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MANUAL TÉCNICO

ÍNDICE

CONTEÚDO
BT-01 - O que é um Ventilador - Terminologia de Definição de Ventiladores BT-02- Leis dos Ventiladores BT-03 - Curvas de Desempenho de um Ventilador Curvas de Resistência do Sistema Instabilidade do Sistema, instabilidade do Ventilador e Paralelismo BT-04 - Tipos de Ventiladores BT-05 - Seleção de Ventiladores Selecionando o tipo de Ventilador Requisitos de uma Consulta de Ventilador BT-06 - Efeitos no Sistema na Aspiração do Ventilador Efeitos no Sistema na Descarga do Ventilador BT-07 - Vida dos Rolamentos dos Ventiladores BT-08 - Características dos Sistemas de Ventilação dos Ventiladores BT-09 - Desbalanceamento Residual Permissível BT-10 - Cálculo da Potência Sonora do Ventilador BT-11 - Modulação do Desempenho do Ventilador BT-12 - Arranjos de Ventiladores BT-13 - Rotação Crática dos Eixos BT-14 - Torque de Partida do Ventilador BT-15 - Fundamentos de Ruído BT-16 - Efeitos do Sistema na Aplicação de Ventiladores Industriais

Total de Págs.
4 7

5 4

5

7 2 3 3 3 4 7 4 3 10 6

2

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

O QUE É UM VENTILADOR
m ventilador é uma máquina que produz fluxo de gás com duas ou mais pás fixadas a um eixo rotativo. Os ventiladores convertem a energia mecânica rotacional, aplicada aos seus eixos, em aumento de pressão total do gás em movimento. Esta conversão é obtida através da alteração do momento do fluido. Os códigos de teste de potência da Sociedade Americana de Engenheiros Mecânicos (ASME) limitam a definição de ventilador a máquinas que aumentam a densidade do gás em no máximo 7% à medida que percorre o trajeto desde a aspiração até a descarga. Este é um aumento de aproximadamente 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água) com base no ar padrão. Para pressões superiores a 7.620 Pa (762 milímetros de coluna d´água), o dispositivo de movimentação do ar é um compressor ou soprador. Existem muitas outras definições, com limites de pressão distintos, sendo que o Brasil não adota, oficialmente, nenhuma especificamente.

U

Ventiladores para aquecimento, ventilação e ar condicionado, inclusive em sistemas de alta velocidade ou de alta pressão, raramente atingem mais que 2.500 - 3.000 Pa (250 a 300 mm de coluna de água). Há três componentes principais em um ventilador: o propulsor (também chamado de rotor), o meio de acioná-lo e a carcaça. Para prever com razoável exatidão o desempenho de um ventilador na instalação, um projetista deve saber: (a) Como o ventilador foi testado e qual procedimento (norma) foi seguido. (b) Os efeitos que o sistema de distribuição de ar terá no desempenho do ventilador. Ventiladores de tipos diferentes, ou ainda ventiladores do mesmo tipo fornecidos por fabricantes diferentes, não irão interagir com o sistema da mesma maneira.

TERMINOLOGIA E DEFINIÇÕES DOS VENTILADORES

A

Ar Padrão (Sistema Internacional) r seco a 20ºC e 101,325 kPa. Sob essas condições, o ar seco tem uma densidade de massa de 1,204 kg/m3.

Fig.1 - Pressão Atmosférica

Pressão Relativa - Coluna d’água (ca) É a medida de pressão acima da atmosférica expressa como a altura de uma coluna de água em mm (ou polegadas). A pressão atmosférica ao nível do mar iguala-se a 10.340 mm (407,1 polegadas) de água ou 10m (33,97 pés) de água (Fig 1). Pressão Estática (Pe) É a diferença entre a pressão absoluta em um determinado ponto em uma corrente de ar ou câmara pressurizada e a pressão absoluta da atmosfera ambiente, sendo positiva quando a pressão neste ponto estiver acima da pressão ambiente e negativa quando estiver abaixo. Atua igualmente em todas as direções, independente da velocidade do ar e é uma medida da energia potencial disponível em uma corrente de ar.
1-4

Vácuo 10.340 mm de coluna d’água ao nível do mar

Pressão Atmosférica

Água

BOLETIM TÉCNICO Nº 1

Pressão de Velocidade/Pressão Dinâmica É a pressão exigida para acelerar o ar da velocidade zero para alguma velocidade e é proporcional à energia cinética da corrente de ar. A pressão de velocidade apenas será exercida na direção do fluxo de ar e é sempre positiva (Fig 2). Pd = V 2 para ar padrão 1,3 Onde: Pd = pressão dinâmica em Pa V = velocidade em m/s Ou Pd = ( r V2 ) / 2g Onde: Pd = pressão dinâmica em mmca V = velocidade em m/s r = densidade de 1,204 kg/m3 g = acelereção da gravidade de 9,81 m/s2

Fig.2 - Pressão Dinâmica do Ventilador

Pressão Total

Pressão Dinâmica

Pressão Estática

Pressão Dinâmica = Pressão Total - Pressão Estática

Fig.3 - Pe, Pd e Pt num ponto

Pressão Total Soma algébrica da pressão dinâmica e estática. É uma medida da energia total disponível na corrente de ar. (Fig. 3) Pt=Pe+Pd Pressão Total do Ventilador Diferença algébrica entre a pressão total média na descarga do ventilador e a pressão total média na aspiração do ventilador. É a medida da energia mecânica total acrescentada ao ar ou gás pelo ventilador. A Fig. 4 mostra como isto é medido.

Pe Pe Pe Pe
Pd

Pe
Pt

Pe

Fig.4 - Pressão Total do Ventilador

Tubo de Impacto Ventilador

Vazão (Q) É a quantidade de ar ou gás, em volume, movimentada pelo ventilador na unidade de tempo, portanto independente da densidade do ar. A unidade usual é m3/h, mas no SI o correto é utilizar m3/s.
Pt Tubo de Impacto

Fluxo de Ar

2-4

020 ht Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/s Pt = pressão total em Pa Pabs = potência em kW Fig.6 . 5) é uma grandeza usada na medição do desempenho de ventiladores e não pode ser medida diretamente.5 . Observa-se que não é a diferença entre a pressão estática na descarga e a pressão estática na aspiração. Pe=0 Pe ht = Q x Pt 270.000 ht Pe Onde: ht = rendimento total do ventilador Q = vazão em m3/h Pt = pressão total em mmca Pabs = potência em cv Q Rendimento Estático (he) É a potência estática dividida pela potência absorvida do ventilador. acessórios e quaisquer outras exigências de potência além do suprimento de força do ventilador. É a pressão total do ventilador menos a pressão dinâmica correspondente à velocidade média do ar na descarga do ventilador. Potência Absorvida pelo ventilador (Pabs) É a potência real que um ventilador requer para mover um dado volume de ar a uma determinada pressão. Fig. Fig.000 x Pabs Rendimento Total (ht) Também chamado de rendimento mecânico. isto é.Pressão Estática do Ventilador Tubo Estático Ventilador Fluxo de Ar Pe Tubo de Impacto Pabs = Q x Pt 1. ou simplesmente rendimento.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática do Ventilador A pressão estática do ventilador (Fig.Descarga Livre he = Saída de Força Suprimentos de Força = Q x Pe 270.Pressão Estática com Vazão Nula Ou Pabs = Q x Pt 270. não é a pressão estática do sistema externo.000 x Pabs Q 3-4 .7. Pode incluir a potência absorvida por correias em V. É a razão da saída de potência sobre o suprimento de potência.

otam.com. Condição de descarga livre Nesta condição de operação a pressão estática através do ventilador é zero.1264 Caixa Postal 7056 .8 . no qual um ventilador irá operar satisfatoriamente. 8) O intervalo de aplicação típica para ventiladores centrífugos com pás voltadas para a frente é de 30% a 80% da vazão máxima. Velocidade Periférica (Vp) É igual a circunferência do rotor multiplicada pela RPM do ventilador e é expressa em m/s. determinado pelo fabricante.9 . (Fig. e a vazão é máxima.BOLETIM TÉCNICO Nº 1 Pressão Estática com vazão nula Condição de operação em que a descarga do ventilador encontra-se completamente fechada.br 4-4 . resultando em nenhum fluxo de ar.) Vp = Onde : D = diâmetro do rotor em metros N = velocidade em RPM Pressão Estática Fig.5566 .CEP: 91150-010 . (Fig. (Fig 7). para ventiladores inclinados para trás é de 40% a 85% da vazão máxima e para ventiladores com pás radiais de 35% a 80% da vazão máxima.Velocidade Periférica D RPM p x DN 60 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av.Fax: (51) 3364.br www.Porto Alegre . Bitencourt. 6). 1501 Fone: (51) 3364.RS e-mail: comercial@otam.Intervalo de Aplicação Intervalo de Aplicação 0 Q Fig. (Fig. Intervalo de Aplicação É o intervalo de vazões e pressões de operação.com. Francisco S. 9.

Mudança na RPM P @ N2 Curva do Sistema P2 1 P @ N1 P1 Q1 Q2 D x (N N ( (D ( 2 1 2 1 2 2 1 2 1 2 1 2 1 3 D d x x (N N ( (D ( (d ( 2 1 2 1 2 D d x x (N N ( (D ( (d ( 3 5 . É importante observar-se. é possível prever com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras velocidades e densidades diferentes daquelas do teste de desempenho original. devemos considerar as leis para ventiladores aplicadas a uma mudança apenas na rotação (sistema constante) em determinado ventilador e em determinado sistema utilizando ar numa dada densidade. estática ou dinâmica) d=densidade do gás N=rotação do ventilador D=diâmetro do rotor W=potência do ventilador 1-7 Intervalo de Aplicação N Mudanças na Rotação do Ventilador Primeiramente. Felizmente.1 . 1) Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 (N N( 2 1 ( ( N2 N1 2 1 2 (N N( 3 O rendimento não é alterado.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 LEIS DOS VENTILADORES ão é exeqüível testar o desempenho de cada tamanho de ventilador de uma linha de um fabricante. pressão e potência de um ventilador quando o seu tamanho. entretanto. Elas não podem ser usadas para prever outros pontos nesta curva característica. (Fig. entretanto. Nem tampouco é possível simular cada densidade do ar de aspiração que pode ser encontrada. Fig. de acordo com o uso das Leis dos Ventiladores. em todas as velocidades às quais ele pode ser aplicado. as leis dos ventiladores calculam o novo ponto de operação do ventilador dentro da curva de mesmo rendimento. Estas Leis são mais freqüentemente usadas para calcular mudanças na vazão. As Leis dos Ventiladores serão exatas para ventiladores com proporcionalidade geométrica. velocidade ou densidade do gás forem alterados. Equações das leis dos ventiladores: Q 2= Q 1 x P2 = P1 x W= W1 x 2 Onde: Q=vazão P = pressão (total. ou seja. um desempenho levemente melhor é normalmente obtido quando for projetado a partir de um determinado tamanho de ventilador para um tamanho maior. uma vez que as tolerâncias normalmente não são proporcionais. que essas Leis se aplicam a um determinado ponto de operação segundo a característica do ventilador.

3 .) Fig. Ventilador D1 3 P1 Q1 Q2 Mudanças na densidade do ar A seguir. com rotação. sendo que três leis se aplicam a esta situação. (Fig 2. densidade de ar e proporções do ventilador constantes e um ponto de operação fixo. porém baseando-se na rotação do ventilador. considera-se o efeito da mudança na densidade do ar sobre o desempenho do ventilador.2 . As Leis dos Ventiladores também referem-se a mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador. 2-7 . (Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Mudanças no Tamanho do Ventilador As Leis dos Ventiladores contêm mudanças no desempenho devido a mudanças proporcionais no tamanho do ventilador.Mudança no Diâmentro do Rotor (velocidade periférica constante) Q 2= Q 1 x 1 (W W( D Q x( ( D 2 1 2 1 Ventilador D2 2 P2 = P1 D N2= N 1 x 1 D2 ( ( P1 =P 2 Ventilador D1 2 São usadas principalmente por projetistas de ventiladores e raramente têm aplicação na seleção ou aplicação dos equipamentos. densidade do ar e proporções do ventilador contantes e ponto de operação fixo. 3) Q 2= Q 1 x Q1 Q2 ( ( D2 D1 3 Fig. baseando-se numa velocidade periférica constante.Mudança no Diâmetro do Rotor (rotação constante) D P 2= P 1 x 2 D1 W= W1 x 2 D2 D1 ( ( 2 Ventilador D2 5 ( ( P2 Geralmente são usadas pelos fabricantes de ventiladores para gerar dados quanto ao desempenho para "famílias" de ventiladores geometricamente proporcionados.

5 . Um ventilador é uma máquina de volume constante e produzirá a mesma vazão independentemente da densidade do ar. 5) com pressão.6 . sistema constante e tamanho fixo do ventilador. Fig. A vazão do ventilador (Q) não será alterada em virtude da densidade. Fig.Efeito da Mudança na Densidade (vazão constante) Ventilador D2 P = P1 x 2 P1 x (W W( 2 1 2 1 P2 P1 (d d ( Ventilador D1 3 Q 2= Q 1 Q1 Q2 As Leis dos Ventiladores (Fig. sistema.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Leis dos Ventiladores (Fig. S Si m ste ad 1 Q2 Q1 (N N( P = Q x( ( P d = Q x( ( d d W= W x( ( d Q 2= Q 1 x 1 2 1 2 1 1 2 1 1 2 2 1 Fig. Rotação do ventilador variável. 6) para vazão constante.4 . usando as tabelas de catálogo dos ventiladores que se baseiam em ar padrão. tamanho do ventilador e rotação constantes. Rotação variável.Mudança na Densidade (vazão constante) Sistema @ d1 2 P @ d2 e N 2 P2 As Leis dos Ventiladores das figuras 4 e 6 são a base para selecionar ventiladores que não os de densidade de ar padrão. sistema e tamanho do ventilador constantes. P @ d1 e N1 P1 6 Si Q1 st em a @ d2 Q2 3-7 .Mudança na Densidade (pressão estática constante) Q 2= Q 1 x 1 (N N( W = Q x( ( W d = Q x( ( d 2 1 2 1 1 2 1 P @ d1 P @ d2 P1 = P2 5 em ist ad 2 = P1 P 2 As Leis dos Ventiladores (Fig. 4) com volume.

000) = 679 RPM N P2 = P1 x 2 N1 Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 2 ( ( (N N( 2 1 =500 x (679/600) = 640Pa 3 2 = 3. Está liberando 3.84) = 3. Está liberando 19.50 kW.000 m³/h nas condições padrão.280/2.300 m³/h W= W1 x 2 P2 = P1 x 3 ( ( N2 N1 = 300 x (3.42 kW Fig.714 RPM 440 P 300 19 21.50 kW 640 P 500 Curvas kW Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 2.280 rpm 1/ 3 = 600 x (21.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. A fim de aumentar a vazão de ar para 21.0/2. 2 Um ventilador está operando a uma velocidade de 2.280/2.560 m³/h e requer 2. Para manusear uma carga térmica de ar condicionado maior que a planejada originalmente.500/19.715) = 440Pa 2 =6.8 .300 4-7 .715 x (5.7 .715 rpm a uma temperatura de 20ºC contra uma pressão estática de 300 Pa.560 4.5 Q x 10 3 3.50 x (679/600) = 9.42 kW 600 RPM 6.Mudança na RPM 3. quais são os novos valores para a rotação do ventilador. mais ar se faz necessário. 1 Um ventilador para ar condicionado está operando a uma velocidade de 600 rpm contra uma pressão estática de 500 Pa e exigindo potência de 6.84 kW.560 x (3.715) = 4. Qual é a capacidade máxima que se pode chegar no seu sistema com o motor 5 kW existente? Qual é o aumento de rotação permitido? Qual será a vazão e qual será a pressão estática sob as novas condições? Q 2= Q 1 x (N N( 2 1 N 2= N 1 x (W W( 2 1 1/ 3 Q N 2= N 1 x 2 Q1 ( ( 2 = 2. Um motor de 5 kW está alimentando o ventilador.500 m³/h. O sistema está com pouca capacidade porém o proprietário não quer gastar dinheiro para mudar o motor.280 RPM Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 679 RPM 9.Mudança na RPM Fig. a pressão estática e a potência? Exemplo No.

53 x (800/400) = 29. a pressão estática.000 Q 2= Q 1 x (D D( 2 1 3 = 7.620 m³/h P 2= P 1 x (d d ( 2 1 Vp = Vp x D2 1 2 D1 ( ( = 250 x (1.2 kW Estas. 5-7 . a partir de um teste em um único ventilador em uma única velocidade. mais as equações do exemplo 1.9 x (1.750 62.000 m³/h 3 Exemplo No.620 m³/h a 116ºC contra uma pressão estática de 250 Pa.64 kW 5 Q 2= Q 1 =18.9 .53 m/s) e 1. a potência e a velocidade periférica (Vp) para um ventilador de 800 mm na mesma rotação? Fig.Mudança no Diâmetro 800 Curvas do Ventilador P 400 400 100 7. Em um ponto de operação. Qual será a vazão projetada.9) = 335 Pa = 14.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Exemplo No. 3 Um fabricante de ventiladores deseja projetar os dados obtidos por um ventilador de 400 mm de diâmetro para um ventilador de 800 mm de diâmetro. para muitos diâmetros e rotações.2/0. Está operando a 796 rpm e requer 9.9) = 13.77 x (800/400) = 56.750 x (800/400) = 62.750 m³/h a 20ºC contra uma pressão estática de 100 Pa.06 m/s W2= W1 x (d d ( 2 1 = 9. o que acontece com a pressão estática e a potência absorvida pelo ventilador? Densidade do ar de 20ºC = 1.2 kg/m3 Densidade do ar de 116ºC = 0.9 kg/m3 D P 2= P 1 x 2 D1 ( ( 2 = 100 x (800/400) = 400 Pa 2 W2= W1 x (D D( 2 1 5 = 1. são as leis usadas para projetar dados de catálogo.2/0. 4 Um ventilador aspirando ar de um forno está entregando 18. o ventilador de 400 mm entrega 7.90 kW. Presumindo-se que o forno perca seu calor e o ar seja de 20ºC. Isto requer 694 rpm (velocidade periférica = 14.77 kW.

120 RPM 49°C & 1000 1.620 Q 15.11 Mudança na Densidade 20°C 116°C 20°C 335 P 250 Curvas do Ventilador Curvas do Sistema Ar Padrão 1. Usando-se as Leis dos Ventiladores 4 (Fig. Determine a rotação do ventilador e sua potência. veremos que.120 rpm.88 P =P x std real (d d ( real std = 200 x 0. com temperatura de 49ºC e a uma altitude de 300 m.88 = 176 Pa. 5 Um engenheiro especifica que quer 15. mas uma vez que o ventilador está lidando com ar menos denso.10 . digamos 225 0. Usando-se a Lei para Ventiladores 6 (Fig. presuma que a condição de operação é a padrão para determinar a rotação e a potência no catálogo. 11): Para entrarmos nas tabelas dos ventiladores nos catálogos do fabricante que se baseiam no ar padrão.120 rpm.120 RPM 225 P 200 Ar Padrão Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 116°C 49°C & 1000 Q 18.07 x 0. a partir deste exemplo. Q = Q real x std Densidade Real = 0. Dessa forma. A potência exigida é de 8.4 ou 6). então: Wstd = Wreal x (d d ( real std = 8.07 kW.88 = 13. A partir de um gráfico de proporções de densidade do ar.400 m³/h P =P x std real (d d ( std real 200 = = 227 Pa. a qual estaria na temperatura de ar mais baixa esperada. devemos determinar a pressão estática que seria exigida com ar padrão. para entregar 15. A rotação está correta em 1.200 Este exemplo ilustra porque o motor do ventilador deve ser sempre selecionado na potência em densidade máxima.200 m³/h a uma pressão estática de 200 Pa.200 m³/h com 225 Pa. Exemplo No. serão necessárias 1. usando-se as Leis dos Ventiladores mostradas na Fig.Mudança na Densidade Fig.88 Densidade Standard (d d ( real std = 15. que a perda de carga do sistema varia diretamente com a densidade do ar. a potência e a pressão estática do catálogo serão corrigidas de acordo com a Lei para Ventiladores 6. (Dica: há duas maneiras de resolver este problema.1 kW Observe também.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 Fig.200 x 0. digamos 175 6-7 . 12): Neste caso. nós encontraríamos: A partir da tabela do catálogo do ventilador.88 = 7.

Q1 = Q 2 x (N N( 1 2 418 = 41.400 Q 15.BOLETIM TÉCNICO Nº 2 O ventilador irá entregar 13. permanecer a mesma. tal como um filtro absoluto.1264 Caixa Postal 7056 .120 RPM 49°C & 1000 988 RPM Ar Padrão 200 P Nreal = Nstd x (d d ( std real = 988/0.280 m³/h a uma pressão estática de 300 Pa. 1501 Fone: (51) 3364. vê-se que a velocidade teria que ser aumentada para 454 rpm e exigiria 18.1 kW Como era de se esperar. a pressão estática seria de 400 Pa se a capacidade.5566 . 13. porém uma resistência adicional de 100 Pa (baseada nas velocidades existentes) for colocada no sistema.Fax: (51) 3364.99 kW.otam. de acordo com a Lei para Ventiladores 6.6 kW ( ( ( ) 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av.400 m³/h com 175 Pa ao operar em 988 rpm. Esta nova seleção do ventilador deve ser reduzida à velocidade pré-determinada de 418 rpm ao longo da nova curva de resistência do duto usando-se a Lei para Ventiladores 1.br 7-7 . Bitencourt. aumentando a pressão estática requerida além da curva do ventilador catalogada pelo fabricante. 6 Presuma que um ventilador esteja trabalhando com 41. Francisco S. A partir da tabela de seleção do fabricante de ventiladores.com. no sistema de ventilação.7 x 454 = 14. A potência exigida é de 5.88 = 1.000 m³/h ( ) P1= P 2x ( ( 418 N1 = 400 x = 339 Pa 454 N2 2 ( ) 2 W1 = W2 x N1 N2 3 418 = 18.120 rpm Curvas do Ventilador Curvas do Sistema 175 Ar Padrão d =W x std W real std dreal ( ( 2 49°C & 1000 2 = 5.Mudança na Densidade 1.280 m³/h. obtemos: Fig. funcionando a 418 rpm e exigindo 14.RS e-mail: comercial@otam. Exemplo No.200 Este exemplo é útil naqueles casos em que uma resistência é adicionada.12 . Se a velocidade permanecer constante em 418 rpm. Corrigindo-se a rotação pela densidade. a resposta é a mesma em ambas as soluções.88) = 7. 41.55/(0.br www.55 kW.7 kW.CEP: 91150-010 .com.Porto Alegre .280 x 454 = 38.

1. para a pressão estática e potência absorvida versus o fluxo de ar. (AMCA). conduzidos de acordo com uma norma de teste apropriada. As "Leis dos Ventiladores" são usadas para determinar as características de desempenho e potência em outras rotações e tamanhos de ventilador. curvas de desempenho dos ventiladores devem ser desenvolvidas por seus fabricantes.Potência 3 hs 5 2 kW 4 3 1 Operando a 1. A densidade do gás (r). poucos tamanhos de ventilador e rotações são testados para determinar a capacidade de uma determinada "família" de ventiladores. normalmente. Esta curva normalmente cobre todo o intervalo desde a descarga livre (sem obstruções ao fluxo) até vazão zero (um sistema totalmente vedado sem nenhum fluxo de ar). Fig.000 RPM & 1.Curva de Desempenho de Ventilador 13 6 Pt Tamanho 560 Diâmetro do rotor/ventilador de 560mm 12 11 10 5 Pe 9 8 4 Pressão.2 kg/m³ de densidade 2 1 0 0 1 2 3 4 5 6 1-5 0 7 8 9 10 Vazão. conforme o mencionado anteriormente.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVAS DE DESEMPENHO DE UM VENTILADOR ma vez que cada tipo e tamanho de ventilador tem características diferentes. que raramente existem na prática.m³/h x 1000 Rendimento % 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 . Pressão Estática Pe Pressão Total Pt Potência cv Rendimento Estático do Ventilador hs Rendimento Total do Ventilador ht U Uma curva típica de desempenho de um ventilador encontra-se na Fig. as curvas de desempenho. Uma curva de desempenho de um ventilador é uma representação gráfica de seu desempenho. P ht 7 6 kW . Uma ou mais das seguintes características podem ser representadas graficamente em função da vazão (Q). É importante observar-se que as condições de fluxo do setup do teste requerido pelas normas da AMCA são praticamente ideais. Q . 1. o tamanho do ventilador e a rotação (N) são geralmente constantes durante toda a curva e devem ser expressados. como por exemplo as normas da Air Movement and Control Association International Inc. Por este motivo. são as obtidas sob condições ideais. Geralmente. estas curvas são determinadas por testes de laboratório.

