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*Danado aquele Malhadinhas de Barrelas, homem sobre o meanho, reles de figura, voz täo untuosa e tal ar de sisudez que

nem o próprio Demo o julgaria capaz de, por um nonada, crivar naifa o abdómen dum cristäo! Desciam-lhe umas farripas ralas, em guisa de su"#as borda das orelhas pequeninas e carnudas como cascas de noz$ trajava jaleca curta de montanhaque$ sapato de tromba erguida$ fai%a preta de seis voltas a aparar as volutas dobradas da corrente de muita prata -- e, &veiro vai, &veiro vem, no of"cio de almocreve, os olhos sempre frios mas sem mal"cia apenas as mand"bulas de dogue a atrai#oar o bom-ser's( as suas fa#anhas dei%aram eco por toda aquela corda de povos que anos e anos recorreu! )a velhice, o negócio tilintado atrav*s de gera#+es, as andan#as de recoveiro, o ver e aturar mundo, tinham-no provido de l'bia muito pitoresca, levemente impregnada dum ego"smo p,ndego e glorioso! )as tardes de feira, sentado da banda de fora do -uilhermino, ou num dos poiais de pedra, donde j' tivessem erguido as belfurihas, alegre do verdeal, desbocava-se a desfiar a sua crónica perante escriväes da vila e manatas, e eu tinha a impressäo de ouvir a gesta b'rbara e forte dum .ortugal que morreu!*

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2uando comecei a p3r vulto no mundo, meus fidalgos, era a porca da vida outra droga! 4odas as semanas contavam dias de guarda e, por cada dia de guarda, armava-se o saricot* nos terreiros! )äo andaria )osso 5enhor de terra em terra -- eu c' nunca me avistei com ele -- mas a verdade * que a neve vinha com os 5antos e as cerejas quando largam do ovo os perdigotos! Bebia-se o briol por canad+es de pau at* que bonda! 6m homem mesmo com os dias cheios tinha pena de morrer! )äo tenho cataratas nos olhos, ainda que me hajam rodado sobre o cad'ver quase dois carros de anos, mas os dias de hoje näo os conhe#o! !he /0-/7 .onho-me a cismar e näo os conhe#o! 8, quanto mais cismo, mais dou razäo ao Migueläo da 9abe#a da .onte, que falava como livro aberto, o grande bru%o! Muitas vezes lhe ouvi dizer quando estava de boa lua, o que nem sempre assucedia:

-- 4empos viräo em que o governaräo as terras väs e os filhos das barregäs! :, !he /7 &gora deitem ;ossorias consultas e digam-me: quem tudo lo manda no concelho< 2uem< = doutor &l"pio, o filho da >u#a da ?olgosela, com porta aberta aos marchantes na feira de 5! Mateus! 2uem recolhe boas novidades< = pele-de-asno do Bisagra com umas barreiras rabosanas, donde näo valia a pena en%otar a milheira, quando ainda o mundo andava torto! 8, vejam, o meu rico linhar do .aul -- 'gua quanta quer, estrume do cortelho, sacho e mais sacho -- näo paga a manten#a do cultivador@ ;oltou-se tudo$ de meu tempo, tamb*m, homem de palavra era como se trou%esse sempre consigo um alforge de libras! &justava o que queria e levantava o que queria de propriet'rios e de tendeiros! .alavra era palavra, mais ouro de lei que uma pe#a de D! Aoäo! &ssinava-se de cruz e muito judeu seria aquele que negasse os dois rabiscos lavrados de seu punho, por que näo era só negar dois rabiscos, mas o grande sinal de lisura e de verdade que Aesus 9risto dei%ou aos homens ao morrer num madeiro para nos remir e salvar@ ;äo l' agora com essas@!!!

tem-te l'*. mo#as a pu%ar para loirinhas. o boizana do temporal podia bufar! 5eroava-se nas lojas das vacas e aos s'bados batia-se a ribaldeira at* as 4rDs Marias empalidecerem no c*u! 1nvernos inteiri#os como os dos lagartos! Mas. pipinha :. 5enhora da .ouga. no merendeiro as trutas do . no bornal o päo amarelo de azeite e ovos. um cristäo recolhia-se toca! Car bem sortido de lenha. que por aqui näo correu sangue africante! & gente näo era falsa a bródios e fun#+es. !he /B com o espicho a compasso.enha do . näo só pelo preito que nos mereciam os santos como porque ningu*m .!he /7-/B Barrelas vestia-se com a estopa e o linho dos seus linhares e o burel apisoado das próprias ovelhas! 6ma capucha da marca durava duas vidas! )o =utono.rapazes capazes de arremeter contra uma baioneta.aiva! 8m toda a parte punha ramo a nossa mocidade -. assim que as sombrias come#avam a cair nas esparrelas. logo que se ouvia a corcolher: *tem-te l'. de cruz. porco na salgadeira. ah. estandarte e borracha a tiracolo. Barrelas vazava-se por esses caminhos de 9risto em votos e romarias! 1a-se 5enhora da Capa.

menos a pata do rico sobre o cacha#o do pobre!!! & prova näo * boa de tirar! C' que h' mais instru#äo. !he /E -r*gio! -. e muito menos ser feliz! 8u só tarde. a#afate o que se chama farto. sabendo que o era. e ganhou esta alcunha a ler nos ser+es o *Mestre da . cravo ro%o@* saFde de cavalo. todos ajoelhados diante de !he /B-/E mim a lamber-me os butes.ida* e a *Gistória de 9arlos Magno e dos Doze . meus senhores. olhem. mo#o do senhor vig'rio.irou para melhor!!! G' menos atropelos. caminhos desimpedidos<@ 2ue o mundo * outro -apregoa para a" o mestre:. isso h'! )o meu tempo sabia ler o Manuel &bade.ares de ?ran#a*! Mas saber ler näo basta para ser fino. a outros manca. ali!!! de ceptro em punho. estudei letra redonda! 5alamanca a uns sara. maior igualdade. com o rapariguedo volta: *&ntoninho. e nenhum rei de copas. pois rei era eu sem o saber! 2ue menos. ainda me näo apontava o bu#o ..seria mais amigo de espairecer e folgar! &h. ser cavalheiro. velha Barrelas dum sino@ 4omara-me eu outra vez com vinte anos e saber o que hoje sei@ Diabos me levem se näo fosse rei! Mas rei a valer.

batia at* a 9osta )ova. mais veloz que o raio. de jarretes rijos como a#o. só um pouco rifador o dianho: o frade mission'rio que mo vendeu tinha trDs dentes estoirados dum senhor coice que lhe pregou! Deu-me na fantasia para p3r-lhe campainhas castelhanas na barbela.enedono. de sardinha e :. quatro libras. que ao tempo se vendiam mais caro que os posesH. tepe. e destas recovagens umas por outras. cornachas de cores acima das orelhas.ois * verdade. a azeitona. da botica! 8 ia troc'-los pelo azeite. desta Barrelas de ara direita. franjas na retranca. por aqueles povos de 9risto. täo bom para estardiota como para carga.e j' por minhas próprias e boas artes era dono dum machito. o linho em adeitos. a termos de . eh@ parecia mesmo a cavalgadura dum bispo@ 8u de riba dele e. andavam em voga as de . ainda näo me picava a barba e j' eu. antes chala#as que chumbada@!!! . tepe. ouvia vozear das portas: HC' vai o !he /E-/I Diabo para fora da terra@H &diante. cata de sal. !he /I doutros g*neros daquelas paragens. perdida no calcanhar do mundo atr's de caminhos e%comungados.

!he /L fran#a. e o abade de Britiande. achei-me com dois pintos no bolso e. trunfa preta sobre o rosto benza-te Deus.dizia-me meu tio &gostinho.ali arde 4róia! >ampanei. nem a noite. e täo guapa em seu amanho como videira no gover!he /I-/L ninho da casa! -. sabe Deus! . o 4enente da 9ruz. apetecedora de leg"tima e de presen#a. qual o quD@ 9om latim. a chocalharem-me tamb*m nos ouvidos as gargalhadas de Br"zida. sem contar vizinhos.dizia-me o cora#äo -. eu era um adregas. rapariga#a. mas j' lhe rentavam. como poucas. o lódäo entalado na perna. rocim e florim andar's mandarim! -. . que antes de ser meu sogro foi meu mestre. que corria as feiras montado num garrano rinchäo.cavalinho. nem os ladr+es das estradas. grande cantarina de ser+es e de romarias.4ate -. dan#avam no saco! )ada se me punha pela frente. hoje aqui. todo :. amanhä l' nos quintos. e do negócio ainda dei%ou cabonde para se lhe rezar o responso! )äo haja dFvidas. e arrotava o morgadio. eles a chocalharem.Js um cäo a marchantear@ -.irava-me em cima duma moeda de dez r*is! K dita confita. nem as invernias. minha prima direita.

al*m de ser homem novo.que a vira na festa do M'rtir e ficara a morrer por ela! Dois macanjos de alto l' com eles! -. estava provido numa das freguesias mais rendosas da diocese! Dei tento nisso.ouga arriba. que parecia mesmo abrir a porta do peito. uma noite que "amos de jornada vale do . diz-te .ois sim. mas eu via-lhe voadeiras de frangainha real. mais do que manda a cartilha a um confessado. pregador de fama e grande batedor de montes. e o palon#o do meu tio. vai senäo quando. muito bem afigurado. salvo seja. come#ou a mostrar-se muito ancho com a requesta do abade que.=u tua ou de mais ningu*m! .M primo. e deitar contas.&ntónio -. para eu entrar! -. p*-de-altar e alcavalas da igreja de Britiande! = marau do padre deu tamb*m em vir fazer montarias para os coutos de Barrelas. toca que toca.pus-me a malucar para comigo e para com Deus -. hospedando-se em casa do tio &gostinho com muito alarde e folgan#a! -. pois tu duvidar's do meu bem-querer< -dizia-me ela.os lobos pilham-te a !he /L-/N borrega quando menos te precatas! 2ue se h'-de fazer<@ 5e a pedes ao pai. com um jeitinho na boca. c3ngrua. que nem mordomo. ao ouvir-lhe elogiar o padre.

Br"zida -.albardado seja quem se ilude! &t* h' pouco o pai era por feiras e adjuntos tu c' tu l' com o 4enente da 9ruz! A' lhes chamavam os dois da vigairada! &gora * com o abade de Britiande! Mas dei%a. ensandecida com as finezas dos galantes.que näo! Duvidas< =h. * certo. cabe#a vä@ 2ue se h'-de fazer<!!! 6m dia fui-lhe com as quei%as assolapadas! 8la recebeu-me com uns risinhos täo sem propósito. mas isto de mo#a lou#ä. eu dD ainda hoje um estoiro no inferno se o padreca näo for corrido daqui a toque de cai%a!!! -.=lha. c' a meu modo. primo< 8ntäo j' näo * senhor de estar onde lhe apete#a< -.J$ mas eu tamb*m sou senhor de lhe fazer a barba coroa. para lhe lembrar que * casado com . que mais me capacitei que a mo#a. !he /N abai%o da rabadilha! &panhas$ näo andasse ele tonto de todo a sonhar a filha abadessa@ 8la!!! ela jurou-te amor verdadeiro. apanhas com o näo mais redondo que um coice do macho se o co#ares :.disse eu -. na tal mar* do carvoeiro. em que as mulheres se dei%am pegar como bogas com trovisco! -. esgarrada. andava vaidosa de si.2ue mal te fez o senhor abade.

que me derrancas a alma! = dito. na serra de 4arouca! 8la fitou-me muito s*ria no fundo das meninas a escrutinar..&njo custódio@ =utra venha que rabo tenha!!! >io-me para ele$ que mal tem< -.)äo fales rebentina.a 1greja! -. que nem parecias donzela de assento! :. isto *. primo.. que muito na mulher * nega#a! 8stive vai näo vai para torcer-lhe as voltas. e de salto me acudiu que mente Marta como sobrescrito de carta. dito! .9redo. vem pelos teus bonitos olhos@ Mas tamb*m juro f* de quem sou: näo ser' ele que se goze de ti! -. mas n'. digo eu! = padre * o vosso santantoninho por quem sois! 9uidas que sou cego< Mais de uma vez te !he /N-OP apanhei a espenujares-te diante dele.em.9redo@ -. e respondi-lhe afoito: -. para tr's anda o ca!he OP-O/ ranguejo. e tornou: -.4em muito! &lgu*m acredita que o coroado vem para aqui ca#ar por ca#ar< Cebres e perdizes tem-nas a dois passos. a dar com um pau. !he OP -.em entäo pelos meus bonitos olhos< >aio de cachopa. encarei tamb*m muito nela.

2ue haviam de dizer< 5e honrada vais. da primeira vez que me apanhou a acender o paivante. como minha mäe me fez ao isqueiro. que eu vou-me com a minha! 9om penas de ir acabar nas cadeias celulares. que nos deite a bDn#äo! 8le ainda se h'-de lembrar que lhe salvei a vida!!! -. näo ser' ele que se goze de ti! &deus@!!! 8 rodei.ois.-. sem ver sol nem lua. täo tonto que se pudesse arrancar o cora#äo e atir'-lo para cima dum telhado. se * feio fica-te com a tua. !he O/ -. que näo diriam de mim@ :. ah. tonto de todo.?ugir<@ Aesus.)äo$ * muito feio! -. fazia-o.. mais honrada vens! -.8 que vale< 4eu pai näo consente!!! -.2ue lhe hei-de fazer@<!!! -.G' um rem*dio: foge! &balamos daqui uma noite e vamos direitinhos ao abade da . isso lhes juro eu que fazia@ .enajóia.

aquela testa que. consentia :. procurar entendimentos com coisa que se näo vD -.talvez para se divertir com as trapa#as e as esparrelas que armamos uns aos outros! Mas j' que assim nos fez e para mim näo era novidade.quem sabe l'< -.como sucede em amor. o poder' levar paciDncia homem leal de palavras e säo de ju"zo! Deus fez-nos assim -. . muito mais se. nem falando nem ouvindo.nunca. aquelas olhadas de pomba. e nos seus olhos encontravam os meus ternura e claridade! Mas a alma que estava a espreitar janela por tr's das rei%as. e eu bem lhe ouvia as vozes täo afoitas como singelas$ ria-se para mim. nunca mais dei%ou de ser lacrau a ferrar: e * que o homem * um bichinho para temer@ Bichinho para temer como inimigo. um pensamento se gerou no meu seio. que alma näo se lhe levanta a tampa que a cobre -. o que Deus lhe talhou foram saias! & Br"zida jurara-me amor verdadeiro. embora eu seja cristäo e confessado. que me davam essa ideia aquelas palavras de mel. em !he OO-O0 vez de cal#as. onde.!he 1i OO 1sto de a gente tratar s escuras. pensando bem.

ao menos. em brasas. pegou no meu peito uma só vez e de estaca! 5im.ara que fez o 9riador !he O0-O7 as bonitas senäo para jardim. que näo me benzia para o fazer! Depois do encontro que tive com ela. isso que ouvi a um senhor padre comparar a uma febre palustre.!he O0 ruga. para o e%perimentar! = pior * que cada um assopra da sua banda e temos o lume esparralhado! &mor por uma fDmea. daria este mundo e o outro para a ver! )unca adiantei o p* em casa alheia. ou entäo. talvez ao desfastio. dan#a das libelinhas por cima dum rio. e a mim me parece caldeiräo de 'gua a ferver sem se queimar chami#o. noite negra na terra. doido de mim. embora depois me apupassem de ladräo e houvessem de me lan#ar na cadeia. dessas que säo vermelhas. estäo os meus fidalgos a imaginar como fiquei varado. dos olhos de quem näo * o jardineiro< 6ma boquinha bem feita. coalhada de estrelas no c*u. carnudas e arredondadas como as cerejas. uma só vez e viva o velho@ 6m lindo palminho de rosto sempre gostei de ver e admirar! . e . as brasas que Deus e o Diabo acendem no peito dum cristäo. sem tocar a aldraba$ mas pudesse eu introduzir-me no peito de Br"zida falsa f*.

quando as pu%am ao devaneio arranjam um jeito de vergonha e de fugir com que redobram a cobi#a da gente, ah, tais bocas sempre senti ganas de beijar e, cedendo tenta#äo, aqui lhes confesso, algumas :, !he O7 vezes beijei! Beijei e gozei, que a carne * pecadora e ningu*m, a näo ser santinho carunchoso, que näo de pau carunchoso, sabe resistir aos lambiscos do pecado! Br"zida trazia-me doido, mas desta doidice, Deus nos acuda, que näo tem paragem nem vD mais nada! )unca foi täo acertado dizer: com ela me deito, com ela me levanto! >ealmente näo se me varriam dos olhos as suas lindezas! .udera, clamavam-nas o sol, a lua, os homens que a viam e ficavam a rinchar, as mulheres que se mordiam de inveja, a pobre da .reciosa, que fazia belfurinha do corpo a pataco: a minha Br"zida era branquinha de neve e perfeita de fei#+es$ alegre e airosa no trajar$ dona de casa de primeira ordem$ os seus seios, levantados como os päes das boas fornadas, eram a melhor fronha para um homem encostar a cabe#a$ que orgulho ir com ela s romarias quando toda a gente se punha a admir'-la@ =s seus olhos bastaria olharem a direito para um cego ir dar com eles! 8ra uma flor, l' isso era, e

assentava-lhe bem tudo o que agrada na .rimavera e faz lamber os bei#os no vinho !he O7-OB mosto e nos rebu#ados! Mas eu sempre fui um tanto cism'tico e o Demónio ou os seus esp"ritos-santos de orelha levantavam a outra ponta da manta: fia-te na cachopa, nas suas sete falinhas doces e, quando mal te precatas, a :, !he OB pombinha bateu as asas! .ois tu näo a sentes desarvorada< ;D se lhe espreitas para a alma, a arca cispada que te faz dar o cavaco, e h's-de acabar por encontr'-la cheiinha com o padre! 2ue asno@ .ara ti tem ela os modos, mas para ele guarda os pensamentos, que säo sempre o melhor da festa! & ti faz-te promessas$ a ele iräo as ternuras! 2ue esperas<@ )äo vDs que o padre * um figuräo, que lhe promete vilas e castelos, e tu um labrego, d'-mo pobre, dar-to-ei aborrecido<@ )äo lhe en%ergas as mäos mimosas e fidalgas de todo em compara#äo com as tuas, cobertas de surro< 8ntre um e outro, bem tola seria Br"zida se hesitasse! = p'roco ganha-o a cantar$ * um mocetäo$ faz dela um brinquinho$ näo lhe häo-de faltar criadas para a servir! 8 tu quem *s< 4u näo passas do &ntónio Malhadinhas, um pobre de 9risto, um z*-ningu*m, um

c3deas que pu%a uma besta de carga pelo rabeiro! &ssim mesmo me falava ao entendimento o Diabo de rabo pelado, com licen#a dos macacos! 8 isto me leva a supor que, se em verdade a alma * treva e o Diabo * o rei das trevas, rei das almas se lhe pode chamar -- salvo seja a heresia, que tudo serei menos judeu! .ois da conversa com Br"!he OB-OE zida fiquei täo fora dos meus cinco sentidos que, pondo-me em casa a consertar os atafais da besta, näo atinei ponto com jeito! :, !he OE Mais pu%a mo#a que corda! 8, vai, atirei o albardäo para o inferno, e fui-me at* a venda! 8stavam os amigos pegados ao chincalhäo de seis, num babar*u dos demónios -- porque torna, porque dei%a, nunca tu devias queimar a sota contra um reles terno de paus$ *s um pe%ote$ näo passas dum troi%a$ prego-te com o baralho no focinho estanhado e comigo näo jogas tu mais -- ao tempo que o &lbino batia a dama de oiros na mesa, saltava-lhe em riba o &lonso com o valete, e ele berrava para o Bisagra, que era parceiro: *ó alma de c,ntaro, vD l' se te dei%as cornudar como daquela que nós sabemos@* &quela que nós sabemos era a

depois que passei a ponte * que perguntei para mim e para com Deus: -. desaparecendo nas bai%as.oltei a casa. na semana da . as garnachas negras dos padres! C' väo. ou sozinhos com o arrieiro frente. assomando nos altos. a cavalo de suas horsas rabonas.ascoela. mas embora. nem outro vi'tico al*m do lódäo. no 9astro me abonariam o preciso! :.=nde vais. s vezes dois at* trDs. no meio da assuada näo percebeu ou fez-se desentendido! )äo me demorei ali grandes horas! Gavia lance no jogo. !he OE-OI nem odres. onde h' muito trazia o intento de carregar azeite! )äo levava uma de cruzes. de igreja para igreja a confessar! A' floria o alecrim e a alfazema. coitadinho dos coitadinhos. quando se vDem pelos caminhos.mulher! Mas ele. ou dichote daquelas bocas depravadas capazes de varrer as m'goas que tinha no peito a morder<@ . e ao passar na cabeceira dos quintais o seu rescendor ala- . onde havia eu de ir< )unca o sentido me pu%ara fora de mäo$ para aquelas bandas ficava o vale de &rouca. !he OI 8ra pelo mDs de &bril. cabo dos trabalhos< =nde ia. pus o aparelho no cavalinho e ala@ 5ó l' fora.

tupa no cavalicoque. desgarradas pelos caminhos. e tratei de picar! &inda restava orvalho da manhä beira das paredes. !he OL ao povo de 5anta 8ul'lia. que eu saiba. por barrancos. em casa dum amigo que me forneceu o necess'rio para o negócio. que nunca como nesta altura do ano säo folgazonas. a minha maluqueira foi amainando! &boletei-me essa noite no 9astro. romperam os sapatos. e j' eu atravessava as serras malditas que parecem estar ali de propósito a esconder de olhos maus aquela abendi#oada bacia do &rda! K vista do convento.gava os ares muito lavados das chuvas e escaioladinhos de sol! 4upa. direito :. e mal os galos cantaram a primeira vez pus-me a p*! Dali at* &rouca säo sete l*guas das velhas. olhos aqui no cereal todo verde. e täo alegres que convidam alegria. s3fregas nos próprios corgos. !he OI-OL por um atalho. meti desbanda. aconselhado pelo rifäo: guar-te de homem de vila como de cäo de fila. al*m no monte a vestir pelagem nova. onde nunca me haviam arrefecido os p*s! 8 andava eu correndo os cambais cata de . ou nas 'guas. onde nem reis nem ministros. tupa. a lan#arem-se s cegas dos c3moros. tupa.

