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SOLDAGEM DE DUTOS EM
OPERAÇÃO
09 de novembro de 2012
PUC RJ
GIOVANI DALPIAZ
2 2
Objetivo do curso:
Discutir sobre os fenômenos envolvidos na soldagem de
dutos em operação.
Rever conceitos de transferência de calor e metalurgia
de soldagem.
Discutir sobre os problemas relacionados com soldagem
de dutos em operação.
Discutir as normas que orientam esta atividade: API 1104 -
apêndice B (“in service welding”) e Petrobras N-2163.
Conhecer os programas computacionais aplicados.
3 3
Fluxo Interno
Soldagem de dutos em operação
Aumenta a taxa de resfriamento
do cordão de solda
Importante: Na soldagem em operação uma chapa fina pode
transformar-se em chapa grossa dependendo do fluido e da vazão.
T
o
T
q
Poça de fusão
Temperatura To < Tq
Como agrupar a soldabilidade dos materiais nessa condição?
4 4
Em instalações da PETROBRAS, por
exemplo, toda a soldagem em operação
deve estar de acordo com a Norma
Petrobras
N-2163
Soldagem e Trepanação em Equipamentos,
Tubulações e Dutos em Operação
Além desta deve seguir a norma API
1104 apêndice B
5 5
Soldagem em operação
Conceito:
Trabalhos envolvendo a instalação de conexões e
reparos estruturais, execução de soldagem e
trepanação em equipamentos, tubulações industriais
e dutos (terrestres ou submarinos), que estejam em
operação (pressurizados com ou sem fluxo, com
produto ou seus resíduos).
6 6
Vantagens da Soldagem em Opera
Vantagens da Soldagem em Opera
ç
ç
ão
ão
•Soldagem em
qualquer condição
operacional
•Sem Limite de
Pressão ou Vazão
•Custo Ambiental
Zero
•Ganhos
Operacionais
Significativos
Reparo sem perda
significativa de produção
7 7
Soldagem em operação
•Instalação de Duplas-Calhas
•Instalação de Fittings para derivação – Trepanação
•Reparo com deposição por soldagem
•Soldagem de braçadeira aparafusada
Operações/reparos mais comuns:
8 8
Situações envolvendo soldagem em operação
Instalação de dupla-calha
Deposição por soldagem
Operação de trepanação
Fittings soldados para trepanação
9 9
N-2163 – figura A-2
10 10
N-2163 – figura A-2
Cordão longitudinal não
toca o tubo pelo uso de
cobre junta
Junta circunferencial toca
o tubo, por isso, é crítica e
tratada como soldagem
em operação
11 11
Dificuldades da soldagem em operação
Conceitos fundamentais devem ser compreendidos:
(serão detalhados mais adiante)
1. Trinca a frio (hydrogen cracking) devido a alta taxa
de resfriamento)
2. Perfuração do duto (burntrough) – Para tubos de
espessura < 6.35 mm
Na N-2163 – levanta-se outra questão de risco na soldagem em operação:
3. Decomposição instável de produtos ou outras restrições em relação
aos fluidos deve ser considerado.
Qual o fator mais difícil de controlar?
12 12
Dutos – definições
Duto: Designação genérica de instalação constituída por
tubos ligados entre si, incluindo os componentes e
complementos, destinada ao transporte ou transferência de
fluidos, entre as fronteiras de unidades operacionais
geograficamente distintas.
Tubulação: Conduto fechado que se diferencia de duto pelo
fato de movimentar ou transferir fluido sob pressão dentro
dos limites de uma planta industrial ou instalação de
produção ou armazenamento de petróleo e seus derivados.
13 13
A norma API 1104 apêndice B trata do assunto
“soldagem em operação”
Avaliação da perfuração modelo computacional
Avaliação da Trinca Induzida pelo Hidrogênio
Qualificação
14 14
IMPORTANTE:
Antes do reparo é importante uma
avaliação da real necessidade da
intervenção, ou seja, deve-se
saber se a indicação é defeito ou
descontinuidade.
