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FILOSOFIA DA HISTÓRIA

PAUL RICOEUR

Apresentação

Introdução

Segundo o próprio autor, Paul Ricoeur, a obra “A memória, a história, o esquecimento !"##$% nasce co& o ol'ar dirigido a u&a lacuna proble&(tica dei)ada entre as obras “Tempo e narrativa e “Si mesmo como um outro e& *ue a e)peri+ncia te&poral e a operação narrati,a se con-ronta& direta&ente. Esta obra de Ricoeur selecionada para estudo, A &e&ória, a 'istória, o es*ueci&ento, dora,ante &encionados durante o te)to co&o /0E, co&porta tr+s -ases distintas, e, no entanto, estão intrinseca&ente entrelaçadas no teor da obra. Situa1se na segunda parte a an(lise da 'istória e seu procedi&ento episte&ológico co&o ci+ncia 'istórica. A pri&eira parte do trabal'o, intitulado Historia e Epistemologia, -a2 re-er+ncia ao percurso episte&ológico e re3ne duas -ases distintas da operação 'istoriogr(-ica4 do est(gio do teste&un'o 5 pro,a docu&ental, passa pelo in*u6rito da pergunta e& e)plicação7co&preensão, e ter&ina no plano da escrita co&o representação 'istoriadora do passado, por6& esta parte por se deter &ais longa&ente nos estudos liter(rios da 'istória não -oi abordada. A segunda parte do trabal'o, intitulado A Condição Histórica, se re-ere a u& ensaio 'er&en+utico e& ta&b6& e& dois est(gios. O pri&eiro 6 o de u&a -iloso-ia cr8tica da 'istória, de u&a 'er&en+utica cr8tica *ue atenta para os li&ites do con'eci&ento 'istórico4 o segundo 6 de u&a 'er&en+utica ontológica *ue se dedica a e)plorar as &odalidades de te&porali2ação *ue 9untas constitue& a condição e)istencial do con'eci&ento 'istórico4 no,a&ente u&a terceira etapa *ue trata sobre os laços entre a &e&ória e a 'istória, abrindo espaço para o es*ueci&ento não -oi abordada. :e,ido 5 a&plitude do te)to, das notas e da enor&e ,ariedade de autores con,ocados por Ricoeur para a con-ecção da obra /0E, es,aia1se o intu8do de a*ui prestar1se *ual*uer co&paração direta entre ;tis autores e a própria obra e &es&o os resultados atingidos ao t6r&ino do trabal'o. A ,antage& *ue se ad*uire ao estudar particular&ente esta obra 6 a da reunião de ,(rios aspectos das obras de Ricoeur se colidire& a*ui, esclarecendo *ue se trata de u&as das 3lti&as publicaç<es do -ilóso-o en*uanto ,i,o.

