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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Prof. Danilo Vieira. Bacharel em Administração de Empresas pela (UNESP) Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Possui experiência nas áreas: Administrativa e Acadêmica.

CARACTERÍSTICAS BÁSICAS DAS ORGANIZAÇÕES FORMAIS MODERNAS: TIPOS DE ESTRUTURA ORGANIZACIONAL, NATUREZA, FINALIDADES E CRITÉRIOS DE DEPARTAMENTALIZAÇÃO;

Organização é um sistema que visa realizar determinado conjunto de objetivos, formados por partes independentes capazes de processar recursos e transformá-los em negócios (BATEMAN e SNELL, 1998). Com este conceito, podemos focalizar a atenção nos indivíduos que compõem a empresa, no qual formam um grupo social secundário ou grupo formal, que possuem relações regidas por regulamentos baseados em normas explícitas, criando direitos e obrigações. A estrutura organizacional funciona definindo as responsabilidades, divisão de trabalho, autoridade e o sistema de comunicação dentro da empresa. A divisão de trabalho, segundo Maximiano (2000), é o processo por meio do qual a tarefa é dividida em partes, e cada parte é distribuída a um individuo diferente, permitindo que a organização realize atividades mais complexas. As responsabilidades são as obrigações e os deveres que um indivíduo deve desempenhar. Já as tarefas, são atividades específicas e operacionais, as quais os gerentes podem realizar individualmente ou em conjunto com as outras pessoas, entretanto, apesar do termo parecer sinônimo de responsabilidade, somente torna os indivíduos intimamente ligados (BATEMAN E SNELL, 1998). O modelo de estrutura organizacional, de acordo com Maximiano (2000), é o produto da divisão do trabalho, sistema de autoridade e comunicação. Existe dois modelos principais: modelo mecanicista e modelo orgânico. O modelo mecanicista é uma organização mais burocrática, onde tende a ser mais rígida. As pessoas têm pouca autonomia e suas relações são mais formais e seguem mais a estrutura hierárquica. Já o modelo orgânico tende a reduzir a formalidade, possuindo uma hierarquia imprecisa. As pessoas tem maior participação na tomada de decisão e possuem menor dependência em relação ao superior. As organizações sofrem continuamente com variáveis externas e internas, assim é necessário que as organizações passem por uma análise e mudança da estrutura. É um processo que precisa passar por revisões periódicas e utiliza uma simples ferramenta: o organograma. O organograma pode ser representado por um gráfico, no qual se encontram as informações sobre a divisão do trabalho através da representação por retângulos, a comunicação (representada pelas linhas que ligam os retângulos), a autoridade e a hierarquia, representada em níveis que os retângulos são agrupados, no topo é a pessoa que tem mais autoridade e na base a que tem menos autoridade. Essa ferramenta permite realizar uma análise e promover ações para mudança. É importante ressaltar que entre as estruturas mecânicas ou orgânicas, existem organizações intermediárias ou mistas, os quais englobam características de ambos os modelos. OLIVEIRA (2000) define estrutura organizacional como: “Conjunto ordenado de responsabilidades, autoridades, comunicações e decisões das unidades organizacionais de uma empresa.” A administração pública pode ser direta, quando composta pelas suas entidades estatais (União, Estados, Municípios e DF), que não possuem personalidade jurídica própria, ou indireta quando composta por entidades autárquicas, fundacionais e paraestatais. A Administração Pública tem como principal objetivo o interesse público, seguindo os princípios constitucionais da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos, pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se, enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”, em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”, pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade, conforto e bem-estar. O serviço público é organizado com a finalidade de harmonizar atividades, de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública, ou seja, o bem comum, que é a organização de todos os seus bens particulares, e não a simples soma dos bens individuais, como faz crer o liberalismo, nem a absorção dos bens pelo Estado, como induz o socialismo, residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora.
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onde tende a ser mais rígida. a autoridade e a hierarquia. frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. por projetos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A forma com a qual se exerce o poder político em função do território pode ser de unidade. Essa ferramenta permite realizar uma análise e promover ações para mudança. por produtos. Modelo de Estrutura Organizacional O modelo de estrutura organizacional. OLIVEIRA. § A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. ou como o caso em que se dividem as organizações governamentais regionais. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. no qual se encontram as informações sobre a divisão do trabalho através da representação por retângulos. ü Gerentes coordenam o processo decisório e fornecem as condições para a realização das tarefas dos grupos. Existe dois modelos principais: modelo mecanicista e modelo orgânico. matricial. ou seja. etc. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados. O modelo mecanicista é uma organização mais burocrática. as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. Já o modelo orgânico tende a reduzir a formalidade. existem organizações intermediárias ou mistas. Sendo funcional. Por serviços públicos. de acordo com Maximiano (2000). em que se configuraria o Estado Unitário. os quais englobam características de ambos os modelos. NOVAS IDÉIAS A RESPEITO DA ADMINISTRAÇÃO ü Todos são gerentes. como a comunicação pessoal. Somente os gerentes administram. As tarefas são especializadas e precisas. a comunicação (representada pelas linhas que ligam os retângulos). visando a satisfação de necessidades da comunidade. e por ele são exercidos diretamente. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. no topo é a pessoa que tem mais autoridade e na base a que tem menos autoridade. e atividades exercidas por delegações do poder público. a escrita ou por meio de equipamentos. É importante ressaltar que entre as estruturas mecânicas ou orgânicas. Didatismo e Conhecimento 2 . territorial. As pessoas tem maior participação na tomada de decisão e possuem menor dependência em relação ao superior prevalecendo à natureza cooperativa do conhecimento. Para se comunicar. A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. sistema de autoridade e comunicação. que transmitem as informações da seguinte forma: § A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. bem como suas sugestões. é o produto da divisão do trabalho. em que estaríamos diante do Estado Federativo. de um grupo para outro. Com as grandes mudanças e transformações no mundo empresarial o papel dos gerentes que exercem autoridade e responsabilidade passa a ser compartilhado com outros. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. por departamento. 2000 afirma que os tipos de estrutura organizacional são influenciados pela departamentalização. por clientes. O organograma pode ser representado por um gráfico. MODELO DE ADMINISTRAÇÃO CENTRALIZADO NO CHEFE ü O Gerente é o personagem principal do processo administrativo. representada em níveis que os retângulos são agrupados. Nessa ordem de ideias. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. possuindo uma hierarquia imprecisa. ü Gerentes são chefes de subordinados que obedecem. A administração do grupo de trabalho pertence ao próprio grupo. porém que se situem em diferentes hierarquias. em sentido amplo. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. As pessoas têm pouca autonomia e suas relações são mais formais e seguem mais a estrutura hierárquica. Ocorre grande valorização da lealdade e a obediência aos superiores. etc. Os funcionários operacionais passam assumir responsabilidades antes delegada apenas aos gerentes.

2000. concorrentes governo e o próprio cliente. 2004). ü Administração e gerentes são sinônimos. Essa nova visão. fez-se regra de cumprimento indispensável para a comercialização dos bens e consequente competitividade no mercado. Uma empresa devastadora. De acordo com Donaire (1999). por departamento. porém que se situem em diferentes hierarquias. por exemplo. ético e de responsabilidade ambiental. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. surge essa nova tendência de compreensão dos aspectos sociais. a proteção ao meio ambiente e ao bem estar da comunidade atual e futuramente. finalizando lucro e interesses individuais). Fonte: Maximiano. também estão ligadas a responsabilidade social corporativa. Os stakeholders serão então. passando a atentar mais para o comportamento ético da empresa. A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. como a comunicação pessoal. que impôs novos hábitos acompanhados do crescente nível de informação e conscientização da sociedade. o da convicção (justificado por valores morais) e o da responsabilidade (empresas usam do utilitarismo. Didatismo e Conhecimento 3 . com ou sem gerentes. É um processo que precisa passar por revisões periódicas e utiliza uma simples ferramenta: o organograma. Comunicação A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. ele reforça que a concepção da empresa como instituição sociopolítica. As organizações sofrem continuamente com variáveis externas e internas. Uma empresa é considerada ética se adotar uma postura ética para com os stakeholders. assim é necessário que as organizações passem por uma análise e mudança da estrutura. Segundo Karktli e Aragão (2004) a responsabilidade social corporativa é necessária para que a empresa alcance sua “maioridade”. pois vale lembrar que a responsabilidade social e a postura ética são critérios que aumentam a segurança e confiabilidade á longo prazo. para especificar a concepção de uma empresa sobre uma visão integrada. marketing social ideológico ou institucional. enfatizado na abordagem estruturalista. ação social. que transmitem as informações da seguinte forma: A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. Então. Não basta despoluir o planeta. Mudanças na concepção do papel dos chefes. desde os empregados. ou seja. aborda. a escrita ou por meio de equipamentos. principalmente á longo prazo. que enfatiza o lado social. onde as organizações são observadas a partir do seu papel sociopolítico. a verdadeira cidadania empresarial. bem como suas sugestões. sendo tomada como um diferencial. éticos e ambientais. Para se comunicar. é resultado da mudança de enfoque por parte da sociedade. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados. até os acionistas. Atividades como filantropia. A ética empresarial A ética empresarial esta pautada sobre dois aspectos. tornou-se de tamanha importância que ao se tornar uma exigência da sociedade. orientando as decisões empresariais. entra em conflito com a coletividade e pode perder a oportunidade de realizar bons negócios.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ü Administração está sempre presente no trabalho de pessoas e grupos que tomam decisões e assumem responsabilidades. como a qualidade de vida e o relacionamento humano. Os Stakeholders Karktli e Aragão(2004) utiliza o termo Stakeholders. além da qualidade intrínseca de seus produtos e a consequência de sua utilização. frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. a responsabilidade de uma empresa moderna. de grande importância para sua sobrevivência num ambiente hiper competitivo. na qual esta depende de elementos internos e externos para que alcance sua máxima eficiência. com função operativa. de um grupo para outro. as empresas precisam retificar o passado e oferecer tecnologia ao futuro (KARKTLI e ARAGÃO. A ética na empresa é hoje. Sob uma visão “globalizada”. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. etc. as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação.

Responsabilidade Social A responsabilidade social empresarial é um termo relativamente recente. que serão abordados mais profundamente. possuindo assim uma linha dupla de comando. A departamentalização funcional é organizada de acordo com as operações principais dos departamentos. Domina o processo escalar. por ser considerado um recurso abundante e ser um bem livre. por produto ou serviço. os Pigouvianos (afirmam que o preço de mercado não incorpora os custos dos agentes econômicos. Tipos de departamentalização: características. Hoje. onde é necessário aliar essa disputa a um desenvolvimento mais sustentado. tornou-se uma obrigação mundial. Dentre as principais correntes econômicas. sendo geralmente aplicada quando a empresa é de pequeno porte. O crescimento no organograma ocorre sempre de forma horizontal. incluem-se os eco desenvolvimentistas (propõe transformar o desenvolvimento econômico numa relação harmônica com a natureza). Didatismo e Conhecimento 4 . porém. Já a especialização horizontal ocorre com a necessidade de aumentar a perícia. afirma que mudanças com relação a preocupação socioambiental. não houve critérios em sua utilização. controle da poluição. por localização geográfica. Departamentalização Os departamentos são as unidades de trabalho responsáveis por uma função ou por um conjunto de funções. etc. no entanto. com relação a temática do meio ambiente. De um modo geral o meio ambiente tem sido um bem econômico gratuito que a empresa utiliza sem considerar sua finitude. ocorre também quando se verifica a necessidade de aumentar a qualidade da supervisão e chefia acrescentando mais níveis hierárquicos na estrutura. De acordo com Donaire. e desenvolveu-se junto a necessidade da responsabilidade social. Escolher homegeneidade das atividades. onde é a combinação das formas funcional e por produto. atendendo às exigências internas e externas das organizações. fases do processo. já se percebe que sua degradação é repassada à sociedade como custos sociais. É conhecida pelo nome de departamentalização pelo tendência incrível de criar departamentos. afetando a totalidade da população. É conveniente citar também a matricial. vantagens e desvantagens de cada tipo. Existem várias formas de departamentalização: a funcional. principalmente porque o impacto da variável ecológica na estratégia da organização está ligado diretamente ao seu potencial de poluição. refere-se ao crescimento da cadeia de comando. principalmente a partir do século XXI. ainda há muito a ser superado. levando em consideração a qualidade de vida e as exigências dos chamados stakeholders. início de uma organização ou trabalha apenas com um produto ou serviço. Donaire (1999). que já desenvolvem mais criticamente essas consciências. A especialização vertical se faz à custa de um aumento de níveis hierárquicos. negociando-os no mercado privado). a eficiência e a melhor qualidade do trabalho. agrupando os componentes da organização em departamentos e divisões. A departamentalização por ser tratada com um mecanismo de especialização vertical ou horizontal. causando a deterioração ambiental) e os neoclássicos (acreditam ser necessário identificar os direitos de propriedade sobre o uso dos recursos ambientais. projetos e ajustamento funcional. confrontando seus resultados econômicos com outros resultados sociais como redução da pobreza. Segundo Chiavenato a especialização vertical se caracteriza pelo aumento do números de níveis hierárquicos. É um meio de se obter homegeneidade de tarefas em cada órgão. tornaram-se necessárias uma vez que o sistema capitalista mesmo considerando toda a inovação tecnológica que proporcionou. por cliente. essa preocupação é crescente. O termo responsabilidade social não ganhava muito espaço no mundo capitalista que visava o lucro a qualquer preço.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A questão da responsabilidade ambiental Segundo Karktli e Aragão (2004) assim como o controle de qualidade a preocupação com o meio ambiente também é uma estratégia e fator de sucesso.

pode também ser conhecida como departamentalização territorial ou regional. deixando de lado questões da lucratividade. (Organizada de acordo com as operações principais dos departamentos: quem cuida dos recursos humanos = departamento rh). A estrutura geográfica é composta por unidades em diferentes locais com recursos e autonomia própria. Exemplo de departamento por cliente. onde cada uma delas possui sua própria estrutura funcional. produtividade. A departamentalização por produto é dividida em unidades. eficiência. requer diferenciação e agrupamento das atividades de acordo com a localização onde o trabalho está desempenhado ou uma área de mercado a ser servida pela empresa. Exemplo de departamentalização por localização geográfica. O cliente se torna mais importante do que os produtos e serviços oferecidos a ele. (Busca atender as necessidades específicas do cliente). A busca e concentração no cliente pode também tornar diversas outras atividades importantes como segundo plano nas organizações. e cada qual detendo a responsabilidade por um projeto. possibilitando o atendimento das necessidades específicas. produto e programa. A departamentalização por localização geográfica. (Unidades em diferentes locais. A departamentalização por cliente compreende unidades que têm responsabilidade pelo atendimento a um determinado tipo de cliente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Exemplo de departamento funcional. recursos e autonomia própria). Didatismo e Conhecimento 5 . Uma grande vantagem é o foco que permanece no cliente. É utilizada normalmente por empresas que cobrem uma grande área geográfica.

astronáutica. Consiste no agrupamento de atividades e tarefas de acordo com os principais projetos executados pela organização. Uma série de atividades que geram valor ao cliente”. Segundo Chiavenato. Como desvantagem deste tipo de departamentalização podemos considerar que o enfoque territorial da organização deixa em segundo plano a coordenação. execução ou controle da organização como um todo. aeronáutica. energia nuclear. É uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. quando projeto se refere a um novo produto a ser pesquisado e desenvolvido para ser futuramente colocado em linha de produção. como no caso de pesquisa e desenvolvimento em empresas de ramo de eletrônica. um fim.  A departamentalização por processos é formada pela diferenciação e agrupamento da sequência do processo produtivo ou operacional. com um começo. Didatismo e Conhecimento 6 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Uma grande vantagem da departamentalização geográfica é quando as circustâncias externas indicam que o sucesso da organização depende particularmente do seu ajustamento às condições e necessidades locais ou regionais. e entradas e saídas claramente identificadas. A principal tarefa é reunir uma equipe de especialista em diversos campos de atividade. existe flexibilidade na tomada de decisão adaptando-se as diferenças territoriais. ! O agrupamento por projeto é utilizado por organizações que se dedicam a atividades influenciadas pelo desenvolvimento tecnológico. farmacêutico. nos aspectos de planejamento. arranjo ou disposição racional do equipamento utilizado. a departamentalização por projetos envolve a diferenciação e o agrupamento das atividades de acordo com as saídas e os resultados. Ocorre principalmente nas áreas de marketing e produção. Chiavenato define processos como “um conjunto de atividades estruturadas e destinadas a resultar num produto especificado para um determinado cliente ou mercado. O fato de a empresa operar em diferentes territórios como se fosse uma companhia independente. etc. Exemplo de departamentalização por projetos.

que é constituída pela estrutura organizacional composta de órgãos. possuindo duas formas gerais. de forma cooperativa. níveis hierárquicos. que conduzirão ao alcance dos objetivos. Não estamos falando de organizações formais operando de modo informal. Algumas vantagens que provem da departamentalização processos podemos considerar uma maior especialização de recursos alocados. p. melhor coordenação e avaliação de cada parte ou etapa do processo. tem autoridade sobre pessoas que se encontra em escalões mais baixos. respostas mais rápida ao ambiente externo e o desenvolvimento de habilidades gerenciais. 242). A escolha do tipo de departamentalização constitui na combinação ou agrupamento adequado das atividades necessárias à organização em departamentos específicos. cargos. Devemos ter em mente que o termo organização informal refere-se às infinitas “disposições” de pessoas que existem dentro de uma estrutura formal. a estrutura da organização informal decorre dos relacionamentos não documentados e não reconhecidos oficialmente entre os membros de uma organização que surgem inevitavelmente em decorrência das necessidades pessoais e grupais dos empregados. para a subordinação e passividade em relação ao líder. essa cooperação depende das atitudes administrativas que não negam nem rejeitam a existência natural das organizações informais. A quantidade de níveis é chamada de números de escalões hierárquicos. Uma organização por ter uma relação de interdependência entre os vários segmentos especializados necessita estabelecer um alto nível de integração para que o conjunto consiga atingir seus objetivos. Didatismo e Conhecimento 7 . flexibilidade restrita para ajustes no processo. Exemplo de departamentalização por processos. p. autoridade de assessoria (staff que aconselha os presidentes ou gerentes) e a autoridade funcional (uma função tem autoridade sobre a outra). A estruturação de uma organização no momento em que ela começa a ser elaborada faz-se por meio de dois componentes básicos fundamentais. os empregados trabalharão em situações nas quais tenderão para a dependência. Os níveis hierárquicos propiciam a distribuição dos resultados em níveis. ou seja. A delegação de autoridades e responsabilidades centralizadas é a concentração de poder em um único indivíduo onde existe o controle da organização como um todo e a uniformidade dos procedimentos e decisões. sendo o poder investido a uma pessoa que tornará as decisões que conduzirão o ritmo da empresa. não há motivo para se acreditar que as organizações formais e informais estejam se antagonizando. se esses princípios forem usados corretamente. A amplitude de controle ou amplitude de comando resume-se ao número de pessoas subordinadas a um gerente. mas podemos considerar o cliente interno da empresa. unidade de direção. Naturalmente. e a Organização Formal.370). Se houver cooperação apropriada entre as duas. talvez haja um alinhamento de objetivos. que devem ser muito bem conhecidos: os indivíduos que irão trabalhar nela através de um relacionamento necessário à realização de tarefas. que é composta de níveis hierárquicos estabelecidos nos organogramas. e.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O cliente que se enquadra no processo não é necessariamente um cliente externo. que são basicamente a de forma achatada e a de forma horizontal. Como desvantagens podemos citar a possibilidade de perda da visão global do andamento do processo. O comportamento dos grupos sociais está condicionado a dois tipos de organização: a organização formal ou racional e a organização informal ou natural. em contraposição à organização formal. cadeia de comando (estrutura hierárquica) e âmbito de controle (extensão do controle). Para Stoner (1985. possibilidade de comunicação mais rápida de informações técnicas. onde a pessoa que está no nível superior (gerente). A organização formal é conduzida pela práticas estabelecidas pela empresa e por uma política empresarial traçada para atingir objetivos da empresa. 82) A organização formal se caracteriza pelo uso de princípios de “organização” como especialização de tarefa. p. Segundo Argyris (1968. O termo organização informal na literatura de administração é normalmente usado para referir-se aos grupos que estão fora dos padrões organizacionais prescritos. Organização informal A organização informal pode ser conhecida como o conjunto de interações e relacionamentos que se estabelecem entre as pessoas. As autoridades são fundamentais em qualquer organização. Existem três tipos: autoridade de linha (dentro de um departamento). relações funcionais. Para Thewatha (1982. Já a descentralização é a distribuição do poder que garante a tomada de decisão rápida.

Traduz-se por meio de altitudes e disposições baseadas na opinião e no sentimento. atividades etc. Origens da Organização Informal Existem quatro fatores que condicionam os grupos informais: a) Os “interesses comuns” das pessoas e que. Os grupos informais desenvolvem. Podem ser maiores ou menores. Didatismo e Conhecimento 8 . padrões de relações e atitudes aceitos e assimilados pelas pessoas. da ética. acontecimentos públicos. o layout do escritório. Cultura organizacional Cada organização tem a sua cultura própria. As pessoas em associação com as outras. A hierarquia funcional existente na organização formal nem sempre prevalece nos grupos informais. A inter-relação decorrente das atividades do cargo se prolonga e se amplia além dos momentos do trabalho. cuja duração e natureza transcendem as interações e relações formais. É o que denominamos cultura organizacional. Enquanto a organização formal está circunscrita ao local físico e ao horário de trabalho da empresa. esportes. propiciando a formação de contatos informais. Os indivíduos interagem em grupos informais. Atua em três níveis: no primeiro. Já no último nível. pois traduzem os interesses e aspirações do grupo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A organização informal concretiza-se nos usos e costumes. atitudes. bem como podem estar em perfeita harmonia ou em completa oposição. A cultura organizacional compreende aos hábitos e crenças da empresa. em contato com outras pessoas. No segundo nível. O cargo que cada pessoa ocupa na empresa exige contatos e relações formais com outras pessoas. c) Colaboração espontânea. são os princípios ou paradigmas. Os grupos informais. mas durante os quais permanece ao redor de seu local de trabalho. O seu ajustamento social reflete sua integração ao grupo. A organização informal é um reflexo da colaboração espontânea que pode e deve ser aplicado a favor da empresa. o indivíduo preocupa-se com o reconhecimento e aprovação social do grupo ao qual pertence. nos processos de trabalho. c) A flutuação do pessoal dentro da empresa provoca a alteração dos grupos sociais informais. criam relações pessoais de simpatia (de identificação) ou de antagonismo (de antipatia). situadas em diferentes níveis de setores da empresa. d) A possibilidade da oposição à organização informal. e) Padrões de relações e atitude. Os períodos de lazer ou tempos livres são os intervalos de tempo nos quais o indivíduo não trabalha. causam mudanças na estrutura informal. f) Mudanças de níveis e alterações dos grupos informais. os quais são inconscientes como questões relacionadas à natureza humana. Os padrões de desempenho e de trabalho estabelecidos pelo grupo informal nem sempre correspondem aos padrões estabelecidos pela administração. Coma as pessoas passam juntas a maio parte de seu tempo nos locais de trabalho. pois as interações se alteram e com elas os vínculos humanos. as vestimentas dos empregados. h) Padrões de desempenho nos grupos informais. A rotatividade. é comum que passem a identificar interesses comuns quanto a assuntos de política. É a expressão da necessidade de “associar-se” e não se modifica rapidamente e nem procede da lógica: estão relacionadas com o senso dos valores. os “tempos livres” permitem a interação entre as pessoas que estabelece e fortalece os vínculos sociais entre elas. ou seja. Assim. A organização informal é constituída por interações relações espontâneas. As pessoas participam de vários grupos informais em face das relações funcionais que mantêm com outras pessoas em outros níveis e setores da empresa. a movimentação horizontal e vertical do pessoal. Os grupos informais tendem a se alterar com as modificações na organização formal. respeito à hierarquia e capacidade de inovação. g) A organização informal transcende a organização formal. Características da Organização Informal A organização informal apresenta as seguintes características: a) Relação de coesão ou de antagonismo. Quando não bem entendida ou manipulada inadequadamente. dependendo do grau de motivação do grupo quanto aos objetivos da empresa. os quais são determinados por normas. b) Status. a organização informal pode se desenvolver em oposição à organização formal e em desarmonia com os objetivos da empresa. Os interesses comuns aglutinam as pessoas. nas tradições. espontaneamente. do lazer e relacionamento com o ambiente. entre outros. adquire certa posição social ou status em função do seu papel e participação e integração na vida do grupo. através deles. também chamados grupos de amizade. a organização informal escapa a essas limitações. d) Os períodos de lazer. há a presença dos valores conscientes como lealdade. os comportamentos dos membros. são os sintomas visíveis. as relações estabelecidas pela organização formal dão margem a uma vida grupal intensa que se realiza fora dela. dentro dos quais cada um. as transferências etc. b) A interação provocada pela própria organização formal. se organizam naturalmente por meio de adesões espontâneas de pessoas que com eles se identificam. A organização informal tem sua origem na necessidade do indivíduo de conviver com os demais seres humanos. nos ideais e nas normas sociais. ou seja. passam a se sintonizar mais intimamente. os estilos de vida e com as aquisições da vida social que a pessoa se esforça por preservar e pela defesa das quais está disposta a lutar a resistir. independentemente da sua posição na organização formal. Na organização informal. valores e expectativas divididos a todos os membros da organização.

métodos e procedimentos. Por essa razão. Segundo Chiavenato (1999) toda a cultura se apresenta em 3 diferentes níveis: ü Artefatos: Constituem o primeiro nível da cultura. como as políticas e diretrizes. valores. a cultura organizacional de uma empresa não é estática e atemporal. percepções e sentimentos nos quais as pessoas acreditam. os heróis. as histórias. No contexto das organizações públicas. As organizações públicas se deparam com a necessidade do novo tanto em aspectos administrativos quanto em políticos. funcionando como um padrão coletivo que identifica os grupos. constituindo um complexo de representações mentais e um sistema coerente de significados que une todos os membros em torno dos mesmos objetivos e do mesmo modo de agir. Os líderes assumem um papel importante ao criar e sustentar a cultura organizacional através das suas ações. símbolos. cultura significa construção de significados partilhados pelo conjunto de pessoas pertencentes a um mesmo grupo social. como planejamento.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Segundo Moraes (2001. as cerimônias são exemplos de artefatos. ü Valores compartilhados: Constitui o segundo nível da cultura. Assim. Estes produtos incluem: mitos. 53). Entretanto. A cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direciona suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. a luta de forças se manifesta entre o “novo e o velho”. Em muitas culturas organizacionais os valores são criados originalmente pelos fundadores da organização. Ela é constituída ao longo do tempo e passa a impregnar todas as práticas. A gestão da cultura de uma empresa é feita pela área de recursos humanos. é a cultura que define a missão e provoca o nascimento e o estabelecimento dos objetivos da organização. necessitam criativamente integrar aspectos políticos e técnicos. interações informais e etc. pensar. isto é. Contudo oculta alguns aspectos informais. de seus comentários e das visões que adotam. Mais que isso. sistemas de valores e normas de comportamento. São todas as coisas ou eventos que podem nos indicar visual ou auditivamente como é a cultura da organização. rituais. São as crenças inconscientes. sentimentos. os líderes também têm maior possibilidade de reforçar ou criar as principais características de uma cultura organizacional. metáforas. onde se possa obter as melhores estratégias para descrever organizações públicas capazes de atingir seus objetivos. sistemas de recompensa valorizam o comprometimento com os valores da organização. a cultura organizacional representa as normas informais e não escritas que orientam o comportamento dos membros de uma organização no dia-a-dia e que direciona suas ações para o alcance dos objetivos organizacionais. direção e controle para que se possa melhor conhecer a organização. Os símbolos. atitudes. A cultura exprime a identidade da organização. O início da cultura organizacional de uma empresa está ligado diretamente com seus fundadores. A cultura organizacional representa as percepções dos dirigentes e funcionários da organização e reflete a mentalidade que predomina na organização. suas maneiras de perceber. mais do que um conjunto de regras. os programas de treinamento promovem destaque para a história da empresa. visível e perceptível. sistemas de linguagem. sentir e agir. como as percepções. Dessa forma. Segundo Pires e Macedo. ü Pressuposições básicas: Constituem o nível mais íntimo. Em outras palavras. ela condiciona a administração das pessoas. mapeamento do sistema de comunicações seja formal ou informal. sagas. No fundo. os lemas. sendo essa junção inerente e fundamental para as ações nesse campo. Didatismo e Conhecimento 9 . 2006 a cultura é um dos pontos-chave na compreensão das ações humanas. A cultura organizacional é importante na definição dos valores que orientam a organização e seus membros. os quais tendem a contratar pessoas com a mesma linha de pensamento. organização. essa busca de forças torna-se necessária para se conduzir a uma reflexão. Além dos fundadores. de hábitos e de artefatos. p. o qual a faz por ações como: a prática de recrutamento é feita baseado nos valores organizacionais. profundo e oculto da cultura organizacional. as transformações e inovações das organizações no mundo contemporâneo ante uma dinâmica e uma burocracia arraigadas. suas mudanças requerem tempo e ações especificas a fim de alterar os valores e crenças da organização. que consistem em serviços eficientes à sociedade. A cultura precisa ser alinhada juntamente com outros aspectos das decisões e ações da organização. A cultura organizacional mostra aspectos formais e facilmente perceptíveis. entretanto. o mais superficial. São os valores relevantes que se tornam importantes para as pessoas e que definem as razões pelas quais elas fazem o que fazem. cerimônias. cultura organizacional é um conjunto de produtos concretos através dos quais o sistema é estabilizado e perpetuado.

como também pode ser rígida e travar seu desenvolvimento. de junho de 1998 foi considerada relevante. Esse nível é mais difícil de mudar. depende. nas refeições. Organização pequena e jovem e Cultura fraca. a democratização política com a Constituição Cidadã de 1988 e a disseminação de novas ferramentas de gestão. As disfunções de atendimento ao cliente por parte do servidor público. até um passado recente. rotinas e procedimentos comuns. eram consideradas como parte constitutiva da cultura organizacional pública. à qualidade de seus produtos ou preços baixos. os rituais. deve abranger além da capacitação técnica. como a ética. A cultura organizacional pode ser um fator de sucesso ou de fracasso das organizações. Assim. Defendidos por uma organização. Didatismo e Conhecimento 10 . As culturas organizacionais podem ser adaptativas ou não adaptativas. mas. É também reforçada pelo próprio processo de seleção que elimina as pessoas com características discrepantes aos padrões estabelecidos ajudando a preservar a cultura. Certas culturas permitem a adaptação a mudanças e a melhoria do desempenho da organização.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os principais elementos da cultura organizacional são: • O cotidiano do comportamento observável. O treinamento para a atuação eficiente voltada para o cidadão. distanciando-se dos modelos burocráticos puramente gerenciais e neoliberais. • A filosofia administrativa. 2008 a maioria dos serviços públicos prestados à população. que são compartidas por todos os membros da organização e que os novos membros devem aprender a aceitar para serem aceita no serviço da organização. clientes e acionistas. procurando ser mais transparente. o respeito pelas pessoas. a cultura passa a ser a maneira costumeira ou tradicional de pensar e fazer as coisas. Kotter e Heskett apud Chiavenato (1999) afirmam que a cultura apresenta um forte e crescente impacto no desempenho das organizações. enquanto outras não. Como as pessoas interagem. afeta o segundo nível. com os clientes ou elementos externos. de favorecer o trabalho da sociedade sobre ela mesma. principalmente quando eles atuam em termos globais e competitivos. A mudança cultura emerge a partir do primeiro nível e. Ou regras que envolvem os grupos e seus comportamentos. no nível oculto. no entanto. Como as coisas funcionam. • Os valores dominantes. gradativamente. nos dias informais. Ela poder ser flexível e impulsionar a organização. • As organizações bem sucedidas estão adotando culturas não somente flexíveis. Culturas organizacionais adaptativas: caracterizam-se pela maleabilidade e flexibilidade e são voltadas para a inovação e a mudança Culturas organizacionais não adaptativas: caracterizam-se pela rigidez. estão os valores compartilhados e pressuposições desenvolvidas ao longo da história da organização. como nos momentos de lazer. onde estão os aspectos informais. Para atender as necessidades da sociedade os recursos administrados pelo poder público passou a ser administrado por novos modelos. • As normas. A emenda Constitucional n°19. Que guia e orienta as políticas da organização quanto aos funcionários. A administração assume hoje a função de harmonizar o comportamento dos atores sociais. espalhando-se por várias partes do mundo. A cultura organizacional se caracteriza pela aceitação implícita de seus membros. aliadas à pressão cada vez maior por parte da sociedade organizada por seus direitos têm provocado uma intensa preocupação com um atendimento de qualidade. Modificações de liderança. Para Ponte e Cunha. A parte formal e perceptível da cultura é mais fácil de mudar. sobretudo sensitivas. a incorporação de comportamentos e atitudes compatíveis com a função de acolher e orientar o público. • As regras do jogo. • O clima organizacional. Mudanças foram propostas como um novo modelo de gestão na Administração Pública chamado Reforma Administrativa. para acomodar as diferenças sociais e culturais de seus funcionários. Os sentimentos das pessoas e a maneira como elas interagem entre si. e são voltadas para o conservantismo. o que um novo funcionário deve aprender para sair-se bem e ser aceito como membro de um grupo. da qualificação e da valorização dos funcionários. Algumas situações propícias a mudanças culturais: Uma crise dramática. Contudo. em grande parte. A Administração Pública passou a adotar novos métodos de atuação voltados para a cultura do diálogo. a linguagem e gestos utilizados.

empregabilidade. Desta forma. tecnologias. competitividade. materiais. seja nos seus aspectos mais banais. medicamentos. Quando as pessoas se ajustam a um determinado tipo de cultura. Uma mudança tecnológica pode fazer com que certo grupo de pessoas não se adapte ao novo modo de trabalho. na verdade. CONTROLE E AVALIAÇÃO. normas. etc. por exemplo. informação cada processo tem uma dinâmica e particularidades próprias. Administração é o ato ou processo de gerir. além de liderança. garantindo que esta cultura permaneça da maneira tal qual ela é. a natureza das relações entre as partes. 2000 um processo organizacional pode ser definido como “uma ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. serviços. Sendo utilizada em especial em áreas com corpos dirigentes que necessitem gerir algo ou alguém. políticas. Em Contabilidade. • Serviço de vendas pelo correio. Estrutura organizacional. Gestão passou a significar de forma mais comum a interferência direta dos gestores nos sistemas e procedimentos empresariais. Segundo Maximiano. reger ou governar negócios públicos ou particulares. e que ocorrem naturalmente na operação diária da empresa. Embora a grande maioria das organizações utilizem recursos humanos. obrigando-as a sair da organização.” “Adotar a perspectiva do processo é adotar o ponto de vista do cliente”. sendo muito similares em todos os sistemas. comportamentais e motivacionais. O processo passa então a definir o sistema. não sendo necessário que exista nenhum tipo de intervenção. Estas pessoas estão dizendo que não existe problema em agir daquela determinada maneira. O processo toma um determinado insumo e transforma para criar um resultado. seja nos seus aspectos mais contundentes. informacionais. missões. Maximiano (1997) analisa o significado da administração tratando-a como o processo de tomar e colocar em prática decisões sobre objetivos e utilização de recursos. objetivos. A palavra administração vem do latim ad (direção. O desafio de compreender as organizações enquanto cultura é compreender como esse sistema é criado e mantido. regras. output). como por exemplo. elas estão. podem ser observados dois tipos de gestores: aqueles que observam os preceitos científicos da matéria ou interferem ao fim do sistema (output). podemos entender que os valores individuais de cada indivíduo afetam diretamente a cultura vigente. Conjunto de atividades ligadas entre si. O novo grupo traz consigo novos valores que afetarão a cultura vigente. fim e inputs e outputs identificados.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A cultura organizacional é criada e mantida por um processo forte e persistente. O campo de estudos da administração nos ajuda a compreender processos decisórios. dinheiro. Abaixo seguem alguns dos processos mais comuns nas empresas: • Desenvolvimento de produtos (desde a identificação da necessidade do novo produto até a apresentação do protótipo). com começo. para caracterizarem-se como pertencentes à cultura. Outro sentido da palavra refere-se à administração (ou seja. São diferentes os produtos. e designa o desempenho de tarefas de direção dos assuntos de um grupo. A capacidade de um indivíduo afetar a cultura da empresa está diretamente ligada ao poder que ele possui dentro da organização. • Administração de suprimentos. Os valores e as crenças. burocráticos. descrições de cargos e procedimentos operacionais padronizados são fatores que afetam a cultura de uma empresa. • Gerenciamento de informações. • Administração de recursos humanos (desde o planejamento de mão de obra até o desligamento). levando consigo seus valores e crenças. cultura em que cada um produz. processamento. de justiça. e não apenas as partes. empreendedorismo e qualificação profissional. • Gerenciamento de pedidos (desde o preenchimento até o recebimento). Isto significa que tais processos são efetivados pelo poder de liderança enfocado por cada um. tendência para algo) e minister (pessoas). à oferta) de sacramentos. PROCESSO ORGANIZACIONAL: PLANEJAMENTO. devem ser compartilhados pelos membros da organização. O autor apresenta-nos alguns dos princípios de decisões ou processos administrativos: Didatismo e Conhecimento 11 . uma estrutura para a ação. no mundo empresarial (administração de empresas) e em entidades ou instituições dependentes dos governos (Administração pública). regulamentos. Todo este processo acontece de forma natural. DIREÇÃO. e aqueles que interferem em qualquer fase do sistema (input. COMUNICAÇÃO.

17) Avaliação: faz a mediação entre os processos. considerado um plano maior ao qual todos os demais estão subordinados. Comunicação: tornar comum. para orientar o nível operacional em suas atividades e tarefas. tarefas e responsabilidades entre pessoas e sobre a divisão dos recursos para realizar as tarefas. ele é um nível intermediário entre a estratégia global da empresa e o nível operacional. O principal objetivo de se realizar um planejamento é a busca da eficiência. sempre estará voltado para o futuro. O Planejamento é dividido dento das organizações em três níveis: planejamento estratégico. ou seja. a fim de assegurar o desenvolvimento ótimo de longo prazo da empresa de acordo com um cenário aprovado. associar. prazos mais curtos. elaboração do plano estratégico. Busca a visão da racionalidade na tomada de decisões. 1994). Controle: compreende as decisões sobre a compatibilidade entre objetivos esperados e resultados alcançados (p. selecionando uma entre várias alternativas. Organização: compreende as decisões sobre a divisão da autoridade. e principalmente. o ambiente externo no qual a empresa está inserida. em geral cinco a dez anos. O Planejamento Tático é um conjunto de tomada deliberada e sistemática de decisões envolvendo empreendimentos mais limitados. Tático É a utilização eficiente dos recursos disponíveis para a consecução dos objetivos previamente fixados. Didatismo e Conhecimento 12 . É projetado para longo prazo e seus efeitos e consequências são estendidos para vários  anos. partilhar. Com um bom planejamento organizacional teremos uma empresa mais eficiente. O Planejamento Tático tem por objetivo otimizar determinada área e não a organização como um todo. O planejamento estratégico é um processo permanente e contínuo. Direção ou coordenação: significa ativar o comportamento das pessoas por meio de ordens. com uma maior competitividade de mercado. áreas menos amplas e níveis mais baixos da hierarquia organizacional. Representa uma tentativa da organização de integrar o processo decisório e alinhá-lo à estratégia adotada. Podemos considerar uma técnica de alocação de recursos. evitar o desperdício de tempo. Estratégico É a determinação dos objetivos empresariais. ou seja. É o planejamento mais amplo e abrange toda a organização. aprendizagem gerando resultados que proporcionam aperfeiçoamento e mudanças. O Planejamento Estratégico refere-se ao planejamento sistêmico das metas de longo prazo e dos meios disponíveis para alcançá-las. o ensino. a fim de atingir os objetivos organizacionais anteriormente propostos (CHIAVENATO. O planejamento tático é desenvolvido em níveis organizacionais inferiores. tático e operacional. bem como as políticas orientadoras para o processo decisório organizacional. O planejamento estratégico inicia-se no topo da hierarquia. mas também. ações futuras e recursos necessários para realizar objetivos. mas relativo: o planejamento tático de um departamento da empresa em relação ao planejamento estratégico da organização é estratégico em relação a cada uma das seções que compõem aquele departamento. recursos humanos. entre outras coisas. é realizado no nível gerencial ou departamental segundo uma estratégia predeterminada. ajudando-as a tomar decisões por conta própria.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Planejamento: abrange decisões sobre objetivos. É fundamental que o planejamento organizacional seja algo simples. A alta administração é quem define o plano estratégico. análise ambiental externa (oportunidades e ameaças). aos elementos estruturais internos da empresa. técnica que proporciona mudanças e também inovações. conferenciar. trabalha com decomposições dos objetivos. portanto. O planejamento estratégico deve definir os rumos do negócio e. em que todos dentro da empresa entendam e possam seguir. implementação por meio dos planos táticos e planos operacionais. Planejamento O planejamento organizacional busca encontrar métodos de estabelecer a ordem dentro de uma companhia. Os dirigentes possuem uma visão sistêmica ou global da empresa e têm melhores condições para ficarem atentos ao que ocorre no ambiente externo. O Planejamento tático está contido no planejamento estratégico e não representa um conceito absoluto. formulação das alternativas estratégicas e escolha da estratégia empresarial. responder à pergunta: qual é o nosso negócio e como deveria sê-lo? Seu propósito geral é influenciar o ambiente interno e externo. análise organizacional interna (forças e fraquezas). estratégias e políticas estabelecidos no planejamento estratégico. isto é. trocar opiniões. Ou seja.

Por exemplo. função. Aproxima o estratégico do operacional. de como será realizado o caminho para a consecução dos objetivos estratégicos já estabelecidos no nível acima. cumpram de forma eficiente e eficaz cada uma das atividades que lhes for atribuída. equipe. É ele quem especifica. mensal ou trimestral. • Equipamentos necessários. Para (Teixeira. que acaba afetando o desempenho das equipes de trabalho. etc. envolvendo cada tarefa ou atividade isoladamente preocupando-se com o alcance de metas específicas.” Didatismo e Conhecimento 13 .etc. Ocorre uma formalização do trabalho por meio de metodologias estabelecidas e formalmente designadas em documentos. com a precisão praticável. preencher tais relatórios. precisam ser guiadas e motivadas para alcançarem os resultados que delas se espera. Aproxima os aspectos incertos da realidade. competição pelo poder. com detalhamento semanal. bienal. • Métodos. e os cronogramas relativos a essa atividade que o devem acompanhar. Os diversos planejamentos operacionais devem estar coerentes entre si e com o planejamento estratégico da empresa. um vendedor precisa prospectar um numero “x” de clientes por dia. Pode ser considerada uma forma de alocação de recursos. • Pessoas: responsabilidade. é preciso introduzir esse conceito com mais detalhes. prazos estabelecidos e também quem será o responsável ou responsáveis pela execução e implantação. 2012 afirma que para cumprir a estratégia traçada (desdobrando-a) e alcançar os objetivos almejados. fazer “y” visitas. Os resultados finais esperados. • Detalhamento das etapas do projeto. ou seja. ou. projeto. como por exemplo. etc. Direção Após o planejamento e a organização da ação empresarial. Assim. é necessário que pessoas “coloquem a mão na massa”. Nos planejamentos operacionais. ou com horizontes de doze meses. incompreensão da importância e influência da cultura e do clima organizacional. As pessoas precisam ser admitidas. ou seja. ou seja. No planejamento operacional cada atividade desempenhada deve conter os recursos necessários para o seu desenvolvimento e implantação. Ele pode ser um planejamento anual. A palavra administrador é mais adequada neste nível. ele será o administrador e responsável por uma área. atividades/tarefas. à qual esse planejamento está intimamente vinculado. o desempenho de qualquer trabalho. Busca criar condições adequadas para a realização dos trabalhos diários na empresa. Produz planos mais bem direcionados às atividades organizacionais. doutrinadas e treinadas: elas precisam conhecer aquilo que se espera delas e como elas devem desempenhar seus cargos. aplicadas em seus cargos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Características Principais: • • • • • • • Processo permanente e contínuo. é o plano de ação e execução. é de médio prazo. O planejamento operacional é projeto para o curto prazo. o próximo passo é a função de direção. que recursos devem estar disponíveis para cada produto e serviço. “Tarefa é um trabalho que se há de concluir em determinado tempo. • Prazos e cronograma. dá-se muita ênfase à eficiência. Tem alcance mais limitado do que o planejamento estratégico. cumprindo os processos e eficaz atingindo os objetivos. Ao analisar os níveis de planejamento deve-se considerar alguns desafios que podem decorrer durante sua aplicação. É executado pelos níveis intermediários da organização. Direção é o processo administrativo que conduz e coordena o pessoal na execução das tarefas antecipadamente planejadas. serviço é o exercício de funções obrigatórias. acompanhar os processos de vendas. De acordo com cada função que o colaborador exerce. desdobrando-os em metas específicas para suas áreas e liderados. Preocupa-se com os métodos operacionais e alocação de recursos. Operacional Teixeira. utilizando de forma eficiente. processos e sistemas aplicados. 2012) este nível tem como objetivo principal o desdobramento da estratégia. então. O planejamento operacional realiza as tarefas práticas. Os procedimentos básicos a serem adotados.

sejam matérias primas. A necessidade de se promover mudanças no modelo de gestão é inevitável. O ato de comunicar existente entre as pessoas são formas de estas compartilharem experiências. componentes etc. Ao conjunto de canais existentes (ou possíveis) num grupo de pessoas ou departamento dá-se o nome de rede(ou sistema) de comunicação. Shannon. partilhar. proposto por C. e) Consumidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização para utilizá-los e consumi-los na expectativa de satisfação de suas necessidades. em troca de mensagem. onde através de sinais e com influência da fonte de ruído.). intranet. Ao se relacionarem. correio eletrônico. em emissão ou recebimento de informação nova. interfones. a mesma é direcionada ao receptor. melhorar a transmissão das mensagens-sinais.as mensagens que elas compartilham. onde o uso de sistemas de informação atua como agente facilitador de mudança juntamente com o com comportamento das pessoas. Se levar em conta a comunicação humana (verbal.F. Didatismo e Conhecimento 14 . alteram a realidade onde estão inseridas. cartas. A Revolução da Informação caracterizada pelo surgimento da Era da Informação. ordens de serviço. onde esta. . ideias e sentimentos. responsabilidades e tarefas. etc. Esse esquema se fundamenta em um emissor e um receptor (onde ambos têm como função separar a codificação e decodificação da emissão e da recepção). A mensagem que será passada pelo transmissor provém de uma fonte de informação. Os meios de comunicação utilizados para a transmissão de informações ou mensagens são os mais diversos. Assim. d) Distribuidores: são as pessoas ou instituições que adquirem os produtos ou serviços produzidos pela organização e os distribuem para o mercado de clientes ou consumidores em troca da remuneração de suas atividades e continuidade de suas operações. serviços (como consultorias. O processo de direção busca ativar o comportamento das pessoas por meio de ordens. pois ela é caracteriza como: . os velhos paradigmas não se adaptam ao mundo globalizado. associar. um modelo linguístico conhecido como “esquema de comunicação”.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Participantes de uma organização: a) Empregados: São as pessoas que contribuem com seu tempo e esforço para a organização. oral. manutenção etc. comunicados.modelo linear de comunicação. onde não há lugar para uma gestão centralizadora. personalizada pela evolução da informática nas tecnologias de comunicação está influenciando os modelos de gestão. memorandos. em uma mensagem (uma sequência de sinais no momento da comunicação). participa da ação como destinatário final. assessoria. fornecendo habilidades e conhecimentos em troca de salários e de outros incentivos que a organização proporciona.os signos e os meios que utilizam para representar e transmitir. As linhas de comunicações entre indivíduos para a transmissão de informações relacionadas com as tarefas administrativas são chamadas canais. A finalidade desse modelo é melhorar a comunicação entre as pessoas. como se vê.simplificação excessiva da comunicação verbal. foi considerado mais aceito entre os linguísticos. em interação. avisos. Comunicação A palavra Comunicação deriva do latim communicare. Por exemplo: telefones.os interlocutores que dela participam. propaganda. trocar opiniões. lenta. Podemos nomear alguns elementos básicos da comunicação. c) Fornecedores: são as pessoas ou instituições que contribuem com recursos para a produção. ajudando-as a tomar decisões por conta própria. a ponto de considerar que todos já se acostumaram a viver se comunicando. conferenciar. em um canal (um meio que serve para transmitir a mensagem de um ponto a outro). implica participação. escrita) verifica-se que a há defeitos que precisam ser sanados na proposta de Shannon. e em fontes de ruídos (diminuem a eficácia da comunicação). . energia elétrica. b) Investidores: são as pessoas ou instituições que contribuem com os investimentos financeiros que proporcionam a estrutura de capital e os meios para o financiamento das operações da empresa e esperam um retorno para o seu investimento. . Tem o sentido de participação. cujo significado é tornar comum. ou seja. Nos estudos da linguagem. por sua vez.a situação onde ocorre e como proporciona um efeito transformador.caráter mecanicista do modelo. A comunicação é muito relevante na vida da sociedade. burocrática e tradicionalista. . como: . . em troca da remuneração de seus produtos/serviços e condições de continuidade de suas operações. tecnologia.

os sujeitos devem ser considerados competentes (envolvendo destinador e o destinatário – termos menos restritivos que emissor – receptor) e apresentarem qualidades (modais (comunicar-se) – semânticas (determinam a comunicação)) permitindo assim que haja comunicação. O termo controle. portanto. foi utilizado primeiramente por Henri Fayol. Poética (centrada na mensagem). produção. ou que pode haver uma circularidade no diálogo. por departamento. (Maximiano. Para se comunicar. na comunicação há sempre um remetente. Os modelos da teoria da informação já apresentados são lineares. etc. A partir daí. Controle O controle pode ser definido como qualquer processo de direciona as atividades das pessoas alcance das metas organizacionais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A comunicação entre as unidades de trabalho pode processar-se segundo diferentes padrões de interação: um a um. Pode ser a velocidade das máquinas. As funções ressaltadas por Jakobson são: Emotiva (centrada no remetente). A informação pode ser a inspeção visual de um supervisor. São controles que produzem informações especializadas e possibilitam a tomada de decisões em cada área da organização. que produz a informação necessária para que o sistema seja capaz de regular seu próprio funcionamento. finanças. O destinador exerce. os chamados “Deveres Administrativos”. no campo da administração. e para que esta mensagem seja transmitida de forma eficaz. ou um código de barras. e um adquirir-saber. sem levar em conta que pode haver reciprocidade entre ambos. A comunicação lateral é o tipo de comunicação ocorrente entre unidades de trabalho do mesmo nível. Aplica-se a toda organização. marketing. “O controle inspira-se no princípio do feedback. Conativa (centrada no destinatário). do destinador. espécies. o modelo da teoria da informação e a teoria da comunicação. com o decorrer dos tempos. Referencial (centrada no contexto). as partes da estrutura usam alguns meios de comunicação. Esse novo modelo surgiu para criar esse estilo circular na comunicação. Considerando-se que o controle é elemento essencial sendo sua finalidade assegurar que a Administração atue de acordo com os princípios que lhe são impostos. ou pesquisas de atitude que visam identificar a opinião dos empregados. também lançaram propostas que procuraram complementar a comunicação verbal. surgiu uma nova teoria chamada de Nova Comunicação. Fática (centrada no contato). requer a presença de um contexto. considerando objetivos e critérios diferentes em cada um dos níveis hierárquicos de controle. onde este envia uma mensagem a um destinatário. Para analisar as qualidades modais. ou seja. Metalinguística (centrada no código). ou seja. que transmitem as informações da seguinte forma: A comunicação para baixo é aquela que parte dos níveis superiores para os inferiores da hierarquia. A partir de 1950. facilitando a tomada de decisões interdepartamentais. Uma contribuição relevante mais conhecida da proposta de Jakobson na variação linguística está relacionada com a questão da variedade de funções da linguagem (variar as diversas funções e não prender em apenas funções informativas). de um grupo para outro. Nenhum tipo de comunicação é neutro ou ingênuo e as relações entre sujeitos são marcadamente ideológicas e que os discursos que circulam entre eles são marcados por coerções sociais. o destinatário realiza o “fazer receptivo” e o “fazer interpretativo”. sendo que todos os aspectos do desempenho de uma empresa devem ser monitorados e avaliados. Para não ser considerado um caráter mecanicista. é necessário conhecer o “fazer comunicativo”. Para que haja comunicação entre um remetente e o destinatário é preciso um código (estoque estruturado de elementos discretos que se apresentam como um conjunto de alternativas de seleção para a produção de mensagem). a escrita ou por meio de equipamentos. numa etiqueta. bem como suas sugestões. do destinatário. que as pessoas devem acompanhar. fases e processos. recursos humanos. Já a comunicação para cima compreende especialmente relatórios e a informação produzida pela observação do desempenho. A informação produzida por estes meios permite ao próprio sistema ajustar seu funcionamento aos objetivos ou permite que um operador humano intervenha. experimentaram evolução quanto a seus princípios. Didatismo e Conhecimento 15 . entre outros. como a comunicação pessoal. tratam da transmissão da mensagem entre um transmissor/receptor. porém que se situem em diferentes hierarquias. Outros dois grandes linguísticos. Em contrapartida. 2000). Controle Administrativo é praticado pelas áreas funcionais da empresa. característico da comunicação humana. ao elencar uma série de recomendações. tem sido amplamente empregado e. que é entendido como fazer-saber. dois fazeres: o “fazer emissivo” e o “fazer persuasivo”. como Bertil Malmberg e Roman Jakobson. Para Jacobson. Pode ser a inspeção visual de um supervisor. nos modelos de comunicação. frequentemente tem caráter diretivo (ordens) modalidade predominante nas organizações autoritárias e burocratizadas. pode-se afirmar que o controle constitui poder-dever dos órgãos a que a Lei atribui essa função precisamente pela sua finalidade corretiva.

os seguintes critérios serão observados: • A avaliação não tem um fim em si mesma. clareando as exigências de crescimento dentro das atividades organizacionais. a cooperação. Didatismo e Conhecimento 16 . aprendizagem que. estimulá-lo a progredir e a buscar sempre a melhoria de seu desempenho. No processo de produção. uma estrutura para ação. o processo de avaliação deverá. que são transformados. considera ordenação específica das atividades de trabalho no tempo e no espaço. Os resultados das avaliações deverão ser sempre discutidos para que haja clareza sobre o pretendido e o alcançado. em consonância com as competências que se deseja desenvolver. o diálogo. o ensino. se comunicam. hipotéticas ou não.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Avaliação A avaliação faz a mediação entre os processos. Dessa forma o processo de avaliação será uma ferramenta de grande utilidade para se construir melhorias. tendo as funções de orientação. temos entradas de materiais. equipamentos. No decorrer do processo formativo. máquina. a liderança. • Fomentará a resolução de problemas em que seja necessário mobilizar conhecimentos. É fundamental que sejam conhecidos os clientes desses processos. O enfoque administrativo aplicado por uma organização que busca otimização e melhoria da cadeia de seus processos. com um começo. além de variadas estratégias de avaliação que deem condições de serem avaliados de diferentes formas e em várias oportunidades. entradas e saídas. mas insere-se como estratégia fundamental para o desenvolvimento de competências. sem estabelecer relações entre elas. assessoria e não simples decisão final a respeito do desempenho. Dessa forma. dialogam entre si. e como saída teremos um produto acabado.) interdependentes e inter-relacionados. A avaliação da aprendizagem é considerada meio de coleta de informações para a melhoria do ensino e da aprendizagem. Para se definir estratégias de avaliação primeiramente deve-se considerar suas diferentes funções. assegurando o melhor desempenho possível do sistema integrado a partir da mínima utilização de recursos e do máximo índice de acerto. Processo é a forma pela qual se produz um produto ou presta-se um serviço. necessariamente. enfim. especificar claramente o que será avaliado. • A avaliação não enfocará aspectos isolados da teoria desvinculada da prática. adicionando valor resultando em um output para um cliente específico. Conceitos da abordagem por processos. que devem perseguir os mesmos objetivos. GESTÃO DE PROCESSOS As organizações são constituídas por uma complexa combinação de recursos formados pelo capital humano. equipamentos. entre outros recursos. um fim. etc. 1998. informações. é qualquer atividade ou conjunto de atividades realizadas a partir de um input. 1994 abordam o conceito de processos como um grupo de atividades realizadas numa sequência lógica com o objetivo de produzir um bem ou serviço que tem valor para um grupo específico de clientes. habilidades e atitudes. e cujos desempenhos podem afetar positiva ou negativamente a organização em seu conjunto. pessoas. capital intelectual.2000. sistemas informatizados. de ordem teórica e prática. desenvolvida para atender necessidades e expectativas das partes interessadas. apoio. instalações. Dessa forma. utilizar as estratégias e instrumentos mais adequados. claramente identificadas. deverá enfatizar a proposição de situações. Para Gonçalves. embora distintos. (CCUE Unicamp) Gestão por processos é o enfoque administrativo aplicado por uma organização que busca a otimização e melhoria de cadeia de seus processos. os recursos de entrada se interagem. Davenport. que envolvem elementos relevantes na caracterização de desempenho em uma área profissional. seus requisitos e o que cada atividade adiciona de valor na busca do atendimento a esses requisitos. ou seja. Hammer e Champy. de modo a permitir a troca de informações. A avaliação com base em competências implica a necessidade de utilização de estratégias variadas de ensino. por exemplo. possibilitar a auto-avaliação por parte do receptor.

funcionários. uma transformação do consumidor) mais nenhum desses é mais importante que a contabilidade está correta. todas as empresas de manufatura processão materiais pois se utilizam de materiais para a produção o exemplo pode ser uma gráfica onde o principal input é o papel. encerradas dentro de unidades organizacionais delimitadas estáticas. a diminuição de custos e a melhoria da eficiência e da qualidade. Bens e Serviços. Claro que. Relação entre os três inputs. informações ou serviços utilizados para dar início as atividades de agregação de valor. tinta e etc. pode parecer estranho mais algumas empresas transformam os próprios consumidores. não ter acesso a uma orientação financeira por um profissional qualificado ou acontecer um erro na sua transição financeira ? Segundo Dreyfus (1995). algumas empresas processão informações (serviço) são empresas de contabilidade. Trata-se dos bens ou serviços criados através do processo produtivo a fim de garantir a satisfação do cliente final. São divididos em três segmentos cada um representa um grupo de empresas mas em pelo menos uma etapa do processo a empresa realiza os três segmentos. escolas e etc. Nesse tipo de organização as atenções estão voltadas para dentro de cada célula organizacional e não para a sua cadeia de atividades que cria os bens e serviços para os seus clientes. O sucesso do negócio depende da criação de valor de seus processos. Com isso. sejam eles externos ou internos. Os inputs. hospitais. Consumidores. Diminuir os custos com mão de obra. As organizações por funções têm como fortes características o trabalho individual e especializado. ficamos em condições de estabelecer onde será concentrado o esforço da gestão. O que dificulta a gestão por processos. E não com práticas insustentáveis de exploração de pessoas e dos recursos naturais. e o cliente não tinha um papel central. Desta forma. O funcionário compreende seu trabalho como uma tarefa isolada. Para que a gestão por processo de negócio tenha sucesso é necessário que os processo estejam alinhados à estratégia da organização. A transição de uma organização tradicional orientada por funções para uma organização orientada por processo é um trabalho árduo. continuamente. Didatismo e Conhecimento 17 . que começa com o reconhecimento do desejo do cliente e termina na satisfação desse desejo. As organizações trabalham com dois tipos principais de estratégia: redução de custos e diferenciação. Muitas vezes identificar o foco principal do negócio não era tarefa fácil para muitos funcionários. O que realmente importa. e a satisfação do cliente modela o objetivo da organização. cada uma comandada por um chefe que controla as tarefas de seus subordinados. à estrutura organizacional e aos métodos adotados. lá você pode imprimir sua movimentação financeira mais isso não signifique que o banco seja uma gráfica. Dois outputs podem ser criados com o processamento de inputs. Já nas organizações por processos o trabalho é realizado em equipe e o funcionário é dotado de múltiplos conhecimentos. Compreendendo como os processos de fato são executados. se o custo da diferenciação for compensador. telecomunicação. Para que a gestão por processo de negócio ocorra é necessário desenhar o fluxo dos recursos (materiais. métodos ou processos). Os bens são tem origem quando há como input materiais principalmente o que não quer dizer que para operações de serviços não possam ser utilizados também. avaliar sua forma de executar tarefas e melhorar. insumos ou entradas: são materiais. A estratégia de diferenciação ou diversificação do portfólio de produtos atraem os clientes e pode atrair bons retornos financeiros. Informações. é a forma como o trabalho é feito. de forma lícita. são empresas que precisam do cliente para que haja produção. matéria-prima ou processo inovador é o que garante a vantagem competitiva da empresa. Um bom exemplo de como os três inputs podem está dentro de um mesmo processo é o Banco. A Fundação Nacional de Qualidade define como um conjunto de recursos e atividades interrelacionadas que transformam insumos (entradas) em produtos (saídas). negociando e buscando alternativas. é possível identificar quais são os processos críticos e os processos de apoio que são realizados na organização. bancos. pode-se obter a redução de tempos de ciclo. afinal o que lhe aborreceria mais no banco: receber impresso um demostrativo com uma péssima qualidade de impressão. A partir de um bom modelo de gestão estratégico. uma vez que as pessoas não conseguem visualizar as atividades importantes para satisfazer o cliente. A modelagem dos processos de negócio permite à organização entender suas atividades.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Simplificadamente. Outputs: é o Resultado do processo operacional sob o inputs. todo o seu processo de trabalho. ou você pode receber dicas para investir no mercado (ou seja. Com os processos conhecidos a organização passa a realizar o que é necessário e exigido para satisfazer as necessidades dos clientes internos e externos. Hoje as empresas procuram atender da melhor maneira o seu cliente com isso muitas vezes se perde o verdadeiro foco funcional da empresa o que é bom para cliente mais torna muito mais complicada a administração da empresa. processo é um conjunto de atividades organizadas possíveis de serem medidas e que resultam em uma saída. mas no geral os serviços são mais comuns quando se processa informações e consumidores. mas que pode ser executado. são empresas como cabeleireiro. as empresas tradicionais tendem a fragmentar o trabalho em atividades especializadas. auditorias e etc. são eles: Material. torna-se possível otimizá-los de forma que a organização possa vir a funcionar melhor.

