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TEORIA E QUESTÕES

D avi B arreto F ernando G raeff
AUDITORIA
TEORIA E EXERCÍCIOS COMENTADOS

C o o rd en a çã o

Vicente Paulo Marcelo Alexandrino

n r* yfo m bs
SÃO PAULO

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CIP-BRASIL. CATALOGAÇÃO NA FONTE SINDICATO NACIONAL DOS EDITORES DE LIVROS, RJ. C873p 6.ed. Costa, José Armando da, 1940Processo administrativo disciplinar: teoria e prática / José Armando da Costa. - 6. ed. - Rio de Janeiro : Forense, São Paulo : MÉTODO, 2010. Inclui bibliografia ISBN 978-85-309-3318-0 1. Processo administrativo. 2. Direito administrativo - Brasil, 3. Brasií - Servidores públicos - Disciplina. I. Titulo. 10-4618. CDU: 342.9(81)

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2011

Aos meus pais e à minha esposa Carolina, por seu apoio e amor. Davi Barreto

A Mercedes, minha mãe, e à Nicole, minha esposa, por todo o amor e paciência, sem os quais esta obra não seria possível Fernando Graeff

NOTA DOS AUTORES
A auditoria vem ganhando força ao longo dos anos como ferramenta para garantir transparência de empresas, instituições e governos aos diversos usuários externos que dependem de informações contábeis, financeiras e operacionais para a tomada de suas decisões. Nesse sentido, essa disciplina tem um peso cada vez maior nos principais concursos públicos, tais como: Auditor Fiscal da Receita Federal do Brasil (a partir de 2009 a Auditoria passou a fazer parte das disciplinas específicas, com peso 2), Auditor dos Fiscos Estaduais e Municipais, Auditor Federal de Controle Externo do Tribunal de Contas da União, Analista de Finanças e Controle da Controladoria-Geral da União, entre outros. Ressalte-se que, no final do ano de 2009, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) promoveu uma profunda modificação na estrutura das Normas Brasileiras de Auditoria com a publicação de 38 novas resoluções1, no intuito de alinhar as dispo­ sições brasileiras com os padrões internacionais ditados pela International Federation ofAccounting (IFAC). As novas normas serão aplicáveis aos balanços com exercícios findos a partir do dia 30 de dezembro de 2010, portanto, passarão a ser cobradas em provas de concursos públicos, em substituição à NBC T 11 e seus complementos. Muitas vezes, notamos que os alunos se esforçam muito tentando decorar as diferentes normas de auditoria, sem entender os conceitos e a lógica que envol­ vem essa disciplina - fato que se agrava quando nos deparamos com normas em constante evolução. Nessa obra, queremos mostrar que a auditoria é uma disciplina muito intuitiva e que, se conseguirmos entender os diferentes conceitos envolvidos e compreender como as normas se relacionam, não será difícil ter sucesso em qualquer prova de concurso, sem decorar textos normativos. Assim, nossa proposta é “traduzir” as diferentes normas, relacionando-as entre si e com os conceitos doutrinários que regem a disciplina. Dessa forma, vamos trazer uma visão sistemática e objetiva de toda a matéria, capaz de permitir que o aluno compreenda o significado das Normas Brasileiras de Auditoria. Por fim, temos a convicção de que com o estudo dessa obra você estará preparado para enfrentar os diferentes concursos que cobram essa importante disciplina, além disso, entenderá o que é auditoria e como essa importante técnica é aplicada.
37 Normas de Auditoria independente de Informação Contábil Histórica (NBC TA) e 1 Norma Brasileira de Contabilidade Profissional do Auditor Independente (NBC PA).

SUMÁRIO
PARTE I O QUE É AUDITORIA? CAPÍTULO 1 - CONCEITOS GERAIS ..................................................... 1.1. Origem e evolução da auditoria .......................................................... 1.2. Tipos de auditoria .................................................................................. 1.2.1. Auditoria das demonstrações contábeis ................................... 1.2.2. Auditoria de conformidade ou de complicmce ....................... 1.2.3. Auditoria operacional ou de gestão ......................................... 1.3. Auditoria independente versus auditoria interna ................................ 1.4. Auditoria governamental ....................................................................... CAPÍTULO 2 - AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS .............................. 2.1. Quando a auditoria independente das demonstrações contábeis é necessária? ............................................................................................. 2.2. Risco de auditoria.................................................................................. 2.2.1. Riscos de distorção relevante ................................................... 2.2.2. Risco de detecção ....................................................................... Exercícios comentados - Capítulos 1 e 2 ................................................. Exercícios - Capítulos 1 e 2 ........................................................................ PARTE II O QUE É CONTROLE INTERNO? CAPÍTULO 3 - CONTROLE INTERNO ................................................. 3.1. Definições gerais.................................................................................... 3.2. Princípios do controle interno.............................................................. 53 53 55 17 17 19 19 20 21 21 25 29 32 34 35 37 40 45

. AUDITORIA - Davi Barreto e Fernando Craeff

3.2.1. Custo x Benefício do Controle ................................................. 3.2.2. Atribuição de responsabilidades .............................................. 3.2.3. Definição das rotinas internas ................................................... 3.2.4. Limitação do acesso aos ativos ............................................... 3.2.5. Segregação de funções .............................................................. 3.2.6. Confronto dos ativos com os registros ................................... 3.2.7. Amarrações do sistema ............................................................. 3.2.8. Auditoria interna ....................................................................... 3.2.9. Limitações do controle interno ................................................. 3.3. Componentes do controle interno ........................................................ 3.3.1. Ambiente de controle ................................................................ 3.3.2. Avaliação de riscos ..................................................................... 3.3.3. Informação e comunicação ....................................................... 3.3.4. Atividade de controle ................................................................ 3.3.5. Monitoramento de controles .............................................. 3.4. Avaliação do controle interno pelo auditor independente ................ CAPÍTULO 4 - IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE POR MEIO DO ENTENDIMENTO DA ENTIDADE E DO SEU AMBIENTE ......................................................................... 4.1. Entender o quê? ..................................................................................... 4.1.1. Entendimento da entidade e doseu ambiente ........................ 4.1.2. Entendimento do controle interno .......................................... 4.2. Como entender? ........................... ......................................................... 4.3. Identificação e avaliação dos riscosde distorçãorelevante ................ Exercícios comentados ~ Capítulos 3 e 4 ............................................... Exercícios - Capítulos 3 e 4 ........................................................................ PARTE III QUEMÉ O AUDITOR? CAPÍTULO 5 - REQUISITOS PARA O EXERCÍCIO DA AUDITORIA ....................................................................... 5.1. Requisitos éticos ..................................................................................... 5.2. Ceticismo profissional ........................................................................... 5.3. Julgamento profissional ......................................................................... 5.4. Condução da auditoria em conformidade com as NBC TAs ...........

55 56 56 57 57 58 58 58 J>9 59 59 60 61 61 61 62

65 65 65 66 68 70 71 74

83 83 85 86 86

....................... Auditores internos ...........UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE OUTROS PROFISSIONAIS ........7............2.................... Operações de créditos e garantias .................Capítulo 8 .. Vínculos empregatícios ...........................2...................... Rotação dos líderes de equipe de auditoria .......6........... Outros auditores independentes ............................................................... 6 e 7 . Competência técnico-profissional..................7............5....... Interesses financeiros ... 8. 6....2.............. 6......... 6........... 6........................PLANEJAMENTO DE AUDITORIA ............. Educação continuada e exame de competência profissional ............ Guarda da documentação e sigilo ................................ 6......... Exercícios ....... 7..............................Capítulo 8 ................................ 6... Exercícios .....5............................................... 6..................................Capítulos 5........... 6.....NORMAS PROFISSIONAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE . Especialistas . Materialidade .......... Relacionamentos familiares e pessoais ................... Planejamento em auditoria inicial .................................2...............................................2..........2...................................1..........2. ................. Supervisão e controle de qualidade ........................................ Outros serviços prestados pelas firmas de auditoria indepen­ dente ..................... 6................................SUMÁRIO Q CAPÍTULO 6 ............................... 6.... 6............ 8...Capítulos 5.......3...............1...................................................... 8...................2........... Relacionamentos comerciais .4............................................... Incompatibilidade ou inconsistência do valor dos honorá­ rios ............. Aceitação de presentes e brindes ................................................ 7........... Informações anuais aos conselhos regionais de contabilidade ............................ Exercícios comentados ....•................................................... 6........... PARTE IV COMO A AUDITORIA É REALIZADA? CAPÍTULO 8 .............................................2.. Exercícios comentados .........1....2.......1.......... 6 e 7 ...... 89 89 90 92 93 93 94 94 96 98 98 99 99 100 101 101 104 105 105 106 109 110 114 123 123 125 126 127 128 .......6........... 7.4.............................9...........................................................3....................8........... 6......................................................... 6................................................ Independência .3.....3... 6............................. Noções gerais sobre planejamento de auditoria .........................2.............. CAPÍTULO 7 ........................2... Responsabilidades do auditor independente ...................... 6...............2........

.........................2.................................. Inspeção .... 133 133 135 135 137 139 140 143 147 157 159 160 160 161 161 162 162 162 164 166 167 170 177 179 180 181 185 186 188 190 CAPÍTULO 12 ............4.2................. Recálculo ...... Observação .....Capítulo 9 ........ 9...2................................................................FRAUDES E ERROS.......12 AUÜiTORlA ....................... Exercícios comentados . 10.1........................ Ativos e passivos ...........................5........................ Exercícios comentados —Capítulo 11 .................................................1..................3.....8.............. Exercícios ..................2... 11.......................... 9........ CAPÍTULO IX ....................................................................................................... Exercícios ~ Capítulo 11 .................. 10.............................. 10.................. Tipos de procedimentos .............. Exercícios comentados ................................................. 10................. 197 12....6...2..............ocultos e fictícios ............... Fontes de evidência ....................... 200 i .................... Responsabilidades..... Reexecução ......................1........................................2................................ Análise e projeção de distorções ............4..... Indagação ........2.............1............................................................................................... 9.....2..........................................................................................2.................2.... Procedimentos substantivos .......... 10....... 198 12.................................... Omissão de receitas (Saldo credor de caixa) . Exercícios ..................1........2................................................. Avaliação dos resultados da amostragem ..... Procedimentos analíticos ............................ 9.................. Confirmações ............................................2......................7...............TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA .. Outros procedimentos ..............1...2... 11.............1.... aos responsáveis pela governança e a terceiros................................. Definição da amostra ............ 9........ CAPÍTULO 10 .Davi Barreto e Fernando Graeff CAPÍTULO 9 ....Capítulo 10 .............................................. Tipos de amostragem . 9..................................2............................................... 10................................................................3............. Risco de amostragem ................. 11...................................Capítulo 10 .....................................1.............................................................2.AMOSTRAGEM ......................2.......................................................2....................... Comunicações à administração.........1... 10................. Testes de controle ..Capítulo 9 .......................5................. 10................................................................................. 11............. 10..................... Resposta do auditor aos riscos avaliados ..................... 11................... 10......EVIDÊNCIAS ..................... Testes de superavaliação e subavaliação ............

....Capítulo 14.1................... Auditoria do resultado......Capítulo 12.............................................. Exercícios comentados . Auditoria do passivo (fornecedores................ Disponibilidades (Caixas e Bancos)....... Exercícios comentados ............1......1........................................... 203 CAPÍTULO 13 .............. 251 256 259 261 263 266 209 210 212 213 215 216 225 225 226 227 228 229 230 231 233 235 237 239 ............. Técnicas de elaboração dos papéis de trabalho...........1.......... 14.2................................RELATÓRIO COM OPINIÃO DO AUDITOR INDEPENDENTE.................................................................................. PARTE V QUAIS SÃO OS RESULTADOS DA AUDITORIA? CAPÍTULO 15 ..................1............................................................ Imobilizado....................................................................3... 15..................2...............TÉCNICAS DE AUDITORIA EM ÁREAS ESPECÍFICAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS......5..................................Capítulo 13..................................3......................................................Capítulo 15.....................3..... Estoques...................... Investimentos ...........................Capítulo 13................1.........2...........1.............. Auditoria do Patrimônio Líquido..........................................1................. 15................Capítulo 14. Exercícios ..............1...3.......DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA.................................. 13................................................................................ 14.................. 14.................................. Exercícios comentados ........... Tipos de papéis de trabalho..............................................................Capítulo 15........................... Clientes (Contas a Receber)........ 14.............. Exercícios ................................... 14....... empréstimos e outras contas a pagar). Codificação e arquivamento.......................Capítulo 12.. CAPÍTULO 14 .................................... Auditoria do ativo..... Exercícios ........................................1.............................................. 14.......4............................................ Modificação de opinião.............. 14.......... 13.2..................................................................................................................... 14.. 14.........SUMÁRIO Exercícios comentados ............ 201 Exercícios ................. 13.......2...... Outras situações que envolvem o relatório de auditoria.......................................... Parágrafos de ênfase e outros parágrafos adicionais.............. 15.....................

.. 297 CAPÍTULO 21 ... 330 BIBLIOGRAFIA............ 311 CAPÍTULO 25 ............................................................................................................... 322 Exercícios ... 307 CAPÍTULO 24 .Capítulos 16 a 26...... 301 CAPÍTULO 22 ............................TRABALHOS DE ASSEGURAÇÃO E REVISÕES LIMITADAS.....................PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS............................................. 319 Exercícios comentados ............................................. 303 CAPÍTULO 23 ............ 285 CAPÍTULO 19 ...............................AUDITORIA INTERNA....... 289 CAPÍTULO 20 .............. 281 CAPÍTULO 18 .......... 315 CAPÍTULO 26 .............................Davi Barreto e Fernando Graeff PARTE VI TÓPICOS ESPECIAIS CAPÍTULO 16 ....................................REPRESENTAÇÕES FORMAIS.......................................................GOVERNANÇA CORPORATIVA.................................................. 279 CAPÍTULO 17 ...ESTIMATIVAS CONTÁBEIS......................CONTINUIDADE OPERACIONAL...EVENTOS SUBSEQUENTES....................... 341 ............PARTES RELACIONADAS...AUDITORIA ..........PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE..Capítulos 16 a 26.................................................CONTINGÊNCIAS.......

I É AUDITORIA? Parte .

as empresas passaram a publicar suas demonstrações contábeis (balanço patrimonial. C. Entretanto. Essa necessidade de informação era essencial para que pudessem avaliar a segurança. depois de aplicados. 2002. a correção e a idoneidade dessas informações? Auditoria começa em época tão remota quanto a contabilidade. quais são seus ativos e passivos. apud Richard Brown. Bom. agora se coloque na posição desses investidores. Sempre que o avanço da civilização tinha implicado que a propriedade de um homem fosse confiada. em maior ou menor extensão. As raízes da auditoria remontam a épocas distantes1 —podemos afirmar que surgiu para atender necessidades decorrentes da evolução do sistema capitalista. No início. Em outras palavras.1. posteriormente. apesar de simples. ainda havia um problema: como garantir a completude. ORIGEM E EVOLUÇÃO DA AUDITORIA Vamos iniciar o estudo da auditoria tentando responder uma pergunta que. São Paulo: Atlas. a liquidez e a rentabilidade de seu investimento. causa confusão na grande maioria das pessoas: o que é au­ ditoria? Talvez a forma mais fácil de responder essa questão é partir de uma descrição da origem e da evolução histórica dessa atividade. . p. vai se perguntar se o investimento é seguro. assim como entender como seus recursos. Em resumo. fluxo de caixa etc. estavam sendo geridos. Auditoria. esse capital tinha que vir de investidores externos às empresas. a outro.). inicialmente. credores e acionistas.. a desejabilidade da necessidade de verificação da fidelidade do último.i Capítulo I CONCEITOS GERAIS 1. Willian. de forma a prover informações sobre sua situação econômico-financeira para o mundo exterior. A history o f accounting and accountants. a evolução da economia trouxe para algumas a necessidade de captar recursos financeiros de terceiros. em muitas ocasiões. você vai querer saber onde está colocando seu dinheiro. 34. demonstrativo de resultados. as empresas eram fechadas e familiares. Com certeza. para crescer era necessário dinheiro e. Para resolver esse dilema.. esses investidores precisavam conhecer a posição patrimonial e financeira das empresas em que iriam investir. como bancos. tornou-se clara (BOYNTON. 1905). se a empresa é saudável.

que a profissão de auditor assumiu maior importância. a auditoria! Auditar é. então. a aplicação e retomo de investimentos. Agora. as normas gerais de auditoria. . Nasce. que disciplinou o mercado de capitais e estabeleceu medidas para seu desenvolvimento. foi mencionada pela primeira vez na legislação brasileira a expressão Auditores Independentes. são exemplos de empresas pioneiras que ainda hoje atuam no mercado. avaliar. O Bacen estabeleceu também. Auditoria Contábil . o Banco Central do Brasil (Bacen) estabeleceu uma série de regulamentos tomando obrigatória a auditoria independente em quase todas as entidades integrantes do Sistema Financeiro Nacional (SFN) e companhias abertas. Dessa forma. Cabe ressaltar que a Resolução no 321/72 do Conselho Federal de Con­ tabilidade (CFC) aprovou as normas e procedimentos de auditoria. fisco etc.). São Pauio: Atlas. 2007. 2 CREPALDI. antes de tudo.Davi Barreto e Fernando.728. de certa forma. em 1934. foi somente com a criação do Security and Exchange Commission (SEC). por meio da Circular no 179. podemos definir auditoria como uma técnica contábil que permite realizar um exame sistemático e independente das atividades desenvolvidas em determinada entidade ou setor com o objetivo de promover transparência para os terceiros interessados sobre os resultados dessas atividades. ou seja. de 11 de maio de 1972. ao cumprimento de metas. com a legislação britânica promulgada durante a Revolução Industriai . credores. A opinião do auditor traz transparência e segurança no que se refere à veracidade de informações. Entretanto. e Price Waterhouse & Co. Posterior­ mente. uma vez que as empresas listadas na Bolsa de Valores foram obrigadas pelo referido órgão regulador a utilizar serviços de auditoria independente. pelo advento da Lei n° 4. Aproveitemos a oportunidade para falar um pouco mais sobre a história da auditoria.Teoria e prática. aqueles indivíduos que necessitam das infor­ mações financeiras e patrimoniais da empresa (acionistas.18 AUDiTORlA . é possível trazer uma definição mais precisa: auditoria é uma técnica contábil que consiste em um processo sistemático de obtenção e avaliação de evidências sobre as informações contidas nas demonstra­ ções contábeis para emissão de uma opinião de quão adequadas ou razoáveis estão essas demonstrações de acordo com as normas e princípios contábeis vigentes. aumentar sua credibilidade. É nesse momento que surge a necessidade de uma avaliação técnica e inde­ pendente das demonstrações financeiras que possibilite avaliar com segurança a real situação da empresa. Somente em 1965. No Brasil. o surgimento da auditoria está relacionado com a instalação de filiais e subsidiárias de empresas estrangeiras que precisavam avaliar seus inves­ timentos no país. Graeff Os usuários interessados. Assim. p.Deloitte & Co. os quais foram elaborados pelo Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (IAIB)2. há relatos de firmas de auditoria internacionais instaladas em terras brasileiras desde o início do século XX. 138. já com uma visão do contexto histórico. As primeiras empresas de auditoria surgiram em meados do século XIX. pre­ cisam ter segurança quanto à confiabilidade e à adequação dessas informações. Assim. Silvio A. sua confiança no mercado. empresas e instituições que sujeitam suas demonstrações contábeis ao crivo da auditoria independente buscam. nos Estados Unidos.

contudo. 1. a auditoria ainda é uma ciência “nova” no Brasil e no mundo. As NBC TAs são escritas no contexto da auditoria de demonstrações contábeis executada por um auditor independente. 3 Nas normas em vigor a partir de 2010 não se fala mais em parecer e. 4 .1.CONCEITOS GERAIS ■ s ■BBS Como pode ser observado. editadas pela International Federation o f Accounting (IFAC). o estudo das técnicas e normas de auditoria das demonstrações contábeis. e auditoria operacional ou de gestão. obrigações e procedimentos contábeis adotados. Assim. normas atualizadas em consonância com as normas internacionais. foram instituídas pelo Conselho Federal de Contabilidade. 1 . são essas normas que devem ser seguidas no curso dos trabalhos de auditoria. essa obra tem como foco principal o estudo das NBC TAs e. pois permite que investidores e credores baseiem suas decisões em informações de qualidade.Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis {com alterações).Cap. O Conselho Federal de Contabilidade é o responsável pela normatização geral que guia a execução desse tipo de auditoria . como se pode inferir pelo próprio nome. envolve a obtenção e a avaliação de evidências para emissão de uma opi­ nião3 sobre a adequação das demonstrações contábeis de uma entidade. Até 2009. em opinião do au­ ditor sobre as demonstrações contábeis. con­ sequentemente. Auditoria das demonstrações contábeis A auditoria das demonstrações contábeis. sim. podendo ser adaptadas conforme às circunstâncias. que expressam com clareza a real situação das empresas em termos de direitos. TIPOS DE AUDITORIA De forma geral. a partir de 2010. auditoria de conformidade ou de comptiance. a auditoria das demonstrações contábeis era regulamentada pela N B C T 11 . A dinâmica dos mercados de capitais e do competitivo mercado empresarial promove constantes alterações nas normas contábeis e práticas operacionais desenvolvidas pelas empresas que precisam ser incorporadas pelas técnicas de auditoria.2. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Esse tipo de auditoria é fundamentai para o correto funcionamento dos merca­ dos de capitais.2. em conjunto com o Instituto dos Auditores Independentes do Brasil (Ibracon). a auditoria pode ser classificada de acordo com seus objetivos em três grandes grupos: auditoria financeira ou das demonstrações contábeis. regulatórias e profissionais devidas. sendo responsabilidade do auditor garantir o cumprimento de todas as obrigações legais. 1. Enfim. Tat opinião trata de determinar se as demonstrações contábeis são elaboradas. em todos os aspectos relevantes. em constante evolução e aperfeiçoamento.emite as Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica de Auditoria Independente de Informação Contábil Histórica (NBC TA)4.

AUDITORIA - Davi Barreto e Fernando Oraeff

De acordo com a NBC TA 2005, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é alcança­ do mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatórios finan­ ceiros (Balanço Patrimonial, Demonstração de Resultados do Exercício etc.) adotada pela administração que é considerada aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento. Portanto, o objetivo principal da auditoria de demonstrações contábeis é a formação de opinião se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequa­ damente, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável, ou seja, em conformidade com as práticas contábeis e com a legislação aplicável à determinada entidade.
1.2.2. Auditoria de conformidade ou de compliance

A auditoria de conformidade ou de compliance envolve a obtenção de evi­ dências para avaliar se as atividades de uma entidade, sejam elas financeiras ou operacionais, obedecem a regras ou a regulamentos previamente estabelecidos. Em outras palavras, o auditor nesse tipo de trabalho objetiva medir a aderência dos fatos encontrados com as normas aplicáveis. Por exemplo, o objetivo de uma auditoria de conformidade poderia ser ve­ rificar se os beneficiários de determinado programa social atendem os critérios legais ou avaliar se o processo de fabricação de um produto seguiu as normas de qualidade ISO6. Enfim, a principal característica que define a auditoria de compliance é o seu objetivo de comparação com determinada norma, regra ou regulamento. Nesse contexto, outra definição desse tipo de auditoria é expressa pelo CFC na NBC TA 017, que define trabalhos de asseguração como “um trabalho no qual o auditor independente expressa uma conclusão com a finalidade de aumentar o grau de confiança dos outros usuários previstos, que não seja a parte responsável, acerca do resultado da avaliação ou mensuração de determinado objeto de acordo com os critérios aplicáveis”. Dessa forma, é possível concluir que a auditoria das demonstrações contábeis é um tipo de auditoria de conformidade ou trabalho de asseguração, na medida em que o auditor, naquele tipo de trabalho, emite uma opinião sobre a aderência
5 6 7 Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria - Resolução CFC n° 1.203/2009. International Organization for Standardization. Resolução CFC n° 1.202/2009: NBC TA 01 - Estrutura Conceituai para Trabalhos de Assegura­ ção.

Cap. í - CONCEITOS GERAIS

ou adequação das informações contábeis produzidas pela empresa com as normas contábeis vigentes.
1.2.3. Auditoria operacionai ou de gestão

A auditoria operacional, também chamada de auditoria de gestão, de desem­ penho ou de performance, tem como objetivo avaliar a economia, a eficiência, a eficácia e a efetividade das atividades operacionais de uma entidade, ou seja, trata-se de uma avaliação do desempenho da entidade. Note que os critérios utilizados nesse tipo específico de auditoria não mais se restringem a mera constatação do cumprimento de normas ou regulamentos, mas buscam medir o desempenho da entidade avaliando a economia, a eficiência, a eficácia e a efetividade da gestão em todos os seus níveis, e tem por objetivo identificar se: • a administração desempenhou suas atividades com economia, de acordo com princípios e práticas administrativas corretas (economicidade); * os recursos humanos, financeiros e de qualquer outra natureza foram utilizados com eficiência (eficiência); * há eficácia do desempenho das entidades auditadas em relação ao alcance de seus objetivos (eficácia); e • avaliar o verdadeiro efeito de suas atividades em comparação com o efeito esperado (efetividade). Este tipo de procedimento consiste numa atividade de assessoramento ao gestor, com vistas a aprimorar as práticas dos atos e fatos administrativos, sendo desenvolvida de forma tempestiva.
1. Tipos de Auditoria • Àüdítoria' dòC onfòrm idadè ...çõ esC o n táb eis '.(Áücitcría .Financeira}' ' Emitir uma opinião sobre a adequação das demons­ trações contábeis de uma entidade vj Avaiíar se as atividades de uma entidade, sejam elas financeiras ou operacionais, obedecem a regras ou a regulamentos pre­ viamente estabelecidos Avaliar a eficiência e a eficácia das atividades operacionais de uma entidade

1.3. AUDITORIA INDEPENDENTE VERSUS AUDITORIA INTERNA

As auditorias também podem ser classificadas a partir de outro ponto de vista, sendo divididas em dois grandes grupos: auditoria externa e auditoria interna.

22

AUDiTORIA - Davi Barreto e Fernando Graeff

A auditoria externa ou independente é aqueia executada por profissionais ou empresas que não possuem vínculo ou subordinação à empresa auditada, corri o objetivo de trazer uma opinião independente sobre a entidade auditada. A auditoria interna, por sua vez, é aquela executada pela própria organização, com o objetivo de garantir o atendimento de seus objetivos institucionais, por meio da avaliação contínua de seus procedimentos e controles internos. Esse tipo de auditoria surgiu como uma evolução ou ramificação da auditoria independente. Historicamente, as empresas passaram a sentir necessidade de dar mais ênfase às normas e aos procedimentos internos, como forma de se antecipar às demandas por regularidade do ambiente extemo. Contudo, de nada adiantava criar normas e procedimentos, sem que houvesse o acompanhamento e a avaliação se estes estavam sendo seguidos pelos funcionários. Enquanto o auditor extemo dedicava seus esforços no exame das demonstrações contábeis por um curto período de tempo, fez-se necessário um trabalho de maior constância, de maior grau de profundidade, capaz de alcançar outras áreas não relacionadas à contabilidade - controle de qualidade, lucratividade, eficiência operacional, administração de pessoal etc. Enfim, a auditoria interna nasceu da necessidade de acompanhar e de avaliar a correta aplicação das normas e procedimentos internos da empresa (controles internos), abrangendo aspectos contábeis e operacionais. Os controles internos são o conjunto integrado de métodos e procedimentos adotados pela própria organização para proteção de seu patrimônio, promoção da confiabilidade e tempestividade dos seus registros contábeis, e atingimentos dos seus objetivos institucionais. Falaremos sobre os detalhes dos controles internos de uma organização no Capítulo 3, contudo, é preciso destacar que a auditoria intema é uma espécie de controle interno e funciona como um órgão de assessoramento da administração. Assim, o objetivo da auditoria intema é auxiliar a administração no desem­ penho de suas funções e responsabilidades, fornecendo-lhes análises, apreciações, e recomendações. De acordo com o CFC8, a auditoria intema compreende os exames, análises, avaliações, levantamentos e comprovações, metodoíogicamente estruturados para a avaliação da integridade, adequação, eficácia, eficiência e economicidade dos processos, dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos, com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. Os principais objetivos da auditoria intema são: * verificar se as normas relativas ao sistema contábil e de controles internos estão sendo cumpridas; • promover medidas de incentivo para o cumprimento das normas contábeis e dos controles internos; e
Resolução CFC n° 986/03: NBC T 12 - Da Auditoria Interna.

Cap. l - CONCEITOS GERAIS

Bi

* verificar a necessidade de aperfeiçoamento e propor novas normas para o sistema contábil e de controles internos. Observe que o auditor interno vai além da simples verificação da correta apli­ cação de normas e procedimentos. Ele atua como um consultor para a empresa, por exemplo, promovendo medidas de incentivo e propondo aperfeiçoamentos no funcionamento organizacional. Dizemos que, além da auditoria contábil, também realiza auditoria operacional. Trata-se, portanto, de uma atuação muito mais proativa, quando comparada à do auditor extemo ou independente. Isso quer dizer que o auditor independente, no decorrer do seu trabalho, não pode propor melhorias à organização? Claro que pode! O auditor independente deve descrever os principais problemas organizacionais, constatados no curso do seu trabalho, e emitir recomendações sempre que necessário. Contudo, esse não é o seu objetivo principal. A auditoria independente é, primordialmente, contábil, enquanto que a auditoria intema é contábil e operacional. Assim, a principal diferença entre as auditorias intema e extema é a finalidade do trabalho. Na auditoria independente, o objetivo é a emissão da opinião sobre as demons­ trações contábeis, destinado, principalmente, ao público extemo (acionistas, credores, fisco etc.). Já na auditoria intema, o objetivo é a elaboração de um relatório que comunique os trabalhos realizados, as conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas. É importante ressaltar que, de acordo com as novas normas de auditoria9, tanto o auditor independente quanto o auditor intemo emitem relatórios para fun­ damentar, respectivamente, sua opinião e suas recomendações. Outra diferença que caracteriza o auditor intemo é a sua subordinação à empresa auditada. O auditor intemo, geralmente, é um empregado da empresa. Isso não quer dizer que essa atividade não possa ser desenvolvida, de forma ter­ ceirizada, por uma firma de auditoria. O que interessa é o grau de subordinação existente, seja do “empregado pessoa física” ou do “empregado pessoa jurídica”. Por sua vez, o auditor extemo ou independente, como o próprio nome remete, não é subordinado à administração, pois deve emitir uma opinião fidedigna e livre de qualquer pressão da empresa auditada sobre suas demonstrações contábeis. Aprofundando um pouco mais esse tema, apesar de ser subordinado à admi­ nistração, o auditor intemo deve ter certa autonomia, naturalmente, menor que a do auditor independente. Contudo, espera-se que aquele auditor produza um trabalho livre de interferências intemas. Dessa forma, a auditoria intema deve ser subordinada apenas ao mais alto nível da administração, como, por exemplo, à Presidência ou ao Conselho de
9 A NBC TA 700 define que a opinião do auditor independente deve ser expressa em um docu­ mento denominado relatório de auditoria. As normas de auditoria anteriormente vigentes e hoje revogadas faziam uma distinção na nomenclatura dos documentos emitidos pelo auditor independente (parecer) e o auditor interno (relatório).

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AUDITORIA - Davi Barreto e Fernando Graeff

Administração. O Tesponsável pelas atividades de auditoria intema deve, portanto, reportar-se a um executivo ou órgão cuja autoridade seja suficiente, para garan­ tir uma ação efetiva, com respeito aos assuntos levantados e à implantação das recomendações efetuadas. É fiindamental que os auditores internos atuem com liberdade dentro da organização, sem medo de serem demitidos. Em algumas empresas e conglomerados, os auditores internos são subordina­ dos diretamente à holding, permitindo que atuem livres de pressão em todas as controladas, pois apenas a administração da empresa investidora pode admitir ou demitir esses profissionais.
2. Exemplo de posicionamento da Auditoria interna no organograma de uma empresa

Outro ponto importante se refere à extensão do trabalho nesses dois tipos de auditoria. Na auditoria interna, os trabalhos são desenvolvidos de forma contínua ao longo do tempo, pois isso é inerente às atividades de acompa­ nhamento e avaliação. Enquanto isso, na auditoria independente, os trabalhos são realizados esporadicamente, de acordo com as exigências legais ou outras demandas para esse tipo de auditoria. Consequentemente, o volume de testes e procedimentos realizados pelo auditor interno é maior que aquele realizado pelo auditor extemo. A auditoria intema, assim como a independente, pode ser exercida nas pes­ soas jurídicas de direito público, intemo ou extemo, e de direito privado. Além disso, o CFC10 determina que, assim como a auditoria independente, a profissão de auditor intemo é privativa de contador registrado no Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Vamos resumir as principais diferenças entre a auditoria interna e a auditoria 1 extema no quadro a seguir.

1 0

Resolução CFC n° 560/83 estabelece no § I o do art. 3o que as atividades de auditoria interna, auditoria independente e perícia contábil são privativas de contadores. Apesar de profissionais com outras formações, na prática, atuarem como auditores internos em algumas instituições, a maioria das bancas organizadoras de concursos públicos adota o entendimento expresso no citado normativo do CFC.

Cap. 1 - CONCEITOS GERAIS

Relação com a empresa Grau de inde­ pendência Finalidade

é empregado da empresa menor comunicar os trabalhos realiza­ dos, as conclusões obtidas e as recomendações e providências a serem tomadas contábii e operacional intemo contínua maior contador com registro no CRC Relatório

não possui vínculo empregatício maior emissão de uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis contábii interno e externo (principalmente externo) pontual menor

Tipos de audi­ toria Público alvo Duração Volume de testes Quem exerce a atividade Documento que produz Onde é reali­ zada

em pessoas jurídicas de direito púbiico, interno ou externo, e de direito privado.

1.4. AUDITORIA GOVERNAMENTAL

Antes de definir auditoria governamental, é interessante apresentar as Entidades Fiscalizadoras Superiores (EFS) e a INTOSAI11. As EFS são as instituições do Estado responsáveis por executar a auditoria governamental. Aqui no Brasil, esse papel é exercido por instituições como o Tribunal de Contas da União (TCU). Essas instituições verificam as demonstrações financeiras, a obediência às normas e regulamentos, e buscam salvaguardar ativos de fraudes e desvios de recursos no setor público. Enfim, são os auditores externos e internos dessa grande “empresa” que é o governo. Já a ÍNTOSAI é entidade internacional que congrega as EFS e emite normas e regulamentos que orientam as atividades e procedimentos de auditoria governa­ mental. Dessa forma, segundo a INTOSAI, “a auditoria governamental é a atividade independente e objetiva que, por meio da aplicação de procedimentos específicos, tem a finalidade de emitir opinião sobre a adequação das contas governamentais, assim como apresentar comentários sobre o desempenho organizacional e o resul­ tado dos programas de governo”.
1 5 International Organization o f Supreme Audit institutions.

Compreende. legitimidade e economicidade. esse tipo de auditoria busca realizar exames de conformidade e de desempenho da gestão em análise.26 AUDITORIA . que as entidades responsáveis cumpriram sua obrigação de prestar contas. A primeira foca os critérios de legalidade. no intuito de prover uma opinião robusta e abrangente sobre o gestor público. eficiência e eficácia dos mesmos. entre outros aspectos. a verificação da eficiên­ cia dos sistemas de controles administrativo e contábil. Segundo a Secretaria Federal de Controle Intemo (SFCI)12. 2. Dessa forma. a verificação do cumprimento da legislação pertinente. Assim.Davi Barreto e Fernando Graeff Veja que. eficiência e efetividade. que as decisões administrativas foram tomadas com probidade e que os dispositivos legais e normativos estão sendo seguidos. de acordo com a SFCI. a eficiência e a eficácia da gestão pública. e a avaliação dos resultados opera­ cionais e da execução dos programas de governo quanto à economicidade. Note que a auditoria governamental pode ser tanto de regularidade quanto de desempenho. evidenciando 1 2 Instrução Normativa no 01. com o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma entidade. de modo a realizar o exame das Contas de Governo de forma mais efetiva. e o que as diferencia é o seu escopo. por exemplo. de 06 de abrii de 2001. a auditoria de desempenho preocupa-se em verificar a economia. certificando-se. Em resumo. a auditoria gover­ namental pode ser classificada em 5 (cinco) tipos: 1. o exame da documentação comprobatória dos atos e fatos administrativos. . de forma semelhante à auditoria independente das demonstrações contábeis. as auditorias de regularidade objetivam avaliar a legalidade e a legitimidade dos atos de gestão do ente público. o exame das peças que instruem os' processos de tomada ou prestação de contas.Auditoria de Avaliação da Gestão: objetiva emitir uma opinião com vistas a certificar a regularidade das contas públicas. a auditoria governamental também se caracteriza por uma atuação au­ tônoma (independente) com dois objetivos específicos: • emitir uma opinião sobre a adequação das contas governamentais (auditoria de regularidade ou auditoria de conformidade). Já. e • avaliar e apresentar recomendações sobre o desempenho das atividades e programas governamentais (auditoria de desempenho ou auditoria opera­ cional ou auditoria de otimização de recursos). da Secretaria Federal de Controle Inter­ no. as EFS devem buscar executar auditorias de conformidade ou de desempenho em todas as organizações públicas. Auditoria de Acompanhamento da Gestão: realizada ao longo dos processos de gestão. eficácia. enquanto que a segunda foca os critérios de economicidade.

Classifica-se nesse tipo os demais trabalhos auditoriais não inseridos em outras classes de atividades. Auditoria Especial: objetiva o exame de fatos ou situações consideradas relevantes. melhorar os controles e aumentar a responsabilidade gerencial.CONCEITOS GERAIS melhorias e economias existentes no processo ou prevenindo gargalos ao desempenho da sua missão institucional.Cap. eficácia e economicidade. Compreende o exame dos registros e documentos e a coleta de informações e confirmações. mediante procedimentos específicos. verificar a efetividade e a aplicação de recursos externos. que visem aprimorar os procedi­ mentos. oriundos de agentes financeiros e organismos internacionais. adequadamente. com a finalidade de emitir uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos da eficiência. 1 . os resultados do período administrativo examinado e as demais situações nelas demonstradas. por unidades ou entidades públicas executoras de projetos celebrados com aqueles organismos com vistas a emitir opinião sobre a adequação e fidedignidade das demonstrações financeiras. 4. procurando auxiliar a administração na gerência e nos resultados. também. Auditoria Contábil: objetiva opinar se os registros contábeis foram efetua­ dos de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade e se as demonstrações refletem. Auditoria Operacional: consiste em avaliar as ações gerenciais e os proce­ dimentos relacionados ao processo operacional. . 5. sendo realizadas para atender determinação expressa de autoridade competente. de natureza incomum ou extraordinária. 3. a situação econômico-financeira do patrimônio. Tem por objeto. por meio de recomendações.

em tudo que for efetivamente importante. A opinião do auditor expressa se as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente. As exigências da estrutura de relatório financeiro determinam o que constitui o conjunto completo de demonstrações contábeis. geralmente o sócio do trabalho ou outros integrantes da equipe do trabalho. usa-se o termo "sócio do trabalho" ao invés de auditor. incluem balanço patrimonial. nos referimos à pessoa ou pessoas que conduzem a auditoria independente. demonstração do resultado. ou. destinado a fornecer informações a respeito da posição patrimonial e financeira. Demonstração de Resultados do Exercício etc. demonstração dos fluxos de caixa e respectivas notas explicativas (para as companhias abertas. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. quando aplicável.203/09: NBC TA 200 . à firma de auditoria2. em todos os aspectos relevantes. No Brasil. Explica-se que a “estrutura de relatório financeiro aplicável” nada mais é do que a estrutura que baliza o conjunto de documentos. ’ 2 Resolução CFC n° 1. .) adotada pela administração. demonstração das mutações do patrimônio líquido. Quando falamos em auditor. Quando uma NBC TA pretende expressamente que uma exigência ou responsabilidade seja cumprida pelo sócio do trabalho. tais estruturas.Capítulo AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS De acordo com a NBC TA 200’. a opinião do auditor sobre as demonstra­ ções contábeis trata de determinar se as demonstrações contábeis são elaboradas. desempenho e fluxos de caixa da entidade. relatórios e demonstrativos que a empresa deve produzir com fins de informar os terceiros interessados sobre a posição patrimonial e financeira da instituição. Não é difícil entender que.Objetivos Gerais do Auditor Independente e a Condução da Auditoria em Conformidade com Normas de Auditoria. para atingir esse objetivo é necessário que esses relatórios: • estejam de acordo com as normas brasileiras de contabilidade emitidas pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). de acordo com a estrutura de relatórios e demonstrativos financeiros (Balanço Patrimonial. inclui-se também a demonstração do valor adicionado).

Contudo. Em outras palavras. Embora a estrutura possa não especificar o modo de contabilização ou divulgação de todas as transações ou eventos. com determinado nível de segurança. o risco de auditoria. Define-se essa asseguração razoável como sendo um nível elevado de segurança.como uma Agência Reguladora . e • cumpram todas as demais exigências legais ou regulamentares aplicá­ veis.Davi Barreto e Fernando Graeff • sejam elaborados de acordo com a natureza da entidade e o setor no qual atua. . Já no que se refere ao alcance dos trabalhos de auditoria independente. tais como a eficácia do controle intemo ou a compatibilidade de um relatório separado da administração junto com as demonstrações contábeis.ou por exigências legislativas e/ou regulamentares. a opinião do auditor independente tem por limite os próprios objetivos da auditoria das demonstrações contábeis e não representa garantia de viabilida­ de futura da entidade ou algum tipo de atestado de eficácia da administração na gestão dos negócios.30. o risco de que o auditor expresse uma opinião inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante (mais detalhes sobre risco de auditoria serão tratados ainda neste capítulo). porém. Na realidade. por exemplo. trata-se de exceção e não da regra. de forma que todas as particularidades relevantes em questão sejam levadas em conta. é possível que seja exigido algo mais do auditor. As demonstrações contábeis podem ser elaboradas em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro para satisfazer tanto as necessidades de informação financeira comuns de um amplo leque de usuários (demonstrações contábeis para fins gerais) como para de usuários específicos (demonstrações contábeis para propósitos especiais). a opinião do auditor não assegura. AUDITORIA . as exigências da estrutura de relatório financeiro aplicável determi­ nam a forma e o conteúdo das demonstrações contábeis. a auditoria não garante que a empresa terá sucesso no futuro em seus objetivos. ela geralmente incorpora princípios suficientemente amplos. ele é contratado com um único propósito: avaliar. descrevemos que a opinião do auditor tem o intuito de fornecer uma segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. além da sua opinião sobre as demonstrações contábeis. Em algumas situações. Seria muita pretensão do auditor ter esse objetivo. que podem servir como base para o desenvolvimento e aplicação de políticas contábeis com­ patíveis com os conceitos subjacentes às exigências da estrutura. isto é. a um nível aceitavelmente baixo. Ao longo do texto. • atendam aos objetivos específicos das demonstrações contábeis. Ou seja. a viabilidade futura da entidade nem a eficiência ou eficácia com a qual a administração conduziu os negócios da entidade. lei e regulamento aplicáveis podem exigir que o auditor forneça opinião sobre outros assuntos específicos. se as demonstrações contábeis estão corretas. a estrutura de relatório financeiro aplicável muitas vezes abrange normas de contabilidade estabelecidas por organizações normatizadoras e/ ou reguladoras . Portanto. conseguido quando o auditor obtém evidência de auditoria apropriada e suficiente para reduzir. Assim. Dessa forma.

De tal forma que as normas de auditoria determinam que. o auditor deve abster-se de emitir opinião ou renunciar ao trabalho (quando essa renúncia for possível de acordo com lei ou regulamentação aplicável). ao conduzir a auditoria de demonstrações contábeis. portanto.Cap. como qualquer controle. julgamentos sobre a materialidade são estabelecidos levando-se em consideração as circunstâncias envolvidas e são afetadas pela percepção. em todos os casos nos quais não for possível obter segurança razoável para embasar sua opinião. individual ou conjuntamente. Caso o fosse. porque sempre há limitações inerentes em uma auditoria (a expressão “asseguração razoável” já é bem autoexplicativa). os objetivos gerais do auditor são: (a) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante. o auditor. o auditor procura considerar apenas aquilo que é im­ portante. o auditor não é responsável pela detecção de distorções que não sejam relevantes para as demonstrações contábeis como um todo. elas influenciem as decisões econômicas dos usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. e . Dessa forma. Além disso. é preciso lembrar que a auditoria está ligada diretamente à contabilidade. ou por uma combinação de ambos. podemos afirmar que. Assim. são consideradas relevantes se for razoável esperar que.. faz-se necessário o uso de uma especialização (técnica) contábil voltada para testar a eficiência e a eficácia do controle patrimonial. bem como na avaliação dos efeitos de distorções identificadas sobre as demons­ trações contábeis. mesmo que se executassem tais dispendiosos procedimentos. Finalmente. pelo simples fato de que. não seria possível impedir a existência de fraudes.AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Contudo. decorrem de fatos não contabilizados especialmente desenhados para ludibriar o sistema. Em geral. bem como a adequação das demonstrações contábeis da entidade. é importante destacar que o papel primordial do auditor não é de­ tectar ou prevenir a ocorrência de erros e fraudes. que o auditor tem das necessidades dos usuários das demonstrações contábeis e pelo tamanho ou natureza de uma distorção. Ainda no que se refere à detecção de distorções. constantemente aplica o conceito de materialidade. seria necessário que se procedesse a revisão integral de todos os registros e operações da empresa.2 . inclusive as omissões. as distorções. na maioria das vezes. asseguração razoável não significa um nível absoluto de segurança. É importante ressaltar que a opinião do auditor considera as demonstrações contábeis como um todo e. durante o planejamento e a execução da auditoria. Assim. que muitas vezes é manipulada visando ao desvio de recursos e a outros tipos de fraude. Contudo. tomando a atividade de auditoria extremamente custosa e demorada. as quais resultam do fato de que a maioria das evidências de auditoria em que o auditor baseia suas conclusões e sua opinião é persuasiva e não conclusiva. em todos os aspectos relevantes. Em outras palavras. independentemente se causadas por fraude ou erro. em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. uma relação custo-benefício razoável não admite um trabalho completamente exaustivo. pois. (b) expressar sua opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elabo­ radas. Isso quer dizer que nenhum trabalho de auditoria é 100% eficaz.

32 AUDITORÍÀ . e (d) atestar a eficiência ou eficácia com a qual a administração conduziu os negócios da entidade. (b) identificar erros e fraudes . estabelece que as empresas de grande porte3. que alterou a lei das S.as demonstrações contábeis sujeitas à auditoria são as da entidade.1.A. As empresas de grande porte são aquelas que tenham. Vejamos algumas situações em que as empresas são legalmente obrigadas a serem auditadas: • a Lei no 6. . (c) assegurar a viabilidade futura da entidade.compete aos responsáveis pela governança da entidade e à sua administração a prevenção e detecção de erros e fraudes.Davi Barreto e Fernando Graeff (c) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e comunicar-se.404/76 (lei das sociedades anônimas por ações) estabelece que as companhias abertas devem ser auditadas por auditores independentes registrados na Comissão de Valores Mobiliários (CVM). apesar de já termos uma boa intuição sobre o assunto. cabendo ao auditor realizar seu trabalho de acordo com as normas de auditoria e obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis. ativo total superior a R$ 240 milhões ou receita bruta artuai superior a R$ 300 milhões. como um todo. não contém distorções relevantes.. explicitamente. elaboradas pela sua administração. Resta-nos agora identificar tudo aquilo que não é objetivo do auditor: (a) elaborar relatórios financeiros . devem ser auditadas por auditores independentes registrados na CVM. ainda que não constituídas sob a forma de sociedade por ações. com supervisão geral dos responsáveis pela governança. sobre os motivos que levam a contratação do auditor. QUANDO A AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS É NECESSÁRIA? Vimos que a auditoria tomou-se necessária para o correto funcionamento das atividades econômicas de hoje e que. O primeiro e mais óbvio motivo são as determinações existentes na legis­ lação brasileira. Com isso fica mais fácil dar o primeiro e talvez o mais importante passo dessa caminhada que é entender o que é e o que não é objetivo da auditoria independente das demonstrações contábeis.638/07. em conformidade com suas constatações. Ter em mente de forma clara esses conceitos é peça chave que permitirá passar com tranqüilidade pelas próximas etapas do nosso estudo. ainda não falamos. no exercício anterior. 2. • a Lei no 11.

de capitalização. • exigências estatutárias da própria empresa.AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS • o Banco Central determina que as instituições financeiras sejam auditadas por auditores independentes. determinou que as demonstrações contábeis.: diretores. consequentemente. presidente). entre eles citamos: • como medida de controle dos próprios proprietários. As demonstrações contábeis auditadas são as da entidade. 4 Conselho Nacional de Seguros Privados. e • a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) por intermédio da Res. contudo. conselho de administração. inclusive as notas explicativas das sociedades supervisionadas (sociedades seguradoras. 2 . é importante destacar que as Normas Brasileiras de Auditoria não impõem responsabilidades à administração ou aos responsáveis pela governança das empresas no que se refere à elaboração das demonstrações contábeis sujeitas à auditoria. existem outros motivos que podem levar uma empresa a se submeter a uma auditoria externa. • imposição de credores ou bancos. resseguradoras locais e entidades abertas de previ­ dência complementar) devem ser auditadas por auditor independente. Il^ lf ie s p o n s a v è ts p e la t& y e rn a n ç a São aqueles com responsabilidade executiva peia condução das operações da entidade (ex. que condicionam compras a prazo ou concessão de empréstimos a auditorias independentes nas contas da ins­ tituição. com supervisão geral dos responsáveis pela governança.Cap. • a CVM. aos regulamentos ou aos estatutos que governam essas responsabilidades. no intuito de obter uma opinião independente sobre a posição patrimonial e financeira de suas empresas. Enfim. de super­ visionar as atividades da Administração (isso inclui a supervisão geral do relatório financeiro). obrigou que as demonstrações consolidadas de controladoras e controladas sejam submetidas à auditoria independente. As NBC TAs não se sobrepõem às leis. incorporação ou cisão. . por meio da Instrução no 247/96. São as pessoas com responsabilidade de supervisionar a direção estratégica da entidade e. elaboradas pela sua administração. e ° para efeito de fusão. são várias as situações em que a auditoria independente se faz neces­ sária. Além das obrigações legais. CNSP4 n° 118/04.

e iii. informações adicionais que o auditor possa solicitar para a finalidade da auditoria. quando apropriado. a extensão dessas responsabilidades. A avaliação dos riscos orienta as decisões sobre a natureza. o auditor independente deve. ao mesmo tempo. a auditoria é conduzida cora base na premissa de que a administração e os responsáveis pela governança têm conhecimento de certas responsabilidades que são fundamentais para a condução dos trabalhos do auditor. 2. pois é uma forma de expressão da ideia de segurança razoável. efetuar a avaliação dos riscos de auditoria para que os trabalhos sejam programados ade­ . o modelo de risco de auditoria orienta os auditores na coleta de evidências. Existe. para que possam emitir uma opinião. RISCO DE AUDITORIA Tomar decisões sobre risco representa um dos passos principais na realização da auditoria. Enfim. (b) pelo controle interno necessário para permitir a elaboração de demonstrações contábeis que estejam livres de distorção relevante. a avaliação de riscos é peça-chave no planejamento de uma auditoria. época de realiza­ ção e extensão dos procedimentos de auditoria. do­ cumentação. A opinião do auditor independente é baseada em uma segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão adequadas.2. com razoável segurança. extratos bancários. O desafio da auditoria está no fato de que os auditores não podem exa­ minar todas as possíveis evidências referentes a todas as transações realizadas pela entidade. cartas. atas de reunião etc. da ideia de que o auditor agiu. na fase de planejamento. acesso irrestrito às pessoas da entidade. portanto. Assim. ii. Dessa forma.Davi Barreto e Fernando Graeff Entretanto. bem como a formação da equipe de trabalho. uma auditoria é conduzida com base na premissa de que a administração e. de forma prudente e eficiente. independentemente se causada por fraude ou erro. ou a forma que elas são descritas. o conceito de risco de auditoria é extremamente im­ portante. Apesar dessas diferenças. Leis ou regulamentos podem estabelecer as responsabilidades em relação a relatórios financeiros. incluindo sua apresentação adequada. Entretanto.34 AÜDITORIA . podem ser diferentes. que o auditor determine ser necessário obter evidências de auditoria. a possibilidade de o auditor não conseguir detectar alguma distorção relevante nas demonstrações contábeis. e (c) por fornecer ao auditor: i. acesso a todas as informações que sejam relevantes para a elaboração e apresentação das demonstrações contábeis tais como registros.. Nesse sentido. os responsáveis pela governança reconhecem e entendem que têm a responsabilidade: (a) pela elaboração das demonstrações contábeis em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável.

segundo a NBC TA 200. o risco de auditoria está relacionado à possibilidade de o auditor não detectar falhas relevantes nas demonstrações contábeis.1. Em outras palavras. utilizadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de dis­ torções potenciais que possam ocorrer. destaca-se que o risco de auditoria é função de dois tipos de risco: dos riscos de distorção relevante e do risco de detecção. assim. É nada mais. explícitas ou não. emitindo. e é antes uma questão de julgamento profissional que uma questão passível de mensuração precisa. o risco de auditoria é o risco de que o auditor expresse uma opinião de auditoria inadequada quando as demonstrações contábeis contiverem distorção relevante. são os riscos que independem da ação do auditor. o saldo de uma conta contábii é uma afirmação. Ou seja. .AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS quadamente. publicidade adversa ou outros eventos surgidos em conexão com a auditoria das demonstrações contábeis. Ademais. Riscos de distorção relevante Risco de distorção relevante é o risco de que as demonstrações contábeis contenham distorção relevante antes da auditoria. uma nota explicativa é uma afirmação etc. que estão incorporadas às demonstrações contábeis. Dessa forma. 2 . um registro contábil é uma afirmação.Cap. uma opinião “sem ressalvas”. a época e a extensão dos procedimentos necessários para a obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente. Essa evidência possi­ Afirmações são declarações da administração. o risco de auditoria não inclui o risco de que o auditor possa expressar uma opinião de que as demonstrações contábeis contêm distorção relevante quando esse não é o caso. nada menos que o princípio da prudência. Por fim.2. no nível geral da demonstração con­ tábil e no nível da afirmação5 para classes de transações. tais como perda decorrente de litígio. saldos contábeis e divulgações. Esses podem existir em dois níveis. Além disso. Assim. do conservadorismo: é melhor emitir uma opinião incorreta sobre demonstrações corretas do que sobre demonstrações incorretas. Em outras palavras.. trata-se dos riscos de distorção relevante que se relacionam de forma disseminada às demonstrações contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações. para fins das normas de audi­ toria. A avaliação dos riscos baseia-se em procedimentos de auditoria para a obtenção de informações e evidências necessárias para essa finalidade.. afirmar que está tudo certo. quando deveria emitir uma opinião “com ressalvas” ou “adversa”. 2. No primeiro caso. quando não está. ele não se refere aos riscos de negócio do auditor. Já o segundo tipo de risco de distorção relevante é avaliado para que se determine a natureza. pois esse risco geralmente é insignificante. evitando a apresentação de informações errôneas em sua avaliação sobre as demonstrações contábeis. destaca-se que o risco de auditoria é um termo técnico relacionado ao pro­ cesso de auditoria em si.

é um prato cheio para furtos (tipo de fraude). O risco de controle é uma função da eficácia do desenho (controles estabelecidos). circunstâncias externas que dão origem a riscos de negócios também podem influenciar o risco inerente. ou seja. bilita ao auditor expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis em um nível aceitavelmente baixo de risco de auditoria.Davi Barreto e Fernando Graeff. os riscos de distorção rele­ . * Voltando para o exemplo do estabelecimento comercial. há a possibilidade de erro por desatenção. desenvolvimentos tecnológicos podem tornar obsoleto um produto específico.36 AUDITORiA . (ii) risco de controle é o risco de que uma distorção relevante que possa ocorrer em uma afirmação. Além disso. ou seja. Ora. Os riscos de distorção relevante no nível da afirmação consistem em dois componentes: risco inerente e risco de controle.ou seja. mesmo que haja controles adequados. quanto mais complexa a atividade maior o risco inerente (natural) desta. quanto mais eficaz é o controle interno. Por exemplo. De qualquer forma. (i) risco inerente é a suscetibilidade de uma afirmação a uma distorção re­ levante. existe a possibilidade de falhas na sua aplicação. individualmente ou em conjunto com outras distorções. Por exemplo. Como já foi dito. independentemente da qualidade da estrutura e operação do controle interno. E o risco de uma eventual incorreção não ser tempestivamente detectada. suponha um estabelecimento comercial em que todo dinheiro das suas vendas fica jogado em cima do balcão. E a suscetibilidade a impropriedades decorrentes da ausência ou da ina­ dequação de controles internos. antes da consideração de quaisquer controles relacionados. menor é o risco de controle. eles existem independentemente da auditoria das demonstrações contábeis. Essa ausência de controles caracteriza um risco inerente. Dessa forma. está diretamente ligado à eficácia dos controles internos. saldos contábeis e divulgações do que para outras. não seja prevenida. detectada e corrigida tempestivamente pelo controle interno da entidade. O risco inerente é mais alto para algumas afirmações e classes relacio­ nadas de transações. da implementação e da manutenção do controle interno pela administração no tratamento dos riscos identificados que ameaçam o cumprimento dos objetivos da entidade. tornando assim o estoque mais suscetível de distorção em relação à superavaliação. é um risco próprio da natureza da atividade em questão. Em outras palavras. ele pode ser mais alto para cálculos complexos ou contas compostas de valores derivados de estimativas contábeis sujeitas à incerteza significativa de estimativa . supondo que um funcionário foi contratado e treinado para controlar o caixa. Por exemplo. individualmente ou em conjunto com outras distorções. Por mais que o funcionário seja honesto e competente.

Quanto maior o risco de detecção.). Contudo. o auditor tomará muito mais cuidado ao executar os procedimentos de auditoria (fazer mais testes. As normas de auditoria geralmente não se referem ao risco inerente e ao risco de controle separadamente. portanto. como porcentagens.Cap. Há uma relação inversa entre o risco de detecção e os riscos de distorção relevante (risco inerente e risco de controle).2. Em outras pala­ vras. avaliar uma quantidade maior de contas etc. é o risco de o auditor não detectar um erro ou fraude que afete as demonstrações contábeis. Portanto. mais persuasivas devem ser as evidências de auditoria exigidas. mas a uma avaliação combinada dos “riscos de distor­ ção relevante”. menor é o risco de detecção que pode ser aceito e. quanto maiores são os riscos de distorção relevante que o auditor acredita existir. Ou seja. Por exemplo. vai se esforçar para diminuir o risco de detecção. Risco de detecção Risco de detecção é o risco de que os procedimentos executados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nível aceitavelmente baixo não detectem uma distorção existente que possa ser relevante. Em outras palavras.2. Risco de Auditoria = Risco de Distorção Relevante x Risco de Detecção Pense na seguinte situação: uma auditoria em uma firma constata que os riscos inerentes e de controle são altíssimos (não há controles internos eficientes e os que existem estão sujeitos a muitas falhas). o nível aceitável de risco de detecção tem uma relação inversa com os riscos avaliados de distorção relevante no nível da afirmação. o auditor pode fazer avaliações separadas ou combinadas do risco inerente e do risco de controle. mas nunca totalmente eliminados.AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS m a vante podem ser reduzidos. menores os riscos de distorção relevante a serem aceitos pelo auditor (e vice-versa). o auditor deve equilibrar os diversos riscos existentes de forma a manter o risco total (risco de auditoria) em um nível aceitável. 2. podendo ser expressas em termos quanti­ tativos. O que dever ser feito? Provavelmente. Assim. que coloca em dimensões (eixos) distintas os . individualmente ou em conjunto com outras distorções. 2 . ou em termos não quantitativos (qualitativos). está ligado ao grau de eficácia dos proce­ dimentos conduzidos pelo auditor. Outra forma de visualizar a relação entre os diferentes tipos de risco é por meio da chamada Matriz de Risco. O risco final (risco de auditoria) pode ser calculado como sendo o produto dos diferentes tipos de risco. dependendo das técnicas de auditoria ou metodologias e considerações práticas. algum risco de controle sempre existirá (o risco de controle nunca será igual a zero). para um dado nível de risco de auditoria.

Logicamente. e relaciona o impactos desses riscos no risco de detecção.. riscos inerente e de controle. podem exitir situações em <ü]ue o risco de controle é baixo e o risco inerente é alto.AUDITORIA . Mas como essa matriz é aplicada na prática? Durante a avaliação dos sistemas de controle de uma entidade.Davi Barreto e Fernando Graeff .) e atribui um nível de risco inerente e de controle para cada uma delas.. Contas a Receber. Imobilizados etc. . não há somente essas duas possibilidade (alto risco e baixo risco de distorção relevante). essas são condições extremas que foram utiliza­ das apenas de forma ilustrativa. o auditor deve executar mais teste e procedimentos de auditoria. ou seja.1 Baixo Médio Risco Inerente Alto Veja que a Matriz de Risco traz uma mensagem muito simples: quando os riscos de distorção relevante são altos (zona com alto risco de controle e alto risco inerente). ou que ambos os riscos são médios etc. o auditor analisa diversas áreas (Estoques. Posteriomente. ou seja. M atriz de Risco de Auditoria (modelo ilustrativo) Alto Risco de Controle Médio Baixo .i ( p w r ii itemaiòrrisi»:. Na prática. e quando os riscos de distorção relevante são baixos (zona com baixo risco de controle e baixo risco inerente). o auditor pode “relaxar” mais e executar uma menor quantidade de teste e procedimentos de auditoria. os riscos de detecção podem ser au­ mentados. é possível posicionar as diversas áreas na Matriz de Risco e avaliar aquelas prioritárias ou que demandarão maior atenção do auditor. 3. os riscos de detecção devem ser re­ duzidos.

.... é uma função da eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação pelo auditor.. ...... a época e a exten­ são dos procedimentos que são determinados pelo auditor para reduzir o risco de auditoria a um nivel baixo aceitável..Cap.AUDITORIA.. designação apropriada de pessoal para a equipe de trabalho...... Assuntos como planejamento adequado.......INDEPENDENTE DAS: DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS m 4. aplicação de ceticismo profissional....... o risco de detecção só pode ser reduzido. Risco Inerente . e supervisão do trabalho de auditoria executado ajudam a aprimorar a eficácia do procedimento de auditoria e de sua aplicação e reduzem a possibilidade de que o auditor possa selecionar um procedimento de auditoria inadequado.—.... Portanto... assim como o risco de distorção relevante.... sempre existe algum risco de detecção. Portanto. 2 .. devido às limitações inerentes de uma auditoria... \ ■Estoques / •Contas a Receber \ I t \ i / \ •Contas a Pagar / >\ / •" ✓ / Alto Risco de Baixo ""s •Imobilizado \ ^ ] í \ t l '^Investimentos'’ Baixo Médio Alto ■ . Exemplo de aplicação da M atriz de Risco em uma auditoria Areas que demandam menor quautidadede testes e procedimentos (podem ter risco de deteccao elevado^ J } i 1 1 ' Áreas qtte demandam maior qtiaiitidade de testes e procedimentos (precisam ler risco de deteccão reduadol / ' .. Finalmente. Assim... não eliminado. aplicar erroneamente um procedimento de auditoria apropriado ou interpretar erroneamente os resultados da auditoria. o risco de detecção se relaciona com a natureza.

entre eles existe uma relação inversa. o auditor somente poderá emitir uma opinião (parecer) sem ressalva caso esteja satisfeito quanto à apresentação das demonstrações contábeis.CAPÍTULOS 1 E 2 B I (ESAF/Analísta Técnico da SUSEP/2010} Com relação aos níveis de relevância determinados em um processo de auditoria externa. constatou a seguinte situa­ ção: Área 1: Baixo níve! de risco. independentemente dos fatores encontrados. pelos responsáveis pela governança na elaboração das demonstrações contábeis. em maior ou menor quanti­ dade. c) somente deverá realizar testes nas áreas 2 e 3. o planejamento de auditoria não é imutável. as quaís apresentam risco alto. d) os níveis de relevância estabelecidos no planejamento devem ser mantidos. Angra dos Reis/2010) Estrutura de re­ latório financeiro aplicável. "b" e "d" estão erradas. visto que o risco e a probabilidade deocorrênciade erros é baixa. em nenhuma hipótese. i<f$ (FGV/Auditor Fiscal da Receita IViunicipai . b) o auditor. na utilização da amostragem o auditor deve projetar para a população as distorções encontradas na amostra. conforme estabelece as normas de auditoria. do contrário. Área 2: Alto nível de risco. dependendo da relação entre o risco e a probabilidade de ocorrência de erros (vide matriz de risco). "e"está correta. com baixa probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. c) não se devem considerar as avaliações de risco e relevância no seu conjunto. Com base nas conclusões acima. risco e relevância são conceitos interligados que de­ vem ser analisados em conjunto.Davi Barreto e Fernando Graeff EXERCÍCIOS COMENTADOS . pode estabelecer nível de relevância abaixo dos determinados no planejamento. (ESAF/Analista Técnico da SUSEP/2010) O auditor extem o. com alta probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. nos termos da TA 200. e julgue que estão devidamente elaboradas. "c" está errada. deve modificar sua opinião. não sendo permitido considerar nos limites eventuais distorções não identificadas ou projetadas. de forma a não permitir concluir que o montante agre­ gado das distorções seja irrelevante. em todos os aspectos relevantes. sendo sempre avaliadas individualmente. que é aceitável em vista da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja exigida por lei ou regulamento. durante a realização dos trabalhos. por fim. ao realizar os procedimentos para avaliação de três processos da empresa a ser auditada. É utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exige conformidade com as exigências dessa estrutura e .Pref. deve o auditor considerar os efeitos no seu parecer. pode-se afirmar que o auditor: a) não deverá realizar testes para a área 1. Área 3: Alto nível de risco.40 AUDITORIA . d) em decorrência da probabilidade baixa e média nos itens 1 e 2. com média probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. b) deverá aplicar testes considerando grandes amostragens para todas as áreas. ' Comentários: O auditor deverá efetuar testes em todas as áreas. e) deverá efetuar testes em todas as áreas. quando apropriado. é verdadeiro afirm ar que: a) o processo de avaliação de relevância deve sempre considerar os níveis de risco e as distorções identificadas. Comentários: A alternativa "a" está errada. é a estrutura de relatório financeiro adotada pela administração e. os testes de auditoriapoderão ser suportados por relatórios de confirmação feitos peia administração da empresa. e) se a administração da entidade auditada negar-se a ajustar as demonstrações contábeis e os procedimentos de auditoria adicionais.

e) reconhece que o auditor deve manter seu planejamento inicial constante até o final dos traba­ lhos. por fim. o auditor deve identificar e avaliar os riscos de distorção relevante e para atingir este propósito deve adotar os procedimentos a seguir. pode ser necessário que a administração forneça divulgações além das especificamente exigidas pela 'estrutura. a partir de 2010 precisam ser comunicadas aos órgãos fiscaiizadores. natureza e extensão dos procedimentos de auditoria. diferentemente do que acontecia até 2009. explicita que a} o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. o auditor deve avaliar o controle interno da auditada para determinar a época. com vistas à harmonização de normas contábeis. publicada no final do ano de 2009. inclusive controles relevantes relacionados com os riscos. além disso. a partir de 2010 o auditor deve validar 100% dos registros da entidade auditada. b) reconhece explícita ou implicitamente que.Cap. segundo o item 60 da NBC PA 02. desde que essa informação seja divulgada e haja comunicação à Comissão de Valores Mobiliá­ rios . isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. em todos os aspectos relevantes. d) a auditoria de demonstrações pode ser executada em conjunto com serviços de consultoria. c) Relacionar os riscos identificados àquilo que pode dar errado no nível da afirmação. somente nas situações previstas na legislação aplicável a cada caso o auditor deve informar as autoridades reguladoras sobre fraude e erro. "d" está errada.CVM. "e" está errada. com eficácia para os exercícios iniciados a p artir de 0 1 /01 /1 0 .AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS 41 a) prevê o mesmo modelo de demonstrações contábeis para qualquer tipo de entidade. c) prevê que caberá ao auditor fornecer os modelos adequados de relatórios a serem utilizados pela entidade. 2 . "c" está errada.AP/2010) De acordo com a Resolução CFC N°. à exceção de um. a partir de 2010.Pref. Assinale-o. . a amostragem continua sendo utilizada. a prestação de serviços de consultoria pode causar a perda da independência. b} as fraudes e erros. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. b) Analisar os riscos identificados e avaliar se eles se reiacionam de forma generalizada às demons­ trações contábeis como um todo e afetam potencialmente muitas afirmações. a NBC TA 200. e) o controle interno não é mais significativo para o auditor. jH H (FGV/Fiscal da Receita Estadual . 1. Comentários: A assertiva "a" descreve o objetivo da auditoria independente de acordo com a NBC TA 200. Angra dos Reis/2010) No que diz respeito à finalidade da auditoria. a) Identificar riscos ao longo de todo o processo de obtenção do entendimento da entidade e do seu ambiente. para conseguir a apresentação adequada das de­ monstrações contábeis. normatizada pela NBC TA 530.212/09. "b" está errada. para conseguir a apresentação ade­ quada das demonstrações contábeis. d) reconhece explicitamente que a administração não se desvie de uma exigência da estrutura para conseguir uma apresentação adequada das demonstrações contábeis. c) a auditoria de demonstrações contábeis passa a ter como finalidade precípua a descoberta de fraudes. o auditor não é responsável pela prevenção ou detecção de erros e fraudes. levando em conta os controles relevantes que o auditor pretende testar. uma vez que. pode ser necessário que a administração forneça divulgações além das especificamente exigidas pela estrutura. com a revogação da Resolução que tratava da amostragem. Comentários: Segundo a NBC TA 2007a expressão "estrutura de apresentação adequada" é utilizada para se referir a uma estrutura de relatório financeiro que exige conformidade com as exigências dessa estrutura e reconhece explícita ou implicitamente que. |H § (FGWAuditor Fiscal da Receita Municipal .

saldos contábeis e divulgações. d) dos direitos e deveres e das normas de relacionamento dos auditores. compreendendo: planejamento. 1 2 3 (FGV/Fiscal da Receita Estadual ~ AP/2010) De acordo com as normas vigentes de audi­ toria/ emanadas pelo CFC . c) nível substantivo da demonstração contábil e nível de aderência da afirmação para classes de transações. e se a distorção potencial é de magnitude que possa resultar em distorção relevante. Comentários: A INTOSAI é entidade internaciona! que congrega as EFS e emite normas e re­ gulamentos que orientam as atividades e procedimentos de auditoria governamental. d I. b) dos deveres e das normas morais dos auditores de organizações privadas. e) níve! geral da demonstração contábil e nível da afirmação para classes de transações. II.121/09. (FCC/TCM-CE/Analista de Controle Externo Inspeção de Obras Públicas/2010) As Normas INTOSAI estabelecem um Código de Ética para as Entidades Fiscaüzadoras Superiores. d) nível de aderência da demonstração contábil e nível específico da afirmação para classes de transações. c) das regras do comportamento esperado dos auditores. no nível geral da demons­ tração contábil e no níve! da afirmação para classes de transações. d) Considerar a probabilidade de distorção. III. saldos contábeis e divulgações. bem como da apresentação das demons­ trações contábeis. com relação à organização na qual trabalha como funcionário. trata-se dos riscos de distorção relevante que se relacionam de forma disseminada às demonstrações contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações. O conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de opinião modificada sobre a avaliação das demonstrações financeiras. Comentários: O risco de distorção relevante pode existir em dois níveis. o risco é avaliado para que se determine a natureza. saldos contábeis e divulgações. execução dos procedimentos com base em teses. ou' seja. . constantes no item 26 da Resolução CFC n° 1. Comentários: A alternativa"e"é a única que não representa um procedimento para a identificação e avaliação dos riscos. No primeiro caso. No segundo caso. b) nível relevante da demonstração contábil e nível geral afirmação para classes de transações. avaliação das práticas e das estimativas contábeis adotadas. abrangem os auditores pertencentes ao setor público.Conselho Federal de Contabilidade.42 ■AUDITORIA . os riscos de distorção relevante podem existir nos seguintes níveis: a) nível específico da demonstração contábil e níve! geral da afirmação para classes de transações. saldos contábeis e divulgações. saldos contábeis e divulgações. A existência de um sistema de controle interno apropriado que reduz ao mínimo a probabi­ lidade de ocorrência de risco. saldos contábeis e divulgações. e) das regras de conduta de como os auditores devem manter a independência e a confidencia­ lidade no relacionamento com clientes. (FCC/TCM-CE/Analista d e Controle Externo Inspeção de Obras Públicas/2010) Consi­ dere: A opinião modificada que deve conter a descrição dos trabalhos executados pelo auditor. e) Considerar a adequação das políticas contábeis e das divulgações de demonstrações contá­ beis. a época e a extensão dos procedimentos necessários para a obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente.Davi Barreto e Fernando Graeff . Este Código trata a) dos deveres e das normas morais dos auditores pertencentes ao setor público. inclusive a possibilidade de múltiplas distorções.

2 . de natureza incomum ou extraordinária. pois o auditor interno nâo emite opinião sobre demonstrações contábeis. eficácia e economicidade. IOEP. d) 1 d) i e II. Comentários: A auditoria operacional. O item ilf é o único aplicávei tanto na auditoria governamentai. trata-se de uma avaliação do desempenho da entidade. Comentários: Os itens ! e il podem ser prontamente descartados. IV.AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS Apíica-se tanto para a Auditoria Governamental quanto para as Auditoria Interna e Indepen­ dente o que consta APENAS em ! e iií. â) compreende o exame de fetos ou situações consideradas relevantes. SEC. 1IA . a eficácia e a efetividade das atividades operacionais de uma entidade. Contador devidamente registrado em órgão de classe. a existência de um sistema de controle interno que reduza a probabilidade de ocorrência de risco se aplica a qualquer um desses tipos de auditoria.Cap. III. com o objetivo de atuar em tempo real sobre os atos efetivos e os efeitos potenciais positivos e negativos de uma unidade ou entidade governamental. II. Comentários: A INTOSAi é entidade internacional que congrega as EFS e emite normas e regu­ lamentos que orientam as atividades e procedimentos de auditoria governamental. a) 1 b) II!. Investigação de fraude . Litígio. b) compreende o exame dos registros e documentos contábeis para verificar se os fatos contábeis foram registrados de acordo com os princípios fundamentais de contabilidade. Exame de conformidade. Contabilista. (FEPESE/Fiscal de Rendas-SC/2010) Analise a lista abaixo. . para atender determinação expressa e exclusiva de autoridade competente. 8 ü S (FCC/TCM-PA/Técníco de Controle Externo/2010) A auditoria operacional no setor pú­ blico a) inclui a emissão de opinião. quanto nas auditorias interna e externa (independente). a eficiência. tem como objetivo avaliar a economia. De fato. V. c) tem por objetivo avaliar as ações gerenciais com a finalidade de emissão de uma opinião sobre a gestão quanto aos aspectos de eficiência. ES (FCC/TCM-CE/Analista de Controle Externo Inspeção de Obras PúbIicas/2010) O organismo internacional independente que tem por objetivo fom entar o intercâm bio de ideias e experiências entre entidades fiscaJizadoras superiores denomina-se a) b) c) d) e) INTOSAi. Profissional com qualquer formação. e) é realizada ao longo dos processos de gestão. VI. U I. a verificação da execução de contratos e a probidade na administração de valores ou outros bens públicos entregues à entidade auditada. com vistas a certificar a regularidade das contas. também chamada de auditoria de desempenho ou de performance. ou seja. e) II. EFS.

. M (FEPESE/Fiscal de Rendas-SC/2010) Assinale a alternativa que completa corretam ente a frase abaixo sobre o objetivo da auditoria das demonstrações contábeis: O objetivo da auditoria é . 3o da Resoíução CFC n° 560/83.E 04 .E 09-A 12 .A 03 . é aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários.A 10 C 02 . Assinale a alternativa que esteja associada à {1} auditoria interna.C 13 . verificar se as normas internas estão sendo seguidas. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro apücáveí. Comentários: De acordo com a NBC TA 200.B 11 . GABARITO 01 . a} b) c) d) e) atender às exigências emanadas do conseiho de administração da entidade. ignorando o disposto no § 10 do art. verificar a necessidade de novas normas internas. aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável.Davi Barreto è Fernando Graeff V . a) (1) i e IV (2) II e IV {3) II e V b) (1) I eVI (2) III e V (3) iil e VI c) (1) II eVI (2) II e V (3) I! e IV d) (1) III e VI (2) II e V (3) i eVI e) CD II! e V (2) I e IV (3) III e V Comentários: A Fepese.E 08 . formular uma opinião a respeito de os controles internos atenderem à metodologia COSO.Auditor/2009) O objetivo principal do Auditor Externo é a) b) c) d) e) emitir opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. Comentários: O objetivo principal do auditor externo. de acordo com a NBC TA 200.. nessa ordem.B 06 . em todos os aspectos relevantes.AUDITORIA . formular uma opinião a respeito de as demonstrações financeiras terem sido elaboradas conforme os princípios contábeis definidos pelo 1FAC.E 05 .. é uma das bancas que entende que a auditoria interna pode ser exercida por profissionais com qualquer formação. mediante a expressão de uma opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas.A . verificar se as demonstrações contábeis atendem aos requisitos da SOX. (FUNRIO/Suframa . (2) auditoria contábil inde­ pendente e (3) perícia contábil. efetuar auditoria nas diversas áreas das demonstrações contábeis e em áreas operacionais. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas. verificar a necessidade de aprimorar as normas internas vigentes. o objetivo da auditoria é aumentar o grau de con­ fiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. .A 07 . em todos os aspectos relevantes.

certificar a continuidade da empresa pelos próximos 5 anos. financeiros e de auditoria da empresa auditada. a) b) c) d) . abolir o uso de práticas consagradas pela Profissão Contábil. não. deve estar subordinado ao da Controladoria da empresa. em todos os aspectos relevantes. não. é responsável peia implementação e peio cumprimento dos controles internos. é correto afirm ar que tem por objetivo: a) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. deve-se a) b) c) d) e) garantir a viabilidade futura da entidade. precisa ter conhecimento sobre tecnologia da informação e o segundo. 2 § j (ESAF/APOFP . ffiEl {FCC/Auditor Fiscal Tributário M unicipal . b) Expressar um palpite sobre a posição patrimonial e financeira da empresa sem assegurar que elas representem adequadamente as operações da empresa. b) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles internos. 2 . c) emitir parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis.SEFAZ SP/2009) O trabalho de auditoria interna a) b} c) d) e) tem maior independência que o de auditoria externa.SEFIN NataI/2008) No processo de auditoria independente. não. deve emitir parecer.CAPÍTULOS 1 E 2 E U (ESAF/Auditor de Tributos Municipais . que será publicado com as demonstrações contábeis. e) Garantir que todos os lançamentos contábeis foram efetuados corretamente nos livros da em­ presa. dividir a responsabilidade entre a equipe técnica e o auditor. sim. a posição patrimonial e financeira da em­ presa.ISS SP/2006) Uma das diferenças entre o auditor independente e o auditor interno é que o primeiro necessita de registro no Conselho Regiona! de Contabilidade e o segundo. está dispensado de recomendar modificações no controle interno e o segundo. e) recomendar soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios. d) O processo peio qual o auditor se certifica de que as demonstrações financeirasrepresentam adequadamente.AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS EXERCÍCIOS . deve efetuar a revisão e o aperfeiçoamento dos controles internos. d) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a justa soiução do lití­ gio. SEFIN Recife/2003) A opção que representa o EB {ESAF/Auditor de Tributos Municipais objetivo da auditoria externa é: a) A elaboração das normas e procedimentos econômicos.SEFAZ SP/2009) Sobre a auditoria independente. não pode ficar subordinado a pessoas que possam ter seus trabalhos por e!e examinados a ao segundo.Cap. c} Assegurar que as demonstrações financeiras irrelevantes representem a situação contábii finan­ ceira da empresa de forma fidedigna. e) tem por obrigação emitir um parecer sobre as demonstrações contábeis da entidade e o segundo. emitir o parecer com assinatura de contador devidamente registrado. Q 3 (FCC/Agente Fiscal de Rendas . não.

a) O surgimento da auditoria externa está associado à necessidade das empresas de captarem recursos de terceiros. não possui vínculo com a empresa. Para as questões 08 e 09. para o auditor. e) Os auditores internos direcionam o foco de seu trabalho para as demonstrações contábeis que a empresa é obrigada a publicar. liquidez e rentabilidade de seus investimentos na empresa. E S (CESPE/Auditor de Contas Públicas ~ CGE PB/2008) Com relação às origens da auditoria e seus tipos.A. a empresa faliu e foi constatado que existiam erros que tornavam as demonstrações. No ano seguinte à auditoria. continha um erro de parametrização interna. c) contábil. d) A auditoria interna é uma resposta à necessidade de independência do exame das transações da empresa em relação aos seus dirigentes.Prefeitura de Rio Branco/2007) Um a das áreas em que atuam prefe­ rencialm ente os auditores internos é a auditoria operacional. a) A principal característica da auditoria interna é a independência. c) A inspeção física de um bem é um procedimento da auditoria externa para confirmação da existência do bem contabilizado. não registrando na contabilidade dez notas fiscais. e) de auditoria. um risco a) de controle. que envolve a obtenção e avaliação de evidências a respeito da eficiência e da eficácia das atividades operacionais de uma entidade em comparação com objetivos estabelecidos. mas não se restringe à escrituração da entidade objeto dos trabalhos da auditoria.A. d) sistêmico. e) A auditoria das demonstrações contábeis tem como objetivo obter evidências sobre as demons­ trações contábeis para emissão de parecer. ao efetuar os exames de auditoria na Empresa Relevante S.SEFIN Fortaleza/2003) Identifique a afirmação que não corresponde a definições ou características da auditoria interna ou externa. b) do negócio do cliente..SEFIN N atal/2008) O aud ito r externo. julgue as afirmativas como certo ou errado. . significativam ente incorretas.SEFAZ CE/2006) O sistema adquirido pela empresa Certifica S.Davi Barreto e Fernando Graeff E S (ESAF/Auditor do Tesouro M unicipal .Prefeitura de Teresina/2008) A auditoria contábil utiliza técnicas e procedimentos que perm item atestar a veracidade e a ade­ quação dos registros e demonstrações. d) A fraude é o ato intencional de omissão de transações e o erro ato não intencional resultante da omissão. c) A auditoria externa surgiu como decorrência da necessidade de um acompanhamento sistemático e mais aprofundado da situação da empresa. b) Os sócios-gerentes e acionistas fundadores são os que têm maior necessidade de recorrer aos auditores independentes para aferir a segurança.■ • AUDITORIA . que haviam sido objeto da auditoria. desatenção etc. b) O auditor externo será culpado se negligenciar fato importante em seus exames ou relatórios. |Q (ESAF/Auditor de Tributos Municipais .: "V . assinale a opção correta. E B {CESPE/Agente Fiscal de Tributos Municipais . E S (CESPE/Contador . em itiu parecer sem ressalva. Q | (ESAF/AFRE . Esse fato representa. ou seja.

redução de risco de controle. estão obrigadas à auditagem por auditores independentes. de detecção.^ O aud ito r ao realizar os testes d e auditoria constata o erro. o auditor deve considerar: a) b) c) d) e) m aumento de risco inerente. Risco de detecção é o risco de que o auditor não detecte um erro ou classificação indevida relevantes que existam em uma afirmação. c) inerência. de controle.4 0 4 /7 6 e a Lei no 11. aumento de risco de detecção. amostrai. se somente as afirmativas li e IV estiverem corretas. supondo que não haja controles. se somente as afirmativas I e IV estiverem corretas.Receita FederaI/2002) Quando os produtos que estão sendo vendidos pela empresa auditada estão sujeitos a alterações significativas de preços. registrados na Comissão de Vaiores M obiliários (CVM). IS (Cesgranrio/Profissional Júnior-Ciências Contábeis . se todas as afirmativas estiverem corretas. se somente as afirmativas li e H l estiverem corretas. contAbéís> ír-^> J . lil. as sociedades anônimas a) e as demais sociedades. redução de risco inerente.SEFAZ RJ/2007) Avalie as afirmativas a seguir: I.638/07.:. b) detecção. Risco de auditoria é o risco de que o auditor possa inadvertidamente não modificar ade­ quadamente seu parecer sobre demonstrações contábeis que contêm erros ou classificações indevidas materiais. Esse risco de auditoria é denom inado risco de a) negócio. d) controle. inesperado. v^ Y < 3èip>à. . (FCC/Agente Fiscal de Rendas . Risco de controle é a suscetibíüdade de uma afirmação a um erro ou classificação indevida materiais. I t l (FGWAgente Fiscal de Rendas . m (ESAF/AFRFB . IV. II. Risco inerente é o risco de que um erro ou classificação indevida materiais que possam cons­ tar de uma afirmação não sejam evitados ou detectados tempestivamente pelos controles internos da entidade.SEFAZ SP/2006) A possibilidade de o auditor vir a em i­ tir um parecer que contenha opinião tecnicam ente inadequada sobre demonstrações contábeis significativam ente incorretas denom ina-se risco a} b) c) d) e} de auditoria. e) estrutura.Petrobras Distribuidora/2008) De acordo com a Lei no 6 . aumento de risco de controle. Assinale: a) b) c) d) e) se somente as afirmativas I e II! estiverem corretas.

julgue as afirmativas como certo ou errado. somente. . assinale a opção correta. devem dispor de auditoria interna permanente. de capital fechado e as sociedades de grande porte.TCE TO /2009) De acordo com a relação do aud ito r com a entidade auditada. e) processo.Badesc/ 2005) Quanto às definições e con­ ceitos de auditoria. inspeções e obtenção de informações e confirmações.AUDITORIA . mas tinham possível probabilidade de ocorrência de perda. Os processos não foram provisionados pela empresa. relacionadas com o controle do patrimônio. sob pena de ser induzida em seus exames e perder a desejável independência. c) A auditoria interna não tem como objetivo precípuo a emissão de parecer sobre as demonstra­ ções contábeis. objetivando mensurar a exatidão desses registros e das demonstrações contábeis deles decorrentes. assinale a alternativa incorreta.SEFAZ SP/2009) O aud ito r externo. ao verificar os pas­ sivos contingenciais da empresa auditada. Para as questões 18 e 19. (FEPESE/Auditor adm inistrativo-financeiro . (FCC/Agente Fiscal e Rendas .Davi Barreto e Fernando Graèff b) c) d) e) de de de de capital capital capital capital aberto. internas e externas. (CESPE/Anaiista de Controle Externo . a) Auditoria é a técnica contábii que tem como objetivo realizar a correção de erros administrativos e de gestão. c) negócio. sendo executada mais para fins administrativos internos do que para prestação de contas a terceiros. de um modo geral. a) O vínculo de emprego do auditor intemo lhe retira a independência profissional desejável para atuar nos termos das normas vigentes. aberto e as sociedades de grande porte. não constatou a existência de dois processos trabalhistas. distinguem -se as auditorias interna e ex­ terna. constitui o que se costuma denom inar auditoria de compliance . Esse evento representa um risco dé a) controle. Acerca desse assunto. (CESPE/Auditor ~ U nipam pa/2009) A verificação realizada no âm bito de entidade estatal financiada por instituições internacionais. independentemente de seu porte e da relação custo-benefício. b) contabilidade. {CESPE/Analista de Controle Externo: Contabilidade . com vistas ao cum prim ento das exigências contratuais. aberto e de capita! fechado. somente. b) Auditoria é uma técnica contábil que compreende o exame de documentos. b) As empresas. aberto. concomitante e conseqüente. realizando os procedimentos necessários para avaliação dessa área. livros e registros. d) detecção. exercendo um controle prévio.TCU/2008) O Conselho Federai de Contabilidade define o risco de auditoria como a probabilidade de se evidenciarem e comprovarem os indícios de irregularidades apontados no parecer do auditor. e) A auditoria externa deve atuar permanentemente e continuamente. d) A auditoria externa deve prescindir do concurso da auditoria interna.

