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Prof.

José Ricardo Verrengia Curso – Ciências Contábeis São Paulo – SP

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1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................................................... 4 1.2. Conceituação Básica e Inicial.............................................................................................................................. 4 2. INTRODUÇÃO AO COMÉRCIO INTERNACIONAL............................................................................................ 6 2.1. Histórico.............................................................................................................................................................. 6 2.2. Interdependência Econômica .............................................................................................................................. 6 2.3. Razões para a Comercialização ........................................................................................................................... 6 2.4. Interesses dos Países............................................................................................................................................ 7 2.5. Interesses das Empresas ...................................................................................................................................... 7 2.6. Doutrinas do Comércio Internacional.................................................................................................................. 7 2.7. Relações de Troca ............................................................................................................................................... 7 2.8. Barreiras Tarifárias e Não-Tarifárias................................................................................................................... 8 2.9. Tipos de Restrições não-tarifárias ....................................................................................................................... 8 2.10. Globalização...................................................................................................................................................... 8 2.11. Reforma Administrativa .................................................................................................................................... 9 3. BALANÇO DE PAGAMENTOS ............................................................................................................................ 10 3.1. Transações Correntes ........................................................................................................................................ 10 3.2. Movimentos de Capitais.................................................................................................................................... 10 3.3. Erros e omissões................................................................................................................................................ 10 3.4. Exercício de Balanço de Pagamentos................................................................................................................ 13 4. CAMEX - CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR.............................................................................................. 14 4.1. Competências .................................................................................................................................................... 14 4.2. Estrutura............................................................................................................................................................ 14 4.3. A Secretaria de Comércio Exterior - Secex....................................................................................................... 15 5. SISCOMEX ............................................................................................................................................................. 18 5.1. Introdução ao Siscomex .................................................................................................................................... 18 5.2. Benefícios.......................................................................................................................................................... 18 5.3. Órgãos Intervenientes........................................................................................................................................ 18 5.4. Usuários ............................................................................................................................................................ 19 5.5. Acesso e Habilitação ......................................................................................................................................... 19 5.6. Registro de Exportação (RE)............................................................................................................................. 20 5.7. Registro de Exportação Simplificado (RES) ..................................................................................................... 20 5.8. Registro de Operação de Crédito (RC).............................................................................................................. 20 5.9. Registro de Venda (RV).................................................................................................................................... 20 5.10. Despacho Aduaneiro de Exportação................................................................................................................ 20 5.11. Licenciamento da Importação ......................................................................................................................... 21 6. REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS................................................................................................................. 22 6.1. Regimes Aduaneiros Especiais.......................................................................................................................... 22 6.2. Regimes Aduaneiros Especiais aplicados em áreas especiais ........................................................................... 22 7. INCOTERMS........................................................................................................................................................... 26 7.1. Origem .............................................................................................................................................................. 26 7.2. Siglas................................................................................................................................................................. 26 7.3. Significado jurídico ........................................................................................................................................... 26 7.4. Categorias de Incoterms .................................................................................................................................... 27 7.5. EXW - EX WORKS (...named place) ............................................................................................................... 27 7.6. FCA - Free Carrier (...named place).................................................................................................................. 28 7.7. FAS - Free Along Ship (...named port of shipment).......................................................................................... 28 7.8. FOB - Free on Board (...named port of shipment)............................................................................................. 28 7.9. CFR - Cost and Freight (...named port of destination) ...................................................................................... 28 7.10. CIF - Cost, Insurance and Freight (...named port of destination) .................................................................... 28 7.11. CPT - Carriage Paid to (...named place of destination) ................................................................................... 29 7.12. CIP - Carriage and Insurance Paid to (...named place of destination) ............................................................. 29 7.13. DAF - Delivered at Frontier (...named place of destination) ........................................................................... 29 7.14. DES - Delivered Ex Ship (...named port of destination).................................................................................. 29 7.15. DEQ - Delivered Ex Quay (...named port of destination)................................................................................ 29 7.16. DDU - Delivered Duty Unpaid (...named place of destination)....................................................................... 30 7.17. DDP - Delivered Duty Paid (...named place of destination)............................................................................ 30 8. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS .............................................................................................................. 31 8.1. Tarifa Externa Comum – TEC e Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM................................................. 31 8.2. Sistema Harmonizado ....................................................................................................................................... 31 8.3. Composição da Tarifa Externa Comum – SH ................................................................................................... 32 8.4. Regras gerais para interpretação do Sistema Harmonizado............................................................................... 36 8.5. Regra geral complementar (RGC)................................................................................................................... 36 8.6. Dúvidas na Classificação................................................................................................................................... 37 9. DOCUMENTAÇÃO DE EMBARQUE .................................................................................................................. 39 9.1. Formalidades ..................................................................................................................................................... 39 9.2. Documentos ...................................................................................................................................................... 39 9.3. Outros Documentos........................................................................................................................................... 40

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10. MODALIDADES DE PAGAMENTO .................................................................................................................. 42 10.1. Importações sem Cobertura Cambial .............................................................................................................. 42 10.2. Importações com Cobertura Cambial .............................................................................................................. 42 11. REGIME FISCAL NA IMPORTAÇÃO ................................................................................................................ 47 11.1. Distribuição do Regime Fiscal ........................................................................................................................ 47 11.2. Funções do Imposto ........................................................................................................................................ 47 11.3. Tributos na Importação e cálculos................................................................................................................... 47 12. SISTEMAS MODAIS PROTECIONISTAS.......................................................................................................... 48 12.1. Dumping.......................................................................................................................................................... 48 12.2. Subsídios – Direitos Compensatórios.............................................................................................................. 52 12.3. Direitos Corretivos .......................................................................................................................................... 54 12.4. Salvaguardas ................................................................................................................................................... 55 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................................................................... 58

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1. INTRODUÇÃO
Caminhando pela história do Comércio Exterior do Brasil, vemos que o Brasil, até março de 1990, adotou uma política centralizada ao incremento das exportações, fazendo com que a Balança Comercial apresentasse saldos cada vez mais superavitários para que pudesse suprir o déficit do Balanço de Pagamentos. Para que isso fosse factível, o Brasil lançou mão de instrumentos considerados desleais para manter seu protecionismo, visando um total controle e redução dos volumes de importação, quais sejam: Sobretaxas tarifárias Depósito compulsório I.O.F Programa de importação e cotas Suspensão temporária de concessão de guia de importação Centralização cambial Redução dos prazos para pagamentos de importações financiadas

Com isso, o processo inflacionário aumentou devido a não-existência da concorrência externa, sem levar em consideração de que as empresas não necessitam de investimentos para ampliar sua qualidade e competitividade. O Governo Collor de Mello iniciou uma nova fase na Política de Comércio Exterior Brasileiro, onde seu principal componente era a retomada do desenvolvimento, fortalecendo o mercado através de livre concorrência com sua política de abertura das importações, a redução das barreiras tarifárias e não-tarifárias, e eliminação de incentivos fiscais. A conseqüência foi evidente, onde as empresas tiveram que melhorar seus padrões de qualidade, investindo mais em tecnologia, para acompanhar a concorrência externa. Enfim, o resultado foi positivo para o crescimento do Comércio Exterior Brasileiro. 1.2. Conceituação Básica e Inicial O que é uma Exportação? Exportação, no conceito clássico, é a operação de saída de uma mercadorias, bens ou um serviço de um certo território aduaneiro, depois de cumpridas as exigências legais e comerciais, tendo como contrapartida, geralmente, uma entrada de divisas. É a venda de mercadorias, bens ou serviços de um país a outro. Por que se exporta? Em princípio, se exporta produtos, bens ou serviços, excedentes ou não, ou por questão de melhor qualidade e aceitação no exterior ou de melhor preço. Mas se exporta também quando as taxas cambiais estão favoráveis para os negócios e a conversão da moeda estrangeira em moeda nacional é considerado um ganho para o exportador. Enfim, tudo é comércio; desde que exista um comprador em potencial fatalmente surgirá um vendedor. No Brasil existem cerca de 4 milhões de empresas. Destas, apenas 13.850 exportaram em 1997, ou seja, 0,35% do total. Nossas vendas ao exterior continuam inferiores a 1% das exportações mundiais. O modelo exportador brasileiro ainda é excessivamente concentrador, onde 728 empresas (5,3% do total de exportadores) foram responsáveis por 84% do valor exportado no ano passado. E o que o comércio da exportação objetiva ? O comércio da exportação objetiva: exportar mercadorias acabadas para consumo, exportar matérias-primas e produtos intermediários para se poder produzir produtos acabados ou mais elaborados para suprir o mercado do importador e/ou exportar, exportar bens de capital, serviços e/ou capitais a fim de se poder produzir internamente e/ou exportar Quais as modalidades de exportação? As exportações podem ser consideradas como: exportações comerciais – geralmente chamadas de vendas externas de manufaturados, mais baratos ou melhores do que os produzidos no país importador, ou de produtos não produzidos, ou de produção insuficiente no país importador; exportações industriais – são chamadas as exportações de matérias-primas, produtos intermediários, partes, peças e equipamentos, exportações de exceções – dentre todas podemos citar as executadas por governos, a fim de baixar os estoques dos produtos, oferecendo ao comércio importador produtos estrangeiros idênticos, porém com preços inferiores aos nacionais. Quem pode ser exportador?

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Como exportador se compreende a pessoa jurídica, negociante ou produtor, que exporta mercadorias, serviços ou capitais. O que é uma Importação? Importação, no conceito clássico, é a operação de entrada de uma mercadorias em território aduaneiro, depois de cumpridas as exigências legais e comerciais, tendo como contrapartida, geralmente, uma saída de divisas. É a compra de mercadorias, de um país a outro. Por que se importa? Em princípio, se importa o que se necessita ou por questão de melhor qualidade ou de melhor preço. Mas se importa também para satisfazer requintes ou vaidades pessoais. Enfim, tudo é comércio; desde que exista um comprador em potencial fatalmente surgirá um vendedor. E por que a sistemática da importação é mais complexa que a da exportação? É sempre mais complexa devido principalmente às importações estarem sob exigências de disponibilidade cambial, programações de prioridades e sofrerem os rigores da fiscalização aduaneira. As operações de importação exigem uma seqüência de operações que precisam ser desenvolvidas cautelosamente. E o que o comércio da importação objetiva ? O comércio da importação objetiva: importar mercadorias acabadas para consumo (necessárias ou supérfluos); importar matérias-primas e produtos intermediários para se poder produzir produtos acabados ou mais elaborados para suprir o mercado interno e/ou exportar, importar bens de capital, serviços e/ou capitais a fim de se poder produzir internamente e/ou exportar Quais as modalidades de importação? As importações podem ser consideradas como: importações comerciais – geralmente chamadas de compras externas de manufaturados, mais baratos ou melhores do que os produzidos no país, ou de produtos não produzidos, ou de produção insuficiente no país importador; importações industriais – são chamadas as importações de matérias-primas, produtos intermediários, partes, peças e equipamentos, executadas por produtores e para uso próprio dos mesmos; importações de exceções – dentre todas podemos citar as executadas por governos, a fim de baixar os preços dos produtos e dos distribuidores nacionais, oferecendo ao comércio produtos estrangeiros idênticos, porém com preços inferiores aos nacionais, e importações de emergência – realizadas por iniciativa governamental, com o fim de remediar uma situação de carência interna. Quem pode ser importador? Como importador se compreende a pessoa jurídica ou física, negociante, produtor ou apenas consumidor que importa mercadorias, serviços ou capitais.

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Obviamente. com início da agricultura rudimentar. muitas coisas não poderiam ser feitas. definido como conjunto de troca. os países dificilmente conseguem atingir os mesmo níveis globais de eficiência e crescimento a que têm acesso através de sua participação nos fluxos internacionais de trocas. a moeda metálica foi concebida como um instrumento de "padrão monetário". do método inicial de simples trocas. conchas e peles. Os principais pontos de quem pretende ingressar nesse comércio podem ser organizados em grupos básicos que se complementam: 6 . diferenças de solo e de clima. Inicialmente foram usados cobre. surgiu a prática do escambo. surgiu o sistema rudimentar de comercialização de produto e. fazer suas próprias roupas. surgidos na busca do atendimento das necessidades. ao concentrar-se nas coisas em que faz melhor. diferença dos estágios de desenvolvimento tecnológico. portanto. o comércio extrapolou os limites dos países. na preservação da vida e do grupo. o Iraque se sujeitará ao cumprimento de várias medidas. Posteriormente. não só na movimentação dos produtos como na busca dos "trocadores". originaram o comércio internacional.1. já que o indivíduo.2. internacionalizando-se e tornando-se cada vez mais complexo com o progressivo aumento de interesses de cada um. A dependência externa é perceptível claramente em uma situação de embargo econômico. A especialização também existe entre as nações. Razões para a Comercialização Uma pessoa que visasse ser inteiramente auto-suficiente tentaria produzir seu próprio alimento. estar em condições de satisfazer todas as suas necessidades e desejos. pois faltariam os recursos materiais. Na atualidade. A especialização seria uma conseqüência natural. As dificuldades eram imensas. quando muitas nações não sobreviveriam se dependessem exclusivamente de sua própria capacidade produtiva. As principais motivações resultam de quatro fatores: desigual ocorrência das principais jazidas minerais. Para outros produtos. enfim. por exemplo. Histórico O homem primitivo sempre usou a força bruta para suprir suas necessidades básicas. Buscava na natureza tudo o que pudesse servir para a subsistência. compra e venda de bens e serviços. teria condições de vender ou trocar os seus excedentes por outras coisas que deseja. que facilitou as trocas e permitiu a avaliação ou comparação de valores a serem negociados ou transacionados. tais como autorização da própria ONU (mérito humanitário) e certificação da origem não criminal da remessa financeira.3. a troca de mercadorias. Evoluindo para a fase civilizada. Por necessidade do mercado. prata e ouro. 2.2. o Iraque só poderá negociar com terceiros países. diferença das disponibilidades de capital e trabalho. que possibilita a migração de capitais entre os países. e os contatos. efetuada pela INTERPOL. o tempo e a habilidade necessários. Interdependência Econômica Da simples troca de bens para satisfação das necessidades individuais ou grupais. Inicialmente foram usados: gado.origem do termo salário -. que passaram a ser aceitos como "padrão elementar" de trocas ou pagamentos de outros produtos. ou seja. 2. Há. o sistema do "padrão de trocas". Era a fase do poder da força em constantes lutas com os elementos da natureza e contra os demais "grupos inimigos". Isoladamente. se a operação se destinar à indenização de guerra ou à importação de remédios e alimentos a serem trocados por petróleo iraquiano. Nessa fase. INTRODUÇÃO AO COMÉRCIO INTERNACIONAL 2. desde a sobrevivência de uma nação até a satisfação de necessidades menos vitais. Com base em resolução embargatória da Organização das Nações Unidas (ONU). o homem não produzia qualquer alimento. As guerras que bloqueiam o comércio com o exterior geralmente trazem à tona essa realidade. sal . várias são as formas de apresentação das moedas circulantes do mundo. questões que envolvem fortes motivações e induzem às trocas internacionais.

Ao exportar. atualização de tecnologia. equilíbrio do balanço de pagamentos.4.7.o desenvolvimento social. Para os defensores do livre-cambismo. desenvolvimento social (geração de empregos). a fim de garantir o crescimento de seu parque industrial. Assim.5. que pretende resguardá-las dentro de limites determinados pelos interesses nacionais. a liberdade de comércio permite a distribuição da produção de acordo com a disponibilidade de recursos nacionais. os esforços despendidos representarão vantagens para todos. além de o país obter divisas. ao mesmo tempo. Em suma.6. e a do protecionismo. sempre servindo aos interesses de cada um. aproveitamento dos incentivos governamentais. significa falta de confiança. sob o risco de ficar marginalizada. o principal motivo para exportar é obter recursos para pagamento das importações necessárias à sua vida econômica. que não admite fronteiras para o comércio. formação de nome global. compensação de tributos. pois visam a um ponto comum . Sob o ponto de vista da empresa. inovar e arriscar. diversificação de mercados. apostando no sucesso. com o objetivo de aumentar o volume de suas exportações e se capacitarem para a importação de bens indispensáveis à continuação do desenvolvimento. Doutrinas do Comércio Internacional O comércio internacional tem-se desenvolvido historicamente sob a influência de duas doutrinas: a do livrecambismo. Relações de Troca A expressão "relações de troca" representa o valor apurado entre a importância recebida pelas exportações e aquela paga pelas importações. a produção para exportação deve ser previamente ajustada às exigências do importador e às características do mercado a que se destina. Os estudiosos do comércio exterior afirmam que há deterioração nas relações de troca entre países subdesenvolvidos (fornecedores de matérias-primas) e os industrializados porque os preços dos produtos primários (agrícolas ou minerais) caem continuamente. 2. quando se compara o poder aquisitivo de dois países que negociam entre si. dentro de um determinado período. enquanto os produtos industriais (dos países desenvolvidos) custam mais. 2. deve proteger o mercado interno. diversificação de mercados. tanto no produto como no mercado importador. Essas doutrinas têm sido adotadas alternadamente por quase todos os países. Interesses dos Países fonte de recursos. se os interesses de empresas e dos países são convergentes. É indispensável a observação de padrões de qualidade e outras especificações feitas pelo mercado importador. alcança maior produtividade e gera novos empregos. Não adianta somente investimentos financeiros. Assim. Do ponto de vista da economia nacional. ocorre uma "deterioração das relações de troca". é preciso ousar.2. por exemplo. Direcionar ao exterior excedentes destinados inicialmente ao mercado interno. Os protecionistas são contrários a essa liberdade e afirmam que todo país. 2. 7 . em determinadas etapas de sua vida econômica. o que propicia a especialização internacional. países produtores de matérias-primas são forçados a expandir consideravelmente a produção. Quando um país necessita exportar maior quantidade de determinada mercadoria para importar a mesma quantidade de bens. que possuem estrutura de custos e peculiaridade de mercado distintas. é necessário ela estar atenta aos cuidados que deve tomar para exercer. Interesses das Empresas aproveitamento da capacidade ociosa. em processo de evolução industrial. facilita o desenvolvimento da concorrência e permite a ampliação dos mercados. as atividades de exportação e industrial-comercial no mercado doméstico. ampliação da pauta de exportação. As embalagens também deverão atender tanto às necessidades do produto quanto às recomendações do comprador e do país de destino.

levou treze dias para cruzar o Atlântico e chegar ao continente europeu. conclui-se que não houve ganhos no valor real com as exportações de produtos primários. sobretudo. A recente queda dos mercados de bolsas de valores asiáticos foi comunicada aos principais centros financeiros do mundo em apenas treze segundos. A rápida adequação aos sinais emitidos pelos novos mercados caracteriza a presença de uma empresa globalizada. diversos países do terceiro mundo passaram a aplicar mecanismos diferentes em suas políticas de desenvolvimento econômico. A notícia da morte de Abraham Lincoln. e que tendem a restringir ou alterar o volume. Grandes empresas tendem a ver as pequenas empresas como suas parceiras. A globalização precipitou as chamadas ondas de desregulamentação de mercados. porque as regras estão bem definidas. O problema mais sério. A incisiva participação dos países em desenvolvimento provocou o agravamento das pressões protecionistas nos países desenvolvidos. reduzindo custos em relação ao mercado onde operava. Simplesmente aconteceu e com rapidez impressionante. normas de qualidade (aplicadas a produtos. são as práticas que discriminam o produto estrangeiro.8. O fundamento desse movimento vem da tecnologia da informação virtual que possibilita a realização do processo de comunicação mundial em frações de segundo. depósitos compulsórios. conseqüentemente. ocorreu um grande crescimento do comércio de manufaturados com pequena participação dos países em desenvolvimento. ou em função da origem. 2. em especial quando percebe ser possível obter maiores vantagens. controles de preços. Globalização Muitas das exigências foram conseqüência direta da globalização da economia. por exemplo) e. no campo das barreiras não-tarifárias. a concorrência rompeu fronteiras.9. normas técnicas. em 1865. ou um móvel feito com esta madeira? O ideal seria empregar mais gente na manufatura e. através de processos de terceirização e parceirização dos negócios. que afetaram sensivelmente as exportações dos países emergentes. Com o seu advento. que migra na busca de condições operacionais mais atraentes. regras de segurança industrial. Como forma de protecionismo. limitações ou suspensões voluntárias das exportações. ignorou bandeiras e idiomas. a barreira tarifária é menos combatida. voltada à uniformização de sua imagem.Na prática. trazer maior riqueza para o país? Exportar a laranja (a fruta) ou o suco enlatado? 2. serviços e meio ambiente). Uma empresa perfeitamente inserida no contexto acima atuará com a visão de venda competitiva e padronizada de seu produto em qualquer lugar do mundo. Aproveitaram as oportunidades de mercado. com a proliferação das barreiras tarifárias (imposto de importação. controles cambiais. regulamentações sanitárias. 2. movimento que não foi planejado ou criado pelas empresas. exigências em matéria de embalagem e marcas de origem. Diante da situação de desigualdade. visando dinamizar suas exportações. de flexibilização de monopólios e de parceirização de empresas. cotas de importação (em quantidade ou valor). em caráter geral ou seletivo. adotando uma estratégia unificada de marketing. em função da alíquota. Se acrescentarmos o encarecimento dos produtos manufaturados. controladas direta ou indiretamente pelo governo. nem fruto da elaboração dos países. sem que o valor acompanhe esse incremento. Tipos de Restrições não-tarifárias ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ proibição a importações. das barreiras não-tarifárias (como as cotas de importação). O raciocínio que se segue a essa constatação é simples. significa que o volume das exportações de alimentos e de matérias-primas aumentam de ano para ano. 8 . Barreiras Tarifárias e Não-Tarifárias No intercâmbio entre as nações nas últimas décadas.10. a composição dos produtos e o destino do comércio internacional. O que traria mais benefícios para um país: exportar apenas a madeira. intensificando as exportações de produtos em que predominavam matéria-prima abundante e mão-deobra barata.

