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SISTEMA DE ENSINO PRESENCIAL CONECTADO

SERVIÇO SOCIAL

DANIEL MAIA DE ARAUJO

O PLANEJAMENTO NO EXERCÍCIO DO SERVIÇO SOCIAL

Limoeiro do Norte-CE
2013
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DANIEL MAIA DE ARAUJO O PLANEJAMENTO NO EXERCÍCIO DO SERVIÇO SOCIAL Trabalho de Serviço Social apresentado à Universidade Norte do Paraná .: Rosane Malvezzi. Prof. Paulo Sérgio e Rodrigo Zambon. como requisito parcial para a obtenção de média bimestral na disciplina a de Trabalho Profissional II. Maria Angela.UNOPAR. Serviço Social e Terceiro Setor. Comunicação na prática do assistente social. Limoeiro do Norte-CE 2013 2 . Gestão Social.

................................ 4 2...................................... REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS... 10 3 .................... 5 3..........................SUMÁRIO 1..................................................................... 9 4............... DESENVOLMENTO.... CONCLUSÃO.............................. INTRODUÇÃO......................................

nos processos de gestão social. no sentido de elaborar e executar políticas públicas que venham ao encontro das reais necessidades. a gestão das políticas sociais. uma vez que proporciona articular gestão. comprometido. O assistente social tem como uma de suas atribuições. tendo em vista a busca de alternativas. envolvendo na elaboração e na execução de programas e projetos sociais. mas sim realizando-se de foram contínua ao longo da história passando por vários estágios. contribuindo por meio de seus conhecimentos teóricos. avaliação e o monitoramento das ações. É um processo racional que precisa de uma sequência antecipada de tempo não se manifestando em um dado momento. O planejamento é um dos pré-requisitos para o exercício profissional do assistente social.1. com uma prática voltada para a promoção social e garantia de direitos. INTRODUÇÃO O tema proposto do trabalho tem a finalidade de mostrar a importância do planejamento social na prática do exercício do profissional da assistência social. 4 . juntamente com os vários segmentos da sociedade brasileira.

O planejamento social surgiu visando superar a forma como a implementação era trabalhada no planejamento estratégico. 2003. ordenados em momentos definidos e baseados em conhecimentos teóricos. buscando também a participação dos vários níveis profissionais existentes. O planejamento social busca utilizar harmonicamente o planejamento estratégico e sua implementação. “Como processo metódico de abordagem racional e científica. dentro dos limites previstos para aquela ação. supõe uma seqüência de atos decisórios. implantar um processo de intervenção na realidade. fazer as coisas que realmente são importantes – socialmente desejáveis. que permite transformar a realidade numa direção escolhida. dar clareza e precisão à própria ação.2. ou ainda da própria sociedade. Pode-se dizer que o planejamento ocorre a partir de um processo de aproximações tendo como centro de interesse a situação delimitada como objeto de intervenção. a fim de aproximar realidade do ideal (GANDIN. a eficácia. p. agir de forma racional.. Visa também. Três questões básicas devem ser feitas 5 .] refere-se ao processo permanente e metódico de abordagem racional e científica de questões que se colocam no mundo social. [. onde as causas apontadas para tal fato era dissociação da natureza do planejamento como um processo. Têm por finalidade a eficiência. organizar a própria ação. 1999). explicitar os fundamentos da ação. científicos e técnicos” (BAPTISTA. Os profissionais acabavam não participando ou não atuando no processo de planejamento apenas para alguns profissionais acabava por isentar outros profissionais de implementação. pôr em ação um conjunto de técnicas para operacionalizar a ação. DESENVOLVIMENTO O planejamento pode ser entendido como um processo de trabalho. realizar um conjunto orgânico de ações.. ou seja. Enquanto processo permanente supõe ação contínua sobre um conjunto dinâmico de situações em um determinado momento histórico. a execução ideal de uma tarefa que se realiza. 13).