III. constando ou não um parágrafo de ênfase. c) se somente as afirmativas 1 e llt estiverem corretas. Ao finai dos trabalhos. a empresa deverá continuar a operar normalmente por. tendo optado. sem suporte docum ental. é correto afirm ar que: a) serve como garantia de viabilidade futura. b} não se detectaram impropriedades relevantes ou. para o entendimento dos usuários. § j|§ (FGV/Agente Fiscal de Rendas . b) se somente as afirmativas I e II estiverem corretas. B P I (FGV/Agente Fiscal d e Rendas . buscarão validar se as transa­ ções contabilizadas d e fa to ocorreram (em determ inadas situações. por decisões mais acertadas. efetividade. Para que tenha condições de certificar as informações apresentadas. mais um exercício.Çap. II. críticas e orientações sobre situações ou fenômenos patrimoniais da riqueza aziendal. e) a administração da entidade auditada atuou de forma eficiente e eficaz. Os testes substantivos com preendem duas categorias: os de transações e saldos e os procedimentos de revisão analítica. constante do parecer. com vistas a determ inar. Os testes de observância. d) houve ümitações significativas no escopo do trabalho. quer por ocorrer ou prospectados e diagnosticados. Os primeiros objetivam verificar a existência. na maior parte do tempo. elas foram adequadamente ajustadas nas demonstrações. a legislação específica. formalizadas ou não pelos seus organismos próprios. consoante os Princípios Fundamentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e. conclusões. consoante os Princípios Funda­ mentais de Contabilidade e as Normas Brasileiras de Contabilidade e. o a u d ito r evidenciará sua opinião em um docum ento d enom i­ nado "parecer de aud ito ria" Nele. as in­ formações divulgadas nas demonstrações contábeis. em caso afirmativo. O auditor considera adequadas e suficientes. A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação. Ou seja. prevalecem as práticas já consagradas pela profissão contábil. as empresas registram operações fictícias. tendo sido todos os procedimentos listados no pla­ nejamento efetivamente executados. demonstrações e de quaisquer informes ou elementos de consideração contábil visando a apresentar opiniões. no que for pertinente. pelo menos. d) A auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que tem por objetivo a emissão de parecer sobre a sua adequação.SEFAZ RJ/2009) A auditoria independente de dem onstra­ ções contábeis objetiva validar e certificar a adequação dessas demonstrações em face das normas brasileiras de contabilidade e das práticas contábeis em vigor no Brasil. caso o pte pela m odalidade "sem ressalvas". como o próprio nome evidencia. em um segun­ do m om ento.SEFAZ RJ/2009) A respeito de conceituação e objetivos da auditoria independente. analise as afirmativas a seguir: I. c} o trabalho de auditoria foí bem realizado. o volum e de testes substantivos a serem aplicados nas diversas áreas a serem testadas. à legislação específica. adequação e confiabilidade do controle interno da empresa. o auditor aplica dois grandes conjuntos de testes: os testes de observância (ou aderência) e os testes substantivos. Já a revisão analítica com preende um conjunto de índices e indicadores que funcionam como sinal de alerta para o auditor. apenas em termos de conteúdo. Na ausência de disposições específicas. salvo declaração expressa em contrário. Assinale: a) se somente a afirmativa III estiver correta. no que for perti­ nente. . 2 AUDITORIA INDEPENDENTE DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS c) Auditoria é uma tecnologia contábil aplicada ao sistemático exame dos registros. pública ou privada. com o objetivo de mascarar determ inada evidência ou apresentar uma situação diferente da real) e se os saldos correspondem à realidade. quer ocorridos.

deve o auditor a) solicitar que os órgãos competentes da profissão se manifestem formalmente sobre o assunto.B 17 . e) não emitir parecer. GABARITO 01 . (ESAF/AFRE .A 16 .B . b) somente adotar práticas consagradas pela profissão contábii formalizadas peios órgãos da profissão. c) basear-se em práticas já consagradas pela profissão contábil.C 05 .B 02 .Errado 20 . independente de estarem ou não formalizadas pelos órgãos da profissão.D 19 .C 22 .D 07 .D 18 .A 09 . e) se todas as afirmativas estiverem corretas.Certo 21 . d) sempre emitir parecer com ressalva reiatando no parecer o procedimento adotado e a irregu­ laridade em relação aos princípios fundamentais de contabilidade.E 08 .SEFAZ CE/2006) Na ausência de disposições específicas sobre m atéria contábil.E 06 . aguardando posição para término do trabalho.A 10 .Certo 12 .D 14 .Certo 11 .C 03 .E 04 .d) se somente as afirmativas i! e lii estiverem corretas.A 23 . em virtude de não haver procedimento contábii formai para tratamento do fato.A 15 .E 13 .

... 0 QUE í CONTROLE INTERNO .

Dessa forma. As normas de'auditoria1definem controle intemo como: ‘"o processo planejado. ou seja.1. contudo não definimos com precisão esse conceito. um funcionário conferindo notas fiscais de mercadorias que entram e saem do almoxarifado. gerentes.i Capítulo «a# CONTROLE INTERNO 3. permitindo que sejam efetuadas correções sempre que necessário. é possível extrair algumas características importantes do controle intemo: * é um processo planejado. utilizamos o termo “controle intemo” ao discutir as características da auditoria independente e da auditoria intema. pode~se afirmar que o controle interno são ações tomadas pela Ad­ ministração para aumentar a probabilidade de que os objetivos e as metas estabelecidos serão atingidos. Assim. O que significa controle intemo? Quais são suas características? Qual sua re­ lação com a auditoria independente? Quais são os critérios utilizados pelo auditor independente para avaliar o controle intemo de uma instituição? O controle é uma das funções básicas da administração e tem como objetivo primordial garantir que os diferentes processos e atividades • institucionais estão de acordo com o que foi planejado. administração e outros funcionários para fornecer segurança razoável quanto à realização dos objetivos da entidade no que se refere à confiabilidade dos relatórios financeiros. um sistema informatizado que previne erros na contabilização de dados. . implementado e mantido pelos responsáveis da governança. diretores etc. efetividade e eficiência das operações e conformidade com leis e regulamentos aplicáveis”. A partir dessa definição.212/09: NBC TA 315 . um sistema de controle de qualidade de produção que minimize desperdícios são exemplos de controles internos. o Resolução CFC n° 1. administração e outros funcionários. implementado e mantido pelos responsáveis da governança. DEFINIÇÕES GERAIS Nos capítulos anteriores. é responsabi­ lidade de todos . assim.operários de linha.Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e do seu Ambiente.

. classificando o controle intemo em três cate­ gorias: (a) operacional . os controles contábeis compreendem todos os métodos e procedimentos utilizados para salvaguardar o patrimônio e a propriedade dos itens que o com^ põem. Ainda no que se refere aos controles contábeis e administrativos.Controle Interno. • fornecer segurança razoável quanto à realização dos objetivos da entidade. Evidentemente.Controles Contábeis . • no que se refere à confiabilidade dos relatórios financeiros. .AUDITÒRÍA . que sejam atingidos os objetivos organizacionais. bem como ajudar a administração na condução dos negócios (controles administrativos). devido ao foco do auditor independente ser a emissão de uma opinião sobre as demonstrações contábeis. efetividade e eficiência das operações e conformidade com leis e regulamentos aplicá­ veis.relacionado às ações que propiciam o alcance dos objetivos da entidade. Sistemas de conferência. o auditor deverá também considerar a possibilidade de avaliá-lo. enquanto que os controles administrativos buscam proporcionar eficiência e efetividade às operações e aos negócios da empresa. métodos ou rotinas com os objetivos de prote­ ger os ativos e produzir dados contábeis confiáveis (controles contábeis).. ti® controle intemo somente será efetivo se todos os envolvidos na consecução dos objetivos da empresa tomarem parte dessa responsabilidade.82 subdivide os controles administrativos em dois.8 . destacamos que. com razoável certeza (nunca com garantia absoluta). assim. . Dessa forma.135/08 . se algum controle administrativo também tiver influência nos relatórios financeiros.NBC T 16. este deve somente avaliar os controles internos cpntábeis. o controle interno representa em uma organização o conjunto de procedimentos. o controle interno é um processo desenvolvido para garantir. aprovação e au­ torização Segregação de funções Controle físico sobre ativos Inventários periódicos Análise de lucratividade por linha de produto Controle de qualidade Treinamento de pessoal Estudos para aumento de eficiência produtiva Assim. os relacionados às demonstrações. operacional e normativo.Davi Barreto e Fernando Oraeff [ . 2 Resolução CFC n° 1. . Controles Administrativos . Interessante notar que a NBC T 16. Alguns exemplos de controles (o termo “controles” refere-se a quaisquer aspectos de um ou mais componentes do controle intemo) estão ilustrados no quadro abaixo: . ou seja.

Custo x Benefício do Controie Esse talvez seja um dos princípios de controle mais intuitivos e afirma que o custo dos controles internos de uma entidade não deve ser superior aos benefícios por eles gerados.2. Auditoria . 2007. Por exemplo. Willian C. verificar se estão sendo seguidos pelos seus funcionários e adaptá-los às novas necessidades e circunstâncias. Auditoria contábil . 3.a primeira é uma espécie do segundo. PRINCÍPIOS DO CONTROLE INTERNO A administração da empresa é responsável pela criação. 3 CREPALDl. 9. Confronto dos Ativos como os Registros. compete à administração. Silvio A. Podemos dizer que a auditoria intema é o “controle intemo do controle intemo”. São Paulo: Atlas. uma entidade poderia eliminar a perda decorrente de cheques sem fundo se parasse de aceitar essa forma de pagamento. 6. 5. Atribuição de Responsabilidades. Custo x Benefício do Controle. 7.(b) contábil . Limitação do Acesso aos Ativos. Segregação de Funções. 3. Definição Rotinas Internas. e Limitações do Controle Intemo. esse processo é baseado em nove princípios norteadores: 1. Mar­ celo C. Dessa for­ ma.Um curso moderno e completo. Em outras palavras. manutenção e monitoramento do sistema de controles internos. 4. ao passo que o controle intemo refere-se aos procedimentos adotados por toda a empresa para consecução dos seus objetivos estratégicos.1. 8. 3.2. é preciso que se ressalte que auditoria interna não tem o mesmo significado de controle interno . 2.Teoria e prática. São Paulo: Atlas. Auditoria.relacionado à veracidade e à fidedignidade dos registros e das demonstrações contábeis. BOYNTON. Segundo a doutrina3. . Auditoria Intema. Amarrações do Sistema. (c) normativo —relacionado à observância da regulamentação pertinente. implantação. São Paulo: Atias. Finalmente. além de criar e instalar controles. ALMEIDA. 2009. 2002. a auditoria intema eqüivale a um trabalho organizado de revisão e apreciação das atividades organizacionais desenvolvida por um departamento específico da empresa.

AUDITORiA - Davi Barreto e Fernando Gràeff

contudo, os efeitos adversos que isso poderia ter sobre as vendas podem causar um prejuízo ainda maior. Logicamente, nem sempre é possível calcular o real valor monetário do custo-benefício de todos os controles desenvolvidos em uma organização, entretanto, a administração deve sempre tentar estimar os retornos proporcionados pelos controles, sejam eles quantitativos ou qualitativos.
3.2.2. Atribuição de responsabilidades

As atribuições dos funcionários, setores e departamentos internos da empresa devem ser claramente definidas e limitadas, de preferência por escrito nos manuais da organização. Em suma, todos devem saber quais são suas responsabilidades - o que podem e o que não podem fazer. Dessa forma, é possível assegurar que todos os procedimentos de controle serão executados, que as irregularidades e erros serão detectados, e que a respon­ sabilidade por eventuais falhas e desvios será apurada. Em uma empresa com controle intemo eficiente, é possível, por exemplo, identificar quem é o responsável por aprovar as compras de matéria prima, por receber a mercadoria, por fazer os registros contábeis... Ao definir responsabilidades, evidentemente, é preciso escolher e treinar cui­ dadosamente as pessoas, de forma a permitir maior rendimento, menores custos e funcionários mais atentos e ativos. Finalmente, há duas atividades de controles relacionadas à atribuição de responsabilidades muito importantes em qualquer sistema de controle intemo: alçadas e autorizações. As alçadas são os limites determinados a um funcionário, relativos aos valores ou posições, tais como: a definição de valor máximo que um caixa pode pagar em um cheque ou o estabelecimento dos tetos assumidos por um operador de mercado financeiro para cada horizonte de investimento. Já as autorizações são as atividades e transações que necessitam de aprovação de um supervisor, de acordo com as responsabilidades e com os riscos envolvi­ dos. Por exemplo, para fechar um contrato de prestação de serviços é necessária a autorização do diretor administrativo da empresa. A administração detejçmina as atividades e transações que necessitam a aprovação de um supervisor para que sejam efetivadas, implicando que a atividade ou a transação foi verificada e validada, e que a mesma está em conformidade com as políticas e procedimentos estabelecidos.
3.2.3. Definição das rotinas internas

Outro princípio relevante do controle estabelece que a empresa deve definir em seus manuais e roteiros todos os seus processos, procedimentos e rotinas. A normatização intema deve estabelecer, de maneira formal, as regras internas ne­ cessárias ao funcionamento da entidade.

Cap. 3 - CONTROLE INTERNO

Roteiro detalhando dos procedimentos para saída de mercadoria, formulários padronizados para requisição de materiais/serviços e fichas de lançamento para realização de inventário são exemplos de normas internas. Tudo isso deve ser usado para definir responsabilidades, políticas corporativas, fluxos operacionais, funções e procedimentos.
3.2.4. Limitação do acesso aos ativos

A empresa deve limitar o acesso de seus funcionários a seus ativos e esta­ belecer controles físicos sobre eles. Procedimentos como. controle de acessos ao caixa e numerário, controle da entrada e saída de funcionários e materiais, senhas de acesso a contas bancárias são exemplos de controles que se revelam essenciais para proteger os bens e valores de uma entidade. Os controles físicos, assim chamados, podem envolver, por exemplo, a utili­ zação de equipamentos mecânicos e eletrônicos na execução de transações, como caixas registradoras, alarmes etc. Ademais, é preciso registrar que essa limitação não se restringe apenas aos ativos tangíveis, mas abarca também os intangíveis. Informações e dados da instituição são também ativos preciosos que precisam ser resguardados. Assim, senhas para acesso a sistemas informatizados também são exemplos de controles de acesso aos ativos.
3.2.5. Segregação de funções

As operações da empresa precisam ser estruturadas de forma que indivíduos não realizem funções incompatíveis, ou seja, é preciso garantir que uma mesma pessoa (ou setor) não exerça atividades que gerem conflito de interesses. Do ponto de vista do controle, diz-se que funções são incompatíveis quando é possível que alguém desenvolva atividades que lhe permitam cometer um erro ou fraude e, ao mesmo tempo, esteja em posição para esconder esse desvio. Dessa forma, a segregação de funções é essencial para a efetividade dos controles internos, pois reduz tanto o risco de erros humanos quanto o risco de ações indesejadas. Contabilidade e conciliação, informação e autorização, custó­ dia e inventário, contratação e pagamento, administração de recursos próprios e de terceiros, normatização e fiscalização, são exemplos de atividades que devem estar segregadas. Importante destacar que no caso de entidades de pequeno porte, estas nor­ malmente possuem menos funcionários, o que pode limitar a extensão praticável da segregação de funções. Enfim, entidades pequenas geralmente não dispõem de pessoas suficientes para realizar todas as funções consideradas incompatíveis. Contudo, isso não é necessariamente ruim, pois o problema da impossibi­ lidade de segregação pode ser compensado pela maior facilidade de supervisão em pequenas empresas, pelo fato de haver menor número de pessoas a serem controladas. Por exemplo, em uma entidade administrada pelo proprietário, o

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proprietário-gerente pode ser capaz de exercer supervisão mais eficaz do que em entidade maior, por outro lado, o mesmo proprietário-gerente pode ser mais capaz de burlar os controles.
3.2.6. Confronto dos ativos com os registros

A empresa deve estabelecer procedimentos de forma que seus ativos, que estão sob a responsabilidade de algum funcionário, sejam periodicamente confrontados com os registros da contabilidade. Dessa forma, é possível saber se os ativos que estão registrados realmente existem ou se alguém se apoderou desses bens. São vários os controles que podem ser usados, dependendo da área em ques­ tão. Alguns exemplos: • contagem de caixa para verificar ativos como dinheiro e cheques; • contagem de títulos e comparação com o saldo da conta investimentos; e • inventário físico dos bens do estoque (matéria prima, produtos acabados etc.) e do ativo imobilizado (maquinário, veículos etc.). Se a empresa não adota o procedimento de comparar os ativos com os regis­ tros, fica em aberto a possibilidade de um funcionário apoderar-se indevidamente do bem sem que esse fato seja descoberto por muito tempo. Por esse motivo, os inventários e contagens devem ser feitos periodicamente.
3.2.7. Amarrações do sistema

O sistema de controle intemo deve ser concebido de maneira que sejam registradas apenas as transações autorizadas, com valores corretos e dentro do período de competência. Para isso, é necessário que o sistema esteja “amarrado”, ou seja, com mecanismos robustos e capazes de confrontar os dados, inibindo fraudes e erros.
3.2.8. Auditoria interna

Já foi falado que a auditoria intema é a atividade que permite que sejam verificadas se as normas internas estão sendo seguidas e que avalia a necessidade de novas normas. É o controle do controle, ou seja, o auditor intemo avalia de forma contínua e autônoma o funcionamento das atividades de controle intemo da administração, sugerindo aperfeiçoamentos sempre que necessário. Não adianta a empresa implantar um excelente sistema de controle intemo sem que alguém verifique, periodicamente, se os funcionários estão fazendo o que foi determinado e se existe a necessidade de novas normas ou de aperfeiçoamento das existentes.

3.2.9. Limitações do controle interno

O controle intemo traz apenas razoável segurança de que os objetivos da empresa serão atingidos. E por quê? Há uma série de limitações inerentes que impedem a certeza absoluta de que os controles serão eficazes, independente de quão bem desenhados e operados. • custo x benefício: devido à busca da melhor relação entre custo do controle e benefícios por ele gerados, não é viável um sistema de controles internos 100% eficaz - pois, na prática, este seria muito caro, inexequível; • conluio entre empregados: da mesma maneira que as pessoas são respon­ sáveis pelos controles, estas pessoas podem valer-se de seus conhecimentos e competências para burlá-los, com objetivos ilícitos; e ' eventos externos: eventos externos estão além do controle de qualquer or­ ganização e, portanto, sujeitam os controles a falhas. Por exemplo, eventos como os atentados de 11.09.2001, nos Estados Unidos, e a crise financeira internacional de 2008 são impossíveis de prever ou controlar.
3.3. COMPONENTES DO CONTROLE INTERNO

O Comitê de Organizações Patrocinadoras (COSO4) definiu uma metodologia a partir da premissa de que o controle intemo é um processo constituído de 5 (cinco) componentes, sempre presentes e inter-relacionados. Essa metodologia é adotada pelas normas internacionais de auditoria, inclusive pelas novas NBC TAs5 emitidas pelo CFC. Os componentes do controle intemo são: 1. 2. 3. 4. 5. Ambiente de Controle; Avaliação de Riscos; Informação e Comunicação; Atividades de Controle; Monitoramento dos Controles.

3.3.1. Ambiente de controle

O ambiente de controle é o componente que “dá o tom” de uma organização, influenciando a consciência do controle das pessoas que nela trabalham (cultura de
4 Committee o f Sponsoring Organizations é uma entidade do setor privado, sem fins lucrativos, voltada para o aperfeiçoamento da qualidade de relatórios financeiros por meio de implemen■tação de controles internos e governança corporativa. Resolução CFC n° 1.212/09 - NBC TA 315 - Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e do seu Ambiente.

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controle). Diz-se que esse componente é a fundação para os demais componentes do controle intemo. A efetividade dos controles não pode estar acima da integridade e dos valores éticos das pessoas que os criam, administram e monitoram. Dessa forma, a inte­ gridade e a conduta ética são produtos dos padrões éticos e conduta da entidade, e da maneira como são comunicados e reforçados na prática. A aplicação da integridade e dos valores éticos inclui, por exemplo, ações da administração para eliminar ou mitigar oportunidades ou tentações que possam levar os funcionários a se envolverem em atos desonestos, ilegais ou não éticos. A consciência de controle da entidade é influenciada significativamente pelos responsáveis pela governança, cuja importância da responsabilidade pela governança é reconhecida em códigos de prática e outras leis e regulamentos produzidos em seu benefício.
3.3.2. Avaiiação de riscos

Para fins de demonstrações contábeis, o processo de avaliação de riscos da entidade inclui a maneira como a administração identifica riscos de negócio re­ levantes para a elaboração de demonstrações contábeis em conformidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável à entidade. Além disso, inclui também a forma como estima a sua significância, avalia a probabilidade de sua ocorrên­ cia e decide por ações para responder (evitar, reduzir, compartilhar ou aceitar), e administrar tais riscos e os resultados dessas ações.
P r o c e s s o d e A v a lia ç ã o d e R is c o s

Por exemplo, o processo de avaliação de riscos da entidade pode tratar de como a entidade considera a possibilidade de transações não registradas ou identifica e analisa estimativas significativas registradas nas demonstrações contábeis. * Os riscos relevantes para demonstrações contábeis confiáveis incluem even­ tos externos e internos, transações ou circunstâncias que possam ocorrer e afetar adversamente a entidade. São exemplos: mudanças no ambiente regulatório ou operacional; entrada de novos funcionários; sistemas de informação novos ou remodelados; expansão rápida e significativa das operações; novas tecnologias incorporadas aos processos de produção; novos modelos de negócio, produtos ou atividades... Enfim, o ambiente competitivo em que a entidade está inserida é uma fonte constante de riscos. Por fim, a administração pode iniciar planos, programas ou ações para en­ frentar riscos específicos ou pode decidir aceitar um risco por causa do custo ou de outras considerações.

3.3.3. informação e comunicação

Os métodos e registros estabelecidos para identificar, analisar, classificar e divulgar as transações da entidade são chamados sistema de informação. Esse sistema é composto de infiraestrutura (componentes físicos e de hardware), soft­ ware, pessoas, procedimentos e dados, sendo que muitos fazem uso extenso de tecnologia da informação (TI). A qualidade das informações geradas por sistemas afeta a capacidade da ad­ ministração de tomar decisões apropriadas na gestão e controle das atividades da entidade e no preparo de relatórios financeiros confiáveis. Já o sistema de informação relevante para objetivos de demonstrações contábeis, que inclui o sistema de relatórios financeiros, abrange os métodos e registros que: • identificam e registram todas as transações válidas; • descrevem tempestivamente as transações com detalhamento suficiente para permitir a classificação apropriada nas demonstrações contábeis; • mensuram o valor das transações de forma que permitam registrar o seu apropriado valor monetário nas demonstrações contábeis; • determinam o período de tempo em que as transações ocorreram para permitir o registro das transações no período contábil correto; e ■apresentam adequadamente as transações e divulgações relacionadas nas demonstrações contábeis. Já a comunicação envolve fornecer entendimento de funções e responsabilida­ des individuais próprias do controle intemo sobre as demonstrações contábeis. Isso pode ser feito por meio de manuais de políticas, manuais de relatórios contábeis e financeiros e memorandos, bem como eletronicamente, verbalmente e por meio de ações da administração.
3.3.4. Atividade de controle

As atividades de controle são as políticas e procedimentos que ajudam a assegurar que as diretrizes da administração sejam realmente seguidas. São medi­ das dirigidas contra o risco de que os objetivos da entidade não sejam atendidos, sendo aplicadas em vários níveis organizacionais e funcionais, com diferentes objetivos específicos. Exemplos dessas atividades são revisões de desempenho, controles físicos, segregação de funções, definição de alçadas etc.
3.3.5. Monitoramento de controles

Uma importante responsabilidade da administração é estabelecer e manter o controle intemo continuamente. O monitoramento dos controles inclui considerar se

Auditores internos ou funcionários que executem funções similares podem contribuir para o monitoramento dos controles da entidade por meio de avaliações separadas. 2007. * 2 . . das políticas da entidade em termos de contratos de venda. 6 CREPALDi.Davi Barreto e Fernando Graèff J eles estão operando conforme o pretendido e que sejam adequadamente modificados para atender as mudanças de condições. conseguem detectar e prevenir erros e fraudes. Por exemplo. AVALIAÇÃO DO CONTROLE INTERNO PELO AUDITOR INDEPENDENTE De acordo com alguns autores6. pela conversa com funcionários da empresa etc. 2009. podendo incluir atividades como: • revisão pela administração para determinar se as conciliações bancárias estão sendo elaboradas tempestivamente. 3. Auditoria . se a tempestividade e exatidão das conciliações bancárias não forem monitoradas. Auditoria contábil -Teoria e prática.Avaliação da conformidade dos procedimentos: o auditor verifica se o sistema levantando é aquele que está sendo seguido na prática. ou seja. as atividades de monitoramento podem incluir o uso de informações de partes externas que possam indicar problemas ou ressaltar áreas com necessidade de aprimoramento como clientes que confirmam implicitamente dados de fatura­ mento ao pagarem suas faturas ou reclamarem de seus valores ou encargos. 3 .• ' AUpíTORIÀ .Um curso moderno e completo. se os processos e procedimentos desenhados para controlar são efetiva­ mente realizados. é provável que os funcionários parem de elaborá-las.Verificação da eficácia dos controles adotados: consiste em identificar se os procedimentos de controle.4. quando executados corretamente. Silvio A. Além disso. por meio de leitura de documentos e manuais. pelo pessoal de vendas. São Paulo: Atlas. ALMEIDA. e • a supervisão pelo departamento jurídico do cumprimento das políticas de ética ou prática de negócios da entidade.Levantamento do sistema de controle intemo: procedimentos para obter conhecimento dos controles internos da entidade. São Paulo: Atlas. • avaliação pelos auditores internos do cumprimento. Marcelo C. a avaliação do controle intemo geralmente é realizada em 4 etapas: 1 . O monitoramento também é feito para assegurar que os controles continuem a operar efetivamente ao longo do tempo.

data e volume dos procedimentos: determinação da natureza (o que). oportunidade (quando) e extensão (quanto) da aplicação dos procedimentos de auditoria.4 —Definição do tipo. . As normas de auditoria vigentes no Brasil estruturam essa avaliação de uma maneira um pouco diferente. mas com a mesma lógica» buscando atingir os mesmos objetivos . A primeira delas será explorada no capítulo a seguir.nesse caso. são duas principais etapas: entendimento do controle intemo e testes de controle.

212/09: NBC TA 315 . nos níveis de demonstração contábil e afirmações. o auditor precisa identificar e avaliar os riscos de distorção relevantes (riscos inerente e de controle) para ser capaz de planejar e executar o seu trabalho. por meio do entendimento da entidade e do seu ambiente. a maneira como é estruturada e como é financiada etc. • a natureza da entidade. propor­ cionando assim uma base para o planejamento e a implementação das respostas aos riscos identificados de distorção relevante. os tipos de investimentos que está fazendo e planeja fazer. incluindo suas operações. inclusive do controle interno da entidade.1. 4. assim como do setor no qual está inserida. ' Resolução CFC n° 1.1.4 IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO C a o ít u lo 4. suas estruturas societá­ ria e de governança. Para isso é preciso conhecer e entender quais são e como funcionam os controles internos da entidade. Em outras palavras. a regulamentação a qual está su­ jeita e outros fatores externos relevantes.1. .Identificação e Avaliação dos Riscos de Distorção Relevante por meio do Entendimento da Entidade e do seu Ambiente. incluindo: • as características do setor de atividade. ENTENDER O QUÊ? A NBC TA 3151 afirma que: o objetivo do auditor é identificar e avaliar os riscos de distorção relevante independentemente se causada por fraude ou erro. Entendimento da entidade e do seu ambiente O entendimento necessário da entidade e do seu ambiente abrange a com­ preensão do auditor das características da instituição em análise. incluindo a estrutura de relatório financeiro aplicável.

o entendimento do controle intemo auxilia o auditor na identificação de tipos de distorções potenciais e fatores que afetam os riscos de distorção relevante. individualmente ou em combinação com outros. os controles da entidade. A norma fala que o auditor deve obter entendimento do controle intemo re­ levante para a auditoria. espera-se que o auditor independente realize seu trabalho a partir de um entendimento sistemático e abrangente o suficiente que lhe permita “conhecer o terreno em que está pisando”. natureza do negócio da entidade. Há uma relação direta entre os objetivos da entidade e os controles que ela implementa para fornecer segurança razoável a respeito do seu cumprimento. • efetividade e eficiência de suas operações. inclusive suas características de organi­ zação e propriedade. nem todos esses objetivos e controles são relevantes para a avaliação do auditor. implementado e mantido varia com o tamanho e a complexidade da entidade. tamanho da entidade. Contudo. é relevante para a auditoria podem incluir assuntos como os seguintes: ° • • • materialidade. Isso quer dizer. determinando. que nem todos os controles que se relacionam com as demonstrações contábeis são relevantes para a auditoria. . 4. importância do risco relacionado ao controle interno. A maneira como o controle interno é planejado. Dessa forma. relacionam-se com demonstrações contábeis que são objeto da auditoria independente. Entendimento do controle interno O auditor independente precisa conhecer os sistemas de controle intemo da auditada para melhor definir a natureza (o que). individualmente ou em combinação com outros. portanto. a mesma norma afirma que essa definição é uma questão de julgamento profissional do auditor.2. se um controle. a oportunidade (quando) e a extensão (quanto) da aplicação dos procedimentos de auditoria. contudo.AUDITORIA . assim.Davi Barreto e Fernando Graeff y Enfim. Os objetivos e.1. sendo que entidades de pequeno porte podem usar meios menos estruturados e processos e procedimentos mais simples para alcançar seus objetivos. logicamente. Já foi falado que o controle intemo é planejado. Fatores relevantes para o julgamento do auditor ao determinar se um controle. é relevante para a auditoria. implementado e mantido para enfrentar riscos de negócio que ameacem o cumprimento de qualquer um dos objetivos da entidade com relação a: • confiabilidade das informações e demonstrações contábeis da entidade. e • sua conformidade com leis e regulamentos aplicáveis.

inclusive o uso de organizações de serviços. portanto. Am biente de Ç o n tro ie ' ' . emitir um relatório sobre o cumprimento de um código de prática estabelecido. individualmente ou em combinação com outros. e • se.Componente. 4 . Essa divisão não reflete necessariamente como a entidade projeta. um controle específico.: - . É importante destacar que auditores do setor público muitas vezes têm respon­ sabilidades adicionais no que se refere ao controle intemo. e como. não precisam . Por exem­ plo. Compete ao auditor identificar se a entidade estabeleceu tal processo ou se possui processo informal. implementa e mantém o controle intemo ou como ela pode classificar qualquer componente específico. (b) estimativa da significância dos riscos. • • • • Avaliação de.IDENTIFICAÇÃO É AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE m diversidade e complexidade das operações da entidade. A entidade geralmente tem controles relacionados a objetivos que não são relevantes para a auditoria e. Entender se a entidade tem processo para de avaliação de riscos envol­ vendo: (a) identificação dos riscos de negócio relevantes para os objetivos das demonstrações contábeis. que fomece uma estrutura útil para que os audito­ res considerem como diferentes aspectos do controle intemo da entidade podem afetar a auditoria. circunstâncias e o componente aplicável do controle intemo.: Avaliar se a administração criou e manteve uma cultura de honestidade e conduta ética e se o ambiente de controle fornece a fundação para os outros componentes do controle intemo (assim como se os outros componentes não são prejudicados por deficiências no ambiente de controle). a entidade pode utilizar um sistema sofisticado de controles automatizados para fornecer operações eficientes e efetivas (tais como o sistema de controles automatizado de uma companhia aérea para gerenciar horários de voos). Abaixo. Os auditores podem usar terminologia ou estruturas para descrever os vários aspectos do controle intemo diferentes das usadas nas NBC TAs. natureza e complexidade dos sistemas que fazem parte do controle intemo da entidade. mas esses controles geralmente não são relevantes para a auditoria. há um quadro explicativo sobre as atividades a serem desempenhadas pelo auditor no entendi­ mento de cada um dos componentes de controle: .ser considerados. muitas vezes esses profissionais da auditoria têm sua revisão do controle intemo mais ampla e detalhada quando comparados aos que trabalham para a iniciativa privada. Ou seja. impede ou detecta e corrige distorção relevante. exigências legais e regulatórias aplicáveis. (c) avaliação da probabilidade de sua ocorrência: e (d) decisão sobre ações em resposta a esses riscos.Cap. contanto que todos os componentes descritos sejam considerados. Outro ponto importante a ser lembrado é a divisão do controle intemo nos cinco componentes do COSO. por exemplo.de: jç ^ ritró i* •„ .

. Enfim. Atividades de Controle Monitoramento . relevantes para as demonstrações contábeis. e . • responder aos riscos avaliados de distorção relevante. O entendimento estabelece uma estrutura de referência dentro da qual o auditor planeja e exerce o julgamento profissional ao longo de toda a auditoria. • considerar a adequação da seleção e aplicação das políticas contábeis e a adequação das divulgações de demonstrações contábeis. . 4. inclusive do seu controle interno. é um processo contínuo e dinâmico de obtenção. bem como de como a entidade comunica as funções e responsabilidades sobre demonstrações contábeis e assuntos significativos relacionados com esses relatórios. É importante lembrar que uma auditoria não requer entendimento de todas as atividades de controle relacionadas ás demonstrações contábeis. atualização e análise de informações ao longo da auditoria.2. planejando e exe­ cutando procedimentos adicionais para obter evidências apropriadas e suficientes. Identificar as principais atividades que a entidade utiliza para monitorar o controle interno sobre as demonstrações contábeis. • desenvolver expectativas para utilização na execução de procedimentos analíticos. Com u nicação Obter entendimento do sistema de informação. .'•v : . Esses procedimentos2 incluem: Mais detalhes sobre procedimentos de auditoria podem ser encontrados no Capítulo 10. como ao: • avaliar riscos de distorção relevante das demonstrações contábeis. inclusive dos processos de negócio relacionados.AUDITORIA. Nesse processo de entendimento. e como a entidade inicia ações corretivas para as deficiências nos seus controles. tudo isso é obtido pelo que chamamos de julgamento profissional do auditor —não há uma regra ou fórmula preestabelecida para tomar esse tipo de decisão assim como o entendimento da entidade e do seu ambiente. • determinar a materialidade. • identificar áreas em que possa ser necessária a consideração especial da auditoria (ex. • avaliar a suficiência e propriedade das evidências de auditoria obtidas. COMO ENTENDER? Obter entendimento da entidade e do seu ambiente. Entender as atividades de controle relevantes para a auditoria..: transações com partes relacionadas)..Davi Barreto e Fernando Graeff Componente d eT Atividade desenvolvida pelo auditor na^avahaçaõ d a com ppifèatefpe^ Controle controle Informação e :. o auditor deve aplicar procedimentos de avaliação de riscos para fornecer uma base para a identificação e avaliação de riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis e nas afirmações.

observação da aplicação de controles específicos.por meio da execução de procedimentos. é preciso salientar que os procedimentos de avaliação de riscos. por si só. índices e tendências não usuais que possam indicar assuntos com implicação para a auditoria. Um controle inadequadamente planejado pode representar uma deficiência significativa no sistema de controle intemo. não fornecem evidências de auditoria apropriada e suficiente para suportar a opinião da auditoria. Essa avaliação envolve considerar se o controle. a implementação de um controle significa queele existe e que a en­ tidade o está usando. Note que. o auditor identifica a extensão do entendimento que será exigido para embasar seu plane­ jamento e execução. bem menor do que o requerido da administração da entidade. A consideração primordial do auditor é se o entendimento que foi obtido é suficiente para satisfazer os objetivos formulados. » procedimentos analíticos capazes de identificar a existência de transações ou eventos.ele não precisa chegar a tanto! Como vimos. Além disso. embora se exija que o auditor execute todos os procedimentos de avaliação de riscos descritos acima no decorrer da obtenção do necessário en­ tendimento da entidade. . portanto. Logicamente. a profundidade do entendimento geral exigido pelo auditor é. valores. Ou seja. apenas promovem o entendimento da entidade. e • observação das operações da entidade e inspeção de documentos (tais como planos e estratégias de negócio). registros. não se exige que o auditor execute todos eles para cada aspecto do entendimento. manuais de controles internos e relatórios elaborados pela administração. ou de detectar e corrigir efetivamente. distorções relevantes. e acompanhamento das transações por meio de sistema de informação re­ levante para as demonstrações contábeis. Assim. a concepção do controle é o primeiro ponto a ser considerado. 4 -7 IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RfSCOS D E :DISTORÇÃO RELEVANTE : • indagações à administração e a outros funcionários ou setores na entidade que possam ter informações para auxiliar na identificação de riscos de distorção relevante devido à fraude ou ao erro. além de indagações junto aos funcionários da entidade. é capaz de impedir. na obtenção do entendimento dos controles que são relevantes para a auditoria. o auditor nunca conhecerá a entidade tão bem quanto a administração .Cap. individualmente ou em combinação com outros controles. Há pouco sentido em avaliar a implementação decontrole que não seja efetivo e. Com base nesses procedimentos e no seu julgamento profissional. o auditor deve avaliar o desenho desses controles e determinar se eles foram implementados com base nos cinco componentes do COSO . inspeção de documentos e relatórios. Os procedimentos de avaliação de auditoria a respeito do desenho e implementação dos controles relevantes podem incluir: • • • • indagações junto ao pessoal da entidade.

ao contrário. o risco de os controles serem burlados pela administração e riscos de deficiências como a falta de competência da administração podem ter efeito disseminado sobre as demonstrações contábeis e podem exigir uma resposta mais abrangente do auditor.3. saber que o controle de saída de materiais do almoxarifado foi implementado nada quer dizer (não fornece evidências de auditoria) a respeito da eficácia operacional desse controle. E para resolver esse problema que são aplicados os testes de controle que serão vistos no Capítulo 9. necessários para a obtenção de evidências apropriadas e suficientes. As normas de auditoria afirmam quem o auditor deve identificar e avaliar os riscos de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis e no nível de afirmação para classes de transações. o auditor pode concluir que os riscos identificados relacionam-se de forma generalizada às demonstrações contábeis como um todo e afetam potencialmente muitas afirmações. 4. para identificar e avaliar os riscos de distorção relevante nos diferentes níveis. Por exemplo. representam circunstân­ cias que podem aumentar os riscos de um grande número de afirmações distintas.■ • . • Riscos de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis: relacionam-se de forma generalizada às demonstrações contábeis como um todo e que afetam potencialmente muitas afirmações. * Riscos de distorção relevante no nível da afirmação: a consideração desse tipo de risco auxilia diretamente na determinação da natureza. v Por fim. época e extensão de procedimentos adicionais de auditoria no nível da afirmação. Os riscos no nível das demonstrações contábeis podem ser especialmente relevantes para as considerações do auditor sobre os riscos de distorção relevante decorrente de fraude. Ao identificar e avaliar riscos de distorção relevante no nível da afirma­ ção. Assim. inclusive do controle intemo. Por exemplo. Riscos dessa natureza não são necessariamente riscos que possam ser atribuídos a afirmações específicas. AUDITÒRiÀ “ Daw Barreto e Fernando G ra e/f. saldos de conta e divulgações. o auditor é capaz de identificar e avaliar os riscos de distorção relevante aos quais está sujeito. proporcionando assim uma base para o planejamento e a implementação das respostas a esses riscos. a menos que haja alguma automatização que proporcione o funcionamento consistente dos contro­ les. é importante destacar que obter entendimento dos controles da enti­ dade não é suficiente para testar a sua efetividade operacional. o auditor deve: . IDENTIFICAÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE Com o entendimento da entidade e do seu ambiente.

: a entidade auditada está em processo de fusão com uma concorrente. e) responsabilizar-se por todas as demonstrações contábeis utilizadas para elaboração da demons­ tração objeto da auditoria. quando responsável pela auditoria das demonstrações contábeis da holding de um conglomerado econômico. o auditor deve determinar se qualquer um dos riscos identificados é. não complexas.11. Transações não rotineiras são transações não usuais.IDENTiFiCÁÇÃO E AVALIAÇÃO DOS RISCQS DE DISTORÇÃO RELEVANTE : (a) identificar riscos ao longo de todo o processo de obtenção do entendi­ mento da entidade e do seu ambiente. devido ao tamanho ou à natureza. b) limitar-se a dar divulgação sobre as demonstrações para as quais emitiu opinião. (b) avaliar os riscos identificados e avaliar se eles se relacionam de forma generalizada às demonstrações contábeis como um todo e afetam poten­ cialmente muitas afirmações. inclusive a possibilidade de múltiplas distorções irrelevantes individualmente. Como parte da avaliação de riscos descrita acima.). não ocorrem frequentemente (ex. . e (d) considerar a probabilidade de distorção. no parecer de auditoria. as demonstrações das coligadas e controladas que não foram auditadas por ele. Entendemos que tal determinação. os riscos significativos muitas vezes relacionam-se com transações não rotineiras ou questões de julgamento. estas devem ser claramente identificadas como "não auditadas". pois. pois já fazem parte das atividades usuais da empresa. em cada folha do conjunto. no seu julgamento. continua válida. deve: a) evidenciar em cada folha.1 da NBCT 11 prevê que sempre que o nome do auditor estiver associado com demonstrações ou informações contábeis que ele não auditou. do conjunto de demonstrações auditadas e nas notas explicativas.CAPÍTULOS 3 E 4 f*fS (ESAF/Anaiista Técnico da SUSEP/2010) O auditor externo.3. apesar de não expressa nas novas normas. c) ressalvar o parecer. ' Cap. EXERCÍCIOS COMENTADOS . (c) relacionar os riscos identificados àquilo que pode dar errado no nível da afirmação. sujeitam-se a processa­ mento sistemático e têm menor probabilidade de dar origem a riscos significativos.: •. Logicamente.: passivo ambiental de difícil estimativa ao qual a entidade está sujeita). mas que em conjunto possam resultar em distorção relevante. e que. evidenciando as áreas das demonstrações contábeis que não foram auditadas por ele.Comentários: O item 11. identificando a firma de auditoria que as audítou. os itens ou contas que não foram objetos de auditoria. d) evidenciar. Já as questões de julgamento podem incluir o desenvolvimento de estimativas contábeis para as quais há incerteza de mensuração significativa (ex. . ocorrência de fraudes etc. portanto. um risco significativo. as transações rotineiras. 4 . O auditor deve estar atento. pois decorre da divisão de responsabilidades dos auditores. levando em conta os controles relevantes que o auditor pretende testar.

À EXCEÇÃO DE UM A. e) contratar operações complexas. de regularidade e de gestão. definição de cargos e funções. nas demonstrações contábeis. em especial no finai do período contábil. b) operacional. Comentários: As alternativas "a". execução e supervisão. deve ser estabelecido que uma mesma pessoa (ou setor) não pode exercer atividades que gerem conflito de interesses. aprovada pela Resolução n° 1 .AP/2010) De acordo com a NBC T 16. informação e comunicação. Angra dos Rets/2010) A NBC TA 240 explicita que muitas vezes as informações contábeis fraudulentas envolvem a burla pela administração de controles que aparentem ente estão funcionando com eficácia. revisão e comprovação. Comentários: Segundo o item 5 da Resolução n° 1. b) ajustar devidamente as premissas e os julgamentos utilizados para estimar saldos contábeis. . patrimonial e administrativo.Davi Barreto é Fernando Graeff • -ç . observação e confirmação. acompanhamento e revisão. a Estrutura de Controle interno compreende os seguintes procedimentos: a) mapeamento. a) registrar lançamentos fictícios no livro diário.Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo/2010) Um procedimento de controle interno dos mais eficazes para a prevenção da ocorrência de fraudes nas empresas é a a) b) c) d) e) habilitação dos executivos. de eventos e operações que tenham ocorrido durante o período das demonstrações contábeis que estão sendo apresentadas. antecipar ou atrasar o reconhecimento. Assim. avaliação de riscos e monitoramento.135/08. e) planejamento. (FGV/Fiscal da Receita Estadual . Assinale-a. o Controle Interno deve ser classificado nas categorias: a) de conformidade.Pref.. ou seja. de forma a manipular resultados operacionais ou alcançar outros objetivos. a estrutura de controle interno com­ preende: ambiente de controle. representam formas de burla dos controles internos estabelecidos.8 . m (FCC/APOFP .AP/2010) De acordo com a NBC T 16. c) inspeção. para minimizar a possibilidade de erros ou fraudes as funções devem ser segregadas. contábil e normativo. que são estruturadas para refletir erroneamente a situação patrimonial ou o desempenho da entidade. b) aderência. é legítimo o ajuste devido das estimativas contábeis.Controle Inter­ no. ES (FGV/Auditor Fiscal da Receita M unicipal .8 . segregação de funções. A administração pode perpetrar fraude burlando controles por meio de técnicas como as indicadas nas alternativas a seguir. elaboração de normas e procedimentos. d) investigação. procedimentos de controle. mapeamento e avaliação de riscos. "c" "d" e "e". De outro lado. Comentários: As operações da empresa precisam ser estruturadas de forma que indivíduos não reaíizem funções incompatíveis.Controle Interno.135/08.135/08. aprovada pela Resolução n° 1 . /AUDITORIA . c) financeiro. 1 2 3 (FGV/Fiscal da Receita Estadual . c) omitir. identificação das áreas de risco. e monitoramento. d) ocultar ou não divulgar fatos que possam afetar os valores registrados nas demonstrações contábeis. .

operacional. a "c" está errada.A 04 . por parte do auditor independente. visto que a determinação do nível de relevância é uma questão de julgamento profissional do auditor e não da entidade auditada.D 05 . Comentários: Segundo o item 4 da Resolução CFC n° 1. a "e" está certa.:^òíen^ ^ açaó. estratégica.E . substantivo e de observação. São a) b) c) d) e) Paulo/Especialista em Administração. a relevância depende da representatividade. normativa. Orçam ento e Finanças Públicas: Ciências Contábeis/2010) As ações que propiciam o alcance dos objetivos da entidade estão relacionadas à categoria do controle interno denom inada contábil. apesar de não aparecer mais expressamente nas normas novas.V .relacionado à observância da regulamentação pertinente. de materialidade e de oportunidade. .135/08. BS {FCC/TCM-PA/Técnico de Controle Externo/2010} Em relação à relevância externa das demonstrações contábeis.relacionado às ações que propiciam o alcance dos objetivos da entidade.relacionado à veracidade e à fidedignidade dos registros e das demonstrações contábeis. e vice-versa.135/08. e) A avaliação da relevância e dos riscos de auditoria.B 02 . d) Existe uma relação direta entre o risco de auditoria e o nívei estabeiecido de relevância. a "d" está errada. o controle interno é classificado em operacional . Comentários: A alternativa "a" está errada. ES (FCC/Pref.A 07 . Comentários: Segundo o item 4 da Resolução CFC n° 1. a qual deve comunicá-ia previamente ao profissional encarregado de efetuar a auditoria externa das demonstrações contábeis. a reiação é inversa. é correto afirm ar que: na auditoria a) A relevância independe da representatividade quantitativa ou qualitativa do item ou da distorção em reiação às demonstrações contábeis como um todo ou à informação sob análise. a "b" está errada.í' V^p/4.B 06 . organizacional. o controle interno na categoria operacional está relacionado ãs ações que propiciam o alcance dos objetivos da entidade. norm ativo . e) econômico. pois uma informação é relevante quando sua omissão ou distorção pode influenciar a decisão dos usuários no contexto das demonstrações contábeis. maior será o valor estabelecido como nível de relevância.ÀyÁLlÃçÃÕ:'òõ$'f^ d) de relevância. isto é. quanto maior for o risco de auditoria. b) Uma informação é irrelevante se sua omissão ou distorção puder influenciar a decisão dos usuários dessa informação no contexto das demonstrações contábeis.B 03 .^. GABARITO 01 . c) A determinação quantitativa do níve! de relevância é uma questão de julgamento da gerência da entidade auditada. pode diferir entre o planejamento da auditoria e a avaliação dos resultados da aplicação dos proce­ dimentos de auditoria. pois o planejamento não é estático e pode ser revisto quando novas situações o exigirem. con­ táb il .

ESI (CESPE/Anaiista de Controle Externo -T C U /2 0 0 8 ) Segundo o COSO.Oaw Barreto e Fernando. não obstante a lim itação do núm ero de empregados ou servi­ dores/ não há com prom etim ento da segregação de funções. os critérios para a escolha dos responsáveis pelos setores que preparam as informações contábeis e suas relações com a auditoria interna. de sessões de planejam ento e de outras reuniões que forneçam à adm inistração retorno que lhe perm ita d eterm inar se o gerenciam ento de riscos corporativos permanece eficaz. é correto afirm ar que tais procedi­ mentos estão em consonância com o princípio do custo versus benefício do con tro le. . Nesses casos. (CESPE/Analista Técnico UAUD .Sebrae/2008) As respostas a riscos classificam-se nas seguintes categorias: evitar. quanto m aior fo r o valor do contrato.CAPÍTULOS 3 E 4 Para as questões 01 a 10. com partilhar e aceitar. maior será o núm ero d e propostas exigido e mais elevado o escalão definido para a sua aprovação. 1 0 (CESPE/Analista de Controle Externo -T C U /2 0 0 7 ) É responsabilidade da auditoria interna fazer periodicam ente uma avaliação dos controles internos. juigue as afirmativas como certo ou errado. compreende. é correto afirm ar que a auditoria interna representa um controle interno. Nesse sentido. cuja avaliação é necessária para determ inar o risco da auditoria.U nipam pa/2009) O am biente de controle. (CESPE/Analista Técnico UAUD .Unipam pa/2009) Para alcançar os objetivos do controle interno de uma organização.TCE RN/2009) O objetivo prim ordial dos contro­ les internos é a proteção do patrim ônio da entidade. Graeff: EXERCÍCIOS . m (CESPE/Auditor . de tal modo que.Sebrae/2008) A segregação de funções é um tipo do com ponente denom inado atividades de controle e pode ser observada quando se constata que o gerente que autoriza vendas a crédito não é o responsável por m anter o registro de contas a pagar nem pela distribuição de recibos d e pagamentos. m ediante sistema de controle interno. reduzir.:À Ü D ITO R IA '. ES (CESPE/Analista Técnico UAUD m Sebrae/2008) A responsabilidade prim eira na preven­ ção e identificação de fraudes e(ou) erros é da auditoria interna da entidade. entre outros aspectos.Sebrae/2008) Constitui atividade d e m onitoram ento a realização de seminários de treinam ento.. EO (CESPE/Auditor - Unipam pa/2009) Considerando que uma empresa adote como critério para as contratações de serviços de que necessita uma escaia de valores. melhores controles internos perm item m aior extensão e profundidade nos testes e plena segurança nas conclusões do auditor. Desse modo. | 3 3 (CESPE/Analista Técnico UAUD . as pequenas empresas enfrentam desafios im portantes para m anter um controle interno a custos razoáveis. | £ ! (CESPE/Auditor . E S (CESPE/Inspetor de Controle Externo . os exemplos de controles contábeis que podem ser adotados incluem a análise das variações entre os valores orçados e os efetivam ente realizados ou incorri­ dos. entretanto. não havendo necessidade de obtenção de recursos adicionais para assegurar a adequada segregação d e funções.

. plano de organização. e se estão associados às atividades do processo. É correto afirm ar que a) b) c) d) e) a empresa não possui controles internos para os processos de tesouraria. garantindo o controle. multiplicação de tarefas e inventário físico.00 para efetuar as cópias em m áquina copiadora da empresa. análise dos controles internos e verificação da conformidade dos processos e eficácia dos controles adotados. já estão assinados pelo direto r financeiro para serem utilizados peio tesoureiro. . É correto afirm ar que estes procedimentos para a auditoria representam . e se estão relacionados aos objetivos descritos no fluxo do processo auditado. esta­ belece. ao e ntrar na sala do gerente de tesouraria.SEFAZ PB/2006) Na Empresa Autocontrole S. ^V : . m (Cesgranrio/Auditor Júnior .SEFAZ PB/2006) A empresa Ordem S. o que gerava um custo para a empresa de R$ 4 5 0 . preventivo ou detectivo. sistemas de autorização e procedimentos de registros. sem preenchim ento dos valores. a) b) c) d} e) inventário físico e valor mínimo de venda. em virtud e de em períodos anteriores te r constatado que funcionários tiravam cópias d e documentos particulares. é im por­ tan te que o aud ito r realize a avaliação dos controles internos passando pelas fases de levantam ento do processo. avaliação permanente de desempenho.TRT 23a REG1ÃO/2007) Separação de cada tran­ sação em etapas.. e) controles internos foram classificados corretamente quanto ao tipo. {FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual . os controles internos de tesouraria são eficazes para qualquer tipo de desvio financeiro. um separa a mercadoria e o outro confere a quantidade separada.0 0 por mês. conferência e avaliação de método de custo. A empresa possui um funcionário com salário de R$ € 00. em seus controles internos de tesouraria. O auditor. a entrega física das mercadorias vendidas é feita pela área de expedição que possui dois funcionários. percebe que dois talões de cheques. e se os riscos envol­ vidos estão devidamente suportados peios controles existentes. c) objetivos relacionados à execução dos processos estão sendo alcançados. não há conformidade entre os controles internos definidos e sua ocorrência no processo. supervisão e implantação de controle. 4 7 iDENTiFICAÇÂO E AVALIAÇÃO DOS RISCOS DE DISTORÇÃO RELEVANTE . m (FCC/Analista Judiciário: Contabilidade ./ . d) responsáveis pela execução dos controles internos possuem a experiência necessária para a execução da tarefa. e se os correspondentes controles internos estão descritos no fluxo.A. não sendo necessário à segregação de funções. respectivamente. é uma citação referente ao elem ento d e controle interno de a) b) c) d) e) normas escritas e organizadas. b) riscos relacionados ao processo auditado foram' avaliados de acordo com a metodologia esta­ belecida pela empresa.Petrobras/2008) Em uma auditoria de processo. t s (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual . assinados por um d ireto r e um gerente de tesouraria. Nas fases de análise e verificação da eficácia dos controles internos. de form a que nenhum indivíduo possa controlá-la integralmente. de tai forma que possibilitem a prevenção de falhas e a detecção de problemas. segregação de funções e custo versus benefício. e se os riscos envolvidos estão sendo mitigados com a execução dos con­ troles existentes. o tesoureiro é uma pessoa de confiança. Cap. que todos os pagam entos deverão ser efetuados m ediante a emissão de cheques. adequação de pessoa!. o diretor financeiro delega a responsabilidade ao tesoureiro pelos pagamentos. o aud ito r deverá avaliar se as(os) a) atividades inerentes à execução do processo auditado foram descritas na fase de levantamento do processo.A.

não deve ser superior aos benefícios por ele gerados.B E ^j AUDiTORIA .00 RS 2. c) da continuidade. é d e responsa­ bilidade da a) b) c) d) e) auditoria interna da empresa.000.00 Diferença Apresentada R$ 5. B 3 (FCC/Contador . deve ser superior ou igual aos benefícios por ele gerados.000.000.00 R$ 2.500.000.000.00 por mês.000. .000. e) da competência. m (ESAF/AFTE . aderência à política e as normas da empresa.00 e a manutenção de R$ 600. não deve ser igual ou inferior aos benefícios por ele gerados.500. salvaguarda dos ativos.A.00 R$ 4.00 R$ 1. confiabilidade nos informes contábeis.00 R$ 6.ARCE CE/2006) O sistema contábil e de controles internos da empresa Terceirizatudo S.Davi Barreto e Fernahdo Graeff _ E S (FCC/Analista Judiciário: Contabilidade a) b) c) d) e) TRT 2 3 a REGIÃO/2007) A pessoa que autoriza não deve ser a que aprova. (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social .200.adquiriu novo sistema de controle de estoques com o bjetivo de e lim in ar as diferenças apresentadas nos últim os cinco inventários anuais.AFPS/2002) Os controles internos podem ser classificados em: a} contábeis e jurídicos. desenvolvido pela firm a de auditoria Faztudo Ltda. d) da uniformidade. auditoria externa da contratada para criar os controles internos e da responsável pela auditoria das demonstrações contábeis.00 R$ 6.350..000. O auditor deveria avaliar a transação sob o aspecto a) do custo como base de valor.000. auditoria externa Faztudo.000.00 R$ 3. a saber: Ano 2002 2003 2004 2005 2006 Total dos Estoques R$ 1.000. p ara não p ô r em risco os interesses da empresa. Este é um dos princípios de controle interno de hierarquia de autorização e aprovação cujo objetivo é definição de escopo ou tarefas.SEFAZ RN/2005) A relação custo versus benefício para a avaliação e de­ term inação dos controles internos deve considerar que o custo dos controles internos de uma entidade: a) b) c) d) e) m deve ser superior aos benefícios por efe gerados. estímulo à eficácia e eficiência operacional.000. ES (FCC/Analista Judiciário: Contabilidade -TR E SE/2007) A empresa Exata S.A. b) do custo e do benefício. administração da empresa. não deve ser inferior aos benefícios por ele gerados.00 R$ 1. firma responsável peía auditoria das demonstrações contábeis.00 0 custo do novo sistema foi de R$ 500.

4 . oportunidade e extensão da aplicação dos procedimentos de auditoria. de efeitos relevantes nas demonstrações contábeis. d} identificar transações.SEFIN N a ta l/2 0 0 1 ) indique a opção que representa um fa to r relevante que deve ser considerado pelo aud ito r independente no estudo e avaliação do sistema contábil e de controie interno. empresariais e externos. B I (ESAF/Auditor do Tesouro M unicipal . BI (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais .Receita Federai/2002) Indique o com ponente abaixo que não está rela­ cionado com a estrutura de controle interno de uma entidade. As transações e eventos subsequentes à data-base do balanço. não registradas nos controles. indique qual dos pontos a seguir não se refere a um procedim ento de controle interno. de impacto relevante nas demonstrações contábeis. (ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais . a) Segregação de funções da pessoa que executa a escrituração contábil da que elabora os rela­ tórios contábeis.SEFIN Fortaleza/2003) A segregação de uma operação em fases distintas executadas p or profissionais diferentes dentro de uma á rea/dep artam en to é evidência de um bom controie interno.SEFIN N a tal/2001) A principal finalidade do a u d ito r ind epen den te d e demonstrações contábeis quando estuda e avalia o sistema contábil e de controle interno da entidade auditada é: a) coletar dados e informações para elaboração do relatório de sugestões à entidade auditada.SEFIN Recife/2003) A existência d e controles in­ ternos eficientes previne contra a fraude e m inim iza os riscos de erros e irregularidades nos registros e nos processos contábeis. indique qual das afirm ativas a seguir não representa um procedim ento de controle interno. administrativos e contábeis. Os critérios adotados para elaboração do relatório da administração.• Cap. a) b) c) d) e) Controle das atividades Informação e comunicação Risco de auditoria Monitoração Avaliação de risco (ESAF/Auditor de Tributos Municipais . . a) b) c) d) e} m normalização limites de aiçada supervisão senhas demissão (ESAF/AFRFB . A reavaliação de ativos tangíveis e a aprovação em assembleia. O índice de liquidez e de rentabilidade da entidade. e) elaborar fluxogramas para análise de oportunidades de redução de custos e despesas da enti­ dade auditada. c) procurar evidências de fraudes ou erros. a) b) c) d) e) m O grau de descentralização de decisão adotado peia administração. financeiros e econômicos. b) determinar a natureza. ocorridos ou potenciais.IQENTiFÍÇAÇÁO E AVALIAÇÃO OOS RiSCOS DE DiSTORÇÃO RELEVANTE b) c) d) e) patrimoniais e econômicos. Com base nesta afirmação.

controle de compromissos assumidos. em seu trabalho de campo. ao exam inar o sistema de controle interno da em presa auditada.y . O controle interno pode ser contábil ou adm inistrativo. métodos ou rotinas. produzir dados contábeis confiáveis e aju d a r a adm inistração na gestão dos negócios. monitoração. informação e comunicação. controle e contabilização . E 9 (Cesgranrio/Analista Adm inistrativo: Ciências Contábeis . b) Sistema de autorização e aprovação de compras. a separação e ntre as funções d e aprovação.A N P /2008) O a u d ito r externo. e) Acordo entre os funcionários do processo de compras para direcionar a compra para a empresa Beta. deve avaliar o sistema d e controle intern o da em ­ presa. controle físico sobre ativos e controle de qualidade. (Cesgranrio/Auditor Externo . AUDITORIA — Davi Barreto e Fernando Çráèff : . E U (Cesgranrio/Contador -TC E -R O /2007) As normas d e aud ito ria estabelecem q u e o auditor externo. aprovação e autorização. inform ação e comunicação. D entre eles. sistemas de conferência. São exemplos d e controles internos contábeis avaliados pelo aud ito r externo: a) b) c) d) e) m auditoria interna e análise de lucratividade dos produtos.. avaliação das variações entre os valores orçados e os incorridos.D N P M /2005) Na estrutura de um sistema de controie in­ terno. • •••/. (Cesgranrio/Analista Adm inistrativo: Ciências Contábeis . m (Cesgranrio/Ciências Contábeis . com o o bjetivo d e proteger os ativos. com limites de aiçada e níveis de autoriza­ ção. c) Elaboração de inventários periódicos para confirmação da existência física dos estoques per­ tencentes à empresa. avaliação de risco. elaborar os programas do trabalho a ser realizado. segregação de funções e controle de qualidade. d) Controles da entrada e saída de bens do Ativo Permanente Imobilizado. fazer o planejamento do trabalho. aquele que identifica as políticas e procedimentos que perm item assegurar que as diretrizes da adm inistração estão sendo seguidas é o(a) a) b) c) d) e) ambiente de controie. segregação de funções e treinamento de pessoal.BNDES/2009) O relatório do Comitê de Organizações Patrocinadoras identifica os cinco com ponentes do controle interno: am b iente d e con­ trole. tem por objetivo prin­ cipal a) b) c) d) e) definir os testes a realizar e a respectiva equipe de trabalho. monitoração. atividade de controle. controle físico sobre ativos e auditoria interna.A N P /2008) Controle interno é o conjunto de procedimentos. execução. estabelecer os procedimentos de auditoria a serem utilizados. avaliação de risco. atividade d e controle. Representa(m) controle interno contábil: a) b) c) d) e) controle de qualidade. mas não realizados economicamente. análises estatísticas de lucratividade por linha de produto.• . determinar a amplitude dos testes de auditoria.

controle sobre transações.E 30 . Este princípio de controle interno é denom inado: a) b) c) d) e) m delegação de poderes. controie interno. segregação de funções.A 26 . R É u è v A N T E realiza-se de ta i form a que uma mesma pessoa não pode te r acesso aos ativos e aos registros contábeis.E 23 .B 02 . programa de auditoria. verificar a exatidão e a fidedignidade de seus dados contábeis.D 17 . controle físico sobre ativos.^ p ^ .C 28 .Errado 09 ~ Certo 12 ~ C 15 .E 18 .D 14 . GABARITO 01 — Certo 04 .B 25 .Certo 13 .Errado 07 . increm entando a eficiência operacional e prom ovendo a obediência às diretrizes adm inistrativas estabelecidas é denom inado: a) b) c) d) e) papéis de trabatho. relação custo/benefício.E 22 . segregação de funções.B 20 .Errado 06 .C 24 .D 19 . (Cesgranrio/Analista Contábil .MPE R 0 /2 0 05 ) O plano d e organização e todos os m éto­ dos e medidas adotados num a empresa para proteger seus ativos.E • .C 03 .Certo 11 .E 16 .Certo 10 .Certo 05 . procedimento de auditoria.Errado 08 .E 21 . b í ^ Õ R Ç Ã Ç > .B 29 .E 27 .

ou que há conflito de interesses quando esse profissional realiza auditoria em uma empresa dirigida por sua esposa.j. Assim. Vimos que essa atividade nasceu para promover maior transparência e confiabilidade das informações financeiras.. definimos o que é auditoria independente e quais são seus objetivos. limitações são inerentes à profissão de auditor.1 J / ’ QUEM É O AUDITOR? Na primeira parte deste livro. é de se esperar que os profissionais que executam essa tarefa tenham uma série de atributos e qualificações que lhes capacitem atingir seus objetivos. responsabilidades. o senso comum indica que o auditor deva ter conhecimentos contábeis para exercer sua profissão. contábeis e operacio­ nais geradas por instituições públicas e privadas. é preciso saber que tipo de competências técnicas. Em outras palavras. requisitos éticos. Ora. foi dito que a auditoria independente das demonstrações contábeis é uma técnica contábil que busca emitir uma opinião independente a respeito da estrutura de relatório financeiro aplicável.páf t e ’S j . Afinal. Por exemplo. quem é o auditor? .

1 2 A norma também cita o requisito "Evidência de auditoria apropriada e suficiente e risco de auditoria". Resolução CFC no 803/96 . empregados. 3. que estão tratados em outros capítulos. clientes. além de princípios morais. e Condução da auditoria em conformidade com as NBC TAs. Por se tratar de uma profissão que prima pela transparência e confiabilidade. um bom auditor sempre se comporta dentro do mais rígido código de ética. como a maioria dos profissionais. Ceticismo Profissional.1. Requisitos Éticos. cujo cumprimento é exigido dos auditores. 2. as exigências éticas do auditor incluem. está sujeito a exigências éticas no que diz respeito aos trabalhos de auditoria de demonstrações contábeis por ele desen­ volvidos. de pessoas e de instituições (acionistas.j Capítulo REQUISITOS PARA O EXERCÍCIO DA AUDITORIA A NBC TA 200 estabelece alguns requisitos necessários para o exercício da auditoria independente:1 1. Portanto. por estarem intimamente relacionadas ao beni-estar coletivo da co­ munidade. . Essas exigências éticas abrangem o Código de Ética Profissional do Conta­ bilista2 bem como as Normas Brasileiras Profissionais de Auditoria (NBC PAs). REQUISITOS ÉTICOS O auditor. 4. órgãos reguladores). Julgamento Profissional. Esses princípios são: (a) Integridade: manter a integridade e a honestidade em todas as suas relações profissionais. normas de comportamento que tenham finalidades práticas que o profissional possa utilizar. Os princípios fundamentais de ética profissional relevantes para o auditor estão implícitos nessas normas e estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC.Código de Ética Profissional do Contabilista. 5.

25. atualizar e expandir seus conhecimentos para o exercício da auditoria.de fato e na aparência. O princípio da competência técnica é requisito básico para desempenhar uma função complexa como auditoria. Educação compreende desde a preparação para entrada na profissão aos mecanismos de aperfeiçoamento e reciclagem profissional que o auditor é obrigado a se submeter.: participar da administração da empresa auditada pode pre­ judicar a objetividade em auditá-la). Para auditar demonstrações financeiras de companhias abertas e de instituições que integram o mercado mobiliário. preservando sempre sua inde­ pendência . (d) Confidencialidade: não divulgar informações confidenciais da entidade auditada sem que esta tenha dado seu consentimento específico.CVM. O auditor deve ser imparcial em todas as questões relacionadas ao seu trabalho (ex. (c) Competência e zelo profissional: aumentar continuamente a competência profissional. É importante observar que integridade não quer dizer ausência de erros não intencionais. (b) Objetividade: não ter conflito de interesses. é importante destacar que o auditor deve ser graduado em ciências contábeis3 e registrado no Conselho Regional de Contabilidade4 para exercer sua profissão. . Zelo profissional significa diligência.AUDITORIA . esse profissional deve participar de Programas de Educação Continuada com o objetivo de manter. fraudes. O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativo às informações obtidas durante o seu trabalho. a independência é o alicerce do auditor. observar as normas aplicáveis e ser breve e eficiente na realização dos trabalhos. sob nenhuma circunstância.295/46 c/c Resolução CFC n° 560/83. devendo inclusive ser independente na aparência. cuidado devido. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. Dessa forma. do Decreto-Lei n° 9. Primeiramente. assim. desonestidades e conluios. os profissionais responsáveis pela auditoria devem ser sempre honestos e probos. Os técnicos em contabilidade não podem exercer a autoria de acordo com o art. são os es­ forços constantes do auditor para desempenhar seu papel com qualidade: ser cuidadoso e minucioso na execução de seus procedimentos. melhorar a qualidade dos serviços e desempenhar suas atri­ buições da melhor forma possível.Davi Barreto e Fernando Graeff A confiança do público alvo de uma auditoria independente é fundada na integridade do auditor. conjugando educação com experiência. c. mas repulsa a distorções intencionais. sem autorização expressa da entidade. Além disso. para manutenção de seu cadastro nos órgãos reguladores. Sigilo e confidencialidade são essenciais para manutenção de confiança mútua entre o auditor e o auditado. o auditor tam bém deverá ser registrado na Comissão de Valores Mobi­ liários . ou seja. pois essa característica deve ser percebida pelo público externo. não as divulgando.

5 . acima de tudo. pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regionais de Contabili­ dade. • informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria. por exemplo. por exemplo. • condições que possam indicar possível fraude. nesses casos. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria e ao avaliar os resultados destes. um “cri-cri”. alguém que deve se preocupar em estar sempre atento a detalhes que a maioria não percebe. o auditor sempre deve considerar a experiência passada de honestidade e integridade da administração da entidade. um cético. de modo a demonstrar que foi realizado de acordo com as normas expedidas pelo CFC e demais dispositivos legais aplicáveis. (e) Comportamento fou conduta") profissional: seguir as normas relevantes de auditoria e evitar quaisquer ações que maculem a imagem de sua profis­ são. de generalizar ex­ cessivamente suas conclusões e de usar inadequadamente premissas ao determinar a natureza.REQUISITOS. reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam distorção relevante nas demonstrações contábeis. Dentro desse contexto. por escrito e fundamentadamente. Contudo. Isso inclui questionar evidências de auditoria contraditórias e a con­ fiabilidade dos documentos e respostas a indagações e outras informações obtidas junto à administração.Cáp. CETICISMO PROFISSIONAL O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional. deverá ser resguardado pelos organismos profissionais que solicitaram as infor­ mações. . a: • evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas. O ceticismo profissional é necessário para a avaliação crítica das evidências de auditoria. Esse ceticismo profissional inclui estar alerta.PARA O EXERCÍCIO DA AUDITORIA •" Além disso. Enfim. para que o auditor reduza os riscos de ignorar circunstâncias não usuais. O sigilo. e • circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas normas. 5. deve exibir as informações obtidas durante o seu trabalho. o auditor é. essa crença não livra o auditor da necessidade de manter o ceticismo profissional ou de co­ lher as evidências necessárias para obtenção de segurança razoável na formação de sua opinião.2. A manutenção do ceticismo profissional é necessária. quando solicitado.

exige-se que o auditor elabore documentação de auditoria suficiente para possibilitar que outro auditor experiente. que consiste em interpretar as exigências éticas e técnicas da sua profissão. Destaca-se que o julgamento profissional precisa ser exercido ao longo de toda a auditoria e adequadamente documentado.: avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela administração na elaboração das demonstrações contábeis). Ou seja. Neste aspecto. O julgamento profissional é necessário.D a v i Barreto e Fernando Gráéff 5. A característica que distingue o julgamento profissional esperado do auditor é que esse julgamento seja exercido por alguém. exerce o que chamamos de julgamento profissional. Enfim. muito menos de uma decisão arbitrária e sem fundamentação. • avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos seus objetivos.3. bem como as considerações e procedimentos relevantes que devem ser levados em conta durante o seu trabalho. CONDUÇÃO DA AUDITORIA EM CONFORMIDADE COM AS NBC TAS É bem intuitivo que o auditor. as sociedades anônimas de capital aberto sujeitam-se à regulação da CVM e os auditores que executam trabalhos nessas companhias certamente devem observar as regras desse órgão regulador. caso uma lei ou um regulamento seja diferente . as normas de auditoria e as informações coletadas ao longo de seu trabalho. • determinar a natureza. é usar sua competência para tomar uma decisão e escolher que caminho seguir. em decisões como: • definir materialidade e risco de auditoria. É importante destacar que as NBC TAs não passam por cima de outras leis e regulamentos ou vice-versa. no cumprimento de seus objetivos gerais. é guiado por normas de auditoria (NBC TAs). Por exemplo. além das NBC TAs. a época e a extensão dos procedimentos de audi­ toria. entenda os julgamentos profissionais exercidos para se atingir as conclusões sobre assuntos significativos surgidos durante seu trabalho. Adicionalmente. conhecimento e experiência tenham ajudado a estabelecer julgamentos razoáveis.AUDITORi . que detalham suas responsabilidades. • avaliar as opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade. Assim.4. cujo treinamento. sem nenhuma ligação prévia com a auditoria em questão. JULGAMENTO PROFISSIONAL O auditor. particularmente. e • extrair conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas '(ex. ao planejar e executar seu trabalho. 5. para chegar a uma conclusão. o auditor pode ser exigido a cumprir com exigências legais e regulatórias. não se trata de um palpite.

/ . é importante destacar que o alcance. . Dessa forma. pode ser necessário que o auditor execute procedimentos adicio­ nais de auditoria para obter conformidade com as normas relevantes específicas a que a entidade auditada está sujeita. das normas de auditoria. salvo indicação em contrário. além da conformidade com cada uma das NBC TAs relevantes para a auditoria. Finalmente. ^ . o auditor tem permissão para aplicar uma norma mesmo antes da data de vigência nela especificada. .'5 ~ REQUISITOS PÁRA O £X£RÒ ÇIO DA AUDITORIA . a data de vigência e qualquer limitação específica da aplicabilidade de uma norma específica são apresentados claramente nas normas e. : 'c a p . um trabalho conduzido apenas em conformidade com essa lei ou regulamento não cumpre automaticamente com as normas de auditoria..

1 da Resolução CFC n° 821/97: NBC P 1 . Em outras palavras.Normas Profissionais de Auditor indepen­ dente. consequentemente. seus impactos na contabilidade da instituição e. Resolução CFC rt° 1. provavelmente necessita de conhecimentos específicos da área para realizar seu trabalho. conceitos e técnicas administrativas e a legislação específica aplicável. Contudo. Assim. seus efeitos nas demonstrações contábeis. . e da legis­ lação inerente à sua profissão. especialmente na área de auditoria. ou seja.1. Ora. a primeira coisa que nos vem em mente é o conhecimento específico exigido desse profissional: contabilidade. as demonstrações contábeis de uma grande empresa do setor de petróleo.Atualiza e consolida dispositivos da Resolução CFC n.282/10 . necessita de competências técnicas para exercer o(sêr)trabalho. ! 2 Item 1. é necessário que esse profissional vá além dos conhecimentos específicos de sua formação acadêmica e conheça as atividades específicas da entidade auditada.° 750/93. abordamos os requisitos necessários para o exercício da auditoria independente. 6. Por esse motivo a auditoria das demonstrações contábeis deve ser exercida por Bacharel em Ciências Contábeis (contadores propriamente ditos). Quando falamos nessas competências.: Capítulo No capítulo anterior. um profissional incumbido de auditar. por exemplo. Pois somente assim será possível compreender e identificar as transações realizadas. o auditor deve possuir conhecimento atualizado dos Princípios de Contabilidade2 e das Normas Brasileiras de Contabilidade. que dispõe sobre os Princípios Fundamentais de Contabilidade. COMPETÊNCIA TÉCNICO-PROFISSIONAL1 O auditor independente das demonstrações contábeis. continuaremos nossa discussão acerca do profissional auditor por meio das Normas Profissionais do Auditor Independente (NBC PAs). bem como das técnicas contábeis. assim como qualquer outro profissional.

não podendo se deixar in­ fluenciar por preconceitos ou quaisquer outros elementos materiais ou afetivos que resultem perda. deve evitar 3 Resolução CFC n° 1. 6. contemplada a utilização de especialistas noutras áreas. Nesse sentido. em face de um determinado grau de especialização que venha a ser requerida no decorrer do trabalho. esse profissional deve obter conhecimento preliminar da atividade da entidade a ser auditada e deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los. permitindo a emissão de relatórios imparciais em relação à entidade auditada. INDEPENDÊNCIA3 Outro ponto importante. de sua independência. Entretanto. isso não quer dizer que o auditor deve possuir um conhecimento detalhado de todas as rotinas e especificidades da entidade auditada. . o auditor deve ter segurança de que está capacitado para assumir a responsabilidade pelo trabalho a ser realizado.Davi:Barreto e. Por tudo o que foi discutido. aos cooperados e a todas as demais partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho. aos acionistas. em face da especialização requerida e dos objetivos do contratante. Essa avaliação deve ser feita junto à administração da entidade. quando tratamos das normas profissionais do auditor. Portanto. o auditor deve recusar os serviços sempre que reconhecer não estar adequadamente capacitado para desenvolvê-los. nem sempre o auditor independente estará capacitado para realizar uma auditoria. é a capacidade de julgar e atuar com integridade e objetividade. o auditor não precisa ser um expert em todas as áreas de atuação da empresa.AUDÍTORiA . que o auditor poderá utilizar os serviços de especialista em certas ocàsiões. efetiva ou aparente. Podemos definir independência como o estado no qual as obrigações ou os interesses do auditor são. condição fundamental e óbvia para o exercício da atividade de auditoria independente das demonstrações contábeis. o auditor deve ser independente. levando em consideração a estrutura organizacional. aos quotistas. Assim. Enfim. aos sócios.Fernando Craeff. contudo. precisa ter conhecimento suficiente que Lhe permita emitir uma opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. a complexidade das operações e o grau de exigência requerido para a realização do trabalho de auditoria. de modo a poder ser comprovado o graü de prudência e zelo na contratação dos serviços de auditoria. pois o conhecimento e a experiência exigidos estão muitas vezes fora do alcance da maioria dos profissionais. suficientemente. Em suma. refere-se à sua independência. isentos dos interesses das entidades auditadas para permitir que os serviços sejam prestados com objetividade. Ou seja. Outro ponto importante é que essa avaliação deve ficar evidenciada e registrada. Veremos. adiante.2.267/09: NBC PA 02 .Independência. Uma conclusão que tiramos de tudo isso é que não é tarefa fácil executar uma auditoria em determinados empresas ou setores. sempre antes de aceitar qualquer trabalho. Ou seja. .

aparentar independên­ cia. nesses casos. anteriormente. em virtude de um relacionamento estreito com uma entidade auditada. numa avaliação razoável. ou outro conflito de interesse próprio com essa entidade auditada. ser inaceitável. Dessa forma. E certo que. No dia a dia de uma auditoria. a independência pode ser afetada por ameaças de interesse próprio. Sempre que for identificada qualquer uma dessas ameaças. Diante de todo o exposto. Não sè pode esquecer que o auditor é um ser humano e. * Ameaça de familiaridade: ocorre quando. demasiadamente. objetividade ou ceticismo profissional estejam comprometidos. o auditor passa a se identificar. sempre se deve considerar o que um terceiro bem informado. por meio de um processo decisório devidamente documentado. É importante observar que há uma série de ameaças à independência do auditor. antes de tudo. por parte de administradores. a ponto de poder comprometer ou dar a impressão de compro­ meter a objetividade.. exceto aquelas consideradas insignificantes. o auditor sempre deve ter em mente que precisa. ou era um funcionário cujo cargo lhe permitia exercer influência direta e importante sobre o objeto do trabalho de auditoria.PROFISSÍÒNAÍS DO AUDITÓR INDEPENDENTE • fatos e circunstâncias que passem a percepção que sua integridade. está sujeito a uma séria de influências internas e externas. 6 . devido a ameaças. objetivamente e com ceticismo profissional. ele se depara com diversas situações que podem comprometer a integridade e a objetividade do seu trabalho. ad­ ministrador ou diretor da entidade auditada. em alguns casos. não há salvaguarda capaz de eliminar ou reduzir as ameaças e. * Ameaça de interesse próprio: ocorre quando o auditor pode auferir be­ nefícios financeiros na entidade auditada. * Ameaca de autorrevisão: ocorre quando o auditor era. como tal. * Ameaca de defesa de interesses da entidade auditada: ocorre quando o auditor defende ou parece defender a posição ou a opinião da entidade auditada. diretores ou funcionários de uma entidade. devem ser definidas e aplicadas salvaguardas adequa­ das para eliminar ou reduzir a um nível aceitável essa ameaça. com os interesses da entidade..NORMAS . defesa de interesses da entidade auditada. De acordo com as normas profissionais de auditoria. o auditor será impedido de executar o trabalho. contudo. familiaridade e intimidação. com direto­ res ou com funcionários. tendo conhecimento de todas as informações pertinentes.Cap. ■ Ameaça de intimidação: ocorre quando o auditor encontra obstáculos para agir. A natureza dessas salvaguardas pode mudar conforme cada caso. Os principais fatores que podem levar à perda de independência são: . é preciso identificar quais situações caracterizam a perda de independência do auditor em relação à entidade auditada. com seus administradores. reais ou percebidas. incluindo as salvaguardas aplicadas. concluiria. autoirevisão.

sendo que os primeiros são aqueles sobre os quais o detentor tem controle direto sobre o investimento (seja em ações. interesses financeiros diretos ou indiretos relativos à entidade auditada. relacionamentos familiares e pessoais com a entidade auditada.A U prrO R iÁ . 6. vínculos empregatícios mantidos por administradores. incompatibilidade ou inconsistência do valor dos honorários. a relevância de interesse financeiro indireto deve ser sempre considerada em cada caso4. a única salvaguarda possível é alienar o interesse financeiro direto ou indireto relevante5 antes de a pessoa tomar-se membro da equipe de auditoria ou afastar essa pessoa do trabalho da entidade auditada.. 8. anteriormente. sucessão. outros serviços prestados pelas firmas de auditoria independente. relacionamentos comerciais com a entidade auditada. 1. suas controladas ou integrantes de um mesmo grupo econômico. Interesses financeiros Interesses financeiros são a propriedade de títulos. outras situações podem ensejar o conflito de interesses e a perda de inde­ pendência. caracterizam a perda de independência do auditor. valores mobiliários ou quaisquer outros tipos de investimentos adquiridos ou mantidos pela entidade de auditoria. fideicomisso.Davi Bàrtçià é Fernando Graeff . deve ser adicionado o patrimônio líquido dos membros imediatos da família. Assim sendo..: fundo de ações administrado por um banco). debêntures ou em outros títulos e valores mobiliários). 2. . com a entidade de auditoria. Para esse fim. Em outras palavras. enquanto que os interesses indiretos são aqueles sobre os quais o detentor não tem controle algum sobre o investimento. nesses casos. membros da equipe de auditoria ou membros imediatos da família destas pessoas. rotação dos líderes de equipe de auditoria. seus sócios. os interesses financeiros indiretos estão relacionados a investimentos em empresas ou outras entidades. 5. Os exemplos de perda de independência citados não são exaustivos. De acordo com as normas de auditoria. um interesse financeiro indireto é considerado rele­ vante se seu valor for superior a 5% do patrimônio líquido da pessoa. fundo comum de investimento ou entidade financeira sobre os quais a pessoa não detém o controle nem exerce influência significativa (ex. operações de créditos e garantias cora a entidade auditada. sempre que existirem. e aceitação de presentes e brindes. 7. 6. executivos ou funcio­ nários da entidade auditada. relativamente à entidade auditada. Dessa forma. 4. 9. 3. Portanto. No caso de investimentos indiretos é possível tam bém alienar uma quantidade suficiente deie para que o interesse remanescente deixe de ser relevante. por planos de investimento glo­ bal.2. Sejam esses interesses diretos ou indiretos.1. Podemos dividi-los em diretos e indiretos.

6 . com garantia. desde que tenham sido contratadas em condições de mercado e que os prazos e as condições originais sejam mantidos. As operações de créditos contratadas em período anterior ao relacionamento do auditor independente com a instituição financeira não devem ser consideradas para efeito de independência.3. Operações de créditos e garantias O auditor e seus familiares não podem ter operações relevantes de créditos ou garantia de operações de créditos com as entidades auditadas. a menos que o empréstimo ou a garantia seja irrelevante para as duas partes envolvidas. (b) arrendamento de veículo. . situações em que o auditor ou firma de auditoria atua como distribuidor ou comerciante dos produtos ou serviços da entidade auditada são inaceitáveis. bom senso é necessário e nem todas as operações de crédito são vetadas. Nesse caso. Por exemplo.Cap. é necessária liquidação total do empréstimo ou afastamento das pessoas envolvidas da auditoria. E S 6.2. por exemplo. Dessa forma. qualquer relação comercial que exista deve sempre ser feita dentro do curso normal de negócios e nas mesmas condições acessíveis a terceiros. vamos supor. Além disso. e (d) operações de créditos para aquisição de imóveis. Finalmente. O Conselho Federal de Contabilidade abre as seguintes exceções: (a) operações de créditos para aquisição de veículo. Caso se trate de um empréstimo que não seja feito em condições normais de crédito. Relacionamentos comerciais Outra possível hipótese de perda de independência se refere a eventuais tran­ sações comerciais da entidade de auditoria. que a empresa da esposa do auditor independente possua um empréstimo de R$ 5 milhões com um banco que contratou esse auditor para prestar serviços de auditoria independente.NORMAS PROFISSIONAIS DÓ AUDITOR INDEPENDENTE i'. dos sócios e dos membros da equipe de auditoria com a entidade auditada.2. Contudo. tais operações não podem ser de tal dimensão que criem conflitos de interesse. Nesse sentido. Isso representa uma séria ameaça à independência desse profissional.2. é preciso salientar que existe uma situação em que a ameaça à independência é tão significante que nenhuma salvaguarda pode ser aplicada: caso o auditor ou membro da equipe de auditoria conceda empréstimo a uma entidade auditada que não seja banco ou instituição semelhante. sejam sempre realizadas dentro dos requisitos e das condições oferecidos a terceiros. ou mesmo garanta um empréstimo tomado por essa entidade. desde que. a única solução é recusar o trabalho. 6. (c) saldos em cartão de crédito que não superem 20 salários-mínimos. como sempre.

5. gerente geral de uma entidade auditada. privile­ giadas e relevantes com entidades auditadas deve ser afastado. Em último caso. membro do conselho de administração.2.. o auditor pode perder sua independência sempre que tiver relacio­ namento com pessoas que: • exercem influência significativa sobre as políticas operacionais. Por outro lado. • exercem influência nas demonstrações contábeis da entidade auditada. auditor interno.A Ü D IT0R IÀ r/'Dàvf'8arreio\e'FernándòrGrã'ieff_j'-':-'. V ■ . com administradores. diretor. como presidente. sócios ou com empregados que tenham ingerência na administração da entidade auditada ou sejam responsáveis por sua contabilidade.: tesoureiro. conselho fiscal ou executivo da entidade auditada.- Assim. se uma pessoa próxima ao auditor não pode ser alguém com influência significativa sobre as políticas operacionais. o próprio auditor também não poderá sê-lo. contador. financeiras ou contábeis da entidade auditada. administrador.). neste caso. não criam ameaças à independência relações que sejam claramente insignificantes ou cuja participação seja irrelevante e não dê ao investidor a capacidade de controlar a entidade auditada. como controller. Relacionamentos familiares e pessoais A perda de independência também está sujeita à proximidade do relacionamen­ to e ao papel do membro da família do auditor na entidade auditada. Portanto. 6.2. e • são consideradas sensíveis sob o ponto de vista da auditoria. adminis­ trador ou empregado da entidade auditada já tiver ocupado a posição de membro . 6. gerente de compras/vendas etc. representaN perda de independência. a realização do trabalho de auditoria. Finalmente. logicamente. qualquer relacionamento comercial em condições diferenciadas. se o auditor atuar também como diretor. Quando as relações ameaçarem a independência dos profissionais envolvidos na auditoria é necessário eliminar/reduzir tais transações comerciais ou substituir aqueles que tenham relacionamento comercial. financeiras ou contábeis. como cargos com atribuições de monitoramento dos controles internos (ex. a ameaça criada à perda de independência é de tal magnitude que não existe salvaguarda ou ação a ser aplicada que possa impedir o conflito de interesse. deve-se recusar. a realização do trabalho deve ser recusada. O vínculo conjugal ou de parentesco consanguíneo em linha reta.4. gerente de contabilidade. . acionistas. Vínculos empregatícios A independência do auditor pode ser comprometida se um diretor. Ou seja. em linha colateral até o 3o grau e por afinidade até o 2o grau. E. sem limites de grau.

Isso se aplica. ou ajudado a elaborar. ou ampliar o nível de controle de qualidade do trabalho. Existe também a possibilidade do caminho inverso: ex-funcionários da empresa auditada que atuam como auditores. execu­ tivos ou empregados) também promovem a perda de independência da entidade de auditoria. tais como modificar o plano de auditoria. Nesses casos. o auditor. Portanto. Essa situação se agrava quando um sócio ou membro da equipe de auditoria estiver em processo de negociação para ingressar na entidade auditada. . elementos das demonstrações contábeis que ele mesmo tenha elaborado. e (d) cargo que a pessoa tiver exercido na equipe ou na entidade de auditoria. independentemente. enquanto atuando na empresa auditada. (c) tempo decorrido desde que a pessoa foi membro da equipe de auditoria ou da entidade de auditoria.• Cap. Assim. de todos os julgamentos significativos feitos por aquela pessoa enquanto participava do trabalho. 6 . há duas possibilidades a serem analisadas: • Durante o período coberto pela auditoria: a ameaça à perda de indepen­ dência é tão significativa que nenhuma salvaguarda pode reduzi-la a um nível aceitável. é mandatória a aplicação de todas as seguintes ações: ° manter políticas e procedimentos no sentido de exigir que a pessoa en­ volvida notifique a entidade de auditoria no momento inicial do processo de negociação. tais indivíduos não devem ser designados como mem­ bros da equipe de auditoria. • não designar sócio ou membro da equipe que esteja em processo de ne­ gociação com a entidade auditada. membros da entidade de auditoria que. e • avaliar a necessidade de realizar uma revisão. no caso em que o profissional tenha que avaliar. anteriormente.NORMAS PROFISSIONAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE da equipe de auditoria ou sócio da entidade de auditoria. dependendo de quando o membro da equipe de auditoria atuou na entidade. Consequentemente. (b)grau de envolvimento que a pessoa terá com a equipe de auditoria. Assim. designar membros com experiência superior àquela do profissional que se transferiu para a entidade auditada para sua equipe de auditoria. particularmente.: administradores. deve tomar ações visando salvaguardar sua independência. envolver outro profissional que não seja membro da equipe de auditoria para revisar o trabalho realizado. após avaliar os fatores acima citados. estavam ligados à entidade auditada (ex. por exemplo. Este comprometimento de independência ocorre dependendo dos seguintes fatores: (a) influência do cargo da pessoa na entidade auditada.

o auditor não deve auditar o seu próprio trabalho. usualmente. o auditor não deve exercer funções gerenciais na entidade auditada.6. Por exemplo. possível perda de independência. A significância dessas ameaças depende de fatores como a posição que o indivíduo ocupava na entidade auditada e ocupa na entidade de auditoria. assistência tributária. essas ameaças seriam criadas se uma decisão tomada ou um trabalho executado pelo indivíduo no período imediatamente anterior. de autorrevisão ou de familiarida­ de. e 3. possuem um bom entendimento do negócio e contribuem com conhecimento e capacitação em outras áreas. por conseguinte.• Durante o período imediatamente anterior ao período coberto pela auditoria: pode haver ameaças de interesse próprio. sendo que os princípios básicos que devem fundamentar qualquer regra de independência do auditor são: 1. apoio em litígios. bem como o lapso de tempo decorrido de. entretanto. seleção de executivos. 6. enquanto empregado pela entidade auditada está para ser analisado como parte da auditoria no período corrente. fiscal e parafiscal. pode criar ameaças à inde­ pendência do auditor. consultoria de sistema de informação. muitas vezes. outros serviços para as entidades auditadas. compatíveis com seu nível de conhecimento e capacitação. 2. finanças corporativas e assemelhados. Dessa foima. é necessário sempre avaliar se a realização desses outros ser­ viços pode vir a criar conflitos de interesses e. como exemplo de outros serviços a serem prestados por firmas de auditoria independente são os de auditoria interna. os auditores são bastante valorizados e podem oferecer serviços como: • • • • • • • • avaliação de empresas e reavaliação de ativos. dois anos desde que o indivíduo desvinculou-se da entidade auditada.2. Como foi dito. A prestação desses outros serviços. o auditor não deve promover interesses da entidade auditada. no mínimo. . Como. perícia judicial ou extrajudicial. e registro (escrituração) contábil. auditoria interna à entidade auditada. decorrentes da terceirização desse departamento da empresa. Outros serviços prestados pelas firmas de auditoria independente Os auditores independentes prestam. Estes serviços podem gerar conflitos de interesse e.

