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O Ageism e os Maus-tratos Contra a Pessoa Idosa
Maria Emília Vergueiro1 & Margarida Pedroso de Lima2
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Mestre em Psicogerontologia Clínica pela Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra 2 Professora Associada da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra

Com este estudo pretendeu-se averiguar a relação entre a percepção do envelhecimento e a discriminação social com base na idade (Ageism) e o risco de abuso, maus-tratos e/ou negligência contra as pessoas idosas. Participaram 33 pessoas idosas da comunidade, a quem foram administrados, para além duma entrevista sociodemográfica, um instrumento relativo aos indícios de abuso (QEEA – Questions to Elicit Elder Abuse), um instrumento referente ao Ageism (AS Ageism Survey) e outro à percepção do envelhecimento (POA – Perceptions of Aging). Os resultados apurados a nível dos índices gerais dos questionários, não permitiram encontrar nenhuma correlação entre a discriminação e o risco de abuso, nem destes com a percepção do envelhecimento. Contudo, uma análise mais fina a nível dos itens do Ageism Survey permitiu verificar a existência de correlações entre alguns desses itens, os indícios de abuso e a percepção do declínio de algumas características com o envelhecimento. Palavras-chave: Ageism, envelhecimento, estereótipos, abuso contra idosos.

1. INTRODUÇÃO As alterações demográficas registadas no último século, advindas das mudanças sociais e tecnológicas impulsionadas pela revolução industrial, do baby boom do início do século XX (Nelson, 2005), dos constantes avanços das ciências e da medicina, e a recente diminuição da taxa de natalidade, propiciaram o envelhecimento da população a que hoje se assiste. Esta nova realidade social coloca novos desafios e problemas às sociedades contemporâneas (Simões, 2006). O Ageism e os Maus-tratos, Abuso e Negligência contra as pessoas idosas são dos novos fenómenos emergentes nas sociedades actuais, decorrentes deste envelhecimento demográfico. O Ageism diz respeito a um processo de estereotipagem e discriminação sistemáticos contra as pessoas, devido à sua idade (Butler, 1995). Este fenómeno é considerado o terceiro grande “ismo” da sociedade, depois do racismo e do sexismo. Contudo, este fenómeno distingue-se dos demais pelo facto de qualquer ser humano lhe

Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia
Universidade do Minho, Portugal, 4 a 6 de Fevereiro de 2010

atitudes infantis. E de facto. Existem ainda outras formas de abuso de pessoas idosas como a violação dos direitos (que inclui o direito à privacidade. o trato difícil. a religiosidade. o que causa ofensa. 1). a infelicidade. em risco de marginalização e na negação de igualdade de oportunidades. p. O abuso é repetido e constitui a violação dos direitos humanos e civis de uma pessoa dependente. à esfera laboral. liberdade de Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. na nossa sociedade. 2008). O National Center on Elder Abuse (1998) encontrou e definiu 7 tipos de abuso para idosos não institucionalizados: abusos físico. influenciam não só as próprias percepções relativas a esse processo. 29). recursos e direitos (cit in. 1984.495 estar vulnerável. a crise de identidade. a pobreza. por outra(s) pessoa(s) que tem poder sobre a sua vida (Eastman. Portugal. estereótipos como a rigidez/inflexibilidade. à depressão ou ao suicídio (Oliveira. mas também as atitudes e as decisões que são tomadas e os recursos que são atribuídos aos níveis familiar. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . Estereótipos negativos e o denegrir das pessoas mais velhas podem ser traduzidos numa ausência de preocupação social para com os idosos. sexual. 1997. dano ou distress no idoso (Action on Elder Abuse. à confidencialidade. o isolamento/solidão (Berger. a dependência. a improdutividade. a escolhas livres. são comummente aceites e estão intrinsecamente enraizados. 2007. abandono. negligência e auto-negligência. 1). cit in Decalmer & Glendenning. Viegas & Gomes. 1996). a homogeneidade. Estes estereótipos. Este fenómeno ocorre dentro de uma relação onde há expectativa de confiança. a Comissão para o Desenvolvimento Social da ONU definiu o ageism como meio pelo qual os direitos das pessoas idosas são negados ou violados. 2001). manifestando-se nos mais diversos contextos: desde as instituições. preconceitos e crenças relativas ao envelhecimento. à hipocondria. a baixa motivação para o futuro. abuso ou negligência contra as pessoas idosas podem ser genericamente definidos como o abuso físico. a baixa auto-estima. emocional ou psicológico de uma pessoa idosa por um cuidador formal ou informal. a doença. 1995. nacional e internacional (Bytheway. o conservadorismo. tendência à somatização. cit in Decalmer & Glendenning. 1997. bem como a associação à própria morte. financeiro/material. Na Segunda Assembleia Mundial sobre o Envelhecimento em 2002. Os maus-tratos. a assexualidade (McGowan. a baixa atractividade. comunitário. emocional. a senilidade. desde que ele viva o número suficiente de anos para chegar à última fase do ciclo de vida (Palmore. liberdade religiosa. 1995). aos contextos de saúde e psiquiátricos. 2005) no que às pessoas idosas concerne. dificuldades de adaptação a novos papéis e lugares. bem como nas interacções sociais do quotidiano.