15 15
Exemplos de defeitos que
necessitam reparo
Sujeito a alterações conforme norma de projeto do duto
16 16
a)qualquer dano com vazamento;
b)sulcos e cavas, quando apresentarem profundidade maior que:
-12,5 % da espessura nominal da parede, para oleodutos;
-10% da espessura nominal da parede, para gasodutos;
c)mossas que afetam os cordões de solda; mossas contendo ranhuras,
sulcos ou cavas; mossas com profundidade > 6 mm em dutos com
diâmetro 4” ou com profundidade > 6 % do diâmetro nominal do duto
para diâmetro nominal > 4”;
d)mordeduras com as seguintes dimensões:
- profundidade > 0,8 mm ou > 12,5 % da espessura (o que for
menor);
- profundidade > 0,4 mm ou entre 6 % e 12,5 % da espessura (o
que for menor), e com o comprimento > 50 mm em 300 mm
contínuos de solda ou 1/6 do comprimento da solda (o que for
menor);
Os seguintes defeitos devem ser removidos ou reparados:
TIPOS DE DEFEITOS
17 17
e) qualquer tipo de trinca;
f) toda solda não aceita pelos “critérios de aceitação - testes
não-destrutivos” da norma API 1104 ou pela
especificação de fabricação do duto;
g) áreas corroídas cujas dimensões resultem em tensões
acima de valores admissíveis de acordo com os critérios
da norma ASME B31.G;
h) áreas corroídas atravessando soldas;
i) Dutos tensionados, com tensão longitudinal maior que
72% SMYS, para dutos novos, e 54% SMYS para dutos
que já sofreram algum tipo de tensionamento.
Os seguintes defeitos devem ser removidos ou reparados:
TIPOS DE DEFEITOS
18 18
Transferência de calor na soldagem
Conceito de ciclo térmico
19 19
Transferência de Calor na Soldagem
Registro de ciclos térmicos
T
t
20 20
Transferência de Calor na Soldagem
Ciclo Térmico:
Tempo
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a
Distância
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a

m
á
x
LF
T
f
Repartição Térmica:
21 21
Transferência de Calor na Soldagem
Principais Parâmetros
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a
Tempo
T*
Tempo
T
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a
∆t
8-5
800
500
Por que é importante saber o tempo 800-500??
22 22
Fatores Controladores do Ciclo Térmico
espessura
da chapa
energia de
soldagem
processo de
soldagem
temperatura de
préaquecimento
tempo
t
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a
T
0
T
amb
800
500
∆t
8-5
T
crit
E na soldagem em operação??
A condição de escoamento
também interfere no ciclo térmico
23 23
Ciclo Térmico
Efeito da Espessura
chapa grossa: fluxo de calor tridimensional
chapa fina: fluxo de calor bidimensional
24 24
Ciclo Térmico
Efeito da Energia de Soldagem
Aumentando energia de soldagem:
chapa grossa => chapa fina
25 25
Chapa fina ou chapa grossa?
26 26
Efeito do Ciclo térmico na
microestrutura
27 27
Transformações no Estado Sólido
Controle da Dureza Máxima
M
B
F
P
tempo
t
e
m
p
e
r
a
t
u
r
a
A dureza da ZAC pode ser controlada (até certo
ponto) pelo ciclo térmico
Lembrando: por isso é importante estimar o tempo 800-500
28 28
Exemplo de modelo para a Previsão de Dureza
H V C C
e q I
C C
e q I
a r c t g
t C
e q I I
C
e q I I
C
e q I
C
S i M n C u N i C r M o N b V
B
C
e q I I
C
S i M n C u N i C r M o
B
( ) ( ) ( )
l o g ( ) , ,
, ,
( )
1 0 4 0 6 1 6 4 1 8 3 3 6 9 1 4 9 1 0 0
8 5
2 8 2 2 0 2 6 2
0 5 2 6 0 1 9 5
2 4 6 1 5 4 0 6 4 5
1 0
3 0 5 5 2 0 4 6
1 0
= ⋅ + ⋅ + − ⋅ − ⋅ + ⋅

− ⋅ +
− ⋅
= + + + + + + +
+
+
= − + + + + + +

¸

(
¸
(
|
\

|
¹
|
|


Dureza da ZAC
Yurioka
HV = 90 + 1050C + [47Si + 75Mn +30Ni +31Cr]
HV = 90 + 1050C + [47Si + 75Mn +30Ni +31Cr]
Brisson
Dureza da Martensita
Qual o peso do carbono,comparado com
os outros elementos, na dureza da ZAC??
