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Partido Comunista Brasileiro


N° 122 – 09.09.2009

Rumo ao 14º Congresso


Organizar, estudar, lutar:
Teses para estudo
O Capitalismo, Hoje - parte 5
O capitalismo contemporâneo
Duas das importantes decisões do Comitê Municipal
na reunião de sábado foram criar um Grupo de
Estudos Marxistas e um boletim impresso.
Não se trata de iniciativas exclusivamente
partidárias. O Grupo de Estudos estará aberto a
outras correntes partidárias que tenham o Marxismo
como fundamento. Já o Boletim estará a serviço da
comunidade cascavelense em suas demandas, críticas e
propostas.
Convidamos os militantes e simpatizantes da área
acadêmica a colaborar com o camarada Ivã José de
Pádua na estruturação do Grupo de Estudos e todos a
ajudar na distribuição do Boletim impresso.
É essencial que cada militante ajude a distribuir o
material impresso em sua esfera de atuação: familiar,
profissional, escolar, vizinhança.
De nossa ação depende uma Cascavel mais consciente
e capaz de resolver seus problemas.
Nós somos a Revolução em Cascavel!
39. As tendências verificadas na passagem para o imperialismo aprofundaram-se durante
a primeira metade do século XX, sendo responsáveis pela eclosão de duas guerras
mundiais, entremeadas pela grande crise econômica de 1929 e a ascensão do nazi-
fascismo. Uma nova ordem econômica mundial foi erigida, no mundo capitalista, após a
Segunda Grande Guerra, muito em função do surgimento de um poderoso bloco socialista
capitaneado pela União Soviética.
A Conferência de Bretton Woods, realizada nos EUA em 1944, estabelecia as bases da
economia capitalista contemporânea, com a definição das regras do sistema monetário e
financeiro internacional capitalista ao fim do conflito, visando impedir o excesso de moeda
circulante e a inflação (conforme a ortodoxia liberal, o excesso de dinheiro circulando no
mercado e altos salários dos trabalhadores eram apontados como principais causadores
da inflação e das crises econômicas).

40. A conjuntura do pós-guerra apontava para o poderio inquestionável dos


Estados Unidos, que saíam da guerra como a grande potência econômica, financeira,
política e militar, liderando o bloco capitalista e iniciando a Guerra Fria contra a União
Soviética e o bloco socialista. Duas nações poderosas, Alemanha e Japão, estavam
derrotadas; França e Inglaterra debilitadas pela guerra. O dólar foi definido como moeda
padrão internacional (os EUA detinham 80% das reservas de ouro do planeta, e o
Tesouro norte-americano garantia a conversibilidade do metal em troca de dólares).
Foi o momento da criação do BIRD (Banco Internacional para Reconstrução e
Desenvolvimento, o Banco Mundial), do FMI (Fundo Monetário Internacional), que
receberam dos EUA um capital de U$ 10 bilhões e do GATT (atual Organização Mundial
do Comércio). Estas instituições foram criadas com o objetivo de administrar um sistema
no qual o desenvolvimento econômico mundial passava a depender em larga medida da
aceitação das condições impostas pelos Estados Unidos.

41. O Plano Marshall encabeçou a ajuda estadunidense aos países capitalistas


destruídos pela guerra. Foram destinados U$ 13 bilhões à Europa, com desvalorizações
maciças das outras moedas em relação ao dólar e politizando as relações econômicas
dos EUA com os demais países, em função do endurecimento com o Leste europeu. À
medida que crescia a participação dos EUA na defesa do chamado “mundo livre”
(capitalista), os gastos militares desse país passaram a representar o maior movimento de
capitais para o exterior.

42. A nova conjuntura internacional enterrava definitivamente a antiga ordem


imperial baseada na colonização direta. O “novo imperialismo” implicou que cada vez
mais regiões do globo se tornassem dependentes do mercado, fato que permitiria à nova
potência imperial capitalista (EUA) penetrar muito além do alcance da conquista militar e
do domínio político direto. O capitalismo, que sempre foi capaz de gerar novas e
crescentes necessidades de expansão permanente, demonstrava também ser capaz de
produzir outra forma de dominação, diferente de qualquer uma que tenha existido no
passado: a dominação não mais exclusivamente dependente do controle político e militar
direto, mas realizada através de imperativos econômicos e da subordinação ao mercado,
manipulado em benefício do capital imperialista.

43. Novos métodos de sujeição foram desenvolvidos, permitindo às principais


potências capitalistas e aos Estados Unidos, em particular, direcionarem os Estados a
agirem em benefício do grande capital, sem a necessidade de a todo momento exercer o
domínio militar direto. Ilustração significativa desta mudança foi a emergência da
Alemanha e do Japão após a guerra, com a ajuda de seus antigos adversários, como os
maiores competidores econômicos dos EUA, numa relação contraditória de concorrência
e cooperação.

