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Faculdade de Odontologia

TERAPEUTICA APLICADA
JOÃO PAULO BATISTA LOLLOBRIGIDA DE SOUZA

Terapêutica Medicamentosa em Odontologia

Definições

• Medicamento Similar - aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta a mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica, e que é equivalente ao medicamento registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículos, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca;

pela DCI. que se pretende ser com este intercambiável. geralmente produzido após a expiração ou renúncia da proteção patentária ou de outros direitos de exclusividade.Definições • Medicamento Genérico -Medicamento similar a um produto de referência ou inovador. . segurança e qualidade. comprovada a sua eficácia. na sua ausência. e designado pela DCB ou.

mesmo já extinta. • Medicamento Inovador . cuja eficácia. . segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente.Medicamento apresentando em sua composição ao menos um fármaco ativo que tenha sido objeto de patente. por ocasião do registro.Produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País. e disponível no mercado nacional.Definições • Medicamento de Referência . por parte da empresa responsável pelo seu desenvolvimento e introdução no mercado no país de origem.

na sua composição. . Não se considera medicamento fitoterápico aquele que.Definições • Medicamento fitoterápico – medicamento obtido empregando-se exclusivamente matérias-primas ativas vegetais. inclua substância ativas isoladas de qualquer origem. nem as associações destas com extratos vegetais.

.Definições • Medicamento Homeopático .São preparações manipuladas de forma específica de acordo com regras farmacotécnicas bem definidas. descritas na Farmacopéia Homeopática Brasileira.

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pesquisa e assistência)  Problematização: relação profissionalpaciente ou gestor-comunidade  Co-participação: o cliente faz parte do problema e da solução  . Efetividade e Custo  Consciência Crítica ( ensino .Ensino para o Uso Racional de Medicamentos Baseado em Evidências Clínicas  Segurança.

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R/ Uso Interno 1) * .

ANTIBIÓTICOS USO RACIONAL .

SELEÇÃO ANTIMICROBIANOS • Identidade do microrganismo • Segurança do fármaco • Fatores ligados ao paciente Sistema imunológico Disfunção renal Disfunção hepática Baixa irrigação Gravidez Lactação Idade Custo da terapia Dias de Andrade. 1999 . Terapêutica medicamentosa em odontologia.

1999 . Terapêutica medicamentosa em odontologia.ANTIMICROBIANOS .INTERVALOS → INTERVALO = 3 – 4 > MEIA VIDA • MEIA VIDA PLASMÁTICA DURAÇÃO DA TERAPIA • A terapia antimicrobiana prolongada destrói os microorganismos resistentes. • DURAÇÃO DA TERAPIA 3 – 5 DIAS Dias de Andrade. • A terapia antimicrobiana prolongada é necessária para evitar as infecções reincidentes. já que os microorganismos são suprimidos mais não eliminados.

TERAPIA ANTIMICROBIANA Insucesso • Escolha inapropriada do antibiótico • Falha no cálculo da dosagem • Antibiótico incapaz de penetrar no local da infecção • Antagonismos entre antibióticos • Surgimento de microrganismos resistentes • Taxa de crescimento bacteriano muito baixa • Auto-medicação Dias.. 1999. 1 ed.. Terapêutica medicamentosa em odontologia. artes medicas. . A..E.

Actinomyces sp. Guanabara Koogan. Ferreira.B. Bacilos Gram (+) Lactobadllus sp.. Bacteroides sp. Farmacologia Clínica para Dentístas. M. Prevotella melaninogenica Treponema sp Wanmacher. Bifidobacterium sp.FLORA ORAL RESIDENTE AERÓBIAS (FACULTATIVAS) Cocos Gram (+) Streptococcus sp.. Bacilos Gram (+) Eubacterium. Proprionibacterium acnes Cocos Gram (—) Veilonella Bacilos Gram (-) Fusobacterium sp. Corynebacterium ANAERÓBIAS (ESTRITAS) Cocos Gram (+) Peptostreptococcus sp. L. ..C. Campylobacter.2 Ed. Leptotrichia Selenomonas sp.

