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Disp.

e Tradução: Rachael Revisora Inicial: Marcia Revisora Final: Rachael Formatação: Rachael Logo/Arte: Dyllan

Ele despertou uma necessidade dentro dela… Cole é bem sucedido além de seus sonhos. Ele pode ter qualquer mulher que quiser, mas só existe uma que ele não consegue parar de pensar. Seu amor de infância, Ren. Ele nunca conseguiu esquecer seu primeiro gosto de amor inocente e o desejo que os consumiu — ou a dor que trouxe para ela… Mas agora ela pertencia a outro… Seu toque há muito tempo pela submissão despertou um desejo em Ren que a levou a percorrer o lado sombrio do desejo. Ela se tornou uma bela mulher à vontade com sua sexualidade e sem desculpas sobre sua necessidade de um homem dominante. Quando Cole a encontra novamente, ele fica destruído por ela pertencer a outro. O Mestre atual de Ren concorda em lhe dar a Cole por um curto período de tempo, mas então ela deve retornar à sua guarda. E embora Cole concorde com essa barganha, ele sabe que nunca poderá deixar Ren ir de novo…

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Para todos que queriam ler a história do Cole

Revisoras Comentam...

Marcia: Meninas, eu tenho duas observações a fazer, uma positiva e outra nem tanto. Então começarei pela positiva para que vocês não me entendam mal. Sobre o livro? Ele é demais!!!... E quando digo demais, quero dizer exatamente isso, literalmente... O Cole e o Lucas, uau... São demais!... A Ren é demais (amei a Ren, sempre muito sincera e confiante com sua sexualidade). As cenas hots? Oh, Deus, elas são demais, uffaaa!!... Então, como podem ver, não tenho nada a reclamar sobre isso. Mas... Eu tenho um “nem tanto”. Pois é, apesar dos “demais”, achei que a Maya falhou um pouco com Cole, eu realmente poderia citar vários pontos sobre isso (minha opinião, é claro), mas prefiro que vocês leiam e tirem suas próprias conclusões, e depois nos dê sua opinião, ok? Eu sinceramente achei que a história foi mais de Lucas do que Cole, e francamente, torci o livro inteiro para que Ren ficasse com ele... Lucas é maravilhoso... Curtam bastante... E boa leitura.

Rachael: Eu adorei o livro, embora muitas vezes tenha querido esganar tanto o Lucas quanto o Cole, mas me apaixonei pela devoção que eles têm pela Ren. Acho que a Maya acertou em cheio no livro, embora ele não seja o que eu esperava. Me encantei pela história, tanto que não queria largar mais. Curtam muito!!!

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PARTE 1
Lucas

Capítulo 1
Seu riso foi à primeira coisa que chamou sua atenção. Vibrante e brilhante. Tão efervescente e cheio de alegria desenfreada que o prendeu, e ele não conseguia lembrar em que pensava apenas momentos atrás. Virou-se, buscando a fonte da música cativante. E então pensou que já tinha ouvido isso antes. Quando era muito mais jovem. Uma vida inteira atrás. Ren. A lembrança dela ainda tinha o poder de fazê-lo doer. Então, muito arrependimento. Culpa. Pensamento tendencioso. Se ao menos ele pudesse fazer tudo de novo. Ele não tinha pensado nela por algum tempo agora. Não porque ela tivesse escorregado de sua mente, mas porque tinha se forçado a parar de pensar na bela jovem tímida de dezoito anos que significara seu mundo quando ele estava com seus vinte anos. Ainda o machucava trazê-la à mente anos depois. Ela o lembrava dos erros que tinha feito. Como machucá-la quando era a última coisa que ele jamais quis ou pretendeu. Esquadrinhou o interior do restaurante, os olhos afiados enquanto observava cada mesa. Mas não conseguiu encontrar a fonte da explosão de riso, nem ouvi-lo novamente. “Algum problema?” Damon Roche perguntou.

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Cole se voltou para seu amigo e companheiro de jantar e lançou um olhar de desculpas em direção a Serena Roche. “Não, nada. Apenas pensei ter ouvido… Lembrei-me de alguém que conhecia.” Damon deslizou a mão do braço de Serena e pegou sua taça de vinho. Seu toque nunca se afastava de sua esposa. Sua esposa agora grávida. Se Damon tinha sido possessivo antes — e ele era proibitivamente possessivo com Serena — estava ainda mais agora que estava redonda com seu filho. Os dois compartilhavam uma relação não tradicional. Serena era submissa ao domínio de Damon dentro e fora do quarto. Era uma relação que deixava Cole invejoso, perigosamente muito. Passar algum tempo com o casal que ele chamava de amigos o fez enfrentar os erros do passado. Fazendo-o perceber que se apenas tivesse sido mais cuidadoso e atento no passado, ele poderia até mesmo estar agora desfrutando de uma relação como a de Damon e Serena com uma mulher que ele amara com tudo o que tinha. Mas ele a machucara em sua impaciência e ignorância. Conhecera muitas mulheres nos anos desde então. Mulheres que eram bonitas, submissas, e dispostas a lhe submeter-se de forma permanente, mas nenhuma havia capturado seu coração como Ren. A única mulher que não poderia ter. Até recentemente não tinha feito mais do que tocar ou preparar as mulheres que frequentavam A Casa, o clube exclusivo dedicado à liberdade sexual, propriedade de Damon Roche. Cole era um visitante frequente. Damon confiava nele. Só Cole tinha sido confiado com Serena, amada esposa de Damon, e mesmo então seu papel havia sido de apenas preparação. Apenas com Angelina tinha se permitido se tornar mais íntimo, para realmente ter sexo e abrir-se ao prazer de ter uma mulher indo tranquila ao seu toque e comando. Mas uma parte dele havia percebido que Angelina o lembrava de Ren. E Angelina pertencia a Micah, outros dos amigos de Cole, que ele compartilhava com Damon.

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Todas as mulheres que tinha se permitido suavizar pertencia a outros homens. Talvez por isso estivesse disposto a desfrutar com eles, porque sabia que não era nenhuma ameaça para seu coração e alma. “A comida está a seu gosto, minha Serena?” Damon perguntou. Serena sorriu. “Está divina. Só desejava poder comer mais. Juro que esse garoto está enrolado em meu estômago, apertando para tudo que vale a pena. Não consigo comer mais do que uma quantia pequena de cada vez, embora fique faminta depois. O resultado é que acabo comendo o dia todo!” Damon riu e ergueu um copo de água antes de pressioná-lo suavemente sobre os lábios. “Você precisa comer. Não tem dormido bem ultimamente. Nosso filho está te desgastando. As calorias te dará mais energia.” “Ou só me fará gorda e preguiçosa,” Serena resmungou. “Você ainda está decidida em não saber o sexo?” Cole perguntou, tentando manter uma conversa educada. Mas estava agitado e aquele riso tinha aberto a porta de seu passado que tentava manter fechada a todo o momento. Uma luz saudosa entrou nos olhos de Serena. Ela era uma mulher bonita. Olhos azuis surpreendentes e cabelos pretos brilhantes. Ele tinha sido atraído por ela, bem, embora nunca tivesse havido uma questão de que ela pertencia a Damon. Mas, novamente, havia algo sobre ela que o lembrava de seu amor de infância, e frequentemente se encontrava incapaz de desviar o olhar de Serena. E desejar que não tivesse estragado tudo tão mal com Ren, que poderiam ter sido mais velhos. E Cole poderia ter sido mais sábio. Podia tê-la guiado como Damon guiou Serena. Talvez assim Ren ainda estivesse com ele agora. Sua. Bonita, submissa, seu tesouro. “Há dias em que eu realmente quero saber,” ela disse. Olhou para Damon e sorriu. “Fiz Damon prometer que não me deixaria descobrir, embora ele queira saber muito mal se estamos tendo um filho ou uma filha. Ele realmente quer uma menina. Eu não me importo e talvez seja por isso que eu quero que seja surpresa.”
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“Outra menina na dobra seria divertido,” Cole disse. “Imagino que Damon será tão ruim quanto Micah quando se trata de sua filhinha.” Serena revirou os olhos. “Oh Deus, você não sabe disso?” “Ela está ameaçando me fazer usar um desses portadores de bebê malditos que Micah desfila por aí,” Damon disse secamente. “Ele perdeu sua maldita mente desde que Nia nasceu.” Cole riu. “Vou lembrá-lo dessa conversa quando seu próprio filho nascer. Você tão superprotetor de Serena como é. Não posso imaginá-lo sendo nada menos com o bebê. Especialmente se for uma filha.” “Talvez, mas isso não significa que eu vou usar isso vinte e quatro/sete1,” Damon disse sombriamente. Serena apenas sorriu e acariciou os dedos sobre a mão de Damon. Cole piscou para ela como se a dizer que concordava com sua avaliação particular. Riso distante soou novamente, enviando uma cascata de pancadas frias em seu pescoço. Dessa vez ele reagiu muito mais rápido e se empurrou ao redor, o olhar afiado na fonte. Finalmente, ele a viu. Todo seu fôlego o deixou em uma corrida irregular. Ela estava de costas, razão pela qual não pôde encontrá-la a primeira vez. Podia ver a sugestão de seu perfil. Pele lisa, escura, cremosa, acenando seu toque. Uma cascata de cabelos negros caía pelas costas, indo tão baixo que perdeu sua trilha. Ela era pequena. Podia dizer daqui que ela era uma mulher pequena, provavelmente não muito mais do que um metro e meio. Seus traços eram delicados. Quando ela se virou, ele teve um vislumbre da coluna esguia de seu pescoço, mas aí ela alcançou e puxou o cabelo sobre o ombro, desnudando a extensão de suas costas.

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Vinte e quatro horas por sete dias.

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Seu vestido era sem costas e ele congelou quando seu olhar se iluminou na tatuagem se arrastando em sua espinha. Não conseguia respirar. Seus dedos se enrolaram e desenrolaram enquanto olhava, fascinado com a visão. Quase com pavor, levantou o olhar para o ombro direito, logo acima da omoplata. Ainda estaria lá? Ou os anos teriam sido gentis e diminuíram a lembrança de sua inexperiência? Ele não poderia dizer desta distância. Ou talvez não quisesse que estivesse lá. Uma cicatriz. Prova do cuidado que não tinha tomado com uma mulher que confiara nele com seu coração e corpo. Ren. O que ela estava fazendo aqui? Era ela. A tatuagem era inconfundível. Delicada e feminina. Assim como ela. Uma fina e estilizada videira florescendo do baixo de suas costas até a nuca. Ele a tinha traçado muitas vezes com os dedos, boca e língua. Antes que pudesse ficar de pé, o homem sentado com Ren se levantou e estendeu a mão para ela. Ela a tomou graciosamente e se levantou de sua cadeira. O toque do homem era possessivo e íntimo, um sinal claro de que a considerava sua. Mas quando Ren se virou onde ele podia vê-la totalmente, Cole viu a larga faixa de prata cercando seu pescoço. Foi um punho em seu intestino e ele só conseguiu olhar, tão atordoado que não conseguia respirar. Ele sabia o significado daquela peça de joalheria. Não era decorativo, embora estivesse belamente rendido e chamasse a atenção para suas feições delicadas. Era um sinal de propriedade. Um presente de um mestre a sua submissa. Serena usava tal símbolo, mas a dela era uma faixa que cercava seu braço superior. Damon não era um fã de colarinhos. Ele os achava humilhantes. Cole concordava. A onda de ciúmes — e raiva — que correu por suas veias o pegou completamente de surpresa.
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O homem colocou o braço protetoramente ao redor de Ren, e ela sorriu para ele enquanto faziam o caminho para saída. Poder emanava do homem — um adversário digno. “Você o conhece?” Cole perguntou urgentemente, olhando rapidamente para trás em Damon. O olhar de Damon subiu, com a testa franzida em confusão. “O homem lá, com a mulher asiática. Estão saindo agora.” “Por que você pensaria que eu o conheceria…” Damon fez uma carranca e se inclinou adiante. “Sim, eu faço, realmente.” “Quem é ele?” Cole exigiu. “Ele já visitou A Casa antes, mas não frequentemente. Prefere manter para si mesmo.” “Quem?” Cole perguntou novamente, sua impaciência queimando irritada sob a pele. “Lucas Holt.” “Qual é sua história? Ele está em cena ou é só alguém tocando no jogo?” “Ele é sério,” Damon disse lentamente. “Sua experiência foi checada ou não teria sido admitido para A Casa. Ele é rico. Empresário de sucesso. Possui vários clubes, tanto em Houston quanto Dallas. Acho que abriu recentemente um em Vegas. Ele passa muito tempo em Vegas, mas tem residências em Dallas e Houston também.” “Você já a viu na Casa?” Cole perguntou. O quão perto ela esteve todo esse tempo? Teriam estado tão perto um do outro? Teria ela estado no mesmo lugar que ele frequentava? Sua pulsação disparou e ele se levantou, e o desejo de segui-la foi tão forte que já estava quase em movimento quando Damon falou novamente. “Sente-se, Cole. Não faça uma cena. Vou te dizer o que sei.” Relutantemente, Cole retomou a seu assento, mas olhou o par, até que desapareceram de vista. “Quem é ela?” Serena perguntou em tom baixo.
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Ela colocou uma mão gentilmente em seu braço, um gesto de conforto que ele apreciou, embora levasse tudo que tinha para não afastar sua mão ir correndo atrás de Ren. Ren. Deus. Ele não podia acreditar. Ela estava aqui. E ela pertencia, realmente pertencia, a outro homem. Havia um selo claro de propriedade para o mundo ver. Ele não podia sequer envolver sua mente em torno disso. Nunca teria imaginado que Ren iria, a partir de sua experiência falhada, para uma relação submissa. Ciúmes. Raiva. Fúria. Excitação. Desejo comeu em suas entranhas até que seu estômago se agitou e o jantar que tinha comido se amarrou em um punho gigante. “Diga-me,” Raspou em direção a Damon. Ignorando a pergunta de Serena por enquanto. Tinha que descobrir tudo que podia sobre Ren. Damon calmamente tomou um gole de vinho, quase como se estivesse tentando infundir alguma daquela calma em Cole. “Eu não a vi na Casa. Mas já tem bastante tempo desde que vi Lucas. Ele não é grande na cena ou em exibições públicas no que diz respeito a esse assunto.” “Você o viu com quem?” Cole mordeu fora. “Ele não traz suas submissas ao clube. Quando o vi a última vez, estava simplesmente lá para observar. É extremamente privado. Só tem uma mulher em seu tempo. É fiel e exige o mesmo, mas suas relações não são permanentes.” Cole fez uma carranca. “Ele é um jogador?” Damon sacudiu a cabeça. “Nunca tive essa impressão. Já falei com ele antes. Bebi com ele. Encontra conforto nas mulheres em sua guarda. Mas o mais interessante, é que é completamente fiel à sua submissa. Porém, inquiriu discretamente no passado, sobre homens para sua mulher. Penso que ele gosta de assistir. Talvez até participar. Mas ele próprio só faz sexo com a mulher a seus cuidados.”
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“Como diabos você sabe tudo isso?” Cole exigiu. Cristo, como ele podia querer imaginar Ren com outros homens enquanto o desgraçado assistia? Ele era um hipócrita inflamado. Não estava tão irritado que não reconhecia a hipocrisia descarada em sua raiva. Ele tinha feito sexo com mulheres que pertenciam a outros homens. Ele se saciado em Angelina mais de uma vez por insistência de Micah. Damon deu de ombros. “Conversamos em ocasião. Ele pediu recomendações.” Serena franziu o cenho. “Você está tentando dizer delicadamente que esteve com algumas de suas mulheres?” Damon sorriu e preguiçosamente correu os dedos por seu ombro. “Não, Serena minha. Você de todas as pessoas deveria saber que não compartilho. Mesmo a mulher de outro homem. Não desprezo a prática. Porém, não é para mim.” “Eu preciso vê-la,” Cole disse firmemente. “Eu… Tenho… Que vê-la.” “Ela é importante para você?” Serena disse, seu olhar azul o estudando atentamente. “Ela costumava ser tudo para mim.” Damon ergueu uma sobrancelha. “Eu me perguntava.” Cole lhe enviou um olhar interrogativo. “Vamos enfrentar isso. Você teve sua escolha de belas mulheres, dispostas a tudo, atirando-se a seus pés,” Damon disse secamente. “E ainda assim você evitou todas elas. Isso fala de um homem cujo foco está em outro lugar.” “Eu a feri” Cole disse em voz baixa. “Era jovem, arrogante, estúpido. Abusei de sua confiança. Ela se entregou a mim. Acreditava que não iria machucá-la. E eu fiz.” O rosto de Serena ondulou em condolência. Damon simplesmente olhou de volta, em silêncio. “Eu preciso saber como encontrá-la,” Cole disse. “Tenho que vê-la.”

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Damon suspirou. “Posso convidar Lucas para A Casa. Isto é tudo que posso fazer. Não posso lhe dar qualquer outra coisa. Ele é extremamente privado. Esta brecha seria imperdoável para ele.” “Então o convide. Certifique-se de que ele traga Ren,” Cole rosnou. “Virarei esta cidade maldita inteira de cabeça para baixo se eu tiver que fazer.” Damon nivelou seu olhar com Cole. “O que você fará se Lucas vier?” “Não sei ainda. Mas eu malditamente certo não vou me sentar e não fazer nada. Tenho que vê-la. Porra, ela era minha.” “E ainda assim não a manteve,” Damon retornou. Cole se encolheu no lembrete. Não, ele não a manteve. Ele se afastara. E nunca tinha encontrado ninguém que pudesse ocupar o mesmo lugar em seu coração.

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Capítulo 2
“De joelhos.” Ren deslizou graciosamente de joelhos, coxas abertas, lábios entreabertos, mãos descansando as palmas para cima em suas pernas. Esperou pacientemente pela próxima instrução de Lucas, o olhar treinado para frente. “Você estava linda esta noite, Ren. Embora esteja sempre linda e graciosa. Não tenho nenhuma reclamação nessa área.” “Obrigado, Lucas.” “Como recompensa, vou deixá-la escolher o instrumento dessa noite.” “Sua mão,” ela disse sem hesitação. Ele sorriu e ela pensou que ele tinha gostado de sua escolha. “Diga-me por que.” “Gosto de ter a marca de sua mão em minha pele. É uma lembrança de que lhe pertenço. Que você me possui.” Ele acenou seu acordo. “Abra a boca. Mais larga. Sem dentes. Se seus dentes me tocarem, você será castigada.” As palavras foram ditas mais para efeito do que uma advertência verdadeira. Excitação subiu, afiada e dolorida, dentro dela. Ele sabia como suas palavras atiçavam as chamas de seu desejo. Acima de tudo, ela gostava do beijo doce de dor quando ele julgava conveniente lhe dar isso. Se não estivesse tão disciplinada, pastaria os dentes através de seu comprimento rígido, mas eles não tocavam nenhum jogo. Nenhuma pretensão tola de desobediência assim, o faria castigá-la. Ambos tinham necessidades e cumpriam a necessidade um do outro perfeitamente.

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Ela supunha que de alguma forma Lucas gostava dela. A emoção tinha pouco a ver com sua relação. Ele lhe dava algo muito mais poderoso que amor. Fornecia-lhe segurança e conforto. Ele a protegia, e em retorno, lhe dava sua submissão, obediência total e respeito. Seu pênis deslizou sobre seus lábios, em seguida, sobre sua língua. Saboreou a primeira explosão almiscarada e inalou seu perfume masculino. Estava mais áspero esta noite, não tão paciente quanto geralmente era. Ele empurrou fundo, segurando lá até seu peito queimar. Então puxou de volta e ela chupou uma respiração profunda. Ele emoldurou seu rosto nas mãos e deslizou os dedos ao redor de sua nuca até que cavaram em seu couro cabeludo. Então empurrou novamente, mais duro dessa vez. Foi quando ela percebeu que ele estava tentando acertar seus dentes. Ele queria castigá-la. Ele estava no humor esta noite. Queria exercer domínio sobre ela, empurrar seus limites. Por um momento pensou em ceder e lhe permitir a mordida de seus dentes, mas ele não ia querer isso também. Ele era seu mestre, sim, mas não queria uma mulher fraca ou alguém que cedesse muito facilmente a suas demandas silenciosas. Sim, ela era obediente, absolutamente. Mas somente para os comandos que eram expressos. Se ele quisesse castigá-la, ele faria, mas não seria uma conquista fácil para ele. Ela relaxou ainda mais em torno de seu cinturão impressionante e permitiu que ele deslizasse mais fundo em sua garganta. Ele fez um som que era uma mistura de aprovação e frustração. Ele não queria que ela cedesse. E por isso, ele reteve seu lançamento por mais tempo que o habitual. Foi áspero, implacável, e não mostrou clemência. Estava determinado a empurrar seus limites, e ela estava determinada a lhe mostrar que não tinha nenhum. Propositadamente apagou-se de tudo, exceto sua tarefa à mão. Superando-o.

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Com um resmungo de maldição, ele apertou as mãos em sua cabeça e despejou-se em sua garganta, forçando-a a engolir cada gota. Quando finalmente a soltou, ela se balançava nos calcanhares, ofuscada pelo poder da troca. Lucas respirou duramente quando se retirou lentamente de sua boca. Seu aperto suavizando-se e deslizou os dedos ao longo da linha das maçãs do rosto antes de limpar seu sêmen de seus lábios. “Então ferozmente determinada,” ele murmurou. “Pergunto-me o que seria necessário para quebrar assa restrição.” Ren não se abalou porque sabia que Lucas não o faria. Ele não tinha nenhum interesse em quebrá-la. Eventualmente, cresceria entediado com ela exatamente como tinha crescido entediado com suas posses anteriores. E quando o fizesse, ela seria lançada à deriva de novo. Ele a via como um desafio. Ela sabia, sem falsa modéstia, que o intrigara muito mais do que as mulheres anteriores que ele possuíra. Não foi intencional. Era só quem ela era. Ela sabia o que queria e o que precisava. Não tinha nada a provar. Não estava interessada em impressionar seu mestre. Fazia apenas o que precisava fazer para ter suas necessidades atendidas. Agradar ao homem entregando-lhe sua necessidade. Estendeu a mão para ela e ela aceitou o comando sem palavras. Ele a ajudou a ficar de pé, e então a guiou em direção à cadeira de couro de pelúcia onde muito de seu prazer e dor foram repartidos. Ele se acomodou no assento, ainda nu, as pernas musculosas espalhadas. Seu pênis estava semiereto. Grosso e longo, ele se deitava no topo de sua coxa, e ela olhou, de repente colhida pelo desejo de tê-lo bem no fundo de seu corpo, tomando, exigindo. Provavelmente ele o empurraria em sua bunda, logo depois de espancá-la. Puxou-a entre as pernas, permitindo que as mãos deslizassem por seu corpo, vagando por suas curvas, até segurar seus seios fartos.

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Seus seios eram uma fonte de fascinação para ele. Ela era ao contrário esguia. Quadris esbeltos, barriga plana, pernas esguias. Era ligeiramente construída e delicada, e ele amava aquela sensação de fragilidade sobre ela que escondia um núcleo de aço. Mas seus seios eram cheios e rechonchudos, uma contradição com o resto contrário de sua figura de menino. Ele brincou com os mamilos escuros, puxando-os delicadamente até que ficaram duros e apontados. Mas não fez o que ela queria. Não os levou em sua boca e chupou. “Estou feliz que tenha escolhido minha mão.” Inclinou-se, posicionando-a de forma que ficasse drapejada em seu colo, a cabeça em direção ao chão. Dobrou sua perna acima das costas dos joelhos, e então esfregou a mão sobre suas nádegas. Ela estremeceu e ele riu baixinho. Gostava de tirar seu prazer. Provocá-la sem piedade. Ele era duro. Sem dúvidas sobre isso. Era impiedoso, até. Mas era justo e um amante generoso. Sabia o que lhe agradava e nunca hesitava em lhe dar o que precisava. Não fossem suas necessidades tão estreitamente alinhadas, talvez fosse uma questão diferente. Talvez ele não fosse tão generoso quanto era. Mas eles queriam as mesmas coisas. Ele tomando seu prazer impulsionava o seu próprio. A palmada de sua mão contra ela atrás, a surpreendeu de seus pensamentos sensuais. Fogo lambeu sua espinha quando ele seguiu o primeiro golpe com outro em rápida sucessão. Alternando entre espalhar os dedos e mantê-los firmemente unidos para que a sensação fosse diferente cada vez que atingia sua carne. Ela gemia inquieta e agitada, mas seu toque se apertou sobre ela até que ficou incapaz de se mover, e isso apenas aumentou seu desejo. Era o que desejava acima de tudo. Estar segura completamente no poder de um homem. Saber que não tinha escolha senão aceitar o que ele quisesse fazer com ela. O

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conhecimento era escuro e irritável. Fazendo-a patinar ao longo dessa linha proibida onde era fácil cair em completa escuridão. Até onde iria? Até onde permitiria que Lucas fosse? Nunca responderia a essa pergunta. Nunca se entreteve permitindo que as coisas fossem tão longe. Confiava em Lucas. Implicitamente. Mas talvez ele não confiasse em si mesmo para ir além dos limites rigidamente controlados que tinham construído. Ele continuava a lhe aplicar a surra, mas era uma palavra absurda que de forma alguma descrevia a dança que eles realizavam. Esta não era uma surra para uma indisciplinada sub. Esta era tão sexual quanto foder, mais poderosa do que beijar. Esta era onde ela conseguia se elevar. Onde conseguia se bombear na luxúria, que ela, literalmente, o deixava levá-la onde quer que ela queira ir. Ela mal estava ciente quando ele a empurrou para o chão, forçando seu rosto para o tapete e segurando sua cabeça, a mão emaranhada em seus cabelos. Ele a montou — áspero, cru, possessivo — como se ela fosse uma cadela no cio. Enfiou primeiro em sua boceta, e então arrastou seu pau até a costura de sua bunda. Com a mão livre, aplicou uma quantia generosa de lubrificante, mas esta noite ela não queria nem isso. Queria isso duro. Queria que ele a machucasse. Expressou a mordida áspera de dor quando ele forçou a passagem em sua abertura pouco disposta. Sua mão apertou em seu cabelo e ele rosnou baixo em sua garganta. “Abra-se para mim. Deixe-me tomar o que é meu.” Como ele sabia que acontecer, suas palavras a enviaram sobre a borda. Ela arqueouse, desesperada por sua possessão. Ele ajustou o pênis no anel apertado e empurrou duro. Ela clamou, mas ele puxou em seu cabelo até que ela se aquietou. “É isso aí,” disse numa voz áspera e baixa. “Fique quieta e tome-o. Você é minha, Ren. Nunca se esqueça disso. Eu te possuo.” Ele se alimentou dentro dela e manteve-se profundo, segurando seu corpo, cobrindo cada centímetro de sua carne.
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Ela estremeceu. Seu corpo inteiro se agitou enquanto lutava com o orgasmo que se construía como um furacão. Ele riu e alcançou sob ela para pressionar a palma em sua barriga. Deslizando os dedos até a junção de suas pernas e tocando levemente seu clitóris. Ela cerrou os dentes, fechou os olhos e forçou-se a controlar a reação. Ele era um mestre em conhecer seu corpo. Sabia o que ela amava. Sabia como falar com ela, que palavras a despertava. O quão duro levá-la. Quando ser áspero e quando ser gentil. Seus dedos deslizaram ainda mais baixos, brincando com a entrada de sua boceta. Apalpando rudemente enquanto seu pau se contorcia bem no fundo de sua bunda. Então, se retirou, arrastando aquela ereção enorme ao longo da carne distendida. Ela gemeu de novo e soltou um suspiro. “Não, Ren, você não pode gozar ainda. Vou fodê-la por um bom tempo e você vai ser uma boa menina e vai tomar no cu e continuar tomando até que eu lhe diga para gozar. E então vou deixar seu buraco cheio com minha porra e você vai me implorar por mais.” E ela faria. Ela fechou os olhos. Ela lhe imploraria para nunca mais parar. Ele gozaria dentro dela e então voltaria a fodê-la até que seu líquido quente escorresse por sua perna. E ela adoraria cada maldito minuto disso.

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Capítulo 3
Ren se esticou e olhou no relógio. E fez uma careta. Estava na hora de uma pausa. Lucas insistiu que não trabalhasse com exclusão de tudo mais. Incomodava-a às vezes, mas o simples fato é que, se ele não interferisse, ela se esqueceria de comer, não dormiria e trabalharia incansavelmente até que desmoronasse. E bem, ela estava em contato suficiente com seu feminino para querer e precisar saber que ela gostava que ele cuidasse tão bem dela. Ela precisava disso. Largou o lápis que tinha feito os esboços preliminares, cuidadosamente empurrando os desenhos em uma pilha ordenada e fechou o caderno para que o peso evitasse que caíssem. Prazos tinham pouco significado para ela. Uma vez que se inspirava para a história que queria contar e as imagens começavam a dançar em sua mente, era dirigida a trabalhar até que o livro estivesse concluído. Muitas vezes isso significava terminar bem antes do prazo. Era uma doença, essa compulsão de se adiantar. Mas era quem ela era e lhe serviu bem em sua carreira como autora de livros infantis. Rennie Michaels. Uma leve variação de seu nome real. Soava leve e divertido e no nível com as crianças para quem escrevia. Levantou-se da mesa e esfregou distraidamente uma torção no pescoço. Quando olhou para cima, para sua surpresa, Lucas estava encostado no batente da porta, seu olhar preguiçoso acariciando levemente sobre seu corpo. Ele não entrava frequentemente em seu estúdio. Era o único lugar que era dela. Foi cedido por ele e insistira que ela pudesse manter sua privacidade aqui. Em qualquer outro lugar de sua casa, ela era dele. Não havia privacidade. Pertencia-lhe e ele podia se intrometer à vontade. Mas aqui era seu local de trabalho e o lugar para estar sozinha com seus pensamentos. Estava fora dos limites para ele, uma condição que ele mesmo tinha imposto.
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Ficou parada, insegura do que ele queria que fizesse. Ele se afastou do batente e entrou em seu estúdio, mãos enfiadas nos bolsos do jeans. Estava descalço, como geralmente estava em sua casa. Para um homem tão rico e culto quanto ele, em seu santuário particular era uma criatura de conforto, normalmente usando jeans, camiseta e às vezes chinelos. “Recebemos um convite,” ele disse quando parou à sua frente. Ela arqueou uma sobrancelha. Não conhecia ninguém aqui. Ela e Lucas se conheceram em sua boate de Las Vegas há um ano. Tinha estado aborrecida porque sua última relação tinha sido um desastre completo e ele tinha sido uma fonte imediata de segurança. Ele a levara para sua casa com ele naquela noite e estavam juntos desde então. Tinha sido honesta com si mesma o suficiente para admitir que o usara no início. Ele sabia disso também e a despreocupara por ele. Importava-se com ele agora. De muitas formas, ele era seu melhor amigo. A deles era uma estranha amizade com certeza, mas funcionavam para ambas as partes. “Um amigo meu que é dono de um clube privado nos convidou para participar de uma reunião íntima daqui a três noites.” Ela franziu a testa. “Que tipo de clube privado e que tipo de reunião íntima?” Ele abriu aquele sorriso preguiçoso. “Você sabe muito bem que tipo de clube. Você não é estúpida, Ren.” “Eu já encontrei esse amigo?” Ele sacudiu a cabeça. “A última vez que o vi foi pouco antes de partir para Vegas, quando você e eu nos encontramos.” “E o que deveríamos... Fazer… Nesta reunião íntima?” Ele a tocou então. Deslizando a mão por seu braço, um gesto destinado a tranquilizála. E ele fez. “Você sabe muito bem que não estou em exibições públicas de domínio. Sinto que você também não, embora nunca realmente discutíssemos sobre isso. Tenho sido cego sobre
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o fato de que eu acho desagradável e nos aderimos aos meus desejos sobre o assunto. Mas diga-me, Ren, a ideia de ser tocada na frente dos outros te excita?” Ela torceu o nariz. “O que nós fazemos não é tocar, Lucas. Não é um jogo. E é… privado. Pelo menos ao ponto de não ser um espetáculo público. É isso que seu amigo quer?” Ela sabia que era uma torção particular de Lucas assistir enquanto outro homem fodia a mulher que ele possuía. Tinha lhe contado sobre suas submissas do passado e como se excitava ao ver outro homem não só possuí-la, mas também comandá-la. Curiosamente, nunca convidara outro homem para fodê-la, e Ren não conseguia decidir se ficava feliz ou desapontada. Ela não ia mentir. De certa forma a ideia a excitava e fazia todas as suas partes femininas formigarem. Havia algo extremamente travesso e proibido em ter um homem que era seu dono lhe dá a outro homem para fazer o que quisesse. Um calafrio subiu por sua espinha e ela decidiu que sim, a ideia a excitava. Excitavaa muito. Mas a exibição pública de domínio? Nem tanto. Cheirava a teatralidade. De algo falsificado, exagerada exibição de testosterona, que não fazia nada para ela. Amava a relação tranquila que compartilhava com Lucas. “Não, não acho que seja nada disso que ele queira. Acho que quer apenas nossa companhia para noite. Ele é bem como eu. Compartilhamos muitos dos mesmos gostos, mas talvez ele seja um pouco mais possessivo do que eu quando se trata de sua mulher.” Ambas as sobrancelhas subiram no que Lucas sorriu. “Ele não compartilha sua mulher sob qualquer circunstância. Acho que não me importo se a situação for certa.” “Então ele quer nossa companhia, mas quer que venhamos para seu clube,” ela disse lentamente. “Por que não nos convidou para jantar? Ou para umas bebidas?” Lucas deu de ombros. “Pela mesma razão que eu entretenho os convidados para meus clubes. Somos pessoas privadas e, como tal, tenho certeza que ele é tão exigente quanto eu sobre quem ele permite entrar em seu santuário. É um lugar neutro e talvez ainda mais íntimo do que um restaurante ou um bar.”
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“Se você quer que eu o acompanhe, você sabe que eu vou.” Ele assentiu. “Eu sei disso. Mas gostaria de saber se você tem o desejo de ir ou se irá apenas porque pensa em me agradar.” Sua testa franziu. Isso não soava como Lucas. Ele era um homem que comandava. Era arrogante. Não tão ofensivamente, mas era muito confortável usando o manto da autoridade. Ele esperava obediência. Nunca tinha estado particularmente preocupado com o fato de que ela realmente desejava acompanhá-lo em algum lugar. Isso o fazia parecer um bastardo insensível. Não era assim. Se ela não estivesse se sentindo bem ou estava ocupada com o trabalho, ele não esperava que ela se acomodasse a seus desejos. Era muito bom em perceber seus humores e sua saúde. Frequentemente sabia antes dela quando estava ficando doente. Ele tinha um excelente cuidado com ela. Não tinha nenhuma reclamação aí. Mas se não havia nenhuma razão sólida para que ela fosse incapaz de participar de algo que ele desejava que ela estivesse presente, ela tinha que ir. Ele não lhe oferecia uma escolha. “Eu não sei se tenho uma preferência de uma forma ou de outra,” disse honestamente. “Você sabe que amo agradá-lo. Não conheço este amigo, então, obviamente, não tenho nenhum interesse em vê-lo. Suponho que se houver sexo bizarro para ver, poderia me atrair a ficar mais ansiosa para ir.” Ela terminou com um pequeno sorriso e ele riu, sacudindo a cabeça. “Amo como desinibida e sem remorsos você é sobre seu amor ao sexo. Pergunto-me se ao menos sabe o quão desejável isso a faz aos meus olhos. Há algo intensamente sexy sobre uma mulher forte, que é confiante em sua sexualidade e, além disso, celebra isso.” Suas bochechas cresceram quentes no elogio atípico. Seus olhos eram quentes e ele parecia tão jovial hoje. Ele a fazia querer agradá-lo ainda mais. “Então devemos ir. Você nunca sabe. Talvez possamos aprender algo novo e poderemos praticá-lo depois que voltarmos para casa,” ela disse descaradamente.

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Ele a puxou para seu lado e acariciou a mão abaixo de suas costas e segurou seu bumbum. Ela amava que ele a tocava com frequência. E não apenas a tocava, mas era possessivo sobre isso. Sempre fazia isso em público, como se estivesse dizendo ao mundo que ela lhe pertencia. E que estava orgulhoso por ela lhe pertencer. Com a outra mão, ele distraidamente correu um dedo sobre o colar de platina ao redor de seu pescoço. Então deslizou o dedo entre ele e sua pele e puxou-a vigorosamente adiante até que suas bocas ficaram a uma mera respiração separada. Ele a beijou, comendo ferozmente em sua boca até que seus lábios estavam inchados e sensíveis. Depois de um momento, tirou a mão e cuidadosamente aliviou-a. “Nós iremos. Comprarei algo novo para você usar. Tenho algo assassino em mente. Posso não querer demonstrar minha autoridade sobre você em público, mas quero que todos os homens no lugar a olhem com luxúria em seus olhos e saibam que você me pertence.” Ela sorriu, porque amava quando ele ficava todo alterado e possessivo. Ele frequentemente a levava para seus clubes e para todos os efeitos ele a manteve em uma trela. Não havia uma pessoa no clube que não podia ver claramente seu carimbo de posse sobre ela. E quanto a ela, não dava uma merda para quem sabia a natureza de sua relação. Não sentia vergonha alguma por alguém saber que ela servia a Lucas em todos os aspectos e que ela contava com ele para proteção absoluta e cuidados. “Agora vamos comer. Você precisa de uma pausa e eu já invadi seus aposentos privados tempo suficiente. Depois sinto uma necessidade distinta de fodê-la pelo resto da tarde.”

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Capítulo 4
Damon atou os dedos nos de Serena e trouxe sua mão aos lábios. Parecia uma ação tão natural que Cole se perguntou se Damon até sabia com que frequência tocava e beijava sua esposa. Fazia tão distraidamente, como se o hábito fosse tão forte que o fazia sem perceber. Serena estava vestida esta noite. Cole havia notado que desde que a barriga de Serena começara a inchar e a evidência de sua gravidez ficou claramente visível, que Damon apertara o cerco, quase como se não quisesse que ninguém além de si mesmo visse sua esposa grávida. Antes, era uma visão comum para Cole entrar na A Casa quando Damon estava presente e encontrar Serena espalhada, esperando o beijo do flogger. Frequentemente Cole a preparou para Damon, prendendo-a ou amarrando-a em várias posições. Mas atualmente, ninguém exceto Damon a tocava, e se tornou intensamente privado sobre colocar sua amante em exibição. Ele com maldita certeza não a tinha sequer tocado com qualquer coisa exceto as mais gentis das mãos desde o começo de sua gravidez. Cobria-a de carinho tanto em público quanto em particular. Cole se perguntava se ter o filho alteraria as práticas de Damon em uma base permanente. Na verdade, se não fosse por Damon ter convidado Lucas e Ren e querer que Serena atuasse como sua anfitriã social, Cole duvidava que ela até estivesse na Casa. Quanto mais Serena entrava em sua gravidez, mais Damon se tornava protetor. Ele próprio não passava muito tempo na Casa ultimamente. Deixando a responsabilidade para seu gerente e dando a Cole liberdade para supervisionar como lhe agradasse. Cole empurrou as mãos em sua calça cara e olhou para a entrada da sala social, pela centésima vez desde que tinha chegado. Damon tinha lhe assegurado que Lucas aceitara o

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convite e que estaria presente, mas a impaciência de Cole era uma vida, respirando demônio dentro dele. “Calma, cara,” Damon murmurou ao seu lado. “Vá buscar uma bebida. Relaxe. Você ao menos já pensou no que vai dizer? Não vai quer causar uma cena estranha. Não acredito que seja essa a impressão que quer causar quando não a viu em tantos anos. E não faça nada para insultar Lucas. Uma submissa é muito protetora de seu mestre. Se ela sentir que você o está desrespeitando, pode se dar mal.” “Eu sei de tudo isso,” Cole disse. “Posso ter sido estúpido uma vez. Mas — ” Damon levantou a mão num pedido de desculpas. “Tenho toda fé no seu conhecimento, Cole. Ou nunca teria confiado em você com o que mais valorizo no mundo.” Cole se virou, aceitando a sugestão de Damon de pegar uma bebida e acalmar a merda dentro dele. Não estava acostumado à selvageria de seu estado emocional. Era tranquilo. Vivia sua vida de forma calma e reflexiva. Nada o abalava. Exceto Ren. Sempre Ren. Só ela tinha o poder de perturbá-lo. Pegou uma taça de vinho e a trouxe para boca. O sabor era excelente. Damon tinha gostos muito bons. Gostos caros. Suspirou e se virou, e seu olhar indo para sala mais uma vez. E então congelou. Lucas Holt estava parado na porta, Ren ao seu lado. Cole bebeu em sua visão. Não conseguia desviar o olhar. Embora sempre tivesse sido bonita, tinha se transformado em uma mulher linda, madura, que não tinha a ligeira vantagem da mocidade como recursos. Era pequena — sempre tinha sido uma coisa pequena — apenas alcançando o ombro de Lucas. Seu cabelo preto brilhante estava fluindo sobre os ombros e pelas costas, selvagens e belos como ela.

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E seus olhos. Os pules leves nos cantos significavam sua herança meio-coreana, mas não eram escuros. Ao invés, eram de um verde luxuriante, com manchas de marrom quente rodando até que se tornavam uma sombra incomum. Eram vibrantes, quase brilhantes, mesmo através da distância. Era tão perfeita que o fazia doer. Seu olhar vagou sobre ela enquanto Lucas fazia seu caminho em direção a Damon. Ela usava jeans apertado que moldavam seus quadris finos e seu traseiro. Pendurado baixo de forma que o anel do umbigo estava descoberto e piscava ousadamente para ele. Seu top mal tinha alguma coisa. Não usava sutiã e o sedoso material do top se agarrava às ondas generosas de seus seios. Amarrava-se em volta do pescoço e completamente nu nas costas e mostrava aquela tatuagem que Cole estava tão intimamente familiarizado. Ele a levara para fazer a tatuagem. Para marcar a ocasião de seu décimo oitavo aniversário. Ela sorriu para Damon quando Lucas a apresentou. Ela brilhava. Não havia outra palavra para ela. Tinha um sorriso vivaz, confiante. Nem uma vez olhou ao redor para ver se os outros a estavam observando ou curiosos sobre ela. Estava focada totalmente em Lucas. Ciúme se agarrou em suas entranhas. Odiava essa sensação. Era irracional. Ciúmes era uma emoção estúpida e sem sentido que nunca trazia nada além de frustração e uma sensação de desamparo. Não era algo que estava acostumado. Até agora. Ele queria que ela olhasse para ele desse jeito. Tinha uma vez. Olhara para ele como se ele fosse o único homem no mundo. Por que ela tinha procurado uma relação como esta? Cole não imaginava que ela jamais iria querer qualquer parte desse estilo de vida. Havia estragado as coisas tão mal com Ren. Tinha sido nada além de um menino brincando de ser guardião de alguém. Abusara de sua confiança e era algo que ainda o comia por dentro até hoje.

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Damon olhou em seu caminho, mas Cole ainda estava enraizado no lugar, incapaz de se mover, enquanto olhava para Ren. Sentindo-se de repente inseguro, e odiando esse sentimento acima de todos os outros. Considerava-se um homem confiante. Tinha sido bem sucedido cedo na vida, dirigida pela ambição que certamente não poderia ser atribuída à insegurança. Seus erros tinham sido apenas com Ren, e talvez por isso estivesse agora sendo confrontado com a hesitação. Ren e Lucas se afastaram de Damon. Lucas colocou a mão nas costas nuas de Ren e lhe lançou um olhar rápido de afeto — e aprovação. Então a dirigiu em direção ao bar. Exatamente onde Cole estava de pé, olhando para única mulher que alguma vez já capturou plenamente seu coração. Ren olhou ao redor da sala, um pouco surpresa pelo quão elegante e… Calma… Parecia. Era como frequentar qualquer outro coquetel. Sem nem sequer saber que este lugar era dedicado a práticas sexuais que não se enquadravam na esfera tradicional. Damon e sua esposa tinham sido extremamente corteses. Serena era elegante e mais do que definitivamente submissa, mas era óbvio que Damon a adorava. E realmente não havia nada mais atraente para ela do que um homem que claramente adorava sua mulher. “O que você gostaria de beber, Ren?” Lucas perguntou. Ela piscou e se voltou de seu exame da sala. Foi então que ela o viu, a poucos pés distantes, seus olhos azuis queimando através dela. Olhou de volta em choque, em consciência. Mesmo depois de tantos anos, seu coração disparou e sua pele formigou em memória. Ele não havia mudado. Bem, talvez não fosse exatamente verdade. As feições jovens e bonitas de seus vinte anos tinham sido substituídas pela robustez considerável da idade. Era alto, mas não tão desengonçado quanto tinha sido quando tinha estado com ele. Estava preenchido. Sólido. Forte.

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Poder emanava dele. Poder controlado. Era como se fervesse logo abaixo da superfície, mas exteriormente projetava calma e confiança. Ela estremeceu quando seu olhar a contornou. Ele a reconheceu também, e ela ficou imediatamente ciente da fome em seus olhos. Sentiu-se caçada, e foi uma sensação deliciosa. “Cole.” Saiu como um sussurro, quase imperceptível no ruído quieto de vozes misturadas e conversas aleatórias. Mas ele a ouviu. Reconheceu o nome com um avanço. “Ren.” Ela quase gemeu. Seu nome foi uma carícia, escorregando de sua língua com toda a prática que tinha feito de seu nome um carinho. Ele sempre dizia seu nome como se ela fosse à coisa mais especial em seu mundo. Com reverência. Com... amor. O toque de Lucas de repente apertou. Ela conhecia esse toque. Era possessivo. Um claro tire-as-mãos para um intruso. Era sua forma de dizer é minha. Era raro em Lucas assumir tal postura. Ele não costumava ver outro homem como uma ameaça. O fato de que o fez agora lhe dizia muito claramente que a tensão elétrica entre ela e Cole era perfeitamente evidente. “É bom vê-la novamente,” Cole disse em voz baixa. “Você está linda. Mas então, você sempre foi.” Seu coração apertou e por um momento se preocupou que estivesse impossibilitada de falar. Engoliu em seco e tentou controlar o fato de que seus joelhos tremiam de nervosismo. “Você me parece bem também, Cole. Como está?” Era uma conversa desajeitada e formal que só crescia mais desconfortável com cada segundo que passava. Lucas sentiu sua inquietação e a puxou para proteção de seu corpo. “Ren, me apresente para seu amigo,” Lucas disse em um tom fácil e casual que desmentia completamente a tensão que sentia em seus músculos enrolados.

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Ren quebrou o olhar e olhou para Lucas. Em seguida, de volta para Cole. “Lucas, este é Cole Madison, um velho amigo meu. Cole, este é Lucas Holt.” Lucas não fez nenhum movimento de soltá-la para que pudesse apertar a mão de Cole, embora Cole também não fizesse nenhum esforço para fazer mais do que acenar em direção a Lucas. “Um ex-amante,” Lucas disse, com uma leve elevação no canto da boca. Ren concordou. Sempre foi sincera com Lucas. A deles era uma relação aberta e honesta. Tinha conhecido as antigas amantes de Lucas no passado. Ele não tentou escondêlas dela. E nem ela iria esconder sua antiga relação com Cole. “Nós fomos um inferno de muito mais que isso,” Cole disse sem rodeios. Lucas arqueou a sobrancelha e olhou friamente em Cole. “Vocês foram agora?” “Foram é a palavra importante aqui,” Ren disse calmamente. “Cole escolheu uma vida que não me incluía. Está no passado.” Era estranho estar tendo uma conversa tão direta. Não era suposto que os encontros com os antigos amantes deveriam ser preenchidos com conversas fúteis e tolas e evitar claramente a profundidade da relação? Não deveriam fingir que um não importava para o outro? “Eu cometi um erro.” Nada do que Cole disse poderia tê-la chocado mais que isso. Seus olhos se arregalaram e ela foi ainda mais contra Lucas. Uma ação que não passou despercebida pelo homem a quem ela pertencia. “Então devo ser muito grato pelo seu erro,” Lucas disse numa voz enganosamente suave. “Pois ela é agora meu maior tesouro.” Os olhos de Ren se estreitaram e ela olhou para Lucas, confusa por sua declaração. Eles simplesmente não tinham esse tipo de relação. Ele a estimava? Absolutamente. Ren não tinha dúvidas sobre isso. Amizade. Respeito. Ele lhe oferecia sua proteção. Ela lhe dava

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obediência e submissão absoluta. Mas nunca tiveram descritos floridos que chegassem nem perto de insinuações de sentimentos mais profundos. Ou talvez fosse uma postura masculina, coisa que tinha a ver com o excesso de testosterona. De repente a tensão foi demais para ela suportar. Não queria que Cole visse como estava desfeita com sua presença. Por sua admissão de que tinha cometido um erro! Virou o queixo acima para que pudesse olhar para Lucas. “Com licença. Preciso ir ao banheiro.” Seu aperto se afrouxou sobre ela e ele apertou um beijo rápido em sua testa. “Claro. Estarei esperando aqui. O que gostaria de beber?” “Algo forte,” disse, não percebendo o quanto isso disse sobre seu estado atual. “Você escolhe.” Ela escapou, nem mesmo sabendo onde era o banheiro, mas o mais importante, apenas precisava sair para se recompor. Uma vez no corredor, olhou para direita e esquerda e escolheu direita já que ela e Lucas entraram pela esquerda e não achava que tivessem passado por um banheiro. Ela finalmente encontrou o que estava procurando e deslizou para dentro, fechando a porta atrás dela. Encostando-se contra o balcão, suas mãos seguraram a borda enquanto olhava seu reflexo no espelho. Ela parecia… chocada. Instável. Seus olhos tinham um olhar perplexo. Sua pulsação estava muito rápida e a pressão em seu peito era cada vez maior. Não era como se pensasse em Cole diariamente. Ao contrário. Tinha feito as pazes com sua deserção há bastante tempo. Realmente, Ren? É por isso que está de pé aqui fora de si? Porque você fez as pazes com o homem que adorava além da razão, e que a deixou depois de despertar um incêndio dentro de você que nunca mais foi extinto?

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Ela correu água sobre as mãos trêmulas, mas foi cuidadosa para não estragar a maquiagem leve que tinha aplicado antes de chegar. Não queria que nenhum sinal de sua perturbação ficasse evidente. Quando finalmente conseguiu esticar a mão e não ver nenhum tremor perceptível, desligou a água e as secou. Uma batida na porta a surpreendeu. “Ren, abra a porta.” Lucas poderia ter esperado. Mas era Cole de pé a apenas dois metros de distância, e de repente suas mãos tremiam tanto que ela não teve nenhuma esperança de recuperar a compostura.

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Capítulo 5
Ren pensou brevemente em recusar, mas depois percebeu que estava escondida em um banheiro, pelo amor de Deus. Abriu a porta, jogou o cabelo sobre o ombro e arqueou uma sobrancelha quando olhou de volta para Cole. Ele enchia a entrada. Grande. Ombros largos. Tão malditamente charmoso que ela não podia se ajudar, apenas olhar. O tempo tinha sido extraordinariamente bom para ele. Não era justo. Se houvesse alguma justiça, ele estaria calvo, ostentando uma barriguinha, casado e com dois-ponto-cinco de crianças travessas com uma esposa que o importunava diariamente. “O que você quer?” Ela perguntou. Ele a olhou por mais um momento, acariciando seu olhar sobre ela tão certo como se a acariciasse com a mão. “Você, Ren. Eu quero você.” Seus olhos se arregalaram em surpresa. Se não estivesse tão espantada, ela riria. Lucas. Cole. Ela. Todas as pessoas aparentemente contundentes que não tocavam jogos tímidos e fingiam que não foram afetados. Tantas coisas que estavam na ponta da língua, mas no final, nenhuma delas importava e todas ficariam melhores se não ditas. Não resolveriam nada. Então, ao invés, ela falou uma verdade simples. “Ainda que eu quisesse tal coisa, pertenço a outro homem. Não pertenço apenas no sentido simbólico de ter uma relação. Ele me possui. Eu sou sua possessão.” Ficou observando para ver se ele ao menos piscava. Ele não fez. Mas, novamente, talvez também tivesse seguido o caminho que tinham riscado juntos tantos anos atrás. Afinal, ele estava em um clube privado para apenas tais práticas. “Você disse ‘ainda que eu quisesse. ’ você quer isso, Ren?” Ela franziu o cenho. Novamente, não esperava essa abordagem.
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“Não,” respondeu honestamente. “Somos duas pessoas muito diferentes agora, Cole. Não podemos simplesmente escolher porque nós, uma vez, compartilhamos algo especial. Você não pode simplesmente entrar de volta em minha vida depois de dez anos e esperar que eu abra meus braços.” Os olhos de Cole reluziram e a mandíbula apertou em sua resposta. “Diga-me isso: Se não houvesse Lucas, se você não pertencesse a outro homem, estaria me segurando no comprimento dos braços agora ou estaria disposta a ver se ainda havia uma faísca entre nós?” Ela já tinha sido honesta. Não havia razão para falsificar a verdade agora. Fechou os olhos, respirou fundo, e então os reabriu novamente, esperando parecer estável e calma. “Talvez? Realmente não posso responder a isso. Minha lealdade é outra. O ponto é que há um Lucas. Não estou livre. Esta conversa é inútil.” “Que tal seu coração?” Ele perguntou em voz baixa. “Onde ele fica Ren?” Ela levantou as mãos. “Chega, Cole. Nada de bom pode resultar disso. Foi bom vê-lo. Os anos foram bons com você. Nunca seria desleal com Lucas. Ele me possui. Estou feliz por ser dele. Sou dele por escolha. Minha escolha. Não há outro lugar onde eu queira estar mais.” “Fico feliz em saber que o que me pertence não pode ser influenciado pelas belas palavras de outros,” Lucas falou devagar. Ren saltou, recuou e olhou acima do ombro de Cole para ver Lucas encostado na parede oposta. Há quanto tempo estava lá? E por que se sentia tão malditamente culpada? Esfregou as mãos nos jeans, consternada em como esta noite tinha virado ao avesso. Ela simplesmente não estava preparada para ver Cole novamente depois de tanto tempo e definitivamente não ser bombardeada por memórias dos dois juntos e sua franqueza sobre querer… O que ele queria? Tudo parecia tão louco. Veem-se novamente, em um clube de sexo, e ele a querer de volta apenas assim? Empurrou-se adiante e fez uma carranca enquanto ia automaticamente para o lado de Lucas. Ele deslizou um braço ao seu redor, mas foi um gesto de apoio, não um movimento
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destinado a sinalizar sua posse a outro homem. Ela o apreciou No momento não estava disposta a estar no meio de alguma partida. Precisava de conforto e Lucas percebeu isso. Quando olhou de volta para Cole, ele parecia… torturado. Novamente, por quê? Nada fazia sentido. A menos que…? “Você sabia que eu estaria aqui esta noite, não é? Você planejou tudo? Como sabia? Você não ficou surpreso em me ver. Isso não veio do nada mesmo.” A mão de Lucas se apertou em seu braço e a puxou para mais perto, como se quisesse lhe dizer para não se preocupar. Mas ele também esperou pela resposta de Cole, os olhos escuros olhando fixamente para o homem que corajosamente invadira seu território. Talvez estivesse curioso. Ren não estava totalmente certa do porque Lucas estava permitindo que isso fosse adiante. Às vezes, ele era absolutamente ilegível. Este era um desses momentos. Não sentia que estivesse com raiva. Ela não queria que ele ficasse com raiva. Os lábios de Cole se transformaram em uma linha firme. Sua mandíbula cresceu apertado, o que só acentuava as linhas fortes de seu rosto. Foram-se os rastros de juventude. Era um homem formidável. Um que ela absolutamente era atraída. Essa promessa de domínio. A força tranquila nos olhos intensos. Teve um gosto. Só um gosto. Misturada com inocência juvenil. Tinha sido agridoce. Ela o amava tanto, mas eram muito jovens para saber no que estavam se metendo. “Eu pedi a Damon para convidá-los,” ele disse por admissão. “Vi você na outra noite quando estava jantando com Damon e Serena. Sabia que precisava vê-la novamente. Não poderia ir embora…” Como fez antes. As palavras não ditas pesaram entre eles. O ar estava elétrico, o silêncio enervante. Ela tragou, mas não conseguiu se livrar do nó súbito que fechou sua garganta. “E, no entanto, você sabia que ela me pertencia,” Lucas disse levemente. “Ela foi minha primeiro.”
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Lucas concordou. “Isso pode ser verdade, mas você é seu passado. Eu sou seu futuro.” Ren o olhou com surpresa, mas Lucas a preveniu com um aperto rápido no braço. Foi a primeira vez que emitiu qualquer tipo de ordem desde que chegaram. Queria seu silêncio. Ela baixou o olhar e sua aderência lentamente afrouxou. Os olhos de Cole reluziram em desafio. “É o que você diz. Mas não ouvi Ren dizer o mesmo.” Lucas o estudou por um momento, sua expressão estranha. “É interessante que você faça tal distinção. Como a pessoa que a possui, corpo e alma, os dois são a mesma coisa. O que eu digo é o que ela diz. Claramente você é um homem de gostos semelhantes, e ainda assim esperava que ela refutasse minha palavra. Você toleraria o mesmo se ela fosse sua?” “Eu ia querer que ela fosse feliz,” Cole disse por entre dentes cerrados. “Ainda que não fosse comigo.” “No que estamos de acordo,” Lucas disse. “A felicidade de Ren é de extrema importância para mim.” “Então lhe permita fazer a escolha.” Lucas sorriu. “Ela já fez.” Cole olhou fixamente para Lucas, o homem que possuía Ren. Não era um conceito estranho. Podia-se dizer que Damon possuía Serena, embora ela possuísse seu coração, corpo e alma também. Ele era dela cada pedaço do mesmo tanto que ela era dele. Ele nunca tinha dado à ideia de propriedade muito pensamento. Era algo que ao longo dos anos ele contemplou. Ele viu. Ele experimentou. Embora nunca tivesse possuído uma mulher. Nunca esteve perto o suficiente para se sentir dono de novo. Ele apenas sempre quis possuir uma mulher. Agora, diante de um homem que era muito claro em sua propriedade, e apoiado por Ren, que parecia muito confortável com o rótulo e o sentimento, ele estava… Apavorado? Desanimado? Frustrado?
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Ele era um hipócrita inflamado porque a partir do momento em que deitou os olhos em Ren novamente, havia sido tomado por uma força tão forte que o cambaleava. Uma voz dentro de sua cabeça lhe dizia para reclamá-la. Que ela lhe pertencia. Que ele queria possuíla. Ele queria poder mostra-la que não era o mesmo garoto jogando dominância. Nunca cometeria um erro tão brutal agora. Nunca a machucaria como tinha feito quando era jovem e sem experiência e não tinha nenhum objetivo testando as águas com uma garota que adorava. Tinha sido arrogante e autoconfiante. Não precisava ser ensinado e certamente não por outro homem. Ren era sua e ele não precisava de instrução quando se tratava dela, não é? Conhecia seu corpo intimamente. Tinha passado horas explorando-o, saboreando-o, possuindo-o. Tinha sido tão estúpido. E tão errado. Não podia aceitar que Ren estava além de seu alcance. Mas também sabia que havia regras diferentes para o mundo em que vivia. O mundo em que Ren vivia. Ele assentiu devagar, mas seu olhar travou com Lucas em uma mensagem clara. Isso não acabou. Não por um longo tiro. Lucas baixou a cabeça em reconhecimento. “Acho que talvez fosse melhor se formos agora,” Lucas disse, com sua voz tranquila e controlada. “Não quero deixar Ren ainda mais chateada. Dê minhas desculpas a Damon e Serena.” Ele se virou para Ren como se lhe dando permissão para falar. Ela era uma submissa disciplinada. Tão linda. Elegante em sua obediência e seu respeito pelo homem que a dominava. Fez Cole doer. Ela tocou o braço de Lucas, como se o agradecendo e então se virou para Cole. “Foi bom te ver de novo, Cole.”

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Levou toda a retenção de Cole para não alcançá-la e tocá-la. Não tomar sua mão e sentir a maciez de sua palma. Virá-la na sua e beijá-la. Queria esfregar a mão por seu rosto e abaixo em seu pescoço. Queria apenas tocá-la. Para senti-la contra ele. E agora ela estava se virando para ir. Pânico queimou em seu peito. Espalhou por sua garganta, apertando implacavelmente até que sua pulsação disparou rapidamente, cada batida como um martelo em suas têmporas. Lucas empurrou Ren para longe e quando ela começou a descer o corredor, Lucas estendeu um cartão de visitas para Cole. Com uma carranca, Cole tomou o cartão. Ainda o estava segurando, olhando o nome e informações de contato com Lucas Holt quando Lucas se virou e desapareceu corredor abaixo atrás de Ren.

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Capítulo 6
Ren não era a mesma. Lucas a conhecia intimamente. Melhor do que já conhecera outra mulher, o que achava interessante dada à duração de sua associação. Já teve relações mais longas. Seu ano juntos foi realmente um dos seus acordos mais curtos. Mas eles combinavam bem. E, no entanto, assim como a conhecia, também reconhecia que ainda havia muito dela para aprender. Talvez por isso ela ainda o fascinasse tanto. Observou sua carranca acima do esboço, mastigar distraidamente seu lápis, e então com desgosto, embolar o papel e o lançar através da sala. Sim, sua Ren estava distraída, e ele sabia muito bem a fonte de sua preocupação. Se ele perguntasse, sabia que ela seria verdadeira. Era o que mais gostava nela. Era agradável e honesta, mesmo quando sabia que ele ficaria insatisfeito com sua resposta. Nunca se irritava com a verdade, entretanto. Era um convite claro para mentiras e inverdades que odiava acima de tudo. Mas não a forçaria a expressar a fonte de sua distração. Percebia o quão instável ela estava e se preocupava com sua felicidade. Com um suspiro se virou, sabendo o que precisava fazer, mas ao mesmo tempo, relutante. Sua relutância o intrigava tanto quanto a ideia de que ele ainda não sabia tudo havia para saber sobre sua Ren. Parece que ele realmente possuía a capacidade de sentir ciúme. Isso era novo para ele, e enquanto o reconhecia pelo que era, estava confuso com tudo. Talvez tivesse permitido que Ren chegasse mais perto do que pretendia. Mas, novamente, não tinha feito conscientemente. De alguma forma ela conseguiu driblar suas defesas e ele duvidava que ela tivesse tentado fazê-lo. Parecia satisfeita com a condição de

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sua relação como era. Ou tinha sido. Agora não estava tão certo do que queria ou esperava. E isso o aborrecia. A pergunta era, e o que ele queria? Ele foi calmamente para longe da entrada do escritório de Ren, entrou no seu próprio, fechou a porta, e então se afundou na cadeira atrás de sua mesa. Teclou a mensagem deixada por seu secretário, que veio ao meio dia para cuidar da papelada. Cole tinha chamado como Lucas sabia que faria. Colocou a mão no receptor do telefone, olhando para mensagem por um longo momento. Então o pegou e digitou o número de Cole.

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Capítulo 7
Lucas entrou no escritório de Ren a encontrou dormindo em sua mesa. Sua bochecha descansando contra o mogno polido e seu cabelo sedoso espalhado acima das pilhas de papel que cobriam a superfície. Ele a deixou contemplar pelos últimos dois dias. Ela mergulhou no trabalho e parecia profundamente pensativa, mesmo quando estava longe dele e em sua presença. Normalmente não tolerava tal desatenção. Mas se encontrava incapaz de castigá-la pela confusão que ela estava sentindo. Estava também se tornado cada vez mais claro que ele tinha um fraquinho por esta mulher em particular. Ele estendeu a mão, deslizou-as sob seu corpo leve e a levantou nos braços. Ela veio para descansar em seu peito com um pequeno suspiro e imediatamente se aconchegou em seu abraço. Ele sorriu e beijou sua testa enquanto saía do escritório em direção ao quarto que compartilhavam. Uma vez lá, colocou-a na cama e começou a despi-la. Ela despertou e olhou para ele com olhos sonolentos enquanto deslizava o jeans por seus quadris. “Fiz isso de novo,” ela murmurou. Ele concordou. “Você fez. Trabalhou muito duro e muito tempo sem uma pausa. Quando comeu pela última vez?” Ela franziu o cenho e seus lábios franziram em concentração. “Esta manhã, eu acho.” Ele fez uma careta e ela sorriu. Ela alcançou até passar os dedos levemente sobre a testa, afastando o cabelo. Ele tirou seu jeans e olhou seu corpo quase nu. Estava apenas com a calcinha. Que não durariam muito tempo. Ela tinha uma gaveta cheia de caras confecções rendadas porque ele amava rasgá-las fora.
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Deslizou as mãos por suas pernas até que os polegares escovaram sobre o material fino que cobria sua boceta. Mergulhou um dedo sob a faixa, o correndo abaixo e, em seguida o puxou, rasgando o material em dois, as extremidades se abrindo, despindo-a para seu olhar. A lágrima de diamante reluzia em seu umbigo. Acima do capuz protegendo seu clitóris tinha um triângulo de cabelo escuro, aparado curto e arrumado. Os lábios de sua boceta estavam nus. Sedosa e suave ao toque. Depilada lisa a cada semana. Ele guerreou com si mesmo sobre como queria afundar esta noite. Havia uma parte dele ansiosa para reafirmar seu domínio. Para levá-la à beira de seus limites até que estivessem ambos satisfeitos de ter possuído cada centímetro de seu corpo. A outra parte queria ser gentil. Regá-la de ternura. E lhe pedir para despir seus segredos. No último fez uma pausa. Pergunte. Não exija. De alguma forma, parecia importante que ela de boa vontade lhe dissesse o que ele queria saber. Poderia exigir, sim. E ela de boa vontade lhe diria. Era perfeita nesse aspecto. Nunca encontrara uma mulher tão confortável em sua pele. Tão aberta. Tão… Em paz. Mas agora se perguntava sobre essa paz e o que lhe custara. Seu encontro com Cole a tinha sacudido. Tinha visto. Sabia. Só não sabia exatamente como digerir o que testemunhara. Uma coisa ele sabia. Queria saber mais sobre a Ren mais jovem. A Ren que uma vez pertencera a Cole Madison, um homem que claramente não a esquecera nesses muitos anos desde que seguiram caminhos separados. “O que está pensando?” Ela estava deitada embaixo dele, quieta, suave. Seu olhar nele. Sua atenção focada exclusivamente sobre ele. Inclinou-se abaixo e pressionou um único beijo nos lábios suaves de sua boceta e apreciou o calafrio rápido que abalou todo seu corpo.

