You are on page 1of 9

ARTIGO ORIGINAL

A prática da hidroginástica como tratamento complementar para pacientes com transtorno de ansiedade
The practice of hydrogymnastics as a complementary treatment for patients with anxiety disorders
José Luiz Lopes Vieira1, Mauro Porcu2, Viviane Aparecida dos Santos Buzzo1
RESUMO
Objetivo: Analisar a efetividade da hidroginástica, como auxiliar terapêutico à redução do nível de ansiedade, em mulheres diagnosticadas com transtorno de ansiedade. Métodos: Este ensaio clínico teve a participação de pacientes com ansiedade, sendo a depressão a comorbidade existente, do programa de Residência Médica em Psiquiatria do Hospital Universitário de Maringá, todas em tratamento com medicamentos (n = 16: grupo experimental = 8; grupocontrole = 8). O experimento foi realizado na piscina aquecida do Departamento de Educação Física da Universidade Estadual de Maringá. O delineamento do estudo foi elaborado com duas sessões de hidroginástica por semana, durante 12 semanas. Os instrumentos utilizados foram: o Inventário de Ansiedade de Beck (BAI) e o Perfil de Estado de Humor (POMS). Para análise estatística, foram utilizados o teste de Friedman, o Teste de Wilcoxon, o Teste de MannWhitney e Comparações Múltiplas, adotando significância em 5%. Resultados: Os escores do transtorno de ansiedade tiveram redução no grupo experimental, após 12 semanas de intervenção (19,12 ± 3,12 para 8,37 ± 4,60 pontos, P = 0,0005*), e no grupo-controle (17,87 ± 14,32 para 12,12 ± 9,58 pontos, P = 0,254). Para o perfil do estado de humor, o grupo experimental evidenciou perfil de saúde mental positiva, enquanto o grupo-controle demonstrou perfil negativo de estado de humor. Conclusões: Portanto, as pacientes do grupo experimental evidenciaram significativa redução do nível de ansiedade em relação às pacientes do grupocontrole, que utilizaram apenas o tratamento convencional com medicamentos. Para o perfil do estado de humor, foram encontradas alterações no decorrer do estudo; o grupo-controle experimentou alteração negativa de humor durante o ensaio clínico, enquanto os pacientes do grupo experimental evidenciaram perfil positivo de estado de humor com redução da tensão, depressão, raiva, confusão e aumento do vigor.

Palavras-chave Transtorno de ansiedade, exercícios físicos, complemento terapêutico.

ABSTRACT
Objective: To analyze the effectiveness of hydrogymnastics as a therapeutic method to the reduction of anxiety in females diagnosed with anxiety disorder. Methods: This clinical survey had as participants, patients with anxiety, being the depression the existent comorbidade, from Psychia-

Recebido em 28/10/2008 Aprovado em 17/2/2009

1 Universidade Estadual de Maringá/Universidade Estadual de Londrina (UEM/UEL), Departamento de Educação Física. 2 Universidade Estadual de Maringá (UEM), Departamento de Medicina. Endereço para correspondência: Viviane Aparecida dos Santos Buzzo Av. Colombo, 5.790 – 87080-000 – Maringá, PR Telefax: (44) 3261-4470 E-mail: viviaps@hotmail.com

As for mood state profile experimental group evidenced a positive mental health profile. Petruzzello et al. estudos realizados por Redmond (1997)8 e Shear (1997)9 sugerem que os fatores genéticos e os hormônios sexuais femininos podem desempenhar papéis importantes na expressão dessas diferenças de gênero. foram selecionadas pacientes do programa de Residência Médica em Psiquiatria do Hospital Universitário de Maringá. INTRODUÇÃO A ansiedade é um estado emocional que inclui componentes psicológicos e fisiológicos.0005*) and control group (17.58.ARTIGO ORIGINAL A prática da hidroginástica como tratamento complementar para pacientes com transtorno de ansiedade 9 Keywords Anxiety disorders. atribui-se ao estresse uma grande responsabilidade pelo surgimento do transtorno de ansiedade4.37 ± 4. anger confusion and enhancement on vigor. being that control group experimented negative mood changes during the clinical survey while experimental group patients evidenced positive mood state profile with reduction on tension. Butler et al. Ainda que esses estudos não tenham sido comprovados em pesquisas sobre transtornos de ansiedade específicos e sejam resultados preliminares. Dessa forma. os sintomas ansiosos estão entre os mais comuns. physical exercises. P = 0.58(1):8-16. MÉTODOS Para realização deste ensaio clínico. .12 ± 3. O experimento foi realizado na piscina aquecida do Departamento de EducaJ Bras Psiquiatr. Results: Results show that anxiety disorder scores decreased in the experimental group after 12 weeks of intervention (19. o objetivo desse estudo foi analisar a efetividade de um programa de exercícios físicos baseado em hidroginástica. The design of the study was developed with two hydrogymnastics sessions per week. Além dos transtornos serem muito frequentes. (2005)6 e Pujol et al. (2004)11.2. therapeutic complement.8% e uma prevalência estimada em 12 meses de 18. Conclusions: It may be concluded that patients from experimental group evidenced significant reduction in anxiety level in relation to control group patients whom used only the conventional medicine treatment. estudam a quantidade. O’Connor et al. da medicina psicossomática e da psiquiatria. (1993)15 demonstraram que o exercício físico pode ser um auxiliar terapêutico no tratamento da ansiedade. Antunes et al. ou quando não existe um objeto específico ao qual o direcione1. podendo ser encontrados em qualquer pessoa em determinados períodos de sua existência1. all had medical treatment (n = 16: experimental group = 8. Mann-Whitney test and Multiple Comparisons were used. control group = 8). The experiment was accomplished in the warm swimming pool of the Department of Physical Education of the State University of Maringá.32 to 12. (2002)7 realizaram estudos de neuroimagem e sugerem que o córtex anterior do giro do cíngulo é possivelmente maior e mais ativo entre mulheres com alta resposta ao medo e altos escores de esquiva de dano. try Media Residence Program of the Academical Hospital of Maringá. For mood state profile changes were found throughout the study. Altchiler e Motta (1994)10. os profissionais da área médica. depression. Broman-Fulks et al.60. (2005)17 concluíram que um programa de exercício físico aeróbico regular é suficiente para promover modificações favoráveis nos escores indicativos de depressão e ansiedade e melhorar a qualidade de vida. Atualmente. os tipos e os efeitos da ansiedade sobre o organismo e sobre o psiquismo humano.12 ± 9. de acordo com as concepções da prática clínica. (1995)13. Kinrys e Wygant (2005)5 relatam que dados de pesquisa americana epidemiológica na população geral dos Estados Unidos demonstraram que mulheres têm mais probabilidade de desenvolver transtorno de ansiedade em comparação com homens. Além da neuroimagem. Os transtornos de ansiedade estão entre os transtornos psiquiátricos mais frequentes na população geral. (1991)14 e Raglin et al. Wilcoxon test. Segundo Kinrys e Wygant (2005)5.12 to 8. que se dedicam às pesquisas sobre a saúde mental. Situações adversas ou desagradáveis causam um desequilíbrio interno no organismo que culminam com uma resposta biológica e comportamental ao fator estressante3. during 12 weeks. (2005)16 e Melo et al. As to statistics analysis the Friedman test. em comparação a homens com características semelhantes. (1993)12.87 ± 14. 2009. que fazem parte do estado normal das experiências humanas. The instruments used in the data collection were: Beck’s Anxiety Inventory (BAI) and the Profile of Mood States (POMS). Dessa forma. o transtorno de ansiedade possui uma prevalência estimada ao longo da vida de 28.254). em mulheres diagnosticadas com transtorno de ansiedade.1% na população geral. Mas este estado normal passa a ser patológico quando é desproporcional à situação que o desencadeia. while control group showed a negative mood state profile. Brown et al. P = 0. with a significance of 5%. como auxiliar terapêutico à redução do nível de ansiedade. podem explicar em parte a maior suscetibilidade de mulheres aos transtornos de ansiedade.