5% vivem em meio predominantemente rural 42. 69. A amostra foi recolhida quer em meio rural. O ageism proporciona uma visão negativa das pessoas idosas e uma percepção negativa relativamente ao envelhecimento. seguindo-se os casados (36.2%).1%). 2. No presente estudo pretendeu-se averiguar se a discriminação social com base na idade (ageism ou idadismo) se relaciona com o risco de abuso. a maioria são viúvos (42. negação ou subordinação (Sheets.7%). apenas 6. estudou-se a existência de indícios de abuso e de comportamentos discriminatórios. e liberdade no consentimento para ir para uma dada instituição) e o rapto (que inclui levar os idosos para instituições sem o seu consentimento. seguindo-se a taxa de analfabetismo de 27. 54. Dos inquiridos. Através dos instrumentos administrados.2%) e os divorciados (6. sendo maioritariamente do sexo feminino (N=23. impedindo-os de regressar utilizando para tal a força. Portugal. os solteiros (15. bem como o ensino secundário. O nível socioeconómico predominante é o baixo (78.496 recusar a toma de psicotrópicos.4%). maus-tratos e/ou negligência contra as pessoas idosas. a sua média etária situa-se nos 77. quer em meio urbano. e a influência destes dois fenómenos na percepção que os idosos têm do processo de envelhecimento. coerção ou influência excessiva/ilegítima) (Nerenberg. abuso ou negligência contras as pessoas idosas.4%). nos concelhos de Cantanhede e de Coimbra.1 Participantes Nesta investigação participaram pessoas idosas da comunidade (N=33).21 (dp=6. A nível do estado civil. e apenas 3% dos inquiridos completou o terceiro ciclo e 3% o ensino superior. que começa agora a despontar para esta realidade. No que diz respeito às características sociodemográficas do grupo de pessoas idosas. Este estudo foi realizado junto de um grupo de pessoas idosas da comunidade.1% completaram o segundo ciclo.39) anos. dos quais já tenham sido vítimas e a sua perspectiva face ao envelhecimento. 2008).8%). Este é um problema emergente na nossa sociedade. A Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . podendo tornar-se num factor contextual de risco/propiciador não só de comportamentos de evitamento. O nível de escolaridade predominante é o correspondente ao ensino básico. pertencendo os restantes ao nível médio (21. 2005).4% em meio urbano e apenas 3% em meio moderadamente urbano. mas também de situações de maus-tratos.3%. MÉTODO 2.

maus-tratos e negligência contra as pessoas idosas. Adaptado por Lima. retenção. 2004. Adaptado por Ferreira-Alves & Sousa. interacção social. habilidade para as actividades do dia-a-dia. e outro à visão que a sociedade onde o sujeito está inserido. Folstein & McHugh. saúde. 2004): instrumento construído para ilustrar a percepção das mudanças de um conjunto de características (atracção física.8%). Carney.  Mini-Mental State Examination (MMSE. Kahan & Paris. Adaptado por Ferreira-Alves & Novo. 1975): avalia cinco domínios cognitivos: orientação. 2001. Tem ainda outros dois itens: um referente à frequência de contacto com pessoas idosas. 2005]: concebido como um instrumento de rastreio e detecção de indicadores de risco de abuso.2 Instrumentos Os instrumentos administrados à amostra foram os seguintes:  Questionário sociodemográfico para a pessoa idosa (Marmolejo. onde se pretendia estudar o fenómeno do abuso de idosos em contexto familiar neste país. habilidade para aprender novas informações) ao longo do envelhecimento. Löckenhoff.. et al. drogas ou medicamentos não prescritos). autoridade na família. emocional. Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. 2003. atençãoe cálculo. conhecimento geral. 2008). A nível do estado de saúde. sabedoria. respeito recebido. nenhum consome regularmente substâncias tóxicas (álcool. satisfação com a vida. nesta amostra. 72.  Perceptions of Aging (POA. 2006): uma tradução do utilizado num estudo realizado em Espanha por Marmolejo para o Centro Rainha Sofia em 2006. negligência e financeiro).2% necessitam de ajuda para realizar as actividades de vida diárias.497 maioria vive numa casa sua (75. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . Portugal. atitudes e/ou discriminação pessoal ou institucional negativos contra as pessoas idosas.  Ageism Survey (Palmore. 2006): questionário de auto-resposta que procura avaliar a discriminação social contra as pessoas idosas – Ageism. em 97% dos casos existe a presença de problemas físicos. Inclui 20 itens.  Questions to Elicit Elder Abuse [QEEA (Auto-resposta). cada um retratando um exemplo de estereótipos. 2. Folstein. evocação e linguagem (Grupo de Estudos de Envelhecimento e Cerebral e Demência. este instrumento contém um conjunto de 15 questões que reflectem indicadores prováveis de 4 tipos de abuso (físico.7% dos sujeitos (N=24) não manifesta problemas psicológicos. tem relativamente à velhice. e 18.

