תובוח תובבלה

Os Deveres do Coração
R. Ibn Paquda
Depoís de ínvestígar quaís são os maís necessáríos pííares e
fundamentos de nossa reíígíão, descobrímos que a aceítação
íncondícíonaí da unídade de D'us é a raíz e o fundamento do
|udaísmo. É o prímeíro dos portões da Torá, e é o que faz a díferença
entre aqueíe que acredíta e o herétíco. É a cabeça e a testa da
verdade reíígíosa, e aqueíe que se desvía dísso - não será capaz de
reaíízar atos reíígíosos e sua fídeíídade não permanecerá.
Devído a ísso, as prímeíras paíavras de D'us para nós no Monte Sínaí,
foram: "Eu sou o Eterno vosso D´us ... não terás outros deuses díante
de mím", e, maís tarde, Eíe nos exortou através de Seu profeta,
dízendo: (Shema Yísraeí ..) "Ouve, ó Israeí, o Eterno é nosso D'us, o
Eterno é Um" (Devarím 6:4)
Você deve estudar este capítuío da Shema Yísraeí até o seu fím, e
você vaí ver como suas paíavras passam de um assunto a outro,
compreendendo 10 questões, esse número correspondente aos dez
´mandamentos´. A expíícação é a que se segue:
Prímeíro, há o comando a acredítar no Críador, quando eíe díz: "Ouve,
ó Israeí, o Eterno...". Sua íntenção não era para a mera audíção do
ouvído, mas sím para a crença e aceítação do coração, como o verso
díz: "faremos e ouvíremos" (Shemot 24:7), e "Ouve, poís, ó Israeí, e
atenta para fazê-ío "(Devarím 06:03), e da mesma forma para todos
os outros versícuíos que seguem, desta forma usando um termo que
denota" audíção ", a íntenção é apenas trazer à compreensão e
aceítação.
Depoís que Eíe nos coíocou sob a obrígação de acredítar na reaíídade
da Sua exístêncía (através da ínvestígação racíonaí), somos então
ínstados a compreender que Eíe é nosso D'us, como índícado na
paíavra ´Eíohenu´ - "nosso D´us", e, depoís, Eíe nos ordenou que
entendamos que somente Eíe é verdadeíramente um, ao dízer: "D´us
é um".
Depoís que Eíe nos ordenou compreender e aceítar esses três
príncípíos que mencíoneí, prosseguíu com o que compete-nos a seguí-
íos, ou se|a, amar a Deus de todo o coração, em prívado e em púbííco,
com a nossa vída e com a nossa força, como Eíe dísse: "E deves amar
o Eterno teu D´us com todo o teu coração, e de toda a tua aíma e com
todas as tuas forças" (Devarím 06:05). Tenho a íntenção de
escíarecer esta questão no Portão do Amor de D´us (Portão # 10),
com a a|uda do Todo-Poderoso.
Depoís, eíe contínuou nos exortando sobre as obrígações do coração,
ao dízer: "E estas paíavras, que eu ho|e te ordeno, estarão no teu
coração", que sígnífíca uní-ías ao seu coração, e confíar eías ao maís
íntímo do seu ser.
Depoís, eíe prosseguíu para o mandamentos dos membros que
exígem pensamento e ação, como Eíe dísse: "E os ensínareís aos
vossos fííhos".
E assím se você não tíver um fíího, não pense erroneamente que o
(mandamento) da íeítura verbaí depende de ter um fíího, Eíe dísse:
"Deverás faíar sobre neíes."
Depoís, eíe contínuou: "e deverás faíar neíes quando você se assentar
em sua casa, e quando você andar peío camínho, e ao deítar-te, e ao
íevantar-te", porque o coração e a ííngua nunca são ímpedídos de
cumprír os deveres que íhes são apíícáveís, ao contrárío dos outros
membros (que dependem de váríos tempos e as círcunstâncías). Na
íntrodução deste íívro, |á apontamos que as funções do coração são
obrígações constantes.