&nde c'. *vira-vira-vi*. vagarosa resposta. quando um homem se aparta do rancho. me fita muito.= senhor vem errado -tornei-lhe com toda a pausa: a apressada pergunta. corrente de ouro ao peito.ois ali me pranto eu boqueira do eido a admirar a fun#anata e a considerar a casaria que. ande. como esses que se armam nos adros em festa de orago! 6m homem de barbas ru#as tocava rabeca e. homem dos seus cinquenta.em tal nFmero que devia ter-se vazado para ali a mocidade de muitos lugares -batiam a ribaldeira entre arcos de loureiro e bu%o.&nde c'. chap*u ter#ado para a orelha. pelo ar. escanhoado como um padre.fazenda. seu mo#o -disse-me ele! -. era de gente abastada. era como se estivessem mudos! . calculando j' a vereda por onde seria poss"vel safar-me do percal#o que me surgia pela frente! -)äo o conhe#o!!! nunca o vi mais gordo!!! :. feros e escorreitos! -. que me h'-de pagar hoje uma pedrada que me deu! -. e vem de rópia para mim! 8stou a vD-lo na andaina de sarago#a preta. acertei passar por um p'tio onde ia grande sarambeque! >apazes e raparigas -. !he ON . at* parece que falava o demónio do instrumento! Bem repenicavam o da viola e o dos ferrinhos.

ois eu conhe#o-o! . que * dado de vontade@ -.enha -. de rota para a festa da 5enhora da Capa< .Deu.respondi eu j' a sorrir -. que nunca me coube no .)äo digo que assim näo fosse -.mas. seu mo#o. proferindo estas palavras.-. veio de l' com uma botelha cheia de vinho. vai fazer dois anos para &gosto.ocD näo * de Barrelas!!!< -C' isso sou.arei a perguntar o caminho para a Capa.. se j' l' ia com o meu cavalo pela arreata@ )o adjunto. torno-lho a repetir! = amigo näo estar' lem!he ON-0P brado dum sujeito que passou no seu povo. e obrigou-me a beber! &" est' a pedrada que hoje aqui me h'-de pagar@ -. se deslembrado .Gomessa@ &caba de dizer que lhe dei uma pedrada!!! -. e vocD. que rem*dio. e saiba que a deu ao ?austino de 5anta 8ul'lia. que näo * homem para esquecer uma desfeita! .e. o tipo respondia ao meu ar desconfiado com ar de tro#a! ?ui-me atr's dele.Deu.nimo negar a terra em que fui nado! Mas pedrada näo me lembra dar-lhe!!! -.ocDs andavam a malhar numa eira que fica entrada da povoa#äo.Beba e beba-lhe bem. mesmo ilharga das casas!!! . pediu a caneca e meteu-ma na mäo: -.

talvez tope com que encher os odres do fino e em boa conta! 8. com as uvas.estava.DD-lhe as voltas que quiser. no "ntimo. se näo sonhei. ainda que a verdade verdadeira era trazer eu apetite de lobo.&o azeite! =uvi falar. para esfandegar um cabrito. seu mo#o< >espondi-lhe que trincara um peda#o de broa com queijo e que me sobrara merenda nos alforges. se näo queda mal o perguntar< -tornou-me ele! -. quando andam a vindimar! -. beba-lhe!!! 8star' vocD mal comido. se o apanhasse assadinho no espeto! Mas ele näo deu cr*dito s minhas palavras e. e era grande! )unca mais me hei-de esquecer que fazia naquela hora um sol de can"cula que at* rechinava as pedras! 8. tirei-me dos cuidados e meti-me jornada!!! . vai. disse comigo. pelo tempo das malhas. guiando-me at* casa. fiz jura de lhe pagar a ac#äo se algum dia o ca#asse a jeito! Mas ande. !he 0P sempre a quem passa! J como c' os senhores.ois se h'. mandou p3r a mesa! -. que para estes !he 0P-0/ lados houve grande fartura este ano! . deslembrado fico! De beber. damos nós :.= amigo a que anda. matou-me a sede que trazia.

que näo h'-de ir roubado! :. mas cheio de gra#a. que eu vendo-lhe uma carga! 5e lhe servir! Mas vou jurar f* de quem sou que melhor fazenda näo topa por todo o vale de &rouca! = meu azeite * dos que ardem sem pavio! 8 quanto a pre#o. para lhe dar segunda e melhor pedrada! 5entei-me mesa e veio servir-me uma rapariga trigueira. boa tamanquinha de verniz e. a tantos anos de vista. o rosto sobre o redondo. !he 0/ -. que apetecia ser fidalgo para sem vergonha lhos namorar! 4inha as sobrancelhas muito carregadas e o nariz pequeno..ois muito bem haja! 8 j' que a uma fineza quer ajuntar outra. me lembre dela! =lhem: ficou-me . um nariz que näo era como o das mais mulheres. boa saia.ois coma primeiro. vi logo que era filha da casa! )äo se admirem que. fartinha de seios. täo ternos. só dela e de mais ningu*m. mediana de estatura.-. com olhos castanhos. descanse. de que apenas sei dar rela#äo que as asas buliam como o das coelhinhas quando comem! &ndava muito bem vestida. chambre de veludilho rente ao corpo. pelo meneio e pelo rasgo.. o%al' que novamente Deus lhe guie os passos pela minha terra. len#o de lä desca"do para as costas.

como dentro !he 0/-0O duma medalha@ = ?austino. encontrariam a nata de 5anta 8ul'lia e dos povos vizinhos.?icaria mal obsequiado.Desculpa pe#o eu de näo .e com lhe pedir perdäo de a ter desviado do baile. !he 0O rapariga de boa fam"lia e muitos teres. e de tudo vim ao apre#o que estava debai%o de telha farta e honrada! 9omi-lhe bem. me fui dali! )o terreiro. depois que me viu a contas com a perna de carneiro que enchia a espadela. haja de desculpar! -. bebi-lhe melhor -.que a mocinha näo me consentia o copo doutra maneira que atestado -. perdäo a que ela atalhou dizendo que tinha muito tempo de dan#ar. se se dessem a procurar.na memória. coisas e loisas.da sua boca ouvi a e%plica#äo daquela festa: as bodas do irmäo com uma :. o ?austino veio ter comigo: -. assim estampada. voltou ao adjunto! 8 eu fiquei só com a mocinha e da sua boca -. que nunca nos abandona mas näo se vD -. assim inteira.tinha belos dentes e abria-se num sorriso que alumiava mais que a gra#a de Deus. festa täo grande que nela. na classe de lavradores! 9ontou-me ainda quem era o pai e a mäe.

confiados$ e j' eu. !he 00 c*u. o noivo veio-me saudar. que era donzela jeitozinha e de agrad'vel parecer! 8 beba.chegou-se a mim toda fagueira e. todos me festejavam! >ita näo se apartava do p* .or ali acima. pai do :. vai. tome parte na nossa festa! 6m rapaz novo balha na ponta dum espeto@ M >ita@!!! M >ita. arrumei o lódäo a um canto. mas aquela levava-me as lampas! Ceve e entäo com uma 'ria.8ntäo. peito contra peito.saber como lhe agradecer! 2uanto a obs*quio nunca recebi igual na minha vida! -. que nem fidalga escondida nos trajos de camponesa@ .era a trigueirinha que me matara a !he 0O-00 fome -. uma gra#a. mais a noiva. e viva. e dance. breve *ramos o alvo de todos os reparos! 8 j' os olhos castanhos sorriam para os meus. se me quer agradecer. era leve como uma andorinha@ . olha-me para este mo#o!!! . apertei a fai%a na cinta. nos volteios e repeniques da chula.or leve nunca julguei que algu*m me rendesse. e rompemos a bailar! Dianho de pequena.arado assim. lhe dizia que viera quela terra por meu mal! )uma das pausas da chula. faz-me febre@ & rapariga -.

usou dum espalhafato. lhe tomei azar porque. e ouvir-lhe a voz mais meiga. que a tais provas näo me era dado dizer: Hpresente@H. !he 07 -.a ensarilhar a racha com tanta gana e fantasia que nem doido varrido a perseguir mosquitos paulada! 8. logo de princ"pio. pela bazófia. com grande alarde. no "ntimo admirando uns. mostrou täo bacoramente a .de mim. o ?austino celebrava as artes do meliante: :.peito em aduela.1sto * um varredor de feiras tem"vel! 8st' para nascer o primeiro que lhe fa#a sombra! De facto. apareceu ali o arganaz dum homem -. por desfastio. !he 00-07 desafiava o mais pintado para o jogo do pau. cara de poucos amigos -. parecia faia de respeito! 8ra tamb*m um dos dan#arinos e. chasqueando de outros! 8. vinho ou quer que era come#ou a trepar-me aos cascos! & meio do pagode. pelo corpanzil. estavam eles a jogar a barra. quando nos rodopios da chula >ita calhou a dar a volta com ele. cachaceira de boi. a perder ou ganhar uma moeda! K minha banda. alguns rapazolas do lugar desataram em lutas de fortaleza! 8u pus-me de parte. e de ver-lhe os olhos mais doces.

que at* a mo#a se escandalizou. ao que era de plano e bem aparado. näo pondo acanhamento em se declararem seus subalternos na destreza e no poder! -. maricäo@ 8stive um momento sem lhe poder tornar :. sufocado de raiva. pu%ando a moeda. ah. e hoje só se usam ao dependuräo das correntes. fingiu que dava com os olhos em mim: -9om vocD.5e näo fosse nesta terra e na sociedade onde me encontro.8ntäo ningu*m se sente com alma de ganhar uma moeda< =lhem bem: * ouro de lei@ -e no cimo do pau passeava.e.dor de cotovelo de a ver bailar comigo. !he 0B resposta. dessas que j' eram ralas ao tempo.. debai%o dos olhos dos parceiros. por galhardia! 4odos. louvando-o. quanto mais eu! 5e fosse na minha terra eu lhe ensinaria a ser mais composto e bem-educado com quem lhe näo procurava detrimento@ Mas ali acalmei-me e dei%ei correr! -. at* que l' atinei com estas raz+es: -. chalaceavam com ele. vocD havia de en- . homens e rapazes.A' que ningu*m se tenta. uma pe#a de D! Aoäo . seu homem. torna para o saco@ -. näo se fala em tal negócio!!! !he 07-0B Bailäo.

meti-o no canhäo da v*stia..que nunca mais nos meus haveres conta! -. näo lha quero$ manda-me proceder assim o respeito que devo a este amigo! Mas se perder.golir a bosteira@ &qui só lhe posso dizer que estou pronto a medir o pau consigo! &posta uma moeda$ eu. que * dinheiro -. se ganhar.8steja descansada.9' estamos@ = pau dele era um nadinha mais alto que o meu. que me seguira e estava branca como a cera: -. segunda :. e fui para o homem: -. o meu um pouco mais grosso que o dele.ois seja l' como quiser! 4em um pau< -.M menina. empresta-me uma faca< 6ma navalhinha que seja!!!< = principal * que corte um pouco mais que queijo fresco e sombra das paredes! ?itou-me ela muito nos olhos. perdida tenho a moeda. que näo * para mal! 8u näo sou homem de barulhos! .4enho pau! ?ui buscar o lódäo e pude !he 0B-0E dizer >ita. !he 0E desvantagem nisto de florear gentilezas! Mas täo-pouco .ai ver@ Deu-me um canivete.juro-o pela salva#äo da minha alma -. mas eu sosseguei-a rebatendo-lhe com firmeza de voz o pensamento errado: -.

embora me custasse uma . o sorriso. sempre em posi#äo de defesa. do meu lugar näo arredava tanto como a grossura dum vint*m! 8le näo. Deus louvado.e voz: ** uma@ * duas@ * trDs@* só armei para receber o pim!he 0E-0I päo que ca"a sobre mim de pancada alta! . fingido. mäos devida altura! )o terreiro. curveteava.aceitei que se tirassem sorte os paus ou se igualassem. e logo se plantou em posi#äo de parar.pulsos mais grossos que os meus. a tentear-lhe o manejo. como a medo! Mesmo assim. que era impetuoso. dei%ei-lhe quebrar o arreganho.arri o golpe e. havendo estacado as dan#as e a zanguizarra. que tal näo * de moda. ladeava. mas de pouca ou nenhuma astFcia! 8. por pros'pia. dava tais saltos e piruetas que as pernas lhe pareciam um compasso endiabrado! 9ertifiquei-me do seu jogo. sobre o amarelo -. arranjando outros ou cortando no maior! >iscou campo o valentäo. estatura que se avantajava minha uma boa mäo travessa. mais tr*mula e inquieta que o vero &njo da -uarda quando o Diabo nos chu#a! >elanceei uma Fltima vista ao bazófio -. comecei a parar com brandura. pau a escorregar para a perna esquerda. formaram todos em redondo! K minha mäo direita estava >ita.

senhores. opus o meu.que tinha para dar e !he 0I-0L vender -. !he 0I superioridade era dele. notei. em que ningu*m fez reparo! . no poial.ara os que estavam. tau-tau. e ali me mantinha encurralado como a gato. curto e todo de rapidez! 8.pancada de esfarrapäo no ombro direito e um lanho no pulso. facilitou-se-me pular-lhe ao pei- . fazia-o täo certo como ter sido meu mestre nesta arte o maior jogador do Minho! A' os olhos de >ita se alegravam e me pareciam estorninhos a saltaricar num jardim! 5im. näo fa#am tro#a que. täo imprevisto lhe era que. bai%o. a dentu#a dum sabujo! 8 at* os olhos de >ita se me afiguraram desenganados! -ast'mos uns minutos naquela l*ria. se quisesse aos primeiros passes despach'-lo com uma pontoada. tD-la ali a ver-me como me via. todo de rópia.nimo -. se me näo trou%e . tau-tau. sempre tonto e alto. sem dFvida que a :. at* que lhe vi o f3lego azougar na garganta! 8 entäo coube-me a vez de atacar! &o jogo dele. a defender-se duma pancada ao ombro.trou%e-me sangue-frio e vontade para levar a bom termo a desafronta que estivera magicando! 4au-tau. pois me vinha inquietar no meu campo.

foram viola. me dei%avam campo cabonde para lhe assentar. um a seguir ao outro. j' que näo recebera at* ali golpe que se assinalasse. um certo ar. ainda que emproado. täo calados e cerces como o primeiro! 8. e cor dos bei#os.erde! 9oitado. !he 0L um golpe de escacha-pessegueiro! 8. continu'mos estreloi#ando! . junto ao ro%o das veias das fontes. bem. e limpei-lhe o primeiro botäo. tinham por bizarria o que näo era mais que uma refalsada manha! Dois bot+es. lembrou-me. meio de desespero! 8sse ar. que pareciam sanguessugas ao que estavam de inchadas.to. estranhos minha tra#a. *o rei*! ?oi täo r'pido que ningu*m reparou e mal me deu tempo para varrer a resposta que me mandava cabe#a! 4odos podiam notar. racha contra racha. mais ro%os ainda. se me apetecesse. estava h' muito a fazer torresmos no inferno! Mas. :. sabem o quD< o luaceiro de piedade que espelha de sua benta charola o 5enhor da 9ana .arecia-me ver-lhe agora. se fosse noutro s"tio e me ati#asse o Diabo ao mau g*nio. *capitäo e soldado*. muito abertos e largos. o homem soprava . meio de comprometido. que os contra-ataques do homem. ainda que ignorantes do jogo.

vergastado pelo meu. pois !he 0L-0N o alarve o que se propunha era acabar e atirava valentona. *o segundo rei*! A' me näo havia de ser imposs"vel ripar-lho. mandei-lhe tamb*m uma. rodou por largo e desceu adormecido. dentro de mim. de facto. que degolei o meu quarto botäo. e logo ele percebeu que se näo virasse de folha tinha mais pano da amostra! 8. pela sonsa. sentia os esp"ritos mais inflam'veis que pólvora! 9omo o machacaz continuasse a despedir-me pauladas mäo-tente. a baba a :. mas parece-me que guardava o mesmo ar descansado com que vim ao mundo. como ali's sucedera das outras vezes! = colete tinha cinco bot+es. quando o pau dele. dali em diante foi mais ordeiro! A' näo .como um toiro! =brigado a ter firmeza nos pulsos. !he 0N referver-lhe nos cantos da boca! 8u näo me via ao espelho. guardei na paz e na guerra. fulo e cego como estava. *o ladräo*! 8 obra com asseio$ ningu*m viu. comecei a soprar tamb*m! ?oi numa dessas arremetidas. e com que conto apresentar-me um dia no tribunal de Deus! Mas. destas que näo fazem rumor e só d' conta delas quem as rilha! ?oi ilharga. faltava-me o Fltimo.

&lto l'@ -.i-o primeiro quedar de boca aberta.e%clamavam em torno de nós! -.tornei eu para o mata-sete! -.&botoe l' o colete.dava a escaqueirar-me a tola. plantando-me em meia defesa! = homem aprumou o pau e.ivam@ -. afirmavam-se depois para ele e näo percebiam! :. com mais mandinga e disfarce que no jogo da vermelhinha! -.bradei! -G' vencedor e vencido. p3s-se a limpar o suor da testa! -.pronunciei eu.)äo se aflija.ortugal! =lhem bem@ &firmavam-se todos para mim..Bastar'< -. depois fazer-se verde como as azeitonas antes de come#arem a pintar! -.ivam os valentes@ . se * que ainda h' direito em . ripando-lhe o Fltimo botäo. homenzi- . !he 7P -. !he 0N-7P encostando-se a ele.&botoe-o que se lhe desabotoou! 8st' suado e pode apanhar uma pneumonia!!! = fanfarräo ia a fazer o que eu lhe indicara e. tratou de certificar-se! . sem o perder para a gemada! 8 eu pude rematar a partida. mas como quem com o cacete quer partir um ovo.)äo h' vencedor nem vencido@ -. como pelo tacto näo encontrasse os bot+es. camarada@ -.

alguns acharam. deitado entre o pulso e o canhäo da v*stia. e eu. faca tenho eu para tirar as linhas! Mande vir uma agulha -. e mostravam-nos de mäo erguida. rejeitei-a sem palavras de agravo! 8 como eu lhes parecesse cordo do g*nio a bem. que estivera um bocado sem saber o que mais lhe convinha: se fugir. e levado da breca se me pu%assem a . saiu-se pela porta mais natural e decerto a melhor. se atirar-se-me ao gasnete.e.nimo. mostrei o canivete que segara os bot+es! ?icaram todos suspensos quando vieram ao entendimento completo da fa#anha! 6ns garotos meteram-se de burrinhas procura dos bot+es. em grande algazarra! )äo sabia o homem onde esconder a vergonha. se dei%ar correr o marfim.J a primeira que tal me acontece@ 9aramba. mais por v*nia quela gente que por brandura de . vocD era capaz de levar parede o próprio Mafarrico@ Dava-me a moeda. dando o bra#o a torcer: :.. ao tempo que isto dizia. desatei a rir e disse-lhe em bons modos: !he 7P-7/ -. !he 7/ -.D o camarada que näo sou apenas bailäo@ = matula.nho de Deus! 8les häo-de aparecer e pregam-se! K falta de tesoura.

mas tenho-o como verdadeiro! & tanto näo cheguei eu. que me veio a suspeita de que tivesse chorado por mim. e ele parava-as só com o pau! . !he 7O eu nunca vi. que veio da sua terra para a nossa erguer paredes e. como a proeza näo era päo nosso de cada dia. se de quD! Mas eu só lhe soube apertar as mäos que tremiam! >icos tempos em que era capaz de tais 'fricas. ricos tempos@ 8 Deus fale na alma do 9hico . mas. ia para tr's do cemit*rio ensinar-me a jogar o pau@ &panhei muita negra nas mäos e nos bra#os. quem sabe l'. pude varrer aquela desfeita com brio@ = 9hico . :. honra lhe seja. vi-lhe os olhos täo l.edreiro. que me incutia vontade de ser homem. dali por diante fui mais festejado que o próprio rabequista! 2uando tornei a navalha pequena.arece balela e dei%em-me confessar-lhes.edreiro era a alma dum jogador@ Dois homens a !he 7/-7O atirar-lhe pedras. de 8rmesinde. mas o mestre näo . come#ava eu a espigar.terreiro. se de consola#äo.nguidos e täo hFmidos. as pedras a choverem umas atr's das outras por cima dele. aprendi o manejo todo! -ra#as a ele e presen#a de >ita. chorado para dentro.

esse. maneira de quebrar o estranho daqueles ditos. proferidos. pegou em mim ao colo e. dou-lha$ näo haja dFvidas. vindo outra vez !he 7O-70 dar-me de beber. dou-lha! 5oltavam todos grandes surriadas e tamb*m eu. sem nunca com ele ter tido negócio. se näo fosse valente ficava-o a dever! )unca eu me enganei com o camarada@ & minha casa * dele! 4udo o que tenha * dele! 5e gostar da minha >ita. era notório. haja em vista o colete do brutamontes de 5anta 8ul'lia que ficou varridinho como eira ao fim das debulhas! 2uanto ao alarve. em voz alta .6m homem que trata assim bem outro. ao vD-lo lan#ado ao desprezo e eu mais apajeado que um herói que voltou da Qfrica de bater os pretos! = que * certo * que depois daquela minha avaria o dan#o näo pegou mais! Bem sarrafulhava o arco da rabeca$ bem tiniam os ferrinhos$ todos me queriam sua banda a sociar do mesmo copo! = ?austino. de gräo na asa$ mas eu bem via a mocinha que näo mostrava cara de zangada e reconhecia na fala de ?austino o tom que tem a sinceridade e näo o gracejo ou o fingimento! 8 tanto assim que. quase tive pena dele. meio pingueiro.perdeu comigo o tempo todo. gritava: -.

se porfia!!! -. !he 70 -. pois quero mostrar-lhe as minhas fazendas!!! 8squivei-me com os negócios e näo sei com que mais raz+es. nem fum e meio! J uma desfeita.amos at* quinta -- .repetiu: :.-ostar' ela de mim< -retorqui eu rindo muito! -.G'-de me agora aqui dizer: gosta da minha filha< -. cada um para seu canto! 8. näo * menina para dar trela a gerifaltes! >ita escondia o rosto com o len#o.A' aqui näo est' quem falou -.tornei eu. me deitava um travesso e fagueiro olhar! Desfez-se a festa. doida lamechas. a cheirar-lhe s fraldas! &li onde a vD. näo se trabalha! Dorme c'. o grande peso de gente debandou. quando eu esperava que o ?austino me fosse medir o azeite. dei%ando-me convencer sem outros ralhos! -. a sorrir muito$ e.)em fum..G'-de gostar! =lhe que anda a rapaziada de trDs aldeias. os noivos giraram sua segada. a sorrir por debai%o do len#o. toda risota. fracas raz+es. ouvi-lhe dizer: !he 70-77 -.= amigo hoje näo se vai embora! &manhä * domingo. da minha cabe#a transtornada! -.

grande amigo. me levou propriedade :.rimavera! 8. de sFcia com o compadre e >ita.= azeite näo lho me#o hoje! 4em de passar o dia de amanhä connosco$ j' agora . me#a-me o azeite.acrescentou o homem que vinha nossa banda! -. o olival que trazia boa promessa.ntaros o mel!!! e a dois lagares o azeite! -.ai-me fazer falta o rapaz que se casou hoje!!! Gavia j' estrelas.8ste ano ser' o que Deus quiser! . j' com p. pela casa fora. e as colmeias que come#avam a sair ao sol da .mpanos de palmo.= ano passado tive aqui quinze pipas de vinho! & novidade foi escassa!!! havia cepas para mais!!! Botou a cinco c.)äo h' segunda lavoira em 5anta 8ul'lia -. disse !he 77-7B para o ?austino: -. !he 77 que entestava na moradia e era um pomar de formosura! )äo me cansei de admirar as parreiras.&migo. que näo h' como um lavrador mediano para ter o orgulho dos seus alqueives. dizia-me: -. contente. muito bem tratadas. dos garfos dos seus bacelos.e. que desejo partir cedo!!! -. das ma#äs reinetas de sua en%ertia. a 'gua que era um Douro.

a pensar em si!!! -. e de tudo me capacitei que eram lavradores fartos e benquistos$ pu%ado a terreiro. e em tudo me pareceu que näo ficaram desagradados! A' o lume se apagara.&credite que hei-de adormecer -. que a noite estava fria.h'-de ver outra fazenda! 9e'mos lareira.8ntäo tamb*m hei-de adormecer consigo no pensamento -. a minha vida de negócio e alguns dos percal#os nas jornadas. por tabela. ditas estas palavras com a sua risadinha. desde avós a netos.. näo acredito! -.Durma bem e sonhe com os santinhos!!! -.ela luz dos meus olhos@ -. !he 7B do ?austino.. levou-me a um quarto que ficava logo entrada da porta e. com seus teres.6i@ sou uma peste$ l' que sonhe comigo. desejando-me as boas-noites. os p*s de >ita täo perto dos meus que s vezes se esqueciam e me tocavam! =uvi a história :. vol- . de candeia na mäo. em volta do lume.e. demos gra#as e fomo-nos deitar! >ita. contei a minha história e a de meus pais.se puder adormecer@ -.ou sonhar com a >ita que tamb*m * santinha!!! -. sortes e azares. disse sorrindo: -.Aure l'!!! -.

a Br"zida incerta. onde havia quem me . !he 7E de mim! 8. levada na tirania de agradar! Bem a amaldi#oei e me chamei maldito$ bem me disse que a melhor vingan#a era lan#'-la ao desprezo e firmar p* naquela terra. grand"ssima maluqueira. a terna >ita! . olhos travessos como bogas no rio. mas breve se foi. o meu ju"zo tresvairou. de >ita. de que via os bra#os a prender-me e eu com gana de nunca mais os desapertar :. só tarde.tou a cara e fugiu! . cabelos a pu%ar para crioilinha. a rir e a saracotear-se toda diante do abade de Britiande! 8 senti nas fontes o sangue a zoar mais do que se me tivesse mordido uma v"bora! 9hamei a campo a doce. daquele agasalho täo paternal. a Br"zida que gostava de acender o ódio de homem para homem. embalado na grande. * que adormeci! &ltas horas acordei a pensar noutra que näo em >ita! & pensar em Br"zida. quem l' estava era Br"zida. a Br"zida estouvada. cantaram !he 7B-7E e recantaram os galos.eio. divagando acerca de tudo o que se passara. mas tez branca de neve.or muito tempo. como por bru%edo! )o fundo do meu peito quem agora via. a minha Br"zida cruel. täo boa e täo linda.