44. Nos anos seguintes à guerra, os Estados Unidos e as principais economias


capitalistas viveram um longo boom econômico. Em tais condições, havia interesse real
no desenvolvimento das economias nacionais, tendo em vista que isso significava a
expansão dos mercados consumidores. Tal situação favoreceu a emergência do Welfare
State (Estado de Bem Estar Social), caracterizado pela aplicação de um conjunto de
medidas e leis de proteção aos trabalhadores adotadas pelos Estados europeus a partir
de 1945. Em países como Inglaterra, França, Suécia, Alemanha e outros, o Estado
passou a ser responsável pela previdência social, pela assistência médica universal,
estabelecendo, ainda, seguros sociais que garantiam o amparo à velhice, à invalidez, à
maternidade e aos desempregados. Além disso, o Estado passava a controlar os setores
estratégicos da economia (energia, comunicações, transportes, serviços públicos, etc).

45. A emergência do Welfare State foi consequência de uma série de fatores


conjugados, para além da conjuntura de crescimento econômico após a Segunda Grande
Guerra: a conquista de direitos sociais e trabalhistas pelo movimento operário europeu,
após mais de um século de embates; o receio de novas crises econômicas após o crack
da Bolsa de Nova York, em 1929; a experiência keynesiana anterior nos Estados Unidos,
com o New Deal, durante o governo Roosevelt; a ascensão ao poder de partidos social-
democratas, trabalhistas ou socialistas; o fortalecimento dos partidos comunistas após a
guerra, graças à participação destacada na resistência ao nazifascismo em seus países e
ao prestígio conquistado pela União Soviética em função de sua decisiva atuação para a
derrota da Alemanha nazista e para a libertação dos territórios sob domínio alemão; a
pressão político-ideológica exercida pelo bloco socialista.

46. Os primeiros sintomas de uma nova crise capitalista de grandes proporções,


porém, foram sentidos na década de 1960, quando o passivo externo, isto é, o dólar
circulante fora dos Estados Unidos, era exatamente igual às reservas norte-americanas
em ouro. Se todo mundo chegasse com dólar e exigisse do governo dos EUA a troca por
ouro, as reservas cairiam a zero. Daí para a frente, o distanciamento entre o passivo
externo e o ouro nos EUA só tendeu a aumentar. A conjuntura internacional era marcada
pela crescente recuperação das economias européias e do Japão, resultando na maior
concorrência das empresas destes países com as norte-americanas, acompanhada de
um processo acirrado de lutas de libertação nacionais na África e na Ásia (1958/1963) e
da expansão da Guerra Fria. A participação direta dos EUA em conflitos regionais, como
as Guerras da Coréia e do Vietnam aprofundaram os gastos militares e a corrida
armamentista. Daí que a crise do petróleo, em 1973, tenha sido apenas a gota d’água de
um processo de crise de superprodução já há tempos anunciado.
Neoliberalismo e globalização

47. O boom econômico terminava nos anos 1970, em grande parte porque a
competição entre as grandes potências capitalistas produzia uma crise de superprodução
e queda de lucros. Começava um novo movimento descendente na economia capitalista
globalizada. Paralelamente, a crise política vivenciada nos anos 1980 pelos países
socialistas do Leste Europeu e, com maior dramaticidade, pela União Soviética da era
Gorbatchev, possibilitou a ofensiva do grande capital na fase neoliberal, marcada pela
ascensão ao poder de grupos de direita, por meio das eleições, em diversos países
ocidentais (Margaret Thatcher, 1979, Inglaterra; Ronald Reagan, 1980, EUA; Helmut Khol,
1982, Alemanha; Schluter, 1983, Dinamarca).

48. As origens do pensamento neoliberal estão ligadas ao livro O Caminho da


Servidão, do economista Friedrich Hayek (1944), através do qual atacava a social-
democracia e o keynesianismo, buscando resgatar as bases teóricas do liberalismo
clássico, às vésperas das eleições na Inglaterra, vencidas pelos trabalhistas, logo após a
guerra. Em 1947, uma reunião de intelectuais contrários à política keynesiana, em Mont
Pèlerin, na Suíça, inaugurava a “francomaçonaria neoliberal”. Hayek e seus companheiros
argumentavam que o novo “igualitarismo” do período, promovido pelo Estado de Bem
Estar Social, destruía a liberdade dos cidadãos e a vitalidade da concorrência, da qual
dependeria a prosperidade de todos. Somente cerca de quarenta anos depois o
pensamento neoliberal encontrava campo fértil para sua difusão, sendo adotado pelos
grupos econômicos que hegemonizaram os Estados nacionais com políticas de desmonte
dos sistemas de bem estar e de ataques às conquistas dos trabalhadores, visando
inaugurar uma nova fase de acumulação capitalista.

