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O CUIDADO COMO FORMA DE VIDA MARIA LUÍSA COUTO SOARES1

Começo por contar uma experiência pessoal: há poucas semanas fui afectada por surdez súbita. Recorri a uma médica amiga de uma amiga, ue me aconselhou a ir rapidamente ao !ospital para fazer exames. "epois de #ariadas peripécias no labirinto do !ospital, encontrei por fim o $er#iço de %torrinolaringologia. &ui atendida e obser#ada por uma médica, fiz um audiograma, ue confirmou a minha surdez total do ou#ido es uerdo, e fui de#idamente medicada, com a indicaç'o de começar imediatamente a tomar os medicamentos e #oltar ao !ospital para fazer uma série de análises. (ssim fiz, e o certo é ue recuperei a audiç'o ao fim de alguns dias, s) com os medicamentos ue me foram receitados. "e ual uer modo #oltei ao !ospital, onde fiz no#o audiograma e a médica compro#ou todos os #alores das minhas análises ue esta#am normais e n'o acusa#am ual uer poss*#el causa ou +ustificaç'o da uele fen)meno. &iz no#o audiograma, ue confirmou a minha recuperaç'o total. ,anto as médicas ue me atenderam e trataram, como eu pr)pria, ficámos sem uma explicaç'o para o caso, sem saber por ue raz'o isso me aconteceu. % importante, no entanto, é ue graças aos medicamentos, possi#elmente, recuperei totalmente. -osso dizer ue fui tratada, fui cuidada, fui curada... mas sem uma +ustificaç'o racional, sem saber ual a causa do sucedido.
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/ni#ersidade 0o#a de 1isboa

rata:se antes do restablecimento da saúde do doente e n'o é poss*#el determinar se isto se de#e ao êxito do conhecimento e da capacidade do médico. 0'o se trata de uma ?produç'o@ ue termina na obra acabada ue está a* diante dos olhos.< 2ue liç3es tirar deste epis)dio4 5m . ( obra do médico. algo ue demonstre a sua capacidade. n'o é uma obra. .. fruto dessa acti#idade de produç'o. 5sta n'o produziu nada de no#o. uma arte do ue uma ciência. /ma techne. mas de uma acç'o ue tende a ocultar:se e a desaparecer no e uil*brio natural da saúde. é dif*cil determinar até reconstituiç'o da pr)pria natureza< . O Mistyério da Saúde. &oi exactamente o ue me aconteceu. ( minha situaç'o de surdez foi modificada mediante a inter#enç'o. ou . a confirmaç'o de ue a medicina é efecti#amente mais uma techne. uma arte é uma forma de saber ue significa uma certa habilidade. um poder-fazer. uma capacidade de produzir algo. sem dú#ida uma modificaç'o da situaç'o. apenas me de#ol#eu a capacidade de ou#ir. da ual resultará naturalmente uma obra. p. 5 em todo este processo. > capacidade do médico4 5m parte sim.. % ue é ue 7produz8 o médico4 $aúde4 $eria mais apropriado dizer ue o médico reestabelece a harmonia e o e uil*brio org9nicos ue a doença destruiu. e ue constituem a saúde. desse modo..6 lugar. inter#enç'o médica. =as n'o sei bem a ue se de#eu este restablecimento: ao conhecimento cient*fico das causas e do processo ue me pro#ocou a surdez4 Certamente ue n'o. como o sabemos aliás desde !ip)crates. -or isso. ?o médico n'o pode distanciar:se da sua obra como ual uer artista pode fazer a respeito da sua. mas uma estratégia para captar a din9mica natural e reencaminhá:la se sofreu alteraç3es e dese uil*brios. algo de no#o no seu ser. 0o fundo parece ue n'o há a ui nada de no#o.. "á:se. -or isso fica aberta a pergunta de saber em ue medida o êxito da cura se de#e ao tratamento correcto do médico e em ue medida colaborou nele a pr)pria natureza.@ . um ergon. e#oluç'o e capacidade de < Cfr Aadamer. em parte hou#e ual uer força natural ue reconduziu o meu aparato auditi#o ao seu funcionamento normal. : ?% ue o médico produz. ( arte de curar n'o é ?in#enç'o e planificaç'o de algo no#o@. a arte médica. mas para recuperar algo ue se perdeu e ue necessita de ser reencontrado. ue se de#e em parte . ue ponto a recuperaç'o é conse uência do conhecimento e da arte médica.

