ASSOCIAÇÃO PAULISTA PARA O DESENVOLVIMENTO DA MEDICINA

CUIDANDO DE CUIDADOR
GUIA PRÁTICO PARA CUIDADORES INFORMAIS

São Paulo - 2011
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SPDM
Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina Presidente Prof. Dr. Rubens Belfort Mattos Jr. Vice-Presidente Prof. Dr. José Luiz Gomes do Amaral Conselheiros Prof. Dr. Angelo Amato Vincenzo de Paola Prof. Dr. Luc Louis Maurice Weckx Prof. Dr. Ronaldo Ramos Laranjeira Prof. Dr. Valdemar Ortiz Profa. Dra. Emília Inoue Sato

SPDM Instituições afiliadas
Superintendente Dr. Nacime Salomão Mansur Coordenadora das Diretorias Clínicas Prof. Dra. Roseli Giudici Coordenadora Administrativa Maria Alice Ferreira Lopes Coordenadora das Diretorias de Enfermagem Elizabeth Akemi Nishio

COLABORADORES
Ana Maria Silva • Enfermeira Antonio Carlos V. Vazquez •Psicólogo Eliane T. L. Almeida • Assistente Social Fabiana Dantas • Fisioterapeuta Jackeline Pillon • Fonoaudióloga José Carlos Martins • Fisioterapeuta Maira Barros Hasemi • Fonoaudióloga Patrícia A. L. Maciel • Nutricionista Tenille G Aguiar • Terapeuta Ocupacional

Revisor
Dra. Sandra de Oliveira Guaré

Coordenador
Dra. Yumi Kaneko Guia Aprovado pela Comissão de Prontuário do Hospital Geral de Pirajussara em 18/11/2008
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PREFÁCIO s A SPDM há 77 anos caracteriza-se pelo empreededorismo e inovação na saúde e sente-se muito orgulhosa com este livro que vem ampliar a ação das equipes de saúde dando ênfase e poder de ação curativa aos familiares e elementos da comunidade. Na sociedade moderna as fronteiras entre especialistas e profissionais é cada vez mais difusa com a necessidade de criação de habilidades e comportamentos resolutivos em benefício do paciente, com respeito a sua cidadania. Um dos grandes desafios da nossa época é a interface das diferentes tecnologias e o interelacionamento entre a tecnologia que depende de máquinas e a tecnologia humana que cuida também da comunicação e segue uma das mais importantes na área da saúde. A equipe da SPDM sob a liderança do Dr. Nacime Salomão Mansur é multidisciplinar e nesse livro que envolve praticamente todas as áreas relacionadas aos cuidados dos pacientes apresenta com maestria, ensinamentos muito importante sobre a arte de cuidar, amparar, diminuir o sofrimento, aumentar a qualidade de vida e o bem estar. A tecnologia e a quantidade de informações disponíveis é sem dúvida enorme e cada vez maior. No entanto, muitas vezes necessitamos apenas uma pequena parte dela, para confortar nossos pacientes e não necessitamos de currículos extensos e inúmeros artigos publicados para poder ensinar, transmitir e pensar aquilo que é necessário para ajudar as pessoas. Esse guia prático para cuidadores informais preenche dois dos objetivos mais importantes na área da tecnologia da saúde: A inovação e a Difusão. Profissionais muito bem capacitados e experientes ensinam o cuidador informal, membro da família e da comunidade a desenvolver as habilidades necessárias para conversar, orientar e até mesmo impor, quando necessário,as condutas ao bem estar do paciente.

A sociedade moderna, caracterizada por parcelas cada vez maiores de famílias desestruturadas, fraturadas e desamparadas bem como o número muito grande de idosos precisa cada vez mais dos cuidadores formados e informais e de Manuais como este. Prof. Dr. Rubens Belfort Mattos Jr.

dificuldades e características dos problemas que acometem o paciente e familiares. bem como. Superintendente das Instituições Afiliados da SPDM APRESENTAÇÃO s a um ato cuidador é agregar 5 . Assim.A arte do de respeito e solidariedade. compromisso e empenho no resgate da dignidade humana e qualidade de vida. no carinho e compreensão. que a pessoa esteja munida de conhecimentos técnicos básicos para a tarefa. alimentação. Este Manual traz com muita propriedade conhecimentos importantes para quem tem a nobre missão de ser cuidador. além dos estímulos naturais para o ato de cuidar. etc. permitindo melhor entendimento sobre as necessidades. sendo inestimável uma relação cidadã baseada no tratamento respeitoso. Estes atributos separados. Nacime Salomão Mansur. somente o ato técnico bem realizado. utilizando técnicas e processos de higienização. é fundamental. na ausência de preconceitos. por maior que seja a boa vontade. Dr. não alcançam o resultado esperado e desejado. maior segurança ao paciente. propiciem maior qualidade aos cuidados prestados e. não comtempla a totalidade das expectativas que cercam a vida de alguém com limitações ou necessidades especiais. Certamente. portanto. alguns conhecimentos técnicos.

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INTRODUÇÃO O presente manual foi criado a partir da necessidade de registrar as informações que vínhamos fornecendo aos cuidadores durante as orientações técnicas e nas rodas de conversas que acontecem no grupo “Cuidando de Cuidador”. este manual não substitui a assistência profissional e especializada de saúde que os pacientes devem receber nos devidos momentos. Entretanto. Sabemos quão difícil é a função do cuidador. Eles procuraram dar também. pedimos a um grupo de profissionais que se dedicam ao atendimento de pessoas com incapacidades funcionais temporárias ou permanentes que escrevessem sobre os temas que constam deste manual. observamos também o sentimento de desamparo destes familiares nesta situações. Evidentemente. familiares e profissionais de saúde que tem sido uma rotina desde 2007. que se esforçaram para comunicar conhecimentos complexos sobre os vários aspectos do cuidar em linguagem simples e direta. Pudemos contar com uma preciosa colaboração dessas pessoas. encontro semanal entre cuidadores. orientação concreta para que o cuidado ao paciente possa ser realizado de forma a atender as suas múltiplas necessidades. no Hospital Geral de Pirajussara. Além do medo gerado pelo desconhecimento. deparamos com conflitos entre os familiares e profissionais de saúde no momento da alta hospitalar por cuidadores não se sentirem seguros para levar e cuidar do seu familiar no domicílio. Muitas vezes. de uma maneira adequada e sem prejudicar a saúde física e emocional do cuidador. os familiares podem consultá-lo a fim de 7 Por que este manual? A quem se destina este manual? . Pensando nesse conjunto de problemas.

Agradecemos profundamente à liderança da SPDM. Esperamos cuidar dos cuidadores através deste manual acolhendo e mostrando os caminhos que podem ser seguidos durante a árdua tarefa de cuidar dos outros.após a alta hospitalar. Equipe de Cuidadores HGP Como consultar este manual? 8 . familiares ou não. Basta o usuário procurar o assunto de interesse no sumário para encontrar os esclarecimentos que se busca. adaptações domiciliares. que é essencial que cada cuidador cuide de si primeiro para cuidar dos outros nas suas melhores condições.). podem consultar o manual para sanar as dúvidas sobre como e o que fazer para cuidar bem do seu familiar com saúde debilitada Pensando na comodidade para usuários. . a ser utilizados em vários momentos: . recebendo orientações ou treinamentos pelos profissionais baseado nos assuntos discutidos neste manual. diretoria e todos colaboradores do Hospital Geral de Pirajussara que acreditaram na importância deste trabalho e se empenharam para concretizar a elaboração deste manual. alimentação.auxiliá-los nas eventuais dúvidas que tiverem durante o ato de cuidar dos pacientes em casa. Assim. este manual é destinado a todos cuidadores. de maneira que todos os procedimentos descritos são condutas discutidas entre profissionais de várias áreas. porém.enquanto paciente estiver internado. este manual é divido conforme assuntos (banho. etc. os cuidadores podem se preparar para alta hospitalar. Mais de um profissional contribuiu para escrever os capítulos. Lembramos.

.................................................................................................... 25 TREINAMENTO DE INTESTINO ... 30 CUIDADOS COM A OSTOMIA .................................. 24 Cateterismo vesical intermitente: técnica limpa................................ 18 Evitar que o paciente durma o dia todo e sempre que possível: ............................... 15 Seqüências para o banho ..................... 21 Cuidados com pacientes inconscientes ......................... 32 Hora do banho ................................... 17 ÚLCERAS DE PRESSÃO (ESCARAS) .............. 32 Vida social e familiar ................................... 19 Tratamento de escara ......................SUMÁRIO BANHO ............. 34 Dedicação........................................ 22 SONDA VESICAL DE DEMORA .. carinho e orientação correta .... 13 Quando tomar banho for um problema..................... 34 A importância dos cuidadores na saúde bucal............ 33 CUIDADOS NA SAÚDE BUCAL ......................... 14 Banho no leito ............ 13 Indo para o banheiro ............................................................................................................. .................................................... 33 Exercícios físicos e prática de esportes .............. 19 Acessório improvisado para mudança de posição ... 30 O programa de treinamento do intestino inclui os seguintes passos ........... 17 Auto cuidado ....... 34 ................................ 18 Prevenção de escaras ......... 18 Locais onde é mais comum o aparecimento de escaras ............................ 13 Banho propriamente dito ....................................................................................................... 33 Cuidados com a pele periestomal .................................................. 33 Uso de roupas ....... 13 Cuidados de higiene em pacientes dependentes............................................................................................................ 23 Tratamento de urina ................................................ 16 Higiene íntima ............................. 33 Freqüência do esvaziamento da bolsa ..........................

......................... 56 ADAPTAÇÕES AMBIENTAIS ................................................................ 37 A Língua ..................... 43 Adaptações caseiras ......... 66 CUIDADOS COM A MEDICAÇÃO ..... 42 Tipos de dietas ( via oral) ...............................................Escova dental ..... 71 .............................................. 38 ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E NUTRIÇÃO............................................... 66 Dificuldades de comunicação após um derrame.................................... 43 Dicas importantes para alimentar o paciente ....................................................................................................................................................... 42 Dietas hospitalares .......... 39 Pirâmide de alimentos ....................... 61 PROTEGER O PACIENTE ........................... 48 O que observar e como ajudar durante as refeições ..................................................................................... 50 Técnicas de preparo e higienização de sonda de alimentação . 44 DISFAGIA (DIFICULDADE DE ENGOLIR) ......... 59 Abaixo são citados exemplos de adaptações ........................... 42 Dieta enteral ... 70 PARA AQUELES QUE CONSEGUEM NOS AJUDAR .......................................................................................................................... 65 COMUNIÇÃO ............................................ 48 PACIENTE QUE USA SONDA DE ALIMENTAÇÃO..................................................................... 59 ESTIMULAÇÃO SENSORIAL ........ 71 Posicionamento ....................... 39 Noções de nutrição ...... 40 Formas de Alimentação .................... 36 Desinfecção de prótese .................................................... 71 Exercícios respiratórios ...................................................... 54 TRANSFERÊNCIAS ............. 71 Tosse ativa ........................................................................................................... 53 POSICIONAMENTO NO LEITO ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE ACAMADO .. 66 EXERCÍCIOS PARA O PACIENTE ......forma de preparo ... 63 É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO .........................

................................................. 79 Existem muitas formas de incorporar a atividade física à sua vida................ 86 Pensão ............ 83 Que o paciente ou familiar cuidador podem requerer: Amparo assistencial ao paciente ou deficiente   LOAS ...... 84 ÓBITO DENTRO DO HOSPITAL ...... 82 PREVIDÊNCIA SOCIAL PARA O CUIDADOR............................. 84 Medicação de alto custo ... 86 BIBLIOGRAFIA ........................................................................ 85 Quando o médico atesta o óbito ......... 77 Cuide do seu corpo ................................................................................................... 81 Exercícios para os ombros: ................. 83 Documentações para INSS ............... 83 Acidente de trabalho ................................................. 86 Seguro . 72 CUIDADOS NOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO PACIENTE ...................... 74 Diante desses quadros o cuidador pode ter ........... 75 CUIDANDO DO CUIDADOR ........................................... 87 ......... 77 Cuidados com as emoções .............................................................................................................. 85 Importante ................ 86 Contas bancarias ............. 74 O paciente pode emitir comportamentos como ........................ 81 Exercícios para os membros superiores: ....................... 75 Calma! Procure: ........................... 85 Quando o médico não atesta o óbito ............................... 85 Óbito na residência ................................. 75 Pode vivenciar ....................................... 83 Aposentadoria por invalidez : .........................................................PARA AQUELES QUE NÃO CONSEGUEM NOS AJUDAR (pacientes traqueostomizados)..................................................................................................................... Veja algumas dicas e sugestões:............................ 81 Exercícios para o pescoço (coluna cervical): ....Lei orgânica de assistência social .................................................................................. 82 Exercícios para os membros inferiores: ................................ 83 Aposentadoria por idade: ......... 84 Materiais para uso domiciliar ............................................. 79 DICAS DE EXERCÍCIOS PARA O CUIDADOR .. 74 Saiba que o paciente está vivenciando: ................................................ 84 Transporte .............................