!he 7I e. doido de todo!!! a pedir ao macho que me atirasse para um barranco! &o passar os montes. vergonhoso de mim. parei. mäo de largar.Rapanhar@ -. de tal sorte que ningu*m seria capaz de a apanhar@ !! fim cap! ii . como se ali se estremasse para mim o mundo. pela felicidade. a fugir. se me visse o rosto. piquei. eu lhes juro que deitaria a fugir. jardins como nos contos de fadas. e com cautela a fechei! )um rufo corri ao macho que estava. a meiga >ita.linha OB( !he 111 7L . piquei. se Br"zida visse o meu bra#o estendido para os longes do c*u que a cobriam. sabe Deus a quanta voltava costas para nunca mais@ Mas ao dar de r*dea ao cavalo para seguir jornada. e mais manso que um ladräo me vesti! &bri a porta da rua. verti l'grimas de sangue! )äo coro de o dizer! 9horei por ela. sem ru"do.quisesse bem! )äo houve modo! Cevantei-me de mansinho. no grande alpendre e deitei-lhe o aparelho! 8. torres. :. sa" daquela terra! !he 7E-7I A' distanciado. olhando atr's onde luz ro%a da alba a neblina erguia pal'cios. sem voltar a cabe#a.pag 7I .

o vagido dum menino de mama. na oficina do B'rtolo sapateiro. a espiar a casa e a vizinhan#a. espera da paz morta de Barrelas. prato a tinir contra prato. se * que näo entrou na taverna a beber meio! = muro era bai%o e quedei-me. quando as ruas ficam apenas para os gatos e as almas do outro mundo! 8stava o ar fresco e. boqueira da quintä de meu tio &gostinho como viageiro pacato que dei%a ali a besta e vai dar o seu recado. !he 7N como me entretinha a deitar palpites sobre o D%ito da em- . tanto ia olhando umas coisas e outras. uns taman!he 7L-7N cos ao largo a descer o patim para os cortelhos. cotovelos por cima da albarda. botei o aparelho ao macho com cilha dobrada para maior seguran#a! 8. bom de desatar. tinha-se acabado de cear. fui prendD-lo com nó singelo. a luz da candeia riscava as portas gretadas e cosia com seu fio amarelo os rombos das almofadas carcomidas! 8ntretanto que serenava. no sótäo do &lbino alfaiate. eram como pedras que ca"am num po#o e ficavam afundidas! &qui e al*m. na hora pasmada que come#ara a correr. :. depois de meter o bacamarte e a merenda nos alforges.&quela noite.

e eu soube por ela o que näo gostava. ia-a ado#ando ideia. nem o anjo -abriel de espada em riste ou um santo com as melhores raz+es do c*u! . que algum dia chacinava um homem e me mandavam para o degredo. onde tinha dois cabos de cetolas e o monte das batatas e. se näo andas a horas.&ntónio. mais que tudo.udera. correu a deitar tudo no rega#o da 9laudina Bisagra. e a Maria Mulata a dizer-me: -. de ser ama de pa- . a p'ssara bate as asas. mas bem preciso me era näo ignorar! 5oube que a Br"zida. nanja a perguntar aos meus bot+es se fazia bem.matou-lhe mas foi o bicho !he 7N-BP do ouvido com histórias do meu mau g*nio.preitada. eu a chegar do vale de &rouca. utilizava para fazer os favores a quem ela queria! 8 soube que a zarga. e o meu of"cio näo era de molde a erquer casa com soalho! &o mesmo tempo. sem dizer por qui me vou@ 4udo se sabe neste mundo. e nada deste mundo me desviaria do propósito. longe de p3-la da minha banda -. se fazia mal! 8stava decidido e mais que decidido. que trazia arrendada ao >amos a loja t*rrea ali ao p*.aquilo o padre tinha-a convidado -. naquela tarde em que a ameacei. que sempre lhe causara engulhos. no estado de esp"rito que os amigos calculam.

contara-me isto e for#oso me era acreditar. com boas chinelinhas nos p*s. e filhos no tarde ordenados ou doutores! -.2ual o quD. enfatuava-a :.or isso. que nunca foi mulher de despiques nem de falsos testemunhos! . &ntónio. !he BP por outro com celebrar-lhe as virtudes do masmarro.dre! 8.dissera ainda a Br"zida! -. o &ntónio * uma fera!!! -. que at* vai ca#a com el-rei@ )äo * filho do padre Bezerra e duma criada que levou das &rnas<@ G'beis e danados para a vida näo h' como filhos de padre!!! -.=lha-me para o Dr! Caurindo. esfola ele as cabras para lhes safar os odres! = abade de Britiande tamb*m tem unhas! -. rebatendo-a assim por um lado. papo branco.8sfolar. a tomar as tuas disposi#+es! 2uais elas fos- .Meu primo era capaz de me esfolar -. que tinha casa costas com costas e nunca mais perdoou 9laudina ter-lhe rela%ado o marido. homem de cha#o que seria capaz de fazer dela fidalga.&panhes-te tu em Britiande e que v' l' arrancar-te com quanta bófia tem!!! &ssim mesmo a grandess"ssima madragoa! & Maria Mulata. toca.

len#o volta do pesco#o ca"do para as costas sobre o %aile. väo . ainda que h' um certo tempo se mostrasse esquivadota. veio logo ter comigo e sem dar o menor sinal de desconfian#a! 8stou a vD-la. sentada no banquinho.2uero saber primeiro!!! -.como se erguera de seroar. primo< -. e chamei Br"zida! :.Ds esta folha< 4em-se farto de matar cabras! )äo queiras tu espetar-te nela. quando me pareceu tudo sossegado. !he B/ & mo#a. rosto branco que alumiava no escuro. o mato abafava-me os passos. depois espetar-me eu@ &comodou-se.ossorias saber!!! .2ue h'.!he BP-B/ sem. roca espetada na cinta -. tornei a observar.+e a roca@ -. passando-lhe a man'pula! -&nda comigo!!! -.2uero saber!!! 5enti-a estrebuchar. entrei na quintä do meu tio. que ela sabia a rDs que eu era.&onde< -.&onde. e rapei da faca: -.Mau@ -.segredei. eu to direi! .or cima da albarda do machinho observei. e. com ganas de semear alarme. e sem tugir .. depois de muito malucar.9hega aqui -. p*s virados para a fogueira! -. passou-se um bom migalho.

se foi dei%ando arrastar rente ao muro! C' na rua. com pequena resistDncia. para onde me queres levar< -. trupe.ieram cabe#as aos janelos. mas o mulinho era for#udo.M primo. enrodilhei-a sobre o albardäo. !he BO K ilharga. sentindo que passavam uns homens com tabuleiros para o forno. mas j' nem Deus nem Demo lhe acudiam! Barrelas fora. que näo me pilhava! ?ora do povo pareceu-me a noite ainda mais negra. temos o caldo entornado! :.nem mugir. trupe. mais mansa e mais humilde. p3s-se a esbravejar e a ganir! . sim. nem a minha sombra! 9heg'mos junto do macho. podiam largar-me perna a cavalaria de 9haves. ainda gemeu a manhosa: -. e de um salto pus-me garupa! 4udo isto fi-lo em menos tempo do que se gasta a dizer! 1a jurar que minha prima só deu bem acordo do meu intento quando a tracei pela cinta e o animal picado arrancou! 8ntäo. valente . o c*u mal esclarecido pelos fogachos da 8strada de 5antiago e por um minguante estreito e mais vermelho que foice enferrujada! .9hiu@ )äo dDs um pio! !he B/-BO 5e acordas as pedras. travei dela.oucos metros se viam adiante do nariz.

dei%ava-se conduzir sem resistDncia. e conhecia o trilho melhor que eu s minhas mäos! =s rumores que se tinham alevantado pela vila esmoreceram distancia. c*us fora. e uma rapariga na turquDs dos meus bra#os! = escuro. l' "amos! . por isso só. !he B0 de que nada ganhava em zarelhar. para quD< = gaviäo näo diz perdigota: HDei%a-te ir que vais bemH! Ceva-a tolhida. e eu ia na boa paz do 5enhor. assim como o girassol noitinha! Ks vezes l' lhe trepava um solu#o do fundo da arca e. sem trope#ar! &l*m de teso. ao cabo dum certo tempo. ora ladeando.dos cascos. por mais de oito dias lhe dei ra#äo de cevada e a folga toda! & mo#a. o tronco ca"do para a frente sobre a argola dos meus pulsos. boca calada! ?alar-lhe. eu jurava que vivia! 8u. calaram de todo. com lume sim. l' o ia cortando o peito do macho. convencida :. a alma a cantar uma aleluia mais alta que a dos padres no s'bado da >essurrei#äo com o folar entrada da barra. que era o principal. at* o recato dos montes! & r*dea arrepanhada para a palma da mäo. mas mais pimpäo do que se näo houvesse gente. ora direito.iavam para os outeiros as corujas e%comungadas: dei%a . lobos e medos por esse mundo al*m.

e o rio por ali abai%o.piar@ &s ferraduras do machinho feriam lume nas fragas escorregadias: tem-te nas !he B0-B7 g. b*u. abocanhando as rincolheiras que säo a madre das trutas. !he B7 a terra. que * o que me lembrava :. dei%a-te chorar@ &ntes tu chores ao toledo do que eu ficasse a tocar berimbau. a todo o redondo da boca de cuba. a subir a serra. só ouvia o choutar da besta$ atr's.9horas. depois trota que trota. ro#ando as pedras. logrado na minha boa f*! )o topo dos montes que olham 4ouro e 9arvalhas -&domingueiros lhe chamam -e onde h' cortes de gado para .=ra adeus@ -. b*u. parece que o ermo e a noite se fechavam sobre nós para nos engolir! C' no alto.mbias. que mais melindrosa só uma carga de ovos@ Dobra que dobra. entanguida de sono. em volta. só me largando para l' das hortas! Depois.trauteei com os meus bot+es! -. com a igreja branca do caio a fraldejar. figurou-se-me que estava a cair orvalhada$ eram as l'grimas de Br"zida a esbagoar-se-me para as mäos! -. breve pass'mos a aldeia do 4ouro. chocalhando umas 'guas mais tagarelas que mulheres boca do forno! 5altaram-me os cäes ao caminho.

. nós. !he BB Mal luziu a telha. Br"zida -. porque torna.orque eu era um malvado@ . l' topei o cardenho onde era costume acoitar-me quando os temporais me colhiam volta de Camego! -.da coitana%a fiz dona! :. .orque a bem nunca o seu corpo havia de ser meu.os pastos de veräo. porque dei%a.amos aqui pernoitar! & noite est' es!he B7-BB cura como breu e caminhos mais estuporados näo os trilhou 9risto quando veio a este mundo para salvar os pecadores! &manhä. depois de breve briga -tinha de ser -.roguei para minha prima! 9harriscando palitos sobre palitos. com um alpendre de giestas a agasalh'-la do cieiro! 8ntr'mos * um modo de dizer. com a alba. quanto mais minha muller@ &ntes mo#a de porta aberta@H -.5egura a r*dea -.e. s apalpadelas.vim a dizer-lhe! -. larg'mos das mantas! H. que foi-me preciso dar-lhe um bom empurräo! &comodei o machito ao fundo$ com a roupa do aparelho armei a cama! 8 ali. rompemos! 8ntr'mos para a cortinha bem lastrada de mato. pus p* em terra! -. que näo t"nhamos pregado olho.&bai%o. sem mais testemunhas que Deus do c*u.

giestal e mato a boiar no negrume. com o negro todo a escorrer para os corgos e a sumir-se pelos matagais! 8. o mato tingia-se. quando a baldeei de novo para cima do albardäo e que. desatou -. com o clarear.ali me atirou com quantos diabos e maldades lhe vieram cabe#a! )äo chorava! &s palavras que proferia parece que feriam lume! 5ó depois. deitando olhos. que chegara a .disse-lhe eu em boas maneiras.rima -. amarelo.mbias para o inferno a dei%ar de fazer-me a vontade! 9avalg'mos novamente! A' cantava a cotovia. assinalado pelas rodeiras. vermelho.. amanhecemos casados$ uma cruz sobre nós e duas lengalengas de latim * quanto falta$ vamos por elas .vejam o disparate -.enajóia que näo * l' para que se diga no cabo do mundo! 8st' l' o cara-unhaca dum padre que !he BB-BE prefere ir de catr. sempre . embora se näo visse a torre que vai erguendo quando sobe ao c*u! Ks duas bandas a serra come#ava a dilatar-se e a branquear.a carpir-se e a rogar-me que a matasse! -.rimavera! = caminho näo :. !he BE tinha que o estudar. só viu ermo. ro%o. que meia partida estava ganha -face do 5enhor que nos vD. consoante.

perguntei ao cabo de muita paciDncia! -.orque fungas. que te perdoo@ =lha..enajóia! 8 eu täo ufano ia da sorte que at* aos penedos redondos. e perdoo-te a morte e o mal que me fizeste@ &tira@ 8.2ue fado<@ )äo estava escrito e com a tua letra< -.2uem< )em os matadores dos caminhos!!! .deserto. ouvidos surdos aos p'ssaros que. mal gemendo. logo digo eu. erquiam suas ladainhas! 8h. depois de os reconhecer. a rapariguinha . cantavam pelas p'ssaras. sempre adiante de nós direito casa de Deus e . como no meu peito se cantava pela minha. que nos iam ficando desbanda e me pareciam s vezes ladr+es acocorados.9horo o meu triste fado! -. menina< -.=utros o säo mais do que eu! -. agora dizes tu. de pFlpito nos ramos das urgueiras. atira-me do aparelho abai%o para cima duma rocha e acabou-se! )äo te gozaste j' de mim< &tira-me. olhos fechados ao abril. feliz felizardo que a pilhara no la#o! -. eu sentia ganas de salvar! 8la.)unca te julguei täo desumano!!! -. mal chorincando. näo. mantinha-se na muda languidez.orque me !he BE-BI näo arrancas a vida<!!! &rranca-ma.

que vinha da cidade! -. que caminhas perdi#äo! 4eu tio &gostinho j' l' vai estrada fora mais os capangas dos Ma#äzeiros.Mas meu tio andava l' para a Bezelga!!! -. a ele. näo podes ser ajudado de Deus@ -. tirar-te-' o olho! 9arrasco..A' vDs que aventaram a ariosca! -.8ssa * boa@ 2uem diria a meu tio que cort'mos desta banda< -.8 näo se enganam! -.)o 9astanheiro do =iro! =lha.äo-te no encal#o!!! -.Js tu< -.=nde se cruzou com eles. santinha< -. teu segundo pai< Bem diz o outro: cria o corvo.olta para tr's. !he BI mandar calar a sanfona com mau modo! &o descer para Mondim.e%clamou ela! -. se te pilha. sabes que mais.enajóia e fazem-te nesse rumo! -.Deram conta e meteram para aqui ao palpite! 5abem que * teu amigalha#o o padre da . at* que tive de lhe :.foi-se adiantando no palavreado. esfola-te vivo! . encontr'mo-nos com a &na Malaia oveira.ois roubas-lhe a mo#a.4u a sa"res e ele a entrar! 8scapaste por um cabelo! &gora. &ntónio. !he BI-BL . armados at* os dentes! .

com a mo#a que era gorducha e eu que näo era estopa. poderia ter feito alta e reunir a si o abade maila tropa fandanga! Mas perdia umas boas horas e. est'tica no meio do caminho. estrada fora. ambos com passagem por Camego! 8ste oferecia a vantagem de desviar-se de Britiande. voltei a cabe#a para tr's! & Malaia oveira l' estava. onde o tio &gostinho.= anjo da guarda te acompanhe!!! 8u c' näo adiantava mais um passo@ 8stas palavras näo eram ditas.a Br"zida que torne comigo e tudo pode ficar em 'guas de bacalhau! -. de bochechas aparvoadas. quando j' näo podia trabalhar! . em nada e por nada m' mulher. que. cheguei espora ao machinho: quem tem medo compra um cäo! C' adiante.elo repouso da sua alma: padre nosso que estais no c*u!!! K ponte de Dalvares havia dois caminhos: um directo. näo me encontrando rasto. talvez o machito näo aguentasse o estiräo at* a . morreu santa! Morreria! Do que morreu certa foi de fome. segundo depois constou. !he BL -. para a frente * que * &lmeida!!! 5audinha@ :.2ual. a ver-me tropicar! 8ra uma pobre de 9risto.ena- . pelo 9astanheiro do =iro$ outro pela 6canha e -ouviäes.

rompiam por nós e desapareciam num . como se comigo näo carregasse contrabando de tal vulto! = que fosse soaria. sempre serra -. ajoujados de carqueja para a cidade$ viandantes. arrebanhadas a granel de aldeia em aldeia. Meijinhos. näo tocava em nenhum &domingueiros@ =bra de cem passos da ponte de Dalvares levei :. a tanger. de saquitel ao ombro. passo largo. animei-me e meti afoito pela estrada.enude.. !he BN na incerteza: rompo frente. tomo mäo esquerda< 9hegado primeira guarda. atr's o marchante. alcan#'mos e dei%'mos retaguarda mulheres que carregavam cabe#a a canastrinha do negócio$ burros tropiqueiros.ela estrada fora. e täo embrulhados na nuvem de poeira que mal se viam! 9avaleiros todos farófias.jóia! Boa rota dei%ara ao sair de Barrelas -. de pau e manta. ora. um mo#o frente a !he BN-EP chamar. serra. toca que toca. que näo davam a salva#äo. na sua rotina com Deus ou o Diabo$ reses para o talho.endilhe. . quanto a morrer. a cachopa j' era mais minha do que doutrem e. com as cabras a barregar pelo pegulhal. a gente só morre quando chega a data assente no livro de Deus! .mas quD.

como passageiro que vai em paz e dia bom! = 5ol subiu no c*u. replicou: -. a todos tirava o chap*u. guedelha espessa que nem a mur#a dum cónego.arece que nunca viu gente@ 8la. e tamb*m a capelinhas. pouco caso fazendo :. ainda que martelado de cismares. que sarapintam o caminho. doirou a natureza.rimavera e o banz* do mundo näo puderam ir molhados por mais tempo os olhos da lagoia! 8mbezerrada sim. !he EP promessa de lhe comprar na cidade um bom %aile de lä mais um par de ciganas de oiro! =bra de meia manhä ape'mos numa tasca e pu%'mos do farnel para almo#ar! & estalajadeira p3s-se a olhar muito fita para nós a pontos que eu lhe disse: -. duas .A' l' väo h' muito< -.assaram a" uns homens a cavalo e estiveram a tirar informa#+es dum sujeito e duma rapariga que pelos sinais säo vossemecDs! -.8staria a nascer o 5ol! A' botaram a Camego se era esse o destino!!! 9ontou como eram e näo eram: um meio velhote.. mordeu-nos a pele..rufo! 8u. alto e grosso. nichos de almas e cruzes de homem morto. sorrindo. e com a algazarra da . olhos azuis. e dois mo#os.

que tem o mesmo nome que eu. com ares de poucos amigos! 8stava tirado !he EP-E/ o retrato de meu tio &gostinho e dos dois mequetrefes dos Ma#äzeiros! -. * padroeiro de namorados. e meninos nus pelos patins a esgani#ar-se pelas .ncia num quarto de hora! ?ui-me afrou%ando o passo para que o animal pudesse deitar o f3lego todo se lho pedisse. Britiande l' avultava. casas antigas de pedra bruta. toque. em especial ao milagroso . mulheres a catar-se s portas. estäo com sorte que nos encontram! -. apertada s bandas da estrada.vergastas tesas. e desta feita confesso -.adre 5anto &ntónio.C' se avenham!!! Dali a Britiande era um salto$ cavalo bem disparado cobria a dist. e quando quer fazer um milagre näo pergunta quem tem razäo! )äo me esqueci de me encomendar tamb*m aos 5antos M'rtires de Marrocos que lhe levam a perna numa dificuldade! Muitas vezes ouvi dizer a minha mäe: roga ao santo at* passar o barranco! 8 medo para tr's das costas! 4oque.. com casas caladas.que o receio näo * cobardia -. !he E/ encomendei a todos os santos e santas da minha devo#äo.confesso que me :.ois se eles iam em busca de nós.

G's-de pag'-las. amigos. facto * que cresceram para mim depois de terem hesitado! 8ntestei o bacamarte ao peito do mais adiantado.ula abai%o. que por sinal era o meu tio: -. de cara para a patuleia que estarreceu com o meu !he E/-EO rompante: -..nimo. vendo os pFrrios mais irresolutos que ele. ou que recobrassem .=l'. uma porta se abriu e meu tio &gostinho. p3s-se a gaguejar a distancia: -. que * isso< &quilo l' se lhes afigurou que eu ou havia de segurar a mo#a ou combater.mäes! 8stava tudo em sossego$ pelos vistos näo era ali que eu quebrava osso! A' dava gra#as a Deus quando. tenha-se. ao desandar da Fltima esquina. cäo@ -. Br"zida@ .ula abai%o@!!! & maluquinha ia a me%er-se!!! )äo custou muito tD-la queda. senäo morre@ A' eu tinha o dedo no gatilho quando o homem estacou! 8stacou.4enha-se. e acobardado com o ineu rasgo. o padre e uma choldra sem conta me saltaram frente! Deitei a mäo ao bacamarte.4enha-se. !he EO -. os Ma#äzeiros. pouco menos queda do que se jazesse entre as . senäo morre@ :.

mais branco que a neve antes de derreter! Meti a arma cara! :. tu pulas abai%o. mas a trou%a näo a largo!!! -. mas *s a primeira a cair! 5e näo tens amor vida. chu#ado no ilhal por um dos Ma#äzeiros.ossa >everend"ssima nos quisesse aben#oar!!!< 2uando estas falas ouviu. mas ponha-se de largo@!!! De largo@@ = abade näo se intimidou e se näo * o macho. o senhor chega ao destempo! 2uer saber<!!! 2uer saber< =velha que tinha de ser do lobo foi do lobo! 2uem aqui vai näo * nenhuma donzela!!! näo senhor.1sso * que larga@ -rosnou o abade! -. curvetear altura precisa em que eu ia disparar.ara mais.mäos da &na Malaia que era quem amortalhava os defuntos: -. matava-o! Desencost'mo-nos deste jeito um do outro. o padre rompeu para mim. mas a grande .M Br"zida.gritou-me! -.Mata.)äo mato. faz l'@ &gora vossemecDs dei%em seguir quem vai seu caminho!!! que eu morrer morrerei. ladräo@ -. que eu näo sou parvo! 2uem aqui vai * a mulher que Deus escriturou no seu livro !he EO-E0 para ser minha e que j' o *! 5e . !he E0 -.&ssim eu largue a luz dos olhos@ .

5e algu*m se atravessa. meio matreiro. para a quadrilha que me tolhia o passo.sorte foi ele näo vir armado. mal me ro#avam pela vista silvedos. est' aqui est' no inferno@!!! 9ravei a espora!!! = >oque Ma#äzeiro ergueu mäo para as r*deas!!! ?iz fogo. meio desatinado.enajóia despachou-nos para um :. apontando-me paus e espingardas! -. depois que lhe dei a cheirar a realidade. e o machinho pinchou! C' adiante torci a cabe#a: levantavam o homem do chäo!!! corriam atr's de mim e mandavam-me salvas de tiros! .gritei. porque l' lhe pareceu mal. eh macho@ eh macho@ ao galope fulo que levava. pa!he E0-E7 redais e cabe#as de olhos assarapantados! 8 escapei! = abade da . !he E7 casalório que tinha no Douro. onde fic'mos a resguardo! 2uando o Ma#äzeiro enrijou da zagalotada e meu tio &gostinho reconheceu que näo . abra#ou-se ao poste dos fios a chorar$ em roda o povol*u botava alarido! -. gentes@ -.or entre matas e granjearias. quando näo havia chacina! 8m menos dum am*m ateou-se ali grande alvoro#o! &cudia gente de todas as casas! Br"zida carpia-se como uma madalena$ meu tio &gostinho.8h l'.

EB 4rastej'mos aquela casa da rua ?eia. juizinho@ . nosso bento padroeiro! Mal nos pod"amos virar l' dentro. terra quanta vejas! 8 eu atirei-me trabuzana com toda a alma. que näo foi patola nenhum: casa em que caibas. volta da igreja. trazia enfeitada com cravos e manjericäo como nunca se pilhou o altar do M'rtir. rapaz! 8 agora. cuidadosa no amanho e fidalguinha no viver. nem pasmado nenhum! 5e näo * a amiga que arranjou j' com os dias quase cheios. teria dei%ado os seus dois vint*ns! !he 1. vinha quanto bebas. cas'mos! = homem de Deus. que a Br"zida. dizendo: -. näo só pela obriga#äo de trazer Br"zid' farta e limpa.&qui tens. mas tinha bons cómodos para o macho.ossorias sabem. . prantou-me uma bolsa de libras nos joelhos. !he EB-EE .az sua alma! )äo era m' pessoa. mas para nós dois era quanto bondava! A' dizia meu pai. e uma varanda a sul. aquela casa onde hoje a 9a%arreta vende cigarros e palitos! 8ra acanhada.havia outro rem*dio. era.

comei-lo e. filhos duma porca leitoa que era por pinta e qualidade o pasmo de quem a . a 1ngelca. l' porque a Br"zida näo me apresentasse ceva. que nas horas de turra resmungava: -. que * a mulher! &h@ ah@ &lgu*m nos veio dizer que a vendeira de 5eg+es. nunca h's-de erguer cabe#a! 2uanto ganhas.Mas esfaqueias por d' c' aquela palha! -.)äo roubo nada a ningu*m!!! :. foi ela própria que me e%plicou! 2uem näo mata porco. cabe#a rude. quem näo tem porco mata a mulher! 8ntäo eu. leva-vo-lo a Austi#a! 5e houvesse forca. havia de lhe tirar o chiadouro< )äo era isso. mata porca. !he EE -.como pelo capricho de dar uma bofetada em meu tio &gostinho.Gomem.Maiores calFnias arrecebeu )osso 5enhor dos fariseus! 8u conto aos amigos aonde meu sogro queria chegar! 2uando trat'mos de estabelecer casa. criara uma ninhada de sete. logo a minha Br"zida malucou em engordar um bacorinho com que se pudesse na roda do ano temperar o panelo! Gouve tempos que me deu que cismar o rifäo da nossa terra: Dia de 5anto &ndr*. acabavas a espernear! -. se o näo comeis.

pedi. alto.respondi! -. de filho da puta ou erro da natureza. mas que. que eu. esses tais que. por mais :. dois patacos de !he EE-EI aguardente! -. homem@ Beba!!! 8 tanto teima o filho duma grandess"ssima reca.4omei aguardente. como a mulher era perra no vender e estava um taró dos demónios. ruivana. olhos brancos. uma cara que näo me era de todo estranha. näo descortinava onde tinha visto! -.via! 6ma boa manhä.D' l' nada. dou um salto a 5eg+es para comprar o berrelho! 8ntro para a venda e. sem saber bem ao .4em aqui vinho -. na minha boa sinceridade.inho e aguardente * tudo a mesma fam"lia! -.diz minha banda um homem.Bem haja. magro. um a seguir ao outro. estavam os 5antos porta. !he EI voltas que desse ao pensamento. que näo se fartava de me fitar.Bem haja -. agora vinho näo vai! -. estendo a mäo para o copo! 8 que me havia de acontecer< = alma do diabo furtar-me o vinho e vir'-lo dum trago! J verdade@ 2uedei-me a olhar para ele. pode dar-me volta ao est3mago! -. em cara portuguesa.2ual näo vai@ .

seu Malhadas.8u mesmo!!! aqui e no . !he EL Meio recobrado dos esp"ritos.>aios o partam para e%comungado que vem alterar homem quieto@ 2uem * vocD< -. o homem da vermelhinha< -. de dares e tomares com aquele ru#o de m' pDlo! Mas espera!!! -.5eu Malhadas.A' näo se lembra da picardia que me fez< :.certo o que concluir daquele passo. näo tinha lembran#a.. fosse vocD cavalheiro.&ssim * esquecido!!!<@ . as mäos -como quem näo quer a coisa -a desenroscar a choupa ao varapau. at* a fala se me entaramelou! 8le estava diante de mim a dar ao capitel. näo aceitava o meu copo@ 9olhido na santa boa f*. emboscado atr's das costas! .Cembro-me muito bem meu pai me dizer: a judeu nem a porco näo metas no horto! Mas *-me bem feita! 2uem me mandou a mim dar-lhe corda<@ -.alavra.recatei-me e l' fui respondendo: !he EI-EL -. que nos adjuntos * de moda negacearem-se assim os amigos para maneira de folgar! Mas o machacaz p3s-se a abanar a cornadura e foi-me dizendo muito s*rio: -. pude-lhe contestar: -. nem pouca nem muita.ocD näo * o 9apa-9avalos de 5endim.

ronca o mar e mijo nele -. Aoäo 4opete. assente l' que para mais tesos que vocD näo chama o filho de meu pai a tropa! 5e o prenderam..ois assente tamb*m l' que ningu*m mas faz que mas näo pague! -.)ingu*m o havia de dizer@ -. medindo-me de alto a fundo e arreganhando a tacha! -. com a carapu#a do grumete< -.. se dei tento de rapar da navalhinha! K-dSel-rei.ois viva l' que encontra homem! !he EL-EN -.=s soldados näo os chamei eu! ?iz uma jura que vocD havia de escarrar o dinheiro zarpado ao homenzinho da -ranja por manhas da vermelhinha. digo-lhe mais. da" lavo as mäos! :.e eu a proferir estas palavras e o grande cäo a mandar-me a choupa ao peito! .=ra. mais -dSel- .&ssim * que eu queria vD-lo na romaria da Capa!!! 2uant*s com soldados a guardar-lhe as costas quem quer * prosa! -.8 para que te metes. e escarrou! -. depois perdi de todo o acordo do que assucedeu! 2ue lhe preguei cinco punhaladas< )unca a bDn#äo de Deus me cubra.meio do inferno@ -. ora.8.tornou ele.ulei banda. !he EN -.

destes viandantes dos caminhos que väo de terra em terra sem fazer sombra.que me desse razäo. !he IP näo quer ser lobo näo lhe veste a pele. as mulheres. e tu vestiste a pele do lobo@ )äo te quei%es da injusti#a dos homens. que * assomadi#o e falho de humanidade!H &ssim considerando vieram-me duas l'grimas aos olhos. quei%a-te do g*nio. assanharam-se de tal feitio.-rei@ pariu ali a galega! 8u podia ter largado. a grande coira -. espequei a p* firme! Bem mal fiz. mas. principalmente. e dei%ei-me conduzir .nem a 1ngelca. e tu näo passas dum fac"nora que anda s soltas! 2uem :. que cuidei näo sossegarem antes de me cortarem aos cibinhos e !he EN-IP salgarem o picado para chouri#os! 4äo desesperado me vi que estive para agarrar num estadulho e. porque al*m de näo haver uma só criatura -. perdido por cinco perdido por dez. como quem näo deve näo teme. esparralhar aquela gente paulada! &final maluquei para comigo: H&ntónio. o teu pior inimigo * a fama que em m' hora granjeaste de bulhäo e de matador! J em nome dessa fama que o ladräo que derrubaste a teus p*s em boa e leg"tima defesa se tornou em pobre de 9risto. vendo o alagoeiro de sangue.

depois de muito malhar e de vir em pessoa o 5r! .ossorias saibam que. näo era parva de todo.edras )egras@ &final. que era amigo.como um cordeiro entre quatro cabos patudos para a cadeia de Moimenta! )äo foi dif"cil ao 5r! &bade 5'. que * l' que o dianho as arma< :. tinha de ir acabar nas . nem mal pensada! -. se Deus e%istisse.Auras. näo havia tramenhos! 2ue a dei%asse. !he I/ -. para que . que era tia por banda da mäe! 4ir'-la dali para fora. provar a minha pouca ou nenhuma culpa no brequefesta de 5eg+es! Mas foi uma dos diabos. em casa da . näo queria mais viver com um mal!he IP-I/ vado que. embora mulher. nunca mais entrares em adjuntos.olto para casa: Br"zida.adre Aoäo convencD-la do destempero. quS* dela@< De inculca em inculca.icDncia da 9erdeira. l' anuiu em tornar para casa se pelo descanso eterno de minha mäe lhe jurasse!!! 8u lhes digo o que me fez jurar. porque o 9apa-9avalos esteve com os p*s para a cova e a avaria custou um bom par de vint*ns que do corpo me sa"ram! 8 näo ficou aqui! . &ntónio. vou dar com a pobre. mais mirradinha que as palhas.Auro! .