Hoje. sejam aliados à apreensão das condições subjetivas do ambiente em que ela ocorre: o jogo de vontades políticas dos diferentes grupos envolvidos. 40). a articulação desses grupos. estratégicas. que visa adequar e integrar a capacidade interna da organização ao ambiente externo (TAVARES. São elas: 1ª – Construção do objeto. no seu processamento as tensões e pressões embutidas nas relações dos diferentes sujeitos políticos em presença. assim. Admitindo o planejamento como uma “decisão a planejar”. p. 7ª – Identificação de prioridades de intervenção. além do conteúdo tradicional de leitura da realidade para o planejamento da ação. tem-se a clareza de que. 18). 2ª – Estudo de situação. 5ª – Coleta de Dados. operacionais e organizacionais. 6ª – Organização e análise. conforme apresentado por Baptista (2007. 2005.e retomadas dentro de um processo de planejamento: o que se quer atingir. para que o planejado se efetive na direção desejada. que são geralmente inscritas em relações de poder. ao conjunto de atividades intencionais e planejadas. e. o que se fará de forma concreta para atingir os objetivos/fins. é fundamental que. 6 . o movimento de reflexão-decisão-ação-reflexão que o caracteriza vai se realizando de acordo com as seguintes aproximações. que vai caracterizar o envolvimento de uma função política. pois este tem em seu cerne o processo contínuo de tomadas de decisões. a ênfase era dada aos aspectos técnico-operativos. p. a correlação de forças. desconhecendo. Baptista (2007) faz uma análise no sentido de que o planejamento social é revestido com uma dimensão política. as alianças ou as incompatibilidades existentes entre os diversos segmentos (BAPTISTA. p. Ao se tratar de planejamento. 3ª – Construção de referenciais teórico-práticos. 4ª – Levantamento de pressupostos. a que distância se está do que se quer alcançar. Corresponde. 79). 2007.

para os processos sociais contemporâneos (IAMAMOTO. quanto com uma visão ilusória e desfocada da realidade que conduz ações inócuas. modifica-se conforme as necessidades sociais advinhas das transformações societárias. O instrumento fundamental de um profissional de Serviço Social é o pensar crítico. para. Isto quer dizer que o profissional não deve mais trabalhar apenas no nível de execução e reprodução das ações. 9ª – Análise de alternativas de intervenção. Marx denomina este processo de união do pensamento e ação como práxis social. e sim de implementador destas ações. Assim. Olhar para fora do Serviço Social é condições para romper tanto com uma a visão rotineira. assim. p. que se inicia com a reflexão da situação e. 12ª – Implantação e Execução. trazendo novas demandas para esta profissão. 7 . 11ª – Implementação. e sendo esta mutável e histórica. conhecer. mas também preventiva. compreender e interpretar a realidade. concomitamente ao processo. 14ª – Avaliação. O profissional de Serviço Social atualmente necessita intervir com competência do seu pensar crítico. 15ª – Retomada o processo. propor uma intervenção não somente eficaz. Ambas têm um ponto em comum: estão de costas para a história. reiterativa e burocrática do Serviço Social. pois como é um profissional que trabalha na realidade. podemos entender que o processo de planejamento é clínico. 22). o qual requer investigar. 13ª – Controle. 2003. pois há a clara necessidade de antecipálas as mesmas formas profiláticas a fim de propor intervenções adequadas ás novas demandas apresentadas. que impede vislumbrar possibilidades inovadoras para a ação.8ª – Definição de objetivos e estabelecimentos de metas. devemos estar sempre refletindo no processo. 10ª – Planificação.

Exige-se um profissional qualificado. para a profissão de Serviço Social. mas que pensa.Iamamoto (2003. o exercício profissional cotidiano tem ampliadas as possibilidades de vislumbrar novas alternativas de trabalho nesse momento de profundas alterações na vida em sociedade. analisa. 43) ressalva que: O desafio de decifrar os novos tempos para que deles se possa ser contemporâneo. o processo de investigação da realidade social é elemento fundamental da prática. pesquisa. produzindo bons resultados. não só executivo. Pode-se afirmar que. que reforce e amplie a sua competência crítica. Alimentado por uma atitude investigativa. 8 . pois são nas singularidades e particularidades cotidianas que se podem encontrar respostas a uma intervenção com qualidade. decifra a realidade. p.

3. O cotidiano da prática profissional representa as possíveis dimensões do pensar crítico com um interminável leque de espaços de investigação. concluímos que o planejamento é um instrumento fundamental na práxis do assistente social que contribui para efetivação de ações em uma sociedade que demanda alternativas rápidas e eficazes. mas construí-lo. Onde o profissional não pode apenas reproduzir. CONCLUSÃO Contudo. pois é nas diversidades da realidade que os limites e possibilidades existentes permitem ao profissional um trabalho de qualidade. 9 . reportar o conhecimento. propondo respostas as problemáticas a serem resolvidas.

São Paulo. REFERÊNCIAS ZANONI. http://www.pdf 10 . Toscan Francielle. Planejamento social: serviço social.br/restrito/nepso2007/pdf/planejamento_no_servico_soc ial_final. editora: Pearson Education do Brasil. SITE: Acesso em: 07 de Mai de 2013.upplay.4. Eliane e BOGADO. 2009.com.