Prof.

José Ricardo Verrengia Curso – Ciências Contábeis São Paulo – SP

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1. INTRODUÇÃO ......................................................................................................................................................... 4 1.2. Conceituação Básica e Inicial.............................................................................................................................. 4 2. INTRODUÇÃO AO COMÉRCIO INTERNACIONAL............................................................................................ 6 2.1. Histórico.............................................................................................................................................................. 6 2.2. Interdependência Econômica .............................................................................................................................. 6 2.3. Razões para a Comercialização ........................................................................................................................... 6 2.4. Interesses dos Países............................................................................................................................................ 7 2.5. Interesses das Empresas ...................................................................................................................................... 7 2.6. Doutrinas do Comércio Internacional.................................................................................................................. 7 2.7. Relações de Troca ............................................................................................................................................... 7 2.8. Barreiras Tarifárias e Não-Tarifárias................................................................................................................... 8 2.9. Tipos de Restrições não-tarifárias ....................................................................................................................... 8 2.10. Globalização...................................................................................................................................................... 8 2.11. Reforma Administrativa .................................................................................................................................... 9 3. BALANÇO DE PAGAMENTOS ............................................................................................................................ 10 3.1. Transações Correntes ........................................................................................................................................ 10 3.2. Movimentos de Capitais.................................................................................................................................... 10 3.3. Erros e omissões................................................................................................................................................ 10 3.4. Exercício de Balanço de Pagamentos................................................................................................................ 13 4. CAMEX - CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR.............................................................................................. 14 4.1. Competências .................................................................................................................................................... 14 4.2. Estrutura............................................................................................................................................................ 14 4.3. A Secretaria de Comércio Exterior - Secex....................................................................................................... 15 5. SISCOMEX ............................................................................................................................................................. 18 5.1. Introdução ao Siscomex .................................................................................................................................... 18 5.2. Benefícios.......................................................................................................................................................... 18 5.3. Órgãos Intervenientes........................................................................................................................................ 18 5.4. Usuários ............................................................................................................................................................ 19 5.5. Acesso e Habilitação ......................................................................................................................................... 19 5.6. Registro de Exportação (RE)............................................................................................................................. 20 5.7. Registro de Exportação Simplificado (RES) ..................................................................................................... 20 5.8. Registro de Operação de Crédito (RC).............................................................................................................. 20 5.9. Registro de Venda (RV).................................................................................................................................... 20 5.10. Despacho Aduaneiro de Exportação................................................................................................................ 20 5.11. Licenciamento da Importação ......................................................................................................................... 21 6. REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS................................................................................................................. 22 6.1. Regimes Aduaneiros Especiais.......................................................................................................................... 22 6.2. Regimes Aduaneiros Especiais aplicados em áreas especiais ........................................................................... 22 7. INCOTERMS........................................................................................................................................................... 26 7.1. Origem .............................................................................................................................................................. 26 7.2. Siglas................................................................................................................................................................. 26 7.3. Significado jurídico ........................................................................................................................................... 26 7.4. Categorias de Incoterms .................................................................................................................................... 27 7.5. EXW - EX WORKS (...named place) ............................................................................................................... 27 7.6. FCA - Free Carrier (...named place).................................................................................................................. 28 7.7. FAS - Free Along Ship (...named port of shipment).......................................................................................... 28 7.8. FOB - Free on Board (...named port of shipment)............................................................................................. 28 7.9. CFR - Cost and Freight (...named port of destination) ...................................................................................... 28 7.10. CIF - Cost, Insurance and Freight (...named port of destination) .................................................................... 28 7.11. CPT - Carriage Paid to (...named place of destination) ................................................................................... 29 7.12. CIP - Carriage and Insurance Paid to (...named place of destination) ............................................................. 29 7.13. DAF - Delivered at Frontier (...named place of destination) ........................................................................... 29 7.14. DES - Delivered Ex Ship (...named port of destination).................................................................................. 29 7.15. DEQ - Delivered Ex Quay (...named port of destination)................................................................................ 29 7.16. DDU - Delivered Duty Unpaid (...named place of destination)....................................................................... 30 7.17. DDP - Delivered Duty Paid (...named place of destination)............................................................................ 30 8. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS .............................................................................................................. 31 8.1. Tarifa Externa Comum – TEC e Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM................................................. 31 8.2. Sistema Harmonizado ....................................................................................................................................... 31 8.3. Composição da Tarifa Externa Comum – SH ................................................................................................... 32 8.4. Regras gerais para interpretação do Sistema Harmonizado............................................................................... 36 8.5. Regra geral complementar (RGC)................................................................................................................... 36 8.6. Dúvidas na Classificação................................................................................................................................... 37 9. DOCUMENTAÇÃO DE EMBARQUE .................................................................................................................. 39 9.1. Formalidades ..................................................................................................................................................... 39 9.2. Documentos ...................................................................................................................................................... 39 9.3. Outros Documentos........................................................................................................................................... 40

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10. MODALIDADES DE PAGAMENTO .................................................................................................................. 42 10.1. Importações sem Cobertura Cambial .............................................................................................................. 42 10.2. Importações com Cobertura Cambial .............................................................................................................. 42 11. REGIME FISCAL NA IMPORTAÇÃO ................................................................................................................ 47 11.1. Distribuição do Regime Fiscal ........................................................................................................................ 47 11.2. Funções do Imposto ........................................................................................................................................ 47 11.3. Tributos na Importação e cálculos................................................................................................................... 47 12. SISTEMAS MODAIS PROTECIONISTAS.......................................................................................................... 48 12.1. Dumping.......................................................................................................................................................... 48 12.2. Subsídios – Direitos Compensatórios.............................................................................................................. 52 12.3. Direitos Corretivos .......................................................................................................................................... 54 12.4. Salvaguardas ................................................................................................................................................... 55 BIBLIOGRAFIA ......................................................................................................................................................... 58

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1. INTRODUÇÃO
Caminhando pela história do Comércio Exterior do Brasil, vemos que o Brasil, até março de 1990, adotou uma política centralizada ao incremento das exportações, fazendo com que a Balança Comercial apresentasse saldos cada vez mais superavitários para que pudesse suprir o déficit do Balanço de Pagamentos. Para que isso fosse factível, o Brasil lançou mão de instrumentos considerados desleais para manter seu protecionismo, visando um total controle e redução dos volumes de importação, quais sejam: Sobretaxas tarifárias Depósito compulsório I.O.F Programa de importação e cotas Suspensão temporária de concessão de guia de importação Centralização cambial Redução dos prazos para pagamentos de importações financiadas

Com isso, o processo inflacionário aumentou devido a não-existência da concorrência externa, sem levar em consideração de que as empresas não necessitam de investimentos para ampliar sua qualidade e competitividade. O Governo Collor de Mello iniciou uma nova fase na Política de Comércio Exterior Brasileiro, onde seu principal componente era a retomada do desenvolvimento, fortalecendo o mercado através de livre concorrência com sua política de abertura das importações, a redução das barreiras tarifárias e não-tarifárias, e eliminação de incentivos fiscais. A conseqüência foi evidente, onde as empresas tiveram que melhorar seus padrões de qualidade, investindo mais em tecnologia, para acompanhar a concorrência externa. Enfim, o resultado foi positivo para o crescimento do Comércio Exterior Brasileiro. 1.2. Conceituação Básica e Inicial O que é uma Exportação? Exportação, no conceito clássico, é a operação de saída de uma mercadorias, bens ou um serviço de um certo território aduaneiro, depois de cumpridas as exigências legais e comerciais, tendo como contrapartida, geralmente, uma entrada de divisas. É a venda de mercadorias, bens ou serviços de um país a outro. Por que se exporta? Em princípio, se exporta produtos, bens ou serviços, excedentes ou não, ou por questão de melhor qualidade e aceitação no exterior ou de melhor preço. Mas se exporta também quando as taxas cambiais estão favoráveis para os negócios e a conversão da moeda estrangeira em moeda nacional é considerado um ganho para o exportador. Enfim, tudo é comércio; desde que exista um comprador em potencial fatalmente surgirá um vendedor. No Brasil existem cerca de 4 milhões de empresas. Destas, apenas 13.850 exportaram em 1997, ou seja, 0,35% do total. Nossas vendas ao exterior continuam inferiores a 1% das exportações mundiais. O modelo exportador brasileiro ainda é excessivamente concentrador, onde 728 empresas (5,3% do total de exportadores) foram responsáveis por 84% do valor exportado no ano passado. E o que o comércio da exportação objetiva ? O comércio da exportação objetiva: exportar mercadorias acabadas para consumo, exportar matérias-primas e produtos intermediários para se poder produzir produtos acabados ou mais elaborados para suprir o mercado do importador e/ou exportar, exportar bens de capital, serviços e/ou capitais a fim de se poder produzir internamente e/ou exportar Quais as modalidades de exportação? As exportações podem ser consideradas como: exportações comerciais – geralmente chamadas de vendas externas de manufaturados, mais baratos ou melhores do que os produzidos no país importador, ou de produtos não produzidos, ou de produção insuficiente no país importador; exportações industriais – são chamadas as exportações de matérias-primas, produtos intermediários, partes, peças e equipamentos, exportações de exceções – dentre todas podemos citar as executadas por governos, a fim de baixar os estoques dos produtos, oferecendo ao comércio importador produtos estrangeiros idênticos, porém com preços inferiores aos nacionais. Quem pode ser exportador?

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Como exportador se compreende a pessoa jurídica, negociante ou produtor, que exporta mercadorias, serviços ou capitais. O que é uma Importação? Importação, no conceito clássico, é a operação de entrada de uma mercadorias em território aduaneiro, depois de cumpridas as exigências legais e comerciais, tendo como contrapartida, geralmente, uma saída de divisas. É a compra de mercadorias, de um país a outro. Por que se importa? Em princípio, se importa o que se necessita ou por questão de melhor qualidade ou de melhor preço. Mas se importa também para satisfazer requintes ou vaidades pessoais. Enfim, tudo é comércio; desde que exista um comprador em potencial fatalmente surgirá um vendedor. E por que a sistemática da importação é mais complexa que a da exportação? É sempre mais complexa devido principalmente às importações estarem sob exigências de disponibilidade cambial, programações de prioridades e sofrerem os rigores da fiscalização aduaneira. As operações de importação exigem uma seqüência de operações que precisam ser desenvolvidas cautelosamente. E o que o comércio da importação objetiva ? O comércio da importação objetiva: importar mercadorias acabadas para consumo (necessárias ou supérfluos); importar matérias-primas e produtos intermediários para se poder produzir produtos acabados ou mais elaborados para suprir o mercado interno e/ou exportar, importar bens de capital, serviços e/ou capitais a fim de se poder produzir internamente e/ou exportar Quais as modalidades de importação? As importações podem ser consideradas como: importações comerciais – geralmente chamadas de compras externas de manufaturados, mais baratos ou melhores do que os produzidos no país, ou de produtos não produzidos, ou de produção insuficiente no país importador; importações industriais – são chamadas as importações de matérias-primas, produtos intermediários, partes, peças e equipamentos, executadas por produtores e para uso próprio dos mesmos; importações de exceções – dentre todas podemos citar as executadas por governos, a fim de baixar os preços dos produtos e dos distribuidores nacionais, oferecendo ao comércio produtos estrangeiros idênticos, porém com preços inferiores aos nacionais, e importações de emergência – realizadas por iniciativa governamental, com o fim de remediar uma situação de carência interna. Quem pode ser importador? Como importador se compreende a pessoa jurídica ou física, negociante, produtor ou apenas consumidor que importa mercadorias, serviços ou capitais.

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teria condições de vender ou trocar os seus excedentes por outras coisas que deseja. diferenças de solo e de clima. Nessa fase. Era a fase do poder da força em constantes lutas com os elementos da natureza e contra os demais "grupos inimigos". quando muitas nações não sobreviveriam se dependessem exclusivamente de sua própria capacidade produtiva. 2. internacionalizando-se e tornando-se cada vez mais complexo com o progressivo aumento de interesses de cada um.origem do termo salário -. a troca de mercadorias.2. Inicialmente foram usados: gado.2. diferença dos estágios de desenvolvimento tecnológico. A dependência externa é perceptível claramente em uma situação de embargo econômico. por exemplo. a moeda metálica foi concebida como um instrumento de "padrão monetário". Por necessidade do mercado. muitas coisas não poderiam ser feitas. ou seja. Histórico O homem primitivo sempre usou a força bruta para suprir suas necessidades básicas. do método inicial de simples trocas. A especialização seria uma conseqüência natural. sal . portanto. o sistema do "padrão de trocas". Isoladamente. efetuada pela INTERPOL. surgiu o sistema rudimentar de comercialização de produto e. questões que envolvem fortes motivações e induzem às trocas internacionais. Buscava na natureza tudo o que pudesse servir para a subsistência. tais como autorização da própria ONU (mérito humanitário) e certificação da origem não criminal da remessa financeira. na preservação da vida e do grupo. fazer suas próprias roupas. se a operação se destinar à indenização de guerra ou à importação de remédios e alimentos a serem trocados por petróleo iraquiano. pois faltariam os recursos materiais. definido como conjunto de troca. Na atualidade. e os contatos. conchas e peles. várias são as formas de apresentação das moedas circulantes do mundo. não só na movimentação dos produtos como na busca dos "trocadores". Com base em resolução embargatória da Organização das Nações Unidas (ONU). surgidos na busca do atendimento das necessidades. o comércio extrapolou os limites dos países. surgiu a prática do escambo. compra e venda de bens e serviços. os países dificilmente conseguem atingir os mesmo níveis globais de eficiência e crescimento a que têm acesso através de sua participação nos fluxos internacionais de trocas. A especialização também existe entre as nações. ao concentrar-se nas coisas em que faz melhor. o Iraque só poderá negociar com terceiros países. As principais motivações resultam de quatro fatores: desigual ocorrência das principais jazidas minerais. já que o indivíduo. Há. estar em condições de satisfazer todas as suas necessidades e desejos. diferença das disponibilidades de capital e trabalho. originaram o comércio internacional. 2. com início da agricultura rudimentar. prata e ouro. o homem não produzia qualquer alimento. Para outros produtos. Obviamente. desde a sobrevivência de uma nação até a satisfação de necessidades menos vitais. Inicialmente foram usados cobre. o Iraque se sujeitará ao cumprimento de várias medidas. As guerras que bloqueiam o comércio com o exterior geralmente trazem à tona essa realidade. que facilitou as trocas e permitiu a avaliação ou comparação de valores a serem negociados ou transacionados. INTRODUÇÃO AO COMÉRCIO INTERNACIONAL 2. o tempo e a habilidade necessários. Interdependência Econômica Da simples troca de bens para satisfação das necessidades individuais ou grupais. que passaram a ser aceitos como "padrão elementar" de trocas ou pagamentos de outros produtos. enfim. que possibilita a migração de capitais entre os países. Razões para a Comercialização Uma pessoa que visasse ser inteiramente auto-suficiente tentaria produzir seu próprio alimento.1. As dificuldades eram imensas.3. Os principais pontos de quem pretende ingressar nesse comércio podem ser organizados em grupos básicos que se complementam: 6 . Evoluindo para a fase civilizada. Posteriormente.

É indispensável a observação de padrões de qualidade e outras especificações feitas pelo mercado importador. países produtores de matérias-primas são forçados a expandir consideravelmente a produção. 2. diversificação de mercados. 2. Relações de Troca A expressão "relações de troca" representa o valor apurado entre a importância recebida pelas exportações e aquela paga pelas importações. as atividades de exportação e industrial-comercial no mercado doméstico. Quando um país necessita exportar maior quantidade de determinada mercadoria para importar a mesma quantidade de bens. a liberdade de comércio permite a distribuição da produção de acordo com a disponibilidade de recursos nacionais. pois visam a um ponto comum . a produção para exportação deve ser previamente ajustada às exigências do importador e às características do mercado a que se destina.o desenvolvimento social. Do ponto de vista da economia nacional. é preciso ousar. 2. deve proteger o mercado interno. os esforços despendidos representarão vantagens para todos.7. dentro de um determinado período. Não adianta somente investimentos financeiros. facilita o desenvolvimento da concorrência e permite a ampliação dos mercados. quando se compara o poder aquisitivo de dois países que negociam entre si. Sob o ponto de vista da empresa. inovar e arriscar. Em suma.5. alcança maior produtividade e gera novos empregos. Doutrinas do Comércio Internacional O comércio internacional tem-se desenvolvido historicamente sob a influência de duas doutrinas: a do livrecambismo.4. equilíbrio do balanço de pagamentos. ao mesmo tempo. Assim.2. a fim de garantir o crescimento de seu parque industrial. Interesses das Empresas aproveitamento da capacidade ociosa. com o objetivo de aumentar o volume de suas exportações e se capacitarem para a importação de bens indispensáveis à continuação do desenvolvimento. compensação de tributos. As embalagens também deverão atender tanto às necessidades do produto quanto às recomendações do comprador e do país de destino. aproveitamento dos incentivos governamentais. tanto no produto como no mercado importador. diversificação de mercados. se os interesses de empresas e dos países são convergentes. formação de nome global. Os estudiosos do comércio exterior afirmam que há deterioração nas relações de troca entre países subdesenvolvidos (fornecedores de matérias-primas) e os industrializados porque os preços dos produtos primários (agrícolas ou minerais) caem continuamente. e a do protecionismo. sempre servindo aos interesses de cada um. que não admite fronteiras para o comércio. Interesses dos Países fonte de recursos. Assim. que pretende resguardá-las dentro de limites determinados pelos interesses nacionais. Direcionar ao exterior excedentes destinados inicialmente ao mercado interno. 7 . o que propicia a especialização internacional. em determinadas etapas de sua vida econômica. desenvolvimento social (geração de empregos). em processo de evolução industrial. além de o país obter divisas. ampliação da pauta de exportação. enquanto os produtos industriais (dos países desenvolvidos) custam mais.6. que possuem estrutura de custos e peculiaridade de mercado distintas. sob o risco de ficar marginalizada. significa falta de confiança. o principal motivo para exportar é obter recursos para pagamento das importações necessárias à sua vida econômica. Para os defensores do livre-cambismo. Essas doutrinas têm sido adotadas alternadamente por quase todos os países. ocorre uma "deterioração das relações de troca". atualização de tecnologia. por exemplo. apostando no sucesso. Ao exportar. é necessário ela estar atenta aos cuidados que deve tomar para exercer. Os protecionistas são contrários a essa liberdade e afirmam que todo país.

controles de preços. intensificando as exportações de produtos em que predominavam matéria-prima abundante e mão-deobra barata. normas técnicas.10. em 1865. conseqüentemente. nem fruto da elaboração dos países. exigências em matéria de embalagem e marcas de origem. por exemplo) e. limitações ou suspensões voluntárias das exportações. levou treze dias para cruzar o Atlântico e chegar ao continente europeu. regras de segurança industrial. porque as regras estão bem definidas. conclui-se que não houve ganhos no valor real com as exportações de produtos primários. O que traria mais benefícios para um país: exportar apenas a madeira. A notícia da morte de Abraham Lincoln. adotando uma estratégia unificada de marketing. significa que o volume das exportações de alimentos e de matérias-primas aumentam de ano para ano. ou em função da origem. Grandes empresas tendem a ver as pequenas empresas como suas parceiras. serviços e meio ambiente). 8 . sem que o valor acompanhe esse incremento. Como forma de protecionismo. Uma empresa perfeitamente inserida no contexto acima atuará com a visão de venda competitiva e padronizada de seu produto em qualquer lugar do mundo. ocorreu um grande crescimento do comércio de manufaturados com pequena participação dos países em desenvolvimento. e que tendem a restringir ou alterar o volume. A recente queda dos mercados de bolsas de valores asiáticos foi comunicada aos principais centros financeiros do mundo em apenas treze segundos. controladas direta ou indiretamente pelo governo. a barreira tarifária é menos combatida. em função da alíquota. sobretudo. Diante da situação de desigualdade. cotas de importação (em quantidade ou valor). ou um móvel feito com esta madeira? O ideal seria empregar mais gente na manufatura e. controles cambiais.9. depósitos compulsórios. 2. de flexibilização de monopólios e de parceirização de empresas. ignorou bandeiras e idiomas. Aproveitaram as oportunidades de mercado. Com o seu advento. que migra na busca de condições operacionais mais atraentes. a composição dos produtos e o destino do comércio internacional. Barreiras Tarifárias e Não-Tarifárias No intercâmbio entre as nações nas últimas décadas. reduzindo custos em relação ao mercado onde operava. a concorrência rompeu fronteiras. O problema mais sério. voltada à uniformização de sua imagem.Na prática. O raciocínio que se segue a essa constatação é simples. A globalização precipitou as chamadas ondas de desregulamentação de mercados.8. Se acrescentarmos o encarecimento dos produtos manufaturados. em caráter geral ou seletivo. O fundamento desse movimento vem da tecnologia da informação virtual que possibilita a realização do processo de comunicação mundial em frações de segundo. com a proliferação das barreiras tarifárias (imposto de importação. normas de qualidade (aplicadas a produtos. 2. Simplesmente aconteceu e com rapidez impressionante. movimento que não foi planejado ou criado pelas empresas. das barreiras não-tarifárias (como as cotas de importação). A incisiva participação dos países em desenvolvimento provocou o agravamento das pressões protecionistas nos países desenvolvidos. regulamentações sanitárias. visando dinamizar suas exportações. trazer maior riqueza para o país? Exportar a laranja (a fruta) ou o suco enlatado? 2. são as práticas que discriminam o produto estrangeiro. através de processos de terceirização e parceirização dos negócios. A rápida adequação aos sinais emitidos pelos novos mercados caracteriza a presença de uma empresa globalizada. diversos países do terceiro mundo passaram a aplicar mecanismos diferentes em suas políticas de desenvolvimento econômico. em especial quando percebe ser possível obter maiores vantagens. no campo das barreiras não-tarifárias. Tipos de Restrições não-tarifárias ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ proibição a importações. que afetaram sensivelmente as exportações dos países emergentes. Globalização Muitas das exigências foram conseqüência direta da globalização da economia.