com diagnóstico de ansiedade. Todas as pacientes concordaram em participar do estudo e assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido. nos três momentos do estudo (no início do programa. a efetividade do programa de hidroginástica quanto sua segurança. e a cada um foi submetido um valor que soma ou subtrai. a 4.05 mg o Antidepressivos tricíclicos – ADT n = 5 (GE = 4. foi um programa de exercícios físicos. Para analisar seus resultados representativos em uma tendência emocional. A soma dos escores obtidos em cada item resulta em um escore total. ao final de 6 semanas e ao encerramento do programa de exercícios físicos (12 semanas).10 Vieira JLL et al. para verificação do nível de ansiedade. GC: grupo-controle. O grupo experimental foi submetido a um programa de exercícios físicos baseado em hidroginástica. As pacientes foram avaliadas em três momentos do ensaio clínico: no início do programa. Esse programa de exercícios físicos foi ministrado por uma professora de Educação Física especializada em hidroginástica. para o grupo experimental. que foi aplicado pela pesquisadora do estudo. A escala enumera um grande número de sentimentos. cada um composto de quatro afirmações que evoluem em um grau de intensidade de 0 a 3. Participaram do experimento (n = 16) mulheres com idade média de 36. sendo que acima de 10 pontos equivale à ansiedade grave. GC = 1) Amitriplina 20 mg Clomipramina 10 mg Clomipramina 20 mg o Clomipramina 75 mg Imipramina 20 mg Os dados em destaque referem-se à utilização de dois tipos de medicamentos por uma paciente do GE (com o “o” sobrescrito) e por uma paciente do GC (com o “a” sobrescrito). a obrigatoriedade do tratamento convencional com medicamentos para todas as pacientes. com base nos critérios do DSM-IV.18 . demonstrando. GC = 7) Citalopram 20 mg Fluoxetina 20 mg Paroxetina 10 mg a Paroxetina 20 mg Tipos de medicamentos Benzodiazepínicos – BZD n = 2 (GE = 1. Mais de uma afirmação pode ser escolhida. de acordo com o diagnóstico realizado pelos residentes da Residência Médica em Psiquiatria. escore de 3 a 5 pontos apresenta ansiedade leve e escore abaixo de 3 pontos significa ausência de ansiedade. especificando o tipo de psicofármaco utilizado Inibidores seletivos de recaptação de serotonina – ISRS N = 11 (GE = 4. quando se acredita extremamente acometido pelo sentimento.45 (± 9. a não vinculação a nenhum programa de exercícios físicos regulares. raiva. e o complemento terapêutico utilizado.05 mg a Clonazepam 0. A intensidade das sessões de exercícios físicos foi mensurada por meio da Escala de Percepção Subjetiva do Esforço21. em que o sujeito afere valores de 0. 2009. Os resultados encontrados durante o programa de hidroginástica para a percepção subjetiva do esforço e para a pressão arterial não apresentaram alterações negativas.363/2006) e à autorização da Superintendência do Hospital Universitário de Maringá. Ainda. Esse ensaio clínico foi submetido à aprovação do Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos da Universidade Estadual de Maringá (Protoc. fadiga e confusão. deste modo. baseado em hidroginástica. Além do controle dessas variáveis físicas durante o exercício físico. os sentimentos foram agrupados posteriormente na sua classificação de humor. Foram considerados como critério para a seleção da amostra: o quadro clínico de ansiedade. vigor. por administração do medicamento. O delineamento do estudo foi realizado com a subdivisão aleatória por sorteio das pacientes em dois grupos (grupo experimental = 8 e grupo-controle = 8). . Esse protocolo verifica os níveis de tensão. e a pressão arterial foi aferida antes e após o exercício físico. como instrumento de medida. cada uma com duração de 50 minutos. pertencente ao Centro de Ciências e da Saúde da Universidade Estadual de Maringá. depressão. que varia de 0 a 63. quando sente que não há manifestação. a quantidade/dia administrada do medicamento durante os três meses de pesquisa não foi modificada. GE: grupo experimental. 2001)19. durante J Bras Psiquiatr. utilizou-se a aplicação do Inventário de Ansiedade de Beck – BAI (Beck et al. além do medicamento. Tipo de medicamento utilizado pelas pacientes que participaram do ensaio clínico. traçando dessa forma o perfil do estado de humor do indivíduo naquela dada circunstância. assegurando que as pacientes não iriam alterar sua rotina sedentária. Para as pacientes selecionadas. utilizou-se também um protocolo para avaliar o estado de humor das pacientes (Perfil do Estado de Humor – POMS)22. Essa escala apresenta 21 itens relacionados a sintomas ansiosos. O tratamento medicamentoso proporcionado às pacientes do programa de Residência Médica em Psiquiatria foi convencional. Esse protocolo foi aplicado uma vez por semana. ARTIGO ORIGINAL ção Física. Assim sendo. com frequência de duas sessões semanais. Essa medida foi realizada para que fosse possível controlar as modificações psicológicas ao decorrer do programa. Tabela 1. o ciclo reprodutivo ativo. antes e após o exercício físico.45) anos. benzodiazepínicos [BZD] e antidepressivos tricíclicos [ADT]) como se especifica na tabela 1. 1988 versão traduzida por Cunha. sendo a depressão a comorbidade existente. relacionando-se ao humor do indivíduo de acordo com a esfera estressante do ambiente em que está inserido. a ausência de outras patologias ou a administração medicamentosa a qual o exercício físico não fosse recomendado e o tipo de psicofármaco utilizado no tratamento da ansiedade (inibidores seletivos de recaptação de serotonina [ISRSs]. quinzenalmente. escore de 6 a 9 pontos denota a ansiedade moderada. GC = 1) Alprazolam 0. no grupo experimental e quinzenalmente no grupo-controle. nas pacientes do grupo experimental e. porém o escore computado é sempre o de maior intensidade.58(1):8-16. foi utilizado o Questionário Internacional de Atividade Física – Versão Curta (IPAQ)20. ao final de 6 semanas e ao encerramento do programa de intervenção) para avaliar o estilo de vida sedentário. que foi aplicado pelos residentes do programa de Residência Médica em Psiquiatria.

