibilidade de que ha'a alguma rela, o entre os astros celestes e a psique humana" Afinal, isto que é chamado de -pura e remota possibilidade/ é considerado $ pelo homem moderno $ como um grande devaneio de apelo saudosista e nost%lgico, determinado pela cren,a corrente de que aquilo que é antigo, pertencente a tempos remotos, '% est% e sempre estar% ultrapassado, visto a evolu, o a que chegamos" 4ntretanto, se assim o fosse, de nada adiantaria a e5peri&ncia e o conhecimento '% conquistados pela gera, o dos nossos antepassados e, desse modo, teríamos sempre que come,ar do )ero, correndo o risco de cometer ent o os mesmos erros que eles inclusive '% cometeram por n!s $ tal como a crian,a que, insistentemente, leva choque ao colocar o dedo na tomada, apesar das advert&ncias do papai" 3or isto, antes mesmo de criticar a astrologia di)endo que ela é uma ci&ncia antiga que '% caiu em desuso, deveríamos rever as nossas no,+es de -novo/, -velho/ e, sobretudo, de -progresso/ – ainda mais quando se trata do progresso e da evolu, o do conhecimento" Afinal, o -novo/ n o pode significar, unica e e5clusivamente, a derrota e a destrui, o de algo que perdeu a sua validade e que, por isso, se tornou obsoleto, ultrapassado e -velho/" Ao contr%rio6 um conhecimento dito -novo/ também ocorre quando est% firmemente ancorado no que de melhor o passado '% edificou e quando se torna o melhor prolongamento daquelas pedras angulares que pavimentaram o solo onde pode se erguer toda uma cultura" Ou se'a6 o novo n o é somente uma derrota do velho $ é também a melhor continuidade do velho" O novo, no melhor das ve)es, é uma releitura que e5pressa uma síntese mais profunda e mais sucinta das sucessivas m%scaras com que os fatos foram se apresentando ao longo do tempo e que tornaram o conhecimento t o confuso e difícil" 3or isso, um conhecido dito -novo/ – e que possa ser considerado aut&ntico – deve na maior parte das ve)es abarcar a imensa massa incompreensível dos fatos, apresentando$a sob uma !tica clara e compreensível, dando$lhe uma lu) e um polimento até ent o ine5istentes" Avaliando o progresso e a evolu, o do conhecimento sob esse (ngulo 789, talve) se'a possível compreender a idéia e o valor que est o embutidos na palavra -tradi, o/, usada inclusive para qualificar um certo grupo de conhecimentos do passado da nossa civili)a, o e a maneira como ele era transmitido e ensinado" A esse conhecimento era dado o nome de Ci&ncia :radicional" 3ara compreend&$lo perfeitamente, devemos nos lembrar que a palavra -tradi, o/, etimologicamente, significa transmiss o" 4 que ele procurava transmitir certas no,+es de uma maneira em que nunca se perdesse a vis o do

con'unto – ou de uma maneira em que um novo campo de conhecimento pudesse ser abarcado pelo qu& de mais s!lido foi construído por outras disciplinas, tal como um ti'olo que, de unidade a unidade, vai compondo uma casa" Ali%s, o 3ensamento ou a Ci&ncia dita :radicional caracteri)a$se sobretudo por esta no, o6 de uma unidade essencial que determina uma hierarquia e uma ordem que abarca todos os fatos e5istentes, propondo uma interpreta, o do homem e do universo de uma maneira em que todos os fatos ca!ticos e dispersos se encai5em, encontrem o seu devido lugar e a sua devida e5plica, o e fa,am sentido, eliminando assim o absurdo e a incoer&ncia que geralmente abala e espanta a nossa intelig&ncia" ;este conte5to, n o deveria nos espantar o fato de que a astrologia tenha sido a disciplina que coroava o sistema de conhecimentos tradicionais chamado de Artes <iberais, e que pode ser visto como um grandioso sistema pedag!gico que, de disciplina em disciplina, se propunha a levar o indivíduo a elaborar a totalidade da e5peri&ncia de uma maneira em que ela se tornasse compreensível" ;a hist!ria da cultura ocidental esse sistema e5istiu, quase sem interrup,+es, desde a antig=idade até a idade média, se tornando o ber,o e a fonte de onde nasceram quase todos os conhecimentos mais significativos da nossa cultura, tal como resumimos no quadro que se segue6 AS A !"S L#$" A#S ci%ncias do tri&ium 'ram(tica6 disciplina que levava o indivíduo a perceber a base material em que se constr!i o discurso e que lhe d% um corpo 7 como, por e5emplo, no estudo dos sons das palavras e $ ainda em algumas culturas $ da imagem das letras9, demonstrando dessa maneira o elo e5istente entre a dimens o física e a dimens o ling=ística e simb!lica" L)gica6 disciplina que levava o indivíduo a perceber uma certa e5ig&ncia que move for,osamente o raciocínio numa dire, o específica, impulsionado pela necessidade de desenvolver uma síntese cada ve) mais abrangente dos fatos e que lhe coloca na condi, o de participar, em níveis e graus variados, de um plano superior, demonstrando dessa maneira o elo e5istente entre a dimens o cognitiva e a dimens o metafísica, isto é, entre a intelig&ncia individual e uma certa intelig&ncia universal, o <ogos" et)rica6 disciplina que levava o indivíduo a perceber que h% diversas e variadas maneiras de causar uma como, o e uma refle5 o no outro, estimulando$o a participar também da e5peri&ncia do conhecimento, se deparando, assim, com o fato de que a dimens o metafísica deve ser apreendida por cada intelig&ncia em particular, demonstrando dessa maneira o elo e5istente entre a intelig&ncia particular e a alheia" AS A !"S L#$" A#S ci%ncias do *uadri&ium Aritm+tica6 disciplina que levava o indivíduo a perceber n o t o somente o n#mero pela sua característica quantitativa visto que, para que as coisas se'am v%rias e possam ser contadas, elas t&m que ser necessariamente uma, isto é, ter unidade, revelando ent o o car%ter essencial e substancial das coisas e5istentes, a sua estrutura elementar, demonstrando que tudo é o que é por possuir uma -misteriosa/ for,a de unidade e integridade que fa) com que as coisas se apresentem e se'am desta maneira $ e n o de outra" A aritmética era, antes de tudo, um estudo das identidades"

por mais que historicamente esta unidade se mantivesse velada e n o fosse abordada te5tualmente de maneira e5plícita.o e5istente entre as tr&s no. o engenhosa de elementos díspares 'untados t o somente em vista do desenvolvimento pedag!gico a que se propunham" As Artes <iberais compunham um sistema.os e as rela. n o passava de uma astronomia significativa" 729 >esse modo. pelo menos.o e o ocupam. nem mesmo uma combina.+es anteriormente apreendidas. o de unidade. antes de tudo. por ser o que é. o 7da dimens o espacial9 bem como as de perspectiva 7da dire. um estudo astron.+es e5istentes entre a estrutura elementar particular 7o microcosmo9 e a estrutura universal 7o macrocosmo9. permitindo descobrir a unidade dentro da diversidade. revelando assim os la. se desenvolve ao longo de um tempo e ocupa um certo lugar que lhe s o muito peculiares. sensato6 afinal. o e5istente com as outras. que constituíam uma s! ci&ncia estudada sob sete aspectos diferentes. digamos. estipulando uma seq=&ncia ordenada que fa)ia da linguagem e das letras a introdu. isto é. o típico de cada coisa. demonstrando que as idéias de melodia e resson(ncia eram desenvolvidas com o fim de estabelecer o equilíbrio e a harmonia temporal" Astrologia6 disciplina que levava o indivíduo a perceber o la. o conhecimento da linguagem 7representado pelas disciplinas do trivium9 antepunha$se ao conhecimento das coisas e5istentes 7representado pelas disciplinas do quadrivium9.o entanto. e por mais que o conte#do de uma disciplina nem sempre demonstrasse claramente a correla. fa)endo com que os la. uma unidade dotada de coes o intrínseca. demonstrando que as idéias de propor. revelando o ritmo sob o qual tudo se desenvolve.os e5istentes entre elas se tornassem mais t&nues" . o espacial9 eram desenvolvidas com o fim de estabelecer o equilíbrio e a harmonia espacial" .a de planos e5istente entre a dimens o cognitiva individual e a dimens o do real $ bem como . t o íntimos e ine5tric%veis eram estes la.mico sobre o sentido e o significado de como todas as coisas est o arran'adas" A astrologia.os que se poderia di)er. se n o conhecemos o instrumento que nos torna possível o conhecimento $ a intelig&ncia $ como poderíamos nos certificar dos seus resultados quando ela penetrasse nos domínios da nature)a? @emos. a ordem dentro do caos $ tudo com o fim de estabelecer. espa.'eometria6 disciplina que levava o indivíduo a perceber como as unidades se distribuem ao longo do espa. assim.-sica6 disciplina que levava o indivíduo a perceber como as unidades se manifestam ao longo do tempo. podemos perceber que as Artes <iberais n o compunham um simples agregado casual de disciplinas. ora e meia. sem e5agero. demonstrando que cada coisa. isto é.o e tempo. sem o seu conte#do simb!lico" A astrologia era. que as disciplinas do trivium e do quadrivium pontuam uma diferen. se tornando representativa n o t o somente em cada uma de suas partes isoladas como também na estrutura do seu con'unto" 3odemos perceber também uma coisa muito mais interessante6 no conte5to das Artes <iberais. pois. uma disciplina se tornava mais valori)ada do que as demais. o compasso de dura. visto que. entre a no. o equilíbrio e a harmonia e5istencial" A astrologia era a disciplina que se ocupava com o estudo do significado do céu. enquanto a astronomia tratava somente do aspecto físico e descritivo deste mesmo céu. o necess%ria para o conhecimento da realidade e da nature)a" O que nos parece.

sim. o individualB /. uma distin. correspondendo * esfera absoluta dos princípios metafísicos" Com isto. o e era considerada como um mundo intermedi%rio. as 4struturas e as <eis Caiores nas quais estas se fundamentam e encontram um sentido.a de plano muito mais comple5a e5istente entre estas dimens+es para com uma outra dimens o6 a metafísica ou sobrenatural7A9" A passagem de uma destas dimens+es para a outra equivaleria a um salto de planos que pode ser encarado como uma verdadeira transcend&ncia. que cumpria a tarefa de levar o homem desde o conhecimento sensível até a esfera dos supremos princípios metafísicos" O conhecimento da nature)a valia sobretudo pelas suas reverbera. de um lado. %rea de transi. para além destas dimens+es. o entre estas n o é direta e e5plícita e s! pode ser mediada pelo ser humano" 4ste é. afinal. as estruturas e as leis da nature)a sensívelB 0. por e5emplo7D9.a cosmovis o grega. o de planos6 1. de outro.os de correspond&ncias/ que as igualam e as unem e que dissolvem todas as diferen.uma diferen. revelando os -la. muito embora esva)iado do seu verdadeiro significado6 o do 2omem como mediador entre o Céu e a :erra. <ogos.+es simb!licas. pelo vislumbre que podia dar de um plano superior. de uma dimens o metafísica ou sobrenatural" A totalidade da nature)a sideral configurava uma )ona de indetermina. correspondendo ao mundo humano de indecis o e liberdade relativaB /. 3hEsis.as e5istentes" 0 claro que a rela. e o das correspond&ncias entre ditos -planos superiores e inferiores/" Fomente considerando o conhecimento e a cosmovis o tradicionais é que conseguiremos compreender que a ci&ncia da nature)a n o estava voltada fundamentalmente para o aspecto sensível das coisas mas. o sentido presente em qualquer cosmovis o tradicional" . as estruturas e as leis da cogni. correspondendo * ordem repetitiva e mec(nica da nature)a sensívelB 0. o entre 6 . e. 4thos. a ser reali)ada pelo indivíduo humano" A divis o das Artes <iberais em trivium e quadrivium e5pressa. pois. reencontramos dois temas que tradicionalmente se repetem no meio astrol!gico. isto é. reconhecemos as seguintes dimens+es6 1.

enquanto que para a segunda o desenvolvimento do saber científico ocorreria através de muta. visto que ambos se referem a um plano que este'a para além do plano físico ou natural 1$ essa divis o tern%ria se mantém presente em toda e qualquer cosmovis o reconhecidamente tradicional e. envolvendo períodos críticos e revolucion%rios e fases de normali)a.Outra coisa a se observar6 na estrutura das Artes <iberais. Alma e 4spírito . o dessa atividade de media. Len 72omem9 e :ien 7Céu9B na crist . o moderna entre os dois termos nas suas 4tEmologiae" 3ara entender o significado que cada uma dessas disciplinas tinha. reconhecemos as dimens+es de :i 7:erra9. isto é. atmosfera. o e precursores. sem interrup. determinando uma altera. Corpo.meno. o de conceitos e valores que n o re'eitaria os da época precedentes visto que estes estariam sendo apenas revistos e reinterpretados sob uma !tica mais abrangente e universali)ante" /$ durante a Idade Cédia. 2omo e >eusB na idade média. progredindo através de an%lises e acréscimos que lhe dariam.+es. 'amais acumulando valores do período anterior e sempre rompendo com os mesmos" . enquanto que o domínio das coisas e da realidade era representado por D disciplinas $ e A 5 D G 82" >o)e eram. assim. de maneira contínua mas n o propriamente linear. as -possibilidades/ entre a palavra e a coisa. muito embora '% possuíssem conte#dos distintos e passassem a ser estudadas separadamente logo depois" Isidoro de Fevilha 7JK0$KAJ9 foi o primeiro a empregar a distin. entre o fen.+es6 na cosmovis o taoísta. o dos fatos pois. os termos astronomia e astrologia eram empregados indiferentemente para designar a mesma disciplina.atura. entre a realidade sensível e a inteligível" A astrologia. devemos lembrar que o sufi5o -nomos/ se reporta *s regras e as leis que regulam os fatos ou fen.menos enquanto o sufi5o -logos/ se reporta a ra) o ou ao princípio supremo que a tudo engloba e d% sentido $ de onde se subentende que a astronomia era a ci&ncia que estudava as leis que regulam os astros. as dimens+es de . tradi. o que a Hilosofia da Ci&ncia deveria considerar é que o conhecimento pode progredir e evoluir de ambas as maneiras. estando aberta aos conceitos de influ&ncia. para a primeira.+es. ou se'a.o entanto.meno e o significado do fen. e5pressam as mesmas no. por nomes diferentes. n o era mais do que um mapeamento e uma sistemati)a. digamos. sendo pois cumulativa. um ritmo ascensional. sem crises. enquanto a astrologia era a ci&ncia que estudava o sentido e o significado maior do arran'o dos mesmos" 0$ termos aqui utili)ados para e5pressar uma mesma idéia. o desenvolvimento do saber científico ocorreria em termos lineares e contínuos. o que é pr!pria do homem em estabelecer a cone5 o entre a realidade sensível e certos princípios metafísicos" Notas 1$ que n o corresponde de forma alguma * perspectiva continuísta e descontinuísta com que a Hilosofia da Ci&ncia tenta interpretar a evolu. o. portanto. o domínio da linguagem e do pensamento era representado por A disciplinas.

