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FACULDADE CATÓLICA DE CIÊNCIAS ECONÔMICAS DA BAHIA
PÓS-GRADUAÇÃO EM PSICOPEDAGOGIA INSTITUCIONAL, CLÍNICA E HOSPITALAR

DANIEL BRUNO ANUNCIAÇÃO NOBRE

O desen !" #$en%! d! &'(#!()n#! "*+#(!$'%e$,%#(! de '"-n!s d' ./ s0&#e d! Ens#n! F-nd'$en%'" (!$ 1'#2! dese$3en4! es(!"'& e$ $'%e$,%#('

Salvador 2009

2 DANIEL BRUNO ANUNCIAÇÃO NOBRE

O desen !" #$en%! d! &'(#!()n#! "*+#(!$'%e$,%#(! de '"-n!s d' ./ s0&#e d! Ens#n! F-nd'$en%'" (!$ 1'#2! dese$3en4! es(!"'& e$ $'%e$,%#('

Artigo apresentado ao Programa de Pós-graduação Lato Sensu da Faculdade Católica de Ciências con!micas da "a#ia$ como pr%-re&uisito para '(tenção de t)tulo de especialista em Psicopedagogia *nstitucional$ Cl)nica e +ospitalar so( a orientação do Pro,essor -outor .os% duardo Ferreira Santos/ /

Salvador 2009

logical-mat#ematical ?no>ledge/ Be@->ords9 8at#ematics$ Logical-mat#ematical ?no>ledge$ lementar@$ Piaget/ 5 Faculdade Católica de Ciências con!micas da "a#ia$ Psicopedagogia Cl)nica$ *nstitucional e +ospitalar$ (runoCno(re. students .ormance in mat#ematics o. logical and mat#ematical t#in?ing in a Piagetian perspective/ Ae used a &ualitative approac#$ .ocusing at t#at relations#ip is esta(lis#ed (et>een t#e development o. logical and mat#ematical t#in?ing and poor academic per.es re.oco dirigido &ual relação se esta(elece entre o desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico e o (ai3o desempen#o escolar em matem0tica de alunos de 12 s%rie/ Primeiramente são apresentadas descriç. development o.lection on mat#ematics in elementar@ sc#ool and t#e development o.os% duardo Ferreira Santos/ .eaturing in a case stud@ .essora$ o(servação de aula e de resultados de aplicação de provas operatórias piagetianas e teste pedagógico/ stas <ltimas sinali:aram &ue os alunos para ad&uirir #a(ilidades matem0ticas dependem do desenvolvimento do con#ecimento lógico-matem0tico/ Palavras-c#ave9 8atem0tica$ Con#ecimento Lógico-matem0tico$ nsino Fundamental$ Piaget/ A(stract9 =#is >or? is a re.essor -outor . data .saD#otmail/com$ orientador Pro.le3ão so(re a 8atem0tica no nsino Fundamental e o desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico so( uma perspectiva piagetiana/ 7tili:ou-se uma a(ordagem &ualitativa$ caracteri:ando-se em um estudo de caso com .rom 1rd grade/ First are descriptions concerning mat#ematics in sc#ools and t#en t#e relations#ip o. Piaget/ =#en #e goes to t#e anal@sis o.rom intervie>s >it# t#e teac#er$ classroom o(servation and results o.erentes matem0tica nas escolas e$ em seguida$ a relação dessas com o racioc)nio lógicomatem0tico/ Fundamentou-se o processo de desenvolvimento do con#ecimento lógico-matem0tico de acordo com a teoria de Piaget/ -a) parte para a an0lise de dados de entrevistas com a pro. t#e logical-mat#ematical/ *t >as (ased on t#e process o. surgical and e3amination and testing Piagetian pedagogical/ =#e latter signaled t#e students to ac&uire mat#ematical s?ills depend on t#e development o.3 ' desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico dos alunos da 12 s%rie do nsino Fundamental com (ai3o desempen#o escolar em matem0tica -aniel "runo Anunciação 4o(re5 6 S78' 6esumo9 ste tra(al#o % uma re. logicalmat#ematical ?no>ledge in accordance >it# t#e t#eor@ o.

es matem0ticas e utili:e con#ecimentos relacionados aos n<meros$ Gs medidas$ aos signi.ica/ Ao .erentes signi.icados &ue E0 .iculdades em .es$ selecionando um procedimento de c0lculo pessoal ou convencional e produ:indo sua e3pressão gr0.o&ue psicopedagógico/ 4as escolas p<(licas da rede municipal de Feira de Santana$ tem se constatado atrav%s de visitas um grande n<mero de crianças com (ai3o desempen#o escolar em 8atem0tica/ -entro desse &uadro se encontra uma diversidade de .es de adição e su(tração/ I"6AS*L$ 599J$ p/ K1L Mrande parte dessa situação deve-se a uma .es simples como a adição e a su(tração em s%ries onde E0 deveriam dominar essa #a(ilidade/ -e acordo com o ParFmetro Curricular 4acional de 8atem0tica para o nsino Fundamental9 spera-se &ue o aluno resolva pro(lemas e3pressos por situaç.ormação prec0ria dos alunos em s%ries anteriores/ ' desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico não % levado em conta por parte de muitos pro.essores etc/ -entro desse conte3to$ em &ue se encontra de modo alarmante a aprendi:agem da matem0tica % not0vel o alto )ndice de alunos &ue encontram di.icados das operaç.ormação inade&uada de pro.4 In%&!d-56! -ada a situação alarmante em &ue se encontra a aprendi:agem da matem0tica$ neste artigo se prop!s ao estudo do desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico de alunos de 12 s%rie com (ai3o desempen#o escolar em matem0tica em uma escola p<(lica de peri.oram apropriados pelos alunos$ priori:ando as situaç.inali:ar este ciclo$ os di.esL se esta(eleceImL entre o desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico e o (ai3o desempen#o escolar em matem0tica de alunos de 12 s%rieO ste artigo tem por o(Eetivo apresentar a importFncia do desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico para o aprendi:ado da matem0tica$ mais .eria em Feira de Santana so( um en.atores &ue corro(oram para essa situação9 privação cultural$ pro(lemas de aprendi:agem$ .a:er operaç.issionais &ue descon#ecem esse processo &ue % altamente relevante para a construção de #a(ilidades matem0ticas/ NualIisL relaçãoI.es não estão consolidadosH por isso$ os pro(lemas devem a(ordar os signi.es orais$ te3tos ou representaç.icados das operaç.

