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Loribelle Hunt

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Lunar Mates 1

Darius Stewart foi expulso e ofereceram a liderança de uma nova manada.
Agora tem uma nova manada que assentar e um lobo solitário que aterroriza à população local,
pondo em perigo sua espécie ao expô-la ao público. O último que precisa é uma companheira
que complique sua vida ainda mais.
E Meg O’Reilly está bem assim. É uma bruxa e sabe que há algo que não está bem em sua
cidade. Há homens lobo bons, homens lobo maus e um Alfa possessivo, mandão, ranzinza e
tentadoramente sexy. A vida jamais tinha sido tão complicada.


REVISÃO DO ESPANHOL
Disp em Esp: Fenix
Envio do arquivo: Gisa
Revisão Inicial : Tessy
Revisão Final/Formatação: Lucilene
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Nota da revisora Tessy: Adorei a Historia, é curtinha e leve, com cenas bem quentes, faz
você ficar ansiosa pela continuação, vale a pena ler.

Nota da revisora Lucilene: Muuuiiitooo bom!!! História pequena, mas envolvente.
Também estou ansiosa pela continuação.


Prólogo

A Prefeitura estava cheia até os batentes. Muitos homens pararam e desejaram a Darius
boa sorte de maneira silenciosa, mas eram os que visitavam o outro homem de pé do outro lado
do pequeno pátio. O Conselho de Chefes se mantinha em um círculo afastado e abrangia tudo.
Darius tentou olhar a situação do ponto de vista deles. O Conselho estava ali para nomear
um novo Alfa para a manada porque Brant tinha morrido sem avisar e sem nomear um sucessor.
Não procurariam só um líder forte, escolheriam alguém bem respeitado pela maioria dos machos
adultos. Brant tinha governado o clã com punho de ferro e Darius estava considerado pela maioria
como idêntico a Brant, que se sobressaiu pelo pulso firme e o pôs contra Jackson. Dirigiu a ambos
como um mestre de xadrez, debilitando aos dois únicos machos o suficientemente fortes para
desafiar sua liderança.
Darius duvidava que ele fosse ser eleito. O clã tinha sofrido sob a direção de Brant e
procurava algo novo, um pouco de liberdade.
Não podia culpa-los: ele mesmo queria mais liberdade.
Apertou os dentes. Não importava que não estivesse formado pelo mesmo molde.
Era o Executor de Brant e isso o fazia pouco popular, exceto por alguns amigos leais da
infância que viam além de sua função oficial. Um desses velhos amigos era seu oponente, Jackson,
e o outro ia abrindo caminho através do funil na entrada do pátio para chegar até ele.
Deixou sair um suspiro de alívio. É obvio, Eric estaria ao seu lado.
Eric fez um gesto com a cabeça.
— Boa tarde.
Ele, em resposta, bufou. Sim, melhor vê-lo positivo.
—Jackson tem um bom montão reunido — Acrescentou Eric secamente.
— Dei-me conta.
— Estamos faladores esta noite, hein?
Darius deu uma risada. Fazia umas poucas semanas que Eric tinha reclamado sua
companheira e após tinha estado impossivelmente contente. Se ele mesmo não estivesse tão feliz
por seu velho amigo, estaria tentado a estrangulá-lo.

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— Isso é bom. Eu posso falar pelos dois — Disse trocando de assunto — Trey retornou,
viu-o?
— Não — E isso o preocupava. Tinha contado com o apoio silencioso de Trey durante a
nomeação, mas Trey estava evitando Darius desde sua volta.
— Não há por que preocupar-se. Está nos evitando a todos. Acredito que é um bom sinal,
de fato. Talvez vá retirar-se finalmente dos Caçadores.
Darius elevou uma sobrancelha.
Eric encolheu os ombros.
— Por que se não, ia estar evitando a todos? Ele não tem nada que dizer de tudo isto. Se
deixar os Caçadores, teria que escolher. Todos sabemos que alguém vai ser expulso esta noite —
Disse, para acabar. E todos sabiam que essa sorte seria dele.
Eric assentiu para a entrada.
— Aí está.
Voltaram-se para ver a maré de pessoas dividir-se para deixar passar Trey. Não é que ele
tivesse um aspecto tão imponente, embora sim o tivesse. Tinha sido sua escolha transformar-se
em um caçador e tinha durado muito tempo entre eles, ganhando uma reputação de ser
implacável, sem misericórdia e de sangue-frio. Dizia-se que nunca abandonava e nunca perdia
uma luta.
Pela extremidade do olho, Darius viu Jackson também voltar-se para olhar a entrada de
Trey. Este passou pela frente dos três sem nem sequer um sinal de reconhecimento, e Jackson o
olhou nos olhos fazendo um pequeno gesto com a cabeça justo antes de voltar-se para girar para
as pessoas que o rodeava.
Os quatro tinham sido inseparáveis desde crianças a adolescentes, até que os pais de Trey
foram assassinados por um solitário e fora da lei da Sociedade. Aos quinze, Trey abandonou a
manada e se uniu aos Caçadores, um movimento que por tradição o impedia de ser Alfa ou Beta
de um clã.
Darius se preocupava com Trey. Seus anos como caçador tinham afetado e se tornou mais
e mais afastado e isolado. Se não parasse logo, Darius temia que jamais fosse capaz de voltar a ter
alguma vida normal.
Apesar das aparências do momento, sabia que podia contar com Trey.
Como caçador pedia que fosse imparcial, mas em particular sempre dava conselhos
sensatos. Se Trey abandonasse os Caçadores, Darius estava quase seguro de que Trey se uniria.
Eric seria seu Beta e Trey seu Executor. Jackson podia ser o que escolhessem ou ser o expulso. Esse
tinha sido seu plano. Segurou um suspiro. Embora primeiro tivesse que salvar Trey de si mesmo.
Os atrasados conseguiram chegar e o Conselho seguiu em rápida ordem. Eric se deslizou
atrás dele e tanto ele como Jackson se aproximaram da porta juntos. Um silêncio caiu sobre a
multidão enquanto entravam. Parecia como se todos e cada um dos machos da manada se
deixaram cair por ali. O salão, com capacidade para trezentos, parecia estar cheio. A excitação
combinada das massas carregava o ambiente. Captou Eric e Trey na multidão; Eric rodeado por

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partidários e Trey pela zona de separação que estava acostumado a acompanhar.
De verdade que vou ter que fazer algo com isso.
Seu olhar percorreu o espaço até a mesa diante dele onde o Ancião, o chefe do clã,
tomou seu lugar no centro, flanqueado pelos outros sete.
— Darius Stewart — O Ancião continuou quando ele deu um passo adiante — Está
expulso.
Ele tinha esperado, mas ainda e assim cambaleou como se tivessem levado um murro no
estômago. Estava surpreso de ainda manter-se em pé e responder nos momentos adequados. Era
uma conversa que logo Eric teria que explicar.
Perder o clã era como uma pequena morte, o pior castigo que podia impor a um homem
lobo. A sala ficou vazia e em seguida só ficaram Trey e os outros Alfas. Na neblina ouviu Trey dizer
que seguiria Darius até o Alabama.


Capítulo 1


Ela era dele. E não era algo com o que se sentisse completamente cômodo. Não tinha se
visualizado no mercado dos companheiros. O último mês tinha sido um inferno. Que puta é a
biologia.
Havia recolocado a sua manada nesta pequena cidade nos limites de um parque estadual
no sul de Alabama, justo como tinha ordenado. Era uma localização perfeita: uma pequena cidade
bem sucedida ao fio da natureza. Haveria trabalho e lugar para correr. Um homem podia sair e
estirar as pernas nesse lugar. Também um lobo. Tinham estado perto de entrar em guerra antes
que o conselho tivesse concordado em expulsar Darius. Também se lamentava disso.
Mas as coisas tinham sido para melhor. Eram um grupo pequeno. Um homem lobo odiava
as mudanças antes que qualquer outra coisa, mas dez machos, com seis companheiras, tinham
decidido fazer a mudança a uma nova manada. Tinha um ano para assentar seu clã e ser
oficialmente reconhecido. Um ano para provar suas capacidades antes que alguém tentasse lhe
arrancar a manada. O encantava os bons desafios e estava seguro de que os venceria. Como não?
Era forte e estava em seus melhores anos.
Todos esses que agora rezavam pata que falhasse e eram muitos, iam se sentir
decepcionados. Se o conselho não aprovasse sua liderança ao finalizar o ano, qualquer macho
poderia tentar tira-la, mas isso não ia acontecer. Não o permitiria. Ainda ficavam onze meses.
Uma companheira fortaleceria minha posição como Alfa.
Sorriu. Os homens lobo iam como loucos por encontrar a suas companheiras, assentar-se
na monogamia e ter bebês. E ele o que estava fazendo?
Preocupar-se e assegurar seu poder. Era mais fácil que a alternativa: tentar descobrir
como reclamar a mulher que queria. Reconhecia as dificuldades quando as via, e ela o era. Com D

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maiúsculo. Teimosa. Sexy. Independente. Pronta como a fome. Tinha mencionado já a teimosia?
Ela era Meg O’Reilly, proprietária do O’Reilly’s Bar and Grill. Tomou uma forte inspiração
que encheu seus pulmões, tentando ressuscitar sua essência, doce e especial, e feita só para ele.
Sua pele era pálida e clara, e sabia que seria suave debaixo de seus dedos. Era perfeita, pequena e
curvilínea, com cabelo longo e fluido, de cor castanho claro. Não podia esperar para descobrir que
sabor tinha. Era hora de que ela deixasse de correr.
Tinha entrado no O’Reilly pela primeira vez fazia semanas. Ela foi a primeira pessoa que
viu quando puxou a pesada porta de madeira para entrar e cruzou a soleira. De pé atrás do longo
bar a um dos lados, ela ria e flertava com um cliente enquanto tirava cerveja de um barril. Seu
cabelo estava recolhido no alto da cabeça e caíam algumas mechas aos lados da face, a elegante
linha de seu pescoço ficando exposta. Um muro de emoções pouco familiares... Ciúmes, luxúria,
possessividade e muitas outras que não se atrevia a nomear, golpeou-o. Foi algo desconcertante e
ela se esticou como se sentisse sua entrada inquieta.
Temeroso de que ela saísse em disparada, aproximou-se com a fachada do recém-
chegado simpático que estava usando fazia uma semana. Seus olhos eram marrons, a primeira
coisa que notou depois de uma inspeção mais próxima. O que deveria ter sido chocolate quente
ofereceu uma fria recepção. Com fria educação, devolveu a apresentação e deu a boa-vinda à
cidade.
Ele estava mais acostumado a que as mulheres se jogassem aos seus pés em vez de deixar
claro que o ignoravam. Ela deveria estar sentindo as mesmas emoções que ele, ao menos uma
luxúria esmagante. Então captou o pulso desbocado de seu pescoço e uma pequena ponta de
medo. Surpreendia-se de ver que tinha tanto controle sobre suas respostas e se deu conta,
emocionado, que não estava tão pouco afetada por ele como queria fazer acreditar. Mais tarde
ouviu os rumores sobre que era uma bruxa e se perguntou se isso tinha algo a ver.
Mas ela era assustadiça. De acordo. Tinha tempo. Bom, ou tinha tido tempo.
Tinha pensado que entre encanto e luxúria ele seria capaz de superar os medos em
questão de dias, mas exceto por algumas tensas conversas, ela o tinha evitado desde o primeiro
encontro. Tinha-o evitado durante todo o mês e agora estava se aproximando a lua cheia. Com
qualquer outra mulher não teria importado. Nenhuma outra mulher tiraria à luz a natureza de
lobo em seu interior, o instinto animal de reclamar a sua companheira. Pela primeira vez em sua
vida duvidava de sua habilidade para controlá-la. Amaldiçoou a sua teimosia por pô-la em perigo.
Essa noite poria fim nisso. Essa noite a perseguiria como faria com qualquer outra presa.
E que Deus a ajudasse se o voltava a evitar. Estava muito tentado dar umas boas palmadas nesse
traseiro que fazia sua boca encher de água. Pela primeira vez em dias, sorriu. Isso sim era um bom
plano.