49. As raízes da crise dos anos 1970, segundo os neoliberais, estaria no poder
excessivo e nefasto dos sindicatos e, de maneira geral, do movimento operário, que havia
corroído as bases da acumulação capitalista com suas pressões reivindicativas sobre os
salários e com sua “pressão parasitária” para que o Estado aumentasse cada vez mais os
gastos sociais. Tais processos teriam sido responsáveis pela redução dos níveis
necessários de lucros das empresas e pelo desencadeamento de movimentos
inflacionários, provocando a crise econômica. As soluções propostas para enfrentamento
da crise centravam-se na conformação de um Estado forte para romper com o poder dos
sindicatos e para controlar a circulação do dinheiro, ao mesmo tempo em que se
apresentava como um Estado mínimo na intervenção direta na economia e nos gastos
sociais.

50. As metas supremas dos governos neoliberais passavam a ser a estabilidade


monetária; a contenção dos gastos com o bem estar social; a restauração da taxa
“natural” de desemprego, ou seja, o aumento do exército de reserva de mão-de-obra, para
reduzir salários e quebrar o poder de pressão dos sindicatos; as reformas fiscais para
incentivar agentes econômicos; a redução dos impostos cobrados aos mais ricos e às
grandes fortunas (setor dinâmico da sociedade capitalista). Uma nova e “saudável
desigualdade” voltaria a dinamizar as economias avançadas.

51. Dentre as principais políticas adotadas pelos governos neoliberais estavam os


programas de privatizações de empresas estatais nos setores estratégicos e de serviços
públicos, favorecendo o avanço dos processos de oligopolização e monopolização do
capital. O desmonte do Estado de Bem Estar se deu através do corte nos gastos sociais e
da mercantilização dos direitos sociais duramente conquistados pelas classes populares,
os quais foram convertidos em bens ou serviços adquiríveis no mercado (saúde,
educação, seguridade social transformam-se em mercadorias). A ideologia dominante
promove a exaltação do mercado: competir é a regra; cidadania vira sinônimo de
possibilidade de acesso ao consumo dos bens no mercado.

52. Desenvolvem-se novas formas de dominação dos trabalhadores, associadas


à crescente deterioração e precarização dos direitos trabalhistas, com a necessária
depreciação do valor de uso da mais importante das mercadorias no sistema capitalista: a
força de trabalho. O aumento do desemprego industrial nos países de capitalismo
desenvolvido, a adoção de novas técnicas de gerenciamento da produção e de controle
da força de trabalho, sob a égide do toyotismo, os processos de terceirização e
fragmentação das unidades produtivas (a reestruturação produtiva), a expropriação do
contrato de trabalho e dos direitos sociais, como forma de tornar o emprego descartável e
a mão de obra plenamente disponível para o capital, tudo isso contribui para a perda do
sentido de classe e da capacidade de organização e de resistência à exploração por parte
dos trabalhadores.

53. Uma das principais teses propagadas pelas correntes neoliberais é a de que a
chamada globalização contemporânea, além de caracterizar uma nova época histórica
marcada pelo triunfo final do capitalismo, o que teria fechado as portas para outras
alternativas políticas e sociais, promoveria uma crescente unidade e integração do capital
internacional. A transnacionalização do capital significaria não a intensificação da
concorrência, mas, ao contrário, o declínio da competição entre os grandes capitalistas e
a interpenetração dos capitais de origens nacionais, por meio de uma crescente
colaboração entre as empresas. Haveria, assim, uma relação inversa entre globalização e
competição. Quanto mais globalmente integrado ficasse o capitalismo, menos
concorrência haveria.

54. Na verdade, a globalização moderna significa justamente o contrário. Não


podemos esquecer jamais que a competição é e sempre será o coração do sistema
capitalista e que será sempre uma lei da concorrência que o capital busque caminhos
para vencer ou evitar a competição. Sendo assim, uma das conseqüências da competição
capitalista é o fato de que os perdedores poderão ser absorvidos pelos vencedores.
Portanto, a tendência à concentração e à centralização do capital é uma das expressões
da concorrência, não sua antítese. A competição envolvendo grandes corporações
transnacionais intensifica-se à medida que novos e cada vez mais agressivos
competidores participam da guerra pelos mercados.

55. A revolução das comunicações e a introdução da automação, que em um


primeiro momento reduziu a capacidade de negociação da classe operária, possibilitaram
a concentração da produção em unidades produtivas especializadas e capazes de
abastecer o mercado mundial. A criação de mercados comuns e a queda de barreiras
tarifárias facilitaram o fluxo de mercadorias. Teóricos anunciaram a sociedade pós-
industrial e a era dos serviços. Na esquerda, virou moda dizer que o tempo do trabalho se
foi e seria a vez dos excluídos. O proletariado não diminuiu, ao contrário, cresceu em
termos mundiais.
Prefeito e vereador,
não tirem o couro
do trabalhador

Abaixo o tarifaço!
Passe Livre e tarifa mais baixa:
Lotação é direito
Lotação é serviço público
Colabore com Cascavel:

Ajude-nos a fazer uma análise de conjuntura municipal,


referente aos primeiros meses da administração Bueno. Envie suas opiniões.
As sugestões serão recebidas até o dia 15 de setembro e o texto final será publicado no boletim seguinte.