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Alguns cuidados deverão ser tomados durante a realização da higiene corporal tais como: não permitir a existência de correntes de ar. O paciente pode estar com dificuldade para caminhar. Deixe no quarto do doente somente os móveis necessários.BANHO A higiene corporal constitui um fator importante para recuperação. dor. observe-o sutilmente. ter medo da água. tonturas ou mesmo sentir-se envergonhado por expor seu corpo diante do cuidador. neste momento. arejado e com o mínimo necessário para atendimento das suas necessidades. que deve ser limpo.   • Elimine correntes de ar fechando portas e janelas.  13 Indo para o banheiro .  • Prepare o banheiro previamente e leve para lá todos os objetos necessários para higiene.   • Separe as roupas pessoais antecipadamente.   • Evite deixar o paciente sozinho. conforto e bem estar do paciente.  • Se possível. pode estar deprimido. Respeite seus hábitos!  Cuidados de higiene em pacientes dependentes..   • Regule a temperatura da água que deve ser morna. bem como a higiene do ambiente.. especialmente se for do sexo oposto. Quando tomar banho for um problema. medo de cair. evite fixar os olhos em seu corpo (isto pode constrange-lo). o paciente deve ser despido no quarto e conduzido ao banheiro protegido por um roupão ou toalha.  Tentar identificar a(s) causa(s) da recusa é um bom começo. com infecções que geram mal estar. para evitar quedas. cuidar para que a porta do banheiro não possa ser trancada pelo lado de dentro e que a temperatura da água esteja adequada – em torno de 26 a 30º C.

articulares (dobra de joelhos. cotovelos. O banho propriamente dito cadeira higiênica 14 . principalmente as regiões de genitais. Para facilitar o banho de chuveiro. supervisione. Estimule.   Observe se há necessidade de cortar as unhas dos pés e das mãos. especialmente nos pacientes diabéticos. seque bem o corpo.   Após o banho. auxilie. Apenas nos estágios mais avançados da doença o cuidador deve assumir a responsabilidade de dar o banho. corte-as retas. observe se há lesões no couro cabeludo.   Não faça por ele. comprar ou improvisar uma cadeira higiênica. você pode alugar. axilas) e interdigitais (entre os dedos). em caso positivo. Mantenha se possível. oriente. com todo o cuidado.   Lave a cabeça no mínimo 3 vezes por semana.Oriente-o para iniciar o banho e auxilie-o se necessário. os cabelos curtos. posteriormente.

água morna. orelhas e pescoço. Na região sob as mamas das mulheres. luvas. sempre que possível. bacia. tórax e a barriga secandoos e cobrindo-os. rosto. previne o cansaço excessivo do cuidador e proporciona maior segurança para o paciente. escova de dente. Durante o banho colocar forro plástico e apoiar a bacia com água morna sobre a cama. Lavar os pés com água e sabonete realizando a higiene entre os dedos. Primeiro os olhos. Caso o paciente seja muito pesado ou sinta muita dor na mudança de posição deve-se contar. passa-se para as pernas secando-as e cobrindo-as. toalha. secas e massageadas com óleo ou cremes hidratantes para ativar a circulação. 15 Banho no leito . acessórios que facilitem a realização de pequenas tarefas. ou improvisar. pode ser intercalado. Isto evita acidentes. com a ajuda de outra pessoa. forro. As costas devem ser lavadas.Para estimular a autonomia do paciente você pode comprar em casas especializadas. enxugar bem para evitar assaduras e micose. caso haja dificuldades (ou impossibilidade) de o paciente sair da cama. ou mesmo substituído pelo banho no leito. Em seguida. lençóis. plástico e roupas. Material necessário para o banho: comadre. Lavar os braços. como lavar os pés ou as costas O banho de chuveiro é o ideal mas. sabonete. A higiene deve sempre ser iniciada pela seqüência cabeça – pés.

Seqüências para o banho 1 4 2 5 3 1 Cabeça 2 Tórax (peito) 3 Braços e mãos 4 Costas 5 Barriga 6 Pernas e pés 7 Partes íntimas (trocar a água antes) 4 3 7 6 A higiene nas regiões genito-urinário e anal deve acontecer diariamente e após cada eliminação evitando assim umidade e assaduras. incha ço e vermelhidão podem ser os primeiros sinais indicativos do aparecimento de escaras (feridas). temperatura. unhas e da higiene oral. O momento do banho é importante para observar e avaliar a integridade da pele. Você pode comprar. hidratação. A análise cuidadosa da pele e a avaliação de aspectos como cor. Dispositivo inflável para lavar os cabelos no leito 16 . ou mesmo improvisar acessórios que facilitem a higiene no leito. dos cabelos.

Caso os pêlos estejam grandes e volumosos devem ser aparados com tesoura para facilitar a limpeza.É feita após o ato de urinar e evacuar. Em seguida deve-se ensaboar a região genital no sentido da púbis para o ânus. Para isso é colocada uma comadre sob as nádegas do paciente. Se o paciente realizar sozinho a sua higiene ou auxiliar na realização da mesma. Secar cuidadosamente evitando o aparecimento de lesões e assaduras. deve-se lavar as suas mãos ao término do procedimento. então jogar a água e enxugá-la com um pano. O cuidador deve saber que ajudar o doente não é fazer as coisas por ele. Higiene íntima Auto cuidado 17 . Para isso é importante observá-lo tentando identificar sua potencialidade e estimulá-lo a ir fazendo sozinho as tarefas em seu próprio benefício. Durante a higiene é sempre importante observar as eliminações (fezes e urina). Deve-se elogia-lo em cada tarefa que ele realizar mesmo que para isso seja necessário mais tempo pois isso pode trazer satisfação e melhoras ao doente.

provocando a falta de circulação do sangue e a formação de feridas (“escaras”). podem ter dificuldade de mudar de posição e assim. quadril. base da espinha (região sacral). cotovelos. joelhos. formando escaras em locais de movimentação preservada. lateral das nádegas.ÚLCERAS DE PRESSÃO (ESCARAS) Elas surgem quando o corpo. está paralisado e a pessoa não consegue se mexer. demência) ou de comportamento. Escara na região do sacro Escara no calcanhar Ombros. ou parte dele. omoplata. Pacientes com alterações cognitivas (esclerose. permanecerem horas sob parte do corpo. tornozelo e calcanhar. Locais onde é mais comum o aparecimento de escaras Prevenção de escaras Omoplata Ombros Cotovelos Base da espinha Quadril Lateral das nádegas Joelhos Tornozelo e calcanhar 18 .

Roupas bem folgadas com prendedores elásticos ou fáceis de desatar (por exemplo sutiã com enganche na frente) Evitar que o paciente durma o dia todo e sempre que possível: Placa acolchoada para prevenir as escaras Corda com um laço para ajudar a pessoa a sentar-se • Sempre que mudar a pessoa de lugar. ou adquirir. Acessório improvisado para mudança de posição 19 . ou nas cadeiras. ou faixas laterais ou inferiores que sirvam de “cordas” para mobilização. nos estofados.Mudá-lo de posição de três em três horas e colocálo sentado na cadeira ou sofá. fazer isso com cuidado para não raspar a pele no lençol. Deixar a roupa que fica embaixo do paciente sempre lisa e sem dobras e tomar cuidado com farelos ou pedacinhos de comida. barras de apoio para cabeceiras. Para facilitar a mudança de posição pelo próprio paciente você pode improvisar.

20 . de preferência. antes das dez horas ou após as 16 horas. pequenas almofadas ou lençóis dobrados em forma de rolo. encontrado em casas de material cirúrgico e que deve ser colocado em cima do colchão habitual. • Oferecer água. • Levar o paciente aos banhos de sol (utilizar protetor solar). Rolos de lençois para proteger as saliências ósseas deitadas de lado. Colchão caixa de ovo. • Usar colchão “caixa-de-ovo” que deve ser protegido com lençol de um material plástico específico denominado “Vapt Vupt”. • Manter o paciente limpo. • Realizar massagens para conforto. troque-o sempre que necessário e aplique uma camada de creme para proteção.   Rolos de lençois para proteger as saliências ósseas. quando ele perder o controle da urina e das fezes. sucos e chá várias vezes ao dia e em pequenas quantidades.• Mobilização no leito usando um lençol para não “arrastar” (Adaptado do Guia de Deficiências e Reabilitação) • Proteger as saliências ósseas com travesseiros. • Colocar comadre ou papagaio com cuidado para não machucar a pele do paciente. durante 15 a 30 minutos.

Papagaio Comadre • Sempre que possível. andar devagar com a pessoa. O curativo deve ser trocado de acordo com o tipo de curativo utilizado. Não se deve esfregá-la durante a limpeza pois a pele ressecada pode originar feridas e favorecer o surgimento de escaras. evitando que ela arraste os pés e calcanhares. Se o paciente tem força nos braços ele pode realizar isto sozinho. • Para os pacientes que ficam em cadeira de rodas ou poltronas recomenda-se que deixem as nádegas livres do peso do corpo durante pelo menos 1 minuto a cada 15 ou 20 minutos. Caso contrário você deve conversar com sua equipe de saúde sobre o melhor procedimento para o caso específico do seu paciente. Lavar a pele sempre com muito cuidado. conforme mostra a seqüencia abaixo. com periodicidade (número 21 . Lembre-se que uma escara leva 1 hora para surgir e pode levar meses para cicatrizar. ATENÇÃO Tratamento de escara A avaliação médica e de enfermagem faz-se necessária para a definição do tipo de curativo a ser utilizado para cada paciente. Quando ela faz isto uma das nádegas fica levantada.

A mudança freqüente de posição é importante para prevenir a formação de escaras. evitando a pneumonia. tornando difícil a respiração. Para prevenir perdas nos músculos e articulações é necessário fazer exercícios e atividades orientados por um fisioterapeuta. por exemplo. Se isto ocorrer procure o médico. 22 . Elevador cabeceira Cuidados com pacientes inconscientes Para evitar o ressecamento dos lábios recomendase a aplicação de manteiga de cacau. Como o paciente é incapaz de deglutir há um acúmulo de secreções (saliva + catarro) na boca e faringe. ou pode alugar uma cama hospitalar com diferentes inclinações. ou pode adquirir o acessório para ser adaptado à cama do paciente. É importante evitar a presença de fezes ou urina diretamente sobre a ferida. As causas mais comuns de inconsciência são de natureza neurológica como. Essas secreções devem ser retiradas através de aspirações freqüentes. como um pedaço de madeira. também ajuda a prevenir a entrada de secreções nos pulmões e brônquios. A elevação da cabeceira do leito a 30 graus (cerca de 3 travesseiros grossos). Você pode elevar a cabeceira com material improvisado.de vezes). Toda a alimentação e medicação oral devem ser oferecidas por sonda enteral. traumatismo craniano e derrame. Deve-se ficar atento aos sinais de constipação intestinal ou diarréia. definidos pelo médico e/ou enfermeira. Também previne a queda da língua para “trás”. o que dificulta a respiração e a torna ruidosa (barulhenta).

e pode haver sangramentos. porque está estará ocluida. 8. verifique se não há dobras ou obstruções no sistema. quando desconectar a bolsa da sonda. feridas. Lave as mãos antes de mexer na sonda. que pode ser fixada na lateral da cama. é importante que você tenha os seguintes cuidados:  1. bloqueie a sonda com uma gaze estéril. e a urina flui continuamente. Mantenha a bolsa coletora sempre abaixo do nível da cama. este é um procedimento de enfermagem. 5. 3. A sonda liga-se a uma bolsa coletora. Neste método a sonda é mantida dentro da bexiga. porque você irá ferir a uretra. Lave a bolsa coletora uma vez ao dia. e não deixe que ela fique muito cheia. Para prevenir complicações como infecções. Não deixe a perna do paciente apoiada na sonda. sempre através de prescrição médica. sangra _ mentos. 4. A sonda não precisa de nenhum tipo de fixação externa. 2. 7. Limpe a pele em torno da sonda com água e sabão pelo menos duas vezes ao dia para evitar o acumulo de secreção.A sonda de Foley. ou sonda vesical de demora pode ser utilizada em pacientes que perderam a capacidade de urinar espontaneamente. tenha cuidado para não puxar a sonda. ou na perna do paciente (caso ele ande). NUNCA troque a sonda vesical. para que a urina não vaze. e a urina não sairá da bexiga. 6. porque tem um balão (bexiga) interno que a impede de sair do lugar. 23 U SONDA VESICAL DE DEMORA . e deve ser realizado com técnica específica do profissional. da cadeira de rodas. para evitar que a urina retorne para dentro da bexiga. com água e sabão ou água e cloro (cândida). Sempre que não houver urina na bolsa coletora.