1998) o mapeamento de processos fornece uma visão geral para identificar. vem fazendo com que o tema processos e. Estrutura e Objetivos. Didatismo e Conhecimento 18 . 2004 essas atividades ou responsabilidades podem ser organizadas em dois blocos: 1. Por sua grande importância nas empresas os processos agora são considerados ativos intelectuais estratégicos. As regras e procedimentos organizacionais se mostram cada vez mais desatualizados devido ao ambiente de constante mudança. aliado ao peso cada vez maior que a tecnologia exerce nos negócios. Os primeiros pontos a serem levantados em uma análise inicial são: 1. saídas e tarefas estão relacionadas e inclui os principais passos dos processos.g. • Determinar correções (se houver desvios). Maior frequência de entrada e saída de profissionais (turn over) tem dificultado a gestão de conhecimento e a documentação das regras de negócio. e registrá-los de forma que possam ser entendidos por outras pessoas interessadas em seu conhecimento. menores tempos ociosos e eliminação de retrabalho). gerando como resultado maior dificuldade como na integração e treinamento de novos colaboradores. Dell computadores. Para Smith e Fingar (2003) novos processos de negócios significam agilidade e vantagem competitiva. Saídas. gestão por processos (Business Process Management. o desempenho total de todos os processos poderia ser aumentado em termos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Técnicas de mapeamento. menor desperdício. como por exemplo: Amazon. na distribuição os administradores e tomadores de decisão precisam repensar em seus negócios. Para Muehlen (2005). menores ciclos. É comum a falta de alinhamento entre os processos depois de se implementar sistemas integrados de gestão. 2. Segundo Harmon. • Implementar ações para determinar causa de desvios. Mediante os desafios apresentados. materiais e trabalho ao longo dos processos. Se o alinhamento entre estes componentes for conseguido. Algumas empresas utilizam como forma de proteção patente em seus processos. tomar decisões. é criar um alinhamento entre os elementos individuais dos processos: Entradas (informação e recursos). análise e melhoria de processos. • Pessoa e equipamentos necessários. analisar e desenvolver melhorias. 2008 com os avanços tecnológicos e diversas mudanças do ambiente organizacional. gerir equipe. mais recentemente. Mostra como as entradas. • Realizar um orçamento levando em consideração o espaço e os recursos requeridos. na comunicação. muitas organizações têm buscado novas formas de gerenciar seus processos. rapidez de adequação às mudanças ambientais) e fatores quantitativos (e. • Qual a sua definição. Para (AJARD. • Quais os resultados esperados.com. monitorar os resultados. fornecer recursos. 1. O aumento da demanda de mercado vem exigindo desenvolvimento e lançamento de novos produtos e serviços de forma mais ágil e rápida. • Como o processo será estabelecido e mantido. Processos devem representar redução de custos e melhoria na qualidade. planejar tarefas. É preciso estabelecer objetivos. qualitativos (e. • Quais os objetivos.g. • Examinar o processo detalhadamente descobrindo origens dos desvios. • Fazer comparações com os objetivos originais. Planejamento do Processo e 2. Segundo COSTA e POLITANO. (COSTA e POLITANO. O mapeamento de processos consiste basicamente na captura dos fluxos de informações. Quais os métodos de monitoramento e controle do desempenho a serem utilizados? 4. Qual o suporte adequado de ferramentas tecnológicas? 3. Gerenciamento do Processo: • Coletar dados dos resultados. ou BPM) seja discutido e estudado com crescente interesse pelas empresas. Qual o dimensionamento de equipe ideal para a execução e o controle dos processos? 2. Planejamento do Processo: • Qual o propósito do processo. 2008). Qual é o nível de integração e interdependência entre processos? O gerente exerce diversas atividades durante o gerenciamento do processo. documentar. O atual dinamismo das organizações. Em tal situação erros são cometidos ou decisões são postergadas por falta de uma orientação clara. Gerenciamento do Processo.

Definição de indicadores de desempenho: O objetivo do BPM é permitir a gestão dos processos. Dominique Thiault. Define também modelo como sendo uma representação de algo (mais ou menos formal). O mapeamento dos processos pode ser considerado como construção de modelos que mostram as relações entre as atividades. Didatismo e Conhecimento 19 . o que significa medir. Tradução do negócio em processos: É importante definir quais são os processos mais relevantes para a organização e aqueles que os suportam. Como tal. as pessoas. BPM vê os processos como ativos estratégicos de uma organização que deve ser entendido. BPM oferece uma abordagem para integrar uma organização “capacidade de mudança” que é humano e tecnológico. como se pretende atuar e quais os diferenciais atuais e desejados para o futuro. Uma das distinções que existem entre mapeamento e modelagem é que. Estes processos podem afetar a geração de uma organização assim como os custos e receitas. o que permite. portanto. gerenciado e melhorado para oferecer produtos e serviços de valor agregado aos clientes. definidos pelos constructos de modelagem. para o propósito do usuário. enquanto o mapeamento refere-se a processos já existentes e não documentados. a ISO 9000. A ferramenta de modelagem é um sistema que permite a geração e classificação de ideias e/ou para analisar a qualidade de um projeto. em termos de algum formalismo (ou linguagem). Com isso. tomada de decisão. Ou seja. Isso é possível a partir do entendimento da Visão Estratégica. Gestão por processos é um método de gestão baseado em dois níveis lógicos: governança de processos e gestão de processos. 2. Esta fundação se assemelha a outro de Gestão de Qualidade Total ou metodologias de processo de melhoria contínua ou abordagens. buscando a inovação. análise. por exemplo. De forma complementar são identificados os atributos dos processos. em Gerenciando o desempenho através de processos de negócios. As ferramentas e técnicas de modelagem ajudam também a produzir documentações necessárias para padronizações e certificações como. é possível construir o Mapa Geral de Processos da Organização. 3. ou ainda dimensionar o tamanho da equipe que deverá realizá-lo. comunicação. Business Process Management (BPM) tem sido referida como uma abordagem de “gestão holística” para alinhar os processos de negócio de uma organização com os desejos e necessidades dos clientes. BPM vai um passo além. O termo “negócio” pode ser confuso. BPM pode. De qualquer forma. ou controle. muitos artigos de BPM e especialistas muitas vezes discutir BPM a partir de um dos dois pontos de vista: as pessoas e / ou tecnologia. Mapeamento e detalhando os processos: A partir da definição do Mapa Geral de Processos inicia-se a priorização dos processos que serão detalhados. BPM. Portanto. afirmando que esta abordagem pode ser suportada ou habilitada por meio da tecnologia para garantir a viabilidade da abordagem gerencial em momentos de estresse e mudança. por exemplo. em seu artigo “Advanced Assessment BPM”. os dados e os objetos envolvidos na produção de um resultado específico. flexibilidade e integração com a tecnologia. por exemplo. Por isso. a modelagem serve ainda para o projeto de processos. define BPM como um método de gestão processos que ajuda a melhorar o desempenho da empresa em um ambiente cada vez mais complexo e em constante mudança. além dos modelos de controle a serem utilizados. os modelos são projeções de alguma coisa.” Argumenta-se que o BPM permite que as empresas a ser mais eficiente mais eficaz e mais capaz de mudar de uma abordagem de gerenciamento hierárquico funcional focada e tradicional. uma representação gráfica com o objetivo de mostrar como os elementos de um conjunto estão situados ou relacionados em termos de escala e posicionamento. projeto ou síntese. BIAZZO (2002). Costa e Polito (2008) propõe uma analogia dos mapas com os mapas de estradas ou de cidades. realizar estudos de custeio das atividades que compõe o processo. Como uma abordagem gerencial. pode ser descrito como um “processo de otimização de processos. ser definida como “gestão de desempenho da empresa através de processos”. O mapeamento estruturado com a definição de padrões de documentação permite uma análise de todo o potencial de integração e automação possível. a planta de uma casa que pretendemos construir. é preferível definir BPM como “gestão empresarial através de processos”. BPM usa uma abordagem sistemática na tentativa de melhorar continuamente a eficácia do negócio e eficiência. ou Business Process Management é muitas vezes referida como “Gestão por Processos de Negócios”. tão importante quanto mapear os processos é definir os indicadores de desempenho.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Conjunto de atividades que deve ser seguido para a criação de um ou mais modelos com o objetivo de representação. atuar e melhorar! Assim. Por outro lado. Ao adicionar BPM o segundo significado de “Business Performance Management” usado por August-Wilhelm Scheer. uma vez que é frequentemente associada com uma visão hierárquica (por função) de uma empresa. Na verdade. Uma abstração da realidade (ou universo em estudo). Sua implantação deve considerar no mínimo cinco 5 diferentes passos fundamentais: 1. os dois conceitos tratam-se de abstrações da realidade e às vezes são citados na literatura como modelos.

contempla também as partes impactadas. para que a qualidade dos mesmos seja permanentemente melhorada.961) que lidera o grupo. Os processos organizacionais necessitam ser verificados através de auditorias externas independentes. ou gráfico do fluxo do processo. É necessária maior percepção das relações entre processos. Essa organização não governamental tem a função de promover a normatização de produtos e serviços. num processo contínuo de melhoria do sistema de gestão da qualidade. Esta família de normas estabelece requisitos que auxiliam a melhoria dos processos internos. O terceiro avanço de BPM proporcionou as companhias e seus colaboradores um constante aperfeiçoamento nos negócios. São utilizados alguns símbolos padronizados. O Brasil está no grupo dos países que mais crescem em número de certificações em 2010. Sendo a mudança um dos primeiros objetivos dos projetos. as autoridades regulamentadoras e os consumidores. concorrência justa e proteção à saúde e segurança do cidadão e ao meio ambiente. no âmbito do Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade .113) e China (39. logo atrás da Itália (8. é preciso treinar e integrar as pessoas visando gerar fluxo de atividades mais equilibrado e de controles mais robustos. ou seja. Mesmo com grande volume de documentos. A norma pode aplicar-se a campos distintos. Enquanto que na primeira busca-se o ganho de escala. a cadeia de valores pode ser monitorada e continuamente melhorada. é um recurso visual utilizado pelos engenheiros de produção ao analisar sistemas de produção. qualquer que seja o seu tipo ou dimensão. ou durante uma série de ações. Implantando um novo modelo de gestão: O BPM não deve ser entendido como uma revisão de processos. processos. Para tal é necessário identificar as oportunidades de melhoria. A adoção das normas ISO é vantajosa para as organizações uma vez que lhes confere maior organização. apoiam o crescimento econômico sustentável e equitativo. não basta controlar os resultados dos processos. A International Organization for Standardization foi fundada em 1947. o programa deve ser conduzido de forma a identificar fatores facilitadores ou que possam dificultar a Implantação Assistida. descreve em seu trabalho o fluxograma do processo.elementos facilmente identificáveis pelos clientes. A preocupação maior é assegurar melhores resultados e nesse caminho trata-se de uma mudança cultural. desde a concepção até a implementação e posterior acompanhamento no mercado. Nesse sentido. Quando se estabelece processos de negócios ágeis. de forma a facilitar o entendimento. meios. O acrônimo “ISO” originou-se da palavra grega “isos” que significa igualdade. Fluxograma Em sua obra clássica Motion and Time Study. médio e longo prazo. ou que gere altos custos ou ofereça riscos ao negócio.SBAC. a fim de se tornar possível uma melhor compreensão de processos e sua posterior melhoria. a segurança e o meio ambiente. O gráfico representa os diversos eventos que ocorrem durante a execução de uma tarefa específica. O INMETRO é o responsável pela gestão dos Programas de Avaliação da Conformidade. automatizar ou eliminar. a maior capacitação dos colaboradores. serviços e materiais. o monitoramento do ambiente de trabalho. Barnes (1982). Didatismo e Conhecimento 20 . Fonte: Pesquisa ISO9001 (2010). produtividade e credibilidade . É por causa desse último passo que a implantação de BPM deve ser tratada de forma planejada e orientada em resultados de curto. Um fluxograma do processo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 4. na Suíça e está presente em quase todo o globo. A expressão ISO 9000 designa um grupo de normas técnicas que estabelecem um modelo de gestão da qualidade para organizações em geral. em Genebra. simplificar. segundo Fitzsimmons e Fitzsimmons (2000). por sua vez. 5. recursos para administração financeira. promovem a inovação e protegem a saúde. Normalização e Qualidade Industrial (SINMETRO) e às práticas internacionais. serviços e pessoal. aceitação e adequação ao Programa por todas as partes interessadas que. O processo de elaboração dos Programas de Avaliação da Conformidade tem como premissa a implantação assistida. A ISO desenvolve normas voluntárias internacionais de alta qualidade que facilitam o intercâmbio internacional de bens e serviços. processos. Gerando oportunidades de melhoria: A intenção é garantir um modelo de operação que não leve a retrabalho. que por sua vez seguem quatro alternativas básicas: incrementar. Seu negócio é implantar de forma assistida programas de avaliação da conformidade de produtos. alinhados às políticas do Sistema Nacional de Metrologia. colaboradores e fornecedores. buscando identificar oportunidades de melhorar a eficiência dos processos. seja em produtos. responsáveis e prazos.826). promovendo competitividade.009 certificações. Rússia (9. Seu público-alvo são os setores produtivos. Os processos de reengenharia surgem na última década impulsionados pelos trabalhos de Hammer (1990) e também com a implantação dos sistemas de gestão organizacional como ERP (Enterprise Resource Planning). aumentando a sua competitividade nos mercados nacional e internacional. com aumento de 4. as aplicações ainda não forneceram o total controle do ciclo de vida dos processos. a verificação da satisfação dos clientes. Processos e certificação ISO 9000:2000. na última busca-se a simples exclusão da atividade ou transferência da mesma para terceiros. contemplando para cada ação sua natureza. perda de esforço e de eficiência.

ISO 9003 e ISO 9004. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor desde o projeto até serviços associados. A certificação deve ser complementar às ações que as empresas devem realizar para obter e assegurar a qualidade de seus produtos e consequentemente. em grande parte caiu em desuso. Promoção da Atividade de Avaliação da Conformidade. et al . definir as atividades necessárias e sua ordem de realização é um ponto fundamental para o processo. publicada em 1994. de fato. a satisfação de seus clientes. Assim. é formada por 5 normas principais: ISO 9000. que dão diretrizes e conselhos para a gestão da qualidade e elementos dos sistemas da qualidade. em particular. Estes correspondem a empresas que projetam seus próprios produtos e serviços. exceto design. ISO 9003 tem. As principais normas da série ISO 9000 são a norma ISO 9004 e suas partes. Isso pode ter facilitado a implementação de ISO 9000 dentro pequenas empresas para as razões erradas. posteriormente. relacionados a seguir: • • • • • Articulação Externa e Desenvolvimento de Projetos Especiais. A série padrão 1994 incluiu três padrões de certificação auditáveis ​​ e criou ISO 9001. Agenda Regulatória de RT e PAC.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Qualidade. uma das principais dificuldades é definir o processo a adotar para implementar este modelo (Long. O impacto da contratação autoridade local. O processo de certificação ISO 9000 é visto por muitas empresas como um objetivo interno para melhorar a qualidade na empresa. ISO 9002. processo. de acordo com Fearnside (1999). Anderson . a norma ISO 9002. Didatismo e Conhecimento 21 . serviço ou ainda um profissional a requisitos mínimos estabelecidos em normas ou regulamentos técnicos. Desenvolvimento. compreende o grau de atendimento (ou conformidade) de um produto. humanos e financeiros) e durante quanto tempo será necessária esta mobilização. ISO 9001. a norma britânica BS 5750 foi aprovada com algumas mudanças como a norma internacional ISO 9000. A certificação ISO 9000 por Medeiros e Silvestre: A série de normas ISO 9000. no contexto do INMETRO. ISO 9004 é apenas para orientação. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor desde a produção até serviços associados e a norma ISO 9001. ISO 9000 Origens históricas A série de normas ISO 9000 tem suas origens nos padrões de compras militares em torno da Segunda Guerra Mundial. O padrão internacional foi atualizado novamente em 1994. 1991). Isso levou à publicação do primeiro comercial de gestão da qualidade norma BS 5750 pela British Standards Institute em 1979. para as empresas que fazem tudo. Com a globalização e o acirramento da concorrência e as barreiras técnicas (requisitos técnicos que os países exigem para importar produtos) a necessidade de obter a certificação tornou-se mais comum. Implementação e Aperfeiçoamento de programas de Avaliação da Conformidade. utilizada quando a conformidade aos requerimentos deve ser assegurada pelo fornecedor no momento da inspeção final. seja para melhorar a qualidade dos produtos. ISO 9000 acrescenta burocracia e os custos para as pequenas empresas. como grandes empresas e organizações do setor público têm-se obtido a certificação ISO 9000. Isso resultou em uma série de críticas. mobilizar o pessoal em um projeto na área da qualidade ou aumentar o controle na organização (De Medeiros e Vernet. Para muitas empresas. geralmente centrado na crença de que. Acompanhamento no mercado. Isto talvez possa ser ligada ao fato de que muitas empresas pequenas são recursos limitados na medida em que eles podem não ter pessoal suficiente para implementar e. Em 1987. 1997). mas esta foi uma pequena atualização com as grandes mudanças que foram adiadas até 2000. 1999). ao menor custo possível para a sociedade. a norma ISO 9003. quais os recursos necessários (em termos materiais. há muitas pequenas empresas que não levam até ISO 9000. 1999. sobre as pequenas empresas tem sido grande. Há também evidências que sugerem que as pequenas empresas acreditam que os padrões de qualidade são parte de um ritual para o comércio em alguns setores e que podem até mesmo agir como uma “tarifa” para comércio internacional (Murphy. Além disso. em vez de garantir a qualidade para o cliente. ISO 9002 e ISO 9003. O macroprocesso Avaliação da Conformidade é operacionalizado pela Diretoria de Avaliação da Conformidade e é desmembrado em cinco processos específicos. e para as empresas onde os produtos ou serviços podem ser verificadas apenas por inspeção e teste. Houve uma tentativa de “empurrar” ISO 9000 na cadeia de abastecimento por essas organizações para seus próprios fornecedores. monitorar padrões de qualidade. após a escolha do modelo a ser adotado.

Durante o planejamento. do estado de seu sistema da qualidade antes de começar o projeto de certificação. e o acompanhamento do processo de certificação. Planejamento do processo de certificação Os responsáveis do processo de certificação devem estabelecer um plano principal que inclui todas as atividades principais até a certificação. com relação ao montante e ao período do processo de certificação no qual elas foram realizadas. a realização de auditorias internas. Acompanhamento do processo A equipe responsável pela certificação deve manter um controle periódico para acompanhar todas as atividades planejadas e verificar seu grau de execução. o prazo e a verificação. É necessária também a formação de um grupo de empregados às auditorias internas. Formação do pessoal No momento do diagnóstico do sistema da qualidade existente. instruções de trabalho e formulários e planilhas de registros. como por exemplo. o controle destes documentos. deverão constar a política da qualidade da empresa. Modelo adotado para avaliar os processos de certificação ISO 9000 Medeiros e Silvestre desenvolveram um modelo que identificou treze atividades básicas que podem compor um processo de certificação: 1. a estrutura e a redação dos documentos relacionados com a qualidade. entre outros: a atribuição de responsabilidades. Estas informações devem ser sobre as normas. sobre o modelo para garantia da qualidade escolhido e sobre os efeitos esperados da certificação sobre empresa. redação e utilização dos documentos relacionados à qualidade. os responsáveis devem organizar os itens seguintes. as necessidades em aquisições. externa ou mista.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Considerando que os motivos que levam as empresas a procurar a certificação são diferentes. Informação do pessoal sobre a certificação As informações relacionadas com as normas ISO 9000 e com a certificação devem ser comunicadas a todos na empresa. seja com relação ao projeto adotado para obtê-lo. Assim sendo. a informação e a formação do pessoal sobre a certificação. a Direção da empresa deve designar uma equipe para ser responsável pelo processo de certificação. Redação dos procedimentos A redação dos documentos relacionados ao sistema da qualidade pode ser feita de diferentes maneiras. e os objetivos de cada requerimento da norma escolhida. as necessidades em formação do pessoal devem ser levantadas nos seguintes temas: técnicas estatísticas. 3. Aquisições necessárias São computadas as compras realizadas em função do processo de certificação. O diagnóstico da situação existente é necessário para que os responsáveis possam conhecer precisamente o estado da empresa com relação à garantia da qualidade. 4. os resultados obtidos nas empresas também variam. Esta equipe deve promover uma comparação entre o sistema da qualidade atual e o modelo escolhido com a finalidade de determinar os elementos inexistentes. o pessoal deve receber as informações regularmente e de maneira compreensível sobre o sistema implementado. de acordo com a atribuição de responsabilidades para a redação de cada capítulo. as adaptações necessárias. 6. As modalidades de formação que podem ser utilizadas são: formação interna. 7. ferramentas e métodos para melhoria da qualidade. 5. Redação do Manual da Qualidade A redação do manual da qualidade deve seguir o planejamento realizado. No manual. Diagnóstico do sistema da qualidade existente Após a tomada de decisão sobre a obtenção do certificado. os pontos fortes e fracos do sistema da qualidade atual. a alocação de recursos. Didatismo e Conhecimento 22 . 8. É neste momento que as necessidades são determinadas e que torna-se possível realizar o planejamento do processo de certificação. sua duração e o nome do responsável de cada uma. seja com relação à razão inicial para obter o certificado. 2. a participação de um consultor. a maneira de desenvolver o projeto de certificação também pode variar em função das características das empresas. Durante o processo de certificação. O controle dos documentos pode ser feito através de procedimentos operacionais.

a informação a todo o pessoal sobre o estado do processo de certificação. ou ainda pelos representantes do agente certificador. correção das não conformidades levantadas na auditoria de pré-certificação. Entre as mais importantes. Estas auditorias devem ser preparadas pelos grupos de auditores internos levando em consideração o procedimento formalizado para as auditorias e os planos específicos de auditoria. a implementação de ações corretivas consecutivas às auditorias internas. Realização da auditoria de pré-certificação A auditoria de pré-certificação pode ser realizada de diferentes maneiras: ou pela equipe de auditoria interna. realização da auditoria pelo agente certificador. 10. supervisão da redação dos procedimentos. À cada auditoria interna. As principais atividades nas quais ele pode participar são as seguintes: § § § § § § § § § diagnóstico do sistema da qualidade existente na empresa. redação do manual da qualidade. formação do pessoal. ou realizada pelo consultor que auxiliou no processo de certificação. adaptação às exigências requeridas na norma. ou confiar todo o processo e poder de decisão a este elemento externo. a equipe de auditores deve entregar um documento com os pontos fortes e os fracos da empresa com relação ao modelo de garantia da qualidade escolhido. implementação do sistema de garantia da qualidade. cabendo à Direção da empresa determinar o grau de participação do consultor. Publicado em: ABEPRO – ENEGEP 2001. sensibilização do pessoal à certificação. realização de auditorias internas. REFERÊNCIA UMA METODOLOGIA PARA ANÁLISE DOS PROCESSOS DE CERTIFICAÇÃO ISO 9000. ou pelos dois. Acredita-se que as principais dificuldades que as empresas podem encontrar durante o processo de certificação sejam as seguintes: confronto entre o modelo existente na empresa e o proposto pela norma ISO 9000 escolhida. Realização de auditorias internas Além de formar uma equipe para as auditorias internas. seu controle e acompanhamento. os meios de registro e as ações corretivas a serem tomadas. deixando a ele ou o papel de apoio. definição de responsabilidades e descrição nos procedimentos exatamente o que é realizado. supervisão da redação do manual da qualidade. adesão da Direção e dos empregados. os responsáveis do processo de certificação devem definir quando estas auditorias acontecerão. 11. A partir deste documento. Outros elementos importantes do processo de certificação ISO 9000 A participação de um consultor externo no processo de certificação pode ser identificada nas diferentes etapas do processo. para que a totalidade do sistema de garantia da qualidade seja auditada periodicamente. Planejamento da manutenção do certificado Para a manutenção do sistema de garantia da qualidade. Implementação prática do sistema da qualidade A implementação prática do sistema da qualidade compreende diversas e diferentes tarefas. a maneira de lhes realizar e a maneira de reagir em função das conclusões destas auditorias. preparação do pessoal para a auditoria de certificação. é necessário que os responsáveis pela certificação determinem as equipes para auditoria de manutenção do certificado. Preparação para a auditoria de certificação Esta atividade pode compreender as seguintes tarefas: programação da auditoria de certificação. nos quais são designados os responsáveis. a atualização dos procedimentos em todos os níveis da empresa. compreensão da norma. correção das não conformidades levantas na auditoria (quando necessário). Didatismo e Conhecimento 23 . redação dos procedimentos. se encontram as seguintes: a aprovação do Manual da Qualidade. a aprovação dos procedimentos e dos outros documentos relacionados com a qualidade. Texto de: Denise Dumke de Medeiros e Manuela Ferreira Silvestre. 13. ações corretivas devem ser tomadas rapidamente para corrigir a situação. O Consultor poderá participar desde a supervisão e acompanhamento das atividades até a realização das mesmas. 12.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 9. planejamento do processo de certificação.

• Informações para melhoria contínua do processo. 5 a 15 minutos são suficientes. Quando ocorrem mudanças é porque as “forças indutoras” são superiores às “forças restritivas”. Fazer um “brainstorming” rápido. A Técnica Nominal de Grupo permite a todos os membros do grupo igual participação na seleção de problemas. Posteriormente o CEP trará menos re-trabalho aproveitando melhor os recursos disponíveis e o bem estar dos funcionários que passarão a trabalhar melhor e com metas específicas para cada área. geralmente ocorre que a seleção do problema foi influenciada por pessoas que falaram mais alto ou têm maior autoridade. Controle Estatístico – faz com que os resultados se mantenham conforme o previsto pelos padrões com a ajuda de dados numéricos. A visão global das idéias serve de estímulo para novas propostas e também evita mal entendido. Análise do campo de forças Toda vez que se pretende fazer mudanças. identificando a partir de dados estatísticos as tendências para variações significativas. Técnica de grupo Quando se aborda algum problema ou a forma de atacar o problema.  O Controle Estatístico do Processo (CEP) tem por finalidade desenvolver e aplicar métodos estatísticos como parte da estratégia de prevenção de defeitos. É um processo dinâmico. Assim. • Utilização da informação para detectar e caracterizar as causas que geram instabilidade no processo. bem como soluções possíveis. porém existe o risco da reunião ser dominada pelos mais extrovertidos. é um método preventivo de se comparar. O objetivo principal no CEP é reduzir cada vez mais a variabilidade de um processo. continuamente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Noções de estatística aplicada ao controle e à melhoria de processos. Didatismo e Conhecimento 24 . Isto cria o sentimento no grupo de que o “seu” problema nunca será abordado. O CEP estabelece: • Informação permanente sobre o comportamento do processo. Isto pode gerar uma falta de comprometimento com a solução do problema escolhido e também a idéia de que foi escolhido o problema “errado”. a fim de eliminar/controlar essas variações. os membros do grupo simplesmente dão as idéias conforme elas surgem em suas cabeças. os resultados de um processo com os padrões. Escrever em um quadro-negro ou branco todas as ideias. Isto cria um ambiente mais relaxado. contudo pode criar certa pressão sobre as pessoas. Nesta forma. Algumas técnicas são de controle e melhoria: Brainstorming São reuniões com o pessoal envolvido com o problema em estudo a fim de se coletar opiniões sobre causas. Nesta forma. podendo assim implantar outros programas como o plano de remuneração variável (PRV). • Indicação de ações para corrigir e prevenir as causas de instabilidade. Isto obriga até os mais tímidos a participarem. pode-se listar estas possíveis forças e analisa-las. respectivamente. existem forças indutoras e forças restritivas agindo a favor e contra. cada pessoa do grupo dá a sua idéia em cada rodada ou “passa” até que chegue a sua próxima vez. Existem algumas regras que devem ser lembradas: Nunca criticar idéias. da melhoria da qualidade dos produtos e serviços e da redução de custos de fabricação. sejam pessoais ou organizacionais.

etc. Didatismo e Conhecimento 25 . tais como: número de defeituosos. o aspecto) da distribuição é simétrica? É assimétrica? Existe somente um pico? O histograma. O diagrama de Pareto é uma ajuda neste sentido e é o primeiro passo na direção do melhoramento do processo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Histograma O histograma dá informações gerais sobre a distribuição de onde vieram as observações. A forma (o padrão. relacionado com a variabilidade dos dados. deve ser solucionado primeiro a fim de se eliminar defeituosos e melhorar o processo. Existem muitos aspectos da produção que podem ser melhorados. Por natureza o histograma é um gráfico em colunas (barras) e pode se construído com barras horizontais ou verticais. Devido a quantidade de pequenos problemas é difícil se saber por onde começar. Diagrama de Pareto O diagrama de Pareto é um gráfico para indicar qual problema. dá uma idéia da dispersão dos dados. tempo de execução de tarefas. também.

H. Jay. é uma ferramenta gráfica utilizada pela Administração para o gerenciamento e o Controle da Qualidade (CQ) em processos diversos de manipulação das fórmulas. 1999. M. 2002. São Paulo. 34. São Paulo-SP. Heizer. In: LASTRES. C. 8. Referências BIAZZO. L. Ambiente empreendedor e aprendizado das pequenas empresas de base tecnológica. Salvador de Bahia. SATM – Stevens Alliance for Technology Management. Didatismo e Conhecimento 26 . também conhecido como Diagrama de Causa e Efeito. LEONE. M. MACULAN. ISBN 13018604. (org) Gestão do Fator Humano. Autor: André Ribeiro Ferreira.. Idalberto. G. 1. p. Diagrama Espinha-de-peixe1 ou Diagrama 6M (ver abaixo)..Conhecimento empresarial. No. L. M.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Causa e Efeito O Diagrama de Ishikawa. Uma visão abrangente da moderna administração nas organizações.. GESPUBLICA – PROGRAMA NACIONAL DE GESTÃO PÚBLICA E DESBUROCRATIZAÇÃO. 311-327 Modelo de excelência em gestão pública no governo brasileiro: importância e aplicação. D. Elsevier. HANASHIRO. MUEHLEN. abr. 2008. T. 2003. H. 3.. 7ºEdição. DAVENPORT. A. Gerenciamento Estratégico e Administração por Projetos. Brasil. V. Rio de Janeiro: Elsevier. Originalmente proposto pelo  engenheiro químico  Kaoru Ishikawa em1943 e aperfeiçoado nos anos seguintes. VALERIANO. GESTÃO DA QUALIDADE O conceito de Qualidade foi primeiramente associado à definição de conformidade às especificações.L. 1998. p. Revista de Administração. ET AL. J. Teoria Geral da Administração.. Z. M. Rio de Janeiro. V. Rio de Janeiro: Relume Dumará: UFRJ. CHIAVENATO. P. p.9194. MACIEL. M. M. E. M. v. 2003. Gerenciando com as pessoas. N. Pequena empresa: cooperação e desenvolvimento local.30 oct. As especificidades das pequenas e médias empresas. CASSIOLATO.. S. Editora Pearson. Publicado no: XIV Congreso Internacional del CLAD sobre la Reforma del Estado y de la Administración Pública. I. 9. 2009. Process Mapping Techniques and Organisational Analysis – Lessons From Sociotechinical SystemTheory. Render Barry. n. Posteriormente o conceito evoluiu para a visão de Satisfação do Cliente. Business Process Management Journal. 6ª Edição. 2005. 2001. “Operations Management”: Prentice-Hall Edition. São Paulo: Saraiva. 2005. Instrumenta para Avaliação da Gestão Pública Ciclo de 2010. 27 . Rio de Janeiro: Campus./jun.42-52. No.2. CHIAVENATO. D. Business Process Management and Innovation. PRUSAK. M.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Obviamente a satisfação do cliente não é resultado apenas e tão somente do grau de conformidade com as especificações técnicas, mas também de fatores como prazo e pontualidade de entrega, condições de pagamento, atendimento pré e pós-venda, flexibilidade, etc.  Paralelamente a esta evolução do conceito de Qualidade, surgiu a visão de que o mesmo era fundamental no posicionamento estratégico da empresa perante o Mercado. Pouco tempo depois percebeu-se que o planejamento estratégico da empresa enfatizando a Qualidade não era suficiente para seu sucesso. O conceito de satisfação do cliente foi então estendido para outras entidades envolvidas com as atividades da Empresa. O termo Qualidade Total representa a busca da satisfação, não só do cliente, mas de todos os “stakeholders” (entidades significativas na existência da empresa) e também da excelência organizacional da empresa. A gestão de uma organização seja de manufatura ou de serviços, com ou sem fins lucrativos, do governo, social ou de família trata de duas coisas: as transações e os relacionamentos. A Gestão pela Qualidade Total (GQT) significa criar, intencionalmente, uma cultura organizacional em que todas as transações são perfeitamente entendidas e corretamente realizadas e onde os relacionamentos entre funcionários, fornecedores e clientes são bem-sucedidos (Crosby, 1998). Sob um ponto de vista mais amplo, a GQT não é apenas uma coleção de atividades, procedimentos e eventos. É baseada em uma política inabalável que requer o cumprimento de acordos com requisitos claros para as transações, educação e treinamento contínuos, atenção aos relacionamentos e envolvimento da gerência nas operações, seguindo a filosofia da melhoria contínua. Embora a qualidade sempre tenha sido adotada por uma questão de sobrevivência (Segunda Guerra Mundial, Japão do pós-guerra, Ocidente perdendo mercado para os produtos japoneses, etc) seus princípios e técnicas promovem melhorias tais que, atualmente, as empresas de maior sucesso, são aquelas que adotam as ferramentas de gestão da qualidade. A Gestão pela Qualidade Total - GQT - é uma abordagem abrangente que visa melhorar a competitividade, a eficácia e a flexibilidade de uma organização por meio de planejamento, organização e compreensão de cada atividade, envolvendo cada indivíduo em cada nível. É útil em todos os tipos de organização. Princípios da Qualidade Total 1. Total satisfação dos clientes 2. Desenvolvimento de recursos humanos 3. Constância de propósitos 4. Gerência participativa 5. Aperfeiçoamento contínuo 6. Garantia da qualidade 7. Delegação 8. Não aceitação de erros 9. Gerência de processos 10. Disseminação de informações Autor: Stephen P. Robbins – obra: Administração: mudanças e perspectivas – Ed. Saraiva 2º edição - ano: 2001 “A Ford costuma dizer que “na Ford, a qualidade é o trabalho número 1”. Bem, a ford não está sozinha! Em organizações engajadas numa ampla gama de esforços- por exemplo, a Motorola, a Xerox e a Federal Express- a meta de melhorar a qualidade assumiu o aspecto de algo semelhante a uma religião. O termo cada vez mais comum para descrever esse esforço é gestão da qualidade total, ou TQM ( total quality management) . O movimento TQM é em grande parte uma resposta à competição global e aos clientes mais exigentes. Embora o TQM tenha se popularizado nos anos 1980, suas raízes remontam a 30 anos antes disto. Em 1950, o americano W. Edwards Deming foi ao Japão explicou a muitos gerentes japoneses como melhorar a eficácia da produção. Fundamental em seus métodos gerenciais era o uso de estatísticas para analisar a variabilidade nos processos de produção. Uma organização bem administrada, segundo Deming era aquela em que o controle estatístico reduzia a variabilidade e resultava em qualidade uniforme e quantidade previsível de sua produção. Suas ideias foram largamente responsáveis pelo incrível sucesso obtido pelo Japão do pós-guerra na criação de produtos de alta qualidade a preços muito competitivos. Os gerentes americanos perceberam o que as companhias japonesas estavam fazendo e reagiram criando o TQM. Trata- se de uma filosofia de administração motivada pela constante consecução da satisfação do cliente mediante o aprimoramento contínuo de todos os processos organizacionais. O quadro 1.4 resume os elementos básicos do TQM. Observe que, em TQM, o termo cliente ultrapassa a definição tradicional para incluir todos os que interagem, seja interna ou externamente, com os produtos ou serviço da organização. Dessa forma, o TQM abrange funcionários e fornecedores, bem como as pessoas que compram os produtos ou serviços da organização. Embora o TQM tenha sido criticado por prometer muito e realizar pouco, seus feitos, no geral, são impressionantes. A Varian Associates, fabricantes de equipamentos científicos, utilizou o TQM em sua unidade de semicondutores para reduzir em 14 dias o tempo gasto para geral novos projetos. Outra unidade de semicondutores para reduzir em 14 dias o tempo gasto para gerar novos projetos. Outra unidade da Varian, que produz sistemas de aspiração para câmaras limpas para computadores, melhorou o índice de entregas no prazo de 42% para 92% por meio do TQM. Uma pequena metalúrgica, a Globe Metallurgical, credita ao TQM o fato de ter se tornado 50% mais produtiva. “E aprimoramentos importantes obtidos recentemente na qualidade dos carros produzidos pela GM, Ford e Chrysler podem ser diretamente atribuídos à implementação de métodos de TQM”.

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Principais teóricos e suas contribuições para a gestão da qualidade. Considerando a Qualidade Total como o estado ótimo de eficiência e eficácia na ação de todos os elementos que constituem a existência da Empresa temos a necessidade de modelarmos sua organização e o contexto no qual ela existe. Ao resultado desse processo de modelagem damos o nome de Modelo Referencial para Gestão da Qualidade. “Durante a Idade Média, o processo produtivo de bens de consumo era realizado essencialmente de forma artesanal, onde o conhecimento e experiências adquiridas ao longo de muitos (e muitos) anos transformavam o técnico artesão como o núcleo produtivo de então. As chamadas oficinas reuniam poucos aprendizes que apoiavam o artesão, numa produção limitada. Outras demandas, mais simples, eram atendidas pelos próprios usuários, num processo limitado. Já entre os séculos XV e XVI prosperou uma nova ordem socioeconômica, denominada de capitalismo comercial. Impulsionada por invenções como as embarcações que possibilitavam navegações a grandes distâncias e instrumentos de orientação. Foi a época dos grandes descobrimentos, impulsionando o surgimento de um comércio em grande escala, entre os continentes Africano, Asiático, Europeu e Americano. Como uma de suas consequências, prosperou uma nova classe social denominada burguesia, rica e demandando bens de consumo. Na segunda metade do século XVIII, com a Revolução Industrial, a produção em massa de bens manufaturados se tornou possível através da mecanização dos processos de produção e da divisão do trabalho. A forma artesanal de produção começou a ser abandonada, com perda da importância que o técnico artesão tinha há vários séculos, já que a fragmentação do processo produtivo em etapas básicas eliminava o “poder do conhecimento” do “como fazer”. A burguesia da era industrial passou a buscar formas de produzir cada vez mais e em menos tempo, impulsionada pelo crescimento populacional e buscando maiores lucros a partir do aumento da oferta, com menores custos. Com o aumento, também da competitividade, a busca por melhoria na eficiência passou a ser uma prioridade. O processo histórico que levou à substituição das ferramentas pelas máquinas, da energia humana e animal pela energia motriz e do modo de produção doméstico pelo sistema fabril de produção, constitui a Revolução Industrial. Revolucionária pelas transformações que provocou na sociedade, o advento das máquinas, por exemplo, criou a base de um desenvolvimento material até então desconhecido pela humanidade. Impulsionadas pelas pesquisas científicas, as indústrias passaram a dispor de equipamentos que modificaram drasticamente não só seu cotidiano, mas também a maior parte das relações sociais e de trabalho. O conhecimento do “como fazer”, antes restrito ao artesão e, com limitações, à sua equipe, foi fragmentado em pequenas atividades e cada vez mais, passadas para as operações mecanizadas. A Revolução Industrial teve início na Inglaterra na segunda metade do século XVIII. Beneficiada pela acumulação primitiva de capital redimensionou e consolidou o sistema capitalista, colocando fim à preponderância do capital mercantil sobre o industrial. A TEORIA CIENTÍFICA DE FREDERICK TAYLOR No final do século XIX e início do século X, nos EUA, as teorias administrativas de Frederick Taylor, sobre o Gerenciamento Científico causaram forte impacto no ambiente empresarial. A partir de observações no denominado “chão de fábrica”, Taylor começou a verificar que é possível aplicar conhecimentos científicos aos processos de trabalho, aperfeiçoando a produção para melhorar a eficiência através do desenvolvimento de processos para definir a melhor forma de se executar as atividades. Nessa época, os gerentes de produção limitavam-se a estabelecer cotas de produção, sem preocupação direta com os processos. Uma vez que a prioridade era cumprir prazos e metas quantitativas, os gerentes de operação poderiam perder sua colocação caso não as cumprissem. Neste ambiente, de visão puramente quantitativa, era dada pouca (ou quase nenhuma) atenção aos fatores qualitativos, especificamente no processo de planejamento e de produção. Nesse contexto, Taylor definiu e criou a função de “inspetor de qualidade”, com a função de inspecionar os produtos finais. Seguindo este modelo, a busca pela qualidade dos produtos custava cada vez mais caro, pois exigia cada vez maior número de profissionais alocados em atividades de inspeção (não produtivas). A TEORIA WALTER SHEWHART As teorias de Taylor, ainda que tenham aberto o caminho para a criação de novas e mais eficazes formas de trabalho, focava apenas um ponto do processo produtivo, em que os custos de produção já estavam comprometidos, tanto nos produtos “bons” como naqueles “descartáveis”. Além disso, a alocação de A Gestão da Qualidade como Premissa Estratégica profissonais em atividades de verificação, pós produção, elevava constantemente mais os custos dos produtos (sem o correspondente ganho de qualidade). Identificar as causas para a melhoria do processo Este processo precisava ser melhorado e, em 1924, o matemático Walter Shewhart introduziu o Controle Estatístico da Qualidade, com o objetivo de efetuar um acompanhamento mais amplo e não apenas verificar o produto fina,, após o processo realizado. Shewhart estabeleceu o conceito de tolerância e passou a usar o gráfico de controle de qualidade de produtos. A variabilidade, que é a oscilação em torno da média de um produto ou serviço, é um ponto fundamental para o controle da qualidade, pois dela deriva a “Não Uniformidade” das matérias-primas, dos processos de cada etapa da produção, das máquinas. O CEP: Controle Estatístico de Produção, se mostra fundamental para a garantia da qualidade, pois apresenta ferramentas de baixo custo, que possibilitam

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Com Shewhart, o foco da Qualidade tem a primeira grande mudança de foco, já que sai da verificação do produto pronto e passa a considerar os elementos da cadeia produtiva, desde a qualidade da matéria prima empregada. DEMING E A EVOLUÇÃO DO CONTROLE DE QUALIDADE Após a 2ª. Gerra Mundia, as indústrias precisavam se adaptar às novas necessidades e exigências do mercado. A demanda crescente por produtos de melhor qualidade era cada vez maior. Os EUA permaneciam utilizando os métodos difundidos por Taylor como forma de melhorar a produtividade, porém estava claro que os métodos teriam que ser adaptados à nova ordem econômica do pós-gerra. Também com o fim da guerra, o Japão ficou com o compromisso de pagar imensas reparações aos aliados, vencedores do conflito. A forma de pagamento, até pelas suas características geográficas, passava quase que exclusivamente por reativar e revitalizar seu sistema produtivo, que por vários anos atuou quase que exclusivamente para o esforço da guerra. A Gestão da Qualidade como Premissa Estratégica O conceito japonês visa aperfeiçoamento contínuo, (Kaisen) estatístico americano, foi convidado pela União dos Cientistas e Engenheiros Japoneses (Union of Japanese Scientists and Engineers – JUSE), para uma série de palestras para pesquisadores e engenheiros japoneses. Deming disseminou os conceitos de foco no Processo, Controle Estatístico do Processo (CEP), e introduziu o conceito do Ciclo PDCA (Paln, Do, Chek, Act), que se adaptou perfeitamente. As ideias de Deming nortearam o conhecimento a respeito da Qualidade. Uma das principais ideias é a Constância de Propósitos, que serve como um agente libertador do poder de motivação, criando em todos os colaboradores a sensação de satisfação, orgulho, felicidade no trabalho e no aprendizado. Os atributos de liderança, obtenção de conhecimento, aplicação de metodologias estatísticas, compreensão e utilização das fontes de variação e perpetuação do ciclo de melhoria contínua da qualidade estão no núcleo da filosofia de Deming. Os 14 pontos para a gestão da qualidade, conforme sua teoria, descrevem o caminho para a qualidade total, o qual deve ser continuamente aperfeiçoado. 01 Estabelecer Constância de Propósitos na melhoria contínua de produtos e serviços. 02 Adotar a nova filosofia. 03 Não depender da Inspeção em Massa. 04 Cessar a prática de avaliar as transações apenas com base nos preços. 05 Melhorar continuamente o Sistema de produção e prestação de serviços. 06 Instituir o Treinamento profissional dos Funcionários. 07 Instituir a liderança. 08 Eliminar o medo. 09 Eliminar as barreiras entre os Departamentos 10 Eliminar “slogans” e exortação e metas de nível zero de falhas para a mão de obra. 11 Eliminar quotas numéricas. 12 Incentivar a que as pessoas tenham orgulho de seu trabalho. 13 Instituir o Programa de educação e reciclagem de novos métodos. 14 Engajar todos da empresa no processo de realizar a transformação ARMAND VALLIN FEIGENBAUN E O TQC Feigenbaun, engenheiro eletricista, que ao publicar o seu livro “Total Quality Control: Engineering and Management” em 1961, definiu a Qualidade como um conjunto de características do Produto ou serviço, as quais satisfazem as expectativas do Cliente. Com esta visão, a satisfação do cliente passou a ser o tempo, melhoria contínua, atributos de valorização de serviços de T.I. Para Feigenbaun, nove fatores afetam a Qualidade, a saber: 01 Mercados (Markets) Competição e Velocidade das Mudanças. 02 Dinheiro (Money) Margem de Lucro estreita e investimentos. 03 Gerência (Management) Qualidade do Produto e Assistência Técnica. 04 Pessoas (Man) Especialização e Engenharia de Sistemas. 05 Motivação (Motivation) Educação e Conscientização para a Qualidade. 06 Materiais (Materials) Diversidade e necessidade de exames complexos 07 Máquinas (Machines) Complexidade e dependência da Qualidade dos Materiais 08 Métodos (Methods) Melhores informações para tomada de decisão 09 Montagem do Produto –
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a melhoria do lucro e o aprimoramento do ambiente organizacional. também a convite do JUSE. até o final de sua vida útil. também contribuiu para o desenvolvimento da Qualidade no Japão e no mundo. Ele defendeu que o Zero Defeito não é apenas um slogan. desde o design até a transformação em produto acabado. 05 Programa de conscientização dos empregados. criando. introduzindo o conceito de que o Controle da Qualidade deveria ser uma ferramenta administrativa. na filosofia. Juran. 02 Formação de uma Equipe de Melhoria. Para Taguchi. 08 Treinamento de Gerentes e Supervisores. 03 Criação e cálculo de indicadores de desempenho. Para Kaoru Masaaki Imai. Ele define a qualidade em função das perdas geradas pelo produto para a sociedade.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA JOSEPH JURAN E A QUALIDADE COMO ESTRATÉGIA EMPRESARIAL Joseph M. incluindo o presidente. os 14 passos para o processo de desenvolvimento da qualidade são: 01 Comprometimento dos níveis gerenciais. CROSBY E O CONCEITO DE “DEFEITO ZERO” Philip Crosby está diretamente relacionado ao conceito de “Zero Defeito” ou à premissa de “Fazer certo na primeira vez”. Juran. enfatizou que os aspectos humanos e a implementação de Círculos de Controle da Qualidade (CCQ) são fundamentais para implementar uma cultura da Qualidade. Devem ser passadas dos níveis diretivos. Podemos mencionar a participação de Kaoru Ishikawa conhecido como o pai do TQC – japonês (Total Quality Control). variam de acordo com as necessidades do Cliente. atendendo às especificações. Isto exige o comprometimento da alta direção e a formação dos operários em técnicas de melhoria e aplicação da Qualidade. e não os empregados executores. Estas perdas podem ser estimadas em função do tempo. Para a teoria de Ishikawa. nos métodos e nos objetivos das empresas. com o objetivo de apresentar uma visão mais ampla sobre como difundir a idéia da Qualidade em toda uma Organização. A Qualidade e o custo de um produto são determinados em grande medida por seu design e por seu processo de fabricação. todas as empresas que ofereçam produtos ou serviços. aos operacionais. a chave para reduzir as perdas não está na conformidade com as especificações. o conceito de Qualidade Total. através de coerência e exemplos. Para ele. com a participação de todos os empregados. que compreende a fase de expedição de um produto. praticar e participar do controle da Qualidade. 10 Estabelecer metas a serem atingidas. assim. que são: A) O Planejamento. A história da Qualidade não foi só escrita por norte americanos. o melhoramento contínuo depende de uma profunda transformação na mentalidade. que. que. em 1962. 12 Programa de Reconhecimento para funcionários que obtiveram sucesso. cada elemento da empresa tem que estudar. Ainda segundo Crosby. podem buscar a melhoria contínua da Qualidade a um custo baixo. a melhora contínua é a chave do sucesso competitivo japonês. 09 Solenidade de lançamento do dia de “Defeito Zero”. o que encoraja as pessoas a melhorarem continuamente. por sua vez. 07 Formação de Grupos para buscar defeito Zero. mas um padrão de desempenho a ser atingido. como Deming. 11 Eliminação das causas de Problemas. Segundo ele. As iniciativas que objetivam a Qualidade devem ser de cima para baixo. Didatismo e Conhecimento 30 . mas na redução das variabilidades estatísticas em relação aos objetivos fixados. O TQC enseja que. 04 Avaliação dos Custos de Qualidade. A meta é produzir. 13 Criar Conselhos de Qualidade. B) O Controle. Engenheiro Eletricista e Ph. na estrutura organizacional. Como consequência deve ser possível o aumento das vendas. 14 Começar tudo de novo. e a C) Melhoria constante. Ele esteve no Japão em 1954. Já para Genichi Taguchi sua filosofia da qualidade defende que esta deve abranger todo o ciclo de produção. considerava que a maioria dos problemas da Qualidade está baseda em três processos gerenciais. A criação de um grupo estratégico de especialistas da qualidade nas empresas é dos elementos básicos de seu modelo. qualidade significa conformidade com os Requisitos ou Especificações. PHILIP B. Crosby também defendia que os responsáveis pela falta de qualidade são os gestores. 06 Identificação e solução das causas de Não Conformidades.D em Direito.

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No início da década de 1980, as empresas americanas começaram a adotar o modelo japonês, com o objetivo de melhorar a qualidade dos seus produtos e recuperar o mercado perdido. Este esforço foi adotado em todos os aspectos de negócios, finanças, vendas, recursos humanos, manutenção, gerenciamento, produção e serviços. Em 1987, a International Standardization Organization (ISO) consolida as normas da Série 9000, se tornando um padrão de referência internacional para a implantação da Gestão, Garantia e Sistemas da Qualidade. A norma define os requisitos necessários para garantir que os padrões de Qualidade sejam implantados e mantidos em todas as áreas da organização através de um sistema da qualidade, controlados por documentação. Atingindo estes objetivos a empresa garante a certificação ISO. Atualmente, a Certificação pela ISO 9000 é considerada um requisito básico em alguns segmentos e indústrias.” Ferramentas de gestão da qualidade. Em plena revolução da qualidade e da organização das empresas, não se verifica ainda uma política intensiva dos conceitos da Qualidade Total, principalmente nas empresas de pequeno e médio porte, normalmente por desinformação e não entendimento da linguagem técnica a respeito da Qualidade Total. Sobreviver em um mercado cada vez mais disputado representa o grande desafio das pessoas e empresas nos dias de hoje. Todos nós sabemos que vai sobreviver somente o melhor. Face as constantes mudanças no cenário, mais do que nunca, é necessário que mudemos algum paradigma com absorção de novos conceitos em termos de gestão de nossos negócios. Acreditamos que a prática intensiva de conceitos de qualidade nas atividades do dia-a-dia, somará pontos a sobrevivência e crescimento dos negócios. A Qualidade Total é uma filosofia de gestão baseada na satisfação dos clientes internos e externos envolvidos na empresa, ou seja, é um meio para atingir os objetivos e resultados desejados, e como tal, faz uso de um conjunto de técnicas e ferramentas integradas ao modelo de gestão. Sendo assim a seguir mostraremos algumas ferramentas para a Gestão de Qualidade. 5´s A Ferramenta 5’S não é apenas um programa, mas uma filosofia de vida. Com o objetivo de tornar o ambiente de trabalho mais agradável e seguro, a empresa vem aplicando os princípios japoneses dos 5’S. Este trabalho é considerado pela empresa a base para se atingir a Qualidade Total. Mediante treinamento e conscientização, os colaboradores são incentivados a implementarem ações de melhoria para cada um dos princípios do 5’S. Os 5S são razoavelmente conhecidos na indústria, ao menos conhecidos como uma sistemática voltada para melhorar a aparência do ambiente de trabalho. E, realmente, é isto o que se mostra, à primeira vista, com seus 5 passos aparentemente dirigidos à simples organização do espaço: • SEIRI (organização e senso de utilização) • SETON (arrumação e ordenação) • SEISO (Limpeza) • SEIKETSU (padronização) • SHITSUKE (disciplina) No entanto, um programa 5S pode causar grandes transformações na empresa e alcançar resultados muito além do que se poderia supor de um programa assim tão aparentemente despretensioso. Através do 5S, os colaboradores são envolvidos na melhoria de tudo o que os rodeia e rodeia o seu trabalho, são convidados a usar sua criatividade e dar soluções, pessoais e em grupo, para pequenas melhorias, localizadas. Com isto, as pessoas começam a se sentir autorizadas a gerar mudanças, a gostar de realizar mudanças, e a tomar gosto por esta participação em melhorias que as afetam diretamente. Assim, aplicado corretamente, o programa 5S tem se mostrado a ferramenta mais eficaz para criar nas pessoas um senso de “pertencimento” que dá origem à motivação para participar mais fundo e contribuir melhor em todas as atividades. O 5S muda o relacionamento psicológico da pessoa com o seu trabalho, com os colegas e com a empresa, e vai alterando seus hábitos, atitudes, práticas, etc., isto é, vai alterando os padrões culturais do grupo, a cultura da empresa. Vale ressaltar que nos 5’S assim como em qualquer outro sistema de gestão participativo o segredo do sucesso na implantação esta ligado diretamente ao fato de as mudanças serem feitas por todos os envolvidos(desde o Gerente até o Faxineiro), criando assim um senso de responsabilidade, que nos 4 primeiros “S” é moldado, e a disciplina e apenas a consequência do gosto de poder participar em decisões, por isso, todo cuidado é pouco, devemos incentivar mas nunca impor, sob o risco de não alcançar os objetivos. PDCA/SDCA O Ciclo PDCA foi muito difundido nas áreas de engenharia industrial. Trata-se de um método simples para organizar e sequenciar a busca soluções de problemas e melhoria de processos. Esta é a filosofia do ciclo PDCA.
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Plano A primeira coisa a ser feita é um plano onde deverão ser investigadas as causas e consequências dos problemas. Após o levantamento feito em cada área levantando os principais pontos relacionados abaixo, é elaborado um plano para que o problema deixe de acontecer ou que pelo menos se possa isolar o problema. Problema   Descreva os possíveis problemas que são enfrentados pela empresa em alguma área. Causas Por que está acontecendo o problema? Tem a ver com Material, Método, Mão de Obra, Máquina, Medida? Tem origem em outras áreas? Quais? Consequências O que irá acontecer se o problema não for resolvido? Vai influir em outras áreas ou Clientes? Quais? Soluções Possíveis Quais são as soluções possíveis para a resolução do problema? A obtenção do maior número de informações depende de amigos, empregados etc. Após a sugestão deve ser feita uma análise criteriosa sobre todas as alternativas. Tempo Estimado para a Resolução do Problema Defina um tempo certo para resolver o problema. Como você pode perceber, o Ciclo PDCA possui quatro letras que representam as seguintes palavras-chaves em Inglês: • • P- Plan (Plano): Consiste nas etapas acima. D- Do (Fazer): É o estágio de implementação do plano, onde é determinado o que fazer, quem irá fazer e quando deverá agir.

• C- Check (Verificar): É o estágio onde as pessoas envolvidas para resolução do problema ou melhoria do método atuarão para saber se as medidas tomadas para eliminação do problema ainda estão sendo tomadas. • A- Action (Ação): É o momento em que, percebendo que o problema (falha) voltou, tomam-se as medidas necessárias para correção. O ciclo PDCA é sequencial, ou seja, cada vez que se chega na letra A, começa tudo de novo, na letra P. Para que serve isto? Simples! Sempre que se completa um ciclo considera-se que alguma melhoria no processo aconteceu. Portanto, toda vez que se “roda” o ciclo PDCA, algum novo problema será descoberto e o processo (Empresa) encontrará um novo nível de excelência.  As empresas americanas e japonesas utilizam este método a mais de 20 anos. Toda vez que eles “rodam” este ciclo, mais suas empresas se afastam dos concorrentes. Quando essa metodologia é incorporada por um tempo maior pode-se perceber o quanto que as empresas brasileiras estão distantes com relação a gestão empresarial, pesquisa operacional ou engenharia de produção.  Esta constante preocupação com a melhoria contínua representa pequenas reduções de custos. Talvez na cultura industrial brasileira, um número como 0,2% de redução seja insignificante, porém, para eles que pensam no longo prazo, 0,2% de redução durante 20 anos pode totalizar até 48% de redução de custos. O segredo destas potências econômicas estaria no enfoque de planejamento econômico global. No Brasil, planeja-se tudo a nível macroeconômico, dando-se maior valor às poucas empresas (mercados) que acumulam muito, são intensivas de capital e empregam pouco. No entanto, em economias maduras, é comum observar a pulverização dos negócios, focalizando a célula da economia na empresa, invertendo o projeto econômico. Esta inversão, potencializada pela extrema observação de vantagens competitivas regionais, facilitaria a atuação de pequenos empreendedores que, auxiliados por uma infraestrutura informativa teriam maior eficiência competitiva. Ao invés de preocupar-se com macroplanejamentos que apenas excluem o grande somatório das micro e pequenas empresas, o governo poderia dar maior atenção ao controle monetário, assistência social e justiça fiscal, tanto na captação como na sua distribuição. O governo deveria, principalmente, construir uma infraestrutura prática para que a micro e pequena empresa pudesse sobreviver num mundo descomplicado, sem burocracias e com melhor atendimento, permitindo, assim, que a vontade do empreendedor, aliada a informação de conceitos gerenciais, fosse um novo propulsor em nossa economia.

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Cabe as microempresas buscarem por conta própria a melhoria na gestão da célula da economia (A Empresa). Uma boa ferramenta pode ser o ciclo PDCA.  A representação do “ciclo PDCA” pode ser visualizada na figura 1.

O sistema de gestão como um conjunto integrado de missão, princípios, conceitos, valores, processos gerenciais e operacionais, destinado à identificação dos objetivos, ameaças e oportunidades, avaliação dos pontos fortes e fracos e a tomada de decisões, tem muito a se beneficiar com o “ciclo PDCA”. O PDCA, aplicado à solução de problemas é o caminho racional para atingir as metas. Ao analisar o PDCA, se a meta foi alcançada com eficácia então essa pode tornar-se uma “meta padrão” e o ciclo será novamente aplicado para manter o resultado. A figura 2, adaptada, demonstra o processo, onde a meta é mantida para a empresa em funcionamento num certo nível; neste caso pode-se chamar o método de SDCA (trocando o P pelo S de standard, o mesmo que padrão).

O método PDCA, de acordo Campos (1996), quando empregado para melhoria de resultado consta de:
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Um ciclo de melhorias pode ter como um dos objetivos obter  competitividade para a empresa através da melhoria contínua dos resultados. o planejamento é uma antecipação do processo decisório. tem como objetivo elevar o desempenho a níveis inéditos. melhorar os resultados e até mesmo auxiliar o desenvolvimento de novos projetos. O “ciclo PDCA”. no ciclo de manutenção. no sistema. No sistema de gestão. implementação. conquistar novas fatias e para isso desenvolve novos projetos. como e quando fazer. antes da execução. B. quando indicado no procedimento operacional. O método PDCA pode ser empregado. um melhoramento contínuo como   sinônimo de avaliação. Na fase de execução (Do) de um ciclo decisório. Um melhor entendimento pode ser obtido. aplicado no método para o desenvolvimento de novos projetos. procurará determinar um ou mais caminhos de ação a serem seguidos. face à missão e metas da organização empresarial. para solucionar os problemas. Para isto. porque determina o quê. verificando-se a figura abaixo: A empresa procura não apenas sobreviver no mercado. que pode ser apresentado em quatro etapas: “tomada de decisão. Um ciclo de manutenção cujo objetivo é a previsibilidade dos resultados. manter as metas alcançadas. ou seja. mas também. Didatismo e Conhecimento 34 . devem-se cumprir os padrões. As melhorias são conseguidas pela análise do processo e adoção de novo padrão. O ato de tomar uma decisão é apenas um dos itens importantes do que se denomina “ciclo de decisão”. avaliação e recomendação”.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A. atuando no resultado e nas causas dos desvios.

necessárias ao ciclo de tomada de decisão. haverá um fluxo constante de informações. resultando pontos a serem observados. pelo fato de o processo não ser eficaz e eficiente. que interagem no processo facilita a identificação das áreas de desperdício de tempo e que provocam atrasos. forma o embasamento da análise e do aperfeiçoamento do processo. Fluxogramas geográficos. 3. cumprir a missão da organização. quando da formulação de novo planejamento. sem falar nas pessoas que executam essas tarefas. humanos e tecnológicos sejam empregados com eficiência para obter a eficácia da realização das metas estabelecidas. mediante sua representação gráfica. demandaria muito tempo. aplicando os princípios do PDCA ao sistema de gestão. Como instrumento de múltiplas funções. analisa o fluxo físico das atividades. as diversas áreas de atividades serão realimentadas por: decisão.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No “ciclo de decisão”. uma dimensão adicional que se torna particularmente útil quando o tempo de ciclo é um problema. e como consequência. 2. e posteriormente. que. A atribuição de partes do processo a membros específicos da equipe acelera a execução das tarefas. à distância percorrido pelos documentos. o qual caracteriza: o trabalho que está sendo realizado. ou superposto ao layout físico. O fluxograma padrão da American National Standards Institute (ANSI). para determinar quanto dinheiro a organização está perdendo. uma vez escolhido o curso de ação. A partir de uma visão sistêmica. Este fluxograma originou-se a partir do aperfeiçoamento do diagrama de blocos e do fluxograma utilizado na área de processamento de dados. Cada um para cada aplicação específica. avaliação e recomendação. possibilitará ao analista um conhecimento mais íntimo e profundo da situação atual. Ele retrata o movimento entre as diferentes áreas de trabalho. São elas: 1. mais coerente e com melhor qualidade. de outra forma. Como existe uma parafernália de tipos e denominações de fluxogramas diferentes. possibilitando como resultado uma proposta mais racional. Há muitos tipos diferentes de fluxograma. financeiros. Agregar a dimensão do tempo às funções já definidas. o FAP. que mostram o fluxo do processo entre organizações ou áreas. a documentação disponível raramente é suficiente para mapear todas as atividades e tarefas. Você precisa entender pelo menos quatro destas técnicas para ser eficaz. Fluxogramas funcionais. Ele ajuda o tempo desperdiçado entre o trabalho realizado e os recursos envolvidos dentro das atividades. FLUXOGRAMA GEOGRÁFICO: um fluxograma geográfico. Portanto. que analisa os inter-relacionamentos detalhados de um processo. Toda situação e/ou processo apresentará problemas específicos de mapeamento. permitindo. Assim. Por exemplo. é necessário colocar em prática a fase mais difícil. que mostram o fluxo do processo entre localidades. avaliar os resultados obtidos. Um fluxograma funcional pode ser elaborado com blocos quanto com símbolos padrões. FLUXO-CRONOGRAMA: apresenta além do fluxograma padrão. o tempo necessário para sua realização. quando se faz uma análise de custo da deficiência da qualidade. Diagrama de blocos que fornece uma rápida noção do processo. implementação. a implementação da decisão. 4.Fluxograma de Análise de Processos. descendo até o nível das tarefas individuais. a indicação do tempo de processamento de cada atividade e do tempo de ciclo para cada atividade. A elaboração de fluxograma de um processo integral. uma análise técnica mais acurada e confiável. também. quem está realizando o trabalho e como ele flui entre os participantes deste processo. as diversas fases operacionais. Outros fluxogramas: FLUXOGRAMA FUNCIONAL: constitui um outro tipo de fluxograma. Tenha cuidado com aquilo que a documentação determina como deve ser feito e como as coisas são feitas na realidade. para propor as recomendações para manter os resultados alcançados ou corrigir o que for preciso. Esse tipo de fluxograma permite algumas conclusões preciosas. assegurando que os recursos materiais. a interligação com outros processos e todos os documentos envolvidos. FLUXOGRAMAS O fluxograma é um gráfico que demonstra a sequência operacional do desenvolvimento de um processo. permite visualizar e compreender melhor os processos de trabalho em execução. Didatismo e Conhecimento 35 . discorremos sobre o que se acredita ser o mais eficiente e eficaz na solução dos problemas processuais vivenciados nas empresas: o FAP .