Capítulo 2


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Meg esteve ocupada todo o dia e tentou não obcecar-se com Darius Stewart. O homem
era muito sexy para descrevê-lo com palavras. E fazia só um mês que o conhecia? Com o tempo
que se passava tentando evitá-lo parecia que fazia mais. Passava muitos dias lutando contra o
impulso de buscá-lo e isso a assustava. Ela era uma mulher que desfrutava de sua independência e
escolhia um companheiro quando o desejo a golpeava. Jamais tinha necessitado de um homem,
mas sua libido se tornou insuportável desde que tinha conhecido a este.
Era uma bruxa, como sua mãe e sua avó antes dela e seu instinto era impecável. Era um
talento que sempre tinha funcionado.
Ela sabia coisas e sentia fortes emoções naqueles que a rodeavam.
Às vezes inclusive tinha captado algum pensamento. Se cedesse diante deste novo desejo
sua vida se veria alterada além do que reconheceria. Encontraria-se atada a ele em maneiras que
desafiavam à natureza humana.
E esse era o problema, não? Não sabia o que era ele, mas estava segura de que não era
humano por completo. Para piorar as coisas, sentia que havia mais desses por aí. Fosse o que
fossem o que eram.
Apesar de saber tudo isso tinha que lutar contra o impulso de ir a ele. Despertava cada
manhã com a necessidade corroendo-a. Mais se aproximavam do fim do mês, pior ficava. Era pura
obstinação o que a mantinha afastando-se. Suspirou. Não passaria muito até que cedesse diante a
estranha atração entre eles.
Saiu do banco e o relógio da torre da prefeitura deu a hora.
Cinco em ponto. Tinha acabado com o último de sua lista de coisas por fazer durante esse
dia e a noite parecia estender-se infinita diante dela. Não tinha que estar no bar até as dez, mas
tinha que estar lá. Percebendo uma nova resolução em Darius, tinha refeito os horários e tinha
outro garçom cobrindo-a nas duas últimas noites, mas não podia continuar faltando para sempre.
Talvez não aparecesse. Soprou. Sim, certo. Sua visita era tão inevitável como a noite.
Meg decidiu aproveitar as horas antes de ir trabalhar e foi visitar seus amigos nos
negócios próximos ao bar. Era uma bonita tarde da primavera, quente, sem a obrigada
temperatura úmida do sul e perfeita para vagabundear pelas ruas do centro. Isso também a
manteria afastada do telefone. Darius ligava tão frequentemente que já não precisava olhar o
identificador de chamadas quando ele ligava.
Seu estomago grunhiu. De acordo, isso dizia que a comida estava na primeira ordem de
prioridades, algo pecaminoso que a tirasse de apuros. Dirigiu-se decidida, cruzou a estrada e foi à
confeitaria que tinha sua prima mais velha, Tara Burke.
Espiando a sua prima através da janela, sorriu. Um homem alto e bonito se inclinava
atento sobre o balcão e Tara se ruborizava. Bem.
Já era hora que alguém chamasse sua atenção.
O perfume de pão recém-assado emanava ao redor de Meg enquanto cruzava a porta e o
aspirou profundamente. Era quente e doce e quando cruzou a soleira sentiu como algo da tensão
dos últimos dias desaparecia.

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O homem se endireitou e assentiu em reconhecimento, depois pegou sua xícara de
plástico e saiu pela porta. A cidade estava cheia de estranhos misteriosos e sombrios ultimamente.
Estirou o pescoço para observá-lo sair e se voltou para Tara com um grande sorriso.
— Quem é o bonitão? — Brincou, observando como retornava o rubor às bochechas de
sua prima.
— Ninguém — Passou um pano por cima do balcão antes de acrescentar severamente —
Só um cliente. Não tenha ideias estranhas.
Sorrindo de orelha a orelha, Meg caminhou e se inclinou para a vitrine arredondada de
vidro.
— Isso não é o que parecia. Para mim pareceu bastante íntimo e pessoal.
Tara gemeu em resposta e levantou uma mão, que estava enfaixada.
— Não, é que me cortei. Estava só olhando se tinha posto a atadura muito esticada. Juro
isso, quando ele entra me transformo na rainha dos desajeitados. Acredite, não está interessado.
Provavelmente acredita que sou um autêntico inseto estranho.
Meg não estava de acordo, mas a angústia nos olhos de Tara a convenceram de trocar de
assunto.
— Juro que ganho mais de dois quilos cada vez que venho aqui — Brincou.
— Sim, mas vale a pena, não é? — Disse Tara sorrindo abertamente.
Meg meneou a cabeça e riu. Ela podia ganhar os dois quilos só respirando neste lugar
celestial, mas não parecia ter nenhum efeito em Tara. Ela era de estatura media e magra, sem
mostrar que ganhava nem uma grama. Estava passando por outra de suas múltiplas fases de
cabelo, desta vez era curto, arrepiados e de um vermelho intenso. Meg se inclinou para olhar a
parte de trás.
— O que acha? — Perguntou Tara, parecendo coibida e destacando a nuca.
— Eu gosto. Combinou com você — Sorriu Meg.
— Obrigada. Então, o que vai ser hoje? Parou só para conversar ou vai te dar um
capricho?
— Definitivamente me dar um capricho — Meg estudou o mostrador — Comerei um bolo
de chocolate. E café. Hoje é minha vez de fechar.
— Acredito que me unirei a você.
Levaram seus pequenos pratos de sobremesa e suas xícaras de café à mesa junto à janela
da frente. Meg mordeu seu bolo, fechando os olhos de prazer quando o chocolate golpeou seu
sistema. Era rico e doce, um tratamento sensual ao que deveria ceder mais frequentemente. Teve
uma visão repentina de Darius lambendo uma linha de chocolate em seu estômago e abriu os
olhos do choque. Tinha que tirar esta coisa de Darius do corpo.
— Sabe algo de Summer? — Perguntou, precisando trocar de assunto em sua própria
cabeça.
— Sim. Recebi um postal de Wyoming, acredito — Tara riu — Já não posso seguir seu
rastro.

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Summer era a outra prima de Meg e embora nenhuma delas levasse o sobrenome de sua
avó, Tinnie, a cidade as conhecia como as garotas Deveau. Todas tinham passado meia vida na
casa de Tinnie junto ao lago; Summer e Tara depois que seus pais morreram e Meg depois que
Tinnie morreu.
Com uma diferença de idade de seis anos, Summer e Tara tinham sido muito admiradas e
imitadas, como as irmãs mais velhas que Meg sempre tinha ansiado. Quando adultas, Tara e Meg
tinham permanecido na cidade. Meg ficou com o bar de seu pai quando seus pais se aposentaram
e Tara abriu a confeitaria.
Mas Summer se transformou em zoóloga e frequentemente estava fora da cidade por
longos períodos.
— A casa será vendida essa semana. — Disse Meg brandamente.
Tara, com olhos tristes, assentiu.
— É melhor assim. Nenhuma de nós vai viver lá. Você e eu temos nossa própria casa e
Summer nunca está aqui — Tara encolheu os ombros — É melhor vendê-la que deixá-la vazia.
— Imagino que sim — Respondeu Tara, seus olhos olhando abaixo enquanto estudava
seu café, obviamente tentando fazer desaparecer a pontada de culpa por vender a casa que Tinnie
tinha dado.
Trocaram de assunto para falar de amigos comuns e Tara trouxe à tona as últimas notícias
da comunidade. Um homem tinha sido descoberto atacado e ferido até a morte nos pântanos não
longe da casa de Meg. O guarda-florestal o tinha atribuído às garras de um urso e tinha preparado
uma caçada. Isto demonstrava quanto se isolava Meg, que não soube algo tão grave.
Um calafrio de medo percorreu sua coluna ao pensar o perto que o corpo tinha sido
encontrado de sua casa. A casa era seu refúgio. Em seu isolamento auto imposto, não se via
assaltada pelos pensamentos de outra pessoa ou por olhares de um futuro que não queria
explorar. Havia algumas coisas que simplesmente não queria saber sobre seus concidadãos.
Mas nas últimas semanas a casa parecia que se tornou muito isolada, ou talvez muito
solitária. Talvez devesse aceitar o oferecimento de Tara e ficar em seu sofá uns dias, porque com a
repentina claridade de seu dom, sabia que o incidente do urso não era de um urso absolutamente.
A nuca picava e estava segura de que alguém a estava observando. De novo. Durante dias
a sensação de ser observava tinha ido e vindo, e estava ficando pior. Girou-se e olhou pela janela,
mas só viu a vazante e o tráfego de transeuntes das calçadas da cidade. A sensação desapareceu
depois de uns poucos minutos.
Darius. Franziu o cenho, irritada. Pois que entrasse de uma vez. Mentalmente revirou os
olhos. Depois de ignorá-lo, rejeitar suas ligações e evitar ir trabalhar para mantê-lo afastado, não
era uma surpresa que não entrasse.
A verdadeira questão era porquê de repente ela queria vê-lo. A história sobre o ataque do
urso deve tê-la deixado nervosa. Isso é tudo.
Afastando Darius de seus pensamentos, levantou-se, recolheu os pratos e os levou a
pilha, atravessando as portas giratórias da cozinha. Ainda tinha tempo para explorar algumas das

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lojas e colocar em dia os papéis no bar. Planejava aproveitar. Era melhor que sentar-se e sonhar
sobre altos e sombrios estranhos e as coisas deliciosas que alguém poderia fazer com seu corpo.
Meg disse adeus a Tara e saiu à rua. Girou-se em direção a uma lojinha de arte, que era
mais uma loja de curiosidades com pequenos descobrimentos interessantes. No caminho parou e
conversou com amigos. O ataque do urso era o assunto mais recorrente e todos esperavam que
ela contribuísse com um pouco de luz. Suspirou. Seus poderes de bruxa jamais tinham sido tão
complacentes. Quase nunca captava o que queria saber.
Seu desconforto aumentou e seu sexto sentido explodiu de repente.
Absolutamente segura de que alguém a seguia, comprovava-o por cima de seu ombro
cada vez que parava, mas em nenhum momento pegou ninguém. Não o pegou. Talvez não fosse
Darius, depois de tudo. Sentia-se como um rato com um gato e esse não parecia ser seu estilo.
Sentiu-se imediatamente aliviada quando entrou na loja e a explorou mais
detalhadamente que o habitual para procurar um pouco de alívio. Uma pequena placa na janela
dianteira anunciava nova gestão, mas o novo proprietário não tomou o tempo de fazer uma
limpeza. A atendente de sempre tinha seu nariz enterrado em um livro no balcão central.
O lugar era um desastre e tinha que estar violando a normativa sobre incêndios
completamente. Meg adorava. Filas de altas estantes de metal ocupavam todo o espaço, criando
estreitos corredores e estavam lotadas de fascinantes cacarecos. Jamais sabia o que encontraria e
a maioria dos objetos era mais que provável que estivessem nas prateleiras há anos.
Jamais teria encontrado o lobo em uma de suas visitas habituais à loja. Era pequeno e
esculpido em madeira listrada clara. Com a base descansando em sua palma, tinha uns dez
centímetros. O lobo estava sentado sobre suas patas traseiras, sua cabeça jogada para trás,
uivando. Parecia triste. E sozinho. O lobo tocou um ponto sensível no mais profundo do seu ser.
Percorreu-o com o dedo, adorando sua postura e os contornos e emoções evidentes na figura. O
entalhador tinha capturado um conhecimento básico de seu tema.
Tinha que tê-lo. Voltando-se, teve que olhar duas vezes o preço. Começou a devolvê-lo
quando uma profunda voz familiar falou atrás dela.
— Não o quer?
Darius. Tomou uma inspiração profunda antes de poder pensar melhor.
Tinha estado imaginando sua essência durante semanas, esse aroma de madeira e
totalmente masculino que só ele tinha. Cheirava maravilhosamente.
Girou e se encontrou com seu amplo peito a só centímetros de seus olhos.
Outra coisa que recordava muito bem era seu corpo. Perguntava-se quão musculoso seria
debaixo da camiseta solta que usava. Não vá por aí.
Dando um passo para trás, levantou a cabeça.
— Sai de meu orçamento — Disse sem mais, ainda com o pequeno lobo em sua palma.
— Ah — Respondeu ele. Sorriu um pouco e perguntou — Você gosta dos lobos?
Ela olhou a pequena estátua. Antes de se encarregar do bar tinha seguido a sua prima,
Summer, por todo o país na busca de hábitats de lobos, mas jamais tiveram para ela a fascinação

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que estes tinham para Summer. Para ela, eram sua vocação. Para Meg, eram só outra espécie em
perigo.
— Normalmente não — Encolheu os ombros. Girou-se e voltou a colocá-lo na prateleira,
seus dedos protestando enquanto se moviam.
Acariciou-o uma última vez, imaginando-se que podia sentir a rude pelagem sob seus
dedos. Darius continuava de pé silencioso atrás dela, uma ruminante presença masculina e
recordou a tensão que em um princípio a tinha empurrado a entrar na loja. Voltando-se, cruzou os
braços e tentou dar um passo atrás defensivo.
— Esteve me seguindo? Porque já pode parar — Fez uma pausa — É horripilante.
Ele piscou e respirou profundamente, seus olhos azuis fixos no rosto dela. Tinha pensado
que seus olhos eram frios? Pareciam capazes de disparar faíscas. Ele se aproximou dela com um
gesto estranhamente protetor que a esquentou por dentro.
— Esta é a primeira vez que a vi hoje. Ia para seu bar e vi que entrava aqui. Talvez esteja
equivocada e é... Antecipação o que a faz estar tão assustadiça.
Ela levantou uma sobrancelha. Que típico. Quando um homem não podia dar uma
resposta, resolvia com seu ego.
— Não, não estou equivocada — Disse ela, tentando injetar uma nota de desdém em sua
voz — Alguém esteve me vigiando durante dias. Posso notá-lo.
Sentiu a perversa urgência de fugir. Tinha estado a ponto de decidir-se por fodê-lo e tira-
lo da cabeça. Agora, cara a cara com sua arrogante atitude, não estava tão segura.
— Você parece o suspeito mais provável — Ofereceu seu sorriso mais doce. O que a tinha
salvado de clientes lentos — E certamente não é antecipação. Mas bem, perseguição.
O olhar em seus olhos mudou para luxúria em estado puro. Muito tarde compreendeu
que se manter a distância era seu plano, pressionar este homem era uma má escolha. Tomaria
como um desafio. Tinha uma aura agressiva junto com um aspecto de comando. Era óbvio que
não estava acostumado a ser questionado. Ou desobedecido. A obediência não tinha sido jamais
seu ponto forte.
Ele sorriu e seu estômago deu um tombo. O sexo com ele seria para sair foguetes.
Simplesmente, sabia. Ele parecia estar lendo sua mente enquanto a agarrava pelo cotovelo e a
tirava da loja, indo para o bar.
— Acredito que deveríamos discutir isto um pouco mais privadamente — Disse ele com
uma voz grossa pela luxúria.
Foi uma caminhada curta. Ela piscou pela penumbra do bar antes de inclusive considerar
as implicações do que estava fazendo. Eram só cinco horas e o lugar ainda estava vazio. As pessoas
que viriam ao sair do trabalho estariam entrando em poucos minutos. E ela estava a ponto de ter
sexo em seu escritório.
Uma excitação a percorreu e umedeceu a vagina.
Antes de poder criar um protesto Darius a dirigiu à porta de trás, puxou-a para dentro e
fechou a porta de repente. A fechadura fez clique.

