218

17 Pecados
§1849 O pecado é uma falta contra a razão, a verdade, a
consciência reta; é uma falta ao amor verdadeiro para com
Deus e para com o próximo, por causa de um apego perverso
a certos bens. Fere a natureza do homem e ofende a
solidariedade humana. Foi definido como "uma palavra, um
ato ou um desejo contrários à lei eterna¨.
§1850 O pecado é ofensa a Deus: "Pequei contra ti, contra ti
somente; pratiquei o que é mau aos teus olhos¨ (Sl 51,
6
). O
pecado ergue-se contra o amor de Deus por nós e desvia dele
os nossos corações. Como o primeiro pecado, é uma
desobediência, uma revolta contra Deus, por vontade de
tornar-se "como deuses¨, conhecendo e determinando o bem
e o mal (Gn 3,
5
). O pecado é, portanto, "amor de si mesmo até
o desprezo de Deus¨. Por essa exaltação orgulhosa de si, o
pecado é diametralmente contrário à obediência de Jesus,
que realiza a salvação.
17.1 Pecados Mortais
"Quem não ama permanece na morte¨
§1033 Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos
livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a
Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso
próximo ou contra nós mesmos: "Aquele que não ama
permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é
homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna
permanecendo nele¨ (1Jo 3,
14-15
). Nosso Senhor adverte-nos
de que seremos separados dele se deixarmos de ir ao
encontro das necessidades graves dos pobres e dos
pequenos que são seus irmãos morrer em pecado mortal sem
ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso
de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para
sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de
auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os
bem-aventurados que se designa com a palavra "inferno¨.
219
17.1.1 Condicões: matéria grave. pleno conhecimento. pleno
consentimento
§1858 A matéria grave é precisada pelos Dez mandamentos,
segundo a resposta de Jesus ao jovem rico: "Não mates, não
come-tas adultério, não roubes, não levantes falso
testemunho, não dó fraudes ninguém, honra teu pai e tua
mãe¨ (Mc 10,
19
). A gravidade dos pecados é maior ou menor:
um assassinato é mais grave que um roubo. A qualidade das
pessoas lesadas é levada também em consideração. A
Violência exercida contra os pais é em mais grave que contra
um estranho.
§1859 O pecado mortal requer pleno conhecimento e pleno
consentimento. Pressupõe o conhecimento do caráter
pecaminoso do ato, de sua oposição à lei de Deus. Envolve
também um consentimento suficientemente deliberado para
ser uma escolha pessoal. A ignorância afetada e o
endurecimento do coração não diminuem, antes aumentam, o
caráter voluntário do pecado.
17.1.2 Consequências do Pecado Mortal
§1855 O pecado mortal destrói a caridade no coração do
homem por uma infração grave da lei de Deus; desvia o
homem de Deus, que é seu fim último e sua bem-
aventurança, preferindo um bem inferior.
17.1.3 Ato sexual fora do Matrimônio
§2390 Existe união livre quando o homem e a mulher se
recusam a dar uma forma jurídica e pública a uma ligação que
implica intimidade sexual.
A expressão é enganosa: com efeito, que significado pode ter
uma união na qual as pessoas não se comprometem
mutuamente e revelam, assim, uma falta de confiança na
outra, em si mesma ou no futuro?
A expressão abrange situações diferentes: concubinato,
recusa do casamento enquanto tal, incapacidade de assumir
compromissos a longo prazo. Todas essas situações ofendem
a dignidade do matrimônio, destroem a própria idéia da
220
família, enfraquecem o sentido da fidelidade. São contrárias à
lei moral. O ato sexual deve ocorrer exclusivamente no
casamento; fora dele, é sempre um pecado grave e exclui da
comunhão sacramental.
17.1.4 Blasfêmia contra o Espírito Santo
§1864 "Todo pecado, toda blasfêmia será perdoada aos
homens, mas a blasfêmia contra o Espírito não será
perdoada¨ (Mt 12,31). Pelo contrário, quem a profere é
culpado de um pecado eterno. A misericórdia de Deus não
tem limites, mas quem se recusa deliberadamente a acolher a
misericórdia de Deus pelo arrependimento rejeita o perdão de
seus pecados e a salvação oferecida pelo Espírito Santo.
Semelhante endurecimento pode levar à impenitência final e à
perdição eterna.
17.1.5 Perdão dos pecados mortais pela contricão perfeita
§1452 Quando rota do amor de Deus, amado acima de tudo,
contrição é "perfeita¨ (contrição de caridade). Esta contrição
perdoa as faltas veniais e obtém também o perdão dos
pecado mortais, se incluir a firme resolução de recorrer,
quando possível, à confissão sacramental.
§1856 O pecado mortal, atacando em nós o princípio vital,
que é a caridade, exige uma nova iniciativa da misericórdia de
Deus e uma conversão do coração, que se realiza
normalmente no sacramento da Reconciliação:
Quando a vontade se volta para uma coisa contrária à
caridade pela qual estamos ordenados ao fim último, há no
pecado, por seu próprio objeto, matéria para ser mortal... quer
seja contra o amor a Deus, como a blasfêmia, o perjúrio etc.,
quer seja contra o amor ao próximo, como o homicídio, o
adultério etc. Por outro lado, quando a vontade do pecador se
dirige às vezes a um objeto que contém em si uma desordem,
mas não é contrário ao amor a Deus e ao próximo, como por
exemplo palavra ociosa, riso supérfluo etc., tais pecados são
veniais'
221
17.1.6 Penas eternas reservadas a quem morre em pecado
mortal
§1033 Não podemos estar unidos a Deus se não fizermos
livremente a opção de amá-lo. Mas não podemos amar a
Deus se pecamos gravemente contra Ele, contra nosso
próximo ou contra nós mesmos: "Aquele que não ama
permanece na morte. Todo aquele que odeia seu irmão é
homicida; e sabeis que nenhum homicida tem a vida eterna
permanecendo nele¨ (1Jo 3,
14-15
). Nosso Senhor adverte-nos
de que seremos separados dele se deixarmos de ir ao
encontro das necessidades graves dos pobres e dos
pequenos que são seus irmãos morrer em pecado mortal sem
ter-se arrependido dele e sem acolher o amor misericordioso
de Deus significa ficar separado do Todo-Poderoso para
sempre, por nossa própria opção livre. E é este estado de
auto-exclusão definitiva da comunhão com Deus e com os
bem-aventurados que se designa com a palavra "inferno¨.