eria da rede p<(lica do munic)pio de Feira de Santana$ al%m de material de estudo para pro.essores e psicopedagogos/ R'(#!()n#! "*+#(!-$'%e$.ator$ constam-se tam(%m as o(servaç.icamente em alunos com (ai3o rendimento na 12 s%rie/ -e modo &ue se possa recon#ecer o processo de desenvolvimento do raciocino lógico-matem0tico e sua importFncia para a&uisição de #a(ilidades matem0ticas previstas para o n)vel de ensino correspondente$ al%m de relacionar o con#ecimento acerca do desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico com a pr0tica educativa/ ' interesse pelo estudo dessa tem0tica$ primeiramente$ se relaciona com a .esus/ Al%m desse .5 especi.%#(! e ! ens#n! e$ es(!"'s 371"#('s 4o sistema educacional (rasileiro #0 um grande interesse .a(eti:ado e capa: de reali:ar c0lculos matem0ticos/ Por%m$ Piaget tem uma visão di.essores de S%ries *niciais$ E0 &ue esta etapa do ensino % (ase para a educação .le3ão so(re o ensino de matem0tica nas escolas de peri.ormação E0 iniciada nessa tem0tica durante a graduação em pedagogia$ na sala de leitura so( orientação do -r/ Ailson de .es reali:adas durante os est0gios &ue apresentaram sempre &uadros prec0rios re.es do cotidiano para interagir com a sua .erente/ Para ele o indiv)duo na interação com o meio % capa: de se adaptar Gs condiç.es mais adversas &ue se apresentem$ atrav%s do uso da inteligência/ A inteligência$ en&uanto estrutura mental capa: de compreender a realidade e (uscar meios para a a&uisição de con#ecimentos/ Para &ue aconteça esse processo o suEeito tem &ue estar disposto a uma postura de curiosidade e a(erto Gs situaç.ormal/ Assim$ esse estudo pode servir como (ase para uma re.undamental em ensinar a ler$ escrever e calcular I"6AS*L$ 599P$ art/ 12$ *nciso *L/ 4o entanto$ #0 prioridades outras &ue as vontades pol)ticas ainda não têm .risado$ sendo o .erentes G aprendi:agem da matem0tica pelas crianças da rede p<(lica/ 4esse sentido$ se torna ainda mais relevante a reali:ação deste tra(al#o$ principalmente para os pro.oco da educação do cidadão torn0-lo suEeito al.

icaç.)sico-(iológicos ou orgFnicos e os mentais/ em determinados per)odos at% mesmo$ de .a:er parte da sua estrutura cognitiva/ A cognição % o processo respons0vel por tornar o ser #umano racional$ capa: de pensar$ re.icaç.etivo-emocional$ e social$ durando desde o nascimento at% a .ormal/ m cada um desses est0gios pode-se encontrar um n)vel &ualitativo da cognição/ 4o primeiro est0gio a inteligência estar0 restrita aos es&uemas sensóriomotores constru)dos a partir do re.6 realidade/ ssa disposição de tomar as suas próprias estrat%gias para en.rem modi.letir$ comparar e con#ecer/ 4o entanto$ esse processo depende de dois .atores9 os .es mentais no plano das id%ias/ stes dois .ase adulta/ Piaget$ um dos grandes estudiosos do desenvolvimento p!de perce(er a presença de &uatro est0gios pelos &uais passam a inteligência e os organi:ou em9 sensório-motor$ pr%-operatório$ operatório concreto e operatório .icas para &ue as prov0veis construç.rentar os pro(lemas Piaget denomina de autonomia/ Assim$ o o(Eetivo principal do ensino numa visão construtivista piagetiana seria o de desenvolver a autonomia da criança$ &ue % social$ moral e intelectual/ IP*AM = apud BA8**$ 599KL/ A disposição do indiv)duo para uma (usca constante por respostas aos pro(lemas &ue l#es são apresentados/ SeEam eles no n)vel moral$ intelectual$ ou a.es ade&uadas/ Para &ue ocorra esse processo$ no entanto$ o indiv)duo deve ser preparado para tal/ nisso o con#ecimento lógico-matem0tico tem um papel important)ssimo/ ' ensino da matem0tica deve ser compreendido dentro de uma visão de desenvolvimento #umano e das aprendi:agens espec).es dos suEeitos possam .etivo o #omem deve ser capa: de encontrar soluç.le3o do (e(ê na interação com o am(iente/ Seguindo-se$ o segundo est0gio E0 apresenta um n)vel cognitivo em &ue surge a linguagem oral e a capacidade de representar o(Eetos reais mentalmente atrav%s de s)m(olos/ ' pró3imo est0gio$ operatório concreto$ % onde se d0 o nascimento da lógica na criança/ no <ltimo$ o das operaç.ormais$ acontece a maturidade da cognição9 o indiv)duo E0 % capa: de reali:ar operaç.atores so.orma &ualitativa/ cognição/ ' desenvolvimento do ser #umano se d0 em diversos aspectos9 .)sico-motor$ intelectual$ a.a:em parte do processo de desenvolvimento do indiv)duo &ue incide diretamente na .atores .es .es .es ao longo da vida do indiv)duo de maneira &uantitativa e ssas modi.