adoção de leis específicas de incentivos à modernização e privatização dos terminais portuários. profundas transformações econômicas. O Governo Federal idealizou uma série de medidas que vem possibilitando crescente adequação brasileira às práticas mundiais de Comércio de Corrente (exportações e importações). em conjunto com a iniciativa das empresas nacionais. depósito de garantia. depósitos compulsórios. praticadas até o final da década de 1980.em torno de 1% -. 2. haja vista a parcela de produtos semimanufaturados ser superior à consignada nas estatísticas para os produtos primários. A brusca mudança está exigindo grandes investimentos em modernização do parque fabril manufatureiro (competitividade). aboliu-se de vez o rótulo de exclusivo exportador de produtos primários. com redução da ordem de 220% em relação às alíquotas médias. redução da carga tributária das importações. destacam-se: 1. Contudo.2. em decorrência da globalização.módulos exportação e importação. partindo de um modelo protecionista-exportador. com vistas à redução do custo Brasil. e a batalha está voltada para a conquista do equilíbrio na Balança de Pagamento. gradativa desoneração tributária na cadeia exportadora. para um modelo liberalizante de importações e exportações. A situação é bastante complexa e delicada. 9 . até exportações de serviços. com a implantação do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX) . com alto valor agregado. além de ser concentrada em poucos mercados. ainda é baixa a participação da pauta exportadora brasileira no comércio mundial . com supressão ou sensível reduções dos seguintes itens: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ sobretaxas tarifárias. 6. 4. De concreto. O novo posicionamento brasileiro vem se caracterizando pela renúncia a muitas práticas e mecanismos considerados desleais. 5. cotas (sensível redução). o país negocia desde produtos tradicionais (minério de ferro. 3. café) e máquinas sofisticadas. dentro dessa nova ordem. prazos mínimos de pagamento (sensível redução). a partir da década de 90. IOF. Hoje. em fase final de elaboração. centralização cambial. através da certificação da série ISO9000. Entre elas. vem vivenciando. Reforma Administrativa O comércio exterior. destinado a colocar o Brasil em posição de destaque mundial na obtenção de qualidade empresarial. enxugamento dos normativos vigentes através da proposta de criação de uma Lei Única de Comércio Exterior. lançamento de um Programa de Qualidade e Modernização Industrial. tem experimentado contínuos avanços na liberalização das fronteiras nacionais.11. programas de importação. O Brasil. automatização do controle do fluxo de informações dos segmentos.

os sub faturamentos. financiamentos. medicamentos. por oposição. 3. Presta-se à verificação da situação financeira de um em relação ao outro. portanto. transferências de imigrantes e seus familiares. capitais de curto prazo. Transferências unilaterais – registram o saldo de todas as transações que não envolvem obrigações em contrapartida. incluindo os serviços de remuneração de capitais sob a forma de juros. Movimentos de capitais autônomos – correspondem ao saldo das entradas e saídas voluntárias de capitais sob a forma de empréstimos. os funcionários em serviço no exterior. Movimentos de Capitais São os fluxos de moeda. é uma suposição bem razoável considerando os contrabandos.2. aluguel de filmes. assinatura de periódicos. etc. turismo. lucros e dividendos. Subdividem-se em: capitais autônomos e capitais compensatórios. comissões. balanço de serviços e transferências unilaterais. dividendos e lucros). direitos autorais. amortizações. Transações Correntes São aquelas que produzem fluxos reais. as filiais de empresas estrangeiras sediada no país. seguros. física ou jurídicas. São subdivididas em balança comercial. mesmo que sejam imigrantes. das transferências unilaterais ou. etc. Movimentos de capitais compensatórios – englobam as reservas internacionais. define balanço de pagamentos como o registro sistemático de todas as transações realizadas por pessoas economicamente ativas. ajuda a populações afetadas por desastres naturais. Balança comercial . é todo aquele que não se enquadra na definição de residente.registra o saldo da exportações e importações de mercadorias pelo valor FOB (free on board) Balanço de serviços – registra o saldo de todas as operações de transportes. neste grupo incluem: os donativos internacionais de qualquer natureza: alimentos. as remessas de capital para paraísos fiscais. bem como os indivíduos que se encontram transitoriamente no exterior em viagens de turismo. 10 . A distinção entre residentes e não-residentes está associada ao local em que produze e consomem bens e serviços. rendas de capitais (juros. crédito e títulos representativos de investimentos. em um período de tempo pré-determinado. investimentos diretos.3. compreendendo não só o fluxo de mercadorias e serviços.1.3. BALANÇO DE PAGAMENTOS O FMI – Fundo Monetário Internacional. ou seja. Não-residentes. propaganda. patentes. Assim residente é a pessoa física ou jurídica domiciliada em um país. esse método de cálculo presume que a existência de erros e omissões deve-se à apuração inadequada das informações dos balanços comercial e de serviços. os empréstimos de regularização do FMI e os atrasados. etc. Compõe-se das Transações Correntes. mas também o Movimento de Capitais. dos movimentos de capitais autônomos. Erros e omissões Um valor lançado a crédito na conta erros e omissões correspondem acréscimo nas reservas do país sem o correspondente registro das transações que deram origem ao ingresso desses recursos. etc. 3. Inclui os indivíduos com residência fixa. de um determinado país com outro. movimentação de bens e serviços. 3. entre outras operações de difícil apuração pelas autoridades competentes. ainda. que são contas vencidas e não pagas pelo país. negócios. recursos destinados a reparações de guerra.

dividendos e lucros reinvestidos pelas multinacionais) Serviços diversos (royalties. lucros. bancos privados e oficiais estrangeiros) Amortizações Capitais de curto prazo Erros e Omissões Saldo do Balanço de Pagamentos (Resultado Líquido de D + E + F) Financiamento do Resultado ou Financiamento Oficial Compensatório Haveres e obrigações no exterior ou contas de caixa (reservas. assistência técnica) Serviços governamentais (embaixadas) Serviços diversos Transferências Unilaterais (Donativos em Divisas ou Mercadorias) Balanço de Transações Correntes ou Saldo em Conta-Corrente (Resultado Líquido de A + B + C) Movimento de Capitais Autônomos ou Balanço de Capitais Autônomos (Transações Monetárias) Investimentos diretos líquidos (novas firmas estrangeiras) Reinvestimentos (multinacionais já instaladas no país) Empréstimos e financiamentos (Banco Mundial. BID.Balanço de Pagamentos Balança Comercial (Mercadorias) Exportações FOB (débito) Importações FOB (crédito) Balanço de Serviços Viagens Internacionais (turismo) Transportes (fretes) Seguros Rendas de capitais (juros. ouro) Empréstimos de regularização (FMI) Atrasados comerciais 11 .

TRANSAÇÕES CORRENTES MOVIMENTO DE TRANSAÇÕES CORRENTES (COMERCIAL) BALANÇA COMERCIAL BALANÇA DE SERVIÇOS SALDO DE SERVIÇOS EXPORT IMPORT SALDO (FOB) (FOB) (FOB) TRANSFERÊNCIAS MOVIMENTO DE CAPITAIS AUTÔNOMOS (FINANCEIRA) EMPR / INVEST / AMORTIZ LONGO PRAZO CURTO PRAZO SALDO ERROS E OMISSÕES FONTES SALDO DO BALANÇO DE PAGAMENTOS RESERVAS FMI E OUTROS RENDA DE CAPITAIS UNILATERAIS OUTROS SERVIÇOS SEGUROS TURISMO FRETES SALDO DAS PAÍSES ÓRGÃOS L M N L+M A B C A-B D E F G H I D+E+F+G+H J K C+I+J O P K+N+O Q R 12 .

000 30 250 50 10 25 800 300 (10) 5.000 500 1.seguros . Exercício de Balanço de Pagamentos TRANSAÇÕES Exportações CIF .000 500 250 500 50 1.fretes Donativos recebidos Amortizações pagas Juros pagos Lucros remetidos ao exterior Dividendos recebidos Investimentos externos no País Viagens de estrangeiros ao país Erros e omissões Importações CIF .4.500 100 120 13 .3.200 2.fretes .seguros Empréstimos concedidos Donativos enviados Viagens de nacionais para o exterior Investimentos nacionais no exterior Empréstimos recebidos Amortizações recebidas US$ MILHÕES 10.

V . CAMEX .Chefe da Casa Civil da Presidência da República.CAMEX. observada a reserva legal: (a) racionalização e simplificação do sistema administrativo. da Fazenda. supervisionar permanentemente e determinar aperfeiçoamentos em relação a qualquer trâmite. bem como para a cobertura dos riscos de operações a prazo. Estrutura A CAMEX terá como órgão de deliberação superior e final um Conselho de Ministros composto pelos seguintes Ministros de Estado: I . • fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção de mercadorias e de serviços no exterior e de informação comercial. incluídos os relativos à movimentação de pessoas e cargas. os compromissos internacionais firmados pelo País. no âmbito das atividades de exportação e importação. de transporte e de turismo. • opinar sobre política de frete e transporte internacionais. salvaguardas. • formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação. em particular junto à Organização Mundial de Comércio (OMC). bem como para investigações relativas à práticas desleais de comércio exterior. • definir. 4.1. observada a competência específica do Ministério da Fazenda. • estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do comércio exterior. Indústria e Comércio Exterior. alíquotas de imposto de importação. visando à sua adaptação aos objetivos da política de comércio exterior e ao aprimoramento da concorrência. Integrarão a CAMEX. e VI . • orientar a política aduaneira. e da Agricultura. aeroportuários. ao MERCOSUL e à Associação LatinoAmericana de Integração (ALADI). Ressalte-se que os atos expedidos pela CAMEX devem considerar. • orientar políticas de incentivo à melhoria dos serviços portuários. Orçamento e Gestão. ou a juízo do Presidente da República. com vistas ao incremento das exportações e da prestação desses serviços a usuários oriundos do exterior.da Fazenda. barreira ou exigência burocrática que se aplique ao comércio exterior e ao turismo. pelos Ministros Chefe da Casa Civil. um Comitê Executivo de Gestão. e eventuais suspensões (por meio de Resoluções CAMEX). órgão integrante do Conselho de Governo. São membros natos do Comitê Executivo de Gestão: 14 . um Conselho Consultivo do Setor Privado CONEX. sempre que constar da pauta assuntos da área de atuação desses órgãos ou entidades. Orçamento e Gestão. Pecuária e Abastecimento. Pecuária e Abastecimento. adoção. portuários. 4. das Relações Exteriores. regional ou multilateral. (f) marcação e rotulagem de mercadorias. IV . Indústria e Comércio Exterior. inclusive as relativas ao seguro de crédito às exportações. III .da Agricultura. II .do Desenvolvimento. que a preside. Ao Comitê Executivo de Gestão cabe avaliar o impacto. • fixar alíquotas de imposto de exportação. Competências Dentre as competências definidas pelo Decreto nº 4.CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR A Câmara de Comércio Exterior . Deverão ser convidados a participar das reuniões do Conselho de Ministros da CAMEX titulares de outros órgãos e entidades da Administração Pública Federal. aeroportuários e de fronteiras. A CAMEX é integrada pelo Ministro do Desenvolvimento.das Relações Exteriores. de 10 de junho de 2003. • fixar diretrizes para a política de financiamento das exportações de bens e de serviços. também. (c) nomenclatura de mercadoria. de natureza bilateral.4.732. provisórios ou definitivos. implementação e a coordenação de políticas e atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços. (e) classificação e padronização de produtos.do Planejamento. diretrizes e orientações sobre normas e procedimentos para os seguintes temas. direitos antidumping e compensatórios. destacam-se: • definir as diretrizes e procedimentos relativos à implementação da política de comércio exterior visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional. • estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao comércio exterior. ainda. do Planejamento.2. tem por objetivo a formulação. (b) habilitação e credenciamento de empresas para a prática de comércio exterior. • coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área de comércio exterior. que o presidirá. e uma Secretaria-Executiva. incluindo o turismo. e (g) regras de origem e procedência de mercadorias. (d) conceituação de exportação e importação.

4. da Fazenda.o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.3.o Secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego. por meio de elaboração e encaminhamento de estudos e propostas setoriais para aperfeiçoamento da política de comércio exterior. são empreendidos esforços para o aperfeiçoamento dos mecanismos de comércio exterior brasileiro e implementadas ações direcionadas à sua simplificação e adequação a ambiente de negócios cada vez mais competitivo. preparar as reuniões do Conselho de Ministros.. IV . IX . XVI . A.APEX-Brasil.o Diretor da Área Internacional do Banco do Brasil S. X .SISCOMEX. compete assessorar o Comitê Executivo de Gestão. do Planejamento.I . bem como propor alíquotas para o imposto de importação. com base nos parâmetros de competitividade setorial e disponibilidades mundiais. II .o Secretário-Executivo do Ministério do Turismo.Secex Competências I . XIV . realizar e promover estudos e preparar propostas sobre matérias de competência da CAMEX para serem submetidas ao Conselho de Ministros e ao Comitê Executivo de Gestão. inclusive quando exigidos por acordos bilaterais e multilaterais assinados pelo Brasil. V .propor diretrizes que articulem o emprego do instrumento aduaneiro com os objetivos gerais de política de comércio exterior. XI .formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas necessárias à sua implementação.executar programas governamentais na área de comércio exterior. como no âmbito privado. com repercussões positivas na qualidade e eficácia de suas decisões. VII .o Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil. de recuperação de créditos à exportação. acadêmicos e trabalhistas. e 15 .o Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes.participar das negociações em acordos ou convênios internacionais relacionados com o comércio exterior. de seguro. Departamento de Operações de Comércio Exterior . II . VI .DECEX. III . tanto na área governamental. e VI .propor medidas. e XVII . II .autorizar operações de importação e exportação e emitir documentos. de financiamento.o Secretário-Executivo da CAMEX. Pecuária e Abastecimento. Orçamento e Gestão e da Casa Civil da Presidência da República. e suas alterações. de transportes e fretes e de promoção comercial. além do Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores. Econômicos e de Comércio Exterior do Ministério das Relações Exteriores. além de prestar assistência direta ao Presidente do Conselho de Ministros da CAMEX. Indústria e Comércio Exterior. Indústria e Comércio Exterior. coordenar grupos técnicos intragovernamentais.um membro da Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. XV . da Agricultura. Competências I .o Secretário-Executivo do Ministério do Meio-Ambiente. Departamentos 1. VIII .o Secretário da Receita Federal do Ministério da Fazenda. V . no âmbito das políticas fiscal e cambial. XII .o Secretário-Executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia.um representante do Serviço Social Autônimo Agência de Promoção de Exportações do Brasil . V .elaborar. Pecuária e Abastecimento. À Secretaria Executiva da CAMEX compete.DECEX Atribuições e Estrutura O desafio de expandir as vendas externas brasileiras a patamar coerente com o potencial do País norteia as principais iniciativas conduzidas pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior . Ao CONEX. introduzindo nas discussões uma visão mais ampliada dos diversos aspectos do comércio exterior. no âmbito da Secretaria.implementar os mecanismos de defesa comercial.apoiar o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior.administrar o Sistema Integrado de Comércio Exterior . IV .os Secretários-Executivos dos Ministérios do Desenvolvimento. Assim. A Secretaria de Comércio Exterior . do Comitê Executivo de Gestão e do CONEX. e acompanhar a implementação das deliberações e diretrizes fixadas pelo Conselho de Ministros e pelo Comitê Executivo de Gestão.o Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.regulamentar os procedimentos operacionais das atividades relativas ao comércio exterior. III .o Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. Este novo formato permitirá à CAMEX ter uma atuação mais integrada. IV . III .o Presidente do Conselho de Ministros da CAMEX.o Subsecretário-Geral de Assuntos de Integração. XIII . órgão composto de 20 representantes dos setores empresariais. acompanhar e avaliar estudos sobre a evolução da comercialização de produtos e mercados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.

SEPLA . Assuntos Internacionais e Logística GERIS .Setor de Normas ASFIL .Setor de Produtos Agropecuários SERIN .negociar e promover estudos e iniciativas internas destinados ao apoio.Setor de Produtos da Indústria de Aparelhos e Instrumentos CONOR .Serviço de Operações de Importação CGFL . 3. Departamento de Negociações Internacionais – DEINT Competências I .Assessoria de Operações de Exportação SEIMP .desenvolver atividades de comércio exterior. junto a organismos e participar de acordos internacionais. Departamento de Defesa Comercial – DECOM 16 .Setor de Planejamento CGAB .Coordenação-Geral de Produtos Agropecuários e Básicos SEAPE .Coordenação-Geral de Logística. informação e orientação da participação brasileira em negociações de comércio exterior. os trabalhos de preparação da participação brasileira nas negociações tarifárias em acordos internacionais e opinar sobre a extensão e retirada de concessões.Setor de Produtos Intermediários SETEC .Setor de Produtos Têxteis e Calçados CGME . Regimes Aduaneiros. sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior.Setor de Produtos das Indústrias de Transporte e Eletroeletrônica SEINA .Setor de Suporte Técnico SENOR .Assessoria de Crédito e Financiamento às Exportações ASIPE .Assessoria de Informação de Comércio Exterior ASDES . analisar. e III .Coordenação-Geral de Máquinas e Equipamentos SEMEC .Coordenação-Geral de Operações Comerciais ASEXP . II .coletar. Crédito e Financiamento ASREL.VI .coordenar.Assessoria de Incentivo à Promoção das Exportações 2.Coordenação de Normas e Suporte Técnico SEJUR .Gerência de Informação e Desenvolvimento de Sistemas Operacionais ASINF . no âmbito interno.Assessoria de Regimes Aduaneiros e Logística ASFEX .Setor de Produtos da Indústria Mecânica SETEL .Assessoria de Desenvolvimento de Sistemas Operacionais (SISCOMEX) CGOC .Assessoria de Financiamento.

IX . de subsídios e de salvaguardas. V .acompanhar as discussões relativas às normas e à aplicação dos Acordos de defesa comercial junto à OMC.Coordenação-Geral de Metais e Produtos Acabados 4.COMACE. VIII. em articulação com outros órgãos governamentais. analisar. IV. em fóruns e comitês internacionais. III . XIII . XII . especialmente do Programa de Financiamento às Exportações . os assuntos relacionados com o desenvolvimento do comércio internacional e do comércio eletrônico.Competências I . XI .propor a abertura e conduzir investigações para a aplicação de medidas antidumping.propor e acompanhar a execução das políticas e dos programas de comércio exterior. compensatórias e de salvaguardas.coletar. sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior.formular propostas de planejamento da ação governamental.desenvolver estudos de mercados e produtos estratégicos para expansão das exportações brasileiras. X . com vistas à defesa da produção doméstica. IV . em matéria de comércio exterior. Estrutura Coordenação-Geral de Crédito e Financiamento Coordenação-Geral de Desenvolvimento de Programas de Apoio às Exportações Coordenação-Geral de Estatística Coordenação-Geral de Logística e Regimes Aduaneiros Atípicos Coordenação-Geral de Promoção e Mercado 17 .acompanhar as investigações de defesa comercial abertas por terceiros países contra exportações brasileiras e prestar assistência à defesa do exportador.examinar a procedência e o mérito de petições de abertura de investigações de dumping. III .desenvolver e acompanhar. Estrutura COTEC .prestar apoio técnico e administrativo ao Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação CZPE.acompanhar.desenvolver estudos relacionados com a utilização dos regimes aduaneiros especiais e atípicos.OMC.participar em negociações internacionais relativas à defesa comercial. XIV.Consultoria Técnica e Normativa GEAPE .planejar ações orientadas para a logística de comércio exterior. VI . a política do Seguro de Crédito à Exportação . II .elaborar e editar o material técnico para orientação da atividade exportadora.propor diretrizes para a política de crédito e financiamento às exportações. Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior – DEPLA Competências I .PROEX.SCE.acompanhar os assuntos do Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior .Coordenação-Geral de Produtos Intermediários GEMAC . II .planejar a execução e manutenção de Programas de Desenvolvimento da Cultura Exportadora. em coordenação com os demais órgãos envolvidos. e VII .planejar e executar programas de capacitação em comércio exterior dirigidos às pequenas e médias empresas.recomendar a aplicação das medidas de defesa comercial previstas nos correspondentes Acordos da Organização Mundial do Comércio .Coordenação-Geral de Produtos Agropecuários GERIN . V . e VI .