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Tão responsiva. Tão em sintonia com seus desejos e necessidades. Ele se perguntava se alguma vez encontraria uma mulher mais perfeita para ele. E, novamente, nunca tinha dado muita atenção para a permanência de sua relação. Seu papel em sua vida. Agora ele estava para fazer exatamente isso, e não estava certo de que gostava das circunstâncias que estavam indo forçar sua mão. Deslocou seu corpo até que se deitou em seu lado perto dela, a cabeça apoiada na palma enquanto olhava em seus olhos. Ela ainda estava olhando estranhamente para ele, obviamente perplexa com seu humor. Tocou o dedo na pele suave de sua bochecha e traçou uma linha até sua mandíbula. “Conte-me sobre Cole Madison.” Não perdeu a labareda súbita em seus olhos ou a leve tensão atravessando seu corpo. Foi tentada a desviar o olhar, mas sua disciplina não a abandonou. Manteve seu olhar firme e fixo sobre ele. Então suspirou. “Éramos namoradinhos de infância. Eu digo infância. Eu era jovem. Apenas dezesseis anos quando nos conhecemos. Ele tinha vinte anos. Na faculdade. Eu o adorava. Ele era todo o sonho de uma menina de dezesseis anos de idade. Atlético. Magnífico. Doce. Protetor e muito alfa. Mesmo então eu já sabia que queria e precisava de um homem muito forte. Não tenho explicação ou mesmo um nome para isso no momento, mas fiquei imediatamente atraída por ele.” Lucas continuou a traçar sua bochecha, mais para lhe oferecer conforto e deixá-la saber que não se sentiu ameaçado pela recordação de seu primeiro amor. “Vocês ficaram íntimos em uma idade tão jovem?” Ele perguntou. “Isso poderia tê-lo colocado em dificuldades legais sérias, na maioria, se não todos, os estados.” Ren sacudiu a cabeça. “Ele nunca me pressionou para sexo. Na verdade, ele era inflexível para que esperássemos. Provavelmente, o faria soar fraco ou Beta para a maioria das pessoas, mas ele era confiante, seguro de si. Tudo com que importava era que achava que eu era muito jovem para uma relação sexual.”
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Lucas assentiu em respeito relutante. Não eram muitos os jovens que teriam se importado se sua linda namorada era muito imatura para o sexo. “Pensei que talvez fôssemos consumar nossa relação quando eu fizesse dezoito anos. Fiquei positivamente ofegante quando meu aniversário se aproximou. Estávamos juntos há dois anos. Ele estava prestes a se formar na faculdade. Eu o amava. Eu tinha certeza que ele era com quem eu queria estar sexualmente e emocionalmente.” “Mas ele me surpreendeu ao me levar para fazer a tatuagem em minhas costas. Meus pais eram muito rígidos e, talvez, esta tenha sido outra razão para Cole tardar e não me pressionar. Não queria causar problemas para mim com minha mãe e meu pai. Eram muito conservadores. Proibiram-me de até furar minhas orelhas enquanto não fizesse dezoito anos.” Ele beliscou um lóbulo da orelha. “Você nunca as furou.” Ela sacudiu a cabeça. “Fiz a tatuagem ao invés. Era exatamente o que eu queria. Eu mesma a desenhei. Cole insistiu que eu não iria a algum espertalhão atrás de um beco com um estúdio de tatuagem, então me levou à cidade para um artista muito caro que fez a tatuagem. Foi o melhor presente de aniversário que já recebi. De muitas formas não era apenas uma tatuagem. Era uma marca de minha independência. Um novo marco em minha vida.” Até agora Lucas não estava vendo o problema em sua relação com Cole. Ele parecia um cara muito decente, o que o incomodava, verdade seja dita. Ele queria — precisava — de uma razão para voltar atrás na decisão que já tinha tomado. “Só depois que a tatuagem estava completamente curada, fizemos amor pela primeira vez. Foi tão perfeito. Ele foi o meu primeiro e o fez de forma muito especial para mim.” Ficou em silêncio por um momento e, embora ainda o olhasse, não estava mais o vendo. Estava em outro lugar. Perdida em suas lembranças. A tristeza entrou em seus olhos e de repente ele não queria nada mais do que segurá-la e protegê-la da dor.
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“Depois da primeira vez, nos tornamos inseparáveis. Cole assumiu. Não de forma negativa. Dei-lhe as boas-vindas. Adorava que cuidasse de mim. Antecipava minhas necessidades. Ele as fornecia para mim. Era como um conto de fadas. Exatamente o que eu queria em uma relação.” “Começamos a falar sobre isso. Não apenas nos deslizamos nisso. Sabíamos que o que tínhamos era… Diferente. E excitante. Éramos jovens e não sabíamos sequer ao certo como definir esse tipo de relação. Começamos a experimentar. Sexualmente. E rapidamente descobrimos o que gostávamos e o que não. Abraçamos o que nos excitava e nos deixava satisfeitos emocionalmente e depressa descartamos o que não atendia a nossas necessidades.” Novamente ela se interrompeu e ficou em silêncio. “O que aconteceu?” Lucas perguntou. “Uma noite as coisas foram longe demais. Foi um acidente. Ele estava usando um chicote e não tinha muita experiência.” Lucas estremeceu. Um chicote não era para uma mão inexperiente. Nem um pouco. Levava longas horas de prática para poder esgrimi-lo sem ferir seu parceiro. Não usava chicotes. Não gostava deles. Gostava de couro. Pás. Cintos. Ou a palma da mão. Também gostava de madeira. Madeira lisa, tratada de forma que não houvesse chance de Ren ser ferida por lascas ou superfícies ásperas. Então fez uma careta quando um pensamento lhe ocorreu. Virou-se para cicatriz em seu ombro muito visível. Tinha cerca de quatro centímetros de comprimento, curvando-se sobre sua omoplata. Ele traçou a cicatriz com a ponta do dedo e depois se inclinou para beijá-la. “Ele fez isso?” Ela tragou visivelmente e assentiu. Lucas agarrou seu ombro, beijou-a novamente e suavemente roçou a área levemente levantada de carne. Ela teria ficado muito assustada? Teria quebrado sua confiança?
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“Deve ter te assustado.” Ren levantou-se em seu cotovelo para que ficassem no nível dos olhos. “Esta é apenas a coisa, Lucas. Não me assustou. Doeu, sim. Sem dúvida nenhuma. Cole ficou devastado. Quero dizer, realmente devastado. Ficou tão horrorizado que tivesse me machucado. Mas eu o amava. Confiava nele. Sabia que não queria fazê-lo. Sabia que cortaria seu braço direito de boa vontade antes mesmo de pensar em me machucar. Eu sabia de tudo isso. Mas ele foi o único que não conseguiu superar isso.” A testa de Lucas se enrugou em confusão. “Ele foi o único que saiu,” Ren disse suavemente, dor evidente em sua voz. “Eu lhe implorei. Deus, eu lhe implorei. Ele odiava a si mesmo. Acho que fez isso pior para mim lhe dizer que não importava, e que eu o amava e sabia que ele não queria fazer aquilo. Ele fez o comentário sobre com que frequência às mulheres perdoava a seus agressores mais e mais e como eles estavam dispostos a dizer que foi um acidente quando eram feridas. Em sua mente, tinha cruzado uma linha imperdoável e nada do que eu dissesse poderia mudar sua mente.” “Ele começou a questionar cada aspecto de nossa relação. De como ele tinha completo domínio e controle. De como eu cumpria com seus desejos. Preocupava-se de que eu tivesse perdido minha individualidade, que de alguma forma ele me absorvera. Estava horrorizado de que tivesse se tornado o monstro que me segurava em tal coleira tão apertada que eu não tinha nenhuma vida fora dele.” “E ele fez?” Sua negação foi imediata e ele acreditou. Ela era honesta em todas as coisas. Sobre si mesma. Seus erros. Suas deficiências. Se ela realmente acreditasse que tinha sido abusada, lhe diria agora. “Ele cometeu um erro,” Ren disse dolorosamente. “Um erro. Éramos jovens. Sem experiência. Estávamos testando as águas de uma relação que sabíamos desafiava as normas da sociedade. Decidimos junto o que fizemos e não funcionou para nós. Ele e eu éramos
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atraídos pela ideia da dor como um prazer e de quanta dor era demais antes de anular todo o resto e se tornar simplesmente… Dor. Ele era sempre muito cuidadoso e simplesmente cometeu um erro.” “Esta foi à única marca?” Lucas perguntou. A reação de Cole parecia extrema, mas, então ele tinha sido um homem muito mais jovem e parecia que tinha um profundo senso de responsabilidade para com Ren mesmo naquela tenra idade. Era difícil saber se Lucas teria sentido o mesmo se tivesse cometido tal erro em sua juventude com uma mulher que ele não gostava tão profundamente quanto Cole gostava de Ren. Ren fez uma carranca e seus olhos reluziram com lágrimas não derramadas. “Não. Mas esta foi à única que deixou uma cicatriz. Minhas costas ficaram listradas. A pele foi rasgada em três lugares, mas o lugar em meu ombro foi o pior. O chicote fatiou a pele aberta e eu sangrei muito. Cole me levou para ser costurada.” Lucas a puxou para mais perto, lhe oferecendo seu calor e a força de seu corpo. Sabia que era algo que a confortava, e sua tristeza era perturbadora para ele. Não gostava do olhar em seus olhos ou o som de sua voz. Sentiu-se… impotente e era uma sensação estranha. Não uma que estivesse acostumado. Ela estava chegando até ele. Descobrindo sua forma mais profunda e achava isso desconcertante. Por que ela? O que tinha sobre ela? “Então ele partiu?” Lucas perguntou finalmente. Ren suspirou contra ele, e, novamente, sua infelicidade atingiu uma corda bem no fundo de seu peito. “Não no início. Cuidou de mim. Vestia a ferida todos os dias. Foi comigo para retirar os pontos. Mas não me tocou mais sexualmente. Nem sequer uma vez. Afastouse cada vez mais. Era como se sentisse que não era mais digno de mim. Foi muito frustrante. Tentei conversar com ele, mas eu simplesmente não consegui atravessá-lo. Quanto mais eu tentava, mais ele se convencia de que detinha muito poder sobre mim e que ele não era responsável o suficiente para assumi-los e manejá-los adequadamente. Culpava-se por me
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‘empurrar' para o estilo de vida. Pareceu esquecer que teve tanto interesse para mim quanto teve para ele desde o início. Era uma necessidade que eu tinha, e que reconheci, mesmo antes de iniciarmos o lado sexual de nossa relação. Mas ele não via dessa forma. Acreditava que tinha me forçado em algo que eu não queria. Que eu tinha feito tudo apenas para agradá-lo. E sei que o estou fazendo soar como um mártir, e que agora, anos depois, pode parecer ridículo, mas você precisa entender que isso o afetou profundamente.” “Sim, eu vejo,” Lucas murmurou. “Ele realmente sentiu que a melhor coisa que poderia fazer por mim era ir embora, quando, na verdade, foi à única coisa que me machucou muito pior do que qualquer chicote em minhas costas. Cole me mudou. Ele despertou algo dentro de mim que nunca morreu. Ele é uma grande parte de quem eu sou hoje.” “Acho que você não está se dando crédito suficiente,” Lucas disse. Ela sacudiu a cabeça. “Eu sei o que você está dizendo. Eu faço. Mas a coisa é, ele foi minha introdução na dominação e submissão. Eu teria chegado lá, eventualmente, sem ele? Oh sim, definitivamente teria. Era uma necessidade dentro de mim antes mesmo dele despertá-la. Mas através dele, eu saboreei como era ter um homem totalmente me valorizando. Protegendo-me. Amando-me com tudo que tinha. Minha experiência teria sido a mesma com outro homem? Absolutamente não. E se eu tivesse escolhido o homem errado? E se tivesse experimentado com alguém que não gostasse de mim tanto quanto Cole? Ou alguém que não era tão paciente quanto ele. Ou até alguém que não estava disposto a ouvir o que eu gostava e o que não gostava, e o que eu precisava e o que não precisava? Por causa dele, eu sabia exatamente o que eu queria e precisava de uma relação e me recusava a me contentar com menos. Sou honesta com minhas necessidades e desejos por causa dele. Porque ele me mostrou que há homens que irão me dar exatamente o que eu quero sexualmente e emocionalmente.”

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Seu discurso inflamado o sacudiu. Seus olhos estavam escuros e ela se inclinou adiante, a voz embargada de emoção. Esta não era a mulher que tinha seguido em frente e esquecido o homem que uma vez tinha dado sua própria alma. Uma sensação que parecia muito com medo povoou pesadamente em seu peito. O peso era desconfortável, como uma pedra se empurrando para baixo. Cole disse que ele queria que Ren fosse feliz. Lucas poderia dizer o mesmo? Tinha dito o mesmo a Cole. Mas eram apenas palavras? Uma semana atrás, teria dito, sem dúvidas, que sua felicidade era tudo para ele. Não poupara gastos para assegurar que ela tivesse tudo que poderia precisar ou querer. Antecipava seus humores, a protegia, cuidava dela e, sim, ele a acalentava. Mas poderia realmente dar aquele passo para garantir sua felicidade? Para lhe dar uma escolha? Sua boca ficou seca e ele detestou a indecisão que o torturava. Já dera o primeiro passo. Ren era sua. Ela não questionaria o que ele havia escolhido fazer com seu corpo. Mas ele não poderia controlar seu coração e essa compreensão desestabilizava sua existência cuidadosamente ordenada. O que planejava fazer podia muito bem significar perdê-la, e ele não estava de todo certo se poderia viver com isso.

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Capítulo 8
Lucas escolheu que a reunião acontecesse no escritório de Cole. Cole não esperava que Lucas fosse até ele. O movimento mais esperado teria sido Lucas ter feito um jogo de poder, convidando-o para seu santuário de forma que o confronto acontecesse em seu terreno. Lucas não era de se sentir ameaçado pelo poder de outros. Podia facilmente encontrar Cole em seus próprios termos e onde se sentisse mais confortável. O resultado não mudaria, não importando onde a reunião fosse realizada. Estacionou na rua, fora do alto edifício comercial no centro de Houston e entrou. Verificou com segurança, conseguiu passagem de visitante, e então tomou o elevador para o trigésimo andar. Tinha feito sua lição de casa sobre Cole Madison. Ele era um desenvolvedor imobiliário de sucesso, mas tinha a mão em muitos outros potes. Tinha um toque de Midas quando se tratava de negócios e o que tocava virava ouro, fazendo-o um investidor procurando por empresas esperançosas. Nos últimos anos, tinha focado bastante na indústria de madeira no Sudeste do Texas e era parceiro de Damon Roche em vários projetos. Quando saiu do elevador, foi saudado pelo próprio Cole. Aparentemente não gostava de jogos de poder mais do que Lucas. Não o fez esperar e o levou diretamente para seu escritório. Lucas recusou a oferta de uma bebida, mas tomou a cadeira na sala de estar longe da mesa quando Cole fez o convite. Lucas se inclinou para trás e simplesmente esperou, seu olhar rastreando Cole enquanto tomava a cadeira à sua frente. “Eu a quero.” Cole disse sem rodeios. Grato que não haveria rodeios no assunto, Lucas assentiu. “Eu sei que sim.”
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“Qual é exatamente a natureza de seu acordo com ela?” Lucas ergueu uma sobrancelha. “Você não espera que eu diga isso, não é?” “Ela é sua amante ou simplesmente sua submissa?” Cole perguntou, estreitando os olhos. Lucas entendeu a diferença, mas não gostou de Cole cavando no que considerava território muito privado. Embora entendesse muito bem por que ele fez. “Ela é ambos.” Disse simplesmente. “Você gosta dela.” “Eu gosto de todas as mulheres que ficam sob minha guarda.” A resposta vaga o irritou. Lucas não estava certo por que levava Cole a acreditar que Ren não significava nada mais para ele do que qualquer outra mulher que teve. Talvez dissesse isso mais para si mesmo do que para o outro homem. Mas de qualquer forma era uma mentira, e Lucas desprezava os mentirosos. “Diga-me, Madison, o que o faz pensar que Ren poderia querê-lo de volta? Já considerou que ela poderia estar feliz onde está com sua vida agora?” Dor escureceu os olhos de Cole e ele desviou o olhar brevemente. Quando o retornou a Lucas, estava frio e inflexível, não deixando nada transparecer. “Posso fazê-la feliz.” Estava na ponta da língua de Lucas discutir o ponto. Dizer a Cole que não importava o que ele pensava, porque Ren lhe pertencia. Mas não foi por isso que veio. Não era nada do que veio dizer. Fazia pouco sentido alfinetar o outro homem. “Estou disposto a dá-la a você por duas semanas,” Lucas disse. Cole ficou completamente imóvel, e seus olhos brilharam de repente. Ficou claro que estava chocado com sua oferta. Lucas experimentou a satisfação por um momento de ter conseguido pegar este homem desprevenido, porque sentia que não acontecia muitas vezes. Cole finalmente encontrou a língua e sua resposta foi explosiva. “O quê?” Lucas permaneceu em silêncio, permitindo que Cole processasse a declaração súbita.
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Cole estreitou os olhos e se debruçou adiante. “Qual é o seu ângulo, Holt?” “Sem ângulo,” Lucas retornou calmamente. “Ren tem estado indisposta desde o encontro com você. É claro que você e ela têm sentimentos mal resolvidos. Eu prefiro que esses sentimentos sejam resolvidos para que o passado possa descansar em paz.” “E se eles não forem?” Cole desafiou. “De uma forma ou de outra, eles serão.” Cole se levantou, então passou a mão pelos cabelos e virou as costas para Lucas e para olhar pela janela. Quando se voltou, Lucas podia ver o quão agitado ele estava. Qualquer que fosse o passado, ele obviamente ainda se importava profundamente com Ren. “Tenho condições,” Lucas disse antes que Cole pudesse dizer mais alguma coisa. “Claro,” Cole disse secamente. “Na primeira reunião, eu estarei presente. Não vou simplesmente retornar uma mulher pela qual me importo muito para um homem que não estou certo. Você vai demonstrar seu manuseio dela e eu vou me certificar de que ela será bem cuidada ou nós saímos juntos.” “Você quer me assistir fodê-la?” Cole perguntou, incrédulo. Lucas deu de ombros. “Se for isso que ocorrer, então sim, eu vou assistir você fodê-la. Você não vai desrespeitá-la. Vai tratá-la com o máximo cuidado. Se eu sentir qualquer coisa, e eu quero dizer, qualquer coisa que me levar a acreditar que estou cometendo um erro, puxarei a tomada e Ren parte comigo.” Cole sacudiu a cabeça. “Qual é seu jogo? Por que faria isso? Não faz qualquer sentido. Você tem que saber que farei tudo ao meu alcance para fazer a maldição certa para que ela fique comigo.” “Sim, eu sei.” O olhar absoluto de Cole de que porra é essa divertia Lucas. “Se você for capaz de levá-la de mim, então ela nunca realmente me pertenceu não é?”
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“Você é louco,” Cole murmurou. “Quero que ela seja feliz ainda que não seja comigo. Pergunto-me se você pode dizer o mesmo.” “Não sei,” Cole disse honestamente. Lucas se levantou. “Percebo que corro o risco de Ren não voltar para mim. Ela poderia te escolher. Estaria mentindo se dissesse que tenho qualquer confiança de saber quem ela vai escolher de qualquer forma. Mas saiba disso: Se ela realmente voltar para mim quando o tempo com você terminar, nunca a deixarei ir novamente.” “Sim, eu entendo. Em sua posição, eu não o faria também.” “Estou lhe dando algo muito precioso para mim,” Lucas disse calmamente. “Se você fizer qualquer coisa para machucá-la, virei atrás de você.” Cole acenou sua compreensão. “Só para você entender, porém, não recebo ordens de você. Se estiver realmente me dando Ren, esse período de tempo será nos meus termos.” “Eu acredito que Ren ficaria muito desapontada se o homem encarregado de cuidar dela alguma vez permitisse que outro homem ditasse suas ações. Ren precisa de um homem muito forte. Não pense em envolvê-la em algodão e fingir que você não é um homem dominante. Ela não vai lhe agradecer por isso e imediatamente irá afastá-la. Ren é uma mulher que é muito confortável com suas necessidades e desejo. Ela não gosta de jogos e não vai gostar de você fingindo ser o que não é em um esforço para conquistá-la.” Cole bufou uma respiração em um som que veio entre confusão e exasperação. “Você é um filho da puta torcido, sabia? Você está me dando uma cartilha para seduzir a mulher de quem você gosta para longe de você. Você é sarcasticamente possessivo em um minuto e ociosamente aceitado no próximo.” Um sorriso lento contorceu os cantos da boca de Lucas. “Mas você não precisa de tais cartilhas. Você foi o primeiro de Ren. Deve saber como agradá-la. E se não o fizer, ela vai simplesmente voltar para mim muito mais rápido.”

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Cole se sentou no sofá e depois de um momento, Lucas tomou seu lugar em frente a ele. Pelo espaço de alguns segundos, estudou o homem que significara tanto para Ren. “Vá com cuidado, Madison. Surpreende-se que eu lhe dê tantas informações. Mas quero que Ren seja feliz, mais do que quero que se sinta segura e confortada. Sua última relação a danificou.” As narinas de Cole imediatamente chamejaram e ele se sentou para frente, sua expressão em branco. “O que você quer dizer com ‘danificou'?” “Seu amante não lhe deu o que ela precisava. Pior, ele fez uma segunda suposição do que ela sabia ser verdade. Do que ela precisava e queria. Ele a fez se sentir inferior. Uma puta e uma prostituta que era muito ousada, muito espirituosa e muito confiante. Ele tentou destruir isso nela. Queria uma boneca infeliz para desabafar sua autoridade. Não queria uma mulher forte e vibrante, e então tentou fazer de Ren algo que ela não era.” “Filho da puta,” Cole mordeu fora. “Diga-me, Madison, você alguma vez tentou fazer Ren se sentir assim?” “Inferno não! Que porra você está insinuando?” Lucas sorriu novamente. “Engraçado, foi isso o que ela mesma me disse. Que você nunca fez nada mais do que apreciá-la, e ser possessivo e atencioso.” Os olhos de Cole se estreitaram. “O que exatamente você está tentando aqui?” “Você já admitiu seu erro. Estou apenas conduzindo esse ponto. Mas ao mesmo tempo só posso ser grato que tenha se afastado dela, porque senão eu não a teria agora.” “Se eu tiver uma chance, você já não a terá mais,” Cole disse em uma voz firme. Lucas ignorou o desafio. Queria ter certeza de que todas as suas condições tinham sido delineadas assim Cole teria todos os fatos quando tomasse sua decisão. “Há outra condição, uma que levo muito a sério.” Cole deu um aceno curto para indicar que Lucas deveria continuar. “Não haverá outras mulheres durante o tempo que Ren estiver com você. Sei que em alguns círculos, é aceito que uma submissa deve aceitar o que seu mestre escolhe fazer.
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Alguns homens tomam várias mulheres. Não posso falar sobre suas motivações ou desejos. Não vou tolerar tal desrespeito com Ren.” As sobrancelhas de Cole se juntaram. “Não tenho nenhum interesse em outras mulheres, mas estou curioso do porque você se sente tão fortemente sobre isso.” “Eu jamais aceitaria fazê-la sentir como se eu precisasse de mais do que ela poderia me oferecer. Novamente, em sua última relação, era algo que o idiota com quem ela estava fazia e minou sua confiança. Levou um tempo para que recuperasse sua centelha, e eu nunca a tenho extinguido. Além disso, se precisar de mais do que Ren pode lhe proporcionar, ela não pertence a você de qualquer maneira.” “Concordamos em muitas coisas,” Cole admitiu. “Nunca a machucaria desse jeito.” “Fico feliz em saber que minha intuição não estava errada sobre você.” Cole franziu a testa de novo, mas Lucas ignorou e voltou à sua condição anterior. “Ren deve ter um lugar privado só dela para que possa trabalhar. Sua carreira é muito importante para ela. É parte de sua identidade. Ela precisa de uma área livre de distrações, onde possa escrever e desenhar. Espero que o forneça e não o invada nos momentos que ela escolher para trabalhar.” “O que ela faz?” Cole perguntou. “Escreve e ilustra livros infantis.” As sobrancelhas de Cole subiram. Parecia surpreso, mas não deu voz a isso. “Eu, é claro, vou fornecer a Ren um lugar para trabalhar, que seja livre de distrações.” Lucas acenou e então ficou de pé. A reunião estava feita. Cole precisava de tempo para considerar sua proposta. Havia pouco sentido em remoer os mesmos pontos de novo. Virou-se para ir, porém na entrada, hesitou e se virou para olhar Cole mais uma vez. “Não tome minha generosidade pelo que não é. Faço isso por Ren e só Ren. Não confunda o presente como uma evidência de que a estou lhe dando. Eu jamais vou desistir dela sem uma briga.”
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“Entendido.” “Pense sobre o que lhe ofereci. Você tem meu número. Ligue-me quando tomar sua decisão e tomarei as providências para trazer Ren para você. Quero que seja em sua casa. É importante para ela saber que eu nunca permitiria isso acontecer em seu santuário. Comigo, e em sua casa comigo, ela estará protegida de todas as coisas, toda dor, tudo que a deixa desconfortável. Quero preservar isso a todo custo.” Cole concordou. “Entrarei em contato.” E, Lucas percebeu enquanto entrava no elevador de volta para baixo, Cole entraria em contato. Tinha o olhar de um homem muito determinado. O tempo que Ren passasse com Cole seriam as semanas mais longas de sua vida. Quando ele havia primeiro tomado a decisão de oferecer a Cole a proposta, não imaginara que se sentiria tão… Destruído. Simplesmente não havia outra palavra para descrever a sensação feia serpenteando a passagem através de seu peito. Ele poderia perder Ren. E era a última coisa que ele queria.

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Capítulo 9
Ren sabia quando Lucas lhe disse para se vestir para uma noite no clube que estava trabalhando demais. Era um sinal que havia cultivado em reconhecer. Sempre que Lucas achava que estava se empurrando muito duro, levava-a ao clube por uma noite para soprar fora algum vapor, relaxar e apreciar uma de suas atividades favoritas. Ela adorava dançar. Adorava se vestir sexy e descer e dançar sujo na pista de dança. E Lucas amava assisti-la, então, era um situação de ganha-ganha para ela. Esta noite, talvez mais do que nunca, precisava desse impulso extra, então se vestiu um pouco mais ousada do que o habitual. Lucas não lhe disse para não usar calcinha, assim ela escolheu uma saia extra-curta que abraçava as curvas de seu bumbum e parecia colada ao seu corpo. Seu top era sumário, mas não desprezível ao olhar, graças ao gosto impecável de Lucas e sua carteira sem fundo quando se referia a lhe dar o melhor de tudo. Sua barriga estava completamente nua, como suas costas. O top era assegurado por um laço em volta do pescoço e pendurado solto sobre os seios. Qualquer movimento de nada, daria as pessoas perto dela uma visão privilegiada de seus mamilos. Mas desde que Lucas raramente saía de seu lado ou a deixava aventurar muito longe quando ia para um de seus clubes, ela realmente não precisava se preocupar com o que os outros vissem. Só se importava com o que ele pudesse ver e apreciar. Ela estava ponderando sua escolha em sapatos quando Lucas entrou no quarto, suas mãos enfiadas nos jeans desgastados, e como sempre com os pés descalços. Por um momento ela deixou o olhar vagar apreciativamente sobre seu corpo tonificado. Mas o que a atraía mais era o conforto que apreciava de seu calor e do jeito que ele se sentia contra ela. Suas sobrancelhas subiram quando também viajou seu olhar de busca sobre seu corpo. “Muito sexy. Este é um teste para ver se posso conseguir sair de casa sem te foder?”
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Ela sorriu, relaxando quando um pouco da tensão sangrou fora dela. Tinha estado tensa desde seu encontro com Cole, e não conseguia realmente explicar porquê. Sentia-se invadida por esta sensação de medo ansioso, como quando se preocupava com algo, mas realmente não sabia o que. Era como se uma nuvem ameaçadora e pesada pairasse sobre ela. Renunciando à sua reserva habitual com Lucas, foi até ele e colocou os braços ao seu redor, abraçando-o firmemente contra ela. Para um momento ele pareceu surpreso, e então embrulhou os braços em volta dela e a abraçou de volta. Enfiou a cabeça debaixo de seu queixo e ele esfregou a mão de cima a baixo de suas costas nuas. “O que estava pensando tão seriamente quando entrei?” Ela sorriu contra seu peito. “Nada de tão destruidor para o mundo. Não conseguia decidir qual sapato ficava melhor com esta roupa.” Sua mão se desviou para cima de seu traseiro e logo abaixo da curva de suas nádegas para onde a bainha da saia descansava. “Que roupa?” Ela riu dessa vez e se afastou, sorrindo para ele. Ele sorriu de volta, o carinho claro em seus olhos. Ela o amava desse jeito. Tranquilo e calmo. Assim como o amava em seu jeito mais intenso. “Você quer que eu troque?” Seu olhar se moveu por seu corpo, e ela sentiu uma onda de prazer na avaliação clara escrita em seu rosto. “Não. Gosto do que está usando. A pergunta importante é se você gosta e se você se sente tão confiante e sexy quanto parece.” Era difícil não se sentir assim quando ele a olhava como ele a achasse. “Bem, se estou indo sexy e ousada, vou de corpo inteiro,” disse, enquanto se empurrava de volta para o armário grande que alojava todas as roupas e sapatos que Lucas comprara para ela. Saiu poucos segundos depois com um par de estiletes vermelho-fogo-de-bombeiros. “Quero uma pré-visualização antes de saírmos,” Lucas rosnou.

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“Nesse caso, por que não vai se vestir. Estarei esperando quando sair,” ela disse, abaixando a voz para um murmúrio mau. Ele lhe enviou um olhar resolutamente predatório, e então se virou para entrar em seu próprio armário. Sorridente, ela se sentou na beirada da cama e puxou os sapatos caros e elegantes. Eles lhe davam um bom impulso de altura e com eles alcançava o nariz de Lucas. Ela esperou um momento até que ouviu Lucas retornar, e então se levantou, angulando os pés, assim apresentaria uma posse sexy e as pernas exibidas da melhor maneira. Ele deu uma parada total quando a viu. Ela estremeceu no fogo súbito em seus olhos. Amando como ele reagiu, e amado que pudesse incitar tal reação nesse homem rigorosamente controlado. “Você tem roupa íntima?” Ela baixou as pestanas provocantemente e murmurou um tímido, “Sim.” Ela o olhou por baixo dos cílios, sabendo que ele amava quando ela jogava de tímida. Por mais que respeitasse a mulher forte e confiante que era, ficava excitado quando ela decidia jogar de virgem tímida. “Mostre-me.” Decidindo que simplesmente descascar a saia apertada seria muito mundano, ela curvou-se para trás, deslizando sobre a borda da cama. Descansou de volta em suas palmas e permitiu que suas coxas se separassem para que ele pudesse ver a dica de lingerie rendada. Num instante, ele veio através do quarto e ficou em pé entre seus joelhos. Empurrou o material esticado de sua saia até que o rolou passando os quadris, expondo o ousado preto e vendo através da renda de sua calcinha. Ela tentou controlar o sorriso quando ele rapidamente percebeu que par de calcinhas ela usava.

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Ele fez um som que era uma mistura de aprovação e desejo louco. Então foi para braguilha de sua calça. Liberou seu pênis e no prazo de um momento estava pressionando pela fenda de sua calcinha e bem no fundo de sua boceta. Seus dedos escavaram em seus quadris e seus olhos seguravam impiedosamente nos dela. Arrastou-a para ele e então içou suas pernas para se enrolar ao redor de sua cintura. “Cuidado,” ela murmurou. “Não quero ficar suja a caminho do clube.” Ele empurrou duro e fundo, forçando-a em um ofego. Então se inclinou e a beijou, a gentileza uma contradição direta com a força em que a possuía. “Vou gozar tão fundo que não haverá bagunça.” Sua voz profunda deslizou sobre ela, escura e sensual, como seu toque. “Seja uma boa menina e não derrame uma gota. Se o fizer, terei que castigá-la. Além disso, gosto da ideia de você indo para meu clube com minha porra dentro de você.” “Você é um homem das cavernas,” ela brincou. Ele respondeu com outra punhalada castigada. Então passou a mão por seu cabelo, puxando e angulando sua cabeça para que pudesse pastar os dentes ao longo de sua mandíbula. “Malditamente certa, eu sou.” Ela choramingou suavemente, indefesa por que sabia que o excitaria ainda mais. Como esperado, ele se tornou mais punitivo e logo o quarto estava cheio com os sons agressivos de foda-crua. Seu corpo inteiro tremia enquanto ele batia nela. Ele empurrou de lado a barreira fina de seu top para que seus seios ao sacudissem ficassem visíveis. Manuseou um mamilo escuro e acalmou suas punhaladas por um momento. “Adoraria perfurar seus mamilos. Talvez seja seu próximo presente de mim.” A emoção rolou deliciosa através de seu corpo. Lucas era generoso em todas as coisas, mas ela amava especialmente quando lhe dava presentes que ele amava. A ideia de agradá-lo com as jóias eróticas a excitava.

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Ele começou a empurrar de novo, mas eram punhaladas apertadas, controladas. Mais três e de repente ele ficou duro e ela pôde sentir a sensação do calor escorregadio de seu esperma cobrindo sua passagem. Ele ficou lá, ainda enterrado firmemente dentro dela enquanto olhava em seus olhos. “Use o batom vermelho brilhante. Quero olhar para você toda a noite e fantasiar sobre esses lábios vermelhos chupando meu pau a caminho de casa.” Seu corpo zumbiu e ela estava desesperada para gozar, mas ele não havia lhe dado permissão e ela sabia que era provável que ele não faria. Como se lendo sua mente, ele se retirou, seu pênis ainda ereto e muito brilhante com uma mistura de seus fluidos e os seus. “Fique de joelhos e lamba-me limpo. Não deixe nada em minhas calças. Quero você faminta e no limite a noite toda. Pense em mim, Ren. Imagine o que farei com você quando chegarmos em casa. Ou talvez eu não espere. Talvez eu a tome lá mesmo em meu clube, onde qualquer pessoa poderia nos ver. Você gostaria assim?” Ela ficou de joelhos, as mãos bloqueadas nas costas. Ele segurou seu queixo e guiou o pau para sua boca. Deslizou para dentro e bombeou suavemente dentro e fora até que não havia nenhum vestígio de seus fluidos ou os seus. Ainda assim, continuou, seu domínio sobre ela a deixando saber que ele estava no controle. Fodeu sua boca por vários minutos antes de finalmente se afastar e guardar-se de volta nos confins de suas calças. Estendeu a mão e cuidadosamente a ajudou a ficar de pé, para que não tropeçasse nos saltos de seus sapatos. Organizou sua saia para que mais uma vez cobrisse sua bunda, e então arrumou seu top para cobrir seus seios. Apertou um beijo rápido em seus lábios inchados. “Vá terminar de se preparar. Vou esperá-la lá embaixo.”

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Capítulo 10
Lucas os levou para o clube em sua Mercedes Roadster prata. Parou no espaço reservado do estacionamento privado logo atrás da entrada da construção do centro. Ren já estava antecipando a corrida quando a batida da música do clube invadiu suas veias. Ele saiu do carro e ela o esperou dar a volta para lhe abrir a porta. Ele era descontraído sobre um monte de coisas, mas não quando se tratava dela. Tinha exigentes expectativas e se estivessem em público ou privado, ele via cada uma de suas necessidades. Ele alcançou para pegar sua mão e ajudá-la a sair, segurando-a contra ele por um momento até que estava certo de que ela estivesse firme. Divertia-lhe, pois ele a tinha comprado um número ridículo de saltos altos. Ele os amava nela. Gostava de vê-la com eles. Mas ficava apavorado que fosse cair e quebrar o pescoço. Foram recebidos por um dos seguranças de Lucas, como também o gerente do clube no momento em que andaram em direção à entrada. Entretanto Ren fosse claramente a submissa de Lucas, os outros dois homens a tratavam com deferência e respeito absoluto. Um dos funcionários do clube uma vez cometera o erro de tratá-la como se ela fosse muito mais baixa na cadeia alimentar ou como se ele tivesse o direito de comandá-la como Lucas a comandava. Depois de Lucas ter — bastante forçadamente — lhe mostrado o erro de suas maneiras, o demitiu no mesmo lugar. Rapidamente havia ficado claro para não só os funcionários, mas para os frequentadores do clube também, que Lucas altamente valorizava sua mulher e não tolerava nenhum desrespeito com ela. Como resultado, Ren era reverenciada em cada bocado tanto quanto o próprio Lucas era. Talvez até mais. Muitos perceberam que o caminho para agradar Lucas consistia em

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satisfazê-la. Lucas tinha sua maneira de recompensar aqueles que viam cada uma de suas necessidades. “Boa noite, Sr. Holt. Senhorita Michaels.” Ren sorriu para o gerente corpulento que realmente uma vez tinha sido o chefe dos seguranças. “Olá, Duffy. Como estão as coisas esta noite?” “Isso não é minha linha?” Lucas perguntou secamente. “Ocupado. Do jeito que nós gostamos,” Duffy retornou. “Gostaria do seu habitual, senhor?” Lucas acenou a cabeça. “Vou levar Ren em torno do clube. Veja que minha mesa esteja disponível e que uma garçonete seja atribuída a mim.” “Devo acompanhá-lo?” Craig perguntou. Lucas se virou para o segurança. “Não. Você pode esperar em minha mesa.” Lucas embrulhou um braço protetor em volta dela enquanto caminhavam pelo corredor escuro, passando os escritórios em direção à porta que levava ao clube. Ela podia sentir seu desagrado, mas não estava certa do que tinha acontecido no curto espaço de tempo desde que chegaram. Sua pergunta foi logo respondida e tanto a divertia quanto a tocava. “Onde está a iluminação do corredor?” Lucas mordeu fora para seu gerente. “Pedi que isso fosse providenciado há duas semanas. E se Ren cair? É muito escuro. Ela podia tropeçar em qualquer coisa e não vê-lo chegando.” “O contratante estará aqui amanhã,” Duffy disse apressadamente. Quando se aproximaram da porta, a batida alta do grave e o rugido da multidão filtrava através das paredes espessas, a prova de som. Ou pelo menos tão a prova de som quanto eles poderiam conseguir com o nível de barulho através do telhado. Lucas agarrou sua mão e ela enroscou os dedos através dos dele, sabendo que ele queria que ficasse perto onde pudesse protegê-la de qualquer coisa.

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Estava feliz em se aproximar mais de seu calor e força quando Duffy abriu a porta e entraram na cascata de luzes, aplausos estridentes e detonação de música de todos os cantos. Entraram perto da pista de dança, mas Lucas a levou para as escadas que levavam para as plataformas como estádios, que abrigavam as mesas em cada fila. No nível superior, situado no meio com uma visão privilegiada do palco e pista de dança, estava a mesa privada de Lucas, envidraçada em três lados. O único acesso era pela frente, levado da pista de dança, e ir para dentro do recinto, você tinha que correr uma manopla de três guardacostas. Lucas a guiou para longe de sua mesa, porém, e para onde um grupo de homens se reunia, com bebidas na mão. Estavam falando com as meninas que passavam pelo caminho, flertando loucamente e tendo um bom tempo. Ren reconheceu alguns deles como regulares, homens que conheciam Lucas e que ele frequentemente os convidava para sua mesa. Quando se aproximaram, três escaparam ao reconhecer Lucas, prontamente virando as costas para as mulheres que estavam cortejando. Ren achou tal ação intrigante. Uma prova do poder exercido por Lucas. Mas ele comandava atenção por onde passava. Usava esse poder tão confortavelmente quanto as outras pessoas usavam sapatos. Lucas soltou sua mão só o tempo suficiente para se inclinar adiante para que pudesse dizer algo para um dos homens. Ren estava certa de que sabia seu nome, mas depois de ter sido apresentada aos três ao mesmo tempo, era difícil se lembrar de quem era quem. Daryl. Tinha certeza de que o homem mais alto era Daryl. O menor loiro era Matt e o afro-americano à esquerda de Daryl era Jace. Ela viu Daryl assentir e gesticular em direção a seus amigos. A próxima coisa que Ren viu, foi Lucas agarrar sua mão e a puxar adiante. Jace então pegou a mão de Lucas, surpreendendo-a. Ela olhou rapidamente para Lucas e o pegou acenando para que ela aceitasse isso.

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Lucas se inclinou, segurou deu rosto em um gesto gentil e curvou a cabeça para que sua boca ficasse perto de seu ouvido. “Vão dançar com você. Vá com eles. Eu confio neles.” Ela não estava acostumada a Lucas ter que deixá-la para fazer as rondas ou conduzir os negócios. O que a surpreendeu foi ele permitir que outros homens dançassem com ela, ou até mais, encarregá-los essencialmente de cuidar dela. Lucas não era de confiar em outros com o que ele estimava. A não ser que estivesse presente para supervisionar todos os aspectos. Ele beijou sua bochecha e então se afastou, deixando-a de pé com os homens. Jace piscou-lhe um sorriso sexy e então galantemente apontou os degraus que levava à pista de dança. Ela não olhou atrás em Lucas quando Jace a guiou pelos degraus. Fazê-lo seria enviar a mensagem de que não confiava nele. Ele não iria gostar e ela morreria antes de jamais permitir que alguém pensasse que ela não tinha fé completa e absoluta nele. Daryl desceu em seu outro lado e colocou uma mão leve na parte baixa de suas costas enquanto Matt andava atrás deles, eficazmente a fechando de qualquer um que se aproximasse. A música morreu por uma fração de segundo, enquanto o DJ levava a multidão ao delírio. Jace se debruçou perto de Ren onde ela pudesse ouvir e disse, “Lucas disse que você gosta de dançar.” “Eu amo isso,” ela disse com um sorriso exuberante. Jace sorriu de volta. “Assim como eu. Vamos nos divertir um pouco. Parece bom?” Ela assentiu e relaxou. Ele parecia perfeitamente agradável, e se não fosse, ela não tinha nenhuma dúvida de que, pelo menos, quatro seguranças estivessem treinados unicamente sobre ela, e que, por mais ocupado que Lucas pudesse estar por algum tempo, ele não estivesse assistindo também. Jace a puxou para pista de dança lotada, mas ele, Daryl e Matt rapidamente formaram um triângulo ao seu redor para que ninguém chegasse muito perto. A música
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começou novamente e o grave atravessou suas veias, fazendo cada músculo saltar a tempo com a batida. Luzes relampejaram, e a elétrica e enérgica música deslizou sob sua pele e ela a deixou fluir através de todo o seu corpo até que se soltou e deixou ir. Os homens se moveram para mais perto, alfinetando-a no meio deles. A multidão em volta deles girava ao tempo da música, mas Ren tinha seu próprio pequeno pedaço de pista e estava livre para se mover sem medo de bater em ninguém. Aqui nada poderia tocá-la. Sem preocupações. Sem temor. Sem inseguranças. Sem o passado. Não havia nada além dela e a pulsação sensual da música e movimento. Ela rapidamente perdeu suas inibições. Esqueceu que não conhecia estes homens. Moveu-se para o lado de um, fez uma rápida dança abaixo de seu corpo. Rapidamente entrando no espírito, Jace levantou os braços, balançou o corpo adiante, e ela o encontrou no meio, seus corpos pressionaram juntos e se moveram em perfeita sincronia. Calor se reuniu em suas costas, e de repente ela foi imprensada entre dois corpos rígidos. Eles não fizeram nenhum movimento para tocá-la ou colocar as mãos sobre ela, mas seus corpos a seguravam protetoramente entre eles, e então ela se perdeu no momento. Ela colocou as mãos para cima e se virou para Daryl. Jace deslizou até suas costas, colocou os braços para frente para bloqueá-la e dançaram como uma unidade, sorrindo, contorcendo-se, rindo, seu sorriso crescendo cada vez mais. Matt brincando empurrou Daryl de lado e entortou o dedo perversamente para Ren. Sem nunca recuar a um desafio, ela remexeu adiante, confiante de que suas pernas pareciam assassinas esta noite. Estava satisfeita por ter escolhido os sapatos vermelhos, pois a faziam parecer e se sentir ousada. Corajosa. Como uma sereia, disposta a seduzir todos os homens em seu caminho. Sacudiu seus longos cabelos para trás e os deixou deslizar sobre os ombros, então lentamente trabalhou os braços sobre a cabeça, sabendo que eles teriam um vislumbre de

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seus seios. Eles olharam. Ela sabia disso. Também sabia que não a tocariam. Não se estimavam suas mãos. Matt era mais ousado que seus dois companheiros. Quando Ren chegou perto o suficiente, pegou seus quadris e a puxou em seu corpo de forma que seus quadris embalavam os dela. Uma mão permaneceu em seu quadril enquanto a outra se deslizou para a parte baixa de suas costas. Ele a segurou contra ele e dançaram enquanto Daryl e Jace ficaram pertos, com as mãos para cima, protegendo-os dos outros. Eles dançaram por várias músicas até o suor reluzir em sua pele. O ar estava vivo à sua volta. A excitação era contagiosa. Estava tendo o momento de sua vida. Precisava esta noite e Lucas sabia disso. Ele sempre sabia, até quando ela mesma nem percebia. Seu coração apertou e, inconscientemente o procurou através do clube lotado. Ela o encontrou de pé no interior do recinto de sua mesa. Ele estava atrás da grade, às mãos para baixo, enroladas em torno do metal, enquanto observava sua dança. Ela podia sentir seu olhar sobre ela, sabia que observava cada movimento. Havia pessoas à sua volta, mas ela sabia, sem falsa modéstia, que elas não existiam. Nada existia para ele, apenas ela. Sentindo-se deliciosamente safada, virou-se para que não parecesse que estava focada em Lucas, e então começou a lhe dar seu show particular. Certo que era na frente de centenas de outras pessoas e qualquer um podia ver, mas ele sabia que era só para ele, e que ela não se importava com qualquer outro. Apenas ele. Jace e os outros se afastaram um pouco, suas expressões uma mistura de “puta merda” e “eu quero um pouco disso.” Ren deslizou as mãos pelo corpo, chamando a atenção para seus seios, os quadris e para a linha de suas pernas. Ela as deixou se demorar nas ondas de sua bunda, e então as moveu até a taça de seus seios através do top fino. Se ela pensasse que ele realmente poderia vê-los de tão longe, lhe daria um vislumbre dos mamilos, mas as únicas pessoas que apreciariam o espetáculo
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particular seriam os homens que Lucas tinha encarregado de dançar com ela e só os provocara até agora. Ela rolou os quadris, então os ombros. Fechou os olhos, inclinou a cabeça para trás e correu as mãos pelo cabelo, e então recuou o corpo como se estivesse na agonia do êxtase. Então, em sua dança, não percebeu que Jace, Daryl e Matt se moveram para o lado. Quando abriu os olhos, Lucas estava de pé lá, com os olhos escuros e possessivos. Sem dizer nada ele perseguiu adiante, enrolou o dedo entre seu colarinho e a carne sensível da garganta e a puxou para frente. Foi um gesto que ela associou com possessão. Uma lembrança para ela e qualquer um que olhava a quem ela pertencia. Cercou-a, pressionando seu corpo ardentemente para o seu, e então começou a dançar com ela. Embrulhou o braço ao seu redor, segurando sua bunda e pressionou-a mais duro em sua virilha. Balançaram e ondularam no ritmo, seus corpos tão engrenados juntos que pareciam estar fodendo na pista de dança. Tinha sido há muito tempo desde que dançara com ela. Era uma pessoa privada. Não muito exibicionista. Nunca se importou de que ela gostasse de dançar, mas a maior parte do tempo ele ficava a vigiá-la de longe, enquanto ela se entregava ao seu amor pela música. Esta noite ele era seu dono na pista de dança assim como possuía em todos os outros lugares. Sua marca estava nela para o mundo ver. À medida que a música aumentava, ele a empurrou para baixo e ela balançou os quadris enquanto se deslizava por seu corpo. Quando alcançou sua virilha, ele a segurou no lugar enquanto imitava foder sua boca. Em volta deles a multidão foi à loucura com a visão erótica. Seus dedos apertados em seu cabelo enquanto a segurava no lugar. O cume de seu pênis estava duro contra seu queixo. Ele a olhou, os olhos reluzindo com excitação dura. Depois de um momento ele a puxou para cima, girando-a de costas contra ele até que sua bunda foi embalada por sua virilha. Com uma mão, empurrou sua cabeça, forçando-a
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para frente, e em seguida, deslizou a outra abaixo de suas costas nuas, sobre a tatuagem e depois embrulhou os dedos em seu cabelo mais uma vez. Dessa vez, puxou sua cabeça de forma que subisse, mas que ela permanecesse curvada na cintura. Moendo sua pélvis eroticamente contra sua bunda, como se a estivesse fodendo por trás. O ar cresceu espesso em volta deles. O clima mudou rapidamente no clube. Outros casais estavam sendo mais ousados. Mais sexuais. Era uma demonstração intensa e maravilhosamente erótica. Lucas a endireitou, mas manteve-a firmemente pressionada contra ele. Sua mão espalmou sobre sua caixa torácica, então, mergulhou os dedos abaixo, sob o cós da saia apertada que usava. Ela prendeu a respiração quando ele deslizou por sua calcinha, encontrando sua umidade e o dedo circulou seu clitóris. Até agora ela estava além de se preocupar com quem assistia. Estava ciente apenas de Lucas. De como comandava seu corpo. De como se sentia sexy, segurando-a para ele enquanto a música inundava seus corpos, forçando-os a se mover em um ritmo infinito. Ela alcançou os braços sobre a cabeça e os circulou em volta de seu pescoço de forma que arqueasse seu peito para frente. Para sua surpresa, Jace se moveu para perto, deslizou as mãos em sua barriga sob o top e segurou seus seios. Seus olhos se arregalaram e ela prendeu a respiração, presa entre os dois homens, um seu amante, o outro alguém que ela simplesmente dançara. “Respire,” Lucas disse em seu ouvido. “Ele não irá mais longe do que o instruí.” Imediatamente ela cedeu. Sentindo que qualquer protesto que ela pudesse ter lançado tinha passado, Jace esfregou os polegares sobre os picos duros, enquanto Lucas esfregava a carne ultrassensível entre as pernas.

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Daryl e Matt ficaram em cada lado de Ren de forma que ela ficou completamente encaixotada pelos quatro homens. Nada era muito visível para os outros na pista, mas ninguém poderia ter dúvidas do que Lucas e Jace estavam fazendo com ela. E ela não dava a mínima por isso. Queria gozar. Aqui entre estes dois homens sensuais. Lucas se curvou para beliscar de forma acentuada em seu pescoço, e então disse alto o suficiente em seu ouvido para que pudesse ouvir, “Você quer a boca dele em você, Ren?” Era uma pergunta chocante, uma que nunca imaginara que ele realmente fizesse. Lucas não era do tipo de perguntar. Se ele quisesse que Jace a tocasse mais intimamente, simplesmente o permitiria. Se ele não fez, nada que dissesse ou fizesse mudaria sua mente. Agora ela não sabia como responder. “Não é um truque,” Lucas disse. “Só responda a pergunta.” Seus dedos acariciaram mais duro, então deslizou mais baixo para tocar em sua entrada. “Sim!” Ela sufocou fora. “Deus, sim.” O chocolate quente dos olhos de Jace pegou fogo. Parecia que tinha lhe sido concedido às chaves do reino. Suas grandes mãos se moveram com gentileza surpreendente sobre seus seios, e então ele simplesmente levantou seu top, empurrando-o mais alto enquanto se ajoelhava à sua frente. Oh Deus querido, ela não podia acreditar que isso estava acontecendo no meio do clube de Lucas e que ela não se importava. Lucas moveu a mão para permitir o acesso a Jace, e ele agarrou seu quadril, segurando-a firmemente no lugar. Como se ela precisasse de qualquer persuasão para permanecer quieta para o que estava por vir. Primeira à boca de Jace tocou sua barriga, bem em cima do anel do umbigo. Seguida pela aspereza de sua língua. Ele a raspou sobre sua pele delicada, provocando um gemido muito baixo para alguém ouvir. Mas Lucas o sentiu. Ela sabia que sim.

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Jace lambeu um caminho direto pela linha mediana, até alcançar a área entre seus seios. Manteve as grandes mãos segurando em cada lado de seus seios para protegê-la o máximo possível da vista, mas mesmo com os outros dois homens de pé em cada lado dela e Jace fazendo o bastante para escondê-la, não havia como não serem vistos pelos outros frequentadores do clube. Ele recuou, e então sua boca pairou logo acima de seu mamilo. Seu hálito quente dançou através da ponta enrugada e ela ficou tensa na antecipação. Finalmente sua boca se fechou quente e molhada sobre o mamilo e seus joelhos quase se dobraram. A aderência de Lucas apertou ao redor de sua cintura para sustentá-la e sua mão deslizou de volta em sua saia, até golpear suavemente sobre seu clitóris mais uma vez. Jace se alternava brincando com cada mamilo. Lambia, mordiscava e chupava em voltas até que ela estava implorando a Lucas para deixá-la gozar. Lucas a manteve na borda, acariciando até que estava pronta para explodir, e então parava para puxá-la de volta, permitindo que Jace continuasse a atiçar as chamas com sua boca perversa. “Você quer os dedos dele dentro de você?” Lucas perguntou em seu ouvido. Dessa vez ela nem sequer hesitou. Faria qualquer coisa para conseguir gozar. “Sim!” Sentiu-o acenar para Jace e de repente uma de suas mãos deslizou por sua perna, sobre o joelho e para o interior de sua coxa. Estava de joelhos, a cabeça no nível de seus seios. Escovou os lábios escorregadios de sua boceta, e então ela sentiu Lucas usar os dedos para espalhá-los para o outro homem. A ação quase a teve tendo um orgasmo no lugar. Começou a tremer. Tremendo da cabeça aos pés quando Jace chupou seu mamilo fortemente na boca. O polegar encontrou sua entrada e mergulhou para dentro no momento em que Lucas começou a dedilhar seu clitóris novamente.

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Foi demais. A sala girou ao seu redor em círculos vertiginosos. A música era um rugido distante. As luzes centelhavam como pó de fada, e ela não conseguia mais fazer sentido de nada. Jace retirou o polegar e depois mergulhou dois dedos cegos dentro dela, assim que Lucas beliscou levemente seu clitóris entre o polegar e o dedo indicador. “Goze Ren. Goze por toda sua mão.” Ela não precisou de nenhuma outra persuasão. Seu corpo corcoveou violentamente. Daryl e Matt se empurraram para mais perto, seus corpos adicionados como suporte para que ela não caísse. Os dentes de Jace pastaram seu mamilo, cada toque enviando mais espasmos de prazer direto em sua boceta. Enquanto Lucas mordia seu pescoço, Jace beliscava nitidamente em um mamilo, os dedos fazendo mágica nos lugares mais sensíveis de seu corpo. Ela já não era mais capaz de ficar de pé sozinha. Ficou mole contra Lucas, confiando que, como sempre, ele nunca a deixaria cair. Ele a segurou perto, beijando e lambendo delicadamente seu pescoço, enquanto Jace a trabalhava lentamente de volta de seu orgasmo. Ficou lá por vários segundos, e afundada nos braços de Lucas, seu fôlego vindo em rajadas irregulares. Então Lucas cuidadosamente ajeitou sua roupa. Jace retirou a mão de debaixo de sua calcinha e organizou sua saia. Ele ficou em sua altura máxima novamente, enquanto a música e a dança continuavam ao redor. Com a ajuda de Lucas, ela se firmou novamente e ficou de pé, embora ainda se debruçasse contra Lucas. “Você pode beijá-lo e oferecer seus agradecimentos,” Lucas a instruiu. Ren foi para os braços de Jace, inclinou-se na ponta dos pés com sua ajuda e o beijou nos lábios. Ele varreu a língua sobre a dela, saboreando-a, lhe permitindo brevemente saboreá-lo também antes de se afastar. “Obrigado,” Ren disse para que ele pudesse ouvir.
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Ele atirou sua afetuosamente em sua bochecha. “A qualquer hora, doce.” Lucas andou de volta para as escadas de onde tinham descido. Daryl, Matt e Jace voltaram com eles, cercando-os de todos os lados. Nas escadas, dois seguranças assumiram o poder e os três homens se fundiram na multidão, indo antes que ela pudesse piscar. Ela continuou a subir os degraus com Lucas, ainda em uma névoa pós-orgásmica. Atraíam os olhares de muitos. Lucas nunca tinha sido tão ousado com ela, embora tivessem tido algumas brincadeiras à mesa antes. Mas nunca algo tão aberto e público. Foi… Diferente. Não era algo que teria pensado que Lucas faria. Em privado? Todas as apostas estavam fora. Não havia nada que ela colocasse além dele se era um homem ou uma dúzia. Embora jamais tivesse acontecido com ela, não tinha ilusões sobre o quão longe ele estava disposto a levar as coisas. Lucas a viu em sua cadeira e então acenou para garçonete que tinha tomado um posto perto. “Água para Ren e eu vou tomar uma cerveja.” A garçonete voltou rapidamente, ou então ela provavelmente antecipara exatamente o que Lucas iria ordenar. Ele não se desviava muito frequentemente de sua rotina e sua ordem habitual, que consistia em uma variedade de três bebidas. Ren bebeu sedenta sua água e se recostou de repente exausta pela dançar e o orgasmo alucinante. O que ela não daria por um bom aconchego e uma cama confortável. Lucas alcançou acima para enrolar a mão em sua nuca. Esfregou o polegar de cima a baixo da linha de seu pescoço enquanto continuava a inspecionar as coisas no clube. Conforme ficaram sentados e ele esfregava seu pescoço, ela cresceu cada vez mais letárgica e satisfeita a cada minuto, várias pessoas pararam para falar com Lucas. Ela sintonizou fora da conversa e se concentrou em seu toque. Fechou os olhos e absorveu a deliciosa sensação de seus dedos, o calor de sua mão, o conforto de saber que lhe pertencia. Por uma hora ou mais, ela observou as pessoas irem e virem da mesa de Lucas. Ele conversava facilmente com seus clientes, parceiros de negócios e Vips. Ele se mantinha firme
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como profissional, nunca indo para os outros, mas permitindo que viessem até ele. Mesmo o mais rico e famoso vinha até ele, seu ego acariciado que ele lhe tivesse permitido entrar em seu círculo interno. Então ele se virou para ela, levantou sua mão para pressionar um beijo na parte de trás de seu pulso e disse, “Está pronta para ir?” Ela assentiu, e não se preocupou em concordar com o que ele queria. Ele perguntou e ela não mentiria. Tinha tido o que queria e o que ele lhe trouxe. Sua mente estava muito mais livre do peso que tinha carregado nos últimos dias.

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Capítulo 11
Cole não estava certo de como se sentia sobre sua reunião com Lucas Holt. Queria não gostar do homem. Um lote maldito. Mas era difícil quando ele parecia tão… Decente. Ele suspirou e olhou no relógio. Ele estava constrangido. E nervoso pra caralho, e isso o deixava irritado. Sentia-se como se estivesse se preparando para algum tipo de teste maldito que não sabia as respostas. Lucas era um bastardo cauteloso, e o pegou completamente e totalmente desprevenido com sua proposta. Tinha estado na ponta de sua língua recusar. Enfurecia-se em nome de Ren. Entretanto se lembrou das regras malditas. Ou melhor, que não havia regras malditas na vida que ele, Lucas e Ren escolheram. Apenas aquelas que fizeram eles mesmos. E então, quando sua raiva e surpresa diminuíram, ele sabia que não havia nenhuma maneira no inferno que pudesse recusar esse tipo de oportunidade. Não estava totalmente certo que motivos Lucas tinham para lhe oferecer Ren em uma bandeja de prata, mas o que Cole faria com a chance era o que importava. Ele tinha outra oportunidade de fazer Ren amá-lo. Para compensá-la de toda dor que tinha lhe causado. Para lhe mostrar o homem que tinha se tornado. Tinha se tornado mais focado. Intenso. Tinha uma borda mais dura agora e isso poderia assustar a merda fora dela. Não era o mesmo jovem que a adorava além da razão e que era um participante hesitante em sua experimentação. Não estava nem certo se poderia ser esse homem mais. Era uma escolha que o agonizava. Mostrar-lhe a verdade e arriscar que ela nunca voltasse para ele. Ou mentir para ela e reter a parte verdadeira de si mesmo para sempre.

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Sem lugar para qualquer recurso, mas ele sabia que não poderia mentir para ela ou para si mesmo. Lucas o advertira das consequências de tal ação. Ren sofreria com qualquer tipo de pretensão e ele estava ferozmente satisfeito com isso. Queria honestidade entre eles. Ele teria duas semanas. Duas semanas para reconquistar a mulher que nunca deixou de amar. E no fim desse tempo, ele tinha a esperança do inferno de que ela o escolheria, porque não poderia enfrentar perdê-la uma segunda vez. A primeira vez o havia mudado irrevogavelmente. Dessa vez o destruiria. Ren se sentou entre os joelhos de Lucas enquanto a limusine deslizava pela estrada para só Deus sabia onde. Lucas tinha sido enigmático nos detalhes e muito explícito em como ela deveria se vestir e o que ela era e o que não era para usar. Ela estava de joelhos, pernas separadas, as dobras da saia de seda espalhavam pelo assoalho. O top que usava tinha um decote que enfatizava seus seios fartos e mal cobriam os mamilos. Era a roupa colocada junto com o acesso em mente. Ele queria acesso irrestrito a ela. Ele estava distante, porém. E preocupado. Se for negócios ou qualquer outra coisa diferente, ela não estava certa, mas ele parecia inquieto e cuidadoso, e ela sabia por experiência que ele era mais duro e mais áspero quando estava de mau humor. Deslizou a mão no meio de seu peito, e então impacientemente empurrou de lado o material que cobria seus seios. Manuseou um mamilo preguiçosamente, quase como se não conseguisse decidir o que queria fazer com ela. Era incomum para Lucas mostrar indecisão clara e ela se perguntou o que poderia estar ocupando sua mente para estar tão distraído. Abruptamente, ele deslizou o dedo entre a faixa de seu colar e sua pele e a arrastou adiante até que estava debruçada contra ele, a barriga pressionada em sua virilha. E a beijou. Duro.

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Ela se sentiu… marcada. Como se estivesse provando mais uma vez que ela lhe pertencia. Seus dentes morderam seu lábio, tirando sangue, e então lambeu sobre a área tenra, varrendo o sangue com a língua. Queria lhe perguntar o que o incomodava, mas sabia que o limite específico entre eles não deveria ser violado. Ele era privado, e se quisesse que ela soubesse, ele lhe diria. Como recuou, segurou seu rosto em uma mão, seu aperto firme enquanto olhava em seus olhos. Parecia que seu controle estava mal amarrado e que poderia lançá-la abaixo e tomá-la rudemente. Sua respiração ficou presa e segura com antecipação. Seu corpo formigou e veio à vida. Seu clitóris pulsou e doeu. Seus seios apertaram, seus mamilos endureceram. “O quão bem você me conhece,” ele murmurou. Acariciou a mão por seu rosto, e então sobre o lábio beliscado, acalmando longe a dor ligeira. Suas feições endureceram, e ela estremeceu na infusão súbita de escuridão em seus olhos. “Levante na cadeira. Em suas mãos e joelhos.” Ela levantou-se de joelhos, rastejou a perna esquerda sobre o assento longo e acorcundado. As palmas se afundaram no couro suntuoso e os joelhos pressionaram apenas na costura entre duas seções do assento. Ela sentiu seu movimento atrás. Uma corrida fresca deslizou sobre sua bunda quando ele empurrou a saia para sua cintura e formou um monte lá. “Há duas coisas que quero esta noite,” disse, com a grosa de excitação profunda em sua voz. “Minha marca em sua bunda e minha porra dentro de seu corpo quando chegarmos.” Ela quase perguntou onde estava indo, mas segurou a língua. Ele não teria gostado desse deslize. Mexeu-se inquieta, ansiosa por sua mão contra seu bumbum.

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O bofetão, quando veio, surpreendeu-a e a mandou para frente. Ela se apoiou contra o banco e se empurrou de volta, implorando silenciosamente por mais. Ele amava quando ela fazia isso. Ele esfregou a palma sobre o lugar em chamas para aliviar a dor, e então administrou um golpe pungente na outra bochecha. Ela gemeu baixinho. Com outro homem, isso poderia tê-la em apuros. Mas Lucas gostava de ouvir os sons da paixão. Gostava de saber que lhe agradara, embora seu propósito fosse de agradá-lo. Ele havia encorajado suas respostas desinibidas desde que caíra dentro dos limites da obediência. Se ela gostava do que experimentava, ele esperava que o expressasse. Se não gostava, também era livre para expressá-lo, mas ele poderia ou não fazê-lo até o fim. Lucas seguia uma regra simples. Se não fosse prejudicial — e por prejudicial, ele queria dizer lhe causar dano permanente físico ou psicológico — então ela não tinha escolha, senão suportar. Posteriormente, ele poderia convidá-la a lhe dizer por que não havia gostado da experiência, e ele então, consideraria se jamais a faria sofrer isso novamente. Cole não tinha sido seu único amante dominante. Houve um total de quatro nos últimos dez anos, desde Cole. Lucas era seu favorito, porém. Ele… Ele apenas a tinha. Ele a entendia. Ele não estava lá para provar sua masculinidade ou poder. Ele não tinha medo de estar errado ou cometer erros, embora não conseguisse se lembrar de uma única vez que ele tenha feito qualquer coisa que ela tivesse considerado um erro. Provavelmente soava dramático, mas ela não conseguia pensar sobre nada que ela não faria por Lucas. E era porque confiava nele. Um componente que havia faltado em seu último relacionamento e, consequentemente, tinha sido o mais curto. O próximo golpe pegou-a desprevenida pela brutalidade empinada nele. A dor a chocou e, de repente, Lucas enrolou a mão em seu cabelo e a puxou para trás, forçando sua cabeça para que seus olhares se encontrassem. “Estou te aborrecendo, Ren? Você preferiria estar em outro lugar?”

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Sua boca se contorceu em desânimo, pois era a última coisa que queria que ele pensasse. “Sinto muito, Lucas. Estava pensando.” Seu aperto soltou só um pouquinho. “O que estava pensando que era mais importante do que eu?” “Estava pensando em você,” disse honestamente. “Estava comparando minha relação com você com as outras que tive.” Sua mão suavizou e ele correu os dedos por seus cabelos em uma carícia gentil. “Sabe o que mais amo em você, Ren?” A pergunta a surpreendeu. Ela esperava sua raiva. Não este súbito... Afeto. “Você me diz a verdade, não importa o quão estranha ou potencialmente desconfortável ela seja. Seria tão fácil mentir e dizer que se afastara ou que estava pensando sobre onde estamos indo. Por que isso?” Ele concluiu suavemente. Sua testa enrugou em confusão. A mão se acalmou sobre a queimadura baixa onde a havia marcado, afagando e acariciando. “Por que não minto para você?” “Eu suponho que é o que estou perguntando. Sei que você é inerentemente uma pessoa honesta, mas até a pessoa mais honesta procura não se tornar vulnerável a outro.” Sua expressão aliviou e ela bloqueou seu olhar com o dele. “Porque confio em você para não usar minha vulnerabilidade contra mim.” Seus olhos ficaram quentes com aprovação. Inclinou-se e suavemente pressionou os lábios contra os dela. “Agora me diga como nossa relação se compara às anteriores.” Ela se contorceu contra sua palma, ávida para sentir a queimadura novamente. Sua mão se acalmou, e então ele apertou outro beijo em sua testa em desculpas. “Estou negligenciando sua necessidade. Quando eu terminar de aplicar as marcas apropriadas em seu rabo doce e quando me aproveitar de seu corpo, então terminaremos esta conversa.”
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Ela suspirou de alívio e o presenteou com um sorriso. “O quão duro e áspero você quer, Ren? Acho que estou de humor hoje. Não sou normalmente tão indeciso, mas vou e volto entre o desejo de permitir que meus impulsos mais escuros fiquem livres ou regá-la com ternura. Estou em um humor afetuoso, e então você sorri para mim assim e apenas reforça meu desejo de mostrá-la gentileza em vez de poder.” Ela levantou a cabeça e recostou-se nos calcanhares, permitindo que seu cabelo se derramasse pelas costas. Ele tinha um joelho no assoalho e ela virou a cabeça para o lado para que pudesse olhá-lo. “Sou sua, Lucas. Faça comigo o que quiser. Amarei tudo que escolher me dar e o tomarei sem reclamar.” Ele ergueu a mão e segurou sua bochecha. Os olhos brilhando com promessas escuras. “Estou muito feliz em ouvir essas palavras. Especialmente esta noite.” Ela inclinou a cabeça para o lado, esfregando a bochecha ao longo de sua palma. Não lhe perguntou por que. Simplesmente esperou para que ele lhe dissesse. Ou não. “Esta noite vou lhe dar para outro.” Ela ficou completamente imóvel, o choque a tornando incapaz de se mover ou reagir. Olhou para ele, mas ele também estava à espera e sem nenhuma pressa de explicar melhor. “Isso a excita?” “Eu não sei. É… surpreendente.” “Por que você acha surpreendente? Já discutimos no passado que eu encontro prazer em dar a mulher que eu possuo a outro homem para que eu possa assistir e apreciar.” Ela assentiu. “É só que você nunca fez. No início eu esperava. Mas quanto mais o tempo passava, você parecia satisfeito em não me compartilhar com outros homens.” “Incomoda-a que eu busque fazê-lo agora?”