em torno de 1% -. centralização cambial. programas de importação. A brusca mudança está exigindo grandes investimentos em modernização do parque fabril manufatureiro (competitividade). 9 . para um modelo liberalizante de importações e exportações. De concreto. além de ser concentrada em poucos mercados. O Brasil. café) e máquinas sofisticadas. praticadas até o final da década de 1980. adoção de leis específicas de incentivos à modernização e privatização dos terminais portuários. com alto valor agregado. em conjunto com a iniciativa das empresas nacionais. depósito de garantia.2. e a batalha está voltada para a conquista do equilíbrio na Balança de Pagamento. até exportações de serviços. 6. com supressão ou sensível reduções dos seguintes itens: ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ ⇒ sobretaxas tarifárias. com vistas à redução do custo Brasil.11. 2. enxugamento dos normativos vigentes através da proposta de criação de uma Lei Única de Comércio Exterior. redução da carga tributária das importações. através da certificação da série ISO9000. a partir da década de 90. A situação é bastante complexa e delicada. em decorrência da globalização. cotas (sensível redução). dentro dessa nova ordem. lançamento de um Programa de Qualidade e Modernização Industrial.módulos exportação e importação. depósitos compulsórios. partindo de um modelo protecionista-exportador. profundas transformações econômicas. 3. aboliu-se de vez o rótulo de exclusivo exportador de produtos primários. ainda é baixa a participação da pauta exportadora brasileira no comércio mundial . tem experimentado contínuos avanços na liberalização das fronteiras nacionais. O Governo Federal idealizou uma série de medidas que vem possibilitando crescente adequação brasileira às práticas mundiais de Comércio de Corrente (exportações e importações). com a implantação do Sistema Integrado de Comércio Exterior (SISCOMEX) . em fase final de elaboração. Reforma Administrativa O comércio exterior. prazos mínimos de pagamento (sensível redução). gradativa desoneração tributária na cadeia exportadora. com redução da ordem de 220% em relação às alíquotas médias. automatização do controle do fluxo de informações dos segmentos. 5. 4. destinado a colocar o Brasil em posição de destaque mundial na obtenção de qualidade empresarial. vem vivenciando. Hoje. destacam-se: 1. IOF. Contudo. O novo posicionamento brasileiro vem se caracterizando pela renúncia a muitas práticas e mecanismos considerados desleais. o país negocia desde produtos tradicionais (minério de ferro. haja vista a parcela de produtos semimanufaturados ser superior à consignada nas estatísticas para os produtos primários. Entre elas.

patentes. propaganda. capitais de curto prazo. etc. por oposição. investimentos diretos. ajuda a populações afetadas por desastres naturais. BALANÇO DE PAGAMENTOS O FMI – Fundo Monetário Internacional. aluguel de filmes. ou seja. neste grupo incluem: os donativos internacionais de qualquer natureza: alimentos. as remessas de capital para paraísos fiscais. os empréstimos de regularização do FMI e os atrasados.1. transferências de imigrantes e seus familiares. financiamentos. seguros. as filiais de empresas estrangeiras sediada no país. que são contas vencidas e não pagas pelo país. é uma suposição bem razoável considerando os contrabandos. mesmo que sejam imigrantes. em um período de tempo pré-determinado. compreendendo não só o fluxo de mercadorias e serviços. etc. Presta-se à verificação da situação financeira de um em relação ao outro. incluindo os serviços de remuneração de capitais sob a forma de juros. rendas de capitais (juros. etc. Inclui os indivíduos com residência fixa. negócios. Compõe-se das Transações Correntes. é todo aquele que não se enquadra na definição de residente. São subdivididas em balança comercial. os sub faturamentos. mas também o Movimento de Capitais. dos movimentos de capitais autônomos. das transferências unilaterais ou. Subdividem-se em: capitais autônomos e capitais compensatórios. ainda. lucros e dividendos. bem como os indivíduos que se encontram transitoriamente no exterior em viagens de turismo.3. assinatura de periódicos. direitos autorais.3. de um determinado país com outro. Assim residente é a pessoa física ou jurídica domiciliada em um país. portanto.2. define balanço de pagamentos como o registro sistemático de todas as transações realizadas por pessoas economicamente ativas. A distinção entre residentes e não-residentes está associada ao local em que produze e consomem bens e serviços. medicamentos. Transações Correntes São aquelas que produzem fluxos reais. crédito e títulos representativos de investimentos. dividendos e lucros). movimentação de bens e serviços. amortizações. Movimentos de capitais compensatórios – englobam as reservas internacionais.registra o saldo da exportações e importações de mercadorias pelo valor FOB (free on board) Balanço de serviços – registra o saldo de todas as operações de transportes. recursos destinados a reparações de guerra. 3. Transferências unilaterais – registram o saldo de todas as transações que não envolvem obrigações em contrapartida. 3. Movimentos de capitais autônomos – correspondem ao saldo das entradas e saídas voluntárias de capitais sob a forma de empréstimos. Não-residentes. entre outras operações de difícil apuração pelas autoridades competentes. Movimentos de Capitais São os fluxos de moeda. comissões. turismo. 10 . etc. física ou jurídicas. 3. os funcionários em serviço no exterior. Erros e omissões Um valor lançado a crédito na conta erros e omissões correspondem acréscimo nas reservas do país sem o correspondente registro das transações que deram origem ao ingresso desses recursos. balanço de serviços e transferências unilaterais. esse método de cálculo presume que a existência de erros e omissões deve-se à apuração inadequada das informações dos balanços comercial e de serviços. Balança comercial .

assistência técnica) Serviços governamentais (embaixadas) Serviços diversos Transferências Unilaterais (Donativos em Divisas ou Mercadorias) Balanço de Transações Correntes ou Saldo em Conta-Corrente (Resultado Líquido de A + B + C) Movimento de Capitais Autônomos ou Balanço de Capitais Autônomos (Transações Monetárias) Investimentos diretos líquidos (novas firmas estrangeiras) Reinvestimentos (multinacionais já instaladas no país) Empréstimos e financiamentos (Banco Mundial. dividendos e lucros reinvestidos pelas multinacionais) Serviços diversos (royalties. BID. ouro) Empréstimos de regularização (FMI) Atrasados comerciais 11 . bancos privados e oficiais estrangeiros) Amortizações Capitais de curto prazo Erros e Omissões Saldo do Balanço de Pagamentos (Resultado Líquido de D + E + F) Financiamento do Resultado ou Financiamento Oficial Compensatório Haveres e obrigações no exterior ou contas de caixa (reservas.Balanço de Pagamentos Balança Comercial (Mercadorias) Exportações FOB (débito) Importações FOB (crédito) Balanço de Serviços Viagens Internacionais (turismo) Transportes (fretes) Seguros Rendas de capitais (juros. lucros.

TRANSAÇÕES CORRENTES MOVIMENTO DE TRANSAÇÕES CORRENTES (COMERCIAL) BALANÇA COMERCIAL BALANÇA DE SERVIÇOS SALDO DE SERVIÇOS EXPORT IMPORT SALDO (FOB) (FOB) (FOB) TRANSFERÊNCIAS MOVIMENTO DE CAPITAIS AUTÔNOMOS (FINANCEIRA) EMPR / INVEST / AMORTIZ LONGO PRAZO CURTO PRAZO SALDO ERROS E OMISSÕES FONTES SALDO DO BALANÇO DE PAGAMENTOS RESERVAS FMI E OUTROS RENDA DE CAPITAIS UNILATERAIS OUTROS SERVIÇOS SEGUROS TURISMO FRETES SALDO DAS PAÍSES ÓRGÃOS L M N L+M A B C A-B D E F G H I D+E+F+G+H J K C+I+J O P K+N+O Q R 12 .

4. Exercício de Balanço de Pagamentos TRANSAÇÕES Exportações CIF .000 30 250 50 10 25 800 300 (10) 5.3.000 500 1.seguros .fretes Donativos recebidos Amortizações pagas Juros pagos Lucros remetidos ao exterior Dividendos recebidos Investimentos externos no País Viagens de estrangeiros ao país Erros e omissões Importações CIF .500 100 120 13 .200 2.000 500 250 500 50 1.seguros Empréstimos concedidos Donativos enviados Viagens de nacionais para o exterior Investimentos nacionais no exterior Empréstimos recebidos Amortizações recebidas US$ MILHÕES 10.fretes .

implementação e a coordenação de políticas e atividades relativas ao comércio exterior de bens e serviços. um Conselho Consultivo do Setor Privado CONEX.da Fazenda. (c) nomenclatura de mercadoria. regional ou multilateral. • estabelecer diretrizes e medidas dirigidas à simplificação e racionalização do comércio exterior. também. IV . (d) conceituação de exportação e importação. • definir. inclusive as relativas ao seguro de crédito às exportações. incluindo o turismo. salvaguardas. ou a juízo do Presidente da República.CÂMARA DE COMÉRCIO EXTERIOR A Câmara de Comércio Exterior .das Relações Exteriores. Integrarão a CAMEX. e VI . Ressalte-se que os atos expedidos pela CAMEX devem considerar. (f) marcação e rotulagem de mercadorias. Orçamento e Gestão. das Relações Exteriores. CAMEX . supervisionar permanentemente e determinar aperfeiçoamentos em relação a qualquer trâmite. Estrutura A CAMEX terá como órgão de deliberação superior e final um Conselho de Ministros composto pelos seguintes Ministros de Estado: I .CAMEX. ao MERCOSUL e à Associação LatinoAmericana de Integração (ALADI). incluídos os relativos à movimentação de pessoas e cargas. um Comitê Executivo de Gestão. • orientar políticas de incentivo à melhoria dos serviços portuários. • coordenar e orientar as ações dos órgãos que possuem competências na área de comércio exterior. da Fazenda. sempre que constar da pauta assuntos da área de atuação desses órgãos ou entidades. Orçamento e Gestão.1. com vistas ao incremento das exportações e da prestação desses serviços a usuários oriundos do exterior. que a preside. ainda. • fixar diretrizes para a política de financiamento das exportações de bens e de serviços. observada a competência específica do Ministério da Fazenda. Indústria e Comércio Exterior.do Planejamento. do Planejamento. bem como para investigações relativas à práticas desleais de comércio exterior.4. São membros natos do Comitê Executivo de Gestão: 14 . • formular diretrizes básicas da política tarifária na importação e exportação. A CAMEX é integrada pelo Ministro do Desenvolvimento. de 10 de junho de 2003. II .da Agricultura. em particular junto à Organização Mundial de Comércio (OMC). 4. (b) habilitação e credenciamento de empresas para a prática de comércio exterior. III . destacam-se: • definir as diretrizes e procedimentos relativos à implementação da política de comércio exterior visando à inserção competitiva do Brasil na economia internacional. de natureza bilateral.2. visando à sua adaptação aos objetivos da política de comércio exterior e ao aprimoramento da concorrência. diretrizes e orientações sobre normas e procedimentos para os seguintes temas. Ao Comitê Executivo de Gestão cabe avaliar o impacto. • fixar alíquotas de imposto de exportação.do Desenvolvimento. direitos antidumping e compensatórios. pelos Ministros Chefe da Casa Civil. 4. e (g) regras de origem e procedência de mercadorias. • estabelecer as diretrizes para as negociações de acordos e convênios relativos ao comércio exterior. e da Agricultura. portuários. tem por objetivo a formulação. provisórios ou definitivos. V . • orientar a política aduaneira. bem como para a cobertura dos riscos de operações a prazo. Indústria e Comércio Exterior. aeroportuários. alíquotas de imposto de importação. aeroportuários e de fronteiras. e eventuais suspensões (por meio de Resoluções CAMEX). Deverão ser convidados a participar das reuniões do Conselho de Ministros da CAMEX titulares de outros órgãos e entidades da Administração Pública Federal. de transporte e de turismo. e uma Secretaria-Executiva. • fixar diretrizes e coordenar as políticas de promoção de mercadorias e de serviços no exterior e de informação comercial. no âmbito das atividades de exportação e importação. Competências Dentre as competências definidas pelo Decreto nº 4. Pecuária e Abastecimento. órgão integrante do Conselho de Governo. Pecuária e Abastecimento.Chefe da Casa Civil da Presidência da República.732. (e) classificação e padronização de produtos. observada a reserva legal: (a) racionalização e simplificação do sistema administrativo. os compromissos internacionais firmados pelo País. barreira ou exigência burocrática que se aplique ao comércio exterior e ao turismo. • opinar sobre política de frete e transporte internacionais. adoção. que o presidirá.

do Comitê Executivo de Gestão e do CONEX.3. Este novo formato permitirá à CAMEX ter uma atuação mais integrada. Pecuária e Abastecimento. como no âmbito privado. XIII . III .I .o Subsecretário-Geral de Assuntos de Integração.o Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda.um membro da Diretoria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social. II .administrar o Sistema Integrado de Comércio Exterior . de transportes e fretes e de promoção comercial.o Secretário-Executivo do Ministério dos Transportes. com repercussões positivas na qualidade e eficácia de suas decisões. VIII . VI . no âmbito da Secretaria.o Secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura.propor medidas.DECEX. XI .regulamentar os procedimentos operacionais das atividades relativas ao comércio exterior.elaborar.propor diretrizes que articulem o emprego do instrumento aduaneiro com os objetivos gerais de política de comércio exterior. introduzindo nas discussões uma visão mais ampliada dos diversos aspectos do comércio exterior. são empreendidos esforços para o aperfeiçoamento dos mecanismos de comércio exterior brasileiro e implementadas ações direcionadas à sua simplificação e adequação a ambiente de negócios cada vez mais competitivo. A Secretaria de Comércio Exterior . A. do Planejamento. órgão composto de 20 representantes dos setores empresariais. acompanhar e avaliar estudos sobre a evolução da comercialização de produtos e mercados estratégicos para o comércio exterior brasileiro.o Secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento. Pecuária e Abastecimento. III . Assim. e 15 .o Secretário-Executivo do Ministério da Ciência e Tecnologia. e suas alterações.APEX-Brasil. Departamento de Operações de Comércio Exterior . VII .autorizar operações de importação e exportação e emitir documentos.apoiar o exportador submetido a investigações de defesa comercial no exterior. II . com base nos parâmetros de competitividade setorial e disponibilidades mundiais.formular propostas de políticas e programas de comércio exterior e estabelecer normas necessárias à sua implementação. preparar as reuniões do Conselho de Ministros. Indústria e Comércio Exterior. além do Secretário-Geral do Ministério das Relações Exteriores.SISCOMEX. de seguro. Departamentos 1. e XVII . V .Secex Competências I .o Secretário-Executivo do Ministério do Trabalho e Emprego.o Presidente do Conselho de Ministros da CAMEX. Indústria e Comércio Exterior. e VI . Ao CONEX. de recuperação de créditos à exportação. da Fazenda.os Secretários-Executivos dos Ministérios do Desenvolvimento. III . da Agricultura. XII . inclusive quando exigidos por acordos bilaterais e multilaterais assinados pelo Brasil. XVI . coordenar grupos técnicos intragovernamentais.o Secretário da Receita Federal do Ministério da Fazenda. de financiamento. no âmbito das políticas fiscal e cambial. V . V . 4. IV .. e acompanhar a implementação das deliberações e diretrizes fixadas pelo Conselho de Ministros e pelo Comitê Executivo de Gestão. XV . II .um representante do Serviço Social Autônimo Agência de Promoção de Exportações do Brasil . além de prestar assistência direta ao Presidente do Conselho de Ministros da CAMEX. compete assessorar o Comitê Executivo de Gestão. IX . realizar e promover estudos e preparar propostas sobre matérias de competência da CAMEX para serem submetidas ao Conselho de Ministros e ao Comitê Executivo de Gestão.implementar os mecanismos de defesa comercial. Orçamento e Gestão e da Casa Civil da Presidência da República. bem como propor alíquotas para o imposto de importação.o Diretor da Área Internacional do Banco do Brasil S. X . por meio de elaboração e encaminhamento de estudos e propostas setoriais para aperfeiçoamento da política de comércio exterior. acadêmicos e trabalhistas.o Diretor de Assuntos Internacionais do Banco Central do Brasil.o Secretário-Executivo do Ministério do Turismo. À Secretaria Executiva da CAMEX compete.o Secretário-Executivo da CAMEX.o Secretário-Executivo do Ministério do Meio-Ambiente. Econômicos e de Comércio Exterior do Ministério das Relações Exteriores. IV .executar programas governamentais na área de comércio exterior. XIV .participar das negociações em acordos ou convênios internacionais relacionados com o comércio exterior. IV . tanto na área governamental.DECEX Atribuições e Estrutura O desafio de expandir as vendas externas brasileiras a patamar coerente com o potencial do País norteia as principais iniciativas conduzidas pelo Departamento de Operações de Comércio Exterior . Competências I .

Setor de Produtos Agropecuários SERIN . Crédito e Financiamento ASREL.Assessoria de Financiamento.Assessoria de Incentivo à Promoção das Exportações 2. no âmbito interno. Departamento de Negociações Internacionais – DEINT Competências I .Assessoria de Desenvolvimento de Sistemas Operacionais (SISCOMEX) CGOC . e III . Regimes Aduaneiros.Gerência de Informação e Desenvolvimento de Sistemas Operacionais ASINF .Setor de Normas ASFIL .Serviço de Operações de Importação CGFL . 3. os trabalhos de preparação da participação brasileira nas negociações tarifárias em acordos internacionais e opinar sobre a extensão e retirada de concessões.Setor de Suporte Técnico SENOR .Coordenação-Geral de Máquinas e Equipamentos SEMEC .Assessoria de Operações de Exportação SEIMP .coordenar.Setor de Produtos da Indústria Mecânica SETEL .Assessoria de Crédito e Financiamento às Exportações ASIPE .Setor de Produtos da Indústria de Aparelhos e Instrumentos CONOR .Assessoria de Regimes Aduaneiros e Logística ASFEX . Departamento de Defesa Comercial – DECOM 16 .desenvolver atividades de comércio exterior. junto a organismos e participar de acordos internacionais.Coordenação-Geral de Produtos Agropecuários e Básicos SEAPE .Coordenação-Geral de Operações Comerciais ASEXP .negociar e promover estudos e iniciativas internas destinados ao apoio.Setor de Produtos Têxteis e Calçados CGME .Setor de Produtos das Indústrias de Transporte e Eletroeletrônica SEINA .VI .Assessoria de Informação de Comércio Exterior ASDES .Setor de Planejamento CGAB . II . sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior.coletar. Assuntos Internacionais e Logística GERIS . informação e orientação da participação brasileira em negociações de comércio exterior.Setor de Produtos Intermediários SETEC .Coordenação de Normas e Suporte Técnico SEJUR . analisar.Coordenação-Geral de Logística. SEPLA .