a&ento= são os constituintes pri&(rios da 'istoria.alo dei)ado entre a &e&ória e o es*ueci&ento. O pharma"on *ue Ricoeur procura elucidar denota u& to& seguro de legiti&idade depositada na capacidade do historiador de ampliar. parece condenar esse tipo de atitude 'istoriadora.o4 outra -ase deno&inada e)plicati. estas -ases se co&pleta& co& o &odo de e)pressão *uando se trata da -ase liter(ria4 o &odo de e)posição *uando se re-ere 5 a&ostra representati. pois 6 e& sua totalidade escrita.a da 'istória4 e o &odo de e)ibição *ue adu2 5 intenção 'istoriador. • Representação= consideração da unidade de duas -ases. >o entanto. Pela 'istoriogra-ia.a. co&o .ista de sua proposta e& /0E. Ricoeur e&prega o ter&o “-ase não apreendido e& u& sentido plena&ente cronológico. Platão. *ue substituiu a &e&ória pela escrita.HISTÓRIA E EPISTEMOLOGIA – 1° PARTE Memória Arquivada: A ase !ocumental Paul Ricoeur.er u& distancia&ento cr8tico *ue incide no inter. 9( *ue se apresenta co&o u& e&pecil'o para a anamnese. &as &etodológico no *ue consiste e& pro&o. E& es*ue&a. para a an(lise episte&ológica da 'istoriogra-ia. • E)plicação= per-a2 a tensão original do recorte entre u&a escritura anterior contraposta a outra posterior. no entanto. inicia na segunda parte a an(lise 'istoriogr(-ica e& busca de sua nature2a cient8-ica. *ue recupera o “por*ue 'istórico no desa-io de apreender sua a&plitude e sua co&ple)idade. A 'istória.a&ento. e& .a7co&preensi. *ue não se re-ere 5 u&a escrita da 'istória. E& seu trabal'o o -ilóso-o identi-ica tr+s -ases pelas *uais se articula a linguage& e o con'eci&ento= ar*ui. coloca1se esta *uestão= • Ar*ui. cu9o logo se l+ os interesses de . Ricoeur percorre então duas -ases= u&a -ase docu&ental *ue se estende do teste&un'o 'istórico at6 a constituição do ar*ui.estigação epist+&ica. na *ual '( a representação do presente de coisas ausentes no passado. ?al ter&o pode ser e&pregado e& tr+s sentidos distintos e não &enos interessantes= co&o re&6dio. e)plicação e representação. no *ual se aborda a relação 'istória1 &e&ória sobre o ter&o pharma"on. Ricoeur recorre 5 Platão. se coloca no pata&ar da linguage&. portanto. corrigir e criticar a memória. 6 *ue Ricoeur inicia sua in.eneno e co&o cos&6tico. no di(logo edro. E& conse*u+ncia.

a2io desolado. p. o espaço geo&6trico no sentido Eantiano 6 u& .e o aconteci&ento. A . con*uanto o ad.erbal o atestado te&poral. dito ta&b6& pelas posturas !de p6. a escrita *ue se inscre.a &8tica 6 toda orige&.ido de sensibilidade.a 'istórica te& sua escritura dada no in8cio. o discurso.asto e neutro. o 'u&ano i&pulsionado no te&po do *ual só '( alcance por &eio da &e&ória. da a-ecção. Citando Jerdnand Kraudel. >ele 6 próprio de se construir.i6s da an(lise docu&ental. local 'istórico do 'o&e& ha'itar.ido.a l( indica pela i&per-eição . .i. Ricoeur. deitado% e ponderaç<es !gra. /erleau1PontG.o do espaço no *ual a 'istória 6 narrada. :espro. a apreensão dos locais *ue pro&o. O pharma"on plat@nico incide sobre o logos4 legien. Ricoeur percorre o .el a inscrição da ação *ue prescre. sua obra “ o mediterr(neo e o mundo mediterr(neo de ilipe )) . e& *ue consiste o reencontro co& o aconteci&ento !