You are on page 1of 16

CEEDUC

Centro Evangélico de Educação e Cultura


Curso: Bacharel de Teologia (Ministério)
Turma: Modular
Carga Horária: 45 h/s
Disciplina: Religiões e Seitas Comparadas
Professor: Sérgio Adriano Lenz

Aula 001 02 de Setembro de 2009

O professor Sérgio Lenz entregou aos alunos a ementa da disciplina.

Aula de hoje
7h as 7h15 – Apresentação / ementa
7h15 as 7h30 – Definição sobre religiões
7h30 as 8h40 – Religiões primitivas
8h40 as 8h55 – Intervalo
8h55 as 10h40 – Animismo
10h40 as 10h50 – Intervalo
10h50 as 12h30 - Hinduísmo

LAUDA

INTRODUÇÃO
Para o termo “religião”, embora sendo de origem
grega, a tradução latina “religio” e “religare” é a forma mais
comum. Lactâncio, antigo escritor cristão, afirma que o termo
deriva-se do verbo latino “religare”, que significa, “tornar a
ligar” e traduz a idéia de um religamento das relações
rompidas entre Deus e o homem.
No grego neotestamentário, entretanto, o termo
empregado para o vocábulo religião é “threskeia”,
acompanhado de seus sinônimos, ou seja:
Latreia - culto externo
pistis - No sentido de culto ou religião de fé
eusebeia - indica uma relação pessoal e real com Deus
através da piedade, formando assim um grupo de verdadeiros
adoradores.
Threskeia é o termo empregado para classificar:
a) - Ritos e leis que regem uma sociedade religiosa (At
25.19; 18.15; 26.3);
b) - Ocupação na adoração e na disciplina religiosa (At
26.5);
c) - Atos filantrópicos, ou seja, obras executadas em favor
do próximo (Tg 1.26,27).

Estrutura das religiões


Religião > Agrupamento > Partidos Religiosos >
Denominações

1 – Critérios para entendermos que estamos diante de


uma religião:
– Obediência – Uma religião tem certas exigências que os
seguidores devem obedecer na sua prática e reconhece todos
os deveres como mandamentos divinos.
- Confiança – Uma religião requer que seus membros
expressem confiança na deidade. Acreditam que a deidade
satisfará as necessidades da vida.
- Dependência – Uma religião requer que seus adeptos
dependam de sua deidade para satisfazer alguma necessidade
emocional, espiritual ou física.
- Reverência – Os seguidores de uma religião consideram a
deidade com reverência e respeito, pois a religião é um
relacionamento entre eles e a deidade.
– Transcendência – A religião dirige seus seguidores a um
poder que além daquilo que é humanamente natural.

Em outra lauda o professor trouxe informações sobre os


mitos: O que é mitologia? Funções da mitologia; O Sagrado e
Profano na Religião; As religiões mais antigas do mundo.

2 - Detalhes típicos a serem observados em um sistema


religioso:
– Objetos Sagrados – Montanhas, pedras, árvores, fontes de
água, templos e santuários, móveis, vestimentas, livros,
amuletos, etc.
– Pessoas Consagradas – Ministros, sacerdotes, profetas,
médiuns, padres, pastores, guardiões de lugares sagrados, etc.
– Interpretações de Eventos Naturais – Tempestades,
terremotos, inundações, furacões, vulcões, alterações
climáticas, etc.
- Declarações de Crenças – Escritos ou livros sagrados que
contenham rituais ou declarações para a comunicação com
uma deidade.

3 - Características da Deidade:
– Uma deidade é sobrenatural, embora tenha semelhanças
com a humanidade.
- Uma deidade é invisível, embora talvez se revele
ocasionalmente de maneira material.
- Uma deidade é soberana, isto é, ela tem domínio sobre
tudo.
- Uma deidade corresponde aos atos religiosos dos seres
humanos.
- Uma deidade é adorada ou reverenciada e desperta
emoções com temor, obediência, confiança, submissão, etc.
- Uma deidade tem os elementos da personalidade: o
intelecto, a emoção e a vontade.