e com as quais comp+e o seu entendimento de mundo <OA C4RCSRIO @T.+es distintas 7chamadas de faculdades cognitivas9 que descreviam os modos com que o indivíduo percebia. o astrol!gica" O primeiro estudo se refere aos tratados do escol%stico Alberto Cagno 782K09 sobre o funcionamento da alma humana que.:O associa. o que. o da personalidade do indivíduo" O quadro de correspond&ncia abai5o tenta ilustrar todo esse conhecimento que assim pode ser resumido e sinteti)ado6 Astros celestes FO< 2aculdades cogniti&as I. o imediata que o su'eito tem de determinado dado t o logo este se apresente F4. o das infinitas possibilidades que o dado permite e oferece. o do dado @O. o dada pela psicologia da cogni. revelando o papel de cada uma na integra. dei5ou$nos como legado dois estudos importantíssimos que. moldando$ o de acordo com sua vontade RAUQO formula.O .OF CAR:4 LS3I:4R FA:OR. o emocional – ora agrad%vel. contribuiu muito para esclarecer as atribui. desde '%. o de regras e leis que o su'eito constr!i a partir dos dados obtidos pelas demais faculdades.+es de cada uma dessas faculdades.:IC4. sentia e lidava com as circunst(ncias ao seu redor" O segundo estudo se refere aos tratados do fil!sofo %rabe Cohieddin IbnNArabi 782A09 que associava certas -pot&ncias da alma/ a alguns planetas celestes" 0 claro que n o podemos fa)er vistas grossas a recente contribui. durante toda a sua e5ist&ncia.:OIPQO percep.FAC4.2aculdades Cogniti&as 3ara completar.:O altera. o instintiva que o su'eito tem perante o poder de a. o que se tinha da inser. se dava e se articulava em sete fun. segundo este. se tornam indispens%veis para compreender a concep. ora desagrad%vel $ que o dado provoca no su'eito 34. o que o su'eito fa) do dado com outros dados '% conhecidos HA.:AFIA imagina. foi pelo fim de sua e5ist&ncia $ séc" MIII $ que todo o conhecimento reconhecidamente tradicional deu mostras do longo e proveitoso amadurecimento por que atravessou e que.:A>4 e5press o da liberdade que o su'eito se d% perante o dado. o do homem dentro do cosmos – e também para vislumbrar quais teriam sido os critérios com que se reali)ava uma interpreta. vislumbradas pelo su'eito 4F:ICA:I@A rea. como uma %rvore que atinge o seu ob'etivo ao desenvolver frutos.

desde '%.menos. no entanto. devolvendo ent o * mente contempor(nea um vislumbre do que poderia ter sido esse sistema unificador. por um ladoB /. espantados. onde todas as coisas fa)iam sentido" Cas. o/ entre princípios absolutos e atemporais e a atualidade dos fatos" Ali%s. o viva do que significou esse universo intelectual e espiritual. pois. por outroB 0. o. imersa e presa nos fatos" >everíamos. que alguns desses tratados foram reencontrados 7gra. e do misterioso enlace na intelig&ncia humana" A cosmo &isão !radicional e a cosmo &isão . artístico e ético do ser humano" Oma li. nos limitaremos a apontar um ou outro fator que. o eterno e o provis!rio" 4sta parece ser a lei fundamental de todo o conhecimento que se comp+e6 1. onde se demonstraria os in#meros fatores que estavam em 'ogo neste momento e que concorreram para uma mudan. em pleno século MM. somente agora. contribuiu para que esta mudan. de princípios. sim.a definitiva na maneira como o homem encarava o mundo" Aqui.a e como ela se processou" 4 isto porque esta mudan. muito embora tenhamos que e5plicar a nature)a desta mudan. simbologia e religi o comparada9. fica rodopiando em falso. poderíamos tirar desse patrim. entender os motivos pelos quais todo este patrim. para a Hilosofia da Ci&ncia este momento é chamado de -ruptura epistemol!gica/7K9. o que pode ser vista como uma verdadeira ruptura" Ali%s.menos" 4sse talve) se'a o método6 ao adot%$lo n o fa)emos sen o seguir o preceito tradicional de tentar unir $ como é miss o do 2omem $ o Céu e a :erra. deste modelo proposto pelas Artes <iberais e pelas Ci&ncias :radicionais percebemos. de fatos e fen. esta é a prerrogativa da ci&ncia moderna que tenta estudar os fatos * lu) de princípios $ muito embora se esque. o desenvolvimento científico.as aos estudos de antropologia. por isso mesmo. inclusive. impedindo. e é o termo usado para designar uma época em que houve um salto repentino de uma determinada cosmovis o para outra.a ocorresse. pois. de uma s! ve). ao longo do tempo.nio intelectual e espiritual foi se tornando esquecido e obsoleto.a do conte5to em que se situa a sua proposta e.a n o implicou numa progressiva revis o crítica de todo o conhecimento '% conquistado mas. essa unidade do conhecimento que coordenava e promovia.nio greco$medieval6 h% a necessidade de estabelecer uma -rela. que a astrologia pudesse ser compreendida em toda a sua e5tens o" Cas tal entendimento e5igiria por si s! quase que um ensaio * parte 7J9. sem qualquer . visto a incapacidade da cultura atual em desenvolver seus conhecimentos de uma maneira integrada $ o que s! seria possível se tivesse conservado na mem!ria a intui. o quanto que o entendimento $ se'a l% do que for $ para o homem moderno corre o risco de se esvanecer e nunca se estruturar. tentar ver além dos fatos e dos fen. numa s#bita altera. no entanto. o universal e o particular.>iante.oderna Resta$nos.

a '% se processa a -morte a >eus/.a a formar o seu pr!prio quadro de intelectuais que passaria a se e5pressar através da língua natal recém instituída. o amena e elegante.ature)a que se tornaram. de analogia e de sentido para um conhecimento que procura se fundamentar cada ve) mais sobre a no.elabora. o homem se outorga um lugar no trono dos fatos e da nature)a de onde pretender% govern%$los ao longo dos séculos vindouros. através do qual todas as coisas revelam somente o seu aspecto ef&mero e transit!rio" Com o advento da Renascen. '% n o se considerava a dimens o metafísica ou sobrenatural como a dimens o necess%ria que dava a cada coisa o seu sentido e o seu valor" A partir deste momento.+es ainda e5istentes pudessem ser esclarecidas e propiciar um novo avan. o de ordem. colocando$o sob novo patamar" . preferindo as palavras *s idéias" Isto ocorreu de tal maneira que a atmosfera intelectual reinante '% n o era a da -seca terminologia técnica/ e5igida pela l!gica e pela dialética escol%stica mas. acumulando dados sobre o reino ob'etivo $ sem questionar o sentido que. é quem se torna o Rei Fupremo e Absoluto" A partir da Renascen. permitindo o desenvolvimento desintegrado das disciplinas do 2omem e da . estando na esfera do espírito.a que a aristocracia come.menos e passa a acreditar que tudo pode ser e5plicado por este prisma. é pelo menos necess%rio mencionar que o obscurecimento progressivo da dimens o metafísica e sobrenatural foi historicamente consolidado6 " pela bula papal de Hrei Inoc&ncio III 7séc" MIII9 que d% solu. ao longo do tempo. é retirado do hori)onte intelectual humano a perspectiva de uma e5plica. mesmo que somente séculos mais tarde viessem a decretar e assinar seu atestado de !bito 7V9" >urante este período se reali)a a passagem de um conhecimento que era fundamentado sobre a no. o homem.a como esta ocorresse? >entre v%rios. fi5am$se os limites da ci&ncia profana que fica encarregada de investigar somente o mundo material. estimulando assim o pendor de filosofar literariamente. eliminando definitivamente tudo aquilo que pudesse lhe ser superior. sim. decretando que a busca de >eus no íntimo do indivíduo e por iniciativa do indivíduo é pura heresia. de modo que as contradi. passa a ser monop!lio do clero cat!lico e daquilo que passou a se chamar a ci&ncia sagradaB " pela desenvolvimento inflacionado da ret!rica que acabou suplantando e desprestigiando a l!gica. o mais transcendente e universali)ante visto que o homem mergulha totalmente no mundo dos fatos e dos fen. o de realidade e de ob'etividade" 0 a partir deste momento que a cosmovis o dei5a de ter uma estrutura tern%ria 7. .a pelo século M@I. o mais sofisticada do quadro de valores e conceitos das épocas anteriores.ature)a$2omem$>eus9 e tenta ficar em pé somente sobre uma estrutura bin%ria. o final a luta contra os gn!sticos. t o corrente na Idade Cédia" Ali%s. n o houve um verdadeiro avan.nicas e que no século M@II ser o oficialmente separadas com a abertura das faculdades parisienses de <etras e Ci&ncias 7W9" Cas""" quais foram os fatos que de alguma maneira contribuíram para que uma mudan. e que somente dentro e através da Igre'a Cat!lica o 2omem pode alcan.o do conhecimento.a realidade.o ou progresso do conhecimento '% e5istente6 houve uma nova maneira de conhecer as coisas e de se encarar o mundo" Através desta nova !tica. duas correntes completamente antag.ar o conhecimento transcendente" >essa maneira. a da conversa. é pela Renascen. '% que ele.

tomando$os como se fossem a realidade mesma. o na nature)a. o que é muito bem colocada séculos mais tarde por 4dmund 2usserl. o foi rebai5ada de fun. uma queda de nível do discurso" A grave conseq=&ncia disto é que se perde a confian. o que caracteri)a a mente preparada e letrada é compreender que. os argumentos '% n o valiam mais pela sua demonstra.asse m o do ato cognitivo supremo reservado para conhecer >eus e somente a >eus.recheada de floreios" >esse modo. acabou voltando as costas para o real manifesto a ponto de sub'ug%$lo e desmerec&$lo até substitui$lo definitivamente por equa. de sua transitoriedade e precariedade? >esse modo. o ser humano desenvolveu o ofuscamento da intelig&ncia perante a comple5idade c!smica" 4ste ofuscamento provocou a distor. o do que se'a -raciocinar corretamente/" Ali%s. no século MM 799 " pelas observa. a que deu o nome de douta ignor(ncia. o rigorosas" 3or causa desta aparente semelhan.a decisiva de mentalidade6 afinal. é de nature)a incerta. sem que o resultado obtido fosse melhor do que aquele que '% se obtinha por via racional" Afinal. a conclus o do raciocínio ser% t o verdadeira quanto * premissa" 4ssa transfer&ncia da veracidade da premissa * conclus o é a grande conquista da educa.o entanto. sem limites definidos.ou por operar com realidades mentalmente construídas 7com modelos9 e que.a e5istente entre a infinitude c!smica e espacial e a infinitude de >eus. e pelo fato da ra) o humana se mostrar impotente para equacionar tanto a infinitude espacial quanto a divina. desenvolve$se com o passar dos séculos a idéia de que as rela.+es meramente possíveis.+es entre idéias e 'uí)os9 e a l!gica material 7rela. n o sendo terminado em seus constituintes. visto inclusive a hostilidade irracional que aí s o desenvolvidas contra a idéia dos princípios universais – situa. faltando$lhe completamente precis o e determina. muito embora reconhecesse que somente >eus era. provis!ria.+es l!gicas se'am unica e e5clusivamente -fen. ine5ata e cambiante" 3ode$se duvidar da sensate) desse empreendimento mas é certo que esse foi o caminho seguido pela evolu. mais reais do que a pr!pria realidade fenom&nica" :al proposta significou a ruptura decisiva entre a l!gica formal 7as rela. por esquemas de rela. e que permitia ao fil!sofo captar intuitivamente o que a ra) o n o abarcava" Com isso. perde$se a no.icolau de Cusa sobre a semelhan. o. com o tempo. o conhecimento da nature)a foi elevado ao estatuto de mistério e a intui. o e5austiva mas pelo seu encanto persuasivo" 2%. proporcionando um desenvolvimento até mesmo e5traordin%rio do primeiro. o científica proporcionada por Xalileu no século M@I que come. o da ci&ncia moderna" A filosofia de . o abandono da dialética em favor da ret!rica se tornou uma mudan. acreditou que a nature)a espacial s! se tornaria conhecida plenamente se o indivíduo lan. se partir de uma premissa real e se raciocinar corretamente. infinito e que o universo era apenas interminado. isto é. o entre a l!gica formal e as coisas efetivamente conhecidas9.+es matem%ticas. por si s!.menos da mente/ $ um estilo de pensar que redu) tudo a um mero psicologismo e que toma de certo prestígio os meios universit%rios e científicos. que passava a se encarregar da tarefa ingl!ria de se certificar daquilo que.+es feitas no século M@ por . que mais poderíamos obter sen o a prova cada ve) mais absoluta e certa da medida relativa e incerta das coisas.a no poder cognitivo do discurso l!gico e dialético em conhecer a realidade" . muito embora instaurasse um verdadeiro div!rcio entre ambas e decretasse por fim o desvario da ra) o" >iante da fal&ncia da l!gica e da ra) o. o porque é isto que permite que o su'eito saiba de muitas coisas sem necessitar da e5peri&ncia pessoalB " pela famosa revolu. isto é. assim. o $ funcional e conceitual – da mais nobre faculdade humana. focando a intui. de fato.a.