Eis o documento-base para a análise, já com as contribuições mais recentes enviadas:

Cascavel 2009: riqueza ostensiva e miséria crescente

1. Cascavel como parte do mundo, do Brasil e do Paraná

Há uma crise mundial que afeta principalmente os pobres. Os pobres dos países pobres e
também os pobres das cidades ricas.
Cascavel é uma cidade rica, mas seus ricos, que ostentam fortunas, grandes mansões, arranha-
céus e fazendas enormes no Centro-Oeste, Norte e Nordeste, são uma pequeníssima minoria em
confronto com a classe média assalariada e/ou autônoma e os estratos mais fragilizados,
empurrados para as periferias.
Uma classe média asfixiada pelos altíssimos custos dos produtos e serviços, pela insuficiência
da prestação de serviços públicos pelas três esferas do governo e por uma situação de crescente
temor e insegurança.
E uma vasta esfera periférica mergulhando no risco social, com a ampliação da miséria e da
violência, à medida em que escasseia amplitude e o alcance, assim como a efetividade e a
capacidade de resolução das políticas públicas.

Do município a Brasília, passando pelo Estado, o País está mergulhado em uma crise que vai
além da economia.
Os países mais afetados no setor econômico, já se comprovou, não sofrem nas instituições os
abalos que ocorrem no Brasil, onde a principal ameaça é à própria democracia.
O comportamento desastroso de Lula ao liquidar o processo de reforma agrária, privilegiar o
latifúndio na Amazônia e aderir sem mais reservas ao neoliberalismo contribui para receber
puxões de orelha até de neoliberais como ele, caso do ex-presidente Itamar Franco, que comparou
o atual presidente a um “general da ditadura”.
O governo do Estado, depois de sete anos de discurso progressista e prática
administrativa direitista, inaugura a “Operação Bondade”, que se dá através da
planejada distribuição de ambulâncias, verbas e outros materiais aos municípios, com
fins claramente eleitorais, uma vez que o governador Requião será candidato ou ao
Senado ou à Presidência, pois o Ibope aconselhou o PMDB a abandonar Lula e lançar
candidato próprio.

Cascavel, por suas elites dirigentes políticas e empresariais, mantém-se à margem


desses acontecimentos, sofrendo seus reflexos mas não construindo mecanismos de
defesa e proteção, especialmente aos setores mais frágeis da sociedade.
A essas elites dirigentes e empresariais, geralmente egoístas e interesseiras, soma-
se a passividade de um movimento popular fragmentado, embora promissor, um
estudantado entre a alienação, a domesticação e a conivência, e uma estrutura
universitária ainda em processo de construção e afirmação.

2. Município enfrenta desafios acima de sua capacidade

De Norte a Sul do País, a redução brusca dos recursos advindos do Fundo de


Participação dos Municípios, que sustentam a imensa maioria das prefeituras,
ocasionou um princípio de desmonte da estrutura administrativa municipal.
A principal tarefa desse desmonte é cortar gastos e adequar o orçamento à
“Prefeitura mínima”, uma espécie de “Estado zero” no plano municipal, em que tudo
é cobrado, até mais de uma vez.
IPTU mais taxa de lixo e iluminação, por exemplo, quando historicamente o IPTU
já é destinado a todos os serviços municipais.
As prefeituras, ao mesmo tempo em que têm suas receitas bruscamente reduzidas,
estão abaixo de dívidas antigas e acumuladas, com os recursos próprios insuficientes
ou drasticamente comprometidos com as folhas do funcionalismo.

Mal gerenciadas, com uma administração política não raro resultante da disputa
interna entre quadrilhas e oligarquias locais, as prefeituras são o prêmio sorteado no
voto entre esses grupos, que travam as eleições entre si e se alternam no “rapa-caixa”
durante seus períodos de “governo”.
A grande massa ignora e apenas alguns poucos eleitores mais conscientes sabem
que o jogo eleitoral burguês não visa à resolução dos problemas da população.
Assim, os setores dominantes fingem que disputam uma eleição que na verdade já
está com todas as cartas marcadas para vencer sempre uma das facções da burguesia
dominante.
A única atuação real e a finalidade dos partidos e dos líderes políticos burgueses é
captar dinheiro dos financiadores de campanha para disputar eleições.
Nelas, vençam ou não esse jogo de cartas marcadas, estarão sempre mantendo o
mesmo quadro de manipulação ideológica da população, a alternância do “rapa-
tacho” e recorrendo à tergiversação em caso de cobranças populares, jogando a
responsabilidade de tudo nos antecessores e preparando a transferência dos
problemas mais graves aos sucessores.
3. O projeto buenista

O atual prefeito de Cascavel, Edgar Bueno (PDT, ex-PSDB), acossado por


problemas estruturais gravíssimos, uma confusa estrutura administrativa, um
secretariado desconexo e desarticulado, usa toda sua esperteza de político experiente
para mascarar as graves dificuldades pelas quais passa o Município.
De um lado, controla com mão de ferro as decisões da Câmara Municipal, através
de seu sobrinho, Marcos Damasceno, que preside a Casa.
Teme evidentemente que se a situação sair de seu controle, as graves deficiências
administrativas já verificadas em oito meses de gestão possam complicar a eleição de
seu filho André à Assembleia e de seu candidato, Osmar Dias, ao governo do Estado.