05.98 8.04 2.66 2.99 2.12 2.75 1.87 4.75 5.64 6.033* 0.33 1.20 13.62 4.20 13.12 2.62 4.87 2. sendo utilizados o Teste de Friedman para comparações intra-grupos dependentes.37 2. os escores médios da ansiedade (Tabela 2) demonstram que o grupo experimental apresentou redução estatisticamente significativa que se deu da linha de base para a 12a semana de intervenção.261 0.20     3.15 5.50 3. Confusão Linha base 6a semana 12a semana * p < 0.14 5.12 ± 8.089 0. Posteriormente.62 5.50 6.12 5.78 7.17 M 3. apresentam-se os resultados referentes aos efeitos do programa de exercícios físicos regulares sobre os níveis de ansiedade do grupo submetido ao programa de intervenção e entre os grupos do estudo.20 1.32 12.39 3. 4.28 17.75 0.34 9.15 3.01 3.26 3.83 POMS 6a semana M SD 4.91 10.60 1.65 12a semana M SD 5.87 5.60 5.325 0.36 7.75 17.87 2.12 4.50 1. nas pacientes do grupo-controle.113 0.883 0.08 6.87 2. Tabela 2.37 3. os resultados encontrados não apresentaram diferenças estatisticamente significativas na linha de base.75 2.121 0.00 4.00 4.12 3.00 5.50 4.87 GE-Pós SD 3. Média e desvio-padrão da redução do nível de ansiedade de pacientes praticantes e não praticantes de um programa de exercícios físicos baseado em hidroginástica Inventário de ansiedade de Beck – BAI Linha de base Grupo experimental Grupo-controle 19.60 0.64 1.17     3.497 0. para o grupo praticante de exercício físico (grupo experimental) e não praticante de exercício físico (grupo-controle). o Teste de Mann-Whitney para comparações entre grupos independentes e comparações múltiplas para verificar possíveis diferenças intra e entre grupos nos três momentos do estudo (pré-teste.05.00 8.057 0.60 1. GE-Pré: grupo experimental pré-sessão de hidroginástica.12 1.52 3. Comparação do perfil de estado de humor entre pré e pós-sessão de hidroginástica do grupo submetido ao programa de exercícios físicos (GE) Teste POMS Tensão Escore M Linha base 6a semana 12a semana Depressão Linha base 6a semana 12a semana Raiva Linha base 6a semana 12 semana a GE-Pré SD 3. Todas as medidas (exceto o Inventário de Ansiedade de Beck) foram coletadas pela pesquisadora do estudo.41 1.08 0.ARTIGO ORIGINAL A prática da hidroginástica como tratamento complementar para pacientes com transtorno de ansiedade 11 as 12 semanas.260   0.41 5.60 1.37 2.66 1. teste intermediário e pós-teste).270 0.62 1.62 ± 6.37 ± 4.20     3.735 0.50 1.87 3.37 7. 5 e 6.87 18. o Teste de Wilcoxon para comparações intragrupos dependentes.12 2.13 2.59 7.276 0. Dessa forma.12 ± 9.39 1. na 6a semana e na 12a semana.01 5.25 4.10 2. 12a semana Os escores médios do perfil de estado de humor (POMS) na linha de base.60 Valor de p 0.371 0.62 2.174 0.87 6.87 1.45 4.197 Tabela 4. 2009.08 3.62 3.00 13.469   0.00 0.30 3.47 6a semana 12.37 6.531 0.12 1.50 4.401 0.2540 Linha de base M SD 4.75 2.04 0.37 2.75 3.20 18.20 2.58 Fadiga Linha base 6 semana a * p < 0. demonstrando a homogeneidade dos grupos.60 2.37 4.418 0.28 14.26 3.20 15.55 2.87 1.01 3.00 4.10 0. 6ª semana e 12a semana de intervenção e as comparações entre eles. RESULTADOS Inicialmente.20 4.15 5.50 2.87 4.41 2.371 0. J Bras Psiquiatr. Média e desvio-padrão para o perfil de estado de humor de pacientes praticantes (GE) e não praticantes (GC) de um programa de exercício físico baseado em hidroginástica   GE-Pré Tensão Depressão Raiva Vigor Fadiga Confusão GE-Pós Tensão Depressão Raiva Vigor Fadiga Confusão GC Tensão Depressão Raiva Vigor Fadiga Confusão * p < 0.13 4.05.75 3.12 3.417 0.50 0.00 15.93 1.01 3.38 4.247 0.291 0.87 0. verificou-se a normalidade dos dados por meio do Teste de Kolmogorov-Smirnov.946 0.28 4.496 0.024* 0.69 8.798 0. adotando-se p < 0.20 2.08 1.58(1):8-16. No grupo-controle ocorreu redução do nível de ansiedade nas 6 primeiras semanas e permanecendo estável até a 12a semana.50 4.05 entre a linha de base e a 12a semana do programa de intervenção.875 0.41 12a semana 8.00 4.12 1.20 3.04 4.931 0.20 2.75 2. Tabela 3.18 9.01 1.62 3.12 3. .87 1.75     7.37 5.12 6.75 4.95 Valor de p 0.00 1.08 3.45 4.18 4.17     7.15 7.50 2.87 2.181 0. GE-pós: grupo experimental pós-sessão de hidroginástica.37 3. pré e pós-sessão de exercício físico.13 2.10 1.786 0.167 Vigor Linha base 6a semana 12a semana 17.75     2.98 4. GE-pré: grupo experimental pré-sessão de hidroginástica.87 ± 14.08 12.60 3.37 14.37 13. Na análise estatística.11 2. Na comparação intragrupos verifica-se diferença estatisticamente significativa apenas para as pacientes submetidas ao programa de intervenção (grupo experimental). GC: grupo-controle.00 ± 9. GE-Pós: grupo experimental pós-sessão de hidroginástica. e os resultados do grupo que não fez uso do exercício físico como tratamento complementar na linha de base.87 2.66 3.87 6.20 Valor de p 0.75 1.10 4.37 2.08 2. Com relação aos escores de ansiedade entre as pacientes do grupo experimental e as pacientes do grupo-controle.18 2.62 3.37 4. estão representados nas tabelas 3.00 1.371 0.0005* 0.66 11.52 4.41 1.60 4.140 0.171 0.25 6.87 2. serão apresentados os resultados do perfil de estado de humor do grupo praticante de hidroginástica.50 2.