0a realidade nunca o foi@B. 0ada do ue estou a dizer p3e em causa as ciências médicas. : detenha o sentido e determine o peso da existência. ( uni#ersalidade da ciência médica tem de moldar:se . 5xige uma 7per*cia medidora8 F . na presença de uma no#a situaç'o. nos poderia le#ar a piorar a nossa situaç'o: há prazeres ue d'o origem a maiores sofrimentos e há dores ue produzem a saúde e o bem estar. pp. e por isso único.. de uma forma de #idaE a sua precis'o CakribeiaD tem de contar com dois sentidos complementares de ?medida@. os #alores estandardizados e as mediç3es n'o podem suprir a agudeza da obser#aç'o e do trato directo com o doente. !á ciência médica. imprescind*#el para ganhar lucidez em relaç'o . Cfr (. Caeiro.B +ustamente por se tratar da saúde. uma excepç'o. ? ( . de transmiss'o de toda uma experiência. "a* ue a relaç'o médico:doente n'o se trata apenas de uma relaç'o a dois. $) distanciando:nos e transcendendo o instante mesmo em ue #i#enciamos algo como agradá#el ou desagradá#el. ob.. de umas leis da natureza e dos seres #i#os ao caso prático. . poderemos ganhar a perspecti#a para a#aliar da sua excelência ou per#ers'o. % seu caso é sempre o primeiro. .écnica =edidora C%s elementos atemáticos do horizonte patol)gico no Protágoras de -lat'o. p. indi#idual. % doente n'o pode ser #isto como um caso subsumido por uma lei. !o+e em dia sabe:se muito. a sua ensinabilidade é condicionada pelo carácter de ?iniciaç'o@. e ue portanto. =as na relaç'o médico:doente. !á um saber te)rico abundante e rico. uilo ue imediatamente sentimos e ue #i#ido no instante como prazer ou dor.GH:.. por ue o médico tem de ?triangular@ intuiti#a e caladamente Ca medicina é arte mudaD entre homem de ciência te)rica e saber geral e o homem em situaç'o na presença da uele mesmo doente.: /ma tal techne tem a funç'o primeira de desautorizar a compreens'o tácita de ue toda a afectaç'o ue se constitui no momento presente. irrepet*#el do paciente. exige:se muito mais do ue a mera aplicaç'o de umas regras gerais. B F Aadamer. cit. $) a anulaç'o e a desautorizaç'o do #igor fenoménico do momento presente pode pIr a descoberto e desocultar as extens3es e o #alor de um determinado pathos e assim examinar:lhe a ualidade de #ida@.<. subsiste na intimidade e e proximidade absolutas do agora. deixa por completo de ser sua. atenç'o ao singular. ip!crates e a "rte da Medicina . um afastar:se das relaç3es #itais em ue ele #i#ia habitualmente como homem acti#o e trabalhador.