* a entidade auditada seja responsável por avaliar e determinar quais reco­ mendações do auditor devem ser implementadas. • a entidade auditada avalie a adequação dos procedimentos de auditoria interna executados e as conclusões resultantes. . manter e monitorar o sistema de controle interno.. Contudo.NORMAS PROFISSIONAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE. Enfim. é possível adotar certas salvaguardas para evitar que isso ocorra. não há de se falar em conflito de interesses. Nesse momento. a única salvaguarda possível é que o auditor somente aceite trabalhos de planejamento tributário amparados em bases estritamente legais e científicas. como regra. ao invés de realizar o planejamento tributário. O planejamento tributário é a atividade que auxilia a administração dos tri­ butos. Entretanto. para ser o responsável pelas atividades de auditoria interna. Ainda em relação aos serviços que envolvem consultoria tributária. Ou seja. para que não seja caracterizada essa perda de independência é necessário que seja assegurado que: • o auditor não atue e nem pareça atuar em uma condição equivalente à de um membro da administração da entidade auditada. perda de independência do auditor. quando esse planejamento é realizado sem levar em consideração bases estritamente científicas e não estiver amparado legalmente e suportado por documentação hábil e idônea. se efetuado em bases estritamente científicas. Cap. logicamente. é comum que seja requisitado a prestar serviços de consultoria tributária. um parecer sobre questões tributárias de interesse da entidade. não há ação de salvaguarda a ser tomada que não seja a re­ cusa da prestação do serviço de planejamento tributário ou a renúncia da realização dos trabalhos de auditoria independente. surge a figura da fraude.. o auditor independente. pois esse tipo de trabalho não caracteriza a perda real ou suposta da objetividade e da integridade do auditor.' por conseguinte. o auditor pode. maximizando vantagens e reduzindo riscos. portanto. ao prestar serviços de auditoria interna. fiscal e parafiscal a uma entidade auditada. Nesse caso. Tais serviços compreendem uma gama variada de tipos. / ■ ■ i . como o cumprimento das leis e das normas. • a entidade auditada reconheça sua responsabilidade por instituir. Para estes casos. a assistência técnica na solução de divergências quanto a impostos e contribuições e o planejamento tributário. gera conflitos de interesses que prejudicam sua independência. a perda de independência do auditor. preferivelmente da alta administração.. Nesse caso. e * as conclusões e as recomendações decorrentes da atividade de auditoria interna sejam devidamente informadas aos responsáveis pela entidade auditada. Ainda sobre os outros serviços que podem ser executados pelo auditor indepen­ dente. existe conflito de interesse e. * a entidade auditada designe um funcionário competente. com o objetivo de mensurar quais os ônus tributários em cada uma das opções legais disponíveis. emitir uma opinião. 6 .

a complexidade do serviço. Embora a norma exija a rotação de liderança acima descrita. por muito tempo. a liderança de uma equipe é desaconselhável —isso viola o princípio da “alternância do poder”. Outra situação ocorre quando a continuidade de um dos responsáveis técnicos é especialmente importante para a entidade auditada. • a peculiaridade de tratar-se de cliente eventual. e • intervalo mínimo de três anos para o retorno do pessoal de liderança à equipe.2. seus trabalhos devem ser submetidos à revisão por outra entidade de auditoria (revisão por pares).2. . Visando mitigar esse risco. No caso de pequenas firmas de auditoria. habitual ou permanente. considerando os seguintes fatores: • a relevância. a NBC PA determina as seguintes medidas: • rotação do pessoal de liderança da equipe de auditoria6 a intervalos menores ou iguais a cinco anos consecutivos. Rotação dos líderes de equipe de auditoria O tempo que o profissional faz parte da equipe de auditoria e a sua função dentro dessa equipe podem ser fatores que venham a influenciar a objetividade e o ceticismo do auditor. onde é impraticável essa rotação.6. já bastante familiarizado com a empresa. ou no caso de auditores pessoas físicas.8. • o número de horas estimadas para a realização dos serviços.7. e o custo do serviço a executar. o vulto. 6. encaminhando-o ao Conselho Federal de Contabilidade. e Entende-se por responsável técnico pelos trabalhos na entidade auditada o sócio encarregado dos trabalhos de auditoria e o revisor de controle de qualidade do trabalho de auditoria. há previsão de certo grau de flexibilidade em relação ao momento de rotação em determinadas circunstâncias. nesse período de mudanças. discutir um pouco sobre os impactos dos honorários na in­ dependência. • a qualificação técnica dos profissionais que irão participar da execução dos serviços. incompatibilidade ou inconsistência do valor dos honorários Vamos. Manter inalterada. que não dispõem de uma quantidade de profissionais suficiente para realizar essa alternância. agora. É nítida a relevância da permanência daquele profissional. Suponha que coincida o ano de saída do responsável técnico com o de uma grande fusão a ser sofrida pela empresa. que emitirá relatório circunstanciado sobre a correta aplicação das normas profissionais e das técnicas nestes trabalhos. O auditor deve estabelecer e documentar seus honorários mediante avaliação dos serviços.

a perda de independência é caracterizada e não é possível aplicar qualquer salvaguarda. . 6 •r NORMAS PROFISSIONAIS DO. Enfim. Logicamente.Cap. consequentemente. e se a importância dos honorários vencidos não representa uma perda de independência. substancialmente. compromete a independência do auditor. ou seja. por conseqüência. Aceitação de presentes e brindes Aceitar presentes. é preciso bom senso. a entidade de auditoria também deve analisar se os honorários vencidos podem ser considerados como equivalentes a um empréstimo à entidade auditada. como serão cobrados os custos de viagens e estadias. e * honorários devidos pela entidade auditada por serviços profissionais pres­ tados continuarem sendo devidos por período de tempo prolongado. aqueles calculados em uma base predeterminada com relação ao resultado do trabalho executado. inferior ao estabelecido para os outros serviços prestados pela firma de auditoria. 6. quando um auditor aceita presentes. 6. Por exemplo. Nesse sentido. brindes ou outros benefícios. RESPONSABILIDADES DO AUDITOR INDEPENDENTE Dentro das Normas Profissionais do Auditor Independente.3. os honorários devem ser calculados como função da complexidade e das necessidades de recursos que a auditoria vai demandar. Por exemplo. receber uma agenda da empresa auditada é diferente de receber uma TV LCD 42” ou um. perda de independência.9. esse tipo de remuneração é inaceitável. se for o caso. Estabelecer a remuneração que não seja por esse tipo de critério. cujos valores não sejam claramente insignificantes. honorários contingenciais. fixando. Um fator importante para caracterizar a perda de independência é o valor do presente ou do brinde. Há ainda outras formas de perda de independência como: * honorários de auditoria de valor. suponha uma situação em que o auditor condicione os seus honorários ao resultado da auditoria: R$ 100 mil por uma opinião adversa e R$ 1 milhão por uma opinião sem ressalvas. * honorários gerados pela entidade auditada representam grande proporção da receita do sócio encarregado do trabalho. é importante entender como o auditor deve conduzir seus trabalhos e quais são suas responsabilidades. Nessa última situação.carro Okm. brindes ou outros benefícios de uma entidade auditada pode criar conflitos de interesses e. perda de independência.2. AUDITOR INDEPENDENTE * o lugar em que os serviços serão prestados. não devem ser praticados por gerar conflitos de interesses e. Ou seja. Contudo.

AUDITORIA . É certo que o auditor deve estar atento. sem autorização expressa da entidade. GUARDA DA DOCUMENTAÇÃO E SIGILO Como vimos. não as divulgando. planejando e executando o seu trabalho levando em consideração a possibilidade de ocorrência desses eventos.. Todavia. nos pode fazer pensar que um auditor indepen­ dente é contratado para descobrir fraudes em uma empresa. Isso não é verdade. O auditor deve respeitar e assegurar o sigilo relativo às infor­ mações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada. Além disso. na relação entre os auditores e os organismos reguladores e fiscalizadores e na relação entre o auditor e demais terceiros. afetarem as demonstrações contábeis de forma relevante. pelo prazo de 5 (cinco) anos. a avaliação das demonstrações contábeis não tem por objetivo precípuo a descoberta de fraudes. não pode divulgar as informações obtidas durante o seu trabalho na entidade auditada. o objetivo principal da auditoria das demonstrações contábeis não é encontrar erros ou fraudes na empresa. um dos requisitos para o exercício da auditoria é o zelo pro­ fissional.-Essa obrigação se mantém mesmo depois de terminados os compromissos contratuais. caso não tenha feito ressalva específica em seu relatório. muitas vezes. entende-se por sigilo a obrigatoriedade de não revelar as informações que obteve e tem conhecimento em função de seu trabalho na entidade auditada. o profissional deve estar preparado para não se deixar enganar. Ou seja. Quando eventuais distorções.Davi Barreto e Fernando Gràeff Como já foi dito. o auditor. demonstrar que seus exames foram conduzidos de forma a atender as normas vigentes. O sigilo profissional deve ser observado na relação entre o auditor e a entidade auditada. cabe ao auditor independente conservar toda a documen­ tação. Ou seja. aplicando o máximo de cuidado e zelo na realização dos trabalhos e na exposição de suas conclusões. cabe ao auditor independente. . Assim. O senso comum.4. relacionada aos serviços realizados. fraudes e erros existem. sob nenhuma circunstância. o auditor deve ser imparcial ao opinar sobre as demonstra­ ções contábeis. No mesmo esteio. por fraude ou erro. sua responsabilidade é limitada aos próprios ob­ jetivos da auditoria das demonstrações contábeis. a partir da data da emissão de seu relatório de auditoria. como regra. o auditor independente deve considerar a possibilidade de sua ocorrência. na relação entre os auditores. exceto em duas ocasiões: • quanto tiver autorização expressa da entidade. dessa forma. mas avaliar a adequação dessas demonstrações. 6. para fins de fiscalização do exercício profissional. dessa forma.. o auditor é responsável pelo atendimento das normas da profissão contábil e pelas regras e procedimentos destinados a promover a qualidade dos trabalhos de auditoria. salvo quando houver obrigação legal de fazê-lo. • quando houver obrigações legais que o obriguem a fazê-lo.

Nesse sentido. por escrito e fundamentadamente. anual­ mente. bem como as exigências regulatórias e legais estão . somente se for autorizado pela entidade au­ ditada. 6. a NBC P 1 determina que o auditor deve enviar. quando previamente autorizado pela entidade auditada. como anteriormente abordado. os honorários dos serviços de auditoria. e para os Conselhos de Contabilidade sempre que solicitado. • a relação de seus clientes cujos honorários representem mais de 10% do seu faturamento anual. ao Conselho Regional de Contabilidade: • as informações sobre os seus clientes. 6.NORMAS PROFISSIONAIS DO AUDITOR INDEPENDENTE Adicionalmente. Em outras palavras. O sigilo. SUPERVISÃO E CONTROLE DE QUALIDADE O auditor e as firmas de auditoria devem estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade do trabalho realizado a fim de obter segurança razoável que todas as normas técnicas. A primeira refere-se ao auditor que eventualmente venha a sucedê-lo e a segunda refere-se aos conselhos de contabilidade e aos órgãos reguladores e fiscalizadores. o auditor deve exibir as informações obtidas durante o seu trabalho. de modo a demonstrar que foi realizado de acordo com as normas de auditoria e demais dispositivos legais aplicáveis. 6 . na média dos últimos 3 anos. há duas situações especiais a serem destacadas e que po­ dem causar dúvidas quanto à possibilidade de o auditor repassar informações da entidade. Além disso. deverá fornecer as informações que forem julgadas necessárias ao trabalho do auditor independente que o suceder. deverá ser resguardado pelos organizamos profissionais que solicitaram as informações. O auditor. por escrito e fundamentadamente.5. nesses casos. INFORMAÇÕES ANUAIS AOS CONSELHOS REGIONAIS DE CONTABILIDADE As Normas Profissionais do Auditor Independente também exigem algumas responsabilidades relativas à prestação de informações aos órgãos reguladores da profissão. • a relação dos nomes do seu pessoal técnico existente em 31 de dezembro do ano anterior. pelo Conselho Federal de Contabilidade e Conselhos Regio­ nais de Contabilidade. quando solicitado.Cap.6. que o objeto do trabalho seja a auditoria independente. as informações da entidade podem ser repassadas para os futuros auditores independentes. realizado em demonstrações contábeis relativas aos exercício encerrado até o dia 31 de dezembro do ano anterior. e • a relação de seus clientes onde o faturamento de outros serviços prestados ultrapassarem.

'AÜDfTÒRjA.JggJ - . habilidade e compromisso com os princípios éticos. • Execução do trabalho: trabalhos são executados de acordo com normas técnicas e exigências regulatórias e legais aplicáveis. e Fernando Graeff:" * sendo cumpridas. e que os relatórios sobre demonstrações contábeis estão corretos e apropriados7. incluindo tempo e recursos.considerou a integridade do cliente. ao considerar as competências e a habilidades esperadas da equipe de trabalho. O auditor ou sócio encarregado do trabalho deve assumir a responsabili­ dade pela qualidade geral do trabalho desenvolvido pela equipe de auditoria.201 /09: NBC PA 01 . adequados e estão operando de maneira efetiva. objetividade.é competente para executar o trabalho e possui habilidades. • Exigências éticas relevantes: o auditor e sua equipe cumprem as exigências éticas relevantes. t '-Davi. como independência. Dessa forma. • Monitoramento: avaliação contínua de que as políticas e os procedimen­ tos relacionados com o sistema de controle de qualidade são relevantes. e não tem informações que o levaria a concluir que o cliente não é íntegro.Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes e na Resolução CFC no 1.205/09: NBC TA 220 . avalia se esta: • possui experiência prática de trabalhos de natureza e complexidade seme­ lhantes.Controle de Qualidade da Auditoria de Demonstrações Contábeis. . As orientações para o controle de qualidade das atividades do auditor e da sua equipe de trabalho estão expressas na Resolução CFC no 1. Barreto. para isso.consegue cumprir as exigências éticas relevantes. zelo profissional e confidencialidade. Enfim. ambos devem constituir um sistema de controle de qualidade capaz de fornecer segurança de que o trabalho desenvolvido está de acordo com as normas técnicas e profissionais de auditoria. um sistema de controle de qualidade inclui políticas e procedi­ mentos que tratam dos seguintes tópicos: • Responsabilidades da liderança pela qualidade: o sistema de controle de qualidade é responsabilidade do auditor independente ou do presidente da firma de auditoria. • Recursos humanos: pessoal suficiente com competência. h -\ IL . e . Dessa forma. seja um auditor independente pessoa física ou uma firma de auditoria. • Aceitação e continuidade do relacionamento com clientes e de trabalhos específicos: segurança razoável de que a aceitação e continuidade do re­ lacionamento com clientes apenas se dará nos casos em que o auditor: .. .

sejam identificadas no curso do trabalho. Essas revisões permitem que assuntos significativos sejam prontamente re­ solvidos e áreas críticas de julgamento. • possui especialização técnica. incluindo especialização em tecnologia da informação pertinente e áreas especializadas de contabilidade ou audito­ ria. mas pode revisar toda a documentação de auditoria. se o trabalho realizado suporta as conclusões obtidas e está adequada­ mente documentado. que não faça parte da equipe de trabalho. permitindo ao responsável pelos trabalhos estar satisfeito de que foi obtida evidência de auditoria apropriada e suficiente para suportar as conclusões obtidas e o relatório a ser emitido. zr J ^ v kv>:’2 ^ | § • entende as normas técnicas e as exigências legais e regulamentares. De acordo com a norma. e se as evidências obtidas são suficientes e apropriadas para suportar o relatório.Cap 6 -■ NORMAS PROFISsipNÁiS 6 o AUDITOR iNDEPÉNDENTE . se o trabalho foi realizado de acordo com as normas técnicas. Paralelamente às revisões efetuadas pelo auditor. mas um revisor do controle de qualidade do trabalho por ele desig­ nado. realizado em auditoria de demonstrações contábeis de com­ panhias abertas e em outros trabalhos para os quais se julga necessário . devendo sempre documentar a extensão e a época das suas revisões. Outro ponto importante dentro do processo de controle de qualidade é a responsabilidade do auditor em realizar revisões periódicas do trabalho. profissionais e exigências legais e regulamentares aplicáveis. por exemplo. Entretanto. existe um tipo especial de controle de qualidade. não é o auditor responsável pelos trabalhos que executa essa revisão. com experiência e autoridade suficientes para avaliar objetivamente os julgamentos relevantes e as conclusões atingidas para elaboração do relatório de auditoria. e • entende as políticas e procedimentos de controle de qualidade da firma. • possui conhecimentos relevantes sobre o setor/indústria em que o cliente opera. essa revisão deve ser feita na data ou antes da data do relatório. especialmente aquelas relacionadas com assuntos complexos ou controversos. . • possui capacidade para aplicar julgamento profissional.trata-se das revisões de controle de qualidade. de acor­ do com as políticas e procedimentos da firma de auditoria. Uma revisão consiste em considerar. com base no fato de que o trabalho de membros menos experientes da equipe deve ser revisado por membros mais experientes. por meio de revisões da documentação da auditoria e de discussões com a equipe de trabalho. Assim. Destaque-se que o auditor responsável pelo trabalho não precisa. aplica-se a máxima de quem está de fora vê melhor. escolhe-se outro profissional adequadamente qualificado. A revisão de controle de qualidade consiste em executar um amplo processo de avaliação objetiva dos julgamentos relevantes feitos pela equipe de trabalho e das conclusões atingidas ao elaborar o relatório. No fundo.

a equipe de trabalho deve seguir as políticas e procedimentos estabelecidos pela firma de auditoria para tratar e resolver as diferenças de opinião. todos os auditores independentes devem se submeter ao um programa de educação profissional continuada e a um exame de competência profissional. visando manter. dentre outras coisas. formal e reco­ nhecida pelo CFC. deverá comprovar a participação em programa de educação continuada. EDUCAÇÃO CONTINUADA E EXAME DE COMPETÊNCIA PROFISSIONAL A educação profissional continuada é a atividade programada. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade. o CFC instituiu o Exame de Qualificação Técnica para registro no Cadastro Nacional de Auditores Independentes (CNAI) com o objetivo de aferir o nível de conhecimento e a competência técnico-profissional necessários para atuação na área da Auditoria Independente.: >. atualizar e expandir os conhecimentos técnicos exigidos no exercício da atividade de auditoria de demonstrações contábeis. deverá submeter-se a exame de competência profissional.7. na forma a ser regulamentada pelo Conselho Federal de Contabilidade. AUDITORIA . o auditor independente. Em resumo. para poder exercer sua atividade. . da complexidade do trabalho de auditoria. O auditor independente. V. E importante destacar que a realização de uma revisão de controle de qualidade do trabalho não reduz as responsabilidades do auditor pelo trabalho de auditoria e sua execução. se a entidade é companhia aberta. No caso de surgirem diferenças de opinião entre a equipe de trabalho e o revisor do controle de qualidade do trabalho. ■ v . .p a r i Barreto è fe rn à n d ò Gráeff . Além disso. e do risco do relatório não ser apropriado nas circunstâncias. sendo um dos requisitos para atuar na área. 6. Dessa forma. no exercício de sua atividade. : : A extensão da revisão do controle de qualidade do trabalho depende.

é fácil concluir que existe a probabilidade de que a auditoria interna da entidade seja relevante para os trabalhos desenvolvidos pelo auditor in­ dependente. de forma a promover a qualidade dos trabalhos executados. Contudo. Ou seja. de especialistas e de outros auditores independentes pode ser incorporada na auditoria das demonstrações contábeis. vimos que a auditoria interna visa assistir à admi­ nistração da entidade no cumprimento de seus objetivos. eficiência e economicidade dos processos. O auditor externo pode utilizar o trabalho dos auditores internos para modificar a natureza. é bom frisar que isso não quer dizer que auditores internos atuam na assistência direta do auditor independente na aplicação de procedimentos de auditoria. as atividades da função ' A utilização do trabalho de auditores internos está disciplinada na NBC PI e na NBC TA 610. época ou reduzir a extensão dos procedimentos de auditoria a serem executados. os meios e os procedimentos utilizados pelos dois profis­ sionais para alcançá-los podem ser semelhantes. eficácia. desde que a natureza das responsabilidades e das atividades da função de auditoria intema esteja relacionada com os relatórios contábeis da entidade. 7. AUDITORES INTERNOS1 No capítulo 1 desta obra. Assim. adequação. Entretanto. por meio da avaliação da integridade.IC a p ítM lo í. . Dessa forma. UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE OUT10S PROFISSIONAIS Vimos que o auditor é responsável pela condução dos trabalhos de sua equipe dentro das normas técnicas e profissionais de auditoria. muitas vezes utiliza-se do trabalho de outros profissionais que fornecem evidências importantes para emissão de sua opinião sobre as demonstrações fi­ nanceiras analisadas. Neste capítulo.1. Embora os objetivos da função de auditoria interna e os do auditor indepen­ dente sejam diferentes. dos sistemas de informações e de controles internos e de gerenciamento de riscos da entidade. além da sua equipe de trabalho. se determinado trabalho já foi realizado pelo profissional interno à entidade. o auditor. rião existe necessidade de repeti-lo. será analisado como a participação dos auditores internos.

como petróleo e gás. antiguidades. e • análise de assuntos complexos ou não usuais de natureza fiscal. • interpretações de leis. 7. de contratos. O auditor. em uma auditoria. independentemente do grau de autonomia e de objetividade da auditoria interna. há uma série de informações. Por exemplo. dados e resultados gerados pela audi­ toria interna que podem ser extremamente úteis para o auditor independente. No entanto. mas não se espera que ele tenha capacidade para agir em áreas alheias à sua competência profissional.. O auditor independente assume integral respon­ sabilidade pela opinião de auditoria expressa e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho feito pelos auditores internos. contudo é preciso avaliar fatores como objetividade. de estatutos ou de outros regulamen­ tos.C?rqéff. peças de arte. é importante lembrar que. o auditor independente pode necessitar obter evidências para dar suporte às suas conclusões. instalações fabris e máquinas.vi £&•: . ESPECIALISTAS2 Sabemos que a capacidade técnica do auditor independente lhe permite possuir conhecimentos sobre os negócios em geral da entidade. 2 A utilização do trabalho de especialistas está disciplinada na NBC P 1. . Cabe então ao auditor independente avaliar e executar os procedimentos de auditoria necessários nesses trabalhos e determinar a sua adequação para atender aos objetivos da auditoria.. . competências técnicas e zelo profissional desses profissionais. durante uma auditoria. • estimativa de reservas de recursos naturais. ativos intangíveis etc. seja necessário avaliar determinadas obras de arte ou confirmar se a composição química de um produto está adequada. • cálculo atuarial referente a contratos de seguro ou planos de benefícios a empregados.2. exame das informações contábeis e operacionais. e custos de limpeza de locais. esta não é independente da entidade.8 e na NBC TA 620. é fato que o trabalho do auditor interno é relevante no contexto da auditoria das demonstrações contábeis. de auditoria interna podem incluir monitoramento do controle interno. vamos imaginar que. Portanto. :v!i25 :rÂ Ü Í^ p ^ . gestão de risco etc. pelo simples fato de ser subordinada (mesmo que ao mais alto nível da administração). como: • avaliação de instrumentos financeiros complexos. revisão das atividades operacionais. por mais que conheça o negócio da entidade. terrenos e edifícios.E 5 3 :. joias. • avaliação de responsabilidade ambiental. revisão da conformidade com leis e regulamentos. Enfim.^ y ^ (J ^ ó ^ ó > ^ iiiw ^ p . Enfim.?•£*? Ü$jg£. não tem condições de emitir uma opinião sobre tais assuntos.

: Dessa forma. incluindo aquelas relativas à independência. Portanto. contratado pelo auditor. a expressão “especialista” significa um indivíduo ou empresa que detenha habilidades. O especialista do auditor pode ser interno (um sócio ou uma pessoa que faz parte da equipe.'Çapr ‘7 . . estará sujeito às políticas e aos procedimentos de controle de qualidade dessa firma. incluindo equipe temporária. dos possíveis vínculos de um especialista? O auditor é o único responsável por expressar opinião de auditoria e essa responsabilidade não é reduzida pela utilização do trabalho de especialista. em algumas circunstâncias. ou seja. Esse profissional pode ser contratado pela entidade auditada ou pelo auditor independente. em termos de responsabilidade do auditor. ele não é um membro da equipe de trabalho e não estará sujeito às políticas e procedimentos de controle de qualidade da firma. a uma estrutura maior que tem por objetivo a cooperação e a divisão comum dos lucros/custos. Bom. * Especialista da administração é uma pessoa ou organização com espe­ cialização em área que não contabilidade ou auditoria. conforme determinado pela referida lei ou regulamento. conhecimento e experiência em áreas especificas não relacionadas à contabilidade ou auditoria.ALHO-. ao elaborar as demonstrações contábeis. estar sujeito a exigências éticas pertinentes. ou uso de marca comerciai comum ou uma parte significativa dos recursos profissionais. e outros requisitos profissionais. Os riscos de distorção relevante podem aumentar quando a especialização em uma área que não contabilidade é necessária para a administração ela­ borar as demonstrações contábeis. . mesmos sócios.OOTRAÇ. cujo trabalho nessa área é utilizado para ajudá-lo a obter evidência de audi­ toria suficiente e apropriada. Firma de rede é uma firma ou entidade que pertence a uma rede. Um exemplo bastante comum no Brasil é a utilização de atuário pela ad­ ministração de uma seguradora ou de um fundo de pensão para estimar certas provisões. portanto. ' . da firma do auditor ou de firma da rede3) ou externo. contratado pela administração. legislação ou regulamentação específica pode requerer que especialista externo seja tra­ tado como membro da equipe de trabalho podendo. Contudo. a administração pode utilizar um especialista para tratar dos referidos riscos. Já quando um especialista do auditor for externo. quais são as conseqüências. em que o trabalho nessa área é usado pela entidade para ajudá-la na elaboração das demonstrações contábeis.r UTILIZAÇÃO. Ou seja. seu vínculo pode ser com o auditor (firma de auditoria) ou com a entidade auditada e é denominado: • Especialista do auditor é uma pessoa ou organização com especialização em área que não contabilidade ou auditoria. DE-OUTROS' PROFISSIONAIS . Quando o especialista do auditor for interno.

por exemplo. relacionamentos comerciais e pessoais. Entende-se que. para explicar a natureza dessa modificação. o auditor continuar concluindo que o trabalho do especialista não é adequado. é importante aproveitar essa oportunidade para destacar a possi­ bilidade de fazer referência ao especialista no relatório do auditor independente. e prestação de outros serviços. ou outras formas de reconhecimento externo) e artigos ou livros por ele publicados.AU DITO RiÁ . contudo. Nessas circunstâncias. Se ainda assim. se possui licença para praticar. se o auditor. está relacionada à sua experiência pessoal com trabalhos anteriores. se o auditor fizer referência ao trabalho de especialista em seu relatório. porque não obteve evidência de auditoria suficiente e apropriada. por exemplo. Objetividade refere-se aos possíveis efeitos que a tendenciosidade. tendo utilizado o trabalho desse especialista. Além disso. existe a possibilidade da utilização ou contratação de outro especialista. pode ser necessário expressar uma opinião modificada (opinião diferente de “sem ressalva”) em seu relatório. Habilidades referem-se à capacidade do especialista de exercer a referida competência nas circunstâncias do trabalho. concluir que este é adequado. Para salvaguardar suas responsabilidades. o auditor pode precisar da permissão do especialista antes de fazer essa referência. o auditor deve avaliar se o espe­ cialista possui competência. Os fatores que podem influenciar a habilidade incluem. No entanto. Competência refere-se à natureza e ao nível de especialização do especialis­ ta. deve estabelecer acordo com esse especialista sobre a natureza e a extensão do trabalho adicional a ser executado para suprir essa deficiência ou executar procedimentos adicionais de auditoria apropriados nas circunstâncias. pode aceitar que as constatações ou conclusões desse especialista em sua área de especialização constituem evidência de auditoria apropriada.Oavi Sarreto e Fernando G raeff ■ . Caso o auditor determine que o trabalho do especialista não é adequado para fins da auditoria. em alguns casos no setor público. ou seja. Exemplos de interesses e relacionamentos que podem prejudicar a objetividade do especialista incluem interesses financeiros diretos e indiretos. habilidades e objetividade necessárias para fins da auditoria. a legislação ou a regulamentação pode requerer uma referência ao trabalho de especialista do auditor. Cabe ao auditor independente avaliar a qualidade e suficiência do trabalho do especialista como parte da evidência de auditoria relacionada ao item da de­ monstração contábil sob análise. suas qualificações (se é membro de órgão profissional ou de associação da área de atuação. a localização geográfica e a disponibilidade de tempo e de recursos. Regra geral o auditor não deve fazer referência ao trabalho do especialista do auditor em seu relatório que contenha opinião não modificada. para fins de transparência (mas essa não é a regra). . Falaremos com mais detalhes da opinião e do relatório de auditoria nos capítulos seguintes. Ressalte-se que. o conflito de interesse ou a influência de outros podem ter sobre o julgamento profissional ou comercial do especialista. é porque essa referência é relevante para o entendimento de ressalva ou outra modificação em sua opinião.

023/05 (alterada pela Resolução CFC no 1.UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE OUTROS PROFISSIONAIS No caso de especialistas da administração.228/09: NBC TA 600 . OUTROS AUDITORES INDEPENDENTES No que se refere à utilização de outros auditores independentes em um traba­ lho de auditoria. supervisão e desempenho do trabalho da equipe. mesmo que não envolva demonstrações contábeis de grupos. possuem coletivamente habilidade e competência apropriadas para tanto. 7. ao emitir opinião modificada. o relatório de 4 5 Resolução CFC no 1. é importante ressaltar que essa referência não reduz a res­ ponsabilidade do auditor por essa opinião. ao fazer referência ao trabalho do especialista. O p in iã o n ao m o d ific a d a {s e m r e s s a lv a s ) E s p e c ia lis ta do a u d ito r ou E s p e c ia lis t a d a a d m in is tra ç ã o (co m v in c u lo e m p re g a tíc io ) E s p e c ia lis t a d a a d m in is tra ç ã o (se m v in c u lo e m p re g a tíc io ) N ão deve fazer referência ao trabalho do e sp ecialista O p in iã o m o d ific a d a (co m r e s s a lv a s ou a d v e rs a ) Não deve fa z e r referência ao trabalho do e sp ecialista Pode fa z e r referência ao trabalho do esp ecialista. apesar de não tratar especificamente desse assunto.Utilização de Trabalho de Especialistas. .84 afirma que. 7 . o auditor deve indicar no relatório que isso não afasta sua responsabilidade pela opinião formulada sobre as demonstrações contábeis. Resolução CFC no 1.3. O sócio encarregado do trabalho (auditor que chefia a equipe de auditoria) também é responsável pela direção. o envolvimento de outro auditor não altera a responsabilidade do auditor de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para conseguir uma base razoável para suportar sua opinião.Considerações Especiais . incluindo o trabalho dos auditores dos componentes. Nesses casos. Incluindo o Trabalho dos Auditores dos Componentes. pode fazer referência ao trabalho do especialista. Por exemplo. para executar serviços que tenham efeitos relevantes nas demonstrações contábeis.Auditorias de Demonstrações Contábeis de Grupos. quando o especialista legalmente habilitado for contratado pela entidade auditada. é aplicável a normatização prevista na NBC TA 6005 que trata de auditorias de demonstrações contábeis de grupos. o auditor pode envolver outro auditor para observar a contagem de estoques ou fazer a inspeção física de ativos fixos em local remoto. pode ser útil o envolvimento de outros auditores na auditoria de demonstrações contábeis. s e for relevante para o entendim ento da m odificação na sua opinião Não deve fa z e r referência ao trabalho do especialista Mais uma vez. inclusive outros auditores. a NBC P 1. Além disso. é responsabilidade do auditor se certificar de que os que exe­ cutam o trabalho de auditoria. Como resultado. Por esse motivo.8 .042/05): NBC P 1. Segundo a referida norma. este fato deve ser divulgado nas demonstrações contábeis e o auditor. sem vínculo empregatício.. Cap.

Quando o relatório de auditoria é ressalvado. d e o u tra fo rm a . revelando um com portamento que não é ético. porque a equipe encarregada do trabalho não conseguiu obter evidência de auditoria apropriada e suficiente em relação às informações contábeis. n ão são sustentados . o relatório do auditor deve indicar que a referência não diminui a responsabilidade do sócio encarregado ou da firma encarregada do trabalho pela opinião de auditoria. das n orm as d e a u d ito ria e as decisões in fo rm ad a s re q u e rid a s ao lo n g o d e to d a a a u d ito ria n ão p o d em ser fe ita s sem a ap lic a ç ã o do c o n h e c im en to e e x p e ­ riência rele v a n te s p ara os fa to s e circunstâncias. A emissão da carta de responsabilidade da administração (representação formal) é um procedimento normal de auditoria. estabeleceu três procedim entos obrigatórios para emissão do parecer. c o n h e c im en to e e x p e riê n c ia te n h a m a ju d a d o no d es e n v o lv im e n to das c om petências necessárias para e s ta b e le c e r ju lg a ­ m entos razo áveis. Se tal referência for requerida por lei ou regulamento.Pref. a menos que tal referência seja necessária para uma explicação apropriada das circunstâncias. o parágrafo base para opinião com ressalva deve descrever as razões para essa inabilidade sem se referir ao trabalho do outro auditor. b) não é ético. c) é ético. d) é ético. O parecer (relatório) deve ser datado e assinado peio contador responsável pelos trabalhos. q ue a em presa em itisse a carta d e res­ ponsabilidade da adm inistração e o terceiro. o segundo. C u m p re d es ta c ar q ue e le n ão d eve ser usado com o ju s tific a tiv a p ara decisões q ue. q ue o parecer seria assinado p o r sócio do escritório de con tab ilidade. (F G V /A u d ito r Fiscal d a Receita M u n ic ip a l . 6 E 7 EB (ESAF/AFRFB/2009) O a u d ito r da em presa Negócios S. Com entários: O auditor deve pautar sua conduta pela integridade e independência. não é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. que: a) é ético. com relação aos procedim entos. EXERCÍCIOS COMENTADOS . O prim eiro. A li DITO R!A . q u e a em presa renovasse o contrato de aud ito ria para o próxim o ano. não deve ser considerado para emissão do parecer e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. cujo tre in a m e n to . e) não é ético.p a y í Barreto -e Fernando Graeff auditoria sobre as demonstrações contábeis não deve se referir ao trabalho do outro auditor. A n gra dos R e is /20 1 0 ) O ju lg a m e n to pro fission al é essencial p ara a con du ção a p ro p ria d a d a a u d ito ria . Isso p o rq u e a in te rp re ta ç ã o das e xig ên cias éticas e profissionais relevan tes. assim o condicionamento da emissão do parecer (relatório) à manutenção do contrato de auditoria causa um conflito de interesse incompatível com sua profissão.110 . e conter seu número de registro no Conselho Regional de Contabilidade. não é procedimento de auditoria e atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor. é procedimento de auditoria e não atende as normas de auditoria e da pessoa do auditor.A. considera-se apenas em alguns casos para emissão do parecer e não atende as normas de auditoria e pessoa do auditor. Pode-se afirm ar. cuja única form ação é adm inistração d e empresas. A característica q u e d is tin g u e o ju lg a m e n to p ro fis s io n a l esp e rad o d o a u d ito r é q u e esse ju lg a m e n to seja exercido p o r a u d ito r. respectivam ente.CAPÍTULOS 5.

pode realizar auditoria em Seguradoras e Entidade de Previdência Complementar Aberta. O ju lg a m e n to profissional NÃO é necessário. de n atu re za suscetível d e fra u d e . registrado no Conselho Federai de Contabilidade. b) a natureza. para justificar decisões não sustentadas por fatos e circunstâncias do trabalho ou por evidência de auditoria apropriada e suficiente.Cadastro Nacional de Auditores Independentes. e) Todas são falsas. p or exem plo. antes do início da auditoria. ao realizar a auditoria em entidade seguradora.: 7 . II. O item III é falso.'Cap. os objetivos gerais do auditor. p or exem plo. pode-se afirm a r que: o auditor externo. o auditor responsável pelos trabalhos de auditoria deve ser um contador. T am bém inclui a consideração da suficiência e ad e q u a ­ ção das evidências d e a u d ito ria o btidas considerando as circunstâncias. À EXCEÇÃO DE UM A. este vínculo. para ser aud ito r responsável pelos trabalhos. III. Assinale-a. todo auditor externo. que tenha regis­ tro no CNAI . CVM e CFC. com relação às afirm ativas acim a. d) avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de relatório financeiro aplicável da entidade. ' Comentários: O auditor não pode utilizar o julgamento profissional. fo r a única evidência q u e corro bo re um v a lo r relevan te da d em onstração co n táb il. seus conhecimentos. Isso inclui q u e s tio n a r evidências d e a u d ito ria c on traditórias e a c o n fia b ilid a d e dos docum entos e respostas a indagações e o utras inform ações o btidas ju n to à adm inistração e aos responsáveis p e la g ove rn a n ç a . com isso. O item 1 ! é faíso.r ÜTiU zaç /M^ ÒO. pode te r nível de parentesco até segundo grau com os adm inistradores e gestores da entidade auditada. i Comentários: O item 1é faiso. d) Somente II e Iti são falsas.. não é todo auditor externo que pode realizar auditoria em Seguradoras e Entidade de Previdência Complementar Aberta (art. sua experiência etc. HJJ (ESAF/Analista Técnico da SUSEP/2010) Com relação à a tiv id a d e profissional do aud ito r externo. ou seja. a) evidências de auditoria que contradigam outras evidências obtidas I. a} Somente a i e li são verdadeiras. A ngra dos R eis/2010) O ceticism o p ro ­ fissional é necessário para a a valiação crítica das evidências d e a u d ito ria . de 2004).TO “V ^ H ü pelos fa to s e circunstâncias do tra b a lh o n em p o r e v id ê n cia d e a u d ito ria a p ro p ria d a e suficiente. exercendo a função de sócio de auditoria. em particular. O ceticismo profissional inclui es ta r a le rta . a independência do auditor pode ser afetada por ameaças de familiaridade. . desde que declare para a SUSEP. 7o da Resolução CNSP n° 118. Assinale a opção correta. c) avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC TAs e. o auditor deve te r formação em nível superior nos cursos de administração de empresas ou contabilidade. considerando o disposto na TA 2 0 0 e correlatas o indicado nas a ltern ativas a seguir. e} extração de conclusões não baseadas nas evidências de auditoria obtidas. b) Somente I e íll são falsas. c) Todas são verdadeiras. E Q (FG V /A u d ito r Fiscal da Receita M u n icip a l . nas decisões sobre a) materialidade e risco de auditoria. de acordo com a NBC PA 02. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a coleta de evidências de auditoria. devidamente habilitado.Pref. n o caso d e existência d e fa to re s d e risco d e fra u d e e um d o cum ento in d iv id u al.

que tra ta do controle de q ualidad e. alguns deveres do contabilista estão relacionados a seguir. a alternativa "e" é a única que não se en­ quadra nos exemplos de fatos aos quais o auditor deve estar alerta. Assinale-o. Esses princípios estão em linha com os princípios do Código d e Ética do IFAC. devendo para tanto obter entendimento na área de especialização.A U D \7 0 R \Á :-D a v i8 a rr e to e F e r n a n d o G r a e ff-: : b) informações que coíoquem em dúvida a confiabilidade dos documentos e respostas a indagações a serem usadas como evidências de auditoria c) condições que possam indicar possível fraude d) circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de auditoria além dos exigidos pelas NBC TAs e) transações rotineiras desenvolvidas por controladas avaliadas pelo método da equivalência patrimonial Com entários: Conforme o item A18 da NBC TA 200. ES (FG V/A uditor Fiscal da Receita M unicipal . avaliar se ele possui competência. em área que não seja contabilidade e auditoria.b) estabelecer acordo.A P /2010) De acordo com a NBC TA 6 2 0 . por escrito. a) integridade b) subjetividade c) competência e zelo profissional d) confidencialidade e) comportamento (ou conduta) profissional f Comentários: A única alternativa que não representa um principio fundamental de ética profis­ sional é a "b" pelo contrário. habilidades e objetividade necessárias nas áreas de contabilidade e auditoria. sem prejuízo da dignidade e independência profissionais.Pref. o a u d ito r não deve assum ir o seguinte procedim ento: a) determinar a natureza. habilidades e objetividade necessárias na área de contabilidade e auditoria. diligência e honestidade. sobre a natureza. A objetividade é um princípio a ser seguido. inclusive no âmbito do serviço público. na sua área específica de conhecimento.A P /2 0 1 0) Segundo o código d e ética profissional. q ue tra ta do uso do tra b a lh o d e especialistas. b) Guardar sigiio sobre o que souber em razão do exercício profissional lícito. d) avaiiar se o especialista possui competência. a) Exercer a profissão com zelo. na contratação de um especialista. à exceção de um. com o especialista por ele contratado. e) determinar a necessidade de utilizar o trabalho do especialista para obter evidências de auditoria apropriada e suficiente. o alcance e os objetivos do trabalho do especiaiista para fins da auditoria. entre estas os Conselhos Regionais de Contabilidade. aprovad a pela Resolução CFC n° 1 2 3 0/0 9 . Com entários: Não cabe. incluindo a relevância e a razoabiltdade das suas constatações ou conclusões e a consistência com outras evidências de auditoria. condição indispensável para sua contratação. Assinaie-o. todo o trabalho do auditor deve se basear em critérios objetivos. observada a legislação vigente e res­ guardados os interesses de seus clientes e/ou empregadores. (FGV/Fiscal da Receita Estadual . . U Q (FGV/Fiscal da Receita Estadual . muito menos é condição indispensável para sua contratação ter conhecimentos nas áreas de contabilidade e auditoria. o alcance e os objetivos do seu trabaiho. À EXCEÇÃO DE U M . quando apropriado. mas sim. Angra dos Reis/2010) Os princípios fun dam en tais de ética profissional relevantes para o a u d ito r quando da condução de au d ito ria de demonstrações contábeis estão im plícitos no Código d e Ética Profissional do Contabilista e na NBC PA 01. cujo cum prim en to é exigido dos auditores e encontram -se listados a seguir. c) avaliar a adequação do trabaiho do especialista. ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por autoridades competentes.

1. o auditor e as firmas de auditoria devem estabelecer e manter um sistema de controle de qualidade do trabalho realizado. o rodízio de pessoai deve ser feito periodicamente. zelando. O Item II está correto. 2o da Resolução CFC n° 803/96. eventual circuns­ tância adversa que possa influir na decisão daquele que ihe formular consulta ou lhe confiar trabalho. o a u d ito r deve indicar apenas um responsável técnico q u a n d o da aceitação ou da retenção dos mesmos. pois quando o auditor independente utiliza o mesmo pessoal por um longo período de tem po em uma mesma entidade pode surgir a ameaça de familiaridade. mesmo que se positive falta de confiança por parte do cliente ou empregador. como afirm ação d e transparência. IV. e dos próprios clientes. evitando declarações públicas sobre os motivos da desconfiança. O Item III está correto de acordo com a NBCT 11. o item IV está errado.A P /2 0 1 0 ) A NBC TA 2 0 0 enum era os princípios éticos profissionais a serem seguidos p or um auditor. e) Ser solidário com os movimentos de defesa da dignidade profissional. um a vez q u e a perm anência do pessoa! gera ganhos no tra b a lh o a ser executado d evid o à experiência acum ulad a pela equipe. ao cliente ou empregador. m í. Por fim. §§H (FG V /A u ditor da Receita Estadual . As regras e os procedim entos devem ser colocados à disposição do Conselho Federa! de C ontabilidade para fins d e acom pan ham en to e fiscalização.em presas ou profissionais autônom os . que pode prejudicar a independência. seja zeiando por condições de trabalho compatíveis com o exercício ético-profissional da Contabilidade e seu aprimoramento técnico.■ Cap.UTILIZAÇÃO D O TRABALHO DE OUTROS PROFISSIONAiS • c) Comunicar. que g aran tam a q u alid ad e dos serviços executados. "c" e "e" representam deveres do contabilista.. segundo o art. da discussão dos assuntos críticos d u ran te a fase de execução dos trabalhos e quando do seu encerram ento. portanto. previa que para os clientes que envolvam maiores riscos. o auditor deve indicar mais de um responsável técnico. d) II e ül. "b". d) Permanecer nas funções que exerce. Os auditores independentes . estendendo-se a obrigação a sócios e executores. Com entários: O item i está errado. em documento reservado. III. seja propugnando por remuneração condigna. Está correto o q ue se afirm a APENAS em a) I e IV. com vistas ao seu conhecim ento e acom panha­ m ento.4. IL {FCC/TCM-PA/Técnico d e C ontrole E x te rn o /2 0 1 0} Em relação à supervisão e ao controle de q u alid ad e da a u d ito ria ind epen den te. desde iogo. 7 . b) III e IV. a) integridade.d evem im p la n ta r e m a n te r regras e procedim entos d e supervisão e controle intern o d e q ualidad e. Com entários: As alternativas "a". .1.4. bem com o dos organismos reguladores de ativid ades do m ercado. b) Formalidade. considere: O a u d ito r ind e p e n d e n te deve e v ita r o rodízio do pessoal responsável pela execução dos serviços na e n tid a d e a u d ita d a . Para os clientes que envolvam maiores riscos. item 11. e) Comportamento profissional. da revisão do p lan ejam ento.8.8. contudo. d) Confidencialidade. ora revogado. e) I e lli. c) i e ü. o item 11. que trazia expressamente essa previsão (não foi reproduzida pelas novas normas). Assinale a a lte rn a tiva que apresenta um desses princípios. c) Competência. para que os interesses dos mesmos não sejam pre­ judicados.

Segundo referido normativo a alternativa "b" não representa um princípio e a "c" está incompleta.E 06 .D 10 . b) a revisão do plano de contas e dos sistemas contábeis e financeiros. são obrigadas a divulgar. para realizar várias perícias em suas instalações.B 08 . ten h a con tratad o um p erito . bem como do relatório proposto.' ^ . iíB I (CESPE/Auditor . ou mesmo.D 03 .U n ip a m p a /2 0 0 9 ) Considere q ue d ete rm in a d a e n tid a d e .A P /2010} D e acordo com a norm a relativa ao con­ EQ tro le de q u alid ad e da au d ito ria das dem onstrações contábeis.CAPÍTULOS 5 .D 09 — Nula EXERCÍCIOS . Nessa situação. d) a avaliação do planejamento da auditoria. Comentários: Segundo o item 35 da NBC PA 01. o relatório preliminar e a consideração se o relatório é apropriado. e Comporta­ mento (ou conduta} profissional.E 04 . c) a revisão da documentação preparada pela auditoria relativa a todos os exames relevantes feitos pela equipe de trabalho. Uma revisão deve se ater somente aos aspectos mais importantes. em organism os d e im prensa escrita .'i-Ã V p jfà R y k -^ p a y i. Essa avaliação deve envolver: a) a discussão de tódos os assuntos com o sócio encarregado do trabalho. re ­ g u la rm e n te registradas. sendo o resultado desse tra b a ih o relevante para as dem onstrações contábeis. Objetividade. e) a revisão da documentação selecionada pela auditoria relativa aos julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e das conclusões obtidas. sem importância para as conclusões obtidas. GABARITO 01 . im (CESPE/Auditor . o revisor do controle de qualidad e do tra b a lh o deve realizar uma avaliação o b je tiv a dos julg am en to s feitos pela equ ipe d e tra b a lh o e as conclusões atingidas ao e labo rar o relatório. para determinados trabalhos. Competência e zelo profissional. a firma deve estabelecer polítícas e procedimentos que requeiram. 6 E 7 Para as questões 01 a 05. q ue passava p or uma a u d ito ria in d ep en d en te. O gabarito preliminar apontava a alternativa "b". Confidencialidade. (FG V/A uditor da Receita Estadual .B a r r é ió e Fernando G iaèíf ' Comentários: O item A l 5 da NBC TA 200 enumera os princípios fundamentais de ética profis­ sional: Integridade. de aspectos secundários. pois levando em consideração a eficiência e a eficácia da auditoria. posteriormente a questão foi anulada.E 05 . julgue as afirmativas como certo ou errado.E 02 . não seria viável uma revisão de todo o trabalho.U n ip a m p a /2 0 0 9 ) Todas as entidad es d e a u d ito ria in d ep en d en te. sem vínculo em p reg atício. a responsabilidade do a u d ito r não envolve o tra b a lh o realizado pelo perito.114 ■H’ v. a revisão de controle de qualidade do trabalho que forneça uma avaliação objetiva dos julgamentos significativos feitos pela equipe de trabalho e as conclusões obtidas para elaboração do relatório de auditoria ou de outros relatórios.E 07 .

não é relevante. ser imparcial em sua opinião.•. Pode-se a firm a r que a responsabilidade técnica do tra b a ih o é a) b) c) d) de toda a equipe técnica. os d etalhes d e ta l prejuízo devem ser inform ados às partes apropriadas. confiados à guard a do au d ito r. da firma de auditoria. (CESPE/Agente Fiscal d e Tributos M unicipais . n o rm a lm e n te são utilizadas equipes técnicas para o desem penho do trabalh o. está caracterizada a perda de independência. a integri­ d ad e é a q u a lid a d e na q ual a confiança do usuário d e seus serviços se n orte ia .Prefeitura d e Teresina/2008) Nos term os do Código d e Ética do profissional contábil. 7 . Neste sentido. a relação d e seus clientes cujos honorários representem mais d e 10% do seu fa tu ra m e n to anual. do auditor. / ou em meios eletrônicos d e acesso púbiico. (ESAF/AFTE . se a independência ou o b je tiv id ad e forem prejudicadas de fato ou na aparência.. que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos executados. a ocorrência de serviços prestados pelos aud ito res substituídos nem o conhecim ento das razões da substituição.Área: A dm inistrativa-C o ntabilidad e . e) os auditores internos que tenham prestado serviços de consultoria não poderão assumir res­ ponsabilidade sobre as respectivas operações.U n ip a m p a /2 00 9 ) Na fase de contratação d e novos serviços d e audi­ to ria ind epen den te. por responderem solidariamente e ilimitadamente. renunciar aos trabalhos. é correto afirm a r que a) trabalhos de auditoria relacionados a funções sob responsabilidade do dirigente de auditoria nào devem ser reaiizados enquanto perdurar a situação. {ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais ~ SEF1N N a tal/2 0 0 8 ) Na execução dos trabalhos de au d ito ria externa.TRE M A /20 0 8 ) Se um dos m em bros d a e q u ip e d e a u d ito ria possui títu los ou valores m obiliários da entidad e a u d ita d a . para o novo contratado. cometer erros não intencionais. . e) de todos os sócios da firma de auditoria. pois se tra ta d e relações d e confiança e d e natureza reservada. dos gerentes do projeto e do sócio-auditor. . o ciiente deve ser informado na conciusão do trabaiho. Cap. por possuírem formação pertinente. (CESPE/Auditor d e Contas Públicas ~ CGE-PB/2008) Entre as norm as d e atributos. desde que supervisionada pelo auditor. (CESPE/Analista Judiciário . d) auditores que tenham sido responsáveis pela avaliação de operações específicas devem mani­ festar expressamente essa condição. devese considerar que. c) os auditores internos podem prestar serviços de consultoria relacionados às operações pelas quais tenham sido responsáveis anteriormente. relacionados a serviços de consultoria propostos. subordinar-se a julgamento.UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE OUTROS PROFISSIONAIS . papéis ou docum entos do cliente. o a u d ito r n ão p od e a) b) e) d) e) questionar os fatos contabilizados. Para isso. mesm o em razão da falta de p ag am en to dos honorários relativos aos serviços já realizados.SEFAZ R N /2005) Na ética profissional do a u d ito r ind epen den te. não p odem ser retidos. (CESPE/Auditor . que assume os riscos mediante contrato. livros. b) caso se constatem potenciais prejuízos à independência ou objetividade.

SEFAZ RN/2005) Não é fa to r que impeça o aud ito r ind epen den te de aceitar trabalhos de auditoria em entidades: a) b) c) d) e) víncufo conjugal com administradores da entidade. ter sido empregado da entidade há mais de dois anos. é única e exclusiva do auditor independente.m m m AUDITORIA ~ Davi Barreto e Fernando Graeff (ESAF/AFTE . a responsabilidade do parecer a) b) c) d) e) deve ser compartilhada com a administração da empresa. ter sido empregado há mais de três anos da empresa auditada. fixar honorários condicionais à natureza do trabaiho. se os estoques forem relevantes.Receita Federal/2003) É evidência de independência do auditor externo: a) b) c) d) e) parentesco com administrador. a empresa: a) b) c) d) e) tem que comunicar à Comissão de Valores Mobiliários. . em questionar a capacidade do especialista. exceto pela alteração resultante do trabalho do especialista. porém de forma Jimitada. § H | (ESAF/AFRE . não há responsabilidade do aud ito r a) b) c) d) e) em confirmar se o especialista é habilitado. I H j (ESAF/AFRFB . do auditor. deve comunicar ao Conselho Regional de Contabilidade. da administração que contratou o especialista para execução do trabalho. ser acionista da empresa auditada. fixar honorários condicionados ao tipo de parecer a ser emitido* * H fH (ESAF/AFRFB .Receita Federal/2002) Q uando um a u d ito r ind epen den te utiliza relatórios elaborados pelos auditores internos para concluir seus trabalhos nas áreas de estoques e im obilizado. deve dar ciência do fato ao Conselho Federai de Contabilidade. acionistas ou sócios da empresa auditada. não tem obrigatoriedade de comunicar a nenhum órgão. é do auditor interno. ser representante comercial da empresa auditada sem vínculo empregatício. deve ser compartilhada com o auditor interno. HHH (ESAF/AFRFB .Receita F ederal/2002) Quando o aud ito r independente e m itir um parecer m odificado em função do resultado de um trabalho de um especialista identificado em seu parecer.Receita F ederal/2002) Q uando o fatu ram en to de outros serviços presta­ dos aos mesmos clientes de auditoria ultrapassar. desde que habilitado. compartilhada entre o auditor e o especialista contratado pela administração. ter interesse financeiro direto na entidade. quando o especialista for funcionário da empresa auditada. apenas reiata por ofício ao Banco Central do Brasil. mesmo se contratado pela administração. {ESAF/AFRFB . os honorários dos serviços de aud ito ria. participação direta ou indireta como sócio ou acionista da empresa auditada. é do auditor independente. na m édia dos três últimos anos. em divulgar o fato em parecer sem ressalva. a responsabilidade desse parecer é: a) b) c} d) e) compartilhada entre o auditor e o especialista contratado pelo auditor. exclusiva do auditor independente.SEFAZ CE/2006) Quando da utilização de serviços de especialista. se o especialista for independente e não possuir vínculo com a empresa.

acionistas. d) é compartilhada com a empresa contratada na avaliação das metodologias e técnicas utilizadas. apenas. sendo a responsabilidade técnica e de avaliação de metodologias para avaliação dessa área de responsabilidade da empresa especializada.A. {Cesgranrio/ Profissional Júnior . . para verificação. a empresa de aud ito ria contrata firm a especializada em cálculos atuariais. sendo obrigatória a menção da empresa contratada no parecer de auditoria. apenas. para parentesco até 3o grau. c) fica restrita à sua competência profissional. e.SEFAZ P 8/2006) O auditor. na ocorrência de emitir parecer sem ressalva.Cap. se tal fato constar do parecer. sócios ou com em pregados que ten h am ingerência na sua adm inistração ou nos negócios ou sejam responsáveis p or sua contabilidade. desde que tal fato não conste do parecer do auditor independente.UTILIZAÇÃO DO TRABALHO DE OUTROS PROFISSIONAIS 117 |m (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . há im pedim ento para o aud ito r executar trabalh o de auditoria em entidade em que ele ten h a grau de parentesco consanguíneo. ao realizar processo d e auditoria na empresa JVIother S. b) limitada. j f l (FCC/Analista de Controle Externo . independente de ter conhecimento técnico na especialidade. para parentesco até 2o grau. como atuários. ten d o pactuado em contrato a participação e a com piem entação das insuficiências de fundos. respondendo em todos os níveis. técnicos eminformática ou outros. visto não poder ter certeza completa. para parentesco de I o grau. e) restrita aos processos e trabalhos que apresentem pontos relevantes e interfiram no parecer. Em decorrência dela. A empresa participa com 80% das contribuições totais. a responsabilidade do auditor: a) limita-se aos trabalhos por eie efetuados./2008) A in d e ­ pendência é uma das normas relativas à pessoa do auditor. e) plena sobre os fatos e números gerados por esteprofissionalna demonstração. tendo o auditor que mencionar o nome da empresa responsável pelos trabalhos e os efeitos apurados. não poderá fazer referência do especialista no seu parecer. d) parcial em todos os trabalhos. e) está condicionada à escolha de empresa idônea è competente que não possua vínculo com a empresa auditada e que não tenha dependência. desde que não tenham sido praticados atos de dolo condicional pelaequipe técnica.. plena. 7 .TCE M A /20 0 5 ) Ao contratar a prestação de serviços de profissional especializado para avaliação de valores relevantes do cálculo atuarial de planos d e previdência privada dos funcionários da empresa auditada. sendo a firma especializada responsável peíos trabalhos especiais. apenas. quando da designação de equ ipe técnica para desenvolvim ento dos trabalhos de auditoria. para parentesco até 4o grau. respondendo tecnicamente pelos cálculos e valores apresentados nas demonstrações contá­ beis. constata a existência de benefício de Previdência Privada concedido a seus funcionários. ffB l {FCC/AFRE . respondendo peíos erros ou fraudes que possam surgir. tem sobre os trabalhos a serem realizados responsabilidade a) b} c) d) limitada aos processos e trabalhos por ele supervisionados e avaliados. extensiva aos trabalhos executados por especialistas. b) é igual à da empresa contratada. apenas. Assim. a) b) c) d) e) qualquer que seja o grau de parentesco.Ciências Contábeis . No intuito de aplicar os procedimentos de auditoria na área.SEFIN N atai/2008) O auditor. c) ilimitada. com adm inistradores. em tinha reta. pelos trabalhos executados. píena. uma firm a de aud ito ria tem sobre estas informações responsabilidade a) restrita quanto a sua competência profissional.Petrobras Distrib.

b) relacionamentos comerciais com a entidade auditada.SEFAZ CE/2006) É fato r d eterm inan te para a recusa de um trabalho de aud ito ria externa a) o auditor ser importante acionista da empresa auditada.'••ÀÜOrfORIÁ -f:Df}vl Barreto e f& n p n à o G ra ^ ff-\' ES (Cesgranrio/Técnico d e Contabiiidade - EPE/2005) Na realização d e uma auditoria inde­ pendente. b} BANCO DO BRASIL c) CRC. Nesta situação é necessário que ta! contador esteja registrado no: a) BACEN. b) A ocorrência de informação incorreta no parecer do Auditor. a perda d e indepen­ dência pode-se d ar pela ocorrência dos seguintes fatos. . b) o auditor ter conhecimento suficiente sobre o negócio da empresa. não pode gerar res­ ponsabilização. e) recebimento dos honorários devidos pelos serviços de auditoria prestados à entidade auditada. o Auditor Externo não pode ser responsabilizado pela ocorrência de fraudes e erros não detectados em seus trabalhos. m (Cesgranrio/Contador ~ Prefeitura de JVlanaus/2004) Term inada a aud ito ria de um Banco cujas ações são negociadas na Bolsa de Valores. d) CRC e no BACEN. e) inserir parágrafo de ênfase no parecer. d) A omissão de informações nos pareceres de auditoria. assinale a opção correta. ainda que dolosa. o aud ito r externo poderá u tilizar os trabalhos da aud ito ria interna da empresa auditada em seus testes substantivos. IW tflS (ESAF/AFRE . d) atuação como administrador ou diretor de entidade auditada. d) a necessidade de uso de especialistas para avaliação de áreas específicas. e) A utilização de serviços contábeis de um Auditor Interno pelo Auditor independente isenta este último de qualquer responsabilidade sobre os resultados dos trabalhos. exceto: a) operações de créditos e garantias com a entidade auditada. foi e m itido o respectivo parecer que foi assinado pelo contador responsável pelo trabalho. no desem penho de suas funções. d} abster-se de emitir opinião. e) CRC e na CVM. a) O Auditor Interno não pode ser responsabilizado. c) relacionamentos familiares e pessoais com a entidade auditada. não enseja responsabilidade. c) Tendo se valido adequadamente das técnicas de auditoria. c) emitir parecer com ressaiva. mesmo que gere prejuízos à en­ tidade auditada ou a terceiros. £ £ 3 (ESAF/AFC Correição ~ CGU/2006) Em uma Auditoria independente. E3 (ESAF/AFC Correição ~ CGU/2006} Acerca d a responsabilização de A uditor. c) a possibilidade de o profissional contratado poder realizar o trabaiho com imparcialidade. ele deverá: a) solicitar novos testes à auditoria interna. Caso ju lg u e que o volum e de testes realizados pela auditoria interna não é suficiente para e m itir sua opinião. e) a existência de fraude ou erro nas demonstrações auditadas. b) realizar testes adicionais.

C 03 .A .E 02 ..A 21 .Errado 06 . 7 .E 16 — B 19 .E 23 .B 22 .D 10 .E 17 .D 11 .UTILIZAÇÃO DO TRABALHO' DE OUTROS PROFISSiONAIS GABARITO 01 .D 13 .B 12 .Certo 08 .Certo 04 — Certo 07 .D 14 .C 09.D 15 .C 18 .Errado 05 .C 20 .

COMO A AUDITORIA I .

o auditor “pensa o seu trabalho”.1.211/09: NBC TA 300 . o planejamento da auditoria envolve a de­ finição de estratégia global para o trabalho e o desenvolvimento de plano de auditoria. O planejamento é a etapa inicial da auditoria. Apesar da forma como foi ilustrada a fase de planejamento na figura acima. é importante destacar que o planejamento não é uma fase isolada da auditoria. definindo a natureza. De acordo com a NBC TA 3001. pois auxilia o auditor a dedicar atenção apropriada às áreas importantes da auditoria. um planejamento adequado é benéfico para a auditoria das demons­ trações contábeis. a organizar adequadamente o trabalho. e a selecionar os membros da equipe 1 Resolução CFC n° 1. a oportunidade e a extensão dos exames. identificando quais são seus objetivos e definindo os detalhes que conduzirão os trabalhos (cronograma. . De uma forma geral.Capítulo i PLANEJAMENTO DE AUDITORIA 8.Planejamento da Auditoria de Demonstrações Contá­ beis. procedimentos. NOÇÕES GERAIS SOBRE PLANEJAMENTO DE AUDITORIA Vamos iniciar nossa discussão tentando èntender como é o trabalho de um auditor. riscos envolvidos etc. mas um processo contínuo e iterativo. Nesse momento. é possível estruturá-lo em três grandes etapas: pla­ nejamento —execução . Nesta etapa é traçada a estratégia dos trabalhos a executar na entidade. Assim.). continuando até a conclusão do trabalho de auditoria atual. a identificar e resolver tempestivamente problemas. de modo que seja possível desempenhar uma auditoria eficaz.relatório. que muitas vezes começa logo após a conclusão da auditoria anterior (ou durante a contratação da auditoria).

contudo. (d) considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de audi­ toria e. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. se for o caso. Todos os membros-chave da equipe de trabalho devem ser envolvidos no planejamento da auditoria. O auditor deve estabelecer uma estratégia global de auditoria que defina o alcance. devendo: (a) identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. na coordenação do trabalho realizado por outros auditores e especialistas. o plano de auditoria é mais detalhado que a estratégia global. um bom planejamento é peça chave para facilitar a supervisão e revisão dos trabalhos da equipe de auditoria. (b) definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a natureza das comunicações requeridas. por meio do entendimento da entidade e de seu ambiente. Além disso. otimizando assim a eficácia e a eficiência do processo. é possível definir dois grandes produtos dessa fase: a estratégia global e o plano de auditoria. Dessa forma. a época e a extensão dos procedimentos planejados de avalia­ ção de risco. de trabalho. Em outras palavras. (c) considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são signi­ ficativos para orientar os esforços da equipe do trabalho. Quando se fala em planejamento. o auditor deve estabelecer uma macroestratégía capaz de orientá-lo no desenvolvimento de um plano de auditoria. Esse plano (também chamado de programa de auditoria) é a descrição detalhada dos passos que deverá seguir durante a execução dos trabalhos e deve conter a descrição de: (a) a natureza. a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o trabalho. e (b) outros procedimentos de auditoria planejados e necessários para que o trabalho esteja em conformidade com as normas de auditoria. a discussão com a administração da . assim como dos procedimentos adicionais de auditoria planejados no nível de afirmação. a época e a direção da auditoria. incorporando suas experiências e seus pontos de vista. Além disso.Davi Barreto e Fernando Craeff . Por exemplo. se é relevante o conhecimento obtido em outros trabalhos realizados. visto que inclui a natureza. o auditor pode optar por discutir esses elementos do planejamento com a administração da entidade. deve-se atentar para não comprome­ ter a eficácia dessa auditoria.AUDITORIA . quando aplicável. para orientar o desenvolvimento do plano de auditoria. e (e) determinar a natureza. bem como auxiliar.

o auditor pode considerar os seguintes temas adicionais na definição da estratégia global e do plano de auditoria: ° exceto se for proibido por lei ou norma. ele pode evoluir ao longo da execução dos trabalhos. queremos ressaltar que todas as informações obtidas para fins de planejamento devem compor a documentação comprobatória de que o audi­ tor executou as etapas previstas nas normas de auditoria. o plano de auditoria e as eventuais alterações significativas ocorridas. Entretanto. a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria sempre serão responsabilidade do auditor. Por exemplo. o planejamento dos procedimentos de avaliação de riscos ocorre na fase inicial de auditoria! Entretanto. . da época e da extensão de procedimentos específicos adicionais de auditoria depende do resultado dessa avaliação de riscos. o planejamento não é algo estático ou imutável.2. Assim. a época e a extensão dos procedimentos planejados. de forma a permitir que a auditoria atinja seus objetivos com eficácia e eficiência. no caso de auditoria inicial. manter contato com o auditor antecessor.PLANEJAMENTO DE AUDITORIA natureza e da época de procedimentos detalhados pode tomar tais procedimentos demasiadamente previsíveis. à medida que o plano de auditoria para o trabalho é desenvolvido. Em decorrência de imprevistos ou mudanças nas condições. 2 Trabalho de auditoria inicial é um trabalho em que as demonstrações contábeis do período . 8. a natureza. E importante destacar que o auditor deve atualizar e alterar a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria sempre que necessário no curso da auditoria. ou as demonstrações contábeis do período anterior foram auditadas por auditor independente antecessor. o auditor pode ter a necessidade de estender as atividades de planejamento por falta da experiência anterior que é normalmente utilizada para o planejamento dos seus trabalhos. O planejamento dos procedimentos ocorre no decurso das atividades do auditor. para conduzir a revisão de seus papéis de trabalho (documen­ tação de auditoria). como forma de o auditor independente avaliar as modificações nas circunstâncias e os seus reflexos nos procedimentos de auditoria a serem aplicados. A estratégia e os programas de auditoria devem ser revisados permanentemente. portanto. anterior não foram auditadas. De qualquer forma. PLANEJAMENTO EM AUDITORIA INICIAL2 A finalidade e o objetivo do planejamento da auditoria não mudam caso a auditoria seja inicial (primeiro trabalho executado pelo auditor na entidade) ou em trabalho recorrente. o auditor pode ter que modificar a estratégia global e o plano de auditoria e. Finalmente.Cap. 8 . Para a auditoria inicial. as razões dessas alterações. bem como. Ou seja. o planejamento da natureza. o auditor deve documentar a estratégia global de auditoria.

fornece um referencial para o auditor na determinação da materialidade para a auditoria.3.Materialidade no Planejamento e na Execução da Auditoria. se o saldo total do “Contas a Receber” é na casa dos milhões de reais. Esse tipo de discussão. 8. • quaisquer assuntos importantes discutidos com a administração e relacio­ nados à escolha do auditor.00 certamente não é material A estrutura de relatórios financeiros frequentemente discute o conceito de ma­ terialidade no contexto da elaboração e apresentação de demonstrações contábeis. Embora a estrutura de relatórios financeiros discuta materialidade em termos diferentes. MATERIALIDADE3 Podemos definir materialidade como o valor ou valores fixados pelo auditor.Davi Barreto e Fernando Gíaeff. individualmente ou em con­ junto. ' .'• • executar procedimentos de auditoria necessários para obter evidência de auditoria suficiente e apropriada se: — os saldos iniciais contêm distorções que afetam de forma relevante as demonstrações contábeis do período corrente. 3 Resolução CFC n° 1. inferiores ao considerado relevante para as demonstrações contábeis como um ■ todo ou para classes específicas de transações. algo material é aquilo considerado relevante. a comunicação desses temas aos responsáveis pela governança e como eles afetam a estratégia global de auditoria e o plano de auditoria.'■ .. esse sistema pode exigir o envolvimento de outro sócio ou profissional experiente para a revisão da estratégia global de auditoria antes de iniciar procedimentos de auditoria significativos ou de revisão dos relatórios antes da sua emissão). .213/09: NBC TA 320 .. Por exemplo. são consideradas relevantes quando for razoavelmente esperado que essas possam. AUDITORIA .. quando pre­ sente na estrutura de relatório financeiro aplicável. e . . uma fatura de R$100. ela em geral explica que: • distorções.B K S . Ou seja. incluindo omissões.as políticas contábeis apropriadas refletidas nos saldos iniciais foram aplicadas de maneira uniforme nas demonstrações contábeis do período corrente. a administração deve definir claramente o que é e o que não é material para elaborar suas demonstrações contábeis. influenciar as decisões econômicas de usuários tomadas com base nas demonstrações contábeis. saldos contábeis e divulgações. ou as mudanças nessas políticas contábeis estão devidamente registradas e adequadamente apresentadas e divulgadas de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. • outros procedimentos exigidos pelo sistema de controle de qualidade da firma para trabalhos de auditoria inicial (por exemplo. . Em suma.

CAPÍTULO 8 m (CESPE/TRE-BA/Área: Adm inistrativa . cujas necessidades podem variar significati­ vamente. Por mais que a estrutura de relatório financeiro forneça um referencial para o auditor. o conceito de materialidade não é algo inflexível. o nível ou níveis de materialidade a serem aplicados a essas classes específicas de transações. a determinação de materialidade é uma questão de julgamento profissional e é afetada pela percepção do auditor das necessidades de informações financeiras dos usuários das demonstrações contábeis. Vimos que. não é considerado o possível efeito de distorções sobre usuários individuais específicos. Assim. o auditor exerce julgamento sobre a mag­ nitude das distorções que são consideradas relevantes. o auditor deve determinar. individualmente ou em conjunto.Especialidade: Contabilidade/2009) Acerca de objetivos. O último item é bastante interessante. O conceito de materialidade é aplicado pelo auditor no planejamento e na execução da auditoria. o auditor deve determinar a materialidade para as demonstrações contábeis como um todo.000 pode ser material para determinado possuidor de ações de uma empresa. e são afetados pela magnitude e natureza das distorções. o efeito de R$1. Ora. Esses julgamentos fornecem a base para determinar a natureza. Identificar os problem as potenciais d a e ntidad e e tam bém a legislação aplicável à enti­ d ade é um dos objetivos do p lan ejam ento d e auditoria. ao planejar a auditoria. pois remete ao fato de que. a época e a extensão de procedimentos de avaliação de risco e de procedimentos adicionais de auditoria. . Se houver uma ou mais classes específicas de transações.:Á M D ^3^^'^'ÍíÍ^Í^íí -Mí^BSSS • julgamentos sobre materialidade são feitos à luz das circunstâncias envol­ vidas. técnicas e procedim entos d e aud ito ria. em determinadas situações é possível que o auditor analise valores menores que os previamente definidos como materiais. Ou seja. certamente não o é para o conjunto de acionistas que respondem por bilhões em investimentos. também. EXERCÍCIOS COMENTADOS . Ao estabelecer a estratégia global de auditoria. na definição de relevância e materialidade. saldos contábeis ou divulgação para as quais se poderia razoavelmente esperar que distorções de valores menores que a materialidade estabelecida para as demonstrações contábeis como um todo influenciem as decisões econômicas dos usuários.i-íí í 4^:R^NEJÁM^J^Ç^pé. E importante observar que materialidade determinada no planejamento não estabelece necessariamente um valor abaixo do qual as distorções não corrigidas. contudo. serão sempre avaliadas como não relevantes. e • julgamentos sobre quais assuntos são relevantes para usuários das demons­ trações contábeis são baseados em considerações sobre as necessidades de informações financeiras comuns a usuários como um grupo. que não possa ser adaptado de acordo com as circunstâncias. ju lg u e o próxim o item . saldos contábeis e divulgações.

A P/2010) A respeito do piano de auditoria assinale a afirm ativa incorreta. não é indispensável o conhecimento dos outros trabalhos realizados pelo sócio do trabalho para a entidade. isso inclui os problemas potenciais e a legislação aplicável. Ao estabelecer essa estratégia global. c) Considerar os fatores que no julgamento profissional do auditor são significativos para orientar os esforços da. d) deve ser atualizado e alterado sempre que necessário no curso da auditoria. E H ! (FG V/Auditor da Receita Estadual . GABARITO 01 . a época e a direção do seu trabalho e oriente o desenvolvim ento do plano de auditoria. o auditor deve entender a entidade e o ambiente no qual está inserida.TCE AC/2009) A respeito do planejam ento de aud ito ria. Assinale-o. desenvoíve-se a estratégia global para só depois elaborar o plano de auditoria. a) Identificar as características do trabalho para definir o seu alcance. Ciências Contábeis . d) Considerar os resultados das atividades preliminares do trabalho de auditoria/ sendo indispen­ sável o conhecimento dos outros trabalhos realizados peio sócio do trabalho para a entidade.CAPÍTULO 8 j j Q (CESPE/ACE Espec. I. c) deve incluir a descrição da natureza.Certo 03 . o plano de auditoria. a época e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem realizados pelos membros da equipe de trabalho. levando-se em conta a necessidade de atingir os objetivos da auditoria por meio do uso eficiente dos recursos do auditor. b) trata dos diversos temas identificados na estratégia global. Comentários: Para estabelecer a estratégia global. E3 (FG V/Auditor da Receita Estadual .A P /2010) O a u d ito r deve d efin ir uma estratégia global que defina o alcance. o a u d ito r deve a d o tar os procedim entos apresentados a seguir. . e) deve ser desenvolvido para que o planejamento da auditoria seja elaborado. equipe do trabalho. ju lg u e os itens abaixo. a época e a extensão dos procedimentos planejados de avaliação de risco.E EXERCÍCIOS . e} Determinar a natureza. a) é mais detalhado que a estratégia giobal de auditoria visto que inclui a natureza. à exceção de um .D 02 . Inicialmente. Comentários:. e. a época e a extensão dos recursos necessários para realizar o tra­ balho.D avi Barreto e Fernando Graeff [ . b) Definir os objetivos do relatório do trabalho de forma a planejar a época da auditoria e a na­ tureza das comunicações requeridas. No planejamento da auditoria.■M Ba AUDITORIA . Comentários: O planejamento de auditoria envolve a definição de duas grandes fases: a estratégia global para o trabalho. Entre os objetivos do planejamento de auditoria está a identificação da legislação aplicável à entidade.

Cap. 8 - PLANEJAMENTO DE AUDITORIA

II. lil.

Um dos fatores econômicos que precisam ser avaliados peio planejamento de auditoria são as políticas de negócio dos concorrentes da entidade auditada. Para planejar uma auditoria, o auditor ou a entidade de auditoria deve conhecer não apenas as práticas contábeis correspondentes ao período auditado, mas tam bém as práticas adotadas em períodos anteriores.

IV. Quando o auditor de uma entidade investidora não examinar as demonstrações contábeis das entidades investidas e, se os ativos destas representarem parte relevante dos ativos totais daquela, eie deve considerar se pode assumir a incumbência de auditar as referidas demons­ trações. A quantidade de itens certos é iguai a a} 0. b) 1. c) 2. d) 3. e> 4. Para as questões 02 a 05, julgue as afirmativas como certo ou errado.

|jj]!| {CESPE/Auditor - U n tp am p a/2009) O p lan ejam ento da au d ito ria deve estar com ple­ tad o antes do início dos trabalhos. Entre os aspectos a serem previam ente definidos, salientam -se o m o m en to e o p eríodo e execução de cada ativid ade, os locais de sua realização e os profissionais e auxiliares necessários à consecução das tarefas selecio­ nadas.

M

(CESPE/Auditor - U n ipam p a/2009) Entre os objetivos principais do planejam ento da auditoria ressalta-se o d e assegurar q ue todas as áreas da entidade auditada, indepen­ d en tem ente de sua im portância, recebam a mesma atenção.

ES {CESPE/Auditor -

U n ipam p a/2009) O planejam ento da auditoria requer o conhecimento adequado dos controles internos, mas o d etalham en to dos procedimentos aplicáveis independe das características dos sistemas contábil e de controles internos da entidade auditada.

E S (CESPE/Analista Judiciário - Área: Adm inistrativa - Contabilidade - STF/2008) Sempre que novos fatos recom endarem , o planejam ento e os program as de trabalho devem ser revisados e atualizados.

B S {ESAF/TCE-GO - A u d ito r/20 0 7 ) Todas as opções abaixo são im portantes recomendações acerca do planejam ento d a aud ito ria, exceto uma. A ponte a única opção falsa. a} O planejamento e os programas de trabalho não devem ser revisados mesmo que novos fatos o recomendarem. b) O programa de auditoria deve ser detalhado de forma a servir como guia e meio de controle do progresso dos trabalhos. c) O planejamento pressupõe adequado nível de conhecimento sobre o ramo de atividade, negócios e práticas operacionais da entidade. d> O auditor deve documentar seu planejamento geral e preparar programa de trabalho por escrito, detalhando o que for necessário à compreensão dos procedimentos que serão apli­ cados.

Q

S

..

AUD1TORÍA - Davi Barreto e Fernando.

e) O planejamento da auditoria, quando incluir a designação de equipe técnica, deve prever a orientação e supervisão do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos exe­ cutados.

E9 (ESAF/AFC -

Auditoria e Fiscalização - CGU/2006) Como o bjetivo do Planejam ento da Auditoria não se pode incluir: a) obter conhecimento das atividades da entidade, para identificar eventos e transações relevantes que afetem as Demonstrações Contábeis. b) propiciar o cumprimento dos serviços contratados com a entidade dentro dos prazos e com­ promissos previamente estabelecidos. c) assegurar que as áreas importantes da entidade e os vaiores relevantes contidos em suas de­ monstrações contábeis recebam a atenção requerida. d) identificar meios para aumento dos lucros da entidade. e) identificar a legislação aplicável à entidade.

EE1 (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais - SEFIN N a tal/2008) Quando o a u d ito r efetuar a auditoria na empresa pela prim eira vez e as demonstrações anteriores tiverem sido auditadas por firm a de auditoria reg ularm ente h ab ilitad a, pode-se afirm ar que não será necessário obter a) evidências de que os saldos iniciais de abertura do exercício atual estão corretos com os saldos finais do exercício anterior.

4 de acordo

b) carta de responsabilidade da administração, quanto às informações e dados, bem como a preparação e apresentação das demonstrações do exercício anterior. c) confirmação de que as práticas contábeis adotadas no atual exercício estão uniformes com as adotadas no exercício anterior. d) evidências de fatos relevantes que possam afetar as atividades da empresa e sua posição econômico-financeira, e) identificação de fatos relevantes de eventos subsequentes ao exercício anterior, revelados ou não revelados. (Cesgranrio/Funasa ~ A u ditor/2009) Conforme as técnicas de auditoria e a m etodologia de trabalh o do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Federal, definido na Instrução Norm ativa SFC/MF no 0 1 /2 0 0 1 , o plano d e ação detalhado, específico por área e destinado a o rientar adeq uad am ente o trabalho do au d ito r denom ina-se a) c) Programa de auditoria. Relatório de auditoria. b) Carta de circuiarização. d) Revisão analítica. e) Certificado de auditoria. m (Cesgranrio/Auditor - 1NEA/2007 - Adaptada) O planejam ento da A uditoria deve consi­ derar os fatores relevantes na execução dos trabalhos, especialmente: a) os riscos de auditoria, independente do volume ou da complexidade das transações e opera­ ções. b) as expectativas externadas peios cidadãos em geral aos auditores externos. c) a autonomia orgânica da auditoria interna, alheia à missão e aos objetivos estratégicos da entidade. d) a abstração do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores, seme­ lhantes ou relacionados. e) a natureza, a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria a serem aplicados.

Cap. 8 -'PLANEJAM ENTO DE AUDITORIA

GABARITO
01 - D 04 - Errado 07 - D 10 - E 02 - Certo 05 - Certo 08 - B 03 - Errado 06 - A 09- A

Capítulo

TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA
9.1. RESPOSTA DO AUDITOR AOS RISCOS AVALIADOS1

Discutimos em capítulos anteriores que -a auditoria de demonstrações con­ tábeis tem como um de seus objetivos gerais obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres de distorção relevante, independentemente se causadas por fraude ou erro. Dessa forma, o auditor necessita obter evidências apropriadas e suficientes relacionada aos riscos avaliados de distorção relevante por meio do planejamento e da implementação de respostas apropriadas a esses riscos. Tudo isso é bastante intuitivo - para o auditor atestar a ausência de distor­ ções relevantes é necessário conhecer o risco de essas distorções existirem (risco inerente conjugado com o risco de controle). No tocante aos riscos avaliados de distorção relevante no nível das demons­ trações contábeis, o auditor deve planejar e implementar respostas gerais que podem incluir: • enfatizar para a equipe de auditoria a necessidade de manter o ceticismo profissional; • designar pessoal mais experiente ou aqueles com habilidades especiais ou usar especialistas; • fornecer mais supervisão; • incorporar elementos adicionais de ímprevisibilidade na seleção dos pro­ cedimentos adicionais de auditoria a serem executados; e • efetuar alterações gerais na natureza, época ou extensão dos procedimentos de auditoria. A avaliação dos riscos de distorção relevante no nível das demonstrações contábeis e, consequentemente, as respostas gerais do auditor, são afetadas pelo entendimento do auditor do ambiente de controle.
1 Resolução CFC n° 1.214/09: NBC TA 330 ~ Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados.

AUDI"; ORiA

Da ri Barreto e Fernando Graeff

Um ambiente de controle eficaz pode permitir que o auditor tenha mais confiança no controle interno e a confiabilidade da evidência de auditoria gerada internamente na entidade pode, portanto, permitir que o auditor execute um número menor de procedimentos de auditoria, por exemplo. Deficiências no ambiente de controle, entretanto, têm o efeito oposto, por exemplo, o auditor pode responder a um ambiente de controle ineficaz mediante execução de mais procedimentos de auditoria e pelo aumento do número de locais a serem incluídos no alcance da auditoria. Já no tocante aos riscos avaliados de distorção relevante no nivel de afirma­ ções, a avaliação do auditor fornece base para planejar e executar procedimentos adicionais de auditoria, bem como determinar a natureza, a época e a extensão desses procedimentos. S i®
Refere-se à finalidade do pro­ cedimento (teste de controle ou procedimento substantivo) e ao seu tipo (inspeção, obser­ vação, indagação, confirma­ ção, recalculo, reexecução ou procedimento analítico). Refere-se ao momento em que o procedimento é executado ou ao período ou, ainda, a data em que a evidência de auditoria se aplica. R e fere -s e à quantidade a ser executada, por exemplo, o tamanho da amostra ou a quantidade de observações de uma atividade de controle.

Conclui-se então que a resposta aos riscos avaliados de distorção relevante no nível de afirmações permite ao auditor entender com mais clareza como, quando e quanto será necessário. Ao planejar procedimentos adicionais de auditoria a serem realizados, o auditor deve obter evidência de auditoria mais persuasiva quanto maior for risco avaliado, ou seja, uma avaliação de risco alto pode demandar um au­ mento na quantidade de evidências, ou obtenção de evidências mais relevantes ou confiáveis. Assim, os procedimentos adicionais de auditoria são o conjunto de técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas, permitindo que eventuais distorções relevantes sejam identificadas. Esses procedimentos podem sèr divididos em dois grandes grupos: testes de controle e procedimentos substantivos, de acordo com a sua finalidade. O primeiro grupo busca verificar se o controle interno funciona corretamente; o segundo se dispõe a entender se os valores presentes nos sistemas contábeis estão corretos, isto é, se são suficientes, exatos e válidos. Um exemplo de teste de controle seria verificar se o responsável por conferir a saída de mercadorias está fazendo seu trabalho corretamente. Já um exemplo de procedimento substantivo seria verificar se o saldo da conta “Estoque” está correto.