Esse conjunto de órgãos é responsável pela elaboração e armazenamento da urina até o momento em que é eliminada. ureteres (02). • A bexiga é responsável pelo armazenamento temporário da urina. Tratamento de urina Rim Ureter Bexiga Uretra Meato Urinário 24 . • O meato urinário é o orifício de saída da urina. uretra e meato urinário. bexiga.Tipos de sonda vesical Bolsa coletora de urina O aparelho urinário é composto pelos rins (02). • Os rins são os órgãos responsáveis pela filtragem do sangue e elaboração da urina • Os ureteres são tubos que levam a urina dos rins à bexiga. • A uretra é o tubo que liga a bexiga com o meio exterior.

8 ou 10 . de acordo com a necessidade individual. ocasionando uma retenção urinária parcial ou total. quando não há eliminação natural da urina em sua totalidade. temporária ou definitiva. Para que serve? Permite ao paciente o esvaziamento da bexiga a intervalos regulares.Esta quantidade de urina que fica retida na bexiga é chamada de volume residual. Quando isto acontecer. Cateterismo Vesical Intermitente: técnica limpa 25 .Algumas situações podem dificultar ou impedir o esvaziamento regular da bexiga.crianças: nº 6. Esse procedimento pode ser realizado pelo próprio paciente ou por um cuidador. um grande volume a realização do cateterismo vesical poderá ser indicada pelo seu médico. Como se realiza? 1º Passo: Lavar as mãos e os genitais com água e sabão neutro.adultos: nº 12 ou 14 • Lidocaína gel a 2% • Recipiente para coletar a urina • Um pote plástico com tampa para armazenar a sonda • Um frasco com graduação para mediar a urina • Um espelho (para mulheres). O que é? É uma técnica de sondagem que retira a urina da bexiga com o auxílio de uma sonda. Qual o material necessário? • Água e sabão neutro • Cateter uretral plástico (sonda) com calibre de acordo com a idade: .

Recostada no leito: dobrar as pernas e acomodar o espelho para visualizar o meato urinário.No caso de o procedimento ser realizado pelo familiar. a lidocaína gel e o recipiente para coletar a urina) em um lugar bem iluminado e limpo. recostado no leito. sentado ou em pé. a posição mais confortável é a deitada. .apoiando um pé sobre um degrau (cama.Sentada ou em pé . vaso sanitário): acomodar o espelho para visualizar o meato urinário: Clítoris Lábios Maiores Lábios Menores Ânus Orifício Uretal Vagina . • Mulheres: . 3º Passo: Escolher uma posição confortável: deitado. 26 . escada.2º Passo: Reunir o material (a sonda.

• Homens: . puxar lentamente a sonda e aguardar o término da drenagem para. lavar as mãos. em seguida. por fora com água e sabão. deixando correr água por dentro durante 10 segundos. Lavar a sonda internamente. Não deve ser colocada no congelador ou freezer. 27 . segurar o pênis na posição reta e. 5º Passo: Quando parar de sair urina. Seca-la com uma toalha limpa e guardá-la dentro da geladeira em um pote com tampa. então retirá-la totalmente. 6º Passo: Ao finalizar o procedimento. 7º Passo: Lavar a sonda. seco e limpo.4º Passo: Aplicar uma pequena quantidade de lidocaína gel sobre a sonda e introduzi-la no meato urinário até o momento em que a urina comece a drenar. Esse controle permitirá que você programe o número de sondagens necessário durante o dia (veja a seguir). injetando a água e sabão neutro com a seringa. medir o volume da urina drenado e anotar na folha de registros. introduzi-la. Ao encerrar.Devem lubrificar bem a sonda com lidocaína gel.

após urinar espontaneamente ou após a tentativa de urinar. você deverá saber qual é a quantidade de urina que fica de resíduo dentro da sua bexiga (volume residual). Recomendamos calcular a média de última 3 micções Número de vezes que deve passar a sonda durante o dia Até 100ml 100 a 200ml 200 a 300ml 300 a 400ml Mais de 400ml 28 Não precisa de sondagem 2 vezes ao dia (12/12h) 3 vezes ao dia (8/8h) 4 vezes ao dia (6/6h) 6 vezes ao dia (4/4h) . Veja a tabela abaixo para ver quantas vezes deve passar a sonda: Qual foi o volume de urina que saiu pela sonda depois de tentar urinar espontaneamente? OBS.Exemplo de ficha de registro: Data Espontâneo Cateterismo Hora ML Hora ML Hora ML Hora ML Hora ML Exemplo: 1/04/99 espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo Dia: espontâneo cateterismo 08h ml ml 11h ml ml 14h ml ml 17h ml ml 20h ml ml Quantas vezes realizar o cateterismo vesical durante o dia? Para estabelecer o número de cateterismo vesicais por dia.

• Pacientes com lesão medular não devem pressionar a barriga na altura da bexiga para acelerar o esvaziamento. IMPORTANTE • Procure beber água diariamente. febre. seguindo a orientação do seu médico. • Em caso de sangramentos. • A mesma sonda uretral pode ser por até 14 dias. retire-a e tente introduzi-la novamente. 29 . girando-a em torno de si mesma.OBSERVAÇÕES • Não é necessário usar luvas ou material antisséptico. sem a autorização de seu médico. • Não forçar a passagem da sonda. Nessa situação. quando encontrar resistência. porque pode levar à formação de cálculo na bexiga. • Não usar vaselina como lubrificante de sonda. urina com cheiro forte ou dor ao urinar procurar atendimento médico. • Restrinja a quantidade de líquidos após o último cateterismo da noite para evitar acúmulo de urina durante o sono. urina turva. calafrios.

• Continue o programa estimulando a região do ânus. percorrendo todo o contorno do abdome. • Faça a massagem abdominal diariamente. o que. além de inconveniente e embaraçoso. se possível. depois ajude a pessoa a sentar-se na privada ou penico. com freqüencia. e espere uns 2 a 3 minutos e então. ou caso não consiga sentar. como se ele fosse um quadrado. podemos “treinar” o intestino para trabalhar em determinada hora do dia. O ideal é que o paciente consiga evacuar uma vez ao dia. a massagem abdominal é feita começando do lado direito e inferior da barriga do paciente. O intestino preso ou preguiçoso também é comum. Isto torna difícl para o doente permanecer limpo. também ajudam no estímulo da defecação e na eliminação de gazes. antes do banho. Embora a recuperação do controle normal do funcionamento do intestino não seja possível para a maioria dos pacientes. até que o ânus se relaxe ou as fezes comecem a sair . introduza o dedo ou o supositório contra a parede do reto (parte final do intestino) uns 2 cm para dentro. o controle sobre o funcionamento do intestino (não sabe quando vai defecar). para isto você pode usar um supositório ou um dedo protegido por uma luva e lubrificado com óleo ou vaselina. coloque-a deitada sobre o 30 O programa de treinamento do intestino inclui os seguintes passos . suavemente. um pouco antes do horário programado para a evacuação (de preferência antes do banho). mexa o dedo em círculo. movimentos de flexão (dobrar) as pernas sobre a barriga. até a região inferior esquerda do paciente.TREINAMENTO DE INTESTINO Os pacientes acamados perdem. também pode causar assaduras e feridas (escaras). em movimentos circulares.

• Os pacientes com colostomia também podem se beneficiar com o treinamento de cólon. 31 . no mesmo horário. ou por causa de uma diarréia. às vezes o intestino leva dias ou até semanas para se adaptar ao novo esquema. mesmo quando o intestino já funcionou acidentalmente. • Ser paciente. • Às vezes as fezes iniciais endurecem e você precisa retirá-las com o dedo. • Se possível usar a privada ou penico.lado esquerdo. repita isso 3 ou 4 vezes ou até que não haja mais fezes. limpe o paciente e lave as mãos. para que o doente possa defecar. • Execute o programa todos os dias. pois o intestino funciona melhor com a pessoa sentada do que deitada.

A única precaução é levar uma bolsa extra para troca.   Uma ostomia urinária drenará a urina. coceira. nadar.CUIDADOS COM A OSTOMIA Ostomia Digestiva é uma abertura cirúrgica realizada na parede abdominal onde uma porção do intestino é levada até a pele.. As fezes neste local são com frequencia mais líquidas e agressivas para a pele. brilhante e úmida.   As fezes passam pela ostomia para fora do corpo sem o controle da pessoa. A pele ao seu redor deve estar lisa sem vermelhidão. Se a abertura do intestino foi na última porção doente ou lesada do intestino delgado (íleo). feridas ou dor. Para momentos íntimos deve esvaziar e limpar a bolsa previamente para se sentir mais confortável e seguro.  Uma ostomia normal é vermelha ou rosa vivo.. praticar esportes ou passear ao ar livre. 32 Vida social e familiar . e são armazenadas em uma bolsa que fica aderida ao corpo. caso seja necessário. a pessoa foi ileostomizada. diretamente para a parede abdominal através do gotejamento contínuo sem o controle da pessoa. Se a abertura foi no intestino grosso (cólon) a pessoa foi colostomizada. Colostomia Bolsa de colostomia A pessoa pode manter atividade normal: viajar. A ileostomia fica no lado direito do abdômen pouco abaixo da linha da cintura. Uma bolsa de urostomia deverá estar aderida a pele para coletá-la.

a bolsa terá que ser esvaziada à medida que for necessário. são capazes de causar grandes lesões na pele.Não é necessário retirar a bolsa para tomar banho. É desaconselhável a prática de esportes de grupo. No caso da colostomia. O importante é a roupa ficar cômoda. futebol. proporcionando um esvaziamento da bolsa sem vazamento. pois pode provocar sangramento. Hora do banho Uso de roupas Exercícios físicos e prática de esportes Freqüência do esvaziamento da bolsa Cuidados com a pele periestomal 33 . incluindo esportes aquáticos. por exemplo. como.   As fezes e a urina. bem apresentável e a pessoa se sentir bem. Se for preciso poderá trocar o equipamento durante o banho. pelo risco de trauma local. Portanto é importante que se utilize uma bolsa que proteja bem a pele fixando e adaptando-se bem o ostoma. pela sua composição. Na urostomia é indicada uma bolsa que tenha válvula anti-refluxo que direcione o jato.   Na urostomia o esvaziamento é feito com maior freqüência.   Atividades físicas normais. O sabão e a água não são perigosos e nem prejudicam a ostomia. Apenas deve-se evitar o jato forte do chuveiro diretamente na abertura da ostomia. geralmente uma ou duas vezes ao dia. quer seja de chuveiro ou de banheira já que ela é impermeável à água.   A pessoa pode continuar a usar as mesmas roupas.

acentuando sua curvatura ou pode ser substituído por uma manopla de bicicleta para facilitar o seu manuseio. diminuição do fluxo salivar. gengivites (inflamação das gengivas). 34 . são fatores que podem ocasionar infecções na cavidade oral. perda de dentes. prótese mal ajustadas.CUIDADOS NA SAÚDE BUCAL A higiene oral é um hábito saudável e agradável que deve ser mantido ao longo de toda a vida. carinho e orientação correta Cada grupo necessita de estratégias especiais de motivação. Alterações da mucosa oral. a escova dental pode ter o seu cabo adaptado. Por exemplo. orientadas de acordo com suas habilidades funcionais. A importância dos cuidadores na saúde bucal Dedicação.