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Ela franziu a testa, insegura de como se sentia. Tinha considerado tal coisa há tão pouco tempo e havia descoberto que a ideia a excitava. A ideia. Havia uma diferença enorme entre o que sexualmente a excitava em teoria e o que realmente a despertava na realidade. Mais de uma vez, uma torção que ela ficava ansiosa para experimentar acabava por ser algo que não gostava em nada. Isto seria do mesmo jeito? Agora se perguntava se a noite no clube tinha sido um mero gosto do que estava por vir. Ele a teria testado para ver o quão receptiva seria ao ter as mãos e boca de outro homem em seu corpo? E o que o havia levado a dar esse passo agora? Estaria entediado com ela? Esse pensamento enviou pânico e desânimo correndo ao longo de sua espinha. Seu tempo juntos tinha chagado ao fim? Ela sacudiu a ideia longe, pois não havia nenhuma maneira de segurar isso junto pensando tais coisas. “Ren,” ele alertou. “Não me incomoda que você faça isso,” disse devagar. “Só estou insegura se vou gostar. A ideia me excita, mas também me assusta. Minha confiança em você é absoluta, mas não se estende para outro homem.” Ele acariciou seu rosto novamente. “Todos os pontos muito válidos. E se eu lhe dissesse que o homem em questão é Cole Madison?” Seus olhos se arregalaram em choque. Sua pulsação saltou, disparando tão rápido que por um momento ela balançou, de repente atordoada. “Cole?” Ela sussurrou. Fechou os olhos e renunciando a toda disciplina, afastou-se de Lucas. Ele não a repreendeu, nem a forçou a olhar de volta para ele. Deslizou de volta para o banco atrás dela, em silêncio, enquanto esperava. Então, “Tire a saia, Ren.” Seus olhos se abriram e ela piscou. Seus dedos estavam enrolados em punhos apertados no banco entre suas coxas afastadas.
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“Você tem exatamente três segundos para fazer como lhe disse ou vai se arrepender.” A mordida em sua voz deslizou sobre ela como uma navalha. Estava paralisada com o choque. E perguntas. Tinha tantas perguntas. Era este algum teste bizarro? “Um” ele disse calmamente. Ela sacudiu para consciência. Lucas nunca teve que castigá-la por desobediência. Seria a altura do desrespeito para ela não obedecer a sua ordem. Arrastou-se para cima do assento, puxando a saia até que se reuniu a seus pés. Chutou-as longe, mas ainda não o enfrentou. Não queria que ele visse o quão estava desfeita. “Agora o top.” Ela se atrapalhou com o laço em sua nuca, soltando-o para que caísse em sua cintura, descobrindo seus seios. Ele se levantou e se moveu para a parte de trás da limusine, para o assento que ficava de frente. O raspar do zíper soou alto no silêncio morto. Ele ergueu os quadris para empurrar o jeans abaixo sobre os quadris, mas os deixou lá, em seguida, puxou seu pau acima da faixa da cueca e o segurou, bombeando de cima a baixo, trazendo o comprimento já rígido da ereção para ainda maior. “Fique em suas mãos e joelhos no chão. Apresente-me sua bunda. Encare a divisória.” Ela subiu, com cuidado para não bater a cabeça no teto. “Rasteje para mim,” Lucas ordenou. Ela afundou para o chão, e então manobrou em suas mãos e joelhos até que o encarou. Então se virou para fazer como ele lhe disse e esperou, a bunda pressionada contra o assento, as pernas em ambos os lados de seus quadris.

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Ele a agarrou para trás, e então a empurrou para frente enquanto deslizava para a beirada do assento. Ela começou a se arrastar com as mãos adiante para lhe dar mais acesso, mas ele administrou um bofetão afiado em sua bunda em represália. Ela ficou quieta, as palmas cavadas no chão, a boca tremendo, a mente um caos. Ele alcançou sob suas pernas, agarrando seus braços e a arrastando em cima e para trás de jeito que ficou incrivelmente espalhada, com o corpo inclinado para baixo e os pés atingindo o encosto do assento. Em vez de se empurrar dentro dela, ele estendeu a mão, posicionando seu pau na entrada, e então agarrou suas pernas e a puxou para ele. A posição forçou seus cotovelos a se curvar e sua bochecha agora descansava no chão. Seus seios estavam achatados contra o tapete áspero. Ele deslizou os braços debaixo dela e agarrou sua cintura com ambas as mãos, movendo-as até a âncora de seus quadris. Aliviou-a para frente e então a puxou de volta, assentando-se profundamente dentro dela. Cada solavanco na estrada, cada mergulho ligeiro, até a superfície mais áspera de partes da rodovia. Ela as sentia todas. Uma mão deixou seu quadril e alcançou para arrastar seu cabelo. “Agora, vamos discutir algumas coisas. A quem você pertence, Ren?” Ela se certificou de que poderia ser ouvida. “Você.” Ele a puxou de volta, levando seu fôlego. Ele estava duro. Muito duro. Sentia-o tão rígido dentro dela. Quase como se pudesse sentir a raiva que pulsava dele através de seu pau e em seu corpo. “Se eu optar por lhe dar a outro homem, é meu direito?” “Sim.” “Se eu te der este tempo com um homem que já significou algo para você, você será grata e vai me agradecer. Além disso, fará tudo o que ele te disser. Estamos entendidos?” Seu estômago cerrou e o peito apertou. “Sim.”
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“É por você que faço isso, e você não vai me envergonhar.” “Nunca,” ela sussurrou, quebrando no mero pensamento de trazer vergonha a este homem. “Se eu mandar o motorista se encostar ao lado da estrada e lhe disser para foder com ele, você o fará.” “Sim, Lucas.” “Se eu lhe disser que o permita fazer qualquer coisa que ele gosta com seu lindo corpo, você o fará.” “Sim.” A essa altura ele estava empurrando rudemente nela. Já não era mais só puxá-la sobre seu pau. Estava encontrando-a a cada puxada com uma punhalada poderosa. Ela fechou os olhos e permitiu que o prazer de sua posse cruel lavasse através dela. Amava isso acima de tudo. Amava a crueza e brutalidade quando ele a levava e falava tão explicitamente com ela. Nesse momento, parte dela desejava que ele ordenasse ao motorista para parar. A imagem dela curvada sobre a traseira do carro, o motorista batendoa por trás, enquanto Lucas ficava de guarda, com a satisfação e aprovação brilhando em seus olhos, deixou seus sentidos em fogo. Se havia qualquer dúvida quanto, a saber, se apreciaria ter Lucas assistindo enquanto outro homem a tomava, já tinha acabado. Agora ela imaginava Cole se empurrando em seu corpo. Cole a comandando. As mãos duras e ásperas de Cole em sua pele. Seu pau a castigando. Tudo isso enquanto Lucas assistia, em silêncio e aprovando. Seu orgasmo vislumbrou através das ondas, como na superfície de um lago. Lucas parou e se inclinou, forçando seu peso sobre ela, pressionando seu rosto mais duro no chão. “Oh não você não vai,” ele disse asperamente. “Temos várias coisas para esclarecer, Ren. Se você gozar, vou contundir esse seu rabo bonito, que você não vai poder se sentar por uma semana.”

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Ela gemeu, sabendo muito bem que ele faria exatamente isso. Ela queria gozar. Precisava gozar, mas ter uma bunda dolorida por uma semana não valia a pena o prazer imediato. Desligou as imagens de Cole que a estava bombardeando e se concentrou ao invés, na sensação de Lucas desconfortavelmente entalado dentro de sua boceta. O ângulo de sua penetração era para ser doloroso e não trazê-la ao prazer. Só quando ela se afastou da borda, ele aliviou seu aperto e voltou atrás para aliviar a pressão em seu corpo. A queimadura dentro de sua boceta aliviou e ele acariciou dentro e fora por mais algumas vezes até que ela estava úmida de novo ao seu redor. Sem aviso, ele se abaixou e a ergueu, ainda enterrado bem no fundo dela. Puxou-a para trás, inclinando-se de forma que ela se sentasse escarranchada sobre ele, completamente vulnerável, empalada em seu comprimento rígido. E tão de repente quanto a levantou, empurrou-a para frente de novo, até que seu pau ficou livre e ela tropeçou fora do assento. “Deite-se de costas,” ele instruiu. “E me dê suas pernas.” Ela se deitou abaixo sobre o chão novamente, e então se avançou para ele até que alcançasse seus tornozelos. Arrastou-a para frente, o tapete áspero contra suas costas. Então empurrou suas pernas para trás, curvando-as de forma que seu peso fosse suportado em seus ombros e sua bunda fosse apresentada para ele. Curvou suas pernas dobradas, o que a abriu ainda para ele. Então lhe deu um sorriso satisfeito. “Parece-me que vamos ter uma conversa significativa, pelo menos vou poder olhar para seu rosto. Meu pau no seu cu não deve ser distração para uma mulher de sua disciplina.”

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Capítulo 12
Ren tremia em antecipação, seu olhar focado somente em Lucas. Olhando em seus olhos escuros enquanto ele subia nela e colocava seu pau entre as bochechas de sua bunda. Sentia-se vulnerável esta noite. Um pouco fora de prumo. Era uma sensação que não gostava. Por mais que amasse todas as extremidades escuras de Lucas e abraçasse sua vontade de empurrá-la tão duro e rápido quanto a passar aquela linha cinza de seus limites, sentia-se de repente, muito insegura de si mesma. Nunca se sentira tão instável e tão fora de si. Em vez de seu domínio cruel e posse, ela queria — não, ela precisava — de sua ternura, um lado que, embora raramente o mostrasse ou dava, era tão poderoso, se não mais do que seu lado mais duro. Lucas congelou, olhando-a, seus olhos buscando suas profundezas. Lentamente ele desdobrou suas pernas e a puxou suavemente em direção a ele de forma que suas pernas descansaram em ambos os lados de seus quadris. Então ele simplesmente avançou, deslizou as mãos debaixo de seus ombros e a puxou para cima, assim ela se sentou em seu colo de frente para ele. Perplexa, ela só conseguia olhar, impotente e a espera do que viria depois. Ele teria visto o que tinha tentado tão duro de afastar dele? Teria arrancado os pensamentos diretamente de sua cabeça? Suas palmas deslizaram para cima e para baixo em suas costas e ela percebeu então que ele estava realmente a acalmando. Lágrimas inesperadas picaram suas pálpebras, e então ele a envolveu em seus braços e a abraçou. Não disse uma palavra. Não precisava. Viu em seu coração. Toda vez. Sempre sabia quando poderia empurrá-la e quando não. Tinha visto isso agora, e em vez de castigá-la por estar fora de si, lhe oferecia a força e conforto que necessitava tão desesperadamente.

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“Por que está tão chateada, minha Ren?” Ele perguntou vários longos minutos depois. Ela se agarrou a ele, o rosto enterrado em seu pescoço. Ele a afastou dele e suavemente limpou as lágrimas de suas bochechas com o polegar. Ela odiava parecer tão fraca na frente dele. Ter chorado em cima dele. Nunca chorava. Sempre era muito cuidadosa para lhe mostrar apenas sua força e determinação tranquila. Ele a havia visto não no seu melhor, mas nunca a havia visto assim tão… Perturbada. “Não sei,” disse honestamente. “Eu faço e não faço. Estou tão confusa. Não sei o que quero.” “Isto não é como você. Você é a mulher mais confiante e segura que eu já conheci. Você é confortável em sua pele. Você sempre sabe exatamente o que quer e nunca fica envergonhada em persegui-lo. Eu sempre admirei isso sobre você.” Ela deitou a cabeça em seu ombro e embrulhou a mão em volta de seu pescoço, apertando-o, precisando do contato. “Você me perguntou o que era diferente em nossa relação, ou melhor, como nossa relação diferia das outras que tive. Isto, Lucas. Isto é o que é diferente.” Ele acariciou a mão por seus cabelos. Pressionou os lábios em sua testa no mais gentil dos beijos, e então disse, “Explica.” “Você me pega. Realmente me pega. Não é tudo sobre você como um monte de gente iria assumir em uma relação onde o domínio é um fator que estaria sobre suas necessidades e desejos acima de tudo.” “Sua felicidade é importante mim,” ele disse por via de acordo. Ela suspirou. “Em todas as minhas outras relações, exceto uma, tem sido mais sobre o homem. Nem sempre ou o tempo todo, mas principalmente. Em todas, exceto uma, meu parceiro nunca teve a minha total confiança. Em todas, exceto uma, eu nunca me senti… em

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casa. Você é em casa para mim, Lucas. Sinto-me segura e querida com você. Eu confio em você.” Ele parecia satisfeito com sua declaração sincera. Apertou-a calorosamente e ela pôde sentir o prazer lavando através dele. O que a fez feliz. Queria que ele soubesse o quanto significava para ela. O quanto sua proteção significava para ela. “Você disse que, exceto um. Você quis dizer Cole?” Ela tomou uma respiração profunda. “Sim. Fui muito feliz com Cole. Minha relação com ele imitava um monte de coisas que valorizo muito na minha relação com você. Só que a nossa é uma versão mais adulta do que a que tive com ele. Gosto de pensar que se apenas Cole e eu tivéssemos tido tempo, que poderíamos ter crescido em algo parecido com o que você e eu temos agora.” “E ainda assim a ideia de eu lhe dar a ele a angustia,” Lucas murmurou. “Estou com medo,” ela admitiu. “E confusa. Talvez um pouco ameaçada, sabe?” Ele roçou a boca sobre sua têmpora, um gesto simples que ela sentiu toda distância até sua alma. “Por que, Lucas? Por que está fazendo isso? Não entendo. Tenho medo de cavar muito fundo pela resposta.” Antes não estava disposta a perguntar, mas agora tinha que saber. Era um teste? Não sabia se poderia fazer isso. Ele não o tinha feito para magoá-la. Nunca acreditaria que Lucas seria tão cruel. O que significava que ele tinha uma razão específica para enviá-la de volta para os braços do homem que tinha quebrado seu coração. Ele a puxou para trás apenas o suficiente para que pudesse tocar sua mandíbula, segurar seu queixo, esfregar o polegar suavemente através de seus lábios. Tão reconfortante. E tão real. “Você diz que confia em mim.” Ela concordou sem hesitação.

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“Então confie em mim de que isso é o que sinto que é o melhor para você. Acredito que isso é algo que você precisa. Não o faria se achasse que iria machucá-la. Pode fazê-la se sentir desconfortável, mas acredito que quando tudo estiver dito e feito, será o melhor.” A tranquilidade em sua voz acalmou seus nervos desgastados. Confiava nele. Implicitamente. Ele nunca a guiaria errado. Nunca faria nada sem seus melhores interesses no coração. E a verdade era que ela queria ver Cole novamente. Tinha imaginado como seria tê-lo tocando-a como tinha feito uma vez. Perguntava-se se ele ainda queria. Não conseguia parar de pensar nele desde a noite que ela e Lucas tinham ido a Casa. O que a tinha abalado muito mais do que seu encontro com seu primeiro amor foi à culpa que sentia por pensar nele desde então. Lucas era tudo para ela e ainda assim não conseguia parar de pensar em um homem que não deveria ocupar seus pensamentos ou suas fantasias. O fato de que Lucas parecia entender só fez a culpa queimar mais intensa. Que tivesse ido tão longe para até fazer um acordo com Cole porque acreditava que era algo que ela precisava a fazia querer se enrolar em uma bola de vergonha. “Ren.” A repreensão suave de Lucas a teve olhando para cima e lágrimas se acumulando mais uma vez quando viu a compreensão refletida em seus olhos. “Você acha que eu ficaria com raiva por ser humana o suficiente para sentir emoção quando confronta com alguém que você amava? Você acha que eu iria castigá-la por ser honesta suficientemente com si mesma e me admitir esses sentimentos?” Alisou a mão por sua bochecha, enxugando a trilha de umidade escorrendo por seu rosto. “Estou com raiva de mim mesma,” ela sufocou fora. “Você não merece isso. Sinto-me tão desleal.”

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Ele sorriu então. “Você fica com raiva quando olho com carinho para uma ex-amante quando ela vem no meu caminho?” Ela fez uma carranca e sacudiu a cabeça. “Por que isso?” “Porque eu sei que você não sente mais nada além de um carinho por ela agora.” Lucas concordou. “Exatamente. Agora, talvez eu faça isso para que possa determinar o que exatamente você sente por Cole Madison. Acredito que é importante, não é?” Lentamente ela assentiu maravilhada no quão lógico e no controle ele era. Ela estava uma bagunça chorando e ele era uma rocha. Sempre sua rocha. Ela suspirou e entrou em seus braços novamente, esfregando o rosto contra seu peito. “Obrigado,” ela sussurrou. “Por me entender.” Por saber quando deve ser gentil e quando deve ser duro e forte. Ela deixou o último não dito, mas ele sabia. Ele sempre sabia. Lucas alcançou para baixar a divisória para poder falar com o motorista. “Você pode nos levar ao nosso destino agora.” A julgar pelo tempo que tinham rodado, Ren assumiu que Lucas tinha dado a direção de apenas dirigir. Após a divisória deslizar de volta, Lucas inclinou-se para recuperar suas roupas que estavam espalhadas pelo chão. “Se vista e endireite sua aparência. Estou certo de que vai querer estar no seu melhor quando enfrentar seu passado.” Tocou seu rosto, então deslizou o dedo sobre seus lábios ainda trêmulos. “Não mostre medo, Ren. Mostre-lhe a mulher que conheço tão bem. A mulher que se tornou. Não tem nada do que se envergonhar. Se não fizer nada mais, mostre-o apenas o quão grande erro ele cometeu se afastando de você.” Ela sorriu então e sentiu a escova quente de sua confiança quando se deslizou perfeitamente no lugar. Talvez Lucas estivesse certo. Talvez ela precisasse enfrentar Cole

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antes de poder avançar em seu futuro. Um futuro que esperava com tudo que tinha, incluísse Lucas.

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PARTE 2
Cole

Capítulo 13
Quando desaceleraram para entrar na garagem de Cole, Ren já tinha recuperado sua compostura — principalmente — e consertado sua maquiagem, e endireitado sua roupa. Se não fosse por sua pulsação rápida, poderia se enganar pensando que isso era apenas outra aventura sexual excitante para ela e Lucas. Mas não era e nenhuma quantidade de palavras mudaria o fato de que, por esta noite, ela era de Cole Madison. Excitação nervosa cortou através da culpa e preocupação. Seu corpo zumbia com excitação afiada — e curiosidade. Ela ainda responderia a seus comandos agora? Ele possuiria os conhecimentos para lhe dar o que precisava? Desaceleraram no portão e suas sobrancelhas subiram quando o motorista teve que parar e apertar o botão do interfone. Olhou pela janela na escuridão, mas não conseguia ver a casa onde estavam estacionados. Um momento depois, o portão se abriu lentamente e a limusine prosseguiu até os jardins. O caminho era longo e sinuoso e só depois de vários segundos a casa surgiu. Era linda. A luz era lançada sobre a casa de um conjunto de iluminação no solo. A frente era composta de pedra em vez de tijolos. Rústica e resistente ao olhar. Exatamente como imaginou que Cole teria sua casa. Do que podia ver do terreno, eram perfeitamente prestados e profissionalmente mantidos. Nada parecia fora do lugar.
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O motorista puxado para uma parada na frente do passeio em círculo da casa e antes que Lucas pudesse abrir a porta, Cole apareceu no topo da escada logo fora da porta da frente. Ren deslizou para a beirada do assento enquanto Lucas saía na frente. Por um momento, sua visão de Cole foi bloqueada, mas, em seguida, Lucas passou para o lado e estendeu a mão para ajudá-la. Cole estava focado exclusivamente nela, seu olhar bloqueado. Quando sua mão deslizou para Lucas, rezou para não trair seu nervosismo com agitação. Não importa o que Lucas tinha organizado, estava aqui como sua posse e não lhe traria vergonha, atuando com nada além de calma e medidas. Tudo que fizesse refletiria em Lucas. Ela o representaria em todas as coisas. Estava graciosa quando Lucas a puxou o caminho restante. A porta se fechou atrás dela e ela mal ouviu Lucas dar as instruções ao motorista. Comia Cole com o olhar. Ele se recostou contra uma das colunas que decorava a varanda, as mãos nos bolsos da calça. A pose era aparentemente relaxada porque ela podia ver a tensão em seus olhos. Podia senti-la. Deus Querido, isso era real. Estava subindo a calçada para porta da frente de Cole Madison. Estava aqui para lhe pertencer por essa noite. Talvez por toda a noite. Ela não tinha ideia dos planos de Lucas. Só que deveria entregar-se sem reservas. Borboletas flutuaram ao redor de seu estômago, mas dessa vez não eram por causa dos nervos. A excitação dançou sua passagem através de suas veias. Desejo. Luxúria. Tudo lá, apenas na ideia deste homem a possuir mesmo que por um curto período de tempo. Lucas a ajudou a subir os degraus e pararam na frente de Cole. Cole rasgou o olhar de Ren como se relutante em até reconhecer Lucas, mas ficou preso ao protocolo e tratou o homem que a possuía primeiro. “Lucas, estou feliz que você e Ren puderam fazer isso.”

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Lucas estendeu a mão e Cole a apertou enquanto os dois homens trocavam saudações corteses. Então Cole agarrou sua mão e Lucas a soltou. Uma carga elétrica chamuscou sobre sua pele assim que Cole enrolou os dedos ao redor dela. Segurou-a em um gesto formal e pressionou um beijo nas juntas. “Ren, você esta linda.” Ela corou. Realmente corou, e seu rosto ficou quente de prazer. Cole lentamente abaixou sua mão, e então apontou para porta. “Por favor, entrem.” Assim que Ren entrou, notou o conforto inato que escoava de todos os cantos. Não havia nada frio ou estéril sobre esta casa. Era quente e convidativa. Decorada e mobiliada para o conforto. Os sofás e cadeiras eram de couro suntuoso de pelúcia. A arte não era moderna, com representações inexplicáveis que só Deus sabia o que. Ao invés, era um tema rústico, tanto na decoração e esquema de cores que ela amou. Parecia — e sentia — como Cole. O Cole que ela lembrava. O Cole que ele sempre quis ser. Tristeza e pesar brotaram dentro dela. Talvez esta tivesse sido sua casa. Ou talvez ela precisasse aceitar que eles não foram feitos para ser. Para um momento se perdeu e quase foi se sentar quando Cole fez um movimento para Lucas se sentir confortável. Depois de um meio passo, congelou e foi ao invés para o meio da sala para aguardar instruções. Lucas já havia lhe dito. Esta noite ela estava ao comando de Cole. Ela olhou no caminho de Lucas, apenas insegura o suficiente para querer sua segurança. Ele lhe deu com um leve aceno. Aprovação relampejou em seus olhos, olhos que eram normalmente bem guardados na frente dos outros, mas ele sabia quando ela estava no limite.
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Cuidadosamente se virou em direção a Cole e levantou o olhar até que encontrou o dele. A intensidade em sua expressão enviou calafrios por suas costas. Foi uma sensação deliciosa saber que era caçada. Não havia como confundir o desejo nu naqueles olhos azuis brilhantes. Prendeu a respiração, de repente nervosa, tonta, ansiosa para ouvir qual seria seu primeiro comando. Cole olhou para Ren, seu peito tão apertado que ameaçava dividir aberto. Ela estava aqui. Em sua sala, sua casa, onde ela pertencia. Onde ela sempre pertenceu. Ela estava aqui, mas pertencia a outro homem, e Cole era esperado apresentar na frente dele para que pudesse ser julgado. Julgado merecedor de Ren. Inferno, isso o sugava. Ele não quis compartilhar Ren com ninguém. Ele a queria onde ninguém pudesse vê-la, onde ele poderia cobri-la com atenção. Estragá-la eternamente. As palavras de Lucas brilharam em sua mente. Ela precisava de força. Gostava das bordas duras. Ansiava por eles, precisava deles. O que quer que aconteça entre eles pelo resto de seu tempo juntos, esta noite ele teria que convencer Lucas Holt que poderia partir sabendo que Ren seria bem cuidada. “Venha para mim,” ele disse, não fazendo nenhum movimento em direção a ela. Levou muita disciplina para não cobrar mais, jogá-la sobre o ombro e levá-la para o quarto. Fodido Lucas Holt e suas expectativas malditas. Mas obrigou-se a manter a disciplina apertada que segurava em todas as outras áreas de sua vida. Aparentemente quando se tratava de Ren, tudo que sabia o abandonava. Ela o despojava nu. Ren andou com pés suaves os poucos passos para onde ele estava. Ficou tão perto que podia sentir seu cheiro. Doce, um pouco exótico e infinitamente misterioso. Seus olhares se capturaram e seguraram. Ele poderia se afogar naqueles seus olhos estranhamente coloridos de verde. “Beije-me.”
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Seus olhos se arregalaram. Ficou surpresa com seu comando. Mas com pouca hesitação, fechou a distância restante entre eles, pressionou o corpo contra o seu e se inclinou até pressionar os lábios nos dele. Ele inalou profundamente, supere o assalto em seus sentidos. Toque, olfato, paladar… Deus Querido, seu gosto. Ele segurou seu rosto entre as mãos, e então deslizou os dedos para trás até que se emaranharam em seus cabelos. Segurou-a cativa, ou talvez ela o segurasse no seu encalço. De qualquer forma ele não estava disposto a correr neste momento. Ele se alimentou em seus lábios. Absorveu sua doçura. Suas línguas se escovaram, paqueraram, retrocederam, e então corajosamente avançaram novamente. Por muito tempo, ele apenas sonhou em segurá-la novamente. De poder beijá-la e saber que ela era sua. Seus pulmões gritaram por ar, ele arrastou sua boca longe e lentamente a soltou. Ela tropeçou um pouco e ele segurou seus braços, olhando para os saltos perversamente altos que usava. Ele fez uma carranca. “Tire os sapatos antes que se machuque.” Havia uma leve diversão em seu rosto quando deslizou os sapatos foda-me e os deixou cair no chão. Como se ele precisasse dela usando esses sapatos para querer fodê-la… Era tudo no que tinha pensado nos últimos dias. “Você soa como Lucas,” ela murmurou. Ele fez uma careta, nem um pouco lisonjeado na comparação. Ela franziu um pouco a testa em retorno, preocupação piscando em seus olhos. Preocupação de tê-lo desagradado. Propositadamente endureceu suas feições, bravo por ter permitido que ela visse sua reação. “Tire a roupa. Peça por peça. Não se apresse. Você pode colocá-las sobre a mesa perto da janela.”

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Cor se apressou em seu rosto e ela olhou para baixo. Ele achou sua timidez tão cativante quanto dilacerante. Doía que a mulher que costumava se despir tão corajosamente diante dele agora estava tímida, como se ele fosse um completo estranho. Moveu-se para ela e levantou sua cabeça, o temor agora aglomerado atrás do nervosismo. Ela lambeu os lábios, pronta para expressar uma desculpa por sua hesitação. Ele podia lê-la tão bem como se já tivesse dito as palavras em voz alta. Ele simplesmente sacudiu a cabeça, e então a puxou em seus braços. Abaixou a cabeça para poder sussurrar em seu ouvido. “Não tenha medo de mim, Ren. Isso me mataria. Nunca vou machucá-la. Preferia estar sozinho com você, de forma que pudéssemos redescobrir um ao outro em particular, mas esta foi à exigência de Lucas e a única forma que eu poderia tê-la.” Ela relaxou em seus braços e esfregou o rosto ao longo de seu ombro, um movimento tão dolorosamente familiar que foi malditamente próximo de destruí-lo. Em vez de tê-la executando seu comando, começou a despi-la ele mesmo. A última coisa que queria era que ela ficasse no limite ao seu redor. Qualquer coisa que pudesse fazer para amenizar seus medos e incertezas, ele faria. Prendeu a respiração quando desamarrou seu top e o deixou isto cair. Ela foi para puxar a saia, mas ele colocou a mão sobre a dela. “Não. Deixe-me. Decidi que gostaria de fazer isso eu mesmo.” Seus dedos tremeram quando ela deixou a mão cair para os lados. Suas juntas acariciaram a suavidade de sua barriga quando abaixou a mão para segurar o cós da saia frisada. Inseguro de quem estava provocando mais, ela ou a si mesmo, avançou o material abaixo até que finalmente ondulou para o chão a seus pés. Lá estava ela, adornada apenas em lingerie preta rendada, parecendo tão sensual e extremamente bonita que ele nem conseguia respirar. Nem queria respirar. Queria apenas olhar e bebê-la até que ficasse elevado em nada mais do que ela.

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Ela ergueu o queixo, e pela primeira vez desde que a comandou, ela levantou a cabeça para olhá-lo. Estava tão excitada quanto ele. Satisfação foi uma emoção selvagem que correu por suas veias como uma droga potente. Ela o queria. Não havia como disfarçar a verdade nos olhos que nunca mentiam. “Tire a calcinha. Só a calcinha,” Cole sussurrou, mal conseguindo falar em torno do nó na garganta. Seus polegares rastrearam até que pegaram na tira fina da renda delicada. Ela fez uma dancinha com os quadris para aliviar o fragmento de material pelas pernas e ele quase engoliu a língua. Pele suave e cremosa. Pernas lisas. Quadris com curvas apenas o suficiente para ser malditamente sexy e um lugar atraente para descansar as mãos. No V daquelas pernas perfeitas tinha um pequeno triângulo de cabelo aparado, escuro e disparou sua imaginação. Ela mantinha os lábios lisos e nus como fazia quando estavam juntos? Ele nunca esqueceria a primeira vez que ela timidamente apresentou sua carne recém-depilada. Ele passara horas tocando, lambendo e a levando a orgasmo atrás de orgasmo. Pelo canto do olho, viu Lucas se mover. Apenas mudando uma perna acima da outra, mas que trouxe a realidade o batendo de volta. Total estraga prazer. Ele era esperado apresentar. Para os padrões do outro homem. O Fez querer mostrar os dentes e rosnar como um predador emitindo um desafio. Se fosse tão simples… Afastou-se de Ren, deixando-a de pé em apenas sutiã. Puxou um preservativo do bolso, ressentido com a necessidade de usá-lo. Lucas provavelmente a tinha em pêlo diariamente. Se Ren fosse de Cole, ele certo como o inferno não teria nada entre seu pau e a doçura pura de sua carne. Abaixou-se sobre a cadeira de couro sem braços e deixou as pernas abertas. Então segurou o preservativo para ela e fez sinal de vem.
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Ela veio sem hesitação e ficou diante dele, esperando sua próxima instrução. “Solte-me e me chupe duro, e então coloque o preservativo.” Seus olhos se estreitaram para meias fendas e queimaram com fogo súbito. Ele sorriu secretamente para si mesmo. Ela ainda amava quando falava grosseiro e explícito. Ela foi graciosamente de joelhos, o cabelo caindo para frente em um ombro. As mãos alisaram suas pernas, uma provocação sutil, antes de desabotoar a braguilha e lentamente baixar o zíper. Puxou sua cueca, deslizando a faixa acima de sua excitação rígida até que finalmente estava livre. Seu pau estalou fora e para o gancho quente de sua mão. Assim que ela o agarrou, ele ficou malditamente perto do desmaio. Ele lhe disse para levá-lo duro, mas a partir do momento que havia saído da porta da frente para vê-la sair da limusine, tinha estado nada além de um passeio, falando em ereção. Ela abaixou a cabeça e o enfiou suavemente na boca. Ele gemeu, não mantendo seu prazer dela. Ela fez um som de apreciação em torno da cabeça de seu pau, e então o chupou mais fundo. “É isso aí,” murmurou. “Boa menina. Isso é tão bom. Mais fundo. Agora o segure. Sim, bem assim.” Ele sentiu seu tremor ao redor dele, os sons suaves de prazer se derramando de sua garganta. Ela sempre adorava quando ele era vocal durante o sexo. Amava quando lhe dizia exatamente o que o agradava. Ele empurrou os dedos em seu cabelo, puxando os fios para trás para que pudesse ver sua bochecha inchar para fora, e então chupar ao redor de seu pênis. Seus olhos estavam semicerrados, satisfação ardendo intensamente em suas profundezas. Ele mal podia acreditar que ela estava aqui, entre seus joelhos, sua boca ao redor dele. Eram as cenas de seus sonhos guardados mais profundos, aqueles que não admitiam para si mesmo na luz do dia, mas que esperava ansiosamente a cada e toda noite.

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Deveria irritá-lo ou de alguma forma fazê-lo parecer muito mais jovem e menos amadurecido que seus trinta e poucos anos que para todos os propósitos práticos ele ansiava por esta mulher por dez anos. Mas tudo que conseguia pensar era que, finalmente, finalmente ela estava aqui, com ele, onde ela pertencia. Ele apertou a pressão em seu cabelo, e então suavemente os puxou através dos fios para que se espalhassem em sua mão como um céu da meia-noite. “Você decide quando for suficiente,” disse em voz baixa. “Depois de colocar o preservativo, quero que me escarranche e me leve dentro de você. Se não estiver pronta, diga-me para que eu possa melhor prepará-la.” Ele mal podia esperar para tê-la nos braços. Toda sua. Montando-o, seu pau embutido profundamente em seu corpo, os braços cheios dessa mulher luxuriante, linda. Ela o trabalhou dentro e fora de sua boca por mais alguns segundos, e então cuidadosamente aliviou os lábios sobre a coroa e então recuou, deixando seu pau liso e brilhante com sua saliva. Ela abriu o preservativo e habilmente o rolou abaixo por seu comprimento rígido e ele a observou, odiando cada centímetro do látex quando o embainhou. Então, levantou-se, de pé diante dele em apenas o sutiã perversamente sexy, que mal cobria os topos de seus mamilos. Estendeu as mãos para tomá-la e ajudá-la a se posicionar montada. Ela acomodou-se sobre seus joelhos em ambos os lados de seus quadris, e então estendeu a mão para seu pau. Ele sacudiu a cabeça e empurrou seu braço para cima. “Coloque suas mãos em meus ombros e segure.” Ele alcançou para colocar seu pau em sua abertura, esfregando-o de cima a baixo de sua fenda para provocá-la. Ela soltou um pequeno suspiro e fechou os olhos brevemente. “Abra os olhos,” disse no mesmo tom medido que tinha usado com ela até agora. “Quero vê-la quando me deslizar em você, Ren. Quero que me veja e saiba quem está dentro de você.”
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“Eu sei,” ela sussurrou. Ele sorriu. Ele aliviou seus quadris para cima um pouquinho para que só a cabeça de seu pênis ficasse hospedada dentro dela. Então, encontrou seu olhar e emitiu o próximo comando. “Leve-me.” Seus olhos se arregalaram, as pupilas chamejaram. Um tremor a atravessou e seus dedos se apertaram em seus ombros. “É isso mesmo, Ren. Quero que você me foda. Haverá bastante tempo para eu fodêla. No momento quero que você me monte.” Ela soltou um pequeno choramingo quando começou a descer. Abrindo-se em volta dele, e ele soltou um gemido estrangulado quando o cercou em sua luva quente e aveludada. Ele moveu as mãos para os quadris deliciosos e alcançou para segurar sua bunda. Apenas a quantia certa de suavidade nas bochechas. Forma correta. Firme e ainda luxuriosa. Sim, ele era um homem de bunda. Admitia isso. Mas suas pernas estavam muito perto do segundo lugar. Especialmente naqueles sapatos sexy-como-o-inferno. Estava determinado a fodê-la naqueles sapatos em uma data posterior. Apenas os sapatos e um sorriso. Ele se ergueu, ajudando-a a empurrar para cima até que seu pau estava quase livre, e então a abaixou de volta até que estava mais uma vez cercado por seda líquida e quente. O sutiã de renda preto o estava atormentando. Encarando-o no rosto, os topos de seus seios carnudos acima dos semicopos quase mostrando seus mamilos. Quase. E era o que o estava matando. Ele colocou os braços ao redor dela e deslizou as mãos até o alto das costas para o gancho do sutiã. Em um único movimento os estalou e o sutiã ficou livre. Alcançou acima, puxou as mãos dela de seus ombros só o tempo suficiente para livrá-la do sutiã, e então olhou avidamente nas ondas rechonchudas e os mamilos escuros que estavam tão rígidos que tinham se enrugado apertados em pequenas contas.

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“Ofereça-me seus seios,” disse. “Segure-os e os guie para minha boca. Quero saboreá-los.” Ela estremeceu novamente e apertou o cerco contra seu pau, enviando um espasmo de prazer em sua virilha. Então, ela soltou as mãos de seus ombros e segurou os seios fartos em suas palmas. Acariciou os mamilos com as pontas do polegar e depois se debruçou adiante, oferecendo-o um, segurando-o provocantemente perto de seus lábios. Em vez de tomá-lo em sua boca, ele sacudiu a língua e lambeu o broto. “O outro agora,” ele disse roucamente. Ela se moveu perto e o outro estava lá para ele tomar. Dessa vez, pastou o ponto com os dentes e beliscou brincando até que ela fez outro som que beirava o desespero. “Peça-me para chupá-los.” Ela engoliu em seco, mas depois disse em uma voz que era pouco mais que um sussurro, “Chupe meus mamilos, Cole. Por favor.” “Mais alto. Não posso ouvi-la,” Lucas disse. A cabeça de Ren se arrebatou e ela se virou na direção de Lucas, os olhos arregalados e culpados. Cole amaldiçoou a intrusão do outro homem, mas talvez tivesse sido intencional. Uma lembrança de sua presença. Lançou um olhar fulminante na direção do outro homem. Não tinha apreciado a interrupção. Contanto que ele pudesse ouvir Ren, não dava uma merda se Lucas podia ou não. Ela não estava fodendo Lucas. Ela estava fodendo Cole. Então Lucas se levantou e andou em direção à cadeira onde Cole se sentava com Ren o montando. “Diga-me, Madison. Você prefere sua boceta ou seu rabo pelo próximo pouco tempo?”

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Capítulo 14
O que Cole queria fazer era dizer a Lucas para se foder. Isso não fazia parte do acordo. Até onde Cole tinha entendido, ele deveria observar. Nada mais. E então fazer uma retirada tranquila deixando Ren para ele pelas próximas duas semanas. E não era que Cole não teve um trio aqui e ali, mas era, sem dúvida, seu método menos preferido de liberação sexual. Simplesmente não compartilhava bem. Podia ver a atração. Tinha entendido quando se juntou a Micah para fazer sexo com sua submissa, Angelina. Angelina tinha sido uma exceção para Cole. Mas a ideia de compartilhar Ren o fazia ficar todo irado e possessivo e toda uma série de outras coisas que realmente não queria examinar muito de perto. Lucas encontrou seu olhar e calmamente o olhou de volta. Havia algo nos olhos do outro homem que dizia a Cole que ele precisava ir junto. E Lucas não empurrou. Não insistiu. Nem tentou assumir o controle e ordenar Cole ao redor. Bem, porque se tivesse, teria sido tudo. Teria jogado o homem para fora e então levado Ren até sua cama, onde a teria mantido amarrada pelos próximos vinte anos ou mais. Não, Lucas não estava sendo insistente em nada. Mas sua expressão disse a Cole para não desafiá-lo nesse assunto. Inferno. A ideia de rolar e ir junto apenas o deixava puto. Lembrando também que Lucas disse que Ren tinha exigentes padrões… Bem, talvez fosse algum teste de merda que ele tinha que passar para que Ren aceitasse essa coisa toda. Nesse caso, ele engoliria um monte de pílulas amargas se significasse ter Ren. “Desde que já estou no fundo até as bolas em sua boceta, acho que tomarei sua bunda,” Cole disse com voz arrastada. “O que você tem em mente, exatamente?”

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“Vai exigir que fique perto e pessoal comigo e certas partes de minha anatomia,” Lucas disse preguiçosamente. “Acha que pode lidar com isso?” “Se eu estiver na bunda de Ren, realmente não dou uma merda para o que você estiver fazendo no momento,” Cole retornou entre os dentes cerrados. Inferno, Lucas era bissexual? Porque nesse caso, isso não iria funcionar muito bem, no mínimo. Tinha visto bastante pau. Não o incomodava. Podia até apreciar o corpo de outro homem com o melhor deles. Mas o apreciava melhor quando estava fodendo com os miolos de outra mulher de fora e ele podia ver. Sim, ele apreciava esse tipo de pau. Mas não significava que o queria em nenhum de seus orifícios. Lucas parecia divertido, quase como se estivesse fazendo de propósito para foder com sua cabeça. Cole não achou graça. Só queria que Lucas saísse já. “Ren, desça no chão, ombros abaixo e coloque as pernas para cima no colo de Cole,” Lucas ordenou. As sobrancelhas de Cole subiram, pois não estava conseguindo uma imagem muito boa de como esta posição iria funcionar, mas ainda conseguiu intrigar o inferno fora dele. Ren levantou-se, liberando o pau de sua boceta. Seu pênis sinalizou para cima, tentando o seu melhor para voltar para dentro dela. Ainda escarranchando seu colo, ela agarrou suas mãos e apertou-as firmemente. “Leve-me para baixo,” ela disse. Ainda não tendo certeza exatamente do que ela estava fazendo, fez como pediu e a segurou firme enquanto se curvava para trás e deslizava de cabeça no chão, até que seus ombros encontraram o tapete. Suas costas descansaram entre suas coxas contra a cadeira, e sua bunda… Bem, estava na posição perfeita. Agora ele estava recebendo a ideia. Lucas pegou suas pernas e alavancou-a de volta em direção a ele, o que só deu a Cole uma visão muito melhor, sem mencionar o acesso, ao seu pequeno e apertado rabo.

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Lucas plantou os pés em cada lado da cintura de Ren e se acomodou. Apalpou sua braguilha, liberando seu pau com um puxão impaciente. Foi para cima e sobre sua abertura, deslizando-se para casa em uma forte punhalada. Puta merda, mas parecia quente. Lucas silenciosamente lhe entregou um tubo de KY, e Cole não perdeu tempo para aplicar uma quantia generosa em sua ereção coberta com o preservativo. Alavancou-se de forma que o pênis se enfiasse em seu pequeno buraco, mas hesitou, olhando de volta para Lucas. Ambos eram homens grandes. Ela era uma mulher pequena. Com Lucas já recheado apertado em sua boceta, sua bunda estava parecendo menor o tempo todo. “Não quero machucá-la.” “Você acha mesmo que por um minuto eu faria qualquer coisa para prejudicar Ren?” Lucas perguntou calmamente. Não havia raiva. Sem ego. Sem orgulho ferido. Apenas uma pergunta simples que ele obviamente não esperava uma resposta. Cole pressionou abaixo, fechando os olhos na sensação primorosa da carne se abrindo ao redor dele e o arrastando mais fundo. Inferno santo, ela estava apertada. Suas mãos cobriram as bochechas rechonchudas de sua bunda. Juntando-as em suas palmas, apertou e massageou enquanto se empurrava mais duro. Depois de um momento onde seu corpo lutava pela invasão, ela se abriu ao redor dele e ele deslizou todo o caminho para dentro. “Agora fode ela,” Lucas disse. “Eu não tomo direções de você,” Cole rosnou. “Você faz até que eu lhe dê a seus cuidados,” Lucas disse baixinho. “Agora fode ela. Mostre-a as arestas duras agora que já viu as mais suaves. Dê-lhe o que ela quer Madison.”

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Querendo apenas se livrar do outro homem tão rápido quanto possível, Cole concordou com o pedido. Começou a mergulhar no cu de Ren, enquanto Lucas montava sua boceta com golpes rápidos e impiedosos. “Ela não goza,” Lucas disse enquanto se moviam em uníssono. “Não ainda. Não até que eu faça. Quando acabarmos, será somente você quem lhe dará o prazer que ela merece.” Um pouco da irritação de Cole se aliviou. Estava começando a perceber que se tratava de algum ritual. Um que ele não entendia completamente, mas era um rito de passagem, todavia. Lucas tomava sua responsabilidade para com Ren seriamente. Mesmo agora ele a estava facilitando no comando de Cole. Como ele podia simplesmente ir embora o intrigava, mas, novamente, Cole também tinha ido embora uma vez, assim não tinha nenhum direito de julgar o outro homem. Especialmente quando ele tinha interesses no coração de Ren. Por vários minutos, empurraram implacavelmente. Fodiam sem piedade e ela parecia amar cada momento disso. Ela alternava entre apertados pequenos Choramingos, gemidos suaves de prazer e gemidos de frustração quando seguraram seu orgasmo à distância. O rosto de Lucas cresceu mais tenso, e então raspou fora para Cole, “Retire-se.” Sem contemplar o porquê, Cole deslizou fora de seu buraco. “Segure-o aberto,” Lucas disse. Cole agarrou as bochechas da bunda dela e as espalhou, de forma que seu buraco ficasse aberto, distendido de sua possessão áspera. Então Lucas puxou fora de sua boceta e circulou seu pau com a mão, arrancando movimentos curtos e rápidos. Porra jorrou em sua bunda, a maior parte escorrendo em seu buraco. Dirigiu mais dois fluxos e então deslizou rapidamente de volta em sua boceta, empurrando enquanto continuava a gozar dentro dela. “Agora fode ela,” Lucas disse roucamente.
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Cole entendeu que isso era simbólico. Uma espécie de marca. Lucas marcando-a como sua da forma mais íntima que podia, antes de lançá-la ao comando de outro homem. Estranhamente o despertou e incrivelmente o excitou no pensamento de forçar a porra do outro homem em seu corpo com seu pau, Cole se posicionou, e então mergulhou fundo, empurrando o líquido bem no fundo dela. “Agora você goza,” Lucas disse enquanto suas punhaladas diminuíam. Cole não precisava ser persuadido nesse departamento. Já estava tão no limite que o toque mais leve o mandaria espiralando ao abismo. Ele moeu sua mandíbula apertada, e então bateu nela. Meia dúzia de castigadas punhaladas e estava gozando e gozando até que pensou que explodiria a cabeça de seu pau logo após. “Puxe-a, mas permaneça dentro dela enquanto faço minhas despedidas,” Lucas disse baixinho. Quando Cole cumpriu e puxou Ren para se sentar em seu colo, seu pau ainda preso bem no fundo de seu buraco, seus olhos estavam arregalados com alarme. E pânico. Ela olhou desesperadamente para Lucas por cima do ombro, e ficou óbvio que ele não tinha lhe contado de seu acordo com Cole. Ou pelo menos não todo ele. Cole jurou baixinho. Ren olhou para Lucas, certamente não tinha ouvido corretamente. Fazer suas despedidas? O que isso significava exatamente? Ela não ousou se mover. Não ousou pular do colo de Cole quando teve o desejo súbito de fazer. Ela esperou. Morrendo um pouco mais a cada respiração. Lucas se moveu para seu lado, então se inclinou e segurou seu rosto em suas palmas. Seu toque era perfeitamente gentil, assim como sua expressão quando baixou a boca para escovar em seus lábios. “Você obedecerá Cole como me obedece. Vai agradar Cole como me agrada. Em duas semanas voltarei para você.”
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Ela fechou os olhos contra a punhalada súbita de dor. Mas ele beijou cada pálpebra fechada e sussurrou uma ordem para ela olhar para ele. Suas pálpebras se abriram e ele acariciou o polegar sobre a maçã de seu rosto. Cuidadosamente, desfez o gancho de seu colar de platina até que se soltou e caiu em sua mão. Oh Deus, não, ele não faria. Ele não podia! Ela o olhou em choque quando ele puxou o colar de seu pescoço. Medo e incerteza a agarrando. Era pior do que qualquer chicote ou pá. Sentiu-se nua e tão vulnerável. Despojada. Já não tinha o sinal tangível de sua propriedade. Ele se virou para endireitar a roupa e sua aparência. Seu coração disparou e revirou, batendo dolorosamente contra seu peito. Ela prendeu a respiração até que se sentiu tonta. Não vá. Ela queria dizer isso em voz alta, mas ao invés mordeu o lábio até sentir o gosto de sangue. Foi como reviver o dia em que Cole se afastou dela tudo de novo. Não tinha percebido o quanto ainda podia se machucar quando viu Lucas se afastar dela sem sequer olhar para trás. Ele tinha se cansado dela? Era essa sua forma de garantir que estaria bem cuidada? Dando-a para um ex-amante que professara ainda ter sentimentos por ela? Lucas se incomodaria mesmo em retornar em duas semanas, como havia prometido, ou era tudo um pretexto para evitar uma separação desconfortável? Somente quando ele saiu da sala deixou uma lágrima se deslizar por seu rosto. Sua respiração apertando dolorosamente em seu peito. Cole amaldiçoou baixinho e os braços vieram em torno de seu corpo, puxando-a contra o peito. Abraçou-a, seu calor a envolvendo. E descansou o rosto contra a lateral de sua cabeça, e então, cuidadosamente se retirou de seu corpo.

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Ela estremeceu quando ele saiu de sua bunda. Seu desejo tinha escapado no momento em que Lucas tinha mencionado a palavra despedida. Ela estava congelada, pega em um terreno baldio. Não queria estar fazendo sexo com Cole. Queria estar com Lucas. Queria que ele fosse o único a cuidar dela e dominá-la. Gentilmente, Cole a virou em seus braços e depois a embalou perto, a mão alisando seus cabelos. Ele não disse nada. Simplesmente a segurou, o queixo descansando em cima de sua cabeça. “Sinto muito,” ele disse simplesmente. “Nunca tive a intenção de lhe fazer mal.” Não, ela sentiu que ele estava tão fora de si quanto ela com a partida súbita de Lucas. O que ela não sabia era se isso era um acordo predeterminado ou se Cole estava só aborrecido com a forma como Lucas lidou com isso. De qualquer forma, ela agora pertencia a outro homem pelas próximas duas semanas, e no fundo, ela temia que Lucas não voltasse para ela. Nunca.

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Capítulo 15
Agora que Lucas tinha partido, Ren sentiu o constrangimento descer. Não estava certa do que deveria fazer. Como deveria se sentir. Era uma pessoa franca, direta, mas agora, a última coisa que queria era discutir seus sentimentos. Preferia beber ácido. Já podia se sentir se desfazendo. Os limites pareciam se desintegrar. Ela odiava esse sentimento. Não sentia esse tipo de sensação deste que fugira de sua relação passada e tinha estado tão desesperada para restabelecer os seus parâmetros. Sua rede de proteção. Oh Deus, e se ele não voltasse? E se, assim como Cole, decidisse simplesmente ir embora? E então a voz de Cole. Cortante. Fina como um chicote. Viva. Cortou em seus pensamentos dispersos e a estalou para consciência. “Levante-se.” Ela piscou, mas se apressou para fazer sua licitação. “De joelhos.” Ela caiu de joelhos e soltou seu olhar para o chão. “Olhe para mim.” Ela ergueu o queixo o suficiente para que pudesse olhar em seus olhos. Ele a olhou de volta. Duro. Determinado. “Quem é o dono de você agora, Ren?” “Você é.” ela disse calmamente. “Então vamos estabelecer algumas coisas.” Ela ficou tão grata que as lágrimas nadaram em seus olhos. Ele saberia o quanto precisava disso? Precisava dessa direção. Desse foco. Precisava da disciplina. Precisava dele para ser firme, porque se ele fosse gentil agora, ela desmoronaria.

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Ela queria a segurança e a confiança de seu domínio. Precisava desesperadamente restabelecer os limites e saber o seu lugar. Ele se levantou, e descascou o preservativo de sua ereção amolecida. Atravessou a sala, deixando-a ajoelhada na frente do sofá. Depois de dar fim ao preservativo, colocou-se de volta em suas calças, e então ficou lá, seu olhar se arrastando sobre Ren. Era como se a acariciasse com a mão. “Vá para o meio da sala e se ajoelhe.” Ela se levantou e foi em pernas instáveis para o centro, e então se abaixou de volta para a área sobre o tapete de pelúcia. Ocorreu-lhe que ele não queria que se ajoelhasse no chão de madeira como tinha estado. Um pouco de seu pânico e ansiedade diminuiu. “Pelas próximas duas semanas, você pertence somente a mim, Ren,” Cole disse em uma voz tranquila e firme que enviou calafrios através de sua espinha. Havia aço naquela voz. Uma promessa de escuridão que a excitava e a reassegurava ao mesmo tempo. “Você fará o que eu mandar sem hesitação. Seu corpo é meu. Você é minha. Entendido?” “Sim,” ela sussurrou. “Você responderá algumas perguntas para mim, e então discutiremos suas acomodações aqui, como também minhas expectativas.” Ela acenou sua aceitação. “Você e Lucas usam uma palavra segura?” “Fizemos no início.” “E agora, não?” Ela sacudiu a cabeça. “Eu confio nele. Ele me conhece melhor do que eu me conheço. Eu ainda poderia usá-la. Quero dizer, não é que ele ignora. É só que eu nunca tive que fazer.” “Você deve escolher uma comigo.”

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Seu coração torceu. Sua mente se rebelou. Logicamente ela entendia e até mesmo abraçava a necessidade de uma. Cada vez que havia começado uma nova relação, os limites sempre foram definidos. E uma palavra segura tinha sido estabelecida. Cole e Lucas foram os dois únicos homens que ela sempre confiara completamente, porém, e algo dentro dela rejeitava a ideia de que mesmo agora Cole de alguma forma poderia machucá-la. Ela o olhou mais fundo, estudando o conjunto firme de sua boca e o intenso azul de seus olhos. “Foi um acidente, Cole,” ela quietamente ofereceu. “Sei que nunca me machucaria.” Ele vacilou. Então se recuperou e sua mandíbula se apertou como se ela o tivesse irritado. “Você é uma tola se confiar em mim tão cegamente. Não sou o mesmo homem, Ren. Sou um inferno de muito mais duro.” “Bom.” Sua testa franziu. Tinha ficado surpreso com sua resposta. Ela ergueu o queixo. “Não quero fácil. Nunca quis fácil.” Por um momento ele não disse nada. Então fechou a distância entre eles até que ficou um mero pé longe, olhando para ela de sua altura imponente. “Sua palavra segura, Ren. Escolha ela agora.” “Lucas.” A palavra caiu entre eles, e o quão apropriado à palavra segura era. Era um nome que nunca invocaria com Cole, a menos que estivesse em seu limite máximo. Também era o nome do homem com quem se sentia mais segura. Ela viu sua percepção de que se alguma vez usasse sua palavra segura que seria o mesmo que ir embora — ou melhor, correr de volta para Lucas. Os olhos de Cole cintilaram em compreensão e jurava que viu um flash de aprovação.

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“Inteligente,” ele disse, confirmando suas suspeitas. “Muito bem. Lucas será sua palavra segura.” Ele tocou seu rosto, correu o polegar sobre sua bochecha, e então deixou a mão cair. “Você está mais bonita do que nunca. Tão linda quanto era como uma menina, você cresceu ainda mais atordoante como uma mulher.” Calor subiu por suas veias em sua sinceridade e franca avaliação. “Você passará todos os minuto das próximas duas semanas comigo. A única exceção será os momentos em que trabalhar. De manhã, vou te mostrar o espaço que destinei para seu uso. Lucas disse que vai providenciar a entrega de suas coisas.” Em vez de ficar feliz na premeditação de Lucas, ficou apenas mais convencida de que ele pretendia que este fosse seu adeus. Tristeza rastejou em seu peito até que cada respiração doía. “Você não usará o trabalho para me evitar, porém,” Cole adicionou suavemente. “Você dorme comigo. Você come comigo. Você vai aonde eu vou. Entendido?” Ela acenou sua conformidade. “E o mais importante, Ren. Você será honesta comigo em todas as coisas.” “Não tenho nenhuma razão para mentir.” “Você pode subir. É tarde e você parece cansada e chateada.” Ficou chocada que ele pudesse ver tão claramente através dela depois de apenas alguns momentos de estar com ela. Não tinham estado juntos em anos. Naquela época, absolutamente. Cole sempre tinha sido perito em ler os seus humores, em saber o momento que algo estava errado ou se ela simplesmente não estava sentindo como ela. Muito parecido com Lucas agora. Tudo começou com Cole. Ela se levantou, mas não se moveu em direção a ele. Ela ficou de pé, nua e vulnerável, suas emoções e senso de lealdade dividida e dispersa como peças de um quebracabeça.
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E então ele conseguiu pegá-la desprevenida novamente. “Beije-me, Ren.” Havia uma captura estranha em sua voz. Um fio de ternura que ressaltava o comando. Foi à dor leve em seu tom que cortou seu coração. Moveu-se para ele, pressionando-se perto de seu corpo, e então se levantou na ponta dos pés para enrolar os braços ao redor de seu pescoço. Ela poderia beijá-lo absolutamente sem tocá-lo ou segurá-lo, mas tal beijo seria impessoal. Frio. Sem coração. Não importa que tivesse sido há tantos anos. Ou que ele a machucara insuportavelmente saindo de sua vida. Não poderia fingir que ele não significara o mundo para ela ou que ela ainda não lutava contra seus sentimentos por ele. Vê-lo novamente a instabilizou. Tinha seguido em frente, tanto que pensou que tinha sido enterrado para sempre. Lucas sabia disso. Ele viu e reconheceu, até quando Ren não. Ele sabia o que Cole significara para ela e o que poderia significar agora, e então tinha lhe dado a um homem que ela uma vez amara — talvez ainda amasse. Pressionou os lábios na linha firme da boca de Cole e suspirou quando a familiaridade do gesto trouxe velhas memórias rugindo de volta. A princípio, se preocupou que tivesse feito algo de errado, pois ele ficou tão quieto. Ela não podia sequer senti-lo respirar. Quando começou a se afastar para ver sua reação, seus braços vieram à sua volta, e ele a arrastou contra ele. Uma mão deslizou sobre a curva de seu bumbum e segurou uma bochecha. A outra se emaranhou em seus cabelos e apertou sua cabeça, segurando-a no lugar enquanto mergulhava a língua em sua boca. “Ren.” Seu nome escorregou de seus lábios, foi engolido por ela, mas ela o ouviu, e o sentiu toda distância até sua alma. Foi o mais tenro dos carinhos. Aquela simples palavra, rasgada de sua garganta, lhe disse mais do que cem outras que ele tinha sentido sua falta. Que ele tinha doído por ela, que ele ainda doía por ela.
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“Segure-me.” Dessa vez o pedido veio dela. Não era uma ordem. Era um apelo suave, um que ela não tinha o direito de pedir. Ele não tinha esboçado completamente suas expectativas sobre ela, mas se derramou fora dela. Até que disse, ela não tinha ideia do quanto queria e precisava. Ele não emitiu nenhuma reprimenda. Nenhuma lembrança de sua autoridade ou seu controle sobre ela. Ao invés, simplesmente a pegou em seus braços, segurando-a como se fosse preciosa e frágil. Enquanto ele olhava em seus olhos, se virou e saiu da sala. Subiu as escadas e ela enterrou o rosto em seu pescoço, inalando seu cheiro, permitindo que seu calor e força a envolvesse. Entraram em um quarto imenso que tinha que ser a suíte principal. Ele apertou um interruptor com o cotovelo quando passou pela porta e a luminária no canto se acendeu, lançando um brilho ofuscante sobre o quarto. Perfeito. Não muito brilhante, mas o suficiente para que não ficassem envoltos na escuridão. Quando chegou à cama enorme no centro do quarto, gentilmente a baixou para o colchão de pelúcia. “Fique confortável,” ele disse em voz baixa. “Assim que me despir, virei para cama. E vou segurá-la como você me pediu.”

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Capítulo 16
Ren viu Cole desaparecer no banheiro, e então se deslizou sobre a cama, escavando a cabeça em um dos travesseiros. Olhou em branco através do quarto, enquanto tentava processar tudo que tinha acontecido esta noite. Agora que a dor inicial e confusão tinham passado, estava com raiva. Como Lucas pôde fazer isso com ela? Sem aviso? Oh certo, ele lhe disse que estaria fazendo sexo com Cole minutos antes de chegarem a sua casa, mas não disse nada sobre deixá-la com Cole. Ela se sentiu traída e essa traição machucava mais do que poderia ter imaginado. Brevemente cruzou sua mente que ela não devia nada a Lucas, que sua deserção não lhe dava nenhuma razão para obedecer a sua ordem de permanecer com Cole por duas semanas, tempo que Lucas poderia ou não retornar. Mas ao mesmo tempo, não podia se fazer acreditar que Lucas tivesse feito isso para magoá-la. Se ele quis ou não, o resultado tinha sido o mesmo. Mas ela não podia se ajudar, mas achava que ele tinha apenas seus melhores interesses no coração. Ela suspirou e fechou os olhos. Depois de um ano se sentindo tão… forte. Reconstruída. Segura e confortável em sua pele novamente. Agora se sentia a deriva e odiava não saber o seu caminho. Era uma pessoa que tinha um grande conforto na rotina e ritual. Seu senso de auto e sua confiança tinham tomado uma surra em sua última relação. Tinha partido antes que danos irreparáveis fossem feitos, mas ainda tinha levado tempo para escapar dos efeitos. Não queria voltar para lá. Nunca. Era mais forte do que aquela mulher tinha sido. Mas agora, Lucas testaria a força que ela tinha trabalhado tão duro para construir.

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A cama imergiu e seus olhos se abriram de repente. Tinha estado perdida em seus pensamentos nem sequer tinha percebido que Cole havia retornado. Tal desatenção só ganharia sua censura. Mas ele não a chamou por isso. Meramente deslizou os braços ao redor de seu corpo e a puxou até que suas costas estavam coladas contra seu peito. “Você pode falar comigo, Ren.” Ela ficou quieta por um momento, enquanto suas palavras lavavam sobre ela. Era como se os últimos anos tivessem derretidos e eram jovens novamente. Inseparáveis. Definidos para conquistar o mundo, de mãos dadas. Ren e Cole. Oh Deus, ela não poderia lidar com isso sem quebrar. Virou-se em seus braços e se agarrou nele enquanto enterrava o rosto em seu peito. Lágrimas quentes se derramaram por suas bochechas e sobre sua pele nua. Ele a trancou para ele, segurando-a firmemente, uma perna lançado possessivamente sobre ela, como se a protegendo do mundo. Era uma afirmação clara. Nada pode machucá-la aqui. Era um gesto tão familiar que enviou uma onda fresca de dor por seu coração. “Como ele pôde fazer isso?” Ela sussurrou. Cole beijou sua testa enquanto arrastava os dedos por seus cabelos. “Como ele pôde simplesmente ir embora? Especialmente quando sabe o quanto doeu quando você fez o mesmo?” Cole ficou tenso. Sua mão ficou imóvel contra sua cabeça e seu queixo que descansava contra sua testa se moveu quando ele se afastou. Então ele suspirou. “Ren, você não pode esperar que eu defendesse o filho da puta. Nunca fiz nenhum segredo de que a quero.” Ela se levantou em um cotovelo e olhou nos olhos de Cole. Enxugou irritadamente as lágrimas, impaciente e brava por permitiu que ele visse como estava devastada.

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“Diga-me, Cole. Você alguma vez teria me dado a outro homem? Você alguma vez teria me trazido para casa de outro homem e dito aqui, ela é sua, eu voltarei em duas semanas?” “Venha cá,” ele disse calmamente, puxando suas costas para ele. Deixou a mão vagar por seu quadril e pela perna, antes de acariciar seu caminho de volta para o ombro. “Eu não posso professar saber o que Lucas estava pensando. Não conheço o homem. Você o conhece um inferno de muito melhor. Não posso reunir a mesma indignação que você, porque eu consegui exatamente o que quero. Você.” “Você alguma vez faria o que ele fez?” Ela persistiu. “Inferno não. Mas talvez eu seja um bastardo egoísta mais do que ele. Talvez ele sente como se estivesse fazendo o que é melhor para você. Eu, por outro lado, iria ao inferno e voltaria antes de alguma vez te dar de boa vontade a outro homem. Eu te deixei ir uma vez, Ren. Se você acha que eu vou simplesmente recuar e deixá-la ir embora dessa vez, você está muito enganada. Vou lutar com tudo que tenho.” As palavras determinadas deslizaram nas pequenas rachaduras de seu coração como álcool sobre um corte. “Ele não lutou por mim,” ela sussurrou. “Ele só me deixou ir. Como você fez antes.” “Eu não estou deixando você ir agora, Ren. Estou aqui. Você já considerou que Lucas está simplesmente lhe dando espaço para que você possa fazer uma escolha? Ele rachou minha bunda para lhe dar qualquer crédito, mas acredito que ele só quer que você seja feliz. Ele, malditamente certo, não a deu para mim porque sente qualquer carinho por mim.” Ren puxou a cabeça para trás novamente, e então alcançado para tocar o rosto de Cole. Traçou sua estrutura óssea e emplumou a ponta do dedo sobre a boca. “Sim, ele me deu a você por duas semanas. Sabe que eu te amei. E quer que eu faça uma escolha? Já ocorreu a qualquer um de vocês que não importa quem eu escolha que eu ficaria arrasada?”
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Cole fez uma carranca. “Sinto-me manipulada, Cole. Sinto como se estivesse sendo informada de que isso deveria ser fácil. Estive com Lucas por um ano. Confio nele tanto quanto confiei em você quando estávamos juntos. Amei você com todo meu coração. Fiquei arrasada quando você me deixou. O que Lucas e eu temos é indefinível. O que você e eu tivemos era igualmente indefinível. Tenho que passar duas semanas com você e então alegremente escolher entre dois homens quem significaram mais para mim do que qualquer outro homem com quem já tive uma relação?” “Não posso mantê-la aqui contra sua vontade,” Cole disse calmamente. “Não vou pará-la se sair pela porta.” Não era o que ela esperava que ele dissesse. Seus ombros caíram como balões esvaziados. Ela rolou de costas para olhar para o teto. Ele colocou a bola na sua quadra. Era verdade. Ela poderia dar todo o poder na relação para um homem, mas era sua escolha. “Faça sua decisão, Ren. Vou te dar esta noite para lidar com sua perturbação. Vou esperar sua decisão pela manhã. Se escolher ir, eu terei certeza que chegue onde quiser ir.” Ela alcançou para tocar em seu pescoço, onde o colar tinha descansado pelo ano passado. Os dedos tremiam contra a pele nua. “E se eu ficar?” “Se você ficar, você se submeterá a mim. Sem reservas. Sem perguntas. Você será minha pelas duas semanas inteiras.” “E o que então?” Ele rolou para o lado de forma que a enfrentasse. Ela olhou e viu a intensidade refletida naquelas piscinas azuis. “Então você terá uma decisão a tomar.”

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Capítulo 17
Cole não fez nenhum movimento em direção a ela, embora tivessem dormido na mesma cama. Não fez nenhuma exigência dela. Na verdade, ele nem sequer tentou tocá-la. Depois que lhe disse que ela tinha que tomar uma decisão, simplesmente rolou e desligou a luminária, e então se acomodou para dormir. Ela, por outro lado, ficou acordada, olhando para escuridão, enquanto contemplava suas circunstâncias. Estava completamente confusa pelo rumo dos acontecimentos. Quando Lucas pela primeira vez lhe disse que estava lhe dando a Cole, suas emoções ficaram em um redemoinho. Nada tinha estado certo desde a noite na Casa quando Cole veio de volta em sua vida. Era difícil ver o passado, sua mágoa e traição, mas depois de uma noite inteira olhando para o teto, estava começando a perceber o que Lucas deveria ter visto nela. E por que tinha tomado àquela decisão. Lucas não era do tipo que exige atenção. Ou lealdade. Se você está com ele, sim, absolutamente ele esperava seu foco inteiro, sua lealdade e obediência. Mas não a faria fazer qualquer coisa que não se comprometera. Ele sabia o que o reaparecimento de Cole fez para ela. Sua distração não o teria agradado. O que a surpreendia mais foi a forma como ele lidou com isso. Com tanta gentileza e compreensão. Ele não estava com raiva? Estaria com medo de perdê-la? Ou estava resignado? Ou ele sequer se importava com o resultado? Ou teria ele, como Ren temia, simplesmente decidido que estava na hora de seguir em frente?