98:398-408) . (Oral Surg Oral Med Oral Pathol Oral Radiol Endod 2004.ANAERÓBIOS CLINICAMENTE IMPORTANTES Cocos Gram + Peptostreptococcus anaerobius Peptosteptococcus micros Micromonas micros Bacilos Gram - Porphyromonas endodontalis Porphyromonas gengivalis Prevotella Intermedia/negrescens Prevotella melaninogênica Fusobacterium nucleatum Fusobacterium necrophorum Stefanopoulos and Kolokotronis.

p.V.V.I • P.CONTROLE DA INFECÇÃO BUCO DENTÁRIA ANTI-SÉPTICOS Iodopovidona – P.P.2% AGUA MENTOLADA q. 500 ml Dias de Andrade. Aquosa c/ 1% iodo ativo • Clorexidina Digluconato de clorexidina 0. Terapêutica medicamentosa em odontologia.P.I 10% sol.s. 1999 .

Infecção odontogênica oral e maxilofacial.TRATAMENTO DAS INFECÇÕES BUCO-DENTÁRIAS PRINCÍPIOS BÁSICOS • Drenagem cirúrgica • Antibioticoterapia • Remoção da causa Wladmir Cortese. 1995 .

ANTIMICROBIANOS ESPECIALIDADES FARMACÊUTICAS .

PENICILINAS H2 C R O O C H2 R R H NH S N CH3 CH3 H HOOC R CH NH 2 O R CH NH 2 HO .

PENICILINAS CURTO ESPECTRO LARGO ESPECTRO • Amoxicilina • Ampicilina BENZILPENICILINAS • Penicilina G cristalina • Penicilina G procaína • Carbenicilina • Ticarcilina • Piperacilina • Azlocilina • Penicilina G benzatina • Penicilina V • Oxacilina • Dicloxacilina • Mezlocilina .

30% absorção • Concentração máx. Ed. PENICILINA G POTÁSSICA CRISTALINA) • Oral → 20 . Guanabara K . A. 15 – 30 min • Ligação com albumina – 60% • Eliminação 60 – 90% (renal) → 1 hora • Administração: IV Korolkovas. Dicionário Terapêutico Guanabara.PENICILINAS NATURAIS PENICILINA G CRISTALINA (MEGAPEN ®. 2005/2006.

Ed. PENICILINA G POTÁSSICA DOSE (mg) ADULTO 6 a 20 milhões de UI/dia CRIANÇA 25.PENICILINA G CRISTALINA CRISTALINA MEGAPEM ® . Dicionário Terapêutico Guanabara. 2005/2006.000UI/kg/dia VIA IV INTERVALO (H) 4/6 PICO SÉRICO(µ/ml) 0.10.15 IV 4/6 Korolkovas. Guanabara Koogan. A. .000 a 100.

2005/2006. Ed. Guanabara Koogan . O. A.000 UI (750mg) • Permanece no soro até 30 dias • Uso exclusivamente IM INDICAÇÕES • Profilaxia cardiopatia reumática • Amigdalite estreptocócica • Erisipela Korolkovas.1 mg/ml (platô) → 24H após dose de 1.200.PENICILINAS NATURAIS PENICILINA G BENZATINA (BENZETACIL ®) • Nível sérico máx. Dicionário Terapêutico Guanabara.

2005/2006. Dicionário Terapêutico Guanabara. .PENICILINA G CRISTALINA BENZATINA (BENZETACIL ®) DOSE (mg) ADULTO 800. Korolkovas.000 UI/kg/dia IM 12/12h ou 24/24h. A. Ed. Guanabara Koogan.000 UI VIA IM INTERVALO (H) 12/12 ou 24/24 CRIANÇA 25.000 a 50.

dor-de-cotovelo Tem dor em tudo que é lugar Dor de barriga. queimação Tem a dor-de-facão Mais conhecida por ―de veado‖ Calo. deita. entrega a Deus e amém . ai… Esparadrapo. espera. sal de frutas. enxaqueca. não tem Nenhum remédio pra essa dor maldita Vira. mas vai melhorar. tenta esquecer Mas na verdade tenho que dizer Tem uma dor tão vil Que dói só de pensar Você não sabe amigo o que é levar Um Benzetacil naquele lugar Ai. gelo Boldo. nó. calminex. febre Cólica. ai. sinusite. tostão ou dor muscular E bico-de-papagaio Dor de cabeça. porque Pra toda dor existe um bom remédio Toma. cafuné de mãe. asia. abaixa as calça.Benzetacil João Bosco & Francisco Bosco Tem dor de dente.

