You are on page 1of 16

OS dUploS de CaravaggIo As duas versões de São Francisco em meditação

IDEAZiONE E COORDiNAMENTO SCiENTiFiCO Rossella Vodret INTERVENTO Di RESTAURO Carlo Giantomassi, Donatella Zari INDAGiNi DiAGNOSTiCHE Emmebici (Roma) PANNELLi DiDATTiCi Emmebi diagnostica artistica s.r.l. (Roma) TESTi Di Rossella Vodret, Marco Cardinali, Maria Beatrice De Ruggieri ELABORAZiONE GRAFiCA Manuela Falcucci, Azimut s.a.s. (Roma) COORDiNAMENTO SCiENTiFiCO Giorgio Leone REDAZiONE Massimo Pomponi REALiZZAZiONE E STAMpA Mauro Ferracci, MP&F (Roma)

4 Chiesa di San Pietro. Roma.Porto Ercole 1610) San Francesco in meditazione olio su tela.2 x 97. .MICHELANGELO MERISI DA CARAVAGGIO (Milano 1571 . Carpineto Romano (Roma) in deposito presso la Galleria Nazionale d’Arte Antica di Palazzo Barberini. cm 128.

cm 128.6 Chiesa di Santa Maria della Concezione.5 x 97. Roma. .DA MICHELANGELO MERISI DA CARAVAGGIO (Bartolomeo Manfredi?) San Francesco in meditazione Olio su tela.

duro. é uma obra de alta qualidade. que só foi resolvido em 2000. evidentemente superior na tela que atualmente se encontra no Palazzo Barberini. era a matriz das cópias que se seguiram. a quem encomendou a obra e ao pintor que realizou a cópia da Conceição. o tratamento do cordão do hábito e o drapeamento. não encontramos na tela romana. por volta de 1609. para ser doado aos Menores Reformados do convento de Carpineto. Uma segunda possibilidade. considerada por todos. Entre elas certamente deve ser realçada a construção espacial mais sólida do San Francesco de Carpineto. na aparência muito semelhantes. (não presente em mostra). que não deve ser descartada. o que definitivamente não se encontra no exemplar da Conceição. um complexo debate a respeito da atribuição da obra. até aquela data. A relevância de tais diferenças entre as duas obras permite excluir. por outro lado. eram desde 1536 os históricos protetores da Ordem dos Capuchinhos –. permitindo dessa forma uma leitura mais clara do texto pictórico. no atual estado dos conhecimentos. a autoria da tela encontrada em Carpineto Romano: não só era um Caravaggio. baseando-se na alteração visível no capuz do hábito do quadro de Carpineto – que originariamente era vestido como os Capuchinhos. por exemplo. escondem na realidade uma série de diferenças significativas. em 1968. Além de terem sido feitos durante a execução da obra (como a mão que segura a caveira e uma primeira versão menor da figura do Santo). desde então. Prevalece a ideia de que tenha sido encomendado por Pietro Aldobrandini. Se os dados técnicos e estilísticos permitiram estabelecer a autoria da tela de Carpineto. como. mas preferiu depois doá-la aos Menores Reformados.OS dUploS de CaravaggIo A questão da autoria dos dois San Francesco [São Francisco]. como sendo de Caravaggio. “agradável”. com análises científicas de Emmebici) apurou-se que no San Francesco de Carpineto há uma série de importantes arrependimentos compositivos. que. essencial. em Carpineto Romano. é que o quadro tenha sido pintado para os membros da família Colonna (tradicional de Roma) – os quais. é áspero. ambos tradicionalmente atribuídos a Caravaggio. a hipótese de um mesmo autor para ambas as versões. surgiu em 1968. e que. que num primeiro momento queria dedicá-la aos Capuchinhos. sem dúvida. que. ainda persistem as questões relativas à datação. como é sabido. a técnica de execução utilizada – no que diz respeito à preparação e à construção da figura – é semelhante àquela que encontramos em outras obras de Caravaggio e que. efetuado após a limpeza que removeu os vernizes oxidados. dedicada ao santo de mesmo nome. A diferença substancial entre os dois quadros percebe-se todavia no conjunto que se observa nas duas figuras: o San Francesco da Conceição é suavizado. o original de Caravaggio. depois sucessivamente transformado para a forma “arredondada” característica da ordem de franciscanos Minori Riformati [Menores Reformados] –. ocorrida em 1621. tocado por uma luz lívida e cortante. outras quatro. que por sua vez deixou o quadro ao convento. pensou relacionar-se esta alteração com a comprovada mudança de ideia do cardeal Pietro Aldobrandini – fundador da igreja de Carpineto. O problema do comIteNte À luz dos recentes estudos documentais. Até o momento não é possível estabelecer para quem foi pintado o San Francesco de Carpineto. provavelmente. em Roma. e a qualidade diferenciada de alguns detalhes de execução. em todos os sentidos. A obra era idêntica à de Santa Maria della Concezione [Santa Maria da Conceição]. A reStaUraÇÃo Na restauração (executada por Carlo Giantomassi e Donatella Zari. Após a restauração e as análises científicas realizadas nos dois quadros é que se pôde demonstrar. também em mostra NUMERO IDEM. quando Rossella Vodret sugeriu que se fizesse o restauro nas duas obras simultaneamente. semelhante à utilizada por Caravaggio nas obras realizadas em Roma nos primeiros anos do século XVII. passou a Pietro Aldobrandini. com o capuz em forma “pontuda”. . a hipótese mais verossímil continua sendo aquela sugerida por Brugnoli. quando uma obra de San Francesco in meditazione [São Francisco em meditação] – um dos quadros da mostra NUMERO ALGO QUE IDENTIFIQUE O QUADRO – foi encontrada na igreja de São Pedro. só num segundo momento. como. inclusive a de Malta. Os dados que emergiram das análises científicas foram confirmados também pelo exame estilístico das duas obras. Os dois quadros. iluminado por uma luz morna que torneia as formas. Surgiu. por outro lado. provavelmente após sua morte.

