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Proposta de Recuperação da Mata Ciliar do Córrego Brejo Comprido Palmas - TO.

Proposal for the Recovery of the Brejo Comprido River Riparian
Palmas - TO Danillo Leobas Barreto. Graduando em Tecnologia em Gestão Ambiental pela Faculdade Católica do Tocantins (FACTO) Orientador: José Lopes Soares Neto

Graduado em Ciências Biológicas pela Universidade do Tocantins (Unitins), Mestre em Ciências do Ambiente pela Universidade Federal do Tocantins (UFT) e Professor Titular na Faculdade Católica do Tocantins (FACTO)
Endereço (1): 208 Sul Alameda 13 Lote 17 – Palmas - TO CEP: 77.020-572 Tel.: (63)32132045 Cel.:(63)92321495. e-mail: dleobas@hotmail.com ; dlleobas@gmail.com

Resumo: Esse Artigo apresenta uma proposta à recuperação de Matas Ciliar da região do
Brasil Central com enfoque no plantio de espécies nativas do local a ser reabilitado, respeitando as condições encontradas na microbacia, tais como umidade, fertilidade do solo e luminosidade. As sugestões propostas procuram reestruturar o ambiente de forma que este retorne o mais rápido possível às condições originais. Busca-se atender à crescente demanda da sociedade e do poder publico que solicitam subsídios para recuperar matas que foram degradadas por causa das pressões do desenvolvimento econômico. Esse Artigo foi elaborado com base em pesquisas de campos e além de sintetizar informações disponíveis na literatura. Para este reflorestamento, recomendou-se o método do Quincôncio, desenvolvido pela ESAL, que consiste em não repetir espécies fazendo esquema de “pé de galinha”  Palavras-chaves: recuperação de áreas degradadas, ecossistemas ripários, reflorestamento. Abstract: This paper presents a proposal for the recovery of riparian forests of Central Brazil, and focusing on the planting of native species for area that will be rehabilitated, using the conditions founded in the watershed, such as moisture, soil fertility and sunlight. Our suggestions seek to restructure the environment returns as soon as possible to its original conditions. The aim is to attend the society demand and power seeking public subsidies to recover forests that had been degraded because of the pressures of economic development. This product was developed based on research fields and also to synthesize available literature. For this reforestation, recommended the method of Quincunx, developed by ESAL, which is not to repeat species making scheme "chicken leg". Key words: recovery of degraded areas, riparian ecosystems, reforestation.

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ajuda a garantir a vazão mínima e fornece abrigo e alimentação para a fauna nativa. fornecendo informações sobre as espécies adequadas e as técnicas de plantio mais simples para a recuperação de Mata Ciliar degradada. e da fauna silvestre e aquática. Essa vegetação protege as margens dos rios. REFERENCIAL TEÓRICO. Apesar da existência de projetos de recuperação.TO. Essas matas abrigam a maior diversidade de flora e da fauna entre todas as fitofisionomias do Bioma (Felfili et al. edáficos. 1997). Além disso. Apesar da importância. as Matas Ciliares vêm sendo degradadas em ritmo acelerado. o aumento da pressão urbana e agrícola. o objetivo deste trabalho é elaborar uma proposta de recuperação da Mata ciliar do córrego brejo comprido no Municipal de Palmas .1. Nesse contexto. Segundo Rezende (2006) a mata ciliar apesar de representar pequena porção do cerrado. principalmente por causa das ameaças aos mananciais hídricos. Esta estreita faixa de mata foi incluída no Código Florestal Brasileiro desde 1965 como área de proteção permanente (APP) e assim protegida por lei. fator essencial para todas as espécies para as espécies vivas. além de sintetizar informações disponíveis na literatura. gerando a necessidade de reabilitá-las. A recuperação dessas matas degradadas já figura entre as maiores preocupações da sociedade. que busquem essencialmente reflorestamento com espécies nativas. 2. O objetivo principal é embasar técnicos ou mesmo membros das comunidades interessadas na elaboração de projetos de revegetação. e pelo seu papel na proteção dos recursos hídricos. Este Artigo sobre recuperação de matas ciliar baseia-se em dados de pesquisa e de Campo. principalmente devido à baixa disponibilidade de informações técnicas sobre o quê. INTRODUÇÃO. destaca-se pela sua riqueza e diversidade genética. devido ao desenvolvimento econômico acelerado e à inobservância da legislação que as protegem. Juntamente com área também importantes para a conservação da água no solo. como os topos das montanhas e áreas íngremes este inovador código garante que haja uma 2 . O bioma Cerrado é responsável pela manutenção da água. tem-se observado dificuldades na sua implantação.. com implantação e gestão de conservação de APP (Área de Preservação Permanente). em vários locais. quando e como plantar as margens dos rios e córregos do Brasil Central. muitas dessas informações podem também auxiliar o planejamento de projetos.