Gap,; 9 - TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA

9.1.1. Testes de controle

Teste de controle2 é o procedimento de auditoria planejado para avaliar a efetividade operacional dos controles na prevenção ou detecção e correção de distorções relevantes no nível de afirmações. Ou seja, o auditor, ao executar esses testes, objetiva avaliar a eficácia dos controles internos da entidade. O auditor realiza os testes de controle se a avaliação de riscos de distorção relevante no nível das afirmações inclui a expectativa de que os controles estão operando efetivamente, ou quando os procedimentos substantivos isoladamente não fornecem evidência de auditoria apropriada e suficiente. Isto é, o auditor pretende confiar na efetividade operacional dos controles para determinar a natureza, época e extensão dos procedimentos substantivos. Ora, a única maneira de conquistar essa confiança nos controles internos é testando o seu correto funcionamento, como, por exemplo, o modo como os con­ troles foram aplicados ao longo do tempo, a consistência com que foram aplicados, por quem ou por quais meios foram aplicados etc. Assim, quanto maior for sua confiança nos controles internos, mais persuasivas, mais fortes deverão ser as evidências de que o sistema de controle interno funciona bem. Ao avaliar a efetividade operacional dos controles relevantes, o auditor deve avaliar se as distorções que foram detectadas pelos procedimentos substantivos indicam que os controles não estão operando efetivamente. Uma distorção relevante detectada pelos procedimentos de auditoria é um forte indicador da existência de deficiência significativa no controle interno. No entanto, o contrário não é necessariamente verdade, ou seja, a ausência de detecção de distorções por procedimentos substantivos não fornece evidência de auditoria de que os controles relacionados com a afirmação que está sendo testada são efetivos. Quando são detectados desvios de controles nos quais o auditor pretende confiar, o auditor deve fazer indagações específicas para entender esses assuntos e suas potenciais conseqüências, bem como determinar se os testes executados fornecem uma base apropriada para se confiar nos controles; se são necessários testes adicionais; e se os riscos potenciais de distorção precisam ser tratados usando procedimentos substantivos.
9.1.2. Procedimentos substantivos

Procedimento substantivo3 é o procedimento de auditoria planejado para detectar distorções relevantes no nível de afirmações. Os procedimentos subs­ tantivos incluem:
2 3 Os testes de controle eram anteriormente denominados testes de observância (NBC T 11), e também podem ser chamados de testes d e aderência. Anteriormente denominados testes substantivos (NBC T 11).

portanto. . com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. • somente os testes de detalhes são apropriados. quocientes. Os procedimentos analíticos substantivos são geralmente mais aplicáveis a grandes volumes de transações que tendem a ser previsíveis com o tempo. Os testes de detalhes fornecem evidências nas quais o auditor verifica se os fatos contábeis foram adequadamente registrados. pode não identificar todos os riscos de distorção relevante. de saldos de contas e de divulgações). Essa exigência reflete os fatos de que a avaliação de risco do auditor é questão de julgamento e. mediante índices. • combinação de procedimentos substantivos analíticos e testes de detalhes responde melhor aos riscos identificados. saldos e transações. As afirmações avaliadas pelo auditor para considerar os diferentes tipos de distorções potenciais enquadram-se nas três categorias seguintes e podem assumir as seguintes formas: 4 Anteriormente denominados testes de transações e saldos (NBC T 11).■AUDITORIA . Independentemente dos riscos identificados de distorção relevante.Davi Barreto e Fernando Graeff (a) testes de detalhes4 (de classes de transações. Por exemplo. quantidades absolutas ou outros meios. e (b) procedimentos analíticos substantivos5. Além disso. o auditor pode determinar que: ’ • executar somente procedimentos analíticos substantivos é suficiente para reduzir o risco de auditoria para um nível baixo aceitável. sAnteriormente denominados procedimentos d e revisão analítica (NBCT 11). o auditor deve planejar e executar procedimentos substantivos com o objetivo de identificar distorções relevantes nas contas. como a burla dos controles por empregados ou pela administração. Vere­ mos no próximo capítulo mais detalhes sobre a aplicação desses procedimentos durante a auditoria. há limitações inerentes ao controle interno. Já os procedimentos analíticos substantivos consistem na verificação do comportamento de valores significativos. Dependendo das circunstâncias. quando a avaliação de risco do auditor é suportada por evidência de au­ ditoria dos testes de controles.

a primeira coisa que nos vem à cabeça é querer saber se os valores estão corretos. precisa saber que o saldo de uma conta do balanço patrimonial (BP) ou da demonstração . oassivos e Datrimônio líauido estão incluídos nas demonstrações contábeis nos valores apro­ priados e quaisquer ajustes resultantes de valorização e alocação estão adequadamente registrados. direitos e obriaacões: a entidade detém ou controla os direitos sobre ativos e os passivos são as obrigações da entidade. saldos e divulgações é feita mediante essas dimensões. O auditor. que servem como parâmetros ou critérios para embasar a avaliação do auditor. Dassivos e Datrimônio líauido aue deviam ser registrados foram registrados. de acordo com as normas contábeis vigentes no país. envolvendo saldos. corte: as transações e eventos foram reaistrados no período contábil correto. exatidão e valorização: informações contábeis e outras in­ formações são divulgadas adequadamente e com os valores apropriados. passivos e elementos do Datrirrrônio lía u id o Afirm ações sobre classes de transações e eventos para o período sob a u ­ ditoria existem. exatos. exatidão: valores e outros dados relacionados a transações e eventos registrados foram registrados adequadamente. a análise da adequação de transações. valorização e alocacão: ativos. e x i s t ê n c i a : ativos.' Cap. transações e divulgação das demonstrações financeiras. Afirm ações sobre a apresentacão e divufaacão classificacão e com oreensibilidade: as informações contábeis são adequadamente apresentadas e descritas e as divulgações são claramente expressadas. 9. Afirm ações sobre saldos de contas no fim do oeríodo intearidade: todos os ativos. muito provavelmente. tran­ sações e outros assuntos ocorreram e são da entidade. classificacão: as transações e eventos foram reaistrados nas contas corretas. Ora. Dessa forma.2. os procedimentos substantivos verificam se as transações e saldos registrados nas demonstrações retratam corretamente os fatos contábeis. TESTES DE SUPER AVALIAÇÃO E SUBAVALiAÇÃO Os procedimentos substantivos são utilizados para detectar distorções rele­ vantes no nível de afirmações. ocorrência e direitos e obriaacões: eventos divulaados. 9 . intearidade: todas as transações e eventos aue deviam ser registrados foram registrados. Enfim. intearidade: todas as divulaacões aue deviam ser incluídas nas demonstrações contábeis foram incluídas.TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 1 37 ■ Tipo de Afirm ação Dimensão ' • •' ' ocorrência: transações e eventos aue foram reaistrados ocor­ reram e são da entidade. para emitir sua opinião.

aplica-se o princípio da prudência. o auditor descobre que as despesas de pessoal estão superavaliadas. p. quando se testam as contas credoras para subavaliação. ou seja. em função de os salários do mês de janeiro de 20X1 terem sido provisionados indevidamente em 20X0. 48-49. se durante o exame das demonstrações contábeis de uma empresa. consequentemente. foi registrada somente na ocasião de seu efetivo pagamento em 20X1. . p. o auditor constatou que uma venda realizada em 20X1 foi contabilizada em 20X0. Idem. ♦ Teste principal para subavaliação do passivo e teste secundário para subavaliação do ativo: na auditoria da conta de fornecedores a pagar (passivo circulante).Um curso moderno e completo. Por exemplo. classificada no passivo circulante.AUDITORIA . também está superavaliada. para o ano findo em 31-12-20X0. dessa forma. Assim. as contas da contabilidade. Por conseguinte. devem ser testadas nesses dois sentidos. 2009. Sabemos que os fatos contábeis são registrados por meio das partidas dobradas. as contas do ativo e despesas) e os de subavaliação para as contas credoras (geralmente. as contas de fornecedores a pagar e matéria-prima (conta devedora classificada no grupo de estoque do ativo circulante está subavaliada). a conta de duplicatas a receber (teste principal) e a conta de receita bruta na venda de bens (teste secundário) estavam supe­ ravaliadas. Auditoria . as contas devedoras estão sendo testadas secundariamente nessa mesma direção. Vejamos outros exemplos7: • Teste principal para superavaliação do ativo e teste secundário para su­ peravaliação de receita: na auditoria da conta duplicatas a receber (ativo circulante). São Paulo: Atlas. as contas credoras também estão sendo testadas indiretamente nessa mesma direção. 6 7 ALMEIDA. Por exemplo. a conta de fornecedores a pagar (teste principal) e a conta de máquinas do ativo imobilizado (teste secundário) estavam subavaliadas. para mais ou para menos. por ocasião da auditoria da conta credora de fornecedores a pagar (testado para subavaliação). referente à compra de uma máquina. é evidente que a conta credora de salários a pagar. contas do passivo e receitas)6. quando se testara as contas devedoras para superavaliação. 46. o auditor notou que uma nota fiscal de competência de 20X0. Devido ao risco desse tipo de distorção. o auditor descobre que uma fatura de compra de matéria-prima não foi registrada na contabilidade.Davi Barreto e■Fémàntío Graeff do resultado do exercício (DRE) pode estar errado para mais (superavaliação) ou para menos (subavaliação). por inter­ médios dos procedimentos substantivos. Como conseqüência. Marcelo C. A experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras (normalmente. Da mesma forma.

9 . 47. mas não estão registrados na contabilidade da empresa. lidamos com direitos e obrigações que estão presentes nas demonstrações contábeis. é fictício. o auditor pode constatar que os imóveis de propriedade da entidade foram registrados na conta Investimentos. esse não é o único tipo de impropriedade que é possível encontrar. não condiz com a realidade. Ora. o auditor verificou que foram debitadas no ativo peças de reposição. Ativos Ocultos e Passivos Ocultos.ocultos e fictícios Existe um tipo específico de impropriedade que podem ser constatadas durante a aplicação dos testes substantivos. de contas superavaliadas. quando o correto seria no Imobilizado. mas de fato não existem ou já foram quitadas.Cap. Nesse caso. deveriam ser registradas como despesas. Portanto. respectivamente. infiacionando o valor dessas contas. Existe também a possibilidade de uma conta devedora estar superavaliada às custas da subavaliação de outra conta devedora.TESTES E PROCEDIMENTOS D £ AUDITORIA m Contudo. De forma análoga. de acordo com os princípios contábeis. é algo que não existe.1. a situação inversa pode ocorrer: direitos e obrigações que de fato existem. defini-se Passivo Fic­ tício como obrigações que somente constam nas demonstrações. Portanto. quando estamos diante de Ativos e Passivos Fictícios. Trata-se. Em outras palavras. a conta máquinas e equipamentos (teste principal) está supera­ valiada e o grupo de despesas (teste secundário) subavaliado. a conta devedora Investimentos está superavaliada e a conta devedora Imobilizado está subavaliada. a conta de empréstimos a pagar (teste principal) estava subavaliada e a conta de fornecedores a pagar (teste secundário) estava superavaliada. Dize-se que há um Ativo Fictício quando se constatam bens e direitos que somente existem nos demonstrativos (Balanço Patrimonial). p. temos. o auditor constatou que um financiamento foi registrado indevidamente na conta fornecedores a pagar. Ibidem. mas que não existem. um conta credora pode estar subavaliada às custas da superavaliação de outra conta credora. Como conseqüência. mas de fato não constam no patrimônio da empresa. Ativos e passivos . 9. diretamente relacionadas com a superavaliação e subavaliação de contas. Por exemplo. Vejamos mais alguns exemplos8: • Teste principal para superavaliação do ativo e teste secundário para su­ bavaliação da despesa: na auditoria da conta de máquinas e equipamentos (ativo imobilizado). De forma análoga. • Teste principal para subavaliação do passivo e teste secundário para superavaliação do passivo: no exame da conta empréstimos a pagar. .2. Por outro lado. portanto. que.

Assim. mas de fato não existem ou já foram quitadas.000/99). ou seja. Omissão de receitas (Saldo credor de caixa} A omissão de receitas representa a falta da escrituração contábil de créditos da empresa. mas não foram registrados nas demons­ trações contábeis. mas de fato não constam no patrimônio da empresa. Por indício entende-se o fato ou parte de um fato certo que se liga a outro fato que se quer provar. Obrigações que existem e não estão contabilizadas nas demonstrações. a presunção de omissão de receitas encontra-se disciplinada no Regulamento do Imposto de Renda (RIR Decreto n° 3. diminuindo o real valor dessas contas. $ Saldo credor de caixa Na qualidade de conta contábil representada no lado ativo do balanço patri­ monial. assim. Não é preciso se esforçar para perceber que a intenção por detrás da omissão de receitas é burlar o pagamento de impostos. tornando-as subavaliadas. • falta de escrituração de pagamentos efetuados. ainda. ressalvada ao contribuinte a prova da improcedência (direito de defesa). Desta forma.2. Bens e direitos que existem de fato e não são apresen­ tados no Balanço Patrimonial.D a v i Barreto e Fernando Graeff Já quando nos deparamos com Ativos e Passivos Ocultos. caracterizando o numerário disponível na empresa para utilização imediata. Já na presunção. Obrigações que somente constam nas demonstrações. a sua emissão por um valor menor que o real (subfaturamento) representa uma entrada de numerário no caixa que fica à margem da contabilidade. o que importa é o resultado do raciocínio lógico.2. um vestígio. e • manutenção no passivo de obrigações já pagas ou cuja exigibilidade não seja comprovada. Ativo Fictício Bens e direitos que somente existem no Baianço Pa­ trimonial.jQ Q j "A U D IT O R IA . mais popularmente conhecido como “caixa 2”. quando for detectada a ocorrência de uma das três hipóteses a seguir: • indicação na escrituração de saldo credor de caixa. . baseado em fato conhecido (indício). superavaiiaçao Ativo Oculto Passivo Fictício Passivo Oculto subavaliação superavaliação subavaliação 9. estamos diante de direitos e obrigações que existem. este desconhecido. É um sinal. a venda de produtos ou a prestação de serviços sem a respectiva emissão da nota fiscal ou. O legislador caracterizou a presunção9 legal de omissão de receitas. uma pista que aponta na direção da situação investigada. por exemplo. no qual busca-se deduzir a presumível ocorrência de um outro fato. assume-se como verdade válida em todos os casos o fato considerado verdadeiro na grande maioria das situações semelhantes.

Então. pois. 9 . em situações normais. está caracterizada a utilização de numerário não contabilizado. O auditor quando for analisar os suprimentos de caixa deve verificar se: • o empréstimo efetivado por Pessoa Jurídica se encontra devidamente con­ tabilizado na empresa que o procedeu. Nos casos em que tais recursos mostram-se insuficientes para honrar as operações. Situação normal das contas no BP (salvo as contas retificadoras): A tivo 'V '!S^yy^0:0 0 . o que pode ser realizado junto a estabelecimentos de crédito (contratos de financiamen­ to. ou seja. sem que haja uma falha contábil que justifique tal procedimento. como por exemplo. desconto de duplicatas. entre outras) ou mesmo junto aos proprietários ou administradores da empresa. Caso isso ocorra. tal situação indica a realização de pagamentos em montante supe­ rior ao disponível para tanto. não há ilegalidade em se obter recursos junto aos sócios e proprietários de empresas. aumento de capital ou empréstimo a pagar. >' Çap.. toma-se necessário obter capital de fontes externas. por exemplo). Convém ressaltar que. a conta caixa deverá apresentar saldo credor. em princípio. na pior das hipóteses. não comprovada. cora saldo devedor ou. O que pode comprometer a lisura da operação é a falta de comprovação de seu efetivo ingresso na empresa ou da capacidade econômica de receita anteriormente obtida. a omissão de receita. e • a Pessoa Física que procedeu o empréstimo possuía capacidade financeira ou dispunha de recursos suficientes para tanto. o suprimento não comprovado caracteriza-se como o ingresso de numerário oriundo do “caixa 2” devido à insuficiência do caixa oficial. indica que essa conta encontra-se com saldo anormal. atípico à sua natureza. saldo nulo. sempre. por intermédio de operações de empréstimos ou aumento de capital.E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA o Caixa deve se apresentar. utilizando-se como contrapartida contábil uma operação fictícia. O saldo credor de caixa ou “estouro de caixa”. portanto. Paséi \ í 6 ^ 0 0 0 1 ’0 0 : :‘: Saldo Credor Saldo Devedor r Patrim ônio Líquido Saldo Credor Jamais.TESTES . Suprimentos de Caixa O procedimento comumente adotado para promover o ingresso de recursos financeiros no caixa da empresa tem origem no ciclo de operações vinculadas ao seu objeto social (tais como vendas e recebimentos de duplicatas. . em operações com o objetivo de aporte de recursos ou “suprimento de caixa”. .

se a efetividade da entrega e a origem dos recursos não forem comprovadamente demonstradas. no final do período de apuração. O RIR dispõe que provada à omissão de receita. bem como a sua emissão com valor inferior ao da operação. a autoridade tributária poderá arbitrá-la (presumir um valor) com base no valor dos recursos de caixa fornecidos à empresa por administradores. locação de bens móveis e imóveis ou quaisquer outras transações realizadas com bens ou serviços. a origem dos recursos utilizados nessas operações. mediante documentação hábil e idônea.KES AU DITO RIA— Davi Barreto e Fernando Graeff . Considera-se receita omitida. também. em cada período de apuração abrangido pelo levantamento. por indícios na escrituração do contribuinte ou qualquer outro elemento de prova. em relação aos quais o titular. ser determinada a partir de levantamento por espécie de quantidade de matérias-primas e produtos intermediários utilizados no processo produtivo da pessoa jurídica. Os valores cuja origem houver sido comprovada. caracteriza omissão de receita ou de rendimentos. titular da empresa individual. Para apurar as diferenças em levantamentos quantitativos por espécie. prestação de serviços. neste caso. . submeter-se-ão às normas de tributação específicas. caracterizadas como os valores creditados em conta de depósito ou de investimento mantida junto à instituição financeira. e a soma das quantidades de produtos cuja venda houver sido registrada na escrituração contábil da empresa com as quantidades em estoque. o valor resultante da multiplicação das diferenças de quantidade de produtos ou de matérias-primas e produtos inter­ mediários pelos respectivos preços médios de venda ou de compra. ou pelo acionista controlador da companhia. no momento da efetivação das operações de venda de mercadorias. Levantamento Quantitativo por Espécie A omissão de receita poderá. Para efeitos tributários o valor das receitas ou dos rendimentos omitido será considerado auferido ou recebido no mês do crédito efetuado pela instituição financeira. constantes do Livro de Inventário. pessoa jurídica. conforme o caso. operações de alienação de bens móveis. positiva ou negativa. não comprove. faz-se a comparação entre a soma das quantidades de produtos em estoque no início do período com a quantidade de produtos fabricados com as matérias-primas e produtos intermediários utilizados. sócios da sociedade não anônima. que não houverem sido computados na base de cálculo do imposto a que estiverem sujeitos. previstas na legislação vigente à época em que auferidos ou recebidos. Levantamentos Econômicos ou Financeiros A legislação também considera omissão de receita as diferenças encontradas em levantamentos econômicos ou financeiros. Falta de Emissão de Nota Fiscal A falta de emissão de documento idôneo.

está subavaliada.CAPÍTULO 9 H U {ESAF/Analista Técnico da SUSEP/2010} O aud ito r externo. Comentários: Segundo a nova redação do § 3o do art. b} de despesa de depreciação. estimados. portanto. d) de depreciação acumulada do imobiii2ado. observado que não serão considerados os decorrentes de transferência de outras contas da própria pessoa jurídica. feito peto m étodo do fluxo de caixa des­ contado. Assim. Se a empresa utilizar. este será menor do que deveria ser e. os créditos serão analisados de forma individual. cujas contas mais comuns são denominadas: Duplicatas a Pagar. a falta de escrituração de pagamentos efetuados pela pessoa jurídica.TESTES E PROCEDIMENTOS DE ÀÜÒlTORiA B I Para efeito de determinação da receita omitida. identificou que a taxa utilizada para descontar o fluxo de caixa estava maior que a recom endada para aqu ela atividade. assim como a manutenção. portanto. consta no Passivo Circulante. no fluxo de caixa descontado. também. . Por débitos de funcionamento consideram-se as operações normais relativas ao objeto social da empresa sendo identificados pelas Duplicatas a Pagar e repre­ sentados contabilmente pela conta Fornecedores. 183 da Lei n° 6. já os débitos de financiamentos são identificados pelos empréstimos bancários representadas pelas Promissórias a Pagar e Contratos de Financiamentos. O valor recuperável de um ativo é o maior valor entre o valor líquido de venda e seu valor em uso. Ocorre a falta da escrituração quando a empresa registra uma dívida como a pagar na contabilidade. está superavaliada. registrados no grupo passivo do balanço patrimonial. Salários a Pagar e outras. o valor contábil de um ativo permanente não pode estar registrado no baianço patrimonial por montante superior ao seu valor recuperável. está superavaliada. e) do ativo imobilizado está subavaliada. uma taxa de desconto maior do que a recomendada para cálculo do valor em uso. quando. Dessa form a. c) do ajuste especial no Resultado do Exercício. já foi paga. na verdade. EXERCÍCIOS COMENTADOS . Impostos a Pagar. do imobilizado. omissão de receita. Caracterizam-se por meio dessas contas os denominados débitos de funcio­ namento e de financiamento. ? . que devem resultar do uso de um ativo. no passivo. a conta do ativo imobilizado estaria subavaliada e a conta de ajuste no Resultado do Exercício estaria superavaliada. está subavaliada. de obrigações cuja exigibilidade não seja comprovada. Empréstimos a Pagar. caracterizam. Contas a Pagar. ao reaiizar testes no cálculo do valor recuperável de um ativo im obilizado. pode-se afirm ar que a conta: a} de ajuste especial no Patrimônio Líquido. caracterizando o denominado Passivo Fictício. Valor em uso é o valor presente de fluxos de caixa futuros. A dívida paga. . Falta de Escrituração de Pasamentos No grupo de valores a pagar encontram-se os valores representativos das contas a pagar.404/76.Cap.

fljHI (ESAF/AFRFB/2009) A empresa Agrotoxícs S. tem seus processos integrados sistemicamente.Davi Barreto é Fernando Graeff . da confiança apresentada pelos controles internos da empresa. A obtenção de informações acerca dos assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da auditoria interna exclui os testes substantivos nas avaliações das informações obtidas. e) nos riscos e na confiança apresentada pelos controles internos da empresa. imposto de renda diferido está superavaliada. No mês de ju lh o de 2009.A . circularização. No entanto. 1 1. conform e permissibilidade estabelecida pela Lei n. para .A. peio aud ito r externo. resultado do exercício está subavaüada. b) na carta da administração que afirma que todas as informações foram prestadas e disponibili­ zadas para a auditoria. ou seja. sem influência dos controles internos.B9 m ■MB ■ AUDITORIA . da extensão dos testes a serem aplicados em seus procedim entos de auditoria são fundam entados: a) no volume de transações praticado peía empresa auditada. amostragem. em todas as regiões do Brasil. {CESPE/TRE-BA/Área: Adm inistrativa ~ Especialidade: Contabilidade/2009) Com relação às normas de auditoria interna. 1 2 3 (ESAF/AFRFB/2009) A empresa Parcial S. investimento reavaliação está adequada. d) na experiência do auditor em empresas que reaíizam as mesmas atividades que a empresa auditada. custeio ponderado. c) nos conhecimentos e nas experiências dos auditores que farão os trabalhos.638/2007. não foi feita a param etrização no sistema. Dessa form a pode-se afirm ar que: a) b) c) d) e) a a a a a conta conta conta conta conta de de de de de reserva de reavaliação está superavaliada. Comentários: Devido ao fato dos impostos não terem sido estornados a conta "imposto de renda diferido" está com um valor maior do que o real. realizou o estorno da Reserva de Reavaliação.A. Seu processo de vendas é por consignação. F Comentários: Tanto a auditoria interna quanto à independente utilizam-se dos testes (procedi­ mentos) substantivos. Comentários: A definição da extensão dos testes de auditoria depende da anáiise do risco e da probabilidade de ocorrência de erros e/ou fraudes. está superavaliada. de forma padrão.tem seus produtos espalhados p or diversos representantes. custeio integrado. m (ESAF/AFRFB/2009) A empresa de prestação de serviços NBA Inform ática S. julg ue o item a seguir. ou seja. recebendo som ente após a venda. lucros acumulados está superavaliada. O procedim ento de auditoria que g arantiria confirmar a q uantidade de produtos existentes em seus representantes seria: a) b) c) d} e) inventário físico. Comentários: O único procedimento de auditoria que permite GARANTIR a confirmação da existência de estoques é a contagem física ou inventário. o contador não realizou o estorno dos impostos pertinentes à reavaliação. A folha d e salários é integrada à contabilidade m ensalm ente. (ESAF/Analista Técnico da SUSEP/2010) A definição.

A folha d e pagam entos apresentava rem uneração d e R$ 20. Essas atividades podem ser de prevenção e/ou deteccão. Comentários: Essa questão foi anulada. é denominado investigação e confirmação (indagação e confirmação externa nas novas normas). d) obtendo evidência quanto à suficiência.O enunciado informa que não foi festo o lançamento das horas extras referentes ao período. avaliação.Cap.AP/2010) O auditor. Comentários: O procedimento para a obtenção de informações perante pessoas físicas ou ju­ rídicas conhecedoras das transações e das operações. c) aplicando teste de observância denominado investigação e confirmação. Dessa form a. com diferentes objetivos específicos. a CONTA DEVEDORA "despesas com horas extras" {conta de resultado} tam bém está subavaliada. ou seja. pois não tem resposta correta. O resultado do período.8 . 9 . e} realizando teste de observância do tipo revisão analítica com vistas à conferência da exatidão de cálculos e registros contábeis. precisão. por conseguinte. dentro ou fora da entidade.1 35 /0 8 . o passivo está subavaliado e o resultado está subavaiiado. o que está subavaliado é o saldo da CONTA DE RESULTADO: "despesas com horas extras". em virtude da não contabilização das despesas com horas extras está SUPERAVALIADO. ao obter informações de pes­ soas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações dentro e fora da em presa.Controle Interno. b) efetuando o procedimento denominado observação que visa ao acompanhamento de processo ou procedimento durante a sua execução. de 100% de acréscimo. assim: a CONTA CREDORA "horas extras a pagar" {conta do passivo) está subavaliada. f t f l {FG V/Auditor da Receita Estadual . As m edidas que antecedem o processamento de um ato ou um fato. constituem procedimentos de: a) b) c) d) e) detecção. o passivo está superavaliado e o resultado está superavaiiado. sendo aplicadas em vários níveis organizacionais e funcionais. Comentários: As atividades de controle são as políticas e procedimentos que ajudam a asse­ gurar que as diretrizes da administração sejam realmente seguidas.AP/2010) De acordo com a NBC T 16. pode-se afirm ar que: a) b) c) d) e) o passivo está superavaliado e o resultado está subavaliada o ativo está subavaliado e o passivo está superavaliado.00 0 . jjH|j| (FG V/A uditor da Receita Estadual . está maior do que o devido. à fidedig nid ade e à precisão da inform ação contábil. No entanto.0 0 nessa verba. observação. aprovada pela Resolução CFC n° 1. para prevenir a ocorrência d e omissões. os saldos estão adequados sem subavaliação ou superavaliação. inadequações e intem pestividade da inform ação contábil. procedimentos de prevenção.TESTES E PROCEDIMENTOS DÈ AUDITORIA ■ 145 contabilização de uma nova verba d e horas extras a pagar. São medidas dirigidas contra o risco de que os objetivos da entidade não sejam atendidos. As medidas que previnem a ocorrência de problemas constituem. está: a) executando uma inspeção para verificação dos registros e documentos e ativos tangíveis. prevenção. . exatidão e validade das informações produzidas pelos sistemas de informação da entidade. logicamente. os procedimentos de controle são m edidas e ações estabelecidas para prevenir ou d etectar os riscos inerentes ou potenciais à tem pestivid ade.

Comentários: De acordo com as novas normas. . avaliação dos controles internos. contagem física. As normas antigas definiam esse tipo de teste como testes substantivos que visam à obtenção de evidências quanto à suficiência. muitas vezes é necessária a aplicação de testes flagrantes. ao saber que está sendo observado. Comentários: A observação consiste no exame de processos ou procedimentos executado por outros. a auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto d e procedimentos técnicos que visa à emissão de parecer acerca da sua adequação. com vistas à Identificação de situação ou tendências atípicas. revisão analítica. dividindo-se em testes de transações e saldos. os procedimentos substantivos são os proce­ dimentos de auditoria planejados para detectar distorções relevantes no nívei de afirmações. E D(FCC/TCM-CE/Analista de Controle Externo inspeção de Obras Públicas/2010) As atividades de d etectar e analisar situações anormais e significativas constatadas nas demonstrações contábeis referem-se à etapa de a) b) c) d) e) inspeção de documentos. Esses últim os visam o b ter evidências quanto à suficiência. no que for pertinente. e procedi­ mentos de revisão analítica.2 3 3 i AUDITORIA ^ D<i\ii Barfeto. quantidades absolutas ou outros meios.è■Fernando Graeff >y\: . Como é muito provável que o empregado. mediante índices. conferência. problem as ou defici­ ências que. Comentários: A revisão analítica (procedimentos analíticos. consiste em fazer com que o cliente expeça cartas dirigidas às empresas ou às pessoas com as quais m antém relações d e negócios. perm item a formação fundam entada da opinião por parte do Sistema de Controle Interno do Poder Executivo Fe­ deral. a situação desses negócios. consoante os princípios fundam entais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade e. Comentários: O enunciado descreve a técnica de auditoria chamada circularização. A técnica de observação das atividades e condições verifica as atividades que7exigem a aplicação de testes flagrantes. estudo dos métodos operacionais. Os testes de auditoria podem ser de observância ou substantivos. julg ue o item que segue. em carta dirigida diretam ente ao auditor. seriam de difícil constatação. circularização. Com relação a esse tem a. contagem. m (FCC/TCM-CE/Analista de Controle Externo Inspeção de Obras Públicas/2010) A técnica de aud ito ria que. nas novas normas) consiste na ve­ rificação do comportamento de valores significativos. tom adas em conjunto. julg ue o item subsequente. denom ina-se a) b) c) d) e) observância. o que talvez não ocorresse se estivesse em uma situação normal do seu dia a dia. conferência de cálculos. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. Com relação aos tipos básicos de técnicas de auditoria. uma espécie de confirmação. a legislação específica. em determ inada data base. execute suas atividades com maior zelo e prudência. de outra form a. • m (CESPE/ANEEL/Especialista em Regulação de Serviços Públicos d e Energia/2010) Segundo a NBCT-11. solicitando que confirm em . com a finalidade d e revelar erros. quocientes. exatidão e vaíidade dos dados produzidos peio sistema contábil da entidade. IS (CESPE/ANEEL/Analista Adm inístrativo/2010) Os procedimentos e as técnicas de auditoria constituem-se em investigações técnicas que.

D EXERCÍCIOS . amostrais aleatórios.A 08 .Certo 12 . . M (CESPE/ACE Espec. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade. Comentários: As normas antigas definiam os testes substantivos como o teste que visa à obtenção de evidências quanto à suficiência. que são os procedimentos de auditoria planejados para detectar distorções relevantes no nível de afirmações.TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA |PÊi (FCC/TCM-PA/Técnico d e Controle Externo/2010) Os testes que têm por objetivo a obten­ ção de evidência q uanto à suficiência.CAPÍTULO 9 Para as questões 0 1 a 09. substantivos. inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade é finalidade do teste: a) b) c) d) e) de observância. a obten­ ção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. 9 . substantivo. exatidão e validade dos dados produzidos pelo sistema contábil da entidade são denom inados testes a) b) c) d) e) contingenciais. f t f | (CESPE/ACE Espec.E 05 . analítico.Nuia 09 .E 04 . H S (FG V/Auditor da Receita Estadual-A P /2010) Segundo a Resolução CFC 9 8 6 /0 3 .C 10 . julgue as afirmativas como certo ou errado.Certo 13 .Cap. de materialidade. GABARITO 01 .E 11 .C 07 .TCE AC/2009) Para se obterem evidências quanto à suficiência. Ciências Contábeis .B 02 .B 14 . Ciências Contábeis .TCE AC/2009) Os testes substantivos visam à obtenção d e razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela adm i­ nistração estão em efetivo funcionam ento.Errado 06 . As novas normas passaram a denominá-los procedimentos subs­ tantivos.A 03 . de investigação. de observância. de verificação. Comentários: Essa é finalidade dos testes de controle (normas novas) ou observância (normas antigas). exatidão e validade dos dados produzidos peios sistemas de informações d a entidade. devem ser feitos testes de observância.

os testes de superavaliação devem ser dirigidos.Davi. e outras análogas. apenas. correspondem a valores efetivam ente constantes no balanço. (CESPE/Auditor . c) mensuração.AÚDITORÍA .U n ip a m p a /2 00 9 ) Os testes substantivos visam à obtenção d e plena segurança sobre o efetivo fun cio nam ento dos controles internos. realiza um teste substantivo. apenas. . c) as contas patrimoniais.Barreto e Fernando Graeff ' B I {CESPE/Auditor .SEFAZ SP /2009) Os testes d e observância têm por o bjeto d e análise: a) as contas patrimoniais e de resultado. constituem testes de observância. recomenda-se verificar se os pagam entos efetuados no mês subsequente ao de encer­ ram ento do exercício sob exame. 5 J As técnicas de análise de flutuação de índices financeiros e de tendências. julgue os itens seguintes.SEFAZ SP/2009) Quando o a u d ito r verifica se o valor do docum ento que suporta o lançam ento contábil foi efetivam ente o va lo r registrado. B3 (ESAF/APOFP .Sebrae/2008) Os procedim entos d e auditoria constituem um conjunto de técnicas que perm item ao aud ito r o b te r evidências ou provas suficientes e adequadas para fun dam en tar sua opinião acerca das demonstrações contábeis auditadas e abrangem testes de observância e testes substantivos. em igual q uantidade/ para as contas devedoras e credoras. M (ESAF/APOFP . m (CESPE/Auditor .U n ipam p a/2009) Os testes de observância dividem -se em testes de transações ou saldos e procedimentos de revisão analítica. b) os procedimentos de controle de custos-adotados pela administração. Ü fS (CESPE/Analista de Controle Externo . ao verificar se o encarregado de contas a pagar aprovou cada fatura para codificação de contas. e) as contas de resultado. relativos a obrigações nele contraídas.TCU/2008) A verificação da com patibilidade entre os lançamentos efetuados em d eterm inada conta e a docum entação correspondente é tip o de teste denom inado de observância. Com relação a esse assunto. b) ocorrência.TJDFT/2008) Para testar passivos omitidos. enquanto a verificação do cum prim ento da rotina definida para a escrituração desses fatos constitui teste do tipo adjetivo.U n ipam pa/2009) A fim de se o b te r razoável segurança da veracidade das informações fornecidas.Contabilidade . (CESPE/Analista Técnico UAUD . E 3 (CESPE/Analista Judiciário . E3 O auditor. ele o bjetiva a conclusão de a) existência. d) os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração. mesmo quando não existem regras form ais que vinculem os adm inistradores e os em pregados da entidad e.

c) Os testes substantivos visam à obtenção de razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento e cumpri­ mento. realizou os procedimentos a seguir.CGU/2008) Considerando o q u e dispõe a NBC-T-11. ativo oculto. os quais evidenciaram a contaminação. e) mensuração. 9 ~ TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA 149 d) avaliação. pode o a u d ito r concluir que o saldo da conta de: a) variação cambial passiva está subavaliado.: :Cap. abrangência. registros e demonstrações contábeis. abrangência e análise. identifica que a taxa d e câm bio u tiliza d a para e fe tu a r a apropriação foi de R$ 1. O valor estim ado da m uita am biental para esse tip o de contam inação é de R$ 2. g S {ESAF/AFC Controle Intern o . Conferência das cautelas de ações representativas dos investimentos contabilizados no Ativo Permanente. IS (ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais . obtendo as seguintes conclusões. Verificação da classificação dos valores em curto e longo prazo.00. c) variação cambia! passiva está superavaliado. e) materialidade. a) ocorrência. e) Procedimentos de revisão analítica são testes de observância. d) Considera-se fraude o ato não intencional resultante de omissão. análise e mensuração. se todas as notas estão contabi­ lizadas. solicitou que fossem feitos exames do solo. b} existência. b) Considera-se erro o ato intencional de'omissão ou manipulação de transações. está ad ­ quirindo terren o para construção de sua sede. passivo fictício.58.SEF1N N atal/2008) A empresa Séria Ltda. III. apresentação. )t. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. Não foram encontrados registros d e provisões ou reservas para o fato. {ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais . Determinação da última nota emitida no exercício e análise. na aplicação dos testes substantivos.SEF1N N atal/2008) Indique a opção correta cor­ respondente. respectivam ente: í. e) variação cambial ativa está superavaliado. O auditor.SEF1N N a ta l/2 0 0 8 ) O aud ito r. Q H (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . d) abrangência. assinafe a opção correta. No processo d e aquisição. evidenciando para o aud ito r um: a) b) c) ativo fictício. em decorrência do terreno localizar-se em área ocupada p or em presa que produzia produtos poluentes. apresentação e ocorrência. . ao realizar os testes nos contratos d e em préstim os tom ados em m oeda estrangeira. adulteração de documentos.000.000. a) Testes de transações e de saldos são testes substantivos.85. Dessa fo rm a . d) empréstimos em moeda estrangeira está subavaliado. ocorrência e apresentação. c) análise. b) variação cambiai ativa está subavaliado. quand o o correto seria R$ 1.

Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado por ter reconhecido mais custos do que deveria apropriar aos resultados. b) o saldo da conta Equipamentos de Informática está subavaliado. m (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais ~ SEFIN N atal/2008) O auditor. visto ter reconhecido mais depreciação em função da ociosi­ dade. os registros estão adequados.SEFIN N atal/2008) ' r * O aud ito r fiscal. decidiu reter essa ociosidade no processo produtivo. existem ativos ocultos na empresa. com o objetivo de apresentar resultados mais condizentes com a perform ance d e seus negócios. Com essa inform ação pode o au d ito r concluir que: a) b) c) d) e) o saldo da conta caixa se encontra negativo. . Estoques está correto.Davi Barreto e Fernando Graeff d) passivo oculto.SEFAZ CE/2006) Os testes d e observância visam: a) confirmar que as normas e procedimentos da empresa estejam estabelecidos e previstos em seus manuais. c) a Depreciação da Máquina. ao realizar os testes nas contas de estoques.150 . somados às cobranças em aberto. B3 (ESAF/Auditor deTributos Municipais . constatou que um com putador que havia sido com prado para ser utilizado na fábrica para controlar um a m áquina encontrava-se registrado em um centro d e custos da área adm inistrativa financeira.A. apresentou um nível de ociosidade de 3 0% de sua capacidade instalada. superam em 2 0% o to ta l do fatu ram en to do mês contabilizado na conta de vendas. Seu gestor. pode o aud ito r afirm ar q ue a) o saído da conta de Despesa de Depreciação está subavaliado. d) assegurar que as demonstrações contábeis sejam apresentadas a todos os usuários. dim ensionando esses valores e m an tendo-os nos estoques. pela qual a em presa realiza suas cobranças. e) omissão de receita. deve concluir que o saldo da conta: a) b) c) d) e) Estoques está superavaliado. existe evidência de suprimentos hão comprovados. Depreciação está superavaliado. HjjH (ESAF/AFRE . b) estabelecer normas para implantação dos controles internos na empresa. sendo necessário somente conciliar as contas. existe omissão de pagamentos efetuados pela empresa. Fornecedores está superavaliado por não ter sido apropriado aos custos dos produtos. AUDiTORIA . e) o valor da Depreciação levado a custo está subavaliada. na quai o computador foi acoplado está superavaliada. e) garantir que os administradores da empresa estejam implantando os sistemas de controles internos. c) evidenciar que os procedimentos estabelecidos pela empresa estão funcionando e sendo cum­ pridos na prática. K (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais .SEFIN N a tal/2008) Aem presa Celta S. ao efetuar os testes d e movimentações e saidos na conta de equipam entos de inform ática. constata que o volum e de recursos existentes nessa conta. Assim. d) o saldo da conta de Custos das Mercadorias Vendidas está superavaliado. visto que não é permitido no sistema de custeio reconhecer a ociosidade. r ao avaliar o e xtrato bancário da conta. visto que desde que fundamentado a ociosidade pode ser retida nos custos. O auditor.

b) ao praticar o teste primário de superavaliação na conta de Estoques. pelo auditor. e} o referido procedimento está adequado.Receita F ederal/2002) D urante a fase d e testes d e observância.SEFAZ/RN . pode-se afirm ar que o a u d ito r deve: a) b} c) d) e) aumentar os testes de controle.Receita F ederal/2002) O teste referente à constatação. Assim.Receita Federal/2002) Q uando o auditor. c) independentemente da atividade da empresa. de posse de algumas faturas selecionadas. de que os orçamentos para aquisição de ativos são revisados e aprovados por um funcionário adequado. (ESAF/AFRF . c) certeza de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração não estão em efetivo funcionamento e cumprimento. em virtude de a atividade da empresa ser de comer­ cialização de imóveis. aumentar os testes substantivos. te m como o bjetivo conferir detalhes cotejando os dados de em barque com os dados da prestação d e serviços efetuados por uma determ inada empresa. de um terreno destinado à construção da sede da empresa. a mesma estará com seu saido subavaliado e o Contas a Pagar superavaliado. diminuir os testes de controle. (ESAF/AFRF . percebeu-se que o mesmo tinha sido contabilizado nos Estoques. esta conta estará subavaliada e a conta Estoques de Terrenos estará superavaliada. por se tratar de bem imóvei.2005) Os testes de observância têm como objetivo obter: a) certeza de que os procedimentos de controle interno estabelecidos peia administração estão em efetivo funcionamento e cumprimento. 9 . manter os testes substantivos. d) confiabilidade absoluta de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela admi­ nistração não estão em efetivo funcionamento e parcial cumprimento. terrenos devem ser sempre contabilizados no imobilizado. d) ao proceder o teste primário de superavaliação do Contas a Receber.SEFAZ CE/2006) Ao analisar a contabilização em uma im obiliária. este apresentará saldo subavaliado. b) razoável segurança de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela adminis­ tração estão em efetivo funcionamento e cumprimento. e) razoável certeza de que os procedimentos de controle interno estabelecidos pela administração não estão em efetivo funcionamento e cumprimento. Pode-se afirm ar que a) ao executar o teste primário de superavaliação na conta de Terrenos no Imobilizado.TESTES E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA (ESAF . diminuir os testes substantivos. este teste denom ina-se: a) b) c) d) e) de revisão analítica substantivo de conferência abrangente de observância (ESAF/AFRF .AFTE . (ESAF/AFRE .Cap. denom ina-se: a) de revisão analítica b) de observância . o auditor constatou algum as Im perfeições no ciclo de compras e foi necessário aum entar o nível d è risco de detecção.

fo i cadastrada com o 1 0% ao ano.SEFAZ S P /2009) O a u d ito r e x te rn o está realizand o a u d ito ria em um a em presa do setor in d u s tria l. e) Estoques errado. visto que referido veículo deveria estar registrado na conta de investimen­ tos. Ao a n a li­ sar os p arâm etros do sistem a de cálculo da depreciação da conta M óveis e Utensílios do Escritório A d m in is tra tiv o . d) Estoques correto. no período. em decorrência do lançamento efetuado erroneamente. o a u d ito r considera o saldo da conta de a) Veículos superavaliado. requisitar novos testes à auditoria interna. na área d e a tiv o im o b iliza d o . que d everia ser de 5% ao ano.AUDITORIA . b) Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado. ao analisar as contas da Empresa A lienau to S. o saldo da conta de a) Jmobilizado está subavalíado. (FCC/Analista Judiciário: C ontabilidade ~ TRE SE/2007) O a u d ito r externo . Assim.AFPS/2002) Ao utiüzar os trabalhos já efe­ tuados pela aud ito ria interna em seus testes substantivos. e) o Custo das Mercadorias Vendidas está superavaliado. b) a conta de Depreciação Acumulada. como no imobilizado para empresas deste ramo de negócio. d) Depreciação Acumulada está subavaliado.TCE A M /20 0 8 ) O aud ito r externo ao realizar proce­ dim ento de conferência dos valores de depreciação. constata que o cálculo estava incorreto. b) Veículos subavaliado. ten d o sido utilizado taxa m enor do que a p erm itida. b) abster-se de emitir uma opinião de auditoria.A. H jjf (FCC/Analista de Controle Externo . e) incluir uma nota explicativa em seu parecer. c) a Despesa de Depreciação. constata que. Concessionária de Veículos. (FCC/Agente Fiscal de Rendas . Despesa de Depreciação está superavaliado. em decorrência do lançamento efetuado erroneamente. no período. . Dessa fo rm a . calculados sobre o im obilizado da empresa. o a u d ito r podet concluir que a) a conta de Estoque de Produtos Acabados. o contador m antém o registro do referid o auto m ó vel no Estoque. c) e) Estoques de Produtos Acabados está superavaliado. d) efetuar testes adicionais necessários. está subavaliada. Nesse caso.Davi Barreto e Fernando Gràeff c) substantivo d) de abrangência e) documental 0 3 (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . em virtude de ser facultativa a contabilização tanto no estoque. constata que a ta x a d e depreciação. d) a Depreciação Acumulada está com o saldo acumulado correto. ele deve: a) c) ressalvar o parecer de auditoria. na requisição de um auto m ó vel para uso exclusivo da d ire to ria da em presa. no período. está superavaliada. se o a u d ito r independente ju lg a r que o volum e d e testes não é suficiente. c) Estoques correto. está subavaliada. visto que o veículo pode vir a ser vendido peia empresa.

se o componente patrimonial está registrado adequadamente. à exceção de um a. e) subavaliação do ativo e do resultado e superavaliação do patrimônio líquido. e) passivo oculto. M adeirense verificou a existência de várias duplicatas quitadas. Q uartzo Rosa incorreu em um erro no reconhecim ento da apropriação da receita de juros sobre o investim ento em debêntures.SEFAZ PB/2006) O aud ito r ao aplicar os testes d e superavaliação ou subavaliação nas contas de Ativos e Passivos o bjetiva confirmar se o contador observou. d) passivo reaí a descoberto. Esse fato constitui um indício de a) falta de origem para suprimentos de caixa. do lucro líquido e do patrimônio líquido.se todas as transações estão registradas. d) superavaliação do passivo. do patrimônio líquido e do lucro ííquido. Antes q u e q ualqu er ajuste seja efetuad o. 9 . e) Ocorrência .SEFAZ SP/2006) Os testes substantivos de auditoria dividem-se em testes de a) amostragem estatística e procedimentos de revisão analítica. b) eventos subsequentes e testes de transações e saídos.se a transação de fato ocorreu.Analista de Controle interno: Finanças Públicas/2008} Na aplicação dos testes substantivos o a u d ito r deve o bjetivar às seguintes conclusões. d) Abrangência .Fiscal d e Rendas/2009) O contador da Cia. e} da prudência. c) transações e saldos e procedimentos de revisão analítica. e) direitos e obrigações . b) subestimação de passivos. c) superavaliação do ativo. do lucro líquido e do patrimônio líquido.Cap. Ü jj| (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual .SEFIN São Pauio/2006) Nos trabalhos de auditoria externa. o profissional encarregado de revisar as contas a pagar da Cia. do patrimônio líquido e do lucro Síquido. c) passivo fictício. . n (FGV/SEFAZ RJ . e) observância e testes de amostragem estatística. mas cuja baixa não tin h a sido registrada na escrituração contábil. na elaboração das demonstrações contábeis. c) da materialidade. b) Existência . b) da oportunidade. m (FCC/Auditor-Fiscal Tributário M unicipal . a) Competência . d) do custo como base do valor. esse erro gera o seguinte e fe ito no p atrim ôn io da empresa: a) subavalição do ativo. o princípio a) da entidade. b) subavaliação do passivo. d) observância e testes de circularização de saldos. Assinale-a. deixando d e co n tab ilizar a receita de juros no ano corrente. ü (FGV/SAD-PE .TESTES £ PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA (FCC/Agente Fiscai d e Rendas .se efetivamente existem na data certa.se o componente patrimonial existe na data certa. em itidas p or fornecedores da com panhia.

• . \ '' B I (FGV/TCM RJ . e) Corresponde ao que culturalmente chamamos de "caixa 2". que em d eterm inad o dia a conta "caixa" da e ntidad e apresentava saldo contábil credor. b) atendam às normas internas no que se refere ao registro contábil de todas as operações reali­ zadas pela Entidade. de modo a fornecer base sóiida para a tomada de decisão. tendo em vista que dívidas contratadas foram registradas erronea­ mente no passível exigível a longo prazo. nos procedim entos da au d ito ria intern a. com base nos docum entos contábeis.Transpetro/2005) D e acordo com as normas d e aud ito ria interna. por exemplo. b) Trata-se de passivo oculto.Adaptada) As evidências d e aud ito ria são obtidas p or m eio de testes que podem ser classificados em duas grandes categorias: teste de c um prim ento de normas internas. de receitas recebidas. ' 'v .INEA/2007 . de mercadorias adquiridas e pagas. por exemplo. | £ | {Cesgranrio/Auditor . c) contemplem exames e testes que permitam ao auditor interno obter provas suficientes para fundamentar suas conclusões. . inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários da Entidade. mas não contabilizadas. assinale a m elhor explicação. a) Trata-se de ativo fictício. a Resolução CFC n° 7 8 0 /9 5 . fidedignos. visam a o b te r razoável segurança de que os controles: a) estabelecidos pela administração estejam em efetivo funcionamento. relevantes e úteis. mas não contabilizadas. tam b é m cham ado d e teste a) c) proporcional horizontal ? b) substantivo d) diagonal e) vertical 1 3 (Cesgranrio/Contador Jr. situação decorrente. Em relação a esse fato. os testes de observância. c) Corresponde a "estouro de caixa". do Conselho Federal d e Contabilidade.Davi Barreto e Fernando G raeff . d) Corresponde a "estouro de caixa". tam b é m cham ado d e tes te d e observância.IBS ‘ ^ AUDITORIA . e teste d e comprovação. o a u d ito r detectou. Auditoria Interna . exatidão e validade dos dados produzidos peíos sistemas de informação da Entidade. decorrente.A u ditor/2008} D urante a aplicação dos procedim entos atinentes à espé­ cie. de fato. prática sabidamente conhecida e permitida pela legislação. inexistem. e) sejam suficientes. uma vez que há vaíores registrados que. d) apresentem evidência quanto à suficiência.

Errado 11 .Errado 07 .B 27 .E 19 .B 23 .A 15 .D 28 .E 34 .C 22 .Certo 12 .A 36 .C 32 . 9 -TE S T E S E PROCEDIMENTOS DE AUDITORIA GABARITO 01 .Errado 10 .C 25 .B 16 .B 26 .B 31 .Errado 04 .D 30 .' Cap.C 02 .Errado • 08 .D 13 .Errado 06 — Errado 09 .C 29 .E 21 .C 33 .A 24 .A .D 18 .B 03 .C 14 .Errado 05 .C 17 .A 35 .B 20 .

217/09: NBC TA 500 .Capítulo ci Você sabe que o desempenho de qualquer atividade requer a utilização de ferramentas adequadas para o trabalho. 5 Resolução CFC n° 1. A suficiência e adequação da evidência de auditoria estão inter-relacionadas. Como já foi discutido. Em outras palavras. pareceres de advogados são exemplos de evidências de auditoria. cabe ao auditor identificar e atestar a validade de suas afirmações por intermédio dos procedimentos adequados a cada situação. na auditoria independente isso não é diferente. Dessa forma. o auditor deve dispor de um conjunto de ferramentas que lhe possibilite formar uma opinião. conciliação entre contas contábeis e extratos bancários. cálculos desenvolvidos pelo auditor. manuais de operação da empresa. entrevistas com funcionários da empresa. confirmações com clientes. enquanto que a segunda é a medida da qualidade dessa evidência. Ç vidência de a u d ito ria ' còm prééridè á s . há segurança razoável na opinião do auditor quando este obtiver evidência de auditoria apropriada e suficiente para a redução do risco de auditoria (risco de expressar uma opinião não apropriada quando as demonstrações contábeis apresentam distorção relevante) a um nível aceitavelmente baixo. Assim. pertinentes e fidedignas.Evidência de Auditoria. faturas. ao mesmo tempo.hiãò/ \ á ú d itó r Notas fiscais. isto é. A primeira é a medida da quantidade de evidência de auditoria. util. na extensão e pro­ fundidade que cada caso requer. ^üe sè fundam entam à sua ippi. sua relevância e sua confiabilidade para fornecer suporte às conclusões em que se fundamenta a opi­ nião do auditor. dispor dados e informações em quantidade suficiente e de qualidade adequada. até a obtenção das provas materiais (evidências) que comprovem a afirmação analisada. .izíadas para chegar às conclusões em. para emitir uma opinião com segurança razoável o auditor deve.{in fo rm açõ es. com fatos e informações suficientes. laudos de especialistas.

incluindo os controles sobre sua elabo­ ração e manutenção. a afirmação em consideração. faturas não pagas. Embora reconhecendo que podem existir exceções. Por outro lado. são efetivos. maior a probabilidade de que seja exigida mais evidência de auditoria). pois a primeira é afetada pela segunda. Já a confiabilidade (adequação) da evidência é influenciada pela sua fonte e sua natureza e depende das circunstâncias indivi­ duais em que é obtida. . Ademais. f A relevância trata da ligação lógica ou influência sobre a finalidade do procedimento de auditoria e. Contudo. as normas de auditoria trazem algumas generalizações sobre a confiabilidade da evidência de auditoria que podem ser úteis: • a confiabilidade da evidência de auditoria é maior quando ela é obtida de fontes independentes fora da entidade. faturas de fornecedores e exceções apontadas nos relatórios de recebimento de mercadorias podem ser relevantes. é importante ressaltar que a quantidade da evidência de auditoria necessária é afetada pela avaliação do auditor dos riscos de distorção (quanto mais elevados os riscos avaliados. Indo um pouco mais a fundo na discussão sobre a qualidade da evidência. e as circunstâncias nas quais são obtidas. mas testar informações como desembolsos subsequentes. a obtenção de mais evidência de auditoria não compensa a sua má qualidade. para testar se há subavaliação na existência ou valorização das contas a pagar. impostos pela entidade. Já. quando apropriado. Assim. testar as contas a pagar registradas pode ser um procedimento de auditoria rele­ vante.A U D ITO RIA~ Suficiência Q UANTIDADE Davi Barreto e Fernando Graeff ■ ('. quando relevante. quanto maior a qualidade. menos evidência será exigida. • a confiabilidade da evidência de auditoria gerada internamente é maior quando os controles relacionados. testar as contas a pagar registradas não seria relevante. se a evidência em questão realmente atinge o objetivo per­ seguido pelo auditor. é importante mencionar que este atributo é afetado pela relevância e confiabilidade das informações em que se baseia. pois o caminho inverso não é válido. ou seja. se a finalidade de um procedimento de auditoria é testar para verificar se há superavaliação na existência ou valorização das contas a pagar. a relevância das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria pode ser afetada pela direção do teste. é preciso ficar atento. incluindo os controles sobre sua elaboração e manutenção. ou seja. 7': Adequação QUALIDADE Diz-se que suficiência e adequação são dimensões inter-relacionadas. a confiabilidade das informações é influenciada pela sua fonte e sua natureza. Por exemplo. Em outras palavras.

• a evidência de auditoria obtida diretamente pelo auditor (por exemplo. compa­ rações entre saldos ao longo dos anos. indagação a respeito da aplicação de controle). recursos humanos. instalações. aos fornecedores. indicadores de rentabilidade do setor etc. (3) Evidência analítica: análises com padrões e expectativas resultantes da experiência do auditor ou dados da indústria. recibos. de pagamento de indenizações trabalhistas e de cotas de depreciação. faturas. onde o auditor vai buscar essas evidências? As evidências. prestadores de serviço. bem como pela comprovação de realização de obras e serviços. • a evidência de auditoria em forma de documentos. mídia ele­ trônica ou de outro tipo. FONTES DE EVIDÊNCIA A maior parte do trabalho do auditor para formar sua opinião consiste na obtenção e avaliação da evidência de auditoria. . segundo as normas de auditoria. (6) Evidência por confirmação: corroboração por escrito de terceiros em relação a determinadas informações de interesse. sendo aplicável. é mais confiável do que a evidência obtida ver­ balmente (por exemplo. uma ata de reunião elaborada tempestivamente é mais confiável do que uma representação verbal subsequente dos assuntos discutidos). como estatísticas. cuja confiabilidade pode depender dos controles sobre sua elaboração e manutenção. digitalizados ou transpostos de outra maneira para forma eletrônica. 10. móveis. prin­ cipalmente. advogados etc. bancos. em resposta a perguntas formuladas pelo auditor.1. e • a evidência de auditoria fornecida por documentos originais é mais confiável do que a evidência de auditoria fornecida por fotocópias ou fac-símiles ou por documentos que foram filmados. (2) Evidência documental: consiste em todo tipo de documentos utilizados como evidência pelo auditor. podem ser ob­ tidas em diversas fontes: (1) Evidência física: obtidas pela comprovação de existência real de ativos e passivos financeiros. a observação da aplicação de um controle) é mais confiável do que a evi­ dência de auditoria obtida indiretamente ou por inferência (por exemplo. (4) Evidência matemática: valores calculados pelo auditor para confirmar dados que afetam as demonstrações contábeis. (5) Evidência testemunhai ou verbal: informações obtidas de pessoas que tenham conhecimentos dentro e fora da organização auditada. clientes. tal como notas fiscais. como cálculo do lucro por ação. Mas. relatórios etc. em papel. contratos.

ainda neste capí­ tulo. além da indagação. portanto. sobre esses procedimentos . a evidência de auditoria também pode incluir informações obtidas de outras fontes. recálculo. Falaremos.testes de controles.2.2. que é conseguida pela execução de: • procedimentos de avaliação de riscos. que abrangem: . . Um exemplo de exame documental é a inspeção de registros em busca de evidência de autorização. ou o exame físico de um ativo (inspeção física). por exemplo. 10. como auditorias anteriores realizadas pelo auditor independente ou por outros auditores. até mesmo a ausência de informações (por exemplo.1. observação. E importante destacar que a inspeção de registros e documentos fornece evidência de auditoria com graus variáveis de confiabilidade. também constitui evidência de auditoria.: ■ (7) Evidência por representações: declarações por escrito que tratam de afirmações da administração. a recusa da administração em fornecer uma representação solicitada) é utilizada pelo auditor e. assinadas por indivíduos responsáveis. reexecução e procedimentos analíticos. inspeção A inspeção envolve o exame de registros ou documentos (exame documen­ tal). e • procedimentos adicionais de auditoria. A evidência de auditoria é obtida principalmente a partir dos procedimentos de auditoria realizados durante o curso do trabalho. Contudo. 10. conforme determina os regramentos da instituição.inspeção. em forma eletrônica ou em outras mídias. Além disso. em forma de papel. A seguir serão descritos os principais procedimentos de auditoria utilizados e mencionados pelas normas do CFC. se o processo compra de matéria prima foi adequadamente autorizado. e — procedimentos substantivos (testes de detalhes e procedimentos analíticos substantivos). o auditor pode buscar evidências do adequado funcionamento de um determinado sistema de controle interno avaliando. muitas vezes aplicados em combinação. TIPOS DE PROCEDIMENTOS Vimos que o auditor deve definir e executar procedimentos de auditoria que sejam apropriados às circunstâncias com o objetivo de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. Ou seja. internos ou externos. dependendo de sua .w m A U D ITO RIA- Davi Barreto e Fernando Graeff • : ' . confirmação.

10. geralmente não fornece evidência de auditoria suficiente da ausência de distorção relevante no nível da afirmação nem da eficácia operacional dos controles. Indagação A indagação consiste na busca de informações junto a pessoas com conhe­ cimento. Por exemplo. muitas vezes o procedimento de observação é mais efetivo quando feito de surpresa. financeiro e não financeiro. mas é limitada ao ponto no tempo em que a observação ocorre e pelo fato de que o ato de ser observado pode afetar a maneira como o processo ou procedimento é executado. ou seja. A indagação é utilizada extensamente em toda a auditoria. coletar dados e informações com todos aqueles que podem ajudar o auditor a formar sua opinião: funcionários. 10. ao saber que está sendo observado. Por esse motivo. Embora a indagação possa fornecer importante evidência de auditoria e possa produzir evidência de distorção.3. As respostas às indagações podem fornecer ao auditor informações não obti­ das anteriormente ou evidência de auditoria comprobatória. A avaliação dessas respostas compete ao auditor e é parte integral do processo de indagação.natureza e fonte e. no caso de registros internos e documentos. execute suas atividades com maior zelo e prudência. da eficácia dos controles sobre a sua produção. dentro ou fora da entidade. as respostas podem fornecer informações significativamente divergentes de outras obtidas por outras fontes. evitando que o processo observado possa ser alterado ou feito de uma forma diferente da usual. a observação pelo auditor da contagem do estoque pelos empregados da entidade ou da execução de atividades de controle. clientes. o que talvez não ocorresse se estivesse em uma situação normal do seu dia a dia. Esse procedimento fornece evidência de auditoria a respeito da execução de processo ou procedimento.2. diretores. Observação A observação consiste no exame de processos ou procedimentos executado por outros.2. Alternativamente. sócios. Ora. deve-se observar que. esse procedimento não necessariamente revela o valor dos ativos. pode incluir desde indagações escritas formais até indagações orais informais. é muito provável que o empregado. . por exemplo. sozinha. de auditoria confiável quanto à sua existência. apesar de fornecer evidência.2. em alguns casos. especia­ listas etc. fornecedores. credores. a indagação. o gerente industrial pode revelar um sinistro relevante com o maquinário de uma fábrica omitido pela administração. como já foi discutido neste capítulo. Um exemplo de inspeção física de ativos tangíveis pode ser a contagem de itens registrados no estoque da empresa (inventário). as respostas às indagações fornecem uma base para que o auditor modifique ou realize procedimentos de auditoria adicionais. No entanto. Assim.

5.219/09: NBC TA 505 . por exemplo. o auditor pode considerar necessário obter representações formais da administração e. Recálculo O recálculo' consiste na verificação da exatidão matemática de documentos ou registros. 10. Confirmações2 A confirmação3 é uma forma de investigação que permite ao auditor obter informações diretamente com terceiros. por exemplo. advogados etc. o auditor pode solicitar confirmação de termos de contratos ou tran­ sações da entidade com terceiros. Trata-se de um tipo de reexe­ cução na qual o auditor repete os cálculos realizados pela instituição auditada.4. depreciação de equipamentos. . Nesse caso. bem como confirmar saldos de contas a receber com credores. dos responsáveis pela governança. como. Reexecução A reexecução envolve a execução independente pelo auditor de procedimentos ou controles que foram originalmente realizados como parte do controle interno da entidade. das razões por ela alegadas. por exemplo.suportar a intenção da administração pode ser limitada. eletrônica ou em outra mídia. podem fornecer informações relevantes para corroborar a evidência obtida por meio de indagação.6.Confirmações Externas.' j l j I ] - . realizada manual ou eletronicamente. Assim. Um exemplo desse procedimento é a reexecução das conciliações bancárias realizadas pela entidade. o entendimento do histórico da administração na realização de intenções por ela formuladas.2. A solicitação de confirmação pode ser positiva ou negativa: 2 3 Resolução CFC n° 1.) solicitando que confirmem diretamente ao auditor determinado fato.2.\ A U D ITO RIAt Davi Barreto e Fernando Graeff j | í No caso de indagações sobre a intenção da administração sobre a manutenção de um investimento relevante. 10. Dessa forma o auditor refaz os passos e as etapas que constituem um procedimento usualmente executado pela entidade para averiguar sua adequação. procedimento no qua! auditor pede a entidade auditada que expeça cartas dirigidas a terceiros (credores. em forma escrita. 10*2. a informação disponível para. para confirmar respostas a inda­ gações verbais. externos à entidade auditada. Além disso. quando apropriado. fornecedores. e sua capacidade de seguir um curso de ação específico. juros devidos. clientes. Nesse pro­ cedimento a evidência de auditoria consiste em resposta de terceiros (a parte que confirma) ao auditor. Um tipo especial de confirmação é a circularização. provisão para devedores duvidosos.

Solicitação de confirmação positiva é aquela em que a parte que confirma responde diretamente ao auditor indicando se concorda ou discorda das informações na solicitação (confirmação positiva em preto). isso pode resultar em porcentagens de respostas mais baixas em decorrência do esforço adicional exigido das partes que confirmam. neste caso vale a máxima “quem cala consente”. Ou seja. Note que a confirmação positiva pede que a parte que confirma. trata-se de uma confirmação positiva em preto (a resposta é sim ou não). e (d) o auditor não tem conhecimento das circunstâncias ou condições que fariam com que as pessoas que recebem solicitações de confirmação negativa ignorassem essas solicitações. responda ao auditor ou pela indicação de sua concordância com as informações enviadas ou pelo fornecimento de informações. (b) a população de itens sujeitos a procedimentos de confirmação negativa compreende um grande número de saldos contábeis. Observe que é mais provável que as partes que confirmam respondam indicando seu desacordo quando as informações na solicitação não esti­ 4 Exceção é a resposta que indica uma diferença entre as informações para as quais se solicitou confirmação ou diferença entre os registros da entidade e as informações fornecidas pela parte que confirma. As confirmações negativas fornecem evidência de auditoria menos persuasiva que as positivas. em todos os casos. Outro exemplo seria perguntar ao mesmo credor qual o valor da dívida da empresa —neste caso. contudo. o auditor não deve usar aquelas como o único procedimento substantivo de auditoria para tratar o risco de distorção relevante avaliado no nível de afirmações. * Solicitação de confirmação negativa é a solicitação de que a parte que confirma responda diretamente ao auditor somente se discorda das in­ formações fornecidas na solicitação. ou fornece as informações solicitadas (confirmação positiva em branco). principalmente em casos de confirmação “em preto”. transações ou condições. trata-se de uma confirmação positiva em branco.•. a menos que estejam presentes todos os itens a seguir: (a) o auditor avaliou o risco de distorção relevante como baixo. O auditor pode reduzir esse risco usando solicitações “em branco”. Por exemplo. Existe o risco de que a parte que confirma responda à solicitação de confirmação. Ora. (c) espera-se uma taxa de exceção4 muito pequena. há necessariamente uma resposta.000 —neste caso. o auditor solicita que determinado credor confirme se e em­ presa auditada possui dívida de R$100. . ou seja. homogêneas de pequena magnitude. consequentemente. sem verificar se as informações estão corretas. não receber uma resposta a uma solicitação de confirmação negati­ va não indica que a solicitação foi de fato recebida pela parte que devia confirmar as informações.

ou não conseguir obter evidência de auditoria relevante e confiável por meio de procedimentos alternativos de auditoria. Por exemplo. e executar procedimentos alternativos de auditoria definidos para obter evidência de auditoria relevante e confiável. incluindo o risco de fraude. cabe ao auditor indagar sobre as razões dessa recusa e procurar evidência sobre sua validade e razoabilidade. ou ainda nos casos de devolução de uma so­ licitação de confirmação não entregue (devolução pelo correio. Por exemplo. Contudo. quando a parte que confirma não responde ou não responde de maneira completa. para um destinatário não localizado). o auditor deve comunicar aos responsáveis pela governança e determinar as implicações para a auditoria e para sua opinião sobre as demonstrações contábeis. é preciso destacar que a referida resposta pode ser imprescindível. e menos provável que respondam na situação inversa. a uma solicitação de confirmação positiva. Finalmente. bem como estar sujeita a alterações/falsificações.Procedimentos Analíticos. se recusando a fornecer sua lista de credores ou o contato com seus consultores jurídicos. se o auditor determinar que uma resposta a uma solicitação de confirmação não é confiável. existe a possibilidade de resposta não recebida. Por exemplo.- Davi Barreto e Fernando Graeff verem a seu favor. como algum risco de interceptação. de tal forma que procedimentos alternativos não fornecerão a evidência que o auditor precisa.2. Além do que já discutimos. ou seja. Cabe então ao auditor executar mais uma vez procedimentos alternativos de auditoria para obter evidência relevante e confiável. avaliar as implicações na sua avalia­ ção dos riscos significativos de distorção relevante (incluindo o risco de fraude). época e extensão relacionada a outros procedimentos de auditoria.221/09: NBC TA 520 . e sobre a natureza. os procedimentos analíticos6 consis­ tem em avaliação das informações feitas por meio de estudo das relações 5 6 Resolução CFC n° 1. há algumas situações que merecem interesse. Se o auditor concluir que a recusa em permitir o envio de solicitações de confirmação não é razoável. por exemplo. Existe também a possibilidade de o auditor identificar fatores que dão origem a dúvidas sobre a confiabilidade da resposta a uma solicitação de confirmação. obrigando-o a de­ terminar as implicações para a auditoria e para a sua opinião. Nesses casos.164 AUDITORIA'. correntistas de contas bancárias têm mais probabilidade de responder se acreditarem que falta dinheiro no saldo de suas contas do que no caso contrário (ninguém costuma reclamar quando recebe dinheiro). deve avaliar as implicações na avaliação dos riscos significativos de distorção relevante.7. . respostas recebidas eletronicamente (fax ou correio eletrônico) podem tomar difícil estabelecer a origem da parte que confirma. Denominado revisão analítica pelas normas revogadas de auditoria (NBCT 11). 10. Procedimentos analíticos5 De acordo com a NBC TA 520. como no caso da administração se recusar a permitir que o auditor envie solicitações de confirmação. Nesses casos. alteração ou fraude.

que vale à pena ser melhor investigado. dados históricos e orçados sob uma perspectiva vertical ou horizontal. Essa revisão auxilia a identificar áreas prioritárias ou áreas com problemas. e podem ser aplicados para demonstrações contábeis consolidadas. o auditor percebeu que o mês de abril. daquele que seria dado pelo exame apenas das contas de ativo. que incluem também a investigação de flutuações e relações identificadas que sejam inconsistentes com outras informações relevantes ou que se desviem significativamente dos valores previstos. quocientes. não consegue constatar se existem situa­ ções anormais ou tendências que o levassem a dar parecer diferente. apresentou um resultado 80% menor que o dos outros meses —isso pode indicar que existe algum problema. Dessa forma. ou sugerir ajustes. por natureza. Esses métodos variam desde a realização de comparações simples até análises complexas usando técnicas estatísticas avançadas. componentes e elementos individuais de informação. o objetivo da revisão analítica é detectar e analisar situações anormais e significativas constatadas nas demonstrações contábeis. por isso esse é um tipo de procedimento normalmente utilizado nos procedimentos substantivos. esse procedimento é aplicado aos procedimentos substantivos realizados no início da auditoria. ele não tem uma visão geral das demonstrações financeiras e do inter-relacionamento entre contas e transações. Receitas Faturadas (R$) jan fev mar \â&ty ma i jun juJ ag« sst out ncv tí £2 Quando o auditor testa os saldos das contas do balanço patrimonial e os valores acumulados das contas de receita e despesa (testes de detalhes). Normalmente. Assim. Por exemplo. Esses procedimentos envolvem cálculos e utilização de índices. Na sua aplicação o auditor deve considerar: . receitas e despesas. Os resultados dessas análises geralmente fornecem evidências e "pistas” que indicam o caminho que o auditor deve seguir. ao analisar a evolução das receitas faturadas ao longo dos meses. fraude ou erro. passivo. Podem ser usados diversos métodos para executar procedimentos analíticos. onde o auditor deverá concentrar mais sua atenção.plausíveis entre dados financeiros e não financeiros.

Se o auditor. as conclusões obtidas dos resultados dos procedimentos analíticos também têm a finalidade de corroborar as conclu­ sões formadas durante a auditoria de componentes ou elementos individuais das demonstrações contábeis. executando os testes de contagem física e procedimentos complementares aplicáveis. Exame das transações que geraram lançamentos em determinada conta contábil. Conciliação Análise de Contas Contábeis .8. Quando o valor envolvido for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira e ao resultado das operações. deve efetuar verificações adicionais.2. confrontando o saído das contas sintéticas com aqueles das contas ana­ líticas e os registros mantidos pela entidade com elementos recebidos de fontes externas. pois. 10. há uma grande quantidade de métodos e técnicas capazes de fornecer evidência. não obtiver informações . durante os procedimentos analíticos. e • disponibilidade de informações. e f • acompanhar o inventário físico realizado pela entidade. na prática. é importante destacar que. O quadro abaixo traz alguns exemplos adicionais: Entrevista (Questionam ento) Elaboração de perguntas objetivando obter dados ou documentos para confirmar fatos e dados obtidos de outras fontes ou explorar potenciais recomendações para quesitos previamente definidos. sua relevância. até alcançar conclusões satisfatórias. confiabilidade e comparabilidade. da mesma forma que os procedimen­ tos analíticos podem prover indícios e/ou pistas capazes de indicar ao auditor a necessidade de procedimentos adicionais. o auditor deve aplicar outros procedi­ mentos técnicos: • confirmar os valores das contas a receber e a pagar.• objetivo dos procedimentos e grau de confiabilidade dos resultados alcan­ çáveis. de acordo com as necessidades do auditor. partindo dos lançamentos contábeis para a identificação dos fetos e documentos que o suportam. Outros procedimentos Os procedimentos de auditoria até agora descritos são apenas exemplificativos. objetivas suficientes para dirimir as questões suscitadas. aplicando novos procedimentos de auditoria. por intermédio de comunicação direta com os terceiros envolvidos. Isso ajuda o auditor a formar conclusões razoáveis sobre as quais deve basear a sua opinião. Finalmente. Verificação da compatibilidade dos dados a partir de diferentes fontes. • natureza da entidade e conhecimento adquirido nas auditorias anteriores.

Esse procedim ento tem como o bje tiv o confirm ar a: a) b) c) d) e) existência. H f jl (ESAF/AFRFB/2009) A em presa Evolution S. ocorrência.Cap. seguida por avaliação se há documentos comprobatórios adequados para tais transações (sentido inverso do rastreamento). Seleção de lançamentos existentes nos registros contábeis.) ou a localização de docu­ mentos pré-numerados. 10 . Pesquisa qualitativa a partir de discussões sobre tema de interesse entre participantes de um determinado grupo. As projeções para os próximos cinco anos evidenciam lucros. ou seja. Interrogação direta às pessoas ou entidades cujo comportamento ou características se busca conhecer.CAPÍTULO 10 m i (ESAF/AFRFB/2009) A em presa Grandes Resultados S. O procedim ento técnico básico que aplicado pelo aud ito r constataria esse evento seria: a} b} c) d) e) ocorrência. possui prejuízos fiscais apurados nos últim os três anos. A em presa estava em fase pré-operacionai e agora passou a o pe­ rar em piena a tivid ade. divulgação. inspeção. Seieção de documentos criados quando da ocorrência das transações. com prou novo sistema d e fatu ram en to para registro d e suas vendas. é por meio do exame de registros e documentos que o auditor irá obter essas informações. efetivam ente. que estava em fase préoperacionai e que as projeções para os próximos anos evidenciam lucros pode ser obtida pela inspeção. obtida pela ampla descrição e anáiise da mesma.A. . peças no estoque etc. Técnica usada quando se pretende medir o impacto do programa e verificar se é a causa de determinados efeitos (reiação de causalidade). circuiarÍ2ação. cálculo. Comentários: A constatação que a empresa teve prejuízos fiscais. Rastream ento Vouching Grupo Focai Estudo de Caso Pesquisa (questionários) D elineam enio Regressão EXERCÍCIOS COMENTADOS . a partir de uma compreensão abrangente da situação. inventário físico.A. Técnica que permite conhecer uma situação complexa. mensuração. seguida por identificação de quais informações constantes naqueles do­ cumentos encontram-se devidamente registradas nos livros contábeis. A a ud ito ria externa realizou testes para confirm ar se todas as operações de vendas. abrangência. Técnica estatística que busca entender a relação entre duas variáveis e qual a natureza desse relacionamento. utilizada principalmente com o propósito de previsão.EVIDÊNCIAS: Contagem Forma de inspeção física que objetiva a contagem de recursos tangíveis (dinheiro em caixa. haviam sido registradas na contabilidade.

investigação e observação.6. Comentários: O procedimento adequado para a verificação do comportamento de valores significativos.a obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. confronto. É exatam ente a situação exposta no enunciado: "fesfes para confirmar se todas as operações de vendas. Os primeiros são aplicados para a obtenção de evidências quanto aos controles internos. efe ­ tuo u o acom panham ento dos inventários físicos. quantidades absolutas ou outros meios. . e) teste de confirmação. mediante índices. dentro ou fora da entidade. é chamada de INVESTIGAÇÃO E CONFIRMAÇÃO. confrontou as notas fiscais do período com os registros e realizou a circularização dos advogados internos e externos. Esses procedim entos correspondem respectivam ente a: a) investigação.AU DiTORiA- Davi Barreto e Fernando Graeff C om entários: De acordo com o item 11. circularização dos advogados internos e externos . jjjjjjJ (ESAF/Analista Técnico da SUSEP/2010) O a u d ito r interno.AP / 2 0 1 0) A fim d e o b te r evidências quanto à suficiên­ cia. b) teste de controle. observação. quanto aos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade. quocientes. d) teste de substantivo. haviam sido reaistrados na contabilidade CttMgng g £ 2 (ESAF/AFRFB/2009) A a u d ito ria e x te rn a re a lizo u na em presa A valia S. os últimos.4 da NBC T 11 (substítuída pela NBC TA 300). Esse p ro ce d im e n to técnico básico corresponde a: a) b) c) d) e) inspeção. Comentários: Acompanhamento dos inventários físicos . e) observação. ao realizar seus testes. revisão analítica. confronto das notas fiscais do período com os registros . o auditor. exatidão e validade dos dados gerados pelo sistema de contabilidade da entidade. observação e inspeção. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas é a revisão analítica {procedimentos analíticos). c) confirmação. investigação. c) teste de aderência. Comentários: As evidências de auditoria são obtidas por intermédio da aplicação dos testes de controles (testes de observância) ou dos procedimentos substantivos (testes substantivos). o cálculo do índice de ro ta tiv id a d e dos estoques para v e rific a r se apre s en tav a índ ice corres­ p o n d e n te às operações p raticad as pela em p resa. b) inspeção. objetiva testar a abrangência quando avalia se todas as transações estão registradas. observação e investigação.2. na aplicação dos testes substantivos.A.o exame de registros e documentos e de ativos tangíveis é deno­ minado INSPEÇÃO. m (FGV/Fiscal da Receita Estadual . efetivamente. d) circularização. inspeção e observação. o aud ito r deve a d o tar o seguinte procedim ento: a) teste de observância. Inspeção e investigação.o acompanhamento de processo ou procedimento durante a sua execução é denominado de OBSERVAÇÃO.

Comentários: A investigação e confirmação é a obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações. a investigação e confirmação é a obtenção de informações perante pessoas físicas ou jurídi­ cas conhecedoras das transações e das operações. observação. cálculo 5 . docum entos e de ativos tangíveis.3 . dentro ou fora da entidade (3).2 . den tro ou fora da entidad e.3 . e a revisão analítica (ou procedimento analítico substantivo) consiste na verificação do comportamento de valores significativos. revisão analítica D etalh am en to { ) conferência da exatid ão aritm ética d e docum entos com probatórios. { ) verificação do com po rtam en to de valores significativos.1 . inspeção.1 .5 Comentários: O cálcuio (ou recálculo) consiste na verificação da exatidão matemática de do­ cumentos ou registros. a observação consiste no exame de processos ou procedimentos executado por outros (2). H f l (CESPE/TRE-BA-Área: Adm inistrativa .1 .2 . .E 3 (FEPESE/Fiscal de Rendas . dentro ou fora da entidade.5 d) 4 . Procedimentos 1 .5 e) 4 . ( } acom panham ento d e processo ou procedim ento quando d e sua execução.SC/2010) Associe a identificação dos procedim entos técnicos básicos d e aud ito ria ao d eta lh a m en to de cada procedim ento.Especialidade: C ontabíiidad e/2009) Com relação às normas de aud ito ria intern a. a investigação e a confirmação correspon­ d em à obtenção de inform ações dentro ou fora da entidade. U m (FG V/A uditor da Receita Estadual . realizada manual ou eletronicamente (4).2 .2 b) 4 . A inspeção envolve o exame de registros ou documentos (exame documental) ou o exame físico de um ativo (inspeção física) (1). observação 3 . com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas (5).2 —3 -.4 . ju lg u e o item a seguir. confirmação. inspeção 2.1 .1 . confrontação. { ) obtenção d e inform ações ju n to a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. Assinale a alternativa que indica a seqüência correta. investigação e confirmação 4.A P /2010) N a aplicação dos testes de observância de aud ito ria.5 4 .3 . registros e d e ­ monstrações contábeis e outras circunstâncias { } exam e d e registros. Na aplicação dos procedim entos de au d ito ria. Comentários: O enunciado descreve a técnica de auditoria chamada inspeção.5 . de cima para baixo. a verificação dos registros. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. docum entos e ativos tangíveis com preende: a) b) c) d) e) a a a a a investigação. a) c) 3 .

(CESPE/Analista de Controle Externo . Para as questões 02 a 10.TC U /2008) A circularização de ativos sem pre se revela mais eficaz. não podem ser consideradas evidências d e a ud ito ria.B EXERCÍCIOS .D 04 .U n ip a m p a /2 00 9 ) Um a inform ação só deve ser considerada adequada q uando fo r confiável e puder ser u tilizada pelas técnicas d e au d ito ria.U n ip a m p a /2 00 9 ) As inform ações obtidas d e pessoas.Certo 02 .GABARITO 01 .B 05 . assinale a opção correta. E S (CESPE/Auditor . e) Os procedimentos de investigação não devem envolver pessoas físicas ou jurídicas alheias à entidade.U n ipam p a/2009) Um dos instrum entos utilizados pela aud ito ria inde­ p en den te para o levan tam ento das inform ações referentes ao sistema d e controle interno de uma organização é o questionário p adronizado.E 08 . b) Os testes substantivos visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. c) Para se obterem evidências quanto à suficiência. na . a) Para que seja considerada evidência.U n ip a m p a /2 00 9 ) Para caracterizar uma inform ação com o evidência.B 03 . a fim de propor­ cionar a m elh or evidência alcançável. devem ser feitos testes de observância. julgue as afirmativas como certo ou errado.TCE A C /2009) Em relação aos procedim entos de aud ito ria intern a. em ap o n ta r possíveis irregularidades. pois o credor te m mais interesse em confirm ar seu crédito ou. Ciências Contábeis . (CESPE/Auditor . que assegura a avaliação integral das operações e deve ser preenchido pelo a u d ita d o e entreg ue antes da realização dos trabalhos.TC U /2008) No processo d e au d ito ria. após exa­ m inadas todas as evidências disponíveis. (CESPE/Auditor .CAPÍTULO 10 (CESPE/ACE Espec. é preciso que a informação seja relevante. em bora possam ser im p ortan tes para a identificação de fraudes e erros.D 07 .B 06 . integrantes ou não da organização a ud itad a. B S (CESPE/Auditor . não basta que ela seja considerada fidedigna. o a u d ito r pode confiar. até mesmo. exatidão e validade dos dados produzidos pelos sistemas de informações da entidade.^ d) A exigência da carta de responsabilidade da administração faz parte do processo de"obtenção e avaliação das informações. m (CESPE/Analista d e Controle Externo . integralm en te.

com vistas à identificação d e situação ou tendências atípicas. f f l (CESPE/Analista de C ontrole Externo ." a) a inspeção b) a observação c) a investigação e a confirmação d) o cálculo e) a revisão analítica ES (ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais - SEFIN N a tal/2008) A Com panhia Legal tem es­ tabelecido. ele deve e fe tu a r teste d e observância.TCU/2007) Com pete ao a u d ito r interno verificar se as normas internas d e execução do controle intern o estão sendo cumpridas. Adm inistração Pública e/ou de Empresas .TCE AC/2008) Assinale a opção que apresenta a correta correspondência entre a técnica de auditoria apresentada e sua definição. Entre os elementos da observação. d) A técnica da inspeção física. Nesse caso. A dm inistrativo e Contábil . e) A técnica da indagação escrita ou oraí consiste no exame de processos e de atos formalizados e na análise de documentos avulsos. podem te r sido adotadas form as d e cálculo que alterem o total. dos procedim entos d e au d ito ria. c) A técnica do exame dos registros abrange a verificação dos registros constantes de controles regulamentares elaborados de forma manual e pressupõe a verificação do registro de forma ümitada. investigadas e explicadas. para tan to. q u e o processo d e autorização dos pagam entos seja fe ito de form a eletrônica.fidedig nid ade e na correção das demonstrações contábeis de um a entidade e. quantidades absolutas ou outros meios. estão a identificação da atividade específica a ser observada e a comparação do comportamento observado com os comportamentos-padrão. _____________ consiste(m) na verificação do c om p o rta m e n to d e valores significativos.IEM A /2008} Os pedidos de confirmação das dívidas da em presa auditada devem ser preparados pelo cliente.SEFAZ S P /2009) Assinale a opção que preenche corretam en te a lacuna d a seguinte frase: "Considerado um p rocedim ento técnico básico a ser aplicado em testes d e observância e substantivos. também denominada corte das operações. b) A técnica da confirmação externa consiste no cotejamento de elementos numéricos correiacionados. o a u d ito r deve fazer ressalvas em seu parecer.IEM A/2008) Na auditoria con­ táb il. a) A técnica de observação das atividades e condições consiste na verificação das atividades que exigem a aplicação detestes flagrantes. mas a sua expedição e o consequenté recebim ento das inform ações são d e responsabilidade d ireta do aud ito r. a conferência d e cálculos é recom endada. As respostas têm de ser confrontadas com os registros contábeis e as divergências. E 3 (CESPE/Analista Econômico. m (CESPE/Analista Econômico. mesmo nos casos em que o auditado apresenta um rol d e parcelas e o respectivo to ta l. representa a fotografia do momento-chave de um processo em que a evidência é coletada sobre itens tangíveis. se o a u d ito r necessitar confirm ar ju n to a terceiros as transações da em presa. (CESPE/ACE Espec. Adm inistrativo e Contábil . em seu m anual d e norm as e procedim entos. Ainda que todas as parcelas estejam corretas. devendo o supervisor da área revisar . quocientes. (ESAF/APOFP . m e d ia n te índices. sempre q ue as evidências sejam insuficientes. utilizando-se.

Existência Física. passar o seu cartão no leito r óptico e marcar um espaço com "X" autorizando. Tamanho. Autenticidade. c) obtenção de informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. Esse procedim ento técnico adotado pelo a u d ito r é considerado uma: a) investigação.A U D ITO RIA ^ Davi Barrèto e Fernando Graeff. Amostragem. quantidades absolutas ou outros meios. todas as autorizações dos analistas. b) revisão analítica. documentos e de ativos tangíveis. mediante índices. Quantidade. Existência Física.Receita F ederal/2002) Q uando a adm inistração de um a e n tid a d e solicita. o auditor deve considerar alguns procedim entos técnicos básicos. Quantidade. quocientes. Valor. consiste no(a): a) exame de registros. Autenticidade. o supervisor tem o brig a to ria m e n te que entrar na área de aprovações do sistema. tem -se uma circularização: a) b) c) d) e) branca preta positiva negativa atestatória . Para isso. aos seus clientes que respondam d ire ta m e n te aos seus auditores inde­ pendentes. c) mensuração. d ig ita r sua senha. e) verificação do comportamento de valores significativos. Autenticidade.a revisão analítica . Valor. |2«1 (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . solicitando informações dos saldos em a b e rto existentes nessas empresas em uma d eterm inad a data.CGU/2008) Quando da aplicação dos testes d e observância e substantivos. b) acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução. cuja resposta deva ser enviada d ire ta m e n te aos seus auditores independentes. Um deles . registros e demonstrações contábeis e outras circunstâncias. ocorre um procedim ento de: a) b) c) d) e) investigação observação confirmação revisão anaiítica inspeção (ESAF/AFRFB . presencia um analista de posse do cartão e senha do supervisor executando sua função. d) avaliação. Amostragem. ao visitar a área. jlIjK (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais .AFPS/2002) A adm inistração d e uma entidade envia uma carta às diversas instituições financeiras com as quais se relaciona com ercial­ m ente. Identificação. num a determ inada data.tal como a define a NBC-T-11. Volume. Quantidade e Qualidade. tem -se o Exame Físico q ue deve conter as seguintes características: a) b) c) d) e) identificação. O auditor. Nesse caso. Existência Física.SEFIN Recife/2003) Entre os procedim entos e téc­ nicas de A uditoria. Ü S i (ESAF/AFC Controle Interno . Valor. Existência Física. por carta postal. caso não concorde com o saldo em a b e rto inform ado. dentro ou fora da entidade. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. Tamanho. Existência Contábil. Qualidade. Identificação. Existência Contábil. d) conferência da exatidão aritmética de documentos comprobatórios. e) observação. Existência Contábil.

conceitos que permitem ao auditor obter comprovações de que as demonstrações contábeis auditadas correspondem ao registro de todos os fatos contábeis praticados pela empresa. p ortanto. O auditor verifica o comportamento de valores significativos. conferência do cáiculo dos créditos. observação e correlação. respectivamente: inspeção e investigação / inspeção dedutiva. princípios que permitem ao auditor obter informações indicativas e compietas para fundamentar sua posição sobre as demonstrações contábeis auditadas. .TCE/2008) Os procedim entos de aud ito ria constituem -se no conjunto de a) b) c) d) e) métodos contábeis e financeiros que permitem ao auditor confirmar ou provar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. quocrentes.'Q J (FCC/ACE .SEFAZ SP/2006) Para certificar-se que direitos d e crédito efetivam ente existem em determ inad a data. o au d ito r ind epen den te utiliza. IS (FCC/Analista Judiciário: C ontabilidade -T R T 2 3 a REGiÃO/2007) Na execução dos procedi­ m entos de aud ito ria. exame de registros. a fim de q u e confirmassem. Trata-se. circularização dos devedores da companhia. revisão e análise / confirmação analítica.TRT 2 0 a REGIÃO/2006) O a u d ito r independente da Cia. d e um pedido de confirmação a) b) c) d) e) negativo informal. mediante índices. a obtenção d e declaração form al e isenta d e pessoas independentes com relação ao ente a ud itãd o denom ina-se inspeção física.Fiscal d e Rendas/2009) Avalie as seguintes situações: I. a) b) c) d) e) ES (FCC/Agente Fiscal de Rendas . BI (FCC/Analista jud iciário: C ontabilidade . |j£ jj (FGV/SEFAZ RJ . principal­ m ente. positivo em branco. II. normas e !eis que permitem ao auditor certificar-se de que as demonstrações contábeis auditadas estão em sua totalidade corretas. o procedim ento de a) b) c) d} e) revisão analítica de recebíveis. técnicas que permitem ao auditor obter evidências ou provas suficientes e adequadas para fundamentar sua opinião sobre as demonstrações contábeis auditadas. observação de processo de controle. circularização. dentro ou fora da entidade. negativo em branco. exame documental. inspeção de ativos tangíveis. com vistas à identificação de situação ou tendências atípicas. cálculo e observação / revisão confirmativa. positivo em preto. p or m eio d e correspondência dirigida pessoalm ente ao auditor. negativo em preto. Penápolis solicitou à e n tid a d e q ue expedisse cartas para alguns clientes da com­ panhia. Os a) b) c) procedimentos técnicos aplicáveis a essas situações são. O auditor deve obter informações junto a pessoas ou entidades conhecedoras da transação. os valores constantes d e uma relação de duplicatas d e seu aceite q ue ainda não teriam sido liquidadas. quantidades absolutas ou outros meios.

investigação. inspeção de documentos. e} revisão e observação / análise quantitativa. incluindo testes de observância e testes substantivos que permitem ao auditor interno obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à administração da entidade. As informações que fundamentam os resultados da Auditoria Interna são denominadas de "evidências. £ 3 {FGV/SAD-PE . Assinale: a) se apenas as afirmativas b) se apenas as afirmativas c) se apenas as afirmativas d) se apenas as afirmativas e) se apenas as afirmativas 1 . . O processo de obtenção e avaliação das informações compreende a obtenção de informações sobre os assuntos relacionados aos objetivos e ao alcance da Auditoria Interna. IV e V estiverem corretas. conciliação.Analista de Controle Interno: Finanças Públicas/2008) O procedim ento técnico em que o a u d ito r busca o b te r inform ações d e pessoas ou entidades conhecedoras da transação.R efap /2007) Para ratificar o saldo efetivo d e obrigações da empresa com fornecedores. Os testes substantivos visam à obtenção de razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela administração estão em efetivo funcionamento. revisão analítica. Analista Legislativo: C o ntabilidad e/2008) Avalie as assertivas a seguir sobre aud ito ria interna: Os procedimentos da Auditoria Interna constituem exames e investigações. confirmação de terceiros. contagem física. depreciações. HJjjJ (C esgranrio/Auditor Junior . é denom inado: a) b) c) d) e} inspeção. II. observação. V. lí. observação. III. investigação e confirmação.Analista de Controle Interno: Finanças Púbiícas/2008) O procedim ento técnico adotado no exam e d e provisões. 1 1 1 e V estiverem corretas. cálculo. que devem ser suficientes. observação. fidedignos. inclusive quanto ao seu cumprimento pelos funcionários e administradores da entidade. IV e V estiverem corretas. 1 1 1 e IV estiverem corretas. Os testes de observância visam à obtenção de evidência quanto à suficiência. K l (FGV/SAD-PE . a A uditoria Interna deve a d o ta r como procedim ento a: a) b) c) d) e) conferência de cálculos. il. ES (FGV/Senado Federai I. é d enom inado: a) b) c) d) e} inspeção. relevantes e úteis. amortizações e apuração de estoque. 1 . circularização. I!. exatidão e validade dos dados produzidos peios sistemas de informação da entidade.AUDITORIA Davi Barreto e Fernando Qraeff d) investigação e confirmação / revisão analítica. dentro e fora da entidade. IV. de modo a fornecer base sólida para as conclusões e recomendações à administração da entidade". li e IH estiverem corretas.