4 - Análise da crença religiosa sob diversos aspectos:


4.1 – Sob o ponto de vista do historiador – narração histórica.
4.2 – Sob o ponto de vista do sociólogo – influência social.
4.3 – Sob o ponto de vista do teólogo – desenvolvimento
espiritual.
Lembre-se que ao estudo da minha religião, denomino como
TEOLOGIA e certamente todas as religiões pensam assim...

Resumo das Principais Religiões Vivas no Mundo:

Religião Data Nasc Fund Fundador Deidade Escrituras

Animismo Indefinido Regionais Várias Não há


Hinduísmo 1500 a.C. Nenhum Brahma Vedas
Judaísmo 1200 a.C. Moisés Jeová Antigo Testam.
Shintoísmo *600 a.C. Nenhum Natureza Divinizada Ko-ji-ki e Nihongi
Taoísmo 604 a.C. Lao-Tsé O Tao Tao-Te-King
Budismo 560 a.C. Buda No início nenhum Tripitaka
Confucionismo 551 a.C. Confúcio No início nenhum Clássicos
Cristianismo 4 a.C. Jesus Trindade Bíblia
Islamismo 622 d.C. Maomé Alah Alcorão
Siquismo 1469 d.C. Nanak Verdadeiro Nome Granth

O professor trouxe um diagnóstico comparativo entre o


XAMANISMO e CRISTIANISMO. Também entre
CALDEUS e CRISTIANISMO; EGÍPCIA e
CRISTIANISMO; Fases da religião Egípcia; CELTA E
DRUIDISMO e CRISTIANISMO.
A Força dos Mitos e as Religiões Primitivas e das Pequenas
Sociedades

MITO
s.m. (Do gr. mythos, palavra expressa, discurso, fábula, lat.
mythus.) 1. Relato ou narrativa de origem remota e
significação simbólica, que tem como personagens deuses,
seres sobrenaturais, fantasmas coletivos, etc. 2. Narrativa de
tempos fabulosos ou heróicos; lenda.

MITOLOGIA
s.f. (Do gr. mythologia.) 1. Estudo sistemático dos mitos. 2.
Conjunto de mitos de uma determinada cultura transmitido
pela tradição (oral ou escrita).

Presentes em todas as culturas, os Mitos situam-se entre a


Razão e a Fé, mas são considerados sagrados. Os principais
tipos de mito referem-se à origem dos deuses, do mundo e ao
fim das coisas. Distinguem-se mitos que contam o
nascimento dos deuses (Teogonia), mitos que contam a
criação do mundo (Cosmogonia), mitos que explicam o
destino do homem após a morte (Escatologia) e outros.
Segundo alguns especialistas, os mitos encarnam fenômenos
fundamentais da vida: o amor, a morte, o tempo, etc, e certos
fenômenos, como as florestas e as tempestades, têm sempre
um mesmo valor simbólico, seja qual for a civilização
considerada.

“Mitos são pistas para as potencialidades espirituais da vida


humana.”
“O Mito é um sonho público , o sonho é um mito privado”
“ Os mitos são sonhos do mundo, são sonhos arquétipos, e
lidam com os magnos problemas humanos.”
Joseph Campbell em entrevistas com Bill Moyers

Funções da Mitologia
A primeira é a função mística, que faz advertir com pavor
reverencial e admiração as maravilhas que são o universo e o
próprio sujeito que o contempla. Abre, assim, a dimensão e
a compreensão do mistério transcendental que é subjacente
em todas as formas que se apresentam no mundo real de cada
pessoa.
A segunda é uma dimensão cosmológica: que busca
encontrar a razão da natureza, origem e forma do universo.
A terceira é sociológica, e procura validar e fundamentar
certa ordem social. Neste aspecto, as mitologias variam
enormemente de um lugar a outro , assim como no tempo.
A quarta função é pedagógica, e procura ensinar como viver
educadamente o ser humano;