o Conde de FhaftesburE 78KV8$8V8A9.o. Hriedrich CeinecYe 789AK9.icolau contribuiu. ent o su'eito ativo da vida social '% n o era o homem e. mesmo que involuntariamente. se deleitava com o concreto e e5istencial" Ali%s. nem homem e nem coisa nenhuma6 a #nica realidade é o pr!prio acontecer – a hist!ria" 4sses fatos. na maneira como as coisas concretamente se desenrolam e se processam através do tempo" Com isto. foram capitais para que uma mudan.a de mentalidade ocorresse. o pior desta mudan. a sociedade" Com isto. t&m$se a vis o do universo como um processo vivente. '% n o h% mais ser. o da personalidade humana e dos fatos como um processo que se desenvolve e se cria no tempo" 3ara este historiador. o radical de um problema pré$científico em uma . este é o momento em que ocorre a emerg&ncia mesma do saber científico e que e5prime a transforma. inverte$se mesmo o significado tradicional do conceito ess&ncia6 antes. <eibni) 78KDK$8V8K9 e até mesmo Xiambattista @ico 78KKW$8VDD9 fundam um novo cogito6 a base dos conhecimentos humanos n o estaria mais numa estrutura absoluta. e qualquer outra tentativa de se falar sobre o assunto seria como que -chover no molhado/ 4$ corte que marca o advento do saber científico no domínio das ci&ncias naturais e que estabelece uma profunda separa.a conceitual é que ela abala a confian. cu'a vis o da nature)a humana como uma ess&ncia fi5a e imut%vel permanecera dominante apesar de todas as muta. isto é. sob pena de se criar um impasse cada ve) maior que afastar% a astrologia de toda e qualquer compreens o" Notas 3$ o que inclusive '% foi feito pelo pr!prio Olavo de Carvalho no livro O LAR>IC >AF AH<IPZ4F.a de pensamento ocorrida em torno do ano de 8V00 e que foi muito bem observada pelo grande historiador do 2istoricismo. como ele materialmente e temporalmente se apresenta e que o tornam #nico e irrepetível" . sim. quando se processa uma ruptura do pensamento europeu com o universo abstratista dos gregos. o do :empo e a >ivini)a. o do ser..+es pelas quais este ser passaB depois. antes.o entanto. alterou$se também o corpo de conceitos e valores da cultura $ e que precisam ser relembrados. o que promoveu uma vis o e uma an%lise do mundo bem diferenciadas das épocas anteriores" Com isto. o social. da sua singularidade. o indivíduo passa a ser visto como um sinal algébrico va)io cu'o valor ser% determinado pelo resultado de uma equa. abstrata e universal e. o de subst(ncia real – mais real do que os indivíduos que a comp+e" >esse modo. vislumbrar o essencial mas que. agora.+es espirituais ocorridas na Idade Cédia" A partir deste momento. se o indivíduo n o tinha uma nature)a dada mas era o resultado de um processo. o entre o pensamento antigo e medieval e o moderno" 3ara Xaston [achelard. muda$se o foco da aten. din(mico. em especial nos capítulos a >ivini)a. dada a superioridade ontol!gica desta sobre aquele" A sociedade passava assim a condi.a na imutabilidade e universalidade da nature)a humana visto que. sim. e a intui. nem universo. o humana que procurava. para o advento de uma ci&ncia amputada da sua rai) metafísica" " pela mudan. o do 4spa. designava uma unidade estrutural que representava o princípio interno da diferencia. sendo como que o algoritmo de todas as transforma. bem como outros. passou a designar as características mais específicas e mais particulari)antes deste ser.

:1O CO<:OR4F. Hriedrich . 'amais contemplando e abarcando as suas possíveis rela. este corte se deu #nica e e5clusivamente no domínio da física. de Cichel Houcault – 4ditora Cartins Hontes $ 8992. tratando$se pois de um ato de funda.quest o científica. a partir do qual todas as tentativas de retorno a no.+es que prevaleciam antes s o eliminadas" . tal como era considerado pela cultura do período anterior" 5$ pelo fim do século MIM.+es com o domínio metafísico e humano. onde se indaga sobre o porqu& do fracasso das ci&ncias. de Charles 3ercE Fno\ – 4ditora 4dusp $ 899J 7$ vide a sua confer&ncia que foi transformada num pequeno e maravilhoso livro intitulado A CRIF4 >A 2OCA. perguntando$se pela origem dessa crise e redescrevendo a tra'et!ria da ra) o ocidental" . o de uma ci&ncia.I>A>4 4ORO30IA 4 A HI<OFOHIA.iet)sche proclamou6 ->eus est% morto/" 6$ @ide as seguintes obras6 AF 3A<A@RAF 4 AF COIFAF.o entanto.

ora preta. pode se apresentar e se manifestar ora malhada.+es específicas que um $ aquele que ca. sem as quais. da família dos felídeos. e sendo essa impossibilidade uma necessidade inerente da sua nature)a e n o algo imposto $ a n o ser que se diga que é algo imposto e ditado pela sua pr!pria nature)a *ualidade ação se refere *s propriedades sensíveis do $ aquele cu'a pelagem ora é ser. tais como as Categorias Aristotélicas7809. n o poderemos dei5ar de constatar de que em tais termos se misturam com freq=&ncia e5agerada elementos genericamente conhecidos e elementos especificamente astrol!gicos $ elementos que convencem a todos e elementos altamente controversos" 4 no seu uso impensado se ocultam diferen. -correspond&ncia/ e -correla. de um animal mamífero. e usado comumente para combate aos ratos se refere ao que é pr!prio de um ser e de nenhum outro. digitígrados. lisa ou curta e etc""" se refere *s a. -conformidade/. gato $ aquele que encarna tudo aquilo que sabemos ser a verdadeira no. representado pelos destinos terrenos. *s características físicas com que ele branca. *s suas características mais essenciais e. seria interessante que recorr&ssemos a certas no.Capítulo ## – A Astrologia e alguns de seus impasses A noção de ess%ncia e de exist%ncia ]Fe lan. de unhas retr%teis. sendo impossível a este ser se apresentar Subst<ncia de uma outra forma que n o esta com 7829 que ele necessariamente se apresenta.as importantes por debai5o de f!rmulas sofisticadas e sugestivas" Cada ve) que se usam tais palavras cabe indagar de que tipo de analogia se est% falando" Om di%logo significativo entre concep. este ser seria inconcebível pois ele n o e5istiria.nicas se sustenta com tais esclarecimentosB adoece quando insistimos em manter a polival&ncia das palavras"] Sieg8ried $9:ringer 3ara entender melhor aquilo que os astr!logos chamam de ess&ncia de um ser humano.armos de novo um olhar sobre todo o discurso astrol!gico de -analogia/. o/ entre o plano superior dos astros e o plano inferior.a ratos . carnívoro. isto é. domesticado pelo homem desde tempo remotos. sendo portanto todos os seres compreendidos por qualquer uma dessas categorias.+es filos!ficas.+es antag. onde se tentou formular os diversos níveis de propriedades com que um ser 7889 se caracteri)a e se apresenta. desses -níveis/. o da -gatidade/. a saber6 Categoria ní&el de propriedade descrição exemplo. ora castanha.

enquanto o necess%rio e5pressa uma condi. sendo que todos os outros lhe seriam subordinados. mas n o sendo por isso nem necess%rio nem constante 78K9/" A no.ado por c es se refere *s rela. o entre subst(ncia e acidente da mesma maneira que e5iste entre ess&ncia e e5ist&ncia $ sendo a ess&ncia uma coisa enquanto a e5ist&ncia é totalmente outra" 3or isso. o de tal distin. o – ou da pr!pria subst(ncia? 4 isto porque. o do que um ser é pela matéria de que ele é composto. ao todo. isto é. por mais difícil que fosse reali)ar verbalmente tal descri. seria necess%rio que o astr!logo tivesse no. se esquecendo de que. s! temos a no. contingentes. que h% uma distin. se'a qual for a propriedade que voc& este'a dando e predicando a um ser ou a um ob'eto. da a.o entanto. o de ess&ncia ocorre porque. a de subst(ncia visto que. os acidentes e5pressam tudo aquilo que pode ou n o acontecer a este ser desde que ele tenha se manifestado e passado a e5istir" O acidental distingue$se por isso do essencial" >istingue$se também do necess%rio. o. qualquer que ela se'aB assim. refletindo ent o as diversas maneiras com que um mesmo ser pode e5istir e se apresentar" 3ara este fil!sofo. isto é. em maior ou menor grau" 3ara Arist!teles. na maior parte das ve)es. e também branco. estar sentado pode pertencer ou n o a um mesmo ser determinado. o essencial e de retratar aquilo que um ser é. sendo esta forma e5pressa por . etimologicamente. sobre as características que porventura esse ser toma quando ele assume uma e5ist&ncia e se manifesta. se a subst(ncia e5pressa o que o ser é.+es específicas que um $ aquele que participa da vida determinado ser pode manter doméstica do ser humano F o. para que qualquer ser se manifeste.as. por conseguinte. vem do original nec cedo. a encargo do tempo e suas mudan. atualmente. 80 categorias78A9. pelas suas propriedades sensíveis. provis!rias. o que Arist!teles formula sobre os acidentes de uma subst(ncia. sim. o acidente -é aquilo que pode pertencer a uma s! e mesma coisa. sendo estas características nem sempre essenciais e. h% de se distinguir os predicados que lhe se'am substanciais e que tradu)em as suas características mais essenciais. de tal modo que o acidente é fortuito e contingente. pois nada impede que a mesma coisa se'a branca ou n o branca78J9/" O acidente -é aquilo que pertence a um ser e que pode ser afirmado dele em verdade. o que cumpre salientar é a no. podendo e5istir ou n o e5istir. e as cinco acima e5postas '% servem para demonstrar a preocupa. pois.determinado ser pode cometer paixão relação se refere *s a. a subst(ncia era o nível de propriedade suprema pois somente ela podia dar conta de uma descri. ele vai ter que se manifestar de uma forma e n o de outra. circunstanciais" A dificuldade de entender tal no. oi 78D9" . o aristotélica em distinguir e verificar qual o nível de propriedade est% em quest o quando se di) que um ser tem determinada característica6 é uma propriedade do nível da qualidade. s! e5iste deste modo" Ali%s. se o hor!scopo é de fato um instrumento capa) de retratar uma ess&ncia humana. para que n o predicasse o indivíduo com características que n o lhe s o pr!prias e essenciais e. assim. o que n o pode ser de outro modo e que. significando tudo aquilo que n o cede e permanece constante" 3ercebemos. por e5emplo. o de acidente contrap+e. a palavra necess%rio.+es específicas que um determinado ser pode sofrer $ aquele que é ca.

que as coisas s o o que s o 'ustamente porque h% uma necessidade imperiosa que fa) com que assim elas se'am e n o por haverem outras causas intervenientes. distinguíveis e reconhecíveis. de nature)a física ou hist!rica" Afinal. todo ser tem uma forma $ uma necessidade $ que lhe é pr!pria. chegar a hipop!tamo $ o que nunca ocorre" 0 essa impossibilidade l!gica e concreta que fa) com que os seres se'am tal como s o. respons%veis por determinado efeito ou conseq=&ncia esperada $ mas h% a causa formal. com identidade pr!pria $ com status ontol!gico. assim. sim.+es científicas. analisaremos a mudan.a. o" 4sses quatro aspectos s o os que distinguimos abai5o e. e5igindo que uma e5plica. o de unidade sempre ocupou a mente do homem antigo" 3ara este. de ma. o que lhe é pr!pria e. h% causas suficientes para que uma ma. e que delimita de antem o a an%lise e o estudo. respons%vel para que uma coisa se'a o que ela é" Arist!teles inclusive imp. é a forma mais fundamental que cada individualidade se arroga e toma" >esse modo. $ e n o um hipop!tamo6 a sua e5ig&ncia formal e estrutural. assim. * titulo de e5emplo. diferente da de qualquer outro ser. a condi. h% certas características nos seres que n o s o acidentais e. sendo uno e íntegro de uma forma específica e e5pressando a sua individualidade de uma forma que lhe é inerente e particular" Ali%s. e que tem características que lhe s o pr!prias e que '% e5igem que o processo se d& uma forma e n o de outra" >escrever a causa formal é especificar o ser no qual o processo a ser analisado se d%. como diria um bom fil!sofo $ pois t&m uma forma que lhes é pr!pria e inerente" 0 claro que h% as causas eficientes. a no. eles tomariam aleatoriamente formas variadas. sendo tal unidade a e5press o maior de uma necessidade fundamental que cada ser tem para ser o que é" >esse modo.s um requisito adicional *s interpreta. em termos humanos. se n o houvesse esta causa formal determinando que os seres se'am de determinada maneira. sempre houve um misterioso ne5o de unidade que coere e d% uma forma específica a tudo que e5iste e se manifesta. s! conhecemos um ser humano $ na sua ess&ncia $ na medida em que reconhecemos ou percebemos as características que s o necess%rias a sua coes o e unidade. o adequada de um processo deveria especificar todos os quatro aspectos da causa. havendo somente uma #nica causa para que ela se'a mesmo o que é $ uma ma. e esta forma fundamental e necess%ria é o retrato e a e5press o da sua ess&ncia" 3or isso. isto é. pois.a de cor da pele do camale o * medida que se desloca numa %rvore6 1 Causa 8ormal G corresponde ao ser em que este processo ocorre e se d%. por isso mesmo. uma causa de nature)a ontol!gica 78W9" Ali%s.uma e5ig&ncia de unidade e de integra. apodre. tendo pois cada ser uma forma de se individuali)ar e de se distinguir dos demais. visto que cada ser é o que é e s! pode se manifestar se cumprir determinadas e5ig&ncias" A ess&ncia e5pressa. formais 7essenciais9. que s o e5igidas pela sua identidade" 0 como di) Christoph Fig\art78V96 -A ess&ncia é a unidade de um ente na medida que reivindica para este ente a necessidade de certas propriedades/" 3ercebemos. que é. o b%sica e necess%ria para que qualquer coisa se'a e. no m%5imo. de modo que seria possível a um ser tomar provisoriamente uma forma e depois outra e. corrigindo eventuais .