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Não havia possibilidade de pôr distância entre eles agora. Ele a apoiou contra a porta, o
duro comprimento de seu corpo pressionando contra o seu. E, ai meu Deus, ele estava duro. Cada
milímetro dele.
Ele deu golpezinhos nos pés dela para separá-los e descansou sua ereção contra a barriga
dela.
Suas mãos seguraram seus pulsos ao lado de sua face.
Não gostava dos homens agressivos e dominantes. Gostava de um dar e tomar na
sexualidade, em competição igualada. Mas este homem fazia seu sangue quente e o coração
retumbando de antecipação, para usar sua palavra. Ela lutou por compreendê-lo e brevemente se
perguntou se poderia livrar-se.
Devia tê-lo visto em sua face.
— OH não — Murmurou ele, inclinando-se — Esperei muito para te provar.
Não foi nada do que esperava. Ele mordiscou o ombro, beijocando ligeiramente seu
pescoço e o pulso errático de debaixo. Sua língua marcou a linha de seu queixo antes de encontrar
seus lábios. Docemente apertou seus lábios contra os seus, sua língua seguindo a linha de seu
lábio inferior. O beijo foi tão doce que ela suspirou e abriu a boca para que ele a explorasse.
O controle foi uma simples ilusão. Embora o beijo fosse quase lânguido, suas mãos
estavam unidas às dela, sua ereção se balançava duramente contra seus quadris. Mal começaram
e ela já estava úmida e pronta. Estaria arrancando as roupas se ele não a tivesse segura e imóvel.
Deus, ela era doce. Dominou sua necessidade de mergulhar-se nela e tentou acalmar seu
galopante coração. Queria que as lembranças dela de sua primeira vez juntos fossem explosivas,
mas doces.
De onde tinha vindo esse pensamento?
Não tinha sido doce nem um só dia de sua vida. Mas não parecia que fosse uma dessas
mulheres que desfrutavam com a perda de controle. Estava seguro de que ela se acostumaria a
ele, mas não tinha tempo para esperar. Seu lado mais lógico lutava contra seu lado animal pelo
poder. A lógica perdeu.
Soltou suas mãos e puxou a camiseta pela cabeça. Ela usava um simples sutiã de algodão
branco com fechamento dianteiro. A única coisa sexy disso era a mulher que o usava. Teria que
servir. Talvez pudesse conseguir algo em renda vermelha algum dia dentro de pouco. Os mamilos
se endureceram sob seu atento olhar, e com um toque abriu o fechamento. Tinha uns seios altos e
delicados com mamilos pequenos e auréolas em cor pêssego. Linda. Poderia olhá-la toda a noite.
Mas primeiro precisava saboreá-la.
Chupou um das endurecidas pontas com sua boca. Ela gemeu inflamando mais o sangue
dele e embalou a cabeça entre seus braços. Perguntou se ela era sempre tão receptiva. Não,
melhor não ir por aí. Sentindo uma onda de ciúmes, apertou mais seu agarre sobre ela. O passado
não podia mudar e agora ela era dele.
Sua língua percorreu o espaço até seu outro seio enquanto seus hábeis dedos
desabotoaram seus jeans e os desceu pelas coxas. Afastando suas calcinhas e agarrando-a com

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seus dedos, abriu os lábios de seu sexo para que seus dedos roçassem amavelmente seus clitóris.
Ele gemeu de prazer: ela estava quente e úmida e se arqueava em sua mão. Colocou dois dedos,
fazendo círculos sobre seus clitóris com o polegar, imaginando seu pênis entre suas estreitas
dobras.
Ela começou a ofegar e sentiu que seu coração retumbava enquanto cavalgava sobre seus
dedos procurando seu primeiro clímax. Ela se esticou e ele abandonou o resto de seu controle.
Rapidamente tirou seus jeans e sapatos, agachou-se para tirar os dela, desesperado por
meter-se dentro dela. Ainda com as costas apoiada contra a porta, levantou-a, suas mãos
agarrando seu traseiro. Ela rodeou sua cintura com suas pernas.
Com um impulso profundo enterrou-se nela. Entendeu o que significava ter uma
companheira. Gemeu. Plenitude. Ela o completava. Seu coração pulsou loucamente fora de
controle. Queria saborear o momento, fazer que durasse toda a noite, mas ela se movia contra
ele. O lobo nele exigia que a reclamasse rápida e furiosamente.
Meg não estava segura de como tinha acabado nessa posição, apoiada contra a porta
com suas pernas abraçando a estreita cintura de Darius. Ele era suave e duro e grosso em seu
interior. Sentiu algo selvagem crescendo no interior dele e seus músculos deram um puxão
involuntariamente como resposta. Ajustando sua posição tanto como pôde, sentiu-o fazer-se
maior dentro dela. Um leve gemido e um pequeno tremor o atravessaram, emocionando-a. Ela
também podia fazê-lo perder o controle e compreendeu de repente que queria que assim fosse.
Usando seus ombros para equilibrar-se, saiu um pouco de seu pênis e depois voltou a
baixar-se. Estendeu as longas carícias até que ambos estiveram lutando por respirar e tremendo.
Ele estendeu a mão entre os dois e encontrou seus dolorido clitóris, roçando-o em círculos. Sua
outra mão a agarrou pela nuca e puxou-a para um rude beijo.
Tomando o controle sobre seu ritmo, sua língua se meteu profundamente em sua boca,
reclamando-a dura e rudemente, em perfeita sincronia com seu pênis. Cada golpe se tornou mais
rápido e mais forte.
Ela sentiu que ele se continha, esperando-a. Ele pressionou contra seus clitóris mais
duramente e ela começou a sentir seu seguinte orgasmo. Enquanto isto a atravessava, ele cravou
as mãos nos quadris e se meteu nela mais duro e mais rápido. Ela gritou quando o sentiu mordê-la
no ombro e sentiu os primeiros tremores em seu corpo. Com um grunhido, ele a imobilizou
enquanto gozava, seu corpo esticando-se contra o seu enquanto os músculos dela continuavam
apertando-o.
Ela jogou a cabeça para trás e fechou os olhos. Não queria mover-se. Sentia-se muito
bem, muito saciada e duvidava que suas pernas de borracha a levassem longe, de todos os modos.
Ele economizou problemas ao girar-se com ela e dando a volta ao redor de sua escrivaninha até a
cadeira.
— Não, não se mova — Disse tranquilo quando ela tentou baixar as pernas. Ele se sentou
na grande cadeira de pele e ela se apoiou nele, descansando a cabeça sob seu queixo.
— Uma vez não vai ser suficiente, não é? — Perguntou. Deus, esperava que não. Já o

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queria outra vez.
Ele riu.
— Nem pensar.
O agudo assobio de um celular soando rompeu o ambiente.
Ele suspirou.
— Seu ou meu?
— Meu não — Respondeu, saindo de seu colo e indo procurar por suas roupas. Pegou o
telefone e o passou justo quando deixou de soar.
— Moveu-se para nada — Sorriu de orelha a orelha — Por que não volta aqui?
— Hmm. — Ela fingiu que pensava — Pelo trabalho, talvez? Acredite ou não, os bares não
caminham sozinhos.
Tinha posto os jeans e o sutiã, e se deteve antes de colocar a camiseta de alças. Caiu no
chão e seus dedos foram à dentada que tinha feito no lado esquerdo do pescoço. Quando os
retirou, tinha um pouco de sangue.
— Mordeu-me tão forte que cortou minha pele? — Perguntou, sobressaltada.
Mas que espécie de homem era?
Ele a fez girar-se e levantou o cabelo da nuca.
— Deixe-me ver — Murmurou. Seus dedos fizeram suaves círculos ao redor do lugar e ela
sentiu um curioso puxão em seu seio.
Ele não soava nem um pouco arrependido. Soava... Contente. Separou-se e recolheu a
camiseta.
— Tem que fazer isso?
— Trabalho, recorda? — Levantou uma sobrancelha — Você não trabalha?
A vergonha deu calor a seu rosto e observou a camiseta como se esta tivesse a culpa. Não
sabia nada deste homem. Olhou para a porta enquanto colocava a camiseta e as sandálias. Não o
ouviu vir atrás dela, mas de repente estava ali, rodeando a cintura com seus braços e seus lábios
beijocando a nuca.
— Sou fotógrafo — Disse, fazendo-a voltar-se.
— Um fotógrafo... De retratos?
— Fotógrafo para o National Geografic — Disse — Sou um fotógrafo independente da
natureza.
— Ah, entendo.
Sentiu a decepção como um golpe de faca. Devia estar aqui para fotografar o lago, não ia
ficar permanentemente. Que graça sentir tanto dor por alguém a quem mal conhecia.
— Quanto tempo vai ficar? — Perguntou de todos os modos.
— Bastante. Acabo de me mudar — Respondeu, fazendo que ela se virasse— Às vezes
terei que sair a trabalho, mas isso não nos afetará.
Ela assentiu. Sua intuição dizia que havia muitas coisas que não estava contando, mas seu
rápido ataque de pânico passou quando disse que ele agora vivia ali.

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— Então... Há um “nós”? Diria que estamos saindo? — Riu ela — Normalmente meus
encontros não começam assim. Embora de vez em quando sim acabem assim.
Ele se paralisou e ela instintivamente soube que seu comentário brincalhão o tinha
zangado muitíssimo. O medo percorreu suas costas. Separou de sua cabeça a imagem de cabelo
arrepiando-se e se perguntou se deveria tentar lê-lo. Não.
Prometeu-se manter afastada das cabeças das pessoas.
— Definitivamente estamos juntos — Grunhiu ele e tomou uma inspiração profunda —
Não sou um homem fácil, Meg. Sou possessivo e estou acostumado a que sigam minhas ordens
sem perguntas. Não quero que saia com ninguém mais e em especial não terá nenhum encontro
desta maneira com ninguém que não seja eu —Disse como que mordendo as palavras.
— Bom. Nossa!
Franzindo o cenho se perguntou quem seria os que seguiam suas ordens. Não estava
segura de como responder a esse pequeno discurso. Por um lado, não podia começar a imaginar a
nenhum homem capaz de competir com Darius. Por outro, não queria que ele acreditasse que ia
estar em posição de mandar nela, ou que ela o permitiria.
Havia algo mais que ela não entendia.
O sexo com ele tinha aliviado um montão da tensão que tinha estado sentindo, mas agora
se sentia inclusive mais conectada a ele. Não tinha esperado nada mais que satisfazer sua
curiosidade. A mão foi à marca que tinha deixado no pescoço. Algo nisso açulava suas lembranças,
mas era muito elusivo para alcançá-lo.
— Não sou boa seguindo ordens — Disse ela.
Os braços que a rodeavam se esticaram mais.
— Não é que queira mandar em você. Só necessito que saiba que está a salvo e que é... —
Se deteve e pareceu hesitar diante a palavra adequada — ... Minha.
Ela se livrou de ter que desafiar sua posessividade ao soar de novo o telefone. Não a
deixou ir enquanto respondia e manteve uma breve conversa privada com a pessoa do outro lado.
Finalmente a liberou e depois de se vestir deu um beijo breve.
— Tenho que me encontrar com algumas pessoas — Disse — Voltarei antes do
fechamento.
— Com quem vai encontrar? — Perguntou, curiosa.
Ele sorriu com um sorriso paternalista.
— Ninguém que você conheça.
A evasiva a irritava na melhor das circunstâncias. Esta não era uma delas. Ele afirmava
que esta coisa entre eles era séria. De verdade se acreditava que podia fazer exigências sobre seu
tempo e mandar, mas que não teria que responder a uma pergunta simples? O aborrecimento
começou a bulir do mais profundo e ela tentou controlá-lo. Quão último precisava era uma
discussão no bar por um ataque de mau gênio.
— Não tenha pressa — Disse, tensamente — Acredito que manhã será o suficientemente
cedo para que nos vejamos outra vez.