Diminuição do Fluxo de Ar Pe @ Q projeto Incremento de Pe Pe Curva do Ventilador Curva Real do Sistema Curva de Projeto Redução de Q Q . 2) é simplesmente uma representação gráfica da pressão exigida para mover o ar pelo sistema. etc.000 1 Pe ¹ ¹ ( ) ( ) Fig. dampers e dutos. A curva de resistência do sistema (Fig. a vazão também está abaixo ou acima das exigências do projeto. serpentinas. ou quando os dampers de saída têm a sua posição alterada. Ponto de Operação O ponto de operação (Fig.Variações do Projeto . ou seja. no entanto.000 m3/h com uma resistência total de 100 Pa. 4 mostra porque esta conclusão é completamente inválida. o volume de ar é reduzido e a pressão estática é aumentada. 4 que o sistema real tem uma perda de pressão maior do que a prevista no projeto. O formato da curva de potência resultaria tipicamente em uma redução da potência absorvida. 2. as serpentinas começam a condensar umidade. Esta curva modifica-se.. a resistência aumentará para 400 Pa. Tipicamente. Por exemplo. Se a resistência do sistema projetada não for a mesma que a resistência no sistema instalado. 2 .000 = Q 1. Observe na Fig.3) no qual o ventilador e o sistema irão funcionar é determinado pela intersecção da curva de resistência do sistema e a curva de desempenho do ventilador.Curva de Resistência do Sistema 400 300 200 100 0 0 1000 Q 2000 ² 4 Pe Q ² ² = ² = 2.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 CURVA DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA resistência do sistema é a soma total de todas as perdas de pressão através dos filtros.Ponto de Operação Ponto de operação Potência absorvida e Pressão estática Curva do Sistema Curva da Potência Curva do Ventilador Q Fig. Freqüentemente erra-se ao tomar a leitura da pressão estática do ventilador e concluir que. sem nenhuma alteração nas regulagens dos dampers. 2-5 Pe A Fig. a resistência do sistema varia conforme o quadrado do volume de ar (Q). A curva de resistência para qualquer sistema é representada por uma curva simples. a medida em que os filtros sobrecarregam-se de sujeira. Para sistemas fixos. e não a falhas do ventilador ou do motor. A Fig. a RPM seria então aumentada e mais potência seria necessária para atingir a vazão desejada. Portanto. isto deve-se a uma mudança na resistência do sistema. considere um sistema trabalhando com 1. 4 . Se Q for duplicado. Em muitos casos onde há uma diferença entre a capacidade do ventilador calculada e a real. Observe que todo ventilador opera apenas ao longo da sua curva de desempenho. 3 . se estiver abaixo ou acima das exigências do projeto. o ponto de operação irá mudar e os valores de pressão estática e vazão não serão iguais ao calculado. conforme mostrado pelo quadrado do valor da razão dada na Fig.

Enquanto a magnitude da instabilidade varia para tipos diferentes de ventiladores. Instabilidade do Ventilador A instabilidade do ventilador é diferente da instabilidade do sistema. desenvolvendo cerca de 600 Pa de pressão estática total poderá ter flutuação de pressão de 60 Pa. aerofólio e radiais. o ponto de pressão mínima ocorre no centro de rotação do rotor e a pressão máxima ocorre na descarga do rotor. o ponto de operação pode estar num intervalo de vazões e pressões estáticas. Esta situação não ocorre com ventiladores com pás voltadas para trás (Limit load). Se o rotor não estivesse girando e esta pressão diferencial existisse. 3 como flutuação no volume de ar e na pressão. elas podem ou não ocorrer ao mesmo tempo (Fig.2 . pulsação ou bombeamento.Instabilidade do Sistema Instabilidade do sistema é possível Pe Q Fig. o fluxo seria do ponto de mais alta pressão até o ponto de mais baixa pressão. esta situação pode ocorrer com um ventilador centrífugo com pás curvadas para a frente (Sirocco) quando estiver operando conforme representado na Fig. quando a pressão estática máxima (vazão nula) for atingida. em maior ou menor grau. sobre um intervalo de vazões e pressões.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 INSTABILIDADE DO SISTEMA. Esta instabilidade pode ser ouvida e sentida. 2). O Fig. O ventilador de pás radiais é uma exceção notável. (2) Instabilidade do Ventilador e (3) Paralelismo. 1. Isto explica porque um ventilador grande com instabilidade é intolerável. Isto resultará em uma operação instável conhecida como instabilidade do sistema. e ocorre em quase todos os tipos de ventiladores. 3-5 . Para qualquer ventilador. Uma perda de sustentação aerodinâmica (stall) ocorrerá. INSTABILIDADE DO VENTILADOR E PARALELISMO s três principais motivos para um fluxo de ar instável em um sistema de ventilação são (1) Instabilidade do Sistema. Instabilidade do Sistema A instabilidade do sistema ocorre quando as curvas da resistência do sistema e do desempenho do ventilador não se cruzam num ponto único. Por exemplo. uma vez que a curva do ventilador e a curva do sistema estão quase paralelas. mas. a flutuação da pressão próxima à máxima (vazão nula) poderá ser na ordem de 10%. Isto é o oposto da direção que o ar normalmente flui pelo ventilador. o que somente pode ocorrer quando dois ventiladores forem instalados em paralelo.Explicação da Instabilidade do Ventilador Alta Pressão Baixa Pressão Isto aparece na Fig. A única coisa que mantém o ar movendo-se na direção apropriada é o giro das pás. (sendo maior para ventilador de aerofólio e menor para ventilador de pás curvadas para frente). um ventilador com instabilidade.1. As paredes da sala do equipamento podem chegar a partir-se com a vibração dos dutos conectados a um ventilador com instabilidade. Entretanto. a menos que haja ar suficiente entrando no rotor do ventilador para preencher completamente o espaço entre as pás. Nesta situação. A instabilidade do sistema não deve ser confundida com "paralelismo". ao contrário.

particularmente quando um grande volume de ar deve ser movido. que pode ocorrer apenas em uma instalação com múltiplos ventiladores conectada ou com uma aspiração comum ou com uma descarga comum. o qual define uma curva de sistema quando todas as velocidades do ventilador são consideradas. Neste caso. 4). no funcionamento em campo. (Fig.Operação Desbalanceada em Paralelo Q1 Q2 Pe Fig. (Fig. ou ambas no mesmo sistema. os quais permitirão uma operação estável. 5). varia para diferentes instalações do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 A seleção do ponto de operação não deve ser feita à esquerda do "ponto de instabilidade" na curva do ventilador. Conseqüentemente. Fig. uma operação estável pode ser obtida muito além à esquerda da curva quando o ventilador é instalado em uma situação ideal de laboratório. O desempenho total de múltiplos ventiladores será menor que a soma teórica se as condições de aspiração forem restritas ou o fluxo de ar na aspiração não for uniforme em linha reta (não turbulento). Por exemplo. 4 . 5 . uma vez que o ponto de corte da curva do catálogo é basicamente um julgamento de engenharia. Este ponto. com qualquer projeto de sistema de dutos razoável.Operação de Ventiladores em Paralelo Q1 Q2 vel stá a In tem 100 Percentual da Pressão Estática do Ventilador Sis te Sis ma est áve l Operação não Recomendada neste Intervalo Curva Combinada de Ventiladores em Paralelo Ventilador Único Percentual da Vazão 4-5 200 . dados do desempenho de catálogo conservativos fornecerão intervalos de operação.Instabilidade do Ventilador Flutuação na Pressão Estática 100 Intervalo de Instabilidade Limite do Catálogo Pe Margem de Segurança 0 0 Q 100 Fig. a maioria dos fabricantes não catalogam intervalos de operação ao longo de toda a curva até a linha de instabilidade. estas condições são raramente encontradas em aplicações de campo. Obviamente. 3 . a curva combinada de vazão-pressão é obtida acrescentando-se a capacidade de fluxo de ar de cada ventilador à mesma pressão. Entretanto. Paralelismo A terceira causa para uma operação instável é o paralelismo.

com.Porto Alegre . tamanho e velocidade de rotação. uma vez que a diferença é tipicamente negligenciável. Caso contrário. Bitencourt. A curva do ventilador resultante de várias posições dos dampers de vazão encontra-se representada na Fig. é possível haver mais de um ponto de operação. Esta condição desequilibrada de fluxo tende a se reverter alternadamente.br . 6.1264 Caixa Postal 7056 . 1501 Fone: (51) 3364. 4) Para corrigir o problema. há uma curva de desempenho diferente correspondente. o damper de volume da voluta é meramente empurrado para baixo em ambos os ventiladores até que a pressão estática e a pulsação do nível de ruído desapareçam. Isto requer a instalação de dampers de vazão na voluta (Fig.Efeito de Dampers na Voluta 100 Pe e Potência 0 0 Q Damper na Voluta Ativo 100 5-5 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. A curva gerada pelo damper neste ponto tem um formato tal que a soma das curvas de desempenho interseccione a curva do sistema em apenas um ponto. poderão resultar complicações indesejáveis de desempenho.BOLETIM TÉCNICO Nº 3 Alguns ventiladores possuem um aclive "positivo" na curva pressão-volume de ar à esquerda do ponto do pico de pressão. Se a curva do sistema interseccionar a curva combinada de volume de vazão na área compreendida pelo loop. (Ver Fig. o acréscimo de controle de ruído normalmente não é possível. 6 . para cada posição do damper. 6).br www. Geralmente. 5.otam. ao funcionamento do sistema de dutos ou aos motores.Fax: (51) 3364. O ruído de batimento de baixa freqüência resultante pode ser muito desagradável e difícil de ser eliminado. Se os ventiladores operando em paralelo forem selecionados na região deste aclive "positivo".RS e-mail: comercial@otam. portanto. pág. isso raramente é feito.com. são deixados nesta posição permanentemente. Fig. Isso é causado por uma leve diferença na velocidade de rotação de dois ventiladores teoricamente idênticos. o aumento correspondente em RPM deve ser tal a atingir as condições especificadas. Sendo o desempenho levemente reduzido. Isto pode fazer com que um dos ventiladores utilize mais ar e pode causar uma sobrecarga do motor se os ventiladores forem acionados individualmente. Eles servem para mudar o formato da voluta do ventilador e. É altamente indicado que as recomendações do fabricante do ventilador sejam seguidas ao considerar-se o uso de ventiladores em paralelo. Entretanto. O uso dos ventiladores axiais em paralelo apresenta problema potencial de ruído a menos que medidas especiais sejam tomadas no momento do projeto. isso poderá resultar em uma operação instável . Um problema de ruído freqüentemente encontrado em ventiladores operando em paralelo é o batimento. Esta "pulsação" freqüentemente gera ruído e vibração e pode causar dano aos ventiladores. O objetivo é mudar a curva suficientemente de modo que o conjunto forneça uma operação estável. e o resultado é que os ventiladores irão carregar-se e descarregar-se intermitentemente.5566 . Os ventiladores operados em paralelo devem ser do mesmo tipo. A curva fechada em loop à esquerda do ponto de pico de pressão é o resultado da plotagem de todas as combinações possíveis do volume de ar em cada pressão. O problema pode ser comparado ao efeito estroboscópico de uma lâmpada fluorescente iluminando um rotor com uma leve diferença entre as freqüências de rotação do rotor e o fornecimento energia da lâmpada.CEP: 91150-010 . Av. Francisco S.

O intervalo de operação típico deste tipo de ventilador é 30 a 80% da vazão em descarga livre (Fig. os ventiladores são fabricados em uma variedade de tipos. A Tabela 1 compara as características típicas de alguns dos tipos de ventiladores mais comuns. 1). geralmente. os ventiladores sirocco. Ventilador Centrífugo com Rotor de Pás Curvadas para a Frente (Sirocco) O ventilador centrífugo tipo sirocco movimenta-se a rotações relativamente baixas e é geralmente usado para produzir vazões altas com baixa pressão estática.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 TIPOS DE VENTILADORES ara cobrir uma ampla gama de aplicações. pode-se ver que o ventilador Sirocco requer a menor velocidade periférica para uma determinada capacidade. Além disso.Pá Curvada para Frente r = Componente Radial t = Componente Tangencial S = Velocidade Absoluta do Ar B = Velocidade do Ar em Relação ao Rotor R = Velocidade Periférica Relativa do Rotor O ventilador Sirocco pode entrar em instabilidade. A rotação para determinado tipo de rotor de ventilador centrífugo é determinada pela velocidade periférica necessária para produzir a velocidade de partícula de gás absoluta requerida para a aplicação (Fig. e uma sobrecarga do motor que pode ocorrer se a pressão estática do sistema diminuir. A extensão do vetor da velocidade periférica (R). a rotação baixa que minimiza o tamanho do eixo e do mancal. O rendimento estático máximo de 60-68% geralmente ocorre ligeiramente à direita do pico da pressão estática. A velocidade do ar relativa à pá é indicada pelo vetor da pá (B) que é quase tangencial à pá. Portanto. indica a RPM relativa do rotor para produzir uma determinada capacidade. Examinandose a extensão relativa do vetor R. porém a magnitude é tipicamente menor do que a dos outros tipos. Podem ser classificados sob três tipos gerais: (a) Centrífugos. Os ventiladores centrífugos são divididos em três classificações de acordo com o tipo de rotor: com rotor de pás curvadas para a frente (Sirocco). enquanto que o ventilador Limit Load requer a maior velocidade periférica. 2). com rotor de pás radiais. não é adequado para o transporte de materiais devido à configuração de suas pás. com rotor de pás voltadas para trás (Limit load e Airfoil). conforme representado no diagrama. A curva da potência tem um aclive crescente e é chamada de "tipo sobrecarga".Pá Inclinada para Trás R B S t Sirocco . Este vetor de velocidade de partícula absoluta relativo ao solo (S) tem dois componentes. P Fig. embora algum escorregamento possa ocorrer. não atingem as altas rotações necessárias para desenvolver as pressões estáticas mais elevadas. e um amplo intervalo de operação. (b) Axiais e (c) Fluxo Misto.Rotores de Ventiladores Centrífugos R r=B S t Pá Radial R B r S t Limit Load . Ventilador Centrífugo É um ventilador em que o ar entra no rotor axialmente e é descarregado radialmente em uma carcaça do tipo voluta. um radial (r) e o outro tangencial (t) ao rotor. 1 . As vantagens do ventilador Sirocco são o baixo custo. As desvantagens são: o formato de sua curva de desempenho que permite a possibilidade de instabilidade por paralelismo. 1-4 . É inerentemente mais fraco em seu aspecto estrutural que os demais tipos.

As vantagens do ventilador Limit Load são o maior rendimento e a curva de potência de não-sobrecarga (carga limite). A magnitude da instabilidade. . em segundo lugar. 3). conforme previamente indicado pelo diagrama do vetor de velocidade. 2-4 Um refinamento do ventilador Limit Load com pás planas utiliza pás de formato de aerofólio. uma operação instável ocorre na medida em que a pressão estática de operação se aproxima da pressão estática máxima (para vazão nula). eles exigem um rotor de diâmetro maior para uma determinada capacidade.Curva Característica para Ventilador Limit Load 100 he. Ventiladores com Rotor de Pás Radiais Os ventiladores com pás radiais (Fig. Conseqüentemente. Inerentemente. 5) são geralmente mais estreitos do que outros tipos de ventiladores centrífugos. As suas outras vantagens são a ausência de instabilidade e a presença de uma curva de potência quase reta em uma relação linear com a vazão. A magnitude da instabilidade também aumenta com as pás aerofólio. de um ventilador limit load é maior do que de um ventilador Sirocco. O intervalo de seleção normal do ventilador Limit Load é de aproximadamente 40-85 % da vazão em descarga livre (Ver Fig. Geralmente. 4. quando ocorre. primeiramente. O ventilador com pás radiais é bem adequado para lidar com volumes de ar baixos em pressões estáticas relativamente altas e para o transporte de materiais.Curva Característica para Ventilador Siroco Fig. Curvas características para ventiladores aerofólio encontram-se representadas na Fig. 2 . Este ventilador também é inadequado para o transporte de materiais. Pe e Potência Absoluta 100 he.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. Isto aumenta o custo e é o motivo principal de não serem usados para aplicações de ar condicionado. O rendimento estático máximo de cerca de 80% geralmente ocorre próximo ao limite de seu intervalo de operação normal. portanto a sobrecarga geralmente não é problema. Pe e Potência Absoluta 70 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absoluta Curva de Pressão Estática 80 0 0 30 Q 80 100 0 0 40 Q 85 100 Ventilador com Rotor de Pás Voltadas para Trás (Limit Load) Os ventiladores tipo Limit Load movimentam-se a aproximadamente duas vezes a rotação dos ventiladores Sirocco. A curva de potência geralmente atinge um máximo no meio do intervalo de operação normal. As desvantagens do ventilador Limit Load incluem. As desvantagens deste tipo de ventilador são o alto custo e um rendimento inferior. 3 . mais eficiente ele se torna para uma determinada seleção. Isso melhora o rendimento estático para cerca de 86% e reduz ligeiramente o nível de ruído. quanto maior o ventilador. um projeto mais forte o torna adequado para operação em pressão estática mais elevada. Esta relação proporcional permite que o controle de capacidade seja acionado a partir da entrada de energia no motor. a rotação mais alta a qual requer tamanhos maiores de eixo e mancal e confere mais importância ao balanceamento apropriado e.

Portanto.Curva Característica para Ventilador Airfoil Fig. geralmente consistem de um rotor Limit Load de simples aspiração colocado numa carcaça cilíndrica para descarregar o ar radialmente contra o lado interno do cilindro. uma vez que não há controle do fluxo turbulento através do ventilador. Fig. exceto pelas pás de guia (endireitadores) nos ventiladores vaneaxiais. 72% e o nível de ruído é aumentado. desviado paralelamente ao eixo do ventilador para fornecer um fluxo em linha reta. 4 . Entretanto. 5085% da vazão máxima em descarga livre. o rendimento estático é reduzido para um máximo de. de modo geral. O intervalo de seleção. Pás de Guia Curvas características estão representadas na Fig. um ventilador vaneaxial é mais eficiente do que um ventilador tuboaxial e pode atingir pressões mais elevadas. conforme ilustrado na Fig.Curva Característica para Ventilador de Pás Radias 100 86 he. Pe e Potência Absorvida 100 Curva de Rendimento Estático Curva de Potência Absorvida Curva de Pressão Estática 70 0 0 50 Q 85 100 0 0 35 Q 80 100 he. 9) são simplesmente ventiladores com um rotor axial (hélice) montados em um cilindro. sendo similares. . Esta é a principal vantagem dos ventiladores centrífugos tubulares. 6. Os ventiladores tuboaxiais e os ventiladores vaneaxiais (Fig. 7 . 6 .Curva Característica para Ventilador Centrífugo Tubular 100 70 Rotor Centrífugo de Simples Aspiração Bocal de Aspiração Entrada de Ar Saída de Ar 0 0 50 Q 85 100 Ventiladores Axiais Os ventiladores axiais dividem-se em três grupos: propeller. O ar é. 3-4 O ventilador tipo propeller (Fig. é aproximadamente o mesmo que o ventilador com voluta do tipo limit load de pás planas ou aerofólio. 5 .BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Fig. aproximadamente.Ventilador Centrífugo Tubular Fig. Pás de guia são usadas para recuperar pressão estática e endireitar o fluxo de ar. 8) é bem aplicado para altos volumes de ar com pouca ou nenhuma pressão estática diferencial. 7. tuboaxial e vaneaxial. então. entre sí. Estas pás de guia removem grande parte do turbilhonamento do ar e melhoram o rendimento. Pe e Potência Absorvida Ventiladores Centrífugos Tubulares Os ventiladores centrífugos tubulares. Freqüentemente. o fluxo em linha reta resulta em uma economia de espaço significativa. Pe e Potência Absorvida he.

quer com a utilização de um controlador manual ou de um pneumático. As desvantagens dos ventiladores axiais são o alto nível de ruído e o rendimento menor do que o dos ventiladores centrífugos. com rendimento total igual. 8 . atenuações de ruído geralmente são necessárias tanto à montante quanto à jusante.com. e o fluxo de ar em linha reta que freqüentemente elimina curvas no sistema de dutos. Bitencourt. (Fig.Fax: (51) 3364. Com ventiladores centrífugos. O rendimento estático máximo de um ventilador vaneaxial industrial é aproximadamente de 85%.5566 . 10 .CEP: 91150-010 . com os ventiladores axiais.BOLETIM TÉCNICO Nº 4 Observe que. Francisco S.Curva Característica para Ventilador Propeller 100 50 0 0 Q 65 100 Fig. As vantagens dos ventiladores tuboaxiais e vaneaxiais são o peso e o tamanho reduzidos.Curva Característica para Ventilador Vaneaxial (alto desempenho) 100 80 0 0 Q 65 90 100 Ventiladores De Fluxo Misto Os ventiladores de fluxo misto possuem um fluxo de ar através do rotor que é intermediário entre o dos ventiladores do tipo centrífugo e do tipo axial.Porto Alegre .s e a s características do ventilador. 10) Fig.br 4-4 .com.RS e-mail: comercial@otam. 9 . O intervalo de operação para ventiladores axiais é de aproximadamente 65 a 90% da vazão máxima (descarga livre). Estes ventiladores possuem pás de passo variável as quais podem ser ativadas por um controle externo. Nos últimos anos.1264 Caixa Postal 7056 . um projeto mais sofisticado dos ventiladores vaneaxiais tornou possível o uso destes ventiladores em pressões comparáveis àquelas desenvolvidas pelos ventiladores Limit Load do tipo aerofólio.br www. é c o m p a r a t i v a m e n t e s i m p l e s m u d a r.Ventilador de Fluxo Misto OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA Av. Para ventiladores de grande porte que requerem p o t ê n c i a m o t o r a a c i m a d e 7 5 k W. a potência absorvida é máxima na pressão estática máxima (vazão nula). Fig.otam. a potência absorvida é mínima na pressão estática máxima (vazão nula). 1501 Fone: (51) 3364. Pode ser construído para propiciar descarga axial ou radial e produzir mais pressão do que um ventilador de vazão comparável. A desvantagem destes ventiladores é seu alto nível de ruído.

três parâmetros básicos são exigidos para a seleção do ventilador: vazão de ar ou capacidade (m3/h). normalmente ventiladores maiores com acionamento direto. quer seja pressão total ou estática (mmca) e a velocidade de descarga (m/s). A seleção da rotação do motor que produzirá a seleção mais eficiente para o ventilador é uma questão de simular rotações motoras padrão disponíveis. tais como transporte de materiais. (2) Método de Seleção do Ar Equivalente . normalmente baseadas em ar padrão. particularmente correias em V versus acionamento direto. A vazão de ar é determinada pelo projetista do sistema a uma temperatura específica e de acordo com a pressão barométrica na entrada do sistema. Este método geralmente não é recomendado para ventiladores acionados por dispositivos dotados de variação de velocidade. (c) Custo inicial do ventilador versus custo de operação do mesmo (potência do ventilador e manutenção). mas também a pressão desenvolvida pelo ventilador. Os mesmos resultados podem ser mais rapidamente obtidos recorrendo-se às tabelas ou curvas de seleção publicados pelos fabricantes dos ventiladores. temperatura e umidade relativa. possa ser selecionado para uma determinada vazão e resistência do sistema. a aplicação do ventilador. e outras considerações terem sido estabelecidas. tais como polia variável e correias em V comumente usadas para a maioria dos sistemas HVAC. Há dois métodos de seleção do ventilador: (1) Método de Seleção pela Rotação Específica para selecionar o tipo de ventilador. A partir destas simulações. O desempenho do ventilador é uma função da densidade do ar na sua aspiração. Método de Seleção do Ar Equivalente O segundo método é o "Método de Seleção do Ar Equivalente" para selecionar o tamanho do ventilador usando-se as leis dos ventiladores. na curva de desempenho. (f) Mecanismo motriz do ventilador e sua confiabilidade. temperatura do ar. as reais possibilidades ficam limitadas pela prática da engenharia e pelas considerações econômicas: (a) Espaço para o ventilador e seu mecanismo motriz. o potencial exigido para mover o ar pelo sistema. operação em paralelo. ou ligeiramente à direita do mesmo. assim. Isto está intimamente ligado à construção e classe do ventilador. Método de Seleção pela Rotação Específica Este método é comumente usado para selecionar o tipo de ventilador. Ilustração deste método poderá ser encontrada posteriormente neste boletim sob o título "Selecionando o Tipo de Ventilador". intervalo de pressão. e outros fatores listados sob o título "Tipos de Ventiladores". Embora um ventilador de praticamente qualquer tamanho. Fatores que afetam a densidade do ar são: pressão barométrica. Após as exigências de espaço.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 SELEÇÃO DE VENTILADORES m qualquer sistema de ventilação. as rotações específicas correspondentes poderão ser calculadas e. 1-5 . centrífugo ou axial. (e) Efeito de redução no desempenho do ventilador provocada pelo sistema. a seleção do ventilador mais adequado é no ponto de rendimento de pico (máximo). o fornecedor de ventiladores normalmente assume o ar em condições padrão (ar seco a 20oC e pressão barométrica de 760mmHg). (b) Condições de Serviço. Sempre que estas condições não forem especificadas. (d) Tipo e intensidade do ruído produzido pelo ventilador.para obter o tamanho do ventilador. a vida esperada do ventilador. Esta densidade não apenas determina a capacidade volumétrica para uma determinada massa de fluido. E (g) Estimativa de vida do ventilador versus custo inicial. usadas com as curvas de desempenho básicas para selecionar a vazão do ventilador e o rendimento para uma determinada pressão estática e densidade do ar.