Dessa maneira ele fica com a boca aberta facilitando o acesso e a higienização. • Para a higienização bucal do paciente parcial ou to talmente dependente é necessário que ele fique numa posição confortável. • O cuidador poderá ficar por trás do paciente e um pouco de lado. o gargalo de uma garrafa de refrigerante descartável (tipo PET). pela possibilidade de a engolirem. a ponta do gargalo é colocada na boca do paciente (na região posterior) para que ele a morda. Dentaduras e pontes deverão ser retiradas da boca antes de escovar os dentes naturais. evitando uma mordida repentina. higienizada fora da boca. colocadas em solução anti-séptica. IMPORTANTE A bancada da pia deve ficar com espaço livre para que possa ser encaixada (colocada) uma cadeira de rodas ou cadeira comum * torneira monobloco de fácil acionamento com movimento do braço. de frente para a pia com o espelho ou com uma bacia e espelho na mão. recolocadas • Pacientes muito confusos. 35 OBSERVAÇÃO . com a coluna reta. Alguns pacientes não devem permanecer com a prótese mesmo durante o dia. como por exemplo. e após higenização. e após limpeza da cavidade oral. devem ter suas próteses dentárias retiradas à noite. • Deve-se ter maior atenção para a higiene oral nos pacientes que usam prótese dentária. de maneira que sua cabeça seja facilmente segura durante a limpeza.Nestes casos é recomendado coloca-la somente no momento da refeição. Estas devem ser retiradas após cada refeição.Para os pacientes totalmente dependentes. recolocadas pela manhã. usando sempre luvas. que não consegue realizar a higienização bucal. o cuidador pode utilizar abridores de boca para facilitar a limpeza.

Se a escovação for impossível. após a limpeza. 36 . Se necessário trocar de gaze durante a limpeza. Escova dental Essa limpeza deve ser realizada após cada refeição e. pedir que realize vários bochechos com água ou na impossibilidade disso.Colocar uma pequena quantidade de creme dental em uma escova pequena e macia e. Também pode ser feita a bonequinha. e descartável podendo ser manipulado com uma mão só. consultar sobre o uso de escova elétrica ou jatos de água. Como usar a gaze: Envolver a gaze no dedo indicador e após umedece-la passar por toda cavidade oral. mas com movimentos firmes para retirada de todo a sujeira. antes de dormir. principalmente à noite. Existe no mercado fio dental adaptado. tentar que só cuspa. envolvendo gaze em espátula de madeira e realizar o mesmo procedimento. Para os desdentados deve-se utilizar uma gaze ou algodão embebido em água. para a limpeza das mucosas. sem esfregar.

Periodicamente, faça uma limpeza mais rigorosa das dentaduras e pontes móveis em uma solução de meio copo de água comum com três gotas de água sanitária por 30 minutos, duas vezes por semana no mínimo, colocadas em recipiente com tampa. Em seguida lave bem com detergente neutro ou sabão de coco em água corrente. OBSERVE Muitas vezes, a recusa do paciente em alimentar-se ou sua agitação no horário de refeições deve-se ao fato de próteses mal ajustadas ou significar simplesmente uma dor de dentes. A estabilidade da prótese dentária na boca do paciente: Lembrar que com o envelhecimento ocorre perda óssea, fazendo com que as próteses fiquem frouxas e se desestabilizem. É conveniente neste caso, aconselhar-se com um dentista.   A presença de cáries ou dentes quebrados podem causar dor. Existem equipes de profissionais (Dentistas) que atendem no domicílio pacientes que se encontram impossibilitados de comparecer ao consultório.  

Desinfecção de prótese

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A língua deve ser massageada com a escova macia, ou raspador de língua para a remoção de: (sujidade + microorganismo = saburra lingual). Na presença de uma crosta branca sobre a língua – saburra lingual – removê-la utilizando uma solução de bicarbonato de sódio, na proporção de 1 colher de café de bicarbonato de sódio em 1 copo de água. Para executar a limpeza da língua, molhar na solução a escova de dentes, ou uma espátula envolvida em gaze, ou mesmo o próprio dedo indicador envolto em gaze. A limpeza deve ser feita com movimentos suaves, sem esfregar, para não alterar as papilas. Sempre realizar os movimentos no sentido de dentro para fora, nunca com a espátula ou dedo apontando para o final da língua, isto para evitar que machuque a garganta ou amígdalas do paciente.

A Língua

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ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL E NUTRIÇÃO
Uma alimentação saudável deve ser equilibrada, ou seja, fornecer energia e todos os nutrientes necessários ao bom funcionamento do nosso organismo. A quantidade de calorias (energia), vai variar de uma pessoa para outra, de acordo com o sexo, a idade, o peso, a altura, a atividade física, o estado fisiológico ou patológico (presença de doenças), condições do paciente (mastigação, deglutição e digestão). Uma alimentação saudável é fator importante para a saúde e conseqüentemente para a qualidade de vida das pessoas, pois exerce influência: no bem estar físico e mental, no equilíbrio emocional, na prevenção de agravos à saúde e no tratamento de pessoas doentes. É através da alimentação que o nosso organismo recebe todas as substâncias (chamadas nutrientes) necessárias ao seu bom funcionamento. A alimentação balanceada é importante para manter e/ou recuperar a saúde do paciente. Alimento - é toda substância consumida, digerida e aproveitada pelo corpo humano. Nutrientes - são as substâncias encontradas nos alimentos (proteínas, carboidratos, gorduras, fibras, vitaminas e sais minerais). Alimentos Construtores - têm a função de construir e reconstruir. Esses alimentos contém proteínas. Alimentos Energéticos - têm a função de fornecer calor e energia necessários para as funções do organismo. Esses alimentos contém carboidratos e gorduras. Alimentos Reguladores - têm a função de regular e auxiliar os processos de circulação, respiração e digestão. Esses alimentos contém vitaminas, sais minerais, fibras e água. A alimentação diária deve ser dividida em 5 a 6 refeições incluindo, em cada, no mínimo, um alimento
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Noções de nutrição

de cada grupo para que o paciente tenha todas as funções do organismo reguladas.Ex.: café- da manhã, lanche da manhã, almoço, lanche da tarde, jantar e ceia.

Pirâmide de alimentos
Grupo 4, 5 e 8 Alimento fornecedores de gorduras e açucares

Óleos e gorduras Açúcares e doces

Oleo

Leguminosas Carnes e ovos

Grupo 1, 2 e 6 Alimentos fornecedores de proteínas

Hortaliças Frutas

Grupo 3 e 7 Alimentos fornecedores de vitaminas e minerais

Cereais, pães tubérculos e raízes

Arroz

Farinha

Alimentos fornecedores de energia

GRUPO 1 - Grupo dos cereais, pães, tubérculos e raízes: ficam na base da pirâmide e são as principais fontes de carboidratos . Recomenda-se em média o consumo de 5 a 9 porções ao dia, dando preferência aos alimentos integrais, que contêm maior quantidade de fibras. Uma porção eqüivale a: um pão francês, duas fatias de pão de forma, 4 bolachas de água e sal, 4 fatias de torradas, 4 colheres das de sopa de arroz ou 6 colheres das de sopa de macarrão, uma batata grande, 3 colheres das de sopa de farinha de mandioca.   GRUPO 2 - Grupo das hortaliças: fazem parte desse grupo as verduras e os legumes que são fontes de vitaminas, sais minerais e fibras. Recomenda-se a ingestão de 4 a 5 porções ao dia.   Uma porção eqüivale a: 1 tomate, 3 colheres das de
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3 colheres das de sopa de vagem ou abobrinha ou chuchu.. Deve ser utilizado sempre em pequenas quantidades: entre 1 a 2 porções ao dia..   Uma porção eqüivale a: 1 xícara das de chá de leite desnatado .Grupo das leguminosas: fazem parte desse grupo os feijões. 2 colheres das de sopa de grão-de-bico. 1 colher das de sobremesa de creme vegetal ou margarina cremosa. 1 copo de suco de frutas. 1 fatia de mamão ou meio mamão papaia. margarinas cremosas. bolachas. ferro e fibras. 1 pedaço de coxa ou sobrecoxa (sem pele). Recomenda-se a ingestão de 3 a 4 porções ao dia.   GRUPO 7 . Uma porção eqüivale a: 1 colher das de sopa de azeite ou outros tipos de óleos. ervilha ou lentilha.Grupo dos açúcares e doces: incluem quaisquer tipos de açúcares. São fontes de proteínas. Devemos consumir de 1 a 2 porções ao dia. uma fatia de abacaxi. chocolates.   GRUPO 5 . girassol. milho.   GRUPO 6 . 2 ramos de brócolos cozidos.   GRUPO 8 . São fontes de proteínas e ferro. peixes e ovos.sopa de cenoura ralada. melão ou melancia. queijos. 1 filé de peixe cozido ou 2 ovos. aves. suínas. maçã.. goiaba.Grupo das carnes e ovos: compõem este grupo as carnes bovinas. cremes vegetais “light”. 1 copo de iogurte desnatado. 1 filé de frango grelhado. iogurte. bolos. balas. uma fatia de carne assada.Grupo do leite e derivados: fazem parte desse grupo o leite.   Uma porção eqüivale a: 4 colheres das de sopa de feijão.Grupo dos óleos e gorduras: incluem os óleos de canola.   GRUPO 4 .de. soja. Uma porção eqüivale a: 1 filé de carne magra grelhada.bico. São fontes de proteínas e cálcio. É recomendado o consumo de 1 a 2 porções ao dia. 10 unidades de morango ou jabuticaba. É recomendada a ingestão de 3 porções ao dia. ervilha seca.). coalhada. lentilha. grão. 1 fatia de queijo fresco ou ricota.   GRUPO 3 . 1 pires dos de sobremesa de alface . banana. azeite de oliva. sais minerais e fibras.   Uma porção eqüivale a: 1 fruta média (laranja.Grupo das frutas: são fontes de vitaminas. refrigerantes. São fontes de carboidratos 41 .

até 2 porções.e dão energia ao nosso organismo. Diminuição do sal. Hipercalórica) Diminuição: Hipo (Ex. Dieta: é o conjunto de alimentos utilizados com a finalidade de nutrir o indivíduo em qualquer fase de saúde ou doença. Hipossódica) 3) Específicas Hipossódica . cardíaco e renal. frios (presunto. mortadela).   Em cada refeição principal (café da manhã. quando os mesmos não podem se alimentar por via oral.para pacientes com problemas de hipertensão.   Ex: Café da manhã: pão/fruta/ leite Almoço e jantar: arroz/verduras e legumes/ carne/frutas   Via Oral (VO) . um dos reguladores e um dos construtores.   A quantidade de porções de cada grupo que cada pessoa pode utilizar depende da quantidade total da calorias necessárias para o seu organismo. carnes salgadas. etc. Dietoterapia: é a parte da Nutrição que cuida do tratamento de doenças através da dieta. no máximo. linguiça). Pode ser utilizado. bacon. Via enteral . Hipoproteica. temperos industrializados.para pacientes tanto em tratamento clínico ou cirúrgico. 2) Modificadas São as dietas em que se acresce. queijos amarelos. 1) Geral Destinada a todas as pessoas e aos pacientes sem restrições alimentares.quando o paciente pode ser alimentado pela boca. almoço e jantar) deve estar presente pelo menos um alimento do grupo dos energéticos. 42 Formas de Alimentação Dietas hospitalares Tipos de dietas (via oral) . Aumento: Hiper (Ex. Hiperproteica. Uma porção eqüivale a: 1 colher das de sopa de açúcar. diminui ou retira um ou mais de seus nutrientes. embutidos (salsicha.Hipogordurosa.

vitamina. ambiente tranquilo.Diabéticos . Alimentação isenta de açúcares e doces e com controle na quantidade de pães. Hiper Hiper . • Preparar conforme a orientação escrita do nutricionista. • Oferecer a dieta ao paciente no horário determinado pelo nutricionista retirando da refrigeração antes de administrar ao paciente (à temperatura ambiente). • Separar utensílios para uso exclusivo na preparação da dieta (colher.para pacientes com necessidades calóricas aumentadas e em repouso por tempo prolongado no leito (escaras). Dieta enteral – forma de preparo Nem sempre alimentar o paciente é tarefa fácil. massas e frutas. da parte do cuidador. azeite. leite e derivados) e calorias (mingau. peneira). • Armazenar sob refrigeração – 24 horas. ovos. etc).   Dicas importantes para alimentar o paciente Adaptador para prato OPÇÃO: Material anti-derapante sobre a mesa (apoia-se o prato em cima deste material) 43 . cereais. especialmente muita calma e paciência. Oferecer a água filtrada e fervida após cada dieta administrada. • Separar e higienizar os alimentos. são fatores imprescindíveis para que a alimentação seja bem aceita pelo paciente. Aumento no consumo de proteínas (carnes. Horários regulares.para pacientes diabéticos.