1. acompanhamento e controle das diferentes etapas das operações de exportação. da Secretaria da Receita Federal-SRF e do Banco Central do Brasil . As operações passaram a ser registradas via Sistema e analisadas "on line" pelos órgãos que atuam em comércio exterior. em novembro de 2001. Introdução ao Siscomex O Sistema Integrado de Comércio Exterior . 5.2.92. no registro. ampliação dos pontos de atendimento no País. tanto os chamados órgãos "gestores" (SECEX.SISCOMEX. de 25. redução de tempo para liberação das mercadorias importadas e para embarque das mercadorias exportadas. instituído pelo Decreto n° 660. que seriam substituídos por um único documento no final do processo. redução de custos administrativos para todos os envolvidos no Sistema. que integra as atividades afins da Secretaria de Comércio Exterior SECEX.). que atuam apenas em algumas operações específicas (Ministério da Saúde. agilidade na coleta e processamento de informações. Órgãos Intervenientes Usuário 18 . SISCOMEX 5.BACEN. SRF e BACEN) como os órgãos "anuentes". Na concepção e no desenvolvimento do Sistema. foram harmonizados conceitos. todo o processamento administrativo relativo às exportações foi informatizado. crítica dos dados utilizados na elaboração das estatísticas de comércio exterior.9. tendo incorporado o Módulo Drawback Eletrônico. O acesso ao SISCOMEX IMPORTAÇÃO é feito por meio de conexão com o Serpro a fim de que as operações que necessitam de Licenciamento de Importação possam ser efetuadas. Departamento da Polícia Federal. com a criação do SISCOMEX. Comando do Exército etc. tornando possível a adoção de um fluxo único de informações. Benefícios As principais vantagens são: harmonização de conceitos utilizados pelos órgãos governamentais que atuam na área de comércio exterior. que permite a eliminação de diversos documentos utilizados no processamento das operações. tratado pela via informatizada. O SISCOMEX tem sido constantemente aprimorado. simplificação e padronização das operações de comércio exterior com redução de burocracia. eliminação de diversos formulários e documentos e de uma série de controles paralelos. 5. códigos e nomenclaturas.5. eliminação de coexistência de controles e sistemas de coleta de dados. por meio eletrônico. é a sistemática administrativa do comércio exterior brasileiro. A partir de 1993. por meio eletrônico.3.

artistas ou assemelhados. supervisiona. com base nas alterações oriundas dos órgãos gestores. 5. transportadores. corretoras. Mas é provável que. treinamento e atualização constante. bem como por meio de terminais instalados nos órgãos federais encarregados do controle do comércio exterior. • Departamento Nacional de Combustíveis (DNC). Para exportar. Possivelmente. o volume de suas operações não justifique essa opção. ou um despachante aduaneiro. despachantes aduaneiros ou o próprio estabelecimento do usuário). o Banco Central do Brasil (BACEN): é uma autarquia federal: efetua o controle de capitais estrangeiros. mantém em depósito as reservas oficiais em ouro. Usuários • • • • órgãos da administração direta e indireta. Anuentes • Banco do Brasil. interligando-se ao sistema. • Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX).5. a fim de obter uma senha. será mais prático e barato começar utilizando os serviços de um intermediário. • Ministério da Aeronáutica. Nas praças onde não há unidade do Banco Central. Para interligar-se ao sistema. faz a sua manutenção. em observância à política de comércio exterior vigente. que pode ser o Banco do Brasil S.Secretaria de Comércio Exterior a conceder licença de importação.Registro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior. planeja. registrados como profissionais autônomos) deverão solicitar o cadastramento no REI ao DECEX .A. pessoas físicas e jurídicas que atuam na área de comércio exterior. no ato da primeira operação. • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). autoriza as instituições financeiras a operar em câmbio e as fiscaliza. orienta. depositários. intervenientes no comércio exterior. tais como exportadores. • Departamento da Polícia Federal (DPF). antes da primeira operação é necessário dirigir-se a uma repartição da Secretaria da Receita Federal. controla e avalia as atividades comerciais do Brasil com outros países. o Secretaria da Receita Federal (SRF): vincula-se ao Ministério da Fazenda: fiscaliza as exportações e as importações de mercadorias e a correta utilização dos incentivos fiscais concedidos pela legislação em vigor. que envolve investimento em equipamentos. mediante acesso ao Sistema de Informações do Banco Central (SISBACEN). • Ministério da Saúde. em moeda estrangeira e em Direitos Especiais de Saque.: O SERPRO. e seus representantes legais (por exemplo. • Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR).Departamento de Operações de Comércio Exterior da SECEX. do Comércio e do Turismo: normatiza. para manter a estabilidade relativa das taxas de câmbio e o equilíbrio no balanço de pagamentos. por meio de qualquer de suas agências que preste serviço de comércio exterior. instituições financeiras autorizadas a operar em câmbio. As pessoas físicas (agricultor ou pecuarista. • Secretaria de Produtos de Base (SPB). importadores. • Ministério da Agricultura e do Abastecimento. é delegado ao Banco do Brasil o controle e a fiscalização das operações cambiais. • Instituto Brasileiro de Patrimônio Cultural (IBPC). Esta senha é vinculada ao seu próprio CPF. despachantes) 5. financeiro e comercial. as empresas devem estar cadastradas no REI . pelo menos no início. atua no mercado de câmbio. Acesso e Habilitação Você pode ter acesso ao SISCOMEX dentro de sua própria empresa. 19 . sem maiores formalidades. A inscrição no REI é automática. bem como arrecada os direitos aduaneiros incidentes sobre a entrada e saída de mercadorias no País. • Ministério do Exército. Obs. • Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN). O acesso ao SISCOMEX pode ser efetuado a partir de qualquer ponto conectado (bancos. instituições financeiras autorizadas pela SECEX .4.Gestores o Secretaria de Comércio Exterior (SECEX): vincula-se ao Ministério da Indústria. órgão da SRF responsável pela concepção do SISCOMEX. artesãos. com registro no Incra. • Ministério da Ciência e Tecnologia.

DDE. 5. Em seguida. desde que todos se refiram. se assim dispuser a legislação específica: primeira via da Nota Fiscal e. ao embarque. 5. Os despachos passam pela "seleção parametrizada". Registro de Exportação Simplificado (RES) A fim de facilitar a atuação não só das empresas de pequeno porte.7. assim considerando o valor na condição de venda e desde que atendidas as demais condições regulamentares. aos documentos apresentados e à legislação específica.8. pode haver conferência dos documentos apresentados com os dados constantes do despacho. registra . nas exportações por via terrestre. financeiro e cambial nas exportações realizadas a prazo e com incidência de juros separadamente do principal (exportações financiadas). mas também daquelas que pretendem realizar operações de exportação que não ultrapassem a US$ 10. da saída da mercadoria do País.00. para prazos iguais ou inferiores. outros módulos: Registro de Operação de Crédito . entre outras. 5. as mercadorias devem ser colocadas à disposição da Secretaria da Receita Federal (normalmente. Uma DDE pode conter mais de um Registro de Exportação . excetuados. financeira. assim como verificação física da mercadoria. de acordo com uma série de critérios definidos pela administração aduaneira. a mercadorias negociadas na mesma moeda e na mesma condição de venda e às mesmas unidades da SRF de despacho e embarque. junto à Secretaria da Receita Federal. Somente é admitido. Obter o RE é o passo inicial da grande maioria das operações. que consiste na confirmação. O preenchimento do RV é prévio ao Registro de Exportação (RE) e. fluvial ou lacustre. embarque ou transposição de fronteira.DSE. via original do Conhecimento de Embarque e do Manifesto Internacional de Carga. por parte da fiscalização.RE. Registro de Venda (RV) É o conjunto de informações que caracterizam a operação de exportação de produtos negociados em bolsas internacionais de mercadorias ou de "commodities".9. sempre que houver incidência de juros.RC e Registro de Venda . sendo obrigatório para operações com prazo de pagamento superior a 180 dias e. a Declaração de Exportação . o preenchimento do RC posterior ao RE nos casos de exportação de bens em consignação ou destinados a feiras e exposições. acompanhadas da seguinte documentação básica. Os produtos sujeitos a RV são divulgados pela SECEX (normas de comercialização). pode ser utilizado o Registro de Exportação Simplificado . 5. Registro de Exportação (RE) É o conjunto de informações de natureza comercial. com vistas a seu desembaraço aduaneiro e a sua saída para o exterior. os casos dispensados ou para os quais seja utilizada a Declaração Simplificada de Exportação . portanto. cuja venda tenha sido fechada a prazo (financiada).RV. o exportador deve solicitar o RC e obter o seu deferimento antes do Registro de Exportação (RE) e. prevendo. em Recinto Alfandegado). em determinados casos. por conseqüência.O Sistema está concebido de forma a caracterizar uma operação de exportação por meio de um registro (Registro de Exportação .RE). Registro de Operação de Crédito (RC) O RC representa o conjunto de informações de caráter comercial.000. com seu RE efetivado. cumulativamente. por meio de enquadramento específico.6. cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria por meio de enquadramento específico. O ato final do despacho aduaneiro é a "averbação". previamente ao embarque.10.o documento base do despacho.RES. ocorre o desembaraço aduaneiro da mercadoria e a conseqüente autorização para o seu trânsito. Como regra geral. mediante a qual. Concluída a fase de conferência sem exigência fiscal ou de outra natureza. em condições normais. ao mesmo exportador. 5. Despacho Aduaneiro de Exportação O despacho de exportação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo exportador em relação à mercadoria. Ele se inicia no momento em que o exportador.via SISCOMEX . por conseqüência. 20 .

O acesso ao SISCOMEX IMPORTAÇÃO é feito por meio de conexão com o Serpro. Para algumas mercadorias ou operações específicas. desde que sejam fornecidos aos órgãos e entidades competentes para efetuar a fiscalização e controle de operações de exportação. os dados necessários à identificação do despacho averbado no Sistema. sendo efetivado no momento do registro da Declaração de Importação . é irrelevante a inexistência do comprovante de exportação. documento base para o despacho aduaneiro. o licenciamento também é não-automático. o licenciamento das importações é automático. Licenciamento da Importação Como regra geral. porém previamente ao despacho aduaneiro de importação. a da negociação e a de informações complementares (tela para informações adicionais). 21 .LI e Declaração de Importação . com vistas à elaboração dos documentos eletrônicos: Licenciamento Não-Automático de Importação .DI. o Comprovante de Exportação (CE).SRF). É considerada exportada para fins fiscais e de controle cambial. a da mercadoria. Em outros casos.11. Assim. A LI conjuga informações referentes à mercadoria e à operação em cinco fichas: a das informações básicas (referentes ao importador. que estão sujeitas a controles especiais.DI. como nas operações de Drawback. o importador deverá sempre consultar o Siscomex a fim de verificar o tratamento administrativo a que se subordina a sua operação. a mercadoria cujo despacho de exportação esteja averbado no SISCOMEX. a do fornecedor. ou seja. quando solicitado pelo exportador.Após a averbação. 5. o licenciamento é nãoautomático (LI) e previamente ao embarque da mercadoria no exterior. país de procedência e unidades da Secretaria da Receita Federal . a Secretaria da Receita Federal emite.

3 Posteriormente prorrogado por mais 10 anos pelo Decreto nº 92. 9. estabelecendo a cidade Manaus como o centro das atividades. Trânsito Aduaneiro Admissão Temporária Drawback Entreposto Aduaneiro RECOF . com personalidade jurídica. em face dos fatores locais e da grande distância a que se encontram os centros consumidores de seus produtos (Decreto-lei no 288. Esses mecanismos são denominados Regimes Aduaneiros Especiais. 8. denominada como Porto Livre. Passados dez anos. vinculada ao Ministério do Desenvolvimento.Depósito Especial DAF . 13.Regime Especial de Importação de bens destinados às atividades de Pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural. via de regra. Regimes Aduaneiros Especiais Assim chamados por não se adequarem à regra geral do regime comum de importação e exportação. concedem tratamentos aduaneiros diferenciados para tributação e despacho para determinadas regiões ou para determinadas atividades econômicas.2. 1o). são considerados regimes extraordinários por fazerem parte dos denominados regimes econômicos. 7. vejamos: 1 A ZFM é administrada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA. 10. através do Decreto-Lei 288/67 2 . 14. 22 . De acordo com o Regulamento Aduaneiro que trata sobre os benefícios fiscais. REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS No regime comum de importação e de exportação de mercadorias ocorre. estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial. garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras. Estabeleceu incentivos fiscais por 303 anos para implantação de um pólo industrial. comercial e agropecuário a ser usufruída dentro de uma área de 10mil km². os incentivos estão assegurados até o ano 2013. dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento. objetivando melhorias na qualidade de vida às suas populações. Acre. 6. deu amplitude à legislação anterior reformulando o modelo pré-existente. artigos 452 a 481. autarquia também criada pelo Decreto-lei nº 288/67.ZFM A Zona Franca de Manaus1. 4. o pagamento de tributos. Conforme o RA. teve como idealizador o Deputado Federal Francisco Pereira da Silva e foi criada pela Lei 3173 de 06 de junho de 1957. 2.Depósito Alfandegado Certificado Depósito Franco 6.Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob controle informatizado RECOM . 3. o Governo Federal. Portanto. 1. o governo criou mecanismos que permitem a entrada ou a saída de mercadorias do território aduaneiro com suspensão ou isenção de tributos. comercial e agropecuário. sendo que pelo artigo 40 da Constituição Federal “Disposições Constitucionais Transitórias” de 1988. REPEX . que propiciaram condições para alavancar um processo de crescimento e desenvolvimento da área incentivada. a área denominada Amazônia Ocidental Amazonas.regime especial de importação de petróleo bruto e seus derivados Loja Franca DE . 12. 5. os “regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais” são: Zona Franca de Manaus . O modelo de desenvolvimento da ZFM está assentado em Incentivos Fiscais e Extrafiscais.1. Visa atender também os projetos de proteção ambiental. como um modelo de desenvolvimento econômico. Rondônia e Roraima) passa a integrar a ZFM dando amplitude na ocupação da região. 2 Conforme artigo 452 do Regulamento Aduaneiro .Depósito Afiançado DAC .6.A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e de exportação e de incentivos fiscais especiais. Indústria e Comércio Exterior.Regime Especial de Importação de Insumos Exportação Temporária REPETRO . art. Entretanto. de 1967. além de promover a melhor integração produtiva e social dessa região ao país. Regimes Aduaneiros Especiais aplicados em áreas especiais Os regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais.560/86. Estes regimes caracterizam-se por atenderem o desenvolvimento de certos pólos econômicos e pela suspensão do crédito tributário quando da admissão do regime e pela isenção na aplicação ou no uso para determinados fins. Com o Decreto-Lei 291 de 28 de fevereiro de 1967. 11. devido à dinâmica do comércio exterior e para atender a algumas peculiaridades. 6.

de 1976. 4o). de 1975. Art. A remessa de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. e IV . 1o). bem assim a estocagem para reexportação. e Decreto-lei no 355. nos Capítulos 93. atraídos pela possibilidade em obterem produtos importados sofisticados que não poderiam obter em outras localidades do País4.Art. a fase industrial. não gozarão dos benefícios referidos neste artigo (Decreto-lei no 1. art. 5o). a ZFM passou por 3 fases importantes para seu desenvolvimento. se destinados. 3o. Em 15 de agosto de 1968. e ao cumprimento das demais condições e requisitos estabelecidos pelo Decreto-lei no 288. 2203 a 2206 e nos códigos 2208. será isenta dos impostos de importação e sobre produtos industrializados (Decretolei no 288. de 1976 até o final de 1990. para a Amazônia Ocidental. art.435. art. § 4o A entrada das mercadorias a que se refere o caput será permitida somente em porto.saída de mercadorias para as áreas de livre comércio. com a redação dada pela Lei no 8. art. de 22 de dezembro de 1967. 7o). observado o disposto nos artigos 459. de 16 de dezembro de 1975. 3o). bebidas alcoólicas e automóveis de passageiros classificados. 3o. de 1967 a 1976. denominada de fase econômica. de 1991. estaduais e municipais) a toda a Amazônia Ocidental. Parágrafo único.455. incremento no fluxo de turistas na região. inclusive beneficiamento.bagagem de viajante. II . de 1967. 453. 460 e 464 (Decreto-lei no 1. de 1990. III . aeroporto ou recinto alfandegados. ficam sujeitas ao pagamento de todos os impostos exigíveis sobre importações do exterior (Decreto-lei no 1.435. foi marcada por um período de liberdade à entrada de produtos importados na região. quando desta saírem para outros pontos do território aduaneiro. salvo os classificados nas posições 3303 a 3307 da Nomenclatura Comum do Mercosul.automóveis de passageiros. industrialização em qualquer grau. III . 455. 1o): I .032. de 1967. de 1972. § 3o Os produtos nacionais exportados para o exterior e. 454. ou posterior exportação. § 1o O benefício de que trata o caput não abrange armas e munições. em conformidade com processo produtivo básico.bebidas alcoólicas. Como segunda fase. IV .00 (exceto o ex tarifário 01) da Nomenclatura Comum do Mercosul (Decreto-lei no 340. e pela legislação complementar. e preparados e preparações cosméticas. art. a consumo interno na Zona Franca de Manaus ou quando produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e da flora regionais. com a expressa anuência da Superintendência da Zona Franca de Manaus. e V .387. o Decreto-Lei 356/68 estendeu os benefícios fiscais e extra-fiscais (federais. previamente ao despacho aduaneiro. as seguintes hipóteses.produtos de perfumaria ou de toucador. 464. destinadas a seu consumo interno.387. A entrada de mercadorias estrangeiras na Zona Franca de Manaus. de 6 de agosto de 1968. respectivamente. de 30 de dezembro de 1991. de 1976. Art. já sendo aprovado o primeiro projeto industrial para instalação de empresa na ZFM. art. art. 24.armas e munições. art. e Lei no 8. parágrafo único): I . pesca. 1o. importados pela Zona Franca de Manaus.248. na cidade de Manaus. nem os decorrentes do regime de drawback (Decreto-lei no 1. artigo 457 – As mercadorias estrangeiras importadas para a Zona Franca de Manaus. § 2o O disposto no caput não compreende os incentivos fiscais previstos no Decreto-lei no 1. art. 4 23 . § 1o. ocorreram algumas modificações no modelo da ZFM.70. Conforme o Regulamento Aduaneiro. Excetuam-se do disposto no caput. art. art.00 a 2208. de 1967. posteriormente. 37. Esta modificações estavam pautadas por se estabelecer Índices Mínimos de Nacionalização para produtos Industrializados na ZFM e comercializados nas demais localidades do Território Nacional e o contingenciamento das importações em períodos anuais. fumo. As importações no regime de que trata este Capítulo estão sujeitas a licenciamento não-automático. agropecuária. para efeitos fiscais. Historicamente. será. 4o). perfumes. nas posições 8703. exportação.20. com a redação dada pela Lei no 8. exclusivamente. II . 37. relativamente ao pagamento dos impostos.00 e 2208.455.fumo. § 1° Excetuam-se da isenção de que trata este artigo as seguintes mercadorias (Decreto-lei no 288. 33. instalação e operação de indústrias e serviços de qualquer natureza. de 1967. § 2o A isenção de que trata este artigo fica condicionada à efetiva aplicação das mercadorias nas finalidades indicadas. de produtos compreendidos na pauta a que se refere o art. art. A primeira fase.90. equivalente a uma exportação brasileira para o exterior (Decreto-lei no 288. observada a legislação específica.internação de produtos industrializados na Zona Franca de Manaus com insumos estrangeiros.saída. lançamento da idéia de se construir o Distrito Industrial em Manaus no dia 30 de setembro de 1968.

