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Obra protegida por direitos de autor

Margarida Pedroso de Lima Envelhecimento(s)

Estado da Arte
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Obra protegida por direitos de autor

. O bR A PU b L Ic A DA c OM O A P OIO DE : © M A IO 2010...pt/imprensa_uc Vendas online: http://livrariadaimprensa. soluções editoriais ISBN 978-989-26-0037-6 D E P Ó SI T O L E GA L ...C O OR DE N AÇ ÃO E DI T OR I A L Imprensa da Universidade de Coimbra Email: imprensauc@ci...........pt URL: http://www.I M PR E S S ÃO António Resende I N F O GR A F I A DA C A PA Carlos Costa E X E c UÇ ÃO GR Á F Ic A Sereer..uc...uc...... I M PR E N S A DA U N I V E R SI DA DE DE C OI M bR A 2 Obra protegida por direitos de autor .com C ONc E P Ç ÃO GR Á F Ic A António Barros P R É ..

.... 4............................. 3............. 60 3 Obra protegida por direitos de autor ................ 2.............................. 13 2................................. Que é o ageism? ....... Podemos evitar envelhecer e morrer? . 52 Os avós fazem sexo? ......... O envelhecimento fascina todas as pessoas? ... A velhice é uma fase da vida adulta? ................. 56 O que acontece ao avô se a avó morrer? ......... 40 Esboços de caracterização: como somos............ significados e delimitações ................................................ÍNDIcE Introdução ...... 5....... 45 Ficamos mais sábios com a idade? ................................................................................................ 18 4.............. 17 3... 39 10......... Começamos a envelhecer aos 65 anos? .... 1............................... Envelhecer é perder e declinar? ..................................... 20 5........... 13 1.... 28 7............... 37 9............... 9 Construções.............. 32 8..................................................... 49 Quem são os nossos amigos na velhice? ........... 23 6................................... Que é envelhecer? . como vivemos .................. Ser velho é o mesmo para um antropólogo ou para um médico?................... Envelhecer é adoecer? .. 45 Tornamo-nos mais religiosos com a idade? .............................. O meu avô macaense envelhece da mesma forma que o meu pai português? ....................

. simplesmente ................................................................................................................. 3..... Todos os avós são resmungões? . 105 Que é o paradoxo do bem-estar? .......... 133 4 Obra protegida por direitos de autor ..... Onde deixei os meus óculos? ............................ 4.............................. 80 12................................................. 67 9.................. 5......... 91 Institucionalização. 73 11..... 91 1...... que desafios sociais? ........................... 63 8......... ‘Burro velho não aprende línguas’? ... 72 10.... 127 Bibliografia ................. 86 Como viver............ Reforma compulsiva? ......... 62 7....... E quando os meus avós não se lembrarem de mim? ........... 99 Posso acabar com a calvície? ............... 2.................................................... Envelhecer......... Sentimo-nos mais sozinhos na velhice? . 112 Envelhecer............... 118 Conclusão ...... 109 Como promover o bem-estar? ..................................................................... 6...... menos inteligência? ....................... Mais idade......... sim ou não? ..6........................... que desafios pessoais? ....................................................................

O Leviatã Book IV: Of Kingdom of Darkness . 46 Para o Nito. 5 Obra protegida por direitos de autor .“A eternidade é a quietude do momento presente” * Hobbes. Hobbes. com quem espero partilhar o resto da minha vida * “Eternity is the Standing still of the Present Time”. cap. 46. (1642). T. IV.

PREFÁcIO O objectivo deste livro é o de pôr em causa. ao longo dos últimos anos. Este livro tem como coluna vertebral um conjunto de perguntas sobre a temática do envelhecimento. e sintetizam algumas das principais dúvidas. Acreditamos que viver bem é simples e. o meu grande amigo Paulo). depende da desconstrução de algumas ideias feitas que nos aprisionam e limitam a nossa capacidade de sermos felizes e livres. questões e crenças em torno do envelhecimento. por várias pessoas (os meus alunos. a minha filha Mimi. A saber. algumas das crenças que estão na base da discriminação e da exclusão das pessoas mais velhas. muitas vezes. As questões estão arrumadas em três categorias. de uma forma simples e prática. 7 Obra protegida por direitos de autor . significados e delimitações. que me foram sendo feitas. Construções.

João e Patrícia. como vivemos. Emília. apesar de serem colocadas de forma acessível. As respostas dadas têm base científica. Agradeço as correcções e sugestões dos meus mestres e amigos António Simões. Como viver. simplesmente. José Ferreira‑Alves.Esboços de caracterização: como somos. de maneira a serem entendidas por todos os leitores. 8 Obra protegida por direitos de autor .