ormam o racioc)nio e a noção de n<mero$ sendo &ue a lin#a (ase de desenvolvimento para Piaget est0 sempre condicionada G interação do indiv)duo com sua realidade/ A partir da interação com o meio o indiv)duo % capa: de aprender de tal maneira &ue l#e modi.+#! O3e&'%*&#! C!n(&e%! Assim$ para Piaget a noção de n<mero e o racioc)nio partem sempre da e3periência concreta da criança$ atrav%s de processos de adaptação ao meio/ ainda &ue seEa muito criticado o esta(elecimento de um est0gio do desenvolvimento tomando por (ase a .le3)veis para pensar so(re as crianças/ .a:em uso dos es&uemas de assimilação e acomodação$ tra:em as in.ica$ sempre em prol da adaptação/ Q tam(%m pelos processos de adaptação &ue o indiv)duo desenvolver0 o con#ecimento lógico-matem0tico$ o racioc)nio e a noção de n<mero/ Q na interação com o concreto &ue se dar0 a construção da noção de n<mero/ Nuando a criança (rinca comparando peças maiores e menores$ as ordenando do menor para o maior$ classi.es seguem em direção ao seu e&uil)(rio$ para isso .ai3a et0ria e desvinculando o aspecto social nesse processo % ainda assim$ interessante se levarmos em conta esses estudos/ Podendo-se esta(elecer parFmetros$ mais ou menos .icando os carrin#os por cores$ ela est0 utili:ando es&uemas &ue possi(ilitarão &ue ela a partir do concreto desenvolva processos &ue a .ar0 não só ter um salto &uantitativo$ mas tam(%m$ um &ualitativo atrav%s do re.es do meio para suas estruturas para con#ecer e &uando necess0rios as modi.ormaç.inamento do l%3ico pelas e3periências/ Es%.ica a própria estrutura para se adaptar ao am(iente/ 's indiv)duos atrav%s da (usca de respostas Gs suas in&uietaç.7 -esse modo$ o desenvolvimento se relaciona intensamente com a cognição ao longo da vida do indiv)duo$ propiciando-l#e saltos &ualitativos &ue proporcionarão os meios com os &uais o indiv)duo ir0 perce(er e interagir com a realidade a sua volta/ -este modo$ pode-se perce(er como se .

erem-se a #a(ilidades matem0ticas diversas apresentadas pelas crianças/ Soares I200RL critica os pro.es .es did0ticas pelos pro.essoras re.es matem0ticas etc/ As crianças E0 possuem variados tipos de con#ecimentos$ elas ela(oram seus sistemas de #ipóteses para resolver os pro(lemas &ue as cercam/ Por tentativa e erro se adaptam G realidade$ respondendo mel#or aos pro(lemas e desa.ios/ Assim$ .essores/ Segundo Soares I200R$ p/ PPL &uando .8 A (!ns%&-56! d! (!n4e(#$en%! "*+#(!-$'%e$.essor/ Sendo &ue a mesma descreve pes&uisas e3perimentais da psicologia &ue a.%#(! Compreendendo um pouco do desenvolvimento cognitivo$ seguimos agora com um con#ecimento espec).es a partir de e3periências e aç.ormal são construç.icativos$ de acordo com a realidade da criança$ e tra(al#ar conceitos de n<mero$ representaç.es da criança so(re o mundo ISP*4*LL'$ 599RL/ A escola encontra um suEeito com uma gama de #a(ilidades matem0ticas E0 constru)das e pode desenvolver outras atrav%s de situaç.es num%ricas$ operaç.onte importante para o planeEamento das situaç.es matem0ticas &ue cercam o cotidiano das crianças/ 's con#ecimentos pr%vios ela(orados pelas crianças são .ico9 o lógico-matem0tico/ 8uitos con#ecimentos são constru)dos pelas crianças de acordo com o meio em &ue se desenvolvem/ Assim$ diversos conceitos matem0ticos em crianças pr%escolares são .alam em con#ecimentos pr%vios$ as pro.irmam at% mesmo:I///L &ue os (e(ês #umanos são capa:es de distinguir conEuntos de um a três o(Eetos puramente com (ase no n<mero de o(Eetos em cada conEunto e &ue perce(em &ue o n<mero de o(Eetos nos conEuntos muda &uando um o(Eeto % adicionado ou retirado dele/ IS'A6 S$ 200R$ p/ PSL Por%m$ não #0 ainda$ uma ligação entre as respostas dos (e(ês Gs situaç.es perceptuais e sua compreensão posterior do conceito de n<mero/ 's conceitos espontFneos das crianças &ue se tradu:em em algumas #a(ilidades matem0ticas ad&uiridas antes da instrução .ormais escolares/ A 8atem0tica deve servir como .onte para se tra(al#ar situaç.essores &ue corro(oram com as id%ias de &ue as crianças não entendem 8atem0tica at% serem ensinadas por um pro.es de ensino/ Apresentar conte3tos signi.ormados antes de ingressar nas instituiç.