A 04 .D 02 .A .E 17 .E 16 .Errado 08 .C 26 .Errado 06 .B 21 .C 19 .D 25 .IN EA /2007) Na A uditoria Interna.Certo 13 .Errado 10 .(Cesgranrio/Auditor .C 18 . docum entos e ativos tangíveis.E 22 .D 20 . deve ser considerado aqu eie q u e se caracteriza pela verificação de registros.Certo 07 .Certo 05 .A 14 . denom inado a) inspeção b) avaliação c) observação d) confirmação e) investigação GABARITO 01 .Errado 09 .B 27 . inclusive quanto ao seu cum prim ento pelos funcionários e adm inistradores da entidade. Na sua aplicação. e ntre os procedim entos a serem adotados. os testes de observância visam à obtenção d e razoável segurança de que os controles internos estabelecidos pela adm i­ nistração estão em efetivo funcionam ento.Certo 12 — E 15 .Certo 11 .C 23 .E 24 .B 03 .

ao selecionar itens a serem testados. Na prática. Os meios à disposição do auditor para a seleção de itens a serem testados são: (a) seleção de todos os itens (exame de 100% ou censo). é possível selecionar itens específicos de uma população (sem realizar amostragem).^ á p ítü liíiii AMOSTRAGEM1 Já foi discutido que um teste eficaz deve fomece evidência de auditoria apropriada e suficiente para as finalidades do auditor. A aplicação de qualquer um desses meios ou de uma combinação deles pode ser apropriada dependendo das circunstâncias específicas. rápido e eficiente. Um exemplo seria a seleção de itens específicos dentro de ' 2 Resolução CFC n° 1. . o auditor deve determinar-a relevância e a confiabilidade das informações a serem utilizadas como evidência de auditoria. por exemplo: • a população constituí um número pequeno de itens de grande valor. ou seja. sendo mais comum para testes de detalhes. a realização do censo não é custosa. ou • a natureza repetitiva de um cálculo ou outro processo executado automa­ ticamente por sistema de informação toma um exame de 100% dos itens. Portanto. (b) seleção de itens específicos. No primeiro caso. é improvável (mas não impossível) um exame de 100% no caso de testes de con­ troles. • há um risco significativo e outros meios não fornecem evidência de audi­ toria apropriada e suficiente. Um exame de 100% pode ser apropriado quando. Por outro lado. o auditor pode decidir que será mais apropriado exami­ nar toda a população de itens que constituem uma classe de transações ou saldo contábil2 (ou um estrato dentro dessa população). e (c) amostragem de auditoria.Amostragem em Auditoria.222/09: N8C TA 530 .

ou seja. Assim. Por exemplo. os resultados de procedimentos de auditoria aplicados a itens selecionados dessa maneira não podem ser projetados para a população inteira. de maneira que todas as unidades de amostragem tenham a mesma chance de serem selecionadas para proporcionar uma base razoável que possibilite o auditor concluir sobre toda a população. analisando apenas 50 faturas de clientes. cheques relacionados em comprovante de depósito. e possível extrair algumas conclusões importantes dessa definição: * Trata-se de um processo que é aplicado em parte da população (menos de 100%). existe a possibilidade da realização de amostragem —tirar conclu­ sões de uma população inteira com base no teste de amostra extraída dela.Barreto éFsm ando G r a e f f / . com esse procedimento o auditor chega a uma conclusão sobre aquela parcela da população testada (amostra) e extrapola essa conclusão para toda a população. As normas de auditoria definem amostragem como a aplicação de procedi­ mentos de auditoria em menos de 100% dos itens de população relevante para fins de auditoria. ou tenham histórico de erros. Em outras palavras. se o objetivo for tirar conclusões sobre a conta con­ tábil “Contas a Receber”. é preciso ter em mente que se está sujeito ao risco de não amostragem. ou são propensos a risco.itens que constituem a população analisada e que podem ser físicos (por exemplo. faturas de venda ou saldos de devedores) ou unidades mo­ netárias. o auditor. isso não constituí amostragem e. consegue forma uma opinião sobre o total da conta contábil “Contas a Receber”. seria extremamente custoso aplicar os testes de auditoria na totalidade dos itens de uma população muito grande.AUDITORIA Davi. a seu critério. ou exibem alguma característica suspeita/ não usual. é capaz de ter uma resposta para toda a população. * Os itens selecionados para fins de amostragem devem ter sido escolhidos randomicamente (aleatoriamente). embora o exame seletivo de itens es­ pecíficos possa ser um meio eficiente de se obter evidências. A amostra é selecionada a partir de unidades de amostragem . por meio desse processo. consequentemente. sem viés (pias). por exemplo. analisa-se apenas algumas faturas de clientes. * O auditor. Unidade de am ostragem cada um dos itens individuais que constituem uma população População í : conjunto completo de dados sobre o qual a amostra é selecionada e sobre o qual o auditor deseja concluir Ora. uma população porque têm valor elevado. pode utilizar o método da amostragem ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a testar. Finalmente. lançamentos de crédito em extratos bancários. Enfim. Ao tomar essa decisão. assim. .

visto que. o risco de superavaliação da confiabilidade e o risco de aceitação incorreta afetam a eficácia da auditoria e têm mais probabilidade de conduzir a uma conclusão errônea sobre determinados controles. por implicar na não realização dos testes de auditoria na totalidade dos itens. tomariam a auditoria mais onerosa.Cap. Aplicam-se então os testes nessa amostra e as conclusões tiradas desses testes são consideradas não só para a amostra. Se o auditor necessitasse obter total certeza sobre alguma população. como já foi falado. o que estabeleceria que as conclusões iniciais eram incorretas. 11 AMOSTRAGEM Por exemplo. teria de aplicar testes em todos os seus componentes (exame de 100% ou censo). Por outro lado. isso na maioria das vezes é inviável. ~ Risco de aceitação incorreta: não seja identificada distorção relevante. . definido como: o risco de que a conclusão do auditor. saldos de contas ou classe de transações do que o risco de subavaliação da confiabilidade ou o risco de rejeição incorreta. normalmente. mas. portanto. a circularização de uma população de 10. RISCO DE AMOSTRAGEM Devemos saber que a técnica de amostragem.1.000 clientes pode apresentar uma relação custo-benefício inviável. ela não existe. pode ser classificado em: • Testes de Controle ~~ Risco de subavaliação da confiabilidade3: controles são considerados menos eficazes do que realmente são. para os 10. envolve alguma incerteza.000 clientes. ° Testes de Detalhes — Risco de rejeição incorreta: seja identificada distorção relevante. é possível selecionar uma amostra dessa população —digamos 5% (=500 clientes). pudesse ser diferente se toda a população fosse sujeita ao mesmo procedimento de auditoria. por técnicas estatísticas. quando. Ou seja. com base em amostra. na verdade. conduziriam o auditor a realizar trabalhos adicionais. 11. de acordo com a conclusão errônea que pode levar e com o tipo de teste em questão (controle ou detalhes). mas. — Risco de superavaliação de confiabilidade4: controles são considerados mais eficazes do que realmente são. ou seja. Existe. de tal forma que. Nota-se que o risco de subavaliação da confiabilidade e o risco de rejeição incorreta afetam a eficiência da auditoria. na verdade. o que chamamos de risco de amostragem. Também chamado de "risco de avaliação do risco de controle em nível baixo demais". com a devida interpretação. para toda a população. (mais horas de trabalho. ela existe. Esse ris­ co. mais recursos financeiros gastos). quando. 3 4 Também chamado de "risco de avaliação do risco de controle em nível alto demais".

Os riscos que afetam a eficácia são mais problemáticos. ou seja. critério e conhecimento da entidade. De tal forma que esse processo tem as seguintes características: • seleção aleatória dos itens da amostra.m A Ü D j T O R I A Davi Barreto e Fernando Çraeff. TIPOS DE AMOSTRAGEM Ao executar os testes de auditoria o auditor pode utilizar dois tipos de amos­ tragem: estatística e a não estatística (por julgamento). como o uso de procedimentos de auditoria não apropriados ou a interpretação errônea da evidência de auditoria e o não reconhecimento de uma distorção ou de um desvio.2. 11. Uma amostragem que não tem as características acima descritas é considera­ da não estatística. Este último é o risco de que o auditor chegue a uma conclusão errônea por qualquer outra razão que não seja relacionada ao risco de amostragem. O emprego de amostragem estatística é recomendável quando a população a ser auditada é grande e os itens da população apresentam características homo­ gêneas. . pois têm maior pro­ babilidade de afetar as conclusões da auditoria e nesse caso os efeitos podem ser muito danosos. incluindo a mensuração do risco de amostragem. A escolha entre os dois tipos de abordagem envolve principalmente a consi­ deração da relação custo-benefício do processo. A amostragem estatística é aquela em que a amostra é selecionada cientifi­ camente com a finalidade de que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto de acordo com a teoria da probabilidade ou as regras estatísticas. e • o uso da teoria das probabilidades para avaliar os resultados das amostras. Risco de subavaliação da confiabHidade________ Risco de superavaliação de confiabilidade t^ ^ ç iê r ic íá M ^pEfiGãcia>if£ Risco de rejeição incorreta Risco de aceitação incorreta Maior problema para o auditor Por fim. mas sem base científica. aquela em que a amostra é determinada pelo auditor utilizando sua experiência. é importante ter bem claro o que é risco de amostragem e o que é risco não resultante da amostragem.

Por exemplo. portanto. o auditor deve considerar os fins específicos a serem alcançados e a combinação de procedimentos que devem alcançar esses fins. por exemplo. o auditor deve considerar a finalidade do procedimento de auditoria e as características da população da qual ela será retirada. assim. Da mesma forma. um registro errôneo entre as contas de clientes não afeta o saldo total das contas a receber. Esse tipo particular de amostragem consiste em dividir uma população em subpopulações (estratos). o tamanho da amostra pode ser reduzido sem aumentar o risco de amostragem. no teste da provisão para créditos de liquidação duvidosa. ao definir uma amostra.Cap. em um teste de detalhes relacionado com a existência de contas a receber. as distorções são projetadas para cada estrato separadamente. a população é geralmente estratificada por valor monetário. separadamente em cada estrato. E essa diminuição da variabilidade (conseguida graças à formação de grupos homogêneos) que permite a redução do tamanho da amostra. é preciso definir a amostra. se um saldo de conta tiver sido dividido em estratos. para então serem combinadas na consideração do possível efeito no total. pode não ser apropriado considerar que isso seja uma distorção na avaliação dos resultados da amostragem desse procedimento em particular. Ainda nesse contexto. portanto.AMOSTRAGEM. A estratificação permite que a eficiência da auditoria seja melhorada. a população pode ser estratificada de' acordo com uma característica específica que indica maior risco de distorção como. Assim. Por mais que isso possa ter um efeito importante em outras áreas da . DEFINIÇÃO DA AMOSTRA Vimos que a amostragem de auditoria permite que o auditor obtenha e avalie a evidência de auditoria em relação a algumas características dos itens selecionados de modo a formar uma conclusão sobre a população da qual a amostra é retirada. Para isso. uma vez que esses itens podem conter maior potencial de distorção em termos de superavaliação. e os resultados de cada uma dessas amostras são combinados em um resultado final Contudo. incluindo um claro entendimento do que realmente constitui desvio ou distorção. a variabilidade dos itens de cada estrato é reduzida e. De acordo com as normas de auditoria. Na execução dos testes de detalhes. por exemplo. é importante discutir uma espécie particular de amostra­ gem estatística: amostragem estratificada ou estratificação. ressalta-se que os resultados dos procedimentos de auditoria apli­ cados a uma amostra dentro de um estrato só podem ser projetados para os itens que compõem esse estrato. o auditor precisa considerar o risco de distorção relevante em relação a todos os outros estratos que compõem a população. os saldos podem ser estratificados por idade das dívidas ou por clientes. permitindo que o trabalho maior de auditoria possa ser direcionado para os itens de valor maior. 11 .3. Para concluir sobre toda a população. No que se refere à finalidade do procedimento. dividindo a população em subpopulações distintas. a amostragem é realizada. cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes. 11. Assim.

o exame completo (censo) ou o uso de amostra maior pode ser apropriado ao executar os testes de detalhes. vamos discutir qualitativamente como alguns fatores que influenciam no tamanho da amostra em testes de controle e em testes de detalhes. como por exemplo. pois já se sabe que os controles internos não são confiáveis. auditoria. se a distorção esperada for muito alta. na avaliação do risco de fraude ou da adequação da provisão para créditos de liquidação duvidosa.Davi Barreto e Fernando Graeff .182 AUDiTORIA. de forma que quanto menor o risco. o auditor. se a taxa esperada de desvio for inaceitavelmente alta. Ora. ■ gi : Vi § . deve avaliar: • Taxa esperada de desvio (no caso de testes de controle): erro que o auditor espera encontrar em determinado procedimento de controle. • Distorção esperada na população (no caso de testes de detalhes): erro que o auditor espera encontrar em determinado saldo avaliado em um teste de detalhes. se o erro esperado dos controles é alto. entretanto. Os detalhes desse processo fogem do escopo desse livro. Em outras palavras. o tamanho da amostra pode ser determinado mediante aplicação de fórmulas com base em estatística (tabelas ou programas computadorizados) ou por meio do exercício do julgamento profissional. Assim como no caso anterior. a distorção esperada na população é esti­ mada com base na experiência do auditor ou no exame de uma pequena quantidade de itens da população. não afeta o objetivo do teste em questão (avaliar a existência de contas a receber). Além do que já foi exposto. logicamente um importante componente nessa definição é o nível de risco de amostragem qüe o auditor está disposto à aceitar. o auditor pode determinar se a estratificação ou a seleção com base em valores é apropriada. Na prática. Outro passo importante no processo de definição da amostra é a determinação do tamanho de amostra suficiente para reduzir o risco de amostragem a um nível mínimo aceitável. Note que. Dessa forma.í I . Observe que. o auditor geralmente decide por não executar os testes de controles. para se obter um menor risco amostragem é necessário utilizar uma amostra maior. não faz sentido aplicar testes de controle. ao considerar as características da população da qual a amostra será extraída. . maior deve ser o tamanho da amostra. Já ao considerar as características de uma população. Essa taxa é estimada com base no entendimento do auditor dos controles relevantes ou no exame de uma pequena quantidade de itens da popula­ ção. para estabelecer a amostra de auditoria e determinar o tamanho dessa amostra.

maior deve ser o tamanho da amostra.AM O STRAG EM . excedido peia distorção real na população. 'R e ia ç ã o Inversa v Explicaçao • . . Quanto mais alta a taxa esperada de desvio. menor pode ser o tamanho da amostra. maior o tamanho da amostra precisa ser para que o auditor esteja em posição de fazer uma estimativa razoável da taxa real de desvio. Quanto mais alta a avaliação do risco de distorção relevante do auditor. Quanto maior o nível de segurança de que o auditor precisa de que os resultados da amostra sejam de fato indicativos do valor real de distorção na popu­ lação. •. maior deve ser o tamanho da amostra.Capl 11 . ■ '* Explicação Quanto mais segurança o auditor pretende obter da efetividade operacional dos controles. o tamanho real da po­ pulação tem pouco efeito. menor será a avaliação do auditor quanto ao risco de distorção relevante e maior deve ser o tamanho da amostra. portanto. no tamanho da amostra. 'Tèstes"de.: cen­ so) para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. • Uso de outros procedimentos substantivos direcionados à mesma afirmação Quanto mais o auditor confia em outros pro­ cedimentos substantivos (testes de detalhes ou procedimentos analíticos substantivos) para reduzir a um nível aceitável o risco de detecção relacionado com uma população em particular. Quanto maior for o nível de segurança de que o auditor espera que os resultados da amostra sejam de fato indicativos com relação à incidência real de desvio na população.C o h tro ieFator Extensão na qual a avaliação de risco leva em consideração os controles relevantes Relação Direta v . Taxa tolerável (aceitável) de desvio5 Taxa esperada de desvio Inversa Direta Nível de segurança desejado do auditor de que a taxa tolerável de desvio não seja excedida pela taxa real de desvio na população (risco de superavaliação de con­ fiabilidade) Quantidade de unidades de amostragem na população Direta Efeito negligenciável Para popuiações grandes. Risco vante de distorção re le ­ Direta Nível de segurança desejado pelo auditor de que uma distorção tolerável não é ex­ cedida pela distorção real na população (risco de aceitação incorreta) Direta 5 Taxa tolerável de desvios é a taxa de desvios definida pelo auditor para obter um nível apro­ priado de segurança de que essa taxa não seja excedida peia quantidade de desvios real da população. Quanto menor a taxa tolerável de desvio. Assim. maior o tamanho da amostra precisa ser. para pequenas populações. ' ■ Fator . se houver. menos segurança o auditor precisa da amos­ tragem e. maior o tamanho da amostra precisa ser. v ' 7 V>!"V. a amostragem de auditoria não é geralmente tão eficiente quanto os meios alternativos (ex.

Pela amostragem não estatística. no tamanho da amostra.A. o conjunto de tamanhos de amostra dos estratos geralmente será menor do que o tamanho da amostra que seria necessário para alcançar certo nível de risco de amostragem se uma amostra tivesse sido retirada de toda a população. o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra. Contudo. Quando a população pode ser adequadamente es­ tratificada. numeradas de 1 a 1.. são sorteadas “x” notas para teste por intermédio de algum Distorção tolerável é um vaíor monetário definido peio auditor para obter um nível apro­ priado de segurança de que esse valor monetário não seja excedido pela distorção real na população. o auditor deve selecionar itens para a amostragem de forma que cada unidade de amostragem da população tenha a mesma chance de ser selecio­ nada (princípio da aleatoriedade). de modo a evitar tendenciosidade mediante a escolha de itens da amostra que tenham características típicas da população. Quanto maior for o valor da distorção que o au­ ditor espera encontrar na população. os itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. um aumento no valor monetário da população aumenta o tamanho da amostra. Para populações grandes. Note que. independente do tipo de amostragem. maior o tamanho da amostra precisa ser. se houver. é importante que a amostra seja representativa. para pequenas populações. é a que assegura que todos os itens da população ou do estrato fixado tenham idêntica possibilidade de serem escolhidos.: censo) para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. Estratificação da população Redução Quantidade de unidades de amostragem na população Efeito negligenciável7 Finalmente. Assim.000. AUDITORIA Davi Barreto é Fernando Graeff " Fator V - u Testes de D etalh es.. como a finalidade do processo é a de fomecer base razoável para o auditor concluir quanto à população da qual a amostra é selecionada. maior deve ser o tamanho da amostra para se fazer urria estimativa razoável do valor real de distorção na população. Pela amostragem estatística. Exemplo: em um conjunto com 1.. ao usar a amostragem de unidade monetária. a amostragem de auditoria não é geralmente tão eficiente quanto os meios alternativos (ex. í -Explicação ^ ^ Relação inversa Direta Distorção tolerável6 (acei­ tável) Distorção esperada Quanto menor for a distorção tolerável.000 notas fiscais. • Seleção aleatória (randômica). a menos que isso seja compensado por um aumento proporcionai na materialidade para as demonstrações contábeis como um todo. Os principais métodos para selecionar amostras estão descritos abaixo. . o tamanho real da po­ pulação tem pouco efeito.

A seleção de bloco geralmente não pode ser usada em amostragem de auditoria porque a maioria das populações está estruturada de modo que esses itens em seqüência podem ter características semelhantes entre si. A seleção ao acaso não é apropriada quando se usar a amostragem estatística. digamos que seja a de número 225.. Embora.faz o sorteio da primeira nota. o auditor precisa determinar que as unidades de amostragem da população não estão estruturadas de modo que o intervalo de amostragem corresponda a um padrão em particular da população. então. 225. ela raramente seria uma técnica de seleção de amostra apropriada quando o auditor pretende obter inferências válidas sobre toda a população com base na amostra. desde que o auditor tente extrair uma amostra representativa da população. aqueles globos utilizados nos sorteios da loteria. Seleção sistemática (por intervalo): é aquela em que a seleção de itens é procedida de maneira que haja sempre um intervalo constante entre cada item selecionado. no exemplo anterior. Seleção de bloco: envolve a seleção de um ou mais blocos de itens con­ tíguos da população. .4. 325. como por exemplo. Esse método pode ser uma alternativa aceitável para a seleção. evitando qualquer tendenciosidade ou previsibilidade consciente (por exemplo. Ora. na qual o tamanho. mas características diferentes de outros itens de outros lugares da popu­ lação."C ap . sem intenção de incluir ou excluir unidades específicas. isso quer dizer que se busca extrapolar os resultados da amostra para a população. seja a seleção feita diretamente da população a ser testada. .. você estabelece qual o intervalo a ser aplicado —por exemplo. principalmente no que se refere às distorções encontradas. a seleção e a avaliação da amostra resultam em uma conclusão em valores monetários. 100 . ANÁLISE E PROJEÇÃO DE DISTORÇÕES Como já foi exaustivamente discutido. Ao usar uma seleção sistemática.. ou por estratos dentro da população. Resta-nos então saber como é feita essa extrapolação. 925. baseada em sua experiência profissional. o objetivo da amostragem é chegar a uma conclusão para toda a população com base nos resultados obtidos com a amostra. mecanismo aleatório qualquer. . as notas selecionadas para a amostra serão as de número 025. 11.AMOSTRAGEM'. Ou seja. Seleção ao acaso: é aquela feita a critério do auditor. evitar itens difíceis de localizar ou escolher ou evitar sempre os primeiros ou os úl­ timos lançamentos de uma página). possa ser apropriado que um procedimento de auditoria examine um bloco de itens. 125. em algumas circunstâncias. Amostragem de unidade monetária: é um tipo de seleção com base em valores. 11 .

Projeção da distorção ou desvio Ê necessária Não é necessária 11. Assim. Quando o auditor considera que uma distorção descoberta é anômala. vale à pena destacar a existência de “ano­ malias” . Além disso. esses desvios ou distorções podem ser intencionais e podem indicar a possibilidade de fraude. essa distorção foi aumentada para 2. dentro desse processo.5. ela pode ser excluída da projeção das distorções para a população ou ser devidamente tratada. o auditor deve projetar. para testes de controles. não é necessária qualquer projeção explícita dos desvios uma vez que a taxa de desvio da amostra também é a taxa de desvio projetada para a população como um todo. é necessário que se faça a projeção dos erros encontrados na amostra para a população. é realizado por meio de fórmulas. o exame de uma amostra de notas fiscais revelou uma distorção de 1. é a análise dos desvios e das distorções identificados. as dis­ torções encontradas na amostra para obter uma visão mais ampla da escala de distorção.5%. o tipo de operação. o auditor pode decidir identificar todos os itens da população que tenham a característica em comum e estender os procedimentos de auditoria para esses itens. Assim. deve obter um alto grau de certeza de que não sejam representativos da população. quando projetada para a população. Geralmente uma distorção encontrada na amostra é ampliada quando projetada para a população.! AUDWORIÀ . Por exemplo. mediante a execução de procedimentos adicionais de auditoria. quando a distorção tiver sido estabelecida como uma anoma­ lia. Para os testes de detalhes. linha de produto ou período de tempo. geralmente. Tipo de teste Teste de Detalhes Tesle e Controle . sob dois prismas: . Ademais. Finalmente. o auditor talvez observe que muitos têm uma característica em comum como. tabelas e softwares estatísticos. de forma a não comprometer a análise da projeção das distorções não anômalas. O cálculo dessa projeção foge do escopo dessa obra e. local. E o que chamamos de ponto fora da curva. para a população. Nessas circunstâncias.D avi Barreto e Fernandp G raeff : ■ . por exemplo. Feita a análise da natureza dos desvios (testes de controle) e das distorções (testes de detalhe). O auditor deve investigar a natureza e a causa de quaisquer desvios ou distorções identificados e avaliar o possível efeito causado por eles na finalidade do procedimento de auditoria e em outras áreas de auditoria. AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS DA AMOSTRAGEM O último passo em um processo de amostragem consiste em avaliar seus resultados.0% na amostra. O primeiro passo.distorções ou desvios que são comprovadamente não representativos de distorção ou •desvio em uma população. nesse processo.

toleráveis. • • v/ • •. Fàiha Essa análise pode ainda ser feita a partir de outra abordagem. : Ã v". o processo de amostragem conduzido pelo auditor foi falho. Portanto. uma taxa de desvio da amostra inesperada­ mente alta pode levar a um aumento no risco identificado de distorção relevante.*. o auditor pode concluir que há um risco inaceitável de amostragem e pode decidir por realizar uma nova amostragem.. quando esse resultado exceder uma distorção tolerável. Vimos que. e por esse motivo essa provisão de risco é somada a taxa de desvios e/ou distorções projetadas encontradas para definir um limite para se comparar aos erros. Ao avaliar os resultados da amostra o auditor pode se deparar com as seguintes situações: para os testes de controles. a amostra não fornece uma base razoável para conclusões sobre a população que foi testada. e • avaliar se o uso de amostragem de auditoria forneceu uma base razoável para conclusões sobre a população que foi testada. : Testes de Detalhes . a distorção projetada é a melhor estimativa do auditor de distorção real na população. Assim. assim. que considera. o valor de distorção inesperadamente alto em uma amostra pode levar o auditor a acreditar que uma classe de operações ou o saldo de uma conta está distorcido de modo relevante. .. Lembre-se que o risco de amostragem relaciona-se com a possibilidade de que uma amostra adequadamente selecionada não seja representativa da popula­ ção.: . : . avaliar os resultados da amostra. Podemos resumir a discussão nas seguintes expressões: •. ’ Taxa d f Desvio da A m ostra > Taxa Tòleráyèi cte Desyio => Am ostragem Falha . o Limite Superior de Desvios (LSD) e o Limite Superior de Erros (LSE). Esse limite superior é a taxa máxima de desvios ou distorções admitida pelo auditor na avaliação de seu processo de amostragem. •> . . se o desvio ou distorção encontrado para a população somado a uma provisão de risço de amos­ tragem (PRA) for superior a esse limite. respectivamente para testes de controle e de detalhes. Testes de C o ntro le: . Distorça o Projetad a > Distorção T o le r á v e l'A m o s t r a g e m . no caso específico de testes de detalhes. se a distorção projetada for maior do que as expectativas de dis­ torção do auditor usadas para determinar o tamanho da amostra. já para os testes de detalhes.

f»ü*l (ESAF/AFRFB/2009) O auditor.). na determ inação do tam anh o da am ostra.: LSD = Taxa de Desvios cia -Am ostra + PRA . cada qual contendo um g rupo d e unidades de am ostragem com características hom ogêneas ou similares.CAPÍTULO 11 0 1 (ESAF/AFRFB/2009) No processo de am ostragem o LSE . .EP + PRA. divisão da população pela amostra estratificada. • solicitar que a administração investigue as distorções identificadas e faça quaisquer ajustes necessários.-V- Por fim. o íimite superior de erro (LSE) é o resultado da soma do erro projetado (EP) com a provisão para risco de amostragem (PRA). III. sem considerar os erros esperados. ou • ajustar a natureza. soma do erro estimado e da confiabilidade da amostra. o risco de am ostragem .: realizar nova amostragem. ao realizar o processo de escolha da am ostra. ou seja. EXERCÍCIOS COMENTADOS . se o auditor conclui que a amostragem de auditoria não forneceu uma base razoável para conclusões sobre a população que foi testada. IL .Lim ite Superior de Erro para superavaliações é d eterm inad o pela: a) b) c) d) e) soma do erro projetado e da provisão para risco de amostragem. . Comentários: A fórmuía básica para que o auditor obtenha o limite superior de erro (LSE) para superavaliação é LSE . aumentar tamanho da amostra. subtração do erro totai. o auditor pode: • realizar uma nova amostragem. que estratificação é o processo d e d ivid ir a população em subpopulações. modificar os procedimentos substantivos etc. deve con­ siderar: que cada item que com põe a am ostra é conhecido como u nidad e d e am ostragem . época e extensão de procedimentos adicionais para me­ lhor alcançar a segurança exigida (ex. I. LSD > Taxa Tolerável de Desvio => Am ostragem Falha. LSE = Erro Projetado para População + PRA LSE > Distorção Tolerável => Am ostragem Falha -v. do desvio das possíveis perdas amostrais. divisão do erro total pela população escolhida. a) Somente a I é verdadeira.

Secretaria da Fazenda do Estado de São Pauio/2010) Para propiciar representatividade da população contábil aplicada nos testes de a ud ito ria. (CESPE/TRE-BA/Área: Adm inistrativa . quanto maior o risco. a p ro v a d a p e ia Resolução CFC n . b) números aleatórios. pois. "unidade de amostragem" é cada item que compõe a popuíação e não a amostra. técnicas e procedim entos de au d ito ria. .t a p . E 3 S (FCC/APOFP . c) Peia amostragem estatística. Comentários: O risco de amostragem afeta o tamanho da amostra exigido. Comentários: O método de seleção sistemática (sistêmica ou por intervalo) é aquele onde é observando um intervalo constante entre as transações realizadas. estratificação é o processo de dividir uma população em subpopulações. b) O tamanho da amostra pode ser determinado mediante aplicação de fórmula com base em estatística ou por meio do exercício do julgamento profissional. d) Pela amostragem não estatística. assinale a a firm a tiv a in ­ co rre ta . d) amostragem sistêmica. 1 t -A M O S T R A G E M b) c) d) e) Somente a II é verdadeira. a) O nível de risco de amostragem que o auditor está disposto a aceitar não afeta o tamanho da amostra exigido. [ Comentários: A amostragem estatística é recomendável quando os elementos da população apresentam características homogêneas. maior deverá ser a amostra. Todas são verdadeiras. Comentários: O item I está errado. os itens da amostra são selecionados de modo que cada unidade de amostragem tenha uma probabilidade conhecida de ser selecionada. ju lg u e o próxim o item . ao determinar o tamanho da amostra. e) Quanto menor o risco que o auditor está disposto a aceitar. o julgamento é usado para selecionar os itens da amostra.° 1 2 2 2 /0 9 . maior deve ser o tamanho da amostra. É recomendável o em prego da am ostragem estatística quando os itens da população apresentarem características heterogêneas.A P /2 0 1 0 ) S eg u n d o a NBC TA 5 3 0 . O item II está correto. I e lli são verdadeiras. o au d ito r pode estipular intervalos uniform es entre os itens a serem selecionados como um m étod o de seleção de amostras d en om inad o a) amostragem ao acaso. bem como os erros toleráveis e os esperados. {FGV/Físcal da Receita E stadu al . Todas são falsas. o item lli está errado ao afirmar que o auditor não considera os erros esperados. c) amostragem de atributos. cada quaí contendo um grupo de unidades de amostragem com características homogêneas ou similares. o auditor deve considerar o risco de amostragem.Especialidade: C ontabiIidad e/2009) Acerca de objetivos. Por último.A m o s tra g e m em A u d ito ria . e) amostragem por bloco.

Comentários: Dividir uma população em subpopulações. b) a natureza da evidência da auditoria. . é d enom inada am ostragem a) c) randômica. d) por julgamento.2 da NBC T 11. nada mais é do que dividir essa população em estratos. o auditor deve considerar os fins específicos a serem alcançados e a combinação de procedimentos que de­ vem alcançar esses fins. ora revogada. Já.B . ou seja. deve considerar a finalidade do procedimento de auditoria e as características da população da qual será retirada a amostra. não estatística. Comentários: Segundo o item 11. a estratificação da população.DaVi Barreto e Fernando G raeff E3 (FCOTCM-CE/Analista d e Controle Externo Inspeção d e Obras Púbiicas/2010) Conforme normas técnicas d e aud ito ria ind epen den te. d) os fins específicos da auditoria. o risco da amostragem.D 07 . o auditor deve levar em consideração os seguintes aspectos: os objetivos específicos da auditoria.A 04 . incluindo um claro entendim ento do que realmente constitui desvio ou distorção (erro).A 03 . entre as quais inclui-se a im possibilidade de os auditores estim arem q u a n titativ a m e n te o risco q ue assumem. ao planejar e deter­ minar a amostra de auditoria. utilizar a técnica da estratificação.TCE R N /2009) Os procedim entos da am ostragem por ju lg a m e n to são larg am en te difundidos. No que se refere à finalidade do procedimento. e) não aleatória. por determ inadas razões. cada qual contendo um grupo d e unidades d e am ostragem com características hom ogêneas ou similares. julgue as afirmativas como certo ou errado. B I {CESPE/Inspetor de Controle Externo . e o erro esperado.AUOiTORlA . cada uma sendo um grupo de unidades de amostragem com características semelhantes.Errado O l C O o EXERCÍCIOS .2. c) a possibilidade de existência de fraude. e) a população da qual o auditor deseja extrair a amostra.1. b) estratificada. GABARITO 01 . NÃO se refere à definição d e um a am ostragem de auditoria a) as condições de desvio ou distorção. (FCC/TCM-PA/Técnico de Controle E xterno/2010) A técnica q ue consiste em d iv id ir um a população em subpopulações.CAPÍTULO 11 Para as questões 01 a 09. as novas normas dispõem que o auditor ao definir uma amostra de auditoria.11. 0 2 -8 05 . o erro tolerável. ain d a q ue possam ser considerados teo ri­ cam ente falhos. a população da qual o auditor deseja extrair a amostra. o tam anho da amostra.

é correto afirm ar que: a) população é o conjunto de dados selecionados para exame do auditor. se pretenda estimar a proporção de beneficiários do crédito educativo que conseguem completar o curso superior. a estrati­ ficada e a am ostra p o r conglom erados.Prefeitura deTeresina/2008) Na escolha entre amostragem aleatória e sistemática.Contabilidade . simples. (CESPE/Auditor . o auditor deve considerar que certas populações possuem características capazes de distorcer uma seieção aleatória. a introdução de padrões. por exemplo. a estratificação por curso. (CESPE/Analista d e C o ntrole Externo . ju lg u e o item abaixo. o a u d ito r d eve estabelecer nível de confiança mais elevado e amostra menor. experiência pessoal e conhecimento da situação e da entidade. como.STF/2008) O tam anho da am ostra ind epen de do nível do risco de am ostragem dos seus resultados. {CESPE/Agente Fiscal de Tributos Municipais . Suponha-se que.U n ip a m p a /2 00 9 ) Na am ostragem probabilística. que deve levar em conta o conhecim ento do setor em exame. modalidades de agrupam ento ou alguma outra modalidade de disposição. (CESPE/Analista Judiciário . Q uanto a esse m étodo. que o controle intern o da em presa é satisfatório e o risco. A respeito do assunto. cujo método probabiiístico é exemplo típico de amostra aleatória simples. Na ocorrência de tais características. •d) estratifícar uma população significa excluir previamente determinados itens para efeito de verificação pela auditoria. b) amostragem não estatística é aquela em que o auditor seleciona itens para verificação segundo sua intuição. que a me­ todologia de coieta de dados desse estudo seja feita por meio de questionários compulsórios e que estes sejam remetidos pelo correio. O m étod o d e am o stragem p ro babilístico envolve a am ostra aleatória. . na realização de uma aud ito ria.T C U /2007) Em a u d ito ria . (CESPE/Auditor .Área: Adm inistrativa .CGE PB/2008) A norm atização do exercício profissio­ nal pressupõe o estabelecim ento d e procedim entos e critérios para planejar e selecionar amostras de itens a serem exam inados pelo auditor. gênero ou localidade é relevante para o resultado da pesquisa. c) o voiume e o valor das transações são irrelevantes para definição das amostras. cuja definição pode dep end er do usuário das dem onstrações contábeis. a am ostra deve ser selecionada por critérios decorréntes da experiência profissional do auditor.U n ip a m p a /2 00 9 ) Um dos parâm etros essenciais para a seleção da am ostra é a m ate ria lid a d e dos controles contábeis exam inados. em uma pesquisa. (CESPE/Auditor d e Contas Públicas .(CESPE/Auditor . Nesse caso. relativam ente re­ duzido. (CESPE/Analista de Controle Externo -T C U /2 0 0 8 ) Se fo r verificado. as técnicas de am ostra­ gem o b je tiv a m c oletar e av a lia r evidências num éricas das entidades adm inistrativas no in tu ito d e d e te rm in a r e re la ta r o grau de adequação das inform ações obtidas. pois cada item da população te m a mesma p ro babilid ad e de ser selecionado. ainda. Suponha-se. e) cada estrato selecionado deve ter a mesma quantidade de itens selecionados. o auditor deve preferir a seleção sistemática.U n ip a m p a /2 00 9 ) A seieção de números sistemáticos ocorre quando são selecionados Itens d e ta l form a que permaneça entre eles um intervalo uniform e na população to ta i ou na estratificação.

d) independente do fator de confiabilidade.50 2.AUDITORIA . a critério do auditor. o tamanho da amostra não varia. é incorreto afirm ar que: a) na seieção da amostra é vedada a seleção casual. :V Í'v• '-Pi 75. responda: Tabela I: 5% de risco de Avaliação do Risco de Controle em Nível Baixo Taxa aceitável de desvios Taxa Esperada de desvio da população (%) 0. baseada em sua expe­ riência profissional. deve-se: a) subtrair do risco total projetado o fator de confiabilidade para o limite. b) não existir no modelo a expectativa de risco de aceitação incorreta.SEFAZ R N /2005) Dadas as tabelas fornecidas a seguir.00 0. o auditor deve projetar e selecionar uma amostra de auditoria. c) o fator de confiabilidade e a amostra devem ter correlação positiva. aplicar a essa amostra procedimentos de auditoria e avaliar os resultados da amostra. de forma a proporcionar evidência de auditoria suficiente e apropriada. f d) a amostra selecionada pelo auditor deve ter uma relação direta com o volume de transações realizadas pela entidade na área ou transação objeto de exame. m (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . e) ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou método de seleção de itens a serem testados. maior será o tamanho da amostra. entre outros fatores: a população objeto da amostra. c) estabelecer o intervalo entre o erro projetado e o erro não estimávei.00 2% 151 3% 101 159 4% 76 119 158 5% 61 95 95 126 6% 51 80 80 105 90 .00 1.SEFIN N a taI/2 0 0 8 ) A relação existente e ntre o fato r de confiabilidade com a amostra é: a) quanto mais baixo for o fator de confiabilidade. E Q{ESAF/Auditor de Tributos M unicipais .-T : m i l (ESAF/AFTE . b) ao usar métodos de amostragem estatística ou não estatística. b) calcular a regressão linear das probabilidades de ocorrência dos erros.SEFIN N ataI/2008} No processo de determ inação m m e avaliação da am ostra.50 1. para que o a u d ito r o btenha o lim ite superior d e erro para superavaliações. o auditor pode empregar técnicas de amostragem. como também com os efeitos na posição patrimonial e financeira da entidade e o resultado por ela obtido no período.CGU/2008) Sobre o tem a "am ostragem estatística em auditoria".:': % |p H (ESAF/AFC Controle Interno . o tamanho da amostra e o risco da amostragem.M L . . . e) estimar o erro projetado e calcular o seu desvio padrão. d) somar o erro projetado e a provisão para risco de amostragem. c) na determinação da amostra o auditor deve levar em consideração. e) não correlacionar o fator de confiabilidade da amostra com o seu tamanho.Davi 8aneto e Fernanda Graeff . segundo o que dispõe a NBC-T-11.

risco de controle e erro esperado. risco de amostragem e erro esperado. Determine o tamanho da amostra a ser utilizada.50 2.Receita F ed eral/2002) Ao d eterm inar o tam anh o de uma am ostra. (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . a critério do auditor.50 3. tamanho da população.00 2.AMOSTRAGEM Tabela ti: 10% de risco de Avaliação do Risco de Controle em Nívei Baixo Taxa aceitável de desvios Taxa Esperada de desvio da população (%) 0. erro tolerável e erro esperado. risco de amostragem. .00 1.00 0.SEFAZ R N /2005) Das assertivas a seguir. baseada em sua experiência profissional. dirigida e padronizada dos itens que comporão a base da amostra a ser utilizada.0%. erro tolerável e erro esperado.Cap. um dos tipos a ser considerado peio a u d ito r é a seleção: a) b) c) d) e) direcionada e padronizada dos itens que compõem a amostra. casual. a critério da empresa auditada.00 2% 116 196 3% 78 131 178 4% 59 98 98 134 160 5% 47 79 79 107 134 160 6% 40 66 66 66 90 112 132 Ao analisar a área de Contas a Receber. casual.AFPS/2002) Nas alternativas d e escolha da am ostra. tamanho da população e desvio aceitável. a) 200 b) 107 c) 158 d) 178 e) 98 (ESAF/AFTE . 11 . identifique a q ue não está rela­ cionada à determ inação da amostra a} b) c) d) e) estratificação tamanho erro tolerável erro esperado seqüência (ESAF/AFRFB . risco da população. o a u d ito r deve considerar: a) b) c) d) e) tamanho da população. constata-se um risco de avaliação de 10%. No ano anterior a empresa de auditoria constatou desvio de 4% e a taxa esperada do desvio da população do ano foi de 1. dirigida em comum acordo entre a empresa auditada e o auditor. para determinação da amostra a ser utilizada. risco de detecção.50 1.

d eterm inou que fossem separadas as notas com ú ltim o dígito representado pelo núm ero cinco. e) erro tolerável excede o risco de detecção. b) Eia deve ser utilizada em todos os casos. m (FCC/Analista de Controle Externo . e) rejeição incorreta e aceitação incorreta.m (ESAF/AFRFB .SEFAZ SP/2009) O auditor.Receita F ederal/2002) O a u d ito r deve reavaliar o risco d e am ostragem quando o: a) erro tolerável excede os erros da população. Esse procedim ento representa um a seleção a) casual. d) O objetivo da ação de controle é irrelevante para a elaboração do plano amostrai. d) direcionada. m (FCC/Agente Fiscal de Rendas . e) geométrica. i f l (ESAF/AFRFB .Receita Federal/2002) O a u d ito r utiliza o m étod o d e seleção aleatória de uma amostra quando: a) o intervalo entre as seleções for constante.Receita F ederal/2002) O risco d e am ostragem em aud ito ria nos testes de procedimentos d e com provação pode ser assim classificado: a) subavaliação e superavaliação da confiabilidade. pois estão distribuídos de maneira uniforme. c) Na amostragem estratificada. c) superavaliação da confiabilidade e rejeição incorreta. e) não confiar nos controles internos mantidos na população. é correto afirm ar: a) A sua principal característica é estar baseada na experiência pessoal do auditor. ao escolher as notas fiscais a serem examinadas. d) risco de aceitação excede o de rejeição.TCE A M /2 0 0 8 ) Em relação à am ostragem estatística em auditoria. Q | (ESAF/AFRFB . . b) sua amostra for representativa da população toda. c) os itens da população têm igual chance de seieção. d) rejeição incorreta e subavaliação da confiabilidade. cada elemento da população tem a mesma chance de pertencer à amostra. c) aleatória. b) aceitação incorreta e superavaliação da confiabilidade. inclusive quando a população é pequena ou quando há necessidade de aita precisão nas estimativas. e) O grau de precisão das estimativas está relacionado ao percentual máximo que se admitirá de erros para os resultados obtidos na amostra. b) sistemática. b) risco de controle excede o risco de rejeição. d) os iténs menos representativos são excluídos da população. c) erro da população excede o erro tolerável.

se esse risco for aceitável. (FCC/Auditor Fiscal d a Receita Estadual . b) Uma das maiores preocupações do auditor é que a amostra seja representativa. o CFC destaca que. d e acordo com a teo ria da p ro babilidade ou as regras estatísticas. o disposto nas alternativas a seguir.conjuntamente com a empresa a ser auditada em suas operações. d) uma reíação direta com o volume de transações realizadas peia entidade na área a ser auditada. critério e conhecim ento da entidad e. q u e o aud ito r a) b) c) d} e) selecione aleatoriamente. (FGV/SEFAZ RJ . considerar a possibilidade de ampliar o procedimento de auditoria ou executar procedimentos de auditoria alternativos. visto que o mesmo permite erro de detecção. ou seja. o auditor deve analisar qualquer erro detectado na amostra. a base e a fonte de seieção e o número de itens selecionados.PMJAB/2006) Ao definir a amostra.012.Fiscal d e Rendas/2008} De acordo com o CFC. Isso é essencial a fim de que as conclusões alcançadas para a amostra possam ser extrapoladas para toda a população. selecione casualmente. é im p o rtan te reconhecer que certos procedim entos de aud ito ria aplicados na base de testes não estão d en tro da definição de am ostragem . e) uma paridade ao modelo estabelecido . o auditor deve reconsiderar sua avaliação anterior do risco de amostragem e. limite os testes de auditoria.SEFAZ PB/2006) NÃO é p erm itido na d eterm i­ nação e seieção da am ostra. c) um modelo de seieção que não permita haver erro tolerável. o auditor deve estabelecer a) uma relação inversa ao volume de operações efetuadas pela entidade na área a ser auditada. toiere um erro. extrapolar os erros encontrados na amostra para a população e reavaliar o risco de amostragem. c) Na seleção de amostra devem ser documentados e considerados pelo auditor o grau de confiança depositado sobre o sistema de controles internos das contas. d) Tendo executado. o auditor deve considerar os procedi­ mentos de auditoria que têm maior probabilidade de atingir esses objetivos. 11 . o CFC estabelece. no planejamento da amostra de auditoria. considerando em especial a Resolução 1. estratifique a amostra. Nesse diapasão. O em prego de am ostragem estatística é recom endável quando os itens da população apresentam características hom ogêneas. Am ostragem não estatística (por julg am en to ) é aquela em que a amostra é d eterm ina­ da p elo a u d ito r u tilizand o sua experiência.Cap. am ostragem estatística é aquela em que a am ostra é selecionada cientificam ente para que os resultados obtidos possam ser estendidos ao conjunto. . b) procedimentos que não permitam a estratificação da amostra peia empresa a ser auditada. e) Quando o erro projetado exceder o erro tolerável. à exceção d e um a. Em relação à am ostragem . a) Com reiação ao aspecto "objetivos específicos" considerado na determinação da amostra. os procedimentos de auditoria apropriados. em cada item da amostra. tenha as mesmas características da população.AMOSTRAGEM (FCC/Audrtor Tributário . Os testes aplicados na to ta lid a d e da população não se qualificam como am ostragem de auditoria. Assinale-a.

GABARITO 01 .E 16 .A 15 .Certo 04 .Errado 10 .Dàvi Barreto e Fernando Gràeff.Errado 11 .D 18 .Certo 08 .E 24 .B 12 .A 14 .E .Certo 07 .D 13 .Errado 06 .D 03 .D 02 .E 20 ...C 21 .E 17 . :'.À U D ltO R IÁ .Errado 09 .C ü i o> 22 .B 23 .Certo 05 .

O termo erro refere-se a ato não intencional na elaboração de registros e demonstrações contábeis. e • interpretação errada das variações patrimoniais. nesse capítulo entraremos em mais detalhes sobre a caracterização do erro e da fraude e das responsabilidades envolvidas em sua apuração. de certa forma. De acordo com a NBC TA 240. • mentira ou omissão intencional nas demonstrações contábeis de eventos. e » aplicação incorreta intencional dos princípios contábeis relativos a valores. • aplicação incorreta das normas contábeis. forma de apresentação ou divulgação. classificação. avaliação e comunicação. O termo fraude refere-se a ato intencional de omissão ou manipulação de transações. registros e demonstrações contábeis. consistente em: • erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações contá­ beis. ’ Resolução CFC n° t . O fator distintivo entre fraude e erro está no fato de ser intencional ou não intencional a ação subjacente que resulta em distorção nas demonstrações contábeis.Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude. operações ou outras informações significativas. que resulte em incorreções deles. bem como o fato desses conceitos serem. falsificação ou alteração de registros contábeis ou documen­ tos comprobatórios que serviram de base à elaboração de demonstrações contábeis.207/09: NBC TA 240 . intuitivos. . e pode ser caracterizada por: • manipulação.I v Ç a p ííú Io ^ FRAUDES 1 ERROS: Apesar dos termos erros ou fraude já terem sido objeto das nossas discussões. no Contexto da Auditoria de Demonstrações Contábeis. adulteração de documentos. as distorções nas demonstrações contábeis podem originar-se de fraude ou erro.

faz-se necessário destacar mais uma vez a expressão “segurança razoável”. envolve o incentivo para que ela seja cometida. seja na forma de informações contábeis fraudulentas ou de apro­ priação indevida de ativos. como um todo. para efeitos das normas de auditoria. desde que tenha desempenhado seu trabalho com o devido zelo profissional e de acordo com as normas de auditoria. pois. em obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis. devido às limitações inerentes do trabalho. causadas por fraude ou erro. Outra situação possível ocorre quando um indivíduo acredita que o controle interno pode ser burlado devido ao seu cargo ou conhecimento das fragilidades dos controles. na realidade. Nesse contexto. Ou seja.B S ■ ÀUDITORi A ~ Davi Barreto e Fernando Graeff Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo. É importante que a administração. cíveis ou penais. o que pode reduzir as oportunidades de sua ocor­ rência e a sua dissuasão. há um risco inevitá­ vel de que algumas distorções relevantes não sejam detectadas. mas identificar aqueles eventos resultantes de ações intencionais que possam causar distorções relevantes nas demonstrações contábeis auditadas. não contêm distorções relevantes. RESPONSABILIDADES A principal responsabilidade pela prevenção e detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da sua administração. Por exemplo. Nesse sentido. uma oportunidade percebida para tal e alguma racionalidade do ato. pois o risco de não detectar uma distorção relevante é mais alto do que nos casos decorrentes de erro. Lembre-se que os efeitos potenciais das limitações inerentes são particular­ mente significativos no caso de fraude. Enfim. A fraude. O auditor não é responsável pela prevenção ou detecção de erros e fraudes. para evitar a demis­ são. E responsável. a imaginação é o limite para as atitudes fraudulentas em uma instituição.distorções decorrentes de Informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. até mesmo. pode existir incentivo para a informação financeira fraudu­ lenta para alcançar eventuais bônus salariais ou. enfatize a prevenção da fraude. Em outras palavras. mesmo em uma auditoria devidamente planejada e realizada de acordo com as normas cabíveis. destinados a .1. o auditor está preocupado com a fraude que causa distor­ ção relevante nas demonstrações contábeis. dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor . 12. o objetivo do auditor não é fazer a caracterização jurídica de fraudes para fins administrativos. Isso porque a fraude pode envolver esquemas sofisticados e cuidadosamente organizados. o auditor não pode ser responsabilizado por fraudes não identificadas e descobertas após a emissão de seu relatório —logicamente. quando a administração sofre pressão para alcançar metas de resultados financeiros. e compete ao auditor identificar as situações de risco que possam gerar incentivos ou oportunidades para prática de fraudes. o que pode persuadir os indivíduos a não perpetrar fraude por causa da probabilidade de detecção e punição. com a supervisão geral dos responsáveis pela governança.

pela posição que ocupa. Portanto. É importante ressaltar que a responsabilidade profissional e legal do auditor continua existindo em tais circunstâncias. inclusive se é necessário informar à pessoa que aprovou sua contratação ou. são responsabilidades do auditor: (a) identificar e avaliar os riscos de distorção relevante decorrente de fraude. destaca-se que o risco do auditor não detectar uma distorção re­ levante decorrente de fraude da administração é maior do que no caso de fraude cometida por empregados. existem obrigações determinadas pelas autoridades reguladoras que podem incluir essa situação. se o auditor encontrar circunstâncias que coloquem em dúvida sua capacidade de continuar a realizar a auditoria. no entanto. tais como falsificação. Exemplos dessas circunstâncias excepcionais incluem o fato de a entidade não tomar a ação apropriada. situações em que a existência de fraudes deixa o auditor sem condições de continuar o trabalho. deve: • determinar as responsabilidades profissionais e legais aplicáveis à situação. e preocupação quanto à competência ou integridade da administração. Em alguns casos. e caso se retire: — discutir com a administração e com os responsáveis pela governança a sua saída e as razões da interrupção. o auditor pode ter o No Brasil. quando essa saída for possível conforme a lei ou regulamentação aplicável. como resultado de uma distorção decorrente de fraude ou suspeita de fraude. com referência a uma fraude (mesmo no caso em que a fraude não é relevante). apresentar informações frau­ dulentas ou burlar procedimentos dé controle. Além disso.ocultá-la. às autoridades reguladoras2. e (c) responder adequadamente face à fraude ou à suspeita de fraudes identi­ ficada durante a auditoria. (b) obter evidências sobre os riscos identificados de distorção relevante decorrente de fraude. considerada pelo auditor como necessária. omissão deliberada ao registro de operações ou prestação intencional de falsas representações ao auditor. risco significativo de existências de fraudes relevantes e genera­ lizadas. tem mais condições de manipular os registros contábeis. contratantes da auditoria ou autoridades reguladoras). e . Há. • considerar se seria apropriado o auditor retirar-se do trabalho. Portanto. por exemplo. . em alguns casos. por meio da definição e implantação de respostas apropriadas.determinar se existe exigência profissional ou legal de comunicar outras pessoas envolvidas (acionistas. porque a administração.

contratante da auditoria ou órgãos reguladores e de controle. Isso é necessário mesmo que o assunto possa ser considerado não importante (por exemplo. No entanto. há situações nas quais o auditor tem responsabilidade em comu­ nicar terceiros fora da entidade. lei ou tribunais de direito. o auditor de instituição financeira tem o dever de relatar a ocorrência de fraude a autoridades de supervisão como o Banco Central. os responsáveis pela governança podem desejar ser informados de tais circunstâncias.D a vi Barreto e Fernando G ra eff . Existem ainda situações de fraude que são mais sensíveis. Além disso. Nessas hipóteses. o auditor deve comunicar essas suspeitas aos responsáveis pela governança e discutir com eles a natureza. verbalmente ou por escrito3. como acionistas. O dever de confidencialidade hão pode passar por cima de estatuto. época e extensão dos procedimentos de auditoria necessários para concluir a auditoria. A NBC TA 260 identifica fatores que o auditor considera ao escolher entre comunicar-se ver­ balmente ou por escrito. cada caso deve ser analisado à luz da legislação e o auditor pode considerar apropriado obter assistência jurídica para determinar o curso de ação apropriado nessas circunstâncias. em alguns casos. um desfalque mínimo cometido por empregado em um nível inferior na organização da entidade). no Brasil. 12. o auditor também tem dever de relatar distorções nos casos em que a administração e os responsáveis pela governança deixam de adotar ações corretivas. o auditor pode considerar apropriado comunicar-se com os responsáveis pela governança quando ele toma conhecimento de fraude que envolva outros empregados que não os da administração e que não resulte em distorção relevante. a menos que todos os responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da entidade. deve comunicar estes assuntos tempestivamente à pessoa de nível apropriado da administração que tem a responsabilidade primordial de prevenir e detectar fraude. as responsabilidades legais do auditor podem ir de encontro ao dever de sigilo em algumas situações.2. Caso o auditor suspeite de fraude envolvendo a administração. Em outros segmentos. Por exemplo.’ direito ou obrigação de fazer uma declaração ou relatório para terceiros interessados. Similarmente. caso o auditor tenha identificado uma fraude ou obtido informações que indiquem a possibilidade de fraude. AOS RESPONSÁVEIS PELA GOVERNANÇA E A TERCEIROS Segundo as normas de auditoria.■ ? AUDiTO RiA . . COMUNICAÇÕES À ADMINISTRAÇÃO. empregados com funções chave na organização e em casos de fraudes que gerem distorção relevante nas demonstrações contábeis. como quando envolvem a administração. Embora o dever profissional do auditor de manter a confidencialidade da informação do cliente possa impedir que tais informações sejam dadas. Finalmente. o auditor deve comunicar tempestivamente esses assuntos a eles.

fraude e erro. ao d efin ir a vida útil da m áquina que foi introduzida em linha de produção nova. levando em consideração os fatos acima narrados. pois a alíquota do IPI foi cadastrada intencionalmente com o objetivo de diminuir o valor do imposto. a alíqu ota do IPI que deveria ser de 11% . cadastrou no sistema d e fatu ram en to . mesmo que irrelevantes houver participação da administração nas fraudes houver participação de funcionários chaves de organização (principalmente responsáveis pelo controle interno) nas fraudes encontrar fraudes relevantes encontrar fraudes irrelevantes (opcional) Responsáveis pela governança Órgãos reguladores e de controle (terceiros) de acordo com as exigências legais EXERCÍCIOS COMENTADOS . com o percentual de 5% . evidenciou funcionários dem itidos.. quanto à identificação de fraudes e erros. O contador da em presa. pertencia a o utro colaborador do d ep a rta m e n to pessoal. destes funcionários. c) do conselho de administração.. erro e erro.CAPÍTULO 12 | i j j j (ESAF/AFRFB/2009) A responsabilidade prim ária na prevenção e detecção de fraudes e erros é: a} da administração. a) b) c) d) e) Fraude. Comentários: O item I corresponde a uma fraude. evidencia três fatos: I. por intermédio da implementação e manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno. O d ep artam en to fiscal da em presa. estim ando a produção de um milhão d e unidades. II. nos próximos S anos. constando do cálculo da folh a. Assinale a opção correta. III. erro e erro.. Fraude. encontrar fraudes. e) do comitê de auditoria. Administração casos em que. b) da auditoria interna. fraude e erro. 1*11 (ESAF/Analísta Técnico da SUSEP/2010) O a u d ito r interno. os valores dos salários refe­ rentes a funcionários demitidos foram creditados na conta de outro colaborador do departamento . estabeleceu alíquota. ficou clara a intenção de fraudar o fisco. O Item H tam bém é fraude. fraude e fraude. ao realizar seus procedim entos e testes d e au d ito ria. d} da auditoria externa. com o o bjetivo de reduzir o volum e de impostos a recolher. é clara a intenção de desvio de numerário. Comentários: A responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraude e erros é da administração da entidade. sendo que a conta a ser creditado o pagam ento.Ó auditor deve com unicar a.. Erro. Ao analisar a folha de pagam entos. Erro. Fraude. O p ro je to foi revisto e se reestim ou para 10 anos.

Comentários: A auditoria interna é órgão de assessoramento da administração que. o Item III é um erro. e) O auditor pode ser responsabilizado pela prevenção de fraudes ou erros pela direção da entidade auditada.A 05 . pode ser uma aplicação incorreta das normas contábeis. modificando os registros de resultados. c) Ao detectar fraudes e erros. Por último. a alta rotatividade de pes­ soal chave nas áreas em questão facilita a ocorrência de erros e fraudes. dentre outras atribuições. "b" e "e" estão erradas. Comentários: A assertiva "a" está errada.Especialidade: C ontabiIidad e/2009) Com relação às normas de aud ito ria intern a. pois se baseou para isso em um projeto que posteriormente foi revisto e reestimado. e interpretação errada das variações patrimoniais. exista distorção relevante não refletida ou não corrigida nas demonstrações contábeis. auxilia na prevenção de fraudes e erros por intermédio do aperfeiçoamento do sistema contábil e de controles internos. este fato indica cabalmente que o auditor não cumpriu as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. ju lg u e o item a seguir. (FCC/TCA/l-PA/Técnico de Controle E xtern o/2010) Em relação a fraudes e erros. adulteração de documentos. A a ud ito ria interna deve assessorar a adm inistração da e n tid a d e no tra b a lh o de preven­ ção de fraudes e erros. b) Caso se descubra posteriormente que. registros e demonstrações contábeis.. q ue resulte em incorreções deies. caso elas não sejam adotadas. alteração de documentos. o contador errou ao definir a alíquota de depreciação. registro de transações sem comprovação. apropriação indébita de ativos. informando sobre os possíveis efeitos no seu parecer.C 03 — Certo . ES {FCC/Pref.D a v i Barreto e Fernando Graeff de pessoal. o auditor não é responsável pela prevenção ou detecção de erros e fraudes. AÜOiTORIA . a) b) c) d) e) São Paulo/Especialista em Adm inistração. "dwestá errada. fraude é ato intencional. por fim. é correto afirmar: a) Um exemplo de estrutura adequada de organização da entidade visando a prevenir fraudes e erros é a existência de uma alta rotatividade do pessoa I-chave das áreas financeira. aplicação incorreta das normas contábeis. resultante de fraude e/ou erro. durante o período coberto pelo parecer do auditor. Comentários: O termo erro refere-se a ato não intencional na elaboração de registros e demons­ trações contábeis. consistente em: erros aritméticos na escrituração contábil ou nas demonstrações contábeis. d) Fraude refere-se a ato não intencional de omissão ou manipulação de transações. supressão ou omissão de transações nos registros contábeis. que resulte em incorreções. contábil e de auditoria interna. ao contrário do que afirma. 2 3 {CESPE/TRE-BA/Área: Adm inistrativa . GABARITO 01 . Orçam ento e Finanças Públicas: Ciências Contábeis/2010) Um a to não intencional na elaboração d e registros e dem ons­ trações contábeis. o auditor tem a obrigação de comunicá-los à administração da entidade e sugerir medidas corretivas.A 0 -tv 1 > 02 .

E l (CESPE/Agente Fiscal d e Tributos M unicipais .U n ipam p a/2009) A Identificação de erros e fraudes é responsabilidade exclusiva da e ntidad e d e aud ito ria.00. (CESPE/Auditor . contábil e de aud ito ria intern a e a perm anência por períodos pro­ longados d e auditores e advogados. caracterizar-se-á a fraude. d e acordo com as normas do Conselho Federal de C ontabilidade (CFC).Prefeitura d eT eresina/2008) O aud ito r deve estar especialm ente a te n to a condições ou eventos que representem aum ento de risco d e fraud e ou erro. constatou-se que a máquina estava valorizada por R$ 800. ES (CESPE/Analista Técnico UAUD - S eb rae/2008) Por apresentar fatores q ue representam aum ento d e risco d e fraud e e(ou) erro. como. constatou os seguintes fatos: i. I j j f l (CESPE/Analista Técnico UAUD .Sebrae/2008) Considera-se fraud e a utilização. .S ebrae/2008) A responsabilidade prim eira na preven­ ção e identificação de fraudes e(ou) erros é da auditoria interna da entidade. peia entidad e. ao d ivergir da interpretação de um dispositivo legal q u e estava baseada em orientação em anada do órgão centrai do sistema de au d ito ria. Contrato efetuado entre a empresa e um de seus sócios transferindo uma máquina entregue como integralização de capital no valor de R$ 1. consequentem ente. p or exem plo. a baixa ro tatividad e de pessoal-chave das áreas financeira.000. a obtenção de aum ento nas p arti­ cipações no resultado dessa e ntidad e. fatores específicos no am b iente d e sistemas de inform ação com putadorizados m erecem especial atenção do a u d ito r na avaliação crítica do sistema d e controle interno. Unidade Fabril operando em dois turnos. 2 2 2 (CESPE/Analista d e Controle Externo .U n ip a m p a /2 00 9 ) O a u d ito r pode retirar-se do trabalh o quando a en­ tid a d e não to m a r as m edidas corretivas que eie considera necessárias às circunstâncias relacionadas com fraud e já identificada.SEFIN N a tai/2008) O auditor. II. tais como os constatados na estrutura ou na atuação inadequada da adm inistração d a e ntidad e. ao e fe tu a r a avalia­ ção e os testes nas contas dos Itens com ponentes do im obilizado e de suas respectivas depreciações. Ao efetuar a comparação com o valor de mercado na data da transferência.U n ipam p a/2009) A omissão de informações relevantes para o enten ­ d im ento das dem onstrações financeiras pode ser caracterizada como fraud e ou erro.000. m (CESPE/Auditor . Q J (ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais .CAPÍTULO 12 Para as questões 0 1 a 08. o responsável p or determ inad a entidade estatal to rn a r possível a apuração d e um lucro m aio r e.00. visto que. m ediante sistema de controle interno.000. o ato é tido como intencional e provoca m anipulação dos resultados. nessa situação. d e práticas contábeis indevidas. E B (CESPE/Analista Técnico UAUD . m (CESPE/Auditor . efetuando a depreciação de suas máquinas pela taxa relativa a um turno.EXERCÍCIOS . julgue as afirmativas como certo ou errado.TCU/2008) Se.

b) As assertivas I. contabilizado em despesas financeiras e de juros. fato normal. A auditoria interna é independente e imparcial. a) normai. fraude. consultado na carta de circuiarização. II. a ser usada no processo produtivo. erro. m I. d) saldo em aberto na Conta Fornecedores que. erro. pode-se afirmar que as assertivas 1 . A auditoria interna deve assessorar a administração na prevenção de fraudes e erros. II e ill correspondem a: a) erro. com três períodos de férias não gozados. o a u d ito r as classificaria como uma situação: Um funcionário da Contabilidade. d) fraude. e) existem depósitos não identificados efetuados na conta-corrente que estão em aberto na con­ ciliação. c) As assertivas I e II estão corretas e a III está incorreta. erro. normal e erro. e) fraude. fraude e fraude. Os Juros e a variação cambial de uma máquina em processo de construção e importação. m I. A empresa nunca possuiu este tipo de equipamento instalado em suas unidades.A. b) fraude. erro. (ESAF/AFTE . d) As assertivas II e III estão incorretas e a estácorreta.AUDITORIA . mas com cláusula de devolução parcial. J . c) erro. recebendo o aluguel a vista.SEFIN N a tai/2 0 0 8 ) Caracteriza-se como fraude o seguinte evento identificado peto auditor: a) o sistema de folha de pagamentos não está calculando os duodécimos da provisão de férias para dois funcionários. Assim. II. d} fato normal. feTfll (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . e) As assertivas í e III estão corretas e a II estáincorreta. fraude e normal. II e III estão corretas. norma) e normal. (ESAF/AFRE . erro. respondeu não possuir nenhum crédito contra a empresa. erro.SEFAZ CE/2006) Ao confrontar-se com as situações a seguir expostas. b) a área de produção desativou máquina da tinha de produção e não informou a área contábil para suspender a depreciação.Davi Barreto e Fernando Graeff - íll. III. Fraude é o ato intencional de omissão praticado para manipular documentos. fraude. c) erro. O diretor financeiro da empresa comerciai Betai S. b) fraude. respecti­ vamente. c) a empresa não reconheceu os créditos de impostos decorrentes de prejuízos fiscais a compen­ sar. III. constantes da folha de pagamentos e da provisão de férias reconhecendo os valores a serem recebidos.SEFAZ R N /2005) Analise as afirm ativas a seguir e assinale a opção corre­ ta. registros e relatórios. Contrato vigente de prestação de serviços de manutenção em ar condicionado. e) normal. O diretor financeiro juntam ente com o contador determinam que seja contabilizado em Resultado de Exercícios Futuros. possui um prédio fora de operação e re­ solve alugá-lo por 5 anos. caso seja rescindido o contrato. a) As assertivas i. II»e III estão erradas. fraude e erro. fraude.

Ato não intencional resultante de omissão. d) erro. O iPi e o (CMS das matérias-primas adquiridas estão contabilizados nos custos dos esto­ ques. d) Ato intencional de registrar as transações de forma adequada os fatos contábeis e a elaboração das demonstrações contábeis. i. B 3 (FCC/Analista d e Controle Externo . adulteração de documentos. ao efe tu a r suas revisões nos Estoques de Produtos Acabados de um a empresa industrial. Não existem vendas justificando essas saídas nem baixas por perda ou perecimento. A depreciação apropriada ao custo dos produtos em processo considerava parte da depreciação dos itens de bens patrimoniais utilizados nos escritórios administrativos da empresa. c) Ato não intencional de evidenciar a manipulação de transações. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. respectivam ente: a) Ato não intencional de registrar documentos oficiais corretamente. regis­ tros e demonstrações contábeis. Ato não intencional resultante de omissão. as definições de fraud e e erro são. fraude e erro. possam não ser detectadas pelo auditor é inevitável. e) Ato intencional de omissão ou manipulação de transações. b) Ato não intencional de omissão ou manipulação de transações. adulteração de documentos. Em relação a evidências de fraude e erro. O auditor é responsável solidário pela prevenção e detecção de fraudes cometidas na empre­ sa. li. bem como elaborar demons­ trações financeiras de forma correta. c) erro. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis.m (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . desatenção ou interpretação correta de fatos na elaboração de registros e demonstrações financeiras. decorrentes de fraudes. As pressões externas sofridas pela empresa são eventos que representam aumento de risco de fraude. A empresa foi consultada e não consegue explicar a falta dos 100 itens. registros e demonstrações contábeis. No planejamento dos trabalhos. o auditor deve indagar à administração sobre fraudes ocorri­ das. IS (FCC/Agente Fiscal de Rendas ~ SEFAZ SP/2QG9) O a u d ito r interno. B i (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais a) b) c} d) e) SEFIN Teresina/2001} Assinale a opção que não encontra respaldo nas normas do Conselho Federal de C ontabilidade sobre fraudes e erros. Ato intencional resultante de omissão. a a) fraude. respectivamente. registros e demonstrações contábeis. erro e erro. 1 1 1 . e) fraude. Quando detectar fraudes. fraude e fraude.AFPS/2002) Segundo as norm as de a ud ito ria.TCE CE/2008) Considere as situações: L Foi constatado peia auditoria que uma verba salarial paga na folha de pagamentos não foi contabilizada. desatenção òu inter­ pretação de fatos de forma correta na elaboração de registros e demonstrações contábeis. II e 1 1 1 referem-se. constata as seguintes ocorrências: !. b) fraude. erro e fraude. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. em virtude de não estar prevista no sistema de integração contábil. Ato intencional resultante de omissão. Ato intencional resultante de omissão. . adulteração de documentos. O inventário físico apresenta diferença de 100 itens a menos que a quantidade registrada na contabilidade. O risco de que distorções relevantes. o auditor deve sugerir medidas corretivas para a administração da empresa. erro e erro.

e) uma fraude. sendo utilizado prestador de serviço externo.000. adulteração de documentos. c) fraude. desatenção ou má interpretação dos fatos na elaboração dos registros contábeis. o mesmo afirm a que. Ao consultar o responsável pelo setor de processamento de dados da empresa. d) erro. respec­ tivamente. as situações I. na base de cálculo. desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração da escrituração contábil. ele será pessoalmente responsável por todas as conseqüências deles recorrentes.0 0 e R$ 50. no relatório que suporta os cálculos. ao avaliar o cálculo do 1CMS da empresa.00. c) o auditor.SEFIN SP/2006) Em relação à auditoria externa independente das demonstrações contábeis da entidade. por tratar-se de ato intencional praticado pelo responsável da área fiscal visando reduzir a carga tributária da empresa. é correto afirm ar que a) fraude é o ato não intencional resultante de omissão. e) erro é o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. por parte do responsável pela área de sistemas da empresa. registros e demonstrações contábeis. (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual .SEFAZ PB/2006) O aud ito r interno. d) um erro. a não inclusão de nota fiscal no valor de R$ 50. (FCC/Auditor-Fiscal Tributário M unicipal .SEFAZ SP/2006) Sobre fraude e erro. . (FCC/Agente Fiscal de Rendas .00. d) se o auditor não detectou fraudes e erros em seu trabalho. atendendo solicitação dos responsáveis da área fiscal.00 0 . Foram constatados contratos de manutenção de máquinas de copiar. constatou-se que não existiam máquinas dessa natureza. b) é responsabilidade do auditor a comunicação de erros e fraudes que tenha encontrado em seu trabalho à administração da entidade.Davi Barreto e Fernando Graeff Após apresentada peio responsável da área fiscal a alíquota de 1CMS. não precisa estar preocupado em detectar fraudes e erros. identifica. É correto afirmar que este fato evidencia a) uma fraude. erro e erro.AUDSTpRIÁ . e) erro.000. as notas de vaior entre R$ 3 0 . Em conformidade com os conceitos de fraude e erro. de 18%. Ao verificar no depar­ tamento de controle do patrimônio da empresa. não deveriam com por a base de cálculos dos impostos. fraude e fraude. por tratar-se de ato regulamentado pelo fisco para dar condições de empresas em situação financeira difícii se restabelecerem. já que essa é uma responsabilidade primária da entidade auditada. b) erro. é correto afirmar: a) Fraude é o ato não intencional resultante de omissão. II e III referem-se. erro e erro. c) uma fraude. ao planejar o seu trabalho. a chefia determinou o cadastramento com a alíquota de 12%. inclusive sugerindo medidas corretivas. por tratar-se de desconhecimento da obrigatoriedade do imposto prevista em legislação. fraude e fraude. por representar um ato não intencional do responsável pela área fiscal visando reduzir a carga tributária da empresa. que posteriormente foram desco­ bertos. b) O risco de auditoria é a possibilidade de o auditor vir a emitir uma opinião inadequada sobre demonstrações contábeis significativamente incorretas. b) um erro. por representar um ato intencional praticado pelo responsável da área fiscai de manipulação de transações com o objetivo de reduzir a carga tributária da empresa. fraude e erro. a a} fraude. dos novos produtos a serem comercializados.

erro. As a) b) c) d} e) Q I. (FGV/SEFAZ RJ . desatenção ou má interpretação de fatos na elaboração de registros e demonstrações contábeis. registros e demonstrações contábeis. fraude e fraude. do comitê de gestão corporativa. recebidos em dinheiro. adulteração de docu­ mentos.SEFIN N atal/2008) A responsabilidade prim ária na prevenção e identificação d e fraudes e erros na empresa é: a) b) c) d) e) da administração. II e lil constituem-se. ficam em uma conta em nome do sócio.00. da auditoria externa. mas o vaior do tributo foi recolhido corretamente. erro. desde que relevantes. não cabe ao auditor efetuar sugestões objetivas para seu aprimoramento. respectivamente: fraude. o auditor não deve considerar a possibilidade de sua ocorrência. considere as afirmações abaixo. em especial a Resolução 836. O fiscal de tributos ao examinar o livro de registro de notas fiscais de serviços e apuração do ISS percebe que a empresa não escriturou a nota de número 111. b) não tem o auditor independente a obrigação de comunicá-los à entidade da auditada. situações I. d) o auditor independente deverá considerar a possibilidade de ocorrência. A empresa registra os serviços efetivamente formalizados através de contrato. o ato não intencional. III. Hjjjjtl (ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais . no caixa da empresa e sem emissão de notas fiscais. é possível afirmar que: a) a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor inde­ pendente. inclusive aduiterações de documentos da escrituração contábil. desconsiderar notas fiscais de prestação de serviços de valores superiores a R$ 5. sequer no planejamento. I. resultante de omissão. I!. c) a auditoria de demonstrações contábeis tem como objetivo a descoberta de fraudes. sendo que os serviços de pequeno valor. da auditoria interna.Fiscal de Rendas/2008} O Conselho Federal de Contabilidade . o auditor pode expressar opinião sobre demonstrações contábeis apresentadas de forma condensada. BI (FCC/ A uditor Tributário .000. erro e erro. e) como a auditoria de demonstrações contábeis não objetiva a descoberta de fraudes. e erro. Considerando a regulamentação do assunto pelo CFC. fraude e erro. erro e fraude. d) Como o sistema contábil e de controles internos da entidade é de responsabilidade exclusiva de sua administração. erro e fraude. na apuração da base de cálculo do ISS. fraude. A empresa programa seu sistema para. inciusive na fase do planejamento dos trabalhos.SEFIN Jaboatão dos G uararapes/2006) Q uanto à conceituação de fraude e erro. . uma vez que é contratado para garantir que os dados constantes nas demonstrações reflitam a rea! situação econômíco-financeira da entidade auditada. e) Independentemente de ter emitido opinião sobre as demonstrações contábeis originais.CFC conceitua fraude e erro da seguinte form a: fraude. o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. II.c) Erro é o ato intencional de omissão ou manipulação de transações. erro. do Conselho Fiscal.

Certo 08 .E 19 .Certo 06 .Errado 11 .D 03 .B 21 .Certo 04 .C 17 .Davi Barreto e Fernando Graeff GABARITO 01 .E 12 .A 14 .B 22 .E 15-8 18 .Certo 09 .D .A 02 .E 16 .Errado 05 .ÁUDITORIA.D 13 .Errado 07 . .A 20 .Certo 10 .

o objetivo do auditor é preparar documentação que forneça registro suficiente e apropriado do embasamento do seu relatório do auditor e evidências de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas e as exigências legais e regulamentares aplicáveis. * manter registro de assuntos de importância recorrente para auditorias futuras. as informações obtidas e as conclusões tiradas durante a auditoria. Ou seja.Documentação de Auditoria .Capítulo DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA* O auditor. deve colher elementos comprobatórios suficientes e adequados (evidências) a fim de apoiar suas conclusões. é possível listar um rol de finalidades adicionais para a docu­ mentação de auditoria. bem como de que a auditoria foi planejada e executada em conformidade com as normas e exigências legais e regulamentares aplicáveis. que incluem: * assistir à equipe de trabalho no planejamento e execução da auditoria e aos responsáveis pela direção e supervisão do trabalho de auditoria. A documentação de auditoria (também denominada papéis de trabalho2) fornece as evidências para uma conclusão quanto ao cumprimento do seu objetivo global. e * permitir a condução de revisões e inspeções de controle de qualidade internas e externas em conformidade com as exigências legais e regula­ mentares aplicáveis. . para emitir opinião sobre as demonstrações contábeis. * permitir que a equipe de trabalho possa ser responsabilizada por seu tra­ balho. Portanto. 1 2 Resolução CFC n° 1.206/09: NBC TA 230 . a fira de apoiar seu parecer sobre as demonstrações financeiras. papéis de trabalho são os registros mantidos pelo auditor sobre os procedimentos aplicados. os testes realizados. Essa denominação está presente nas normas revogadas de auditoria (NBC T 11 e seus com­ plementos). Além disso.

outro auditor conseguirá entendê-las. anotações. relatórios. pois. até o relatório. Assim.i Mas. balanços. representam na verdade qualquer meio idôneo de transmissão de informações.) ou. desde o planejamento. as conclusões obti­ das a respeito deles e os julgamentos profissionais significativos exercidos para chegar a essas conclusões. razão. passando pela execução. etc. essa documentação deve registrar os fatos pertinentes que eram do conhecimento do auditor no momento em que chegou às suas conclusões.Davi Barreto e Fierriánào G raeff . tende a ser menos precisa do que aquela elaborada no exato momento em que o trabalho é executado. respostas a indagações. por terceiros (cartas de confirmações. . 13. de onde vem essa documentação? Resulta dos documentos preparados pelo auditor (tabelas. Constituem-se no roteiro. gráficos. nesse emaranhado de informações. época e extensão dos procedimentos de auditoria executa­ dos. etc.. e • assuntos significativos identificados durante a auditoria. caso seja elaborada após a execução do trabalho. etc. TIPOS DE PAPÉIS DE TRABALHO Os papéis de trabalho constituem a memória da auditoria.1. A documentação de auditoria deve ser preparada tempestivamente. meios eletrônicos ou outros que assegurem o objetivo a que se destinam. o auditor deve preparar documentação de auditoria que seja suficiente para permitir que outro auditor experiente. . sem nenhum envolvimento anterior com a auditoria. de forma a aprimorar a qualidade da auditoria e facilitar a revisão e a avaliação eficazes das evidências e das conclusões obtidas antes da finalização do relatório do auditor. entenda: • a natureza. ainda. filmes. • os resultados dos procedimentos de auditoria executados e a evidência de auditoria obtida. fotos. atualmente. pois somente assim. atas. Dessa forma. a documentação de auditoria consiste em um instrumento de trabalho do auditor e futuramente servirá de prova do trabalho realizado em todas as fases da auditoria. A partir de sua análise. “papéis de trabalho” não são só papéis.) durante a execução da auditoria. existem softwares específicos que são uti­ lizados para a preparação dos papéis de trabalho que facilitam muito a vida dos auditores. a elaboração dos papéis de trabalho deve integrar um processo organizado de registro de evidências da auditoria por intermédio de informações em papel. Deve-se destacar que. Portanto. contratos. outro auditor deve poder chegar às conclusões que o auditor que os elaborou chegou.) e/ou fornecidos a este pela administração (balancetes. Assim.ÁU D ITO R iA . Ou seja. no mapa do caminho que leva às conclusões.

como os papéis de trabalho são a base para as conclusões do auditor. Dessa forma. por­ tanto. Os papéis de trabalho. Cada auditoria tem suas peculiaridades. a natureza e a complexidade da atividade da entidade. o julgamento do auditor deve levar em conta a relevância da matéria tratada em relação às suas conclusões. nem seria necessário frisar que eles devem ser organizados. contratos. advogados etc.ex.). os documentos que não ajudam a esclarecer as conclusões não são necessários (o auditor deve ser racional na elaboração dos papéis). supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe. as firmas de auditoria preparam papéis de trabalho padronizados (ex. a extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional do próprio auditor.: extratos bancários —já os permanentes são utilizados em mais de um exercício social —ex. nítidos. • Outros papéis de trabalho são documentos diversos coletados pelo auditor como cartas de confirmação de terceiros (contas correntes bancárias. A forma e o conteúdo dos papéis de trabalho podem ser afetados por ques­ tões como a natureza do trabalho. Em virtude dos objetivos expostos e da importância dos papéis de traba­ lho. . principalmente nas áreas que envolvem questões de princípio ou de julgamento difícil. O auditor deve avaliar o que é necessário outro auditor saber. fornecedores a pagar. por outro lado. o tipo. ma­ nuais.Cap. limpos etc.: formulários e check lists). para que este último possa chegar às mesmas conclusões que o primeiro chegou.DOCUMENTAÇÃO DE A U DITO RIA. uma é diferente da outra. a serem preenchidos pelos auditores. atas etc. . enfim. pois são ela­ borados. Outro ponto que merece destaque é o de que a quantidade. eles devem incluir seu juízo acerca de todas as questões significativas. uma grande quantidade de papéis poderia dificultar sua interpretação.: estatuto social da empresa.) e cópias de documentos importantes (estatuto social. para todas as áreas das demonstrações financei­ ras e também para outros assuntos relacionados com o exame auditorial. • Papéis elaborados pelo auditor -> representam os papéis de trabalho que o auditor vai elaborando à medida em que analisa as contas contábeis.1. estruturados e organizados para atender às circunstâncias do trabalho e satisfazer as necessidades do auditor para cada uma. com o objetivo de ter um registro dos serviços executados. Os papéis de trabalho podem ser classificados ainda quanto à sua natureza em correntes ou permanentes. legíveis. e a metodologia e tecnologia utilizadas.. claros. então os papéis de trabalho de uma auditoria serão diferentes dos de outra. aplicações financeiras. todo documento relevante deve gerar um papel de trabalho. a natureza e a condição dos sistemas contábeis e de controle interno. não é necessário nem prático documentar todas as questões que foram tratadas. Os correntes são utilizados em apenas um exercício social .contas a receber.3 . Ora. as necessidades de direção. normalmente são divididos nos seguintes tipos: • Programa de auditoria Normalmente.

devem ser escriturados a lápis a fim de facilitar possíveis alterações durante a execução do serviço. desde que sejam atualizados. a data-base do exame e o título (caixa. cartas de confirmação de saldos. desde que avalie sua consistência e se satisfaça com sua forma e conteúdo. teste das depreciações. podem ser reutilizados (documentação permanente).v~-- li /V ’ ■ . Foi visto que. • Não deve ser usado o verso da folha do papel de trabalho.'S i AUDITORIA . . de estoques e de outros ativos. evidenciando dessa forma o serviço executado. termos de inspeções físicas de caixa. na sua parte superior de­ vem ser colocados o nome da empresa auditada. Marcelo C. diferentemente daqueles que contêm informações sobre a auditoria de um único período (documentação corrente). 2009. p. no caso de auditorias realizadas em vários períodos consecutivos. TÉCNICAS DE ELABORAÇÃO DOS PAPÉIS DE TRABALHO A documentação de auditoria pode ser padronizada ou não.2.D avi Barreto e Fernando Graeff 13.De acordo com a carta de confirmação = Soma conferida ALMEIDA. • Os tiques (símbolos de identificação) são apostos ao lado do número auditado e explicados na parte inferior do papel de trabalho. proporcionando meio adicional de controle de qualidade. Exemplos de tiques: s 1/ vr. números e informações devem ser colocados logo após o título e as explicações sobre o trabalho executado na parte inferior. o auditor pode usar quaisquer documentos e demonstrações prepa­ rados ou fornecidos pela entidade. Auditoria 91-92. alguns papéis de trabalho. Além disso. etc. Entre os papéis de trabalho padronizados encontram-se: listas de verificação de procedimentos. o ideal é a confecção desses papéis de forma eletrônica. E possível listar outros pontos relativos à elaboração da documentação de auditoria3: • Os papéis de trabalho. São Paulo: Atlas. • Os dados.Conferimos com nossos papéis de trabalho = Cálculos conferidos = Conferimos com documento suporte .). = Conferimos com o razao-geral . e sua utilização facilita a delegação de tarefas. banco. Um curso moderno e completo. Quando padronizada pode melhorar a eficácia dos trabalhos. • Os documentos devem ser todos identificados. sempre que possível.

contudo.Çap. a fim de identificar claramente o trabalho executado e também para facilitar a revisão dos papéis de trabalho. CODIFICAÇÃO E ARQUIVAMENTO4 Os papéis de trabalho devem ser codificados de forma a possibilitar que as informações sejam facilmente encontradas.DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA Os tiques são símbolos especiais com significados específicos utilizados pelo auditor para facilitar seu trabalho. deve-se evitar a sua utilização em uma mesma folha. Aplicações financeiras etc. as informações devem limitar-se aos dados necessários e os comentários devem ser objetivos. 2. sucintos e com redação clara e compreensiva. Os tiques ou as letras ou números dentro de círculos devem ser escriturados com lápis de cor (normalmente vermelho). somente devem ser elaborados papéis de trabalho que tem um fim útil. Exemplo de codificação: 1. 3. o trabalho do auditor deve primar pela racionalidade. enfim. 92-94. A forma e a apresentação dos papéis deve ser tal que uma pessoa que não participou de sua elaboração possa compreendê-lo de imediato e cada um deles deve indicar as conclusões alcançadas. 19 ~ seqüencial (documento de contas a receber número 19) Os papéis de trabalho são arquivados em pastas próprias.3. Caso seja necessário. ou seja. em vez de símbolos. O código deve ser feito com lápis de cor (normalmente azul) e aposto na parte direita superior do papel de trabalho. . p. 13 . uma para os papéis correntes e outra para os permanentes. 4 Idem. Contas a receber. Demonstrações financeiras. A codificação pode ser feita por números ou letras. o auditor poderá utilizar letras e números dentro de círculos. Estoques. 4. *■ >3 ~ contas a receber. ou a combinação dos dois. 5. 13. Caixas e bancos. devido ao fato que isso dificulta consultas e revisões. Lembre-se. enquanto os correntes são apenas usados no ano-base em que foi realizada a au­ ditoria e para consultas no exercício social seguinte. Essa segregação deve-se ao fato de que os papéis permanentes são utilizados durante vários exercícios sociais.

o aviso bancário foi enviado em 2-1-20X2. em forma física ou eletrônica que contêm os registros que cons­ tituem a documentação de trabalho específico. . entretanto.000.100.Davi Barreto e' Fernando Graeff .700. AUDITORIA .000 I- 8. Teste 31-12-20X1 Duplicatas Descontadas Carta de Confirm ação referência Data: 10-10-20X2 Data:12-10-20X2 Nome Banco da Praça Saldo pelo Extrato R$ * 5. Arquivo de auditoria compreende uma ou mais pastas ou outras formas de armazenamento. = inspecionamos o aviso bancário. a data-base do exame e o índice dos papéis de trabalho.000 & 400.000 7. 5 itens 45 e A54 da NBC PA 01.000 ✓ 40fi.Q00 20.000. Como uma imagem vale por mil palavras. ao longo do seu trabalho.000 S * 7.000 Diferenças R$ Saldo peio Razão R$ 5.000. montar a documentação em arquivo de auditoria e completar esse processo tempestivamente após a data do seu relató­ rio.' .700. = Soma conferida. são apostos o nome da empresa. Na frente da pasta.000 ✓ Banco da Esquina Banco Beta GD CH> G íD * 7. Representa duplicatas recebidas pelo banco no finai de dezembro de 20X1.000 19. As normas de controle de qualidade de auditoria5 requerem que as firmas de auditoria estabeleçam políticas e procedimentos para a conclusão tempestiva da montagem dos arquivos de auditoria (um limite de tempo apropriado para concluir a montagem do arquivo final de auditoria geralmente não ultrapassa 60 dias após a data do relatório do auditor). vamos dar um exemplo da elaboração de um papel de trabalho: Preparado por Davi Revisado por: Fernando Cia. O auditor deve.000.100.000 s = Conferimos com o razão analítico para 31-12-20X1. / ~ De acordo com a carta de confirmação.

e operacional o registro dos exames de auditoria. 5 (cinco) anos a contar da data do relatório do auditor. Os correntes são utilizados em apenas um exer­ cício social . Comentários: Principalmente com base nos papéis de trabalho do tipo corrente é que o auditor irá colher as evidências necessárias para fundamentar as suas conclusões. ju lg u e o próxim o item . balanço o papel utilizado para registro dos saldos de balanço do ano anterior e do ano em exame. Os papéis de trabalho permanentes são utilizados em mais de um exercício m (CESPE /ANEEL/Analista A d m in istrativo/2010) Os papéis d e trabalho são documentos que fun dam en tam as informações obtidas nos trabalhos de auditoria e fiscalização do sistema d e controle interno. de acordo com as normas vigentes6. denominado paperless.Especialidade: Contabiiidade/2009) Acerca de objetivos. ESI (FCC/TCM-CE/Anaiista d e Controle Externo Inspeção de Obras Púbücas/2010) Quanto à natureza dos papéis de trabalh o de auditoria. e) Comentários: Quanto à sua natureza os papéis de trabalho {documentação de auditoria) podem ser classificados como correntes ou permanentes. quando estiverem relacionados a auditorias realizadas em vários períodos consecutivos. e administrativo aquele utilizado para registro de tarefas administrativas do trabalho. no mínimo. e eletrônico a formalização do trabalho de auditoria por meio eletrônico. é correto afirm ar que se classifica como a) b} c) d) programa o detalhamento dos procedimentos a serem adotados pelo auditor durante o trabalho de auditoria. Q uanto à elaboração dos papéis d e execução. entre outras razões. convencional a formalização do trabalho de auditoria em papéis de trabalho. utilizados nas atividades de campo.DE:ÀÜbjTPpRfÀ:.ex. EXERCÍCIOS COMENTADOS . . e ajustes as reclassificações das contas. despesas etc. técnicas e procedimentos de auditoria.ex. para armazenar a docu­ mentação que embasou seus trabalhos e conclusões. extratos bancários . tais como: horas. 6 Item 47 da NBC PA 01. é de. Os papéis d e trabalho do tipo corrente.jí V^ " v: õ-ÍL Esse arquivo de auditoria serve. o auditor não apaga nem descarta documentação de qualquer natureza antes do fim do seu período de guarda que. são conside­ rados os mais im portantes elem entos docum entais do trabalho do servidor do sistema de controle interno do Poder Executivo federal. corrente o pape! utilizado apenas em um exercício social. Desde que sejam atualizados.já os permanentes são utilizados em mais de um exercício social . julg ue o próxim o item . evidência as observações e exceções identificadas. alguns papéis d e trabalho podem ser reutilizados. Portanto» após a montagem do arquivo final de auditoria ter sido completada. estatuto social da empresa.CAPÍTULO 13 E U (CESPE/TRE-BA/Área: A dm inistrativa . Comentários: sociai. e permanente aquele utilizado em mais de um exercício sociai.