o química correspondente na pele do camale o" Causa 8inal G corresponde ao final do processo.+es s o apresentadas6 o ORXA. é um sinal de anormalidade" / 0 1 Causa material G corresponde a subst(ncia contida na pele. é um sinal de normalidadeB no segundo. que é a do camale o escapar * detec. do que ele é" >esse modo. o como esta consegue nos demonstrar que. é acidental e circunstancial" 0 possível. que lhe d% unidade e identidade pr!prias" :arefa e5tremamente %rdua e comple5a e que nos parece !bvia e enfadonha mas que. a obra de C%rio Herreira dos Fantos >AF CA:4XORIAF. o pelos seus predadores" Fomente uma diferencia. 'amais permitir% reali)ar aquilo que a astrologia ao longo dos séculos disse ser capa)6 diagnosticar o que é típico e essencial em um ser humano" Notas 1=$ recomendo. um ob'eto.a substancial entre a mudan. a sua finalidade. o esta acompanhada por uma mudan.a de cor da pele do camale o e da pele do homem6 no primeiro. 'ustamente para que possa sofrer de tal a. n o apenas as nossas a. h% uma diferen.erros" Afinal. se n o chegasse a ser nada. necessariamente teria que ser algo antes pois. nele.a de lu) refletida e uma varia. descrev&$lo em sua ess&ncia. um fen. que sofre a mudan. pois. o sobre outra. ou se'a. transi. o? Feria impossível" 0 necess%rio.a de cor" Causa e8iciente G corresponde * transi. aquilo de que s! n!s podemos padecer e sofrer" O que possibilita a descri. o e a pai5 o de um ser dependem da sua ess&ncia.O. em particular. o e da pai5 o est o condicionadas *s da subst(ncia6 a a. preferi usar o termo ser para designar uma coisa. o entre ente e ser é t o importante que foi tema de v%rios debates filos!ficos" . se n o fosse nada. onde se analisa a obra aristotélica em que estas no. o" 4 este algo característico de que se constitui um ser é determinado por um causa de nature)a formal e 'amais de nature)a eficiente ou material. pois. desde que saibamos6 8"distinguir as coisas em ess&ncia e em e5ist&nciaB 2"discernir a e5ig&ncia formal de cada coisa. para que qualquer coisa e5ercesse uma a. é formal e essencial e o que. ou melhor.meno – inclusive um ser" A distin. como costumamos pensar 7899" 3or isso que Arist!teles disse que as categorias da a. no indivíduo. o que se d% entre o que. o da folha para o ramo. o qualquer se'a algo.+es est o delimitadas por aquilo que somos como também as nossas pai5+es. falar de um ser. para facilitar a compreens o do leitor no assunto abordado. se n o for e5ecutada. que o ser que sofra uma a. como poderia ent o causar ou sofrer uma a. 11$ deveria estar usando aqui o termo filosoficamente correto6 ente" 4ntretanto. o de um ser em suas características essenciais é 'ustamente essa diferencia.

ele -v& mais/ do que um observador destreinado" 4le sabe o que deve olhar" Ali%s. tempo.1/$ subst(ncia G sub ^ stare G aquilo que est% por debai5o das coisas e as sustenta 10$ subst(ncia. o matem%tica que o e5emplificasse" 3ara ele. mostram$se também indispens%veis para o bom discernimento daquilo que vem sendo chamado de ess&ncia individual" . de Christoph Fig\art – 4ditora :hoemmes $ 899J 16$ ontologia G estudo do ser.s classificar umas JD0 espécies biol!gicas" 13$ em :_3ICOF. que se prop. lugar. o e5clusiva com as causas formais.menos e esta faculdade e5pressava uma certa vis o interior" :radu)ia a capacidade de ver o que era -essencial/ nos dados da e5peri&ncia sensorial" 4sta capacidade seria an%loga aquela -vis o/ típica de um ta5onomista" :a5onomista é um cientista que aprende a -ver/ os atributos genéricos e as differentiae de um espécime" >e certo modo.+es de predispon&ncia e emerg&ncia que.+es numéricas e geométricas no conhecimento da física" Os 8atores de emerg%ncia e predispon%ncia Reconhecemos que s o por demais comple5as as rela. obra do autor" 14$ em C4:AH`FICA. a abordagem pitag!rica sofria da preocupa. nele. formula as no. era facultado ao homem a capacidade de perceber intuitivamente os princípios gerais dos fen. obra do autor" 15$ em <OXIC. por mais que reconhecesse a import(ncia das rela. o. posse ou condi. o e pai5 o 11$ para Arist!teles. fil!sofo brasileiro. o ou posi. qualidade. a despeito desta dificuldade. o pr!prio Arist!teles foi um ta5onomista de grande &5ito. o. situa. o. é uma propriedade formal e essencial e o que. é somente uma propriedade acidental e circunstancial" . rela. quantidade. desde '%. daquilo em que consiste o ser em si" 17$ as causas eficiente e material s o as causas com as quais a ci&ncia moderna se limita a trabalhar e operar" Arist!teles inclusive '% havia criticado os fil!sofos que procuraram e5plicar um processo e5clusivamente em termos de causas materiais e eficientes" Criticou também os fil!sofos pitag!ricos que acreditavam e5plicar um processo quando encontravam uma rela. num ser. tal comple5idade é muito bem analisada 7209 e e5posta quando C%rio Herreira dos Fantos.o entanto.+es que se estabelecem entre o que. a.

seria a pr!pria emerg&ncia" Isto significa que 'amais a emerg&ncia e a predispon&ncia v o estar separadas e que a identidade concreta de um ser resulta em parte da sua emerg&ncia e em parte da sua predispon&ncia. h% certos aspectos sem os quais ele n o poderia ser o que é e nem e5istir. havendo pois uma fus o entre os fatores que predispuseram a emerg&ncia desta forma e a forma mesmaB /. proporcionalmente * nature)a do ser.Como vimos. a emerg&ncia. pois. que a influ&ncia e5terna que um ser pode sofrer $ a pai5 o $ é proporcional a sua forma interna e que. digamos. e outros que poderiam variar sem que no entanto ele dei5asse de ser o que é" >esse modo. e5istem muitas maneiras de fa)er com que uma mesma coisa ocorra" >esse modo. aquilo que ele é. ocorrer e e5istir" >esse modo. foram se somando uns aos outros. ou melhor6 para que um ser sur'a e apare. h% outros aspectos no ser que.os porém discerníveis" :odas estas observa.a a predispon&ncia" A rela. o" 0 por tais raciocínios que podemos. admitir que6 1. mesmo n o precisando estar incondicionalmente nele. tudo aquilo que num ser é absolutamente essencial para que ele se'a o que é denomina$se emergenteB é. pois. sem os quais. nada poderia se manifestar.os comple5os entre o que. da mesma maneira. os aspectos emergentes n o poderiam se manifestar. muito mais íntima do que parece" Fabemos. todo ser é o que é 'ustamente por ser. mesmo n o fa)endo parte intrínseca dele. a forma do ser 'amais vai emergir e se manifestar de maneira. e isto porque. criando la. mas somente através de elementos que a predispuseram aparecer e que. a sua ess&ncia. o do emergente e do predisponente é. depende de uma condi. aos poucos. de tudo aquilo que ele concretamente é. é conveniente lembrar que predispor quer di)er -aquilo que est% de antem o arran'ado. pura.a. uma -fus o/ de propriedades que lhe s o formais e estruturais e outras que lhe s o circunstanciais e materiais" 3orém. as propriedades que um ser vai adquirindo ao longo da sua e5ist&ncia n o podem $ e n o conseguem $ 'amais revogar a sua forma. sendo porém esta condi. em suma. e n o e5istiria" Contudo. se fosse essencial. a emerg&ncia limita a predispon&ncia" Cas ocorre também o contr%rio. este ser simplesmente n o poderia se manifestar. é necess%rio haver alguma predisposi. o que vem * e5ist&ncia 'untamente com o ser porque. e isto para que possamos compreender que diversos fatores predisponentes podem proporcionar a emerg&ncia de um mesmo ser. o m#ltipla e variada e n o essencial. num ser. ent o. e isto porque o fator emergente é a pr!pria coisa" A comple5idade que tal abordagem oferece é que as ve)es é praticamente impossível saber onde termina a emerg&ncia e onde come. é emergente e predisponente $ la. digamos. para se manifestar. entretanto. sendo estes os aspectos denominados predisponentes" Ali%s. e isto de tal modo que a predispon&ncia 'amais se torna alheia * emerg&ncia" Os fatores predisponentes atuam. o para talB do contr%rio. o que a predisponha. o fator predisponente pode variar mas o emergente n o. o mesmo fator emergente6 afinal.+es refletem um aprofundamento – rico em detalhes – da vis o e . se n o viesse desse modo. s o necess%rios também para que o ser e5ista e. disposto ou ordenado para que algo se'a e se torne possível/. proporcionando * determinada emerg&ncia sua manifesta.

o. sim. se o mapa astrol!gico retrata uma ess&ncia. o do que qualquer astr!logo atual imagina" Notas /=$ em HI<OFOHIA 4 2IF:_RIA >A CO<:ORA. surge uma pergunta6 como seria possível dedu)ir características t o individuali)antes de uma estrutura t o essencial como a de uma mapa astrol!gico? >e duas. e se a ess&ncia revela uma forma que deve ser compartilhada por todos da mesma espécie. do pr!prio autor" A Complexa Noção de Cidadania C)smica @emos. para ele. o a sua maneira. o que lhe é pr!prio e o que foi adquirido do meio t o logo tenha passado a viver e e5istir" 3or isso é que. mas podem ter. podendo ent o ser distinguidos apenas materialmente" 3or isso. especificar a -forma/ de um particular é especificar as propriedades que ele compartilha com outros particulares" 4 todas estas observa. pela perspectiva da espécie.+es se fa)em necess%rias para compreendermos que um ser em particular 'amais poder% ser compreendido como -pura forma/. ou o ser humano seria o #nico ser que comportaria um grau de diferencia. o de Xoethe6 “o exemplar perfeito de uma espécie já não está mais nesta espécie – ele funda uma espécie”. Cas isto '% é passar do territ!rio da filosofia para a poesia sem fechar o assunto e sem encontrar nenhuma conclus o" 4 isto porque talve) o assunto se'a muito espinhoso e difícil – prova suficiente de que a dita ess&ncia humana imp+e muito mais dificuldades de avalia. uma6 ou a ess&ncia que uma mapa astrol!gico tradu) n o é a ess&ncia tal como concebida por Arist!teles. o a mais de espécie $ o que determinaria suas in#meras variedades" :alve) o ser humano se'a isto6 o #nico ser que se diferencia bem mais além do que é e5igido pela forma da sua espécie visto que. como é e5tremamente comple5a e delicada a tarefa de discernir o que. sendo que6 mat+ria G é aquilo que transforma o particular em indivíduo #nico" 8orma G é aquilo que transforma o particular em membro de uma classe de coisas semelhantes" >esse modo. assim. ou se'a.do raciocínio de Arist!teles. ele se diferenciaria 'ustamente por cada membro da espécie procurar tal reali)a. visto que o ser. num ser. é interno e e5terno. dois seres diferentes n o t&m igualdade numérica. se de fato é o #nico ser em vias de reali)a. se pretendemos empreender um . igualdade específica visto que. prefigurando aquela famosa observa. visto que esta é igual a de qualquer outro ser da mesma espécie" Afinal. é fruto de uma uni o entre matéria e forma. a forma seria a mesma para ambos.

caso n o se'a possível o discernimento da emerg&ncia de um ser. ela teria necessariamente que considerar o ser humano apenas em refer&ncia ao universo c!smico $ o que revelaria que esta tipologia pura e essencial. em suma. o das condi. digamos. n o" O conceito é apenas a descri. pois. de certo modo. sendo sua ess&ncia aquilo que ele é independentemente do meio circunstancial. a forma n o é meramente -negativa/.o$sideral. di)endo que determinada característica é a ess&ncia do indivíduo. h% séculos.a de um ser dos demais mas é o que fa) com que ele se'a o que realmente é" O conceito $ que é a tradu. para se fa)er. ou melhor6 se estabelec&ssemos ao menos uma total indiferen. 'amais ser% possível erguer esse conhecimento que chamam de astrologia" Afinal. isto é. visto que n o h% a possibilidade de apontar um #nico tra. necessita de um meio que é propriamente astrol!gico.mica. s! conseguiríamos formular uma descri. que isolemos o indivíduo somente na sua emerg&ncia. o indivíduo de que a astrologia. o" Ali%s.+es mínimas que este ser necessita para que ele se'a ele mesmo" O conceito n o esgota a ess&ncia" A atividade conceitual chega apenas ao ponto de distinguir uma ess&ncia de todas as outras" O conceito delimita o ser de maneira que possamos diferenci%$lo dos demais seres" >esse modo.a entre um ser e os outros. as características de tal generalidade e realidade" Fendo assim. como cidad o de um universo físico e geral $ que é. certamente ela teria que ser de predispon&ncia astron. n o é somente a diferen. os dois fatores 7229 com que o astr!logo trabalha ao confeccionar um hor!scopo" >esse modo. o é a sua condi. do qual entretanto depende para se manifestar e e5istir" >esse modo. a #nica predispon&ncia com a qual a ess&ncia de um indivíduo pode manter rela.a ao meio s!cio$ hist!rico$familiar. considerando o indivíduo apenas em face ao meio terrestre e celeste $ que é 'ustamente o meio que a astrologia leva em considera. isto é. e isto porque s! este meio consegue reunir. vem tentando falar" Notas /1$ o conceito é uma coisa e a forma pura ou essencial $ a qual ele se refere $ é outra" A forma é e5pressa por um conceito $ ela n o é o conceito" O conceito nos o inventamosB a forma.os e5ternos que s o $ como C%rio Herreira formulou $ a pr!pria e5press o de um ser e de sua identidade" O conceito 7289 de ess&ncia que é usado na astrologia e5ige.estudo na %rea de astrologia. sendo esta . n o dependa do meio e5terno. esbarraremos com um gravíssimo problema. que ela é pr!pria e inerente do indivíduo e 'amais adquirida.o ou qualidade do indivíduo que.mica. isto é. ou se'a. isto é. parece que a #nica tipologia essencial possível é de nature)a astrol!gica $ e que a astrologia é a #nica tipologia propriamente pura" Isto significa também que se a emerg&ncia pura de um indivíduo $ a sua ess&ncia $ est% necessariamente ligada a uma predispon&ncia astron. se fosse possível formular uma espécie de tipologia de car%ter puro e essencial. o da forma $ se limita a assinalar a diferen. em si. va)ia. o espa. o tempo e lugar em que passou a e5istir e se manifestar $ que s o. e que a astrologia n o é nada mais e nada menos do que esta tipologia pura e essencial" 0 por isso que. nem conseguiríamos estabelecer um meio que fosse ao mesmo tempo t o genérico e real quanto este. precisamente. o indivíduo passa a ser visto como um indivíduo puro e considerado como uma espécie de -cidad o c!smico/. o essencial e pura do indivíduo se estabelec&ssemos uma espécie de predispon&ncia. embora ha'a tra.