evidenciando.52 4.08 6.05. Já para o grupo não praticante de exercícios físicos (grupo-controle).41 5.12 10. melhora do quadro depressivo das pacientes do grupo experimental (pré-sessão de hidroginástica) no decorrer do estudo.95 Valor de p 0. como demonstra a tabela 5.15 8.87 3. O mesmo ocorreu com o sentimento fadiga na 6a semana e para o sentimento confusão na 12a semana do experimento. ARTIGO ORIGINAL Tabela 5.60 3.20 2.41 5.01 1.87 12a semana Depressão Linha base 6 semana a 12a semana Raiva Linha base 6a semana 12a semana Vigor Linha base 6a semana 12 semana a Fadiga Linha base 6a semana 12a semana Confusão Linha base 6a semana 12a semana * p < 0. pois as emoções de tensão. Na comparação dos escores do perfil de estado de humor entre a pós-sessão de exercício físico do grupo submetido ao programa de hidroginástica (grupo experimental) e o grupo não praticante de exercícios físicos (grupo-controle).20 3.12 9. depressão.12 2. Comparação do perfil de estado de humor entre o grupo submetido ao programa de exercícios físicos (GE).60 5.021* 0.66 2.046* 0.60 5.13 4. porém ambos apresentaram alteração positiva.25 7.459 0.50 1. GE-Pós: grupo experimental pós-sessão de hidroginástica.125 0.91 6.00 5.002* 0.14 5.75 0.08 3. pós-sessão de hidroginástica.10 4.056 0.17 M 3.12 3.00 5.120 0.12 Vieira JLL et al.25 7.009* 0.00 15. diminuição dos sentimentos negativos para o grupo submetido ao programa de hidroginástica (grupo experimental na pré-sessão) (Tabela 5).75 2. a média na 6a e na 12a semana também foi superior.87 2.491 0.194 0.665 0.78 4. com exceção da fadiga.12 2.18 4.65 5.28 4.87 4.66 2.66 2.87 4.072 0. fadiga e confusão.01 3.12 9.75 1.78 4.424 0. As médias pré e pós-sessão do exercício físico para o perfil de estado de humor no grupo submetido ao programa de hidroginástica (grupo experimental) demonstraram diferença estatisticamente significativa apenas para os sentimentos vigor e fadiga.87 7.75 17.87 2.62 9.87 18.152 0.20 2. vigor.50 0.15 4. do mesmo modo.98 6.010* 0. desse modo.62 9.37 11.50 5. corroborando.50 5.98 6.366 0.137 0. Para os sentimentos tensão. evidenciando alteração negativa do humor (Tabela 3). GC: grupo-controle.12 3.45 7.50 GC SD 4.914 0.37 4.025* 0.04 4.08 3.87 7.95 Valor de p 0. GE-Pós SD 3. raiva.36 6.62 13.058 0.37 4.20 2.83 3.15 4. desse modo.75 7.62 1.62 3. pois houve diminuição em ambos os sentimentos.20 4.60 7.37 8.62 2.37 2. raiva.50 2.91 6.033* O grupo submetido ao programa de hidroginástica (grupo experimental) na pré e na pós-sessão de exercício aferido pelo POMS na linha de base.019* 0.101 0.00 4.26 3.035* 0. e o grupo não praticante de exercícios físicos(GC) Teste POMS Tensão Escore M Linha base 6 a semana 12a semana Depressão Linha base 6a semana 12a semana Raiva Linha base 6a semana 12a semana Vigor Linha base 6a semana 12a semana Fadiga Linha base 6a semana 12a semana Confusão Linha base 6a semana 12a semana * p < 0.00 1. não foram apresentadas diferenças estatisticamente significativas (Tabela 4).75 2. depressão.20 2.87 1.37 3.00 13. as pacientes demonstraram aumento do sentimento.60 7. aumentaram e o sentimento “positivo” vigor diminuiu no decorrer do experimento. as médias demonstraram alteração negativa dos sentimentos. no entanto.34 5.05. verificou-se diferença estatisticamente significativa nos sentimentos “negativos” depressão.37 8.87 0. e o grupo não praticante de exercícios físicos (GC) Teste POMS Tensão Escore M Linha base 6 semana a GE-Pré SD 3.75 1.98 6.00 4.00 0. pré-sessão de hidroginástica.38 8.18 4.69 4.66 2.37 3.008* 0.049* 0.50 1. 6a semana e 12a semana não demonstrou diferença estatisticamente significativa.60 3. 2009.13 4. Para o sentimento vigor. GC: grupo-controle.12 1. além de não apresentar diferença estatisticamente significativa.59 7.15 8.37 11. na 6a semana e na 12a semana.10 4.08 6.25 4. no decorrer do programa de intervenção.37 14. a média apresentada para o grupo-controle foi superior ao grupo experimental na pré-sessão.38 8.18 4.089 0. pois houve uma diminuição do sentimento da pré-sessão para a pós-sessão de exercício físico. Tabela 6. Comparação do perfil de estado de humor entre grupo submetido ao programa de exercícios físicos (GE).25 4.009* 0.65 5.17 M 3. evidenciando. . GE-Pré: grupo experimental pré-sessão de hidroginástica. Para a raiva. no entanto.75 7. constatou-se diferença estatisticamente significativa nos sentimentos depressão.01 1.660 0.031* 0.75 7. Para o sentimento depressão.36 6.20 4.34 5.04 4.14 5.487 0.87 2.18 4. Quando realizada a comparação dos escores do perfil de estado de humor entre a pré-sessão de exercício físico do grupo submetido ao programa de hidroginástica (grupo experimental pré-sessão) e o grupo não praticante de exercícios físicos (grupo-controle).75 7. raiva e confusão ocorreram alterações consideradas positivas.98 6.37 2.15 5.45 7.58(1):8-16. ou seja.59 7. alteração positiva do humor.37 GC SD 4. fadiga e confusão como J Bras Psiquiatr.20 3.017* 4.69 4.395 0.026* 0.83 3.342 0.022* 0.12 10. para a fadiga ocorreu o inverso. as médias para o sentimentos “negativos” diminuíram e a média para o sentimento “positivo” aumentou. ambos na linha de base.28 4. raiva e confusão.