§1035 O ensinamento da Ìgreja afirma a existência e a
eternidade do inferno. As almas dos que morrem em estado
de pecado mortal descem imediatamente após a morte aos
infernos, onde sofrem as penas do Ìnferno, "o fogo eterno¨. A
pena principal do Ìnferno consiste na separação eterna de
Deus, o Único em quem o homem pode ter a vida e a
felicidade para as quais foi criado e às quais aspira.
17.1.7 O pecado venial deixa subsistir a caridade
§1861 O pecado mortal é uma possibilidade radical da
liberdade humana, como o próprio amor. Acarreta a perda da
caridade e a privação da graça santificante, isto é, do estado
de graça. Se este estado não for recuperado mediante o
arrependimento e o perdão de Deus, causa a exclusão do
Reino de Cristo e a morte eterna no inferno, já que nossa
liberdade tem o poder de fazer opções para sempre, sem
regresso. No entanto, mesmo podendo julgar que um ato é
em si falta grave, devemos confiar o julgamento sobre as
pessoas à justiça e à misericórdia de Deus.
222
17.1.8 Imputabilidade da culpa
§1860 A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar
a imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que
ninguém ignora os princípios da lei moral inscritos na
consciência de todo ser humano. Os impulsos da
sensibilidade, as paixões podem igualmente reduzir o caráter
voluntário e livre da falta, como também pressões exteriores e
perturbações patológicas. O pecado por malícia, por opção
deliberada do mal, é o mais grave.
17.2 Pecados Venais
Condições da matéria do conhecimento e do consentimento
§1862 Comete-se um pecado venial quando não se observa,
em matéria leve, a medida prescrita pela lei moral, ou então
quando se desobedece à lei moral em matéria grave, mas
sem pleno conhecimento ou sem pleno consentimento.
17.2.1 Distincão entre pecado mortal e pecado venial
§1854 A gravidade do pecado: pecado mortal e venial
Convém avaliar os pecados segundo sua gravidade.
Perceptível já na Escritura, a distinção entre pecado mortal e
pecado venial se impôs na tradição da Ìgreja. A experiência
humana a corrobora.
17.2.2 Confissão dos pecados veniais
§1458 Apesar e não ser estritamente necessária, a confissão
das faltas cotidianas (pecados veniais) é vivamente
recomendada pela Ìgreja. Com efeito, a confissão regular de
nossos pecados veniais nos ajuda a formar a consciência, a
lutar contra nossas más tendências, a deixar-nos curar por
Cristo, a progredir na vida do Espírito. Recebendo mais
frequentemente, por meio deste sacramento, o dom da
misericórdia do Pai, somos levados a ser misericordiosos
como ele;
Quem confessa os próprios pecados já está agindo em
harmonia com Deus. Deus acusa teus pecados; se tu também
os acusas, tu te associas a Deus. O homem e o pecador são,
223
por assim dizer, duas realidades: quando ouves falar do
homem, foi Deus quem o fez; quando ouves falar do pecador,
é o próprio homem quem o fez. Destrói o que fizeste para que
Deus salve o que Ele fez... Quando começas a detestar o que
fizeste, é então que tuas boas obras começam, porque
acusas tuas más obras. A confissão das más obras é o
começo das boas obras. Contribui para a verdade e
consegues chegar à luz.
§1863 O pecado venial enfraquece a caridade; traduz uma
afeição desordenada pelos bens criados; impede o progresso
da alma no exercício das virtudes e a prática do bem moral;
merece penas temporais. O pecado venial deliberado e que
fica sem arrependimento dispõe-nos pouco a pouco a cometer
o pecado mortal. Mas o pecado venial não quebra a aliança
com Deus. É humanamente reparável com a graça de Deus.
"Não priva da graça santificante, da amizade com Deus, da
caridade nem, por conseguinte, da bem-aventurança eterna.¨
O homem não pode, enquanto está na carne, evitar todos os
pecados, pelo menos os pecados leves. Mas esses pecados
que chamamos leves, não os consideras insignificantes: se os
consideras insignificantes ao pesá-los, treme ao contá-los. Um
grande número de objetos leves faz uma grande massa; um
grande número de gotas enche um rio; um grande número de
grãos faz um montão. Qual é então nossa esperança? Antes
de tudo, a confissão.
17.3 Lista de Pecados
Mt 15,
19
Do coração procedem as más intenções, os
assassínios, os adultérios, as prostituições, os roubos, os falsos
testemunhos e as blasfêmias.
20
É isto que torna o homem
impuro. Mas comer com as mãos por lavar não torna o homem
impuro.