OS MITOS TEOGÔNICOS
Em muitas mitologias, delineiam-se hierarquias de deuses,
cada uma com um ou mais deuses supremos. A supremacia
pode ser partilhada pelos membros de um casal, ou ser
atribuída simultaneamente a dois ou três deuses distintos.
São freqüentes os relatos de deuses supremos, por vezes
identificados como criadores originais do mundo, que a
seguir ficam inativos e deixam o governo a cargo de outro
deus ou deuses. Em tais casos, a supremacia significa
perfeição, autonomia, onipotência (relativa), mas não
unicidade, como é o caso nas religiões monoteístas.

Na Mitologia Grega, segundo a apresentação de Homero,


Zeus é o "pai dos deuses e dos homens". Essa expressão não
significa que ele seja um deus criador, mas sim representante
da figura do patriarca familiar.
Os três grandes deuses escandinavos que ocupavam posição
superior no grande templo de Uppsala eram Odin, Thor e
Frey. Segundo o historiador das religiões Georges Dumézil,
eles representavam as três funções da sociedade indo-
européia: autoridade, poder e fecundidade.
No panteão hinduísta, há uma entidade divina tríplice - a
Trimurti - formada pelos deuses Brahma, Vishnu e Shiva,
criador, conservador e destruidor do universo,
respectivamente. Em certos aspectos, Brahma é um deus
personificado; em outros, é um princípio impessoal e infinito.
Vishnu é o deus social por excelência e destruidor daqueles
que ameaçam a boa ordem, enquanto Shiva representa a
selvageria indomada.
Na Mitologia Asteca, Huitzilopochtli conduziu seu povo até o
lago Texcoco, onde se fundou a Cidade do México. A
inimizade entre Tezcatlipoca e Quetzalcóatl representa a luta
entre o povo asteca e o tolteca, e, quando este foi derrotado, o
deus dos vencidos passou a figurar em lugar preeminente do
panteão asteca.

OS MITOS COSMOGÔNICOS
Os mitos desse tipo costumam mencionar uma matéria
preexistente a toda a criação: o oceano, o caos (segundo
Hesíodo) ou a terra (nas Mitologias Africanas). A criação ex
Nihilo (a partir do nada, sem matéria preexistente) já reflete
algum tipo de elaboração filosófica ou racional. A
cosmogonia chinesa, por exemplo, atribui a origem de todas
as coisas a Pan Gu, que produziu as duas forças ou princípios
universais do Yin e Yang, cujas combinações formam os
quatro emblemas e os oito trigramas e, por fim, todos os
elementos. No hinduísmo, o Rigveda descreve graficamente o
nada original, no qual respirou o Um, nascido do poder do
calor.
A criação a partir do nada, unicamente pela palavra de Deus,
aparece claramente no livro bíblico do Gênesis (associado,
por sua vez, as Mitologias Mesopotâmicas) e em
cosmogonias polinésias. Outras cosmogonias apresentam a
origem divina do cosmo como emanação: por exemplo, a
partir do suor, do sêmen ou do sangue de um deus. Outro
mito cosmogônico muito difundido (no Pacífico, na Europa e
no sul da Ásia) é o do ovo primordial. Na tradição hindu, a
oração do mundo é simbolizada pela quebra de um ovo.

Alguns ciclos cosmogônico se referem a um par ou casal


primevo, geralmente o céu e a terra, que tiveram de ser
separados violentamente para tornar possível a vida no
espaço intermediário. Essa separação dolorosa se verifica em
outros modelos, nos quais se menciona um sacrifício inicial
ou uma batalha entre seres superiores, de cujos membros
esquartejados brotam o cosmo e a vida terrestre.
Na grande lenda babilônica da criação, o Enuma
Elish,Tiamat, personificação do mar, é morto por Marduk, o
deus protetor da Babilônia, que então constrói o universo a
partir dos despojos daquele e cria os homens com o sangue de
Kingu,outro deus rebelde.
O "hino do homem primordial", nos Vedas, fala de Prajapati -
o senhor dos seres, mais tarde identificado com o deus
Brahma - como o homem cósmico cujo corpo é sacrificado e
do qual surge a variedade do mundo das formas. Outros
mitos, por fim,
descrevem o surgimento da humanidade a partir das
profundezas da terra (mitologia dos índios Zuni, da América
do Norte) ou a partir de uma rocha ou de alguma árvore de
importância cultural.