e também por levar em conta somente este parâmetro já que outros fatores como declividade. Esta legislação sofre constante críticas por se tratar de intervalos. 3 . a largura da faixa de mata ciliar a ser preservada está relacionada com a largura do curso d'água. características do solo. Largura Mínima da Faixa 30 m em cada margem 50 m em cada margem 100 m em cada margem 200 m em cada margem 500 m em cada margem Raio de 50 m 30 m ao redor do espelho d'água 50 m ao redor do espelho d'água 100 m ao redor do espelho d'água 100 m ao redor do espelho d'água Situação Rios com menos de 10 m de largura Rios com 10 a 50 m de largura Rios com 50 a 200 m de largura Rios com 200 a 600 m de largura Rios com largura superior a 600 m Nascentes Lagos ou reservatórios em áreas urbanas Lagos ou reservatórios em zona rural. salvo em casos de uso social. Assim toda a vegetação natural (arbórea ou não) presente ao longo das margens dos rios e ao redor de nascentes e de reservatórios deve ser preservada. Nesta fica fácil compreender como se deve proceder na determinação da largura local da APP. O quadro 01 apresenta as dimensões das faixas de mata ciliar em relação à largura dos rios. etc. ao se considerar a largura do rio. lagos. com área menor que 20 ha Lagos ou reservatórios em zona rural. Quadro 01 – Larguras mínimas a serem respeitadas segundo o código florestal brasileiro.faixa continua de proteção entre o leito do rio e área potencialmente utilizada para fins agrícolas ou urbanos. com área igual ou superior a 20 há Represas de hidrelétricas Com intuito de visualizar melhor o quadro anterior e frisar a mobilidade da largura da faixa de proteção (convencionada a partir deste ponto de APP) tem-se a figura 01. De acordo com o artigo 2° desta lei. regime de chuvas e densidade da mata influenciam na determinação da faixa incumbida de proteger o leito do rio.

o Como filtro entre as áreas altas e o ecossistema aquático. dentre as diversas funções auferidas à mata ciliar ao meio ambiente vale ressaltar. o o Impedindo ou dificultando o carregamento de sedimentos para a água. onde existe plano diretor (obrigatoriamente para cidades com mais de 20 mil habitantes). proporcionando cobertura e alimento para a fauna aquática e estabilidade térmica dos pequenos cursos d’água. Segundo Lima (1998). Pela interação com a superfície d’água.Figura 01. controlando o ciclo de nutrientes na bacia hidrográfica no escoamento superficial e subsuperfícial. A relação entre qualidade da água e proteção das matas do entorno dos rios estão sempre juntas. a delimitação territorial deve seguir a Lei 6766/79 e suas complementações (Lei complementar 9785/99). neste ponto. pode ser menos restritiva que a lei federal. Entretanto a constituição federal garante que nenhuma lei. assim torna-se indispensável proteger essa faixa em qualquer parte do corpo hídrico. Segundo Carpanezzi (1998) os córregos e rios foram sítios de crescimento e desenvolvimento de espécies associadas a áreas úmidas durante períodos geológicos mais secos e em qualquer tempo funcionam como corredor de dispersão dessas espécies muito 4 . sendo esta de âmbito inferior. as principais funções hidrológicas deste ecossistema. a saber: o Estabilização das barrancas do rio através do desenvolvimento do emaranhado radicular. assim neste estudo considera-se o código florestal. Dimensões da APP segundo o código florestal Em áreas urbanas.