000 UI) • A presença de alimento não altera a absorção Korolkovas. Ed. Guanabara Koogan.PENICILINA V (PEN VÊ ORAL® MERACILINA®) • • Via de administração – oral Biossintética em UI • Apresentação • Taxa de absorção 60% (10 a 60 minutos) após uma dose oral de 500 mg (800 . Dicionário Terapêutico Guanabara. 2005/2006. . A.

. Dicionário Terapêutico Guanabara.PENICILINA V (PEN VÊ ORAL® MERACILINA®) DOSE (mg) VIA INTERVALO(h) PICO SÉRICO(µ/ml) MEIAVIDA(h) ADULTO 500 mg (800. A. Ed. Guanabara Koogan.30 ORAL 6 Korolkovas.3.5 .000 UI) CRIANÇA 25-50 mg Kg/peso ORAL 4/6 1.0 1. 2005/2006.

Ed. Guanabara Koogan. Dicionário Terapêutico Guanabara.IV. A.exantemas • Anovulatórios • Interferem com alimento Korolkovas. .IM • Sintética • Menor absorção gastrintestinal INTERAÇÕES • Alopurinol. 2005/2006.AMPICILINA (AMPLACILINA® BINOTAL®) • Via de administração – Oral.

2005/2006. Dicionário Terapêutico Guanabara. A. Ed.AMPICILINA DOSE (AMPLACILINA® BINOTAL®) VIA VO IV IM INTERVALO(H) 6 4-6 4-6 VIA PICO SÉRICO 1. Guanabara Koogan.5-3. .0 10 10 MEIA-VIDA(H) 1.30 ADULTO 500mg ADULTO 500mg (4 -12 g/dia) ADULTO 1g DOSE INTERVALO(H) CRIANÇA >20Kg 250-500mg CRIANÇA <20Kg 8-16mg/Kg ORAL 6 Korolkovas.

Ed. A.AMOXICILINA (AMOXIL® HICONCIL® NOVOCILIN® AMOXIL BD 750 mg® FLEMOXON SOLUTAB 750mg® NOVAMOX® CLAVULIN® CLAVULIN BD 875mg® CLAVULIN BD 400mg SUSPENSÃO®) Via de administração – oral Mais completamente absorvida (tgi) Presença de alimentos não influi na absorção Causa menor incidência de diarréia INTERAÇÕES Alopurinol.exantemas Anovulatórios Digoxina Probenecida Amoxicilina + metronidazol Korolkovas. Dicionário Terapêutico Guanabara. 2005/2006. Guanabara Kooga .

0 Korolkovas. Ed. 2005/2006. Dicionário Terapêutico Guanabara.0 1 875 mg 750 mg VO VO 12 12 4.AMOXICILINA (AMOXIL® HICONCIL® NOVOCILIN® AMOXIL BD 750 mg® FLEMOXON SOLUTAB 750mg® NOVAMOX® CLAVULIN® CLAVULIN BD 875mg® CLAVULIN BD 400mg SUSPENSÃO®) DOSE (mg) VIA INTERVALO(H) PICO SÉRICO(µ/ml) MEIA-VIDA(h) ADULTO 500mg VO 6-8 4. Guanabara Koogan. A.0 Criança 20-40 mg/Kg VO 8 4. .

AMOXICILINA Vantagens da Amoxicilina AMPICILINA • Concentrações plasmáticas maiores e mais efetivas • Absorção não interfere com alimentos • Menor incidência de efeitos adversos • Maior adesão do paciente ao tratamento .