Adaptações caseiras velcro bola de borracha tira de câmara de ar enrolada cabo de borracha cabo de ferramenta velha dobre o cabo para se encaixar na mão colher cortada • Em casos que pacientes apresentem tremores nas mãos ou má coordenação. • Deve-se procurar oferecer ao paciente os alimentos de sua preferência e incentivá-lo a comer no caso de inapetência e se necessário acrescentar em suas refeições: mingaus de aveia. talheres adaptados e outros acessórios. Jamais ofereça água ou alimentos quando ele estiver deitado. pode-se entortar o colher. • O paciente que ainda conserva a independência para alimentar-se sozinho deve continuar a receber estímulos para fazê-lo. vitaminas com suplementos e cereais integrais. o cabo engrossado com pêso pode facilitar a função. não importando o tempo que leve. de farinha láctea. você pode diminuir a sujeira durante a alimentação forrando o chão com plástico ou jornal. e utilizando bicos adaptadores para copos. de maisena. diminuindo o tremor). 44 .• O paciente deve estar sentado confortavelmente para receber a alimentação. • Caso haja a limitação de movimento do braço e dificuldade para levar o alimento do prato à boca.

sabor. que se apresente agradável a todos os órgãos dos sentidos: bonita. Apresente aspectos agradáveis: cor. amassadas. • Caso haja dificuldade para deglutição. legumes. No caso da ausência parcial ou total dos dentes e uso de prótese. moídas ou batidas no liqüidificador. As frutas mais “duras” podem ser cortadas em pedaços pequenos. não há razão para modificações de consistência e utilização de sopas ou purês. aroma. gostosa para estimular as sensações que com o avanço da idade podem diminuir levando à redução do apetite e do prazer de comer. 45 .   • Que possua poder de saciedade (auxilia nesse aspecto o consumo de alimentos ricos em fibras e alimentar-se calmamente). Para que os alimentos sejam melhor aproveitados. aromática. precisam ser bem mastigados. • Alças facilitam a preensão. Os legumes e as verduras cruas podem ser picados ou ralados. procurar oferecer alimentos cozidos e com molho. As carnes podem ser picadas. não deixar de comer carnes.• Adaptadores com bico de sucção favorece desenvolvimento da musculatura ao redor da boca além de facilitar o movimento de levar o bico á boca. desfiadas. textura ou seja. • É importante que a refeição seja de fácil digestão. verduras e frutas. • No caso de a função mastigatória estar íntegra. raspadas ou batidas no liqüidificador.

girassol e outros). No caso das leguminosas. devido à diminuição da produção de glóbulos vermelhos. •É importante que se dê preferência à utilização de óleos vegetais (óleo de soja. Em virtude deste fato. gorduras.   •É importante evitar o uso de laxantes. que pode ser agravada por uma alimentação deficiente em alimentos ricos em ferro. sempre que possível cruas e com casca. doces. hortaliças. doença que é cada vez mais comum na população adulta e idosa e está relacionada com o aumento 46 . cereais integrais. Desta maneira pode-se prevenir a aterosclerose. deve-se tomar de 6 a 8 copos de água por dia. azeite de oliva. •Utilizar açúcar. problema tão freqüente em pacientes. doenças cardiovasculares) e também para prevenir complicações destas. de canola. alimentos gordurosos em pequena quantidade para manter o peso adequado. quando já existentes. pode-se prevenir o aparecimento da osteoporose que é uma doença comum em pacientes. pode haver aumento da pressão arterial e retenção de líquido (inchaço). de arroz. Com estas práticas. Com o avanço da idade. Recomenda-se o consumo de carnes e leguminosas secas. e outros na sua forma natural ou em sucos. diabetes. Isto é importante na prevenção de doenças (obesidade. limão. no preparo e cozimento de alimentos.• Para manter um bom hábito intestinal deve-se consumir grande quantidade de líquidos e de alimentos ricos em fibras: frutas. abacaxi. de milho.   • É fundamental ingerir diariamente alimentos que contenham cálcio e exposição diária ao sol. o organismo pode apresentar dificuldade na utilização de água e eletrólitos (sódio e potássio). Essa conduta pode prevenir o aparecimento de anemia. especialmente em mulheres. caju. como laranja. o ferro é melhor absorvido na presença de alimentos ricos em vitamina C.(leguminosas secas. de preferência no intervalo das refeições). goiaba. sempre em pequena quantidade. devido à mudança hormonal provocada pela menopausa.. acerola. de preferência cruas.   •Deve-se evitar o consumo exagerado de sal (cloreto de sódio).

bebidas gasosas. couve-flor. • No preparo de carnes. bacon. cebola e alho (principalmente crus. preparações à base de ovos. do leite integral. rabanete. pepino. retire toda a gordura visível. com cobertura de chocolate ou com coco e biscoitos amanteigados. que têm melhor qualidade nutricional e um custo menor.do consumo de alimentos ricos em colesterol e gordura saturada. nabo. Deve-se consumir no máximo 3 ovos/semana. • Observar atentamente a data de validade dos produtos adquiridos. queijos amarelos. procure substituir frituras por preparações cozidas. doces concentrados. etc. Devemos procurar evitar ou diminuir alimentos ricos em gorduras saturadas e em colesterol: gorduras animais (das carnes gordas.   • Sempre que possível. 1 ameixa seca. pimentão. embutidos). dos queijos gordos. 1 colher de sopa de farelo de aveia (açúcar ou mel à gosto). cenoura. assadas ou grelhadas. maçã. óleo superaquecido. manteiga. assim como a pele das aves e dos peixes. toucinho . óleo de dendê. gordura hidrogenada. • Caso o paciente apresente obstipação intestinal evitar oferecer banana-maça. Deve-se procurar oferecer uma vitamina laxativa composto por: 150ml de suco de laranja. 1 colher de sopa de creme de leite. caju. creme de leite. chá preto/mate e limão. pães recheados com cremes. 1 pedaço de mamão. reutilizado muitas vezes (principalmente para frituras). grão de feijão. goiaba. • Caso o paciente apresente flatulência (gases) devem ser evitados: repolho. banha.   • Recomenda-se a compra de alimentos da época.) 47 .

quando temos dificuldades para mastigar os alimentos ou quando necessitamos de outra via de alimentação como as sondas. é de apresentar complicações como a pneumonia de repetição ou mesmo morrer. se alimentar normalmente. verificar se as mesmas possuem bom encaixe.DISFAGIA (DIFICULDADE DE ENGOLIR) A dificuldade para engolir adequadamente o alimento é chamada de disfagia. É importante identificar e ajudar esses pacientes a se alimentar com maior segurança através da identificação de alguns sinais ou sintomas que eles apresentam durante as refeições. Se o paciente faz uso de dentaduras. quando engasgamos. Neste caso o paciente se alimentará melhor sem a dentadura. O risco de um paciente que apresenta dificuldades para engolir. O que observar e como ajudar durante as refeições Figura 1 48 . Por exemplo. Se as dentaduras ficarem soltas a mastigação dos alimentos sólidos ficará difícil e o paciente pode engasgar com o alimento.

Verificar se o paciente entende que está na hora da refeição e colabora. Deve-se evitar atividades físicas. Os alimentos líquidos devem ser oferecidos no copo SEM uso de canudos. água mel néctar pudim 49 . A quantidade de alimento oferecido deve ser ingerida toda ou quase toda. pedir para que ele tussa. oferecer uma porção de cada vez e pedir que engula todo alimento antes de oferecer outra porção.É importante saber qual o alimento e que consistência o paciente apresenta maior dificuldade ou engasga mais.Deve-se acordar bem o paciente e coloca-lo sentado (figura 1) antes de oferecer o alimento. Dê preferência para alimentos mais grossos como a vitamina. Quando o paciente acumula alimento da parte posterior da boca observamos uma voz diferente que chamamos de “voz molhada”. identificar se o paciente está comendo menos do que comia antes para que não fique desnutrido. pudins e mingau. exercícios antes das refeições pois se o paciente estiver cansado poderá engasgar com maior freqüência. Alimento líquido é mais fácil de engasgar e por isso devemos ficar atentos. Na oferta do alimento deve-se oferecer pequenas porções usando colheres pequenas como a colher de chá. Ao identificar que o paciente está engasgado. um gole de cada vez e nunca oferecer o líquido quando o paciente ainda estiver com algum alimento na boca. pigarreie e em seguida engula ou guspa o alimento. ajuda com a alimentação.

é importante que não seja oferecido alimento pela boca sem o acompanhamento da Fonoaudióloga. O que deve ser feito se a sonda de alimentação sair do lugar Procure um Pronto Socorro mais perto para que um profissional especializado reposicione a sonda. para evitar feridas na pele ou alergias. Sonda enteral Fixação da sonda enteral 50 . A fixação externa da sonda pode ser trocada pelo cuidador. Porém é importante que seja fornecido a higiene bucal com freqüência. sempre tendo o cuidado de não puxar a sonda.PACIENTE QUE USA SONDA DE ALIMENTAÇÃO O uso da sonda de alimentação é necessário quando o paciente não consegue engolir adequadamente e o risco do alimento da boca ir parar no pulmão é grande. NÃO TENTE REPASSAR A SONDA EM CASA SEM O PROFISSIONAL HABILITADO A sonda deverá ser passada pela equipe de Enfermagem e a dieta deverá ser prescrita pela Nutricionista. Nas áreas de contato com a pele deve-se utilizar micropore. os locais de fixação devem ser constantemente trocados. Se o paciente está de sonda de alimentação e sem indicação de comer pela boca. Manter a boca do paciente sempre limpa evitará que a saliva se acumule na boca e se direcione aos pulmões.

A nutrição enteral é líquida e o fornecimento é feito diretamente no tubo digestivo.  As dietas caseiras deverão ter consistência líquida (solução liquidificada e coada) e a validade será de 12 horas após o preparo. As dietas industrializadas possuem maior tempo de validade (geralmente 24 horas) e maior custo. sem depender do apetite e da colaboração do paciente.Sonda simples 3 .recipiente utilizado para infundir a alimentação e água 4 .Há dois tipos de nutrição enteral (o que influencia na forma de preparo e armazenamento da dieta): caseira ou artesanal (é preparada em casa com alimentos naturais). e a industrializada (a dieta já está pronta para o consumo e o custo é maior que a preparada em casa).Sonda jejunal 2 .Equipo descartável 5 .Frasco descartável .Seringa descartável (20 ml) Kit para dieta enteral 51 .   Os materiais necessários para a nutrição enteral são:  1 .

A dieta portanto. esta deverá ser guardada na geladeira e retirar somente a quantidade que for utilizar 30 minutos do horário estabelecido. não tente recolocá-la.quantidade a ser definida pelo Médico ou pela Nutricionista – através da seringa ou colocada no frasco descartável. tais como: • Manter o paciente sentado ou com travesseiros nas costas formando um ângulo de no mínimo de 15 graus para receber a dieta. • Após administrar cada frasco da dieta. para evitar acúmulo de resíduos e entupimento da mesma. passar pela sonda cerca de 20ml de água filtrada e fervida. o frasco pode ser pendurado em ganchos.   • O volume em cada horário. distensão abdominal.Alguns cuidados são importantes na infusão da dieta enteral. Para facilitar a descida da dieta. • Infundir a dieta lentamente por gotejamento (através de frasco acoplado ao equipo) gota a gota (é como se fosse uma torneira quebrada que pinga lentamente) para evitar diarréia. pois ela pode ser reutilizada. • Não aquecer a dieta em banho-maria ou em microondas.   • Após o preparo a dieta caseira. • Caso o paciente puxe a sonda (ou ocorra um acidente na mobilização) e esta saia “para fora”. não deve ultrapassar de 350ml. • Infundir água filtrada e fervida (que deverá ser fornecida em temperatura ambiente) nos intervalos entre os horários da dieta . deverá ser oferecida ao paciente em temperatura ambiente. nunca deitado para evitar vômitos e aspiração da dieta para os pulmões (o que é muito perigoso). • Fracionar a dieta durante o dia (de acordo com orientação da Nutricionista). 52 . Lave-a com água e sabão e guarde-a em lugar seco e limpo. • Manter a sonda fechada quando não estiver em uso. o paciente deverá ser mantido em decúbito elevado durante toda a infusão da dieta e 30 minutos após o término. vômitos e má absorção. prego ou suporte de vasos.

fure ou vaze.• Dependendo do tipo de sonda enteral ela pode ser utilizada por até 6 meses. braço e peito estão ganhando massa. Técnicas de preparo e higienização de sonda de alimentação A diarréia pode ser uma ocorrência comum: verifique o gotejamento. Reservar os utensílios somente o preparo da dieta. desde que não obstrua. se ele consegue caminhar um pouco mais a cada dia e se for possível pesá-lo. leve-o até uma balança. procure o hospital onde o paciente foi atendido e recebeu as orientações quanto à alimentação por sonda. com o aperto de mão mais forte. observar freqüentemente se ele está mais disposto.   • Pesar e medir corretamente todos os ingredientes da dieta. • Os utensílios utilizados deverão ser lavados com água corrente e sabão. verifique se o seu rosto. • Lavar o local de preparo com água e sabão e passar álcool.   • O equipo. verifique os cuidados de higiene do preparo. Caso o paciente esteja acamado ou inconsciente. Para verificar se a nutrição enteral esta ajudando na recuperação do paciente. Utilizar sempre água filtrada e fervida. Seguir rigorosamente as instruções de preparo. • Lavar as mãos cuidadosamente com água e sabão antes de preparar a dieta. a seringa e o frasco deverão ser lavados com água fervente. OBSERVAÇÃO 53 .