OS MITOS ESCATOLÓGICOS
Ao lado da preocupação com o enigma da origem, figura para
o homem, como grande mistério, a morte individual,
associada ao temor da extinção de todo o povo e mesmo do
desaparecimento do universo inteiro. Para a Mitologia, a
morte não aparece como fato natural, mas como elemento
estranho à criação original, algo que necessita de uma
justificação, de uma solução em outro plano de realidade.

Três explicações predominam nas diversas mitologias. Há


mitos que falam de um tempo primordial em que a morte não
existia e contam como ela sobreveio por efeito de um erro,
de castigo ou para evitar a superpopulação.

Outros mitos, geralmente presentes em tradições culturais


mais elaboradas, fazem referência à condição original do
homem como ser imortal e habitante de um paraíso terreno, e
apresentam a perda dessa condição e a expulsão do paraíso
como tragédia especificamente humana.
Por fim, há o modelo mítico que vincula a morte à
sexualidade e ao nascimento, analogamente às etapas do ciclo
de vida vegetal, e que talvez tenha surgido em povos
agrícolas.
Os mitos retratam freqüentemente o fim do mundo como uma
grande destruição, de natureza bélica ou cósmica. Antes da
destruição, surge um messias ("Ungido") ou salvador, que
resgata os eleitos por Deus.
Os mitos da destruição escatológica manifestaram-se
tardiamente, na literatura apocalíptica judaica, que floresceu
entre os séculos II a.C. e II d.C., e deixou sua marca no livro
do Apocalipse, atribuído ao Apóstolo João. Exemplo típico
de mito de destruição (embora não no fim dos tempos) sã o as
narrativas a respeito de grandes inundações.

O Sagrado e o Profano na Religião


Sagrado se tornou uma palavra-chave para os pesquisadores
da religião no século XX: descreve a natureza da Religião e o
que ela tem de especial.
Esse termo ganhou realce numa obra sobre psicologia da
religião, A idéia do sagrado, de Rudolf Otto, publicada em
1917.
De acordo com Rudolf Otto, O Sagrado é o "inteiramente
outro", ou seja, aquilo que é totalmente diferente de tudo o
mais e que, portanto, não pode ser descrito em termos
comuns.
Otto fala de uma dimensão especial da existência, a que
chama de misterium tremendum et fascinosum (em latim,
"mistério tremendo e fascinante").

Mircea Eliade, estudioso de religiões, no seu livro O


Sagrado e o Profano, começa com uma definição muito
simples do que é o sagrado: é o oposto do profano. Em
seguida, põe-se a considerar o significado original dessas
palavras.
Sagrado indica algo que é separado e consagrado; profano
denota aquilo que está em frente ou do lado de fora do
templo.
Eliade acredita que o homem obtém seu conhecimento do
sagrado porque este se manifesta como algo totalmente
diferente do profano. Ele chama isso de hierofani, palavra
grega que significa, literalmente, "algo sagrado está se
revelando para nós".
Alguém que adora uma pedra não está prestando
homenagem à pedra em si. Venera a pedra porque esta é um
hierofani, ou seja, ela aponta o caminho para algo que é mais
do que uma simples pedra: é "o sagrado".