. morrer por morrer. que os olhas dum hamem näo foram só feitos para ver! -.Auro! -. . assim o queres. nem jogares. ou pau que seja< -.Auras nunca mais pousar em feira ou romaria senäo o tempo cabonde para atar negócio< -.Auro! -.Auras nunca mais te tomares do vinho. quer donzela< -. minha Br"zida adorada -.)äo.4enho o g*nio esquentado. quer casada.8ntäo nada feito! -. assim o tenhas! Goje mesmo abalo para o 5enhor dos 9aminhos e ou o 4enente da 9ruz me mata ou eu o mato! -. homem do meu cora#äo.respondi eu a chorar.tornou ela abrandando! -8stou a ver chegar o dia em que seja preciso ir buscar-te num len#ol! &ntónio. tenho. primeiro rebentem eles! -.ois fica-te com o Diabo que te leve! = que tu me pedes * a perdi#äo! Mas dei%a. mulher.Js o cabo dos trabalhos -.-.orque teimas em correr para a tua desgra#a e a minha<@ -.Auras nunca mais trazeres contigo arma. nem ter pacta com outra mulher. isso näo juro eu! 4enho muitos inimigos e. faca. porque näo me !he I/-IO h's-de fazer a vontade< .)eg'-lo :.

homem de paz. näo se faz! =ra ouve.2ue homem este@ !!!=ra dize. &ntónio. que contigo ningu*m se mete! 4Dm-te respeito! -.)äo. !he IO-I0 . näo ser' mais bonito passar por homem de assento.2ual@ 4Dm mas * medo de duas polegadas de a#o pelo fole dentro! -. alma do 5enhor. a gente nasce feita. mulher@ De hoje em diante eu te prometo trazD-lo amorda#ado. v'. mais amorda#ado que um cäo vezeiro no morder! -. näo. näo basta! )äo te metas tu com os outros. para onde eu for vai ela! J como a espada dum capitäo-mor! = que juro * nunca mais tir'-la da fai%a senäo em riscos de me mandarem para os anjinhos! -. mas dei%a a faca no a#afate!!! -. topares os caminhos desimpedidos como um inocentinho que vai ao seu recado. mercD duma bala que te vire numa encruzilhada< >esponde l'!!!< 5e lhe vissem os olhos. que tragas o pau.Gomem.!he IO seria negar a Deus )osso 5enhor.5ó quero que me prometas nunca mais andar de faca!!! -. do que andares assim receado e receoso. mas que queres.1sso näo te prometo! )em tanto nem täo pouco! -.)äo basta.

sempre queria ver se os fidalgos. at* lhe abrir o peito para ver como por ela palpitava o cora#äo! . senhores! )äo basta um homem bater no peito e pertencer irmandade do 5ant"ssimo para o anjo da guarda lhe guardar as costas! ?ia . lhe diriam que näo senhora! :. um campan'rio botava o seu dobre a chamar para a missa. prendia o macho a uma parede e ia ouvir o santo sacrif"cio! ?oi por essa *poca que assucedeu ao Bisagra a mala-ventura de que Barrelas ainda hoje ri ao desfastio e que a mim me deu que cismar! 5im. ao atravessar das aldeias. e os benditos nomes de 5! -abriel e 5! >afael andavam mais vezes na minha boca do que nos meus tempos de solteiro as chala#as s mo#as que mostrassem boa perna! 2uando. &veiro vai. prometi tudo. debulhados em l'grimas. jurei as juras que me pediu e fiz tudo quanto pode homem de f* para honrar a palavra dada! Dali em diante quem me conheceu e me via achava-me täo outro como se o g*nio se me tivesse virado do avesso! ?ugia que me pelava das horas do .rometi.que j' en%utos eram bonitos. no meu lugar. mais que fosse. !he I0 =ra.orco-5ujo. &veiro vem.

mais fino! 5e a troco de duas cruzes na testa, duas rezas, um cristäo estivesse a coberto de percal#os, escorregar e näo partir uma perna, meterem-lhe as mäos nos bolsos e näo lhe palmarem a carteira, ter uma mulher de estalo e näo lha abarbatar o !he I0-I7 amigo, quem quer era cristäo! ;äo ver@ 1maginem os senhores que estava porta a feira grande de Mangualde e o Bisagra veio ter comigo: :, !he I7 -- ;ais feira, &ntónio< -- Gei-de ir, hei-de ir, se at* l' ajuntar os presuntos que me faltam para fazer carga! 8u a essa altura negociava tamb*m em presuntos$ presuntos de Camego, azeite do 4edo, vinho da Meda, era tudo do termo, e näo iam roubados! -- .ois eu tamb*m l' queria dar um salto -- torna ele! -- 4ive este ano muito alho e näo os hei-de dei%ar apodrecer! 9olhi tamb*m muita semente de nabo, e ainda näo vendi o meu cornelho!!! -- 9ornelho deves ter uma cheia!!!< -- &lgum, algum -- respondeu-me ele sem perceber! -9om o produto e duas libras que ando h' dois anos a amealhar queria comprar umas contas para a 9laudina! Dianho de mulher, mata-me o bicho do

ouvido que * uma triste, todas andam carregadas de oiro, bons cord+es, boas arrecadas, bons merinos, só ela näo passa do chambre de chita e duns brincos, täo amolgados e velhos que nem que os herdasse da Maria 9astanha! -- )äo * o que dizem as bocas do mundo!!! -- 2ue dizem as bocas do mundo, &ntónio< -- 2ue a tua mulher tem oiro como terra, mas que o esconde bem escondido!!! -- 4em uma nisga!!! 4em uma nisga!!!@ -- J l' contigo e com ela! .ois arranje eu a presuntada !he I7-IB e aviso! :, !he IB &rranjei carga! ;ieram-me trDs presuntos de &riz, dois do -ranjal e outros dois de .enso! 9om os que eu tinha, estava na conta! )o dia da feira, sa"mos com as estrelas e tupa que tupa, os caminhos estavam en%utos, foi-nos nascer o 5ol para l' de >io de Moinhos! 2uando chegumos vila, estava o largo a encher! -- &ntónio -- disse-me o Bisagra -- temos muito tempo diante de nós! 8nquanto armam e näo armam as chafaricas e tendas, se nos f3ssemos ouvir a santa missinha, que est' a torre a chamar!!! >ealmente ouvia-se o tläo, tläo, täo vagaroso como mor-

fanho duma sineta rachada! -- =lha, Bisagra, vai tu! )äo venho com a devo#äo re!he IB-IE querida! 4rago a veniaga no ju"zo e era uma vergonha que o nome de Deus passasse no meu esp"rito como gato por brasas! -- & devo#äo * como o co#ar, alma de c,ntaro@ &tr's duma ave-maria vDm as mais! =lha que a missa näo quebra osso!!! -- .ois näo quebra, näo! Mas hoje para mim näo * dia! ;ai tu e encomenda-me nas tuas ora#+es! C' foi! 8u tratei de dar as minhas voltas -- um bom dia a este amigo, uma palavrinha quele, viva l', paträo, a como est' o centeio< al*m ao correeiro: quanto pede pelos loros< -- fui apanhar o Baratinha a tirar os taipais da loja: :, !he IE -- &qui lhe trago, rei dos merceeiros para estas bandas da 5erra da 8strela, do melhor presunto que se cria em Camego, mesmo rente, rentinho igreja de &lmacave! =ra, com boa treta t"nhamos o negócio fechado, quando o Bisagra rompeu! Dava salto de cor#a e gania! -- 2ue foi, homem, que foi< -- >aios partam tanto ladräo que h' em .ortugal e at* na casa de Deus@ >aios

estou roubado! >oubaram-me duas libras na sua igreja!!! -. cuspindo: -.Mas que foi.partam@ -. quei%e-se po!he IE-II l"cia! 8u näo o ronbei!* A' viste um pastor de almas assim< >aios o partam mais minha cabe#a@ >aios partam o mundo todo@ -. alguma fizeste taluda@ )äo andas de bem com o anjo da guarda para assim te desamparar!!! -. * estarem os pedreiros-livres em cima! 5e fosse uns anos antes e estivesse no poder quem devia.>oubaram-te na casa de Deus!!!< &h. . seu homem. !he II a ponto que parou a ouvir um sujeito de cara rapada. cäo.2ue foi< >oubaram-me as duas libras na missa! Cevava-as atadas na ponta do len#o para as näo perder! 9hego c' fora.5e est' roubado. e virou a cara banda antes de despedir.)äo ando de bem com o anjo da guarda!!!<@ Dize l' se * algu*m a quem possa untar a pata.= que lhe vale. homem< -. meu safado< 8 ali se p+e a vamitar improp*rios sobre improp*rios :. com ares de miguelista ou monitor de semin'rio! =uviu. len#o que * dele<@ 9orro sacristia. estava o padre a desparamentar-se: *5enhor. todo de preto. ouviu.

meti cara porca da vida e. na sua boa f*: -.or este passo * menino para.Dei%a. a mulher dava-me uma menina. e nas elei#+es fazia de mim bra#o direito! &o despaut*rio. !he IL Bem lhe tornava meu tio &gostinho. mormente depois que o !he II-IL 5r! &bade 5' me estendia em pFblico o seu cigarro.ouco viver' quem näo ouvir falar dele! :.arriscava-se a fazer torresmos na fogueira@ . envidei. l' isso envidei que era pobre como Aob! J de resto a nossa condi#äo! &nda o homem a trote para ganhar o capote! 8ntrementes. Bisagra! = 4ónio amansou!!! . se dar por quite com esmurrar ao atrevido a face es- . e eu pude comprar a casa t*rrea da falecida Doroteia. mais de dois anos a bem com 9risto e menos mal com os homens. muito medradinha e perfeita. quem nasceu lobo h'-de morrer lobo! . poupando muito e gananciando onde calhava. se o esbofetearem na face direita. com arruma#äo para palhal e manjedoira para as bestas! Meu tio &gostinho come#ou mesmo a encarar-me com melhores olhos.ois eu. o Bisagra dizia: -.8nganas-te.ega@ .

h' muito que dormia quieta na bainha.ois porque havia de ser< 8u nunca lhe tinha feito dano e. 5ombra negra na minha vida era ora e sempre o 4enente da 9ruz. em boa verdade. disse! . como queria a Br"zida e eu lhe prometera. e era por estas e outras que eu o näo podia ver nem tragado! )anja que fosse ruim por condi#äo! 9omo irmäo do 5ant"ssimo. näo era pior que os demais! C' vaidoso. que havia jurado tirar-me o chiadouro depois que empalmei Br"zida ao pai.linha O0 !he .ara que näo lhe faltassem na procissäo dos domingos terceiros com a vara do p'lio era capaz de chegar a mulher ao abade! = of"cio de galhudo.cap iv . o maior galhudo que a rosa do sol cobria.tratante .querda! = Bisagra ria de consolado. o grande bilontra. por fora de conta e risco. pela qual se chorava ainda de IN . e o meu marmeleiro se näo erguia a castigar um tratante! !! fim pag IL . se a faca se näo enferrujava em casa a partir o pesp* e o unto. * que o tornava azedo e maldizente! ?alava mal dos outros porque falavam mal dele! .

ia dizer de nós todos. nunca perderam a simpatia dos fidalgos. estes corredores de valentia e arrua#a! Matam e perdoa-se-lhes se foram destemidos a matar! 8nfim. fosse como fosse.or mor duma briga em que se envolvera e de que resultara homem morto. que eu näo lhe toco! =ra<@ . tivera de largar revelia. pus-me a afiar a faquinha! :.ai senäo quando apareceu um s'bado na feira de Barrelas.& ver vamos! )äo me toque ele. muito s escondidas da Br"zida. se acertava confessar meus receios: -. al*m de rico e poder abafar a Austi#a com gordas !he IN-LP peitas. mais farsola que nunca. que .= 4enente da 9ruz assentou$ est' homem cordo! 4em o casamento tratado com a morgada da 5ilvä! -. como näo podia dei%ar de ser. e por l' andou muito tempo a pontos de ningu*m mais falar nele! . montado numa *gua pimpona! 4eve bons padrinhos o safado.morte! Mais de ano que os meus caminhos andavam desencontrados de semelhante piranga! .ai-se para o mercado de 5! ?rancisco. o ladräo voltou pra#a e eu. porque. !he LP ?iquei com pulga na orelha e bem haja eu! Mais de um que me dizia.

que era mo#o alentado e bem-parecido. l' isso era.HGum@ -.ara"so -. jaleca curta de alamares. meter pelo meio da ciganada e sumir-se-me da vista! -. com um vergalho na cova do bra#o.estou a vD-lo de botas altas ?rederica. para o mercado de 5! ?rancisco. alto. ensinou-te o . e com quem dou eu de cara ao pisar na feira das bestas< 9om o birbantäo do 4enente! = homem deita-me o rabo de olho e muito na sua compostura -. de que h' vinte anos sou irmäo pagante. como se fosse a tornar-lhe o troco de tropelia. um chap*u branco de muita aba. garboso. e oi#o: -.que aquilo näo * confraria.se faz no tempo do mosto sombra do convento da =rdem 4erceira.o Diabo feito ermitäo@ !he LP-L/ 8st's a preg'-laH! Des#o para a feira do linho. !he L/ esfolar o geral. e ponho-me a amarrar o machito ao toro dum castanheiro! 8 estava eu a dar a la#ada. sem grande esperan#a de os meus pecados pesarem menos na balan#a do . ia dizendo. de olhos nos senhores padres que l' iam levados em suas garnachas pretas a :.vai-se. pumba@ desce um a#oite sobre as ancas do animal.funguei eu -.8stupor. mas falperra de cordäo -.

&panhou ele e apanha vocD!!! -. em menos dum am*m. envergonhado. contestei-lhe: -. j' näo sei de que bom burgesso. vem feira de Camas. na quinzena!!! -. bem embora foi-me jogando: -.2ue febre lle faz o machinho<!!! =lhe que tamb*m lhe dói como a nós! -. que se meteu de permeio! &partaram-nos!!! e antes assim! Dorido.ocD * o peda#o dum velhaco!!! Dei-lhe salto garganta mais ligeiro que uma on#a contava depois o &fr.orque sim@ . pelo bra#o.adre 5anto &ntónio. na arca do peito!!! .arreu-se-me a luz dos olhos e j' a faca vinha largada quando atalharam o golpe! ?oi o miraculoso ..8 porquD.5e *s homem. se näo fica mal o perguntar< -. pois quem havia de ser! 5em me bulir. estava tombado por terra e eu de joelhos em cima.. a sacudir os argalhos da roupa.amo a coicinhar@< Boi mau em corno cresce! 8ra o 4enente. mais amarelo que a cera. e :. ó Malhadas. !he LO . que !he L/-LO eu näo falto@ )em que o diabo dD estoiro!!! 8 assim foi! 4ratei de p3r a vidinha em ordem.ois näo faltes.nio -e.

que h'-de morrer a dar coice@ )a alva. só adeus. menina@ )äo reparaste h' migalho no c*u< A' sabes.ara &veiro. concluiu que de alguma empresa grave se tratava e noitinha esperlu%ou-me: -.ara onde * a jornada< -.ois * por essas e outras que näo quero me#as com ele! 4er#ä o parta l' longe. vermelho para o mar. tratando-se dum bonifrate como eu! Br"zida. nem o .Cembra-te que tens mulher e filhos!!! -. que um cavalo que h'-de ir guerra nem corra lobo. aparelha o burro e vai ao sal! De resto. lavei-me..8u<@!!! 8u<@!!! 2uero l' nada com semelhante pirata<@ )em a bem nem a mal! -..Gomem. j' porque tivesse rumores do desafio. com quem andas despicado!!! -. aprontei-me e fui cama dizer adeus mulher.na v*spera de Camas pedi ao 5r! &bade para me ouvir de confissäo! &joelhei-me a seus p*s antes de se paramentar para a missa e varri da alma a ciscalhada e dois ti#+es que a encardiam! = diabo * que o negócio foi soado por novo e nunca visto. estäo porta as matan#as e näo h' pitadinha pelos povos! -. j' porque me visse mais salamurdo do que * meu natural.. näo sejas trapaceiro! 4u vais mas * feira de Camas encontrar o 4enente da 9ruz.

.Deus sabe se a tornarei a ver@ 2ue tal disseste<@ Br"zida agarrou-se a mim a chorar: -. que me enganas@ 4u näo vais para &veiro<@ -.ais para Camas e diz-me o cora#äo que näo voltas!!! -. destas manhäs de =utono em que o sol * como boi tou- .. desabafei: -. que a morte * certa e a hora incerta! C' reza o prudente: aos olhos !he L0-L7 tem a morte quem no corcel passa a ponte! -.or isso mesmo!!! maneira de falar.ouga. trupe. sem querer. foi-me alvorecer para l' do . vou! -. vista dos carvalhais de Camas! 8stava uma manhä muito clara. !he L0 dormir mais quietinha que um anjo.ara que dizes: Deus sabe se a tornarei a ver< -. e dar um beijinho na menina! &ssim que vi a inocente a :.Aura l'@ 8 jurei.)äo vais!!! . minha santa.. veio-me um solu#o aos gorgomilos e. trupe. pois antes quebrar a palavra por bem-querer que quebr'-la por cobardia! & cavalinho no macho.ou.Gomem da minha alma.ou para &veiro!!! os caminhos säo compridos!!! h' assassinos pelas encruzilhadas! -..abane *gua.

as fidalgas a apre#ar com ar de näo presta. ia dizer que estava ali o capitäo duma quadrilha do olho vivo. filho de boa fam"lia e com os seus teres. destes que guardam de assaltos e roubalheira a parte de leäo e däo aos sócios o rebotalho! Diante de tal choldra * que me deu logo o cora#äo baque que estavam ali !he L7-LB para me chacinar! -. um a#ude de sons. marra! 8.pensei eu! -.nimo para caminhar para um precip"cio! Mas * o que Deus quer e avante@ :. desempenado. !he L7 2uando cheguei feira.ro. a terra toda a revessar alegria. quanto bonda para se avaliar que o negócio bate o auge! Deito os olhos por largo e quem avisto eu< = 4enente da 9ruz! 8stava em grande relambório com uma tropa fandanga de caras tortas e maltrapilhos. palavra. mal castigado da aguilhada! Ks duas por trDs. no meio duma algazarra de vozes. * preciso for#a de . homem alto. os burros a zurrar.5äo mais que as mäes! . com o c*u aberto. os ferradores a ferrar. que ningu*m gostaria de ver de noite volta de sua casa! 5e eu näo soubesse quem ele era. bem vestido. j' andava tudo numa dobadoira: os cortadores a esquartejar as reses.Boa vai ela -.

onde. em vez de meio. quantos mais melhor. tia Maria. de trav*s. e mais lhe agrade#o saber que näo estou em terra de mouros! Mas aqui näo h' medo! Muitas vezes um cristäo.iva o 4enente da 9ruz@ . tem de o res- . se defende a vida mais que uma saca de dinheiro. menos caem no chäo! 8ndireitei para a venda da Bicha beber meio quartilho.= senhor &ntónio näo saia l' para fora que o querem matar! 8ntre para aquele quarto. avan#ando e vindo s arrecuas at* me tocar. mas arreganhando a tacha! 6m botava uma cantiga.Dei%'-lo. e logo os bargantes me sa"ram a caminho.iva quem * cavalheiro@ :. !he LB )äo me dei por achado por mais que o escabeche fosse despropositado. que desta porta para dentro * sagrado! &pontava-me o interior da moradia e eu perante a sua lisa franqueza lhe respondi: -. todos s upas e urros: . a ele. * porque a vida naturalmente * um depósito! Deus lho confiou. que trazia sobrescrito.Bem haja. só a ele. bebi um quartilho com duas dentadas de broa! 2uando ia a pagar. disse-me a vendeira: -. embora fosse de mal notada carta. e pude de meu passo meter taverna. outro sapateava o fado com grande esparrame.

1sto de vinte contra um näo me cheira bem -. mate-se@ = testamento do pobre escreve- . que vivia da vermelhinha e do que zarpava aos pacóvios.4emos de matar este cäo para haver paz no mundo@ -.Mas j' que assim * homem desenganado.iläo.A' dizia o meu av3: de sangue misturado e de mo#o refalsado livre-nos Deus -retorqui! -.iranga.Mate-se@ -. tantas vezes condenado. gatuno refinado e incendi'rio$ o T* .5e queres mostrar que *s täo escarumba por dentro como *s por fora. de 9infäes.tornou ela! -. com morte de homem s costas$ o . que parecia mesmo um rato das en%ovias$ o >anheta. etc! etc! = )egrola apontou-me ao bando: -. :. da .tituir! -.8st' dito. de 5eg+es. avan#a que eu abro-te ao verde!!! -.óvoa. de 9ota.adre 5anto &ntónio lhe estenda o !he LB-LE seu divino capote! 5aio para a rua e vejo-me logo cercado pela roda de caceteiros! &lguns conhecia eu de ginjeira: o 5amarreiro. o . que evacuava as balas que lhe metiam no fole como aos caro#os das azeitonas$ o 9arlos )egrola. !he LE do 9arvalhal.regougou o 4enente! -.

näo te atiro tola! H= primeiro a cair *s tu -.-se na unha do dedo mendinho! >apo da foice que trazia na algibeira da v*stia. botai frente. para dentro deste risco. que j' o toscara por duas vezes a fazer-me o pau: atiro-te. !he LI guardo! 5e entendeis que näo. * uma só! Deu-ma Deus. j' que assim o quereis. para ele a :. mando eu$ para fora.5im. e tira-se a prova@ -.assentei para comigo! -.e postei-me em posi#äo de varrer! -. tra#o um c"rculo em terra a todo o largo: -.Mate-se@ Mate-se@ -e ia crescendo o burburinho e ajuntando-se a feira! 8u tinha em ponto de mira o 4enente. depois de me benzer.Mate-se@ Mate-se@ -gritavam em redor. * por cima do teu . quando houver de me decidir. olho no ladräo. como o frade da anedota.M rapazes. mandais vós! 5e algu*m perdeu o amor vida que se afoite@ -. mas passar a linha nem tanto como a !he LE-LI grossura dum alfinete! 8rguiam olhos para a foice.&migos. viam-na afiada e a luzir e tinham-lhe respeito! )äo * que era o mesmo que correr degola@< -. encabo-a no pau e. contas na mäo.8scache-se-lhe a alma@ -.

ela feira * que o alvoro#o era cada vez maior e de todos os !he LI-LL lados se viam corrima#as! &cudia o povo e bem se me cortava o cora#äo! 9omo romper aquela mó de gente. monte mani- . vara de castanho e at* a haste do carripoto. !he LL ?oram-se arrastando os minutos e eu firme espera do assalto como um castelo! & minha esperan#a era que.i-lhe o olhar embaciado e näo sei que tremura na boca como cristäo-velho a rezar o * -porta-infra*! 4razia pau argolado. chamado por um homenzinho que se p3s a falar-lhe orelha. a malta dos tesos tresmalhasse! )as pernas me fiava eu! &ssim que me pilhasse no monte que h' entre o 9arvalhal e 2ueiriga. se houvesse precisäo de pular< :. e os quadrilheiros moderaram-se na sanha que os movia! . um rico pau de marmeleiro com a choupa e ponteira a luzir. especara. mas os mais estavam armados a trou%e-mou%e.corpo que tenho de passarH! 8le parece que compreendeu! . entrementes. que o 4enente dera um passo atr's. que cortam nas nossas terras para estadulhos! )ada mais que por isso acusavam o ar desenvergonhado de roga! & Austi#a mo levaria em conta! 8u. acutilando dois ou trDs.