% cuidado #ai muito além dos progressos alcançados pelas modernas técnicas de mediç'o: interpreta. na ciência moderna. isto é. estar perante si mesmo como alguém +á en#ol#ido com todos os seres do mundo. cit. em suma. é imprescind*#el obser#ar e escutar o paciente. no cuidado ou terapia. !á uma medida ue está nas m'os da ciênciaE outra. fazer caso de. interessar:se por. tomar a seu cargo. o ue configura a sua estrutura Intica e a coexistência no mundo é o cuidado: para !eidegger. ao mundo e ao homem. a angústia dos seus pr)prios condicionamentos e J Cfr Aadamer. antecipa:se. o encarregar:se. em todo o nosso estar:no:mundo. pre#ê. existir no mundo consiste fundamentalmente e originariamente em cuidar. terra. consiste no tratamento. atra#és da m'o.. K o traço mais originário e primordial do #asein. =as para medir os nossos pr)prios estados de bem ou mal estar. ue reconhece os tecidos palpando. uma garantia de ob+ecti#idade. é o interessar: se por. o esforço. o cuidado é o pr)prio ser do 7ser a*8. da existência humana no mundo. e a ui é preciso recorrer . ob. do olhar ue adi#inha a dor e o sofrimento. do ser:a*. ( primeira recorre a procedimentos de mediç'o e oferece um reconhecimento uase aritmético e a possibilidade de pre#er as formas de inter#enç'oE a segunda. Cuidado CSorgeD tem #árias modalidades: é o cuidado angustioso. compreende. para o homem. experiência humana directa. escolhem para este último precisamente o termo Cuidado. mas também por ue esta primazia do cuidado aparece em conex'o com a conhecida concepç'o do homem como composto de corpo CterraD e esp*rito: ele experimenta a tens'o. as medidas s'o insuficientes. . HL. !eidegger in#oca uma #elha fábula latina ue conta a criaç'o do homem pelo CuidadoE e uando os deuses prop3em dar um nome . do ou#ido ue pressente o palpitar. de saúde ou de doença. tomar a seu cargo. 5mbora se+am o modo de distanciar:se da #i#ência do imediato e ganhar em ob+ecti#idade rigor para saber o ue de facto se está a passar. p. /m testemunho preontol)gico ue cobra um significado especial pelo facto de ue n'o s) #ê no cuidado a uilo a ue está entregue o ser:a* humano durante a sua #ida. % modo de existir do ser humano. ( mensurabilidade é.F =as há ue ter em conta as limitaç3es da medida J.

. 0ada me é estranho. com ele. K pr)prio do homem en uanto homem. sua #olta. #i#e 7em cuidado8 por si e pela sua situaç'o precáriaE e #i#e também para o outro. originária. alheio. por exemplo. está na inst9ncia mais originária e radical do humanoE antes de ual uer outra especificaç'o ulterior o ser humano realiza:se como a uele ue tem o cuidado do seu pr)prio mundo e de todos os ue nele cohabitam. alguns exemplos do Cancioneiro de Aarcia de Resende. cuida o ue tem . 1eia:se. tudo faz parte de uma mesma rede de intenç3es ue constitui a comunidade humana. perspecti#as. ue caracteriza o pr)prio modo de ser humano: o homem cuida:se. as penas as ueixas do apaixonado ue n'o #i#e sen'o para o ser amado. tende para a total identificaç'o e sofre pela diferença. pela dist9ncia. 5 n'o es ueçamos ue o cuidar é também uma pala#ra de poetas e de apaixonados. bem como o seu existir e o seu sofrer. os suspiros. exprime esta solicitide e sofrimento para uem nos faz cuidar: Oos senhor 0uno -ereira -or uem is assim cuidando . numa atitude de solicitude. sofre por ele. primordial. ue começa com uma série de poemas glosando o mote ?%u Cuidar e suspirar. na sua ingénua simplicidade. % cuidado é assim uma 7forma de #ida8. % diálogo de Norge da $il#eira e 0uno -ereira. dese+o de colocar:se num outro lugar e perspecti#a ue n'o a do egoismo m*ope.@ %s cuidados s'o os mal dMamores. entrega. ue se expande num #i#er totalmente focado no ser do outro ue monopoliza energias e atenç3es. 5ncontramos express3es do amor:cuidado. assumindo como pr)prios os seus pontos de #ista. o cuidado desdobra:se numa corresponsabilidade pelo ser do outro.. está radicalmente en#ol#ido com todos os seres coexistentes. pela separaç'o. 0este último sentido.J limitaç3es.