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E se fosse esse o caso, por que ela estava gastando tanta angústia mental com sua deserção? Porque você o ama. A admissão a assustou. Não tinha se permitido amar ninguém mais desde Cole. E não foi porque Cole a tinha arruinado para os homens para sempre, e blá, blá, blá. Esteve com vários homens desde Cole. Os homens que a satisfizeram. Os homens que não tinham sequer chegado perto. A mistura habitual de vencedores e perdedores na vida de uma mulher. Era só que ninguém a tinha conhecido como Cole. Ninguém tinha conseguido chegar dentro do seu coração como Cole. Não até Lucas. E ela nem tinha certeza se ele tentou. Ele acabou de fazer. Ele a pegou. E se ela amava Lucas, o que agora estava quase certa que sim, por que ver Cole novamente a colocara em tal parafuso? Porque você o ama também. Ou pelo menos amava o homem que Cole tinha sido. Amava a memória de quem ele tinha sido e o que significou para ela. Quem poderia dizer que ele ainda era o mesmo homem? Quem poderia dizer que ele não era ainda melhor? Lágrimas de frustração bateram em suas pálpebras. Tinha gastado mais emoção nos últimos dias do que em anos. Sempre tinha sido cuidadosa para manter-se firmemente sob controle. Tranquila. Medida. Não gostava de se sentir perturbada e fora de controle. Ela entendeu — ou pelo menos pensava ter entendido — a decisão de Lucas agora. Ele queria que ela enfrentasse seu passado. Queria que lidasse com a questão de Cole antes de poder avançar. Com Lucas. Era isso ou ele tinha aproveitado a oportunidade para se certificar de que Ren seria bem atendida antes de seguir em frente como tinha feito em tantas outras relações.

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Ela não sabia ao certo o que sobre Lucas o tornou impossível de se comprometer em uma relação de longa data. Ele tinha deixado claro para ela desde o início que seu arranjo não era permanente, que não poderia ser. Mas como o tempo passou e ele parecia satisfeito, tinha apagado de sua mente que o acordo era temporário. Tinha desapontado seu protetor. Permitiu-se se apaixonar por um homem que não poderia ter. Estúpida. Virou-se ligeiramente para olhar a parte de trás da cabeça de Cole quando a luz pálida suavizou o quarto através das cortinas. Cole a queria. Não podia mentir para si mesma que ainda não tinha fortes sentimentos por ele. Ela tinha. Ele deixou isso muito claro para ela. Ele a queria. Lutaria por ela. Nunca a daria para outro homem como Lucas tinha. Ele também lhe ofereceu o tipo de relação que ela queria e precisava. Não é? Ela tinha duas semanas para descobrir. Duas semanas para explorar uma relação com Cole e determinar se ou não Lucas voltaria para ela. E, sim, então ela teria que tomar uma decisão. Uma decisão que já enviava dor em seu coração.

*****
Ela o sentiu sair da cama. Silenciosamente para não acordá-la, embora ela ainda não tivesse dormido. Estava de costas para ele e fechou os olhos rapidamente, ainda não querendo que ele soubesse que estava acordada. Quando o ouviu entrar no banheiro, abriu os olhos e respirou fundo.

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Pelas próximas duas semanas ela seria sua. Não haveria meias-medidas. Não seria meio ou entre. Esse tipo de relação ou acordo nunca a realizaria. Ela precisava — ela ansiava — por posse integral. A segurança e proteção de um amante completamente dominante. Ela precisava da estrutura e rigidez, mas também precisava de um homem que sabia quando não empurrar muito. Lucas tinha sido esse homem. Mas também tinha Cole. Ela se empurrou para cima e saiu da cama, seus pés flexionando quando atingiram o piso de madeira. Não havia um carpete ou qualquer tapete para suavizar a posição de joelhos, mas não importava. Seu desconforto não era importante. A mensagem que enviaria a Cole era. Obediência completa. Submissão completa. Por duas semanas, ela era dele para comandar. Depois? Ela não podia suportar pensar sobre isso muito à frente. Havia muitas coisas que ela não sabia, e tinha medo de especular sobre o resultado em potencial. Ela andou nua em volta e para os pés da cama, e então de frente à porta do banheiro. Afundou-se graciosamente de joelhos, descansou as palmas para cima no topo das pernas e povoou o olhar para frente, esperando Cole retornar. Ele não podia interpretar mal o significado do gesto. Vários longos minutos depois, ela quase fechou os olhos quando ouviu a porta se abrir. Borboletas dançavam em sua barriga, mas forçou o queixo para cima para que pudesse encontrar seu olhar no momento em que a visse. Ele fez uma carranca. Não exatamente o que ela esperava. “Jesus, Ren. Seus joelhos. Quanto tempo você tem estado ajoelhada assim?” Ele avançou rapidamente, se abaixou e a puxou suavemente de pé. Ela cambaleou um pouco instável, surpresa por sua reação.

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Ele a guiou de volta para cama e a aliviou na beirada. Ele tinha uma toalha enrolada na cintura e seu cabelo ainda estava úmido do chuveiro. Uma única gota de água escorreu em seu lado e ela teve o desejo insano de deslizar a língua sobre ela. Para chocá-la ainda mais, ele foi a um dos joelhos na frente dela para que ficassem em nível de olho. Cada parte dela rejeitando a visão dele ajoelhando à sua frente. Olhou-o sem ideia do que dizer ou como reagir. Ele tocou seu rosto e suspirou. “Aprecio o sentimento. Entendo isso. Estou aliviado como o inferno. Não me interprete mal, a visão de você de joelhos me deixa louco. Mas não a quero com dor, Ren. Tenho piso de madeira no quarto. Não pode ser confortável para você.” “Eu queria que você soubesse,” ela começou calmamente. Ele assentiu. “Eu sei que você fez. Sou eu, lembra? Acho que fiquei um pouco fraco dos joelhos quando abri a porta e você estava lá. Levou-me de volta para um tempo muito melhor. Quando éramos jovens e, juntos, testando algo novo e poderoso. Fiquei tão malditamente grato que você não se levantou e saiu enquanto eu estava no chuveiro. Você sabe o quão difícil foi para me não correr para fora e ver se você ainda estava aqui? Fazer calmamente todos os movimentos de tomar banho e me barbear, e o tempo todo meu intestino estava em um nó, porque eu tinha medo que você não ficasse?” “Eu ficarei. Eu sou sua.” Ele segurou seu rosto, então se inclinou, escovando os lábios através dos dela. Primeiro só uma escovada tenra. Então, ele voltou, fundindo suas bocas. Seus lábios se separaram em um suspiro e ele deslizou a língua sobre a sua até que saboreou a hortelã de seu creme dental. Quando se afastou, ele murmurou, “Oh sim, Ren. Você é minha. Você nunca mais vai duvidar disso nem por um momento.” Então subiu e descartou a toalha na cintura. Era um homem tão bonito. Tinha perdido a suavidade magra da juventude e em seu lugar era um homem musculoso e mais áspero, o que a deixou com água na boca.
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Seu pênis estava rígido, inflamado em direção a seu umbigo de um ninho leve de cabelos castanhos, quase loiros como o resto dele. “Vá buscar um preservativo da mesa de cabeceira e o coloque em mim,” ele disse em uma voz concisa, mal contida. Ela deslizou fora da cama e correu para cumprir sua licitação. Queria-o dentro dela novamente. Ontem à noite sentiu-se… praticada. Quase como se estivessem fazendo um show em benefício de Lucas, e talvez Cole tinha. Hoje, não havia ninguém, exceto Cole e Ren. Sem Lucas. Sem pretensões ou constrangimentos. Ela rasgou o preservativo e voltou a se sentar na frente de Cole. Sua ereção estava em nível com sua boca, mas ele não parecia ter qualquer intenção de ter seu prazer com seus lábios e língua. Com dedos trêmulos, ela rolou o látex ao longo de seu comprimento rígido. Automaticamente seu olhar encontrou o dele enquanto aguardava seu próximo comando. “Deite-se, espalhe suas coxas e dobre os joelhos para o fundo de seus pés ficarem apoiados no colchão. Então se espalhe e segure sobre os joelhos.” Ela se inclinou para trás, agarrando os joelhos quando as solas cavaram no colchão. A posição a abria completamente para ele. Estava vulnerável, mas então muito excitada. Ele correu a ponta do dedo do clitóris até sua abertura, e então o deslizou dentro até a junta. Ela estremeceu violentamente, arqueando os quadris para fora do colchão em resposta. “Mantenha-se aberta,” mordeu fora quando suas mãos soltaram os joelhos. Ela reafirmou seu aperto, e então prendeu a respiração quando abaixou a cabeça entre as coxas abertas. Oh Deus. Pressionou o mais terno dos beijos em sua abertura, e então preguiçosamente deslizou a língua para cima até que rolou sobre o clitóris.

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Seus dedos cavaram em seus joelhos e foi uma batalha manter sua posição quando seu corpo inteiro estava gritando de prazer. Ele a lambeu novamente, fazendo longos golpes sensuais com a língua. A aspereza sobre tal pele tenra e sensível a levando à loucura. Ela estremeceu da cabeça aos pés e foi uma forma de respiração que veio completamente descontrolada. Mas ele não estava com nenhuma pressa e parecia satisfeito em golpeá-la com a língua e chupar preguiçosamente em sua carne trêmula. Contornou sua entrada e então deslizou a língua dentro, saboreando-a de dentro para fora. Pressão. Tudo que ela precisava era apenas um pouco de pressão no lugar certo e explodiria na mãe de todos os orgasmos. Mas ele parecia saber exatamente o quão perto ela estava da fusão, porque continuou com suaves golpes de plumas e carícias. Sacudindo habilmente a língua sobre e ao redor de seu clitóris, nunca colocando força o suficiente atrás dos movimentos para enviá-la o resto do caminho sobre a borda. Mas quando ele queria deixá-la louca. Ele era bom. Simplesmente muito bom em fazê-la se sentir primorosa, entorpecendo sua mente de prazer. Era paciente também. Nunca cansativo enquanto a persuadia cada vez mais perto do pico máximo sexual. Mas então, ele sempre foi assim. Possessivo e exigente, absolutamente, mas generoso e amoroso também. Até quando era tudo sobre ele, de alguma forma, sempre conseguia colocá-la em primeiro lugar. Ela sempre o adorara por isso. “Você tem o sabor tão bom quanto eu lembro,” ele disse roucamente enquanto se afastava. Ela o olhou através de olhos vidrados de paixão, incapaz de se mover. Seu corpo inteiro estava líquido. Ele a tinha reduzido a uma desossada, a massa estremecida de desejo. Ele recuou um passo, e então se posicionou em sua abertura. Olhou para ela, aqueles olhos azuis tão incrivelmente bonitos. “Olhe para mim. Só em mim.” Ela trancou o olhar com o dele, no momento em que ele se empurrou dentro dela. Sua respiração ficou presa, e então saiu em um ofego com sua possessão súbita.
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“Minha Ren.” Empurrou mais fundo até que seus quadris estavam encostados contra as costas de suas coxas e se segurou lá. “A quem você pertence?” “Você,” ela respondeu suavemente. “Quem cuida de você?” “Você.” “Diga meu nome.” “Cole,” ela disse obedientemente. “Quem é seu dono, te comanda, cuida de você, vê todas as suas necessidades?” “Você faz, Cole. Eu sou sua.” Ele empurrou duro por vários momentos, o rosto puxando quando batia nela. Era um puro ato de posse. Ele a estava marcando. Colocando seu carimbo. Foi uma exibição de domínio absoluto. Então, tão de repente quanto a tinha tomado, ele diminuiu e suas punhaladas ficaram mais suaves. Ele se inclinou e deslizou as mãos até sua cintura, fazendo seus braços cair para a cama. Seus joelhos caíram adiante e suas pernas relaxaram e ele a puxou para perto dele até que seus corpos estavam firmemente mesclados e ele estava bem no fundo dela, seus quadris ondulando em um ritmo sensual. “E quem vai cuidá-la, e protegê-la, e enchê-la com todo o carinho que você merece?” Ele disse contra sua boca. Seu coração apertou e emoção amarrou sua garganta. Ela o beijou de volta, febrilmente, não respondendo a pergunta por vários longos segundos. Então, finalmente, recuou e olhou direto naqueles hipnotizantes olhos azuis. “Você vai,” ela sussurrou. “Maldição certa que vou,” rosnou enquanto avançava novamente.

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Ele era grande e poderoso. Alfinetando-a no colchão, seu peso facilmente fazendo-a cativa para suas demandas. Mas ele a fazia sentir… Segura. Desejada. Necessitada. E sim, amada. Deveria se sentir apreensiva e insegura, como tinha cada vez que dormia com um homem pela primeira vez, depois de embarcar em uma nova relação. Mas com Cole, era como se voltasse pra casa. Reconectando-se com algo que lhe tinha sido negado. Ela sabia que ele nunca iria machucá-la, não importa o que ele pensava ou a culpa que carregava. Confiança não era algo que ela dava facilmente. Era duramente conquistada e cuidadosamente racionada. Não, ela sabia que ele nunca iria machucá-la fisicamente. Mas e emocionalmente? Ele uma vez quebrara seu coração e não sabia se poderia resistir a outro golpe como o que tinha sofrido no dia em que ele saiu de sua vida. Só que agora, poderia muito bem ser ela a ir embora e isso não a fazia se sentir nem um pouco melhor ou realizada. Assustava-a até a morte. Ele a beijou com uma selvageria que parecia quartilho até agora, e que, de repente, foi lançada em uma tempestade violenta. Como se tivesse mantido seu controle muito firmemente amarrado por todo esse tempo. Sua fome era palpável. Ele a consumia. O desejo consumia a ambos. Lucas pode tê-la marcado na noite anterior, mas Cole estava possuindo seu corpo e alma como se ele pudesse afastar todo o resto do mundo, menos ele. “Goze para mim, Ren. Mostre-me sua paixão. Mostre-me a garota que eu uma vez conheci. Mostre-me que ela está ainda aí, a Ren que eu amei com tudo que tinha.” Lágrimas eram pequenos punhais em seus olhos. Cada palavra picando sua alma. Mesmo agora, tantos anos depois, ele podia cortá-la até seu núcleo com suas palavras.

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Seu orgasmo flutuou sobre ela, leve e delicado, uma contradição direta com a força em que ele estava restabelecendo sua reivindicação. Seu corpo se dirigia impiedosamente no dela, mas seus olhos… seus olhos falavam uma mensagem diferente. Eles eram gentis e amorosos. Intensos. Queimando direto através das barreiras que tinha construído ao longo dos anos. Espalhando-se preguiçosamente por suas veias, inundando-a de prazer doce e infinito. Doce. Suave. Acariciando seu corpo como um mel-imerso em plumas. Ela suspirou e se apertou ao redor dele. Suas palmas acariciando seus músculos firmes e carne tensa, e então o abraçou para ela, enterrou o nariz em seu pescoço e inalou seu cheiro. Ele era a melhor parte de seu passado. De uma menina atravessando a ponte entre a criança e a mulher. E agora, se ele tivesse seu caminho, seria muito mais que uma parte de seu futuro. Um futuro que sempre imaginou ter com ele. “Essa é minha garota,” ele murmurou enquanto a acariciava de seu orgasmo. “Agora é minha vez.” Ele se levantou fora dela o suficiente para que fosse forçada a encontrar seu olhar. Então começou a empurrar ritmicamente. Mais duro. Até o bofetão de seus quadris ao encontrar sua carne ecoar pelo quarto. “Olhe para mim,” ele disse severamente quando ela teria fechado os olhos e sonhadoramente se afastar. Seus olhos se abriram novamente e ela olhou para linha firme de sua mandíbula. O fogo e determinação em seus olhos. Ele gritou posse sem dizer uma palavra. Seu corpo a possuía. Repetidas vezes ele a tomou até que ela gemeu baixinho, insegura se queria ou não nenhuma clemência. “Cada parte de você… minha. Seu corpo é meu. Sua bunda é minha. Seus seios são meus. Sua boceta é minha e eu vou possuí-la sempre que eu quiser pelo tempo que eu quiser.
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Sua boca é minha para eu tomar. Diga isso, Ren. Diga isso enquanto eu gozo dentro de você. Diga-me que você é minha e me faça acreditar.” Ela o alcançou, enrolando os braços em volta de seu pescoço e o puxou abaixo. “Eu sou sua, Cole. Tudo de mim. Cada parte. Sou sua para você fazer o que quiser.” E nesse momento era a verdade absoluta.

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Capítulo 18
Ren estava enrolada no colo de Cole no sofá estofado em seu solário. Era uma sala bonita, cheia de janelas que estouravam com luz do lado e acima. A sala era quase totalmente envidraçada e a visão de seu jardim era magnífica. Lembrava-a de um livro infantil. Um jardim de fantasia que escondia passagens secretas. Encantado e mágico. Estava claro que esta casa era o refúgio de Cole. Construída para os padrões mais exigentes. Com o máximo de conforto e privacidade em mente. Aqui nada poderia interferir e isso lhe dava uma medida adicional de segurança e conforto. Ele tomou outro morango e o segurou perto de sua boca. Ela deu uma mordida, a fruta doce deliciosa em sua língua. Cole tinha organizado um bufê completo no solário e a tinha alimentado à mão de tudo que ela queria. Ela se sentia mimada e ridiculamente estragada e agora estava satisfeita por estar em seus braços. Ele empurrou os pés para cima e se esticou longitudinalmente no sofá assim suas costas encostavam-se ao braço. Ela estava drapejada sobre ele e de vez em quando ele agarrava algo para alimentá-la. A outra mão estava em seu cabelo e acariciava distraidamente através dele e abaixo em seu braço quase como se fosse impossível para ele parar de tocá-la. “Acho que aqui seria perfeito para seu escritório,” ele disse. “Você acha que pode trabalhar aqui ou prefere algo não tão aberto?” Não a surpreendia que ele tivesse organizado o espaço para ela trabalhar. Lucas deveria ter visto isto. “É perfeito.” E era. Onde melhor para criar contos próprios para seus filhos do que em um cenário que parece saído de um?
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“Terei todas as suas coisas trazidas para cá e organizadas a seu gosto.” Ela franziu a testa. “Não tenho meu material ainda.” “Ele enviou tudo esta manhã,” Cole disse em voz baixa. “Oh.” Silêncio desceu e ela tentou muito duramente não ler nada no fato de que Lucas não tinha feito nenhum esforço para vê-la. Não permitiria que a machucasse porque não tinha ideia do motivo ou a falta dele, e se recusava a especular. “Você se lembra de quando costumávamos fazer isso nos finais de semana?” A pergunta de Cole a trouxe bruscamente de seus pensamentos e enviou sua mente em uma direção completamente diferente. Talvez tivesse sido intencional. Mas foi efetivo, porque sua mente foi de volta para dias passados assim. Ela espreguiçada através do corpo de Cole, e ambos satisfeitos de apenas estar ali. Seu sorriso era saudoso e um pouco agridoce. “Sim, eu me lembro. Tivemos tempos bons.” Ele beijou sua testa. “Sim, nós tivemos.” Ela angulou a cabeça para poder olhá-lo. “Como podemos simplesmente voltar a isso, Cole? Nem sequer nos conhecemos mais. Já faz dez anos desde que estivemos juntos. Tudo aconteceu tão rápido que está sendo difícil colocar tudo isso junto. É um jogo? Estamos tendo uma aventura pelos velhos tempos? Sinto que preciso saber quais são as expectativas. Quero dizer, Lucas me deu a você. Entendi isso. Nós três estamos nos aderindo a regras que a maioria das outras pessoas não tem qualquer conhecimento, mas que são importantes para todos nós. Ou pelo menos são para mim. Preciso saber onde estou com você. Tire todas as regras, o acordo, o fato de que pelas próximas duas semanas eu sou para todos os efeitos práticos de sua propriedade, e só me diga o que é isso.” “Você não me pede muito,” ele disse secamente. Acariciou os dedos por seus cabelos, beijou-a ternamente na testa novamente, e então expeliu seu fôlego em um longo suspiro.
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“Eu cometi um erro, Ren. Sempre soube disso. Fugir de você foi a pior decisão que já tomei. Eu te machuquei e me machuquei. Éramos tão jovens e eu estava muito preocupado de estar tomando posse de você. Deveria ter confiado em sua força. Deveria ter tido mais fé em mim, mas eu te amava tanto, matava-me pensar feri-la, do que fiz para você ou poderia fazer no futuro.” Ela se debruçou para descansar contra o encosto do sofá para poder ver seu rosto. “Mas a necessidade em mim não ia embora. Envergonhava-me, porque pensava que qualquer coisa que trouxesse a alguém que eu amava dor era uma… abominação. Foi só mais tarde que percebi que não era a prática de dominação e submissão que estava errada. Era minha manipulação dela e minha ignorância. Fui eu quem colocou você em uma posição de perigo. Você era minha para proteger e valorizar, e falhei com você em todos os níveis.” “Não,” ela sussurrou, sacudindo a cabeça. Ele tocou seu rosto, acariciando os dedos pelo rosto enquanto seu olhar a devorava. Quase como se não pudesse acreditar que ela estava aqui e que desapareceria a qualquer momento. “Depois de você, me recusei a participar de qualquer prática que não tivesse estudado extensivamente e dedicado longas horas para dominar. Nós nos perguntamos quando começamos se era curiosidade ou uma profunda necessidade dentro de nós. Para mim era uma necessidade e agora percebo que era o mesmo para você. O quão perfeitos éramos um para o outro,” disse tristemente. “Até mais do que imaginávamos. Mas a verdade da questão é que eu precisava de tempo para amadurecer e crescer, e tempo para ganhar o conhecimento necessário para proporcionar um ambiente seguro para você.” “Você teve outras relações? Como a nossa?” Ela perguntou, embora temesse a resposta. Era estúpido e hipócrita. Ela certamente teve relações. Não tinha sido celibatária, mas de alguma forma a machucava pensar em Cole acalentando outra mulher tão profundamente quanto a tinha estimado.

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“Não como a nossa,” ele negou. “Nada como a nossa. Minha… bem, você não pode nem chamá-las de relações. Eram encontros. E eram todos muito clínicos. Houve mulheres que me intrigaram. Por quem fiquei atraído, mas aquelas a quem eu era talvez mais atraído, pertenciam a outros homens. Talvez inconscientemente eu me sentisse seguro em me deixar sentir algo por elas, porque sabia que nunca teria uma chance com elas.” Sua testa franziu em confusão. “Por que você não queria ter uma chance?” Seu olhar se fixou nela. Profundo e sério. “Porque elas não eram você.” Sua respiração ficou presa e ela sentiu-se atordoada. “Ren, eu te amei. Sei que você não acha. Especialmente quando te deixei. Mas para mim nunca houve outra mulher que me fizesse sentir como você fez. Houve algumas que chegaram perto e talvez se não pertencessem a outros homens eu teria gostado de estar com elas.” Ele pegou sua mão e a levou até a boca para beijá-la. “Tenho sido muito bem sucedido na vida. Atingi todas as metas que estabeleci alcançar. Isso me trouxe uma medida de felicidade. Mas sempre havia algo que faltava e quando olhei para cima naquele restaurante e a vi pela primeira vez depois de todos estes anos, tudo se encaixou para mim. Foi como ser atingido por um raio. Não posso nem começar a explicar como me senti.” Ela o olhou em completa perplexidade. Seu estômago amarrou e ela mal conseguia puxar o ar para seus pulmões. “Olhei para você e soube o que estava faltando em minha vida. O que eu queria em minha vida. Nunca deixei de te amar, Ren. Não posso fazê-lo mais simples que isso.” Ela tragou, mas o nó não foi embora. Não tinha ideia do que dizer. Como sentir. Como podia fazer-se tão vulnerável quando estava se ajustando para uma ferida não importa como isso ficava no final? Cole emoldurou seu rosto e se debruçou para beijá-la de leve nos lábios. “Tenho sido brutalmente honesto com você por uma razão e uma única razão. Porque quero que você saiba desde o início onde estou, de forma que, não importa o que aconteça esta semana, não
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importa o quão duro eu vá empurrá-la, não importa o quão longe eu a leve de sua zona de conforto, você sabe uma coisa se não souber de nada mais. Sabe que eu te amo e que nunca faria nada para machucá-la novamente.” Soltou seu rosto, mas seu olhar a segurou cativa. “Você pode pertencer a qualquer número de homens. Pode ser possuída. Pode ser uma possessão. Pode se submeter. Pode ser dominada. Mas nada disso necessariamente significa que você é, acima de tudo, amada e estimada. Você saberá disso comigo, Ren. E nunca duvidará nem por um momento se eu puder ajudá-la.” Lágrimas inundaram seus olhos. “Oh Cole.” Inclinou-se até que sua testa tocou a dele e ele nadou em sua visão enquanto tentava conter a torrente de emoções. “Senti tanto sua falta.” Ele emaranhou os dedos em seus cabelos e a segurou tão perto que suas respirações se misturavam. “Eu também senti sua falta, querida.” “É tudo tão rápido,” ela murmurou. Ele concordou. “É. Vamos devagar. Nunca pensei que seria fácil. Você não pode imaginar o que senti ao vê-la e saber que pertencia a outro homem. Realmente pertencia. Eu sabia o que aquele colar sinalizava e sabia que teria que lutar por você. Mas não havia meio no inferno de eu ir embora de novo.” Ela se aconchegou em seus braços e deitou a cabeça em seu ombro. Ele era tão forte e reconfortante. Quente. Precisava daquela força. “Eu não serei fácil,” ele advertiu. Ela estremeceu na promessa escura em sua voz. “Esse tempo que estaremos juntos lhe dará a oportunidade de ver quem sou realmente.” Ela olhou em seus olhos. “E você verá que não sou fraca. Que preciso de sua força e a rigidez de uma relação dominante. Não é só o que eu quero, Cole. É o que eu preciso. É o que tenho que ter.”
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Ele assentiu. “Entendo. Vou te dar isso, Ren. Vou te dar tudo.” Satisfação deslizou sobre ela, soltando um pouco da tensão em seus músculos. Ela amoleceu contra ele, enquanto ele continuava a acariciar seu corpo, seu toque macio e suave. “Agora me diga sobre sua carreira,” ele disse contra seus cabelos. “Rennie Michaels? Autora extraordinária das crianças?” Ela riu levemente. “Começou como uma fuga. Um caminho para lidar com minha infelicidade. Minha insatisfação, eu suponho que poderia dizer. Eu costumava me afastar, contando histórias em minha cabeça e um dia eu decidi escrevê-las. E então, comecei a desenhar as cenas, adicionando palavras para as imagens que dançavam ao redor da minha mente. No segundo dia que eu estava com Lucas, depois que me levou para morar com ele, ele topou com meus desenhos e um dos livros que eu tinha comigo. Ele insistiu para que eu o apresentasse e assim eu fiz. Para ser honesta, acho que ele ajudou. Ele tem conexões. Antes que eu percebesse já tinha um agente, e então uma oferta. Eles lançaram rapidamente o primeiro livro porque já estava concluído e poucas ou nenhumas revisões eram necessárias. Ele foi lançado há alguns meses e estou trabalhando no terceiro da série agora. O segundo será lançado em quatro meses.” “Estou orgulhoso de você.” Suas bochechas floresceram com o calor e ela sorriu. “Adoro isso. Às vezes fico muito envolvida, mas eu gosto. Tenho um propósito agora. Um modo de trabalho, eu quero dizer. Antes eu trabalhava em marketing. Terminei meu grau depois que você e eu nos separamos. Mas é tão estressante e contra minha verdadeira personalidade. Estava esgotada de tentar ser esta pessoa que não era e finalmente parei de tentar. Devo muito disso a Lucas. Ele se contentou em apenas deixar-me… ser.” Ela olhou ansiosamente para Cole, já lamentando de ter trazido Lucas duas vezes. Não é que estava intencionalmente atirando Lucas na cara de Cole, nem que estava tentando deixar Cole ciumento ou se sentir ameaçado. A verdade simples era que Lucas tinha tudo a ver com a mulher que ela era agora. A mulher que tinha se tornado ao longo do último ano.
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Teria chegado lá sozinha eventualmente, mas, Lucas tinha sido uma fonte sólida de apoio. Ela sempre lhe deveria isso. “Parece que Lucas reconheceu a mulher muito especial que você era no momento em que a viu,” Cole disse em voz baixa. Ren assentiu, aliviada por ele não se ofender. “E sua última relação? Lucas disse que o homem com quem você esteve a machucou.” Ren podia sentir o quão rígido Cole ficou no momento em que tocou no assunto. Havia uma escuridão em seus olhos que lhe dizia o quão perigoso ele poderia ser quando provocado. Ela engoliu em seco e suspirou. “Muito disso foi minha culpa.” Cole fez uma careta. “Não, realmente foi. Quero dizer, não era minha culpa ele ser um idiota, mas foi minha culpa ter ficado tanto tempo com ele e me conformado com algo que eu sabia que nunca me faria feliz ou me satisfaria. Isto é comigo.” “O que ele fez?” Cole rangeu fora. “Ele quis me mudar. Ele tinha ideias muito definidas — ideias estereotípicas — de como uma relação dominante/submissa deveria funcionar. Para ser honesta, ele tinha visto filmes pornográficos demais ou lido muitos romances ruins sobre o assunto. Francamente, ele era uma piada. Queria ser o rei do castelo e que eu beijasse seus pés. Sua ideia de domínio era abuso e desrespeito. Sentia-se poderoso quando estava me humilhando.” As narinas de Cole chamejaram e ira se construiu como uma tempestade em seus olhos. Sua aderência se apertou nela e logo começou a esfregar a mão de cima a baixo em seu braço num movimento reconfortante que ela duvidou de que ele até mesmo estivesse ciente. “Esse filho da puta,” Cole silvou. “O pequeno bastardo. Então, ele conseguia ser rígido agindo como um babaca abusivo.”

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Ren deu de ombros. “Basicamente, sim. Minha culpa. Quero dizer, ter ficado por tanto tempo. Estava numa encruzilhada e meu problema não era tanto porque pensei que o queria. Sabia que não. Meu problema era que não sabia o que eu queria, e então estava com medo.” Ele a juntou firmemente em seus braços e apertou os lábios em sua têmpora. “Sinto tanto por você ter tido que suportar isso. Estou feliz que tenha encontrado Lucas. Parece-me que ele era um homem muito melhor.” “Ele era — é” ela retornou calmamente. “De muitas formas, ele me salvou. De mim mesma. Ele se recusou a me deixar acomodar.” “Dói saber que alguém te machucou. Gostaria de matar o filho da puta. Quando uma mulher se submete a um homem, é o presente mais precioso que ela poderia lhe dar. Si própria. Sem reservas. O homem tem que respeitar e honrar esse presente acima de tudo. Ainda que não respeite nada mais no mundo, deve respeitar a mulher a seus cuidados. É seu dever jurado de proteger, honrar e estimar sua submissa. Para cuidar dela e lhe dar um porto seguro. Alguém que coloca suas próprias necessidades acima de sua mulher não é homem.” Empurrou-se para cima e se reorganizou de forma que ela se sentasse escarranchando ele no sofá, seus joelhos descansando em cada lado dele. Olhou em seus olhos, tocada além das palavras em sua declaração veemente. “Sabe, quando você diz essas coisas, não acredito que sejam apenas palavras,” ela disse. “Você quer mesmo dizê-las.” “Malditamente certa que eu faço,” ele disse com uma carranca. Pela primeira vez, ela olhou para as duas próximas semanas sem uma pontada de tristeza e incerteza. Antecipação lambeu através de suas veias, e mais poderosa do que a antecipação, era a ansiedade. Ela não apenas precisava do que Cole lhe daria. Ela queria isso dele. Ela nunca deixou de amá-lo ou querê-lo. Às vezes, pensava que ainda estava presa em uma fantasia juvenil e que as memórias nunca traduziriam para realidade.
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Mas aqui estava ele à sua frente. Forte. Exigente. Inflexível. Dominante, então muito mais dominante. Duro e ainda incrivelmente tenro. Ele era tudo o que ela queria e precisava, e tudo o que tinha sentido falta nos últimos dez anos. Cole não era tão bom quanto ou o mesmo que aquele jovem que tinha conhecido quando era apenas uma menina. Ele era muito melhor.

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Capítulo 19
Cochilaram e descansaram no solário. Em algum ponto, dois homens levaram as caixas que continha às escritas de Ren e seu material de arte, mas Cole fez sinal para que ficassem quietos. Ren ainda dormia profundamente em seu peito e ele não tinha nenhum desejo de despertá-la e deixar ir o momento. Não havia palavras para descrever sua satisfação. A felicidade absoluta em segurá-la em seus braços. Dominando-o e lhe devolvendo boa parte dos últimos anos quando tinha procurado em vão pelo que lhe fazia tanta falta desde o momento em que saiu de sua vida. Estava feliz e muito grato por ela não ter escolhido se afastar dele. Que tivesse decidido ficar e lhe dar — lhes dar — uma chance. Quando os homens acabaram de desembalar as caixas para satisfação de Cole, acenou para que saíssem, e então suavemente agitou Ren para acordá-la. Seus olhos se abriram e ela parecia desorientada por alguns breves momentos, antes de sorrir e se aconchegar um pouco mais em seus braços. “Tenho planos para nós esta tarde se você estiver a fim de sair.” Ela levantou a cabeça e afastou a seda pesada de seus cabelos. “Claro. Fiquei preguiçosa o dia inteiro.” Ele sorriu e tocou seu rosto. “Se você fez, assim fui eu. Tenho gostado muito de nosso dia juntos até agora. Mas você tem necessidade de roupas e pensei que poderíamos desfrutar de um jantar com amigos. Gostaria que você os conhecesse em um ambiente mais relaxado.” Suas sobrancelhas se juntaram. “Cole, tenho mais roupas do que sei o que fazer. A menos que… Lucas não enviou nada mais com meu material de escrita?” Cole deu uma respiração medida. “Ele fez. Eu as devolvi.” Ela inclinou a cabeça, obviamente confusa, mas não o questionou. Uma ação que ele aprovou.
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“Você é minha agora, Ren,” disse com voz suave. “É minha responsabilidade fornecê-las. Cuidar de você. Assegurar que todas as suas necessidades sejam satisfeitas, enquanto você estiver em minha guarda. Não terei outro homem fazendo essas coisas para você.” Ela acenou sua compreensão. “Então pensei que talvez pudéssemos ir às compras. Tenho um desejo distinto para equipá-la na roupa que complementa sua beleza natural. Então nos encontraremos com dois casais de quem sou amigo para jantar. Você já conheceu Damon e Serena, mas ainda não conhece Micah e sua esposa, Angelina.” Ela apertou os lábios e seus olhos ficaram pensativos por um momento. Ele podia ver a pergunta pairando, mas ela não fez nenhum esforço para verbalizá-la. “Faça sua pergunta, Ren.” “Não é realmente nenhum de meus negócios,” ela disse com tristeza. “Só um pensamento que me ocorreu e eu não estou nem certa do por que quero saber.” “Faça.” “Estas mulheres. Serena e Angelina. Você falou de ter sido atraído e de estar… Íntimo… Com mulheres que pertenciam a outros homens. São elas…” Ela respirou fundo. “São elas as mulheres que você falou?” Cole ficou mole no quão pequeno soou sua voz. Ela estava se esforçando para fingir apenas um interesse passageiro, mas ele se lembrou do que Lucas lhe disse de sua relação anterior e da promessa que tinha exigido dele sobre ter outras mulheres. Como se ele pudesse até mesmo levar-se a olhar para outra mulher com Ren a seu lado. “Olhe para mim,” disse em uma voz terna. “Primeiro, você é tudo para mim, Ren. Tudo que eu quero. A única mulher que eu preciso. Não tenho nenhum desejo — não sinto nenhum desejo — por outra mulher, quando tenho a perfeição me olhando no rosto.” “Oh,” ela respirou, seus olhos se arregalaram, e então cintilaram com prazer.

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“Agora para responder sua pergunta, porque eu nunca serei nada exceto honesto com você. Eu toquei Serena. Intimamente. Mas não do jeito que você pensa. Damon é muito, muito possessivo com ela. Ele não compartilha. Ele confia em mim e eu passo muito tempo em seu clube, então ele costumava me pedir para preparar Serena. Para ele. Para suas atenções. Era parte de seu processo. Ele é muito metódico em todas as coisas. Isto foi até onde as coisas já foram com Serena. E eu nunca tive qualquer desejo de levá-las adiante. Eles são amigos queridos. Ela e Damon, ambos.” Ren acenou sua compreensão, alívio iluminando seus olhos. Ele a tocou e então se moveu para que pudesse se sentar para abraçá-la, porque ele considerava que o próximo poderia não ser tão fácil de ouvir. “Angelina… ela era diferente e, a fim de lhe dizer a diferença, preciso voltar e lhe dizer do meu papel na Casa. Um papel que eu basicamente me favoreci e que eu estava feliz.” Ela acenou novamente, mas a carranca voltou. Incapaz de resistir, se inclinou e a puxou para um beijo longo e aquecido. Ela se derreteu imediatamente, tão doce e sem resistência. Ele honestamente poderia passar o dia todo fazendo nada além de tocá-la. As próximas duas semanas iam ser difíceis, porque tudo que queria fazer era se trancar em um quarto com ela e fazer amor até que nenhum deles pudesse tomar mais. Mas o que ele tinha que fazer era lhe mostrar sua vida. Como sua vida com ele poderia ser. Não podia dispor de um único equívoco. Não quando todo seu futuro se baseava em convencê-la que poderia ser o homem que ela precisava. “Agora, sobre Angelina. Ela pertence à Micah. Completamente e totalmente lhe pertence. Ele é totalmente louco de amor por ela. Ele faria qualquer coisa e tudo para fazê-la feliz.” Ren suspirou. “Isso é tão maravilhoso.”

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Ele pôde ouvir a nota saudosa em sua voz e quis muito lhe dizer que ela poderia ter isso. Poderia ter isso e muito mais, porque se ela ficasse com ele, nem um dia passaria sem ele lhe mostrar o quanto era preciosa para ele. Sempre tinha sido. “Micah também é… duro. Mais escuro acho que você poderia dizer. Angelina lhe cai bem, porque seus desejos e necessidades são tão escuros quanto os dele. Ele é feroz e exigente, mas ele a ama malditamente muito.” “Ele gosta dela estar com outros homens,” Ren adivinhou. “Sim e não. Você vê, é meio complicado, e seu passado e o de Angelina, é a razão pela qual ela lutou por tanto tempo. Ele já foi casado com uma mulher que amou muito, mas a compartilhava com o irmão de Angelina, seu melhor amigo. Ambos a amavam. Ela estava com ambos.” Ren franziu o cenho e inclinou a cabeça. “Então, como?” “Eu sei. Tudo soa como uma espécie de novela, certo? Hannah, sua esposa, e David, seu melhor amigo, foram mortos em um acidente de carro. Só que não foi realmente um acidente. Eles foram assassinados por um homem que era obcecado por Angelina, que na época era muito jovem e David era extremamente protetor dela.” “Oh meu Deus. Isto é horrível!” Cole concordou. “Então, Micah deixou Miami e veio para cá. Estava angustiado. Levou um bom tempo para superar o que aconteceu. E então, veio Angelina que tinha sido apaixonada por ele o tempo todo. Então, você pode imaginar todas as emoções conflitantes que Micah estava passando quando foi confrontado por esta linda e agora crescida, bomba latina.” “Ele não aceitou isso muito bem, estou supondo,” Ren murmurou. Ela se inclinou agora, aparentemente absorvida pela história um pouco torcida. Ok, então ela era muito torcida olhando para trás. “Ele a empurrou muito duro,” Cole disse. “Não acreditava que ela sabia o que ele realmente precisava e queria. Não acreditava que ela sabia no que estava se metendo.”
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Ren bufou. “Típico macho sabe-tudo. Sempre acha que sabe melhor o que a fêmea quer ou precisa.” Ele a olhou malignamente. “Enfim, se eu puder continuar, chegarei ao meu ponto.” “Ah sim, qual era o ponto desta conversa? Estou bastante esquecida.” Ele bateu no lado de seu bumbum. “Bagagem desrespeitosa. Terei que castigá-la por isso mais tarde.” O calafrio que atravessou seu corpo o encantou. E agitou seu sangue como louco. Mal podia esperar para tê-la estendida diante dele. Impotente. Dependente apenas dele e de sua clemência. Desde que ele tivesse alguma. “Agora, a coisa é, de volta ao meu papel na Casa, porque este tipo de vínculos dentro. Fiz um monte de preparação. Eu toquei. Mas principalmente observei. Nunca tive sexo real com as mulheres de lá. Fiquei tentado algumas vezes, mas não era a situação certa. Gostava de estar no clube. Gosto do estilo de vida. Mas principalmente eu era um estranho olhando para dentro. Até Angelina.” Ren lutou contra a carranca. Tentou não lhe permitir ver sua reação. Ela ficou quieta e ele podia sentir a batalha que travava com si mesma. Era óbvio que ainda carregava as cicatrizes da relação anterior e o deixava puto que o fodido de algum bastardo realmente a tivesse enganando. Ela! Quem diabos em sã consciência iria sequer olhar para outra mulher quando tinha Ren a seus pés. Uma submissa disposta. Ávida para fazer sua licitação, para agradá-lo. Ela era tão bonita dentro e fora, e ele odiava esse filho da puta por deixá-la com dúvidas sobre sua beleza interior. Que este imbecil tenha desfilado essas mulheres na frente de Ren — inferno que ele tenha provavelmente fodido elas na frente dela — o tempo todo lhe enviava a mensagem de que ela não era boa o suficiente, de que nada que ela pudesse fazer iria agradá-lo. Se ele não fizesse mais nada nestas duas semanas, ao menos lhe mostraria que nenhuma outra mulher existia para ele, exceto ela. Ela saberia sem sombra de dúvidas que,

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enquanto ela pudesse se submeter a ele e lhe dar o presente mais precioso que uma mulher poderia dar a um homem, na realidade, ela exercia o poder absoluto sobre ele. “Então você fez sexo com Angelina. Ela foi sua primeira? Quero dizer, na Casa?” Ren perguntou. “Bem, sim e não. Micah me convidou. Ele confiava em mim. Havia coisas que ele queria que não se sentisse confortável fazendo ele mesmo.” As sobrancelhas de Ren se levantaram e ele podia ver o interesse cintilar em seus olhos. “Cera quente,” Cole explicou. “Ele não queria machucar Angelina e eu tenho experiência com a prática. Micah não. Ele pode ter testado seus limites e, talvez, até tentou afastá-la e provar que ela não poderia tomar o que ele exigiria dela, mas teria morrido antes de machucá-la.” Ren tinha um olhar pensativo, meditativo. “Acho que poderia gostar dessa Angelina. Exceto a parte sobre ela fazendo sexo com você.” Ele riu. “Havia outros homens presentes. Dois outros, para ser exato.” Seus olhos se arregalaram novamente. “Então, ela fez sexo com todos vocês?” Cole estudou sua reação de perto. Parecia intrigada e ele não tinha certeza de como tomar isso. Não era grande em compartilhar. Era uma coisa que tinha em comum com Damon. Antes de Angelina, nem sequer tinha participado de um ménage à trois. Era muito malditamente possessivo para compartilhar uma mulher que ele se importava com outro homem. Mas conseguia entender o apelo melhor agora. Ele finalmente concordou. “Sim, era algo que a ligava. Tivemos certeza de que ela se divertia. Houve outro momento, e talvez eu tenha gostado mais desse encontro. Era mais… íntimo.” Ren mudou de posição para poder se inclinar no sofá com os pés sobre sua barriga e oscilando fora do sofá. “Esta é uma conversa fascinante. Estou tão intrigado com tudo. Então, houve outro momento. Com apenas você, Micah e Angelina?”
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Ele concordou. “Sim. Micah me convidou para A Casa. Na época ele e Angelina estavam hospedados lá. Ela tinha algum babaca a perseguindo e Micah queria mantê-la segura. Pela primeira vez, entendi a atração de compartilhar uma mulher com outro homem. O primeiro encontro, com os outros homens, foi mais clínico para mim. Eu estava lá para executar alguns serviços. Dessa vez ele queria assistir. Ele queria me ver dominar sua mulher. Sua posse. Nunca tinha considerado em como poderia ser excitante.” “Então na outra noite, quando Lucas… quando ele interveio. Você gostou, então?” Ele fez careta. “Sim e não. Odiei quando ele se intrometeu. Mas então entendi o por que. E bem, se eu for honesto, foi fodidamente quente. Adorei vê-lo entre nós. Não posso nem começo a explicar por que. Talvez seja melhor se eu nem analisá-lo. Tudo que sei é que foi um inferno de excitante.” “Foi à primeira vez que ele me compartilhou com outra pessoa,” ela admitiu em voz baixa. “Isso te chateou?” Ela suspirou e puxou o cabelo para trás da cabeça e o segurou lá em um rabo-decavalo antes de deixá-lo cair novamente. Assistiu-a de perto, por isso sentiu… Não foi decepção exatamente. Mas tinha visto a curiosidade e até talvez desejo relampejar, quando falou de Angelina ter tido sexo com vários homens. Se ele tivesse que chutar, diria que era um desejo que talvez Ren tivesse entretido, mas que Lucas nunca havia lhe fornecido. “Lucas… bem, aqui está a coisa com Lucas. Ele é duro. Estou certa de que você sabe disso, e bem, eu não estaria com ele se não estivesse me fornecendo exatamente o que preciso em uma relação. Ele é intransigente. Não me interprete mal. Sei que, sem dúvidas, ele nunca faria nada para me prejudicar. Mas pertenço a ele. Não apenas no sentido de ser sua. Até para uma relação dominante/submissa, ele é incondicional. Eu sou sua. Sou sua propriedade. Ele faz o que malditamente bem quer comigo, quando bem quer, a menos que me cause danos físicos ou stress emocional.” Cole assentiu. “Entendo.”
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“Então, uma de suas torções, como você disse sobre Micah, é que gosta de assistir outro homem dominar, e me refiro a dominar completamente, sua mulher. Às vezes ele só gosta de assistir, enquanto o outro homem possui completamente sua mulher. Outras vezes gosta de dirigir. E com isso quero dizer que ele assiste, mas organiza cada coisa que acontece. Ele diz ao homem o que fazer, e como fazer, o quão duro deve espancar ou açoitar, o quão duro deve foder. Se é para foder seu cu, sua boceta ou sua boca. Sei que ele gosta disso e o praticou com suas outras submissas.” “Mas não com você,” Cole adivinhou. Ela assentiu. “Eu esperei. E talvez uma parte de mim até tenha antecipado. Acho que é o desconhecido e que é todo tipo de proibido e recortado.” Então ela riu. “Ok, isso soa ridículo. Como ter um trio pode ser mais ousado do que o estilo de vida absoluto que vivo com Lucas… e agora com você,” ela adicionou suavemente. “Eu me perguntava se seria algo que eu iria gostar, e então na outra noite quando ele me levou para seu clube — ” Ela parou e suas bochechas se coloriram levemente. Cole ergueu as sobrancelhas. “O que aconteceu no clube?” “Bem, ele é sempre tão possessivo comigo. Tipo olhe, mas não toque. Esse tipo de coisa. Ele é muito exigente quanto a quem ele permite perto de mim. Especialmente no clube. Mas me mandou dançar com estes três caras, o que foi surpreendente o suficiente. Mas depois veio e dançou comigo, e, bem, foi diferente. Ele não é muito exibicionista, mas fez como se estivesse fodendo minha boca, me curvou como se me estivesse fodendo por trás. E então…” “Oh você não pode parar agora,” Cole disse secamente. “Não quando está ficando bom.” “Ele permitiu que um dos homens me tocasse. Com a boca. Ele chupou meus seios. E então me tocou. Deslizou os dedos dentro de mim.” “Você gostou?”
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“Sim,” ela respirou. “Foi quente. Excitante. Senti-me tão safada e má. E agora penso que talvez fosse apenas um precursor ou um aquecimento, porque ele sabia que me daria para você.” Cole fez uma careta. Não gostou da ideia de Lucas deixando caras aleatórios apalpála apenas para consegui-la pronta para ele. “Então ontem à noite, quando Lucas e eu estivemos dentro de você. Foi a primeira vez que experimentou isso?” Suas pupilas se dilataram e ela assentiu. A pele corou e ficou mais quente do que estava a apenas um momento atrás. “Você gostou.” Ele sabia que tinha, mas queria ouvir isso dela. “Sim, eu fiz,” ela sussurrou. “Não consigo nem explicar. Foi tão… poderoso. Completamente diferente da noite no clube. Não conhecia o outro homem. E embora achasse tudo proibido, e estivesse tensa para senti-lo, eu ainda me agarrava a Lucas porque me sentia segura com ele. Ontem à noite, eu estava entre dois homens em quem confio. Sentia-me totalmente segura com os dois. Sabia que nenhum de vocês jamais me machucaria. Foi… libertador. Não acredito que já tenha me sentido tão poderosa, e ainda assim estava completamente e totalmente impotente e vulnerável. Eu adorei.” Ele a puxou para beijá-la novamente, como tinha feito o tempo todo ao longo das últimas horas. Simplesmente não conseguia o suficiente dela. Amava lembrar-se que ela estava aqui, em seus braços. Era sua. “Você sempre estará segura comigo, Ren. Mesmo quando eu estiver empurrando-a. Quando for duro e exigente, e posso ser ambos, sem dúvida. Amo que seja aberta comigo sobre o que você gosta. O que te liga. E o que te faz se sentir segura. Nunca vou de graça ou de propósito fazer qualquer coisa que te faça se sentir com medo, insegura ou inferior. E vou malditamente me certificar de nunca fazer nada para te humilhar. Se não se sentir confortável de sair para jantar com Angelina, porque ela é alguém com quem já fodi, então nós vamos
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absolutamente ficar em casa. Mas saiba: Eu apenas fodi com ela. Eu gostei dela? Eu a respeitei? Absolutamente. Eu não sou um imbecil. Mas eu fodi com ela porque era bom, me ligava e era o que ela e Micah queriam. Não fiz amor com ela e aí está a diferença.” Ren sorriu e se inclinou para beijá-lo, e então ela enrolou os braços em volta de seu pescoço e firmemente o abraçou. Quando finalmente se afastou, ela tinha um sorriso maldoso. “Espero que isso não signifique que você vai passar as duas próximas semanas ‘fazendo amor' comigo.” Ele lhe enviou um olhar ardente que deveria tê-la preocupado. E talvez fez, pelo aumento súbito em suas respirações. “Oh não, Ren,” ele disse com voz suave. “Vou fazer amor com você, absolutamente. Mas também vou fodê-la tão longo e tão duro que vai me implorar por clemência. E se for uma boa menina, eu só poderia decidir ter um pouco mais.” Ele sabia que tinha dito exatamente a coisa certa, porque seus olhos pegaram fogo e ela se mexeu como uma coisa selvagem em seus braços. Lembrou-se de tudo que Lucas tinha dito em sua reunião e mesmo que o tivesse irritado receber conselhos de outro homem — especialmente um homem que tinha um forte domínio sobre Ren — também sabia que Lucas tinha sido exatamente certo. Ren não queria ou precisava de um homem que a mimaria ou acarinharia eternamente. Ela precisava de um homem dominante que não lhe daria uma polegada e que a levaria até a extremidade de seus limites, e então a puxaria de volta com uma mão gentil. E inferno sim, ele podia ser esse homem. Ele era esse homem. Ren poderia não saber ainda. Mas pelo tempo de alguns dias, qualquer dúvida que pudesse ter teria ido. Ele malditamente bem se certificaria disso.

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Capítulo 20
Compras com Cole era uma experiência inteiramente nova para Ren. Não era como se ela não tivesse feito compras com ele no passado, mas tinham um orçamento resolutamente menor naqueles dias. Compravam coisas como calças jeans, tênis e filmes de orçamento vistos no cinema de dólar. Eles podiam ter andado por uma loja de varejo exclusivo, mas era a extensão de quaisquer compras de marca para eles. Dessa vez, Cole parecia determinado a atender a todos os seus desejos e não apenas isso, mas estava envolvido em cada compra única. Estudava cada roupa, a tinha experimentando cada par de sapatos, e então simplesmente fazia as seleções baseado no que ele pensava que parecia o melhor para ela. Quanto a ela, não tinha uma única reclamação. Seus gostos eram tão impecáveis quanto os de Lucas. Sabia exatamente o que complementava sua figura, seu cabelo, sua coloração e parecia adorar qualquer top que exibia sua tatuagem. Também descobriu o seu amor por lingerie ultrafemininas. Amava cores suaves. Pink, pêssego, lavanda. Lucas normalmente se inclinava mais para o preto e cores mais escuras, abafadoras. Cole gostava de… garota. Ele também era perversamente mal. Solicitou que ela experimentasse um determinado conjunto de lingerie completo com os estiletes rosa quente que tinha escolhido ele mesmo. Ren os chamou de sapatos da Barbie. Cole se limitou a informá-la que ela parecia quente neles. Seus olhos reluziram em aprovação quando ficou diante dele, vestida em calcinha rosa claro de renda e o sutiã combinando e calçada com aqueles assassinos sapatos foda-me. Ok, e bem, ela tinha que admitir, sentiu-se como uma granada completa com a forma que a devorou com seu olhar.

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“Esta noite vou fodê-la com nada além desses sapatos,” ele disse com uma voz rosnada. “Vou agarrar os saltos e espalhá-la larga, enquanto te monto longo e duro.” Oh inferno. Um tremor atravessou seu corpo. Seus joelhos tremeram e ela quase afundou naqueles saltos. Cole estava de pé e a pegou para ele, mas riu quando ela pareceu agitada. Sabia exatamente seu efeito sobre ela. Deliciava-se com isso. “Eu poderia fodê-la aqui mesmo, Ren. A vendedora não interromperia. Ela estaria perfeitamente feliz em nos dar o tempo e isolamento que queremos.” “Não é com ela que estou preocupada,” Ren resmungou, não querendo admitir o quanto tinha ficado excitada com a ideia dele a fodendo bem ali no vestiário. Ou talvez até colocá-la sobre os joelhos e marcar seu bumbum em sua roupa íntima nova. Ou talvez fazê-la chupar seu pau de joelhos, enquanto se sentava indolentemente na cadeira onde assistia seu modelo. Sua imaginação a levava em uma deliciosa viagem através de todas as possibilidades. “O que eu não daria para ver o que está se passando nessa bonita cabecinha agora,” Cole murmurou. “Se importa de compartilhar?” Ela sacudiu a cabeça com veemência e, realmente corou. Ela não se sentia como uma menina há muito tempo e agora estava realmente corando como uma pré-adolescente com sua primeira paixão. “De jeito nenhum eu quero que alguém nos veja!” Ela sussurrou. Cole sorriu. Aquele sorriso a deixou imediatamente suspeita e seus olhos se estreitaram quando seu sorriso só cresceu mais arrogante. Ele entortou o dedo, os olhos desafiando-a a recusar. Ela deu alguns passos para fechar a distância, a pulsação disparando. Ele tocou sua mandíbula, e então a inclinou para ficar a um mero sopro de sua boca. Oh mas ele era delicioso. Parecia delicioso e cheirava tão gostoso que ela queria lambê-lo de cima a baixo e em todo o resto. Escoava sexualidade por todos os poros. Era o
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tipo de homem que ela escolheria em meio a uma multidão cada vez. Indiferente. Confiante. Um pouco arrogante. Corajoso. E com certeza, lindo de dar-água-na-boca. “A loja é fechada, minha querida. Há somente você e eu e uma vendedora muito feliz, que ficou muito emocionada por fechar a loja para termos uma excursão de compras muito particular. E eu garanto que ela não vai aparecer até que eu a chame.” “Nesse caso,” ela murmurou. “Pronta para compartilhar aqueles pensamentos desviados que você estava tendo?” Ela sorriu. “Sou sempre muito obediente.” “Mmm, sim você é. Agora eu devo considerar o que quero que minha querida submissa faça.” Baixou os olhos afetadamente, e então recuou um passo apenas para que ele pudesse vê-la naqueles saltos decadentes e lingerie rosa espumante que ele parecia amar. Estava tão excitada que quase subiu na ponta dos pés na ânsia de ver o que ele faria exatamente com ela. Seus olhos imediatamente ficaram escuros com aprovação. O poder que saía dele era uma onda tangível que se envolvia ao redor dela e a atraía sedutoramente. Oh sim, ela era sua. Faria o que ele ordenasse. Iria agradá-lo como ele nunca tinha sido. Era uma necessidade súbita e feroz que vinha de dentro. De sua alma. Era uma ânsia tão forte quanto qualquer desejo que já tinha experimentado. Queria ser sua, queria sua força e seu domínio. Bem aqui, agora, entre as roupas bonitas que ele a estava banhando. Queria que ele afirmasse seu domínio e sua propriedade. Quando suas mãos caíram para o cinto, seus joelhos ameaçaram ceder. Lentamente e metodicamente, ele desfez a fivela e puxou o couro até que ficou livre de sua calça. Ela não tinha ideia do que ele planejava fazer com o cinto, mas esperou. Oh Deus, ela esperou. Literalmente podia sentir o beijo quente do couro em sua bunda e quase desmaiou com o querer. “Vá para o espelho,” ele ordenou.
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Sua voz era toda firme e ainda em camadas com uma escuridão áspera que era muito sedutora. Ela honesta a Deus, não estava certa se conseguiria dar os três passos para o espelho. Colocou um pé hesitante na frente do outro, grata quando se manteve estável. “De frente e coloque as mãos sobre a cabeça, palmas contra o vidro, então empurre para que haja espaço entre seu corpo e o espelho.” Ela fez como ordenado. Apertou as palmas no espelho de corpo inteiro e então deu um passo atrás. “Abra as pernas e olhe para si mesma.” Ela levantou os olhos espantados para se ver, surpresa no quão excitada e... drogada… ela parecia. Já estava bem a caminho do lugar que só ele poderia levá-la. Ela o abraçou. Dando as boas-vindas. Ansiando-o com cada centímetro de seu corpo. Ele deslizou a mão sobre a curva de suas costas. Acariciou as bochechas, uma e então a outra. Brincou com a tira fina que cobria a fenda de sua bunda e depois alisou a carne rechonchuda de novo. “Uma bunda tão bonita, Ren. Perfeitamente formada. Tão deliciosamente fodível. Mas igualmente deliciosa? É minha marca nessas bochechas lindas e morenas.” Sem aviso, emitiu um bofetão afiado com a mão. Sacudiu-a adiante e ela fechou os olhos quando a mordida de dor foi rapidamente substituída pela névoa quente de prazer. “Abra os olhos, Ren. Quero que você assista a si mesma enquanto uso meu cinto em sua bunda. Quero que veja o quão linda você é. E então vai me assistir fodê-la por trás, enquanto você mantém as mãos contra o vidro. Se você as mover. Mesmo uma polegada. Vou castigá-la.” Seus olhos se arregalaram. Eles não tinham discutido punição. Ela não estava nem certa do que ele considerava punição. Lucas raramente a castigava. Não havia necessidade. Ela levava sua obediência muito a sério. Era uma questão de respeito e ela nunca desrespeitaria Lucas ou Cole.
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Cole sorriu para ela. “Você não vai mover as mãos, Ren. Eu sei.” Não, ela não as moveria. Não importa o que ele fizesse. Não importa o que a fizesse sofrer. Não importa o quanto a dirigisse selvagem com alucinante prazer. Obedeceria e não moveria as mãos. “Olhe para frente.” Retornou o olhar para sua própria reflexão e viu a excitação e antecipação ardendo em seus olhos. Atrás dela, ele se moveu, e então olhou diretamente para ela, assegurando-se de que ela estava fazendo como tinha ordenado. Flexionou os dedos contra o vidro no momento em que o couro estalou através de sua bunda. Saltou, vacilando contra o fogo repentino. Tão rapidamente quanto, um sussurrado gemido escapou de seus lábios e seus olhos ficaram todo suave e incandescente quando o prazer zumbiu por suas veias. “Não desvie o olhar,” ele disse roucamente. “Veja como bela e selvagem você parece. Veja o que eu vejo.” Ela olhou para mulher no espelho. Estava linda. Os olhos brilhavam. O pescoço arqueado. O cabelo fluindo sobre os ombros e ela parecia sedutora, sensual e vibrante. O cinto estalou contra sua carne novamente e levou tudo o que podia para manter os olhos abertos quando a felicidade desceu. Cada golpe era uma mistura erótica de dor, irritação ardente e êxtase decadente. Ele não foi fácil. Não se fez de covarde. Não fingiu espancá-la e jogar pequenas tapinhas em seu caminho. Ela teria ficado profundamente desapontada e completamente insatisfeita. Isto era o que ela precisava. Essa extremidade. A linha fina entre o que podia e não podia tomar. Queria que a empurrasse. Queria que esticasse seus limites a cada vez. Queria que a levasse lá e, em seguida a puxasse de volta com uma mão amorosa. Assim como Lucas. “Quantas você pode tomar, Ren?”

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Ela piscou perplexa com a pergunta. Não era uma que ela deveria responder. Por meio de sua névoa, ela sabia a resposta certa. “Tantas quanto você escolher me dar.” Satisfação esculpiu uma linha através de suas características. Sua boca firmou e seus olhos brilharam em aprovação. “Sua bunda está tão bonita. Tem um rubor rosado bom que complementa a lingerie muito bem. A única coisa melhor do que as marcas do meu cinto serão as impressões digitais que eu deixarei quando segurá-la e fodê-la.” Ela estremeceu e as palmas deslizaram a mais nua polegada, de repente escorregadia contra o vidro liso. Ela foi rápida para se reposicionar, pronta para o próximo golpe. Veio como fogo. Rápido. Chamuscando. De repente um após o outro. Ele dispensou as listras metódicas que tinha começado e apimentou uma linha sobre sua bunda inteira até que todo seu traseiro pulsava e queimava. Então o cinto deslizou de sua mão e caiu no chão, a fivela de metal tinindo no piso polido. Ele agarrou sua bunda em ambas as palmas, massageando rudemente sobre a carne em chamas. Impacientemente, ele rasgou a renda fina da calcinha que caiu em uma perna para pendurar em seu joelho. Empurrou suas nádegas para cima, expondo a entrada de sua boceta, puxando-a tão apertado que sabia que seria quase impossível para ele entrar nela facilmente. Ela não queria fácil. Queria uma tomada animalesca. Ele abriu a calça, mas as deixou. Seu pau se projetou pela braguilha e ele rolou um preservativo antes de retornar as mãos para sua bunda. Bateu nas bochechas para trazer de volta a queimadura. E continuou a administrar palmadas urticantes até que ela gemeu e se contorceu sem parar em seu aperto. Então, ele estava dentro dela. Rápido. Brutal. Chocante. Mas tão bom.
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Ela encostou a testa contra o vidro, subjugada pela ferocidade de sua possessão. Ele era tão grosso e grande dentro dela. Estava úmida, mas não tinha estado completamente preparada. Amou a forma como se ajustava firmemente ao seu redor. Amou o atrito delicioso de sua ereção muito grande em sua abertura apertada. “Você está resistindo a mim, Ren,” Cole disse enquanto os dedos escavavam mais firmemente em sua bunda. Deu outro empurrão duro e ela ofegou quando só ganhou uma polegada. Então ele puxou fora, seu pênis ondulando sobre a carne inchada e ingurgitada. Quase teve um orgasmo naquela hora e teve que usar toda sua restrição para não deixar ir. “Abra-se para mim. Leve-me toda a distância,” ele ordenou. Então avançou, até que seus quadris bateram contra os quadris dela. Sua entrada foi áspera, deliciosa, dolorosa, intensamente prazerosa. Uma série de sensações contraditórias que a deixaram incoerente. Sua mente ficou em branco. Não conseguia invocar nem o mais simples dos pensamentos. Tudo que estava ciente era a posse de Cole. Ele dentro dela. E como muito bem se sentia. Seu rosto estava corado. Os olhos pesados e drogados. Os lábios inchados e ele ainda nem a tinha beijado. Ela os teria mordido em reação à felicidade estonteante que estava experimentando? Seu cabelo estava desgrenhado e sexy ao redor de seu rosto. Parecia uma criatura selvagem que lutou e foi subjugada. Arqueou o pescoço e gemeu quando lhe bateu novamente. Então, de repente, ele se retirou e embrulhou o braço em sua cintura. Erguendo-a no ar ele a levou através da sala para onde uma das poltronas estava posicionada. Empurrou-a rudemente abaixo e ordenou que agarrasse os braços da cadeira. Em seguida, ergueu a parte inferior de seu corpo de forma que seu peso era sustentado por suas mãos prensadas na cadeira. Ele a abriu, e então empurrou de volta dentro dela.
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“Eu precisava ir mais fundo,” disse roucamente. “Posso te tomar mais profundo desse jeito. Mantenha a cabeça baixa. Levante sua bunda. Abra-se para mim, bebê, Ah Inferno, é isso mesmo. Adoro quando estou bem no fundo de você.” As palavras deslizaram sobre sua carne como a mais fina seda. Ele a fodia sem piedade, tomando seu prazer e conduzindo-a cada vez mais à loucura. Depois de um momento, ele a pegou novamente como se não pesasse nada, e a posicionou na grande poltrona em suas mãos e joelhos. E então a fodeu por trás por uns cinco minutos. Sua resistência a espantando. Ele era uma máquina. Uma máquina bela e cruel, projetada para lhe dar o máximo de prazer. Ele envolveu a mão em seu cabelo, torceu e então puxou sua cabeça, angulando-a para forçá-la a encontrar seu olhar feroz. Seus olhos brilhavam. Animalescos? Oh sim, ela tinha obtido seu desejo. Isto não era um gentil galanteio. Nenhuma sessão de fazer-amor e desmaiar. Isto era tão gutural quanto podia. Ele a estava fodendo, possuindo-a, lhe mostrando sem dúvidas, que possuía cada centímetro de seu corpo e que podia fazer o que malditamente bem o satisfizesse. “Goza Ren. Você tem exatamente dez segundos para ter o seu prazer antes de eu tomar o meu.” Para reforçar seu comando, puxou mais forte em seu cabelo e começou a fodê-la em golpes longos e rápidos que agitavam seu corpo inteiro. Sua visão borrou. O calor se espalhou através de seu corpo até o suor aparecer em sua testa. Tensão. Tanta tensão. Ele dirigia seu corpo, martelando com velocidade e força que a deixava ofegante. E então sua outra mão foi para seu pescoço. Apenas uma carícia simples, gentil. Correu os dedos por seu ombro, e então até seu seio para escovar ternamente o mamilo. O contraste entre a selvageria de sua posse e a mão em seu cabelo segurando-a tão firmemente, e a outra a acariciando tão docemente a desfez completamente.
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O orgasmo ardeu sobre ela, brutal em sua intensidade. Tão… poderoso. Não conseguia respirar. Conseguia apenas tomar o que ele continuava a lhe dar enquanto onda após onda de prazer excruciante a consumia. Ela não queria que acabasse. Não apenas o orgasmo, mas a experiência de ser tão consumida por este homem. Queria que ele continuasse a tocá-la. Para manter o contato entre eles e a conexão íntima feita de forma muito mais forte pela confiança. Confiava nele? Definitivamente sim. E talvez isso a fazia uma boba, mas não via nenhum engano nele. Tudo que via era arrependimento genuíno e um desejo do fundo-daalma de compensar os erros do passado. Mesmo quando se sentiu traída por ele, sabia que ele nunca a machucaria. Nunca. Suas punhaladas diminuíram e se tornaram mais gentis quando sua pele arrepiou com a sensibilidade pós-orgásmica. Então ele se retirou e deu a volta para sua frente, arrancando com impaciência o preservativo. “Abra a boca.” Seus lábios se separaram obedientemente e ele colocou a ponta de seu pau em seu lábio inferior e começou a trabalhar a mão de cima a baixo. “Ponha a língua para fora. Isso mesmo,” disse quando ela obedeceu. Ele fechou os olhos e gemeu, deu mais um puxão e o primeiro jato de sêmen se atirou em sua boca. Continuou a guiar o líquido quente sobre sua língua, e então deslizou dentro de sua boca, quente e rígido, e esvaziou o último lançamento no fundo de sua garganta. Por algum tempo ele ficou lá, o pau no fundo de sua boca, enquanto acariciava seu cabelo com carícias amorosas. Então, finalmente se afastou e escovou o polegar sobre seus lábios inchados. Enfiou-se de volta em sua calça, e então se curvou para recuperar o cinto que tinha jogado no chão. Sua bunda formigou novamente quando reviveu cada curso do couro. “Se vista.” ele disse suavemente. “Mandarei a vendedora recolher nossas compras e me enviar a conta.”
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Capítulo 21
Ren estava nervosa e desejou não estar. Com Lucas ela não se preocupava por que… franziu a testa por um momento, sentindo-se desleal pelos pensamentos que cruzaram sua mente. Mas não era como se ela pudesse desligar um ano inteiro de uma conexão intensa, perto de um homem em confiava implicitamente. Quando estava com Lucas, ela não temia novas situações. Sabia com absoluta certeza que ele cuidaria dela, se certificaria se estava confortável e que qualquer medo ou nervosismo que pudesse enfrentar seria aliviado. Com Lucas, se sentia confiante e em paz, tanto com ela e seu papel em sua vida. Agora estava indo com Cole para encontrar seus amigos e o fato de que ela estava no limite era uma bonita maldição ridícula. Ela até já conhecia Damon e sua esposa, embora não sob as melhores circunstâncias. Mas só estava com Cole há dois dias. Só estava de volta em sua vida há pouco tempo. Embora confiasse nele, ainda não tinha alcançado o mesmo nível de confiança que tinha com Lucas. Não, Cole não a machucaria fisicamente, mas já a machucara emocionalmente. Ele a tinha devastado e tinha o poder de fazê-lo novamente, não importa o quanto desejasse que nenhum homem tivesse esse poder sobre ela. E bem, havia o fato de que Cole tinha sido íntimo em variados graus com ambas as mulheres presente. Se isso não tornasse as coisas estranhas, ela não sabia o que iria. Colocara um vestido rosa que se ajustava como um sonho com apenas um pequeno farfalhar no meio das coxas. O suficiente para fazê-la se sentir um pouco atrevida e destacou a cor negra dramática da meia-noite de seu cabelo e seu tom de pele cremoso. Os quentes sapatos rosa foda-me eram a escolha natural, mas quando colocados junto com o vestido, a fez se sentir como uma prostituta. Os sapatos da Barbie esperariam

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por outra noite, quando não se importasse de uma forma ou de outra do que os outros pensavam dela. Ao invés, foi com sandálias de tiras prateada, com um salto claro e apenas o suficiente para fazê-la ostentar um clarão nos pés. Que garota poderia resistir a sapatos brilhantes? Se havia tal mulher, não era ela. Escovou o cabelo, aplicou brilho labial rosa, e então foi à procura de Cole. Ele estava esperando no final dos degraus e assobiou apreciativamente enquanto ela descia. Seu sorriso lhe trouxe de volta tantas memórias. Ele parecia… feliz. E mais jovem. Muito parecido com o jovem que tinha conhecido dez anos atrás. Só que agora ele era muito maior que a vida, mais velho, mais sábio e tão malditamente lindo e confiante, que a deixava fraca dos joelhos ao seu redor. Como seria sua vida agora, se ele não tivesse ido embora? Teriam ficado juntos? Seriam felizes, mesmo agora? Quando chegou ao último degrau, ele a alcançou e tomou sua mão para ajudá-la descer. Puxou-a para perto e respirou o perfume de seus cabelos, como sempre costumava fazer, e então levantou seu queixo para que pudesse tomar sua boca. E ela disse tomar, porque foi exatamente o que ele fez. Não exatamente a beijou, embora fosse o que aconteceu. Mas foi o jeito como a beijou. Era um lembrete — um forte e inconfundível lembrete — de sua possessão. Que a considerava dele. Mas, ao mesmo tempo, não era um gesto estéril e clínico. Era… doce. Empolgante. Calor se espalhou através de suas veias até que sua pulsação latejava e seu peito se apertava pelo ar. Todo seu brilho labial se foi, mas ela não dava uma maldição. Que mulher não quis ser beijada desse jeito? Terno. Mas ainda forte, dominante, reconfortante. Esta era a palavra que estava tentando encontrar. Tranquilizante. Seu toque tinha uma riqueza de segurança. Disse tinha lhe dito que nunca deixaria nada lhe tocar. Que cuidaria dela. Que ela era dele.
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Quando se afastou, seus olhares se trancaram e ele parecia satisfeito simplesmente em olhar para ela. Tocou sua bochecha e traçou uma linha suave nos contornos de seu rosto. “Você é linda, Ren. Sempre foi bonita, mas há algo fascinante sobre você agora. O tempo tem sido muito bom para você. Você parece… satisfeita. Confiante. E nem posso lhe dizer como acho sexy a confiança em uma mulher. Você parece uma mulher com nada a provar e me faz querer possuí-la ainda mais.” Suas bochechas se apertaram com prazer no elogio, mas também na sinceridade que aquecia seus olhos. Ela conscientemente enfiou uma mecha de cabelo atrás da orelha e ele riu suavemente, traçando o caminho de sua mão com a dele. “Você sempre fazia isso quando a elogiava. Ainda é tão adorável agora quanto era antes.” Para cobrir o fato de que ela não tinha nenhuma ideia de como responder, escapou e executou uma pirueta ousada, e então levantou as mãos. “Pareço bem? Não vou envergonhálo na frente de seus amigos?” Ele fez uma carranca, e então pegou sua mão. “Nunca.” Colocou-a ao seu lado e seguiu para porta da frente. Estacionado em frente tinha um Aston Martin cinza aço. Ela ergueu uma sobrancelha quando ele abriu a porta para ela e se deslizou na cadeira de couro luxuoso. Quando Cole se deslizou ao seu lado e ligou o motor, ela rapidamente afivelou o cinto, mas olhou para cima enquanto ele saía do passeio. “Como fez sua fortuna, Cole? Não que eu jamais tenha duvidado que você se tornasse um sucesso, mas quando nos separamos você ainda estava levantando o dinheiro para seu primeiro negócio. Na época, ninguém queria lidar com você porque era tão jovem e ainda não tinha um grau de negócios. Você terminou a escola?” Cole sorriu, chegou à estrada e acelerou o motor. “Não. Você melhor do que ninguém sabe que a escola me frustrou. Não gostava do regime, a disciplina e, acima de

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tudo, a paciência. Nunca subscrevi o todo para fazer A e B, e, eventualmente, consegui um trabalho fazendo C.” Ela suspirou. “Ao contrário de mim, que desejava as rotinas e horários e o conforto de saber que seria empregável após a graduação. Mesmo que tenha acabado nunca usando minha licenciatura. Então, você fez tudo por conta própria?” “Comprei numa sociedade, porque nunca fui capaz de levantar o capital suficiente para fazer sozinho. Depois de dois anos, comprei os meus parceiros, passei mais um ano racionalizando os negócios até que estavam virando um lucro saudável, e então o vendi por uma soma muito boa de dinheiro. Suficiente para viver e começar uma nova aventura.” “E no que você gosta de aventurar?” Ela perguntou. “Damon e eu somos parceiro em muitos projetos agora. Tenho um grande interesse em madeira, chips e biocombustíveis.” Ela torceu o nariz. “Tudo soa como grego para mim. Você investe em batatas fritas?” Ele riu e alcançou para dar um puxão em seu cabelo. “Não, espertinha. Lascas de madeira. Para fazer papel. Forneço as lascas para as fábricas de papel. Também possuo uma serraria e sou parceiro com Damon em outra. Mas também financio um grande desenvolvimento que viram bens imóveis.” “Então você está no negócio de fazer dinheiro,” ela brincou. Cole bufou. “Não estamos todos?” Ela deu de ombros. “Suponho que sim. Apenas acho que você é particularmente bom nisso.” Ele concordou e não ofereceu qualquer falsa modéstia, que ela achou até mais dignoda-babação. Odiava um homem que não admitia seu sucesso. Ou dava desculpas tolas, ou culpava a sorte. Cole sabia que era bom. Não andava por aí se vangloriando, mas não estava disposto a não se dar o crédito merecido também. “Então me diga algo,” ela disse depois de limpar a garganta. “Sobre esta noite.”