sempre encontrou dificuldades para descrever o indivíduo puro em face ao meio astron. sim. lhe predicando características e propriedades que n o lhe pertencem propriamente e que s o. mas pelo seu estudo e desenvolvimento concreto. s! tivemos até ho'e uma arte astrol!gica que.o dentro do quadro dos conhecimentos humanos.mico. tomando e perdendo tais status * medida que o homem vai formulando e reformulando a no. do seu meio $ lhe s o circunstanciais" >esse modo. um perfil mais integral do que se'a o 2omem" Ademais.o dois fatores capa)es de discernir um ente" A Arte Astrol)gica a Camin:o de uma Ci%ncia Astrol)gica O verdadeiro intuito da astrologia.os comple5os que sempre e5istiram entre as ci&ncias naturais e humanas" Ali%s.ada. da estrutura c!smica. magnéticas e. desde '%. o entre uma coisa e outra $ daí resultando a enorme comple5idade que sua investiga. o imp+e" 3or isso que a astrologia sempre foi uma forma de conhecimento considerada nobre por um lado e. isto é. que s o belas.meno humano que. um dia. sendo ent o o tempo e o espa. como se tudo o que acontecesse aqui na :erra dependesse. pela grandiosidade da sua inten.distin. por isso mesmo. demarcando ent o um importante avan.otem. uma grande palha.o ao mesmo tempo/. ora. sempre recorremos ao e5pediente de retrat%$la de maneira metaf!rica e aleg!rica" A rigor. de alguma maneira até ent o ine5plic%vel. o e do seu ob'eto ela se mostra nobre. todo constrangimento e dificuldade que a astrologia sempre imp.+es aleg!ricas e artísticas. o * sua veracidade" A astrologia tem uma rai) metafísica por um lado e. o suficiente para que saibamos do que se trata" . mesmo conseguindo captar intuitivamente esta diferen. por n o conseguirmos discernir e e5pressar tal ess&ncia com clare)a e precis o. supondo ent o que o lugar da espécie dentro do universo n o se'a nada gratuito" >entro deste . e5igindo pois a converg&ncia de v%rios e criando.s * mente humana reside no fato dela ter como hip!tese central a rela. toda forma de conhecimento teve a sua fase simb!lica e se desenvolveu depois6 é o que ocorrer%. o da envergadura do pr!prio fen. ela continuar% apelando para descri. persuasivas $ mas que dei5am d#vidas com rela. ela se revela uma l%stima" >esse modo. com a astrologia. se revelou fracassado" Afinal. como prostituta. estando pela sua pr!pria nature)a colocada numa linha de demarca. ao longo dos tempos. para a Hísica. enquanto a mente humana n o dispuser de conceitos claros e precisos para empreender uma tal descri. nos parece impossível de ser compreendido apenas por uma #nica via. uma rai) empírica. por outro. uma unidade 7identidade9 é também reconhecida 'ustamente por haver a impossibilidade de -dois corpos ocuparem o mesmo espa. para que um ser se'a. pois ela acabar% demonstrando os la. a astrologia ora é vista como rainha e. foi sempre o de captar esta ess&ncia individualB empreendimento e5tremamente difícil e que. n o basta que ele se'a discernível ou diferente dos demais" //$ n o devemos nos esquecer que. o.a individual. o de correspond&ncia e5istente entre o cosmos e os fatos terrestres. por uma #nica forma de conhecimento.a n o basta para constituir positivamente um ser6 afinal. entretanto. assim. que esta diferen. na maioria dos casos. por outro. visto que.

ou se'a. envolvendo períodos críticos e revolucion%rios e fases de normali)a. progredindo através de an%lises e acréscimos que lhe dariam. sendo pois cumulativa.a atualidade. tampouco princípios que assegurem uma correta avalia. tradi. o moderna entre os dois termos nas suas 4tEmologiae" 3ara entender o significado que cada uma dessas disciplinas tinha. devemos lembrar que o sufi5o -nomos/ se reporta *s regras e as leis que regulam os fatos ou fen. o que a Hilosofia da Ci&ncia deveria considerar é que o conhecimento pode progredir e evoluir de ambas as maneiras. entre uma dimens o absoluta e uma dimens o onde tudo é ef&mero" . o h% sequer um #nico sentido ou dire.o entanto. o que possamos tomar.o. o dos fatos pois. o da situa. o é * toa que se reclama sobre o sentido da vida $ ela n o tem mais sentido algum" . determinando uma altera. de maneira contínua mas n o propriamente linear. o 2omem passa a ser visto como uma -ponte/ entre tudo aquilo que o tempo imp+e e tudo aquilo que o espa. o de conceitos e valores que n o re'eitaria os da época precedentes visto que estes estariam sendo apenas revistos e reinterpretados sob uma !tica mais abrangente e universali)ante" /$ durante a Idade Cédia. enquanto a astrologia era a ci&ncia que estudava o sentido e o significado maior do arran'o dos mesmos" 0$ termos aqui utili)ados para e5pressar uma mesma idéia. um ritmo ascensional. e5pressam as mesmas no. ou valores aos quais a ra. 'amais acumulando valores do período anterior e sempre rompendo com os mesmos" . ou se'a. o. isto é.+es. enquanto que para a segunda o desenvolvimento do saber científico ocorreria através de muta. ou se'a. o na qual nos encontramos foi o pr!prio ser humano" Notas 1$ que n o corresponde de forma alguma * perspectiva continuísta e descontinuísta com que a Hilosofia da Ci&ncia tenta interpretar a evolu. o desenvolvimento do saber científico ocorreria em termos lineares e contínuos. os termos astronomia e astrologia eram empregados indiferentemente para designar a mesma disciplina.a humana possa se devotar" 0 como se todos os princípios intitulados de -humanos/ houvessem caídos ou sido esquecidos" 4 pior6 quem estabeleceu essa condi.+es. atmosfera. digamos. sem interrup.menos enquanto o sufi5o -logos/ se reporta a ra) o ou ao princípio supremo que a tudo engloba e d% sentido $ de onde se subentende que a astronomia era a ci&ncia que estudava as leis que regulam os astros. o que procurava fa)er tudo de acordo com o tempo" .conte5to. ele tenta fa)er de tudo no seu espa. o. por nomes diferentes. estando aberta aos conceitos de influ&ncia. o e precursores. este era o retrato do homem. muito embora '% possuíssem conte#dos distintos e passassem a ser estudadas separadamente logo depois" Isidoro de Fevilha 7JK0$KAJ9 foi o primeiro a empregar a distin. sem crises.o encerra" A astrologia sup+e ent o um lugar muito especial para o ser humano6 o de interventor e mediador entre o céu e a terra. se tornando ent o 'oguete de uma hist!ria que '% n o mais manobra e na qual se afunda e se encerra" . n o considerando o momento. para a primeira.+es6 na . visto que ambos se referem a um plano que este'a para além do plano físico ou natural 1$ essa divis o tern%ria se mantém presente em toda e qualquer cosmovis o reconhecidamente tradicional e.a antig=idade.

pagando um pre. ao longo da hist!ria. reconhecemos as dimens+es de :i 7:erra9. s o parentes das revolu. para a auto$estima. 2omo e >eusB na idade média. foi 'ustamente o fato de alguns homens terem devotado a pr!pria vida a alguns princípios e personificado alguns valores que fe) com que o rumo da hist!ria fosse mudado. estaríamos imitando os movimentos absolutamente invari%veis da divindade. por mais que estes. totalmente voltadas para si mesmas. este algo se refere e5atamente aos princípios ditos humanos. se h% algo que possa nortear a conduta t o duvidosa dos homens. o total da . h% pessoas que fa)em a vida. ao estudar a fundo os movimentos celestes e e5ercer a retid o natural do raciocínio. se quiser. pudéssemos aplic%$las sobre as revolu. com todo o seu poder 72A9" Ademais. de pessoa a pessoa. de qualquer forma. para o bem ou para o mal" Isto nos fa) crer que. o 2omem pode até agir contra si mesmo. para o convívio m#tuo" Cas. e que sempre norteiam o indivíduo no sentido de definir qual o melhor caminho a tomar" Ali%s. dos movimentos peri!dicos e regulares da intelig&ncia divina" >esse modo. se fosse feito. est o su'eitos * aberra. por maior que fossem os obst%culos e por menos que soubesse avaliar a pr!pria situa. o"] Platão O ser humano sempre nutriu um grande terror de confirmar que h% algo mesmo no céu que determina $ se'a em que grau for $ os fatos aqui na :erra. o" O 2omem sempre pode di)er sim ou n o. significaria a destrui.+es celestes.o por contrariar e negar aquilo que lhe imp+e alguma resist&ncia e se mostra real" >esse modo.de decidir contra ou a favor do que quisesse. contemplando as revolu.+es dos nossos pensamentos que. s o estes valores pessoais que. enquanto h% pessoas que s o completamente voltadas para o outro. por e5emplo. v o se consolidando e se mostrando como os mais dignos da pr!pria espécie. tanto o respeito pr!prio quanto o convívio m#tuo s o princípios humanos fundamentais. as dimens+es de . o certamente eliminaria por definitivo a sua possibilidade de livre decidir" O que é um grande absurdo6 o 2omem sempre p. apesar de desordenadas. para o respeito pr!prio.cosmovis o taoísta. é assim que ela se e5pressa. dos quais uma ou outra pessoa se investe para se orientar e construir a pr!pria vida" F o princípios com que a pessoa se identifica e dos quais n o consegue abrir m o $ o que. ordenando através destes os nossos pr!prios pensamentos que. Corpo.atura. visto que para ele tal confirma. dei5ados a si mesmos. Len 72omem9 e :ien 7Céu9B na crist .+es imperturb%veis do céu. contrariando seus valores e o que 'ulga fundamental" Cas pode agir a favor $ e a sua liberdade n o fica de maneira nenhuma limitada por ter que agir a favor da pr!pria nature)a" Ali%s. se'am vari%veis" Afinal. Alma e 4spírito Capítulo ### – Noç>es Astrol)gicas Astrologia e c+u ]>eus inventou e nos deu a vis o para que.

por isso. o entre 6 sendo esta a #nica dimens o que corresponde simultaneamente ao 2omem e ao Céu em toda e qualquer cosmovis o tradicional" O Céu estaria. foi e5atamente isto que a pesquisa de Cichel Xauquelin 72D9 dei5ou entrever6 cada personalidade célebre fe) da pr!pria vida e5atamente aquilo que estava prefigurado no céu no instante do seu nascimento e. tanto quanto ao valor e o significado do céu dentro da cosmovis o tradicional. o e concep. o da mente humana .+es míticas das mais e5travagantes. como '% e5pusemos anteriormente. como se sabe. como alguns poder o pensar" A nossa dedu. tanto quanto para constatar determinado período favor%vel *s planta. o acaba tomando o desenho e a forma do seu mapa astrol!gico" 0 claro que a nossa dedu. se espelha $ ou procura se espelhar $ em determinado princípio que tem como fundamental para si mesmo" 4 isto. ou os valores aos quais dedicar% toda a sua vida" Ali%s.a cosmovis o tradicional. entretanto. o e era considerada como um mundo intermedi%rio.ados pelos hor!scopos $ n o s o apenas cria.+es $ o que. o bíblica de que o homem deve procurar ser -a imagem e o refle5o de >eus/ para lan.o sideral se torna incompreensível" . o de determinados valores humanos $ o que. o est% baseada em v%rios fatores que veremos mais adiante. o para se orientar em pleno mar. %rea de transi. que a astrologia aponta para o fato de que os tipos humanos $ esbo. o bíblica – mesmo que ela se'a uma maneira persuasiva de apresentar a situa. em sua pr!pria epopéia. é uma quest o da %rea das navega. o. assim. pois. por sua ve).ar uma hip!tese astrol!gica derradeira6 o céu de nascimento de um indivíduo tra) a imagem $ ou personifica $ aquilo que ele pretende ser. é uma quest o de nature)a simb!lica" 3oderíamos até nos valer da no. o céu sempre foi também o lugar de personifica. é uma quest o de nature)a psicol!gica" O que devemos nos lembrar. a totalidade da nature)a sideral configurava uma )ona de indetermina. como se sabe. a consagra. sem os quais qualquer correspond&ncia entre o homem e o espa. é que o céu sempre foi a inst(ncia para onde o 2omem mirou a sua aten. dedu)imos que a vida de qualquer indivíduo que persevere na sua reali)a. o n o est% baseada nesta no. assim.+es e da agricultura" 4ntretanto. ela nem mesmo concebe que a vida possa ser levada de outra forma" Cada ser humano. no mesmo plano em que se situa o 2omem" 3ercebemos.sua identidade" Ali%s. de >euses que resumiam.

sendo ent o o mapa astrol!gico o instrumento que nos permitiria avaliar a ambos" Astrologia e cosmo&isão 3or tudo isso que foi e5posto. o. se descobrimos quais s o as perspectivas que particularmente ele nutre e vislumbra sobre tudo que o cerca. sim. vemos que a astrologia $ a ci&ncia da nature)a c!smica por e5cel&ncia $ representava o coroamento de um conhecimento integrado" Hoi. e isto quando as circunst(ncias n o e5ercem press+es que o obrigam a atentar para outras coisas $ o que. isto é. descobriríamos também que ele tentaria tra. daquilo que ele preferentemente presta ou n o presta aten. ou se'a. por isso mesmo. ou melhor6 conforme a sua pr!pria consci&ncia lhe disse" Cas""" que perspectivas fundamentais s o estas que os seres humanos podem ter da vida? auais s o os princípios gerais com que cada indivíduo. v& o mundo e procura se orientar? Fe lembrarmos que princípio é -uma rela. o cu'o vulto nos escapa. chamada também de mathesis universalis. para cada nascimento. o fundamental apreendida pelo pensamento/. quais as perspectivas e rela. o '% que est o sendo interpretados" >esse modo. tendo pois uma inten. um espécie de mapeamento das perspectivas com que ele se nortearia ao longo da sua vidaB perspectivas.ados $ pela tradi. demarcando. de outro. dados que fa)em parte intrínseca do real 7como uma espécie de simbolismo natural 9. formando o campo de vis o muito particular de cada um" O mapa natal de um indivíduo seria. como se f. o pressuposto mesmo da astrologia é de que o cosmos pensa e pensa humanamente.as inconscientes do grande mecanismo a que pertencemos $ o que facilmente nos remete * imagem de um rel!gio ou de um mecanismo vivo 7 um cérebro.mas. um mapa astrol!gico s! poderia ser visto como um mapeamento cognitivo do su'eito. o que cada indivíduo tinha do cosmosB e. de fato. estas. o $ a pelo menos supor que o céu de nascimento de um indivíduo parece demarcar uma certa -percep. isto é. quase nunca ocorre" O mapa astrol!gico seria também um instrumento com o qual se poderia reconhecer as coordenadas de a.+es que se abrem entre o su'eito nascido e o mundo em torno. poderíamos di)er que todo e qualquer indivíduo teria uma mentalidade diferenciada que lhe capacitaria apreender o mundo fenom&nico sob os seguintes princípios6 CASA 1 sob o princípio da identidade . o natural/ com que o ser humano capta e observa tudo que o cerca" Afinal. por e5emplo9.ar o seu caminho da maneira que estas perspectivas lhe indicaram. a sua cosmovis o" >entro deste conte5to. que s o imagens recorrentes na astrologia" Ali%s. a sua maneira.ssemos pe. construindo ent o o seu destino de um modo e n o de outro. é a estrutura deste céu que est% desenhado e prefigurado num mapa astrol!gico. assim. representando a medida estruturante de todas as coisas e de todos os conhecimentos. a percep. n o podendo ser pois pura inven. o sistema de padr+es e critérios em que se estruturava6 de um lado. o cosmos propriamente dito em toda a sua diversidade" Fomos ent o for. como se fosse um homem. o. e de que fa)emos parte de um pensamento c!smico e de uma inten. parece que fa)emos parte de uma grande estrutura c!smica. que se abrem para compreender tudo o que o cerca e que formam a sua vis o particular do mundo. o que o indivíduo procura tomar ao longo de toda sua vida visto que.