Por isso mantém o compromisso de aperfeiçoar-se e renovar sua missão constantemente. •  Disseminar o conhecimento na forma de cursos. Baseado nos 20 elementos da qualidade ISO 9001 . Estas três normas da qualidade podem ser entendidas pela diferença entre suas abrangências. a ISO 9002 possui 18 daqueles elementos e a ISO 9003 tem 12 elementos básicos. a inspeção e o ensaio final do produto seriam suficientes NBR ISO 9004:  Fornece orientações para a gestão da qualidade e os elementos do sistema da qualidade. A ISO 9000 é uma série de cinco normas internacionais sobre o gerenciamento e a garantia da qualidade. O propósito da ISO é desenvolver e promover normas e padrões mundiais que traduzam o consenso dos diferentes países do mundo de forma a facilitar o comércio internacional. Didatismo e Conhecimento 36 . O trabalho da FNQ é baseado no Modelo de Excelência da Gestão® (MEG). você poderá conseguir compreender os pontos críticos das normas. Os elementos do sistema da qualidade são adequados para uso no desenvolvimento e na implementação de um sistema da qualidade interno abrangente e efetivo. premiações. Examinando o material que vem a seguir. empresarial e público. mas que vão além deles. para capturar experiências e definir padrões de referências. ISO 9003 e ISO 9004. a ISO 9001. que se torna mais crítico para os clientes que se apoiam em produtos isentos de erros. •  Formar redes e núcleos de conhecimento. de forma a acompanhar as mudanças globais e impulsionar o desenvolvimento das empresas e do País como um todo. A mais abrangente. NBR ISO 9001: A norma ISO 9001 é utilizada pelas companhias para controlar seus sistemas de qualidade durante todo o ciclo de desenvolvimento dos produtos. publicações. NBR ISO 9002 : A norma ISO 9002 é usada por companhias as quais a ênfase está na produção e na instalação. Ele inclui o elemento do projeto do produto. mediante as quais a norma pode ser satisfeita. O presente manual da qualidade é mais longo que a norma porque detalha especificamente ações. •  Estabelecer relacionamento nos setores acadêmico. Os Compromissos da FNQ para o período 2012-2015: •  Buscar constantemente a excelência da gestão. do pensamento sistêmico e da sustentabilidade na gestão. que necessitam entender e exercitar os princípios da interdependência. núcleos de estudos e conhecimento. Existe uma correspondência de um para um entre os sistemas da qualidade da ISO 9001 e as políticas deste exemplo de manual da qualidade. consolidando-se como um centro de estudo. as fornecedoras de mercadorias. como. incorpora todos os 20 elementos de qualidade da norma da qualidade. Desta forma. desde o projeto até o serviço. A ISO tem 130 países membros. auto-avaliação e reconhecimento das boas práticas de gestão.1987. seminários e fóruns. é a norma contratual da qualidade ISO 9000 mais abrangente. dentro dos modernos princípios da identidade empresarial e do atual cenário do mercado. que compreende a ISO 9000. reguladores ou de certificação. Estruturado em onze Fundamentos e oito Critérios. que significa igualdade. as organizações são sistemas vivos integrantes de ecossistemas. A ISO trabalha com 180 comitês técnicos (TC) e centenas de subcomitês e grupos de trabalho.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ISO O que é ISO ?            ISO significa Organização Internacional para Normalização (International Organization for Standardization) localizada em Genebra. Esta norma da qualidade pode ser utilizada por uma empresa cujos produtos já foram comercializados. uma metodologia de avaliação. Modelo da fundação nacional da qualidade. por exemplo. com a finalidade de assegurar a satisfação do cliente. Frequentemente. Os auditores do organismo de certificação revisam-no para ter certeza de que todos os elementos dos sistemas da qualidade da norma estão sendo tratados. A ISO 9001. debate. A sigla ISO é uma referência à palavra grega ISO. nestes casos. testados. Primeiro deveríamos rever vários pontos. (Referência: Fundação Nacional da Qualidade (FNQ)) A Fundação Nacional da Qualidade (FNQ) afirma seu papel de agente para o desenvolvimento das organizações e do País e segue ampliando e fortalecendo a sua rede de parceiros. Não se destina a fins contratuais. há a possibilidade de a qualidade do produto ser alta. em lugar de desenvolverem sistemas da qualidade para um produto novo. Para a Fundação. melhorados e aprovados. o manual pormenorizado descreve ações coerentes com os quesitos da ISO 9001. o Modelo define uma base teórica e prática para a busca da excelência. Estas companhias focalizam seus esforços para a qualidade na conservação e no melhoramento dos sistemas da qualidade existentes. geração e disseminação de conhecimento na área da gestão. Em certos sistemas da qualidade. NBR ISO 9003:  A norma ISO 9003 é dirigida para companhias nas quais sistemas abrangentes da qualidade podem não ser importantes ou necessários. Suíça. o manual da qualidade é o documento núcleo necessário para a certificação. que só tem sete páginas. ISO 9001. A ABNT é o representante brasileiro. ferramentas. ISO 9002. A ISO 9000 serve de roteiro para implementar a ISO 9001. ISO 9002 ou a ISO 9003.

O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) reflete a experiência. Como fundamentos podemos definir os pilares. processos e resultados.  Modelo de Excelência da Gestão® Uma visão sistêmica da gestão organizacional O Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) é baseado em 13 fundamentos e oito critérios. o conhecimento e o trabalho de pesquisa de diversas organizações e especialistas do Brasil e do Exterior. clientes. conhecimento sobre clientes e mercados. São eles: Fundamentos: pensamento sistêmico. mensuração e diagnose. estratégias e planos. Esses fundamentos são colocados em prática por meio dos oito critérios. geração de valor. informações e conhecimento. Nossos Valores •  Comprometimento •  Excelência •  Integridade •  Respeito •  Responsabilidade Nossos Clientes Organizações de qualquer porte. Didatismo e Conhecimento 37 . sociedade. aprendizado organizacional. pessoas.  Atuar segmentadamente nos diferentes setores de atividades. setor e natureza. considerada como um sistema orgânico adaptável ao ambiente. orientação por processos. para que se tornem sustentáveis. decisões fundamentadas. que se relacionem com a FNQ. atuação em rede. a base teórica de uma boa gestão. responsabilidade social. por meio da disseminação dos Fundamentos e Critérios de Excelência.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • • •  Evoluir permanentemente o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) e metodologias de capacitação. cooperativas e gerem valor para a sociedade. olhar para o futuro. A figura representativa dos Critérios de Excelência simboliza a organização.            Fornecer suporte às empresas para o encaminhamento das soluções. Nossa Aspiração Ser reconhecida como o mais importante agente promotor. valorização das pessoas e da cultura. agilidade. com o objetivo de melhorar a sua gestão e contribuir para o aumento da competitividade sustentável do País.  Nossa Missão Estimular e apoiar as organizações para o desenvolvimento e evolução de sua gestão. Critérios: liderança. articulador e disseminador da cultura e da excelência da gestão no Brasil. inovação. liderança transformadora.

aprimorar a comunicação. qualidade. e reproduzir. Sendo uma tradução dos Fundamentos da Excelência. de existência temporária. Ele estimula que a organização esteja atenta às necessidades e expectativas das diversas partes interessadas. Como resultado. essas questões são agrupadas em Itens. a saber: Gestão de Pessoas. O resultado pode ser um produto físico. pontuando processos gerenciais e resultados organizacionais. Didatismo e Conhecimento 38 . mensuráveis quantitativa ou qualitativamente. sendo ocupada quase sempre pelas mesmas pessoas. uma combinação desses três elementos. recursos humanos. à sociedade e a outras partes interessadas. como nas empresas de consultoria e de construção. melhor competir em seus mercados. o Modelo de Excelência da Gestão® (MEG) não é prescritivo quanto a ferramentas. ocupante de um cargo gerencial ou funcionário sem posição de gerente. Em outros casos. solicitam complementos importantes para a excelência da gestão. assertiva e inovadora aos desafios propostos pelo cenário de negócios. do mercado e do cenário local ou global onde a empresa atua e se relaciona. de forma lógica. em alguns casos. além de proporcionar uma visão sistêmica da gestão. A administração de um projeto é o processo de tomar decisões que envolvem o uso de recursos. Incentiva. prazos e recursos de um projeto. As questões. bem como das solicitações de resultados. Essas questões trabalham juntas. a condução de temas essenciais de uma organização. conceito. riscos e aquisições. para realizar atividades temporárias. pode assumir o papel de gerente de projeto. Com o objetivo de facilitar o entendimento de conteúdos relacionados no Modelo. gerenciar e administrar” pode-se perceber a gestão de projetos como uma administração específica. Qualquer pessoa. sem desvincular-se de seu cargo original. habilidades e técnicas para a execução de projetos de forma efetiva e eficaz. Terminado o projeto. em regime de dedicação exclusiva ou acumulando essa tarefa com outras. custos. comunicação. manutenção. Trata-se de uma competência estratégica para organizações. Responder às questões auxilia a organização a alinhar seus recursos. O entendimento dessas questões e seus complementos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No Modelo de Excelência da Gestão®(MEG). ou pessoas sem posição gerencial. o alinhamento. A gestão de projeto exige ações muito específicas. Para (Hall. ou evento. Porém. É o processo de planejamento. controle de integração. o cargo de gerente de projeto é um cargo virtual. é apoiado por meio de orientações e inclui evidências que deveriam existir para sustentar uma avaliação utilizando os Critérios. a integração. tempo de início e fim. Em muitos casos. 2005) a administração de projetos consiste em identificar problemas da organização como passíveis de serem resolvidos. com o objetivo de fornecer um resultado. estrutura ou forma de gerir o negócio. ainda. É a aplicação de conhecimentos. para que ela atue com excelência na cadeia de valor e gere resultado a todas as partes interessadas. ou. análise e controle de tarefas. a produtividade e a efetividade de suas ações. a organização avança em direção à excelência da gestão e gera valor aos clientes e acionistas. e estes em Critérios. o que contribui para a sua sustentabilidade e perenidade Além disso. identificar pontos fortes e oportunidades de melhoria. Envolve comunicação dos progressos e resultados alcançados para os clientes. executivo ou não. os Critérios estimulam a organização a responder de maneira ágil. o compartilhamento e o direcionamento em toda a organização.  “Gestão” é “o ato de gerir. O Sistema de Pontuação possibilita a avaliação do grau de maturidade da gestão. os Fundamentos da Excelência são expressos em características tangíveis. ocupado por um funcionário da estrutura permanente. Pode ser o executivo principal outros executivos. Gestão Financeira e etc. GESTÃO DE PROJETOS A gestão de projetos é um ramo da ciência da administração que trata do planejamento e controle de projetos. é importante lembrar que a gestão de projeto tem o seu tempo de execução definido e que contrariamente difere de outras operações e/ou gestões permanentes da empresa. professores ou mesmo estudantes. Essa especificidade não é diferente de outras. e utilize essas informações para formular o seu planejamento estratégico e desdobramentos. cientistas. podendo empregar todas as ferramentas e processos desenvolvidos e de eficiência comprovada. e atingir os objetivos estratégicos. Essa pessoa recebe a incumbência de administrar o projeto. staff ou alta administração. em geral. Conhecer e aplicar os princípios e as técnicas da administração de projetos são habilidades importantes para todas as pessoas que se envolvem com projetos. que garantem à organização uma melhor compreensão de seu sistema gerencial. o gerente volta a seu cargo permanente ou assume outro projeto. técnicos. mesmo porque. Gestão Ambiental. assim. como profissionais. a posição de gerente de projetos é fixa. A administração de projetos pode ser aplicada em todos os tipos de organização. por meio de ações gerenciais propostas na forma de questões e de solicitações de resultados. segue algumas rotinas comuns para o gerenciamento. permitindo com que elas unam os resultados dos projetos com os objetivos do negócio – e. como uma estrutura única e integrada para gerir o desempenho da organização de forma sistêmica.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Elaboração. onde cada membro desse projeto é responsável por um setor e nada mais. Ou seja. afinal. os princípios de administração que devem ser utilizados são sempre os mesmos: • A administração de projetos é uma técnica (ou conjunto de técnicas que se aplica a determinadas situações). Processo criado para alcançar um resultado específico. montadores de automóveis. complexidade e volume de recursos empregados. O projeto pode ser considerado como um empreendimento único e não repetitivo. formalmente organizado e que congrega e aplica recursos visando o cumprimento de objetivos pré-estabelecidos. um meio e um fim bem definidos. essa teoria era bem válida. o descentralizado. ou que tem uma gerencia centralizada. cada parte do projeto tem um gerente da área específica e essas cada um tenta se interligar com o outro. • Projetar o fluxo de caixa dentro do horizonte do projeto. pois o sistema é centralizado. naturalmente o projeto terá um sistema centralizado. “Oferta é a quantidade de um produto ou serviço disponível para compra. Segundo (Menezes. que era o inicio da era industrial. esse supervisor geral é aquele que estará a frente do projeto sempre. O resultado esperado e o processo para sua obtenção requerem gerência efetiva.etc. • Analisar a viabilidade econômica do projeto. o projeto não possui um comando central. O gerenciamento de um projeto varia muito em termos de finalidade. • A aplicação das técnicas da administração de projetos depende tanto da natureza intrínseca da situação quanto de escolha consciente. é a quantidade de produtos ou serviços que os consumidores estão dispostos a comprar. ou seja. mas é mais raro. Alguns fatores são condicionantes assim como seus efeitos sobre as organizações no desenvolvimento de um projeto. não há uma pessoa. para que aqueles que trabalham nele. 2003). pode. obtendo a qualidade determinada. Demanda. mas sim. construção em geral. trabalhos de consultoria empresarial. ou seja. de duração determinada. ele deve ter um começo. ou seja. O outro método. é o projeto que possui apenas um supervisor geral. com algumas adaptações a chamada linha de produção. os preços tendem a cair. já que os consumidores se dispõem a pagar mais para obter um determinado item. organiza e administra todo o projeto. há um especialista e existe um comando central que delega. de modo a assegurar sua conclusão no prazo e orçamento determinado. como pesquisas. projetos que visam apenas uma abordagem mais teórica. • Definir o horizonte do projeto. Pesquisa e desenvolvimento. Quando a demanda é maior do que a oferta.”   (G1 Economia e Negócios) • Levantamento dos investimentos necessários ao projeto. principalmente indústrias ainda possuem. Linha de produção é uma teoria administrativa criada por Winslow Taylor. • Análise de mercado. não percam o foco no que estão fazendo. • Estimar o retorno do investimento. Nos dias de hoje muitas empresas. desenvolvimento de um software. Realizar um diagnóstico das tendências da oferta e demanda dos produtos e serviços oferecidos. Por outro lado. pode acontecer o contrário. Didatismo e Conhecimento 39 . normalmente se utilizam de uma linha de produção. Os projetos centralizados. então esse projeto terá características da estrutura organizacional da empresa do qual esse projeto pertence. o objetivo central da gestão de projetos é alcançar o controle adequado do projeto. Se analisarmos o contexto da época. Um projeto muitas vezes está vinculado a uma empresa. Os projetos podem ser simples ou complexos. os preços dos produtos tendem a subir. o projeto deve sempre ter uma estrutura não em termos administrativos. Apesar das variações. onde ele acreditava que deveria existir o funcionário padrão. Controlar custos e prazos é condição básica para realizar o resultado. Essa estrutura de projeto centralizado ocorre muito em projetos de construção. Se a estrutura da empresa é centralizada. • Efeitos do projeto sobre a estrutura organizacional e de capital da empresa. Como construção civil. instalação e operações de novos equipamentos. • A tarefa básica da administração de projetos é assegurar a orientação do esforço para um resultado. centralizado. novo sistema). o funcionário deveria ser especializado em apenas uma função dentro da empresa. o projeto também deverá ter essa estrutura. quando a oferta é maior do que a demanda. Assim como em uma empresa existe a estrutura organizacional. para cada etapa do projeto. Em se tratando de um projeto adotar o sistema de linha de produção normalmente é o mais recomendado. um novo produto. um gerente a frente do projeto. Um projeto centralizado. E o andamento do projeto centralizado é aquele que o projeto acontece em forma de linha. por sua vez. um novo serviço. na forma como ele será efetuado. • Levantamento dos custos operacionais do projeto e estimativa preliminar do ponto de equilíbrio. • Analisar a estrutura e a projeção dos custos. Essa teoria é muito boa para projetos não físicos. Vale lembrar que mesmo não sendo um projeto de estrutura centralizada. análise e avaliação de projetos. • Definir como será feito o gerenciamento do projeto. um projeto não pode ficar cada parte de uma maneira. o planejamento é um só e normalmente não há modificações.

Comportamento organizacional: indivíduo. deve-se entender que a organização dependerá de um bom analista de sistemas para seguir o desenvolvimento de um sistema de acordo com as práticas de mercado necessárias para atingir o objetivo. Criou-se com isso um Networking. porém. as rotinas e seus prazos serão controladas em tempo real e mesmo o sistema informatizado para gerenciamento dos projetos estará disponível para os interessados. práticas administrativas. execução e controle do trabalho. conforme os fatores envolvidos. Marcos Tadeu. atribuir autoridades e pessoal necessário. Gerenciamento de integração do projeto – descreve os processos requeridos para certificar-se que os vários elementos do projeto estão propriamente coordenados. adquirindo mais conhecimentos. mesmo porque a dinâmica imprimida pelas mudanças é muito veloz. A organização pode optar por um software mais simples ou avançado. Esse conhecimento deve ser construído pela função individual e das equipes envolvidas para a gestão de projetos. O mercado oferece inúmeros softwares para o gerenciamento de projetos e a Internet possui alguns produtos disponíveis para avaliação. e isso é possível. No entanto. Algumas empresas empreendem esforços para o desenvolvimento de uma ferramenta informatizada própria. Consiste em: Desenvolver o termo de abertura do projeto Desenvolver a declaração do escopo preliminar do projeto Desenvolver o plano de gerenciamento do projeto Orientar e gerenciar a execução projeto Monitorar e controlar o trabalho do projeto Controle integrado de mudanças Didatismo e Conhecimento 40 .” Principais características dos modelos de gestão de projetos. grupo e a instituição. métodos quantitativos. portanto. ou rede de relacionamento natural de solidariedade e de ajuda recíproca de todos aqueles que estão envolvidos para gestão de um ou vários projetos. deve-se entender que qualquer sistema informatizado proporcionará velocidade às informações e registros de fatos essenciais para as decisões. tais rotinas. Disso dependerão decisões importantes.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Na administração de projetos é necessário identificar as características do projeto a ser elaborado e executado. Com isso. mesmo porque o sistema depende de alimentação e de atualização constante. mas não é garantia de sucesso. pois em torno da função as pessoas organizam suas carreiras. Existem algumas rotinas que detalham as etapas de um projeto. bem como um acompanhamento por meio de dados fidedignos. A complexidade exige da organização conhecimentos com base em experiências para garantir algumas vantagens competitivas. Isso proporcionará acesso às informações sem a interdependência de local e instalações físicas da organização. dependendo da complexidade e rotinas de seu projeto ou projetos. se a demanda de informações e outras rotinas destinadas ao projeto não forem complexas é possível trabalhar sem o apoio de um sistema informatizado. aquisição e outros gratuitos. divulgação de atividades. podem necessitar de algumas adaptações. qualquer demonstração de preferência pode tornar-se obsoleta em pouco tempo. mas deve-se considerar que algumas mudanças serão necessárias para adaptar-se ao software adquirido. Estrutura organizacional: teoria e funcionamento das organizações com relação à organização.  A Internet pode ser considerada uma ferramenta de apoio à gestão de projetos. pois por meio do material disponibilizado on line as equipes serão bem informadas. Mas não segue aqui nenhuma menção como indicação. Entretanto. Determinar os custos aceitáveis e. constata-se que a parte mais importante são as pessoas. Deve-se entender que os fatos e dados fornecem a base para a boa gestão de projeto. Levantar as necessidades e expectativas das partes interessadas. pois após a elaboração de uma estratégia para o gerenciamento do projeto pode-se iniciar a criação de um sistema informatizado para registro das etapas. Fixar o escopo do projeto. 2008 Ferramentas para a “Gestão de Projetos” “Um padrão pode ser considerado como uma ferramenta para o gerenciamento de projetos. experiências e especialização. Porém. sendo que a alimentação do sistema dependerá de profissionais qualificados e destinados para tais tarefas. É essencial que esse analista possua experiência com gestão de projeto. A gestão de projetos envolve conhecimentos como: Ferramentas: técnicas específicas. Faz-se necessário: • • • • • Definir o objetivo a atingir. Estabelecer prazos limites a serem atingidos. controles e etc.

analisar e responder aos riscos do projeto. e somente o trabalho requerido. Consiste em: Planejamento do gerenciamento de riscos Identificação de riscos Análise qualitativa de riscos Didatismo e Conhecimento 41 .Realizar a garantia da qualidade 3. coleção. Consiste em: Planejamento de recursos humanos Contratar ou mobilizar a equipe do projeto Desenvolver a equipe de projeto Gerenciar a equipe de projeto Gerenciamento das comunicações do projeto – descreve os processos requeridos para garantir rápida e adequada geração.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Encerrar o projeto Gerenciamento do escopo do projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto inclui todo o trabalho requerido (requisitos). Consiste em: Estimativa de custos Orçamentação Controle de custos Gerenciamento da qualidade do projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto vai satisfazer as necessidades pelas quais ele foi feito. armazenamento e disposição final das informações do projeto. disseminação.Realizar o controle da qualidade Gerenciamento de recursos humanos do projeto – descreve os processos requeridos para fazer o uso mais efetivo das pessoas envolvidas no projeto. Consiste em: Planejamento das comunicações Distribuição das informações Relatório de desempenho Gerenciar as partes interessadas Gerenciamento de riscos do projeto – descreve os processos relacionados a identificar. Consiste em: Planejamento da qualidade 2. para completar o processo com sucesso. Consiste em: Planejamento do escopo Definição do escopo Criar a Estrutura Analítica de Processo (EAP) Verificação do escopo Controle do escopo Gerenciamento de tempo de projeto – descreve os processos requeridos para garantir que o projeto seja completado dentro do prazo. Consiste em: Definição da atividade Sequenciamento de atividades Estimativa de recursos da atividade Estimativa de duração da atividade Desenvolvimento do cronograma Controle do cronograma Gerenciamento de custos do projeto – descreve os processos requeridos para que o projeto seja completado dentro do orçamento aprovado.

a abordagem de gerenciamento de projetos está ganhando terreno por permitir um melhor uso dos recursos para se atingir objetivos bem definidos pela organização. Garantem que os objetivos do projeto são alcançados através do monitoramento e medição regular do progresso. que podem não estar diretamente ligadas ao produto e a sua estrutura analítica. Consiste em: Planejar compras e aquisições Planejar contratações Solicitar respostas de fornecedores Selecionar fornecedores Administração de contrato Encerramento de contrato Projetos e suas etapas. visitar fornecedores e preparar relatórios e prestar contas do projeto. vamos ver os passos que nos levam a melhorar nossas habilidades de gerenciamento de projeto. deve ser um documento assinado pelos patrocinadores e pelo gerente do projeto. Processos de Execução – execução dos planos do projeto: coordenação de pessoas e outros recursos para executar o plano 4. pode ser um e-mail que o gerente envia aos patrocinadores. enquanto os deslizes nas atividades do caminho não crítico são verificados periodicamente. Processos de Monitoramento e Controle – medição e monitoramento do desempenho do projeto. Nos mais diversos setores. 5. os processos de gerenciamento de projetos podem ser organizados em cinco grupos de processos: 1. Esses termos foram eliminados para garantir que todos os processos de gerenciamento de projetos nos grupos de processos de gerenciamento de projetos tenham o mesmo nível de importância. Processos de Planejamento – são processos de definição e refinamento de objetivos e seleção dos melhores caminhos para atingir os objetivos. Os cinco grupos de processos possuem conjuntos de ações que levam o projeto adiante. em direção ao seu término. Os grupos de processo são ligados pelos resultados que produzem: o resultado de um processo frequentemente é a entrada de outro. Para projetos menores. Envolver as partes interessadas no projeto em cada uma das fases é uma maneira de aumentar as probabilidades de satisfação dos requisitos do cliente. Os resultados do trabalho que estiverem abaixo de um nível de desempenho aceitável precisam ser ajustados com ações corretivas para que o projeto volte a estar em conformidade com as linhas de base de custo. O gerente de projetos precisa monitorar e comunicar o desempenho do projeto. 3. Dentro dos cinco grupos de processos existiam duas categorias de processos: básicos e facilitadores. Repetir os processos de iniciação antes da execução de cada fase é uma maneira de se avaliar se o projeto continua cumprindo as necessidades de negócio. A comunicação do desempenho do projeto é um dos principais elementos para o gerenciamento de projetos bem sucedido. além de servir para fazê-los sentirem-se envolvidos no projeto – o que muitas vezes é essencial para o sucesso do mesmo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Análise quantitativa de riscos Planejamento de respostas a riscos Monitoramento e controle de riscos Gerenciamento de aquisições do projeto – descreve os processos requeridos para adquirir bens e serviços de fora da organização “dona” do projeto. Fazer reuniões de planejamento e controle. prazo e escopo. Tudo começa com a contratação de uma empresa para tocar o projeto ou a definição dos colaboradores internos que integrarão a equipe de projeto. De acordo com o PMBOK. copiando os demais envolvidos. por exemplo. Em projetos maiores. As atividades no caminho crítico são monitoradas ativamente quanto a deslizes. inicia-se o projeto. Num dia determinado. Este momento deve ser formalizado com um documento que se chama de “termo de início do projeto”. Sabendo da importância de se gerenciar bem um projeto. são atividades que não ficam evidentes na estrutura analítica do produto. Processos de Iniciação – autorização do projeto ou fase 2. O estudo do ciclo de vida do projeto permite visualizar outras atividades. Didatismo e Conhecimento 42 . de modo que ações corretivas possam ser tomadas quando necessário. Processos de Fechamento – aceitação formal do projeto (com verificação de escopo) ou fase para a sua finalização. para notificar que naquele momento se inicia o projeto e todos estão envolvidos com a sua execução.

No planejamento do projeto é necessário identificar as necessidades que existem a ser atendidas por meio de um novo projeto. Parece meio óbvio. processos organizacionais e habilidades que servem a fim de atender as necessidades dos clientes. E no final. ferramentas e técnicas às atividades do projeto. habilidades. Promover adaptações. Cada projeto tem um começo. Alteração ou nova implementação na estrutura organizacional. Se você se conhece. necessários ao alcance dos objetivos (de negócios e culturais) definidos no posicionamento estratégico da empresa e no propósito de manutenção e desenvolvimento de sua ideologia essencial. Os projetos são desenvolvidos nas organizações com os objetivos de desenvolver novos produtos ou serviços. o projeto ganha forma em papel. As competências organizacionais são um conjunto de ações. ele deixar de ser projeto e passa para atividade operacional. As atividades de conclusão de projetos são o controle de comissionamento (testes. para cada vitória ganha sofrerá também uma derrota. estudo de viabilidade técnica e econômica. Então a empresa não pode no meio do caminho abandonar o projeto. e o principal. plano de custos. plano de testes. ou seja. recebimento e controle.” Didatismo e Conhecimento 43 . Plano de projeto. Aprimoramento de produtos ou serviços já existentes na empresa. A aplicação do conhecimento. Prazo delimitado. • Operação: quando entregue. Objetivos determinados.). mas não conhece o inimigo. ou então tomam um rumo completamente diferente do projeto inicial. PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO Não há uma definição de estratégia genérica e universalmente aceita. sendo suas características singulares que geram valor e garantem vantagem competitiva sustentável. ou então alterá-lo. pois se algo der errado. leva a atingir as necessidades e expectativas dos interessados pelo projeto. deve ser o mínimo possível. não haja muitas alterações. Os objetivos devem ser muito bem elaborados. • Design: especificação detalhada do produto ou serviço. O tempo que levará para terminar o projeto. Recursos específicos. no começo. para que o projeto fique exatamente como foi planejado. características principais do produto ou serviço a ser criado. política de acompanhamento. nada saia errado. Podemos considerar projetos como um conjunto de atividades ou medidas planejadas para serem executadas com: a) b) c) d) e) Responsabilidade de execução definida. todo o projeto fica comprometido. perderá todas as batalhas. o valor do projeto. Temos que lembrar que as empresas muitas vezes elaboram e fazem projetos para terceiros. Faz-se necessário estimar os conflitos. É no começo que se define. Projetos começam e terminam num ciclo de vida com as seguintes etapas: • Criação: determinação das necessidades. O planejamento é extremamente importante para que no momento que começa a construção do projeto. especificações para instalação e operação. Se você não conhece nem o inimigo nem a si mesmo. sequência física de execução. Estudo da viabilidade de um investimento ou mudança na produção. É a fase mais delicada do projeto. não precisa temer o resultado de cem batalhas. Abrangência ou escopo definida. Implementação de um novo procedimento organizacional. recursos alocados para cada tarefa. as habilidades e os conhecimentos necessários para alcançar resultados diferenciados. de forma clara e realizável. até o seu final. É um conceito pelo qual se define quais são as atitudes.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Quando falamos em ciclo de vida do projeto estamos nos referindo desde o começo do projeto. estrutura de decomposição de tarefas (EDT). É a capacidade de gerar resultados observáveis. treinamento do usuário) e o recebimento. durante a realização do projeto. Ou se acontecer. definição da estrutura organizacional que vai desenvolver o projeto. um meio e um fim. muitas vezes os projetos são para outra pessoa. quais serão os custos em termos de material e humano. tempo e custo do projeto. A data de início do projeto. No começo. a entrega do projeto. mas muitos projetos tendem a não ser entregues. Quem serão os responsáveis por dirigir o projeto. acompanhamento periódico.C. • Execução: implementação. temos: “Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo. Em Tzu – A Arte da Guerra (300 A.

Conjunto de ações e decisões relativas à escolha dos meios e articulações dos recursos como forma de atingir os objetivos (Hitt et al. . . E esclarece que o conceito de estratégia nasceu das situações de concorrência: guerra. Deve-se considerar duas modalidades da estratégia. a palavra estratégia era tipicamente utilizada na vida militar. As estratégias não são puramente deliberadas nem emergentes. bem como garantindo a eficiência de sua missão e valores. Na Grécia antiga. Planejar é definir o que será realizado. hoje.Estratégia também pode ser defina como caminho percorrido ou o plano traçado pela empresa para desempenhar suas atividades. mas segundo os interesses do estrategista. perpassando por três fazes: Já a estratégia emergente tem processo intuitivo. e pulando a estratégia pretendida e a estratégia deliberada para a estratégia realizada.. O Planejamento Estratégico consiste em analisar e caracterizar seus ambientes interno e externo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA “SUPREMA ARTE DA GUERRA É VENCER O INIMIGO SEM LUTAR” Estratégia é uma palavra de origem grega. Planejar é elaborar um plano de ações que serão adotadas para se alcançar os objetivos O planejamento consiste em definir um método para que a organização predetermine suas ações futuras. a realização do objetivo significa anular ou frustrar o objetivo do concorrente. Isso significaria aprendizado zero ou controle zero. A estratégia deliberada tem processo consciente e explícito. Didatismo e Conhecimento 44 . A palavra estratégia também envolve certa conotação de astúcia. Outros conceitos de estratégia: .Estratégia diz respeito ao comando geral de algum empreendimento. Em uma conotação de planejamento. . Antonio Cesar Amaru Maximiano explica que estratégia é a seleção dos meios para realizar objetivos. especialmente quando se trata de inimigo ou adversário que está atacando ou sendo atacado.Busca deliberada de um plano de ação para desenvolver e ajustar a vantagem competitiva de uma empresa (Porter. a estratégia deliberada e a estratégia emergente. estratégia é a forma com a empresa mobiliza todos os recursos da empresa no âmbito global visando a atingir objetivos de longo prazo.Conjunto de regras de tomada de decisão em situações de desconhecimento parcial. Dizem respeito à relação entre a empresa e seu ambiente (Ansoff. 1998). antecipando questões futuras e propondo respostas ou soluções a estas questões. Trata-se de um nível de decisão superior. Contudo. “stratègós” era o general das infantarias gregas. . .Sob a ótica empresarial de Chiavenato. a estratégia é termo corrente na vida empresarial. com a intenção de alcançar os objetivos pretendidos. 1965). . na determinação dos objetivos máximos da organização. de tentativa de enganar ou superar o concorrente com a aplicação de algum procedimento inesperado. a estratégia analisa os fatores internos e externos. na busca por objetivos previamente definidos. a fim de atingir objetivos predeterminados. que provoca ilusão ou que o faz agir não como deveria.Estratégia é o padrão de decisões da organização. 2008). Processo metodológico para determinar e colocar em prática as estratégias e seus mecanismos de controle. direcionando ações para curto. médio e longo prazo aproximando-a de sua visão. seja militar ou de negócios. Dessa forma. jogos e negócios.

Estabelece áreas amplas de responsabilidades por tarefa na organização. visão do que espera para o futuro e seus valores.Atua como base para o desenvolvimento de objetivos Visão Organizacional refere-se àquilo que a empresa deseja ser no futuro. entendidos e escritos: conhecimento de todos . “Nós temos que ser uma grande empresa com grandes pessoas”. . 2007 afirma que pensar em visão organizacional é pensar no quadro geral como uma paixão que ajuda as pessoas a sentirem o que devem fazer.Específicos: recursos necessários .oferecer o foco. Seja na administração pública ou privada o Planejamento Estratégico consiste em um método gerencial de elaboração de objetivos (de longo prazo).Auto-conceito da empresa .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Técnica administrativa que. Ela oferece informações sobre o escopo de Missão Organizacional atuação da empresa.Serve de base para alocação de recursos organizacionais. . Especifica os negócios no qual a empresa pretende competir e os clientes aos quais pretende atender.esclarecer a todos os stakeholders a direção do negócio. positiva e tocante. acompanhado da seleção de programas de execução. É muito comum o envolvimento de outras pessoas na empresa para o processo de elaboração. Antes de se estabelecer objetivos a organização deve conhecer sua razão de existir que é expressa em sua missão. . Por meio dele se confere um norte à instituição.Tecnologia . Hitt.Exigente de esforços: desafios .Mensuráveis: capazes de serem medidos Didatismo e Conhecimento 45 . Hitt. . seus valores e competências essenciais. através da análise do ambiente de uma organização.Imagem pública da empresa Missão Organizacional: contribuições .Atingíveis: capazes de serem atingidos . Normalmente a responsabilidade final de pela elaboração da missão da empresa é do CEO.Flexíveis: passíveis de adequação . 1991).incentivar as pessoas a trabalhar em direção a um estado comum e a um conjunto interligado de objetivos. Desafia as pessoas e evoca emoções. . bem como por meio da definição de indicadores de avaliação de desempenho. seus clientes.Objetivos . missão e análise SWOT.Ajuda a concentrar esforços em uma direção comum. Quais informações deve conter a missão? -Produto ou serviço da empresa . ao estabelecer escopos e métodos para efetivá-los.motivar os interessados e envolvidos a tomar as ações necessárias. 2007 afirma que a missão e a visão formam a individualidade de uma empresa. .Filosofia da empresa . A visão é útil para: .Mercado . . Visão.descrever uma condição futura (onde a empresa quer chegar). cria consciência das suas oportunidades e ameaças dos seus pontos fracos para o cumprimento da sua missão e estabelece o propósito de direção que a organização deverá seguir para aproveitar as oportunidades e evitar riscos (Fischmann.Motivadores: inspiradores . Características dos objetivos eficazes . sonhos. Direciona a empresa onde ela quer estar nos próximos anos.Ajuda a assegurar que a organização não persiga propósitos conflitantes. A Missão Organizacional é uma proposta da razão pela qual a organização existe. A visão deve apresentar um quadro descritivo do que a empresa deverá ser no futuro. As pessoas sentem o que devem fazer quando a visão da empresa é simples.Claros. .

nos mercados nacional e internacional. Assegurar o progresso social e profissional dos colaboradores. Manter a liderança tecnológica. Empresa Petrobrás Missão “Atuar de forma segura e rentável.” ANÁLISE SWOT A análise de SWOT é uma ferramenta muito utilizada para a análise do ambiente. Ø Weaknesses: Fraquezas.Consistentes a longo e curto prazos: encadeamento lógico Alguns exemplos de visão e missão de algumas empresas: Empresa Natura Missão “Nossa razão de ser é criar e comercializar produtos e serviços que promovam o Bem-Estar/Estar Bem. pontos fracos. prazerosa. atuando com foco na rentabilidade e na responsabilidade social e ambiental. identificada com a comunidade das pessoas que se comprometem com a construção de um mundo melhor através da melhor relação consigo mesmas. Ø Strengths: Forças. do indivíduo consigo mesmo. Good Life “Manter a Empresa como a maior em termos de alimentos industrializados e conseguir a liderança nos segmentos em que atua. pela qualidade das relações que estabelece e por seus produtos e serviços. agradável. a preços competitivos. Consiste na avaliação da posição competitiva de uma empresa com base em quatro variáveis: pontos fortes. fornecendo produtos e serviços adequados ás necessidades dos seus clientes e contribuindo para o desenvolvimento do Brasil e dos países onde atua.” Visão: Good Food. Bem-Estar é a relação harmoniosa. com a natureza da qual faz parte e com o todo. será uma marca de expressão mundial. Ø Opportunities: Oportunidades. por seu comportamento empresarial. presentes e futuras.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA .” Empresa Nestlé Missão “Desenvolver as oportunidades de negócios. oportunidades e ameaças. gás e energia.dizem respeito à empresa (questões internas) Oportunidades e ameaças – ambiente externo (meio envolvente). Análise SWOT FORÇAS OPORTUNIDADES Didatismo e Conhecimento 46 . nas atividades da indústria de óleo. Visão “A Petrobras será uma empresa integrada de energia com forte presença internacional e líder na América Latina. com a natureza da qual fazem parte e com o todo. Pontos fracos e fortes . Contribuir para o desenvolvimento da sociedade. Manter a imagem de excelência e qualidade.” Visão: Bem Estar Bem “A Natura. do indivíduo com o outro. com o outro. com seu corpo. com responsabilidade social e ambiental. Ø Threats: Ameaças. oferecendo ao consumidor produtos alimentícios e serviços de alta qualidade e de valor agregado. Estar Bem é a relação empática. bem-sucedida.

essas dimensões foram agrupadas por Hitt (2008) em seis segmentos ambientais: econômico. tecnologia. entre outros. por exemplo. diplomáticos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INVESTIR NAS OPORTUNIDADES IDENTIFICAR AMEAÇAS CAPITALIZAR FORÇAS Variáveis internas controláveis que propiciam uma condição favorável para empresa em relação ao seu ambiente. Outro fator que pode influenciar o fomento de oportunidades é a cotação do dólar. o aumento do número de filhos dos consumidores. Já a Análise do Ambiente Interno busca identificar os pontos fortes e os pontos fracos da organização. • PREVISÃO: Fazer projeções de resultados antecipados com base nas mudanças e tendências monitoradas. ou a criaçã de uma nova tecnologia. ajuda a empresa a obter competitividade estratégica. o que permite o desenho de cenários e a tomada de decisão com mais segurança. se explorada. Didatismo e Conhecimento 47 . é importante conhecer os recursos e as capacitações adequados ao desenvolvimento da estratégia. materiais. • AVALIAÇÃO: Determina o momento e a importância das mudanças e tendências ambientais para as estratégias organizacionais e sua administração. Os componentes da Análise do Ambiente Externo são: • ESCANEAMENTO: Permite a identificação dos primeiros sinais de mudança e tendências ambientais. O ambiente geral é composto por dimensões que influenciam as organizações. as taxas de juros) geram uma força para a qual a administração deve responder com mudanças. É fundamental analisar o ambiente externo e interno para compreender o presente e prever o futuro. Por exemplo: instabilidade política. Pois para que a estratégia seja planejada e implementada. por exemplo. político/jurídico. FRAQUEZAS AMEAÇAS FORTELECER FRAQUEZAS Variáveis internas controláveis que propiciam uma condição desfavorável para empresa em relação ao seu ambiente. economia e cenário internacional. a taxa de desemprego. incluindo clientes. clientes e fornecedores. tecnológico e global. concorrentes. Conhecer os recursos financeiros. pode ajudar na elaboração de políticas públicas. a melhoria da renda e do crédito. Variáveis externas não controláveis pela empresa que podem criar uma condição desfavorável. Um produto de qualidade encontrará compradores na Europa e Ásia. • MONITORAMENTO: Detecta o significado através da observação constante das mudanças e tendências ambientais. As empresas hoje estão operando em um mundo cada vez mais sem fronteiras. tecnológicos. Uma ameaça é uma condição do ambiente geral que pode neutralizar os esforços da organização na busca de competitividade. sediar eventos como a Copa e as Olimpíadas. No caso das organizações públicas. A análise do Ambiente Externo tem como objetivo identificar oportunidade e ameaças. O cenário internacional produz novos concorrentes. que podem vir através de algum aspecto econômico novo. Oportunidades: As forças externas podem conspirar para novas oportunidades para a organização. As condições econômicas de um país ou região onde a organização opera (poder de compra do consumidor. Produtos e serviços existem em um mercado global. entre outros recursos disponíveis permite a preparação das condições adequadas para a implementação da estratégia. Ameaças: As forças externas têm origem em todos os setores do ambiente. sociocultural. Variáveis externas não controláveis pela empresa que podem criar uma condição favorável desde que haja o interesse de explorá-la. Uma oportunidade é uma condição no ambiente geral que. sendo que oportunidade é uma condição no ambiente geral que ajuda a organização a antever um cenário e trabalhar para obter competitividade estratégica. humanos. A observação de ciclos econômicos. como o advento da classe média. demográfico. pode impedir o progresso do planejamento do governo. assim como fornecedores. bem como concorrentes em uma aldeia global vêm de todos os lugares.

Forças: As forças de uma organização podem advir de uma estratégia poderosa. O ambiente geral é composto por dimensões que influenciam as organizações. Conforme explicado em análise de SWOT é fundamental analisar o ambiente externo e interno para compreender o presente e prever o futuro. distribuição. que podem influenciar o progresso obtido através da realização de objetivos da organização. mercados seja nacional ou importado as cinco forças competitivas podem diretamente afetá-los. instalações obsoletas. assistência técnica. Há ainda mercado para o seu negócio? 2. O processo de administração estratégica e análise tem início com a análise do ambiente. • É caro saída da indústria (barreiras de saída) Didatismo e Conhecimento 48 . 5. Os administradores devem compreender o propósito da análise do ambiente. A análise do Ambiente Externo tem como objetivo identificar oportunidade e ameaças. sociocultural. com marcas fortes ou imagem reconhecida. forte condição financeira. boa reputação no mercado. falta de talento em marketing. bom serviço ao cliente. desenvolvimento). Novos entrantes: refere-se a novos concorrentes que ameaçam o negócio. obter um retorno superior sobre o investimento”. Geralmente rivalidade competitiva será alta se: • Existe pouca diferenciação entre os produtos vendidos pelos concorrentes. talento para inovação. vantagens em custos. Elas consideram os planos. pois deles dependerá o sucesso ou fracasso da empresa. então rivalidade competitiva é provável que seja muito alta. As fraquezas podem ter origem na falta de estratégia. demandas de novos processos e tecnologias. Fornecedores: o poder de barganha dos fornecedores é grande. estratégica competitiva genérica é sinônimo de tomar atitudes ofensivas ou defensivas para criar uma posição defensável em um setor. reconhecer os vários níveis existentes no ambiente organizacional e entender as recomendações das normas para realizar uma análise do ambiente. ampliação do volume de produção. Seu produto ou serviço pode ser facilmente copiado. os produtos ou serviços deverão sempre estar de acordo com as necessidades e expectativas dos mesmos (nunca esquecendo os princípios básicos do marketing empresarial). Segundo Porter. rivalidade será elevado. O ambiente organizacional encerra todos os fatores. Devido a isso.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA As forças internas resultam das atividades e decisões internas da organização. pesquisa. Concorrentes: em alguns ramos de negócios. essas dimensões foram agrupadas por Hitt (2008) em seis segmentos ambientais: econômico. este pode cobrar preços mais elevados e aproveitar a sua utilidade. assim. tecnológico e global. Se é fácil para os clientes mover-se para substituir os produtos. redução de custos. ente outros. por exemplo. 1. linha estreita de produtos. Fraquezas: As fraquezas de uma organização não devem ser escondidas. visto que se a empresa for dependente de um único fornecedor. Análise competitiva e estratégias genéricas. • Concorrentes são aproximadamente do mesmo tamanho uns dos outros. Rivalidade competitiva é um bom ponto de partida para quando se analisa um determinado setor. sendo que oportunidade é uma condição no ambiente geral que ajuda a organização a antever um cenário e trabalhar para obter competitividade estratégica. serviço ou produto ou linha de produtos líder de mercado. sendo necessário uma atenção especial a cada uma das forças para se obter sucesso do negócio. metas. Se a entrada a uma indústria é fácil. tanto internos como externos à organização. e se possível eliminadas. político/jurídico. lucros reduzidos. Clientes: há clientes para o negócio e estes estão dispostos a comprar o seu produto? O poder de barganha dos clientes não pode ser esquecido. Produtos substitutos: há produtos que possam substituir o seu? Estes são mais ou menos eficientes? Em relação a essa força é preciso definir um preço justo. problemas operacionais. isto é. o custo de produção (busca de uma produção eficiente. custos mais altos que os concorrentes. problemas e necessidades da empresa. a monitoramento do ambiente organizacional para identificar os riscos e as oportunidades presentes e futuras. os concorrentes são inimigos perigosos. Porter ainda afirma que os diferentes setores. melhor qualidade de produto. inabilidade administrativa. atraso em Pesquisa & Desenvolvimento. As exigências dos empregados e sindicatos. pois os mesmos já detém uma grande parcela de mercado. Este negócio poderá ser viabilizado por um concorrente de outra forma? 3. • Se os concorrentes têm estratégias semelhantes. podem gerar uma força para qual a administração deve responder com mudanças. tecnologia própria. 4. demográfico. novos produtos ou serviços. a fim de ligar com as cinco forças competitivas e. pelo contrário. alianças ou parcerias vantajosas. devem ser expostas e amenizadas.

sem perder a característica de rede. é de fundamental importância ter um grande conhecimento não só da integridade das alianças individuais. mas também do grau de inserção de cada uma delas em uma rede mais ampla. fundamentalmente. • Mudança de um produto para outro não é caro para os clientes / compradores. Embora a análise das alianças de forma isolada seja útil. tecnologias ou serviços”[Gulati (1998)]. O poder do fornecedor pode vir: • Se houver um ou poucos fornecedores que podem fornecer os recursos que uma empresa precisa. de forma a trazer benefícios para todos os envolvidos. como eles fornecem às empresas os recursos que necessitam para produzir seus produtos e serviços. otimizando o seu desempenho e aumentando a sua vantagem competitiva. na medida em que as redes de relacionamentos entre os atores podem ser importantes fontes de informação para os participantes. • É fácil para os consumidores mudar de um produto substituto para outro. Todas as cinco forças de Porter afetar a força de uma empresa e os preços que uma empresa pode cobrar . Isso porque contribuiu. envolvendo não apenas alianças bilaterais entre duas empresas. a busca de recursos e competências complementares que aumentem a eficiência e a competitividade e gerem valor para todos os envolvidos. Essa dimensão relacional entre as empresas veio agregar uma nova perspectiva ao estudo das estratégias corporativas. Uma aliança estratégica possibilita ainda a criação de valor à medida que ocorre a transferência de know-how entre as empresas. têm igual potencialidade para se tornarem grandes sorvedouros de recursos e de tempo gerencial. o compartilhamento ou o co-desenvolvimento de produtos. mas abrangendo alianças multilaterais de três ou mais empresas [Doz e Hamel (2000)]. Redes e alianças. de relacionamentos em que as empresas e seus parceiros estejam envolvidos. Modelo das cinco forças de Porter é uma ferramenta de análise essencial para entender uma indústria. Portanto. Empresas de diferentes tamanhos e funções econômicas podem constituir uma rede de relacionamentos. • Os compradores / clientes são sensíveis a flutuações de preços. Por meio do estudo dessas tendências. • Os compradores estão dispostos a substituir produtos de diferentes concorrentes. se mal gerenciadas. ou rede. não importando o tamanho ou o papel da empresa dentro do segmento industrial [Gomes-Casseres (1994)]. as alianças estratégicas. O objetivo das redes é semelhante ao das próprias alianças que as constituem. Essa tarefa torna-se mais difícil à medida que a rede de relacionamentos da empresa se expande. Isso acontece quando: • Existe pouca diferenciação sobre o produto e substitutos podem ser facilmente encontrados pelos consumidores / compradores. Um dos desafios refere-se ao aumento de complexidade das alianças ocorrido nos últimos anos. ou ainda como “acordos voluntários entre empresas envolvendo a troca. A aliança é dita estratégica quando o seu objetivo está alinhado com o core business da empresa que o pratica. ou seja. • Se o custo for alto para se deslocar de um fornecedor para outro (também conhecido como comutação de custo) • Se não houver nenhum outro substituto para o produto fornecido pelo fornecedor. ela faz pouco sentido fora de uma teia mais ampla. Mesmo as alianças que unem essas empresas podem ser de variados tipos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Fornecedores também são essenciais para o sucesso de uma organização. Apenas uma compreensão global da rede torna possível entendê-la e gerenciá-la de forma eficaz. para reduzir um dos elementos dentre os que têm sido identificados como os mais relevantes nas ações organizacionais a incerteza. formando o que chamaremos de redes estratégicas. inclusive exercendo funções específicas dentro dessa rede. Embora tenham a capacidade de criar valor para as companhias. Os compradores ou clientes podem exercer influência e controle sobre uma indústria em determinadas circunstâncias. vamos ter contato com a realidade das empresas líderes no Brasil no que tange às suas ações e às suas percepções nesse novo cenário de competição. Existem produtos alternativos que os clientes podem comprar? Produtos alternativos que oferecem os mesmos benefícios que seus produtos? A ameaça de substitutos (concorrente) para produtos é elevada quando: • O preço do produto substituto (concorrente) cai. As alianças podem ser definidas como qualquer forma de parceria entre empresas que envolva um compartilhamento de destinos comuns. Didatismo e Conhecimento 49 .

Os planos táticos geralmente são desenvolvidos para as áreas de produção. investimentos. As políticas servem para que as pessoas façam escolhas semelhantes ao se defrontarem com situações similares. Envolvendo captação e aplicação do dinheiro necessário para suportar as várias operações da organização. marketing. Planos financeiros. As políticas constituem afirmações genéricas baseadas nos objetivos organizacionais e visam a oferecer rumos para as pessoas dentro da organização. abrangem geralmente o período anual. Os planos táticos geralmente envolvem: 1. como departamentos ou divisões. o planejamento tático é desenvolvido pelo nível intermediário. o exercício contábil da organização e os planos de produção. Na verdade.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Marcelo Gonçalves Tavares . Contudo. As políticas de recursos humanos são divididas em políticas de seleção. JUN. Diana L. Elas funcionam como orientações para a tomada de decisão. o planejamento tático é o planejamento focado no médio prazo e que enfatiza as atividades correntes das várias unidades ou departamentos da organização. tecnologia de produção etc. 3. de produção. 2. Recentemente. geralmente o exercício de um ano. de remuneração. obtenção de recursos etc. Enquanto o planejamento estratégico é desenvolvido pelo nível institucional. finanças e contabilidade. de benefícios. 2003 Planejamento tático. RIO DE JANEIRO. O horizonte de planejamento no nível tático é o médio prazo. Nesse sentido. de saúde etc. a organização específica como os funcionários deverão se comportar frente ao seu conteúdo. arranjo físico do trabalho e equipamentos como suportes para as atividades e tarefas. Planos de recursos humanos. de assistência técnica. Planos de marketing. Em cada política. N. 10. 293-312. de vendas. enquanto estes se desdobram em planos operacionais para sua realização. De Macedo-Soares* REVISTA DO BNDES. As políticas de vendas são divididas em políticas de atendimento ao cliente. Cada uma dessas políticas geralmente é desdobrada em políticas mais detalhadas. como de recursos humanos. de treinamento. de segurança. Didatismo e Conhecimento 50 . Geralmente. as organizações também estão se preocupando com a aquisição de competências essenciais para o negocio por meio da gestão do conhecimento corporativo.). P. distribuir bens e serviços no mercado e atender ao cliente. de vendas. As políticas definem limites ou fronteiras dentro dos quais as pessoas podem tomar suas decisões. Planos de produção. 4. de crédito etc. pessoal. de pós. refletem um objetivo e orientam as pessoas em direção a esses objetivos em situações que queiram algum julgamento. O administrador utiliza o planejamento tático para delinear o que várias partes da organização. Enquanto o planejamento estratégico envolve toda a organização. seleção e treinamento das pessoas nas várias atividades dentro da organização. os planos táticos podem também se referir à tecnologia utilizada pela organização (tecnologia da informação. devem fazer para que a organização alcance sucesso no decorrer do período de um ano de seu exercício. o planejamento estratégico é desdobrado em vários planejamentos táticos. Políticas As políticas constituem exemplos de planos táticos que funcionam como guias gerais de ação. 19.vendas. A. Envolvendo métodos e tecnologias necessárias para as pessoas em seu trabalho. de garantia etc. Envolvendo os requisitos de vender. As organizações definem uma variedade de políticas.T. ESTRATÉGICO TÁTICO OPERACIONAL Assim. o planejamento tático envolve uma determinada unidade organizacional: um departamento ou divisão. de investimentos etc. V. V. Envolvendo recrutamento. Para ajustar-se ao planejamento tático. as políticas reduzem o grau de liberdade para a tomada de decisão de pessoas.

rápidas alterações tecnológicas e maior exigência em relação à qualidade e desempenho do produto final. a respeito de o que se pretende atingir. Assim. a fim de que esta possa alcançar os seus objetivos. suponha-se que ambos concordam acerca da introdução de um indicador de performance que relate o desenvolvimento das vendas de uma parte da organização. Apesar de serem heterogêneos e diversificados. Sistemas de informação de gestão confiáveis são necessários para estabelecer objetivos relevantes e monitorar as taxas de sucesso. O termo Administração por Objetivos foi introduzido popularmente por Peter Drucker em. Então. basicamente. os procedimentos são guias para fazer. Administração por objetivos. No fundo. Por conseguinte. Preocupa-se com o que fazer e com o como fazer as atividades quotidianas da organização. A Administração por objetivos consiste. Regulamentos: são os planos operacionais relacionados com comportamentos das pessoas. O procedimento é uma sequência de etapas ou passos que devem ser rigorosamente seguidos para a execução de um plano. prioridades e medidas de desempenho. num processo que requer a identificação e descrição precisas de objetivos (a atingir) e prazos para conclusão e monitoração. Pode ser iniciada a partir de um planejamento estratégico por meio do qual se estabelece metas. incumbe-se ao gestor que considere o nível de abastecimento mas também se os objetivos abordados em grupo pela organização serão os mais indicados e se representam a melhor alocação de esforço. Qualquer gestor facilmente encontra problemas em compreender e concordar com os funcionários.se aos métodos para executar as atividades cotidianas. os planos operacionais cuidam da administração da rotina para assegurar que todos executem as tarefas e operações de acordo com os procedimentos estabelecidos pela organização. Constitui séries de fase detalhadas indicando como cumprir uma tarefa ou alcançar uma meta previamente estabelecida. O planejamento operacional é focalizado para o curto prazo e abrange cada uma das tarefas ou operações individualmente. o planejamento operacional está voltado para a otimização e maximização de resultados. é um processo participativo de planejamento e avaliação por onde ocorre a descentralização das decisões e a definição de objetivos de forma conjunta para que a organização defina suas prioridades e consiga alcançar os resultados desejados. ambos devem certificar-se que o objetivo está a ser considerado e que será concluído no tempo estipulado. Refere-se especificamente às tarefas e operações realizadas no nível operacional. Um ser considerado um plano de ação. Didatismo e Conhecimento 51 . Em razão do seu detalhamento. Em conjunto com outras formas de planejamento. O planejamento operacional é constituído de uma infinidade de planos operacionais que proliferam nas diversas áreas e funções dentro da organização. já que foi formulada num período bastante diferente dos atuais que é caracterizado por grande competitividade. a saber: Procedimento: são os planos operacionais relacionados com os métodos. Sua utilização nos dias de hoje é inadequada. Administração por objetivos acontece quando ocorre um processo de entendimento dos objetivos de uma organização. o gestor e funcionário necessitam discutir o que está a ser planejado. Todas as organizações observam falta de recursos e. Enquanto as políticas são guias para pesar e decidir. qual o prazo e as várias interpretações que indicador pode assumir. a impor consistência ao longo da organização e a fazer economias eliminando custos de verificações recorrentes e delegando autoridade às pessoas para tomar decisões dentro de limites impostos pela administração. mas é geralmente um subplano do procedimento. Programas (ou programações): são os planos operacionais relacionados com tempo. Orçamentos: são os planos operacionais relacionados com dinheiro. As rotinas constituem procedimentos padronizados e formalizados. os procedimentos procuram ajudar a dirigir todas as atividades da organização para objetivos comuns. Cada plano pode consistir em muitos subplanos com diferentes graus de detalhamento. sob o ponto de vista dos objetivos. Tal processo exige que o gestor e o funcionário concordem no que a administração pretende atingir no futuro e que todos desempenharão as suas funções em função dos objetivos (de outra forma se conseguirá a noção de compromisso). Segundo (Dantas. Referem. pois a eficácia (ênfase nos fins) é problema dos níveis institucional e intermediário da organização. enquanto o planejamento tático está voltado para a busca de resultados satisfatórios. 2009) a ADMINISTRAÇÃO POR OBJETIVOS. Os planos operacionais estão voltados para a eficiência (ênfase nos meios). os procedimentos são subplanos de planos maiores. são geralmente escritos para perfeita compreensão daqueles que devem utilizá-los. Por exemplo. ou APO. Também. Os procedimentos constituem guias para a ação e são mais específicos do que as políticas. Como está inserido na lógica de sistema fechado. como tal. os planos operacionais podem ser classificados em quatro tipos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Planejamento operacional. Os procedimentos são geralmente transformados em rotinas e expressos na forma de fluxogramas são gráficos que representam o fluxo ou a sequencia de procedimentos ou rotinas. independentemente do que for debatido entre gestor e funcionário no dia-a-dia.

a falta de participação de todos os funcionários da organização. Didatismo e Conhecimento 52 . desenvolvido em 1992 por Robert Kaplan e David Norton. o BSC contempla essa visão com indicadores operacionais. verificando o desempenho de outras organizações. Também é importante avaliar o processo antes de iniciar sua utilização para que não seja defasado e/ou incompleto. a falta de avaliação de seus objetivos deixando-os ao léu. O processo tem início com a alta administração para traduzir a estratégia de sua unidade de negócios em objetivos estratégicos. Trata-se de um projeto lógico de um sistema de gestão genérico para organizações. Kaplan e Norton o BSC é uma ferramenta de gestão que possui um conjunto de indicadores que proporciona uma visão rápida de toda a empresa. relacionados com a satisfação dos clientes. sociológicos. No entanto. que devem ser expressos em um conjunto de objetivos e indicadores. o que é essencial. a confiança de execução do projeto como um todo a pessoas desqualificadas. o que permite o alinhamento da estrutura organizacional com as metas organizacionais. alternativas para que se consiga alcançar os objetivos traçados e da concorrência. metas e interpretações para que a organização apresente desempenho positivo e crescimento ao longo do tempo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Para a formação de metas. Para que o desempenho da estratégia possa ser avaliado devem-se traçar indicadores de desempenho para cada objetivo. Na administração pública. além os indicadores financeiros. cada um deveria ter um diagrama que mostre a relação de causa e efeito nas diferentes perspectivas de negócio da organização (mapa estratégico). Comunicar e associar objetivos e medidas estratégicas: O BSC permite que todos os níveis organizacionais em todos os departamentos compreendam as estratégias de longo prazo. Como todo processo. o BSC torna a estratégia clara para toda organização. Com o Balanced Scorecard. das limitações e possibilidades da organização. Desse modo. a estatística relacionada à necessidade do público. do mercado externo focando os fatores econômicos. pois auxilia o administrador a organizar aquilo que cada pessoa deve fazer. O BSC envolve 4 processos: 1. a fixação de objetivos numéricos como base. dessa forma. a simplificação de todos os procedimentos relacionados ao objetivo lançado. é necessário que a organização faça um estudo detalhado de mercado interno. a relevância a metas estabelecidas para os gerentes focando somente os objetivos gerais da companhia e o abandono do sistema após ser inicialmente aplicado. tecnológicos e políticos. Balanced scorecard. com quais recursos deve trabalhar e como fazer. as unidades de negócios podem ser os órgãos que compõem a máquina do Estado. com os processos internos e com a capacidade da organização de aprender e melhorar – atividades que impulsionam o desempenho financeiro futuro. É importante. Esclarecer e traduzir as diretrizes organizacionais e a estratégia: A tradução das diretrizes organizacionais missão e visão. os executivos corporativos são capazes de medir como suas unidades de negócio criam valor para os clientes atuais e futuros. De acordo com os seus criadores. quando se utiliza a APO. a APO também possui seus pontos frágeis que podem levar uma organização ao fracasso sendo a baixa participação dos altos diretores. uma vez que é dever do Estado garantir o bem estar dos cidadãos. Podemos considerar que essa ferramenta tem muita utilidade no setor público. no qual o gestor da organização deve definir e implementar variáveis de controle. 2. O Balanced Scorecard (BSC) é um instrumento de medição e gestão de desempenho. que as metas sejam estabelecidas por completo de forma clara para que atenda às expectativas da organização além de ser realmente entendida pelos funcionários que os executará.

retenção. sua missão e visão estratégica são analisadas de acordo com 4 perspectivas: Figura: Perspectivas do Balanced Scorecard. Perspectiva financeira: Monitora se a estratégia da empresa está contribuindo para a melhoria dos resultados financeiros. crescimento da receita e custo por unidade são indicadores que mostram se a estratégia da organização está caminhando para o sucesso ou para o fracasso. Perspectivas dos Processos Internos: Através da análise deste indicador é possível identificar os recursos e as capacidades necessários para elevar o nível interno de qualidade. A tradicional perspectiva financeira serve de foco para as outras perspectivas do Balanced scorecard. Perspectiva do Aprendizado e do Crescimento: Busca desenvolver objetivos e medidas para orientar o aprendizado e o crescimento organizacional. A capacitação da organização se dará por meio de investimentos em novos equipamentos. são definidos como indicadores aqueles relacionados à satisfação e aos resultados com os clientes. captação. valor para os acionistas. ou seja. ou os segmentos populacionais que as políticas públicas desejam atingir. Os indicadores de perspectivas dos clientes e dos acionistas devem ser apoiados por processos internos. como por exemplo: satisfação. Medidas como taxa de retorno sobre capital investido (ROI). Empresas com capacidade de aprender possuem cada vez mais possibilidade de crescimento. procedimentos e nos recursos humanos da empresa. Deve-se definir o desempenho financeiro esperado no longo prazo. Com este indicador as organizações identificam os processos críticos para a realização dos objetivos das duas perspectivas anteriores. Esta perspectiva descreve as formas nas quais o valor deve ser criado para os clientes. em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos. em sistema. estabelecer metas e alinhar iniciativas estratégicas: A alta administração traduz os objetivos em metas. há uma avaliação geral de cada departamento. para que estes mantenham suas metas alinhadas com o orçamento previsto. As metas financeiras se relacionam com rentabilidade. como lucratividade e aumento da receita. crescimento e valor para os acionistas. Melhorar o feedback e o aprendizado: Nesse momento. lucratividade. A inovação do BSC é que sua diretriz organizacional.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 3. Planejar. Normalmente. rentabilidade. como sua demanda por esse valor deve ser satisfeita. 4. Didatismo e Conhecimento 53 . Perspectiva dos clientes: Compreender as necessidades dos clientes e identificar os segmentos de mercado nos quais a empresa deseja atuar. participação no mercado.