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Ele se virou para olhá-la rapidamente, uma sobrancelha erguida. “Você não está preocupada com esta noite, não é? Não temos que ir. Basta me dizer a palavra. E providenciarei para termos um bom jantar juntos, só você e eu.” Ela sorriu, tocada por sua preocupação. “Não, não é isso o que quero dizer. Só estou querendo saber como isso deve se desenrolar. Quero dizer, estou indo como sua…” Tentou formular a palavra cuidadosamente, não querendo soar ofendida ou como se achasse que ele estava sendo desrespeitoso com ela. “… submissa. Quero dizer, sei que você disse que tanto Damon quanto Micah são como estes grandes machos dominantes com as mulheres que são completamente submissas a eles, e não estou certa de qual será o meu papel esta noite. Só não quero envergonhá-lo ao fazer ou dizer a coisa errada.” Para sua surpresa absoluta, sua expressão ficou triste, e então ele desviou para o acostamento antes de parar abruptamente. Depois se virou no assento para encará-la. “O que você é, é alguém muito importante para mim. Estes são meus amigos. Bons amigos. Não é diferente de qualquer outro grupo de amigos que se reúnem para jantar, tomar alguns drinks, rir e ter uma boa conversa. Sim, Serena e Angelina são submissas. Também acontece ser muito apaixonadas por seus maridos, e reciprocamente são adoradas além da razão por seus homens. Se você quer saber se eles sabem alguma coisa sobre nossa relação, a resposta é não. Porém, eles estão bem familiarizados com minhas inclinações, se essa palavra não ofendê-la, então é muito provável que vão adivinhar ou pelo menos especular sobre seu papel em minha vida.” “Sinto muito,” ela disse suavemente. “Ainda estou um pouco fora de ordem com tudo isso. Três dias atrás, eu estava com um homem completamente diferente. Um conjunto diferente de regras. Você tem que saber, isso não é típico de mim. Prefiro relações de longa data, íntimas e com uma base de confiança. Não estou pulando de cama em cama ou fazendo parcerias por um capricho. Ainda estou um pouco confusa com a rapidez que me tornei propriedade de outro homem.”

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Ele tocou seu queixo, forçando-a a olhar de volta para cima. “Não apenas outro homem, Ren. Eu. Há uma diferença. Você foi minha primeira. E não se desculpe por querer informações antes de ir para uma situação nova. Eu deveria ter feito um trabalho melhor em explicá-la. Jamais gostaria que se sentisse desconfortável, envergonhada ou intranquila. Não sou um idiota que tem que piscar ao redor com sua submissa em uma coleira a fim de provar que sou algum tipo de homem. Não preciso desse tipo de declaração para que o mundo saiba que você é minha. As únicas pessoas que precisam saber é você e eu. Todos os outros? Eu poderia dar uma merda.” Ela sorriu, porque agora mais do que nunca ele tinha soado como o Cole que conhecera. Não, ele nunca tinha dado muito crédito ao que os outros pensavam. Era provavelmente o que o tinha feito o sucesso que se tornara. Ele alisou a palma em seu rosto, afastando uma mecha de cabelo. “Incomoda você, Ren? Que eles saibam que você é minha?” Lá, atrás da confiança e as palavras contundentes, tinha uma fina camada de preocupação. Não exatamente insegurança, mas talvez decepção. Ela se inclinou, segurou sua mandíbula forte e então pressionou os lábios contra os dele. “Não,” sussurrou. “Não me incomoda em nada. Acho que apenas não quero desapontálo de qualquer forma. Nunca quis desapontá-lo. Isso não mudou. Nem em dez anos.” Ele a beijou de volta. Enfiou a mão em seus cabelos e a segurou para sua boca. A língua deslizando através de seus lábios, saboreando, recuando, e então corajosamente avançando de novo. Descansou a testa contra a dela, ainda segurando-a para ele enquanto silenciosamente recuperava o fôlego. “Não, Ren. Você nunca me desapontou. Fui eu quem a desapontei. Tudo que quero é que seja você mesma e fique feliz. Amo a Ren real. E jamais gostaria que fosse outra pessoa.” Ela engoliu em seco. Seu coração torcido, roubando sua respiração. Isso foi tudo o que ela sempre quis, não é?
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Um ano atrás, teria dito que sim, inequivocamente. Ter Cole de volta, tê-lo aqui, dizendo as palavras que estava dizendo. Para ter outra chance de fazer o passado direito. Mas isso foi antes de Lucas. Mesmo que seu coração absorvesse cada pedaço de Cole, ainda havia uma parte que se agarrava obstinadamente a Lucas. Talvez fosse passar com o tempo. Talvez não. Se Lucas viesse buscá-la amanhã, seria capaz de lhe dizer não? Tinha sido mais fácil se agarrar a Cole e aceitar esse fogo entre eles, porque temia que Lucas a deixasse do mesmo jeito que Cole tinha deixado antes? Ela não gostava das possíveis respostas para essas perguntas. Não gostava por que, se Lucas estivesse de pé à sua frente agora, não sabia como reagiria. Como poderia? A covarde dentro dela esperava que Lucas tivesse partido porque significava que não teria que fazer uma escolha. Estava profundamente envergonhada com essa parte dela. Mas a ideia de ter que escolher entre dois homens por quem se importava profundamente tinha o potencial de quebrá-la completamente. Sacudiu os pensamentos sombrios e se reorientou para o presente. Se pudesse manter Lucas à distância em uma pequena caixa, ficaria feliz — extremamente — com Cole. Não, eles não estavam juntos há muito tempo. Talvez nem mesmo funcionasse. Mas no momento… No momento? Ela estava feliz. Um pouco excitada. Esperançosa. Quem sabia o que as duas próximas semanas trariam? Cole beijou seu nariz, e então puxou de volta, reposicionando-se em seu assento. Alcançou para apertar sua mão, e então voltou à estrada. Alguns minutos depois, pararam em uma garagem fechada e Cole abriu o vidro para falar no pequeno interfone. O portão começou a se abrir e Cole acelerou até o passeio sinuoso e em volta de um canto para uma bela casa. Era maior que a de Cole, e embora o paisagismo fosse excelente, não a sentiu tão acolhedora ou pessoal para ela quanto à casa de Cole. Mas para ela, a casa de Cole combinava com ele, ou pelo menos sua imagem dele.
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Cole estacionou atrás de outro veículo e Ren o esperou dar a volta para lhe abrir a porta. Ele estendeu a mão e para ela e a puxou até estar de pé ao lado dele. “Eu quis dizer isso, sabe,” ele murmurou. Ela ergueu as sobrancelhas interrogativamente “Você é linda.” Ela sorriu e relaxou. Ele enroscou os dedos com os dela e seguiu para porta, mantendo-a ao seu lado o tempo todo. Como Lucas, ele apenas tinha uma forma de garantir que ela se sentisse confortável. Ela fechou os olhos. Suficiente sobre Lucas. Tinha que parar com as comparações mentais. Não era justo com nenhum dos homens, mas certo como o inferno não era justo com Cole, que estava fazendo tudo ao seu alcance para fazê-la feliz. Um homem alto e imponente atendeu a porta. A testa de Ren enrugou e ela olhou cautelosamente para Cole. O cara parecia um segurança. Uma versão da mais alta-classe, mas alguém em segurança pessoal, com certeza. Cole apenas sorriu. “Como vai, Sam? Serena o está mantendo pelos dedos, nestes dias?” Sam fez uma careta, e então se afastou para gesticular que Cole e ela entrasse. “O Sr. e a Sra. Roche o aguardam na sala de estar. Gostaria de algo para beber? E sua senhora?” “Esta é Ren,” Cole disse. “Ren, este é Sam, é o pau-pra-toda-obra de Damon.” Ren sorriu enquanto Sam gravemente sacudia sua mão. “Você gostaria de uma bebida?” Cole lhe perguntou. “Damon tem um estoque de vinho muito bom. Bem, e tudo mais. As chances são, se você quer, ele tem.” “Eu gosto de vinho branco. Não sou exigente.” Cole concordou. “Faça dois.” Sam desapareceu e Cole pegou a mão de Ren novamente e a levou para ainda mais dentro da casa. Era ricamente decorada, mas nada era ostentoso. Damon, e talvez Serena,
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tinha bom gosto. As obras de arte eram bonitas. A mobília era agradável e elegante. Toda a casa tinha um ar de requinte que era difícil de alcançar sozinho. Mas ainda assim a deixava vagamente desconfortável. Quase como se estivesse em um lugar que poderia olhar, mas não tocar. Já sentiu o desejo de ficar tensa, colocar uma máscara falsa e nunca deixar essas pessoas vê-la por dentro. Entraram em uma espaçosa sala de estar, embora parecesse uma sala de estar regular para Ren. Mas talvez quando as pessoas tinham muitas salas em uma casa, sentiam a necessidade de nomeá-las todas com algo diferente. Damon e Serena estavam sentados em um dos sofás e outro casal sentava-se na namoradeira diagonal ao sofá. A mulher era pequena e curvilínea, com a pele cor de caramelo bonita que dizia sobre sua herança hispânica e longos cabelos castanhos escuros. Seus olhos eram escuros também, uma combinação perfeita com o cabelo escuro do homem de olhos escuros que estava sentado ao lado dela. Os dois casais se levantaram quando Cole entrou na sala com Ren. Ela ficou para trás automaticamente, embora Cole a levasse para frente com ele. “Cole, estou feliz que você e Ren puderam vir,” Damon disse calorosamente. “É muito bom vê-la de novo, Ren.” Ren sorriu de volta até que sua mandíbula se sentiu congelada. Serena estava ao lado de Damon e ofereceu a Ren um sorriso genuíno também. “Venha comigo, Ren. Vou apresentá-la a Micah e Angelina, e então, nós meninas, poderemos deixar os caras fazerem as coisas.” Damon revirou os olhos, mas soltou sua mão. Serena agarrou o pulso de Ren a guiou em direção a Micah e Angelina. “Micah, Angelina, esta é Ren Michaels. Ren, estes são nossos amigos queridos, Micah e Angelina Hudson. Sua filha, Nia, está na baby-sitter esta noite.”

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“É um prazer, Ren,” Micah disse, com a voz rouca e profunda lavando sobre ela. Tinha aquele fio de autoridade que ela tanto almejava, uma garantia para fazê-la se sentar e prestar atenção. Ele também era um homem confiante de seu domínio. “Oi, Ren,” Angelina ofereceu docemente, seu sorriso tímido deliciando Ren. “Ok, agora solte Angelina, para que nós meninas possamos nos sentar. Há apenas uma quantidade de tempo que uma mulher grávida deve ficar de pé, e meus pés estão gritando,” Serena disse impaciente. Micah esboçou um sorriso. “Com certeza, boneca. Sei quando recebo minhas ordens para marchar.” Inclinou-se para beijar Angelina, e então rodeou as mulheres e foi para onde estava Cole e Damon. Nem dois segundos depois, Sam apareceu com o vinho para Cole e Ren. Depois que Ren pegou seu copo, Serena gesticulou para ela e Angelina em direção ao sofá. “Vamos nos sentar.” Angelina sorriu e se inclinou para Ren. “Ela está irritada. Não se preocupe com ela.” “Eu ouvi isso,” Serena resmungou. Recostou-se no sofá e suspirou tão alto que os homens lançaram olhares divertidos sobre os ombros. Ren se empoleirou na namoradeira de frente para Angelina e Serena, ainda insegura de como agir com estas mulheres. “Ela e as outras ficavam o tempo todo fazendo piadas sobre mim quando eu estava uma casa bamboleante,” Angelina continuou com um sorriso de satisfação. “Não é mais tão divertido para Serena, agora que o sapato está no outro pé.” Serena olhou para Angelina. “Cale-se.” “Quem são as outras?” Ren perguntou curiosamente. “Nossas outras amigas. Namoradas,” Serena explicou. “Há Faith, Julie e agora Lyric, e claro, Angelina e eu.” Apesar de realmente não querer entrar no assunto sensível, Ren estava fascinada por Serena estar grávida e de como isso desempenhava em sua relação — o tipo de relação —
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que ela e Damon tinham. Sabia o suficiente de Cole para saber que Damon era a força dominante vinte e quatro por sete, dentro e fora da cama. E ainda assim, quando Damon olhava para sua esposa, seus olhos eram suaves com amor. Quando a tocava, havia tanta gentileza e carinho. Damon era o tipo de homem que a própria Ren sempre ansiara e tinha encontrado com ambos Cole e Lucas. Os outros homens em sua vida? Nem tanto. “Você parece preocupada,” Serena disse, interrompendo seus pensamentos. “Algo está errado?” Ren sorriu levemente. “Estava sendo curiosa e tentando decidir se seria rude lhe fazer uma pergunta.” Ambas, Angelina e Serena ergueram as sobrancelhas. “Oh faça,” Angelina disse. “Acho que eu definitivamente quero ouvir isso.” As bochechas de Ren aqueceram e sua coragem vacilou. “Não é da minha conta.” Serena deu de ombros. “Vou informá-la se mergulhar muito fundo no território fora dos limites.” Ren respirou fundo. “Apenas queria saber, com você agora grávida e um bebê entrando no quadro. Como mudou sua relação? E antes que pense que sou uma louca com curiosidade demais para seu próprio bem, é só que eu frequentemente pesei meu desejo por uma família — com crianças — com o tipo de relação que preciso, e não consegui conciliar os dois. Mas você… você parece ter isso tudo. Acredito que a invejo.” Os olhos de Serena se suavizaram e ela e Angelina trocaram sorrisos secretos. “Estava preocupada a princípio. A decisão de ter um filho não foi feita inconsequentemente por nenhum de nós. Mas de várias formas que exaltava nossa relação. É difícil de explicar. Sempre amei o domínio de Damon e seu protecionismo quando se trata de mim e de como ele me valoriza e cuida de mim. Mas é ainda mais pronunciada agora que estou grávida de seu bebê. Tem sido realmente maravilhoso.”

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Angelina acenou seu acordo. “Foi o mesmo comigo e Micah. Ele ficou tão gagá com a ideia de eu estar grávida de seu filho. Não me deixava levantar um dedo. Não era menos dominante, mas seu domínio era exercido de outras formas.” “Não é que as coisas não mudaram.” Serena continuou. “Elas fizeram. Quero dizer, não é como se ele fosse utilizar um flogger ou algo assim quando estou tão grande quanto uma casa e com os tornozelos inchados e oscilações hormonais do inferno. Ele ainda exige minha obediência e meu respeito, mas é menos exigente fisicamente se isso faz sentido. Mas não menos emocionalmente.” “Não, faz todo sentido,” Ren murmurou. “Acredito que deve ser maravilhoso ter isso.” “Você deveria ter visto Cole naquela noite no restaurante,” Serena disse em voz baixa. “Quando ele a viu novamente. Nunca o vi assim. Estava tão determinado a encontrála.” Ren sorriu. “Sim, ele estava.” “Tanto quanto odeio interromper, senhoras, o jantar está sendo servido,” Damon disse enquanto vinha para ficar ao lado de Serena. Abaixou a mão e gentilmente puxou sua esposa para seu lado. Ren se levantou e foi em direção a Cole. Ele deslizou a mão sobre seu ombro e apertou tranquilizador. Apenas um gesto simples que a aqueceu até os dedões dos pés. Envolveu o braço em volta de sua cintura e ficou segurando-a para ele, enquanto esperava pelos outros os precederem para fora da sala. “Tudo bem?” Ele murmurou em seu ouvido quando se viraram para segui-los. Ela assentiu e depois atou sua mão com a dele, gostando do conforto de seu toque. Ele manteve os dedos entrelaçados com os dela enquanto entravam na sala de jantar, e então a conduziu até sua cadeira antes de se sentar ao lado dela. A conversa durante o jantar foi leve e ela relaxou mais enquanto a noite avançava. Os amigos de Cole eram boas pessoas. Pés no chão. Damon, obviamente, tinha mais dinheiro do
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que Deus, mas não era pretensioso, parecia não ter ego, mas vestia confiança, tão seguro quanto Cole. Micah não era tão rico quanto os outros dois homens, mas se encaixava bem com eles. Também escoava confiança. Sua expressão, seu comportamento, tudo falava de um homem forte, que sabia exatamente o que queria e não se desculpava com ninguém. Na companhia de tantos magníficos machos alfas, Ren estava tonta. Estava bem familiarizada com todo o espectro de homens dominantes. Havia aqueles que brincavam de serem dominantes, aqueles que tentavam ser dominantes, e então havia aqueles que apenas eram. Não precisando de nenhum esforço ou prática. Vinha para eles tão natural quanto respirar. Não tinham nada para provar, nenhum ego para ser acariciado. Gostavam do que gostavam e adoravam as mulheres em seus cuidados. Estes três eram tais homens. De repente estava ávida para voltar para casa com Cole para que pudesse desfrutar de seus caprichos. Aquecia seu sangue só de imaginar o que ele iria querer e o que faria exatamente, ou como buscaria ganhar o seu prazer dela. E então ela se imaginou redonda e grande, com seu filho. O quanto mais adorável ele seria? Já era tão atento com seu bem-estar. Sua garganta apertou nos pensamentos saudosos. Ter o bebê dele era uma fantasia linda. Sacudiu a cabeça. Ver Serena a tinha feito fantasiar. Ainda era bastante jovem para se preocupar em ter bebês. Não tinha sequer conseguido aterrissar em uma relação estável ainda. Mas um dia… “Espero que esteja pensando de mim.” O murmúrio de Cole acariciou seu ouvido e ela se sentiu culpada. Quando percebeu que só ele havia notado sua desatenção na conversa atual, relaxou e se inclinou para seu lado. “Eu estava.” ela admitiu. “Estava pensando sobre esta noite. Quando estiver ao seu comando. Estava imaginando o que você iria querer.”
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Seu olhar ardeu e o azul em seus olhos queimou como uma chama. E então ele simplesmente se levantou, ajudou-a graciosamente a se levantar e disse em direção a Damon, “Obrigado pelo jantar, Damon.” Acenou para Serena. “E você, Serena. Está adorável. Vou levar Ren para casa agora. Receio que a noite tenha sido cansativa para ela.” Diversão cintilou nos olhos de Micah quando seu olhar derivou de Cole para Ren. Levou todo o seu controle não se ruborizar. “Até mais, homem,” Micah disse. “Foi bom conhecer vocês duas,” Ren disse para Serena e Angelina. “Espero vê-las novamente algum dia.” “Oh, eu acredito que você pode contar com isso,” Angelina disse com um sorriso. A mão de Cole apertou seu braço e ela se viu sendo impulsionada para porta onde Sam esperava. “Boa noite,” Sam disse educadamente enquanto os acompanhava até a saída. Cole murmurou uma boa noite, e então às pressas empurrou Ren para o carro. Quando deslizou no banco do motorista um momento depois, suas mãos tremiam enquanto colocava as chaves na ignição. Virou-se para olhá-la quando acelerou através do passeio. “Espero que esteja a fim do que tenho em mente, querida. Foi um inferno ficar sentado ao seu lado à noite toda quando você está tão malditamente sexy nesse vestido. E depois de saber que você estava pensando em mim e no que eu faria com você mais tarde…” Ela sorriu, satisfeita com a promessa em seus olhos. “Estou pronta para isso.”

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Capítulo 22
O passeio foi tenso e silencioso. Cada centímetro da pele de Ren estava vivo e consciente. Seus sentidos estavam hiperativos. A cada olhar que ele lançava em seu caminho. A cada vez que se movia. Tudo servia para aumentar a expectativa de quando chegassem a casa e ela pudesse ver o quão implacável ele poderia ser. Tinha sentido isso nele esta noite. O quão perto da extremidade ele patinava. Como se agora segurasse aquela parte de si mesmo que mais queria deixar solta. Ela mal podia esperar. O quão magnífico seria sentir a força completa de todo poder. Saber que estava segura e protegida por sua força. Estremeceu quando chegaram a sua unidade. Era difícil respirar. Cada respiração era curta e rápida, e tão leve que às vezes pensava em talvez segurá-las dentro. “Saia,” ele disse em voz concisa. Sua mão tremia, ela se atrapalhou com a maçaneta antes de finalmente abrir a porta. Saiu e ele estava lá imediatamente, tão perto que podia cheirá-lo, podia sentir o calor que emanava de seu corpo tenso. “Vá para dentro e se dispa. Use apenas os saltos rosa que comprei pra você. Espereme no quarto, de joelhos, pronta pra me receber. Você tem cinco minutos.” Ela não hesitou. Virando-se, correu para dentro, o pulso retumbando com força o suficiente para instabilizá-la. Teve que se forçar a ir devagar aos degraus para não ariscar uma queda. Uma vez em seu quarto, ela se despiu, e então se abaixou em seu armário pelos sapatos rosa. Deslizou os pés neles e pegou um vislumbre de si mesma no espelho de corpo inteiro atrás da porta do armário.

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Parecia-se deliciosamente devassa. O cabelo estava desgrenhado e se derramava pelos ombros e abaixo em suas costas. Seus mamilos estavam escuros e tensos, ao ponto de doer. E os sapatos foda-me a fazia ronronar com aprovação. Oh Cole, você está a ponto de ter um deleite. Sorriu, pois não era de falsa modéstia. Estava bem. Estava em forma. E gostava de seu corpo. Deslizou as mãos pelos quadris, e depois até a cintura para segurar seus seios. Cole achava-a linda e disse de um jeito que a fez acreditar que ela absolutamente era. Ele gostava de sua confiança, mas tinha percebido rapidamente que sua confiança estava em seu nível mais alto com ele e Lucas. Ela acreditava plenamente que uma das razões de algumas de suas relações passadas não funcionar, e que um homem em particular tinha trabalhado tão duro para quebrá-la, foi porque ele e os outros como ele tinha se sentido ameaçado com sua confiança. Alguns homens não lidam muito bem com uma mulher capaz e confiante e seu instinto é fazer de tudo em seu poder para destruí-los. Por outro lado, havia homens como Lucas e Cole que se deleitavam com uma mulher forte e autoconfiante. Sim, eles eram dominantes, mas, celebravam a força em suas mulheres. Mesmo que eles a controlassem, protegessem e estimassem. Era uma contradição não compreendida por muitos. Como um homem poderia se empenhar em dominar completamente uma mulher, possivelmente, apreciar a força e a autossuficiência? Ren tinha visto homens de todo espectro. Alguns jogavam em domínio. Alguns eram abusivos em seu controle absoluto. Alguns não tinham nenhum interesse na felicidade da mulher, só no seu próprio. Para alguns era um jogo e nada mais. Mas então, havia homens como Cole e Lucas. Homens que apreciavam a beleza. Celebrava-a em muitas formas. E reconhecia que vinha de um lugar muito mais profundo do que a carne.

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Estes eram homens que tinham um profundo respeito pelas mulheres em sua guarda e em troca ganhavam o respeito de Ren. Não era algo que ela oferecia levianamente. Nem era sua confiança. Ambos tinham que ser conquistados. Olhando dessa forma, percebia que não perdeu em nada. Não importa o caminho que escolhesse ou o caminho que fosse escolhido para ela, se Lucas tinha realmente se afastado. Ainda era afortunada. Mais feliz do que a maioria, porque não tinha encontrado apenas um homem que podia confiar absolutamente, mas dois. Paz desceu sobre ela como um abraço quente e reconfortante. Paz, como tudo mais, era passageiro. Amanhã ela poderia voltar a se preocupar ou se agonizar, mas agora, podia deixar ir e viver o momento. Porque não poderia jamais conseguir o hoje de volta, e o amanhã nunca oferecia quaisquer garantias. Sorriu e assentiu para si mesma no espelho. Tinha um homem para agradar, e ao fazê-lo, se agradaria. Virou-se e refez os passos de volta para o quarto, andou sobre o tapete espesso que Cole tinha colocado esta manhã depois que a tinha encontrado ajoelhada no chão de madeira esperando por ele. Ele não tinha dito uma palavra, mas a mensagem foi alta e clara. Não a queria fazendo nada que lhe trouxesse desconforto. Ficou de joelhos, fechou os olhos brevemente e respirou fundo, acalmando-se. Então, tão depressa quanto a tranquilidade desceu, ouviu seus passos na escada. Sua pulsação saltou para vida e bateu sob sua pele. Sua respiração acelerou e ficou mais rasa. Antecipação lambeu sua espinha, enviando choques frios por toda sua volta. E então ele entrou no quarto, parou e deixou o olhar vagar apreciativamente sobre seu corpo. Ele enchia o quarto. O próprio ar ao seu redor mudou e ficou espesso e pesado. Movia-se como um sonho. Havia autoridade no jeito que se conduzia. Sem hesitação. Seu olhar nunca a deixando, mas tampouco mostrando qualquer tipo de reação.

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Ele andou ao seu redor, soltando os botões da camisa. Manteve seu olhar para frente, e permaneceu quieta enquanto ele tomava seu tempo se despindo. Depois de um momento ele entrou no banheiro, e pareceu uma eternidade até que retornasse. Ele desceu para o jeans e ela não pôde se ajudar, mas olhou para a massa muscular magra de seu peito e costelas. Seus ombros eram largos, e os braços ondulavam com os músculos. Um punhado de cabelo castanho claro, quase loiro, se juntava no oco de seu peito, e então serpenteava em linha reta até o umbigo. Era um inferno ter que esperar, quando não queria nada mais do que chegar a seus pés e toma o que ela queria. E ele parecia estar sem pressa. Ele cruzou o quarto e abriu um armário de carvalho. Um momento depois, fechou a porta e ela pôde vê-lo segurando uma corda enrolada. Muita corda. Ela tragou e chupou o ar pelo nariz. Voltou para sua frente, segurando a corda, e então começou lentamente a desenrolála. “Levante-se,” ele ordenou. “Pernas separadas, olhar para frente, braços em seus lados.” Esperando não cair para frente, ela desajeitadamente ficou de pé, certificando-se de não se balançar em seus saltos. Satisfação escureceu por seus olhos, e ela absorveu sua aprovação. “Eu amo uma mulher em cativeiro,” ele disse, com a voz baixa e rouca, e tão apaixonante que se encontrou inclinando-se em sua direção. “Há algo tão atraente em uma mulher amarrada e indefesa, dependente de mim para seu prazer, para clemência, para tudo.” Ele a estava matando. Fechou os olhos e gemeu suavemente, incapaz de suprimir a necessidade que subiu forte dentro dela.

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“Vou cobri-la de corda, Ren. Apenas seus seios ficarão descobertos. Sua boceta, a bunda, a boca. Todas as coisas que me agradam mais e que eu aproveito para meu próprio prazer.” Ela tragou novamente e baixou a cabeça ligeiramente em um show de submissão. Ele deslizou os dedos sob seu queixo e o empurrou para cima mais uma vez. “Nunca olhe abaixo, Ren. Você pode se submeter a mim. Você pode me obedecer. Mas nunca, jamais, você vai olhar para baixo como se fosse menos. Olhos e queixo para cima sempre. Mostre-me a mulher orgulhosa e viva que escolheu me dar o presente de sua submissão.” Lágrimas queimaram suas pálpebras e ela lutou para impedi-las de cair. Encontrou o seu olhar com gratidão feroz. Por entendê-la. Por aceitá-la e por querer que ela fosse forte. Ele se inclinou e apertou os lábios sobre os dela. Só um sussurro. Como uma saudação à mulher que ela era. O reconhecimento de quem ela era. Então começou a enrolar a corda ao redor de seu corpo em padrões complicados. Era macia contra a pele e ele teve o cuidado de que não abrasasse sua carne em qualquer lugar. Era flexível e não faria nenhum dano a seu corpo. Sob os seios e então acima, atraindo a atenção para as ondas rechonchudas e apresentando-os da melhor forma. Entre e acima de suas pernas, sob e sobre os ombros. “Vou deitá-la na cama para terminar,” ele disse quando fez uma pausa. Suavemente, ergueu-a e a colocou em seu lado na cama. Imediatamente enrolou suas pernas atrás dela, dobrando os joelhos antes de fixar a corda ao redor de suas coxas e tornozelos para manter as pernas firmemente juntas. Quando terminou, ele a rolou sobre a barriga e levou as mãos para trás de suas costas e as fixou em sua cintura. Ela ficou imobilizada. A única parte de seu corpo que podia se mover era a cabeça. Estava amarrada de pés e mãos e posicionada de tal forma que ficara totalmente impotente. Sua mão alisou sua bunda em um gesto confortador. “Vou suspendê-la no teto. Há corda suficiente para não cortá-la e aguentar facilmente seu peso, mas se alguma coisa te machucar em qualquer momento, quero que você me diga.”
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Ela assentiu. Suas mãos se moveram sobre seu corpo, assegurando mais corda, e então ele recuou e apertou um botão na parede ao lado da cama. Ela ofegou quando foi erguida fora da cama e começou a se mover em direção ao pé e então, acima do chão. Oscilou vários metros acima do tapete onde esteve ajoelhada, e a princípio a sensação foi atordoante. Cole estava lá, imediatamente, a mão segurando seu rosto e acariciando até que ganhou se orientou. “Sabe o que eu mais amo nessa posição? Além do fato de que você está incrivelmente interessante envolvida em minha corda, suspensa no meu quarto. Você está aberta e vulnerável. Posso tê-la de qualquer forma que eu quiser, e quantas vezes eu quiser, e por quanto tempo eu quiser. E eu vou tê-la, Ren.” Ele foi para trás dela e arrastou um dedo pela fenda de sua bunda até a boceta. Circulou a entrada, empurrou até a junta uma vez antes de retirar e dedilhar seu clitóris. Então a girou lentamente ao redor de forma que ficou de pé em sua boca. Estendeu a mão e pegou seu queixo, segurando-a no lugar, um sinal claro do que pretendia fazer. Soltou-a e ela ouviu o raspar do zíper. Então ele virou sua cabeça para o lado para ter um melhor ângulo de entrada em sua boca. Seu cabelo pendurado abaixo, arrastando-se em direção ao chão. Ele acariciou sua bochecha, acariciando e tocando mesmo quando cutucava sua boca aberta. “Vou foder sua boca, Ren. Há uma diferença. Eu poderia exigir que você me chupasse, mas o que quero é que você permaneça perfeitamente imóvel enquanto eu te foder longo e duro, e usar sua boca exatamente como usaria sua boceta.” Suas palavras incitaram fogo escuro no fundo de sua alma. Aquelas palavras, aquelas promessas escuras chamavam uma necessidade enterrada tão profundamente que era uma vida essencial, respirando dentro dela. Não era só o que precisava ou queria. Era quem ela era, e ela o abraçou com cada parte de seu ser.
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Ele agarrou a parte de trás de sua cabeça e guiou seu pau em sua boca. Assim que seus lábios se separaram, empurrou fundo. Áspero, duro, bem no fundo de sua garganta. Seu reflexo era amordaçar, mas batalhou com cada grama de sua força, obrigando-se a relaxar e deixá-lo usá-la como queria. A última coisa que gostaria era de lutar. Queria isso. Queria ele. Todas as sombras, as arestas duras, as partes que escondia de todos. Ela balançou descuidada com as cordas enquanto ele a puxava para satisfazer suas punhaladas. Deslizava sobre sua língua, seu gosto enchendo sua boca. Fez a sucção molhada soar enquanto ele moía contra seu queixo, sons que ele parecia gostar. Seu domínio sobre ela era implacável e ainda assim havia ternura nos dedos. Ou talvez ela imaginasse. Não havia nada gentil sobre sua posse. Ele a fodia tão duro quanto tinha afirmado. Forçou o ar pelas narinas e elas chamejaram quando ele se hospedou no fundo da garganta e lá permaneceu por vários longos segundos. Mas sempre parecia saber precisamente quando ela tinha o suficiente e estava no limite. Recuou, lhe concedendo a liberdade de respirar e para engolir e se afiançar. Então estava de volta dentro de sua boca. Acariciando. Empurrando. Fodendo. Logo depois, ele angulou sua cabeça mais para trás e inclinou sua boca para cima enquanto puxava em sua ereção. Sêmen quente espirrou sobre sua boca e bochecha, mas a maioria ele guiou para passar por seus lábios, sobre sua língua, enchendo sua boca. Então ele se deslizou para dentro, com golpes mais lentos e mais longos agora, forçando-a a engolir sua liberação. Quando se afastou, ela estava ofegante, o gosto dele em sua língua, seu corpo queimando por mais. Ele limpou o sêmen de seus lábios com o polegar e então se afastou. Um segundo depois, ela foi baixada sobre o tapete de pelúcia no chão. Ele a virou de lado para que não ficasse de bruços, e então andou calmamente para longe, deixando-a excitada, aguardando suas atenções.
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Capítulo 23
O quarto ficou quieto. Ela não tinha ideia de onde ele foi ou mesmo há quanto tempo já tinha ido. Aguardava o desconforto que certamente viria de estar em tal posição, mas na verdade, estava confortável no tapete macio. O que a deixava tensa não era o desconforto. Era a antecipação de quando ele retornasse e de como tomaria seu prazer dessa vez. Quando os passos soaram no piso de madeira, excitação correu através de seu sangue e zumbiu em suas veias. Seu corpo estremeceu um pouco quando subiu mais uma vez no ar e ficou suspensa do teto. Ela girou em um círculo lento e preguiçoso, antes que ele colocasse a mão em sua perna para parar seu progresso. “Eu gostaria que você pudesse se ver como eu a vejo.” As primeiras palavras deslizaram sobre sua pele como seda. “Linda. Vulnerável. Aberta. Minha.” A última palavra enviou um tremer por seus músculos. Sua. Ela amava o jeito como soava. Amava a selvageria primitiva que acompanhava tal declaração tão possessiva. Ela era sua posse. Sua mulher. Sua para fazer qualquer coisa que quisesse. Tal poder fez sua garganta apertar. Ele se colocou entre suas coxas separadas. Estava presa de tal forma que sua boceta ficava descoberta, coxas abertas e pernas dobradas para trás e amarradas de forma que era incapaz de se mover até uma polegada. Ele alisou uma mão na curva de seu bumbum, apertando e acariciando a carne rechonchuda. “Relaxe.”
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A ordem foi concisa. Ele esperava obediência. Era um homem paciente, mas quando emitia um comando, queria resultados imediatos. Ela forçou todos os músculos de seu corpo a ficar mole. Sentiu a sondagem de uma ponta grande e contundente em sua abertura anal. Estirou-se em volta dele antes que se afastasse e aliviasse o caminho com lubrificante. Então ele a empurrou adiante novamente e ela ficou tensa por reflexo. Ele imediatamente recuou e antes que pudesse até imaginar o que ele pretendia fazer, fogo rachou sobre sua bunda, levando seu fôlego. Uma pá. Apenas um estalo, mas foi o suficiente para lembrá-la das consequências da desatenção, não importa o quão breve. Novamente ela se obrigou a relaxar e ele começou novamente, trabalhando a ponta do plugue nela por trás. Ele era gentil e sem pressa. Tomando seu tempo até que ela estava devidamente estirada o suficiente para empurrar o restante do plug. Ela estremeceu e empinou, inadvertidamente, causando-se a balançar para fora. Cole a pegou, mas, em vez de emitir outra reprimenda, se inclinou e beijou o centro de suas costas. “Shhh, Querida. Vai passar. Respire e tente relaxar. Dê-lhe algum tempo. Eu não vou apressá-la.” Suas palavras mais do que tudo a acalmou e a fez parar de lutar contra a queimadura da invasão do plug. Era um plug grande, maior do que qualquer um que já tinha usado no passado. Mas então, ele não era um homem pequeno e se planejava usá-la desse jeito, precisava de preparação, tanta quanto possível, se não poderia machucá-la no processo. Às vezes, ela queria a dor. Queria ser tomada sem levar em conta ou consideração ao seu conforto. Queria ser usada, queria dar o máximo de prazer para o homem que a possuía. Mas esta noite, mais do que a maioria, sentia-se mais vulnerável, e enquanto queria as extremidades duras e implacáveis, sabia que seus limites não seriam tão capazes de serem empurrados como normalmente eram.

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A doçura misturada com seu domínio era o que mais precisava e queria agora. Ele parecia tão em sintonia com suas emoções. Lucas sempre lhe disse que um bom dominante conhecia sua submissa melhor do que ela. Estava certo, e ele e Cole ambos, certamente pareciam antecipar suas necessidades antes dela ser capaz de articulá-las até para si mesma. “Tudo bem agora?” Cole perguntou enquanto acariciava o baixo de suas costas. Ela assentiu, assistindo seu cabelo se pendurar abaixo dela enquanto se pendurava das cordas que Cole tinha tão intricadamente a envolvido. Ele se aproximou, correndo as mãos por sua bunda antes de movê-las mais abaixo para as partes de trás de suas coxas, bem no topo onde a corda tinha sido enrolada em suas pernas. Seus dedos cavaram em sua carne, e então ela sentiu a sondagem dura de seu pênis. Em um instante, ele a puxou para trás enquanto se empurrava adiante. Enterrandose até as bolas no fundo de sua boceta, e ela soltou um grito rouco no choque de sua invasão. Ela era pequena, muito menor agora com o plug enfiado em sua bunda. Cole não era um homem pequeno, mas sentia-se enorme agora dentro dela, estirando-a, forçando-a a acomodá-lo. Suspensa pelas cordas, ele podia movê-la livremente, puxando-a para atender a cada estocada. Então, segurou-a imóvel e começou a se dirigir nela até que seu corpo inteiro tremia com a força de sua posse. Enrolou os dedos em torno das cordas que cruzavam suas costas e a segurou no lugar enquanto mergulhava nela repetidas vezes. Em seguida, pegou as pontas de seus cabelos e os puxou até sua cabeça aparecer. Embrulhou os dedos nos fios e continuou a alimentar-se dela. Ela gemeu quando sua mão derivou por cima do plug enterrado em sua bunda. Brincou com o final, enviando sensações perversas através de seu corpo. Então começou a aliviá-lo, o tempo todo fazendo cursos longos e duros com seu pênis.

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Suor apareceu em sua testa e ela mordeu o lábio inferior para impedir-se de cair no esquecimento. Ela queria gozar. Precisava gozar tão mal que tinha medo que ao mais leve toque, se quebraria. Então o plug deslizou livre e com a mesma rapidez Cole se retirou de sua boceta, e então se deslizou profundamente em seu rabo. “Goza Ren,” ele disse com uma voz rouca que lhe dizia o quão perto ele estava de sua própria liberação. Mas ela já havia começado a se desfazer no momento em que a mordida de dor misturada com o prazer inebriante de sua posse a colheu. Seu orgasmo não era um suave, fluindo com a maré, mas era sim um tsunami que caiu sobre ela na velocidade da luz. Ela não tinha consciência, exceto para o prazer forte e implacável que parecia se tornar ainda mais explosivo com cada segundo que passava. A beijoca alta de carne encontrando carne e seus próprios suspiros alternados encheram seus ouvidos, até que tudo era um só rugido que não podia distinguir. A próxima coisa que ela se deu conta era que estava sendo segurada nos braços de Cole. A corda tinha se ido e ele a estava balançando suavemente de um lado para o outro, sua cabeça curvada sob seu queixo. Ele a beijava entre sussurros, embora ela não tivesse ideia do que estava dizendo. As mãos se deslizavam de cima a baixo de seu corpo, acariciando e acalmando. Estavam na cama e ela ficou desnorteada que tivesse passado tanto tempo sem seu conhecimento. Sem nem perceber, passou os braços em volta do pescoço de Cole e enfiou o rosto ainda mais em seu pescoço. Ele a mudou nos braços para que ficasse mais confortável, e então a segurou mais firmemente. “Senti sua falta,” ela sussurrou. Ele acariciou seu cabelo e por um momento não falou. Quando o fez, sua voz falhou um pouco. Quase como se tivesse que ter um tempo para se recompor e responder.

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“Também senti sua falta, querida Ren. Demais. Nem consigo te dizer quanta alegria me traz tê-la de volta em meus braços.” Ela beijou seu pescoço, inalando seu odor masculino, deixando-o cercar e dançar por suas narinas. “Não posso deixá-la ir de novo,” ele disse em uma voz tão baixa que quase não pôde ouvi-lo. “Eu não vou deixá-la ir.”

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Capítulo 24
Cole tinha acordado cedo, como era seu hábito, mas esta manhã, não estava com pressa de sair da cama. Hoje tinha acordado com um corpo quente e suave drapejado em seu peito. Ren estava esparramada em cima dele, uma perna dobrada sobre a sua e inserida entre seus joelhos. Um braço estava arremessado sobre sua barriga e o rosto descansava contra seu peito. Ele tinha os braços cheios de tudo que sempre desejou e não tinha nenhuma pressa de acabar com o momento. Então estava lá, o braço embrulhado ao redor de seu corpo, acariciando seu cabelo, ouvindo-a respirar. E percebeu que nunca tinha sido mais feliz do que aqui, agora. Um mês atrás, teria dito que estava feliz. Satisfeito. Ou talvez fosse porque estava resignado. Tinha pensado em Ren cada vez menos com o passar dos anos. Ela havia sido relegada ao passado. Uma parte de um erro doloroso que tinha sido forçado a admitir que tivesse feito. Só quando a viu novamente, tinha percebido o quanto sentia falta de sua presença em sua vida. O quanto a queria de volta. Não havia jeito possível que pudesse ver alguém dez anos mais tarde e ter aquele tipo de reação se não estivesse ainda seriamente pendurado por ela. Dez anos era um tempo malditamente longo. Toda uma vida para maioria. As pessoas fizeram um inferno de muitas mudanças em uma década. Ele certamente fez. Assim como Ren. E, ainda assim, de muitas formas, não fizeram. O dito era que você não pode voltar atrás, mas ele poderia malditamente bem seguir adiante. Com ela. Inclinou a cabeça para poder beijar sua testa. Ela se mexeu e espreguiçou sonolenta antes de se aconchegar mais fundo em seu abraço. Beijou-a de novo, simplesmente porque não conseguia resistir.
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Suas pálpebras se abriram e ela povoou seu olhar desfocado sobre ele. “Bom dia,” ela murmurou. “Bom dia.” Queria virá-la e se deslizar no gancho acetinado de seu corpo. Queria isso mais do que queria respirar. Mas tinha sido duro com ela na noite passada. Ele a tinha tomado muitas vezes e a usado duramente. Era provável que estivesse tenra e de forma alguma queria lhe causar desconforto. Ela se empurrou sobre um cotovelo, os cabelos caindo como uma cortina sobre o ombro e o seio. “Preciso trabalhar esta manhã,” ela disse quase se desculpando. “Claro. Não vou interferir em sua escrita. Virei para levá-la para o almoço. Lucas me disse que você tem um mau hábito de se esquecer de comer.” Dessa vez ela não pareceu se importar com a menção do outro homem em sua vida. Ele esperava que com o tempo, ela se tornasse insensível ao ouvir o nome de Lucas. Ela torceu os lábios num sorriso triste. “Infelizmente ele está certo. Costumo me envolver com as coisas e acabo me esquecendo do tempo. Já adormeci em minha mesa mais de uma vez.” “Bem, você tem algumas horas para o trabalho antes de eu arrastá-la para almoçar.” Ela sorriu e se inclinou para beijá-lo. “Fechado.” Parecia estranho entrar na sala espaçosa que Cole havia destinado como sua área de trabalho. Estava acostumada ao estúdio que Lucas havia instalado para ela. Era confortável lá. Sabia onde tudo estava. A mobília se adequava a ela. Até amava sua mesa. Cole certamente tinha ido quilômetros extras para deixá-la confortável e tinha sido extremamente generoso, mas ainda era tudo novo e desconhecido. Alguém tinha desempacotado todas as suas coisas e até as organizado, ou tinha, pelo menos, tentado fazê-lo. Ela começou a reorganizar, precisando do conforto de saber onde as coisas deveriam estar e em que ordem.

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Há primeira hora passou colocando seu material de arte em ordem. Até lá já estava se coçando para começar a criar, assim se estabeleceu na mesa e tirou o bloco com capa de couro que tinha o primeiro rascunho de sua escrita e seus esboços. Seu processo era provavelmente mais complicado que os demais, mas lhe covinha e tinha lhe dado uma medida de conforto. Sempre fazia esboços preliminares e o rascunho escrito no bloco. Quando estava convencida de que tinha feito às coisas como queria, então fazia as cópias impressas que, eventualmente, se transformaria em sua edição. Para cada livro ela comprava um bloco diferente. Adorava a sensação do papel encadernado em couro. As páginas tinham sido falso revestido para lhe dar um olhar gasto, envelhecido. E a capa era de couro tão desgastado e macio que amava acariciá-lo com a ponta dos dedos. Era uma pessoa muito tátil. Amava o toque. Precisava. Lucas — e agora Cole — lhe deu o que ela precisava. Eram abertamente afetuosos com ela. Pareciam precisar tocá-la tanto quanto ela precisava ser tocada. Nem todo homem com quem tinha estado tinha sido consciente de suas necessidades ou talvez, simplesmente não se importassem em encontrálas. Mas tinha descoberto que sofria quando lhe era negado o contato perto e pessoal. O que era contraditório dado o quão perto guardava seu espaço pessoal e só confiava em alguns para chegar perto o suficiente para alguma vez tocá-lo. Adorava coisas confortáveis, porém. Tipo sapatos, mobília, diários. Cercava-se de coisas que se sentia bem e que apelavam a seus sentidos. Mas acima de tudo, ela precisava e desejava estrutura e rotina. Acariciou a capa do bloco antes de abri-lo na página onde tinha desenhado o último esboço. Os lápis estavam em um copo à sua direita, cores em ordem de claro a escuro. Quando pegou um para aperfeiçoar algumas linhas no desenho, seu celular sinalizou uma estrada de texto.

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Excitação a atravessou. Lucas não era muito de mensagens de texto. Preferia muito mais a comunicação direta, mas esperava que ele tivesse pelo menos contato com ela assim, durante as duas semanas que estaria com Cole. Certamente ele iria pelo menos se certificar se estava feliz. Ela cavou o celular no bolso do jeans e abriu o texto. Era de sua amiga Savonna. Tentou não permitir que decepção a comesse. Não deveria nem estar pensando em Lucas. Vi Lucas no clube ontem à noite. Onde estava sua sub? Por um longo momento, Ren olhou para o texto, batalhando contra sua reação a ele. Então, lentamente, limpou a tela e colocou o telefone de lado, não respondendo à pergunta. O que poderia dizer de qualquer maneira? Lucas está seguindo em frente, depois que me deixou com outro cara. Sim, assim não ficaria torcido. Levou toda sua disciplina não textar de volta e perguntar a Savonna se Lucas tinha estado lá com outra mulher. A verdade simples era, havia algumas perguntas que você não gostaria de saber a resposta. Pegou o lápis. Uma cor lavanda suave que tinha a intenção de aperfeiçoar o céu da manhã sobre o lago em um de seus desenhos. Ele se agitou em sua mão e dúvidas lotou sua mente, apesar de seus esforços para não insistir em Lucas. Dê a si mesma uma pausa, Ren. Ninguém no mundo está acima de uma ruptura em poucos dias, não importa que tenha este maravilhoso, bonitão e lindo homem a quem recorrer. Mas ainda assim ela desejava que houvesse uma chave que pudesse apenas girar e mudar tudo isso. A dúvida, o medo, a preocupação e a tristeza. O lápis caiu de seus dedos desajeitados sobre o bloco aberto e o desenho de duas crianças sentadas em uma doca, os pés na água, observando enquanto o sol subia no céu. Ociosamente ela virou as páginas, voltando na história, estudando cada um dos desenhos e a história simples de infância em toda sua inocência.

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Lágrimas se reuniram quando a realização bateu nela. Talvez tivesse estado em seu subconsciente desde o início, mas não havia percebido até agora. Esta era a história dela e Cole. Dias felizes. A doçura do primeiro amor e a tristeza que acompanhou o primeiro adeus. Mesmo antes de vê-lo novamente, tinha canalizado essas memórias para o livro. Talvez fosse sua forma de deixar ir. Só que agora ele estava de volta em sua vida. Por que não o tinha encontrado novamente um ano atrás, quando estava saindo de sua relação com Grant? Não haveria obstáculos, sem barreiras, nada ficaria no caminho de seu reencontro. Baixou a cabeça enquanto lenta e cuidadosamente fechava o bloco. Não haveria nenhum trabalho feito hoje. Ao invés pegou o bloco de escrita, abriu-o numa página em branco, e então escolheu um lápis de carvão preto do copo.

*****
Cole verificou o relógio e então se virou em direção ao solário. Tinha esperado tanto quanto possível. Não queria se afastar de Ren nem mesmo por algumas horas para lhe dar tempo de trabalhar. Tinha se ocupado com telefonemas e recuperado o atraso em seus emails, mas sua concentração estava a um tiro. Depois de enviar um e-mail para a pessoa errada, desistiu de tentar fazer os movimentos de trabalho de vez. Parou na porta, observando como Ren se inclinava, com o lápis na mão, o rosto vincado em concentração. Seu lábio inferior chupado entre os dentes e os raspando distraidamente com os dentes superiores enquanto olhava para sua criação. Estava vestida de nada mais chique do que um par de jeans azul desbotados e um top branco recortado que descobria uma porção de suas costas, onde a tatuagem serpenteava por sua espinha.

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Mas o contraste de sua pele escura contra o branco de sua blusa junto com as tranças negras de seu cabelo, o fez querer descascar as roupas fora dela para poder deslizar as mãos e a boca sobre aquela carne bonita. Era um inferno de uma nota quando a vida de um homem mudava no espaço de alguns momentos ao longo de um encontro casual. Ele não era de lutar contra o inevitável, e sabia sem dúvidas que Ren era uma grande parte de seu futuro. A única parte que importava. Nada em sua vida veio fácil para ele. Nenhuma razão que esta deveria ser diferente. “Ren.” Esperou um momento e então percebeu que ela não o tinha escutado. Estava curvada sobre o desenho, sua mão em movimentos rápidos e bruscos. Caminhou em sua direção, curioso para descobrir em que ela estava trabalhando tão duramente. Quando se aproximou, pôde ver que o desenho era em preto e branco e era de uma mulher sentada em uma pedra olhando para o mar. À direita, submersa em uma próxima onda estava o que parecia ser uma serpente do mar com longos dentes irregulares. Deveria parecer ameaçador, mas havia uma beleza simples na criatura. À esquerda, um dragão com asas estendidas estava aterrissando no topo de uma onda rolando. Ambas as criaturas estavam focadas na mulher e ainda assim ela olhava além deles dois, quase como se não estivesse ciente de sua existência. “Interessante,” disse por cima de seu ombro. Ela se arremessou para cima, empurrando-se ao redor de sua cadeira. Lápis se espalharam em todas as direções e o papel se derivou para o chão. “Desculpe-me. Não queria assustá-la. Eu te chamei da porta, mas você não me ouviu.” Por um momento ela parecia perplexa, então inspecionou a bagunça com uma careta. “Vou pegá-los. Apenas se sente por um minuto,” ele disse.

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Inclinou-se rapidamente para recolher os lápis, mas quando foi colocá-los de volta no copo, ela os arrancou de sua mão e começou a classificar as cores, franzindo a testa em concentração enquanto os manipulava. Ele a estudou por alguns segundos, e então se ajoelhou para recolher cuidadosamente o desenho. Quando se levantou, ela o tomou e o alisou sobre a mesa, os dedos correndo levemente sobre a mulher na imagem. “Hei, você está bem?” Ele perguntou gentilmente. Ela inclinou a cabeça para o olhar de volta e sorriu, com os olhos um pouco mais limpos do que tinham estado um minuto atrás. “Sim, claro. Apenas me apego ao que estou fazendo. Não fico a pessoa mais consciente do mundo. Não queria parecer ingrata por sua ajuda. Apenas gosto das coisas de uma determinada maneira.” Ele lhe sorriu de volta. “Você sempre fez.” Ela franziu a testa, pensativa por um momento. “Acho que fiz, não é?” Particularmente, Cole sempre tinha pensado que ela tinha limite de TOC2. Não era extremo, mas ela gostava das coisas de certa maneira e em uma determinada ordem, e era sempre mais feliz quando se adaptava a uma rotina da qual não se afastava. Havia descoberto isso sobre ela cedo e tinha suas próprias teorias sobre o porquê, mas tinha sido só isso. Teorias. Seus pais eram rígidos, mas ao mesmo tempo, eram volúveis, pessoas desorganizadas. Moralmente, eram rígidos e mantiveram uma coleira muito apertada sobre Ren, buscando protegê-la da ‘corrupção moral’. Mas em todos os outros aspectos de suas vidas, não tinham disciplina e estrutura. Não havia regras na casa. Nunca estava arrumada. Eles eram habitualmente atrasados para tudo, um fato que incomodava Ren, que gostava de chegar cedo e se estivesse atrasada, preferiria provavelmente nem mesmo ir.

2

Transtorno Obsessivo Compulsivo.

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Era outra razão do por que Cole tinha tido tanto medo de estar assumindo a vida de Ren e a colocando em algo que não era. Tinha fornecido estrutura e disciplina a uma jovem que queria e precisava desesperadamente de ambos. Sempre tinha estado secretamente com medo de que ela acordaria um dia e decidiria que ele era apenas uma muleta e nada mais. Só mais um dos muitos erros que tinha cometido quando jovem. Por que o destino estava lhe dando uma segunda chance, não sabia, mas cavalo ganhado não se olha os dentes. “Está pronta para o almoço? Pensei de irmos para algo casual.” “Defina casual.” “Como o que você está usando está muito bem e é para todos os fins, assim você está garantida para encontrar algo que vai gostar no menu.” Ela sorriu e pulou de sua cadeira. “Parece bom para mim.” Ele a puxou em seus braços, apenas querendo abraçá-la por um minuto. Ela parecia um pouco… frágil. Talvez só um pouco fora hoje. Havia algo em seus olhos que dizia que lhe desse uma pausa. Ela embrulhou os braços finos ao redor de sua cintura e deitou a cabeça em seu peito. Apertou-se apertado e ele retornou seu abraço carinhoso, escovando os lábios por seu cabelo brilhante. Eu te amo. Eu sempre te amei. Ele queria lhe dizer isso muito mal. As palavras queimaram em seus lábios, mas as segurou de volta porque sentia que não era a hora certa. Não estava certo de qual seria a hora certa, mas não era agora. Disse isso de maneira casual antes. Havia dito no passado também. Até mencionado que amava a Ren real. Mas não lhe disse com toda a profundidade da emoção por trás da declaração. Talvez não tivesse nem certo de si mesmo. Mas quanto mais tempo passava com ela, embora só estivessem juntos alguns dias, mais urgente ficava a necessidade de lhe dizer. Ela estava quente e macia em seus braços. Perfeita. Não era uma fantasia. Estava aqui. Real. E tão perfeita que fazia doer seu intestino.
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“Vamos lá, querida. Vamos comer. Está um belo dia lá fora. Um pouco frio por isso vai pegar seu casaco.” Ela se afastou e depois se inclinou na ponta dos pés para beijá-lo. “Obrigado.” Ele lhe atirou um olhar perplexo. “Pelo que?” Ela sorriu um pouco triste, seus belos olhos emotivos encontrando os dele. “Por ser o certo para mim.”

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Capítulo 25
O tempo estava absolutamente perfeito. Apenas uma sugestão de uma alfinetada no ar. O céu estava azul sem uma nuvem à vista. Nenhum nevoeiro sobre a cidade. Folhas mortas cobriam todo o passeio pavimentado enquanto Cole conduzia Ren para o carro. Amava aquele som. Amava o cheiro de queimado que deixava até mais. Talvez esta noite ele e Ren pudessem ter uma fogueira e sentar para observar as estrelas. Apenas o pensamento o trouxe de volta às noites em sua casa no Tennessee. Mais de uma vez, ele tinha levado Ren para o lago, construído uma fogueira, estendido um cobertor e ela deitava a cabeça em seu colo enquanto contavam vaga-lumes. Nunca tinha se considerado uma pessoa nostálgica, mas encontrava-se pensando cada vez mais sobre o passado sem o filtro negativo. Eles tiveram alguns bons momentos. Realmente bons momentos. Por muito tempo ele não tinha sido capaz de superar seus próprios erros e se lembrar do melhor de seu tempo com Ren. Dirigiu-se para o Cattleman, um restaurante que era uma constante regular de seu grupo de amigos, a mão de Ren dobrada firmemente na sua o caminho inteiro. Era uma churrascaria de aparência rústica que era um local favorito e a comida era realmente muito boa. E hoje ele queria que Ren relaxasse. Um ambiente casual. Descontraído. Ele não se importava desde que pudesse passar o tempo com ela. Parou no estacionamento, saiu e deu a volta para abrir a porta de Ren. Assim que ela desceu deslizou o braço em sua cintura, segurando-a firmemente contra ele enquanto seguiam em direção à entrada do restaurante. Ela virou a cabeça para trás, fechou os olhos e inalou profundamente. Então sorriu e iluminou o rosto inteiro. “Você está certo. Está absolutamente lindo hoje. Estou tão feliz que não vou passá-lo dentro de casa trabalhando.”

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Ele deu um beijo em sua testa. “Sem chances disso. Não consigo ficar longe de você por mais de um par de horas.” Entraram e Cole acenou para o garçom que apontou o polegar em direção à parte de trás do restaurante. “Ah, bom, minha mesa está vazia,” Cole disse enquanto a guiava para trás. Ren levantou as sobrancelhas. “Sua própria mesa?” “Bem, mais ou menos. Gosto de compartilhá-la com alguns amigos. Aquele que chega aqui consegue prioridade. É um pouco mais tranquila. Fora do caminho e temos um serviço excelente.” “Soa como se você fosse todo mimado,” ela disse com um sorriso. Ele puxou uma cadeira para ela e lhe deu uma palmada na bunda logo antes dela se sentar “Você não tem espaço para falar sobre alguém estar sendo mimado.” “É verdade,” ela reconheceu quando ele tomou o assento à sua frente. “Não tenho vergonha de admitir que adore ser mimada.” “E não tenho vergonha de admitir que amo mimá-la,” ele adicionou. Seu rosto corou com prazer e seus olhos se iluminaram. Sim, foi bom terem saído. Não estava totalmente certo do que a tinha deixado melancólica no início da manhã, mas parecia ter se recuperado agora. “Agora, o que você gostaria de comer?” Ela estudou o menu, e então lhe enviou um sorriso suave. “Você escolhe. Você sabe o que eu gosto.” Ele fez sinal ao garçom e fez o pedido de dois bifes médios, duas saladas e um pedido a parte de anéis de cebola. Na menção dos anéis de cebola, a cabeça de Ren estalou e os olhos se arregalaram em surpresa, e então ela sorriu. “Oh homem, já faz um bom tempo desde que tive anéis de cebola. Fico surpresa que ainda se lembre.”

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“Não há muito que eu tenha esquecido sobre nosso tempo juntos, Ren,” ele disse suavemente. “Havia partes que eu optava por não lembrar, mas estar de volta com você me fez perceber o quão bom fomos juntos.” Ela alcançou através da mesa para cobrir sua mão com a dela e apertou, surpreendendo-o com o gesto afetuoso. “Nós éramos, não é mesmo?” Ele se inclinou adiante, pegou sua mão e a levou até a boca para poder beijar o interior macio de sua palma. “E tão bom quanto éramos antes, somos ainda melhor agora.” “Se eu estivesse tendo esta conversa com qualquer outro, que não fosse você, pensaria que tinha perdido minha mente. A ideia de até contemplar essas coisas com um homem com quem só estou há alguns dias é apenas… bem, é uma loucura.” Ele sorriu porque entendia sua perplexidade. “Mas não só estamos juntos há alguns dias e eu não sou apenas qualquer homem.” Ela concordou. “Exatamente. Ainda assim, parece tão… rápido. E talvez bom demais para ser verdade.” Ele riu levemente. “Ainda a mesma Ren direta que eu sempre conheci.” Ela deu de ombros. “Não sei como ser qualquer outra coisa. Talvez tenha tentado no passado, mas nunca parecia funcionar, sabe? Já decidi que se eu tiver que ser outra pessoa com um homem, então eu não precise estar lá.” “E eu sempre soube que você é uma mulher extremamente inteligente. Mas querida, não é muito bom para ser verdade. É bom, sim. Mas é real.” “Eu sei,” ela sussurrou. “Então me diga como você veio parar em Houston,” ele disse enquanto se recostava em sua cadeira. Tinha uma visão muito melhor dela agora e gostava de olhar para ela. Gostada de saber que pelo menos por enquanto ela era sua. Sua mulher. Sua posse. “Lucas,” ela disse por via de explicação. “Nós nos encontramos em Vegas. Ele tem um clube aqui e mantém uma residência aqui.”