a diminuição dos níveis de ansiedade do grupo que não fez uso do exercício físico como tratamento complementar (grupo-controle). (1993)12 avaliaram os efeitos do exercício físico aeróbio nos níveis de ansiedade de indivíduos com transtorno de ansiedade e concluíram que o exercício físico aeróbio produziu redução da ansiedade com resultados similares às estratégias de meditação e relaxamento.37 (± 4.31) para 12. ventilação pulmonar e sudorese.41. no conhecimento corporal.12) para 8. Gallo Jr. 2009. Além disso. como força. (1991)14 relatam que o exercício físico como tratamento para ansiedade e depressão é tão eficaz quanto tratamentos psicoterápicos e farmacológicos. Os efeitos fisiológicos relacionados ao exercício físico podem ser classificados em agudos imediatos. Para depressão. as diferenças foram encontradas na 6a semana e. . consegue manter um estado de equilíbrio psicossocial mais estável diante das ameaças do meio externo. o exercício físico pode ser proposto como uma alternativa de prevenção e redução de níveis de ansiedade e melhorar o estado do humor desses pacientes. Portanto. na 12a semana de intervenção. et al. Nos dois últimos sentimentos “negativos” fadiga e confusão. a redução da média no préteste de 19. e para raiva evidenciaram-se diferenças na linha de base. exercícios realizados no meio aquático apresentam um reduzido impacto comparado com o meio terrestre. evidenciando também. a resistência da água proporcionando sobrecarga para o trabalho muscular. fatores esses que contribuem para a melhoria de sua qualidade de vida28-30. encontrou-se diferença estatisticamente significativa na 6a e 12a semana de intervenção. Desse modo. já os efeitos agudos tardios acontecem ao longo das primeiras 24 ou 28 horas. Baldwin e Polkinghorn (2005)31 relatam que.59) pontos após 12 semanas demonstrou evidências na efetividade dos exercícios físicos regulares do nível de ansiedade.12 (± 3. composição corporal e condicionamento cardiorrespiratório35-38. Por último. E o grupo que não participou do programa de intervenção. a pressão hidrostática auxilia na correção postural. assim. como: a temperatura adequada da água. o exercício físico em imersão. além do exercício físico regular. agudos tardios e crônicos. Esses benefícios que o meio aquático proporciona nos condicionamentos gerais do corpo estão relacionados com as propriedades da água. os efeitos agudos imediatos ocorrem nos períodos pré e pós-imediato do exercício físico. a efetividade do medicamento no tratamento do transtorno de ansiedade. também apresentou redução da média no pré-teste de 17. Os efeitos agudos ocorrem em associação direta com a sessão de exercício. assim. que frequentemente se beneficia de um efeito relaxante pós-esforço e. resultando em um bom nível de bem-estar biopsicofísico. flexibilidade. está sendo cada vez mais indicado devido aos seus múltiplos benefícios à saúde.58(1):8-16. fadiga e confusão as médias foram superiores para o grupo-controle. Assim. baseado em hidroginástica (grupo-controle). enquanto para o sentimento “positivo” vigor a média foi inferior para o grupocontrole.58) pontos após 12 semanas.87 (± 14. quando relatam em seus estudos que durante a realização do exercício físico ocorre liberação de β-endorfina e do neurotransmissor dopamina pelo organismo. diminuição dos sentimentos “negativos” e aumento do sentimento “positivo” para o grupo submetido ao programa de hidroginástica (grupo experimental pós-sessão). (2007)34 relatam que o tipo de atividade e o ambiente em que o exercício físico está sendo realizado são de extrema importância. às vezes até 72 horas. em torno de 17°C a 34°C. justificando. Kruel (2000)33 e Vieira et al. melhoria do condicionamento cardiovascular e do dispêndio energético. Nos sentimentos “negativos” depressão. promovendo melhoria nos diversos componentes da aptidão física.39 e um comportamento de frequência cardíaca e pressão arterial mais baixos40. 6a semana e 12a semana. verifica-se que o tratamento medicamentoso quando associado ao exercício físico proporciona benefícios superiores ao paciente ansioso quando comparado ao medicamento isolado. a hidroginástica. como elevação da frequência cardíaca. em geral.42. raiva. para o sentimento “positivo” vigor averiguou-se diferença estatisticamente significativa na linha de base e na 12a semana do experimento (Tabela 6). Eckerson e Anderson (1992)32. no qual a prática regular de exercícios físicos aeróbios pode produzir efeitos antidepressivos e ansiolíticos e proteger o organismo dos efeitos prejudiciais do estresse na saúde física e mental. sendo aprovadas por psiquiatras acadêmicos.ARTIGO ORIGINAL A prática da hidroginástica como tratamento complementar para pacientes com transtorno de ansiedade 13 demonstra a tabela 6.12 (± 9. (1996)27 também defendem a utilização de exercício físico como tratamento complementar do transtorno de ansiedade. Além disso. quando comparado com o grupo experimental na pós-sessão de hidroginástica. Craft e Landers (1998)24 e Petruzzello et al. para confusão. no equilíbrio e no retorno venoso40. (1995)25. pois o indivíduo precisa sentir-se confortável com o tipo de exercício praticado. apesar de não terem sido encontrados resultados estatisticamente significativos. DISCUSSÃO No grupo que participou do programa de exercícios físicos regulares (grupo experimental). Os resultados encontrados corroboram com Salmon (2001)23. Dessa forma. na reeducação respiratória. econômico e ter maior adesão quanto comparado a esses tratamentos. Goldfarb e Jamurtas (1997)26 e Heitkamp et al. Brown et al. as medicações também são eficientes no tratamento de pacientes com transtorno de ansiedade. proporcionando também um ambiente descontraído e atrativo33. demonstrando. J Bras Psiquiatr. possuindo vantagem de ser mais saudável. o exercício físico leva o indivíduo a uma maior participação social. propiciando um efeito tranquilizante e analgésico no praticante regular.