Bueno transparece a intenção de pretender ser vice-governador, com o projeto de


entregar a Prefeitura ao médico Jadir de Mattos (PTB), que se sabe estar às voltas
com problemas de saúde, e abrir caminho, caso André se eleja para a AL, para que o
herdeiro venha a reivindicar a candidatura em 2012.
Ter o filho André na Assembleia seria como continuar seus mandatos anteriores de
deputado estadual interrompidos para assumir a Prefeitura de Cascavel e se
consolidar como o grande cacique político do Oeste paranaense.
Bueno também tem boa parte da imprensa enquadrada em seu projeto de poder e
para alcançar os setores indecisos e inconsequentes lança mão de pequenos truques
midiáticos – tais como se derreter em bajulações a Barack Obama, justamente quando
os EUA afiam as garras para estabelecer bases na América do Sul, visando ao
controle das riquezas brasileiras e continentais.
4. Incongruências e inconsistências

A extinção da Secretaria Municipal da Segurança Pública foi positiva, mas há


outras secretarias igualmente inúteis. Extinguir apenas esta não melhora a gestão.
Não extinguir a Cettrans e a Cohavel nem encaminhar a prometida reforma
administrativa a partir de mudanças sérias de estrutura e visando ao aprimoramento
da estrutura pública, é um aval ou adesão às práticas retrógradas e sem
funcionalidade resolutiva.
A Codevel, enfim extinta, era mais funcional e promissora que a Cettrans e a
Cohavel.

O Município não demonstra nenhum interesse pela resolução do problema da


mobilidade, da política industrial, da reforma urbana extremamente necessária, da
preparação profissional da juventude e da participação das comunidades organizadas
na gestão municipal.
O Parque de Máquinas sucatado é apenas a manutenção de uma situação que
perdura por décadas: com exceção da gestão Formighieri, em que as máquinas eram
adquiridas – e o prefeito “roubou” tratores do governo do Estado que viu
abandonados em Munhoz da Rocha –, as seguintes jamais conseguiram apresentar
um Parque de Máquinas à altura das necessidades, com estradas sempre em precário
estado e obras públicas negligenciadas.

Inexiste uma política de aproveitamento do potencial dos bairros e distritos. A


Prefeitura não tem a menor ideia, menos ainda um projeto, do que é possível fazer
para o desenvolvimento econômico das regiões urbanas e das localidades do interior.
Deficiências nas escolas municipais do interior são denúncias continuadas e
persistentes. Aliás, toda a infraestrutura municipal apresenta carências cruciais.
Provavelmente por um arranjo entre caciques, a tese da auditoria para as graves
denúncias acumuladas na gestão Tomé foi engavetada.
São escândalos que deveriam gerar inquéritos e processos judiciais, mas sequer
estão no nível de apuração conclusiva.

São mantidos em banho-maria à espera do esquecimento ou, no interesse político-


eleitoral, do momento em que os acusados pretendam concorrer à Câmara Federal ou
Assembleia Legislativa, o que configura chantagem com um acúmulo de prejuízos à
população, desrespeitada por uma prática inescrupulosa.
Quando nada é apurado, isso representa um atestado de boa conduta aos
governantes anteriores, desmentindo todas as acusações, suspeitas e denúncias
formuladas no curso da campanha eleitoral. Mas não parece que se trata disso, e sim
de uma deliberada ocultação de atos delituosos para utilização posterior, na mídia e
na campanha eleitoral.
É evidentemente falsa a alegação de que a proposta de extinção de autarquias como
a Cettrans e a Cohavel se deu para evitar queixas dos sindicalistas.
A administração Bueno não teve receio de truculentamente, logo na primeira
semana, de “trombar” arrogante e autoritariamente com todo o movimento popular –
do qual os sindicatos são uma parte importante – ao liquidar a justa pretensão
habitacional dos cidadãos sem-tetos do distrito de São João.
Enquanto a atual administração passa a se acomodar nos mesmos erros e
organogramas do passado, há uma questão gravíssima que asfixia a administração:
uma dívida impossível de ser paga.

Impossível, de um lado, pois se trata de arranjos imorais para beneficiar os amigos


do rei lá de trás. De outro, porque as diferentes gestões empurram para a próxima os
custos do que já veio de trás e do que fazem.
Esse comportamento é extremamente desrespeitoso à população, é gerencialmente
incapaz e os prejuízos advindos dessa incompetência recaem sempre sobre a
população mais carente, pois todos os recursos queimados em ações ineficazes e no
pagamento de dívidas antigas – e seus imensos juros e correções – fará falta a obras e
serviços à comunidade mais necessitada.
5. Impasses e conjuntura

Nunca houve em Cascavel uma administração que procurasse organizar a estrutura


administrativa de modo a focalizar centralmente os problemas mais sérios da
população, que têm origem sobretudo na enorme distorção da distribuição de renda.
Há cidadãos abastados e uma classe média exuberante, mas bolsões de miséria,
favelas e excluídos num anel que já foi diminuto, na década de 50, mas hoje cresce e
se desmembra para uma variedade imensa de anéis “saturnianos”, pressionando
fortemente a estrutura de atendimento público, gerando situações de risco social e
explosões de criminalidade e violência.