tal como uma b#ssola e5istencial" 0 como se o simbolismo natural celeste personificasse e tradu)isse certos princípios capa)es de resumir toda a dimens o da e5peri&ncia humana" Afinal. os princípios e os valores cardinais com que o indivíduo se orientaria ao longo da sua vida. porque é que n o pode haver um outro sistema ou um outro -c!digo dos conflitos humanos/ que resuma a vida em 82 e5peri&ncias fundamentais? O sistema astrol!gico seria 'ustamente isso6 um sistema de princípios que resumiria a variedade das e5peri&ncias humanas" .7se mobili)a 72J9 pela imagem que todos e tudo passa e pro'eta9 CASA / CASA 0 CASA 1 CASA 3 CASA 4 CASA 5 CASA 6 CASA 7 CASA 1= CASA 11 CASA 1/ sob o princípio da materialidade 7se mobili)a pelos recursos disponíveis no real a sustentar o bem$estar9 sob o princípio da comunicabilidade 7se mobili)a pelas idéias e5plicitadas e ainda implícitas9 sob o princípio da interioridade 7se mobili)a pelas e5ig&ncias e press+es emocionais9 sob o princípio da capacidade 7se mobili)a pelas coisas que fa) e pelo valor$pr!prio9 sob o princípio organicidade 7se mobili)a pelo todo esquemati)ado e o seu funcionamento equilibrado9 sob o princípio da alteridade 7se mobili)a pela reciprocidade e pelos níveis de relacionamento9 sob o princípio da potencialidade 7se mobili)a pelo poder de rea. se até mesmo para a >ramaturgia Cl%ssica toda diversidade de enredos pode ser resumida em A ou J conflitos b%sicos. o e transforma. o das coisas9 sob o princípio da uni&ersalidade 7se mobili)a pelos princípios e5plicativos que fundam certe)as9 sob o princípio da sociedade 7se mobili)a pelas e5ig&ncias e press+es sociais9 sob o princípio da prospecti&idade 7se mobili)a pelas perspectivas futuras e pelo pro'eto a reali)ar9 sob o princípio da 8inalidade 7se mobili)a por um sentido e um fim para o qual tudo caminha9 4stes seriam. a grosso modo 72K9.

o dialética entre o que se é e as circunst(ncias. em que o indivíduo6 se torna o autor dos acontecimentos. sim. visto que n o h% nada neste modelo que possa garantir tal reali)a.Astrologia e destino 3arece que o esquema que est% esbo. entre aquilo que é ditado pela pr!pria nature)a e as circunst(ncias pode se estabelecer tanto uma )ona de atrito como de harmonia. portanto.a dos acontecimentos pode ser muito mais forte do que sua vontade pessoal" 3or isso é que o mapa astrol!gico n o é $ e n o pode ser $ a e5press o literal de um destino humano" Isso s! acontece em casos muito privilegiados. ent o. pela for. o que se . o" >esse modo. o literal de um destino suprime simplesmente a no. aquilo que é o ob'eto da sua mais alta aspira. sorte" >esse modo. a defasagem que se d% entre o que é imposto pela pr!pria nature)a e o que é imposto pela circunst(ncia se torna a rai) do sofrimento humano" 3or isso que o mapa astrol!gico n o é e n o pode ser a e5press o literal de um destino humano" Afinal. este é composto n o s! pela forma individual $ que est% e5pressa no hor!scopo $ mas. sim. que s o imprevisíveis e vari%veis e que. n o podem ser dedu)idas de uma mapa astrol!gico" Ali%s. a idéia de que o mapa astrol!gico se'a a tradu. o indivíduo que est% descrito e esbo. sendo um destino a resultante de ambos fatores" Afinal. por isso mesmo. e5iste" O mapa astrol!gico n o pode ser. e que surgem no transcurso da vida" Astrologia e car(ter Como vimos.ado num mapa astrol!gico é um indivíduo genérico e ideal e n o o indivíduo concreto e real" O indivíduo do qual a astrologia fala é. enquanto o homem comum seria aquele cu'o destino o despersonali)aria. sendo estes incalcul%veis e imprevistos. portanto. de modo que esta estrutura pode corresponder tanto a uma simples maquete de papel quanto a uma casa de verdade" A matéria de que tal casa ser% feita $ a parte material $ depende de in#meros outros fatores que n o est o necessariamente prescritos na planta. se tornando assim a síntese de tudo a que se aspira. e isto se nos esfor. também. o de acidentalidade $ que. pelas circunst(ncias.a da sua vontadeB é au5iliado pelas circunst(ncias moment(neas e hist!ricasB é au5iliado pela sorte" >esse modo. de toda perfei.armos para tal ou se tivermos. o dependa também de caraterísticas que '% este'am ditadas na pr!pria nature)a" >eve$se. no entanto. o que pretendemos ser. o homem de sucesso seria aquele que personali)aria o seu destino.ado num mapa astrol!gico representa um modelo. a for. um indivíduo ideal – mas que representa o modelo ou a figura sonhados por alguém. encontrar um encai5e entre as circunst(ncias e5ternas e a forma individual internaB deve$se encontrar uma resolu. uma figura pessoal que e5pressaria ao m%5imo um certo grupo de possibilidades superiores humanas que pode ou n o ser reali)ada. o espiritual e afetiva. e5ercendo sobre ele tamanhas influ&ncias que acabaria levando a vida de uma forma que n o lhe é adequada" Afinal. sendo que talve) a m% ou boa adapta. digamos.nica de uma casa6 temos a sua estrutura $ a parte formal $ mas n o temos ainda a matéria de que ela ser% feita. * planta arquitet. o mapa astrol!gico n o descreve o que somos mas. a causa de tudo o que acontece ao indivíduo" O mapa astrocaracterol!gico pode ser comparado.

que parece tradu)ir n o somente aquilo que de emergente e essencial h% em todo homem como também o sentido e a dire. queiramos ou n o. e5igindo inclusive do indivíduo que ele imponha esta forma *s circunst(nciasB /?como ela é a menos determinada de todas por qualquer condi. o. o" Oma abstra. portanto. portanto. e isto conforme as predispon&ncias 7as circunst(ncias9 onde tenha nascido e se inserido 72V9B 0?como ela e5pressa o que h% de fi5o e imut%vel numa personalidade individual. em rela. o homem puro que se reflete no mapa astrol!gico $ o homo astrologicus $ é. se nada de fi5o e imut%vel houver numa estrutura psicol!gica individual $ e isto para além das t o proclamadas influ&ncias familiares e sociais $ a avalia. como toda e qualquer abstra. ou a qualidade distintiva essencial de uma alma individual" Afinal. um determinado hor!scopo pode refletir v%rias personalidades diferentes. como um enfoque que abstrai do indivíduo concreto e real aquilo que nele se di) essencial" 0 assim que percebemos que o homo astrologicus é uma camada do ser humano e n o um ser humano concreto e real" 4sta camada tem características6 1?como ela tradu) o que h% de essencial e de emergente num ser humano. além disso. o de tal camada 7a avalia. urge saber se dentre tudo o que foi pesquisado em nome da psicologia humana h% alguma refer&ncia sobre uma estrutura de base ou sobre uma camada da personalidade que permane. é certo.a que passe ter% que assumir a forma dela.a est%vel por toda a vida" 4ncontramos tal refer&ncia num estudo chamado Caracterologia. uma abstra. refere$se 'ustamente *quilo que h% de fi5o e imut%vel numa personalidade. o que se esfor. o muito especial.a por tomar dentro da m#ltipla e5peri&ncia humana" Cas. um espírito. isto é. de maneira original. o se'a v%lida" >esse modo. o é chamado de car%ter e que é descrito como6 a?-um fei5e de tra. o constante e din(mica com o dado e5istencial/7Roger Xaillat9B c?-uma unidade viva. n o s! as disposi. ela n o pode ser alterada em hip!tese alguma pelo que venha a lhe acontecer" Isso quer di)er que uma mesma emerg&ncia $ uma mesma ess&ncia $ é compatível com uma multid o de predispon&ncias diferentes e possíveis e que. todo homem é dotado de uma alma mas possui. cu'o ob'eto de investiga. dei5a a entender que dever% haver algo de fi5o e imut%vel na psique para que tal avalia. o efetiva do meio em torno e como ela é a melhor e5press o da emerg&ncia pura. deve e pode ser tratado como um enfoque$limite.vislumbra e pode se conceber" >esse modo. o astrol!gica9 se torna impossível" 3ortanto.os que conferem a um indivíduo uma originalidade natural" O termo engloba. quer . revelando ent o uma espécie de grade est%tica por onde qualquer for. o sobre um dado suscetível de evoluir/ 7Roger Xaillat9B b?-o n#cleo constitucional primitivo do psiquismo humano" 0 uma estrutura psico$ fisiol!gica ao mesmo tempo organi)adora e relacional que coloca o indivíduo.+es est%veis e inatas mas também a maneira pela qual o su'eito e5plora essa base primitiva" O car%ter aparece como resultante ou resultado de uma a.

valori)a e reage * situa. na presen. a e5press o final que esta personalidade assume visto que.di)er6 ele é um eu ou um si" 3or isso. ent o. o. sendo sua personalidade total composta de v%rias camadas 9 mas pode ser. entre outras coisas. as metas *s quais alguém se sente impelido/ 7<ud\ig blages9" Fendo assim. o pessoal. assinalando condi. sob o amontoado de confus+es. que -camale+es mudam de cor para escaparem * detec. '% que elas s o a e5press o m%5ima da nossa reali)a. n o carecem da pressuposi. no entanto. cada um tem uma maneira distinta de interpretar a situa.o entanto. que a no. mas também uma outra causa. uma hist!ria afetiva e social e etc. o/ n o é atribuir uma atividade consciente aos mesmos" :ambém n o é afirmar que o comportamento dos camale+es implementa algum -prop!sito c!smico/" . assim. isto é. em raríssimas ve)es. o -a fim de que/ ou equivalentes a esta" Interpreta. e seguindo uma idéia de 2enri 1allon. uma educa.ados a considerar que toda marca que porventura uma pessoa venha a dei5ar na vida foi fruto do seu esfor. que vem a dar um diferencial * personalidade. da #nica tarefa que nos cabe" 0 o car%ter que tradu) ent o $ em termos humanos $ as características que s o necess%rias * coes o e unidade da personalidade e que formam uma identidade" 3orém. de um ser humano que dei5a uma marca na humanidade ou pelos seus feitos ou pelo seu comportamento" @emos. do nosso destino. o ou processo deveria incluir um relato da sua causa final. a que ele dava o nome de causa final" Arist!teles inclusive insistia sobre o fato de que toda e5plica. elevando assim o seu potencial caracterol!gico * qualidade de personagem. por e5emplo. o de car%ter engloba n o t o somente a causa formal. o familiar. o car%ter $ que é uma camada $ n o é e n o pode ser a e5press o total e literal do indivíduo concreto e particular 7 dado que este tem também uma carga genética.+es como esta pressup+em que um futuro estado de coisas determina o desenrolar de um estado presente6 uma bolota se desenvolve como o fa) a fim de reali)ar a sua finalidade natural de acabar sendo um carvalhoB uma pedra cai a fim de atingir a sua meta natural – um estado de repouso t o pr!5imo quanto . o científica de uma correla. o e escolha conscientes" Cas di)er.a das mesmas circunst(ncias. interpreta. dois indivíduos que disp+em da mesma educa. num sentido muito específico.+es que utili)am a e5plica. o de um modo que lhe é muito pr!prio" 0 o car%ter.+es teleol!gicas. o da delibera. tal como definida por Arist!teles.o pessoal. o car%ter é a qualidade da vontade pessoal.+es constantes que revelam uma certa dire. foi fruto da tentativa de reunir tudo o que conhece e o que desconhece de si para atingir uma meta que tenha se proposto" Afinal. isto é. ou telos" 45plica. por perseverar a sua maneira. é essa camada da personalidade chamada de car%ter que acaba e5plicando porque é que. o preferencial de um eu ou de uma consci&ncia $ o que determina.+es teleol!gicas s o e5plica. acaba impondo sua forma *s circunst(ncias. da mesma influ&ncia social e até mesmo de capacidades id&nticas reagem de modo completamente diferentes6 afinal. portanto. isto é. uma unidade viva que incessantemente n o dei5a de murmurar certas sugest+es que deveríamos escutar e acatar. o ao redor e reagir a ela porque cada um observa. o etimol!gica. e5iste dentre de todos n!s. fa)endo com que cada pessoa venha a viver sua vida e a escrever sua hist!ria de uma maneira que lhe é muito peculiar" Fe tomamos o termo car%ter 72W9 em sua acep. seremos for.