Mc 7,
21
Porque é do interior do coração dos homens que saem
os maus pensamentos, as prostituições, roubos, assassínios,
22
adultérios, ambições, perversidade, má fé, devassidão, inveja,
maledicência, orgulho, desvarios.
23
Todas estas maldades saem
de dentro e tornam o homem impuro.
224
Lc 11,
39
O Senhor disse-lhe: "Vós, os fariseus, limpais o exterior
do copo e do prato, mas o vosso interior está cheio de rapina e
de maldade.
40
Ìnsensatos! Aquele que fez o exterior não fez
também o interior?
41
Antes, dai esmola do que possuís, e para
vós tudo ficará limpo.
Rm 1,
28
E como não julgaram por bem manter o conhecimento
de Deus, entregou-os Deus a uma inteligência sem
discernimento. E é assim que fazem o que não devem:
29
estão
repletos de toda a espécie de injustiça, perversidade, ambição,
maldade; cheios de inveja, homicídios, discórdia, falsidade,
malícia; são difamadores,
30
maldizentes, inimigos de Deus,
insolentes, orgulhosos, arrogantes, engenhosos para o mal,
rebeldes para com os pais,
31
estúpidos, desleais, inclementes,
impiedosos.
32
Esses, muito embora conheçam o veredito de
Deus de que são dignos de morte os que tais coisas praticam
não só as fazem, como até aprovam os que as praticam.
Rm 13,
13
Como quem vive em pleno dia, comportemo-nos
honestamente: nada de orgias
a
e bebedeiras, nada de
devassidão e libertinagens, nada de discórdias e invejas.
14
Pelo
contrário, revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não vos
entregueis às coisas da carne, satisfazendo os seus desejos.
1Cor 5,
11
Não. Escrevi que não devíeis associar-vos com quem,
dizendo-se irmão, fosse devasso, avarento, idólatra, caluniador,
beberrão ou ladrão. Com estes, nem sequer deveis comer.
12
Porventura, compete-me, a mim, julgar os de fora? Não são os
de dentro que tendes de julgar?
13
Os de fora, Deus os julgará.
Afastai o mau do meio de vós.
1Cor 6,
9
Ou não sabeis que os injustos não herdarão o Reino de
Deus? Não vos iludais: nem os devassos, nem os idólatras, nem
|a| Orgias: s.I.
1
|historia da religião| na Antiguidade. ritual Iestivo geralemnte
realizado a noite em honra do deus chamado Dioniso (entre os gregos) ou Baco
(entre os romanos); bacanal
2
Iestividade na qual se sobressaem atos de euIoria.
excesso de bebidas. desregramento e libertinagem; bacanal
3
qualquer reunião
que se caracterize pela lubricidade. pela orgia sexual entre mais de duas
pessoas; bacanal. esbornia. pândega. suruba.
225
os adúlteros, nem os efeminados
a
, nem os pedófilos
b
,
10
nem os
ladrões, nem os avarentos
c
, nem os beberrões, nem os
caluniadores, nem os salteadores herdarão o Reino de Deus.
11
E
alguns de vós eram assim. Mas vós cuidastes de vos purificar;
fostes santificados, fostes justificados em nome do Senhor Jesus
Cristo e pelo Espírito do nosso Deus.
2Cor 12,
20
De fato, temo que à minha chegada, possa não vos
encontrar como desejaria e que vós não me encontreis como
desejaríeis. Temo que haja entre vós contendas, invejas, rixas,
dissensões, calúnias, murmurações, arrogâncias e desordens.
Gl 5,
19
Mas as obras da carne estão à vista. São estas:
fornicação
d
, impureza
e
, devassidão
f
,
20
idolatria
g
, feitiçaria
h

|a| EIeminado: m.q. AIeminado: adi. s.m.
1
que ou aquele que não tem ou
perdeu os modos viris
2
diz-se de ou homossexual masculino
3
que e
exageradamente delicado.
|b| PedoIilo: adi.s.m. que ou quem sente a impulsão da pedoIilia e/ou a
pratica.
PedoIilia: s.I. Psicopatologia
1
perversão que leva um individuo adulto a se
sentir sexualmente atraido por criancas
2
pratica eIetiva de atos sexuais com
criancas.
|c| Avarento: adi.s.m.
1
que ou aquele que e obcecado por adquirir e acumular
dinheiro
2
que ou quem não e generoso.
3
agiota. avaro. cobicoso. Iominha.
mão-de-vaca. mão-Iechada. mesquinho. miseravel. misero. moIino. morrinha.
morto-a-Iome. muquirana. pão-duro. pelintra. sordido. sovina. usurario.
usureiro. vilão.
|d| Fornicacão: s.I.
1
ato de Iornicar; pratica sexual. coito. especialmente com
prostitutas
1.1
religião ato sexual que não e entre côniuges |Iora do casamento|; o
pecado da luxuria; pecado da carne.
|e| Impureza: /ê/ s.I.
1
Ialta de pureza. de limpidez
2
qualidade. estado ou
condicão de impuro; poluicão Ialta de pudor. de castidade; imoralidade.
impudicicia. impuridade
3
ausência de asseio. de limpeza; imundicia
4
m.q.
impiedade ('desprezo') contrario a castidade. pureza.
|I| Devassidão: s.I.
1
qualidade. carater ou procedimento de devasso
2
depravacão de costumes; libertinagem. licenciosidade.
|g| Idolatria: s.I.
1
culto que se presta a idolos
2
Iig. amor excessivo. admiracão
exagerada |a coisas e pessoas: dinheiro. bens. status. etc|.
|h| Feiticaria: s.I.
1
Ocutismo. obra de Ieiticeiro
2
m.q. Bruxaria.
