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PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA

End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
Elaborada pelo: Fr. Pedro Paulo dos Reis Mendes, scj
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PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
AU7A : O A8O 7IT9R:I(O ;EPOIS A
RE<OR=A ;O (O8(>7IO ?ATI(A8O II
A 7ITUR:IA: ATUA7I#A@ÃO ;A AISTÓRIA ;A SA7?A@ÃO
O Concílio Vaticano II (Lembrando que Concílio é uma Reunião de bispos presidida pelo bispo de
Roma – o Papa – com decisões de alor do!m"tico# em seu primeiro documento$ a constitui%ão
&'CRO&'(C)*+ CO(CILI*+$ promul!ada em , de de-embro de 1./0$ colocou a litur!ia em rela%ão
com a 1I&)2RI' 3' &'LV'45O$ considerando6a como atua%ão do PL'(O 37 37*& no tempo8
O ano lit9r!ico é o que nos di- este te:to a se!uir; BA santa &Ce Igre2a 6onsidera se% dever
6e'e3rar 6o& sagrada &e&Dria, e& dias deter&inados, d%rante o ano, a o3ra da sa'vaECo do se%
es1oso divino. A 6ada se&ana, no dia 6ha&ado do&ingo, rea'iFa a &e&Dria da ress%rreiECo do
Senhor, $%e a 6ada ano, 2%nto 6o& a s%a 3e&+avent%rada 1aiGCo, 6e'e3ra a PHs6oa 6o&o a &aior de
todas as so'enidades. Assi&, d%rante o ano, distri3%i todo o &istIrio de (risto, desde a en6arnaECo e
natividade atI a As6ensCo, o dia de Pente6ostes e a eG1e6tativa da 3e&+avent%ra es1eranEa e do
retorno do Senhor. Re6ordando desse &odo os &istIrios da redenECo, e'a a3re aos JiIis as ri$%eFas dos
atos sa'vKJi6os e dos &Iritos de se% Senhor, tornando+os 1resentes e& todos os te&1os, 1ara $%e os
JiIis 1ossa& entrar e& 6ontato 6o& e'es e sere& re1'etos da graEa da sa'vaECoL.
'l!uns aspectos importantes; '# a C7()R'LI3'37 7 ' PRIORI3'37 3O +I&)<RIO 37
CRI&)O e particularmente do mistério pascal sobre qualquer outra celebra%ão= ># ' C7L7>R'45O 3'&
?7&)'& 37 (O&&' &7(1OR' 7 3O& &'()O& (sobretudo os m"rtires# é considerada sempre em
rela%ão com o mistério de Cristo$ enquanto reali-ado nesses membros$ como @ruto da reden%ão= C# O ano
lit9r!ico não é um simples C'L7(3ARIO 37 3I'& 7 +7&7&$ ao qual estão li!adas celebra%ões
reli!iosas$ mas é a presen%a$ em modo &'CR'+7()'L6RI)*'L$ do +I&)<RIO 37 CRI&)O no período
todo de um ano8
O 3O+I(BO é a @esta primordial a ser proposta e inculcada C piedade dos @iéis$ de modo a ser
também dia de ale!ria e repouso do trabalDo8 (ão lDe seEa anteposta outra solenidade que não seEa de
!randíssima importFncia$ porque o 3O+I(BO é o @undamento e o n9cleo de todo o '(O LI)GRBICO8
O 7E(IO8MRIO E O A8O 7IT9R:I(O
A SA:RA;A ES(RITURA E 7ITUR:IA
(a I()RO3*45O 'O L7CIO(ARIO (< o liro lit9r!ico onde se encontra as leituras da missa –
temos dois; um 3O+I(IC'L – com as leituras do domin!o diidido em ano '$ > e C= e outro &7+'('L
diidido em '(O P'R e H+P'R# publicada pelo V')IC'(O se a@irma; IOs m9ltiplos tesouros da 9nica
palara de 3eus mani@estam6se admiraelmente nas "rias celebra%ões$ como também nas diersas
assembleias de @iéis que delas participam$ seEa quando se eoca$ no seu ciclo anual$ o mistério de Cristo$ seEa
quando cada @iel responde C íntima a%ão do 7spírito &anto8 7ntão$ de @ato$ a prJpria celebra%ão lit9r!ica$ que
se apoia @undamentalmente sobre a P'L'VR' 37 37*& e dela toma @or%a$ torna6se um noo eento$ e
enriquece a palara com uma noa e e@ica- interpreta%ão8 'ssim$ a I!reEa se!ue$ na litur!ia$ o modo de ler e
interpretar as &'BR'3'& 7&CRI)*R'& que$ usada pelo prJprio Cristo$ e partindo do 1OK7 do seu
eento$ e:orta a perscrutar todas as 7&CRI)*R'&L (C@8 Lc ,$1/6M1= Lc M,$MN60N8,,6,.#8
M
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
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(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
' &'BR'3' 7&CI)*R' é o an9ncio perene do PL'(O 3IVI(O 3' &'LV'45O= a litur!ia é a
atua%ão ritual desse plano8 7scritura e litur!ia são$ portanto$ componentes essenciais do mistério atual no
tempo da I!reEa$ desde Pentecostes (inda do 7spírito &anto# até a parusia (@im dos tempos#8
“A LITURGIA, PORTANTO, ESTÁ PARA A ESCRITURA, ASSIM COMO A REALIDADE DE
CRISTO ESTÁ PARA O SEU ANÚNCIO”.
7st" @rase tem um pro@undo si!ni@icado8 1" uma íntima li!a%ão entre as 3*'& +7&'& 3'
P'L'VR' 7 'L)'R8 &J se entende o que acontece em uma em rela%ão com a outra8 ' litur!ia re@lete a
&'BR'3' 7&CRI)*R' que por sua e- nos relata os @atos da VI3' 37 CRI&)O que se tornam
R7'LI3'37 7+ (O&&' VI3'8 7studamos na @orma%ão bíblica que; um )7O)O @ora de CO()7O)O
ira PR7)7O)O8 )odo )7O)O tem um P'(O 37 ?*(3O$ ou seEa$ uma realidade da qual ele brotou e @oi
escrito8 'l!uns te:tos da bíblica @oram escritos em tempo de B*7RR'$ outros de ?O+7$ outros de P'P$ e
estes CO()7O)O& deem ser leados em conta para não se @a-er uma leitura equiocada destes te:tos8
Podemos @a-er uma !uerra apenas com uma ?R'&7 @ora de CO()7O)O tirada da &'BR'3'
7&CRI)*R' porque ira um PR7)7O)O8 Vimos em nossas @orma%ões que 37*& < '+OR e não um
37*& Q*7 C'&)IB'8 Isto @oi mostrado dentro da 1I&)2RI' 3O POVO 37 I&R'7L8
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O '(O LI)*RBICO < 3IVI3I3O 7+; '# 'dento= ># )empo do (atal (come%a com a celebra%ão
do (atal e termina com o >atismo de Kesus#= C# )empo comum primeira parte= 3# Quaresma (estando
dentro da quaresma a &7+'(' &'()'#= 7# )empo Pascal (inicia com o 3omin!o de P"scoa e termina
com Pentecostes#= ?# )empo comum se!unda parte (termina com a @esta de Cristo Rei#8 1" ainda as
solenidades da VI3' 37 CRI&)O$ ?7&)'& +'RI'('& e 3O& &'()O&8 Veremos no decorrer deste
estudo o desenolimento DistJrico$ ou seEa$ como a I!reEa em seus mais de dois mil anos de DistJria @oi
@ormando est" estrutura lit9r!ica que nos aEuda a ier a 1I&)2RI' 3' &'LV'45O tendo como centro
K7&*& CRI&)O (3esde a CRI'45O até o ?I+ 3O& )7+PO&#8
< de suma importFncia que se atuali-e os te:tos da 1I&)2RI' 3' &'LV'45O para o 1OK7 37
(O&&' 1I&)2RI'8 7stes te:tos brotaram da VI3' de um POVO e continua @a-endo sentido para a
(O&&' VI3' 1OK78 Quando tomamos consciRncia disto os te:tos não são P'L'VR'& +OR)'&$
contudo P'L'VR'& 37 VI3' 7)7R(' que trans@ormam nossa e:istRncia8
O '(O LI)*RBICO 'I(3' < 3IVI3I3O em; a# 'no ' (onde re@letimos o ean!elDo de +ateus#=
b# 'no > (onde re@letimos o ean!elDo de +arcos# e C# 'no C (onde re@letimos o ean!elDo de Lucas#8 O
7an!elDo de Koão é utili-ado nas &olenidades e ?estas8 'inda D" a diisão para os dias da semana em '(O
P'R e '(O H+P'R8 'ssim o 'no Lit9r!ico nos lea a re@letir toda a &a!rada 7scritura no período de trRs
anos8
'inda é necess"rio ressaltar que a L7I)*R' 3O '()IBO )7&)'+7()O é importante para
entendermos a pessoa de Kesus pois é preciso saber a qual e:pectatia a sua ida corresponde$ é necess"rio
colocar6se$ de al!uma maneira$ no estado de Fnimo dos seus ouintes$ para colDer a ressonFncia
deliciosamente bíblica de suas palaras e a%ões8 O '()IBO )7&)'+7()O$ lido a lu- de Kesus Cristo$
aEuda6nos a entender o (OVO )7&)'+7()O8
&e quiserem se apro@undar um pouco mais no conte:to da &'BR'3' 7&CRI)*R' proponDo a
leitura da 9ltima 7OOR)'45O 'P2&)OLIC' 3O P'P' >7()O OVI – V7R>*+ 3O+I(I$ que
esclarece a li!a%ão dos te:tos sa!rados com tudo que celebramos na I!reEa8 (ossa li!a%ão com o Poo de
Israel e com os Primeiros Cristãos8
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(quem quíser ter acesso ao conteúdo deste estudo feíto no ano passado 2010 se encontra no síte da paróquía
www.ps|bb2.xpg.com.br no ícone DOWNLOADS, dentro da formação bíbííca no texto DEUS É AMOR). Há também
maíores ínformações sobre o ano íítúrgíco no mesmo síte maís na formação íítúrgíca cu|o o artígo tem o ano de
ANO LITURGICO.
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PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
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7spero que esta @orma%ão seEa de !rande proeito para o crescimento de ocRs como ministros
e:traordin"rios da &a!rada ComunDão que leam$ não apenas Kesus &acramentado para o Poo$ mas dee
lear e dar testemunDo de sua palara de Vida que !era ida em nJs8
AU7A ,: O ;O=I8:O , (E7EBRA@ÃO SE=A8A7
;A PMS(OA
,

+ ORI:E= ;O ;O=I8:O
3omin!o é o dia do &enDor por e:celRncia8 (os te:tos do (oo )estamento percebe6se que o
domin!o$ ou dia do &enDor$ não é tanto um dia escolDido pelos primeiros cristãos$ mas pelos apJstolos e$ de
al!uma maneira$ pelo prJprio Cristo$ que apareceu ressuscitado em meio aos seus Eustamente nesse dia apJs
o s"bado$ o primeiro dia da semana$ con@orme a numera%ão Eudaica8 Kesus ressuscitou e mani@estou6se aos
seus Ino primeiro dia da semanaL (+t MS$1= +c 1/$.= Lc M,$1= Ko M1$1#8
Oito dias depois$ estando os discípulos noamente reunidos (c@8 Ko MT$M/#$ Kesus apareceu6lDes e
mostrou a )omé as cDa!as da sua pai:ão (c@8 't M$,16,U= 't MT$/61M= 1Cor 1/$M= 'p 1$1T#8 ' tradi%ão
0
encontrou portanto$ as duas datas no ean!elDo; a da ressurrei%ão$ com a apari%ão de Cristo aos apJstolos$ e
a dos oito dias depois$ sempre com a apari%ão do Ressuscitado aos apJstolos8
O nome 3O+I(BO não se re@ere tanto a 3eus criador$ mas a Cristo$ o &enDor8 O domin!o é o dia
de Cristo por e:celRncia$ porque é o dia da sua ressurrei%ão8 O culto cristão primitio concentrou6se em
Kesus morto e ressuscitado$ a quem são atribuídos títulos de !lJria como; I&aladorL ('t N$MU= 't ,$1M#=
ICristoL ('t N$,M= 't .$0,#= ICristo e VWriosL (si!ni@ica &enDor# – 't M$0/8
,+ O =ISTNRIO ;O ;O=I8:O.
O domin!o é$ ao mesmo tempo$ o primeiro e o 9ltimo dia da semana; Io primeiro dia da semanaL
(+t MS$1#= Ioito dias depoisL (Ko M1$M/#8 &e a tradi%ão se ape!ou totalmente ao oitao dia é porque iu nele
um mistério8 O dia que se!ue o sétimo dia da semana tornou6se o símbolo do dia que ultrapassa os dias$ do
dia sem ocaso$ da eternidade8 Os nossos irmãos na @é ieram intensamente o domin!o$ porque penetraram
em pro@undidade no seu mistério8

0+ O ;O=I8:O (E7EBRA A PMS(OA
O nome Idomin!oL$ dado a este dia$ condensa$ de @ato$ o conte9do da sua celebra%ão; a# < o dia no
qual celebramos$ na @é o memorial da Ibem6aenturada pai:ão$ da ressurrei%ão dos mortos e da !loriosa
ascensão ao céu de Cristo$ ?ilDo do Pai e nosso &enDorL$ e da e@usão do 7spírito &anto= b# < o dia típico da
presen%a atual do &enDor em meio aos seus$ reunidos em assembleia e c# < o dia da esperan%a na 9ltima
inda do &enDor ressuscitado8 O domin!o$ @a-endo a memJria da ressurrei%ão de Cristo$ antecipa a sua
inda= a I!reEa o celebra nesta e:pectatia8
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Se você quíser aprofundar no assunto pode íer a CARTA APOSTOLICA "DIES DOMINE" (DIA DO
SENHOR) do PAPA |OÄO PAULO II que encontra-se no síte da paróquía: www.ps|bb2.xpg.com.br.