Coordenação-Geral de Metais e Produtos Acabados 4. IV. Estrutura Coordenação-Geral de Crédito e Financiamento Coordenação-Geral de Desenvolvimento de Programas de Apoio às Exportações Coordenação-Geral de Estatística Coordenação-Geral de Logística e Regimes Aduaneiros Atípicos Coordenação-Geral de Promoção e Mercado 17 . em coordenação com os demais órgãos envolvidos.elaborar e editar o material técnico para orientação da atividade exportadora. XIV. com vistas à defesa da produção doméstica. X . IV .acompanhar as discussões relativas às normas e à aplicação dos Acordos de defesa comercial junto à OMC.examinar a procedência e o mérito de petições de abertura de investigações de dumping.planejar e executar programas de capacitação em comércio exterior dirigidos às pequenas e médias empresas. VI . os assuntos relacionados com o desenvolvimento do comércio internacional e do comércio eletrônico.Consultoria Técnica e Normativa GEAPE . especialmente do Programa de Financiamento às Exportações . III .coletar. V .SCE. II . XI .propor diretrizes para a política de crédito e financiamento às exportações. XIII . analisar. II . em fóruns e comitês internacionais. em matéria de comércio exterior. e VII .participar em negociações internacionais relativas à defesa comercial. VIII. sistematizar e disseminar dados e informações estatísticas de comércio exterior.prestar apoio técnico e administrativo ao Conselho Nacional das Zonas de Processamento de Exportação CZPE.desenvolver e acompanhar.acompanhar os assuntos do Comitê de Avaliação de Créditos ao Exterior .Coordenação-Geral de Produtos Intermediários GEMAC . de subsídios e de salvaguardas.desenvolver estudos relacionados com a utilização dos regimes aduaneiros especiais e atípicos. III .acompanhar. V .Coordenação-Geral de Produtos Agropecuários GERIN . Departamento de Planejamento e Desenvolvimento do Comércio Exterior – DEPLA Competências I .propor e acompanhar a execução das políticas e dos programas de comércio exterior.planejar ações orientadas para a logística de comércio exterior.acompanhar as investigações de defesa comercial abertas por terceiros países contra exportações brasileiras e prestar assistência à defesa do exportador.recomendar a aplicação das medidas de defesa comercial previstas nos correspondentes Acordos da Organização Mundial do Comércio .OMC.Competências I . e VI .propor a abertura e conduzir investigações para a aplicação de medidas antidumping. Estrutura COTEC . em articulação com outros órgãos governamentais. a política do Seguro de Crédito à Exportação .formular propostas de planejamento da ação governamental. IX .planejar a execução e manutenção de Programas de Desenvolvimento da Cultura Exportadora.COMACE.PROEX. XII . compensatórias e de salvaguardas.desenvolver estudos de mercados e produtos estratégicos para expansão das exportações brasileiras.

eliminação de diversos formulários e documentos e de uma série de controles paralelos. A partir de 1993. redução de custos administrativos para todos os envolvidos no Sistema. As operações passaram a ser registradas via Sistema e analisadas "on line" pelos órgãos que atuam em comércio exterior. todo o processamento administrativo relativo às exportações foi informatizado. 5. 5. Órgãos Intervenientes Usuário 18 . tratado pela via informatizada. tendo incorporado o Módulo Drawback Eletrônico. SISCOMEX 5. no registro. Introdução ao Siscomex O Sistema Integrado de Comércio Exterior . Na concepção e no desenvolvimento do Sistema. em novembro de 2001. é a sistemática administrativa do comércio exterior brasileiro. SRF e BACEN) como os órgãos "anuentes". tanto os chamados órgãos "gestores" (SECEX.3.92. tornando possível a adoção de um fluxo único de informações. da Secretaria da Receita Federal-SRF e do Banco Central do Brasil .5. de 25.). crítica dos dados utilizados na elaboração das estatísticas de comércio exterior. eliminação de coexistência de controles e sistemas de coleta de dados.1. agilidade na coleta e processamento de informações. O SISCOMEX tem sido constantemente aprimorado.BACEN. que integra as atividades afins da Secretaria de Comércio Exterior SECEX. que permite a eliminação de diversos documentos utilizados no processamento das operações. foram harmonizados conceitos. por meio eletrônico. ampliação dos pontos de atendimento no País. que seriam substituídos por um único documento no final do processo. redução de tempo para liberação das mercadorias importadas e para embarque das mercadorias exportadas.SISCOMEX. por meio eletrônico. códigos e nomenclaturas.2. com a criação do SISCOMEX. que atuam apenas em algumas operações específicas (Ministério da Saúde. instituído pelo Decreto n° 660. Benefícios As principais vantagens são: harmonização de conceitos utilizados pelos órgãos governamentais que atuam na área de comércio exterior. Departamento da Polícia Federal. simplificação e padronização das operações de comércio exterior com redução de burocracia. Comando do Exército etc. O acesso ao SISCOMEX IMPORTAÇÃO é feito por meio de conexão com o Serpro a fim de que as operações que necessitam de Licenciamento de Importação possam ser efetuadas.9. acompanhamento e controle das diferentes etapas das operações de exportação.

importadores. é delegado ao Banco do Brasil o controle e a fiscalização das operações cambiais. Mas é provável que. tais como exportadores. As pessoas físicas (agricultor ou pecuarista. 19 . ou um despachante aduaneiro. em observância à política de comércio exterior vigente.Departamento de Operações de Comércio Exterior da SECEX. para manter a estabilidade relativa das taxas de câmbio e o equilíbrio no balanço de pagamentos. supervisiona. o volume de suas operações não justifique essa opção.4. a fim de obter uma senha. • Ministério do Exército. Possivelmente.5. • Ministério da Aeronáutica. no ato da primeira operação. controla e avalia as atividades comerciais do Brasil com outros países. pelo menos no início. transportadores. instituições financeiras autorizadas pela SECEX . autoriza as instituições financeiras a operar em câmbio e as fiscaliza. atua no mercado de câmbio.A. em moeda estrangeira e em Direitos Especiais de Saque. treinamento e atualização constante. despachantes) 5. antes da primeira operação é necessário dirigir-se a uma repartição da Secretaria da Receita Federal. o Banco Central do Brasil (BACEN): é uma autarquia federal: efetua o controle de capitais estrangeiros. • Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República (SAE/PR). • Ministério da Ciência e Tecnologia. bem como arrecada os direitos aduaneiros incidentes sobre a entrada e saída de mercadorias no País. Para interligar-se ao sistema. Anuentes • Banco do Brasil. • Ministério da Agricultura e do Abastecimento. depositários. Acesso e Habilitação Você pode ter acesso ao SISCOMEX dentro de sua própria empresa. bem como por meio de terminais instalados nos órgãos federais encarregados do controle do comércio exterior. será mais prático e barato começar utilizando os serviços de um intermediário. planeja. sem maiores formalidades. por meio de qualquer de suas agências que preste serviço de comércio exterior. mediante acesso ao Sistema de Informações do Banco Central (SISBACEN). que envolve investimento em equipamentos. órgão da SRF responsável pela concepção do SISCOMEX. pessoas físicas e jurídicas que atuam na área de comércio exterior. Nas praças onde não há unidade do Banco Central. • Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). corretoras. Usuários • • • • órgãos da administração direta e indireta. • Departamento Nacional de Combustíveis (DNC). que pode ser o Banco do Brasil S. • Conselho Nacional de Energia Nuclear (CNEN). • Secretaria de Produtos de Base (SPB).Gestores o Secretaria de Comércio Exterior (SECEX): vincula-se ao Ministério da Indústria. O acesso ao SISCOMEX pode ser efetuado a partir de qualquer ponto conectado (bancos. intervenientes no comércio exterior. orienta.Secretaria de Comércio Exterior a conceder licença de importação. as empresas devem estar cadastradas no REI . despachantes aduaneiros ou o próprio estabelecimento do usuário). • Departamento de Operações de Comércio Exterior (DECEX). • Ministério da Saúde. 5. registrados como profissionais autônomos) deverão solicitar o cadastramento no REI ao DECEX . financeiro e comercial. mantém em depósito as reservas oficiais em ouro. Esta senha é vinculada ao seu próprio CPF. Para exportar. o Secretaria da Receita Federal (SRF): vincula-se ao Ministério da Fazenda: fiscaliza as exportações e as importações de mercadorias e a correta utilização dos incentivos fiscais concedidos pela legislação em vigor. A inscrição no REI é automática. artesãos. artistas ou assemelhados.: O SERPRO. com base nas alterações oriundas dos órgãos gestores. com registro no Incra. e seus representantes legais (por exemplo. Obs. interligando-se ao sistema. do Comércio e do Turismo: normatiza. • Instituto Brasileiro de Patrimônio Cultural (IBPC). faz a sua manutenção.Registro de Exportadores e Importadores da Secretaria de Comércio Exterior. instituições financeiras autorizadas a operar em câmbio. • Departamento da Polícia Federal (DPF).

por conseqüência. Obter o RE é o passo inicial da grande maioria das operações. em determinados casos. a mercadorias negociadas na mesma moeda e na mesma condição de venda e às mesmas unidades da SRF de despacho e embarque. Concluída a fase de conferência sem exigência fiscal ou de outra natureza. 5.DSE. 5. Registro de Exportação (RE) É o conjunto de informações de natureza comercial. ocorre o desembaraço aduaneiro da mercadoria e a conseqüente autorização para o seu trânsito. financeira. com seu RE efetivado. as mercadorias devem ser colocadas à disposição da Secretaria da Receita Federal (normalmente.DDE.00. desde que todos se refiram. em Recinto Alfandegado). Registro de Venda (RV) É o conjunto de informações que caracterizam a operação de exportação de produtos negociados em bolsas internacionais de mercadorias ou de "commodities". 5.RES. 5. mas também daquelas que pretendem realizar operações de exportação que não ultrapassem a US$ 10.RE). entre outras. outros módulos: Registro de Operação de Crédito . Uma DDE pode conter mais de um Registro de Exportação . portanto. se assim dispuser a legislação específica: primeira via da Nota Fiscal e. embarque ou transposição de fronteira. prevendo.O Sistema está concebido de forma a caracterizar uma operação de exportação por meio de um registro (Registro de Exportação . com vistas a seu desembaraço aduaneiro e a sua saída para o exterior. registra .8. Como regra geral. junto à Secretaria da Receita Federal.000. 5. financeiro e cambial nas exportações realizadas a prazo e com incidência de juros separadamente do principal (exportações financiadas).o documento base do despacho. excetuados. via original do Conhecimento de Embarque e do Manifesto Internacional de Carga. fluvial ou lacustre. assim considerando o valor na condição de venda e desde que atendidas as demais condições regulamentares. Os despachos passam pela "seleção parametrizada". sempre que houver incidência de juros. aos documentos apresentados e à legislação específica. 20 . cumulativamente. Registro de Exportação Simplificado (RES) A fim de facilitar a atuação não só das empresas de pequeno porte. que consiste na confirmação. sendo obrigatório para operações com prazo de pagamento superior a 180 dias e. acompanhadas da seguinte documentação básica. de acordo com uma série de critérios definidos pela administração aduaneira. o exportador deve solicitar o RC e obter o seu deferimento antes do Registro de Exportação (RE) e. por meio de enquadramento específico. nas exportações por via terrestre. O preenchimento do RV é prévio ao Registro de Exportação (RE) e. Somente é admitido.10. Registro de Operação de Crédito (RC) O RC representa o conjunto de informações de caráter comercial. Os produtos sujeitos a RV são divulgados pela SECEX (normas de comercialização). assim como verificação física da mercadoria. cambial e fiscal que caracterizam a operação de exportação de uma mercadoria por meio de enquadramento específico. Despacho Aduaneiro de Exportação O despacho de exportação é o procedimento mediante o qual é verificada a exatidão dos dados declarados pelo exportador em relação à mercadoria.RE. a Declaração de Exportação . Em seguida.9. previamente ao embarque. da saída da mercadoria do País. para prazos iguais ou inferiores. ao mesmo exportador. os casos dispensados ou para os quais seja utilizada a Declaração Simplificada de Exportação . Ele se inicia no momento em que o exportador. pode haver conferência dos documentos apresentados com os dados constantes do despacho. mediante a qual.RC e Registro de Venda . por conseqüência. cuja venda tenha sido fechada a prazo (financiada). o preenchimento do RC posterior ao RE nos casos de exportação de bens em consignação ou destinados a feiras e exposições. O ato final do despacho aduaneiro é a "averbação".RV.7. pode ser utilizado o Registro de Exportação Simplificado .via SISCOMEX . ao embarque. por parte da fiscalização.6. em condições normais.

porém previamente ao despacho aduaneiro de importação. os dados necessários à identificação do despacho averbado no Sistema. com vistas à elaboração dos documentos eletrônicos: Licenciamento Não-Automático de Importação . Assim. Licenciamento da Importação Como regra geral.DI. ou seja. 21 . O acesso ao SISCOMEX IMPORTAÇÃO é feito por meio de conexão com o Serpro. como nas operações de Drawback. a da negociação e a de informações complementares (tela para informações adicionais). o licenciamento é nãoautomático (LI) e previamente ao embarque da mercadoria no exterior.LI e Declaração de Importação . quando solicitado pelo exportador. o licenciamento também é não-automático. sendo efetivado no momento do registro da Declaração de Importação . é irrelevante a inexistência do comprovante de exportação. a Secretaria da Receita Federal emite. desde que sejam fornecidos aos órgãos e entidades competentes para efetuar a fiscalização e controle de operações de exportação. o importador deverá sempre consultar o Siscomex a fim de verificar o tratamento administrativo a que se subordina a sua operação. documento base para o despacho aduaneiro. Para algumas mercadorias ou operações específicas. 5. a do fornecedor. É considerada exportada para fins fiscais e de controle cambial.SRF). A LI conjuga informações referentes à mercadoria e à operação em cinco fichas: a das informações básicas (referentes ao importador. o Comprovante de Exportação (CE).11. a da mercadoria. país de procedência e unidades da Secretaria da Receita Federal .DI. que estão sujeitas a controles especiais.Após a averbação. a mercadoria cujo despacho de exportação esteja averbado no SISCOMEX. Em outros casos. o licenciamento das importações é automático.

em face dos fatores locais e da grande distância a que se encontram os centros consumidores de seus produtos (Decreto-lei no 288. REPEX . Conforme o RA. além de promover a melhor integração produtiva e social dessa região ao país. estabelecendo a cidade Manaus como o centro das atividades. vinculada ao Ministério do Desenvolvimento. 3. são considerados regimes extraordinários por fazerem parte dos denominados regimes econômicos.ZFM A Zona Franca de Manaus1.560/86. estabelecida com a finalidade de criar no interior da Amazônia um centro industrial. artigos 452 a 481. vejamos: 1 A ZFM é administrada pela Superintendência da Zona Franca de Manaus – SUFRAMA. teve como idealizador o Deputado Federal Francisco Pereira da Silva e foi criada pela Lei 3173 de 06 de junho de 1957. Indústria e Comércio Exterior.2. 3 Posteriormente prorrogado por mais 10 anos pelo Decreto nº 92. através do Decreto-Lei 288/67 2 . 6. com personalidade jurídica. Entretanto. Visa atender também os projetos de proteção ambiental. Trânsito Aduaneiro Admissão Temporária Drawback Entreposto Aduaneiro RECOF . como um modelo de desenvolvimento econômico. 5. 2. Passados dez anos. 9. 14. concedem tratamentos aduaneiros diferenciados para tributação e despacho para determinadas regiões ou para determinadas atividades econômicas. Acre. de 1967. deu amplitude à legislação anterior reformulando o modelo pré-existente. 11. devido à dinâmica do comércio exterior e para atender a algumas peculiaridades. Estabeleceu incentivos fiscais por 303 anos para implantação de um pólo industrial. o governo criou mecanismos que permitem a entrada ou a saída de mercadorias do território aduaneiro com suspensão ou isenção de tributos. 7. 4. 12.Regime Especial de Importação de Insumos Exportação Temporária REPETRO . 13. autarquia também criada pelo Decreto-lei nº 288/67. que propiciaram condições para alavancar um processo de crescimento e desenvolvimento da área incentivada.Depósito Alfandegado Certificado Depósito Franco 6. 6. a área denominada Amazônia Ocidental Amazonas.Regime Especial de Importação de bens destinados às atividades de Pesquisa e de lavra das jazidas de petróleo e gás natural. dotado de condições econômicas que permitam seu desenvolvimento.regime especial de importação de petróleo bruto e seus derivados Loja Franca DE .6. Portanto. comercial e agropecuário.Depósito Especial DAF . Com o Decreto-Lei 291 de 28 de fevereiro de 1967. 2 Conforme artigo 452 do Regulamento Aduaneiro . Regimes Aduaneiros Especiais Assim chamados por não se adequarem à regra geral do regime comum de importação e exportação. De acordo com o Regulamento Aduaneiro que trata sobre os benefícios fiscais. comercial e agropecuário a ser usufruída dentro de uma área de 10mil km². 22 . garantindo a soberania nacional sobre suas fronteiras. 10. o Governo Federal.Regime Aduaneiro Especial de Entreposto Industrial sob controle informatizado RECOM . O modelo de desenvolvimento da ZFM está assentado em Incentivos Fiscais e Extrafiscais. denominada como Porto Livre. Rondônia e Roraima) passa a integrar a ZFM dando amplitude na ocupação da região.Depósito Afiançado DAC . via de regra.A Zona Franca de Manaus é uma área de livre comércio de importação e de exportação e de incentivos fiscais especiais. objetivando melhorias na qualidade de vida às suas populações. Esses mecanismos são denominados Regimes Aduaneiros Especiais. 1o). os “regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais” são: Zona Franca de Manaus . o pagamento de tributos.1. os incentivos estão assegurados até o ano 2013. REGIMES ADUANEIROS ESPECIAIS No regime comum de importação e de exportação de mercadorias ocorre. 1. 8. Estes regimes caracterizam-se por atenderem o desenvolvimento de certos pólos econômicos e pela suspensão do crédito tributário quando da admissão do regime e pela isenção na aplicação ou no uso para determinados fins. art. Regimes Aduaneiros Especiais aplicados em áreas especiais Os regimes aduaneiros aplicados em áreas especiais. sendo que pelo artigo 40 da Constituição Federal “Disposições Constitucionais Transitórias” de 1988.

de 1975. para efeitos fiscais.387.produtos de perfumaria ou de toucador.455. Art.20.automóveis de passageiros. perfumes. de 1967 a 1976. e ao cumprimento das demais condições e requisitos estabelecidos pelo Decreto-lei no 288. § 3o Os produtos nacionais exportados para o exterior e. 5o). Historicamente. bem assim a estocagem para reexportação. art. art. de 1972. Conforme o Regulamento Aduaneiro.387. de 1976 até o final de 1990.Art. nem os decorrentes do regime de drawback (Decreto-lei no 1.fumo. de 30 de dezembro de 1991. nos Capítulos 93. a fase industrial. II .90. artigo 457 – As mercadorias estrangeiras importadas para a Zona Franca de Manaus. em conformidade com processo produtivo básico. de 16 de dezembro de 1975.00 a 2208.00 (exceto o ex tarifário 01) da Nomenclatura Comum do Mercosul (Decreto-lei no 340. 4 23 . § 1o O benefício de que trata o caput não abrange armas e munições. IV . de 1976. não gozarão dos benefícios referidos neste artigo (Decreto-lei no 1. importados pela Zona Franca de Manaus. para a Amazônia Ocidental. de produtos compreendidos na pauta a que se refere o art. II . art. art. 453. 4o). A entrada de mercadorias estrangeiras na Zona Franca de Manaus. 33. § 2o O disposto no caput não compreende os incentivos fiscais previstos no Decreto-lei no 1. 460 e 464 (Decreto-lei no 1. lançamento da idéia de se construir o Distrito Industrial em Manaus no dia 30 de setembro de 1968. A remessa de mercadorias de origem nacional para consumo ou industrialização na Zona Franca de Manaus. Como segunda fase. com a redação dada pela Lei no 8. observado o disposto nos artigos 459.internação de produtos industrializados na Zona Franca de Manaus com insumos estrangeiros. de 1991. 1o). 24. de 1967. e Lei no 8. Parágrafo único. de 6 de agosto de 1968.455.435. previamente ao despacho aduaneiro. art. Art. III . se destinados. aeroporto ou recinto alfandegados. inclusive beneficiamento. de 1990.armas e munições. ocorreram algumas modificações no modelo da ZFM. e Decreto-lei no 355. equivalente a uma exportação brasileira para o exterior (Decreto-lei no 288. e preparados e preparações cosméticas. na cidade de Manaus. de 1967. 455. A primeira fase. ficam sujeitas ao pagamento de todos os impostos exigíveis sobre importações do exterior (Decreto-lei no 1. respectivamente. Em 15 de agosto de 1968. quando desta saírem para outros pontos do território aduaneiro. art.00 e 2208. art. As importações no regime de que trata este Capítulo estão sujeitas a licenciamento não-automático. será isenta dos impostos de importação e sobre produtos industrializados (Decretolei no 288. § 1o. instalação e operação de indústrias e serviços de qualquer natureza. relativamente ao pagamento dos impostos. 3o). 1o. a consumo interno na Zona Franca de Manaus ou quando produzidos com utilização de matérias-primas da fauna e da flora regionais. destinadas a seu consumo interno. exclusivamente. § 1° Excetuam-se da isenção de que trata este artigo as seguintes mercadorias (Decreto-lei no 288.bagagem de viajante. incremento no fluxo de turistas na região. estaduais e municipais) a toda a Amazônia Ocidental. nas posições 8703. pesca. 37. de 22 de dezembro de 1967. Excetuam-se do disposto no caput. o Decreto-Lei 356/68 estendeu os benefícios fiscais e extra-fiscais (federais.032. § 2o A isenção de que trata este artigo fica condicionada à efetiva aplicação das mercadorias nas finalidades indicadas. 1o): I . observada a legislação específica. parágrafo único): I . com a expressa anuência da Superintendência da Zona Franca de Manaus. Esta modificações estavam pautadas por se estabelecer Índices Mínimos de Nacionalização para produtos Industrializados na ZFM e comercializados nas demais localidades do Território Nacional e o contingenciamento das importações em períodos anuais. art. § 4o A entrada das mercadorias a que se refere o caput será permitida somente em porto.bebidas alcoólicas. com a redação dada pela Lei no 8. 3o. art. ou posterior exportação. 37. de 1967. foi marcada por um período de liberdade à entrada de produtos importados na região. 2203 a 2206 e nos códigos 2208. art. bebidas alcoólicas e automóveis de passageiros classificados. e pela legislação complementar. III . art.saída de mercadorias para as áreas de livre comércio. fumo.saída. de 1976. posteriormente. industrialização em qualquer grau. e V . e IV . denominada de fase econômica.70.435. agropecuária. atraídos pela possibilidade em obterem produtos importados sofisticados que não poderiam obter em outras localidades do País4.248. exportação. salvo os classificados nas posições 3303 a 3307 da Nomenclatura Comum do Mercosul. 7o). de 1967. 454. 3o. as seguintes hipóteses. art. 464. será. a ZFM passou por 3 fases importantes para seu desenvolvimento. já sendo aprovado o primeiro projeto industrial para instalação de empresa na ZFM. 4o).