226
[feitiço
a
], inimizades
b
, contenda
c
, ciúme
d
, fúrias
e
, ambições,
discórdias, partidarismos,
21
invejas, bebedeiras, orgias e coisas
semelhantes a estas. Sobre elas vos previno, como já preveni:
os que praticarem tais coisas não herdarão o Reino de Deus.
Ef 4,
30
E não ofendais o Espírito Santo de Deus, selo com o qual
fostes marcados para o dia da redenção.
31
Toda a espécie de
azedume, raiva, ira, gritaria e injúria desapareça de vós,
juntamente com toda a maldade.
32
Sede, antes, bondosos uns
para com os outros, compassivos; perdoai-vos mutuamente,
como também Deus vos perdoou em Cristo.
Ef 5,
3
Mas de prostituição e qualquer espécie de impureza ou
ganância nem sequer se fale entre vós, como é próprio de
santos;
4
nem haja palavras obscenas, insensatas ou grosseiras;
são coisas que não convêm; haja, sim, ação de graças.
5
Porque,
disto deveis ter a certeza: nenhum fornicador, impuro ou
ganancioso - o que equivale a idólatra - tem herança no Reino de
Cristo e de Deus.
6
Ninguém vos engane com palavras ocas; pois
são estas coisas que provocam a ira de Deus contra os rebeldes.
7
Não sejais, pois, cúmplices deles.
8
É que outrora éreis trevas,
mas agora sois luz, no Senhor. Procedei como filhos da luz -
9pois o fruto da luz está em toda a espécie de bondade, justiça e
verdade -
10
procurando discernir o que é agradável ao Senhor.
11
E não tomeis parte nas obras infrutíferas das trevas; pelo
|a| Feitico: s.m.
1
acão ou pratica propria de Ieiticeira ou Ieiticeiro; sortilegio.
bruxaria. enIeiticamento
2
utilizacão de hipoteticas Iorcas magicas. com
Iinalidade divinatoria e intencões malIazeias.
|b| Inimizades: s.I. Ialta de amizade; odio. indisposicão. malquerenca. divisão.
|c| Contenda: s.I. ato de contender
1
luta. combate. guerra.
2
altercacão. rixa.
discussão; discordia
3
litigio. disputa ou controversia iudicial.
|d| Ciume: s.m.
1
estado emocional complexo que envolve um sentimento
penoso provocado em relacão a uma pessoa de que se pretende o amor
exclusivo; receio de que o ente amado dedique seu aIeto a outrem
2
medo de
perder alguma coisa
3
m.q. inveia
|e| Furias: s.I.
1
exaltacão de ânimo; delirio que se maniIesta por acões
violentas; ira. raiva. colera
2
estado de arrebatamento. paixão; delirio. sanha
3
deseio extremado; entusiasmo. Iervor
4
procedimento precipitado. sem
consideracão por consequências.
5
pessoa Iora de si. cheia de raiva. Iuriosa
6
mulher desgrenhada. de aspecto malcuidado. colera. danacão. indignacão.
intensidade. ira. odio. raiva. rancor. selvageria. violência. zanga.
227
contrário, denunciai-as.
12
Porque o que por eles é feito às
escondidas, até dizê-lo é vergonhoso.
13
Mas tudo isso, se
denunciado, é posto às claras pela luz;
14
pois tudo o que é posto
às claras é luz. Por isso se diz: "Desperta, tu que dormes,
levanta-te de entre os mortos, e Cristo brilhará sobre ti¨.
15
Portanto, vede bem como procedeis: não como insensatos,
mas como sensatos,
16
aproveitando o tempo, pois os dias são
maus.
17
Por isso mesmo, não vos torneis néscios, mas tratai de
compreender qual é a vontade do Senhor.
18
E não vos
embriagueis com vinho, que leva à vida desregrada, mas deixai-
vos encher do Espírito;
19
entre vós, cantai salmos, hinos e
cânticos espirituais; cantai e louvai o Senhor com todo o vosso
coração;
20
sem cessar, dai graças por tudo a Deus Pai, em nome
de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Cl 3,
5
Crucificai os vossos membros no que toca à prática de
coisas da terra: fornicação, impureza, paixão, mau desejo e a
ganância, que é uma idolatria.
6
Estas coisas provocam a ira de
Deus sobre os que lhe resistem.
7
Entre eles também vós
caminhastes outrora, quando vivíeis nessas coisas.
8
Mas agora
rejeitai também vós tudo isso: ira, raiva, maldade, injúria,
palavras grosseiras saídas da vossa boca.
9
Não mintais uns aos
outros, já que vos despistes do homem velho, com as suas
ações,
10
e vos revestistes do homem novo, aquele que, para
chegar ao conhecimento, não cessa de ser renovado à imagem
do seu Criador.
1Tm 1,
8
Mas nós sabemos que a lei é boa, contanto que dela se
faça um uso legítimo 9e tendo em conta que a lei não foi feita
para o justo, mas para os maus e rebeldes, para os ímpios
a
e
pecadores, para os sacrílegos
b
e profanadores, para os
|a| Impio: adi. s.m.
1
que ou aquele que não tem Ie ou que tem desprezo pela
religião
2
que ou aquele que não respeita os valores comumente admitidos.
3
que
denota ou revela impiedade.
|b| Sacrilego: adi.
1
que tem o carater de sacrilegio; em que ha sacrilegio
2
relativo aquele que e sacrilego ou aos seus atos adi.s.m.
3
que ou aquele que
comete sacrilegio
4
ladrão de obietos sagrados; dai. proIanador.