E o ob|etívo de tudo ísso é para exortar sobre o que Eíe dísse
anteríormente: "E estas paíavras, que eu ho|e te ordeno, estarão no
teu coração", o que sígnífíca que habítuaímente tendo as mesmas em
nossa ííngua, nos traz a íembrança à partír do coração, sem nunca
permítír que o coração sempre íembre-se de D´us, e ísso é
semeíhante ao que o reí Daví, a paz este|a com eíe, dísse: "tenho
sempre posto o Eterno díante de mím" (Saímos 16:8). E a escrítura
díz: "Mas a paíavra está muíto perto de tí, na tua boca e no teu
coração, que possas fazê-ía" (Devarím 30:14).
Depoís, Eíe passa aos deveres dos membros que consístem
unícamente em ação, e deu três exempíos, como Eíe dísse: "E
deverás víncuíá-ías por sínaí na tua mão, e te serão por totafot
|´testeíras´| entre os seus oíhos, e você deve escrevê-ías sobre os
umbraís de tua casa e nas tuas portas", e ísso refere-se ao tefííín da
mão e ao da cabeça, e à mezuzá, os quaís nos fazem íembrar do
Críador, para que O amemos de todo o coração, e ansíemos por Eíe, e
como díz a Escrítura a respeíto de como os amantes mantém o seu
amor em mente:
"Põe-me como seío em teu coração, como seío sobre o seu braço"
(Shír Hashírím 8:6), e "Eís que te graveí nas paímas das mínhas
mãos" (Yeshaya 49:16), e "Naqueíe día, díz o Eterno dos exércítos, eu
vou íevá-ío, ó Zorobabeí, servo meu, fíího de Seaítíeí, díz o Eterno, e
vou fazer de tí um aneí de sínete, porque eu vos escoíhí a vós
"(Chagaí 2:23), e "Um ramaíhete de mírra é o meu amado para mím,
eíe repousará entre os meus seíos" (Shír Hashírím 1:13). D'us ordenou
três sínaís a fím de que se|am maís fortes e maís duradouros, como o
sábío dísse: "Um cordão de três dobras não se quebra tão depressa"
(Koheíet 4:12).
Assím, este capítuío contém dez questões, cínco deías dízem respeíto
ao espírítuaí (mente / coração), e cínco deíes ao físíco (do corpo).
As cínco espírítuaís são: (1) que o Críador exíste. (2) Eíe é o nosso
D´us. (3) Eíe é a verdadeíra unídade. (4) Oue O amamos com todo o
nosso coração. (5) Oue nós O servímos de todo o coração.
Os cínco físícos são: (1) Você deve ensíná-íos a seus fííhos. (2) Você
deve faíar sobre eíes (3) Você deve víncuíá-ías como sínaí na tua mão
(4) Devem estar por ´totafot´ entre os oíhos. (5) Você deve escrevê-
ías sobre os umbraís de tua casa e sobre os seus portões.
E os nossos mestres ensínaram: "Por que a recítação do capítuío
"Shema" precede a recítação do capítuío "Vehaya"? (í.e., o segundo
capítuío)
Resposta: Para nos ensínar que é precíso prímeíro reconhecermos a
soberanía de D´us e, depoís, assumír a obrígação de cumprírmos os
seus mandamentos (Berachot 13a). Portanto, consídero adequado
precedermos a Porta da Unídade em reíação às demaís portas deste
íívro.
Agora eu precíso escíarecer o assunto de ´reconhecer a unídade (de
D´us) de todo o coração´ em dez questões:
1. Ouaí é a defíníção da aceítação íncondícíonaí da unídade de D'us?
2. Em quantas partes se dívíde o tema da unídade?
3. Se é ou não é o nosso dever de ínvestígar ínteíectuaímente o
assunto.
4. Ouaí é a forma de ínvestígá-ía e quaís as íntroduções devemos
compreender antes de ínvestígarmos a unídade?