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Ok, talvez essa não tenha sido a melhor pergunta, mas agora já tinha aberto essa particular lata de vermes, e inferno, o homem era uma grande parte de sua vida e a razão para Ren estar sentada na frente de Cole agora. Não podia ser ignorado, ainda que fosse o que Cole mais queria. “Então como você acabou em Vegas?” Ela fez uma careta. “Minha última relação. Soa como um desastre, não é? Como não consigo tomar nenhuma decisão sozinha e derivar de homem para homem, seguia onde quer que me levem.” O desgosto em sua voz era pesado e ela sacudiu a cabeça, mesmo enquanto falava. “Eu não vivia em Vegas. Estava lá com Grant para uma viagem de prazer.” “Grant é o imbecil com quem você estava envolvida antes de Lucas,” Cole confirmou. Ela assentiu. “Conheci Grant em Los Angeles. Não estava envolvida seriamente com um homem em dois anos. Namorei, mas nada pesado e definitivamente nada que levasse a uma relação dominante/submissa em tempo integral.” Cole se sentou adiante um pouco. “Ok, deixe-me perguntar por que agora estou curioso. Quando você diz tempo integral. O que exatamente quer dizer?” Ela suspirou. “Não confio facilmente, o que provavelmente soa como besteira para você. Eu provavelmente pareço uma idiota ingênua que confia em qualquer homem que parece autoritário, no mínimo.” “Isso não é o que eu penso mesmo.” “Tive cinco relações que eu chamaria de tempo integral, relações sérias onde eu prontamente dei o controle para o homem. Dois dos cinco foram você e Lucas. Isso nos deixa três em… Hmm… nos últimos nove anos desde que estive com Lucas durante todo o ano passado. Dos cinco, eu diria que só plenamente, de forma inequívoca confiei em você e Lucas. Não estou dizendo que os outros dois diferentes de Grant foram terríveis. Não foram.”
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Cole a observou de perto, viu a consternação em seus olhos e o quão irrequieta se tornou de repente. Era evidente que não estava confortável ao discutir seu passado, mas era importante para ele saber o que havia acontecido nos dez anos depois que a deixou. “Mas entre essas relações fixas, visitei clubes, deixei sair algum vapor, fiz algumas cenas, mas sempre odiava depois porque parecia tão falso e colocado.” Ele endureceu quando a imaginou em algum clube de calabouço escuro de merda com um grupo de caras aspirantes em couro de forma demasiada e esgrimindo chicotes e correntes. Cristo. Só por cima de seu cadáver ela voltaria a se aventurar em outro. A mera ideia do que poderia ter lhe acontecido cerrava seus dentes na borda e deixava seus joelhos fracos. Ela acenou uma mão levianamente. “Enfim, de volta a Vegas e como cheguei lá. Estava vivendo em Los Angeles quando conheci Grant. Tinha tido uma briga com meus pais depois de minha última relação, pois chegaram inesperadamente para me visitar. Eu vivia em Nashville, no momento. Vamos apenas dizer que eles viram mais do que uma garota jamais gostaria que seus pais vissem. Ficaram horrorizados. Chamaram a polícia e foi uma bagunça enorme para resolver e eu estava envergonhada como o inferno. Mamãe e papai ficaram mortificados. Eu fiquei mortificada. O cara que estava comigo estava puto porque tinha passado a noite na delegacia, enquanto eu explicava para os policiais que eu estava em uma relação consensual e não estava sendo abusada.” “Jesus,” Cole murmurou. Podia muito bem imaginar como tinha sido com seus pais. “Eu precisava de uma pausa e certa distância. Mamãe e papai, depois do horror inicial, ficaram putos e desaprovaram, e essa é a palavra aprazível para isso. Basicamente disseram que eu era indesejável em sua casa, desde que eu escolhesse viver uma vida de pecado, e que se eu não mudasse meu jeito iria direto para o inferno.” “Legal,” Cole mordeu fora. Ela deu de ombros. “Você sabe como eles são, Cole. Você melhor do que ninguém sabe como definir como eles são em suas opiniões. A primeira vez que viram minha
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tatuagem, pensei que minha mãe ia fundir uma junta. Ela realmente ligou e marcou um horário para que fosse removida.” “Ainda assim, isso não deve ter sido fácil para você, mesmo sabendo ou esperando sua condenação,” ele disse calmamente. Ela ficou em silêncio por um momento. “Não, não foi. No começo eu pensei em apenas lhes dar algum tempo. Dar uma pausa. Deixar as emoções se acalmarem, e então entrar em contato com eles novamente.” “Não o fez?” “Não. Fui para Los Angeles e podia usar a desculpa de que estava ocupada ou que estava envolvida com minha própria vida, mas a simples verdade é que estava com medo — ainda estou com medo — que se tentar entrar em contato com eles novamente ou até ir vêlos, vou ter a porta batida na minha cara e não estou certa se poderia lidar com isso. Pensar ou admitir que possa acontecer é muito diferente da realidade fria de vê-la.” “Eu entendo,” Cole disse. “Ainda assim, talvez…” Ela concordou. “Sim, eu sei. Continuo me dizendo talvez. Talvez um dia. Talvez um dia eu vá. Mas então me envolvi com Grant, e talvez no fundo da minha mente, pensei que eles estavam certos sobre mim, porque eu era tão infeliz com ele e nada estava certo sobre minha relação. Eu apenas não poderia enfrentar o seu julgamento, porque uma pequena parte de mim se perguntava se eles estavam certos o tempo todo e eu tinha me originado de alguma associação de gene mutante.” Cole fez uma careta, sentindo a ponta quente de raiva rasgar através dele. “E você ainda se sente assim?” “Não. Foi como me senti antes, mas você tem que entender que eu era um naufrágio e que super dramatizava tudo. Assim, voltando ao ponto de tudo isso, Grant quis sair para Vegas para um fim de semana. Eu realmente não queria ir a qualquer lugar com ele, mas ainda estava agarrada à ideia de que lhe devia minha lealdade e obediência. Era uma estúpida, mas aí está. Fui e foi o pior fim de semana de minha vida.”
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A sobrancelha de Cole subiu. Ele queria pressionar. Queria saber em detalhes precisos exatamente tudo o que tinha acontecido e não queria nada omitido. Lucas tinha coberto parte disso, mas tinha sido vago. Ren tinha insinuado as coisas que Grant tinha feito, mas Cole queria fatos concretos, porque então queria ir chutar a nunca-amorosa merda fora do cuzão. “O que ele fez para você, Ren,” ele perguntou baixinho. Eles foram interrompidos pelo garçom trazendo a comida. Ren parecia aliviada, mas Cole não ia deixar isso morrer. Ele era um homem paciente, e essa era uma informação chave. Esperou até que ela recebesse a comida e o garçom desaparecesse. “Ren?” Ele solicitou. Ela deitou o garfo e seus lábios se curvaram em uma careta infeliz. “Isso é muito constrangedor. Soa como algo saído de uma festa de fraternidade, em vez de um homem de trinta-ou-algo com uma quantia razoável de inteligência.” Cole torceu os lábios. “Eu diria que você está sendo generosa no fator de inteligência, mas continue.” “Ele quis demonstrar sua autoridade sobre mim de uma forma muito pública. Ele foi cruel e me humilhou em cada virada. Como se isso não fosse suficiente, também quis ter uma verdadeira orgia em seu quarto de hotel. Uma orgia que ele queria que eu participasse. Sou tão bizarra quanto qualquer pessoa, mas meu gosto apenas não chega até as mulheres. Ele fodia os seus miolos, mas eu não tinha vontade de me juntar. O tempo todo ele zombava de mim com quantas mulheres eles estiveram e o quanto melhor elas eram em seguir instruções, e blá, blá, blá. Bem duh, ele estava lhes pagando um inferno de um monte de dinheiro.” “Filho da puta,” Cole mordeu fora. “Ele te machucou, Ren? Fisicamente, quero dizer?” Ela agitou sua cabeça. “Posso cuidar de mim, embora provavelmente seja difícil para você acreditar. Fiquei horrorizada comigo mesma por tolerar sua merda por tanto tempo como fiz. Nem sei por que fiz. Ele estava lá, era confortável — por um tempo — e não me
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sentia tão sozinha quando estava com ele. No início de qualquer maneira. Depois de um tempo acredito que me senti ainda mais sozinha quando estava com ele, simplesmente porque sabia que a relação era um desastre.” Ela acenou com a mão de novo e sacudiu a cabeça. “De qualquer forma, para encurta uma longa história, arrumei minhas merdas e consegui meu próprio quarto no hotel. Na noite seguinte fui a um clube, porque amo música, e adoro dançar, e só queria me perder por um tempo. Não queria ter que pensar ou sentir. A última coisa que queria era me ligar com outro cara, mas aí conheci Lucas, e ainda não sei o que aconteceu exatamente. Ele me levou para casa com ele e tenho estado com ele desde então.” Havia um inferno de um lote que ela estava encobrindo. Ele a deixou comer e se concentrou em sua própria comida por um tempo, antes de gentilmente voltar a conversa para Lucas. Ren suspirou. “Eu o usei. A princípio, quero dizer. Ele sabia disso. Eu sabia disso. Ele não parecia se importar e eu era honesta com ele. Mas me ajudou a encaixar os pedaços e me devolveu algo que eu tinha perdido desde o incidente com Mamãe e papai, em Nashville. Deu-me de volta a mim mesma. Minha confiança. Meu senso de identidade e me deixou saber que era certo ser quem eu era, e se recusou a me deixar me desculpar por isso ou pelo que eu queria.” Ele queria odiar o bastardo. Ele realmente queria. Mas dane-se, ele tinha cuidado de Ren quando ela mais precisava. Como poderia segurar isso contra Lucas? Se não fosse por Lucas, ela poderia ainda estar em Los Angeles, ou Vegas, ou presa em alguma relação horrível com algum bastardo que não a tratava como o tesouro que ela era. O pensamento o fez mal. A ideia de que devia a Lucas um inferno de muita gratidão o deixou mais constrangido. Ele nem ia entrar no que devia a Lucas por estas duas semanas, porque ia ser um canalha completo e lutar por Ren com tudo que tinha. “A coisa realmente ruim foi que antes de Grant e antes daquela bagunça com mamãe e papai, eu estava perfeitamente confortável em minha pele. Assim, não era como se eu não
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soubesse como ficar bem com quem eu era ou que eu não tinha autoconfiança. Simplesmente perdi o controle por um tempo e tive que encontrá-lo novamente. De certa forma acho que teria sido mais complacente se tivesse sido insegura e incerta.” A autocondenação em sua voz o fez doer. “Está sendo muito dura consigo mesma, querida. Você não se perdeu por muito tempo e apesar do que possa dizer a si mesma, não há nenhuma maneira de que jamais me fará acreditar que não teria, eventualmente, conseguido tudo de volta sem Lucas. Estou certo de que ele ajudou, e estou feliz por que ele estava lá na hora em que você mais precisava. Mas te conheço. Você pode ter tido um retrocesso, mas de nenhuma maneira teria permanecido naquela concha de si mesma por muito tempo.” Seu sorriso foi mais torto dessa vez. Ela empoleirou o cotovelo na mesa e segurou seu queixo em sua palma enquanto o olhava. “Você é muito bom para o meu ego, Cole Madison.” “E você é apenas boa demais para mim, Ren Michaels.” Seu sorriso travesso voltou e seu rosto fez covinhas quando ele se alargou. Um pouco do fogo voltou em seus olhos e centelharam com riso silencioso. “Vamos fazer algo divertido.” “Como?” Seu sorriso se aprofundou. “Oh, não sei. Você é bem habilidoso com as cordas.” Ele jogou a cabeça para trás e riu. “Vamos sair daqui. Estou certo de que pensarei em algo que possamos fazer.” Ela fez uma carranca quando ele se levantou da cadeira. “E quanto ao cheque?” Ele estendeu a mão para ajuda-la. “Em minha conta.” Ela limpou as mãos e deslizou os dedos ao redor dos dele, lhe permitindo puxá-la de pé. Ele a manteve presa enquanto faziam o caminho para frente. Na porta, parou tempo suficiente para ajudá-la com o casaco leve e depois saíram.

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Ele foi à sua frente quando, de repente, ela se lançou sobre ele por trás. Escalou suas costas e embrulhou os braços em seu pescoço, dando uma risadinha perto de seu ouvido. Em vingança, ele a girou ao redor até que ela riu e implorou que ele parasse antes que descartasse seu almoço. Ele a agarrou sob os joelhos içou-a mais alta e decolou em direção ao carro. Ela saltou e riu todo o caminho e ele sorriu, deixando sua felicidade lavar sobre ele como o sol. Provavelmente pareciam dois idiotas, mas ele não dava uma maldição. Daria qualquer coisa para ouvi-la rir tão livremente. Estavam quase no carro quando uma Mercedes prata puxou para o lugar de estacionamento na frente deles. Cole se deteve em seu caminho quando Lucas saiu do carro. Seu olhar frio se deslizou sobre Cole e Ren, e então ele olhou para além deles em direção à entrada do restaurante. Ren ficou completamente imóvel. Tão quieta que não conseguia nem ouvi-la respirar. Sem uma palavra, Lucas passou por eles. Nenhum reconhecimento. Nem uma única palavra de saudação. O influxo da respiração de Ren era forte no ouvido de Cole. Sua angústia irradiada em ondas e Cole mordeu de volta uma série de maldições antes que pudessem escapar de seus lábios.

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Capítulo 26
Pelo espaço de um instante, o olhar de Ren travou com o de Lucas. Ela ainda estava contra Cole e seu coração saltou em sua garganta. Então, Lucas olhou além dela. Nenhum reconhecimento. Ela poderia ter sido uma estranha na rua. Ele passou por eles. Ela se virou, mas ele não olhou para trás. A frieza rastejou através de seu corpo até que ficou entorpecida. Deixou-se deslizar das costas de Cole e teria acabado de joelhos no pavimento duro e quebradiço do estacionamento se Cole não a segurasse. “Venha, Ren,” Cole disse, sua voz gentil e calmante em seu ouvido. Mas firme. Ela nem sequer pensou em desobedecer quando ele gentilmente a ajudou a ficar de pé e a guiou para o carro. Ela olhou para trás novamente, mas odiou a fraqueza que a fez fazer isso. Lucas tinha desaparecido no restaurante. O que ele estava fazendo aqui? Nunca vieram aqui juntos. Ela nunca tinha estado aqui nem uma vez até hoje, quando Cole a trouxe para o almoço. Como ele pôde olhar através dela como se ela não fosse nada? Rapidamente enxugou os olhos em chamas, determinada a não deixar Cole ver o que o encontro — ou não encontro — com Lucas tinha feito com ela. Então, quase riu porque não havia como esconder sua devastação. “Como ele pôde?” Ela engasgou fora quando Cole fechou a porta, selando-os no interior do carro. “Oh Deus, Cole, como ele pôde apenas passar por mim desse jeito?” Cole não tinha a resposta. Apenas ligou o motor e saiu de seu espaço antes de rugir fora do lote. A viagem para casa foi silenciosa e tensa. Cole olhou para frente, a mandíbula apertada. Ele parecia… bravo. Com ela?

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Sua reação não só havia sido indisciplinada e desleal — com Cole — mas também tinha sido um bofetão em seu rosto. Não poderia culpá-lo se ele não quisesse ter mais nada a ver com ela. Ela desviou o olhar para janela quando sentiu o traidor deslizamento de lágrimas escorrer pelo rosto. Ainda que as enxugasse com a palma, mais umidade substituía o que tirava. Odiava-se por se importar. Tinha Cole. Cole que a adorava. Cole que faria qualquer coisa para fazê-la feliz. E ainda assim, ela permitia que Lucas a machucasse, e, ao fazer isso, traía seu acordo com Cole. Presa entre dois homens. Pertencendo a ambos e ainda de nenhum deles. Era o lugar mais horrível que jamais poderia imaginar. Quando chegaram à casa de Cole, ela abriu a porta assim que o carro parou e fugiu em direção a casa. Não poderia suportar enfrentá-lo. Não poderia suportar a decepção em seus olhos — ou a raiva. A princípio não sabia onde deveria ir. Não tinha nenhuma identidade real nesta grande casa, tão espaçosa e confortável quanto era. Era a casa de Cole. Não sua. Mas seus pertences estavam no quarto dele. Em seu armário. Ela correu pelos degraus e entrou em seu quarto, sua miséria crescendo a cada segundo que passava. Estava quase no armário quando percebeu que nada aqui era dela. Voltou para cama e se afundou na beirada. A cabeça desceu e ela fechou os olhos. Cole tinha comprado tudo o que vestia. Havia recusado as coisas que Lucas tinha comprado para ela. Não queria outro homem a mantendo durante seu tempo de posse. Tudo que era dela era sua escrita e material de arte. Embrulhou os braços ao seu redor e se abraçou, tentando afastar o frio profundo dos ossos. Não deveria se importar. Continuou dizendo a si mesma que não deveria. Mas fez, e nenhuma quantidade de mentiras para si mesma mudaria esse fato. Ela amava Lucas. Ela amava Cole.
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Ficou tensa quando ouviu Cole entrar no quarto. Manteve os olhos firmemente fechados e a cabeça baixa, porque não queria enfrentar seu julgamento. Silêncio desceu. Tão pesado e ponderado que parecia opressivo. E então. “Olhe para mim, porra.” Sua cabeça se levantou e ela encontrou a fúria de seu olhar. Oh Deus, ela não podia fazer isso. Ela não podia. “Você não se atreva a desviar o olhar,” ele disse quando ela começou a abaixar a cabeça novamente. Seus olhos faiscavam. Um azul ardente que enviou uma onda de choque através de seu entorpecimento. “Tenho sido muito mole. Lucas estava certo. Não é isso o que você precisa. Sem mimos. De joelhos, Ren. Não me faça lhe dizer duas vezes.” Ela se arrastou fora da cama, confusa e desajeitada quando caiu de joelhos no tapete aos pés da cama. “Quem é seu dono?” Estalou. “Você,” ela articulou em voz baixa. “Não posso te ouvir.” “Você,” ela disse mais alto. “Quem te protege?” “Você.” “Quem cuida de você?” “Você.” “Quem te ama, Ren?” Sua boca se abriu, mas nada saiu. Seus olhos nadaram com essas malditas lágrimas novamente, e um soluço ficou preso em sua garganta. “Olhe para mim,” ele latiu.

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Lentamente ela levantou o olhar choroso de volta para ele, mas o que viu a chocou. Não havia raiva. Não para ela. Seus olhos queimavam brilhantes com... amor. E compreensão. Seus lábios viraram uma linha fina e determinada. Espantava-se que ele pudesse estar tão furioso e ainda a olhar com tanta ternura. “Você honestamente a Deus acreditava que eu estaria com raiva de você por ser humana?” Ele perguntou com voz rouca. “Que eu a castigaria porque aquele filho da puta te machucou? Porra, Ren. O que você deve pensar de mim?” Ela não tinha resposta. O que poderia dizer? As mãos tremiam. Seu corpo todo tremia. Lentamente ele caiu de joelhos à sua frente, até que estavam em nível de olho. Então simplesmente abriu os braços e ela se lançou para frente, embrulhando-se ao redor dele tão firmemente quanto possível. Por longos minutos, ele acariciou seu cabelo e simplesmente a segurou enquanto soluçava em seu pescoço. Ela odiava fazer isso. Odiava que estivesse se quebrando na frente de Cole. Mas, também percebeu que não havia outro homem — além de Lucas — que jamais confiaria o suficiente para ser tão vulnerável na frente dele. Exausta pela energia e emoção gasta, deitou-se frouxamente contra Cole até que finalmente ele a puxou suavemente longe. Ele acariciou o dedo em seu rosto úmido. E então lhe perguntou de novo em voz baixa e rouca. “Quem te ama, Ren?” “Você,” ela sussurrou. Satisfação reluziu em seus olhos. Então se levantou, puxando-a com ele. A autoridade voltara em seu comportamento e expressão. Deu-lhe um olhar que não admitia argumentos.

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“Faça uma mala para vários dias. Certifique-se de levar roupas de banho e apropriadas para um clima mais quente. Se há qualquer coisa que esteja faltando, me avise que vou providenciá-la.” Sua testa enrugou. “Onde estamos indo?” Ele ergueu uma sobrancelha em sua ousadia e ela lembrou-se mais uma vez que Cole nunca foi um homem a cruzar. Nunca. “Faça como eu disse. Forneça-me uma lista de tudo que precisa em uma hora. Ficarei muito descontente se chegarmos a nosso destino e você não tiver as roupas adequadas.” Ela assentiu, embora os joelhos ainda tremessem e as pernas estivessem fracas o suficiente para que se preocupasse se poderia caminhar à distância até o armário. Ele se virou e saiu decidido, deixando-a sozinha no imenso vazio do quarto enorme.

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Capítulo 27
Ren levantou o rosto para o sol brilhante quando desembarcaram do pequeno avião. O ar salgado dançou em suas narinas e ao longe ela podia ver o salpico esmeralda do Caribe. Cole fez sinal a um dos comissários que imediatamente empilhou a bagagem em um carrinho. Então deslizou o braço na cintura de Ren e a conduziu para um carro a espera. Não tinha dito uma palavra sobre seus planos. Ren tinha obedientemente lhe dado uma lista de coisas que precisaria para natação e um clima mais quente e ele tinha organizado para que tudo o que ela possivelmente pudesse precisar fosse entregue em algumas horas. Então a tinha levado para o aeroporto onde o jato de Damon os aguardava e voaram para essa ilha. Que ilha ela não fazia ideia. Um arrepio de excitação agitou sobre seu corpo quando o carro se afastou e a visão do oceano ficou maior pelo para-brisa. “Onde estamos?” Ela perguntou incapaz de manter a excitação de sua voz. O sorriso de Cole foi indulgente. Esfregou os dedos distraidamente de cima a baixo de seu braço, quando ela se debruçou para curva de seu abraço. “Você verá.” Ela queria se zangar, mas só ganharia mais um de seus olhares. E a promessa de retaliação mais tarde. Era óbvio que queria surpreendê-la e ela estava determinada a não estragar tudo sendo uma pirralha. Recostou-se no banco e se aconchegou mais fundo em seu lado. Seu braço apertado ao redor dela e seus lábios escovando em seu cabelo. “Se tivéssemos mais tempo, eu ia te puxar para meu colo e te foder aqui mesmo no banco de trás,” ele murmurou. Sua boca ficou seca e então ela se inclinou para trás e olhou acusadoramente para ele. “Você fez isso de propósito.”
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Ele sorriu. “Talvez.” Ela suspirou. “Você é um homem mau, muito mau. Ia lhe servir bem se eu fodesse seus miolos aqui e agora.” Ele bufou. “É uma ameaça? Eu deveria estar arrependido e prometer ser um bom menino agora? Porque é assim que acontece se for este o meu castigo.” Ela olhou sombriamente para ele. Abriu a boca para retrucar quando o carro diminuiu e ela hesitou. Cole a puxou contra ele para firmá-la e ela se virou para olhar pela janela. Estavam em uma marina. O cheiro de peixe era forte como era a maresia. Barcos pontilhavam a água, alguns pequenos e alguns realmente enormes. Cole saiu e então se voltou para pegar sua mão. Ela saiu e olhou para a série de embarcações e a extensão de brilhante da água que se estendia até onde o olho podia ver. O motorista começou a desembalar a bagagem do porta-malas e Cole lhe apontou em direção ao cais que se projetava sobre a água. No final, um grande iate estava estacionado com os degraus abaixados para a passarela de madeira. Cole se afastou e gesticulou para ir a bordo para Ren. “Estarei logo atrás de você. Cuidado com os degraus,” ele advertiu. No topo, um homem acima da idade de Cole, vestindo calção branco, uma camisa polo e usando o que parecia ser um chapéu de capitão apareceu e ofereceu a Ren sua mão quando ela se aproximou. “Bem-vindo a bordo,” ele disse em um inglês levemente acentuado. Ela deu um passo para o lado e Cole a seguiu. Ele apertou a mão do capitão. “Você deve ser Cole Madison. Eu sou Capitão Mike. Estarei ao seu serviço pelos próximos dias.” Ren olhou boquiaberta para o deck. Na parte de trás havia uma grande banheira quente, cadeiras diversas e um sofá, um minibar, grelha e uma mesa de Ping-Pong.

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“Eu planejo chutar o seu traseiro mais tarde,” Cole disse, seguindo seu olhar para mesa. “Ping-Pong?” Ela perguntou com uma risada. “Sim, e se você bater as bolas ao mar, você terá que ir atrás delas.” Ela riu ainda mais e o seguiu para porta que levava ao interior. Eles foram acomodados em um quarto luxuoso e um momento depois, a bagagem foi entregue. “Se quiser se trocar para algo mais apropriado… digo um biquíni, o capitão disse que deixaremos a doca em apenas alguns minutos.” “Um biquíni, hein.” Ele sorriu. “Absolutamente. Quanto menos roupas você usar nos próximos dias, mais feliz eu serei.” “Como organizou isso?” Ela perguntou, olhando ao redor, ainda atordoada com a opulência empinada do iate. Cole era um homem rico, sim, mas este rico? “Conexões,” disse presunçoso. “Sempre vale a pena ter amigos em lugares altos.” Ela entrou em seus braços e o abraçou firmemente. “Obrigado. Estou tão excitada que mal consigo ver direito.” Ele retornou o abraço e a segurou por um longo momento. “Vamos ancorar em uma pequena ilha privada. Você pode nadar direto do barco, ou podemos ir para orla e vadiármos na praia, ou podemos tomar banho de sol aqui mesmo no convés. Seja qual for o seu capricho, estou aqui para cumpri-lo.” Ela recuou e sacudiu a cabeça. “Às vezes, digo a mim mesma que não pode ser real.” “Aposto que não vai dizer isso com meu pau dentro de você mais tarde,” ele disse com voz sedosa. Ela estremeceu e arrepios atravessaram seus braços. Ele sorriu e se inclinou para beijá-la. “Troque-se. E me encontre na parte superior.”

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Quando Ren voltou para cima, não viu Cole em qualquer lugar. Assumindo que estaria com o capitão, ela andou cuidadosamente pelo convés, mas rapidamente percebeu que não levaria um tombo. Ganhando mais confiança, foi pelo trilho, agarrando-se firmemente enquanto olhava para o oceano. Era como olhar um lago em um dia calmo. As únicas ondas eram causadas pelo iate enquanto arava através da água. E era tão brilhantemente azul que doía os olhos ao olhar para ele. Depois de um momento, relaxou e apoiou os antebraços ao lado para poder se debruçar para frente. A brisa chicoteava seu cabelo e vagamente pensou que deveria tê-lo prendido. Alguns dias na água com nada mais urgente a fazer do que aproveitar o sol? O Céu. Uma mão firme se deslizou sobre sua bunda nua e lá permaneceu, acariciando-a com ousadia. “Oh eu gosto,” Cole murmurou enquanto dedilhava a sequência de sua tanga. “Tão facilmente acessível. A questão a ponderar é se devo tomar sua boceta ou seu rabo. Esta posição é ideal para qualquer um.” Choque emocionou através de suas veias e ela começou a subir, mas a mão de Cole pressionou no baixo de suas costas. “Oh não, fique exatamente onde está querida.” Ouviu-o descompactar o jeans. Ele não havia mudado para uma roupa de mergulho ou confortável. Ele realmente iria fodê-la aqui no convés, onde alguém poderia vê-los? Não que houvesse muitas pessoas. Até agora só tinha visto o capitão, mas lá não teria normalmente um ajudante? E o capitão poderia vê-los de onde quer que esteja pilotando o barco? Não tinha mais tempo para contemplar os ses. Cole espalhou as bochechas de sua bunda e cutucou seu pau com impaciência em sua boceta. Assim que ajustou a cabeça na abertura, empurrou adiante, assentando-se profundamente dentro de seu corpo.

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Ela se agarrou ao trilho para segurar-se quando a força de sua posse a mandou para frente. Já estava balançando-se à beira do orgasmo. A excitação de tomá-la aqui ao ar livre a tinha no limite. E era grande dentro dela. Estava apertada à sua volta. Não tinha estado totalmente preparada para sua entrada e o agarrava como um punho. Ele foi implacável, não lhe dando tempo pra se ajustar. Também parecia gostar do aperto. Seus dedos cavaram em sua bunda e fazia ruídos baixos de satisfação enquanto se dirigia nela. “Pergunto-me se tem alguma ideia de como fodidamente sexy você é,” ele rosnou. Pressionou-se perto, lavando seu corpo contra o dela, a boca pairando logo acima de sua orelha. Enterrou-se em sua carne e agarrou seus quadris, segurando-a no lugar e fodendo-a um pouco mais. “Quando cheguei ao deck e a vi aqui de pé contra o trilho, usando só essa tanga e um top de biquíni que mal cobre seus mamilos, cheguei malditamente perto de engolir a língua.” Ela fechou os olhos, recostando-se em seu peito, encantada com as palavras de elogio. “Suas pernas são espetaculares. Você é magra, mas cheia de curvas em todos os lugares certos, e sua pele, meu Deus, sua pele. Lembra-me do crepúsculo, escura e cremosa, suave e tão malditamente bonita. E seu cabelo. Tenho as fantasias mais pervertidas sobre embrulhar meu pau em seu cabelo e gozar por toda parte dele.” Sua respiração engatou e travou. Seus dedos apertaram o trilho até que ficaram brancos e descorados nas pontas. Fascinava lhe que tanto ele quanto Lucas amasse suas características coreanas. Não só as aceitavam, mas as achavam excepcionalmente bonitas e celebravam os traços que marcavam sua herança asiática. Como Cole, Lucas amava sua pele e seu cabelo. Amava a cadência de seus olhos e a mistura incomum de marrom e verde. Lucas era uma combinação com seu cabelo e pele escura. Cole era seu oposto. Luz para seu escuro, o cabelo de um loiro enlameado, os olhos azuis e penetrantes onde os de
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Lucas eram escuros e às vezes ameaçadores. Não que Cole fosse todo doce. Podia ser tão formidável quanto Lucas, mas talvez fosse mais incongruente nele. Em suas fantasias mais secretas, se perguntava como se pareceria um filho seu e de Cole. “Estou sendo chato, Ren?” Cole perguntou ameaçadoramente. Mordeu a coluna de seu pescoço, lhe incitando um ganido. Bateu em sua bunda com um bofetão pungente que teve sua atenção imediata. “Qual é a porra do seu problema? Não está zoneada. Meu pau não lhe interessa? Devo enfiá-lo no seu cu? Assim vou chamar sua atenção?” Ele se retirou, passou o braço em volta de sua cintura e a puxou fora da grade. Empurrou-a rudemente de joelhos, e embrulhou a mão em seus cabelos. “Se não está apreciando minhas atenções, poderá pelo menos ver meu prazer.” A cabeça cega de seu pau bateu contra seus lábios. Ela abriu a boca, nem mesmo tentando se defender. Ele estava certo. Tinha lhe dado o desrespeito final quando ele estava lhe dando nada além do melhor. Deslizou-se para o fundo de sua garganta e ficou lá por vários segundos, até que seus olhos lacrimejaram e sua garganta convulsionou. Só então saiu e a deixou recuperar o fôlego. A mão se embrulhou mais apertado em seu cabelo e ele puxou sua cabeça, angulando o queixo de forma que sua entrada fosse melhor. Então se empurrou novamente e começou a foder sua boca com golpes longos e implacáveis. “Ajoelhe-se aí e leve-o,” ele rangeu fora. “Faça-o mais fácil para si mesma, Ren. Não lute contra mim.” Não, ela não o faria. Mais tarde lutaria, porque se lembrava do tesão para ambos quando ela resistia e ele a subjugava, forçando-a à sua vontade. Era uma prática que nunca ousara com outro homem. Nem mesmo Lucas. Sempre teve medo do que aconteceria se seu parceiro fosse muito longe, ficasse muito preso ao ato.

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Mas Cole não a machucaria. Nunca a machucara. Não importa o que pensava ou sentia culpa. Será que se lembrava de como a alfinetava abaixo, deixando-a impotente e hidratando sua luxúria? Ainda seria uma fonte de excitação para ele? Não tinha vindo para ela até agora. A memória afiada provocada por seu comando para que não lutasse. Estaria mesmo agora lhe dizendo o contrário? Não, ele parecia muito irritado. Muito firme. Com muita desaprovação. Não estava tocando um jogo agora. Queria castigá-la e ela o tomaria porque era o que merecia. A outra mão se deslizou por sua bochecha, sobre a orelha e no cabelo do outro lado. Agarrou sua cabeça com ambas as mãos e a segurou no lugar enquanto a fodia ruidosamente. Os sons molhados da sucção, misturadas com sua mordaça, encheram seus ouvidos. Seu corpo ficou eletrificado. Seus mamilos endureceram dolorosamente. Sua boceta espasmou quando um prazer afiado se enrolou por sua pélvis e se espalhou por seu estômago. Seu controle e domínio sobre ela a despertava de um jeito que nunca poderia esperar explicar. Simplesmente não poderia descrever a euforia que acompanhava a mordida de disciplina. Arfou ao redor de seu pau, tão longe que mal tinha consciência de seu ambiente. Mas então sua voz. Como um chicote. Cortando a névoa. “Diga-me, Capitão, ela não é a visão mais bela que você já viu? Há algo sobre uma mulher engolindo o pau de um homem que desperta os sentidos.” Seus olhos se abriram e seu olhar se bloqueou no capitão de pé a uma curta distância, a protuberância entre suas pernas evidentes, mesmo a tal distância. Ao seu lado estava outro jovem, seu olhar varrendo sobre Ren enquanto Cole empurrava seu pau mais fundo em sua garganta. Seu corpo inteiro tremeu e fogo varreu através de suas veias. Oh Deus, ia gozar e não havia uma coisa maldita que ela pudesse fazer sobre isso.
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Fechou os olhos, tentando afastá-lo, mas concentrou-se em sua virilha e apertou insuportavelmente. Soltou um grito ao redor da ereção de Cole, e então ficou totalmente sem sentido quando o orgasmo chicoteou através dela como o bofetão de uma pá de couro. Tão de repente quanto, sua boca se encheu de sêmen. Sufocou a princípio, mas os dedos dele seguraram cruelmente seu queixo e ela ouviu sua advertência de longe, rompendo a névoa que a envolvia. “Você fodidamente não vai derramar uma gota. Segure-o na boca. Não engula. E não perca uma gota.” Ela era esperta o suficiente para obedecer, embora estivesse completamente desfeita pelo poder do momento. Ele puxou seu pau, persuadindo cada bocado de seu gozo em sua língua. Então empurrou novamente, deslizando fundo, cobrindo seu pau com o esperma em sua boca. “Aperte os lábios e limpe cada pedacinho de meu pau enquanto eu puxo para fora.” Fez como lhe foi ordenado e ele lentamente arrastou seu pau sobre seus lábios, saindo de sua boca tão limpo quanto ela podia. “Agora os deixe ver,” ele disse. “Deixe-o deslizar sobre seus lábios e abaixo do seu queixo. Faça-os imaginar que acabaram de gozar por toda parte de sua linda boca.” Ela renunciou de segurar o líquido quente e permitiu que ele vazasse sobre seus lábios e abaixo do queixo até que gotejasse pelo convés abaixo. “Maldição,” o segundo homem, o que ela achava ser o ajudante, disse em voz rouca. “Fodidamente incrível.” “Sim, ela é,” Cole disse, sua voz firme com orgulho. “E ela é minha.” O capitão se virou para ir, mas Cole o deteve. “Senhores, se vocês não se importam. Tenho um castigo a infligir. Gostaria que vocês ficassem e observassem.”

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Capítulo 28
Capitão Mike concordou. “Como quiser senhor.” Cole olhou em direção a C.J. O ajudante jovem parecia que tinha engolido a língua e um pouco como se estivesse apaixonado. Ren tinha esse efeito sobre os homens. Quem poderia resistir a uma mulher bonita, disposta, submissa e que fazia a arte da submissão parecer elegante e espiritual. A aceitação tranquila de Ren às demandas de Cole parecia impressionar os outros dois homens. Quando ele fosse através de sua punição, ela faria de ambos os outros homens escravos, o que divertia Cole desde que ela era a submissa. Mas então, não era ele mesmo um escravo absoluto dela para todos os seus desejos e necessidades? Ela tinha todo o poder nesta relação. E tinha a capacidade de quebrá-lo ou torná-lo o homem mais feliz do mundo. Ele tinha o controle, porque ela lhe tinha dado e por nenhuma outra razão. Ela se deleitava nele e era tão malditamente bonita que seus dentes doíam. “Seu cinto, por favor,” ele disse calmamente ao capitão Mike. Então, olhou para C.J. “Suponho que você tem um remo de algum tipo? Deve ser um pedaço liso de madeira. Revestido e tratado sem nenhuma possibilidade de lascas.” “Tenho um remo decorativo, ou melhor, o c-capitão tem” C.J gaguejou. Olhou apologeticamente em direção ao Capitão Mike. “Isto é, se você não se importar senhor. O que está em sua parede é de um tamanho perfeito.” Cole abafou o sorriso. O jovem parecia tão ávido para testemunhar o que viria depois que parecia com medo de que se não oferecesse a parte perfeita do equipamento não haveria punição. Mike assentiu. “Busque-o.”

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Cole decidiu provocá-los um pouco e subir os desafios. Esperou pacientemente, Ren de joelhos na frente dele o tempo todo, seu esperma ainda lambuzado em seu rosto, até que C.J correu de volta com o pequeno remo. Ele o entregou e Cole o inspecionou, virando-o várias vezes, sentindo por quaisquer extremidades afiadas, farpas de madeira ou quaisquer ranhuras que machucariam Ren mais do que o necessário. Em seguida, abaixou o remo para seu lado quando Mike o entregou o cinto que estava usando. Voltou sua atenção para Ren, olhando para seu rosto virado para cima. “Você vai tomar o seu castigo e se fizer um único som, vai chupar o pau de ambos os homens, enquanto eu te fodo por trás. E não serei fácil, Ren. Vou foder seu rabo e não serei legal de prepará-la.” A boca de C.J caiu aberta e se mexeu em agitação, mas nada que pudesse esconder o inchaço da ereção que ostentava. “De pé.” Ela subiu, vacilou, e então recuperou sua posição. Ele colocou uma mão gentil em seu cotovelo para que não caísse e então a guiou em direção à grade onde a tinha fodido minutos antes. “Mãos no trilho. Queixo para cima. Pernas afastadas. Se fizer um único som, vou cumprir bem em minha ameaça.” Mike e C.J se aproximaram e pararam ao lado. Os olhos de C.J estavam arregalados, mas os de Mike brilhavam com luxúria. Cole sabia que ele esperava como o inferno que Ren quebrasse. Mas Cole sabia melhor. “Nenhuma pestana para contar, Ren. Ainda não decidi quantas. Vou parar quando ficar satisfeito com como seu doce pequeno rabo parecer. E então, provavelmente, vou fodêla, desde que você não perca sua primeira disciplina. Se isso acontecer, receio que sua linda boca vai ter bastante trabalho.”

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Ela estremeceu sob seu toque e ele não pôde discernir se estava na antecipação do castigo ou talvez porque estava excitada com a ideia de chupar os pênis dos dois homens. Independente disso estava tudo em suas mãos. Ele escolheu usar o cinto primeiro. Devolveu o remo para C.J, que o tomou ansiosamente, seu rosto vermelho de excitação. Cole cuidadosamente dobrou o cinto largo de couro e deu-lhe um estalo experimental. Ren recuou e ele sorriu. O primeiro açoite foi um dos mais fortes para ela não reagir. Ele sabia disso e o fez afiado de propósito. Os dois homens assistindo se inclinou na expectativa de ouvir um som escapar dos lábios de Ren. O segundo, ela mostrou mais contenção e o tomou estoicamente como o fez no terceiro e o quarto. E os vários próximos. Mas depois se tornou um teste de sua resistência, enquanto ele continuava a listrar suas nádegas, trabalhando em toda a área para não atingiu o mesmo lugar duas vezes em sucessão. Trabalhou abaixo das nádegas, nos lados inferiores de suas pernas, mas não se aventurou acima de sua bunda para o baixo das costas. Ren era especialmente sensível nessa área e fez-se um ponto para nunca atingi-la lá. C.J parecia perto do desespero quando Cole descartou o cinto e agarrou o remo. Mike parecia apenas irritado. Cole lhe deu um momento para se reunir. O objetivo não era quebrála ou lhe causar tanta dor que perdesse de vista seu propósito. E porque a conhecia tão bem, quando o último golpe do remo caísse, ela estaria tão perto do orgasmo que levaria pouco esforço de sua parte enviá-la em espiral para o abismo. Ele bateu o remo sobre uma bochecha, fazendo o globo tremer deliciosamente. Ela saltou, mas ficou quieta, nenhum som escapou daqueles lábios disciplinados. Orgulho inchou bem no fundo de Cole. Ela preferia morrer a lhe mostrar desrespeito ao desobedecer a uma ordem direta. Se realmente se quebrasse e soltasse um som, ele a teria empurrado muito longe.
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Sua bunda estava deliciosamente vermelha. Brilhando com as marcas do cinto e agora a madeira. Não a tinha atingido forte o suficiente para lhe deixar hematomas ou romper a pele, mas seu rabo ficaria vermelho por horas e os vergões seriam igualmente visíveis esse tempo. E era o porquê não iria cobrir aquela pequena delícia pelo resto do dia. Queria ver sua marca nela. Iria provavelmente fodê-la incansavelmente tantas vezes quanto pudesse fazê-lo até que desgastasse a ambos. Era isso o que ela fazia com ele. Fazia-o doer de dentro para fora. C.J Estava quase fora de si, claramente agitado por Ren não ter se quebrado. Havia respeito relutante nos olhos de Mike. Seu olhar crescia mais terno com cada golpe que caía em sua bunda. Sua luxúria tinha se transformado em outra coisa. Parecia como se não quisesse nada além de reunir Ren em seus braços e lhe oferecer conforto — e talvez elogios. Cole deixou o remo deslizar de seus dedos. Ele bateu no convés com um ruído e os ombros de Ren caíram para frente. Suas mãos deslizaram sobre as ondulações de sua bunda, vermelha e marcada. E também muito bonita. Seu próprio pênis estava prestes a explodir de seu jeans novamente, então ele bem compreendia a frustração de Mike e C.J. Com dedos desajeitados, abriu a braguilha, tirou seu pau e o empurrou em Ren, sentindo o quente aconchego de sua boceta o engolir inteiro. Ela estremeceu de modo selvagem em torno dele, já na agonia do orgasmo. Jogou a cabeça para trás e ele se debruçou sobre ela, embrulhando os braços ao seu redor, segurandoa contra seu peito enquanto murmurava palavras de louvor em seu ouvido. “Está tudo bem agora, Ren,” murmurou. “Querida, Ren. Deixe-me ouvir o seu prazer. Está tudo bem agora.” Ela gemeu baixinho, e então mais alta. Suas palavras pareciam impulsioná-la ainda mais sobre a borda. Ela ficou líquida ao seu redor. Cetim quente, fluindo sobre seu pênis, acariciando-o tão intimamente que conseguia senti-lo em sua alma.

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“Cole,” ela sussurrou. Seu nome era como o mais doce dos carinhos caindo de seus lábios. Enviando uma emoção correndo através de suas veias. Como uma droga. Uma que ele não conseguia o suficiente. Seu nome. Ninguém mais. A aceitação de sua propriedade. Segurou seus seios, esfregando os polegares sobre os mamilos eriçados. Então, lembrou-se de seu relato da noite no clube com Lucas, virou-a fora da grade até que enfrentasse Mike e C.J, ainda enterrado profundamente dentro dela, mas já tinha se acalmado, querendo afastar o seu orgasmo para que pudesse fazê-la gozar novamente. “Toque-a,” disse roucamente. “Toque-a, mas seja gentil.” C.J caiu de joelhos, os olhos tão escuros com a luxúria que Cole se perguntou se ele já tinha gozado em suas calças. Suas mãos tremiam quando alcançou timidamente para tocar os seios. Então ele olhou para Cole como se buscando a permissão para mais. Cole assentiu. “Toque-a do jeito que você gosta. Com as mãos, a boca. Mas não a machuque. Vai lhe mostrar o respeito que ela conquistou. Quero que ela aprecie cada minuto.” Assim que a boca de C.J se fechou ao redor de seu mamilo, ela gemeu e enrijeceu. Sua boceta vibrou ao redor de seu pau, e Cole gemeu junto com ela. Mike se aproximou e angulou o corpo em seu lado, segurou o rosto de Ren pouco antes de beijá-la. Foi um beijo selvagem, como se quisesse devorá-la. Era uma sensação estranha ver outro homem beijando sua mulher tão apaixonadamente, enquanto Cole a fodia por trás, mas estava incrivelmente excitado, assim como Ren, a julgar pelos movimentos frenéticos e a umidade súbita ao redor de seu pênis. Querendo que ela tivesse tanto prazer quanto ele próprio estava encontrando, deslizou-se fora de seu corpo. No princípio C.J puxou para trás e até mesmo Mike deu um passo atrás, como se assumindo que Cole estava dando um fim. Mas Cole apenas reposicionou-se em sua bunda, ela se espalhou um pouco mais para que o ângulo fosse ajustado, e então ele cuidadosamente começou a trabalhar-se dentro dela.
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Não tinha usado qualquer lubrificante e sabia que sua umidade não era suficiente para fazê-lo suportável. Ele queria aquela linha tênue entre a dor e o prazer. Não queria machucá-la muito mal, então trabalhou pacientemente para conseguir-se dentro dela. Alguma dor era boa. Ele queria aquela borda. Queria senti-la rejeitar seu pênis e avançar de qualquer jeito. Ela ia querer isso também. “Eu tenho óleo,” Mike disse rispidamente. “Óleo de bronzear. Está aqui em um dos compartimentos.” Cole sorriu. Ren já tinha feito outra conquista. Por mais que Mike queria testemunhar seu castigo, ele agora não podia suportar a ideia de que ela fosse machucada. Juntou os cabelos de Ren em sua mão e puxou ligeiramente para trás. “Diga-lhe, Ren. Diga-lhe como você quer. Quer isso fácil? Todo arrumado para que eu me deslize direto em seu buraco doce? Ou você quer que morda? Quer lutar com minha invasão e me ter forçando sua rendição? Diga-lhe para que ele saiba.” Ele podia ver o brilho nos olhos de Ren do ângulo que olhava para seu rosto. Estava coberto de cor e calor, e também antecipação. Tinha um olhar drogado e seus lábios estavam inchados do beijo de outro homem. Fazendo-o querer selvagem sua boca, para substituir a marca de Mike com a sua própria. Mas tinha jurado que isso seria sobre o prazer de Ren, agora que ela tinha resistido a seu castigo. “Eu quero a dor,” ela disse com voz rouca. “Quero isso difícil.” As mãos de Cole se moveram para seus quadris, até que os agarrou com força, não lhe dando nenhuma chance de se mover, nenhum modo de se desviar do que estava por vir. Então se empurrou duro. “Assim?” Ela estremeceu e convulsionou ao seu redor, alfinetada em seu corpo, impotente. “Oh Deus, sim. Assim mesmo.” “Então, fique aí e tome-o. Diga a seus homens para tocá-la, enquanto a pessoa que te possui fode seu rabo.” “Toque-me,” ela implorou, e seu olhar encontrou Mike e C.J novamente.
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C.J não precisou ser persuadido. Como antes, caiu de joelhos e segurou seus seios. Parecia uma criança em uma loja de doces. Sua boca se fechou ao redor de um mamilo e o som da sucção molhada que fazia, estimulou Cole. Mike tomou sua boca novamente, mas dessa vez enfiou a mão entre as coxas de Ren. “É isso mesmo,” Cole disse em aprovação. “Dê a ela o que precisa. Use as mãos para mostrá-la com se sente com dois pênis.” Em seguida para Ren, “Diga-me como se sente, bebê. Como estão as mãos dentro de você? Os dedos são longos e grossos como meu pau? Como se sente com a boca de C.J em seus mamilos? Você quer que eu os deixe fodê-la? E se eu os deixar tomá-la aqui mesmo no convés enquanto eu assisto? E se eles a foderem tão longo e duro que nem conseguirá andar amanhã?” Ela soltou um grito e ele sabia que ela se foi. “Filho da puta,” Mike murmurou quando recuperou a boca. “Ela está gozando por toda minha mão.” As mãos de C.J se deslizaram para as costas de seus joelhos enquanto Cole continuava a foder seu cu implacavelmente. A boca de C.J nunca deixou seus seios. Chupando e lambendo como um homem faminto. Agia como se nunca tivesse estado tão perto e pessoalmente com os seios de uma mulher em sua vida e parecia determinado a tirar o máximo proveito da experiência. A boca de Mike suavizou na de Ren. Beijando-a com reverência, e então acariciou sua bochecha com a outra mão, afastando uma mecha de seu cabelo enquanto olhava em seus olhos. Então, lentamente, puxou a mão de sua boceta e Ren cedeu ainda empalada no pau de Cole. “Mãos atrás das costas,” Cole ordenou. Ren lhe deu as mãos e ele as capturou no baixo de suas costas, segurando-a cativa enquanto a curvava adiante para que pudesse terminar. Bateu contra seu buraco, duro, com o

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objetivo do orgasmo. Seu lançamento se reuniu em suas bolas, colocando um estrangulamento em seu pau e correndo para cabeça até que sentiu como se fosse explodir. E então ele começou a jorrar bem no fundo de seu ânus. Vagamente lhe ocorrendo que não tinha usado preservativo dessa vez. Não conseguia invocar qualquer arrependimento real. Ela lhe pertencia. Era sua. Para usar. Seu corpo era dele. Mike deslizou uma mão em seu cabelo e sustentou sua cabeça quando Cole a curvou mais para frente enquanto colidia em sua bunda, agitando-se com o resto de seu lançamento. Então, finalmente estremeceu em uma parada e permaneceu trancado dentro dela por um longo momento. Quando finalmente recuou, sêmen escorreu de seu ânus e deixou um rastro molhado no interior de sua perna. Visualizou o resultado com profunda satisfação. Sim, ela era sua. Marcada. Possessa. Possuída. Ele suavemente separou suas mãos, mas as manteve presas enquanto as guiava de volta para seus lados. Esperou até se certificar que ela se manteria de pé, e então recuou. “Vire-se, Ren. Mostre-os cuja porra desliza de seu corpo e sobre sua pele. Mostre-os quem te marcou, quem é seu dono.” Lentamente ela cumpriu sua licitação, virando-se para que suas costas fossem apresentadas para Mike e C.J. “Boa menina.” Então para Mike. “Leve-a para baixo. Certifique-se que entre no banheiro de forma segura e espere lá fora, no caso de precisar de algo. Quando ela terminar a limpeza, traga-a de volta para cá. Dessa vez, sem o biquíni. Quero-a nua para poder ver as marcas em sua bunda.”

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Capítulo 29
Cole se despojou da parte superior e puxou um par de calções de banho. C.J tinha ido preparar refresco para ele e Ren e agora apenas esperava ela retornar. Não havia planejado a cena como tinha acontecido. Mas já sabia com antecedência que o Capitão Mike era muito utilizado para observar tais coisas. O dono do iate era um hedonista de coração e frequentemente trazia sua mais recente submissa a bordo, fodendo-a de seis formas dominicais. Enquanto duvidava que C.J já tivesse participado ou até observado no que diz respeito a esse assunto, não duvidava que Mike já tivesse se juntado em seu quinhão de aventuras sexuais. Ou pelo menos, visto tudo. C.J tinha que ser novo ou pelo menos ainda verde, pois esteve malditamente perto de se desfazer com a oportunidade de tocar Ren. Era bom ter amigos com brinquedos caros e que contratava pessoal que ou faziam vista grossa ou eram discretos acima de tudo. Com o salário que Mike e C.J recebiam, era duvidoso que relatassem até um crime se isso acontecesse bem na frente de seus narizes. Cole teria que se lembrar de agradecer a Jon novamente pelo uso de última hora do seu iate. Serviu a seu propósito muito bem. Tirou Ren fora de qualquer possibilidade de topar com Lucas e se isolou com ela do resto do mundo. Alguns dias para viver e amar e fazer nada além de se divertir, e esperançosamente percorrer um longo caminho para consolidar a frágil relação que havia começado a reparar do momento em que ele e Ren se reuniram. Seu corpo saltou para vida assim que viu o topo da cabeça escura de Ren aparecer no topo dos degraus que levavam abaixo do convés. Ela subiu devagar, seu corpo nu brilhando ao sol. O cabelo caindo sobre os ombros, levantando as pontas e soprando de um lado ao outro. Ela, honesto para Deus, era de tirar o fôlego.

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Mike a seguia em uma distância discreta para trás, levando um tubo de protetor solar e duas toalhas. Ren parou na frente de onde Cole descansava na espreguiçadeira, aguardando sua próxima diretiva. Porra, ele era um bastardo sortudo. Ren se ajustava a ele e suas necessidades perfeitamente. Nunca ia conseguir encontrar uma mulher que ficasse tão calmamente satisfeita em se entregar à sua guarda. “Vire-se,” disse suavemente. Ela fez como pedido e se virou até que enfrentasse longe, seu pequeno e rechonchudo bumbum vermelho ainda ostentando as marcas de seu castigo. Porra, se ele não queria arrastá-la e fodê-la novamente até que um deles não pudesse mais andar. Provavelmente ele mesmo. “Bonita. Você não acha Mike?” “Sim, realmente,” Mike murmurou. Só então C.J veio carregando um carrinho de rodas com várias bandejas, uma garrafa de vinho e várias garrafas de água. “Bom tempo,” Cole disse em aprovação. “Estou certo de que Ren está com fome e com sede também. Porém, antes de alimentá-la, suas necessidades devem ser atendidas. Ela vai precisar de protetor solar. Não a quero queimada. Gostaria que vocês dois cuidassem disso pra mim.” C.J visivelmente engoliu em seco e Mike torceu o tubo na mão, seu olhar faminto indo para Ren. Era provavelmente malditamente cruel pedir aos dois homens que aplicasse o protetor solar, desde que Cole não tinha intenção de permitir que eles a fodessem, mas Ren ia apreciar e isso era tudo sobre Ren e ninguém mais. “Venha deitar-se, querida. À frente para baixo primeiro para que possam começar pelas costas. Então, pode rolar para que eles passem em sua frente.” Ren tomou a espreguiçadeira ao lado dele e graciosamente se esticou deitada em seu estômago. Ele alcançou para tirar o cabelo de seu ombro, e então deixou os dedos vagarem
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por suas costas, só para deixá-la saber que ele estava próximo e assistindo. Sempre assistindo, sempre protegendo. Então fez um gesto para Mike e C.J fazerem o trabalho. Mike apontou C.J para o outro lado de Ren, e então tomou a posição oposta. “Não se apresse.” Mike instruiu C.J “E fique atento a seus vergões.” Cole sorriu. Sim. Conquista total. “Muito bom,” disse com aprovação. “Quero que Ren aprecie isso. Certifiquem-se de que ela faça.” Ren respirou fundo no momento em que as mãos desconhecidas começaram a deslizar sobre sua carne. Mesmo sabendo onde cada homem estava posicionado, era fácil saber quais mãos eram de quem. Mike era mais… Experiente. Esta era a palavra que ela procurava. Era paciente. Não se apressava. Parecia saber exatamente como tocar uma mulher. C.J lhe deu um bom esforço, mas estava excitado e continuava tendo que abrandar, como se lembrando do que deveria estar fazendo. Gradualmente se instalaram em um ritmo. Afagando, acariciando. Aquecendo, acalmando. O calor do sol, junto com a exploração sensual de suas costas, deixando-a quase adormecida e drogada de prazer que não poderia ter se movido nem se quisesse. Trabalharam até sua bunda e Mike assumiu lá, como se não confiasse que C.J não fosse machucá-la. Ouviu-o dizer a C.J para trabalhar em suas pernas, e então suas palmas cobriram suas ainda-doloridas nádegas. Ela suspirou em felicidade quando ele muito ternamente trabalhou a loção em sua pele. Seu bumbum ainda formigava e estava hipersensível a cada toque. Mas Mike era extremamente gentil e cobria cada centímetro de sua carne. Depois de vários longos minutos gloriosos de escavar e massagear suas nádegas, ele deslizou as mãos para baixo em suas pernas até seus pés e começou a esfregar as solas.

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Apertou em seus arcos e esfregou os topos, até mesmo correndo um dedo em cada um de seus dedos. Ela fez um som. Talvez tentando falar. Saiu como uma bagunça ilegível, incompreensível. Cole riu suavemente ao seu lado. Ela abriu um olho para vê-lo estirado na espreguiçadeira, mãos atrás da cabeça, parecendo um deus do sol. Tão confiante e supremo que ela queria pular sobre ele e lambê-lo de cima a baixo. Mas isso exigiria esforço e não tinha nenhum de sobra no momento. “Se divertindo, querida? Eles estão fazendo um bom trabalho?” “Oh Deus, sim.” Ela choramingou novamente quando Mike atingiu apenas o ponto certo em seu pé. “Vire-se,” Mike disse rispidamente. “Precisamos fazer a sua frente.” Suas mãos e braços tremiam tão mal que ela não conseguia se empurrar para cima na espreguiçadeira para se virar. Mike segurou seu braço e cuidadosamente a manobrou até que ficasse de costas. A luxúria voltou aos olhos de C.J quando olhou para seus seios. Ela quis rir. O cara era obviamente um sujeito de seios. Não via mais nada uma vez que se bloqueava neles. “Não a maltrate,” Mike murmurou quando ele apertou mais loção em sua mão. Cole riu. “Realmente.” Começaram em seu pescoço e trabalharam até seu peito. Mike foi mais cauteloso. Tocou os seios experimentalmente a princípio, e em seguida, como se tranquilizado que não a estivesse machucando, começou a massagear levemente, trabalhando um padrão ao redor dos mamilos que ficaram tão duros e tensos que a mais leve brisa sobre eles os faziam doer. C.J era mais entusiasmado. Acariciando, esfregando e comprimindo o mamilo entre o polegar e o indicador. As sensações duplas, de forma tão diferentes, a tinha tão excitada que estava prestes a se remexer fora de sua espreguiçadeira. “Isso deveria ser relaxante,” Cole disse divertido.

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Ela abriu um olho novamente para encará-lo. “Oh, realmente? Então você está me dizendo que se duas lindas mulheres estivessem correndo as mãos por todo seu pau, você estaria todo relaxado e humm?” Ele sorriu. “Só se essa linda mulher fosse você.” “Oh, você é bom,” ela murmurou. “Relaxe, querida. Isso é tudo para você. Aprecie-o.” Ela fechou os olhos novamente e se rendeu às mãos explorando seu corpo, esfregando protetor solar em áreas que, provavelmente, nunca veriam sol. Mike deslizou os dedos entre as coxas e ela abriu as pernas automaticamente. Encontrou os lábios nus e correu o polegar de cima a baixo das dobras suaves até que ela estava praticamente ronronando. “Você quer que ele te faça gozar, Ren?” Cole perguntou em voz baixa. Ela abriu os olhos para focá-los nele novamente. Olhou em seus olhos, procurando pela resposta certa, mas como com Lucas, não era uma pegadinha. “Sim,” ela sussurrou. “Por favor.” “Peça a ele então. Peça-lhe lindamente e talvez ele te dê o que você quer.” Seu olhar se moveu para as feições apertadas de Mike. Estava marrom escuro de horas no sol. Provavelmente não houvesse uma parte dele que não tivesse sido beijada pelo sol. Era difícil saber sua origem étnica por causa do bronzeado. Ela não conseguia definir seu sotaque, mas parecia ter pelo menos uma parte Latina. De qualquer forma o homem era malditamente sexy e a estava olhando com aqueles olhos negros suaves que lhe diziam que faria qualquer coisa para agradá-la. Que mulher poderia resistir a isso? “Por favor, me faça gozar.” “Trate-o corretamente,” Cole advertiu. “Por favor, me faça gozar, Capitão Mike,” ela emendou. “Será um prazer,” Mike disse enquanto deslizava os dedos por suas dobras para a carne já úmida além.
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Ele girou o polegar sobre seu clitóris enquanto acariciava um círculo ao redor de sua entrada com o dedo médio. O tempo todo olhando direto em seus olhos e ela se viu incapaz de desviar o olhar. Não tinha ideia do que C.J estava fazendo ou se ele estava até mesmo a tocando ainda. Havia apenas a magia dos olhos e dedos de Mike acariciando preguiçosamente sua carne mais íntima. “Você gostaria que eu usasse minha boca?” Mike perguntou. Seu olhar voou para Cole. Ele parecia satisfeito com sua reação, mas acenou sua permissão, eficazmente deixando isso para ela. “Oh Deus, sim,” ela respirou. “Por favor.” “Abra as pernas e coloque os pés em cada lado da espreguiçadeira,” Mike dirigiu. Ela fez como instruído e plantou as solas dos pés no convés aquecido. Sua boceta ficou espalhada e descoberta e sentiu-se completamente vulnerável, uma sensação que enviou uma emoção inebriante através de seu corpo. Mike escarranchou a espreguiçadeira e escorregou até as mãos cobrirem o topo de suas coxas, deslizando-as calorosamente até sua pélvis. Abaixou a boca ao mesmo tempo em que espalhava as dobras de sua boceta com os polegares. Segurando-a aberta, mergulhou a língua e lambeu de sua entrada até o clitóris. Ela quase caiu da espreguiçadeira e teria, mas de repente percebeu onde C.J estava. Segurando seus ombros, assim ela não poderia se mover. Seu olhar foi indefeso para Cole, que a inspecionou com arrogância preguiçosa. Mike se esfregou em sua carne, o pescoço e o queixo esmerilhando suas áreas sensíveis, deixando-a louca. Lambeu e chupou, gentilmente, muito suavemente. O homem era um Deus quando se tratava de sexo oral. Não havia uma mulher viva que não se lançaria em um homem que tinha uma boca como essa. E homem, ele era paciente. Não se cansava. Não ficou impaciente quando ela não gozou imediatamente. Estava feliz em trabalhá-la lento e fácil. Lambeu-a profundamente, enfiando a língua dentro dela tão longe quanto podia alcançar. Então, trabalhou o caminho
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até seu clitóris onde manteve a língua e chupou levemente no pacote estremecido de nervos. Ela estava pronta para gritar, porque estava tão no limite, mas não conseguia chegar lá ainda. “Ela precisa de mais,” Cole disse suavemente. “Precisa dessa extremidade. Um pouco áspera. Empurre-a um pouco mais e ela vai gozar.” Oh, como ele a entendia. Até mesmo assistindo outro homem descer nela, conseguia lê-la como um livro. Sabia que ela estava perto e o que precisava para conseguir gozar. Mike beliscou levemente em seu clitóris, e depois esfregou a cerda de sua barba através de suas dobras. Deslizou dois dedos dentro dela enquanto mordiscava o broto tenso acima de sua entrada, e então começou a fodê-la com o dedo. “É isso mesmo,” Cole disse. “Não tenha medo de machucá-la. Ela gosta áspero. Não é mesmo, Ren querida?” “Simmm.” A palavra saiu como um silvo longo, pois enquanto Cole dava a Mike mais instruções, ele acrescentou um terceiro dedo e meteu duro. “Goze em minha boca,” Mike disse com voz rouca. “Quero que goze em toda minha língua. Quero saboreá-la. Nunca proveu nada mais doce.” Essas palavras, tão docemente ditas, fez mais do que a mordida da dor e a borda dura de seus dedos. Ela catapultou sobre a borda, seu corpo inteiro parou, e então explodiu com a força de uma bomba. Estremeceu da cabeça aos pés e estava ciente apenas de Mike a lambendo. Chupando cada pedacinho de seu gozo em sua boca. Ela gemeu e se derreteu na espreguiçadeira, tão desossada que mal podia se mover. As pernas caíram frouxamente para os lados. Quando Mike levantou a cabeça de sua boceta, ela não conseguia nem reunir forças para fechar as pernas para não permanecerem escancaradas como uma devassa completa. “Traga-a para mim.” O comando silencioso de Cole derivou sobre seus ouvidos e logo se viu erguida da espreguiçadeira e entregue para os braços à espera de Cole. Aconchegou-a contra ele e
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segurou um copo de água gelada em seus lábios. Ela bebeu sofregamente, e então se afundou em seu peito enquanto ele acariciava a mão de cima a baixo em suas costas. “Deite-se aqui comigo, Ren. Vou alimentá-la com uma comida deliciosa e vamos ver o sol se pôr.” Ela suspirou um abençoado suspiro feliz e se enfiou um pouco mais apertado em seu abraço. Oh, mas ele amava estragá-la.

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Capítulo 30
“Por onde você vagava hoje?” Ren estava na espreguiçadeira, enrolada nos braços de Cole, enquanto o pôr-do-sol dava uma exibição ígnea digna dos deuses. O céu estava pintado em vibrantes tons dourados com pinceladas de rosa e lavanda. E logo acima do horizonte, o sol era um orbe laranja gigante, afundando cada vez mais baixo, agarrado com um aperto de enfraquecimento. Ela não fingiu não entender. Sabia exatamente o que ele estava perguntando. Foi à fonte de seu castigo e o catalisador de tudo que havia acontecido desde então. Colocado naquela luz, ela não poderia lamentar muito bem o que tinha acontecido, mas podia pelo menos fazê-lo entender. “Estava pensando.” “Sobre?” Ela corou, envergonhada com a primeira coisa que a moveu fora de curso enquanto Cole a fodia. “Ren?” Ele solicitou. “Estava imaginando como se pareceria um criança nossa,” ela murmurou. Ele ficou totalmente silencioso. Muito quieto contra ela. Desconcertada, casualmente deu uma olhadinha nele para checar sua reação e ficou pasma com a fome crua em seus olhos. Ele parecia… Melancólico. “Acredito que seria linda como a mamãe,” Cole disse calmamente. “Pele escura, cabelo escuro. Quem sabe que tipo de olhos com sua mistura de marrom e verde e meus olhos azuis. Mas as chances são de que seria impressionante.” “E um menino?” Ela perguntou com um sorriso. “Imagino que seria como você também. Uma miniatura de Ren com um sorriso maroto.”
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“Nossos filhos não herdariam nada de você?” “Só meu amor por você.” Ela foi achatada pela declaração. Sem resposta. Sentiu como se estivesse balançando enquanto o mundo ainda continuava ao seu redor. Deitou a cabeça em seu ombro com medo de sonhar ainda mais. “Quando você começou o castigo, lembrei-me de quando éramos jovens e como costumava atuar aquelas cenas onde eu lhe dizia não e você me forçava.” Cole parou a exploração preguiçosa de sua pele. “Eu a assustei?” Ela sacudiu a cabeça. “Não foi por isso que toquei no assunto. Isso me fez lembrar. E… Excitou-me. Excitou-me então.” “E agora?” “Você ainda é a única pessoa que sempre confiei em uma situação assim. Nunca levei as coisas tão longe com mais ninguém.” Ele tocou seu cabelo, correndo os dedos distraidamente pelos fios. “Nem mesmo Lucas?” Ela sacudiu a cabeça. “Lucas é intenso. Um, eu não o vejo realmente apreciando tal situação. É muito sério. E impaciente com os jogos. Dois, é inteiramente possível que empurrasse muito longe. Não acredito que ele se empolgaria. Quero dizer, confio nele. Acho que apenas nunca quis ver esse seu lado. Ele pode ser intimidante.” “Isso não era o que eu pretendia fazer. No início, quero dizer. Você…” Ele parecia aflito por um momento, como se realmente não quisesse dizer o que estava em sua mente. “Você me pega, Ren. Como ninguém jamais foi capaz de fazer. Olho pra você e meu instinto é dominar e não apenas porque é um aspecto sexual que me excita. É muito mais profundo do que isso com você. Quero te proteger e te cuidar. Quero ir tão fundo em sua mente e pele que você nunca possa me tirar. Isso provavelmente assusta o inferno fora de você, mas não posso ser mais honesto que isso.”