Bernardo<@ -. a salvo estava eu dos matadores! & questäo toda era dar o pulo na devida altura e pireza@ Mas: mate-se@ mate-se@ vejo vir uma cabe#a de cima do alevante! 5ombreada pelo chap*u braguDs. tudo cascalho afiado como lan#as.2ue h'-de haver.8 *s sozinho contra !he LL-LN tanta gente< -. quem podia ser senäo o Bernardo do . mas destes que despedem chispas com a fFria. olhos mansos. jaquetäo de peles.a#o<@ -. täo for#udo que erguia um carro de tojo se pusesse ombros ao chedeiro.nho onde näo medra feto nem canta p'ssaro.8 mais näo tenho medo! :. !he LN 2uando isto ouviu.inha apartando o monte cotovelada e breve rompia at* a fila dos brejoeiros! 8 entäo deu-me um berro que soou ali como o urro dum leäo! &lto como uma torre.2ue h'< 2ue h'< -bramou por duas vezes com a sua voz de troväo! -. só lhe luziam as su"#as e primeira näo conheci quem era! .ale de . onde eu queria ver os ministros esgarrados que de sorte voltavam a fazer mal. o Bernardo que era a modo dum alcaide por todo o .respondi eu! -6m bando de milhafres para espatifar um pardal! -.

tratou de se inteirar com este e aquele do que houvera! 8 quando se achou esclarecido voltou-se para o 4enente: -.era eu ter-lhe engazupado Br"zida! = Bernardo retorquiu-lhe: -. para mais uma verg3ntea.?erreira. havia de te torcer o pesco#o como a um frango! 8nvergo!he LN-NP nha-te. täo temido pelo pulso como pela considera#äo que gozava.5abes o que te vale< J ter-me j' sentado tua mesa! 5e näo fora isso. 4enente. ou porque näo soubessem com quem estavam a tratar ou porque o ajuste fora estrafegar-me. os marmanjos. um dos quais -. * capaz de tal indecDncia<@ = 4enente ouri#ava-se todo.Gomem por homem. sem lhe tornar resposta! -. * reles!!! * borrares a cara bem borrada@ 8m volta.>aios te partam que näo tens vergonha nenhuma na cara estanhada@ 6m homem. a" o tens@ C' se avenham! &gora peitar uma dFzia de bandalhos para dar cabo dum homem. conservavam o jeito de arremeter! = Bernardo al#ou o bra#o: . que se preza. envergonha-te@ 4razeres uma roga destas para um fraca-chicha@ 8m resposta o 4enente contou dos seus agravos.h' que anos isso fora@ -.

4enha l' mäo. rompeu numa ladra#äo que näo percebi bem no meio da balbFrdia e que se permitia. näo me moas a paciDncia@ Desaparece-me. agora todo engrifado! 6m velhote de barbas at* ao peito agarrou-se a ele: *M filho.)äo sabe que est' aqui um matador de faca< G'-de amargar hoje as safadezas que tem praticado!!! = Bernardo p3s-lhe a mäo no touti#o como se faz a um menino e.>apaz. meio a brincar. corja de bigorrilhas@ -.iranga! -. afocinhou-o para a frente: -. muito amarelo. e cada um se esgueirou para sua banda! ?icava só o 4enente.:. sentindo as costas no seguro! . queres a minha morte<@* -.e ti!he NP-N/ rou-o dali a gaguejar.dizia-lhe o T* . est'-se a ver. tu *s a minha vergonha@ . que te näo dei%o osso direito! & roda. que só desviado for#a näo jogava as cristas comigo! 8. a cada enconträo que levava dando dois passos frente e um atr's para fazer crer. quando os caceteiros isto ouviram e se compenetraram de que o negócio estava furado. modo ainda de escapulir-se pela porta da fanfarronia. rompeu-se.Cargueza. !he NP -. imagino eu. senhor@ -.elos vistos.

r vida e pr morte@ -.Bernardo.2uando quiseres.arrazoava o Bernardo! -. sa"a o herói da festa! = Bernardo pu%ou-me para a venda da Maria Bicha. que ficava mal se näo bebDssemos sossega! De mäo na mäo e de olhos nos olhos.6m tanto toa. disse-lhe: -.or fim o povo punha-se todo minha banda! .r vida e pr morte@ 8 com amigos e amigos dos amigos passou de almude o briol que ali bebemos! !he . estou s ordens@ Manda dizer em que descampado nos havemos de encontrar!!! :.1 NO . tinham-me armado um cadafalso.4ens aqui outro! -.J um canalha! . !he N/ -. tens aqui um irmäo! 8 ele respondeu-me: -.. Malhadinhas. meu banana. fui-lhe dizendo: -.Dei%a l'. dei%a l'@ -..iva e mais viva.

ca"a mais certo que os nabos no advento! =nde cor- . tamb*m. * que a minha vida corria perigo e trazer eu a peito defendD-la. o queijo. !he N0 temos no pensamento. mas só quando ele for servido e !he NO-N0 mais ningu*m! 2uanto l"ngua. nem acoimei de curta mulher honrada. a febra do presunto.2ue a minha l"ngua era ponteira como a faca que trazia cinta -. se apartava desta pac"fica missäo. por isso eu sempre falei. tinha uma fun#äo e näo mais. por grande acaso. pois se Deus ma deu -. quando andava de jornada! &lgumas vezes. assim Deus me salve.a Deus tenho obriga#äo de a restituir. cortaram-me a trave ao nascer$ mas nunca levantei falsos testemunhos. pois se nós o :. nem de cornel sujeito que näo tivesse testa para marrar! -uar-te de homem que näo fala e de cäo que näo ladra.tantas vezes o tenho dito -. cortar a c3dea. acautel'-lo da boca só por ronha ou cobardia! Mas onde eu punha epit'fio. arremediava-me a consertar os atafais do macho se o Demo queria que estoirassem! 2uando.murmuravam as bocas do mundo mal consideradas! 9antigas. falo e falarei franco at* morrer. ó >osa@ & faquinha.

requestada de fidalgo e de padre cura! . o sortalhäo que dizem próprio daqueles a quem sobra o que falta s cabras mochas@ )a cova da mäo. e assim falada nem a porca de Mur#a! 4äo coitadinho. compridas e retorcidas como näo h' memória que andasse armada a testa dum serrano! Mais abundante nem paliteiro com os palitos. pelo qual. ainda que me näo morda nenhum de monta! . quinta-feira mesmo das comadres. o Bisagra desafiou-me na venda do T* . mais formosas.ois oi#am.ai do c*u se näo esqucceu de o apontar no livro da glória e a remissäo * certa. sempre mais !he N0-N7 frescal que alface.eg'mos das cartas e o ladräo com a fel"cia toda. boca da noite.tava nos HpodresH * que os podres buliam com Deus e com os homens! Ks vezes valia mais que lancetar um leicen#o! .ossorias sabem: o Bisagra era senhor duma destas galhaduras.into para jogar uma partida de chincalhäo! .alia@ 8u lhes conto um passo assucedido. sempre :. do pecado mais taludo estou quite. meus fidalgos: 6m entrudo. se o . que seria caridade dizer-lhe ao passar um portal: bai%a que marras@ & mulher era fDmea de alto l' com ela. .

que mandinga da sua condi#äo e näo a jeito nem sorte honesta atribu" eu. me comparam bezerrinha mansa que em todas as vacas mama: -. maganäo< &h 9risto. estava-me ninando para as mais@ 4amb*m estou velho. nas minhas costas.8ste Manuel * o que se chama um regaläo! Bem comido. com uma mulher daquelas. e comigo todos quantos ali estavam. a espadilha. !he N7-NB . se pilhasse uma mulher assim. mais fresco nem o nosso abade@ . levantou-me em catr*fia seguida quatro quartilhos e um bolo! . l' na Br"zida dou um beijo quando dou!!! = Bisagra ria. pela qual alguns mequetrefes. o cinco de paus. bem bebido. eu. * do mesmo ano que eu.reciosa@ )äo te basta a 9laudina.ois olhem.aguei. mas bufei. e näo tem nojo de ir . a este felizardo só falta cartola e bengala! &s fDmeas * que däo cabo dele! >aios o partam. maneira de desfor#o. muito ancho da canada que me bebera e das palavras que eu proferia.!he N7 o cinco de oiros. tudo o que h' de mais liró. fui chasqueando nesta voz pausada que Deus me deu. mas ningu*m o h'-de dizer! =s trabalhinhos estragam mais que o tempo@ 5empre a arrotar pescada. aquele desaforo a ganhar! 8.

mas sem arrog. para os figuros. e eu perdi a paciDncia: .e lhe sabiam täo bem como o vinho. o Bisagra que aparece no tra#o da porta! 8.8ntäo ela diz-me tó-ru#a@< &postamos uma quarta de vinho em como te enganas! 2ueres< )äo queres< &nda comigo e vais ver! Gomem. um c. para quem ela quer! 9ornambana do inferno@ 5e fosse a mim. o Bisagra continuava a protestar e a pedir aposta. que eu ainda tinha a faca na unha para mostrar como se picava a mou#ó da mulher! -. que * sempre a cara do pagante! :. ou *s minha mulher a valer ou te pico aqui a barriga como cebola para o refogado!!! &cabava eu o responso. cresceu para mim.ncia.ai bostiqueira da .ntaro de vinho!!!< >i eu.9em cäes o comam para chavelhudo@ . !he NB Mas vai senäo quando. riram todos do desconchavo! Muito aceso. o Bisagra saiu fora a satisfazer as necessidades ou a revessar a vinha#a. a abanar a cabe#a. e eu virei de folha: -. ó menina. e a roda estava maluca de alegria com o entremez e o ver-me com cara de asno.reciosa porque a 9laudina lhe diz tó-ru#a$ guarda-se para os outros. e. e näo h' pior zombaria que a verdade. ia-me a ela.

senäo matava-o! Mesmo assim. por folgan#a de carnaval. a mesma toada na boca. quando se ouviu grande banz*: o Bisagra fora encontrar a mulher com o . pelo largo da feira arriba: -.e fazia jeito de me levar! :. a 9laudina porque dali em diante foi mais cautelosa a admitir galantes em casa. !he NE 5acudi-o e ele desandou afinal. conho@!!! 5ou homem@!!! Desapareceu e est'vamos nós deitando contas pachouchada.5ou homem!!! 5afado dos safados.5ou homem.5abes que mais!!! nisga@ 8u repito o que dizem as bocas do soalheiro! 5e *s homem.asso foi aquele que muito aproveitou a toda a gente: a Barrelas porque o castigo !he NE-NI pFblico morigera. mas ainda o näo disseram trDs doutores@ -.adre &ntunes da Cousadela e zupava nos dois como em amassadoiro de linho! ?oi preciso arrancar-lhe das mäos o coroado. entrado em posse do que era seu! 8 a" . e ao Bisagra porque devia ter. ficou com uma sobrancelha deitada abai%o e mais pingäo e lastim'vel que um dos palha#os que. vem ver@ -.-. melhor para ti. se tinham esfandegado no largo naquela quinta-feira das comadres! . ao menos por algum tempo.

que só me lembra ter vindo. !he NI as mulheres e homens mulherengos que faziam pouco de mim ou se atravessavam no meu caminho. devido minha m'-l"ngua. j' contei a .est' porque da minha m'-l"ngua veio benef"cio ao mundo e eu me julgo forro. h' tantos invernos. do pecado que mais houver de me carregar quando chegar s portas do . o homem em falar! & l"ngua para amansar :. esteve o padre da Cousadela com os p*s para a cova. nem me esqueci de pagar agravo ou fineza recebida! & panela em soar. uma trovoada medonha que arrasou os campos e matou as aves.teimam para a"! Bem haja eu. que nunca dei%ei a minha honra por mäos alheias. a faca para rebater os tratantes que me amea#avam o fagote! 5e. no cabe#alho dum carro.ara"so! J verdade@ 2ue a minha l"ngua era afiada como a faca que trazia cinta -.ossorias como foi! 5e dormiu a mulher do Duarte em len#óis de vinho. no livro da glória. a gozar o ripan#o do dia santo e a dizer mal do bispo! 9hegou- . est'vamos eu. sentadinhos ao soalheiro. eu lhes vou dizer como se deu tal com*dia! )o dia de >eis. o Meses regedor e o &lbino alfaiate. por essa altura.

abrindo marcha! = Duarte morava para o =iteiro na casa que chamam do 5argento-Mor. sim. que semelhan#a de todos os odres tem a boca ancha e. v' de amenidades. e v' de cigarro. ao contr'rio dos demais odres. entraram no Minist*rio do >eino e vol- .a opera#äo * boa de fazer! -. que at* fica a rezar nas goelas uma mFsica celestial! 5ó queria que prov'sseis!!! -.-se a nós o Duarte.5e ele * isso -. !he NL tectos em masseira uma das sete maravilhas da nossa terra!!! 5ete maravilhas. e * pela obra de silharia e os :. que viram Cisboa no 9enten'rio de 5anto &ntónio. vinde beber um pucarinho de Molelos -.8ntäo vinde. que tamb*m näo era homem para se fazer rogado -. senhores. e eu digo quais elas säo! & primeira * a armadura do Bisagra$ mais frondosa nem a cabe#a do cervo-real! & segunda * o bandulho do &lbino. näo h' vinho que o farte! & terceira säo as chinelas do tio >ela em bezerra branca.tornou todo franco.redarguiu o &lbino. o peda#o dum palhetinho. !he NI-NL disse-nos: -.M rapazes. tenho l' um vinhinho.

atr's dele! )a adega. o Duarte.amba! & s*tima * a casa de que lhes estou falando com esconderijos contra ladr+es e miguelistas. que näo tem fundo! & quinta säo as trutas desse pego que säo maiores do que as galgas do . casc'mos-lhe! 8st'vamos nós na santa fun#äo. e uma lasca de presunto.adre ?arrusquinho. com broa dos tabuleiros. que at* de boca fechada mentia! & se%ta * a nossa igreja com obra de ta!he NL-NN lha como näo h' em . e a cruz de latäo do tempo do >ei . que ainda viram estes olhos que a terra h'-de comer e os senhores j' näo veräo! 8 näo veräo. en%ovia. como ia dizendo. convidou-nos de täo boa gana que larg'mos do abrigo do >amalhal.taram a penates para figurarem no auto que aqui haja de se representar do 5enhor Auiz de Barrelas! & quarta * o pego da . que bailava da trave dependura. que era um homem liberal e fala-barato. porque veio um selvagem e deitou tudo a terra para fazer um chiqueiro! Mas. apareceu a mulher do Duarte! 9onhecem-na com os .ortugal. cisterna empedrada. täo rescendente que consolava. !he NN est'vamos a tomar o sol.onte das 4'buas. onde :.

= tio Malhadas sempre tem coisas@ -. tia Aoaquina.?ogueira parta os bDbados@ -. com a vergonha.come#ou logo a gritar! -. p3s-se mais vermelho que o palhete! &diantei-me eu a !he NN-/PP fazer face serpente com as manhas que me ensinou o . * mäos rotas para os amigos!!! os amigos häo-de lhe arrancar os olhos e verter 'gua nas po#as@ = &lbino.dois pDlos virados no quei%o como anzóis e umas canelas sempre täo negras e magras que at* parecem flautins para os cäes@< &rreda@ & homem ruivo e mulher barbuda de longe os saFda! -. que to digo eu@ 5em uma mulhera#a destas estavas de pernas ao ar! :. podias pintar-te com ela num ret'bulo@ . !he /PP -. viva l'@ 8ntäo sempre na lidairada<@ Duarte. chega-me uma canequinha aqui tua mulher! .odias. ficou varado$ o Meses. d'-lhe a sua asa: -.2uem quer o fole cheio.disse ela. v' taverna e pu%e! 8ste homem h'-de desgra#ar a casinha!!! Mas dei%a. quebrando a fFria! . que governadeira assim nem de encomenda! 9achorro da sorte..adre Aos* ?arrusquinho: a quem te der uma p'ssara.'. posto que homem correntäo.iva l'.

muito pronta: -. bebo. l' isso *. bem sei onde ia bater@!!! Deus ta guarde por muitos anos e bons.us-lhe a caneca bei#a!!! !he /PP-/ & mulher bebeu e passou-ma logo. que näo sabes apreciar a prenda que Deus te deu@ -. sem pestanejar: -. beba e beba-lhe bem@ Beba-lhe e que lhe preste@ -. primeiro quem est' primeiro: a senhora da casa! & minha sede tamb*m näo * de sete dias! 9äo de Duarte.&i näo..1sso * que ateimo! G'-de beber connosco!!! . mas primeiro h'-de beber vomecD!!! -. entäo.ossemecD * mulher das de bom tempo@ Aa näo h' desse barro! )äo h'. que a näo mereces! Mas. tio Malhadinhas. Duarte.)äo ateime..8st' bem.'. mas nem ra#a@!!! )äo ateime!!! =lhe que lhe fico agradecido na mesma!!! . quem o negue * capaz de negar as 9inco 9hagas! -. bem haja!!! -. näo senhora@ &h@ que se a minha Br"zida morresse e a tia Aoaquina enviuvasse.alha-me Deus@!!! 5e lhe pego * para fazer a vontade!!! para näo .4ivesse eu sede.8 eu no meu s*rio. saboreie l' o seu vinhinho!!! J uma pinga de estalo.

parecer desfeita! 9äo de Duarte.8sta tia Aoaquina p+e o ramo! =lhem-me para ela: * o espelho das donas de casa@ G' a" no povo melhor< 1sso h' ele.tornou ela.)äo tenho mais apetite. tia Aoaquina@ -. bem haja@ -. que :.. que j' os porcos chamavam do cortelho pela vianda e punham mais esparrame que uma filarmónica emborrachada! 8 entäo chegou a vez de eu me vingar das vozes de bDbado e caloteiro com que ao intróito !he /P/-O nos brindara! = Duarte es- .eio outra! -. e eu sempre na ladainha: -.julguei-me obrigado a dizer para uma terceira. nem por todas essas 8uropas do mundo@ )em que acendessem um archote a procurar! 8 a burgessa mais e mais enchia os ricos pucarinhos de Molelos e nós pingueiros como cachos! Mas bai%ou a noite e a criatura girou vida. e foi despendurar do tecto a p' do porco! &finf'mos-lhe de grande. !he /P/ näo sabes dar o galardäo a quem o merece! K sua saFde. com uma lasquinha de presunto!!! -.'. como quem reza um responso! -.K sua e por muitos anos e bons@ 8u e o &lbino emborc'mos aquela caneca! .

dava-lhe todos os dias. hora de ceia. chapa gasta. !he /PO aldrFbia que meteste em casa! )äo viste o espalhafato com que rompeu@ Mil diabos a levem mais barca que para c' a passou@ 1rra. * de falsete só no . como a lan#a. uma sova de criar bicho! .>aios te partam. ao deitar e levantar da cama. ali fiz a cama mulher! 8 täo bem feita ela foi que Barrelas toda. Duarte.ois ele pode haver maior colondrina por esses mundos fora< 8 andas tu nas mäos dela como um frangalho<@ 4er#ä te coma. endireitar o mundo que andasse torto! Dela näo temo as contas que hei-de dar a Deus porque ainda que a minha voz näo seja como a ronca do abade do 4ouro quando canta os latins.disse-lhe eu -. porque dei%a. porque torna. longe alcan#a@ -. foi alvorotada com os gritos da Aoaquina! Mas dia foi esse que o Duarte passou a ser rei na casa em que só havia mandona! 2ue a minha l"ngua era ruim e envenenada< &" est' o seu malfazer.tava meio tocado$ embora. mais bochada de carneiro que Deus te deu@!!! 8.mais :. ó Duarte. senhor -regório@ 8u c' se fosse a ti. homem -. irrório. a palavra. chapa batida.

nunca sa"a da bainha sem causa nem entrava na bainha sem honra! Ks vezes ia embai- . e que só se resolvem de pulso rijo e botando as unhas a uma arma! & faca.eva. nem para jagodes pobre do ju"zo ou com 'gua chilra nas velas! Destes tinha dó. que. muitas vezes tive pena de näo ter mäo a catana de Durandarte! G' encontros na vida e pendDncias que um homem honrado näo provoca nem espera. e sempre ser' leal-verdadeira! !he . me näo conbesse levantar despique ou lavar a cara de algum en%ovalho! !he /P0-7 )isso a minha folha de &lbacete era escrupulosa como a espada do capitäo-mor de .era e .nome! )o mais foi. e arredava-os com a biqueira do sapato! 4amb*m nunca por nunca a saquei sem qFe. *.11 /P0 2ue a minha faca era afiada e leveira!!! 5e afiada a trazia. mesmo assim. nunca a saquei para homem cordo de g*nio e liso nas contas. se * que näo era nojo. dizia o Mestrinho da 4abosa. picado ou atropelado.

sem absolvi#äo. näo se me amoldavam ao g*nio! Mandava-a quando podia. eu queria ver se algu*m erguia a voz a acoimar-me de desalmado e o padre &ntunes da Cousadela me mandava embora do confession'rio. * verdade@ Mas * da guerra. est' certo$ mas se em vez de naifa eu trou%esse um punhal com cabo de prata$ se em vez de almocreve fosse um desses senhores D! -aifeiros de que rezam os rimances. mas l' negacear nunca! K face de Deus. deit'-la na mäo aberta. a l.ndego tocar no gatilho e estäo sete bal'zios ferrados no canastro dum pulha! = pau defendia-me de . mas. vinguei-me sempre com limpeza! & faca * arma feia e cruel. foram artes que näo me lembro se aprendi. se aprendi. meus senhores. muitas vezes com o inimigo desatento.mina entre os dedos e o cabo a fugir pelo pulso para o canhäo da jaqueta. sem dar os trDs estalos da lei nem se lhe ver o a#o frio a relampejar.nhar-se na barriga dum velhaco. !he /P7 inimigo! -ingar. tamb*m. ainda näo havia essas pistolinhas s'bias que * o p. como fez uma 2uaresma com a igreja cheia de gente para o confesso! &o tempo. fadistar. * da guerra dissimular o ataque e por nada deste mundo dar senha ao :.

foi näo sei se adubar a terra antes do tempo. o pequeno paciente. o ?ontinhas. por a" abai%o. pois nunca me picou = remorso. a terra seria um pombal! &cusam-me de muitos desaforos. fura da en%erga para os len#óis e morde mais que uma pulga! 1maginem . com poucas letras e nenhumas posses. !he /PB ri%a de &veiro em que um homem. mas para jogos de falsa f* e pessoas de mau sentido näo havia como a faquinha! = mundo j' o encontrei assim formado! )äo era o filho de meu pai. tantas noites. nem mesmo como a paragana que. mormente dessa :. que era capaz de o consertar! &gora tamb*m lhes digo: se o grande fosse valente. se para a enfermaria!!! )äo * essa que mais temo quando me chamar Deus a ju"zo! G' que mundos isso aconteceu. toca de acomodar os animais na estrebaria da estalagem e de pu%ar da merenda. os machinhos frente. täo santamente como nós! 9omo cheg'ssemos cidade j' tarde.ossorias que um dia eu e meu sogro bot'mos at* &veiro no negócio. s voltas que um cristäo d' no catre com os cuidados ou uma dor.cäo. que a estirada fora comprida e fizera um calor de . e o ruivo leal. de malta frente a fren!he /P7-B te.

que pareciam manchocas de musgo: :. !he /PE -. estavam tomadas por eles. e em vez de se conformar. 5ant"ssimo 5acramento.4irar os machos@ 1sso * que näo tiramos! & estalagem * de quem vem! . jaleca curta. a fai%a a desbarrigar-se-lhe da cinta. que chegara depois de nós. nem que fosse mo#o de sege do bispo@ = homem vai-se direito estrebaria e deu de cara com os nossos machos! &s argolas. almocreve tamb*m como nós. chega o ?ontinhas. de meu genro! -.nimo era pronto a dar raz+es e a aceit'-las: -.ois tirem l' os machos para fora!!! e j'@ -.ocD * algum rei<!!! . chap*u rodado a pender para a orelha.. al*m de saber a fraca rDs que tinha diante e temer-se duma ri%a do homem comigo. rompeu logo aos roncos! 8stou a vD-lo de lampiäo ao alto. näo senhores.rachar! 8st'vamos nós trincando o nosso migalho de päo com chouri#a.De quem säo estes machos< ?oi meu tio &gostinho que lhe respondeu. o da cal#a branca$ o outro. que l' lhe pareciam as melho!he /PB-E res. por . porque. com um rompante. por su"#as uns belros de lä.6m * meu.