48. sentir-se em controle da experiência. Biddle (1995)58. não foi encontrado em nenhum período do estudo. baseado em hidroginástica. A segunda hipótese. os efeitos crônicos. se chegará a um modelo em que fatores psicológicos e biológicos interajam de modo específico. isto teria participação importante nos efeitos do exercício sobre a saúde mental. aumentando o fluxo sanguíneo para os músculos esqueléticos e para o músculo cardíaco45. devido ao período do ano (inverno) em que foi realizado o ensaio clínico. ou seja. aumentaram e a escala de vigor. De maneira suposta. a hostilidade e a agressividade52-57. que ocorreram no decorrer do estudo. teve uma pequena diminuição no decorrer das 12 semanas de estudo. possível efeito placebo e possibilidade de melhor prognóstico das pacientes que participaram das sessões de hidroginástica. o exercício físico canaliza as frustrações reprimidas e. a autoestima e o bom humor. o experimento apresentou algumas limitações: como grupo pequeno. Ainda. e um modelo psicobiológico que as combine parece ser o mais provável. Berger e Mcinman (1993)50 e Boutcher (1993)51. pois o exercício físico pode J Bras Psiquiatr. ser visto como uma atividade desafiadora. alterações negativas de humor.67-70. verificou-se presença de alterações positivas no humor. várias hipóteses psicológicas têm sido levantadas para explicar os efeitos benéficos do exercício físico sobre a saúde mental. duas são mais estudadas: monoaminas e endorfinas. Isso explica a melhoria da efetividade do programa de hidroginástica entre a 6a e a 12a semana de intervenção. Supostamente os efeitos inibitórios dessas substâncias no sistema nervoso central seriam os responsáveis pela sensação de calma e melhora do humor que ocorre após o exercício físico65.58(1):8-16. a autoeficácia pode explicar-se. sugere que a distração de estímulos desagradáveis levaria a uma melhora do humor durante e após o exercício. Para uma definição precisa. supostamente. quando praticado em grupo. ARTIGO ORIGINAL que se seguem a uma sessão de exercício físico e podem ser identificados na discreta redução dos níveis tensionais. raiva. Raglin (1990)59 e Raglin e Morgan (1987)60 relatam que os efeitos agudos da atividade física proporcionam melhora dos sintomas ansiosos. Além disso. promove a socialização. e entre elas. apesar dos resultados encontrados neste ensaio clínico confirmarem o que a literatura tem apontado ultimamente. As principais são: distração. Porém. autoeficácia e interação social. Além disso. O tipo de perfil iceberg. segundo os autores. baseiase no fato de que a atividade física provoca a liberação de opioides endógenos (endogenous morphines). pois os resultados evidenciaram um perfil conhecido como perfil de saúde mental positiva. Essa diminuição da dimensão positiva. basicamente beta-endorfina. de acordo com Morgan (1985)65. seria necessário um conhecimento maior dos mecanismos que ligam à atividade física a cada uma dessas hipóteses e de mecanismos que as liguem à melhora do humor. A primeira se apoia no fato de que a atividade física aumenta a transmissão sináptica das monoaminas. o efeito positivo do exercício físico sobre a saúde mental pode ser explicado por hipóteses fisiológicas. sentir-se competente e eficaz. sentimento positivo. ou seja. como os antidepressivos. Petruzzello et al. após um único episódio de exercício com duração de algumas horas e até um dia após o exercício. como a diminuição de tensão/ansiedade. assim como o suporte mútuo que os indivíduos engajados nela dão uns aos outros. evidenciando. de acordo com Roeder (2003)30. North et al. Por último. depressão.46. O exercício físico ainda está associado com a oportunidade de esquecer os problemas cotidianos por um período de tempo. Desse modo. fadiga e confusão. os escores médios das escalas representadas pelos sentimentos negativos do POMS. O exercício também é capaz de promover a angiogênese.14 Vieira JLL et al. raiva. com esse conhecimento. pois se engajar em uma atividade física regular poderia levar a uma melhora do humor e da autoconfiança. conforme Paluska e Schwenk (2000)71.44. nesse grupo. 2009. depressão e raiva e aumento do vigor. que podem durar horas após o exercício físico e que a repetição destes efeitos em longo prazo traria efeitos positivos para a saúde61-64. (1990)66 e Ransford (1982)67. fortalecer o autoconceito. Os escores médios para o perfil de estado de humor demonstraram que no grupo de praticantes de exercícios físicos o humor apresentou alterações durante o programa de intervenção. fadiga e confusão diminuíram e o sentimento positivo vigor aumentou no decorrer do programa de exercícios físicos. tensão. depressão. . podem justificar-se em razão do sedentarismo e isolamento social. já a interação social explica-se pelas relações presentes nas atividades físicas. resultam da exposição regular às sessões de exercícios físicos e representam aspectos morfofuncionais que diferenciam um indivíduo fisicamente treinando de um indivíduo sedentário43. aumentar as interações sociais. prevenindo alterações de humor. No entanto. e o aumento das dimensões negativas. quando afirmam que o exercício físico proporciona benefícios em parâmetros emocionais. também denominados adaptações. em que a dimensão vigor se apresenta mais evidente que as outras dimensões47. No grupo não praticante de exercício físico. ainda não há uma concordância quanto à importância relativa dessas hipóteses citadas (psicológicas e fisiológicas) para explicar a associação entre atividade física e melhora do humor. diminuir a ansiedade. A hipótese distração. combatendo o isolamento social. funcionando. variando segundo os estímulos ambientais e as características psicológicas e biológicas de cada indivíduo. desse modo. por sua vez. Os resultados obtidos neste ensaio clínico para o grupo de praticantes de exercícios físicos são confirmados por Berger (1996)49. (1991)14. os sentimentos negativos de tensão. tem sido demonstrado que sessões agudas de atividade física promovem uma melhoria no estado de humor.