228
parricidas
a
e matricidas
b
, homicidas,
10
impudicos
c
, pederastas
d
,
traficantes de escravos, mentirosos, perjuros
e
, e tudo aquilo que
está em contradição com a sã doutrina,
11
segundo o Evangelho
da glória do Deus bem-aventurado, que me foi confiado.
1Tm 6,
2f
Ìsto é o que deves ensinar e recomendar.
3
Se alguém
ensinar outra doutrina e não aderir às sãs palavras de Nosso
Senhor Jesus Cristo e ao ensinamento conforme à piedade,
4
é
um obcecado pelo orgulho, um ignorante, um espírito doentio
dado a querelas e contendas de palavras. Daí nascem invejas,
rixas, injúrias, suspeitas maldosas,
5
altercações entre homens de
espírito corrompido e desprovidos de verdade, que julgam ser a
piedade uma fonte de lucro.
6
A piedade é, realmente, uma
grande fonte de lucro para quem se contenta com o que tem.
7
Pois nada trouxemos ao mundo e nada podemos levar dele.
8
Tendo alimento e vestuário, contentemo-nos com isso.
9
Mas os
que querem enriquecer caem na tentação, na armadilha e em
múltiplos desejos insensatos e nocivos que precipitam os
homens na ruína e na perdição.
10
Porque a raiz de todos os
maIes é a ganância do dinheiro. Arrastados por eIe, muitos
se desviaram da fé e se enredaram em muitas afIições.
2Tm 3,
1
Fica sabendo que, nos últimos dias, surgirão tempos
difíceis.
2
As pessoas tornar-se-ão egoístas, interesseiras,
arrogantes, soberbas, blasfemas, desrespeitadoras dos pais,
ingratas, ímpias,
3
sem coração, implacáveis, caluniadoras,
descontroladas, desumanas e inimigas do bem,
4
traidoras,
insolentes, orgulhosas e mais amigas dos prazeres do que de
Deus.
5
Conservarão uma aparência de piedade, mas negarão a
sua essência. Procura evitar essa gente.
|a| Parricida: adi.2g.s.2g. que ou aquele que matou o pai. a mãe. ou qualquer
outro ascendente.
|b| Matricida: s.2g. pessoa que comete matricidio. Matricidio: s.m. crime
cometido pelo individuo que mata a propria mãe.
|c| Impudico: /di/ adi.s.m.
1
que ou quem não tem pudor
2
que ou o que e
impudente. lascivo. luxurioso. sensual.
|d| Pederasta: s.m. (1877 cI. MS7) individuo que pratica a pederastia.
Pederastia: s.I.
1
pratica sexual entre um homem e um rapaz mais iovem
2
homossexualidade masculina.
|e| Periuro: adi.s.m. que ou aquele que periura. que Ialta a seu iuramento
229
Tt 3,
3
Pois também nós éramos outrora insensatos, rebeldes,
extraviados, escravos de toda a espécie de paixões e prazeres,
vivendo na maldade e na inveja, odiados e odiando-nos uns aos
outros.
1Pd 4,
3
Já basta que, no tempo passado, tenhais procedido à
maneira dos pagãos, vivendo em devassidão, paixões
desonestas, embriaguez, excessos no comer e no beber e em
nefandos cultos de falsos deuses.
17.3.1 Blasfêmia
§2148 A blasfêmia opõe-se diretamente ao segundo
mandamento. Ela consiste em proferir contra Deus interior ou
exteriormente - palavras de ódio, de ofensa, de desafio, em
falar mal de Deus, faltar-lhe deliberadamente com o respeito
ao abusar do nome de Deus. São Tiago reprova "os que
blasfemam contra o nome sublime (de Jesus) que foi invocado
sobre eles¨ (Tg 2,7). A proibição da blasfêmia se estende às
palavras contra a Ìgreja de Cristo, os santos, as coisas
sagradas. É também blasfemo recorrer ao nome de Deus para
encobrir práticas criminosas, reduzir povos à servidão, torturar
ou matar. O abuso do nome de Deus para cometer um crime
provoca a rejeição da religião.
A blasfêmia é contrária ao respeito devido a Deus e a seu
santo nome. E em si um pecado grave.
17.3.2 Homicídio
§2268 O HOMÌCÍDÌO VOLUNTÁRÌO O quinto mandamento
proscreve como gravemente pecaminoso o homicídio direto e
voluntário. O assassino e os que cooperam voluntariamente
com o assassinato cometem um pecado que clama ao céu por
vingança.
230
O infanticídio
a
, o fratricídio
b
, o parricídio
c
e o assassinato do
cônjuge
d
são crimes particularmente graves, devido aos laços
naturais que rompem. Preocupações de eugenismo
e
ou de
higiene pública não podem justificar nenhum assassinato,
mesmo a mando dos poderes públicos.
17.3.3 Inveja
Inveja: substantivo feminino - sentimento em que se misturam
o ódio e o desgosto, e que é provocado pela felicidade,
prosperidade de outrem; desejo irrefreável de possuir ou gozar,
em caráter exclusivo, o que é possuído ou gozado por outrem.
Sinônimos > ciúme, invídia, zelotipia
§2539 A inveja é um vício capital. Designa a tristeza sentida
diante do bem do outro e do desejo imoderado de sua
apropriação, mesmo indevida. Quando deseja um grave mal
ao próximo, é um pecado mortal:
Santo Agostinho via na inveja "o pecado diabólico por
excelência¨. "Da inveja nascem o ódio, a maledicência, a
calúnia, a alegria causada pela desgraça do próximo e o
desprazer causado por sua prosperidade.¨
|a| InIanticidio: s.m.