2ue febre lhe fazem as bestas. corto as r*deas e vai tudo raso!!! 8ra o momento de me chegar adiante.ois ouve-o agora! .8u j' lhe dou o troco!!! 8 a" rapa ele da navalha e corta a arreata do macho da cal#a branca! 1a a cortar a do outro!!! arrumei um sopapo ao lampiäo!!! e.. amigo< Dei%e-as quietinhas! 4em muito lugar!!! -. homem.ois se näo tira.ossemecD e nós somos gente do mundo!!! näo paga a pena apeguilhar! -. foram sempre as minhas! . estava estatelado na pa- .-.)äo quero c' saber! 5aem ou corto!!!< -. e toco-lhos daqui para fora a toque de cai%a@ -. !he /PI täo bem estäo aqui como acol'! . paträozinho do 5enhor@ &s bestas :.äo machos e vai vocD! 8 se me refila. visto que o birbantäo se näo rendia s palavras leais de meu sogro: !he /PE-I -. at* lhe arrebento a alma!!! -.8ssa agora@!!! -.A' disse@!!! 4ira os machos<!!! )äo tira<!!! .)unca tal ouvi!!! -. em menos dum ai.)äo corte. senäo desato eu.ercebe< 5e percebe. desde que me conhe#o.8stas argolas. desate l' os machos.

nem !he /PI-L uva de lagar! . mas nós todos vivemos na lei e gra#a de Deus! )äo * a primeira vez que )ossa 5enhora aparece aos pastorinhos nos nossos montes!!! :. homem@ 2ue est' a" a papar moscas< 8spere-me l' para o 8i%o! 5e näo me vir por estas duas horas. j' debai%o de galfarros.M meus senhores.5abe Deus quantas . onde näo vinga oliveira.iseu.ior näo haver'.5afe-se com os machos.1sto * traste da 4erra 2uente!!! =lhem-lhe para a tromba! -. que pol"cias näo havia ainda na terra quele tempo! 8. pude dizer a meu tio: -.4erra de cordeirinhos. !he /PL -. dei l' conta como foi<@!!! Mas alvoro#ou-se a estalagem e prenderam-me! )o meio do burburinho.K-dSel-rei que me mataram@ K-dSel-rei@ 8spetou-se na navalha. nem laranjeira. fria e feia.lha: -. vendo-me no meio dos cabos. atiravam-me cara com dichotes deste jaez: -. est'-se a ver pela rDs que tu *s@ -. reze-me por alma! Auntou-se o povo e veio o regedor. fiz algum gesto toa. eu c' näo nego o ber#o$ sou duma terrinha para riba de .

assim tivesse o cora#äo@ 8sfaquear o ?ontinhas. ter feito mal a uma mosca!!! -. apagou-se a candeia :.?alas de santo.alha-me Deus. pudera@ com l'grimas na fala: -.& morte me coma se toquei em tal homem! -. at* data. que o confessa! -.M.Mas tocaste-lhe com a naifa@ 8la est' ali. mais afiada que uma navalha de barba.=h que patife@ MelFrias * ele.=lhem para ele: cara mesmo de malvado@ 8 eu. meus ricos senhores.obre de quem se vD sozinho no mundo@ 4amb*m 9risto foi cuspido e vaiado e entregue a 9aif's e padeceu morte afrontosa sendo justo@ 1h@ 1h@ 1h@ -. olhem que se tenho cara de malvado näo o herdei de leite@ 5ou filho de boa mäe!!! e näo me pesa na consciDncia.8 est' na agonia!!!<@ -.. !he /PN näo sei como nem por que jeito. pobre de quem nasceu com m' estrela@ . näo tenho culpa nenduma! = homenzinho ia por l' a cortar a arreata. e aquilo feriu-se no . de ponta e mola. um homem täo amigo do seu amigo@ -.mortes tem s costas@ -.)äo sei. unhadas de gato! -.8u< 8u nem com um dedo molhado lhe toquei! -.

gume!!! ?iquei nas mäos dos cabos de ordens e. perguntando-me pela mulher e filhos e donde era e donde näo! 8 a tudo eu respondia no tom mais apied'vel que podia pu%ar das entranhas para a garganta! -. .Gomem. meu senhor! Cei * lei! Mas eu só lhe queria pedir um favor!!! 8ra que me dei%asse agradecer a !he /PN-/P caridade desta boa gente. for#a de me verem chorar. confranger e protestar inocDncia.u%ei da bolsa e fiz chocalhar as libras contra a palma da mäo: :. que säo pessoas honradas e de peso e amanhä häo-de ser pais de filhos. olhando-me de face! -.8st' bem.Diga l'!!! 5e estiver na minha mäo!!! -. e ningu*m sabe para que * que a gente os cria! -. come#aram a fraguar comigo. l' porque eu lhes parecesse maricas no g*nio.proferiu o regedor.5e est'<@!!! 8ra dei%ar-me mandar vir uma pinga para beber aqui com a sociedade! -. a come#ar pelos senhores cabos de ordens. alargaram o c"rculo que faziam em volta de mim! Depois de levantarem o ?ontinhas. uma boa hora andada.4emos de o conduzir para a cadeia -. guarde o dinheiro$ pode-lhe ser preciso! .

ele a pintar-se num ret'bulo. mais umas l*rias. caminho da terra. outro chama dali. um c.ntaro de palhete. a mim. e tudo trombou. com uma cestada de ovos-moles para a mulher e filhos! 8 eu. celebravam o meu rasgo liberal com admitir que o almocreve se pudesse ter cortado involuntariamente e que )ossa 5enhora das &reias havia de fazer o milagre de lhe restituir a fala para contar a verdade verdadeira! 8 j' nos viam na fresca da ribeira.eio a pinga. queijo sem olhos. deste palhete das margens do Däo. a noite estendeu-se pela localidade. que parece veludo no c*u da boca e um homem sente fugir pela goela abai%o vivinho e 'gil como um lagarti%o para a sua lorga! 8le * de tal ordem que at* anda numa loa: päo com olhos. e vinho que salte aos olhos. e os cabos dei%aram-me de banda com o c. aqui ainda h' para obsequiar os amigos@ . as mulheres do regedor e dos cabos e os meninos dos mesmos! 8las. os cabos. !he //P-// a outros mais pesad+es e lorpos que patos na engorda! Mais uma saFde.!he //P -. as mulheres. o regedor. um que chama daqui.Couvores ao 5enhor.ntaro vazio! 2uando de tal me aperce- . estava em notar a uns chochos de todo. muito contente.

com toda a for#a dos pulm+es anchos de liberdade: -. näo sei. mas uns quatro anos näo assentei p* na terra de &veiro.nimo. me levavam a quebrar a dieta de Barrelas. gritei-lhes com toda a alegria dum p'ssaro nas cerejas.bi. depois de varrer o campo com :. a jejuadora! Mesmo s cegas. e eu aceito dares e toma- . lesto como era. a Austi#a instaurou-me um processo. !he /// dois molinetes. onde juntei alguma bagalho#a. vinde agora para c'@!!! . mas podiam eles l' pilhar-me. pernas para que vos quero@ 8m menos tempo do que se pisca um olho. estava de largo! ?oram sobre mim.M cagar*us de &veiro. e as espanholas.inde@ =uvi-lhes dizer que eu devia ter pacta com o Diabo e dei%aram-me! Dei%aram-me. lesto como ia com o vinho or#ado para me acender o . rapei do estadulho dum carro que ali estava e. saltei por cima do regedor. luz do luar que ainda me dei%ava distinguir os tarantas a agatanhar atr's de mim. torto de borracho. e na alma um aguilhäo: avante@ avante@ se näo queres ir apodrecer no chilindró@ )o morro. que entravam pela barra ou vinham pelo ar. para l' de fora de portas.

l*pido a tropear pelos caminhos de 9risto.!he ///-/O res com tudo e com todos. atr's das vacas pachorrentas tinha saudades do machinho. amigos. dirigidos pela mäe que sa"ra um rei de armas. os filhos governavam a casa. e pude largar por feiras e mercados em troquilha de cavalos e mais bestas no que. j' possu"a de meu alguns bens ao luar! Mas. a navalha manobrada pela mäo direita! 8ntrementes. na feira de ano de . eu lhes confesso. do arrebenta-diabos nas estalagens. copo de verdasco em frente no mostrador de zinco. me houve com algum proveito e sempre com honra! ?oi duma destas desarvoradas. ainda com o Diabo do 1nferno. e com tal o negócio de levar e trazer! &tirei-me vida da lavoira que. das jornadas com a alva. os caminhos ficaram-me pois :. !he //O bargados da banda do mar.*libera me Domine*! &gora respondam: D! -aifeiros näo teria pu%ado do punhal bem cinzelado contra o perro que lhe quisesse cortar as bridas do garrano< Devido ri%a. o polegar em cima do conduto contra a broa. mas l' com os ladr+es da Austi#a -. a esse tempo. gra#as s boas manhas que Deus me deu.

&". ao p* da raia. correr a salvar-lhe a vida em perigo era a minha obriga#äo! Mandava-me o .ossorias lembram-se: o Bernardo safou-me da :.longe do meu pensamento -. e que näo mandasse.4em-te. ah gente@ no meio daqueles negros todos..a#o prestes a ser esfrangalhado por uma alcateia de ciganos e de espanhóis. Ber- .amos a eles.ale de la Mula.. de alto l' com ela! 4inham-no num cerco. filho de b3Smäe@ &"@ .fui dar com o Bernardo do . cabe#a alta. amigo. juntava costas ao valente! -. o lódäo a ensarilhar täo lesto que nem se via. dava ganas de lhe gritar: -. e os paus apostados sobre ele eram tantos que o valentäo näo sa!he //O-/0 bia a qual havia de acudir! Mas. que nunca foi peco a agradecer. bem escorado nas pernas. que eu a" vou@ 8m menos dum am*m. meus senhores. que -.nimo. !he //0 roga do 4enente. depois de gritar ao Bernardo: -. quatro bordoadas direita e trDs esquerda. isto de ver um bicho esfandegado por uma queira de sabujos at* na ca#a ao lobo agonia! ?oi encomendando a alma a Deus que me atirei para o barulho.

paulada naquele.disse eu. toca de espora.Diabo. uns em terra. !he //7 -. pois naquele momento de surpresa só havia pela frente correr a malta castanha ou morrer! 5entindo-se ombreado.=nde tens a besta< -perguntei para o Bernardo! -. r*dea solta! & malta.nardo@ &gora ou nunca mais@ -. o Bernardo cobrou alento. entretanto. salt'mos-lhe em cima e.disse o vendei- . tornara a formar-se e largava atr's de nós a rugir e a disparar os pistolecos! = cavalinho era galgaz e. o meu cavalinho nos levar'! 9orremos ao poldro.. rompemos o cerco! -.respondeu!he //0-/7 -me todo afogadi#o.odem dar-lhe um tiro no ouvido -.. diabo@ Mas anda da".aulada neste.endi-a -. e o pau dele. que algumas pancadas lhe tinham resvalado tola! :. a deitar os bofes. por cima das cabe#as. outros pernas para que vos quero. eh raio@ eh raio@ só dei%ou de dobrar em &lmeida! Mas porta da estalagem caiu redondo para o chäo! -. era como mangual numa eira! 4amb*m nunca os meus bra#os pareceram täo rijos e o peito mais pronto a servir os bra#os! . coberto de suor e sangue.

o cavalinho l' foi andando! -. reanim'mos o animal.maluquei -. mais dia. mais mortos que vivos. que era quanto o =rlando dava pela bestinha no mercado dos quinze! = mulo engolia o estiräo sem tocar com um casco no outro! Mas adiante.)äo digas mais. com sopas de vinho e boa pitan#a.De facto -. foi por minha causa. a perca * minha! Dei%a. que j' nem te vejo todo! = cavalinho pateou ao meu servi#o.)unca mais p+e cabe#ada! -.proferiu o Bernardo -. se se arrastar at* casa. va-mos a ver. eu pago-te o cavalo!!! -. Bernardo. bem sei o que lhe hei-de fazer! Descans'mos ali a noite e.se trago o macho näo sofria o dano de vinte libras. !he //B C' cheg'mos a Barrelas. &ntónio. näo digas mais. talvez o =r!he //7-/B lando lhe pegue!!! :. sem dizer nada a ningu*m! 8u estava certo que o =rlando. menos .rendi-o argola para pens'-lo como doente que era.9äo de mim -. e o cavalinho manquitando que parecia a cada passo ia acabar seu tropecer! .tem os peitos abertos! Mas descansa. a pontos de se aguentar em p*! 8.ro! -. embora moDssemos um dia at* 4rancoso.

mais o compadre do 9arvalhal. fui-me aos odres e.j' o animalzinho ia e vinha muito direito para os pastos -. devo estar de voltaH! 8 desci loja. p*s para a frente. melhor assucedeu! &inda näo tinham passado duas semanas -. mais teso que um fidalgo na sua faca! = cavalinho tinha-lhe comido bem. mais hora. ningu*m se lembrava de dizer que estava rebentado do arcaboi#o! &o tropicar . foi bonito$ pelo trote que :.senti o troquilhas porta do -uilhermino vendeiro. se bem o pensei. dize que fui para 4rev+es ao azeite e que. pu-los mais redondos com vento do que se viessem a estalar com fazenda! Depois orcei-os no cavalinho. menos hora. que tamb*m andava no negócio! &viso a Br"zida: M Br"zida. pu%ei o cavalinho para largo! 9heguei atr's da igreja. apertei-lhe a cilha. todo farófia. e toca de entrar pelo povo abai%o. pela porta travessa. voltaria a petar. a querer comprar-me o garrano que ficara na loja por um empate de borra! =ra. em seguida. !he //E batia. pelo caminho dos quintais. atirei com os odres para riba do albardäo e. e compus os atafais! 9om jeito. sopra que sopra. depois.dia. plantei-me no meio da carga. se vierem perquntar por mim.

homem@ C' voltei e l' lhe impingi o zangaralhäo que o compadre estava ali para rachar a diferen#a! )äo valia dinhei- . como para cavalaria!!! .porta da venda.&gora näo. como para carro#a.8ntäo o buc*falo näo pode< -.=ra adeus. descarregue e volte.enho de 4rev+es. saiu fora o =rlando mais o compadre! 8 gritaram-me: -. rapazes! . que * l' em casa do catano.M seu Malhadinhas@ -. e estou com pressa de descarregar!!! -.ileca<@!!! )äo me digas mais dessas que at* me ofendes@ 8st' aqui uma estampa real! 1de por essas feiras e desencantai-me segundo que vo-lo peso a prata! 8le * tanto para carga.ileca@ Gaveis ainda de comer muita rasa de sal para saber o que * um cavalo@ -. com uma capilota destas no pDlo. trDs almudes de azeite e eu em riba desde a alva at* agora@!!! Mais de sete horas@ -. amigos@ -..Des#a c' beber uma pinga!!! -.=l'.M seu Malhadinhas@ 5eu Malhadinhas@ ?ingi que näo ouvira! -.8ntäo descarregue l' e venha beber uma pinga! Goje !he //E-/I * que h'-de vender a pileca!!! -. adeus.8h@ rapazes.

111 //L -. !he //I &rrebentadinho. se muito dinheiro granjeei.ro de cruzes@ :. deitou a alma na primeira ladeira! 8 assim me desforrei da aventura de .linha E !he .ale de la Mula por vinte e uma amarelinhas.9achorro de mim. näo contando o alvaroque com que nos emborrach'mos eu e quantos ali estavam de Barrelas.fim cap vii . custa como foi da barba longa! !! fim pag negro //I . -muito dinheiro derreti por mal-andan#as do g*nio e tamb*m pelas torpezas da sorte! 6m no vazadoiro dos proces- . arrebentadinho.

com tigelas de lata dependura duma cana. todo rapap*s para os que lhe untavam a pata$ :. a lidairar em paz e dia bom. os meus ossos só conheceram uma vez a t'bua dura das cadeias! ?oi quando o 9apa-9avalos de 5endim se veio despropositadamente espetar na minha faca. antes queria ficar no terreiro. leva que leva. a encher o papo da Austi#a que. outro em peitas e espórtulas. sob pena de näo mais me erguer. que dei%ar !he //L-/N p3r as unhas na lapela da v*stia! &quela mesti#alha comida de bicharia e varada de fome. !he //N isto de ver a gente c' fora.sos. com a qual o melhor rem*dio * andarmos conformados$ aquele ventas-de-cäo do carcereiro. dei%aram-me a aversäo dos despiques e das zaragatas. a#ulado sempre para os desprotegidos. a pescar. for#a de lamFrias. o grande bDbado@ Desde essa hora. em despique ou penden#a. os dez-reizinhos ao passante$ aquelas quatro paredes. estreitas de mais para a minha viveza de p'ssaro.ai de todos. semelhan#a das jibóias. só dorme quando farta! Couvores ao . tomei-me de tal asco pelas pris+es que. largas de mais para se parecerem com a tumba. por mor das quais nunca faltou mamadeira aos .

se ganhei rios de dinheiro levou-mos a Austi#a. levou-mos a cria#äo dos filhos. pelas horas em que näo havia que fugir. a pontos que * !he //N-OP uma fortuna colher l' dois c'gados com que empulhar o quartilho! . que deram alma ali ao *.aiva näo tinha rincolheira que näo desse um prato de pcscado. trutas finas e taludas como bacalhaus.ois * verdade. muito delegado e t3dolos da choldra untaram a barba com as minhas ricas trutas e as pernas de vitela sem conto. que o seio da minha Br"zida carregou como estas vides que trepam s 'rvores e botam cachos que * um louvar! 8u c' näo fui falso ao rei! )äo paguei o tributo de sangue com o meu rico lombo. bogas e bordalos gordos como lontros! Goje a ribeira parece que levou e%comunhäo! Derrotaram tudo com a coca e a cal virgem.or isso o meu cuchilo quedou muitas vezes adormecido quando devia mostrar-se esperto. muito escriväo. e. infra de canonista.inte e 6m* que as cortava! 4amb*m os tempos eram outros! = . mas de dezanove filhos que para a" andam quatro deitaram correias de soldado .doutores de leis e Austi#a! Deus te guarde de *parrafo* de legista. vivinho de arregalar o olho. etcetera de escriväo e r*cipe de mata-säo! .

)'. e a minha boca do nosso santo padre &braäo que che- . foi um grande rascoeiro. amigas de lu%ar e gastar sabäo com os asseios! . foi quantos a Br"zida botou a este vale de l'grimas. näo h' grande gera#äo sem santo nem ladräo@ Dezanove. que näo era dif"cil a fazer o seu favor. sim senhores.M Malhadas.aciDncia. antes de quebrar que de torcer! &s mo#as * que sa"ram umas repitoscas. pela consoada. capazes de partir uma laja com os dentes. !he /OP dado e um at* entrou na guerra preta do -ungunhana! >apazes feros e escorreitos. pareces o santo padre &braäo@ -. 5enhor &bade -retruquei eu! -. que a casa näo era cabonde para os abrigar a todos! = 5r! &bade viu-me no meio e p3s-se a chalacear: -. a ra#a j' vai longa! = outro ano. juntaram-se no p'tio.&braäo. todos de cara direita.:. essa me h'!he /OP-O/ -de enterrar! Depois livre-me Deus de a Br"zida se comparar a 5ara. por modos. assim f'cil como na fonte sai a 'gua das torneiras! Destes todos. se * certo derramar casta por todos os andanhos da terra! 8u c' nunca sa" do passadio a que o se%to mandamento obriga o bom e fiel cristäo! 4enho uma. umas cabroilas.

gava a mulher ao ?araó e a quem lha requeria! &rreda@ 8 näo minto, sempre guardei respeito minha Br"zida, que, meus amigos, tamb*m näo era de ,nimo a sofrer que erguesse olhos a cobi#ar outros! 6ma vez at* se quis ir deitar a afogar, só porque se bacorejou :, !he /O/ no povo que eu tinha pacta carnal com a Cudovina da Morte -- conheceram< -- assim chamada por ser mais feia que a morte negra! ?oi o patife do Bisagra que alevantou o falso testemunho, mas ia-lhe saindo caro, pois se um dia näo me fura por umas silvas como raposo esparvadi#o, rachava-lhe um pau, bem embora ele os tivesse mais duros e retorcidos que os bois do Maräo! 5empre guardei v*nia minha Br"zida, se näo por toda a parte onde prantava butes, aldemenos no povo, que era, antes de ser vila, o mais me%eriqueiro, noveleiro, inventor de galgas que luz do sol medrou! C' pelas minhas rondas de almocreve, o corpo s vezes pedia-me v"cio, se näo eram os parceiros que me tiravam da devo#äo! )äo raro sucedia virem-me os meliantes com tramóias assim urdidas: -- M Malhadinhas, chegou agora a &veiro uma espanhola que * capaz de dar um coice

numa estrela! &quilo * que * mulher@ ;ale um macho com a carga em riba! &nda da"@!!! !he /O/-OO -- .ara que me vindes tentar, almas do diabo< -- respondia-lhes eu! -- 8st' l' a Br"zida espera, coitadinha, e tenho medo de lhe levar o mal ruim! -- 2ual o quD<@ -- tornavam os grandes mariolas! -&quilo * mais sä que um pDro! &nda da"!!! -- Dei%ai-me c'@ 5e soub*sseis as saudades que tenho dela@ :, !he /OO -- 5audades nas securas, meu amor, d' c' a borracha! 8, na arca aberta o justo peca, l' me arrastavam os e%comungados! K volta, ao tocar a testada de nossa casa, bem vontadinha sentia de ir beijar a minha Br"zida e ter com ela aquelas pr'ticas de que dizia ?rei Aoaquim das 5ete Dores: H4elhas abai%o, para homem e mulher, depois que o mundo * mundo, melhor brincadeira näo se inventou!H Mas n', contentava-me em estropecer na rua e chamar: -- M Br"zida, est's l'< 8la respondia-me da cama, mais repenicada que uma franga: -- Js tu, &ntónio< 5obe, sobe, que est's a meijengrar< -- )äo, menina, c' vou para 4rev+es vida!!! 5eja

pelos trabalhos que )osso 5enhor padeceu@ 8 ia, abalava dali a rilhar os dentes, mais raivoso que o .orco-5ujo quando deu trambolhäo do .ara"so! Mas era for#oso dei%ar tempo a que o mal francDs florisse ou os meus receios se dissipassem! 5abia depois que a minha Br"zida, pobreta, vinha, mal levantava a manhä, pelo cami!he /OO-O0 nho fora at* junto da igreja, acompanhada do rebanho dos inocentes! 8, ao descobrir na areia fofa o rasto do machinho, e%clamava: -- =lhem, meus meninos, olhem, aqui passou o :, !he /O0 triste de vosso pai! 9' väo as pegadas$ foi-vos ganhar o päo, aquele negro@ 1nformavam-me os vizinhos deste enternecido cuidar e vinham-me as l'grimas aos olhos! 9om remorso, ao mesmo tempo, chamava-me perdido mil vezes, e a Deus e ao Diabo rogava que me sepultassem logo no inferno para castigo da minha sem-vergonha! 8 como nem um nem outro me dessem ouvidos -- o que de resto eu j' esperava -- entre o c'lice e a hóstia prometia näo voltar a espanholas ou francesas, fossem elas bem embora mais feras que as cabras do nosso monte e mais cobi#adas que a fruta quando se tem se-

minha Br"zida. outro no ventre! 8mbora.>aiSs te pelem. se veio ao mundo. näo sa"ssem ele estouvadas duas raparigas. de catr*fia seguida. dando origem ao mal falar das bocas badaleiras! Gaviam de !he /O0-O7 casar e atrasaram-se a escolher homem! 1sto de fDmeas säo todas :. por aleivosia. foi para regalar com o seu corpo e com o corpo das pobres doidas os rabaceiros de fraldas$ mas eu .de! Mas os tunantes dos almocreves frigiam-me: -. creio eu. que se me arruga o rosto! & 1sm*nia. acoimaram de se encontrar com o padre T* ?arrusquinho no sótäo da 9laudina! Bem certo que a velhaca da 9laudina. !he /O7 as mesmas! Mäe. gera#äo numerosa * uma fortuna. näo ferravam as pulgas! ?oi assim que dezanove filhos se lhe penduraram ao colo. que näo *s homem@ 6m pei%äo daqueles. ou passante jornada sem fraldas. um a mamar. na primeira noite. saltarina e cantadeira@!!! 8 o perro de mim l' descia outra vez o al#apäo do inferno! &h@ mas volvidos uns quinze dias de lazareto. que era de fresca e de tenrinha uma filhó antes de fritar. casai-me logo.

e para onde v'. ou o padre saltar os quintais como diziam que vinha topar as am'sias! . .passei muita noitada. tomei eu a cargo fazD-lo! Marquei-o. espera do gerifalte! &ssim Deus me salve se alguma hora eu ouvi a tamanquinha dela chapejar no escuro. j' ambos deram contas ao &lto Auiz dos desgarros da lu%Fria! C' a avaria do Bentinho foi certa$ neg'-lo seria negar a luz do sol. mas ele a" anda tombado sobre a ilharga. a lazarina bem munida de zagalotes. a atestar que ningu*m mas faz que näo entale o rabo! 8la era minha neta e a !he /O7-OB afronta mais com os pais :. como perdigäo que caiu de asa. !he /OB do que comigo. que a terra lhes seja leve. tombado sobre a direita. trazendo-os eu täo abertos como gato que anda ca#a! 5e se porquearam juntos. mas j' que näo varriam o agravo. a ferro frio. ainda que eu seja cristäo-velho e confessado e mais de uma vez ouvir dizer que se näo salva do inferno quem toca em ungido de Deus! 2ue ma pregassem nas meninas dos olhos@< )äo era f'cil.ois malhava-lhe dois tiros. vinte e nove trinta. por detr's das carvalhas da feira. como fazem os not'rios.

vinha. * verdade. amiga de lu%ar.vinte e nove trinta. folgar e doidejar! 2uem me estorvou a mim de lhe dar o correctivo< =u os pais porque lho näo deram!!!<@ )äo sabia eu que menina. nas artes da medicina mestre ouvido e chamado por toda a 5erra. o Bentinho. mas cabe#a de alv*loa. p3s-se a traquejar a minha neta Cu"sa. s vezes. e as dos &lhais s'bado de tarde. julgando que o rapazola andava para o bom fim! 1nda que o of"cio de curandeiro. pensei que isto de homens * fazenda que anda cara. me desse volta ao est3mago. mocinha airosa de corpo. caindo uma polegada mais fundo. pois j' ouvi ao nosso doutor que só ele mata mais povo com as mezinhas e %aropadas que todas as pestes juntas! Digam-me depois se.ois como lhes ia contando. com as barbas de Barrelas ao domingo. !he /OE . mais valia tD-lo despachado para o outro mundo. peral e faval säo maus de guardar< ?echei os olhos. vai contando o troco da velhacada! Deus me perdoe. paredes meias com o de corpo-aberto. ou ladeando um nadinha para órgäo melindroso näo fazia obra de acerto<@ . a faquinha. e o ser :. barbeiro nada mal afreguesado. que livraria muita criatura de ir fazer tijolo antes do tempo.

nas pantanas do gozo! & gente confessava-se e comungava e. beber.eio a festa do m'rtir 5! 5ebastiäo. cautelosa. depois com a alma limpa como quando se toma uma dessas boticadas que aliviam o corpo dos maus humores e o dei%am livre e lesto para os grandes apetites. era verdade! = maninelo encontrava-se com a mo#a no palheiro que o pai tinha para a 4omadia$ eu próprio a vi sair muito ronceira.ai senäo quando. era comer. que dava com a velha Barrelas. era o traste o ai-jesus das mulheres! . com a ponta do %aile a disfar#ar o rosto. !he /OE-OI que era um espelho de formosura! . carinha de pDro camoDs. redondete. bom cantador de fados. rosnei com os bot+es. durante trDs dias.ossorias todos conheceram aquele mariola de ginjeira: bai%o. ham<@ 9om aquela cara e as moganguices. pandegar$ mediante a quota de dez tost+es quem quer podia sen- . chegou-me aos ouvidos que o badameco se gabava de ter logrado a Cu"sa e jurar e trejurar que outros intuitos näo acalentara que palpar-lhe o amojo e lev'-la ao calv'rio! H4anto ladras. falas doces. ao tempo das mais faladas pelas redondezas. que trincas a l"nguaH! Botei inquiri#+es.muito debiqueiro neste negócio s vezes desata mal! .

que houve na igreja o brequefesta engra#ado de que ainda hoje . esse ano. jantar num dia. no dia seguinte! 2uando era mocinho. e ceia. fazia chorar as pedras! ?oi nesse ano. certo que lhe ficaria forra com tirar o ventre de mis*rias e empaturrar-se para uma semana inteira! . !he /OI-OL ouviu-se a palavra de Deus bem trombetada pelo nosso reitor que. ceia noutro$ supunha eu que fosse tr*gua digestäo. nunca cheguei bem a perceber :.tar-se ao almo#o e jantar no dia da festa. com os cr*scimos. !he /OI porque havia aquele intervalo no regabofe. por sinal. cada qual mais assanhada! )ingu*m que se prezasse faltava com a sua finta.ois. em que o nosso .aiva era abundoso$ o vinho corria como de fonte farta. cabritos e pei%e. as fun#+es tomaram vulto como näo havia memória entre os mais entrados na idade! 9onfessou-se o marrano e o cristäo. e as zanguizarras da terra e de fora da terra batiam o terreiro. sendo de capricho os mordomos. que naquele dia se tornava tarefa de respeito! )äo senhores$ era partido dei%ado dentu#a dos mes'rios que tinham a vara em punho! 9erto era haver naquela data enchente forte de vitela. era ele querer.