29 29
Pontos para discussão
Como a velocidade de resfriamento influencia a dureza
máxima da ZAC ?
Qual o efeito da composição química na dureza máxima
da ZAC ?
O que acontece quando uma região da ZAC é
reaquecida ?
30 30
Efeito do fluxo (escoamento de
um fluido pelo duto)
31 31
Efeito do Fluxo
Soldagem de tubulações em operação
Aumenta a taxa de resfriamento
do cordão de solda
Importante: Como visto nos slides anteriores, na soldagem em operação
uma chapa fina => chapa grossa dependendo do fluido e da vazão.
T
o
T
q
Poça de fusão
32 32
Ponto para discussão
Qual a eficácia do pré-aquecimento no controle da
velocidade de resfriamento (e dureza da ZAC) na
soldagem em dutos em operação ?
33 33
Pontos para discussão
Qual o efeito do processo de soldagem na velocidade de
resfriamento ?
Como o pré-aquecimento e a energia de soldagem agem
sobre a velocidade de resfriamento ?
Como a espessura do material influencia a velocidade de
resfriamento ?
Qual o efeito de um fluido refrigerando a superfície oposta à
soldagem ?
34 34
Efeito da Pressão do duto e da
energia de soldagem na
soldagem em operação
35 35
Soldagem de dutos em operação
P
S = P. D /(2t)
Efeito da Pressão
36 36
Efeito da Temperatura na tensão de escoamento
Temperatura
σ
0
37 37
Efeito das condições de soldagem
(pressão e temperatura agindo juntas)
σ
0
Condições adequadas
Pressão
38 38
σ
0
Efeito das condições de soldagem
(pressão e temperatura agindo juntas)
Condições inadequadas
Risco de perfuração
• corrente elevada
• baixa velocidade de soldagem
• espessura pequena (abaixo de
4mm)
• pressão elevada (pouco provável
que se atinja uma pressão crítica para
perfuração)
Pressão
A poça de fusão atua
como se fosse um ponto
de corrosão por pites)
A perfuração ocorre quando
a seção resistente não
fundida do tubo não resiste
a pressão interna
39 39
Perfuração (burnthrough) em
soldagem circunferencial
40 40
Conceitos importantes:
1.Carbono equivalente
2.Energia de soldagem
41 41
1.Carbono Equivalente (CE) – indicador da soldabilidade:
2. Energia de Soldagem (Es) – calor adicionado por comprimento
de cordão de solda
[Pcm] 0,12 %C para 5xB
10
V

15
Mo
20
Cr
60
Ni
20
Cu
20
Mn
30
Si
C Ceq
[IIW] 0,12 %C para
5
V Mo Cr
15
Ni Cu
6
Mn
C Ceq
< + + + + + + + + =
>
+ +
+
+
+ + =

[mm/s] Sold Vel x 1000
] Corrente[A x [V] Tensao
[kJ/mm] Es η =
42 42
Trinca induzida pelo Hidrogênio
TIH
43 43
Fissuração pelo Hidrogênio
Fatores controladores:
Tensões trativas
Microestrutura
susceptível
Hidrogênio difusível
eliminando um dos fatores o problema é
eliminado
44 44
Trinca Induzida pelo Hidrogênio - TIH
Fontes de H:
Tipo de fluxo ou revestimento do eletrodo
Umidade no revestimento, fluxo ou gás
Materiais orgânicos
Produtos de corrosão
Atmosfera
45 45
Difusão e Solubilidade do Hidrogênio
Hidrogênio tem alta solubilidade na austenita (γ γγ γ)
Hidrogênio tem alta difusividade na ferrita (α αα α)
46 46
Efeito da Temperabilidade na Migração do Hidrogênio
MB mais temperável que MS Hidrogênio difunde para ZAC
MS mais temperável que MB Hidrogênio fica no MS
47 47
Fissuração pelo Hidrogênio - resumo
Fatores controladores:
Tensões trativas
Microestrutura
susceptível
Hidrogênio difusível
eliminando um dos fatores o problema é eliminado
Condição Causa da condição Medidas preventivas
Hidrogênio na junta soldada Presença de umidade ou outras
impurezas; umidade intrínseca do
processo de soldagem.