387. acesso às tecnologias de ponta e substituição de importações que contribuíram para o desenvolvimento da indústria nacional produtora de insumos e componentes. dentre outras. As áreas de livre comércio serão administradas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus. 5 Conforme o Regulamento Aduaneiro: Art. em seu território. Pacaraima e Bonfim (RR) . Bonfim.Esta fase. Macapá e Santana (AP) . art. são todos desafios futuros a serem alcançados no modelo da ZFM.857/94. Lei no 8. foi também marcada por uma expansão da área agropecuária. Entretanto.210. art. estabelecendo medidas que salvaguardavam a manutenção da ZFM através da criação de Áreas de Livre Comércio. promovendo a abertura da economia brasileira expondo o projeto ZFM a competir com a entrada de produtos estrangeiros. Legislação Básica: . art. Fernando Collor de Melo. Conforme artigo 473 do RA.Lei 8. Fortalecimento do parque industrial através de base tecnológica. Compete à Secretaria da Receita Federal exercer o controle aduaneiro e a fiscalização das mercadorias admitidas nas áreas de livre comércio.Instrução Normativa SRF nº 242. de pescado.387/91. Guajará-Mirim (RO) . e Brasiléia com extensão aos de Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul (AC) . de 1991. de acordo com a política de integração latinoamericana As áreas de livre comércio são configuradas por limites e perímetros urbanos dos seguintes municípios: • • • • • Tabatinga (AM) .455. 478. II .965/89. VI . e Lei no 8. 40 . criação do Entreposto Internacional da Zona Franca de Manaus (EIZOF). 479.210/91. registrou crescimento industrial com oportunidades de emprego. temos: Art. art.387. de importação e exportação. eliminação do contingenciamento de importações e a prática do PPB – Processo Produtivo Básico na região. restrito às áreas de Pacaraima. que será convertida em isenção quando os produtos forem destinados a (Lei no 7. Numa terceira fase. III . aproveitamento dos recursos naturais existentes na região.Lei 8. de 20/12/91 .agropecuária.Lei 7. 4o. As primeiras modificações vieram a ocorrer através da Lei 8387/91. de 1989. de 16/02/01 . art. Macapá. salvo em relação à área de Guajará-Mirim.Decreto nº 61. IV . sob regime fiscal especial. § 2o. 473. 4o): I . Os benefícios fiscais das áreas de livre comércio são similares aos aplicados no regime especial da Zona Franca de Manaus.Lei nº 8.256.piscicultura. aquelas que. adotara a nova política industrial e de comércio exterior. obrigando a repensar o projeto ZFM. de 28/02/67 . de 1991. 11. auto-sustentação.857. iniciada à partir de 1991.Constituição Federal de 1988 – Atos das Disposições Transitórias Art. Isto levou a economia nacional a uma recessão profunda.Instrução Normativa SRF nº 300. de 1994. obrigatoriamente certificados pelas Normas Técnicas ISO 9000 (Decreto 783/93).Lei 8. V .Lei 8. Santana. Lei no 8.Decreto-Lei nº 288. recuperando a atividade da ZFM através de maior competitividade e o aumento do padrão de qualidade de seus produtos. Lei no 8. A entrada de produtos estrangeiros nas áreas de livre comércio será feita com suspensão do pagamento dos impostos de importação e sobre produtos industrializados.beneficiamento de pecuária. de 06/11/2002 . recursos minerais e matérias-primas de origem agrícola ou florestal.Instrução Normativa SRF nº 17. exceção feita às matérias-primas destinadas à industrialização. Os resultados foram positivos já em 1993. 4o.consumo e venda internos. são estabelecidas com a finalidade de promover o desenvolvimento de áreas fronteiriças específicas da região norte do País e de incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos. de 1991. 3o. de 14/02/2003 Área de Livre Comércio – ALC Constituem Áreas de Livre Comércio – ALC5. 24 . de 07/04/76 .965.beneficiamento.244. de 28/08/67 .256/91. Art. embora marcado pelas limitações de importações.Decreto-Lei nº 1. Brasiléia e Cruzeiro do Sul. e expedir as normas para isso necessárias. restrito à área de Guajará-Mirim.agricultura. o então Presidente da República.

X .256/91 Lei nº 8.387/91 Decreto nº 517/92 Decreto nº 843/93 Lei nº 8. As ALC são administradas pela SUFRAMA que promove. XI . restrito à área de Tabatinga.industrialização de produtos em seus territórios.atividades de construção e reparos navais. IX .VII .instalação e operação de atividades de turismo e serviços de qualquer natureza. Brasiléia e Cruzeiro do Sul.estocagem para comercialização no mercado externo. restritas às áreas de Guajará-Mirim e Tabatinga. restritas às áreas de Tabatinga. VIII . e XII .internação como bagagem acompanhada.857/94 25 .965/89 Lei nº 8. coordena a sua implantação. aplicando no que couber a legislação pertinente à ZFM. observado o mesmo tratamento previsto na legislação aplicável à Zona Franca de Manaus.210/91 Lei nº 8.estocagem para comercialização ou emprego em outros pontos do País. Legislação Básica Lei nº 7.

os Incoterms têm esse objetivo. adicionais aos custos de produção. uma vez que se trata de regras internacionais. DDP 26 . fórmulas essas que procuram estabelecer as obrigações e os direitos que competem ao exportador e ao importador. quem é o responsável pela contratação do seguro. simplificam e agilizam a elaboração das cláusulas dos contratos de compra e venda. DEQ. como também no tocante à responsabilidade por perdas e danos que possam sofrer as mercadorias transacionadas. A principal função dessas fórmulas é precisar em que momento o exportador cumpriu suas obrigações. as quais apresentam uma aplicação mais universal. DDU. INCOTERMS No Comércio Internacional têm grande aplicação determinadas fórmulas contratuais relativas às condições de transferência de mercadorias. os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador. Essas normas foram consolidadas em dois conjuntos. 1980 e 1990. os termos internacionais de comércio simplificam os contratos de compra e venda internacional ao contemplarem os direitos e obrigações mínimas do vendedor e do comprador quanto às tarefas adicionais ao processo de elaboração do produto. transporte e seguro internacionais etc. mas devido à sua restrita aplicação. mas apenas os mais importantes. outros existem. com este último absorvendo tecnologias mais sofisticadas. Esse conjunto de normas ficou conhecido como "INCOTERMS 1936". não serão objeto de exame. Os chamados Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais de Comércio) servem para definir. de caráter uniformizador. as denominações "Definições Americanas Revisadas para o Comércio Exterior. realizado nos Estados Unidos em 1940. São ainda utilizadas no comércio exterior daquele país. com seu significado jurídico preciso e efetivamente determinado. 1967. Assim. os Incoterms passam a ter força legal. são também denominados "Cláusulas de Preço". Siglas Representados por siglas de 3 letras. culminando com um novo conjunto de regras. de modo que se possa dizer que. INCOTERMS EXW FCA. GRUPO E (de Ex) F (de Free) C (de Cost ou Carriage) D (de Delivery) 7. Na realidade. resultaram do XXVII Congresso Nacional do Comércio Exterior. não impõem e sim propõem o entendimento entre vendedor e comprador. as mercadorias foram entregues ao importador e que o exportador tem direito a receber o pagamento estipulado. que receberam. Enfim. DES. do ponto de vista legal. Origem As INCOTERMS surgiram em 1936. transportes internos. CIP DAF. As "Definições Americanas". que constituem toda a base dos negócios internacionais e objetivam promover sua harmonia. embora tentativas estejam sendo feitas no sentido de que sejam substituídas pelas INCOTERMS. quando a Câmara Internacional de Comércio. O constante aperfeiçoamento dos processos negocial e logístico. 1941" (Revised American Foreign Trade Definitions.3. pelo fato de cada termo determinar os elementos que compõem o preço da mercadoria. Significado jurídico Após agregados aos contratos de compra e venda. respectivamente. Por isso. FOB CFR. conhecido atualmente como Incoterms 2000. não somente no que se refere às despesas provenientes das transações. 1976.1. 1941) e INCOTERMS (International Commercial Terms). estabelecendo um conjunto-padrão de definições e determinando regras e práticas neutras. FAS. quanto às tarefas necessárias para deslocamento da mercadoria do local onde é elaborada até o local de destino final (zona de consumo): embalagem. Alterações e adições foram feitas em 1953. resolveu editar um livreto consolidando e interpretando as várias fórmulas contratuais que vinham há muito tempo sendo utilizadas pelos comerciantes internacionais. Nem as "Definições Americanas" nem as INCOTERMS procuram interpretar todos os termos ou fórmulas utilizados no comércio internacional. CIF. Além desses dois conjuntos.2. 7. dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional. movimentação em terminais. CPT. como por exemplo: onde o exportador deve entregar a mercadoria. 7. quem paga o frete. licenças de exportação e de importação. imparciais.7. fez com que os Incoterms passassem por diversas modificações ao longo dos anos. com sede em Paris.

• Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. 7. seguradoras e transportadores. tais como: despachantes. não desembaraçada para exportação e não carregada em qualquer veículo coletor.4. seguro e frete (porto de destino designado) Carriage Paid to … Transporte pago até… (local de destino designado) Carriage and Insurance Paid to … Transporte e seguro pago até… (transporte de destino designado) Delivered At Frontier Entregue na fronteira (local designado) Delivered Ex Ship Entregue a partir do navio (porto de destino designado) Delivered Ex Quay Entregue a partir do cais (porto de destino designado) Delivered Duty Unpaid Entregue. etc. direta ou indiretamente.7.5.. poderão ser do vendedor. os riscos e custos envolvidos e o carregamento da mercadoria na saída. • EXW não deve ser usado se o comprador não puder se responsabilizar. • Desde que o Contrato de Compra e Venda contenha cláusula explícita a respeito. não produzindo efeitos em relação às demais partes envolvidas.named place) • A mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do vendedor. • O comprador arca com todos os custos e riscos envolvidos em retirar a mercadoria do estabelecimento do vendedor. Insurance and Freight Custo. pelas formalidades de exportação. EXW . direitos não pagos (local de destino designado) Delivered Duty Paid Entregue.EX WORKS (. direitos pagos (local de destino designado) Um bom domínio dos Incoterms é indispensável para que o negociador possa incluir todos os seus gastos nas transações em Comércio Exterior.. • Este termo representa obrigação mínima para o vendedor. 27 . Vale ressaltar que as regras definidas pelos Incoterms valem apenas entre os exportadores e importadores.). armazém. Categorias de Incoterms Os Incoterms foram agrupados em quatro categorias por ordem crescente de obrigação do vendedor: Grupo “E” Partida Grupo “F” Transporte principal Não pago EXW FCA FAS FOB Grupo “C” Transporte principal Pago CFR CIF CPT CIP Grupo “D” Chegada DAF DES DEQ DDU DDP Ex Works Entrega no estabelecimento do vendedor Free Carrier Livre no transportador (local designado) Free Alongside Ship Livre no costado do navio (porto de embarque designado) Free on Board Livre a bordo (porto de embarque designado) Cost and Freight Custo e frete (porto de destino designado) Cost. ou em outro local nomeado (fábrica.

named port of shipment) • O vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria transpõe a amurada do navio (ship's rail) no porto de embarque indicado e. fluvial ou lacustre). no cais ou em embarcações utilizadas para carregamento. aos cuidados do transportador internacional indicado pelo comprador. FAS . o vendedor não se responsabiliza pelo descarregamento de seu veículo. que não seja o transportador.9.. desembaraçada para a exportação. • O vendedor é responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação. CFR .Free Along Ship (..Cost.. fluvial ou lacustre). 7. Nesse caso..named port of shipment) • O vendedor encerra suas obrigações no momento em que a mercadoria é colocada ao lado do navio transportador. a partir daquele momento. • A partir daquele momento. 7. • A partir daquele momento. • Os riscos de perda ou dano da mercadoria. o vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria é entregue àquela pessoa indicada. Insurance and Freight (. • O vendedor é responsável pelo desembaraço da exportação. o comprador assume todos os riscos e custos com carregamento.named port of destination) • O vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos necessários para colocar a mercadoria a bordo do navio.10.Cost and Freight (. • O comprador deverá receber a mercadoria no porto de destino e daí para frente se responsabilizar por todas as despesas. • Este termo pode ser utilizado somente para transporte aquaviário (marítimo fluvial ou lacustre). o comprador deve contratar e pagar o seguro da mercadoria. FCA . 7. no local determinado. quando todas as despesas passam a correr por conta do comprador. se a entrega ocorrer em qualquer outro local pactuado. • O vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos e do frete necessários para levar a mercadoria até o porto de destino indicado.7. • O vendedor é responsável pelo pagamento do frete até o porto de destino designado.. • O vendedor é o responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação.. o comprador assume todas as responsabilidades quanto a perdas e danos. • Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. 28 . 7.named port of destination) • A responsabilidade sobre a mercadoria é transferida do vendedor para o comprador no momento da transposição da amurada do navio no porto de embarque.Free Carrier (. cessam todas as responsabilidades do vendedor. • Caso queira se resguardar. • A entrega se consuma a bordo do navio designado pelo comprador. ficando o comprador responsável por todas as despesas e por quaisquer perdas ou danos que a mercadoria possa vir a sofrer.. • O local escolhido para entrega é muito importante para definir responsabilidades quanto à carga e descarga da mercadoria: se a entrega ocorrer nas dependências do vendedor. FOB .named place) • O vendedor completa suas obrigações quando entrega a mercadoria.. no porto de embarque designado. pagamento de frete e seguro e demais despesas. CIF . bem como quaisquer outros custos adicionais são transferidos do vendedor para o comprador no momento em há que a mercadoria cruze a murada do navio. para receber a mercadoria.6.. • Este termo pode ser utilizado exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo. • O comprador poderá indicar outra pessoa.8. este é o responsável pelo carregamento no veículo coletor do comprador.Free on Board (. • Cláusula utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo..7.

named port of destination) • A responsabilidade do vendedor consiste em colocar a mercadoria à disposição do comprador. os riscos por perdas e danos se transferem do vendedor para o comprador. no cais do porto de destino designado. fluvial ou lacustre).• O vendedor é responsável pelo desembaraço das mercadorias para exportação. não desembaraçada para a importação..named place of destination) • Nesta modalidade.named port of destination) • O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador. os riscos por perdas e danos se transferem do vendedor para o comprador. as responsabilidades do vendedor são as mesmas descritas no CPT. de modo que compete ao comprador avaliar a necessidade de efetuar seguro complementar. • A partir do momento em que as mercadorias são entregues à custódia do transportador. 7. • O vendedor arca com os custos e riscos inerentes ao transporte até o porto de destino e com a descarga da mercadoria no cais. • A entrega é feita a bordo do veículo transportador..Carriage Paid to (. • O vendedor arca com todos os custos e riscos até o porto de destino. • Cláusula utilizada para transporte terrestre. CIP . antes da descarga.. assim como possíveis custos adicionais que possam incorrer. fluvial ou lacustre). 29 .12. • O vendedor é responsável pelo desembaraço da exportação.15. • Cláusula utilizada em qualquer modalidade de transporte.. 7. • O vendedor deverá contratar e pagar o prêmio de seguro do transporte principal..named place of destination) • O vendedor contrata e paga o frete para levar as mercadorias ao local de destino designado. são transferidos do vendedor para o comprador os custos e riscos de perdas ou danos causados às mercadorias.13... assim como possíveis custos adicionais que possam incorrer. arcando com todos os custos e riscos até esse ponto. • Cláusula utilizada em qualquer modalidade de transporte.named place of destination) • O vendedor deve entregar a mercadoria no ponto combinado na fronteira.. de modo que compete ao comprador avaliar a necessidade de efetuar seguro complementar.11.Delivered at Frontier (. • A partir daí a responsabilidade é do comprador. DEQ .Delivered Ex Ship (. 7. • Cláusula utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo. • Após a entrega da mercadoria. 7. não desembaraçada para importação. porém antes da divisa aduaneira do país limítrofe. DES .Carriage and Insurance Paid to (. CPT . inclusive no que diz respeito ao desembaraço aduaneiro de importação.Delivered Ex Qua y (. 7. • A partir do momento em que as mercadorias são entregues à custódia do transportador. • Os riscos a partir da entrega (transposição da amurada do navio) são do comprador. no porto de destino designado. • O vendedor é o responsável pelo desembaraço das mercadorias para exportação. mas não pelo desembaraço da importação. à bordo do navio.. sem descarregar. acrescidas da contratação e pagamento do seguro até o destino. DAF .14.. • O seguro pago pelo vendedor tem cobertura mínima. • O seguro pago pelo vendedor tem cobertura mínima. • Este termo somente deve ser utilizado para transporte aquaviário (marítimo.

Delivered Dut y Unpaid (. 7.16. DDP . 7. no ponto de destino designado.. na medida em que o mesmo assume todos os riscos e custos relativos ao transporte e entrega da mercadoria no local de destino designado... • Não deve ser utilizado quando o vendedor não está apto a obter. no porto de embarque cais do porto de embarque Na entrega ao transportador contratado pelo vendedor Na entrega no ponto de fronteira A bordo do navio. • Embora esse termo possa ser utilizado para qualquer meio de transporte. • O vendedor assume todas as despesas e riscos envolvidos até a entrega da mercadoria no local de destino designado.• Este termo deve ser utilizado apenas para transporte aquaviário (marítimo. DDU . • Cabe ao comprador o pagamento de direitos. impostos e outros encargos oficiais por motivo da importação. • É o INCOTERM que estabelece o maior grau de compromisso para o vendedor. exceto quanto ao desembaraço de importação. no Ao cruzar a amurada do navio. sem estar desembaraçada para importação e sem descarregamento do veículo transportador. no porto de destino No cais do porto de destino Destino No local designado.do tador na origem indicado pelo comprador No costado do navio.17. deve-se observar que é necessária a utilização dos termos DES ou DEQ nos casos em que a entrega é feita no porto de destino (a bordo do navio ou no cais). os documentos necessários à importação da mercadoria.Delivered Dut y Paid (.named place of destination) • O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador. • Este termo pode ser utilizado para qualquer modalidade de transporte. fluvial ou lacustre). CUSTOS Embalagem e marcação Carregamento Origem EXW FCA FASR FOB CFR CIF CPT CIP DAF DES DEQ DDU DDP Transporte interno Desembaraço aduaneiro Movimentação em terminal Principal Seguro Internacional Transporte internacional Movimentação em terminal Desembaraço aduaneiro Transporte interno Descarregamento Na entrega No local ao transpordesigna. desembaraçada para importação no local de destino designado.named place of destination) • O vendedor entrega a mercadoria ao comprador. direta ou indiretamente.. no destino E I EXPORTADOR IMPORTADOR 30 .

A base legal é o Decreto nº 97. Uma classificação tarifária é extremamente valiosa. situando cada item da Nomenclatura à correspondente obrigação tarifárias Classificação tarifária é a ação de determinar o código que corresponde a uma mercadoria objeto de comércio internacional na nomenclatura tarifária de que se trate. Uruguai e Paraguai elaboraram uma nomenclatura de 8 dígitos. permite que sejam atendidas as especificidades dos produtos. Sistema Harmonizado O Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. correlaciona os itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL-NCM com os direitos de importação incidentes sobre cada um desses itens. Portanto. que enquanto os estados-membros comercializam entre si. o SH facilita as negociações comerciais internacionais. Normalmente a determinação de certo produto na vasta classificação atual e vigente requer apreciação por especialista. Assim. Já a Tarifa Aduaneira é uma “pauta de direitos aduaneiros”. cada Estado Parte do Mercosul elaborou uma Lista de Exceções à TEC. Este Sistema foi criado para promover o desenvolvimento do comércio internacional. particularmente as do comércio exterior. composta de produtos do setor de bens de capital. em suas respectivas listas.409. 8. Tarifa Externa Comum – TEC e Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM Os Estados-Partes que fazem compõem o Mercado Comum do Sul – Argentina. entre os termos “Nomenclaturas de Mercadorias” e “Tarifas Aduaneiras”. tais como origem. matéria constitutiva e aplicação. os seis primeiros são formados pelo Sistema Harmonizado. a elaboração das tarifas de fretes e das estatísticas relativas aos diferentes meios de transporte de mercadorias e de outras informações utilizadas pelos diversos intervenientes no comércio internacional.8. informática e telecomunicações e outras exceções nacionais (produtos cuja incorporação imediata à TEC causaria problemas a determinado Membro do bloco). baseado em uma estrutura de códigos e respectivas descrições. pois foi determinada e criada de forma a permitir a classificação de uma mercadoria em dada posição. bem como alterações posteriores. é um método internacional de classificação de mercadorias. Além disso. Brasil.2. Isto quer dizer. que promulgou a Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. aplicam-se as regras e alíquotas de importação da Tarifa Externa Comum. e se aplica somente às importações provenientes dos países não membros. sempre excluindo as demais. a comparação e a análise das estatísticas. de 23/12/1988 (DOU de 28/12/1988). com exceção do Paraguai que poderia incluir até 399 produtos. no máximo. adotada em janeiro de 1995. crescente e de acordo com o nível de sofisticação das mercadorias. até 300 itens. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Antes de iniciarmos este capítulo. é importante ressaltar a diferenciação dada por Enio Neves Labatut. 8. A composição dos códigos do SH. pois normalmente pode-se encontrar mais de uma classificação para a mesma mercadoria.1. No caso das relações comerciais entre um EstadoMembro e um outro não pertencente ao Mercosul. A primeira é uma relação nominal de mercadorias devidamente catalogadas.Tarifa Externa Comum. a TEC. 31 . ou simplesmente Sistema Harmonizado (SH). Quando da criação da TEC. denominada Nomenclatura Comum do MERCOSUL. em um ordenamento numérico lógico. dos oito dígitos que compõem a NCM. adota-se a NCM como parâmetro para determinar os direitos aduaneiros de cada mercadoria envolvida. enquanto o sétimo e oitavo dígitos correspondem a desdobramentos específicos atribuídos no âmbito do MERCOSUL. a qual constitui o alicerce da TEC . Cada país poderia incluir. Esta nomenclatura tem como base o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias. formado por seis dígitos. assim como aprimorar a coleta.