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Ele a olhou com os olhos entrecerrados.
— Preciso vê-la esta noite — Respondeu.
Ela viu a crua necessidade em seus claros olhos azuis e lutou por aplacar a inexplicável
ânsia dentro de seu próprio corpo. Ela queria mais deste homem que sexo, mas como era possível
isso quando ele começava guardando segredos? Ah, a quem estava enganando? Irritada, assentiu.
— Certo.
— Bem — Respondeu ele. Deu-lhe um rápido, mas apaixonado beijo, e se foi.


Capítulo 3

Outro homem, desta vez um guarda-florestal, tinha sido atacado no bosque perto do
lago. Conseguiu chegar à caminhonete e ao rádio para pedir ajuda, mas não esperava que vivesse.
Antes de perder os sentidos disse aos paramédicos que não tinha sido um urso, e sim um lobo o
que o atacou.
Darius se encontrou com Eric e Trey no estacionamento de seu complexo de
apartamentos para participar da caçada ao lobo. A parte traseira do complexo era limitava com
um triângulo de bosque. Os outros dois lados estavam delimitados pelo lago e o lance de estrada
onde se encontrava a casa de Meg.
Se fosse simplesmente um lobo ou um algo completamente diferente, eles estavam
melhor equipados para rastreá-lo. Se fosse um homem lobo não só punha em perigo à população
humana local, mas também a sua gente em caso de ser apanhado por um humano.
Os três homens entraram na fileira de árvores e se prepararam para trocar de forma…
Seu sentido do olfato de lobo era muito superior ao humano. Darius tinha a esperança de
reconhecer o aroma do lobo agressor. Estava tão nervoso que sua natureza desconfiada começava
a fixar-se nos homens lobos que podia confirmar que viviam na área e isso o enfurecia.
Especialmente Trey.
Os homens lobos eram extremamente cuidadosos em ocultar o que eram. Ia contra todas
suas leis atacar um humano. Em uma época de laboratórios médicos e científicos e de DNA, era
pura temeridade expor-se a ser descoberto. Não eram imunes aos caprichos da natureza humana,
assim tinham seus próprios loucos. Um pequeno grupo de indivíduos sentiu que deveria poder
caçar os humanos como presas e alegou que eles eram os predadores naturais do homem. Trey
tinha passado a maior parte de sua vida caçando-os. Darius não tinha nenhuma experiência com
eles, mas seu instinto seguro suspeitava da Sociedade. Um dos foragidos obviamente estava
pondo a prova sua determinação para proteger seu território. Isso ou um homem lobo louco se
mudou à área. Uma raridade, mas não impossível.
Dividiu o pântano em três seções, atribuindo uma a cada lobo para a busca. Considerou
fazer vir alguns dos outros machos para ajudar, mas descartou a ideia. Seus dois melhores
rastreadores trabalhavam na área. Era improvável que somar mais narizes ajudasse.

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— Parece muito mais tranquilo esta noite — Eric sorriu abertamente — Ela deve ter se
convencido.
— Está se acostumando a mim — Brincou ele — A este passo se convencerá em
cinquenta anos mais ou menos.
Eric riu.
— E o que foi de seu tristemente célebre encanto, homem? Acreditava que as mulheres
não podiam resistir.
— Não pergunte — Disse ele e sacudiu a cabeça.
As coisas já eram o suficientemente desafiantes entre estabelecer a manada e apanhar o
lobo. Quando adicionava à mistura convencer Meg de que lhe pertencia, ficava a tremer. Tinha-a
marcado, mordendo-a com a força suficiente para misturar as enzimas em sua saliva com o sangue
dela. Tudo isso sem explicar nada. Suspirou. A ela não ia gostar de estar unida a ele sem tê-la
consultado primeiro. Era uma obsessão moderna? Ficar frenética? O que resumia seria a reação
dela.
Enviou os homens em suas direções e se internou mais profundo no bosque. Ao
encontrar um lugar recôndito, tirou suas roupas e sapatos e as colocou dobradas em uma
pequena mochila que deixou cair sobre seus ombros. Sentou-se sobre a terra e fechou os olhos,
visualizando um lobo em sua mente. Concentrou-se em relaxar enquanto seus ossos se
deformavam e tomavam a forma do lobo e a pelagem se arrepiava sobre a pele. Tinha tanta
prática que a conversão só demorou uns poucos segundos e logo esteve de pé na pequena clareira
com o nariz para cima, farejando o ar.
A seção que escolheu para procurar incluía a casa de Meg, ambos os ataques se
produziram dentro dos limites imaginários da área. Sua pele se arrepiou ao pensar em um
predador tão perto dela e que estivesse desprotegida. Bem, já não. Trotou na direção do ataque
mais recente.
Foi uma corrida curta e uma perda de tempo. Muitos homens tinham estado na área e
seus aromas se misturaram com os de Eric e Trey, que já tinha estado ali para investigar. Deu
voltas, mas não encontrou nada e se distraiu explorando a área ao redor da casa de Meg. O chão
do bosque estava fresco e sombreado, um dossel frondoso alto sobre sua cabeça e uma corrente
cristalina fluía pelos confins de sua propriedade. Ia desfrutar viver aqui.
O estalo de um ramo o alertou da presença de outros. Examinou o vento e apanhou seus
aromas alguns metros atrás dele. Trocou de forma e se vestiu rapidamente. Tinha os nervos
eriçados e se alegrava de que não toparam com ele enquanto estava perto da casa de Meg. Não
confiava em sua reação como lobo diante a presença de outro macho perto da casa. Tinha que
conseguir controlar seus instintos possessivos. Sua gente precisaria poder vir a ele ali. Tinha a
esperança de que as coisas melhorassem uma vez que ela aceitasse quem era ele e o que eles
eram um para o outro.
Encontrou Eric e Trey sentados a um par de árvores de onde tinham começado.
Interrompeu sua tranquila conversa.

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— Alguma coisa? — Perguntou.
Ambos negaram com a cabeça.
— Nada que não esperássemos — Disse Eric — Os guardas-florestais, os paramédicos e
nós.
— Isso é tudo o que obtive também — Respondeu Trey.
Darius esfregou uma mão sobre a dor que começava em sua têmpora. Acabaria por
descobrir o que estava acontecendo aqui, mas provavelmente não essa noite.
— Está bem. Vocês dois pode ir para casa.
Trey vivia em seu próprio complexo de apartamentos e disse adeus com a cabeça a
ambos os homens antes de aproximar-se de seu edifício. Eric e Darius se dirigiram para seus
carros.
— Ele está bem? — Perguntou Darius, assinalando com a cabeça a Trey — Está agindo
mais estranho que o habitual.
— Até onde eu sei, está bem. Manteve-se isolado desde que chegou aqui, mas isso não é
nada novo.
— Sim — Darius suspirou — Ouça, tem um desses lobos que esculpe? — Sorriu —
Necessito um.
— Necessita um? — Perguntou Eric levantando uma sobrancelha.
— Meg viu um em sua loja.
— Entendo — Sorriu Eric — Nunca acreditei que veria o dia em que você fosse…
— O que? — Perguntou, apertando a mandíbula, conhecendo que o que for que Eric
dissesse estaria ideado para irritá-lo.
— Nada — Disse Eric inocentemente — Passa pela loja e pega o que for que ela queria.
Tem uma chave, não é?
— Sim, passarei e o pegarei. Quer uma cerveja?
Ele se pôs a rir.
— Não. Vou para casa e farei sexo. Minha mulher não está fugindo de mim.
Darius grunhiu.
— Então é melhor ir, antes que o encontre algo urgente para você fazer primeiro.
Imperturbável como sempre, Eric riu e disse adeus com a mão enquanto entrava em seu
carro.


Meg estava esperando que ele voltasse, tentando fingir que não o fazia, que não era
importante que o voltasse a ver tão cedo. Não obstante, seu nível de frustração ia aumentando.
Tinham passado várias horas. Entregou-se por completo à pilha de papéis sobre seu escritório,
colocou em dia com o trabalho e se encarregou de fiscalizar o bar. Ainda assim ele não apareceu
por nenhum lado.
Era uma noite sem muito movimento, assim enviou para casa o garçom do dia às nove.

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Sem muito movimento, mas a conversa era animada e extravagante. A notícia de que Jimmy Barr,
um guarda-florestal do parque estadual, tinha sido atacado por um lobo voava pela cidade. Não
tinha havido lobos na área em décadas.
É por isso que Darius tinha saído correndo com tanta rapidez? Mas por que? Era provável
que tivesse haver com ele? Se perseguir lobos era seu trabalho, por que não o disse? Por que
tanto segredo em torno disso?
Um grupo de habituais se sentou no bar discutindo a situação enquanto ela escutava com
meia atenção e com a ira fervendo a fogo lento.
— Talvez alguém tenha um como mascote e o deixou solto — Conjeturou um encanador
chamado Bill.
— Isso é estúpido, Bill — Disse Chuck — Por que atacaria um mascote a um homem?
Estaria acostumado às pessoas.
Bill encolheu os ombros.
— Do que outra forma explica um lobo por aqui?
— Emigrou de alguma parte obviamente — Disse Chuck com a voz carregada de
desprezo.
— Isso é tão estúpido como minha teoria do mascote. Como se ninguém fosse notar a um
lobo vagabundeando.
— Ninguém notou um lobo vagabundeando.
— Bem, talvez não seja um lobo normal — Disse Bill.
— O que outra coisa poderia ser? De todos os modos, que merda é o normal para um
lobo?
Meg sorriu diante a imagem repentina que teve dos dois homens, velhos e grisalhos
dentro de cinquenta anos, ainda discutindo sobre os tamboretes em seu bar. Ia caminhando de
lado a lado do balcão, controlando os outros clientes, quando ouviu um comentário que a fez
voltar bruscamente a cabeça com chocante descrença.
— Talvez seja um homem lobo — Brincou Bill.
Os homens ao redor dele riram e Meg tentou parecer tranquila, de estabilizar seu pulso.
Sua premonição era que talvez fosse um homem lobo espreitando no bosque. E Darius era um
deles. Com razão ele a fazia sentir-se perseguida. Estava segura que não era um assassino, apesar
de que parecia capaz disso. Por alguma louca razão que não poderia explicar, sentia-se a salvo
com ele. Fisicamente ao menos, estava segura que estava a salvo com ele. Seu coração era outra
coisa.
O bar estava começando a esvaziar-se e uma olhada rápida a seu relógio marcou a hora
de começar a diligenciar o fechamento. Os últimos dois garçons vigiavam os atrasados, recolhiam
os copos para lavar e levantavam as cadeiras sobre as mesas vazias. Meg preenchia o tempo
reabastecendo o bar. Estava tirando a empurrões Bill e Chuck pela porta quando o telefone soou.
Olhando-o ferozmente, debatia-se se responderia ou não. Em algum ponto durante a noite tinha
aceitado que existiam homens lobos em sua cidade e seu novo amante era um deles. Para cúmulo,

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estava envolvida com esse homem fosse que gostasse ou não. Ele era mandão e arrogante e a
tinha deixado esperando toda a noite. Em realidade não pensaria que ela era o tipo de mulher que
toleraria esse tipo de trato, não é?
Suspirou e pegou o telefone antes que o aparelho pudesse deixar de soar.
— O que quer? — Espetou ela.
Houve uma pausa antes que ele respondesse.
— Sempre atende o telefone desta maneira?
— Só quando é você, Darius — Disse ela com doçura.
—Não me dei conta que tinha identificador de chamada nos telefones do bar.
— Não o tenho. Sabia que era você. Não mencionei que sei coisas? Sou uma bruxa.
Lembra?
Os garçons varreram e esfregaram o chão depressa para sair. Perceberam o olhar de Meg
e saudaram com a mão quando saíram.
—Olha, estou fechando. Podemos discutir mais tarde? Tenho uma jacuzzi me chamando
em casa.
Sentiu uma repentina labareda de desejo e soube que provinha de Darius. Isso
impulsionou sua própria libido.
—Que tal se a encontro lá? — Perguntou ele — Tenho algumas coisas que preciso fazer
primeiro. Encontramo-nos em uns trinta minutos?
Quem entra na água é para se molhar.
— Claro. Trinta minutos.
Desligou o telefone, pegou a bolsa e trancou a porta.