Limpeza da junta, preaquecimento, uso de
eletrodos ou processos de baixo hidrogênio.
Microestrutura suscetível a
TIH
Grão grosseiro, aquecimento seguido
de rápido resfriamento
Preaquecimento, controle da energia de
soldagem, uso de passe de revenimento.
Tensão de tração Tensão residual de soldagem, tensão
interna em condição de operação, gap
elevado, etc.
Melhorar o ajuste, minimizar a concentração
de tensões na raiz do cordão de solda.
A trinca induzida pelo hidrogênio - TIH
48 48
Considerações da N-2163 quanto ao
material
material
do duto a ser soldado:
1.4 As recomendações técnicas de soldagem descritos nesta
Norma se aplicam a tubulações, dutos e equipamentos fabricados
em aços ferríticos [tipo aço-C, C-Mn, C-Mn microligado e
termomecanicamente processados “Thermal Mechanical Control
Process” (TMCP)], inoxidáveis austeníticos, Duplex e
Superduplex. “São os aços que podem ser soldados em operação
segundo a N-2163”
NOTA Os Aços Cr-Mo, Aços Inoxidáveis Ferríticos e Martensíticos
não são tratados nesta Norma. Em geral não devem ser soldados
em operação, sendo analisado caso a caso pelo profissional
responsável.
“Devido a trinca induzida pelo hidrogênio”
49 49
Pontos para discussão
Sobre que fator controlador da fissuração por
hidrogênio é mais difícil de se atuar ?
O eletrodo básico (E7018) é sempre de baixo
hidrogênio ?
Qual o efeito do ciclo térmico na tendência a TIH??
Os aços austeníticos tem tendência a TIH??
Filme: fissuração pelo hidrogênio e evolução do hidrogênio
50 50
Processos de Soldagem atualmente aplicáveis
a soldagem em operação
(na Petrobras só é usado TIG e eletrodo revestido)
ELETRODO REVESTIDO - Shielded Metal Arc Welding –
SMAW – (MAIS USADO)
TIG – Tungsten Inert Gas – Europa - GTAW- Gas Tungsten
Arc Welding – EUA
MIG/MAG - Metal Inert Gas/Metal Active Gas -
GMAW(Gas Metal Arc Welding) – e variações como STT,
RMD, etc.
ARAME TUBULAR – FCAW(Flux Cored Arc Welding)
51 51
Processos ao Arco Elétrico aplicáveis na
soldagem de dutos em operação
TIG SMAW
Shielded-metal arc welding Gas-tungsten arc welding -
GTAW
Gas-metal arc welding –
GMAW ou MIG/MAG
GMAW
FCAW - ARAME TUBULAR
FCAW
52 52
Análise do risco de perfuração
53 53
Análise do risco de Perfuração
Esta é a condição para que não haja perfuração: T<980ºC
54 54
Análise do risco de Perfuração
Comparação entre solda bead-on-pipe (à esquerda) e junta de filete
(à direita), parâmetros de soldagem e condições de operação do
duto idênticas.
Atinge maior temperatura que a junta de filete
55 55
Análise do risco de Perfuração
N 2163
56 56
Análise do risco de Perfuração
Algumas empresas limitam de 4 a 4.8mm como
espessura mínima para fazer soldagem em operação
Perfuração não depende somente da espessura, mas
também dos parâmetros de soldagem e dos
parâmetros de operação do duto.
Relação entre o calor gerado no arco X calor removido
pelo duto = perfuração?