!he /OL que näo pode estar um momento sem que se aca#ape por terra. tanto mais que * só mudar os nomes aos bois.ois daquela feita o pregador de fama engasgou-se! Mais tarde e%plicou ele que tinha bebido um dedal de aguardente por mor do frio e se lhe toldara momentaneamente o ju"zo! = facto * que se engasgou e näo passava disto: *5ebastiäo. e ele tinha aquilo mais batido e rebatido do que anda o burel no traseiro ali do Bisagra. :. no pFlpito. no chäo e at* na ponta dum chavelho! = sermäozinho na boca dele parecia a 'gua na bica da fonte: *8ra sina na sola e na lua e nas telas* e j' estava na *ave-maria gracia plena* e bota para c' uma libra que por aqui me vou! . tratasse-se das *C'grimas de 5! .edro* ou do *&rrependimento da Madalena*. 5ebastiäo.mal em- . se näo pilha banco. mais 5ebastiäo para ali. miraculoso 5ebastiäo@ M 5ebastiäo. um pregador de fama e por ali fora. o ladräo do Meses que era o juiz da igreja e como vocDs sabem se chama 5ebastiäo -.se fala e falar' na vida dos nossos netos! = nosso abade era. santo e m'rtir@ 5ebastiäo. como est' sabido. meu 5! 5ebastiäo@* 8 mais 5ebastiäo para aqui. näo se enganava na carreira.

a fungadela das beatas lembrasse uma caravela que vai ao fundo! =l'@ &o fim da festividade. em vez de cair do pFlpito abai%o ou atirar com um diabo cabe#a do entremetido. que mor- . lhe chamava em l"ngua de padre-mestre.sai de!he /OL-ON tr's da coluna e e%clama: -.ereira.&qui estou. e eu com alma mais negra do que se me tivessem derramado nela pez a ferver! ?oi na ceia de segunda que me decidi! )a v*spera havia tomado o corpo de )osso 5enhor Aesus 9risto. botic'rio e miguelista dos quatro costados. que lhe responde: -. :. senhor abade! 2ue quer ao 5ebastiäo< 8 vai o nosso abade. garfos. !he /ON os choros.)äo * contigo. como o Manuel da 9osta . d'-lhe que d'-lhe. no meio da gargalhada geral. Barrelas em peso abancou ao 'gape.or ali fora l' se meteu a caminho e. minha besta quadrada. * com o valoroso legion'rio que nas hostes do cruel Diocleciano derramou o sangue pela f* de 9risto@!!! . e quei%ais! Durou os dois dias da pra%e a grande reina#äo. para o qual todas as casas emprestavam loi#a.pregado nome num safardana e desbocado daqueles -. näo tardou que o templo com o alarido.

no ros'rio sem fim das rezas. pelos furos.DD-se prisäo. cosido com a parede. tio .adre 5anto de >oma! ?iz o que pude! 8 hora de dar gra#as. se poss"vel fosse com a faca benzida pelo . de p*. responsavam os seus mortos. o ladräo j' levava lastro para 5! . peda#os de vitela por digerir<@ )äo sei! &colhi-me minha fazenda do 5abugal com a reiuna bem escorvada! C' foram os cabos de ordens at* a cancela! -. quando todos a arrotar. sem passar a nenhum tolo pela cabe#a que rezavam por um condenado! Dei%'-lo. a coberto da noite que de negra täo bem escondia o justo como o pecador! !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! 2ue lhe sa"ram do odre. dentro em ponco a dar contas ao 9riador. !he /0P esperei-o. encomendei o sujador das minhas barbas: -.reu para nos remir e salvar.. cabe#a descoberta !he /ON-0P e mäos erguidas.or alma de algum irmäo. agora aqui ao nosso lado e. e eu näo queria fugir devo#äo e bondade daquela benta hora! & minha vontade seria vingar-me do sedutor cristämente. santamente.edro! K porta :. quem sabe l'. padre-nosso e ave-maria!!! >ezaram todos.

como quem ladeou da cova! -rande piranga. se estais fartos de viver. dizeis bem! Cavei a minha cara borrada! Borrou-ma aquele cäo! )äo havia de pagar a ensaboadela< . tinha os demónios todos do inferno a responsar-lhe o coiräo@ !he 1U /0/ )äo h' trabalho sem trabalhos.ois *. que eu pegava logo no meu of"cio e näo doutro. desca"do sobre o flanco. que com uma pipa de 'gua fabrica um lagar de dinheiro! Morte mate. inda que fosse o do nosso abade.Malhadinhas. vós. * täo certo como uma 8scritura. mas dei%asse-me hoje o .ossorias j' näo conheceram.oltei minha lida. ou o do Geitor botic'rio. que näo h' juiz que o condene! .ai do 9*u tornar minha mocidade. lavei a cara borrada! &gora.Dizeis bem. se pegava doutro@ Muitas vezes ouvi dizer a ?r! Aoaquim das 5ete Dores!!! . rapazes.omecD lavou a sua cara honrada!!! -. mas só dobados muitos meses. voltou o Bentinho sua. era irmäo da =rdem de 5! Domingos e andava ao peditório de terra em terra . chegai-vos c'@ >odaram para nunca mais! . que leva a vidinha a cantar. matar gente.

aconteceu-me trope#ar com ele na 5erra da Capa. muitas vezes ouvi dizer: &rrieiro no tarde chora por arrieiro. e tinha s vezes batidas com o frade mais pu%adas que l*guas das velhas! 6ma vez. cereais ou fruta. nanja por cavaleiro! 5ó agora. com ossos dos santos m'rtires. lascas do 5anto Cenho. e convidava as boas donas. !he /0/-0O naco de presunto. ia por ali.ois a ?r! Aoaquim das 5ete Dores. com dias grandes ou noites sem fim. tornassem-me as minhas pernas e a boa disposi#äo.para o col*gio de fradinhos da ?raga.ossorias conhecem aquelas serranias . !he /0O badalar-me porta. mais dia menos dia com o . vinha eu das &ntas. com um rucilho tropiqueiro! 1a por aqui. näo se furtava o filho de meu pai a recome#ar o fad'rio por ?ran#as e &ragan#as! Mas ao tempo o meu pensar era outro. e dessem-me hoje o machinho.i'tico a :.ale do 4'vora! . pingos de 'gua do Aordäo. lembra-me como se fosse ontem. ou pó para matar as pulgas. e j' me näo lembra que mais destes santos ingredientes! . botados ambos l' de bai%o do . a troco de chouri#o. * que vim ao fundamento de tal senten#a! 9horo pela minha vida de almocreve.

näo me fazer minha mäe fidalgo@ 5e mil diabos me levassem maila cadela da sorte@!!! -.>aios partam a vida. !he /00 8u praguejava como * próprio de gente pouco paciente e nada habituada a rezar: -. de riba da az*mola. täo enfarinhado que só a coca do capuz guardava um arzinho de . eu lhes digo: desertos mais danados.disse-me entäo ?r! Aoaquim das 5ete Dores. fraga sobre fraga.9ompanheiro dos meus pecados -. embora pouco trilhado daquela rota. toque. postos ali para purgatório do passageiro. atr's de mim. Deus nos acuda.onde )ossa 5enhora apareceu a uma pastorinha de gado. täo ba#a e ema#arocada que o c*u era mais tapado que um capuz. chapava-me neles tais manchocas de neve que näo havia rem*dio senäo fech'-los! :. näo quero que haja debai%o da rosa do sol! 9a"a neve. penedos sobre penedos. e ceguinha de gota-serena a terra inteira! &pagara-se de !he /0O-00 todo o lume do caminho. o cäo do vento. melhor a palpitaria que eu! 4amb*m näo tinha outro rem*dio! &brir os olhos que valia<@ 2ue valesse. uma nevasca. toque. que era muda!!!<@ 5e näo conhecem. e eu larguei corda bamba ao macho que. que bufava de frente.

negro -- näo blasfemes@ =lha que Deus est' a ouvir-nos e, se quiser, pode muito bem sepultar-nos debai%o da neve como sepultou os egipcianos no mar das &r'bias! 2uerias ser fidalgo, ham<@ )äo querias mais nada!!!< 4u näo sabes o que queres nem sabes o que dizes! .+e l' na tua que as vidas näo säo piores nem melhores, elha por elha! 5äo vida e basta@ -- 8m boa hora sai ;ossa .aternidade com o sermon'rio -- respondi eu! -- 8ntäo a condi#äo dos letrados, de cadeira, a cardar os desavindos$ a dos padres -- e perdoe ;ossa .aternidade se lhe estou em casa -- a comer os d"zimos e, l' de quando em quando, a louvar no Brevi'rio ao criador dos melros, podem comparar-se a esta sa!he /00-07 fadeza de of"cio, ra#oar de seco, dormir quando Deus quer, s vezes torricado do sol, outras molhando pingando, como desta feita, que at* j' levo uma lagoa no umbigo<@ =utra porta, que aqui mora um surdo@ :, !he /07 -- &ntónio -- tornava ele, tangendo rijo a bestiaga para aparceirar com o machinho, que era andeiro -- o teu entendimento anda mal ensinado! = bicho homem, quem quer que seja e o quer que fa#a, tem sempre consigo a mesma pe#o-

nha! 8 esta pe#onha sabes o que *< J o nunca estar contente com a sua sorte! 2uanto mais tem mais apetece, deseja e torna a desejar para logo ou amanhä aborrecer! 9omo näo h'-de cansar-se da vida nesta alcatruzada de aborrecer e desejar< -- &ssim ser', meu irmäo! &gora c' eu, franqueza, franquezinha, antes queria ser o fidalgo da quinta da 6cha, boa brasa aos p*s, bons bifes manja, boas fDmeas para o gozo, que o pilorda que aqui vai por bai%o duma nevasca, &njo Bento, que at* se me afigura que deu foeira no c*u! -- 5im, l' horas por horas at* 9risto as trocaria e mais era Deus, a julgar pelas palavras ditas no Gorto das =liveiras: *.ai, se * poss"vel, passai de mim este c'lice@* 2ue queres, a fruta mais saborosa tem caro#o no meio! Mas, l' vida por vida, näo vale a pena apeguilhar! 5e * verdade que aonde oiro fala, tudo se cala, o fidalgo, que tu tanto invejas, näo ser' uma vez nem duas que, ao ver-te seguir de rotina, ra!he /07-0B beiro pelos ombros, a assobiar descuidado diante do macho, näo sinta ganas de te estar na pele! & neve que agora te aflige * para ele o enfado que o toma, :, !he /0B

quando mal se precata, de sua cortesania, säo os cuidados da fazenda que estäo ferrados nele a comer como vacas no toro dos velhos castanheiros, sabes, aqueles cogumelos gordos da grandura dum chap*u! 5äo ainda os percal#os da honra que näo * coisa para gra#as! .odes crer, caem nevadas em todas as vidas e em todas as condi#+es, tanto na do homem de leis como na do rico ou do frade! 5abes o que * preciso ter< .aciDncia! .aciDncia, meu homem@ -- .aciDncia tenho e de mais! &inda ontem um bandalho me chamou ladräo e näo lhe saquei as tripas ao sol! -- ?izeste bem! Dos sofredores * o reino dos c*us! -- 8ntäo tenho um lugar mäo direita de Deus .adre! -- )äo digo que näo e, j' que essa virtude te näo falta, vai mais devagar! = teu macho vai täo depressa que nem que levasse fogo ao rabo! Modera, homem, senäo o meu burrinho näo aguenta! 5ofreei o macho! 9a"a neve, se Deus a dava, em rala, em grandes flocos, s mancheias, assim tola, como gräo lan#ado a um campo por semeador arrenegado ou pouco e%periente de mäo! )ascera a Cua, mas que lua@< 6ma cara bochechuda de estalajadeira espreita, l' do fundo da casa, para o estendedoiro da sua roupa branca! = mundo mais näo era que bragal pu-

de diante. enchendo o ceu. nunca vistos ou sonhados! . lembravam. como se fossem todos eles os pinheiros que se levantam na nossa cabe#a quando se est' a delirar. e era vD-las de asas ligeiras. a voar umas atr's das outras. carre- .respondi! -. o grande bufador. alevantava para dei%ar a nu peda#+es de terra e do mato.rimavera$ era a neve *ladroa* -.a neve das moscas brancas que voltejam.erdidos pelos cerros. a voar.como para a" lhe chamam -. ora desenrodilhadas.= macho ainda vai mais insofrido do que eu! >aio dum raio@ =s pinheiros tinham ar zaranza. rodopiam. bragal que. maluco. ora muito juntas.r"ssimo. uns. metem-se por todas as fisgas e grelhas busca de coiro vivo em que ferrar! 5oprava-lhes o nordeste. o esflorar das pereiras na . dos lados. !he /0E de vento.4oque-lhe -. de bai%o. giram. batido !he /0B-0E s vezes por uma refega :. bailando. sujos e negros como montes de esterco mal cobertos pela vessada! )äo era desta neve que doba mansa do c*u e parece.Gomem. grandes rocas barrigudas. vDm de tr's. näo corras@ -rogou-me o frade segunda vez! -. num vira sem fim! !he /0E-0I -.

j' resolutos. a fazer do mundo um mau!he /0I-0L sol*u -. derreados.4oque-lhe. aves e animais para abrigos e lapas. naquela birra ora de seguir nossa ilharga ora de trepar os montes! -rande bru%a que era a neve@ -. e eles tinham o jeito tamb*m de romper marcha.fartava-me eu de gritar! -. serra fora. nunca mais se me apagou da memória! . gente e rebanhos para povos e corujeiras! 5ilDncio e neve@ 5ilDncio e neve. e näo h' alma penada que nos acuda! De verdade. corneteiros de m' morte! ?ugira tudo. as forcas. por aqueles altos carrapitos. !he /0I trou%as brancas que pareciam levar cabe#a fossem trou%as roubadas e que nós lhes f3ssemos a tirar! >ealmente pass'vamos. e senten#a foi que.gadas com um linho mal assedado$ outros. a firmar-se em nossas pcssoas.4oque-lhe.ouvia rosnar a ?r! Aoaquim. de mäos dadas. näo se ouvia rumor de vivente. como se as :. por muito batida. que morremos ensocados na neve. mas lentos. 5r! ?rei Aoaquim@ -. com justi#ados ao penduräo! =lhava para eles e pareciam-me uma grande maltesia que estacasse naquela mesma hora a espiar-nos a derrota. pio sequer de mocho ou coruja. em que ouvi falar.

como se um mar se estendesse por ali fora. sem ruga.ale de Aosafat: . at* cascos de rolha. täo bem cirandada ao luar. !he /0L vezes. mal me sentindo levado. mais deslumbrante e medonho! 8. de mil ravinas. buzinou-me aos ouvidos um vozeiräo terr"vel como dizem que h'-de ser a trombeta do . e j' ia alta a Cua. andando. lembrava uma candeia de azeite a alumiar um casaräo desamparado! 8u ia gelado at* a alma e pegara-me a soneira. como se os esp"ritos me fossem de todo a abandonar! Dormia.&ndando. formid'vel. esse penedal avan#ava. sei l'@ 9onsoante os vagalh+es da neve. diante de mim umas vezes trancava-se um muro fosco. escureceu-nos. por aqui näo h' passo! =utras :. quando se via. uma Cua que o mais do tempo se näo via e. rolava ao meu encontro e derretia-se! Derretia-se. delirava. sonhava. ia zombando dos meus olhos! 9hocando assim mil pesadelos. os longes recuavam. recuavam atrav*s da poalha branca. e logo na brancura rasa se levantava outro. nem onda! )äo era raro ainda que um penedal de mil cristas. e eu me dizia: homem. se levantasse repentinamente beira do caminho$ depois. formando-se e abatendo-se por milagre.

eu com toda a for#a dos . digo para o frade: -. !he /0N 5entado sobre os quadris. embora resoluto como sou.&ntónio@ &ntónio@ Diante de mim. beirinha do caminho. ele com a ronca habituada aos latins. &ntónio!!!< )äo vDs<@!!! :.aternidade comigo c3a@ 8 ambos a um tempo. uma cara n*dia e gordalhuda mostrou-se e ca" em mim! >eloucara! 8ra o frade. e era sinal de que assentara ali o pouso de ca#a ou de espreita depois de nos farejar de longe! Cuziam-lhe as duas lanternas dos olhos. estava um lobo! 4inha o topete coberto de neve. espertados do torpor que me pegou!!! Mas ?r! Aoaquim estendia o bra#o e a sua voz tremia: -. a serra. atravessava-se uma alma penada täo brusca e desconforme que.ossa . o burro.Berre . neve que acamava maneira de solid*u dum bispo. e. desconfiado eu que o bicho näo trou%esse roga. den!he /0L-0N tro das entranhas senti berrar: ai Aesus@ Mas o que era estava escanchado num jumento e o jumento sacudia a neve das orelhas e levantava para o macho olhos muito pac"ficos e tristes. modo nos brutos de trocar cumprimentos ou pedir consola#äo! Depois.-. a neve.)äo vDs.

!he /7P para o c*u. no anel de claridade que ia transportando-se medida do nosso passo. o escuro. o focinho muito esgalgado erguido :. ali no meio do ermo@ Mas aquilo foi tamb*m um esticäo que demos febra. uivou contra o vento. a toda a roda. homem@ -. chegado ao oiteirinho.K c3a@!!! K c3a@!!! 5anta Maria. o lobo levanta. mete por diante das cavalgaduras e. näo sei porquD. vai senäo quando. tepe-tepe. aqueles uivos que parecem vagidos de crian#a doentinha a quem estäo a bulir no a%e! 6m uivo que nem uma sovela a furar! =s senhores riem-se< 4amb*m eu agora me rio do meu caga#o! .4oque c' para diante. grit'mos: -.ois creiam que de trav*s para nós. e continu'mos mais animosos a esporteirar! = mariola do bicho nem sequer se me%eu. que investiam com uma botelha de meia canada e lhe arrancavam as tripas dum sorvo. a neve bailava como uma bDbada@ -.Deu-lhe para rezar a" o Brevi'rio!!!<@ .pulm+es. !he /0N-7P mais se chegou para nós e. at* se me puseram os cabelos em p* ao som do nosso berro. desata a uivar! 6ivou. mas. especada nas quatro .icou o rucilho e.instei com o frade! -.

os flocos faiscavam e batiam-nos nas ventas rijos como areia! = lobo.Dei%e o ros'rio em paz -.Gum -. se traz faca ou outra arma. diante dos olhos. melhor assucedeu! =bra de cinco minutos adiante.proferiu o frade. a fera punha respeito! -. !he /7/ descosido. mas que velhacos@ Muito mansarr+es. como !he /7P-7/ se näo d*ssemos conta de sentinela täo mal-intencionada! 8le mudo e quedo como um penedo! -. quando cheg'mos ao cabe#o distante uma centena de passos do s"tio em que aparecera. se bem o pensei. saem-nos quatro lobos pelas costas. pu%ando das contas -.maluquei com os meus bot+es -. passo :. saque dela.encomendemo-nos a Deus! -.est's espera dos colegas!!! 8. como pessoas näo-te-rales que väo ao seu destino! 2uatro .respondi -. que vem sobre nós uma alcateia que nem os p*s nos poupa nos sapatos@ -.patas.e. focinho por terra.5er' o que Deus quiser@ 9umpra-se a sua divina vontade@ 8scurentava agora o luar a pontos de a neve parecer ao largo cinza e mais cinza que ca"a! Mas.9ompanheiro -. calou a serenata! 8 nós rompemos adiante.

estacaram um momento. c3a@ -.)ovamente. e p+em palha. chegaram-se para mais :. com mais afli#äo que sinos a rebate! 8 a neve mais se encarni#ava contra nós. de uma eira. entäo. quando mal se pensa.K c3a@!!! K c3a@!!! 9aramba. 5r! ?r! Aoaquim. . menos com ar de espavoridos pela nossa manha. praganal numa polvorosa! =s lobos formaram com todo o descaro nossa banda! )em uma patrulha! = luar era morti#o. os maganos. 5r! ?r! Aoaquim!!! -. sempre leva que leva nossa mäo.K c3a.feras de vulto para espostejar um vitelo meio touro e ficar com fome! -. virando-me para o frade! 8 com toda a alma berr'mos: -. que admirados com a malcriadez! -. fustigada pelo vento! )as suas reviravoltas e sarabandas era mais endemoninhada que os burburinhos que se levantam. mas eu bem lhes via !he /7/-7O o lombo saraivado e pelo jogo das pernas como se iam mandando connosco a compasso! 2uando anoiteceu de todo. gräo. o grito e atr's do grito o eco l' iam c*u fora a esparvar aves e animaizinhos monteses.e%clamei eu.K c3a@!!! K c3a@!!! =s birbantes.

homem@ = frade passou-me o tur"bulo para as mäos.disse-lhe eu.ossorias se quiserem. que trago para consertar! -..Gem< -.DD-mo c'!!! -. .aternidade näo traz nada!!! navalha.)ada! -.J hoje o nosso Fltimo dia@ -.ossa .J um tur"bulo$ * o tur"bulo da igreja das &rnas. pau que seja< -. ferro. com mentes de pular garupa do burrico! = frade l' se ajeitou esquerda. que j' me parecera ver um dos moinantes.asse para a minha banda -. täo cosido contra mim que cheguei a supor que animal e frade queriam montar no machito! =uvi-lhe gemer: -..Mas que * isso que h' um bocado vinha a tilintar nos alforges< -. acreditem .!he /7O perto! 8u quase os podia chu#ar com o estribo$ mas que ganhava< 4odo o meu zelo era levar os olhos neles que j' se me afigurava tolherem-se näo sei por que resto de cobardia de nos saltar! = frade vinha atr's de mim a bater os quei%ais de medo e. täo forte batiam que os engenhos que se armam nos milhos contra os gaios näo fariam maior estreloi#ada! -. o mais alentado. esticar os jarretes.DD-mo c'!!! Depressa.