A despeito disso. Deve-se atuar nessa área para reduzir os conflitos e melhorar o fluxo de informações. ele pode ter a capacidade de gerar o alinhamento estratégico necessário entre os atores políticos e burocratas com as reais demandas da sociedade. 2006). mesmo assim. como ilustrado no Diagrama abaixo: Didatismo e Conhecimento 54 . O BSC. 2000. torna-se importante a atuação efetiva da liderança política. o que se vislumbra no modelo apresentado é a possibilidade de utilização do BSC especificamente na gestão estratégica de programas. 2005). 1999. “O grande diferencial para empresas que utilizam o BSC é a possibilidade de visualizar os seus aspectos financeiros e não financeiros e. a administração burocracia e a sociedade. focar o problema individualmente na cadeia de processos. E sim da forma com a organização utiliza a ferramenta. LIMA et. 2003. também. Assim.. no diagrama acima. O BSC direciona a organização para o tempo futuro. a assimetria de informação causada por uma relação de agência no Estado. além de poder traduzir o desempenho dos programas em medidas de resultado (indicadores de fatos) e vetores de desempenho (indicadores de tendência). nesse modelo representa o elemento unificador. o modelo visa o alinhamento estratégico entre os atores envolvidos com as políticas públicas e os programas do Plano Plurianual. Essas interferências podem ser causadas pelo conflito e/ou pela assimetria informacional. a gestão estratégica dos programas e a utilização de tecnologias gerenciais. A partir dos pressupostos teóricos de que existe uma dicotomia entre política e administração passível de equilíbrio através da liderança política (MARTINS. interferências no fluxo de informação entre os três principais atores: o político (governo). bem como sua capacidade de comunicar a visão e a estratégia por meio de indicadores de desempenho. 1999) e. valorizando o aprendizado contínuo e permitindo o alinhamento de todos interessados do programa com seus objetivos. 2003) e o Tribunal de Contas da União (TCU) (BRASIL. Pelas suas características. definindo quais os objetivos a serem atingidos e medindo seu desempenho a partir de quatro perspectivas distintas e independentes. al. optou-se pela substituição das perspectivas tradicionais do BSC. O BSC vem sendo adaptado e utilizado na administração pública brasileira por organizações como a EMBRAPA (ARAÚJO. Assim. Para a adaptação do BSC à gestão estratégica de programas. originários de objetivos estratégicos e metas que interagem em meio a uma estrutura lógica de causa e efeito. o modelo foi construído segundo a ideia de que a utilização de um instrumento de gestão estratégica como o BSC permitiria traduzir a estratégia do governo em um conjunto de medidas de resultado e desempenho. O Diagrama abaixo ilustra a base conceitual do modelo. WEBER.” (Zago e Carraro) O Balanced Scorecard na Administração pública Conforme apresentado por Rubem Pinto de Melo em Gestão Estratégica de Programas: Construção de um Modelo Baseado Na Integração do Balanced Scorecard ao Processo de Planejamento e Orçamento Público. Observam-se.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O sucesso da estratégia da empresa ou do plano estratégico adotado não depende da ferramenta BSC. em diferentes níveis (SLOMSKI.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A fim de manter proximidade com a prática da gestão pública. remuneração variável e treinamento. o mapa estratégico é usado para esclarecer a estratégia no nível executivo. indicadores. Esse gabarito foi estruturado para servir de guia para a construção de mapas estratégicos para diferentes programas. sistemas e procedimentos (aprendizado contínuo) para melhorar o desempenho futuro. Os passos seguintes dependem dessa mobilização. secretaria. Da mesma forma. Por fim. observando a orientação estratégica do governo. Construindo um Mapa Estratégico Outra inovação dos criadores do balanced scorecard foi o mapa estratégico. Implementação Da Estratégia Para implementar um sistema de gestão estratégica baseado no BSC se torna importante observar os cinco princípios de gestão que Kaplan e Norton (2006) consideram importantes para se obter sucesso nessa tarefa: (1) Mobilização. focalizando essas medidas sob quatro perspectivas: efetividade. comunicação. impulsionam a estratégia da instituição para alcançar aqueles resultados (vetores de desempenho). 1997. também. as perspectivas foram baseadas nos critérios de efetividade. Em seguida. empresas públicas. No setor público a mobilização deve começar a partir do maior escalão para os imediatamente inferiores.” (KAPLAN e NORTON. De maneira simplificada. p. Com isso o gerente do programa pode avaliar até que ponto seu programa gera valor para o público-alvo (efetividade) e como deve aperfeiçoar a capacidade de mudar e os investimentos necessários em pessoas. o gerenciamento consiste em integrar a estratégia ao sistema de planejamento-orçamento e às reuniões gerenciais. departamentos. A quantidade de objetivos estratégicos em cada perspectiva não é rígida e seu número depende das características de cada programa. Com fundamento no Diagrama 4. conselhos. A partir daí deve ser estabelecida a orientação estratégica daquela gestão. servidores e beneficiários diretos do programa. A mobilização significa que a mudança deve ser orquestrada por meio da liderança política. e focar os processos gerenciais. É necessário proporcionar capacitação. eficácia. Nessa fase. nas organizações. (3) Alinhamento da organização. eficácia e eficiência já incorporados ao sistema de planejamento e orçamento público. Já os objetivos consignados nas perspectivas de eficiência e aprendizado contínuo. autarquias) deve-se buscar o alinhamento com outros atores com interesse no programa como. apenas com alteração na nomenclatura. No modelo de gestão de programas. definição clara de objetivos. fornecedores. (2) comunicar a estratégia para o restante da administração. ver diagrama abaixo. funções e iniciativas. além da organização (ministério. “O mapa estratégico é uma representação visual das relações de causa e efeito entre os componentes da estratégia da organização. Na sua conversão à gestão de programas demonstra também grande utilidade. (5) Gerenciamento. para comunicar a estratégia para os colaboradores. Foi mantida a perspectiva que trata dos ativos estratégicos intangíveis. (2) Tradução da estratégia. metas e iniciativas. os objetivos estratégicos devem ser traduzidos em medidas operacionais. Didatismo e Conhecimento 55 . O passo seguinte deve ser a tradução da estratégia. (3) alinhar todos os interessados no programa com a estratégia. o mapa estratégico pode ser usado para: (1) esclarecer a estratégia no nível político. e. (4) Motivação dos servidores e. O diagrama abaixo apresenta o Gabarito de Mapa Estratégico para Gestão de Programas. deve-se buscar o alinhamento da organização com a estratégia. Segundo Kaplan e Norton (1997). Após o alinhamento é preciso investir na motivação dos servidores. as relações de causa e efeito devem ser definidas de acordo com cada programa. O Modelo de Gestão Estratégica de Programas busca traduzir em medidas tangíveis os objetivos do programa. 10). focar os processos gerenciais. eficiência e aprendizado contínuo. os objetivos das perspectivas de efetividade e eficácia descrevem os resultados que a instituição pretende alcançar com determinado programa (indicadores de resultado). plano de cargos e salários. para alinhar as unidade de negócios.

do programa. e acrescentado o objetivo estratégico de Liderança Política em razão do modelo conceitual apresentado. o primeiro passo a se dar é a definição correta do objetivo do programa. (2) gestão de infraestrutura e logística. É necessário ter conhecimento dos motivos que desencadearam a criação do programa. e (4) Controle social. quatro processos: (1) gestão orçamentária e financeira. Assim. A alteração ou inclusão de outros processos considerados críticos depende das características de cada programa. Fortemente vinculados ao objetivo geral do programa. Esse objetivo deve revelar claramente o propósito maior. os produtos imediatos resultantes do programa. Em seguida devem-se construir os objetivos estratégicos na perspectiva da efetividade. São os processos considerados críticos para se atingir as metas do programa. é preciso identificar os efeitos ou impactos do programa na população-alvo. Os objetivos na perspectiva da eficiência devem funcionar como guia na construção do mapa de outros programas. e (3) um plano de ação que definirá as ações e o orçamento para a execução dos objetivos. Uma ferramenta de gestão estratégica completa engloba três elementos: (1) o mapa estratégico que representa visualmente os componentes da estratégia e suas relações de causa e efeito. capital humano. Considera-se aqui. ou missão. como padrão. (3) gestão de relacionamentos e parcerias. Em relação à perspectiva de aprendizado contínuo foram mantidos os objetivos do modelo de Kaplan e Norton (1997). Didatismo e Conhecimento 56 . cujos resultados terão algum efeito ou impacto na população-alvo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O mapa estratégico deve ser construído de cima para baixo. Na perspectiva da eficácia relacionam-se as ações mais concretas. O diagrama abaixo ilustra essa estrutura denominada de matriz de gestão estratégica. capital da informação e capital organizacional. (2) o BSC que traduz a estratégia em indicadores e estabelece metas. É o ponto máximo a se conseguir com o programa.

o risco é inerente a um novo projeto ou estratégia. neste sentido. Com base em um índice ou carteira benchmark. Risco de Crédito. Risco Legal e Risco de Fator Humano. no aceite de oportunidades de investimentos não tão atrativas sem o conhecimento prévio dos riscos e suas medidas. intermediando e oferecendo conselhos. quanto de outras partes. Já os riscos não estratégicos são aqueles que não podem ser controlados e não condicionam fator estratégico. em que rápidas mudanças do cenário econômico geravam grandes perdas financeiras. tanto da equipe. do capital. Isso devido a alta modificação dos riscos. esse processo não deverá ser executado apenas uma vez. Compreender os riscos enquanto incertezas inevitáveis trazem aos administradores financeiros meios que prever e minimizar eventos adversos. Os estratégicos são aqueles assumidos voluntariamente. e segundo Dinsmore (2009). Pode-se classificar os riscos financeiros como estratégicos e não estratégicos. Cabe ao gestor analisar e avaliar as situações em que os ganhos serão compensadores para correr os riscos inerentes aos processos. Ganhos consideráveis se tornam possíveis com o Gerenciamento de Risco. instituições financeiras têm. RISCO DE MERCADO é o risco de que mudanças nos preços e nas taxas no mercado financeiro reduzam o valor das posições de um título ou de uma carteira. No Gerenciamento de Risco financeiro considera-se. trazia uma única constante em relação a todos os fatos ocorridos. O Gerenciamento de Risco. o aumento da volatilidade dos mercados financeiros. sempre vai existir um risco. Classificam-se os riscos financeiros de uma instituição como: Risco de Mercado. fornece proteção parcial contra essas fontes de risco. sempre que possível. que é a imprevisibilidade. assumindo. conforme Jorion. E. políticas e metodologias. por objetivo principal. no começo dos anos 1970. Uma cautelosa exposição a esses tipos de riscos é fator fundamental para o sucesso das atividades comerciais. os riscos financeiros que compreendem àqueles que ocasionam ganhos ou perdas de recursos financeiros para instituição. como ações ou falta delas. pode-se enquadrá-lo a um fato quando uma contraparte não quer ou não pode cumprir com suas obrigações contratuais ou quanto que a contraparte sofre um rebaixamento por parte de uma agência classificadora. Didatismo e Conhecimento 57 .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE RISCOS Um gerenciamento de risco consistente realiza-se com a adoção de melhores práticas de infraestrutura. estando preparados de maneira mais eficiente. Risco Operacional. Define-se o risco de crédito como sendo “risco de que uma mudança na quantidade do crédito de uma contraparte afetará o valor da posição de um banco”. O gerenciamento de risco é um processo interativo cíclico. são observados resultados inesperados relacionados ao valor de ativos ou passivos de interesse. Conforme ilustra a próxima figura. permitindo uma melhor gestão dos limites de risco aceitáveis. De acordo com Jorion. da precificação e do gerenciamento da carteira. principalmente quando envolve eventos externos. Neste tipo de risco. e por isso denominado desta forma. em primeira instância. o ideal. seja analisado no projeto. os riscos de mercado de um fundo normalmente são medidos. Risco de Liquidez. Quanto à volatilidade. gerenciar ativamente os riscos financeiros.

Controles adequados são aqueles em que os cinco elementos do controle (ambiente. A informação confiável e relevante se condiciona ao registro imediato e à classificação adequada. por conseguinte. revisões eventuais e auditoria interna. Quando uma transação não puder ser adiada. p. Os procedimentos de controle são políticas e ações estabelecidas para diminuir os riscos e alcançar os objetivos da entidade e para serem considerados efetivos devem ser apropriados. Atividades de controle têm vários objetivos e são aplicadas em vários níveis organizacionais e funcionais (INTERNAL CONTROL – INTEGRATED FRAMEWORK – COSO. Risco operacional. qualquer apetite pelo negócio “do outro lado” do mercado. p. Riscos Jurídicos geralmente só se tornam aparentes quando uma contraparte. Relacionado ao risco operacional. 2002. surge por toda uma série de razões. ela também deve ser identificada. O controle dos riscos pode se dar pela escolha de estratégias alternativas. para atender exigências de caixa. controles defeituosos. Os controles são eficientes quando a alta administração tem uma razoável certeza do grau de atingimento dos objetivos operacionais propostos. AUDITORIA INTERNA Atividade de controle são as políticas e procedimentos que ajudam a assegurar que as diretrizes da administração sejam realmente seguidas. 1992 apud BOYNTON E OUTROS. que ocorre em todas as direções – dos níveis hierárquicos superiores aos níveis hierárquicos inferiores. Monitoramento O monitoramento consiste na avaliação dos controles internos ao longo do tempo. 2004. 2007). como a comunicação tempestiva às pessoas adequadas. razoáveis e diretamente relacionados aos objetivos de controle. Por isso. 2006). e é um risco difícil de ser quantificado. 2007. informação e comunicação e monitoramento) estão presentes e funcionando conforme o planejado. inadvertidamente destruir um arquivo ou inserir um valor errado para um parâmetro de entrada de um modelo. atividades de controle. existem vários casos de falhas operacionais relacionadas a uso de derivativos. Por exemplo. Auditoria Interna e Controle Governamental A informação e a comunicação são essenciais para a concretização dos objetivos da entidade. Risco de financiamento de liquidez se relaciona à capacidade de uma instituição financeira de levantar o caixa necessário para rolar sua dívida. é essencial que se obtenha segurança sobre a sua eficácia. traduzido TC/BA. 2004. caracterizadas por transações alavancadas.44). funcionar consistentemente de acordo com o plano de longo prazo e ter custo adequado. Pode ser feito tanto por meio do acompanhamento contínuo das atividades quanto por avaliações pontuais. falha da gerência. por sua vez. que deve estar integrado com os outros componentes do controle interno. avaliação de riscos. ser abrangentes. Ajudam a assegurar a adoção de medidas dirigidas contra o risco de que os objetivos da entidade não sejam atingidos. A comunicação é o fluxo de informações dentro de uma organização. A partir da implementação do procedimento de controle. Risco jurídico. em todos os níveis e em todas as funções (INTOSAI. pela implementação de um plano de contingência. armazenada e comunicada de uma forma e em determinado prazo. temporariamente. é o risco de que uma instituição não seja capaz de executar uma transação ao preço prevalecente de mercado porque não há. por tomada de ações corretivas ou até mesmo pelo replanejamento do projeto (POSSI. uma contraparte pode não ter a autoridade legal ou regulatória para se engajar em uma transação.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Risco de liquidez compreende tanto risco de financiamento de liquidez quanto risco de liquidez relacionado às negociações. ao contrário das transações à vista. Devem existir em toda a organização. margem e garantias das contrapartes e (no caso de fundos) de satisfazer retiradas de capital. de que as informações fornecidas pelos relatórios e sistemas corporativos são Didatismo e Conhecimento 58 . A função do monitoramento é verificar se os controles internos são adequados e efetivos. apesar destas sejam estreitamente relacionadas. Relaciona-se às perdas que podem resultar em erros humanos como apertar o botão errado em um computador. As ações corretivas são consideradas um complemento necessário para os procedimentos de controle. 331). sua execução pode levar uma perda substancial na posição. Um negociante pode fazer comprometimentos muito grandes em nome da instituição financeira. traduzido TC/BA. ou investidor. o sistema de controle interno propriamente dito e todas as transações e eventos significativos devem ser completamente documentados (INTOSAI. gerando exposições futuras enormes. É a forma mais indicada para saber se os controles internos estão sendo efetivos ou não. Risco de fator humano  é assim definido como “uma forma especial de risco operacional”. tais como autoavaliação. O “risco de financiamento de liquidez” e o “risco de liquidez relacionado às negociações” definem-se como duas dimensões do Risco de Liquidez. perde dinheiro em uma transação e decide acionar o banco para evitar o cumprimento de suas obrigações. se refere às perdas potenciais resultantes de sistemas inadequados. utilizando pequeno volume de dinheiro. que permita que os funcionários realizem o controle interno e suas outras responsabilidades. O Risco de Liquidez relacionado às negociações. dos níveis inferiores aos superiores e horizontalmente entre níveis hierárquicos equivalentes. fraude e erro humano.

principalmente. o Ministério da Fazenda. planos e licenças. Apesar do setor público não acompanhar o dinamismo do setor privado no que se refere aos padrões de qualidade. cargos em comissão e funções de confiança. Ainda que o Controle Interno não possa ser considerado a panacéia contra os desvios de conduta. (Tribunal de Contas da União) Segundo Antonio José Filho (2008) o controle interno pode ser considerado um instrumento que proporciona à Administração Pública subsídios para assegurar o bom gerenciamento dos negócios públicos. Pela definição de serviço público. como faz crer o liberalismo.” As organizações públicas devem se submeter à avaliação de seus usuários. na qual apresentam seus serviços. o bem comum. o Departamento de Administração Pessoal da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA confiáveis. Esse fundamento envolve o cidadão. na qual algumas entidades do governo como a Agência Nacional de Aviação – ANAC. visão. que é a organização de todos os seus bens particulares. visando abranger e proporcionar o maior grau possível de bem estar social ou “da prosperidade pública”. Trabalham no âmbito das estruturas organizacionais. Orçamento e Gestão. empresas. de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública. O conceito de serviço público refere-se a um conjunto de atividades e bens que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade. A Secretaria de Gestão Pública (Segep) formula políticas e diretrizes para a gestão pública e de pessoal. bem como avaliar a ação governamental no que diz respeito ao cumprimento de metas e execução de orçamentos. além de promover a eficiência dos serviços públicos federais. como induz o socialismo. bem como. e de que leis. melhorar as práticas de gestão. entre outros. suas normas. Desempenha um papel relevante na administração pública. publicado no Diário Oficial da União do dia 23/01/2012. Criada pelo Decreto nº 7. ou seja. carreiras. estruturas remuneratórias. Didatismo e Conhecimento 59 . pela orientação e vigilância em relação às ações dos administradores. visando assegurar eficiente arrecadação das receitas e adequado emprego dos recursos públicos. A Segep é resultado da fusão entre a Secretaria de Gestão (Seges) e parte da Secretaria de Recursos Humanos (SRH). EXCELÊNCIA NOS SERVIÇOS PÚBLICOS. A Segep tem como meta orientar a ação do Estado para resultados no intuito de prestar bons serviços ao cidadão. proporcionar-lhes maior satisfação. De acordo com a Gespública: “Excelência em gestão pública pressupõe atenção prioritária ao cidadão e à sociedade na condição de usuários de serviços públicos e destinatários da ação decorrente do poder de Estado exercido pelas organizações públicas. Por serviços públicos. nem a absorção dos bens pelo Estado. para obter o conhecimento necessário para gerar produtos e serviços de valor para a comunidade e. visando a satisfação de necessidades da comunidade. como se pode observar: ü 1990: sub programa de qualidade e produtividade na Administração Pública (Gestão por processos).675. não há similar e nem mais eficaz ferramenta no combate ao erro e à fraude. dar atenção à qualidade do gasto público. o Exército Brasileiro: 27ª Circunscrição do Serviço Militar no Estado do Maranhão. ações e projetos estratégicos de inovação e transformação da gestão pública. residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora. associações. eficiência e eficácia. regulamentos e normas pertinentes estão sendo cumpridos. possuem links para sua Carta de Serviços ao Cidadão. e não a simples soma dos bens individuais. promoveu a revisão da estrutura regimentar do Ministério do Planejamento. ü 2005: Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA) – Gestão por resultados orientada para o cidadão. ü 2000: Programa da Qualidade no Serviço Público (PQSP) – Qualidade do atendimento ao cidadão. há se reconhecer que houve certa evolução dos programas de qualidade no setor público. ü 1996: Programa da Qualidade e Participação na Administração Pública (QPAP) – Gestão e resultados. certificados. se alicerçado em um sistema de informação e avaliação que o torne capaz de inibir as irregularidades e atingir os objetivos de resguardar os bens públicos. e avaliar a gestão dos administradores públicos nos aspectos de economicidade. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. o Banco Central do Brasil. missão. No site da Segep há uma página intitulada CARTAS DE SERVIÇOS. organizações e representações comunitárias. A Secretaria atua nas áreas de recursos humanos. observa-se que o Estado – que é a organização do poder político da comunidade – é organizado com a finalidade de harmonizar sua atividade. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. em sentido amplo.

em conformidade com o edital de concorrência. Tanto insto é verdadeiro que assiste ao usuário não só o direito de obtenção e fruição do serviço. e atividades exercidas por delegações do poder público. ainda que extensivo a toda uma comunidade. Serviço Privativo do Estado Na essência das atividades exercidas diretamente pelo Estado. confia mediante delegação contratual a uma pessoa física ou jurídica. que o serviço público. aqueles que se relacionem intimamente ao bem-estar coletivo e por isso mesmo só podem ser executados diretamente pelo Poder Público. Pode-se concluir. visar lucro. aliás medidas compulsórias impostas através de preceitos constitucionais e por isso mesmo incontestáveis. com exclusividade (por exemplo: polícia. Serviço de Utilidade Pública Serviços de Utilidade Pública são os serviços públicos prestados por delegação do Poder Público. porque um particular jamais retém um serviço público. por ser de interesse da comunidade devendo subordinar-se às suas exigências. por envolver interesse coletivo. sendo-lhe delegada. por vezes. portanto. competir-lhe exclusiva e privativamente. privativamente. e por ele são exercidos diretamente. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos. bem como planos regionais de desenvolvimento. São exemplos típicos os serviços prestados a consumidores domiciliares. ao prestador do serviço é vedado forjar ardis comumente urdidos na vida comercial ordinária. Para tanto. forças armadas). podem exigir medidas compulsórias em relação aos indivíduos. e unicamente elas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Nessa ordem de ideias. enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”. pois a razão e o sentido do serviço público é o proveito dos beneficiários e não o benefício do prestador. por serem considerados próprios do Estado e. Entende-se. a prática da atividade pública. o concessionário deve sujeitar-se a certas obrigações impostas pelo Poder Público. dentre os quais podemos mencionar: os que dizem respeito às relações diplomáticas e consulares. necessário se torna que tal prestação de serviços seja consubstanciada num direito de fruição individual pelo usuário. Nem poderia ser diferente. mas também a sua regular e permanente prestação. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. esta organização pode modificar-se em qualquer momento. São as entidades públicas. de vez que a organização do serviço corre exclusivamente por conta da Administração. água encanada. como eletricidade. que ao Estado cabe a promoção dos serviços que proporcionam à sociedade bens que não possam ser alcançados pela atividade de particulares. em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”. Portanto. segundo as necessidades econômicas da hora. Prestação de Serviço de Utilidade Pública por Concessão A concessão de serviços é um procedimento pelo qual uma pessoa de direito público. Daí a primazia que lhe cabe no concernente à ordem jurídica. telefone. a quem incumbe provê-los. Em contrapartida. onde fiquem claramente definidas as condições de execução dos serviços. objetivamente. em virtude do reconhecimento de sua característica de atendimento de necessidades coletiva e permanente que envolve a sua prestação e que. Consideram-se serviços públicos próprios do Estado no sentido que lhe compete presta-los. por via de consequência. pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade. consequentemente. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. denominada autoridade concedente. não pode ser observado da ótica de simples comércio e. sob condições fixadas por ele. o contrato de concessão não transfere propriedade alguma ao concessionário. Os serviços descritos são serviços públicos que a Administração presta diretamente à sociedade. ainda quando dentro das possibilidades legais. as que têm competência para decidir como organizar o serviço público e como funcionar. o encargo de explorar um serviço público. os que se referem a defesa e segurança do território nacional. pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se. ajustar-se às conveniências do todo social e manter-se na conformidade de satisfação das necessidades do indivíduo na coletividade. A ideia central é que serviço público envolve atividade que supera a esfera do interessa da comunidade. onde dado o princípio da boa fé e lealdade para com os administrados. A concessão é um ato que deve ser amparado por autoridade legislativa. Didatismo e Conhecimento 60 . gás. deve pertencer ao Estado com superioridade efetiva (por exemplo: elaboração de normas de direito) e. os que garantem a distribuição da justiça e outros que exigem medidas compulsórias em relação aos indivíduos. nos povos modernos e nas atuais condições das sociedades políticas. sem delegação a particulares. chamada concessionário. os de manutenção e execução de planos nacionais de educação e de saúde. como tal. para obter vantagens ou lucros em detrimento da coletividade. etc. somente. os concernentes a emissão de moeda e os de controle e fiscalização de instituições de créditos e de seguros. que se impõem em toda a atividade administrativa. existem serviços que pela sua natureza exigem centralização e competem-lhe exclusivamente. conforto e bem-estar. a qual. Entretanto.

o abalo da parte econômica da concessão. se incluem sua capacitação técnica para o desempenho da atividade. delegado a título precário. organização e forma de prestação de serviço. a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. ou o uso excepcional de bem público. Outro fato que merece destaque nos Serviços de Utilidade Pública prestados por concessionários é que por tratar-se de serviços que pela sua natureza devem ser obrigatoriamente oferecidos ininterrupta e permanentemente. diretamente dos usuários. essas atribuições podem ser modificadas pelo Estado. onde o permissionário. Entretanto. ainda que. abastecimento de água. o direito de fiscalizar e exigir do concessionário o correto fornecimento do serviço. sempre que o interesse público o exigir. medida nas empresas pela correção com que responde aos compromissos assumidos. como a concessão é um ato contratual pelo qual o Estado atribui ao concessionário a prestação de um serviço público. chamada permissionário. mas. Outra consequência advinda da característica de precariedade. A permissão de serviço ou uso de bens públicos. fornecimento de energia elétrica. obviamente. o poder concedente nunca se despoja do direito de explorá-lo direta ou indiretamente. e não somente ao poder concedente. Finalizando. a concessão. a utilização de terrenos nos cemitérios com túmulos de família. após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente. O equilíbrio financeiro é condição essencial de legalidade na concessão de serviço público. para o Estado. desde que o interesse coletivo assim o exija. unilateralmente. fixando unilateralmente o funcionamento. que possui o ato unilateral da Administração. por conseguinte. de delegação de um serviço ou permissão de uso de um bem público. O poder público reserva-se o direito de fiscalizar e também regulamentar os serviços. faculta mediante delegação a título precário a uma pessoa física ou jurídica. Fica claro que para o concessionário a prestação do serviço é um meio através do qual obtém o fim que almeja: o lucro. em vista do fato de que ao permissionário não se impõe a necessidade de dispor de grandes importâncias para exercer a atividade. Por ser ato unilateral da Administração. nem mesmo se o concedente autorizar ou concordar. Sempre que o Estado modificar. sempre a título precário e transitório. o que minimizaria as consequências econômicas. Entretanto. pois se atentarmos para o fato de que a permissão é um ato unilateral da Administração. suas autarquias e entidades paraestatais. dando-lhe assim. Aliás.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Observa-se que o concessionário é selecionado em função de um conjunto de requisitos entre os quais. será outorgada por decreto. compatível com o interesse público e. sua idoneidade financeira para suportar os encargos patrimoniais. Prestação de Serviço de Utilidade Pública por Permissão É o procedimento através do qual uma pessoa de direito público. comunicações telefônicas. por seus órgãos. sem que caiba ao permissionário qualquer direito a indenização. se isto ocorrer. Guido Zanobini descreve que de tais poderes estes sujeitos não tem nunca a propriedade. ao assumir tal encargo. mediante revisão da tarifa sob forma de contribuição financeira direta. exploração de jazidas e fonte minerais. Por isso. com característica de precariedade. total ou parcialmente. caso o concessionário não cumpra eficientemente a delegação concedida. eventualmente advindas da revogação da permissão. quer por já possuir instalações e equipamentos adequados ou facilmente adaptáveis. atendendo a condições estabelecidas pelo Poder Público. perfeitamente compensáveis pela rentabilidade que proporcione. a execução de obras e serviços de utilidade pública. sem recurso algum por parte do permissionário. e por isso mesmo procura despender o valor financeiro mínimo possível. quer quando seja imprescindível a aquisição de aparelhamento que se firme no solo. podendo ser outorgada de forma gratuita ou remunerada. o lucro que propicia ao concessionário é o meio por cuja via busca sua finalidade. Daí porque toda permissão traz implícita a condição de ser em todo o momento. avoca os riscos da precariedade. considerando o curto prazo que em muitos casos os serviços são permitidos. Didatismo e Conhecimento 61 . Por conseguinte. radiodifusão. revogável ou modificável pela Administração. o usuário que se sentir prejudicado pode exigir judicialmente o cumprimento da prestação do serviço. que seria um ato discricionário da Administração. pois. bem como pode também revogar a concessão. sob nenhum título ou pretexto. para melhor atendimento e adequação dos serviços. Reversamente. como o serviço apesar de concedido continua público. é o fato de que a esta é conferido o poder leonino. haverá burla ao princípio da licitação. cabe também ao usuário. denominada autoridade permitente. também lhe é concedido o direito de remuneração através de cobrança de tarifas. ou ainda lhe seja negado o serviço. transferir. Se houver necessidade. que é a boa prestação do serviço. a instalação de indústrias de pesca às margens de rios e outros. mas podem ter somente o exercício. por força de uma concessão feita pelo Estado e sempre por ele revogável. sobre o poder unilateral de modificação da concessão. não pode o concessionário. é obrigado a compensar. sem que ao ente caiba interpelação. que lhe permite a possibilidade de revogar a permissão a qualquer momento. caso haja falha na prestação ou mesmo interrupção. os serviços de utilidade pública que comumente são objeto de delegação através de contrato de concessão são: os de transportes coletivos. E isto é uma consequência lógica. os encargos do concessionário. cabendo ao Estado o dever de sua preservação. sua competência administrativa para gerir o empreendimento e sua integridade moral.

mas tão somente bem delimitar o entendimento de serviço público. quer pelo Estado. por seu dever de Estado e. em alguns de seus aspectos. onde textualmente se vê: Artigo 205. ou seja. independentemente de delegação para tanto. Esse prêmio tinha a finalidade de reconhecer e premiar as organizações públicas que comprovassem ter um desempenho institucional superior. porquanto. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. deveria ser compatível com as faixas de reconhecimento e premiação e a organização era avaliada por uma banca examinadora (GESPÚBLICA 2009). para finalizar. claro que. e quando exercida por particulares serão considerados serviços privados. se tratasse de serviço de utilidade pública. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. e outros há que atribuem certas obrigações ao Estado. procuraremos demonstrar claramente a existência da prestação de serviço público e ao mesmo tempo particular. estaremos diante de um serviço público. no ano de 1997. configurados como direito financeiro. facultados por esta via. seguros contra acidente do trabalho e proteção da maternidade. trazer ao estudo alguns aspectos relevantes que achamos merecer uma abordagem mais detalhada. Há ainda. durante a viagem. note-se que estamos nos referindo a serviço público e não a serviço de utilidade pública. sem que para tanto seja necessária delegação via concessão ou permissão. senão vejamos. foi criado o Prêmio Nacional da Gestão Pública em 1998. configurados na nossa Carta Magna. Iniciando. e também pelas iniciativas particulares. também a iniciativa privada através das companhias de seguro e entidades de assistência médico-hospitalar têm prestado tais serviços. e a de colocação de banca para venda de jornais na via pública. uma vez que. visando. em termos de previdência social. entretanto. tratando-se de serviço público não vedado à iniciativa privada. hospitalar e médica preventiva. nos casos de doença. quando executada pelo Estado. iniciou os contatos iniciais com os Critérios de Excelência em Gestão e os primeiros passos na adaptação da metodologia para o setor público. Esta explicação é de fundamental importância. e também por iniciativa particular. O programa evolui no ritmo do amadurecimento das equipes formuladoras da política de gestão e da implementação do programa. haveria a delegação por concessão ou permissão da Administração. ao invés de outorgados pelo ato convencional denominado concessão. este trabalho não pretende e nem tem a finalidade de teoria jurídica. seguro contra acidentes do trabalho e proteção da maternidade são serviços afetos ao Instituto de Previdência Social – Autarquia /federal. previdência social. seguro-desempenho. de André Ribeiro Ferreira. para se ajustar as assertivas das descrições feitas. Outra interpretação indubitável é ditada e calcada no fato de que se trata de um serviço cuja prestação pode ser feita pelo Poder Público. outros aspectos constitucionais que mereciam ser analisados. A aproximação do QPAP com a FPNQ (Fundação para o Prêmio Nacional da Qualidade). para constatarmos a sua veracidade. direito de todos e dever do Estado e da família. entretanto. vamos trazer alguns serviços assegurados pela Constituição. Baseado no artigo Modelo de excelência em gestão pública no governo brasileiro: importância e aplicação. Construindo um Programa de Qualidade no Serviço Público A ideia era construir um programa de qualidade no qual as organizações públicas tivessem foco em resultados e no cidadão. Identifica-se a ambiguidade da prestação de tais serviços. atendidas as seguintes condições: I – cumprimento das normas gerais da educação nacional. a evidente e cristalina dubiedade de possibilidade de prestação de tais serviços. em caráter excepcional em vista da urgência. basta que se verifiquem as entidades que prestam os serviços enumerados. Artigo 209. circunscrevê-lo ao estudo da administração pública. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Concluindo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA E. subsidiariamente. é desnecessária essa delegação. que especifica o dever do Estado. Vamos. e que traduzem em direitos dos trabalhadores. a seguir. vedar a execução de tais serviços a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. velhice. os atos dos capitães de navios de fazerem casamento. A educação. Vislumbra-se pela simples leitura dos aspectos constitucionais expostos. O ensino é livre à iniciativa privada. entretanto. sem. etc. tais serviços são prestados pelas Secretarias de Educação e também por entidades particulares. orçamento e controle pela contabilidade pública. daí por que mencionaremos somente mais um fato. também inserido na Constituição. Prestação de Serviço Mista Prestação de serviço mista prestada pela Administração. por lhe incumbir obrigação. 2009. motivo pelo qual o denominamos de prestação de serviço mista. em termos de educação. porém. A maior evolução do modelo de excelência do setor público ocorreu concomitante com as experiências já em andamento no setor privado. II – autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. e garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola. pode ser executada também por pessoa física ou jurídica de caráter privado. delegados ou outorgados através de permissão: os serviços de transportes coletivos. em dadas circunstâncias. objetivamente. em creches e pré-escolas. invalidez e morte. planejamento. enquanto. porém. através dela. para que o particular pudesse presta-lo. Isto acontece em virtude de existirem alguns mandamentos constitucionais que atribuem certos direitos aos cidadãos. Didatismo e Conhecimento 62 . são exemplos típicos de serviço ou uso de bens públicos. que visam à melhoria de sua condição social. assistência gratuita aos filhos desde o nascimento até os seis anos de idade. ou seja: assistência sanitária. Como uma ação estratégica do Programa Nacional de Gestão Pública e desburocratização.

ser federativa. estar focada em resultados para o cidadão. em 2000. tendo como características principais: 1. 2. Em 2005. foi instituído Programa Nacional de Gestão Pública e Desburocratização (GESPÚBLICA). Didatismo e Conhecimento 63 . No governo FHC houve um grande esforço para introdução da Administração Gerencial. do Brasil. ser essencialmente pública.Comissão de Simplificação Burocrática de 1956). conforme a figura abaixo: Dessa forma.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A banca examinadora avaliava as organizações públicas com base no Modelo de Excelência em Gestão Pública. A figura abaixo ilustra a Evolução dos Programas de Qualidade no Setor Público: Fonte: GESPÚBLICA. o GESPÚBLICA busca promover a participação da sociedade no seu movimento. unificando desta forma o programa de qualidade com o de desburocratização (que tem raízes no governo de Juscelino Kubitschek . dos Estados Unidos da América e o Prêmio Nacional da Qualidade. similar ao modelo de excelência de gestão utilizado pelos setores público e privado em mais de 60 países. dentre eles os prêmios President’s Quality Award (específico para organizações públicas) e Malcoln Baldrige National Quality Award. foi criado o Programa da Qualidade no Serviço Público – PQSP. O GESPÚBLICA é um modelo de política pública que integra 3 dimensões. inserindo o foco na satisfação dos cidadãos (usuários dos serviços públicos). 3.

impactos e resultados. ações. que objetivem: I . O déficit institucional reflete principalmente na amplitude do atendimento às demandas sociais.gespublica. Com a emergência das transformações que vem ocorrendo com a sociedade nessa “era digital”. o Comitê Conceitual do PQGF passou a se chamar Comitê Conceitual do GESPÚBLICA. Instrução para Avaliação da Gestão Pública. ou seja. IV . Sendo que resultado para o setor público é o atendimento total ou parcial das demandas da sociedade traduzidas pelos governos em políticas públicas. Referências Ministério do Planejamento. absorver informação e conhecimento onde quer que ele se encontre e com capacidade para aplicar este conhecimento em ações concretas. O Comitê Conceitual tinha a responsabilidade técnica de manter o GESPÚBLICA atualizado e alinhado com o “estado da arte” da gestão contemporânea. promover o alinhamento e a atualização contínuos dos instrumentos do Programa. Dessa forma. necessárias à promoção dos resultados preconizados no plano plurianual. ou seja. pode e deve ser comparada com padrões internacionais de qualidade em gestão. A qualidade da gestão pública tem que ser orientada para o cidadão. entre outros. propor melhorias para os planos de ação decorrentes do Planejamento Estratégico e para as ações executadas pelo GESPÚBLICA. permitindo tomar decisões com respostas rápidas e eficazes. transparente e ética. denominado “GRP . tendo como referência o Modelo de Excelência em Gestão Pública. quanto em relação ao Modelo de Excelência em Gestão. segundo artigo nº 2 do Decreto n°5. propiciar formas para que o conhecimento individual seja agregado com o conhecimento coletivo para que desta forma se crie valores que não são tangíveis e também não se encontram à venda. visando ao integral atendimento das competências constitucionais do Poder Executivo Federal.assegurar a eficácia e efetividade da ação governamental. II .promover a governança. Falar nos dias de hoje em Gestão Pública. mas é imprescindível investir também no capital humano. Objetivos do GESPÚBLICA. mesmo com recursos humanos e financeiros escassos. O Novo Modelo. Didatismo e Conhecimento 64 . III . implementação e avaliação das políticas públicas. da publicidade e da eficiência.Government Resource Planning” ou Sistema Integrado de Gestão Pública tem como foco o gestor público. e recebeu a incumbência de atualizar o Modelo de Excelência em Gestão Pública tanto com os atuais requisitos do setor público.promover a gestão democrática. Prêmio Nacional de Gestão Pública . participativa. da legalidade.PQGF. quais sejam. é uma política formulada a partir da premissa de que a gestão de órgãos e entidades públicos pode e deve ser excelente. educação. http:// www.eliminar o déficit institucional.378: “O GESPÚBLICA deverá contemplar a formulação e implementação de medidas integradas em agenda de transformações da gestão. é fato colocar que essas transformações atingiram também as Organizações da Administração Pública. relativamente aos resultados da ação pública.promover a eficiência. promover a atualização contínua dos fundamentos e conceitos de excelência da gestão pública.Deve aplicar-se a toda administração pública em todos os poderes e esferas de governo. saúde. 2007. e V . desenvolver e propor instrumentos e tecnologias de gestão para uso no âmbito do GESPÚBLICA.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Ser essencialmente pública: significa que o GESPÚBLICA não pode deixar de ser pública.br/ EMPREENDEDORISMO GOVERNAMENTAL E NOVAS LIDERANÇAS NO SETOR PÚBLICO. Um trabalhador do conhecimento é aquele que sabe selecionar.” Com a criação do GESPÚBLICA em 2005. é preciso investir em novas tecnologias sim. é compreender que o processo de transformação da sociedade é inevitável e que para gerenciar instituições públicas. Estar focada em Resultados para o Cidadão: Deixar de servir com tanta burocracia e colocar a gestão pública a serviço do resultado dirigido ao cidadão. assessorar tecnicamente a Gerência Executiva e o Comitê Gestor do Programa sempre que demandado e prospectar.gov. mas não pode nem deve deixar de ser pública. da moralidade. fortemente baseado em fatos e dados. à consolidação da administração pública profissional voltada ao interesse do cidadão e à aplicação de instrumentos e abordagens gerenciais. sendo que atualmente o que se presa não são mais as máquinas e sim o potencial humano que as desenvolve e que criam e inovam suas atividades cotidianas. bem como. O GRP fornece ao gestor público um Painel de Controle. a eficiência e a eficácia implicaram na melhoria da qualidade de vida e na geração do bem comum. aumentando a capacidade de formulação. e desenvolver-se dentro do espaço constitucional demarcado pelos princípios da impessoalidade. Ser federativa: A base conceitual e os instrumentos do GESPÚBLICA não estão limitados a um objeto específico a ser gerenciado. promovendo a adequação entre meios. na qualidade da prestação de serviços públicos. por meio de melhor aproveitamento dos recursos. o elemento chave para a mudança.

A configuração dessa nova realidade conduz ao debate para o espaço da comunicação. os governos são desafiados à qualificação permanente em torno de técnicas de negociação. Ambiente de Inovação. realocação. Planejamento Participativo. Torquato aponta para quatro formas de comunicação nas organizações. c) redução de custos. tende. capacitação e valorização do serviço público. a qual atualmente vivenciamos. a ocupar lugar de destaque nas abordagens críticas inspiradas pela sociologia. e) melhoria da qualidade dos serviços prestados. Comunidades virtuais e os Instrumentos de Consulta Constitucional.que reúne cartas internas. a explosão da informação em nosso cotidiano. Com o propósito de atender melhor às demandas e interesses da cidadania.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esse novo conceito tem como objetivo: a) revisão e automação de processos. planejar e implantar programas de comunicação que tenham como diretriz o sistema organizações-público”. Diante da colocação da autora. de acordo com Fossatti. onde a definição de novas redes sociais. resultado de inovações tecnológicas e da importância ofertada ao desenvolvimento social. criando novas oportunidades para a área de comunicação. com a inclusão das novas tecnologias que. passa a impor medidas que assegurem ao cidadão a facilidade de acesso e disponibilidade de informações. a gestão da comunicação na esfera pública pode ser explicada pela administração de conflitos. A sociedade da informação. a diminuição da prestação de serviços públicos presenciais. a gestão da comunicação corresponde a um elenco de atividades básicas que envolvem “analisar tendências. A gestão da comunicação nas organizações requer a prática de um diagnóstico. de outro lado. b) estratégias de redimensionamento. Considera-se que a sociedade é a principal responsável pela sua própria organização e pela provisão de suas necessidades. relações públicas. crescente autonomia comunicacional do cidadão. a Administração Pública tem um ótimo período com a investida do governo em inovações tecnológicas que facilitam o acesso às redes informatizadas na esfera pública. O cenário mundial atual traz consigo uma série de mudanças que afetam tanto a realidade empresarial como os processos de comunicação das organizações. a fim de se obter as principais dimensões que concorrem para o processo da comunicação. em 1938).quando as pessoas falam umas com as outras. temos notícias via satélite e por redes de computadores. Devem priorizar pontos estratégicos da Administração Pública. bem como trazer o cidadão às esferas públicas. diversidades e da administração de conflitos. • Administrativa . Assim. unilateral e público. editoração e marketing. sendo eles: Planejamento Estratégico. Orçamento Participativo. publicidade. o que vem exigindo das empresas públicas um maior diálogo e comunicação com a sociedade. pela ciência política e pela economia política. • Sistema de informações . Internet e Intranet. acelera os processos e altera uma cultura bastante tradicional de relacionamentos entre as comunidades interna e externa das organizações. aliás. ao afirmar que: Essas novas redes sociais passam a fazer parte do debate sobre a possibilidade de um espaço público em escala planetária.agrega informações armazenadas em bancos de dados. Adotando-se a perspectiva de Torquato para a comunicação social. • Social . se caracteriza pela necessidade de respostas rápidas e por uma cultura acentuadamente voltada aos relacionamentos internos e externos. assessorar o poder de decisão. que de acordo com Simões compreende: Didatismo e Conhecimento 65 . • Administração Pública Gerencial (com enfoque no cidadão. há um crescente deslocamento de tarefas públicas para a esfera privada. Aprendizagem Contínua com foco central a Comunicação Produtiva. envolvendo as áreas de jornalismo. Historicamente. autogestão. Padronização de Processos. permitindo o processo de interação do cidadão com os vários órgãos prestadores de serviços públicos. da diversidade e da cooperação entre os públicos e a necessidade de uma gestão de relações entre a esfera pública e a esfera privada. memorandos. Nos ano 90. nos resultados e na descentralização dos serviços). enfim tudo parece indicar que existe uma grande transformação da cultura de comunicação na sociedade contemporânea. realizar diagnósticos. transformações que se localizam principalmente nas formas e no tempo de distribuição da informação. habilidades de harmonia de interesses. Existe uma perspectiva de ampliação do espaço da comunicação. oferece mais recursos e. prognósticos. • Administração Pública Burocrática (criação do Departamento de Administração do Serviço Público -DASP . A base dessa comunicação está no sistema de relações. Em meio a esse cenário. pode-se dizer que a Administração no Brasil passou por fases conceituais distintas: • Administração Pública Patrimonialista (anterior à Revolução de 30). sintetizadas a seguir: • Cultural . Em todas as latitudes. Essa participação no setor público envolve os sistemas de cogestão. O ambiente das comunicações também mudou. a problemática da transformação do espaço público. nacional e internacional. Assim. Gestão do Capital Intelectual. de um lado. podemos afirmar que na atual gestão quem exerce um papel fundamental são os gestores.caracteriza-se por um processo indireto. o crescente envolvimento da mídia com o mercado. análise crítica da organização e a avaliação de seus públicos. d) otimização da arrecadação.

é esta visão de mundo que deve nortear a proposta de construção da cidadania.). compartilhando suas informações. agrupados em três em três categorias: interpessoal. carece da indispensável legitimidade para ser considerada como sendo pública. A informação.” Portanto. planos e ações da organização).). Quanto à categoria informacional. atender solicitações e estar presente nos eventos). para esses autores. jornal. Todas essas categorias e suas dimensões são exercidas de forma integrada no contexto das organizações na esfera pública. Desse modo.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Uma escala crescente que se inicia com as relações humanas . receber e fazer visitas. existem situações próprias de administração: Empreendedor (iniciar mudanças e projetos de melhoria). responde normalmente por processos críticos que lidam diretamente com o conflito. Para Coelho uma pessoa ou instituição é considerada accountable quando é responsável por decisões e pelas consequências de suas ações. os condicionamentos internos e externos. tanto que precisa ser difundido e aplicado por profissionais de comunicação. em geral.sistema social constituído pelas transações entre organizações e seus públicos. Além disso. desenvolvendo um processo/atividade para o alcance de um ou mais objetivos. gestor de problemas (responsável por atitudes corretivas frente aos problemas inesperados). resguardando a sua reputação. e. revista. portanto. ao contrário. existem situações próprias de decisão. Isso requer a existência de feedback contínuo. Os gerentes das organizações precisam usar uma parcela considerável de seu tempo. refere-se às condições de monitor (procurar e receber grande variedade de informações especiais e atuais e elabora relatórios). As organizações. os contextos. expressão mais usual nos últimos anos. continua com o nível de relações grupais . Por outro lado. disseminador (transmite a informação recebida de assessores para demais membros da organização) e porta-voz (transmite ao meio externo informações. A comunicação política ou marketing político. Extranet/Intranet. Quanto à comunicação pública. responsável pelo desenvolvimento de competências etc. Assim. um espaço de debate. alcança o nível das relações partidárias. Assim. A área de administração gerencia o conflito por meio das funções de direção/liderança e a área de comunicação administra o conflito mediante a gestão das atividades de jornalismo. negociador (responsabilidade de representar a organização nas principais negociações). políticas. bem como a perplexidade que permeia todo o processo comunicativo. O gestor. as áreas de comunicação e de administração tratam o conflito mediante visões diferentes. econômico e social. com a finalidade de que estes se engajem nesse novo contexto. notadamente falando e ouvindo. visando à prestação de contas. assegurando maior eficiência e eficácia ao processo decisório. como uma atividade de comunicação.sistema social estruturado nas relações entre grupos. formando uma rede de comunicação e reações. tanto com terceiros (em espécie de porta-voz) quanto com o pessoal interno (em uma espécie de disseminador). Didatismo e Conhecimento 66 . buscando atingir a opinião pública. atuando na função de comunicação. a informação não só contribui com a gestão. governo e sociedade. data base. situa o gestor em uma posição única para obter informações organizacionais: representação (cerimoniais. sendo uma informação de caráter cívico e que inclui a accountability. compreendendo um conjunto de elementos dinamicamente relacionados. com também passou a ampliar os meios tradicionais de comunicação nas organizações (telefone. o estímulo para o engajamento da população nas políticas adotadas e o reconhecimento das ações promovidas nos campos político. líder (motivar. TV. Ainda. quando se trata de enfatizar o papel da comunicação. quase sempre com métodos publicitários. se faz no espaço público. rompendo com os possíveis limites e fronteiras pela via das redes Internet. deve-se também considerar que a gestão da comunicação na esfera pública. relação (manter ligações interna e externa à organização). fax. dirigir pessoas. arquivos magnéticos) e sistemas de processamento (computadores. implantando as funções de armazenamento (disco ótico. envolvendo todo o processo administrativo. Entretanto. a gestão do processo de comunicação no âmbito público. comunicação política e comunicação pública. informacional e de decisão. nas organizações. sintetizando as ideias de Brandão pode-se dizer que a comunicação governamental é a praticada por um determinado governo. respeitando-se o sentido estrito deste conceito. deve responder por um conjunto de comportamentos adequados. negociação e tomada de decisões relativas à vida pública do país. Na categoria interpessoal. é importante resgatar as diferenças entre a comunicação governamental. contando com alto nível de credibilidade junto à sociedade e aos mais diversos públicos. devem recorrer a meios de informação para a viabilização da melhor decisão. gestor de recursos (responsável por administrar e alocar recursos organizacionais. por que: Como fontes emissoras de informações para seus mais diversos públicos. prossegue com o nível das relações públicas . É preciso levar em conta os aspectos relacionais. não devem ter a ilusão de que todos os seus atos comunicativos causam os efeitos positivos desejados ou são automaticamente respondidos e aceitos da forma como foram intencionados. integrado às novas formas de condutas de gestão e políticas públicas. publicidade/propaganda e relações públicas. o ato de gerenciar é fundamentalmente uma questão de processar informações nas organizações. rádio). processadores). é transmitida na forma de um sistema aberto. como nem sempre é possível assegurar que as informações veiculadas atendam o desejo dos públicos das organizações. Na categoria decisão. etc.formado pela transação de pessoas. sites. sobre tema de interesse público. Vamos considerar o conceito de Matos que afirma “ser a comunicação pública aquela que “remete ao processo de comunicação instaurado em uma esfera pública que engloba Estado. programas.

o que requer a atenção primária à comunicação. informática. marketing político. O conhecimento é a matéria prima da carreira profissional dos indivíduos. o setor de serviços. Didatismo e Conhecimento 67 . A sociedade “pós-industrial” se caracteriza pelo predomínio dos trabalhadores do setor terciário. pesquisa (satisfação. entre outros aspectos. diz respeito a crenças e compromissos. prognósticos. Entretanto. da informática. com relação ao qual os chamados meios de comunicação de massa. tanto para as organizações quanto para as pessoas. É importante ressaltar que os meios de comunicação não devem ser confundidos com a comunicação em si. Os instrumentos de gestão utilizados são relacionados como cerimonial-protocolo. constituem apenas uma mediação tecnológica. escrita.um marco diferencial. não apenas em três. investimento em infra-estrutura. mas em quatro grandes dimensões: da oralidade. de ser informado. Muito do que é feito em Gestão do Conhecimento tem por base essas sucessivas passagens de conhecimento tácito para explícito e vice-versa. é um elo entre o poder público e os meios de comunicação). a publicidade é considerada como um dos princípios que devem ser obedecidos pela administração pública. na história da humanidade.”. relatórios. Em face desse novo espectro da comunicação e. As medidas tomadas incluem regulamentação do setor. Os elementos que integram esse direito fundamental do homem são os seguintes. sem que sejam de modo algum limitativos: a) o direito de reunião. o direito à proteção da vida privada e outros direitos relativos ao desenvolvimento do indivíduo. opinião). programas de qualidade. políticas de segurança. 2 Gestão do Conhecimento . ao vislumbrarmos que a informática é apenas uma das possíveis categorias de expressão das formas escrita e oral. em seu significado atual. disponibilização de informações e serviços na Internet e políticas de democratização do acesso. de acordo com a comunicação deve ser considerada como um processo de interação humana. de informar e outros direitos de informação. levantar as controvérsias. ao contrário da informação. Nesse sentido. diagnósticos. local e individual. segmentação de públicos. As mudanças mais perceptíveis na estrutura social são: a passagem da produção de bens para a economia de serviços. à Aproximações ao conceito de conhecimento Gestão do conhecimento. da impressão. demonstrando “o importante papel do ser humano ao converter dados em informações. mas o acesso é apenas um dos aspectos da democratização. uma vez que todos os processos que envolvem a construção de conhecimento nas organizações devem perpassar pelo processo comunicacional e dele depende os resultados alcançados. onde a comunicação é fator essencial. sugestão de pauta. o conhecimento se amplia através do conhecimento tácito versus o conhecimento explícito. inteligência competitiva e vários outros termos têm surgido para tentar caracterizar uma nova área de interesse na administração das organizações. dependendo da comunicação produtiva. a mensagem publicitária para influenciar opiniões e comportamentos) Especificamente. Segundo. a centralidade da inovação. De forma complementar. Conforme Lévy são três as etapas do processo de difusão do conhecimento: a oralidade (primária e secundária). é integrado pelas atividades de jornalismo (representado através das assessorias de imprensa. marketing social. enquanto que a comunicação é estabelecer processos de interação e relacionamento entre os públicos. ao fato do conhecimento estar muito associado à ação. acredita-se ser importante apresentar alguma reflexão sobre essa questão. isto é. de discussão. ressaltando que o setor privado está bem à frente neste novo modelo do que o setor público. onde isso se faça necessário e na forma como se faça necessário. podemos argumentar que. considerando também que existe uma emergência da gestão do conhecimento na área pública. capital intelectual. Entretanto. Assim. clipping. Assim. Governos do mundo inteiro têm se empenhado na questão de como usar as novas tecnologias da informação em prol da sociedade. briefing. isto porque. Senge afirma que “informações são dados com relevância à situação do receptor”. enquanto a comunicação representa um processo social primário. O conhecimento. na chamada “espiral do conhecimento”. planejamento estratégico. com o objetivo de aumentar o desempenho humano e organizacional. SAC’s. um esforço para fazer com que o conhecimento de uma organização esteja disponível para aqueles que dele necessitarem dentro dela. c) o direito à cultura. podem ser mencionadas as ações governamentais para a implantação do governo eletrônico. Acredita-se que esse enfoque oferece a perspectiva de um progresso da democratização da comunicação em todos os planos. da escrita. o direito de escolher. clima. fornecendo todas as informações e facilitando a discussão à procura de opinião ou decisão) e publicidade/propaganda (conjunto de técnicas e atividades de informação e persuasão cujo objetivo é atrair a atenção do público para a marca. auditorias. os profissionais da comunicação e as mediações. b) o direito de fazer perguntas. de participação e outros direitos de associação. relações públicas (formar públicos. sejam elas públicas ou privadas. internacional. a ideia do “direito à comunicação” não recebeu ainda sua forma definitiva. os processos de gestão e difusão do conhecimento devem ser subdivididos. a gestão do desenvolvimento tecnológico e uma nova organização do saber. Implica um acesso maior do público aos meios de comunicação existentes. quando isso se faça necessário. A Gestão do Conhecimento é. O interesse das organizações no conhecimento deve-se. Geri-lo bem passa então a ser essencial no estágio atual da história da sociedade. Todo processo de comunicação deve ser analisado sob a ótica de três elementos: Os públicos. o avanço das classes de trabalhadores técnicos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os gestores devem ter em mente que a natureza da informação é agregar valor a uma tomada de decisão. nem o seu conteúdo pleno. nacional.

tornando mais fácil para as pessoas na organização compartilharem problemas. sendo que na etapa da geração destaca-se a formação de redes de conhecimento.” Podemos citar as principais práticas que estão sendo desenvolvidas pelos Órgãos da Administração Direta. A primeira está vinculada ao Governo do Estado de São Paulo. de conversação e aprendizado on the job. a sociedade brasileira em geral e as esferas da administração pública. O papel a ser desempenhado pela TI é estratégico: ajudar o desenvolvimento do conhecimento coletivo e do aprendizado contínuo. A segunda iniciativa surge da Administração Pública Direta (governo federal).ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Gestão do Conhecimento deve incluir duas estratégias relevantes. e denomina. mas sim disseminada entre a média e. por meio de identificação. perspectivas. c) transformação do conhecimento. onde essas compõem o processo da globalização. de comunidades de trabalho. à As tecnologias da informação e da comunicação diante da gestão do conhecimento. dar proposição e implantação de diretrizes voltadas à elevação do nível de eficiência e eficácia da Administração Pública Estadual mediante a evolução do uso da tecnologia da informação”.TIC -. de maneira genérica. com raras exceções. e é desenvolvida pelo IPEA . o processo do conhecimento pode ser gerenciado e é composto por três etapas: a) geração.Práticas relacionadas à gestão de recursos humanos: Fóruns (presenciais e virtuais) / Listas de Comunidades de prática ou Comunidades de conhecimento Educação Corporativa. Não existe consenso sobre a definição de Gestão do Conhecimento.836 de 28 de maio de 2003.se CQGP . No entanto. As iniciativas de Gestão do Conhecimento visam melhorar o desempenho de uma organização e das pessoas que nela trabalham. a responsabilidade pela Gestão do Conhecimento não está centralizada na alta direção. tanto do Setor Público quanto do Setor Privado. É preciso sair do patamar do processamento de transações. O portal tem entre outras. envolvendo a gestão do conhecimento sob o enfoque da comunicação produtiva: 1. também não incentivam a educação continuada de seus servidores. na maioria das organizações. incluindo-se a comunicação como fator de mediação. exercendo profundas transformações na Gestão. que podem ser chamadas de coleção e conexão. e de estruturas e acesso às idéias e experiências. à Gestão do Conhecimento na Administração Pública. Muitos profissionais veem cada vez mais “compartilhamento de conhecimento” como uma descrição melhor daquilo que eles se propõem a fazer do que “Gestão do Conhecimento”. 47. intranets e extranets Sistemas de workflow Gestão de conteúdos cognitivos para plataformas digitais e comunicação interna e externa Gestão Eletrônica de Documentos (GED) Didatismo e Conhecimento 68 . a atribuição de “formular. é vista como parte do trabalho de cada colaborador. pois a consideram como principal ferramenta de modernização e suporte gerencial. Orçamento e Gestão.a Gestão do Conhecimento no setor público.Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada4 . não se pode excluir a revolução “infotecnológica” e com ela o surgimento das Tecnologias da Informação e do Conhecimento . da integração da logística. idéias e soluções. muitas vezes. validação e transferência de conhecimento. a Gestão do Conhecimento é uma questão essencialmente de pessoas e processos. Diante de tantas mudanças. Através do IPEA foi realizada a pesquisa “O governo que aprende . captura.Tecnologias de Informação e Comunicação. mesmo entre os profissionais da área. No entanto. b) codificação. Narrativas Mentoring e Coaching Universidade Corporativa Práticas relacionadas a processos facilitadores da GC: Melhores Práticas (Best Practices) Benchmarking interno e externo Memória organizacional / Lições aprendidas / Banco de Sistemas de inteligência organizacional Mapeamento ou auditoria do conhecimento Sistema de gestão por competência Banco de competências organizacionais Banco de competências individuais Gestão do capital intelectual ou gestão dos ativos intangíveis à Práticas relacionadas à base tecnológica e funcional de suporte à GC: Ferramentas de colaboração como portais. onde a questão da comunicação é uma condição sine qua non. não possuem uma cultura e um ambiente voltados para a aprendizagem organizacional e/ou para a inovação e. A CQGP é um portal eletrônico do Governo que se originou mediante o surgimento das TIC . do workflow e do comércio eletrônico e agregar um perfil de construção de formas de comunicação. Segundo Teixeira.fundação pública vinculada ao Ministério do Planejamento. Apesar das organizações públicas serem notadamente intensivas em conhecimento.Comitê de Qualidade da Gestão Pública3. criado pelo Decreto n.