1
assassinio de uma crianca. esp. de um recem-nascido
2
|termo iuridico| morte do Iilho provocada pela mãe por ocasião do parto ou
durante o estado puerperal.
|b| Fratricidio: s.m.
1
delito de homicidio cometido contra o proprio irmão ou
irmã
2
matanca entre povos da mesma raca. cidadãos do mesmo pais etc.
|c| Parricidio: s.m. crime cometido por um parricida ¤ etim lat. parricidium.ii
'assassinato de um parente; atentado contra a patria';
|d| Coniugicidio: e o assassinato do côniuge.
Uxoricidio: /cs/ s.m. assassinio de mulher cometido por quem era seu
marido.
Mariticidio: s.m. assassinio do marido pela esposa.
|e| Eugenismo: s.m. Ciência que estuda as condicões Iavoraveis a
manutencão e preservacão da qualidade da especie humana. / Teoria social
baseada nesta ciência. Eugenia: s.I. medicina teoria que busca produzir uma
selecão nas coletividades humanas. baseada em leis geneticas etim lat.cien.
eugenia 'aperIeicoamento da especie via selecão genetica e controle da
reproducão.
231
Gn 26,
14
Possuía rebanhos de toda a espécie, de gado miúdo e
graúdo, e numerosos servos. Por isso, os filisteus tiveram inveja
de Ìsaac.
Gn 30,
1
Vendo que não dava à luz filhos a Jacob, Raquel
começou a ter inveja da irmã e disse a Jacob: "Dá-me filhos ou,
então, morro!¨
1 Sm 2,
32
Verás com inveja o bem que Eu farei a Ìsrael,
enquanto na tua casa jamais haverá um ancião.
1 Sm 2, 33 Entretanto, nem todos os teus descendentes
afastarei do meu altar, para que os teus olhos chorem de inveja e
a tua alma desfaleça; todos os outros morrerão na flor da idade.
1 Mc 8, 16 Cada ano, confiavam a autoridade suprema a um só
homem, que dominava em todo o território e todos obedeciam a
este homem único, sem que houvesse, entre eles, inveja nem
ciúme.
Jó 5, 2 A ira mata o insensato, e a inveja mata o imbecil.
Sl 73, 3 ao sentir inveja dos ímpios, ao ver a prosperidade dos
maus.
Sl 106, 16 No acampamento, tiveram inveja de Moisés e de
Aarão, o ungido do Senhor.
Pr 14, 30 Um coração tranquilo é a vida do corpo, mas a inveja
é doença para os ossos.
Ecl 4, 4 Vi também que todo o esforço e todo o êxito de uma
obra não passam de inveja de uns para com os outros. Também
isto é ilusão e correr atrás do vento.
Ecl 9, 6 O seu amor, ódio e inveja pereceram juntamente com
eles; e nunca mais terão parte em tudo quanto se faz debaixo do
céu.
Sb 2, 24 Por inveja do diabo é que a morte entrou no mundo, e
hão-de prová-la os que pertencem ao diabo.
Sb 6, 23 Não caminharei com aquele que se consome de
inveja, pois esta nada tem a ver com a sabedoria.
Eclo 30, 3 Aquele que instrui o filho, causará inveja ao seu
inimigo, e, entre os amigos, exultará por causa dele.
232
Eclo 30, 24 A inveja e a ira abreviam os dias, e a inquietação
faz chegar à velhice antes do tempo.
Ìs 11, 13 Cessará a inveja de Efraim e terminarão os rancores
de Judá: Efraim não mais invejará Judá, nem Judá terá rancor
contra Efraim.
Mt 20, 15 Ou não me será permitido dispor dos meus bens
como eu entender? Será que tens inveja por eu ser bom?'
Mt 27, 18 Ele sabia que o tinham entregado por inveja.
Mc 7, 22 adultérios, ambições, perversidade, má fé,
devassidão, inveja, maledicência, orgulho, desvarios.
Mc 15, 10 Porque sabia que era por inveja que os sumos
sacerdotes o tinham entregado.
At 5, 17 Surgiu, então, o Sumo Sacerdote com todos os seus
sequazes, isto é, o partido dos saduceus; encheram-se de inveja
At 13, 45 A presença da multidão encheu os judeus de inveja, e
responderam com blasfêmias ao que Paulo dizia.
At 17, 5 Mas os judeus, cheios de inveja, aliciaram alguns
indivíduos da escória do povo, provocaram ajuntamentos e
espalharam a agitação pela cidade. Assaltaram a casa de Jasão,
à procura de Paulo e Silas, para os levarem à assembleia do
povo.
Rm 1, 29 estão repletos de toda a espécie de injustiça,
perversidade, ambição, maldade; cheios de inveja, homicídios,
discórdia, falsidade, malícia; são difamadores,
Fl 1, 15 É certo que alguns é por inveja e rivalidade, mas outros
é mesmo com boa intenção que pregam a Cristo:
Tt 3, 3 Pois também nós éramos outrora insensatos, rebeldes,
extraviados, escravos de toda a espécie de paixões e prazeres,
vivendo na maldade e na inveja, odiados e odiando-nos uns aos
outros.
Tg 3, 14 Mas, se tendes no vosso coração uma inveja amarga
e um espírito dado a contendas, não vos vanglorieis nem falseeis
a verdade.
Tg 3, 16 Pois, onde há inveja e espírito faccioso também há
perturbação e todo o género de obras más.
233
Tg 4, 2 Cobiçais, e nada tendes? Então, matais! Roeis-vos de
inveja, e nada podeis conseguir? Então, lutais e guerreais-vos!