Religiões Primitivas
As fases da pré-história, cultura e arte pré-histórica são:
Paleolítico ( Idade da Pedra Lascada ), Mesolítico, Neolítico
( Idade da Pedra Polida ), e tratam da vida dos homens das
cavernas, nômades e sedentários, origem da agricultura e arte
rupestre.
Podemos definir a pré-história como um período anterior ao
aparecimento da escrita. Portanto, esse período é anterior há
4000 a.C, pois foi por volta deste ano que os Sumérios
desenvolveram a escrita cuneiforme.

No Período Paleolítico surgem as primeiras “religiões”. Essas


surgiram do culto a fenômenos inexplicáveis da natureza.
As religiões consideradas primitivas apresentam alguns dos
seguintes elementos:
Culto aos espíritos dos ancestrais.
Atribuição de forças anímicas à natureza.
Crença em gênios malignos ou benignos da natureza
(duendes, fadas etc.).
Magia, práticas de adivinhação, satanismo, bruxaria,
curandeirismo, estados de transe, ritos de iniciação
caracterizados por provações físicas.
Sacrifícios cruentos de animais ou seres humanos.

As Religiões mais Antigas do Mundo:

o Religiões Primitivas (Xamanismo e Feiticismo)


o Persa
o Assírios
o Caldeus
o Magismo Babilônico
o Egípcia
o Ariana
O professor apresentou um filme em sala de aula sobre o
(Religions of the World) “História das religiões – Animismo”
e após deu um trabalho em dupla ou solo sobre ANIMISMO.

Subsídio: Animismo - Informações Gerais


Animismo é a crença de que um espírito ou divindade reside dentro de cada objeto, o
controle de sua existência e influenciam a vida humana e eventos no mundo natural.
Animística crenças religiosas são generalizadas entre sociedades primitivas, sobretudo entre
os diferentes daquelas em que muitos acreditavam são seres espirituais para controlar os
diferentes aspectos do ambiente natural e social.
O antropólogo britânico Sir Edward B. Tylor desenvolveu o conceito de animismo no fim
do século 19. Tylor animismo considerado como o mais primitivo estágio na evolução da
religião. Ele sugeriu que a contemplação de sonhos e transes e da observação dos povos
primitivos morte levou a conceber do Soul e dos espíritos humana, espiritual e que estas
concepções foram, então, projetados sobre o mundo natural. Embora ele não desenvolveu
fixo seqüência evolucionárias, Tylor postulado que uma crença na animismo levou à
definição das divindades mais generalizada e, finalmente, para o culto de um único deus.
Esta perspectiva evolutiva da religião tem sido rejeitado pela 20a numerosos do século
antropólogos, que tendem a sublinhar a coletiva, os aspectos sociais da religião primitiva.

Bibliografia:
Frazer, JG, The Golden Bough, 3d ed. (1935; repr. 1966); Lowie, RH, religião primitiva
(1948; repr. 1970); Tylor, EB, Primitive Culture (1871; repr. 1970).

Relacionados idéias: Xamã; Totem.1

1
Animismo. Disponível em <http://www.mb-soft.com/believe/ttnm/animism.htm> Acesso em: 02 setembro
2009.
A RELIGIÃO TRADICIONAL
O ANIMISMO
Definição: deriva-se da palavra latina anima, que significa
“alma”. Pode ser descrito como uma crença que atribui vida
espiritual ou uma alma às coisas inanimadas, e isto inclui a
crença que atribui vida aos mortos. Acreditam que existe um
poder sobrenatural que é sobre todos, porém não é um Deus
pessoal, sendo esta tarefa (relacionamento do mundo
espiritual com os humanos) relegada aos seres espirituais que
invisivelmente estão a nossa volta.

Crenças: Segundo Edward B. Tylor, algumas das crenças


animistas são:
o Seres espirituais vivem na alma ou no espírito do homem.
o A vida continua após a morte, nos antepassados.
o A alma pode sair do corpo em êxtases ou sonhos.
o Animais, plantas, aves e outros objetos possuem alma.
o Existem outros espíritos além de Deus.