387.Instrução Normativa SRF nº 242.Lei 8. Os benefícios fiscais das áreas de livre comércio são similares aos aplicados no regime especial da Zona Franca de Manaus. iniciada à partir de 1991. 479. de 07/04/76 . A entrada de produtos estrangeiros nas áreas de livre comércio será feita com suspensão do pagamento dos impostos de importação e sobre produtos industrializados. e Lei no 8. Compete à Secretaria da Receita Federal exercer o controle aduaneiro e a fiscalização das mercadorias admitidas nas áreas de livre comércio. Brasiléia e Cruzeiro do Sul.Lei nº 8.consumo e venda internos.Decreto-Lei nº 288.244. Numa terceira fase.455.857/94. aquelas que. Pacaraima e Bonfim (RR) . Bonfim. embora marcado pelas limitações de importações. Macapá. de 1991. dentre outras. 3o. As áreas de livre comércio serão administradas pela Superintendência da Zona Franca de Manaus. Lei no 8. Fortalecimento do parque industrial através de base tecnológica. recuperando a atividade da ZFM através de maior competitividade e o aumento do padrão de qualidade de seus produtos. de 1991.agropecuária. recursos minerais e matérias-primas de origem agrícola ou florestal. 4o. Fernando Collor de Melo.Constituição Federal de 1988 – Atos das Disposições Transitórias Art.256. art. IV . são estabelecidas com a finalidade de promover o desenvolvimento de áreas fronteiriças específicas da região norte do País e de incrementar as relações bilaterais com os países vizinhos. de 1991. 40 . Macapá e Santana (AP) . auto-sustentação. 4o. restrito às áreas de Pacaraima. exceção feita às matérias-primas destinadas à industrialização.beneficiamento. de 20/12/91 . 11.Lei 7. restrito à área de Guajará-Mirim. Conforme artigo 473 do RA. 24 . foi também marcada por uma expansão da área agropecuária.Lei 8. de 16/02/01 . II . aproveitamento dos recursos naturais existentes na região.Lei 8. III . sob regime fiscal especial. e Brasiléia com extensão aos de Epitaciolândia e Cruzeiro do Sul (AC) . o então Presidente da República. salvo em relação à área de Guajará-Mirim. Guajará-Mirim (RO) . § 2o. obrigando a repensar o projeto ZFM. de importação e exportação.Lei 8. Isto levou a economia nacional a uma recessão profunda. VI .210/91. de 06/11/2002 . obrigatoriamente certificados pelas Normas Técnicas ISO 9000 (Decreto 783/93).387.965/89. que será convertida em isenção quando os produtos forem destinados a (Lei no 7.965.piscicultura. art. registrou crescimento industrial com oportunidades de emprego. de 14/02/2003 Área de Livre Comércio – ALC Constituem Áreas de Livre Comércio – ALC5. Entretanto. criação do Entreposto Internacional da Zona Franca de Manaus (EIZOF). 473. de 28/02/67 .Instrução Normativa SRF nº 300. Santana.Decreto-Lei nº 1.256/91.857. Os resultados foram positivos já em 1993. 4o): I . Art. art.Esta fase. V .Decreto nº 61. eliminação do contingenciamento de importações e a prática do PPB – Processo Produtivo Básico na região. e expedir as normas para isso necessárias. Lei no 8. acesso às tecnologias de ponta e substituição de importações que contribuíram para o desenvolvimento da indústria nacional produtora de insumos e componentes. Legislação Básica: . em seu território. promovendo a abertura da economia brasileira expondo o projeto ZFM a competir com a entrada de produtos estrangeiros.387/91. 478. de pescado. são todos desafios futuros a serem alcançados no modelo da ZFM. art.210. de 1989.beneficiamento de pecuária. adotara a nova política industrial e de comércio exterior. de 1994. de 28/08/67 .Instrução Normativa SRF nº 17.agricultura. Lei no 8. 5 Conforme o Regulamento Aduaneiro: Art. temos: Art. estabelecendo medidas que salvaguardavam a manutenção da ZFM através da criação de Áreas de Livre Comércio. As primeiras modificações vieram a ocorrer através da Lei 8387/91. art. de acordo com a política de integração latinoamericana As áreas de livre comércio são configuradas por limites e perímetros urbanos dos seguintes municípios: • • • • • Tabatinga (AM) .

965/89 Lei nº 8. restritas às áreas de Tabatinga. X . IX .atividades de construção e reparos navais. e XII .210/91 Lei nº 8. aplicando no que couber a legislação pertinente à ZFM.256/91 Lei nº 8.internação como bagagem acompanhada.estocagem para comercialização ou emprego em outros pontos do País. restrito à área de Tabatinga. XI . observado o mesmo tratamento previsto na legislação aplicável à Zona Franca de Manaus.857/94 25 . As ALC são administradas pela SUFRAMA que promove. VIII .estocagem para comercialização no mercado externo. Brasiléia e Cruzeiro do Sul.instalação e operação de atividades de turismo e serviços de qualquer natureza.387/91 Decreto nº 517/92 Decreto nº 843/93 Lei nº 8.industrialização de produtos em seus territórios. coordena a sua implantação. restritas às áreas de Guajará-Mirim e Tabatinga. Legislação Básica Lei nº 7.VII .

7. GRUPO E (de Ex) F (de Free) C (de Cost ou Carriage) D (de Delivery) 7. Além desses dois conjuntos. do ponto de vista legal. não impõem e sim propõem o entendimento entre vendedor e comprador. FOB CFR. 7. que constituem toda a base dos negócios internacionais e objetivam promover sua harmonia. As "Definições Americanas". culminando com um novo conjunto de regras. O constante aperfeiçoamento dos processos negocial e logístico. Siglas Representados por siglas de 3 letras. Na realidade. A principal função dessas fórmulas é precisar em que momento o exportador cumpriu suas obrigações. Por isso. 1967. os termos internacionais de comércio simplificam os contratos de compra e venda internacional ao contemplarem os direitos e obrigações mínimas do vendedor e do comprador quanto às tarefas adicionais ao processo de elaboração do produto. conhecido atualmente como Incoterms 2000. FAS. que receberam. as quais apresentam uma aplicação mais universal. Enfim. movimentação em terminais. quem paga o frete. adicionais aos custos de produção. como por exemplo: onde o exportador deve entregar a mercadoria.3. não somente no que se refere às despesas provenientes das transações. embora tentativas estejam sendo feitas no sentido de que sejam substituídas pelas INCOTERMS. outros existem. as denominações "Definições Americanas Revisadas para o Comércio Exterior. Esse conjunto de normas ficou conhecido como "INCOTERMS 1936". fórmulas essas que procuram estabelecer as obrigações e os direitos que competem ao exportador e ao importador. com seu significado jurídico preciso e efetivamente determinado. 1941) e INCOTERMS (International Commercial Terms). INCOTERMS EXW FCA. imparciais. as mercadorias foram entregues ao importador e que o exportador tem direito a receber o pagamento estipulado. com este último absorvendo tecnologias mais sofisticadas. CIP DAF. Essas normas foram consolidadas em dois conjuntos.1. os Incoterms têm esse objetivo. mas apenas os mais importantes. INCOTERMS No Comércio Internacional têm grande aplicação determinadas fórmulas contratuais relativas às condições de transferência de mercadorias. realizado nos Estados Unidos em 1940. os Incoterms passam a ter força legal. uma vez que se trata de regras internacionais. pelo fato de cada termo determinar os elementos que compõem o preço da mercadoria. Assim. não serão objeto de exame. São ainda utilizadas no comércio exterior daquele país. DEQ. de modo que se possa dizer que.7. transportes internos. transporte e seguro internacionais etc. fez com que os Incoterms passassem por diversas modificações ao longo dos anos. estabelecendo um conjunto-padrão de definições e determinando regras e práticas neutras. resolveu editar um livreto consolidando e interpretando as várias fórmulas contratuais que vinham há muito tempo sendo utilizadas pelos comerciantes internacionais. quando a Câmara Internacional de Comércio. Alterações e adições foram feitas em 1953. quem é o responsável pela contratação do seguro. resultaram do XXVII Congresso Nacional do Comércio Exterior. DES. 1941" (Revised American Foreign Trade Definitions. como também no tocante à responsabilidade por perdas e danos que possam sofrer as mercadorias transacionadas. com sede em Paris. 1980 e 1990. DDU. os direitos e obrigações recíprocos do exportador e do importador. Nem as "Definições Americanas" nem as INCOTERMS procuram interpretar todos os termos ou fórmulas utilizados no comércio internacional. dentro da estrutura de um contrato de compra e venda internacional. mas devido à sua restrita aplicação. licenças de exportação e de importação. CPT. Os chamados Incoterms (International Commercial Terms / Termos Internacionais de Comércio) servem para definir. são também denominados "Cláusulas de Preço". DDP 26 . Origem As INCOTERMS surgiram em 1936. de caráter uniformizador. respectivamente. simplificam e agilizam a elaboração das cláusulas dos contratos de compra e venda. Significado jurídico Após agregados aos contratos de compra e venda. CIF. 1976.2. quanto às tarefas necessárias para deslocamento da mercadoria do local onde é elaborada até o local de destino final (zona de consumo): embalagem.

os riscos e custos envolvidos e o carregamento da mercadoria na saída. • Este termo representa obrigação mínima para o vendedor.EX WORKS (. Insurance and Freight Custo. • O comprador arca com todos os custos e riscos envolvidos em retirar a mercadoria do estabelecimento do vendedor.. armazém.). seguro e frete (porto de destino designado) Carriage Paid to … Transporte pago até… (local de destino designado) Carriage and Insurance Paid to … Transporte e seguro pago até… (transporte de destino designado) Delivered At Frontier Entregue na fronteira (local designado) Delivered Ex Ship Entregue a partir do navio (porto de destino designado) Delivered Ex Quay Entregue a partir do cais (porto de destino designado) Delivered Duty Unpaid Entregue.5. Vale ressaltar que as regras definidas pelos Incoterms valem apenas entre os exportadores e importadores. • EXW não deve ser usado se o comprador não puder se responsabilizar. EXW . não desembaraçada para exportação e não carregada em qualquer veículo coletor.7. tais como: despachantes. não produzindo efeitos em relação às demais partes envolvidas.4. • Desde que o Contrato de Compra e Venda contenha cláusula explícita a respeito. poderão ser do vendedor. direitos pagos (local de destino designado) Um bom domínio dos Incoterms é indispensável para que o negociador possa incluir todos os seus gastos nas transações em Comércio Exterior. ou em outro local nomeado (fábrica. • Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. pelas formalidades de exportação. direitos não pagos (local de destino designado) Delivered Duty Paid Entregue.. 27 . Categorias de Incoterms Os Incoterms foram agrupados em quatro categorias por ordem crescente de obrigação do vendedor: Grupo “E” Partida Grupo “F” Transporte principal Não pago EXW FCA FAS FOB Grupo “C” Transporte principal Pago CFR CIF CPT CIP Grupo “D” Chegada DAF DES DEQ DDU DDP Ex Works Entrega no estabelecimento do vendedor Free Carrier Livre no transportador (local designado) Free Alongside Ship Livre no costado do navio (porto de embarque designado) Free on Board Livre a bordo (porto de embarque designado) Cost and Freight Custo e frete (porto de destino designado) Cost. seguradoras e transportadores. direta ou indiretamente. 7. etc.named place) • A mercadoria é colocada à disposição do comprador no estabelecimento do vendedor.

• O comprador poderá indicar outra pessoa. no porto de embarque designado.. o comprador assume todas as responsabilidades quanto a perdas e danos.Free on Board (.named port of destination) • A responsabilidade sobre a mercadoria é transferida do vendedor para o comprador no momento da transposição da amurada do navio no porto de embarque.Cost and Freight (. quando todas as despesas passam a correr por conta do comprador. • Este termo pode ser utilizado exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo. se a entrega ocorrer em qualquer outro local pactuado.named port of destination) • O vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos necessários para colocar a mercadoria a bordo do navio. este é o responsável pelo carregamento no veículo coletor do comprador. no local determinado. Insurance and Freight (.7. • Cláusula utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo. aos cuidados do transportador internacional indicado pelo comprador.6. o comprador assume todos os riscos e custos com carregamento. FOB . que não seja o transportador. bem como quaisquer outros custos adicionais são transferidos do vendedor para o comprador no momento em há que a mercadoria cruze a murada do navio.Free Along Ship (. • Os riscos de perda ou dano da mercadoria. CFR . • Caso queira se resguardar. • A partir daquele momento. a partir daquele momento.9. • O vendedor é o responsável pelo pagamento dos custos e do frete necessários para levar a mercadoria até o porto de destino indicado... 7.named port of shipment) • O vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria transpõe a amurada do navio (ship's rail) no porto de embarque indicado e.named port of shipment) • O vendedor encerra suas obrigações no momento em que a mercadoria é colocada ao lado do navio transportador. FAS . • Este termo pode ser utilizado em qualquer modalidade de transporte. CIF . • A partir daquele momento. 7. • O comprador deverá receber a mercadoria no porto de destino e daí para frente se responsabilizar por todas as despesas. cessam todas as responsabilidades do vendedor. • A entrega se consuma a bordo do navio designado pelo comprador. pagamento de frete e seguro e demais despesas. • O vendedor é o responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação. desembaraçada para a exportação. FCA .. ficando o comprador responsável por todas as despesas e por quaisquer perdas ou danos que a mercadoria possa vir a sofrer.. 7.10. 28 . o vendedor não se responsabiliza pelo descarregamento de seu veículo.. fluvial ou lacustre).7. • O vendedor é responsável pelo desembaraço da exportação. 7. para receber a mercadoria. • Este termo pode ser utilizado somente para transporte aquaviário (marítimo fluvial ou lacustre).Free Carrier (.Cost. Nesse caso. • O local escolhido para entrega é muito importante para definir responsabilidades quanto à carga e descarga da mercadoria: se a entrega ocorrer nas dependências do vendedor. o vendedor encerra suas obrigações quando a mercadoria é entregue àquela pessoa indicada. • O vendedor é responsável pelo desembaraço da mercadoria para exportação...named place) • O vendedor completa suas obrigações quando entrega a mercadoria.8. • O vendedor é responsável pelo pagamento do frete até o porto de destino designado. o comprador deve contratar e pagar o seguro da mercadoria.. no cais ou em embarcações utilizadas para carregamento.. fluvial ou lacustre).

Delivered Ex Ship (. • O vendedor arca com os custos e riscos inerentes ao transporte até o porto de destino e com a descarga da mercadoria no cais. 7. CPT .15.13. assim como possíveis custos adicionais que possam incorrer. • Cláusula utilizada em qualquer modalidade de transporte. os riscos por perdas e danos se transferem do vendedor para o comprador. • O seguro pago pelo vendedor tem cobertura mínima. de modo que compete ao comprador avaliar a necessidade de efetuar seguro complementar..• O vendedor é responsável pelo desembaraço das mercadorias para exportação. • Cláusula utilizável exclusivamente no transporte aquaviário (marítimo. • Este termo somente deve ser utilizado para transporte aquaviário (marítimo. à bordo do navio.11. fluvial ou lacustre). • A partir daí a responsabilidade é do comprador. porém antes da divisa aduaneira do país limítrofe.. fluvial ou lacustre).12. • Os riscos a partir da entrega (transposição da amurada do navio) são do comprador.Delivered Ex Qua y (.Carriage and Insurance Paid to (. sem descarregar... • A partir do momento em que as mercadorias são entregues à custódia do transportador. • A partir do momento em que as mercadorias são entregues à custódia do transportador. • O seguro pago pelo vendedor tem cobertura mínima. são transferidos do vendedor para o comprador os custos e riscos de perdas ou danos causados às mercadorias. arcando com todos os custos e riscos até esse ponto. • Cláusula utilizada para transporte terrestre. • O vendedor é responsável pelo desembaraço da exportação. • O vendedor arca com todos os custos e riscos até o porto de destino. os riscos por perdas e danos se transferem do vendedor para o comprador. DAF . as responsabilidades do vendedor são as mesmas descritas no CPT. mas não pelo desembaraço da importação. 7. 29 . DEQ . • Após a entrega da mercadoria.named port of destination) • O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador.Carriage Paid to (.. • O vendedor é o responsável pelo desembaraço das mercadorias para exportação. não desembaraçada para a importação. no cais do porto de destino designado.named place of destination) • Nesta modalidade. antes da descarga. acrescidas da contratação e pagamento do seguro até o destino. DES .. inclusive no que diz respeito ao desembaraço aduaneiro de importação.... no porto de destino designado. • A entrega é feita a bordo do veículo transportador. 7. CIP . • O vendedor deverá contratar e pagar o prêmio de seguro do transporte principal. 7.14.named place of destination) • O vendedor deve entregar a mercadoria no ponto combinado na fronteira. 7.named place of destination) • O vendedor contrata e paga o frete para levar as mercadorias ao local de destino designado.named port of destination) • A responsabilidade do vendedor consiste em colocar a mercadoria à disposição do comprador. não desembaraçada para importação. assim como possíveis custos adicionais que possam incorrer..Delivered at Frontier (. • Cláusula utilizada em qualquer modalidade de transporte. de modo que compete ao comprador avaliar a necessidade de efetuar seguro complementar.

• Este termo deve ser utilizado apenas para transporte aquaviário (marítimo. sem estar desembaraçada para importação e sem descarregamento do veículo transportador. • Não deve ser utilizado quando o vendedor não está apto a obter.17.. • O vendedor assume todas as despesas e riscos envolvidos até a entrega da mercadoria no local de destino designado. no porto de destino No cais do porto de destino Destino No local designado. fluvial ou lacustre).named place of destination) • O vendedor entrega a mercadoria ao comprador. • Cabe ao comprador o pagamento de direitos.. na medida em que o mesmo assume todos os riscos e custos relativos ao transporte e entrega da mercadoria no local de destino designado. • Este termo pode ser utilizado para qualquer modalidade de transporte. no porto de embarque cais do porto de embarque Na entrega ao transportador contratado pelo vendedor Na entrega no ponto de fronteira A bordo do navio. os documentos necessários à importação da mercadoria.Delivered Dut y Unpaid (. 7.16. exceto quanto ao desembaraço de importação.do tador na origem indicado pelo comprador No costado do navio. CUSTOS Embalagem e marcação Carregamento Origem EXW FCA FASR FOB CFR CIF CPT CIP DAF DES DEQ DDU DDP Transporte interno Desembaraço aduaneiro Movimentação em terminal Principal Seguro Internacional Transporte internacional Movimentação em terminal Desembaraço aduaneiro Transporte interno Descarregamento Na entrega No local ao transpordesigna.named place of destination) • O vendedor deve colocar a mercadoria à disposição do comprador. no destino E I EXPORTADOR IMPORTADOR 30 . no ponto de destino designado. deve-se observar que é necessária a utilização dos termos DES ou DEQ nos casos em que a entrega é feita no porto de destino (a bordo do navio ou no cais). desembaraçada para importação no local de destino designado. DDP .Delivered Dut y Paid (. • É o INCOTERM que estabelece o maior grau de compromisso para o vendedor. impostos e outros encargos oficiais por motivo da importação. 7. DDU . no Ao cruzar a amurada do navio. • Embora esse termo possa ser utilizado para qualquer meio de transporte.. direta ou indiretamente..

a elaboração das tarifas de fretes e das estatísticas relativas aos diferentes meios de transporte de mercadorias e de outras informações utilizadas pelos diversos intervenientes no comércio internacional. composta de produtos do setor de bens de capital. Além disso. baseado em uma estrutura de códigos e respectivas descrições. Quando da criação da TEC. aplicam-se as regras e alíquotas de importação da Tarifa Externa Comum. 8. adota-se a NCM como parâmetro para determinar os direitos aduaneiros de cada mercadoria envolvida. tais como origem. cada Estado Parte do Mercosul elaborou uma Lista de Exceções à TEC. os seis primeiros são formados pelo Sistema Harmonizado. a comparação e a análise das estatísticas. Portanto. permite que sejam atendidas as especificidades dos produtos. CLASSIFICAÇÃO DE MERCADORIAS Antes de iniciarmos este capítulo. a TEC. dos oito dígitos que compõem a NCM. Isto quer dizer. Normalmente a determinação de certo produto na vasta classificação atual e vigente requer apreciação por especialista. em suas respectivas listas. adotada em janeiro de 1995.1.8.409. a qual constitui o alicerce da TEC . 31 . No caso das relações comerciais entre um EstadoMembro e um outro não pertencente ao Mercosul. Esta nomenclatura tem como base o Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias. A composição dos códigos do SH. pois normalmente pode-se encontrar mais de uma classificação para a mesma mercadoria. Uruguai e Paraguai elaboraram uma nomenclatura de 8 dígitos. informática e telecomunicações e outras exceções nacionais (produtos cuja incorporação imediata à TEC causaria problemas a determinado Membro do bloco). pois foi determinada e criada de forma a permitir a classificação de uma mercadoria em dada posição. é importante ressaltar a diferenciação dada por Enio Neves Labatut. Cada país poderia incluir. que promulgou a Convenção Internacional sobre o Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. no máximo. A primeira é uma relação nominal de mercadorias devidamente catalogadas. matéria constitutiva e aplicação. Uma classificação tarifária é extremamente valiosa. até 300 itens.Tarifa Externa Comum. Tarifa Externa Comum – TEC e Nomenclatura Comum do Mercosul – NCM Os Estados-Partes que fazem compõem o Mercado Comum do Sul – Argentina. com exceção do Paraguai que poderia incluir até 399 produtos. Brasil. que enquanto os estados-membros comercializam entre si. Já a Tarifa Aduaneira é uma “pauta de direitos aduaneiros”. Assim. bem como alterações posteriores. enquanto o sétimo e oitavo dígitos correspondem a desdobramentos específicos atribuídos no âmbito do MERCOSUL. 8. assim como aprimorar a coleta. entre os termos “Nomenclaturas de Mercadorias” e “Tarifas Aduaneiras”. é um método internacional de classificação de mercadorias. A base legal é o Decreto nº 97. crescente e de acordo com o nível de sofisticação das mercadorias.2. e se aplica somente às importações provenientes dos países não membros. situando cada item da Nomenclatura à correspondente obrigação tarifárias Classificação tarifária é a ação de determinar o código que corresponde a uma mercadoria objeto de comércio internacional na nomenclatura tarifária de que se trate. sempre excluindo as demais. Sistema Harmonizado O Sistema Harmonizado de Designação e de Codificação de Mercadorias. o SH facilita as negociações comerciais internacionais. formado por seis dígitos. em um ordenamento numérico lógico. particularmente as do comércio exterior. correlaciona os itens da Nomenclatura Comum do MERCOSUL-NCM com os direitos de importação incidentes sobre cada um desses itens. Este Sistema foi criado para promover o desenvolvimento do comércio internacional. ou simplesmente Sistema Harmonizado (SH). de 23/12/1988 (DOU de 28/12/1988). denominada Nomenclatura Comum do MERCOSUL.