Não tendes, porque não pedis.
17.3.4 Ira
§2302 A PAZ Ao lembrar o preceito "Tu não matarás¨ (Mt 5,21),
Nosso Senhor pede a paz do coração e denuncia a imoralidade da
cólera assassina e do ódio.
A cólera é um desejo de vingança. "Desejar a vingança para o mal
daquele que é preciso punir é ilícito, mas é louvável impor uma
reparação para a correção dos vícios e a conservação da justiça¨.
Se a cólera chega ao desejo deliberado de matar o próximo ou de
feri-lo com gravidade, atenta gravemente contra a caridade,
constituindo pecado mortal. O Senhor disse: "Todo aquele que se
encolerizar contra seu irmão terá de responder no tribunal¨ (Mt 5,22).
17.3.5 Maldade
§1860 A ignorância involuntária pode diminuir ou até escusar a
imputabilidade de uma falta grave, mas supõe-se que ninguém
ignora os princípios da lei moral inscritos na consciência de todo ser
humano. Os impulsos da sensibilidade, as paixões podem
igualmente reduzir o caráter voluntário e livre da falta, como também
pressões exteriores e perturbações patológicas. O pecado por
malícia, por opção deliberada do mal, é o mais grave.
17.3.6 Mentira
§2484 A gravidade da mentira se mede segundo a natureza da
verdade que ela deforma, de acordo com as circunstâncias, as
intenções daquele que a comete, os prejuízos sofridos por aqueles
que são suas vítimas. Embora a mentira, em si, não constitua senão
um pecado venial, torna-se mortal quando fere gravemente as
virtudes da justiça e da caridade.
17.3.7 Ódio
§2303 O ódio voluntário é contrário à caridade. O ódio ao próximo é
um pecado quando o homem quer deliberadamente seu mal. O ódio
ao próximo é um pecado grave quando se lhe deseja
deliberadamente um grave dano. "Eu, porém, vos digo: amai
234
VOSSOS inimigos e orai pelos que vos perseguem; desse modo vos
tornareis filhos de vosso Pai que esta nos céus...¨ (Mt 5 ,44-45).
17.3.8 Pecados contra a esperanca
§2091 O primeiro mandamento visa também aos pecados contra a
esperança, que são o desespero e a presunção.
Pelo desespero, o homem deixa de esperar de Deus sua salvação
pessoal, os auxílios para alcançá-la ou o perdão de seus pecados. O
desespero opõe-se à bondade de Deus, à sua justiça porque o
Senhor é fiel a suas promessas e à sua misericórdia.
17.3.9 Pecados contra a fé
§2088 O primeiro mandamento manda-nos alimentar e guardar com
prudência e vigilância nossa fé e rejeitar tudo o que se lhe opõe. Há
diversas maneiras de pecar contra a fé.
A dúvida voluntária sobre a fé negligencia ou recusa ter como
verdadeiro o que Deus revelou e que a Ìgreja propõe para crer. A
dúvida involuntária designa a hesitação em crer, a dificuldade de
superar as objeções ligadas à fé ou, ainda, a ansiedade suscitada
pela obscuridade da fé. Se for deliberadamente cultivada, a dúvida
pode levar à cegueira do espírito.
§2089 A incredulidade é a negligência da verdade revelada ou a
recusa voluntária de lhe dar o próprio assentimento. "Chama-se
heresia a negação pertinaz, após a recepção do Batismo, de
qualquer verdade que se deve crer com fé divina e católica, ou a
dúvida pertinaz a respeito dessa verdade; apostasia, o repúdio total
da fé cristã; cisma, a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou da
comunhão com os membros da Ìgreja a ele sujeitos.¨
17.3.10 Sacrilégio
§2120 O sacrilégio consiste em profanar ou tratar indignamente os
sacramentos e as outras ações litúrgicas, bem como as pessoas, as
coisas e os lugares consagrados a Deus. O sacrilégio é um pecado
grave, sobretudo quando cometido contra a Eucaristia, pois neste
sacramento o próprio Corpo de Cristo se nos torna substancialmente
presente.
235
17.3.11 Transgressão da obrigacão de participar da
Eucaristia nos dias de preceito
§2181 A Eucaristia do domingo fundamenta e sanciona toda a
prática cristã. Por isso os fiéis são obrigados a participar da
Eucaristia nos dias de preceito, a não ser por motivos muito sérios
(por exemplo, uma doença, cuidado com bebês) ou se forem
dispensados pelo próprio pastor. Aqueles que deliberadamente
faltam a esta obrigação cometem pecado grave.
17.4 ~Pecados que clamam ao céu¨
§1867 A tradição catequética lembra também que existem "pecados
que bradam ao céu¨.
Bradam ao céu o sangue de Abel
a
,
o pecado dos sodomitas
b
;
o clamor do povo oprimido no Egito
c
;
a queixa do estrangeiro, da viúva e do órfão
d
;
a injustiça contra o assalariado
e
.
|a| Gn 4.
10
Iahweh disse: 'Que Iizeste? A voz do sangue do teu irmão clama
da terra ate mim.¨
O QUINTO MANDAMENTO: Não mataras (Ex 20.13).
Ouvistes o que Ioi dito aos antigos: 'Não mataras. Aquele que matar tera de responder ao tribunal¨. Eu. porem. vos digo: todo aquele
que se encolerizar contra seu irmão tera de responder no tribunal (Mt 5.21-22).
