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Cardeal Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Disambig grey.

svg Nota: Para outros significados, veja Cardeal (desambiguação). Christian cross.svg Igreja Católica História[Expandir] Organização e Direito[Expandir] Hierarquia[Expandir] Teologia e Doutrina[Expandir] Liturgia, Culto e Espiritualidade[Expandir] Formação cristã[Expandir] Outros tópicos[Expandir] Portal v e Um cardeal é um alto dignitário da Igreja Católica, que assiste o Papa em diversas com petências. Os cardeais, agrupados no Colégio dos Cardeais, são também chamados de purpur ados, pela cor vermelho-carmesim da sua indumentária. Eles são considerados, na dipl omacia, como "príncipes da Igreja". A etimologia do termo cardeal encontra-se no l atim cardo/cardinis, em português gonzo ou eixo, algo que gira, neste caso em torn o do Papa. Índice [esconder] 1 Títulos e funções 1.1 Cardeais-bispos 1.2 Cardeais-presbíteros 2 Nomeação 3 Número 4 Funções 5 Heráldica, protocolo e privilégios 5.1 Indumentária 6 Lista de cardeais 7 Ver também 8 Referências 9 Ligações externas Títulos e funções[editar | editar código-fonte]

Vestes corais de um cardeal Cardeal Théodore Adrien Sarr usando vestes típicas cardinalícias Existem três tipos ou ordens de cardeais: os cardeais-bispos, cardeais-presbíteros e cardeais-diáconos. Antes do século XIII a palavra cardeal designava uma função, mas com o tempo passou a designar uma dignidade, embora nunca perdesse a sua ligação com o Papa. Já no Concílio Romano de 769 se achou conveniente eleger o Papa de entre os ca rdeais-presbíteros ou cardeais-diáconos e, no século IX com o Papa João VIII, são os carde ais que administram Roma e outras dioceses. Com a expansão da Igreja, passaram os cardeais a ser escolhidos nas várias nações. D. João de Azambuja, arcebispo de Lisboa, e o cardeal D. Pedro da Fonseca foram os primeiros cardeais portugueses. Atualmente, apenas seis cardeais pertencem à ordem dos cardeais-bispos, e possuem sob sua vigência uma das seis igrejas suburbicárias de Roma (Albano, Frascati, Pales trina, Porto-Santa Rufina, Sabina-Poggio Mirteto e Velletri-Segni); é este grupo d e cardeais que elege o decano do Colégio Cardinalício, cujo nome tem de ser aprovado pelo Papa, após o que acumula a sétima e mais antiga igreja suburbicária, a de Óstia, r eservada ao decanato. Pelo motu proprio "Purpuratorum patrum" do Papa Paulo VI os patriarcas de Rito o riental incorporados no Colégio Cardinalício fazem também parte da ordem dos cardeaisbispos sem que contudo lhes seja atribuída uma igreja suburbicária. Hierarquicamente estão imediatamente após os demais cardeais-bispos. A maioria dos cardeais pertence m à ordem dos cardeais-presbíteros, e a cada um destes é confiado um título na cidade de

con servou a divisão do Colégio Cardinalício nas três ordens já apontadas. com um decano e um camerlengo. O título. porém. sob pedido. a eleição do Papa foi reservada aos cardeais . esse escolhid o não é cardeal até ser criado publicamente num consistório. Os cardeais-bispos embora recebam o título de uma igreja suburbicária de Roma não poss uem. de exercer a função primord ial dos cardeais: aconselhar. em quase sua totalidade. Muitos dos cardeais servem na Cúria Romana. Nomeação[editar | editar código-fonte] Elementos heráldicos da dignidade cardinalícia que devem compor o seu Brasão d'Armas c ontendo o galero (chapéu eclesiástico) púrpura de trinta borlas.Roma. de 15 de abril de 1962. desde o pontificado do Papa João XXIII quaisquer poderes de administração sobre a s mesmas dioceses que possuem um outro bispo residencial. Formalmente estão acima da ordem dos cardeais-diáconos e abaixo dos cardeais-bispos mas deve ressaltar-se que isso não envolve uma questão de maior ou menor autoridade. pelo motu proprio "Cum gravissima". que assiste o Papa na administração da Igr eja. o Romano Pontífice. Por tradição. Os restantes cardeais são bispos ou arcebispos diocesanos. Cardeais-presbíteros[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Cardeal-presbítero Um cardeal-presbítero ou cardeal-padre é um cardeal da ordem dos presbíteros. no entanto. o cardeal in pectore é publicamente criado no primeiro consistório após terminado o perigo que i mpedia a criação. piedade e prudência na condução dos assunto s. secretamen . O Sumo Pontífice pode escolher alguém para cardeal e não divulgar o seu nome. o que tem acontecido em alguma s situações.no coração. permanec endo assim em segredo. Factualmente. Para a importância dos c ardeais na Igreja muito contribuíram as missões de que foram encarregados pelos Papa s. depois cardeal-bispo de Albano. segundo o Código de Direito Canónico. Por determinação do Concílio de Latrão de 1179. Formam a mais numerosa ordem dentro do Colégio de Cardeais. Por morte do papa que o escolhera já in pectore . Como exemplo e digna de referência é a actividade do cardeal-diácono Pelágio. Cardeais-bispos[editar | editar código-fonte] Ver artigo principal: Cardeal-bispo Originalmente este era o título daqueles escolhidos para presidir a uma das sete d ioceses suburbicárias de Roma. considerado português por alguns autores. Neste caso. distingue homens notáveis pela sua doutrina. mas dispôs que todos devem receber a ordenação episcopal. bispos de important es dioceses espalhadas por todos os pontos do globo. Mantém-se contudo a trad ição dos Cardeais tomarem posse das Igrejas de que são titulares e de colocarem na fac hada da Igreja o respectivo brasão de armas. É contudo habitual a nomeação de alguns presbíteros par a o Colégio Cardinalício. designa-se por cardeal in pectore. O Papa João XXIII. Isto é aplic ado em países onde o Cristianismo sofre perseguições. reunidos no Sacro Colégio. Em 1965 o Papa Paulo VI pelo moto próprio Ad purpurat orum patrum decretou que também os Patriarcas das Igrejas Católicas de Rito Oriental elevados ao Colégio Cardinalício passariam a fazer parte da Ordem dos cardeais-bisp os ficando hierarquicamente imediatamente a seguir dos demais cardeais-bispos su burbicários. Estes nomeados podem eventualmente req uerer ao Santo Padre dispensa da ordenação episcopal. Tal não impede. Em regra os presbíteros nomeados têm idade superior à estabeleci da para a votação do conclave (oitenta anos). Tanto é que tanto os cardeais-d iáconos como os cardeais-presbíteros são. pelo que não adquire qualquer dos direitos ou privilégios inerentes ao barrete cardinalício nem participa no conc lave para eleger um novo papa. Modelo de brasão de armas de um Cardeal que é também Metropolita (com o pálio representa do no brasão) Os cardeais são nomeados pelo Papa em ocasiões específicas na presença dos restantes mem bros do Colégio Cardinalício (consistório). Estes estão obrigados a residir em Roma. A cada cardeal-diácono é confiada uma diaconia na mesma cidade. de onde não se podia ausentar sem auto rização pontifícia.