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Ouando dízemos tradíção estamos nos referíndo aos Santos Padres da Igre|a prímítíva que formarão a
nossa ííturgía. São santos e pensadores da Igre|a como: Santo Agostínho, Santo Iríneu de Líão, etc.
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Podemos sinteti-ar a teolo!ia do domin!o com base nos nomes com que este dia @oi cDamado; IO
termo Xdia da ressurrei%ãoY acentua sobretudo a memJria= o termo Xoitao diaY$ a pro@ecia= o termo
Xdomin!oY$ a presen%a do mistério do &enDor ressuscitado na sua I!reEaL8
!+ ;O=I8:O, ;IA ;A ASSE=B7EIA
I(unca$ depois do dia de Pentecostes$ no qual apareceu ao mundo$ a I!reEa dei:ou de se reunir para
celebrar o mistério pascalL
,
8 3ada a importFncia @undamental do domin!o$ são muitos os te:tos que
testemunDam sua celebra%ão comunit"ria8
' 3I3'Q*<
N
dei:a transparecer como era a assembleia do @iéis; I(o dia do &enDor$ re9nam6se para
a @ra%ão do pão e a eucaristia$ depois de ter con@essado os seus pecados$ para que o sacri@ício de ocRs seEa
puro8 'quele$ porém$ que est" em discJrdia com seu companDeiro não participe da assembleia$ a @im de que
o sacri@ício de ocRs não tenDa nenDuma mancDaL8
5+ ;O=I8:O, ;IA ;A EU(ARISTIA
Podemos @a-er a se!uinte per!unta; IPara que conocar a I!reEa$ no dia do &enDor$ a @im de ouir a
Palara e celebrar a 7ucaristiaZ ' resposta não é di@ícil8 O Poo de 3eus nasceu do acontecimento pascal
/
8
' P"scoa é$ por nature-a$ um @ato comunit"rio$ tanto no 'nti!o )estamento$ como no (oo )estamento8 '
P"scoa$ portanto$ dee ser celebrada pela I!reEa reunida8
-+ ;O=I8:O, ;IA ;A =ISSÃO E ;A (ARI;A;E
' 7ucaristia não é apenas um rito$ mas também escola de ida8 7la não pode se es!otar dentro das
paredes do templo$ mas tende necessariamente a atraess"6la$ tornando6se empenDo de testemunDo e seri%o
de caridade8 Quando a assembleia se dissole e somos reenidados para a ida$ é a ida toda que dee
tornar6se dom de si8 )ambém isso é si!ni@icado do mandamento do &enDor; I?a%am isso em minDa
memJriaL8 )odo cristão que compreendeu o sentido daquilo que recebeu; IVão anunciar aos meus irmãosL
(c@8 +t MS$1T#8 O cDamamento torna6se missão$ o dom trans@orma6se em responsabilidade e e:i!e que seEa
diidido8 'i se encontra a caridade8
)+ O ;O=I8:O, ;IA ;A A7E:RIA
O domin!o deer ser considerado como @esta primordial$ por causa do in@lu:o que e:erce na ida
espiritual dos @iéis8 < o dia para a parada de reabastecimento do Poo de 3eus$ pere!rino nesta terra8 3epois
de ter a@irmado o conte9do da celebra%ão e o deer de os @iéis se reunirem o te:to do Concílio Vaticano II
recomenda com o deido senso pastoral que o domin!o IseEa inculcado C piedade dos @iéis$ para que se torne
também dia da ale!riaL8
's primeiras comunidades cristãs$ quiseram sublinDar a ale!ria dominical também atraés de dois
sinais e:ternos; a# no domin!o nunca se @a- EeEum; é o dia da presen%a do esposo= b# no domin!o se re-a em
pé; IComo ressuscitamos com Cristo – di- &ão >asílio 6$ deemos procurar as coisas do alto= no dia da
ressurrei%ão$ @icando em pé$ recordamos a !ra%a que nos @oi concedidaL8
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Está passagem se encontra no DOCUMENTO DO CONCÍLIO VATICANO II "SACROSANCTUM
CONTILIUM" número 6. Também para downíoad no síte da paróquía: www.ps|bb2.xpg.com.br.
5
A DIDAOUÉ é o prímeíro catecísmo (Ensínamento dos apóstoíos) das prímeíras comunídades crístãs.
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Ouando faíamos de acontecimento pascal referímo-nos a: Paixão, Morte e Ressurreição de
Jesus Cristo. A Míssa é a memóría deste acontecímento.
N
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Podemos sinteti-ar toda a teolo!ia do domin!o da se!uinte maneira; é o dia cJsmico da cria%ão$
bíblico da circuncisão$ ean!élico da ressurrei%ão$ eclesial da eucaristia e$ @inalmente$ escatolJ!ico da ida
@utura8
AU7A 0: A PASTORA7 E O A8O 7IT9R:I(O
+ A 8ATURE#A E <I8A7I;A;E ;A PASTORA7 7IT9R:I(A
' pastoral é a arte de condu-ir os Domens ao encontro de Cristo e @a-R6los discípulos seus8 O
momento culminante dessa a%ão peda!J!ica est" na celebra%ão sacramental$ na qual os Domens$ atraés do
batismo
U
$ são inseridos no mistério pascal de Cristo$ recebem o 7spírito de @ilDos adotios e participam da
ceia do &enDor8 'ssim con@i!urados com Cristo$ os @iéis são @ormados para ier o prJprio batismo e para
participar atiamente na missão especí@ica de todo o poo de 3eus8 ' nature-a e a @inalidade$ então$ do ano
lit9r!ico é condu-ir os @iéis a adentrarem no mistério da ida de Cristo e atuali-"6los em sua ida8 &e a
Palara de 3eus não @i-er eco na nossa ida ela se torna a-ia e morta8
,+ PASTORA7 ;O A8O 7IT9R:I(O
'o @alar da pastoral do ano lit9r!ico$ detectamos uma especial necessidade; muitos pastoralistas
atentos reelam o quão @requentemente$ em nossa atual sociedade seculari-ada
S
$ preocupamo6nos em er nos
tempos lit9r!icos a ocasião para reali-ar iniciatias pastorais$ e não erdadeiras celebra%ões do mistério de
Cristo8 's @estas são mais uma oportunidade para a!re!a%ão de multidões do que a reunião de um poo que
nelas mani@este a @é no eento celebrado (Podemos citar como e:emplo que na P"scoa preocupa6se mais
com o Oo de cDocolate do que com a Ressurrei%ão de Kesus$ outro e:emplo$ no (atal preocupa6se mais
com o Papai noel e os presentes do que com o (ascimento do +enino Kesus#8
0+ O A8O 7IT9R:I(O, 7U:AR ;E <OR=A@ÃO ;A (O=U8I;A;E (RISTÃ.
O ano lit9r!ico se concentra sobre o n9cleo @undamental da @é que é a ida de Kesus Cristo8 (o
'dento deemos ier a espera do messias$ no (atal a encarna%ão do Verbo$ no )empo Comum a ida de
Kesus no seu cotidiano e que toca a nossa ida atual$ na Quaresma uma reisão e mudan%a de idas
proporcionadas pela re@le:ão da Pai:ão$ +orte e Ressurrei%ão do ?ilDo de 3eus$ em Pentecostes a inda do
7spírito que condu- a I!reEa e atuali-a a reela%ão8 Por isso o ano lit9r!ico e lu!ar de @orma%ão8 ?ormar o
Poo no mistério deste 3eus que se @e- 1omem e eio Dabitar entre nJs8 ?oi ser Dumano apenas não pecou e
por isso nos ensina8 Cada tempo dee nos @ormar para iermos pro@undamente nossa prJpria ida @undada
na @é da I!reEa que é Kesus Cristo8
0.+ Ano 7itOrgi6o, 7%gar de Jor&aECo 6ristC.
O ano lit9r!ico e a Estrada Mestra na @orma%ão permanente do Poo de 3eus8 ' comunidade é
cDamada$ cada ano$ a prosse!uir sem descanso no seu caminDo de contínua @é6conersão e de se!uimento de
7
Se quíser aprofundar no tema a respeíto do Sacramento do Batismo pode pegar o materíaí
presente no síte da paróquía na págína de downíoads referente a formação sacramentaí e também
íítúrgíca. O síte é: www.ps|bb2.xpg.com.br.
8
Ouando faíamos de socíedade SECULARIZADA, está expressão "secuíarízada" quer dízer que estamos
de taí modo ínserído no mundo que não maís percebemos os vaíores crístãos. Secuíarízada vem de
"Sécuío", ou se|a, preocupamo-nos com o ho|e e esquecemo-nos do místérío.
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PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
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Cristo$ não com base em seus prJprios esquemas mentais e or!ani-atios$ mas com base na celebra%ão
sacramental de todo o mistério da sala%ão8 (a celebra%ão do ano lit9r!ico$ portanto$ estão presentes todas
as dimensões das atiidades DistJricas de Cristo$ com as quais a I!reEa dee continuamente se con@rontar
para ier na autenticidade suas escolDas de @é8 (ão sei se ocR @iel E" notou que no decorrer de todo o ano
lit9r!ico passamos os acontecimentos da ida de Cristo que também tocam nossa ida8 &e prest"ssemos mais
aten%ão poderíamos ie6lo intensamente8 O que nos @alta$ in@eli-mente$ no DoEe da DistJria é que perdemos
a capacidade de entender cada tempo do ano
lit9r!ico8 7sta @orma%ão pretende dar a ocR um res!ate do ano lit9r!ico para que possa melDor ier cada
tempo e encontrando eco em sua ida8
0.,+ <I+6onversCo 1ara atingir o sa6ra&ento BverdadeiroL.
' comunidade cristã com seus pastores$ tem a @un%ão e a responsabilidade de redescobrir e atuar a
peda!o!ia de in!resso na I!reEa e apesentar6se ao mundo de maneira mais críel$ como comunidade de
pessoas que creem8 7ssa peda!o!ia de in!resso na i!reEa é o que cDamamos de inicia%ão cristã (batismo$
eucaristia e crisma#
.
8
Os sacramentos da inicia%ão cristã introdu-em o @iel ao caminDo de entender e atuali-ar em sua ida
o que celebramos todo ano no 'no Lit9r!ico8 < um caminDo de @é6conersão que lea6nos ao encontro de
Cristo e do seu mistério no sacramento$ para sermos por ele trans@ormados com o dom do 7spírito8
O Poo de 3eus dee ser educado nesta peda!o!ia do ano lit9r!ico para adentrar cada e- mais no
mistério e tradu-i6lo em ida e trans@orma%ão de cada um8 's cores lit9r!icas presentes em cada etapa do
ano lit9r!ico também nos condu-em a isto8 Quantas pessoas ao irem a missa ou celebra%ões não prestam a
aten%ão aos detalDes inclusie as cores presentes na estola do padre e das al@aias do altar (toalDas#8
! " AS (ORES ;O A8O 7IT9R:I(O.
Para melDor adentrarmos no mistério do ano lit9r!ico além das leituras especí@icas de cada tempo
temos a aEuda da m9sica e da ornamenta%ão8
'3V7()O – ' cor é o Ro:o no sentido de Conersão e prepara%ão para a inda do &enDor8 (o 0[
3omin!o se utili-a o Rosa para mostrar que est" cDe!ando o &alador8 7ste domin!o é cDamado de
B'*37)7$ ou seEa$ 3' 'L7BRI'8
)7+PO 3O (')'L – ' cor é o >ranco8 &imboli-a ale!ria$ ressurrei%ão$ itJria$ pure-a e ale!ria8 O
tempo do (atal se estende do (atal (MN de de-embro# ao >atismo do &enDor8
)7+PO CO+*+ – ' cor utili-ada é o Verde8 Re@letimos o comum da ida de Kesus8 ' sua missão8
3eemos atuali-ar para o nosso cotidiano8 O Verde est" li!ado ao crescimento$ C esperan%a8 < diidido em
duas partes8
Q*'R7&+' – Come%a com a Quarta6@eira de Cin-as e se encerra com a Vi!ília Pascal8 &ão
quarenta dias onde praticamos os cDamados e:ercícios quaresmais; EeEum$ penitRncia e esmola (caridade#8
)empo de puri@ica%ão e conersão para cDe!armos Domens e mulDeres noos na P"scoa da Ressurrei%ão8 '
cor utili-ada também é o Ro:o como no 'dento com o sentido de; < símbolo da penitRncia e da serenidade8
O ,[ 3omin!o da Quaresma é cDamado de ILaetareL que quer di-er; \'le!re6te\ pela pro:imidade da
P"scoa8
9
Você encontra no síte da paróquía da págína de downíoads o aprofundamento a respeíto dos
sacramentos de ínícíação crístã.