le3iva/ stes tipos de a(straç.)sicas do o(Eeto$ podendo a partir da) construir as noç.es dos o(Eetos e in.icação$ seriação$ de peso$ de tempo$ velocidade$ distFncia$ e outras/ ssas sse tipo de a(stração % designado como emp)rica$ ele se d0 no contato imediato com o .es acontecem simultaneamente$ principalmente$ at% o per)odo pr%-operatório/ Após isso$ o #omem % capa: de tra(al#ar com a estrutura mental$ dispensando dados emp)ricos$ para desenvolver mais seu con#ecimento/ -este modo$ atrav%s da a(stração simples$ pode-se o(ter o con#ecimento .es entre os o(Eetos/ A nature:a de ser maior não est0 imanente num o(Eeto$ mas$ e3iste uma estrutura mental &ue relaciona as a(straç.es de n<mero$ massa$ volume$ 0rea$ comprimento$ grande:a$ classe$ ordem$ tempo$ velocidade e peso IA6A4T'$ 599PL/ ' terceiro tipo de con#ecimento$ o social$ % um con#ecimento ar(itr0rio/ 7ma das caracter)sticas % a dependência da linguagem para se desenvolver$ principalmente$ na relação com outras pessoas/ Assim$ % respons0vel por 0reas como regras morais$ valores$ cultura$ est%tica$ #istória$ sistema de s)m(olos e a linguagem/IA6A4T'$ 599PL 4a pr%-escola (usca-se a aprendi:agem da noção de conservação$ classi.orma$ densidade$ te3tura$ .es dos o(Eetos/ -este modo$ depende do primeiro tipo de con#ecimento$ o .ormaç.ere algo$ por isso$ ser c#amada de a(stração re.le3iva para lidar com as relaç.)sico$ para criar noç.es são col#idas diretamente do o(Eeto/ +0 outro tipo de a(stração &ue se d0 a partir das relaç.9 atrav%s da adaptação a criança constrói o seu con#ecimento de mundo$ e de matem0tica$ antes mesmo de ingressar na escola/ Para compreender mel#or este processo de con#ecimento deve-se con#ecer o conceito de a(stração para Piaget/ A a(stração % a capacidade de retirar in.ormaç.le3i(ilidade$ de sa(or$ de odor$ cor etc/ IA6A4T'$ 599PL/ ' segundo tipo$ o con#ecimento lógico-matem0tico$ necessitar0 da a(stração re.es de um determinado o(Eeto ou relação/ Nuando se o(serva$ por e3emplo$ uma (ola % poss)vel a(strair dela a cor/ Assim se con#ece se o o(Eeto % simplesmente verde$ vermel#o$ a:ul$ etc/ o(Eeto$ as in.)sico acerca do mundo/ ste primeiro tipo de con#ecimento % possi(ilitado pela a(stração das propriedades .es de taman#o$ altura$ espessura$ .

es da sociedade e$ como o #omem dito UprimitivoU$ parte de um sentido de n<mero para uma construção a(strata deste$ sendo uma construção onde o .es onde o suEeito ten#a &ue relacionar variados o(Eetos nas mais variadas situaç.es &ue encamin#am Gs respostas corretas não podem ser ensinadas/ As relaç.ormaç.es$ &ue identi.ato de &ue as relaç.icam nos n<meros &ue l#es são mais .es e das relaç.es da própria criança e resultam da articulação entre con#ecimento .==*$ 5992$ p/ 1RL/ ste con#ecimento a(stra)do não pode ser ensinado diretamente$ por ser estrutura interna constru)da pelo suEeito no contato com o meioH seu ensino deve ser dado de modo indireto$ pondo situaç.es de causalidade/ ' pensamento ad&uire maior .es lógico-matem0ticas são construç.es do mundo/ -essa maneira$ segundo o PC4 de 8atem0tica para S%ries *niciais os alunos9 ///passam a desco(rir regularidades e propriedades num%ricas$ geom%tricas e m%tricas/ =am(%m aumenta a possi(ilidade de compreensão de alguns signi.icados das operaç.ator tempo ocupa lugar relevante/ I8AC* L$ " 4 .0 no per)odo operatório concreto$ no per)odo da 12 s%rie eles E0 começam a esta(elecer relaç.10 a&uisiç.amiliares$ tam(%m valem para n<meros VmaioresW I"6AS*L$ 599J$ p/ KKL/ Me%!d!"!+#' .essores &ue pensam assim ensinam as crianças a darem respostas corretas e descon#ecem o .es são parte de uma resposta &ue o suEeito constrói em relação Gs pro(lem0ticas do meio/ Assim9 Acredita-se &ue a criança constrói suas (ases matem0ticas pela necessidade de resolução de pro(lemas de seu tempo$ impostos pela comple3idade de situaç.es/ Só desse modo pode se camin#ar para a construção do conceito de n<mero/ 4ão #0 um Vmundo dos n<merosW no &ual a criança deve ser sociali:ada/ 's pro.le3i(ilidade e E0 pode atuar mentalmente por reversi(ilidade compreendendo mel#or as trans.es entre elas/ Ampliam suas #ipóteses$ estendendo-as a conte3tos mais amplos/ Assim$ por e3emplo$ perce(em &ue algumas regras$ propriedades$ padr.)sico$ lógico-matem0tico e tam(%m social$ como uma dança em &ue o seu movimento se d0 num vai-e-vem de criação e de convenção IS'A6 S$ 200R$ p/ JRL/ .