É fundamental que haja nesse processo um gerenciamento adequado de pessoas. algumas tradicionalmente abrangidas pelo campo da Administração Geral. e) descontinuidade administrativa de objetivos. cabe ressaltar a importância do gestor público e da interação com seus públicos internos e externos. implicando na admissão de novas estratégias de enfrentamento às mudanças ocorridas. um dos grandes desafios dessa nova ‘sociedade do conhecimento’ é a formação de líderes para a gestão de pessoas. Essa expressão aparece no final do século XX e guarda similaridade com outras que também vêm se popularizando. Gestão de Parceiros e Gestão do Capital Humano. c) problemas éticos. é importante ressaltar que os processos de comunicação dependem de uma estrutura organizacional. sendo de vital importância uma comunicação produtiva. i) falta de padrões de interoperabilidade e de adequação (quantitativa e qualitativa) da infra-estrutura de tecnologia da informação. salários e benefícios concedidos. sejam eles na gestão da esfera pública. para o setor privado. Podemos dizer que gestão de pessoas é o aperfeiçoamento do que se denominava Gestão de Recursos Humanos. Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais. voltado à melhoria do desempenho funcional e dos resultados organizacionais. sejam elas da alta cúpula decisória. A gestão de pessoas tem sido a responsável pela excelência de organizações bem-sucedidas e pelo aporte de capital intelectual que simboliza. acarretando mudanças no relacionamento organizacional. como a da gestão do conhecimento. as estratégias e as tecnologias utilizadas para a consecução de seus objetivos tendem a ser semelhantes. a eficiência está vinculada a aspectos ligados à lucratividade dos empreendimentos). atualmente. pois. *Texto adaptado de Michelle Karen de Brunis Ferreira. b) abandono das iniciativas de padronização e de melhoria dos procedimentos administrativos. ou dos funcionários operacionais. Cada vez mais o capital humano está agregando valor às atividades desenvolvidas pelas organizações. Relações Industriais e Administração de Recursos Humanos. Constitui. Todas essas áreas. do conhecimento ou de pessoas. legais e de legitimação associados à administração pública e ao Estado. Didatismo e Conhecimento 69 . consequentemente melhor aproveitadas pelas diferentes esferas do poder público. mais do que tudo. de forma estratégica. Gestão de Pessoas é a função gerencial que visa à cooperação das pessoas que atuam nas organizações para o alcance dos objetivos tanto organizacionais quanto individuais.componente básico da estrutura organizacional. Comunicação e Liderança. por isso. muitas publicações surgidas na década de 90 incluem novas atividades. onde esta adquiriu uma “nova roupagem” e vem se desenvolvendo de acordo com as transformações ocorridas no mundo do trabalho. por exemplo. uma evolução das áreas designadas no passado como Administração de Pessoal. a rigor.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA à Desafios para a implantação de projetos de Gestão do Conhecimento no setor público. l) formas de comunicação inadequadas às necessidades de governança e transparência para as organizações públicas na atualidade. Entretanto. à Gestão de pessoas . onde o capital humano agrega mais valor do que o capital industrial. pois a reorganização da gestão exige uma maior flexibilidade e responsabilidade às pessoas. a importância do fator humano em plena Era da Informação. estilos e atitudes gerenciais inadequadas. situações ou condicionantes associadas aos seguintes aspectos: a) desprestígio dos serviços e dos servidores públicos junto à sociedade. Podemos constatar a importância e a complexidade da gestão do conhecimento e a existência de um grande desafio para a implantação de projetos deste gênero no âmbito da administração pública brasileira. cargos. estruturas e projetos e de políticas públicas. Neste cenário. a eficiência está associada ao atendimento das demandas da sociedade e. este estudo busca suprir uma demanda relacionada à necessidade de a gestão pública. As tentativas de adoção de qualquer “tecnologia de gestão” por parte do governo brasileiro. Todas as mudanças que vem ocorrendo na morfologia do tecido social causam grandes impactos nos processos de gerenciamento. g) irracionalidade das diferenciadas estruturas de carreiras. Essa expressão aparece no final do século XX e guarda similaridade com outras que também vêm se popularizando. tais como Gestão de Talentos. desenvolvendo suas atividades de forma flexível. reconhecimento e punições. igualmente. como Motivação. j) fragilidade do sistema de recompensas. do estilo de liderança e do componente principal . cabe a ele mediar às relações dentro das organizações. devem atentar para a necessidade de serem tratadas. f) permanência de modelos.as pessoas. d) desequilíbrios entre cargos em comissão. k) coexistência de culturas e climas organizacionais impróprios à colaboração e ao compartilhamento de conhecimentos. Com o desenvolvimento e as transformações ocorridas na sociedade e no mundo do trabalho nos últimos anos. Apesar de as organizações públicas possuírem propósitos distintos das organizações privadas (para o setor público. compreendidas e. principalmente pelo predomínio de critérios políticos que moldaram um setor público carente de recursos e estruturas minimamente capazes de responderem aos seus desafios operacionais básicos. Além disso. do conhecimento e de pessoas serem mais analisadas. como Gestão da Qualidade e Negociação. contratações temporárias e quadro efetivo. Gestão de Parceiros e Gestão do Capital Humano. dos gestores. estão relacionadas com a comunicação produtiva nas organizações públicas e merecem ser melhor estudadas no cenário da sociedade contemporânea. h) inadequação do quantitativo de pessoal e/ou dos níveis de capacitação e de motivação do corpo funcional. e outras decorrentes da evolução do âmbito dessa disciplina. tais como Gestão de Talentos.

apenas exprime que agora é muito mais relevante o quê se faz pelo bem da comunidade. tem trazido novos problemas. mais equidade e mais qualidade. A crise fiscal do modelo anterior. temos que a sociedade demanda – de modo insistente – a necessidade de promover um crescimento constante da produtividade no ambiente público. Além disso. essas transformações têm afetado profundamente as práticas dos dirigentes públicos (políticos e gerentes) e a teoria na qual fundamentavam suas ações. • Assegurar que o processo de produção de bens e serviços públicos (incluindo a concessão. a distribuição e a melhoria da produtividade) seja transparente. agora voltada para o de serviços e bem-estar. antes colocada no procedimento como produto principal de sua atividade. convidam e obrigam à mais absoluta humildade em qualquer tentativa de aproximação ao tema. idêntica e não discricionária) aplicação da lei e da norma. pela exigência cada vez mais contundente dos cidadãos que exercem também o papel de usuários dos serviços. O cidadão-usuário se interessa por conseguir o melhor retorno fiscal – enquanto bens coletivos. típica do Estado de Bem Estar. está-se migrando da exigência de rigor nos procedimentos para a exigência de resultados – inerente a um Estado que se apresenta como provedor de serviços. mais ou menos explicitamente. que o Estado deve deslocar sua atenção. Vê-se. que situam-se na órbita política. Nestes últimos tempos. III - administração de recursos humanos. pode-se classificar o agir do administrador público em três níveis distintos: a) atos de governo. materiais. a Gestão Pública – como disciplina – tem abordado estes desafios novos com o auxílio da lógica gerencial. além da produção de serviços e da oferta de infraestrutura. e V . O cidadão comum se preocupa em assegurar-se uma correta e burocrática (homogênea. capacitador de desenvolvimento e fornecedor de bem-estar.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA GESTÃO DE RESULTADOS NA PRODUÇÃO DE SERVIÇOS PÚBLICOS A gestão privada prioriza o econômico-mercantil e desenvolve seus instrumentos e processos de gestão sempre dando prioridade às finalidades de ordem econômica. Esta substituição de missão trouxe muitos desafios ao Estado. assim. e c) atos de gestão. entre os quais a redefinição dos conceitos de administração. porque é ela que vai viabilizar o controle da eficiência do Estado na realização do bem comum estabelecido politicamente e normatizado administrativamente. Gestão pública refere-se às funções de gerência pública dos negócios do governo.tradução da missão. destaca-se a crescente necessidade de atender uma demanda irrefreável de bens públicos de boa qualidade. isto é. e a gestão para resultados e do resultado surge como instrumento e objetivo da melhoria e modernização da administração pública. esta mudança afetou o sistema de controle da ação do Estado. uma vez esgotado o período de esplendor do Estado do Bem-Estar. pela racionalidade econômica que procura conseguir eficácia e eficiência. Portanto. As especificidades nacionais. que compreendem os seguintes parâmetros básicos: I . em um instrumento-chave para a valorização da ação pública. vinculada à lei. três propósitos fundamentais: • Assegurar a constante otimização do uso dos recursos públicos na produção e distribuição de bens públicos como resposta às exigências de mais serviços e menos impostos. Esta mudança na função do Estado tem transformado várias frentes da administração pública. II - realização de planejamento e controle. operacional e experimental existente sobre o tema. Da mesma forma. exigindo a redução da pressão fiscal e o incremento. da produção de bens públicos. e como tal tem priorizado a criação de condições para o desenvolvimento e o bem-estar social. gestão pública e valor público. principalmente por meio das chamadas políticas públicas e políticas sociais. mais eficácia e mais eficiência. equitativo e controlável. sobretudo mercadológica. De uma maneira sucinta.  No que tange a gestão por resultados. Didatismo e Conhecimento 70 . A gestão pública tem como atribuição a gestão de necessidades do social. a natureza abrangente do conceito gestão para resultados – derivada da própria lógica integradora do processo de gestão – e a enorme quantidade de produção teórica. ao mesmo tempo. IV - inserção de cada unidade organizacional no foco da organização. Isto não significa que não interessa o modo de fazer as coisas. Dentre eles. A gestão por resultados é um dos lemas que melhor representa o novo desafio. O Estado tem passado a desempenhar um papel-chave como produtor de valor público. b) atos de administração.tomada de decisão diante de conflitos internos e externos. O resultado se transforma. conceitual. pois. atividade neutra. porém hoje acompanhada da exigência de diminuir a pressão fiscal inclusive naqueles casos em que ainda persiste um modelo de estado anterior ao de bem-estar. Esta lógica compartilha. Desta troca de missão se deriva uma variação na posição do cidadão perante o Estado. tecnológicos e financeiros. fica clara a importância da gestão pública na realização do interesse público.

senão pela qualidade e intensidade com que realiza seus propósitos públicos. o cliente e o “dono” é o cidadão. o governo existe para servir aos interesses gerais da sociedade. Dentre as várias definições de administração que podem ser feitas. Nas comparações entre a administração pública e a administração privada. Carlos Amaro Maximiano. Não há dúvida de que os problemas de administração ocorrem em todo o agrupamento humano. em seus três poderes (Executivo. 4. e. Em terceiro lugar. um Estado forte e competente. isto é. quantos livros sobre o assunto. O Estado. há diferenças notáveis entre essas duas modalidades de administrar as organizações. por meio dos esforços de outras pessoas. sempre com o olhar mais voltado para a Nova Gestão Pública. são. Estes objetivos. entre todas as instituições. 5. a gestão estatal centra-se na geração de respostas coerentes com os novos imperativos globais de competitividade. Estados-membros e Municípios). Olhando rapidamente. A tarefa governamental é enorme. Desta forma. que regula a população nos limites de um território. supera. pela cúpula dirigente nos Três Poderes. c) na administração pública. Na solução desses problemas. A eficiência de urna entidade governamental não se deve medir pelo aumento de suas receitas ou pela redução de seus gastos. e o aparelho que tem o poder de legislar e tributar a população de um determinado território. o principal pilar de legitimidade do Estado atual. ou seja. o que importa advertir é como essa caracterização do governo impõe peculiaridades à sua administração: 1. vamos abordar diversos aspectos das Organizações. O Estado e a organização burocrática que tem o monopólio da violência legal. De fato. entretanto. geralmente se tomam certas atividades específicas de uma e de outra por pontos de referência. visando a concretização dos objetivos anteriores. o que não significa um Estado imenso. representam um poder de coação. 2. Finalmente. sempre tentando colocar em cada um deles as diferenças entre a gestão privada e a pública. 2. Legislativo e Judiciário) e três níveis (União. Entende-se por aparelho do Estado a administração pública em sentido amplo. tem sido cada vez mais cobrado em concursos públicos. 3. Os governantes. presentes nas atuais demandas cidadãs e aos quais se orienta a Gestão por Resultados (GpR). Como se trata de um capítulo voltado para aspectos gerais de administração. omitindo-se as características essenciais de cada uma. o livro do Prof. conjuntamente com a democracia. complexa e difícil. A construção da competitividade estrutural requer. prioritariamente. de um lado. pressupõe-se que a este caiba resolver os conflitos de interesses particulares. a fim de alcançar o máximo possível de bem-estar geral. principalmente o da legalidade. a estrutura organizacional do Estado. Mas a grande maioria das definições de administração compartilha a ideia básica . porque compreende adicionalmente o sistema constitucional-legal. Os princípios da administração aplicam-se a ambos os tipos de gestão. em face do qual se requerem proteções especiais. por sua vez. também supera a lógica neoliberal. As diferenças entre público e privado seguem se reduzindo notavelmente. em relação a essa última. podem-se identificar três diferenças substanciais entre a gestão pública e a gestão privada: a) o administrador público deve seguir os princípios da administração pública. Existem quase tantos conceitos de administração. Devido ao redimensionamento mundial. Mas essas diferenças são pouco substantivas quando se levam em consideração dois fatores: 1. Em face da universalidade e da soberania do governo. algo que não faz parte dos objetivos do gestor público. Nesse momento. que nas últimas décadas se mostrou excessivamente dispendioso e gerador de resultados muito aquém dos preconizados. No presente contexto. De outro. segundo a qual somente as forças de mercado seriam suficientes para gerir a complexidade estrutural de urna economia. o governo é aquela que detém a autoridade política suprema. desde os mais altos na hierarquia até os de nível inferior. a responsabilidade do governo deve responder à natureza e à dimensão de seu poder. Tal redimensionamento. fomentar a efetividade dos organismos governamentais. a lógica do Estado de Bem-Estar Social. em quarto lugar. Suas ações estão constantemente expostas à publicidade e à critica. ao passo que a empresa privada serve aos interesses de um indivíduo ou um grupo. Em primeiro lugar. surgem certos princípios de aplicação geral. Em segundo lugar.a administração está relacionada com o alcance de resultados.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA • Promover e desenvolver mecanismos internos que melhorem o desempenho dos dirigentes e servidores públicos. que dá suporte a este trabalho. com isso. a Nova Gestão Pública fornece os elementos necessários à melhoria da capacidade de gerenciamento da administração pública bem como à elevação do grau de governabilidade do sistema político. que. separamos essas cinco: Didatismo e Conhecimento 71 . no sentido de gestão. por um corpo de funcionários e pela forca militar. b) a empresa privada busca o lucro. O governo e responsável perante o povo. é mais abrangente que o aparelho. O aparelho do Estado e constituído pelo governo. a autoridade do governo e sancionada pelo monopólio da violência. aliás. indicamos para os que quiserem se aprofundar no tema.

no sentido de alcançar resultados ou metas organizacionais. dispõe de menos tempo do que outro que só estuda. Embora essa afirmação pareça óbvia. eficiência significa “fazer certo as coisas” e eficácia.processo de designação de tarefas. maior o grau de eficiência alcançada. Não basta ser eficiente. Assim. De forma geral. se destina a alcançar um objetivo ou resultado. Aquilo que é feito está relacionado com a eficiência (a ação) e aquilo que é alcançado se refere à eficácia (o resultado). ativação e persuasão daquelas pessoas. b) Eficácia: A eficácia está relacionada ao alcance dos objetivos/ resultados propostos. para determinar e alcançar os objetivos da organização pelo uso de pessoas e recursos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração é um processo que consiste no planejamento. Para precisar seu significado. eficiência é operar de modo que os recursos sejam mais adequadamente utilizados. se pode formular a seguinte definição: Administração é um conjunto de atividades dirigidas à utilização eficiente e dos recursos. • Organização . é claro que aquele que trabalha foi mais eficiente do que aquele que apenas estuda. a efetividade é que vai servir para fazer a avaliação de todo o processo. O período recente que vem desde a década de 80 é caracterizado por urna série de transformações tanto na economia mundial como nas economias nacionais. Se ambos conseguirem o mesmo número de pontos prestando um concurso público. pois. Numa visão mais ampla. os resultados só serão alcançados se alguém trabalhar para isso. se foi realmente efetiva. organização. financeiro e institucional. todavia. Quanto mais saídas são obtidas com as mesmas entradas. nesse campo. Essa nova fase tem levado a profundas readaptações nas estruturas econômicas nacionais. que persistiu até o inicio dos anos 70. As funções da administração são aquelas atividades básicas que devem ser desempenhadas por administradores para alcançar os resultados determinados e/ou/ esperados pelas organizações. • Direção . Está relacionada à realização das atividades que provoquem o alcance das metas estabelecidas. Pelo menos assim deveria ser. pública ou privada. No pós-Segunda Guerra Mundial. se alguém trabalha. outra vez.determinação de objetivos e metas para o desempenho organizacional futuro. essas modificações estão relacionadas ao processo denominado globalização. • Organização pública: O objetivo de uma organização pública é servir da melhor forma possível. Só se é eficaz. no tempo certo. Mas também a função social. sendo eficiente. com destaque para urna ampla valorização do “mercado”. Essas funções constituem o processo administrativo e são: • Planejamento . • Controle . a imprecisa definição dos objetivos toma-se uma fonte de problemas para se avaliar se determinada ação deu realmente certo. Eficácia significa fazer as coisas certas. o conceito de efetividade é bem utilizado. isto é. Logo. e decisão das tarefas e recursos utilizados para alcance daqueles objetivos. entre outras funções. atuação e controle. c) Efetividade : A efetividade é um conceito algo estranho a administração de organizações privadas. configurando-se a volta do chamado liberalismo econômico. caracterizou-se por urna forte presença do Estado na economia. A formulação do objetivo que vai guiar todo o processo de avaliação é um elemento fundamental para a qualidade e efetividade da avaliação. é preciso ser eficaz. o social também é um objetivo das empresas privadas. “fazer certo as coisas certas”. que se manifesta em diferentes aspectos: comercial. do modo certo. Também é um objetivo de uma empresa privada a manutenção de meio ambiente saudável. isto é. O conceito é bem intuitivo: diz respeito a quem consegue obter o mesmo resultado com menos recursos. Administração é simplesmente o processo de tomada de decisão e o controle sobre as ações dos indivíduos. garantir um elevado nível de emprego. o que a sociedade espera como retorno para permitir aquela espécie de acumulação. Ter clareza dos objetivos e metas é um passo importante para mensurar o grau de mudanças ocorridas e o quanto elas correspondem efetivamente aos objetivos que se queria alcançar. na qual o Estado teria. o mundo viveu um período de rápido crescimento econômico. Didatismo e Conhecimento 72 . Tudo o que se faz em uma organização. a) Eficiência: A eficiência é a medida da utilização dos recursos quando se faz alguma coisa: refere-se à relação entre as “entradas” e “saídas” num processo. ao conjunto da sociedade. temos de recorrer a Avaliação de Políticas Públicas. isto é. mas não eficácia. urna preocupação crescente com a “competitividade” e urna menor participação do Estado. definir as metas e formular políticas e estratégias de acordo com as condições ambientais prevalecentes.influência para que outras pessoas realizem suas tarefas de modo a alcançar os objetivos estabelecidos. Isso porque se pode fazer certo as coisas erradas. chamada por alguns de “Idade de Ouro” do capitalismo. • Organização privada: O objetivo de urna organização privada é o lucro. Por exemplo. em muitos casos. De tudo isso.função que se encarrega de comparar o desempenho atual com os padrões predeterminados. A eficácia é a medida de alcance do objetivo ou resultado. Assim. para o expresso propósito de alcance de metas predeterminadas. Administração é o alcance de resultados por meio dos esforços de outras pessoas. pois e dele que a organização tira seu próprio sustento. de agrupamento de tarefas em departamentos e de alocação de recursos para os departamentos. Essa fase. envolvendo energização. A efetividade é realizar a coisa certa para modificar a realidade. o que significaria eficiência. com o planejado. Administrar é desenhar organizações. produtivo.

com a prevalência da administração pública gerencial. A administração pública gerencial está apoiada na anterior. • Construir uma sociedade livre. a administração pública gerencial está explicita e diretamente voltada para o interesse público. raça. assistência social. a receita do Estado deriva de impostos.que permitia a manutenção da renda e a demanda dos indivíduos. A melhora da gerência pública não e só uma questão de pôr-se em dia com o que está ocorrendo na iniciativa privada: significa também abrir novos caminhos. para a maximização dos interesses dos acionistas. O setor público não está numa situação em que as velhas verdades possam ser reafirmadas. que encontra-se entre os principais princípios da Administração Pública. comunidade). Ela constitui um avanço e. entretanto. CONVERGÊNCIAS E DIFERENÇAS ENTRE A GESTÃO PÚBLICA E A GESTÃO PRIVADA A diferença mais importante entre a Gestão Pública e a Gestão Privada diz respeito ao objetivo. afirma-se que a administração pública deve ser permeável à maior participação dos agentes privados e/ ou/ organizações da sociedade civil e deslocar a ênfase dos procedimentos (meios) para os resultados (fins). ou seja. da qual conserva. Já a Gestão Pública tem seus objetivos fundamentais estabelecidos pela Constituição Federal (CF) que em seu artigo 3º estabelece como objetivos fundamentais do Estado Brasileiro: • Garantir o desenvolvimento nacional. de contribuições obrigatórias. seguro-desemprego. 2. assistimos. há urna busca para que haja: I. Enquanto a receita das empresas depende dos pagamentos que os clientes fazem livremente na compra de seus produtos e serviços. O objetivo do Estado é o bem público e o agente público o agente público deverá agir em conformidade com os ditames da Lei. Em suma. funcionário. O controle ou cobrança a posteriori dos resultados. mas não pode ser confundida com essa última. denotando o esgotamento da estratégia estatizante de intervenção do Estado. o interesse coletivo seja atendido. Há urna retração nos ganhos de produtividade. excesso de regulamentações. a superação da administração pública burocrática. Conforme o princípio da Legalidade. levando a manifestações do conflito distributivo. busca a satisfação de seus stakeholders (partes interessadas: acionistas. • Erradicar a pobreza e a marginalização. verifica-se a crise desse modelo de desenvolvimento. a sociedade . A Gestão Privada tem como objetivo clássico a geração de lucro e a remuneração do capital do acionista. mas pode se tomar mais empresarial”. sexo. Nos anos 70. cor. sem preconceitos de origem. . É uma situação que requer o desenvolvimento de novos princípios. a estratégia de substituição de importações no terceiro mundo e o estadismo nos países comunistas. Enquanto a administração de empresas está voltada para o lucro privado. que impedia o crescimento contínuo de salários e lucros. embora flexibilizando alguns dos seus princípios fundamentais. A administração pública gerencial representa urna grande convergência entre a administração pública e a privada. a um processo de desmantelamento do Estado do Bem-Estar com a implantação de urna série de reformas pró-mercado. só pode fazer o que a lei permite.sistemas previdenciários. 3. no inicio dos anos 80. Impessoalidade. Didatismo e Conhecimento 73 . 1. sistemas públicos de saúde etc. um rompimento com a administração pública burocrática. inseridos no caput do artigo 37 da Constituição Federal: Legalidade. a qual se revestia de varias formas: o Estado do bem-estar social nos países desenvolvidos. que negue todos os seus princípios. sem contrapartida direta. A administração pública gerencial inspira-se na administração privada. esperando-se que. por meio do mercado. mas isso não significa.por meio de políticos eleitos controla a administração pública. Assim. Na administração pública gerencial. mesmo quando estes não estivessem gerando renda. em uma nova perspectiva. II. idade e de outras formas de discriminação. começa a ganhar destaque o diagnóstico de que a crise econômica dos países centrais decorria de profundas ineficiências associadas a imperfeições no funcionamento do Estado: excesso de intervenção do setor público. e a superação da forma de administrar o Estado. No final dos anos 70. Publicidade e Eficiência. ou seja. A definição precisa dos objetivos que o administrador público deverá atingir em sua unidade. Enquanto o mercado controla a administração das empresas. o chamado Estado do Bem-Estar. materiais e financeiros que lhe forem colocados à disposição para que possa atingir os objetivos contratados. reduzir as desigualdades sociais e regionais. e III. criou-se urna ampla rede de proteção social . sindicatos etc. os gastos públicos foram de extrema importância para o desenvolvimento tecnológico e o aumento da produtividade. ate certo ponto. A garantia de autonomia do administrador na gestão dos recursos humanos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Nos países desenvolvidos. A administração pública deve enfrentar o desafio da inovação mais do que confiar na imitação. • Promover o bem de todos. “o governo não pode ser urna empresa. Além disso. justa e solidária. isto é. Moralidade.

74 Didatismo e Conhecimento . com a criação do DASP (Departamento Administrativo do Setor Público). Na gestão privada. livre concorrência. o setor privado tem mais liberdade e flexibilidade para agir. na qual a permanência no cargo é por tempo determinado. Atualmente. as promoções são determinadas ou pelo mérito (meritocracia). taxas e contribuições Cidadão Controle político. Já as empresas possuem recursos advindos do capital social (na constituição da empresa). competitividade Tendem a ser mais rápidas e flexíveis. política públicas. os contribuintes são a fonte de receita do Estado. O controle da gestão pública é de ordem política. devendo-se atentar para a livre concorrência. são convertidos em serviços públicos. o órgão público pode realizar concursos temporário. no setor privado. estes devem ser controlados de forma transparente. Convergência e diferenças entre a Gestão pública e a gestão privada Características Receitas Público alvo Mecanismo de controle Gestão pública Tributos: impostos. as empresas são controladas pelo mercado. O sistema de carreiras e promoções no setor público foi implantado por Getúlio Vargas na década de 30. o estado não vai à falência Influenciada por variáveis de ordem política. Nos concursos o Estado recruta pessoal com capacidade técnica. o agente privado pode fazer tudo o que a lei não proíbe. alteração ou extinção da pessoa jurídica Na gestão pública. Já as empresas buscam profissionais com experiência de mercado. as contrações são realizadas por meio de concursos públicos. que não necessariamente. preponderância das normas do direito público Tempo indeterminado. nas formas previstas em lei. o plano de carreira fica é de responsabilidade cada pessoa. Na gestão pública. Diferença básica entre cargo e emprego público: • Cargo público: regido pelo Estatuto do Servidor Público (Lei nº 8. • Emprego público: regido pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho – Decreto-Lei nº 5.112/90). o sistema de carreiras e promoções é bem flexibilidade é total. Políticas empresariais voltadas para objetivos de mercado Através de instrumento contratual ou societário Ordenamento jurídico Sobrevivência das organizações Processo de tomada de decisão Modo de criação. eleições periódicas Princípio da legabilidade. Conforme inciso II do art.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Seguindo este princípio. ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração”. sendo permitida a prorrogação do tempo de permanência. uma vez que os agentes públicos administram recursos públicos. de acordo com seus interesses por meio de práticas de recrutamento e seleção. Quanto aos recursos. Em determinadas circunstâncias. que arrecada por meio de impostos. 37 da Constituição Cidadã de 1988: “A investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos. e apesar de cada empresa estruturar as carreiras e promoções da forma que melhor lhe convier. São os celetistas. cujos representantes são eleitos pelo povo periodicamente. program de governo. Dessa forma. oferta e demanda Preponderância das normas do direito privado Depende da eficiência organizacional.452/43). O foco da atuação da administração pública é o cidadão. São os estatutários. de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego. do capital de terceiros (investidores) e das vendas (produtos e/ou serviços). tendem a ser mais lentas Através da lei Gestão privada Pagamentos adivindos de vendas e capital social Clientes Regulado pelo mercado.

A busca daquilo que tem valor para o cliente. Conhecê-lo a ponto de traçar o seu perfil. do controle por resultados. À avaliação sistemática. e da competição administrada. • A realização de parcerias intra-governamentais. adequando serviços e produção às suas necessidades. à recompensa pelo desempenho. seus executivos dedicam um dia por mês para contato direto com o cliente a fim de ouvirem suas reclamações. o marketing da GOL. ganhou fôlego a partir da obra “Reinventando o Governo: como o espírito empreendedor está transformando o setor público”. ainda não chegamos a esse nível. O cliente passou a ser uma preocupação constante. propõe a seguinte visão do governo e seus clientes: “atender às necessidades dos clientes e não da burocracia – os cidadãos estão cansados da burocracia e querem ser mais valorizados como clientes. de autoria de David Osborne e Ted Gaebler.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O PARADIGMA DO CLIENTE NA GESTÃO PÚBLICA Com as grandes mudanças e exigências organizacionais o foco das empresas hoje em dia. por exemplo. tais como ampliação do acesso aos clientes. e à capacitação permanente. algumas condutas são definidas como essenciais para a melhoria do serviço prestado pelo governo: • O cidadão-cliente deve ser a razão da existência dos órgãos e entidades públicos. • nível esperado ž seriam os preços competitivos. estruturas horizontais. na empresa Xerox. descentralização de funções. estando à empresa mais apta a satisfazer suas necessidades. por exemplo. fundamentado nos princípios da confiança e da descentralização da decisão. Chamamos o paradigma do cliente na gestão pública uma linha de estudos que surgiu com as concepções da administração pública gerencial. simplesmente pelo fato daquele produto ou serviço ter sido produzido/prestado por aquela entidade. Mediante o traçado deste perfil psicológico a empresa descobre a hierarquia de valor para os clientes. de controlador de resultados para motivador. coloca os conceitos tradicionais de administração de cabeça prá baixo: os clientes são as pessoas mais importantes para a organização. Contrapõe-se à ideologia do formalismo e do rigor técnico da burocracia tradicional. O paradigma gerencial contemporâneo. • Preocupação que se deve ter na interface com o cliente. em 1992. são o Legislativo e o Executivo – pois são eles que fornecem recursos. Tais técnicas já são utilizadas no serviço privado há bastante tempo. interpessoal. definirmos as suas necessidades e como os recursos que a empresa possui atenderão as necessidades do cliente. Um modelo que. De Paula (2004). por grupos de interesses. em seguida vêm aqueles que servem aos clientes. que pode ser entendida como o grau de fidelidade de um cliente a uma empresa ou ao governo. facilitador. a grande maioria das organizações públicas não conhecem os clientes. é recomendável o uso da administração da qualidade e a criação de sistemas transparentes. Em virtude do monopólio do setor público em alguns setores poucas opções restam ao cidadão cliente: reclamar ou mobilizar-se. além de utilizar uma série de outros mecanismos para se ouvir a voz do cliente. • Mudança do estilo de liderança. Dessa forma conseguem saber o que está ou não funcionando dentro de sua empresa. pois trariam vantagens para o setor público. acrescentam-se os princípios da orientação para o cidadão-cliente. ombudsman e inspetores disfarçados de clientes. Os cidadãos querem ser valorizados como clientes. a Administração da Qualidade Total (Total Quality Management – TQM). • nível desejável ž o whisky servido durante os vôos. assim como boa parte da doutrina gerencialista. E arrematam: “Na verdade. Os clientes-alvo a quem os administradores públicos tentam satisfazer. Tudo isso para que se consiga a fidelidade do cliente. Quem mais se empenha para servir aos clientes normalmente são as organizações privadas. tais como pesquisas de opinião.” Embora os governos democráticos existam para servir aos cidadãos o termo cliente é pouco utilizado no governo. a saber: • nível básico ž o básico que o cliente esperaria ao entrar numa empresa. Os ocupantes de cargos eletivos. • nível inesperado ž é o efeito surpresa. são governados por seus constituintes – na maioria dos casos. a administração vem depois. incentivos à criatividade. mas na satisfação do cliente. exige formas flexíveis de gestão. mas e nos serviços públicos? Infelizmente. a Matsushita faz a mesma coisa. Didatismo e Conhecimento 75 . o sorteio de uma outra passagem aérea durante o voo. Essa hierarquia pode ser agrupada em quatro grandes classes. procedimental e financeiro merecem atenção especial quando do contato com o cliente. diminuição de risco e uso de infra-estruturas compartilhadas. por sua vez. com ONGs e com a iniciativa privada. por exemplo. por exemplo. A metodologia da Qualidade Total foi a pedra fundamental para estabelecer como o governo deveria se posicionar perante seus clientes. Edward Deming (autor dos 14 princípios da qualidade total) pedia constantemente às organizações que perguntassem a seus clientes o que realmente eles queriam. que já eram características da boa administração burocrática. o que não acontece nos serviços públicos. No livro “Reinventando o governo”. não esta mais na organização em si. além das bebidas que comumente são servidas. Osborne e Gaebler sugerem que a gestão seja voltada para o cliente. tais como associações de moradores e amigos. dando origem aos movimentos populares. um ambiente limpo. com a função de servir àqueles que servem”. à tecnologia e ao capital. com um agravante: quando tratamos de serviços privados e o cliente está insatisfeito. os aspectos ambiental. tem o direito de mudar de instituição. Logo.

as mudanças recentes instituem novas dimensões de responsabilidade decorrentes não somente das expectativas que o público possui com relação à administração pública como também das tarefas definidas estrutural e politicamente. que atinge todos os setores. A administração assume hoje a função de harmonizar o comportamento dos atores sociais. responsabilidade pelo atendimento ao público e a economia de seus recursos sem esquecer-se de seus princípios fundamentais como a legalidade. os gestores necessitarão adquirir novas competências que priorizem o diálogo. A instituição deve evitar. a EC 19/98 veio introduzir práticas gerenciais no âmbito da Administração Pública. Relevante modificação na tratativa constitucional dos serviços públicos foi trazida pela Emenda Constitucional nº 19. consequentemente. Para tanto. As mudanças mais recentes levam à concessão de maior poder discricionário aos agentes públicos. como: “o povo”. tem origem na EC 19/98. a democratização política com a Constituição Cidadã de 1988 e a disseminação de novas ferramentas de gestão. o que nega cumprimento ao Princípio da Eficiência acrescido pela Emenda Constitucional nº 19/98 ao caput do artigo 37 da Constituição Federal. impessoalidade. É preciso um cuidado especial para que o cliente seja bem atendido. no texto constitucional. deparamos com um problema generalizado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Como resultado do ritmo mais intenso do desenvolvimento socioeconômico. que deverão reinventar-se para adaptar-se à nova realidade. as necessidades e as feições desse cidadão. Assim. As disfunções de atendimento ao cliente por parte do servidor público. implantando novos conceitos da noção clássica de serviço público. até um passado recente. como eficiência na sua prestação. redes de parcerias. que resulta em má qualidade e. O treinamento para a atuação eficiente voltada para o cidadão deve abranger além da capacitação técnica. O princípio da eficiência. dar prioridade total para o cliente-cidadão. esses funcionários possuem delegação e agem em nome da coletividade: fazem julgamentos morais e opções sobre formas de utilizar recursos públicos sobre os quais devem ser responsabilizados perante a comunidade. de 4 de junho de 1998. da qualificação e da valorização dos funcionários. eram consideradas como parte constitutiva da cultura organizacional pública. no ordenamento jurídico constitucional. O desgaste a que chegou a função pública exige que qualquer esforço atual de mudança esteja apoiado num princípio claro de dignificação da mesma. descentralizar. aliadas à pressão cada vez maior por parte da sociedade organizada por seus direitos têm provocado uma intensa preocupação com um atendimento de qualidade. os gestores públicos. uma impressão negativa. buscando novos modelos. conseguir e manter melhores funcionários e até mesmo sobreviver. quase similar ao existente em empresas privadas. a priori. a chamada Reforma Administrativa. Esse novo cenário exige novos modelos de gestão pública. além de aprenderem a lidar com o compartilhamento de sua administração. caput). capacitação e valorização do servidor público. moralidade e publicidade fundaram-se no argumento de que o aparelho estatal deve se orientar para gerar benefícios. no entanto. a gestão pública tem apresentado necessidades de mudanças. Parece nítido o fato de que é a partir do primeiro contato entre a instituição e o cliente que este último começa a formar suas impressões sobre a primeira. O papel social da organização pública é a prestação de serviços com qualidade. terão de aceitar padrões de desempenho exigidos pelos cidadãos. Embora não tenha alterado o art. em grande parte. a qual tende a ser propagada a muitos outros clientes efetivos e potenciais. publicidade e eficiência. as organizações públicas costumam definir sua clientela. Num posicionamento muito cômodo. a descrição. métodos que antes foram utilizados nas empresas. que o incorporou ao texto da Constituição de 1988 (artigo 37. visando estratégias de redimensionamento. presteza e agilidade. moralidade. não só em seus papéis e funções. realocação. realizados com os recursos disponíveis e de forma transparente. A Administração Pública passa a adotar novos métodos de atuação voltados para a cultura do diálogo. o chamado usuário cidadão. distanciando-se dos modelos burocráticos puramente gerenciais e neoliberais Para atender à crescente demanda da sociedade por serviços de qualidade. “a sociedade”. 175. bem como melhoria da qualidade dos serviços prestados. tornou-se essencial para a administração pública modernizar a sua gestão. mas também envolve diminuir gastos do orçamento. Primar pela qualidade do setor público vai além de apenas oferecer um serviço melhor ao público. a incorporação de comportamentos e atitudes compatíveis com a função de acolher e orientar o público. Como agentes do Estado. Didatismo e Conhecimento 76 . A inserção do princípio da eficiência. Pressupõem um maior número de servidores trabalhando diretamente com a população e com maior autonomia de ação. quer dizer. revertendo o foco para o usuário do serviço. A organização pública deve seguir a estratégia do cliente. que é a aplicação de métodos mais recentes na administração estatal. Por concederem maior autonomia aos funcionários sobre decisões que afetam a coletividade. impessoalidade. mas também em seus valores e filosofia. procurando ser mais transparente. um mal latente e evidente no recebimento da prestação do serviço estatal. sobretudo na prestação de serviços sociais. de favorecer o trabalho da sociedade sobre ela mesma. Sempre que nos referimos ao serviço público. prestando serviços à sociedade e respeitando o cidadão contribuinte. especialmente referentes à transparência e controle feitos por eles mesmos. inclusive as instituições governamentais. A maioria dos serviços públicos prestados à população depende. “o cidadão”. sem importar muito o perfil. que instituiu um novo modelo de gestão na Administração Pública. através da construção de sistemas de comunicação. ao lado dos princípios clássicos da legalidade. O mundo está passando por radical transformação social e econômica.

quer por fatores subjetivos ou objetivos. Percebe-se que são crescentes as iniciativas dos governos Municipais. Excepcionalmente a organização é feita por decreto e normas inferiores quando não existe a criação de cargos nem aumento de despesa pública. a cada um deles corresponde uma função que lhe é atribuída com precipuidade. autoridade governante de uma unidade política. mantendo sempre sua única personalidade de direito público. que sempre conotam um grau de satisfação em fazê-lo. A Organização da Administração. A organização do Estado é matéria constitucional no que concerne à divisão política do território nacional. ou são fundações. porque as pessoas são diferentes e tem necessidades (inclusive na forma de atendimento) diferentes. à estrutura dos Poderes. lei. Estaduais e Federal de ampliar a capacitação de seus funcionários. buscando aprimorar o atendimento ao cliente. A divisão política compreende a União. O resultado é a oferta de serviços melhores e mais comprometidos com a sociedade. avaliar resultados e só depois e se for necessário rever rotinas. de suas autarquias e empresas estatais instituídas para a execução desconcentrada e descentralizada de serviços públicos e outras atividades de interesse coletivo. ENTIDADES POLÍTICAS E ADMINISTRATIVAS. É um dos maiores desafios do Serviço Público no atendimento ao usuário e o cidadão de um modo geral. o cliente é sempre uma pessoa individualizada. No constitucional conceituamos como pessoa jurídica territorial soberana. ou são entidades paraestatais. A partir desse ponto inicial é preciso trabalhar no sentido inverso da gestão burocrática: em lugar de estabelecer novas rotinas. Quando se fala em cliente. de mando e de coerção. negociar com elas as metas da transformação. praticar a mudança. reconhecida. Os poderes do Estado são imanentes e estruturais do Estado (diversamente dos poderes administrativos que são incidentais e instrumentais da Administração). os Estados-membros. como no de direito privado. No âmbito político pode ser considerado como uma comunidade de homens fixada sobre um território. que nada mais é do que fazer certo o que é certo. Ainda de forma tímida o setor público começa a adotar práticas de governança já consolidadas em organizações privadas. O governo soberano é o elemento condutor do Estado que detém e exerce o poder absoluto de autodeterminação e auto-organização emanado do povo. atendida pessoalmente. constituindo a administração pública em sentido instrumental amplo. Pode atuar tanto no campo do direito público. Didatismo e Conhecimento 77 . O poder de regrar uma sociedade política e o aparato pelo qual o corpo governante funciona e exerce autoridade. ou são empresas governamentais. O Estado pode ser conceituado como corporação territorial dotada de um poder de mando originário. para que melhorem seu relacionamento interpessoal no ambiente de trabalho. de aprovar novas normas e realocar pessoas. ao modo de investidura dos governantes e aos direitos e garantias dos governados. racionalizar as normas e realocar as pessoas. Essas questões de “igualitarismo” no Serviço Público deram sempre margem a se servir mal a todo mundo. à forma de governo. que leve a maior satisfação do contribuinte e do próprio servidor. em programas de qualidade. o Distrito Federal e os Municípios. O serviço deve e tem que ser diferente. com potestade superior de ação. administrativa e financeira. igualmente.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA No entanto. ainda que restritos à sua organização e ao seu funcionamento. com exceções raras. ESTRUTURA ADMINISTRATIVA. propiciando aos servidores a oportunidade de analisar e refletir sobre uma melhor prestação de serviços ao usuário/cidadão. optou por receber o serviço de um determinado “estabelecimento”. o caminho para a gestão de excelência começa por convencer as pessoas das mudanças. São entidades com autonomia política. para muitos. como eficiência e transparência. Para as organizações públicas o ponto inicial do caminho até a gestão de excelência é a realidade de uma gestão excessivamente burocratizada. As pessoas físicas desempenham funções como de agentes públicos. surge através da legislação complementar e ordinária. As pessoas jurídicas instituídas ou autorizadas a se constituírem por lei ou são autarquias. O Governo é o conjunto de poderes e órgãos constitucionais. com características e necessidades próprias. pode ser muito bonita em manuais. forçosamente estamos nos reportando ao indivíduo que diante de um exercício de escolha. buscando alcançar o Princípio da Eficiência no Serviço Público. onde o conceito de boa gestão está em cumprir rotinas e obedecer as normas. com a ordenação das entidades estatais. Atingir a excelência no atendimento ao público é uma meta. com qualidade de atendimento. Todos os poderes têm necessidade de praticar atos administrativos. como se fosse a única no mundo. ÓRGÃOS E AGENTES PÚBLICOS. A ideia de “servir a todos”. já na primeira vez. O destino desse trajeto é a gestão com qualidade. Os elementos do Estado são formados pelo povo como componente humano e território como a base física. ousada. voltada para si mesma.

Administrativa. Não possuem subordinação hierárquica. Direito público. por exemplo. São todas pessoas jurídicas de direito público interno e detentoras de autonomia Política. Distrito Federal e Municípios. Autárquicas: natureza administrativa. de fixação de objetivos do Estado e de manutenção da ordem jurídica vigente. mas sofrem controle finalístico. etc. mas apenas autonomia para gerir seus assuntos internos. Atua mediante atos de soberania ou autonomia política na condução dos negócios públicos. As entidades políticas são pessoas jurídicas de direito público interno. que no Brasil são: União. São marcadas pela de Auto-organização. Funções necessárias aos serviços públicos em geral. nos termos da Constituição Federal. Administração é o conjunto de órgãos constituídos para consecução dos objetivos do governo.Podem.Empresas Públicas e Sociedades de Economia Mista).atividade política e discricionária .atividade neutra e vinculada à lei ou à norma técnica . mas com responsabilidade técnica ou legal . Elas compõem a administração indireta. como por exemplo o Governo local.sem responsabilidade constitucional ou política. Autogoverno e autoadministração. financeira. Em sentido formal é o conjunto de Poderes e órgãos constitucionais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O governo é usualmente utilizado para designar a instância máxima de administração executiva. ora de direito público (autarquias e fundações públicas de direito público). Entidades Políticas e Administrativas Entidade Poder Executivo União Legislativo União Judiciário União Unidades da Federação Estados . ora privado (empresas estatais . criadas por lei específica para realizar obras.Distrito Federal – Municípios Estados – Distrito Federal – Municípios Estados – Distrito Federal Órgão Desdobramento Unidades da Federação Didatismo e Conhecimento 78 . Quadro. descentralizadas da entidade estatal. geralmente reconhecida como a liderança de um Estado ou uma nação.conduta hierarquizada . Expressão política de comando. Estados. Elas possuem personalidade jurídica própria.responsabilidade constitucional e política   Entidades políticas  As entidades políticas são denominadas “entes federativos” e detém uma parcela do poder político. de iniciativa.    Governo . atividades.conduta independente Administração . nos termos de sua lei instituidora. editar leis e instituir tributos. como a autarquia. Entidades administrativas Entidades administrativas são as pessoas jurídicas que integram a administração pública sem dispor de autonomia política. As entidades políticas possuem a característica principal de gozarem de autonomia política (traduzida pela capacidade de auto-organização). As entidades administrativas. não têm poder político. Os Estados que possuem tamanhos variados podem ter vários níveis de Governo conforme a organização política daquele país. Em sentido material é o complexo de funções estatais básicas. assim. regional e nacional.

Os caros são subdivididos em duas categorias: • Provimento efetivo • Provimento em comissão Os cargos em provimento efetivo são preenchidos mediante concurso público. independentes e harmônicos entre si. Os Órgãos Públicos. II – a cidadania. que é dividido por unidades administrativas ou por assessorias que tem a mesma tipicidade das unidades administrativas. estão inseridos na organização do próprio Poder de forma hierarquizada. o Executivo e o Judiciário”. Independência e Autonomia dos Órgãos do Estado Os Órgãos do Estado (Executivo. III – a dignidade da pessoa humana. IV – os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa. os órgãos Públicos sofrem uma variável de acordo com o Órgão do Estado. e V – o pluralismo político”. o qual denominamos órgão. de forma direta ou indireta. Assim.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Unidades Ministério Gabinete Secretaria Divisão Diretoria Serviço Subunidades Secretaria Diretoria Chefia Serviço Estado – Distrito Federal – Município Estado – Distrito Federal – Município Município Município Município Município Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Estado – Distrito Federal – Município Município Município Município União União União União União União Órgãos Públicos Considerações: A Constituição Federal em seu artigo 1º estabelece que “a República Federativa do Brasil. como organograma global do órgão público. A Organização Administrativa tem um relacionamento importante na elaboração. com prerrogativas funcionais próprias. o Legislativo. Legislativo e Judiciário) são independentes entre si. podemos ampliar a denominação para Órgão do Poder Legislativo. formada pela união dos Estados e municípios e do Distrito Federal. estabeleceu-se em relacionamento a partir de um corpo organizado com função específica. descendente. relacionam-se harmonicamente sem. conforme dispõe a Constituição Federal. Órgãos Públicos quanto aos Cargos Os cargos públicos tem a finalidade de juntamente com as unidades administrativas estabelecer a materialização dos Órgãos de 1º grau. A sua autonomia é a capacidade que tem em gerenciar suas atividades com total obediência à Constituição Federal. em complementação ao estabelecido no artigo 2º da Constituição Federal. Em seu artigo 2º fixa que “são Poderes da União. Natureza dos Órgãos Públicos Quanto a sua natureza. Para cumprir os dispostos acima. contudo. Didatismo e Conhecimento 79 . praticar qualquer ingerência na consecução de suas finalidades. e atuando como definidores da estrutura administrativa. O concurso é conduzido por um rito próprio até a posse em cargo público. Órgão do Poder Executivo e Órgão do Poder Judiciário. englobando diversos objetivos e filosofia alusivos à sua atividade. Legislativo e Judiciário. definição dos objetivos e metas da ação político-administrativa do Órgão Executivo. quando o concursado se torna titular e é efetivado após cumprir estágio probatório pelo prazo de (03) três anos. A estrutura administrativa de um órgão (Poderes do Estado) é o centro de competência governamental. tem poder de defesa. constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamento: I – a soberania. as chamadas partes subordinadas aos Poderes do Estado.

pré-ordenado à realização de seus serviços.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Os cargos em comissão não dependem de concurso público. prefeitos e os senadores. o que a nosso ver é uma forma de promoção e gera economia para a entidade. o ingresso se dará por meio de concurso público e o seu estatuto disporá sobre os direitos. governador distrital. PRINCÍPIOS BÁSICOS. Configurando assim. PODERES E DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO A Administração Pública é todo o aparelhamento do Estado. Administrar é gerir os serviços públicos: significa não só prestar serviços ou executá-los. considerando estáveis aqueles que na data da promulgação da Constituição. ocupam cargos e desempenham funções dos Órgãos dos Poderes do Estado. dirigir. (Ex: Fundo de Assistência Social. ao dispor sobre o ingresso na Administração Pública. os agentes públicos podem ser temporários ou definitivos: • Temporários – são os que ocupam cargos em comissão. Já existem dispositivos priorizando o preenchimento dos cargos em comissão pelos ocupantes de cargos de provimento efetivo. embora esse vínculo não se constitua em organizações fundacionais. mas em situação irregular. Agentes Honoríficos São cidadãos convocados. como também. Outros Agentes Públicos A evolução da descentralização da Administração Pública leva-nos a uma nova situação: os agentes públicos vinculados aos consórcios públicos e às associações por fundos. O vínculo com o Estado é de forma descentralizada. pessoas físicas. Estes alcançam a condição de agentes políticos pela vontade própria de se candidatar ao cargo eletivo e obtêm o sufrágio popular e o mandato para um período fixado pela Constituição. NATUREZA E FINS. apesar de eleitas. exercendo função pública. governadores. estaduais. Quanto à sua característica. exercer a vontade do povo com o objetivo de obter um resultado útil. • Definitivos – são os ocupantes de cargos de provimento efetivo e tem acesso por meio de concurso público. deveres e vantagens dos agentes autárquicos. Na primeira categoria encontram-se os chefes do Poder Executivo. visando a satisfação das necessidades coletivas. Fundo da Criança e do Adolescente). Aqueles que não tiverem passado por esses dispositivos serão considerados agentes públicos. São equiparados a funcionários públicos somente para responder a algum ilícito penal. exercem atividades públicas voluntárias e sem remuneração. Agentes Administrativos A Constituição da República de 1988 definiu. Agentes Públicos Os agentes públicos. como atividade pública voluntária. Agentes Políticos Podemos considerar os agentes políticos em duas categorias distintas. Agentes Autárquicos São aqueles vinculados às entidades autárquicas e fundacionais. eleitos. já contavam 5 anos de efetiva e continuada atividade no serviço público. distritais e vereadores. O ocupante de cargo público só obterá a efetivação se tiver prestado concurso para aquele cargo. que esse se dará por meio de concurso público e nas disposições transitórias. tiver sido convocado para tomar posse e cumprido o estágio probatório. sem qualquer vínculo empregatício ou estatutário. ATIVIDADE ADMINISTRATIVA: CONCEITO. com destaque para as diretorias das associações comunitárias que. o Presidente da República. governar. deputados federais. são chamados de recrutamento amplo e para seu provimento podem ser convocados os ocupantes de cargos de provimento efetivo ou aqueles sem vínculo com a entidade. Didatismo e Conhecimento 80 . O cargo oficial sempre pertencerá ao Estado. e de outubro de 1988. Essa categoria a que nos referimos é norma dos Poderes Executivo e Legislativo. designados para prestar determinado serviço à comunidade.

visar lucro. sob condições fixadas por ele. que é a organização de todos os seus bens particulares. enquanto os prestados por delegação consideram-se “serviços de utilidade pública”. como tal. podem exigir medidas compulsórias em relação aos indivíduos. que ao Estado cabe a promoção dos serviços que proporcionam à sociedade bens que não possam ser alcançados pela atividade de particulares. Nessa ordem de ideias. residindo a missão do Estado nessa tarefa organizadora e coordenadora. mediante uma organização. politicamente organizada em território e no uso de sua soberania”. os que se referem a defesa e segurança do território nacional. não pode ser observado da ótica de simples comércio e. os que garantem a distribuição da justiça e outros que exigem medidas compulsórias em relação aos indivíduos. em que estaríamos diante do Estado Federativo. ajustar-se às conveniências do todo social e manter-se na conformidade de satisfação das necessidades do indivíduo na coletividade. visando a satisfação de necessidades da comunidade. Serviço De Utilidade Pública Serviços de Utilidade Pública são os serviços públicos prestados por delegação do Poder Público. por ser de interesse da comunidade devendo subordinar-se às suas exigências. Daí concluir-se que não se justifica a existência do Estado senão como entidade prestadora de serviços e utilidades aos indivíduos que o compõem. consideram-se serviços públicos próprios do Estado no sentido que lhe compete presta-los. por envolver interesse coletivo. e por ele são exercidos diretamente. ainda quando dentro das possibilidades legais. verifica-se que os serviços públicos podem abranger atividades que competem exclusivamente ao Estado. objetivamente. como faz crer o liberalismo. ao prestador do serviço é vedado forjar ardis comumente urdidos na vida comercial ordinária. pois a sua prestação visa satisfazer “necessidades gerais da coletividade” para que ela possa subsistir e desenvolver-se. que o serviço público. competir-lhe exclusiva e privativamente. Os serviços descritos são serviços públicos que a Administração presta diretamente à sociedade. conforto e bem-estar. a quem incumbe provê-los. visando abranger e proporcionar o maior grau possível de bem estar social ou “da prosperidade pública”. pondo à sua disposição utilidades que lhe proporcionam mais comodidade. consequentemente. bem como planos regionais de desenvolvimento. o que equivale dizer que “O Estado é uma sociedade (Nação). Serviço Privativo Do Estado Na essência das atividades exercidas diretamente pelo Estado. observa-se que o Estado – que é a organização do poder político da comunidade – é organizado com a finalidade de harmonizar sua atividade. A ideia central é que serviço público envolve atividade que supera a esfera do interessa da comunidade. por via de consequência. pois a razão e o sentido do serviço público é o proveito dos beneficiários e não o benefício do prestador.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O fim do Estado é organizar e fazer funcionar os serviços públicos. existem serviços que pela sua natureza exigem centralização e competem-lhe exclusivamente. Os serviços que competem exclusivamente ao Estado são considerados “serviços públicos” propriamente ditos. Serviço Público Conjunto de atividades e bens que são exercidos ou colocados à disposição da coletividade. os concernentes a emissão de moeda e os de controle e fiscalização de instituições de créditos e de seguros. atendendo a interesses coletivos ao bem-estar geral. portanto. aqueles que se relacionem intimamente ao bem-estar coletivo e por isso mesmo só podem ser executados diretamente pelo Poder Público. os de manutenção e execução de planos nacionais de educação e de saúde. por serem considerados próprios do Estado e. dentre os quais podemos mencionar: os que dizem respeito às relações diplomáticas e consulares. a qual. ou seja. Pela definição de serviço público. propícia ao regime de liberdade. forças armadas). nos povos modernos e nas atuais condições das sociedades políticas. Daí a primazia que lhe cabe no concernente à ordem jurídica. A forma com a qual se exerce o poder político em função do território pode ser de unidade. em virtude de tais serviços visarem “facilitar a existência do indivíduo na sociedade”. em sentido amplo. Pode-se concluir. em virtude do reconhecimento de sua característica de atendimento de necessidades coletiva e permanente que envolve a sua prestação e que. para obter vantagens ou lucros em detrimento da coletividade. com exclusividade (por exemplo: polícia. O Estado não é o fim dos homens. prosperidade e justiça. entendem-se todos aqueles prestados pelo Estado ou delegados por concessão ou permissão sob condições impostas e fixadas por ele. por vezes. Consoante se deduz. Entende-se. aliás medidas compulsórias impostas através de preceitos constitucionais e por isso mesmo incontestáveis. privativamente. como induz o socialismo. deve pertencer ao Estado com superioridade efetiva (por exemplo: elaboração de normas de direito) e. e atividades exercidas por delegações do poder público. e não a simples soma dos bens individuais. mas um meio para proporcionar-lhes a satisfação de bem-estar. o bem comum. Didatismo e Conhecimento 81 . que se impõem em toda a atividade administrativa. sem delegação a particulares. de forma que atinja o objetivo de promover e satisfazer a prosperidade pública. ou como o caso em que se dividem as organizações governamentais regionais. Por serviços públicos. nem a absorção dos bens pelo Estado. em que se configuraria o Estado Unitário. onde dado o princípio da boa fé e lealdade para com os administrados.