U
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
)7+PO P'&C'L – )empo de ale!ria no &enDor Ressuscitado8 ' cor é a branca como no tempo do
natal com o mesmo si!ni@icado; simboli-a ale!ria$ ressurrei%ão$ itJria$ pure-a e ale!ria8 )em início na
Vi!ília Pascal (&"bado &anto# e termina com a @esta de Pentecostes (Vinda do 7spírito &anto#8
'pJs o termino do )empo Pascal olta6se a M] Parte do )empo Comum que se encerra com a @esta de
Cristo Rei e assim acaba6se o ano lit9r!ico e inicia6se outro8 < diidido em )rRs anos; ' (onde re@letimos
principalmente o ean!elDo de +ateus#= > (onde re@letimos principalmente o ean!elDo de +arcos# e C
(Onde re@letimos principalmente o ean!elDo de Lucas#8 (os dias de semana é diidido por ano Par e Hmpar8
'ssim passamos toda a DistJria da &ala%ão tendo como centro Kesus Cristo8
AU7A !: O TE=PO ;O A;?E8TO
+ AISTÓRIA E SI:8I<I(A;O ;O TE=PO ;O A;?E8TO
O tempo do adento é prJprio do Ocidente$ no Oriente não se celebra este tempo8 O rito bi-antino$
no domin!o que precede o (atal$ recorda todos os santos patriarcas Euntos do 'nti!o )estamento até (ossa
&enDora= o rito siríaco dedica uma semana Cs Ianuncia%õesL8
1T
,+ A 7EITURAS 8O TE=PO ;O A;?E8TO.
O tempo do 'dento$ como prepara%ão para o (atal$ trata de te:tos que @alam da inda de Kesus
tanto na encarna%ão quanto no @im dos tempos8 '3 – P'R' Q*7 e V7(I') – V7(1' – para que enDa o
&alador8 < um tempo de esperan%a e prepara%ão interior para est" tão esperada inda8
O tema dominante é$ portanto$ a inda de Cristo$ seEa na encarna%ão$ seEa no @im dos tempos$ como
Eui- e &enDor8 O 'dento é apresentado como prepara%ão C inda de Cristo$ inda que Cs e-es não é
especi@icada$ mas que normalmente é identi@icada com a encarna%ão ou com o retorno !lorioso de Cristo no
@im dos tempos8 3o dia 1U ao M, de de-embro$ acentuam prealentemente a iminente celebra%ão do
nascimento de Kesus8
O 'dento assume duas realidades que estão li!adas que são; a/ A;?E8TO ES(ATO7Ó:I(O

6
@ala da dupla inda de Cristo; IReestido da nossa @ra!ilidade$ ele eio a primeira e- para reali-ar seu
eternos plano e amor e abrir6nos o cainDo da sala%ão8 Reestido de sua !lJria$ ele ir" uma se!unda e-
para conceder6nos em plenitude os bens prometidos que DoEe$ i!ilantes$ esperamosL8 < importante notar
que para a teolo!ia atual e os e:e!etas (aqueles que interpretam a bíblia# a se!unda inda de Cristo acontece
no momento em que morremos$ pois dei:amos o tempo do C1RO(O& (tempo cronometrado$ do relJ!io# e
entramos na 7)7R(I3'37 (onde não D" início e nem @im#= 3/ o A;?E8TO 8ATA7I8O – (os dias de
semana do dia 1U6M, de de-embro$ nas ésperas (ou seEa$ a partir das / Doras da tarde$ que na litur!ia Eudaica
E" é considerado o outro dia e$ é$ por isso$ que eles na tarde de se:ta6@eira E" não trabalDam pois E" é
considerado &"bado que para eles é sa!rado – lembro que para nJs é o domin!o o dia do &enDor#8 Os te:tos
são cDeios de um lirismo tocante8 7les e:primem o espanto comoido da I!reEa na contempla%ão do mistério
da inda de Cristo$ inocado com os títulos tomados das cl"ssicas ima!ens da >íblia; &abedoria$ Buia da
Casa de Israel$ Rebento de Kessé$ CDae de 3ai$ &ol nascente$ Rei das (a%ões$ 7manuel8
10
É ínteressante ressaítar que a Igre|a catóííca é dívídída em Ríto Latíno - no Ocídente e 4 outros rítos
no Oríente chamados de rítos Oríentaís. Não estão íígados a Roma mas a patríarcados própríos como:
Aíexandría, |erusaíém, Antíoquía e Constantínopía.
11
Sempre quando faíamos de ESCATOLOGIA estamos nos referíndo as coísa que HÄO DE VIR, ou se|a, O
FIM DOS TEMPOS, a ETERNIDADE.
S
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
0+ <I:URAS+=O;E7O ;A ESPERA ;O A;?E8TO
(a litur!ia do 'dento emer!em al!umas @i!uras bíblicas que dão uma tonalidade especial para este
tempo lit9r!ico; Isaías$ Koão >atista$ (ossa &enDora e &ão Kosé8
a/ ISA>AS " *ma antiquíssima e uniersal tradi%ão indicou para o 'dento a leitura do liro deste
pro@eta$ porque nele$ mais do que nos outros$ encontra6se um eco da !rande esperan%a que con@ortou o poo
eleito durante os séculos di@íceis e decisios da sua DistJria$ sobretudo no 7OHLIO 3' >'>IL^(I'8
3/ JOÃO BATISTA – < o 9ltimo dos pro@etas e resume na sua pessoa e palara toda a DistJria
precedente$ no momento em que esta desemboca no seu cumprimento8 7le encarna bem o espírito do
'dento8 Koão é o sinal da interen%ão de 3eus em @aor do seu poo= como precursor do +essias$ tem a
missão de preparar os caminDos do &enDor (c@8 Is ,T$0#$ de o@erecer a Israel o IconDecimento da sala%ãoL$
que consiste na remissão dos pecados$ obra da misericJrdia diina (c@8 Lc 1$UU6US# e$ sobretudo$ de indicar
Cristo E" presente o meio do seu poo (c@8 Ko 1$ M.60,#8
(/ 8OSSA SE8AORA+ O adento é o tempo lit9r!ico no qual$ di@erentemente dos outros$ coloca6
se em destaque a rela%ão e coopera%ão de +aria no mistério da reden%ão8 Isso acontece como que Ipor
dentroL da celebra%ão mistério e não como sobreposi%ão ou acréscimo deocional8 (os te:tos da litur!ia do
'dento$ podemos di-er$ com as palaras da constitui%ão Lumen Bentium
1M
do Concílio Vaticano II$ que
+aria Ise sobressai entre os Dumildes e pobres do &enDor que dele esperam e recebem com @é a sala%ão8
Com ela$ en@im$ e:celsa @ilDa de &ião$ depois de uma demorada espera da promessa$ completam6se os
tempos e se instaura a noa economia$ quando o ?ilDo de 3eus assumiu nela a nature-a Dumana$ a @im e
lirar o Domem do pecado pelos mistérios da sua carneL(Lumen Bentium NN#8
;/ SÃO JOSN " 3os te:tos bíblicos do 'dento natalino emer!e$ embora com a Dumildade a @i!ura
de Kosé$ esposo de +aria e$ Eustamente no momento mais si!ni@icatio e delicado da sua missão de pai le!al
de Kesus8 O I+istérioL de Kosé é resumido em duas palaras do te:to ean!élico; IDomem EustoL (c@8 +t
1$1.#8 < importante ressaltar que Kosé pertence a estirpe de 3ai$ e como tal$ permite compreender o
cumprimento da promessa @eita por 3eus a 3ai; I7u e:altarei a sua descendRncia depois de ocR$ aquele
que ai sair de ocR$ e @irmarei a reale-a deleL (M&m U$1M#8 3esse modo$ Kosé é o anel de conEun%ão que$
atraés de 3ai$ de quem descende$ une Cristo C !rande IpromessaL$ isto é$ a 'braão8 Kustamente porque é
le!almente I@ilDo de KoséL (Lc ,$MM#$ Kesus pode reinindicar para si o título messiFnico de I@ilDo de 3aiL
(c@8 +t MM$,16,/#8 Como I@ilDo de 3aiL (+t 1$MT#8 Kosé tem um lu!ar no mistério da encarna%ão do ?ilDo
de 3eus$ porque permite que Cristo se coloque na estirpe daídica$ con@orme as promessas messiFnicas8
!+ A TEO7O:IA ;O A;?E8TO
a/ O 'dento recorda a 3I+7(&5O 1I&)2RIC' da &'LV'45O8 ' >íblia não i!nora o
conDecimento de 3eus atraés das coisas criadas (c@8 &l 1.#$ mas não é esse o primeiro e nem mesmo o
principal caminDo para o encontro com o diino8 O 3eus da >íblia é o 3eus do eento$ o 3eus da DistJria$ o
3eus da promessa e da alian%a= 3/ O 'dento permite também passar a isão das I9ltimas coisasL (Ios
noíssimosL; morte$ Euí-o$ in@erno e paraíso6céu#8 ' DistJria e o lu!ar do a!ir de 3eus8 Cumprimento da
promessa e alian%a com o poo8 (ão se entende as leituras bíblicas sem a cDae da Ialian%aL= 6/ O 'dento$
ao reelar6nos as erdadeiras$ pro@undas e misteriosas dimensões da inda de 3eus$ tra- uma essencial
conota%ão mission"ria8 O tempo da i!reEa é um momento da atua%ão deste 9nico eento e tem como
característica o an9ncio do Reino e o seu interiori-ar6se no cora%ão do Domem até a mani@esta%ão !loriosa
de Cristo= d/ Os te:tos do pro@eta Isaías$ que são ouidos na litur!ia do 'dento$ apresentam6nos o 3eus da
12
É uma constítuíção dogmátíca do Concííío Vatícano II que faía a respeíto da ííturgía está presente no
síte da paróquía na seção e DOWNLOADS. "Lumen Gentíum" quer dízer: "Luz dos Povos". A ííturgía
deve ííumínar nossa vída.
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PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
liberta%ão8 O 3eus do 'dento é aquele que aterra os ales$ aplaina as montanDas$ @a- com que o deserto
@lores%a$ coloca Eunto o leão e o cordeiro$ trans@orma as armas em @oices8
5 " ESPIRITUA7I;A;E ;O A;?E8TO
)oda a litur!ia do 'dento é apelo para se ier al!uns comportamentos essRncias do cristão; a
e:pectatia i!ilante e ale!re$ a esperan%a$ a conersão$ a pobre-a8 '# ' 7OP7C)')IV' VIBIL'()7 7
'L7BR7 caracteri-a sempre o cristão e a I!reEa$ porque o 3eus da reela%ão é o 3eus da promessa= ># (o
tempo do 'dento$ toda a I!reEa ie a sua !rande Iesperan%aL (Rm 1N$10#= C# o 'dento é tempo de
CO(V7R&5O8 (ão e:iste possibilidade de esperan%a e de ale!ria sem retornar ao &enDor todo o cora%ão$
na e:pectatia da sua olta e 3# 7n@im$ o comportamento que caracteri-a a espiritualidade do 'dento é o
PO>R78 (ão tanto o pobre em sentido econ_mico$ mas o pobre entendido em sentido bíblico; aquele que
con@ia em 3eus e apoia6se totalmente nele8
AU7A 5: O TE=PO ;O 8ATA7

+ ORI:E= E AISTÓRIA ;A <ESTA ;O 8ATA7
(o início$ as @estas do (atal e da 7pi@ania eram uma celebra%ão com um 9nico e idRntico obEetio; a
encarna%ão do Verbo$ embora com di@erentes en@oques no Ocidente e no Oriente8 7ssa diersidade de tom
pode ser constatada pelas duas denomina%ões8 (o Oriente$ o mistério da encarna%ão era celebrado no dia /
de Eaneiro$ com o nome de 7pi@ania (do !re!o epiph!eia#= no Ocidente$ isto é$ em Roma$ o mistério era
celebrado no dia MN de de-embro$ com o nome de Nata"is D#$i!i8 ' distin%ão entre as duas @estas$ com
conte9do di@erente$ aconteceu entre o @im do século IV e o início do século V8
'l!uns @atos contribuíram para a data da @esta do (atal; a# 'ntes de tudo$ é pací@ico que MN de
de-embro não é Distoricamente o dia do nascimento de Cristo$ apesar da a@irma%ão contr"ria de al!uns
autores anti!os8 7ssa data é indicada por anti!a tradi%ão$ se!undo a qual Kesus$ teria sido concebido no
mesmo dia e mRs em que depois seria morto$ isto é$ no dia MN de mar%o= consequentemente$ o seu
nascimento teria acontecido em MN de de-embro8 Considera6se$ porém$ que essa tradi%ão não determinou a
ori!em da @esta$ mas$ @oi apenas uma tentatia de e:plica%ão$ @ruto de misticismo astrolJ!ico$ mito em o!a
na época= b# ' e:plica%ão mais pro"el$ porém$ se!undo os estudiosos$ dee ser procurada na tentatia de a
I!reEa de Roma suplantar a @esta pa!ã do I(atalis (solis# inictiL8 (o século III di@undiu6se no mundo !reco6
romano o culto ao sol$ 9ltima a@irma%ão do pa!anismo decadente8 O imperador 'ureliano (MUN# deu6lDe
importFncia o@icial$ com a constru%ão de um templo em Roma$ no Campo +ar-io8 Com Kuliano 'pJstata
10
(00N#$ o culto ao sol tornou6se símbolo da luta pa!ã contra o cristianismo8 ' principal @esta desse culto era
celebrada no solstício de inerno$ no dia MN de de-embro
1,
$ porque representaa a itJria anual do sol sobre
as treas8
Para a@astar os @iéis dessas celebra%ões idol"tricas$ com base numa rica tem"tica bíblica (c@8 +l ,$M=
Lc 1$US= 7@ N$S61,#$ a I!reEa de Roma deu a tais @estas pa!ãs um si!ni@icado di@erente8 (o momento em que
se celebraa o nascimento astron_mico do sol$ @oi apresentado aos cristãos o nascimento do erdadeiro sol$
Cristo$ que apareceu no mundo depois da lon!a noite do pecado8
c# um terceiro @ator que contribuiu para a r"pida elabora%ão teolJ!ica das @estas do (atal @oram as
Deresias que se espalDaam rapidamente por todo o Império Romano tanto o do Ocidente quanto do Oriente8
13
Apostata vem de "Apostasía" é quem nega ou afasta-se da fé que antes professava.