Em todos estes locais os utentes foram convidados a participar nesta investigação. efectuadas em casa dos mesmos. 72. O protocolo foi administrado individualmente a cada sujeito pela entrevistadora.24. no Centro de Dia 25 de Abril do Ateneu de Coimbra. seguro e confidencial. num ambiente tranquilo. 40. Portugal.A.5%) respondeu nunca ter experienciado nenhuma das situações retratadas nos itens do Ageism Survey. na Unidade de Saúde de Coimbra – Fernão Mendes Pinto Saúde.9%) e do abuso financeiro (N=5. os sujeitos foram convidados a participar no estudo através de uma interpelação “porta-à-porta”.7%). a privacidade e a confidencialidade dos dados.1 Estatística descritiva dos instrumentos Com a aplicação do Questions to Elicit Elder Abuse foi possível observar que 2/3 dos sujeitos. a recolha da amostra (N=24) foi efectuada na Consulta de Apoio Psicológico para Idosos Vítimas de Maus-tratos e Negligência (GEAVI) da FPCE-UC. A média alcançada em AS_Total (índice calculado a partir do somatório das pontuações que o sujeito atribuiu aos diferentes itens do Ageism Survey) é de 2. tendo as entrevistas decorrido numa sala cedida pela respectiva instituição para o efeito. S. Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. seguida da negligência (N=9. As formas de discriminação nunca experimentadas pelas pessoas idosas da amostra são as descritas pelos itens 6 (Recusaram arrendar-me uma casa devido à minha idade) 7 (Tive dificuldade em obter um empréstimo devido á minha idade) 8 (Negaram-me uma posição de liderança devido à minha idade) e 20 (Fui vitimado(a) por um crime devido à minha idade). A segunda situação com maior incidência neste grupo foi a descrita no item 17 (Alguém supôs que eu não compreendia bem devido à minha idade). no Centro de Dia da Casa de Repouso de Coimbra. O episódio de discriminação mais vivenciado pela população diz respeito ao item 12 (Um médico ou enfermeiro supôs que as minhas dores são devidas à minha idade). Em Coimbra. 22 dos 33 participantes na amostra (66.15 com um desvio-padrão de 5. A forma de abuso mais prevalente foi o abuso emocional (N=17.66%) apresentam pelo menos um indício de abuso. e as entrevistas. 3. com a finalidade de garantir a segurança. e ainda no ActuaLab (laboratório de análises clínicas). O resultado mínimo alcançado foi de zero e o máximo de 30. RESULTADOS 3. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . Dos 33 participantes do grupo de pessoas idosas. Não se registaram casos de abuso físico nesta amostra.3 Procedimento Em meio rural (N=30). 22.7%).498 2. 15 (45.