a obra de Carpineto é de grande efeito e sugestão. De fato. à esquerda. além da recomendação que fazia aos frades – que na época tinham o seu convento nas encostas do Quirinale (Zuccari. proposta por Cantalamessa em 1908. é uma obra de grande qualidade – reproduz fielmente a primeira versão do San Francesco de Carpineto com o hábito capuchinho. em formas mais tênues. justamente na tradução. entre elas a de se tratar de Bartolomeo Manfredi. atribui à tela a data de 1609. havia no verso da tela uma etiqueta que indicava. por fim. porém..nd. O San Francesco in meditazione da Igreja de Santa Maria della Concezione A tela conservada na igreja dos Capuchinhos de Santa Maria della Concezione – que. que havia doado o quadro aos Capuchinhos. levemente diferentes na forma (mas não no conteúdo) em relação ao que foi referido por Cantalamessa: A dataÇÃo A datação mais convincente atualmente – inclusive por motivos estilísticos e técnicos – é aquela ligada à presença de Caravaggio. das asperezas e durezas do forte original de Caravaggio. É interessante observar. havia sido aceita pela maioria dos “Il S. A datação havia sido comumente estabelecida por volta de 1603 e foi associada ao famoso empréstimo de um hábito capuchinho que Orazio Gentileschi fez a Caravaggio. no estilo de Caravaggio. época da estada do pintor na Sicília.. A etiqueta. reapareceu durante a restauração de 2000 no verso do quadro. 1990) – de não dá-lo a ninguém. por motivos históricos e estilísticos. contíguos aos dos Aldobrandini.. como especifica Baglione (1642). de fato..aS dUaS verSÕeS de SaN FraNceSco IN medItazIoNe Rossella Vodret estudiosos. Na opinião de Cantalamessa.” [“O Sr. Francesco de Rustici dá este / quadro aos padres Capuchinhos com tal /. nos feudos de Colonna. Contudo. importante personagem político romano falecido em 1617. A autoria do quadro dos Capuchinhos. A chave para identificar o autor da cópia está. visto que a cena se passa numa caverna de La Verna. realisticamente vermelhas por causa do frio. úmido e presumidamente não quente. há uma escrita em preto com caracteres típicos do século XVIII. um lugar montanhoso. de qualquer forma. que doou o quadro à igreja. sulcado pelas privações. a esse respeito. . construído com poucas pinceladas essenciais. proposta por quem escreve e por Mario Minniti (Marini). Observe-se. e foi feita antes da alteração de arredondamento do capuz. A luz definida e forte ilumina o rosto intensíssimo.. [comando?] chè n[o]n si possi darè a niscu. Estilisticamente. colada embaixo. essa data coincide com o período de maior sucesso das obras realizadas por Bartolomeo Manfredi. que a cópia deriva da primeira versão do San Francesco feita por Caravaggio. doador do quadro aos Capuchinhos. o pigmento vermelho cinábrio que Caravaggio usou para o nariz e para as orelhas de São Francisco. com grafia típica do século XVIII. a data post quem non para a cópia é o ano 1617.nd… (ordem?) que não se possa dar a ninguém. no verão de 1606.. Como já lembrado.”] Foram formuladas várias hipóteses sobre a identidade do escriba. na minha opinião. o nome de Francesco de’ Rusticis. muitas vezes “foram consideradas realizadas por Caravaggio”. considerada perdida. com uma gama cromática intencionalmente reduzida a poucas cores básicas. ano da morte de Francesco de’ Rusticis. era típica das obras que Bartolomeo Manfredi efetuou no estilo do grande mestre lombardo. A ausência de qualquer outro elemento exalta a grandeza moral de Francisco e a profundidade de seu pensamento. com o capuz do hábito na forma “pontuda” dos Capuchinhos. na opinião do biógrafo do século XVIII Giulio Mancini (1617-21). e certamente foi realizada antes de 1617. Na etiqueta. ano da morte de Francesco de’ Rusticis. A composição inteira é centrada na figura do Santo sozinho frente à imagem da morte. as quais.re francesco de Rustici da sto / quadro a i padri Capucini con talè /. Essa característica. também deve ser levado em consideração o parecer distinto de Marini que.