14
Devemos íembrar que enquanto no hemísférío suí (onde se encontra o Brasíí) dezembro caí no verão,
no hemísférío norte (onde se encontra Roma) dezembro caí no ínverno.
1T
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
7stas Deresias eram sobretudo de cunDo cristolJ!ico8 (o século V sur!em as Deresias de Ario ('rianismo
que ne!a a real encarna%ão do erbo$ ou seEa$ que o erbo não se tornou Domem como nJs#= (estJrio
((estorianismo que di-ia que o ?ilDo não é da mesma substFncia do Pai e por isso não @a- parte da
)rindade#8 *ma quanto a outra con@undiam de tal maneira a cabe%a do poo a respeito das duas nature-as do
?ilDo (3iina e 1umana# e sua participa%ão na )rindade que causou uma rea%ão da I!reEa a tal desio de
conduta8
' institui%ão e a r"pida e uniersal di@usão do (atal no Ocidente e da 7pi@ania no Oriente @oram
meio e ocasião para a@irmar a ortodo:ia
1N
da @é em pontos @undamentais do cristianismo8 >asta olDar os
te:tos lit9r!icos das duas @estas para notar com quanta insistRncia se retorna C erdade que no Domem Kesus
re@ul!e a !lJria de 3eus$ que o Verbo @eito carne é consubstancial
1/
ao Pai$ que aquele que é lu- incriada$
erdadeiramente IassumiuL uma Dumanidade$ que esta permanece ínte!ra e distinta$ sem misturas ou
absor%ões8
O tempo do (atal é tão importante para a i!reEa que se estende por uma semana a qual cDamamos de
oitaa do natal8 3urante a oitaa D" al!umas @estas muito si!ni@icatias;
a/ SA8TO ESTE?ÃO " o primeiro m"rtir do cristianismo e um dos sete que os apJstolos escolDeram para
o seri%o C comunidade8 < o primeiro 3i"cono
1U
8 ' narratia da morte de 7steão se encontra em 't /$S6
U$/T= 3/ SÃO JOÃO E?A8:E7ISTA " &ão Koão ean!elista é @ilDo de Pebedeu (+c 1$MT#$ irmão de
)ia!o +aior (Lc N$1T#$ discípulo de Koão >atista (Ko 1$0N6,1#$ @oi um dos primeiros a se!uir Kesus= 6/ OS
SA8TOS I8O(E8TES – (o dia MS de de-embro se celebra aqueles inocentes que deram testemunDo de
Cristo não com palaras$ mas com o san!ue$ lembram6nos que o martírio é dom !ratuito do &enDor8 ?oram
as crian%as assassinadas por 1erodes (+t M$106M0#=d/ SA:RA;A <A=>7IA ;E JESUS, =ARIA E
JOSN " 7sta @esta nos recorda que o mistério da encarna%ão é um mistério de partilDa8 O ?ilDo de 3eus eio
partilDar em tudo$ e:ceto no pecado$ a nossa condi%ão Dumana (Lc M$16MT# e é terminada com a @esta de
+aria +ãe de 3eus no primeiro dia do ano8
,+ AS <ESTAS EPI<P8I(AS
,.+ ORI:E= ;A <ESTA ;A EPI<A8IA
' celebra%ão da 7pi@ania$ estreitamente li!ada ao (atal$ nasceu no Oriente (como indica o prJprio
nome
1S
# e é anterior C solenidade do (atal$ sur!ida no Ocidente8 O termo !re!o epi@ania ou teo@ania
1.
$
entrada poderosa que se re@eria6se a entrada de um rei ou de um imperador8 O mesmo termo seria também
para indicar a apari%ão de uma diindade ou de sua interen%ão prodi!iosa8 < pro"el que o si!ni@icado
tenDa passado da re@erRncia C diindade para re@erRncia ao soberano8 O latim tradu- o termo !re!o por
IadentoL8 (o Oriente$ o nome Iepi@aniaL indicaa a @esta do (atal do &enDor$ a sua Iapari%ãoL na carne8 K"
no século II$ tem6se notícia de uma @esta cristã$ celebrada pelas seitas !nJsticas
MT
$ no dia / de Eaneiro$ com a
15
Ortodoxía sígnífíca "reta doutrína" ou meíhor, a "verdadeíra doutrína".
16
Consubstancíaí quer dízer "da mesma natureza" mas não íguaí. |esus foí gerado e exíste antes de
todo o tempo, assím como o Paí e o Espíríto Santo, contudo, cada um não se confunde com o outro. Se
|esus tívesse sído críado peío Paí como nós Eíe tería um ínícío e um fím, entretanto, eíe não tem ínícío e
nem fím.
17
Díácono vem de DIAKONOS que sígnífíca SERVIÇO. O Díácono tem o grau da ordem para servír.
18
Dízemos ísto poís, como vísto no ínícío do parágrafo, Epífanía vem do grego e o Oríente faíava grego
enquanto o Ocídente passou a faíar íatím, por ísso o nome epífanía nasceu íá.
19
Teofanía é manífestação de Deus. Ouando Deus aparece para Moísés na Sarça Ardente é uma
teofanía, ou se|a, manífestação extraordínáría de sua presença.
20
As seítas gnóstícas são aqueías que pregam o conhecímento como úníco meío de se chegar a
dívíndade.
11
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
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qual se comemoraa o batismo de Kesus$ momento em que$ se!undo a Deresia !nJstica$ aconteceu a
erdadeira Imani@esta%ãoL e a inestidura diina de Kesus8
M1
'tualmente nJs celebramos no dia / de 3e-embro a isita dos Reis ma!os a Kesus no presépio que é
a @esta da 7pi@ania (+ani@esta%ão de Kesus ao mundo#8 (o (atal Kesus se mani@estou ao Poo 7scolDido$ na
7pi@ania 7le se mani@esta ao mundo na simbolo!ia dos )rRs Reis +a!os8
'o aceitar a 7pi@ania do Oriente$ a maior parte das I!reEas ocidentais (Roma$ A@rica$ Raena#$ como
E" acenamos$ entenderam celebrar principalmente a inda dos +a!os$ istos como Iprimícias das na%õesL$
com consequente mani@esta%ão de Cristo como &enDor de todas as na%ões8 3esse modo$ no Ocidente se
distin!uiu claramente as duas @estas; O (atal celebra o nascimento de Cristo (encarna%ão# em meio a seu
poo= a 7pi@ania$ celebra a Domena!em das na%ões8 O termo Iepi@aniaL acentua$ assim$ o seu si!ni@icado
ori!inal de mani@esta%ão$ reela%ão$ autonoti@ica%ão$ entrada poderosa de 3eus na DistJria da Dumanidade8
(O8(7USÃO: O tempo do (atal que inclui as @estas epi@Fnicas termina com o >atismo de Kesus no Rio
Kordão por Koão >atista8 7ste @ato é determinante pois$ para a tradi%ão da I!reEa apJs o >atismo Kesus
come%a a pre!ar por toda Balileia8 Inicia6se assim sua missão8 Come%a aqui o )7+PO CO+*+$ que é
diidido em duas partes$ o qual iremos estudar adiante8
AU7A -: QUARES=A: PREPARA@ÃO Q
(E7EBRA@ÃO A8UA7 ;A PMS(OA

+ I8TRO;U@ÃO
O tempo da quaresma tem por @inalidade preparar a P"scoa; a litur!ia quaresmal condu- C celebra%ão
do mistério pascal seEa os catec9menos
MM
$ atraés dos diersos !raus de inicia%ão cristã$ seEa os @iéis$
mediante a lembran%a do batismo e da penitRncia8
O tempo da quaresma decorre da Q*'R)'6?7IR' 37 CI(P'& até a missa na C7I' 3O
&7(1OR$ e:clusie8 3o início da Quaresma até a Vi!ília Pascal (&"bado &anto# não se canta o 'L7L*I'8
(a quarta6@eira$ com a qual se inicia a Quaresma e que em todo lu!ar é dia de KeEum$ são impostas as
Cin-as8 Os domin!os deste tempo são cDamados de I$ II$ III$ IV e V domin!os da Quaresma8 O se:to
domin!o$ no qual se inicia a &7+'(' &'()'$ cDama6se 3O+I(BO 37 R'+O& ou da P'IO5O 3O
&7(1OR8
' &7+'(' &'()' tem como @inalidade a enera%ão da Pai:ão do Cristo$ desde a sua entrada
messiFnica em Kerusalém8 (a Q*I()'6?7IR' &'()'$ pela manDã$ o bispo$ concelebrando a missa com o
seu presbitério$ ben-e os Jleos santos e consa!ra o crisma
M0
8
,+ ORI:E= E AISTÓRIA ;A QUARES=A.
' celebra%ão da P"scoa$ nos trRs primeiros séculos da I!reEa$ não tinDa um período de prepara%ão8
Limitaa6se a um EeEum reali-ado nos dois dias anteriores8 ' comunidade cristã ia tão intensamente o
21
A seíta gnóstíca dízía que |esus até o momento de seu batísmo no Río |ordão por |oão Batísta era
apenas humano. Ouando o céu se abre e o Espíríto Santo desce em forma de pomba sobre |esus e o Paí
díz que |esus é o "Seu Fíího muíto amado" eíes acredítavam que somente aí a dívíndade entrou na
pessoa de |esus.
22
C!EC"MENOS são aqueíes que estão se preparando para serem baíízados ou receber de uma só
vez todos os sacramentos da íncíação crístã: batísmo-eucarístía-crísma.
23
É o óíeo utííízado no sacramento do Batísmo e da Crísma.
1M
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
empenDo cristão$ até o testemunDo do martírio
M,
(não nos esque%amos que era tempo de perse!ui%ão#$ que
não sentia a necessidade de um período de tempo para renoar a conersão E" acontecida com o batismo8 7la
prolon!aa$ porém$ a ale!ria da celebra%ão pascal por cinquenta dias (Pentecostes#8
(o Oriente$ encontramos os primeiros sinais de um período pré6pascal$ como prepara%ão espiritual C
celebra%ão do !rande mistério$ no princípio do século IV8 &anto 'tan"sio nas Icartas pascaisL (entre os anos
00T e 0,U#$ &ão Cirilo de Kerusalém nas Protocatequeses e nas Catequeses +ista!J!icas
MN
$ @ala desse período
como coisa conDecida8
(o Ocidente$ temos testemunDos diretos somente no @im do século IV8 ?alam desse período 7téria
(0SN# em seu Itinerarim pela 7spanDa e 'quitFnia= &anto '!ostinDo para a A@rica= &anto 'mbrJsio (0./#
para +ilão8 (ão sabemos com certe-a onde$ por meio de quem e como sur!iu a Quaresma$ sobretudo em
Roma= apenas sabemos que ela @oi se @ormando pro!ressiamente8 7la tem uma pré6DistJria$ li!ada a uma
pra:e penitencial preparatJria C P"scoa$ que come%ou a @irmar6se desde a metade do século II8
'té o século IV$ a 9nica semana de EeEum era aquela que precedia a P"scoa8 (a metade do século VI$
E" emos acrescentadas a esta semana outras trRs$ compreendendo assim quatro semanas8
O costume de inscreer os pecadores C penitRncia p9blica
M/
quarenta dias antes da P"scoa determinou
a @orma%ão de uma Iquadra!ésimaL (quaresma#$ que caía no VI domin!o antes da P"scoa (dominica in
quadra!ésima#8 Como não se celebraa rito penitencial em dia de domin!o (e tal era o rito de inscri%ão dos
pecadores C penitencia#$ @i:ou6se este ato para a quarta6@eira anterior8 )oda quarta6@eira$ de @ato$ era dia
IestacionalL e$ portanto$ de EeEum8 'ssim nasceu a IQ*'R)'6?7IR' 37 CI(P'&L8
' partir do @im do século IV$ a estrutura da quaresma é aquela dos Iquarenta diasL$ considerados C
lu- do simbolismo bíblico$ que d" a este tempo um alor &'LVH?ICO6R737()OR8
Quando no séculos VI e VII$ alar!ou6se este tempo para cinquenta$ sessenta e setenta dias
(Quinqua!ésima$ &e:a!ésima$ &eptua!ésima#$ isso @oi @eito para acentuar6lDe a índole penitencial$ em
preEuí-o a índole pascal8 3e @ato$ contemporaneamente$ rompeu6se a unidade do )RH3*O P'&C'L$ que
come%a a !raitar em torno do aspecto pai:ão6morte de Cristo8
Podemos concluir$ portanto$ que$ para o desenolimento da Quaresma$ contribuiu antes de tudo a
pr"tica do EeEum$ como prepara%ão C P"scoa= depois$ a disciplina penitencial$ C qual$ desde 0T/$ a 7pistula
can_nica de &ão Pedro 'le:andrino @a- aceno= en@im$ as e:i!Rncias sempre mais crescentes do
catecumenato para a prepara%ão imediata ao batismo$ celebrado na noite de P"scoa8
0+ ;I=E8SÃO E(7ESIA7 ;A QUARES=A
' Q*'R7&+' é o tempo da !rande conoca%ão de toda a I!reEa para que se dei:e puri@icar por
Cristo$ seu esposo$ (esse sentido$ é si!ni@icatia a leitura do pro@eta Koel (M$M61S# na Quarta6@eira de Cin-as8
7nquanto Cristo$ santo$ inocente$ sem mancDa (1b U$M/#$não conDeceu o pecado (MCor N$M1# e eio para
e:piar os pecados do poo (c@8 1b M$1U#$ a I!reEa$ que tra- pecadores em seu seio$ que é santa$ mas sempre
necessita de puri@ica%ão$ nunca dei:a$ sobretudo neste tempo$ de @a-er penitencia e de se renoar8
24
MR!#RIO vem de MARTIRIA - TESTEMUNHO. Era a forma de o crístão testemunhar seu amor a
Crísto até a morte não negando o seu nome e seu ensínamentos. O Martírío dos prímeíros crístãos era
o derramamento de sangue por amor a Crísto. Nós também chamamos de batísmo de Sangue.