Oliveira L. 43. Golfetti R. J Bras Psiquiatr. Kubitz KA. Rhodes EC. López A. Anxiety disorders in women: gender-related modulation of neurobiology and behavior. Eksten F. Gentil Filho V. Beck AT. 2002. A prática de exercícios físicos regulares como terapia complementar ao tratamento de mulheres com depressão. and sensitivity to stress: a unifying theory. 32. 2009. Braz Jour Sport Medicine. foram encontradas alterações no decorrer do estudo. Santa Maria. 2005. 9.6(2):5-18. O estranho que me habita: a síndrome do pânico numa perspectiva formativa.33(3):544-51. 2001. Rev Bras Med Esporte. 1998. Clin Psychol Review. The effects of exercise on clinical depression and depression resulting from mental illness: a meta-analyses. 1992.ARTIGO ORIGINAL A prática da hidroginástica como tratamento complementar para pacientes com transtorno de ansiedade 15 CONCLUSÕES Portanto.50:255-63. 199642:204-10. 41. et al. 33. Steer RA. 24. 18. Hatfield BD. 1988. Brogan DR. Heitkamp HC. strenght and flexibility of woman aged 65-75 years. 1992. 16. J Sports Med Phys Fitness. Tauton JE. 2 New York: Academic Press. Nardi AE. 30. et al. Eckerson J. Andrade L. Elliot J. 1997. Efeitos fisiológicos da imersão e do exercício na água. Broman-Fulks JJ. 1993. 11. Eur J Appl Physiol. porém os exercícios físicos influenciaram positivamente como complemento terapêutico no tratamento do transtorno de ansiedade quando comparado com o tratamento convencional apenas com medicamentos. Huber W.10:50-66.33(3):300-5. Não houve eliminação completa da psicopatologia. 1971. Roeder MA. Effect of land-based and water-based fitness programs on the cardiovascular fitness. Santos RF. Beta-endorphin response to exercise: an update. Morgan WP.50(6):829-39. Landers DM. 131-53. absenteeism. Landers AM. p. Waterbased exercise improves health-related aspects of fitness in older women. Eur J Appl Physiol. 1994. 1996. Semin Reprod Endocrinology. Anxiety responses to maximal exercise testing.25(9):1044-8. Okada A. Bueno JR. o efeito agudo benéfico do exercício físico no decorrer do ensaio clínico. Fear-related activity in subgenual anterior cingulate differs between men and women. Altchiler L. Andrade E. 2000. et al. 1997. Themudo MR. 2003. Jour Sport Exerc Psychology. Brown DR.27(2):43-50. Manual da versão em português das Escalas de Beck. Shapiro Y. Cardoso JR.72:417-24. Goldfarb AH. Thermal regulation of man exercising during water immersion. 26. Rev Reich Instit Sed Sapientiae. . Kinrys G. Psiquiatria e saúde mental: conceitos clínicos e terapêuticos fundamentais. 36. Robinson TL. Kubitz KA. Tese de Doutorado. Perceived exertion. Int J Neuropsychopharm.62:215. Laurenti R. Warren J. Dopplerman L. Braggion G. Petruzzello SJ.16(11):1233-6. Sheib K. Fisiologia do exercício físico e hipertensão arterial.10(6):34-43. Epstein N. 14. Candeloro JM. Alves RV. Araújo CGS. 23. Rio de Janeiro: Afiliada. 40. Epstein J. 1981. Brasil. An inventory for measuring clinical anxiety. Relação entre estressores. Vieira JLL. estresse e ansiedade. 13. 35. Rev Bras Med Esporte. 21. Beta-endorphin and adrenocorticotrophin after incremental exercise and marathon running-female responses. Universidade Federal de Santa Maria. Donelly M. 39. Anatomical variability of the anterior cingulate gyrus and basic dimensions of human personality. Arch Phys Med Rehabilitation. 171. Effects of exercise and rest on the state anxiety and blood pressure of physically challenged college students. 2005.ed. Med Sci Sports Exerc. J Bras Psiquiatr. Kruel LFM. 27. Neuroimage. Silveira R. CA: Education and Testing Service. Exercise and sport sciences reviews. Protopopescu X. Epidemiologia dos transtornos mentais em uma área de captação da cidade de São Paulo. 42. 1995. Melo MT. Atividades físicas para a terceira idade. também. Beh Res Therapy.56(1):23-8. O’Connor PJ.24:8-16. 2001. um programa de exercícios físicos baseado em hidroginástica mostrou-se um auxiliar terapêutico benéfico no tratamento do transtorno de ansiedade. 2001. Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ): Estudo de Validade e Reprodutibilidade no Brasil. In: Wilmore JH (ed. 1999. 2001. no entanto apenas o grupo não praticante de exercícios físicos experimentou alteração negativa de humor durante o experimento. Rio de Janeiro: Sprint. 2. McNair D. Sports Med. Antunes HK. Baldwin DS. Cardio-respiratory physical training in water and on Land.4(1). 5. Tuescher O. Goldstein M. Tufik S. Human physiological responses to immersion into water of different temperatures.11(3):203-7.8(2):293-302. Sports Med.15(4):847-55. demonstrando. 28. 22. Wolski LA. 4. 6. 2001. Vol. Cosner AF. Mood disorders in the female patient. and job satisfaction.4(3):3-8. Picon P. Watanabe E. Rev Bras Psiquiatr. Outcomes and mechanisms. Brechue WF. Bueno OFA. Rogers ME. 2004.58(1):8-16. Pan H. Mota J. Alterações fisiológicas e biomecânicas em indivíduos praticando exercícios de hidroginástica dentro e fora d’água. Marin-Neto JA. J Sports Med Phys Fitness. 10. p. Esteves AM. Porcu M. 2002. Lorr M. 2000. Rocha PGM. J Consult Clin Psychol. Depression. Rehabilitation services needs: physician’s perceptions and referrals. 1995. Pandolf KB. REFERÊNCIAS 1. 31. Gerontology. Yamada T. Borg GAV. 2005. Jamurtas AZ. 2000. 2001. Martins LEB. Physiological response to water aerobics. 8.15(1):69-76. 1. 20. et al. Margins R. Rabian BA. 42(2):67-72. Deus J. Dvorak M. Raglin JS.11(3):143-82. Stella SG. Vallejo J. Anderson T. 1997. 7. Avellini BA. 19 Cunha JA. Evidence-based pharmacotherapy for generalized anxiety disorder. Berman ME. Srámek P. 29. Int Jour Fertil Wom Medicine. 2003. 12. 2003. 1974. Costa MC. Craig ABE. Turner PE. Capdevila A. 3. Maciel BC.25(2):65-74. Butler T.29(2):97-102. Atividade física. Physical fitness and elderly health effects of hydrogynastics. Simecková M. 2005. Gallo Jr L. Raglin JS. Redmond G. Rev Psiq Clín.10(1):38-43. Motta R.21(1):33-61. Atividades físicas: “remédio” cientificamente comprovado? A Terceira Idade. 2007. Polkinghorn C. 1983. Brown G. Cardoner N. Bolosco RA. Jor Clin Psychiatry.). enquanto o grupo praticante de exercício físico evidenciou perfil de saúde mental positiva. A meta-analysis on the anxiety reducting effects of acute and chronic exercise. Takeshima N. et al. Effects of physical exercise on anxiety. Rev Hipertensão. Lolio C. 34. Webster MJ. pois todas as pacientes do grupo de praticantes de exercícios físicos apresentaram redução do nível de ansiedade. Noble BJ. Rocha JCC. 2005.56:893-7. Wygant LE. 37. Chacon-Mikahil MPT. Jour Appl Physiology. Rev Psiq Rio Grande do Sul. Med Sci Sports Exerc. Effects of aerobic and nonaerobic exercise on anxiety.20:339-57. 15. 38. depression. Andrade D. Salmon P. San Diego.27(4):266-71. 17. Janski L. 25. São Paulo: Casa do Psicólogo. State anxiety and blood pressure following 30 min of leg ergometry or weight training. Caromano FA.32(3):255-61. Vybíral S.81:436-42. Alves JGB. Craft LL. Anxiety disorders in women: does gender matter to treatment? Rev Bras Psiquiatr. Fisioter Brasil. anxiety and quality of life scores in seniors after an endurance exercise program. O exercício físico e os aspectos psicobiológicos. Matsudo V. 1968. A terceira idade. POMS.25:28-35. Effects of aerobic exercise on anxiety sensitivity. Pujol J. Neuroreport.42(2):125-36.5(4):9-21. Matsudo S. Mello MT. saúde mental e qualidade de vida. Salazar W. Petruzzello SJ. Nunes Filho EP. Araújo T. 1991. Hidroginástica: teoria e prática.26:257-61. São Paulo: Atheneu. Uma breve introdução. Para o perfil de estado de humor. 1993. Savlíková J. Shear MK. Eur J Appl Physiol. 2004. Rev Ativ Fís Saúde. Scarpato AT.