Para sistemas de ventiladores de alta e média pressão. No entanto. observando-se qual ventilador atende às exigências do projeto com potência absorvida mínima. que inclui todos os acessórios exigidos. Eles tornam a seleção mais rápida e dirigida. além de permitirem a impressão de folhas de dados e curvas personalizadas. Se as exigências de projeto não coincidirem exatamente com os valores de catálogo de vazão ou pressão. Alguns fabricantes publicam dados certificados de valores de ruído para os seus ventiladores e estes devem ser consultados quando disponíveis. É definido por: N s = 2. diversas referências excelentes encontram-se disponíveis. existe geralmente uma seleção possível de dois ou mais ventiladores adequados.5 O Onde e é normalmente avaliado no ponto de rendimento máximo. o valor listado para potência absorvida deverá ser multiplicado pela razão entre a densidade real e a densidade padrão.877 x N x Q P 0. Para uma melhor compreensão de como estas curvas são construídas e usadas. Curvas de seleção também são muito úteis para a seleção de ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Isto resulta em um ventilador ligeiramente menor. A estes custos de componentes deve-se adicionar o custo de instalação. O ventilador cujos custos anuais de propriedade e de operação forem menores será. se for o caso. a seleção neste intervalo propicia uma operação mais estável do que em um ventilador sobredimensionado. Em geral. A vibração e o ruído do ventilador são considerações importantes e são influenciadas pelo tamanho e tipo de ventilador. Pa 0. sua rotação e seu rendimento. a fim de se obter a potência operacional exigida. De fato. é aconselhável a orientação de um especialista em acústica. 2-5 . Por outro lado. A economia é normalmente o fator determinante na seleção final. SELECIONANDO O TIPO DE VENTILADOR Método da Rotação Específica método da rotação específica (Ns) é freqüentemente usado como um critério para selecionar o tipo de dispositivo de movimentação de ar mais adequado para uma aplicação. e deve-se ter um grande cuidado para não selecionar um ventilador dentro do intervalo instável da curva. somente na descarga. atenuadores acústicos e isoladores de vibração. muitos fabricantes também tem programas computacionais disponíveis. A sua principal vantagem refere-se à representação gráfica do desempenho para uma família de ventiladores semelhantes. Independentemente do método utilizado para selecionar um ventilador. ao qual adiciona-se o custo de energia anual para o funcionamento do ventilador e o custo de manutenção anual. O valor tabulado de RPM é a rotação operacional exigida. O rendimento de pico pode ser determinado a partir das curvas de desempenho do ventilador ou a partir de tabelas de multi-seleção. Entretanto. Existe apenas um tamanho de ventilador de qualquer tipo que pode atender essas exigências. m3/s P = pressão estática. os ventiladores axiais requerem tratamento acústico tanto no lado da aspiração como da descarga. O custo inicial pode ser traduzido em um "custo de propriedade" anual. os ventiladores centrífugos normalmente necessitam de tratamento mínimo e. a seleção lógica. deve ser determinado. a interpolação linear nestes valores fornecerá resultados precisos.75 N = rotação do ventilador. os ventiladores sobredimensionados devem ser selecionados apenas onde um aumento futuro de capacidade é esperado. rpm Q = vazão do ar. O custo inicial de cada ventilador. então. Além dos já citados métodos manuais de seleção de ventiladores.

a rotação específica é a velocidade de rotação daquele membro que produzirá uma pressão estática de 248 Pa com uma vazão de 0. Esta interpretação física não é em si muito significativa ou importante. 1. portanto. Uma vez que a pressão estática e a vazão em uma aplicação são mais ou menos fixas. então há uma gama maior de escolha ao selecionar o tipo de ventilador ou soprador. Sopradores tangenciais e ventiladores de fluxo misto não foram incluídos no gráfico. Propeller Tuboaxial AXIAL Vaneaxial Limit Load Sirocco CENTRIFUGO Radial 10 15 20 30 40 50 60 70 (PARA VENTILADORES EM PARALELO MULTIPLICAR POR 1. Quando calculada no ponto de rendimento máximo. para dispositivos de movimentação do ar geometricamente semelhantes. o valor da expressão acima é o mesmo nos mesmos pontos de seleção. A utilidade da rotação específica como um critério de seleção reside no fato de que. onde a rotação é fixada pela velocidade do motor. independentemente do tamanho ou rotação. para vários tipos de dispositivos de movimentação do ar. encontram-se demonstrados na Fig. Gráfico de Rotação Específica Os intervalos de rotação específica com rendimento ótimo. 1.Gráfico de Rotação Específica Intervalos Aproximados de Rotação Específica para Vários Dispositivos de Movimentação de Ar. a rotação específica pode ser variada somente se a rotação puder ser variada.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Em uma família geometricamente semelhante de sopradores ou ventiladores. Fig. necessariamente. aos produtos de qualquer fabricante em particular. O critério de rotação específica é. por exemplo. Se a rotação puder ser variada. mais definitivo em aplicações de acionamento direto. porque estes dispositivos são selecionados principalmente com base no padrão de fluxo e não no rendimento.4) 80 90 100 150 200 300 400 Ns x 1000 3-5 . Estas variações são típicas e não se aplicam.000472 m3/s. a rotação específica depende apenas do tipo de dispositivo de movimentação do ar.

outros métodos de seleção devem ser usados para encontrar o soprador ou ventilador em particular mais adequado para a aplicação. ainda. corrosivo ou possui sólidos arrastados.490 mas ele não seria muito eficiente a menos que uma unidade duplex fosse usada). (c) se aplicam. Uma redução de rotação de 2 para 1 colocaria a aplicação bem dentro do intervalo do ventilador Sirocco.75 kW. Temperatura à qual (a). Informações Essenciais: (a) Vazão do Ar O volume real de ar/gás por unidade de tempo que entra na aspiração do ventilador. um único ventilador de pás curvadas para a frente poderia ser usado. e a exigência de potência novamente seria de aproximadamente 0. (Um ventilador de pás curvadas para a frente Sirocco poderá operar em Ns = 64. Unidade: metros por segundo (m/s) 4-5 C (d) Densidade do Gás de Trabalho Densidade de ar/gás que entra na aspiração do ventilador em massa por unidade de volume. (b). É claramente de interesse do usuário de ventiladores que sejam fornecidas todas as informações estabelecidas abaixo. podem evitar que uma máquina inadequada seja fornecida ou. Unidade: (dB re 10-12 Watts) (h) Tipo de Ventilador e Disposição Detalhes das posições de aspiração e de descarga. este deveria ser o nível de potência sonora dentro do duto. mas infelizmente muito poucos dados sobre isto são disponíveis. Além disso. o nível de potência sonora irradiado da voluta do ventilador é uma consideração importante. Com freqüência. (b) Se o dispositivo puder ser acionado por correias. Que tipo de dispositivo é adequado para esta aplicação? Referindo-se ao gráfico de Rotação Específica. Preferivelmente. (g) Ruído O nível de ruído máximo que se pode tolerar do ventilador. A rotação específica é principalmente útil para selecionar o melhor tipo de ventilador ou soprador. Unidade: quilograma por metro cúbico (kg/m³) (E)Altitude do Local de Instalação do Ventilador Unidade: metros (m) (f) Natureza do Gás Composição (se não for ar). REQUISITOS DE UMA CONSULTA DE VENTILADORES ertas informações essenciais são exigidas para que um fornecedor de ventiladores possa ofertar o equipamento que melhor atenda a aplicação para a qual será destinado.75 kW. embora não essenciais.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Exemplo Um dispositivo de movimentação do ar deve entregar 1. com redução de rotação apropriada. e a exigência de potência seria de aproximadamente 0. Unidade: graus Celcius (ºC) Se o gás é tóxico. (a) Se acionamento direto for exigido. tipo de arranjo desejado. informações posteriores. então um soprador centrífugo de pás voltadas para trás (tipo Limit Load) ou um ventilador vaneaxial seriam mais eficientes.51 m3/s a uma pressão estática de 248 Pa quando acionado por um motor de 6 pólos (1140 rpm) . então. explosivo. tamanho dos dutos de entrada e de saída aos quais o . Unidades: litros por segundo (l/s) metros cúbicos por segundo (m³/s) metros cúbicos por hora (m³/h) (b) Pressão Pressão de trabalho do ventilador Unidades: Pascais (Pa) mmca (milímetros de coluna d´água) (c) Velocidade de Descarga Velocidade de descarga do ventilador. em cada banda de oitava. Uma vez que o tipo tiver sido determinado. assegurar que a melhor seleção dentre um número de alternativas seja feita.

otam. temperatura.br 5-5 . o projetista/usuário Deverá notificar o fabricante de ventiladores. Exemplos: tiragem induzida. Bitencourt. (b) No caso de um ventilador ter que lidar com gases quentes. exaustão de pintura com pistola.BOLETIM TÉCNICO Nº 5 (i)Acionamento Detalhes do tipo de acionamento no ventilador.5566 .com. que os detalhes acima são as reais condições sob as quais o ventilador operará. Av. Se uma base de isolamento de vibração é exigida.CEP: 91150-010 . Vida e tipo dos rolamentos. (d) Deve ser dada tolerância para futuro aumento de rotação? (e) Se a aplicação do ventilador é extra pesada no acionamento.br www.Fax: (51) 3364. isto é.RS e-mail: comercial@otam.com. detalhes do suprimento elétrico. Informações Adicionais Informações adicionais podem incluir: (a) Breves detalhes da aplicação do ventilador.Porto Alegre . Se houver dúvida sobre quaisquer exigências. a menos que haja alguma disposição em contrário. etc. que todas as correções para densidade. necessitando de fatores adicionais de segurança no projeto? OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. etc. Supõe-se. 1501 Fone: (51) 3364. Tipo dos Mancais. Francisco S. foram executadas pelo usuário.1264 Caixa Postal 7056 . (c) Se o ventilador ou acionamento deve ser resistente a intempéries. se é de eixo horizontal ou vertical. é necessário que se informe as condições ambientais às quais os mancais serão submetidos.

Unidades centrífugas são ligeiramente mais silenciosas do que as unidades axiais.Para aplicações de baixa pressão com movimentação de volumes elevados de ar. .Rendimento máximo atingido próximo a descarga livre.Usa a mesma configuração de carcaça que o ventilador aerofólio. Evite operar o ventilador nesta região.|Maior rendimento à direita da pressão de pico em 40 a 50% da vazão máxima (descarga livre). .POTÊNCIA A CENTRÍFUGOS VENTILADORES DE TELHADO . . .A potência aumenta continuamente até a descarga livre. Estas vazões também apresentam características de pressão boas. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta. . .Selecione o ventilador preferencialmente à direita da pressão estática de pico. A seleção do motor deve levar isso em consideração.Considere a curva de potência. . . .POTÊNCIA 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Aplica-se a instalações industriais grandes de ar limpo para economia significativa de energia.Tubo cilíndrico com folga mínima em ralação às pontas das pás. .O projeto ótimo especifica proximidade às pontas das pás e forma um fluxo de ar suave para dentro do rotor. opera com pressão muito baixa e vazão muito alta.O ar sai do rotor a uma velocidade menor do que a velocidade periférica.O ar descarrega-se radialmente do rotor e gira 90° para fluir através das pás de guia. .POTÊNCIA .POTÊNCIA R 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 8 6 4 2 0 0 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 2 Vazão 4 6 8 Vazão 2 4 6 8 M CURVADOS PARA FRENTE (Sirocco) .Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. . cozinhas.Aplicado principalmente no transporte de materiais em plantas industriais.Sistemas de exaustão de baixa pressão.A curva de desempenho de alguns projetos é semelhante a do ventilador de fluxo axial e apresenta cela à esquerda da pressão de pico.Normalmente operado sem conexão a um duto. exceto pela folga entre o rotor e a carcaça que não fica justa. .Aplicações HVAC em sistemas de dutos de baixa e média pressão.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO . ventilação e ar condicionado do ventilador aerofólio.A potência atinge o máximo perto do rendimento de pico e torna-se menor. placa de orifício ou Venturi. . PRESSÃO . . . onde a distribuição de ar a jusante não é crítica.Aplicações de aquecimento. rotores de baixo custo têm duas ou mais pás de espessura simples presas a um cubo relativamente pequeno. B .Possui boa distribuição de ar à jusante.Desempenho semelhante ao ventilador limit load. . 2 0 10 PRESSÃO . tais como galpões industriais. O rotor às vezes é revestido com material especial. Evite operar o ventilador nesta região.Cubo é normalmente maior do que a metade do diâmentro da hélice do ventilador. . onde o fluxo de ar em linha reta e uma instalação compacta são necessárias.As mesmas aplicações de aquecimento.POTÊNCIA 10 RENDIMENTO 10 8 6 4 2 0 10 RENDIMENTO RADIAIS R .Os mais eficientes destes ventiladores possuem pás aerofólio.Possui fluxo de ar em linha reta.Não selecionar o ventilador na declividade da curva de pressão no extremo esquerdo (cela) em relação a pressão estática de pico.Padrão de descarga circular formando redemoinhos. cozinhas. . ajustável ou variável.Utilizado em aplicações industriais no lugar de ventiladores tuboaxiais. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Tubo cilíndrico semellhante ao ventilador vaneaxial. . exceto pela vazão e pressão serem um pouco inferiores.As pás podem ter passo fixo.Para determinada capacidade. . . PRESSÃO . . . .10 a 16 pás com espessura simples curvadas ou inclinadas para trás em relação a direção da rotação. . . depósitos e algumas instalações comerciais. . . portanto. o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.Pás de guia corrigem o movimento circular provocado pelo rotor e melhoram as características de pressão e o rendimento do ventilador.POTÊNCIA . .Mais compacto que os ventiladores centrífugos para a mesma função. . com capacidade de pressão média. 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Rendimento máximo requer ajustes finos entre as peças e alinhamento entre o rotor e a aspiração. ou auto-limitante. . M . portanto. 10 8 10 8 6 4 .Característica de pressão mais alta do que a dos ventiladores aerofólio e curvados para trás.Alta vazão. tais como estufas de secagem. .Tipo voluta. PRESSÃO . . .Projeto do tipo voluta para uma conversão eficiente da pressão dinâmica em pressão estática. .Curva de desempenho pode apresentar uma cela à esquerda da pressão de pico.Utilizado para aplicações de renovação de ar. ar formando redemoinhos. . . .Alta vazão.Anel circular simples. . . Pás profundas permitem expansão eficiente dentro do intervalo entre as pás.Rendimento apenas ligeiramente menor do que o ventilador aerofólio.Tubo cilíndrico com folga mínima em relação às pontas das pás. 4 6 8 PRESSÃO .A curva pode ter uma interrupção à esquerda da pressão de pico e o ventilador não deve operar nesta área. .A pressão pode cair repentinamente à esquerda da pressão de pico. uma vez que o ar descarrega do rotor ao longo de toda circunferência. tais como galpões industriais.Sistemas de exaustão de baixa pressão. PRESSÃO . .O rotor reforçado é simples de ser consertado em campo. alta ou média pressão. .Normalmente operado sem conexão a um duto.Desempenho semelhante ao do ventilador limit load.Usado em algumas aplicações industriais.Principalmente para aplicações HVAC de baixa pressão em sistemas de ar de retorno. . Normalmente é o mais estreito de todos os projetos de ventiladores contrífugos. . média e alta.POTÊNCIA . . . o que é uma vantagem com relação às unidades de exaustão natural ou eólica.Tipos de Ventiladores PROJETO DA CARCAÇA . depósitos e algumas instalações comerciais. depósitos e algumas instalações comerciais. AXIAIS . . . porém isso normalmente não causa problemas.Curva de pressão menos íngreme do que a dos ventiladores limit load. cozinhas. 10 10 8 6 4 . .É essencialmente um ventilador axial montado sobre uma estrutura de suporte.A cúpula protege o ventilador do clima e atua como calota de segurança.Curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico.Transferência de energia primária pela pressão de velocidade.Características de pressão mais alta do que os ventiladores aerofólio.Maiores rendimentos ocorrem em 50 a 60% da vazão máxima (descarga livre). . .BOLETIM TÉCNICO Nº 5 Tabela 1 . as dimensões da carcaça não são tão críticas quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás. . APLICAÇÕES . .A saída de ar se dá através do espaço anular da parte inferior da cúpula.Aplicações em sistemas genéricos de HVAC de pressão baixa. 2 0 10 PRESSÃO .Normalmente.Normalmente não inclui configuração para recuperar o componente de pressão dinâmica. . . CURVAS DE DESEMPENHO* 10 PRESSÃO . .Pás de guia na aspiração ou na descarga aumentam a pressão e melhoram o rendimento. .10 a 16 pás de perfil aerofólio curvado para trás em relação a direção da rotação.Fornece exaustão mecânica.Padrão de descarga circular. 10 8 6 4 2 0 10 . . . . A curva apresenta uma cela à esquerda da pressão de pico. tais como fornalhas residenciais.Semelhante ao ventilador aerofólio.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. sistemas de ar condicionado central e aparelhos de ar condicionado.Fornece exaustão mecânica.A potência aumenta continuamente até a descarga livre. . . a qual aumenta continuamente em direção a descarga livre ao selecionar o motor. .A curva de desempenho apresenta cela à esquerda da pressão de pico devido à perda de sustentação aerodinâmica. apresenta a rotação mais elevada dos projetos de ventiladores centrífugos. . .Rendimento menor que o ventilador limit load.Voluta semelhante e com freqüência idêntica a outros projetos de ventiladores centrífugos. cozinhas. curvados para trás e inclinados para trás. curvados para trás e inclinados para trás.Eficientes pelos mesmos motivos do ventilador aerofólio.Aplica-se principalmente em aplicações de HVAC de baixa pressão. PROJETO DO ROTOR .O ajuste entre o rotor e a aspiração não é tão crítico quanto para os ventiladores aerofólio e inclinados para trás.Uma vez que o projeto do rotor é menos eficiente. .POTÊNCIA 8 6 4 2 0 0 10 8 6 4 2 0 0 2 Vazão RENDIMENTO CARACTERÍSTICAS DE DESEMPENHO . . 10 10 8 6 4 RENDIMENTO .Normalmente possui 4 a 9 pás em perfil aerofólio ou com espessura simples. tais como circulação de ar em um espaço ou ventilação por uma parede sem dutos. 5-6 . . em direção a descarga livre.Limitado às aplicações de baixa pressão. Pt P e h t h s We Vazão 2 4 6 8 2 0 10 CURVADOS PARA TRÁS VOLTADOS PARA TRÁS (Limit Load) RENDIMENTO 10 8 6 4 VENTILADORES CENTRÍFUGOS PRESSÃO . .Rendimento mais alto de todos os projetos de ventiladores centrífugos.Um pouco mais eficiente e capaz de desenvolver pressão estática mais alta do que o ventilador tipo propeller.Usualmente aplica-se a sistemas grandes os quais são de aplicação de baixa.Baixo rendimento.Aplicados em sistemas de exaustão de baixa pressão para galpões industriais. . mas com capacidade de pressão muito baixa. exceto pela vazão e pressão serem inferiores.Tipos de Ventiladores TIPO AEROFÓLIO Tabela 1 .A carcaça normal não é usada.Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador. .Um bom projeto da pá propicia um capacidade de média a alta pressão com bom rendimento. .Não é comum para aplicações HVAC. .Apenas pressão estática e rendimento estático são apresentados nas curvas deste ventilador.Unidades centrífugas são um pouco mais silenciosas do que as unidades axiais.Utilizadas em algumas aplicações industriais onde a pá de aerofólio pode sofrer corrosão ou erosão devido ao ambiente.Curva de pressão mais plana e rendimento menor do que os ventiladores aerofólio.POTÊNCIA PROPELLER VENTILADORES AXIAIS 2 0 10 TUBOAXIAL 2 0 10 VANEAXIAL 2 0 10 CENTRÍFUGOS TUBULARES PROJETOS ESPECIAIS 2 0 10 PRESSÃO . Aplica-se também em algumas instalações industriais de alta pressão.Características de alta pressão com capacidade de vazão média. . .Rendimento inferior do que o ventilador limit load porque o ar gira a 90°. cabines de pintura à pistola e exaustão de fumos. exceto quanto ao rendimento de pico levemente inferior. depósitos e algumas instalações comerciais. ventilação e ar condicionado em geral. .

Fig. 1 Fluxo não uniforme para dentro da aspiração de um ventilador induzido por uma curva de 90º . muitas das discussões sobre as condições de aspiração referem-se somente aos ventiladores centrífugos. conforme graficamente representado na Fig. o redemoinho sempre reduz o rendimento. Enquanto péssimas condições de aspiração afetam adversamente o desempenho dos ventiladores axiais.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 EFEITOS DO SISTEMA NA ASPIRAÇÃO DO VENTILADOR desempenho de ventiladores registrado em catálogos baseia-se em testes de laboratório realizados em condições ideais que quase nunca ocorrem na aspiração do ventilador. Em ambos os casos. Entretanto. Este desvio do ideal produz perdas de pressão que reduzem. Isto não permitirá que o ar entre no ventilador uniformemente. 1-7 . Fluxo Não-Uniforme para dentro da Aspiração do Ventilador O fluxo não-uniforme para dentro da aspiração do ventilador é tipicamente causado por uma curva instalada perto demais da mesma.sem veios. é uma causa freqüente de redução no desempenho do ventilador. resultando numa distribuição turbulenta e nãouniforme do fluxo em seu rotor. 2. uma situação correspondente ao uso de pás de guia (vanes) surge: a vazão do ventilador. ou vorticidade. com freqüência seriamente. é difícil determinar valores de perda específica para as três causas básicas de perdas de aspiração do ventilador. Se o giro for imposto na direção da rotação do rotor. os valores de desempenho catalogados. em cada instalação de ventilador. (b) Redemoinho ou vorticidade. Os efeitos de várias conexões de aspiração encontram-se representados nas figuras. Estas condições são prontamente superadas instalando-se veios ou um separador na aspiração do ventilador. algumas orientações gerais serão úteis para reduzí-las. Por este motivo. O Redemoinho ou Vorticidade Redemoinho na aspiração. Se o giro do ar for contrário à rotação do rotor. Devido à variedade infinita das condições de aspiração. os ventiladores centrífugos estão extremamente suscetíveis a estas condições. a vazão e a pressão estática serão maiores do que o esperado e o potência absorvida também será maior. (c) Bloqueio de fluxo ou restrições na aspiração. a pressão e a potência são menores do que o esperado. Há três causas básicas ou várias combinações das três para as perdas de aspiração do ventilador: (a) Vazão não uniforme para dentro da aspiração do ventilador.

causando redemoinho na aspiração do ventilador. Curva de Resistência do Sistema Ponto de Projeto (sem giro) Giro a Favor Ponto de Operação (giro a favor) Ponto de Operação (giro contrário) Potência para Giro Contrário Potência sem Giror Potência para Giro a Favor (c) Efeito do redemoinho na aspiração no desempenho do ventilador Plenum Separador Separador Veios (d) Veios e separador evitam o redemoinho na caixa de aspiração (e) Um separador resolve o desequilíbrio que é causado por aspirações desiguais 2-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Fig. 2 Redemoinho na aspiração do ventilador Plenum (a) A inércia do ar tende a concentrá-lo na parte inferior. estabelece-se um desequilíbrio. estabelecendo o redemoinho Giro Contrário Sem Giro (b) Com duas aspirações de tamanho desigual para a câmara do plenum.