raízes e tubérculos. Os capítulos. CERAS DE ORIGEM ANIMAL OU VEGETAL Capítulo: 15 Gorduras e óleos animais ou vegetais. DE PONTOS NODADOS OU ENROLADOS. produtos comestíveis de origem animal. DE PONTOS NODADOS OU ENROLADOS. por exemplo. DE MATÉRIAS TÊXTEIS TAPETES DE MATÉRIAS TÊXTEIS. PRODUTOS DA SUA DISSOCIAÇÃO. composta por 96 capítulos. grãos. produtos da sua dissociação. comestíveis 3 Peixes e crustáceos. comestíveis 8 Frutas.3. DE LÃ FEITOS À MÃO. mate e especiarias 10 Cereais 11 Produtos da indústria de moagem. palhas e forragens 13 Gomas. Este código é resultado dos seguintes desdobramentos: Seção XI MATÉRIAS TÊXTEIS E SUAS OBRAS TAPETES E OUTROS REVESTIMENTOS PARA PAVIMENTOS.11 NCM 8. mel natural. gorduras alimentares elaboradas. além das Notas de Seção. inulina. plantas industriais ou medicinais. glúten de trigo 12 Sementes e frutos oleaginosos. Enquanto o Capítulo 77 foi reservado para uma eventual utilização futura no SH. atribuindo-se códigos numéricos a cada um dos desdobramentos citados. MESMO CONFECCIONADOS De lã ou de pêlos finos De lã Feitos à mão Capítulo – 2 primeiros 57 dígitos do SH Posição – 4 primeiros 5701 dígitos do SH Subposição – 6 primeiros dígitos do 5701. não especificados nem compreendidos em outros Capítulos SEÇÃO II PRODUTOS DO REINO VEGETAL Nota de Seção Capítulos: 6 Plantas vivas e produtos de floricultura 7 Produtos hortícolas. cascas de cítricos e de melões 9 Café.Sistema Harmonizado (SH) compreende 21 seções.10 SH Item – 7º dígito da 5701. Segue abaixo o sumário completo da Tarifa Externa Comum: SEÇÃO I ANIMAIS VIVOS E PRODUTOS DO REINO ANIMAL Notas de Seção Capítulos: 1 Animais vivos 2 Carnes e miudezas. chá. GORDURAS ALIMENTARES ELABORADAS. por sua vez. ovos de aves. ceras de origem animal ou vegetal 32 .Por exemplo: Código NCM: 5701. moluscos e os outros invertebrados aquáticos 4 Leite e laticínios. resinas e outros sucos e extratos vegetais 14 Matérias para entrançar e outros produtos de origem vegetal.10.10. os Capítulos 98 e 99 foram reservados para usos especiais pelas Partes Contratantes. de Capítulo e de Subposição.11 TAPETES DE MATÉRIAS TÊXTEIS. são divididos em posições e subposições. sementes e frutos diversos. amidos e féculas. não especificados nem compreendidos em outros Capítulos 5 Outros produtos de origem animal.10. não especificados nem compreendidos em outros Capítulos SEÇÃO III GORDURAS E ÓLEOS ANIMAIS OU VEGETAIS.1 NCM Subitem – 8º dígito da 5701. O Brasil. Composição da Tarifa Externa Comum – SH A Tarifa Externa Comum . utiliza o Capítulo 99 para registrar operações especiais na exportação. plantas. malte. MESMO CONFECCIONADOS.

"ceras" para dentistas e composições para dentistas à base de gesso 35 Matérias albuminóides. escórias e cinzas 27 Combustíveis minerais. exceto a peleteria (peles com pêlo*). ceras artificiais. artigos de viagem. produtos de perfumaria ou de toucador preparados e preparações cosméticas 34 Sabões. BORRACHA E SUAS OBRAS Notas de Seção Capítulos: 39 Plásticos e suas obras 40 Borracha e suas obras SEÇÃO VIII PELES. terras e pedras. mástiques. de peixes ou de crustáceos. tintas e vernizes. de metais das terras raras ou de isótopos 29 Produtos químicos orgânicos 30 Produtos farmacêuticos 31 Adubos ou fertilizantes 32 Extratos tanantes e tintoriais. BOLSAS E ARTEFATOS SEMELHANTES. alimentos preparados para animais 24 Fumo (tabaco) e seus sucedâneos manufaturados SEÇÃO V PRODUTOS MINERAIS Capítulos: 25 Sal. BEBIDAS. cal e cimento 26 Minérios. produtos de pastelaria 20 Preparações de produtos hortícolas. e couros 42 Obras de couro. matérias betuminosas. ARTIGOS DE CORREEIRO OU DE SELEIRO. CORTIÇA E SUAS OBRAS. ARTIGOS DE VIAGEM. velas e artigos semelhantes. colas. farinhas. pigmentos e outras matérias corantes. artigos de correeiro ou de seleiro. obras de tripa 43 Peleteria (peles com pêlo*) e suas obras. bolsas e artefatos semelhantes. LÍQUIDOS ALCOÓLICOS E VINAGRES. tintas de escrever 33 Óleos essenciais e resinóides. agentes orgânicos de superfície. massas ou pastas para modelar. peleteria (peles com pêlo*) artificial SEÇÃO IX MADEIRA. produtos de conservação e limpeza. matérias inflamáveis 37 Produtos para fotografia e cinematografia 38 Produtos diversos das indústrias químicas SEÇÃO VII PLÁSTICOS E SUAS OBRAS. óleos minerais e produtos da sua destilação. preparações lubrificantes. carvão vegetal e obras de madeira 45 Cortiça e suas obras 46 Obras de espartaria ou de cestaria 33 . de frutas ou de outras partes de plantas 21 Preparações alimentícias diversas 22 Bebidas. féculas ou de leite. de moluscos ou de outros invertebrados aquáticos 17 Açúcares e produtos de confeitaria 18 Cacau e suas preparações 19 Preparações à base de cereais. taninos e seus derivados. artigos de pirotecnia. CARVÃO VEGETAL E OBRAS DE MADEIRA. OBRAS DE ESPARTARIA OU DE CESTARIA Capítulos: 44 Madeira. preparações para lavagem. amidos. gesso.SEÇÃO IV PRODUTOS DAS INDÚSTRIAS ALIMENTARES. de elementos radioativos. ligas pirofóricas. COUROS. enzimas 36 Pólvoras e explosivos. PELETERIA (PELES COM PÊLO*) E OBRAS DESTAS MATÉRIAS. ceras minerais SEÇÃO VI PRODUTOS DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS OU DAS INDÚSTRIAS CONEXAS Notas de Seção Capítulos: 28 Produtos químicos inorgânicos. compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos. líquidos alcoólicos e vinagres 23 Resíduos e desperdícios das indústrias alimentares. FUMO (TABACO) E SEUS SUCEDÂNEOS MANUFATURADOS Nota de Seção Capítulos: 16 Preparações de carne. ceras preparadas. OBRAS DE TRIPA Capítulos: 41 Peles. fósforos. produtos à base de amidos ou de féculas modificados. enxofre.

MICA OU DE MATÉRIAS SEMELHANTES. BIJUTERIAS. VIDRO E SUAS OBRAS Capítulos: 68 Obras de pedra. pedras preciosas ou semipreciosas e semelhantes. recobertos ou estratificados. PRODUTOS CERÂMICOS. CIMENTO. cimento. feltros e falsos tecidos. artefatos de matérias têxteis. METAIS PRECIOSOS. PAPEL OU CARTÃO DE RECICLAR (DESPERDÍCIOS E APARAS). GUARDA-CHUVAS. bengalas. artigos para usos técnicos de matérias têxteis 60 Tecidos de malha 61 Vestuário e seus acessórios. METAIS FOLHEADOS OU CHAPEADOS DE METAIS PRECIOSOS. de papel ou de cartão 49 Livros. amianto. CHAPÉUS E ARTEFATOS DE USO SEMELHANTE. de malha 62 Vestuário e seus acessórios. fios e tecidos de crina 52 Algodão 53 Outras fibras têxteis vegetais. guarda-sóis. rendas. e suas obras. metais folheados ou chapeados de metais preciosos. sortidos. bijuterias. trapos SEÇÃO XII CALÇADOS. GESSO. tecidos tufados. rebenques e suas partes 67 Penas e penugem preparadas. polainas e artefatos semelhantes. e suas partes 66 Guarda-chuvas. planos e plantas SEÇÃO XI MATÉRIAS TÊXTEIS E SUAS OBRAS Notas de Seção Capítulos: 50 Seda 51 Lã. descontínuas 56 Pastas ("ouates"). textos manuscritos ou datilografados. bordados 59 Tecidos impregnados. bengalas-assentos. E SUAS OBRAS. chapéus e artefatos de uso semelhante. fios de papel e tecidos de fios de papel 54 Filamentos sintéticos ou artificiais 55 Fibras sintéticas ou artificiais. jornais. PEDRAS PRECIOSAS OU SEMIPRECIOSAS E SEMELHANTES. ferro ou aço 74 Cobre e suas obras 75 Níquel e suas obras 76 Alumínio e suas obras 77 (Reservado para uma eventual utilização futura no Sistema Harmonizado) 34 . gesso. pêlos finos ou grosseiros. calçados. OBRAS DE CABELO Capítulos: 64 Calçados. metais preciosos. tapeçarias. chicotes. de matérias têxteis 58 Tecidos especiais. BENGALAS. obras de cabelo SEÇÃO XIII OBRAS DE PEDRA. cordéis. cordas e cabos. flores artificiais. e suas partes 65 Chapéus e artefatos de uso semelhante. mica ou de matérias semelhantes 69 Produtos cerâmicos 70 Vidro e suas obras SEÇÃO XIV PÉROLAS NATURAIS OU CULTIVADAS. obras de pasta de celulose. e suas obras. gravuras e outros produtos das indústrias gráficas. ferro e aço 73 Obras de ferro fundido. artigos de cordoaria 57 Tapetes e outros revestimentos para pavimentos. revestidos. fios especiais. AMIANTO. CHICOTES. MOEDAS Capítulo: 71 Pérolas naturais ou cultivadas.SEÇÃO X PASTAS DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS FIBROSAS CELULÓSICAS. passamanarias. papel ou cartão de reciclar (desperdícios e aparas) 48 Papel e cartão. PENAS PREPARADAS E SUAS OBRAS. E SUAS PARTES. usados. GUARDA-SÓIS. FLORES ARTIFICIAIS. sombrinhas. exceto de malha 63 Outros artefatos têxteis confeccionados. moedas SEÇÃO XV METAIS COMUNS E SUAS OBRAS Notas de Seção Capítulos: 72 Ferro fundido. PAPEL OU CARTÃO E SUAS OBRAS Capítulos: 47 Pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas.

mas a Decisão Conselho do Mercado Comum no 21/02 decidiu prorrogar este acréscimo até 31/12/2003. DE COLEÇÃO E ANTIGÜIDADES Capítulo: 97 Objetos de arte. a partir de 01/01/2002. construções pré-fabricadas 95 Brinquedos. APARELHOS DE RELOJOARIA. SUAS PARTES E ACESSÓRIOS Capítulo: 93 Armas e munições. APARELHOS DE GRAVAÇÃO OU DE REPRODUÇÃO DE IMAGENS E DE SOM EM TELEVISÃO. aparelhos mecânicos (incluídos os eletromecânicos) de sinalização para vias de comunicação 87 Veículos automóveis.5 pontos percentuais. máquinas. suas partes e acessórios SEÇÃO XIX ARMAS E MUNIÇÕES. ciclos e outros veículos terrestres. CONTROLE OU DE PRECISÃO. e artigos semelhantes. APARELHOS DE GRAVAÇÃO OU DE REPRODUÇÃO DE SOM. artigos para divertimento ou para esporte. fotografia ou cinematografia. Outra importante alteração. A vigência estava inicialmente definida para 31/12/2002. entrou em vigor no Brasil a nova versão da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) adaptada à III Emenda do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias. tratores. foi a redução de 1 ponto percentual do acréscimo temporário nas alíquotas do imposto de importação. aparelhos e instrumentos mecânicos. E SUAS PARTES E ACESSÓRIOS Notas de Seção Capítulos: 84 Reatores nucleares. e suas partes. artefatos de cutelaria e talheres.5 para 1.78 79 80 81 82 83 Chumbo e suas obras Zinco e suas obras Estanho e suas obras Outros metais comuns. MEDIDA. colchões. aprovada pelo Conselho de Cooperação Aduaneira. e suas partes 89 Embarcações e estruturas flutuantes SEÇÃO XVIII INSTRUMENTOS E APARELHOS DE ÓPTICA. anúncios. ceramais ("cermets"). suas partes e acessórios 91 Aparelhos de relojoaria e suas partes 92 Instrumentos musicais. e suas partes e acessórios SEÇÃO XVII MATERIAL DE TRANSPORTE Notas de Seção Capítulos: 86 Veículos e material para vias férreas ou semelhantes. mobiliário médico-cirúrgico. medida. e suas partes 85 Máquinas. de coleção e antigüidades 98 (Reservado para usos especiais pelas partes contratantes) 99 (Reservado para usos especiais pelas partes contratantes) A partir de 01/01/2002. aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão. obras dessas matérias Ferramentas. instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos. aparelhos de iluminação não especificados nem compreendidos em outros Capítulos. suas partes e acessórios SEÇÃO XX MERCADORIAS E PRODUTOS DIVERSOS Capítulos: 94 Móveis. 35 . aparelhos e materiais elétricos. jogos. almofadas e semelhantes. aparelhos de gravação ou de reprodução de som. controle ou de precisão. MATERIAL ELÉTRICO. suas partes e acessórios 88 Aeronaves e aparelhos espaciais. E SUAS PARTES. FOTOGRAFIA OU CINEMATOGRAFIA. INSTRUMENTOS MUSICAIS. e suas partes. passando de 2. cartazes ou tabuletas e placas indicadoras luminosos. SUAS PARTES E ACESSÓRIOS Capítulos: 90 Instrumentos e aparelhos de óptica. INSTRUMENTOS E APARELHOS MÉDICO-CIRÚRGICOS. suas partes e acessórios 96 Obras diversas SEÇÃO XXI OBJETOS DE ARTE. de metais comuns Obras diversas de metais comuns SEÇÃO XVI MÁQUINAS E APARELHOS. caldeiras. e suas partes.

todavia. Capítulos e Subcapítulos têm apenas valor indicativo. seguirão seu próprio regime de classificação sempre que estejam submetidas aos regimes aduaneiros especiais de admissão temporária ou de exportação temporária. ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes. 5. pelos textos dessas subposições e das Notas de Subposição respectivas. Além das disposições precedentes. classificam-se pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial. c) Nos casos em que as Regras 3-"a" e 3-"b" não permitam efetuar a classificação. entendendo-se que apenas são comparáveis subposições do mesmo nível. ou a apenas um dos componentes de sortidos acondicionados para venda a retalho. desde que sejam do tipo normalmente vendido com tais artigos. especialmente fabricados para conterem um artigo determinado ou um sortido. pelas Regras seguintes. o item aplicável e. quando for possível realizar esta determinação. quer em estado puro. assim como. para determinar dentro de cada posição ou subposição. para efeitos legais. cada uma delas. Abrange igualmente o artigo completo ou acabado. seguirão o regime de classificação das mercadorias. pelas Regras precedentes. 36 . quando duas ou mais posições se refiram. para armas. Todavia. cuja classificação não se possa efetuar pela aplicação da Regra 3-"a". em relação a esses produtos ou artigos. 4. Esta Regra. dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em consideração. 6. as características essenciais do artigo completo ou acabado. Regras gerais para interpretação do Sistema Harmonizado A classificação das mercadorias na Nomenclatura rege-se pelas seguintes regras: 1. salvo disposições em contrário. "mutatis mutandis". a classificação é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e. como igualmente específicas.8. As mercadorias que não possam ser classificadas por aplicação das Regras acima enunciadas classificam-se na posição correspondente aos artigos mais semelhantes. desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e Notas. Para os efeitos legais. a mercadoria classifica-se na posição situada em último lugar na ordem numérica. mencionadas na Regra 5 b). 3. as Notas de Seção e de Capítulo são também aplicáveis. Regra geral complementar (RGC) (RGC-1) As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado se aplicarão. Todavia. não diz respeito aos receptáculos que confiram ao conjunto a sua característica essencial. o subitem correspondente. b) Os produtos misturados. a classificação deve efetuar-se da forma seguinte: a) A posição mais específica prevalece sobre as mais genéricas. as embalagens contendo mercadorias classificam-se com estas últimas quando sejam do tipo normalmente utilizado para o seu acondicionamento. entendendo-se que apenas são comparáveis desdobramentos regionais (itens e subitens) do mesmo nível. A classificação de mercadorias nas subposições de uma mesma posição é determinada. Para os fins da presente Regra. para instrumentos de desenho. desde que apresente. no estado em que se encontra. "mutatis mutandis". para instrumentos musicais. A classificação destes produtos misturados ou artigos compostos efetua-se conforme os princípios enunciados na Regra 3. quando apresentados com os artigos a que se destinam. a apenas uma parte das matérias constitutivas de um produto misturado ou de um artigo composto. para jóias e receptáculos semelhantes. 2. quer misturada ou associada a outras matérias. ainda que uma delas apresente uma descrição mais precisa ou completa da mercadoria. 8. Quando pareça que a mercadoria pode classificar-se em duas ou mais posições por aplicação da Regra 2-"b" ou por qualquer outra razão. Caso contrário. a) Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado.5. Da mesmo forma. b) Sem prejuízo do disposto na Regra 5-"a". b) Qualquer referência a uma matéria em determinada posição diz respeito a essa matéria. esta disposição não é obrigatória quando as embalagens sejam claramente suscetíveis de utilização repetida. Os títulos das Seções. e suscetíveis de um uso prolongado. qualquer referência a obras de uma matéria determinada abrange as obras constituídas inteira ou parcialmente dessa matéria. (RGC-2) As embalagens contendo mercadorias e que sejam claramente suscetíveis de utilização repetida. mesmo que se apresente desmontado ou por montar. dentro deste último. tais posições devem considerar-se. classificamse com estes últimos.4. as mercadorias abaixo mencionadas estão sujeitas às Regras seguintes: a) Os estojos para aparelhos fotográficos. as obras compostas de matérias diferentes ou constituídas pela reunião de artigos diferentes e as mercadorias apresentadas em sortidos acondicionados para venda a retalho.