Os cardeais podem ter responsabilidades na Cúria Romana. A entrega do barrete cardinalicio é precedida da antiga oração: Ad laudem omnipotentis Dei et Sanctae Sedis ornamentum. sendo const antemente obediente à Santa Igreja Apostólica Romana. per quod designatur quod usque ad mor tem et sanguinis effusionem inclusive pro exaltatione sanctae fidei. No consistório secreto de 1973. a Cristo e ao seu Evangelho. Os cardeais devem depois na presença do Romano Pontífice pronuncia r o juramento de fidelidade: Eu (nome e apelido). por norma. Para além do gallero o brasão de armas de um cardeal segue as normas da heráldica eclesiástic a. Os prelados escolhidos para o Colégio Cardinalício tornam-se cardeais assim que a no meação é tornada pública.te . . o Papa Paulo VI l imitou o número de cardeais eleitores a 120. in nomine Patris et Filii et Spiritus Sancti. No caso do cardeal ser também arcebispo. Os cardeais da Cúria devem residir em Roma. protocolo e privilégios[editar | editar código-fonte] Os cardeais têm direito ao gallero (chapéu eclesiástico) púrpura de trinta borlas. pace et qui ete populi christiani. i nsigne singularis dignitatis cardinalatus. extraordinários: reúnem todos os cardeais. Cardeal da Santa Igreja Romana.ou por morte do escolhido ou ainda porque o perigo nunca cessou. não revelar a ninguém o que se me confie em segredo. Após receberem o barrete e anel cardinalício os cardeais tomam simbolicam ente posse das igrejas de que são titulares. segundo as normas do Direito. Número[editar | editar código-fonte] O número de cardeais eleitores tem variado ao longo da história. dos quais 120 eram eleit ores. de sde agora e para sempre. Os cardeais com menos de oitenta anos são os eleitores para Papa (ver conclave sobre a eleição do Papa). to intr epidum exhibere debeas. nem divulgar aquilo que poderá acarretar dano ou desonra à Santa Igreja. manter sempre c om palavras e obras a comunhão com a Igreja Católica. Posteriormente decorre uma cerimónia especial na qual o papa confere a cada cardea l o barrete cardinalício (ao contrários dos demais barretes o barrete cardinalicio não tem qualquer borla) e ainda o anel. muitos des tes eleitos nunca chegam a cardeais stricto sensu. enquanto viva. colocado na parede da respectiva igreja. o respectivo brasão é. Que assim me ajud e Deus omnipotente. desempenhar com grande diligência e fidelidade as tarefas para as quais es tou chamado no meu serviço à Igreja. augmento et statu sacrosanctae romanae Ecclesiae. Os consistórios podem ser: ordinários: reúnem os cardeais presentes em Roma. ao bem-aventurado Pedro na pes soa do Sumo Pontífice e dos seus sucessores canonicamente eleitos. Isto porque apenas cardeais com menos de 80 anos têm o direito de votar na e leição do Papa. pode incluir a cruz de dois braços por t rás do brasão. accipe galerum rubrum. Heráldica. Em 1586 o Papa Sist o V fixou o seu número em setenta. Funções[editar | editar código-fonte] Os cardeais reunidos em consistório assistem o Papa nas suas decisões. A 13 de Julho de 2006 e após o primeiro consistório do Papa Bento XVI (24 de Março de 2006) o Colégio dos Cardeais contava com 191 membros. a administração da Igreja. prometo e juro ser fiel. Apesar de não terem sobre elas qualquer jurisdição. o que foi mantido pelo Papa João Paulo II.