Ocasionalmente. ou um duto com flanges. e isso parcialmente obstrui o fluxo da mesma forma que as próprias pás. através de uma parede. 4 . Há uma tendência crescente na indústria de ventiladores de montar pás de guia variáveis na aspiração dentro do bocal do ventilador. com um aumento correspondente na potência absorvida. Paredes ou obstruções similares devem ser mantidas a uma distância mínima "A" correspondente a meio diâmetro do rotor do ventilador (Ver Fig. assim sendo. que empregam pás de guia variáveis na aspiração.9 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração em forma de Bocal Perda de Pressão na Aspiração = 0. Sob certas condições. um ventilador poderá ter um duto de aspiração reto relativamente curto iniciando num plenum. Em todos esses casos. através de uma parede.05 x pressão dinâmica no duto de aspiração Fig. para corrigir a situação. um ventilador de 300 mm de diâmetro deve funcionar com rpm 4% mais alta para atender a capacidade informada no catálogo. As pás de guia na aspiração. Instalações de ventiladores.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Bloqueio de Fluxo ou Restrições na Aspiração Restrições ou bloqueios na aspiração do ventilador podem ser encontrados devido às condições de instalação de campo. 3).Perdas num Duto Reto de Aspiração Plenum de Aspiração Duto de Aspiração Através Flangeado da Parede Perda de Pressão na Aspiração = 0. 5). os ventiladores são instalados em câmaras tipo plenum com aspirações abertas. Este bloqueio representa percentual maior em ventiladores menores e. Quando o duto termina bruscamente. há uma perda de pressão correspondente a metade da pressão dinâmica do duto de aspiração. a parede do plenum poderá estar suficientemente próxima à aspiração do ventilador restringindo o fluxo de ar. contrastando com a prática de montar um conjunto acessório de pás à montante da aspiração.Efeito do Espaço no Desempenho 100 Percentual da Pressão Estática de Pico (aspiração livre) 75 Aspiração Livre A = 50% do diâmetro do rotor 50 A = 30% do diâmetro do rotor Parede Parede A A 25 0 0 Ventilador 25 50 75 ~ ~ 100 Percentual da Vazão Máxima (aspiração livre) ~ ~ . Fig. Em alguns casos. freqüentemente apresentam o seu mecanismo de atuação no centro. uma perda na pressão estática será imposta. Em algumas aplicações. Quando o duto termina num plenum. com um diâmetro maior. montadas no bocal. Um espaçamento de 1/3 do diâmetro do rotor reduzirá a pressão e a vazão em aproximadamente 10%. a perda de desempenho é proporcionalmente maior (Ver Fig. um bocal de aspiração reduziria a perda de aspiração para 1/20 da pressão dinâmica do duto de aspiração. freqüentemente resultam numa resistência adicional ao fluxo que diminui o desempenho catalogado. a perda de pressão é 9/10 pressão dinâmica do duto de aspiração. Isto exigirá um aumento na rotação do ventilador. o duto termina bruscamente (Ver Fig. e numa área de mais baixa velocidade. com 3-7 um aumento correspondente da potência de aproximadamente 12%. Nestes casos. ou num duto com flanges. 3 . Por exemplo.5 x pressão dinâmica no duto de aspiração Aspiração Reta Perda de Pressão na Aspiração = 0.4).

com freqüência. eles apresentam tipicamente muitos diâmetros equivalentes de comprimento de duto. Como resultado. exibindo um perfil típico de velocidade de regime turbulento. Esta redução é maior em ventiladores de pressão maior devido às polias e correias serem mais largas. e assim o fabricante de ventiladores tabula os dados de desempenho do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ve n t i l a d o r e s d e s i m p l e s a s p i r a ç ã o s ã o freqüentemente testados.Restrição das Pás de Guia na Aspiração Percentual de Acréscimo na RPM e Potência 15 10 Potência Absorvida 5 RPM 0 30 40 60 Diâmetro do Rotor do Ventilador (polegadas) Além do bloqueio da transmissão e das correias. Redução na Recuperação da Pressão Estática O ar que sai de um rotor de ventilador do tipo centrífugo é liberado com um componente de velocidade radial. são mensuráveis. Quando o desempenho dos ventiladores é testado. Infelizmente. conseqüentemente. Fig. de área constante. 5 . e não preenche 4-7 C por completo a área de descarga. num arranjo sem mancal na aspiração. derivados destas condições de descarga ideais. na estação de medição. e podem ser significativamente maiores com ventiladores menores em velocidades lentas. Ventiladores de dupla aspiração são freqüentemente avaliados usando-se uma extensão no eixo motriz. há uma grande distância para que o fluxo se redistribua e a espiral desaparecerá. Parte da energia dinâmica é convertida em pressão estática. Perdas nas correias são uma função da tensão. EFEITOS DO SISTEMA NA DESCARGA DO VENTILADOR ondições de descarga do ventilador não alteram as características de seu desempenho da mesma forma que ocorre com turbulências na aspiração. de natureza espiral e não-uniforme. Isto elimina o efeito de bloqueio das correias e da polia movida. o fluxo será muito uniforme. Basicamente. O fluxo de ar resultante da descarga do ventilador é. Perdas típicas de transmissão por correias representam 2 a 6%. potência adicional é necessária ao utilizar-se mancais e graxa para serviço pesado (heavy duty). parcialmente por sua própria natureza e parcialmente devido ao endireitador. Ao selecionar um motor em ou próximo a sua capacidade nominal. estas perdas são o resultado de um ou ambos dos seguintes fatores. A redução será maior para ventiladores de pressão mais alta do que para ventiladores de baixa pressão devido ao mancal e seu suporte serem maiores. A redução do desempenho será proporcionalmente maior para ventiladores menores do que para ventiladores maiores devido à área de bloqueio relativamente maior. o que resulta em vórtices de descarga de ar. Estes efeitos são geralmente inferiores a 4% na rotação ou vazão e 12% na potência. As condições de descarga do ventilador podem ser responsáveis por perdas do sistema que. da quantidade e do tipo de correias. incluindo um endireitador de fluxo. isto deve ser levado em consideração. anexos à descarga. O desempenho catalogado é ligeiramente reduzido pela transmissão normal por correias. o desempenho destes ventiladores com um mancal na aspiração será ligeiramente menor do que o valor catalogado. . Conseqüentemente. com objetivo de avaliação de desempenho. atingindo seu valor máximo pela concentração de ar no raio externo da voluta. a velocidade de descarga do ventilador não é uniforme através da área de descarga. estas condições de saída quase nunca são obtidas na prática. O comentário feito a respeito dos efeitos do suporte de mancal para os ventiladores de simples aspiração também se aplica a este caso. portanto. Além disso.

não se recomenda que seja de raio pequeno e anexada diretamente à descarga do ventilador. a perda de pressão de descarga seria equivalente a pressão dinâmica. mas somente se a velocidade de descarga nominal do ventilador for menor que 10 m/s para minimizar problemas de geração de ruído. Pobre Correto 15ºmax. especialmente do tipo manga.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Ou o projeto do sistema deveria tentar usar um duto reto de 3 a 5 diâmetros equivalentes de comprimento à jusante do ventilador e. A seguinte tabela mostra um aumento aproximado em RPM e potência absorvida dos ventiladores para os valores catalogados quando não há duto de descarga. além das perdas já citadas.5 mmca. tanto pré-filtros de metal laváveis de 50 mm de espessura ou uma placa perfurada de metal. consideravelmente reduzida. os danos aos filtros. obter uma recuperação estática ou. Quando uma curva tiver que ser usada na descarga do ventilador. como fazem em muitos sistemas de ventilação. Teoricamente. isto também acrescenta uma ligeira perda de pressão para que o ventilador supere. . imediatamente na saída de descarga do ventilador. Quando os ventiladores sopram para dentro de um plenum. enquanto que a resistência de uma placa perfurada depende do tamanho dos furos e da área livre. uma curva de raio médio deve ser usada (raio médio mínimo 1. ocorre uma perda devido ao alargamento repentino na seção de fluxo. A adição de um duto curto de descarga.5 x diâmetro do duto equivalente) ou um duto reto com comprimento de um diâmetro equivalente seguido por um curva quadrada com veios. Esta curta distância até mesmo permite uma redistribuição significativa da velocidade com a recuperação estática correspondente. calculada em função da velocidade de descarga do ventilador. resultarão numa perda menor. Infelizmente. não é recomendado que qualquer transformação repentina para áreas maiores seja usada. A perda de pressão pelos filtros laváveis de 50 mm de espessura geralmente não excede 2. Quando dutos de descarga retos são usados. Curvas nos Dutos As curvas nos dutos. Isto resulta em perdas reais de pressão de descarga de 150 a 300% do que se computaria da velocidade de descarga do catálogo. 5-7 A descarga de um ventilador para dentro de um plenum pós-filtro deve levar em consideração. pois a magnitude desta perda varia com o tipo de ventilador. Recomenda-se que a transição para um duto de área maior seja realizada com uma peça que apresente um ângulo de não mais do que 15º (inclusive) para minimizar as perdas. então. colocados na frente do banco de filtros os protegerão de danos.Transição na Descarga de Ventiladores Centrífugos Recomenda-se que a perda de descarga e num plenum seja obtida do fabricante do ventilador. velocidades de descarga reais médias são de 120 a 180% do valor do catálogo. então. A perda de descarga será. de apenas um ou dois diâmetros equivalentes. Esta perda pode ser estimada consultando-se os dados de desempenho de grelhas no catálogo de qualquer fabricante. Preferivelmente. Esta é a velocidade que é tabulada nos catálogos de ventiladores. Isso é uma prática comum e boa para projetos de dutos. se o ventilador tivesse uma velocidade uniforme em toda sua área de descarga. ao comprimento reduzirá significativamente esta perda repentina devida ao alargamento. 6 . criam uma queda de pressão estática maior do que o esperado devido à turbulência e ao perfil de velocidade existente na descarga. Tipo de Ventilador Sirocco Limit Load Aerofólio Aumento % em RPM 6 4 3 % mínimo Pot ABS 20 13 9 15ºmax. devido ao impacto do ar em alta velocidade a uma curta distância. Por esta razão. Entretanto. (Fig. através disso. a velocidade real não é absolutamente igual ao valor tabulado. se isto não for possível. 6) Fig. fornecer potência adicional para compensar as perdas dinâmicas.

Para a posição C. Esta posição é a mais desfavorável das quatro. a porção de alta velocidade do fluxo da ar fica no mesmo lado da voluta e da curva. tal curva teria uma perda de pressão de 0. A perda dos ventiladores de dupla aspiração é maior porque a velocidade máxima de descarga do ventilador fica no centro e deve ser desviada no lado de fora da curva. a velocidade alta saindo da voluta continua pelo lado de fora da curva.0 vez a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal. sem qualquer espiral. tanto para ventiladores de simples como de dupla aspiração. Estes fatores de perda são somente aproximados. Isto resultará na menor perda das quatro posições. Isso se aplica somente quando o fluxo for uniforme através do duto. poderíamos calcular rapidamente a perda na curva. Nestes ventiladores.9 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. Energia deve ser gasta para desviar o fluxo e. consequentemente. (Fig. O ventilador de simples aspiração tem sua velocidade de descarga máxima no lado oposto àquele que é normal para uma curva. porém eles realmente estabelecem um nível de perda adequado para fins de projeto. Fig. Para a posição A. uma perda adicional é introduzida. Assume-se uma perda igual a 0. Conseqüentemente. e qualquer direção para a qual a girássemos seria irrelevante. onde a velocidade de descarga máxima está centrada como na posição B. 7 mostra uma ilustração das quatro posições). Deveria ser usada sempre que possível. O fluxo numa curva localizada na descarga de um ventilador difere em cada uma das quatro posições. a segunda posição de menor perda para um ventilador de simples aspiração. a redistribuição de velocidade nesta situação resulta em uma perda mais alta do que para os ventiladores de dupla aspiração. Com uma velocidade de descarga não-uniforme e em forma espiral.5 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração. assume-se uma perda igual a 1. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. Para a posição D. a velocidade máxima de descarga fica no lado oposto da curva. Se o fluxo fosse uniforme. Se a velocidade de descarga do ventilador fosse uniforme. Para a posição B.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Presumindo-se que uma curva de raio médio de seção transversal retangular é ajustada à descarga do ventilador. Assume-se uma perda igual a 0.6 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de simples aspiração e 0. A redistribuição de fluxo resultante gera perdas altas. 7 . não podemos aplicar qualquer dos fatores de fricção para dutos e curvas normais que se encontram no Manual ASHRAE ou outras referências. tanto para os ventiladores de simples quanto para os dupla aspiração. ela pode conduzir o ar em qualquer uma das quatro direções.Padrões de Fluxo em Curvas de Descarga Simples e Dupla Simples Aspiração Aspiração Posição A Dupla Aspiração Posição B Simples e Dupla Aspiração Posição C Simples Dupla Aspiração Posição D Aspiração 6-7 . assume-se uma perda igual a 0.75 vezes a pressão dinâmica correspondente à velocidade de descarga nominal para os ventiladores de dupla aspiração.25 x velocidade de descarga do ventilador.

no máximo.Porto Alegre . Fig. Bitencourt. Av. a descarga do ventilador é tratada como se fosse uma descarga livre para dentro de um plenum. e as perdas já explicadas são então usadas. Se estes parâmetros de projeto não puderem ser atendidos.br www.CEP: 91150-010 . A Fig.5 diâmetros equivalentes de comprimento antes da transição.Fax: (51) 3364. Ventiladores de gabinete. Deveria haver um duto reto de 1. 1¹/² dia OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. 8 Construção Apropriada de uma conexão bifurcada numa unidade de dois ventiladores 30º max.com. a fim de que o ventilador alcance o desempenho do catálogo. possuem dois ventiladores descarregando para dentro de um mesmo duto por meio de uma conexão bifurcada. com freqüência.RS e-mail: comercial@otam.BOLETIM TÉCNICO Nº 6 Os ventiladores são freqüentemente instalados em caixas retangulares também chamadas de “gabinetes". Francisco S.1264 Caixa Postal 7056 .com. 1501 Fone: (51) 3364. 30º em cada lado.br 7-7 . 8 mostra as exigências para a conexão bifurcada.otam.5566 . com um ângulo de convergência de.

um rolamento com uma L10 de 60.44 0. w = 2p n rad/s 60 (2) Torque Máximo. A Valor do Fator de Ajuste de Vida Grau de vida Confiabilidade Fator de Ajuste % Entretanto. que não a nominal básica. isto é. É calculada. Queira consultar a tabela abaixo para fator de ajuste. antes que o primeiro sinal de fadiga (escamação. onde: p = 3 para rolamento de esfera p = 10/3 para rolamento de rolos (5) Horas de Operação. L10. é evidente. aparentemente idênticos. venha a atingir ou exceder.62 0. mm S = carga máxima do rolamento. portanto. L10 (ou vida nominal) e concorda com a definição ISO. onde: L10h= 16. N p = expoente de vida.000 N (D/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.667 x n ( ( C S p horas n = velocidade de rotação. que rolamentos aparentemente idênticos operando sob condições idênticas têm vidas diferentes. Equação de Vida do Rolamento O método mais simples de cálculo da vida é a equação ISO para vida nominal básica. tanto em testes de laboratório quanto na experiência prática. 1-2 . Cálculo da Vida do Rolamento (1) Velocidade angular. T = cv x 1.53 0. etc. Por exemplo.33 0. rpm P = potência instalada. Todas as informações apresentadas aqui sobre taxa de carga dinâmica baseiam-se na vida que espera-se que 90% de um grupo bastante grande de rolamentos. N S = carga dinâmica equivalente do rolamento.S = T x 2 N ( ( Onde: n = velocidade de rotação.000 horas. multiplicando-se a vida L10 por 4. cv = P Nm W (3) Carga Dinâmica da polia.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 VIDA DOS ROLAMENTOS DOS VENTILADORES Vida do Rolamento vida de um rolamento é definida como o número de horas de operação numa determinada rotação constante (ou número de revoluções) à qual o rolamento é capaz de resistir. N Fator de Ajuste de Vida O fator para confiabilidade é usado para determinar outras vidas. como segue: p L10h= 16. Uma definição mais clara do termo "vida" é. fissuras. A seleção da polia movida é muito importante para assegurar que a vida L10 não seja abreviada.667 x C horas n S L10 L5 L4 L3 L2 L1 90 95 96 97 98 99 1 0. o termo "vida média" ou L50 é usado. essencial para o cálculo do tamanho do rolamento. rpm C = índice de carga dinâmica básica. Este é o número de horas que 50% de um grupo de rolamentos idênticos e com carga idêntica deverá sobreviver.21 Ocasionalmente.) ocorra numa de suas pistas ou elementos de rolamento. Para rolamentos operando em uma rotação constante. vidas que são atingidas ou excedidas com uma probabilidade maior que 90%. W D = diâmetro da polia. é mais conveniente lidar com uma vida nominal básica expressa em horas de operação.000 horas possui uma vida L50 de 240. Isto é chamado de vida nominal básica.

Francisco S.Fax: (51) 3364.638 (( ( ( OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.3 (3) Carga Dinâmica da polia. 1501 Fone: (51) 3364.3 rad/s 60 60 (2) Torque Máximo. T = cv 1.Porto Alegre .br 2-2 .com.3 Nm w 73.819 x 2 = 3. L10h =16.000 = 409. w = 2p n = 2p 700=73.com. Tipo de ventilador =RSD 800 arr. D = 450 mm Tipo de rolamento. S = T x 2 = 1. Av.378 horas n S 700 3.667 x C ³ = 16. determine a vida do rolamento.1264 Caixa Postal 7056 .667 x 52. P = 30kW Rotação.RS e-mail: comercial@otam.CEP: 91150-010 .700 N (1) Velocidade angular. Bitencourt.5566 .I Potência instalada.BOLETIM TÉCNICO Nº 7 Exemplo Dadas as seguintes especificações.000 = 409.700 3 =72. = GRAE 55 Carga máxima do rolamento.000 = 1819 N (D/2) (450/2) (4) Carga Dinâmica de Partida da Polia.br www. n = 700 rpm Diâmetro da polia movida. cv = P = 30.3 x 1.3 CL. C = 52.otam.638 N (5) Horas de Operação.

Aqui a resistência do sistema será constante. Esta curva pode ser chamada de curva característica do ventilador. Cada componente oferecerá alguma resistência ao fluxo. Observe que a característica do sistema é uma linha horizontal reta. Este ponto de intersecção será o único ponto que irá satisfazer tanto a característica do ventilador quanto a característica do sistema. Esta pressão hidrostática será proporcional à profundidade do reservatório e ao peso específico do líquido (portanto. No entanto. Esses elementos podem ser dutos. portanto. telas e grelhas. haverá um ponto de intersecção das duas curvas.) Nenhum ar pode borbulhar se a pressão máxima produzida pelo ventilador for menor do que essa pressão hidrostática. Deste ponto em diante. portanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 CARACTERÍSTICAS DOS SISTEMAS DE VENTILAÇÃO E DOS VENTILADORES Sistemas de Ventilação m sistema de ventilação consiste de um ventilador (ou vários ventiladores) e vários elementos através dos quais o fluxo de ar pode passar. O total destas resistências é chamado de resistência do sistema ou perda de carga/pressão. No entanto. será bastante elevada para o ferro em fusão). 1. em cada ponto de vazão de ar. dampers. Uma exceção é um reservatório de líquido estacionário através do qual o ar ou um gás é forçado em bolhas. A Fig. U Um sistema de ventilação também terá uma curva característica de perda de pressão versus vazão. bocais. venezianas. curvas. Isso encontra-se ilustrado na Fig. a pressão hidrostática obviamente não dependerá do volume de ar forçado pelo líquido. se a pressão produzida pelo ventilador for adequada. a pressão estática necessária) deverá aumentar com a velocidade e. 2 apresenta a característica do ventilador e a característica do sistema para este caso. Este será. (O volume de ar dependerá somente da quantidade de ar disponibilizada pelo ventilador. quando obstruído. Bolhas de gás poderão passar pelo líquido Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação K Q Característica do Sistema Pe = K . serpentinas de aquecimento e resfriamento. as bolhas fluirão. 1 Característica do ventilador e característica do sistema para um reservatório de bolhas sem qualquer ponto de intersecção. nenhuma pressão extra (apenas mais capacidade do ventilador) é necessária para forçar mais ar pelo líquido. Isso mostrará as pressões estáticas diferentes que serão necessárias para forçar determinados volumes de ar através deste sistema específico. Nenhuma bolha pode passar pelo líquido Característica do Sistema Pe = K Pe K Característica do Ventilador Q Fig. a resistência do sistema (i. Uma curva de um ventilador mostra uma representação típica de pressão estática versus vazão. e o ventilador deve desenvolver pressão estática suficiente para superar estas resistências.e. Fig. independentemente do volume de ar.. Fluxo de Ar através de um Reservatório de Líquido Estacionário Normalmente. transições de expansão ou convergentes. filtros de mangas e outros filtros ou reservatórios de líquidos. Esta curva é chamada de curva característica do sistema. Ela mostra as diferentes pressões estáticas que um ventilador específico produz. com o volume de ar atravessando o sistema. 2 Característica do ventilador e característica do sistema para reservatório de bolhas com ponto de intersecção. Se plotarmos as curvas característica do ventilador e característica do sistema no mesmo gráfico. o ponto de operação. como acontece na ventilação de esgotos ou de ferro em fusão. A pressão estática produzida pelo ventilador tem que ser igual à perda de carga. porque é 1-3 simplesmente a pressão hidrostática apresentada pelo líquido.