É importante alterar o posicionamento no leito ou na cadeira de rodas periodicamente evitando assim. como mostram as figuras 2. 3 e 4: Figura 2: Posicionamento no decúbito dorsal (barriga para cima). O braço comprometido deve estar sempre estendido e apoiado em um travesseiro. é importante que ele fique bem posicionado e que esteja confortável. impedindo que todo o membro inferior fique rígido em extensão. favorecendo uma flexão discreta. o surgimento de úlceras de decúbito (escaras). no paciente que sofreu um Acidente Vascular Cerebral (derrame). A perna lesada deve ter embaixo do joelho um travesseiro. Nos casos em que a perna toda está rodada para fora (rotação externa) coloque um apoio deixando-a reta em posição neutra. Figura 2 54 . Particularmente.POSICIONAMENTO NO LEITO ORIENTAÇÕES PARA O PACIENTE ACAMADO O paciente acamado precisa de muita atenção.

Figura 3 Figura 4: A: Acomodação do paciente de lado hemiplégico (paralisado). membro inferior plégico alinhado evitando manter o pé caido. estimulando que fique aberta. Figura 4 55 . Se a mão estiver fechada. O cotovelo deve estar bem estendido. colocar travesseiros a sua frente onde possa posicionar o membro superior. deve ser colocado um rolo feito de tecido ou atadura utilizada para enfaixes. em apoio planar. B: Paciente em decubito lateral sobre o lado NÃO acometido. caso o paciente tenha um bom controle de tronco. O membro acometido deve permanecer sobre um travesseiro entre as pernas e joelhos ligeiramento dobrados. com o cotovelo levemente flexionado ou estendido e manter a mão aberta. estando bem estavél sua participação será mais efetiva. o ideal é fazer esta atividade em posição sentada com os joelhos à 90º e os pés apoiados. na mão comprometida. o membro superior afetado deve ser o primeiro a ser vestido e o último a ser despido.Figura 3: Ao vestir-se. a palma da mão virada para cima.

TRANSFERÊNCIAS Figura 5 A melhor maneira de auxiliar o paciente a passar de sentado para em pé é apoiá-lo pela cintura e colocar o joelho do cuidador entre os joelhos do paciente (figura 5). peça que incline o tronco para frente. dando suporte e impedindo que deslize. no momento de se levantar. pode ser por uma simples fraqueza muscular decorrente do envelhecimento. Se for possível para o paciente. 56 . Esta orientação é válida para quaisquer tipos de dificuldades. Repare que o pé do cuidador apóia os pés do paciente. independente da doença do paciente.

ou no caso do cuidador estar apresentando quaisquer dificuldades nas transferências. não forçar a coluna. Explique ao paciente o que será realizado. Levantem o paciente juntos. peça ajuda a outra pessoa. bem ajustados e amarrados. Inicie sentando o paciente na beirada da cama. Quem for apoiar a parte superior do corpo do paciente deve segurá-lo próximo ao próprio corpo. Dobrar as pernas.Em casos de pacientes com maiores dificuldades físicas a seqüência abaixo ilustra o melhor manejo. Os cuidadores devem sempre usar sapatos baixos. Figura 7 Figura 8 57 . 2pt oval Figura 6 No caso de pacientes muito pesados.

o cuidador deve estar à frente do paciente segurando-o firmemente entre as mãos e os cotovelos e estimulando que olhe para frente ao andar. dando-lhe apoio e segurança.Em um paciente que apresenta dificuldades para andar. ou da sua axila. colocando uma mão embaixo do braço do paciente. a melhor maneira de auxiliá-lo é o cuidador ou familiar apoiar o lado que apresenta maiores dificuldades. a mão do mesmo. 58 . Em casos de maior desequilíbrio. segurando com sua outra mão.

capachos. pois esses pacientes são mais vulneráveis a acidentes domésticos e às quedas. já que as quedas acarretam conseqüências graves.   O piso não deve ser escorregadio. cirurgias e imobilidade. Muito cuidado com as cadeiras de plástico. tacos soltos. Barras de apoio no banheiro Apoio para vaso sanitário Abaixo são citados exemplos de adaptações 59 .   As camas não devem ser posicionadas embaixo das janelas (evitando correntes fortes de vento).   A iluminação e ventilação devem ser adequadas. pois podem escorregar e provocar quedas. fios. incluindo fraturas.ADAPTAÇÕES AMBIENTAIS Essas adaptações são importantes para facilitar a autonomia do paciente e para a prevenção de quedas. camas e poltronas devem ser mais altas facilitando o acesso.   Devem ser retirados tapetes soltos. podem provocar quedas.   Os objetos de uso pessoal devem estar em uma altura que facilite o acesso.   Cadeiras. ou seja entre os olhos e quadris. podendo chegar inclusive à morte. Você pode improvisar com tijolos ou blocos de madeira. ou adquirir “levantadores de cama e cadeiras” em lojas especializadas.   As adaptações são importantíssimas nos casos de Doença de Alzheimer. pois.

e terem faixa ou piso antiderrapante. Elevador sanitário Acessório para elevação de camas Se for identificado risco de queda durante o banho. Andador e diferentes tipos de bengalas 60 . Em caso de dificuldade para o paciente levantar-se do vaso sanitário. Deve ser deixada uma luz acesa durante a noite. o paciente não deve estar usando chinelos e sim um calçado firme e que esteja bem adaptado em seus pés.   As escadas devem ter corrimãos dos dois lados.Instalar barras de apoio (corrimãos) no banheiro. facilitando a chegada ao banheiro. o cuidador deve proceder o mesmo com o paciente sentado. No caso de pacientes com Alzheimer. existe disponível no comércio os elevadores de vaso sanitários e os apoios de vaso sanitário. mostrando a ele pontos de referência. Procure a orientação em um serviço de saúde.   Há uma altura correta para bengalas e andadores e uma maneira certa de usá-los. seja próximo ao vaso sanitário ou dentro do box. Estimule caminhada em ambientes arejados. caminhe sempre no mesmo trajeto. boa iluminação. para que o mesmo tenha apoio ao levantar-se. usando uma cadeira com braços.   Ao caminhar.

cole fotos de peças e ou objetos pessoais na parte externa da gaveta ou guarda-roupas. • Estimular a independência é fundamental. nunca esquecer de tirar ou colocar agasalhos. Evite quaisquer comentários negativos a respeito do diagnóstico e/ou prognóstico do paciente na presença dele. 61 . O paciente pode ter perdido a capacidade de expressar sensações de frio ou calor. Converse com o paciente e oriente os familiares a fazerem o mesmo. • Deve-se estimular o ato de vestir-se sozinho. etc. Manter um vestuário simples e confortável. com creme. revistas ou fotos que o agrade. Coloque música para ele ouvir. essa rotina permite a preservação da personalidade elevando a auto-estima e a independência. nos armários. dando instruções com palavras fáceis de serem entendidas. Leia para o paciente trechos ou crônicas de um livro preferido.ESTIMULAÇÃO SENSORIAL O toque no corpo do paciente pode ser feito com a mão (aquecida ou não). Apenas supervisione. confeccionadas com tecidos próprios ao clima. pois pode ser que haja necessidade de auxilia-lo na combinação de cores. • Dê a ele a oportunidade de optar pelo tipo de vestuário e as cores que mais lhe agradem. toalha. Mostre gravuras. dessa forma. • As roupas devem ser simples. criando sempre que possível a oportunidade de escolha pelo próprio paciente é de fundamental importância. • Para que ele mesmo possa procurar suas roupas. espuma. conforme a variação da temperatura. Isto o ajudará a encontrar rapidamente o que procura.

• Roupas como blusas. o critério para a escolha do vestuário é ainda mais rigoroso. Dê preferência às roupas com elástico ou velcro. protegido. deverão ser preferencialmente abertos na parte da frente. • Deve-se evitar o uso de chinelos. os mais indicados são aqueles que possuem elástico na parte superior. pois eles facilitam as quedas. • Todos os tipos de sapatos devem ter solados anti-derrapantes. elas dificultam o trabalho do paciente para abri-los ou fecha-los. deve-se providenciar um roupão. ser conduzido ao banho. camisas ou suéteres. zíperes e presilhas. • Em casos de dependência mais severa. Deve-se optar por roupas mais confortáveis. para facilitar a colocação ou retirada. • Na medida do possível. • Evite roupas com botões. para que o paciente possa se despir no quarto e. caso o cadarço se desamarre. pode-se dar preferência aos conjuntos do tipo moleton. pois além de serem fáceis de tirar e colocar. largas. • Pacientes limitados às cadeiras de rodas ou poltronas. evitam quedas que o paciente tropece e caia. 62 . em função da sua praticidade. especialmente nos quadris.

o risco de quedas com conseqüente fratura é muito alto. desorientados no tempo e no espaço. Algumas medidas. botões. Pequenos objetos como alfinetes. Nunca o encere. adaptar o ambiente tornando-o mais seguro é muito importante. Se possível deve-se colocar barras de segurança na parede do interior do Box e ao lado do vaso sanitário. deve-se providenciar tapetes antiderrapantes (emborrachados) para evitar quedas. • Estimule-o a ajudar em tarefas simples que não ofereça perigo. Embora as adaptações sejam necessárias. • Manter produtos de limpeza. Desta forma. que previnam a ocorrência de acidentes. móveis e objetos familiares a ele devem ser mantidos no mesmo lugar.PROTEGER O PACIENTE Pacientes confusos. A cozinha e o banheiro são freqüentemente os dois ambientes mais perigosos. necessitam de supervisão constante. desinfetantes. não devem descaracterizar totalmente o ambiente familiar ao paciente e pelo qual ele tem apreço. genericamente: os pontiagudos. Assim. eles permitem que o paciente se apóie e sinta-se 63 . agulhas. tanto domésticos quanto em ambientes externos devem ser adotadas. • Todos os objetos perigosos devem ser removidos. Inicialmente analise cada cômodo da casa. quebráveis. detergentes ou inflamáveis em armários que devem permanecer fechados. pesados. cortantes. vagantes.   • O piso da cozinha deve ser preferencialmente antiderrapante. moedas (que podem ser engolidos). devem ser guardados em local seguro. a fim de eliminar riscos potenciais de acidentes. • Nunca permita que o paciente execute atividade na cozinha quando estiver sozinho. com limitações motoras. • Banheiros geralmente apresentam pisos lisos e escorregadios.

com antebraços que permitam o apoio para o ato de sentar e levantar. porém estão subordinados ao grau de dependência apresentado.seguro e ainda evitam que ele se apóie em suportes falsos. • Retire do armário do banheiro todos os medicamentos. poltronas. principalmente nos casos de pacientes incontinentes. pia. etc. 64 . principalmente nos casos de o  paciente residir em apartamento. cortinas. cadeiras. estas devem ser bem iluminadas e com corrimão em ambos os lados.   • Deve-se avaliar a necessidade de colocação de telas ou grades em janelas. a iluminação natural é ideal. lâminas de barbear. • Os passeios externos devem ser incentivados. devem ainda ser revestidos de material impermeável e lavável. • Manter ambientes claros e arejados. pois evita que o paciente tranque-se e não consiga abrir a porta. • Caso haja escadas.   • Fechaduras devem possibilitar a abertura da porta pelos dois lados. devem ser envolvidos cuidadosamente. Mantenha apenas os objetos pessoais de higienização.   • Os sofás. como os de toalhas. • As camas hospitalares com grades laterais e providas de colchão “casca de ovo” são indicadas para pacientes de alta dependência. Devem ser firmes e fortes. • Os pacientes agitados devem ter sua cama encostada em uma das paredes e possuir grade lateral.