inidos I8*4AX'$ 599RL/ no intuito de captar situaç.ati:ando a interpretação ou a an0lise do o(Eeto$ no conte3to em &ue ele se encontra$ mas não permite a manipulação das vari0veis e não .en!menos &ue não são o(tidos atrav%s da entrevista$ a o(servação direta da realidade tem a capacidade de Vtransmitir o &ue #0 de mais imponder0vel e evasivo na vida realW I8*4AX'$ 599R$ p/ P0L/ 'u seEa$ .unda e mais completa poss)vel$ en.es ou .es &ue escapam a entrevista$ e a possi(ilidade de veri.irma Fiorentini e Loren:ato9 ' estudo de caso (usca retratar a realidade de .ica e descritiva &ue priori:ou a a(ordagem &ualitativa com an0lise de conte<do$ com o uso de categorias$ 8ina@o I599RL/ sse tipo de pes&uisa teve como pretensão a an0lise de um conte3to espec).ocando os o(Eetivos pretendidosH a o(servação participante da pr0tica docente$ E0 &ue o ol#ar so(re a realidade pode dar in.11 ste estudo passa por uma pes&uisa (i(liogr0.ormaç.igurando-se em uma conversa a dois em propósitos (em de.ormuladas$ respectivamente/ =rata-se de uma t%cnica (astante usual no tra(al#o de campo$ a &ual se relaciona aos valores$ Gs atividades e Gs opini.essora/ Ao total de alunos o(servados .avorece a generali:ação/ Por isso$ o estudo de caso tende a seguir uma a(ordagem &ualitativa I200P$ p/ 550L/ A população de amostra .ico$ .oi selecionada por conveniência ao tempo e ao conte3to/ -urante o per)odo de recuperação em matem0tica$ .oram investigadas as crianças de 55 anos de uma turma de 12 s%rie do nsino Fundamental da rede municipal de Feira de Santana$ Euntamente com sua pro.es col#idas$ os procedimentos .oram e.ormaç.icar o desenvolvimento do racioc)nio lógicomatem0tico das crianças a partir da aplicação das provas de diagnóstico operatório/ -evemos lem(rar &ue a entrevista semi-estruturada articula as duas modalidades e3istentes de entrevista$ a não-estruturada e a estruturada$ onde o suEeito a(orda livremente o assunto proposto e o(edecem Gs perguntas previamente .ocando as relaç.es dos suEeitos entrevistados$ con.oram 0R crianças$ dois meninos e duas meninas/ 4o .a:er metodológico desse estudo para a o(tenção dos dados e interpretação das in.es entre as vari0veis/ -eu-se a escol#a da metodologia de estudo de caso por ser oportuna para a pes&uisa/ Como a.etivados pelos seguintes instrumentos9 entrevistas semi-estruturadas$ &ue oportuni:am um ol#ar do entrevistador .orma pro.

erece a via(ilidade de veri."#se 's dados .es$ podendo con.irmar ou não as #ipóteses esta(elecidas antes do tra(al#o de investigação$ podendo ir al%m das aparências do &ue est0 sendo comunicado/ Para o tratamento do material emp)rico .ic#as dentro dos c)rculos &ue se cortam$ as .oi utili:ado uma organi:ação por categoria de an0lise para a investigação do o(Eeto de estudo/ P&! ' de D#'+n*s%#(! O3e&'%*&#! 4a prova de *ntersecção de Classes$ segundo 8AC -'4 LL I599RL o avaliador coloca as .ic#as e suas caracter)sticas para a reali:ação de perguntas em torno da intersecção de classes IAne3o "L/ -e acordo com as respostas dadas podemos categori:0-las em três n)veis descritos a(ai3o I8AC -'4 LL$ 599R$ p/ 20L9 6esposta de n)vel 5 Y intuitivo glo(al/ A criança % capa: de constatar com acerto as perguntas &ue recaem so(re as classes não relacionadas I2 e 1L$ mas ainda não pode compreender as perguntas re.12 esse procedimento permite a o(tenção de dados da realidade dos suEeitos c#aves em seus próprios conte3tos/ .icação de &uest.0 as Provas de -iagnóstico 'peratório têm a .inalidade de o(servar em &ue n)vel de desenvolvimento se encontra algumas estruturas constru)das pelo suEeito/ Assim$ ser0 utili:ada a prova de9 *ntersecção de Classes/ Res-"%'d! e An.erentes G inclusão e a intersecção/ =ampouco tem ê3ito nas perguntas suplementares por&ue não leva em conta o conte<do da intersecção/ 6esposta de n)vel 2 Y intuitivo articulado/ A partir deste n)vel o(servam-se ê3itos nas perguntas suplementares Ia criança se d0 conta de &ue dentro de um c)rculo estão todas as .ic#as redondas a:uis na parte comum/ -epois se pede G criança &ue nomeia as .ic#as redondas e dentro do outro c)rculo estão .ic#as amarelas e os &uadrados a:uis nas partes laterais e as .oram tra(al#ados a partir da an0lise de conte<do da tem0tica$ &ue segundo 8ina@o I599RL$ o.

icados como de n)vel 5/ incorretamente/ Somente 8 alcançou um n)vel intermedi0rio$ o n)vel de respostas 2$ respondendo Gs ve:es certo e outras correspondendo G sua .es &ue seriam postas na avaliação .essora no dia e3ercitou as &uest.oi poss)vel presenciar uma aula de recuperação para os alunos com (ai3o rendimento escolar em matem0tica/ Ao total .inal/ A turma apresentou muita di.icaram 09 alunos na recuperação$ 01 meninos e 09 meninas/ A pro.etuar o c0lculo/ A(ai3o segue uma ta(ela com a an0lise dos resultados/ .iculdade em resolver os pro(lemas apresentados$ alguns alunos IAluna C e L ainda utili:avam da estrat%gia de contagem com os dedos para reali:ar c0lculos de adição e multiplicação/ 4a atividade proposta os alunos deveriam indicar se as &uest.es deveriam ser respondidas com a multiplicação ou a divisão e e.ai3a et0ria/ O1se& '56! 4a o(servação reali:ada$ .oram classi.ic#as a:uisL/ Frente Gs perguntas R e K$ ou seEa$ de inclusão e de intersecção$ a criança tem d<vida e pode responder corretamente ou não a alguma das duas perguntas/ 6espostas de n)vel 1 Y operatório concreto/ A criança deste n)vel de pensamento tem acerto preciso desde o primeiro momento$ a todas as perguntas9 classes não selecionadas I2 e 1L$ de inclusão IRL e de intersecção IKL/ Segundo os dados alcançados IAne3o "L se p!de c#egar aos seguintes resultados9 =a(ela 59 4)vel de desenvolvimento/ 4)vel 4)vel 5 4)vel 2 4)vel 1 Alunos Aluna e Aluna C Aluno X Aluno 8 =otal 02 05 05 -os &uatro I0RL alunos o(servados na sala de recuperação$ duas$ as alunas C e apresentaram um n)vel de desenvolvimento a&u%m do esperado$ suas n&uanto &ue o aluno X apresentou o n)vel 1$ operatório concreto$ respostas .13 todas as .