/0E.ela& i&plicaç<es sobre a sua posição. precisa passar pelo escala da racionalidade. Entre este espaço . A narrati.erança da i&pressão pri&eira. nos aconteci&entos e -atos datados por u& 'istoriador. A -rase “eu esta. ABC% Assi&. O te&po narrado e o espaço 'abitado estão nela &ais estreita&ente associados do *ue no edi-8cio isolado !/0E.6rbio denota a localidade. co&enta= “Posso 9usti-icar esse no. O 'abitar. se reali2a na &edida e& *ue narra a 'istória do lugar. nesse ponto. de perse. Por isso.e nota. do pathos.er e ler. e& “&enomenologia da percepção in-ere o corpo co&o re-erencial espacial *ue pro&o. e& u&a bre. Portanto.e2a% *ue con-ronta& as &udanças e)ternas co& as internas do 'o&e& *ue re. o-erecendo ao ol'ar u&a 'istoria sedi&entada dos gostos e das -or&as culturais.idade. le.e u& espaço . *ue -or9a a orige& 'istórica *ue ro&pe co& o &ito.isão a priori do espaço 6 para Fant u& sentido e)terior da ra2ão.i. pois 6 constitu8do pelo &es&o destino do &undo. p. A geogra-ia.ido interior e e)terior intercala1se o espaço geo&6trico.e& ao 'o&e& seu ha'itat . co& a ideia de rastro ps8*uico. a -ala. ABH%. essencial ao 'o&e&. o local &editerrIneo 6 si&ultanea&ente s8tio e personage&.o recurso 5 inscrição se& apelar 5 re&inisc+ncia propria&ente plat@nica.ada para a 'istoriogra-ia di2 respeito 5 &udança de u& con9unto signi-icati. Ricoeur recorre 5 #est$tica transcendental de %ant nas -or&as a priori de te&po e espaço para encontra a correlação entre o espaço 'abitado e o te&po 'istórico. sentido do *ue 6 interno. A cidade se d( ao &es&o te&po .e na &e&ória co&o re&6dio contra a 'istória co&o . no *ual ela locali2a e desloca1se pelo próprio te&po.Platão na personage& de Sócrates. D( a narrati. locus geom$trico. u& surgi&ento atual *ue per&ite o in8cio do te&po4 nesse sentido torna poss8.eneno. para se inserir no I&bito cient8-ico. Sobre este ponto Ricoeur assi& di2= “u&a cidade con-ronta no &es&o espaço 6pocas di-erentes. de -a2er1se. Seguindo o -io condutor Eantiano da est$tica transcendental. a passage& da &e&ória ar*ui.

ido na descrição das propriedades caracter8sticas do espaço 'abitado. progressi.Po&ian na obra “A ordem do tempo* prop<e u&a estrutura *u(drupla do te&po de-inidas co&o= • Crono&etria= corresponde ao &o. FrsG2to. a u&a ci+ncia lingu8stica.a e do narrador. raras as e)ceç<es. ano.6 abolida pela racionali2ação geo&6trica da ci+ncia geogr(-ica *ue retira o espaço .i.i. ao &enos e& intento. a operação 'istoriogr(-ica procede de u&a dupla redução. A &arca das cronoso-ias 6 dada noção de co&posição na orde& estrutural 9unta&ente co& a con9ectura e o aconteci&ento. O con'eci&ento 'istórico est( -re*uente&ente se deparando co& o te&po e& suas .el.ido e o te&po 'istórico.a de co&portar estruturas di-erentes e& u& &es&o espaço te&poral. o do n3&ero de in-or&aç<es ar&a2enadas na &e&ória coleti.ida da &e&ória. &+s. ano.el. . u&a cronoso-ia cient8-ica. &+s. cu&ulati.entos -unda&entados *ue segue& u&a linearidade por sere& inscritos e& ciclos &ais longos co&o d6cadas. • Cronoso-ia= corresponde a u&a 'istória da 'istória. Po&ian arrisca1se a a-ir&a *ue a concepção de u& te&po linear.as. da lingu8stica e da antropologia. Ken.alos recorrentes= dia.a. da locali2ação do espaço correspondente 5 datação da orde& no te&po. Assi&. As ci+ncias 'u&anas. &il+nios. seus desen.eri-icada por -en@&enos principais= o cresci&ento de&ogr(-ico.i.e& para deno&inar os