DE PONTOS NODADOS OU ENROLADOS. Este código é resultado dos seguintes desdobramentos: Seção XI MATÉRIAS TÊXTEIS E SUAS OBRAS TAPETES E OUTROS REVESTIMENTOS PARA PAVIMENTOS. Enquanto o Capítulo 77 foi reservado para uma eventual utilização futura no SH. mel natural. além das Notas de Seção.10 SH Item – 7º dígito da 5701. grãos. comestíveis 3 Peixes e crustáceos. de Capítulo e de Subposição.Sistema Harmonizado (SH) compreende 21 seções. amidos e féculas. composta por 96 capítulos. PRODUTOS DA SUA DISSOCIAÇÃO. mate e especiarias 10 Cereais 11 Produtos da indústria de moagem. produtos comestíveis de origem animal. MESMO CONFECCIONADOS De lã ou de pêlos finos De lã Feitos à mão Capítulo – 2 primeiros 57 dígitos do SH Posição – 4 primeiros 5701 dígitos do SH Subposição – 6 primeiros dígitos do 5701. por sua vez. raízes e tubérculos. atribuindo-se códigos numéricos a cada um dos desdobramentos citados. O Brasil. cascas de cítricos e de melões 9 Café. CERAS DE ORIGEM ANIMAL OU VEGETAL Capítulo: 15 Gorduras e óleos animais ou vegetais.10.10. comestíveis 8 Frutas. malte. GORDURAS ALIMENTARES ELABORADAS.11 NCM 8.11 TAPETES DE MATÉRIAS TÊXTEIS. DE LÃ FEITOS À MÃO. Segue abaixo o sumário completo da Tarifa Externa Comum: SEÇÃO I ANIMAIS VIVOS E PRODUTOS DO REINO ANIMAL Notas de Seção Capítulos: 1 Animais vivos 2 Carnes e miudezas. produtos da sua dissociação. ceras de origem animal ou vegetal 32 . Os capítulos. chá. DE MATÉRIAS TÊXTEIS TAPETES DE MATÉRIAS TÊXTEIS. sementes e frutos diversos.10. ovos de aves. glúten de trigo 12 Sementes e frutos oleaginosos. por exemplo. não especificados nem compreendidos em outros Capítulos 5 Outros produtos de origem animal. resinas e outros sucos e extratos vegetais 14 Matérias para entrançar e outros produtos de origem vegetal.Por exemplo: Código NCM: 5701. inulina. plantas industriais ou medicinais. moluscos e os outros invertebrados aquáticos 4 Leite e laticínios. palhas e forragens 13 Gomas. plantas. os Capítulos 98 e 99 foram reservados para usos especiais pelas Partes Contratantes. gorduras alimentares elaboradas. não especificados nem compreendidos em outros Capítulos SEÇÃO III GORDURAS E ÓLEOS ANIMAIS OU VEGETAIS.3. DE PONTOS NODADOS OU ENROLADOS. Composição da Tarifa Externa Comum – SH A Tarifa Externa Comum . não especificados nem compreendidos em outros Capítulos SEÇÃO II PRODUTOS DO REINO VEGETAL Nota de Seção Capítulos: 6 Plantas vivas e produtos de floricultura 7 Produtos hortícolas. utiliza o Capítulo 99 para registrar operações especiais na exportação.1 NCM Subitem – 8º dígito da 5701. são divididos em posições e subposições. MESMO CONFECCIONADOS.

BORRACHA E SUAS OBRAS Notas de Seção Capítulos: 39 Plásticos e suas obras 40 Borracha e suas obras SEÇÃO VIII PELES. preparações lubrificantes. líquidos alcoólicos e vinagres 23 Resíduos e desperdícios das indústrias alimentares. ceras minerais SEÇÃO VI PRODUTOS DAS INDÚSTRIAS QUÍMICAS OU DAS INDÚSTRIAS CONEXAS Notas de Seção Capítulos: 28 Produtos químicos inorgânicos. taninos e seus derivados. OBRAS DE TRIPA Capítulos: 41 Peles. produtos à base de amidos ou de féculas modificados. produtos de pastelaria 20 Preparações de produtos hortícolas. tintas e vernizes. enxofre. enzimas 36 Pólvoras e explosivos. e couros 42 Obras de couro. artigos de pirotecnia. gesso. BOLSAS E ARTEFATOS SEMELHANTES. CARVÃO VEGETAL E OBRAS DE MADEIRA. produtos de conservação e limpeza. obras de tripa 43 Peleteria (peles com pêlo*) e suas obras. alimentos preparados para animais 24 Fumo (tabaco) e seus sucedâneos manufaturados SEÇÃO V PRODUTOS MINERAIS Capítulos: 25 Sal. carvão vegetal e obras de madeira 45 Cortiça e suas obras 46 Obras de espartaria ou de cestaria 33 . de moluscos ou de outros invertebrados aquáticos 17 Açúcares e produtos de confeitaria 18 Cacau e suas preparações 19 Preparações à base de cereais. tintas de escrever 33 Óleos essenciais e resinóides. FUMO (TABACO) E SEUS SUCEDÂNEOS MANUFATURADOS Nota de Seção Capítulos: 16 Preparações de carne. de peixes ou de crustáceos. ARTIGOS DE VIAGEM. terras e pedras. de elementos radioativos. ligas pirofóricas. "ceras" para dentistas e composições para dentistas à base de gesso 35 Matérias albuminóides. preparações para lavagem. ARTIGOS DE CORREEIRO OU DE SELEIRO. matérias inflamáveis 37 Produtos para fotografia e cinematografia 38 Produtos diversos das indústrias químicas SEÇÃO VII PLÁSTICOS E SUAS OBRAS. produtos de perfumaria ou de toucador preparados e preparações cosméticas 34 Sabões.SEÇÃO IV PRODUTOS DAS INDÚSTRIAS ALIMENTARES. peleteria (peles com pêlo*) artificial SEÇÃO IX MADEIRA. de frutas ou de outras partes de plantas 21 Preparações alimentícias diversas 22 Bebidas. farinhas. óleos minerais e produtos da sua destilação. massas ou pastas para modelar. ceras preparadas. agentes orgânicos de superfície. cal e cimento 26 Minérios. ceras artificiais. velas e artigos semelhantes. exceto a peleteria (peles com pêlo*). colas. LÍQUIDOS ALCOÓLICOS E VINAGRES. mástiques. artigos de viagem. féculas ou de leite. escórias e cinzas 27 Combustíveis minerais. pigmentos e outras matérias corantes. PELETERIA (PELES COM PÊLO*) E OBRAS DESTAS MATÉRIAS. BEBIDAS. bolsas e artefatos semelhantes. artigos de correeiro ou de seleiro. OBRAS DE ESPARTARIA OU DE CESTARIA Capítulos: 44 Madeira. amidos. COUROS. CORTIÇA E SUAS OBRAS. matérias betuminosas. compostos inorgânicos ou orgânicos de metais preciosos. de metais das terras raras ou de isótopos 29 Produtos químicos orgânicos 30 Produtos farmacêuticos 31 Adubos ou fertilizantes 32 Extratos tanantes e tintoriais. fósforos.

rendas. sortidos. artigos para usos técnicos de matérias têxteis 60 Tecidos de malha 61 Vestuário e seus acessórios. E SUAS OBRAS. pêlos finos ou grosseiros. cordas e cabos. CHAPÉUS E ARTEFATOS DE USO SEMELHANTE. amianto. PAPEL OU CARTÃO DE RECICLAR (DESPERDÍCIOS E APARAS). guarda-sóis. de matérias têxteis 58 Tecidos especiais. e suas partes 65 Chapéus e artefatos de uso semelhante. mica ou de matérias semelhantes 69 Produtos cerâmicos 70 Vidro e suas obras SEÇÃO XIV PÉROLAS NATURAIS OU CULTIVADAS. BIJUTERIAS. PRODUTOS CERÂMICOS. fios e tecidos de crina 52 Algodão 53 Outras fibras têxteis vegetais. papel ou cartão de reciclar (desperdícios e aparas) 48 Papel e cartão. ferro ou aço 74 Cobre e suas obras 75 Níquel e suas obras 76 Alumínio e suas obras 77 (Reservado para uma eventual utilização futura no Sistema Harmonizado) 34 . metais preciosos. cimento. ferro e aço 73 Obras de ferro fundido. PENAS PREPARADAS E SUAS OBRAS. obras de cabelo SEÇÃO XIII OBRAS DE PEDRA. gravuras e outros produtos das indústrias gráficas. tecidos tufados. PEDRAS PRECIOSAS OU SEMIPRECIOSAS E SEMELHANTES. OBRAS DE CABELO Capítulos: 64 Calçados. recobertos ou estratificados. e suas obras. e suas obras. tapeçarias. bengalas-assentos.SEÇÃO X PASTAS DE MADEIRA OU DE OUTRAS MATÉRIAS FIBROSAS CELULÓSICAS. artigos de cordoaria 57 Tapetes e outros revestimentos para pavimentos. bengalas. feltros e falsos tecidos. rebenques e suas partes 67 Penas e penugem preparadas. fios de papel e tecidos de fios de papel 54 Filamentos sintéticos ou artificiais 55 Fibras sintéticas ou artificiais. chicotes. GESSO. planos e plantas SEÇÃO XI MATÉRIAS TÊXTEIS E SUAS OBRAS Notas de Seção Capítulos: 50 Seda 51 Lã. E SUAS PARTES. chapéus e artefatos de uso semelhante. cordéis. gesso. metais folheados ou chapeados de metais preciosos. fios especiais. descontínuas 56 Pastas ("ouates"). METAIS PRECIOSOS. MOEDAS Capítulo: 71 Pérolas naturais ou cultivadas. PAPEL OU CARTÃO E SUAS OBRAS Capítulos: 47 Pastas de madeira ou de outras matérias fibrosas celulósicas. GUARDA-SÓIS. passamanarias. MICA OU DE MATÉRIAS SEMELHANTES. trapos SEÇÃO XII CALÇADOS. moedas SEÇÃO XV METAIS COMUNS E SUAS OBRAS Notas de Seção Capítulos: 72 Ferro fundido. GUARDA-CHUVAS. jornais. flores artificiais. calçados. revestidos. polainas e artefatos semelhantes. obras de pasta de celulose. AMIANTO. usados. sombrinhas. de papel ou de cartão 49 Livros. e suas partes 66 Guarda-chuvas. bijuterias. METAIS FOLHEADOS OU CHAPEADOS DE METAIS PRECIOSOS. textos manuscritos ou datilografados. BENGALAS. bordados 59 Tecidos impregnados. VIDRO E SUAS OBRAS Capítulos: 68 Obras de pedra. de malha 62 Vestuário e seus acessórios. FLORES ARTIFICIAIS. CIMENTO. pedras preciosas ou semipreciosas e semelhantes. exceto de malha 63 Outros artefatos têxteis confeccionados. CHICOTES. artefatos de matérias têxteis.

obras dessas matérias Ferramentas. suas partes e acessórios SEÇÃO XX MERCADORIAS E PRODUTOS DIVERSOS Capítulos: 94 Móveis. suas partes e acessórios 96 Obras diversas SEÇÃO XXI OBJETOS DE ARTE. 35 . E SUAS PARTES E ACESSÓRIOS Notas de Seção Capítulos: 84 Reatores nucleares. e suas partes. INSTRUMENTOS MUSICAIS. E SUAS PARTES. de metais comuns Obras diversas de metais comuns SEÇÃO XVI MÁQUINAS E APARELHOS. MATERIAL ELÉTRICO. jogos. APARELHOS DE GRAVAÇÃO OU DE REPRODUÇÃO DE SOM. e artigos semelhantes. aparelhos de iluminação não especificados nem compreendidos em outros Capítulos. FOTOGRAFIA OU CINEMATOGRAFIA. foi a redução de 1 ponto percentual do acréscimo temporário nas alíquotas do imposto de importação. passando de 2. MEDIDA. suas partes e acessórios 91 Aparelhos de relojoaria e suas partes 92 Instrumentos musicais. tratores. almofadas e semelhantes. CONTROLE OU DE PRECISÃO. aparelhos de gravação ou de reprodução de imagens e de som em televisão. e suas partes. artefatos de cutelaria e talheres. Outra importante alteração. SUAS PARTES E ACESSÓRIOS Capítulo: 93 Armas e munições. a partir de 01/01/2002. APARELHOS DE RELOJOARIA. aparelhos e instrumentos mecânicos. construções pré-fabricadas 95 Brinquedos. suas partes e acessórios 88 Aeronaves e aparelhos espaciais. instrumentos e aparelhos médico-cirúrgicos.78 79 80 81 82 83 Chumbo e suas obras Zinco e suas obras Estanho e suas obras Outros metais comuns. aparelhos mecânicos (incluídos os eletromecânicos) de sinalização para vias de comunicação 87 Veículos automóveis. aprovada pelo Conselho de Cooperação Aduaneira.5 pontos percentuais. INSTRUMENTOS E APARELHOS MÉDICO-CIRÚRGICOS. e suas partes e acessórios SEÇÃO XVII MATERIAL DE TRANSPORTE Notas de Seção Capítulos: 86 Veículos e material para vias férreas ou semelhantes. caldeiras. suas partes e acessórios SEÇÃO XIX ARMAS E MUNIÇÕES. medida. e suas partes 89 Embarcações e estruturas flutuantes SEÇÃO XVIII INSTRUMENTOS E APARELHOS DE ÓPTICA. aparelhos e materiais elétricos. SUAS PARTES E ACESSÓRIOS Capítulos: 90 Instrumentos e aparelhos de óptica. aparelhos de gravação ou de reprodução de som. controle ou de precisão. APARELHOS DE GRAVAÇÃO OU DE REPRODUÇÃO DE IMAGENS E DE SOM EM TELEVISÃO. artigos para divertimento ou para esporte. ceramais ("cermets"). DE COLEÇÃO E ANTIGÜIDADES Capítulo: 97 Objetos de arte. máquinas. ciclos e outros veículos terrestres. e suas partes. e suas partes 85 Máquinas. mobiliário médico-cirúrgico. colchões. fotografia ou cinematografia. mas a Decisão Conselho do Mercado Comum no 21/02 decidiu prorrogar este acréscimo até 31/12/2003. cartazes ou tabuletas e placas indicadoras luminosos.5 para 1. entrou em vigor no Brasil a nova versão da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM) adaptada à III Emenda do Sistema Harmonizado de Designação e Codificação de Mercadorias. A vigência estava inicialmente definida para 31/12/2002. de coleção e antigüidades 98 (Reservado para usos especiais pelas partes contratantes) 99 (Reservado para usos especiais pelas partes contratantes) A partir de 01/01/2002. anúncios.

as obras compostas de matérias diferentes ou constituídas pela reunião de artigos diferentes e as mercadorias apresentadas em sortidos acondicionados para venda a retalho.4. quando apresentados com os artigos a que se destinam. em relação a esses produtos ou artigos. ou a apenas um dos componentes de sortidos acondicionados para venda a retalho. Todavia.5. assim como. b) Sem prejuízo do disposto na Regra 5-"a". As mercadorias que não possam ser classificadas por aplicação das Regras acima enunciadas classificam-se na posição correspondente aos artigos mais semelhantes. a classificação deve efetuar-se da forma seguinte: a) A posição mais específica prevalece sobre as mais genéricas. cada uma delas. seguirão seu próprio regime de classificação sempre que estejam submetidas aos regimes aduaneiros especiais de admissão temporária ou de exportação temporária. A classificação destes produtos misturados ou artigos compostos efetua-se conforme os princípios enunciados na Regra 3. A classificação de mercadorias nas subposições de uma mesma posição é determinada. para armas. como igualmente específicas. 4. "mutatis mutandis". o subitem correspondente. cuja classificação não se possa efetuar pela aplicação da Regra 3-"a". entendendo-se que apenas são comparáveis subposições do mesmo nível. Regras gerais para interpretação do Sistema Harmonizado A classificação das mercadorias na Nomenclatura rege-se pelas seguintes regras: 1. seguirão o regime de classificação das mercadorias. 8. qualquer referência a obras de uma matéria determinada abrange as obras constituídas inteira ou parcialmente dessa matéria. para instrumentos musicais. dentre as suscetíveis de validamente se tomarem em consideração. tais posições devem considerar-se. para determinar dentro de cada posição ou subposição. o item aplicável e. Caso contrário. ou como tal considerado nos termos das disposições precedentes. mesmo que se apresente desmontado ou por montar. 6. quer em estado puro. para jóias e receptáculos semelhantes. Abrange igualmente o artigo completo ou acabado. Todavia. desde que apresente. para efeitos legais. Esta Regra. classificamse com estes últimos. quando for possível realizar esta determinação. as Notas de Seção e de Capítulo são também aplicáveis. as características essenciais do artigo completo ou acabado. entendendo-se que apenas são comparáveis desdobramentos regionais (itens e subitens) do mesmo nível. para instrumentos de desenho. desde que sejam do tipo normalmente vendido com tais artigos.8. ainda que uma delas apresente uma descrição mais precisa ou completa da mercadoria. pelos textos dessas subposições e das Notas de Subposição respectivas. não diz respeito aos receptáculos que confiram ao conjunto a sua característica essencial. mencionadas na Regra 5 b). pelas Regras precedentes. Quando pareça que a mercadoria pode classificar-se em duas ou mais posições por aplicação da Regra 2-"b" ou por qualquer outra razão. b) Qualquer referência a uma matéria em determinada posição diz respeito a essa matéria. as mercadorias abaixo mencionadas estão sujeitas às Regras seguintes: a) Os estojos para aparelhos fotográficos. c) Nos casos em que as Regras 3-"a" e 3-"b" não permitam efetuar a classificação. a mercadoria classifica-se na posição situada em último lugar na ordem numérica. b) Os produtos misturados. 36 . pelas Regras seguintes. Os títulos das Seções. 3. Para os efeitos legais. Além das disposições precedentes. "mutatis mutandis". quer misturada ou associada a outras matérias. a) Qualquer referência a um artigo em determinada posição abrange esse artigo mesmo incompleto ou inacabado. esta disposição não é obrigatória quando as embalagens sejam claramente suscetíveis de utilização repetida. no estado em que se encontra. Para os fins da presente Regra. 2. todavia. classificam-se pela matéria ou artigo que lhes confira a característica essencial. Capítulos e Subcapítulos têm apenas valor indicativo. a apenas uma parte das matérias constitutivas de um produto misturado ou de um artigo composto. dentro deste último. Regra geral complementar (RGC) (RGC-1) As Regras Gerais para Interpretação do Sistema Harmonizado se aplicarão. desde que não sejam contrárias aos textos das referidas posições e Notas. as embalagens contendo mercadorias classificam-se com estas últimas quando sejam do tipo normalmente utilizado para o seu acondicionamento. e suscetíveis de um uso prolongado. Da mesmo forma. a classificação é determinada pelos textos das posições e das Notas de Seção e de Capítulo e. salvo disposições em contrário. (RGC-2) As embalagens contendo mercadorias e que sejam claramente suscetíveis de utilização repetida. quando duas ou mais posições se refiram. especialmente fabricados para conterem um artigo determinado ou um sortido. 5.