Hfjjl (CESPE/Auditor .AUDITORIÁ .C 02 . b) O auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de três anos. j i f l l (CESPE/lnspetor de Controle Externo . e) As informações sobre a estrutura organizacional e íegal da entidade. contudo ele tem o dever de confidencialidade desses papéis. d) O auditor não pode usar para fundamentar seus trabalhos quaisquer documentos e demons­ trações preparados ou fornecidos pela entidade. E S (CESPE/Auditor . recomenda-se que o aud ito r leve em conta o que seria necessário para proporcionar a outro auditor que fosse efetuar pela prim eira vez aqueia auditoria específica a com­ preensão do trabalho realizado e as referências para as conclusões adotadas. a utilização de papéis de trabalho padronizados favorece a eficiência da auditoria.CAPÍTULO 13 Para as questões 01 a 09. não só para m anter a independência. só podendo disponibilizá-ios a terceiros com a autorização expressa da entidade auditada.Certo 03 .TCE R N /2009) A conveniência d e flexibilidade no uso dos papéis de trabalho não é razão suficiente para im p edir a adm inistração que recomende a adoção de modelos gerais padronizados. independentemente de sua forma. quando solicitados por terceiros. a partir da data de emissão do seu parecer. "b" está errada. este tem o dever de guarda e sígüo. "d" está errada. não devem constar de papéis de trabalho do auditor. julgue as afirmativas como certo ou errado. somente podem ser disponibilizados após autorização formal da entidade auditada. Comentários: A alternativa "a" está certa. bem como sobre o am­ biente de negócios em que eia opera. "c" é errada. o auditor pode usar para fundamentar seus trabalhos quaisquer documentos e demonstrações pre­ parados ou fornecidos pela entidade. c) As normas brasileiras de contabilidade desencorajam a utilização de papéis de trabalho padro­ nizados. independentemente de sua forma. por fim. Tais modelos possibilitam verificar o cum prim ento dos programas estabelecidos e a pertinência e adequação das conclusões apresentadas.U nipam pa/2009) O aud ito r não deve u tilizar os papéis de trabalho elaborados por empresa concorrente. GABARITO 01 . mesmo sem conhecer os detalhes da auditoria executada.Certo 04 . como tam bém para não colocar em risco a confiabilidade no serviço realizado. é correto afirmar: a) Os papéis de trabalho do auditor independente.U nipam pa/2009) Para d efinir a extensão dos papéis de trabalho. conteúdo e consistência. em relação aos papéis de trabalh o da aud ito ria independente das demonstrações contábeis. apesar de os papéis de trabalho serem de propriedade do auditor. conteúdo e consistência. . já que são informações de ordem confidencia!. q ue lhe ten h a antecedido. a "e" está errada.Davi Barreto e Fernando Graeff K rü (FCC/TCM-PA/Técnico de Controie E xtem o /2010) De acordo com as normas brasileiras de contabilidade. o prazo é de 5 anos.A EXERCÍCIOS . essas informações podem e devem constar dos papéis de trabalho do auditor.

os papéis de trabaih o de uma não podem ser reutilizados nas outras. a partir da data de emissão do seu parecer. deve-se aten tar para o fa to de que os com entários sobre as ocorrências do exercício anterio r são mais im portantes que as recomendações para a próxim a auditoria. 13 . (CESPE/Auditor .U n ip a m p a /2 00 9 ) O levan tam ento do sistema de controle intern o da e n tid a d e a u d ita d a com põe a pasta dè papéis em curso. ind ependentem ente das demonstrações contábeis. três anos. uma vez que a empresa também é responsável pela guarda e sigilo dos papéis de trabalho.DOCUMENTAÇÃO DE ÀUÒlTORIA 21 7 ES {CESPE/Auditor ES U n ipam p a/2009) Os papéis de trabaiho podem ser utilizados para afe­ rição d o desem penho dos auditores. m (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais .A. confrontando as ações realizadas com as definições prévias dos superiores. o auditor deve ad o tar procedim entos apropriados para m an ter os papéis d e trabalho por a) dois anos. visto estar sujeita a questionamentos por parte dos acionistas ou de terceiros. porqu e constitui a evidência o b tid a em d ete rm in a d o m o m en to e req uer acom panham ento e atualização perm a­ nentes. f j Q | (CESPE/ACE Espec. Notas explicativasr p or exemplo. a partir da data do fim da auditoria. b) três anos. visto que a guarda e sigilo dos papéis são de responsabilidade do auditor. . b) a solicitação da empresa é indiferente. e) a solicitação é irregular. Adm inistração Pública e/ou d e Empresas .Contabilidade . já que em nenhuma hipótese os papéis de trabalho podem ser dispo­ nibilizados. c) é indevida a solicitação. a partir da data do fim da auditoria.SEFIN N atai/2008) A empresa Docum ental S. ten d o como o bjetivo m an ter um arquivo com pleto sobre o seu processo de auditoria. con­ forme determinado por resolução da Comissão de Valores Mobiliários. Pode-se afirm ar que: a) a referida solicitação é pertinente. ES {CESPE/Analista Judiciário . a partir da data de emissão do seu parecer. d) é permitido à empresa solicitar os papéis de trabalho. e) cinco anos..Área: Adm inistrativa . seja para a empresa seja para qualquer usuário. (CESPE/Analista Judiciário .Çap. a partir da data do fim da auditoria. pois os papéis de trabalho são de acesso público. exige do a u d ito r que forneça cópia d e todos os seus arquivos eletrônicos e papéis de trabalh o elaborados d urante a execução de seus serviços.U n ipam p a/2009) Os exames efetuados pelo a u d ito r devem ser indi­ cados nos papéis de trabalho.TCE AC/2008) De acordo com as normas d e aud ito ria. c) d) cinco anos.Contabilidade . m (CESPE/Auditor . servem para especificar itens de estoque identificados para a.U n ipam p a/2009) No preenchim ento dos papéis de trabalho.STF/2008) Mesm o no caso de auditorias realizadas em vários períodos consecutivos. (CESPE/Auditor .TJDFT/2008) São exemplos de papéis de trabalho correntes os m anuais de procedimentos internos e as legislações específicas aplicáveis à empresa aud itad a. contagem física ou relacionar critérios adotados na seleção de valores para testes.

por meios eletrônicos. a natureza da atividade da entidade não altera a forma dos papéis de trabaiho. ou por meio de cópias de documentos. o a u d ito r deve ad o tar procedim entos apropriados pára manter a custódia dos papéis de trabalh o a) b) c) d) e) pelo pelo pelo pelo pelo prazo prazo prazo prazo prazo de de de de de cinco anos. Neles são registrados dados da unidad e/en tid ade aud itad a ou do program a fiscalizado. bem como suas conclusões sobre os exames realizados. nas opções abaixo. d) a base no processo de fiscalização realizado pelos órgãos públicos por serem de livre acesso. b) c) d) e) os papéis de trabalho devem ser mantidos em custódia por 4 anos.:: . três anos. c) preparados de forma manual. assinale. a partir da data de finalização da auditoria. as informações em filmes ou meios eletrônicos não se constituem em papéis de trabalho. b) Quando podem ser utilizados por mais de um período. indique. excetua-se a de a) b) c) d) e) auxiliar na execução dos exames. servir de suporte aos relatórios. os papéis de trabalho são de propriedade da empresa auditada.Papéis de Trabalho e Documentação d e A uditoria. a) Devem ser conservados em boa guarda pelo período de cinco anos a partir da data da emissão do parecer a que serviram de fundamento. a partir da data de finalização da auditoria.C G U/2006) Os papéis d e trabalh o são o conjunto de documentos e apontam entos com inform ações e provas coligtdas pelo a u d ito r e q ue constituem a evidência do trabalh o executado e o fun dam en to de sua opinião. a partir da data de emissão do seu parecer. são classificados como "permanentes". e) a evidência do trabalho executado e o fundamento de sua opinião para emissão do parecer de auditoria. constituir um registro que possibilite consultas posteriores.SEFIN Teresina/2001) De acordo com a NBCT-1T-02 . evidenciar o trabalho feito e as conclusões emitidas.CGU/2006) Os Papéis de Trabalho são a base física da docum entação das atividades de aud ito ria e fiscalização. três anos. Á\JD\JORiÁ ~ Davi Barreto e Fernando Graeff. m (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . ■ { ■ m (ESAF/AFC Correição . do Conselho Federal de Contabilidade: a) os p a p é is d e tra b a lh o são d e p ro p rie d a d e e x c lu siv a do a u d ito r. .SEFIN F ortaleza/2003) Com relação às caracterís­ ticas dos papéis de trabaiho. e) Podem ser padronizados ou não. Entre suas finalidades. a assertiva incorreta. dois anos. b) de propriedade exclusiva do auditor. servir de prova processual junto ao TCU. a) o conjunto de documentos e apontamentos com informações e provas detectadas pelo au­ ditor. a fim de se obter detaíhes relacio­ nados com a atividade de controle realizada. fatos e informações obtidas. aquela que não se aplica aos papéis d e trabalho. (ESAF/Auditor do Tesouro M unicipal . as etapas prelim inares e o trabalho efetuado pela equipe responsável. a partir da data de emissão do seu parecer. cinco anos. d) Devem conter informações relativas ao planejamento da auditoria. a partir da data de finalização da auditoria. c) Arquivos mantidos em meios ópticos ou magnéticos não podem ser classificados como papéis de trabalho. m (ESAF/AFC Correição . (Q (ESAF/AFC Auditoria e Fiscalização .CGU/2006} Segundo as Norm as d e Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis. entre as seguintes afirmativas. sendo este responsável por sua guarda e sigilo.

1 ! e IV.TCE SP/2008) Em relação aos papéis de trabalho. assem bieia que aprovou as demonstrações contábeis. o registro dos exames feitos e as conclusões resultantes desses trabalhos. . pelo período de a) b) c) d) e) m 5 anos. 5 anos. visto que a empresa deciara por meio da carta de conforto sua responsabilidade em relação às informações prestadas. 1 !e1 1 1 . não são d e propriedade exclusiva do auditor. III. nos term os da NBC-P-1. III e IV. aos procedimentos a serem adotados. 1 ^ 1 (FCC/Anaiista: Contabilidade . 4 anos. d) conferir a legitimidade e a legalidade de todas as atas. que deverá entregá-los à administração da e ntidad e auditada após o final de seus trabalhos. II. II. p odem ser utilizados para fins legais. pois constituem m eio de prova para consubstanciar as conclusões do relatório do auditor. para que esta possa avaliar o seu conteúdo. (FCC/Auditor . perm anentes têm u tilidade apenas em relação a um determ inado exercício da entidade auditada. além de serem indispensáveis à realização da au­ d ito ria . resultante da auditoria independente de demonstrações contábeis de um a entidade. 4 anos.DOCUMENTAÇÃO DE AUDITORIA :• ( Q j (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . IV.TCE A M /20 0 7 ) Os papéis de trabalho I. Os arquivos correntes de papéis de trabalh o devem conter assuntos que forem de in­ teresse para consulta sempre que se quiserem dados sobre o sistema. Q 3 (FCC/Auditor . não podendo utilizar-se de papéis elaborados por terceiros.SEFIN Teresina/2001} Toda documentação. a a a a a partir da partir da partir da partir da partir da data data data data data de de de de da encerramento das demonstrações contábeis.• -' ' ' Cap. a) b} c) d) e) É correto o que consta APENAS em 1e 1 !. Os papéis de trabalho devem te r abrangência e grau de detalhe suficientes para propiciar o entendim ento e o suporte da ativid ade de controle executada. área ou unidade o bjeto de controle. III. e} elaborar todos os papéis. Papéis de trabaiho são docum entos que fundam entam as informações obtidas nos tra­ balhos de auditoria e fiscalização governam ental efetuados pelo Sistema de Controle Interno. Está correto o que se afirm a SOMENTE em a) i e II. c) aceitar os documentos apresentados. emissão do parecer dos auditores independentes. 13 .M P U /2007) Analise: I. entrega da decfaração de imposto de renda. IV. à o po rtun idade e extensão dos mesmos. como é o caso dos extratos bancários e mapas d e inventários. estatutos e contratos apresentados pela empresa. o aud ito r externo deve a) quando utiiizar-se de papéis de trabaiho fornecidos pela empresa auditada verificar sua exa­ tidão. 5 anos. deve ser conservada em boa guarda. 1e IV. encerramento das demonstrações contábeis. Os arquivos perm anentes de papéis de trabalh o devem conter o program a de auditoria e fiscalização. devem registrar inform ações relativas ao planejam ento da auditoria. b) utilizar somente papéis de trabalho complementares às demonstrações contábeis. papéis de trabalho e parecer.

(FCC/Analista Adm inistrativo: Contabilidade -T R T 2 0 a R egião/2006) Em relação às normas profissionais. c) a) b} c) d) e) II. peia análise dos documentos de auditorias anteriores ou pelos coligidos quando da contratação de uma primeira auditoria. no pla­ nejamento e na execução da auditoria. visto que não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. contados da data da emissão de seu parecer.MPE PE/2006) Segundo o Conselho Federal de Contabilidade. são alguns dos fatores que podem afetar a forma e o conteúdo dos papéis de trabalho. í e III. {FCC/Analista: Ciências Contábeis . IF & (FGV/Agente Fiscal de Rendas . II e III. e) deve divulgar a terceiros informações sobre a companhia auditada. A extensão dos papéis de trabaiho é assunto de julgamento profissional. estão indicadas nas alternativas a seguir. conform e prevê a norm a p ertin ente do CFC. I I ! ! (FCC/Analista de Controle Externo .' ' A V D \J O R \Á . considere as seguintes assertivas: I. üvre acesso da empresa auditada. III. a natureza e condições dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. • b) c) d) e) 5 ] I e IV.Davi Barreto e Femaodó Gràeff . I e II. III e IV. apenas. apenas. propriedade exclusiva do auditor. . II. mesmo que deseje emitir um parecer sem ressalva.SEFAZ RJ/2009) As questões q ue afetam a form a e o conteúdo dos papéis de trabalho. A direção. desde que solicitado peío Conselho Federai de Contabilidade. é correto afirm ar que o aud ito r independente a) deve guardar os papéis de trabalho da auditoria pelo prazo de 5 (cinco) anos. A natureza do trabalho. II e III. apenas. II e IV. pode valer-se do trabalho de auditores internos da companhia auditada. Assinale-a. il. As evidências e a avaliação dos riscos de auditoria. A nte ao exposto. é correto o que consta em I. os papéis de trabalho integram um processo organizado d e registro de evidência da auditoria. Os papéis de trabalho destinam-se a ajudar. à exceção d e uma. livre acesso aos acionistas da empresa. b) pode fazer referência a trabalho de especialistas. d) pode executar serviços em companhia da qua! detenha a propriedade de ações. A metodologia e a tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos. caso em que sua responsabilidade fica com eles compartilhada. apenas. propriedade da empresa auditada e do auditor. a) b) c) d) e) A natureza do trabalho.TCE M A /2005) Os papéis de trabalho do auditor externo são de a) b) c) d) e) uso livre do auditor e da empresa auditada. ií e III. a supervisão e a revisão do trabalho executado pela equipe técnica. A natureza e a complexidade da atividade da entidade.

os papéis de trabaiho . são registrados dados da u nidad e auditada ou do program a fiscalizado. Assinale-a. {FGV/SEFAZ RJ . durante e após a aplicação dos procedimentos d e aud ito ria. são exemplos d e "papéis" de trabalho: cópia de contratos de financiam ento.Cap. Natureza e complexidade da atividade da entidade. A esse respeito.Fiscal d e Rendas/2008) Os papéis d e trabalho constituem o conjunto d e docum entos e apontam entos que o aud ito r colige antes.A u d ito r/20 0 8 ) Q uanto à instrum entalização do serviço. ’ e) registram as evidências do trabalho executado. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica. em especiai a Resolução 1. considerando o disposto peio CFC.024 do CFC. a} iocal. somente serão aceitas após autorizadas pela empresa auditada. 13 . b) a confidencialidade dos papéis de trabalho é dever do auditor até o término dos trabalhos. Natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade. mapa d e apuração d e impostos. à exceção de um a. Direção.024. não é correto afirmar que: a) a extensão dos papéis de trabalho é assunto de julgamento profissional. ser postos à disposição da entidade. cartas de ctrcularização. a partir da data de publicação do seu parecer. custódia e p ropriedade dos papéis de trabaiho. controles internos administrativos. de empréstimos.Fiscal d e Rendas/2008) Segundo a Resolução 1. d e dividendos e d e participações. c) os papéis de trabalho são de propriedade exclusiva do auditor. {FGV/SAD-PE . c) facilitam a revisão do trabalho de auditoria. Neles. a) b) c) d) e) Forma de elaboração e revisão dos trabalhos. (FGWTCM RJ .Analista de Controle Interno: Finanças Públicas/2008} A form a e o con­ teú d o dos papéis de trabaiho podem ser afetados pelas seguintes questões.PT são docum entos que fun dam en tam as informações obtidas nos trabalhos de auditoria e fiscalização do sistema de controle interno. sistema de custeio utilizado para cada produto. Metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos. cópia de documentos fiscais. Assim.Analista de Controle Interno: Finanças Públicas/2008) A respeito da confiabilidade. partes ou excertos deles podem. b) não é necessário nem prático documentar todas as questões de que o auditor trata. Assinale-a. as etapas prelim inares. os trabalhos . equipe técnica. d) os papéis de trabalho quando solicitados por terceiros somente podem ser disponibilizados após autorização formal do auditor. reiação de fornecedores. que deverá arquivá-lo pelo prazo de cinco anos a contar da publicação do parecer. a critério do auditor. e) as cópias de comunicações com outros auditores. a Resolução CFC 1024/05 estabelece que: a) o auditor deve adotar procedimentos apropriados para manter a custódia dos papéis de trabalho pelo prazo de cinco anos. de cíientes. supervisão e revisão do trabalho executado pela equipe técnica e) metodologia e tecnologia utilizadas no curso dos trabalhos (FGV/SAD-PE . à exceção d e uma.DOCUMENTAÇÃO DE AUDITOR!A 221 (FGV/SEFAZ RJ . peritos. arquivos magnéticos. d) pertencem ao auditor independente. etc. a form a e o conteúdo dos papéis de trabaih o podem ser afetados pelas questões listadas a seguir. especialistas e terceiros. independentemente do volume produzido e percentual relativo de receita auferida b) natureza e complexidade da atividade da entidade c) natureza e condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade d) direção.

d ata base da aud ito ria e indicação do processo auditado. ill e V II. de m odo a p erm itir o fácil entendim ento do processo auditado p or uma pessoa que não participou do processo.AUDITORIA e Fernando Graeff realizados e as conclusões alcançadas. complexidade da atividade da entidade. a partir da data de encerramento da auditoria. quatro anos. docum entos analisados e conclusão do auditor.precisam ser escritos de form a clara e objetiva. sendo necessário documentar todas as questões de que o auditor trata. .D N P M /2006) Os papéis de trabalh o podem ser de natureza corrente ou p erm anente e representam o registro d e todas as evidências obtidas pelo aud ito r e as conclusões relativas ao seu exam e. condição dos sistemas contábeis e de controle interno da entidade e revisão do trabaiho executado pela equipe técnica. a partir da data de emissão do parecer. III -d e v e m ser identificados com o nom e do auditor. a partir da data de finalização da auditoria. ainda que informalmente. este prazo de custódia será de a) b) c) d) e) dois anos. são papéis de trabalho de natureza corrente os(as): a) que contêm informações relacionadas com a organização e as atividades da empresa. a partir da data de finalização da auditoria. a) b) c) d) e) Estão corretas APENAS as afirmativas 1e ill li e !V 1 1 1e V 1 . três anos. IV -d e v e m relatar a opinião do aud ito r que realizou o trabaiho anterio r no mesmo processo auditado. três anos. a contar da publicação do parecer. Os papéis de trabalho utilizados em um trabaih o de auditoria interna Idevem ser escritos em códigos e tiques de auditoria para resguardar a confidencialidade dos dados. Segundo as Norm as de A uditoria independente das demonstrações financeiras. e) por serem de propriedade do auditor. De acordo com o CFC {Resolução 1024 de 2005 e 8 28 de 1998): a) a extensão dos papéis de trabaiho é assunto de julgamento profissional. pre­ parados pelo aud ito r d urante seu trabaiho de revisão. cinco anos. a partir da data de emissão do parecer. ■nn E U {Cesgranrio/Auditor Júnior ~ Petr obras/2008) Para que uma auditoria agregue valor ao processo auditado é necessário que ela esteja suportada p or papéis de trabalho. proporcionando meio adicional de controle de qualidade. II ~ podem ser utilizados como ferram enta para elaboração das demonstrações contábeis. c) devem ser arquivados peio prazo de cinco anos. III e IV |j£ § {Cesgranrio/Contador -Term oaçu /2007) O Auditor deve adotar procedimentos pertinentes para m anter a guarda dos papéis de trabalho que servirão d e base para a emissão do parecer. b) a forma e o conteúdo dos papéis de trabalho são afetados exclusivamente pela natureza do trabalho. procedimentos efetuados. V . d) os papéis de trabalho padronizados podem melhorar a eficácia dos trabalhos e sua utilização facilita a delegação de tarefas. Na realização de uma auditoria. ia (Cesgranrio/Analista-Contabüidade . podem ser cedidos ao auditor sucessor (no caso de troca de auditores independentes) desde que autorizados pela auditada.

C 21 .A 22 .MPE R 0 /2 0 05 ) Assinale a opção que apresenta o que é considerado "papéis de trabalh o de natureza corrente" quando se realiza uma A uditoria.Certo 06 .C 28 . X b) c) d) e) m papéis que serão utilizados por mais de um exercício sociai.DE AUDITORIA : . cópias de atas de reuniões.A 20 .Errado 13 . c) Patrimônio Líquido / Cópia de Contratos de Financiamentos de Longo Prazo / Questionário de Controles internos..D 14 ~ B 18 .D 29 .E 04 .D . GABARITO 01 . (Cesgranrio/Analista em A uditoria . Cap. questionários de controle interno.C 03 .A 25 . e) Investimentos / Patrimônio Líquido / Questionário de Controles Internos.C 32 .D 33 .Certo 08 .Errado 12 .Errado 10 . d) Investimentos / Resultado de Exercícios Futuros / Manuais de Procedimentos internos.E 02 .D 19 .C 27 .A 30 .C 24 .C 15 .Certo 09 .Errado 07 .C 17 . 1 3 -D O C U M E N T A Ç Ã O .A 31 . manuais de procedimentos internos.A 26 .Errado 11 .B 23 .A 16 . a) Cópia de Contratos de Financiamentos de Longo Prazo / Resuitado de Exercícios Futuros / Questionário de Controles Internos.Certo 05 . b) Investimentos / Patrimônio Líquido / Manuais de Procedimentos (nternos.

Capítulo

TÉCNICAS DE AUDITORIA 1M ÁREAS ESPECÍFICAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS
14.1. AUDITORIA DO ATIVO

A Lei n° 11.941/09 alterou a Lei n° 6.404/76, modificando a classificação das contas no Balanço Patrimonial. De acordo com a nova lei, no ativo, as contas serão dispostas em ordem decrescente de grau de liquidez dos elementos nelas registrados, nos seguintes grupos: * ativo circulante; e * ativo não circulante, composto por ativo realizável a longo prazo, inves­ timentos, imobilizado e intangível. Dentro do ativo circulante as contas que nos interessam são: as disponibilidades (caixa e bancos), contas a receber (e PDD) e estoques. Já, no ativo não circulante nos ateremos às contas referentes aos investimentos e imobilizado. Discutimos em capítulos anteriores que o auditor utiliza testes substantivos para obter evidências quanto à suficiência, exatidão e validade dos dados produ­ zidos pelo sistema contábil da entidade. Dessa forma, verifica se as transações e saldos registrados nas demonstrações retratam corretamente os fatos contábeis, de acordo com as normas contábeis vigentes no país. Ora, muito provavelmente, a primeira coisa que nos vem à cabeça é querer saber se os valores estão corretos, exatos. Nesse sentido, o auditor deve saber que o saldo de uma conta do balanço patrimonial (BP) ou da demonstração do resultado do exercício (DRE) pode estar errado para mais (superavaliação) ou para menos (subavaliação)* Devido a esse risco, as contas da contabilidade, por intermédio dos testes subs­ tantivos, devem ser testadas nesses dois sentidos, ou seja, para mais ou para menos. Nunca é demais lembrar que, segundo a doutrina, a experiência tem demonstrado que é mais prático dirigir os testes principais de superavaliação para as contas devedoras (normalmente, as contas do ativo e despesas) e os de subavaliação para. as contas credoras (geralmente, contas do passivo e receitas). Nesta seção, discutiremos as principais técnicas e procedimentos de auditoria aplicadas nos diferentes componentes do Ativo.

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14.1.1. Disponibilidades (Caixas e Bancos)

É possível perceber que os ativos de maior liquidez (Caixas e Bancos) são os mais sujeitos à utilização indevida. Em outras palavras, como o seu uso é imediato, o risco de alguém “passar a mão” nesses recursos é muito alto. Dessa forma, mesmo que haja um bom sistema de controle interno (baixo risco de controle), o auditor deve fazer um maior número de testes que o normal, devido ao alto risco inerente dessas contas. “Caixas” e “Bancos” são os ativos, mais sensíveis e de maior risco, portanto o auditor deve dar especial atenção a essas contas. Segundo Attie1, antes de adentrar nos procedimentos específicos, é preciso realizar uma revisão do controle interno, cuja finalidade é determinar qual a confiabilidade depositada nos controles da entidade — isso é necessário para a definição de quais os procedimentos de auditoria serão mais adequados e em qual extensão serão utilizados. O mesmo autor ainda destaca que, entre os vários tipos de controle, pode­ mos citar alguns que servem de fortalecimento do controle interno para a área do disponível: • segregação de funções entre custódia de valores e a contabilização; • sistema de autorização e aprovação para pagamentos; • conciliações bancárias periódicas e revisadas por pessoa independente da sua preparação; • utilização de duas pessoas independentes para assinatura dos cheques etc. Os testes de auditoria são dirigidos para superavaliação e o principal ob­ jetivo é verificar a existência do ativo. De tal forma que a finalidade dos exames vai além de apurar se realmente existem todas as disponibilidades mencionadas no balanço, devendo averiguar se existem todas aquelas que deveriam existir. Para atingir seus objetivos o auditor pode utilizar diversos procedimentos es­ pecíficos. A seguir destacamos aqueles citados por Almeida2 e Franco & Marra3: • Contagem de caixa: consiste na contagem dos valores (dinheiro, cheques, títulos de pronta liquidez) em poder do caixa. Recomenda-se fazer essa contagem de surpresa, em data próxima ao balanço. • Confirmação de saldos bancários: trata-se de uma carta de confirmação dos saldos das contas endereçada aos bancos, para averiguar se os saldos
1 2 3 ATTiE, William. Auditoria - Conceitos e Aplicações. São Paulo: Atlas, 2009, p. 148-165. ALMEIDA, Marcelo C. Auditoria - Um curso moderno e completo. São Paulo: Atlas, 2009. FRANCO, Hilário, MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil. São Paulo: Atlas, 2009.

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. existentes na contabilidade da empresa conferem com aqueles que estão nos extratos bancários. * Corte (Cut-off) de cheques: o corte é uma interrupção na continuidade das operações, ou seja, consiste em anotar os últimos cheques emitidos antes do exame da auditoria, de forma que o auditor tenha um referencial temporal para que possa avaliar as demonstrações. * Testes de conciliações bancárias: consiste em verificar as transações re­ gistradas pela empresa e não registradas pelos bancos e vice-versa. * Testes das transferências bancárias: corresponde a conciliações bancárias entre diferentes bancos.
14.1.2. Cüentes (Contas a Receber)

O “Contas a Receber” representam os direitos adquiridos por vendas a prazo de bens e serviços4, e a auditoria nessa área tem como alguns de seus objetivos5 apurar se: 8 as contas são autênticas e têm origem em transações relacionadas com vendas; * os valores apresentados são efetivamente realizáveis; * não há devoluções, descontos, abatimentos ou qualquer outro ônus a ser considerado; e * há avaliação prudente do montante de contas a receber, levando em con­ sideração as provisões para devedores duvidosos (PDD). Em resumo, os principais pontos que o auditor deve cobrir são existência, avaliação e classificação nesse grupo de contas. Vejamos quais são os procedimentos de auditoria mais utilizados6 para atingir esses objetivos: * Confirmação de contas a receber de clientes ('circularizacão'): a partir de uma listagem de todos os títulos a receber, é possível obter a confirmação direta do devedor sobre os saldos em aberto. - Testes de avaliação das contas a receber: avaliação do valor líquido realizá­ vel dos recebíveis. Por meio de exames documentais e cálculos, é possível comparar mapas de idades das duplicatas e índices de recebimento do
4 Diversas outras transações são classificadas como Contas a Receber: adiantamentos e emprés­ timos a empregados, impostos a recuperar, PDD, sinistros a receber etc., contudo, focaremos apenas nos Clientes. FRANCO, Hilário, MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil. São Paulo: Atlas, 2009. ALMEIDA, Marceio C. Auditoria - Um curso moderno e completo. São Paulo: Atlas, 2009.

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AUDiTORIÁ

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Davi Barreto e Fernando Graeff

período atual com períodos anteriores. Uma das finalidades desse proce­ dimento é averiguar a adequação das perdas já conhecidas e das perdas estimadas que constituem a PDD. • Testes das duplicatas descontadas: identificação das duplicatas descontadas por meio de confirmação bancária.
14.1.3. Estoques

Segundo Almeida7, estoques são os bens destinados à venda ou à fabricação, relacionados com os objetivos e atividades da empresa, sendo importantes na apuração do lucro líquido de cada exercício social (pois compõem o Custo das Mercadorias Vendidas) e na determinação do valor do capital circulante líquido do Balanço Patrimonial. O auditor, nesse momento, tem a oportunidade de desenvolver recomendações construtivas, visando o aprimoramento dos controles e a redução de custos da empresa. Entretanto, o principal objetivo da auditoria independente não é fazer recomendações, mas emitir uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis, incluindo os Estoques. Dessa forma, podemos afirmar que a finalidade principal desses procedimen­ tos8 é verificar se: • • “ • os estoques existem; existem ônus sobre os estoques; há obsolescência, defeitos e má conservação; e os critérios de avaliação são adequados.

Portanto, os principais procedimentos aplicados pelo auditor, segundo a dou­ trina (ALMEIDA, 2009; FRANCO & MARRA, 2009), são: ° Verificação da existência física: inspeções físicas e acompanhamento das contagens para assegurar-se da real existência dos bens que compõem os estoques. • Acompanhamento do inventário físico: o auditor deve acompanhar a contagem física dos bens e confronto dos resultados com os registros contábeis. • Cortes (cuí-off\. definição do momento em que os registros contábeis refletem o inventário, ou seja, consiste em definir uma data-limite para interromper a contabilização de novas transações.
7 8 ALMEIDA, Marcelo C. Auditoria - Um curso moderno e completo. São Paulo: Atlas, 2009. FRANCO, Hilário, MARRA, Ernesto. Auditoria Contábil. São Paulo: Atias, 2009.

Cap. 14 - TÉCNICAS DE AUDITORIA EM ÁREAS ESPECÍFICAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS

O corte (cut-off), como já adiantamos, consiste em determinar o momento em que os registros contábeis e os documentos relacionados refletem o levantamento do inventário. Esse tipo de procedimento é bem intuitivo. Ora, se coloque no lugar do auditor que irá acompanhar um inventário. A empresa não interrompe suas atividades durante a auditoria, ou seja, há um fluxo constante de mercadorias entrando e saindo do estoque. Dessa forma, é importante definir um momento, uma data, um “corte” nas ope­ rações da empresa para servir de referencial para o auditor. Escolhido esse momento, e estando todos os registros em dia, verifica-se a última anotação constante dos registros que indicará os materiais que, até ali, farão parte do inventário. Lançamentos posteriores corresponderiam a mercadorias não registradas até o momento do “corte” e que, portanto, não devem ser inventariados. Dessa forma, mercadorias adquiridas no período posterior, por exemplo, não podem constar no período em análise. • Testes de avaliação de estoques: revisão do sistema de alocação de custos aos estoques (UEPS ou PEPS9) e conferência de cálculos.
14.1.4. Investimentos

Os investimentos da empresa são constituídos por aplicações financeiras, participação no capital social de outras empresas e outros investimentos. As em­ presas, como parte de sua política, aplicam recursos em títulos e outros direitos, com objetivos diversos, tais como tomar rentável o excesso temporário de dinheiro disponível e estender o leque de suas operações por meio de participação no capital social de outras companhias10. O interesse maior da auditoria recai no último caso, aquele que trata dos investimentos relevantes de uma empresa. Nesse sentido, o auditor deverá exami­ nar e avaliar os investimentos relevantes para poder opinar sobre a real situação patrimonial e financeira de uma empresa. Foge do escopo dessa obra discutir os critérios legais para contabilização des­ ses investimentos, no entanto é importante entender qual é o objetivo da auditoria nessa área e que procedimentos devem ser utilizados. É intuitivo o fato de que, se uma empresa detém parte do ativo de outra, a saúde econômica desta terá reflexos na daquela. Essa influência será maior ou menor, conforme o vulto do investimento. De tal forma que o objetivo do exame nessa área é verificar o comportamen­ to dos investimentos relevantes realizados pela empresa auditada. Os principais procedimentos utilizados são:
9 1 0 UEPS - úitimo que entra, primeiro que sai; PEPS - primeiro que entra, primeiro que sai. ALMEIDA, Marcelo C. Auditoria - Um curso moderno e completo. São Pauto: Atlas, 2009.

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e Fernando Graeff \

* Exame documental dos títulos de investimento: consiste em verificar os documentos comprobatórios da existência dos investimentos como cautelas de ações, certificados e contratos sociais. * Verificação da contabilização do investimento: conferência de cálculos, levando em consideração as aquisições e variações dos investimentos, confrontando com os registros contábeis e com as declarações da admi­ nistração. * Avaliações dos investimentos em coligadas e controladas: avaliar a apli­ cação do Método de Equivalência Patrimonial (MEP), verificando: - descrição dos investimentos (companhia, natureza da ação, participação etc.); - aquisições e baixas de ações e/ou quotas no período; - ajustes de equivalência patrimonial (ágios, deságios etc.)
14.1.5. Imobilizado

Os bens do imobilizado representam, geralmente, uma parcela significativa dos ativos da empresa. Esses bens têm uma permanência prolongada na entidade e são destinados à manutenção de suas atividades. Esses ativos são contabilizados por todos os .custos envolvidos em sua aquisição e instalação, em alguns casos, esses custos são acrescidos também de reavaliação. Aqui já podemos notar um dos principais objetivos da auditoria nessa área: avaliação da existência e da correta contabilização do ativo, identificando possíveis superavaliações. Além disso, esses bens são deduzidos da depreciação, que é um processo de apropriação de custos e despesas e consequentemente redução do valor contábil do ativo. Portanto, notamos outro ponto de interesse para a auditoria: a necessidade de averiguar a adequação do processo de depreciação, identificando possíveis subavaliações dessas contas. Vejamos os principais procedimentos que o auditor pode aplicar nesse grupo de contas: * Verificação da existência física do bem: inspeção física para avaliar se os bens realmente existem e o seu estado de conservação. * Verificação da propriedade e da existência de ônus: exame documental dos certificados de propriedade de veículos e certidões atualizadas dos registros de imóveis. * Verificacão do valor do Imobilizado: identificar o real valor do ativo, considerando as baixas e adições que afetam o saldo das contas. * Testes das despesas de manutenção e reparo: averiguar se estão sendo tratadas como despesas do ano.

os seguintes controles internos12: * segregação de funções entre o setor de contas a pagar e a tesouraria. Como já foi dito.2. a auditoria dos passivos tem a finalidade de determinar: * * * * se são pertencentes à empresa (a empresa realmente é a devedora?). 454. AUDITORIA DO PASSIVO (FORNECEDORES. e * patrimônio líquido. a extensão dos trabalhos e o momento de sua aplicação. p.404/76. as contas serão classificadas nos seguintes grupos: * passivo circulante. na área dos passivos. ajustes de avaliação patrimonial. que alterou a Lei n° 6. com o intuito de verificar a vida útil dos bens e as taxas de depreciação utilizadas. a revisão do controle interno tem a finalidade de determinar a confiabilidade depositada pelo auditor para determinação dos procedimentos de auditoria.Á Í^S ^E S P É C {R G À S .ÒÁS. * sistema de autorização e aprovação para compras e pagamentos. * utilização de duas pessoas independentes para a assinatura de cheques.Conceitos e Aplicações. a Lei n° 11. De acordo com a nova lei. * passivo não circulante. Idem. ações em tesouraria e prejuízos acumulados. p. e se estão corretamente classificados no Balanço Patrimonial e se as divul­ gações cabíveis foram expostas por notas explicativas. Segundo Attie1n.^ . 14. reservas de capital. podem ser avaliados. dividido em capital social. " 1 2 ATTIE. Assim. 2009. * segregação de funções entre o setor de contas a pagar e setor de com­ pras. no passivo. a existência de ativos dados em garantia ou vinculações aos passivos. reservas de lucros. . São Paulo: Atlas. bem como conferências de cálculos. 441.''BEMÒN5TRAÒÕÉS • Testes das depreciações: exames documentais e de registros contábeis.941/09. Wiiitam. entre outros. modificou a classificação das contas do passivo no Balanço Patrimonial. Auditoria . ^ 'N d á b Í^ ^ 'T É C N iC A S bfe:Ã U & lrò R IÂ vE M . se foram utilizados os princípios de contabilidade. EMPRÉSTIMOS E OUTRAS CONTAS A PAGAR) Da mesma forma que no ativo.

gffil . • controle de pagamentos para evitar atrasos e conseqüente multa ou juros de mora etc. Além disso. tem por finalidade atingir os objetivos previamente determinados. o programa de auditoria deve ser desenhado com o intuito de evitar trabalhos desnecessários ou que não atendam aos objetivos definidos. Os passivos ocultos são práticas muito comuns de que as empresas em dificuldades lançam mão. Caso isso venha a 1 3 Ibidem.Ó ávi Barreto.A li. da importância de cada conta contábil para as demonstrações tomadas em conjunto. Ao realizar seus testes de eficiência dos controles internos. durante a execução do trabalho o auditor deve estar alerta para evitar possíveis trabalhos desnecessários ou deixar de realizar trabalhos não programados. os controles internos deverão oferecer condições. . Inspeção física Confirm ação extem a (circuiarização) Inspeção Documentai Recáiculo O exame de auditoria na área de passivos. D ITORÍÀ . ou seja. . Dessa forma. . para impedir o pagamento em duplicidade de fornecimento. deve dar atenção especial quanto à existência de pontos fortes de controle intemo e de sua efetiva obediência. O auditor. e Fernaridó G ra é ff. • cancelamento da documentação comprobatória após o pagamento. porém importantes. ao avaliar o controle intemo. Uma vez definido o programa de auditoria. Vejamos agora quais são os procedimentos de auditoria mais comuns nas contas do passivo13 para atingir esses objetivos: . Um problema relevante nessa área diz respeito à eventual omissão de pas­ sivos. o auditor deve estar atento a essa possibilidade. p. Os procedimentos de auditoria a serem utilizados pelo auditor para a obtenção dos objetivos são dependentes da avaliação do controle intemo e da materialidade. 455. que é uma das formas de alcance bastante usada por empregados desonestos. como em qualquer outra área. para que possa medir os riscos envolvidos e os procedimentos de auditoria praticáveis para a obtenção de sua opinião independente. • • * * Dos impostos a pagar Dos juros a pagar Da composição dos fornecedores Das provisões de férias. também. Procedim entos Aplicação • Contagem das contas a pagar * Contagem dos títuios a pagar • Dos fornecedores • Dos empréstimos a pagar • Das contas a pagar • Exame documental das faturas / notas fiscais ♦ Exame documental dos contratos de empréstimos * Exame documentai das guias de impostos etc. 13° salário etc.

aviso bancário de pagamento. Na auditoria do passivo. a da realização do contas a pagar: ex. nota fiscal de compra. o auditor pode proceder ao exame alternativo. que a revisão do controle intemo tem a finalidade de determinar ao auditor qual a confiabilidade depositada para efeitos da definição dos procedimentos de auditoria a serem aplicados. uma vez que. O pedido de confirmação empregado usualmente é a forma positiva em branco (ou seja. duplicata quitada. devemos dar atenção especial ao procedimento de confirmação.: : Cap. pois é um dos mais utilizados para a determinação de que o passivo registrado no contas a pagar é real e pertence mesmo a empresa (pertencer. 14. * se foram utilizados os princípios de contabilidade. as obrigações sociais e legais foram cumpridas. Alguns exemplos de controles internos que podem ser implantados nessa área15: 1 4 1 5 Ibidem. * a existência de restrições de uso das contas patrimoniais. a extensão dos trabalhos e o momento de sua aplicação. p. * se todas as normas descritas nos estatutos sociais. fatura / duplicata. dependendo do resultado obtido daqueles efetivamente recebidos. que engloba o exame documental: * que comprove a existência de contas a pagar: ex. o planejamento não é estanque. .’ : . quer dizer que a empresa realmente é devedora daquele valor). como já frisado. nem todos os pedidos de confirmação serão efetivamente devolvidos. 7 4 TÉCNICAS. Ou seja. DE AUDITORIA EM ÁREAS ESPECÍFICAS1DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS . j j ^ ^ j ocorrer o programa deverá ser modificado para atender a eventuais trabalhos não programados. Já vimos. 492. Ibidem. mais de uma vez. 492. p.2. nesse caso. Auditoria do Patrimônio Líquido Segundo Attie14. e * se o patrimônio líquido está corretamente classificado no balanço patrimo­ nial. ele pode ser mudado no decorrer dos trabalhos conforme suija essa necessidade. sem mencionar os valores) que traz maiores subsídios quanto à existência de passivos não registrados.1. Adicionalmente. a auditoria do patrimônio líquido objetiva determinar: * se as ações ou títulos de propriedade do capital social foram adequadamente autorizados e emitidos. se as divulgações cabíveis foram expostas por notas explicativas. * que comprove por parte do credor seu crédito junto à empresa: ex.

para melhor fundamentar sua opinião ou reformular conceitos. • segregação de funções entre o departamento de ações e a contabilidade etc. serviços e atividades desenvolvidas pela companhia. Nem sempre o auditor possui experiência suficiente para o completo entendi­ mento das implicações legais e fiscais impostas por estas normas.. p. Em quaisquer casos de dúvidas ou interpretações. . o auditor deve adquirir conhecimentos antecipados sobre contratos ou estatutos sociais. Vejamos alguns procedimentos de auditoria16 mais utilizados para atingir esses objetivos: Procedim entos Inspeção física Confirm ação externa (circularização) Inspeção Documental ♦ Contagem das cautelas17 em branco ♦ Contagem dos canhotos de cautela emitidos • Dos sócios e acionistas sobre a participação acionária ? • Dos advogados sobre aspectos legais e societários ou de quaisquer passivos que possam afetar o patrimônio líquido ♦ Exame documentai das cautelas emitidas. • assinatura de cheques para pagamento de dividendos por duas pessoas independentes. . de forma que lhe sejam úteis quanto a possíveis bases de participação nos lucros. Os procedimentos de auditoria a serem utilizados pelo auditor para a obtenção dos objetivos são dependentes da avaliação do controle intemo e da materialidade do item analisado. em menor extensão. ' M P IT O R Í& [Davi Barreto. tais como advogados.ESSKr-•■ v : •. resgatadas. regulamentos e estatutos. nível de participação acionária. entre outros. certificando que ele é o proprietário de um determinado número de ações. particularmente. Ao examinar as demonstrações contábeis de uma empresa. nas sociedades anônimas. des­ dobradas ♦ Exame das atas de assembleias e reuniões • Exame dos registros nas juntas comerciais * Exame dos estatutos sociais • Da reserva legal • Das participações a partes beneficiárias • Da distribuição de dividendos etc. e. e Fernando GraefF •c • segregação de funções entre a guarda física de cautelas e pessoas autori­ zadas a assinar. o auditor deve recorrer às fontes externas. levam o auditor a entrar em contato com normas ou regulamentos oficiais e estatutos societários. 493. Recálculo Os exames de auditoria voltados à área do patrimônio líquido. Cautelas são documentos emitidos por uma sociedade anônima a um de seus acionistas. nas outras sociedades regidas por contratos sociais. 1 6 1 7 Ibidem.

São Paulo: Atlas. então. e . AUDITORIA DO RESULTADO Segundo Almeida18.Baixa dos estoques vendidos. . é que a receita seja subavaliada e os custos e despesas sejam superavaliados. ou mesmo.Contagem de estoques. . São Paulo: Atias. como. . ÁREAS. . os testes dessas transações consistem em verificar se os valores foram registrados dentro do regime de competência. a saber: • Exame de contas correlatas do balanço patrimonial: relacionamento harmô­ nico do sistema contábil de partidas dobradas. .3. enquanto as despesas e os custos são auditados para superavaliação. . a tendência da fraude.Cut~off de entradas e saídas. envolvendo a análise de fatos contábeis. do erro. 518. .Equivalência sobre investimentos. se estão de acordo com a natureza dos negócios da companhia. Ou seja. • custos incorridos na fabricação ou aquisição de produtos para a venda. 2009. e • despesas em geral. p. ÉSPEÇÍFiCAS DÁS. cujo efeito se revela tanto no balanço patrimonial (BP) quanto no resultado (DRE).Receita de juros a receber. . .Salário e obrigações sociais a pagar. a tributação incidente etc.Um curso moderno e completo. despesas e custos compreende os valores registrados na demonstração de resultado do exercício.Provisão para devedores duvidosos.Contas a receber por vendas.Provisão para perdas com estoques. por que o auditor deve adotar esses direcionamentos? Ora. DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS k' ^ . Í 4 TÉCNICAS DE-ÁÜDrTQRiA EM .Provisão para juros a pagar sobre empréstimos. é natural que a empresa queira pagar menos tributos. 2009. 1 8 1 9 ALMEIDA. Ainda segundo o referido autor.Impostos a pagar. . Mas. Marcelo C. Q 9 | 14. ATTIE.: C ap. como: . Vimos que as receitas são testadas para subavaliação. Auditoria . Os procedimentos de auditoria aplicados pelo auditor na área de resultado dividem-se basicamente em três tópicos19. . .Atualização monetária e variação cambial sobre empréstimos. a auditoria de receitas. Auditoria . • receitas decorrentes das transações com mercadorias e serviços.Conceitos e Aplicações. Wiiliam. consiste em procedimentos com efeitos simultâneos no BP e DRE.Depreciação do imobilizado. se existe documentação suportando a operação e se a classificação contábil foi adequada. se foram aprovados.

Podem ser aplicados. discussão com a gerência de vendas quanto às variações ou aos aspectos relevantes etc.análise comparativa das contas de receitas. por exemplo. • Estudo e avaliação do controle interno e teste de procedimentos: com­ preende a avaliação de três grandes ciclos que têm influencia significativa no balanço patrimonial e no resultado: ciclo de vendas. .Ciclo de compras: complementação através de exame documental para compras.revisão das contas do razão para identificação de possíveis valores duvidosos ou incomuns e investigação dos itens observados. . . Nesses casos.Ciclo de vendas: análise comparativa das vendas por produtos.: nos testes específicos de contas do Ativo e do Passivo). e exame de compras de matérias de despesas. custos e despesas para possíveis exames documentais.Davi Barreto e Fernando Graeff. custos e despesas do período em exame e. mesmo que as contas envolvidas te­ nham sido analisadas. custos e despesas e inves­ tigações de variações importantes. Por exemplo. para que não sejam realizados exames em duplicidade. custos e despesas contabilizados no resultado. caso seja necessário. o exame documental do suporte das receitas. análise da rentabilidade por produto. o procedimento de auditoria aplicável seria o de complementação ao exame já realizado como a cobertura de valores ou saldos ainda não analisados. a conta de provisão para devedores duvidosos. produto por produto. os seguintes procedimentos: .236 AUDITORIA . em casos específicos. . dis­ cussão com a gerência sobre variações ocorridas ou aspectos relevantes etc. existirão casos em que.Ciclo de folha: análise mensal da distribuição da folha e encargos. .. quando ao comportamento de mercado. . pois se constituiria em duplicidade de exame. . Por outro lado. a profundidade pode não ter sido adequada.análise de lucro. que foi examinada na auditoria do “Contas a Receber”. e . análise e exame das contas de resultado: estudo e análise do com­ portamento das receitas. ciclo de compras e ciclo de folha. caso relevantes etc.análise detalhada das contas de receitas. com­ portamento de mercado. 8 Estudo. E conveniente que o auditor sempre faça uma adequada reflexão dos exa­ mes já praticados (ex.análise das vendas por produto.. não seria analisada na auditoria de resultado.

ao realizar au d ito ria na empresa Participações S. incluído pela Lei n° 11.. e) é irregular por não ser permitido empréstimos entre companhias do grupo. exceto quanto ao não recolhimento do iOF. da Lei n° 6.v : .Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo/2010) Na aud ito ria das contas d e resultados. Com entários: A única assertiva que não se relaciona com o cálculo do saldo de conta referente à auditoria das contas de resultado é o ajuste de ativos (art. obrigatório em todas as transações financeiras. Comentários: As operações realizadas entre companhias do mesmo grupo devem ser praticadas pelas mesmas condições do mercado. emissão e aceite de duplicatas.CAPÍTULO 14 p B (ESAF/AFRFB/2009) O a u d ito r externo.. compras. | t £ j (FCC/APOFP . acumulação por centro de custo. transferências de despesas. apropriação dos custos diretos. rateios (dos custos indiretos) por produtos envolvem o cálculo do Custo do Produto Vendido. o a u d ito r pode afirm a r q u e a transação: a) é norma! e está dentro das práticas estabelecidas pelo mercado para operações dessa natureza. patrimoniais. NÃO se aplica a diagram ação da trilha de auditoria para as o p e ­ rações de a} b} c) d) e) ajustes dos ativos. compras. como retificadora.404/76. de resultado. e sem o recolhim ento do IOF sobre a operação. Asdemais: acumulaçãopor centro de custos. com taxas d e juros de 4 % a. pagamentos. a transação de mútuo foi feita de forma irregular. essas operações envolvem necessariamente . o qual não incide em operações feitas entre empresas não financeiras. visto que operações feitas entre companhias do mesmo grupo devem praticar taxas de juros superiores às praticadas peio mercado.. b) é normal. d) é normai.m . portanto. Com entários: Os testes de auditoria concentram-se mais nas contas patrimoniais do que nas de resultado. m (FCC/APOFP . 183. e a transferência de despesas envolve o cálculo dos gastos não relacionados diretamente com os setores produtivos. O enunciado cita operações de recebimento. de transferência. era de 2% a. por ter condições superiores às praticadas pelo mercado.14 ~ TÉCNÍCÁS DE A yD ITO DEMONSfRAÇÕES CONTÁBEIS ^ EXERCÍCIOS COMENTADOS . obrigatória em todas as transações financeiras dessa natureza (mútuo entre companhias coligadas). no período do contrato. mas que está correta sobre o não recolhimento do IOF. apropriação dos custos diretos. rateios por produto.A. emissão e aceites de duplicatas envolvem pontos d e controle sobre os registros contábeis nas contas a) b) c) d) e) financeiras. de encerramento. Considerando que a taxa de juros praticada no mercado. além do que não houve a retenção do IOF.638/07}. essa abordagem é lógica porque cada conta da demonstração de resultado relaciona-se intrinsecamente com uma ou mais contas patrimoniais.Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo/2010) As auditorias sobre as operações d e recebim entos. c) está irregular. constatou contrato de m útuo e ntre com panhias coligadas. que é obrigatório nas operações de crédito. pois a conta "Ajuste a ValorPresente" é apresentada no Ativo.::C áp. bem como sem a re­ tenção do IOF. VIII. sua contrapartida é uma conta de despesa(lançamento direto). pagam entos.m.

ou seja..A P /2010) Assinale a a lte rn a tiva que apresente o objetivo específico da au d ito ria do resultado: a) b) c) d) e) comprovar se compras de mercadoria estão de acordo com os objetivos da empresa. Comentários: O principal objetivo da auditoria do resultado é verificar o cumprimento do prin­ cipio da competência. d} Inspeção de documentos e revisão dos cálculos no caso de depreciação e amortização acumulada. b) Revisão de cálculos por meio da conferência da exatidão aritmética do valor e inspeção para verificação dos documentos que serviram de base para fixação dos critérios de cálculo.AUDiTORlA . De acordo com essa norm a. os títulos de crédito e as obrigações prefixados são ajustados ao valor presente. "b" está errada. b) as participações em empresas e em consórcios públicos ou público-privados.10 . deve ser adotado o vaior de mercado. a auditoria do resultado busca verificar a adequação das receitas realizadas com as despesas apropriadas no período. c) Inspeção de documentos e revisão dos cálculos para a verificação dos valores lançados nos investimentos. portanto. à taxa de câmbio vigente na data em que o ativo ficou disponível para a entidade. "d" está errada. d) as disponibilidades são mensuradas ou avaliadas pelo vaior originai. feita a conversão. a) . E S (FCC/TCM-PA/Técnico de Controle E xterno/2010) Na aud ito ria do setor público é im por­ ta n te que os elem entos do ativo sejam avaliados d e acordo com as Norm as Brasileiras de C ontabilidade. e) os direitos. Em 2 1 /1 1 /2 0 0 8 . na qual são estabelecidos os critérios para a avaliação ou mensuração d e ativos e passivos do setor público. clientes e estoques) e do passivo circulante (fornecedores). a) Inspeção documental para exame dos documentos de pagamentos e recebimentos e solicitação de informações aos bancos mediante circularização.Davi Barreto e Fernando à ra e ff -y contas do ativo circulante (caixa. confirmar se os pagamentos reaiizados foram conciliados. o Conselho Federal de C o ntabilidade aprovou a NBCT 16. por fim. verificar se as despesas correspondentes às receitas realizadas foram apropriadas no períodò. devem ser mensuradas ou avaliadas pelo método do custo de aquisição. de produção ou de construção dos estoques for inferior ao vaior de mercado. se as despesas correspondentes às receitas realizadas no período foram contabilizadas adequadamente.A P /2 0 1 0) Assinale a a lte rn a tiva q u e in d iq u e os proce­ dim entos de aud ito ria aplicáveis à conta Provisão para Devedores Duvidosos. é um meio utilizado e não um fim. "e" está errada. bancos. "c" está certa. o regime contábil adequado é o da competência e não de caixa. comprovar a correta apropriação das despesas em obediência ao regime de caixa. quando em moeda estrangeira. a auditoria não se preocupa em comprovar se as transações estão ou não de acordo com os objetivos da empresa. c) os gastos posteriores à aquisição ou ao registro de elemento do ativo imobilizado jamais de­ vem ser incorporados ao valor desse ativo. Comentários: A alternativa "a" está errada. mesmo quando houver possibilidade de geração de benefícios econômicos futuros ou potenciais de serviços. e) Revisão de cálculos e investigação e confirmação das operações por meio de circuiarização de informações financeiras.Avaliação e Mensuração d e Ativos e Passivos em Entidades do Setor Público. conferir a exatidão dos registros contábeis dos estoques de mercadorias. por uma questão de eficácia os pontos de controle devem ser estabelecidos nas contas de natureza patrimonial. se o valor de aquisição. E 3 {FGV/Fiscal da Receita Estadual . a conciliação é uma técnica utilizada pela auditoria. UEJ (FGV/Fiscal da Receita Estadual . em cuja adminis­ tração se tenha influência significativa. isso é objetivo da auditoria do ativo.

III . já. as contas em questão não têm relação com a PDD. b) deve. d) das disponibilidades. entre outros pro­ cedimentos. pois sua mera menção nas notas explicativas das demonstrações contábeis é procedimento considerado insuficiente.o reconhecimento de provisões.que o desembolso ainda não ocorreu. do realizável a longo prazo.a apresentação de demonstrações contábeis consolidadas. em obediência ao princípio contábil da competência. Os exames acim a. respectivam ente. IV . d) tem por finalidade. diretores e sociedades coligadas ou controladas. nesse caso.^--^éÇNlCÃjè'cÇ>E^^ÚÇ>IT!pRÍ ■:■ :' Comentários: A alternativa "b"está certa. caso seja incorretamente calculada. dos passivos. dos investimentos. II . do patrimônio líquido. do imobilizado. do patrimônio líquido. A provisão para contingências a) somente pode ser constitufda se a companhia apresentar iucro no exercício. do imobilizado.TCE A C/2009) Os exames q ue precisam ser feitos ao se aud itarem as dem onstrações contábeis incluem I . dar cobertura a despesas cujo fato gerador já ocorreu embora não tenha havido. do patrimônio líquido. Ciências Contábeis -. na o rdem em q u e são listados.a classificação dos créditos de acionistas. dos investimentos. ter a diferença estornada pela companhia na conta de lucros acumuiados-ajuste de períodos anteriores. c) de estoques. dos investimentos.A 05 . dos passivos. E S (FCC/TCM-PA/Técnico d e Controle Extern o/2010) Um dos deveres do a u d ito r indepen­ d en te é avaliar as estim ativas relativas à provisão para contingências. "d" e "e" estão erradas. a provisão deve ser reconhecida (princípio da competência). mesmo que o valor seja difícil de calcular. correspondem. ocorrer. já . caso contrário. c) deve ser registrada pela companhia. do imobilizado. b) de estoques. dos passivos. GABARITO 01 . deve verificar a exatidão dos cálculos feitos e inspecionar os documentos utilizados.B 06 . de estoques.CAPÍTULO 14 E B (CESPE/ACE Espec. ainda. as alternativas "a" "c".a definição de uma despesa como custo ou gasto nos resultados do exercício. eia não deverá ser constituída.C 03 . o auditor ao auditar a conta de PDD.f1 4 :. e) de estoques. do realizável a longo prazo.C 07 . . Comentários: Quando a chance de um ou mais eventos futuros ocorrer é maior do que a de não a obrigação presente é considerada com provável saída de recursos e. o correspondente desembolso.B EXERCÍCIOS .D 02 . às auditorias a) das despesas antecipadas.c 04 . e) raramente influencia o resultado do exercício.

U n ipam p a/2009) A au d ito ria deve envolver exames específicos d e cada um dos grupos de contas das dem onstrações financeiras. Na aud ito ria das receitas. juígue as afirmativas como certo ou errado. assim como contratos d e financiam ento ou parcelam ento de dívidas. é a circuiarização dos consultores jurídicos. E B (CESPE/Analista Judiciário . (CESPE/Auditor .TJDFT/2008) Na aud ito ria das contas do patrim ôn io iíquido. B I No caso das despesas com seguros.: : ■ . in d epen den tem en te da sua frequência. o cham ado corte (c u t-o ff) consiste em escolher uma d ata em que os registros contábeis e os auxiliares. o a u d ito r deve exam inar a correta contabilização dos dispêndios nos grupos d e realizável a curto e longo prazos. consultam-se.TJDFT/2008) Na a u d ito ria de estoques. deve ser incluída a confirmação de que as m ercadorias vendi­ das em troca d e outras m ercadorias da mesm a natureza ou va io r foram contabilizadas como receitas. bem com o os d ocum entos com eles relacionados. A respeito desse assunto/ julg ue os itens a seguir. Q 8 (CESPE/Analista Judiciário . Trata-se d e um pro ced im en to especialm ente indicado nos casos em q ue os registros estão atrasados e as m ercadorias em trânsito não estão segregadas. mg/m H jj] (CESPE/Analista de Controle Externo ~ TCU/2008) Na verificação d e eventuais ônus sobre imóveis de p ropriedade da e n tid a d e a u d ita d a . ano tan do as últim as entradas e as últim as saídas. | j | j | Para a verificação da confiabilidade das despesas com as vendas. certidões atualizadas do registro d è imóveis. i f l l O a u d ito r deve garantir que as contas d e resultado sejam com preendidas d e form a isolada das contas de patrim ônio. recom enda-se a aplicação de testes ou am ostragem . re flita m o le v an tam e n to do inven tário.Davi. contratos de com pra e venda ou d e fi­ nanciam ento desses bens. E S A aud ito ria das disponibilidades tem p or o bje tiv o d ete rm in a r se os títu lo s d e p ro pried ade do capitai social foram adeq uad am ente autorizados e emitidos. dados o seu caráter recorrente e a q uantidad e de operações.Barreto e'Fernando Graeff. Esse processo tem por finalidad e assegurar que a m ovim entação de ú ltim a hora dos estoques não a fe te a integridad e do inventário. o a u d ito r deve proceder ao corte.C o n tab ilid ad e . em relação às provisões registradas. E S O a u d ito r deve verificar se as receitas operacionais envolvem apenas os eventos rela­ cionados com a ativid ade da em presa. é suficiente exam inar as fichas do livro razão de cada conta.Seb rae/2008) Antes d e iniciar o trabalh o. e ntre outros docum entos. que consiste em verificar os controles sobre os estoques que vão ser inventariados. na íntegra. gTgj Um a das form as de o aud ito r o b te r confirm ação independente.AUDITORIA . iTEl (CESPE/Analista Técnico UAUD . . Para as questões 09 a 14.C ontabilidade .

como. b} analisar individualmente o máximo possível a carteira de clientes da empresa e tirar suas con­ clusões pessoais.C ontabilidade . d) efetuar testes globais sobre o saldo de clientes. 70% d e seus produtos a prazo e possui cerca d e 5 m il clientes. p or m eio d e um a listagem de dividendos. medindo tendências e probabilidades de perdas.Receita F ederal/2002) O aud ito r. O perfil de seus clientes é o de pessoas q ue possuem renda fa m ilia r d e a té 10 salários-mínimos. M iudezas vende. incluem. é com um o a u d ito r contar com o concurso d e avaliadores especializados. Ativo Realizável a Longo Prazo. e) estabelecer um valor adicionai de provisão para cobrir perdas prováveis.SEFAZ SP/2009) A inspeção física. o aud ito r deve a) circularizar um percentual significativo de clientes. (CESPE/Auditor de Contas Públicas CGE PB/2008) Os procedim entos adotados para colher evidências sobre os valores constantes das dem onstrações contábeis. (B ss (CESPE/Analista Judiciário: Área Adm inistrativa . aplicação de questionários. inspeção dos documentos concernentes à autorização da transação. em m édia. o fundo de comércio.\ Cap. Na análise da constituição de provisão para devedores duvidosos do saldo de clientes da Cia. no caso d e atualização e capitalização do saldo d eved or de um a obrigação d e longo prazo. com as respectivas autorizações dadas em atas de reuniões d e d ire to ria ou d e assembleias d e acionistas. é p rocedim ento básico d e au d ito ria aplicável à verificação em conta do: a} b) c) d) e} tn Ativo Circulante. Passivo Circulante. p or meio da contagem d e num erário. a a} b) c) d) e) confirmação com terceiros.' Í 4 -T É C N IC A S ' DE AUDiTORlA EM ÁREAS ESPECfFiCÁS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS m (CESPE/Analista Judiciário: Ãrea Adm inistrativa . S S (ESAF/APOFP . para p e rm itir ao a u d ito r realizar o m aio r n úm ero possível d e procedim entos antes da apuração do resultado e do encerram ento do exercício. IS (ESAF/AFRFB . conferência de cálcuios.C ontabilidade -T S T /2 0 0 8 ) Na auditoria para apuração do va lo r real do p atrim ôn io líquido. p or exem pio. (ESAF/AFRFB . c) segregar a carteira de clientes em função de períodos de contas vencidas.TST/2008) É recom en­ dável q ue o inventário seja realizado posteriorm en te à data d e levantam ento do balanço. Esse tra b a lh o deve incluir tam bém a avaliação dos intangíveis. confere a exatidão dos valores d e pagam entos desses. Patrimônio Líquido. Esse procedi­ m en to chama-se: a) inspeção b) observação . realização de entrevistas com os responsáveis peío setor competente.Receita F ederal/2002) A Cia. M iudezas. de modo que não afete o fluxo de caixa projetado. questionando quanto à posição em atraso e suas justificativas. Ativo Permanente. uma vez que as perdas efetivas do setor variam de 5 a 10% das vendas.

o a u d ito r deve efetuar o cut-off para: a) determinar o momento em que os registros contábeis auxiliares. neste caso o aud ito r falh ou em: a) confiar demasiadamente no sistema da empresa. apresenta um saido d e $ 1 0 .c) investigação d) cálculo e) confirmação amm | £ ] (ESAF/AFRFB - Receita Federai/2002) D urante o acom panham ento de um inventário físico de estoques. bem como os documentos com eles relacionados.00 0 e $ 5. e o a u d ito r constata que o livro contábil. e) comprovar que os documentos de compras de mercadorias estão suportados por documentação suporte às necessidades da empresa. c) total das despesas de seguros. respectivam ente. Se os saldos iniciais de custo do bem e da depre­ ciação acum ulada eram de $ 10 . c) Aprovação formal dos descontos concedidos. d) do saldo contábil do ativo imobilizado. c) não verificar os itens totalmente depreciados.5 00 como depreciação acum ulada. b) das despesas antecipadas.00 0 para o custo do im o bilizado e $ 5 . c) determinar o momento em que as três últimas compras e as três últimas vendas de mercadorias ocorreram durante o inventário.SEFIN N a tal/2001) Assinale a opção que não representa um fa to r im p ortan te na avaliação dos controles internos do ciclo de vendas e contas a receber. EB (ESAF/Auditor-Fiscai da Previdência Social a) da existência física do ativo imobilizado. b) comprovar que efetivamente todos os itens a serem inventariados estão adequadamente acondicionados no almoxarifado da empresa. sabendo q u e a taxa d e depreciação de um d ete rm in a d o grupo de im o bilizado é d e 1 0% ao ano e q u e não ocorreram adições ou baixas no período sob exam e. e) do Patrimônio Líquido. a) Análise de crédito anterior ao faturamento. para a auditoria de demonstrações contábeis. d) comprovar que os procedimentos adotados peia administração para a contagem de estoques são adequados às práticas usuais. e) não considerar a adição de um novo imobilizado. AFPS/2002) Para determ inação da suficiên­ cia de cobertura de seguros para ativo im obilizado deve-se proceder ao confronto da cobertura da apólice com o valor: (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . d) não verificar os itens reavaliados do imobilizado. El (ESAF/AFRFB - Receita Fed eral/2002) Um aud ito r. b) confiar que a taxa de depreciação era de 10% ao ano. . e fe tu a um cálculo global d e despesa de depreciação no v a lo r de $ 1. e) Acompanhamento independente das metas de vendas.0 00 . no final do exercício.000. b} Segregação de funções de vendas e análise de crédito. d) Conferência independente dos pedidos de vendas. refletem o levantamento do inventário.

um dos procedim en­ tos mais eficientes para confirmação da quantidad e física representativa dos estoques constantes no balanço a ud itad o seria: a) realizar inventário físico no final do período para confirmação das quantidades.TÉCNICAS . sendo de­ sobrigado de acompanhar o inventário físico em qualquer situação." Cap.SEFIN Natai/2001} O procedim ento de auditoria independente que consiste na obtenção d e informações ju n to às instituições que em ­ prestaram recursos financeiros à entidade auditada é denom inado: a) b) c) d) e) revisão analítica testes de observância investigação e confirmação eventos subsequentes carta de gerência (ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais .SEFIN N atal/2 0 0 1 } Um funcionário da entidade auditada. apresentando as divergências para que a empresa possa reaiizar os ajustes e elaborar as demonstrações contábeis. d) a reciassificação para o ativo imobilizado juntamente com o bem. O valor do bem e do softw are foram destacados na nota fiscal. b) quando o vaior dos estoques for expressivo em relação à posição patrimonial e financeira da empresa. o aud ito r deve recomendar a) sua ativação no investimento para poder mensurar o seu retorno. constatou que a licença para uso de um software. ESPEÇÍFJCAS DÁS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS .DE. (FCC/Contador . será detectado nos exames de auditoria de pagamentos subsequentes. A U DITpR iA EM ÁREAS. b} a vaiidação do procedimento em decorrência de poder identificar a parcela do imobilizado e a parte referente ao ativo intangível. quando a empresa for industrial elaborando os ajustes necessários nas demonstrações contábeis. foi contabilizado no Intangível.ARCE CE/2006) Ao realizar auditoria em empresa comercial. e) confirmar que os ajustes apurados no inventário físico tenham sido contabilizados.A. T4 . constitui uma das hipóteses de emissão de opinião com ressalva. em conluio com o fornecedor. (FCC/Técnico Superior de Análise Contábil . . o auditor deve acompanhar o inventário físico executando testes de confirmação das contagens físicas e procedimentos complementares necessários. c) acompanhar e colaborar na execução do inventário físico. usado ou vendido somente com esse equipam ento. .PGE RJ/2009) O a ud ito r da Empresa AvaGeral S. destinado a m ovim entação de robôs de solda d e produtos fabricados pela empresa. e) que o valor seja contabilizado como despesa por não ser possível calcular o retorno a ser ge­ rado. d) proceder ao inventário físico.SEFAZ PB/2006) Em relação ao Inventário Físico de Estoques a ser realizado pelas empresas. (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual . o auditor externo percebe que o sistema de custeio da empresa não g arante a apropriação dos custos nos estoques e a sua transferência para resultado adequadam ente. será detectado nos exames de auditoria de "circularização" de fornecedores. visto não trazer benefícios futuros. será detectado no acompanhamento do inventário físico de estoques.. Esse fato: a) b) c) d) e} constitui uma limitação inerente dos sistemas de controles internos. nem controla a quantidad e física destes bens. realizou pagam entos por serviços não prestados.. é responsabilidade do auditor: a) sempre acompanhar e apücar testes que confirmem a existência física dos elementos registrados nas contas contábeis da empresa auditada. c) que o vaior seja contabilizado no resultado. Com relação a esse fato. Estando com o tem po lim itado.j ^ ^ | | (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais .

Dessa forma. Na obra "Por Dentro das Fraudes: como são feitas. por exemplo). (FGV/SEFAZ RJ . a que será fiscalizada. Se. p orventura.Fiscal de Rendas/2008) O controle intern o é m u ito im p ortan te para a auditoria. c) somar o valor do estoque inicial. e) somar todas as quantidades das notas fiscais de compras de mercadorias e subtrair todas as quantidades de mercadorias das notas fiscais de vendas. b) determinação dos riscos relacionados a esse bem. o autor comenta um caso de fraude conhecido como emissão de "notas fiscais cauçadas". apurar o good will. uma vez que. com valor menor. a possibilidade de ocorrerem fraudes é maior. como evitá-ias". em um segundo momento. Quando isso não é possível. pelo menos." Considerando a situação exposta. são extraídos documentos fiscais a serem entregues ao comprador/tomador. completa sua via com uma quantia menor. para cobrir os custos da operação e manter o prestador de serviço/vendedor. (NCE UFRJ/Auditoria-Geral do ÍV1S/2004} Uma técnica d e auditoria ind epen den te chamada de cut-off é utilizada. A fim de reduzir a carga tributária. como denunciá-las. o contratante recebe sua via com o valor correto. esses controles inexistirem ou falharem (risco inerente ou de controle). preenche a nota com montantes diferentes: a via entregue ao contratante com o valor total. menos as devoluções de compras e menos o estoque finai. c) determinação do objeto de auditoria . e) elaborar o planejamento fiscal visando pagar menos tributos. com base nele. coloca-se algo entre a primeira e as demais vias (uma prancheta de madeira. em condições de funcionamento d) confrontar o valor praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados em outras operações similares e) confrontar o vaior praticado pelo prestador de serviço/vendedor na operação analisada com os valores praticados por concorrentes m (FGV/SAD-PE .AUDITORIA . d) proceder o custeio para a empresa de forma a apresentar o vaior e a quantidade a ser consi­ derada nas demonstrações contábeis. vendedor e comprador às vezes ajustam um valor menor a ser registrado no documento fiscal. Esse o bjetivo está diretam ente ligad o à: a) determinação qualitativa do bem. dependendo dos tributos e da esfera de governo. Como o preenchimento costuma ser simultâneo (com folhas carbonadas). controlando as últimas entradas e saídas de estoques. ficando as demais vias no talonário para fins de registro e fiscalização por parte do governo.Analista de Controle interno: Finanças Públicas/2008) Um o bjetivo comum no exame de qualquer tip o d e a tivo é a verificação d e que os valores representados são exatos. será determ inad a a quantidad e d e testes (subs­ tantivos) a serem aplicados. e o fraudador. “Por ocasião do faturamento de bens e serviços. obtendo a quantidade. assinale o procedimento que menos contribui para detectar esse tipo de operação. mais as compras. calcular o valor de reserva de reavaliação. para a) b) c) d) apurar o patrimônio iíquido. unilateralmente. efetuar inventários.Davi Barreto e Fernando Graeff b) realizar o procedimento da circularização junto a fornecedores para confirmar as quantidades fornecidas. a) confrontar (correlacionar) a documentação do tomador do serviço/comprador com a documen­ tação do prestador de serviço/ vendedor b) somar atentamente as notas fiscais emitidas pelo prestador de serviço/vendedor c) verificar se valor faturado (emitido) é suficiente. entre outros. o vendedor.

d) inspeção de documentos. salários a pagar. e) Efetuar a círcularização dos bancos para obter os extratos na data do vencimento da fatura e realizar o cálculo das provisões contábeis no Contas a Receber. b} Verificar a composição analítica do saido contábil do Contas a Receber e o extrato bancário com o correspondente crédito na data do vencimento da fatura. b) contagem física de títuios com o saldo da conta de investimentos. durante a auditoria. Não é exem plo desse confronto: a) contagem de caixa com o saldo do razão geral. folha de pagamento. | ^ | (Cesgranrio/Analista de Ciências Contábeis . fornecedores a pagar. com o o bjetivo de detectar desfalques ou registro inadequado de ativos. d) Realizar inventário físico do estoque para verificar a saída do bem da empresa. b) confirmação com terceiros. c) contagem física. e) determinação da amostra para fins de inspeção física. para confirm ar as contas a receber de clientes. e entrevistar os funcionários do Financeiro e da Contabilidade. e) verificação dos documentos originais. verificar a movi­ mentação contábil do saldo das contas Estoques e Contas a Receber. m (Cesgranrio/Analista de Ciências Contábeis . d) inventário físico dos bens em estoque com o razão geral da respectiva conta. (Cesgranrio/Auditor Júnior . periodicam ente. c} Realizar entrevista com um funcionário da contabilidade e verificar o fluxo de caixa da compa­ nhia. sejam confrontados com os registros da contabilidade. bens do Ativo Imobilizado. e) inventário do ativo imobilizado com o saldo das vendas efetuadas. c) saldo da conta corrente bancária com o saldo do extrato enviado pelo banco. quais procedimentos de auditoria podem ser utilizados para verificar se as vendas realizadas foram provisionadas contabilm ente como valores a receber e se a quitação ocorreu conform e os valores e os prazos envolvidos? a} Fazer a contagem física do Caixa na data do vencimento da fatura e a revisão analítica do saldo contábil da conta Bancos.: Cap. o aud ito r deve a d o tar o procedim ento da a) conferência de cálculos. contas a pagar a fornecedores e empréstimos a pagar. Nesse enfoque. identificou que a contabilidade não registra a venda d e mercadorias no .Decea/2009) Entende-se que os procedimentos d e auditoria representam um conjunto d e técnicas que o aud ito r utiliza para apurar as evidências sobre as informações das demonstrações financeiras.Analista Legislativo: C ontabilidade/2008) Na empresa é neces­ sário que. 14 -TÉ C N IC A S DE AUDITORIA EM ÁREAS ESPECÍFICAS DAS DEMONSTRAÇÕES CONTÁBEIS d) determinação da existência quantitativa do bem.Capes/2008) O procedim ento denom inado Confirmação com Terceiros deve ser u tilizado para a verificação do elem ento a) b) c) d) e) dinheiro em c a ix a . |?!jj§ (Cesgranrio/Técnico d e Defesa Aérea: Área Contábil . os ativos sob a responsabilidade de empregados.Capes/2008) Um aud ito r externo. | j f § (FGV/Senado Federal .Petrobras/2008) Em um teste no processo de contas a re­ ceber de cüentes.

m (Cesgranrio/Contador -Term oaçu /2007) O procedim ento técnico u tilizado pelos auditores para certificar-se dos saldos bancários constantes no balanço das empresas é denom i­ nado a) b) c) d) e) cálculo inspeção contagem confirmação revisão analítica 19 (Cesgranrio/Analista em A uditoria . dos saldos de fornecedores.MPE RO /2005) O procedim ento técnico de confir­ mação NÃO se aplica nos exames de auditoria: a) b) c) d) e) de cobertura de seguros.MPE RO/2005} Quais os principais testes de auditoria dirigidos para os saldos da conta Caixa? a) b) c) d} e) Superavaliação e inspeção física. b) Estabelecer uma data íimíte dentro do mês e. que procedimento o auditor deve efetuar? a) Enviar para os clientes carta de confirmação e. Subavaliação e confirmação de saídos. a partir dessa data. Inspeção. Confirmação.MPE R O /2005) Qual o p ro cedim ento técnico u ti­ lizado pelo a u d ito r para certificar-se dos saldos das depreciações dos bens do Ativo Im obilizado? a) b) c) d) e) Cálculo. de passivos contingentes. Inspeção documentai e inspeção física.246 •A U D ITO RIA- Davi Barreto è Fernando Craeff período de sua com petência em função d e atraso no envio das notas fiscais por parte do setor em itente. da reavaliação de Imobilizado. Superavaliação e confirmação de saldos. Neste caso. m (Cesgranrio/Analista em Auditoria . . dos saldos de clientes. m (Cesgranrio/Analista em Auditoria . Subavaliação e inspeção documental. d) Obter na data do balanço o número da última nota fiscal emitida junto ao setor emissor e veri­ ficar se essa nota e as de numeração anterior foram registradas nas demonstrações financeiras sob exame. se for o caso. Observação. e) Realizar um cut-off nas notas fiscais emitidas pelo setor emissor e anaiisar cada nota fiscal emitida após esse procedimento. após a resposta. passar a considerar as vendas como se fossem de outro mês. conferir se as datas das vendas confirmadas pelos clientes são iguais às lançadas na contabilidade. identificando o caminho seguido e corrigindo o fluxo. Revisão Analítica. alterando as datas dos registros quando detectar que foram lançadas depois das vendas realizadas. c) Conferir cada nota fiscal emitida a partir do dia 25 de cada mês com os registros realizados na contabilidade.

DEMQNSTRÁÇÒES CO iAÀBEIS (Cesgranrio/Contador .B 35 .C 2 6 -8 29 .Certo 12 .A 30 .Certo 06 .í . í .Errado 10 .Errado 05 — Certo 08 .C 31 .D 24 .Errado 11 .A 27 .D 33 .E 02 . conferência de cálculos.D 39 .C 23 .Errado 09 .C 20 .E 04 — Certo 07 . títuios e bens do Ativo im obilizado é a: a) b) c) d) e) confirmação com terceiros.Errado 15 . Ç a p .B 32 .D 21 .A 40 .Certo 13 .B 28 .B 36 .Fenig/2005) O procedim ento d e auditoria mais adequado para exam inar dinheiro em caixa. GABARITO 01 .T É Ç N l i C A 5 ^ D A S . inspeção de documentos. estoques. : i 4 .A 22 .D 38 — E .Errado 03 . correlação de saldos.E 25 .E 34 .A 14 ~ Errado 17 .C 37 .A 19 . contagem física.E 18 .Certo 16 .

Parte QUAIS SÃO OS RESULTADOS DA AUDITORIA' .

Dessa forma. para formar essa opinião. o relatório dirá se as demonstrações contábeis auditadas encon­ tram-se. o auditor deve concluir se obteve segurança razoável sobre se as demonstrações contábeis tomadas em conjunto não apresentam distorções relevantes. com a respectiva fundamentação* deve ser expressa claramente por meio do relatório de auditoria. O relatório de auditoria2 é o produto final da auditoria que deve conter a opinião do auditor. No entanto. que atendam as normas emitidas pelo CFC e. de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Essa opinião. e • as práticas (formalizadas ou não formalizadas) adotadas pelas entidades em assuntos não regulados. o auditor deve formar sua opinião sobre se as demonstrações contábeis são elaboradas.231/09: NBC TA 700 . Essa forma de distinção. sobre se as demonstrações contábeis (que inclui as respectivas notas explicativas) são elaboradas. • as Normas Brasileiras de Contabilidade. . deve formar uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis. Resolução CFC no 1. note que se trata apenas de uma mudança de nomenclatura (de "parecer" para "relatório").Capítulo RELATÓRIO COM OPINIÃO DO AUDITOR INDEPENDENTE' De acordo com as normas do CFC. em consonância com as normas contábeis internacionais. Assim.Formação da Opinião e Emissão do Relatório do Auditor Independente sobre as Demonstrações Contábeis. sendo que os objetivos continuam os mesmos. O auditor. não é mais usada. em todos os aspectos relevantes. por conseguinte. O termo "parecer" era utilizado pela NBC T 11. então. as interpretações e as orientações emitidos pelo CPC e homologados pelos órgãos reguladores. independentemente se causadas por fraude ou erro. em todos os aspectos relevantes. com as novas normas. com o intuito de diferenciar o produto final do trabalho do auditor independente dos relatórios emitidos por outros profissionais. em todos os aspectos relevantes. de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. emitidas pelo CFC. de acordo com as práticas contábeis brasileiras. • os pronunciamentos. que compreendem: • a legislação societária brasileira. com base na avaliação de suas conclusões fundamentadas nas evidências de auditoria obtidas durante seu trabalho.

incluindo o título de cada demonstração contábil. de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. são apro­ priadas e consistentes com a estrutura de relatório financeiro aplicável. é apropriada. cujas demonstrações contábeis estão sendo auditadas.' comparáveis e compreensíveis. Caso o auditor esteja satisfeito quanto à apresentação das demonstrações con­ tábeis. Por expressar a opinião definitiva do auditor. . e (e) a terminologia usada nas demonstrações contábeis. uma noção exata dos trabalhos que realizou e de suas conclusões. A quem se destina o relatório de auditoria? O relatório do auditor independente é normalmente endereçado às pessoas para quem o relatório de auditoria é elaborado. o auditor pode emitir uma opinião não modificada sempre que enten­ der que a análise de todos esses elementos revela a adequação das demonstrações contábeis auditadas.mm AUDITORIA . (c) as informações apresentadas nas demonstrações contábeis são relevantes. de uma forma clara e objetiva. o relatório somente pode ser emitido após o término dos trabalhos de campo. financeira e o resultado da empresa auditada. 3 Também pode ser denominado como "parecer sem ressalvas" "parecer iimpo" ou "parecer padrão". confiáveis. e julgue que estão elaboradas. frequentemente para os acionistas ou para os responsáveis pela governança da entidade. o relatório deverá dizer se as demonstrações financeiras tomadas em conjunto representam efetivamente a situação patrimonial. Em outras palavras. em todos os aspectos relevantes. o relatório não pode ter data anterior à data em que o auditor independente obteve evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar a sua opinião sobre as demonstrações contábeis. Um relatório com opinião não modificada deve incluir uma avaliação se: (a) as práticas contábeis utilizadas estão adequadamente divulgadas. deverá emitir uma opinião não modificada. aos interessados. Portanto. também chamada de opinião sem ressalvas3. formada com base nas evidências colhidas ao longo da auditoria. que proporcione. (d) as demonstrações contábeis permitem que os usuários aos quais são des­ tinadas entendam o efeito de transações e eventos relevantes. (b) as estimativas contábeis feitas pela administração são razoáveis. A emissão do relatório deve refletir o entendimento do auditor acerca dos dados em exame.Davi Barreta e Fernando Graeff ■ Enfim.