O mesmo autor considera ecossistema perturbado aquele que sofreu distúrbio. Caracterizado o potencial de regeneração natural de uma área pode-se acelerar este processo através de processos de recuperação. Kageyama et al. conforme sugerem Zuquette et al (1997). Kageyama (2000) justifica o uso de espécies nativas em programas de recuperação ambiental pelas mesmas terem evoluído no local. mais chances de aí encontrarem seus polinizadores. implantação. mantendo assim a capacidade de reprodução e regeneração natural das populações. tendo. uma conversão do ecossistema degradado (ou mesmo não degradado) em um outro com destinação e características distintas do original.000) apresentam redefinição ou redestinação como uma estratégia distinta. Carpanezzi (1998) define o processo de restauração de um ecossistema como a volta à sua condição original de função e estrutura. três tipos de revegetação são usados. (2000) vinculam perturbação às modificações ambientais onde a vegetação original foi praticamente toda retirada mas. químicas e biológicas originais possibilitando sua regeneração natural. De um modo geral. enriquecimento e regeneração natural. Rodrigues e Gandolfi (2006) entendem por resiliência o potencial ou a capacidade de regeneração de um ecossistema após uma degradação. A correta escolha do método correto a se utilizar deve ser orientada pelas características 5 . a saber. brotação). Recuperação é aqui entendido como um termo abrangente dos processos de melhoria de um ecossistema ou de uma área. portanto. mas. A correta recuperação de uma área agredida por atividades exógenas passa pela correta caracterização das espécies que a compunham anteriormente. dispõe de meios de regeneração biótica. o solo ainda apresenta as características físicas. chuva de sementes. as matas de Galeria são indicadas como elos entre as grandes formações florestais no Brasil e contêm a mais diversa flora arbórea da área. em algumas características alteradas (função). em maior ou menor grau. mas suficientemente ativos para recuperar-se em período de tempo aceitável (no caso florestal: banco de sementes e plântulas.além das áreas típicas de florestas úmidas. Rodrigues e Gandolfi (2. Sendo assim. dispersores de sementes e predadores naturais. E reabilitação como a restauração parcial do ecossistema.

e que devem ser manejadas de modo a não prejudicar a dinâmica sucessional. é a recuperação de áreas com o uso de pioneiras ou secundárias com função econômica: madeira. o Enriquecimento com espécies de interesse econômico. as mudas devem ser transplantadas para viveiros de estabilização ou diretamente ao campo (espécies mais resistentes). frutíferas. Estes foram listados abaixo: o o Isolamento da área: nos casos onde a resiliência da área foi mantida. o banco de sementes está concentrado na camada superficial do solo (primeiros 20 cm. o Eliminação seletiva ou desbaste de espécies competidoras: em especial gramíneas introduzidas. Quando uma determinada área de floresta 6 . Implantação de consórcio de espécies com uso de mudas ou sementes.naturais da área. Enriquecimento de espécies com uso de mudas ou sementes. o o o o Adensamento de espécies com mudas e/ou sementes. resiníferas. medicinais. melíferas. o Implantação de espécies pioneiras atrativas de fauna. No caso de plântulas. o Transferência ou transplante de propágulos alóctones: é o aproveitamento do banco de sementes ou de plântulas de florestas derrubadas em áreas próximas. as florestas apresentam capacidade de se recuperarem de distúrbios naturais ou antrópicos. Indução e condução de propágulos autóctones: é o manejo para a melhor germinação do banco de sementes do solo. Identificação e retirada dos fatores de degradação: é básica e precede as demais atividades. Através da regeneração natural. este método facilita a sucessão dado o papel da fauna como dispersores de sementes. bambus e trepadeiras. perenes. De modo geral as atividades empregadas na recuperação de áreas degradas.) que deve ser removida e espalhada na área degradada na proporção mínima de 1:4. No primeiro caso. os mesmos autores sugerem dez procedimentos básicos a serem implementados.