Para tanto. Nem poderia ser diferente. a garantia de um equilíbrio econômico-financeiro. Entretanto. para melhor atendimento e adequação dos serviços. dando-lhe assim. podendo ser outorgada de forma gratuita ou remunerada. como eletricidade. radiodifusão. atendendo a condições estabelecidas pelo Poder Público. por força de uma concessão feita pelo Estado e sempre por ele revogável. de delegação de um serviço ou permissão de uso de um bem público. segundo as necessidades econômicas da hora. ainda que extensivo a toda uma comunidade. Portanto. com característica de precariedade. Finalizando. Se houver necessidade. telefone. Por conseguinte. perfeitamente compensáveis pela rentabilidade que proporcione. desde que o interesse coletivo assim o exija. total ou parcialmente. ou ainda lhe seja negado o serviço. Em contrapartida. organização e forma de prestação de serviço. chamada concessionário. mas também a sua regular e permanente prestação. denominada autoridade concedente. somente. não pode o concessionário. considerando o curto prazo que em muitos casos os serviços são permitidos. esta organização pode modificar-se em qualquer momento. os serviços de utilidade pública que comumente são objeto de delegação através de contrato de concessão são: os de transportes coletivos. fixando unilateralmente o funcionamento. o contrato de concessão não transfere propriedade alguma ao concessionário. Prestação De Serviço De Utilidade Pública Por Concessão A concessão de serviços é um procedimento pelo qual uma pessoa de direito público. de vez que a organização do serviço corre exclusivamente por conta da Administração. Guido Zanobini descreve que de tais poderes estes sujeitos não tem nunca a propriedade. quer quando seja imprescindível a aquisição de aparelhamento que se firme no solo. essas atribuições podem ser modificadas pelo Estado. pois. o usuário que se sentir prejudicado pode exigir judicialmente o cumprimento da prestação do serviço. sendo-lhe delegada. Outro fato que merece destaque nos Serviços de Utilidade Pública prestados por concessionários é que por tratar-se de serviços que pela sua natureza devem ser obrigatoriamente oferecidos ininterrupta e permanentemente. também lhe é concedido o direito de remuneração através de cobrança de tarifas. se incluem sua capacitação técnica para o desempenho da atividade. São as entidades públicas. cabendo ao Estado o dever de sua preservação. A concessão é um ato que deve ser amparado por autoridade legislativa. nunca se despoja do direito de explorá-lo direta ou indiretamente. por seus órgãos. nem mesmo se o concedente autorizar ou concordar. confia mediante delegação contratual a uma pessoa física ou jurídica. sua idoneidade financeira para suportar os encargos patrimoniais. em conformidade com o edital de concorrência. gás. as que têm competência para decidir como organizar o serviço público e como funcionar. a execução de obras e serviços de utilidade pública. Prestação De Serviço De Utilidade Pública Por Permissão É o procedimento através do qual uma pessoa de direito público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Tanto insto é verdadeiro que assiste ao usuário não só o direito de obtenção e fruição do serviço. Observa-se que o concessionário é selecionado em função de um conjunto de requisitos entre os quais. os encargos do concessionário. Entretanto. se isto ocorrer. o lucro que propicia ao concessionário é o meio por cuja via busca sua finalidade. e não somente ao poder concedente. como o serviço apesar de concedido continua público. água encanada. Por ser ato unilateral da Administração. mas podem ter somente o exercício. haverá burla ao princípio da licitação. bem como pode também revogar a concessão. fornecimento de energia elétrica. denominada autoridade permitente. sobre o poder unilateral de modificação da concessão. Por isso. São exemplos típicos os serviços prestados a consumidores domiciliares. Fica claro que para o concessionário a prestação do serviço é um meio através do qual obtém o fim que almeja: o lucro. exploração de jazidas e fonte minerais. caso o concessionário não cumpra eficientemente a delegação concedida. transferir. mas. a concessão. o direito de fiscalizar e exigir do concessionário o correto fornecimento do serviço. caso haja falha na prestação ou mesmo interrupção. o poder concedente. Sempre que o Estado modificar. sem que ao ente caiba interpelação. faculta mediante delegação a título precário a uma pessoa física ou jurídica. porque um particular jamais retém um serviço público. sob nenhum título ou pretexto. a prática da atividade pública. em vista do fato de que ao permissionário não se impõe a necessidade de dispor de grandes importâncias para exercer a atividade. obviamente. suas autarquias e entidades paraestatais. etc. mediante revisão da tarifa sob forma de contribuição financeira direta. o encargo de explorar um serviço público. para o Estado. o abalo da parte econômica da concessão. sua competência administrativa para gerir o empreendimento e sua integridade moral. quer por já possuir instalações e equipamentos adequados ou facilmente adaptáveis. comunicações telefônicas. como a concessão é um ato contratual pelo qual o Estado atribui ao concessionário a prestação de um serviço público. O equilíbrio financeiro é condição essencial de legalidade na concessão de serviço público. a instalação de indústrias de pesca às margens de rios e outros. ou o uso excepcional de bem público. ainda que. e unicamente elas. Didatismo e Conhecimento 82 . Entretanto. onde fiquem claramente definidas as condições de execução dos serviços. chamada permissionário. abastecimento de água. medida nas empresas pela correção com que responde aos compromissos assumidos. O poder público reserva-se o direito de fiscalizar e também regulamentar os serviços. sempre que o interesse público o exigir. a utilização de terrenos nos cemitérios com túmulos de família. o concessionário deve sujeitar-se a certas obrigações impostas pelo Poder Público. cabe também ao usuário. Aliás. necessário se torna que tal prestação de serviços seja consubstanciada num direito de fruição individual pelo usuário. que é a boa prestação do serviço. Reversamente. unilateralmente. é obrigado a compensar. diretamente dos usuários.

também a iniciativa privada através das companhias de seguro e entidades de assistência médico-hospitalar têm prestado tais serviços. é o fato de que a esta é conferido o poder leonino. circunscreve-lo ao estudo da administração pública. atendidas as seguintes condições: I – cumprimento das normas gerais da educação nacional. a respeito da prestação de serviço mista. eventualmente advindas da revogação da permissão. facultados por esta via. visando ao pleno desenvolvimento da pessoa. são exemplos típicos de serviço ou uso de bens públicos. através dela. onde textualmente se vê: Artigo 205. entretanto. ou seja. subsidiariamente. O ensino é livre à iniciativa privada. direito de todos e dever do Estado e da família. etc. estaremos diante de um serviço público. que possui o ato unilateral da Administração. onde o permissionário. delegados ou outorgados através de permissão: os serviços de transportes coletivos. que seria um ato discricionário da Administração. haveria a delegação por concessão ou permissão da Administração. e quando exercida por particulares serão considerados serviços privados. sem que caiba ao permissionário qualquer direito a indenização. pois se atentarmos para o fato de que a permissão é um ato unilateral da Administração. mas tão-somente bem delimitar o entendimento de serviço público. em caráter excepcional em vista da urgência. em dadas circunstâncias. será outorgada por decreto. entretanto. previdência social. hospitalar e médica preventiva. nos casos de doença. ou seja: assistência sanitária. assistência gratuita aos filhos desde o nascimento até os seis anos de idade. trazer ao estudo alguns aspectos relevantes que achamos merecer uma abordagem mais detalhada. o que minimizaria as consequências econômicas. note-se que estamos nos referindo a serviço público e não a serviço de utilidade pública. em creches e pré-escolas. enquanto. Outra interpretação indubitável é ditada e calcada no fato de que se trata de um serviço cuja prestação pode ser feita pelo Poder Público.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Outra consequência advinda da característica de precariedade. e também por iniciativa particular. A permissão de serviço ou uso de bens públicos. Vislumbra-se pela simples leitura dos aspectos constitucionais expostos. para finalizar. Esta explicação é de fundamental importância. é desnecessária essa delegação. motivo pelo qual o denominamos de prestação de serviço mista. seguro-desempenho. sem entretanto. em alguns de seus aspectos. durante a viagem. aquela prestada pela Administração. configurados na nossa Carta Magna. e por isso mesmo procura despender o valor financeiro mínimo possível. Identifica-se a ambiguidade da prestação de tais serviços. porém. e que traduzem em direitos dos trabalhadores. uma vez que. tratando-se de serviço público não vedado à iniciativa privada. E isto é uma consequência lógica. os atos dos capitães de navios de fazerem casamento. configurados como direito financeiro. invalidez e morte. por lhe incumbir obrigação. sempre a título precário e transitório. sem que para tanto seja necessária delegação via concessão ou permissão. porquanto. e a de colocação de banca para venda de jornais na via pública. revogável ou modificável pela Administração. Daí porque toda permissão traz implícita a condição de ser em todo o momento.: em termos de educação. ou seja. seu preparo para o exercício da cidadania e sua qualificação para o trabalho. que visam à melhoria de sua condição social. por seu dever de Estado e. sem recurso algum por parte do permissionário. a seguir. após edital de chamamento de interessados para escolha do melhor pretendente. vamos trazer alguns serviços assegurados pela Constituição. tais serviços são prestados pelas Secretarias de Educação e também por entidades particulares. quando executada pelo Estado. ao invés de outorgados pelo ato convencional denominado concessão. Artigo 209. em termos de previdência social. procuraremos demonstrar claramente a existência da prestação de serviço público e ao mesmo tempo particular. pode ser executada também por pessoa física ou jurídica de caráter privado. ao assumir tal encargo. orçamento e controle pela contabilidade pública. seguro contra acidentes do trabalho e proteção da maternidade são serviços afetos ao Instituto de Previdência Social – Autarquia /federal. seguros contra acidente do trabalho e proteção da maternidade. outros aspectos constitucionais que mereciam ser analisados. basta que se verifiquem as entidades que prestam os serviços enumerados. se tratasse de serviço de utilidade pública. visando. II – autorização e avaliação de qualidade pelo Poder Público. compatível com o interesse público e. quer pelo Estado. para se ajustar as assertivas das descrições feitas. A educação. Didatismo e Conhecimento 83 . objetivamente. vamos posicionar o entendimento que pretendemos externar. para que o particular pudesse presta-lo. Há ainda. delegado a título precário. para constatarmos a sua veracidade. Isto acontece em virtude de existirem alguns mandamentos constitucionais que atribuem certos direitos aos cidadãos. e garantia de acesso do trabalhador adolescente à escola. que lhe permite a possibilidade de revogar a permissão a qualquer momento. e também pela iniciativa particulares. avoca os riscos da precariedade. a evidente e cristalina dubiedade de possibilidade de prestação de tais serviços. E. este trabalho não pretende e nem tem a finalidade de teoria jurídica. será promovida e incentivada com a colaboração da sociedade. Concluindo. e outros há que atribuem certas obrigações ao Estado. senão vejamos. daí por que mencionaremos somente mais um fato. independentemente de delegação para tanto. planejamento. também inserido na Constituição. por conseguinte. porém. vedar a execução de tais serviços a pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. que especifica o dever do Estado. Vamos. Iniciando. Prestação De Serviço Mista Preliminarmente. velhice.

isto é. em nome desta. contudo. deverá sempre estabelecer os limites do poder. ainda. É obrigação de quem detém o poder e o dever de agir em benefício da comunidade. Na iniciativa privada.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA OS DEVERES DO ADMINISTRADOR PÚBLICO A empresa privada tudo pode. O exercício desse poder deve ser sempre em benefício da comunidade. da Constituição explicam preceitos que. É aplicado aos casos de despesas expressamente definidas em lei e consiste na entrega de numerário a servidor. ou dele se beneficie direta ou indiretamente. As leis administrativas são as que organizam e catalogam as atividades da Administração Pública e os poderes e deveres de quem exerce estas atividades. em maiores benefícios à própria coletividade.717/65 e o artigo 5º. Didatismo e Conhecimento 84 . cujo ensejo planejado pelo detentor do poder. ou mesmo na Constituição Federal. autárquicas. Estados. nada impede que o infrator responda na esfera penal pelo fato cometido. Financeira. em decorrência de gerir o que não lhe pertence. Ora.´ Um dos pontos de relevo desta norma é sua área de abrangência: atinge não só os agentes públicos. § 4º. Orçamentária e Patrimonial (Prestação de Contas) O § único do artigo 70 da Constituição Federal. Após a Constituição de 1967. O agente administrativo. trata das punições àqueles que cometem atos de improbidade administrativa. a Administração tudo deve e esse dever está consubstanciado e declarado em lei. mas também àqueles que induzam ou concorram para a prática de ato de improbidade administrativa. A atividade administrativa possui o dever de agir eficiência.429 que seja tipificada como crime. arrecade. A manutenção do parecer prévio pela aprovação ou rejeição da prestação de contas será feita por 2/3 dos membros do Poder Legislativo de cada esfera do governo. Logo. percebe-se que o dever de prestar contas é maior do que se pensa: abrange não só aqueles que são Agentes Públicos. Registre-se. A Constituição Federal em seus artigos 70 a 75 contém disposições que explicitam sobre o dever do administrador público. para não incorrer em abuso desse poder. sempre precedida de desempenho na dotação própria. Também a Lei nº 4. No Poder Público é obrigação. bens e valores públicos ou pelos quais a União responda. dar-se-á pelo cumprimento do estágio probatório. aplica-se à União. Esse estágio é que irá aferir a esse funcionário a sua efetivação. Distrito Federal e Municípios. a Lei 8. ao receber essa competência em lei. Convém ressaltar que as entidades descentralizadas poderão ter os seus atos de disponibilidade patrimonial nulos pela administração ou pelo Poder Judiciário. ou interesses públicos. daí por que constitui dever do administrador. que só aprecia as prestações de contas depois da emissão do parecer prévio emitido por esses tribunais. por meio da função por cargo que o administrador público ocupa.429 não cuida de sanções penais. dispõe sobre o assunto em questão diz: “Prestará contas qualquer pessoa física ou entidade pública que utilize. a probidade é um dever do administrador público. O artigo 37. na Administração Pública. da Constituição Federal. Inúmeros exemplos da busca da eficiência pela Administração podem ser observados em textos legais. ou que. ele constitui esse dever. se na esfera privada já o é assim. sem dúvida. Foi elevado à categoria de Princípio Constitucional de Administração Pública (vide Emenda Constitucional 19/1998). a ocorrer infração prevista na Lei 8. bens. assuma obrigações de natureza pecuniária”. mas a todos que tenham sob sua responsabilidade dinheiros. após a sua posse. mas a todos os atos de governo e de administração. Pela regra. para o fim de realizar despesas que não possam subordinar-se ao processo normal de aplicação. tornam passíveis de anulação por via judicial atos ilegais e lesivos ao patrimônio público das entidades estatais. Isso não se refere apenas à gestão financeira dos dinheiros públicos. praticando atos e desempenhando funções. As sanções estabelecidas pela Lei de Improbidade Administrativa são de ordem administrativa. gerencie ou administre dinheiros. De toda forma. A probidade administrativa A efetividade do funcionário público. inciso LXXIII.429/92 é de abrangência nacional. a obrigatoriedade de prestar contas. O administrador público necessita apresentar contas do que realizou à toda a coletividade. fundacionais. o poder de agir é uma faculdade. por meio de ação popular. os Tribunais de Contas passaram a ser auxiliares do Poder Legislativo. O administrador público descentraliza o poder de administrar sem. pessoa física ou entidade pública descentralizada. agindo com técnicas buscando além do aumento quantitativo o qualitativo papel desempenhado pelo administrador público. guarde. tais como o Decreto Lei 200/674. independentemente de serem ou não administradores públicos. dividi-lo nem utilizá-lo para cortesias administrativas. que a Lei 8. não poderia ser diferente no setor público. A busca contínua pela eficiência resulta. Assim. civil e política. paraestatais e outras entidades públicas subvencionadas com o dinheiro público. Fiscalização Contábil. ainda que não seja agente público. A regra é universal: quem gere dinheiro público ou administra bens ou interesses da comunidade deve contas ao órgão competente para a fiscalização.

PODERES ADMINISTRATIVOS: VINCULADO. finalidade. da forma que melhor entender (livre arbítrio). mas mera restrição à atuação administrativa. que o mérito administrativo é uma faixa de liberdade cada vez mais estreita ao Administrador Público. verifica-se que a apreciação do ato do Administrador sob a ótica da razoabilidade e da proporcionalidade amplia a atuação do Judiciário. Se a conduta do Administrador não respeita tal relação. dada a sua vinculação. Por tudo. com base na doutrina majoritária. para que bem desempenhem sua função de elemento concretizador da vontade do Estado. assim. Quanto ao motivo e ao objeto. que leve em conta o senso comum de pessoas equilibradas. A ideia central da proporcionalidade é que ninguém é obrigado a suportar restrições em sua liberdade ou propriedade que não sejam imprescindíveis ao atendimento do interesse público. motivo e objeto. a Lei faculta ao administrador a possibilidade de adotar uma dentre várias (ou pelo menos mais de uma) condutas possíveis. sinônimo de ilegalidade. Os 3 primeiros são sempre vinculados. quando muito. quando existente. portanto. pode ser confundido com um “livre arbítrio”.320/64 e permite que as entidades adiantem recursos aos servidores e agentes pagadores. que a Administração adote condutas bizarras ou incoerentes. só pode fazer aquilo que a Lei lhe determina ou autoriza. a qual não goza de liberdade para a prática de atos vinculados. faltando ao administrador público. atributos de outros poderes da Administração. Não se admite. reside nos dois últimos. Daí por que alguns autores considerarem que não existe “Poder Vinculado”. a possibilidade de escolher livremente. o Judiciário tem se utilizado dos princípios da razoabilidade e da proporcionalidade. constituindo. ou mesmo inexiste. ao revés dos particulares de modo geral. por conseguinte. nos quais há maior liberdade de atuação da Administração. A discricionariedade. possibilitando a apreciação de atos que. o que resulta num juízo discricionário por parte do responsável pelo ato. De toda forma. consubstanciam verdadeiros abusos de poder. uma vez que esse não encerra prerrogativa do Poder Público. motivo e objeto. DISCIPLINAR. em ambas as situações (vinculação ou discricionariedade). Aos agentes públicos são concedidos poderes. a qual deve estar alinhada ao melhor atendimento do interesse público. Difere em essência do Poder e. desde que esta seja produzida dentro dos limites da lei. De qualquer forma. Nos atos vinculados. ou seja. Não é possível. Poder Vinculado Também chamado de regrado. faz-se necessário abordar aqueles mais relevantes.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Esse procedimento está expresso nos artigos 65 e 68 da Lei nº 4. os atos praticados pela Administração não refogem. forma. finalidade. pela Lei. Pelo exposto. A proporcionalidade pode ser traduzida como a adequabilidade entre os meios utilizados e os fins pretendidos. DISCRICIONÁRIO. A despeito da controvérsia que o assunto gera. Ainda que discricionários. pois a Administração Pública. o Poder Vinculado é aquele conferido por Lei à Administração para a prática de atos nos quais a liberdade de atuação é mínima. o Julgador (Juiz ou Tribunal) deve agir com cautela: não se admite que o controle judicial invada a competência que. que constituem o que a doutrina denomina de mérito administrativo. de maneira alguma. sempre. desproporcional. o qual. Didatismo e Conhecimento 85 . podendo-se afirmar. forma. sobre estes o agente não possui liberdade quanto à decisão a forma de agir. E DE POLÍCIA Poder Discricionário É impossível a Lei prever todas as condutas a serem adotadas pelo Administrador frente às situações concretas que se apresentam e que exigem pronta solução. é mais fácil ao Poder Judiciário o controle daqueles 3 primeiros elementos. o Judiciário controlar o mérito da decisão administrativa. Assim. motivo e objeto) não podem ser valorados pela Administração. ou seja. (ver no próximo tópico do conteúdo da apostila). uma vez que limitado. todos os elementos que o compõem (competência. REGULAMENTAR. foi reservada ao Administrador. sob pena de ofender o princípio republicano da separação dos poderes. por consequência. por conseguinte. pode-se afirmar que arbitrariedade é. sob o manto da discricionariedade. Neste último caso é que há discricionariedade. por lei. portanto. É razoável a conduta que respeite critérios aceitáveis do ponto de vista racional. dos atos administrativos discricionários. Os elementos do ato administrativo são 5: competência. sensatas e prudentes. Dessa maneira. em nenhuma hipótese admitindo-se ações que desbordem tal limite. de forma alguma. para a Administração Pública. será excessiva. para coibir excessos na discricionariedade administrativa. dentre outros fundamentos. HIERÁRQUICO. existente nos atos discricionários. ao controle judicial. a conduta do agente deve estar pautada na legalidade.

de natureza derivada. dado que é conferido aos órgãos que tem por responsabilidade a gestão de interesses públicos. Ressalte-se ainda que. já a criação/extinção de Ministérios é matéria a ser tratada em lei. o ato regulamentar estará sujeito ao controle de legalidade. Natureza do Poder Regulamentar Constitui prerrogativa de direito público. a Administração. a impossibilidade da Administração prover por meio de atos administrativos situações cuja regulamentação exija a edição de Lei. somente exercido com base em lei anterior. o qual será qualificado como autônomo. 88. Ressalte-se que. sob certas circunstâncias. É o Poder Regulamentar. art. art. b) extinção de funções ou cargos públicos. em capítulo próprio (referente aos Atos Administrativos). No âmbito federal. V. Controle dos Atos Regulamentares A regra geral é que os atos regulamentares (ou mesmo não regulamentares) devem ser praticados sem vícios. Ressalte-se. por exemplo. contudo. Essa constitui a principal caracterização do Poder Regulamentar. Para ambos os casos. sobre: a) organização e funcionamento da administração federal. por meio de decreto (autônomo). De outra parte. Nesta situação. IV. evidentemente. expedir decretos de execução em razão de normas que nada tem a ver com o exercício de suas atribuições. Incumbe à Administração. Nessa linha. Em decorrência do princípio da simetria constitucional. 84). ainda. Fundamento básico para a edição de decretos de execução é que estes devem ser editados em função de uma Lei que futuramente exigirá a participação da Administração na sua efetivação. Outras autoridades como os Ministros. permissiva da invalidação dos atos que ofendem diretamente a constituição. levando em conta a regra geral. o ato regulamentar poderá ser submetido ao controle de constitucionalidade. há que se preservarem os limites postos pelo princípio da legalidade. coexistindo com outras. este variará conforme a natureza destes e em razão à norma infringida. autônomos e autorizados. conforme o inc. nos termos do art. 84. então. sob a argumentação de uso do Poder Regulamentar. a formalização do Poder ora tratado se dá por meio dos regulamentos e decretos. Nessa linha. CF). Veremos. A partir da promulgação desta. § único da CF/88. são normas originárias. mesmo desvirtuando o sentido de abstração e generalidade inerentes às normas legais. complementá-las. São duas situações distintas. abstratas e impessoais. cabível é a ação direta de inconstitucionalidade. Por fim. Decretos e Regulamentos: de Execução. quando vagos”. a competência para expedição desses decretos é do Presidente da República (§ único. estatui o inc. A tarefa tornar-se-ia por demais onerosa. No caso de conflito com a lei. para lhe dar fiel execução e referentes à atuação da Administração. Uma vez ganhando contornos de verdadeiro ato autônomo. As leis. 49 da CF. 84 da CF que compete ao Presidente da República expedir decretos e regulamentos para a fiel execução das leis. art. já decidiu o STF: Ação Direta de Inconstitucionalidade – Objeto – Decreto. podem editar atos normativos (inc. é a expressão correta) certos vícios. Assim. criando os mecanismos para sua efetiva implementação. ou mesmo legal. desde que ofenda diretamente a Lei Maior. pode ser conceituado como a prerrogativa conferida à Administração Pública de editar atos gerais para complementar as leis e permitir sua efetiva implementação. sendo tal competência indelegável. Os decretos autônomos foram reintroduzidos em nossa ordem jurídica por intermédio da Emenda Constitucional 32/2001. Inicialmente. art. CF). Nesse sentido. Materialização do Poder Regulamentar Basicamente. compete exclusivamente ao Congresso Nacional sustar os atos normativos do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativo. Também há possibilidade de outras entidades. de sua parte. com acerto. § único. II.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Poder Regulamentar Não haveria como o legislador prever todas as soluções técnicas a serem adotadas frente às situações reais enfrentadas pela Administração Pública. ou seja. tais como alguns dispositivos de direito comercial. uma vez que este representa apenas uma das formas pelas quais se expressa aquele. Tampouco caberia a este mesmo legislador tornar exequível todas as normas que edite. não seria razoável. quando não implicar aumento de despesa nem criação ou extinção de órgãos públicos. diga-se que. ainda que repetitivamente. podem ser “corrigidos” (convalidados. em razão de expressa determinação contida nessa mesma norma para que o Executivo assim proceda. conclui-se que só são passíveis de controle direto de constitucionalidade os atos regulamentares normativos e autônomos. Tal controle visa nitidamente impedir a usurpação da competência legiferante do poder que. verifica-se a existência de uma série de instrumentos ou mecanismos que visam coibir tal prática nociva de se editar atos ilegais. competência do Presidente da República. que. assim procederem. visa restringir a invasão de competência do Legislativo pelo Executivo. tais como as agências reguladoras. a despeito do que estabelece a alínea a. competência que é delegável. alguns autores preferem falar em Poder Normativo ao invés de Poder Regulamentar. Didatismo e Conhecimento 86 . os Chefes de Executivos dos Estados possuem a mesma prerrogativa. compete ao Presidente da República “dispor. Com relação ao controle judicial dos atos regulamentares. mediante decreto. decretos/regulamentos autorizados são os que complementam disposições de uma lei. constitucionalmente. 87. então: tratando-se de organização/funcionamento da administração federal (alínea a). Os decretos/regulamentos de execução são regras jurídicas gerais. a criação e extinção de Ministérios e órgãos da Administração Pública continua a depender de Lei (art. arrimando-se diretamente na Constituição. a detém. não haverá lei subordinadora do ato regulamentar editado. Assim. concebidas em função de uma lei. podendo ser impugnado por intermédio da Ação Direta de Inconstitucionalidade.

Finalmente. transcorrerá “em branco” quanto à publicação do decreto regulamentar. 5º. em verificando o descumprimento de ordens ou normas. no caso de lei delegada). senão em virtude de lei. respectivamente). tenha a possibilidade de impor as devidas sanções que a conduta infratora exija. no inc. que conceitua o Poder Disciplinar como faculdade de punir internamente as infrações funcionais dos servidores e demais pessoas sujeitas à disciplina dos órgãos e serviços da Administração. ordenar e rever a atuação de seus agentes. Tal saída jurídica é justificada. Assim.784/99. que encontram supedâneo no art. no sentido de mantê-los ou invalidá-los. Com efeito. em boa medida. Em nível federal. Ressalte-se que a omissão do ato normativo tem que se referir a direitos de ordem constitucional. estabelecida entre órgãos de uma mesma entidade. É medida excepcional. a ser visto logo abaixo. IV. e só poderá ocorrer até quando o ato ainda não tenha se tornado definitivo para a Administração ou não tenha gerado direito adquirido para o Administrado. o qual. portanto. Consigne-se que o dever de obediência do subordinado não será absoluto: nos casos em as ordens emanadas pelos superiores foram manifestamente ilegais não há que se cumpri-las. como decorrência do poder hierárquico. do escalonamento hierárquico verificado no exercício da atividade administrativa. Enquanto a primeira tem caráter externo e é conseqüência do controle que as pessoas federativas têm sobre as pessoas administrativas que compõem a administração indireta. É o poder hierárquico que permite à Administração “distribuir e escalonar as funções de seus órgãos. Delegar consiste na “transferência de atribuições de um órgão a outro no aparelho administrativo”10. a atribuição expressamente dada por lei a certo órgão ou agente. Do Poder Hierárquico resultam. Poder Disciplinar Pode-se afirmar que o Poder Disciplinar decorre. destaque-se. é de se registrar que não se deve confundir vinculação com subordinação. quando os membros desses dois poderes estiverem exercendo suas funções típicas. verbis: conceder-se-á mandado de injunção sempre que falta de norma regulamentadora torne inviável o exercício dos direitos e liberdades constitucionais e das prerrogativas inerente à nacionalidade. hierarquia entre parlamentares ou membros da magistratura. a íntima relação existente entre o Poder Hierárquico e o Disciplinar. Ordenar implica impor ao subordinado a conduta a ser adotada diante do caso concreto. De fato. que estabelece.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Por fim. que o servidor é obrigado a cumprir com as ordens que lhes são dadas. a ser tratada no capítulo referente ao Processo Administrativo. Não há. Mas. Revisar implica a apreciação pelos superiores quanto aos aspectos dos atos praticados pelos inferiores. quando a Administração deixar de regulamentar lei que para produção dos seus efeitos exija. em seu art. Não pode ser avocada. norma que trata de tal instituto. a edição de ato normativo próprio. II que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa. a Lei 9. nada mais lógico que. 116. onde ocorra o desempenho da função administrativa poderá ocorrer uma relação hierárquica. pois a omissão do Executivo não poderia inviabilizar direitos estabelecidos em norma editada pelo Legislativo. A revisão ocorrerá de ofício (iniciativa da Administração) ou por provocação do interessado. salvo nos casos constitucionalmente previstos (por exemplo. que só pode ser realizada à luz de permissivo legal e que desonera o subordinado com relação à qualquer responsabilidade referente ao ato praticado pelo superior. mesmo no Legislativo ou no Judiciário. A despeito de ser inerente ao Executivo. ao estatuir. consigne-se o ensinamento de Hely Lopes Meirelles. 5º. fiscalizar. Nota-se. Regra no mesmo sentido está contida na Lei 8. os destinatários do ato não editado poderão utilizar o mandado de injunção. para gozar todas as vantagens que seriam decorrentes. há. com relação aos subordinados. LXXI. Poder Hierárquico Nas relações hierárquicas vislumbra-se vínculo de subordinação entre órgãos e agentes que componham a relação de direito em questão. Didatismo e Conhecimento 87 . Não é admitida com relação a atos políticos. a última é de caráter interno. enquanto que a relação de uma divisão de um Ministério (órgãos criados) com relação ao próprio Ministério é de subordinação. Fiscalizar significa verificar se a conduta dos subordinados se coaduna com o que dispõem as normas legais e regulamentares. bem como de um Poder para outro. Por oportuno. que estabelece o Regime Jurídico dos Servidores Públicos da União. de legislar ou de judicar (funções legislativa e jurisdicional. rever. inc. ainda. art. as prerrogativas dos superiores de ordenar. bem como em relação às diretrizes fixadas pelos agentes superiores. imprescindivelmente. A afirmativa encontra amparo mesmo no texto da atual Carta Magna. delegar ou avocar. se ao superior é dado poder de fiscalizar os atos dos subordinados. estabelecendo a relação de subordinação entre os servidores do seu quadro de pessoal”. à soberania e à cidadania. inc. a relação da União com uma de suas autarquias é de vinculação destas para com aquela. desse modo.112/90. Cabem algumas pequenas observações com relação ao conceito. Para tanto. não se pode afirmar que as relações hierárquicas se restrinjam a este no âmbito da Administração Pública. hoje. salvo quando manifestamente ilegais. por sua vez. inexiste hierarquia. a Lei produzida deverá ter fixado prazo para sua regulamentação. como no caso dos julgamentos de licitações pelas comissões competentes. Avocar é a possibilidade que tem o superior de trazer para si as funções exercidas por um subalterno.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Poder de Polícia O conceito de Poder de Polícia encontra-se positivado no art. Por oportuno. dado que apenas por lei pode-se impor obrigações ou proibições. II. fixa a recente Súmula 645 do Supremo Tribunal Federal – STF. interesse ou liberdade. que assim o faz: ‘Poder de polícia’ é a faculdade de que dispõe a Administração Pública para condicionar e restringir o uso e gozo de bens. preexistentes quanto ao efetivo uso do Poder de Polícia. tendo natureza negocial e contratual. à análise dos principais pontos referentes ao Poder de Polícia. os assuntos de interesse local subordinam-se aos regulamentos edilícios e ao policiamento administrativo municipal. abarcando os atos administrativos praticados por estas. Já os agentes da Polícia Judiciária podem agir. o ato de polícia será inválido. Evidentemente. eminentemente. E explica o autor: em linguagem menos técnica. adequada para remunerar serviços públicos econômicos. há que se ter em conta certos limites para o exercício de tal mister. pode-se afirmar: a Polícia Administrativa reveste-se.CTN. tratando-se de atividade que a lei tenha como discricionária. terá caráter repressivo. e modo preventivo. haja vista que ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma coisa senão em virtude de lei (art. aos costumes. já que ilegitimamente praticado. à higiene. a tarifa caracteriza-se por ser preço público. quando repressivo. é relevante o papel do Poder Legislativo. Já Polícia Judiciária atua na preparação da atuação função jurisdicional penal. razão pela qual opta-se. limitando ou disciplinando direito. ou seja. as matérias de interesse regional sujeitam-se às normas e à polícia estadual. o conceito dado pelo CTN é por demasiado extenso. o Poder de Polícia pode ser dividido em originário e delegado. então. Em verdade. com início e fim no âmbito da função administrativa. à disciplina da produção e do mercado. De fato. Aqui. competência para os municípios para fixação do horário para funcionamento de lojas comerciais. Aqui. com base no caso concreto. por conceito dado pelo Prof. regula a prática de ato ou abstenção de fato. (Texto de Reginaldo Ribeiro) Didatismo e Conhecimento 88 . De outro lado. Tal critério. de modo a evitar a prática de delitos. No caso de invasão de competência de um por outro ente. o já citado e conhecido princípio da reserva legal). 78 do Código Tributário Nacional . personalidade jurídica de direito público. trata-se de atividade de polícia administrativa. contudo. que estatui como regular o uso do poder ora abordado quando desempenhado pelo órgão competente nos limites da lei aplicável. mas. o critério para determinação de competência para o exercício do Poder de Polícia é o que diz respeito ao poder de regular a matéria. então. Hely Lopes Meirelles. a atuação da administração ocorre dentro dos limites estabelecidos pelas Leis. quando assim exigir o interesse público. cite-se o comando contido no § único do art. Assim. a exemplo). de polícia judiciária. que não detenha atribuição constitucional para regular a matéria. mais uma vez. Em resumo. veja-se o seguinte exemplo: de acordo com a Súmula 19 do Supremo Tribunal de Justiça – STJ. sem abuso ou desvio de poder. Poder de Polícia abrange todas as ações do Estado que impliquem a limitação de direitos individuais. ainda. à tranquilidade pública ou ao respeito à propriedade e aos direitos individuais ou coletivos. por exemplo. A Polícia Administrativa é atividade da Administração que se exaure em si mesma. a depender da situação. Pode-se. em essência. identificar a quem cabe o exercício do poder de polícia. Doutrinariamente. caso tenha sido levantada dúvida quanto à titularidade. podemos dizer que o ‘poder de polícia’ é o mecanismo de frenagem de que dispõe a Administração Pública para conter os abusos do direito individual. A princípio. CF. Estritamente. apenas a esta estaremos nos referindo. da polícia administrativa. à instituição em razão do poder polícia. afirmar. Desse modo. em virtude do que dispõe a CF/8813. em razão de interesse público concernente à segurança. 5º. Outro critério adotado para diferenciação entre as Polícias Administrativa e Judiciária seria quanto a seu caráter: quando preventivo. em benefício da coletividade e do próprio Estado. Por estar se tratando. arrima-se no princípio de predominância do interesse. Ainda que de precisão jurídica. não adequando-se. devendo possuir. 78 estabelece: considera-se poder de polícia a atividade da administração pública que. De forma ampla. com observância do processo legal e. aproveitando os ensinamentos de Hely Lopes Meirelles: os assuntos de interesse nacional ficam sujeitos à regulamentação e policiamento da União. 78 do CTN. compete à União regular o horário de atendimento bancário. à ordem. muita confusão a esse respeito tem sido feita e importa ao intérprete da norma. Passa-se. o Poder de Polícia é exercido pelas pessoas políticas do Estado (União. ao qual incumbe a função precípua de criar o direito. de caráter preventivo. portanto. ou seja. ao exercício de atividades econômicas dependentes de concessão ou autorização do Poder Público. De maneira originária. apreende arma usada indevidamente ou quando interdita um estabelecimento comercial. o Poder de Polícia consiste na limitação do uso do exercício dos direitos individuais. que em seu art. atividades e direitos individuais. referindo-se ao indivíduo. ao se referenciar o Poder de Polícia quer-se tratar de atividades administrativas que culminam no uso pelos agentes da administração das prerrogativas que lhe foram concedidas e que tenham por resultado a restrição e o condicionamento da liberdade e propriedade. sendo executada por órgãos de segurança (polícia civil de um estado. levada a efeito por órgãos administrativos e incidindo basicamente sobre as atividades dos indivíduos. A Polícia Administrativa também atua repressivamente quando. por sua vez. O delegatário (aquele que recebe a delegação) deve ser integrante da administração indireta. que é indevida a cobrança de tarifa em decorrência do Poder de Polícia. o qual. aquele que poderia cometer um ilícito penal. o que constitui princípio constitucional. sob determinadas circunstâncias. deve ser relativizado. em razão das condições verificadas. ou pessoa. O conceito encontra-se contido no CTN em razão do exercício do Poder de Polícia constituir fato gerador de taxas. Estados e Distrito Federal e Municípios). Para ilustrar o afirmado. Em resumo. incumbirá a um ou outro ente político a competência para exercício do poder de polícia. O poder policialesco do Estado pode ocorrer em duas áreas: na administrativa e na judiciária.

chamamos invalidade administrativa ou judicial. O abuso caracteriza-se pelo uso ilegal ou coercivo deste poder para atingir um determinado fim. respeitando os direitos dos cidadãos-administrados e sempre visando servir a coletividade. no exercício de suas competências. político ou qualquer outra forma a partir da qual um indivíduo ou coletividade têm influência direta sobre outros. os agentes públicos devem. normalmente com violação de atuação discricionária. públicos ou privados. O poder exercido pode ser o económico. O expoente máximo do abuso do poder é a submissão de outrem às diversas formas de escravidão. Espécies de abuso de poder • Abuso do poder econômico. • Abuso do poder político. ou de acesso a bens ou serviços em virtude do exercício de cargo público que tenha potencialidade para gerar desequilíbrio entre os candidatos. Abuso de poder é toda conduta abusiva de utilização de recursos financeiros. prazos de cessação e determina outras providências. ou seja. tendo por base o exercício do poder. atua “ultra legem”. em desfavor da liberdade do voto. Ato praticado por motivos ou com fins diversos dos previstos na legislação. o uso do poder se converte no abuso do poder. mediante: § 9° Lei complementar estabelecerá outros casos de inelegibilidade e os prazos de sua cessação. de acordo com o art. As atividades ou atos administrativos como resultados do desvio ou abuso de poder estão sujeitos a invalidação administrativa ou judicial. atuar conforme o direito e a moral. e nos termos da lei. ocorre também quando a autoridade competente vai além do permitido na legislação. § 9°. sem considerar as leis vigentes. Didatismo e Conhecimento 89 . o gestor público dispõe de competência atuando em desconformidade com a finalidade previamente estabelecida. O agente público só pode fazer aquilo que a lei determina e o que a lei não veda. com valor igual para todos. considerada a vida pregressa do candidato. quando há violação da regra de competência. afetando a legitimidade e a normalidade das eleições. 237. mas exclusivamente secundum legem (de acordo com a Lei). 14. da Constituição Federal. A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto. § 9º. ou seja. 14. Excesso de poder ocorre quando existe uma atuação por parte do gestor fora dos limites de suas contribuições. nos limites de suas atribuições e objetivando o interesse público. Previsão legal Art. do Código Eleitoral (CE): Art. No desvio de poder. A interferência do poder econômico e o desvio ou abuso do poder de autoridade. cargo ou emprego na administração direta ou indireta. 237. injustificadamente (com violação de seu “poder-dever”). a moralidade para o exercício do mandato. O uso de poder é uma prerrogativa do agente público. 14. não pode atuar contra legem (de forma contrária à Lei). desde o doméstico entre os membros de uma mesma família. Concomitantemente à obtenção da prerrogativa de “fazer” o agente atrai o “dever” de atuar (o denominado poder-dever). serão coibidos e punidos. “contra legem”. até aos níveis mais abrangentes.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA USO E ABUSO DO PODER Se o gestor público faz uso do poder que lhe é atribuído de forma a extrapolar os limites de sua competência ou utilizar suas atribuições para atender fim diverso do pretendido pela Administração. ultra legem (além da Lei). Desse modo. Lei Complementar n° 64/90 – Lei de Inelegibilidade: Estabelece casos de inelegibilidade. e a normalidade e legitimidade das eleições contra a influência do poder econômico ou o abuso do exercício de função. O abuso de poder pode se dar em diversos níveis de poder. As atividades ou atos administrativos como resultado do excesso de poder. O abuso de poder se manifesta em duas formas: excesso de poder e desvio de poder ou de finalidade. Abuso de poder é o ato ou efeito de impôr a vontade de um sobre a de outro. da Constituição Federal de 1988: Art. violador de normas jurídicas. O poder da Administração Pública deve ser exercido em consonância com a ordem jurídica. • Uso indevido dos meios de comunicação social. Art. ou seja. ainda que em seu “espírito”. a fim de proteger a probidade administrativa. A Omissão ocorre quando constata-se a inércia da administração em fazer o que lhe compete. Esse é o papel dos Estados democráticos de direito. que pode ser conceituado como um descompasso com o Direito.

O significativo valor empregado na campanha eleitoral e a vultosa contratação de veículos e de cabos eleitorais correspondentes à expressiva parcela do eleitorado configuram abuso de poder econômico. exorbitando os limites legais.802.)10.2006 e pela Lei nº 1...) (RCED Nº 698. beneficiou as candidaturas dos recorrentes Anderson Luz Silva e Nelson Maia.2006 que regulamentou a Lei nº 1. por José Venâncio Sobrinho . Nesse contexto. da Constituição Federal).10. Configuração. Para o TSE. apta a desequilibrar a disputa entre os candidatos e influir no resultado do pleito.então prefeito do município de Ponto Novo/BA .2008). soberano no exame do conjunto probatório dos autos. sendo inquestionável a potencialidade lesiva da conduta. Abuso do poder político O abuso do poder político é o uso indevido de cargo ou função pública – eletivo ou não – com a finalidade de obter votos para determinado candidato. e art. em quantidades elevadíssimas) em 16 municípios.)14. etc. MARCELO RIBEIRO. (. Tratando-se de pessoas inegavelmente carentes. anexo 143).387. DJ de 28. REL.08.) (RESPE Nº 191868. MIN. REL. acórdão regional.716 formalizada por meio do Decreto nº 2. GILSON DIPP. (.08. consignado no v. 25 da Lei nº 9.(. (. § 5º.. despenderam recursos patrimoniais privados em contexto revelador de excesso cuja finalidade. Os recorridos. fl. cestas básicas. Não se desconsidera que a manutenção de albergues alcança finalidade social e também se alicerça no propósito de auxiliar aqueles que não possuem abrigo. o subsídio de contas de água pelo prefeito-candidato.2011).711 formalizada por meio do Decreto nº 2..) (RESPE Nº 28581. (. MIN.2006 que regulamentou a Lei nº 1. (. públicos ou privados. § 5º. 687. REL. o qual se consumou com o favorecimento de 472 famílias do município nos 2 (dois) meses anteriores às eleições. O abuso do poder político ocorre quando agentes públicos se valem da condição funcional para beneficiar candidaturas (desvio de finalidade). Rel. muito além da filantropia.6. Luiz Carlos Madeira..2005. óculos..06. O e. REL.em troca de votos em favor de Anderson Luz Silva e Nelson Maia.. MIN.447 nomeações para cargos comissionados CAD. Min.6. 22 da Lei Complementar nº 64/90).2006.4.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O abuso de poder econômico O abuso do poder econômico se configura quando ocorre doação de bens ou de vantagens a eleitores de forma que essa ação possa desequilibrar a disputa eleitoral e influenciar no resultado das eleições. alimentos. uma vez que o recorrente José Venâncio Sobrinho. sob poder ou gestão do candidato em seu benefício eleitoral configura o abuso de poder econômico. o abuso do poder econômico é a utilização. REL. no caso. Min. por meio de ações descentralizada. (. candidatos a prefeito e vice-prefeito. governador e prefeito). Os tipos de abuso mais comuns são: manipulação de receitas orçamentárias.. DE 06.) (RECURSO ESPECIAL Nº 257271. MIN.2007). DE 25..2009). Didatismo e Conhecimento 90 . em benefício eleitoral de candidato. MIN. O abuso do poder político nas campanhas eleitorais tornou-se mais comum a partir da aprovação da possibilidade de reeleição dos chefes do Poder Executivo (presidente.698.08... O abuso de poder econômico concretiza-se com o mau uso de recursos patrimoniais. no período vedado (após 1º de julho de 2006). Ayres Britto. era o favorecimento eleitoral de ambos (art. 2.5..809 de 13 de julho de 2006. DE 04..749/2006 de 17. de recursos patrimoniais em excesso..472/PE.6. A utilização de recursos patrimoniais em excesso. Rel. 41-A da Lei nº 9. prejudicando a normalidade e legitimidade das eleições..549 lotes às famílias inscritas no programa Taquari por meio do Decreto nº 2. e) e) 1. No caso. utilização indevida de propaganda institucional e de programas sociais. abusa do poder econômico o candidato que despende recursos patrimoniais. do abuso do poder político (art. AgRgRO 718/DF.2. Humberto Gomes de Barros. 14.) 4. DJ de 17. DE 21..786 de 30. (. (Rel. ainda. públicos ou privados.2005).. Na espécie. RO 1. Min. RESPE 28.685/2006. dos quais detém o controle ou a gestão em contexto revelador de desbordamento ou excesso no emprego desses recursos em seu favorecimento eleitoral. 5.810 de 13. b) doação de 632 lotes pelo Decreto nº 2. até 29 de junho de 2006. não se está diante de simples filantropia que.074/RS. entendeu caracterizada a captação ilícita de sufrágio (art. A análise da potencialidade deve considerar não apenas a aptidão para influenciar a vontade dos próprios beneficiários dos bens e serviços. é atividade lícita. violando assim a normalidade e a legitimidade das eleições.. ALDIR PASSARINHO JÚNIOR. Entretanto. de 29. então candidatos. DJ de 20. violando a normalidade e a legitimidade das eleições (Rel. mas também seu efeito multiplicativo. de modo a desequilibrar o pleito em favor dos candidatos beneficiários. entre julho e novembro de 2008.2008. e a suspensão do benefício logo após o pleito configura-se abuso de poder econômico com recursos públicos. FELIX FISCHER.2009). que regulamentou a Lei nº 1. c) doação de lote para o Grande Oriente do Estado de Tocantins por meio do Decreto nº 2. em si.3. em desvio de finalidade. afetando a legitimidade e normalidade das eleições. configurado abuso de poder pelos seguintes fatos: a) doação de 4.)1. DE 24. valendo-se da condição de prefeito.702. DJ de 1º.504/97). é evidente o impacto desta ação sobre sua família e seu círculo de convivência.6.) (RO Nº 1445.2011). (. f) concessão de bens e serviços sem execução orçamentária no ano anterior (fotos. Min. Arnaldo Versiani. sem que eles precisem deixar os cargos que exercem para se recandidatar (art. TRE/BA. REspe 25. d) doações de lotes autorizadas pela Lei nº 1.504/97) pela contratação temporária de 25 pessoas. 23. FELIX FISCHER.

) (AGR-AI Nº 12028.)3. MIN.) (RESPE Nº 470968. A empresa é o sistema capaz de transformar a natureza. 44 da Lei nº 9. Min. adquirir e utilizar os demais fatores de produção. o capital e o trabalho em um conjunto harmonioso que permite alcançar um resultado maior que a soma dos fatores aplicados individualmente. A relação de entradas e saídas fornece a indicação de eficiência do sistema. processando e transformando e a ele devolvendo-os. trabalho e capital. ARO 718/DF. é capaz de proporcionar o lucro. violando a normalidade e a legitimidade das eleições (Rel. Exemplos disso são as emissoras de rádio e televisão. eles sofrem especiais restrições no âmbito do processo eleitoral. jornais e similares. representados por emissoras de rádio e televisão. na espécie. terra etc. (. a tese de que. energia.. têm grande poder de influência sobre a opinião pública. quanto maior o volume de saídas em relação a um determinado volume de entradas. Didatismo e Conhecimento 91 . (. Humberto Gomes de Barros. Considerando que os meios de comunicação social. Já o uso indevido dos meios de comunicação se dá no momento em que há um desequilíbrio de forças decorrente da exposição massiva de um candidato nos meios de comunicação em detrimento de outros. a perda nas inter-relações dos fatores de produção. concessionárias de serviço público. MIN.2012). permitindo comprar. DJ 28..ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA (. (Referência: Arquivos da Justiça Eleitoral) ADMINISTRAÇÃO DE RECURSOS MATERIAIS..2005).05. obtendo dele os recursos. Quanto aos outros meios de comunicação. Isso significa que quanto mais saídas alcancem os objetivos propostos tanto mais eficaz será o sistema. é possível dizer que não sofrem tantas restrições. isto é. REspe 25.6.2010). mais eficiente será o sistema (ver figura abaixo). Tribunal a quo como conduta vedada evidencia. que são proibidas de manifestar opinião ou transmitir propaganda paga durante o período eleitoral (art. por si só.. gera os prejuízos. conhecido como entropia. O trabalho é constituído pela mão de obra. Luiz Carlos Madeira.074/RS. DE 10. porém eventual conduta abusiva pode configurar uso indevido de meio de comunicação social ou abuso de poder. que processa e transforma os insumos e matérias-primas em produtos acabados ou serviços prestados. O abuso do poder político ocorre quando agentes públicos se valem da condição funcional para beneficiar candidaturas (desvio de finalidade).10. NANCY ANDRIGHI. seu caráter eleitoral subjacente. REL. mesmo porque o fato de a conduta ter sido enquadrada pelo e. A natureza fornece os insumos necessários à produção. conhecido como efeito sinérgico ou sinergia. O abuso de poder econômico ocorre quando determinada candidatura é impulsionada pelos meios econômicos de forma a comprometer a igualdade da disputa eleitoral e a própria legitimidade do pleito.. Min. seria necessária a menção à campanha ou mesmo pedido de apoio a candidato. internet. como matérias-primas.. a eficácia reside na relação entre as saídas e os objetivos que se pretende alcançar. que normalmente são integralizados pelas empresas.04. fazendo com que o resultado do conjunto supere o resultado que cada fator teria isoladamente.)2. Toda produção depende de três fatores: natureza.. ALDIR PASSARINHO. A empresa deve coordenar de forma harmoniosa todos os fatores de produção envolvidos. Deve ser rechaçada. Rel. As empresas constituem sistemas abertos em constante e complexo intercâmbio com o seu ambiente externo. e a eficácia significa o alcance dos objetivos propostos..DE 27. DJ 17. Em contrapartida. A eficiência significa a utilização adequada dos recursos. REL.504/97). Esse ganho adicional. O capital fornece o dinheiro necessário para adquirir os insumos e pagar o pessoal. Uso indevido dos meios de comunicação social O uso indevido dos meios de comunicação social pode ser uma forma de abuso do poder econômico ou de abuso de poder político.(. para a configuração do abuso de poder político.2005. Assim como o efeito contrário.

visando atingir resultados predeterminados. quando é adequadamente entendida e executada. Dessa forma. equipamentos. transporte interno e acondicionamento (armazenagem). finalmente. nas condições mais eficientes e econômicas. em seu transporte durante o processo produtivo. A administração de materiais pode ser definida como o conjunto de regras. com produtividade e eficiência.” (Martins e Alt. em seu transporte durante o processo produtivo. em seu recebimento. finalmente. A área de materiais preocupa-se com os recursos materiais e os recursos relacionados com o patrimônio. ou normas. passando pela produção até o consumidor” ou ainda.” (Francischini e Gurgel. em sua armazenagem como produto acabado e. em sua distribuição ao consumidor final. 2002) Didatismo e Conhecimento 92 . transporte interno e acondicionamento. na compra do bem ou serviço. instrumentos. na compra do bem. em sua distribuição ao consumidor final. Outros conceitos de administração de materiais: • é a função “responsável pelo fluxo de materiais a partir do fornecedor. com produtividade e eficiência. As quantidades devem ser planejadas e controladas para que não haja faltas que prejudiquem a produção. administração de materiais significa gerenciar os recursos à disposição de uma determinada organização para atingir os objetivos estabelecidos. ferramentas ou outros que são utilizados em um serviços ou processo produtivo. O volume de dinheiro investido em materiais faz com que as empresas procurem sempre o mínimo possível de materiais capazes de garantir a continuidade do processo produtivo e vendas. 2000) • “a atividade que planeja. em seu recebimento. nem excessos que elevem os custos desnecessariamente. partindo das especificações dos artigos a comprar até a entrega do produto terminado ao cliente. o fluxo de material. A gerência de materiais é um conceito vital que pode resultar na redução de custos e no aperfeiçoamento do desempenho de uma organização de produção. em sua armazenagem como produto acabado e. a palavra materiais assume o significado conjunto de objetos. É um conceito que deve estar contido na filosofia da empresa e em sua organização. 1999) • “a administração dos recursos materiais engloba a sequência de operações que tem seu início na identificação do fornecedor. Por outro lado. o conjunto de regras que objetivam ordenar e controlar os processos organizacionais.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Administração de Recursos Materiais engloba a sequencia de operações que tem início na identificação do fornecedor. de forma a atingir objetivos preestabelecidos.” (Arnold. “planejamento e controle da distribuição e administração da logística. que visam ordenar os processos organizacionais relacionados com os materiais à disposição da organização. ainda. quanto o local onde se localizam os serviços administrativos ou. executa e controla. Os materiais precisam ser adequadamente administrados. A palavra administração designa tanto a ciência que estuda os fenômenos organizacionais.

atuando. O objetivo. indo além de um simples controle de estoques. tomada de preços. a codificação. ferroviárias. portanto. onde tanto os custos. contabilidade e outros. controle de qualidade e fechamento contra o pedido de compra. Manipulação e. pedido de compra (prazos. Caso haja importações.). armazenagem no local físico (localização) designado para os itens e contabilização dos itens. COMPRAS. pois tende a obter para todas as necessidades similares o artigo que a necessidade indica ser o melhor” “Uma especificação perfeita de cada material pode dar origem a uma boa padronização” EX: Em qualquer organização. bem como dos processos envolvendo órgão do governo federal mediador das importações. minimizando as necessidades de capital investido. Controle de estoques. ocorre uma redução no número de compras e nas compras emergenciais. As funções de Manipulação e Controle dos Estoques envolvem todos os processos de requisição e devolução de itens em seja para fabricação. transporte e controle no recebimento da mercadoria. Toda compra envolve fornecedores. REGISTROS. Armazenagem e conservação. que o dinheiro que está investido em estoque seja necessário para a produção e o bom atendimento das vendas. um processo de emissão de notas fiscais para circulação de mercadorias (pode ser o faturamento direto) deve ser incluído para esta função. CADASTRO DE FORNECEDORES. Se externa. aumentando o uso eficiente dos meios internos da empresa. consumo ou revenda. Um item perfeitamente padronizado tem pouca probabilidade de se tornar obsoleto. é otimizar o investimento em estoques . CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS Classificação de Materiais Com o aumento da industrialização e o advento da produção em série. Caso for interna. evitar a formação de estoques ou tê-los em número reduzidos de itens e em quantidade mínimas. fiscalização. A classificação de materiais é um processo que tem como objetivo agrupar todos os materiais com características comuns. condições de pagamento etc. contratos (licitações). sem que em contrapartida. como uma função meio destinada ao apoio das demais atividades de suprimento A Padronização tem por finalidade eliminar variedades desnecessárias de itens em estoque. 93 Didatismo e Conhecimento . como os riscos de não poder satisfazer a demanda serão os menores possíveis. Transporte. FUNÇÕES E OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS A Administração de Materiais visa gerenciar de maneira eficaz os recursos do processo produtivo. excluindo desta forma os desperdícios e as sobras “A padronização é conhecida pelos compradores como a melhor base para a eficiência das compras. identificação. Também. inspeção. um estoque não mais necessário a um departamento poderá ser transferido para outro. A função de Compras pode ser dividida em compras no mercado interno e importações. aéreas ou marítimas). Estudo de Materiais visa estabelecer a padronização. a manutenção de estoques requer investimentos e gastos elevados. Contudo. aumente o risco de não ser satisfeita a demanda dos usuários é o conflito que a administração de materiais visa solucionar. CLASSIFICAÇÃO E ESPECIFICAÇÃO DE MATERIAIS. A função de Transportes envolve do fornecedor até o espaço físico de estocagem pode ser feita interna ou por terceiros. portanto. envolve o processo de gerenciamento e distribuição das cargas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA FUNÇÕES E OBJETIVOS DA ADMINISTRAÇÃO DE MATERIAIS. A grande questão é poder determinar qual a quantidade ideal de material em estoque. envolve a contratação de transportadoras (rodoviárias. Cada um destes processos é composto por sub-processos legais. As grandes funções da administração de materiais são: Compra. para que não ocorressem falhas de produção devido à inexistência ou insuficiência de peças em estoque. o desperdício de papel é sempre notável VANTAGENS DA PADRONIZAÇÃO: Simplificação dos trabalhos de conferência. envolvendo um vasto campo de relações que são interdependentes e que precisam ser bem geridos para evitar desperdícios. foi necessário classificar os materiais. quer seja ela industrial. ACOMPANHAMENTO DE PEDIDOS. As funções de Armazenagem e Conservação envolvem todos os processos de recebimento das mercadorias. A meta principal de uma empresa é maximizar o lucro sobre o capital investido. comercial ou prestadora de serviço. o cadastramento e a catalogação de todos os materiais da empresa. catalogação dos itens conforme codificação do estoque. os compradores deverão ter conhecimento das leis e guias de importação. Caso a retirada de itens seja para venda e entrega em um cliente. Espera-se então.

na qual se apresenta todas as particularidades ou características físicas que o individualizam. metódica e clara. IDENTIFICAÇÃO DE MATERIAL A identificação é o passo mais importante para a classificação de material. A importância de uma boa identificação. necessitam ou de particularizações descritivas ou não apresentam referências comerciais que. A identificação mal feita. de modo geral. uma vez que todo um conjunto de dados descritivos e individualizadores do material são substituídos por um único símbolo representativo. caracterizam e individualizam determinados tipos de material. divergências de saldos físicos. b) Evitar a duplicidade de itens no estoque. A atribuição do código visa simplificar as operações na empresa. Consiste em ordenar os materiais da empresa segundo um plano metódico e sistemático. compreendendo o n. Didatismo e Conhecimento 94 . e) Facilitar o controle contábil dos estoques Plano de Codificação: a)Grupo: designa a família. aquisição e controle do material. independentemente da referência do fabricante. • tipo de acabamento • material empregado na fabricação • normas técnicas • especificação da embalagem • forma de acondicionamento • número e/ou nome do catálogo ou lista de peças • cor • nome do fabricante • referências comerciais. Método Referencial Esta forma de especificar um material atribui uma descrição ou uma nomenclatura mais simplificada a cada item. Consiste na análise e registro dos principais dados que caracterizam e individualizam um item em relação ao universo de outros materiais existentes na organização. de maneira racional. para se transformar em linguagem universal de materiais na empresa.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA As categorias da classificação de materiais são: • Identificação. dando a cada um deles determinado conjunto de caracteres.º da peça. Geralmente. esse método é utilizado em situações em que são desnecessários maiores detalhamentos para a identificação. CODIFICAÇÃO DE MATERIAL A Codificação de Material é a representação por meio de um conjunto de símbolos alfanuméricos ou simplesmente números que traduzem as características dos materiais. sendo suficiente a referência do fabricante para a sua caracterização e individualização. possibilita a ocorrência de duplicidade de números de estoque. devido à especificação incorreta ou incompleta. o n° ou nome do modelo • aplicação do material (identificação do equipamento ou da unidade de aplicação) Métodos de Identificação do Material Método Descritivo A identificação é feita pela descrição detalhada do material. d) Facilitar a padronização de materiais. • Cadastramento e • Catalogação. sobrecarga nas áreas de estocagem. com numeração de 01 a 99. por si só. Com o objetivo de: a) Facilitar a comunicação interna na empresa no que se refere a materiais e compras. etc. controles duplos. contribui de forma significativa para a movimentação de material. estatísticas de consumo falhas e aumento de trabalho. através de qualquer dos métodos apresentados. amperagem. o agrupamento de materiais. • Codificação. Os elementos básicos necessários à especificação e à individualização de um item compreendem basicamente as seguintes informações: • medidas • voltagem. o passo subsequente consiste na atribuição de um código representativo dos elementos identificadores do item e que simboliza a identidade do material. para sua identificação. seu controle. compra e obtenção pelo usuário. Depois de realizada a identificação do material. Este método é utilizado para especificar os materiais que. c) Permitir as atividades de gestão de estoques e compras. apoiada basicamente na própria referência do fabricante.

e) Simples: de fácil utilização. é necessário a criação de um dígito de controle para assegurar a confiabilidade de identificação do programa. Características do Sistema de Codificação a) Expansivo: deve possuir espaço para novos itens. b) Preciso: um código para cada material. 2. Código de barras  A EAN Brasil– Associação Brasileira de Automação Comercial. entidade americana que administra o sistema UPC (Código Universal de Produtos) de numeração e código de barras. Desta forma o sistema pode se adaptar a cada necessidade. sendo: 4. Sendo o método mais utilizado. atualmente é um sistema muito utilizado na classificação de peças automotivas e na codificação de placas de automóveis. pela facilidade de ordenação sequencial de diversos itens e na adoção da informatização. Codificação alfanumérica Este processo agrupa  números e letras. c) Conciso: número mínimo de dígitos. 3. é feito a partir de 001 a 999. garantindo assim uma melhor qualidade e produtividade dos sistemas gerenciais. autores e áreas especificas.1984 do Ministério da Indústria e Comércio. o sistema agregou números a sua codificação. As quantidades de letras utilizadas e números. não havendo uma regra específica.1984 e da Portaria nº 143 de 12. o qual foi elaborado para o controle de materiais no após segunda guerra mundial. Codificação alfabética Este processo representa os materiais por meio de letras. Conforme Decreto Lei nº 90595 de 29. d) Conveniente: ser facilmente compreendido.11. sendo: Didatismo e Conhecimento 95 . porém com modificações provenientes de adequação necessária  ao uso pela empresa pretendente. Tipos de Codificação 1. intercambio e suporte técnico entre os parceiros comerciais. a interação entre atacadistas e varejistas passou a ser feita através deste controle mais eficaz. d)Digito de controle: para os sistemas mecanizados.  Os códigos seguem então a uma regra.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA b)Classe: identifica os materiais pertencentes à família do grupo. Em 1986 foi estabelecido um acordo de cooperação entre a EAN Internacional e a UCC – Uniform Code Council Inc. Codificação numérica ou sistema Numérico ou Decimal A atribuição consiste na adoção de algarismos arábicos. com a implementação da imprensa no mundo. foi muito utilizado na codificação de livros (Método Dewey). numerando de 01 a 99. c)Número identificador: é um individualizador do material. atualmente GSI recebeu a incumbência de administrar no âmbito do território brasileiro o Código Nacional de Produtos. Esta aliança promoveu uma maior colaboração. são definidos pelo órgão ou empresa a qual adotou o sistema.12. A classificação e a codificação dos materiais. Com o advento do código de barras. As atribuições do sucesso do código de barras estão distribuídas entre as entidades que colaboraram entre si. Sistema EAN/UCC. gerando uma velocidade rápida e precisa na troca de informações quanto aos aspectos de movimentação de venda e gestão dos estoques.. segue ao FSC. utilizado nos Estados Unidos e no Canadá. A codificação segue normalmente ao adotado pelo Federal Supply Classification System (FSC). conseguindo com isto codificar a grande variedade de edições em suas categorias e classificações de assuntos.

  Vantagens para o consumidor  ·        Cupom fiscal detalhado. sendo:  • EAN 13 – utilizado para identificar unidade de consumo. • Melhora o serviço ao cliente. • Código de barras padronizados para representar qualquer tipo de informação que possa ser lida facilmente por computadores (escaneada).html?engine=adwords&match=exact&keyword=codigo+de+barras+ BrazilianL&gclid=CKLXj5vdobsCFW0V7AoddBcA1w Didatismo e Conhecimento 96 .  Vantagens para o comércio • Otimiza o controle de estoque. Dentro do processo. atendendo as empresas em mais de 100 países. fardos e unidades de despacho em geral.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ·        UPC – Código Universal de Produtos ·        UCC – Uniform Code Council ·        EAN – European Article Numbering Association ·        EAN International Atualmente mais de 450. quando a embalagem não tem espaço físico para marcar o EAN13.000 empresas em todo mundo utilizam o sistema EAN. • EAN 08 – utilizado para identificar unidade de consumo. diminui o tempo das filas.. localizações. • Melhora o controle do estoque central.      Linguagem comum no intercambio de informações entre parceiros comerciais. ·        Controle de inventários e do estoque. série. 2. • Um conjunto de mensagens EANCOM para transações pelo Intercambio Eletrônico de documentos (EDI). • Aumenta a eficiência no ponto de venda: elimina erros de digitação.  O sistema  EAN é constituído de:  • Um sistema para numerar itens (produtos de consumo e serviços.      Cada identificação de mercadoria é única no mundo. ·        Organização interna. ·        Linhas de produtos a venda de composição mais adequada ao perfil da clientela http://www. mediante a codificação de embalagens de despacho e da matéria prima. gerando informações instantâneas. e outros ramos) permitindo que sejam identificados. ·        Aproximação do consumidor ao produto (merchandising) ·        Possibilidade de utilizar o Intercambio eletrônico de Documentos (EDI). • UCC/EAN128 – aplicado em unidades de distribuição. • Um sistema para representar informações suplementares. expedição de mercadorias.  Vantagens para a indústria  ·        Conhecimento exato do comportamento de cada produto no mercado. • ISSN – utilizado para identificar publicações periódicas. foram padronizados sistemas de EAN. permitindo identificação de número de lote. validade.codigodebarrasean. • EAN/DUN14 – utilizado para identificar caixas de papelão. • ISBN – utilizado para identificar livros.      Decodificações rápidas do símbolo. • Atende as mudanças rápidas dos hábitos de consumo. unidades de transporte. textos livres e outros dados.com/codigo-de-barras-global. • Vende mais com maior lucro. • Otimiza a gestão de preços e de crédito. ·        Padronização nas exportações.      Padrão utilizado internacionalmente em mais de 100 países. • Obtém informações confiáveis para uma melhor negociação. data de fabricação. ·        Preço correto nas gôndolas. ·        Passagem rápida no check-out ·        Eliminação de erros de digitação em sua compra. 4. ·        Estabelecimento de uma linguagem comum com os clientes. • Estabelece linguagem comum com fornecedor.  Razões de utilização  1. 3.