e suspirar (mbos s'o causa damores $uspiros para mostrar Cuidados para matar. K 7um fogo PPP . Cuidados. (mores. em dese+os de morrer por n'o #er uem cuidados nos dá. raios lançados =ui penados #aledores 5 outra Cuidados. olhos uebrados.Q -or uem #os is suspirando $enhor Norge da $il#eira Responde Norge da $il#eira: 0'o ue eu suspiro indo -or uem cuidados me dá 5 me #ai assim ferindo 2ue de todo destruindo =e #ai seu cuidado +á % cuidado é causa primeira do amor denodado sem abrigo8. 2uando s'o com desfa#ores ue se exprime em suspiros e gemidos. bra#os amores. (mores. bra#os cuidados.suspiros.

sua#iza:o e disp3e: no constantemente para tratar de o conduzir pouco a pouco . pala#ra no processo de cura: de conuro ou oraç'o mágica. o processo de cura recorreu . 0o entanto há também uma racionalizaç'o do recurso .S ( terminar. ao mesmo tempo. sua arte. nem uma aproximaç'o ao uRe actualmente designamos por 7medicina psicossomática8. mas imprimiu também. de#e instru*:lo. s*mbolos de uma acti#idade pré:cient*fica e ignorante das #erdadeiras causas das doenças e dos meios eficazes para o processo de cura. ensalmo. ( pala#ra tem a ui um poder natural de persuadir e de pro#ocar sereniudade. mitos. com a a+uda da persuas'o. -ala#ra como principal e único meio de curar. ue re+eita a pala#ra originariamente ligada a crenças. a pala#ra 7sofroniza8. 0um texto plat)nico das $eis. esta passa a ter o significado de racioc*nio ou relato contra o erro ou contra os afectos pre+udiciais. germinalmente uma identificaç'o por #ezes . % termo recobre agora um sentido #erdadeiramente terapêutico.. =as há #ários testemunhos de como a arte médica nascente reagia e despreza#a as práticas mágicas. saúde@ 0o %orpus hipocraticum +á n'o ocorrem #est*gios de uma psicoterapia #erbal. 5sta é a marca de uma prática despro#ida ainda de ual uer carácter cient*fico e re#ela a ausência de uma autêntica técnica sistemática fundada em conhecimentos e experiência da patologia humana. e assim. significando um belo discurso eficaz por ue produz na alma a sophrosyne. pala#ra terapêutica: nos prim)rdios da =edicina pré:cient*fica. ( raz'o desta ausência estará sem dú#ida no carácter intencionalmente cient*fico ue os médicos hipocráticos uiseram imprimir . ( =edicina assumia:se +á como 7arte muda8. n'o chegan a constituir uma teoria sobre psicoterapia.. 5sta exigência contribuiu o grande impulso para o nascimento e desen#ol#imento da medicina ocidental. magias e bruxarias. lê:se: ?% médico li#re comunica as suas impress3es ao doente e aos seus amigos e. uma referência . embora re#elem sem dú#ida um certo conhecimento da relaç'o psicossomática. encantamento ou feitiço. n'o prescre#er:lhe nada sem o ter primeiro persuadido. calrificaç'o. en uanto se informa sobre o paciente. ordem. encantat)rias. 5ra o recurso epodé con+uro. oraç'o. %s textos de carácter psicoterapêutico constituem apenas referências gerais ue.