22 kg/m² e m = 1. qualquer que seja a pressão estática. O valor do Número de Reynolds correspondente. Fig. conforme mostra a Fig. e o Número de Reynolds (Re) é pequeno. podemos calcular o número Reynolds a partir da seguinte equação: Re = rVD m Onde: r = densidade do gás. Com esse objetivo. À medida que os filtros ficam tapados pelo pó. que podem ter de 4 a 25 m de altura. aproximadamente seis vezes o valor de 0. a característica do sistema é uma linha reta horizontal. independentemente da velocidade do ar. é grande a fim de manter a resistência ao fluxo de ar baixa. a característica do sistema continua sendo uma linha reta. Pe = K x Q Esta é uma linha reta inclinada através da origem. Pode variar de 750-5000 Pa. A característica do sistema para fluxo laminar pode ser calculada a partir da fórmula.015 a 0. porém. mas aumenta com a vazão de ar ou a velocidade. tal como ar passando pelas mangas de filtragem Característica do Ventilador Ponto de Operação Pe Característica do Sistema Pe = K x Q a Q Fluxo através de um Silo de Grãos Vários grãos.82 x 10-5 Ns/m² Para diâmetro de duto de 1 pé = 0. Isto significa que o fluxo pelos filtros de mangas é laminar.305 m Re = (1.82x10-5 Re = 307 Isso está bem abaixo do valor 2000 onde o fluxo turbulento pode iniciar. para pressões mais altas.020 m/s. a pressão estática necessária para soprar ou extrair ar por um sistema de ventilação não é constante. Ventiladores axiais ou ventiladores centrífugos são usados para forçar ar aquecido para dentro do silo. Para ar padrão.5 2-3 . Fluxo através de Filtros de Manga A área total das mangas. a eficiência do filtro melhora. arroz.305) 1. Para pressões menores.015 a 0. indicando que a pressão estática necessária para forçar bolhas pelo líquido é constante. a velocidade do ar passando pelo tecido é muito baixa. é de aproximadamente 2100. desde 0 m3/s ao ponto de operação e além dele.1 m/s. A fórmula para esta característica de sistema é: Pe = K (Q)0 = K A constante K determina a altura da linha horizontal acima da linha de vazão de ar. r = 1. cevada e trigo devem ser secados após a colheita para evitar que o grão estrague. são necessários ventiladores centrífugos. Ns/m² Para o ar padrão. a velocidade do ar que passa pelo grão fica em torno de 0. em kg/m³ V = velocidade média do ar. À parte essa exceção. tais como milho. m m = viscosidade do ar. o início de um fluxo ligeiramente turbulento. No entanto. e a fórmula para a característica do sistema é Pe = K(Q)1. 3 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo laminar. mesmo quando os filtros começam a ser bloqueados pelo pó. eles são armazenados em silos cilíndricos para grãos.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Repetindo. soja.22)(0. m/s D = diâmetro do duto. Como resultado da área grande. numa câmara de filtragem. e a resistência do sistema e o ângulo a aumentam. A constante K determina o declive da linha reta: K = tana. A pressão estática necessária para superar a resistência do sistema depende da altura do silo e do tipo de grão. porém. então.020 m/s que passa pelos filtros de manga já analisados. aproximadamente 0. 3. A pergunta agora é: com que rapidez aumentará? A resposta é: depende da velocidade do ar e do tipo de fluxo de ar resultante (laminar ou turbulento). os ventiladores axiais podem ser usados.015)(0.

um ventilador axial de 710 mm distribuiu 4.4015 = 9. como os usados em prédios. indicando a mesma coisa que para um sistema de ventilação. Suponhamos que o nosso sistema consista deste duto de 715 mm de diâmetro interno mais algum outro equipamento. O duto de 715 mm de diâmetro interno possui uma área de 0. como mostra a Fig. a curva fica mais íngreme. (Somente na seção dos filtros estas grandezas ainda são pequenas). 5 Característica do ventilador e característica do sistema para fluxo turbulento.0 m³/s contra uma pressão estática de 600 Pa.015 0. Tabela 1. 4 Característica do ventilador e característica do sistema. Para silos mais altos e para uma maior compactação dos grãos (tal como trigo). como ar passando por silos para grãos A fórmula para a característica de sistema agora é Pe= K(Q)² Esta é uma parábola pela origem. Característica do Ventilador Pe Ponto de Operação Fig. Fig. Uma vez que este valor de Reynolds está muito acima de 2000.0/0.3)2 = 59 Pa. como mostra a Fig. Característica do Sistema Pe = K x Q² Q É interessante observar que a equação básica da perda por atrito.0195 L Pd D é proporcional a (Q)². A Tabela 1 resume os quatro tipos diferentes de sistemas de ventilação.96 m/s e a pressão dinâmica será Pd = (9. o que é normal em sistemas de ventilação. para um duto redondo e reto com diâmetro constante e paredes lisas: f = 0. Nosso valor de Reynolds será de Re = 477370.4015m². Se um ponto da característica do sistema for conhecido. A constante K determina o declive da curva.100 9.5 2 Pe = K (Q) Resevatório borbulhante Filtro de Mangas Silo para Grãos Sistema de Ventilação Laminar Ligeiramente turbulento Turbulento 0. Por exemplo. a velocidade do ar será de V = 4. para fluxo ligeiramente turbulento.Comparação das Condições de Fluxo para Quatro Sistemas de Ventilação Tipo de Sistema Tipo de Fluxo Velocidade do ar (m/s) Número de Reynolds Fórmula para a característica do sistema Pe = K (Q) 0 Pe = K (Q) Pe = K (Q) 1.96/1.BOLETIM TÉCNICO Nº 8 Esta é uma curva através da origem. resultando em uma pressão de resistência total de 600 Pa. 4. conseqüentemente. os outros pontos podem ser calculados e a parábola pode ser plotada. este é um fluxo definitivamente turbulento. prevalecendo em sistemas de ventilação Característica do Ventilador Característica do Sistema Pe = K x Q1.5 Ponto de Operação Q Pe Vazão por um Sistema de Ventilação Em um sistema de ventilação convencional.960 307 2100 477000 3-3 . 5. tanto a velocidade do ar quanto o valor de Reynolds é consideravelmente maior do que em filtros de mangas ou em silos para grãos.

R (mm) e massa m (kg) deslocada devido a um excesso de massa me (g).. eT em mm e para a velocidade de rotação. Vide Fig. Referindo-nos à Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 DESBALANCEAMENTO RESIDUAL PERMISSÍVEL m rotor desbalanceado pode causar vibrações e tensões no próprio rotor e em sua estrutura de suporte. G em mm/s está ligado ao desbalanceamento residual máximo. eixos. etc. Equação eT Este método está de acordo com a norma ISO 1940/1-1986. e essa mudança. 3. O valor de "e" também expressa a tolerância de balanceamento ou a excentricidade residual. está ligada ao valor do desbalanceamento me (gramas) para um rotor de raio R (mm) e massa m (kg) através da fórmula abaixo. e (mm). eixo.0 para valor de balanceamento. Esta excentricidade.3 (amplitude de velocidade de vibração = 6. Quando o disco está em movimento de rotação. sua extremidade descrevendo um círculo. As vibrações podem ser transmitidas pelo solo até às máquinas adjacentes e prejudicar seriamente sua precisão ou funcionamento adequado. n em rpm pela fórmula: eT = 10 x G (N/1. O desempenho diminui por causa da absorção de energia pela estrutura de suporte. Os dados fornecidos pela balanceadora permitem a mudança da distribuição de massa de um rotor. necessário que se balanceie o rotor para obter uma ou mais das seguintes condições: (a) (b) (c) (d) (e) (f) (g) (h) Aumentar a vida do rolamento Minimizar a vibração Minimizar ruídos Minimizar tensões de operação Minimizar fadiga e aborrecimento dos operadores Minimizar perdas de potência Aumentar a qualidade do produto Satisfazer os consumidores U Excentricidade significa não ter o mesmo centro ou eixo de rotação. age sobre me e é transmitida para o eixo. As vibrações exercem tensões alternantes altamente indesejáveis nos suportes e elementos estruturais e podem terminar causando seu colapso total. torna-se necessária uma tolerância para balancear. localizar e medir o desbalanceamento. irá equilibrar o rotor. por sua vez. R M Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento. Uma vez que não é possível haver um balanceamento de 100%. Por exemplo. considere um disco com raio. é necessária para detectar.). polia. ou máquina de balancear. Definições Desbalanceamento é a distribuição desigual da massa nos corpos girantes (rotor. Esta vibração induzida. Isso resulta no deslocamento do eixo de sua posição de repouso.3 mm/s) para balancear os rotores. em um ponto em particular. Torna-se. pequeno. reduzindo substancialmente sua vida útil. e = me . pode causar desgaste excessivo nos rolamentos. ao redor de sua posição normal.000) 1-3 . portanto. estamos seguindo a recomendação ISO e usando um grau de qualidade de balanceamento de G6. Vide Fig. nunca pelo balanceamento em si. O desbalanceamento de apenas um componente girante de um conjunto pode fazer com que todo o conjunto vibre. uma força centrífuga. buchas. 1. 2. engrenagens. Objetivo da Balanceadora Uma balanceadora. F. Este deslocamento é chamado de excentricidade. etc. Usando a recomendação ISO G4. O balanceamento é detectado pela observação da ausência de desbalanceamento. quando feita de forma correta.

me Rotação Eixo F Cálculo do Desbalanceamento Residual Permissível ou Tolerância de Balanceamento eT = 10 x G = 10 x 4 = 50mm (n/1.1 kg Raio da polia. R = 152mm Grau de balanceamento. G =4(significa velocidade de vibração = 4mm/s para a polia).0 00) 800/1.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Exemplo Considerando-se os seguintes dados. R m => me = e .66 g para esta polia. 2 2-3 . m = 50 x 8. determine o desbalanceamento residual permissível e o valor mínimo do desbalanceamento residual. Rotação. p e = me .66g R 152 Fig. 1 Posição de Repouso F E Portanto. a Excentricidade Residual Permissível é 50 mm e o Desbalanceamento Residual Permissível é de 2.000 Cálculo do Valor Máximo de Desbalanceamento Residual.1 = 2. m = 8. n = 800rpm Massa da polia. Fig.

otam.br 3-3 .Fax: (51) 3364.5 1 2 5 10 20 50 100 200 Velocidade de Rotação Máxima de Serviço 500 1000 2000 r/s NOTA . Bitencourt.BOLETIM TÉCNICO Nº 9 Fig.Porto Alegre .1 30 50 100 200 500 1000 2000 5000 10 000 50 000 100 000 r/min 0.5 0.O valor numérico após a letra G é igual ao produto de eper x rotação.br www. Francisco S. 3 Valor de Desbalanceamento Máximo Residual Permissível correspondente aos diversos Graus de Qualidade de Balanceamento Desbalanceamento Residual Permissível por Unidade de Massa do Rotor. e per .mm/Kg (Deslocamento Residual Permissível do Centro de Massa.RS e-mail: comercial@otam.2 0. 5 10 G 1 5 G 0.com.CEP: 91150-010 . em micrometros. para balanceamento em um plano de correção) 100 000 G 50 000 0 63 G 20 000 0 25 10 000 G 0 10 5 000 2 000 1 000 500 G 40 200 G 16 100 G 6.5566 . Av. 1501 Fone: (51) 3364. U per/m = e per em g. 50 3 G 20 2. 4 2 1 0.com.1264 Caixa Postal 7056 . expressa em milímetros por segundo OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.

Tabela 1. ou próximo do. baseado no nível de potência sonora específica.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 CÁLCULO DA POTÊNCIA SONORA DO VENTILADOR O ruído do ventilador é uma função de seu projeto (Kw). O ruído do ventilador pode ser classificado em termos do nível de potência sonora específica. O número de decibéis a ser acrescentado a esta banda é chamado de incremento de freqüência de pá (BFI).Aerofólio.Curvado para frente . um ventilador não for ou não puder ser selecionado de forma ótima. de forma que a operação caia neste ponto ou perto dele. deverá atender essa situação. deve-se fazer um incremento na banda de oitava em que recai a freqüência da pá. que é definida como o nível de potência sonora gerada por um ventilador operando a uma capacidade de 1 m³/s (ou 1 cfm) e uma pressão de 1 Pa (ou 1" de água). nas bandas de oitava. é vantajoso para a conservação de energia e corresponde aos níveis de ruído mínimos para aquele ventilador. Freqüência da Passagem das Pás (Bf) Estudos recentes mostram que. o nível de potência sonora específico serve como base para comparação direta dos níveis de banda de oitava de vários ventiladores. os níveis de potência sonora. se tais dados não estiverem disponíveis prontamente. Ponto de Operação Os níveis de potência sonora específicos fornecidos na Tabela 2 são para ventiladores que estiverem operando no. Embora qualquer divisão desse tipo seja necessariamente arbitrária. Se este catálogo não estiver disponível.Pá radial. é melhor obtida a partir dos dados de teste reais do fabricante do ventilador. veja os Boletins Técnicos nº 4 e 12. e como base para um método convencional de calcular os níveis de ruído de ventiladores em condições de operação reais. do tipo de ventilador. Reduzindo-se todos os dados de ruído do ventilador para esse denominador comum. para vários ventiladores. construção e aplicações. realizando determinado trabalho. de pás)/60 O número de pás e a rotação do ventilador podem ser obtidas no catálogo de seleção de ventiladores. Para registrar esta freqüência de passagem da pá. ponto de rendimento de pico da curva do ventilador. soprador Vaneaxial Tuboaxial Propeller 250 HZ 500 HZ 125 HZ 125 HZ 63 HZ 63 HZ Os níveis de potência sonora específicos e os incrementos de freqüência da pá encontram-se listados na Tabela 2. e a força desse tom depende. Os ventiladores geram um tom na freqüência de passagem da pá. A freqüência da pá (Bf ) é: Bf = (rpm x Nº. pressão total (Pt) e rendimento (h). as divisões de tamanho indicadas são práticas para se estimar o ruído do ventilador. vazão de ar (Q). conforme mostra a tabela 3. o nível de ruído produzido irá aumentar e um fator de correção C. em parte. curvado para trás ou inclinado para trás . os ventiladores menores são um pouco mais barulhentos do que os maiores. poderão ser estimados através do seguinte procedimento. Para uma descrição mais completa dos tipos de ventiladores. Se. Isto está de acordo com a prática recomendada para a seleção de tamanho e rotação de um ventilador. A geração de potência sonora de um determinado ventilador.Banda de Oitava em que o Incremento de Freqüência da Pá (BFI) ocorre Tipo de Ventilador Banda de Oitava em que BFI ocorre Centrífugo . Entretanto. sob condições de teste aprovadas. por quaisquer motivos. 1-3 . a Tabela 1 pode ser usada.

5m > 1m < 1m > 1m < 1m Todos 63 32 36 47 45 55 63 39 37 41 40 48 125 32 38 43 39 48 57 36 39 39 41 51 250 31 36 39 42 48 58 38 43 43 47 58 500 29 34 33 39 45 50 39 43 41 46 56 1000 28 33 28 37 45 44 37 43 39 44 55 2000 23 28 25 32 40 39 34 41 37 43 52 4000 15 20 23 30 38 38 32 38 34 37 46 8000 13 15 20 27 37 37 26 35 32 35 42 BFI 3 2 8 Vanexial 6 Tuboaxial 5 Propeller 5 Onde: Tabela 3 . conforme segue: Os valores do nível de potência sonora estimado são calculados para todas as oito bandas e o BFI é acrescentado à banda de oitava na qual a freqüência de passagem da pá cair. Exemplo: Um ventilador Sirocco RSD 500 foi selecionado para suprir 4. curvado para trás inclinado para trás Curvado para frente Pá radial Soprador Tamanho do Rotor > 0.Fator de Correção Devido o Ponto de Operação Fora do Rendimento de Pico Rendimento Estático % de Pico 90 a 100 85 a 89 75 a 84 65 a 74 55 a 64 50 a 54 Fator de Correção C 0 3 6 9 12 15 Lw = K w= Q = Q1= P = P1= C= nível de potência sonora estimado do ventilador (dB re 1 pW) nível de potência sonora específico (ver tabela 2) vazão de ar.000472.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Tabela 2 . quando a pressão for em Pascal (1 polegada H O) 2 fator de correção em dB. quando a vazão estiver em m³/s (1 para cfm) pressão total em Pascal (ou polegada H 2 O) 249.9m < 0. para o ponto de operação do ventilador. Este fator de correção deverá ser aplicado a todas as bandas de oitava. Previsão de Potência Sonora do Ventilador (Lw) Os níveis de potência sonora nas condições de operação reais poderão ser estimados usando-se a vazão e a pressão total do ventilador. m³/s (cfm) 0. Ele possui 41 pás e opera a 904 rpm.15 m³/s a 750 Pa. com rendimento estático de 56%.5m < 0.9m Todos > 1m 1m a 0. HZ Tipo de Ventilador Centrífugo Aerofólio.Níveis da Potência Sonora Específicos (dB re 1pW) e Incrementos de Freqüência da Pá (BFI) para Vários Tipos de Ventiladores Freqüência Central das Banda de Oitava. Qual é o nível sonoro estimado? Lw = Kw + 10log(Q/Q1) + 20 log (P/P1) + C 2-3 .

P Q 10 log + 20 log P1 Q1 = 10 log O BFI cai na banda de oitava de 500Hz.57 = 49 Passo 3: Calcule o Bf para determinar em qual banda de oitava recai o BFI Bf = (rpm x no.2 dB = > LwA = 85. Bitencourt.3 De acordo com a Tabela 3.Fax: (51) 3364.br www.5 125 43 49 0 92 -15. Percentual de rendimento estático de pico = (56/62) x 100 = 90.com. = > Lw (linear) = 98.0 81 1000 28 49 0 77 0 77 2000 25 49 0 74 +1 75 4000 23 49 0 72 +1 73 8000 20 49 0 69 -1 68 98.CEP: 91150-010 . como mostra a Tabela 4. HZ Referência Passo 1 Passo 2 Passo 3 Passo 4 Lw (dB) Linear = Fator Escala A LwA (dB) = 63 47 49 0 96 -25. Passo 4: Determine o fator de correção C para rendimento fora de pico. De acordo com os dados de desempenho no catálogo.com.5 500 33 49 2 0 84 -3. este ventilador apresenta um rendimento de pico de 62%. que engloba o intervalo de 355 a 710Hz. 1501 Fone: (51) 3364.44 + 9.8 dB(A) ( ) ( ) 4. Francisco S. Passo 2: Calcule os níveis de potência sonora adicionais devido a vazão de ar e pressão.Exemplo de Cálculo Freqüência Central das Banda de Oitava.8 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.5 70.Porto Alegre .5 76.5566 .otam.2 Potência Sonora 85. Av.5 250 39 49 0 88 -8.RS e-mail: comercial@otam. de pás)/60 = (904 x 41)/60 = 617 Hz Tabela 4 .15 ( 0.br 3-3 . C = 0.5 79.000472 ) + 20 log ( 750 249 ) = 39.1264 Caixa Postal 7056 . Combine todos os quatro passos.BOLETIM TÉCNICO Nº 10 Passo 1: Obtenha o nível de potência sonora específico (Kw) da Tabela 2 para ventilador curvado para a frente.

A O tipo de modulação tipicamente usada em aplicações com dutos são: (a) (b) (c) (d) (e) (f ) Controle do volume de ar na voluta Dampers de aspiração Dampers de descarga Registro radial de aspiração Modulação da rotação Variação do passo das pás do ventilador Fig. tais como sistemas de volume de ar variável. tanto a vazão quanto a pressão são alterados. enquanto outros têm exigências de pressão variável. durante a operação. 1 Tipos de Modulação para Ventilador Centrífugo DAMPER DE PÁS PARALELAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO DAMPER DE PÁS OPOSTAS PARA CAIXA DE ASPIRAÇÃO CAIXA DE ASPIRAÇÃO DIFUSOR REGISTRO RADIAL TIPO CÔNICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS HORIZONTAIS REGISTRO RADIAL TIPO CILÍNDRICO DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS HORIZONTAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS OPOSTAS VERTICAIS DAMPER DE DESCARGA COM PÁS PARALELAS VERTICAIS 1-4 . com freqüência. A fim de acomodar estas variações.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 MODULAÇÃO DO DESEMPENHO DO VENTILADOR lguns sistemas de ventilação têm exigência de capacidade variável durante a operação. alguma forma de modulação de desempenho do ventilador é exigida.

Instabilidade do Ventilador e Paralelismo". abaixo de aproximadamente 50% da vazão máxima (descarga livre). embora o damper de volume na voluta sirva um propósito útil de controlar o efeito de paralelismo de ventiladores. eles permitem pouca modulação de capacidade sem forçar o ventilador a operar em uma parte instável de seu intervalo de desempenho. deve-se tomar cuidado para assegurar que os dampers de aspiração não possam ser fechados enquanto o ventilador estiver operando. causando uma mudança correspondente na pressão estática do ventilador e variando a vazão. Dampers de Descarga Dampers de descarga são um método de variar a vazão em um intervalo de desempenho um tanto estreito. Entretanto. Os dampers de aspiração meramente adicionam resistência ao sistema. automaticamente. reciprocamente. Assim. uma vez que eles são freqüentemente montados na frente de uma abertura de ar externa ou na frente de uma série de serpentinas. Dampers de volume na voluta às vezes são usados em pequenos ventiladores como um meio de ajustar rapidamente o fornecimento de ar. eles realmente aumentam o nível de ruído à medida que se aproximam de uma posição fechada.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Controle do Volume de Ar na Voluta Isto é discutido sob o título "Instabilidade do Sistema. Portanto. Os dampers de descarga não alteram a área de instabilidade do ventilador. conforme indica o gráfico ao lado. Primeiro. eles não devem ser usados para a modulação da vazão. Em segundo lugar. 2 mostra o desempenho dos ventiladores com dampers de descarga. Nem dampers de descarga nem dampers de aspiração têm muito efeito no nível de ruído do sistema na posição totalmente aberto. a partir de um dispositivo sensor de pressão estática. Portanto. em ventiladores centrífugos tipo aerofólio. Uma vez que os dampers de descarga são tipicamente montados sobre a descarga do ventilador. o motor do ventilador não deve iniciar seu funcionamento até que esses dampers estejam pelo menos parcialmente abertos. Para uma interrupção liga-desliga (on-off) a fim de evitar a circulação do ar. motores devem ser colocados nos dampers para fechá-los depois que o motor do ventilador tenha desligado. A Fig. Se os dampers forem usados para regular o sistema. geralmente não há necessidade de se preocupar com a pressão estática excessiva vir a danificar os dampers. a resistência do damper deveria suportar pelo menos 1000 Pa de pressão estática. Há duas desvantagens básicas referentes aos dampers de aspiração. Se o ventilador for capaz de desenvolver uma pressão estática maior do que essa na RPM operante. este não é considerado um bom meio de controle de capacidade. . uma trava manual pode ser colocada no mecanismo dos dampers a fim de evitar que eles se fechem 2-4 completamente. Dampers de Aspiração O objetivo principal dos dampers de aspiração é evitar o retorno e a circulação de ar quando a unidade é desligada. são muito maiores no tamanho do que a aspiração do ventilador. O rendimento é reduzido. e a própria natureza do controle do volume de ar na descarga faz com que seja difícil operar. Eles operarão satisfatoriamente na condição de 100% fechado a menos que a pressão estática do ventilador exceda a capacidade estrutural dos dampers. Portanto. não é recomendado para modulação de capacidade. ao todo. em aplicações de pressão média e baixa. A magnitude do aumento é uma função da velocidade do ar e do diferencial de pressão estática. o diferencial de pressão estática através do damper é distribuído em uma grande área. a área dos dampers fica relativamente pequena. Isso pode ser feito através de um sensor de fim-de-curso nos dampers que impede a operação do motor do ventilador quando os dampers estão completamente fechados e permite a operação do ventilador somente quando os dampers estiverem suficientemente abertos para impedir uma alta pressão estática de sucção. Normalmente. Estes dampers aumentam a pressão estática do sistema para modular o fluxo de ar. Devido a essa segunda desvantagem. Entretanto. O diferencial de pressão estática através da maioria dos dampers de aspiração usados nas "air handling units" (AHU) numa central de ventilação não deve exceder 1000 Pa. deve-se tomar cuidado a fim de se certificar de que o ventilador não é capaz de produzir uma pressão estática suficiente para empenar ou ruir os dampers.

o registro radial realmente propicia alguma economia no custo de operação. isto não apresenta nenhum problema em particular. O ruído e a vibração resultantes são conhecidos por sacudirem todo um andar. Por outro lado. uma redução na vazão. Há três desvantagens em se usar registros radiais de aspiração para modulações de capacidade. na pressão estática e na potência absorvida. em relação aos dampers de pás paralelas e de pás opostas. Independentemente dessa economia. se ele for operado na maior parte do tempo no intervalo de 60 a 80 % da vazão de projeto. Uma vez que o registro radial custa de duas a três vezes o valor dos dampers de descarga de pás paralelas. Isso resulta da dificuldade em se usar acionamentos de velocidade variável como correia em V. a redução de capacidade é substancial. para cada posição do registro. em longos períodos de tempo.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Fig. a potência absorvida também aumenta. Além disso. o ventilador pode ser forçado a operar num intervalo instável de funcionamento. os quais são providos de acionamento direto. Na verdade. o registro radial é útil para a redução de capacidade em ventiladores centrífugos grandes que exijam mais de 3-4 100 cv. curvas separadas para a pressão estática e potência absorvida versus vazão são geradas. 20 a 30 %. em tais ventiladores grandes. embora chamados de registros. a área do cubo é um percentual muito pequeno do total e a redução é negligenciável. A magnitude desta economia é geralmente de. Primeiro. não vale a pena usá-los a menos que a redução da capacidade seja pelo menos 50%. . seu único objetivo é iniciar um giro do ar na direção da rotação à medida que este entra no ventilador. Portanto. com o cubo e o mecanismo de rotação localizados no centro. Com aplicações de acionamento por correia. a curva da potência absorvida gerada é menor do que a curva da potência absorvida com as pás bem abertas. fica em média aproximadamente 25 % nestas condições. como conseqüência.Desempenho de um Damper de Descarga para Ventilador Tipo Aerofólio 140 Percentual de Pressão Estática Máxima e Percentual de Potência Absorvida Máxima (vazão nula) Curva do sistema a 52% da vazão máxima 130 120 110 100 90 80 70 60 50 40 30 20 10 0 0 10 20 30 40 Variação estável da vazão 50 60 70 80 90 100 6’ 5’ 4’ 3’ 6 5 4 3 2’ 2 1 Seleção original nas condições de projeto Potência absorvida 1’ Percentual de Vazão Máxima (pressão nula) Registro Radial na Aspiração Registros radiais na aspiração às vezes são chamados erroneamente de registros de vortex. cria uma queda de pressão cuja magnitude é uma função do tamanho do ventilador. 2 . aproximadamente. uma vez que a velocidade do ventilador pode prontamente ser aumentada para compensar. Para ventiladores muito pequenos. a redução de capacidade também ocorre quando as pás estão na posição totalmente abertas. com ventiladores muito grandes. A vorticidade resultante tem. Segundo. Portanto. Porém. Isto deve provavelmente ocorrer quando ele é usado para modular um sistema de pressão estática constante. A construção do registro. já que a economia de potência gerada. Como as pás do registro são moduladas. o cubo é um percentual relativamente grande da área total de aspiração.