25
As Catequeses Místagógícas, cu|o RIC $ RI!%& DE INCI'(O CRIS!( DE D%&!OS, tenta
resgatar, é uma forma de catequese utííízada desde o príncípío do Crístíanísmo para íngressar o
CATECÚMENO no MISTÉRIO da vída de |ESUS CRISTO. Percebemos que as íeíturas do domíngo do ANO
A do tempo da Ouaresma são todas voítadas para aqueíes que serão batízados.
26
PENI!)NCI P"B&IC era uma prátíca da Igre|a quando não havía o sacramento da Penítêncía. O
sacramento da Penítêncía por exceíêncía é o Batísmo que apaga a cuípa do Pecado Orígínaí. Como os
crístãos uma vez convertídos não prometíam não pecar maís não exístía o sacramento da penítêncía.
Contudo, com o tempo críou-se uma úníca penítencía que era PÚBLICA era feíta por um determínado
período. Com o passar do tempo a Igre|a percebeu que o ser humano é pecador e surgíu o Sacramento
da Penítêncía como meío de purífícação perante as faítas cometídas após o batísmo.
10
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
!+ ESPIRITUA7I;A;E ;A QUARES=A
' quaresma é o tempo @aor"el para a redescoberta e apro@undamento do autRntico discípulo de
Cristo8 (ão se conDece Kesus estando do lado de @ora$ mas atraés da partilDa de ida; I&e al!uém quer me
se!uir$ renuncie a si mesmo$ tome a sua cru- e me si!aL (+c S$M,#8
5+ OBRAS ;A PE8ITR(IA QUARES=A7
A/ JEJU= " O EeEum$ mesmo$ que limitado C Quarta6@eira de Cin-as e C &e:ta6@eira &anta$ e a abstinRncia
de carne todas as se:tas6@eiras$ deem e:pressar a íntima rela%ão que e:iste entre este sinal e:terno
penitencial e a conersão interior8 B/ A ORA@ÃO "' quaresma é tempo de uma mais assídua e intensa
ora%ão$ entendida em sua autenticidade ean!élica mais pro@unda$ isto é$ a participa%ão na ora%ão de Cristo8
7sta ora%ão est" inseparaelmente li!ada Cquela conersão de que @alamos acima$ com a qual criam6se
espa%os sempre mais astos de disponibilidade C iniciatia de 3eus8 (/ A (ARI;A;E " Quaresma é tempo
de um mais @orte empenDo de caridade para com os irmãos8 ' litur!ia @ala de Iassiduidade na caridade
operanteL$ de Iuma itJria sobre o nosso e!oísmo que nos torne disponíeis Cs necessidades do pobreL8
AU7A ): SE=A8A SA8TA

+ AISTÓRIA ;OS RITOS ;O ;O=I8:O ;E RA=OS E ;A QUI8TA+<EIRA SA8TA
' Q*'R7&+' conclui6se com a &7+'(' &'()'$ ou melDor$ com os primeiros cinco dias desta
semana8 &e!undo a narratia de 7téria
MU
em seu Iti!erari%$$ em Kerusalém$ onde melDor que em qualquer
lu!ar podia6se se!uir o desenolimento DistJrico dos eentos da P"scoa do &enDor$ no século IV$ encontra6
se aí desenolida uma rica litur!ia8 +esmo que o mistério pascal @osse celebrado como um todo indiiso$
cada dia @oi dedicado a um dos seus aspectos particulares8 1" dois aspectos de seu desenolimento;
a# Por olta do ano ,TT$ reconstruiu6se do modo mais preciso possíel a entrada de Kesus em
Kerusalém$ como abertura dos ritos da !rande semana8 ' pere!rina 7téria$ em seu Iti!erari%$$ @ornece uma
minuciosa descri%ão dessa reconstru%ão8 7ssa procissão tee um sucesso e:cepcional8 (o Oriente$ todos os
domin!os eram dedicados para celebrar unicamente a entrada de Kesus em Kerusalém8 7sse costume$ depois$
passou do Oriente para a 7spanDa e a B"lia
MS
8 Contudo$ em Roma$ o domin!o anterior C P"scoa é
caracteri-ado pela lembran%a da pai:ão$ com a relatia leitura do te:to ean!élico8 Proa disso são os
de-enoe &7R+`7& &O>R7 ' P'IO5O$ do papa &ão Leão +a!no8 (o @im dos séculos VII e VIII$ amos
encontrar o título I3omin!o de RamosL8 ' procissão dos Ramos tornou6se um costume romano apenas no
século OI= pode6se dedu-ir isso do PO()I?IC'L RO+'(O6B7R+a(ICO
M.
8 (a metade do século VII$ o
título I3omin!o de Pai:ãoL @oi adotado para o quinto domin!o da Quaresma$ que antes era cDamado de
I3omin!o de L"-aroL8 ' re@orma do Vaticano II deoleu a esse domin!o o seu car"ter ori!inal de
I3omin!o da Pai:ãoL$ conserando também a comemora%ão da entrada de Kesus em Kerusalém8
b# (a &7+'(' &'()'$ e precisamente na manDã da Q*I()'6?7IR' &'()'$ Daia a
reconcilia%ão dos penitentes8 3epois da seera e lon!a obserFncia da disciplina penitencial$ que incluía
27
Etéría era uma íeíga ríca de sua época que resoíveu escrever sobre os rítos que encontrou após uma
peregrínação a Terra Santa. Escreve um ITINERARIUM que quer dízer ITINERARIO - o camínho que
percorreu e o que encontrou na sua peregrínação.
28
A Gáíía é o terrítórío que ho|e se encontra a Ingíaterra.
29
PONTIFICAL é o íívro utííízado peíos Bíspos que contem os rítos que os mesmos devem mínístrar
como é o caso do sacramento da Crísma.
1,
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
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também a e:clusão da eucaristia (a e:comunDão#$ os pecadores$ reali-aam na Quaresma a 9ltima etapa do
seu caminDo de conersão$ que era concluído na manDã da Quinta6?eira &anta8
,+ AISTÓRIA ;O TR>;UO PAS(A7
'té o @im do século III$ a P"scoa @oi a 9nica @esta anual da I!reEa8 &e nas @ontes$ Eunto com a P"scoa$
@ala6se do Pentecostes$ isso não dee ser entendido$ pelo menos até o @im do século IV$ como @esta celebrada
cinquenta dias apJs a P"scoa$ mas como cinquenta dias que @ormam um 9nico Ierdadeiro dia de @estaL8
,.+ O TR>;UO ;ESE8?O7?EU+SE A PARTIR ;A ?I:>7IA.
a/ O desenolimento da celebra%ão anual da P"scoa acontece a partir da Vi!ília Pascal$ que celebra
a morte e a ressurrei%ão$ ou melDor$ a passa!em da morte para a ida de ressurrei%ão8 (a noite do s"bado$
reunia6se a assembleia= a Vi!ília duraa a noite toda e era ocupada por leituras bíblicas$ cantos e salmos e
ora%ões8 ' escolDa das leituras bíblicas caracteri-aa a tradi%ão pascal de cada uma das I!reEas= delas se
cDe!aa ao conte9do teolJ!ico$ que era eidenciado na celebra%ão da P"scoa8 7m Roma$ parece que Daia
al!umas leituras @undamentais e$ precisamente$ a narratia da cria%ão (Bn 1$1ss#$ a institui%ão da P"scoa (7:
1M# e a traessia do +ar VermelDo (7: 1,#8 )ertuliano$ para a A@rica$ e 1ipJlito$ para Roma$ nos in@ormam
que era pra:e celebrar o batismo durante a P"scoa$ entendido$ se!undo a isão de Paulo (Rm /$0#$ como
imersão na pai:ão de Cristo8 ' Vi!ília culminaa$ ao
amanDecer$ com a obla%ão$ isto é$ com a eucaristia$ que marcaa o @im do EeEum e a entrada no Ilaetissimum
spatiumL dos cinquenta dias pascais$ ou seEa$ do Pentecostes8 < importante salientar que a celebra%ão da
P"scoa compreendia uma i!ília$ cuEos elementos essenciais eram a litur!ia da palara e a sua atuali-a%ão
sacramental na eucaristia$ aos quais$ mais tarde$ acrescentou6se o batismo$ com a bRn%ão da "!ua8
3/ (o espa%o da P"scoa dominical$ celebrada o domin!o posterior ao dia 1, de (isã
0T
ai6se
@ormando o )ríduo pascal8 3e @ato$ não est" comproado que e:istisse um tríduo Eunto aos
quartodecimanos
01
8 )ertuliano
0M
@a- aceno C se:ta6@eira antes do domin!o de P"scoa= Orí!enes
00
@ala da
se:ta6@eira como lembran%a da pai:ão$ do s"bado como recorda%ão da descida C mansão dos mortos e do
domin!o como lembran%a da ressurrei%ão8 &anto '!ostinDo @ala do sacratíssimo tríduo da cruci@i:ão$ da
sepultura e da ressurrei%ão8 (o século IV$ come%a a aparecer a tendRncia de Distorici-ar as narratias dos
ean!elDos$ especialmente em Kerusalém$ onde se podia se!uir melDor$ nos prJprios lu!ares$ o desenoler6
se dos acontecimentos da pai:ão e da ressurrei%ão do &enDor8 ' pere!rina 7téria$ em seu Iti!erari%$$ do
qual E" @alamos anteriormente$ descree essa semana baseada numa reconstru%ão @iel dos 9ltimos dias da
ida terrena de Kesus8
,.,+ ;A EU(ARISTIA, MPI(E ;A ?I:>7IA, Q EU(ARISTIA ;A QUI8TA+<EIRA SA8TA
O releo e:cessio dado C institui%ão da eucaristia$ na quinta6@eira santa$ desiou a aten%ão do
erdadeiro "pice da P"scoa$ que é constituído pela eucaristia celebrada na Vi!ília8 'lém disso$ a lembran%a
da institui%ão assume !radualmente tal releFncia que acaba rompendo de@initiamente a prJpria unidade do
)ríduo$ que não ser" mais constituído por se:ta6@eira$ s"bado e domin!o$ mas por quinta6@eira$ se:ta e
s"bado$ porque a celebra%ão da institui%ão eucarística entra na computa%ão dos trRs dias santos8 7nquanto
isso$ dois ritos ão se acrescentando C litur!ia eucarística da Quinta6?eira &anta; a solene )ranslada%ão do
30
14 de Nísã é o preíúdío da prímavera no hemísférío norte, ou se|a, ínícío da prímavera.
31
As 4 semanas que antecedem a Páscoa |udaíca.
32
Um dos grandes Padres da Igre|a Antíga.
33
Outro grande Padre da Igre|a Antíga.
1N
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
&&8 &acramento$ que se desenole principalmente a partir dos séculos OIII6OV$ Eunto com a deo%ão
IisíelL da DJstia8 < a soleni-a%ão de um !esto pr"tico; lear a um lu!ar desi!nado o pão eucarístico que
sobre8 O outro rito é constituído de um !esto @uncional (como era no século VII$ quando o altar era reestido
de toalDas somente durante a celebra%ão eucarística#; o desnudamento do altar$ que se tornou simbJlico$ e
por e-es dramati-ado$ como lembran%a do desnudamento de Kesus8 7n@im$ o laa6pés$ na quinta6@eira$
atestado E" na metade do século V$ em Kerusalém$ di@undiu6se por todo o Oriente e Ocidente$ com @ormas e
momentos particulares8 (otamos que essa dramati-a%ão da leitura ean!élica não era @eita$ como a!ora$
durante a missa= o seu sur!imento na litur!ia acentua a linDa de Icomemora%ão DistJricaL dos
acontecimentos8
,.0+ A SESTA+<EIRA SA8TA SE= 7I:A@ÃO (O= A RESSURREI@ÃO.
Corre6se o risco de entender a se:ta6@eira e:clusiamente como lembran%a da morte de Cristo$ sem
li!a%ão com a ressurrei%ão8 (o início$ a litur!ia da palara estaa em primeiro lu!ar; trataa6se de um dia
alit9r!ico (como a quarta6@eira#$ dia de EeEum e$ por isso$ sem litur!ia eucarística e limitado C litur!ia da
palara8 3epois$ se!uindo o e:emplo da pr"tica da adora%ão da cru-$ comum em Kerusalém e descrita por
7téria$ introdu-iu6se também este rito$ que aparece em Roma nos anos UTT6UNT$ quando papas de ori!em
oriental diri!em a I!reEa8 Com este rito pode6se lembrar a entrada solene da cru-$ com a aclama%ão; I7cce
li!num crucis8 Venite adoremosL (7is a cru- de cristo8 Vindo 'doremos#8 ' analo!ia com a procissão do
ILumen CDristiL see com @acilidade$ porém$ de li!a%ão isia com a ressurrei%ão de Cristo6lu-8 Com tudo
isso$ acaba sempre menos eidenciado o n9cleo central8 3a contempla%ão do mistério$ @undada sobre a
litur!ia da palara$ passa6se a uma espécie de representa%ão isíel$ que acabar" tendo a supremacia e se
desenoler"$ na deo%ão popular$ com a Via &acra8 7n@im$ a deo%ão C eucaristia$ com a introdu%ão da
comunDão$ @e- com que @osse totalmente esquecido o si!ni@icado especí@ico do EeEum entrapas6
cal$ que terminaa somente com a comunDão na noite de P"scoa8 Quanto C comunDão$ o Ordo OOIII (entre
os anos UTT6UNT# recorda ainda que na &e:ta6@eira &anta nem o papa$ nem os di"conos comun!am= aqueles
que deseEassem poderiam ir as outras i!reEas de Roma e comun!ar com o pão que sobrara da celebra%ão da
Quinta6@eira &anta8
,.!+ A AORA ;A ?I:>7IA SE=PRE =AIS A8TE(IPA;A.