Guanabara Koogan. A. Dicionário Terapêutico Guanabara. . 2005/2006.CEFALOSPORINAS CEFALOSPORINAS DE 1ª GERAÇÃO:     CEFALOSPORINAS DE 2ª GERAÇÃO: CEFAMANDOL CEFUROXIMA CEFALEXINA: VO CEFADROXILA: VO CEFALOTINA: EV CEFAZOLINA: EV/ IM CEFALOSPORINAS DE 3ª GERAÇÃO: CEFONICIDE CEFORANIDE CEFACLOR CEFPROZIL CEFTRIAXONA: IM/ EV CEFOTAXIMA: EV CEFODIZIMA: IM/ EV CEFETAMET: VO CEFIXIMA: VO CEFPODOXIMA: VO CEFOPERAZONA: EV CEFTAZIDIMA: EV LORACARBEFE CEFPODOXIME CEFALOSPORINAS DE 4ª GERAÇÃO: CEFEPIMA: IM/ EV CEFPIROMA: IM/ EV Korolkovas. Ed.

IM Espectro pouco mais amplo que a penicilina Penicilinase resistente Efeitos adversos: nefrotóxico. .IV. colite pseudo membranosa (4ª geração) Alergia cruzada c/ penicilina (10 – 15%) Korolkovas. 2005/2006. Guanabara Koogan.CEFALOSPORINAS (KEFLEX® KEFLIN NEUTRO® KEFAZOL®) Via de administração – ORAL. A. Dicionário Terapêutico Guanabara. Ed.

Ed.CEFALOSPORINAS (KEFLEX® KEFLIN NEUTRO® KEFAZOL®) AGENTE CEFALEXINA CEFALOTINA CEFAZOLINA DOSE (mg) 250-500 mg 5OOmg-1g 50Omg-1g VIA ORAL INTERVALO(H) PICO SÉRICO µg/mL 13 6 4-6 6-8 2O 1O IM IV-IM Korolkovas. A. 2005/2006. . Dicionário Terapêutico Guanabara. Guanabara Koogan.

A.MACROLÍDEOS ERITROMICINA CLARITROMICINA ROXTROMICINA AZITROMICINA Korolkovas. . Dicionário Terapêutico Guanabara. Guanabara Koogan. 2005/2006. Ed.

. 2005/2006.estolato • Distúrbios gastrintestinais • Icterícia lactantes Korolkovas. Ed. Guanabara Koogan.Etilsuccinato EFEITOS ADVERSOS • Hepatite colestática .MACROLÍDEOS • Via de administração – oral • Bacteriostáticos (bloquear a união do tRNA) • Formas – Estolato – Estearato . A. Dicionário Terapêutico Guanabara.

Ed.INTERAÇÕES • Teofilina (Codrinan®) • Anticoagulantes • Carbamazepina (Tegretol® ) • Digoxina (Lanoxin®) • Ciclosporina (Cyclosporin®) Korolkovas. A. .ERITROMICINA . 2005/2006. Guanabara Koogan. Dicionário Terapêutico Guanabara.

Guanabara Koogan. A. . Ed.ERITROMICINA ESTEARATO DOSE (mg) A:250-500 mg C:125-250 mg VIA ORAL (PANTOMOCINA®) INTERVALO(H) 6 ERITROMICINA ESTOLATO DOSE (mg) A:250-500 mg C:125-250 mg VIA ORAL (ILOSONE®) INTERVALO(H) 6 Korolkovas. 2005/2006. Dicionário Terapêutico Guanabara.

CLARITROMICINA DOSE (mg) A:250-500 mg (KLARICID®) VIA ORAL INTERVALO(H) A:500mg/10mL C:125-250 mg IV ORAL 12 ROXITROMICINA DOSE (mg) A: 150-150-300 mg (ROTRAN® RULID® ) VIA ORAL INTERVALO(H) C: 5-8 mg/Kg/dia ORAL 12 .

Dicionário Terapêutico Guanabara. Guanabara Koogan. Ed. . A.AZITROMICINA (ZITROMAX®. AZITRAX®) DOSE (mg) A: 500 mg C:10 mg/Kg/peso/dia VIA INTERVALO(H) ORAL 24 Por três dias Korolkovas. 2005/2006.