es/ 4o passo seguinte$ o c0lculo da divisão os alunos não tiveram muito ê3ito/ Somente o aluno 8 acertou as duas$ e a aluna pro.es em &ue se aplica a divisão e as &ue se aplicam a multiplicação/ Nuanto ao c0lculo da multiplicação somente os meninos$ alunos 8 e X$ tiveram ê3ito completo acertando as duas &uest.erenciar corretamente entre situaç.14 =a(ela 29 An0lise de Atividade de 6ecuperação da 12 s%rie/ Passos Atividade -istinguiu corretamente entre multiplicação divisão/ .essora/ ' con#ecimento matem0tico tra(al#ado$ segundo os dados$ parece estar al%m do n)vel de desenvolvimento lógico-matem0tico das crianças/ acertou uma com a aEuda da En%&e #s%' .etuou corretamente a multiplicação/ 0 02 05 05 02 0 02 0 e 01 05 0R 0 0R 0 0R 0 da Aluna C Corretas rradas Aluna Corretas rradas Aluno 8 Corretas rradas Aluno X Corretas rradas .etuou corretamente as &uest.es divisão/ de 0 02 05 05 02 0 0 02 ' &uadro acima apresenta o resultado alcançado pelos alunos durante a reali:ação da atividade de recuperação/ Apenas a aluna C não consegui di.es de c0lculo/ A aluna conseguiu reali:ar uma &uestão corretamente$ en&uanto a aluna C$ errou as duas &uest.

15 A pro.essores$ pois acredita &ue esse tipo de .essora 6 um educador para ser (em sucedido no tra(al#o com o n<mero e a matem0tica precisa sa(er planeEar suas aulas$ .undamental importFncia para as crianças$ pois poderão atrav%s deste sistemati:ar e organi:ar mel#or o &ue E0 possuem e utili:am em situaç.ormação prec0ria dos alunos$ como no caso da aluna C &ue não domina con#ecimento de s%ries anteriores/ ' desenvolvimento do racioc)nio lógicomatem0tico não .ormada em pedagogia E0 participou de v0rios cursos de .icativa/ 's conte<dos a serem tra(al#ados são escol#idos pela secretaria de educação e organi:ados pela secretaria da escola$ por%m a pro.es do seu dia-a-dia/ Para tra(al#ar a matem0tica a pro.issional competente/ Sua motivação para estar em sala de aula % a pai3ão pela educação e por pessoas$ em especial crianças/ A relação de sua traEetória de vida e o ensino da matem0tica não % das mais agrad0veis$ mas a mesma di: &ue (usca vencer esse desa.Fncia inter.essora 6 tam(%m o(serva as necessidades de sua turma e .iram em sua sala de aula/ la acredita &ue o papel do ensino da matem0tica nas escolas % de .unção social dos conte<dos$ amar seu tra(al#o e con#ecer sua turma e sua realidade$ pois considera muito importante articular os conte<dos com a vivência dos discentes para &ue aconteça uma aprendi:agem signi.es pro(lemas relacionadas G realidade dos estudantes e &ue envolvam o pensamento lógico-matem0tico$ e segundo ela são pensamentos ligados a aprendi:agem da matem0tica/ Como re.ormação continuada para pro.a:er com &ue os estudantes perce(am a .es se necess0rio/ C!n("-s6! Assim$ pode-se c#egar a algumas conclus.es como perce(er &ue % real a .essora utili:a Eogos$ (rincadeiras e principalmente situaç.ormação % essencial para se tornar um pro.io para não dei3ar &ue seus traumas de in.essora 6 .oi levado em conta por parte da escola e pro.a: alteraç.erência para seu tra(al#o utili:a autores como Piaget$ Z@gots?@$ [a(ala$ Bammi e outros/ Segundo a pro.icultando a construção de #a(ilidades matem0ticas pelas crianças/ Pode-se perce(er uma relação esta(elecida entre o desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico e o (ai3o desempen#o escolar em matem0tica dos .essora$ di.

essora na atividade de recuperação em matem0tica .icamente em alunos com (ai3o rendimento na 12 s%rie/ -e modo &ue se possa recon#ecer o processo de desenvolvimento do raciocino lógico-matem0tico e sua importFncia para a&uisição de #a(ilidades matem0ticas previstas para o n)vel de ensino correspondente$ al%m de relacionar o con#ecimento acerca do desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico com a pr0tica educativa/ .es propostas$ variando entre os n)veis de resposta 5 e 2 I8AC -'4 LL$ 599R$ p/ 20L / Q interessante notar a vantagem &ue os meninos parecem ter so(re as meninas nessa mat%ria$ o(tendo resultados mel#ores/ -esse modo apresentamos a importFncia do desenvolvimento do racioc)nio lógico-matem0tico para o aprendi:ado da matem0tica$ mais especi.rente ao pro(lemas$ ou responderam com d<vidas Gs situaç.16 alunos de 12 s%rie/ ' aluno &ue teve ê3ito nas &uest.oi o &ue apresentou respostas de n)vel 1$ operatório concreto/ 's demais alunos$ ou .racassaram .es reali:adas pela pro.