Quanto a P"scoa$ também al!uns elementos que entraram nas celebra%ões do )ríduo Pascal$ tieram
proaelmente ori!em @uncional ou até ocasional= em se!uida$ ampliados e @i:ados no rito$ tale- tenDam se
constituído$ para o clero e @iéis$ como ponto de re@erRncia mais istoso do que os elementos essenciais8 '
ben%ão do círio$ que soleni-a o acendimento espertino da lu-$ @oi ampliada liricamente no canto do E&%"tet8
7ste rito$ que no século V se reali-aa em todos os lu!ares$ inclusie em al!umas i!reEas de Roma$ era ainda
i!norado$ no século OI$ pela litur!ia papal8 Para a ben%ão do @o!o$ não encontramos nenDum @ormul"rio
o@icial antes do Ponti@ical Romano
0,
do século OII$ que descree a procissão do Lumen CDristi
0N
8 O *so do
?o!o (oo$ depois que$ na noite da Quinta6?eira &anta$ as lFmpadas eram recolocadas em um lu!ar
escondido$ é testemunDado como sendo praticado em Roma desde o século IO8 3e resto$ o problema da
bRn%ão do @o!o não é claro$ a tal ponto que$ E" nos séculos VII e IO$ aparecem d9idas8 7nquanto nos
primeiros séculos a Vi!ília Pascal come%aa ao p_r6do6sol do s"bado$ nas ésperas$ pro!ressiamente ela @oi
34
Pontífícaí Romano e o íívro que contém os rítuaís sacramentaís cu|a a responsabííídade de
admínístrá-íos é excíusívamente do bíspo como: o sacramento da Crísma, o sacramento da ordem, etc.
35
Esta procíssão do LUMEN CHRISTI é aqueía onde o Círío é acesso no fogo novo e o Mínístro Ordenado
(Díácono, Sacerdote ou Bíspo) entra com o Círío no corredor centraí da Igre|a contendo três paradas
onde o mínístro ordenado díz: "Eís a íuz de Crísto" e o povo responde: "Demos Graças a Deus" e toda
assembíeía acende suas veías no Círío.
1/
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
sendo adiantada para eita que a 'ssembleia @icasse por um tempo prolon!ado na I!reEa$ ou seEa$ até o
nascer do sol8 < adertido que no dia da Vi!ília (&"bado &anto# não se cante o BlJria antes que desponte no
céu a primeira estrela para que o poo não seEa despedido muito cedo e o @o!o noo perca o seu si!ni@icado8
(O8(7USÃO
Pudemos perceber como se desenoleu no decorrer dos séculos o )RH3*O P'&C'L que a
princípio era se:ta$ s"bado e domin!o8 Prolon!ou6se por mais um dia acrescentando a quinta6@eira santa8 O
3omin!o da P"scoa ser" e:plicitado em um capítulo separado por conter um si!ni@icado pro@undo e de
!rande importFncia para nJs cristãos8 ' &7+'(' &'()' e principalmente o )RH3*O P'&C'L tem
pro@undo si!ni@icado para nossa ida cristã8 < a &7+'(' das &7+'('&8 ' VHBILI' 3O &A>'3O
&'()O é a +57 3'& VIBHLI'&8
AU7A *+ O ;O=I8:O ;E PMS(OA
+ ORI:E= E AISTÓRIA ;A (E7EBRA@ÃO A8UA7 ;A PMS(OA
. + A (E7EBRA@ÃO ;A PMS(OA 8O A8TI:O TESTA=E8TO
' P"scoa bíblica est" intimamente li!ada ao cora%ão da e:periRncia do Poo de 3eus; R:odo e alian%a8
7la se perpetua e é atuali-ada no rito do cordeiro$ e este$ por sua e-$ est" li!ado com as institui%ões
representatias do poo de 3eus; templo$ monarquia$ Kerusalém8 Pode6se di-er que a P"scoa$ como eento e
como memorial lit9r!ico$ tem @un%ão arquetípica na DistJria de Israel8
Ori!inalmente$ a @esta da P"scoa era a @esta da primaera$ celebrada por pastores n_mades8 Por ser
uma @esta primaeril e pastoral$ sup_s6se que a P"scoa E" @osse celebrada pelos Debreus antes dos eentos do
b:odo e que pudesse$ portanto$ ser identi@icada com a pere!rina%ão (Da!# que eles$ ainda escraos no 7!ito$
se propuseram a celebrar no deserto (7: N$1#8 (o início ela @oi celebrada proaelmente em Buil!al$ Eunto
com outra @esta parecida com os A-imos$ celebra%ão mais anti!a do que a da P"scoa$ pois conta nos
calend"rios onde a P"scoa não é nomeada8
' li!a%ão entre a @esta n_made da P"scoa e a DistJria da sala%ão é muito anti!a8 (a @onte K (7: 1M$M06
MU#$ a P"scoa est" li!ada com a noite em que o &enDor passou como e:terminador$ @erindo as casas cuEas
portas não tiessem seus batentes e a traessa marcadas com o san!ue do cordeiro8
Os dois te:tos pascais mais característicos a considerar são b:odo 1M e 3euteron_mio 1/8
O capítulo 1M do b:odo nos @ornece o si!ni@icado teolJ!ico da P"scoa$ sublinDando especialmente o
ato salí@ico de 3eus que passa para @erir o 7!ito e salar Israel8 P"scoa é I3eus que passaL= IO &enDor
passar" para @erir os e!ípcios= e quando notar o san!ue sobre a traessa da porta sobre os dois batentes$ ele
passar" adiante dessa porta e não dei:ar" que o e:terminador entre em suas casas para @erir ocRsL (8 M0#8
(a re@orma deuteronomista (3t 1/$161S#$ as ítimas imoladas não são mais o cordeiro e o cabrito$
como 7: 1M$0$ mas é indicado para o sacri@ício também o >'V'R$ o !ado$ o touro8
(o período pJs6e:ílico (L M0$N6S# se estabelece com precisão tanto o dia da P"scoa (dia 1, do
primeiro mRs# 1, de nisã$ quanto a Dora (no crep9sculo da tarde#8 'lém$ disso$ determina6se que a P"scoa
não é uma @esta de pere!rina%ão como o era para o 3euteron_mio$ que @undira esta celebra%ão com os
"-imos (c@8 3t 1S#$ mas resera6se a desi!na%ão de 1'B unicamente para os "-imos8
.,+ A (E7EBRA@ÃO ;A PMS(OA 8O 8O?O TESTA=E8TO
Como aconteceu a passa!em da institui%ão pascal do 'nti!o )estamento para a do (oo )estamentoZ
' resposta é bem comple:a8
1U
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
Para compreender a P"scoa cristã é preciso encontrar as suas raí-es bíblicas$ sem descuidar da leitura
@eita da e:periRncia Debraica mais anti!a$ que @unciona como @iltro para a interpreta%ão atuali-ante do
'nti!o )estamento8 ' @Jrmula paulina ICristo$ nossa P"scoa$ @oi imoladoc (ou melDor; nossa P"scoa$ Cristo$
@oi imoladac# Portanto$ celebramos a @esta$ não com elDo @ermento$ nem com o @ermento da malícia e da
perersidade$ mas com "-imos$ isto é$ na sinceridade e na erdadeL (ICor N$U6S# é o 9nico te:to que @ala da
P"scoa cristã e é também o primeiro testemunDo da leitura cristolJ!ica da P"scoa bíblica6Debraica8
O te:to indica a certe-a da imola%ão pascal de Cristo como eento DistJrico8 7sse eento deu C I!reEa a
Isua P"scoaL8
Paulo pode di-er que Cristo é a nossa P"scoa$ porque o eento central da e:periRncia cristã$ a morte e
ressurrei%ão de Kesus$ desela e lea ao cumprimento a realidade salí@ica da P"scoa bíblica e Debraica8 3e
@ato$ a P"scoa cristã a@unda suas raí-es na !rande tradi%ão bíblica$ onde na P"scoa est" li!ada o eento
@undante da e:periRncia reli!iosa do poo de 3eus; o R:odo e a alian%a8 Os ean!elDos sinJticos$ Rem o
cumprimento da anti!a P"scoa no momento da ceia$ na qual Kesus institui a eucaristia como ceia pascal da
noa 'lian%a8 O ponto de en:erto da noa P"scoa anti!a é a ceia pascal (c@8 +t M/$1Uss= +c 1,$1Mss= Lc
MM$Uss#8 Para Koão$ a noa P"scoa nasce no Cal"rio$ onde Kesus é imolado como cordeiro pascal e
precisamente na Dora em que no templo eram imolados os cordeiros que seriam consumidos na ceia pascal8
.0+ QUESTÃO PAS(A7 8A I:REJA A8TI:A
(a I!reEa do século II não Daia concordFncia sobra a data da celebra%ão da P"scoa da ressurrei%ão8 '
i!reEa de Roma e de 'le:andria e numerosas outras I!reEas$ tanto orientais como ocidentais$ celebraam6na
no domin!o imediatamente posterior ao primeiro prel9dio da primaera$ enquanto que as I!reEas da Asia
+enor$ entre elas especialmente a de <@eso$ celebraam6na no décimo6quarto dia da primeira lua da
primaera (1, de (isã$ se!undo o calend"rio Debraico#8 3ai a denomina%ão de quartodecimanas8 '
celebra%ão pascal na data @i:a de 1, de (isã implicaa também a suspensão$ nessa data$ do EeEum
preparatJrio para a P"scoa$ dier!indo assim$ da pr"tica lit9r!ica das I!reEas da Asia +enor sobre a
obserFncia da P"scoa dominical8
.!+ A ;ATA ;A PMS(OA, ;ES;E O (O8(>7IO ;E 8I(NIA ATN O (O8(>7IO ?ATI(A8O II
Para colocar @im C controérsia pascal entre data celebrada por Roma e as das I!reEas cristãs Orientais$
o CO(CHLIO 37 (IC<I' (7ntendendo concílio como uma 'ssembleia de >ispos com poder de decisão
do!m"tica onde quem preside é o Papa – bispo de Roma# em 0MN d8C8$ deliberou que Ios irmãos orientais
adotassem a mesma pra:e dos romanos e dos ale:andrinos e de todos os outrosL$ celebrando a P"scoa no
primeiro domin!o depois da primeira lua cDeia que se!ue o equinJcio da primaera8
&ur!iu$ porém$ uma interpreta%ão equiocada sobre o modo de calcular a data do domin!o de P"scoa8
's I!reEas$ que se atinDam C computa%ão dos Debreus em @i:ar o dia 1, de (isã$ celebraam a P"scoa um
mRs antes das outras I!reEas$ que esperaam o plenil9nio sucessio8 Passada a crise a!uda de 0SU$ a situa%ão
se normali-ou e toda a I!reEa$ Inuma sJ o-L$ celebrou a P"scoa con@orme a decisão de (icéia; O acordo
durou até o @inal de 1NSM$ ano em que o patriarca de Constantinopla$ Keremias II$ recusou$ em nome da
@idelidade a (icéia$ adotar o calend"rio re@ormado do papa Bre!Jrio OIII$ porque @ora promul!ado sem
esperar o consenso da I!reEa !re!a8
O Concílio Vaticano II no apRndice C constitui%ão &acrosanctum Concilium$ declarou que Inão se
opõe a que a @esta da P"scoa seEa @i:ada num domin!o certo do calend"rio !re!oriano$ com o consentimento
dos interessados$ principalmente os irmãos separados da comunDão da &é 'postJlicaL8
1S
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
AU7A T+ O TE=PO PAS(A7
+ A ORI:E= E AISTÓRIA ;O TE=PO PAS(A7
O tempo pascal é o mais anti!o8 Inicialmente$ @oi concebido de modo unit"rio$ como oitaa dupla
(U:U – ou seEa duas semanas#8 *m tal período E" @a-ia parte do ano lit9r!ico Eudaico e$ por isso$ Lucas di-$
nos 'tos; I)endo6se completado o dia de PentecostesL (Lc M$1#$ isto é$ o dia em que est" terminando o
período dos cinquenta dias entre P"scoa e Pentecostes8 Inicialmente$ era a @esta da colDeita (c@8 7: M0$1,ss#=
com os acontecimentos do b:odo$ ela perdeu o seu car"ter naturalista
0/
para tornar6se @esta memorial do
eento salí@ico da alian%a no &inai8 3e @ato$ utili-ando a indica%ão de 7: 1.$1$ se!undo a qual os israelitas
cDe!aram ao &inai no terceiro mRs apJs a saída do 7!ito$ que$ por sua e-$ aconteceu na metade do primeiro
mRs$ a @esta das &emanas (Pentecostes# @oi trans@ormada em comemora%ão da alian%a8 (o tempo de Kesus$ a
@esta dos cinquenta dias apJs a P"scoa era ainda celebrada no Eudaísmo o@icial como @esta da colDeita$ mas E"
Daia tomado$ em al!uns círculos reli!iosos$ o sentido de comemora%ão da teo@ania do &inai8 Por outro lado$
o acento era colocado na alian%a entre 3eus e o seu poo$ mais do que sobre o dom da lei8 Parece que essa
concep%ão desenoleu6se no ambiente sacerdotal8
< pro"el que a I!reEa primitia$ tale- até os prJprios apJstolos$ tenDa se inspirado no costume
Debraico ao celebrar os cinquenta dias pascais$ como quereria &anto 'mbrJsio
0U
8
,+ O TE=PO PAS(A7 8O =ISSA7 ;E PAU7O ?I
0*
(a re@orma do ano lit9r!ico deseEada pelo Concílio Vaticano II$ o )empo da P"scoa @oi assim reisto;
Os cinquenta dias que ão desde o domin!o da ressurrei%ão até o domin!o de Pentecostes$ são celebrados no
E9bilo e na ale!ria$ como um 9nico$ dia de @esta$ ou melDor$ como Io !rande domin!oL8 &ão os dias nos
quais$ de modo todo especial$ canta6se o 'leluia8
Os domin!os deste tempo são considerados como domin!os de P"scoa e$ depois do domin!o da
Ressurrei%ão$ são cDamados de II$III$IV$V$VI e VII domin!os de P"scoa8 7ste tempo sa!rado dos cinquenta
dias conclui6se com o domin!o de Pentecostes8
Os primeiros oito dias do tempo pascal constituem a oitaa da P"scoa e são celebrados como
solenidade do &enDor8
' 'scensão do &enDor é celebrada no quadra!ésimo dia apJs a P"scoa$ e:ceto nos lu!ares em que não
é de preceito$ onde ser" trans@erida para o VII domin!o da P"scoa8
Os dias apJs a 'scensão até o s"bado antes de Pentecostes preparam a inda do 7spírito &anto8 7st"
@oi a re@orma de Paulo VI que perduram até nossos dias8
0+ O SI:8I<I(A;O ;A (E7EBRA@ÃO ;OS (I8QUE8TA ;IAS PAS(AIS.