. Permite observar e definir o aspecto e as cores de cada grão de pigmento.MarIa BeatrIce De RUggIerI A técNIca de dIagNÓStIco MacrofotografIa A macrofotografia reproduz os detalhes de uma obra pictórica em dimensões iguais ou superiores ao original e permite evidenciar elementos iconográficos. bem como as sobreposições das camadas.Marco CardINalI . também podem ser documentados elementos distintivos da pincelada. sua tendência (ductus) e sua densidade. Além dos aspectos morfológicos. MIcrofotografIa A microfotografia é uma técnica de fotografia que utiliza ampliações comparáveis com as do microscópio óptico. bem como a estratificação da veladura e o tom da preparação através das lacunas. estilísticos e de técnica de execução.

pigmento à base de chumbo muito usado nos esboços. Por isso é possível evidenciar o grau de oxidação dos vernizes superficiais. Alguns materiais geralmente usados na pintura. TécNIcaS com INfravermelHo As investigações com infravermelho (IV) utilizam as radiações não visíveis que. Por outro lado. caso ele apresente um suficiente grau de contraste com a preparação. que respondem ao UV de modo diferente. das camadas de proteção e dos vernizes. bem como – por ausência de fluorescência – as repinturas e as restaurações sucessivas (visíveis como manchas escuras). obtendo informações sobre a constituição do suporte. FotografIa da flUoreScÊNcIa INdUzIda pela lUz UltravIoleta A fotografia da fluorescência por ultravioleta (UV) mostra a resposta característica – no campo do visível – dos materiais pictóricos. Muitas vezes o IV evidencia a presença de arrependimentos. no espectro eletromagnético.Maria Beatrice De Ruggieri A técNIca de dIagNÓStIco RadIografIa A radiografia é uma imagem produzida por raios X. pigmentos e ligantes. dos vernizes e óleos aumenta com o passar do tempo. por exemplo. normalmente não perceptíveis a olho nu. conforme sua composição e grau de envelhecimento. Geralmente. nos realces. a maior opacidade aos raios X encontra-se nas aplicações de alvaiade. opacos à luz visível. a fluorescência das resinas. se estendem para além da região do vermelho. Da mesma forma. . do esboço e das camadas pictóricas. e é nesse âmbito de estudos que o infravermelho oferece as melhores contribuições. não é possível identificar os elementos mais leves das texturas. Nas pinturas.Marco Cardinali . é possível identificar um desenho subjacente. sobre as características das camadas de preparação. A investigação radiográfica permite identificar a estrutura interna dos quadros. são atravessados pelo IV – tornandose portanto transparentes – o que permite a leitura das camadas subjacentes. nas misturas cromáticas.