Inexiste, ainda, uma política de treinamento para o trabalho. Os empregos que


surgem não podem ser ocupados por falta de qualificação. Os jovens em situação de
risco são vítimas dos traficantes, das quadrilhas organizadas, das guerras de gangues,
do consumo de drogas, álcool e maus hábitos alimentares e sociais.
A família se desestrutura, há uma crescente carga de sofrimento psíquico, poluição
urbana, caos no trânsito e desestruturação dos movimentos comunitários, cada vez
mais atrelados ao assistencialismo dos vereadores e submetidos ao controle dos
grandes esquemas partidários.

Tais esquemas mantêm a população pobre vegetando para nos períodos eleitorais
“gerar” milhares de empregos para uma explícita compra de votos a pretexto de
“trabalhar” na campanha.
Acumulam-se, por toda a cidade, as queixas sobre debilidades em postos de saúde,
deficiências na educação, má qualidade da pavimentação, ausência de pavimentação
em bairros crescentemente populosos e estradas e serviços públicos rurais
precarizados.
Os conselhos municipais, essenciais para a abordagem, a análise e a proposta de
soluções, limitam-se a considerar seu tema como um bloco estanque, isolado dos
demais, quando, na verdade, trata-se de compreender que todos os elementos
administrativos estão imbricados, comunicam-se, relacionam-se e se pressionam
mutuamente.
6. Conclusão: tarefas a cumprir