' I!reEa nasce do ato do sacri@ício pascal de Cristo$ mas somente cinquenta dias apJs a ressurrei%ão o
7spírito &anto é dado C primeira comunidade cristã reunida em assembleia8 7sse tempo é de @undamental
importFncia para os apJstolos$ cDamados a serem o @undamento da I!reEa8
36
Ouando faíamos naturaíísta, vem de natureza, esta festa era tríbaí, da coíheíta. Só depoís do evento
da saída do Egíto é que ganha conotação íítúrgíca, ou se|a, vaíor dentro do ano íítúrgíco |udaíco.
37
Santo Ambrósío, |untamente com Santo Agostínho e outros fazem parte do que a tradíção chama de
Santos Padres da Igre|a. Estes foram responsáveís por desenvoíver os dogmas e a ííturgía que ho|e
ceíebramos.
38
Pauío VI é um papa da Igre|a responsáveí por uma grande reforma íítúrgíca no ano de 1965, ou se|a,
no Concííío Vatícano II que cuímínará no documento concíííar SACROCANCTUM CONCILIUM - dísponíveí
no síte da paróquía para downíoad www.ps|bb2.xpg.com.br no menu DOWNLODS.
1.
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
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(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
Para responder a essa sua oca%ão$ eles tieram que percorrer um itiner"rio de ida de @é$ para adquirir plena
consciRncia o noo modo da presen%a de Kesus ressuscitado no meio deles e para compreender que o Reino$
mesmo não sendo deste mundo$ dee ser construído no mundo$ se!undo o claro mandamento do &enDor8
!+ A (E7EBRA@ÃO ;O =ISTNRIO ;A AS(E8SÃO.
' nossa @é não dee pensar tanto na 'scensão como acontecimento locali-ado e determinado no
tempo= não deemos$ portanto$ @antasiar com as ima!ens$ atraés das quais os te:tos da 7scritura$ oriundos
de um conte:to de cultura di@erente da nossa$ nos transmitem esta mensa!em de sala%ão8
Cristo que sobe ao céu é o Kesus ressuscitado que ie de maneira noa e di@erente$ a @im de que a
sua Dumanidade$ compreendido o seu corpo$ totalmente ii@icado pelo 7spírito &anto$ posa a!ir em nJs$ em
toda a I!reEa$ em todo o mundo e em todos os tempos$ como 9nico instrumento de sala%ão$ com um modo
de presen%a; I7is que eu estarei com ocRs todos os dias$ até o @im do mundoL (+t MS$MT#= por isso$ Ié
melDor para ocRs que eu " embora$ porque$ se eu não @or$ o 'do!ado não ir" até ocRsL (Ko 1/$U#8
O mistério da 'scen%ão est" intimamente li!ado C inau!ura%ão da missão da I!reEa8 ' comunidade
dos @iéis é um sinal do poder de 3eus mani@estado em Kesus Cristo8 ' I!reEa pode estar presente em todos os
tempos e lu!ares porque Cristo$ seu cDe@e e senDor$ est" unido de maneira 9nica ao mistério do 3eus
uniersal8 ICada um de nJs recebeu a !ra%a na medida em que Cristo a concebeu8 Por isso$ di-em as
7scrituras; &ubiu Cs alturas leando prisioneiros= distribuiu dons aos DomensL (7@ ,$U6S#8
5+ ;O=I8:O ;E PE8TE(OSTES: (O8(7USÃO ;O TE=PO PAS(A7.
O C#r#a$e!t# da Ps'#a de Crist#8 ' catequese primitia colocaa em releo que Cristo morto$
ressuscitado e !lori@icado C direita do Pai lea a cabo a obra da sala%ão e@undindo o 7spírito sobre a
comunidade apostJlica8 O Pentecostes é$ portanto$ a plenitude da P"scoa$ o mistério pascal total8
Reunião da comunidade messiFnica8 Os pro@etas Daiam repetidamente anunciado que os dispersos
seriam reunidos no +onte &ião; desse modo$ a assembleia de Israel estaria unida em torno do &enDor8
7m Kerusalém$ o Pentecostes reali-a a unidade espiritual dos Eudeus e dos prosélitos de todas as
na%ões= dJceis aos ensinamentos dos apJstolos$ eles participam$ na comunDão @raterna$ da mesa eucarística e
da ora%ão comum8
O Pentecostes$ porém$ não é início (nascimento# da I!reEa$ se se entende por início a sua constitui%ão
ou a sua institui%ão; estas @oram atuadas durante a ida de Kesus$ enquanto ele anunciaa o ean!elDo$
reelaa o Pai$ instituía o apostolado dos 3o-e$ @undaa o primado de Pedro$ inau!uraa os sacramentos
(especialmente batismo e eucaristia# etc8 O Pentecostes é$ precisamente$ Ia inda ao mundoL da I!reEa8
IVinda ao mundoL no sentido que se @ala de uma crian%a eu em ao mundo$ isto é$ que depois de ser
@ormado no seio materno$ em C lu- e come%a a lear a prJpria e:istRncia8
AU7A U+ O TE=PO (O=U=
+ ORI:E=
'lém dos tempos que possuem características prJprias$ e:istem trinta e trRs ou trinta e quatro
semanas$ durante o curso do ano$ nas quais se celebram aspectos particulares do mistério de Cristo= nelas$ o
mistério é enerado em sua !lobalidade$ especialmente nos domin!os8 7ste período cDama6tempo Iper
annumL8
MT
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
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(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
O tempo comum come%a na se!unda6@eira que se!ue o domin!o apJs o dia / de Eaneiro e se estende até a
ter%a6@eira antes da Quaresma= retoma na se!unda6@eira depois de Pentecostes e termina antes das Vésperas
0.
do I 3omin!o do 'dento8 Podemos di-er de maneira simples que é o período onde amos re@letir sobre o
cotidiano$ o dia6a6dia da missão de Kesus Cristo8
,+ PASTORA7 ;O TE=PO (O=U=
7ste lon!o período de tempo coloca diersos problemas C pastoral$ pois coincide$ na maior parte$
com o tempo de erão$ no qual caem as @érias8 ' atiidade das comunidades paroquiais$ especialmente nas
cidades e nos !randes centros$ ressentem6se de uma not"el queda de participa%ão na missa$ enquanto
aparecem problemas pastorais muito comple:os nos locais de turismo8 Por isso dee6se trabalDar com
cautela$ mas não com menos esmero este tempo tão propício ao toque da Bra%a de 3eus8
7ste tempo é diidido em trRs anos;
a# O 7V'(B7L1O 37 +')7*& ('(O '# – marca a etapa da introdu%ão Cs diersas
e:periRncias das primeiras comunidades critãs8
b# O 7V'(B7L1O 37 +'RCO& ('(O ># – constitui a etapa da e:periRncia catecumenal
,T
da
conersão8
c# O 7V'(B7L1O 37 L*C'& ('(O C# – introdu- C intelec%ão do mistério do reino em sua
rela%ão com a DistJria8
d# O 7V'(B7L1O 37 KO5O – que est" colocado como inte!ra%ão de +arcos (naquilo que se
re@ere ao tempo comum#$ constitui a etapa de uma e:periRncia de simpli@ica%ão contemplatia$ na
qual são sublinDados os alores @undamentais da @é e da caridade8 Propriamente @alando$ não
e:iste aqui uma erdadeira re@le:ão reli!iosa$ mas sim uma contempla%ão das transparRncias do
mistério de Cristo DistJrico em dire%ão ao Pai e da I!reEa animada pelo 7spírito8 Lembremos que
o 7an!elDo de Koão @oi escrito pelos anos 1TT d8C8 e por isso tem uma lin!ua!em mais
teolJ!ica$ e priori-a o amor8 Os outros ean!elDos @oram escritos pelos anos NT6/T d8C8 (o
7an!elDo de Koão o )emplo de Kerusalém E" Daia sido destruído (d6 ano U1#8
3urante a semana diidimos em ano P'R e ano I+P'R$ para que assim possamos passar por todos
os liros da &a!rada 7scritura no período de 0 anos8 7ste tempo constitui o tempo comum8 (ão é um tempo
menos importante que os outros$ contudo nos ensina a encontrar Kesus no dia6a6dia$ nas coisas que parecem
banais$ sem sentido$ mas que em Kesus !anDam o seu si!ni@icado pleno8
0+ AS SO7E8I;A;ES ;O SE8AOR 8O TE=PO (O=U=.
0.+ SO7E8I;A;E ;A SA8T>SSI=A TRI8;A;E
' deo%ão C )rindade$ estendida como IconceitoL elaborado pelas escolas teolJ!icas$ não é muito
anti!a; remonta ao século O8 ' tradi%ão lit9r!ica patrística
,1
não i!norou a )rindade$ mas a iu na isão
econ_mica
,M
da DistJria da sala%ão e como realidade dinFmica em ato no momento da DistJria da sala%ão e
39
Vésperas é o que chamamos de "tardezínha" ou se|a, 18:00 do día é consíderado ínícío do próxímo
día chamado de Vésperas.
40
Catecúmeno é o nome dado aqueía pessoa que está sendo preparada para receber os sacramento da
ínícíação crístã (batísmo-eucarítía-crísma) de uma só vez, poís |á são aduítos. O catecumenato, a
catequese de aduítos, tem toda uma tra|etóría específíca para íntroduzír aqueíe aduíto da fé que eíe vaí
abraçar e testemunhar.
41
Chamamos período patrístíco o período entre os sécuíos II e V, onde tívemos grandes pensadores
como Santo Agostínho, Santo Iríneu de Líão, etc.
M1
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
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(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
como realidade dinFmica em ato no momento celebratio$ se!undo o cl"ssico esquema; I3o Pai pelo ?ilDo
no 7spírito &anto ao PaiL8
0., " SO7E8I;A;E ;O SA8T>SSI=O (ORPO E SA8:UE ;E (RISTO .,V ;o&ingo de1ois de
Pente6ostes o% $%inta+Jeira de1ois da Jesta da SantKssi&a Trindade/.
7sta @esta é produto da deo%ão eucarística medieal ocidental= sur!iu para a@irmar a presen%a real
contra os erros de >eren!"rio de )ours e @oi estendida a toda a I!reEa pelo papa *rbano IV em 1M/,8 '
motia%ão apolo!ética
,0
que determinou o sur!imento da @esta considerada de modo muito independente do
mistério eucarístico total8
' re@orma do Vaticano II$ com a denomina%ão mais completa dada C solenidade (menciona6se não
apenas o corpo mas também o &an!ue de Cristo# e com uma maior rique-a de te:tos bíblicos e noos
pre@"cios
,,
C escolDa$ quis e:primir uma isão do mistério eucarístico que lee em conta todos os seus
aspectos8 (ão deemos esquecer que a anti!a e mais !enuína espiritualidade eucarística$ antes da polRmicas
contra os erros de >eren!"rio e dos protestantes
,N
$ ia na P"scoa o dia eucarístico por e:celRncia8
0.0+ SO7E8I;A;E ;O SA:RA;O (ORA@ÃO ;E JESUS .SeGta+Jeira de1ois do II do&ingo de
Pente6ostes/.
O culto lit9r!ico ao &a!rado Cora%ão de Kesus come%ou com &ão Koão 7udes (1/T161/ST#8 '
tentatia de colocar a noa deo%ão na litur!ia encontrou !randes resistRncias$ especialmente de nature-a
teolJ!ica$ que perduraram nos séculos posteriores8
O papa Clemente OIII aproou um @ormul"rio para a missa e o o@ício diino
,/
em 1U/N= Pio IO
estendeu a @esta para toda a I!reEa em 1SN/= Pio OI$ em 1.MS$ equiparaa6a$ como !rau lit9r!ico$ Cs
solenidades do (atal e da 'scen%ão$ dando6lDe um noo conte9do8
AU7A + O (U7TO (RISTÃO ;E 8OSSA
SE8AORA E ;OS SA8TOS
.U " O (U7TO ;E 8OSSA SE8AORA E SUAS <ESTAS
.+ AS =OTI?A@WES TEO7Ó:I(AS ;O (U7TO 7IT9R:I(O Q ?IR:E=
42
Ouando faíamos de TRINDADE ECONOMICA, não queremos nos referír a dínheíro, ou questões
econômícas atuaís. TRINDADE ECONOMICA é o temo usado para específícar a ação de cada pessoa da
Tríndade na HISTORIA DA SALVAÇÄO: O Paí é Críador (Críação); o Fíího é Saívador (Saívação) e o
Espíríto Santo é o Santífícador (Santífícação). Depoís, mas tarde desenvoíveu-se o que chamamos de
TRINDADE IMANENTE, ou se|a, a reíação das três pessoas entre sí. É o que nós maís tratamos
atuaímente. Os três são unídos peío Amor e possuem uma ação de COMUNHÄO.