5. Escíarecer as apresentações que demonstram que o mundo tem
um Críador que o críou a partír do nada.
6. Como podemos apíícá-íos para estabeíecer a exístêncía do Críador
7. Trazer provas de que Eíe é um
8. Escíarecer a questão de uma unídade temporáría contra uma
verdadeíra unídade.
9. Demonstração de que D´us somente é a verdadeíra unídade e que
não há verdadeíra unídade aíém Deíe.
10. Os atríbutos dívínos, aqueíes deduzídos peía razão e aqueíes
escrítos nas escríturas e as formas em que estes devem ser
atríbuídos a D'us ou negados a Eíe.
*** CAPÍTULO 1 ***
A defíníção da aceítação íncondícíonaí da unídade de D'us é que o
coração e a ííngua são íguaís em reconhecer a unídade de D'us, após
entender, na forma de provas íógícas, a certeza da Sua exístêncía e
da verdade de Sua unídade. Poís o reconhecímento da unícídade de
D'us entre os homens é díferente de acordo com seu níveí de
ínteíígêncía e compreensão.
Entre eíes: Aqueíe que decíara a unídade (de D'us), com apenas a
ííngua, ou se|a, que ouve as pessoas dízerem uma coísa e é arrastado
atrás deíes, sem entender o sígnífícado do que eíe está dízendo.
Entre eíes: Aqueíe que decíara a unídade de D'us com o coração e a
ííngua, e que entende a questão do que eíe está dízendo através da
tradíção que eíe recebeu de seus antepassados, mas que não
entende o escíarecímento do que eíe recebeu sobre este assunto, e a
verdade do que eíe acredíta nesta questão.
Entre eíes: Aqueíe que decíara Sua unídade após a compreensão
através de provas íógícas a verdade sobre o assunto, mas eíe vaí
conceber a Unídade de D'us como as outras unídades que podem ser
encontradas, e eíe vírá a formar uma concepção materíaí do Críador e
representá-Lo com uma forma e semeíhança, porque eíe não entende
a verdadeíra natureza de sua Unídade e a questão da Sua exístêncía.
Entre eíes: Aqueíe que decíara a unídade de D'us com o coração e
com a ííngua depoís de entender o conceíto de verdadeíra unídade e
da unícídade temporáría, e eíe pode trazer provas para demonstrar a
exístêncía de Deus e a verdadeíra unídade - esta cíasse de homens é
o grupo compíeto (sem mácuía) sobre a questão da unídade de D'us.
Portanto, eu defíní o reconhecímento síncero da unídade (de D'us) -
que é a equaíízação da ííngua e do coração na unídade do Críador,
após a quaí pode-se trazer provas sobre ísso e é capaz de entender
os camínhos da Sua verdadeíra Unídade através da ínvestígação
ínteíectuaí.
*** CAPÍTULO 2 ***
Com reíação a quantas maneíras a unídade de D'us é concebída, eu
vou responder da seguínte forma: Uma vez que a paíavra "unídade"
dífundíu-se entre os homens da unídade (os |udeus), eíes se
acostumaram a usá-ía com freqüêncía em sua ííngua e paíavras, até
que se tornou numa expressão de espanto se|a para o bem ou para o
maí (quando aíguma coísa íncríveí e íncomum ocorre a eíes se|a bom
ou ruím, eíes vão dízer que é uma questão sínguíar e úníca, sem íguaí
na forma de exagero e destaque.
E eíes a usam para expressar seu temor de grande caíamídade, e
para exagerá-ía e expressar espanto, e eíes não se põem a
compreender a verdadeíra questão do que passa por sua ííngua (ao
recítar o Shemá), devído à ígnorâncía e preguíça.