inter. ?al estrutura de.ers8. A 'istória co&o ci+ncia se sub&ete. surge co&o u& te&po a&or-o precedente da separação da narrati. &as ta&b6& ao &3ltiplo co&binatório da orde& do te&po. &es&o *ue i&plicita&ente. s6culos. • Cronologia= corresponde aos e. 5 atribuição de signi-icação na tentati. o da energia dispon8.ol. cabendo 5 'istória a *uestão inicial. se asse&el'a.i.i&ento de ciclos curtos co&o dia. lineares.eis c8clicas. sobretudo dos estudos liter(rios. principal&ente da biologia.ido. e &es&o se estende a concepção do te&po .a te&poral religiosa e a pol8tica. produ2indo.eniste de-ine o “te&po cr@nico e&= a re-er+ncia de todos os aconteci&entos a u& aconteci&ento -undador no ei)o do te&po4 a possibilidade de percorrer os inter. se desdobra& basica&ente entre teoria e 'istória4 sendo a con*uista da autono&ia teoria -rente ao ca&po e)peri&ental. • Cronogra-ia= corresponde a notação para calend(rios. Essa dial6tica do espaço .o e irre.e1se ater ao inte&poral.ari(.alos do te&po segundo as duas direç<es opostas da anterioridade e da posterioridade e& relação 5 data 2ero4 a constituição de u& repertório de unidade *ue ser. co&o a narrati. *ue co&p<e e se co&porta& co&o u&a realidade de&onstr(.i&entos genealógicos. As con9ecturas dos aconteci&entos a u&a seriedade lógica co&pro&ete a 'istória en*uanto ci+ncia a u& circuito de processo e siste&a. decadentes. A instauração teórica e)pande o prolonga&ento das cronoso-ias teológicas e -ilosó-icas. Ricoeur destaca a necessidade desta conciliação entre te&po e espaço e& .el 6 parcial&ente .ista de u&a abordage& 'istórica. estacion(rias. a da e)peri+ncia . ao passo *ue a ci+ncia tenta a inserção do te&po 'istórico no repertorio de u& &undo si&bólico.

isto 6. Junda o estatuto episte&ológico no *ual o 'istoriador pro-issional 6 leitor. Recebendo da operação 'istoriogr(-ica a base ind8cio. Ricoeur distingue entre o indicio !re-erenciado.e seguir o &odelo regulador !paradig&a% se&pre su9eito a testi-icação. Ricoeur 9( detecta a crise e& duas . p.e ser pautado no *ue R. entendendo a*ui *ue -ato não 6 u& aconteci&ento.el de cr8ticas. A ci+ncia 'istórica de.o. ?al processo segue do teste&un'o at6 a pro. O princ8pio 'istórico e)ige u& recorte li&itador apropriado dos ob9etos de re-er+ncia. L na prova documental *ue a operação 'istoriogr(-ica ad*uire o con'eci&ento 'istórico -or&ado pelo ind8cio. docu&ento e pergunta. O traço episte&ológico 6 dado e& u& poss8. deci-rado% e o teste&un'o !dado. rele&brando deste &odo o pharma"on plat@nico.ado e consultado co&o pro. *ue dependendo da sagacidade per-a2e& o do&8nio das ci+ncias 'u&anas.ida&ente en*uanto &udanças e di-erenciaç<es das praticas e das representaç<es.a 5 &e&ória declarati. Por e)plicação entende1se a relação do docu&ento *ue se constituiu co&o pro. p. di&ensão *ue a 'istória nunca &ais dei)ar( co& o nasci&ento do ar*ui.isa ser representado. Carlo Min2burg reinterpreta o paradig&a indici(rio co&o !paradig&a% se&iótico. conser. Assi&. O teste&un'o representa a se*u+ncia narrati.os &odos de encadea&ento e& relação ao -ato 'istórico e a pro.a docu&ental4 con*uanto a co&preensão re&ete 5 no. Para o 'istoriador. E+plicação. Ja2endo analogia ao “ol'o da cI&era .e1se então a -or&ulação para u&a e)plicação. o docu&ento e o 3lti&o -ator. Então o &o&ento do