Tendo plena clareza de que só a construção do Socialismo irá resolver os


problemas do País, do Estado do Paraná e de seus municípios, os comunistas não
podem, entretanto, omitir-se enquanto as condições objetivas não nos levarem a um
novo salto no desenvolvimento da civilização.
Assim, para contribuir imediatamente com um encaminhamento mais favorável à
resolução dos problemas municipais, o PCB atualiza sua lista de 21 Ações
Revolucionárias e as apresenta ao debate da sociedade, a avaliação dos vereadores
progressistas da Câmara Municipal e dos setores mais responsáveis da população, da
sociedade organizada e da administração local:
21 Ações Revolucionárias
Rumo ao Socialismo
e por uma Cascavel melhor!
1) Determinar a extinção de todas as secretarias, que servem de cabide de
emprego para os parentes e os amigos dos eleitos, assegurando que somente
funcionários públicos devidamente concursados assumam as tarefas de chefia.
2) Câmara Municipal − No lugar das secretarias, que são mecanismos de decisão,
devem ser aproveitados o empenho e a boa vontade dos vereadores, que são os
legítimos representantes do povo e podem contribuir mais com a gestão pública do
que apenas fiscalizar e propor. Com mais poder de decisão ao Legislativo, acabará a
farra dos mensalinhos, ou seja, troca de favores para alguns vereadores aprovarem
medidas duvidosas que apenas interessam ao prefeito e seu grupo. Os setores
organizados com interação e interesse nos mais diferentes temas (saúde, educação,
segurança, geração de emprego e renda, agroecologia) definirão políticas específicas
através de conferências municipais temáticas em parceria com as comissões da
Câmara Municipal, produzindo propostas ao Congresso da Cidade. Em lugar de
sessões itinerantes da Câmara Municipal, perfeitamente dispensáveis, os conselhos de
moradores dos bairros e do interior devem preparar propostas para encaminhar ao
Poder Legislativo, que, por sua vez, tomará a decisão final.
3) Para as diretorias, serão chamados os servidores concursados mais capazes,
com preferência para os mais antigos, melhor titulados e especialistas. O
profissionalismo do servidor será meta, nos termos de um plano de carreira que
favoreça e privilegie o aperfeiçoamento.
4) Nepotismo − Parentes de eleitos só poderão ser controladores ou ter cargo de
chefia se forem devidamente concursados e atenderem aos critérios de antiguidade,
melhor titulação e especialização em cada respectiva área.
5) Não permitir que dinheiro público seja desperdiçado com inaugurações festivas,
fogos de artifício e placas com louvação aos governantes. Proibir cartões de
“felicitações” pagos pelo Município em datas comemorativas, com a assinatura do
prefeito e secretários, folders publicitários custosos e outros materiais, mesmo que
supostamente doados por terceiros.
6) O Município não deve terceirizar o que os servidores podem realizar. Evitar
“revitalizações” milionárias de logradouros públicos e investir na melhoria das
escolas e ampliação do número de postos de saúde. Com economia de recursos em
gastos dispensáveis evita-se ampliar a carga tributária.
7) Só autorizar publicidade de programas e orientações (campanhas de saúde,
educação, trânsito, meio ambiente) e proibir auto-elogios ao prefeito, sua equipe e
círculo de relações.
8) Como já existem diretrizes gerais – Plano Diretor, Estatuto da Educação,
Orçamento Participativo, deliberações dos conselhos municipais etc – a eficiência da
administração deverá ser monitorada, além da Câmara Municipal, por quatro
controladorias: Controladoria Administrativa (tendo sob sua subordinação as
diretorias de Finanças, Gestão, Planejamento, Indústria, Comércio e Agricultura);
Controladoria Social (tendo sob sua subordinação Saúde, Educação, Cultura, Ação
Social, Assuntos Comunitários, Comunicação, Esporte, Lazer, Turismo e Meio
Ambiente); Controladoria Institucional (tendo sob sua responsabilidade Gabinete,
Procuradoria Jurídica, Codevel, Fundetec, Cettrans, Cohavel, Acesc e Procon), e
Ouvidoria e Auditoria (tendo sob sua responsabilidade prestar atendimento
permanente aos vereadores, aos conselhos populares e examinar denúncias públicas,
inclusive junto a instâncias do Ministério Público, Segurança Pública e do Poder
Judiciário). A coordenação de programas e projetos terá a participação do vice-
prefeito, na condição de controlador adicional e com direito a voz e voto nas
decisões. Manter as estruturas de subprefeituras, sob a condição de autonomia plena
da comunidade para a indicação dos subprefeitos. Criar administrações regionais para
grupos de bairros. Bairros e distritos podem participar da gestão pública através dosa
conselhos setoriais. População deve apoiar todas as ações efetivas e pacíficas de
reforma agrária. Assentamentos e organismos ligados à terra devem ter voz em um
Conselho Municipal Rural. Reforçar a convivência e o espírito unitário em torno das
lutas sociais.
9) As deliberações devem passar inicialmente pelos conselhos municipais e
imediatamente pela Câmara Municipal. Ao Executivo caberá aplicar as decisões,
uma vez que passando pela comissão de avaliação constitucional da Câmara, com
apoio da Procuradoria Jurídica, a serviço do interesse do Município e prioritariamente
em defesa dos cidadãos e dos excluídos, sem questioná-las. A ação caberá às
diretorias, sob o crivo das controladorias e do Poder Legislativo. Os contratos
celebrados pelo Poder Público Municipal devem ver ser monitorados, para apoiar as
controladorias, pela Procuradoria Jurídica, a Câmara Municipal e o Conselho
Municipal da área referente ao contrato. Cumprimento pleno do Plano Diretor.
Acompanhamento sistemático das ações. As normas existentes devem ser
constantemente questionadas e reexaminadas para avaliar seu cumprimento.
10) O prefeito delegará poderes às controladorias e às diretorias compostas pelos
servidores melhor preparados, cabendo-lhe principalmente o concentrar no prefeito o
papel de chefe “de Estado”, para desenvolver papéis de alta relevância para o
Município, junto aos governos estadual e federal, Judiciário, Ministério Público,
Congresso Nacional, Assembléia Legislativa, Câmara Municipal e entidades
organizadas.
11) Políticas de educação a partir do estatuto já existente e com aplicação
monitorada pelo Sindicato dos Professores. Educação de tempo integral de acordo
com a realidade de cada bairro e conforme a decisão de sua comunidade.