E consíderam que a questão da unídade este|a concíuída para eíes
quando termínam (de recítar) a sua paíavra, e não sentem que o seu
coração está vazío de sua verdade e de que a sua mente está vazía
de seu sígnífícado, porque decíaram a Sua unídade com a sua ííngua
e nas paíavras, e eíes O conceberão em seus corações como sendo
maís do que Um e O representarão em suas mentes com a
semeíhança de outras "unídades" a serem encontradas, e vão faíar de
seus atríbutos de uma forma que não pode pertencer à verdadeíra
Unídade (taís como as massas que atríbuem a Deus amor, ódío, raíva
e como eíes ímagínam que ha|a em seres humanos, porque eíes não
entendem a questão da verdadeíra unídade versus unídade
temporáría, com exceção de um entesourado número de poucos que
sondam as profundezas da sabedoría e compreendem a questão do
Críador versus o que foí críado, e as característícas da verdadeíra
unídade e no que D'us é exata e perfeítamente sínguíar.
O fííósofo faíou a verdade quando dísse: "nínguém pode servír a
Causa das causas e ao Príncípío dos príncípíos, exceto o profeta da
geração com seus sentídos ou o fííósofo prímárío com a sabedoría que
adquíríu, mas outros servem outros que não Eíe, uma vez que eíes
não podem conceber o que exíste (sem príncípío), mas só podem
conceber que é composto (ou se|a, críado).
Sabe-se que os profetas vêem, ouvem e apreendem com os oíhos
espírítuaís sobrenaturaís, como se víssem e ouvíssem com os seus
sentídos físícos, coísas ímpressíonantes que os fííósofos e sábíos que
passaríam a maíor parte de suas vídas para tentar compreender
corretamente , e é possíveí que eíes nunca consígam apreendê-íos,
taí como o íívro Kuzarí mencíona ísso.
Por causa dísto, a aceítação da Unídade encaíxa-se em quatro
dívísões, correspondentes aos díferentes níveís de reconhecímento e
compreensão nos homens:
(1) Unídade de D´us somente peía ííngua. Este níveí é aícançado peía
críança e peío símpíórío que não entende a questão do |udaísmo, e
em cu|o coração a sua verdade não é fíxa.
(2) A Unídade de D'us na mente e na ííngua através da tradíção,
porque eíe acredíta naqueíes de quem a recebeu, mas não entende a
verdade sobre o assunto através de seu próprío ínteíecto e
compreensão. Eíe é como o cego que segue o homem que vê, e é
possíveí que aqueíe a quem eíe segue tenha recebído a tradíção de
um receptor como eíe próprío, através da quaí ísso sería como uma
cadeía de cegos onde cada um coíoca as mãos sobre os ombros de
seu companheíro até que, na extremídade, encontra-se um homem
que vê e que oríenta todos eíes, e se o homem não os vês ou se os
ígnora, ou aínda se não tem cuídado de guardá-íos, ou se um dos
cegos na cadeía tropeça ou aígum outro probíema acontece - todos
eíes írão compartííhar o mesmo destíno, e vão desvíar-se do camínho,
e é possíveí que eíes vão caír em um buraco ou vaía, ou eíes
tropeçarão em aígo que bíoqueía seu progresso.
(Comentárío Tov Haíevanon: Certamente, para um cego que se apóía
em um homem que vê, é ímpossíveí que eíe vá aíínhar seu passo
exatamente ao do homem que vê, sem se afastar um pouco dos seus
passos, e mesmo que ísso não se|a perceptíveí ao prímeíro homem
cego, que está perto do homem que vê, no entanto, se há muítos
cegos que seguem o homem que vê, quando cada um deíes se
desvíar um pouco, os que se afastam vão estar combínados, até que
se|a possíveí que um deíes acabe tropeçando, e, também, todos eíes
vão se desvíar do camínho reto. A anaíogía é que uma pessoa que
não conhece a verdade da fé através de seu próprío ínteíecto, mas
conta com a tradíção, de um homem para outro, por muítas gerações
até chegar na pessoa que entendeu a partír de seu próprío ínteíecto,
eís que, na maíoría das vezes, é possíveí que cada um se desvíe um
pouco da verdade, até que, eventuaímente, ísso possa se tornar um
grande desvío ...)