há um crescente interesse pela classificação fiscal de mercadorias. buscam-se os impostos não-recolhidos e aplica-se uma multa. sem sombra de dúvidas. a classificação de mercadorias tem. tal como a utilização das Notas Explicativas. por exemplo. Esta é a percepção de importadores. ou da SRF – Secretaria da Receita Federal. no meu ponto de vista. aumento de exportações e importações). pois. Além desses intervenientes. mas em qual é a maneira correta de agir. despertado o interesse daqueles que atuam no comércio exterior. serve para alocar a mercadoria poderá ocasionar seríssimos gravames. que a cada dia tem mostrado uma vitalidade surpreendente aos olhos do grande público. ou seja: 1. aparentemente. pesquisa e criação de bancos de dados com as informações já disponíveis no mercado. Em caso de dúvidas sobre a correta classificação fiscal de mercadorias. Isso poderá significar fazer uma consulta sobre a classificação de mercadorias. o interessado deverá contatar a Unidade da Receita Federal do seu domicílio fiscal. mas também à aplicação de multas previstas na Lei no 9. as quais. disputas no âmbito da OMC – Organização Mundial do Comércio. em futuro muito próximo. e é o que eu e meus pares fazem diuturnamente em todos os cantos do Brasil). aponta os principais erros de classificação. não apenas devidos à MP no 2. de entorpecentes e seus precursores. conforme manda a Lei. Para tanto. são igualmente aplicadas em outras partes do mundo). a redução dos erros de classificação passa por formação de competências para classificar mercadorias.br. na seguinte página: www. acaba de lançar livro que tenta desmistificar a complexidade do tema. segundo minha ótica. que poderá sofrer redução).receita. no controle de medicamentos e de agentes que podem vir a prejudicar o meio ambiente).8.6. desde 2001. que freqüentemente são multados por cometerem erros ao classificar determinado produto. O Chefe da Divisão de Nomenclatura. de 2001. um dos mais complexos assuntos do comércio exterior. assim. muitos abusos ocorreram e a maneira encontrada para coibi-los foi a aplicação dessas penalidades. A Classificação Fiscal de mercadorias sob a ótica da Receita Federal Sílvia Garcia A classificação fiscal de mercadorias é. esse aumento de interesse pela classificação de mercadorias resulta da conjunção de três aspectos que convergiram a partir de 2001. 3. 37 . o que não é pouca coisa. Sem Fronteiras – O senhor afirma que.) implicou. e. formulando consulta por escrito. Dúvidas na Classificação A solução de consultas sobre classificação fiscal de mercadorias é de competência da Secretaria da Receita Federal (SRF). quando serão mostradas classificações aceitas nos quatro países participantes desse bloco econômico. Em súmula. para o contribuinte. talvez a nossa mais importante “linha de frente” para o desenvolvimento nacional. mutatis mutandis. da Receita Federal. cada vez mais. cobra-se 1% sobre o valor aduaneiro. o advento das Exceções Tarifárias no âmbito do Imposto de Importação (“Ex” tarifários do I. Por quê? Dalston – Creio que as penalidades aplicadas são muito coerentes (em regra. basta classificar corretamente a mercadoria e isso é relativamente fácil.gov. os que pretendem se lançar no mercado mundial e os organismos e organizações envolvidos com acordos ou disputas internacionais (por exemplo. de tal modo a não ser autuado (não cabe ao servidor discutir a Lei. a cada caso concreto. buscar o código em páginas da OMA – Organização Mundial das Alfândegas. por intermédio da Coordenação-Geral do Sistema Aduaneiro e da Superintendência Regional da Receita Federal. Classificação Fiscal e Origem de Mercadorias.fazenda. de acordo com as orientações constantes no site dessa Secretaria. Todavia. à medida que o comércio exterior cresce (acredito que essa cifra ultrapassará muito mais rapidamente do que se pensa a marca de US$ 200 bilhões!). ao mesmo tempo. Em termos práticos.430. há também. 2.158. em que são corretamente classificadas inúmeras mercadorias).I. o crescimento do comércio exterior. A que atribui a curiosidade sobre o tema? Cesar Olivier Dalston – De fato. de 24 de agosto de 2001. desde que observado o método adequado para fazê-lo (tenho observado ótimos resultados. SF – As penalidades aplicadas por erro de classificação são coerentes. que passa a punir erros na classificação de mercadorias. necessariamente. tanto com alunos de graduação e pós-graduação quanto em fóruns nacionais e internacionais. por exemplo. analisa as penalidades e conta o segredo para classificar mercadorias corretamente. a ação da Medida Provisória no 2. na página do Mercosul. Nessa seara os prejuízos são muito substantivos. no passado. Em entrevista exclusiva ao Sem Fronteiras. a obrigatoriedade de apresentar os códigos da NCM – Nomenclatura Comum do Mercosul. SF – Quais os mais graves e reincidentes erros na classificação de mercadorias? Os prejuízos advindos desses erros são muito expressivos? O que pode ser feito para reduzi-los? Dalston – Penso que o erro mais grave é “ignorar as regras para encontrar o código fiscal correto”. Dalston explica o porquê das perfurações da TEC – Tarifa Externa Comum. que ignora as razões desse crescimento (agora mesmo temos visto um aparente paradoxo com a valorização do real ante o dólar e. de elementos de mísseis e de peças utilizadas na indústria nuclear. A eliminação desses prejuízos passa. de 1996. mas cumpri-la. o que é feito pela aplicação das regras de classificação e outras particularidades. e os textos descrevendo os bens alvo do pleito de “Ex” tarifário. pela classificação correta das mercadorias. crescem as demandas afetas à classificação de mercadorias. acredito que o cerne do problema não resida na discussão se as penalidades são ou não coerentes ou pesadas demais. Cesar Olivier Dalston.158. que essas penalidades sejam brandas (são intensas. controle de armas. a simples busca de um código no qual se encontra um texto que. o que não significa.

Todavia. formam a TEC. no âmbito do Mercosul (quero dizer 7o e 8o dígitos). assumidos pela Nação. prevalecem sobre as tarifas da TEC. mestre em Ciências e Técnicas Nucleares pela Universidade Federal de Minas Gerais. somente a Abiquim/ANP/IBP pretendem apresentar proposta para. preciso. Essas empresas. que reconhecemos como um prazo inadequado para o atual patamar do comércio exterior brasileiro. o que não é pouca coisa. ou seja. pela Aduaneiras. A redução dos erros de classificação passa por formação de competências para classificar mercadorias. Agora. que. que por vezes se encontra facilmente disponível. Hoje. SRF ou Mercosul. o que. sem ser enfadonho. por força de compromissos tarifários assumidos pelo Brasil na OMC. resultando no aumento do prazo. por exemplo. Dalston é doutor em Química pelo Instituto Militar de Engenharia. pós-graduado em Tecnologia Nuclear pelo Convênio UFRJ/Nuclebrás e graduado em Química pela Universidade Federal Fluminense. publicado pela Aduaneiras. a que órgão deverá recorrer? Dalston – Em regra. para planejar operações de comércio exterior e ignorarem por completo o instituto da consulta. ao público. devem ser observados na sua integralidade). reformular o Capítulo 27. pelo que sei. defender e conquistar mercados. reunidas. SF – É grande o número de empresas que formulam consultas sobre a classificação fiscal? Qual o prazo desde a consulta até a publicação do ato que torna pública a classificação no Diário Oficial? Dalston – Temos observado um número cada vez maior de empresas que apresentam pedidos de classificação de mercadorias. Minha expectativa é que ele sirva a todos. no segundo semestre. reduzir custos (nem pensar em sofrer penalidades). Todavia. recebendo em troca as chamadas declarações de ineficácia. SF – Para o importador obter a confirmação da classificação fiscal de mercadorias. no exterior. para estudo e desenvolvimento. bem como a origem da NCM. isto é. o que. representa 1% da TEC. Todavia. 38 . pode-se buscar o código nas páginas da Internet da OMA. mas sem desprezar certas particularidades. da persistência e da pesquisa com a humildade para perguntar. técnico. Nessa direção gostaria de chamar a atenção para o fato de muitas pessoas trabalharem duramente. mas com um diferencial: embasado na ciência e explicado de forma totalmente didática. são discutidas no âmbito do Comitê Técnico no 1 e temos observado uma ausência de sugestões das entidades de classe na construção da TEC. que era de 60 dias. que não têm força legal. às vezes durante meses ou anos. em termos práticos. as quais entrarão em vigor no dia 1o de janeiro de 2007. se não me engano. Também são apresentadas minuciosamente as regras para interpretação do SH.” A ciência da classificação Acaba de chegar ao mercado editorial o livro Classificando Mercadorias – Uma Abordagem Didática da Ciência da Classificação de Mercadorias.000 códigos. para até dois anos. às vezes. Penso que tais perfurações devem ser plenamente respeitadas dentro da sua vigência (os compromissos. de Cesar Olivier Dalston. desenvolver logística e classificar melhor as mercadorias. e as regras complementares do Mercosul e da Tipi – Tabela de Incidência do Imposto sobre Produtos Industrializados. temos algo em torno de 130 perfurações. ou em bancos de dados vendidos. vamos começar a discutir e detalhar a 4a Emenda do Sistema Harmonizado. São poucos que buscam a Secex e/ou a SRF para ofertar suas sugestões. SF – As perfurações na TEC são constantemente criticadas quando se discute o Mercosul. em especial. o que é um problema para essas empresas. Trata-se de verdadeiro guia para compreensão dos elementos que “dão vida” à classificação de mercadorias. seus princípios e metodologia de trabalho. ao mesmo tempo. o livro: Classificando Mercadorias – Uma Abordagem Didática da Ciência na Classificação de Mercadorias. Isso aumenta muito o trabalho para a solução das consultas. colocam de lado aspectos importantes e vitais das normas legais. Aproveito o momento para instar todos a participarem mais efetivamente do Mercosul e explico o porquê dessa convocação. o importador poderá buscar a confirmação da classificação da sua mercadoria por meio de uma consulta à SRF. a NCM e as tarifas.Fonte: Sem Fronteiras/Aduaneiras. pesquisa e criação de bancos de dados com as informações já disponíveis no mercado. Isso poderá ocasionar grandes e graves problemas. os comerciais. ou não fazem uma correta pesquisa do código. mas servem de referência básica para iniciar o trabalho de classificação. eu pergunto onde estão as outras entidades e associações que estão deixando passar a oportunidade de ofertar elementos técnicos e/ou sugestões para a construção de uma boa TEC? SF – O senhor acaba de lançar. como me serviu. antes de se fazer uma consulta sobre a classificação da mercadoria. No Mercosul. Qual seu objetivo e expectativa em relação à obra? Dalston – Penso que o Brasil tem chances reais de aumentar significativamente sua participação no bolo do comércio internacional. Ao escrever esse livro. é necessário agir. o grande segredo é a junção do método. num universo de 13. significa introduzirmos alterações na NCM e na TEC. mostrando e examinando seus elementos – a mercadoria e o seu domínio.” Temos observado uma ausência de sugestões das entidades de classe na construção da TEC.SF – Qual o grande segredo da classificação de mercadorias? Dalston – A meu ver. visei construir um texto que fosse. não basta apenas termos as intenções. O autor analisa cientificamente essa prática. São poucos que buscam a Secex e/ou a SRF para ofertar suas sugestões. mas simples. Qual a sua opinião a respeito desse assunto? Dalston – As perfurações da TEC indicam as tarifas que. Agora mesmo. e abrangente.

Não basta cumprir as exigências do país exportador. condições de cobertura de seguro (responsabilidade pela contratação. os documentos são de natureza administrativa. além dos documentos eletrônicos. por organização oficial independente ou por órgão da administração pública. previsão da época de viagem. de exportação ou de importação. Representa.2. Agiliza as contratações de seguro e se adapta à realidade dinâmica do mercado. cobre riscos comerciais.2. em geral. seja efetuada adequadamente. No entanto. que confere ao segurado o direito de ressarcir-se de perdas e danos da mercadoria. e sua formalização não precisa ser preestabelecida. Entretanto. DOCUMENTAÇÃO DE EMBARQUE 9. embalagem para o transporte (tipo. as condições no geral estão prescritas nas convenções internacionais. É emitido por exigência do importador e de acordo com o país de destino da mercadoria. que tratam da utilização de termos de uso comercial e de documentos padronizados. com vistas a facilitar o intercâmbio comercial.9. riscos a serem cobertos. é indispensável estabelecer as condições de venda. obtidos através do SISCOMEX.2. volume disponível para a exportação (para entrega única e programada). É necessária a preparação dos documentos em face das exigências do país importador. a origem é certificada. comercial e financeira e são emitidos para fins de desembaraço aduaneiro. 39 . Para concretizar a exportação. Cobre riscos de transporte da mercadoria. A maioria dos documentos de exportação é padronizada.1. modalidade de venda (enquadramento nos Incoterms). Em linhas gerais. dentre outras). Por exemplo. Quando se refere a seguro de crédito. exportador ou importador. a fim de que a formalização. quando houver ocorrência de sinistro. aplicações. Neste caso. uma carta. Documentos Quanto à forma de apresentação. transporte (via utilizada. na moeda da negociação). dentre outras).1. outros documentos são necessários à consecução da exportação. documentos a serem preparados (características e número de vias). mediante a emissão de documentos. O exportador deve considerar no custo administrativo da operação. dimensões). condições de pagamento (cobrança ou carta de crédito). pode ser considerada um contrato em si.2. Certificado de Origem Documento que atesta a origem da mercadoria. Apresenta-se sob dois tipos básicos: Apólice Aberta: comporta mais de uma operação de seguro em único documento e é utilizada mediante averbação para cada operação a ser coberta. a parcela representativa do processo de obtenção dos principais documentos da exportação junto a órgãos ou entidades intervenientes no comércio exterior brasileiro. 9. A falta de um documento aparentemente sem importância ou com algum erro no preenchimento poderá causar prejuízos consideráveis. alguns países exigem documentação mais específica em razão das particularidades de determinados produtos e da legislação local. quais sejam: 9. dentre outros aspectos). no Brasil. a fim de não causar atropelos no desembaraço aduaneiro e na tramitação cambial de exportação. material. Formalidades A realização de um negócio de exportação poderá ocorrer de várias formas. Apólice de Seguro Documento emitido pela companhia seguradora com base na proposta feita pelo interessado. A documentação de exportação requer cuidados. 9. políticos e extraordinários. em que sejam definidas as condições da operação. e dispensa averbações. peso. embarque da mercadoria e operações cambiais. Principais aspectos a definir: a) b) c) d) e) f) g) h) i) j) características do produto (especificações. preço (por unidade e total. Apólice Específica: cobre uma única operação. prazo de entrega (em função da confirmação do pedido ou do recebimento da carta de crédito). benefícios fiscais a serem auferidos pelo importador no ato de liberação das mercadorias na alfândega.

preço. em geral. no caso das exportações de produtos têxteis sujeitos à cota (contingenciados) pela União Européia (UE). Contém os elementos da fatura definitiva. 9. O conhecimento de embarque. Por essas características. marca. 2. no qual o exportador (vendedor de divisas) se compromete a transferir ao banco operador (comprador das divisas) o valor em moeda estrangeira proveniente de uma operação de exportação. Romaneio de Embarque (Packing List) Lista com as características dos diferentes volumes que compõem um embarque: número. peso.5.3. para providenciar o início da efetivação da importação. a Nota Fiscal. Não basta cumprir as normas do país exportador.6. fluvial. Licença de Exportação . com ou sem a intermediação de corretora. 40 . mas não gera a obrigação de pagamento por parte do comprador. marítimo e aéreo e em local previamente determinado. na data e no local determinados.A. data de pagamento e outras. em caráter preliminar. um recibo de mercadorias. é necessária a preparação dos documentos em face das exigências do país importador. à ordem do beneficiário indicado. 9. Contrato de Câmbio Documento firmado entre o exportador e o banco operador. O saque ocorre. 9. de saque internacional. um contrato de entrega e um documento de propriedade. ao mesmo tempo. dentre outras.8. 9. Letra de Câmbio (Bill of Exchange) Título de crédito.documento preenchido pelo exportador e emitido por agências do Banco do Brasil S. nos transportes marítimo e aéreo. por meio rodoviário. Nota Fiscal de Exportação Documento que acompanha a mercadoria do estabelecimento do exportador até o embarque para o exterior.2. a quem será pago o valor no prazo. que obedece a modelo oficial e é impresso normalmente em inglês. Os dados são teleprocessados pelo SISBACEN.Têxteis para a UE .7. Saque ou Cambial Documento emitido pelo exportador contra o importador. por Bill of Lading (B/L) e Airways Bill (AWB).2.documento preenchido pelo exportador e emitido por agências do Banco do Brasil S.4. 9. A falta de um documento aparentemente sem importância ou com algum erro no preenchimento poderá causar prejuízos consideráveis. normalmente. Outros Documentos A documentação de exportação exige cuidados.2.2. É. representa o direito do exportador às divisas decorrentes da venda de mercadorias a um país estrangeiro. a fim de não causar atropelos no desembaraço aduaneiro e na tramitação cambial de exportação. respectivamente.9. que substitui. é também exigido nas operações amparadas por carta de crédito. nas operações sob a modalidade de cobrança e.Têxteis para o Canadá . Conhecimento de Embarque (Bill of Lading) Documento emitido pela companhia de transporte que atesta o recebimento da carga. torna-se um título de crédito. é conhecido no comércio internacional. ferroviário.9. Fatura Pro Forma (Pro Forma Invoice) Documento emitido pelo exportador.2. que poderá endossá-la.3. É emitida pelo credor (exportador) contra um devedor (importador). 9. É um documento que facilita a localização do produto dentro de um lote. as condições de transporte e a obrigação de entregá-la ao destinatário legal. no caso das exportações de produtos têxteis contingenciados pelo Canadá. no âmbito externo do país. 9. 9. a pedido do importador. credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior. Contém as características da transação efetuada: tipo de mercadoria.10. 1.2. Licença de Exportação . É um documento de âmbito interno. para fins de completa verificação no decorrer do desembaraço aduaneiro na exportação. Fatura Comercial (Commercial Invoice) Documento emitido pelo vendedor ao comprador. credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior.2.2. quantidade.A.

Indústria e Comércio ou por entidades por elas credenciadas. 7.documento preenchido pelo exportador e emitido por Federações de Indústrias.documento preenchido pelo exportador e emitido pelas agências do Banco do Brasil S. relacionados na Portaria Interministerial MEFP/MRE nº 531. Nele.documento preenchido pelo exportador e emitido pela Confederação Nacional das Indústria ou por entidades a ela filiadas. grau de ascendência. apresentado por ocasião do despacho aduaneiro à repartição da Receita Federal. do Comércio.A. 10.PEC . 4. 13.ALADI 6. Certificado de Utilização de Quota (CUQ) . credenciadas pela SECEX. exigem a apresentação de fatura ou visto consulares para fins de desembaraço aduaneiro no país importador.documento preenchido pelo exportador e emitido por entidades credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior.SGP(Formulário A) . 41 . Porto Rico e Nova Zelândia.Alguns países.documento preenchido pelo exportador e visado pelas agências do Banco do Brasil S. 14. que fazem a exigência. por exigência do importador. quando da exportação de produtos amparados pelo Sistema Geral de Preferências SGP. caprinos e outros) e se for o caso a linhagem até o 3o. Certificado de Origem .A. da Agricultura. para amparar o embarque das exportações de produtos têxteis contingenciados pela UE. para amparar a exportação de produtos contingenciados constantes do Protocolo de Expansão Comercial Brasil-Uruguai. Fatura "pro forma" .3.documento preenchido pelo exportador e autenticado por classificador registrado na SECEX. credenciadas pela Secretaria de Comércio Exterior. para exportações destinadas aos Estados Unidos da América. quando da exportação de produtos amparados pelo Sistema Global de Preferências Comerciais entre Países em Desenvolvimento .SGPC . os documentos poderão ser preenchidos e emitidos pelo próprio exportador. as representações diplomáticas dos países. 12.documento preenchido pelo exportador e emitido pela SECEX. Certificado de Classificação para Fins de Fiscalização da Exportação .MERCOSUL . notadamente os dos continentes americano e africano.07. sob o controle de autoridades sanitárias federais. de 17. Centros e Câmaras de Comércio.documento preenchido pelo exportador e emitido por agências do Banco do Brasil S.MERCOSUL. Certificado de Origem . Certificado de Origem . Fatura e Visto Consulares . 11. 8. 9. por delegação do órgão público competente. Opcionalmente.92. outorgado pelos países membros da Associação Latino-Americana de Integração .A. no qual é atestado que produtos de origem vegetal ou animal estão isentos de quaisquer doenças parasitárias ou infectológicas e foram manipulados em condições higiênicas. mediante apresentação de fatura "pro forma". Certificado de Registro Genealógico . no caso de exportações de fumo para a UE. Certificado de Autenticidade do Tabaco .Têxteis para a UE . Certificado de Origem . Certificado de Sanidade . por Associações Comerciais.SGPC. emitido por órgão competente. emitem a fatura consular ou apõem o visto consular nos documentos que se destinam ao importador. para atender à exigência do importador. Certificado de Origem .Documento emitido pelas associações de criadores. 5. no caso de exportação de produtos têxteis contingenciados pelos EUA e Porto Rico. para amparar a exportação de produtos que gozam de tratamento preferencial outorgado pelos países-membros do Mercado Comum do Sul . eqüinos. habilitadas.ALADI . constam dados do animal (bovinos.documento preenchido pelo exportador e emitido pelas Confederações Nacionais de Agricultura.Documento oficial. para amparar a exportação de produtos que gozam de tratamento preferencial.