Isto aumenta a potência absorvida em aproximadamente 9. Uma vez que os dados de teste são limitados. Isso também evidencia o problema de acionamento por correia em V.com. Um método de variação do passo das pás do ventilador permite uma alteração no passo enquanto o ventilador estiver em operação.com. redutores mecânicos de velocidade. uma boa regra a seguir é adicionar 5 dB ao nível de ruído do ventilador quando um registro radial for usado. mais do que qualquer um dos métodos anteriores para uma dada vazão e pressão estática. Variação do Passo da Pá do Ventilador Ventiladores axiais encontram-se disponíveis com pás de passo ajustável para permitir a variação do seu desempenho. se tiver um registro radial na aspiração com pás na posição totalmente abertas. ter algum tratamento acústico. Terceiro. Isto torna o ventilador bem adequado para aplicações tal como controle automático da pressão estática para sistemas de volume de ar variável. para ventiladores maiores que exijam mais de 100cv. uma vez que a modulação de controle pode ser realizada facilmente. ( (( ( ( (( ( Q2 N2 = Q1 N1 Q2 N2 = Q1 N1 2 ( (( ( W2 N2 = W1 N1 3 OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Por isso. a variação poderá permitir algum aumento no rendimento se a pressão estática tiver sido grosseiramente superestimada quando a seleção original tiver sido feita. Em ventiladores acionados por correia.Fax: (51) 3364. até mesmo em uma posição totalmente aberto. todavia. incluindo: motores de multivelocidade.BOLETIM TÉCNICO Nº 11 Por exemplo. maior será o custo. a geração de ruído devido à mudança no passo da hélice é facilmente trabalhada. transmissões hidráulicas.CEP: 91150-010 .br 4-4 .3%. Esta forma de modulação de capacidade geralmente reduzirá a potência absorvida. o registro radial aumentará o nível de ruído do ventilador. o fabricante de ventiladores deve ser consultado para informações referentes ao intervalo instável de operação. Em unidades com acionamento direto. Antes de se usar um registro radial. o que pode vir a ser um problema se a potência absorvida estiver muito próxima à potência nominal do motor indicada pelo fabricante. Meios razoavelmente precisos devem estar disponíveis para estimar a redução da capacidade para vários tamanhos de ventiladores. Modulação da Rotação A variação de rotação nos ventiladores pode ser realizada de diversas maneiras.otam. Francisco S.5566 . Uma vez que o ventilador axial deve.1264 Caixa Postal 7056 . Todos estes dispositivos afetam o desempenho do ventilador segundo as seguintes leis: Deve-se tomar cuidado ao usar esse tipo de modulação em um sistema que requeira pressão estática constante no ventilador. na medida em que a pressão estática no ventilador se reduz proporcionalmente ao quadrado da redução de RPM. 1501 Fone: (51) 3364. Quanto mais sofisticada a modulação e seus controles. Av. geralmente.RS e-mail: comercial@otam. dependendo da seleção original. a RPM deve ser aumentada em aproximadamente 3% com um rotor de 900 mm de diâmetro para atingir capacidade total. a maior desvantagem neste tipo de modulação de ventilador é o custo adicional do dispositivo. Isto pode ser usado para aumentar ou diminuir a capacidade do sistema em ventiladores com acionamento direto. Nos dispositivos de estado sólido o controle deve estar intimamente associado ao motor para operar apropriadamente. Bitencourt. e dispositivos de estado sólido (inversores de freqüência).br www. o uso do registro radial torna-se mais do que um problema. e aos níveis de ruído resultantes. à redução de capacidade devido à restrição de área de aspiração.Porto Alegre .

7 DWDI Para acionamento por correias ou conexão direta. Motor montado na base ou conectado diretamente através de flanges (4K).8 SWSI .4 SWSI Para acionamento direto. Rotor em balanço. ARR. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. Nenhum mancal no ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS DE VENTILADORES Associação Internacional de Controle e Movimentação do Ar (AMCA) adotou uma norma que define os arranjos para vários tipos de ventiladores usados em aplicações de ventilação em geral.Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. dois mancais com motor montado do lado de dentro da base. Mancais apoiados em mão-francesa fixada na carcaça do ventilador. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor. Os tipos de arranjos incluem: (f) (a) (b) Arranjos para Ventiladores Centrífugos Arranjos para Ventiladores Centrífugos Tubulares A (c) (d) (e) Arranjos para Ventiladores Axiais com ou sem Difusor e Caixa de Aspiração Designações para Sentido de Rotação e Posição de Descarga de Ventiladores Centrífugos Posições de Motor de Ventiladores Centrífugos com Acionamento por Correias Posição da Caixa de Aspiração para Ventiladores Centrífugos ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. dois mancais com motor montado do lado de fora da base.10 SWSI Para acionamento por correias. 3. Equivalente ao arranjo 1 mais base estendida para o motor. Dois mancais ou mancal monobloco na base.2 SWSI Para acionamento por correias.1 SWSI Para acionamento por correias. 1-7 . ARR. ARR. Rotor em balanço. ARR. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR.7 SWSI Para acionamento por correias ou conexão direta. Rotor em balanço montado no eixo do motor. ARR. Um mancal de cada lado apoiados na carcaça do ventilador. ARR.3 DWDI Para acionamento por correias. ARR.3 SWSI Para acionamento por correias. ARR. Rotor em balanço.9 SWSI Para acionamento por correias. Rotor em balanço.Equivalente ao arranjo 3 mais base para motor.

dois mancais ou mancal monobloco na base. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Para designação de sentido de rotação e posição de descarga ver norma AMCA 99-2406 Para posições de motor em transmisão por correias ver norma AMCA 99-2407 Para designação da posição das caixas de aspiração ver norma AMCA 99-2405 ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes.3 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias.3 DWDI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. 2-7 .3 SWSI COM PEDESTAL INDEPENDENTE Para ventilador com acionamento por correias. 8 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por conexão direta através de luva elástica. Caixa de aspiração pode ser autoportante. com eixo estendendo-se pela caixa de aspiração. Carcaça auto-portante. Carcaça auto-portante. 1 SWSI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO Para acionamento por correias. Carcaça auto-portante. 3. ARR. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. Carcaça auto-portante. 7 e 8 também são disponíveis com mancais montados em pedestais ou conjunto de bases independentes da carcaça do ventilador. Rotor em balanço. Um mancal em cada lado apoiados em pedestais independentes. ARR.3 DWDI COM CAIXA DE ASPIRAÇÃO E P E D E S TA I S I N D E P E N D E N T E S Pa r a ventilador com acionamento por correias. ARR. dois mancais ou mancal monobloco na base que é estendida para abrigar o motor.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2404 SWSI = Ventiladores de Simples Aspiração DWDI = Ventiladores de Dupla Aspiração Os Arranjos 1. ARR. Caixa de aspiração pode ser auto-portante. Rotor em balanço.

suportes. Vista da Descarga 360 315 45 270 90 225 180 135 ARRANJO 9 Para acionamento por correias. Os Arranjos 4 e 9 podem ser equipados com suportes para instalação no piso. as fixações de motor 135. Especificar se o fluxo de ar é do motor em direção à helice (M-H) ou da hélice em direção ao motor (H-M). e as fixações de motor 45. 90. na parede ou no teto. As posições dos motores. Outro método para instalar ventiladores na vertical encontra-se ilustrado à direita. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça. 180 e 225 não estão disponíveis para ventiladores no piso. portas de inspeção. Rotor em balanço fixado num eixo apoiado por mancais montados dentro da carcaça.. Descarga horizontal. Para descarga horizontal e vertical. suportes para instalação no piso ou ambos. Rotor em balanço fixado ao eixo do motor. parede ou invertidos instalados no teto. Geralmente. O sentido de rotação dos ventiladores é determinado visualizando-se a partir da extremidade da descarga do ventilador. Para descarga horizontal e vertical. Suportes de Montagem no Teto Suportes de Montagem no Piso 3-7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS TUBULARES CONFORME NORMA AMCA 99-2410 Motor à Esquerda ARRANJO 1 Para acionamento por correias. são determinadas visualizando-se a descarga do ventilador conforme apresentado na figura do arranjo 9. etc. Especifique se o ventilador deve ser equipado com suportes para instalação no teto. Especificar se a descarga de ar do ventilador é para cima ou para baixo nos ventiladores montados verticalmente. Vista da Descarga ARRANJO 4 Para acionamento direto. 270 e 315 poderão não estar disponíveis para ventiladores suspensos no teto. Motor montado independente da carcaça. A posição destes suportes determina quais posições de motor estarão disponíveis para sua fixação. Motor montado dentro da carcaça. Motor Mostrado na Posição 360 Vista da Descarga MONTAGEM VERTICAL A seta indica a direção do fluxo de ar. Projetado para instalação do motor do lado de fora da carcaça em uma das posições padrão ilustradas.

3 mais base comum para o motor. Dois mancais sobre suportes internos.7 Para acionamento por correias ou conexão direta. Acionamento através da carenagem das correias. 1 mais base comum para o motor.1 Para acionamento por correias ou conexão direta por luva elástica.3 Para acionamento por correias ou conexão direta. Rotor em balanço. 4-7 . ARR. Rotor em balanço montado no eixo do motor. Dois mancais localizados à montante ou à jusante da hélice. Acionamento pela aspiração. ARR.8 (1 OU 2 ESTÁGIOS) Para acionamento por correias ou conexão direta. Nenhum mancal no ventilador. Equivalente ao arr. Rotor em balanço. Hélice entre mancais que estão sobre suportes internos. Motor na carcaça ou na base comum. ARR. DOIS ESTÁGIOS ARR. ARR.4 ARR4. DOIS ESTÁGIOS Para acionamento direto.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 ARRANJOS PARA VENTILADORES AXIAIS COM OU SEM DIFUSOR E CAIXA DE ASPIRAÇÃO-NORMA AMCA 99-3404 ARR1.9 MOTOR EM BASE COMUM Para acionamento por correias. ARR. Motor sobre suportes internos. Equivalente ao arr.9 MOTOR NA CARCAÇA ARR. Observação: Todas as orientações dos ventiladores podem ser horizontais ou verticais.

conforme a necessidade. 4.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 DESIGNAÇÃO PARA SENTIDO DE ROTAÇÃO E POSIÇÃO DE DESCARGA DE VENTILADORES CENTRÍFUGOS Horário Descarga para cima H/90o Horário Topo angular para cima H/135o Horário Topo horizontal H/180o Horário Topo angular para baixo H/225o Horário Descarga para baixo H/270o Horário Base angular para baixo H/315o Horário Base inferior horizontal H/0o Horário Base angular para cima H/45o Anti-horário Descarga para cima AH/90o Anti-horário Topo angular para cima AH/135o Anti-horário Topo horizontal AH/180o Anti-horário Topo angular para baixo AH/225o Anti-horário Descarga para baixo AH/270o Anti-horário Base angular para baixo AH/ 315o Anti-horário Base inferior horizontal AH/0o Anti-horário Base angular para cima AH/45o Observações: 1. e sua designação é feita em graus a partir de tal eixo de referência padrão. 3. 5. O ângulo de descarga poderá ser qualquer ângulo intermediário. a direção da rotação e da descarga é determinada com o ventilador em repouso no chão. 2. A direção da rotação é determinada a partir do lado do acionamento do ventilador. 5-7 . Para o ventilador invertido para suspensão no teto ou instalação em parede lateral. O ângulo da descarga está relacionado ao eixo horizontal do ventilador. Em ventiladores de dupla aspiração com acionamento em ambos os lados. o lado do acionamento é aquele que tiver a unidade de acionamento com maior potência. Em ventiladores de simples aspiração. o lado do acionamento sempre é considerado o lado oposto da aspiração do ventilador.

Y ou Z.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DO MOTOR PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS DE ACIONAMENTO POR CORREIA CONFORME NORMA AMCA 99-2407 A localização do motor é determinada posicionando-se de frente para o lado do acionamento do ventilador. e designando-se as posições do motor com as letras W. X. conforme o caso. 6-7 .

CEP: 91150-010 .Porto Alegre . 2. Bitencourt. 3. A posição da caixa de aspiração é designada em graus no sentido horário do eixo vertical superior.br 7-7 .br www.com. e poderá ser qualquer ângulo intermediário que venha a ser necessário.BOLETIM TÉCNICO Nº 12 POSIÇÕES DA CAIXA DE ASPIRAÇÃO PARA VENTILADORES CENTRÍFUGOS CONFORME NORMA AMCA 99-2405 360 315 45 315° 360° 45° 270 270° 90° 90 225° 180° 135° 225 135 180 Observações: 1. 1501 Fone: (51) 3364. 4. As posições 135º a 225º podem interferir com estrutura do piso em alguns casos. A posição da caixa de aspiração e da entrada de ar para a caixa de aspiração é determinada a partir do LADO DE ACIONAMENTO DO VENTILADOR. como mostra a ilustração. A linha de referência é o eixo do ventilador. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.com.RS e-mail: comercial@otam.5566 .Fax: (51) 3364.otam. Av.1264 Caixa Postal 7056 . Francisco S.

A equação ilustrada abaixo é a de Rayleigh-Ritz.4A²) 24EI W dst2 = WL³ 3EI onde: w = W = E = I = L = 1-4 (1) Deflexão estática máxima do eixo (dst1) massa do eixo.3) A W W A L dst2=WA(3L² . é obtida através da soma da deflexão estática máxima do eixo rotativo e da deflexão provocada pela carga.81 m/s²) dst = deflexão estática máxima total A rotação crítica depende da magnitude. que é a velocidade crítica de rotação. mesmo na ausência de carga externa. o cálculo da rotação crítica para o eixo dos ventiladores é necessário.2) L dst1= wL³ 8EI (2) 2. A magnitude da deflexão depende do seguinte: (a) rigidez do eixo e seu suporte (b) massa total do eixo e peças anexas a ele (c) desbalanceamento da massa com relação ao eixo da rotação (d) quantidade de amortecimento no sistema Portanto.4) L Q 1. Nc= 30 g p dst onde: g = aceleração da gravidade (9. A prática sugere que a rotação de operação máxima não deve exceder 75% da rotação crítica. as Equações Rayleigh-Ritz e Dunkerley.1) L/2 Deflexão estática máxima somente devido à carga (dst2) W L/2 L dst2 = WL³ 48EI 2. que irá criar uma vibração ressonante em determinadas rotações. kg massa do rotor.1) L dst1= 5wL³ 384EI 1. Rotação Crítica. conhecida como Rotação Crítica. do comprimento do eixo. m4 comprimento do eixo.B²)³ ² 9 3 EIL 2. m . da localização e do tipo de carga carregada pelo eixo. de seu diâmetro e do tipo de suporte de mancal.2) A W B L dst2=WB(L² . kg/m² para eixo SAE 1045 =200 x 108 kg/m² momento de inércia = pD4/64. Em geral. Equação da Rotação Crítica (Nc) Existem dois métodos utilizados para calcular a rotação crítica. dst.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 ROTAÇÃO CRÍTICA DOS EIXOS ualquer eixo rotativo. sofre flexão durante a rotação. Ambas as equações são aproximações à primeira freqüência natural de vibração. a equação de Rayleigh-Ritz superestima e a equação de Dunkerley subestima a freqüência natural. O peso combinado de um eixo e de um rotor pode causar uma deflexão. kg módulo de elasticidade. Deflexão Estática Máxima Total (dst) A deflexão estática máxima. 2.

5(0.66 x 10-9 201.66x10-9) =0.20 30.59 x 10-9 Massa por Metro (kg/m) 2. a rotação máxima de operação seria de: 1675 x 0.000319 =1675 rpm (a) Deflexão a partir do peso do eixo somente (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI Ver figura 1. I Módulo de elasticidade.1 5(13.37 m = 0.99 9. W Comprimento do eixo.87 =13.17 x 10-9 1178. encontre a rotação crítica.000139 m L (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.37)² 24(200x10 8)(125.205)²] = 7.000139 = 0.81 =30 p 0.205)[3(1. Modelo: Ventilador Tipo Duplex com Dois Mancais W A W A Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . 1 (b) Dadas as seguintes especificações.85 x 10-9 19.37)³ = 384(200x10 8 )(125.000319 m Diâmetro do eixo.51 7.3 .5 kg = 1.4(0.00018 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.85 5.52 kg (ver Tab.79 x 10-9 449.20 Exemplo No. w = 40 mm = 7. E Massa do eixo.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 =1.17 x 10-9 39.18 x 10-9 636.87 13.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Tabela 1 Diâmetro do Eixo D (mm) 20 25 30 35 40 45 50 55 60 70 Momento de Inércia I (m4) 7. L Cota A Momento de inércia.40 18.70 22.75 = 1256rpm 2-4 .66x10 -9) =0.4A²) 24EI Ver figura 2.29 x 10-9 306.00 15.52)(1.1) (d) Rotação crítica (Nc) NC=30 g p dst 9.76 x 10-9 73.00018 + 0.37 x 9.205 m = 125.47 3.66 x 10-9 125. D Massa do rotor.

sendo um lado do mancal em balanço.66x10-9) =0.9kg Verificação da rotação crítica no trecho em balanço W A Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1 = 5wL³ 384EI 5(8.5215m = 0.27kg (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA(3L² . I Módulo de elasticidade. (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.000055 m 3-4 .035 rpm Verificação da rotação crítica no trecho entre apoios W A W A Considerando um coeficiente de segurança de 25%.197m = 1.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 Exemplo No. w (a) = 0.000216 m Entre Apoios Balanço (d) Diâmetro do eixo.114m = 8.4A²) 24EI . W Momento de inércia.66x10-9) =0.000107 m Deflexão a partir do peso do eixo (dst1) dst1= Wl³ 8EI = 4.4kg = 73.114)³ = 384(200x10 8 )(73.000109 m Cota A Cota L Massa do eixo.75 = 1526 rpm L Cota A Cota L Massa do eixo.534m = 4.4(0.66 x 10-9 m4 = 200 x 108 kg/m2 Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.27(0.197)[3(1. E = 35mm = 5. D Massa do rotor. a rotação máxima de operação seria de: 2.035 x 0.000107 = 0. 2 Verificar a rotação crítica de um ventilador triplex com dois mancais.000109 + 0.66x10-9) =0.114)² 24(200x10 8 )(73.000216 =2.534)³ 8(200x10 8 )(73.9)(1.40(0.81 =30 p 0. w (a) L = 0.197)²] = 5.

RS e-mail: comercial@otam.CEP: 91150-010 .980 x 0.5215)³ = 3(200x10 8 )(73.75 = 1. que é = 1.com. Francisco S. Av. a rotação máxima de operação seria de: 1.000228 m =1.Fax: (51) 3364. isto é.BOLETIM TÉCNICO Nº 13 (b) Deflexão a partir da carga somente (dst2) dst2= WA³ 3EI 5.4(0.Porto Alegre .000055 + 0.980 rpm OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.81 =30 p 0.485 rpm Conclusão: Trecho entre Apoios Rotação Crítica Rotação de operação máxima Trecho em Balanço Rotação Crítica Rotação de operação máxima =2.485 rpm. 1501 Fone: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 . a rotação de operação máxima para este ventilador deve estar de acordo com o trecho em balanço.526 rpm (c) Deflexão estática máxima total (dst) dst = dst1 + dst2 = 0.br www.980 rpm =1.66x10-9) =0.035 rpm =1.485 rpm Portanto.br 4-4 .000228 =1. Bitencourt. (d) Rotação crítica para o trecho entre apoios (Nc) NC=30 g p dst 9.5566 .com.000173 = 0. a menor rotação obtida.000173 m Considerando um coeficiente de segurança de 25%.otam.

a temperatura. o tipo e a quantidade de lubrificante.81 m/s²) (2) T estruturas. porque a freqüência de partidas.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 TORQUE DE PARTIDA DO VENTILADOR orque. JFP . Durante o período de partida.5 a 2. Equação do Torque de Partida Torna-se. Ts = J x a g Onde: J= momento total de inércia. e outras variáveis devem ser levadas em consideração. que não serão apresentados aqui. no qual a força está agindo. o torque inicialmente apresenta uma ligeira queda para o torque mínimo e. portanto. Tabela 1 Número de pólos 2 4 6 8 Tempo de Partida (s) 3-4 4-6 4-8 5 . Não há qualquer tempo de partida padrão que possamos seguir. J MP JF % Torque 200 150 100 - n1n0 Rotação nM JM J FP nF Tempo de Partida do Motor O tempo de partida de um motor de indução é o fator mais crítico. Isso nos habilita a determinar se o motor selecionado é capaz de produzir torque suficiente para levar o ventilador da rotação zero até a rotação de operação. JF = PD² = M x (R² + r²) kgm² 4 2 Momento de inércia da polia. sobe para o torque máximo. sem exceder suas limitações de projeto.. 1-3 ² J =(J F + J FP) x nF + JMP+ J M kgm² nM ( ( . Fórmulas para Cálculo do Torque de Partida (1) Momento de inércia do ventilador.10 O tempo de partida do conjunto motor/ventilador nunca pode ser maior que 80% do tempo de rotor bloqueado informado no catálogo do motor. geralmente de 1. é necessária uma série de outros cálculos. rad/s² g= aceleração por gravidade (9. 1. Para o tempo real de partida. tamanhos de carcaça. dependendo do tipo de máquina sendo acionada. JMP = m x R² kgm² 2 (3) Momento de inércia total. kgm² a= aceleração angular.5 vezes o torque de plena carga. ele possui um torque relativamente alto. conforme representado na Fig. pois um período de partida excessivamente longo provoca um aumento de temperatura prejudicial ao motor. necessário calcular o torque de partida do ventilador. A Tabela 1 apresenta aproximações para o tempo de partida do motor. então. Quando o motor dá a partida. etc. número de pólos e custo do motor. ele varia de acordo com fabricantes diferentes. caindo novamente. é uma medida de energia exigida para iniciar a movimento de um corpo que gira sobre um eixo fixo. também conhecido como o momento da força.

19 kgm² = 30. J FP = m x R² = 12.44 kgm² (5) Velocidade angular.81 . a = w/t S rad/s² (6) Torque de partida.000 m3/h e pressão estática 450 Pa.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.5 x 0. outros fatores não considerados) Pergunta Podemos selecionar um motor de 4 pólos? Ele consegue dar a partida no ventilador? Verifique o torque de partida.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador.8 kgfm g 9. w = 2pn M rad/s 60 (5) Aceleração angular.3 kW potência instalada = 22 kW (inclui 20% de perdas para transmissão de potência. selecione um ventilador adequado. Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida = 1455 rpm = 4s 2-3 (1) m R r JFP Momento de inércia do ventilador.3 + 0. Ts = J x a = 8.31) x 808 + 0.255² 2 2 =0.04 + 0. kgm² JM =momento de inércia do motor. nF = 747 rpm potência absorvida = 17. m = raio interno do rotor/polia.1rad/s² (7) Torque de partida. m =momento de inércia da polia do ventilador. JF = PD² = 105 = 26.5 kg = 808 rpm = 105 kgm² onde: = massa do rotor/polia. Solução Ventilador selecionado = RSD 1000 Rotação do ventilador.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 (4) Velocidade angular.1 x 0. kg = raio externo do rotor/polia. s Exemplo Considerando-se as seguintes especificações: vazão 70. Ts = J x a Kgfm g Momento de inércia do motor. kgm² nF = velocidade de rotação do ventilador.4/4 = 38. rpm nM =velocidade de rotação do motor.9 kgfm = 450 mm = 12. kgm² JMP =momento de inércia da polia do motor. a = w/t S= 152. J MP = m x R² = 5.44 x 38.125² 2 2 =0. JM Torque de partida do motor. rpm tS =tempo de partida do motor.19 1455 ( ( ( ( = 8.1 = 32. w = 2pn M = 2p(1455) = 152. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.4 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 0.4 kgm² (4) Momento de inércia total.1 kg = 250 mm = 5.