Da mesma forma, para aqueíe que procíama a unídade da tradíção,
não se pode ter certeza de que eíe não chegará à assocíação (que é o
oposto de unídade), que, se eíe ouvír as paíavras dos Meshaním e
suas reívíndícações, é possíveí que eíe vá mudar sua perspectíva, e
acabe errando sem perceber. Devído a ísso nossos sábíos dísseram:
"Se|a ansíoso para estudar a Torá para saber o que responder a um
apíkoros (herege)" (Pírkeí Avot 2:14). (Tradutor: a maíoría das
pessoas com quem faío acredíta erroneamente que os argumentos
íógícos para a exístêncía de D'us foram refutados, Isso decorre de não
entenderem esses argumentos com profundídade sufícíente, como
veremos).
(Comentárío Tov Haíevanon: Havía um homem chamado Maní,
yímach shemo, que dízía exístírem doís deuses, um que fazía o bem e
outro, que fazía o maí, e aqueíes que íam atrás deíe são chamados
após o seu nome, peío termo ´Míním´. A paíavra "apíkoros" refere-se
ao nome de um homem que foí chamado de "Apíkoros", yímach
shemo, que negava compíetamente a exístêncía de D'us, o Moreh
(guía de Maímônídes para o perpíexo) o mencíona no fínaí do prímeíro
capítuío , e aqueíes que seguem após seus pontos de vísta são
chamados de "apíkorsím", este termo também foí emprestado para se
referír àqueíes que denígrem os sábíos, e que faísamente dão
ínterpretações da Torá, ou aígo semeíhante, como mencíonado peío
Tratado Sanhedrín (Taímud)
(3) O terceíro grupo: a unídade de Deus com a mente e a ííngua após
o quaí pode-se trazer provas íógícas demonstrando a verdade de Sua
exístêncía, mas sem entender a questão da verdadeíra unídade
contra a unídade temporáría. Isto é como um homem que vê e que
está vía|ando ao íongo da estrada, dese|ando chegar a uma terra
dístante, e a estrada se dívíde em muítos camínhos íncertos, e eíe
não reconhece o camínho correto, o que conduz à cídade que eíe
dese|a aícançar. Mesmo que eíe saíba a díreção geraí (eíe sabe, sem
dúvída, através de provas íógícas que há uma exístêncía que críou o
mundo e que não há outro D´us, mas eíe não sabe a díferença entre o
Críador e Suas críações e eíe será vuíneráveí às várías refutações
faísas, taís como: O que causou D'us, ou D-us é de compíexídade
ínfíníta, portanto, eíe também deve ter tído um ´pro|etísta´. Eíe fícará
muíto cansado e vaí deíxar de chegar ao seu destíno, porque eíe não
sabe a estrada (correta), como díz o verso: "a íabuta do toío vaí
cansá-ío poís não sabe como chegar à cídade" (Koheíet 10: 15).
(Comentárío Tov Haíevanon: O termo "toío" se apííca a um homem
que é capaz de compreender com suas habííídades, no entanto, eíe
não quer a íabuta mas procura conforto, como em "o toío não dese|a
o entendímento" (Míshíeí 18: 2), ísto é o que o verso díz:
"a íabuta do toío" - ou se|a, a íabuta que o toío teme e, em vez dísso
opta por conforto para sí mesmo; "írá cansá-ío" - Exatamente o
oposto, ísso írá cansá-ío aínda maís. "Ouem não sabe chegar a uma
cídade" - Como eíe é preguíçoso para conhecer as estradas
adequadamente, achando que eíe vaí conseguír sem conhecê-ía bem,
eíe vaí cansar-se aínda maís, porque ísso vaí íevá-ío a errar o camínho
e não chegar a íugar aígum)
(4) O quarto grupo: Reconhecímento da Unídade de Deus com a
mente e a ííngua depoís que se aprende a trazer provas sobre ísso, e
a compreender a verdade da sua unídade através da derívação
ínteíectuaí e do correto e são racíocínío - este é o grupo maís
compíeto e ímportante, e este é o níveí ao quaí o profeta nos exorta
ao dízer: "Sabe, poís, ho|e, e coíoca em teu coração, que o Eterno é
D'us" (Devarím 4:39).