Capítulo 4

Sua casinha estava na borda do pântano, bem longe da estrada e resguardada pelo
bosque. Era uma estrutura de troncos com o teto de duas águas. O quarto principal e o banheiro
estavam no mezanino e o andar de baixo era uma combinação de cozinha aberta e salão, com um
asseio metido em uma lateral. Um alpendre rodeava toda a casa. Apaixonou-se pelo terraço
traseiro ao vê-la, com suas erodidas pranchas de sequoia e bancos embutidos. E a jacuzzi.
Definitivamente, hoje era um dia de jacuzzi. Estacionou no caminho da entrada sonhando
com as borbulhas quentes, mas primeiro ia comer. Pulou o almoço. Difícil interessar-se na comida
quando seu impulso sexual tinha o estômago feito um nó.
Tirou os dois bifes que deixou na geladeira essa tarde, nem sequer tentaria de enganar-se
pensando que a razão de fazer os dois foi porque vinham no pacote. Envolveu duas batatas, as
colocou para assar no forno e foi para as escadas, assim poderia tomar uma ducha rápida. Adorava
uma longa ducha, mas primeiro queria tirar as respostas de Darius. De algum modo duvidava que
as conseguisse na jacuzzi e ele chegaria logo a sua casa.

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Antes de poder tomar uma ducha, o carro de Darius girou no caminho de entrada e seu
pulso acelerou. Encontrou-se com ele na porta e a abriu de par em par para que entrasse. As
palavras de boas-vindas se prenderam na garganta. Darius entrou e olhou ao redor.
— Então é assim — Disse ele em voz baixa como se notasse sua necessidade de ajustar a
presença masculina no espaço — Perguntava-me como seria por dentro.
Atravessou o salão, passando os dedos pelo respaldo do sofá de pele. Ela estremeceu e
umedeceu a vagina, recordando a sensação desses dedos sobre sua pele fazia só umas horas.
Deteve-se o lado do gabinete com o aparelho de som e a olhou por cima do ombro.
— Importa-se? — Ligou o rádio. Every Breath You Take fluiu dos alto-falantes. Ainda
cravada ali ao lado da porta, ela negou com a cabeça.
— Não vai entrar? — Zombou ele.
Obrigou-se a sorrir, sacudida e aborrecida pelo efeito que tinha sobre ela. Era mais
intenso que o normal.
— É óbvio.
Reatou seu passeio pelo lugar, enchendo-o com sua presença. Ao final se deteve na
bancada que separava a cozinha da sala.
Ela tinha deixado os bifes na bancada junto a uma sacola de salada e vários tomates.
—Planejou me alimentar? — Sorriu abertamente — Então estou fazendo progressos,
não?
O sorriso o transformou de perigoso predador a sexy menino mau. Estava surpreendida
pela intensa resposta de seu corpo. Acelerou o pulso e as mariposas revoaram em seu estômago.
Definitivamente estava fazendo progressos, mas não havia motivo para admiti-lo. Suas anteriores
suspeitas sobre que era um homem lobo pareciam ridículas frente a esse sorriso, mas mais valia
prevenir que remediar.
—Hoje não comi muito. Pareceu-me grosseiro fazê-lo olhar enquanto eu comia — Disse
ela — A menos que não tenha fome, é obvio.
Ela viu que seu comentário foi um engano quando os olhos dele se tornaram quentes e
preguiçosos ao examiná-la. A tensão que percorria o corpo subiu outro degrau. Estava preparada e
a ponto, a vagina molhada e pulsando.
— Poderia comer — Disse ele em voz baixa e séria, que recordou de novo a um lobo.
— Bem — Seu objetivo era um tom despreocupado que soou estrangulado a seus
próprios ouvidos — Por que não acende a churrasqueira? — Assinalou para as portas francesas
abertas — Tenho que tomar uma ducha rápida.
Subindo as escadas a passo ligeiro, estava impressionada de não ter saído fugindo do
salão. Notava seus olhos cravados nas costas enquanto se metia no banheiro grande, tirando a
camisa enquanto entrava. Abriu a água e tirou os jeans com um gesto, antes de lembrar-se de
fechar a porta. Nua, girou-se para fazê-lo e se encontrou pressionada contra Darius do ombro até
o joelho. Quando deu um passo atrás, os braços dele serpentearam rodeando-a, puxando-a com
força contra ele.

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—Pensava que ia acender a churrasqueira — Disse, odiando sua voz entrecortada.
—Pode esperar — Respondeu em voz baixa, passando ligeiramente as mãos pelas costas
dela — Eu não posso.
Ela ficou sem fôlego. Com apenas tocá-la fazia que enroscassem os dedos dos pés. Com
uma mão segurando sua camisa e com a outra segurando a nuca, ela o atraiu para baixo para
beijá-lo. Tinha a intenção de manter uma ligeira e moderada exploração com a língua. Não tinha
contado com o fogo que ele acendia em suas veias. Acostumaria-se alguma vez? Mordiscando seu
lábio inferior com os dentes, ele pareceu tragá-la em uma violenta união de línguas, lábios e
dentes.
Ela não podia acreditar que gostasse e quisesse mais. Alcançando a barra de sua camisa,
puxou para cima. Darius a soltou e com uns quantos puxões bruscos tirou a roupa.
Não podia acreditar que a tivesse encontrado. Sua companheira. E entregava só seu
corpo. Era exasperante. Supunha-se que possuía seu corpo, mas também seu coração e alma.
Estava negando o que era seu por direito.
Estava frente a ele, com esses seios perfeitos subindo e descendo, com luxúria e temor
em seus olhos. Com o cabelo caindo pelas costas e a pele rosada, estava assombrado de quão
formosa era. Amaria-o. Encontraria a maneira de fazer que abrisse seu coração.
Ela tentou recuar e se chocou com o armário do banheiro, ali se deteve e cruzou os
braços sobre o seio.
Avançando um passo, Darius os descruzou e a girou de frente ao espelho. Sustentou-lhe o
olhar no vidro e se inclinou para sussurrar ao ouvido.
— Não.
— Olha a linda que é — Pressionando a ereção contra seu traseiro — Não nota o muito
que a desejo?
A paixão obscureceu os olhos femininos quando fez rodar um mamilo entre seus dedos,
enquanto que com a outra mão se deslocava para baixo por seu estômago plano. Ficou sem
respiração quando o dedo encontrou seus clitóris e comprovou sua umidade com outro.
Ela se balançou para frente e o obrigou a ir mais profundo. Empurrou dentro um segundo
dedo, deleitando-se na estreita e úmida que estava para ele, enquanto ela se balançava contra ele
mais rápido e forte. Um orgasmo a rasgou e sua vagina se apertou em torno dos dedos deixando-o
louco.
Suavemente a empurrou pelas costas para assim incliná-la sobre o móvel, apoiando-a
sobre os cotovelos. Abriu ligeiramente suas pernas e guiou o pênis dentro da passagem ainda com
convulsões. Sustentando o olhar no espelho começou a mover-se dentro e fora, com uma mão
esfregando em círculos o traseiro e com a outra sobre o clitóris ao mesmo ritmo dos impulsos.
Adorava sua expressão turvada. Não estava guardando nada, oferecia-se a ele. Viu luxúria
e assombro em seus olhos. Era um começo.
Quis lançar a cabeça para trás e uivar quando o orgasmo se apoderou dele.
Ela gozou com ele, os estremecimentos se deslocavam de um corpo a outro. Envolveu-a

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em seus braços e a atraiu com força contra seu peito, tentando recuperar a respiração.
— Certamente a água está fria — Disse ela depois de uns minutos.
— Sim — Grunhiu ele. A pôs na ducha antes de entrar com ela.
Ela fechou os olhos e se inclinou contra a parede enquanto ele a ensaboava suavemente.
Era uma postura confiante, relaxada e lânguida, assim supunha que acabam de dar um grande
passo. Deus, isso esperava. Gostava dela saciada e obediente. Passou a esponja pela coxa e ela
trocou de posição ligeiramente, abrindo as pernas e aproximando-se para frente. Ele sorriu.
Possivelmente gostasse também um pouco agressivo. Girou-a para a parede e pôs as mãos por
cima da cabeça.
— Não se mova — Sussurrou no ouvido.
Começando pelos tornozelos, explorou cada centímetro com a língua, frequentemente
seguindo o caminho da esponja. Subindo por uma perna e descendo pela outra. Ela se estremeceu
quando seu toque se transformou de uma suave lavagem a um sensual. Estava preciosa estendida
e disponível para ele. Maravilhou-se dela. Abriu suas pernas ligeiramente e deslizou um dedo em
sua vagina, enquanto que com a outra mão explorava as arredondadas curvas de seu traseiro.
Entrecortou a respiração e ele grunhiu quando tentou mover-se.
— Não se mova.
Quando ficou imóvel, um segundo dedo se uniu ao primeiro. Os fez entrar e sair com um
movimento lento, esfregando o ponto sensível no frontal de sua parede vaginal. O aroma a
excitação se fez denso no ar e ele o aspirou profundamente em seus pulmões. Sentindo que ela
estava perto do orgasmo, de repente retirou a mão. Ela gemeu em protesto, mas permaneceu
imóvel.
Darius sentiu uma onda de satisfação.
Puxando seu traseiro, deu uma palmada em cada nádega. Separou-as e imaginou
enterrando o pênis também ali e jurou fazê-lo logo. Colocou um dedo em sua vagina, reunindo a
umidade nele e penetrou o diminuto buraco de seu traseiro. Apertou fortemente os olhos. Que
estreito. A respiração dela se tornou errática e seus músculos se esticaram em um esforço por não
mover-se. O aroma de sua excitação se intensificou.
Com uma contenção que não podia acreditar que possuísse, suavemente colocou o dedo
dentro. Seu pênis pulsava com exigência e utilizando os pés, abriu ainda mais as pernas. Com a
outra mão, guiou-o dentro de sua escorregadia vagina. Ela jogou a cabeça para trás e se sacudiu
perdida no orgasmo tão logo ele se alojou em seu interior. O lobo uivou de triunfo. Era
completamente dele.
Agarrando os quadris com ambas as mãos, penetrou-a com um ritmo constante. A
sensação de seu corpo estreito em torno de seu pênis era incomparável. Não queria que
terminasse, estava seguro que podia permanecer ali para sempre. Gozaria muito cedo e um
orgasmo que chegou de nenhuma parte o surpreendeu.
Não se recuperou até passados vários minutos e se alarmou ao encontrá-la mole e em
silêncio apertada entre seu corpo e a parede escorregadia. Afastando-se, a virou. Ela sorria

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languidamente e se apoiou nele. Fechando os olhos soltou um suspiro de alívio. Tinha que
recordar ser mais cuidadoso. A culpa o apunhalou, temendo pela primeira vez que talvez a tivesse
machucado. Maldição! Conhecia sua própria força, mas inclusive agora a necessidade o esmagava.
Enxaguou a ambos, secou-se primeiro, voltou para fechar a água e envolvê-la em uma
toalha. Guiou-a ao quarto, sentou-a na cama e olhou ao redor com interesse. Não era o lugar mais
ordenado no que tinha estado. Em um lado havia um corrimão com vistas ao andar inferior e uma
parede resguardava o banheiro. Uma grande cama tipo trenó estava contra essa parede. A parede
adjacente continha um armário e uma penteadeira grande, e na parede oposta à cama havia um
armário. Abrindo-o descobriu uma televisão na metade superior e umas gavetas transbordantes
na inferior.
— Por que tenho o pressentimento de que vai tentar tomar o comando de minha vida? —
Perguntou ela receosa da cama.
Ele riu, um som baixo no ar aberto do quarto.
— Porque o faço — Disse, inclinando-se para roubar um beijo.
Ela o apontou com um olhar firme.
— O que? — Perguntou ele, com uma sobrancelha elevada.
— Tem muitos segredos para se intrometer e tentar assumir a liderança.
Examinou-a durante um minuto.
— Falaremos disso mais tarde. Vou começar com o jantar enquanto se veste.
Tomou seu tempo, preocupada com sua aparência por uma vez. Em algum momento da
noite tinha dado as boas-vindas a Darius a sua vida. Essa ideia a manteve ocupada enquanto se
arrumava, ao mesmo tempo surpreendida e divertida pelo esforço que estava realizando.
Preocupava tanto como a divertia. Ele era perigoso, definitivamente uma ameaça para
sua independência, mas pela primeira vez em anos, sentia-se a salvo e querida. Seus pais se
retiraram a Florida fazia anos e, de algum modo, era agradável que se ocupassem um pouco dela.
A tentação de apoiar-se em Darius e deixá-lo tomar o controle era quase irresistível.
Abriu os olhos de par em par diante da revelação. Isso não era normal nela.
Tinha que tratar-se de algum louco desequilíbrio hormonal que a tinha atacado
repentinamente. Não gostava das relações. Por que a ideia era tão tentadora?
Suspirou e esfregou a marca do ombro uma vez mais. Passara toda a noite sentindo-se
impelida a levar os dedos até ela. A marca de sua posse. Seu traiçoeiro corpo estava
completamente a favor disso. Dirigiu-se ao armário, tirou uns jeans limpos e se decidiu por uma
camiseta ampla. Se conseguia esconder seus atributos, com sorte poderia conseguir manter uma
conversa real com ele.
Por exemplo, sobre homens lobo. Recordava os contos românticos de sua avó a respeito
dessas criaturas e se perguntava se seriam reais. As histórias de lobos da avó Tinnie sempre
tratavam sobre amantes desafortunados com finais nos quais eram felizes e comiam perdizes.
Sorriu pensando em Darius e o sexo e no muito que teriam que ter mudado nesses contos.
O jantar estava na bancada quando desceu e ficou a bicar a comida em silêncio.