. .dérnoristráç^s.A. . Parágrafo introdutório -> nele deve ser identificada a entidade cujas de­ monstrações contábeis foram auditadas. . contendo o nome e o número de registro cadastrai da empresa no Conselho Regional de Contabilidade./á^eiabpraçãqJ • ^<•àê. A descrição deve incluir uma explicação de que a administração é respon­ sável pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável e pelos controles internos necessários para permitir a elaboração de demonstrações contábeis que não apresentem distorção relevante. afirmado que essas demonstrações foram auditadas. assim como o resumo das principais'práticas contábeis e derriais notas expjicatiyas..é Yesponsávei pela elaboração1e. ÍS . Em presa de Auditoria . Exemplo: v..y. determinou'çomp'. Destinatário deve ser devidamente endereçado aos interessados. Exemplo: Examinamos as demonstrações contábeis da Companhia ABC. e pelo responsável pela empresa de auditoria.açorâq-'TOm.'ãs^práticasjcontábeÍ8-'-áà’^á^\:bQ:.á^.pára. que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 20X1 e as respec.permitir. .iGon]tóbeis\. .::confábéis•'i|vrês^de^'distórçâqvrè^eyarite^^ndepe^dèhtem^te^. feito referência ao resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas. &\ pelos rçontroles internos qué eia. há dois casos de interesse de acordo com quem executa a auditoria: um auditor independente pessoa física ou uma empresa de auditoria. adequada apreséritaçâd ::. identificado o título de cada demonstração que compõe as demonstrações contábeis. Auditor Independente Pelo contador responsável peios trabalhos e deve conter seu número de registro no Con­ selho Regiona! de Contabilidade. . necessários.d ’essas.-:de^onàtrã^es._ Cap. conforme exigido pelas circunstâncias do trabalho. ■ • ' .caixa para o exercício findo' naquela:data. / " . e especificado a data ou o período de cada demonstração que compõe as demonstrações contábeis. Seção sobre a responsabilidade da administração sobre as demonstrações con­ tábeis Essa seção do relatório do auditor independente descreve a responsabilidade dos responsáveis na organização pela elaboração das demonstrações contábeis.Brâ4ií/. : .erro. independentemente se causadas por fraude ou erro. : : \ Pelo contador responsável pelos trabalhos com o respectivo registro no Conselho Regional de Contabilidade. das mutações do patrimônio iíquidò è dos fluxos de . admínisíraçâo da Companhia. •V . ^ 'r . : Quem assina o Relatório? No que se refere às assinaturas que constam no relatório. . Y .tivas demonstrações do resyltado.RELATÓRIO COM O PiNiÂO DO AUDITOR INDEPENDENTE.'J! ca|^dav::•' por fraude óu . Como é a estrutura de um relatório? Título -> deve ser identificado claramente que se trata de um relatório de auditoria independente. • • ■ • .

deve ainda ser descrita a execução da auditoria especificando que: • envolve a execução de procedimentos para obtenção de evidência de audi­ toria a respeito dos valores e divulgações nas demonstrações contábeis. e . a avaliação da adequação das práticas con­ tábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela administração. Acreditamos .causada.:r^<^biiidade=vda8-. ..riscos. independentemente se causadas por fraude ou erro. vbern. de obter segurança ràzoáve! de que as demonstrações contábeis . / .as riormas:bràsifeirais'e. O relatório do auditor independente deve explicar. ' ' ' ' '■ -.pefà':'-Vadrnjnistraçãq.'. inclüindo . a evidência deauditoria obtida é suficiente.estão livres de distorção relevante. O s procedimentos selecionados dependem . para fundamentar .aüd!toria :qué são .porfraudeou-erro^-N èssa\ avaliação. e apropriada:.que. bem como a avaliação da apresentação das demonstrações contábeis.' v ? .. . planeje e realize a auditoria para obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis não apresentem distorção relevante..e.ümá aúdj. Exemplo: N ossaresponsabiíidadeé.à.exigências. tomadas em conjunto.da.apropriados :. O relatório do auditor independente deve especificar se o auditor acredita.> como a "avaliação.-estimativas-cohtábeié‘í!feitàs'.m as-:n ão p ara-fin s íd e e x p re ssa ru rn a -o p in iã o so b re -a e tica cia d e sse s: v contróles internos...práticas:. útiiizàdas:. . • .independentemente.apresentados nas.. que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar a sua opinião.os . Uma auditoria envolve a:..contábeis .a avaliação ' dos riscos de :distorçãor relevante nas -dernonstrações. relevantes" para à. « os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor.oàuditor-Considera. O relatório do auditor independente deve especificar que a auditoria foi condu­ zida em conformidade com as normas brasileiras e internacionais de auditoria.:a aváliação. nossa opinião.elaboráçãq e adèqüàda apresentação das demonstrações coh:.exeçução'dé. Barreto e Fernando GráeffA:.tomadas em conjunto.n ascircu n stâ n cia s.da. demonstrações contábeis.adeexpressarüm à-opiniãosobre.adequação y.toria'incíuí1tBmbém.AUDITORIA Davi..ternácionaís de auditoria.iri.planejar:. Seção sobre a responsabilidade do auditor e extensão da auditoria -> O relatório do auditor independente deve especificar que a responsabilidade do auditor é expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis com base na auditoria.'Gompanhia para.d. internos. ' • _ .osçontroies. ' •/. in­ cluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações contábeis. . . que essas normas requerem que o auditor cumpra as exigências éticas.procédimentds selecionados para obtenção.:das <demor)stràções . conduzida clè acordo còm.tábeis: da. Nessa seção.do julgamento dò auditor. também..dasí. contábeis.prõcedírnentqs xje..essasdem ónstfaçõescontábeisi com base em nossa auditoria'. • a auditoria inclui.auditorès e que a auditoria-seja planejada e executada com b objetivo. s é .. V ^ " :'' • . Essa s normas requerem ò cumprimento de.éticas pelòs.apresentação. .dá Companhia! . também. contábeis.de evi­ dência-a respeito dos vàiores e divulgações.

cbDtábèis.nq. . legais.aá praticas •cpntábeis'-.Êosi^q.• exercício findo.. A seção do relatório sobre outros requisitos legais e regulatórios deve ser apresentada após a seção que cobre as demonstrações contábeis.. de acordo com .. no final do documento devem ser apostos o local. elas devem ser tratadas em uma seção separada com o subtítulo “Relatório do auditor independente sobre outros requisitos legais e regulatórios”. regulatórias etc. de dezetribro de 20X1. .açimá réfèirá^ ern.. data e assinaturas Outras responsabilidades relativas à emissão do relatório de auditoria Se for requerido ao auditor tratar no seu relatório de auditoria de outras responsabilidades. o parágrafo introdutório. o desempenho de suas-operações è os. Nesse caso.ádptádas. seus fluxos^dé çáixapára ò . as démon^traçõés.Seção com a opinião do Auditor trações contábeis.á. em relação às demonstrações contá­ beis.’0 Por fim. ou outro título apropriado. a data e as assi­ naturas: A seguir. Exemplo: expressa a opinião sobre as demons­ 'Ém nossa opinião. complementares à sua responsabilidade (de emitir uma opinião sobre essas demonstrações). naqueia data.r toçiqs os aspectos relevantes.patrí^^^ . as seções sobre as responsabilidades do auditor e da administração e a opinião do auditor devem ser incluídas no subtítulo “Relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis”. esquematizou-se de um relatório padrão (sem ressalvas): _______ Titulo_______ Destinatário Parágrafo Introdutório Seção sobre a responsabilidade da administração Seção sobre a responsabilidade do auditor e a extensão da auditoria Seçao sobre a opinião do auditor Locai.

individualmente ou em coniunto. se houver. ou seja. sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes e aeneraüzadas. são relevantes. em todos os aspectos relevantes. ainda. quando o auditor entende que as demonstrações contábeis são adequadas e não apresentam distorções relevantes. ♦ não é Dossível obter evidência aoroDriada e suficiente Dara suoortar a opinião de auditoria. uma opinião com ressalva ou uma opinião adversa ou.Davi Barreto e Fernando Graeff 15. se abster de opinar. » as distorções existentes. mas não aeneraíizados. e o grau de disseminação (generalizada ou não generalizada) dos efeitos ou possíveis efeitos sobre as demonstrações contábeis. se apesar de elaboradas de acordo com a legislação específica apli­ cável. para se determinar o tipo de opinião. com base em evidência de auditoria obtida. mas não aeneraüzadas nas demonstrações contábeis: ou • não é Dossível obter evidência a o ro D ria d a e suficiente de auditoria oara suportar a opinião do auditor. . que as demonstrações contábeis tomadas em conjunto apresentam distorções relevantes. quando: • concluir.232/09: NBC TA 705 . Ademais. dependendo dos requisitos da estrutura de relatório financeiro aplicável e como o assunto é resolvido. ou • não conseguir obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para concluir se as demonstrações contábeis tomadas em conjunto não apre­ sentam distorções relevantes. mas se conclui que os possíveis efeitos de distorções não detectadas. além de uma opinião sem ressalvas. de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. De acordo com a situação o auditor poderá emitir.1. as demonstrações contábeis não estiverem claras o suficiente. Opinião Sem ressalva Com ressalva Quando é cab íve!? • as demonstrações contábeis estão elaboradas. individualmente ou em coniunto. No entanto.Modificações na Opinião do Auditor Independente. emitir uma opinião diferente da sem ressalva. deve determinar se é necessário modificar a opinião no seu relatório de auditoria. * as distorções existentes. o auditor deve modificar sua opinião. em suma. são relevantes e qeneralizadas para as demonstrações contábeis. MODIFICAÇÃO DE OPINIÃO4 A discussão até esse ponto se deu em tomo de relatórios de auditoria com opinião não modificada. 4 Resolução CFC n° 1. se houver. mas se conclui que os possíveis efeitos de dis­ torções não detectadas. sobre as demonstrações contábeis poderiam ser relevantes.AUDSTORIÁ . basta saber a natureza do assunto que gerou a modificação (exis­ tência de distorções relevantes ou impossibilidade de obtenção de evidências). A dversa A bstenção de opinião É importante observar que. no caso de opinião modificada. o auditor deve discutir o assunto com a administração e.

por exemplo. Natureza do assunto que gerou a m odificação . retirado da NBC TA 705. ao modelo de relatório padrão visto nas páginas an­ teriores. como. o auditor deve comunicar o assunto aos responsáveis pela governança (a menos que todos aqueles responsáveis pela governança estejam envolvidos na administração da entidade). o auditor independente deve determinar se é possível executar procedimentos alternativos para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. . “Base para opinião adversa”. seja relacionada a valores específicos. Trata-se das situações em que o auditor se vê impedido de exe­ cutar os procedimentos para coletar evidências. que merece destaque: limitação ao alcance da auditoria. o auditor deve solicitar que a administração retire a limi­ tação imposta.Cap. ilustra como identificar o tipo de opinião a ser expressa em um relatório de auditoria. no caso em que o auditor é impossibilitado de acompanhar a realização do inventário físico nos estoques ou no caso da recusa da administração em fornecer informações (isso será visto em mais detalhes no Capítulo 21 que trata de Representações Formais). Além disso. um parágrafo contendo a descrição do assunto que deu origem à modifi­ cação. Nessas situações.. Se a administração se recusar a retirar essa limitação. Caso não seja possível. ou “Base para abstenção de opinião”. esse profissional pode emitir opinião modificada (com ressalva ou com abstenção de opinião a depender do grau de generalização do problema) ou renunciar ao trabalho de auditoria (quando praticável e possível de acordo com as leis ou regulamentos aplicáveis).V I^^® Í® vantê^m â. conforme o caso em questão.RELATÓRIO COM OPINIÃO 0 0 AUDITOR INDEPENDENTE '2 5 7 " O quadro a seguir. seja relacionada com as divulgações nas notas explicativas. : ■:''àenerâlisSadò/: ':' As dem onstrações contábeis apresentam distorções relevantes Im possibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente OPINIÃO COM RESSALVA OPINIÃO ADVERSA OPINIÃO COM RESSALVA ABSTENÇÃO DE OPINIÃO Existe ainda um caso particular. Como é a estrutura de um relatório com opinião modificada? Deve ser acrescentado.-.s -riao-"'. ■ . utilizando o título “Base para opinião com ressalva”. O auditor deve colocar esse parágrafo imediatamente antes do parágrafo da opinião. 15 .

Outra situação é quando o auditor expressa uma opinião adversa. ele deve especificar no parágrafo da opinião que. as demonstrações contábeis estão apresentadas adequadamente.258 AUDITORIA r Davi Barreto e Fernando Graeff Títuio Destinatário Parágrafo Introdutório Seçao sobre a responsabilidade da administração Seção sobre a responsabilidade do auditor e a extensão da auditoria Base para opinião modificada Seção sobre a opinião do auditor Local.. Quando o auditor expressa uma opinião com ressalva devido a uma distor­ ção relevante nas demonstrações contábeis. em sua opinião. e (c) a menos que proibido por lei ou regulamento. pois mesmo que o auditor tenha emitido uma opinião adversa ou se abstenha de expressar uma opinião sobre as demonstrações contábeis. exceto pelos efeitos do(s) assunto (s) descrito(s) no parágrafo sobre a base para opinião com ressalva. Já quando a modificação é decorrente da impossibilidade de obter evidência apropriada e suficiente de auditoria. Nesses casos. ele deve descrever no parágrafo contendo a base para a modificação as razões para quaisquer outros assuntos dos quais ele está ciente que teriam requerido uma modificação da opinião. (b) descrever a natureza da informação omitida no parágrafo contendo a base para a modificação.” para a opinião modificada. desde que praticável e que o auditor tenha obtido evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre a informação omitida. ele deve espe­ cificar no parágrafo da opinião que devido à relevância do(s) assunto(s) descrito(s) no . É preciso ter atenção. incluir as divulgações omitidas. o auditor deve: (a) discutir a não divulgação com os responsáveis pela governança. quando o auditor se abstém de expressar uma opinião devido à impossibilidade de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente. em todos os aspectos relevantes. data e assinaturas Por exemplo.. relacionada com a não divulgação de informações que devem ser divulgadas. ele deve especificar no parágrafo da opinião que devido à relevância do(s) assunto (s) descrito(s) no parágrafo sobre a base para opinião adversa as demonstrações contábeis não estão apresentadas adequadamente. Finalmente. o auditor deve usar a correspondente frase “exceto pelos possíveis efeitos do(s) assunto(s) . se houver uma distorção relevante das demonstrações contábeis. assim como os respectivos efeitos.

2.RELA TÓ RIOCOMOPINiÃODOAUDiTORIND EPEN D EN TE parágrafo sobre a base para abstenção de opinião. Tal parágrafo deve referir-se apenas a informações apresentadas ou divulgadas nas demonstrações contábeis. . Comunicação com os responsáveis pela governança Quando o auditor prevê modificar a opinião no seu relatório. segundo julgamento do auditor. Quando o auditor incluir um parágrafo de ênfase no relatório.233/09: NBC TA 706 . nesses casos. não pode expressar opinião sobre as demonstrações contábeis. também deve fazer alguns ajustes na seção que descreve sua res­ ponsabilidade.Parágrafos de Ênfase e Parágrafos de Outros Assuntos no Relatório do Auditor independente. ele deve comuni­ car aos responsáveis pela governança as circunstâncias que levaram à modificação prevista e o texto proposto da modificação. 15 . o auditor. consequentemente. quando o auditor se abstém de expressar uma opinião ele deve alterar o parágrafo introdutório para especificar que foi contratado para examinar as demonstrações contábeis. Por outro íado. ele deve: 1 2 3 4 incluí-lo imediatamente após o parágrafo de opinião no relatório do auditor usar o título “Ênfase” ou outro título apropriado inciuir no parágrafo uma referência ciara ao assunto enfatizado e à nota explicativa que descreva de forma completa o assunto nas demonstrações contábeis indicar que a opinião do auditor não se modifica no que diz respeito ao assunto enfa­ tizado 5 Resolução CFC n° 1. porém não conseguiu obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar uma opinião de auditoria. ele deve alterar a descrição de sua responsabilidade para especificar que ele acredita que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar sua opinião modificada. Quando o auditor expressa uma opinião com ressalva ou adversa. não conseguiu obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar sua opinião e. PARÁGRAFOS DE ÊNFASE E OUTROS PARÁGRAFOS ADICIONAIS5 O parágrafo de ênfase é um instrumento utilizado no relatório de auditoria para chamar a atenção para um assunto apresentado ou divulgado nas demonstrações contábeis que.Cap. é fundamental para o entendimento dos usuários das demonstrações contábeis. Descrição da responsabilidade do auditor quando expressa uma opinião modificada Além das mudanças necessárias no parágrafo cora a opinião de auditoria e da inclusão de um parágrafo sobre a base para opinião modificada. 15.

se o 6 Nos casos em que a estrutura do reiatórío financeiro prevista em lei ou regulamento específico não é aceitável. da auditoria. o pa­ rágrafo de ênfase tem como único objetivo chamar a atenção. Assim. se for feita divulaação adequada nas demonstrações contábeis Além da ênfase. não de ênfase. mas que o auditor entende que sejam importantes. e que de acordo com seu julgamento é relevante para o entendimento. um parágrafo de ênfase não transforma uma opinião “sem ressalvas” em “com ressalvas”.260 AUDITORIA . com efeito disseminado de forma generalizada nas demonstrações contábeis.Davi Barreto e Fernando Graeff É importante dedicar especial atenção ao item 4: a opinião do auditor não se modifica no que diz respeito ao assunto enfatizado. e não for proibido por lei ou regulamento. ele deve fazê-lo em um parágrafo no relatório de auditoria. da responsabilidade do auditor ou do relatório de auditoria. Esse parágrafo só poderá ser incluído no relatório se o auditor tiver obtido evidência de auditoria suficiente e apropriada de que não houve distorção rele­ vante do assunto nas demonstrações contábeis. como uma nova prática introduzida pelo CFC. ou continue a ter. Pois. efeito significativo sobre a posição pa­ trimonial e financeira da entidade Situações aue exiaem a inclusão do Darágrafo de ênfase Para chamar a atenção dos usuários para as divulaacões adicionais8 No caso de eventos subseauentes7 No caso de dúvida auanto à continuidade ope­ racional da entidade®. Mais detalhes sobre eventos subsequentes e suas implicações serão estudados no Capítulo 7 8 19. Se o auditor considerar necessário comunicar outro assunto. uma opinião “com ressalvas” em “adversa” etc. . com o título “Outros assuntos” ou outro título apropriado. não apresentado nem divulgado nas demonstrações contábeis. há outros parágrafos que podem ser utilizados em um relató­ rio de auditoria. antes da sua data de vigência Grande catástrofe que tenha tido. ou em outra parte do relatório. a administração deve fazer divulgações adicionais nas demonstrações contábeis necessárias para evitar que as demonstrações contábeis sejam enganosas. já o segundo se refere a outras informações não divulgadas pela administração. Mais detalhes sobre continuidade operacional das entidades serão estudados no Capítulo 20. e não modificar a opinião de auditoria. Ou seja. seria o caso de ressalva. se houvesse. pelos usuários. Circunstâncias em aue se D O de incluir parágrafo d e ênfase Existência de incerteza relativa ao desfecho futuro de litígio excepcional ou ação regulatória Aolicação antecipada de nova norma contábil (quando permitido). A diferença primordial entre o parágrafo de “Ênfase” e o de “Outros as­ suntos” reside no fato de que o primeiro se refere a informações constantes nas demonstrações contábeis ou notas explicativas. O auditor deve incluir esse parágrafo imediatamente após o parágrafo de opinião e de qualquer parágrafo de ênfase.

o relatório deve conter indicação clara da natureza do trabalho do auditor e do grau de responsabilidade que ele está assumindo. pode enfrentar diversas situações especificas. ou seja. de uma forma geral. quando apropriado. Em todos esses casos. e 2. pode ter que se pronunciar sobre demonstrações con­ tábeis comparativas. em todos os casos em que o nome do auditor esteja associado às demonstrações. se essas mudanças foram registradas de maneira apropriada e adequadamente apresentadas e divulgadas. em cada folha do conjunto. se foram retificadas. deve-se avaliar se: 1. é muito importante des­ tacar a divisão das responsabilidades. Demonstrações comparativas Demonstrações comparativas são aquelas que trazem. o exercício passado foi auditado por um auditor e o exercício atual por outro. se o auditor atual não está proibido de mencionar o relatório do auditor independente antecessor sobre os valores correspondentes. o exercício anterior e aquele que está sendo auditado. serão discutidas as situações específicas mais importantes.C ap . se deparar com uma primeira auditoria da entidade.R E L A T Ó R IO COM O PIN IÃ O DO AU D ITO R IN D EPEN D EN TE 261 conteúdo do parágrafo de outros assuntos for relevante para a seção Outras Res­ ponsabilidades de Relatório. as políticas contábeis refletidas nas informações comparativas são con­ sistentes com as aplicadas no período corrente ou. as informações comparativas compreendem os valores e outras divulga­ ções apresentados no período anterior ou. ter que utilizar o parecer de outros auditores. estas devem ser claramente identificadas como “não auditadas”. na emissão de sua opinião. A seguir. ele deve . Demonstrações contábeis comparativas quando as do exercício anterior foram examinadas por outros auditores Outra hipótese possível é quando as demonstrações contábeis são divulgadas de forma comparativa e há mudança de auditores. sempre que o nome do auditor estiver associado com demonstrações ou informações contábeis que ele não auditou. O auditor deve determinar se as demonstrações contábeis incluem as informações comparativas requeridas pela estrutura de relatório financeiro aplicável e se essas informações estão classificadas adequadamente. OUTRAS SITUAÇÕES QUE ENVOLVEM O RELATÓRIO DE AUDITORIA O auditor.3. ou seja. se houve mudanças nas políticas contábeis. por exemplo. I S -. 15. Da mesma forma. Para tanto. lado a lado. o resultado de dois períodos: o do exercício anterior e o atual. Assim. não possa utilizar o trabalho de outros auditores etc. como será tratado a seguir. Nessas situações.

que os saldos iniciais contêm distorção que afeta de .Davi Barreto e Fernando Graeff especificar. Nesses casos. caso consiga coletar evidências adicionais. em um parágrafo de “Outros Assuntos” no seu relatório de auditoria independente: • que as demonstrações contábeis do período anterior foram examinadas por um auditor independente antecessor. se relevantes. Primeira auditoria de uma entidade (Trabalho de auditoria inicial) Podem ocorrer casos em que a entidade esta sendo submetida pela primeira vez a uma auditoria. por meio dessas evidências. Assim. Essa declaração. as demonstrações do exercício anterior não foram auditadas. Se nessa primeira auditoria a entidade divulgar comparativamente os valores relativos ao exercício anterior. como o auditor deve proceder? O auditor deve obter evidência de auditoria apropriada e suficiente com relação aos saldos iniciais. e • a data do relatório do seu antecessor. ou seja. o auditor deve: • mencionar os valores do período corrente e os valores correspondentes na descrição do assunto que gerou a modificação. sobre as demonstrações contábeis do período corrente. adversa ou abstenção de opinião e o assunto que gerou a modifica­ ção não está resolvido. que os valores correspondentes não foram auditados. o auditor deve manter a modificação de opinião. Além disso. explicar que a opinião da auditoria contém modificação em decorrência dos efeitos ou possíveis efeitos do assunto não resolvido sobre a comparabilidade dos valores do período corrente e dos valores correspondentes. no parágrafo sobre a base para a modificação no relatório do auditor independente. mas mesmo concluir. não isenta o auditor do requisito de obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre se os saldos iniciais contêm distorções que afetam de forma relevante as demonstrações contábeis do período corrente. Se o relatório do auditor independente no período anterior incluiu uma opinião com ressalva. Se não tiver sucesso na coleta de evidências adicionais. contudo. deve expressar a opinião com ressalva ou abstenção de opinião sobre as demonstrações contábeis. conforme apropriado.AU D ITO RIA . ou • em outros casos. o auditor deve especificar. • o tipo de opinião expressa pelo auditor independente antecessor e. em um parágrafo de “Outros Assuntos” no relatório. as razões para a modificação. conforme apropriado. se essa opinião conteve modificação. Demonstrações contábeis do período anterior não auditadas Existe também a possibilidade de as demonstrações contábeis de períodos anteriores à auditoria não terem sido auditadas.

A agência estabeleceu procedim ento para registro das concessões que diverge significativam ente. foram auditadas por outro auditor. o auditor independente deve destacar no seu relatório a divisão de responsabilidades. Nessa situação. e ° não há nenhuma restrição aos seus trabalhos e conclusões.CAPÍTULO 15 E 3 (ESAF/AFRFB/2009) A em presa de Transportes S.A. baseado nos procedimentos reco­ mendados. se o efeito da distorção não for devidamente registrado ou adequadamente apresentado ou divulgado. é . A referência ao relatório dos outros auditores. do procedim ento estabelecido pelo Conselho Federal de Contabilidade.C a p . quando as demonstrações contábeis de entidades controladas e/ou coligadas. Isso pode ocorrer. ele deve emitir opinião com ressalva ou se abster de opinar. deve o aud ito r e m itir parecer: a) sem abstenção de opinião. correspondentes a investimentos relevantes. mesmo sem a indicação do conteúdo de sua opinião. ou ao item sobre o qual os outros auditores emitiram opinião. Reflexos quando houver aceitacão do trabalho de outros auditores Ainda se tratando de responsabilidade. que o trabalho dos outros auditores não pode ser utilizado e que não tem condições de aplicar procedimentos adicionais suficientes com relação às demonstrações contábeis da controlada e/ou coligada. EXERCÍCIOS COMENTADOS . ao aceitar o relatório de outros auditores in­ dependentes. É importante ressaltar que. quando o outro auditor tiver emitido opinião modificada. que tenha emitido relatório com opinião sem ressalva sobre elas. deve expressar a opinião com ressalva ou opinião adversa. deve-se destacar as situações em que um auditor emite uma opinião utilizando-se de relatórios de outros auditores. Ressalte-se que. se os efeitos não forem relevantes. conforme apropriado. quando o auditor concluir. uma empresa que tem seus regis­ tros contábeis e procedim entos estabelecidos por agência d e fiscalização. I S ~ RELATÓ RIO CO M O PIN IÃ O DO AU D ITO R IN D EPEN D EN TE forma relevante as demonstrações contábeis do período corrente e. significa que: • os relatórios dos outros auditores não tiveram ressalvas ou tiveram ressal­ vas que não afetam a posição patrimonial e financeira e os resultados da investidora. Finalmente. em relação às demonstrações contábeis da investidora. b) adverso. o auditor deve analisar se o motivo é de tal relevância que afete a sua própria opi­ nião. não é necessário mencionálos no relatório do auditor da investidora. Por outro lado. por exemplo.

c) exclui a responsabilidade do auditor de se manifestar sob qualquer aspecto das demonstra­ ções. b) deve emitir um parecer adverso. evidenciando o fato como restritivo às demonstrações contábeis. ele deve emitir uma opinião sem ressalvas e incluir um parágrafo de ênfase em seu relatório. Comentários: De acordo com o item 11.2 da NBCT 11 (assunto hoje disciplinado pela NBC TA 705). em nenhum momento. d) sem ressalva. Comentários: Note que. qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. no parecer. no parecer (relatório).3. (FCC/APOFP. Comentários: No caso da possibilidade de descontinuidade norma! das atividades da entidade: se. A única informação que se pode inferir da questão é que existe um erro relevante que obriga o auditor a ressalvar seu parecer (hoje.Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo/2010) Em uma auditoria em que não foi possível o b te r comprovação suficiente para fun dam en tar uma opinião. pode-se afirm ar que: a) elimina a responsabilidade do auditor de emitir qualquer parecer devendo este comunicar à administração da empresa da suspensão dos trabalhos.Davi Barreto e Fernando Graeff c) com ressalva. presume-se que ela está adequadamente divulgada.A U p IT Ò R iA . d) não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. e) extingue a responsabilidade do auditor de mencionar. por não poder firmar opinião sobre as demonstrações contábeis. sem ressalva. . o enunciado afirmou que o conjunto das de­ monstrações contábeis estava comprometido. (ESAF/Analista Técnico da SUSEP/2010) O aud ito r externo. com introdução de parágrafo de ênfase fazendo referência à nota explicativa que deve descrever detalhadamente o evento.. qualquer desvio.A. A decisão deve te r seu m érito julg ado em quatro anos. conforme apropriado. opinião adversa). no parecer. não foi feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis ele deve emitir uma opinião com ressalva ou adversa. foi feita divulgação adequada nas demonstrações contábeis. sem ressalva. inde­ pendente da relevância ou materialidade. Caso a decisão vier a ser contrária à empresa.6. por não permitir avaíiar as demonstrações contábeis. b) não suprime a responsabilidade do auditor de mencionar. Dessa form a deve o aud ito r e m itir parecer: a) b) c) d) e) negativa de opinião. o auditor a) não deve emitir qualquer parecer. qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. de forma a exigir um parecer adverso (hoje. a mesma entrará em processo d e descontinuidade. no julgamento do auditor. a abstenção de opinião em relação às demonstrações contábeis tomadas em conjunto não elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. ao avaliar as dem onstra­ ções contábeis da empresa Evolution S. se. S m E I (ESAF/AFRFB/2009) Na emissão de parecer com abstenção d e opinião para as dem ons­ trações contábeis de uma entidade. adverso. devido às limitações no escopo dos exames realizados. que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações. no parecer. A empresa não vem recolhendo o referido trib u to há mais d e S anos e o valor relativo a essa contingência é significativo. mas evidenciando em nota explicativa a divergência. visto que há incerteza no desdobramento da causa. com ressalva. sua opinião). identificou que a empresa está discutindo a similaridade de seus produtos com produtos de concorrentes que possuem isenção de tributação. e) com abstenção de opinião. Como o auditor identificou essa situação a partir da avaliação das demonstrações contábeis.

não sendo aceitável que se abstenha de em iti-la. o parecer é dirigido aos acionistas. a questão deveria ser anulada. a legislação específica. cujas demonstrações contábeis estão sendo auditadas. no que fo r pertinente. . no q ue fo r p ertin ente. na reaiidade. contudo. a legislação específica. Comentários: Um dos tipos de parecer (reiatório) é justamente o com abstenção de opinião. ou outro ente equiva­ lente.C ap . O parecer dos auditores independentes é o docum ento por meio do qual o aud ito r ex­ pressa sua opinião. Portanto.RELATÓ RÍO COM O PIN IÃ O DO. Comentários: Segundo a NBC TA 705. a forma. essa consideração abrange além do conteúdo. frequentemente para os acionistas ou para os responsáveis pela governança da entidade. de form a clara e objetiva. segundo a natureza da entidade. mas não generalizado. (CESPE/ANEEL/Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Energia/2010) Segundo a NBCT-11. consoante os princípios fundam entais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade e. consoante os princípios fundam entais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade e. inexistindo qualquer ressalva no parecer de auditoria. a auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedi­ mentos técnicos que visa à emissão de parecer acerca da sua adequação. ES (CESPE/ANEEL/Especiaiísta em Regulação de Serviços Públicos de Energia/2010) Segundo a NBCT-11. O enunciado não especificou se o efeito da limitação é generalizado em relação às demonstrações contábeis como um todo. a legislação específica. C om entários: A questão está errada ao afirmar que o parecer (opinião) sem ressalva considera adequadas e suficientes as informações divulgadas nas demonstrações contábeis exclusivamente sob o aspecto de conteúdo. Com relação a esse tem a.emitir uma opinião com ressalva. as informações divulgadas nas demonstrações contábeis. Comentários: O relatório (parecer) do auditor independente é normalmente endereçado às pessoas para quem o relatório de auditoria é elaborado. ou sócios. consoante os princípios fundam entais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade e. U m (CESPE/ANEEL/Especiaiísta em Regulação de Serviços Públicos de Energia/2010) Segundo a NBCT-11. na impossibilidade de obtenção de evidências de auditoria apropriada e suficiente o auditor deve:. no que fo r pertinente. para o entendim ento dos usuários. ou abster-se de opinar. caso o efeito seja relevante e generalizado. caso o efeito seja rele­ vante. 15 . adequadas e suficientes. e) deve emitir um parecer sem ressalvas. julg ue o item que se segue. a auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedi­ m entos técnicos que visa à emissão de parecer acerca da sua adequação. entende-se que o auditor considera. Com relação a esse tem a. d) deve emitir um parecer com ressalvas. em condições especiais. a banca considerou como gabarito a alternativa "c". ser dirigido ao contratante do serviço. assim a questão tem duas respostas corretas dependendo da interpre­ tação dada. julg ue o item que se segue. podendo tam bém . exclusivam ente sob o aspecto d e conteúdo. a aud ito ria das demonstrações contábeis constituí o conjunto de procedi­ mentos técnicos que visa à emissão de parecer acerca da sua adequação. Em gerai. ju lg u e o item que se segue. Com relação a esse tem a. A U D ITO R IN D EPEN D EN TE c) deve emitir um parecer com negativa de opinião. cotistas.

ff«irS (CESPE/Analista d e C o ntrole Externo . ainda que essa opinião inclua ressalvas. positiva. fflcl (CESPE/Analista J u d iciário -Á rea: A d m ín istratlva-C ontabilidade-TR E A/iA/2008) O parecer de auditoria não pode abster-se de e m itir opinião acerca dos dem onstrativos auditados. com ressalva. sem ressalva. o a u d ito r deve fa ze r ressalvas em seu parecer.266 A Ü D ITO R iA Davi Barreto e Fernando Graèff : |*Ü | (FCC/TCM-CE/Analista de Controle Externo inspeção de Obras PúbIicas/2010) Uma opinião m odificada dos auditores independentes. I S 1 (CESPE/Auditor .C 07 — Certo 02 . in te g ra lm e n te . como form a de referencial para efeito de data. ainda que só exista em meios eletrônicos. pode assumir três confi­ gurações: com ressalva. adversa. Comentários: A opinião modificada do auditor. O (CESPE/Perito Crim inal Federal . ou seja.CAPÍTULO 15 Para as questões 01 a 09. pode ser do tipo a) b) c) d) e) generalizada ou contrária. GABARITO 01 .E 06 . com abstenção de opinião. . julgue as afirmativas como certo ou errado.c 04 . limpa. é essencial que conste no parecer a data correspondente ao dia efetivo de sua emissão e assinatura. ou ainda. segundo a natureza da opinião que-contém.Errado 08 .D 03 . com abstenção de opinião ou adversa. sem ressalvas. ES (CESPE/Perito Crim inal Federai .U n ipam pa/2009) Se houver uma inadequação relevante em relação a passivos não registrados ou outras contingências.D 05 . negativa. o a u d ito r independente assume responsabilidade técnico-profissional definida como de ordem pública.T C U /20 0 8 ) No processo d e a u d ito ria .D PF/2008) Ao e m itir o parecer. após exam inadas todas as evidências disponíveis. limpa ou contrária. pericial contábil ou adversa. com ressalva ou sem ressalva.Errado EXERCÍCIOS . sem pre q ue as evidências sejam insuficientes.U n ipam pa/2009) Um reiatório de auditoria deve ser apresentado obri­ g ato riam en te na form a escrita. na fid e d ig n id a d e e na correção das dem onstrações contábeis de um a e n tid a d e e.D PF/2008) parecer sem ressalva deve mencionar que as demonstrações contábeis estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. com abstenção de avaüação de provas. é obrigatória a emissão de parecer com ressalvas. para tanto. (CESPE/Auditor . o a u d ito r p o d e confiar.

parecer com ressalva. parecer irregular. Considerando som ente os dados apresentados. o aud ito r deve fazer menção desse fa to em seu parecer.C ap . p or m eio de norm a. é verdadeiro afirm ar que: a) quando aplicado o "parágrafo de ênfase". (CESPE/Perito Crim inai Federai . desde que as demons­ trações contábeis originais tenham recebido parecer sem ressaiva. cujos investimentos são avaliados pelo m étodo de equi­ valência patrim onial.DPF/2008) Caso utilize trabalho d e outros auditores. É o que ocorre com frequência quando sociedades investidas. em tal m agnitude que im possibilite a emissão do parecer _ _ _ (2)______ a} b) c) d) e) (1)adverso / / (2) com ressalva (1)com ressaiva / / (2) adverso (1) com abstenção de opinião H (2) com ressalva (1) com abstenção de opinião / / (2) adverso {1} adverso / / (2) com abstençãode opinião (ESAF/AFC A uditoria e Fiscalização .RELATÓ RIO COM O PIN IÃ O D O AU D ITO R IN D EPEN D EN TE (CESPE/Perito Criminal Federal . o Parecer do A u ditor Independente. expressa ò resultado de seu trabalho por meio de uma opinião. Nesses casos. (ESAF/APOFP . por uma questão de julg am en to profissional.SEFIN N a tal/2008) A em presa Energetil Ltda. (CESPE/Perito Crim inal Federal . é uma em presa de geração e transm issão d e energia.SEFIN N atal/2008) Com relação ao parecer de aud ito ria. parecer adverso. o parecer deve ser interp retado pelo leito r como se contivesse ressalva.DPF/2008) O aud ito r poderá expressar opinião acerca das demonstrações contábeis apresentadas d e fo rm a condensada. o parecer qualifica-se como parecer com ressalva. deve o a u d ito r em itir parecer: a) b) c) d) e) sem ressaiva. mesmo que tenha a com pleta evidência das constatações obtidas. pode ser classificado das seguintes formas. segundo a natureza da opinião que contém . adverso. d ete rm in o u que p arte de suas receitas sejam apropriadas pelo regim e d e caixa.CGU/2008) De acordo com a NBC-T-11.D PF/2008) O a u d ito r independente. são auditadas p or outros auditores. com ressaiva.SEFAZ SP/2009) Assinale a opção que preenche corretam ente as lacunas da seguinte frase: "O aud ito r deve e m itir p a re c e r______ (1)______ quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. com abstenção de opinião. O órgão reg ulad or e fiscalizado»-. exceto: a) b} c) d) e) parecer sem ressaiva. b) a expressão "exceto quanto" é utilizada para limitar a extensão do parecer e qualificá-lo como parecer adverso. . com limitação de extensão. 15 . parecer com abstenção de opinião. (ESAF/Auditor d e Tributos M unicipais . (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais .

U S i (ESAF/AFRFB ~ Receita Federal/2002) Se o a u d ito r independente concluir que uma de­ term inada m atéria. d) A data do Parecer deve corresponder à data da conclusão dos trabalhos na entidade audi­ tada. ao term in ar seus tra­ balhos. quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas. E Q (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . c) De maneira geral. b) emitir parecer adverso. abstenção de opinião ou opinião adversa. sujeito a.. ressalva ou opinião adversa.?■ !: . m (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social ~ AFPS/2002) O auditor. ou com exceção de.CGU/2006) O Parecer de Auditoria é o instrum ento por m eio do qual o aud ito r independente comunica sua conclusão acerca das demons­ trações contábeis de uma entidade. e) o parecer com negativa de opinião deve ser emitido somente quando a empresa não tiver elaborado as demonstrações contábeis. ten d o caráter com parativo às demonstrações con­ tábeis referentes ao exercício anterior. d) utilizar expressões como: exceto quanto. a) A responsabilidade sobre a preparação e o conteúdo das demonstrações contábeis é do auditor independente. não é fator suficiente para emitir parecer com ressalva. e) incluir todas as razões que fundamentaram a emissão de seu parecer com ressalva. b) com ressalva ou com nota explicativa. ressalva ou negativa de opinião. d) com abstenção de opinião ou limpo. ' AUD\TORiA ~ Davi Bárretó e Fernando'Graèff. não está adequadam ente divulgada nas demonstrações contábeis. parágrafo de ênfase ou opinião adversa. ' . conclui que as demonstrações contábeis estão com prom etidas substancialmente. o Parecer é destinado à diretoria da entidade. : '. seu parecer deve conter: a) b) c) d) e) parágrafo de ênfase ou ressalva.í c) a não aplicação de princípios contábeis. sem avaliar a relevância na demonstração contábil. envolvendo incerteza relevante. c) emitir parecer com ressalva ou com abstenção de opinião. Q (ESAF/AFC A uditoria e Fiscalização . O tip o de parecer que o a u d ito r deve e m itir é: a) sem ressalva ou com abstenção de opinião. ' -'v. b) A opinião expressada pelo auditor independente deve ser obrigatoriamente clara e objetiva. c) adverso ou com ressalva. seu conselho de administração e/ou a seus acionistas. quando houver limitação na extensão do trabalho. d) a expressão "sujeito a" é utilizada para ressaltar a indefinição sobre algum aspecto da demons­ tração contábil em parecer com ressalva. adverso ou com negativa de opinião. . e) O Parecer deve ser assinado por profissional com registro cadastral no Conselho Regional de Contabilidade. e) com limitação de opinião ou adverso. Sobre o Parecer em com ento.SEFIN N atal/2008) Não é um procedim ento a ser aplicado pelo auditor na elaboração do parecer de auditoria: a) mencionar em parecer com abstenção de opinião quaiquer desvio relevante que possam in­ fluenciar os usuários das demonstrações.' . assinale a opção incorreta.

o procedim ento da "ABC" em seu parecer de auditoria. justificar a limitação de escopo. nota explicativa após o parágrafo de opinião. . o procedim ento a ser efetuado pelo a u d ito r é a) b) c) d) e) emitir um parecer com ressalva. aplicar procedimentos adicionais suficientes. incluir uma ressalva por não ter acesso aos saídos contábeis analíticos. Nesse caso. parágrafo de ênfase ou ressalva. cu|o efeito não possa ser razoavelm ente estim ado. abstenção de opinião ou opinião negativa. o a u d ito r deve e m itir um parecer: a) b) c) d) e} sem ressalva com parágrafo de ênfase com ressaiva adverso com abstenção (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . pois as demonstrações contábeis estão incompletas. possível e rem ota. Petróleo S/A para e fe tu a r a prim eira auditoria da empresa do período findo em 3 1 /1 2 /X 1 .AFPS/2002) Quando um aud ito r expressa uma opinião sobre as demonstrações contábeis apresentadas de form a condensada. (ESAF/AFRFB .Receita F ederal/2002) A "ABC" Auditores Independentes é contratada pela Cia.C á p / 15 -. ele deve: a) b) c) d) e) já ter emitido uma opinião sobre as demonstrações contábeis originais. ' acrescentar uma nota explicativa em seu parecer expondo os motivos. parágrafo de ênfase ou abstenção de opinião. (ESAF/AFRFB . não tive r condições de aplicar procedimentos adicionais suficientes nas demonstrações contábeis de coligadas ou controladas. COM O PIN i O . deve ser o de incluir uma a) b) c) d) e) ressaiva após o parágrafo de opinião. justificar à Comissão de Valores Mobiliários expondo os motivos. inserir uma ressalva. ' J S J (ESAF/AFRFB .Receita F ederai/2002) Se o aud ito r independente não puder utilizar os trabalhos de outros auditores e. q uanto aos números de 3 1 /1 2 /X 0 .Receita Federal/2002) O responsável pela auditoria independente do Gru­ po Niscau S/A deparou-se com a seguinte situação: ao requisitar os trabalhos de outros auditores de coligadas e controladas do Grupo Niscau.Receita F ederal/2002) Após uma série de respostas de advogados da em ­ presa auditada. abstenção depois do parágrafo de opinião. o a u d ito r segregou os processos judiciais movidos contra a empresa em três categorias de chance d e insucesso.RELATÓ RIO . foi comunicado que os trabalhos desses outros auditores não seriam disponibilizados. o seu procedim ento técnico deve ser o d e em itir parecer contendo: a) b) c) d) e) ressalva ou abstenção de opinião. ressalva antes do parágrafo de opinião. DO AU D ITO R IN D EPEN D EN TE . a saber: provável. tam bém . p o r eles auditadas. (ESAF/AFRFB . incluir um parágrafo de ênfase na opinião. ressalva ou opinião negativa. Quando os processos forem classificados como prováveis. emitir um parecer com abstenção de opinião. Como os valores relativos ao exercício anterio r devem ser apresentados com parativam ente. abstenção antes do parágrafo de opinião.

AFPS/2002) Quando houver participação de outros auditores independentes no exam e d e demonstrações contábeis de participações societárias irrelevantes. pela incerteza gerada pelo fato. . com ressalva. por exemplo. sem ressalvas ou pleno. indicando os valores envolvidos nas participações. b) deve inciuir informações consideradas relevantes para adequada interpretação de seus usuários. sem ressalva. semressaiva relevante e adverso. e) pode deixar de destacar esse fato e. b) c) d) adverso. em razão da limitação de escopo dos trabalhos. e) indicar no parecer que não auditou a coligada e. b) ressalvar a sua opinião. empresa coligada relevante. c) não expressar sua opinião sobre as demonstrações contábeis como um todo. por não te r evidênctas que indiquem restrições ao seu trabalho e conclusões: a) destacar no seu parecer a divisão de responsabilidades entre ambos.Davi Barreto e Fernando Graeff m (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . o a u d ito r da empresa investidora: a) deve destacar esse fato no seu parecer.Serpro/200) Qual o procedim ento que um aud ito r inde­ pendente deve adotar ao aceitar o parecer de o utro aud ito r ind epen den te sobre. e) com abstenção de opinião por incertezas. o Parecer dos Auditores independentes é classificado pelas normas brasileiras de contabilidade em: a) Parecer sem restrição. d) pode incluir em nota explicativa que essas participações foram auditadas por outros audi­ tores. "sujeito a" ecomparágrafo de ênfase. completo. com restrição.1 A Ú D lT p R ÍA . o auditor independente deve e m itir parecer a) b) c) d) e) contendo um parágrafo de ênfase sobre o assunto. forem de tai relevância que com prom etam o conjunto das demonstrações contábeis. deve em itir parecer a) com abstenção de opinião por limitação na extensão. Parecer com opinião limpa. seu efeito em seu parecer de auditoria. c) pode desconsiderar esse valor por ser imateriaí no conjunto das demonstrações contábeis. com abstenção de opinião ou não emiti-lo. §213 (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . isolada ou conjugadam ente.SEFIN N a tal/1998) Ao identificar m atéria envol­ vendo incerteza relevante não a deq uad am ente divulgada nas demonstrações contábeis ou notas explicativas. com ressalva ou opinião adversa. comressalva. b) Parecer com opinião contrária. (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . absoluto e sem opinião. neutra e limpa. IgK! (ESAF/AFC Auditoria e Fiscalização . favorável. com ressalva. não dividir a responsabilidade. também. §Hjj| (ESAF/Analista A uditoria . com a expressão "sujeito a".SEFIN N a tal/2001) De acordo com a natureza da opinião em itida pelo signatário. portanto. d) adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer.CGU/2006) Quando o Auditor Ind epen den te verificar a existência de efeitos que. c) Parecer sem ressaiva. adverso e com abstenção de opinião. d) e} Parecer parcial.

apresen­ tou suas demonstrações contábeis em form ato diferente do estabelecido pelas normas societárias e contábeis.A. Cabe ao a u d ito r dessa empresa e m itir parecer a) b) c) d) e) sem ressalva ou com limitação de escopo.C ap . q uand o houver lim itação na extensão do tra b a lh o do auditor. determinar que sejam evidenciados em notas explicativas os reflexos queademonstração sofreria. sem ressaiva. aprovada p elo Conselho Federal d e C ontabilidade pela Resolução 830. evidenciando a incerteza constatada. d) sem ressalva e com parágrafo adicional de ênfase. o quai se recusou a e m itir opinião. desde que baseado nas informações do auditor interno. com ressalva ou com iimitação de escopo. (FCC/Analista d e C ontrole Externo . d e 1998. recom endou à empresa uma segunda opinião de consultor juríd ic o ind epen den te. não se sentindo seguro em rela­ ção à posição p or este apresentada. com seu consultor jurídico. qualquer que seja a extensão da limitação. ao se dep arar com algum passivo q ue represente para a em presa uma incerteza relevante.ln frae ro /2 0 0 9 } D e acordo com a Interp retação Técnica 5 da NBC T 11. e) com abstenção de opinião. (FCC/Analista Judiciário: C ontabilidade . adverso ou com abstenção de opinião. dependendo da extensão da limitação. cj d) sem ressaiva.RELATÓ RIO COM O PIN IÃO DO AÚ D ITO R IN D EPEN D EN TE 08 (FCC/Agente Fiscal d e Rendas . O auditor.TCE A M /2 0 0 8 ) A em presa de A uditoria G arantia solicitou a seu cliente que realizasse. quelhe afirma que a iimitação não terá efeito relevante nas demonstrações contábeis. independentemente da relevância do fato. mesmo que a limitação tenha ocorrido em item das demonstrações contábeis de pouca relevância. mas com um parágrafo intermediário indicando como a limitação pode ter dis­ torcido as demonstrações contábeis da entidade auditada. b) sem ressaiva e com limitação de escopo do trabalho. caso não tenha representatividade. b) c) emitir o parecer com ressalva porque representa uma limitação na extensãoda auditoria. com ressalva ou adverso. desconsiderá-lo.TRT 2 3 a REGIÃO/2007) Não havendo evidências suficientes para fo rm a r uma opinião acerca da fidedig níd ade das demonstrações contá­ beis. o a u d ito r deve a) expedir o parecer sem ressaiva respaldando-se na posição do primeiro consultor jurídico. a circularização de seus processos e litíg ios em and am en to . Desta form a. e) emitir parecer com abstenção de opinião. o parecer apropriado a ser em itido é do tip o a) com negativa de opinião. b) adverso.SEFAZ SP /2009) O a u d ito r externo. (FCC/lnspetor de Controle Externo . 15 . com abstenção de opinião ou sem ressalva. (FCC/Auditor .TCE MG/2GG7) A empresa Inovativa S. . d) estabeiecer a relevância do fato e. c) adverso. seja ela im posta pela adm inistração da e ntidad e ou circunstancial. deve e m itir parecer a) com ressalva e limitação de escopo do trabalho. e) com negativa de opinião e limitação de escopo. o profissional pode ser obrigado a e m itir um parecer a) com ressalva ou abstenção de opinião.

.com abstenção de opinião b) inventário físico . Essa lim itação na extensão de seu trabalho. (FCC/Agente Fiscar de Rendas . e) com abstenção de opinião e parágrafo de ênfase.Davi Barrete e Fernando Craeff e) com ressalvas do tipo "sujeito a"....SEFAZ SP/2006} Q uando houver incerteza em relação a fatos relevantes que não estejam ainda p erfeitam en te identificados ao final dos trabalhos de aud ito ria independente e nem claram ente expostos no conjunto das demonstrações contábeis.. e) com parágrafo de ênfase. que e ie considerou bastante relevante.. ( £ 9 (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual .invalidar . b) com um parágrafo de ênfase.o parágrafo de opinião.. na extensão da auditoria... M etalúrgica ABC. d) com ressalva ou opinião adversa. leva o a u d ito r a e m itir o parecer a) com ressalva e parágrafo de ênfase.limitação ....com ressalvas . e) parcial.2005. d) com ressalva. (FCC/Auditor Fiscal da Receita Estadual ..2006. em 1 0 . a emissão de um p a re c e r.B M E m b} limpo. d) adverso e parágrafo de ênfase. Em virtud e do atra­ so de sua contratação.restrição .. para exam inar as demonstrações contábeis da sociedade relativas ao exercício find o em 3 1 ..SEFIN SP/2006) Um aud ito r independente foi contratado pela Cia.. as lacunas do excerto acima: a) verificação . (FCC/Auditor-Fiscal Tributário M unicipal . suficiente p a r a .. b) com iimitação de escopo e parágrafo de ênfase. que ques­ tiona a inconstitucionalidade de um trib u to que afeta relevantem ente as demonstrações contábeis da empresa auditada.. d) adverso.SEFAZ PB/2006) O em prego d e parágrafo de ênfase no parecer para ressaltar uma incerteza q uanto ao sucesso da empresa. ■'AUDITORIA . deve conduzir à emissão de um parecer a) sem ressalva. nessa ordem.. c) sem ressalva e parágrafo de ênfase. Complete corretamente. b) adverso. já que nada pode ser comprovado com certeza. c) qualificado. c) sem ressalva.validar . sendo que o não fornecim ento de respostas pelos consultores jurídicos é considerado u m a . eie não pôde acom panhar o inventário físico dos estoques de m atérias-prim as. após..SEFAZ PB/2006) A form a do aud ito r obter confirmação de que eventuais passivos não foram registrados como a tributos ou contin­ gências é através do procedim ento de . a seu juízo...01.. recomendando a continuidade dos trabalhos de auditoria. c) com abstenção de opinião.. recomenda-se q ue o auditor em ita um parecer a) com abstenção de opinião.12.. de produtos em elaboração e dos produtos acabados da com panhia.

d} emitir parecer adverso por evidenciar que as demonstrações contábeis não representam a situação econômico-financeira da empresa. qualquer desvio relevante que possa influenciar a decisão do usuário dessas demonstrações.impedir . à exigência seguinte: a) Ocorrendo limitação na extensão do seu trabalho o auditor pode emitir parecer sem ressalva.O P IN IÃ O DÓ Á Ú D iTO R IN D E P E N D E N T E : c) conformidade . (FCC/Analista: Ciências Contábeis . seus diretores afirm am q ue é prática da empresa divulgar desta form a e que não realizará as modificações solicitadas pela auditoria. conform e as Normas Brasileiras de Contabilidade. o aud ito r constata que o saldo da conta outros créditos.limitação . c) emitir parecer com negativa de opinião.MPE PE/2006) A elaboração do Parecer dos Audito­ res independentes deve atender. com o in tu ito d e v a lid a r esse item . e) emitir parecer com ressalva. cujo desfecho poderá afetar significa­ tivamente a posição patrimonial e financeira da entidade. d) irregular ou com ressalvas. que envolveria incerteza não adequadam ente dem onstrada nos balanços ou em notas explicativas. 15 . (FGV/SAD-PE .RELATÓ RIO C O M . Desta form a a auditoria deverá a) recusar-se a emitir parecer. independentemente dos efeitos que tenham ocasionado nas demonstrações contábeis. pois evidencia uma limitação de escopo. Tendo inform ado o fato . c) 0 auditor deve emitir parecer com abstenção de opinião quando verificar que as demonstrações contábeis estão incorretas ou incompletas em tal magnitude que impossibilite a emissão do parecer com ressalva. concluiu q ue o va io r lançado estava superavaliado. Nesse caso.Analista d e Controle interno: Finanças Púbiicas/2008) O au d ito r identi­ ficou um fato d evidam ente com provado.■ C ap . por haver discordância com a administração da entidade a respeito de conteúdo e forma de apresentação. b) emitir parecer sem ressalva.confirmar . somente. b) A limitação na extensão do trabalho deve conduzir à opinião com ressalva. pois não passa de uma formalidade.sem ressalvas e) confirmação . o aud ito r d etectou que o (sub) grupo intang ível apresentava va lo r significativo (relevante). e) Quando ocorrer incerteza em relação a fato relevante. bem como os resultados das suas operações. o parecer e m itido pelo aud ito r será: a) com abstenção de opinião ou adverso.restrição . Assim.limitação . o auditor deve adicionar um parágrafo de ênfase em seu parecer. (FGV/TCM RJ .A u d ito r/20 0 8 ) D u rante a aplicação dos testes substantivos.exigir . d) A abstenção de opinião em reiação às demonstrações contábeis elimina a responsabilidade do auditor de mencionar. Após aplicação dos procedim entos de inspeção e cálculo. no parecer. Ao discutir o ponto relevante com a adm inistração da em presa.PA/1JAB/2006) Ao a u d ita r as demonstrações contábeis de uma empresa. q u e sustentou o v aior apresentado no balanço p atrim o n ia l. b) regular com ressalvas ou regular pleno. representa mais d e 10% do to ta l deste grupo. por não conseguir concluir seus trabalhos. e) com opinião negativa ou absoluto. c) com ressalvas ou adverso.adverso d) circutarização . no ativo circulante.sem ressalvas (FCC/Auditor Tributário . solicitou o laudo d e avaliação.

ele mesmo deve efetuar procedimentos de auditoria nas demonstrações contábeis das empresas controladas e/ou coligadas para emitir seu parecer. a) sem ressalvas. e) restrições no escopo do trabalho não são relevantes a ponto de emitir um parecer adverso ou uma negativa de opinião. fjlf f (Cesgranrio/Técnico de Defesa Aérea:Área Contábil .Decea/2009) Um a u d ito r comprovou que 70% do ativo da sociedade anônim a auditada representam participações societárias. adverso ou com abstenção de opinião d) sem ressalvas. destacando tal fato em seu parecer. c) o parecer da empresa controladora deverá conter ressalva caso as demonstrações contábeis das empresas controladas e/ou coligadas sejam auditadas por profissionais de outra empresa de auditoria. recebeu a resposta de q u e eia não estaria disposta a corrigir. assumindo em seu parecer a responsabilidade sobre essas empresas. e) expressar sua opinião no parecer da controladora e/ou investidora baseando-se no parecer de outro auditor sobre as demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas. d) publicações das demonstrações contábeis foram feitas de acordo com as determinações da lei. consoante o CFC {Resolução 830 de 1998 e Resolução 953 de 2003). peio contabilista e pelo administrador. o aud ito r da controladora deverá efetuar o seguinte procedim ento: a) obrigatoriamente. assinale a alternativa correta. em sociedades anônim as controladas. d) expressar sua opinião no parecer da controladora e/ou investidora baseando-se no parecer de outro auditor sobre as demonstrações contábeis das controladas e/ou coligadas. No decorrer do trabalho não foi possível ao a u d ito r aplicar os procedim entos usuais de auditoria. . em jornais de grande circuíação..Detran AC/2009) O a ud ito r deve em itir um parecer lim po sempre que estiver convencido de que as a) demonstrações contábeis estão assinadas de acordo com as determinações da lei societária. com abstenção de opinião e com ressalvas e) adverso ou com ressaivas f fif l (FGV/SERC-MS . §jjm§ (Cesgranrio/Contador . adverso. uma vez que o lançamento do intangível no balanço não é obrigatório b) com abstenção de opinião ou com ressaivas c} com ressalvas. . Em relação aos pareceres que poderiam ser emitidos nesse caso.: AUDITORIA - Davi Barreto e Fernando Graeff . b) demonstrações contábeis foram elaboradas de acordo com os Princípios Fundamentais de Contabilidade. tendo em vista a discordância entre auditor e auditada e considerando que nâo houve limitação no escopo dos trabalhos. para avaliar a veracidade d e tais investimentos. c) responsabilidades dos administradores estão lavradas em termo que alcance todas as demons­ trações contábeis do exercício sodalauditado. avaliadas peio m étodo da equivalência patrim o­ nial. à adm inistração da a ud itad a. b) não é preciso efetuar procedimentos de auditoria nem mencionar no parecer as emprésas con­ troladas e/ou coligadas uma vez que o auditor foi somente contratado para auditar a empresa controladora. utilizadas para fins de consolida­ ção e/ou contabilização dos investim entos pelo m étodo da equivalência patrim onial. pela falta d e comprovação .Fiscal de Rendas/2006) No caso de auditoria em demonstrações contábeis de empresas que possuam controladas e/ou coligadas.

o volume das transações e os sistemas contábil e de controles internos da entidade. apenas relatando o fato como uma forma de dividir responsabilida­ des. Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações contábeis. . eiaboradas soba responsabilidade de sua administração. parecer sem ressalva. c) abster-se de apresentar um parecer. os auditores da Netuno deverão a) apresentar um parágrafo de ênfase. As demonstrações contábeis da empresa Saturno S/A foram realizadas por outros audi­ tores que em itiram um parecer limpo. de elevado valor. d e capital fechado.Capes/2008) Considere os três parágrafos extraídos de um parecer e m itido p or auditores externos. limpo.2008 ~ Cesgranrio) Os auditores da empresa de Auditoria N etuno S. com parágrafo de ênfase. um parágrafo de ênfase. para isentar a Netuno de qualquer responsabilidade sobre o assunto. Ao e m itir o parecer sobre as demonstrações da Espacial S/A. por incertezas. tendo em vista a relevância do investimento e o impacto deste nos resultados da empresa. tam bém de capital fechado.ABAS. com ressalva. b) emitir um parecer com ressalva. E S I (Cesgranrio/Analista d e Ciências Contábeis . parecer padrão. Ltda. o aud ito r deverá e m itir um(a) a) b) c) d) e) parecer adverso. Nestas circunstâncias. tendo em vista que houve limitação no escopo de exame. b) a . nem adotou nenhum a outra medida de qualquer ordem ou natureza. num contrato de empréstimo. considerando a relevância dos saidos. em 31 de dezembro de 2003 e de 2002. com absoluta certeza. fizeram a auditoria da Companhia Espacial S/A. ainda. apresentados a seguir.C ap . b) c) d) e) com abstenção de opinião. C. 2. o auditor deve em itir um parecer a} adverso. Nossos exames foram conduzidos de acordo com as normas de auditoria aplicáveis no Brasil e compreenderam: a) o planejamento dos trabalhos. j? H (Cesgranrio/Agente Judiciário: C o n ta d o r-T J RO/2008) Em novem bro/2007. e) emitir um parecer Ümpo. informando que o parecer se sustenta sobre o parecer de outros auditores. na qual realizaram um relevante investimento. d) apresentar um parecer com ressalva e. Levantada a situação acima descrita. mn EEa (Analista ~ Ciências Contábeis/Capes . Considerando tratar-se m çram ente d e um ato adm inistrativo. das mutações do patrimônio social e das origens e aplicações de recursos correspondentes aos exercícios findos naquelas datas. fo i fíadora da Companhia M áquinas S/A. Examinamos o Balanço Patrimonial da Associação Beneficente de Assistência à Saúde . a Companhia Equipamentos S/A. explicando a limitação de escopo do exame. e as respectivas demonstrações do déficit do exercício. 15 ~ RELATÓ RIO COM O PIN IÃO DO AU D ITO R IN D EPEN D EN TE do patrim ônio líquido dessas mesmas sociedades controladas. a fíadora Equipamentos S/A não fez nenhum registro contábil da fiança dada. 1. que possui como controlada a em presa Saturno S/A. contraído pela se­ gunda no Banco Em prestar S/A. negativa de parecer. parecer com ressalva.

A 25 .D 44 .A 13 .Errado 07 . c) com abstenção de opinião.C 14 .Errado 12 .B 22 . bem como da apresentação das demonstrações contábeis tomadas em conjunto.Errado 06 . GABARITO 01 .B 21 .E 41 .C 36 .D 03 .C 15 .-.E .C 42 .C 34 .D 24 . . das evidências e dos registros que suportam os valores e as informações contábeis divulgadas.C 38 .Errado 09 . o parágrafo de opinião caracterizará um parecer a) limpo com parágrafo de ênfase.D 16 .Certo 08 .B 45 .Errado 05 . com base em teses.B 27 ..D 31 .A 29 .E 26 .B 33 .E 46 . c) a avaliação das práticas e das estimativas contábeis mais representativas adotadas pela administração da entidade. Em nossa opinião.D 37 .Errado 04 . Considerando não existir mais nenhum outro elemento a ser salientado peíos auditores.Nula 17 .A 35 .C 28 .B 02 .: v.■ .B 30 . : !1.• •AÚpiTORlA..C 19 . DaviBqrrèto\e Fernando G rà e ffC j . .A 32 .Errado 10 . d) sem ressaiva.D 39 . e) adverso. Os investimentos efetuados em bens imóveis para uso e para renda foram devidamente qui­ tados pela entidade.A 23 .D 20 ..^ / ..Certo 11 . b) com ressalva. flliilslllliiii constatação.. mas a regularização de parte dos mesmos junto aos órgãos competentes não foi realizada.E 40 ~ E 43 .A 18 .

TÓPICOS ESPECIAIS .

a saber: CDPrincípio da Entidade: necessidade da diferenciação de um patrimônio particular no universo dos patrimônios existentes. e * a soma de patrimônios autônomos não resulta em uma nova entidade. um conjunto de pessoas. A falta de integridade e tempestividade na produção e na divulgação da informação contábil pode ocasionar a perda de sua relevância. ( ^ Princípio da Continuidade: pressuposto de que a entidade continuará em operação no futuro e. A Resolução CFC n° 750/93 trazia 7 (sete) princípios. 2 . o Princípio da Atualização Monetária foi incorporado ao Princípio do Registro pelo Valor Original. 1 Esse normativo alterou a Resolução CFC n° 750/93 e revogou a Resolução CFC n° 774/94. por isso é necessário ponderar a relação entre a oportunidade e a confiabilidade da informação. nesta acepção. uma sociedade ou ins­ tituição de qualquer natureza ou finalidade. portanto. (3) Princípio da Oportunidade: refere-se ao processo de mensuração e apresen­ tação dos componentes patrimoniais para produzir informações íntegras e tempestivas. independentemente de pertencer a uma pessoa. Assim. a mensuração e a apresentação dos componentes do patrimônio devem levar em conta essa circunstância. o patrimônio da entidade não se confunde com aqueles dos seus sócios ou proprietários.Capitulo I \J PRINCÍPIOS DA CONTABILIDADE Os Princípios da Contabilidade (PC) foram estabelecidos pelo Conselho Fe­ deral de Contabilidade na Resolução n° 1. passando a denominar Princípios de Contabilidade e náo mais Princípios Fundamentais da Contabilidade. no entanto.282/10l e são em número de 6 (seis)2. mas a recíproca não é verdadeira. com ou sem fins lucrativos. Portanto. o princípio da entidade envolve o conceito de autonomia pa­ trimonial. é possível extrais algumas derivações desse princípio: • o patrimônio pertence à entidade.

na realidade econômica do país. no sentido de que ativos e receitas não sejam superestimados e que passivos e despesas não sejam subestimados. (6) Princípio da Prudência: determina a adoção do menor valor para os componentes do ativo e do maior para os do passivo. é possível utilizar duas bases de mensuração: custo histórico e variação do custo histórico. No primeiro caso. (4) Princípio do Registro pelo Valor Original: os componentes do patrimônio devem ser inicialmente registrados pelos valores originais das transações. os ativos são registrados pelos valores pagos ou a serem pagos para adquiri-los na data da aquisição. expressos em moeda nacional. Esse princípio pressupõe o emprego de certo grau de precaução no exer­ cício dos julgamentos necessários às estimativas em certas condições de incerteza. Para isso. Assim. .Davi Barreto e Fernando Grdeff . ÍS) Princípio da Competência: as receitas e as despesas devem ser reconhe­ cidas no período em que ocorrerem. sempre que se apresentem alternativas igualmente válidas para a quantificação das mu­ tações patrimoniais. independentemente de recebimento ou pagamento. os registros contábeis devem pro­ curar refletir o real valor da transação. uma vez integrados ao patrimônio. atribuindo maior con­ fiabilidade ao processo de mensuração e apresentação dos componentes patrimoniais. enquanto que os passivos são registrados pelos valores dos recursos que foram recebidos ou que serão recebidos em troca da obrigação. Já no segundo caso. podem sofrer variações decorrentes de certos fatores. os ativos e passivos.A U D ITO R IA .

envolvendo o julgamento na determinação do valor adequado a ser registrado nas demonstrações contábeis. Inclusive do Valor Justo.| Capítulo ESTIMATIVAS CONTÁBEIS Como resultado das incertezas inerentes às atividades das entidades. que deve basear as estimativas em fatores objetivos e subjetivos. 5 Resolução CFC n° 1. e Divulgações Relacionadas. muitos itens contábeis não podem ser mensurados com precisão. é feita a comparação com o comportamento dos itens no período anterior ao das demonstrações contábeis). ou não rotineiro (que opera so­ mente no final de determinado período contábil: mensal. analisando os controles. definição da depreciação de máquinas e equipamentos. e deve assegurar-se que as estimativas relevantes. os procedimentos e os métodos utilizados pela entidade. Em outras palavras. trimestral. estimativa de passivos ambientais ou judiciais. O cálculo das estimativas contábeis é de exclusiva responsabilidade da administração da entidade. são razoáveis. individualmente consideradas. desde que razoáveis. é importante para o auditor planejar a natureza. O uso de estimativas.223/09: NBC TA 540 . Muitas vezes. usados pela administração ao determinar estimativas contábeis. O entendimento e a compreensão dos procedimentos e métodos. que envolve julgamentos baseados nas melhores evidências disponíveis (normalmente. 17 . incluindo o sistema contábil e de controle intemo. a oportu­ nidade e a extensão dos procedimentos de auditoria. as estimativas são feitas em condições de incerteza com relação ao resultado de eventos que ocorreram ou têm probabilidade de ocorrer. e precisam ser estimados. é parte essencial da preparação das demonstrações contábeis e não afeta sua confiabilidade. Ao auditor cabe tomar conhecimento da forma como as estimativas foram apuradas. semestral ou anual). A entidade pode fazer as estimativas contábeis como parte do seu sistema contábil rotineiro (que opera em base contínua).Auditoria de Estimativas Contábeis. Alguns exemplos de estimativas contábeis: cálculo da provisão de devedores duvidosos. a estimativa contábil é uma previsão do valor de um item contábil.

Por exemplo. e • Verificar a coerência das estimativas com o comportamento dos itens estimados em períodos anteriores. Assim. Um caso particular que merece destaque se refere à avaliação do grau de efi­ cácia das estimativas. e por esse motivo -é necessário realizar estimativas. • Provisões para: . e . Perceba que todos os itens contábeis citados acima podem envolver algum grau de incerteza na definição do valor que constará nas demonstrações contábeis. exaustão ou amortização). . por exemplo. para o seguinte: • Créditos de liquidação duvidosa (provisão para devedores duvidosos). quando possível. com base no histórico da entidade. . Então.reduzir ativos ao seu valor provável de realização.perdas em geral. • Estoques obsoletos. a conjuntura econômica e as suas projeções. para: • obter evidências sobre a adequação dos procedimentos de estimativas da entidade. . a provisão para devedores duvidosos é formada com base na estimativa de probabilidade das quantias que deixarão de ser pagas por inadimplemento dos devedores. para verificar se as estimativas são razoáveis o auditor deve: • Analisar a fundamentação matemático-estatística dos procedimentos utilizados pela entidade na quantificação das estimativas. • Receitas auferidas. o auditor deve comparar as estimativas contábeis de períodos anteriores com os resultados reais desses períodos. • considerar se são necessários ajustes nos procedimentos e nas fórmulas de cálculos das estimativas. os planos futuros da entidade.obrigações decorrentes de garantias. • Impostos diferidos.indenizações. e • Prejuízos sobre contratos em andamento. • Valor justo de ativos ou passivos financeiros. as práticas correntes em entidades semelhantes.alocar o custo de itens do ativo durante suas vidas úteis estimadas (depreciação.Estimativas poderão ser necessárias. • Custos e despesas incorridos. .

se relevantes. o auditor deve verificar se a administração tomou providências para deixá-las mais próximas da realidade no período atual.Cap. Ou seja. de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame. Se o auditor apurar que houve uma diferença significativa entre as estimati­ vas feitas em períodos anteriores e os resultados reais desses períodos. 17 . se nos períodos anteriores as estimativas foram pouco eficazes.ESTIMATIVAS CONTÁBEIS • avaliar se as diferenças entre os resultados reais e as estimativas anterio­ res foram quantificadas e se foram feitas divulgações nas demonstrações contábeis. ele deve verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos. .

. Assim. são partes relacionadas: * uma pessoa ou outra entidade que tem controle ou influência significativa. e (e) ter relação de negócios significativa com qualquer pessoa mencionada em (c). os membros da administração que detêm a autoridade e responsabilidade pelo planejamento.224/09: NBC TA 550 . (d) ser parente próximo de qualquer pessoa mencionada em (c). direção e controle das atividades da entidade).<pàpítülõ> PARTES RELACIONADAS1 Parte relacionada é a pessoa física ou jurídica que exerce controle ou influên­ cia significativa na entidade auditada. mas não tem controle sobre essas políticas A existência dos seguintes relacionamentos pode indicar a presença de controle ou influência significativa: (a) participações diretas ou indiretas no capital ou outros interesses finan­ ceiros na entidade. ’ Resolução CFC n° 1. direta ou indiretamente. sobre a entidade que reporta. Controle Poder de aovemar as políticas financeiras e operacionais de uma entidade de modo a obter benefícios de suas atividades Influência significativa Poder de participar das decisões (aue Dode ser conseguida por meio de propriedade de ações.Partes Relacionadas. por meio de um ou mais intermediários. (c) ser parte dos responsáveis pela governança ou administração-chave (isto é. estatuto ou acordo) de política financeira e operacional de uma entidade. (b) participações em capital direto ou indireto da entidade ou outros interesses financeiros em outras entidades.

governo nacional. afetadas por esses relacionamentos e transações. Para isso. por ter: ~ controlador comum. que não são relacionados e estão agindo de maneira mutuamente independente e buscando os seus melhores interesses. de que foram divulgadas. identificadas e . Contudo. regional ou local) não são consideradas partes relacionadas. ou • outra entidade que está sob controle comum juntamente com a entidade que reporta. o auditor define e executa procedimentos adicionais de auditoria para obter evidências a respeito dos riscos associados aos relacionamentos e transações com partes relacionadas. essas transações podem não ocorrer em condições normais de mercado. por meio de um oü mais intermediários. (3) obter evidência de auditoria apropriada e suficiente sobre afirmações de que as transações com partes relacionadas foram conduzidas em termos equivalentes àqueles prevalecentes entre partes independentes. e (5) obter representações formais da administração e. Ou seja. (4) avaliar se os relacionamentos e transações com as partes relacionadas identificados foram adequadamente contabilizados e divulgados. Assim.A U D IT O R IA O ç j.v / S a / re ro e Fernando Groeff • outra entidade sobre a qual a entidade que reporta tem controle ou in­ fluência significativa. podem não ser conduzidas em termos e condições como aquelas entre um comprador e um vendedor. . atingem a apresentação adequada (como requerido pela estrutura aplicável no Brasil). o objetivo do auditor independente é atingir entendimento suficiente dos relacionamentos e transações com partes relacionadas para que ele seja capaz de reconhecer fatores de risco de fraude e concluir se as demonstrações contábeis. ou . entidades que estão sob o controle comum de um estado (isto é.administração-chave comum. em con­ formidade com a estrutura de relatório financeiro aplicável. a menos que se envolvam em transações significativas ou compartilhem recursos em medida significativa. buscando: (1) identificar partes relacionadas ou relacionamentos significativos com partes relacionadas não identificadas ou divulgadas anteriormente.proprietários que são parentes próximos. dos responsáveis pela governança. (2) avaliar transações significativas identificadas com partes relacionadas fora do curso normal de negócios da entidade. direta ou indiretamente. Mas porque é importante o conhecimento das transações com partes re­ lacionadas? Normalmente. quando apropriado.

.contabilizadas todas partes relacionadas e todos os relacionamentos e transações com partes relacionadas de que tinham conhecimento. em conformidade com as exigências da estrutura de relatório financeiro que seja aplicável.

procura manter-se atualizada. e a sua conseqüente revelação. pela ocorrência de fatos imprevistos. é atividade típica da auditoria externa independente. a situação pode ter-se modificado sensivelmente. Encerramento do exercício financeiro Divulgação das Demonstrações Contábeis Transações e eventos que ocorrem nesse intervalo podem afetar as demonstrações contábeis em anáiise A auditoria investiga essas eventuais ocorrências. Mas isso já é com algum atraso. São Paulo: Atlas. quantifica-os. Ernesto. A escrituração contábil chega até o encerramento do balanço e demonstra a situação patrimonial. que tenha levantado seu balanço no fim do seu exercício social.225/09: NBC TA 560 . se estes forem de natureza tal que devam ser conhecidos. 2009. pois entre a data do encerramento do exercício e o momento em que as demonstrações contábeis são divulgadas. . decorrem muitos dias. revelando situação satisfatória. Hilário. mas que. Suponhamos uma empresa próspera. Nesse meio tempo. possam ter sobre a situação da empresa auditada. às vezes. revela-os e. p. MARRA. financeira e de resultados daquela data. uma das finalidades maiores desta atividade profissional. demonstrando. tendo deteriorado ou melhorado muito. FRANCO.Capítulo 19 EVENTOS SUBSEQUENTES1 Segundo Franco & Marra2. avalia seus efeitos e. 485. a investigação dos eventos subsequentes à data do levantamento do balanço. Auditoria Contábil. os quais por sua relevância possam afetar substancialmente a situação patrimonial e/ou financeira da empresa.Eventos Subsequentes. até meses. sempre que possível. pela influencia que. quinze dias depois 1 2 Resolução CFC n° 1. de forma prática e objetiva.

Também os bons. e (3) fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a divulgação das demonstrações contábeis. com o devido cuidado. A solução feliz de um processo vultoso. que estabelece procedimentos e critérios a serem adotados pelo auditor em relação aos eventos ocorridos entre a data do balanço e a data do relatório de auditoria. consumidor de quantidade apreciável da produção. deve revelá-lo.. o auditor deve considerar como parte normal da auditoria o período entre a data do término do exercício social e a data da emissão do respectivo relatório (também chamado de período subsequente). o fechamento de um negócio excepcional. evitando o comprometimento com possibilidades que possam não se concretizar. que estava registrado como contingên­ cias. enquanto as demonstrações contábeis do exercício revelam situação satisfatória. devedor de quantia muito significativa em relação ao Patrimônio Líquido da empresa. O assunto. mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. a preocupação maior do auditor é sempre com os eventos que possam trazer conseqüências prejudiciais.-^ Davi Bàrréto é Fernandó G raefí . eventos subsequentes. garantindo a produção e os lucros por muito tempo. há o desaparecimento do cliente. naquele momento. Entretanto. a mudar a sua política de vendas. Assim. ou sujeitar-se a reduzir suas atividades. com perspectivas de grande aumento das vendas. Observe que a data do relatório do auditor independente informa ao leitor que o auditor considerou o efeito dos eventos e transações que ocorreram até aquele momento (daqueles que. ou não. a aquisição de uma fábrica concorrente. finan­ ceira e de resultados. . o auditor deve considerar três situações de eventos subsequentes: (1) eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente. já e bem outra. forçando a empresa. com influencia na situação econômica. na NBC TA 560. pela inesperada falência de seu principal cliente. Além do prejuízo monetário. . dizendo dos efeitos que produzirá sobre as demonstrações contábeis já encerradas e das perspectivas futuras de resultado.- de ter concluído o balanço sofre uma perda irreparável. é disciplinado pelas normas de auditoria. AUDITORIA . Assim. é preferível esperar que os bons eventos aconteçam. a fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório que possam demandar ajustes nas demonstrações contábeis ou divulgação de informações nas notas explicativas. (2) fatos que chegaram ao conhecimento do auditor independente após a data do seu relatório. A administração. tomando conhecimento do evento subsequente. Dentro do princípio do conservadorismo. tudo isso pode ser revelado. ou tomar qualquer outra atitude que pode. superar o ocorrido. tomou conhecimento. bem como. a realidade. Mas não são apenas os maus eventos que devem ser revelados. Como exposto. evidentemen­ te). no mínimo.

realizadas após a data das demonstrações contábeis. Entre outros.V -í.: Cap. o auditor deve executar procedimentos de auditoria desenhados para obter evidência de auditoria apropriada e suficiente de que todos os eventos ocorridos entre a data das demonstrações contábeis e a data do seu relatório que precisam ser ajustados ou divulgados nas demonstrações contábeis foram identi­ ficados. das reuniões dos proprietários (dos acionistas em sociedade anônima). (1) Eventos ocorridos entre a data das dem onstrações contábeis e a data do relatório do auditor independente (período subsequente) Encerram ento do exercício financeiro ao qual s e refere à s dem onstrações E m issã o do relatório do auditor independente N. a natureza e extensão dos proce­ dimentos vão depender da avaliação do risco pelo auditor. • leitura das atas.EVENTOS SUBSEQUENTES Ocorridos e conhecidos eníre a data do término do exercício social e a data da emissão do relatório de auditoria. Esses procedimentos devem cobrir desde a data das demonstrações até a data do relatório. (periodo subsequente^ ! Conhecidos após a divulgação j das Demonstrações í Contábeis. da administração e dos responsáveis pela gover­ nança da entidade. sobre a ocorrência de eventos subsequentes que poderiam afetar as demonstrações contábeis. se houver. \ Nesse caso. quando apropriado. w Subsequentes. É importante ressaltar que o período subsequente faz parte da auditoria e é responsabilidade do auditor executar procedimentos adequados para identificar eventos subsequentes relevantes para as demonstrações contábeis. Términodo exercício social Emissüodo relatório de auditoria @ A Dívulgaçâodas demonstrações Conhecidosdepois do término do trabalho de campoe da emissão do reiatório e antes da divulgação das Demonstrações Contábeis. aos responsáveis pela governança. devem ser realizados os seguintes procedimentos: • obtenção de entendimento dos procedimentos estabelecidos pela adminis­ tração para assegurar que os eventos subsequentes são identificados. • indagação à administração e. / \ .Éveritos . ou o mais próximo possível desta. ." ■ / . 19 .

Além disso.Davi Barreto e Fernando á raeff e indagação sobre assuntos discutidos nas reuniões para as quais as atas ainda não estão disponíveis. previsões de fluxos de caixa e outros relatórios da administração relacionados de períodos posteriores à data das demonstrações contábeis. aos consultores jurídicos sobre litígios e reclamações. os princípios contábeis. o auditor deve avaliar se esses eventos estão refletidos de maneira apropriada nas demonstrações de acordo com a estrutura conceituai aplicável. a le­ gislação específica etc. e * leitura das últimas demonstrações contábeis intermediárias da entidade. o auditor deve solicitar à administração e. mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. se fosse do seu conhecimento na data do relatório. * indagar. observando as normas brasileiras de contabilidade. e « considerar a necessidade de representações formais que cubram de­ terminados eventos subsequentes para corroborar outra evidência de auditoria. aos responsáveis pela governança. E m issã o do relatório do auditor independente F a to s que c h eg ara m ao co n h e cim e n to do au d ito r Publicação das dem onstrações e do relatório de auditoria Nesse caso. o auditor tomar conhecimento de fato que. (2) Fatos que chegaram ao conhecim ento do auditor independente após a data do seu reiatório. Além desses procedimentos de auditoria. Se forem identificados eventos que requerem ajuste ou divulgação nas de­ monstrações. ele deve: . ou estender as indagações anteriores verbais ou por escrito.. o auditor pode realizar procedimentos adicionais. AUD1T0RÍA . quando apropriado. após a data do seu relatório. diferente do que acontece no período subsequente. o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de au­ ditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu relatório (a auditoria já foi encerrada).. mas antes da data de divulgação das dem onstrações contábeis. Entretanto. poderia tê-lo levado a alterar seu relatório. se. tais como: * ler os últimos orçamentos disponíveis. representação formal (carta da administração) de que todos os eventos que requerem ajuste ou divulgação nas demonstrações foram ajustados ou divulgados. se houver.

Pode haver casos. quando apropriado. Nesses casos. sobre as demonstrações contábeis alteradas. caso afirmativo. • estender os procedimentos de auditoria até a data do novo relatório. . o auditor independente deve notificar a administração e os responsáveis pela governança. e • determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e.^ >-v-^ÇaR--^9 ^ EVENTÓS SUBSEQUENTÈS % Í • discutir o assunto com a administração e. que não haja exigência da legislação ou. indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. deve alterar o relatório para incluir data adicional restrita a essa alteração (relatório de dupla-data) que indique que os procedimentos do auditor independente sobre os eventos subsequentes estão restritos unicamente às alterações das demonstrações contábeis descritas na respectiva nota explicativa. nas circunstâncias em que o auditor considerar necessário e a administração não alterar as demonstrações contábeis. as demonstrações contábeis forem divulgadas posteriormente sem as modificações necessárias. ou • se o reiatório já tiver sido fornecido à entidade. Se mesmo assim. por­ tanto. O novo relatório do auditor independente não deve ter data anterior à data de aprovação das demonstrações contábeis alteradas. o auditor inde­ pendente deve modificá-lo. com os responsáveis pela governança. ainda. o auditor não precisa fornecer novo relatório de auditoria ou alterar o relatório. o auditor independente deve tomar medidas (de acordo com a legislação especifica aplicável a cada caso) para procurar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria. regula­ mentação para que a administração reapresente demonstrações contábeis e. Pode haver casos em que a legislação não proíba a administração de restringir a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos do evento ou eventos subsequentes que causaram essa alteração. e depois fornecê-lo. Assim. o auditor pode limitar os procedimentos de auditoria aos eventos subsequentes que provocaram essa alteração. para que não divulguem as demonstrações contábeis para terceiros antes de serem feitas as alterações necessárias. e • fornecer novo relatório de auditoria. o auditor independente deve: • aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias da alteração. Entretanto.Caso seja necessário e a administração altere as demonstrações contábeis. pode o auditor: • se o relatório ainda não tiver sido fornecido à entidade.

se. À U D ITO R IA . • determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e. Caso a administração altere as demonstrações contábeis. • no caso em que a legislação não proíbe a administração de restringir a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos dos eventos subsequentes que causaram essa alteração o auditor deve alterar seu relatório somente no que se refere às alterações feitas pela administração nas demonstrações. após a divulgação das de­ monstrações contábeis.fornecer novo relatório do auditor independente sobre as demonstrações contábeis reapresentadas. conhecimento do auditor. caso afirmativo. poderia tê-lo levado a alterar seu relatório. se fosse do seu conhecimento na data do relatório. e . Entretanto.estender os procedimentos de auditoria e datar o novo relatório com data posterior à data de aprovação das demonstrações contábeis reapresentadas. indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis.Davi Barreto e Fernando Graeff ■ : St (3) Fatos que chegaram ao conhecim ento do auditor independente após a divulgação das dem onstrações contábeis. Parágrafo de Ênfase com referência à nota explicativa que esclarece mais detalha­ . novo ou reemitido. • nas circunstâncias em que a legislação proíbe a administração de res­ tringir a alteração das demonstrações contábeis aos efeitos dos eventos subsequentes que causaram essa alteração: . o auditor independente não tem obrigação de executar nenhum procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis. Publicação das dem onstrações e do relatório de auditoria y / / Fatos que' N. após a divulgação das demonstrações contábeis. o auditor deve: • discutir o assunto com a administração e. o auditor deve: • aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações e revisar as providências tomadas pela administração para ga­ rantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis juntamente com o respectivo relatório do auditor independente sejam informados da situação. De forma semelhante à situação (2).. o auditor independente tomar conhecimento de fato que. quando apropriado. com os responsáveis pela governança. chegaram ao : N. de forma análoga à situação (2). O auditor independente deve incluir no seu relatório.

procurará evitar o uso por terceiros daquele relatório no foturo. a administração ou os responsáveis pela gover­ nança não tomarem as referidas providências necessárias. Caso a administração não tome as providências necessárias para garantir que todos os que receberam as demonstrações contábeis emitidas anteriormente sejam informados da situação e não altere as demonstrações contábeis nas circunstâncias em que o auditor considere necessário. 19 . de que. apesar dessa notificação. o auditor independente deve tomar as medidas apropriadas para tentar evitar o uso por terceiros daquele relatório de auditoria. Cap. Se.EV EN TO S SUBSEQUENTES damente a razão da alteração das demonstrações contábeis emitidas anteriormente e do relatório anterior fornecido pelo auditor independente.. ele deve notificar a administração e os responsáveis pela governança. .

são elaboradas com base na continuidade operacional. a preparação das demonstrações contábeis presume a continuidade da entidade em regime operacional por um período previsível não menor do que 12 (ãozé) meses. ou não tenha nenhuma alternativa realista além dessas. Ou seja. a partir da data das demonstrações contábeis.185/09: NBC T 19. mas a quem compete fazer a avaliação de continuidade dos negócios da entidade? Algumas estruturas de relatórios financeiros contêm uma exigência explícita para que a administração faça uma avaliação específica da capacidade de continuidade operacional. basta lembrar o ob­ jetivo desse profissional . pressupõe-se que as atividades e os negócios da entidade não serão interrompidos de uma hora para outra. a NBC T 19.saber que a empresa vai continuar operando normalmente (não vai falir. Resoiução CFC n° 1.emitir uma opinião sobre se as demonstrações contábeis 1 2Resoiução CFC n° 1. a menos que a administração pretenda liquidar a entidade ou interromper as operações. é papel da administração realizar a avaliação da capacidade de continuidade da entidade. as demonstrações contábeis..Capítulo 4 V CONTINUIDADE OPERACIONAL1 Ao discutirmos os princípios da contabilidade no Capítulo 16. Note que esse pressuposto é essencial para os acionistas e outros interessa­ dos nas demonstrações contábeis . conceituamos o pressuposto de continuidade operacional como sendo o fato de a entidade ser vista como continuando em operação em futuro previsível. E qual a responsabilidade do auditor independente? Ora. ou seja. . ativos e passivos são registrados considerando que a entidade será capaz de realizar seus ativos e liquidar seus passivos no curso normal dos negócios. reduzir sua operação drasticamente etc. Na ausência de informações em contrário.226/09: NBC TA 570 .Continuidade Operacional.27 . quando o uso do pressuposto de continuidade operacional é apropriado. Bom. Por exemplo. Dessa forma. quebrar.) é de fundamental importância.272 exige que a administração faça uma avaliação da capacidade de continuidade da entidade. Assim.Apresentação das Demonstrações Contábeis. para fins gerais..

esse período de avaliação sobre a capacidade de continui­ dade operacional depende da estrutura de relatório financeiro aplicável. No entanto. tenha que fazer venda substancial de ativos. a ausência de qualquer referência à incerteza de continuidade operacional. Portanto. Enfim. ou que tenha que reescalonar dívidas. são eventos ou condições como3: 3 Note que esta listagem é exemplificativa. do pressuposto de continuidade operacional na elaboração e apresentação das demonstrações con­ tábeis e expressar uma conclusão sobre se existe incerteza significativa sobre a capacidade de continuidade operacional. Talvez ainda não esteja claro em que realmente consiste essa avaliação de continuidade operacional. Resumindo: o auditor tem que revisar a avaliação da administração sobre a capacidade de continuidade operacional. Normalmente. o auditor deve cobrir o mesmo período utilizado pela administração para fazer sua avaliação. em todos os aspectos relevantes. As normas de auditoria citam. por legislação ou regulamentação específica. fora do curso normal das operações. ou tomar medidas semelhantes.período este que deve ser de. reestruturar as operações em razão de forças externas. no mínimo.AUDITORIA . cobrindo o mesmo período utilizado pela administração em sua avaliação . não pode ser considerada uma garantia da capacidade de continuidade operacional. em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro aplicável. foram elaboradas. J® •7:. ou seja. no relatório do auditor independente. 12 meses a partir da data das demonstrações contábeis. ainda. sabe-se que a auditoria traz apenas uma garantia razoável. Essas indicações ou indicadores de que a continuidade da entidade em regime operacional está em risco podem vir das demonstrações contábeis ou de outras fontes.Davi Barreto e Fernando Craeff . não inclui todos os eventos e condições. a responsabilidade do auditor é obter evidência de auditoria suficiente sobre a adequação do uso. se esse período for menor do que 12 (doze) meses. pela administração. . que essa responsabilidade existe mes­ mo se a estrutura de relatório financeiro usada na elaboração das demonstrações contábeis não incluir uma exigência explícita paxa que a administração faça uma avaliação específica da capacidade de continuidade operacional. o auditor deve solicitar que a administração estenda o período de avaliação para pelo menos doze meses. Ao revisar a avaliação da administração sobre a capacidade de continuidade operacional. . as informações que levantam dúvida substancial sobre a pressu­ posição da continuidade normal das atividades relacionam-se com a incapacidade da entidade em continuar a liquidar suas obrigações no vencimento. ou seja. conforme exigido pela estrutura de relatório financeiro. Além disso. de acordo com as normas de auditoria. dos tipos de demonstrações emitidas de acordo com a legislação e os regulamentos aplicáveis àquela entidade. a partir da data do balanço. Como já falamos. sem que.

incapacidade de cumprir com os termos contratuais de empréstimo. resultar em indenização que a entidade provavelmente não terá capacidade de saldar. que supostamente afetam a entidade de maneira adversa. (2) Indicações Operacionais: * intenções da administração de liquidar a entidade ou interromper as operações. ou utilização excessiva de em­ préstimos de curto pràzo para financiar ativos de longo prazo. * mudanças de legislação. ou principais fornecedores. sem previsões realistas de renovação ou liquidação. clientes importantes. prejuízos operacionais significativos ou deterioração significativa do valor dos ativos usados para gerar fluxos de caixa. no caso de perda.'-.'o-:---. atraso ou suspensão de dividendos. de compras a prazo para pagamento à vista. . incluindo outras exigências legais.. * surgimento de concorrente altamente competitivo. empréstimos com prazo fixo. * catástrofe não segurada ou segurada por valor inferior. regulamentação ou política governamental. V/=-V”/ ’ Cap. fluxos de caixa operacionais negativos indicados por demonstrações contábeis históricas ou prospectivas. indicações de retirada de suporte financeiro por credores. próximos do vencimento. * falta de suprimentos importantes. * perda de pessoal chave da administração sem reposição. 20 ~ CONTINUIDADE OPERACIONAL '/ I (1) Indicações Financeiras: patrimônio líquido negativo (passivo a descoberto). (3) Outras Indicações: « descumprimento de exigências de capital. principais índices financeiros adversos. mudança nas condições de pagamento a fornecedores. franquia. quando de sua ocorrência. incapacidade de obter financiamento para o desenvolvimento de novos produtos essenciais ou outros investimentos essenciais. * processos legais ou regulatórios pendentes contra a entidade que podem. licença. * perda de mercado importante. * dificuldades na manutenção de mão de obra. incapacidade de pagar credores nas datas de vencimento.

o efeito numa entidade que não está podendo pagar suas dívi­ das normais pode ser contrabalançado por planos da administração para manter fluxos de caixa adequados por outros meios. pois muitas vezes uma situação adversa em um deles pode ser mitigada por uma situação positiva em outro. reescalonamento de pagamentos de empréstimos ou obtenção de capital adicional. Por exemplo. a entidade pode mitigar a perda de um fornecedor importante. tais como por alienação de ativos. Esses indicadores têm que ser analisados em conjunto. se dispuser de outra fonte de fornecimento adequada. Do mesmo modo.300 AUDiTORIÁ ~ Davi Barreto g Fernando Craeff A análise desses indicadores feita isoladamente pode não ser suficiente para caracterizar a possibilidade da descontinuidade das operações dà em­ presa. .