57 57
Trabalhos anteriores feitor por BATTELLE indicam
que a perfuração pode ser controlada se limitarmos a
temperatura da parede interna do duto (T<980ºC).
Para espessuras < 6,4mm deve-se limitar a energia
de soldagem.
Risco de perfuração aumenta com o aumento da
corrente
Análise do risco de Perfuração
58 58
A redução da pressão é praticamente ineficiente para minimizar o risco de
perfuração:
A perfuração irá ocorrer se a temperatura da parede interna for suficientemente
alta, mesmo a baixa pressão.
Para duto com gás, a pressão maior aumenta a capacidade do gás de extrair
calor da parede do tubo. Mais baixa temperatura da parede com a mais alta
pressão, pois maior será a condutividade térmica dos gases.
As tensões no duto podem se redistribuir ao longo da poça de fusão como
se fosse uma corrosão por pites (corrosão isolada por pites é admitida a até
80% da parede do duto)
É mais seguro o uso de eletrodos com diâmetro menor (menor corrente). É
uma maneira efetiva de limitar corrente, porém diminui a produtividade.
Eletrodos com 2 ou 1,6 mm devem ser considerados.
CONCLUSÃO: manter temperatura da parede abaixo de
980ºC e para isso a vazão nem sempre precisa ser mantida
e a pressão não precisa ser reduzida.
Análise do risco de Perfuração
59 59
Estabelecimento de um procedimento
de soldagem adequado
• diâmetro e espessura do duto
• pressão e vazão durante a
soldagem
• mínimo aporte térmico
• composição química do tubo (CE)
• tempo de resfriamento ∆t
800-500
• máximo aporte térmico
Perfuração?
Fissuração?
60 60
Qualificação de procedimentos e soldadores
na soldagem em operação:
Norma API 1104 apêndice B
61 61
1. Rodar o programa Battele ou PRCI a partir dos seguintes dados:
• Composição química do duto (remoção de amostras, análise com
Espectroscopia Ótica de Emissão de Campo, Certificados de Matéria
Prima.
• Espessura Real do duto (ultra som) e da calha. Diâmetro do duto e da
calha.
• Condições de escoamento (tipo de fluido, vazão, temperatura e
pressão).
• Energia de soldagem estimada
2. Com isso se terá o cálculo t
800/500
(tempo de resfriamento entre 800 e 500
°C), a dureza estimada da ZAC (equação de yurioca) e a Temperatura
máxima alcançada na parede interna (máx de 980°C (N-2163))
3. Qualificar procedimento e soldador segundo API 1104 apêndice B,
usando eletrodos revestidos de baixo hidrogênio e de preferência
embalados a vácuo. Para espessuras abaixo de 6,35 mm usar
preferencialmente eletrodos com diâmetro igual a 2,5 mm.
Passos para estabelecer um EPS
apropriado
62 62
Alguns engenheiros preferem medir o
tempo T
250/100
para estimar a capacidade
de extração de calor do duto.
Consiste em aquecer o duto até 325°C e a seguir medi r com um
cronômetro o tempo de resfriamento entre 250°C e 10 0°C
63 63
A norma API 1104 apêndice B fornece indicações de
como qualificar o procedimento e o soldador para
a soldagem em operação.
Aponta quais variáveis são essenciais na soldagem em
operação – algumas são diferentes da soldagem
convencional.
64 64
API 1104 apêndice B
Variáveis Essenciais
– Limite de resistência não é variável essencial;
– Espessura do duto não é variável essencial;
– Aumento na condição operacional do duto (Taxa de
resfriamento)é variável essencial;
– Seqüência de deposição é variável essencial;
Também vale para
GROOVE – solda com chanfro
65 65
Lembrando:
A norma API 1104 apêndice B trata do assunto
“soldagem em operação”
Avaliação da perfuração modelo computacional
Avaliação da Trinca Induzida pelo Hidrogênio
Qualificação
(Poderia ser estimada fazendo a soldagem com um tubo pressurizado com nitrogênio parado)
66 66
API 1104 - Apêndice B
Preocupação com a Trinca Induzida pelo Hidrogênio e
avaliação desta na qualificação. Sugere que se pode
usar um procedimento de soldagem para um material
de maior CE desde que a taxa de resfriamento seja
menor (mais elemento de liga e maior T800-500
Neste caso como o EPS poderia ser avaliado quanto a sua aplicabilidade?