Localização:
 Raças negróides e bantus da África.
 Sudoeste da Ásia e nas Ilhas do Pacífico.
 Nos povos primitivos do Norte da Índia, da China e dos
grupos tribais da Sibéria.
 A maioria dos aborígenes da Austrália são animistas.
 Em grandes áreas da América do Sul e entre os índios da
América do Norte.

Doutrinas Fundamentais:
o Reconhecimento da deidade.
o Veneração dos espíritos.
o Fusão dos conceitos.
o Expiação pelo sacrifício.
o Mediação por pessoas sagradas.

Definição das Pessoas Importantes dentro do Animismo:


 O feiticeiro usa a magia para lesar ou destruir. A magia
opera contra o sistema social e as leis da comunidade. A
magia negra é usada para danificar, ao passo que a magia
branca é usada para ajudar.
 O mágico é aquele que usa recitações monótonas,
encantamentos e sortilégios para levar a efeito a sua
magia. Não é sacerdote nem xamã.
 O xamã é um sacerdote-médico que emprega a magia
para curar os enfermos ou para adivinhar aquilo que está
oculto. É um médium que é notável pelo uso que faz do
êxtase. O Xamanismo é uma religião animística que se
acha na Ásia setentrional, na Europa, e entre alguns
índios da América do Norte.
 O médium é uma pessoa através de quem outras pessoas
procuram comunicar-se com os espíritos dos mortos. Na
África Central, acredita-se que o médium está encarnado
no espírito de um ancestral.
 O sacerdote é aquele que está autorizado a realizar os
deveres sagrados da religião. É considerado um tipo de
mediador entre o povo e a divindade.

Resultados do Sincretismo Animista Cristão:


o O Profetismo : Muitos profetas nomeados por si mesmos ,
que procuram poder e altas posições, tem atraído os
membros das igrejas para si.
o Reivindicações Messiânicas: Outros homens alegam que
receberam uma revelação da parte de Deus segundo a
qual assevera que o mesmo foi enviado por Deus...
o Dons Especiais de Curas: Fazem as pessoas abandonarem
sua fé para segui-los por causa dos seus pretensos
milagres.
Em seguida, vimos o filme sobre (Religions of the World)
“História das religiões – Hinduísmo”.

Subsídio: Hinduísmo - História do Hinduísmo


Tendo sua origem remontada ao ano de 1500 a .C., a religião hinduísta foi estabelecida
pelos invasores arianos da Índia. Os textos védicos antigos descreviam um universo
cercado de água. No período dos arianos, ou árias (homens), a explicação de suas divisões
sociais era encontrada nos Vedas: da cabeça do deus primordial saíram os brâmanes (casta
social dominante), dos braços saíram os guerreiros, das pernas os produtores e dos pés os
servos (não-árias, ou "não-homens"). O mundo, conforme a concepção desta época, foi
formado a partir da organização, por força divina, de um caos preexistente.
No sistema religioso hinduísta atual há uma série de ramificações, que geraram crenças e
práticas diversas, assim como há muitos deuses e muitas seitas de diversas características.
O Hinduísmo tem sua ênfase no que seria o modo correto do viver (dharma). Os cultos
hinduístas são realizados tanto em templos e congregações quanto podem ser domésticos.
A cerimônia mais comumente realizada é relativa à oração (puja). A palavra "Om",
representa a vibração original, uma vibração que transcende o início, o meio e o fim de
todas as coisas, vinculando-se, desta maneira, à imagem da própria divindade. Os códigos
sagrados do Hinduísmo são: os Vedas, consistindo em escrituras que incluem canções,
hinos, dizeres e ensinamentos; o Smriti, escrituras tradicionais que incluem o Ramayana, o
Mahabarata, e o Bhagavadgita. O Hinduísmo é a religião atualmente predominante na Índia
(pouco mais de oitenta por cento da população).2

As Religiões da Índia
O Hinduísmo
• O Trimurti (3 formas) dos deuses hindus:
• BRAHMA - o criador - sua esposa é Sarasvati - deusa da
ciência e da sabedoria.