43
APOLOGIA vem de DEFESA, para defender a fé se afírmam aíguns DOGMAS, neste caso da presença
reaí de |esus na Hóstía Consagrada.
44
PREFACIO é a oração feíta no ínícío da ORAÇÄO EUCARÍSTICA, ou meíhor, o texto que íntroduz a
oração eucarístíca.
45
A tese príncípaí defendída por Lutero de quem deríva os Protestantes é que só a fé, só a graça, só a
escrítura saívam. Nega-se assím a presença reaí de |esus na Hóstía consagrada e nega-se a maíoría
dos sacramentos só permanecendo o Batísmo e a Comunhão comum sentído díferente do nosso. Não
acontece a transubstancíação, ou se|a, a transformação do pão em corpo e do vínho em sangue. A
presença de |esus para os protestantes é apenas símbóííca.
46
OFÍCIO DIVINO chamamos a ORAÇÄO DA LITURGIA DA HORAS que os monges e padres fazem. Ho|e
toda a Igre|a é chamada a reza-ía íncíusíve os íeígos.
MM
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
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' Rn@ase é colocada na centralidade e supremacia do mistério de Cristo$ do qual recebem lu- e
adquirem si!ni@icado as @estas de (ossa &enDora e as @estas dos santos8 O ano lit9r!ico$ de @ato$ é do &enDor
Kesus Cristo8
Contudo$ o mistério de Cristo é também o indissol9el mistério da I!reEa$ seu corpo8
Consequentemente$ (ossa &enDora e os santos ocupam também um preciso lu!ar na celebra%ão do ano
lit9r!ico8
(o ano lit9r!ico não e:iste um Iciclo marianoL paralelo ao de Cristo= teolo!icamente$ seria
insustent"el8 ' I!reEa$ cultuando +aria$ nunca a separa de Cristo$ seu ?ilDo8 (o ciclo anual dos mistérios e
Cristo$ a I!reEa enera +aria$ +ãe de 3eus$ unida indissoluelmente C obra da sala%ão do seu ?ilDo8
,.U+ SO7E8I;A;ES ;E =ARIA
,.+ SO7E8I;A;E ;E =ARIA SA8T>SSI=A, =ÃE ;E ;EUS .V de 2aneiro, oitava de 8ata'/.
3urante o )empo do (atal$ em que se celebra o nascimento de Cristo$ não podemos nos esquecer de
celebrar também a diina maternidade de +aria8
)odas as I!reEas recordam o título de I+ãe de 3eusL dado a (ossa &enDora$ nas suas ora%ões
eucarísticas di"rias e durante todo o ano$ sobretudo nas solenidades natalinas8 ' memJria da &anta +ãe de
3eus$ +aria$ é celebrada no dia M/ de de-embro no rito bi-antino e siríaco$ tanto oriental$ como ocidental$ e
no dia 1/ de Eaneiro no rito copta8 7m Roma$ esta é a mais anti!a litur!ia +ariana (NNT6N.N# e @oi @i:ada na
oitaa do natal$ no dia 1[ de Eaneiro8
' celebra%ão atual do rito romano$ depois da re@orma do Vaticano II$ toma o lu!ar da +aternidade da
bem6aenturada Vir!em +aria$ instituída por Pio OI e que$ por ocasião do OV centen"rio do Concílio de
<@eso$ @ora @i:ada no dia 11 de outubro8
,.,+ SO7E8I;A;E ;A A8U8(IA@ÃO ;O SE8AOR .,5 de &arEo/
' celebra%ão da 'nuncia%ão (MN de mar%o# est" intimamente li!ada ao mistério da diina
maternidade de +aria8
?esta do &enDor – como di- o +issal Romano 6$ a 'nuncia%ão inau!ura o eento no qual o ?ilDo de
3eus se @a- carne para consumar o seu sacri@ício redentor em obediRncia ao Pai e para ser o primeiro dos
ressuscitados8 ' I!reEa$ como +aria$ associa6se a obediRncia de Cristo$ iendo sacramentalmente na @é o
si!ni@icado pascal da anuncia%ão8 +aria é @ilDa de &ião
,U
que$ coroando a lon!a espera$ acolDe com o seu
I@iatL
,S
e concebe por obra do 7spírito &anto o &alador8 (ela$ Vir!em e +ãe$ o poo da promessa torna6se
o noo Israel$ I!reEa de Cristo8 Os noe meses entre a concep%ão e o nascimento do &alador e:plicam a
data atual em que se celebra a solenidade de MN de de-embro8
,.0+ SO7E8I;A;E ;A I=A(U7A;A (O8(EI@ÃO .* de deFe&3ro/
' solenidade da Imaculada Concei%ão de +aria est" colocada em seu lu!ar e:ato$ isto é$ no tempo
lit9r!ico do 'dento$ e aEuda6nos a er (ossa &enDora no cumprimento da sua missão na DistJria da
47
Síão é o nome dado a |erusaíém Ceíeste. A terra prometída na eternídade por Deus a todos os que se
abrem a sua ação saívadora.
48
É uma paíavra íatína que sígnífíca: "Faça-se". Ouando o an|o do Senhor anuncíou a María que eía
concebería e daría a íuz ao Fíího do aítíssímo, eía respondeu: "Faça-se em mím segundo a vossa
paíavra". E assím se fez.
M0
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
sala%ão8 ' se!unda edi%ão do +issal Romano
,.
apresenta a data da se!uinte maneira; IK" celebrada no
século OI$ esta solenidade insere6se no conte:to do 'dento6(atal$ unido a e:pectatia messiFnica e retorno
!lorioso de Cristo com a admir"el memJria da +ãe8 (este sentido$ este período lit9r!ico dee ser
considerado como tempo particularmente adequado para o culto da +ãe do &enDor8 +aria é toda santa$
imune de qualquer mancDa de pecado$ como que plasmada pelo 7spírito &anto e @eita noa criatura8
Pro@eticamente islumbrada na promessa da itJria sobre a serpente @eita aos pro!enitores$ +aria é a
Vir!em que conceber" e dar" C lu- um @ilDo cuEo nome ser" 7manuel8 O do!ma da Imaculada Concei%ão @oi
proclamado por Pio IO em 1SN,L8
,.!+ SO7E8I;A;E A ASSU8@ÃO ;E 8OSSA SE8AORA .5 de agosto/
' P"scoa de Kesus$ a sua passa!em deste mundo para a !lJria do Pai atraés da pai:ão e morte$ se
cumpriu para que se tornasse a P"scoa de toda a Dumanidade8 +aria é certamente a criatura mais inserida
neste mistério$ porque @oi redimida desde o momento da sua imaculada concei%ão$ em preisão aos méritos
de Cristo$ e depois @oi associada de modo todo especial C pai:ão e !lJria do seu ?ilDo8 ' 'ssun%ão de +aria
ao céu é$ portanto$ o mistério da P"scoa plenamente reali-ado dela8 ' I3ormito Vir!insL
NT
e a 'ssun%ão$ no
Oriente e no Ocidente$ são as @estas marianas mais anti!as8 7ste testemunDo lit9r!ico @oi e:plicitado e
solenemente proclamado com a de@ini%ão do!m"tica de Pio OII$ em 1.NT8
0.U+ O (U7TO ;OS =ART>RES E ;OS SA8TOS.
0.+ (U7TO ;OS =MRTIRES
(o ano 1NN @oi martiri-ado &ão Policarpo$ bispo de 7smirna$ na Asia +enor8 'traés de uma carta$ a
comunidade cristã @oi in@ormado sobre a !loriosa morte do seu pastor$ como se o corpo dele tiesse sido
sepultado em lu!ar coneniente e di-endo que ele mani@estara a decisão de encontrar6se todos os anos$ Eunto
ao seu sepulcro$ com todos os @iéis$ para celebrar o aniers"rio do seu martírio8 7ste é o primeiro testemunDo
se!uro do culto a um m"rtir8 *m século depois$ encontram6se testemunDas do martírio do papa &ão Oisto$
com os seus sete di"conos$ e de &ão Cipriano$ todos eles martiri-ados antes da primeira quin-ena de
setembro de MNS8 (a metade do século III$ em Roma$ e:istem testemunDos diretos da enera%ão e da
inoca%ão dos santos apJstolos Pedro e Paulo8
O culto dos m"rtires @oi o primeiro a sur!ir ao lado da celebra%ão da P"scoa8 O @ato é mais do que
si!ni@icatio; este culto não é senão um aspecto do mistério pascal8 &e os m"rtires$ com seus so@rimentos$
testemunDaram Cristo$ com maior ra-ão é Cristo que neles testemunDou o Pia8
(o aniers"rio do martírio @a-ia6se memJria do testemunDo Deroico do ean!elDo dado por estes
irmãos$ e é certo que$ inicialmente$ o momento central desta comemora%ão consistia na celebra%ão da
eucaristia$ durante a qual era pronunciado o nome do m"rtir8 Posteriormente$ o bispo @a-ia também o elo!io
do Deroico testemunDo da @é$ ou era @eita a leitura das atas autRnticas do seu martírio8
0.,+ O (U7TO ;OS SA8TOS
(o dia 1[ de noembro$ desde o @inal do século IO$ a I!reEa celebra a &olenidade de )odos os &antos8
7m uma 9nica @esta$ são recordados$ todos Euntos$ os santos canoni-ados$ todos os Eustos de qualquer
idioma$ de qualquer ra%a e na%ão$ cuEos nomes estão inscritos no liro da ida (c@8 'p MT$1M#8 O si!ni@icado
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É o íívro íítúrgíco que contém as partes da míssa. O Padre o utíííza para ceíebrar a Sagrada
Eucarístía.
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Traduzímos por "Dormíção da Vírgem" era o nome dado a festa da Assunção no ínícío do
Crístíanísmo.
M,
PARÓQUIA SÃO JOÃO BATISTA
End.: Av. Agostinho Pereira, 5! " #e$%inha A&endo'a.
(EP. !.)*+,5- " Te'.: .)/ 00,0+00!0 .
E+&ai': 1s233,45ahoo.6o&.3r
desta solenidade est" bem e:presso no embolismo do pre@"cio
N1
; I1oEe nos dais a ale!ria de contemplar a
cidade do céu$ a santa Kerusalém que é nossa mãe$ onde a assembleia @estia dos nossos irmãos !lori@ica
eternamente o osso nome8 (Js$ pere!rinos na terra$ apressamos na esperan%a o nosso caminDo em dire%ão C
p"tria comum$ ale!res pelo destino !lorioso destes membros eleitos da I!reEa$ que nos destes como ami!os e
modelos de idaL8
0.0 " O (U7TO ;OS A8JOS
3urante o ano lit9r!ico é celebrado também o culto dos anEos8 (o pre@"cio de suas @estas a@irma6se o
motio deste culto8 I(Js proclamamos a ossa !lJria que resplandece nos anEos e nos carcanEos= Donrando
estes ossos mensa!eiros $ e:altamos a ossa bondade in@inita= nos bem6aenturados espíritos nos reelais
quanto sois !rande e am"el$ acima de toda criatura8
(a I!reEa Romana$ o testemunDo mais anti!o do culto lit9r!ico dos anEos é do come%o do século V$
com a memJria de &ão +i!uel= Babriel e Ra@ael @oram acolDidos no calend"rio em 1.M1 (M, de mar%o e M,
de outubro#8
' re@orma do calend"rio depois do Concilio Vaticano II reuniu as @estas dos trRs arcanEos +i!uel$
Babriel e Ra@ael na data de M. de setembro8
=ig%e' (Quem é como 3eusZ# é o arcanEo que se insur!e contra &atan"s e seus asseclas (Kd .= 'p
1M$U#$ de@ensor dos ami!os de 3eus (3n 1T$108M1#$ protetor do seu poo (3n 1M$1#8
:a3rie' (?or%a de 3eus# é um dos espíritos que estão diante de 3eus (Lc 1$1.#$ reela a 3aniel os
se!redos do plano de 3eus (3n S$1/= .$M16MM#$ anuncia a Pacarias o nascimento de Koão >atista (Lc 1$116MT#
e a +aria$ o nascimento de Kesus (Lc 1$M/60S#8
RaJae' (3eus curou# é também um dos sete anEos que estão diante do trono de 3eus ()b 1M$1N#$
acompanDa e !uarda )obias nas peripécias de sua ia!em e cura o seu pai ce!o8
!.U " (O8(7USÃO
O ano lit9r!ico$ em seu alor essencial$ é o ano de Cristo$ ou melDor$ é o prJprio Cristo que ie na
sua I!reEa e intercede continuamente por nJs Eunto ao Pai (1b U$MN#; IKesus Cristo é o mesmo$ ontem$ DoEe e
sempreL (1b 10$S#8 'ssim terminamos o nosso estudo sobre o ano lit9r!ico que !ira em torno do mistério
pascal de Cristo8
BIB7IO:RA<IA:
>7RB'+I(I$ 'u!usto8 Cristo, Festa da Igreja – O Ano Litrgico8 0] ed8$ Paulinas$ &ão Paulo$ MTT,$
NT/ p8
51
Prefácío é parte da Oração Eucarístíca que antecede a oração Consagratóría, ou se|a, a oração da
Epícíese (convocação do Espíríto Santo) para que as espécíes o Pão e Vínho se transubstancíem no
Corpo e Sangue de Crísto.
MN