1. veículos. mas também bancos e países envolvidos. amostras. MODALIDADES DE PAGAMENTO A modalidade de pagamento é influenciada pelas condições de mercado e pelo grau de confiança entre as partes . Em caráter temporário para posterior devolução ao Exterior: Equipamentos desportivos.2. veremos adiante detalhadamente as duas formas mais usuais de pagamento no Comércio Internacional. pode se importar máquinas e equipamentos para fins de Registro de Investimento de Capital Estrangeiro-Doações como Empréstimo. barcos. São mais freqüentes os casos de pagamento antecipado parcial. aparelhos para testes e demonstrações em feiras. Destinadas a permanência em definitivo no País: Peças. amostras. Importações com Cobertura Cambial São as seguintes as principais modalidades de pagamento utilizadas no comércio internacional: a) b) c) d) pagamento antecipado ou remessa antecipada. Por implicar altos riscos para o comprador. remessa sem saque. doações. equipamentos. Importações sem Cobertura Cambial Modalidade comercial em que inexiste a Contratação do Câmbio. sendo utilizado geralmente por empresas interligadas (operações intercompanies). ou seja. Mediante expressa autorização no Licenciamento de Importação. pode existir a incidência do ônus cambial. é pouco freqüente. a de receber o pagamento antecipado. ou equivalente. Dividem-se em 02 categorias : 1. a) Pagamento Antecipado Realizado antes do embarque da mercadoria. Costuma ocorrer também na venda de produtos de alta tecnologia. As razões para escolha dessa modalidade podem ser: • financiar o exportador para produção da mercadoria.não só empresas. carta de crédito ou crédito documentário (Letter of Credit).10. pelas condições de mercado e quando há maior oferta. É importante notar que embora a Importação seja sem Cobertura Cambial. as condições para o exportador não serão favoráveis. acessórios. Se a procura é maior. principalmente na venda de máquinas e equipamentos feitos sob encomenda. fabricados sob encomenda. 42 . Assim. ou seja. cobrança. Quando o importador é desconhecido ou encontra-se num país sem estabilidade político-econômica. à saber: • • Com cobertura cambial Sem cobertura cambial 10. ao contrário do que ocorreria com empresas tradicionais. os exportadores melhoram sua situação negocial. a possibilidade de financiamento e os controles do governo. visto representar uma garantia contra o cancelamento do pedido. 10. Nos casos de Importação para fins de Investimento de Capital Estrangeiro requere-se o Certificado de Autorização do Banco Central-Firce 32. animais para reprodução. aproximando-se de uma condição ideal. Equipamentos para Teste ou demonstração e ainda em forma de arrendamento temporário “Leasing". os exportadores são obrigados a melhorar suas condições de venda. máquinas. não ocorre a remessa das Divisas ao Exterior. Assim. heranças 2. Outros fatores que interferem nas condições de vendas são a margem de lucro desejada. e determinam a maneira pela qual o exportador receberá o pagamento por sua venda ao exterior. As modalidades de pagamento são estabelecidas nos contratos de compra e venda internacional.

portanto. por sua vez.• • • mercadorias de valor reduzido tais como: livros. Este é o motivo pelo qual não é muito freqüente a utilização deste processo. econômica e financeira. A Câmara de Comércio Internacional (CCI) estabeleceu regras e usos uniformes para cobrança documentária.. assinaturas de publicações. O pagamento poderá ser à vista ou a prazo. enquanto não receber a mercadoria. que será enviada a um banco no país do importador. e tem ainda a oportunidade de fechar o câmbio da operação. não poderá ter certeza do regular cumprimento da obrigação por parte do exportador. que define as responsabilidades das partes nesse processo. dar ordem protesto por falta de pagamento ou aceite etc. quando o importador não é conhecido nos meios comerciais. emite uma letra de câmbio. 43 . Veja a seguir o esquema do Pagamento Antecipado para melhor entendimento: BRASIL (6) mercadorias OUTRO PAÍS LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (11) mercadorias (5) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (2) pagamento (1) negociações (7) documentação IMP (10) documentação EXP (8) documentação (4) pagamento (9) documentação BANCO BANCO (3) ordem de pagamento b) Cobrança ou Cobrança Documentária O exportador. cobrar juros de mora. transações com países importadores de elevado risco. após o embarque da mercadoria. O banco age apenas como mandatário da cobrança. conforme tiver sido convencionado. tem a garantia de que a mercadoria somente será entregue ao importador se suas instruções forem cumpridas. o importador só poderá retirar do banco os documentos para desembaraço da mercadoria se "aceitar" (assinar. O importador remete previamente o valor da transação. No caso da cobrança a prazo. de vez que. que lhe será apresentada para pagamento na época oportuna. juntamente com os documentos de embarque. após o que. sem estabilidade política. manifestando concordância) a cambial. Vamos detalhar à seguir as duas formas da Cobrança. adotada pela grande maioria dos bancos que prestam esse serviço. Esta modalidade de pagamento coloca o importador na dependência do exportador. e para tanto segue à risca as instruções de cobrança do exportador: cobrança à vista ou no vencimento. O exportador.. o exportador providencia a exportação da mercadoria e o envio da respectiva documentação. implicando. chamada Publicação no 522. medicamentos etc. também denominada "saque" ou "cambial". tal ocorre no mercado nacional. riscos para o primeiro.

ocorrer que o exportador remeta a documentação de embarque (fatura. os documentos (fatura comercial. Uma vez recebidos os documentos e o saque pelo correspondente. o exportador entrega a um banco se sua preferência os documentos de embarque.) serão entregues ao importador contra pagamento. juntamente com um saque (tipo de duplicata) contra o importador. com vencimento à vista. Com isso. ainda. conhecimento de transporte. o esquema da Cobrança para melhor visualização: BRASIL (3) mercadorias OUTRO PAÍS LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (9) mercadorias (2) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (8) pagamento (1) negociações (4) documentação IMP (7) aviso EXP (5) documentação (11) pagamento (6) documentação BANCO BANCO (10) ordem de pagamento 44 .1. enviando em cobrança apenas um saque.) são acompanhados de um saque com vencimento futuro (saque a prazo). este os registra para cobrança.b. conhecimento de embarque. mas pagará somente no vencimento do saque Esclarece-se que somente após a liquidação (pagamento) do valor constante no saque ocorre a transferência do respectivo valor da transação pelo banco cobrador ao banco remetente. a um seu correspondente na praça do importador. no tocante à apresentação. Poderá. etc. etc. conhecimento de embarque. ocasião em que o banqueiro encarregado da cobrança envia as divisas para o banco remetente. O saque recebido subordina-se às mesmas normas de cobrança dos títulos emitidos no país. Na seqüência. o banco cobrador promove a transferência da moeda estrangeira para o exterior e entrega ao importador a documentação. ao aceite e ao protesto.2.) Cobrança a Prazo Na cobrança a prazo. acompanhados de uma carta-cobrança. que entrará na posse da mercadoria imediatamente (documentos contra aceite). b. etc. em conformidade com instruções emanadas do banco remetente (banqueiro no exterior que enviou os documentos em cobrança) e dá aviso ao sacado (importador) para que liquide a transação. o credor (exportador) estará financiando o importador. Efetuado o pagamento. O banco por sua vez. Neste caso.) diretamente ao importador. Todos os documentos (fatura comercial. a fim de que ele possa providenciar a liberação da mercadoria na alfândega.) Cobrança à Vista Após a expedição da mercadoria. para cobrar do sacado. remete os documentos. o banco remetente instrui o banqueiro cobrador para entregar esses documentos contra aceite do importador.

aceitar ou negociar tais saques. por instruções de um seu cliente (importador . chamadas de "emendas". emitida por um banco. Neste tipo de crédito. ou deve pagar ou aceitar os saques emitidos pelos beneficiários. Na prática. Podemos defini-la como uma ordem de pagamento condicional. inclusive políticos (moratória). e o importador a certeza de que só haverá pagamento se suas exigências forem cumpridas. mediante o cumprimento dos termos e condições do crédito.o tomador do crédito). porque oferece melhores garantias tanto para o exportador quanto para o importador. é emitido um documento pelo qual um banco (o banco emitente). um outro banco. a pedido de seu cliente importador. banqueiro confirmador. a saber: banqueiro emissor."Regras e Usos Uniformes para Créditos Documentários". O importador terá a garantia de que o pagamento somente será efetuado ao exportador após este apresentar documentação competente. contra entrega de documentos estipulados. que somente faz jus ao recebimento se cumprir todas as exigências por ela estipuladas. O banco emitente poderá também.o beneficiário) ou à sua ordem. aceitas internacionalmente. Os riscos políticos também podem ser eliminados ou reduzidos. você terá melhor visualização: BRASIL (6) mercadorias OUTRO PAÍS LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (11) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (5) mercadorias (10) documentação (1) negociações (7) documentação IMP (2) abertura de crédito EXP (8) pagamento (4) aviso de abertura de crédito (3) aviso de abertura de crédito BANCO BANCO (9) documentação 45 . pois ela confere ao banco a responsabilidade pelo pagamento. O exportador tem a garantia de pagamento de dois ou mais bancos.L/C) pode ser emitida para pagamento à vista ou a prazo e por se constituir em uma garantia bancária. em favor de um exportador. ou em seu próprio nome. A carta de crédito pode sofrer alterações. A Carta de Crédito (Letter of Credit . confirma a garantia dada pelo banqueiro emissor do crédito. A carta de crédito é uma alternativa para o exportador que não quer assumir os riscos comerciais de uma operação. geralmente fora do país do importador. A Câmara de Comércio Internacional estabeleceu normas para emissão e utilização de créditos documentários. Com esquema a seguir da Carta de Crédito. ou a pagar. que somente terão validade se forem aceitas por todas as partes intervenientes no crédito. desde que os termos e condições do crédito sejam totalmente cumpridos. compromete-se a efetuar um pagamento a um terceiro (exportador . se o banqueiro emissor não puder pagar por qualquer motivo. Ou seja. Porém. algumas precauções são necessárias. é uma modalidade de pagamento bastante usual. consubstanciadas na Publicação no 500 . acarreta custos adicionais para o importador. autorizar outro banco a efetuar tal pagamento. o banqueiro confirmador pagará em seu nome. que paga taxas e comissões para abertura do crédito. além de contragarantias exigidas pelo banqueiro emissor. também conhecida por "crédito documentário". se utilizada uma carta de crédito confirmada. tomador do crédito e beneficiário.c) Carta de Crédito ou Crédito Documentário A carta de crédito.

providencia a remessa da quantia respectiva para o exterior. razão pela qual também não é muito freqüente a utilização de tal modalidade de pagamento. a não ser nos casos de importações realizadas por filiais ou subsidiárias de firmas do exterior O risco para o importador é nulo.d) Remessa sem Saque O exportador embarca a mercadoria e envia diretamente ao importador todos os documentos da operação. pois o pagamento somente é efetuado depois de recebida a mercadoria. O risco para o exportador. o exportador deve confiar na honestidade do importador. promove o desembaraço da mercadoria na alfândega e. é pleno. posteriormente. porque. Neste caso. fica sem nenhuma garantia. A seguir o esquema da Remessa sem Saque: BRASIL (3) mercadorias LOCAL DE DESEMBARQUE --------------Alfândega (6) mercadorias (1) negociações (10) pagamento OUTRO PAÍS (2) mercadorias LOCAL DE EMBARQUE --------------Alfândega (4) documentação IMP (9) aviso (5) documentação EXP (7) saque (12) pagamento (8) cobrança BANCO BANCO (11) ordem de pagamento 46 . pois a mercadoria foi entregue ao comprador sem nenhuma garantia de pagamento. O importador recebe diretamente do exportador os documentos de embarque (sem saque). entretanto.

1. sujeitas à tributação fiscal. onde: VA = a= b= c= d= e= f= Valor aduaneiro alíquota do II alíquota IPI alíquota PIS/Pasep alíquota Cofins alíquota ICMS despesa aduaneira 47 . Importações com suspensão de impostos. segurança ao Produto Nacional. incentivo ao Exportador Brasileiro e retenção de saída de Divisas do País. Assim. ao passo que o afrouxamento das mesmas irá estimulá-lo. Distribuição do Regime Fiscal As importações brasileiras encontram-se de uma forma ampla. Importações com redução de impostos. de acordo com a necessidade básica do País.11. para favorecer a venda do Produto Nacional.3. Obviamente que uma elevação exagerada de tarifas provocará um impasse no Mercado.Instrução Normativa RFB nº 572 Lei 11. Importações com isenção de impostos. Importações com carga tributária.196 publicada no DOU de 22/11/2005. distribuímos o Regime Fiscal. 11. e regular o Mercado. como segue : 1. determinados pelas autoridades Legais. sendo que na importação. aumentando ou diminuindo seu potencial quantitativo. REGIME FISCAL NA IMPORTAÇÃO 11. 11. No entanto. uma vez que tais medidas visam proteger o Mercado Interno. 2. o Imposto age como um fator protecionista. artigo 44 revigora o que havia sido previsto pelo artigo 41 da Medida Provisória 252/2005. deixando-se de lado o aspecto arrecadação.2. cuja aplicação visa única e exclusivamente elevar o preço da mercadoria. Funções do Imposto Em termos de aspectos fiscais. NOVO CÁLCULO DE PIS E COFINS NA IMPORTAÇÃO . o Imposto terá a finalidade de aumentar a renda do Estado. 3. 4. Exceto em casos específicos. o contribuinte é o próprio importador da mercadoria. Tributos na Importação e cálculos Os Impostos são devidos sempre pelo contribuinte. o cálculo dos Tributos é feito através de aplicação de alíquota Ad Valorem.

Este conceito. Considera-se que há prática de dumping quando uma empresa exporta para o Brasil um produto a preço ( preço de exportação) inferior àquele que pratica para produto similar nas vendas para o seu mercado interno (valor normal). Apesar de existir certa semelhança. Vale ressaltar que vendas realizadas em condições de “dumping” ou as com utilização de subsídios dão lugar à aplicação de direitos “antidumping” e compensatórios. considerados os custos de produção. a um outro que apresente características suficientemente semelhantes. Valor Normal: É.12.obtenção de lucro: busca-se evitar que sejam utilizados como base para o valor normal preços abaixo dos custos unitários do produto similar. . Etimologicamente. embora sejam regidas por legislações diferentes. deverá ser o preço ex fabrica (isto é. também. já que ambas vigoram sob legislações distintas. . Nas operações de comércio Exterior. em volume significativo e em operações comerciais normais. pelo qual a mercadoria exportada é vendida no mercado interno do país exportador. em princípio. entendido tanto pelo código da OMC. Desta forma. desde que o preço seja compatível com aquele que seria praticado para empresas independentes. a diferenciação de preços já é por si só considerada como prática desleal de comércio. quando não existir produto idêntico. ao contrário. operações entre empresas vinculadas poderão ser consideradas para determinação do valor normal. danos a uma atividade industrial do país importador. Ambas as medidas. em dois princípios fundamentais: • • venda de uma mercadoria a preço mais baixo que no mercado local do país exportador. temos que são respeitadas todas as normas usuais em matéria de concorrência. Este fenômeno do “dumping” também se aplica ao comércio interno de um país. e à vista. portanto. a análise está orientada para o estudo das barreiras aplicadas em situações reais. são de diversa índole. Dumping Designam operações de venda realizada abaixo do custo de produção.volume significativo: considera-se como volume significativo vendas no mercado interno do país exportador que representem pelo menos 5% do volume exportado para o Brasil. que certos tipos de legislações catalogam como constitutivas de concorrência desleal. 12. no caso de vendas realizadas com a utilização de subsídios. o que acontecerá quando uma mercadoria for vendida no mercado exterior a preços inferiores aos do mercado interno. como será visto a seguir. Tais causas. no entanto. que se configura pela prática do fenômeno chamado "dumping" ou. a origem do termo é o verbo inglês "to dump". . normalmente ex fabrica. São as vendas feitas à perda. o “dumping” ficará configurado toda vez que existir uma discriminação de preços entre dois mercados. quanto pela quase totalidade das legislações existentes sobre a matéria.compradores independentes: busca-se garantir que o valor normal não esteja influenciado por relações entre empresas vinculadas que poderiam envolver prática de preços de transferência distintos daqueles encontrados em operações entre empresas independentes. obedecem a causas totalmente diferentes. isto é. SISTEMAS MODAIS PROTECIONISTAS Ao estudarmos as barreiras protecionistas aplicadas ao Comércio Exterior. vendas a compradores independentes e nas quais seja auferido lucro. Neste novo tema. que não permitam cobrir todos os custos dentro de período razoável. embora tenham resultados semelhantes. No entanto. em decorrência da discriminação de preços. Tipos de “Dumping” Ao categorizar as diversas modalidades de “dumping” significa pesquisar as causas pelas quais um exportador decide vender suas mercadorias no mercado externo a preços inferiores aos do interno. apoia-se. em princípio. a aplicação prática de cada uma dessas medidas apresenta sensíveis diferenças. o preço. costuma-se confundi-las.1. Tal preço. não podendo nelas ser incluído o fato de a realização da venda ser feita a preço inferior 48 . É muito importante fazer esta distinção. sem impostos) e à vista. os administrativos e de comercialização. designando-as sob o nome genérico de “dumping”. na literatura especializada. sem impostos. Preço de Exportação: O preço de exportação será o preço efetivamente pago ou a pagar pelo produto exportado ao Brasil. Vejamos em separado cada uma delas. denotativo da ação de despejar ou descarregar uma coisa. dependendo do caso. Produto Similar: Um produto é considerado similar a outro quando é idêntico àquele ou. causando dano à atividade industrial do país importador.

sendo o produto similar de inferior qualidade. o que configura um fenômeno diferente. Reduz sua margem de lucro . mas devido a uma recessão. Permanente . corre-se o risco de que a concorrência acabe por destruir ambas as partes. porém de população relativamente reduzida. que seria o ponto ótimo. onde as indústrias desse tipo estariam ainda numa etapa menos avançada. Preço alto em seu próprio país País B reduzido baixo Fabrica televisores em cores – artigo de luxo para pequena faixa da população País C reduzido baixo Fabrica televisores em cores – artigo de luxo para pequena faixa da população Tamanho de mercado Nível tecnológico Produto Para atingir as faixas de mercado de menor renda Vantagens Ocasional – origina-se em fatos puramente conjunturais ocorridos no país exportador. Em tal caso. No entanto. O “dumping” predador também ocorre quando. Ocorre somente a compensação do baixo preço pago pelos consumidores dos países de menor renda pelos de maior renda. que podem deixar uma importante capacidade produtiva ociosa em conseqüência da queda no volume de produção. tenta eliminar a concorrência de seus competidores locais. a operação considerada no seu conjunto é lucrativa para o exportador. Desta forma. Exige uma indústria econômica e financeiramente muito forte. por é bastante custoso para a empresa. O enfraquecimento da indústria local seria o objetivo. uma vez que custos indiretos fixos teriam de ser alocados a um menor número de unidades produzidas. procurando obter uma situação de privilégio no país importador. vendendo a preços inferiores aos de seu próprio país. lançador de um produto que. Esta forma de “dumping” tem caráter de prática em períodos de tempo relativamente curtos. Esta última situação dá lugar à aplicação de direitos compensatórios. Pode-se apresentar de três formas diferentes: esporádico – é aquele que acontece em decorrência de defasagens quase imprevisíveis entre as forças de oferta e da procura no mercado interno do país exportador. obrigando o fabricante a vender a preços mais baixos para continuar atingindo as camadas de menor renda.ao do mercado local em decorrência da utilização de um subsídio. além de se fabricar para o mercado local. Este tipo de “dumping” pode ser inconveniente a ponto de interessar mais ao exportador a compra das indústrias concorrentes no país importador e sua posterior desativação. 49 . vende-se a preços inferiores aos normais. sua produção deixaria de ser rentável. abaixo da qual. para ser vendido a preço competitivo. País A grande alto Fabrica televisores em cores a custo baixo. além de que as indústrias similares existentes no país importador sejam econômica e financeiramente pouco significativas. os quais obedecem geralmente a uma alteração transitória nas condições de demanda interna.acontece quando um exportador. pois do contrário. capaz de suportar os prejuízos durante todo o tempo em que as vendas são praticadas a preços inferiores aos do mercado.decorre do fato de ser praticado de forma continuada e durante longos períodos. sendo de consumo popular . Vê-se claramente que no presente caso não há qualquer intenção de concorrência desleal. Este não é o mais comum dos “dumping”. Venderá com preços inferiores que seu país de origem . precisaria ser fabricado em uma determinada escala. as vendas caem. acarretando um aumento de custos por unidade. Depredador . Exemplo: País A vende um produto dentro de seu mercado a um preço determinado. Adaptar seus preços da população B e C . desde que se consiga manter dentro do nível ótimo de unidades produzidas. o número ótimo de unidades de produção só poderia ser atingido se. parte das mercadorias produzidas seriam vendidas em países em via de desenvolvimento. se fabricasse também para o mercado externo. Um exemplo típico deste tipo de “dumping” é o caso de um industrial localizado no país de renda média comparativamente alta. Aumenta o lucro global . querendo-se impor uma marca ou artigo num mercado novo.

poder-se-á efetuar comparação com o preço praticado no país de origem (valor normal). Tal período é de normalmente um ano e nunca inferior a 6 meses. Entretanto. porém. Ora. deve. para manter-se mais ou menos dentro dos padrões ótimos. cíclico – este tipo de “dumping” tem características duplas. há uma série de benefícios que podem ser outorgados de maneira indireta. Terá que manter seu nível de produção colocando o excedente num outro país. seria difícil subir novamente os preços. sendo suficiente a simples comparação de preços. o fabricante. não tem a preocupação de aviltar os preços em mercados estrangeiros. o preço de exportação será comparado com o valor normal encontrado neste país intermediário. por razões técnicas. Para evitar isto. alcançando somente as faixas de maior poder aquisitivo. intermitente – seria o ocasional. coisa que será difícil se. vendas efetuadas mediante concessão de benefícios adicionais: em tais casos. então. tornando-o efetivamente menor ao que aparece nos documentos de exportação. • • Margem de dumping Definição: É a diferença entre o valor normal e o preço de exportação. este terá de vender no mercado externo a preços inferiores aos do mercado local. o exportador quem paga o frete. sem que se procure qualquer ardil ou subterfúgio para ocultar a presença o fenômeno na operação. Muitas vezes. No entanto. vigentes durante o período estabelecido para investigação de existência " dumping". na realidade. será necessário vender o excedente de produção em países que atravessem a estação do ano apropriada. como a esse fabricante interessa continuar a trabalhar somente dentro de seu mercado a determinados preços. Parece-se com o ocasional pelo fato de decorrer de uma defasagem entre oferta e procura no país exportador. apesar de ser. terá de vender a preços inferiores aos normais. futuramente quando as coisas se normalizassem. poderá ocultar o “dumping” faturando a preços superiores aos da operação de exportação. assemelha-se ao permanente pelo fato de apresentar-se regularmente em períodos previsíveis. Constam também. Opta. dependendo das estações do ano. conforme a legislação do país a ser reexportado. eliminando as evidências que possam levar à sua constatação por parte das autoridades aduaneiras do país importador. se o nível de renda de tais países for inferior ao do país exportador. podese mencionar. são usados os seguintes métodos: • vendas através de empresas vinculadas: quando o exportador tem no país importador uma filial ou outro tipo de firma. conservar um nível de produção relativamente constante. Neste caso. de forma tal a incidirem sobre o preço de venda. seja por ele exercido. pois seus planos não incluem a exportação. seria o exportador de certos tipos de produtos sujeitos á maior ou menor procura. simula-se uma exportação feita em um país onde os preços internos da mercadoria em questão são mais baixos que em seu país de origem. caso: 50 . pela continuidade das vendas aos mesmos preços dentro de seu mercado. poderá ser requerido o certificado de origem para saber sua origem e procedência. Para que tal diferença seja calculada é necessário que se faça comparação justa entre o preço de exportação e o valor normal. Formas de Praticar o “dumping” “Dumping” Aberto – são cujos documentos de exportação refletem claramente nos preços a existência do mesmo. porém acontece com maior freqüência e em períodos irregulares. Caso o produto não seja exportado diretamente do país de origem. Dentre esses benefícios especiais.Se começasse a vender a preços mais baixos. Para isto. cujo controle. Nestes casos seria muito facilmente identificado. de certa forma. “Dumping” Encoberto – procura-se ocultar a manobra. a outorga de financiamento sem juros ou a juros irrisórios e a simulação de uma venda FOB. mas para vendê-lo rapidamente. as divisas vendidas seriam menores que as exportadas. a procura diminuir em determinadas épocas do ano. por exemplo. O sistema é simples. por causas climáticas. por outro lado. Um exemplo clássico. entre os benefícios que se poderiam outorgar a tomada das despesas de propaganda pelo exportador. operações através de terceiros países: nestes casos.