e. em que são corretamente classificadas inúmeras mercadorias). muitos abusos ocorreram e a maneira encontrada para coibi-los foi a aplicação dessas penalidades. conforme manda a Lei. Esta é a percepção de importadores. no controle de medicamentos e de agentes que podem vir a prejudicar o meio ambiente). Sem Fronteiras – O senhor afirma que. da Receita Federal. Em caso de dúvidas sobre a correta classificação fiscal de mercadorias. a simples busca de um código no qual se encontra um texto que. e os textos descrevendo os bens alvo do pleito de “Ex” tarifário. acaba de lançar livro que tenta desmistificar a complexidade do tema. pela classificação correta das mercadorias. Classificação Fiscal e Origem de Mercadorias. A eliminação desses prejuízos passa. em futuro muito próximo. que poderá sofrer redução). esse aumento de interesse pela classificação de mercadorias resulta da conjunção de três aspectos que convergiram a partir de 2001. a obrigatoriedade de apresentar os códigos da NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul.6. mas em qual é a maneira correta de agir. o que é feito pela aplicação das regras de classificação e outras particularidades.8. buscam-se os impostos não-recolhidos e aplica-se uma multa. disputas no âmbito da OMC – Organização Mundial do Comércio. mas também à aplicação de multas previstas na Lei no 9. basta classificar corretamente a mercadoria e isso é relativamente fácil. aumento de exportações e importações).158. Em entrevista exclusiva ao Sem Fronteiras. buscar o código em páginas da OMA – Organização Mundial das Alfândegas.fazenda.br. por exemplo.430. O Chefe da Divisão de Nomenclatura. Isso poderá significar fazer uma consulta sobre a classificação de mercadorias. Em termos práticos. de acordo com as orientações constantes no site dessa Secretaria. que passa a punir erros na classificação de mercadorias. o crescimento do comércio exterior. há também. Além desses intervenientes. mutatis mutandis. tal como a utilização das Notas Explicativas. as quais. Dalston explica o porquê das perfurações da TEC – Tarifa Externa Comum. há um crescente interesse pela classificação fiscal de mercadorias. são igualmente aplicadas em outras partes do mundo). a ação da Medida Provisória no 2. quando serão mostradas classificações aceitas nos quatro países participantes desse bloco econômico. e é o que eu e meus pares fazem diuturnamente em todos os cantos do Brasil). os que pretendem se lançar no mercado mundial e os organismos e organizações envolvidos com acordos ou disputas internacionais (por exemplo. um dos mais complexos assuntos do comércio exterior. Em súmula. SF – Quais os mais graves e reincidentes erros na classificação de mercadorias? Os prejuízos advindos desses erros são muito expressivos? O que pode ser feito para reduzi-los? Dalston – Penso que o erro mais grave é “ignorar as regras para encontrar o código fiscal correto”. cobra-se 1% sobre o valor aduaneiro. aponta os principais erros de classificação.receita. a cada caso concreto. sem sombra de dúvidas. formulando consulta por escrito. cada vez mais. 3. não apenas devidos à MP no 2. de 1996. Nessa seara os prejuízos são muito substantivos. Para tanto. ou seja: 1. o advento das Exceções Tarifárias no âmbito do Imposto de Importação (“Ex” tarifários do I. que ignora as razões desse crescimento (agora mesmo temos visto um aparente paradoxo com a valorização do real ante o dólar e. necessariamente. 37 .I. à medida que o comércio exterior cresce (acredito que essa cifra ultrapassará muito mais rapidamente do que se pensa a marca de US$ 200 bilhões!). crescem as demandas afetas à classificação de mercadorias. tanto com alunos de graduação e pós-graduação quanto em fóruns nacionais e internacionais. por exemplo. assim. de entorpecentes e seus precursores. ou da SRF – Secretaria da Receita Federal. aparentemente. Dúvidas na Classificação A solução de consultas sobre classificação fiscal de mercadorias é de competência da Secretaria da Receita Federal (SRF). Por quê? Dalston – Creio que as penalidades aplicadas são muito coerentes (em regra. desde que observado o método adequado para fazê-lo (tenho observado ótimos resultados. controle de armas. o que não significa. pesquisa e criação de bancos de dados com as informações já disponíveis no mercado. pois.) implicou. 2. na seguinte página: www. de tal modo a não ser autuado (não cabe ao servidor discutir a Lei. por intermédio da Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro e da Superintendência Regional da Receita Federal. talvez a nossa mais importante “linha de frente” para o desenvolvimento nacional. no passado. o interessado deverá contatar a Unidade da Receita Federal do seu domicílio fiscal. que a cada dia tem mostrado uma vitalidade surpreendente aos olhos do grande público. na página do Mercosul. SF – As penalidades aplicadas por erro de classificação são coerentes. despertado o interesse daqueles que atuam no comércio exterior. analisa as penalidades e conta o segredo para classificar mercadorias corretamente. segundo minha ótica. desde 2001. acredito que o cerne do problema não resida na discussão se as penalidades são ou não coerentes ou pesadas demais. A Classificação Fiscal de mercadorias sob a ótica da Receita Federal Sílvia Garcia A classificação fiscal de mercadorias é. mas cumpri-la. serve para alocar a mercadoria poderá ocasionar seríssimos gravames. a redução dos erros de classificação passa por formação de competências para classificar mercadorias. ao mesmo tempo. o que não é pouca coisa. para o contribuinte. que essas penalidades sejam brandas (são intensas. Cesar Olivier Dalston. A que atribui a curiosidade sobre o tema? Cesar Olivier Dalston – De fato. Todavia. a classificação de mercadorias tem. no meu ponto de vista.gov.158. de elementos de mísseis e de peças utilizadas na indústria nuclear. de 24 de agosto de 2001. que freqüentemente são multados por cometerem erros ao classificar determinado produto. de 2001.

a NCM e as tarifas.” Temos observado uma ausência de sugestões das entidades de classe na construção da TEC. que. mas servem de referência básica para iniciar o trabalho de classificação. o que não é pouca coisa. técnico. o que. o que. Trata-se de verdadeiro guia para compreensão dos elementos que “dão vida” à classificação de mercadorias. que era de 60 dias. No Mercosul. o grande segredo é a junção do método. Todavia. reduzir custos (nem pensar em sofrer penalidades). mas com um diferencial: embasado na ciência e explicado de forma totalmente didática. mas sem desprezar certas particularidades.” A ciência da classificação Acaba de chegar ao mercado editorial o livro Classificando Mercadorias – Uma Abordagem Didática da Ciência da Classificação de Mercadorias. ou seja. reformular o Capítulo 27. assumidos pela Nação. é necessário agir. são discutidas no âmbito do Comitê Técnico no 1 e temos observado uma ausência de sugestões das entidades de classe na construção da TEC. às vezes durante meses ou anos. vamos começar a discutir e detalhar a 4a Emenda do Sistema Harmonizado. prevalecem sobre as tarifas da TEC. visei construir um texto que fosse. o importador poderá buscar a confirmação da classificação da sua mercadoria por meio de uma consulta à SRF. SF – As perfurações na TEC são constantemente criticadas quando se discute o Mercosul. temos algo em torno de 130 perfurações. ou não fazem uma correta pesquisa do código. ao mesmo tempo. A redução dos erros de classificação passa por formação de competências para classificar mercadorias. mas simples. antes de se fazer uma consulta sobre a classificação da mercadoria. publicado pela Aduaneiras. Hoje. que reconhecemos como um prazo inadequado para o atual patamar do comércio exterior brasileiro. para estudo e desenvolvimento. Dalston é doutor em Química pelo Instituto Militar de Engenharia. mostrando e examinando seus elementos – a mercadoria e o seu domínio. SF – Para o importador obter a confirmação da classificação fiscal de mercadorias. de Cesar Olivier Dalston. Também são apresentadas minuciosamente as regras para interpretação do SH.SF – Qual o grande segredo da classificação de mercadorias? Dalston – A meu ver. Todavia. Agora. pela Aduaneiras. Essas empresas. pós-graduado em Tecnologia Nuclear pelo Convênio UFRJ/Nuclebrás e graduado em Química pela Universidade Federal Fluminense. O autor analisa cientificamente essa prática. seus princípios e metodologia de trabalho. Qual seu objetivo e expectativa em relação à obra? Dalston – Penso que o Brasil tem chances reais de aumentar significativamente sua participação no bolo do comércio internacional. recebendo em troca as chamadas declarações de ineficácia. Ao escrever esse livro. e abrangente. os comerciais. não basta apenas termos as intenções. Isso poderá ocasionar grandes e graves problemas. reunidas. somente a Abiquim/ANP/IBP pretendem apresentar proposta para. o livro: Classificando Mercadorias – Uma Abordagem Didática da Ciência na Classificação de Mercadorias. Qual a sua opinião a respeito desse assunto? Dalston – As perfurações da TEC indicam as tarifas que. Isso aumenta muito o trabalho para a solução das consultas. São poucos que buscam a Secex e/ou a SRF para ofertar suas sugestões. num universo de 13. SRF ou Mercosul. ou em bancos de dados vendidos. que por vezes se encontra facilmente disponível. em especial. a que órgão deverá recorrer? Dalston – Em regra. mestre em Ciências e Técnicas Nucleares pela Universidade Federal de Minas Gerais.000 códigos. Nessa direção gostaria de chamar a atenção para o fato de muitas pessoas trabalharem duramente. sem ser enfadonho. e as regras complementares do Mercosul e da Tipi – Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados. desenvolver logística e classificar melhor as mercadorias. o que é um problema para essas empresas. significa introduzirmos alterações na NCM e na TEC. para planejar operações de comércio exterior e ignorarem por completo o instituto da consulta. da persistência e da pesquisa com a humildade para perguntar. formam a TEC. 38 . pesquisa e criação de bancos de dados com as informações já disponíveis no mercado. bem como a origem da NCM. ao público. representa 1% da TEC. no exterior. por força de compromissos tarifários assumidos pelo Brasil na OMC. no segundo semestre. as quais entrarão em vigor no dia 1o de janeiro de 2007. Minha expectativa é que ele sirva a todos.Fonte: Sem Fronteiras/Aduaneiras. como me serviu. defender e conquistar mercados. por exemplo. se não me engano. isto é. pode-se buscar o código nas páginas da Internet da OMA. SF – É grande o número de empresas que formulam consultas sobre a classificação fiscal? Qual o prazo desde a consulta até a publicação do ato que torna pública a classificação no Diário Oficial? Dalston – Temos observado um número cada vez maior de empresas que apresentam pedidos de classificação de mercadorias. pelo que sei. Penso que tais perfurações devem ser plenamente respeitadas dentro da sua vigência (os compromissos. Aproveito o momento para instar todos a participarem mais efetivamente do Mercosul e explico o porquê dessa convocação. eu pergunto onde estão as outras entidades e associações que estão deixando passar a oportunidade de ofertar elementos técnicos e/ou sugestões para a construção de uma boa TEC? SF – O senhor acaba de lançar. que não têm força legal. Todavia. resultando no aumento do prazo. às vezes. no âmbito do Mercosul (quero dizer 7o e 8o dígitos). São poucos que buscam a Secex e/ou a SRF para ofertar suas sugestões. em termos práticos. colocam de lado aspectos importantes e vitais das normas legais. devem ser observados na sua integralidade). preciso. para até dois anos. Agora mesmo.

e dispensa averbações. aplicações. outros documentos são necessários à consecução da exportação. 39 . Não basta cumprir as exigências do país exportador.2. O exportador deve considerar no custo administrativo da operação. em que sejam definidas as condições da operação. em geral. obtidos através do SISCOMEX. de exportação ou de importação. comercial e financeira e são emitidos para fins de desembaraço aduaneiro. na moeda da negociação). dentre outros aspectos). prazo de entrega (em função da confirmação do pedido ou do recebimento da carta de crédito). benefícios fiscais a serem auferidos pelo importador no ato de liberação das mercadorias na alfândega. transporte (via utilizada. Neste caso. e sua formalização não precisa ser preestabelecida. a parcela representativa do processo de obtenção dos principais documentos da exportação junto a órgãos ou entidades intervenientes no comércio exterior brasileiro. Representa. preço (por unidade e total. embalagem para o transporte (tipo. a fim de não causar atropelos no desembaraço aduaneiro e na tramitação cambial de exportação. DOCUMENTAÇÃO DE EMBARQUE 9. exportador ou importador. Por exemplo. Apresenta-se sob dois tipos básicos: Apólice Aberta: comporta mais de uma operação de seguro em único documento e é utilizada mediante averbação para cada operação a ser coberta. A maioria dos documentos de exportação é padronizada. dentre outras). volume disponível para a exportação (para entrega única e programada). dentre outras).2. É emitido por exigência do importador e de acordo com o país de destino da mercadoria. a fim de que a formalização. Agiliza as contratações de seguro e se adapta à realidade dinâmica do mercado. No entanto. alguns países exigem documentação mais específica em razão das particularidades de determinados produtos e da legislação local.9. mediante a emissão de documentos. uma carta. os documentos são de natureza administrativa. A documentação de exportação requer cuidados. Entretanto. cobre riscos comerciais. documentos a serem preparados (características e número de vias).1. que confere ao segurado o direito de ressarcir-se de perdas e danos da mercadoria.1. modalidade de venda (enquadramento nos Incoterms). as condições no geral estão prescritas nas convenções internacionais.2. é indispensável estabelecer as condições de venda. A falta de um documento aparentemente sem importância ou com algum erro no preenchimento poderá causar prejuízos consideráveis. peso. Apólice de Seguro Documento emitido pela companhia seguradora com base na proposta feita pelo interessado. 9. 9. pode ser considerada um contrato em si. Cobre riscos de transporte da mercadoria. Documentos Quanto à forma de apresentação. Quando se refere a seguro de crédito. Certificado de Origem Documento que atesta a origem da mercadoria. quando houver ocorrência de sinistro. Para concretizar a exportação. embarque da mercadoria e operações cambiais. Em linhas gerais. por organização oficial independente ou por órgão da administração pública. no Brasil. além dos documentos eletrônicos. seja efetuada adequadamente. que tratam da utilização de termos de uso comercial e de documentos padronizados. políticos e extraordinários. quais sejam: 9. Apólice Específica: cobre uma única operação.2. Formalidades A realização de um negócio de exportação poderá ocorrer de várias formas. com vistas a facilitar o intercâmbio comercial. É necessária a preparação dos documentos em face das exigências do país importador. riscos a serem cobertos. condições de pagamento (cobrança ou carta de crédito). material. previsão da época de viagem. Principais aspectos a definir: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) características do produto (especificações. a origem é certificada. dimensões). condições de cobertura de seguro (responsabilidade pela contratação.

mas não gera a obrigação de pagamento por parte do comprador. no âmbito externo do país. Contém as características da transação efetuada: tipo de mercadoria. Romaneio de Embarque (Packing List) Lista com as características dos diferentes volumes que compõem um embarque: número.9. O saque ocorre. preço. é também exigido nas operações amparadas por carta de crédito. 9. dentre outras. nos transportes marítimo e aéreo. A falta de um documento aparentemente sem importância ou com algum erro no preenchimento poderá causar prejuízos consideráveis. por Bill of Lading (B/L) e Airways Bill (AWB).2. fluvial. em caráter preliminar. data de pagamento e outras.documento preenchido pelo exportador e emitido por agências do Banco do Brasil S. no caso das exportações de produtos têxteis contingenciados pelo Canadá.2.documento preenchido pelo exportador e emitido por agências do Banco do Brasil S.5. Fatura Comercial (Commercial Invoice) Documento emitido pelo vendedor ao comprador. respectivamente. 9.7. a pedido do importador. que poderá endossá-la. É emitida pelo credor (exportador) contra um devedor (importador).Têxteis para o Canadá .A.2. nas operações sob a modalidade de cobrança e. credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior. a fim de não causar atropelos no desembaraço aduaneiro e na tramitação cambial de exportação. 9. Nota Fiscal de Exportação Documento que acompanha a mercadoria do estabelecimento do exportador até o embarque para o exterior.6. por meio rodoviário. que substitui.8. Por essas características. Letra de Câmbio (Bill of Exchange) Título de crédito.2.Têxteis para a UE . Outros Documentos A documentação de exportação exige cuidados. Contém os elementos da fatura definitiva. Saque ou Cambial Documento emitido pelo exportador contra o importador. 2. representa o direito do exportador às divisas decorrentes da venda de mercadorias a um país estrangeiro. 9. Fatura Pro Forma (Pro Forma Invoice) Documento emitido pelo exportador.9. quantidade. na data e no local determinados. 9. um contrato de entrega e um documento de propriedade.10. É um documento de âmbito interno. com ou sem a intermediação de corretora. É.3.3. peso.2. ferroviário. Licença de Exportação . no caso das exportações de produtos têxteis sujeitos à cota (contingenciados) pela União Européia (UE). 9. no qual o exportador (vendedor de divisas) se compromete a transferir ao banco operador (comprador das divisas) o valor em moeda estrangeira proveniente de uma operação de exportação. Conhecimento de Embarque (Bill of Lading) Documento emitido pela companhia de transporte que atesta o recebimento da carga. normalmente. que obedece a modelo oficial e é impresso normalmente em inglês. marítimo e aéreo e em local previamente determinado. um recibo de mercadorias. as condições de transporte e a obrigação de entregá-la ao destinatário legal. em geral. Os dados são teleprocessados pelo SISBACEN. é necessária a preparação dos documentos em face das exigências do país importador. É um documento que facilita a localização do produto dentro de um lote. Licença de Exportação . é conhecido no comércio internacional.A. a quem será pago o valor no prazo. Contrato de Câmbio Documento firmado entre o exportador e o banco operador. a Nota Fiscal. Não basta cumprir as normas do país exportador.2. credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior. à ordem do beneficiário indicado. 40 . para fins de completa verificação no decorrer do desembaraço aduaneiro na exportação. ao mesmo tempo.4. de saque internacional. 1. marca. 9. torna-se um título de crédito.2. para providenciar o início da efetivação da importação. 9.2. O conhecimento de embarque.

do Comércio. 8.documento preenchido pelo exportador e emitido pela SECEX.MERCOSUL. 7.SGPC. 12.SGP(Formulário A) .92. por delegação do órgão público competente. para atender à exigência do importador. Certificado de Sanidade . 13. credenciadas pela SECEX.A. Certificado de Origem . credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior. Certificado de Origem . relacionados na Portaria Interministerial MEFP/MRE nº 531. 5. Indústria e Comércio ou por entidades por elas credenciadas. emitem a fatura consular ou apõem o visto consular nos documentos que se destinam ao importador. constam dados do animal (bovinos. Certificado de Utilização de Quota (CUQ) .ALADI 6.PEC . as representações diplomáticas dos países.documento preenchido pelo exportador e visado pelas agências do Banco do Brasil S.A. 4.ALADI . quando da exportação de produtos amparados pelo Sistema Global de Preferências Comerciais entre Países em Desenvolvimento . 11.Têxteis para a UE . Fatura "pro forma" . emitido por órgão competente. os documentos poderão ser preenchidos e emitidos pelo próprio exportador. da Agricultura. Certificado de Origem . outorgado pelos países membros da Associação Latino-Americana de Integração . no caso de exportações de fumo para a UE. no qual é atestado que produtos de origem vegetal ou animal estão isentos de quaisquer doenças parasitárias ou infectológicas e foram manipulados em condições higiênicas.documento preenchido pelo exportador e emitido pelas agências do Banco do Brasil S. Porto Rico e Nova Zelândia. quando da exportação de produtos amparados pelo Sistema Geral de Preferências SGP. sob o controle de autoridades sanitárias federais. mediante apresentação de fatura "pro forma". notadamente os dos continentes americano e africano. 9. 14. que fazem a exigência.documento preenchido pelo exportador e autenticado por classificador registrado na SECEX.documento preenchido pelo exportador e emitido por entidades credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior. para amparar a exportação de produtos que gozam de tratamento preferencial outorgado pelos países-membros do Mercado Comum do Sul .SGPC . Certificado de Classificação para Fins de Fiscalização da Exportação . exigem a apresentação de fatura ou visto consulares para fins de desembaraço aduaneiro no país importador.documento preenchido pelo exportador e emitido por agências do Banco do Brasil S. 41 .3. para exportações destinadas aos Estados Unidos da América.documento preenchido pelo exportador e emitido pelas Confederações Nacionais de Agricultura.documento preenchido pelo exportador e emitido pela Confederação Nacional das Indústria ou por entidades a ela filiadas.Documento oficial. caprinos e outros) e se for o caso a linhagem até o 3o. Centros e Câmaras de Comércio. para amparar a exportação de produtos contingenciados constantes do Protocolo de Expansão Comercial Brasil-Uruguai. Certificado de Autenticidade do Tabaco . para amparar o embarque das exportações de produtos têxteis contingenciados pela UE. no caso de exportação de produtos têxteis contingenciados pelos EUA e Porto Rico.documento preenchido pelo exportador e emitido por Federações de Indústrias. Certificado de Origem . de 17. Opcionalmente.Documento emitido pelas associações de criadores.07. Certificado de Origem . eqüinos. habilitadas. Nele.A. por exigência do importador. grau de ascendência. para amparar a exportação de produtos que gozam de tratamento preferencial.Alguns países. 10. apresentado por ocasião do despacho aduaneiro à repartição da Receita Federal. por Associações Comerciais. Fatura e Visto Consulares . Certificado de Registro Genealógico .MERCOSUL .