mas trazD-lo ali o frade. mas näo lhes torn'mos a p3r a vista em cima. nem as bestas deram sinal de que nos fossem a acompanhar! = frade erguia gra#as a Deus e berrava: -. depois. que isto de afugentar os lobos com o cigarro aceso era cren#a sem fundamento$ sempre assim o ouvi dizer.or desgra#a. j' as bestas enterravam as pernas at* a joga e näo se via palmo diante de nós! 8 "amos alagados por . e ele a teimar e eu a petar. só em rapaz fui fumador. a bimbalhar. e nem sequer trazia lumes comigo! Dizia o frade.ossorias saber.:. querem .Milagre@ Milagre@ &os parvos aparecem os santos! Milagre foi. os lobos meteram o rabo entre as pernas e desarvoraram! 9erto. !he /70 atravessei a faca nos dentes. nanja por o tur"bulo ser bento e servir nas cerimónias divinas. a fazer uma matinada que nem cambalheiras arrastadas por um cavalo@ 8. fomos andando caminho! Mas a nevada continuava a subir. visto que os lobos se assarapantam facilmente com o ru"do dos metais e se se pe!he /70-77 tisca fogo! . assim Deus me salve@ =uvimo-los ainda uivar para a cernelha do morro. e a" me pus a tocar ferrinhos.

sobre andar mal pensado e estafado de jornadear.rezemos a )ossa 5enhora para que nos leve a porto de salvamento! 8ngrol'mos padres-nossos e ave-marias uns atr's dos outros. o pote de en%Fndias do fradalhäo! 8 näo se via para que erguer olhos. trazia al*m dos alforges. mormente o jumentinho. pudera@ se queres aprender a orar.&ntónio -.4u conheces bem o caminho< !he /77-7B -. como se nos quisesse falsear o passo daqueles montes! -. os olhos a luzir. entra no mar! &o cabo.dentro.a- . como quer . nas :.ossa .disse-me ele -. !he /77 horas em que Deus ou Diabo lhes däo corda. que. tornou-me o frade: -. cheios com o peditório. mas * a mesma coisa que andar por terras nunca vistas nem pisadas! 9om esta nevasca e este escuro. fraldejando sua serguilha ru#a. at* me lembrava um fantasma. vestidos de alva por fora. e o frade com o capuz erguido. desses que levantam das campas e. as mäos encabadas nos canh+es da cogula e o ros'rio ao penduräo. menos o luaceiro da neve dobando sempre.9onhe#o. vDm vagar pelo mundo! &s bestas emperravam.

cebolinhas.4oque l' .aternidade! :. vai estafadinho como vDs! Ceva-me a mim que pcso seis arrobas. batatas.amos aventura de )osso 5enhor! -.2uer .ossa . mas tu bem sabes que.=lha.5im.8ntäo< -.ossa . e carrega com os alforges onde as boas almas meteram com que entreter a debilidade de meus irmäos em 5! Domingos.aternidade que leve o burro ao . um pouco de carne e näo sei quantos salpic+es de lombo! =ra tu precisas do meu burro que te guie nas duas escurid+es que säo a neve e a noite! 2ueres tu pagar-lhe o servi#o que poder' prestar-nos< -. onde h' dez anos * burro! 5e nós o deit'ssemos adiante< -. alhos.ternidade que eu descubra o norte< )äo se vD nada por onde um desgarrado possa orientar-se! . só de me sentir sobre o espinha#o. !he /7B -. al*m de se sentir dirigido e se näo dirigir.8 näo vamos mal. afora os pecados. h'-de lhe faltar a liberdade de meter por onde lhe pede a cachimónia! J sendeiro e basta! -. que näo h' segundo guia para os cegos! Mas queres tu saber: o meu asno conhece estes andurriais melhor que manjedoira do convento.

pelos caminhos compridos dos viandantes! =h.colo< -. me pregou um sermäo que nunca mais esqueci! -. e vai sem carga! &ceitas levar-me na garupa.2ue lhe compre uma v*stia!!!< !he /7B-7E -. trupe. investindo contra a neve. e tocamos o sendeiro para a frente.)äo seria mau. com invernos que arrastam as pontes. cada vez mais ladroa. h's-de ter saudades destes tempos.2ue lhe mande uma carrada de feno< -. sono. amigo de falar e contar anedotas.&credita -. neves que cegam a gente. * pimpäo. fome.Gomem. sede.. !he /7E = burro l' ia na dianteira trupe. que ele guia-nos<!!! Dito e feito! = frade escarranchou-se na albarda atr's de mim e rompemos como foi combinado! :.*stias tem para ele e para ti!!! -. de tempos a tempos avisado pela ponta da minha arreata que a sua obriga#äo era seguir lesto e rota certa! ?oi entäo.dizia ele -. näo! -. se h's-de ter@ 8 se pu- .quando fores velho e que os netos te engatinhem pelas pernas. que o frade. mas tamb*m näo * isso! =uve: o teu machinho * forte.

nanja por cavaleiro! 8 tinha razäo o raio do frade! Mas.desses voltar atr's näo escolherias outra vida.orco-5ujo. como lhes ia contando. !he /7I no instante em que estava de p* no estribo para desandar e disse-me: -.ega: isto * um ossinho do bra#o de 5! Aoäo de Deus. gelados at* a alma for#a de andar l*guas e l*!he /7E-7I guas perdidos na neve! =s frades aboletaram-me no convento e deram-me uma tigela de mel e leite que me p3s fino para a jornada! Mas só consentiram que abalasse ao outro dia quando o sol come#ava a fundir o grande neväo. que l' diz o prov*rbio: arrieiro no tarde chora por arrieiro. um pelinho da barba de 5! 4eotónio. que foi o anjo da paciDncia$ este cabelo. que tinha derrotado as matas e apagado caminhos e atalhos em logradoiros e ermos! ?r! Aoaquim das 5ete Dores veio ter comigo :. de muito pr*stimo nas dores repentinas! 4r'-los ao pesco#o e ver's que nunca mais entra contigo o . deit'mos o burro a bater caminho e o finório do animal l' acabou por acertar! 9heg'mos ao convento mais mortos que vivos.. nem nas jornadas tens maus encontros! .

brancas. que viravam ao escaveirado natural. e pelo can- . muito grulhas. em bandos! 4ocava-as um ventinho repontäo.edi-lhe a bDn#äo e larguei! = monte lembrava um len#ol esburacado! 5e a neve derretera aqui. e pelas eiras os passarinhos debicavam. rebolonas. caminhos. matos e 'rvores. volta de sarga#os e tojeiras e onde quer que houvesse farfalha! = sol. outra banda erguiam j' ramos desembara#ados! & morte branca rodara por esta vez! &certando o rumo pelos cabe#os. conservava-se ema#arocada al*m. a neve derretia! . a pinchar no prado! &s 'guas desciam dos altos tagarelas como nunca. antes de enfardar! = mundo era como C'zaro ao atirar com a mortalha aos quintos! . !he /7L seu peso. as espigas esbanjadas pelos palheireiros! Gavia nuvens e mais nuvens no c*u.or toda a parte.. s vezes. mais bonito que o novilho duma vaca ratinha.inheiros e carvalhos se do lado do poente continuavam cabisbai%os e oprimidos pelo :. ainda mamäo. e davam ideia de !he /7I-7L belros de ovelha carmeados. vinha uma nuvem e cobria-se! Mas ele voltava a correr alegre e ruivo pelo mundo.

tar dos galos nos povil*us. nem para cal#o de panela tenho pr*stimo! K espera que me atem os p*s. que de abades näo se fala! !he U /7N &gora. presas por um negalho. nanja por cavaleiro*! 5im. o frade metia num chinelo ao mais espertalhäo dos doutores. estou caduco. e verdade seja que. vou tratando do bem-dSalma. l' consegui endireitar para a minha terra! &s nóminas p3-las Br"zida ao peito. mSamigos. täo-pouco os teve a partir dessa data. nem lhe faltou leite para os meninos! Mas de tudo. o que me näo esqueceu foi aquela do *arrieiro no tarde chora por arrieiro. se nunca tivera ruins partos. senhores. pois coisa täo melindrosa como * a .

quando servi de mordomo. a quem fiz h' quatro anos. santa missa se falho. * sabido mordomos !he /7N-BP e penitentes na quadra das arcas cheias serem täo bastos pelas portas como as moscas na tenda ali do . e a f* * que nos salva! &rde uma fornada de päo@ &cabou-se. mas näo * l' em casa que se nega esmola para as festas e promessas aos santos! Metade vai-se no papo dos pardal+es. a festa de arromba que .ois ando compondo o bem-dSalma e quem me queira encontrar v' igreja. !he /BP est' rachado se näo faz ouvir das minhas orelhas que andam surdas! &ssim conto alcan#ar o c*u. ajudado da gra#a e com a intercessäo do m'rtir 5! 5ebastiäo.enetra! . quando näo * todo!!! Mas quem pede precisa.vida eterna vale mais cuid'-la por nossas mäos que confi'-la a testamenteiros! . sou eu! C' sou certo em of"cios e novenas e. nosso bento padroeiro. suba at* o altar-mor. e onde vir um homem dobrado dois degraus abai%o do oficiante a bater no peito e a chorar os seus pecados e os do mundo.ena * ter eu um rebanho de filhos que me vedem de distribuir por pobres e vagabundos os bens granjeados com o honrado suor do meu rosto$ pena *. * quando o sino que :.

como rezam os livros das Babilónias afamadas! =ra em preparar o meu descanso eterno vou consumindo a Fltima cera do pavio! 2ue armei em beato< )äo.. senhores. nem pintado@ . com o nome de Barrelas h'-de morrer. por mais que me digam. sou cristäo e j' vejo a sombra negra que a minha cova est' fazendo. * que näo pode compreen- . por voz pouco delicada -. que nas fun#+es que tem havido näo * uma só boca nem duas a dizer: -. mas embora. !he /B/ ao lume da terra fria! = Bisagra.Mordomo como o tio Malhadinhas. e com a fartura das comezainas estoirou.crismaram neste frescal e ajudengado nome de . se * !he /BP-B/ certo que as vilas tDm de passar. :. em nada malcheirosa como . que * bem lembrado e guarda fidelidade velha Barrelas que.ossorias sabem! 9äes de )isa. cabe#a de paliteiro.3s o ramo para nunca mais@ Bem haja o povo. dois fogueteiros.orcalhota e Cava->abos -. vieram duas mFsicas.aiva! Mas com o nome de Barrelas nasceu. de goela aberta.ainda que e%prima asseio. morra um homem e fique fama@ 8 fama ficou. o pai Genriques de indigestäo! 4amb*m me entrou na algibeira.ila )ova do .

into. p*s descal#os. a päo e 'gua.ara"so! 5afado.der esta arruma#äo de casa em v*speras de largar! 6ma vez. o Diabo näo sei! .redargui -.= ladräo anda a ver se engana 9risto com as penitDncias c' da terra para l' em riba lhe perdoarem as mortes que tem s costas! 8ste * dos tais que foram para se benzer e quebraram os olhos! 9apaz de embarrilar 9risto * ele.2ueres saber. saiu-se-me com esta: -.Dos meus pecados näo tenho medo de dar contas a Deus -. na venda do T* . o que tu havias de fazer para entrar direitinho no >eino dos 9*us< 8ra ires a 5antiago de 9ompostela de penitente. e com uma pedra s costas que pesasse umas duas a trDs arrobas! Dizem que quem l' näo vai em vida.ejam o desbocado@ 8 näo h' grandes dias. vai l' em morte! &quilo * chegar e fica o pecador com a alma mais branca que uma pomba de leque!!! -.näo troque ele l' nos registos o meu nome pelo teu! 5e trocasse !he /B/-BO estava mal. ó &ntónio. que lhe importava . ouvi-lhe por detr's do taipal dizer de mim para o 9abe#as dos &lhais: -. l' isso estava! A' ouvi dizer que * mais f'cil passar um camelo pelo buraco duma agulha que entrar de cornos no .

. &lbino< &rranhaduras! Mais fez 5! . onde estou sentado a rezar o ter#o! -. !he /BO digo-o alto e em bom som.&" vem o tio Malhadinhas@ 8 pelos seus pecados näo reza< Dizem que vocD näo foi boa bisca!!! -.a minha vida@ 8u c'. näo se passa mDs que me näo confesse e näo receba o sagrado corpo de )osso 5enhor täo real e perfeitamente como est' nos c*us! K boca da noite näo me procurem nas vendas nem no forno$ procurem-me no poial de pedra da minha porta.ossorias conhecem-lhe o código civil< &rtigo primeiro: &lbino.D' com o ju"zo em droga!!! 8 para judeu!!! -. que * vizinho! -. o &lbino alfaiate.=s meus de täo pouca monta eles säo que j' passaram ao rol do esquecimento! 2ue fiz eu.perguntou-me um dia destes.orque reza tanto. resposta de judeu: -. tio Malhadas< -.edro.. pelos do pró%imo!!! 9arrasco.>ezo pelos teus pecados. :.ois para judeu. &lbino$ artigo terceiro: est' revogada a legisla#äo em contr'rio! -.. trata de ti$ artigo segundo: trata de ti. que cortou a orelha ao capitäo. e * um dos pila- . trazes a" tanto menino sem pai@!!! -. ao sair de casa.

afian#o-lhes que mondava . e a de tantos santinhos que derramaram o sangue vela luz da verdade< :. o vento e a poeira dos caminhos! &h@ havia de eu l' estar@ Gavia de eu l' estar quando os imperadores -.o nome deles dD caganeira a quem o proferir -. havia de eu l' estar com o meu cuchilo@ 9horam os padres que a religiäo leva m's andan#as e eu o creio! =s templos por esse mundo estäo s moscas! 8 tamb*m vos digo. eu só queria um dia ser rei! 6m dia näo era cabonde$ mas uma semana! 5e fosse rei uma semana.res da 1greja e chaveiro do c*u! . bai%inho que ningu*m nos ou#a. eu sou o Fltimo c' na terra a ter medo do inferno! 5abem os meus fidalgos. !he /B0 )äo pode! = T* Balatroco p+e-se s vezes no seräo a ler o *?los 5anctorum* ou o *Mestre da .martirizavam os bons cristäozinhos teimosos ou as virgens que.ida* e as bagadas caem destes olhos que mirraram com o sol. redentor dos homens. parece tinham alma de a#o@ &h@ 9ristina. caramba.ortugal! 6ma fogueira em cada .ois pode-se l' ser herege !he /BO-B0 ou beato falso quando se considera a sagrada pai%äo e morte de )! 5! Aesus 9risto.

ai senäo quando. näo foi@ . novecentos r*is por um cavalicoque. raios partam tanto tributo com que a gente de bem tem de ustir para andar a" meia dFzia de figur+es. os escriväes e os doutores de m' morte! . &ntónio Malhadas. com obriga#äo de cada homem honrado lhes p3r um matacäo em cima! 6ma choldra de ladr+es@ 1maginem . !he /B7 tost+es de sumptu'ria! 1rra. um chincaravelho que näo valia. salta de l' com nove :.para me ajudar a es!he /B0-B7 pairecer saudades dos tempos em que corria de almocreve 9eca e Meca e olivais de 5antar*m! .lembram-se< -.us o cavalo em pra#a na feira . mais farófias que pitos cal#udos@ >aios partam@ = governo * um corpo da guarda que nos defende ou * a quadrilha do olho vivo que näo faz senäo roubar< 2uem lhe encomenda o sermäo<@ )äo foi com o meu rico dinheirinho que eles engordaram daquela feita. a bem dizer.ossorias que um pobre j' nem uma bestinha pode ter@ Muito tempo conservei aquele cavalito fouveiro -.oiteiro para os ministros. os ju"zes. os guizos dum gato@ >aios partam o -overno mailos governados.ara estes decretava ainda cova bem funda. de costa direita.

tantas. muito mais se me ponho a contar o que eram os . os compradores näo faltaram! = mais chegadi#o era o >amalhoto de . e eu na minha boa sinceridade fui-lhe dizendo: -.dos quinze e.quando por aqui me vDem de taverna em taverna a matar o bicho ou com ares de andar sirga.Aoaquim. esta bela cor do vinho palhete que eu tanto apreciava -. isto * bicho de cara direita!!! o que se chama cavalo que escapou remonta por eu jurar e trejurar que era o meu ganha-päo! 9em cäes me mordam se de .j' tem um bom par de anos!!! a certidäo de idade tr'-la na cor. * a safar-me do vespeiro das saudades.iseu para riba pisam quatro estacas como ele! 4anto vale para cilha. que * novato em troquilhas. !he /BB no peito um ninho de lacraus! 2uando por aqui me vDem abordoado a este pauzinho de marmeleiro -.eva. como para botar com um homem a cascos de rolha! Ceva-o que näo vais enganado!!! C' levou o chincaravelho e com isso quebrou duma vez !he /B7-BB para sempre a minha lida de almocreve! Mas tenho saudades. que s vezes parece me%er-me :. como para tirantes. louvores ao 5enhor que tudo manda.

Bem haja!!! e Deus lhe pague o bem . !he /BE rendido tamb*m ao entono da minha voz proferida no tra#o da vida para a morte.meti-me na cama! Mandei chamar o padre. täo presa que at* a mim se me afigurou de moribundo. :. que me ouviu de confissäo e me trou%e o .Bem haja o amigo Cajas -. o f3lego dif"cil. esparvada! A' noutro dia#o julguei que era chegada a minha hora! 6ma febre que abrasava. pedi que me desenganasse do meu estado!!! näo tivesse medo de dizer a verdade. que apareceu sem tardan#a e vista do meu nariz torceu o dele! 8m voz muito presa. l' que se afoitasse com o silDncio dos meus herdeiros.disse-lhe eu! -.tempos do meu tempo! 8 a vida l' vai!!! ligeira como uma galga doida. muitas dores pelos lombos como se os lódäos que defrontei em trinta anos de almocreve me ca"ssem a uma voz sobre o corpo todo -. com toda a pompa. visto ter j' no peito o roncadoiro da agonia! -.i'tico a casa. o &fonso Cajas. que näo podia dei%ar de ser consentidor. o barbeiro declarou que eu devia estar por horas. honra lhe seja! Depois a Br"zida enviou um próprio ao barbeiro do 4ouro. pois queria ajustar de vez todas as contas com o mundo! &quilo.

pronta ao que desse e viesse. junto bolsa do chumbo e o polvorinho! 5ó faltava o podengo! 5empre ali a tive carregada. mas ou porque lhe acudisse ao pensamento que tresloucado como estava era por l' capaz de atentar. contra a alminha que Deus me deu. ou näo sei porquD disse-me: :. por modos. que tamb*m lhe quero dizer adeus! Dei%a-ma c' ver!!! & escopeta. um tiro s perdizes ou num mariola! Mas näo me esquecia. um sarrafo de papel entre o cäo e o fulminante a#aimava-a contra jeito desastrado ou hora do .orco-5ujo! Br"zida ainda al#ou o bra#o para ma dar. !he /BI -.irgem 5ant"ssima que te receba em .que me fez!!! descobrindo-me a verdade@ Despedi-me duns e doutros e roguei que me dei%assem a sós com Br"zida! Depois de muito lhe apertar as mäos e a considerar. falei-lhe assim.=lha que coisas@ . aquela leal companheira.Mulher da minha alma. estava a ouvir!he /BE-BI -nos pendurada do frontal pela bandoleira. reloucado de todo.ais ca#a< Dei%a a arma!!! 8ncomenda-te mas * . dei%a-me ver a espingarda. lazarina de dois canos. antes da hora cheia. na minha maluqueira: -.

Diabos te levem mais ao amor que me tens! )em da espingardinha me dei%as despedir! =lha que a näo levo para a tumba.odes fazer do cano uma roca! 8stive dois dias a 'gua do c. pelo que ela depois me contou: -. näo tenhas medo! =lha que tenho c' dentro ovelhas mais tinhosas do que tu@ Deitei os olhos roda e näo avistei ningu*m de Barrelas! Mau negócio! 5im. que morreu .ntaro cozido em febre. preguei um senhor pontap* na Morte! MSamigos. chega-te c'.seus bra#os! Bem me carpi. uma cantilena zaranza nos l'bios. cheguei a avistar o outro mundo e )osso 5enhor. isso vos juro eu. a acenar-me com a mäo: -9hega-te c'. e näo se admirem! & &na Malaia. mas. alma de Barbazu@ 9' te fica@ . s vezes tantas que nem gralhas num vidoeiro: *est' a passar@ est' a passar@* 2ual o quD. quando j' ningu*m me julgava. Malhadinhas. dou um pulo da cama! &o contr'rio dos prognósticos do barbeiro. na manhä do terceiro dia. senhores. vi-me entre as !he /BI-BL quatro t'buas@ J verdade@ )äo dei f* do Diabo. sentado numa cadeira de oiro maci#o. nos ouvidos os zunzuns das comadres que se punham de cara encapuchada volta da cama.

que ocupava uma grande parte do reino da glória! -.santa como :. * uma tal chusma de gente@ & estas horas häo-de custar a reconhecer. alcan#ou-lhe licen#a do 5enhor para ver os trDs reinos do outro mundo! 9ome#ou pelo c*u! 2ue beleza@ 8ram tudo mFsicas e c. !he /BL . de ralhos e maus tratos.ossorias sabem.8 os da minha terra< = santo apontou a crian#ada. de frio. manjares do fino. e muito menos de pontap*s na bunda de ricos e tiranos! 2uem a dera l'@ -. tanto assim que o seu corpo est' inteirinho na sepultura. estorricadinhos que nem torresmos@ -. pivetes. como dizia !he /BL-BN o cego de )acomba! Cevantaram-se umas telhas da segunda mansäo: o purgatório.& gente grada< -.nticos. se estäo no purgatório desde que Barrelas * Barrelas.9oitados.)äo sei! 8staräo por l' no purgatório!!! -. passeatas! )ada de fome.& ver vamos. mais basta que as areias do mar. o santinho de quem era devota e que desceu ao inferno enquanto vivo. para a &na Malaia esgrelhar! =s caldeir+es com as almas a nadar no pez e azeite a ferver e as foguei- . teve um dia uma visäo! 5! Cudovico.

mas vista das almas. !he /BN os asilos. de todos os col*gios. fritos. todas de mäos postas a dar gra#as ao &lt"ssimo e umas com um olho a rir. que levava a sua menina s costas de terra em terra com os utens"lios do of"cio! =utra -. cosedor de panelas. um bom-ser's.8stes estäo pró%imos a ter alta@ -.8 os da minha terra< -. outro a chorar. só vista! )em as cozinhas de todos os regimentos. de todas as maltesias.ras em que eram assados. de modo que todo o aquecimento era a lenha e demandava muito bra#o! & &na Malaia de princ"pio toda se confrangeu. e todo o farrobodó das f'bricas e forjas de &lemanha davam ideia do que aquilo era! &inda l' näo tinha chegado o carväo nem a electricidade. de todos :. muito acanaveadas. grelhados.&presentem-se as almas de Barrelas@ -.ela assim mo jurou -- . umas tristes da maleita! 2uem elas eram< 6ma era o pai da &na Malaia. muito rotinhas.segredou-lhe 5! Cudovico ante os tais de dois rostos! -.bradou o forneiro-mor! 5a"ram entäo dos caldeir+es e fornalhas uma meia dFzia de almas macarenas. de escabeche. conformou-se com a dureza daquela purifica#äo necess'ria glória de Deus! -.

atalhou a &na Malaia! -. a gozar-se com outro do que levei . näo quis saber de mim! =utra era um pobre cego que cantava pelas portas. o malvado. näo me cheguei para junto de Deus daquela vez. eu lhes conto: 2uando pedi a lazarina Br"zida. mais quentes que as papas quando fervem na ca#oila. que meu pai.ouco faltou para dar o tombo! 8scapei por um cabelo! & que pontos a minha imagina#äo andava desgovernada. e c' ando com a cruz s costas at* quando os seus altos des"gnios hajam decretado! Mas campa quebrada nunca sara! 8stou no fim dos dias! . para eu näo ter fome.obrezinha.era a minha santa mäe! . ainda frescalhota. sabem .ossorias para que era< . de dar o dia.ara lhe malhar um tiro e ela ir dormir comigo na mesma cova! 4inha o Demónio a chocalhar-me nos miolos. de quem os rapazes faziam gato-sapato! :. fartou-se de carre!he /BN-EP tar molhos da lenha.amos adiante!!! & &na Malaia näo quis ir mais longe com medo de que lhe ca"sse a alma aos p*s! Mas.5ó estas< -.respondeu 5! Cudovico! -. esta de ela quedar para a" toda l*pida. !he /EP -. como eu ia dizendo.8 viva o velho@ -..

que era relapso a preven#+es e cuidados! 5entou-se no poial de pedra. ergueu-se do borralho e saiu a porta para fora. era milagre se näo estivesse hoje viFvo! 5eja pelos tormentos que )osso 5enhor :. codejara. que servia de amassadoiro do linho! 9om mäo incerta aconchegou as abas da capucha contra os joelhos reg*lidos! )evara. !he /E/ padeceu@ Mas aquele &fonso do 4ouro precisava a bochada arrancada pelas costas e deitada aos cäes! 6m salafr'rio que me d' por morto e eu ainda para lavar e durar@ *. com o outro repica! 8 sendo certo que minha Br"zida para rica falta-lhe muito. amparado ao porretinho de marmeleiro! &ndava h' dias a chocar a morte e dei%aram-no ir.rovecto dos anos. uma tarde.a amanhar com tanto trabalhinho! & viFva rica com um olho chora. mas tamb*m näo precisa de andar s c3deas. com o del"rio que me tomara e o Diabo travesseira. ningu*m me garantia que a coisa näo levasse as mesmas voltas! Mas a criatura l' desconfiou e bem haja ela! 5e me passa a canifrecha !he /EP-E/ para as unhas. e as 'rvores. estalavam ao peso das candeias! &ntónio Ma- . com o sincelo.

o Austo Auiz lhe perdoe as facadas que as näo deu em nenhum santo -.nem se sentiu a atravessar as alpoldras duma margem para a outra do negro rio!* Cisboa. en%otar cäes que arremetem amea#adores de currais e quintäs. ao tempo que os dedos lhe pendiam para o chäo como vagens maduras! 8 -.ergou brandamente a cabe#a para o peito. farto de correr l*guas. ver terras. e adormece a sonhar com o c*u num recosto do caminho! .lhadinhas fechou os olhos semelhan#a do romeiro que torna de 5antiago. /NOO :::::::::::::::::::::::::::::: !! folha braille OIO . passar pontes e vaus.

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