2
História do Mundo. Hunduísmo – História do Hinduísmo. Disponível em
<http://www.historiadomundo.com.br/religioes/hinduismo/> Acesso em: 02 setembr 2009.
• SHIVA - o destruidor ou deus da morte, da destruição e da
doença - sua esposa é Kali - exigente, pede sacrifícios de
sangue.
• VISHNU - deus de amor, graça e perdão - já apareceu nove
vezes na terra e na décima vez, virá para destruí-la. Krishna é
o avatar de Vishnu.

• Característica Religiosa: Não é missionária, porém


absorve qualquer religião através da tolerância. Cresce
absorvendo as demais religiões, pois os hindus dizem: “Que
os outros se transformem, pois nós não temos essa
necessidade!”

• Características Sociais: O sistema de castas é exclusivo da


religião hindu. Trata-se da separação dos hindus em níveis
sociais. As quatro divisões são:

1 – Brahmans, a classe sacerdotal e intelectual.


2 – Kshatriyas, os governantes e guerreiros.
3 – Vaisyas, os agricultores e artesões.
4 – Sudras, a classe mais baixa de trabalhadores.
• Existe ainda os párias que são os sem-casta e fazem as
tarefas mais servis.

As Quatro Etapas da Vida:


1 – O Estudante: Os meninos hindus recebem um fio sagrado
que passa por cima do ombro e deverão manter respeito e
obediência aos seus mestres.
2 – O Chefe de Família: Na segunda etapa, o homem
amadurece e cria a sua família. Passa mais tempo com a
esposa e filhos, devendo ser bom trabalhador e hospitaleiro.
3 – O Aposentado: Nessa etapa, ainda pode morar com a
esposa, mas passa muito tempo em meditação na floresta.

• Lei do Karma: Segundo a crença hindu, o destino da pessoa


relaciona-se com a sua conduta. A salvação nada mais é do
que o Karma que a pessoa tem. Karma significa “obras” e é
vinculado a lei da causa e efeito. Por meio das boas obras o
homem pode merecer moksha (libertação) do samsara (o
ciclo do nascimento, da morte e da reencarnação).
• Como um hindu sabe que forma alcançará na próxima
reencarnação? A lei do Karma e a tradição ensinam:
“Um Brahmim que furta o ouro de um Brahmim passará mil
vezes pelos corpos de aranhas, cobras e lagartixas. Por furtar
cereais, o homem é transformado em rato; por furtar frutas e
raízes, em macaco; por furtar uma mulher, um urso; por furtar
gado, um cabrito; etc...”
• O SANSARA:
• A transmigração da alma diz que ela retornará ao corpo
depois de ter renascido 84 laksa, ou seja 84x100.000:
• 20x100.000 como planta.
• 9x100.000 como animal aquático.
• 11x100.000 como inseto.
• 10x100.000 como ave.
• 30x100.000 como boi.
• 4x100.000 como macaco.

• A Salvação: Para o hindu não se trata de fazer as pazes com


Deus como no cristianismo, mas libertar-se do ciclo de
reencarnação. Há três caminhos a serem seguidos para isso.
São eles:
• O Caminho das Obras: é o caminho das práticas religiosas
através das cerimônias.
• O Caminho do Conhecimento: a autodisciplina e meditação
são os veículos responsáveis a ensinar que o homem não está
separado do Brahman, mas que são um e que quando
compreendido isso há a libertação da corrente da roda do
nascimento, da morte e da reencarnação.
• O Caminho da Devoção: o Bhagavad Gita (o livro sagrado
dos Hare-Krishna) ensina que o amor a Brahman e a outros
deuses preparam a alma para a união eterna com Deus...

TRABALHO PARA CASA:


O professor solicitou para fazer o resumo do tema: “O monoteísmo no Oriente Médio” da
seguinte obra: GAARDER, Jostein. O livro das Religiões. 7ª Edição. SP. Cia das Letras. P.
104-147.
Entregar dia 23 de setembro de 2009.