10. 10.1. As modalidades de pagamento são estabelecidas nos contratos de compra e venda internacional. pode existir a incidência do ônus cambial. não ocorre a remessa das Divisas ao Exterior. máquinas. acessórios. e determinam a maneira pela qual o exportador receberá o pagamento por sua venda ao exterior. As razões para escolha dessa modalidade podem ser: • financiar o exportador para produção da mercadoria. as condições para o exportador não serão favoráveis. ou seja. ao contrário do que ocorreria com empresas tradicionais. MODALIDADES DE PAGAMENTO A modalidade de pagamento é influenciada pelas condições de mercado e pelo grau de confiança entre as partes . equipamentos. sendo utilizado geralmente por empresas interligadas (operações intercompanies). ou equivalente. barcos. visto representar uma garantia contra o cancelamento do pedido. aparelhos para testes e demonstrações em feiras. Nos casos de Importação para fins de Investimento de Capital Estrangeiro requere-se o Certificado de Autorização do Banco Central-Firce 32. cobrança. São mais freqüentes os casos de pagamento antecipado parcial. Assim. ou seja. heranças 2. É importante notar que embora a Importação seja sem Cobertura Cambial. mas também bancos e países envolvidos. Equipamentos para Teste ou demonstração e ainda em forma de arrendamento temporário “Leasing". carta de crédito ou crédito documentário (Letter of Credit). é pouco freqüente. os exportadores são obrigados a melhorar suas condições de venda. os exportadores melhoram sua situação negocial. animais para reprodução. Por implicar altos riscos para o comprador. Mediante expressa autorização no Licenciamento de Importação. Importações sem Cobertura Cambial Modalidade comercial em que inexiste a Contratação do Câmbio. a possibilidade de financiamento e os controles do governo. aproximando-se de uma condição ideal. Em caráter temporário para posterior devolução ao Exterior: Equipamentos desportivos. Outros fatores que interferem nas condições de vendas são a margem de lucro desejada. Importações com Cobertura Cambial São as seguintes as principais modalidades de pagamento utilizadas no comércio internacional: a) b) c) d) pagamento antecipado ou remessa antecipada. veículos. Costuma ocorrer também na venda de produtos de alta tecnologia. amostras. veremos adiante detalhadamente as duas formas mais usuais de pagamento no Comércio Internacional. fabricados sob encomenda. Destinadas a permanência em definitivo no País: Peças. doações. a de receber o pagamento antecipado. a) Pagamento Antecipado Realizado antes do embarque da mercadoria. Quando o importador é desconhecido ou encontra-se num país sem estabilidade político-econômica. pode se importar máquinas e equipamentos para fins de Registro de Investimento de Capital Estrangeiro-Doações como Empréstimo. principalmente na venda de máquinas e equipamentos feitos sob encomenda. Se a procura é maior.2. Assim. remessa sem saque. amostras. à saber: • • Com cobertura cambial Sem cobertura cambial 10.não só empresas. 42 . Dividem-se em 02 categorias : 1. pelas condições de mercado e quando há maior oferta.

não poderá ter certeza do regular cumprimento da obrigação por parte do exportador.. chamada Publicação no 522. O banco age apenas como mandatário da cobrança. portanto. assinaturas de publicações. econômica e financeira. tal ocorre no mercado nacional. Este é o motivo pelo qual não é muito freqüente a utilização deste processo. de vez que. o exportador providencia a exportação da mercadoria e o envio da respectiva documentação. sem estabilidade política. conforme tiver sido convencionado. Vamos detalhar à seguir as duas formas da Cobrança. após o embarque da mercadoria. dar ordem protesto por falta de pagamento ou aceite etc. quando o importador não é conhecido nos meios comerciais. também denominada "saque" ou "cambial". Veja a seguir o esquema do Pagamento Antecipado para melhor entendimento: BRASIL (6) mercadorias OUTRO PAÍS LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (11) mercadorias (5) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (2) pagamento (1) negociações (7) documentação IMP (10) documentação EXP (8) documentação (4) pagamento (9) documentação BANCO BANCO (3) ordem de pagamento b) Cobrança ou Cobrança Documentária O exportador. 43 . e para tanto segue à risca as instruções de cobrança do exportador: cobrança à vista ou no vencimento. enquanto não receber a mercadoria. juntamente com os documentos de embarque. o importador só poderá retirar do banco os documentos para desembaraço da mercadoria se "aceitar" (assinar. após o que. emite uma letra de câmbio. cobrar juros de mora.. que define as responsabilidades das partes nesse processo. que lhe será apresentada para pagamento na época oportuna. No caso da cobrança a prazo. implicando. transações com países importadores de elevado risco.• • • mercadorias de valor reduzido tais como: livros. adotada pela grande maioria dos bancos que prestam esse serviço. Esta modalidade de pagamento coloca o importador na dependência do exportador. O pagamento poderá ser à vista ou a prazo. medicamentos etc. que será enviada a um banco no país do importador. por sua vez. riscos para o primeiro. tem a garantia de que a mercadoria somente será entregue ao importador se suas instruções forem cumpridas. O importador remete previamente o valor da transação. e tem ainda a oportunidade de fechar o câmbio da operação. A Câmara de Comércio Internacional (CCI) estabeleceu regras e usos uniformes para cobrança documentária. O exportador. manifestando concordância) a cambial.

conhecimento de embarque. remete os documentos. enviando em cobrança apenas um saque. etc. que entrará na posse da mercadoria imediatamente (documentos contra aceite). Neste caso. O saque recebido subordina-se às mesmas normas de cobrança dos títulos emitidos no país. com vencimento à vista. o banco remetente instrui o banqueiro cobrador para entregar esses documentos contra aceite do importador. para cobrar do sacado. em conformidade com instruções emanadas do banco remetente (banqueiro no exterior que enviou os documentos em cobrança) e dá aviso ao sacado (importador) para que liquide a transação. a fim de que ele possa providenciar a liberação da mercadoria na alfândega. mas pagará somente no vencimento do saque Esclarece-se que somente após a liquidação (pagamento) do valor constante no saque ocorre a transferência do respectivo valor da transação pelo banco cobrador ao banco remetente.) serão entregues ao importador contra pagamento. juntamente com um saque (tipo de duplicata) contra o importador. Uma vez recebidos os documentos e o saque pelo correspondente. a um seu correspondente na praça do importador. o exportador entrega a um banco se sua preferência os documentos de embarque.2. conhecimento de embarque.b. etc. Efetuado o pagamento. acompanhados de uma carta-cobrança. este os registra para cobrança. Poderá.) Cobrança à Vista Após a expedição da mercadoria. O banco por sua vez. Todos os documentos (fatura comercial. o credor (exportador) estará financiando o importador. etc.) são acompanhados de um saque com vencimento futuro (saque a prazo). o banco cobrador promove a transferência da moeda estrangeira para o exterior e entrega ao importador a documentação. ao aceite e ao protesto. ocasião em que o banqueiro encarregado da cobrança envia as divisas para o banco remetente. o esquema da Cobrança para melhor visualização: BRASIL (3) mercadorias OUTRO PAÍS LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (9) mercadorias (2) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (8) pagamento (1) negociações (4) documentação IMP (7) aviso EXP (5) documentação (11) pagamento (6) documentação BANCO BANCO (10) ordem de pagamento 44 . ainda. conhecimento de transporte. ocorrer que o exportador remeta a documentação de embarque (fatura.) Cobrança a Prazo Na cobrança a prazo. b.1.) diretamente ao importador. Na seqüência. no tocante à apresentação. os documentos (fatura comercial. Com isso.

que paga taxas e comissões para abertura do crédito. inclusive políticos (moratória). A carta de crédito é uma alternativa para o exportador que não quer assumir os riscos comerciais de uma operação. A Câmara de Comércio Internacional estabeleceu normas para emissão e utilização de créditos documentários. que somente terão validade se forem aceitas por todas as partes intervenientes no crédito. banqueiro confirmador. Neste tipo de crédito. também conhecida por "crédito documentário". é uma modalidade de pagamento bastante usual. geralmente fora do país do importador. mediante o cumprimento dos termos e condições do crédito. O banco emitente poderá também. aceitas internacionalmente. a saber: banqueiro emissor. se o banqueiro emissor não puder pagar por qualquer motivo. por instruções de um seu cliente (importador . compromete-se a efetuar um pagamento a um terceiro (exportador . ou em seu próprio nome. aceitar ou negociar tais saques. algumas precauções são necessárias. O importador terá a garantia de que o pagamento somente será efetuado ao exportador após este apresentar documentação competente."Regras e Usos Uniformes para Créditos Documentários". você terá melhor visualização: BRASIL (6) mercadorias OUTRO PAÍS LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (11) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (5) mercadorias (10) documentação (1) negociações (7) documentação IMP (2) abertura de crédito EXP (8) pagamento (4) aviso de abertura de crédito (3) aviso de abertura de crédito BANCO BANCO (9) documentação 45 . além de contragarantias exigidas pelo banqueiro emissor. acarreta custos adicionais para o importador. Com esquema a seguir da Carta de Crédito.o tomador do crédito). Na prática. emitida por um banco. ou a pagar. A carta de crédito pode sofrer alterações. contra entrega de documentos estipulados. Ou seja. que somente faz jus ao recebimento se cumprir todas as exigências por ela estipuladas.L/C) pode ser emitida para pagamento à vista ou a prazo e por se constituir em uma garantia bancária. Porém.c) Carta de Crédito ou Crédito Documentário A carta de crédito. se utilizada uma carta de crédito confirmada. desde que os termos e condições do crédito sejam totalmente cumpridos. confirma a garantia dada pelo banqueiro emissor do crédito. é emitido um documento pelo qual um banco (o banco emitente). e o importador a certeza de que só haverá pagamento se suas exigências forem cumpridas. autorizar outro banco a efetuar tal pagamento. consubstanciadas na Publicação no 500 . porque oferece melhores garantias tanto para o exportador quanto para o importador. O exportador tem a garantia de pagamento de dois ou mais bancos.o beneficiário) ou à sua ordem. chamadas de "emendas". Os riscos políticos também podem ser eliminados ou reduzidos. em favor de um exportador. tomador do crédito e beneficiário. um outro banco. pois ela confere ao banco a responsabilidade pelo pagamento. o banqueiro confirmador pagará em seu nome. A Carta de Crédito (Letter of Credit . a pedido de seu cliente importador. Podemos defini-la como uma ordem de pagamento condicional. ou deve pagar ou aceitar os saques emitidos pelos beneficiários.

é pleno. O risco para o exportador. razão pela qual também não é muito freqüente a utilização de tal modalidade de pagamento. O importador recebe diretamente do exportador os documentos de embarque (sem saque). posteriormente. entretanto. a não ser nos casos de importações realizadas por filiais ou subsidiárias de firmas do exterior O risco para o importador é nulo. pois a mercadoria foi entregue ao comprador sem nenhuma garantia de pagamento.d) Remessa sem Saque O exportador embarca a mercadoria e envia diretamente ao importador todos os documentos da operação. porque. fica sem nenhuma garantia. o exportador deve confiar na honestidade do importador. providencia a remessa da quantia respectiva para o exterior. Neste caso. A seguir o esquema da Remessa sem Saque: BRASIL (3) mercadorias LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (6) mercadorias (1) negociações (10) pagamento OUTRO PAÍS (2) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (4) documentação IMP (9) aviso (5) documentação EXP (7) saque (12) pagamento (8) cobrança BANCO BANCO (11) ordem de pagamento 46 . pois o pagamento somente é efetuado depois de recebida a mercadoria. promove o desembaraço da mercadoria na alfândega e.

uma vez que tais medidas visam proteger o Mercado Interno. de acordo com a necessidade básica do País. o Imposto age como um fator protecionista. Tributos na Importação e cálculos Os Impostos são devidos sempre pelo contribuinte. Importações com redução de impostos.196 publicada no DOU de 22/11/2005. aumentando ou diminuindo seu potencial quantitativo. Importações com carga tributária. o cálculo dos Tributos é feito através de aplicação de alíquota Ad Valorem. para favorecer a venda do Produto Nacional. Distribuição do Regime Fiscal As importações brasileiras encontram-se de uma forma ampla. deixando-se de lado o aspecto arrecadação. o Imposto terá a finalidade de aumentar a renda do Estado.11. 4. sendo que na importação. REGIME FISCAL NA IMPORTAÇÃO 11. Funções do Imposto Em termos de aspectos fiscais. 2. NOVO CÁLCULO DE PIS E COFINS NA IMPORTAÇÃO . cuja aplicação visa única e exclusivamente elevar o preço da mercadoria. Obviamente que uma elevação exagerada de tarifas provocará um impasse no Mercado. o contribuinte é o próprio importador da mercadoria. ao passo que o afrouxamento das mesmas irá estimulá-lo. Importações com isenção de impostos. distribuímos o Regime Fiscal.2. 3. determinados pelas autoridades Legais. No entanto.3. incentivo ao Exportador Brasileiro e retenção de saída de Divisas do País. Assim. 11. Exceto em casos específicos. e regular o Mercado. Importações com suspensão de impostos.Instrução Normativa RFB nº 572 Lei 11. 11. artigo 44 revigora o que havia sido previsto pelo artigo 41 da Medida Provisória 252/2005. segurança ao Produto Nacional.1. onde: VA = a= b= c= d= e= f= Valor aduaneiro alíquota do II alíquota IPI alíquota PIS/Pasep alíquota Cofins alíquota ICMS despesa aduaneira 47 . como segue : 1. sujeitas à tributação fiscal.

sem impostos. SISTEMAS MODAIS PROTECIONISTAS Ao estudarmos as barreiras protecionistas aplicadas ao Comércio Exterior. a aplicação prática de cada uma dessas medidas apresenta sensíveis diferenças. costuma-se confundi-las. isto é. em volume significativo e em operações comerciais normais. Neste novo tema. embora sejam regidas por legislações diferentes. em decorrência da discriminação de preços. danos a uma atividade industrial do país importador. o preço. Considera-se que há prática de dumping quando uma empresa exporta para o Brasil um produto a preço ( preço de exportação) inferior àquele que pratica para produto similar nas vendas para o seu mercado interno (valor normal).compradores independentes: busca-se garantir que o valor normal não esteja influenciado por relações entre empresas vinculadas que poderiam envolver prática de preços de transferência distintos daqueles encontrados em operações entre empresas independentes. dependendo do caso. não podendo nelas ser incluído o fato de a realização da venda ser feita a preço inferior 48 . em dois princípios fundamentais: • • venda de uma mercadoria a preço mais baixo que no mercado local do país exportador. são de diversa índole. Tal preço. sem impostos) e à vista. entendido tanto pelo código da OMC. portanto. Vejamos em separado cada uma delas. apoia-se. os administrativos e de comercialização. Ambas as medidas. pelo qual a mercadoria exportada é vendida no mercado interno do país exportador. operações entre empresas vinculadas poderão ser consideradas para determinação do valor normal. no entanto. em princípio. Nas operações de comércio Exterior. considerados os custos de produção. No entanto. a um outro que apresente características suficientemente semelhantes. Valor Normal: É. embora tenham resultados semelhantes. causando dano à atividade industrial do país importador. que se configura pela prática do fenômeno chamado "dumping" ou. vendas a compradores independentes e nas quais seja auferido lucro. deverá ser o preço ex fabrica (isto é. normalmente ex fabrica. Produto Similar: Um produto é considerado similar a outro quando é idêntico àquele ou. quando não existir produto idêntico. em princípio. a análise está orientada para o estudo das barreiras aplicadas em situações reais. que certos tipos de legislações catalogam como constitutivas de concorrência desleal. . Tipos de “Dumping” Ao categorizar as diversas modalidades de “dumping” significa pesquisar as causas pelas quais um exportador decide vender suas mercadorias no mercado externo a preços inferiores aos do interno. também. É muito importante fazer esta distinção. já que ambas vigoram sob legislações distintas. que não permitam cobrir todos os custos dentro de período razoável. Vale ressaltar que vendas realizadas em condições de “dumping” ou as com utilização de subsídios dão lugar à aplicação de direitos “antidumping” e compensatórios. como será visto a seguir. o “dumping” ficará configurado toda vez que existir uma discriminação de preços entre dois mercados. Preço de Exportação: O preço de exportação será o preço efetivamente pago ou a pagar pelo produto exportado ao Brasil. Este fenômeno do “dumping” também se aplica ao comércio interno de um país. Desta forma.1. Apesar de existir certa semelhança. na literatura especializada. 12. Etimologicamente. obedecem a causas totalmente diferentes. desde que o preço seja compatível com aquele que seria praticado para empresas independentes. Este conceito. o que acontecerá quando uma mercadoria for vendida no mercado exterior a preços inferiores aos do mercado interno. quanto pela quase totalidade das legislações existentes sobre a matéria.obtenção de lucro: busca-se evitar que sejam utilizados como base para o valor normal preços abaixo dos custos unitários do produto similar. a origem do termo é o verbo inglês "to dump". e à vista. denotativo da ação de despejar ou descarregar uma coisa. Dumping Designam operações de venda realizada abaixo do custo de produção. temos que são respeitadas todas as normas usuais em matéria de concorrência. designando-as sob o nome genérico de “dumping”. .volume significativo: considera-se como volume significativo vendas no mercado interno do país exportador que representem pelo menos 5% do volume exportado para o Brasil. a diferenciação de preços já é por si só considerada como prática desleal de comércio. São as vendas feitas à perda. . no caso de vendas realizadas com a utilização de subsídios. Tais causas.12. ao contrário.

procurando obter uma situação de privilégio no país importador. Em tal caso. sendo de consumo popular . precisaria ser fabricado em uma determinada escala.ao do mercado local em decorrência da utilização de um subsídio. o número ótimo de unidades de produção só poderia ser atingido se. que seria o ponto ótimo. Adaptar seus preços da população B e C . sua produção deixaria de ser rentável. abaixo da qual. Preço alto em seu próprio país País B reduzido baixo Fabrica televisores em cores – artigo de luxo para pequena faixa da população País C reduzido baixo Fabrica televisores em cores – artigo de luxo para pequena faixa da população Tamanho de mercado Nível tecnológico Produto Para atingir as faixas de mercado de menor renda Vantagens Ocasional – origina-se em fatos puramente conjunturais ocorridos no país exportador. No entanto. para ser vendido a preço competitivo.acontece quando um exportador. Permanente . o que configura um fenômeno diferente.decorre do fato de ser praticado de forma continuada e durante longos períodos. Aumenta o lucro global . Vê-se claramente que no presente caso não há qualquer intenção de concorrência desleal. os quais obedecem geralmente a uma alteração transitória nas condições de demanda interna. Reduz sua margem de lucro . O “dumping” predador também ocorre quando. porém de população relativamente reduzida. O enfraquecimento da indústria local seria o objetivo. Exemplo: País A vende um produto dentro de seu mercado a um preço determinado. Depredador . acarretando um aumento de custos por unidade. tenta eliminar a concorrência de seus competidores locais. obrigando o fabricante a vender a preços mais baixos para continuar atingindo as camadas de menor renda. parte das mercadorias produzidas seriam vendidas em países em via de desenvolvimento. além de se fabricar para o mercado local. Este tipo de “dumping” pode ser inconveniente a ponto de interessar mais ao exportador a compra das indústrias concorrentes no país importador e sua posterior desativação. Esta última situação dá lugar à aplicação de direitos compensatórios. Este não é o mais comum dos “dumping”. vendendo a preços inferiores aos de seu próprio país. uma vez que custos indiretos fixos teriam de ser alocados a um menor número de unidades produzidas. capaz de suportar os prejuízos durante todo o tempo em que as vendas são praticadas a preços inferiores aos do mercado. Pode-se apresentar de três formas diferentes: esporádico – é aquele que acontece em decorrência de defasagens quase imprevisíveis entre as forças de oferta e da procura no mercado interno do país exportador. por é bastante custoso para a empresa. pois do contrário. se fabricasse também para o mercado externo. querendo-se impor uma marca ou artigo num mercado novo. 49 . a operação considerada no seu conjunto é lucrativa para o exportador. Exige uma indústria econômica e financeiramente muito forte. Ocorre somente a compensação do baixo preço pago pelos consumidores dos países de menor renda pelos de maior renda. Um exemplo típico deste tipo de “dumping” é o caso de um industrial localizado no país de renda média comparativamente alta. corre-se o risco de que a concorrência acabe por destruir ambas as partes. Desta forma. além de que as indústrias similares existentes no país importador sejam econômica e financeiramente pouco significativas. Venderá com preços inferiores que seu país de origem . desde que se consiga manter dentro do nível ótimo de unidades produzidas. lançador de um produto que. País A grande alto Fabrica televisores em cores a custo baixo. onde as indústrias desse tipo estariam ainda numa etapa menos avançada. vende-se a preços inferiores aos normais. Esta forma de “dumping” tem caráter de prática em períodos de tempo relativamente curtos. que podem deixar uma importante capacidade produtiva ociosa em conseqüência da queda no volume de produção. as vendas caem. mas devido a uma recessão. sendo o produto similar de inferior qualidade.

seria difícil subir novamente os preços. Dentre esses benefícios especiais. Nestes casos seria muito facilmente identificado. sem que se procure qualquer ardil ou subterfúgio para ocultar a presença o fenômeno na operação. o exportador quem paga o frete. vigentes durante o período estabelecido para investigação de existência " dumping". Formas de Praticar o “dumping” “Dumping” Aberto – são cujos documentos de exportação refletem claramente nos preços a existência do mesmo. intermitente – seria o ocasional. a outorga de financiamento sem juros ou a juros irrisórios e a simulação de uma venda FOB. tornando-o efetivamente menor ao que aparece nos documentos de exportação. poderá ser requerido o certificado de origem para saber sua origem e procedência. então. por exemplo. Caso o produto não seja exportado diretamente do país de origem. se o nível de renda de tais países for inferior ao do país exportador. Ora. para manter-se mais ou menos dentro dos padrões ótimos. deve. o fabricante. Parece-se com o ocasional pelo fato de decorrer de uma defasagem entre oferta e procura no país exportador. No entanto. de forma tal a incidirem sobre o preço de venda. o preço de exportação será comparado com o valor normal encontrado neste país intermediário. por outro lado. conservar um nível de produção relativamente constante. por causas climáticas. caso: 50 . será necessário vender o excedente de produção em países que atravessem a estação do ano apropriada. sendo suficiente a simples comparação de preços. Constam também. eliminando as evidências que possam levar à sua constatação por parte das autoridades aduaneiras do país importador. assemelha-se ao permanente pelo fato de apresentar-se regularmente em períodos previsíveis. Para que tal diferença seja calculada é necessário que se faça comparação justa entre o preço de exportação e o valor normal. podese mencionar. Para evitar isto. poderá ocultar o “dumping” faturando a preços superiores aos da operação de exportação. Tal período é de normalmente um ano e nunca inferior a 6 meses. de certa forma. apesar de ser. são usados os seguintes métodos: • vendas através de empresas vinculadas: quando o exportador tem no país importador uma filial ou outro tipo de firma. seja por ele exercido. este terá de vender no mercado externo a preços inferiores aos do mercado local. • • Margem de dumping Definição: É a diferença entre o valor normal e o preço de exportação. Entretanto. O sistema é simples. Um exemplo clássico. como a esse fabricante interessa continuar a trabalhar somente dentro de seu mercado a determinados preços. vendas efetuadas mediante concessão de benefícios adicionais: em tais casos. Terá que manter seu nível de produção colocando o excedente num outro país. há uma série de benefícios que podem ser outorgados de maneira indireta. simula-se uma exportação feita em um país onde os preços internos da mercadoria em questão são mais baixos que em seu país de origem. “Dumping” Encoberto – procura-se ocultar a manobra. por razões técnicas. seria o exportador de certos tipos de produtos sujeitos á maior ou menor procura. operações através de terceiros países: nestes casos. coisa que será difícil se. futuramente quando as coisas se normalizassem. na realidade. as divisas vendidas seriam menores que as exportadas.Se começasse a vender a preços mais baixos. alcançando somente as faixas de maior poder aquisitivo. pela continuidade das vendas aos mesmos preços dentro de seu mercado. não tem a preocupação de aviltar os preços em mercados estrangeiros. entre os benefícios que se poderiam outorgar a tomada das despesas de propaganda pelo exportador. Para isto. porém acontece com maior freqüência e em períodos irregulares. dependendo das estações do ano. poder-se-á efetuar comparação com o preço praticado no país de origem (valor normal). cíclico – este tipo de “dumping” tem características duplas. Neste caso. terá de vender a preços inferiores aos normais. a procura diminuir em determinadas épocas do ano. mas para vendê-lo rapidamente. pois seus planos não incluem a exportação. porém. conforme a legislação do país a ser reexportado. Opta. cujo controle. Muitas vezes.