.

.

em uma primeira versão da composição. . provavelmente inserido numa paisagem. O gráfico mostra como o pintor havia esboçado. que num primeiro momento havia sido pintada de modo a envolver a caveira. ele utilizou uma parte do drapejo da figura subjacente para as pregas da túnica de São Francisco. Uma vez modificada a ideia iconográfica.O SÃo FraNcISco eScoNdIdo A contribuição da radiografia foi decisiva para o reconhecimento do quadro original de Caravaggio e para a descoberta de um importante arrependimento na tela de Carpineto (painel 4). preparando-se para pintar a versão final. Um segundo arrependimento é o que se encontra na mão esquerda de São Francisco. um São Francisco menor.

foi a seguir arredondado. 5. Essas modificações são iconográficas – na origem. por decisão do cardeal Pietro Aldobrandini. assim como o decote do hábito – ou seja. A cópia dos Capuchinhos reproduz o traje dos frades Capuchinhos. a forma anterior do próprio capuz – que era primeiramente pontudo. O traje do santo foi sucessivamente adaptado para corresponder ao traje dos frades Menores Reformados (capuz e parte anterior do capuz arredondados). o São Francisco vestia o hábito dos frades Capuchinhos (capuz e parte anterior do capuz pontudos). 2 e 3): o capuz. Isso provavelmente ocorreu por causa do novo destino da obra – a igreja de San Pietro em Carpineto. sendo depois arredondado.O “mIStérIo” do capUz O exame com o infravermelho salienta algumas importantes correções feitas no quadro de Carpineto depois de concluído (figs. sugerindo que a execução da cópia tenha sido feita antes da modificação do traje no quadro original (figs. pintado primeiramente com forma pontuda. com o capuz pontudo. 6). .

a posição das sombras. 1). um sulco sobre a mesma. com o objetivo de manter na cópia o maior respeito possível ao posicionamento do santo. ou seja. Algumas vezes esses traços não são visíveis. como mostra a cópia dos Capuchinhos. e fazem parte do seu característico processo de pintura “do natural”.2). nos anos da maturidade. pois foram preenchidos pelas camadas pictóricas aplicadas pelo artista. a diretriz dos olhos. portanto. deixando. Geralmente elas estabelecem a colocação das figuras no espaço. no entanto. exemplifica como as incisões foram utilizadas para registrar os elementos geométricos (braço da cruz) ou o traçado vertical que passa ao lado do perfil direito da figura. O procedimento não é uma exclusividade de Caravaggio. como pode-se também ver no gráfico (fig. na preparação não totalmente seca. . ou talvez com a parte de trás do pincel. Essas marcas eram feitas com um estilete. muitas vezes utilizou esse procedimento para definir as suas composições.AS INcISÕeS Ambos os quadros apresentam algumas incisões – Caravaggio. A incisão que atravessa parte da orelha e do capuz no quadro de Carpineto provavelmente pode-se referir à indicação sintética da orientação do ombro. O gráfico (fig. diretamente em frente aos modelos vivos.