Itens M dp Atracção física (1) 2. sendo.55 1.265 .200 -. .99 Saúde (8) 1.05 Interacção social (4) 2.39 1.72 Satisfação com a vida (9) 2.73 0. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 .451 Contudo.3 0.279 . Correlações entre os resultados do desempenho das pessoas idosas (N=33) QEEA_Fi QEEA_E QEEA_N QEEA_F QEEA_Tota s m g n l AS_Total .9 Habilidade para aprender novas informações (10) 2.88 0.73 Sabedoria (7) 2.248 . 3.81 Respeito recebido (2) 2.91 0. emocional.207 .73 0. Tabela 2. O mesmo aconteceu quando se correlacionaram os itens 12 do POA com estes índices. porém.73).88 1. . dp=0.115 .97 0.2 Correlações entre o desempenho dos sujeitos nos vários testes Para alcançar o objectivo proposto inicialmente procedeu-se a uma correlação entre o número de indicadores de abuso físico.23 A grande maioria dos sujeitos da nossa amostra contacta com pessoas idosas quase todos os dias e considera que os portugueses vêem a velhice como algo negativo.58 0.136 .69) e o respeito recebido aquela que mais se mantém ao longo da vida (M=2.18 0.79 0.499 No que respeita aos resultados obtidos pelos sujeitos no Perceptions of Aging (POA). financeiro. Tabela 1: Média e Desvio-padrão dos resultados relativos à percepção acerca do processo de envelhecimento. negligência e total de indicadores assinalados no QEEA (Questions to Elicit Elder Abuse).97.54.68 Habilidade para as actividades do dia-a-dia (6) 2. Todas as características são avaliadas como decrescendo com o processo de envelhecimento. considerada como a que mais decresce (M=1. estes encontram-se resumidos na Tabela 1.03 Contacto com pessoas idosas (11) 4.73 Conhecimento geral (3) 2. como nenhuma correlação foi verificada (Tabela 2). a saúde. Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho.86 Percepção dos portugueses sobre a velhice (12) 2. com o somatório total do Ageism Survey (AS). Portugal.94 Autoridade na família (5) 2. dp=0.

Portugal.454** -. .788 AS_17 .034 .008 . .320 .114 AS_10 . .294 .552 . .679 .220 . .075 .133 -. . . . . .114 AS_12 .372* . .552 .679 .459 . . a uma nova correlação. .203 . .075 .034 .114 AS_19 .281 .149 .679 . Correlações entre os resultados do desempenho no QEEA e no AS (N=33) QEEA_Fi QEEA_E QEEA_N QEEA_F QEEA_Total s m g n AS_1 .075 .408 AS_6 . .222 .089 .077 . .679 . .219 .008 . .114 AS_20 . .101 -. .001 . * Correlação significativa ao nível . . .107 .01 (teste bicaudal) Os dados da Tabela 3 permitem verificar a existência de uma correlação média positiva entre os indicadores de abuso emocional e o item 4 do AS (Chamaram-me um Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. . .624 .219 .846 . .075 . .034 . .034 . .531** -.114 AS_15 . .220 .090 AS_13 . .220 .281 .034 .014 AS_5 . . . 4 a 6 de Fevereiro de 2010 .679. .679 . .150 .219 .138 .576 .133 .188 -.215 . .442 AS_4 . AS_7 . .05 (teste bicaudal) ** Correlação significativa ao nível . .034 .075 . . . -. .818 AS_2 .068 AS_14 .219 .246 .070 AS_11 . .281 .157 .423* .366 AS_18 . . .552 . .220 . .229 . . .299 .220 . . .500 Procedeu-se.281 . . .107 .890 . .107 .226 .456** -.322 .281 . então.459 . Tabela 3.075 .049 .370* -.404 . AS_9 .107 .219 . .229 .075 . .679 . .552 .220 . .163 . .215 . desta vez entre os indicadores do Questions to Elicit Elder Abuse referidos e os 20 itens do Ageism Survey.227 .219 .114 AS_3 .114 AS_16 .134 . .076 .370* -.218 .035 -.281 .668 .033 . .383 . AS_8 .220 . .219 .677 .034 .075 . .370* -. .313 -. .458 .208 -.370* -.281 . .370* -.042 .025 -.370 -.206 .370* -. . . .