Aonde quer que eu vá . de modo a nos tornarmos na pessoa que seremos. cada vez mais demograficamente envelhecida. 9 Obra protegida por direitos de autor . 15) 1 Que é envelhecer? Que sabemos sobre este fenómeno complexo? Como podemos preparar-nos para sermos mais felizes e realizados na última fase da nossa vida? Como nos vamos construindo e transformando. ‘Então. se 1 Kabat-Zinn. sobre as quais a nossa sociedade. na idade adulta avançada? O desafio deste livro prende-se com algumas questões fundamentais. Gradiva. Sinais de fogo. já aconteceu. Tal é imperativo. (2000). deve reflectir. e agora?’” Kabat-Zinn (1994. J. A pergunta importante é: e como é que se vai lidar com isso? Por outras palavras.INTRODUÇÃO “Seja o que for que tenha acontecido. Cascais.

implicando mudanças várias dos sujeitos na sociedade. dia após dia. Consequentemente. Envelhecer é. com rituais de passagem. portanto. Começamos a envelhecer na altura da concepção e continuamos. a experiência da velhice na nossa sociedade refere-se a acontecimentos estruturados temporalmente. em­ bora a vida se caracterize como um fenómeno que flui. refere-se a um processo biológico de sentido deletério (o que alguns autores designam de “senescência”). A experiência da vida é uma procura constante de desvendar enigmas. Porém. não pode ser evitado. um processo constante e previsível que envolve crescimento e desenvolvimento. Essas mudanças implicam sentidos de estigmatização e fazem-se presentes nos jogos reflexivos de imagens de si mesmo através dos outros (Viegas. Apesar do termo ‘envelhecimento’ nos ser familiar.queremos promover uma sociedade com valores mais justos (na aceitação da variabilidade de formas de ser e de estar). 2007). Embora seja um fenómeno complexo e multideterminado para a generalidade das pessoas. E. a sua definição e conceptualização não é simples nem linear. continuamente. a forma como envelhecemos depende de 10 Obra protegida por direitos de autor .

entra-se na última era da vida adulta. num único dia.. mas é isto envelhecer? 44 Obra protegida por direitos de autor . mais cansados.. e o que lhes exige – estabelecendo elos de ligação. Com mais anos? Não! Mas. com esse mesmo mundo (Marchand. de acordo com Levinson (1990). As principais tarefas com que os sujeitos desta “estação” da vida têm que se confrontar dizem respeito. a idade adulta tardia .sua individualidade e identidade.. simultaneamente.. mais pesados. e adquirem uma visão mais sofisticada do mundo – o que é. A partir dos 65 anos. apesar de existirem momentos/dias da nossa vida em que nos sentimos mais ‘envelhecidos’. Não envelhecemos. sobretudo. mais independentes e mais intensos. à adaptação ao declínio físico e aos problemas psicológicos decorrentes da perda de juventude. o que lhes oferece. talvez. 2005).

c O M O V I VE M O S 1. ao longo da vida. a idade não é o único critério para que se aceda à sabedoria/ sageza. É apenas uma condição importante. estando associado à prática de mentor e de tutor e à motivação para transmitir algo às novas gerações ( ripling).ESbOÇOS DE cARAcTERIZAÇÃO: c O M O S O M O S . embora não suficiente. no entanto. de sabedoria. Sabemos que a vivência de experiências múltiplas. No entanto. 45 Obra protegida por direitos de autor . Ficamos mais sábios com a idade? Não ficamos mais sábios/sages com a idade. a fase da vida onde há mais pessoas sábias é na velhice. é outro dos factores que contribui para a sabedoria (daí que haja mais respostas de sabedoria em pessoas que desempenham profissões de inter-ajuda).

sobre si próprio ou sobre os outros. “Os problemas deficientemente estruturados pressupõem a utilização de uma lógica que possibilite a sua inserção numa realidade concreta. depende de uma intensa integração da cognição e da afectividade. As teorias da sabedoria diferenciam-se pelo peso que os autores atribuem à cognição e à afectividade. contextualizada. Em algumas teorias. a pessoa deverá aceder aos mais elevados níveis de reflexividade” (Marchand. Na perspectiva cognitiva. contraditória e paradoxal dessa mesma realidade. afectiva e motivacional. 2005. 51). o conceito de sabedoria é amplo e complexo. na medida em que pressupõe que as pessoas se encontrem em elevados níveis de desenvolvimento das dimensões cognitiva. a sabedoria apela a juízos sobre problemas particularmente complexos e deficientemente estruturados. a sabedoria é associada a competências predominantemente cognitivas. 46 Obra protegida por direitos de autor . Para que possa utilizar uma tal lógica. e que facilite a tomada de consciência da natureza fluida.De acordo com Kramer (1990). noutras.