.CLINDAMICINA (DALACIN C ®) • Via de administração – Oral.IM • Bacteriostático (inibe a síntese protéica) • Alta penetrabilidade em leucócitos • Infecções Mandibilares (Prevotella melaninogênica) • Angina de ludwig CONTRA-INDICADO EM GESTANTES E LACTANTES EFEITOS ADVERSOS • Diarréia • Colite pseudomembranosa (Clostridium difficili) • Disgeusia (alteração do paladar).

3 mg/Kg/dia ORAL IV/IM ORAL IV 6 8 8-6 8 .CLINDAMICINA DOSE (mg) (DALACIN C ®) VIA INTERVALO(H) A:150-300 mg A:600mg C: 8-20 mg/Kg/Peso C: 6.6 – 13.

METRONIDAZOL (FLAGYL ® FLAGYL 400® FLAGYL PRDIATRICO®) • Via de administração – oral – IM .IV • Bactericida (inibição e degradação do DNA) • Ativo contra gram – negativos • Pericoronarites e Angina de ludwig / associada c/penicilinas CONTRA-INDICADO EM GESTANTES E LACTANTES EFEITOS ADVERSOS •Gosto metálico • Dor estomacal e vômitos • Efeito do tipo dissulfiran c/ álcool • Anticoagulantes orais .

400 mg C:7.5mg/Kg/Peso ORAL ORAL 8 8 .METRONIDAZOL (FLAGYL ® FLAGYL 400® FLAGYL PRDIATRICO®) DOSE (mg) VIA INTERVALO(H) A:250 .

TETRACICLINA (CLORIDRATO DE TETRACICLINA ® VIBRAMICINA ® MINOMAX®) • Via de administração – Oral – IM • Bacteriostático ( inibidor ribossômico – RNA) • Ativo contra gram positivos e anaeróbios • Indicação → periodontite de evolução rápida EFEITOS ADVERSOS •Disturbios gastrintestinais • Fototoxicidade • Hepatotoxidade • Efeito sobre os tecidos calsificados • Contraceptivos CONTRA-INDICAÇÃO → GESTANTES E LACTANTES .

TETRACICLINA MINOMAX®) (CLORIDRATO DE TETRACICLINA ® VIBRAMICINA ® AGENTE DOSE (mg) VIA INTERVALO(H) TETRACICLINA MINOCICLINA DOXICICLINA 250 .300 mg 100mg 100 mg ORAL ORAL ORAL 6 12 12 .

Antiinflamatórios Não Hormonais (AINHs): Utilização Clínica .

Antiinflamatórios Não Hormonais Tradicionais
Conceito

 Representam um grupo heterogêneo de fármacos, de benefícios sintomáticos; embora a maioria sejam ácidos fracos, nem sempre são quimicamente relacionados. Altamente lipofílicos, compartilham mecanismos de ação, efeitos terapêuticos e, também, os riscos indesejáveis

Antiinflamatórios Não Hormonais
Classificação Química (I)
Ácidos Carboxílicos

Ácido Salicílico e ésteres Aspirina

Ácido Acético

Ácido Propiônico Cetoprofeno Naproxeno Ibuprofeno

Ácido Fenâmico

Ácido Fenilacético
Diclofenaco

Ácidos Carbo e Heterocíclico Indometacina Etodolac

Antiinflamatórios Não Hormonais
Classificação Química (II)
Ácidos Enólicos Não Acídicos

Coxibs

Pirazolonas

Oxicams

Nabumetona Nimesulida

Fenilbutazona

Meloxicam Piroxicam

Celecoxib Rofecoxib Valdecoxib Etoricoxib Parecoxib Lumiracoxib

Antiinflamatórios Não Hormonais  Os membros atuais da família Coxib. Rheumatology 39:935-8. nem substâncias lipofílicas* * Exceção: Lumiracoxib Wolheim FA. não podem ser considerados como AINHs pois quimicamente não são ácidos. 2000 .