124 + 0.br 3-3 .RS e-mail: comercial@otam. o motor de 4 pólos não é adequado para este caso.otam.1 kg = 335 mm = 7.BOLETIM TÉCNICO Nº 14 O motor selecionado deve apresentar um torque de partida no mínimo igual ou maior do que o torque de partida da carga no ponto de operação. J FP = m x R² = 12. o motor de 6 pólos selecionado será adequado para a operação.br www.3 + 0. TM Diâmetro da polia do ventilador Peso da polia do ventilador Diâmetro da polia do motor Peso da polia do motor Velocidade real do ventilador PD² do ventilador = 965 rpm = 5s = 0.1 rad/s 60 60 (6) Aceleração angular.31) x 761 + 0.5566 .22 = 35.22rad/s² (7) (1) Momento de inércia do ventilador.com. 17. JM Torque de partida do motor.1/5 = 20.Porto Alegre .16 x 20.12 kgm² Torque de partida.1 x 0. Bitencourt. ² J =(JF + J FP ) x nF + JMP+ JM nM ² =(26.488 kgm² = 46.8 x 0.31 kgm² (3) Momento de inércia da polia do motor.Fax: (51) 3364.8 kg = 761 rpm = 105 kgm² (5) Velocidade angular. Uma vez calculado Ts >TM. w = 2pn M = 2p(965) = 101. 1501 Fone: (51) 3364.488 965 ( ( ( ( = 17. J MP = m x R² = 7. JF = PD² = 105 = 26.81 Uma vez calculado Ts < TM .com.3kgm² 4 4 (2) Momento de inércia da polia do ventilador. Francisco S.178² 2 2 =0. OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA.4 kgfm Ts = J x a = g 9. Av.CEP: 91150-010 .16 kgm² Experimentar um motor de 6 pólos? Do Fabricante do Motor: Rotação do motor Tempo de partida Momento de inércia do motor. (4)Momento de inércia total.1264 Caixa Postal 7056 . a = w/t S = 101.62 kgfm = 450 mm = 12.255² 2 2 =0.

00001 0. L W =10 log10 onde: W = potência sonora Wo = potência sonora de referência = 10-12 Watts A Tabela 1 é uma listagem da potência sonora e do nível de potência sonora equivalente para fontes acústicas comuns. a pressão sonora de referência. energia. então o ambiente acústico em que o equipamento for testado e a localização da estação de medição devem ser referenciados. impulsão de 7000 lb Avião de linha com 4 propulsores Orquestra com 75 instrumentos Martelo grande de rebarbamento Buzina de carro Rádio hi-fi Voz. o nível de pressão sonora não é um meio conveniente de especificação do índice de ruído de um equipamento.10 ( ll ( dB 0 onde: I = intensidade Io = intensidade de referência = 10-12 W/m² Decibéis Trata-se de uma unidade matemática usada para expressar o nível da potência sonora ou pressão sonora. à pressão sonora dividida pela pressão sonora de referência (ao quadrado) sendo portanto: ² L P =10 log10 p dB p0² P ( ( O nível de potência sonora (Lw) é definido como a razão logarítmica da potência sonora emitida dividida por uma potência sonora de referência.0001 0. Quanto mais longe da fonte. a intensidade sonora diminui pelo quadrado da distância. Pode ser expressa em W/m². O nível de pressão sonora é proporcional. O decibel é uma expressão logarítmica da razão de 1 . Pode ser expressa em Watts ou em decibéis. Fonte Níveis de Potência (dB re 10-12 W) 180 170 160 140 130 120 110 100 90 80 70 60 50 Potência (W) 1.001 0. em campo livre. em determinada localização. .01 0. Nível de Intensidade Sonora A potência acústica passando através de uma área unitária é definida como a intensidade sonora. Já que ondas sonoras irradiam esfericamente a partir de uma fonte pontual. o nível de pressão sonora. nível de conversação Quarto Sussurro A potência sonora é um parâmetro significativo para especificar o desempenho acústico de um componente de equipamento que emita ruído. O Nível de Intensidade Sonora é definido como: L 1 =10 log 10 Foguete Saturno Motor de turbo-jato com pós combustão Motor de turbo-jato. Nível de Pressão Sonora É a pressão acústica em um ponto do espaço em que o microfone ou o ouvido do ouvinte estiver localizado. Independe do ambiente em que o equipamento está localizado. é 2 x 10-5 Pa para ruído transmitido pelo ar.000 100 10 1 0. Enquanto que os níveis de potência sonora não podem ser medidos diretamente.000001 0. porém. gritando (média) Escritório Voz. a potência sonora é o taxa em que a energia acústica é irradiada a partir de uma fonte sonora.000 100.0000001 dB (W W ( 0 onde po. Pode ser expressa em unidade de pressão ou em decibéis.1 0.000 10.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 FUNDAMENTOS DE RUÍDO Nível de Potência sonora or definição. Se níveis de pressão sonora forem usados para especificar índices de ruído do equipamento. uma vez que depende do ambiente em que o equipamento está localizado e a localização da estação de medição em relação ao equipamento. No entanto. não pode ser medida diretamente. pode ser medido. menos energia por unidade de área.000.

também produzindo um nível sonoro de 70 dB.Gráfico para Combinar ou Adicionar Níveis Sonoros 3 Combinando Decibéis Na maioria dos ambientes industriais. Qual é o nível de ruído total? Se tomássemos o primeiro par. 75 e 73 dB.6 + 10 8. conforme ilustra o exemplo seguinte. a determinada distância. porém menos acurado. permita que LP1. ( n L P . elas não podem ser somadas algebricamente. 84 e 89 dB quando operados individualmente. LP2. o nível combinado seria 82 dB. em alguns casos. Lpt L P .5 0 0 2 4 6 8 10 12 14 Diferença dos Níveis Sonoros Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno é de 75 dB. respectivamente. que é quase o nível sonoro a poucos metros da decolagem de um Boeing 747. O nível de um ventilador maior adjacente é de 81 dB. t=10 log10 S 10 i=1 Decibéis a Adicionar ao Maior dos Dois Níveis Sonoros 2. Portanto: Potência Sonora L =10 log 10 Potência Sonora de Referência Outro método popular e fácil de usar. para combinação de níveis de decibéis. 81 dB e 75 dB.. e use a seguinte expressão a fim de determinar o nível de pressão sonora total. 1 em 6. LP3.1. [ [ Fig. como vimos no exemplo anterior.10 . o nível de potência sonora. 1. utiliza o gráfico apresentado na Fig. o som é emitido a partir de mais de uma fonte ou em freqüências diferentes. é o nível combinado. LPn sejam os níveis de pressão sonora n a serem combinados para produzir o nível de pressão sonora total ou cumulativo. .5 1 0. se o nível de pressão sonora de uma máquina em determinado ponto for de 70 dB e uma segunda máquina for ligada.75 dB = 6 dB. Qual é o nível combinado? Diferença entre os dois níveis: = 81 dB. o nível sonoro combinado não é de 140 dB. Obviamente. O decibel representa um décimo de um bel. a curva passa pela ordenada de 1 dB. i /10 ( dB Exemplo Três ventiladores produzem.. De acordo com a Fig. Por exemplo. e é necessário que se calcule o nível de pressão total ou cumulativo ou. t=10 log 10 S 10 i=1 =10 log 10 =10 log 10 = 91dB ( ( 10 ( 10 n L P . Mais do que dois níveis desiguais podem ser combinados tomando-se as combinações em pares. Adicione 1 dB ao mais alto dos dois níveis: = 81 dB + 1 dB = 82 dB. i /10 ( 84/10 86/10 + 10 + 10 8. 75.5 2 1. Exemplo Quatro fontes distintas possuem níveis de ruído LP de 81. Para desenvolver um método que combine estes valores de níveis..9 89/10 ( 8. uma vez que as escalas em decibéis são logarítmicas por natureza.4 + 10 ( 2 . níveis de ruído de 86. Qual é o nível sonoro cumulativo no ponto determinado se todos estiverem operando ao mesmo tempo? L P .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 A unidade "bel" é usada em engenharia de telecomunicações como uma unidade adimensional para a razão logarítmica de duas quantidades de potência.

Para este caso especial. 92 e 93 dB. 4 pode ser muito útil. Torna-se óbvio. que. Existem alguns "truques" para economizar tempo. A Fig. Na maioria dos problemas de controle de ruído. 75 dB e 73 dB. 82 dB + 1. estão inseridos como mneumônicos.2 (-1) (+ 2. Observando-se a semelhança com a equação para nível de pressão sonora total.Combinando Bandas de 1/3 de Oitava para Obter Nível Sonoro de Banda de Oitava Frequência Central de Banda de 1/3 de Oitava 1600 Lp 90 (-2) +2. 90. em grupos de três. o método do gráfico discutido há pouco é igualmente aplicável para combinar níveis de potência sonora.5 dB = 83. Esta é uma exigência comum em controle de ruído. 3.Formato Recomendado para Combinar Níveis Sonoros Fig. i /10 ( dB onde LWt é o i-ésimo decibel de nível de potência sonora. 3 . de acordo com o gráfico da Fig. sua soma é apenas 3 dB maior. 2 94. Quais são os níveis sonoros combinados para a banda de oitava cuja freqüência central é 2000 Hz? 3 . o gráfico apresentado na Fig. o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de 2 dB. refere-se à combinação de níveis de um terço de oitava para obter níveis de oitava.5 dB. e quando a diferença exceder 10 dB ou mais. Exemplo Os níveis de pressão sonora de um terço de oitava para as bandas 1600. . 1. Agora temos os níveis combinados resultantes. uma análise da banda de oitava seria obtida. no controle de ruído. níveis de ruído combinados ou medidos podem ser arredondados para o inteiro mais próximo com erro negligenciável. 2 . 2000. A diferença = 82 dB. Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Para o segundo par. Este gráfico pode ser muito valioso na avaliação do impacto da operação de várias máquinas idênticas na mesma área.10 ( n L W. Observe que as diferenças entre os níveis estão entre parênteses e que os números a serem adicionados. e o nível na banda de oitava total. 1. Um outro erro que freqüentemente ocorre. sobre as freqüências centrais de banda de oitava. se níveis sonoros para todas as 24 bandas de um terço de oitava de 50 a 10000Hz fossem combinados. de acordo com a Fig. Considere o seguinte exemplo. a diferença é 2 dB e. Portanto.5 db 77 A partir deste exemplo. A partir do gráfico na Fig. 82 dB e 77 dB.8 db 93 2000 92 2500 93 Hz Conforme ilustrado na Fig. de acordo com o gráfico. 75 dB + 2 dB = 77 dB.6 ) 96.5 dB. LWt de n níveis de potência sonora é: L W . o número de decibéis a ser acrescentado ao maior nível é de aproximadamente 1. fica claro que o método recursivo pode ser estendido a qualquer número de níveis sonoros. 1.77 dB = 5 dB. Lpt.8 dB. respectivamente. Assim. 3. os níveis são combinados de acordo com a Fig. a contribuição do nível menor é inferior a 0. Freqüentemente é desejável combinar níveis de ruído iguais. De modo semelhante. Quando dois níveis são iguais. na faixa de 2000Hz é de 96. 5 83. o nível de potência sonora combinado ou total cumulativo. e 2500 Hz eram. 2 apresenta um formato recomendado para realizar esta soma recursiva. t=10 log 10 S 10 i=1 Lp 81 (-6) +1 82 75 75 (-2) +2 73 (-5) + 1. de acordo com o exemplo precedente. para combinar.5 dB.

8 dB. 4 . de acordo com a Fig. o nível combinado = 75 + 13. Bandas de 1/3 de Oitava Quando informações mais detalhadas do que as fornecidas por uma análise de banda de oitava forem necessárias. O intervalo de freqüência sonora que pode ser ouvido é dividido convencionalmente em oito bandas de oitava. em dividir o espectro em bandas geometricamente relacionadas e fáceis de usar. uma análise de banda de 1/3 de oitava poderá ser aplicada. Calcule os níveis combinados (pior caso) dos sopradores se cada um produz 75 dB .8 dB = 82. o aumento. 10 8 Incremento (dB) 6 4 2 0 ESPECTRO DE FREQÜÊNCIA O intervalo de freqüência. 24 ventiladores pequenos deverão ser instalados como parte de um sistema de filtragem de pó. 5a mostra um exemplo de plotagem de nível de banda de oitava como função da freqüência.8 dB. por exemplo. de 707 a 1414 Hz. A Tabela 2 fornece as freqüências centrais e os limites de banda de oitava que foram padronizados através de acordo internacional. 4 foi construído de acordo com a seguinte equação em um intervalo de 0 a 10: Incremento em dB = 10 log10 (N) dB onde N é o número de fontes. 5b nos mostra um exemplo de plotagem de medição de ruído em bandas de 1/3 de oitava. Devido ao amplo intervalo de variação. A Fig. Qual é o nível de ruído combinado a 1 m se quatro ventiladores forem operados em proximidade? Número de fontes = 4 De acordo com Fig. o nível combinado = 75 dB + 7. ou seja. ou o espectro. o nível de incremento é de 7. 4. 2 3 4 5 6 NÚMERO DE FONTES 7 8 9 10 Exemplo O nível de ruído de um ventilador centrífugo pequeno a 1 m é de 88 dB. De acordo com a Fig. Incremento em dB = 10 log10 (24) = 13. . para fins de análise. 4 . 82.Gráfico para Combinar Níveis Sonoros Iguais Uma vez que temos quatro conjuntos de 6 ventiladores. engenheiros acústicos concordam.10 Bandas de Oitava Uma oitava é um intervalo de freqüência entre dois sons cuja razão de freqüências é 2. de maior interesse na engenharia de controle de ruídos varia de aproximadamente 50 a 20000 Hz.8 dB para 6 ventiladores. portanto.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Fig.8 = 88.8 dB Alternativamente. 24 fontes podem ser consideradas como quatro conjuntos de 6 ventiladores. A Fig. aumento em dB = 6 dB Nível combinado = 88 dB + 6 dB = 94 dB O gráfico na Fig. Uma banda de oitava inclui todas as freqüências entre as duas extremidades de freqüência. 4. é de 6 dB. 4.8 dB + 6 dB = 88. Exemplo No teto de uma "sala limpa". A Tabela 3 fornece as freqüências centrais e o limite de banda de bandas de 1/3 de oitava que foram padronizados por convenção internacional.8 dB Considerando que um ventilador produz 75 dB.

Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de Oitava Fig. Hz 1 18 63 90 45 45 2 21 125 180 90 90 3 24 250 355 180 175 4 27 500 710 355 355 5 30 1000 1400 710 690 6 33 2000 2800 1400 1400 7 36 4000 5600 2800 2800 8 39 8000 11200 5600 5600 Tabela 3 Bandas de 1/3 de Oitava ANSI (Valores Calculador Arrebatados) As Bandas de 1/3 de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por ANSI S1. Hz Freqüência Inferior.0 x 10-5Pa) 100 90 90 80 80 70 70 60 60 50 50 40 5 1 2 6 1 2 6 1 63 120 250 500 1000 2000 4000 8000 100 1000 10000 FREQÜÊNCIA CENTRAL 1/3 DE OITAVA (Hz) FREQÜÊNCIA CENTRAL BANDA DE OITAVA(Hz) 5 .1984 e S1.1986 Banda Nº1 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Largura de Banda. Hz Largura de Banda.11 . Hz 29 30 31 Banda Nº6 (AMCA) 32 1600 1800 1400 400 33 34 Banda Nº7 (AMCA) 35 3150 3550 2800 750 36 4000 4500 3550 950 37 5000 5600 4500 1100 Banda Nº8 (AMCA) 38 6300 7100 5600 1500 39 8000 9000 7100 1900 40 10000 11200 9000 2200 800 100 1250 900 1120 1400 710 900 1120 190 220 280 2000 2500 2240 2800 1800 2240 440 560 Fig.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Tabela 2 Bandas de oitava ANSI (Valores Calculados Arrebatados) As Bandas de Oitava mais freqüentemente usadas são definidas por Normas ANSI para Filtros de Bandas de Oitava ou 1/3 de Oitava Banda Nº (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Largura de Banda.Exemplo de Plotagem de Medição de Ruído por Bandas de 1/3 de Oitava 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 39 40 41 42 NÍVEL PARA BANDA 1/3 DE OITAVA (dB re 2. Hz Freqüência Superior. 5a . Hz Freqüência Superior. 5b .6 . Hz Freqüência Superior.0 x 10-5Pa) NÍVEL DE PRESSÃO SONORA (dB re 2.10 . Hz 17 50 56 45 11 18 63 71 56 15 19 80 90 71 19 Banda Nº2 (AMCA) 20 100 112 90 22 21 125 140 112 28 22 160 180 140 40 Banda Nº3 (AMCA) 23 200 224 180 44 24 250 280 224 56 25 315 355 280 75 Banda Nº4 (AMCA) 26 400 450 355 95 27 500 560 450 110 28 630 710 560 150 Banda Nº5 (AMCA) Banda Nº (ANSI) Freqüência Central. Hz Freqüência Inferior. Hz Freqüência Inferior.

Escala de ponderação A . uma escala de freqüência ponderada simplesmente é uma tabela de correções que é aplicada a níveis de pressão sonora. as escalas geométricas de ½ de oitava e 1/10 de oitava são usadas.10 . B. como uma função da freqüência. Escala de Ponderação de Freqüência Por definição. A escala A é o sistema mais amplamente usado devido à sua correlação excelente com testes realizados.Característica da Resposta de Freqüência das Ponderações em Medidores de Nível de Ruído 90 10 RESPOSTA RELATIVA EM DECIBÉIS A 0 C -10 B D BeC D -20 -30 A -40 -50 20 50 100 200 500 1000 2000 FREQÜÊNCIA EM HERTZ 5000 10000 20000 6 . com base na energia.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão média.é uma ponderação proposta para possibilitar a mensuração do nível de ruído percebido (PNL). apresentam aplicações bastante limitadas e especiais. Escala de ponderação D . Fig. Escala de ponderação C .para simular a resposta do ouvido humano ao ruído de avião. A Fig. determinado acuradamente de acordo com as leituras de nível de pressão sonora em bandas de 1/3 de oitava. Certamente. 6 apresenta as correções para diferentes ponderações em um intervalo de 20 a 20000 Hz. porém. As Escalas B e C foram baseadas em experimentos que incorporaram tons puros.BOLETIM TÉCNICO Nº 15 Outra Banda de Oitava? Não se deve inferir desta discussão que as bandas de oitava e de 1/3 de oitava sejam as únicas escalas geométricas usadas atualmente por engenheiros acústicos. Escalas de ponderação comuns são A. C e D. que não são normalmente encontrados em aplicações de ventiladores.para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão alta. 6 .para simular a resposta do ouvido humano ao som de nível de pressão baixa. Escala de ponderação E . e fornece resposta aproximadamente igual em todas as freqüências. Escala de ponderação B .

Fonte Pontual Irradiando Fonte Pontual r1 Fonte Pontual A fonte sonora mais básica é chamada de fonte pontual. obtemos: L P.20log 10 (r) . então. L P.11 = 110 . A pulsação rápida produz um deslocamento de moléculas e uma flutuação de pressão dinâmica correspondente. e a grande variedade de superfícies de reflexão. podemos calcular o nível de pressão sonora LP. Qual é o nível de pressão sonora a 20 pés ao longo da mesma linha radial? L P (a 20pés) = L P (a 5 pés) . Exemplo O nível de pressão sonora medido a 5 pés de uma fonte sonora de radiação é 98 dB. O termo “básico” aqui usado não deve inferir em simplicidade.1= L W . o movimento da onda resultante diverge uniformemente numa forma esférica.20log 10 (r1) .20log10 (r1 ) = 20log10 r2 1r ou reescrevendo. a fonte pontual é freqüentemente comparada a uma esfera pulsante.12 = 86 dB ( ) = 110 . Exemplo Uma pequena fonte.1 e LP.11 L P. A pressão sonora em r1 e r2 é: L P.1 .1 em r1.1 . a dependência do nível de potência sonora. O nível de pressão sonora é. Se medirmos o nível de pressão sonora LP. As características de radiação da maioria das fontes sonoras são geralmente complexas.26 . ainda acrescentam complexidade ao campo sonoro.20log 10 (20) . está pendurada livremente ao ar livre.20log 10 20 5 = 98 . Uma vez que as frentes de onda geradas com cada pulsação sempre ocorrem em fase. Em sua forma mais elementar. Qual é o nível de pressão sonora a 20 m da fonte? Nível de pressão sonora.11 = 73 dB 7 .11 onde: LW= nível de potência sonora da fonte pontual (re 1012 W) r = distância radial a partir da fonte (m) O termo constante foi arredondado para o decibel mais próximo. qual é o nível sonoro no ponto B? Para responder esta pergunta e outras de natureza semelhante. que não pode ser medida. conforme mostrado na Fig. é eliminada.20log 10 (r2) . Uma relação útil entre o nível de pressão sonora Lp e o nível de potência sonora LW é dada por: L P = L W .11 dB dB Fig.10 .20log 10 (r) . cujo nível de potência sonora LW é 110 dB. LP é dado por: L P = L W .2 = 20log10 (r2 ) . A equação pode ser colocada de outra forma útil como segue: Permita que LP.2 sejam a pressão sonora a uma distância radial r1 e r2 respectivamente. 73 dB a 20m. especialmente nos ambientes industriais e públicos. deve-se ter uma compreensão das propriedades básicas da propagação do som. 7.2= L W .2 = L P.2 em qualquer distância r2 na mesma linha radial.20log10 r2 r1 ( ) ( ) dB Desta forma.L P.11 dB dB r2 r Subtraindo-se as duas equações e observando que o nível de potência sonora LW para a fonte é o mesmo. 7 .BOLETIM TÉCNICO Nº 15 PROPAGAÇÃO DO SOM Uma das perguntas mais freqüentemente formuladas quanto ao controle de ruído é: Dada uma fonte sonora no ponto A.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É interessante observar que, se tomarmos o caso especial de r2/r1 = 2, a diferença entre os níveis de pressão sonora é de 6 dB. L P,1 - L P,2 = 20log10(2) ~ = 6 dB

L P, 30° = 75 dB L P,re = 100 - 20log 10 (10) - 11 = 100 - 20 - 11 = 79 dB DI 30° = L P,q - L P, re = 75 - 79 = 4 dB Se o nível de pressão sonora a 30º e raio de 10 m tivesse sido de 85 dB, o índice seria DI 30° = 85 - 79 = + 6 dB Se os padrões de irradiação não forem extremamente direcionais, digamos menos que ±6 dB, uma forma mais útil e simplificada de equações pode ser escrita a fim de se obter uma boa aproximação de primeira ordem do campo sonoro:

Uma vez que r2 /r1 = 2 corresponde ao dobro da distância da fonte, temos a origem da regra freqüentemente citada " 6 dB para duplicar a distância." Vale observar, no entanto, que, para distâncias suficientemente grandes, a maioria das fontes podem ser consideradas uma fonte pontual, e isso resulta em radiação esférica para resultados de primeira ordem. A maioria das fontes sonoras, encontradas em ambientes industriais e públicos, não são nãodirecionais. Para considerar a direcionalidade, um termo DIq deve ser adicionado à equação de propagação básica que acrescenta consideravelmente à sua generalidade. L P = L W + Dl q - 20log 10 (r) - 11 Onde DIq = índice de direcionalidade. Mais especificamente, o índice de direcionalidade é normalmente definido conforme segue: Dlq = L P, q - L P,re Onde, LP,q = nível de pressão sonora medido na distância r e ângulo q a partir de uma fonte de potência sonora W irradiando em um espaço livre. LP,re = nível de pressão sonora medido na distância r a partir de uma fonte pontual não diretiva de potência W irradiando em um espaço livre. Observe-se que o índice de direcionalidade é algébrico, ou seja, positivo ou negativo. Exemplo: Uma fonte de nível de potência sonora de 100 dB irradia em um espaço livre. O nível de pressão sonora a 10 m e ângulo de 30º é de 75dB. Qual é o índice de direcionalidade para 30º? Admitindo radiação uniforme
8 - 10

dB

L P = L W - 20log 10 (r) + (L P,q- L P ) - 11 dB onde: LP,q = nível de pressão sonora medido a uma distância radial r e ângulo q

dB

_ LP = média dos níveis de pressão sonora medidos em 12 ou mais pontos eqüidistantes circunferencialmente ao redor da fonte Exemplo: O nível de potência acústica de um ventilador axial é de 112 dB. O fator de direcionalidade em um ângulo de 40º a partir da linha de centro, obtido por 12 medidas circunferenciais é de +4dB. Qual é o nível de pressão sonora a uma distância de 10m no mesmo ângulo?

