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COLISÕES

COLISÕES
1
Uma colisão entre duas partículas é um processo em que
uma é lançada contra a outra, podendo trocar energia e
momento em conseqüência de sua interação. As “partículas”
podem ser corpos macroscópicos ou pertencer à escala
atômica ou subatômica.
Uma colisão é um evento isolado em que uma força
relativamente intensa age em cada um de dois ou mais
corpos, que interagem por um tempo relativamente curto.
A figura abaixo mostra uma distinção clara entre instantes de
tempo que estão antes, durante e depois da colisão.
Impulso e Momento Linear
Fig 2: Dois corpos, que se comportam
como partículas, L e R, colidem um com o
outro. Durante a colisão, o corpo L exerce
a força F(t) sobre R, e este exerce a força
– F(t) sobre L. As forças F(t) e - F(t) são
um par ação-reação. Suas intensidades
variam com o tempo durante a colisão,
mas, em qualquer instante dado, são iguais
entre si.
Fig: 2
2
Estas forças, F(t) e – F(t), irão variar o momento linear de
ambos os corpos; a variação do momento linear dependerá
dos valores médios das forças e do tempo ∆t durante o qual
elas agem.
Aplicando a 2
a
Lei de Newton ao corpo R (direita), temos




d p
F d p Fd t
d t
= ⇒ =

(1)
Integrando a eq. (1) sobre o intervalo de tempo da colisão, temos


impulso
f f
i i
f i
p t
p t
d p Fd t
p p p = −
=

∫ ∫

(2)
Definição de Impulso:

f
i
t
t
J Fd t =



Teorema do impulso-momento linear
f i
p p p J ∆ = − =

Se F
m
for o módulo médio da força e ∆t a duração da colisão,
podemos escrever o módulo do impulso como
m
J F t = ∆
(3)
(4)
(5)
3
Uma colisão elástica em um sistema isolado é aquela na qual
existe conservação da energia cinética (e do momento linear).
Uma colisão elástica ocorre quando as forças que atuam entre
os corpos são forças conservativas.
COLISÕES ELÁSTICAS
Conservação da energia cinética
2 2 2 2
1 1 2 2 2 2 2 2
Antes da colisão Depois da colisão
1 1 1 1
2 2 2 2
i i f f
mv m v m v m v + = +

Conservação do momento Linear
1 1 2 2 1 1 2 2
Antes da colisão
Depois da colisão
i i f f
mv m v mv m v + = +

Vejam a página: http://fisica.coeel.googlepages.com
Colisões Elástica em uma dimensão
(alvo estacionário)
(6)
(7)
1
1 2 1
2
2
e
if i f i
m
v v v v
m
| |
≈ − ≈
|
\ .
4
Manipulando as equações (6) e (7), é fácil mostra a relação
entre as velocidade finais e a velocidade inicial, após a colisão.
1 2 1
1 1 2 1
1 2 1 2
( ) 2
e
( ) ( )
f i f i
m m m
v v v v
m m m m

= =
+ +
(8)
Situações especiais das equações acima
Massas iguais:
1 2 1
0 e 2
f f i
v v v = =
Um alvo de massa grande:
2 1
m m
Um projétil de massa grande:
1 2
m m
1 1 2
e 2
f i f ii
v v v v ≈ ≈
Movimento do centro de massa
O centro de massa de dois corpos que colidem continua a se
deslocar sem sofrer qualquer influência da colisão. Isto é
conseqüência da conservação do momento linear e da equação que
relaciona o momento linear P do sistema de dois corpos a
velocidade de seu centro de massa v
CM.
1 2
( )
CM CM
P Mv m m v = = +
Para alvo em repouso:
1
1
1 2
CM i
m
v v
m m
=
+
(9)
Colisões Elástica em uma dimensão
(alvo em movimento)
5
Situação em que dois corpos estão em movimento antes de sofrer uma
colisão elástica
Conservação do momento linear
1 1 2 2 1 1 2 2 i i f f
mv m v mv m v + = +
(10)
Conservação da energia cinética
2 2 2 2
1 1 2 2 1 1 2 2
1 1 1 1
2 2 2 2
i i f f
mv m v mv m v + = +
(11)
Manipulando as equações (10) e (11), é fácil mostra a relação
entre as velocidade finais e as velocidades iniciais, após a
colisão.
1 2 2
1 1 2
1 2 1 2
1 2 2
2 1 2
1 2 1 2
( ) 2
( ) ( )
2 ( )
( ) ( )
f i i
f i i
m m m
v v v
m m m m
m m m
v v v
m m m m

= +
+ +

= +
+ +
(12)
6
Colisões Inelásticas em uma dimensão
Uma colisão inelástica é aquela onde não é conservada a
energia cinética do sistema de corpos que colidem. Em uma
colisão inelástica, a energia cinética final pode ser menor ou
maior que a inicial. Um exemplo em que é maior é a explosão
de uma granada ao colidir com o solo. Neste caso, energia
química armazenada no explosivo se converte em energia
cinética dos fragmentos.
Vamos considerar o caso de uma colisão totalmente inelástica:
duas massas (m
1
, m
2
) e velocidades iniciais (v
1i
, v
2i
) passam a
mover-se juntas após a colisão, formando uma única partícula
de massa m
1
+ m
2
e velocidade v
f
.
A conservação do momento:
1 1 2 2 1 2
( )
i i f
mv m v m m v + = +
i f
P P =
1 1 2 2
1 2
i i
f CM
mv m v
v v
m m
+
= =
+
Logo, a conservação do momento basta para determinar a
configuração final de um colisão totalmente elástica
(13)
7
Colisões em Duas Dimensões
Alvo em Repouso
Consideremos uma colisão oblíqua entre um corpo projétil e um
corpo alvo em repouso. Na figura abaixo, a distância b é denominada
parâmetro de impacto.
Conservação do momento linear (forma vetorial)
1 1 1 1 1 2 2 2
1 1 1 2 2 2
cos cos

0
i f f
i f
f f
mv mv m v
p p
mv sen m v sen
θ θ
θ θ
= +
¦
= ⇒
´
= − +
¹

Conservação da energia cinética (colisão elástica)
2 2 2
1 1 1 1 2 2
1 1 1
2 2 2
i f f
mv mv m v = +
(14)
(15)
OBS: Essas três ultimas equações contêm sete variáveis. Se for
conhecidas quaisquer 4 variáveis, podemos resolver o sistema e
encontrar as três variáveis restantes.