Considera-se como indústria doméstica a totalidade dos produtores nacionais de produto similar ao importado. capacidade produtiva e grau de ocupação. participação das importações objeto de dumping no total importado e no consumo aparente. 51 .Será entendido no sentido de dano material ou ameaça de dano material à indústria doméstica já estabelecida ou retardamento na implantação de uma indústria. estoques. desde que tais produtores vendam nesta região toda ou quase toda sua produção e que a demanda local não seja suprida por produtores estabelecidos em outros pontos do território nacional em proporção substancial.se atribuirá a margem ponderada de dumping obtida a partir das margens de cada uma das empresas incluídas na amostra. poderá ser feita através de uma amostra. ou o conjunto de produtores cuja produção da mercadoria em análise constitua parcela significativa da produção nacional. Caso existam produtores nacionais vinculados aos exportadores ou aos importadores. Para o cálculo da margem de dumping.Comparação Justa: Para que a comparação entre os dois preços seja justa é necessário que ambos estejam no mesmo nível de comércio. a indústria doméstica será considerada como o conjunto de produtores domésticos em atividade neste mercado. dois métodos: • • a diferença entre o valor normal e o preço de exportação para cada transação. importadores do produto objeto de dumping. caso esse número seja muito grande. Cálculo: A margem de dumping será calculada para cada um dos conhecidos produtores estrangeiros do produto investigado ou. Dano à indústria doméstica Indústria doméstica . produtividade. eliminadas por meio de ajustes. ou sejam. ou a diferença entre o valor normal médio ponderado e o preço médio ponderado de exportação de todas as transações comparáveis. produção. podem ser utilizados. normalmente o ex fabrica. Dano . e que sejam relativos aos períodos mais próximos possíveis. deverá ser avaliada a evolução dos seguintes indicadores: a) importações: • • • • • • • • • • valor e quantidade por país de origem. ou c) não houver preço comparável para o produto no país intermediário.para os não incluídos na amostra . Diferenças na tributação. preços domésticos e margem de subcotação (diferença entre o preço do produto doméstico e o preço do produto importado internado). nos níveis de comércio. referindo-se a mesma ao restante dos produtores nacionais. nas características físicas. b) não houver produção do produto neste país intermediário. eles próprios. tais produtores não serão obrigatoriamente incluídos na definição de indústria doméstica. Para a determinação de dano. nas quantidades. na medida do possível. lucros. indústria doméstica: vendas e participação no consumo aparente. A margem de dumping será calculada para cada um dos que compõem a amostra e . emprego e salários. . em princípio.a) o produto só transitar pelo país intermediário. preço. Quando o território nacional puder ser dividido em dois ou mais mercados competitivos e as importações do produto objeto de dumping se concentrarem em um desses mercados. nas condições de comercialização e quaisquer outras que afetem a comparação de preços devem ser consideradas e.

direta ou indiretamente.País exportador: é o país . concedido. Objetivo As medidas compensatórias têm como objetivo compensar subsídio concedido.um subsídio é denominado acionável. as transações em questão serão consideradas como tendo ocorrido entre o país exportador e o Brasil. mesmo sendo específicos.de origem ou de exportação . d) estoques do produto sob investigação. serão considerados. Este direito deverá ser igual ou inferior ao montante do subsídio acionável. Para que seja configurada a existência de ameaça de dano material. Com efeito. quando o subsídio é dado a toda uma atividade. a) acionáveis . Classificação Os subsídios podem ser denominados como acionáveis e não acionáveis. forem concedidos nas seguintes situações: Entende-se. se for específico. os seguintes fatores: a) significativa taxa de crescimento das importações do produto objeto de dumping. no país exportador. no interior do território do país exportador. c) importações realizadas a preços que provoquem redução nos preços domésticos ou impeçam aumento dos mesmos. mas a partir de um país intermediário. que o benefício fique sujeito à realização prévia de uma determinada atividade econômica. Esse conceito abrange diversas situações. exportação ou ao transporte de qualquer produto.2. no país exportador. produção. à exportação ou ao transporte. em função das seguintes hipóteses: haja. entre outros. necessitam das seguintes características: • • que o benefício acordado não exige uma contraprestação equivalente por parte do beneficiado. contribua para aumentar exportações ou reduzir importações de qualquer produto. . defronta-se com uma medida interna cuja finalidade não é a intervenção no mercado internacional. Subsídios – Direitos Compensatórios Definição de direito compensatório: é o direito imposto às importações de produtos beneficiados com subsídio acionável. por subsídio todo prêmio ou subvenção.são aqueles não sujeitos a medidas compensatórias por não serem considerados específicos ou. isto é. Quando os produtos não forem exportados para o Brasil diretamente do país exportador. seja à produção. com o objetivo de neutralizar o dano causado à indústria doméstica. direta ou indiretamente. b) não-acionáveis . cuja exportação ao Brasil cause dano à indústria doméstica. independente do fato de o produto da referida atividade ser ou não exportado. conjuntamente. todas elas. 52 . Nem todas as situações abrangidas por este tipo de subsídio podem ser consideradas justificativas da aplicação de direitos compensatórios.• balanço patrimonial e demonstrativos de resultado. qualquer forma de sustentação de renda ou de preços que. para a fabricação. Subsídios “Ad Valorem” à Exportação – de todos os diversos tipos de subsídios. sujeito a medidas compensatórias. de forma direta ou indireta. Definição Entende-se como subsídio a concessão de um benefício. porém. 12.onde é concedido o subsídio. este é o mais direto e configura-se quando o Governo paga ao exportador uma quantia proporcional ao montante de suas exportações Subsídios à Produção – nestes casos. para constituírem subsídio propriamente dito. portanto. o prêmio não é dado em proporção às exportações e sim às venda realizadas pelo produtor. ou haja contribuição financeira por um governo ou órgão público. b) suficiente capacidade ociosa ou iminente aumento substancial na capacidade produtiva do produtor estrangeiro.

são devolvidos mais impostos do que os realmente pagos.encontramos diversos subgrupos a seguir detalhados: • taxas de câmbio especiais . • • • • • créditos especiais – trata-se de situações em que há concessão de créditos em condições mais favoráveis que as consideradas normais dentro de um determinado mercado (sem especulação financeira). É necessário deixar esclarecido que as isenções impeditivas referentes a tributos que gravam as vendas de mercadorias dentro do mercado interno que são repassáveis ao consumidor. em proporção substancial. não seria passível de direitos compensatórios quem industrializasse e exportasse esse trigo. onde juros 20% ou 30% maiores que a taxa de inflação. podendo a mesma ser interpretada como ao restante dos produtores nacionais. estabelecidos em outro ponto do território nacional. se o Governo decidisse outorgar créditos ao exportador a uma taxa 10% acima da inflação. o que.neste caso é outorgado uma taxa de câmbio especial à importação de certos insumos que. tratamento fiscal preferencial – incluem-se neste item todos os benefícios fiscais concedidos por causa das exportações. devido a uma operação de Drawback. Quando o território brasileiro puder ser dividido em dois ou mais mercados competidores e as importações do produto subsidiado se concentrarem em um desses mercados. a isenção de impostos internos nas compras de insumos feitas pelo fabricante exportador – Drawback verde e amarelo. Temos como exemplo o que ocorre hoje no Brasil.em atividade nesse mercado . Incluem-se neste subgrupo: • • • crédito-prêmio e o abatimento do IR de lucros apurado nas vendas internas versus exportações a amortização acelerada de ativos destinados à exportação. não poderíamos confirmar a existência de subsídio.Caso semelhante ocorreu no Brasil quando a produção de trigo foi subsidiada com fins sociais. ou de produto similar proveniente de outros países.Será entendido no sentido de dano material ou ameaça de dano material à indústria doméstica já estabelecida ou ao retardamento sensível na implantação de uma indústria. a devolução excessiva de direitos de importação quando. o conjunto de produtores de cada um desses mercados poderá ser considerado como indústria doméstica quando: os produtores . Para a determinação de dano. posteriormente. em princípio. taxas de câmbio múltiplas – consiste em fixar taxas de câmbio abaixo do nível real para aquelas mercadorias que um país tradicionalmente exporta e para as quais suas Vantagens Comparativas são indiscutíveis. Dano à Indústria Doméstica Indústria doméstica . a isenção de impostos às compras de equipamentos destinados à produção de mercadorias exportáveis. Simplesmente o Governo estaria concedendo créditos a taxas de juros tidas como normais no mercado. Caso existam produtores nacionais vinculados a exportadores ou a importadores.Considera-se como indústria doméstica a totalidade de produtores nacionais de produto similar ao importado. tais produtores não serão obrigatoriamente incluídos na definição de indústria doméstica. a fim de facilitar o consumo interno. e a demanda local não for suprida por produtores de produto similar. ou aqueles cuja produção conjunta constitua parcela significativa da produção nacional total da mercadoria em análise. deverá ser avaliada a evolução dos seguintes indicadores: • importações: 53 . ou sejam eles próprios importadores do produto alegadamente subsidiado. serão utilizados em processos de fabricação cujo produto resultante será finalmente exportado. Dano . não constituem subsídio.venderem toda ou quase toda sua produção de produto similar neste mesmo mercado. Subsídios Variáveis . Esta taxa será superior ao valor normal no caso de exportações para as quais o país conta com menores Vantagens Comparativas.

produção. countervailing duties e compensatory duties. participação no mercado. 54 . pelo menos do ponto de vista pedagógico. que normalmente são aplicados quando da entrada das mercadorias num determinado país. • • 12. Por outro lado. . suficiente capacidade ociosa ou iminente aumento substancial na capacidade produtiva do produtor estrangeiro. Embora tenham ambos nítidas finalidades protecionistas. os quais estudaremos. Ao contrário. sua aplicação depende do início de um processo cujos resultados sujeitar-se-ão à avaliação de determinadas circunstâncias de natureza político-econômicas. Direitos Corretivos Como direitos corretivos temos: antidumping. Este direito deverá ser igual ou inferior à margem de dumping apurada. cada um deles à seguir: “Antidumping” Definição de direito antidumping: é o direito imposto às importações realizadas a preços de dumping. importações realizadas a preços que provoquem redução nos preços domésticos ou impeçam o aumento dos mesmos.conjuntamente .Caráter Facultativo – significa que os mesmos não são automaticamente aplicados toda vez que os extremos previstos pela legislação como configurativo do fenômeno “dumping” forem constatados. preços. estoques. Como o próprio nome indica.• • • • • • • • • • • • valor e quantidade. indústria doméstica: vendas e participação no consumo aparente. indicativa de provável aumento substancial destas importações. independendo das condições de venda da mesma.3. são direitos aplicados em relação a produtos que estejam sendo objeto de “dumping” por parte de outros países. preços domésticos. lucros. serão considerados . participação das importações no total importado e no consumo aparente. É importante distinguir os direitos “antidumping” dos direitos aduaneiros. empregos e salários. produtividade. destacadamente. há características próprias a cada um deles. com o objetivo de neutralizar seus efeitos danosos à indústria nacional. a aplicação dos direitos aduaneiros é automática e deve obrigatoriamente ocorrer toda vez que uma mercadoria for introduzida num país. capacidade de captar recursos ou investimentos e retorno dos investimentos. que justificam a diferença.os seguintes fatores: • • natureza do subsídio ou subsídios em causa e os seus prováveis efeitos sobre o comércio. capacidade produtiva e grau de ocupação. Na determinação da existência de ameaça de dano material. significativa taxa de crescimento das importações do produto subsidiado.

ou os produtores cuja produção total de bens similares ou diretamente concorrentes ao importado constitua uma proporção substancial da produção nacional de tais bens. . das importações. citamos – se o país A vende uma determinada mercadoria dentro de seu mercado a US$ 100. participação no mercado. estabelecido no território brasileiro. Indicadores analisados Para fins de determinação de prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave causado pelo aumento das importações.Prejuízo Grave ou Ameaça de Prejuízo Grave Entende-se por prejuízo grave a deterioração geral e significativa da situação de uma determinada indústria doméstica e por ameaça de prejuízo grave a clara iminência de prejuízo grave.00 a unidade. Em outras palavras. devido à existência de uma política de sustentação de preços determinada pelo governo. porém exporta para o país B a US$ 80. evidenciado pelas alterações de fatores econômicos. Compensatory Duties São aplicados nos casos em que o produtor nacional deve pagar mais caro suas matérias-primas. a parcela do mercado interno absorvida por importações crescentes. seriam aplicados no país B. eventualmente. lucros e perdas. o governo procura anular a vantagem competitiva do produtor estrangeiro. tais como: produção. 12. Salvaguardas Objetivo As medidas de salvaguarda têm como objetivo aumentar. que aplicam altos tributos a entrada de mercadorias competitivas da indústria nacional. em quantidade. serão levados em conta todos os fatores objetivos e quantificáveis relacionados à situação da indústria doméstica afetada. aumentando a sua competitividade. o conjunto de produtores de bens similares ou diretamente concorrentes ao produto importado. e outros fatores que. os US$ 20.00. em particular. possam estar afetando a situação da indústria doméstica em causa. com base em fatos e não apenas em alegações ou possibilidades remotas. em termos absolutos e relativos. Poderão ser iguais ao valor dos subsídios pagos ou ser superiores ao valor daqueles. rendimento de capital investido. a proteção a uma indústria doméstica que esteja sofrendo prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave decorrente do aumento. pois os altos tributos inviabilizam a operação de “dumping”.4. estoques. os seguintes: • • • volume e a taxa de crescimento das importações do produto. ainda. O termo "indústria" inclui. com a finalidade de forçar a eliminação dessa prática. Countervailing Duties São direitos aplicados à importação de determinados produtos que estejam sendo objeto de subsídios por parte do governo do país exportador. ou seja. • 55 . direitos “antidumping” para compensar a diferença. Como exemplo. embora não relacionados com a evolução das importações. Indústria Doméstica Considera-se como indústria doméstica. variando seu montante em função da compensação pretendida. preços (queda ou sua não elevação. em termos absolutos ou em relação à produção nacional. que poderia ter ocorrido na ausência de importações). Mediante a aplicação desses direitos sobre a importação de certos artigos manufaturados que concorram com similares nacionais. impacto sobre a indústria doméstica.Países que tem uma forte estrutura protecionista.Caráter Variável – caracterizam-se por carecerem de um valor fixo. os direitos “antidumping” seriam equivalentes a 25% do preço de exportação. . fluxo de caixa e emprego. com o intuito de que durante o período de vigência de tais medidas a indústria doméstica se ajuste.00. em relação aos seus competidores estrangeiros. não é necessário utilizar o “antidumping”. vendas. as atividades ligadas à agricultura. capacidade utilizada. temporariamente.

a intervalos regulares durante a sua vigência. realizadas sob a égide do Comitê de Salvaguardas da OMC. dos países fornecedores e a probabilidade de as exportações resultantes dessa capacidade se destinarem ao mercado brasileiro. e. a SECEX procederá a revisão.restrições quantitativas. Ao longo da vigência da medida. como tal considerado a média das importações nos últimos três anos representativos para os quais se disponha de dados estatísticos. transformando-se em prejuízo grave.TEC. Caso tenha sido aplicada medida de salvaguarda provisória. existente ou potencial. reestruturação da indústria doméstica. Acompanhamento e revisão da medida A SECEX acompanhará a situação da indústria prejudicada durante o período de vigência da medida de salvaguarda. Prazo de Vigência: A medida de salvaguarda terá inicialmente prazo de vigência de até 4 anos. se examinará adicionalmente se é claramente previsível que tal ameaça venha a se concretizar. o seu prazo de vigência será computado para efeito de vigência total da medida de salvaguarda. assumirá a forma de um compromisso da indústria. No caso de utilização de restrições quantitativas. será feito acompanhamento da implementação deste programa e. se for o caso. concomitantemente. proporá a 56 . a medida será revogada. ou II . Compromisso de ajuste Com vistas a alcançar o objetivo supracitado. na importação do produto no período recente e levando em conta fatores especiais que possam estar afetando o comércio deste produto. a mesma deve apresentar programa de ajuste a ser implementado durante a vigência da medida. na qual serão examinados os efeitos concretos por ela produzidos. Poderão ser adotados outros critérios na alocação de cotas. e de que as condições para aplicação desses critérios são eqüitativas para todos os supridores do produto em pauta. Quando a duração da medida de salvaguarda exceder a três anos. Não sendo viável o acordo. a medida de salvaguarda. no período recente. por meio de adicional à Tarifa Externa Comum . desde que constatada a insuficiência ou a inadequação dos esforços no sentido do ajuste pretendido ou a alteração nas circunstâncias que suscitaram originariamente a aplicação da medida. será fixada cota para cada país diretamente interessado. distintos do aumento das importações que.elevação do imposto de importação. o governo brasileiro poderá celebrar acordo com os governos dos países diretamente interessados no fornecimento do produto e sobre a distribuição de cotas entre os mesmos. a não ser que exista uma justificativa clara de que é necessário um nível diferente para prevenir ou reparar o prejuízo grave. Tal programa será analisado e uma vez considerado adequado para os fins a que se propõe. Formas de Aplicação: As medidas de salvaguarda podem ser aplicadas como: I .No caso de ser alegado ameaça de prejuízo grave. em valor ou quantidade. desde que o Comitê considere terem sido oferecidas demonstrações claras de que as importações originárias de determinados países aumentaram mais do que proporcionalmente em relação ao crescimento total das importações do produto em questão. tais medidas não reduzirão o volume das importações abaixo do nível de um período recente. No caso de utilização de cotas. tomando por base a participação relativa de cada um. sendo-lhe facultado propor às autoridades competentes (MDIC e MF) a revogação da medida. estejam causando prejuízo grave ou ameaça de prejuízo grave à indústria doméstica. Existindo outros fatores. mediante consultas aos governos dos países interessados. caso o mesmo não esteja sendo cumprido. este prejuízo ou ameaça não será atribuído ao aumento das importações. será liberalizada progressivamente. cujo período de aplicação for superior a um ano. no mais tardar até a metade da sua vigência. Liberalização da Medida Com o objetivo de facilitar o ajustamento. Para tanto se levará em conta fatores como a taxa de aumento das exportações para o Brasil. a capacidade de exportação.

Antes de prorrogar a medida de salvaguarda. As medidas que forem prorrogadas não serão mais restritivas do que as que estavam em vigor ao final do período inicial e continuarão sendo liberalizadas. Caso se decida pela prorrogação da medida. Prorrogação da medida O período de aplicação de medida de salvaguarda poderá ser prorrogado quando for determinado. por meio de investigação na qual será dada oportunidade para que todas as partes se manifestem. 57 . o Comitê de Salvaguardas da OMC deverá ser notificado e deverá ser oferecida oportunidade para realização de consultas prévias à prorrogação com os governos dos países que tenham interesse substancial como exportadores do produto em questão. não será superior a dez anos. A duração total da medida de salvaguarda. será publicada Portaria Interministerial no Diário Oficial da União e a decisão será notificada ao Comitê de Salvaguardas da OMC.revogação da medida ou a aceleração do processo de liberalização. O resultado dessa revisão de meio período será notificado ao Comitê de Salvaguardas da OMC. nos termos de compromisso firmado com o governo. que a aplicação da medida de salvaguarda continua sendo necessária para prevenir ou reparar prejuízo grave e que haja provas de que a indústria doméstica está em processo de ajustamento. incluindo o período de aplicação inicial e toda a extensão da mesma.

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