?% homem n'o é apenas um ser #i#o. p. n'o constituiu um suced9neo das técnicas anteriores. 0este contexto torna:se patente a dimens'o profunda. na fam*lia e na profiss'o. deixando na sombra outras dimens3es do ser humano ho+e reconhecidamente decisi#as para uma medicina 0a medicina actual. . mas também alguém misteriosamente estranho a si mesmo e aos outros. como pessoa. com incontá#eis e imponderá#eis influências e efeitos. -or isso é um erro pensar ue uma ciência ade uada pode satisfazer s) por si as exigências da . 5 nesse encontro Q Aadamer. O mistério da saúde. o recurso .JF. pala#ra como meio de cura. ue exigirá ue o médico e todos os ue cuidam dos doentes se+am autênticos hermeneutas. circunst9ncias e estado an*mico do doente. encargos e problemas. penetrando com a arte da compreens'o os enigmas do acontecer da #ida humana. luz@ Q. corpo CsomaD. tem:se deslocado a t)nica da in#estigaç'o da doença. lendo em pe uenos sintomas e em sinais uase impercept*#eis. !á sempre factores impre#istos em acç'o. ( saúde e a doença s'o fen)menos #itais ue acompanham os altos e baixos do sentimento #ital. ue nada têm a #er com as leis do acontecer atural. da pergunta pela sua causa. como congénere. ue uma e#oluidissima in#estigaç'o #ai trazendo cada #ez mais . !á ainda outros elementos incompreens*#eis. ( compreens'o da situaç'o antropol)gica e da experiência do doente.rata:se de aperfeiçoar e ampliar a pr)pria terapêutica. para saber interpretar. completa.erapia W ue é Cuidado. global ue de#e assumir a terapia en uanto cuidado: um cuidado do homem pelo homem no encontro personalizado entre médico:doente. -ara os compreender n'o basta o recurso . para a uest'o do sentido. com argúcia e penetraç'o. 5 assenta na con#icç'o básica de ue ?toda a doença tem um sentido@ CTeizUcVerD. 5sta #iragem da in#estigaç'o exclusi#amente etiol)gica para uma busca geral o seu sentido pressup3e a consideraç'o do médico pela situaç'o. nomeadamente em muitas das orientaç3es da psicossomática. ciência e experiência profissional: é imprescind*#el ser:se hermeneuta. .L abusi#a entre natureza CphysisD antropol)gica. .

recorro a um cl*nico. =uitas #ezes n'o é poss*#el a cura. !á e#identemente situaç3es W de sofrimento.odos estamos embarcados e todos.. etc. escolho um médico ue me trate@. 2uem renega esta responsabilidade e esta comunidade de #ida. entre os seus semelhantes. =as nenhuma profiss'o pode deter o monop)lio do cuidado dos outros. em seguida. de incapacidade W ue re uerem cuidados espec*ficos.H inter#ém. de uma #ida humana como cuidado. ue en uanto homens. responde como Caim . de#er'o amar os outros como a si mesmos. nem o doente a pode exigir ou esperar. o guarda do meu irm'o4@ . =as espera e tem direito ao cuidado. 5 por isso o tema do cuidado á t'o caro e fulcral para todos a ueles ue se ocupam da saúde W médicos. 0ietzsche escre#eu: ?=as o seu problema n'o foi propriamente o sofrimento. tomar o peso da dor alheia e encarregar:se solicitamente de melhorar ou resol#er essa situaç'o. enfermeiros. a pala#ra e o diálogo. mas a ausência de resposta ao grito da pergunta Xpara uê sofrer4M % cuidado conduz a atenç'o e o olhar para a globalidade da pessoa e da sua situaç'o e traduz:se num ?le#ar a cargo@. Aadamer conta de um famoso patologista ue lhe disse um dia: 2uando adoeço. assumimos a responsabilidade pela #ida. ao ual alguém chamaria uma ?correspondência coincidencial@. pela dor e pela indigência de todos os outros. de certa forma emblemática. a um tratamento como ser humano. pergunta de Ya#é pelo irm'o ue ele matara: ?0'o sei. . de uma forma ou de outra. mais do ue a pergunta pelas causas dos acontecimentos. todo o ser humano. situado no mundo.rata:se a ui de uma manifestaç'o particular e. 5mbrenhado na confus'o da #ida. como parte integrante da terapia e express'o do cuidado. $ou. perante o ue lhe acontece e o ue #i#encia. de doença.. enfrenta a uest'o do sentido. por#entura. meu colega e peço:lhe ue me diga o ue tenho W e. .

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