531. item 14 [(Negaram-me emprego devido à minha idade).404. p=0.008]. p=0. N=33.008]. Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho.37. p=0. N=33. item 15 [(Negaram-me um promoção devido à minha idade). foi possível observar que os indicadores de negligência se correlacionam negativamente e de forma moderada os itens 3 e 9 do POA: 3-conhecimento geral (rs=-0. a um elevado número de indicadores de negligência associa-se uma percepção de decréscimo do conhecimento geral e da satisfação com a vida à medida que o processo de envelhecimento acontece. Portugal.37. p=0. N=33. Esta correlação positiva é forte com o item 4 [(Chamaram-me um nome insultuoso relativo à minha idade).401. rs=0. N=33. O total de indicadores de abuso do QEEA está relacionado positivamente e de forma moderada com o item 4 do AS [(Chamaram-me um nome insultuoso relativo à minha idade). p=0. rs=0.034].034]. N=33. rs=0.37. rs=0.454.37. p=0.001]. N=33. p=0.034]. N=33.501 nome insultuoso relativo à minha idade): rs=0.034]. p=0.423. N=33. Logo existem elevados valores de indicadores relativos ao abuso emocional sempre que se verifica esta forma de discriminação social devida à idade.37. p=0. rs=0. item 10 [(Fui tratado (a) com menos dignidade e respeito devido à minha idade). N=33. É possível verificar também uma correlação positiva entre os indicadores de negligência e diversos itens do Ageism Survey. sig=0.033. esta correlação positiva é média: item 9 [(Fui rejeitado (a) por não ser atraente devido à minha idade). item 11 [(Um empregado de mesa ignorou-me devido à minha idade). rs=0. N=33. item 18 [(Alguém me disse: “és demasiado velho (a)”). p=0.456.021). No que respeita à percepção do envelhecimento.034] e item 19 [(A minha casa foi vandalizada devido à minha idade). rs=0. 9-satisfação com a vida (rs=-0. rs=0. Ou seja. p=0.02). rs=0. Os dados mostram que o aumento de indicadores de negligência se associa a um aumento das situações de discriminação social pela idade. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 .014]. Assim se verifica que um aumento do número total de indicadores de abuso está relacionado com um maior aumento das vivências desta situação de discriminação social. N=33. rs=0. N=33. N=33. item 13 [(Negaram-me tratamento médico devido à minha idade).034]. Com os restantes itens do AS com os quais se relaciona.372.370. p=0.

276 .192 .094 .045 .052 .108 -.269 .804 -.050 .285 .273 .114 -.961 -.383* .528* * .426 -.080 .282 -.383* .880 -.343 .181 -.321 .039 .280 .275 .829 -.707 10 -.256 .108 .174 .143 .253 .280 .932 .375 .181 -.502 Tabela 4: Correlações entre os desempenhos nos itens do POA e do AS (N=33) POA/ AS AS1 AS2 1 -.731 .007 .105 .638 -.804 .264 .499 -.002 .280 .208 AS15 AS16 .063 -.096 .110 -.153 .406 .100 .285 .051 -.641 .657 .085 .940 AS10 AS11 -.677 -.100 .186 7 -.212 .035 -.039 .028 .367* .613 -.239 .052 .379* .432 AS9 .096 -.114 -.192 .267 -.138 -.393 -.193 .331 -.124 .914 .192 .124 -.955 -.273 .027 .367* .008 .579 -.283 .956 -.757 -.138 -.272 .282 193 .295 .367 .406 .054 -.243 .181 Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho.059 .829 -.282 -.028 .050 -.056 .035 .344 .006 -.064 .198 -.325 .073 .051 AS17 AS18 -.731 -.039 .367 .075 .280 .028 -.239 .208 -.230 .285 -.198 .190 .096 -.383* .264 .181 -.096 -.367* .829 .285 .065 193 .080 .035 .084 .114 -.030 -.197 .332 -.020 .239 .151 6 .193 .280 .114 -.150 .142 .285 .045 .039 .124 -.138 .721 .938 -.045 .273 .045 .056 .108 .362* .225 .039 .662 .000 .138 .251 .072 .339 .285 .804 .122 .019 .403 .080 .487* * .687 -.622* * .680 -.057 .129 4 -.383* .285 -.829 .114 -.968 3 -.396 .002 .024 .334 .148 .829 .045 .341 .438 .410 -.451* * .269 .108 -.192 .192 .282 -.045 .035 .270 8 -. Portugal.124 -.114 -.199 .124 AS19 -.077 .018 .285 -.064 .035 .282 .065 .757 -.264 .753 AS3 AS4 -.383* .280 .008 .383 .295 .657 12 -.239 2 -.028 .028 -.039 .295 .829 -.488 .663 -. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 .776 -.038 -.669 -.285 .014 -.124 -.345* .174 .280 .114 -.079 .896 AS12 AS13 AS14 -.004 .057 .108 -.211 .235 .150 .804 -.030 -.239 .236 .032 5 -.120 .138 -.192 .264 .121 -.140 .014 .073 .010 .239 .052 -.193 .282 .130 .173 11 .039 .154 .722 -.379* .273 .264 .045 .273 .775 -.876 .192 .829 -.050 9 -.399 -.295 .010 .285 .015 .367 .125 .138 .285 .096 -.687 .343 .198 AS5 -.273 .062 .073 .014 .290 -.285 .528* * .343 .193 .690 -.285 -.239 .121 -.423* .138 -.804 .181 -.295 .211 .225 .383* -.096 -.560 -.237 -.193 .068 .230 .075 .264 .152 .295 .718 -.035 -.602 .198 -.722 -.239 .804 .028 009 .096 .687 -.579 -.092 .230 .092 .028 .332 .408* .804 .964 -.276 .124 -.124 -.188 .295 .282 .108 .035 .472* * .829 .327 .155 .160 .273 .065 .079 .039 .372 -.613 .367* .108 -.064 .206 .239 -.264 .062 .181 -.285 -.181 -.