dos deveres e das responsabilidades que emanam da posi. o se apertar e que também descortina o que poderia acontecer e como as coisas se processariam caso a situa. prefigurando aquela famosa observa. o que cada um toma dentro do grupo e da posi. damos o e5emplo de um ser humano cu'as e5ig&ncias de integra. o de popularidadeB e? @&nus na Casa @III 7 imagina. correto e verdadeiro. o imediata do momento s!cio$político pelo qual o seu lugar est% passando. o dessa astrologia.+es que possam coloc%$lo numa posi. o topol!gica ou sociol!gica 9 G uma percep. das e5ig&ncias e press+es sociais.ar o seu futuro e o seu pro'eto e também de situa. e5pressando n o somente aquilo que de emergente e essencial h% em todo homem como também o sentido e a dire. o chegasse a um . isto é. dedu)imos que uma possível leitura do mapa astrol!gico natal seria composta ent o de duas estruturas que se relacionariam e se interpenetrariam6 as perspectivas e os pontos$de$vista fundamentais que o indivíduo nutre.+es que possam amea. a sua presen. o emergencial 9 G uma imagina. o que vislumbra alternativas e solu. descobrindo inclusive certos princípios que valham igualmente para todos e que possam dar uma medida sobre a conduta mais correta a tomarB c?L#piter na Casa I 7 vontade personal ou arro'ada 9 G uma vontade suprema de se fa)er respeitado e de mostrar quem 'ulga ser.a. sobre o que o cerca $ representado pelas chamadas Casa UodiacaisB a maneira como o indivíduo apreende e se coloca perante tais pontos$de$vista $ representado pelos chamados Astros Celestes" Fomente para dar uma idéia longínqua do que poderia ser uma aplica. o que ele se esfor. o que deve tomar para fa)er frente a estas circunst(ncias e n o sucumbir a elasB b? Faturno na Casa IM 7 ra) o ética ou legal 9 G uma necessidade de compreender profundamente as regras e leis com as quais o ser humano se certifica daquilo que se'a certo.possível ao centro da :erra" 4m cada caso. dos poderes e5istentes. o de Ortega c Xasset6 “A reabsorção das circunstâncias é o destino concreto do homem” @ma proposta para a interpretação astrol)gica Feguindo o raciocínio de tudo o que foi e5posto. o da sua individualidade seriam e5pressas por6 a? Fol na Casa M 7intui. de modo que a sua imagem se'a impactanteB d? Carte na Casa MI 7 estimativa estratégica 9 G uma vontade instintiva de se pro'etar para adiante e de 'amais ficar para tr%s no curso da hist!ria. arrogando e tomando as coisas para si e impondo o seu estilo. assim. o estado futuro -pu5a consigo/ a sucess o de estados que leva a ele" O car%ter humano teria esta mesma característica e seria. ao longo de toda a sua e5ist&ncia.+es para o caso da situa.a por tomar dentro da m#ltipla e5peri&ncia humana. nutrindo um faro absurdo para detectar situa. um misto de causa formal e final.

A3AR:4" Notas /0$ vide o livro A @O. fantasia.ado pelo poderB b? um g&nio da 'urisprud&ncia. precisando $ para isto $ de um ambiente onde possa refletir e conversar quando assim o dese'ar" 4 $ de fato $ esse ser humano foi6 a? o governante mais poderoso do seu tempo e um dos mais poderosos de todos os tempos. se mostrando e5tremamente ambicioso e enfeiti.nio Astrol!gico do nosso site" . sendo levado $ boa parte das ve)es $ por uma irresistível tend&ncia ao e5ageroB d? alguém que sempre dei5ava a entender que.+es da alma6 intui. um dia. pensamento.A3O<4QO [O. ao mesmo tempo.:A>4.+es 4uropa$América /1$ . ao longo de 2V anos. o de ninguém. ouviriam falar de sua pessoaB e? um grande militar e.limiteB 8? <ua na Casa III 7 sentimento comunicativo9 G uma necessidade vital de concatenar as pr!prias idéias bem como de v&$las amadurecendo. buscava neles um estímulo intelectual" 4ste homem foi . que representam as diversas fun.a e n o com a prote. de Lohn A" 1est" /3$ se mobili)a tanto intelectualmente quanto afetivamente ou volitivamente. o 3atrim. o. consultar o pr!prio livro do autor. nada conseguiu comprovar contra a hip!tese de que certas posi. sentimento. embora n o tivesse estudado <eis na universidadeB c? um homem que 'amais discutiu a possibilidade de fa)er as coisas de uma outra maneira visto que fa)ia as coisas do seu 'eito e a seu modo.ot%vel pesquisador que. estimativa e vontade /4$ mais detalhes no >ICIO. um político capa) de improvisar as solu. ra) o. conseguindo tudo por iniciativa pr!pria. que parecia '% saber de antem o como reagir *s situa.+esB 8? um homem que vivia cercado de s%bios e que. de 3aul Houlquié – 3ublica.+es mais inesperadas. dependendo da nature)a dos planetas aí locali)ados. no futuro. COFCO3FICO<OXIA ou ent o o livro 4C >4H4FA >A AF:RO<OXIA. contando apenas com sua auto$confian.+es astrol!gicas determinavam o grupo profissional a que o indivíduo pertenceria" 3ara maiores esclarecimentos.ARIO >4 CAFAF que figura na se. mesmo nos instantes mais difíceis.

esculpir. s o as mais rígidas e imut%veis" /6$ do voc%bulo grego charaYter.+es a que o homem est% submetido quando nasce. o que se aplicava a princípio a todo signo 7de escrita. grava. que significa impress o. por graus. signos distintivos mas que geralmente parecem ter vida pr!pria e uma certa import(ncia m%gica" Isto nos condu). astron. marca. oB do verbo grego charassein. o hor!scopo e5pressa as mais gerais" Ora. riscar. designando o ato de agudi)ar. especificidadeB propriedade ou qualidade inerente a um ente e que o distingue dos demaisB a forma específica de cada coisa" . as mais difíceis de se en5ergarB porém. ao emprego atual desta palavra6 cunho.mico9. as mais gerais s o também as mais sutis./5$ foi mais ou menos isto que René Xuenon quis di)er ao falar que. de todas as condi. sendo utili)ado depois para designar coisas muito especiais" Representa. portanto.

somente os cientistas cora'osos é que ainda est o dispostos a levar em considera.+es dadas por algumas ci&ncias modernas 7 psicologia. o desta ci&ncia proscrita 7"""9 de olhar além da evid&ncia e formular uma teoria realista. o $ e isto com todas as ressalvas e advert&ncias que a psicologia da cogni. estatística. nos permitiu desenvolver. aqueles que afirmam o contr%rio ou pretendem ter evid&ncias s o ou iludidos ou deliberados charlat es que n o podem ter lugar em uma sociedade inteligente" 4m face de tal tabu. que o mapa astrol!gico é o mapeamento cognitivo do indivíduo. sobre o modo como a astrologia poderia funcionar" 4ste processo de busca por cone5+es causais e de elabora. epistemologia. filosofia da ci&ncia. acrescidas de contribui. antropologia. nos seus princípios gerais. o a evid&ncia da astrologia. daquilo que ele espontaneamente presta ou n o a aten. uma pes*uisa astrol)gica ]A Alta Igre'a da Ci&ncia Coderna também n o se mostrou. menos relutante em e5aminar a evid&ncia quanto * astrologia" A astrologia é. em sua maior parte. uma pesquisa astrol!gica que pode confirmar tal hip!tese. ao longo desses #ltimos vinte anos. e s! os mais valentes est o prontos a dedicar suas energias criativas e reputa. impossível" 3or isso. pode nos dar e frisar" :al pesquisa é intitulada Astrocaracterologia e foi proposta. rigorosamente elaborada.odernidade A Astrocaracterologia. desde que o rumo do movimento astrol!gico foi tomando um caminho doentio e inusitado $ transformando a pr%tica da leitura astrol!gica num instrumento. digamos. massageador do ego $ Olavo de Carvalho se viu diante da . mas ninguém com mentalidade tolerante pode ter qualquer d#vida de que a dimens o científica da astrologia desafiar% gradativamente nosso conceito sobre a rela. o do homem com o cosmo"] C:arles Bar&eC F o dessas premissas – colocadas a princípio pelas Ci&ncias :radicionais $ que partimos para elaborar a hip!tese que acima demonstramos e que. ou se'a. de acordo com o modelo apresentado. o. metodologia e etc9. somadas a ontologia.+es na e5plora. pelo fil!sofo Olavo de Carvalho que inclusive a'udou a implantar o movimento astrol!gico no [rasil através da figura de 4mma Costet de Cashville e de sua escola L#piter 789VW9" Cas. a astrologia s! pode ser beneficiada se as normas da ci&ncia forem seguidas com o m%5imo rigor possível" 7"""9 0 um degrau essencial no processo de restabelecimento deste antiga disciplina a seu lugar de direito entre a fraternidade das ci&ncias" aual deveria ser e5atamente este lugar ainda est% su'eito a con'ecturas. o e teste de teorias que responder o pelos fatos sempre foi a mola mestra da ci&ncia" Como Lohn AddeE disse muitas ve)es.Capítulo #A – @ma possí&el Astrologia para a .

a pesquisa de Cichel Xauquelin '% dei5ou a entrever" Cas. o de eu.responsabilidade de alterar o rumo deste movimento que a'udara a implantar. assim como pensaram um dia que a medicina. t o proclamado em nossa época. por outro. vivido e assumido em toda a sua sub'etividade" >essa forma.meno astrol!gico é muito mais comple5o do que pretende qualquer vil moralismo c!smico.ando ent o para fa)er uma verdadeira assepsia na %rea astrol!gica $ desenvolvendo.os de personalidade $ se esquecendo de que o -eu/ n o pode ser conhecido apenas teoricamente mas. o industrial que se sucedem em velocidade vertiginosa. sendo por isso mesmo . permitindo com que houvesse um terrível descompasso entre educa. o de tra.+es. integridade. o de fatos $ onde uns s o verdadeiros e. assim.os da pesquisa astrocaracterol!gica" A Astrocaracterologia vai assim. est% $ pela sua pr!pria nature)a $ colocada numa linha de demarca. o com algum fen.a" >essa maneira. se esfor. por enquanto. neste conte5to. o imp+e" @emos. aumentando cada ve) mais a dificuldade em entender o sentido e a realidade da subst(ncia individual 7do eu9. por ter uma rai) metafísica por um lado e. o técnico$ científica e forma. considera$se o auto$ conhecimento como a simples identifica. uma loucura ou um absurdo.+es doentias e estapaf#rdias" Fendo assim. se confunde e se perde. curiosidade de desocupados" 0 claro que isso s! é possível de ocorrer numa cultura em que a economia se tornou a regra. o clínica. o de valores livremente assumidos e se transforma em mera investiga. a psicologia e a ecologia o fossem" A astrologia é um fen. ess&ncia. deve e pode ser estudado" [astaria. para isso.meno como qualquer outro e. ho'e em dia. o puramente e5terior" Afinal. o entre uma coisa e outra. a Astrocaracterologia pretende demonstrar também que h% uma inconsist&ncia metodol!gica total na %rea astrol!gica. curiosamente. dei5a de ser visto como luta e reali)a. sim. o humanística$filos!fica. o do mundo e5terior 'amais composto de entes $ cada qual com seu status ontol!gico pr!prio $ mas. empurrando ent o a todos para dentro de uma crise de identidade na qual geralmente vive preso o tipo consumidor que v& e considera tudo como transit!rio e substituível $ inclusive o g&nero humano" Ali%s.a/" A astrologia n o é uma crendice. impedindo com que uma das formas de conhecimento mais antigas 7299 do ser humano tenha respeitabilidade p#blica e possa ser averiguada. contra * pr%tica da astrologia atual $ a astrolatria $ que pretende obter um retrato est%tico e coisificado dos indivíduos sob a forma de uma descri. impondo discernimentos que fariam com que o pr!prio Arist!teles ou o pr!prio F o :om%s de Aquino perdessem a cabe. um folclore. o que ele ofere. a astrologia se limitou a constata. dei5ando de ser vista ent o como se fosse uma quest o de -cren. uma bru5aria. daí resultando a enorme comple5idade que sua investiga. o auto$contemplativa e auto$complacente. por mais dificuldades de investiga. assim. uma rai) empírica. o auto$conhecimento. e de que n o h% nada que se'a ou possa ser" A no.a. sim. composto de apar&ncias transit!rias que se fa)em e se desfa)em. duvid%veis $ e a uma observa. o quanto que o fen. os primeiros esbo. que uma #nico símbolo astrol!gico tivesse comprovadamente uma rela. outros.meno psicol!gico $ o que. identidade. e entra num atoleiro de considera. a astrologia. * princípio. fa)endo com que tenhamos uma no. imagine qu o grandiosa é a dificuldade para compreender a astrologia $ é imensadd Ali%s. a sociedade atual nos p+e em contato direto com ob'etos de fabrica. se para o homem moderno é difícil compreender o ser em toda sua comple5idade e com todas as suas implica.

por isso. onde buscamos o sentido da vida. uma espécie de muleta c!smica que suporte a fragmenta. de orienta. s! encontramos mais contradi. isto é. infeli)mente. de que indivíduos com determinados planetas em determinadas %reas 7A09 do mapa acabam se ocupando de determinadas atividades. que acabou se constituindo numa ci&ncia completamente pr!pria. 1ilian Ftern.e5tremamente empírica e n o te!rica. principalmente no que se refere * %rea da Cogni. de serem rotuladas de místicas. Lung.+es tipol!gicas que s o e5tremamente persuasivas mas que. procurando.+es e d#vidas" Ali%s. tradu)em casos particulares e raramente a regra geral" 4m parte isto ocorre porque as pessoas que procuram -estudar/ astrologia est o. que nos remete imediatamente * teoria das faculdades cognitivas. desenvolvendo ent o descri. métodos e ob'etivos que lhe s o inerentesB . em suma.meno astrol!gico $ e que s o qualificadas para estud%$lo $ t&m medo. uma pesquisa no campo astrol!gico" Oma pesquisa que n o s! tente desenvolver uma técnica diagn!stica do tipo humano determinado pela estrutura celeste mas que organi)e todo o patrim. para os quais n o querem atentar e nem tampouco resolver" :emos que reconhecer com honestidade que a astrologia é ainda um enigma como qualquer outro e que. digamos. elaborada coincidentemente na mesma época pelo fil!sofo escol%stico Alberto CagnoB . FeEEed 2ossein . estes. F)ondi. onde se confirma uma das hip!teses astrol!gicas. as rela. etc 9. os indivíduos que se recusam a avaliar a comple5idade do fen. é a Astrocaracterologia que. o da pr!pria psique e que d& um simulacro de sentido * pr!pria e5ist&ncia e. o que encontramos na antropologia filos!fica alem e na escola filos!fica espanhola. oB . dei5ando$o nas piores m os" >esse modo. etc9B . o ser humano em toda a sua e5tens o e comple5idade. :itus [urcYhardt. os resultados da pesquisa estatísitica reali)ada por Cichel Xauquelin. na realidade. e isto se ainda foram indivíduos que perseveraram na pr!pria reali)a. o filos!fica. Rene <e Fenne. transformando$o num estudo sistem%tico e crítico e descobrindo uma metodologia que lhe se'a aplic%vel" 4ssa pesquisa. fa)endo$se ent o necess%rio erguer um conhecimento antropol!gico mais abrangente. digamos. principalmente. irracionais. Hrith'of Fchuon. Xordon 1" Allport. acabam se deparando com uma coisa que s! oferece mais problemas $ problemas. como tal. o legado da psicologia atual. com problemas. cu'o e5poente foi Ortega c Xasset" .+es que foram estabelecidas pelo fil!sofo %rabe IbnNArabi entre os astros celestes e certas -pot&ncias/ da alma. etc9 e * %rea da Caracterologia 7 blages.asr. e largam o problema. o legado da antropologia e. ao invés de encontrarem isto. o tema astrol!gico é importante e ser% difícil fugirmos dele" Orge. dos estudos de religi+es comparadas que recomp+em e d o uma vaga idéia do que foram as Artes <iberais dentro do conte5to das Ci&ncias :radicionais 7René Xuénon. idiotas.nio astrol!gico que se mantém ainda em estado simb!lico. o 73iaget. quem acaba se interessando pelo problema é louco e quem é sadio foge ou n o se interessa pelo problema" 4ntretanto. 'amais poderia dei5ar de considerar6 .