Rheum Dis Clin North Am. BD & Abramson. 25:359-78. 1999. SB . Reprodutivo Feminino Trato Gastrintestinal Epitélio da mucosa Útero Ovário Epitélio intestinal Úlcera gástrica Ovulação Implantação do embrião Secreção de fluidos da mucosa Cicatrização das úlceras Golden. .Expressão Fisiológica da COX-2 TECIDO Rim EXPRESSÃO DA COX-2 Mácula densa Porção cortical ascendente da alça de Henle Células endoteliais Neurônios excitatórios cortical POSSÍVEL FUNÇÃO Regulação do volume intravascular Resposta a febre (?) Conexão dos neurônios Desenvolvimento do SNC Memória e aprendizado Diferenciação osteoclástica Regulação da remodelação do osso Adesão à matriz extracelular Resistência à apoptose Cérebro Osso Osteoblastos Câncer do colo Ap.

AINHs Considerados Mais Seletivos na Inibição de COXs (não consensual)     Meloxicam Nimesulide Etodolac Coxibs       Celecoxib Valdecoxib Rofecoxib Etoricoxib Parecoxib Lumiracoxib .

Fisiopatologia das COXs Ácido Araquidônico AINHs COX-1 Constitutiva Induzida COX-2 Induzida Constitutiva PGs ? PGs PGs Citoproteção GI Atividade plaquetária Função renal  Inflamação  Dor  Febre  Função renal Carcinogênese .

perfuração Plaquetas  Diminuição de agregação  Aumento do sangramento Hepático  Alterações enzimáticas Renal  Diminuição da filtração glomerular .Efeitos Adversos Tipicamente Associados aos AINHs Gastrintestinal  Dispepsia/dor  Úlceras  Sangramentos.

anemia aplástica  Cefaléia. meningite asséptica . polipose nasal.Efeitos Adversos Associados aos AINHs      Reações cutâneas de hipersensibilidade Asma. confusão mental. tontura. rinite Reação anafilática Efeito anticoagulante Agranulocitose.

AINHs Inibidores Seletivos de COX-2: A Meta é a Segurança Eficácia : similar a dos AINHs tradicionais Segurança/tolerância : superior a dos AINHs tradicionais  Maior segurança gastrintestinal demonstrada em estudos clínicos ○ especial significado na prática clínica (grupos de alto-risco)  Sem ações plaquetárias relevantes  Efeitos renais semelhantes aos dos demais AINHs ○ Edema ○ Hipertensão arterial .

Segurança Renal dos AINHs Os efeitos renais dos AINHs seletivos e não seletivos estão relacionados com seus mecanismos e suas doses. ao refletir a inibição da COX-2 Seja cuidadoso em pacientes com retenção hídrica. hipertensão arterial ou insuficiência cardíaca Todos estão associados com baixa e variável incidência de hipertensão e de edema  A maioria dos eventos renais são de pouco significado clínico  A interrupção do tratamento por hipertensão e/ou edema é pequena  A maioria dos casos pode ser resolvida com a continuação do tratamento Diminuição da taxa de filtração glomerular é rara e. freqüentemente. reversível com a suspensão do tratamento .

Rio de Janeiro.F. A.Guanabara Koogan.3ª Ed.C.H.Guanabara Koogan.S. Pancast. Rio de Janeiro. . 1999 KOROLKOVAS.São Paulo: ed. FERREIRAM. 1990  Bibliografia Complementar: MALAMED. Rio de Janeiro.. Técnica Exodôntica . Guanabara Koogan. Ed.Guanabara Koogan 2ª Ed. 2005. 2005 MARZOLA.B. 2005/2006 . E.T. M. . 5ª Ed. 2000 GRAZIANI. Dicionário Terapêutico Guanabara. 4ª Ed.. Cirurgia Bucomaxilofacial. 2005 WANNMACER. Cirurgia Oral e Maxilofacial Contemporânea. Farmacologia Clínica para Dentistas . Elsevier. Manual de Anestesia Local. L. C.Bibliografia:  Bibliografia Básica: PETERSON.

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a ciência duvida” (Voltaire) .Uso Racional de Medicamentos ‘’A ignorância afirma ou nega veementemente.

 FIM !!! .