2258 'A vida humana e sagrada porque desde sua origem ela encerra a acão criadora de Deus e permanece para sempre numa relacão
especial com o Criador. seu unico Iim. So Deus e o dono da vida. do comeco ao Iim; ninguem. em nenhuma circunstância. pode
reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente.¨
I. O respeito à vida humana - O TESTEMUNHO DA HISTÓRIA SAGRADA
2259 A Escritura. no relato do assassinato de Abel por seu irmão Caim. revela. desde o comeco da historia humana. a presenca da
colera e da cobica no homem. consequências do pecado original. O homem se tornou inimigo de seu semelhante. Deus expressa a
atrocidade deste Iratricidio: 'Que Iizeste? Ouco o sangue de teu irmão. do solo. clamar por mim. Agora. es maldito e expulso do solo
Iertil que abriu a boca para receber de tua mão o sangue de teu irmão¨ (Gn 4.10-11).
2260 A alianca entre Deus e a humanidade esta cheia de lembrancas do dom divino da vida humana e da violência assassina do
homem:
Pedirei contas do sangue de cada um de vos ... Quem derramar o sangue do homem. pelo homem tera seu sangue derramado. Pois a
imagem de Deus o homem Ioi Ieito (Gn 9.5-6).
|b| Gn 18.
20
Disse então Iahweh: 'O clamor contra Sodoma e Gomorra e muito grande! Seu pecado e muito
grave!¨ (Sodomia: s.I. coito anal entre individuos do sexo masculino ou entre um homem e uma mulher.);
Gn 19.
13
Pois vamos destruir todas estas terras. porque o clamor que se eleva contra os seus habitantes e enorme
diante de Iahweh. e Ele enviou-nos para os aniquilar.¨
|c| Ex 3.
7
Iahweh disse: 'Eu bem vi a opressão do meu povo que esta no Egito. e ouvi o seu clamor diante dos
seus inspetores; conheco. na verdade. os seus soIrimentos.
8
Desci a Iim de o libertar da mão dos egipcios e de o
Iazer subir desta terra para uma terra boa e espacosa. para uma terra que mana leite e mel. terra do cananeu. do
hitita. do amorreu. do perizeu. do heveu e do iebuseu.
9
E agora. eis que o clamor dos Iilhos de Israel chegou ate
mim. e vi tambem a tirania que os egipcios exercem sobre eles.
10
E agora. vai; Eu te envio ao Iarao. e Iaz sair do
Egito o meu povo. os Iilhos de Israel.¨
|d| Ex 22.
20
Não usaras de violência contra o estrangeiro residente nem o oprimiras. porque Ioste estrangeiro
residente na terra do Egito.
21
Não maltrataras nenhuma viuva nem nenhum orIão.
22
Se tu o maltratares. e se ele
clamar a mim. hei-de ouvir o seu clamor;
23
a minha ira inIlamar-se-a e matar-vos-ei a espada. e as vossas
mulheres Iicarão viuvas e os vossos Iilhos Iicarão orIãos.
236
17.5 Pecados capitais geradores de outros pecados
§1866 Os vícios podem ser classificados segundo as virtudes que
contrariam, ou ainda ligados aos pecados capitais que a experiência
cristã distinguiu seguindo São João Cassiano e São Gregório
Magno. São chamados capitais porque geram outros pecados,
outros vícios. São o orgulho, a avareza, inveja, a ira, a impureza, a
gula, a preguiça ou acídia.
17.6 Pecados contra a Igreja e contra Comunhão
Não cumprir os mandamentos da Ìgreja que são:
§2042 O primeiro mandamento da Ìgreja ("Participar da missa inteira
nos domingos e outras festas de guarda e abster-se de ocupações
de trabalho¨) ordena aos fiéis que santifiquem o dia em que se
comemora a ressurreição do Senhor e as festas litúrgicas em honra
dos mistérios do Senhor, da santíssima Virgem Maria e dos santos,
em primeiro lugar participando da celebração eucarística, em que se
reúne a comunidade cristã, e se abstendo de trabalhos e negócios
que possam impedir tal santificação desses dias.
O segundo mandamento ("Confessar-se ao menos uma vez por
ano¨) assegura a preparação para a Eucaristia pela recepção do
sacramento da Reconciliação, que continua a obra de conversão e
perdão do Batismo.
O terceiro mandamento ("Receber o sacramento da Eucaristia ao
menos pela Páscoa da ressurreição¨) garante um mínimo na
recepção do Corpo e do Sangue do Senhor em ligação com as
festas pascais, origem e centro da Liturgia Cristã.
2043 O quarto mandamento ("Jejuar e abster-se de carne,
conforme manda a Santa Mãe Ìgreja") determina os tempos de
ascese e penitência que nos preparam para as festas litúrgicas;
contribuem para nos fazer adquirir o domínio sobre nossos instintos
e a liberdade de coração.
O quinto mandamento ("Ajudar a Ìgreja em suas necessidades")
recorda aos fiéis que devem ir ao encontro das necessidades
materiais da Ìgreja, cada um conforme as próprias possibilidades.
|e| Dt 24.
14
Não exploraras o trabalhador pobre e necessitado. seia um dos teus irmãos ou um dos estrangeiros
que estão na tua terra. nas tuas cidades.
15
Da-lhe o seu salario no proprio dia. antes do pôr-do-sol. porque ele e
pobre e espera-o com ansiedade. Assim. ele não clamara contra ti ao Senhor. e não seras acusado desse pecado.
Tg 5.
4
Olhai que o salario que não pagastes aos trabalhadores que ceiIaram os vossos campos esta a clamar; e os
clamores dos ceiIeiros chegaram aos ouvidos do Senhor do universo!

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