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—Se não for comer isso, deixa de mutilá-lo e me passe o prato.
Levantou a vista para encontrar-se com o cenho de Darius ao vê-la empurrar o pedaço de
filé pelo prato.
—Fique com ele — Suspirou entregando-o — Suponho que depois de tudo não tenho
tanta fome.
— Tem que comer — Disse com plana exasperação — Toma, prova isso — Disse,
colocando um pedaço pequeno de file na boca dela.
Mastigou, surpreendida. Um homem dando o jantar… Literalmente. Isto era uma
novidade.
— Por que fez isso?
— Perdeu peso desde que nos conhecemos. Eu gosto que minhas mulheres tenham um
pouco de carne sobre os ossos — Sorriu ele.
Por favor. O aborrecimento e o ciúme fizeram um nó no seu estômago.
— Suas mulheres? — Perguntou — Tenho notícias para você, coleguinha. Só pode haver
uma. Eu não compartilho. Nunca.
Seu sorriso só podia descrever-se como triunfante e ela se deu conta muito tarde de que
tinha caído na armadilha.
— Decidiu ficar comigo, hein? — Arqueou uma sobrancelha — Pois recorda que é uma
rua de mão dupla, querida. Eu tampouco compartilho.
Deu outro pedaço de filé e ela se recostou no assento, confusa. A maioria dos homens
teriam saído correndo espavoridos da casa diante semelhante explosão possessiva.
A ele parecia encantar.
— O que está acontecendo aqui? — Perguntou ela — Não costumo convidar a estranhos
a minha casa para se jogar em cima de mim no banheiro.
— Espero que não. Teria que matar alguém — Disse ele em voz baixa.
Ela tomou uma profunda baforada de ar diante a seriedade do tom de sua voz e olhou
aos tranquilos olhos azuis.
— Isso estaria mal — Murmurou.
— Sim que estaria — Riu ele.
Tomou sua mão e a conduziu ao sofá, onde entregou uma caixa que estava na mesa de
centro. Ele se acomodou nas almofadas e passou um braço pelos ombros dela. Sorriu amplamente
enquanto ela abria a caixa e tirava o lobo, começando a compreender por que a atraía tanto.
— Não escapa nada, não? — Perguntou — Recordou a você quando o vi.
— A mim? — Perguntou ele com uma nota de surpresa na voz.
— Sim. Régio e forte e sozinho.
— Acredita que estou sozinho? — Perguntou com um sorriso que fez brilhar seus olhos de
maneira sexy.
Inclinando a cabeça para trás, ela refletiu antes de responder.
— Pode ser que solitário seja o melhor termo, o que é curioso, porque normalmente te

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vejo entre um montão de pessoas — Encolheu os ombros — Mesmo assim, a mim parece que está
sozinho.
Olhou-a com estranheza.
— O que? Saíram-me chifres? — Brincou ela.
Ele soltou uma gargalhada.
— A maior parte das pessoas não vê o que você vê. Muita gente depende de mim. Dizem
que se está sozinho na cúpula, não? — Brincou — Além disso, não estou sozinho. Tenho você.
Pelo menos no momento. Não parecia o tipo de homem que permanecia preso muito
tempo. Sentiu uma surpreendentemente aguda dor nas cercanias do coração diante a ideia.
Poderia chegar a acostumar-se a tê-lo perto. Aprender a ansiá-lo, o necessitar, como já desejava
seu corpo.
Retomaram o assunto da fofoca local, acostumando-se assim a sua mútua companhia, até
que saiu a tona o assunto dos ataques.
—Tem que me prometer que tomará cuidado até que capturem a esse animal —Disse
ele, estreitando o abraço em torno dela.
— Não costumo rondar sozinha pelos bosques, assim acredito que estou a salvo — Disse
ela sem dar importância — Embora seja estranho. Faz décadas que não se veem lobos por esta
área.
Fez uma pausa, perguntando-se como levantar o assunto dos homens lobo sem que
soasse como se estivesse louca. E se estava equivocada?
—Coisas mais estranhas aconteceram — Ele encolheu os ombros — Você só me prometa
que tomará cuidado.
— Claro. Alguns de meus clientes habituais estiveram especulando sobre o assunto esta
noite. Ocorreram algumas ideia alucinantes — Tomou ar para tranquilizar-se. Só diga-o já, Meg —
Um deles dizia que é um homem lobo.
Ficou lívido. Bingo.
Exalando ar lentamente, perguntou:
— O que pensa você?
Como ela tinha a cabeça apoiada sobre seu peito, pôde perceber como seu coração
saltava um batimento enquanto esperava sua resposta.
— Minha avó era bruxa cem por cento, sabe? Mais bruxa que eu. Melhor que eu —Disse
ela, ignorando sua pergunta — Estava acostumada a me contar todo tipo de histórias, dizia que
havia homens lobo aqui quando era menina — Fez uma pausa — Acreditava neles. O mundo é um
lugar estranho. Tampouco eu sou precisamente normal.
Acariciou o lobo entalhado que tinha na mão e esperou que ele respondesse. A escultura
recordaria Darius muito depois de que desaparecesse de sua vida. Sabia com uma certeza que não
podia explicar que ele era um lobo. A questão era quanto ia contar a respeito disso.
— Se dá conta de que se as pessoas chegassem a acreditar nesses velhos mitos pensariam
que está louca?

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Ela ficou rígida em seus braços e ele tentou acalmá-la esfregando seu braço em círculos.
Talvez estivesse errada. Ficou em pé e começou a caminhar através da sala. Tinha passado toda
sua vida demonstrando ao povo que era uma bruxa boa, tranquila e em que se podia confiar; e
agora ele começava a mencionar a palavra louca.
— Obrigada — Disse sarcasticamente.


Capítulo 5

Mas que diabos estava acontecendo aqui? Passou a mão por seu curto cabelo. Ela estava
tentando afastá-lo? Sua companheira não podia traí-lo, não? Não podia acreditar.
A união entre eles era muito forte.
Observou-a caminhar pela sala, em cada passo sua agitação era patente e o golpeou a
necessidade por esta mulher e quão normal parecia que assim fosse. Gostava das mulheres, mas
jamais tinha querido nenhuma perto. Certamente jamais desejou compartilhar sua vida com uma.
Ela o olhou duramente.
— Bom, talvez eu tampouco quis jamais compartilhar minha vida com um homem.
Especialmente com um mandão, arrogante e avassalador. Sinta-se livre de partir a qualquer
momento — Bramou.
Assombrado de que tivesse lido seus pensamentos, deu um salto, deteve-a e a agarrou
pelos ombros.
— O que disse?
— Estava pensando que não me queria em sua vida. Disposta atenção, Darius. Leva
tempo suficiente na cidade para ter escutado as fofocas sobre mim. Sou. Uma. Bruxa. Disse a você
que sabia coisas. Às vezes capto os pensamentos das pessoas. Por isso vivo aqui no bosque. Para
me liberar do zumbido.
Ele puxou-a para o sofá e a pôs sobre seu colo, apertando seus braços ao redor dela para
que não pudesse escapar. Fechando os olhos pela dor subjacente sob seu aborrecimento, tentou
imaginar-se como eram as coisas para ela.
Foi muito difícil crescer assim? Captar os pensamentos e sentimentos das pessoas a seu
redor?
— O que sabe do lobo?
Ela fez um som exasperado.
— Por que me pergunta se não me vai contar nada?
Ele a olhou com seu olhar de chefe da manada e ela riu.
— Isso funciona com quase todo mundo, não? — Perguntou. Levantando uma
sobrancelha, disse — Não tenho medo. Não funcionará comigo.
— É uma bruxinha impertinente, não é? — Disse, assombrado de que ela estivesse
desafiando-o — Eu não gostarei muito, mas terei que te pôr sobre meus joelhos.

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Ela ofegou pelo ultraje.
— Não se atreverá!
— Quer apostar, coração?
Ele deu um minuto para compreender que ia a sério.
— Me diga o que sabe do lobo — Exigiu.
Suspirando, tentou levantar-se, mas ele apertou mais os braços rodeando-a. Ela se sentiu
muito bem para ir.
Encolheu os ombros e relaxou sobre ele.
— Há homens lobo por aqui. Não estou segura de quantos, mas muitos. Mas não acredito
que eles façam este tipo de coisas — E, secamente, acrescentou — As histórias de minha avó
foram sobre amantes, não sobre violências.
Ela é um presente. Fechou os olhos. Devo ter feito algo bem em uma vida passada. É
óbvio, só porque ela acreditasse que os homens lobo existiam não queria dizer que queria
prender-se a um. Mas certamente parecia como se sua avó tivesse facilitado o caminho.
—Não são um mito — Disse com uma voz baixa.
—Já sabia — Respondeu ela, irritada, olhando-o através de suas pestanas.
Ele não pôde resistir e se inclinou para mordiscar o lábio inferior. E uma vez ali, teve que
saboreá-la de novo e o fogo em suas veias cresceu. Jamais teria bastante com desta mulher.
— Não te mereço — Sussurrou.
— Bom, pois claro que não — Sorrindo abertamente jogou o cabelo para trás.
— Sou um deles — Disse ele, sério, olhando-a nos olhos.
Ela assentiu.
— Sei.
— Como?
Ela encolheu os ombros.
—Houve quem brincou sobre isso no bar e me pareceu que tinha sentido. Sentia-se bem.
Não posso explicar como funciona.
Jogou uma olhada ao relógio na cozinha e tentou levantar-se de seu colo.
—Está ficando tarde — Disse — Provavelmente terá que ir.
Ele se sentiu como se dessem um murro no seu estômago. Ela não podia estar rejeitando-
o agora.
—Vou ficar aqui — Disse mais duramente do que queria, mas a deixou ir. Ela ficou de pé e
se afastou.
— Olha, não quero me prender emocionalmente muito a você. Não ficará — Enfatizou
ela.
— Há algo mais que saiba?
— Sim — Ela assentiu — Que teve um montão de mulheres. Nenhuma delas durou muito
— Inspirou profundamente — De acordo. Eu tampouco sou boa com as relações. Deveríamos
manter isto... Esta coisa entre nós... — Fez um gesto com a mão —... Tirar isso do corpo e

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continuar com nossas vidas.
Aborrecimento e possessividade o percorreram. Não o descartaria, aos dois, assim
facilmente. Deixando que notasse a intenção na face, caminhou decidido para ela através da porta
aberta enquanto ela ia dando passos para trás tentando encontrar um lugar seguro sobre o qual
firmar-se.
Finamente, abandonada em um canto, olhou-o nos olhos e ele agarrou o queixo dela com
uma mão e a obrigou a olhá-lo
— Não vamos tirar isto de cima — Disse ele, enunciando cada palavra com cuidado —
Você é minha companheira. Jamais deixarei que outro homem a toque. Eu jamais a deixarei ir —
Inclusive de pensar nisso se enchia de ira.
Ela abriu os olhos de par em par.
— Nossa. Vai a sério, não é?
— Mortalmente sério.
— Necessito uma oportunidade para me acostumar — Disse fracamente — Um pouco de
espaço para pensar estaria bem.
— Não vai ter muito — Disse rudemente, cada instinto nele clamando que a prendesse a
ele fisicamente, se fosse necessário. Ele a liberou e caminhou para as portas trilhos de vidro,
tirando a camiseta enquanto o fazia.
— O que vai fazer?
—Necessita espaço — Disse ele sarcasticamente, desabotoando os jeans — E eu preciso
correr para acalmar meu mau humor.
Sentiu que ela cravava o olhar nas suas costas enquanto tirava os sapatos e tirava as
calças. Respirando profundamente, encheu da essência do bosque os pulmões antes de girar-se e
ver a franca admiração em seus olhos.
— Não me olhe assim — Advertiu.
— Não, é óbvio que não — Respondeu, seu olhar ainda comendo-o, sentiu-se como se ela
tocasse sua pele.
Ele meneou a cabeça tentando recordar a necessidade de espaço dela. Daria espaço,
claro. Espaço na cama junto a ele.
— Tenha as portas fechadas. Deixe-me uma chave para que possa voltar a entrar.
—Há uma sob a caixa de cloro aí fora, junto a jacuzzi.
— De acordo — Assentiu — Fecha esta porta e não deixe entrar ninguém. Não demorarei.
Ela se apoiou no marco da porta e ele compreendeu que queria vê-lo se transformar. Não
estava nenhum pouco assustada com ele. Com um broto de alegria interior, deu um passo atrás e
alcançou o lobo.
Assombrada, viu o impossível: um homem crescido transformando-se em lobo. Primeiro
suas pernas se contorcionaram e trocaram. Depois seu torso, seus braços e sua cabeça.
Finalmente, embora soubesse que tinha durado uns segundos, ele esteve diante ela como um
solitário lobo cinza. Ela sentiu um momento de perfeição. Meu lobo.