ingresso da escrita na 'istoriogra-ia co&o o surgi&ento do arquivo. &as ne& todo docu&ento se apresenta co&o teste&un'o. &as *ue ta&b6& suscita a *uestão do “obser. criticado%.a e)teriori2ada. o teste&un'o ocular de.o coligido. a 'istória de. tudo pode se tornar docu&ento.a 5 e)plicação7co&preensão a autono&ia da 'istória no plano episte&ológico. a do teste&un'o co&o docu&ento e da &e&ória co&o 'istoriogra-ia.el recorte . a pergunta. :ulong c'a&a de “paradig&a indici(rio . O teste&un'o se -a2 na -or&ula t8pica “eu esta. Reto&ando *ue. pro&o.aç<es reco&endadas dos &odelos e)plicati.ador isento . A$A%.os o as re-erenciar de. &as o conte3do de u& con'eci&ento *ue .o da operação 'istoriogr(-ica.ertentes. caracteri2ando a singularidade da deci-ração. o car(ter con9ectural e o con'eci&ento indireto.a docu&ental.Ao abordar o testemunho. Ricoeur obser. o &6todo e a escrita !/0E. *ue 6 se&pre poss8. Para /ic'el de Certeau. na *ual designa= a pri&eira pessoa do singular. a operação 'istoriogr(-ica 6 necess(ria u&a con9ectura entre o lugar.a e&p8rica. o te&po passado do . A$$%.a l( .erbo e a &enção ao l( co&o o a*ui !/0E. Ricoeur passa das possibilidades de 'istória ao processo e-eti. L o &o&ento e& *ue as coisas ditas oscila& entre a oralidade e a escrita. a cI&era *ue registra. en*uanto disciplina.a docu&ental.a u&a di-iculdade *ue da8 decorre4 a con9ectura do -ato 'istórico do teste&un'o e o -ato e&p8rico do ar*ui.Compreensão Ricoeur reser.e atender as obser.

*ue surge& entre os agentes e os pacientes do agir 'u&ano. :ilt'eG.ios. Elias%. Joucault apresenta u&a ci+ncia deno&inada ar*ueologia do saber. inter-esse co&o di2 0anna' Arendt. /. Assi&.ido.então.eis do discurso 'istórico= o docu&ental. a e)plicação pro&o. o interprete segue u& ind8cio de in. Joucault não .. Nuanto aos re-erentes da e)plicação 'istórica..erdade e& 'istória *ue transpassa os tr+s n8.e de -or&a i&periosa segundo u& &odo -ranca&ente 'istórico4 entre a&bos a cr8tica de Certeau.+1se u&a s6rie de -atos repet8. a duração .ol. A ar*ueologia se nega a superar as di-erenças. Co&o conse*u+ncia. *ue contraria ao 'istoricis&o e seus es*ue&as pr6.ocabul(rio *ue 'ierar*ui2a as duraç<es *ue &odula& o te&po .eis da 'istória *uantitati.ariedade dos tipos de e)plicação e& 'istória. no entanto se desen. pri.i. :o outro lado. &as -a2er surgir u&a reescrita conser. a assunção da con9unção da ação e do agente da ação.ilegiando as propriedades dos -atos *ue são repet8.aç<es suscet8. Ricoeur no.eis. &as as rupturas.ida 6 renunciada e& -a. atrela& 5 ideia de causa ao lado da ideia de e)plicação por ra2<es. :ado nesse sentido.ilegiado de 'istória.idade.ada da 'istória.. Para tanto. destaca Ricoeur. contradição.or de u& te&po constitu8do estruturado e *uanti-icado.isa reconstruir o passado. co& o intuito de alertar para o .estigação da . p.eis.eis as interaç<es 'u&anas. de Certeau e >.a&ente se depara co& a crise.a prestando1se 5 an(lise causal.a &entalidade 'istórica 5 noção de representação. en*uanto Elias u&a ci+ncia das -or&aç<es sociais *ue s+ cr+ ini&iga da 'istória.abrangente o su-iciente para *ue o re-erente do discurso 'istórico possa ser inserido no re-erente co&u& as de&ais ci+ncias 'u&anas. as *uebras e descontinuidades. Ricoeur insiste na .. escala de apreensão e rit&o te&poral. Ricoeur re&ete 5 O.eis de sere& racionali2adas. >a “Arqueologia do sa'er .. *ue recorre ao estabeleci&ento de regularidades *ue atrae& o sentido de e-ici+ncia e& direção a legiti&idade. Ricoeur analisa a pluralidade de duraç<es. &ais do *ue os aconteci&entos singulares de sere& re&e&orados de &aneira distinta. Ricoeur intercala a pes*uisa do *ue apresenta co&o &estres do rigor !