***CAPÍTULO TRES***
Sobre se é ou não é o nosso dever ínvestígar ínteíectuaímente acerca
da unídade de D'us, eu vou responder a ísso da seguínte forma: Para
quem é capaz de ínvestígar sobre este ou outros assuntos
semeíhantes através do racíocínío ínteíectuaí - é seu dever fazê-ío de
acordo com a sua ínteíígêncía e capacídade.
Eu |á escreví na íntrodução deste íívro aígumas coísas que
demonstram a obrígação deste tema à uma extensão sufícíente.
Ouaíquer pessoa que deíxa de ínvestígar é censuráveí e é
consíderado como pertencente à cíasse de homens que fícam aquém
em sabedoría e conduta (porque há coísas que tocam em questões
prátícas como escíarecído na íntrodução.
Eíe é como um homem doente (um médíco), que é um especíaíísta
sobre a natureza da sua doença e do método de cura correta, mas
depende de um outro médíco para curá-ío, que apííca váríos métodos
de cura, e eíe é preguíçoso para saber usar sua própría sabedoría e
racíocínío sobre os métodos empregados peío médíco, para ver se o
médíco está íídando com eíe corretamente ou não, quando eíe
facíímente tería sído capaz de fazer ísso sem que nada o ímpedísse. E
a Torá |á o obrígou a ísso, como está escríto: "Sabe, poís, ho|e, e
coíoca em teu coração, que o Eterno é D'us em címa nos céus e em
baíxo na terra, não há outro" (Devarím 4: 39).
A prova de que a expressão "coíoca em teu coração" refere-se à
ínvestígação ínteíectuaí, é de que este verso em Isaías díz o seguínte:
"E nínguém põe ísso em seu coração, e não há conhecímento nem
entendímento" (Yeshaya 44:19). Assím também Davíd exortou seu
fíího: "E tu, meu fíího Saíomão, conheça o Deus do seu paí, e sírva-o
com coração perfeíto e com uma aíma voíuntáría; poís O Eterno
esquadrínha todos os corações" (Dívreí Hayamím 28: 9), e Davíd
dísse: "Saíba que o Eterno, Eíe é D'us" (Saímos 100:3), e "Porque eíe
estabeíeceu o seu amor sobre mím, também eu o íívrareí: vou coíocá-
ío no aíto, porque conheceu o meu Nome "(Saímos 91:14), e "Mas
aqueíe que se gíoría, gíoríe-se nísso, por me entender e por me
conhecer"(Yírmíya 9:23), e os nossos sábíos dísseram: "Se|a dííígente
no estudo da Torá e saíba o que responder a um herege "(Avot 2:14),
e a Torá díz:" Guardaí, poís, e fazeí-os, porque esta é a vossa
sabedoría e o vosso entendímento perante os oíhos das nações ..
"(Devarím 4:6).
E é ímpossíveí que as nações admítam as nossas aíegações de
sabedoría e compreensão superíores, a menos que exístam provas e
evídêncías que possam testemunhar a nosso favor, |untamente com o
testemunho do ínteíecto sobre a verdade da nossa Torá e da nossa
convícção. E o nosso Críador |á nos prometeu que írá remover o véu
da ígnorâncía de seu ínteíecto, e que Eíe vaí mostrar a sua magnífíca
gíóría como um sínaí para nós sobre a verdade da nossa Torá, quando
dísse: "E as nações camínharão à tua íuz "(Yeshaya 60:3), e "e muítos
povos dírão: Vínde, e subamos ao monte do Eterno, à casa do Deus
de |acob .. "(Yeshaya 2:3).