Se o objetivo é formar uma floresta em área ciliar. entretanto. num tempo relativamente curto. a regeneração natural pode ser suficiente para a restauração florestal. mesmo que estejam presentes no banco de sementes ou que cheguem à área. Em áreas onde a degradação não foi intensa. e o banco de sementes próximas. Através de uma moldura de 05 X 0. a ocorrência de espécies invasoras. determina as técnicas que acelerem a sucessão devem ser adotadas. isolar a área e não praticar qualquer atividade de cultivo. caracterizados por grupos de plantas que vão se substituindo ao longo do tempo. lançada na superfície do solo. o banco de sementes no solo. a rebrota de espécies arbustivoarbóreas. Nestes casos. A regeneração natural tende a ser a forma de restauração de mata ciliar de mais baixo custo. é recomendada uma intervenção no sentido de controlar as populações de invasoras agressivas e estimular a regeneração natural. principalmente gramíneas exóticas como o capim-gordura (Melinis minutiflora) e trepadeiras. O banco de sementes compreende as sementes viáveis presentes na camada superficial do solo. Assim este tipo de sucessão depende de uma série de fatores como a presença de vegetação remanescente. ou seja.sofre um distúrbio como a abertura natural de uma clareira. visando a proteção do solo e do curso d'água. Portanto. é normalmente um processo lento. coleta-se toda a serapilheira e o solo. via dispersão. torna-se imprescindível eliminar o fator de degradação. A sucessão secundária se encarrega de promover a colonização da área aberta e conduzir a vegetação através de uma série de estágios sucessionais. um desmatamento ou um incêndio. pode inibir a regeneração natural das espécies arbóreas. as sementes germinadas são contadas e as plântulas identificadas. Transferindo para a casa de vegetação e livre de contaminações externas. Em alguns casos. cada área degradada apresentará uma dinâmica sucessional específica. Após um determinado tempo. 7 . são fornecidas condições de luz e de umidade necessárias para a germinação das sementes. que retém a maior parte das sementes. numa profundidade de 0-5 cm.5 cm. Nestas situações. a proximidade de fontes de sementes e a intensidade e a duração do distúrbio. modificando as condições ecológicas locais até chegar a uma comunidade bem estruturada e mais estável.

Contudo. portanto. Os pontos coletados em campo estão representados como marcos amarelos e o retângulo vermelho representa o foco deste estudo. não estão. presentes na vegetação arbórea local. Especificamente esta fica próxima a Avenida Teotônio Segurado. O importante é determinar a riqueza de espécies do banco de sementes e a proporção entre espécies nativas e invasoras. Esse Estudo ocorreu na cidade de Palmas-TO. podendo competir com as espécies nativas. este aspecto não diminui a importância do banco de sementes como indicador de recuperação e de sustentabilidade. na área caracterizada abaixo na figura 02. na quadra 302 na extremidade sul do Centro de Conveniência municipal. A escala escolhida foi a 1:500 por se tratar de are pequena com boa visualização. através de carta imagem caracterizou-se geograficamente a área. na qual. frente a um distúrbio natural. O trabalho de campo ocorreu entre os dias 05 de Outubro e 10 de Novembro de 2009. como a abertura de clareiras. principalmente. uma vez que são as espécies pioneiras que irão desencadear o processo de colonização de uma área. vegetação típica e características hídricas do córrego Brejo Comprido. Foram coletados dados de campo referentes à caracterização do solo local. por espécies pioneiras que. estas espécies poderão vir a colonizar a área. espera-se que estas espécies pioneiras presentes no banco não encontrem condições favoráveis à germinação e ao estabelecimento. apresentam dispersão a longa distância e. Todos os cálculos de área foram realizados a partir deste instrumento de geoprocessamento. necessariamente. 8 . Um banco rico em sementes de espécies invasoras ou ruderais sugere que. 3. Em condições de boa cobertura vegetal e com bom sombreamento do solo. Metodologia. a menos que ocorra um distúrbio. após um distúrbio.É importante destacar que o banco de sementes é formado. normalmente. afetando a sustentabilidade da floresta ciliar. Coletou-se pontos em campo com GPS Garmim que foram georeferenciados em laboratório através do programa AarGiz e banco de dados do Instituto Natureza do Tocantins.

98 m de mata ciliar às margens do córrego Brejo Comprido no seu percurso no município de Palmas.Figura 02. 4. 9 . 48º19’57’’O).528. Além de sintetizar informações disponíveis na literatura e fundamentá-las na Legislação vigente. Carta imagem da área de estudo. o texto busca auxiliar na elaboração e na execução de projetos de revegetação. fornecendo um plano completo de recuperação com os elementos para a escolha das espécies e as técnicas mais adequadas de plantio. DISCUSSÕES E PROPOSTA DE RECUPERAÇÃO. está ação foi extinta com a implantação do sistema de irrigação nos parque e jardim de Palmas. em uma área do bioma Cerrado. O local da atividade sofreu degradação pela ação antrópica por mais de 12 anos ocorrida pelo trafego de caminhões pipa dentro da APP (Área de Preservação Permanente). Este trabalho propõe a recuperação de uma área de 4. localizado na região central do estado do Tocantins nas Coordenadas ('10º12’07’’S.