14 (Negaram-me emprego devido à minha idade).106 . correlaciona-se com 3 itens do AS [3 (Fui ignorado (a) ou não tomado seriamente devido à minha idade).107 .048 .821 -. 5 (Falaram comigo de forma condescendente ou paternalista devido à minha idade).210 -.05 (teste bicaudal) ** Correlação significativa ao nível . Já o item 10 do POA (Habilidade para aprender novas informações).247 -.792 . este surge correlacionado com os itens 3 (Fui ignorado (a) ou não tomado seriamente devido à minha idade) e 4 (Chamaram-me um nome insultuoso relativo à minha idade). 18 (Alguém me disse “és demasiado velho(a)”) e 19 (A minha casa foi vandalizada devido à minha idade)].559 -. correlaciona-se com 7 itens do AS [2 (Enviaram-me um cartão de aniversário que ridiculariza ou faz troça das pessoas de idade).041 .431 .129 . 9 (Fui rejeitado(a) por não ser atraente devido à minha idade). 4 (Chamaram-me um nome insultuoso relativo à minha idade). 18 (Alguém me disse “és demasiado velho(a)”) e 19 (A minha casa foi vandalizada devido à minha idade)].617 AST otal .118 .142 .207 .572 * Correlação significativa ao nível .513 -. 9 (Fui rejeitado(a) por não ser atraente devido à minha idade). O item 2 do POA (Respeito recebido).185 . O item do POA que mais correlações apresentou com estes comportamentos foi item 5 (autoridade na família). 14 (Negaram-me emprego devido à minha idade). 15 (Negaram-me uma promoção devido à minha idade). 10 do AS (Fui tratado(a) com menos dignidade e respeito devido à minha idade).474 -.303 -. Já os itens 9 (satisfação com a vida) e 11 (contacto com Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. 11 (Um empregado de mesa ignorou-me devido à minha idade). como é visível através dos dados da Tabela 4.102 . 5 (Falaram comigo de forma condescendente ou paternalista devido à minha idade) e 13 (Negaram-me tratamento médico devido à minha idade). Quanto ao item 4 do POA (interacção social).090 . 3 (Fui ignorado (a) ou não tomado seriamente devido à minha idade). descritos pelos itens do Ageism Survey. que surge correlacionado com 12 dos 20 itens [2 (Enviaram-me um cartão de aniversário que ridiculariza ou faz troça das pessoas de idade).224 .552 .01 (teste bicaudal) No que diz respeito às correlações entre os itens do POA e do AS. Portugal. o decréscimo de diversas características ao longo do processo de envelhecimento surge correlacionado (forte ou moderadamente) com a vivência de alguns comportamentos discriminatórios devido à idade.503 . 15 (Negaram-me uma promoção devido à minha idade). 11 (Um empregado de mesa ignorou-me devido à minha idade).028 . 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . 13 (Negaram-me tratamento médico devido à minha idade).