Didatismo e Conhecimento 97 . originado nos setores funcionais da empresa. precisam compreender tanto as necessidades de todos os processos da empresa. esse procedimento é fácil não cria conflito entre as partes. 2) Pedido de Compras: É o contrato formal entre a empresa e o fornecedor. Qualificação de fornecedores. Coleta de preços. Os gestores de compras fazem uma ligação vital entre a empresa e seus fornecedores. deverá representar todas as condições estabelecidas nas negociações. de acordo com a rotatividade de seus estoques: Mercadorias de alto giro. Análise dos preços. as compras de mercadorias realizadas em melhores condições proporcionam venda mais rápida e. ou seja. Ser entregues rapidamente. Sua finalidade é evitar atrasos. prazo de entrega. No pedido deverá constar: preço unitário e total. mas exerce um efeito de atração da clientela. dependendo do tipo de material: Material processo de fabricação (matéria-prima. preço e prazo dos produtos fabricados numa indústria dependem muito das condições em que foram adquiridos os insumos e as matérias-primas. Esse tipo de mercadoria quase sempre dá pouco lucro. 1) Coleta de Preços: Documento de registro da pesquisa de preços que fazemos em função de ter recebido a solicitação de compra dos fornecedores que temos aprovado para este material específico. Ter preço correto. por grupos. Pedido de Compras. Podemos ressaltar as seguintes ações. há alguns objetivos básicos da atividade de compras. A qualidade. é o procedimento para manter sob controle todos os pedidos. Etapas do processo de compra. Num bar. A figura abaixo demonstra as etapas da interação empresa/fornecedor: A compra interfere diretamente nas vendas. novos materiais. novos mercados e assim por diante. até o momento em que ele é liberado para o processo de nossa empresa. condições de pagamento. por exemplo. Para serem eficazes. Ações de apoio: Desenvolvimento de fornecedores. quando ambas as partes ganham. Acompanhamento do pedido. Ser entregues no momento certo e na quantidade correta. Somatório dos valores encontrados nos grupos de mercadorias. quantidade. estabelecendo contratos com fornecedores para adquirir materiais e serviços. para analisar se o que você está comprando para vender no varejo são os tipos de mercadorias ideais para o seu ramo de atividade. 5) Desenvolvimento de novos materiais: É o procedimento que possibilita à empresa pesquisar e selecionar novos materiais ou materiais alternativos o principal objetivo é estabelecer alternativas econômicas ou técnicas para melhorar o desempenho dos produtos no mercado. No comércio.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA COMPRAS O sistema de compras baseia-se em uma ação que envolve atividades de pesquisas para a melhor adequação dos objetivos organizacionais. As mercadorias de médio e baixo giro são aquelas que apresentam uma rotação de estoque mais lenta. tem-se. 6) Qualificação de fornecedores: É responsabilidade da área de engenharia. com maior margem de lucro. balinhas etc. fontes de fornecimentos. Ser capazes de alteração em termos de especificação. Nele anotamos os dados recebidos dos fornecedores. tempo de entrega ou quantidade (flexibilidade). Baseando-se em especificações e parâmetros fornecidos pelo mercado ou pela engenharia. de melhorias contínuas e principalmente de aumento dos lucros para ambas empresas. encontrar fornecedores certos. Podemos classificar as mercadorias de uma empresa em três tipos. são fontes geradoras de benefícios e de lucros para as empresas. Ações de suprimento: Solicitação de compras. 4) Desenvolvimento de fornecedores: É o procedimento que possibilita à empresa selecionar os futuros fornecedores sendo os melhores fornecedores do mercado e que tenham condições de atender a todas especificações e exigências da empresa. especificações técnicas do fornecimento. são aquelas que ficam bem à vista do freguês: cigarro. Mercadorias de baixo giro. Suas atividades básicas são: analisar ordem de pedido. utilizando o seguinte roteiro: Agrupamento das mercadorias de acordo com a sua frequência de saída (alta. buscar melhores preços. As mercadorias de alto giro são aquelas destinadas a provocar tráfego no salão de vendas. compras deve trabalhar com pesquisa constante em todo seu envolvimento. condições de fornecimento. chicletes. Compras dependem de sistemas de gestão moderna e com uso de tecnologia. que são válidos para todos os materiais e serviços comprados. como as capacitações dos fornecedores que podem fornecer produtos e serviços para a organização. fósforo. de levar em consideração a rotatividade dos seus estoques. de acordo com o seu giro. É o documento que contém as informações sobre o que comprar. Negociação Solicitação de Compras. Pode ser originado por vários setores. O Objetivos da função de compras: Apesar da variedade de compras que uma empresa realiza. pesquisa de mercado. Suprimentos e de Apoio. Desenvolvimento de novos materiais. material de manutenção e material auxiliar) – Estoque. obrigatoriamente. a área de compras tem um a função de ligação entre o fornecedor e a engenharia. Levantamento dos custos das mercadorias em estoque. em relação ao somatório. problemas para o cliente na entrega do pedido. é um importante elemento de fortalecimento dos laços de interesses. ligados ou não à atividade principal. Análise dos percentuais encontrados. Mercadorias de médio giro. Cálculo do percentual correspondente a cada grupo. média ou baixa rotatividade). Compras e Desenvolvimento de Fornecedores: A atividade de compras é realizada no lado do suprimento da empresa. se necessário. Como pode ser observado. Permitem taxas de marcação mais elevadas para compensar a demora de suas saídas. Materiais e serviços podem: Ser da qualidade certa. possivelmente. 3) Acompanhamento do Pedido: Conhecido como follow-up. 7) Negociação: É um procedimento de relacionamento entre a empresa e o fornecedor . Material de uso específico do solicitante. embalagens e transporte.

3. • Compras por importação. • Comprador técnico. 5. se os prazos de entrega satisfazem as programações de vendas da empresa. se os prazos de pagamento cobrem os prazos médios de vendas e não comprometem o capital de giro próprio. • Compras contratadas – realizadas por meio de contratos que preveem a entrega dos produtos em épocas preestabelecidas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A gestão de compras é tida como um fator estratégico nos negócios. De qualquer modo o encarregado de compras – seja ele o próprio dono ou um funcionário – deve conhecer e seguir algumas regras básicas ao bom desempenho de suas funções: Ele conhece bem o mercado? Ele conhece bem os estoques da empresa? Ele conhece o orçamento da empresa? Ele é cauteloso? Ele acompanha permanentemente os pedidos? Ele faz os pedidos por escrito? Ele é atualizado? Ele possui requisitos para desenvolver suas tarefas (responsabilidade. relacionando-os com a consulta. durante o ano todo. ao mesmo tempo. 2. • Compras especulativas – são feitas para especular com possível alta de preços. capacidade para se comunicar. Fechar o pedido mediante autorização de fornecimento ou contrato. Assim. • Compras locais. adquirir e receber mercadorias e insumos necessários à manutenção. para mercadorias especiais. Estudar de quem comprar. se não acontecer a alta de preços prevista. para reduzir ou anular as compras de emergência. motivado por falta de controle por parte de quem requisita ou compra. objetivos sociais. Esta modalidade é perigosa. • Compras de reposição – compras realizadas para adquirir mercadorias que apresentam comportamento estável de vendas. ETAPAS DO ATO DE COMPRAR 1. prazo médio de entrega. Motorista. avaliação e desempenho de fornecedores de materiais e serviços. É muito utilizada no comércio. onde os produtos de primeira necessidade (pão. acompanha a evolução do mercado. Encerrar o processo. Matéria prima. quanto e quando comprar. além da paralisação da unidade. se a quantidade oferecida é suficiente para as necessidades de produção e vendas de um determinado período. funcionamento e expansão da empresa. a um preço justo. Vejamos quais são as modalidades de compras mais utilizadas: • Compras de emergência – realizadas às pressas para atender uma necessidade surgida de surpresa. para o funcionamento. Comprar significa procurar. Para isso. pois além de comprometer o capital de giro pode acarretar prejuízos para a empresa. arroz. geralmente antes da necessidade se apresentar. condições de pagamento. número do CNPJ. As atividades de compras nas pequenas empresas. onde são registradas as informações necessárias sobre os fornecedores (endereço. apoia com informações as tarefas do comprador e efetua a manutenção dos dados cadastrais. Esta modalidade é muito utilizada na indústria. Didatismo e Conhecimento 98 . verificar quais serão os fornecedores e a sua capacidade técnica. se a qualidade dos produtos oferecidos tem a perfeição do acabamento exigida pelo consumidor. modelos exclusivos ou produtos novos não lançados ainda no mercado. habilidade no trato com pessoas. • Processamento. Comprador Diverso. causa grande impacto nos lucros. feijão. portanto. política de descontos etc). Promover a concorrência para a seleção do fornecedor vencedor. paciência. Não é tão fácil definir quais os fornecedores que apresentam todas as condições necessárias: se o preço de aquisição é justo e oferece condições de marcar um preço de venda que permita concorrer no mercado e. na qualidade especificada e no prazo necessário. outros produtos alimentícios) e produtos de higiene e limpeza pessoal (sabonete. a manutenção ou a ampliação da organização. 4. As compras são responsáveis por uma margem de 50% a 80% dos gastos da empresa e. linhas de produtos ou mercadorias. As compras de emergência ocasionam aquisição de mercadorias com preços altos e rupturas no estoque. Determinar o que. gosto pela leitura) É o ato de procurar e providenciar a entrega de materiais. bom senso e iniciativa. pessoas para contato. para fornecimento de matéria-prima e no comércio. leite. após recebimento do material e controle da qualidade e da quantidade. principalmente em supermercados. pasta de dentes e outros) apresentam um comportamento de vendas equilibrado. entre outras. número da inscrição. senso de organização. obter uma boa margem de lucro. O cadastro de fornecedores é o órgão responsável pela qualificação. boa memória. Toda empresa deve possuir um bom cadastro. Isso é desvantajoso porque reduz seu poder de negociação com o fornecedor e a competitividade da empresa no mercado. a empresa deve estabelecer controle de estoque adequado. O setor de compras possui variadas funções como: • Cadastro de fornecedores. geralmente são funções exercidas pelo proprietário. • Diligenciamento ou follow-up. Acompanhar ativamente o processo no período compreendido entre o pedido e a entrega (diligenciamento ou “follow-up”). 6.

segundo condições por ela estipuladas previamente. sem olvidar dos princípios basilares que orientam a Administração Pública. convoca interessados na apresentação de propostas.883/94. Ex. moderna. motivo pelo qual se tornam totalmente transparentes. diante de tamanha evolução no campo tecnológico. Texto baseado em Marconi Madruga. Avaliar a necessidade (planejamento). Inciso XXI. de 8-6-1994. Dessa forma.666.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O processamento é o órgão responsável pelo recebimento da documentação referente aos pedidos de compra e montagem dos respectivos processos. XXI criou bases.93. a partir do protocolo do pedido. as aquisições de qualquer natureza obedecem a Lei nº.A existência de recursos orçamentários que garantam o pagamento resultante. Proceder a pesquisas de mercado. 37. outros órgãos também podem exercer este controle. na rigorosidade formal. realizar obras ou serviços. A ideia de uma Administração Pública baseada na tradição. ao contrário da iniciativa privada. Todas as contratações com terceiros.666. 5. a fim de selecionar a que se revele mais conveniente em função de parâmetros antecipadamente estabelecidos e divulgados. assegurar aos administrados ensejo de disputarem entre si a participação nos negócios que as pessoas administrativas entendam de realizar com os particulares. etc. de 21. Aquisição de Móveis. Buscar atender o princípio da padronização. 8. Assim está determinado no citado artigo 14: “Art. Este procedimento visa garantir duplo objetivo: de um. regulamenta o Art. Serviços.666/93). serviços em todo o País. lado proporcionar às entidades governamentais possibilidade de realizarem o negócio mais vantajoso. falar inglês. inc. acompanhando a evolução econômica e financeira da sociedade. de outro. As compras locais são compras exercidas no país tanto na iniciativa privada como no serviço público. do Distrito Federal e dos Municípios. Concurso Leilão e as Dispensas e Inexigibilidades). sendo necessária a elaboração de Ato Convocatório para as modalidades de Licitação. Para o setor público o instrumento utilizado para compras é a licitação.8. art. Alienações e Locações no âmbito dos Poderes da União (Executivo.: Prestação de serviços de mão de obra. 3. Definir o quanto adquirir. Urge a necessidade de um modelo gerencial na gestão administrativa. Independentemente dessa particularidade. 8. a Lei nº 8. O artigo 14 da lei de licitações e contratos administrativos disciplina de forma objetiva: para que a administração efetue qualquer compra. O Objeto de Licitação é o bem/ serviço ao qual a Administração pretende adquirir. A Administração Pública com o objetivo de dar maior transparência aos processos licitatórios. 2º . está se tornando modelo ultrapassado e nada eficiente. serão necessariamente precedidas de Licitação. apenas como expectador.06. o Estado não pode ficar à margem. de 21-6-1993. pertinentes a Obras. criou outras formas de comprar e uma outra modalidade de licitação diferente das modalidades da Lei n°8. Verificar as condições de guarda e armazenamento. da Constituição Federal. instituiu normas para Licitações e Contratos Administrativos. ressalvadas as hipóteses previstas na Lei (Art. empresarial e social. 6. A Constituição de 1988. Porém. obras. buscando a racionalização dos seus procedimentos bem como a redução de custos em função do aumento da competitividade. Tomada de Preços. Indicar (empenho) os recursos orçamentários. em 21 de junho de 1993. 14 . O comprador deste tipo de compras dispensa características diferenciadas. que garantam a aplicação do grande volume de recursos disponíveis. com eficiência e transparência. a que melhor atenda de maneira objetiva o interesse do serviço. Para se caracterizar o objeto da compra deve-se: 1. numa ordem burocrática pesada. 8.666/93 e 8.666. Observa-se que a diferença entre os tipos de compras é a formalidade no serviço público e a informalidade na iniciativa privada.A definição precisa do seu objeto. como forma de dar transparência à compra pública. O que é Licitação? A licitação visa a garantir a observância do Princípio Constitucional da Isonomia e a Selecionar a Proposta mais Vantajosa pra a Administração. Uma das formas eficientes utilizadas pela Administração Pública é a licitação. assentou-se a Lei Federal nº 8. nas quais mais tarde. Deve controlar todo o processo desde seu início. 2 . Definir a modalidade e tipo de licitação ou a sua dispensa / inexigibilidade.883. Licitação é o procedimento administrativo pelo qual uma pessoa governamental pretendendo alienar. Obter as informações técnicas quando necessárias. Nos tempos atuais. os procedimentos são praticamente idênticos.Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. 7. quando ao Estado cumpre garantir o desenvolvimento econômico e social. capaz de realizar a função pública de forma eficiente. 2. até o efetivo recebimento do material. 4. Nas empresas estatais e autárquicas. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa ”. deve curvar-se a dois princípios fundamentais: 1 . como também no serviço público em geral. como por exemplo.666/93 (Concorrência. A diferença básica entre as compras no serviço público e na iniciativa privada está na formalidade do processo de compra. ou seja. 37. Com a crescente demanda por bens. Legislativo e Judiciário) dos Estados. preliminarmente. tornou-se imprescindível adoção de procedimentos e mecanismos de controle. Convite. alterada pela Lei nº. adquirir ou locar bens. que instituiu o Estatuto das Licitações e Contratos Administrativos. Didatismo e Conhecimento 99 . As compras no serviço público se baseiam nas leis 8. Compras.

como é o caso das concessões. DA IMPESSOALIDADE O interesse público está acima dos interesses pessoais. pessoas de direito público interno ou entidades sujeitas ao seu controle majoritário. III. quanto. Inexigibilidade De Licitação: A obrigatoriedade somente não se aplica em determinados casos descritos a seguir conforme decreto-lei Nº 200 de 25 de fevereiro de 1967: Art. nas hipóteses previstas no art. e como consequência a decretação da nulidade do processo. quando da compra. Quando sua realização comprometer a segurança nacional. O gestor não pode incluir cláusulas que restrinjam ou frustrem o caráter competitivo. quando o objeto do certame seja compra de alimentos. Na aquisição ou arrendamento de imóveis destinados ao Serviço Público. obras. As compras. da Lei nº 8. prestar algum tipo de serviço público. não faz sentido uma empresa fabricante de automóveis tencionar participar de um processo de licitação. o instituto das licitações também tem seus princípios norteadores. DA MORALIDADE A licitação deverá ser realizada em estrito cumprimento dos princípios morais. o valor do maior salário mínimo mensal. Didatismo e Conhecimento 100 . independente se a empresa é pequena. Quando não acudirem interessados à licitação anterior. essa liberdade de participação é relativa. ou conceder a um terceiro o poder de. a proceder de acordo com o que a Constituição Federal e Leis preveem. da Constituição de 1988. a escolha e julgamento da melhor proposta obedecerão ao princípio da publicidade. § 2. O princípio da competitividade garante a livre participação a todos. Distrito Federal. Na aquisição de obras de arte e objetos históricos. II. como princípio geral previsto no art. obra. ainda que forma bastante simples. no caso de obras. Quem está obrigado a licitar: União. obriga a Administração Pública. empresa ou representante comercial exclusivos. segundo o qual “ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei”. no caso de compras e serviços. executar obras. Por exemplo. 37. A Administração Pública deve saber definir quando. não cabendo nenhum deslize. XXI da Constituição onde proíbe a discriminação entre os participantes do processo. grave perturbação da ordem ou calamidade pública. a juízo do Presidente da República. equipamentos ou gêneros que só podem ser fornecidos por produtor. A proposta mais vantajosa nem sempre é a mais barata. bem como sua participação em audiências públicas. uma vez que o Estado é custeado pelo cidadão que paga seus impostos para receber em troca os serviços públicos. DA IGUALDADE Previsto no art. à coletividade. de acordo com a Lei. contratar serviços. É dispensável a licitação: Nos casos de guerra. obras e serviços efetuar-se-ão com estrita observância do princípio da licitação. Na aquisição de materiais. IV. O princípio da legalidade. Territórios e autarquias estão obrigados a licitar. Outra função desse princípio é garantir aos cidadãos o acesso à documentação referente à licitação. A não observação desse princípio impregnará o processo licitatório de vício. mesmo que involuntário. Nos casos de emergência. 126. A Administração Pública se balizará no princípio da impessoalidade para evitar a preferência por alguma empresa especificamente. Como todo sistema jurídico. PRINCÍPIOS BÁSICOS DA LICITAÇÃO I. O problema que se põe é saber se as sociedades de economia mista e empresas públicas também se sujeitam ao dever de licitar. porém. II. a exemplo da situação onde há opção de compra ou locação. sem nenhuma interferência pessoal da autoridade. neste caso. Discorreremos acerca de alguns deles. e a cinquenta vezes. É nessa análise que o princípio da economicidade se revela. Será dispensado a todos os interessados tratamento igual.666/93. trazendo nulidade como consequência. 39. bens ou equipamentos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A Administração Pública lançará mão da licitação toda vez que for comprar bens. caracterizada a urgência de atendimento de situação que possa ocasionar prejuízos ou comprometer a segurança de pessoas. às vezes o barato sai caro. Estados. entendidos como tal os que envolverem importância inferior a cinco vezes. V. DA PUBLICIDADE Transparência do processo licitatório em todas as suas fases. mantidas. bem como na contratação de serviços com profissionais ou firmas de notória especialização. Quando a operação envolver concessionário de serviço público ou. é assegurada a igualdade no tratamento a todos quantos venham participar do certame licitatório. DA LEGALIDADE A atuação do gestor público e a realização da licitação devem ser processadas na forma da Lei.0. Nas compras ou execução de obras e serviços de pequeno vulto. as condições preestabelecidas. auxiliando a aplicação dos recursos públicos com zelo e eficiência. exclusivamente. Como a licitação busca atender ao interesse público. o que é ponto incontroverso. A licitação só será dispensada nos casos previstos nesta lei. contração de serviços ou alienação. em seu nome. 5º. cuja não observação implicaria prejuízo para a lisura do processo licitatório. Municípios. favorecendo uns em detrimento de outros. o que e por que vai comprar. em obediência às pertinentes leis de licitação. Como dizem alguns. Pelo princípio da isonomia. que acabam por beneficiar. média ou grande. sobre seus atos. de determinados participantes. não significando que qualquer empresa será admitida no processo licitatório. que visa tornar a futura licitação conhecida dos interessados e dar conhecimento aos licitantes bem como à sociedade em geral.

com a função de receber. DA PROBIDADE ADMINISTRATIVA O gestor deve ser Honesto em cumprir todos os deveres que lhes são atribuídos por força da legislação. 22 . COMISSÃO PERMANENTE DE LICITAÇÃO (CPL) / COMISSÃO ESPECIAL DE LICITAÇÃO (CEL) / PREGOEIRO Para as contratações na Administração Pública. A investidura dos membros das Comissões Permanentes não excederá a 1 (um) ano. Nos casos em que couber Convite. Quando. essas circunstâncias deverão ser devidamente justificadas no processo. de acordo com a modalidade de licitação escolhida deverá ser designada uma CPL ou uma CEL ou Designar o Pregoeiro e a sua Equipe de Apoio. hora e local designados no Edital. 25 – Inciso I a III). quando não tiver no mínimo 03 (três) propostas em condições de contratar com a Administração. a Administração poderá contratar com aquela que atenda as exigências do Edital. Conforme entendimento do TCU. VIII. examinar e julgar todos os documentos e procedimentos relativos às licitações e ao cadastramento de licitantes”.. Após essa repetição. DO JULGAMENTO OBJETIVO Pedidos da administração em confronto com o ofertado pelos participantes devem ser analisados de acordo com o que está estabelecido no Edital. propostas. O julgamento é realizado por Comissão ou por Servidor designado pela Autoridade Competente. 03 (três).51 § 1º). considera-se: . responsáveis pela licitação. observada a necessária qualificação (art. incluindo-se os fornecimentos de bens e serviços a estes necessários (Lei n° 8. b) TOMADA DE PREÇOS: É a modalidade de licitação entre interessados cadastrados ou que atenderem a todas as condições exigidas para cadastramento até o terceiro dia anterior à data do recebimento das propostas. 24 . financiamento e prazo. Os membros das Comissões de Licitação responderão solidariamente por todos os atos praticados pela Comissão. for impossível a obtenção do número mínimo de licitantes exigidos. Didatismo e Conhecimento 101 .Concorrência. comprovem possuir os requisitos mínimos de qualificação exigidos no Edital. 17. eficiência. art. permanente ou especial. in verbis: “ art.inciso I a XXIV) e a Inexigibilidade quando houver inviabilidade de competição (Art. A CRITÉRIO DA ADMINISTRAÇÃO (art.§ 2º). por limitações do mercado ou manifesto desinteresse dos convidados. bem como os licitantes ficam obrigados a cumprir os termos do edital em todas as fases do processo: documentação. Já na modalidade de Pregão a licitação será conduzida por um Pregoeiro e sua Equipe de Apoio. Também são previstos a Dispensa de Licitação (art.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA VI. estabelece que a CPL ou CEL. criada pela Administração. deve ser composta de. § 2º. mesmo sendo facultado pela Lei. § 4º. Para os fins desta lei. a) CONCORRÊNCIA: É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados que. econômica. fornecimentos e obras. julgamento e ao contrato. sendo pelo menos 2 (dois) deles servidores qualificados pertencentes aos quadros permanentes dos órgãos da Administração. VII. 22 . devidamente justificado. a Administração poderá utilizar a TOMADA DE PREÇOS. A abertura dos envelopes de propostas de preços e de habilitação deve ser feita em ato público no dia. Convite.. Os membros da Comissão de Licitação não poderão ter nenhuma participação direta ou indireta.51 da mesma Lei. XVI – Comissão: Comissão.XVI da Lei n°8. DA VINCULAÇÃO AO INSTRUMENTO CONVOCATÓRIO (EDITAL OU CONVITE) A administração.(art. para concessão de direito real de uso e em Licitações Internacionais. 22. pessoa física ou jurídica. a existência de qualquer vínculo de natureza técnica. FORMAS DE COMPRAR – LEI Nº 8. A Concorrência é obrigatória para compra ou alienação de imóveis. 6° . financeira ou trabalhista entre o autor do projeto. comercial. c) CONVITE: É a modalidade de licitação entre interessados do ramo pertinente ao objeto. na fase inicial de habilitação preliminar.6666/93 art. salvo se posição individual divergente estiver devidamente fundamentada e registrada em ata lavrada na reunião em que tiver sido tomada a decisão.9° § 3°). Concurso e Leilão. preço.666. vedada a recondução da totalidade de seus membros para a mesma comissão no período subsequente. Na forma do art. cadastrados ou não.6°.§ 1º). sob pena de repetição do convite. e o licitante ou responsável pelos serviços. independentemente do valor do objeto e PODE SER TAMBÉM UTILIZADA NO LUGAR DE QUALQUER OUTRA MODALIDADE LICITATÓRIA.666/93 Na forma do Art. O art. Tomada de Preços. ou seja. são modalidades de Licitação: . escolhidos e convidados em número mínimo de 03 (três) ou ainda aos demais cadastrados na especialidade que manifestarem seu interesse com antecedência de até 24 (vinte e quatro) horas da apresentação das propostas. caso não compareçam as 03 (três) empresas. deve-se repetir o convite. 22 – § 3º . no mínimo 3 (três) membros. durabilidade. considerando o interesse do serviço público e os fatores de qualidade de rendimento.

Concorrência: do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. • Prazos Para Publicação Do Edital: o prazo mínimo que deverá mediar entre a última publicação do edital resumido ou da expedição do convite e o recebimento das propostas será: De quarenta e cinco dias para: Concurso. mas cadastrado. Não é necessária nessa modalidade. Especificação adequada do produto a ser adquirido. 1) Edital: “É o instrumento pelo qual a Administração leva ao conhecimento público a abertura de concorrência. devidamente confirmado pela Seção de Contabilidade da unidade requisitante. como exigida para as demais modalidades. nos casos não especificados acima. Identifica o objeto licitado e delimita o universo das propostas.Art. de concurso e de leilão. Encerra-se o Concurso. devendo ser avaliados. no mínimo. conforme critérios constantes do Edital publicado na Imprensa Oficial com antecedência mínima de 45 (quarenta e cinco) dias. por vezes denominada “qualificação”. adoção do procedimento licitatório. Segundo Hely Lopes Meirelles. Científico ou Artístico. 22 . 3. e) LEILÃO: É a modalidade de licitação entre quaisquer interessados. concurso e leilão deverão ser publicados com antecedência. mediante a instituição de Prêmios ou Remuneração aos vencedores. também. nos casos não especificados acima. Atendimento ao princípio de padronização. igual ou superior ao valor da avaliação. de tomada de preços. sob a modalidade de Concorrência ou Leilão) a quem oferecer o maior lance. ou execução por empreitada integral. vincula a Administração e os participantes. Adjudicação e homologação. ou em jornal de grande circulação no Estado e também. Tomada de preços. Os bens arrematados serão pagos à vista ou no percentual estabelecido no Edital. bem como os prêmios a serem concedidos. tendo em vista que a venda é feita à vista ou curto prazo (art. 22 . para a venda de bens móveis inservíveis para a administração ou de produtos legalmente apreendidos ou penhorados. Regula atos e termos processuais do procedimento. endossada pelo titular do órgão. que é externo ao procedimento. É a modalidade de Licitação entre quaisquer interessados para escolha de Trabalho Técnico. Obs: Na modalidade de licitação chamada “convite” inexiste a fase de habilitação. eles têm um objetivo comum: a seleção da melhor proposta. Habilitação dos licitantes. protocolado e numerado. Recebimento da documentação e propostas. Ela é presumida.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA d) CONCURSO: É uma modalidade de natureza especial. é a fase do procedimento em que se analisa a aptidão dos licitantes. devidamente autuado. é feita a priori pelo próprio órgão licitante que escolhe e convoca aqueles que julgam capacitados a participar do certame. Indicação do recurso próprio a ser onerado. 2º). diferente das demais. Fixa cláusulas do futuro contrato. o qual se obrigará ao pagamento do restante no prazo estipulado no Edital. que se desenvolve através dos seguintes atos. Julgamento das propostas (classificação) 5. com a classificação dos trabalhos e o pagamento dos prêmios (art. Este ato derradeiro do procedimento é um ato unilateral que se inclui dentro do próprio certame. a habilitação prévia dos licitantes. após a assinatura da ata lavrada no local. dependendo da estância da licitação. imediatamente entregues ao arrematante. para que conste o preço mínimo no Edital. finalidade específica. quando a licitação for do tipo “melhor técnica” ou “técnica e preço”. em jornal de circulação no Município. para fins de julgamento das propostas.§ 4º).§ 1º. eventual interessado. contendo a autorização respectiva. sob pena de perder em favor da Administração o valor já recolhido. • Procedimento Da Licitação: Apesar dos atos que compõem o procedimento terem. Funções do edital: o edital dá publicidade à licitação. bem. Como lei interna da licitação. • Publicação Dos Editais: os editais de concorrência. estabelecerá as diretrizes e a forma de apresentação do trabalho. De quinze dias para: Tomada de preços. Habilitação: A habilitação. e ao qual serão juntados oportunamente: “Da Requisição de Compra deverá constar obrigatoriamente: Justificativa do pedido. A modalidade em que todas as fases da licitação se encontram claramente definidas é a concorrência.§ 5º . sendo que o licitante pode ser habilitado ou não pelo órgão competente. cada um. não convidado. 19 (bens imóveis cuja aquisição seja derivado de procedimentos judiciais ou de dação em pagamento. 2. não inferior a 5% (cinco por cento) e. 4. nesta ordem: 1. Circunscreve o universo dos proponentes. a indicação sucinta de seu objeto e do recurso próprio para a despesa. diferentemente do contrato. Dispensa as formalidades específicas da Concorrência. 53 . Edital ou convite de convocação dos interessados. De trinta dias para: Concorrência. Indicação dos fatores a serem considerados e expressamente declarados no Edital. O regulamento do Concurso é que indicará a qualificação dos participantes. fixando as condições de sua realização. esta é a fase interna da licitação à qual se segue a fase externa. fixa as condições de sua realização e convoca os interessados para a apresentação de suas propostas”. De cinco dias úteis para: Convite. ou para a alienação de bens imóveis prevista no Art. no Diário Oficial do Estado. admitindo. sempre que possível for. Leilão. “O procedimento da licitação será iniciado com a abertura de processo administrativo. por uma vez no Diário Oficial da União. Entende-se por aptidão a qualificação indispensável para que sua proposta possa ser objeto de consideração. se houver. Didatismo e Conhecimento 102 . Estabelece os critérios para análise e avaliação dos proponentes e das propostas. tomada de preços. será designada a Comissão Julgadora definindo sobre os critérios e julgamento.

neste tipo de licitação. na escolha conforme o tipo de licitação.º 8. diretamente ou por seus representantes legais. § 3’ do art. a partir das vantagens que oferecem. por meio de especificações usuais no mercado. hora e local que tenham sido designados no Edital. 44 da Lei 8. Bens e Serviços Comuns Bens e serviços comuns são aqueles cujos padrões de desempenho e qualidades possam ser objetivamente definidas pelo edital. de forma que constitui alternativa a todas as modalidades. 45 § 1’ da Lei 8. o concurso e o leilão. sem dúvida. Após os lances. O pregão é a modalidade de licitação para aquisição de bens e serviços comuns em que a disputa pelo fornecimento é feita em sessão pública. ponderação aos resultados da parte técnica e ponderação ao preço. classificam-se as propostas e escolhe-se o vencedor. Credenciamento Os interessados devem comparecer no dia. Trata-se.º 8.” A classificação se divide em duas fases: Na primeira. Dessa forma. Aquelas que não se apresentarem em conformidade com o instrumento convocatório serão desclassificadas. pelo vencedor. de modo a que. Após se confrontar as ofertas.555/00 detalha os procedimentos previstos na Lei e especifica os bens e serviços comuns. hora e local previstos. após selecionar as propostas que vierem a alcançar certo índice de qualidade ou de técnica. de 8 de agosto de 2000. do qual se lavrará ata circunstanciada. apenas a documentação do participante que tenha apresentado a melhor proposta é analisada. instituiu o pregão como nova modalidade de licitação. Critérios de classificação: Existem quatro tipos básicos de licitação (4 critérios básicos para avaliação das propostas): Licitação de menor preço . o preço será o fator de decisão. o convite.666/93). na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital a quem deverá ser adjudicado o objeto da licitação.nos casos de alienação de bens ou concessão de direito real de uso (art. há o julgamento das propostas. as empresas públicas e as sociedades de economia mista. por meio de propostas e lances.esse critério privilegia a qualidade do bem. portanto. finalmente. que consiste em evento no qual são recebidas as propostas escritas e a documentação de habilitação.666/93. Pode-se.º 3. A sequência de procedimentos descrita a seguir deverá ser obrigatoriamente observada na etapa competitiva do pregão. a tomada de preços. o serviço. Esse critério pode consistir em que a técnica e preço sejam avaliados separadamente. mais adequado aos objetivos a serem atingidos. combinam-se os dois fatores: técnica e preço. ainda pode haver a negociação direta com o pregoeiro. ou seja. só pode ser aplicado na Administração Pública Federal. Etapa Competitiva A etapa competitiva transcorre durante a sessão pública do pregão. o mais objetivo. A sessão pública será realizada no dia. É usual na contratação de obras singelas. Além disso. A relação dos bens e serviços que se enquadram nessa tipificação está contida no Anexo II do Decreto n. As propostas que estiverem de acordo com o edital serão classificadas na ordem de preferência. que são a concorrência.º 3. compreendidos os três Poderes. Licitação de melhor técnica . Os envelopes são abertos em ato público. ocorre a abertura dos envelopes “proposta” entregues pelos participantes do certame.555. que deverão se identificar e comprovar possuírem os poderes exigidos para a formulação de propostas e participação no pregão. que serão considerados em conjunto. o material mais eficiente. O pregão foi instituído exclusivamente no âmbito da União. após. A grande inovação do pregão se dá pela inversão das fases de habilitação e análise das propostas. realizada a disputa por lances verbais e o seu julgamento e classificação.é a mais comum. de serviços que dispensam especialização. de bens e serviços geralmente oferecidos por diversos fornecedores e facilmente comparáveis entre si. O pregão vem se somar às demais modalidades previstas na Lei n. Licitação de técnica e preço . ainda atribuir pesos. alcança os mesmos órgãos e entidades da Administração Federal sujeitos à incidência da Lei n.520. que deve ser objetivo e em conformidade com os tipos de licitação. A etapa competitiva poderá ser sucessivamente retomada no caso de descumprimento dos requisitos de habilitação. as autarquias. o pregão pode ser aplicado a qualquer valor estimado de contratação. de modo a permitir a decisão de compra com base no menor preço. a definição da proposta mais vantajosa para a Administração é feita através de proposta de preço escrita e. de 17 de julho de 2002. ou seja. disputa através de lances verbais. da proclamação de um vencedor. irrisórios ou de valor zero. previamente designado.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 3) Classificação: “É o ato pelo qual as propostas admitidas são ordenadas em função das vantagens que oferecem. que regulamenta o pregão. as fundações. O critério do menor preço é. Licitação de maior lance ou oferta . no intuito da diminuição do valor ofertado. na conformidade dos critérios de avaliação estabelecidos no edital”.666/93: a administração direta. ainda que o instrumento convocatório não tenha estabelecido limites mínimos (v. Recebimentos dos envelopes Didatismo e Conhecimento 103 . Não se pode aceitar proposta que apresente preços unitários simbólicos. Outra peculiaridade é que o pregão admite como critério de julgamento da proposta somente o menor preço. Base Legal A Lei n. ma is durável. Na segunda. Diversamente destas modalidades. O Decreto n. seguido da habilitação da melhor proposta e. Especificamente.666/93). O que a Administração pretende é a obra. na compra de materiais ou gêneros padronizados. para classificação e habilitação do licitante com a proposta de menor preço. obra ou serviço proposto em função da necessidade administrativa a ser preenchida.º 10.

Da mesma forma. será excluído da disputa verbal. Este exame compreende a verificação da compatibilidade da proposta com o preço estimado pela Administração Pública na elaboração do Edital. ao ser convidado pelo pregoeiro. Somente estes ofertantes poderão fazer lances verbais adicionalmente às propostas escritas que tenham apresentado. é declarada aberta a sessão pelo pregoeiro. punindo a tentativa de inflacionar preços. O pregoeiro faz a leitura dos envelopes com o preço ofertado de cada participante. Habilitação A fase de habilitação tem lugar depois de classificadas as propostas e realizado seu julgamento. o pregoeiro anunciará a proposta por escrito de menor preço e em seguida aquelas cujos preços se situem dentro do intervalo de 10% acima da primeira. será anotado em quadro-negro. Depois de encerrada a etapa de competição entre propostas de preço. São então recebidas as propostas dos licitantes e respectivas documentações de habilitação. ou. assegurando perfeita visualização e acompanhamento por todos os presentes. Parâmetros de desempenho e de qualidade. A ausência de lance verbal não impede a continuação da sessão para a etapa de julgamento e classificação. que nesse caso examinará as ofertas escritas. 2. da seguinte forma: 1. que necessariamente devem contemplar preços de valor decrescente em relação à proposta por escrito de menor valor. considerada aceitável. alternativamente. aquela de menor preço.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Verificadas as credenciais de todos os presentes. Lances Verbais Nesta etapa. Realizada a classificação das propostas. Abertura das Propostas e Classificação dos Licitantes de Melhor Oferta Imediatamente após a sua entrega. o pregoeiro passa ao julgamento da proposta de menor preço. O exame constará de verificação da documentação relativa a: Didatismo e Conhecimento 104 . o pregoeiro classificará as três melhores. a habilitação ocorre depois do julgamento da proposta de menor preço ofertada. relativamente a: 1. é classificada a proposta por escrito apresentada inicialmente. a de menor valor será então examinada em relação a sua aceitabilidade. para dar início à apresentação de lances verbais. que define como vencedor o licitante que apresente a proposta mais vantajosa para a Administração Pública. em dois invólucros separados. visando obter reduções adicionais de preço. Sendo assim. A modalidade pregão prevê a aplicação tão somente da licitação de tipo menor preço. No caso de participante que não tenha apresentado lance verbal. Especificações técnicas. O objetivo é estimular os participantes a apresentarem propostas compatíveis com a realidade do mercado. O pregoeiro poderá negociar diretamente com o licitante. os envelopes contendo as propostas de preço são abertos. Envelope contendo a proposta. na hipótese de não haver apresentação de lance verbal pelos participantes. o qual será registrado no sistema informatizado e projetado em tela. conforme ordenação crescente de preço. quaisquer que sejam os preços oferecidos. evitando o exame demorado e trabalhoso de extensa documentação apresentada por todos os participantes. o pregoeiro procederá à abertura do envelope contendo a documentação de habilitação do licitante que tiver apresentado a melhor proposta julgada. Assim. O pregoeiro procederá à classificação do último lance apresentado por cada licitante. ou seja. o pregoeiro classificará as propostas por escrito. Os lances serão formulados obedecendo à sequência do maior para o menor preço escrito selecionado. Nesta etapa é realizada a classificação das propostas cujos licitantes poderão participar da etapa de apresentação de lances verbais. é franqueada a formulação dos lances verbais. 3. identificada aquela de menor preço. que transcorrerá de forma ininterrupta até o encerramento dos trabalhos. 2. Julgamento e Classificação Final Esgotada a apresentação de lances verbais. A participação só é permitida para aqueles ofertantes cujas propostas por escrito apresentem valor situado dentro de um intervalo entre o menor preço oferecido e os demais. Envelope contendo a documentação de habilitação do interessado. O exame de aceitabilidade também considera a compatibilidade da proposta com os requisitos definidos no edital. Isto simplifica o processo. Será examinada tão somente a documentação do vencedor da etapa competitiva entre preços. a comprovação documental de atendimento aos requisitos da habilitação só será verificada no caso da proposta vencedora. Prazos de fornecimento. Não há obrigação de aceitar proposta cujo valor seja excessivo em relação à estimativa de preço previamente elaborada pela Administração. Não havendo pelo menos três propostas de preços nas condições definidas no parágrafo anterior. Importante inovação trazida pelos procedimentos do pregão. Sempre que um licitante desistir de apresentar lance. O pregoeiro convidará o participante selecionado que tenha apresentado a proposta selecionada de maior valor.

4. o licitante dispõe do prazo de três dias para apresentação do recurso. 15.DAS COMPRAS Art. 2. conforme a classificação e assim sucessivamente. que será liminarmente avaliada pelo pregoeiro.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 1. III .SICAF. que contém registros relativos a estas exigências de habilitação.DOU DE 6/7/93 . a Seguridade Social e o FGTS. o licitante deverá manifestá-la ao pregoeiro. por escrito.ser subdivididas em tantas parcelas quantas necessárias para aproveitar as peculiaridades do mercado.estipulação prévia do sistema de controle e atualização dos preços registrados.DE 21 DE JUNHO DE 1993 . Qualquer participante pode recorrer.validade do registro não superior a um ano. assistência técnica e garantia oferecidas.submeter-se às condições de aquisição e pagamento semelhantes às do setor privado. O acolhimento do recurso implica tão somente na invalidação daqueles atos que não sejam passíveis de aproveitamento. as condições de manutenção. IV . Habilitação jurídica. Art. contados a partir do término do prazo do recorrente. A habilitação jurídica e a qualificação técnica e econômico-financeira obedecerão aos critérios estabelecidos no Edital. com a finalidade de subsidiar a preparação de recursos e de contra razões. durante a sessão do pregão. estão dispensados de apresentar os documentos de habilitação jurídica. de viva voz. Qualificação técnica. que será disponibilizado a todos os participantes em dia. A homologação da licitação é de responsabilidade da Autoridade Competente e só podem ser realizados depois de decididos os recursos e confirmada à regularidade de todos os procedimentos adotados. Didatismo e Conhecimento 105 . a adjudicação ou o acatamento do recurso será realizado pela Autoridade Competente. Nenhuma compra será feita sem a adequada caracterização de seu objeto e indicação dos recursos orçamentários para seu pagamento. Neste caso. Não ocorrendo imediata manifestação acompanhada da explicitação dos motivos. imediatamente após a declaração do vencedor. horário e local previamente comunicado. assim que for declarado o vencedor. de qualificação econômico-financeira e de regularidade fiscal. Os fornecedores regularmente cadastrados no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores .seleção feita mediante concorrência. Neste caso. sempre que não houver manifestação dos participantes no sentido de apresentar recurso. Indicação do Vencedor Será declarado vencedor do pregão o licitante que tiver apresentado a proposta classificada de menor preço e que subsequentemente tenha sido habilitado. Adjudicação e Homologação A adjudicação do licitante vencedor será realizada pelo pregoeiro. o qual decidirá pela sua aceitação ou não. Ocorrendo a interposição de recurso. na imprensa oficial. o pregoeiro procederá à consulta ao SICAF. II .666 . Qualificação econômico-financeira. quando for o caso. ao final da sessão do pregão. que imponha compatibilidade de especificações técnicas e de desempenho. Recurso A apresentação de recurso não se conclui durante a sessão do pregão. 3. os documentos de habilitação do segundo colocado. CONTRATOS E COMPRAS LEI Nº 8. até que um licitante atenda às exigências de habilitação. observadas as seguintes condições. §2º Os preços registrados serão publicados trimestralmente para orientação da administração. sob pena de nulidade do ato e responsabilidade de quem lhe tiver dado causa. I . A regularidade fiscal deverá ser verificada em relação à Fazenda Nacional. Os demais licitantes poderão apresentar contra razões em até 3 dias. deverão ser examinados em seguida. O exame da documentação ou a consulta ao SICAF podem resultar na impossibilidade de habilitação do licitante que tenha apresentado a melhor proposta de preço. Existindo intenção de interpor recurso. §3º O sistema de registro de preços será regulamentado por decreto. A manifestação necessariamente explicitará motivação consistente.Republicada SEÇÃO V . sempre que possível deverão: I . II . §1º O registro de preços será precedido de ampla pesquisa de mercado. Admitido o recurso. A decisão sobre recurso será instruída por parecer do pregoeiro e homologada pela Autoridade Competente responsável pela licitação. As compras. atendidas as peculiaridades regionais.balizar-se pelos preços praticados no âmbito dos órgãos e entidades da Administração Pública. É assegurado aos licitantes vista imediata dos autos do pregão. depois de transcorridos os prazos devidos e decididos os recursos.ser processadas através de sistema de registro de preços. será configurada a preclusão do direito de recurso. e conformidade com as disposições constitucionais relativas ao trabalho do menor de idade. Regularidade fiscal. 14. V . visando economicidade.atender ao princípio da padronização. III . observadas.

320. ainda: I . de observação e de recebimento definitivo. VI . de maneira a clarificar a identificação do bem comprado. seu preço unitário. respeitada a legislação relativa às licitações. aos órgãos incumbidos da arrecadação e fiscalização de tributos da União. §3º No ato da liquidação da despesa. segundo o disposto no art. durante toda a execução do contrato. em conformidade com os termos da licitação e da proposta a que se vinculam. Art.a definição das unidades e das quantidades a serem adquiridas em função do consumo e utilização prováveis. mensalmente. CAPÍTULO III . deverá ser confiado a uma comissão de. Didatismo e Conhecimento 106 . 23 desta lei. os critérios. Os contratos administrativos de que trata esta lei regulam-se pelas suas cláusulas e pelos preceitos de direito público. quando possível. deverá constar necessariamente cláusula que declare competente o foro da sede da Administração para dirimir qualquer questão contratual. §5º O sistema de controle originado no quadro geral de preços. §2º Nos contratos celebrados pela Administração Pública com pessoas físicas ou jurídicas. quando for o caso.a obrigação do contratado de manter. as penalidades cabíveis e os valores das multas. salvo o disposto no § 6º do art. de 17 de março de 1964. São cláusulas necessárias em todo contrato as que estabeleçam: I . III . V . mediante adequadas técnicas quantitativas de estimação. supletivamente. com a indicação da classificação funcional programática e da categoria econômica. O disposto neste artigo não se aplica aos casos de dispensa de licitação previstos no inciso IX do art.o preço e as condições de pagamento. conforme o caso. em compatibilidade com as obrigações por ele assumidas. no mínimo. ao convite e à proposta do licitante vencedor. a quantidade adquirida.a especificação completa do bem a ser adquirido sem indicação de marca. Art.a vinculação ao edital de licitação ou ao termo que a dispensou ou a inexigiu. II . VII .o crédito pelo qual correrá a despesa.as garantias oferecidas para assegurar sua plena execução. em órgão de divulgação oficial ou em quadro de avisos de amplo acesso público. os serviços de contabilidade comunicarão.as condições de guarda e armazenamento que não permitam a deterioração do material. XI . a data e a taxa de câmbio para conversão.os prazos de início de etapas de execução. 24. aplicando-se lhes. podendo ser aglutinadas por itens as compras feitas com dispensa e inexigibilidade de licitação. cuja estimativa será obtida. 16. obrigações e responsabilidades das partes. II .o reconhecimento dos direitos da Administração. 55. X . Será dada publicidade. 77 desta lei. Parágrafo único. III . §1º Os contratos devem estabelecer com clareza e precisão as condições para sua execução. de conclusão. §8º O recebimento de material de valor superior ao limite estabelecido no art. de entrega.o objeto e seus elementos característicos. sendo assegurado ao beneficiário do registro preferência em igualdade de condições. expressas em cláusulas que definam os direitos. IV . quando exigidas. data-base e periodicidade do reajustamento de preços. inclusive aquelas domiciliadas no estrangeiro. 54. todas as condições de habilitação e qualificação exigidas na licitação. à relação de todas as compras feitas pela administração direta ou indireta. os princípios da teoria geral dos contratos e as disposições de direito privado.os casos de rescisão. sempre que possível. os critérios de atualização monetária entre a data do adimplemento das obrigações e a do efetivo pagamento. 3 (três) membros.os direitos e as responsabilidades das partes.o regime de execução ou a forma de fornecimento. ficando-lhe facultada a utilização de outros meios. 32 desta lei.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA §4º A existência de preços registrados não obriga a administração a firmar as contratações que deles poderão advir. 63 da Lei nº 4. Estado ou Município. §1º (Vetado). as características e os valores pagos. §7º Nas compras deverão ser observadas. para a modalidade de convite. §2º Os contratos decorrentes de dispensa ou de inexigibilidade de licitação devem atender aos termos do ato que os autorizou e da respectiva proposta.a legislação aplicável à execução do contrato e especialmente aos casos omissos.DISPOSIÇÕES PRELIMINARES Art. §6º Qualquer cidadão é parte legítima para impugnar preço constante do quadro geral em razão de incompatibilidade desse com o preço vigente no mercado. deverá ser informatizado. XII . o nome do vendedor e o valor total da operação.as condições de importação. IX .DOS CONTRATOS SEÇÃO I . XIII . em caso de rescisão administrativa prevista no art. VIII .

exceto quanto aos relativos: I .omissão ou atraso de providências a cargo da Administração. III . as cláusulas econômico-financeiras do contrato deverão ser revistas para que se mantenha o equilíbrio contratual. IV . VI . A declaração de nulidade do contrato administrativo opera retroativamente impedindo os efeitos jurídicos que ele. em relação a eles. 59. de conclusão e de entrega admitem prorrogação. para melhor adequação às finalidades de interesse públicos respeitados os direitos do contratado. desde que ocorra algum dos seguintes motivos. 79 desta lei. na hipótese da necessidade de acautelar apuração administrativa de faltas contratuais pelo contratado. O regime jurídico dos contratos administrativos instituído por esta lei confere à Administração. Art. III .rescindi-los. ordinariamente. IV . III . nos casos especificados no inciso I do art. estranho à vontade das partes. §3º É vedado o contrato com prazo de vigência indeterminado. Didatismo e Conhecimento 107 .Fiscalizar-lhes a execução. §1º Caberá ao contratado optar por uma das seguintes modalidades de garantia: I . pessoal e serviços vinculados ao objeto do contrato. II . §2º Na hipótese do inciso I deste artigo. ressalvado o previsto no § 3º deste artigo. a prerrogativa de: I .aumento das quantidades inicialmente previstas no contrato. impedimento ou retardamento na execução do contrato. A duração dos contratos regidos por esta lei ficará adstrita à vigência dos respectivos créditos orçamentários.fiança bancária. poderá ser exigida prestação de garantia nas contratações de obras. serviços e fornecimentos de grande vulto envolvendo alta complexidade técnica e riscos financeiros consideráveis.alteração do projeto ou especificações. §4º A garantia prestada pelo contratado será liberada ou restituída após a execução do contrato. §3º Para obras.modificá-los. §2º A garantia a que se refere o caput deste artigo não excederá a cinco por cento do valor do contrato e terá seu valor atualizado nas mesmas condições daquele. ao valor da garantia deverá ser acrescido o valor desses bens.aos projetos cujos produtos estejam contemplados nas metas estabelecidas no Plano Plurianual. bem como na hipótese de rescisão do contrato administrativo. pela Administração. Art. 56. ocupar provisoriamente bens móveis. II .impedimento de execução por fato ou ato de terceiro reconhecido pela Administração em documento contemporâneo à sua ocorrência. e. serviços e compras. mantidas as demais cláusulas do contrato e assegurada a manutenção de seu equilíbrio econômico-financeiro.(Vetado). §1º Os prazos de início de etapas de execução. §1º As cláusulas econômico-financeiras e monetárias dos contratos administrativos não poderão ser alteradas sem prévia concordância do contratado. inclusive quanto aos pagamentos previstos de que resulte. IV . atualizada monetariamente. §2º Toda prorrogação de prazo deverá ser justificada por escrito e previamente. nos limites permitidos por esta lei. demonstrados através de parecer tecnicamente aprovado pela autoridade competente. dos quais o contratado ficará depositário. autorizada pela autoridade competente para celebrar o contrato. em cada caso. III . II .ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. deveria produzir. V .à prestação de serviços a serem executados de forma contínua que deverão ter a sua duração dimensionada com vistas à obtenção de preços e condições mais vantajosas para a Administração. 57. limitada a duração a sessenta meses. além de desconstituir os já produzidos. II .aplicar sanções motivadas pela inexecução total ou parcial do ajuste. diretamente. Art.seguro-garantia. que altere fundamentalmente as condições de execução do contrato. 58. V . e desde que prevista no instrumento convocatório.caução em dinheiro ou títulos da dívida pública.ao aluguel de equipamentos e à utilização de programas de informática. A critério da autoridade competente. imóveis. devidamente autuados em processo: I .nos casos de serviços essenciais. §5º Nos casos de contratos que importem na entrega de bens pela Administração.interrupção da execução do contrato ou diminuição do ritmo de trabalho por ordem e no interesse da Administração. quando em dinheiro. unilateralmente. o limite de garantia previsto no parágrafo anterior poderá ser elevado para até dez por cento do valor do contrato.superveniência de fato excepcional ou imprevisível. sem prejuízo das sanções legais aplicáveis aos responsáveis. os quais poderão ser prorrogados se houver interesse da Administração e desde que isso tenha sido previsto no ato convocatório. unilateralmente. podendo a duração estender-se pelo prazo de até 48 (quarenta e oito) meses após o início da vigência do contrato.

81 desta lei. sem convocação para a contratação.unilateralmente pela Administração: a) quando houver modificação do projeto ou das especificações. o ato que autorizou a sua lavratura.aos contratos de seguro. tais como carta-contrato.por acordo das partes: a) quando conveniente à substituição da garantia de execução. O instrumento de contrato é obrigatório nos casos de concorrência e de tomada de preços. 65. §2º É facultado à Administração. no que couber. SEÇÃO III . Parágrafo único. de locação em que o Poder Público seja locatário. §3º Aplica-se o disposto nos arts. Os contratos regidos por esta lei poderão ser alterados. de financiamento. 62. quando o convocado não assinar o termo de contrato ou não aceitar ou retirar o instrumento equivalente no prazo e condições estabelecidos. autorização de compra ou ordem de execução de serviço. para melhor adequação técnica aos seus objetivos. É nulo e de nenhum efeito o contrato verbal com a Administração. Todo contrato deve mencionar os nomes das partes e os de seus representantes. ordem de execução de serviço ou outros instrumentos hábeis aplica-se. que é condição indispensável para sua eficácia. §3º Decorridos 60 (sessenta) dias da data da entrega das propostas. inciso II. ou revogar a licitação independentemente da cominação prevista no art. contanto que não lhe seja imputável. dentro do prazo e condições estabelecidos. ficam os licitantes liberados dos compromissos assumidos. II . nota de empenho de despesa. predominantemente. por norma de direito privado.aos contratos em que a Administração for parte como usuária de serviço público. pela parte durante o seu transcurso e desde que ocorra motivo justificado aceito pela Administração. II . para ocorrer no prazo de vinte dias daquela data. o número do processo da licitação. as quais manterão arquivo cronológico dos seus autógrafos e registro sistemático do seu extrato. salvo o de pequenas compras de pronto pagamento. bem como nas dispensas e inexigibilidades cujos preços compreendidos nos limites destas duas modalidades de licitação. 23. qualquer que seja o seu valor. 55 desta lei. 26 desta lei. promovendo-se a responsabilidade de quem lhe deu causa. Parágrafo único. sem prejuízo das sanções previstas no art. Art. será providenciada pela Administração até o quinto dia útil do mês seguinte ao de sua assinatura. dos quais não resultem obrigações futuras. de tudo juntando-se cópia no processo que lhe deu origem. com as devidas justificativas. a finalidade. Didatismo e Conhecimento 108 . §2º Em carta contrato. na ordem de classificação. 81 desta lei. convocar os licitantes remanescentes. inclusive quanto aos preços atualizados de conformidade com o ato convocatório. nos seguintes casos: I . §4º É dispensável o termo de contrato e facultada a substituição prevista neste artigo a critério da Administração e independentemente de seu valor. inclusive assistência técnica. salvo os relativos a direitos reais sobre imóveis. que se formalizam por instrumento lavrado em cartório de notas. 60. nos casos de compra com entrega imediata e integral dos bens adquiridos. Os contratos e seus aditamentos serão lavrados nas repartições interessadas. e aos demais cujo conteúdo seja regido. e facultativo nos demais em que a Administração puder substituí-lo por outros instrumentos hábeis. quando solicitado. §1º A minuta do futuro contrato integrará sempre o edital ou ato convocatório da licitação. nota de empenho de despesa. o disposto no art. §1º O prazo de convocação poderá ser prorrogado uma vez. ainda que sem ônus. no que couber: I . A nulidade não exonera a Administração do dever de indenizar o contratado pelo que este houver executado até a data em que ela for declarada e por outros prejuízos regularmente comprovados. 55 e 58 a 61 desta lei e demais normas gerais. A publicação resumida do instrumento de contrato ou de seus aditamentos na imprensa oficial. 63. feitas em regime de adiantamento. assim entendidas aquelas de valor não superior a 5% (cinco por cento) do limite estabelecido no art.DA ALTERAÇÃO DOS CONTRATOS Art. SEÇÃO II . da dispensa ou da inexigibilidade. É permitido a qualquer licitante o conhecimento dos termos do contrato e do respectivo processo licitatório e. Art. a sujeição dos contratantes às normas desta lei e às cláusulas contratuais. a qualquer interessado. para fazê-lo em igual prazo e nas mesmas condições propostas pelo primeiro classificado. alínea a desta lei. a obtenção de cópia autenticada. mediante o pagamento dos emolumentos devidos.DA FORMALIZAÇÃO DOS CONTRATOS Art. sob pena de decair o direito à contratação. 61. b) quando necessária a modificação do valor contratual em decorrência de acréscimo ou diminuição quantitativa de seu objeto. Art. autorização de compra. 64. Art. A Administração convocará regularmente o interessado para assinar o termo de contrato. ressalvado o disposto no art. aceitar ou retirar o instrumento equivalente. por igual período. nos limites permitidos por esta lei.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Parágrafo único.