é tropical quente e subúmido com uma estação chuvosa de Outubro a Maio.e outros provenientes do trabalho de campo . Tabela 01 – Espécies sugeridas para recuperação da área degradada. Predominam na região os solos podzólicos vermelho-amarelo (IBGE. Nome Popular Angelim Fruta de Tucano Buriti Sucupira Faveiro Pau de leite Fava de bolota Bacupari Cascudinho Pau terra da folha larga Pau terra da folha miúda Nome Cientifico andira anthelmia andira cuyabensis mauritia vinifera bowdichia virgilioides dimorphandra mollis himatanthus obovatus parkia pendula salacia campestris exellodendron cordatus qualea grandiflora qualea parviflora 10 .O clima da região. A tabela 01 pode ser observada as espécies selecionadas.maior ocorrência nas matas ciliares remanescentes e facilidade de obtenção das sementes. Considerando o clima e o tipo de solo supracitado – fatores preponderante. e uma de estiagem de Abril a Setembro. com precipitação média de 1300 mm. adotando-se a classificação de Köppen. Com intuito de facilitar a execução do trabalho de campo e facilitar a compra das espécies foi apresentado tanto os nomes científicos e populares. 1984). foram selecionadas quinze espécies de plantas nativas.

em escala comparativa. Todo processo foi realizado em conformidade com a legislação presente no código floresta e comumente usada no Licenciamento Florestal da Propriedade Rural – LFPR. A figura 03 mostra a região onde deverão ser plantadas as espécies selecionadas. Neste caso fez-se uso do AutoCad. Assim sugere-se que as espécies acima descritas sejam plantadas nas áreas atingidas e que se sigam os dez passos essenciais supracitados. a área de preservação permanente que deve ser recuperada. recomendamos o método do Quincôncio. que consiste em não repetir espécies fazendo esquema de “pé de galinha”. As linhas verdes representam a área que sofrerá intervenção. O combate devera ser feito com isca granulada. Para este reflorestamento. Este consiste selecionar as espécies em três grupos por seu parentesco e não plantar de forma que nenhuma se repita. todavia o autor deste trabalho considera o método ideal de trabalho seja o de enriquecimento. produto autorizado para uso agrícola no Estado de Tocantins. bem como numa faixa de 100 metros de largura em volta da área. Representação gráfica da Área de Proteção Permanente. Figura 03. 11 . ou seja.A região possui capacidade de regeneração natural. Antes do plantio proceder-se-á ao combate às formigas cortadeiras em toda a área. desenvolvido pela Escola Superior de Agricultura de Lavras ESAL.

9785. Altera o Decreto-Lei nº 3. o Apresentar alternativas econômicas e eficientes. de 19 de dezembro de 1979 (parcelamento do solo urbano).365. BRASIL. dentro das tendências mais recentes. Dispõe sobre o Parcelamento do Solo Urbano e dá outras providências. o Fazer com que os recursos aplicados no projeto tivessem um resultado ambiental significativo e que funcionassem como exemplo. de 31 de dezembro de 1973 (registros públicos) e 6. alternativas e números envolvidos em reflorestamento e recuperação ambiental.015. 19 de dezembro de 1979. 29 de janeiro de 1999. Institui o novo código florestal. levando em conta a influência das variáveis aqui discutidas. BIBLIOGRAFIA BRASIL. 12 . além da simples apresentação de um plano de reflorestamento aos órgãos ambientais este trabalho propõe: o Mostrar os diferentes conceitos. CONSIDERAÇÕES FINAIS Mediante o desenvolvimento deste projeto com alguns objetivos em mente. BRASIL. de 15 de setembro de 1965. em particular à de operacionalizar a proposição recente da pesquisa do modelo de ilhas.5. Alguns postos ficaram em aberto ou com alternativas distintas. pois não existe formula certa. Lei n. 4771. de 21 de junho de 1941 (desapropriação por utilidade pública) e as Leis nºs 6. 6. e o gerenciamento no dia-a-dia irá definir estas questões. Lei n. o Dar uma visão das questões operacionais envolvidas no reflorestamento. transformando o projeto em um guia para a execução.766. Lei n. 6766.

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