a sabedoria pressupõe. 4). a preocupação em relação à formação e orientação dos outros. 47 Obra protegida por direitos de autor . entre outros. 10 Baltes (2004). ou seja. Do ponto de vista motivacional. sobretudo. em particular. em geral.Do ponto de vista afectivo. “a maturidade aparece como integridade moral. apela a elevados níveis de desenvolvimento do eu. o sentimento de generatividade. isto é. Nas palavras de Vandenplas-Holper (1998. a sabedoria apela a elevados níveis de descentração 9 e de sensibilidade emocional que possibilitem a compreensão empática das intenções dos outros e a tolerância em relação à ambiguidade. como empenhamento social responsável. como orientação autónoma e controlada da vida”. ainda. e das novas gerações. visível nas características que diversos autores 10 atribuem a pessoas que manifestam sabedoria. A multidimensionalidade da sabedoria é. tais como: o elevado conhecimento sobre assuntos e problemas do quotidiano. as aptidões reflexivas. 9 Por descentração entende-se o sair do centro e colocar-se no ponto de vista do outro.

2005). e possuem elevadas competências interpessoais. a “abertura a novas experiências”. em relação a atitudes e a afirmações de carácter absolutista. de voluntariado (Marchand. A sabedoria seria o nível mais elevado de compreensão da vida. por exemplo. Sendo assim. e com os erros dos outros. As pessoas ditas sábias são socialmente inteligentes. & Seligman. dos outros e de si próprio. boas ouvintes e boas observadoras. uma das ‘forças de carácter’ do comportamento humano (Peterson. de forma exemplar o conhecimento e o carácter. a sabedoria é um objectivo “ideal” do desenvolvimento humano. 2004). é necessária uma atmosfera de reflexão e de questionamento. aprendem com os seus próprios erros. Tal atmosfera é rara e muito difícil de 48 Obra protegida por direitos de autor . não surpreende que sejam raras as pessoas que manifestam sabedoria. 2004). a mente e a virtude (Baltes. a capacidade de dar conselhos adequados. e a participação social activa sob a forma. Tendo em consideração as características acima descritas. Para desenvolver a sabedoria. integrando.a capacidade para compreender e para gerir a incerteza.

nomeadamente. frequentar ou não a igreja. A geração actual das pessoas mais velhas era já mais religiosa na sua juventude e. na relação do homem com o transcendente. A título de exemplo: ler juízos e decisões sábias. tentar alcançar o bem que beneficie a todos. não existem provas de que as pessoas fiquem mais religiosas com a idade. Sternberg e colaboradores (2001) adiantam algumas sugestões no sentido de a promover. 11 49 Obra protegida por direitos de autor . balancear os seus próprios interesses com os das outras pessoas. Porém. uma grande percenta- O termo religiosidade é complexo e ambíguo. ou seja. Neste contexto vamos utilizá-lo na sua concepção mais abrangente.desenvolver. 2. entre ser praticante ou não. numa análise mais aprofundada. em relação ao termo espiritualidade. Outras clarificações seriam também relevantes. ter em consideração os meios e não apenas os fins. existem muitas definições possíveis e muitas delimitações. Tornamo-nos mais religiosos com a idade? Apesar da religiosidade11 ser comum entre os adultos mais velhos. nomeadamente. Porém.

Fowler. imobilidade ou falta de transporte). Algumas pessoas idosas podem tornar-se mais inclinadas à espiritualidade ou virar-se para a religião. o desenvolvimento da espiritualidade na vida adulta.gem manterá esse interesse. (1981). Oser. numa perspectiva psicológica. Outros. naturalmente. Fowler defende que qualquer pessoa tem uma fé. isto é. J. 1981 12) e Fritz Oser (teo­ ria do desenvolvimento da religiosidade. 1991) analisaram. quando as pessoas idosas mais dele necessitam. Stages of faith: The psychology of human development and quest for meaning . quando experienciam acontecimentos de vida perturbadores visto isso as ajudar a lidar com as eventuais perdas e dificuldades. Porém. Ambos consideraram que este desenvolvimento se faz por estádios. 12 50 Obra protegida por direitos de autor . Alguns autores como James Fowler (teoria do desenvolvimento da fé. não. uma orientação que dá sentido aos seus desejos. San Francisco: Harper & Row. o acesso ao apoio religioso é mais difícil (devido a saúde mais frágil. como pessoas de qualquer outra fase da idade adulta que são independentes e livres. & Gmunder.