Para o cálculo da margem de dumping. poderá ser feita através de uma amostra.Será entendido no sentido de dano material ou ameaça de dano material à indústria doméstica já estabelecida ou retardamento na implantação de uma indústria.Considera-se como indústria doméstica a totalidade dos produtores nacionais de produto similar ao importado. Para a determinação de dano. e que sejam relativos aos períodos mais próximos possíveis. Cálculo: A margem de dumping será calculada para cada um dos conhecidos produtores estrangeiros do produto investigado ou. 51 . dois métodos: • • a diferença entre o valor normal e o preço de exportação para cada transação. participação das importações objeto de dumping no total importado e no consumo aparente. produtividade. referindo-se a mesma ao restante dos produtores nacionais. ou a diferença entre o valor normal médio ponderado e o preço médio ponderado de exportação de todas as transações comparáveis. indústria doméstica: vendas e participação no consumo aparente. tais produtores não serão obrigatoriamente incluídos na definição de indústria doméstica. A margem de dumping será calculada para cada um dos que compõem a amostra e . na medida do possível. emprego e salários. Quando o território nacional puder ser dividido em dois ou mais mercados competitivos e as importações do produto objeto de dumping se concentrarem em um desses mercados. normalmente o ex fabrica. ou o conjunto de produtores cuja produção da mercadoria em análise constitua parcela significativa da produção nacional. Caso existam produtores nacionais vinculados aos exportadores ou aos importadores.Comparação Justa: Para que a comparação entre os dois preços seja justa é necessário que ambos estejam no mesmo nível de comércio. podem ser utilizados. desde que tais produtores vendam nesta região toda ou quase toda sua produção e que a demanda local não seja suprida por produtores estabelecidos em outros pontos do território nacional em proporção substancial. Diferenças na tributação. nos níveis de comércio.a) o produto só transitar pelo país intermediário. ou c) não houver preço comparável para o produto no país intermediário. b) não houver produção do produto neste país intermediário. preços domésticos e margem de subcotação (diferença entre o preço do produto doméstico e o preço do produto importado internado). em princípio. Dano . . estoques. deverá ser avaliada a evolução dos seguintes indicadores: a) importações: • • • • • • • • • • valor e quantidade por país de origem. preço. a indústria doméstica será considerada como o conjunto de produtores domésticos em atividade neste mercado. lucros. ou sejam. caso esse número seja muito grande.para os não incluídos na amostra . eles próprios. capacidade produtiva e grau de ocupação. produção. nas características físicas.se atribuirá a margem ponderada de dumping obtida a partir das margens de cada uma das empresas incluídas na amostra. nas condições de comercialização e quaisquer outras que afetem a comparação de preços devem ser consideradas e. eliminadas por meio de ajustes. nas quantidades. Dano à indústria doméstica Indústria doméstica . importadores do produto objeto de dumping.

País exportador: é o país . independente do fato de o produto da referida atividade ser ou não exportado. necessitam das seguintes características: • • que o benefício acordado não exige uma contraprestação equivalente por parte do beneficiado. em função das seguintes hipóteses: haja. de forma direta ou indireta. b) não-acionáveis .onde é concedido o subsídio. . à exportação ou ao transporte. Classificação Os subsídios podem ser denominados como acionáveis e não acionáveis. contribua para aumentar exportações ou reduzir importações de qualquer produto. qualquer forma de sustentação de renda ou de preços que. Objetivo As medidas compensatórias têm como objetivo compensar subsídio concedido. conjuntamente. forem concedidos nas seguintes situações: Entende-se. por subsídio todo prêmio ou subvenção. isto é.• balanço patrimonial e demonstrativos de resultado. os seguintes fatores: a) significativa taxa de crescimento das importações do produto objeto de dumping. todas elas. produção. porém. no país exportador. c) importações realizadas a preços que provoquem redução nos preços domésticos ou impeçam aumento dos mesmos. com o objetivo de neutralizar o dano causado à indústria doméstica. seja à produção. que o benefício fique sujeito à realização prévia de uma determinada atividade econômica.de origem ou de exportação .2. Subsídios – Direitos Compensatórios Definição de direito compensatório: é o direito imposto às importações de produtos beneficiados com subsídio acionável. no país exportador. Esse conceito abrange diversas situações. para constituírem subsídio propriamente dito. b) suficiente capacidade ociosa ou iminente aumento substancial na capacidade produtiva do produtor estrangeiro.um subsídio é denominado acionável. este é o mais direto e configura-se quando o Governo paga ao exportador uma quantia proporcional ao montante de suas exportações Subsídios à Produção – nestes casos. sujeito a medidas compensatórias. o prêmio não é dado em proporção às exportações e sim às venda realizadas pelo produtor. quando o subsídio é dado a toda uma atividade. Quando os produtos não forem exportados para o Brasil diretamente do país exportador. portanto. Com efeito. se for específico. concedido. as transações em questão serão consideradas como tendo ocorrido entre o país exportador e o Brasil. serão considerados. a) acionáveis . direta ou indiretamente. Nem todas as situações abrangidas por este tipo de subsídio podem ser consideradas justificativas da aplicação de direitos compensatórios. 52 . ou haja contribuição financeira por um governo ou órgão público. Para que seja configurada a existência de ameaça de dano material. exportação ou ao transporte de qualquer produto.são aqueles não sujeitos a medidas compensatórias por não serem considerados específicos ou. Definição Entende-se como subsídio a concessão de um benefício. entre outros. cuja exportação ao Brasil cause dano à indústria doméstica. Subsídios “Ad Valorem” à Exportação – de todos os diversos tipos de subsídios. d) estoques do produto sob investigação. Este direito deverá ser igual ou inferior ao montante do subsídio acionável. 12. mas a partir de um país intermediário. defronta-se com uma medida interna cuja finalidade não é a intervenção no mercado internacional. no interior do território do país exportador. para a fabricação. mesmo sendo específicos. direta ou indiretamente.

o conjunto de produtores de cada um desses mercados poderá ser considerado como indústria doméstica quando: os produtores . onde juros 20% ou 30% maiores que a taxa de inflação. a fim de facilitar o consumo interno. tratamento fiscal preferencial – incluem-se neste item todos os benefícios fiscais concedidos por causa das exportações. se o Governo decidisse outorgar créditos ao exportador a uma taxa 10% acima da inflação.neste caso é outorgado uma taxa de câmbio especial à importação de certos insumos que. devido a uma operação de Drawback.em atividade nesse mercado . ou de produto similar proveniente de outros países. a isenção de impostos internos nas compras de insumos feitas pelo fabricante exportador – Drawback verde e amarelo.Caso semelhante ocorreu no Brasil quando a produção de trigo foi subsidiada com fins sociais. Subsídios Variáveis .encontramos diversos subgrupos a seguir detalhados: • taxas de câmbio especiais . a isenção de impostos às compras de equipamentos destinados à produção de mercadorias exportáveis. Temos como exemplo o que ocorre hoje no Brasil. Esta taxa será superior ao valor normal no caso de exportações para as quais o país conta com menores Vantagens Comparativas. em proporção substancial. posteriormente. Caso existam produtores nacionais vinculados a exportadores ou a importadores. serão utilizados em processos de fabricação cujo produto resultante será finalmente exportado. Incluem-se neste subgrupo: • • • crédito-prêmio e o abatimento do IR de lucros apurado nas vendas internas versus exportações a amortização acelerada de ativos destinados à exportação. o que. não constituem subsídio. Quando o território brasileiro puder ser dividido em dois ou mais mercados competidores e as importações do produto subsidiado se concentrarem em um desses mercados. taxas de câmbio múltiplas – consiste em fixar taxas de câmbio abaixo do nível real para aquelas mercadorias que um país tradicionalmente exporta e para as quais suas Vantagens Comparativas são indiscutíveis. tais produtores não serão obrigatoriamente incluídos na definição de indústria doméstica.venderem toda ou quase toda sua produção de produto similar neste mesmo mercado. a devolução excessiva de direitos de importação quando. não poderíamos confirmar a existência de subsídio. não seria passível de direitos compensatórios quem industrializasse e exportasse esse trigo. e a demanda local não for suprida por produtores de produto similar. • • • • • créditos especiais – trata-se de situações em que há concessão de créditos em condições mais favoráveis que as consideradas normais dentro de um determinado mercado (sem especulação financeira). ou aqueles cuja produção conjunta constitua parcela significativa da produção nacional total da mercadoria em análise. podendo a mesma ser interpretada como ao restante dos produtores nacionais. Dano à Indústria Doméstica Indústria doméstica . em princípio.Considera-se como indústria doméstica a totalidade de produtores nacionais de produto similar ao importado. são devolvidos mais impostos do que os realmente pagos. É necessário deixar esclarecido que as isenções impeditivas referentes a tributos que gravam as vendas de mercadorias dentro do mercado interno que são repassáveis ao consumidor.Será entendido no sentido de dano material ou ameaça de dano material à indústria doméstica já estabelecida ou ao retardamento sensível na implantação de uma indústria. estabelecidos em outro ponto do território nacional. deverá ser avaliada a evolução dos seguintes indicadores: • importações: 53 . ou sejam eles próprios importadores do produto alegadamente subsidiado. Simplesmente o Governo estaria concedendo créditos a taxas de juros tidas como normais no mercado. Para a determinação de dano. Dano .

os quais estudaremos.os seguintes fatores: • • natureza do subsídio ou subsídios em causa e os seus prováveis efeitos sobre o comércio. capacidade de captar recursos ou investimentos e retorno dos investimentos. pelo menos do ponto de vista pedagógico. Este direito deverá ser igual ou inferior à margem de dumping apurada. countervailing duties e compensatory duties. produtividade. suficiente capacidade ociosa ou iminente aumento substancial na capacidade produtiva do produtor estrangeiro. indústria doméstica: vendas e participação no consumo aparente. indicativa de provável aumento substancial destas importações. independendo das condições de venda da mesma. sua aplicação depende do início de um processo cujos resultados sujeitar-se-ão à avaliação de determinadas circunstâncias de natureza político-econômicas. são direitos aplicados em relação a produtos que estejam sendo objeto de “dumping” por parte de outros países. Direitos Corretivos Como direitos corretivos temos: antidumping. capacidade produtiva e grau de ocupação. estoques. que normalmente são aplicados quando da entrada das mercadorias num determinado país. a aplicação dos direitos aduaneiros é automática e deve obrigatoriamente ocorrer toda vez que uma mercadoria for introduzida num país. Na determinação da existência de ameaça de dano material. que justificam a diferença. . com o objetivo de neutralizar seus efeitos danosos à indústria nacional. produção. • • 12. participação no mercado.conjuntamente . empregos e salários. há características próprias a cada um deles. É importante distinguir os direitos “antidumping” dos direitos aduaneiros. Embora tenham ambos nítidas finalidades protecionistas. preços domésticos. Por outro lado. lucros. significativa taxa de crescimento das importações do produto subsidiado. 54 . participação das importações no total importado e no consumo aparente. cada um deles à seguir: “Antidumping” Definição de direito antidumping: é o direito imposto às importações realizadas a preços de dumping.3.• • • • • • • • • • • • valor e quantidade. Como o próprio nome indica.Caráter Facultativo – significa que os mesmos não são automaticamente aplicados toda vez que os extremos previstos pela legislação como configurativo do fenômeno “dumping” forem constatados. Ao contrário. serão considerados . importações realizadas a preços que provoquem redução nos preços domésticos ou impeçam o aumento dos mesmos. destacadamente. preços.

Poderão ser iguais ao valor dos subsídios pagos ou ser superiores ao valor daqueles. Compensatory Duties São aplicados nos casos em que o produtor nacional deve pagar mais caro suas matérias-primas. embora não relacionados com a evolução das importações. capacidade utilizada. seriam aplicados no país B. o governo procura anular a vantagem competitiva do produtor estrangeiro. a proteção a uma indústria doméstica que esteja sofrendo prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave decorrente do aumento. eventualmente.00. Countervailing Duties São direitos aplicados à importação de determinados produtos que estejam sendo objeto de subsídios por parte do governo do país exportador. a parcela do mercado interno absorvida por importações crescentes. O termo "indústria" inclui.00. possam estar afetando a situação da indústria doméstica em causa. temporariamente. ainda. preços (queda ou sua não elevação. participação no mercado. direitos “antidumping” para compensar a diferença. Indicadores analisados Para fins de determinação de prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave causado pelo aumento das importações. . Indústria Doméstica Considera-se como indústria doméstica. em quantidade. em particular. devido à existência de uma política de sustentação de preços determinada pelo governo. o conjunto de produtores de bens similares ou diretamente concorrentes ao produto importado. em relação aos seus competidores estrangeiros. variando seu montante em função da compensação pretendida. Em outras palavras. em termos absolutos e relativos. as atividades ligadas à agricultura. rendimento de capital investido.4. . estoques. os US$ 20. vendas. impacto sobre a indústria doméstica.Prejuízo Grave ou Ameaça de Prejuízo Grave Entende-se por prejuízo grave a deterioração geral e significativa da situação de uma determinada indústria doméstica e por ameaça de prejuízo grave a clara iminência de prejuízo grave. não é necessário utilizar o “antidumping”. Como exemplo. os seguintes: • • • volume e a taxa de crescimento das importações do produto. ou seja.Caráter Variável – caracterizam-se por carecerem de um valor fixo. que poderia ter ocorrido na ausência de importações). Mediante a aplicação desses direitos sobre a importação de certos artigos manufaturados que concorram com similares nacionais. tais como: produção. citamos – se o país A vende uma determinada mercadoria dentro de seu mercado a US$ 100. com a finalidade de forçar a eliminação dessa prática.00 a unidade. evidenciado pelas alterações de fatores econômicos. das importações. • 55 . fluxo de caixa e emprego. serão levados em conta todos os fatores objetivos e quantificáveis relacionados à situação da indústria doméstica afetada. e outros fatores que. estabelecido no território brasileiro. pois os altos tributos inviabilizam a operação de “dumping”. com o intuito de que durante o período de vigência de tais medidas a indústria doméstica se ajuste. que aplicam altos tributos a entrada de mercadorias competitivas da indústria nacional. ou os produtores cuja produção total de bens similares ou diretamente concorrentes ao importado constitua uma proporção substancial da produção nacional de tais bens. aumentando a sua competitividade. com base em fatos e não apenas em alegações ou possibilidades remotas. em termos absolutos ou em relação à produção nacional. porém exporta para o país B a US$ 80. os direitos “antidumping” seriam equivalentes a 25% do preço de exportação. 12. Salvaguardas Objetivo As medidas de salvaguarda têm como objetivo aumentar.Países que tem uma forte estrutura protecionista. lucros e perdas.

Poderão ser adotados outros critérios na alocação de cotas.TEC. em valor ou quantidade. Liberalização da Medida Com o objetivo de facilitar o ajustamento. se examinará adicionalmente se é claramente previsível que tal ameaça venha a se concretizar. ou II .elevação do imposto de importação. dos países fornecedores e a probabilidade de as exportações resultantes dessa capacidade se destinarem ao mercado brasileiro. Não sendo viável o acordo.restrições quantitativas. a SECEX procederá a revisão. mediante consultas aos governos dos países interessados. desde que o Comitê considere terem sido oferecidas demonstrações claras de que as importações originárias de determinados países aumentaram mais do que proporcionalmente em relação ao crescimento total das importações do produto em questão. a não ser que exista uma justificativa clara de que é necessário um nível diferente para prevenir ou reparar o prejuízo grave. no mais tardar até a metade da sua vigência. existente ou potencial. distintos do aumento das importações que. no período recente. transformando-se em prejuízo grave. Compromisso de ajuste Com vistas a alcançar o objetivo supracitado. o governo brasileiro poderá celebrar acordo com os governos dos países diretamente interessados no fornecimento do produto e sobre a distribuição de cotas entre os mesmos. concomitantemente. No caso de utilização de restrições quantitativas. se for o caso. a capacidade de exportação. este prejuízo ou ameaça não será atribuído ao aumento das importações. na importação do produto no período recente e levando em conta fatores especiais que possam estar afetando o comércio deste produto. Formas de Aplicação: As medidas de salvaguarda podem ser aplicadas como: I . Prazo de Vigência: A medida de salvaguarda terá inicialmente prazo de vigência de até 4 anos. Acompanhamento e revisão da medida A SECEX acompanhará a situação da indústria prejudicada durante o período de vigência da medida de salvaguarda. e de que as condições para aplicação desses critérios são eqüitativas para todos os supridores do produto em pauta. e. assumirá a forma de um compromisso da indústria. Existindo outros fatores. o seu prazo de vigência será computado para efeito de vigência total da medida de salvaguarda. desde que constatada a insuficiência ou a inadequação dos esforços no sentido do ajuste pretendido ou a alteração nas circunstâncias que suscitaram originariamente a aplicação da medida. tais medidas não reduzirão o volume das importações abaixo do nível de um período recente.No caso de ser alegado ameaça de prejuízo grave. a medida será revogada. por meio de adicional à Tarifa Externa Comum . a intervalos regulares durante a sua vigência. Ao longo da vigência da medida. estejam causando prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave à indústria doméstica. na qual serão examinados os efeitos concretos por ela produzidos. Para tanto se levará em conta fatores como a taxa de aumento das exportações para o Brasil. realizadas sob a égide do Comitê de Salvaguardas da OMC. cujo período de aplicação for superior a um ano. como tal considerado a média das importações nos últimos três anos representativos para os quais se disponha de dados estatísticos. será fixada cota para cada país diretamente interessado. a medida de salvaguarda. será liberalizada progressivamente. tomando por base a participação relativa de cada um. No caso de utilização de cotas. sendo-lhe facultado propor às autoridades competentes (MDIC e MF) a revogação da medida. Tal programa será analisado e uma vez considerado adequado para os fins a que se propõe. Caso tenha sido aplicada medida de salvaguarda provisória. reestruturação da indústria doméstica. a mesma deve apresentar programa de ajuste a ser implementado durante a vigência da medida. será feito acompanhamento da implementação deste programa e. proporá a 56 . caso o mesmo não esteja sendo cumprido. Quando a duração da medida de salvaguarda exceder a três anos.

que a aplicação da medida de salvaguarda continua sendo necessária para prevenir ou reparar prejuízo grave e que haja provas de que a indústria doméstica está em processo de ajustamento. Antes de prorrogar a medida de salvaguarda. A duração total da medida de salvaguarda. Caso se decida pela prorrogação da medida. o Comitê de Salvaguardas da OMC deverá ser notificado e deverá ser oferecida oportunidade para realização de consultas prévias à prorrogação com os governos dos países que tenham interesse substancial como exportadores do produto em questão. será publicada Portaria Interministerial no Diário Oficial da União e a decisão será notificada ao Comitê de Salvaguardas da OMC.revogação da medida ou a aceleração do processo de liberalização. nos termos de compromisso firmado com o governo. Prorrogação da medida O período de aplicação de medida de salvaguarda poderá ser prorrogado quando for determinado. As medidas que forem prorrogadas não serão mais restritivas do que as que estavam em vigor ao final do período inicial e continuarão sendo liberalizadas. incluindo o período de aplicação inicial e toda a extensão da mesma. por meio de investigação na qual será dada oportunidade para que todas as partes se manifestem. O resultado dessa revisão de meio período será notificado ao Comitê de Salvaguardas da OMC. 57 . não será superior a dez anos.

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