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Susto era a última coisa em sua mente. Calor se enrolou ao redor de seu interior, voando através de seu peito e penetrando em sua alma, confortando-a de dentro para fora. “E se eu lhe dissesse que era exatamente o que eu precisava? O que eu quero? Mais do que qualquer coisa.” “Mas você poderia ser feliz com essas coisas, não importando quem as proporcionasse?” Ele perguntou severamente. Ela prendeu a respiração, alfinetada pela quase acusação mesmo quando entendia por que ele tinha perguntado. Era uma pergunta válida. Em seu lugar, estaria se perguntando a mesma coisa. Mas em vez de responder ou talvez por via de resposta, lhe enviou de volta. “Qualquer mulher faria por você? Seria feliz em proteger e cuidar de qualquer mulher ou é só comigo?” Ele parecia puto e ela imediatamente lamentou o pequeno demônio que a incitou a perguntar. “Nem mesmo vou reconhecer, muito menos responder essa pergunta. Acredito que tenho mais do que respondido. Você, por outro lado, ainda tem que me responder. Isso não é como você, Ren. Tem sido honesta e direta em qualquer ocasião. Mesmo em seu detrimento.” Ela suspirou. “Sinto muito. Fiquei com raiva e me frustrei um pouco.” “Importa-se de compartilhar por quê?” Ele relaxou um pouco no momento que ela admitiu a emoção atrás de sua pergunta, e começou a acariciar a mão em seu braço novamente, oferecendo conforto. O homem realmente era bom demais para ser verdade, e aqui estava ela prestes a ser a cadela mais ingrata do mundo. “Porque não poderia responder e dizer o que eu queria dizer. Não enquanto não seja verdadeiro. Eu adoraria poder lhe dizer isso como você, que só poderia me sentir assim com você. Que só quero essas coisas com você. Mas estaria mentindo e não vou mentir pra você, Cole. Não posso.”
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“Lucas.” Aquela única palavra disse tudo. A resignação triste na voz de Cole lhe disse sem qualquer outra explicação que ele sabia muito bem que Lucas era a única exceção. A única coisa no caminho de sua aceitação total e completa do que tiveram um com o outro. Porque ela tinha compartilhado muito do mesmo com ele. Porque confiava em Lucas e gostava dele. Não, isso não era sequer ser honesta consigo mesma. Ela o amava assim como amava Cole. Mesmo sabendo que ele poderia ter terminado com ela. Mesmo sabendo que ele a machucara terrivelmente poucos dias atrás. Uma parte dela não conseguia aceitar o que temia que fosse verdade até que lhe fosse apresentada uma prova irrefutável, e nesse caso, significaria enfrentar Lucas e tê-lo lhe dizendo isso. Isso Fazia dela uma estúpida. Fazia dela… Fazia dela alguém que não queria ser. Odiava isso. Mas Deus, como você apenas parava de amar alguém? Como? Não era como apertar um botão. Esteve com Lucas por um ano. Só tinha voltado com Cole há alguns dias. Não podia pechinchar seu amor por Cole sendo tão inconstante quanto lhe dizer que já não amava mais Lucas. O que isso dizia sobre o que ela sentia por Cole? As palavras queimaram em sua garganta e ela sabia que tinha que lhe dizer. Tinha que lhe explicar. E oh Deus, se ele não entendesse, e ficasse irritado, não sabia o que faria, porque não restava mais nada para ela, exceto a verdade. Abriu a boca, mas as palavras não saíram. Como odiava essa paralisia horrível que se apoderava dela. Então a mão suave de Cole se deslizou em seu rosto e o virou mais completamente para enfrentá-lo. “Fale comigo, Ren. Há tanto tormento em seus olhos. Não posso suportar vê-la desse jeito.” Sua garganta inchou, em seguida, apertou em um nó vicioso que ela mal podia respirar ao redor.
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“Eu o amo,” ela sussurrou. Algo morreu nos olhos de Cole. Sua mão se moveu lentamente para baixo até que se deitou em sua perna. Foi então que percebeu que nunca tinha sido honesta com seus sentimentos para ele. Tudo tinha acontecido tão rápido e ela tinha lutado com tantas emoções conflitantes. Nunca houve dúvidas em sua mente de que amava Cole profundamente. Sempre tinha. Mas ela não tinha lhe dito, e agora apenas soltava que amava Lucas e na mente de Cole isso significava que ela estava escolhendo Lucas acima dele. Ela colocou as mãos em seu rosto, forçando-o a olhá-la enquanto lhe implorava com o olhar. Mas em vez de lhe dizer qualquer coisa, apertou os lábios contra os dele em um beijo faminto e despejou cada gota de seus sentimentos por ele nesse beijo. “Por favor, me perdoe,” ela sussurrou. “Estou sendo tão terrível em algo que é tão importante. Por favor, apenas escute enquanto explico.” “O que mais há a dizer?” Ele perguntou roucamente. “Eu te amo, Cole. Eu te amo tão malditamente muito.” Suas sobrancelhas franziram e ele parecia completamente perplexo. “Mas você acabou de dizer…” Ela concordou. “Eu fiz. Apenas pensei tudo isso só em minha cabeça, mas em vez de pensar, eu deveria ter lhe dito isso. Eu te amo. Sempre te amei. Mesmo quando estava tão magoada e devastada por ter me deixado. Meu amor por Lucas não muda isso. Pode soar ridículo. Talvez você nem mesmo acredite em mim. Mas é a verdade.” “Estive com Lucas por um ano. Levei muito tempo para resolver meus sentimentos por ele. Já lhe disse que no início eu o estava usando. Não maliciosamente. Mas me agarrei a ele porque era uma âncora em um momento tumultuado em minha vida. Precisava dele. Ele me deu muito do que eu precisava para voltar ao meu caminho. Eu o respeitava. Gostava dele. Era um amigo e um amante. Nem mesmo sei quando tudo isso mudou e se tornou algo mais profundo e significativo. Talvez eu nem sequer percebia isso, até que ele me levou para

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você. Porque doía. Doía mais do que eu poderia ter imaginado, que ele se afastasse de mim tão facilmente. Foi como engolir uma tocha e ser queimada de dentro pra fora.” “Mas então tinha você. Tão malditamente perfeito. Tão atencioso e amoroso. Vê-lo novamente foi como ter o passado me atingindo como um maremoto. Soube imediatamente que se alguma vez tinha me dito que deixei de te amar, eu era uma maldita mentirosa.” “Mas oh Deus, Cole. Eu amo Lucas também, e não sei o que devo fazer. Não posso simplesmente desligar isso. Ainda que ele tenha me deixado e seguido em frente. Não sei como devo lidar com isso. Não quero machucá-lo. Não quero desrespeitá-lo. Mas não posso fingir que isso não está me consumindo por dentro. Não posso fingir que não o amo quando eu faço. Mas não posso — nem quero — que você pense que não te amo com cada coisa que tenho.” Sua respiração saiu como um soluço, gaguejando sobre os lábios tremendo. Ela não tinha percebido o quanto estava tremendo, até Cole agarrar seus braços e simplesmente a segurar. “Eu te amo, Cole,” ela sussurrou. “Sinto muito se o fiz se sentir como se fosse o segundo melhor, ou que eu não te amasse ou que, Deus me livre, você era um substituto para Lucas e que qualquer homem poderia me dar o que quero e preciso.” Ele a puxou em seus braços e firmemente a segurou, seu peito arfando contra ela. “Ren. Minha querida, Ren. Eu te amo também. Então, malditamente muito. Tão honesto e tão atormentador. Gostaria que tivesse me falado antes. Odeio que estivesse se sentido rasgada e com medo.” “Nem sequer me conheço, o que dizer ou o que fazer,” ela disse amortizada pela boca contra sua garganta. Ela inalou seu cheiro, fechou os olhos quando sua pulsação bateu contra seus lábios. Firme e tranquilizadora. Assim como ele sempre foi. Seu Cole. “Eu te amo,” disse novamente, porque parecia a coisa certa e melhor para dizer. Talvez a única coisa fora de todas as outras coisas que importava.
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Ele beijou seu cabelo, acariciando sua pele e simplesmente a segurou enquanto ela se agarrava a ele. “Está tudo bem, Ren. Eu te juro,” Cole disse finalmente. Era um voto. Tão firme que esperança e conforto a agarrou. “Acharemos uma maneira, querida. Vamos encontrá-la.”

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PARTE 3
Ren

Capítulo 31
Por vários dias longos e gloriosos, Ren viveu uma existência mimada, idealizada. Cole via cada uma de suas necessidades, emocional e física. Capitão Mike e C.J, eram igualmente atentos, se era para passar protetor solar sobre sua pele ou lhe trazer alimentos ou bebidas sempre que ela ou Cole o solicitava. Ela e Cole nadaram no mar. Eles mergulharam ao longo de um recife não muito longe do barco e ela se encantou com todas as criaturas do mar que conseguiu interagir. Uma tarde, levaram o pequeno motor de popa para a ilha que tinham ancorado e fizeram piquenique na areia. Brincaram nas ondas, tiraram uma soneca à sombra de uma palmeira e então voltaram para o iate no pôr do sol. Suas duas semanas estavam quase esgotadas, mas nem tocaram no assunto, embora isso pesasse na mente de Ren. Mas sabia que Cole pensava nisso também, porque podia ver a forma como seus olhos mudavam quando ele pensava que ela não estava olhando. Na manhã de seu sétimo dia, despertou com Cole abrindo suas pernas e mergulhando profundamente dentro dela. Não usava preservativo desde o primeiro dia no barco e ela tinha estado ferozmente aliviada. Não era como se tivessem sido completamente irresponsáveis. Ambos eram saudáveis e discutiram suas histórias no início de seu tempo juntos. Tinha sido Lucas que havia insistido que Cole usasse preservativo e fez mais porque não

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queria outro homem tendo o que era dele. Queria que Ren segurasse algo de volta. Não deixar Cole desfrutar dos mesmos privilégios que ele tinha. Mas nem Ren nem Cole estavam dispostos a continuar nessa linha de respeito levando em conta as ações de Lucas. E tinha mais a ver com a própria conexão pessoal e profunda do que qualquer respeito ou desrespeito com ele. Embrulhou os braços no pescoço de Cole e deixou as palmas deslizarem dos ombros para suas costas, e desceu até a cintura magra e sobre as nádegas firmes. Ele era um homem tão magnífico. Afinado. Musculoso. Mas não pesadão e enorme. Simplesmente perfeito. “Temos que voltar hoje,” ele murmurou enquanto mordiscava sua orelha. Ela enrolou as pernas em volta de sua cintura e o puxou mais fundo. “Eu sei.” “Mike já levantou âncora, estamos voltando para ilha onde o jato está nos esperando.” Ela suspirou seu pesar. Seu retorno à realidade era inevitável, mas ainda assim, os poucos dias que puderam escapar foram um conto de fadas que nunca esqueceria. Talvez um conto de fadas adulto bastante bizarro, mas uma fantasia, no entanto. Ele continuou a se balançar, até que seu lançamento deslizou quente e agradável dentro dela. Como o sol acariciando a Terra ao amanhecer. Ela o beijou. Esperando-o quando abaixou o corpo para o seu. Durante bastante tempo ficaram lá, pernas entrelaçadas, as respirações se misturando, até que finalmente Cole rolou de forma que Ren ficasse esparramada sobre ele. “Vamos tomar um banho juntos e nos vestir,” ele disse em tom pesaroso. Ela abaixou a boca para dele e permitiu que a doçura de seu beijo a tranquilizasse. Ele disse que resolveriam tudo, e ela acreditava nele. “O último no chuveiro é um ovo podre,” ela soltou enquanto pulava da cama e corria para o banheiro. “Você pequena fraude!”
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Ela ria loucamente enquanto ligava a água e a esperava aquecer. Um momento depois, os braços dele se fecharam ao seu redor e a boca encontrou seu pescoço. Então para seu choque total, a arrastou para o chuveiro e a empurrou sob o spray ainda frio. Ela gritou, e então começou a rir quando arrepios apareceram sobre sua pele. A água começou a aquecer e de repente ela se encontrou forçada contra a parede do chuveiro. Cole abriu suas pernas e a ergueu apenas o suficiente para que seus pés deixassem o chão e ela ficasse angulada para que pudesse penetrá-la facilmente. Suas palmas bateram contra a parede molhada do chuveiro e ela virou a cabeça para que seu rosto se encostasse ao azulejo agora quente. Fechou os olhos enquanto ele impiedosamente a fodia por trás, e a água chovia sobre ambos. Não havia vagaroso fazer amor como tinha poucos momentos atrás. Ele empurrava duro e rápido, com o único propósito de liberação. Seu cabelo não estava completamente encharcado ainda e ele embrulhou a mão pelas mechas antes de puxá-la para que se ajoelhasse no chuveiro. Angulou o chuveiro longe e começou a acariciar seu pênis com a mão livre, direcionando os jatos de sêmen em seu cabelo. As cordas finas de esperma aterrissavam em intervalos e pingavam no chão onde desaparecia no rodar da água no ralo. Quando ele terminou, ela esperava que se afundasse em sua boca e a fizesse lamber a viscosidade restante de seu pau, mas ao invés, enxugou-se em seu cabelo, espalhando o líquido através de suas madeixas. Por vários momentos simplesmente a olhou com olhos ardentes enquanto se ajoelhava à sua frente. Então deu um sorriso lento e arrogante que lhe dizia estar bem satisfeito consigo mesmo. Ele correu os dedos sobre a viscosidade em seu cabelo antes de finalmente a puxar de pé e mais uma vez dirigir o bico do chuveiro direto em cima dela.

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Passou o shampoo e o enxaguou completamente antes de lavar o resto de seu corpo com mãos gentis. Mandou-a para fora antes dele, enquanto terminava seu próprio banho, e ela se enxugou e voltou ao quarto para se vestir. O café da manhã foi servido na parte superior e Ren viu como a ilha onde tinham ancorado ficava cada vez menor no horizonte. Então sorriu, pois não importava o que acontecesse no futuro, sempre iria guardar na memória estes últimos dias com Cole. “Porque está sorrindo?” Cole perguntou. Seu olhar se moveu para ele e seu sorriso aumentou. “Estava pensando em te dar uma surra novamente no Ping-Pong na viagem de volta.” Os olhos de Cole se estreitaram. “O que quer dizer, novamente? Eu claramente ganhei o último jogo.” Ela sacudiu a cabeça. “Você trapaceou. Eu ganhei.” Ele estalou e assentou o copo de suco. “Você me acusa de trapaceiro?” Ela assentiu solenemente. “Eu faço. Mas outra partida deve esclarecer as coisas. O vencedor leva tudo. Reivindica os direitos do campeonato pela viagem inteira.” “Você está perdida.” O que antes tinha sido um jogo amigável transformou-se rapidamente em um banho de sangue competitivo quando ambos estavam determinados a sair vencedor. A bola voava rápida e furiosa. Ren afundou os dentes em seu lábio inferior e deixou sua natureza competitiva tomar posse. Só por cima do seu cadáver o deixaria vencê-la. “Ponto de jogo,” ela provocou. Soprou um fio de cabelo fora dos olhos e olhou sombriamente através da mesa para ele enquanto se preparava para iniciar. Se ela perdesse este, eles empatavam e então ela teria que ganhar por dois. Cole parecia tão determinado a ganhar quanto ela. Era agora ou nunca.

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Em vez de golpear a bola em direção ao canto, colocou um backspin3 perverso e mal a tocou através da rede. Cole que estava para trás, antecipou o golpe duro, avançou, a pá estendida. Ele simplesmente pegou a bola enquanto caía para o lado e a bateu para o alto. Ela foi direta e violentamente para o lado oposto e ele não tinha como chegar a tempo. Ela sorriu triunfantemente quando ele lhe atirou um olhar descontente. Ela passeou ao redor para seu lado e deslizou o remo de volta sobre a mesa. “Meu jogo.” “Assim é. Não gosto de perder, sabe.” Ela levantou uma sobrancelha. “Vire-se. Mãos sobre a mesa.” Calafrios deliciosos dançaram por sua espinha quando viu que ele ainda estava segurando a pá. Sua boceta formigou e os seios apertaram e incharam, de repente, supersensíveis ao menor toque. Ele alcançou ao redor para abrir o zíper de seu jeans. Então os puxou logo abaixo de sua bunda. Sem preâmbulos, trouxe a pá através da bochecha com um bofetão. Parecia fogo. O melhor tipo. Dor irritável que logo se transformou em prazer quente. Ele atingiu a outra bochecha, e então parou para acariciar as marcas em sua bunda. “Muito bonito. Mas você sabe o que seria ainda mais bonito, Ren?” “Não,” ela sussurrou. “Você chupando meu pau enquanto sua bunda bonita fica marcada.” Um choque de excitação atravessou sua barriga. Com isso ela não contava. E tanto o medo quanto à excitação subiram além da medida. “A quem devo pedir para fazer o trabalho, Ren? Você escolhe. Devo chamar o Capitão Mike? Ele, obviamente, tem experiência e lhe deu grande prazer nestes últimos dias. Mas tem C.J, que você conquistou fora. Mas ele é jovem e exuberante. Aposto que se

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É um efeito contrário colocado na bola, causado por um movimento de descida da raquete.

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empolgaria e seus golpes doeriam um inferno de um lote. Mas então, você pode gostar disso.” “Capitão Mike,” ela conseguiu dizer. Porque então, oh Deus, ela poderia fantasiar sobre ele fodendo sua bunda vermelha e dolorida, enquanto Cole fodia sua boca. Apenas o pensamento a deixou tão quente que com um toque ela poderia explodir como um foguete. “Rápida demais com sua decisão,” ele zombou. “Sorte sua, ele está de pé logo atrás de mim. Estava assistindo enquanto eu remava sua bunda. Acredito que ele está se coçando para entrar em ação.” Ela estremeceu e fechou os olhos. Os dedos se enrolando em bolas contra a mesa de Ping-Pong. Então, de repente ela foi puxada para longe. O braço de Cole se embrulhou em sua cintura e a ergueu no ar, jogando-a sobre o ombro como se não pesasse nada. Capitão Mike jogou uma das almofadas grandes de uma das espreguiçadeiras sobre o convés e Cole a deitou sobre ela. “Fique em suas mãos e joelhos.” Ela foi rápida em obedecer a sua ordem e colocou as palmas abaixo quando seus joelhos escavaram o estofamento. Cole caiu de joelhos na frente de seu rosto e enfiou a mão em seus cabelos, arrastando sua cabeça para seu pênis ereto. “Chupe.” A crua diretiva incitou ainda mais sua excitação. Abriu a boca e deslizou os lábios em sua ereção espessa. Ele não lhe deu qualquer tempo antes de agarrar sua cabeça e começar a foder sua boca com golpes longos e poderosos. Tinha esquecido tudo sobre Mike, até que fogo queimou sobre sua bunda. Ofegou e conseguiu a garganta cheia de pênis em resposta. “Sim, bebê, abra a boca desse jeito novamente. Vou enchê-la totalmente. Você decide. Cada vez que ofegar assim, vou enfiar meu pau tão longe em sua garganta quanto puder.” Ela tremeu e se agitou, e em seguida, Mike a remou novamente. Ela tentou. Realmente tentou não fazer um som, mas aí ele a atingiu novamente, mais duro, e ela clamou.
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Cole fez um som de triunfo e empurrou mais fundo até sua garganta convulsionar ao redor dele. “Oh inferno, exatamente assim. Adoro quando você se amordaçar ao meu redor assim. Sinto-me fodidamente louco.” Os golpes de Mike eram metódicos e bem colocados, ele agia como um homem que tinha sido bem disciplinado quando se tratava de castigo. Ou prazer. Porque isto certo como o inferno não era uma punição. Ren gastava de pensar que era sua recompensa por ganhar, porque ela não conseguia pensar em uma melhor. Sua bunda estava pegando fogo. Não havia um centímetro de sua pele que estava intacta. Estava tão hipersensível que quando ele apenas soprou em sua carne em chamas, ela choramingou. E isso só fez Cole foder seu rosto ainda mais duro. “Fode ela, Mike. Fode ela. Ela quer. Olhe para ela. Tem um bocado do meu pau e quer mais. Ela está praticamente sacudindo essa bunda vermelha e bonita em você. Se a quiser, tome-a, mas tome-a duro.” Cole se enfiou em sua boca e moeu a pélvis contra seu queixo até que suas bolas estavam descansando logo abaixo de seus lábios. E ficou lá. Ela chupou desesperadamente por ar pelo nariz e tentou se estabilizar, para não lutar. Se lutasse agora, ele provavelmente viraria mais seu rosto e a foderia tal como fodia sua boceta. Não seria fácil. Não seria para seu prazer. Mãos ásperas agarraram sua bunda. Lágrimas queimaram suas pálpebras enquanto lutava contra o desejo de empurrar Cole. Então, de repente, ele se retirou e enquanto ofegava pelo ar, Mike bateu nela, abrindo-a em um golpe rápido. Cole agarrou sua cabeça e empurrou de volta dentro de sua boca e os dois homens começaram a fodê-la tão cruelmente que se sentiu totalmente impotente entre eles. Ela se gloriava nesse sentimento. Abraçou-o e se segurou firme a ele.

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Perdeu toda consciência de onde estava, mas só que estava sendo fodida por dois homens poderosos de uma forma animalesca que a deveria ter horrorizado. Talvez fizesse. Mas a excitava em partes iguais. Só desejava poder ver. Mas podia malditamente o sentir. Depois de um tempo sua boceta queimava, assim como sua garganta das punhaladas ásperas. “Ela está ficando seca.” Mike disse enquanto se retirava. Ela estremeceu no tamanho empinado saqueando a saída de sua boceta. Cole se afastou abruptamente de sua boca e deu a volta para sua parte de trás. Mike saiu completamente e de repente Cole estava dentro dela, empurrando duro. “Tire seu preservativo e foda sua boca por um tempo,” Cole disse. “Vou gozar dentro dela e você terá bastante lubrificante para fodê-la um pouco mais.” Oh inferno, era tudo o que ela poderia tomar. Foi bombardeada pelas palavras, as imagens e a realidade destes dois homens que a tinha à sua maneira em todo nível possível. A posse de Cole a machucou. Ele era grande, maior do que Mike, e lutou contra sua invasão a cada estocada. E ele adorou. Bateu ainda mais forte e ela gemeu quando Mike agarrou seus cabelos e forçou a entrada em sua boca. “Só mais um momento e você poderá tê-la de volta,” Cole ofegou. Mike não parecia estar preocupado. Afundou-se em sua boca e gemeu baixinho quando o engoliu fundo. Seu corpo inteiro balançava com a força dos golpes de Cole, e então, de repente sua boceta estava banhada em calor pegajoso e líquido. Ele cobriu sua passagem com esperma e continuou empurrando até que sentiu o calor viajar pelo interior de sua perna. Então se retirou e deu uma palmada em sua bunda. “Oh inferno sim. Vou ficar aqui atrás por um momento, enquanto assisto Mike foder uma boceta que está cheia de minha porra. Minha Ren. Essa boceta é minha. Estou lhe emprestando, mas é toda minha.”

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Mike obedientemente se retirou. Ouviu-o rasgar outro invólucro de preservativo, e então as grandes mãos estavam prendendo sua cintura novamente e ele se deslizou até o cabo. Bombeou rapidamente, e em seguida, para sua surpresa, retirou-se e se posicionou em seu ânus. O que Cole estava lhe dizendo para fazer? Ou ele mesmo tinha tomado à iniciativa? Oh Deus. No momento em que ele violou seu buraco e empurrou a cabeça cega passando pela resistente abertura, ela começou a gozar. Tentou clamar, mas Cole estava enchendo seu pau coberto de sêmen de volta em sua boca com ordens severas para chupar tudo. Mike fodeu seu rabo enquanto esperma vazava de sua boceta. Estava em seu pau e dentro de seu cu também. O gozo de Cole. E ele ainda estava vazando em sua boca, ainda jorrando fluxos leves contra o fundo de sua garganta. Ela já não podia mais se equilibrar e caiu sobre a almofada. Cole se deslizou de sua boca, mas Mike a seguiu abaixo, empurrando sem parar o pau em seu buraco, mesmo quando ela foi forçada por seu peso a se deitar na almofada. Montou-a duro e longo, até que ela estava delirante. Então, e só então, estremecer contra ela e forçou-se profundo enquanto gozava. Balançou-se acima dela, puxando seu cabelo como se arrastando as rédeas. Então parou, mas ainda ficou enterrado em seu buraco, montando-a como se a possuísse. Cole riu acima dela. “Gostaria que pudesse ver isso, Ren. Sua bunda toda aberta e o pau dele enfiado dentro. Se eu já não tivesse gozado, o faria sair e gozaria dentro de seu doce pequeno buraco enquanto estivesse escancarado.” Então Mike se ergueu fora dela e puxou seu pênis, fazendo-a gemer, enquanto ficava lá, de barriga para baixo, exausta.
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Cole se ajoelhou atrás dela, deslizou os dedos em sua boceta para colher um pouco de sêmen. Então deslizou os dedos em seu ânus, depositando o esperma lá. Esbofeteou sua bunda mais uma vez, voltou-se e fez um som de satisfação. “Agora esta é uma visão malditamente linda, Ren. Minha mulher, minha posse, toda estatelada no chão, com minha porra vazando dos dois buracos. Você parece bem utilizada. Levante-se e me agradeça e a Mike por te foder.” Empurrou-se para cima e ficou em pés instáveis. Mike ainda estava lá, seu pênis ereto e nu do preservativo que tinha usado apenas um momento atrás. Cole estava ao seu lado, acariciando-se de volta para ereção. Sabendo o que era esperado, caiu de joelhos na frente de ambos e circulou os dois pênis com os dedos. “Obrigada,” sussurrou enquanto fechava a boca ao redor da ereção de Cole. Chupou um pouco, e então recuou para deslizar os lábios ao longo do pau de Mike. “Obrigada,” disse para ele e depois chupou sofregamente em sua espessura. “Oh inferno sim,” Mike murmurou. “Amo o jeito que você agradece a um homem, querida.” Cole sorriu. “Ela não é linda? Agora nos faça gozar, Ren. Não me importo quanto tempo leve. Quero que você tenha um bocado de nossa porra e quero que engula cada gota.”

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Capítulo 32
Estava chovendo quando eles aterrissaram em Houston. Uma garoa fria tinha começado e não mostrava sinais de parar a qualquer momento breve. Cole apressou Ren em um carro onde o calor já estava correndo e começou a viagem de volta para sua casa. Ela se enrolou no banco e se virou de frente para ele, o observando enquanto dirigia. Era um pouco chocante estar de voltar ao mundo real, como o chamava. Os últimos dias tinham sido surreais. Como se tivessem acontecido em uma realidade alternativa. Paraíso. A fantasia da Terra. Seu corpo estava deliciosamente dolorido de ser usado tão duro e nunca se sentira melhor. Queria se esticar como um gato e ronronar. Cole voltou-se para ela enquanto manobrava no trânsito. “Divertiu-se?” Ela sorriu e assentiu. Então inclinou a cabeça para o lado. “Por que fez isso?” Ele ergueu uma sobrancelha em questão. “Quero dizer, por que deixou Mike fazer o que fez? Tinha pensado que você nunca deixaria outro homem tomar o que considera seu. Você já disse muitas vezes que não gosta de compartilhar.” “Sabia que era o que você queria,” ele disse simplesmente. Seus olhos se arregalaram. “Você deixou ele me foder porque era o que eu queria?” “Você pode pensar em uma razão melhor? Eu sabia que a excitava. Posso ler sua linguagem corporal. Assim que ele a tocou, sua pulsação subiu, sua respiração acelerou e você estava imediatamente despertada. Queria isso, e então eu o dei a você.” Ela tocou seu rosto, acariciando a linha forte e explorando o raspar leve do restolho. “Obrigada. Por tudo. Não apenas Mike e C.J e todos os mimos. Mas obrigada por essas memórias. Foram uns poucos dias maravilhosos.”

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Ele capturou sua mão e beijou o interior da palma antes de soltá-la mais uma vez. “Você é muito bem-vinda.” Chegaram à casa poucos minutos depois, e Cole a mandou para cama. Fez isso rindo, porque podia ver que estava caindo de cansaço. Agradecida rastejou entre as cobertas e se derreteu nos travesseiros. Nem sequer o viu vindo para cama. Dormiu longo e duro, mas quando despertou na manhã seguinte, ele estava embrulhado ao seu redor, um lembrete de que pertencia a ele. Sorriu e beijou seu pescoço. Então começou a se desembaraçar de seu abraço. “Onde está indo?” Ele murmurou sonolento. “Trabalhar,” ela respondeu suavemente. “Quero trabalhar por um tempo. Não escrevo em dias. Quero terminar.” Ele beijou sua testa. “Ok. Vou verificá-la mais tarde.” E ele fez. Mas ela estava tão imersa em sua escrita e seus desenhos que lhe acenou longe, os lábios franzidos em concentração absoluta. Tinha sido compelida a terminar a história e os desenhos. Eram tão claros em sua cabeça que temia que se fizesse uma pausa tudo desapareceria antes que pudesse pegá-los. Trabalhou durante o dia e a noite. Cole lhe trouxe uma bandeja de comida e a deixou na mesa ao seu lado, rastejando silenciosamente, não a perturbando ou insistindo que parasse. Depois de mais de vinte e quatro horas de trabalho, recostou-se em sua cadeira e virou o pescoço duro. Suas costas a estavam matando. Seus músculos estavam duros e doloridos e seus olhos pareciam uma lixa cada vez que piscava. Mas tinha terminado. Fechou o bloco onde sempre concluía o projeto preliminar e acariciou o couro envelhecido e macio. Então, assegurou os laços em torno do manuscrito flexível e o segurou contra o peito.

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Já sabia o que faria com ele. Tinha uma cópia em seu computador. Tinha verificado em seus desenhos e compilado tudo em um arquivo para enviar a sua editora. Mas esta cópia iria para Cole. Ela mal podia esperar para lhe mostrar. Ele reconheceria a história? Veria a si mesmo e Ren nas páginas? Limpando o sono dos olhos, agarrou o bloco em seu peito e se apressou para encontrá-lo. Ele não estava na sala ou na cozinha, de modo que o próximo lugar mais lógico para encontrá-lo seria em seu escritório. Parou diante a porta quando ouviu sua voz pela porta entreaberta. Estava ao telefone. Abriu a porta para verificar dentro e seu olhar se conectou com Cole. Ele gesticulou para o interior e levantou um dedo para sinalizar que seria apenas um minuto. Entrou e tomou o assento à sua frente. Recostou-se e deixou seu olhar vagar sobre ele e seu ambiente. Tinha visto seu escritório, mas nunca realmente tinha passado algum tempo lá. Certamente não quando ele estava conduzindo os negócios. Ele estava vestido para o escritório. Mais ou menos. Ou, pelo menos, tinha sido. Uma vez que estava usando uma gravata, uma camisa de mangas compridas e calça branca. No momento as mangas estavam enroladas até o meio do braço e a gravata estava solta e se pendurava até o meio do peito. Ou talvez tivesse até ido a uma reunião, enquanto ela estava enrustida no escritório. Ele desligou o telefone, o colocou abaixo e virou o olhar para ela. “Hei. Você está bem? Parece cansada.” Ela puxou o bloco longe do peito e o colocou sobre a mesa. “Terminei.” Empurrou-o em direção a ele, de repente nervosa. E se ele o odiasse? E se não visse os paralelos entre a história vivida nas páginas do livro infantil e a sua própria? “Você quer que eu o leia?” Ele perguntou hesitante. Ela assentiu. “É para você. Quero dizer, este é. Sempre faço meus rascunhos em um bloco como este e os mantenho, mas quero que fique com este aqui.”
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“Tudo bem se o ler agora? Vou pedir o café da manhã. Você pode descer e comer lá ou posso mandar trazê-lo aqui. Totalmente até você.” Ela assentiu. “Vou comer aqui com você, se estiver tudo bem.” Ele sorriu. “Eu gostaria muito. Sinta-se confortável.” Aceitando sua palavra, ela foi para o sofá, mas mais do que o confortar oferecido, queria estar longe dele, onde não pudesse ver sua expressão facial enquanto lia a história. Ele se recostou na cadeira e cuidadosamente abriu o bloco. Ela observou pelo canto do olho, enquanto ele virava cada página, a testa enrugada em concentração. Um momento depois, uma batida soou e a mulher que Cole empregava para cuidar da cozinha, entrou com uma bandeja de café da manhã para Ren. Deixou-a sobre a mesa de café em frente ao sofá onde estava sentada, e então se afastou, desaparecendo tão rápido quanto veio. Ren sorriu. Todos os seus favoritos. Uma xícara de chocolate quente. Um pãozinho torrado com creme de queijo, ovos mexidos e bacon empilhado em cima. Acomodou-se para comer, mas ainda manteve uma vigília sutil em Cole. Quando terminou, Cole ainda estava em profunda concentração, e ela sabia que não poderia estar aqui quando ele terminasse. Levantou-se e limpou as mãos na calça. “Estou humm… vou tomar uma ducha. Estou de pé a uma eternidade. Preciso escovar os dentes. Fazer todas as minhas coisas de garota.” Cole levantou o olhar do bloco, piscando como se tivesse esquecido que ela estava lá. “Tudo bem. Vou encontrá-la mais tarde.” Fugiu da sala, grata por ter uma desculpa para sair. Tomou banho, mas não fez nenhuma das coisas de garota como tinha insinuado. Nem secou o cabelo, mas o penteou diretamente, vestiu-se e então foi em direção ao jardim. Havia uma friagem no ar, então respirou fundo, apreciando o cheiro de fumaça, ou da queima de folhas, ou talvez uma chaminé nas proximidades.
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Vagou por uma das vias em espiral para uma fonte no centro do jardim. Sentou-se no banco e escutou a borbulhar calmante da água que espirrava sobre a beira. Tinha terminado. Outro livro feito. Com cada projeto que completava, embora não tivessem sido muitos, ainda, sempre temia não ser capaz de duplicar a criatividade que entrava para criar a história. E se não conseguisse fazê-lo novamente? Lucas riu de seu medo e lhe disse que era brilhante, e que apenas pessoas brilhantes se preocupavam em não ser brilhantes por mais tempo. Não fazia sentido para ela, mas gostava da ideia de que alguém a achava inteligente. Nem sempre se sentia inteligente por algumas escolhas que tinha feito. Por quanto tempo ficou ali sentada, absorvendo a paz e tranquilidade ao seu redor, não fazia ideia, mas ouviu passos e olhou para ver Cole vir em sua direção, o bloco na mão. Sua boca secou. Por que sua opinião importava tanto? Deveria ser capaz de dar de ombros. Subjetividade e jazz. Ele se sentou ao seu lado e por um longo momento não disse nada. Então se virou para ela, os olhos cheios de admiração. “Você é surpreendente, Ren. Estou muito malditamente orgulhoso de você.” Suas bochechas se aqueceram e ela relaxou com alívio. Alegria atravessou suas veias como uma dose de adrenalina. “Você gostou?” “Gostei? Acredito que gostar é uma palavra muito mansa para descrever minha reação. Você é tão talentosa. Os desenhos, a forma como liga uma frase. Sua escrita é muito sugestiva. É muito… nostálgica. Deus, isso me fez pensar em tantas coisas em minha infância que são agridoces.” Alcançou para tocar seu rosto, alisando o polegar sobre sua pele. “Ele me lembrou de nós.”

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Seu peito doeu e sua garganta fez um nó. “E somos nós. De certa forma. Talvez um mais jovem e mais inocente de nós. Uma amizade inexperiente, mas uma relação que significou o mundo para eles como a nossa significou o mundo para nós.” “Sim, eu pude ver isso. Lê-lo me fez doer, Ren. Estou tão malditamente orgulhoso de você. É uma história incrível. Vou entesourar o projeto que me deu sempre. E mesmo quando valer milhões de dólares, porque você se tornou rica e famosa além das palavras, mesmo assim ainda vou entesourar minha cópia e mantê-la segura e privada.” Ela se inclinou em seu lado e embrulhou os braços ao redor de sua cintura. “Obrigado. Isso significa o mundo para mim. Para muitos anos me senti muito… à deriva. Apenas no ano passado comecei a pensar que sabia o que queria fazer e ser. Provavelmente soa ridículo e melodramático, mas levei muito tempo para chegar ao ponto onde sinto que tenho direção.” Ele beijou o topo de sua cabeça. “Não acho que seja ridículo em nada. Às vezes, algumas pessoas levam mais tempo que as outras para encontrar seu caminho. Não faz de sua contribuição menos valiosa.” Ela sorriu e o abraçou apertado. “Eu te amo.” “E eu também te amo, querida Ren.” Ela se aconchegou um pouco mais em seus braços e fechou os olhos. Ele a deixou ficar lá por mais um momento antes de erguê-la cuidadosamente. “O que me diz de eu te levar para cama agora? Está de pé há bem mais de vinte e quatro horas. Deve está exausta.” Ela concordou tristemente. “Estou. Sinto como se pudesse dormir para sempre.” Ele se levantou, e então a puxou de pé ao seu lado. Passou um braço ao redor de seus ombros e caminhou de volta para casa.

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Capítulo 33
“Lucas está aqui.” A cabeça de Ren subiu rapidamente na declaração sombria. Estava sentada em sua mesa, verificando seus e-mails e cuidando de coisas que tinha deixado definhar durante o tempo que estava com Cole e quando esteve trabalhando. Queria estar calma, mas suas mãos tremiam, traindo o tumulto que agitava dentro dela. Olhou para Cole que estava perto da porta, tentando conseguir uma leitura sobre ele. Suas feições estavam impassíveis. Não havia nenhuma expressão em seu rosto. Seus olhos estavam fechados encobertos. Empurrou-se para cima e seguiu vacilante em direção à porta para ficar diante de Cole. “Onde?” Ela resmungou. “Lá fora.” Passou por Cole e desceu as escadas, seu ritmo acelerando a cada passo. Quando chegou à porta, já estava quase correndo. Sua mão se fechou em torno da maçaneta e ela puxou respirações firmes enquanto tentava acalmar suas emoções furiosas. Então, abriu a porta e saiu. O carro de Lucas estava estacionado a alguns metros longe e ele estava de pé, encostado na porta do passageiro, parecendo tão arrogante como sempre. Parecia relaxado enquanto ela era uma bagunça flamejante. Ele estava aqui, mas e agora? Veio dizer adeus? Teria vindo para trazer suas coisas? E então, ele simplesmente abriu os braços e ela voou através do cascalho para se lançar em seu abraço. Ele embrulhou os braços fortes ao seu redor e a segurou firmemente. Para sua surpresa ele se agitou contra ela. Quase tanto quanto ela se agitava.
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“Você veio,” ela sussurrou. “Você veio.” Ele a içou nos braços até que ela escarranchou sua cintura e a segurou na altura dos olhos. “Eu sempre virei por você, Ren. Nunca duvide.” Seus olhos escuros brilharam com ternura e um claro afeto, mas dessa vez havia algo muito mais forte lá. Algo além do doce respeito. Apertou os lábios contra os dela em um gesto tão gentil que quase a desfez. Não havia controle ou domínio no beijo. Era quase inseguro e tão aliviado quanto ela estava. “Pensei que estivesse partindo,” ela disse com voz trêmula. “Que este era seu jeito de seguir em frente. Tendo certeza de que eu estaria cuidada. Pensei que tivesse se cansado de mim.” Ele amaldiçoou pitorescamente baixinho e gentilmente a abaixou aos seus pés. Então, levantou seu queixo para encontrar seu olhar ardente. “Fiz isso por você, Ren. Só por você. Não tenho nenhuma intenção de deixá-la. Nunca. Você entende isso? Sabe o que estou realmente dizendo? Porque não acho que você faz. Estas duas semanas foram um inferno para mim e contei cada maldito minuto até que pudesse vir reclamar o que é meu.” Ela não conseguia respirar direito. As palavras se registraram, mas não sabia muito bem o que fazer com elas. Alívio atravessou sentidos. Lucas estava aqui. Não a tinha abandonado. Ele a queria de volta. Então seu estômago caiu. Cole. Oh Deus, Cole. Cole que ela tanto amava. Cole que a amava. Cole com quem queria estar com cada pedaço, tanto quanto queria estar com Lucas. Ela se virou, sua vontade era de colocar todos juntos. De alguma forma, encontrar um jeito de contornar essa bagunça. Mas o quê? Como? Como poderia encontrar uma solução? O que diabo deveria fazer? E então ela o viu. De pé nos degraus, olhando para ela e Lucas.

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Novamente com aquele rosto impassível. Aqueles olhos frios. Apenas piscando quando seu olhar passou por ela. Ela fez um som como o grito de um animal ferido. “Vou organizar para que suas coisas sejam entregues,” ele disse. “Adeus, Ren.” “Adeus?” Ela sussurrou. “Mas Cole, você disse...” Ela mordeu o lábio, dolorosamente não querendo se fazer de tola. Mas então, o que mais havia para ela? Não havia orgulho no amor. Já tinha se desnudado diante dele. Diante dos dois. “Cole? Você prometeu. Você me disse que encontraríamos uma forma.” Mas Cole não estava ouvindo. Acenou para Lucas, e então, simplesmente tomou o caminho de volta para casa. A boca de Ren caiu aberta e mágoa estilhaçou através dela, lançando fragmentos dentados em sua alma. Ela começou a segui-lo. Tinha que saber por que ele mentira. Queria saber como ele pôde fazer isso novamente. Por quê? Lucas segurou sua mão e a arrastou de volta. “Venha, Ren. Está acabado agora.” “Mas ele disse… ele prometeu…,” ela sufocou em angústia. “Não posso ir ainda, Lucas. Por favor.” Puxou contra ele, lutando pela primeira vez. Nunca antes havia desafiado seu domínio. Voltou para casa, tentando voltar para Cole, mesmo enquanto olhava para porta que ele fechara atrás dele. Lucas a reuniu suavemente em seus braços e a conduziu em direção ao banco de passageiro do carro. Ele abriu a porta, colocou-a no banco e cuidadosamente afivelou o cinto de segurança. Então roçou os lábios em sua testa. “Odeio-me agora pelo que fiz a você. Nunca quis machucá-la. Era a última coisa que eu queria fazer. Sinto muito, Ren. Volte para casa comigo. Deixe-me consertar tudo.” Sentou-se entorpecida no banco, o olhar fixo na porta da frente da casa de Cole. Ele ia voltar certo? Perceberia que foi um erro terrível que tinha cometido. Ele se lembraria de sua promessa, não é?

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Lucas deslizou no banco do motorista e ligou o motor. Que rugiu para vida, e então começou a se afastar. Ren se virou para ainda poder ver a porta, lágrimas escorrendo por seu rosto. Por favor, por favor, volte. Apenas abra a porta. Eu te amo. Mas ela permaneceu solidamente fechada enquanto Lucas ia embora e a porta desaparecia de vista. Virou-se e abaixou a cabeça, permitindo que o cabelo cobrisse seu rosto enquanto chorava lágrimas silenciosas e dolorosas. Ao seu lado, Lucas alcançou e timidamente enrolou os dedos ao redor dos dela. “Vai ficar tudo bem, Ren,” ele disse suavemente. “Juro pra você, vai dar tudo certo.” Ela sacudiu a cabeça, porque nunca poderia dar tudo certo.

*****
Cole ficou na janela do segundo andar em um silêncio meditativo enquanto observava o carro de Lucas se afastar. Então, olhou para o bloco em suas mãos. Teve um desejo súbito de lançá-lo do outro lado da sala, mas o abraçou perto do tórax ao invés. Era um presente precioso e um tesouro que teria sempre. Ren se foi e havia deixado para trás um buraco aberto em sua alma. Em seu coração. Em sua mente. Tinha levado a parte mais essencial de si mesmo com ela. Seu amor. Sempre seu amor. Ele a tinha visto com Lucas. Viu o alívio e a dor em seus olhos. Vira quanto rasgada ela estava no momento em que percebeu que Lucas não a tinha abandonado. E soube então que a tinha perdido. Ren nunca escolheria entre eles dois e nem iriam deixá-la ir. Mas um deles tinha que fazer. Era o único jeito. Ren se despedaçaria e acima de tudo, Cole queria que ela fosse feliz.

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Então ele tomou a decisão por ela. Mandou-a embora, porque era a única coisa que poderia fazer. Se ficasse e lutasse por ela, ainda que ganhasse, ela nunca seria feliz com ele, porque Lucas sempre estaria entre eles. Se a deixasse ir, eventualmente, ela superaria seu sentimento de traição, assim como fez antes, e Lucas estaria lá a cada passo do caminho. E ela seria feliz novamente. Juntos, os dois seriam miseráveis. Separados, só ele seria infeliz. Tinha sido um inferno de uma decisão, e dois dias atrás, teria dito que nada na Terra os manteria separados. Mas era um voto egoísta e pouco realista também. Tinha sido um tolo ao embarcá-la em sua vida novamente e manipulá-la como fez. Sabia exatamente por que Lucas tinha concordado com o negócio. Lucas tinha feito uma jogada calculada e o bastardo tinha vencido. E mais uma vez, Cole tinha perdido a única coisa que já tinha importado para ele.

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Capítulo 34
“Por que você fez isso?” Ren sufocou fora. Estava sentada encolhida no sofá da casa de Lucas, uma casa que não tinha sido dela por duas semanas. Uma eternidade. Agarrou o cobertor ao seu redor, mais para conforto do que calor verdadeiro. Estava perfeitamente confortável na casa de Lucas. Como sempre foi. Olhou ao redor, meio que esperando que as coisas tivessem mudado. Sua presença de alguma forma lavada. Mas ainda estava cheia de muitas das coisas que ela e Lucas tinham escolhido juntos. E havia suas coisas também. Seus livros. Uma bolsa. Um par de sapatos. Um cachecol. Coisas que normalmente deveriam ter sido colocadas no lugar, mas era como se ele as tivesse deixado fora como lembranças. Lucas olhava pela janela a pouca distância, seu corpo tenso e taciturno. O silêncio caiu entre eles e ela empurrou onde antes nunca teria ousado. Ela queria — merecia — resposta. “Por que me mandou para ele? Se não estava cansado de mim. Se não queria seguir em frente e aproveitar a oportunidade para se certificar de que eu seria bem cuidada. Se nenhuma dessas são as razões, então por que, Lucas?” Ele se virou então, algo feroz piscando em seus olhos. “Porque te amo e também estou sangrando. Tudo bem? Feliz agora que conseguiu me desnudar das mais básicas das camadas? Estou sangrando diante de você, Ren. Estou tão vulnerável quanto um homem poderia ficar quando a mulher que ama fica chorando por outro homem.” Ela piscou em surpresa, e então lhe deu um olhar perplexo. “Não entendo. Se você me ama, então por que olhou através de mim quando o vi no restaurante? Se me ama, por que na Terra me mandou de volta aos braços de um homem que uma vez me machucou tão mal? Você está louco?” Ele riu, com uma risada seca e sem humor que a fez estremecer.
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“Louco? É uma boa palavra para isso. No restaurante… você ao menos sabe por que eu estava lá?” Ela sacudiu a cabeça. “Eu estava lá porque sabia que era o lugar onde você estaria, e queria apenas um olhar. Queria ver como você estava. Se aquele bastardo estava cuidando de você. E o que vejo? Vejo você sorrindo e rindo e parecendo tão malditamente feliz que quase me matou, droga. E sabia que se olhasse pra você, eu malditamente bem estaria de joelhos te implorando perdão e pedindo para que voltasse comigo naquele minuto. Mas dei minha palavra e você parecia feliz,” ele disse em com voz amarga. Ela cobriu o rosto com as mãos. E então ele estava lá à sua frente, ajoelhado no chão enquanto puxava suavemente suas mãos longe do rosto. Ele segurou seus pulsos cativos à sua frente enquanto a olhava nos olhos. “Você me perguntou por que, Ren. Vou te dizer por quê. Porque quando você o encontrou novamente, vi algo em você. Vi uma faísca de algo que me inquietava. Vi que também me fez perceber várias coisas. Principalmente que eu te amava e o pensamento de perdê-la me enlouquecia.” Sua boca estalou aberta, mas ele soltou um de seus pulsos e colocou o dedo contra seus lábios. “Deixe-me terminar.” Ela concordou e ele deixou a mão cair. “Tive que chegar rapidamente a um acordo com o fato de que você não era como as outras mulheres com quem estive. O que eu sentia por você não era apenas sexual ou cumprindo uma torção. E isso me confundiu. Fiz uma prática de não ficar emocionalmente envolvido com as mulheres. Mas você se esgueirou dentro de mim. Nem sequer consigo dizer quando meus sentimentos por você mudaram. Apenas que aconteceu. Com qualquer outra mulher, menos você, eu teria enviado para Cole e ficado feliz em fazê-lo. Não teria sentido como se minhas entranhas tivessem sido arrancadas, e não teria contado os dias até que pudesse voltar para você. Teria partido como me acusou de fazer.” “Eu ainda não entendo,” ela disse em prantos.
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“Eu queria fazê-la feliz, Ren,” ele disse calmamente. “Se Cole era a pessoa que poderia fazê-la feliz, então eu queria que você tivesse sua chance com ele. Se eu queria que você fosse? Inferno não. Mas pensei que deveria ir, de forma que talvez quando voltasse para mim — se voltasse para mim — poderia deixar o passado de lado e abraçar o futuro… comigo.” Ela engoliu em seco e o olhou admirada, tentando digerir tudo que ele tinha acabado de admitir. Seu coração estava explodindo, mas não tinha certeza se estava feliz ou devastado. Como poderia ter certeza quando sofria tanto? Ele se sentou no sofá ao seu lado e a puxou pro seu colo. Por um longo momento segurou-a firmemente contra seu peito e acariciou seu braço. “Estava errado, Ren. Sinto muito. Nunca quis que se machucasse. Deveria saber que isso a colocaria numa posição insustentável. Não pensei nesse lado. Talvez tenha pensado que seria uma escolha fácil. Seu passado ou seu presente. Sou o tipo de pessoa preto-nobranco, mas você não é, e eu deveria ter percebido isso. Juro que só tentei ser generoso e te dar a felicidade que você merecia.” Lucas não costumava admitir estar errado. Não que fosse tão arrogante para jamais pensar ou admitir que estivesse errado. Simplesmente não errava muitas vezes. “Não sei o que fazer Lucas,” ela sussurrou. Ele ainda a apertava contra ela, e então, em voz baixa disse, “Se quiser voltar para ele, eu a levarei.” Lágrimas arderam em seus olhos. Olhos que já estavam vermelhos e inchados e que ela não imaginava ter mais lágrimas para derramar. “Não é assim tão fácil. Nunca será tão fácil.” “Por quê? Fale comigo, Ren. Diga-me o que está pensando.” Ela se empurrou para poder olhar em seus olhos. Devia-lhe ao menos isso. “Eu o amo.”

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A apatia em seus olhos lhe doeu mais do que poderia ter imaginado. Lucas não era alguém que demonstrava emoção frequentemente. Ren não conseguia se lembrar de uma única vez que ele parecesse vulnerável. Era forte, disciplinado e estava sempre no controle. Ela segurou seu rosto, incapaz de suportar a dor em sua expressão ou a desolação que mostrava em seu olhar. “Eu também te amo, Lucas. Fiquei tão miserável com Cole.” Lucas franziu o cenho. “Mas — ” “É tão torcido. Fiquei infeliz porque percebi depois que você partiu que te amava. Todo o resto já estava lá. Confiança. Respeito. Amizade. Desejo. Estava triste porque tinha me convencido de que você tinha me empurrado para Cole e eu nunca mais o veria de novo. Mas, ao mesmo tempo, estar com Cole me fazia incrivelmente feliz. Satisfeita. Percebi que o amava também. Que nunca deixei de amá-lo.” A expressão de Lucas se suavizou. Havia alívio misturado com tristeza. Acariciou seu rosto, mesmo enquanto ela segurava seu rosto nas mãos. “Você já se sentiu dividido entre duas impossibilidades, e sabia em seu coração que não importava o caminho que tomasse ou o caminho que escolhesse, estaria condenado à infelicidade?” “Oh Deus, Ren. Eu nunca desejei que se sentisse desse jeito.” Ele se inclinou para pressionar a testa contra a dela. Segurou seu rosto e a beijou, limpando suas lágrimas com os polegares. “Sinto muito, bebê. Vamos encontrar um caminho. Eu prometo.” Ela o olhou, o pesar a colhendo até que as palavras quase a sufocaram. “Ele disse isso também. Disse-me que encontraríamos um caminho. Que não me deixaria ir. E ainda assim, na primeira oportunidade, ele foi embora. De novo.” Lucas a envolveu em seus braços e a balançou de um lado para o outro quando ela enterrou o rosto em seu pescoço.

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“Vou consertar tudo,” ele sussurrou. “De algum jeito, farei tudo ficar bem para você.” Ela se agarrou a ele, mas bloqueou a promessa. Não queria mais promessas. Queria apenas a verdade. A verdade dura e feia. “Eu te amo, Lucas. Eu faço. Quero que acredite nisso. Não quero ficar sem você, não importa como isso possa soar. Estou sofrendo agora, mas vou sobreviver. Sobrevivi antes. Só, por favor, seja paciente comigo. Não fique bravo se não posso lhe dar cem por cento de mim ainda. Chegarei lá. Juro.” Ela fez o voto porque estava determinada que fosse assim. Cole tinha se afastado dela uma vez antes, e tinha ficado devastada então. Agora? Estava destruída. Doía ainda pior pela segunda vez. Mas se recusava a lhe permitir ditar o curso do resto de sua vida. Lucas era o melhor dos homens. Ela o amava e ele a amava. Com o tempo, seria capaz de abraçar seu futuro com ele. Mas primeiro tinha que colocar seu passado para descansar.

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Capítulo 35
“De joelhos.” Ren deslizou de joelhos e focou sua atenção em Lucas, à espera de seu próximo comando. Ele a olhou, seu olhar sondando e avaliando. Estava mais paciente ultimamente. Quase como se pesasse cada único comando, ou talvez tivesse medo de estar sendo muito duro com ela. Ren não estava certa, mas sabia que precisava disso. Em seu mundo muito instável, precisava da constante que era Lucas. Precisava dele duro e firme. Inflexível. Porque se ele não fosse, então seu mundo realmente se desintegraria. Queria lhe dizer que não se quebraria. Que precisava de seu domínio e rotina agora mais do que nunca. Mas se recusava a parecer fraca e necessitada. Além disso, ele sabia. Podia ver direto em seu coração, que era por que estava tratando-a com luvas de pelica. Suspirou infeliz e forçou-se a aguardar o que viria a seguir. “Escolha o instrumento dessa noite,” ele disse, e a mandou de volta a tantas noites atrás, para aquela semelhante a esta. A mesma noite que tinham jantado em um restaurante, e tinha alterado o curso de seu futuro para sempre, embora não soubesse disso na época. Foi à noite em que Cole a tinha visto. Lambeu os lábios, de repente indecisa. Teria adorado dizer um cinto, mas a mordida do couro a lembrava muito de Cole. Ele gostava do cinto e o usara muitas vezes. Ele nunca, nunca a tocou com um chicote. Perguntava-se se ele até mesmo já tinha colocado as mãos em um após todos esses anos. Até pedir a madeira lhe trazia a memória de estar a bordo do iate, quando Cole tinha usado o remo de madeira. Um calafrio a atravessou quando o que tinha seguido voltou para ela com uma clareza impressionante. “Sua mão,” ela disse finalmente.
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“Era uma decisão tão difícil?” Ele perguntou levemente. Se ele soubesse. Mas sacudiu a cabeça e disse ao invés, “Estava pesando minhas opções. Prefiro sua mão.” “Talvez mais tarde você me diga o porquê,” ele murmurou. “Muito bem. Levante-se e venha comigo para cadeira.” Ela tomou a mão que ele ofereceu e lhe permitiu ajudá-la a ficar de pé. Ele examinou por um momento ao passar pela cadeira de frente a cama, depois se afundou na almofada e acenou para que se deitasse em seu colo. Ela fechou os olhos enquanto ele corria a palma sobre seu bumbum, escavando e acariciando as bochechas. Quando o primeiro bofetão caiu, ela o abraçou. Concentrou-se em si mesma e se isolou de tudo, exceto Lucas e o conforto que lhe oferecia. Estava tão firmemente submersa na zona que nem sequer percebeu quando ele parou. Para seu horror, quando veio a consciência, ele estava segurando seus ombros, enquanto ela se ajoelhava entre suas coxas e ele estava olhando fixamente em seus olhos. “Oh Deus, eu sinto muito,” ela sussurrou. Para seu horror ainda maior, uma lágrima deslizou por sua bochecha. E então outra, e mais outra, até que havia um fluxo constante de umidade molhando seu rosto. Lucas não disse uma palavra. Simplesmente se levantou da cadeira, e então se inclinou e a varreu em seus braços. Levou-a para cama e suavemente a deitou no colchão. Subiu ao seu lado e puxou as cobertas sobre seus ombros. Então, puxou-a em seus braços e enrolou a perna sobre a dela até que ficou cercada por ele. “Durma agora, meu amor,” ele murmurou em seu ouvido. “E saiba que eu te amo.” Ela fechou os olhos e se aconchegou mais em seu abraço até que não tinha consciência de onde ele terminava e ela começava. E se deslizou para um lugar onde não havia dor. Sem tristeza. Sem Cole. Só ela e Lucas antes de Cole voltar para sua vida. “Você é um idiota,” Damon disse levemente. Os lábios de Cole torceram em um grunhido, mas reprimiu a resposta explosiva.
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“Sim, eu diria que você fodeu regiamente dessa vez, homem,” Micah adicionou. Cole perdeu a batalha de não responder. “Que porra eu deveria fazer? Ela o ama. Estava magoada com a ideia de que ele a tinha dado para mim e que tivesse partido. Mas então ele voltou, e era óbvio que não tinha intenção de calmamente deixá-la ficar comigo.” “Quem dá uma merda para ele?” Micah perguntou. “Ren estava feliz com você, não é? Você disse que ela te ama. Se tudo isso é verdade, então significa que ela seria feliz com você novamente. Mas você não saberá, porque a deixou partir.” Damon levantou a mão. “Ele sabe o erro que cometeu. A verdadeira questão aqui é como vai retificá-lo.” “Eu não vou,” Cole disse severamente. “Você é um idiota.” Micah repetiu a afirmação de Damon com desgosto. “Oh como se você tivesse sido o Príncipe Encantando com Angelina?” Cole estalou. As narinas de Micah chamejaram. Angelina era um assunto delicado com ele, e Cole sabia que botões apertar. Estava sendo um babaca de primeira classe, mas não conseguia ajudar a si mesmo. Estava de mau humor. “Posso tê-la tratado como merda e posso ter feito meu pior para afastá-la, mas, eventualmente, tirei a cabeça fora de meu cu e fiquei de joelhos e rastejei pra caralho. Acha que realmente vai chegar a esse ponto?” Cole estourou a respiração. “Olha, ela ama Lucas. Sim, ela disse que me ama também. Não acredito que tenha mentido. Mas ela o ama também. Isso me diz que ficará bem com ele. Inferno, provavelmente ficará melhor. Parece que não consigo fazer as escolhas certas ao seu redor.” “Parece-me que nenhum de vocês a merece,” Damon disse sombriamente. “Ela não é um pedaço de propriedade para ser penhorado, trocado e empurrado de um lado para outro. Ela é uma mulher bonita, inteligente e não deveria ser brinquedo de ninguém.” Micah sorriu. “Sempre o cavalheiro polido, hem Damon? Gostaria de saber se você já fodeu com uma mulher em sua vida.”
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Damon lhe enviou um olhar de cale-sua-fodida-boca. “Aparentemente você e eu somos os únicos uns que não têm sentido quando se trata de mulheres,” Cole murmurou para Micah. Damon revirou os olhos e sacudiu a cabeça em direção a Cole. “Olha, se eu não tivesse tido esse tipo de sentido burro manco com Serena, nunca teria ouvido o fim de tudo de você. Você ficou lá sentado, me falando de como você uma vez tinha se afastado de uma mulher, e que foi o pior erro de sua vida, e que eu não deveria fazer o mesmo. Falando nisso, tivemos essa mesma conversa a cerca de três semanas atrás, quando você admitiu que deixar Ren tinha sido a pior coisa que você já tinha feito. Então como você pode fazer tudo isso novamente? Você é um masoquista, ou só ficou muito estúpido?” Micah gargalhou e engasgou com a cerveja antes de colocar a garrafa em cima da mesa. “Agora ele te pegou.” “Jure por Deus, se não estivéssemos em um lugar público…” Cole mordeu fora. “Não sei se Cattleman serve como um lugar civilizado,” Damon disse. “Nunca tinha visto tanta apelação em mim mesmo, então certamente, agi como se não estivéssemos em um ambiente público.” “Sabe, Cole é um rico filho da puta também, mas ele nunca age como se Cattleman estivesse abaixo de sua palheta de mimado,” Micah arrastou. “Você só não gosta porque as meninas têm suas noites com Drew, o barman daqui.” Damon lhe enviou um olhar de repressão. “Não há preço no gosto.” “Como está Serena?” Cole perguntou. Ele queria desesperadamente mudar de assunto. Falar sobre Ren fazia o buraco em seu estômago crescer. Não dormia em noites. Cada vez que fechava os olhos, parecia que estava se lançando sobre a beira de um abismo, sem saída de segurar a si mesmo. Isso era o que cada dia sem Ren tinha sido. Inferno, isso era dramático, mas estava fodido e sabia malditamente bem disso.

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“Está bem. Cada vez mais inquieta a cada dia. O médico acha que talvez sua data tenha sido mal calculada e que ela pode ganhar mais cedo. Está marcada para fazer uma ecografia esta semana, para ver quais medidas mais precisas podem ser tomadas.” “E como você está levando estas notícias, Papai?” Micah perguntou. “Me deixa cagando,” Damon admitiu. “Não estou preparado para isso. Deveria ser o único forte e em controle, mas é Serena que está constantemente tendo que me acalmar e tranquilizar. É malditamente embaraçoso. A ideia de algo acontecer a Serena me apavora.” Cole conseguia entender, pois a ideia de Ren ser ferida o paralisava e fazia seu sangue gelar. Um sentimento incômodo povoou seu estômago. Ela estaria bem agora? Estaria feliz? Não tinha garantido nada antes de deixá-la partir com Lucas. Ren temia que Lucas fosse seguir em frente e não estaria mais interessado nela. Cole não conhecia muito o outro homem, mas Ren o conhecia melhor. Teria ele tomado Ren de volta porque seu ego ditava isso? E se ele tivesse descartado Ren? E se ela estivesse lá fora sozinha? Ele fechou os olhos e beliscou a ponta do nariz. Poderia ligar para Lucas, mas Lucas seria sincero com ele se tivesse descartado Ren? Será que Ren até mesmo saberia como entrar em contato com Cole se estivesse lá fora sozinha? Será que ela iria querer? “Eu sou um idiota,” disse com desgosto. Micah suspirou exasperado. “Damon e eu não estamos te dizendo isso na última meia hora? O que te fez ver a luz agora?” Cole se levantou e jogou uma nota para suas bebidas. “Preciso ir. Damon, por favor, mantenha-me informado sobre o progresso de Serena. Quero saber quando ela entrar em trabalho.” Damon ficou um pouco verde na menção de trabalho, mas concordou. “Boa sorte, homem,” Micah disse, com o olhar sério. “Espero que isso signifique que você não vai ficar sentado e deixá-la sair de sua vida.” Cole fez uma careta enquanto empurrava a cadeira para trás. “Posso não ter escolha.”
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“Sempre há uma escolha,” Damon disse. “O que você faz com essa escolha é que importa.” “Realmente não posso suportar quando você fica todo filosófico,” Cole rosnou. “Verei os dois mais tarde. Muito mais tarde.” Micah riu enquanto Cole ia em direção à porta. O ar frio bateu em seu rosto, assim como a névoa pesada no ar. Era uma noite ruim para sair, mas seria ainda pior ficar em casa sozinho com apenas seus pesares como companhia. Se Ren estivesse com ele, passariam a noite em frente ao fogo, e então ela ficaria de joelhos, o cabelo brilhando sob a luz das chamas, enquanto ele se deslizava em sua boca. Inferno, quem estava enganando? Se tivesse alguma chance de estar com Ren esta noite, estaria malditamente de joelhos à sua frente, implorando por mais uma chance. Voltou para casa, sem saber o que fazer ou se até faria alguma coisa. Tudo que sabia era que seus demônios estavam batendo dentro de sua cabeça. Implacáveis e cruéis. E estavam todos lhe gritando que ele estava errado. Novamente. Estava cansado. Não dormia em noites. Mas quando puxou em sua calçada, arredondou a curva e viu a Mercedes prata de Lucas estacionada na frente, sua pulsação disparou e uma injeção de adrenalina atravessou suas veias. Em vez de seguir para garagem, parou atrás do carro de Lucas, e foi então que viu Lucas de pé do lado de fora da porta do motorista, mãos enfiadas nos bolsos. Os olhos de Cole se estreitaram enquanto desligava o motor e abria a porta. Saiu na noite fria e percebeu que para o que Lucas queria, vinha sozinho. Ren não estava com ele. “Que diabos você quer, Holt?” Lucas se inclinou contra a lateral do carro. “Convide-me, Madison. Acredito que ficará interessado no que tenho a dizer.” Cole fechou a porta e olhou para Lucas por um longo tempo. O outro homem nem sequer piscou. Ou deu qualquer indício do que queria falar.
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“É melhor que seja bom,” Cole murmurou enquanto se dirigia para porta. Entrou, acendeu as luzes e levou Lucas para sala. A mesma sala onde ele e Ren tinham estado há apenas três semanas atrás. Cole jurava que ainda podia sentir seu cheiro na casa. E por isso, não a tinha limpado desde que ela tinha partido. “Bebida?” Cole perguntou enquanto ia para o armário de bebidas. “Nada para mim,” Lucas disse. “Acho que vou precisar,” Cole disse em voz baixa. Serviu-se de um copo de uísque irlandês e tomou um gole fortificante antes de voltar sua atenção para o visitante. “Agora, o que você gostaria de discutir que eu acharia tão interessante?” “Ren.” Cole respirou fundo. “Bem, você me tem lá. Estou definitivamente interessado em qualquer coisa que você tenha a dizer sobre Ren. Ela está bem?” “Você se importa?” Lucas perguntou abruptamente. “Não tenho tempo para suas besteiras,” Cole disse friamente. “Não te parei e organizei para passar duas semanas com uma mulher por quem eu não me importasse nada.” “Deixe-me apenas te dizer como Ren o vê. Ela passou duas semanas com um homem que uma vez amou além da razão. O mesmo homem que se afastou dela e a devastou quando era jovem. Percebeu durante essas duas semanas que ainda ama muito este homem, e ele lhe faz uma promessa de que encontraria uma solução. Uma promessa a qual ela se agarrou quando ficou incerta de como as coisas poderiam funcionar depois. Então, no fim das duas semanas, este mesmo homem se afasta dela novamente. Então, você me diz Madison. Isso soa como um homem que dá a mínima?” Cole o olhou estupefato. Então, sacudiu a cabeça. “Há tantos assuntos de merda nessas besteiras que você acabou de jorrar que nem sei por onde começar. Mas vamos começar com por que diabos você se importa? Por que está aqui? E no que diz respeito a esse assunto, por que aponta o dedo para mim quando você a machucou tão mal, no A dando-a
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para mim, em primeiro lugar, o que imediatamente a fez supor o pior e que a estava descartando, e B olhando através dela como se nem existisse quando ela o viu no Cattleman.” O rosto de Lucas virou pedra. “Apenas me diga por que a deixou, Madison. Por que desistiu dela quando uma vez me jurou que lutaria por ela com cada fôlego que tinha. Você praticamente me disse que faria o que fosse necessário para garantir que ela nunca mais voltasse para mim. E, porém, parecia que você mal podia se livrar dela rápido o suficiente.” Cole bateu sua bebida sobre o aparador com força suficiente para fazer o líquido chapinhar sobre a beira. “Não tentei porra nenhuma me livrar dela. Deixei-a ir, porque era a coisa certa a fazer. Ela te ama, e nunca escolheria entre nós. Nunca. Ela nos ama aos dois, mas um de nós tinha que perder. Quero apenas que ela seja feliz, ainda que eu fique fodidamente miserável no processo.” Lucas suspirou. “Pensei que poderia ser algo assim, você um fodido martirizado bastardo.” “Não me irrite. Passei a noite me decidindo apenas que tipo de idiota eu era. Este é o único aviso que você vai conseguir. Estou indo para ela.” Lucas olhou para ele por um momento como se o estudando, ou talvez, se decidindo se deveria ou não dizer o que queria. E finalmente disse. “Tinha em mente algo diferente.” Cole estava no fim de sua paciência. Estava cansado. Estava puto. E o que realmente queria era chutar a bunda de Lucas e depois ir encontrar Ren, jogá-la sobre o ombro e arrastá-la de volta para sua caverna. Nessa ordem. “Vá direto ao ponto.” “Acho que devemos compartilhar Ren,” ele disse em voz baixa e triste.