• Atividades domésticas simples. porém deve-se levar em consideração as preferências anteriores do paciente na tentativa de mantê-las por maior tempo possível. em um segundo momento. 65 . ainda que seja preciso que outra pessoa. devem ser encorajadas. • As atividades profissionais (desde que possível) devem ser incentivadas e o paciente observado sutilmente. respeitando-se o grau de dependência apresentado. como varrer. refaça a tarefa executada por ele. tirar o pó. • Observe e considere as preferências do paciente. No entanto você deve supervisionar estas atividades. pois irão gerar no paciente. desde que elas não representem perigo para ele. • Atividades sociais fora de casa devem ser selecionadas. • Se possível.É PRECISO MANTÊ-LO OCUPADO Manter atividades é extremamente importante. um sentimento agradável de participação e utilidade. • Todas as atividades devem estar subordinadas às habilidades e limitações do paciente. busque aconselhamento com profissionais capacitados –Terapeutas Ocupacionais – que certamente terão condições de avaliar e indicar quais atividades poderão ser executadas pelo paciente. segundo as limitações físicas e/ou mentais apresentadas. para que possam agir transmitindo calma e segurança. amigos ou parentes que o acompanham devem ter plena consciência de suas limitações.

• Ao fazer coisas com e para o paciente. Para entender melhor o que ele quer falar. em média. ou vidro com tampa. o doente pode ter dificuldade ao falar. assim não ficará irritado e você poderá entender melhor sua necessidade. em horários variados. banho.COMUNIÇÃO • Quando os músculos do rosto são prejudicados com o derrame. faça perguntas que ele possa responder com sinais. • Se ele não puder escrever.. pois. prato. Para evitar problemas maiores. se puder. Quanto maior o número de medicamentos usados. concentrando a atenção.. você poderá entende-lo com maior facilidade. Coloque os medicamentos em uma caixa com tampa (plástica ou papelão). como por parte do cuidador. fazendo sim ou não com a cabeça. Isso não quer dizer que ele não entenda o que você diz. geralmente já sobrecarregado com suas múltiplas tarefas. • Ao falar com o paciente não deixe que nada o distraia. etc. Dificuldades de comunicação após um derrame CUIDADOS COM A MEDICAÇÃO Pacientes usam. tomando o cuidado de usar caixas diferentes para 66 . ir dando nome a tudo o que está sendo usado. e considerando que o uso correto da medicação é fundamental para o bom andamento dos cuidados. maior a chance de erro de dose. de horário e de troca de medicação. por exemplo: água. tanto por parte do paciente. 3 a 4 tipos diferentes de medicamentos ao dia. tornando difícil o entendimento do que ele diz. camisa. sugerimos algumas medidas: 1. combine os sinais com ele. peça para ele escrever. sabonete.

ou que misture um material de curativo de ferida com o de limpeza de sonda ou cânulas. a caixa organizadora pode ser utilizada para medicação oral e existe em várias opções e formatos. pode comprar caixas para medicamentos e materiais de curativo. e faça uma lista do que pode e do que não pode ser dado no mesmo horário. Além de ser mais higiênico. Converse com o médico ou enfermeira responsável sobre a possibilidade de dividir as medicações em horários padronizados. como por exemplo café da manhã. que com a orientação do médico. peça a sua enfermeira para dividir os medicamentos em envelopes ou saquinhos. com o desenho do horário em que deve ser tomado. 3. se você for exigente. Para facilitar você pode dividir a caixa em compartimentos. Este Plano de Medicação deverá ficar em lugar de 67 . é menos provável que você confunda e dê por boca um medicamento inalatório. caso você não saiba ler. Caixa com material curativo Caixa improvisada com divisórias 2. Para facilitar a administração dos medicamentos você pode usar o Plano de Medicação Diária (impresso com vários relógios desenhados). ou farmacêutico distribui a medicação em horários padronizados. almoço e jantar. enfermeira.medicamentos dados pela boca. e colocar os respectivos medicamentos nos respectivos horários. à disposição em lojas de produtos médico-hospitalares. para material de curativo e material e medicamentos para inalação.

como por exemplo. conforme prescrição médica. ou guardá-los em outro local. febre. 4. para evitar confusão. 7. lembre-se que medicamentos prescritos para outras pessoas podem não ter o mesmo efeito. facilita a consulta em caso de dúvidas ou quando solicitado pelo profissional de saúde. diarréia. Deixe somente a última receita médica ou de enfermagem junto à caixa de medicamentos. e mantenha uma pequena quantidade destes medicamentos em uma caixa separada. ou não serem indicados para o paciente. longe do sol e principalmente das crianças. substitua ou retire medicamentos sem antes consultar um profissional de saúde. dor. na quantidade correta de comprimidos para cada horário. com o rótulo “necessidades especiais”. Mantenha os medicamentos em local seco. Isto evi- ta confusão quando há troca de medicamentos ou receitas. como vômitos. 68 . você pode devolver os medicamentos que não estão sendo utilizados para o centro de saúde. a porta da geladeira. Caixa organizadora Plano de medicação diária 6. pode-se colar os medicamentos do lado do desenho do relógio. Mantenha os medicamentos nas embalagens originais para evitar misturas e realizar o controle da data de validade.fácil visualização. 8. Lembre-se de solicitar ao médico uma prescrição para caso de necessidade. Caso o cuidador não saiba ler. 5. arejado. Não acrescente.

69 . converse com o médico ou enfermeira sobre a possibilidade de dissolvê-lo em água ou suco. Se o paciente apresentar dificuldades para engolir comprimidos. 13. peça para o profissional trocar o medicamento. o captopril existe em comprimidos branco e azul. 17. Isto evita a desagradável pergunta: Será que eu já dei os medicamentos das 10 horas? 11. utilize um calendário ou um caderno onde você possa colocar a data. 14. 16. Por exemplo. 10. pois eles são considerados medicamentos e podem ter efeitos indesejáveis. Não substituir medicamentos sem a autorização do médico. Tire suas dúvidas com o o médico ou a enfermeira. 15. Seja prevenido e sempre confira a quantidade de medicamento antes de feriados ou finais de semana. o horário. O cuidador não deve aceitar empréstimos de medicamento quando o do seu paciente acabar. pois esta pode mudar de acordo com o laboratório fabricante. Evite dar medicações no escuro. ou alimentar-se por sonda. O cuidador deve sempre avisar o médico ou enfermeira quando o paciente parar de tomar algum medicamento prescrito. e caso não seja possível. 12. Muitas vezes o medicamento tem o mesmo nome mas a sua concentração é diferente. e colocar um visto nas medicações já dadas. Não use como referência a cor do comprimido. para não correr o risco de trocas perigosas. Caso o paciente utilize vários medicamentos por dia. Evite o uso de chás e plantas medicinais. para não correr o risco de faltar.9.

Todos os cuidados são individuais. o que serve para um não serve para outro. sua movimentação está diminuída.EXERCÍCIOS PARA O PACIENTE Pacientes acamados são mais dependentes. Além disso. sua respiração é curta e apresentam risco maior de engasgar. Fazer somente o que for orientado para seu familiar. evitando assim possíveis reinternações. associado à diminuição do movimento acabam desenvolvendo encurtamentos e fraqueza muscular. 70 . Essas características aumentam o risco de desenvolver pneumonia. Por este motivo a intervenção da fisioterapia respiratória e motora é tão importante. por ficarem muito tempo na mesma posição.

Respiração abdominal .puxar o ar pelo nariz lentamente e soltar pela boca.puxar o ar o máximo que conseguir e soltar pela boca devagar. sozinho. Permanecer maior tempo sentado ou em pé de acordo com a condição de cada um. prevenindo complicações pulmonares. o surgimento de úlceras de decúbito (escaras).  71 Posicionamento . facilitando também a respiração.   Exercícios respiratórios Tosse ativa É importante alterar o posicionamento no leito ou na cadeira de rodas periodicamente evitando assim. Pedir para paciente tossir forte. Respiração profunda . Respiração em 2 tempos . puxa tudo e solta devagar pela boca. avisar ao profissional da saúde rapidamente. levando o ar para barriga.puxa um pouco de ar.PARA AQUELES QUE CONSEGUEM NOS AJUDAR Facilitam a eliminação de secreções e melhoram a ventilação pulmonar. caso não esteja clara. observar a cor da secreção. segura.

e é fixada ao redor do pescoço com um cordão (cadarço). A cânula de traqueostomia deve ser limpa pelo menos uma vez ao dia. que pode ser de plástico ou metal. não conseguem tossir sozinhos. por indicação médica. não tem força. É realizada no hospital. para que o paciente possa respirar. acumulando mais secreção. 72 . Normalmente são traqueostomizados necessitando de aspirações freqüentes. Este orifício é mantido aberto e protegido por uma cânula.PARA AQUELES QUE NÃO CONSEGUEM NOS AJUDAR (pacientes traqueostomizados) Por serem mais dependentes. A traqueostomia é uma abertura realizada na traquéia (tubo que conduz o ar da boca e nariz para os pulmões). porém se houver muita secreção pode-se fazer a limpeza várias vezes ao dia.

Você pode elevar a cabeceira com material improvisado.Se a cânula for de metal deve-se retirar a cânula interna (mandril) e lavar em água corrente. Também previne a queda da língua para “trás”. devese ter o cuidado de evitar a entrada de “coisas estranhas”. como: água. também ajuda a prevenir a entrada de secreções nos pulmões e brônquios. 73 . A gaze deve passar de um lado para o outro do mandril limpando as secreções ressecadas que obstruem o mesmo. comida. ou pode adquirir o acessório para ser adaptado à cama do paciente. perfumes. Você pode usar uma gaze para proteger o orifício da entrada de insetos. limpando com uma gaze ou cotonete. evitando a pneumonia. Após a limpeza da cânula deve-se verificar se a cânula interna está na posição correta e bem fixada. A elevação da cabeceira do leito a 30 graus (cerca de 3 travesseiros grossos). o que dificulta a respiração e a torna ruidosa (barulhenta).   Lembre-se que o orifício da traqueostomia comunica o meio ambiente diretamente com o pulmão. insetos.  Para proteção do cuidador e do paciente é aconselhável o uso de luvas de procedimento para limpeza da cânula. como um pedaço de madeira. ou pode alugar uma cama hospitalar com diferentes inclinações. talcos e etc pelo orifício.

• A impotência. etc. Caso você não faça parte da família. limitações. não obedecendo ordens. aposentadoria.  • A depressão: as vezes causada por morte do conjuge. reação a medicação. • Ter insônia. • Ficar inativo e ou agressivo. etc. não importa.CUIDADOS NOS ASPECTOS PSICOLÓGICOS DO PACIENTE O apoio familiar é o suporte do paciente e a segurança dos profissionais que o assistem. O paciente pode emitir comportamentos como 74 .  • A ansiedade frente a patologia.  • A dependência. você está exercendo a função de facilitador de uma etapa no caminho do viver de um ser humano.   • Ser teimoso.   Saiba que o paciente está vivenciando: • Chamar pelo cuidador várias vezes. o medo.

ver notícias (caso não possa faze-lo. faça por ele). • Perda de orientação espacial. • Perda de memória.   • Depressão. •Tristeza: por vivenciar as perdas do paciente   • Raiva: diante das sua recusas.• Não ter controle dos esfincters.   Calma! Procure:   75 . • Ter coordenação motora inadequada (derrubar objetos. para sair da rotina do dia a dia da doença.   •Culpa: por ter pensamento e atitudes as vezes negativas.   • Impotência.   5 Se possível caminhar.   Diante desses quadros o cuidador pode ter Pode vivenciar 1 Deixar o paciente sempre ocupado.   • Insônia.  • Ansiedade: por espera de progresso do paciente.). etc. Ofereça-lhe revistas.   3 Ler jornais. falta de controle dos esfincters. tomar banho de sol e fazer alguns exercícios dentro de seus limites.   2 Assistir à TV.   • Perda de autocontrole.   • Cansaço. comida.   4 Ouvir música.

15 Tente manter as atividades possíveis que o paciente executava como: dobrar roupas. vivencie atento o seu momento que vai qualifica-lo diante do aprimoramento das emoções que geram nossa vida. Como: grupos existentes nos centros de saúde (Lian-kung.   9 Sair de perto quando estiver perdendo o autocontrole e solicitar ajuda de outro cuidador da família ou voluntário. 17 Revezar entre os membros da família e amigos horário com disponibilidade interna de conversar/ dialogar com carinho e ternura com o paciente. 76 . 13 Procurar recursos oferecidos pela saúde. Não responder pelo paciente. 7. vestir-se e etc.) 14 Conversar com familiares que também tenham seus doentes..6. 11 Procurar se informar a respeito da evolução da patologia. 12 Procurar recursos existentes na comunidade. o paciente é atento.. vivência e cuidadores etc.  10 Sempre que possível revezar com alguém. 18 O cuidador não deverá esquecer de proporcionar para si próprio: ginástica. auto-cuidado como: não descuidar de sua pessoa (manutenção da auto-estima). grupos de lazer.   8. Não faça por ele o que ele pode fazer.   Cuidador persevere. 16 Cuidado com seus gestos ou palavras. Incentiva-lo a rezar (se o paciente for religioso).