/. As . co&para o &6todo e a 'istoriogra-ia !a*ui e&pregado e& u& sentido estrito da escrita da 'istória%. :isso decorre a alternIncia dos seg&entos causais no sentido de regularidade e os seg&entos teleológicos no sentido de &oti. e& u& &odelo se. *ue se *uer encontra precedentes. &o&ento *ue e)ige u&a ar*ueologia. e não obstante. :este &odo. &as *ue. ne& a sucessão linear dos aconteci&entos. >esse ponto. 9( *ue não e)iste u& &odo ou &odelo pri. &as analis(1las en*uanto tal4 propondo o ca&po neutro do enunciado se& enunciador.ersidade de &odelos e)plicati. Joucault.eis= a interpretação 6 u& co&ponente próprio da intenção de verdade de todas as operaç<es 'istoriogr(-icas. co&paração e trans-or&ação !/0E.aler *uatro -atores= no. Por u& lado .isa ne& a sincronia dos pensa&entos i&ó. os co&porta&entos sociais. :iante dessa aporia.os aptos a tornare&1se intelig8. "#A1A"%. ?al pluralidade de duraç<es de.e ser de-inida pelos -atores da nature2a espec8-ica da &udança. Atingindo este ponto. repetir o *ue 9( -oi. a noção de interpretação entre tr+s n8.i. o da e)plicação7co&preensão e o da representação do passado. Joucault não . a 'istória e)ibe u&a di.e u&a ruptura entre a teoria e ação. Joucault -a2 . co& o propósito de caracteri2ar a no.

RICOEUR. Certeau substitui o ca&po neutro e busca o discurso das pr(ticas dentro da 'istória dos 'istoriadores. *ue se e-etua na autocoerção. concluiu Ricoeur= “6 na re-le)ão e-eti. &as de u& discurso sobre o aparel'o conceitual *ue per&ite o a. "AP%.6s desse ha'itus de -or&ação *ue surge da racionali2ação. especi-ica&ente o pol8tico. *ue consiste nu&a regulação sancionada pelo e*uil8brio entre os des. *uestiona o 'istoricis&o não de u&a . Alain Jrançois Qet alR.a&ente internali2ada *ue se torna& per&anente co&o autocoerção. sobre a operação 'istórica. Elias tenta co&por a 'istória atra.ertente discursi.ando *ue tantas outras disposiç<es e correlaç<es -ora& supri&idas. Ca&pinas. Certeau apresenta na obra “A escritura da história u& distancia&ento do pensa&ento de Joucault e o critica !ta&b6& escre.pr(ticas discursi. p.ios e)tre&os. o ha'itus 6 a coerção progressi. o esq e!ime"to# ?rad.as tanto di2e& da própria linguage& do enunciado *uanto dos enunciados redu2idos pela linguage&.e u& ensaio intitulado “ o negro sol da linguagem: Michel oucault % *uanto a própria posição de *ue& -ala sobre a -or&ação do discurso= “*ue& 6 ele para saber o *ue ningu6& sabe !/0E. editora da Unica&p. a história. A memória. "##$. "PB%. Apresentando estas consideraç<es. . al&e9ando a -or&ação social. Paul.anço do poder. ressal. Elias. Para tanto insere o conceito de ha'itus.a e suas operaç<es. da regulação entre o social e o ps8*uico. p. Para Elias.a do 'istoriador sobre o &o&ento da representação inclu8do na operação 'istoriogr(-ica *ue gan'a e)pressão e)plicita a co&preensão *ue os agentes sociais ad*uire& deles próprios e do “&undo co&o representação !/0E.