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Capítulo 36
Cole olhou sem palavras para Lucas. O homem estava fora de sua maldita mente. “Compartilhá-la? Como um pedaço de carne ou algo assim?” Não conseguiu deixar de se lembrar da afirmação irritada de Damon mais cedo naquela noite. Inferno, mas a sugestão de Lucas fazia parecer que era exatamente como estavam tratando isso. Lucas fez um som raivoso e frustrado. “Olha, o que estou sugerindo não é fácil para mim. Não, eu não acho que deveríamos passá-la de um lado para o outro como um petisco. Acho que deveríamos considerar seriamente entrar numa relação em que ela pertenceria aos dois. Tempo integral. O tempo todo. O que significa que você e eu teríamos que chegar a um entendimento. E teríamos que fazer um inferno de muitas decisões sobre arranjos de vida.” Os olhos de Cole se arregalaram quando a compreensão caiu. O que Lucas estava sugerindo era um acordo permanente, de tempo integral. Inferno, eles viveriam juntos e estariam em contato constante. Eles realmente compartilhariam Ren. Havia tantas armadilhas potenciais que Cole não conseguia nem mesmo quebrar a cabeça em torno delas. Mas a única coisa que ficou presa em sua mente era que ele teria Ren. Ela ficaria feliz. Não teria que escolher. Era louco por até mesmo considerar isso por os mais básicos dos segundos? E por não chutar para fora a bunda de Lucas? Que tipo de aberração fazia dele? E então se lembrou de que Micah tinha vivido exatamente tal acordo. Antes de Angelina. Ele e seu melhor amigo compartilhavam a mesma mulher. Uma mulher com quem Micah tinha se casado, mas a compartilhava com seu melhor amigo. Ela pertencia igualmente a ambos. Mas eles tinham sido os melhores amigos. Havia um nível de confiança já estabelecida. Não havia nada entre Lucas e Cole, exceto hostilidade. “Jesus,” Cole murmurou. “É isso o que Ren quer?”

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Os lábios de Lucas se apertaram. “Não sei se é ou não é. Não falei com ela sobre isso. Não faria nada para deixá-la esperançosa ou potencialmente chateada. Quis falar com você primeiro, de forma que se não for uma opção, nunca a terei mencionado como uma.” Sim, ele entendeu a contragosto deu ao outro homem respeito por proteger Ren. “Você realmente consideraria isso?” Cole perguntou incrédulo. “Não compartilho bem. Não é algo que eu jamais teria considerado.” Lucas fez outro som rude. “Eu a compartilhei com os caras no clube. Você a compartilhou com o Capitão Mike e outro sujeito chamado C.J, sim, ela me contou tudo sobre isso. É o mesmo princípio, só que agora estaríamos compartilhando-a um com o outro. E de preferência ninguém mais.” “Isso foi diferente,” Cole mordeu fora. “Ela não ama o Capitão Mike ou C.J, eles lhe deram prazer, mas ela não sentia nada por eles.” Os lábios de Lucas se diluíram. “Ah, então agora chegamos a isso. Ela me ama e você se sente ameaçado por isso.” “Você está me dizendo que não se sente ameaçado pelo fato de que ela me ama?” Cole exigiu. “Porque eu não o compro. Não o compro nem por um minuto. Você é um cara muito intenso. Muito possessivo. Muito sangrento como eu para isso não incomodá-lo.” “Sente-se, Madison. Você e eu temos muito que discutir e não vou ficar aqui como dois lobos se circulando por toda maldita noite. Não gosto de deixar Ren sozinha nesse período de tempo e, em especial quando sei que não está sendo ela mesma.” Cole congelou e m pouco da irritação fugiu. Sentou-se no sofá enquanto Lucas fez o mesmo em uma cadeira em frente a ele. “Como está ela?” Cole perguntou roucamente. “Nada bem,” Lucas retornou. “Mas isso era de se esperar. Ela está apaixonada por dois idiotas que fizeram tudo errado. É por isso que estou aqui, para que talvez, talvez possamos fazer algo certo com essa mudança.”

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Cole não conseguiu nem se ofender. Holt estava mortalmente certo. Eram dois dos maiores idiotas do planeta. Eles a manipularam, a jogaram e machucaram Ren. E sim, talvez estivesse na hora de avançar, trabalhar em conjunto e consertar a situação. “Como isso é suposto funcionar?” Cole perguntou cansadamente. “Você é dominante. Eu sou dominante. Ren é apenas uma pessoa.” “Não estou pedindo para você se submeter a mim,” Lucas disse divertido. O lábio de Cole se enrolou no canto e ele olhou o outro homem. “Ah-ha, muito engraçado.” “Olhe, eu não tenho todas as respostas. É algo que teríamos que trabalhar, e mais do que isso, ter o compromisso de trabalhar. Cada maldito dia. Não espero que seja fácil. O que? O que sei é isso. Amo Ren. Não vou deixá-la ir. Você ama Ren. Você a deixou ir, porque achou que era a coisa certa a fazer. Ren nos ama aos dois e esta ferida pela ideia de que você se afastou dela e que eu lhe dei a um homem que já a tinha machucado uma vez. Isso nos faz ambos tão burros quanto idiotas de merda que têm um inferno de um lote para compensála.” Cole suspirou. Porra, mas o homem fazia muito sentido. Queria odiá-lo. Não queria respeitá-lo. Mas o fato de que Ren estava na vanguarda de todos os seus pensamentos já lhe garantia o respeito de Cole. “Ren estaria se submetendo aos dois. Não apenas um. E não espero que fosse sempre fácil com a gente a puxando em duas direções diferentes, razão pela qual teríamos que colocar nossas diferenças de lado e trabalhar juntos para ter certeza de que ela está cuidada e não oprimida. No final, tem que ser sua decisão porque sua vida muda mais.” “Deve ser sua decisão de qualquer maneira,” Cole disse calmamente. “Você e eu já fizemos muitas decisões por ela. Afastei-me dela por duas vezes porque pensei que era melhor. Mas nunca perguntei a ela o que achava que era melhor.”

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Lucas concordou. “E eu a trouxe para você porque pensei que era melhor para ela enfrentar o passado. Acho que é hora de pararmos de pensar por Ren e deixá-la tomar suas próprias decisões.” “Sim, concordo.” Lucas se levantou. “Tenho estado longe de Ren por muito tempo. Ela não tem sido a mesma. Segue os movimentos. Precisa da rotina e da disciplina de submissão, mas seu coração não está nisso.” Ele olhou fixamente para Cole. “Pense sobre o que te disse Madison. Pense bem sobre isso. Então, qualquer objeção que você tenha, porém, ou achar que vai afetar sua vida, ou qualquer sacrifícios que achar que estará fazendo, considere Ren, e pergunte-se se suas objeções valem mais do que uma vida com ela. Quando resolver sua mente, me dê um telefonema. Vamos abordá-la juntos. Até então, não direi uma palavra para ela.” Cole assistiu Lucas sair, inseguro se deveria agradecê-lo, amaldiçoá-lo ou fazer todos juntos. Que maldita bagunça. Ou foi? Foi uma bagunça ou era a solução para uma situação impossível? Em um mundo perfeito, Cole teria Ren para si mesmo e nunca teria que compartilhála com ninguém. No mundo de merda onde atualmente existia, não tinha Ren em nada. Lucas tinha. O que era suficiente para fazer esse compromisso maldito não parecer tão ruim afinal. Puxou o celular do bolso e esmurrou o botão de contato para Micah. Ele pelo menos entendia a situação e, provavelmente, poderia oferecer a Cole algum conselho, se nada mais. Tinha um sentimento de que isso iria envolver uma grande quantidade de álcool.

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Capítulo 37
“Case-se comigo.” Ren endureceu nos braços de Lucas e afastou-se de seu peito para olhá-lo. “O que?” Não podia tê-lo ouvido direito. Ren nem sequer equacionava um casamento com Lucas. Era tradicional. Lucas não era nada. Era um espírito livre. Gostava das coisas à sua maneira. Não era de se apoiar em tradições. Era muito mais provável forjar o seu próprio, separado dos ideais da maioria. Não duvidava de que ele a amava. Sua confissão tinha sido dolorosa e quase raivosa. Mas tinha sido cru e honesto, e ela sabia, sem nenhuma dúvida, que ele falara a verdade. Mas casamento? Não conseguia nem embrulhar isso ao redor de sua cabeça. Nesse assunto, não estava certa se ela era uma tradicionalista nesse sentido. “Case-se comigo,” ele disse novamente em voz baixa. As sinapses de seu cérebro estavam disparadas, mas não conseguia colocar a língua para funcionar. Lucas riu. “Vejo que consegui fazê-la ficar muda.” “Casamento?” Ela finalmente conseguiu coaxar fora. “Sim, sabe, aquela coisa que as pessoas fazem quando estão apaixonadas e querem se comprometer em um futuro juntos? É habitual participar de uma cerimônia do tipo, troca de anéis ou outros símbolos significativos de seu amor, e fazem promessas de permanecer fiéis, e etc, e etc.” “Espertinho,” ela murmurou. “Sei malditamente bem o que é. Só não imaginava que você era do tipo de casar. Estou bem certa de que já me disse no passado que casamento não era uma instituição em que você estivesse inclinado a entrar.” Ele fez uma careta. “Às vezes posso ser um idiota. E outras vezes estar errado. Quero que no casemos, Ren. Quero esse compromisso com você, mas mais que isso, quero lhe
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oferecer meu compromisso, de modo que saiba, sem dúvidas, que te amarei e cuidarei para o resto de minha vida.” Ela fez um som de impaciência. “Lucas, se estiver fazendo isso para que eu me sinta segura, asseguro-lhe que não preciso de um gesto tão grandioso.” “É o que quero Ren. Ok?” Ela piscou. “Bem, tudo bem então. Nesse caso…” Ela mordeu o lábio, de repente superada com a magnitude do momento. Isso não era algo a ser feito levemente, ainda que nunca se imaginasse o bastante em tal posição. Mas não era o que queria? No fundo? Não tinha sonhado com amor e filhos e o, felizes para sempre? Certamente teve uma vez com Cole. “Nesse caso?” Ela respirou fundo. “Talvez devêssemos esperar. Só um pouquinho. Talvez quando as coisas não estiverem essa… bagunça.” Ele segurou seu rosto e olhou em seus olhos, até que ela ficou desconcertada com a intensidade do seu olhar. “Diga-me algo, Ren. Qual foi o seu primeiro impulso? Qual foi a primeira reação instintiva que lhe veio para dizer, logo antes de você começar a pensar demais na situação e apresentar razões do por que você não deve?” Ela lambeu os lábios nervosamente. “Eu teria dito sim.” Triunfo cintilou nos olhos escuros e deliciosos. Um sorriso predatório esculpiu das linhas duras de sua boca. “Então é isso que você deve fazer.” “Você se casaria comigo mesmo sabendo que estou apaixonada por outro homem?” Perguntou baixinho. Odiava trazer Cole novamente, mas não seria justo se não o fizesse pelo menos, levar seus sentimentos em consideração antes de fazer uma decisão tão grande. Lucas a beijou suavemente, seus lábios se movendo quentes e macios através dos seus. “Você me ama, Ren?” “Você sabe que sim,” ela disse com voz rouca.
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“Então isso é tudo que importa para mim.” Ela respirou fundo. “Tudo bem então. Se você tem certeza. Então sim, me casarei com você.” Quando disse as palavras, sentiu como se esteve fechando um selo de concreto sobre um túmulo. Seu coração doía de tristeza. Por Cole. Pelo homem que ela amou e ainda amava. E sempre amaria. Mas talvez com o tempo escurecesse e extinguisse e ela não pensaria mais tanto nele. Tinha feito isso uma vez. Tinha seguido com sua vida quando não conseguia imaginar fazêlo. E ela não tinha Lucas, então. Não por longos nove anos. Mas tinha-o agora e não importa o que sentia por Cole, ela amava Lucas com todo seu coração e alma. Uma semente de paz caiu sobre sua alma. Com o tempo, não se sentiria tão crua. Apenas tinha que superar o presente. Sorriu para Lucas, seu coração cheio de amor. Ele sorriu de volta e juntou suas mãos. Traçou uma linha ao redor de seu dedo anular com a ponta do seu. “É costume um homem dar a sua noiva pretendida um brilhante, símbolo caro de seu amor e devoção.” Ela riu. “Realmente é.” “Acho que talvez devêssemos escolhê-lo juntos. Gostaria que você tivesse um anel que estivesse feliz com ele.” Ela se inclinou para beijá-lo. “Você me faz feliz, Lucas. Não um anel ou uma promessa. Só você.” Sua expressão ficou séria. “Você será feliz novamente, Ren. Confie em mim para assegurá-lo.” “Eu faço,” ela disse suavemente. “Basta ser paciente comigo.” Ele a beijou, sua boca doce e possessiva. “Sempre.”

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Cole estava do lado de fora da casa de Lucas olhando a mistura agradável de pedra e madeira. De alguma forma, ele esperava algo um pouco mais imponente. Mais de acordo com seu distanciamento. Mas a casa era quente e convidativa. Tinha a aparência de uma casa de campo inglesa. Só que maior. Os fundamentos foram imaculadamente prestados. Mesmo no inverno, os arbustos estavam brilhantes e vivos com a promessa de flores na primavera. Era um lugar que parecia que ficaria vivo com amor, riso e crianças correndo e gritando com prazer brincando de esconde-esconde. Havia um buraco em seu estômago que parecia crescer maior a cada minuto que ficava ali, tentando compor sua mente se entrava ou não. Lucas tinha sido explícito. Apareça ou não apareça. Mas isso era assim. Faça ou morra. Se ele não tomasse a decisão agora, nunca seria estendida novamente. A porta efetivamente seria fechada sobre Cole para sempre. Mesmo depois da conversa de uma noite toda com Micah, ele não se sentia totalmente seguro. Micah tinha sido simpatizante com a posição de Cole, mas achava que ele seria louco, se não pulasse na oportunidade de ter uma vida com Ren, ainda que isso significasse compartilhá-la com outro homem. Mas aí para Micah, o arranjo parecia quase normal. Ele nem sequer piscou sobre o arranjo não tradicional. Se apenas Cole pudesse abraçá-lo tão facilmente. Enrolou os dedos em punhos apertados em seus lados. Dentro da porta grande de madeira, a poucos metros de distância, Lucas estava posicionando Ren. Levando-a através dos passos de uma cena que Lucas cuidadosamente construíra. Tudo que faltava era Cole. Tudo que ele tinha que fazer era entrar por aquela porta e ver Ren novamente. Mas o medo o detinha. E se ela não quisesse vê-lo novamente? E se ele tivesse usado sua cota de uma segunda chance? E se Ren realmente estivesse melhor com Lucas? Ren foi para o centro da sala e ficou na frente da lareira de pedra diante de Lucas, que estava sentado esparramado em uma poltrona. Ele estava em um estado de espírito esta noite que ela não conseguia descobrir qual era.
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Deu-lhe banho, mimando-a interminavelmente, trouxe-lhe vinho na banheira e alimentou-a com pedaços de queijo e frutas. E quando ela estava pronta, secou-a e escovou seu cabelo até que faiscasse e brilhasse. Uma vez que tinha terminado, instruiu-a a vir para sala em apenas um robe. Então, deixou-a no quarto e desceu na sua frente. Sua pele formigava de excitação quando olhou em seus olhos enigmáticos. “Dispa-se.” O comando simples a fez estremecer. Puxou o laço que seguravam as lapelas do robe de seda juntas, e então encolheu os ombros fora das mangas, deixando-o cair ao chão. O calor das chamas aqueceu suas costas, mas foi o olhar de Lucas que a aqueceu na frente. Havia aprovação, luxúria e… amor em seus olhos. Ela ficou orgulhosa diante dele, a cabeça um pouco mais alta do que tinha estado na semana passada. Ainda era difícil para ela dormir à noite, mas Lucas lhe trazia uma medida de paz com sua atenção. De pé aqui, olhando para ele e vendo o que agora reconhecia como amor em seu rosto, ficou tentada a quebrar sua disciplina e se atirar em seus braços. Segurá-lo e nunca deixá-lo ir. Mas agradá-lo era mais importante para ela agora, mais do que nunca precisava de seu domínio tranquilo. “Você é adorável, Ren. Eu poderia me sentar aqui e observá-la a noite toda. Há tal elegância em você. Suas características são tão marcantes. Mas acho que o que mais amo é o seu sorriso. Você não teve muito pelo que sorrir nas últimas semanas, mas esta noite, espero remediar isso.” Havia uma nota estranha em sua voz. Quase acariciando. Ela se deliciou com o calor em seu tom, inconscientemente se inclinado para frente enquanto ele falava. “Esta noite você vai decidir como começaremos. Diga-me qual é seu maior desejo e vou concedê-lo.”
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“Eu presa. Totalmente submissa. Para você. Meu maior desejo é que esta noite você me tenha do jeito que você desejar,” ela sussurrou. Seu sorriso era terno quando se levantou. “Sabe como te vejo, Ren?” Ela sacudiu a cabeça. “Imagino-a em um pedestal, exibindo sua melhor vantagem. Bonita dentro e fora.” Ele foi até a janela e empurrou o otomano de couro quadrado. Era enorme, um acompanhamento do couro secional da biblioteca, mas Lucas sempre manteve o pufe aqui, porque gostava de posicioná-la sobre ele. Elevava-a em uma altura perfeita para ajoelhar-se e estar no nível com seu pênis para chupá-lo ou ele fodê-la por trás. E era macio e confortável sobre os joelhos. Podia permanecer nele por horas e nunca reclamar. Esta noite o empurrou para o centro da sala, a uma boa distância do fogo para não esquentar muito, mas ainda desfrutar do calor de forma legal. Então ele deixou a sala por um momento e voltou com dois postes metálicos ligados a uma base pesada. Posicionou-os em ambos os lados do otomano, e então saiu para buscar mais dois. Quando terminou, havia espaços de mais ou menos dois pés em todos os quatro cantos do otomano. Sem uma palavra, ele levantou Ren, enrolou-a nos braços e a levou para a almofada de couro. Virou-a de joelhos e acariciou uma mão na curva de suas costas e depois suas nádegas. “Fique aqui. Em suas mãos e joelhos. Voltarei em um momento.” Ela desceu as palmas, apreciando a sensação suntuosa do couro amanteigado-macio. Então espalhou os joelhos a uma distância confortável e se posicionou de acordo com as instruções de Lucas. Um momento depois ele voltou e veio para trás dela. Primeiro houve o gancho quente da mão em seu tornozelo, e então sentiu a abrasão leve de corda. Fechou os olhos e prendeu a respiração quando ele embrulhou o comprimento ao redor de um tornozelo.
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Foi então que percebeu o propósito dos postes. Ele prendeu a corda que ligava seu tornozelo no poste, puxando-a firmemente no processo. Então ele repetiu o processo com o outro tornozelo até que suas pernas estavam bem abertas e seus pés estavam espalhados para fora, abrindo-a completamente por trás. “Abaixe a cabeça,” ele ordenou em voz baixa. Ela abaixou a cabeça. “Mais baixo. Descanse seu rosto contra o divã.” Ela obedeceu, inclinando seu corpo, de forma que sua bunda ficou mais alta que sua cabeça, e apertou a bochecha contra o couro macio. Ele puxou um braço para fora em seu lado, de forma que pendesse sobre a beirada do divã, e depois envolveu a corda em seu pulso. Então o puxou para fora até que seu braço estava esticado, e amarrou a corda ao poste correspondente. Quando terminou com a outra mão, ela estava eficazmente amarrada pelas mãos e pés, presa ao divã e vulnerável a qualquer coisa que ele escolhesse fazer com ela. “Deixei a você apenas o suficiente para que possa levantar a cabeça quando necessário,” Lucas disse. “No momento você pode descansar a bochecha como está. Quando eu disser para se mover, você vai levantar a cabeça, de forma que sua boca fique tão acessível quanto sua bunda e boceta.” Ela acenou sua compreensão. Ele hesitou por um breve momento, a mão descansando em sua cabeça. “Antes de começarmos, há algo que precisamos ter um entendimento.” Ela franziu a testa, embora sua expressão estivesse escondida pelo véu de cabelo ocultando seu rosto. “Não discutimos uma palavra segura desde o início de nossa relação. Você nunca a usou. Preciso estar certo de que se lembra, de forma que se acontecer alguma coisa esta noite que não esteja ao seu gosto, qualquer coisa, você simplesmente dirá a palavra e tudo vai parar.”
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Ela estava confusa e um pouco preocupada com seu tom, mas sacudiu a cabeça. Confiava nele para parar. Absolutamente. “Diga a palavra. Dessa vez para eu saber que se lembra.” “Borboleta,” ela sussurrou. “Boa menina. Agora escolha seu instrumento. Tenho um desejo de marcar seu bonito traseiro esta noite.” Ela fechou os olhos por um momento. “Um cinto.” A mão foi para seu ombro. “Um cinto? Escolha interessante. Não uma que já usamos antes.” Ela deveria ter dito uma pá. Deveria ter ido apenas com o já conhecido e não colocar Cole em nenhum lugar desse cenário, mas não conseguiria voltar às palavras agora. “Você pode usar o meu.” Sua cabeça chicoteou para cima, colocando uma pressão dolorosa em seus braços quando torceu a cabeça na direção da voz. Soprou os cabelos para movê-los de seus olhos e rangeu os dentes em frustração quando não se moveram. Então Lucas empurrou o cabelo de seu rosto, juntou-os nas mãos e os puxou para as costas para que sua visão não fosse mais obscurecida. De pé do outro lado da sala, logo depois da entrada, estava Cole.

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Capítulo 38
Ren mal conseguia respirar. Estava tão em choque que mal podia processar um simples pensamento. O que ele estava fazendo aqui? E por que Lucas estava de pé lá, segurando seu cabelo, tão tranquilo e medido que poderia ser qualquer um em sua sala. Seu peito doía. Seus olhos ardiam. Sua pulsação batia forte em seus ouvidos e tudo que conseguia ouvir era um rugido enfadonho. “Lembre-se de sua palavra segura, Ren,” Lucas murmurou. E finalmente tudo fez sentido. De alguma forma, de algum jeito, eles estavam aqui juntos, e a lembrança de sua palavra segura era a maneira de Lucas se assegurar de que ela estava bem, e não só com o sexo, a dor e ter seus limites empurrados, mas com tudo. Ele, e Cole, e tudo o que os dois tinham planejado. Cole a olhou com seus olhos azuis penetrantes, e então, lentamente, caminhou para frente, fechando a distância entre eles. Veio ficar diretamente à sua frente, e Lucas apertou ao redor de seu cabelo, forçando seu queixo ainda mais para cima. Então ele se inclinou e a beijou. Duro. Tão selvagem que seus pulmões sedentos por oxigênio gritaram por clemência. Então se afastou e deu um passo atrás. A mão de Lucas relaxou, e ele desceu para suas costas, esfregando levemente. Então, para Cole. “Seu cinto?” Cole soltou o cinto de couro, puxou-o de suas calças e o entregou a Lucas. Seu pescoço doía de segurar-se em uma posição tão estranha, mas não conseguia desviar o olhar, não importava a pressão em seus pulsos ligados. Ela tinha tantas coisas para dizer. Tantas perguntas queimando nos lábios. Mas nenhum dos homens tinha lhe dado permissão para fazê-lo. O que levantava ainda outra questão. A quem deveria submeter? Fechou os olhos e baixou a cabeça, confusa e dolorida. “Olhe para mim, Ren. Vai olhar para mim enquanto ele usa o cinto em sua bunda.”
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Ela empurrou a cabeça para cima, os olhos se abrindo rapidamente. “Melhor agora,” Cole murmurou enquanto as mãos iam para braguilha da calça. Abriu o zíper e as deixou pender para os lados, enquanto tirava seu pênis. Acariciou-o uma vez, depois duas vezes e avançou até a ponta de sua ereção ficar a um mero centímetro de seu lábio inferior. “Abra,” ele ordenou. Ela abriu a boca, mas ele não fez nenhum movimento para entrar. Não até… O primeiro açoite do cinto caiu em sua pele, chocando-a. Ela momentaneamente tinha esquecido. Sua concentração e foco tinham estado em Cole. Assim que ela clamou, Cole deslizou fundo em sua boca, empurrando para o fundo da garganta. “Bonito,” Lucas disse em aprovação. “Essa é minha menina. Chupe seu pau, enquanto eu jogo com sua bunda. Agrade-o, ou você será castigada.” Mas ela já estava sendo castigada. Tendo Cole aqui, comandando-o como se tivesse esse direito, deixava seu coração em frangalhos. O que poderia ter feito para merecer tal coisa cruel, insensível? Cole juntou seus cabelos nas mãos, embrulhando as mechas ao redor dos dedos e a puxou para frente para receber sua punhalada. Lucas estalou o cinto através de suas nádegas novamente e foi como estabelecer uma faixa de fogo. Ela ofegou e foi recompensada com outro bocado do pau grosso. “Relaxe, Ren,” Cole disse. Não era uma ordem, mais como um incentivo. Sua voz era terna, e apenas o fato dele estar aqui, à sua frente, falando tão docemente, lhe trouxe lágrimas aos olhos. “Vamos lhe dar esta noite o máximo de prazer,” ele continuou. “Vamos lhe mostrar como pode ser.” Como ele podia ser tão cruel?

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Raiva. Pesar. Amor. As três emoções conflitantes incharam em seu peito até que a respiração ficou impossível. Que jogo ele estava jogando? Era isso alguma provocação doente? Uma despedida final e, oh, a propósito, era assim que poderia ter sido entre nós? Lágrimas lotaram, ardendo em seus olhos. O nariz parou. Ela não conseguia forçar o ar para seus pulmões. Lucas desceu o cinto sobre sua bunda, mas não era mais prazeroso. Cada golpe era doloroso. Afiado. A névoa de euforia que normalmente a cercava quando Lucas deitava o couro em sua carne tinha evaporado, deixando-a fria. Puxou contra seus laços, em pânico por um momento, pois estava totalmente contida. Sem saída. Estava impotente sem nenhum jeito de parar o que estava acontecendo com ela. Cole se empurrava em sua boca. Não havia mais nenhuma beleza no ato. Pela primeira vez, sentiu-se usada. Degradada. Zombada. Como ele pôde fazer isso com ela? Como podia estar aqui quando tinha se afastado dela pela segunda vez? Pior, como Lucas podia permitir isso? Ele queria que ela tivesse um encerramento? Porque estava doente até à morte pelas decisões sendo feitas por ela. Ela lutou contra os laços, mas Lucas e Cole seguiram com seus movimentos. A dor do cinto parou e ela ficou fraca, aliviada por um momento. Lucas tinha reconhecido que ela não queria isso. Mas então ele se deslizou dentro dela, duro. Fundo. Seus quadris bateram contra sua bunda dolorida, enquanto Cole continuava a usar sua boca. Eles não tiveram clemência. Não tinham ideia de que ela estava morrendo por dentro. Borboleta. A palavra flutuou em sua mente e ela apoderou-se disso, percebendo que era o único caminho para fazer isso parar e fazê-los recuar. Lutou ferozmente novamente. Dessa vez, Lucas fez uma pausa, a mão deslizando sobre seu quadril como se estivesse preocupado. No momento em que Cole se retirou, puxou
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a boca longe e tentou dizer a palavra, mas ficou presa na garganta que estava inchada com dor e lágrimas não derramadas. Quando Cole segurou seu queixo para guiá-la de volta para ele, ela sacudiu a cabeça em uma rejeição silenciosa, e então, finalmente, sua voz chegou até ela. “Borboleta,” ela coaxou fora. Lucas ficou completamente imóvel. Retirou-se dela imediatamente, e quando Cole teria tomado sua boca novamente, Lucas mordeu fora, “Pare! É sua palavra segura.” Cole a soltou imediatamente e recuou. Ela não olhou para cima. Não podia suportar olhar para cima. Atrás dela, Lucas se atrapalhou com a corda ao redor de suas pernas. “Desamarre-a,” Lucas disse. “Rápido.” Com os dois homens trabalhando para desatá-la, ela estava livre em apenas alguns momentos. Caiu sobre o divã, recusando-se a encontrar qualquer um de seus olhares. “Ren.” A voz de Lucas veio até ela, baixa e urgente. “Ren, o que está errado. Machuquei você? Você está bem? Diga-me o que está errado.” Ele tentou tocá-la. Ele a teria pegado, mas ela o repeliu, batendo em suas mãos, empurrando-o para longe. Sentou-se e arrastou os joelhos para seu peito em uma medida de proteção. Abraçou seu corpo, enterrado o rosto entre os joelhos e balançou-se de um lado para o outro, lágrimas silenciosas escorrendo por suas bochechas. “Por favor, me deixe em paz,” ela disse em uma voz rouca e feia. Uma mão caiu timidamente em seu ombro. Cole. E então em seu outro lado, Lucas. Enroscou os dedos em seu cabelo e pressionou estreitamente, até que o calor de seu corpo sangrou dentro dela. “Ren, olhe pra mim,” Lucas pleiteou com voz suave. “Não posso deixá-la sozinha. Não até que saiba o que aconteceu. Eu te machuquei?”

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Ela levantou o rosto devastado em lágrimas, e então os dois homens nadaram em sua visão. Conseguia ver a preocupação gritante refletida em seus olhos. Pareciam… atormentados. Inseguros. “Preciso apenas acabar com isso. Não posso mais fazê-lo. Como você pôde fazer isso? Qualquer um de vocês? Você não fez o suficiente? Realmente pensou que isso poderia me ajudar? Ou me fazer não me sentir tão abandonada?” Lucas, que nunca tinha perdido as palavras, olhou-a como se não tivesse nenhuma ideia do que dizer ou que tivesse sequer entendido o que ela estava dizendo. Talvez não fizesse sentido nem mesmo para ela. Sabia apenas que estava sangrando até à morte, e não havia uma bandagem no mundo que pudesse parar o fluxo. Cole parecia sombrio. Esfregou a mão pelo cabelo e depois sobre a cabeça para pressionar a parte de trás do pescoço. “Eu não deveria ter vindo. Não deveria ter feito isso.” Isso a deixou tão furiosa que não tinha nem certeza do por que sua declaração à fez estalar, mas de repente ficou tão irritada que foi como ser infundida com um tiro de fogo líquido. Encolheu-se longe do toque de Lucas e ele recuou como se sentisse que ela precisava desesperadamente de espaço. “Não, você não deveria ter vindo!” Ela gritou. “Por que você veio, Cole? Por quê? É alguma torção doente? Não foi o suficiente, que tenha se afastado de novo depois de me prometer que encontraríamos um caminho. É algum tipo de despedida final, onde você me mostra como poderia ter sido, mas nunca poderá ser porque você não tem nenhuma intenção de jamais manter suas promessas para mim?” Ambos os homens pareciam chocados com sua explosão. Ela soltou o rosto em suas mãos, quando alguns dos soluços que a rasgavam finalmente agarram seu caminho através de seu tórax. O som era feio no silêncio, mas ela não conseguia mais controlar a dor horrível dentro dela.

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“Ren, oh Deus não, Ren,” Cole disse roucamente. “Não, não querida. Não é nada disso. Oh Deus, você tem que me escutar.” Tentou puxar as mãos dela longe do rosto, mas Ren resistiu e se afastou, curvando-se em uma bola miserável. Estava nua e vulnerável, e não no sentido físico. Não se importava com sua nudez real. Era só carne. Mas sua alma estava esfolada aberta. Seu coração em pedaços. Nunca se sentira tão intensamente vulnerável na frente de alguém em sua vida. Nem mesmo em completa submissão. A cena mais intensa. Não importa qual ritmo tivesse sido colocado. Não importa o quão completamente tenha lhe dado sua obediência. Nunca se sentiu tão despojada de si mesma antes. E não era uma boa sensação. Sentia-se feia, suja, usada… traída. Traída pelos mesmos homens que confiara e amara com tudo que possuía. Virou-se então para Lucas, pois sua raiva era uma coisa terrível, envolvendo-a em seu abraço insensível. “Como você pôde deixar isso acontecer? Como pôde fazê-lo? Você sabia o quanto ele me machucou. Eu te disse tudo, Lucas. Tudo. Você deveria me proteger. Pediu-me para casar com você e depois o deixa vir aqui e me usar e jogar de volta em meu rosto tudo que estou tentando esquecer. Como ele se afastar pela terceira vez pode me fazer qualquer coisa além de mais miserável?” Aquelas lágrimas malditas deslizavam eternamente por suas bochechas. Limpou-as furiosamente, querendo remover os sinais de fraqueza. Queria ser forte, agora mais do que nunca. Não podia se dar ao luxo de ser fraca, quando os mesmos homens que juraram sempre mantê-la forte, falharam tão completamente. “Eu não estou deixando você, porra!” Cole rugiu. “Maldição, Ren, eu cometi um erro. Um que nunca voltarei a repetir se puder evitá-lo malditamente bem.”

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Puxou o olhar de Lucas para ver Cole acima dela, eriçado de raiva e frustração. Mas quando encontrou seu olhar, tudo que conseguiu ver foram dor e desespero infinitos, uma combinação perfeita com o seu próprio. Lucas deslizou os dedos sobre seu queixo, agarrando sua mandíbula e suavemente a virando de volta para ele. “Nunca faria nada para machucá-la, Ren. Não intencionalmente. Eu te amo. Você é minha vida, porra. Nenhum de nós merece sua confiança agora, mas estou lhe pedindo para nos ouvir. Ouça o que temos a dizer. Por favor.” O por favor, ameaçou quebrar seu controle. Lucas nunca pedia nada. Ele certamente nunca implorava, mas isso foi tão perto de estar de joelhos diante dela, que foi possível ele conseguir isso sem realmente estar lá. Havia uma crueza em seus olhos que agarrou seu intestino e torceu duro. O que viu em seu olhar a fez doer ainda mais, porque não era confiança, arrogância ou até mesmo raiva. O que refletia naqueles olhos escuros eram vulnerabilidade e medo. Duas coisas que nunca imaginaria ver no rosto desse homem. E então para seu choque absoluto, os dois homens se moveram em uníssono. Ambos se ajoelharam desajeitadamente à sua frente, de joelhos para ficarem no nível de olho com ela. Lucas agarrou sua mão e trouxe a palma para seus lábios enquanto curvava a cabeça. “Estamos a seus pés, Ren. Dê a gente uma chance de se explicar. É tudo que pedimos.” Cole pegou a outra mão, enroscou os dedos trêmulos através dos dela e puxou para colocá-la sobre o coração. “Não sou orgulhoso demais para implorar,” Cole disse roucamente. “Por você eu fico de joelhos. Farei ou direi o que for preciso para fazê-la me dar uma última chance. Só uma Ren. É tudo o que te peço novamente.”

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Capítulo 39
Ren olhou para os dois homens de joelhos diante dela e uma nova rodada de lágrimas apertou seus olhos já em chamas. “Por favor, não chore,” Lucas disse com voz torturada. “Você está me matando, Ren. Eu faria qualquer coisa no mundo para não vê-la chorar.” “O que vocês dois querem dizer?” Perguntou com a uma voz rouca e cansada. O alívio foi gritante nos olhos de Cole. Seu aperto apertou ao redor de sua mão, mas ela ainda podia sentir o tremor em seus dedos. Parecia apavorado. Nervoso. Mais inseguro do que jamais imaginou que ele ficaria sobre qualquer coisa. “Há uma decisão que queremos que você faça,” Cole começou. Ela prendeu a respiração e empurrou o olhar entre os dois homens quando o pânico invadiu seu peito. Escolha? Ela nunca poderia escolher entre eles. Como poderia? Lucas tocou seu rosto e limpou a umidade debaixo do olho. “Não estamos lhe pedindo para escolher entre nós, amor. Nunca. O que estamos perguntando é se você pode se submeter a dois homens muito dominantes.” Olhou primeiro para Lucas e depois para Cole, antes de mover seu olhar confuso de volta para Lucas. “Não entendo.” Cole se moveu para mais perto, a mão deslizando sobre sua perna para descansar no alto de sua coxa. “O que estamos pedindo não é fácil. Mas então, o que é, quando se trata de amor? Se você escolher se submeter a nós dois, será difícil às vezes. Somos ambos exigentes. Você seria puxada em direções opostas, embora jurássemos trabalhar juntos tanto quanto possível para aliviar qualquer tensão em você e em nossa relação.” “Relação?” Ela coaxou. “Cole, estou confusa. O que estão me perguntando aqui? Está querendo me negociar de um lado para o outro? Uma semana em sua casa, e então uma semana em Lucas?”
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Lucas fez um som estrangulado e seus lábios se uniram em uma linha fina. “Inferno não. Queremos você conosco o tempo todo. Nós dois. O que Cole está tão delicadamente tentando dizer é que nós três entraríamos em uma relação. Juntos. Com você, sendo a colagem comum, colocando-o cruamente. Você seria o que nos ligaria juntos. Viveríamos juntos. Trabalhando nossas diferenças. Juraríamos amá-la sempre e fazer tudo ao nosso alcance para fazê-la feliz.” “Oh.” Saiu como um sussurro chocado. Era a última coisa que imaginava que diriam. Uma onda de esperança tão poderosa que a deixou atordoada a atravessou, mas junto com essas pegadas de emoção agridoce, vieram as dúvidas e milhares de perguntas. “Você me pediu em casamento,” ela sussurrou. Lucas concordou. “Eu fiz. Quero e preciso desse compromisso com você.” “Então como?” Ela respirou fundo, pois sua cabeça começou a bater. Esfregou os olhos e depois cavou os dedos em suas têmporas. “Nós ainda nos casaríamos, Ren. Como um casal que convidaria Cole em nossas vidas. Como um membro permanente. Em vez de um homem em sua cama, você teria dois. Em vez de um marido, você teria basicamente dois.” Ren encontrou o olhar de Cole, precisando desesperadamente ver seus pensamentos. O que ele estaria pensando? Como tal acordo poderia funcionar quando ele seria basicamente um estranho aos olhos de uma relação legal estabelecida? “Eu cometi um erro,” Cole disse com voz torturada antes que pudesse verbalizar sua própria pergunta. “Pensei que estava fazendo a coisa certa. Queria que você fosse feliz. Jurei que nunca me afastaria de novo, então Lucas veio buscá-la e eu vi como isso a afetou. Vi o quão feliz você ficou. Como estava aliviada. E então percebi que fazê-la escolher me faria o maior imbecil do mundo, e eu não podia forçá-la a fazer algo que iria, no fim, fazer todos nós miseráveis. Achei que indo embora você poderia encontrar a felicidade com Lucas. Mas não

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posso deixá-la ir, Ren. Não posso ser o melhor homem aqui, porque fico melhor se estiver com você.” Sua respiração a deixou em uma exalação silenciosa, seu peito desabou na agonia em sua voz. “É isso que você quer? Seria feliz com tal situação? Ficará bem me compartilhando com outro homem?” Seu coração estava prestes a bater fora do peito. Tantas perguntas. Tantas incertezas. A única coisa que sabia com certeza era que amava estes dois homens, de coração e alma. E se houvesse um jeito… qualquer forma… de ter uma vida com ambos, seria uma tola ao recusar, não é? Sua expressão ficou feroz. Os olhos faiscaram com determinação e quando falou, a convicção em suas palavras foram cristalinas. “Eu te amo, Ren. Amo você tão malditamente muito que não consigo dormir, não consigo comer e tenho um buraco em meu estômago que nunca acaba. Então sim, para ter ao menos uma pequena chance de levar uma vida com você? Então sim. Inferno sim. Vou compartilhá-la até com o próprio Satanás.” “Eu dificilmente acho que sou o equivalente a Satanás,” Lucas disse secamente. Ela sorriu e, oh Deus, sentiu-se bem. Queria chorar novamente, mas agora de todas às vezes, não queria se dissolver em outra bagunça chorosa. Isso era muito importante — o momento mais importante de toda sua vida. Hesitante se virou para Lucas. “Não acho que deveríamos nos casar.” Lucas piscou. Então, franziu o cenho. Abriu a boca, sem dúvida se preparando para questionar, mas ela colocou um dedo gentil sobre seus lábios para silenciá-lo. “Pense em como você se sentiria se Cole e eu sentasse à sua frente para falar de casamento e o convidasse em nossa relação,” disse suavemente. “Se isso vai funcionar — se tem uma chance de funcionar — a relação tem que começar em pé de igualdade. Jamais quero que Cole pense que é menos importante aos meus olhos. Não quero que você jamais pense que é menos importante.”
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A mão de Cole apertou sua perna e quando ela olhou de Lucas para ele ficou chocada o ver um resplendor de lágrimas em seus olhos. “Você tem alguma ideia do quanto te amo agora?” Ele sussurrou. “Quero que você se case comigo,” Lucas disse teimosamente. “Encontrarei uma maneira de você se casar com nós dois, se é isso que tem que acontecer. Mas quero você ligada a nós, legalmente, emocionalmente, fisicamente e mentalmente.” “Agora o homem está falando minha língua,” Cole murmurou. “E, finalmente, encontramos um ponto em comum. Vê Ren? A única coisa que nos une é você. Você é a única coisa que nós dois amamos além da razão. Você é a razão que vamos colocar de lado nossa teimosia e estar dispostos a nos comprometer. Porque nenhum de nós quer enfrentar a perspectiva de perdê-la. Perdi duas vezes. Dois dos momentos mais malditos e miseráveis de minha vida. A única coisa que posso prometê-la acima de todas as outras, é que nunca vou de boa vontade me afastar de você novamente. Sei que não pode confiar nisso ainda, mas com o tempo, vou te provar. Juro que vou.” Era difícil acreditar que eles estavam de joelhos à sua frente, tendo uma discussão perfeitamente civilizada sobre entrar em uma relação onde os dois teriam que compartilhar a mulher que amava um com o outro. A quantidade de sacrifício envolvido confundia sua mente. Ela se virou para Lucas e olhou por um momento para este homem duro e sem remorsos. Sua garganta fez um nó novamente no que suspeitava e se sentiu impelida a descobrir. Precisava saber se suas suspeitas eram precisas. “Isso foi ideia sua? Você foi até ele?” Lucas suspirou. “E isso importa?” Ela assentiu. “Sim, faz.” “Talvez tenha ido vê-lo para descobrir se ele estaria aberto a tal acordo.”

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Ela se lançou nos braços de Lucas, derrubando-o deitado de costas. Beijou-o e depois o abraçou apertado. “Eu te amo tanto,” ela sussurrou. “Sempre me entendeu melhor do que ninguém.” Ele acariciou seus cabelos e beijou-a longo e vagaroso, aparentemente satisfeito de estar deitado lá no chão com ela empoleirado em cima dele. “Eu te amo também, Ren. E quero que você seja feliz. Nós queremos que você seja feliz.” Ela se empurrou de volta e olhou timidamente para Cole. Ele a olhou de volta, o coração em seus olhos para ela e o mundo ver. Tanto amor. E honestidade. Vulnerabilidade. Naquele momento percebeu quanto poder ela realmente tinha sobre esses homens. Não foi um momento de triunfo, onde saboreou a vitória ou ficou satisfeita consigo mesma por ter tal poder. Foi mais uma reverência calma e um voto de respeitar sempre esse poder que tinha sobre eles. “Eu te amo,” disse simplesmente. Pois que outras palavras segurariam tanto poder? Os olhos de Cole se iluminaram e alegria drenou a cautela. “Eu também te amo, minha Ren. Vamos trabalhar nisso. Não poderá ser resolvido amanhã. Ou no próximo mês. Mas chegaremos lá. Enquanto eu tiver você, posso suportar qualquer coisa.” Ela entrou em seus braços e circulou seu pescoço, abraçando-o firmemente enquanto enterrava o rosto em seu ombro. Ele a apertou contra ele até que podia sentir cada respiração irregular explodir de seu peito. “Isto realmente pode funcionar?” Ela sussurrou. “Estou tão assustada. E excitada. E apavorada. E feliz. Não sei como me sentir ou o que pensar.” Cole puxou-a para longe e depois a sentou de volta sobre o divã, assim ficaria de frente para os dois homens mais uma vez. “Faremos isso funcionar,” disse simplesmente. “O que mais há para fazermos? Nós te amamos. Você nos ama.” Ela sorriu então, alívio correndo direto em seu coração. “Venha cá, Ren,” Lucas disse rispidamente.
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Não era o comando de um dominante para sua submissa. Era o rosnado baixo de um amante desesperado por seu companheiro. Lentamente ela levantou-se, nua, mas longe de tão vulnerável quanto antes. Lucas subiu para estar à sua frente, e então a varreu fora de seus pés, embalando-a em seus braços. Andou em direção ao quarto e a depositou no colchão. Ele e Cole fizeram um rápido trabalho com as roupas. Em segundos, estavam ambos nus e lançaram-se sobre ela. Lucas desceu à sua esquerda, os olhos ternos e amorosos. Cole foi para a direita, desejo quente brilhando em seus olhos azuis. Sem palavras, começaram um assalto sensual em seus sentidos. Lucas reivindicou seus lábios, enquanto Cole arrastou um mamilo em sua boca. Beijaram e acariciaram cada centímetro de seu corpo. As mãos a adoraram. Os lábios a acarinharam. E palavras suaves e doces foram sussurradas de seus lábios. Disseram-lhe que a amavam. De como era bonita. Do quanto eram sortudos por tê-la. Lágrimas picavam suas pálpebras, mas dessa vez eram lágrimas de alegria. Eram sortudos? Ela deveria ser a mulher mais sortuda do universo. Quem não morreria para ter dois machos alfas sexys como o pecado amando-a e adorando-a? Lucas moveu-se sobre ela primeiro, deslizando-se entre suas pernas e balançando seu corpo grande sobre o dela. Entrou em uma punhalada suave que ameaçou desfazê-la. Reivindicou sua boca como reivindicou todo o resto. E não parou em seu corpo. Reivindicou seu coração, sua mente, sua alma. Deslizando fundo onde estava descoberto e cuidadosamente colocando pedaço por pedaço de volta no lugar. Após alguns momentos, cuidadosamente se retirou e antes que pudesse protestar a perda de seu calor e posse, Cole estava lá para tomar o seu lugar, o corpo cobrindo o seu enquanto se empurrava dentro dela. Tão amoroso e comoventemente bonito. Seu corpo ondulando sobre o dela enquanto mordiscava seu pescoço, e então sussurrava em seu ouvido que a amava, e que a amaria para sempre.
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Cada promessa que ele fazia, ela levava ao coração, deixando suas palavras curarem toda a dor e angústia que tinha sofrido. Embrulhou os braços ao redor dele, segurando-o perto enquanto a alegria a envolvia. Tanta felicidade. Tinha medo que fosse tudo um sonho. Um sonho louco e maravilhoso e que acordaria fria e sozinha. Cole empurrou fundo, pressionando o corpo contra o seu, e então deslizou os braços por baixo dela e a segurou firme, virando de forma que ela ficasse por cima dele. Deixou as pernas se deslizarem sobre as dele, de forma que os joelhos se encostassem sobre o colchão. As mãos dele percorreram suas costas até sua bunda. Segurou as bochechas e apertou suavemente antes de levantar os quadris para empurrar novamente. E então a cama afundou. A mão de Lucas deslizou por sua espinha, pressionando-a para baixo até que seu corpo ficou alinhado com Cole. Um arrepio de prazer a colheu enquanto olhava nos olhos de um homem que temera ter saído de sua vida para sempre. Cole segurou sua bunda mais firmemente, e então há espalhou um pouco quando Lucas posicionou a cabeça do pênis em sua abertura. Ele se inclinou e beijou o centro de suas costas, e depois sussurrou baixinho enquanto delicadamente sondava a entrada apertada. “Relaxe, meu amor. Vamos ambos tomá-la. Vamos lhe mostrar o quanto te amamos.” Ela se derreteu sobre Cole. Lucas empurrou mais firmemente e seu corpo deu lugar a sua persistência. Ele se deslizou para dentro e ela gemeu na abundância imediata de ter ambos enterrados dentro de seu corpo. Era… mágico. Os dois homens que amava além da medida. Ambos bem no fundo de seu corpo. Ambos comandando-a, dominando-a, acalentando-a com palavras e ações. Queria ser consumida. Completamente colhida. Usada. Controlada. Possuída. Esta era sua realidade. Sua existência. Entre dois homens fortes. Mimada, estragada… amada. Era mais do que poderia ter jamais imaginado. Esta noite não havia cintos, nem pás. Sem palavras duras para incitar o desejo. Sem ordens, sem comandos. Só amor. Tanto amor que estava se afogando nele.

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A gentileza foi sua ruína. Moveram-se com uma graça sensual que a fez doer de desejo. Cada movimento. Cada punhalada. Cada pressão dentro de seu corpo era feito com completa atenção. Infinitamente doce. Forte e ainda adorando. Eles a cobriram, cercaram, tocaram, beijaram… amaram. “Assim é como será, Ren querida,” Cole sussurrou bem perto de seu ouvido. “Todos os dias pelo resto de sua vida. Nós te amando. Cuidando de você. Sempre a protegendo. Podemos comandá-la, mas é você que nos possui de coração e alma.” Ela sorriu e se deleitou na beleza de suas palavras. Os lábios de Lucas se esfregaram em sua nuca e ele beliscou levemente enquanto a cobria de cima. “Amo você,” ele disse roucamente. “Amo você também,” ela sussurrou de volta. “Amo vocês dois. Eu quero isso. Quero uma vida com vocês. Os dois.” Cole estremeceu sob ela. Lucas parou e seu corpo tremeu enquanto procurava manter o controle. Mas foi como se suas palavras dirigissem ambos acima da borda. Seu controle era uma linha fina que se quebrou no momento em que ela abraçou a vida diante deles. Com um gemido áspero, Lucas começou a empurrar, seu pau pulsando já com seu lançamento. Abaixo dela, Cole agarrou seus quadris e subiu, combinando o ritmo com Lucas, enquanto ambos se derramavam em seu corpo. Deitou o rosto contra o peito arfando de Cole quando Lucas caiu sobre ela como um cobertor pesado. Ambos respiravam com dificuldade, e permaneceram enterrados dentro dela. Ela sorriu, de repente tendo uma imagem muito boa do futuro. Entre dois homens fortes e dominantes que a amavam além da razão e a apreciariam em uma base diária. O futuro nunca tinha parecido tão completamente maravilhoso.

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Epílogo
A boca de Ren se abriu em um sorriso enquanto observava Cole e Lucas entrarem na suíte do hotel de Vegas. Ela se recostou no sofá, com os pés enrolados debaixo dela e assistiu avidamente enquanto Cole soltava a gravata e Lucas tirava os sapatos. Seus olhares imediatamente se encontraram, varrendo-a, aquecendo-a até os dedões dos pés com o amor e desejo que tão claramente se refletiam em seus olhos. As narinas de Lucas chamejaram e Ren se levantou, atendendo ao comando tácito. Enquanto ia em direção a eles, fecharam-se ao seu redor, o calor a circulando e puxando-a para o abrigo que eles forneciam. Cole deslizou os braços ao seu redor por trás, puxando suas costas contra ele, enquanto a boca se deslizava sensualmente de seu pescoço para a orelha. Ela suspirou e estremeceu quando arrepios dançaram através de sua pele. “Senti sua falta,” ele rosnou. “Você não tinha que ir com Lucas,” ela disse inocentemente. Lucas fez uma carranca para ela, e ela conteve o riso. Ao longo do último ano, Lucas e Cole tinham ido além de uma trégua desconfortável. A relação deles havia sido uma de tolerância no início, e tinha sido longe de corações e rosas. Ren dançara delicadamente nos primeiros dias, sempre com medo de acabar com a tênue paz. Mas quando as coisas progrediram, também fez a amizade que surgiu entre eles. Lucas tinha atraído Cole, pedindo seu conselho e perícia de negócios na gestão das boates. Frequentemente, os dois organizavam seu tempo entre seus respectivos negócios, de forma que trabalhassem juntos, e assim o tempo com Ren poderia ser planejado. As únicas exceções foram quando um deles precisava estar em viagem. Nunca ambos a deixavam. Um sempre ficava assim ela nunca estava sozinha.
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“O que está pensando?” A pergunta de Lucas chamou sua atenção de volta ao presente. Olhou para cima até vê-lo olhando para ela, pensativo. Ela se instalou mais confortavelmente no abraço de Cole e sorriu, permitindo que toda a felicidade dentro dela brilhasse. “Estava pensando em nós.” Sua garganta apertou e ela teve que trabalhar para conseguir passar as palavras através da captura súbita. “Estava pensando como sou sortuda. E feliz.” Lucas agarrou sua mão e arrastou para longe de Cole, e em seus braços até que estava envolvido ao seu redor, o nariz a apenas centímetros de distância. “É engraçado, porque eu e Cole estávamos comentando que filhos da puta sortudos nós éramos por você não nos ter jogado fora nos últimos meses.” Seu sorriso cresceu mais amplo e ela se inclinou na ponta dos pés para lhe oferecer a boca. A mão se emaranhou possessivamente em seu cabelo e a puxou contra ele, devorando seus lábios em um beijo ofegante. Então a afastou, a mão ainda solidamente cerrada em seu cabelo. Os olhos reluzindo de desejo e ela estremeceu no poder cru que emanava dele. Com a mão livre, traçou uma linha ao longo de sua bochecha, e então suavemente sobre os lábios. “Tão bela. Tão perfeita. E você pertence a nós.” “Sempre,” Cole rosnou baixinho atrás dela. “Nunca duvide disso, Ren.” Lágrimas picaram suas pálpebras e sua visão nadou. Uma escapou, escorrendo pelo rosto e caindo na mão de Lucas. Ele ficou instantaneamente alarmado. O olhar suavizou e ele soltou seu cabelo para segurar seu rosto com as mãos. “Ren, amor, o que está errado?” Cole estava ao seu lado, empurrando-o imediatamente. Seus olhos se estreitaram e ele olhou acusadoramente em direção a Lucas. Ela olhou para os dois, vendo estes homens fortes e dominantes. Homens que a amavam, adoravam, estimavam a cada minuto de cada dia.
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“Ren?” Cole solicitou. “O que está errado, querida?” Ela sorriu de novo, tão largo que seus lábios pareciam que se dividiriam nos cantos. “Nada. Nada mesmo. Na verdade, tudo está tão… certo. Então, está tudo tão bem.” Ela os puxou para perto e embrulhou um braço ao redor de suas cinturas. Apoiou a bochecha contra o peito de Lucas, mas se apertou firmemente em Cole. Que deslizou o braço ao seu redor até que estava segura pelos dois homens. Amada. Então, muito amada. “Eu amo tanto vocês dois,” sussurrou. Cole beijou sua têmpora e Lucas escovou a boca no topo de sua cabeça. “Amamos você também, Ren,” Cole disse. Os homens se afastaram dela, e em seguida, Lucas pegou sua mão. “Venha com a gente. Há algo que temos para você.” Inclinando a cabeça para o lado, ela os seguiu obedientemente, mas por dentro estava como uma criança no Natal. Eles a estavam sempre regando com pequenas surpresas, e ela adorava ser mimada, tanto quanto eles adoravam mimá-la. Lucas parou para pegar várias sacolas que ela não tinha visto que tinham deixado perto da porta. Cole a levou em direção ao quarto e Lucas os seguiu logo atrás. Lucas colocou as sacolas sobre a cama. “Vista tudo que compramos. Vestido, meias, sapatos. Há joias. E pentes para o cabelo. Gostaria que os colocasse esta noite.” Abriu a boca para perguntar o que estavam fazendo, mas Cole deslizou os lábios nos dela, sorrindo contra sua boca. “Só se vista, querida. Lucas e eu estaremos esperando.” Levou uma hora para Ren se vestir, fazer a maquiagem e arrumar o cabelo. O vestido era deslumbrante. Branco, até o chão. Abraçava sua figura perfeitamente. O corpete era apertado e só até os quadris, seda fluía para os tornozelos, rodando delicadamente suas pernas. Havia uma fenda longa de um lado que dava um vislumbre sexy de suas meias e os sapatos eram assassinos. Sapatos de Cinderela. Claro, mas com crostas de diamantes. Somente seus homens para comprar sapatos que custam mais que uma casa.

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Ah bem, ela os recompensaria mais tarde, lhes dando um show em apenas aqueles sapatos e aquelas meias-calças decadentes que ela adorava em suas pernas. Ofegou suavemente quando abriu a caixa de veludo contendo as joias. Magníficos brincos de diamantes e um colar igualmente deslumbrante. Havia também um bracelete encrustado de diamantes que ofuscava quando refletia a luz. Ela olhou e se sentiu como um milhão de dólares. Olhou e se sentiu… Amada. Mimada. Estragada além da medida pelos dois homens que adorava. Na porta que levava para fora do quarto, ela parou de repente nervosa de enfrentálos. Sabia que estava deslumbrante, mas não era ela que queria se ver no espelho. Queria se ver em seus olhos. Queria ver o flash imediato de aprovação e desejo. O orgulho e o brilho feroz e possessivo que sempre refletiam quando a olhavam. Respirando fundo, abriu a porta e entrou na sala da suíte. Ambos se viraram para vêla. Tinham se trocado, e ambos usavam calças e camisas brancas caras e formais. Tinham se banhado e o cabelo de Lucas ainda estava úmido. Ambos pareciam tão malditamente sexys, que queria despi-los e montá-los, usando nada além daqueles sapatos de-matar que tinham lhe comprado. “Venha mais para luz,” Lucas disse em voz baixa. Ela avançou, e os saltos clicaram no chão de mármore italiano. Então, parou e se virou lentamente para sua inspeção. Quando terminou a rotação, Cole olhava fixamente para ela. “Ren, querida, você está absolutamente magnífica.” Lucas não disse nada e lhe estendeu a mão. Somente quando a puxou para perto ele falou. “Faltam-me palavras. Não há palavras para descrever adequadamente o quão linda você esta hoje à noite.” Não que Cole e Lucas não fossem sempre corteses, mas esta noite havia algo decididamente diferente a seu respeito. Olhou curiosamente para eles, mas não demonstraram nada.
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Lucas se inclinou para beijá-la na testa, provavelmente para não borrar seu batom, não que ele normalmente se preocupava com essas coisas. “Vamos,” ele murmurou. Ela inclinou a cabeça. “Onde?” Cole arqueou uma sobrancelha. “Você descobrirá na hora certa.” Antes Lucas mantinha uma residência em Las Vegas, mas depois dele, Cole e Ren terem forjado frente em uma relação séria tinha vendido o apartamento, porque não achava que refletia seu compromisso com Ren. Passavam muito de seu tempo em Houston. Ambos tinham se mostrado dispostos a vender suas casas e escolherem uma nova juntos, mas Ren não quis. No fim, decidiram manter a casa de Lucas e Cole vendeu a dele. Agora quando vinham a Vegas se hospedavam em uma das alastradas suítes luxuosas em um dos hotéis de strip. Ren amava as boates e a excitação de Vegas. Gostava de estar no meio de toda a agitação e alvoroço da vida noturna. Cole não era tão vendido como ela e Lucas e tinha sido uma adaptação de sua parte, mas ele ia aonde Ren ia. Sempre. Sem queixas, e Ren até mesmo tinha conseguido levá-lo à pista de dança com uma pequena quantia de persuasão. Vinte-e-um e pôquer eram seus dois jogos de escolha quando se tratava de jogos de azar, e Cole e Lucas a financiavam de boa vontade. Tinha que admitir a emoção decadente ao ter dois homens magníficos pairando em seus lados, vigiando-a enquanto brincava. Atraía olhares de inveja das mulheres e de interesse indisfarçável dos homens. Eles a mimavam descaradamente, pegando seus drinks, certificando-se de que ela estava confortável, todos os seus caprichos satisfeitos. Mas nas noites, quando voltavam para suíte, sozinhos, protegidos do mundo, eram os seus favoritos. Essas eram as horas em que exigiam sua obediência, regando-a com amor e lhe dando tudo que precisava e muito mais. No elevador, que se apressava para o piso do nível do cassino, ela se aconchegou mais perto de Cole, desfrutando de seu cheiro e calor natural que irradiava de seu corpo. Ele
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enrolou o braço em volta de sua cintura quando a porta se abriu e ela saiu, ladeada por ambos. Caminharam entre a multidão ocupada, passando pelos vinte-e-um, roletas, bacará, pai gow4 e mesas de dados. Um braço estava seguro por Lucas, enquanto segurava a mão de Cole em seu outro lado. Cole fez uma careta quando um homem que, obviamente, tinha bebido demais, oscilou muito perto do caminho de Ren. Assim que alcançaram a saída, conduziram-na a uma limusine à espera onde o motorista ficou segurando a porta traseira aberta para que eles entrassem. Ren se acomodou disposta a aguardar o que a noite preparava para ela. Alguns minutos depois, puxaram para o estacionamento da boate de Lucas que estava a apenas uma quadra da faixa. O carro puxou para frente e Ren franziu a testa ao ver o estacionamento completamente vazio, exceto por algumas poucas outras limusines. A porta se abriu e Cole saiu e circulou para ajudar Ren. Lucas saiu atrás deles, e então segurou a mão de Ren. Ela olhou atentamente para Lucas, porque podia jurar que o homem estava nervoso. Seu aperto foi muito apertado e sua linguagem corporal inteira estava tensa, assim como estava inquieto. Ela olhou para Cole, tentando conseguir alguma pista sobre o que estava acontecendo, mas ele parecia igualmente perturbado. E então as portas do clube se abriram. Dois homens, vestidos formalmente em ternos escuros, seguraram as portas abertas, enquanto ambos começaram a avançar novamente, levando-a com eles. Quando entrou, ela ofegou. Era o clube de Lucas, mas então não era. Tinha sido completamente e totalmente transformado em algo que ela não conseguia descrever bem. Mágico. Conto de fadas. Algo saído direto de um livro. E então percebeu que estava fora de um livro. Seu livro.
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Jogo de baralho de mesa para seis jogadores.

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“Oh meu Deus,” ela sussurrou. “Oh meu Deus!” Deu outro passo. E outro. Sacudindo as mãos, movendo-se mais para maravilha diante dela. Era seu jardim. O lugar mágico que tinha criado dentro das páginas de sua história. O lugar para onde seus personagens — e ela — se retiravam. Um lugar de conforto e refúgio. Era seu desenho vindo à vida. Havia um decente e manso lago de carpas à direita com um manancial derramando água em seus lados. Flores. Vinhas florescendo. Bancos de pedras. Um bonito arco florido. “Como?” Ela sussurrou. Virou-se e rodou, olhando para o teto, onde dava a aparência de um belo céu logo após o amanhecer. “Como na Terra vocês fizeram isso?” Cole e Lucas estava sorrindo, os olhos brilhando de emoção enquanto a observavam. Foi só então que ela percebeu que não estavam sozinhos. Ela se virou novamente, observando de repente que havia muitas pessoas aqui. Pessoas que ela conhecia. Damon e Serena, sua filha bebê aconchegada no quadril de Serena. Micah e Angelina, sua filha segura com firmeza nos braços de Micah. Outros amigos que tinha conhecido no ano em que estava com Cole. Connor e sua esposa, Lyric Jones, a famosa estrela pop. Nathan Tucker e sua esposa, Julie. Gray Montgomery e sua esposa, Faith. E Pop. Pai substituto de todos eles. A equipe de gestão de Lucas do clube de Houston. Seus funcionários daqui do clube de Vegas. Duas pessoas de seu clube de Dallas. E todos estavam olhando para ela, sorrindo, animados. Ela sentiu que este momento era enorme, mas não conseguia fazer sua mente funcionar além do choque do cenário e a multidão de pessoas reunidas. Virou-se novamente em confusão, em busca de Cole e Lucas que agora estavam a poucos metros de distância, as expressões sérias. Ambos agarraram suas mãos, simplesmente segurando-as. Ela nem hesitou, deslizou os dedos sobre suas palmas.
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Lucas limpou a garganta, e novamente parecia nervoso. Era estranho vê-lo parecer qualquer coisa, exceto seguro e em completo controle. Cole parecia um pouco melhor. “Ren, nós — Cole e eu — a trouxemos aqui esta noite porque é importante para nós termos uma cerimônia simbólica que nos una. Trouxemos nossos amigos aqui, não apenas para testemunhar nossa ligação, mas também celebrar nossa união e nosso amor por você.” Cole apertou sua mão e assumiu o comando quando Lucas se calou. “Nós te amamos. Queremos que você se case conosco e, claro, a única forma de fazê-lo legalmente seria você se casar com um de nós. Não queremos isso. Queremos que você se case com nós dois. Não damos uma maldição para sociedade, legalidades ou o que alguém pensa. Queremos um casamento. Queremos um inferno de uma recepção para celebrar nosso casamento e não damos uma maldição se não temos um pedaço de papel que declare tudo isso legal e obrigatório. Tudo que importa é que você se comprometa para nós e que nós comprometemos nossas vidas por você. Que prometemos amar, estimar e cuidar de você pelo resto de nossas vidas. Não importa o que qualquer outro pensa, ou sabe, ou aceita. Só importa que nós saibamos e que você saiba o quanto te amamos e estamos comprometidos com você.” Seu coração batia furiosamente. Ela lutou contra as lágrimas, mordendo o lábio para não arruinar o momento e chorar como um bebê. Seu nariz queimava. Seus olhos ardiam. Então, antes que ela pudesse responder ambos foi lentamente a um joelho, cada um segurando uma de suas mãos. Cole enfiou a mão no bolso e tirou um anel de diamante reluzente. Lucas tirou uma faixa de platina com três cordas entrelaçadas. “Case-se conosco, Ren querida,” Cole sussurrou. Lucas encontrou seu olhar e olhou atentamente em seus olhos. “Case-se conosco esta noite. Bem aqui, na frente das pessoas das quais nos importamos mais. Vamos dar um inferno de uma festa para comemorar seu casamento com dois homens que te amam mais do que é humanamente possível amar qualquer outra.”

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Não podendo mais se controlar, ela correu para frente, quase tropeçando quando lançou os braços ao redor de ambos. Pegaram-na contra eles, segurando-a para que não caísse. “Sim,” ela sussurrou ferozmente. “Sim!” Eles a seguraram tão firmemente quanto ela os segurou. Enterrou o rosto no pescoço de Lucas, tentando se recompor, mas tremia incontrolavelmente. Quando finalmente foi capaz de se afastar, ela ainda tremia. Tremia tão mal que não conseguia ficar de pé sem ajuda. Eles subiram lentamente, segurando-a firmemente e a mantendo entre eles. Segura. Protegida. Sempre um escudo. Constante. Ela limpou o rosto, não se importando se estava bagunçando seu rímel ou manchando sua sombra de olho. Para Lucas e Cole ela era perfeita. O resto do mundo? Não importava. Um homem mais velho se empurrou para frente e ficou logo abaixo do arco florido. Ele sorriu para Lucas e gesticulou para que viessem para frente. “Isto é Padre Hillman,” Lucas disse em voz baixa. “Ele é um bom amigo e leal de muitos anos. Quando lhe expliquei nossa situação, ele ficou mais do que feliz em realizar a cerimônia, para que nos juntemos aos olhos de Deus, como também o nosso. Tudo o que falta é papel, Ren. Somente papel.” Ela virou-se, amor brilhando em seus olhos. “Não falta nada, Lucas. Nunca faltou.” Ela andou para o padre, as mãos firmemente nas garras de Lucas e Cole. Olhou entre eles, seu grande amor jorrando de tão fundo que não conseguia contê-lo. Nem queria. Agora, mais do que nunca, queria que eles o vissem, e que nunca duvidassem do quanto os amava. Do quanto confiava neles e que abraçava suas vidas juntos, sem reservas. Ela puxou suas mãos até que as segurava à sua frente, apertado firmemente contra seu coração. Então ela sorriu e acenou para o padre. “Queridos irmãos…”

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