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Selo comemorativo dos 100 anos da Deutscher Werkbund (2007)

No início do século XX, as principais indústrias alemãs estavam começando a se interessar por produtos de qualidade e melhor aparência, a fim de produzir em massa. A própria situação econômica e interesse nacional conduziram à formação de uma organização dos artistas alemães.

o A iniciativa partiu do arquiteto HERMANN MUTHESIUS (1861-1927). cujo objetivo era o de aproximar artesãos criativos e a indústria de produção. criando uma organização eficaz e útil à economia nacional. Hermann Muthesius (1861-1927) . que fundou em 1907 a Deutscher Werkbund (Associação Alemã do Trabalho).

colocados em prática na BAUHAUS.  AEG Factories (1909/10. postulou os princípios da estandardização (padronização) da arquitetura e preparou o campo para o funcionalismo e o desenho industrial.Esta associação pelo “trabalho com qualidade”. Berlin. Alemanha) Peter Behrens (1868-1940) .

Sob a liderança da arquitetura. além de se ajustar à produção mecanizada. todas as artes deveriam desenvolver-se em direção ao estabelecimento de padrões (tipos e normas) de um estilo homogêneo. a forma deveria expressar a unidade espiritual da sua época: queria fundar Maschinenstil ou ESTILO DA MÁQUINA. o . Berlin) o Segundo Muthesius.Hermann Muthesius (1861-1927) Haus Freudenberg (1907/08.

. Garnier ou Loos. o que fortaleceu as bases do MOVIMENTO MODERNO (1915/45). bem mais rico que as experiências isoladas de Perret. Partindo dessa idéia. o movimento alemão da Werkbund promoveu um vivo debate entre os arquitetos.

iniciando uma discussão direta com Henry Van De Velde (1863-1957). e o carpinteiro faz a cadeira para sentar-se. Muthesius proferiu a palestra Wohin gehen wir? (Para onde vamos?).Caricatura de Karl Arnold (1833-1957) sobre a polêmica do congresso o da Werkbund de 1911: Van de Velde propõe a cadeira individual. . expoente do Art Nouveau e defensor a liberdade artística acima de tudo. quando defendeu a idéia da padronização enquanto virtude e da forma abstrata como base estética. Muthesius propõe a cadeira tipo. No Congresso da Werkbund de 1911.

Water Gropius (1883-1969) Fagus Factory (1911/13. não somente constituída por membros da associação. Alemanha) Hermann Muthesius (1861-1927) o O debate de 1911 influenciou enormemente a platéia. mas também pelos futuros representantes do Modernismo europeu. . além de Le Corbusier (1887-1965). Alfeld. como os alemães Walter Gropius (1883-1969) e Mies van der Rohe (1886-1969). como Behrens. Poelzig e Taut.

produzidos pela indústria. através da eliminação do ornamento.    . em contraposição à arte e arquitetura do passado. Apoio à máquina pela admiração de sua capacidade de produzir objetos a baixo custo e portanto acessíveis a todos (contraria o pensamento de Morris. Ênfase nas necessidades massivas dos objetos de uso comum do homem. Foram estas as principais consequências da ação desse grupo alemão:  Surgimento da simplicidade formal. embora ainda se baseie em seu conteúdo social). Reafirmação do conceito de funcionalidade como a adequação da forma ao uso (concepção funcionalista da forma artística). como condição essencial para a estandardização e a fabricação mecânica em larga escala. voltada a obras singulares e monumentos (base do industrial design).

Bruno Taut (1880-1938) Peter Behrens (1868-1940) Hans Poelzig (1869-1936) .

fábricas e lojas. PETER BEHRENS (1868-1940) foi um dos fundadores da Sezession muniquense e precursor da colaboração entre arte e indústria. . sendo considerado uma ponte entre as vanguardas protoracionalistas e o modernismo. além de designer de seus produtos e impressos.  Em 1906. empresa alemã de material elétrico. passando a produzir seus prédios. tornou-se o arquiteto consultor da AEG.

Alemanha) Peter Behrens (1868-1940) . Berlin.AEG Turbine Factory (1980/9.

na qual as janelas eram praticamente “aplicadas” como penetrações na parede. voltou-se para o tratamento plástico do concreto armado. Alemanha) Depois da Primeira Guerra Mundial (1914/18). através do gosto pelo colorido e pela exploração subjetiva (Expressionismo emotivo). . A arquitetura industrial de HANS POELZIG (18691936) caracterizou-se pela silhueta austera e pela superfície mural maciça. Frankfurt.  Ehemaliges IG-Farben (1926/28.

Großes Schauspielhaus Grande Teatro de Berlin (1917/19 – d. 1944) Hans Poelzig (1869-1936) .

 BRUNO TAUT (1880-1938) foi o principal defensor de uma arquitetura dirigida à transparência e à reflexão (Expressionismo geométrico). Em 1919.  Alpine Arkitektur (1919) . seu livro Der Welt Baumeister (O Arquiteto do Mundo) apresentou suas idéias de Deus como o criador do universo e sua concepção do que seria o “comunismo cósmico”. daí o uso extensivo do vidro industrial.

de forte impulso poético e metafórico. possuía fortes conotações místicas e românticas de “um mundo novo que emergisse das cinzas da destruição e fosse coroado pelo símbolo arquitetônico de uma catedral cristalina”.Bruno Taut (1880-1938) Alpine Arkitektur (1919) Sua obra.  .

Berlin. com nervuras de concreto e cúpula dupla em vidro. Uma de suas obras de destaque foi seu Pavilhão das Indústrias (1914). Alemanha) Bruno Taut (1880-1938) . Werkbund Glass Pavilion (1914. A proposta de Taut influenciou toda uma corrente de arquitetura moderna no período entre-guerras. no qual apresentava uma estrutura tridimensional em forma de pinha. na Exposição da Werkbund de Colônia.

2a. R.   . A & C. DORFLES. 2003. A arquitetura moderna. Debates. 1998. Teoria e projeto na primeira era da máquina. n. 3a.   BANHAM. ed. L. N. Col. PEVSNER. APOSTILA – Capítulo 06. Col. História da arquitetura moderna. ed. São Paulo: Perspectiva. ed. G. Origens da arquitetura moderna e do design. São Paulo: Perspectiva. 2000. Lisboa: Edições 70. 2001. 3a. 113. São Paulo: Martins Fontes. BENEVOLO.