nenhuma correlação foi encontrada. 2005). proposto para investigar a relação existente entre estes dois fenómenos. Este trabalho foi. O facto de o item 4 do AS (Chamaram-me um nome insultuoso relativo à minha idade) ser aquele que se correlaciona com os subtotais abuso emocional e negligência e Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. Como é visível pelos resultados obtidos. Todavia. N=33. Uma das consequências desta interacção é o abuso de pessoas idosas. vão influenciar a forma como interagem. quer o seu cuidador. o que indica que. procurado assim encontrar comportamentos ou atitudes mais específicos que efectivamente se relacionassem com indícios de abuso. como manifestação de uma visão negativa relativa às pessoas mais velhas. No que respeita ao valor total dos resultados dos itens do AS (AS_Total). sendo descrito pela literatura como um factor de risco para o abuso. O Modelo teórico do risco de abuso de idosos em contexto doméstico (National Research Council.029). uma relação positiva entre o número de indicadores de abuso preenchidos pela pessoa idosa e um maior número de comportamentos de discriminação a que é sujeita. influencia as representações sociais. Portugal. quanto mais vezes os idosos foram vítimas desses comportamentos de discriminação negativa. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . 18 e 19) correlacionaram-se positivamente com índices do QEEA o que revela que. esperando-se encontrar. preconceitos e comportamentos discriminatórios.381. menos sujeita a estes episódios de discriminação estará. 14. 13. de facto. 10. 4. e uma vez que o fenómeno do Ageism compreende um vasto leque de estereótipos. maus-tratos e negligência contra as pessoas idosas (Lachs. reforça esta visão. têm relativamente ao envelhecimento. quanto melhor for o estado cognitivo da pessoa idosa. mais indicadores de abuso preenchem. quer a pessoa idosa. tornou-se pertinente correlacionar cada um dos itens do AS com os índices do QEEA. No entanto. 9.504 pessoas idosas) do POA surgem correlacionados com o item 16 (Alguém assumiu que eu não ouviria bem devido à minha idade). ao sublinhar que as crenças e atitudes que. ao comparar os índices do Questions to Elicit Elder Abuse (QEEA) com o índice do instrumento relativo à discriminação social (Ageism Survey – AS). 1995. 2003). Nelson. DISCUSSÃO O ageism. 15. este surge correlacionado de forma média e negativa com o MMSE (rs=-0. p=0. 11. então. alguns itens do AS (nomeadamente os itens 4.

Um maior relevo deve ser dado à correlação entre estes indícios e o item 13 (Negaram-me tratamento médico devido à minha idade). já que traz consigo o pendor do desrespeito e da diminuição de estatuto das pessoas mais velhas. a um declínio cognitivo. à diminuição da atractividade. Na mesma linha de raciocínio surge a interpretação da correlação entre os indícios de negligência e os itens 10 (Fui tratado(a) com menos dignidade e respeito devido à minha idade) e 18 (Alguém me disse: “és demasiado velho”). 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . existirem itens que retratam comportamentos que nunca foram experienciados pelos sujeitos. quer no AS.. à depressão ou ao suicídio. por uma desvalorização de determinadas queixas e sintomas dos idosos. seguindo-se da negligência o que vai ao encontro de um estudo realizado por Fernandes e Dionísio (2009) com uma amostra de 131 idosos dos concelhos de Vouzela e de Coimbra.505 com o total do QEEA. em situações extremas. traz ainda consigo muito outros estereótipos associados à velhice. parece indicar que esse comportamento discriminatório é sentido como particularmente abusivo perante as pessoas idosas. à dependência de outrem. podendo mesmo. mas sobretudo. à hipocondria. Este item está relacionado com estereótipos como uma tendência à somatização. que vão desde a senilidade. 1998). mas contraria os dados encontrados pelos estudos de Ferreira-Alves & Sousa (2005) e do National Elder Abuse Incidence Study (NCEA. Quanto aos resultados do grupo pessoas idosas no QEEA. nos EUA. Uma explicação possível para que não se tenham encontrado correlações significativas a nível dos índices gerais assenta no facto de quer no QEEA. Este desrespeito. à perda de capacidades. o que pode dar origem a falhas de comunicação que condicionem gravemente o estado clínico do idoso. colocá-lo em risco de vida. só por si. Os restantes itens surgem correlacionados com os indícios de negligência. foi possível observar que os indícios de abuso mais presentes são os de abuso emocional. senilidade e também o pensamento de que determinados sintomas e problemas de saúde são simplesmente advindos do processo de envelhecimento. Esta forma de pensar pode ser responsável por uma actuação e comunicação diferente para com esta faixa etária. 2005). Portugal. Daí que seja sentido com particular relevo e se relacione com as diversas formas de abuso contra as pessoas idosas. sendo uma das maiores causas de negligência nos contextos de saúde (Nussbaum et al. podendo mesmo contribuir para uma diminuição da sua auto-estima. onde a negligência Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho.