67 67
Algumas restrições previstas na N-2163
quanto ao fluido:
6.1.2 Trabalhos de soldagem não devem ser permitidos em equipamentos, tubulações e dutos em
operação contendo qualquer um dos seguintes produtos:
a) oxigênio e misturas de vapores de hidrocarboneto/oxigênio e hidrocarboneto/ar;
b) ar comprimido;
c) peróxidos, cloro ou outras substâncias químicas que possam se decompor violentamente
ou se tornar perigosas em contato com o calor da soldagem;
d) substâncias cáusticas, aminas, nitratos e ácidos, se as concentrações e temperaturas
previstas pelo projeto forem tais que as especificações de fabricação exijam tratamento
térmico pós-soldagem, ou pela elevação da corrosividade (risco de corrosão) sob tensão
do fluido em função da temperatura alcançada internamente devido à soldagem;
e) acetileno, etileno, benzeno e outros hidrocarbonetos insaturados ou mesmo polímeros
que possam sofrer decomposição exotérmica e espontânea sob certas combinações de
pressão e temperatura;
f) hidrogênio, a menos que se proceda a uma verificação das condições de projeto e do
material;
g) linhas sob vácuo ou pressão menor que a atmosférica, a menos que uma avaliação seja
conduzida de modo que se determine procedimento operacional seguro;
h) linhas com vapor d’água: acima de 300 °C ou com pressão acima de 20 kgf/cm2, salvo
casos em que haja análise específica.
68 68
API 1104 apêndice B
Como o API 1104 apêndice B teve origem no API 1107 (soldagem
de manutenção de dutos), as práticas recomendadas do API 1107
foram mantidas nesse apêndice. Portanto “should” do API 1104 é
ententido como obrigação “shall”.(prática da Petrobras).
O API 1104 apêndice B é construído baseado em dois conceitos
fundamentais: perfuração e trinca induzida pelo hidrogênio. Portanto
suas recomendações são para evitar esses fenômenos.
TRINCA INDUZIDA PELO HIDROGÊNIO
Os procedimentos são qualificados em grupos de carbono
equivalente e não de tensão de escoamento. A TIH é mais em
função do carbono equivalente do que da tensão de escoamento. O
carbono equivalente pode variar muito em função do fabricante
mesmo para uma mesma tensão de escoamento.
69 69
API 1104 apêndice B
– Os procedimentos são qualificados em grupos de severidade térmica e
não de espessura de parede como na soldagem convencional. Esta
norma sugere agrupar o CE e condições operacionais do duto, mas
não apresenta intervalos (B2.1.1.2);
PERFURAÇÃO
– Espessura acima de 6,4mm e uso de eletrodo básico, não é esperada
perfuração;
– Espessura abaixo de 6,4 pode ser esperado perfuração – métodos
computacionais devem ser utilizados para determinar o aporte térmico
limite;
– Espessura abaixo deste valor pode ser necessário limitar o aporte
térmico;
70 70
Da N-2163:
Este é talvez um dos principais conceitos, intrínsecos na N-2163,
que diferenciam a soldagem convencional da soldagem em operação –
preocupação com a trinca induzida pelo hidrogênio. Neste aspecto a N-
2163 é mais severa que o API 1104, pois não permite usar um
procedimento qualificado para um metal base de maior CE.
6.2.1.3 Os procedimentos de soldagem devem ser qualificados conforme a norma de projeto do
equipamento, tubulação industrial ou duto.
NOTA 1 O profissional responsável pela soldagem deve considerar no procedimento de soldagem o
risco de trinca a frio pelo efeito da temperatura de operação e do resfriamento acelerado
imposto pela passagem do fluido.
NOTA 2 Na avaliação do risco de trinca a frio deve ser considerado o carbono equivalente [ver Nota
do 5.2 a)] e a taxa de resfriamento do local onde deve ser executada a soldagem.
