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1- Como se classifica o pedágio constante na constituição Federal de 1988?

A partir da Constituição Federal de 1988, a natureza jurídica do pedágio sofreu algumas alterações, de acordo com a nova redação do artigo 150, V, que diz ser vedado à União, Estados, Distrito Federal e Municípios impor limitações ao tráfego de pessoas ou bens, através de tributos interestaduais ou intermunicipais, ressalvada a cobrança de pedágio pela utilização de vias conservadas pelo Poder Público. Por causa desta ressalva, surgiram duas correntes doutrinárias e jurisprudenciais acerca da natureza jurídica do pedágio: a primeira que afirma tratar-se de tributo e a segunda que afirma tratar-se de tarifa ou preço público. Para os defensores da primeira, ao se fazer a ressalva do pedágio, a Constituição está considerando o pedágio como tributo, porque se pedágio não fosse tributo não faria sentido essa ressalva. E segundo o STF, o pedágio é tributo e sendo tributo é da espécie taxa de conservação de vias públicas. Em resumo, o pedágio é uma taxa de serviço, mas na prática vem sendo tratado como preço público, não precisando assim, atender o princípio da anterioridade e da legalidade. Muitas vezes é cobrado até mesmo pela pessoa que ganhou a concessão da rodovia. 2- Estabeleça a diferença entre taxa e preço público. Para o direito financeiro, taxa é tipo de receita pública derivada, como todo tributo, uma vez que o preço público é tipo de receita pública originária. Taxa é uma espécie de tributo que tem na sua materialidade uma atividade do Estado, servindo para remunerar o exercício do poder de polícia ou a utilização, efetiva ou potencial, de serviços públicos específicos e divisíveis, nos termos do art. 145, II, da Constituição Federal. Por ser espécie tributária, está submetida a um regime de direito público e a ela se aplicam todas as limitações constitucionais ao poder de tributar (princípios da legalidade, anterioridade nonagesimal e do exercício financeiro, sua cobrança segue o rito especial da Execução Fiscal, etc.). O preço público está submetido a regime de direito privado, de natureza contratual, sendo indispensável para a validade de sua cobrança a efetiva utilização do serviço prestado ao usuário, sendo que não se admite a cobrança de preço público pela utilização em potencial do serviço, como ocorre legalmente com a taxa.

3-O pagamento que se efetua pelo o uso de transporte coletivo da espécie ônibus configura tributo? O pagamento que se efetua pelo o uso de transporte coletivo da espécie ônibus, configura taxa de Serviço público, que é aquele prestado pela Administração ou por quem lhe faça as vezes, submetido ao regime de direito público, para preservação do interesse público.

4- O que significa CIDE-combustível e qual sua natureza jurídica?

As Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico (CIDE) são tributos brasileiros do tipo contribuição especial de competência exclusiva da União previstos na Constituição Federal (Artigo nº 149). São tributos de natureza extrafiscal e de arrecadação vinculada. No Brasil, a Lei nº 10.336, de 19/12/2001 criou a CIDE combustíveis incidente sobre a importação e a comercialização de gasolina, diesel e respectivas correntes, querosene de aviação e derivativos, óleos combustíveis (fuel-oil), gás liquefeito de petróleo (GLP), inclusive o derivado de gás natural e de nafta, e álcool etílico combustível. 5- Qual a base de cálculo da contribuição social salário-educação? A base de cálculo da contribuição social salário-educação está prevista no Decreto Presidencial Nº 6.003/2006 no §1º: § 1o A contribuição a que se refere este artigo será calculada com base na alíquota de dois inteiros e cinco décimos por cento, incidente sobre o total da remuneração paga ou creditada, a qualquer título, aos segurados empregados, ressalvadas as exceções legais, e será arrecadada, fiscalizada e cobrada pela Secretaria da Receita Previdenciária.