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Com passo leve, o lobo se aproximou e lambeu sua mão. Como se tivessem mente
própria, suas mãos se enterraram na suave e grossa pele de trás de suas orelhas e se encontrou de
joelhos olhando nos olhos do animal.
Os olhos dele, recordou-se. Os olhos de Darius.
— Darius — Disse ela, sem ocultar o assombro em sua voz. O lobo sorriu e mordiscou,
lambendo a face brincalhão enquanto ela ria.
Era como um cachorrinho gigante. Depois de uns minutos, empurrou-a para a porta com
um pouco mais de força que o necessário.
— Certo, certo — Murmurou — Já entendi.
Sob o atento olhar do lobo, fechou a porta de vidro e depois baixou o fecho para fechá-la.
Ele pareceu assentir a modo de despedida antes de dar três largos passos e desaparecer na noite.
Ai, vai doer em mim quando se for.
Recolher o salão e limpar a cozinha não levou muito tempo. Depois de passar o pano de
chão pela bancada três vezes, decidiu que já bastava por essa noite.
Acima encontrou sua camiseta favorita de dormir, descartando a ideia de buscar algo
mais sexy. Ela era como era. Teria que aceitá-la ou ir embora. Suspirou, rebuscando em suas
gavetas da cômoda. Ele iria logo, talvez não devesse forçar sua sorte. Deu um passo para a luz do
teto, comparando os objetos em suas mãos. Uma velha camiseta cômoda, comprovado. Uma não
tão cômoda camisola de cetim vermelho, comprovado. Uma mulher perdendo a cabeça,
comprovado.
Revirando os olhos por seu comportamento desconcertante, atirou a camiseta de volta à
gaveta e passou a de cetim pela cabeça.
Nada mal. Girou-se de lado a lado e se estudou no espelho. A camisola era longa e se
prendia a suas curvas, com alças finas. Caía sobre sua pele como uma carícia fria e ela passou a
mão sobre a suavidade imaginando Darius fazendo o mesmo. Seus mamilos se endureceram
quando ela os acariciou, e arrepiou a pele no estômago e a vagina umedeceu. Pensou no vibrador
que guardava em uma de suas gavetas e se perguntou o que pensaria ele se ela gozasse.
Zangaria-se. Riu baixinho. A menos que ele estivesse participando.

Tentou dormir, mas seu corpo e mente estavam tão inquietos que logo se encontrou
junto à porta de vidro, observando a noite. Darius estava ali fora e ela estava cheia de dúvidas e
perguntas. Os homens lobo eram reais e um deles perseguia humanos. Estava segura. Esperava
que sua confiança em que não fosse Darius não fosse um pensamento bem-intencionado. Então
quem podia ser?
Saiu e apoiou as mãos no corrimão do alpendre e retornou a sensação de sentir-se
observada. Milímetro a milímetro procurou nas sombras da linha de árvores. O fôlego se prendeu
em garganta quando apareceu de repente um lobo de entre as sombras que ela tinha decidido
que estavam vazias. A noite era negra e a área além das débeis luzes do alpendre estava em
completa escuridão. Não podia distingui-lo claramente, mas se sentia mau. Esse não era Darius.

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Enquanto ele caminhava no jardim traseiro, ela notou muitas diferenças. Era menor que
Darius, embora não muito e sua pelagem era mais negra que cinza com linhas prateadas
atravessando a pele. Intensos olhos azuis a paralisaram. O medo travou a garganta, seu coração
começando a pulsar com força. Este era o lobo que a tinha estado seguindo.
Lutar ou fugir. É que ninguém tinha mencionado a outra reação à adrenalina? Paralisar-
se. Quando suas pernas começaram a trabalhar de novo se foi para trás, com as mãos em suas
costas procurando a porta. O lobo pareceu recompor-se, seus músculos preparados para saltar.
Um grito saiu da garganta quando um segundo lobo saiu de entre as árvores. Suspirou aliviada.
Darius.
Os dois lobos caíram pelo jardim, arranhando-se e mordendo-se. Seus profundos
grunhidos perseguiriam seus sonhos durante semanas. O menor se libertou e fugiu na escuridão,
desaparecendo de sua vista.
Travou o coração na garganta, girando-se para ver Darius mudar.
Tinha arranhões por seu peito e costas e gotejavam sangue. Em vez de ir ajudá-lo, o
zangado olhar de seu rosto fez que procurasse a porta.
Ele a seguiu em silêncio, tentando controlar sua raiva. Desta vez definitivamente não se
livrava de uns açoites. Só lamentava que tivesse que ser à mão nua. Seguindo-a pela porta,
fechou-a com chave atrás dele. Sorriu escuramente diante sua tentativa de pôr espaço entre eles
quando se encontrou com a ponta da bancada da cozinha. Nem a bancada o deteria. Nada o faria.
Ficou no lado da sala, por agora daria a ilusão de que estava a salvo.
— Mulher, pensava que tinha deixado claro que tinha que ficar dentro — Disse com os
dentes apertados. Ira emanava de suas palavras. Por que não podia seguir um simples pedido?
Ela levantou, orgulhosa, o queixo.
— Já disse que não sigo bem as ordens.
— Se te disser que faça algo, Meg, será melhor que o faça. Ele poderia ter te matado —
Acrescentou Darius. Sua voz tremia. Não estava seguro de se era de aborrecimento ou de medo.
Diante seu tom, ela se arrepiou, abrindo a boca para falar, mas fechando-a de repente,
procurando as palavras o que dizer. Ele se cruzou os braços sobre o peito.
Bem, vamos acabar com isto. Melhor que aprendesse desde o começo que ele era o
chefe.
— Não tenho nem ideia do que está acontecendo aqui, Darius. Em um dia passei de
solteira e de pensar que os homens lobo eram mitos a isto... — Disse fazendo um gesto com a mão
no ar — Como sei que estou a salvo de você? Ou que outra pessoa o está? Não sei nada de você,
mas acha que tenho que confiar em você o suficiente para fazer tudo que disser? Não acredito.
Assim aceite isso!
Manteve-se firme enquanto ele rodeava o sofá. Sentiu um momento de orgulho diante a
coragem dela, quando não viu nem um ápice de medo em seus olhos.
É óbvio, não sabia o que vinha em cima. O obedeceria, especialmente quando era sua
segurança o que estava em jogo. Afiançou-se sua resolução. Era o momento.

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— Venha aqui, Meg.
Ela o olhou surpreendida pela ordem. Talvez fosse por seu tom ou por algo que viu em
seu rosto, não saberia dizê-lo.
— Por que?
Suspirou. Sempre desafiando.
— Temos que fazer isto difícil?
Ela hesitou uns segundos, mas começou a caminhar para ele.
Descarada, foi direta a ele. Sentir seus suaves seios contra seus peitorais foi uma
distração momentânea. Seus mamilos se endureceram ao contato e ele gemeu e se esticou em
resposta. Ela girou a cabeça quando ele se inclinou para beijá-la e em vez disso, farejou no
pescoço, perdido em seu sabor e aroma.
Recordando seu propósito, abruptamente se sentou na borda do sofá e a puxou para seu
colo de bruços.
— Darius! Mas que diabo? — Ela lutou contra ele, mas a manteve abaixo com facilidade.
— Não quero fazer isto, Meg — Disse. Tentando injetar uma nota de tristeza em sua voz,
lutou contra a súbita luxúria — Mas há consequências. Fará como te digo.
A camisola se enredou em seus quadris quando ele puxou-a para cima e sua mão sentiu a
pele nua. Whack!
— Ai! Darius, para! Não sou uma menina!
Whack!
— Não, não é — Whack! — Mas agiu como uma — Whack!
Whack! Whack!
— Certo, certo, não o farei outra vez! — Arqueou-se contra ele, mas ele manteve firme o
agarre. Whack!
— Não o fará outra vez?
Ela se deteve antes de responder. Whack!
— Certo! Tá! Não o desobedecerei de novo!
Ele a moveu e a pôs sentada sobre seu colo. As lágrimas caíam pela face e era óbvio pelo
olhar que o obedeceria, mas que o odiaria por obrigá-la. Ele sustentou os braços diante dela e sem
vontade a soltou quando lutou contra ele. Ela pôs as mãos contra seu peito e empurrou tentando
separar-se.
— Não te ocorra voltar a fazê-lo — Bramou ela.
Não tinha aprendido nada.
— Não me volte a desafiar — Disse ele brandamente. Agora que se acabou queria
tranquilizá-la e passar a outra coisa, mas ela continuava fulminando-o com o olhar.
Gostava do modo em que seu ressentimento acrescentava cor a seu rosto e brilho a seus
olhos. Provavelmente ela não apreciaria ouvir isso justo agora. Seu olhar foi atraído pelas subidas
e descidas de seus seios e finalmente notou que sua camisola, um modelo vermelho sedoso que
era uma grande melhora com respeito a seu simples sutiã branco, mas que era a sua vez uma

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distração enorme. Já que ele ainda estava completamente nu ela sem dúvida tinha notado sua
apreciação, seu pênis rígido contra a coxa dela. Umas gotas de umidade caíram por sua perna, e
um lento sorriso foi criando em seu rosto.
— Você gostou — Disse ele.
— Absolutamente! — Protestou ela.
Ele colocou os dedos entre suas coxas fechadas com força e recolheu a nata de sua
vagina. Levando a mão até sua face, inalou a prova de sua excitação profundamente até os
pulmões. Percorreu a borda do lábio com um dedo, levando seu sabor até seus próprios lábios e
seus olhos se abriram de par em par pela surpresa e o desejo. Ele se inclinou e o lambeu, indo por
um beijo mais profundo quando ela o voltou a empurrar.
— Não. Primeiro me diga o que está acontecendo — Exigiu.
Maldita mulher. Não podia ver que seu pênis necessitava alívio imediato?
Ela seguiu à carga.
— Não vai me explicar por que é tão importante que te deixe mandar em mim? Quem era
esse lobo? Por que estava aqui?
Ele não respondeu imediatamente. Estava muito distraído sentindo seu quente traseiro
sobre seu colo e perguntando-se quanto custaria meter-se dentro dela justo agora. Ela deu um
murro no ombro dele.
— Darius, volta aqui comigo.
— OK, o lobo que viu aí é um solitário que está caçando humanos — Disse indo direto à
questão. Depois de tudo, quanto mais rápido o explicasse, mais rápido se meteria na cama.
Provavelmente não só — Nós o estamos caçando e até que o peguemos, necessito que faça o que
eu disser.
— Esse era o que estava me vigiando — Disse tranquila — O que quer dizer com
“estamos”? Quantos de vocês há por aí?
— Dezessete na manada. Agora com você dezoito.
— Sou parte da manada? — Perguntou, levantando uma sobrancelha.
— É óbvio. É minha companheira — Disse ele, exasperado.
— Mordeu-me —queixou-se — Significa isso que agora me transformarei em uma mulher
lobo?
Ele riu brandamente.
— Não, não há mulheres lobo.
— Não têm filhas?
— Sim — Encolheu os ombros — Mas não podem se transformar.
Ela franziu o cenho.
— E a dentada... — Deteve-se, contemplando a melhor maneira de levantar o assunto de
sua união.
— E quanto a isso? — Perguntou, suspeitando, quando ele não continuou.
— Não a transformará — Assegurou — Mas prende nos dois.