quando uma quest o n o pode ser respondida e esgotada pelo conhecimento acumulado de uma disciplina.A AstrologiaD as ci%ncias e o debate astrol)gico 4ssas s o $ de acordo com o nosso entendimento $ premissas b%sicas para elevar a qualidade do debate e da investiga. um #nico conhecimento que ainda n o foi levantado com a sua devida import(ncia $ aquele conhecimento que fala e5atamente da rela. levando isto a seus #ltimos termos e *s suas #ltimas conseq=&ncias que. tenta$se descobrir esses la. curiosamente.os. um dia. com a astrologia.os comple5os que sempre pareceram e5istir entre as ditas ci&ncias naturais e humanas $ o que.+es entre elas" Ou se'a6 aquilo que a academia atualmente prop+e como necess%rio para o conhecimento do ser humano é inerente * disciplina astrol!gica $ e isto porque a astrologia participava do primeiro con'unto de conhecimentos interdisciplinares de que se tem conhecimento na hist!ria da humanidade" Ademais. mesmo sem ter estudado o suficiente qualquer refer&ncia sobre o assunto se d% o direito de 'ulg%$lo. demarcando ent o um importante avan. o intelectual. e tal tentativa constitui$se no que h% de mais inovador no mundo acad&mico6 a transdisciplinariedade" 4la n o s! prop+e um di%logo entre todas as disciplinas com a intuito de compreender mais profundamente o que se'a o 2omem mas também admite que. acaba alegando que n o h% como e5plic%$lo. dei5ando ent o a astrologia num completo abandono quando. é o mais apto a estud%$lo" 3or isso. quem sabe tal tentativa chegue e alcance o limite do astron. foi e é a tentativa da hist!ria e da sociologia e.meno astrol!gico" Ali%s. e as possíveis rela. todo o debate em torno do tema astrol!gico tem sido e5tremamente ret!rico e partid%rio. o ao que se concebe como o -conhecimento da astrologia/" Ademais. da ecologia" .um futuro talve) n o muito distante. havendo. muito mais recentemente. 'amais daremos um passo com rela.mico" auando isto acontecer. quando o 2omem se perguntar seriamente sobre o seu lugar no universo e sobre o sentido da sua vida. inclusive. tanto a nature)a quanto o ser humano sempre foram ob'etos e campos de profundo interesse e aten. por deter um conhecimento que se di) -secreto/. toda forma de conhecimento teve a sua fase simb!lica e se sistemati)ou depois6 é o que ocorrer%. para as Ci&ncias :radicionais. dei5ando a astrologia sem qualquer estudo e sem qualquer fundamenta. outra dever% intervir com este prop!sito – o que. o. enquanto n o sairmos do debate astrol!gico que ainda se mantém no nível da argumenta. estaremos inevitavelmente retomando o raciocínio astrol!gico" 3or isso é de se acreditar que. demonstraria o limite de cada disciplina.o dentro do quadro dos conhecimentos humanos atuais pois acabar% revelando os la. o ret!rica e n o empreendermos uma discuss o l!gica e analítica. o do fen. o do homem com o mundo e do mundo com o homem. talve) pare de mirar o céu de forma . onde6 de um lado se coloca o astr!logo como um guru que. mal ou bem. de uma maneira muito grosseira. dos quais inclusive '% se e5traiu algum conhecimento. o rigorosa $ o que 'ustamente a torna indigna de respeitoB de outro lado se coloca o -homem de saber/ que. tentando equacionar o problema. evitando ao mesmo tempo se envolver com a quest o para n o manchar a pr!pria reputa. entretanto. '% era !bvio" 2o'e em dia.

e5igimos de n!s mesmos algum fundamento. se chegasse ao conhecimento dos fundamentos #ltimos em que estas se apoiavam" >esse modo. tanto quanto a Agricultura. Cosmo e >estino. muito discutido por intelectuais de porte. mais do que a pr!pria posi. de Fiegfried [ehringer. s! ocorre depois de muita an%lise e esfor. visto que este n o é o processo natural inerente * e5peri&ncia do conhecimento e visto que. com a inten.o fundo. a saber. se apoiam nessa premissa como se ela fosse indiscutível. n o estaríamos discutindo a astrologia e sim o seu suposto princípio. desde '% e de uma maneira rigorosa e irrefut%vel. o dos planetas nos signos. uma fundamenta.o intelectual" A pr!pria hist!ria das ci&ncias comprova que muitas hip!teses foram levantadas. '% foram elaboradas em tempos remotos $ mas que nunca tiveram continuidade e o seu devido respeito" 4 estas quest+es. para sua surpresa. @o)es. muitas foram discutidas e refutadas para que. para n o mencionar outros" . este. isto é. s! depois. Ca5 2orYheimer e RaEmond Abellio. alguma premissa. de antem o. s! encontraremos no final $ e isto se chegarmos a encontrar" Notas /7$ a Astrologia. muitos de n!s. configuram as primeiras formas de interesse e de conhecimento do homem primitivo" 0=$ confirmando o quanto é importante e imprescindível a avalia. o que e5igimos no início da 'ornada. n o se deveria e5igir da astrologia $ como comprovante da sua legitimidade $ que ela demonstrasse. o da posi. 8992" . e também porque se pensa erroneamente que a validade de qualquer conhecimento se estabelece se h%. o de dar legitimidade e respeitabilidade a astrologia. o implícita da astrologia é de que o mundo tem uma ordem que lhe é inerente $ e a Astrocaracterologia n o poderia dei5ar de se apoiar nessa premissa e nesse fundamento" Ali%s. queiramos ou n o. no )odíaco" @ide Astrologia. talve). assim. ser o de nature)a astrol!gica" A Astrologia e a sua 8undamentação A suposi. para tranq=ili)ar nosso cérebro pasmado dessa caminhada t o %rida que ele ter% que percorrer. o dos planetas nas casas astrol!gicas. o rigorosa e e5plícita de tudo o que esse conhecimento envolve $ o que. tais como 1erner 2eisenberg. infeli)mente. o fundamento em que ela se apoia. o princípio da -organicidade do mundo/$ princípio. se esquecendo de que.meramente poética e passe a levantar sérias quest+es que.

89WA [4. 4d . 4>XAR" O Retorno dos Astr!logos" 4d Coraes$<isboa. 8992 fffffffffffffffffffff Astros e Fímbolos. 8999 XRI. 89W9 de esoterismo6 CAR@A<2O. O<A@O >4" Oniversalidade e Abstra.. <OC" O 4soterismo" 4d" >ifel$F3.. <T. 8992 [h2RI. :ICO:2c" O Céu da Cente" 4d Campus$RL. 8998 2ARRIF. 899J bO4F:<4R. 89V9 CO.XF. 89VV 14F:.ova Ftella – F3. L" A._. 89V2 :4IFFI4R. 899A [OORF:I.ova 4ra –RL. 89WJ XAOaO4<I.OIF:.X4R. 34RCc" Astrologia.X4<<I. o" 4d" Fpeculum$F3. 89WA ffffffffffffff A Crise do Cundo Coderno" 4d @ega$<isboa.c" 4m >efesa da Astrologia" 4d" Ficiliano$F3. >OC >A>4OF" O 2omem >iante do Oniverso" 4d 4dipucrs$RF. 4RRO< 4" Cosmos e Anthropos" 4d 3iaget$<isboa ffffffffffffffff Cosmos e :heos" 4d 3iaget$<isboa H4RRIF...I4< L" Os >escobridores" 4d" Civili)a.$#$L#O' A2#A de astrologiaD astronomia e cosmologia. 8992 F4cCOOR. 89W9 FCAR:. AR:2OR" O 2omem e o Oniverso" 4d" Ibrasa$F3.FI4XHRI4>" Astrologia. o [rasileira$RL. 899V CORI. CIC24<" A Cosmopsicologia" 4d gtica – <isboa.IA CgRCIA" :rivium i auadrivium" 4d `bis$F3. >A. 4<IUA[4:2" O Fignificado da Astrologia" 4d [ertrand$ <isboa. 89VV . Cosmo e >estino" 4d" @o)es$RL. L"L"C" . O<A@O >4" O Car%ter como Horma 3ura da 3ersonalidade" 4d" Astrocientia$RL. 89K9 XO0. a 4vid&ncia Científica" 4d" .osso <ugar no Oniverso" 4d Ficiliano$F3.:2O. R4.0" A Xrande :ríade" 3ensamento$F3. CAR@A<2O.

CgRIO H4RR4IRA >OF" Hilosofia e Cosmovis o" 4d" <ogosF3. X4ORX4F" Cito e Cetafísica" 4d Convívio$F3. O<A@O >4" O Lardim das Afli. LACO[" O Fenso Comum da Ci&ncia" 4d Itatiaia$F3.>.[4RX." Fociologia de Ca5 1eber" 4d" Horense Oniversit%ria$RL. 3R.>R0" O aue 0 a Henomenologia? 4d" Coraes$F3. A[RA2AC" As Ci&ncias do Impreciso" 4d Afrontamento$<isboa. 89VK F4CO. 89VV ffffffffffffffffff Ci&ncia e @alores 2umanos" 4d Itatiaia$F3. 8990 . 899D fffffffffffffffffffffffff A Ra) o" 4di. 89K0 XOF>ORH.+es V0$<isboa. 4>@I. [4:F4c [" Introdu.[$[rasília $ 899J fffffffffffffffffffff 3%ginas de Refle5 o e Auto$retrato" 4d Xradiva$<isboa.ova 3erspectiva" 4d" :opbooYs$RL. 4>CO. 899J ffffffffffffffffffffff Arist!teles em . 89WV 14[4R.ffffffffffffff O Reino da auantidade e os Finais dos :empos" 4d >om aui5ote$ <isboa.>I. A. LO2. o ao 3ensamento Cedieval" 4d" Asa$ 3orto $ 899K CAR`AF. 89V9 [RO.+es" 4d" >iadorim$RL. enciclopédia" .X4R. 899J <OF44. 14R.acional – Casa da Coeda $ <isboa. 899J HR4O. o * Hilosofia" 4d" >uas Cidades$F3. 89W9 4I.4R" Hísica e Hilosofia" 4d O. CAM" O 4clipse da Ra) o" 4d" <abor do [rasil$RL. 89W0 2ORb24IC4R." Introdu.AO>I. 8992 3RIC4. LO<Ig.:OF. o 2ist!rica * Hilosofia da Ci&ncia" 4d Itatiaia$F3. 3I4RR4" 3hilosophia 3erennis" 4d" @o)es$RL.O1FbI. 89W9 >AR:IXO4F. 899K XRA. LO<I4. XI<<4F$XAF:O.>" A Crise da 2umanidade 4uropéia e a Hilosofia" 4d 4dipucrs$ RF." Introdu. 89K0 ffffffffffffffffffffffffffffff Ontologia e Cosmologia" 4d" <ogos$F3. 899J RA[OFb4. 8990 de 8iloso8ia e ci%ncia6 CAR@A<2O. 89W0 24IF4. CAM" Fobre a Oniversidade" 4d Corte)$F3. 89WJ CO<4F. 899K FA. 8992 2OFF4R<." A Ci&ncia e as Ci&ncias" 4d Onesp.ature)a 4sotéricoj45otérico" Imprensa . 89WJ ffffffffffffff Capa do Cundo 3essoal" 4d Champagnat.O" Antropologia Hilos!fica" 4d" @o)es$RL.

+es V0 7<isboa9. XI<[4R:" A Imagina.b<. 89W8 3A<CA>4. 8998 A<<3OR:. 89V0 fffffffffffffffffffff 3ersonalidade. o Fimb!lica" 4d" Cultri5$F3. 3adr o e >esenvolvimento" 4d" 2erder$F3.4 b" Hilosofia em . 89W2 <A.0" A Ci&ncia dos Fímbolos" 4di. 89K9 F:4R.de simbologia. 3I4RR4" A 3sicologia da Atividade em Alberto Cagno" :radu. 89WW A<<4AO. <4O" Hisiognomonia – Xuia do Car%ter" 4d 2emus$F3.:I. 89VW HRA. 89VK [4RX4R.:k. XOc" A Caracterologia" 4d" 4uropa$América7<isboa9. @Ib:OR 4" 3sicoterapia e Fentido de @ida" 4d" auadrante$F3. 89W9 fffffffffffffffffff 4nsaios Hilos!ficos" 4d Cultri5$F3 de psicologia e caracterologia6 CIC2AO>$aOA." 3sicologia Xeral" 4d" Calouste XulbenYian 7<isboa9. 89VA . A. XOR>O. >ORA. ROX4R" Chaves da Caracterologia" 4d Uahar$RL.. XAF:O.unes dos Fantos..X4R. 1" >esenvolvimento da 3ersonalidade" 4d" 2erder$F3.IO XOC4F" 2ist!ria das Idéias 3sicol!gicas" 4d" Imago$RL.:. R4." :ratado 3r%tico de An%lise do Car%ter" 4d Agir$RL. 1I<IA.ova Chave" 4d 3erspectiva – F3. 899W 34. FOFA..:I. o pessoal de Loel . 89VK XAI<<A:. 89KJ :A<ACO.A.