Me#! d#+#%'": .%#(' n' es(!"'. . 3e&(-&s!s %e*&#(!s e $e%!d!"*+#(!s: C'$3#n's.9 Aa?$ 200R/ 6A4M L$ A/ C/ S// A educação matem0tica e a construção do n<mero pela criança9 uma e3periência na 52 s%rie em di. S: In es%#+'56! e$ Ed-('56! M'%e$.antil9 "6AS*L et al/ ParFmetros Curriculares 4acional9 8atem0tica ] Secretaria de ducação Fundamental/ "ras)lia9 8 C]S F$ 599J/ C6A*-X$ C/ 8// Iorg/L/' educador de todos os dias9 convivendo com crianças de 0 a P anos/ Porto Alegre9 8ediação$ 599J/ -A4XL7B$ O// Al.es da escrita in. A. ISBN. <K.'D-# e '+!&':P!&%! A"e+&e: A&%es M0d#('s. ABBE: 8AC -'4 LL$ . P!&%-+-9s./ ./ C// 8anual9 Provas de -iagnóstico 'peratório/ =rad/ Simone Cal(er&/ "uenos Aires9 C/8/ $ 599R/ 8AC* L$ 6: M:? BENEDETTI. <==>: BA8**$ C:/ A criança e o n<mero/ Campinas$ SP9 Papirus$ 599K/ BA8**$ C:? DE@RIES. R:: P#'+e% 3'&' ' ed-('56! 3&0-es(!"'&: P!&%! A"e+&e.erentes conte3tos sócio-culturais/ Porto Alegre9F -7F6MS$ 59JS/ S*LZA$ Z: E: @: FP'&%#(#3'n%e E2%e&n! G E+&ess! H.= 'n!s '3*s ! de1'%e en%&e P#'+e% e C4!$sIJ: Re-n#6! An-'" d' ANPEd. M: L: d! C:: U$' Pe&s3e(%# ' 3'&' ! ens#n! d' M'%e$.$ 5992/ 8A6A4+T'$ -:/ nsinar (rincando9 a aprendi:agem pode ser uma grande (rincadeira/ 6io de . A-%!&es Ass!(#'d!s.antil/ Porto Alegre9 Sulina$ 599J/ F*'6 4=*4*$ -/H L'6 4[A='.a(eti:ação 8atem0tica9 as primeiras mani.%#(' n' P&0-es(!"': S%rie *d%ias n/ 5R/ P0ginas9 11 a 19/ São Paulo9 F.%#('.estaç. <==E: O 3ens'$en%! "*+#(!$'%e$.17 Re8e&9n(#'s A6A4T'$ */ Z/ -// A matem0tica atrav%s de (rincadeiras e Eogos/ Campinas$ SP9 Papirus$ 599P/ "6AS*L/ Senado Federal/ Lei de -iretri:es e "ases da 919R]9P/ "ras)lia 9 599P/ "6AS*L et al/ 6e.erencial Curricular 4acional con#ecimento de mundo/ "ras)lia9 8 C]S F$ 599J/ para ducação 4acional9 n\ a educação in. Re-n#6! An-'" d' ANPEd.aneiro$ 6. A&%es M0d#('s.%#(!. ABBA: L 64 6$ -: de C:: A M'%e$.

18 S8'L $ B/ C/ S/ / A 8atem0tica na ducação *n.antil9 a =eoria das *nteligências 8<ltiplas na pr0tica escolar/ 5a/ ed/ Porto Alegre9 Artmed$ 599P/ S'A6 S$ L/ N// ducar pela pes&uisa na pr%-escola9 a concretude na educação matem0tica para al%m do vis)vel e do manipul0vel/ -issertação9 Pós-Mraduação em ducação em Ciências e 8atem0tica da Ponti. ABKB: .)cia 7niversidade Católica do 6io Mrande do Sul$ 200R/ ZXM'=SBX$ L: S:: A 8!&$'56! s!(#'" d' $en%e: S6! P'-"!. M'&%#ns F!n%es.

essora 6 S%rie Y 12] R\ ano FORMAÇÃO DOCENTE.19 APÊNDICE A.undamental/ IDENTIFICAÇÃO Pro.Pedagogia 2/ Zocê participou de algum curso de .Fncia inter. .essor de nsino Fundamental *O 6 Y Fi: muitos cursos$ congressos e semin0rios na universidade e em outros espaços educativos/ 1/ Zocê ac#a importante &ue se ten#a essa .iram em min#a sala de aula/ PRLTICA PEDAGÓGICA.io colocando meu .il do pro.ormação continuada para atuar como pro.uncionamento da m0&uina "rasil$ e pai3ão por pessoas$ em especial crianças/ K/ Nual a relação entre a sua traEetória de vida e o ensino da matem0ticaO 6 Y 8in#as lem(ranças relacionadas ao ensino da matem0tica não são das mais agrad0veis$ mas (usco vencer esse desa. 5/ Nual a sua .ormaçãoO 6 Y Acredito &ue esse tipo de .undamental para o (om .issional competente e para o sucesso no tra(al#o/ R/ ' &ue levou você estar em sala de aulaO 6 Y 8in#a motivação para estar em sala de aula % a pai3ão pela educação$ peça .ormaçãoO 6.ormação % essencial para se tornar um pro. ntrevista semi-estruturada a .issional de ensino .oco em outras lem(ranças para não dei3ar &ue meus traumas de in.im de traçar o per.