Procedimentos qualificados para um dado carbono equivalente e uma dada taxa de
resfriamento podem ser aplicados para carbonos equivalentes e taxas de resfriamentos
inferiores.
NOTA 3 A taxa de resfriamento dever ser verificada na faixa de 250 °C a 100 °C. Esta taxa deve ser
qualificada no Registro da Qualificação do Procedimento de Soldagem (RQPS) de solda em
operação e descrita na Especificação do Procedimento de Soldagem (EPS), de forma que o
procedimento de medição seja reproduzido na peça a ser soldada.
71 71
Como é a qualificação de procedimento segundo
API 1104 apêndice B?
A qualificação é feita utilizando água em fluxo (Vazão ~ 40 l/min (vazão de torneira)),
para simular a pior condição para TIH - trinca induzida pelo hidrogênio.
Água proporciona resfriamento mais severo do que o encontrado com hidrocarbonetos.
72 72
Ensaios necessários para a qualificação de
procedimento
Marcas resultantes das indentações
(medida de dureza Vickers 10 Kg)
Observar os pontos de medição
73 73
Inspeção
Visual – Raiz (internamente)
LP - Raiz
PM – 12 h (ideal 24 h) após a soldagem
US - Phased array (?)
Conexões/Derivações
Teste Hidrostático (1,5xP)
P=pressão max. admitida classe de pressão da conexão
74 74
• Programa computacional do Instituto Battelle
• Programa computacional do PRCI
Modelos de Análise Térmica para
Soldagem em Operação de Dutos
São dois softwares que verificam,
principalmente, o risco de perfuração
75 75
Os softwares permitem fazer previsões confiáveis de valores de
temperatura máxima da parede interna durante a soldagem em
operação.
Também permite avaliar o risco de trinca induzida pelo hidrogênio,
através dos valores do tempo de resfriamento entre 800 e 500 °C.
Assim é possível estimar parâmetros de
soldagem seguros para execução da soldagem
em operação de dutos.
76 76
Determinação de uma Zona Segura de Soldagem
Determinar a energia de soldagem crítica sem alcançar o
limite de perfuração e sem que a dureza seja excessiva (para
um determinado nível de Hdif) com o auxílio do Battelle ou
PRCI.
77 77
Simulação pelo Battelle
Energia x T(800-500)
0
2
4
6
8
10
12
0,6 0,7 0,8 0,9 1 1,1 1,2 1,3
energia de soldagem - KJ/mm
T
(
8
0
0
-
5
0
0
)

-

s

s
M4mm
M7mm
M12mm
M16mm
P4mm
P7mm
P12mm
P16mm
G4mm
G7mm
G12mm
G16mm
78 78
Simulação pelo Battelle
Conclusão gráfico anterior:
Quando a espessura é significativa (>12mm) o fluido
passa a não ter muita influência no ciclo térmico.
A condução é mais efetiva que a convecção
79 79
Software do PRCI
The Pipeline Research Council International
http://www.prci.org/
Demonstração
80 80
Norma Petrobras N-2163 – Soldagem e Trepanação em Equipamentos, Tubulações
e Dutos em Operação
API 1104 - Welding Pipelines and Related Facilities;
ASME PCC-2 - Repair of Pressure Equipment and Piping
ANSI/ASME B 31.4 - Liquid Petroleum Transportation Piping systems
ANSI/ASME B 31.8 - Gas Transportation and Distribution Piping System
Pipeline In Service Repair Manual – J. F. Kiefner, W.A.Bruce, D.R. Stephens
Norma Petrobras N-2737 - Manutenção de dutos Terrestres
Norma Petrobras N-2727 - Manutenção de dutos Submarinos
API RP 2200 - Repairing Crude Oil, Liquefied Petroleum Gas, and Product Pipelines [Segurança];
API RP 2201 - Procedures for Welding or Hot Tapping on Equipment in Service;
NORMAS E/OU DOCUMENTOS
COMPLEMENTARES
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FIM
giovani.dalpiaz@petrobras.com.br