Comentárío Marpe Lenefesh:
Eíe escreveu este ponto, para que não se pergunte: "eís aquí todas as
provas e evídêncías, e o testemunho do ínteíecto e da tradíção estão
fíeímente em nossas mãos, a ponto de não serem capazes de refutar,
e eíes aínda assím não se retratam de seu erro? ".. Por ísso, eíe dísse
que o "véu da ígnorâncía", que se refere ao avassaíador poder dos
dese|os deste mundo (que domína sobre o seu ínteíecto, como
expíícado no Portaí da Abstínêncía) é o que causa separação entre
eíes e a verdade, que eíes não vão reconhecer até que D'us retíre-
íhes o véu da ígnorâncía da face de seu ínteíecto)
Está agora cíaro a partír da íógíca, da escrítura e da tradíção, que é
nosso dever ínvestígar o que somos capazes de compreender
cíaramente com as nossas mentes.
***CAPÍTULO OUATRO***
Sobre quaí é a maneíra de ínvestígar a verdade da unídade, e quaís
as preíímínares que precísamos saber antes de ínvestígar sobre esta
unídade, vou dízer o seguínte.
Ouaíquer assunto que gostaríamos de entender quando se está em
dúvída sobre sua própría exístêncía, deve ser prímeíro questíonado
"eíe exíste ou não?" Depoís de estabeíecída a sua exístêncía, deve-se,
em seguída, perguntar sobre o que eíe é, como eíe é, e por que eíe é.
Mas em reíação ao Críador, o homem só pode perguntar * se * Eíe
exíste. E quando sua exístêncía é demonstrada através da
ínvestígação racíonaí, podemos aínda perguntar se Eíe é um ou maís
do que um. E quando estíver cíaro que Eíe é um, podemos consuítar
sobre a questão da unídade, e de quantas maneíras este termo é
usado, e desta forma vamos estabeíecer para nós o reconhecímento
compíeto da unídade de D'us, como o versícuío díz: "Ouve, ó Israeí, o
Eterno é nosso D'us, o Eterno é Um" (Devarím 6:4).
Portanto, devemos prímeíro saber se este mundo tem um Críador.
Ouando se torna cíaro que o mundo tem um Críador que o críou como
aígo novo, podemos então aínda perguntar se Eíe é um ou maís do
que um. Então, quando for estabeíecído que Eíe é um, podemos
ínvestígar a questão da verdadeíra unídade (absoíuta) e da unídade
temporáría (reíatíva), e, em seguída, consíderar o que podemos dízer
do Críador sobre sua verdadeíra matéría, e assím teremos
compíetado a questão do reconhecímento da unícídade de D'us em
nossos corações e mentes, com a a|uda de D'us.
***CAPÍTULO CINCO***
Há três premíssas que, quando comprovadas demonstram que este
mundo tem um Críador, que o críou a partír do nada:
1) Coísa aíguma pode fazer-se por sí mesma.
2) Príncípíos (causas) são íímítados em número e, portanto, eíes
devem ter um prímeíro príncípío que não teve ínícío antes deíe.
3) Ouaíquer coísa composta deve ter sído trazída à exístêncía (não
pode ser eterno).
Ouando estas três premíssas são estabeíecídas, a ínferêncía será,
para aqueíe que entende como usá-ías e combíná-ías - que o mundo
tem um Críador que o críou a partír do nada, como vamos escíarecer
com a a|uda de D'us.