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Ela estreitou os olhos e esfregou a marca no pescoço. Parecia como se fizesse recontagem
mental.
— Ai meu Deus! O que significa isso? Desfaça!
Ele meneou a cabeça, seu lobo grunhindo silenciosamente em rejeição.
— Não pode ser desfeito. Inclusive se pudesse, não o faria. É minha, coração.
— Está dizendo que não tenho escolha — Sussurrou — Pode simplesmente entrar em
minha vida, tomar o controle sobre ela, e eu não tenho nenhuma escolha.
Sentindo uma armadilha, observou-a inquieto e não respondeu. Seu coração deu um
apertão, e era pela dor e ela ou por sua própria confusão, não saberia dizer.
Ele desejava estar com ela. Obviamente ela não se sentia igualmente segura sobre ele.
Recordar a si mesmo que era novata em tudo isto, que não passou a vida esperando encontrar ao
companheiro perfeito, não ajudava.
— Há alguma hierarquia na manada?
Ele sorriu abertamente e viu que sua compostura vacilava um pouco. Suspeitava que ela
já sabia a resposta a essa pergunta também.
— Há.
— E então? — Perguntou, o aborrecimento brilhando em seus olhos.
— Está o chefe da manada, o Alfa, que tem um segundo. Ou dois, em realidade. Um Beta
e um Executor.
Tomando uma inspiração profunda, assentiu, antes de dizer, exasperada:
— E você, é óbvio, é o líder da manada, não é?
— Sim — Respondeu.
Ela se levantou e caminhou pela sala, o vermelho cetim deslizando-se por suas curvas e
fazendo que secasse sua boca. Ela parecia ignorar o que provocava nele. Então falou, e sentiu suas
palavras como um bofetão.
— É muito tarde. Provavelmente deveria ir.
— O que? — É que não tinha escutado nenhuma palavra do que havia dito? — Não vou —
Acrescentou enquanto se levantava e caminhava rodeando a mesa de café — Não escutou uma
palavra do que acabo de dizer?
— Oh, siiiim — Colocou as mãos sobre os quadris, uma pose que impulsionava seus seios
para fora e seu pênis tomou boa nota — Homens lobos, solitários e companheiras. Ouvi tudo.
Necessito um pouco de espaço e francamente não sei o que pensar sobre me ver envolvida com
um homem lobo.
À merda. A jogou no ombro como se fosse um bombeiro.
— Ei! Desça-me, Darius!
— Em um segundo — Disse ele, dando uma palmada no traseiro. Estava contente de que
ela não pudesse ver o sorriso de orelha a orelha — Quero você em uma posição em que tenha que
escutar.
— Poderia provar me descendo e me falar como uma pessoa civilizada, sabe?

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Deixando-a cair sobre a cama, ele se jogou duramente em cima.
—Bom, essa é a coisa, coração. Que não sou humano. Sou tão lobo como homem —
Abriu com força suas coxas e apertou sua ereção contra ela — E não estou me sentindo muito
civilizado neste momento.
— Deixe-me levantar — Respondeu ela, lutando enquanto ele balançava seus quadris
contra os seus.
Calma, garota, disse a si mesma sarcasticamente. Ele era pesado, mas se apoiou sobre
seus cotovelos para observá-la, e ela achou seu peso reconfortante. Era gostoso, Darius aqui em
sua cama. Não queria examinar isso. Ele tinha usado alguma espécie de vodu de homem lobo para
uni-los. Em teoria ela deveria estar furiosa. Estava furiosa. Também um pouco excitada. Gemeu
mentalmente. Isto não ia sair bem.
— Não. Já te expliquei as coisas e agora quero saber por que segue resistindo a mim.
Suspirando, girou a cabeça e viu o lobo em sua cômoda. Tão solitário. Tão Darius. E tão
perfeito?
Olhando outra vez a ele, disse suavemente
—Estava pensando, quando esteve fora, que verdadeiramente me vai doer quando partir.
Melhor que o supere já, acredito. Além disso, está esta coisa da união —Fulminou-o com olhar —
Isso foi matreiro e indigno, não acha? Eu teria chegado aí a meu próprio ritmo.
Rindo, ele negou com a cabeça.
— Não sabe muito sobre lobos, não é?
—Aparentemente, não. — Deu-lhe murros no peitoral, até que finalmente ele deixou de
rir.
— Os lobos se acasalam por toda vida, meu bem — Disse seriamente, esfregando o peito
onde ela o tinha golpeado — Não vou a nenhuma parte. E o sinto se não te dei opção. Bastante do
que faço é por instinto, mas...
— Mas o que?
— Não tinha mais tempo para te dar. É que passou o último mês me evitando.
Ela ofegou.
— Não me jogue a culpa!
Pelo visto ele tinha decidido que discutir não ia levar a nenhum lado e trocou de
movimentos. Sua nova tática implicava deslizar a camisola por seus quadris. Ele estava se colocado
entre suas pernas e ela estava úmida e pronta. Embalou o rosto e com uma facilidade que dava a
prática, deslizou sua língua em sua boca e seu pênis em sua vagina. Foi impossível continuar
zangada.
Suas pálpebras fecharam de repente e se deixou levar no momento. Poderia se
acostumar a isto. E a ele. Inclusive embora fosse impossível e mandão. Quando ele se fosse...
Abriram os olhos de repente. Ai meu Deus, estava apaixonada por ele! E se não, como explicar o
rasgão em seu coração ao pensar em sua partida? E se o que ele havia dito fosse verdade? Deixou
que a proteção que tinha estado usando caísse. Sentindo a fortaleza completa da união entre eles,

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finalmente começou a aceitar que ele era seu futuro.
Ele se deleitou com a mudança que veio quando ela deixou de lutar contra a união,
desfrutando de seu prazer como se fosse o seu próprio. A respiração dela se converteu em ofegos,
o coração retumbava e o calor percorria sua pele.
Apertando os dentes, sabia que não duraria entre a louca intensidade muito mais tempo.
Estendeu a mão entre eles, encontrou seus clitóris e o roçou com uma velocidade que igualava
seus impulsos, cada vez um pouquinho mais duros, um pouquinho mais perto das portas do céu.
Ele a sentiu endurecer-se ao redor dele, ouviu-a ofegar seu nome e soube o segundo no
que ela voou entre seus braços. Golpeou dentro dela para encontrar seu próprio alívio.
— Não me abandone — Murmurou quando ele rodou para sair dela.
Ele a pôs de lado e a apoiou contra seu peito.
Rodeando-a dessa maneira, a postura protetora o encheu de contentamento. Suspirando,
afastou-lhe o cabelo do rosto e deu-lhe um beijo na têmpora.
— Não o farei — Disse, mas ela já estava adormecida.


Capítulo 6

A brilhante luz da manhã entrava pelas janelas da cozinha enquanto Darius vertia sua
segunda xícara de chá. Meg estava lá em cima e ele se perguntava se tinha tempo suficiente antes
que chegassem seus visitantes. Ouvindo o suave tamborilar na porta trilho de vidro, suspirou e
deixou entrar Eric e Trey. Ao menos a insistente suspeita sobre Trey desapareceu depois de ter
visto o lobo a outra noite. Não era Trey. Não era nenhum dos seus.
—Chá? — Perguntou tranquilamente, tirando xícaras do armário. Esperou até que
estiveram sentados na bancada, dando um gole a suas bebidas quentes antes de continuar.
— Vi o lobo na outra noite.
— Ai! Maldição! — Exclamou Eric, olhando zangado a Darius enquanto limpava o chá que
tinha caído — A próxima vez, avisa, tá?
— Sinto muito — Darius sorria de orelha a orelha — Não esperava que minhas palavras
sortissem este efeito.
Sentindo movimento pelas escadas, girou-se para observar Meg entrar na cozinha.
Soprando para afastar uma mecha de cabelo dos olhos, levantou uma sobrancelha como
perguntando o que faziam esses homens junto à bancada. Ele quase a podia ouvir pensando
“certo, e agora o que acontece?”
— Bom dia — Fez um gesto com a cabeça e foi direto ao bule. O observou, suspeitando —
Isto não é café — Disse.
Ele riu.
— Não bebemos café. Bom, exceto Trey, esse daí, mas é que ele é estranho inclusive para
nós — Levantou uma sobrancelha para Trey, que soprou.

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— Esses não podem suportar o café — Disse Trey, despachando-os com um gesto de mão
— Eu, por outro lado, posso bebê-lo todo o dia — Deteve-se e olhou a xícara — Por favor, faz um
pouco de café.
Ela riu e encheu a cafeteira. Quando deu um passo atrás enquanto esperava, Darius
puxou-a para ele. Dobrando a cabeça para mordiscar-lhe o pescoço, sussurrou ao seu ouvido:
— Bom dia, meu bem — Da extremidade do olho, pegou Eric e Trey trocando um
sorrisinho de reconhecimento. Nesta frente, ao menos, não haveria mais dificuldades.
Ainda com o braço ao redor dela, apresentou-a.
— Estávamos justamente discutindo sobre o lobo.
—OH, yupi. Não quereria perder isso — Respondeu ela.
Eric riu
—Justo o que necessita, Darius, uma mulher que entende a atração do sarcasmo.
Ela o fulminou com o olhar.
— Sim, você ri — Disse, sombriamente — O lobo não está perseguindo você, não é?
O ambiente relaxado se evaporou em um instante, os dois homens se giraram para fixá-la
com idênticos olhares penetrantes de cor azul.
—Está te perseguindo? — Perguntou Trey. Sua voz era calma e sua expressão, fria.
A mudança foi tão repentina que Darius teve que recordar que Trey era o predador mais
mortífero entre eles. Teve um momento de compaixão pela mulher que algum dia vivesse com
ele. Meg piscou e deu um passo para trás. Trey se girou para ele quando ela não respondeu.
—Aparentemente, esteve-a observando — Disse Darius, com ar sério — Ela pensava que
fosse eu.
— Só por um minuto — Interrompeu ela — Não o pensei a sério.
— Esteve aqui ontem a noite — Disse Darius, sendo o aborrecimento uma ameaça
controlada em sua voz.
— Quem é? — Perguntou Trey.
— Não sei — Disse meneando a cabeça — Nunca antes o tinha visto. Embora estivemos
caçando como lobo. Acredito que é hora de que comecemos para buscá-lo como homem.
Eric assentiu e se voltou para Trey.
— Hora de que nosso investigador particular se envolva — Disse sardonicamente — É
perfeitamente normal que Darius contrate a alguém para encontrar o que está perseguindo a sua
mulher.
— Sua mulher? — Perguntou ela, olhando a ele.
Ela verteu um pouco de café em duas xícaras que tinha preparadas na bancada. Trey
agarrou uma, aspirou profundamente e sorriu. Meg piscou ao observar a transformação de sua
face.
— Acredito que todos vocês vivem o século errado.
Ele sorriu, zombador.
— Talvez. Mas nós protegemos aos nossos.

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Ela protestou, indignada.
— Eu posso cuidar de mim mesma.
Darius sorriu abertamente. Tinha estado um pouco temeroso de que seus homens
estivessem perto de sua mulher, mas estava contente de ver o controlado que se sentia. Estava
orgulhoso dela. Rodeada de três predadores, não tinha medo e não estava recuando. Podia ver
que Eric também estava impressionado com ela, embora Trey a observava com desaprovação. Riu
silenciosamente. O que divertido ia ser quando Trey encontrasse a sua companheira!
Ficando de pé, Trey saudou com a cabeça a Meg antes de voltar-se para o Darius.
— Obrigado pelo café. Vou trabalhar.
— Mantenha-me informado.
Darius o acompanhou para a porta e puxou Eric também.
Sorrindo, girou-se de volta a Meg. Ela estava de pé, com os braços cruzados e sua
expressão amotinada.
— Posso cuidar de mim mesma — Disse.
Ele assentiu.
— Sei que sim. Mas não tem por que. — Puxou-a até tê-la entre seus braços, seu coração
retorcendo-se. Ela se esticou e ele procurou a maneira de acalmá-la — A manada não funciona se
não pudermos ou não dependemos uns dos outros.
— E eu sou parte da manada — Disse ela, recostando-se um pouco sobre ele, a tensão
começando a desaparecer de seu corpo.
— Sim — Sussurrou ele — Não me dou bem com as palavras, Meg, mas espero que
entenda que é minha vida. Não poderia suportar que algo te acontecesse.
—OH — Respondeu ela, sua voz soando surpreendida. Jogando para trás a cabeça, sorriu
— Pois acredito que não se dá tão mal com elas..
— Estou melhorando — Grunhiu.
Assentindo, ela acrescentou:
— Se quebrar meu coração o caçarei e o matarei.
O coração dele se prendeu na boca, e as arrumou para perguntar:
— Então tenho seu coração?
Ela apoiou a cabeça em seu peito.
— Acha que tudo isto seria suportável se não fosse por isso? — Riu — Nenhum sexo é tão
bom, Darius.
— Pois não sei. — Pôs as mãos no traseiro dela e puxou-a para sua ereção — O sexo com
você é bastante impressionante.
Rindo, saiu de seus braços, a viva imagem de uma mulher sexy e segura de si. Cruzou a
sala, tirando a camiseta ao pé das escadas. Com sua mão sobre o corrimão, girou-se e deu um
olhar sexy por cima do ombro. Sorrindo, disse:
— Não me siga para cima se não me amar também, certo?
Seus pés não tinham chegado ao terceiro degrau que já se encontrou sobre seu ombro.

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Não é que tivesse que dizer as palavras, mas no caso de dúvida, sussurrou no ouvido enquanto,
docemente, colocava-a sobre a cama.
— Eu também te amo.
Ela o olhou, sorridente.
— Sei.

Fim



**Essa tradução foi feita para
leitura apenas dos integrantes da
Tiamat.

Muita gente está querendo ganhar fama e seguidores usando os livros feitos por nós.
Não retirem os créditos do livro ou do arquivo.
Respeite o grupo e as revisoras.