L P = 112 - 20log10 (10) + 4 - 11 = 112 - 20 + 4 - 11 = 85 dB

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

Um outro fator que pode influenciar grandemente a direcionalidade de uma fonte pontual irradiante, e que deve ser levado em consideração, é a presença de superfícies refletoras. Por exemplo, se uma fonte pontual sonora de potência acústica W fosse colocada em uma superfície refletora dura, digamos que no centro de um estacionamento, duas vezes a quantidade de energia prevista seria irradiada em qualquer direção. Ou seja, o campo sonoro conteria energia sonora refletida do asfalto e também a energia sonora irradiada diretamente para um observador. Sendo assim, em um hemisfério hipotético acima do plano refletor, a intensidade sonora seria duplicada e, para um observador, pareceria que a potência acústica da fonte também fora duplicada. Portanto, para considerar a presença de superfícies refletoras, um fator de direcionalidade geralmente simbolizado como Q é definido segundo o índice de direcionalidade como segue: DI = 10log10 (Q) dB A Fig.8 ilustra os valores para o fator de direcionalidade Q e os índices DI de direcionalidade correspondentes para algumas localizações de fonte sonora comuns.

instalado (1) na parede, (2) em uma parede perto do chão e (3) na base da parede perto do canto da sala? (1) Para a instalação no meio da parede, temos irradiação hemisférica (Fig. 8b): Q=2 ~ 3 dB DI = 10log10 (2) = Então o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 3 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 3 - 6 - 11 = 96 dB Com o aparelho de ar condicionado perto do chão, isto é, na junção de dois planos (Fig. 8), Q = 4 e o DI é: ~ 6 dB DI = 10log10 (4) = De novo, o nível de pressão sonora a 2 m, L r = 110 + 6 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 6 - 6 - 11 = 99 dB Observe que a colocação perto do chão aumentou o nível de ruído em 3 dB, de 96 para 99 dB. De acordo com as considerações de potência sonora isso é o que devemos esperar, uma vez que a intensidade duplicou. (2)

Fig. 8 - Exemplos de Planos Reflexivos

a)

Q=1 Dl = 0

b)

Q=2 Dl = 3 dB

(3)Com relação à localização do aparelho de ar condicionado em um canto, o fator de direcionalidade seria Q = 8, conforme ilustra a Fig. 8. Conseqüentemente, o DI = 9 dB e o nível resultante a 2 m é: L = 110 + 9 - 20log10 (2) - 11 = 110 + 9 - 6 - 11 = 102 dB

c)

Q=4 Dl = 6 dB

d)

Q=8 Dl = 9 dB

Exemplo O nível de potência sonora total de um ar condicionado é de 110 dB. Qual é o nível de pressão sonora a 2 m se o aparelho de ar condicionado for
9 - 10

Observe novamente que o nível de pressão sonora aumentou 3 dB com relação à instalação no chão e 6 dB com relação à instalação no meio da parede.

BOLETIM TÉCNICO Nº 15

É fácil perceber que as características de propagação de uma fonte pontual podem ser fortemente influenciadas por elementos refletores comuns tanto em ambientes industriais quanto públicos. Entretanto, se a direcionalidade da fonte e a localização relativa às superfícies refletoras forem consideradas, uma aproximação útil e bastante precisa das propriedades de propagação pode ser obtida. Fonte em Linha Outro tipo de fonte comum em indústrias é a fonte em linha. A Fig. 9 ilustra uma fonte em linha de irradiação e padrões frontais de ondas cilíndricas correspondentes associadas.
Fig. 9 - Frente de Onda Cilíndrica Divergente de uma Fonte em Linha

Uma expressão mais genérica e útil para a divergência do nível de pressão sonora de uma fonte em linha é: L P,2 = L P,1 - 10log 10 onde: LP,2 = nível de pressão sonora na distância radial r2 (dB) LP,1 = nível de pressão sonora na distância radial r1 (dB) Exemplo O nível de ruído a 10m de um cano longo carregando vapor em alta velocidade era de 95 dBA. Qual é o nível de ruído a 100m? L P,2 =95 - 10log10 100 10 =95 - 10 =85 dbA

( rr ) (r < r )
2 1 1 2

dB

Frente de Onda Cilíndrica Divergente r Fonte em Linha

( )

h

Dois exemplos comuns de fontes em linha são uma rodovia de tráfego intenso e o ruído de um cano longo cheio de vapor em alta velocidade. O índice de divergência radial de uma fonte em linha é muito menor do que o índice para uma fonte pontual. Na seção anterior, vimos que o índice de divergência para uma fonte pontual era de 6 dB por duplicação de distância. Para uma fonte em linha, o nível de pressão sonora cai apenas 3 dB por duplicação de distância radial, ou metade do índice de uma fonte pontual.

Aqui, mais uma vez, dado um nível de pressão sonora, que é fácil de medir, numa dada distância radial, o nível sonoro em qualquer distância pode ser calculado. Deve-se também observar que no exemplo do nível de ruído total, esse foi ponderado na escala A. Isto pode ser feito geralmente com erro negligenciável, desde que não haja quaisquer influências no meio que alterem a propagação espectralmente, isto é, com respeito à freqüência.

OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. Av. Francisco S. Bitencourt, 1501 Fone: (51) 3364.5566 - Fax: (51) 3364.1264 Caixa Postal 7056 - CEP: 91150-010 - Porto Alegre - RS e-mail: comercial@otam.com.br www.otam.com.br
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BOLETIM TÉCNICO Nº 16

EFEITOS DO SISTEMA NA APLICAÇÃO DE VENTILADORES INDUSTRIAIS
desempenho de ventiladores industriais é o item de maior preocupação dos fabricantes. A confecção de curvas de catálogo deve refletir esta preocupação representando da melhor maneira, o comportamento aerodinâmico do modelo testado. Feita a curva, devem ser tomadas providências para que as folgas e tolerâncias de

O

fabricação do modelo testado tenham repetibilidade nos exemplares produzidos na linha de montagem. Pode o ventilador, ainda assim, apresentar desempenho insatisfatório na instalação? A resposta é sim, e as várias alternativas para explicar este fato serão abordadas a seguir.

TESTES DE VENTILADORES

V

entiladores são testados em arranjos que simulam uma instalação. Existem quatro tipos padronizados de instalações:

Tipo A: aspiração e descarga livres; Tipo B: aspiração livre e descarga dutada; Tipo C: aspiração dutada e descarga livre; Tipo D: aspiração e descarga dutadas. Muitos fabricantes de ventiladores utilizam a norma AMCA 210 Laboratory Methods of Testing Fans for Rating (Métodos de Laboratório para Testar Ventiladores para Tabulação) para levantar o desempenho de seus produtos. Esta norma possui diferentes arranjos ou figuras, que servem para simular a maneira como o ventilador será usado em campo, reproduzindo um dos quatro tipos de instalação já citados. Existem dois métodos básicos de medida: o tubo de pitot e o bocal com raio longo. A norma determina o desempenho em termos de vazão, pressão, potência, densidade do ar, velocidade de rotação e rendimento. Os arranjos de laboratório propiciam condições ideais pela exigência de endireitadores e uniformizadores de fluxo, medições em planos onde se tem um perfil de velocidade totalmente desenvolvido e transformações de seção com ângulos limitados. Estas providências fazem com que o ventilador apresente seu máximo desempenho. Qualquer instalação real que não propicie condições para um fluxo uniforme reduzirá o desempenho do ventilador.

Devido ao fato de que é impraticável testar todos os tamanhos de ventiladores de uma determinada linha em todas as rotações possíveis, os fabricantes utilizam as chamadas "Leis dos Ventiladores". Elas são uma série de equações que permitem calcular com boa precisão o desempenho de um ventilador em outras rotações, tamanhos e densidades. Estas equações tem origem na Teoria Clássica de Mecânica de Fluidos e só se aplicam ao mesmo "ponto de operação". Um ponto de operação é um ponto determinado na curva de desempenho do ventilador. As equações são apresentadas abaixo, onde o índice "c" representa a condição desejada: Qc=Q(Dc /D)³(Nc /N) P tc=P t (D c /D)²(Nc /N)²(rc /r) P vc=P c /D)²(Nc /N)²(rc /r) v (D P =Ptc - Pvc sc Hc=H(Dc /D)5(Nc /N)³(rc /r) h tc=(Qc P tc )/(11217Hc ) hsc=h tc(P sc /P tc ) (1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)

Onde Q é a vazão em m3/h, D é o diâmetro do rotor em metros, N é a rotação em rpm, Pt é a pressão total em Pa, r é a densidade em kg/m3, Ps é a pressão estática em Pa, Pv é a pressão dinâmica em Pa, H é a potência em W e h é o rendimento (adimensional).

1-6

Aplicados em sistemas de aquecimento. classificam-se em: Pás de perfil aerofólio inclinadas para trás: são os de maior eficiência entre os centrífugos. possui as mesmas aplicações.aparelhos de ar-condicionado de janela e equipamentos "roof top". Pás retas inclinadas ou curvadas para trás: de rendimento um pouco inferior que o anterior. é capaz de desenvolver mais pressão. Tuboaxial: Algo mais eficiente que o propeller. Normalmente de construção leve e de baixo custo. Também usados em aplicações industriais como fornos. 2-6 U O ventilador é o componente do sistema que fornece a energia para a corrente de ar superar a resistência ao fluxo que os outros componentes oferecem. Vaneaxial: Um bom projeto das pás permite capacidade de média e alta pressão aliada a um bom rendimento. Usados em tamanhos grandes para aplicações onde o ar é limpo e a economia de energia significativa. e cujo objetivo é mover o ar de um lugar a outro de forma controlada. grelhas. Pás curvadas para frente: O rendimento é menor que o dos ventiladores aerofólio e o dos de pás retas. Usado basicamente em sistemas de aquecimento. a perda de carga resultante também mudará. Se a vazão for mudada. Os ventiladores axiais podem ser classificados como: Propeller: o rendimento é baixo. Também é usado em algumas instalações industriais onde a pá aerofólio não é aceitável devido ao ambiente corrosivo ou abrasivo. dispositivo de controle. axiais e construções especiais (AMCA 201.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 VENTILADORES E SUAS APLICAÇÕES s ventiladores industriais podem ser divididos em centrífugos. centrais O de ar-condiconado. dispositivos de condicionamento. dispositivo de condicionamento. Os centrífugos. ventilador. saída do sistema. Entre os ventiladores especiais pode-se citar os centrífugos tubulares e os centrífugos e axiais de telhado. Um sistema de ventilação contém um ou mais dos seguintes componentes: a) b) c) d) e) f) entrada do sistema. Ex. Também utilizado para aplicações que exigem altas pressões de trabalho. média e alta pressão. A Curva do Sistema Para um determinado sistema com uma vazão fixa haverá uma correspondente perda de carga. 1990). SISTEMAS DE VENTILAÇÃO m sistema de ventilação é uma instalação que pode incluir dutos. ventilação e ar-condicionado de baixa. filtros. Aplicados a sistemas de aquecimento. quanto ao projeto do rotor. É vantajoso quando se quer uma instalação compacta e quando o ventilador precisa estar em linha com os dutos. Aplicados como circuladores de ar e para ventilação através de paredes sem a presença de dutos.. ventiladores. A relação que governa a maioria dos sistemas de ventilação é: PRESSÃO C VAZÃOC = PRESSÃO VAZÃO ( ) 2 (8) . São aplicados em sistemas de aquecimento. sistema de distribuição. fornalhas domésticas. etc. Usados basicamente para transporte de materiais em plantas industriais. ventilação e ar-condiconado. Pás radiais: o mais simples e o menos eficiente de todos os centrífugos.. A hélice tem construção barata e é limitada a aplicações de baixa pressão. cabines de pintura e exaustão de gases. registros. ventilação e arcondicionado de baixa e média pressão onde a distribuição do ar a jusante não é crítica. ventilação e ar-condicionado de baixa pressão.

80 PONTO 3 DE PROJETO .BOLETIM TÉCNICO Nº 16 180 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA SIST 160 140 120 100 80 60 EM CURVA DO VENTILADOR 2 1 Tomando-se um ponto de operação no sistema A em 100% da vazão e 100% de pressão requerida. A vazão de um sistema pode ser variada mudando-se a sua resistência. através de registros.1 Curvas típicas de sistemas A C PERCENTUAL DA PRESSÃO MÁXIMA DO VENTILADOR EMA A curva característica de um sistema. . ou perda de carga.20 0 40 20 00 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA . existem as perdas causadas devido aos Efeitos do Sistema. A situação é posteriormente complicada pelo fato de que o instalador muitas vezes não consegue montar o sistema exatamente como especificado no projeto. o sistema operará na vazão de projeto.. e aquelas usadas no laboratório para levantar as curvas do ventilador. 3-6 200 PERCENTUAL DE RESISTÊNCIA DO SISTEMA 180 SIS TE M 160 140 120 100 80 B TE ST EM A A PONTO DE PROJETO 60 40 20 00 20 M A SI S 40 SI 60 80 100 120 140 160 180 200 PERCENTUAL DE VAZÃO DO SISTEMA .. nos deteremos em apresentar mais detidamente aquelas devidas aos Efeitos do Sistema. Interação da Curva do Sistema com a Curva Característica do Ventilador Uma vez determinada a curva do sistema através do cálculo da resistência ao fluxo e dos "efeitos do sistema". Como as perdas por atrito e as perdas dinâmicas são extremamente conhecidas e estudadas. Estas relações são típicas para sistemas de ventilação de ponto de operação fixo. caixas de mistura. Um decréscimo para 50% da vazão de projeto resultará na diminuição para 25% da pressão requerida.Q Fig. O ponto de intersecção da curva do ventilador com a curva do sistema determina a vazão real ou o ponto de operação do sistema (figura 2). se a vazão é incrementada para 120% da vazão de projeto. etc.40 . Três curvas típicas de vazão versus perda de carga de sistemas são apresentadas na figura 1. e perdas dinâmicas devidas à turbulência causada por mudanças na direção e separação do fluxo ao redor de obstruções. .Q Fig.2 Interação das curvas do sistema e do ventilador Perdas no Sistema Estimar a perda de carga de um sistema de distribuição de ar é uma tarefa complexa que requer um considerável número de simplificações por parte do projetista.100 . a resistência do sistema aumentará para 144% da pressão de projeto requerida. As perdas de pressão total para o escoamento através de um sistema de ventilação são causadas por dois fatores: perdas por atrito devidas a viscosidade pelo escoamento do ar ao longo da superfície dos dutos e outros componentes do sistema. Efeitos do Sistema ocorrem por causa das diferenças entre as conexões de aspiração e descarga do ventilador instaladas no sistema. Em adição às perdas de pressão total num sistema causadas pelo atrito e perdas dinâmicas. PERCENTUAL DE VAZÃO MÁXIMA DO VENTILADOR 0 200 - 20 40 60 80 100 A SI ST A B SIS TE M AC . espera-se que tendo o ventilador bem selecionado. de acordo com a expressão acima é uma parábola.60 .

Um fator de efeito do sistema deve ser aplicado. os endireitadores atuam conservando este perfil através da curva e além dela. dois e meio diâmetros. e a conseqüência é uma perda de desempenho do ventilador que pode chegar a até 50% (Williamson 1997). 1995). não é uniforme. Fatores Relativos à Aspiração do Ventilador Em geral. o perfil de velocidade que deixa a descarga de um ventilador.08 m/s) de velocidade de descarga (AMCA 201. A publicação AMCA 201 Fans and Systems (Ventiladores e Sistemas) possui tabelas e gráficos que permitem a quantificação das perdas conforme o tipo de problema da instalação. Infelizmente. um fator de efeito do sistema deve ser adicionado à perda de carga estimada total. Perdas de carga publicadas para registros são baseadas no funcionamento dos mesmos com perfis de velocidade uniformes.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 FATORES DOS EFEITOS DO SISTEMA m fator de efeito do sistema é uma perda de pressão causada pelo efeito de restrições na aspiração e na descarga dos ventiladores. Outros dispositivos como endireitadores de fluxo. tenha uma distribuição uniforme do ar na aspiração e uma descarga desobstruída. Como se sabe. muito diferentes daquelas do projeto. Por este motivo a perda de carga numa curva na descarga de um ventilador será muito maior do que os valores publicados para as curvas inseridas ao longo do sistema. No ventilador axial tem-se velocidades maiores no anel circular compreendido entre o círculo do cubo da hélice e o duto. no mínimo. ou outras condições que influenciem o desempenho do ventilador quando instalado no sistema. A complexidade deste problema pode ser ilustrada na constatação de que existem 224 diferentes fatores. resultando em perdas maiores nos componentes localizados após a mesma. Condições estas que não estavam presentes quando do levantamento da curva do ventilador no laboratório. o perfil de velocidade que dele se aproxima não é uniforme e perdas de carga muito maiores que as previstas serão experimentadas. Sempre que possível uma porção de duto reto deve ser colocada entre a descarga do ventilador e qualquer derivação na tubulação. 1990). ventiladores instalados sem estas peças sofrerão a formação de uma "vena contracta". para perda de carga em curvas de sistemas de ventilação. ou com bocais de aspiração que simulam um duto na aspiração. Fatores Relativos à Descarga do Ventilador O ar desenvolve um perfil de velocidade uniforme à medida que aumenta a distância da descarga do ventilador. Endireitadores de fluxo aplicados em curvas. Quando não se pode ter um comprimento de duto adequado. que podem ser aplicados conforme o tipo de configuração (AMCA 201. tanto axial como centrífugo. Curvas na Descarga. foi concebida de tal forma que o ventilador sendo testado. Os valores publicados. ao efeito das condições do sistema. muitos sistemas de ventilação não gozam destas condições. Derivações na tubulação muito próximas à boca de descarga causarão perdas de carga e em conseqüência vazões. registros de controle de vazão e derivações na canalização podem ser instalados na descarga do ventilador ou próximos dela. Entretanto. partem do princípio que um perfil de velocidade uniforme está entrando na curva. O comprimento de duto necessário para obter-se 100% de recuperação de pressão estática é função da velocidade de descarga (AMCA 200. Como os ventiladores muitas vezes são testados com dutos na aspiração. que a descarga. podendo ser precisos até seis diâmetros para altas velocidades de descarga. Outras Considerações quanto à Descarga. A norma AMCA 210. 1990). já citada. No ventilador centrífugo tem-se 4-6 U velocidades maiores no lado oposto ao defletor junto à boca de descarga. normalmente reduzem a perda de carga através das mesmas. Entretanto podemos afirmar que são necessários. Quando um registro é instalado próximo à boca de descarga do ventilador. Condições de fluxo não-uniformes devem sempre ser evitadas. . a aspiração do ventilador é mais sensível. Como regra geral utiliza-se o comprimento de um diâmetro de duto para cada 1000 pés por minuto (5. quando um perfil de velocidade não uniforme entra numa curva. que é usada para teste de ventiladores. surgindo uma perda de carga adicional não computada no projeto.

O desempenho real não será igual ao teórico se as condições de aspiração não forem favoráveis. Podem ser considerados em série os ventiladores que operam consecutivamente no mesmo sistema. Esta situação traz como conseqüência um desperdício de potência instalada. também devem ser levadas em consideração. . Uma rotação do ar. provocada pelas condições de fluxo não-uniforme de sua aspiração. e também de investimento num motor maior que o necessário. Na prática. ou aqueles ventiladores que possuem dois ou mais estágios. porém. ou muito próximas dela. Além disso outros efeitos podem ocorrer como: instabilidade do ventilador causando danos estruturais ao mesmo devido à vibração. sua rotação deve ser aumentada para que atinja o ponto 5. Ventiladores que Operam em Série e em Paralelo Ventiladores Operando em Série. na mesma direção que a rotação do ventilador. Ventiladores que possuem uma curva de pressão-vazão com inclinação positiva à esquerda do ponto de maior pressão (ventiladores de pás para frente. resultará num pequeno aumento da curva vazão-pressão do ventilador. Neste caso a rotação do ventilador deverá ser diminuída até que seja atingido o ponto 4. fornecendo mais vazão que o desejado. Existem fatores conforme o percentual de área de aspiração obstruída. que variará com o cubo do aumento de rotação. em muitos casos. Para que o ventilador forneça a vazão desejada. mas num grande aumento da potência consumida. Curvas instaladas na aspiração de ventiladores. EFEITO DE ERROS NA ESTIMATIVA DA PERDA DE CARGA DO SISTEMA Resistência do Sistema Subestimada Conforme pode ser verificado na figura 3. na aspiração do ventilador. como paredes nas proximidades.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 Curvas na Aspiração. etc. não devem ser selecionados nesta região. telas. haverá uma redução na vazão devido ao aumento na densidade do ar após o primeiro ventilador (ou estágio). e deve-se calcular a nova potência consumida. por exemplo). A curva de pressão-vazão combinada é obtida pela soma das vazões de cada ventilador à mesma pressão. Vortex na Aspiração. colunas. tubulações. a curva real (C) levará o ventilador a trabalhar no ponto 3. Uma contra-rotação do ar.. produzirão fluxos nãouniformes. pois podem apresentar funcionamento instável. Curvas na aspiração devem ser instaladas no mínimo a três diâmetros de distância do ventilador. formando. 1990). Normalmente ocorre uma significativa perda de desempenho no segundo ventilador (ou estágio). fornecendo menos vazão que o previsto. a curva real (B) do sistema levará o ventilador a funcionar no ponto 2. um vortex na aspiração. Neste caso deve-se consultar o fabricante para terse informações sobre os limites de emprego do equipamento. quando a perda de carga do sistema é subestimada. Outras Considerações quanto à Aspiração. Conforme o tipo de curva e sua distância em relação à aspiração do ventilador devem ser aplicados diferentes fatores de efeito do sistema. flutuações na pressão e aumento no nível de ruído de até 10 decibéis em algumas bandas de oitava (AMCA 201. Ventiladores Operando em Paralelo. Ventiladores são comumente instalados em paralelo quando é necessária a movimentação de grandes volumes de ar. Obstruções na aspiração. Em teoria a curva de pressão-vazão combinada é obtida somando-se as pressões mantendo a mesma vazão. 5-6 Resistência do Sistema Superestimada Considerando que a resistência do sistema tenha sido superestimada. A condição ideal de aspiração é aquela em que o ar entra axialmente em fluxo laminar na boca do ventilador.. Outra causa importante na redução do desempenho do ventilador é uma condição de aspiração que produza um vortex (rotação da corrente de ar) na boca do ventilador. estruturas. diminuirá o desempenho do mesmo dependendo da intensidade deste vortex.

Fone: (55 51) 3349.Porto Alegre/RS .CEP 91150-010 .001/2003 .6364 www.com.6363 . 1501 .br MT .Av. Francisco S. Bitencourt.otam.Fax: (55 51) 3349.

RS e-mail: comercial@otam. as conseqüências de um projeto equivocado podem ser muito danosas: aumento da potência consumida. 1997. pela já citada norma AMCA 210.3 Curvas de Desempenho do Ventilador/Sistema TOLERÂNCIAS DO SISTEMA E DO VENTILADOR experiência mostra que variações de mais ou menos 10% na perda de carga estimada do sistema.1264 Caixa Postal 7056 . diminuição da capacidade do sistema. 1501 Fone: (51) 3364.br www. Publication 201-90. REFERÊNCIAS Air Movement and Control Association. podem ocorrer. e todas as alternativas devem ser estudadas. O mal funcionamento de um sistema pode ter um sem número de causas. todo sistema possuirá uma área provável de funcionamento. Fans and Systems. Publication 200-95. de que um sistema de ventilação funcionará corretamente. Bitencourt. O ventilador também possui tolerâncias de funcionamento que são estabelecidas na publicação AMCA 211Certified Ratings Program-Air Performance A OTAM VENTILADORES INDUSTRIAIS LTDA. e proporcionar fluxos de ar uniformes tanto na aspiração quanto na descarga do ventilador. ou em campo pela publicação AMCA 203 Field Performance Measurements of Fan Systems (Medição de Campo do Desempenho de Ventiladores em Sistemas).. Illinois. 1995. funcionamento instável do ventilador.Porto Alegre . etc. devemos levar em conta todos os Fatores de Efeito do Sistema.br 6-6 . Francisco S.5566 . aumento do nível de ruído. 1990..com. pode ser verificado no laboratório. AMCA Paper 2337-97.BOLETIM TÉCNICO Nº 16 PERDA DE CARGA REAL MAIOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 2 5 CURVA B SISTEMA REAL CURVA A SISTEMA CALCULADO CURVA C SISTEMA REAL PRESSÃO MÁXIMA 2 DO VENTILADOR 1 (Programa de Curvas Certificadas-Desempenho Aerodinâmico).CEP: 91150-010 . PRESSÃO DE PROJETO 3 PERDA DE CARGA REAL MENOR QUE O VENTILADOR PROJETADO ENTREGARÁ EM 3 4 CURVA PRESSÃO-VAZÃO DO VENTILADOR VAZÃO DE PROJETO Fig. Air Systems.. Dick. vibrações. em comparação com a real. CONCLUSÃO Para estarmos certos. Air Movement and Control Association. Inc. Williamson. Inc. System Effects. limitada pelas tolerâncias inferior e superior de operação do ventilador e pelas tolerâncias inferior e superior de estimativa de perda de carga do sistema. Como foi visto.otam..Fax: (51) 3364. O desempenho do ventilador. caso seja contestado.com. Em razão destes fatos. Avaliar estes limites torna-se importante para saber se o sistema terá um funcionamento aceitável. Av.