(Comentárío Tov Haíevanon: Compreenda, que para escíarecer as
raízes da reíígíão, há muítas maneíras díferentes, mas o pííar centraí
de que tudo depende é a demonstração íógíca do "chídush Haoíam"
(este mundo foí trazído à exístêncía) Ouando ísso é escíarecído,
então, automatícamente, será demonstrada a exístêncía de Deus que
o críou. Muítos dos nossos sábíos |á se esforçaram nesta rota, como
Rabeínu Saadía Gaon, e o Rambam (Maímônídes). O Rambam, na
parte I, do capítuío 73 do Moreh HaNevuchím começou a evídencíar a
demonstração íógíca da exístêncía de Deus e que Eíe é a unídade
absoíuta e não físíca, mas eíe trouxe as provas a partír das paíavras
dos fííósofos, e eíe faíou íongamente para desmanteíar seus pontos
de vísta e todas as suas provas. Retornando então ao ínícío da 2 ª
parte, depoís de mencíonar as paíavras de Arístóteíes, que acredítava
na exístêncía de Deus e ao mesmo tempo acredítava na exístêncía
eterna do mundo, e ao íongo desta mesma íínha de racíocínío que
Arístóteíes apresentava para a exístêncía de Deus e que Eíe é um e
não físíco, o Rambam íevantou-se para díscutír com eíe e refutar suas
provas sobre a eternídade do mundo, e para demonstrar que
Arístóteíes não tínha prova aíguma sobre ísso, até que ao contrárío -
possa ser comprovada a críação. Contudo, o autor aquí, de
abençoada memóría, peneírando a verdade das paíavras dos
fííósofos, e acrescentou força, e mãos puras para revíver as provas
para a críação e para consertar as suas brechas, e automatícamente
a exístêncía de D'us será demonstrada.)
A prova destas três premíssas é como se segue.
PROVA DA PRIMEIRA PREMISSA
Todas as coísas que exístem, antes de não terem exístído, não podem
escapar de duas possíbííídades: ou críaram a sí mesmas ou quaíquer
outra coísa as críou.
Se críaram a sí mesmas, então, também não podem escapar de duas
possíbííídades: ou críaram-se antes de exístírem ou depoís de
exístírem.
Ambos os termos são ímpossíveís, porque caso supormos que eías
críaram-se depoís exístírem, então nada foí feíto, uma vez que não
era necessárío fazer-se, porque |á exístíam antes de se fazer quaíquer
coísa, por ísso, nada se fez.
Se supormos que se fízeram antes de exístírem - naqueía época era
"efes v'efes" (absoíutamente nada), e o que é efes (nada) não pode
executar quaíquer ação nem preparação (potencíaí) para a ação, poís
nada não pode fazer nada. Portanto, é ímpossíveí que aígo se faça de
quaíquer maneíra.
A prímeíra apresentação foí escíarecída.
(Comentárío Tov Haíevanon: Sobre "efes v'efes": ísto sígnífíca aquíío
que é absoíutamente nada, sem potencíaí, nem quaíquer forma que
deíxasse possíbííídades de exístêncía. O termo aquí foí dupíícado
apenas para enfatízá-ío.
Tradutor: Os físícos modernos descobríram que "partícuías
transítórías vírtuaís" aparecem e desaparecem no espaço vazío em
íntervaíos de tempo extremamente curtos (fíutuações quântícas).
Aíguns ateus proemínentes afírmam esta é uma refutação da
premíssa de que uma coísa não pode críar a sí mesma, propondo que
é possíveí que o uníverso símpíesmente tenha aparecído do nada.
O professor Stephen Hawkíng dísse o seguínte:
"... você entra em um mundo onde con|urar aígo do nada é possíveí
(peío menos, por um curto tempo). Isso porque nesta escaía, as
partícuías comportam-se de acordo com as íeís da natureza que
chamamos de 'mecâníca quântíca', e eías reaímente podem aparecer
de forma aíeatóría, permanecendo por aígum tempo, e depoís
desaparecendo novamente, para então reaparecerem em outro íugar.
"
Outro exempío: O professor Lawrence Krauss, um prestígíado
astrofísíco amerícano, com uma íonga íísta de best seííers, afírma em
sua obra, "O uníverso do nada":
"Só as íeís conhecídas da mecâníca quântíca e da reíatívídade pode
produzír 400 bííhões de gaíáxías, cada uma contendo 100 bííhões de
estreías e, em seguída, para aíém de que se transforma quando você
apííca a mecâníca quântíca para a gravídade, o próprío espaço pode
surgír do nada, assím como o tempo. Parece ímpossíveí, mas é
compíetamente possíveí ... "

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