CUIDANDO DO CUIDADOR O apoio familiar é um importante suporte ao paciente. no caminho do viver de alguém. dentro das suas possibilidades. mas está disposto de alguma forma a ajudar nos cuidado. machucarem-se por qualquer motivo. Podem ocorrer pequenos acidentes como derrubar objetos. sendo a parceria principal dos profissionais que o assistem. saiba que está exercendo o papel facilitador de uma etapa bastante complexa e importante. o paciente vivencia diversos sentimentos. Paciência é um exercicio diário que todo cuidador. sem motivos aos olhos dos outros. Ser cuidador exige maestria. sem muito exagero. fica prejudicada. apresenta muitas vezes um alto grau de ansiedade e/ou irritabilidade. pode lhe proporcionar um grande conforto. Por estar sentindo-se limitado e ansioso. Por estar muito entristecido ou debilitado. Tão comum quanto isso. Esta é uma fase dificíl para todos. Neste momento. Sente-se impotente por não depender apenas de si para melhorar. pode não ter ânimo para comer ou realizar cuidados básicos de higiene pessoal. Se você não faz parte da família. principalmente para os mais próximos mas podemos tentar vive-la sem que fiquem marcas muito profundas. precisa treinar para tentar acolher as angustias de quem está se sentindo prejudiado pela vida. 77 Cuidados com as emoções . é comum ao paciente chamar pelos outros sem muita paciência de esperar. e ficar atento a esses sinais de entristecimento do ente querido. é que o paciente pode começar a apresentar difildades ao dormir e sua cooredenação motora talvez pela própria doença ou por estar muito ansioso. sabendo que não está sozinho. etc.

revezar com alguém nos cuidados.. ver programas leves na TV. e também sente-se impotente. um grande cansaço no corpo. etc) e de saúde também ajudam a enfrentar estes momentos. cuidar de si mesmo. diminuindo a ansiedade dele e a sua. assim como. Atividades como por exemplo ler algo agradável. Quando possível. ajudar a lavar louças. pode ajudar. com medo de perder o controle da situação ou com o humor entristecido. a sobrecargas sentida. observando que outras pessoas também podem estar passando por questões iguais ou piores que a sua. pequenos afazeres domésticos (se possível) como ajudar a dobrar roupas. É necessário ao paciente. arrumar pequenas atividades ao gosto do paciente podem ocupá-lo. Pode sentir tristeza e também impotência. centros de convivência.Diante deste quadro de vida com tantas situações novas e adversas. O esforço emocional é bastante intenso. acreditando que ele é ingrato e não reconheçe seu esforço. Diante disso tudo. o que fazer? Parar com os cuidados daquele que necessita? Não!!! Calma. Muitas vezes. faz-se necessário também. o cuidador experimenta muitos sentimentos inesperados e desagradáveis também. Há muito o que fazer. cuidador e paciente. assim como o paciente..Dividir seus problemas com outras pessoas. ouvir músicas. dilui-se para todos. mesmo que só para tomar um ar. Alem disso. É necessário prestar a atenção em sentimentos 78 . Desta maneira. Nas conversas. o cuidador tem noção de que o mundo não está contra ele. Por isso é extremamente importante para quem cuida. por acreditar que sua ajuda não é suficiente para o outro. parentes ou não. Sempre dentro dos limites da dupla. pode acontecer. Às vezes o cuidador pensa que não vai dar conta de lidar com as dificuldades. passear em locais agradáveis e procurar os recursos sócio-culturais da sua comunidade (parques. como imaginava. Pode-se começar a desenvolver certa raiva do ente querido. etc. ficar ansioso ou sentir-se culpado pela situção. saber que seu cuidador não está sozinho nos cuidados.

desenhos. Pratique-os quando estiver perturbado. 2 Quando for às compras. Cuide do seu corpo 1 Enquanto estiver assistindo TV: •Movimente os dedos das mãos e dos pés para mantê-los flexíveis. por isso converse com o profissional responsável pelo paciente. não se esqueça de reservar um tempo para intervalos de “exercícios”. CUIDE-SE TAMBÉM. estamos tão penalizados pelo fato. descansar. Informe-se sobre a questão. passeie pelo pátio antes de entrar na loja. pinturas. pois agindo assim. espreguice todo o corpo. que acabamos fazendo tudo por ele e apenas por ele. Veja algumas dicas e sugestões : . 79 Existem muitas formas de incorporar a atividade física à sua vida. crochê. realizar alguma atividade física ou de lazer como: caminhada. De modo geral. não estamos ajudando para que ele possa readquirir através do seu próprio esforço. O Paciente agradece LEMBRE-SE SEMPRE: SOMOS SERES HUMANOS E NÃO MÁQUINAS. tricô. alongue os músculos de todas as maneiras possíveis. relaxar. mas sim JUNTO a ele. É fundamental que o CUIDADOR reserve alguns momentos do seu dia para se cuidar. Muitas vezes sem perceber. 4 Ao sentar-se por longos períodos de tempo. ou com rolinhos de madeira ou com bolinhas. Simplesmente movendo o corpo e as juntas a cada 15 minutos. 5 Incorpore os exercícios de relaxamento a seu dia. ginástica.como”dó” e/ ou “pena” do outro. lian gong. sua autoconfiança e autoestima. comece o dia bem. 3 Ao se levantar pela manhã. isso o ajudará a ficar menos tenso e ansioso. Esteja atento a isso. Preste a atenção: saber sobre a doença do seu querido é um direito e dever de quem cuida. •Massageie os pés com as mãos. preocupado. não necessitam que façam POR ele.

caminhada. A risada é um maravilhoso exercício que envolve diversos sistemas e aparelhos do corpo. seu esgotamento físico e mental. 10 Rodizie os cuidados com outros membros da família (ou outro cuidador) para que você possa ter um período de férias! 80 . sua tensão. RELAXE. MEXA-SE. leia um livro novo. 7 A atividade física reduz seu cansaço. aprenda mais sobre algum assunto de seu interesse. aprenda uma atividade nova. faça novos amigos e peça ajuda quando precisar. 9 Procure o Centro de Saúde da sua área de residência e se informe sobre as atividades corporais existentes. etc. participe das atividades de lazer do seu bairro.6 Ria várias vezes por dia. Torne a sua vida mais leve e saudável. SEMPRE QUE LEMBRAR. como Lian Gong. 8 Sempre que possível.

Exercícios para o pescoço (coluna cervical): Inspirando. como mostra a figura abaixo: 81 . a rotação (olhar para os lados). e a inclinação lateral (aproximar as orelhas do ombro). eleve os ombros próximo às orelhas. rodando os ombros para trás e para frente.DICAS DE EXERCÍCIOS PARA O CUIDADOR Faça a flexão (como se fosse encostar seu queixo no tórax). Exercícios para os ombros: Faça movimentos circulares. a extensão (olhar para o céu). expirando solte-os bruscamente.

fique nesta posição por alguns segundos e volte na posição inicial. Exercícios para os membros inferiores. com um dos braços apoiando no encosto de uma cadeira. Não fique muitas horas seguidas em pé. Repetir o movimento com o outro lado.. tecidos umedecidos em água quente) auxiliam no relaxamento muscular.Em pé. Apoiando em uma de suas pernas. Alterne com períodos na posição sentada. Faça caminhadas em locais planos.. Faça o mesmo exercício com a outra perna. 82 . Compressas quentes (bolsas térmicas. Exercícios para os membros superiores: Deite-se em decúbito dorsal (barriga para cima) e apoie os pés na cama com os joelhos dobrados. abduzir o membro superior livre até acima da cabeça inclinando lateralmente o corpo. aproxime seu joelho de seu tronco.

83 Documentações para INSS . Os homens tem direito quando completam 65 anos. Para requerer este benefício não é necessário ter contribuído para a Previdência Social. Exigências para requerer esse benefício: Ser considerado total e definitivamente incapaz para o trabalho e comprovado pela perícia médica do INSS.  As mulheres tem direito quando completam 60 anos. Para o deficiente é necessário perícia médica comprovando a deficiência.PREVIDÊNCIA SOCIAL PARA O CUIDADOR O QUE O PACIENTE OU FAMILIAR/ CUIDADOR PODEM REQUERER: Exigências para requerer esse benefício: Renda mensal da família deve ser inferior a ¼ (um quarto) do salário mínimo vigente na data do requerimento. no 1º andar.   Aposentadoria por idade  Aposentadoria por invalidez Solicitar relatório médico (paciente de ambulatório. na Central de Agendamento do Hospital de 2ª a 6ª feira das 7h00 as 18h00).Lei orgânica de assistência social Exigências para requerer esse benefício:   Tempo mínimo de contribuição é de 15 anos. Para o paciente a idade mínima exigida é de 67 anos. Para Trabalhadores Rurais: Os homens tem direito quando completam 60 anos As mulheres tem direito quando completam 55 anos.  Não estar recebendo nenhum outro benefício da Previdência Social ou de outro regime previdenciário.   Amparo assistencial ao paciente ou deficiente  LOAS .

oxigênio. Acidente de trabalho Materiais para uso domiciliar Transporte Medicação de alto custo 84 . será necessário relatório médico e procurar o Serviço Social para maior orientação. Procurar o Serviço Social do Hospital. Levar a receita médica ao Posto de Saúde mais próximo à residência. Solicitar processo de medicação de alto custo para ser preenchido pelo médico. Para Carteira de Isenção Tarifaria (carteirinha de ônibus). se necessário. muletas. material para curativo. o material a ser utilizado pelo paciente em domicilio. Carteira Profissional).Documentos pessoais (RG. Quando o paciente receber alta.Solicitar relatório médico para paciente internado (procurar médico responsável ou enfermeiro chefe da Unidade). CPF. O médico deverá prescrever. O familiar deverá procurar o Serviço Social do Hospital para obter maiores informações sobre a aquisição do material. para ser preenchido pelo médico que atendeu o paciente pela 1ª vez. como por exemplo: cadeira de rodas. Solicitar CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) à empresa em 6 vias. Procurar a agência do INSS mais próxima de sua residência. fraldas. o familiar deverá procurar o Serviço Social do Hospital para receber orientações de transporte para o tratamento ambulatorial e reabilitação.

• Procurar a delegacia de Taboão da Serra. • Procurar a funerária de sua escolha. • Caso não tenha condições financeiras.ÓBITO DENTRO DO HOSPITAL • Procurar o setor de interação para retirar os papéis. • Caso não tenha condições financeiras. • Caso não tenha condições financeiras. procurar o cemitério municipal Óbito na residência 85 . entregar os documentos para a mesma poder acionar o SVO/IML (Serviço de verificação de Óbito/ Instituto Médico Legal) • O SVO/IML (Serviço de verificação de Óbito/Instituto Médico Legal) se encarregar de retirar o corpo. procuraro cemitério municipal. para averiguar causa morte e emitir o atestado de óbito • Procurar a funerária de sua escolha. Quando o médico atesta o óbito • Retirar os documentos no setor de internação. • Procurar o cartório de Taboão da Serra para registrar o óbito. procurar o cemitério municipal. • De posse do atestado de óbito procurar a funerária de sua escolha. Quando o médico não atesta o óbito • Procurar imediatamente a delegacia do municí-pio para que a mesma possa acionar o SVO/IML (Serviço de verificação de Óbito/Instituto Médico Legal) • O SVO/IML(Serviço de verificação de Óbito/ Instituto Médico Legal) se encarrega de retirar o corpo e averiguar causa morte.

Não esquecer de pedir o cartório para reconhecer firma de assinatura do médico.O atestado de óbito é o documento principal para os seguintes casos: IMPORTANTE Pensão Encaminhar o atestado de óbito juntamente com os documentos pessoais e carteira profissional em uma agência do INSS Seguro Procurar a seguradora. encaminhar para o médico responsavél pelo paciente para preenchimento do mesmo. Contas bancarias Importante verificar a existência de contas bancárias e regularizar a nova situação. levando os documentos e atestados de óbito. 86 . retirar os papeís.

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