67. reconstruir ou substituir.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA b) quando necessária à modificação do regime de execução da obra ou serviço. ou previsíveis. estes deverão ser pagos pela Administração pelos custos de aquisição regularmente comprovados e monetariamente corridos. 69. as suas expensas. se o contratado já houver adquirido os materiais e posto no local dos trabalhos. serviços ou compras. determinando o que for necessário à regularização das faltas ou defeitos observados. por imposição de circunstâncias supervenientes. d) para restabelecer a relação que as partes pactuaram inicialmente entre os encargos do contratado e a atribuição da Administração para a justa remuneração da obra. com referência aos encargos estabelecidos neste artigo. as atualizações. em face de verificação técnica da inaplicabilidade dos termos contratuais originários. Art. quando ocorridas após a data da apresentação da proposta. objetivando a manutenção do equilíbrio econômico-financeiro inicial do contrato. respondendo cada uma pelas consequências de sua inexecução total ou parcial. inclusive perante o Registro de Imóveis. §2º A Administração poderá exigir. e. de acordo com as cláusulas avençadas e as normas desta lei. ou ainda. podendo caber indenização por outros danos eventualmente decorrentes da supressão. o objeto do contrato em que se verificarem vícios. serviço ou fornecimento. o equilíbrio econômico-financeiro inicial. O contratado é responsável pelos encargos trabalhistas. §3º (Vetado). os acréscimos ou supressões que se fizerem nas obras. não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento. sem a correspondente contraprestação de fornecimento de bens ou execução de obra ou serviço. O contratado é obrigado a reparar. configurando álea econômica extraordinária e extracontratual. para representá-lo na execução do contrato. c) quando necessária a modificação da forma de pagamento. fiscais e comerciais resultantes da execução do contrato. decorrentes de sua culpa ou dolo na execução do contrato. O contrato deverá manter preposto. nem poderá onerar o objeto do contrato ou restringir a regularização e o uso das obras e edificações. 68. Art. permitida a contratação de terceiros para assisti-lo e subsidiá-lo de informações pertinentes a esta atribuição. §2º As decisões e providências que ultrapassarem a competência do representante deverão ser solicitadas a seus superiores em tempo hábil para a adoção das medidas convenientes. §7º (Vetado). §6º Em havendo alteração unilateral do contrato que aumente os encargos do contratado. vedada a antecipação do pagamento com relação ao cronograma financeiro fixado. Art. 70. previdenciários. bem como o empenho de dotações orçamentárias suplementares até o limite do seu valor corrigido. a Administração deverá restabelecer. §2º Nenhum acréscimo ou supressão poderá exceder os limites estabelecidos no parágrafo anterior. SEÇÃO IV . §3º Se no contrato não houverem sido contemplados preços unitários para obras ou serviços. por aditamento. O contratado é responsável pelos danos causados diretamente à Administração ou a terceiros. de comprovada repercussão nos preços contratados. também. dispensando a celebração de aditamento. esses serão fixados mediante acordo entre as partes. corrigir. retardadores ou impeditivos da execução do ajustado. §1º O representante da Administração anotará em registro próprio todas as ocorrências relacionadas com a execução do contrato. §5º Quaisquer tributos ou encargos legais criados. O contrato deverá ser executado fielmente pelas partes. até 25% (vinte e cinco por cento) do valor inicial atualizado do contrato.DA EXECUÇÃO DOS CONTRATOS Art. no caso particular de reforma de edifício ou de equipamento. aceito pela Administração. no local da obra ou serviço. §1º A inadimplência do contratado. Art. defeitos ou incorreções resultantes da execução ou de materiais empregados. A execução do contrato deverá ser acompanhada e fiscalizada por um representante da Administração especialmente designado. compensações ou penalizações financeiras decorrentes das condições de pagamento nele previstas. conforme o caso. Didatismo e Conhecimento 109 . respeitados os limites estabelecidos no § 1° deste artigo. não caracterizam alteração do mesmo. caso fortuito ou fato do príncipe. implicarão a revisão destes para mais ou para menos. 66. mantido o valor inicial atualizado. podendo ser registrados por simples apostila. 71. bem como do modo de fornecimento. §1º O contratado fica obrigado a aceitar. seguro para garantia de pessoas e bens devendo essa exigência constar do edital de licitação ou do convite. Art. bem como a superveniência de disposições legais. no total ou em parte. em caso de força maior. desde que regularmente comprovados. bens ou serviços. alterados ou extintos. §8º A variação do valor contratual para fazer face ao reajuste de preços previsto no próprio contrato. até o limite de 50% (cinquenta por cento) para os seus acréscimos. não excluindo ou reduzindo essa responsabilidade a fiscalização ou o acompanhamento pelo órgão interessado. porém de consequências incalculáveis. nas mesmas condições contratuais. remover. §4º No caso de supressão de obras. na hipótese de sobrevirem fatos imprevisíveis.

em cada caso. Salvo disposições em contrário constante do edital. mediante termo circunstanciado. salvo em casos excepcionais. III .DA INEXECUÇÃO E DA RESCISÂO DOS CONTRATOS Art. após o decurso do prazo de observação. sem prejuízo das responsabilidades contratuais e legais. no todo ou em parte.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Art. após a verificação da qualidade e quantidade do material e consequente aceitação. ou vistoria que comprove a adequação do objeto aos termos contratuais observados o disposto no art. devidamente justificados e previstos no edital.a paralisação da obra.a lentidão do seu cumprimento.em se tratando de compras ou de locação de equipamentos: a) provisoriamente. do convite ou de ato normativo. a cessão ou transferência.razões de interesse público. X . O contratado. dentro dos limites estabelecidos pela lei ou pelo contrato. 78. nos prazos estipulados.o cumprimento irregular de cláusulas contratuais. inciso II. de alta relevância e amplo conhecimento. assinado pelas partes em até 15 (quinze) dias da comunicação escrita do contratado. §4º Na hipótese de o termo circunstanciado ou a verificação a que se refere este artigo não serem. justificados e determinados pela máxima autoridade da esfera administrativa a que está subordinado o contratante e exaradas no processo administrativo a que se refere o contrato. XII . IX .a alteração social ou a modificação da finalidade ou da estrutura da empresa. 74. alínea a. VII . 72.a decretação de falência ou a instauração de insolvência civil. pelo responsável por seu acompanhamento e fiscalização. anotadas na forma do 1º do art. até o limite admitido. respectivamente. não admitidas no edital e no contrato. VIII . projetos e prazos. projetos ou prazos. XIII . 65 desta lei. equipamentos e instalações sujeitos à verificação de funcionamento e produtividade. sem justa causa e prévia comunicação à Administração. que prejudique a execução do contrato. 77. 69 desta lei. mediante termo circunstanciado.gêneros perecíveis e alimentação preparada. especificações. com as consequências contratuais e as previstas em lei ou regulamento. especificações. Executado o contrato.serviços profissionais. poderá subcontratar partes da obra. Art. A Administração rejeitará. Art. serviço ou fornecimento. serviço ou fornecimento. XI . §2º O recebimento provisório ou definitivo não exclui a responsabilidade civil pela solidez e segurança da obra ou do serviço. testes e demais provas exigidos por normas técnicas oficiais para a boa execução do objeto do contrato correm por conta do contratado.em se tratando de obras e serviços: a) provisoriamente. o seu objeto será recebido: I .o desatendimento das determinações regulares da autoridade designada para acompanhar e fiscalizar a sua execução. nos demais. 67 desta lei. assim como as de seus superiores. desta lei. 73. Art. 23.a subcontratação total ou parcial do seu objeto. desde que comunicados à Administração nos 15 (quinze) dias anterior à exaustão dos mesmos. assinado pelas partes. nem ético-profissional pela perfeita execução do contrato. obra. 75. a associação do contratado com outrem. IV . pela Administração. acarretando modificação do valor inicial do contrato além do limite permitido no § 1º do art. 76. serviços ou compras. lavrado ou procedido dentro dos prazos fixados. reputar-se-ão como realizados. II .o atraso injustificado no início da obra.não cumprimento de cláusulas contratuais. Constituem motivo para rescisão do contrato: I . V . Parágrafo único. Didatismo e Conhecimento 110 .o cometimento reiterado de faltas na sua execução. do serviço ou do fornecimento. serviço ou fornecimento executado em desacordo com o contrato. III . Nos casos deste artigo. Art. para efeito de posterior verificação da conformidade do material com a especificação. por servidor ou comissão designada pela autoridade competente. §3º O prazo a que se refere a alínea b do inciso I deste artigo não poderá ser superior a 90 (noventa) dias. Art. cisão ou incorporação. SEÇÃO V . §1º Nos casos de aquisição de equipamentos de grande vulto. o recebimento far-se-á mediante termo circunstanciado e. levando a Administração a comprovar a impossibilidade da conclusão da obra.a dissolução da sociedade ou o falecimento do contratado. Poderá ser dispensado o recebimento provisório nos seguintes casos: I .a supressão. do serviço ou do fornecimento. VI . b) definitivamente. por parte da Administração. mediante recibo. II . II . o recebimento será feito mediante recibo. desde que não se componham de aparelhos. de obras. na execução do contrato. total ou parcial.obras e serviços de valor até o previsto no art. b) definitivamente. bem como a fusão. A inexecução total ou parcial do contrato enseja a sua rescisão. os ensaios.

§1º A aplicação das medidas previstas nos incisos I e II deste artigo fica a critério da Administração. no estado e local em que se encontrar. aplicar a medida prevista no inciso I deste artigo. na forma do inciso V do art. 80. descritos abaixo. nesses casos. o direito de optar pela suspensão do cumprimento das obrigações assumidas até que seja normalizada a situação. reduzida a termo no processo da licitação.a não liberação.pagamento do custo da desmobilização. o ato deverá ser precedido de autorização expressa do Ministro de Estado competente. desde que haja conveniência para a Administração. 36).a suspensão de sua execução. material e pessoal empregados na execução do contrato. sem que haja culpa do contratado. ou parcelas destes.retenção dos créditos decorrentes do contrato até o limite dos prejuízos causados à Administração. §3º Na hipótese do inciso II deste artigo. A rescisão do contrato poderá ser: I . 34). Art. I . que poderá dar continuidade à obra ou ao serviço por execução direta ou indireta. bem como das fontes de materiais naturais especificadas no projeto. válidos por. ou atualização.o atraso superior a 90 (noventa) dias dos pagamentos devidos pela Administração decorrentes de obras. o interessado fornecerá os documentos exigidos no Art. II . sem prejuízo das sanções previstas nesta lei. 79. por ato próprio da Administração. sendo facultado as Unidades Administrativas utilizarem-se de Registros Cadastrais de Outros Órgãos (art. §2º Quando a rescisão ocorrer com base nos incisos XII a XVII do artigo anterior. III . impeditiva da execução do contrato. III . tendo ainda direito a: I . no caso de concordata do contratado. II .ocupação e utilização do local. de acordo com sua Capacidade Técnica e Idoneidade Financeira. equipamentos. a seu critério. assegurado ao contratado o direito de optar pela suspensão do cumprimento de suas obrigações até que seja normalizada a situação. XV . local ou objeto para execução de obra. Didatismo e Conhecimento 111 . salvo em caso de calamidade pública.judicial.amigável. será este ressarcido dos prejuízos regularmente comprovados que houver sofrido. §2º É permitido à Administração. ou Secretário Estadual ou Municipal. 58 desta lei.pagamento devido pela execução do contrato até a data da rescisão. assegurado o contraditório e a ampla defesa. assegurado ao contratado. necessários à sua continuidade. nos prazos contratuais. grave perturbação da ordem interna ou guerra. por acordo entre as partes. §3º (Vetado). serviços ou fornecimento. já recebidos ou executados. regularmente comprovada. REGISTRO REGISTROS CADASTRAIS/HABILITAÇÃO Os Órgãos e Entidades da Administração Pública que realizem licitações manterão Registros Cadastrais para efeito de HABILITAÇÃO. por parte da Administração. de área. grave perturbação da ordem interna ou guerra. XVI . podendo assumir o controle de determinadas atividades de serviços essenciais. Art. IV . IV . conforme o caso. no máximo. e dos valores das multas e indenizações a ela devidos.devolução de garantia. por ordem escrita da Administração. nos termos da legislação. Ao requerer a Inscrição no Cadastro. manter o contrato. para ressarcimento da Administração. um ano. salvo em caso de calamidade pública. ou ainda por repetidas suspensões que totalizem o mesmo prazo.assunção imediata do objeto do contrato. Parágrafo único. III . serviço ou fornecimento. II . independentemente do pagamento obrigatório de indenizações pelas sucessivas e contratualmente imprevistas desmobilizações e mobilizações e outras previstas. nos casos enumerados nos incisos I a XII e XVII do artigo anterior. §4º A rescisão de que trata o inciso IV do artigo anterior permite à Administração. o cronograma de execução será prorrogado automaticamente por igual tempo. distribuindo-se em categorias segundo a sua especialização profissional subdivididas em grupos. 27.(Vetado). por prazo superior a 120 (cento e vinte) dias. §5º Ocorrendo impedimento.execução da garantia contratual. instalações. A rescisão de que trata o inciso I do artigo anterior acarreta as seguintes consequências.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA XIV . §4º (Vetado). Os casos de rescisão contratual serão formalmente motivados nos autos do processo. (art. §1º A rescisão administrativa ou amigável deverá ser precedida de autorização escrita e fundamentada da autoridade competente. XVII .a ocorrência de caso fortuito ou de força maior.determinada por ato unilateral e escrita da Administração. paralisação ou sustação do contrato.

1. ou outra equivalente na forma lei. Com a criação da Receita Federal do Brasil. nos termos que constitui-se como Registro Cadastral dos Órgãos que integram o Sistema de Serviços Gerais – SISG (Administração Pública Federal direta. Didatismo e Conhecimento 112 . serão emitas em conjunto e terão a validade de 180 dias. de 21. estabelece que desde 1601. Judiciário. demonstrando situação regular no cumprimento dos encargos sociais instituídos por lei. mediante apresentação facultativa do CRC ou dos documentos relativos aos citados incisos. expressamente. alterado pelo Dec.95. Qualificação Econômico-Financeira e Regularidades Fiscal.2005. II – Prova de inscrição no Cadastro de Contribuintes Estadual ou Municipal. prevista nos incisos I e II do art.07. as Certidões da RECEITA FEDERAL DO BRASIL. HABILITAÇÃO JURÍDICA Tem como objeto verificar se o interessado tem os pressupostos jurídicos necessários à validade da contratação. de 27. através da Medida Provisória nº 258. os documentos são os previstos no art.2005 –DOU 16. o que consta do Dec.2005.§ 3º da lei 8. II – registro comercial.2 Nas concorrências.722.666/93. Esse Certificado. b) Assinatura de contrato: deverá ser efetuado o cadastramento da empresa. Estadual e Municipal. a Administração deverá adotar os seguintes procedimentos: a) empenhar: antes de emitir a nota de empenho.10. e ato de registro ou autorização para funcionamento expedido pelo órgão competente. de 31. IV – Prova de regularidade relativa à Seguridade Social e ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA I – Habilitação Jurídica. Estadual e Municipal do domicílio ou sede do licitante. cada unidade deverá consultar ao SICAF. b) A regularidade com a Fazenda Federal. se houver.99 (trabalho do menor). IV – inscrição do ato constitutivo. apresentar a documentação exigida no ato convocatório ou estar inscrita no Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. a ele aderirem (Poderes Legislativo. previstas nos incisos III e IV do art. renovável sempre que atualizarem o registro. nº 4.08.07. antes da contratação. DOCUMENTOS/HABILITAÇÃO 1. na forma do Art. mediante apresentação obrigatória do CRC. acompanhado de documentos de eleição de seus administradores. do extinto MARE foi instituído Sistema de Cadastramento Unificado de Fornecedores – SICAF. com base no reexame da documentação apresentada para habilitação.2005 .485. devidamente registrado. no SICAF. onde permite a empresa participante. no caso de sociedades civis. acompanhada de prova de diretoria em exercício. Distrito Federal e Municipal. V – decreto de autorização.666/93. de 05/09/2002.512. Será fornecido aos inscritos. para identificar possível proibição de contratar com poder público. e a Portaria Conjunta n° 02 da Receita Federal do Brasil e a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. devidamente atualizada.666/93 substitui os documentos exigidos para a Habilitação Jurídica. 28 da Lei 8. regulamentada pelo Dec. Certificado. 29 deverão ser comprovados mediante apresentação das respectivas certidões.09. REGULARIDADE FISCAL Comprovação do participante que está quite com as obrigações fiscais nas áreas federal.666/99. A Administração ao licitar. III – ato constitutivo.854. e as da DÍVIDA ATIVA DA UNIÃO . II – Qualificação Técnica. tanto nas Concorrências quanto nas Tomadas de Preços. em se tratando de sociedades comerciais. nº 4. Através da Instrução Normativa nº 05. 32 . de 25/11/2002. que dispõe sobre a prova de regularidade fiscal perante a fazenda Nacional . 37 da Constituição Federal e na Lei nº 9. e. Art. a) A prova de inscrição no CNPJ/CPF ou na Fazenda Estadual/Municipal. independentemente da apresentação de CRC.1 Nas Tomadas de Preços.358.08. em se tratando de empresa ou sociedade estrangeira em funcionamento no País. III – Prova de regularidade para com Fazenda Federal. de 21. deverá observar além das exigências de habilitação prevista nos artigos de 27 a 31 da Lei nº 8. no caso de empresa individual. de 09/01/2001. Ministério Público e Forças Armadas). 29. Autarquias e Fundações) e dos demais Órgãos ou Entidades que. bem como a regularidade com a Seguridade Social. IV – Regularidade Fiscal. I – prova de inscrição no Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) ou no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ).2005 . estadual. III – Qualificação Econômico-Financeira. relativo ao domicílio ou sede do licitante pertinente ao seu ramo de atividades e compatível com o objeto contratual. V – Cumprimento do disposto no Inciso XXXIII do art. quando a atividade assim o exigir. de 15. no caso de sociedades por ações. 29 da Lei 8. estatuto ou contrato social em vigor. 2. será feita: 1. através do Decreto nº 5. Caso a empresa não esteja inscrita no SICAF. I – cédula de identidade. nº 3.08.

QUALIFICAÇÃO ECONÔMICO-FINANCEIRA O objetivo é verificar se o licitante tem condições para realizar despesas necessárias à execução do objeto na forma do edital. ou de pedido de execução patrimonial (pessoas físicas).. II – Certidão Negativa de Falência ou Concordata expedida pelo distribuidor da sede da pessoa jurídica. .666/93. Art. 30 da Lei 8. I – Balanço Patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. procedendo-se à sistematização do rol previsto pela lei. ou de execução patrimonial. podendo ser atualizados por índices oficiais quando encerrado há mais de 3 (três) meses da data de apresentação da proposta. III – comprovação. quantidades e prazos com o objeto de licitação. as exigências de qualificação técnica devem ser inseridas no edital de acordo com as características e peculiaridades do objeto: compras. São vedados quaisquer procedimentos pelos ordenadores de despesas que viabilizem a execução de despesas sem comprovada e suficiente disponibilidade de dotação orçamentária. e indicação das instalações e do aparelhamento e do pessoal técnico adequados e disponíveis para a realização do objeto de licitação. 2. ou quaisquer outras não previstas na Lei que inibam a participação na Licitação: . I – registro ou inscrição na entidade profissional competente. em termos práticos. O inciso III do art. 30. devem ser apresentadas as certidões do INSS e FGTS. obras ou serviços. conforme o caso.Recursos humanos e materiais. cabendo o licitante escolher (caução em dinheiro ou títulos de dívida pública. 3. expedida no domicílio da pessoa física. 56 desta Lei. vedada a sua substituição por balancetes ou balanços provisórios. 31 da lei 8. Para a Qualificação Econômico-Financeira. Limitadas às hipóteses previstas nos incisos do art.Capacitação técnico-profissional. . IV – prova de atendimento de requisitos previstos em lei especial.Registro ou inscrição na entidade profissional competente. fornecimento. o Edital pode exigir basicamente três condições: Apresentar balanço patrimonial e demonstrações contábeis do último exercício social. seguintes: . nas mesmas modalidades das contratuais.Metodologia de execução. 3. nas mesmas modalidades e critérios previstos no “caput” e § 1º do art. 56). limitada a 1% (um por cento) do valor estimado do objeto da contratação.Atendimento de requisitos previstos em lei especial. refere-se ao Termo de Vistoria. . as exigências podem ser reduzidas ou até dispensadas. vedada a indicação da modalidade pela Administração. . fornecidos por pessoa jurídica de direito público ou privado. quando for o caso. deve ser efetivada com o assessoramento de contadores habilitados. quando for o caso. quando exigido. d) Nos convites. de que recebeu os documentos. Art. proporciona maior segurança à Administração. As exigências relativas à qualificação técnica. seguro-garantia. fiança bancária – art. bem como da qualificação de cada um dos membros da equipe técnica que se responsabilizará pelos trabalhos. . Didatismo e Conhecimento 113 . A análise de balanço patrimonial e demonstrações contáveis devem ser feita por meio de índices contábeis previamente definidos no edital.Recebimento dos documentos e informações pertinentes. resumem-se nos aspectos básicos. Análise dos balanços. Nas compras para entrega imediata. de que tomou conhecimento de todas as informações e das condições locais para o cumprimento das obrigações objeto da licitação. e. vedada a limitações de tempo ou de época ou ainda em locais específicos. bem como a comprovação de capital social ou de patrimônio líquido. A exigência de certidão negativa de falência ou concordata. Garantia. Certidão negativa de distribuição de pedido de falência ou concordata (pessoa jurídicas). II – comprovação de aptidão para desempenho de atividade pertinente e compatível em características. QUALIFICAÇÃO TÉCNICA Condições de desempenho do participante na área profissional pertinente ao objeto da licitação.666/93. embora não seja obrigatória.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA c) A regularidade com a Fazenda Federal deve contemplar tanto a Dívida Ativa da União quanto os Tributos Administrados pela SRF. 30. já exigíveis e apresentados na forma da lei.Aptidão para desempenho – Certidões/Atestados. que comprovem a boa situação financeira da empresa. III – garantia. fornecida pelo órgão licitante. 1.

possibilitando maior racionalização e minimização de custos. e o que realmente existe em estoque.320. O inventário rotativo é feito no decorrer do ano fiscal da empresa. por iniciativa própria do Setor de Patrimônio e das unidades de controle patrimonial ou de qualquer detentor de carga dos diversos centros de responsabilidade. constantes do sistema financeiro. quando conhecidos. e precisam estar resguardados quanto a quaisquer danos. dos livros. isto é. bem como a correta fixação da plaqueta de identificação. num determinado momento. concentrando-se em cada grupo de itens em determinados períodos. ou do dirigente do órgão. com o objetivo de apurar a responsabilidade dos agentes sob cuja guarda se encontram determinados bens. ainda. o inventário também pode ser utilizado para subsidiar as tomadas de contas indicando saldos existentes. extravio ou qualquer outra irregularidade. O arrolamento pode apresentar os componentes patrimoniais deforma resumida e recebe a denominação “sintética”. no caso de bens móveis. mas também como medida de controle. a época da inventariação será: anual para todos os bens móveis e imóveis sob responsabilidade da unidade gestora em 31 de dezembro (confirmação dos dados apresentados no Balanço Geral). o arrolamento é analítico. para comparar a quantidade física com os dados contabilizados em seus registros. com subsequente comunicação formal a Comissão de Inventário de Bens. O simples arrolamento não interessa para a contabilidade se não for completado pela avaliação. com a contagem física de todos os itens de uma só vez. mas ao Estado. de 17 de março de 1964). O inventário pode ser geral ou rotativo: O inventário geral é elaborado no fim de cada exercício fiscal de cada empresa. função na massa patrimonial e a sua finalidade. A atribuição do valor aos componentes patrimoniais obedece a critérios que se ajustam a sua natureza. e no início e término da gestão. Durante a realização de qualquer tipo de inventário. Quando tais componentes são relacionados individualmente. com o objetivo de se conhecer a exatidão dos valores que são registrados na contabilidade e que formam o Ativo e o Passivo ou. Na Administração Pública. Os diversos tipos de inventários são realizados por determinação de autoridade competente. com indicação da data de aquisição. Os inventários na Administração Pública devem ser levantados não apenas por uma questão de rotina ou de disposição legal. ou pelos valores constantes de inventários já existentes. agrupamento e mensuração. Os bens serão inventariados pelos respectivos valores históricos ou de aquisição. É um instrumento de controle para verificação dos saldos de estoques nos almoxarifados e depósitos. Arrolamento: é o registro das características e quantidades obtidas no levantamento. a Administração Pública deve proceder ao inventário mediante verificações físicas pelo menos uma vez por ano. A fim de manter atualizados os registros dos bens patrimoniais. Para fins de atualização física e monetária e de controle. exceto mediante autorização específica das unidades de controle patrimonial. bem como a responsabilidade dos setores onde se localizam tais bens. Na Administração Pública o inventário é obrigatório. Levantamento contábil é o levantamento pelo apanhado de elementos registrados nos livros e fichas de escrituração. Além disso. periodicamente ou a qualquer tempo. O inventário é dividido em três fases: Levantamento: compreende a coleta de dados sobre todos os elementos ativos e passivos do patrimônio e é subdividido nas seguintes partes: identificação. e da existência física dos bens em uso no órgão ou entidade. 96 da Lei Federal n° 4. Avaliação: é nesta fase que é atribuída uma unidade de valor ao elemento patrimonial. permitindo a atualização dos registros dos bens permanentes bem como o levantamento da situação dos equipamentos e materiais em uso. Os critérios de avaliação dos componentes patrimoniais devem ter sempre por base o custo. sem qualquer tipo de parada no processo operacional. feito periodicamente. pois a legislação estabelece que o levantamento geral de bens móveis e imóveis terá por base o inventário analítico de cada unidade gestora e os elementos da escrituração sintética da contabilidade (art. Nas fases do inventário dois pontos devem ser destacados sobre as fases do inventário: o levantamento pode ser físico e/ou contábil: Levantamento físico. o inventário é entendido como o arrolamento dos direitos e comprometimentos da Fazenda Pública. detectar irregularidades e providenciar as medidas cabíveis. fica vedada toda e qualquer movimentação física de bens localizados nos endereços individuais abrangidos pelos trabalhos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA INVENTÁRIO O Inventário determina a contagem física dos itens de estoque e em processos. informando seu estado de conservação. Didatismo e Conhecimento 114 . na substituição dos respectivos responsáveis. apurando a ocorrência de dano. Através do inventário pode-se confirmar a localização e atribuição da carga de cada material permanente. Sem a expressão econômica. e mantendo atualizados e conciliados os registros do sistema de administração patrimonial e os contábeis. Podem-se verificar também no inventário as necessidades de manutenção e reparo e constatação de possíveis ociosidades de bens móveis. visando atender uma finalidade específica. material ou de fato é o levantamento efetuado diretamente pela identificação e contagem ou medida dos componentes patrimoniais. tendo em vista que os bens nele arrolados não pertencem a uma pessoa física. Inventário na administração pública: Inventário são a discriminação organizada e analítica de todos os bens (permanentes ou de consumo) e valores de um patrimônio. o arrolamento serve apenas para controle da existência dos componentes patrimoniais. a fim de eliminar as discrepâncias que possam existir entre os valores contábeis.

por serviço postal ou entregue por funcionários. através da internet. um por fornecedor e outro por tipo de material. Toda empresa deve possuir um bom cadastro. O Recebimento dos Pedidos Antes de atender aos pedidos. Já existem sistemas automatizados para realizar estas tarefas. ou eletronicamente. Através deste cadastro é que se realizará a seleção dos fornecedores que atendam a quatro condições básicas de uma boa compra: preço. pois não há risco de fuga de informações. Um dos documentos primordiais do Departamento de Compras é o Cadastro de Fornecedor e a Ficha de Material. Esta transmissão pode ser realizada manualmente. ACOMPANHAMENTO DE PEDIDOS Da preparação do pedido fazem parte todas as atividades relacionadas com a recolha de informações acerca dos produtos e serviços pretendidos e com a sua requisição formal de forma a serem adquiridos. A indústria da saúde é um bom exemplo. máquinas de fax. o método mais utilizado atualmente. As características de desempenho que têm de ser pesadas para a escolha do método a utilizar são a rapidez. é muito mais dispendioso do que a internet. onde são registradas as informações necessárias sobre os fornecedores (endereço. O preenchimento de formulários. a confiabilidade e a precisão. sendo a transmissão via postal o método mais lento e o intercâmbio electrónico o método mais rápido. existem várias tarefas que têm de ser realizadas ao receber o pedido. que através do intercâmbio electrónico de dados. as alterações de preço e condições de pagamento. que é uma ligação electrónica exclusiva entre os computadores dos compradores e dos vendedores. condições de pagamento. ou os computadores das empresas. mas com o aperfeiçoamento e aumento da segurança da internet prevê-se que no futuro as informações via EDI e internet se torne numa só. O tempo para a transmissão de informações varia conforme o método utilizado. estas atividades estão muito facilitadas. pois melhoram significativamente as cadeias de suprimentos. não diferenciáveis (Ballou. comunicações de satélite ou EDI.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA CADASTRO DE FORNECEDORES. sendo que os códigos de barras são os que maiores benefícios trazem para estas atividades. ou seja. já geram pedidos diretamente para evitar as faltas de stock. 2006). o cadastro de material são fichas em que se identificam os fornecedores aprovados dos quais se pode adquirir. os sites dos fornecedores com informação acerca dos seus produtos ou até a possibilidade de fazer as encomendas online. antes do pedido ficar pronto. verificar a situação de crédito do cliente. tais como. Com o desenvolvimento da tecnologia. Se por um lado o EDI é o método mais seguro. 122-123). objetivos sociais. prazo médio de entrega. número da inscrição. prazo. dos quais apresentamos modelos. Ainda há uma grande quantidade de empresas a utilizar o EDI. a quantidade e o preço dos itens. as devoluções. Didatismo e Conhecimento 115 . especificando os materiais que fabricam. são elas: verificar a exatidão das informações contidas. o seu tamanho e quantidade. nesse ele deve consultar o cadastro de material. a determinação da disponibilidade de stock e a transmissão de um pedido a um encarregado de vendas podem também fazer parte da preparação do pedido. Transmissão do Pedido Quando o pedido já foi efetuado. número do CNPJ. O setor de compras deve possuir dois tipos de cadastro. e fazer a faturação. pessoas para contato. que nos dão a descrição dos produtos pretendidos. a primeira atividade a efetuar no ciclo de processamento é a transmissão de informações. sendo a relação entre o desempenho e as receitas o maior desafio. política de descontos etc. O cadastro de fornecedor reúne fichas de diversos fornecedores. Uma excelente fonte de informação sobre a performance do fornecedor é também acompanhar as suas entregas. Os avanços tecnológicos assumem grande importância no recebimento de pedidos. Estima-se que os códigos de barras podem reduzir em bilhões de dólares o total de gastos das empresas. Estas tecnologias vão aos poucos eliminando várias tarefas. os cancelamentos e as alterações de prazos de entrega. preparar os documentos necessários para o pedido. ou que representam. transcrever as informações do pedido à medida das necessidades. Existem várias ferramentas que são uma grande ajuda tais como: os códigos de barra. que no passado tinham de ser feitas manualmente. linhas de produtos ou mercadorias. os recebimentos. ou seja. Uma grande dúvida que existe atualmente é qual será o melhor método a utilizar entre o EDI e a internet. quando então existem condições de escolher o fornecedor ou prováveis fornecedores de determinado material. A necessidade desses dois cadastros é devida a situações em que o comprador desconhece o fornecedor de determinado produto. conferir se há existências dos itens encomendados. que devem ser comparadas com o seu preço. pois o uso de códigos de barras nos suprimentos médicos podem reduzir de forma drástica os custos de suprimento. qualidade e condições de pagamento. tornando o tempo de preparação do pedido mais curto. p. a descrição. Estas tarefas são indispensáveis e podem ainda surgir outras adicionais de preparação.). tendo como finalidade registrar as compras efetuadas. reduzindo também o tempo de ciclo do pedido do cliente (Ballou. Esta atividade passa por transmitir os documentos do ponto de origem para o fornecedor. tais como.

Logo o tempo de processamento do pedido poderá ser maior do que o esperado. que é aperfeiçoado constantemente.CESPE ) Considerando que uma agência reguladora. independentemente de ser a partir de existências ou pela produção. Evidentemente. ou seja. Para evitar entregas parciais e grandes demoras na informação sobre a situação dos pedidos. primeiro a ser processado. mas pode ser importante elemento do composto de serviços oferecidos ao cliente. • primeiro os pedidos menores e menos complexos. o que gera atrasos significativos nos pedidos dos cientes. deve-se reter o pedido até à reposição dos itens em falta. o que reduz os custos nos transportes.CESPE ) A conduta abusiva da administração pode ocorrer quando o servidor atua fora dos limites de sua competência ou quando. programar o embarque das entregas. Esta atividade não tem influência no tempo de ciclo do processamento do pedido porque é feita paralelamente às outras atividades. • os pedidos com ordem de prioridade especificada. O relatório de andamento pode não diminuir o tempo total de ciclo do pedido.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA O recebimento de pedidos também sofreu uma grande mudança com a utilização de computadores. ocorre o parcelamento do embarque. A escolha das regras de prioridade tem haver com os critérios de justiça para os clientes. e a comunicação ao cliente da localização do pedido e a previsão da data da sua entrega. Estes sistemas de informação conseguem identificar quem recebeu determinada encomenda. • os pedidos com menor prazo de entrega. os seus limites de tamanho e o seu momento de entrada afetam o tempo de ciclo. embagem e produção. imponha multa administrativa a uma empresa faltosa. 2006). As prioridades de atendimento que são estabelecidas têm influência no tempo total de processamento. (ANAC 2012 . (ANAC 2012 . assim como a sua localização física e temporal (Ballou. embora dentro de sua competência. • o pedido de menor tempo de processamento. Por exemplo. isto não é uma boa opção do ponto de vista do cliente. Relatório da Situação do Pedido A última atividade do processamento de pedidos pretende manter os clientes informados acerca de quaisquer atrasos que possam ocorrer. e preparar a documentação para o embarque. Desta forma. Algumas destas atividades podem ser realizadas paralelamente às do recebimento de pedidos. As etapas deste processo são o acompanhamento e localização dos pedidos ao longo de todo o seu ciclo. As definições de prioridades de atendimento evitam que os atrasos se deem relativamente aos pedidos dos clientes mais importantes. ele se afasta do interesse público exigido legalmente. Também pode ser imposto um volume mínimo de pedidos aceites. 2006). reduzindo assim o tempo de ciclo. as empresas de transporte de encomendas conseguem informar os seus clientes da localização dos produtos que transportam através de códigos de barra com leitura a laser e uma rede mundial de computadores e software projetado de propósito para estas empresas. Atendimento dos Pedidos O atendimento pretende realizar as seguintes tarefas: adquirir os itens mediante retirada das existências. vão conseguir reduzir o tempo de ciclo do pedido. A distribuição de tarefas no atendimento de pedidos. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 2. Esta decisão requer procedimentos de processamento sofisticados (Ballou. mesmo com níveis de existências elevados. produção e compra. embalar os itens para embarque. A tecnologia tem grande influência no acompanhamento da situação dos pedidos. Didatismo e Conhecimento 116 . 2006). O processamento dos pedidos. • os pedidos com menos tempo até à data de entrega. os templos de ciclo dos pedidos são hoje muito mais reduzidos do que à alguns anos atrás. A probabilidade de ocorrer parcelamento é relativamente elevada. a colheita dos pedidos. Algumas regras de priorização: • primeiro a ser recebido. Nem todas as empresas definem regras para a entrada e processamento de pedidos. portanto tem de ser uma opção ponderada entre os custos de informação e transporte e o benefício da manutenção do nível dos serviços. Quando não há existências para satisfazer um pedido. no exercício do poder de polícia. pois a probabilidade de o pedido não estar disponível nas existências é igual à multiplicação da probabilidade de cada item. Juntando vários pedidos paralelos que vão para a mesma região. julgue os próximos itens. pode ser criada uma rota de transportes eficiente que vai reduzir substancialmente os custos (Ballou. que substituem a contagem de existências manualmente e as ações de transcrição. se uma equipa de vendas se se organizar e realizar várias tarefas ao mesmo tempo. é somado ao tempo de ciclo do pedido na mesma proporção do tempo de colheita. EXERCÍCIOS QUESTÃO 1.

4O abuso do poder pela autoridade competente invalida o ato por ela praticado. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 8. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 3. sendo certo que essa conduta caracteriza mera falha administrativa.TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO) Quando uma autoridade tem competência para editar um determinado ato e pratica-o. B.INSPETOR )Com relação aos poderes e atos administrativos. D. ocorre quando a autoridade. agindo dentro dos limites da sua competência. na forma de excesso de poder. QUESTÃO 4. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 7. e. Didatismo e Conhecimento 117 .ANALISTA JUDICIÁRIO . as disposições dessa Lei são aplicáveis. atuando fora dos limites da sua competência. nepotismo. pratica o ato com fins diversos dos objetivados pela lei ou exigidos pelo interesse público. mesmo não sendo agente público. (TRT 23ª 2011 . embora constitua vício do ato administrativo. a invalidação da conduta abusiva só pode ocorrer pela via judicial. C. D. E.ANALISTA JUDICIÁRIO – JUDICIÁRIA) Sobre o abuso de poder. B. B.ANALISTA PROCESSUAL) Acerca do poder de polícia. (POLÍCIA CIVIL/CE 2012 . apenas. restará caracterizado desvio de poder.FCC . julgue os itens subsequentes.ANALISTA JUDICIÁRIO – CONTABILIDADE) O abuso de poder A. de cargo em comissão ou de função de confiança. incúria administrativa grave. (TRE/PI 2009 . sendo uma espécie de abuso. nessa operação. não se configura se a Administração retarda ato que deva praticar. o desvio de finalidade. Constitui abuso de autoridade o ato lesivo da honra ou do patrimônio de pessoa natural ou jurídica praticado com abuso ou desvio de poder ou sem competência legal. induza ou concorra para a prática do ato de improbidade. clientelismo.º 8. no que couber. se caracteriza. caracteriza-se na forma omissiva. mas. devendo a invalidade ser reconhecida somente por controle judicial. C. não pode ser combatido por meio de Mandado de Segurança. afasta-se do fim colimado para perseguir finalidade diversa da visada.ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO)No tocante à Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. QUESTÃO 9. tem o mesmo significado de desvio de poder. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 6. C.FCC . B.VUNESP .CESPE . em certas circunstâncias. àquele que. (TJ/SP 2013 . pode se caracterizar tanto por conduta comissiva quanto por conduta omissiva.CESPE . QUESTÃO 5. (MPU 2010 . (PEFOCE/CE 2012 – CESPE) Julgue os seguintes itens. é correto afirmar que: A. omissão. desvio de poder.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA Caso fique comprovado que a multa administrativa foi imposta por agente da agência reguladora por motivo dissociado do interesse público. D. C. o abuso de poder constitui ilícito penal. julgue os próximos itens. a aplicação das sanções previstas nessa Lei depende da aprovação ou rejeição das contas pelo Tribunal ou Conselho de Contas. quando o agente.FCC . relativos a abuso de autoridade. (TRE/AL 2010 . do poder hierárquico e do abuso de poder. pratica o ato de forma diversa da que estava autorizado. configura um caso de: A. sendo expressões sinônimas. E. é correto afirmar que: A. E. nunca é causa de nulidade do mesmo. pode se configurar nas modalidades de excesso de poder e desvio de finalidade ou de poder.429/92). A invalidação da conduta abusiva de um agente público pode ocorrer tanto na esfera administrativa quanto por meio de ação judicial. as ações destinadas a levar a efeito as sanções previstas nessa Lei podem ser propostas até 20 (vinte) anos após o término do exercício de mandato. em razão de perseguição pessoal ao dono da empresa apenada.

deverá emitir parecer conclusivo. será punido com a pena de repreensão escrita o agente público que se recusar a prestar declaração dos bens.VUNESP . para a sua fiel execução. E.429/92). prevista na Lei de Improbidade Administrativa (Lei n. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 14. D. lese o patrimônio jurídico individual. por uma única vez. (TJ/SP 2013 . QUESTÃO 11.CESPE . no prazo de 30 (trinta) dias. E. com efeito suspensivo e endereçado diretamente à autoridade imediatamente superior àquela que aplicou a punição disciplinar. C.º 8. por meio de sua assessoria. quando for o caso. seu superior hierárquico. referentes aos poderes dos entes federativos.AUXILIAR ADMINISTRATIVO) Um dos poderes da Administração é o poder regulamentar. o agente público que prestar falsa declaração de bens.ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) Da decisão que aplicar penalidade. no prazo de 30 (trinta) dias. consequentemente. organizar as atividades administrativas. se afasta do interesse público. Certo ( ) Errado ( ) QUESTÃO 15. E. para alcançar fim diverso daquele que a lei lhe permitiu. (TJ/SP 2013 . C. D.TÉCNICO JUDICIÁRIO)Acerca dos poderes administrativos e do uso e abuso do poder. Considere a seguinte situação hipotética. sob a alegação de necessidade de serviço. mediante a edição de regulamentos e portarias. Certo ( ) Errado ( ) Didatismo e Conhecimento 118 .  Nessa situação. a inércia de seu comportamento constitui forma omissiva do abuso de poder. endereçado ao Secretário de Estado que. B.7Caso autoridade administrativa deixe de executar determinada prestação de serviço a que por lei está obrigada e. somente será punido com a pena de demissão a bem do serviço público.ANALISTA JUDICIÁRIO – ADMINISTRATIVA)Julgue os itens subsequentes. (FHEMIG 2013 . Normas da corregedoria geral da Justiça QUESTÃO 12. a aplicação das sanções previstas nessa Lei depende da aprovação ou rejeição das contas pelo órgão de controle interno. C. B. QUESTÃO 13.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA D. embora dentro de sua competência. há desvio de poder.CESPE .VUNESP . da cópia da declaração anual de bens apresentada à Delegacia da Receita Federal. sem prejuízo de outras sanções cabíveis. (TJ/RR 2012 . que corresponde ao poder de: A. (STM 2011 .ESCREVENTE TÉCNICO JUDICIÁRIO) No tocante à Declaração de Bens. contados da publicação da decisão impugnada no Diário Oficial do Estado ou da intimação pessoal do servidor. para atendimento ao interesse público. julgue os itens subsecutivos.CESPE . no prazo de 10 (dez) dias para.TECNOLOGISTA PLENO I)Acerca dos poderes da administração. no prazo de 45 (quarenta e cinco) dias. que será apresentado à autoridade superior hierárquica à que aplicou a pena. B. para comarca distinta.FCC . é correto afirmar que: A. QUESTÃO 10. E. a declaração de bens será quinquenalmente atualizada e na data em que o agente público deixar o exercício do mandato. Todavia. versando apenas sobre a legalidade ou ilegalidade do feito. a autoridade judicial competente somente poderá determinar o afastamento do agente público do exercício do cargo após o trânsito em julgado da sentença condenatória. espécie de abuso de poder. delegando e avocando atribuições. também conhecido como desvio de finalidade. por uma única vez. editar normas complementares à lei. a fim de ser arquivada no serviço de pessoal competente. D. caberá recurso: A. instituir limitações às atividades de particulares. a posse e o exercício de agente público ficam condicionados à apresentação de declaração dos bens e valores que compõem o seu patrimônio privado. controlar a atividade de órgãos inferiores. a conduta do agente que. (MCTI 2012 . não supre a exigência contida na Lei de Improbidade Administrativa a entrega. aplicar sanções administrativas a seus subordinados. Pedro foi removido por Fábio. que deve nortear todo o desempenho administrativo. o intuito de Fábio era tão somente perseguir e punir Pedro por desfeita praticada por este contra aquele. em substituição à Declaração de Bens. motivadamente. Caracteriza desvio de finalidade. manter ou reformar a decisão. julgue o item abaixo.

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QUESTÃO 16. (SECGE/PE 2010 - CESPE_ME - ANALISTA DE CONTROLE INTERNO - TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO)O abuso de poder constitui desrespeito ao requisito administrativo A. da finalidade. B. da forma. C. do motivo. D. do objeto. E. da competência. QUESTÃO 17. (ANVISA – 2013 Técnico Administrativo) Sobre a Administração Pública, assinale a alternativa correta. A. É o conjunto de ações e atividades desenvolvidas pelo Distrito Federal, direta ou indiretamente, com participação de entes públicos e privados que visam a assegurar determinado direito garantido pela Constituição Federal. B. É o conjunto das atividades que as entidades estatais e as pessoas jurídicas autorizadas ou instituídas por lei a se constituírem, tais como entidades paraestatais, exercem para assegurar a satisfação das necessidades coletivas e o bem-estar da sociedade. C. Trata-se de um conjunto de decretos e/ou projetos de lei formulados para a satisfação de uma ou mais necessidades de bem-estar da sociedade. D. Trata-se de um conjunto de regras de conduta e de controle das atividades dos servidores públicos, com a finalidade de estabelecer o funcionamento equilibrado e o cumprimento dos princípios constitucionais. E. É o conjunto de ações e atividades desenvolvidas durante um mandato eletivo, que pode ter a duração de uma gestão, visando a atender a necessidade de administrar e supervisionar os servidores públicos. QUESTÃO 18. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). Com referência aos níveis de abrangência da direção, como parte do processo organizacional, assinale a alternativa correta. (A) A direção em nível global corresponde ao nível estratégico da organização. (B) A direção em nível departamental abrange os grupos de pessoas e tarefas. (C) A direção que abrange a totalidade da organização é feita em nível departamental. (D) A direção em nível operacional é também denominada gerência. (E) A direção em nível operacional corresponde ao nível tático da organização. QUESTÃO 19. (CESP – ANS 2013 Técnico Administrativo) Acerca dos agentes públicos, julgue os itens a seguir: Um secretário estadual de educação é considerado um agente político. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 20. (CESP – 2013 Técnico Administrativo) O princípio contábil da entidade não é aplicável ao setor público, em razão da especificidade da administração pública. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 21. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). A administração trata do planejamento, da organização, da direção e do controle de todas as atividades diferenciadas pela divisão de trabalho que ocorram dentro de uma organização. CHIAVENATO, I. Recurso humano. O capital humano das organizações. Rio de Janeiro: Campinas, 2000. Em relação às etapas do processo organizacional, julgue os itens seguintes.
I. Programas, diretrizes e políticas são desdobramentos dos objetivos do planejamento.

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II. As etapas do processo administrativo, na gestão pública, apresentam diferenças em função da legislação e de questões estratégicas. III. A etapa de controle deve se restringir ao final do processo de implementação. IV. O planejamento pode ser influenciado por siglas partidárias e descontinuidade administrativa.

A. B. C. D. E.

Apenas I, II e IV estão corretas. Apenas I e IV estão corretas. Todas estão corretas. Apenas a III está correta. Apenas II está correta.

QUESTÃO 22. (MP-GO 2013 - Área Administrativa). A respeito da melhoria contínua na prestação de serviços, assinale a alternativa correta. (A) A produtividade pode ser melhorada com um gasto de dinheiro em infraestrutura. Entretanto, deve-se criar um método de trabalho para utilizá-la de forma mais produtiva. (B) A melhoria contínua de processo é um método de alto custo para criar ou melhorar métodos de trabalho. (C) A administração deve reconhecer que o investimento em uma boa estrutura deve ser prioritário frente à necessidade de maximizar o potencial de trabalhadores flexíveis e motivados. (D) A melhoria do processo é de responsabilidade do alto escalão gerencial. (E) O envolvimento de equipes, no processo de melhoria contínua, deve ser evitado, pois existe a necessidade de uma avaliação mais individualizada. QUESTÃO 23. (ANVISA – 2013 Técnico Administrativo) Em relação aos conceitos apresentados abaixo, assinale a alternativa incorreta. A. O planejamento consiste em uma tomada de decisão antecipada e reflete sobre o que deverá ser feito, ou seja, do ponto de vista formal, planejar consiste em simular o futuro desejado e, de forma racional, estabelecer antecipadamente os cursos de ação necessários e as ferramentas adequadas para atingir os objetivos. Com ele se define onde se pretende chegar, o que deverá ser feito, de que maneira, em que sequência e produzir de forma estruturada o plano (produto do planejamento). B. A Organização se refere à alocação, distribuição e arrumação dos recursos trazidos de fora da organização para dentro. Considerando que nem toda organização tem disponível todos os recursos que precisa para atingir seus objetivos, surge, então, a necessidade de trazer estes recursos para dentro da estrutura. Exemplo: quando uma organização está comprando equipamentos, computadores, contratando pessoas, fazendo concurso público ela está na fase da organização. C. O Controle tem como função manter o bom desempenho dos recursos (pessoas e equipamentos) ou valores de uma variável dentro de limites pré-estabelecidos. Esta função exige a medição da produção comparada a padrões de desempenho previamente definidos e exige limites admissíveis de variação de desempenho, tomando ações corretivas, quando necessárias. D. A Direção tem como função dinamizar o processo de trabalho através da ativação das pessoas por meios chamados de meios de direção que são 6 (seis): Ordem/ Instrução, Comunicação, Motivação, Coordenação, Negociação e Liderança. E. O Processo Administrativo é um processo formado por 4 (quatro) funções básicas da administração, sendo estas: Planejamento, Organização, Controle e Direção. QUESTÃO 24. (FHEMIG 2013 - FCC - Gestão Pública) Define-se Gestão Pública como: A. o estudo aplicado as organizações públicas. B. a ciência aplicada ao campo empresarial. C. o campo do conhecimento e do trabalho relacionados às organizações, cuja missão seja de interesse público ou este afete.
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D. uma tarefa exclusiva para os cargos eletivos (prefeitos, governadores etc.) E. uma função exclusiva para os funcionários públicos concursados. QUESTÃO 25. (TRT 9ª 2013 - FCC - Analista Judiciário - Área Administrativa) O Planejamento estratégico tem como foco central: A. alcançar o potencial máximo da organização através do fortalecimento da capacidade de prever ocorrências futuras com impacto estratégico nas metas de longo prazo. B. realizar metas organizacionais de longo alcance, através da priorização de enfrentamento das incertezas ambientais internas. C. capacitar os níveis diretivos superiores para enfrentar as incertezas ambientais externas. D. reduzir as incertezas em ambientes competitivos para alcançar resultados precisos no curto prazo. E. fortalecer a sinergia entre as capacidades efetivas da organização visando alcançar seu pleno potencial de ação num ambiente de incerteza sistêmica. QUESTÃO 26. (STF – 2008 Técnico – Área Administrativa) Segundo Shakespeare, cada pessoa é o caminho que ela mesma segue. Os caminhos da organização são os seus processos e o ato de escolha desses caminhos está voltado para o planejamento estratégico. Desse modo, a organização, para seu sucesso, depende da atuação do gestor, que deve escolher bem seus caminhos e fazer que seus integrantes os trilhem da melhor maneira possível. Nesse contexto, julgue os itens que se seguem. Os macroprocessos, processos e subprocessos são atividades e(ou) tarefas que iniciam e terminam com o cliente externo, variando apenas o nível de complexidade e tamanho de cada um deles. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 27. Uma organização com estrutura formada por equipes altamente especializadas e responsáveis por todo o fluxo do processo de produção, pelos resultados finais e pela comercialização apresenta a departamentalização por produto. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 28. Acerca de gestão da qualidade e de gestão de processos nas organizações, julgue os itens que se seguem: A ligação entre os processos organizacionais e a estratégia da organização ocorre na estruturação e na sistematização das atividades, implementadas em virtude do desdobramento das estratégias em projetos e processos. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 29. (STF – 2008) Quanto à organização administrativa, julgue os itens a seguir. A divisão de determinado tribunal em departamentos visando otimizar o desempenho, para, posteriormente, redistribuir as funções no âmbito dessa nova estrutura interna, é um exemplo de descentralização. ( ) certo ( ) errado QUESTÃO 30. Assinale a alternativa verdadeira, quanto as Reformas do Estado Brasileiro, pode dizer que: a) O Brasil encontra-se orientado segundo os preceitos da Administração Gerencial, que sucedeu a Administração Burocrática, trazendo maior velocidade na prestação de serviços públicos. b) No plano político, o Brasil é um Estado democrático e no plano administrativo encontra-se entre o burocrático e o gerencial. c) O Brasil conseguiu implementar uma burocracia civil forte, como propunha a reforma de 1936. QUESTÃO 31. (CERB UNEB, 2012) Conhecimentos Específicos – Administração. Acerca da Administração Pública Estratégica, é correto afirmar: a) A nova administração pública dá ênfase à eficiência e, principalmente, à gestão baseada na percepção da complexidade do ambiente e dos problemas enfrentados, dando foco em resultados, que se expressam na orientação para o desempenho e que pressupõem planejamento, definição dos instrumentos, mensuração de desempenho e avaliação. b) Para atuar no novo perfil da gestão pública, os governos nunca devem buscar estratégicos da iniciativa privada, uma vez que são limitados pela legalidade estrita. c) A questão da visão de futuro em nada tem a ver com a percepção do novo ambiente organizacional da gestão pública ou com as novas variáveis situacionais. d) A nova administração pública dá ênfase, principalmente, à definição de alguns objetivos legalmente traçados, com foco em procedimentos, que se expressam na orientação para o desempenho e que prescindem o planejamento.
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e) nunca foi efetivamente implantado no Brasil. desempenho. QUESTÃO 33. sendo conduzido por pessoas dentro de parâmetros de tempo. d)    Selecionar pessoas que agregam valor a organização. encorajando o progresso em relação aos níveis históricos de __________. b) No nível tático. mudanças ou promoções. desafiadoras. que se destina a atingir um objetivo claro e definido. c)    Avaliar o desempenho dos empregados alinhando os resultados obtidos com os resultados esperados pela empresa.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA e) A simplicidade da gestão pública tem a ver com a abordagem normativista. e formula estratégias para a organização como um todo. claras. b)      Somente II e III estão certas. c)    São Forças que partem das atividades. QUESTÃO 32. no qual se desenvolve as ações para cumprir com os objetivos e metas dos níveis superiores: tático e operacional. Quanto aos tipos de planejamento estratégico. QUESTÃO 37. b) teve sua primeira tentativa de introdução nas províncias durante o período regencial entre 1831 e 1937. d) foi introduzido em 1956 por Juscelino Kubitschek para a implantação do Plano de Metas. b)    Sua criação é influenciada diretamente por clientes. custo. (MPE/RN 2012) . rendimento. o Estado de tipo burocrático a) começou a ser implantado de forma sistemática a partir de 1936 com a criação do DASP. c) foi finalmente introduzido após a Constituição Federal de 1988 com a obrigatoriedade do concurso público. c) O nível estratégico tem horizonte de longo prazo. identificando necessidade de treinamentos. Assinale a alternativa incorreta: a) O planejamento de nível operacional tem horizonte de médio prazo. desempenho. QUESTÃO 35. QUESTÃO 36. em que a empresa realiza mudanças que não apresentam riscos financeiros para a organização a)      Somente I está certa. c)      Todas as respostas I. tecnologia. Falando sobre gerenciamento de projetos qual alternativa está correta? I-            Gerência de projeto é a capacidade de administrar uma série de tarefas cronológicas que resultam em uma meta desejada.Na evolução da administração pública no Brasil. planos e metas da organização vindo de dentro da organização. II-         É um empreendimento caracterizado por uma sequência clara e lógica de eventos. Complete a frase: As metas estratégicas devem ser ____________ e __________. b)    Emitir relatórios ao departamento pessoal para que sejam feitos os devidos descontos no salário por falhas individuais na produção. QUESTÃO 34. d)      Somente I e II estão corretas. que passa a ser exigida no tratamento dos problemas enfrentados pela administração pública. meio e fim. desempenho. b) realistas. recursos envolvidos e qualidade. c) realistas. d)    São forças que proporcionam uma produção em escala. o planejamento é médio prazo. decisões. e) realistas. concorrentes. é o nível que fornece o detalhamento das ações estratégicas para o nível operacional. No Processo de mudança organizacional as forças internas são: a)    São Forças que se originam de um cenário internacional. desafiadoras. Metas não realistas ou que não representem desafio podem levar à perda de credibilidade e à desmotivação em relação ao seu cumprimento. d) idealistas. A Gestão do desempenho na organização tem como principal objetivo: a)    Detectar falhas e punir os responsáveis pelas não conformidades. Didatismo e Conhecimento 122 . pois ainda predomina o nepotismo e o clientelismo na Administração Pública Federal. desafiadoras. claras. com início. III-       È um processo interativo natural nos dias atuais. a) idealistas. produção. II e III estão corretas.

Somente o IV está correto. II) Cada organização tem sua própria cultura compreendida por hábitos. II e IV estão corretas. III) A gestão da cultura de uma empresa é feita pela área de recursos humanos. 2008) Acerca da organização dos poderes. c)O presidente da República pode editar medida provisória dispondo acerca da fidelidade partidária. a) b) c) d) Somente I. Essas comissões poderão. salvo se houver recurso de um décimo dos membros da Casa. discutir e votar projeto de lei que dispensar. constituídas na forma e com as atribuições previstas no respectivo regimento ou no ato de que resultar sua criação. Todas as afirmações estão corretas. satisfação no trabalho gerando vantagens internas e externas. assinale a opção correta. a) b) c) d) Somente II e III estão corretas. Analise das afirmações abaixo quais estão corretas com relação a cultura organizacional. Registrado em livros. artigos. Todas as afirmações estão corretas. O conhecimento tácito e o conhecimento explícito são unidades estruturais básicas que se complementam na dinâmica da criação do conhecimento na organização de negócios. desde que seja agendada a data e a hora com as referidas autoridades. b) As comissões parlamentares de inquérito possuem as mesmas prerrogativas e ônus que as demais autoridades judiciárias. Marque quais alternativas estão corretas sobre “qualidade de vida no trabalho”: I) Qualidade de vida está relacionado com o bem-estar dos colaboradores desde que atendam as necessidades da empresa. II e III estão corretas.   Didatismo e Conhecimento 123 . Isso ocorre devido as decisões que os administradores precisam tomar. Somente III está correta. programas de treinamento. II) A qualidade de vida e satisfação no trabalho promove muitas vantagens exclusivas apenas para o empregado. Somente I. manuais disponíveis de forma rápida. e) As decisões do Tribunal de Contas da União de que resulte imputação de débito ou multa terão eficácia de título executivo judicial. razão pela qual poderão ter acesso a informações contidas nesses processos judiciais. não se opondo a elas o sigilo imposto a processo sujeito a segredo de justiça. d) O Congresso Nacional e suas casas terão comissões permanentes e temporárias. III) Qualidade de vida no trabalho é importante somente para grandes empresas devido a um número maior de problemas. e outros. na forma do regimento. a) b) c) d) Adquirido por ações e experiências individuais. sistemas de recompensa alinhados com os valores da organização. O conhecimento tácito é. Pode ser facilmente compartilhado ou adquirido. desde que assim seja decidido por meio de decisão devidamente fundamentada. a competência do Plenário. IV) A cultura organizacional muda constantemente. pessoalmente. EPP Empresa de Pequeno Porte. IV) Promove excelências no serviços prestados. poderão convidar ministro de Estado ou quaisquer titulares de órgãos diretamente subordinados à presidência da República para prestarem. normas. QUESTÃO 39. QUESTÃO 41. a) Câmara dos Deputados e o Senado Federal. o conhecimento registrado e documentado. costumes. O nível hierárquico responsável por transformar estratégias em planos de ação de longo prazo é o: a) básico b) gerencial c) operacional d) institucional QUESTÃO 42.. ou qualquer de suas comissões. QUESTÃO 40. I) A cultura organizacional é estabelecida à partir da classificação no processo de abertura de uma empresa como Micro empresa. em razão de sua competência. Somente II está correto. informações sobre assunto previamente determinado. o qual realiza o recrutamento.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUESTÃO 38. (TCE/TO. ideias. atitudes e crenças.

(e) a organização. c) Somente a II. No estilo de liderança autocrática: I) II) III) IV) O líder houve atentamente a opinião do grupo. Das quatro formas básicas de departamentalização: a departamentalização geográfica. (b) liberalismo. a fim de alcançar um determinado objetivo. QUESTÃO 49. 2009) A arte de alocar com eficiência todos os recursos disponíveis. QUESTÃO 48. b) Somente a III está correta. (e) demagogia. (b) o planejamento. a) É composta por unidades da mesma empresa localizados em um mesmo local. QUESTÃO 45. são as unidades de trabalho responsáveis por uma função ou por um conjunto de funções. (e) a organização. (d) a coordenação. (c) autocracia. Responda com atenção qual alternativa correta mediante as afirmações abaixo. (CEETESP/VUNESP. ele está se voltando para a (a) eficiência. O líder estimula a participação do grupo e orienta as tarefas. (b) especialização. (E) operacional. (d) a coordenação. (c) efetividade. O planejamento sistêmico das metas de longo prazo e dos meios disponíveis para alcançá-las refere-se ao planejamento (A) tático. QUESTÃO 44. À medida que o administrador se preocupa em fazer corretamente as coisas. O lider não ouve a opinião do grupo. a fim de alcançar um determinado objetivo.. (c) a direção. QUESTÃO 47. (D) gerencial. (b) o planejamento. (d) democracia. é (a) o controle. O líder impóe as suas idéias e decisões ao grupo. a) Somente II e III estão corretas. III e IV estão corretas.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA QUESTÃO 43.. A arte de alocar com eficiência todos os recursos disponíveis. b) Compreende unidades que têm responsabilidade pelo atendimento a um determinado tipo de cliente. (B) estratégico. é: (a) o controle. (C) setorial. d) Composta por unidades em diferentes locais com recursos e autonomia própria. A divisão dos poderes de decisão entre líder e grupo está relacionada ao seguinte estilo de liderança: (a) tirania. c) Organizada de acordo com as operações principais dos departamentos. Os departamentos. (c) a direção. Didatismo e Conhecimento 124 . QUESTÃO 46. (d) estratégia (e) eficácia.

(Administração/2012/CHESF/ CESGRANRIO). com o objetivo de acionar os órgãos envolvidos. por onde fluem as ordens e as informações necessárias ao desenvolvimento de determinada atividade é função do gestor da organização alicerçado pelo princípio da: A) Equidade B) Autoridade e responsabilidade C) Unidade de comando D) Hierarquia. E) A simplicidade da gestão pública tem a ver com a abordagem normativista. QUESTÃO 52. mensuração de desempenho e avaliação. definição dos instrumentos. planejamento. (TRT 11ª 2012 . Projeto/execução/controle/atuação corretiva. Projeto/controle/verificação/ação corretiva. avaliação e revisão. QUESTÃO 51. (SABESP 2012 – Analista Administrativo) Determinar os diferentes níveis da estrutura da empresa. sejam eles externos ou internos.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA d) Nenhuma das afirmações estão corretas. O Ciclo PDCA é um método gerencial de controle de processo composto de quatro fases básicas de controle: a) b) c) d) e) Planejamento / definição da metodologia / controle / atuação corretiva. é correto afirmar: A) A nova administração pública dá ênfase à eficiência e.FCC Gestão) São funções básicas da administração: A. principalmente. que se expressam na orientação para o desempenho e que prescindem o planejamento. planejamento. (Assistente de pesquisa. Planejamento/execução/verificação/controle. d) Escolha de uma das alternativas entre as várias estabelecidas anteriormente e estudadas detalhadamente. controle. C. O controle no processo de planejamento empresarial significa: a) Explicação de programas e outros documentos executivos. à gestão baseada na percepção da complexidade do ambiente e dos problemas enfrentados. Uma delas é o controle. com foco em procedimentos. definição. QUESTÃO 50.Analista Administrativo/2006/ MANAUS ENERGIA/ CONSULPLAN) O Planejamento é composto por diversas etapas. organização. b) Estabelecimento de ferramentas necessárias para se medir e avaliar a eficácia do planejamento quanto aos objetivos preestabelecidos. principalmente.Analista Judiciário – Administrativa) Da perspectiva do processo organizacional. B. Planejamento/execução/verificação/ação corretiva. E) Disciplina. D) A nova administração pública dá ênfase. à definição de alguns objetivos legalmente traçados. (Administrador A.Assistente de Gestão de Qualidade/ 2004/ CNEN/ TRADE CENSUS/). que passa a ser exigida no tratamento dos problemas enfrentados pela administração pública. que se expressam na orientação para o desempenho e que pressupõem planejamento. execução. QUESTÃO 55. e) Utilização de métodos quantitativos para escolher entre o melhor plano de ação. organização. C) A questão da visão de futuro em nada tem a ver com a percepção do novo ambiente organizacional da gestão pública ou com as novas variáveis situacionais. uma vez que são limitados pela legalidade estrita.FCC . os governos nunca devem buscar estratégicos da iniciativa privada. QUESTÃO 53. antes da implantação do planejamento. c) Reunião de maior quantidade de dados possíveis para exame do problema em todos os seus aspectos. execução. controle e direção. dando foco em resultados. Acerca da Administração Pública Estratégica. QUESTÃO 54. a etapa do controle implica na: Didatismo e Conhecimento 125 . B) Para atuar no novo perfil da gestão pública. direção e controle. avaliação e alteração. (SABESP 2012 . D.

Certo 16. C 4. Certo 28. B 18. D 36. C 10. B 12. QUESTÃO 56. E 26. Errado 21. D) permitir reflexão sobre a decisão de trabalhar em um setor e um empresa compatíveis com suas aptidões e valores pessoais. A 33. para ingresso em instituição financeira. Certo 3. E 35. Errado 30. C Didatismo e Conhecimento 126 . C) preparar o movimento de formação de grupos internos. D 13. C 25. Errado 27. (BANCO DO BRASIL. D) Comunicação e motivação de pessoal. A 19. A 23. Certo 2. pelo interessado na participação de Concurso Público. B 11. E) possibilitar a realização imediata de suas expectativas sobre o trabalho. D 32. A 17. A 5. D 24. A 22. C) Atribuição de autoridade e responsabilidade. D 9. Certo 15. Certo 8. B) Disponibilização de recursos para atingir os objetivos. Certo 6.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA A) Definição dos objetivos e dos planos para alcança-los. E) Definição de padrões para medir o desempenho. GABARITO 1. Certo 14. B 31. A 34. B) acumular experiência com vistas à busca de outra colocação no mercado. Errado 7. colegas e superiores hierárquicos. Certo 20. Certo 29. é fator importante para: A) compatibilizar seus interesses financeiros pessoais com a sua remuneração. 2013 ESCRITURÁRIO) O conhecimento prévio da cultura organizacional.

49. 41.ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA 37. 38. 56. 53. 48. 42. 45. 39. 44. 43. 55. 47. 40. 50. 52. C A A B B D E C D A B D A B E A C D E D ANOTAÇÕES ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 127 . 46. 51. 54.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ——————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— ———————————————————————————————————————————————————— Didatismo e Conhecimento 128 .