unção social dos conte<dos$ amar seu tra(al#o e con#ecer sua turma e sua realidade/ CURRÍCULO.20 P/ Para você &ual o papel do ensino da 8atem0tica na scola Y nsino Fundamental *O 6 Y Acredito &ue o papel do ensino da matem0tica nas escolas % de .a:er com &ue os estudantes perce(am a .a: em suas aulas para ensinar 8atem0ticaO 6 Y Para tra(al#ar com a matem0tica utili:o Eogos$ (rincadeiras e principalmente situaç.es de n<mero naturalO 6 7m educador para ser (em sucedido no tra(al#o com o n<mero e a matem0tica precisa sa(er planeEar suas aulas$ .usti. 50/ Zocê considera importante articular os conte<dos com a realidade do discenteO .i&ue/ 6 Y Sim$ pois acredito &ue % muito importante a articulação dos conte<dos com a vivência dos discentes para &ue aconteça uma aprendi:agem signi.erência para meu tra(al#o utili:o autores como Piaget$ Z@gots?@$ [a(ala$ Bammi e outros/ ' &ue você ac#a &ue um pro.icativa/ 55/ Nuais são os crit%rios utili:ados para selecionar os conte<dos a serem a(ordados nas aulasO .es pro(lemas relacionadas G realidade dos estudantes/ J/ Para você o &ue % o pensamento lógico-matem0ticoO 6 Y São pensamentos ligados a aprendi:agem da matem0tica 9/ Nuais os autores você vincula a sua pr0tica em sala de aulaO 6 Y Como re.undamental importFncia para os discentes$ pois poderão atrav%s deste sistemati:ar e organi:ar mel#or as id%ias e conceitos &ue E0 possuem e utili:am em situaç.es do seu dia-adia/ S/ Como você .essor deve sa(er para ser (em sucedido iniciando as crianças nas noç.

aço alteraç.ic#as vermel#as ou mais .ic#as redondas$ ou e3iste n<mero igualO 6/9 Q igual$ cinco de cada como as .es se necess0rio/ '"S/ A pro. 6espostas dos alunos G Prova de -iagnóstico 'peratório de *ntersecção de Classes/ A"-n! M 5/ Por &ue você ac#a &ue colocamos estas .essora tem pouco tempo de contato com a turma Y R meses/ APÊNDICE B.ic#as a:uis$ ou e3istem n<mero igualO 6/9 8ais vermel#as/ 1/ 3istem a&ui mais .ic#as de um Eogo/ R/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou mesmo tanto de .ic#as redondas ou .ic#as &uadradas ou mais .ic#as a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 Q tudo o mesmo tanto9 cinco redonda vermel#a$ cinco redonda a:ul e cinco &uadrada vermel#a/ .21 6 Y 's conte<dos a serem tra(al#ados são escol#idos pela secretaria de educação e organi:ados pela secretaria da escola$ por%m tam(%m o(servo as necessidades de min#a turma e .ic#as redondas a:uis no meioO 6/9 Por&ue o resto % vermel#a/ 2/ 3istem a&ui mais .

ic#as redondas ou a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 Q tudo a mesma coisa9 cinco a&ui$ cinco a&ui e cinco a&ui/ P/ Por &ue você ac#a &ue eu colo&uei esses c)rculos maiores a&uiO 6/9 Por&ue ta dividindo vermel#o do a:ul/ A"-n' E .ic#as como no Eogo de .ic#as redondas ou a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 =em o mesmo tanto/ IApontando primeiro para o c)rculo com as redondas depois para o c)rculo com as vermel#as/L P/ Por &ue você ac#a &ue eu colo&uei esses c)rculos maiores a&uiO 6/9 Para arrumar as .ic#as redondas ou .ic#as9 umas a&ui$ outras a&ui e outras a&ui/ A"-n! M 5/ Por &ue você ac#a &ue colocamos estas .ic#as a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 st0 tudo igual9 cinco$ cinco$cinco$ t0 vendoO K/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou o mesmo tanto de .ic#as &uadradas ou mais .ic#as redondas a:uis no meioO 6/9 Por&ue as vermel#as têm mais e a:ul não/ 2/ 3istem a&ui mais .ic#as a:uis$ ou e3istem n<mero igualO 6/9 8ais vermel#as$ a vermel#a tem duas ve:es$ a:ul só uma/ 1/ 3istem a&ui mais .ic#as redondas$ ou e3iste n<mero igualO 6/9 =udo a mesma coisa9 cinco a&ui$ cinco a&ui e cinco a&ui/ R/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou mesmo tanto de .22 K/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou o mesmo tanto de .ic#as vermel#as ou mais .

ic#as a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 4ão sei/ =em o mesmo tanto/ K/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou o mesmo tanto de .23 5/ Por &ue você ac#a &ue colocamos estas .ic#as &uadradas ou mais .ic#as &uadradas ou mais .ic#as redondas a:uis no meioO 6/9 4ão sei/ =em o mesmo tanto/ 2/ 3istem a&ui mais .ic#as redondas a:uis no meioO 6/9 sse eu não sei$ não/ 2/ 3istem a&ui mais .ic#as vermel#as ou mais .ic#as redondas ou a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 4ão sei/ =em o mesmo tanto/ P/ Por &ue você ac#a &ue eu colo&uei esses c)rculos maiores a&uiO 6/9 4ão sei/ =em o mesmo tanto/ A"-n' C 5/ Por &ue você ac#a &ue colocamos estas .ic#as redondas$ ou e3iste n<mero igualO 6/9 I4ão &uis responderL/ .ic#as a:uis$ ou e3istem n<mero igualO 6/9 =em o mesmo tanto/ 1/ 3istem a&ui mais .ic#as redondas$ ou e3iste n<mero igualO 6/9 =em o mesmo tanto/ R/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou mesmo tanto de .ic#as vermel#as ou mais .ic#as a:uis$ ou e3istem n<mero igualO 6/9 4ão sei/ 1/ 3istem a&ui mais .ic#as redondas ou .

24 R/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou mesmo tanto de .ic#as a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 I4ão &uis responderL/ K/ Zocê ac#a &ue tem mais$ menos ou o mesmo tanto de .ic#as redondas ou a:uisO Como você sa(eO Pode me mostrarO 6/9 I4ão &uis responderL/ P/ Por &ue você ac#a &ue eu colo&uei esses c)rculos maiores a&uiO 6/9 I4ão &uis responderL/ .ic#as redondas ou .