Aprimoramento da estrutura bibliotecária, reforçada pela inclusão digital, na periferia
e no interior. Como educação, saúde e o conjunto das políticas sociais se confundem,
as mães e as meninas devem ter políticas específicas e também ser chamadas à
participação e à formulação das políticas para as famílias. Apoio psicológico e
jurídico às famílias dos prisioneiros e das vítimas dos criminosos. Apoio à
ressocialização dos apenados. Pesquisas sistemáticas sobre fatores de pressão social:
sofrimento psíquico, abandono infantil, afirmação juvenil etc. Como também
educação é comunicante com a cultura, entendemos que ela não é espetáculo, mas
desenvolvimento espiritual. Os espetáculos cabem à iniciativa privada. Toda política
de cultura deve ser direcionada principalmente aos jovens. As políticas específicas
para os jovens, portanto, terão que ultrapassar o plano educacional e esportivo. Criar
uma rádio comunitária municipal para a veiculação, nos ônibus do transporte
coletivo, de notícias dos movimentos populares, sindicais, igrejas, clubes e poder
público, executando somente música popular brasileira, paranaense e cascavelense.
12) Meio-Ambiente − Abordagem multidisciplinar nas escolas e espaços de
convivência. Exigir o cumprimento das cláusulas do contrato com a Sanepar, via
acordo ou na Justiça. Um abraço ao Lago: criar condições para cortar e punir
despejos poluentes. Ar, outras águas, terra e destino do lixo: ligar saúde, educação e
ambiente. Monitoramento de todas as nascentes e rios, envolvendo a comunidade.
Estabelecimento de uma rede de unidades de conservação integradas à política
urbana, que contemple a preservação e a regeneração dos ecossistemas originários.
Maior rigor na fiscalização e licenciamento de atividades poluidoras, de modo a
desestimulá-las e a cobrar um maior nível de responsabilidade sócio-ambiental das
empresas. Regulamentação do relatório de impacto de vizinhança para controle de
grandes empreendimentos imobiliários e pólos geradores de tráfego. Municipalização
da coleta do lixo. Cancelamento do contrato e formação de uma estrutura municipal
de coleta e aproveitamento. Desenvolvimento de uma política municipal de resíduos
sólidos (lixo doméstico, hospitalar, industrial etc) que privilegie a reciclagem. Maior
integração da coleta de lixo com as cooperativas de catadores e uma rede de pequenas
e médias usinas de tratamento de lixo orgânico.
13) Habitação − Direcionar os invasores de fundos de vale para programas de
apoio, cidadania e inclusão social, inclusive para participar dos programas
habitacionais, eliminando a atual lei restritiva. Combater com energia o déficit
habitacional acumulado nos últimos oito anos. Instituir no grupo de conselhos
municipais o Conselho Municipal de Reforma Urbana, com competência para
deliberar, integrado por representações regionais e setoriais. IPTU (Imposto Predial e
Territorial Urbano) progressivo para fins de reforma urbana.
14) Segurança − Recusar suprir as tarefas do Estado sem contrapartida em
recursos. Guarda Patrimonial exclusivamente para cuidar das propriedades do povo
de Cascavel. Nenhuma repressão ao povo e às suas organizações. Combater as
tentativas criminalizar as ações do povo e os movimentos sociais organizados.
Privilegiar os Direitos Humanos: contra a impunidade dos assassinatos que atingem
os movimentos populares no campo e na cidade, bem como as populações pobres.
Adequação do Conselho Municipal de Segurança incorporando a representação dos
coletivos de todos os bairros e distritos.
15) Juventude − Políticas específicas para a juventude a partir de consultas aos
jovens das comunidades e diretorias das escolas de cada região. Devem ser criadas
Associações de Capacitação de Jovens com participação das confissões religiosas,
escolas, clubes e associações de bairro. Fim do esporte marrom (semiprofissional) e
estímulo a escolinhas comunitárias para privilegiar o esporte legitimamente amador.
16) Transporte coletivo – Reforço à educação dos motoristas para a urbanidade e
a cidadania. Prioridade ao uso maciço do ao transporte coletivo. Melhoria dos
serviços nas linhas mais movimentadas. Atenção às comunidades mais isoladas.
Aprimorar a limpeza dos ônibus. Organizar o acesso dos usuários aos ônibus nos
terminais. Ampliar, estruturar e prestar maior conforto aos usuários nos terminais.
Passe-livre para todos os estudantes. Estudar a gratuidade de todo o transporte
coletivo urbano.
17) Saúde – Participação da comunidade do setor de saúde, desde a Associação
Médica até os educadores e acadêmicos dos cursos de saúde, passando pelos
sindicatos de servidores e das categorias e do Conselho Municipal de Saúde. Ação
municipal prioritariamente preventiva. Ações comunitárias de prevenção. Ajuda aos
familiares para que não sofram toda a carga do atendimento aos doentes. Auditar,
com recurso ao Ministério Público e ao Conselho Regional de Medicina, os casos de
“farra” de atestados médicos.
18) Reorientar os PACs e estudar a criação de um hospital municipal de pronto
atendimento. Concentrar o atendimento nas UBS (Unidades Básicas de Saúde),
articulando-o com o Programa Saúde da Família (PSF).
19) Emprego – A Codevel deve instituir um Empregômetro, painel para
acompanhar e analisar a geração de empregos. Centrar a ação da Codevel na geração
de empregos. Estimular a formação de fábricas-escola profissionalizantes. Estímulo
aos cursos técnicos profissionalizantes por empresas e instituições. Monitoramento da
empregabilidade pelos sindicatos e movimentos sociais. Participação das entidades
empresariais, sindicatos, conselhos e melhor articulação com organismos estaduais e
federais. Apoiar ações que resultem concretamente em empregos formais. Criar uma
estrutura multissetorial de reciclagem, aprimoramento e atualização profissional.
Toda ação ligada aos setores produtivos deve ter como foco a empregabilidade.
20) Aproveitar as vocações econômicas locais, espaços e horários ociosos em
escolas para cursos. Prestar treinamento gratuitamente a pequenos empreendedores,
com apoio administrativo, financeiro e tributário.
21) Dívidas − A Procuradoria Jurídica deve determinar o pagamento das dívidas
de acordo com um cronograma jurídica e legalmente razoável, pois o Município não
é caloteiro. Tem que pagar o que deve, mas questionar o que não deve, como no caso
da Praça Wilson Joffre, uma fraude monumental.

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