10:134-7. Berger BG. The Multiple Risk Factor Intervention Trial. 1987. Berger BG. Norton e Company. . 58. 1993.23(9):44-58. 1985.17:94-100. Jensen MD. Dunn AL. 64. Reeder BA. Mcinman A. Lefêbvre. Handbook of research on sport psychology. Raglin JS. p.12:69-92. Rauramaa R. 53. Psychol Med. Morgan WP. Ribeiro LCS. Harrison J. JAMA. Psychological benefits of an active lifestyle: What we know and what we need to know. 2009. 729-60. 1987. 1998. Champaign. Exercise and the neurobiology of depression. Mccullagh P. American College of Sports Medicine. 22-44. Morgan C. 1990. Silverthorn DU. 60. 1995.16 Vieira JLL et al. Alterations in selected measures of mood with a single bout of dynamic Taekwond exercise in college-age students. 68. 54. Ransford CP. Berger BG. 2001. Barueri: Manole. Sports Med. Exercise and the quality of life. 2001. Med Sci Sports Exerc. Tufik S. 2001. Nicoloff G. P. Fisiologia humana. 2000. J Bras Psiquiatr. 69.33(6):351-8. In: Singer RN. Murphey M. Exerc Sport Sci Rev. 50. Exercício físico no diabetes melito associado à hipertensão arterial sistêmica. Leisure-time physical activity levels and risk of coronary heart disease and death. Werneck FZ.). 1990. 1995. Mello MT. 71. 2001. 65. Percep Mot Skills. 2006. 2006. In: Begel D. 1991. Allen M. 61. Antunes HKM. Raglin JS.1(57):315-20. Med Sci Sports Exerc. Kuipers E. 59. Dose-response issues concerning physical activity and health: an evidence-based symposium. 66. J Sports Med Phys Fitness. New York: Macmillan. 56. Exercise and psychosocial health. Exercise and mental health – Beneficial and detriment effects. 67. North TC. Rev Bras Med Esporte. 1996. Kopelman PG.19:456-83. Irigoyen MC. 1982.30(6):975-91.19:41-98. Boutcher SH. Kesaniemi YK. Med Sci Sports Exerc.10:109-17. 2002. Murphey M. Physical activity dose-response effects on outcomes of depression and anxiety. 49. p. J Appl Physiol. Sport Psychiatric: theory and practice. Schwenk TL. Angelis KD. Tran ZV. Shephard RJ. Sports Med.258(17):2388-95. Effect of exercise on depression. Lovejoy DJ. Efeitos de exercício físico sobre os estados de humor: uma revisão. 2003. 48. A role for amines in the antidepressant effect of exercise: a review. Med Sci Sports Exerc. ARTIGO ORIGINAL 44. 62. Michelini LC. Rev Bras Hipertens.ed. 63. Toskovic NN.). 2003.29(3):167-80. New York: Macmillan. Emotions and aerobic exercise. 1986. Bara Filho MG. 51. Exerc Sport Sci Rev. Absolute versus relative intensity of physical activity in a dose-response context. New York: W. Dunn AL. Psychological treatments in schizophrenia: meta-analysis of family intervention and cognitive behaviour therapy. Connett J. Handbook of research on sport psychology.12(5):234-8.9(6):323-9.4(1):1-10. Physical activity and mental health: current concepts. Leon AS. 2000. O estresse físico e a dependência de exercício físico. Lane AM.32:763-82. 47. Paluska SA. 2003. Tennant LK (eds.0:22-54. Jacobs Jr DR. The effects of exercise on mood changes: the moderating effect of depressed mood. Illinois.58(1):8-16. 2001. W. Influence of exercise and quiet rest on states anxiety and blood pressure. Brown R. Biddle S. Pilling S. The psychobiology of athletic training. Trivedi MH. Burton RW (ed. Quest.33(6):400-18. Tennant LK (eds.18:379-415. Affective beneficence of vigorous physical activity. Danforth EJr. Fiorino P. Res Q Exerc Sport. Med Sci Sports Exerc. Molt RW. Dishman RK. Fisiologia integrada. Res Q Exerc Sport.66(4):292-7. Phys Sport Med. Brum PC.33(6):587-97. The effects of a strength training program on the strength and self concept of two female age groups. Using exercise to ward off depression. p. 57. O’neal HA. 2. Rev Bras Hipertens. Rondon MUPB.92(3):1031-8. 799-814. 52. ACSM position stand: the recommended quantity and quality of exercise for developing and maintaining cardiorespiratory and muscular fitness. Exercise and mood: a selective review and synthesis of research employing the profile of mood states.1(48):330-53. Med Sci Sports Exerc.). Orbach G. 45. Schwenk TS. Andersen ML. In: Singer RN. Uma abordagem integrada. Rev Bras Psicol Esp Exercício. 70. Med Sci Sports Exerc. Schaan BDA. Bebbington P. and flexibility in adults. 2000. 46. 55. 1993. Exercício físico como tratamento não farmacológico da hipertensão arterial.41:539-45. Garety J. Morgan WP.