Ademais. apresentação e divulgação das Demonstrações Contábeis submetidas para exame de acordo com as Normas de Auditoria Independente das Demonstrações Contábeis" . as declarações por escrito solicitadas da administração podem estar limitadas aqueles assuntos considerados. visto entender relevante o assunto para a auditoria. sempre que o auditor não possa ter uma expectativa razoável quanto à existência de outra evidência de auditoria pertinente. espontaneamente ou em resposta a indagações específicas.: declaração da administração sobre sua intenção em manter determinados investimentos no longo prazo). assim como as bases de preparação. Capítulo 2 1 REPRESENTAÇÕES FORMAIS' Representações fomiais (carta de responsabilidade da administração2) são declarações escritas pela administração. muitas vezes caberá ao auditor esclarecer a administração a necessidade da representação formal. para confirmar certos assuntos ou suportar outra evidência de auditoria. Entre outros usos. pois declarações verbais são de difícil comprovação e a possibilidade de mal-entendidos entre o auditor e a administração é reduzida quando são escritas. a administração da entidade fizer decla­ rações ao auditor. uma declaração por escrito é uma evidência de auditoria melhor do que uma declaração verbal.. espera-se que a administração formalize que reconhece responsabilidades tais quais manter controles internos. ou seja. Por uma questão de eficiência e praticidade.“A administração da entidade deve encaminhar a carta ao auditor independente. no decorrer da auditoria. combater fraudes.): 1 2 Resolução CFC n° 1. ele deve obter declarações por escrito da administração sobre os assuntos significativos para as demonstra­ ções contábeis (ex. como significativos para as demonstrações contábeis.227/09: NBC TA 580 . avaliar a continuidade da entidade. individual ou coletivamente. confirmando as informações e os dados a ele fornecidos. por natureza é um ser desconfiado.. Denom inação presente na revogada NBC T n .Representações Formais. o auditor deve solicitar à administração que forneça repre­ sentação formal de que ela cumpriu a sua responsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com a estrutura de relatório financeiro aplicável. Dessa forma. Nesse sentido. elaborar estimativas contábeis etc. Sempre que.. ele deve (o auditor deve ser prudente. fornecidas ao auditor. Essas declarações devem ser feitas por escrito.

O auditor não pode deixar de realizar os procedimentos necessários de auditoria para obter as evidências em troca de representações formais. o auditor deve obter declarações formais da administração de que ela reconhece sua responsabilidade na elaboração e na implementação dos controles para prevenir e detectar sua ocorrência. que seja esperado que esteja disponível. e • analisar se as pessoas que fazem as declarações podem ser consideradas bem informadas sobre assuntos específicos sob os quais emitiram suas declarações. em certos casos. se necessário. de conluios) e das dificuldades inerentes em detectá-las. Porém. . Observe que as declarações da administração não substituem outras evi­ dências de auditoria. está disponível. Caso a declaração da administração seja conflitante com outra evidência de auditoria. Assim. o auditor deve obter a declaração da entidade de que ela não tem conhecimento de qualquer fraude ou suspeita de fraude que pudesse ter efeito relevante nas demonstrações contábeis. reconsiderar a confiabilidade de outras declarações feitas pela administração. o auditor deve investigar as circunstâncias e. Além disso. Devido à natureza das fraudes (que resultam de ações deliberadas.EE9 AUDITORIA . incluindo outras declarações. mesmo que a administração emita uma declaração sobre isso. uma declaração da administração pode ser a única evidência de auditoria que. para corroborar a intenção da administração de manter um investimento específico a longo prazo. como por exemplo. normalmente. constituirá uma limitação de escopo da auditoria o fato do auditor não conseguir obter uma evidência de auditoria adequada e suficiente.Davi Bàrrétò e Fernando Graeff • buscar evidência comprobatória de auditoria com base em fontes dentro e fora da entidade. • avaliar se as declarações feitas pela administração são razoáveis e con­ sistentes com outras evidências de auditoria obtidas. sobre um item que tenha ou possa ter um efeito significativo sobre as demonstrações contábeis.

Assim. uma obrigação presente que surge de eventos passados. . Os quadros a seguir resumem as ações que a administração deve tomar de acordo com cada tipo de contingência. ou. Provisão apenas divul­ gada. ou. ou não. de um ou mais eventos futuros. contingência é algo que não é certo. Tipo de . de um ou mais eventos futuros. que não estejam totalmente sob o controle da entidade. Obrigação presente com não provável (possíveí) saída de recursos. O què fazer? A provisão é reconheci­ da e divulgada. ou não. o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente segurança. Por outro lado.. mas que se acontecer pode ter grande relevância quanto a real situação ou mesmo quanto à continuidade normal das atividades de uma entidade. que não estejam totalmente sob o controle da entidade. : í Obrigação presente com Contigêncià . define-se contingência ativa (ativo contingente) como um possível ati­ vo. mas que não é reconhecida porque é improvável que a entidade tenha de liquidá-la. Obrigação com probabi­ lidade remota de saída de recursos. cuja. decorrente de eventos passados. Provisão não é reconhe­ cida nem divulgada.180/09. O auditor deve avaliar se a administração tomou as medidas adequadas no que se refere aos reflexos das contigências ativas e passivas nas demonstrações contábeis. provável saída de re­ cursos. Esses fatos incertos podem ser tanto positivos (contingências ativas ou ativos contingentes) quanto negativos (contingências passivas ou passivos con­ tingentes).C a p ítu lo Íta CONTINGÊNCIAS1 De forma resumida. 1 Resolução CFC n° 1. que não é determi­ nado. existência será confirmada somente pela ocorrência. contingência passiva (passivo contingente) é uma possível obrigação presente cuja existência será confirmada somente pela ocorrência.

seja pela divulgação. Em qualquer dos casos a administração da entidade é a responsável pela adoção de políticas e procedimentos para identificar. e (d) obter representação formal da administração. contabilizar e/ou divulgar. AUDITORiA . formalmente. mas não praticamente certa. então o auditor pode se valer de diversos procedimentos. O que fazer? Note que um ativo contingente nunca pode ser reconhecido (princípio da pru­ dência). da administração uma descrição das contingências na data de encerramento das demonstrações contábeis. contendo a lista de consulto­ res ou assessores jurídicos que cuidam do assunto e representação de que todas as contingências potenciais ou ainda não formalizadas. Ativo contingente não é divulgado. foram divulgadas nas Demonstrações Contábeis. o auditor deve verificar se as contingências relevantes estão devidamente tratadas nas demonstrações contábeis. pedidos de indenização ou questões tributárias. de acordo com a probabilidade de sua ocorrência. do ativo Entrada de benefícios é não provável (pos­ sível). deve solicitar à administração a opinião de outro consultor jurídico independente. incluindo correspondências e faturas de consultores jurídicos. Em outras palavras. D iv u lg a ç ã o contingente.. o auditor. mas de um ativo que deve ser reconhecido.' . Não se trata de um ati­ vo contingente. Muitas vezes os passivos não registrados e as contingências são de difícil iden­ tificação. não se trata de ativo contingente. (c) examinar os documentos em . os passivos não registrados e as contingências. . e assegurar-se de sua adequada contabilização e/ou divulgação nas demonstrações contábeis examinadas. mas de ativo propriamente dito. baseado nas informações obtidas dos con­ sultores jurídicos.poder do cliente vinculados aos passivos não registrados e às contingências. avaliar. entre eles: (a) indagar e discutir com a administração a respeito das políticas e dos procedimentos adotados.Davi Barreto e Fernando Graeff Tipo de Contigência Entrada de benefícios econômicos é pratica­ mente certa. Entrada de benefícios econômicos é provável. pois quando a entrada de benefícios econômicos for praticamente certa. relevantes. . Caso considere necessário. adequadamente. o auditor independente deve considerar alguns procedimentos na realização de um exame para identificar passivos não registrados e con­ tingências ativas ou passivas relacionados a litígios. (b) obter. No entanto. seja pela contabilização. tendo em vista eventuais incertezas e relevância do assunto. de acordo com a tabela ilustrada acima.

.'. estimado.:CqNTiNGÊNCÍÀS:^ A circularização dos consultores jurídicos é uma forma de o auditor obter con­ firmação independente das informações fornecidas pela administração referentes a situações relacionadas a litígios. por exemplo.:Cap:. pedidos de indenização ou questões tributárias. O auditor deve avaliar todas essas circunstâncias e as evidências obtidas du­ rante a aplicação de seus procedimentos de auditoria para passivos não registrados e contingências para formar o seu julgamento quanto à adequação às práticas contábeis adotadas na elaboração e na apresentação das demonstrações contábeis sob exame. Em tais circunstâncias. Importante salientar que a recusa de um consultor jurídico em fornecer a informação solicitada. a inexistência de jurisprudência sobre o assunto. Devemos considerar ainda que alguns fatores fogem da competência ou do conhecimento do consultor jurídico e podem influenciar a probabilidade de um resultado desfavorável. por meio de circularização ou em reunião.22. razoavelmente. como. ou a ausência de opinião de outro consultor jurídico independente nas condições consideradas necessárias é uma limitação na extensão da auditoria suficiente para impedir a emissão de uma opinião sem ressalvas.. o auditor pode concluir que as demonstrações contábeis estão afetadas por uma incerteza relativa ao resultado de um evento futuro que não é suscetível de ser.

Da Auditoria intema. Fraude Ato intencional de omissão e/ou manipulação de transações e operações. sistemático e disciplinado. e está estruturada em procedi­ mentos. e recomendações. dos sistemas de informações e de controles inter­ nos integrados ao ambiente. os trabalhos devem ser planejados de acordo com as diretrizes estabelecidas pela administração da entidade. tanto em termos físicos quanto monetários. eficácia. de maneira reservada. compreendendo os exames preli­ 1 Resolução CFC no 986/03: NBC T 12 . informações e demonstrações contábeis. com vistas a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. por meio da avaliação contínua de seus procedi­ mentos e controles internos. fornecendo-lhe análises. objetivo. funciona como um órgão de assessoramento da administração e seu objetivo é auxiliar no desempenho das fimções e respon­ sabilidades do corpo diretor da entidade. como discutimos ainda no Capítulo 01. é aquela executada pela própria organização. informações e demonstrações contábeis. adequação. e de direito privado. sempre por escrito. tanto em termos físicos quanto monetários Erro A atividade da auditoria intema é exercida nas pessoas jurídicas de direito público. apreciações. adulteração de documentos. Ato não intencional de omissão. Assim. e de gerenciamento de riscos. metodologicamente estruturados para a avaliação da integridade. desatenção. obrigando-se a informá-la. Uma importante função da auditoria intema é assessorar a administração no trabalho de prevenção de fraudes e erros. registros. análises. desconhecimento ou má inter­ pretação de fatos na elaboração de registros. relatórios. avaliações. levantamentos e comprovações. A auditoria intema. interno ou externo. com enfoque técnico. . eficiência e economicidade dos processos. com o objetivo de garantir o atendimento de seus objetivos institucionais. sobre quaisquer indícios ou confirmações de irre­ gularidades detectadas no decorrer de seu trabalho. portanto. bem como de transações e operações da entidade. Nesse sentido. a auditoria intema compreende os exames.r :Cfkpit u 1< > G : 1*1 5 ^ AUDITORIA INTERNA1 Segundo as normas brasileiras de contabilidade.

• os riscos de auditoria. filiais e partes relacionadas que es­ tejam no âmbito dos trabalhos da Auditoria Interna. elaborados em mexo físico ou eletrônico. • o uso do trabalho de especialistas. a auditoria interna pode se utilizar de diversos procedimentos técnicos. entre os quais: . semelhantes ou relacionados. Lembre-se que o trabalho de auditoria é um processo dinâmico. minares das áreas. • a existência de entidades associadas. Assim. • a natureza. para definir süa amplitude e época de realização. os programas de tra­ balho devem ser estruturados de forma a servir como guia e meio de controle de execução do trabalho. quer pelo volume ou pela complexidade das tran­ sações e operações. que devem ser organizados e arquivados de forma sistemática e racional. Os procedimentos da auditoria interna constituem exames e investigações. Portanto. • o conhecimento do resultado e das providências tomadas em relação a trabalhos anteriores.p a v i Barreto e Fernando: Graeff. especialmente: • o conhecimento detalhado da política e dos instrumentos de gestão de riscos da entidade. no decorrer dos trabalhos podem ocorrer fatos que levem o auditor a alterar seu planejamento. como a auditoria independente. • o conhecimento detalhado das atividades operacionais e dos sistemas con­ tábil e de controles internos e seu grau de confiabilidade da entidade.AUDITORIA . e • o conhecimento da missão e objetivos estratégicos da entidade. deve ser documentado por meio de papéis de trabalho. • as orientações e as expectativas externadas pela administração aos auditores internos. atividades. produtos e processos. que permitem ao auditor interno obter subsídios suficientes para fundamentar suas conclusões e recomendações à administração da entidade. bem como todo o trabalho do auditor interno. a oportunidade e a extensão dos procedimentos de auditoria interna a serem aplicados. No planejamento de auditoria interna devem ser levados em consideração os fatores relevantes na execução dos trabalhos. Assim como na auditoria independente. alinhados com a política de gestão de riscos da entidade. devendo ser revisados e atualizados sempre que as circunstâncias o exigirem. quanto na interna. o planejamento. Isso ocorre tanto na auditoria independente. incluindo testes de observância (testes de controle) e testes substantivos (procedimentos substantivos).

Outro fato importante a ser destacado é que a auditoria interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial. O dever de sigilo é inerente à profissão do auditor. considerando a necessidade de informar à administração sobre a ocorrência de fraudes e erros. Descrição . . • / É factual e convincente. na hipótese de constatar impropriedades/irregularidades/ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade. recomendações e providências a serem tomadas pela administração da entidade.”/.Capl 23 ÀUDITORiA iNTERNA : 4 Procedimento : í-'. fidedignas^ relevantes e úteis. e que não possam aguardar o final dos exames. Auxiiia a entidade a atingir suas metas. claramente. propicia a melhor evidência alcançável. suas conclusões. estatística ou não... O relatório da auditoria intema deve ser apresentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar. As informações que fundamentam os resultados da auditoria intema são denominadas de evidências. .Qúàndo . ao determinar a extensão de um teste de auditoria ou um mé­ todo de seleção de itens a serem testados. . ■ Procedimento análogo utili­ zado pelo auditor independente {NBC TA) inspeção Inspeção verificação de registros.\ .. de modo a fornecer base sólida para as conclusões e recomendações à administração da entidade. \ . de forma a expressar. devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo. por meio do uso apropriado das técnicas de Auditoria interna. A evidência é Suficiente Adequada Relevante Útil . dentro ou fora da entidade Observação Observação investigação e confirmação indagação e confirmação ex­ terna A auditoria intema também pode se valer ainda de técnicas de amostragem. V . A Auditoria Interna apresenta o resultado de seus trabalhos por raeio de um relatório que deve ser redigido com objetividade e imparcialidade. •••'. Sendo confiávei. Dá suporte às conclusões e às recomendações da Auditoria interna. de tal forma que uma pessoa prudente e informada possa entendê-la da mesma forma que o auditor iriterno. que devem ser suficientes. docu­ mentos e ativos tangíveis acompanhamento de processo ou procedimento quando de sua execução obtenção de informações peran­ te pessoas físicas ou jurídicas conhecedoras das transações e das operações. • V V.

A questão está apenas em observar determinados detalhes. . como não poderia deixar de ser. não importa se a escrituração é to­ talmente manual. 2009. novos demonstrativos. Antônio. em especial. eles podem ser manipu­ lados com rapidez. hoje em dia. 0 objetivo da auditoria não se altera. as análises. os custos. 480-483. Vivemos a revolução da informação» a capacidade de armazenamento e de tratamento de dados aumenta exponencialmente. por isso. Então. a auditoria. a informação não pode parar.ori7. relatórios de diversos formatos.ados Seja qual for o grau de informatização que uma empresa possa ter. por exemplo. Assim. isso ocorre desde a época em que os registros contábeis eram feitos em inscrições rupestres (há milhares de anos) até os dias de hoje. quan­ to à segurança dos dados. em ambientes informatizados. onde uma alteração fraudulenta poderia implicar na rasura do registro. Auditoria Contábil. as fraudes podem aumentar. devido à acessibilidade aos recursos de informática. 5 LOPES DE SÁ. mecanizada ou informatizada. Auditoria em ambientes com sistemas de informação computad.pr o c essa m en to eletrô nico DE DADOS1 A Contabilidade e a Auditoria (esta última. e se traduz em poder. consideravelmente. é difícil imaginar. São Paulo: Atlas. os registros não são mais estáticos. Assim. é possível alterar um dado sem deixar rastros. gerando novas informações. para os auditores surgiram dois aspectos a serem considerados: a au­ ditoria de ambientes com sistemas de informação computadorizados e a utilização de técnicas de auditoria assistidas por computador. a tecnologia de auditoria aplicada é a mesma. mais recentemente) vêm acom­ panhando pari passu a evolução tecnológica. em uma empresa de tamanho médio. com vários objetivos etc. Ora. os demonstrativos e. Enfim. p. Toda a tecnologia contábil foi tangida pelo uso da computação: a escrituração. os orçamentos. a importância da segurança em um ambiente computadorizado é diferente daquela em um ambiente em que a escrituração é feita de forma manual. uma escritu­ ração feita de forma manual. nas empresas que adotam sistemas computadorizados.

2 Idem. programas aplicativos relevantes. antes de elaborar o planejamento de auditoria. • treinamento das pessoas que utilizam esses sistemas etc. o auditor deve ter um mínimo de conhecimento de informática.Davi Barreto e Fernando Graeff . Da mesma forma. 491-494. p. a sua lógica não se altera pelo fato de se lidar com computadores.. tais como: aplicativos.muito pelo contrário. Agora. banco de dados e sistemas de gestão.AUDITORIA . a quantidade de dados disponibilizados em sistemas informatizados pode inviabilizar uma auditoria manual. dispor de uma equipe que bem conheça a execução de tarefas por computador e até. qüe utilizam no processamento. Técnicas de auditoria assistidas por computador — TACC1 São várias as circunstâncias que levam aos auditores valerem-se dos compu­ tadores em seu trabalho. • segurança da informação (física e lógica) e as defesas contra ataques (vírus. indagação ou confirmação sem o auxílio de sistemas infor­ matizados. Assim. Em alguns sistemas contábeis. Contudo. contratar especialistas de maior nível. muda para o auditor a avaliação do controle intemo e especialmente dos riscos referidos (erros que escapam aos controles internos). conforme o caso. quando a empresa auditada é intensiva no uso de sistemas computa­ dorizados para seus controles e registros. acesso indevido. . a ausência de evidências nas entradas dos registros em compu­ tadores (falta de documentação. dificilmente o auditor conseguirá realizar um bom trabalho sem se utilizar dessa mesma tecnologia. as suas normas. os objetivos da auditoria. Observa-se que os ganhos de eficiência proporcionados por esses ambientes são tamanhos. o auditor deve conhecer a qualidade do sistema de informação da entidade auditada. sem a utilização de programas de computador específicos para tal finalidade. Para isso. Como visto. tal sondagem visa verificar aspectos como: • qualidade do hardware (equipamentos) e do software (programas de com­ putador. como tudo isso impacta o trabalho do auditor? O uso de computadores muda o processo de registro de dados. como a nota eletrônica) pode exigir testes também informatizados. Os controles internos passam por algumas alterações (o risco de controle é alterado) e os riscos inerentes se acentuam. de consulta ou obtenção de informações e arquivos. Por exemplo. pode ser difícil ou impraticável para o auditor obter certos dados para inspeção. Porém. Dessa forma. que eventuais aumentos de custos decorrentes de fraudes e investimentos em sistemas de segurança são compensados. isso não significa que a migração para sistemas baseados em com­ putadores é ruim . hackers)'.

quando se deseja análise mais profunda. As normas internacionais da IFAC denominam tal utilização de TACC .PROCESSAMENTO ELETRÔNICO DE DADOS . Essas técnicas podem ser usadas para selecionar transações de amostra de arquivos eletrônicos-chave. 2 4 .Cap. que trata da resposta do auditor aos riscos avaliados e dispõe que o uso de técnicas de auditoria assistida por computador pode permitir um teste mais amplo das transações eletrônicas e arquivos de contas. quando falta confiabilidade nos registros. a NBC TA 3 3O3.Resposta do Auditor aos Riscos Avaliados. a fim de obter evidências suficientes. quando o tempo é limitado. selecionar transações com características específicas ou examinar a população inteira ao invés de uma amostra. cálculos mâis complexos etc. que podem ser úteis quando o auditor decide modificar a extensão do teste. 3 Resoiução CFC n° 1.214/09: NBC TA 330 . ou ainda uma combinação de ambos.si:* A auditoria informatizada beneficia-se. Cabe a ele avaliar essa necessidade. notadamente quando há um grande volume de tarefas.Téc­ nica de Auditoria Assistida por Computador. . pois. as novas normas reproduziram esse conceito nas normas bra­ sileiras de auditoria. na resposta aos riscos de distorção relevante devido à fraude. por exemplo. o auditor pode conduzir a auditoria aplicando procedimentos com ou sem auxílio de sistemas informatizados. Enfim. em determinadas situações. Nesse sentido.

a auditoria independente das demonstrações contábeis é um tipo de trabalho de asseguração. por exemplo. . existem dois tipos de trabalhos de asseguração cuja execução é permitida ao auditor independente: (1) trabalhos de asseguração razoável: forma positiva de expressão da conclusão do auditor independente. no qual o auditor emite uma opinião sobre as demonstrações no intuito de dar segurança aos usuários interessados nas informações contábeis da entidade auditada.Íí& p íf à iò :^ á TRABALHOS D l ASSEGURAÇÃO E 11EVISÕES' LIMITADAS1' No primeiro capítulo dessa obra. usuários podem estar interessados em trabalhos de asseguração que façam uma avaliação ou mensuração. Vimos também que esse tipo de trabalho está presente nas normas do CFC. que definem trabalhos de asseguração como “um trabalho no qual o auditor independente expressa uma conclusão com a finalidade de aumentar o grau de confiança dos outros usuários previstos. o auditor objetiva reduzir o risco do trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo. das demonstrações contábeis de uma entidade. definimos auditoria de conformidade ou de compliance como o processo de obtenção de evidências para avaliar se as atividades de uma entidade.202/09: NBC TA 01 . e coleta evidências para efetivamente dar sua opinião a respeito da adequação ou não daquilo que está sendo analisado.Estrutura Conceituai para Trabalhos de Asseguração. que não seja a parte responsável. como o próprio nome denota. Nesse tipo de trabalho. ou uma afirmação acerca da eficácia do seu controle intemo. Resolução CFC n° 1. ou seja: Segundo as normas de auditoria. Portanto. obedecem a regras ou a regulamentos previamente estabelecidos. acerca do resultado da avaliação ou mensuração de determinado objeto de acordo com os critérios aplicáveis Enfim. o trabalho de asseguração é desenvolvido para fornecer segurança aos diversos interessados acerca do objeto avaliado. As­ sim. sejam elas financeiras ou operacionais.

em todos os aspectos relevantes. ( ^ trabalhos de asseguração limitada: forma negativa de expressão da con­ clusão do auditor independente. por exemplo: “Em nossa opinião. Ou seja. se expõe a um risco maior do que rio trabalho de asseguração razoável. no entanto faz isso de forma limitada. o auditor opina positivamente se essas demonstrações estão adequadás ou não. os controles internos são eficazes. descrito neste relatório. Em trabalho de asseguração limitada. Em certos casos. o auditor poderá proceder a uma asseguração limitada. em todos os aspectos relevantes. mas apenas afirma que não encontrou evidências de que o objeto analisado não está adequado. Nesse tipo de trabalho. Assim. por exemplo. a posição patrimonial e financeira. A revisão contábil limitada não constitui o exame de apenas alguns poucos aspectos das demonstrações contábeis. se estão livres de distorções relevantes ou não. o objetivo de uma revisão limitada é a emissão de um relatório no qual o auditor. mas sim. de acordo com os critérios XYZ”. em todos os aspectos relevantes. Em trabalho de asseguração razoável.B58 AUDITORIA . não temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que os controles internos não são eficazes. por exemplo. o auditor independente expressa a conclusão de forma positiva. afirma que os valores mais significativos das demonstrações contábeis foram revisados e que nada chamou sua atenção no sentido de que as referidas demonstrações não representem. e coleta evidências para emitir sua opinião. adequadamente. a execução de procedimentos que permitam fundamentar um trabalho de asseguração razoável (ex. de acordo com os critérios XYZ”.Davi Barreto e Fernando Graeff Quando o objeto em análise são as demonstrações contábeis. o exame do conjunto de demonstrações contábeis de determinado período sem aplicar todos os procedimentos de auditoria que são requeridos na auditoria convencional. ou de algumas contas.: auditoria independente das de­ monstrações contábeis) não é praticável ou não é necessária em virtude de seus objetivos. Os trabalhos de asseguração limitada cujo objeto são as demonstrações contábeis é denominado revisão limitada. apesar de não ter efetuado uma auditoria completa. “Com base em nosso trabalho. o auditor independente expressa a conclusão de forma negativa. . pois o auditor não emite opinião a respeito da adequação ou não daquilo que está sendo analisado. limitações de tempo. recursos etc. o auditor também objetiva reduzir o risco de tra­ balho de asseguração a ura nível que seja aceitável. Diz-se que se trata de uma forma negativa de expressão da conclusão. O auditor independente planeja e executa o trabalho de asseguração (razoável ou limitada) com atitude de ceticismo profissional para obter evidência apropria­ da e suficiente sobre se a informação relativa ao objeto está livre de distorções relevantes. Nestes casos.

TRABALHOS DE ASSEGURAÇÃO E REVISÕES LIMITADAS O auditor independente considera a materialidade. e suficientes. 25 . a quantidade e a qualidade das evidências disponíveis quando planeja e executa o trabalho. a época ou a extensão dos procedimentos de obtenção de evidência. a época e a extensão dos procedimentos de obtenção de evidências apropriadas. em especial quando determina a natureza. Tanto os trabalhos de asseguração razoável como os de asseguração limitada requerem a aplicação de habilidades e técnicas para a obtenção de evidências apropriadas e suficientes. em trabalho de asseguração limitada. o risco do trabalho de as­ seguração. são propositadamente limitadas em comparação a um trabalho de asse­ guração razoável. que inclui a obtenção de entendimento do objeto e de outras circunstâncias do trabalho. no contexto do processo de trabalho sistemático e repe­ titivo.Cap. . a natureza. No entanto.

clientes. será preciso desenvolver mecanismos que garantam que o seu gerente (agente) se comporte da forma como você (principal) quer. Enfim. fisco etc. patrimonial e operacional das instituições. Veja que. O conflito de agência é um tipo de assimetria de informação na qual o proprietário (acionista) delega a um agente especializado (executivo) o poder de decisão sobre sua propriedade. a go­ vernança corporativa surgiu da necessidade de acionistas em promover novas regras que os protegessem dos abusos da diretoria executiva das empresas.. para ter sucesso no seu negócio. monitoradas e incentivadas. resultando em um conflito de agência ou conflito agente-principal.. a auditoria consiste no exame sistemático e independente das atividades desenvolvidas em determinada empresa ou setor. A governança existe com a finalidade assegurar que o comportamento da administração esteja sempre alinhado ao interesse dos acionistas da entidade. Nesse caso. iniciado em empresas norte-americanas nos anos 90. De acordo com o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). atender bem seus clientes.) por uma avaliação imparcial e independente da situação financeira. nasceu de uma demanda de terceiros externos à administração das empresas (acionistas. Governança Corporativa é um conceito bem recente. decorrente da separação entre a propriedade e a gestão empresarial. Portanto. você é o principal e o seu gerente é o agente. de acordo com o IBGC.Capítulo 26 GOVERNANÇA CORPORATIVA Já discutimos nessa obra que a auditoria surgiu para atender uma necessidade decorrente da evolução do sistema capitalista. da inércia de conselhos de administração inoperantes e das omissões das auditorias externas. Conceitualmente. credores. governança corporativa é o sistema pelo qual as organizações são dirigidas. envolvendo . surgiu para superar o “conflito de agência”. Como você pode garantir que o seu gerente vai ser eficiente? Como garantir que o agente vai se esforçar para procurar os preços mais baixos de matéria prima? Como ter certeza que ele vai começar a trabalhar cedo. Imagine a seguinte situação: você investe seu dinheiro em um pequeno negócio e contrata alguém para gerenciá-lo. investidores. No entanto. os interesses do gestor nem sempre estarão alinhados com os do proprietário.? Essa incerteza que você tem em relação ao seu gerente é que chamamos de conflito de agência ou conflito agente-principal. e está estritamente ligado a tudo que foi discutido até aqui.

com atribui­ ções distintas dentro desse sistema. e • fraudes. estão ilustrados os diversos envolvidos nos processos de governança corporativa1. . internos e extemos à empresa. Abaixo. alinhando interesses com a finalidade de preservar e otimizar o valor da organização. • erros estratégicos resultado de muito poder concentrado no executivo principal. C Conselho de Famflia ''s. uso de informação privilegiada em benefício próprio. conselho de administração. As boas práticas de governança corporativa convertem princípios em recomen­ dações objetivas. atuação em conflito de interesses. facilitando seu acesso ao capital e contribuindo para a sua longevidade.AUDITORIA .Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC). diretoria e órgãos de controle.Davi Barreto e Fernando Graeff os relacionamentos entre proprietários. a prestação de contas. É possível afirmar que o sistema de governança corporativa é um organismo complexo que envolve diversos atores. A empresa que opta pelas boas práticas de governança corporativa adota como linhas mestras a transparência. A ausência de conselheiros qualificados e de bons sistemas de governança corporativa tem levado empresas a fracassos decorrentes de: • abusos de poder do acionista controlador sobre minoritários. Sócios/Acionistas Presidente 1 Diretores Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa . da diretoria sobre o acionista e dos administradores sobre terceiros. a equidade e a responsabi­ lidade corporativa.

consequentemente. Seu papel é ser o elo entre a propriedade (sócios e acionistas) e a gestão (presidente e diretores) para orientar e supervisionar a relação desta última com as demais partes interessadas. que desempenha papel importante nesse contexto. além de emitir uma opinião imparcial sobre a adequação das demonstrações contábeis de uma empresa. O auditor extemo independente verifica se as demonstrações financeiras refletem adequadamente a realidade da sociedade.Cap. aprovação e monitoramento de decisões. Dessa forma. O Conselho de Administração. 2 Adicionalmente. segundo o IBGC. Constitui o principal componente do sistema de governança. • estrutura de capital. a revisão e a avaliação dos controles internos da organização. incluindo. • fusões e aquisições. 26 “ GOVERNANÇA CORPORATIVA 321 Cada um desses personagens tem seu papel dentro de um sistema de gover­ nança. de personagem envolvido no processo de governança é a au­ ditoria externa ou independente. ° escolha e avaliação da auditoria independente. prestando contas a eles. . • política de gestão de pessoas. Dentre as responsabilidades do Conselho de Administração destacam-se a discussão. envolvem a gover­ nança corporativa: • Transparência (disclosurè): Mais do que a obrigação de informar é o desejo de disponibilizar para as partes interessadas as informações que sejam de seu interesse e não apenas aquelas impostas por disposições de leis ou regulamentos. por exemplo. recebendo assim poderes dos sócios e. • práticas de governança corporativa. 6 sistema de controles internos (incluindo políticas e limites de alçada). é órgão colegiado encarregado do processo de decisão de uma organização em relação ao seu direcionamento estratégico. alguns autores citam outros princípios de governança como Ética e Cumpri­ mento das Leis (compliance). Finalmente. • apetite e tolerância a risco (perfil de risco). envolvendo: • estratégia. • relacionamento com partes interessadas. muitas vezes. Outro exemplo. e • código de conduta. • processo sucessório dos conselheiros e executivos. esse profissional pode fornecer um relatório específico de recomendações sobre melhoria e aperfeiçoamento dos controles internos. os princípios básicos2 que.

A empresa registra o valor da venda do televisor como receita de vendas e a garantia estendida como receita de serviços. ao avaliar as provisões para processos trabafhistas ela­ boradas pela Empresa Projeções S. b) determinar que a administração apresente novos procedimentos de cálculos que garantam os valores registrados. sob qualquer pretexto.CAPÍTULOS 16 A 26 E S I (ESAF/AFRFB/2009) A empresa Eletronics S. Como o custo é baixo. adminis­ tradores (conselheiros de administração e executivos/ gestores).A. Pode-se afirm ar que. O termo "agentes de governança" (responsáveis pela governança) refere-se a sócios. da competência. tanto in­ ternamente quanto nas relações da empresa com terceiros. independentemente de recebimento ou pagamento. deve o auditor: a} estabelecer novos critérios para realização das estimativas pela empresa. conselheiros fiscais e audito- .A.. in­ corporando considerações de ordem social e ambiental na definição dos negócios e operações. EXERCÍCIOS COMENTADOS . • Prestação de Contas (accountabilitvs: Os agentes de governança3 devem prestar contas de sua atuação. Atitudes ou políticas discriminatórias.A adequada transparência resulta em um clima de confiança. da entidade. da neutralidade. • Equidade (fairness\: Caracteriza-se pelo tratamento justo de todos os sócios e demais partes interessadas {stakeholders). contemplando também os demais fatores (inclusive intangíveis) que norteiam a ação gerencial e que conduzem à criação de valor. são totalmente inaceitáveis. • Responsabilidade Corporativa: Os agentes de governança devem zelar pela sustentabilidade das organizações. nesse caso. assumindo integralmente as conseqüências de seus atos e omissões. Não deve restringir-se ao desempenho econômico-financeiro. no período. fabrica televisores de LCD de últim a geração. não está sendo atendido o princípio: a) b) c) d) e) da continuidade. Comentários: O Princípio da Competência afirma que as receitas e as despesas devem ser incluí­ das na apuração do resultado do período em que ocorrerem. em 90% dos casos o cliente adquire. ££j*| (ESAF/AFRFB/2009) O auditor. percebeu que nos últimos três anos. A garantia convencional é dada para três anos e a garantia oferecida é estendida para mais um ano m ediante pagam ento com plem entar. no resultado. Dessa form a. os valores provisionados ficaram distantes dos valores reais. do custo como base do valor. visando à sua longevidade.

2 da NBCT 11. nos próximos 6 meses. Já o item 12. sem restrição. ao comparar as estimativas feitas em períodos anteriores com os valores reais destas. c) podem relatar parcialmente os riscos associados aos possíveis pontos a serem levantados pela auditoria externa. b) devem estar disponíveis a qualquer administrador da empresa.5. Dessa form a. do término dos relatórios de revisão. para permitir estimativas mais apropriadas no período.. Segundo a NBC TA 580. dispõe que a auditoria interna deve avaliar a necessidade de emissão de relatório parcial na hipótese de constatar impropríedades/ irregulari­ dades/ ilegalidades que necessitem providências imediatas da administração da entidade que não possam aguardar o fina! dos exames. de forma a permitir estimativas mais apropriadas no período em exame (vide item 11. item 12. sendo conduzidos aos interesses desses. C ü (ESAF/AFRFB/2009) Com relação aos relatórios de auditoria interna. aplicou a} b} c) d) e) de encerramento das demonstrações contábeis.2. e) avaiiar se houve o ajuste dos procedimentos. a carta com as declarações de responsa­ bilidade da administração da entidade (representação formai de acordo com a NBC TA 580).17. e) não devem ser emitidos antes do final dos trabalhos.1. realizando os trabalhos em conformidade com as normas de auditoria. mas não posterior à data do relatório do auditor. por não possuírem informações comple­ tas. ao realizar auditoria na empresa Construção S. deve o auditor: a) informar. a data das representações formais deve ser tão próxima quanto praticável. Ao solicitar a carta de responsabilidade da adm inistração da empresa. pode-se afirmar que: a} podem considerar posições de interesse da administração e dos gestores. norma hoje substituída peia NBC TA 540). E B(ESAF/AFRFB/2009} O auditor. devendo ser preservada a confidencialidade do seu conteúdo. dimensionando os reflexos nas de­ monstrações contábeis. da publicação das demonstrações contábeis. não precisa ser a mesma data. .6 da NBCT 11. a data deve ser o mais próxima possível da data do relatório de auditoria.c) ressalvar o parecer. de emissão do parecer dos auditores. os efeitos da situação na continuidade operacional da empresa de forma que os usuários tenham adequada informação sobre a situação.3. por inadequação dos procedimentos.A. todos os procedimentos de auditoria necessários ao trabalho. esta deve ser em itida na data Comentários: Segundo o item 11. com as novas normas de auditoria. o relatório de auditoria intema deve ser apre­ sentado a quem tenha solicitado o trabalho ou a quem este autorizar. quando houver irregularidades que requeiram ações imediatas. identificou variações significativas. ^Comentários: Segundo a NBCT 12.3.A. d) exigir que seja feita uma média ponderada das perdas dos últimos três anos.13. Ou seja. (ESAF/AFRFB/2009) O aud ito r da empresa Encerramento S. para estabelecer o valor da provisão. d) somente devem ser emitidos antes do final dos trabalhos. obteve evidências da in­ capacidade de continuidade da entidade. em que o auditor finalizar os trabalhos em campo.4. deve verificar se houve o competente ajuste nos procedimentos.3.13. Neste caso. em parágrafo de ênfase no parecer. Comentários: O auditor. cujas demonstrações contábeis estão sendo auditadas deve ter a mesma data do parecer dos auditores independentes sobre essas demonstrações.

O auditor. de operação e financeiro. a valor de realização.6 da Resolução CFC n° 1..A. limitando o escopo dos trabalhos pelas restrições financeiras apre­ sentadas pela atividade. de operação e financeiro. o auditor constatou que a empresa estava com passivo a descoberto. e) financeiro. c) emitir parecer com abstenção de opinião por não conseguir determinar a posição econômica e financeira da empresa. e) relatarem parecer adverso os efeitos no patrimônio que o processo de descontinuidade ocasiona. trazendo os valores dos ativos e passivos.16. adquiriu a principal concorrente. a firma de auditoria deve: a) manter o parecer com data anterior ao evento.D íw Barreto e Fernando Graeff ■ b) emitir parecer com ressaiva.indicador de operação. Comentários: Temos que identificar quais são os indicadores (assunto atualmente disciplinado peia NBC TA 570): a empresa estava com passivo a descoberto . mas estabelecendo que a empresa apresente as demonstrações contábeis.2 da NBC T 11. a empresa ainda não havia publicado suas demonstrações com o parecer. c) de outras indicações.16. discutir o assunto com a administração e tomar as medidas apropriadas às circunstâncias.indicador financeiro. de forma a divulgar os vaiores dos ativos e passivos por vaior de realização. Os diretores financeiro e de produção pediram demissão.037/05 {hoje alterada peía Resolução CFC n° 1. de operação e de outras indicações. após o encerramento do balanço e a emissão do parecer pelos auditores. determinando nova data para publicação das demonstrações contábeis.226/09) dispõe que quando o auditor constatar que há evidências de riscos na continuidade normal das atividades da entidade. sem grandes chances de sucesso em sua defesa. discutir o assunto com a administração e tom ar as medidas apropriadas às circunstâncias (item 11. Nessa situação. 8*^1 (ESAF/AFRFB/2009) A empresa Grandes Negócios S.AUDITORÍA . como é o caso do enunciado. Com entários: Trata-se de uma questão de eventos subsequentes. entidade foi autuada por impostos não recolhidos. no caso de eventos ocorridos após a emissão do parecer e antes da publicação das demonstrações. d) emitir parecer sem ressalva. ê) decidir se as demonstrações devem ser ajustadas. m (ESAF/AFRFB/2009) No processo de análise da continuidade dos negócios da empresa Extensão S. deve decidir se devem ser ajustadas.10. diretores financeiros e de produção pediram demissão estando a empresa com dificuldades para substituí-los . b) obrigatoriamente. A entidade foi autuada por impostos não recolhidos.A. Esses fatos representam respectivamente indicadores: a) de operação. Comentários: O item 11. ao tom ar conhecimento de fato que possa afetar de maneira relevante as demonstrações contá­ beis. d) financeiro. c) estabelecer que a empresa inclua o evento relevante nas notas explicativas. dando encerramento aos trabalhos. estando a empresa com difi­ culdades para substituí-los. d) refazer o parecer considerando as novas informações.1. financeiro e de operação. de modo que os usuários tenham adequada informação sobre essa situação. . norma hoje substituída NBC TA 560). b) financeiro. eie deve mencionar esses efeitos no seu parecer utilizando um parágrafo de ênfase. No entanto. sem grandes chances de sucesso em sua defesa .3.outras indicações. rever o parecer considerando o fato relevante. financeiro e financeiro.

o auditor é responsável pela obtenção de segurança razoável de que as demonstrações contábeis.° 1208/09.A P /2010} Com relação à conformidade com leis e re­ gulamentos. Os principais objetivos da auditoria interna são: verificar se as normas relativas ao sistema contábil e de controles internos estão sendo cumpridas. no que for pertinente. a auditoria interna visa a assistir à administração da entidade no cumprimento de seus objetivos. julgue o item que segue. “d" está certa. por meio da recomendação de soluções para as não conformidades apontadas nos relatórios. e regulamentos para auxiliar a administração na detecção de fraudes. créditos e valores da empresa. da gestão e dos controles internos.Cap. é bem intuitivo que não é responsabilidade do auditor assegurar que a empresa cumpra com as ieis e regulamentos. Com relação a esse tem a. b) o auditor tem a responsabilidade peia prevenção e peia conformidade das operações com todas as leis. e verificar a necessidade de aperfeiçoamento e propor novas normas para o sistema contábil e de controles internos. e) resguardar a administração quanto às práticas lesivas adotadas pelas empresas concorrentes e denunciar os abusos verificados nos processos da gestão. Comentários: As alternativas "a" e "b" estão erradas. e) a auditoria deve assegurar que não há risco de algumas distorções relevantes nas demonstra­ ções contábeis não serem detectadas. consoante os princípios fundam entais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade e. objetivos. independentemente se causada por fraude ou erro. d) avaliar a gestão administrativa sob os aspectos da qualidade das ações da empresa em relação ao mercado para confirmar a efetividade das praticas adotadas. a auditoria das demonstrações contábeis constitui o conjunto de procedimentos técnicos que visa à emissão de parecer acerca da sua adequação. sistemáticos e disciplinados. . apesar de executada em conformidade com as normas legais. cabe à administração da entidade a responsabilidade por assegurar o cumprimento das Seis e regulamentos. b) agregar vaior ao resultado da organização. c) a administração é responsável pela segurança e que as demonstrações contábeis. d) a administração é responsável por assegurar que as operações da entidade sejam conduzidas em conformidade com as disposições de leis e regulamentos. 26 . consideradas como um todo. estão livres de distorção relevante. apresentando subsídios para o aperfeiçoamento dos processos. I l f j l {CESPE/ANEEL/Especialista em Regulação de Serviços Públicos de Energia/2010) Segundo a NBCT-11. seguindo as orientações dos órgãos governamentais responsáveis pela fiscalização de operações financeiras. são passiveis de distorção relevante. de acordo com a norma de auditoria (NBC TA 250) aprovada peia Resolução CFC n. é correto afirm ar que: a) o auditor tem a obrigação de assegurar que as operações da entidade sejam conduzidas em conformidade com as disposições de leis e regulamentos. com a finalidade de: a) avaliar a fidelidade funcional de todos quantos tenham sob sua responsabilidade a guarda e gerenciamento de bens. por fim. c) verificar as conformidades das operações da empresa em relação aos manuais de procedimentos externos das agências públicas reguladoras das atividades empresariais. a legislação específica. consideradas como um todo. se causada por erro.AP/2010) A norma brasileira de contabilidade relativa à auditoria interna (NBC T 12) estabelece que a atividade da Auditoria Interna deve estar estruturada em procedimentos técnicos. IfUjl {FGV/Auditor da Receita Estadual . Comentários: De acordo com o CFC.GOVERNANÇA CORPORATIVA jjjjjH {FGV/Auditor da Receita Estadual . inclusive os que determinam os valores e divuigações reportadas nas demonstrações contábeis da entidade. "c" e "e" estão erradas. promo­ ver medidas de incentivo para o cumprimento das normas contábeis e dos controles internos.

principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão.. NÃO devem ser abordados aspectos referentes a a) b) c) d) e) objetivo e extensão dos trabalhos.Davi Barreto è Fernando G ra eff . f illl A identificação das partes relacionadas deve ocorrer na fase de planejam ento dos tra­ balhos de auditoria. antes das alterações efe­ tuadas pela Resolução CFC n° 1. a legislação específica. deveria ser emitida com a mesma data do parecer (relatório). (FCC/Pref. para a correta aplicação do Prin­ cípio da Com petência. São Paulo/Especialista em Administração. O rçam ento e Finanças Públicas: Ciências Contábeis/2010) Numa aud ito ria contábil. Continuidade. Comentários: A redação do artigo 5o. pelo efeito de se relacionar d ire ta m e n te à quantificação dos com ponentes patrim oniais e à form ação do resultado. consoante os princípios fundam entais de contabilidade e as normas brasileiras de contabilidade e. m (CESPE/ANEEL/Especialista em Regulação d e Serviços Públicos d e Energia/2010) Segundo a NBCT-11. eventuais limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria. É fcH É (FCC/Pref. AUDITORIA . sua identificação deve ocorrer já na fase de planejamento da auditoria. no que fo r p ertin ente. Parte relacionada é a pessoa física ou jurídica que exerce controle ou influência significativa na entidade auditada. Previam ente ao início dos trabalhos de aud ito ria. a aud ito ria das dem onstrações contábeis constitui o conjunto de procedi­ m entos técnicos que visa à emissão de parecer acerca da sua adequação. Prudência. pelas novas. Oportunidade. o a u d ito r deve o b te r carta que evidencie a responsabilidade da adm inistração q uanto às inform ações e aos dados e à preparação e à apresentação das dem onstrações contábeis subm etidas aos exames de auditoria. Orçam ento e Finanças Públicas: Ciên­ cias Contábeis/2010) Em um relatório de Auditoria interna. São Paulo/Especialista em Administração. e de constituir dado importante para aferir a capacidade futura de geração de resultado {atualmente. §2°. não há mais menção expressa à relação entre os princípios da continuidade e competência). mas não posterior à data do relatório e não antes do início dos trabalhos. ju lg u e o item que segue. dispunha que a observância do Princípio da CONTINUIDADE é indispensável à correta aplicação do Princípio da COMPETÊNCIA. tão próxima quanto praticável. Comentários: As alternativas "a" a "d" estão erradas. com abstenção ou com ressalva do auditor. da Resolução CFC n° 750/93. pelas normas revogadas. descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas. possibilitando detectar.282/10. o objetivo e a extensão dos trabalhos de auditoria. Atualização monetária. por efeito de se relacionar dire­ tamente à quantificação dos componentes patrimoniais e à formação do resultado. os principais procedimentos de auditoria aplicados e sua extensão. quaisquer transações relevantes que as envolvam. Com relação a esse tem a. as eventuais . é indispensável a observância do Princípio da a) b) c) d) e) Entidade. Comentários: A carta de responsabilidade {representação formal). Comentários. opinião modificada adversa. constituindo dado im p o rtan te para aferir a capacidade fu tu ra de geração de resultado. no decorrer destes.

se fosse do seu conhecimento na data do relatório. b) revisar as providências tomadas pela administração divulgando-as no âmbito interno da empresa juntamente com o seu reiatório para que todos sejam informados da situação. o auditor.AP/2010) De acordo com a NBC TA 610 . Equidade e da integridade. a equidade.Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo/2010) Quando se fala em auditoria de sistemas contábeis com putadorizados.i-ôí-í-:GÒvERíQAHgycBft<^/m^^ limitações ao alcance dos procedimentos de auditoria e a descrição dos fatos constatados e as evidências encontradas. e) deixar de executar qualquer procedimento de auditoria em relação às demonstrações contábeis após a data do seu reiatório. mas antes da data de divulgação das demonstrações contábeis. alteraria sua opinião. iBGC e IFAC. a auditoria interna funciona como um órgão de assessoramento da administra­ ção e seu objetivo é auxiliar o desempenho das funções e responsabilidades da administração. os dois institutos. ainda que a administração não aitere as demonstrações contábeis. b) de sistemas em operação. a integridade e a prestação de contas. Portanto. a principal abordagem dos trabalhos se refere à auditoria a) dos resultados computacionais. são aspectos que devem ser abordados no relatório de auditoria interna. com os responsáveis peia governança. com abstenção ou com ressalva sobre as demonstrações contábeis. citam em comum como princípios norteadores da governança corporativa a transparência e a prestação de contas. Se esse evento for de tal magnitude que se conhecido na data do relatório.Utiüzação do Trabalho d e Auditoria interna. caso afirmativo. jH H (FGV/Fiscal da Receita Estadual . indagar como a administração pretende tratar do assunto nas demonstrações contábeis. apreciações. poderia te r levado a sua alteração. "e" está certa. aprovado peia Resolução 1229/09. D ! ! (FCC/APOFP . mesmo que tome conhecimento de eventos subsequentes. a prestação de contas e a responsabilidade corporativa. tan to no Código do IBGC quanto em publicações do IFAC. deve: a) manter o relatório sem qualquer alteração e comunicar o fato a administração para que. e recomendações. determinar se as demonstrações con­ tábeis precisam ser alteradas e. mas antes da data de divul­ gação das demonstrações contábeis. emitir opinião modificada adversa. . fornecendo-lhe análises. quando apropriado.225/09} e não da utilização do trabalho da auditoria interna. Comentários: Os princípios básicos segundo o código do iBGC são: a transparência. os princípios básicos da a) b) c) d} e) Prestação de contas e da Transparência. d) aplicar os procedimentos de auditoria necessários nas circunstâncias das alterações. se após a data do seu relatório. to m ar conhecim ento de fa to que. O enunciado refere-se ao evento subsequente do qual somente tomou conhecimento após a data do seu relatório. Não cabe ao auditor interno. o auditor deve: discutir o assunto com a administração e. ' Comentários: Essa questão trata na realidade de eventos subsequentes (Resolução n° 1. c) determinar se as demonstrações contábeis precisam ser alteradas e. Responsabilidade corporativa e da Prestação de contas. e indagar como a administração pretende tratar o assunto nas demonstrações contábeis. Integridade e da Responsabilidade corporativa. caso afirmativo. adote as medidas corretivas necessárias. e sim ao independente. Transparência e da Equidade. im (FCC/APOFP . a seu critério. Já o IFAC afirma que os três princípios fundamentais da governança no setor púbiico são: a transparência.Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo/2010) A governança cor­ porativa aplicada ao setor público tem em comum.

dos programas de computador. Comentários: Em um ambiente com sistemas de informação computadorizados. independentemente das causas que as originaram. Comentários: A estimativa contábi! consiste na previsão do valor de um item contábil que envolve julgamentos baseados nas meíhores evidências disponíveis. técnicas e procedimentos de auditoria. o auditor deve conhecer a qualidade do sistema de informação da entidade auditada. Entidade. independentem ente das causas que as originaram . das redes etc. d) da área de processamento de dados. da administração da empresa. e) dos processos computacionais. Continuidade. Prudência. julg ue o próxim o item . Oportunidade.m AUDITORIA ~ Davi 8arreto'e Fernando Graeff c) de sistemas em desenvolvimento. do treinamento das pessoas que utilizam esses sistemas. Sf?l (FCC/APOFP ~ Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo/2010) A integridade do registro do patrim ônio e das suas mutações. dos advogados.282/10. da auditoria interna. Comentários: Trata-se de uma hipótese de evento subsequente que deve ser objeto de anáiise por parte do auditor. tal sondagem visa verificar: a qualidade dos equipamentos utilizados. o Princípio da Oportunidade refere-se. a) b) c) d) e) Comentários: Segundo a resolução CFC n° 1. QjjJ (ESAF/Analísta Técnico da SUSEP/2010) As estim ativas contábeis reconhecidas nas de­ monstrações contábeis da empresa são de responsabilidade: a) b) c) d) e) dos auditores externos. seu cálculo é de exclusiva responsabilidade da administração da entidade. do conselho de administração. d eterm inando que este seja feito de im e­ diato e com a extensão correta.Especialidade: Contabilídade/2009) Acerca de objetivos. si­ multaneamente. m en­ cionada como ressalva ou em parágrafo de ênfase. da segurança da infor­ mação. A venda de ativo de valor relevante ocorrida no período entre a data do térm ino do exercício social e a data de emissão do parecer deve ser considerada peio auditor. que quando não ajustada ou revelada adequadamente. Em outras palavras.Sufram a/2009) A Auditoria interna é exercida: a) somente nas pessoas jurídicas de direito público interno. à tempestividade e à integridade do registro do patrimônio e das suas mutações. deve ser mencionada em seu relatório. o auditor concentra-se em todos os sistemas que estão em operação na entidade. . está relacionada ao Princípio Fundamental de Contabilidade da Competência. W S (CESPE/TRE-BA/Área: Administrativa . quando não ajustadas ou reveladas adequadam ente. H jjf (FUNRIO /A uditor . Esse registro deve ser feito de imediato e com a extensão correta.

emitir opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis. "d" está errada. executar apenas Auditoria Contábil. o auditor interno.A 18 .D 07 .2 0 0 9 .C 17 .■ -■r. ao auditor independente. ao comitê de auditoria. GABARITO 01 • - c 0 2 -E 05 .GOVERNANÇA CORPORATIVA .Certo 13 . é o contrário.E 09 . Orçamento e Finanças Públicas: Ciências Contábeis/2010) A carta de responsabilidade da administração é o docum ento que deve ser em itido pelos adm inistradores da entidade.A u ditor . quem emite uma opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis é o auditor externo.D 15 . Comentários: A assertiva “a" está errada. geralmente. interno e externoe de direito privado. São Paulo/Especialista em Administração.Suframa . cujas Demonstrações Contábeis estão sendo auditadas.D 11 ~ Errado 14 . e que deve ser endereçada a) b) c} d) e) ao conselho de administração.-v . Comentários: Segundo a NBC T 12. o auditor interno realiza um maior voiume de testes.:.A daptada) Uma característica do A u ditor Intern o é a) b) c) d) e) não possuir vínculo empregatício com a organização. seja de direito público (interno ou externo) ou de direito privado- EO (FUNRIO .E 10 . 26 . "b" está errada e "c" está certa. /.Certo 21 . a auditoria interna e a externa podem ser exercidas em qual­ quer tipo de pessoa jurídica.D 06 . Ca p.-: ■ o - -í ^ .. m | (FCC/Pref. quando comparado ao auditor independente.E 03 .. aos acionistas da entidade. púbiíco externo. "e" está errada. Comentários: A carta de responsabilidade da administração (representação formal nas novas normas) deve ser endereçada ao auditor independente. privado.E 22 ~ C . o auditor interno executa auditorias de caráter contábil e operacional.- b) c) d) e) somente naspessoas jurídicas de direito somente naspessoas jurídicas de direito somente nas pessoas jurídicas de direito nas pessoas jurídicas de direito público.E 16 . aos funcionários da contabilidade.-. executar Auditoria Contábil e Operacional.C 20 .A 08 . público externo e de direito privado.B 19 .C 04 .B 12 . realizar menor volume de testes. por fim. possui vínculo empregatício com a empresa auditada.

entretanto podem prestar serviços de consultoria relacionados a tais operações. (CESPE/Analista Judiciário . Entretanto. E Ü 1(CESPE/Analista Técnico UAUD .Área: Administrativa-Contabilídade -TRE M A /2008) Terminada a auditoria. program as e atividades da organização no que se refere à ética. m (CESPE/Analista Técnico UAUD . ESI (CESPE/Agente Fiscal de Tributos Municipais . por si só. mesmo quando desenvolvidos com o cuidado pro­ fissional devido.STF/2008) A am pli­ tud e do trabalho do aud ito r interno e sua responsabilidade não estão limitadas à sua . não garantem que todos os riscos significativos serão identificados. IS S (CESPE/Analista Técnico UAUD . Administrativo e Contábil . If f ii (CESPE/Auditor .Unipam pa/2009) O auditor não pode ser responsabilizado p or even­ tos ocorridos após o encerramento das demonstrações financeiras correspondentes ao período auditado.CAPÍTULOS 16 A 26 Para as questões 01 a 13.iEMA/2008) Declarações fornecidas d iretam ente pela administração isentam o aud ito r independente de suas responsabili­ dades quanto à obtenção de novas evidências de auditoria. |om | 23 (CESPE/Analista Técnico UAUD .Sebrae/2008) A auditoria interna deve avaliar o desenho.TCU/2008) Os auditores internos devem abster-se de avaliar operações específicas pelas quais tenham sido responsáveis anteriorm ente.Área: Adm inistrativa - Contabilidade . o aud ito r deve discutir com os advogados da entidade a respeito das perspectivas de desfecho do litígio e verificar se as perdas contingentes foram provisionadas. julgue as afirmativas como certo ou errado.Sebrae/2008) Os auditores internos devem u tilizar cui­ dados e habilidades esperados de um profissional prudente e com petente.Unipam pa/2009) Se a entidade auditada fo r p arte em um processo judicial de qualquer espécie.Sebrae/2008) Os auditores internos são exigidos a apli­ car e a m anter os princípios da integridade. ES (CESPE/Analista de Controle Externo . podem distorcer relatórios das atividades sob sua responsabi­ lidade. M Í (CESPE/Auditor . são consideradas ligadas quando os sócios-gerentes são os mesmos. procedimentos de auditoria. o auditor interno deve divulgar todos os fatos materiais de seu conhecimento que. 0 3 (CESPE/Analista Econômico. da objetividade. ainda que ocorram antes da divulgação do parecer de auditoria.EXERCÍCIOS . j a implantação e a eficácia dos objetivos. o auditor deve buscar as associações existentes entre as partes relacionadas das demonstrações contábeis.Prefeitura deTeresina/2008) Duas entidades são consideradas partes relacionadas desde que tenham um dirigente em comum. Bi (CESPE/Analista Judiciário . Por outro lado.Sebrae/2008) Ao observar a regra de conduta de publi­ cidade. da confidencialidade e da competência. se não divulgados. ainda que disponíveis.

é legítima a emissão parcial do relatório oriundo da au­ ditoria intema. Em um am biente com putadorizado. b) sempre que houver repercussões que afetem as finanças públicas. d) a adulteração de demonstrações contábeis. obrigatoriamente. é dispensado. não será necessário comunicar às autoridades superiores a respeito do fato. sem uma visão integrada e coesa. mas que devem ser divulgados porque podem influenciar as decisões dos usuários das informações contábeis. (CESPE/Analista Judiciário . d) as alterações que são implementadas com muita facilidade.CGE PB/2008) Os sistemas de tecnologia da infor­ mação apresentam benefícios e ríscos em comparação com sistemas manuais. c} as diversas funções que estão dispersas. c) Todos os procedimentos executados pela auditoria externa devem ser. tanto em termos físicos quanto monetários.CGE PB/2008) Com relação ao campo de atuação da auditoria interna e à ocorrência de erros e de fraudes. de que resultar prejuízo mensurável à entidade acarreta as mesmas conseqüências da fraude. (CESPE/Auditor de Contas Públicas . por não ser fator relevante na execução dessa tarefa. pois com pete à auditoria interna avaliar o grau de confiabilidade dos controles internos. o auditor deve comunicaro fato previamente às autoridades externas. d) No planejamento da auditoria interna.Contabilidade . e) a coerência que é menor em razão de as transações estarem submetidas a controles distintos. com perda de registroeme­ mória. os controles internos têm de levar em conta esses riscos. b) a diminuição do envolvimento humano. heterogêneos. Administração Pública e/ou de Empresas . assinale a opção correta.STF/2008) Os procedi­ mentos para identificar transações e eventos que podem requerer ajuste ou divulgação nas demonstrações contábeis devem ser executados tão próximos da data do parecer do aud ito r quanto for praticável.TCE AC/2008) A respeito das normas brasileiras para o exercício da auditoria interna. c) a interpretação equivocada da legislação peio responsávei.área de atuação. é correto afirm ar que a) quando a falha puder ser reparada no âmbito do próprio órgão auditado e com os seus res­ ponsáveis. . a) A auditoria interna está estruturada em procedimentos sem enfoque técnico. b) Em uma empresa. (CESPE/Auditor de Contas Públicas . facilitando o obscurecimento de erros. constitui uma das hipóteses de fraude. e) Em situações de apuração de fraude. (CESPE/Analista Judiciário . somente funcionários em caráter permanente e comissionados da alta di­ reção que possuem subordinação à administração sob o aspecto funcionai são considerados competentes para o exercício da auditoria interna. dado que sua finalidade é a de agregar valor à organização. o trabalho de especialistas.Área: Adm inistrativa . exe­ cutados peia auditoria interna. entre os quais menciona-se a) os arquivos e registros que se encontram em linguagem que não permite a leitura em compu­ tador.C o ntabilidad e-T JD FT /2008) Entre os eventos subsequentes à data do balanço que não originam ajustes. (CESPE/ACE Espec. inçluem-se as mudanças na legislação trib u tá ria com efeitos significativos em ativos e passivos fiscais.

SEFAZ SP/2009) As seguintes opções constituem exemplos de transações e eventos subsequentes. o auditor deve lançar mão de indicações que. a auditoria interna deve informar à administração da entidade verbalmente.SEFAZ SP/2009) Ao avaliar o pressuposto de continuidade operacional da entidade auditada. Circularização dos Consultores Jurídicos. Termo de Diligência. Entre tais indicações. não se inclui: a) b) c) d) e) incapacidade financeira de a entidade pagar seus credores nos vencimentos. Contingências ativas relacionadas a pedidos de indenização. (ESAF/APOFP . Oportunidade. destruição de estoques em decorrência de sinistro. (ESAF/APOFP .SEFAZ SP/2009) Sempre que não possa te r expectativa razoáve! quanto à existência de outra evidência de auditoria pertinente. exceto: a) b) c) d) e) perda em contas a receber decorrente de falência do devedor. (ESAF/APOFP .SEFAZ SP/2009) Sempre que se apresentarem alternativas igualm ente válidas para a quantificação das mutações patrim oniais que alterem o patrim ônio líquido. sobre os assuntos significativos para as Demonstrações Contábeis. se elas forem confirmadas. Ativos não registrados. possam sugerir dificuldades na continuação norm al dos negócios. variação sazonal dos custos com insumos.: . por meio da(o) chamada(o): a) b) c) d) e) Carta de Representação da Administração. . isoladam ente ou não. alteração na política econômica governamental que afete a todos os segmentos produtivos. (ESAF/APOFP . inclusive como aumento de capital. alteração do controle societário. a informação deverá ser feita por escrito e não precisará ser reservada. deve o auditor obter declarações por escrito da administração. Competência. de maneira reservada. Atualização Monetária. Carta de Responsabilidade da Administração.Davi Barreto e ferriando GraefF e) diante de indícios de irregularidades.SEFAZ SP/2009) Em relação ao tem a “ "contingências" podemos afirm ar que o trabalho do auditor visa identificar as seguintes ocorrências. Prudência. existência de passivo a descoberto (Patrimônio Líquido negativo). Contingências passivas relacionadas a questões tributárias. Contingências passivas relacionadas a íitígios. posição negativa do Capital Circulante (deficiência de Capital Circulante). É como d eterm ina o princípio do(a): a) b) c) d) e) Registro pelo Valor Original. deve-se adotar o m enor valor para os componentes do Ativo e o m aior valor pára os componentes do Passivo. exceto: a) b) c) d) e) Passivos não registrados. falta de capacidade financeira dos devedores em saldar seus compromissos com a entidade. AUDITORIA . (ESAF/APOFP . aporte de recursos. Carta de Conforto.

CGU/2008) No final da década de 1990. afetando não só o com portam ento das organizações. Lei Barack-Obama. empresas como Enron.SEFIN N atal/2008) Não corresponde a um evento subsequente que gera ajuste nas demonstrações financeiras: a) decisão definitiva de processo judicial.00 b) R$ 900. Por causa disso. Processos prováveis de perda pela empresa: 30% . Normas da ifvrrOSAL |3 |j {ESAF/AFRE .0 0 0 .00 c) R$ 1.650.0 00 . U m (ESAF/Auditor de Tributos Municipais . H. definiu novos controles para as operações de negócio e pro­ cessos relacionados aos relatórios financeiros. Lei Sarbanes-Oxley. da: a) b} c) d) e) Lei de Responsabilidade Fiscal. suspensão da auditoria. em especial as de capital a berto cujos papéis circulam pelos principais mercados financeiros mundiais.000. 26 . Responsabilidade Fiscai.:Cap.00 l i ! ! (ESAF/AFC . denomina-se: a) b) c) d) e) Transparência.000. fraude em auditoria. prestadores de serviços da empresa auditada. visando melhorias em governança corporativa. gerando uma forte crise no mercado de capitais norte-am ericano. Assim. pela administração da empresa auditada. em função das responsabilidades que lhes foram atribuídas por delegação de poder. a renúncia ao trabalho. Processos possíveis de perda por parte da empresa: 45%. impossibilidade de auditoria.GOVERNANÇA CORPORATIVA 333 Sj Ü (ESAF/APOFP . aqui.0 0 em processos existentes: 1. ao circularizar os escritórios de advocacia. o processo pelo qual as entidades públicas e seus responsáveis devem prestar contas dos resultados obtidos. HealthSouth e WorldCom entraram em processo de falência em decorrência de graves escândalos contábeis.00 d) R$ 2. da Carta de Responsabilidade ao aud ito r independente caracteriza a) b) c) d) e) limitação de escopo.M G /2005) O não fornecim ento.00 e} R$ 3. dando ganho ou perda da causa que represente valor relevante.SEFAZ SP/2009) Considerado fundam ental à governança no setor público.000. mas tam bém as práticas internacionais de auditoria interna até então vigentes. entrou em vigor dispositivo legal que. .250. III. Accountability. em ju lh o de 2002. Equidade. Lei das Sociedades por Ação. §KH (ESAF/Auditor de Tributos M unicipais . relativa aos R$ 3 . Processos remotos de perdas por parte da empresa: 25% . recebeu a seguinte posição de contingências. Tyco.000.SEFIN N a tal/2 0 0 8 ) Uma firm a de aud ito ria.000. Integridade. deve a empresa constituir provisão para contingências no vaior de: a) R$ 750. segundo a NPC-22.000. Trata-se.

(ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . não estaria atendendo a) b) c) d) e) ao conteúdo dos papéis de trabalho. . dois anos após a data das demonstrações contábeis. ao processo de emissão de parecer adequado. que afetam o resultado da empresa. balanço patrimonial. fornecedor essencial ou financiador estratégico. relatório de controle interno. relatório da administração.AFPS/2002) A carta d e responsabilidade da administração deve ser em itida com a mesma data do(a) a) b) c) d) e) parecer dos auditores. ao não solicitar carta de responsabilidade da administração à empresa auditada. Passivo a Descoberto ou Patrimônio Líquido Negativo. que constavam com vaior significativo e que não foram ajustados. seis meses após a publicação das demonstrações contábeis. em decorrência do declínio do valor de mercado das ações. em que for redigida e emitida pela administração. um ano após a data das demonstrações contábeis. Posição negativa de Capitai Circulante ou Capital Circulante Negativo. o auditor deve avaiiar se haverá norm alidade nas operações da empresa peio período de a) b) c) d) e) seis meses após a data das demonstrações contábeis. um ano após a publicação das demonstrações contábeis. E51 (ESAF/AFTE . em que o auditor iniciou os trabalhos na entidade. publicação das demonstrações contábeis. £ £ £ (ESAF/Auditor de Tributos Municipais . indique qual das opções a seguir não representa uma indicação financeira. aos princípios contábeis brasileiros. De acordo com a interpretação técnica dada pelo Conselho Federai de Contabilidade. a) b) c) d) e) Perda de mercado importante. mmm (ESAF/AFTE . c) descoberta de erros ou fraudes posteriores. e) ativos deteriorados. Falta de capacidade financeira dos clientes para saldar seus compromissos.SEFAZ RN/2005) O auditor. Prejuízos operacionais substanciais de forma continuada. H fjl (ESAF/AFTE . do parecer emitido pelo auditor. aos procedimentos iigados aos testes de superavaiiação.SEFIN Rectfe/2003) As indicações de que a con­ tinuidade da entidade em regim e operacional esteja em risco podem vir das demons­ trações contábeis ou de outras fontes. da publicação das demonstrações contábeis.b) perda de valor de investimentos.SEFAZ RN/2005) Para dim ensionar se a empresa terá continuidade d e suas atividades. d) determinação de valores referentes a pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificações assumidas legalmente e não formalizadas. às demonstrações contábeis.SEFAZ RN/2005) A carta de responsabilidade da Administração deve ser em itida com a data a) b) c) d) e) m do encerramento das demonstrações contábeis.

sem que haja substituição. após a publicação das demonstrações. (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Social . caracterizam-se como indicadores financeiros a) a falta continuada de suprimentos importantes e a perda de financiador estratégico. c) informar aos órgãos reguiamentares competentes que irá tomar medidas para informar aos usuários das demonstrações contábeis publicadas quanto ao risco identificado. recomendar à empresa que omita os ajustes. e) os prejuízos operacionais substanciais de forma continuada e a perda de pessoal-chave na administração.A.SEFAZ SP/2009) A carta de responsabilidade da adm i­ nistração é um docum ento que compõe os papéis de auditoria. ressalvar o parecer ou abster-se de dar opinião. b) publicar. H H (FCC/Analista M in. no entanto. a adm inistração não tom a as medidas necessárias para assegurar que os usuários sejam inform ados do fato. 1 3 (FCC/Técnico Superior de Análise Contábil .PGE RJ/2009) A empresa Clean S. delimitar as responsabilidades do auditor independente e da administração.MPE SE/2009) Segundo a NBCT 11. d) enviar uma carta aos administradores da empresa auditada. o a u d ito r to m ar conhecim ento de um fa to que poderia m odificar seu parecer e. NÃO seria seu objetivo impedir que o auditor possa ser processado societária ou criminalmente. e) informar aos principais acionistas da empresa que as demonstrações contábeis pubiicadas podem apresentar vieses para fins de tomada de decisão.AFPS/2002) Se. Dessa form a. oportuno. dar garantia ao auditor independente quanto às suas responsabilidades. informando que o trabalho de auditoria foi prejudicado e. dar maior credibilidade às informações verbais recebidas durante a auditoria. Bejü (FCC/Agente Fiscal de Rendas . nos mesmos jornais onde foram publicadas as demonstrações contábeis da empresa auditada.AFPS/2002) Na constatação de omissão de eventos subsequentes relevantes Identificados pelo auditor. A administração não tom ou as medidas necessárias para assegurar que todas as pessoas que tinham recebido as demonstrações a) b) c) d) . emitir parecer sem ressaiva. e) atender as normas de auditoria independente. c) a falta de capacidade financeira dos devedores em saidar seus compromissos com a entidade e a verificação de prejuízos operacionais substanciais de forma continuada. após a emissão das d e­ monstrações contábeis de com panhia aberta. a análise da continuidade da entidade auditada. d) a perda de fornecedor essenciaí. irá se manifestar a respeito desse fato. Público: Contabilidade . num momento futuro. que o auditor está se abstendo do parecer de auditoria publicado. modi­ ficou as demonstrações contábeis publicadas. o profissional deve: a) b) c) d) e) m elaborar notas explicativas justificando. ajustar as contas com os procedimentos recomendados. a existência de passivo a descoberto e a perda de mercado importante. nas demonstrações contábeis da empresa auditada. b) os processos iegais e administrativos pendentes contra a entidade que resuitem em obrigações que não possam ser cumpridas e a perda de financiador estratégico. o au­ d ito r deve: a) informar à administração da empresa auditada que tomará medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros para tomada de decisão.E U (ESAF/Auditor-Fiscal da Previdência Sociaf .

ao desenvolver trabalho na área de recursos humanos. registrar o investimento em curto prazo e exigir da empresa a retificação. Nesse caso. e) deverá refazer os trabalhos. d) só deverá se manifestar se estiver no período entre a data do encerramento das demonstrações contábeis e a publicação. e) observou que nas normas relativas ao relatório de auditoria intema não há previsão de proce­ dimentos a serem aplicáveis nesses casos. c) deverá comunicar tal ocorrência diretamente ao mercado e aos órgãos competentes. não sendo responsável por eventos ocorridos após a publicação. c) está obrigado a proceder a comunicação verbal de fatos desta natureza e informá-los. o nome de funcionário desligado da empresa há quatro meses. d) centralização. Nesse caso. o aud ito r pode a) solicitar carta de responsabilidade da administração. lim itando-se a divulgar em seu site. d) procedeu corretamente em conformidade com as normas de emissão dos relatórios de auditoria interna. negligência e honestidade. b) relacionamento cordial. o aud ito r não obteve evidências que suportem a contabilização. b) deverá informar à administração que poderá tomar medidas para impedir que seu parecer seja utilizado por terceiros. em relatório final.Davi Barreto é Fernando Graeff contábeis anteriorm ente divulgadas tivessem acesso às novas.TCE CE/2008) No processo de Governança Corpora­ tiva Governamental. na base de cálculo da foiha de pagamentos do mês. o auditor a) não tem nenhum procedimento a fazer. b) limitar o escopo de seu trabalho. c) e) probidade e propriedade. subjetividade e integridade. resguardando seus direitos e obrigações legais. O aud ito r entendeu que deveria m odificar seu parecer. visto que não existe definição para sua realização. m (FCC/Analista de Controle Externo . fazendo com quê a administração declare sua intenção de manutenção do investimento em longo prazo. c) determinar que o evento seja esclarecido em nota explicativa. sendo que o parecer dentro dessas circuns­ tâncias se torna nulo.AUDITORIA . complementando-os. parcialidade. imprudência e propriedade . transparência e evidênda. §|j]| (FCC/Analista de Controle Externo . e) . demonstrando os efeitos gera­ dos. não se manifestando sobre os investimentos da empresa. poste­ riormente. mas a administração não aceitou. Com base nas normas de auditoria interna.TCE A M /2008) O aud ito r interno. são elementos que identificam a boa conduta e podem com por o código de ética: a) integridade. d) determinar a baixa do investimento. atendendo a norma contábil. o auditor a) deveria ter aguardado o término dos trabalhos para elaborar o relatório. ^ (FCC/Inspetor de Controle Externo . podendo ele justificar com os papéis de trabalho. O auditor interno em itiu relatório parcial para inform ar à adm inistração da empresa a irregularidade e p erm itir que medidas corretivas fossem realizadas. mesmo que a empresa não seja informada de que ele tomará essas providências. uma vez que as demonstrações contábeis publicadas não são as que serviram para o trabalho de auditoria. b) tem a opção de informar ou não os fatos apurados à administração da empresa. objetividade e integridade. constatou.TCE M G /2007) Na auditoria dos investimentos clas­ sificados em longo prazo pela empresa auditada.

adequação. oportunidade e continuidade. d) Prudência.SEFAZ SP/2006) São princípios contábeis enunciados pela Resolução CFC no 7 5 0 /9 3 .: Çap. Considerando o disposto pelo CFC. A esse docum ento dá-se o nome de carta de responsabilidade da administração. c) entidade. destacando a res­ ponsabilidade pelas transações efetuadas. (FCC/Auditor-Fiscal Tributário M unicipal . b) Competência. eficácia.° 9 8 6 /0 3 . metodologícamente estruturados para a avaliação da integridade. etc. {FGV/SEFAZ RJ . produtos e processos que definem a amplitude e a época do trabalho a ser realizado. c) Entidade. com relação à auditoria intem a. sistemático e disciplinado. d) ajuste de bens ao valor de mercado.Fiscal d e Rendas/2009) De acordo com a Resolução CFC n.Fiscal de Rendas/2008) De acordo com José Carlos Carvalho (AuditoriaGeral e Pública). a carta deverá realizar os atos enunciados nas alter­ nativas a seguir. 26 . assinale a afirm ativa incorreta.GOVERNANÇA CORPORATIVA (FCC/Agente Fiscal de Rendas . muitas das informações obtidas pelo auditor durante a aplicação dos procedimentos são verbais. a) mencionar que o sistema contábil e os controles internos adotados peia entidade são de respon­ sabilidade da administração e adequados ao seu tipo de atividade e volume de transações b) confirmar que as estimativas contábeis foram efetuadas com base em dados consistentes ' c) confirmar que não há contingências fiscais. que devem ser suficientes. (FGV/SEFAZ RJ . objetivo. a) Compreende os exames. trabalhistas. competência e reavaliação de ativos. Dessa form a. regime de caixa e materialidade. por ocasião do encerramento dos trabalhos (com a conseqüente emissão do parecer).SEFIN SP/2006) A tem pestivídade e a in te­ gridade do registro do patrim ônio e suas variações. c) Compreende. previdenciárias e legais que possam afetar substancialmente a situação financeira e patrimonial da entidade. recuperação de despesas e uniformidade. b) registro pelo valor atualizado. dos sistemas de informações e de controles internos integrados ao ambiente e de gerenciamento de riscos. e) É fundamentada por informações denominadas de "referências". levantamentos e comprovações. fide­ dignas. do Conselho Federal de Contabilidade: a) continuidade. à exceção de um. pelo cálculo dos tributos. incluindo testes de observância e testes substantivos. eficiência e economicidade dos processos. análises. e tem por finalidade agregar valor ao resultado da organização. e) Continuidade. que permitem obter subsídios suficientes para fundamentar as conclusões e recomendações à administração da entidade. constitui o fulcro do Princípio Contábil da a) Oportunidade. Assinale-o. influindo significativa­ mente na sua avaliação . prevalência da essência sobre a forma e tempestivídade. os exames preliminares das áreas. independentes das causas que as originaram . d) Realiza exames e investigações. com enfoque técnico. atividades. relevantes e úteis. para fins de planejamento. pela elaboração das demonstrações. avaliações. a administração da auditada precisa ratificar ao aud ito r todas as informações repassadas durante os trabalhos. b) Está estruturada em procedimentos. e) prudência. de modo a fornecer base sólida para as conclusões e recomendações à administração da entidade.

Assinale-a.d) confirmar que foram adequadamente contabilizados e divulgados nas demonstrações contábeis os saldos e transações com "partes relacionadas" e os prejuízos decorrentes de compromissos de compra e venda e) mencionar que há ônus ou gravames sobre os ativos além dos relatados em documentos apropriados (notas explicativas. c) Quando a chance de ocorrência de uma contingência ativa for classificada como "possível" o tratamento a ser dado é a divuigação. nas alternativas a seguir. exemplos de eventos que requerem ajustes nas demonstrações contábeis. de um ou mais eventos futuros. O tratam ento a ser dado a elas consta na Resolução 1. mas que não é reconhecida porque: 2. de um ou mais eventos futuros. 2. ou não. A entidade deve ajustar qualquer provisão relacionada ao processo ou registrar uma nova provisão. que prevê/ respeitadas as pe­ culiaridades de cada situação. Contingências Passivas e Contingências Ativas.1. que ocorrem entre a data do balanço e a data na qual é autorizada a conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. ou não. d) A determinação do valor referente ao pagamento de participação nos lucros ou referente a gratificações. c) A determinação do custo de ativos comprados ou do valor de ativos recebidos em troca de ativos vendidos antes da data do balanço. no caso de a entidade ter. ou 2. à exceção de uma. que não estejam totalm ente sob o controle da entidade. São apresentados. eventos subsequentes à data do balanço são aqueles. por exemplo) d (FGV/SEFAZ RJ . à exceção de uma. na data do balanço. A contingência ativa á um possível ativo. Assinale-a. que não estejam totalm ente sob o controle da entidade.Fiscal de Rendas/2008) O Conselho Federal de Contabilidade define contingência passiva como: 1. uma possível obrigação presente cuja existência será confirmada somente pela ocorrência. sejam eles favoráveis ou desfavoráveis. é improvável que a entidade tenha de liquidáia.2. a) O pagamento ou a divuigação de uma decisão definitiva relacionados a um processo judicial. . uma obrigação presente lega! não formalizada de fazer tais pagamentos em decorrência de eventos ocorridos antes daquela data. b) A obtenção de informação indicando que um ativo estava deteriorado na data do balanço ou que o montante de um prejuízo por deterioração previamente reconhecido em reíação àqueíe ativo precisa ser ajustado. cuja existência será confirmada som ente pela ocorrência. ou uma obrigação presente que surge de eventos passados. Passivos. a) Quando a chance de ocorrência de uma contingência ativa for classificada como "praticamente certa" o ativo deverá ser reconhecido. confirmando que a entidade já tinha uma obrigação presente na data do baíanço. de acordo com as disposições contidas na norma sobre Provisões.088 do CFC.066. o valor da obrigação não pode ser mensurado com suficiente segurança. decorrente d e eventos passados. b) Quando a chance de ocorrência de uma contingência ativa for classificada como "provável" o tratamento correto a ser dado é a divulgação. o disposto nas alternativas a seguir. considerando o disposto na Resoiução 1. e) 0 declínio do valor de mercado de investimentos ocorrido no período entre a data do balanço e a data de autorização de conclusão da elaboração das demonstrações contábeis. (FGV/SEFAZ RJ .Fiscal de Rendas/2008) De acordo com o CFC.

2è^G0VÉRNAt^ÇA^<^ d) Quando a chance de ocorrência de uma contingência passiva for classificada como "provável" e ela for mensurável com suficiente segurança. para a avaliação da integridade. CVM e IFAC . levantam en­ tos e comprovações. as prioridades no contexto do setor público. das rotinas e. (Auditor INEA . no cumprimento de seus objetivos. adequação. . e de gerenciamento de riscos. No entanto. {FGV/TCM RJ . Os dirigentes d o setor privado priorizam o foco da governança. com a finalidade de realizar os testes de observância. análises. abranger a Gestão do Conhecimento. eficácia.A udítor/2008) O term o governança refere-se aos processos de como as organizações são adm inistradas e controladas. com vistas a assistir a) b) c) d) e) à administração da entidade. para realizar os testes substantivos. exclusivamente. são mais difíceis de identificar. das metas. avaliações. e) Capacity (Capacidade). tam bém . d) Integrity (Integridade). visando a identificar riscos de fraude. Integrity (Integridade) e Accountability (responsabilidade de prestar contas).. aos órgãos de comando da entidade.:':^.Cesgranrio) De acordo com a NBC T 12. Capacity (Capacidade) e Accountability (responsabilidade de prestar contas).2008 . Considerando a legislação que regulam enta a profissão contábil. c) integrity (Integridade). das responsabilidades. foram desenvolvidos no setor público três princípios fundam entais de governança: a) Openness (Transparência). Auditoria Interna com preende exames. em especial a proveniente do CFC. eficiência e economicidade dos processos. m etodologicam ente estruturados. na verificação dos resultados obtidos. SOX e Accountability (responsabilidade de prestar contas).^^r:Ç^p. ao gestor da entidade. aprovada pela Resolução CFC no 9 8 6 /0 3 . b) Openness (Transparência). Neste. aos órgãos consultivos. Capacity (Capacidade) e Accountability (responsabilidade de prestar con­ tas). SOX e Accountability (responsabilidade de prestar contas). e) Quando a chance de ocorrência de uma contingência passiva for classificada como "possível".International Federation o f Accountants (de acordo com o estudo realizado em 2001). dos sistemas de infor­ mações e de controles internos integrados ao am biente. a governança tem que estabelecer a definição ciara dos papéis. que opera com estruturas e modelos de gestão diferentes. deverá ser constituída a provisão. ao conselho consultivo da entidade. deverá ser feita a divulgação. dos modelos de decisão.

Certo 06 .A 42 .Certo 15 .Certo 08 — Certo 11 .E 23 .E 17 .B 18 .A 03 .B 22 .E 47 .Certo 16 .B 29 .C 41 .Davi Barreto e Fernando Graeff GABARITO 01 .A 02 .B 39 .A 37 .Errado 09 .C 38 .Errado 10 .A 28 .B 24 .E 43 .B 27 .C i .A 44 .Errado 14 .E 45 .340 AUDITORIA .D 40 .A 36 .E 46 .Errado 12 .A 34 .D 33 .D 21 .E 30.A 32 .B 26 .D 25 .B 35 .Certo 07 .Errado 13 .A 31 .Certo 05 .A 20 .Errado 04 .D 19 .

lUDÍCIBUS. 2009.Um curso moderno e completo. MACHADO. 2009. N. . Auditoria . Ernesto R.. GELBCKE. MARRA.Teoria e Prática. Manual de Auditoria Governamental. São Paulo: Atlas.. 2007. MARTINS. São Paulo: Atlas. Eliseu. Auditoria . Auditoria: Conceito. Maria da Glória A. ATTIE. São Paulo: Atlas. Sérgio. Ricardo J. 2002. São Paulo: Atlas. Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) . CREPALDl. Antônio. Mudanças contábeis na lei societária: Lei n° 11. São Paulo: Atlas. 2006. Auditoria Contábil . Marcus V.BIBLIOGRAFIA ALMEIDA. FRANCO. W. 2009. Técnicas e Procedimentos. Rio de Janeiro: Ferreira. 2009.Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa. G. São Paulo: Atlas. W. C. CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE (CFC) . Auditoria Contábil. Marcelo C. São Pauio: Atlas. R. KELL. LOPES DE SÁ. V. JUND. JOHNSON. WilÜam. Auditoria. Sérgio.638. BRAGA. 2007. Silvio A.Conceitos e Aplicações. 2009. São Paulo: Atlas. Normas. de 28-12-2007. BOYNTON. Manual de Contabilidade das Sociedades por Ações. Manual de Auditoria: Teoria e Questões Comentadas. Auditoria Contábil. São Paulo: Atlas. Hugo R.Normas Brasileiras de Contabilidade Técnica de Auditoria independente de informação Contábil Histórica (NBC TA). Ernesto. 2007.. Hilário. FERREIRA. PETER. Rio de Janeiro: Campus-Eísevier. 2009.