ao contrário. que permeia o quadro inteiro e o diferencia consideravelmente da cópia dos Capuchinhos. bem como na testa e entre os olhos. A superfície pictórica do quadro de Carpineto é modulada por diversas espessuras e pelos traços de cada pincelada. A camada pictórica da cópia dos Capuchinhos apresenta-se. O perfil do nariz e os traços fisionômicos são obtidos com traços sobrepostos à mistura da carnação. nota-se um traço de incisão. que as texturas pictóricas preencheram em vários pontos. é perceptível nas sombras. pouco profundo e com as bordas arredondadas. debaixo das veladuras marrom-avermelhadas. Paralelamente à margem direita. Os microdesprendimentos da película deixam filtrar a tonalidade marrom-avermelhada das camadas de preparação. como é visível por exemplo no desprendimento acima do arco do supercílio. Este tom frio. produzindo o efeito gráfico e pouco volumétrico da cópia.DUaS maNeIraS de pINtar: aS mIStUraS Apesar da morfologia dos rostos ser idêntica. uma observação mais próxima demonstra uma trama irregular de gretas causadas por envelhecimento. os dois quadros se diferenciam pela maneira como as cores foram aplicadas. lisa e sem articulações superficiais. No quadro de Caravaggio. . que em muitos pontos deixa visível a tonalidade marrom da preparação.

enquanto na cópia dos Capuchinhos é realizada com uma veladura sobreposta. No quadro de Carpineto. as analogias morfológicas passam a segundo plano em relação às evidentes diferenças na técnica de textura. As unhas. A mistura da carnação no original de Caravaggio é constituída principalmente por alvaiade e cinábrio. as tonalidades são fundidas e a perspectiva tonal é escalonada suavemente. Na versão dos Capuchinhos. No quadro de Carpineto.DUaS maNeIraS de pINtar: lUzeS e SombraS Neste caso. 2). a microfotografia da unha (fig. a mistura da carnação escolhida pelo copista é constituída de pigmentos prevalentemente mais finos e não visíveis na microfotografia. Ao contrário. diferentemente da textura mais plana e indistinta no mesmo detalhe da cópia dos Capuchinhos (fig. 2). 1). bem diferenciadas da base rosada. apresentam-se tratadas de modo totalmente diferente. e contém alvaiade e terras (fig. No caso do quadro de Caravaggio. . por exemplo. E mais: a observação microscópica salienta a diferença nos materiais pictóricos utilizados. e a microfotografia mostra como esse último (cor vermelha brilhante) está difusamente presente na superfície (fig. as pinceladas que indicam a área mais iluminada da unha são encorpadas e destacadas. 1) mostra a elaboração encorpada do branco e a notável granulometria dos pigmentos. a sombra do dedo é obtida da tonalidade da preparação.

sucedem-se e ladeiam-se. No quadro de Carpineto.DUaS maNeIraS de pINtar: pINtar do “NatUral” As diferenças entre os dois quadros são evidentes também nos detalhes que podem parecer menos significativos. O efeito final é o de um forte naturalismo e de uma volumetria e plasticidade muito sugestivas. Caravaggio pinta o cordão utilizando muitas pinceladas claras e encorpadas que. com breves golpes diagonais. sobrepondo-se diretamente à textura pictórica do hábito. .

no momento em que foi encontrada. As condições de evidente degradação em que se encontrava a tela de Carpineto.” (Brugnoli. . em 1968.. levou-se em conta também as considerações relativas ao diferente estado de conservação das duas versões. O quadro de Carpineto conserva as marcas de sua história sofrida..QUaNdo o eStado de coNServaÇÃo eNgaNa No parecer dos estudiosos sobre a identidade do São Francisco original. no qual a superfície apresenta-se mais íntegra e a greta menos evidente (fig. 1968) (fig. ameaçando dramaticamente sua integridade: “. as repinturas e as estucagens que compensam as lacerações da tela do quadro de Carpineto. enfraqueceram de modo inexorável as suas qualidades estéticas.a cor ressecada levantava-se em escamas por todos os lados. 1). principalmente se confrontadas com o estilo refinado e “suavizado” da cópia dos Capuchinhos. Isso não ocorre no quadro dos Capuchinhos. As fendas amplas da greta espelham o desprendimento da pintura de seu suporte... 2). O ultravioleta evidencia as integrações.