Portugal. haver uma desvalorização sintomática potencialmente causadora de problemas clínicos mais sérios. pode levar a que as pessoas idosas se sintam mais de pendentes de outrem (que tenha mais conhecimentos). espelham alguns estereótipos que possivelmente se encontram enraizados na nossa cultura. Os resultados encontrados neste questionário. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . apenas 54. é a que aparece correlacionada com mais itens do AS (12 itens). o que poderá funcionar como factor propiciador de abuso (já que esta terceira pessoa pode não lhe proporcionar o acompanhamento que a pessoa idosa sente que necessita). por si só. desde logo junto dos profissionais de saúde que. por vezes assumem a crença que defende que a idade cronológica. A existência de uma série de correlações negativas entre os itens do AS e percepção de envelhecimento de algumas características parece indicar que existe uma influência mútua entre os estereótipos/atitudes discriminatórias presentes na sociedade portuguesa e a percepção negativa que as pessoas idosas têm acerca do processo de envelhecimento. mostra que um sentimento de que o conhecimento geral declina. a existência destes indícios leva um declínio natural da satisfação que a pessoa idosa tem com a sua vida. por um lado. o estereótipo de que as pessoas idosas são senis. apesar de não ser apontada como a mais declinante. Para além disso. podendo assim.506 surgiu como o tipo mais frequente de maus-tratos aos idosos. explica a sintomatologia ou então o estereótipo que assume que os idosos são muito queixosos porque querem atenção. Ao mesmo tempo. O facto de existirem indícios de negligência correlacionados com itens do POA (satisfação com a vida e conhecimento geral) parece indicar que. já que todas as características descritas no POA são retratadas como sofrendo de um declínio durante este processo. parece também estar enraizado. muitos dos comportamentos discriminatórios surgem correlacionados com uma percepção de declínio do respeito recebido. por outro lado. o que pode eventualmente dar pistas para o facto de algumas destas atitudes ageístas serem cometidas no seio das famílias. o que indica igualmente que essas atitudes são sentidas pelas pessoa idosas como particularmente prejudiciais. A autoridade na família. Neste estudo. local onde eles são sentidos como particularmente nocivos. O facto do declínio cognitivo surgir correlacionado com a vivência de comportamentos discriminatórios (correlação negativa encontrada entre os resultados do Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho.5% relataram ter já vivido uma ou mais das situações apresentadas pelos itens do Ageism Survey (AS). seguido do abuso emocional/psicológico.

procedeu-se à correlação dos indícios de maus-tratos do QEEA (Questions to Elicit Elder Abuse). Contudo. numa amostra de pessoas idosas da comunidade. se possível. com amostras mais abrangentes e. futuramente. Para tal. procurando conhecer a relação entre estes fenómenos e a percepção do envelhecimento. quer com o decréscimo de algumas características ao longo do processo de envelhecimento. . a satisfação e a qualidade de vida sejam uma constante ao longo de todo o ciclo de vida. Portugal. sugere que um valor mais elevado no MMSE se revela um factor protector da pessoa idosa face ao ageism.507 Mini Mental State Examination e o somatório do Ageism Survey).com Actas do VII Simpósio Nacional de Investigação em Psicologia Universidade do Minho. Assim. nº. abuso e negligência contra as pessoas idosas. e uma vez que estes dois fenómenos são emergentes nas sociedades actuais e que têm ainda pouco estudos desenvolvidos. esq. Conhecer aprofundadamente os estereótipos presentes na população portuguesa bem como a prevalência e a natureza fenomenológica dos episódios de abuso é fundamental para desenvolver os meios de prevenção primária deste género de situações. Este tipo de intervenção é aquele que deveria ser primordialmente desenvolvido pois é aquele que acarreta menos custos para a saúde pública. os itens do POA e os indícios de abuso identificados pelos respondentes. representativas da população portuguesa. é de todo o interesse que. quando realizada uma análise mais fina dos itens do Ageism Survey. quer com os indícios de abuso. 3º. não se verificou qualquer correlação entre estes dois fenómenos. do resultado global do AS (Ageism Survey) e dos índices do POA (Perceptions of Aging). CONCLUSÕES Este estudo pretendeu encontrar uma relação entre o Ageism (discriminação social com base na idade) e o risco de maus-tratos. se continuem a desenvolver investigações relativas a estas temáticas. foi possível encontrar alguns comportamentos discriminatórios que se correlacionam. CONTACTO PARA CORRESPONDÊNCIA Maria Emília Vergueiro Rua Afonso de Albuquerque. abrindo caminhos para que o bem-estar.vergueiro@gmail. 4 a 6 de Fevereiro de 2010 . 12. Aquando de uma comparação global entre o índice de discriminação do instrumento utilizado. 3080-041 Figueira da Foz emilia. 5.

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