Ou seja. ou não. sobretudo. como o bem-estar. 51 Obra protegida por direitos de autor . activo e mesmo caprichoso. não considera a religiosidade como um compromisso institucional mas. Este autor considera ainda que as pessoas passam de uma orientação de religiosidade heterónoma. é de opinião que todas as pessoas colocam a questão de saber para onde vão. qual o sentido da vida. ou de outras autoridades “externas”. a um sentimento de religiosidade universal e incondicional. 1991). na qual Deus é visto como Todo‑Poderoso. nos seus estudos sobre o desenvolvimento do juízo religioso. a uma orientação de autonomia e intersubjectividade. filiada numa religião ou numa organização de natureza espiritual. Finalmente. como interrogações respeitantes ao sentido da vida.pensamentos e acções. & Gmunder. por seu lado. donde vêm. quer esteja. Oser. actuando de modo relativamente independente da vontade ou da acção humana. até à rejeição da religião tradicional. na última fase. o que acontece após a morte (Oser. o sentido da vida e a saúde física. até. convém sublinhar que a religiosidade e a espiritualidade têm sido relacionadas com várias consequências positivas do desenvolvimento.

a sua rede social é sinónimo de família. sendo os seus vínculos constituídos. os familiares podem prestar apoio emocional. no que toca às questões práticas que requerem atenção imediata. Por norma. em função das suas possibilidades e capacidades. A investigação confirma que o número de amigos também se mantém relativamente estável.3. Existem também idosos cujas redes sociais não contemplam qualquer familiar. ou porque nunca tiveram filhos ou irmãos. Nestes casos. os nossos amigos chegados são mais ou menos os mesmos. ao longo de toda a nossa vida adulta. No entanto. a longo prazo. os membros da família são quem providencia a maioria do apoio aos adultos mais velhos. Quem são os nossos amigos na velhice? Contrariamente ao estereótipo. por familiares de várias gerações. ou em resultado de conflitos e separações que podem marcar as relações familiares. essencialmente. por exemplo. seja porque nunca casaram. enquanto os outros elementos da rede diversificam e ampliam o suporte. as redes sociais são pautadas por relações 52 Obra protegida por direitos de autor . enquanto os vizinhos podem ajudar. Assim. para muitos idosos.

consequentemente. promover. desafiar. os espaços de trabalho. se queremos pessoas felizes temos de mudar os sistemas. Consequentemente. de lazer e de aprendizagem no sentido de edificar uma sociedade com um sentido mais forte de conexão e de intergeracionalidade. as instituições. abrir portas a práticas transformadoras. provocar. emancipar. as leis. de as aproveitar para o bem comum. 129 Obra protegida por direitos de autor . o bem inunda). Crenças essas que nos prejudicam impedindo‑nos de ver todas as potencialidades das pessoas mais velhas e. le bien inonde” (o mal rói. Perante este cenário há que propor soluções. inventar.é assim uma forma explícita de controlo social e uma forma de manipulação e de regulação em todas as áreas da vida. com uma esperança de vida bem mais longa do que há umas décadas atrás e com gerações sucessivas a mostrarem ganhos ao nível físico e mental – continuamos a julgá-las com base em crenças e preconceitos ultrapassados. Milchaux advertiu que “Le mal rouge. dar voz. Como se não tivéssemos ainda acordado para a nova realidade das pessoas mais velhas – mais idosas.

aumentar a nossa reserva pessoal através da educação. Participar implica envolvimento. alegria. para diminuir a probabilidade de condições patológicas. A verdade é que ainda não conhecemos os nossos limites. O desafio do envelhecimento não se restringe à compreensão do fenómeno mas e. à possibilidade de participar na sua construção social. permitindo aos indivíduos e às sociedades desenvolverem-se verdadeiramente. mudar padrões de poder. em vez de apenas o experienciar como uma realidade natural.estimular a acção. fomentar ambientes e contextos proactivos e desenvolvimentistas. da motivação. evitar as soluções simplistas. do aumento das nossas redes sociais. motivação. direcção e diversidade de formas de envelhecer. promover o bem-estar dos mais velhos implica uma sociedade com mais reforços disponíveis e com um maior número de escolhas possíveis – 130 Obra protegida por direitos de autor . dada a considerável heterogeneidade. sobretudo. um encontro com a última fase da vida. Em suma. ou seja. para um envelhecimento bem-sucedido: um estilo de vida saudável. Baltes já há alguns anos recomendava.

T.envelhecimento(s). Como disse um dia M. 131 Obra protegida por direitos de autor . Implica ainda aceitar que a vida não é só um jogo em que podemos ganhar. de Calcutá “Se perdes muito tempo a julgar/avaliar não tens tempo para amar”.

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