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As Misérias do Processo Penal (Resenha

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Danieli Veleda Moura Resumo: A presente resenha refere-se à 2ª edição da clássica obra Processual Penal “As Misérias do Processo Penal do célebre autor !rancesco "arnelutti# $al obra foi tradu%ida pelo Professor &osé Antonio "ardinalli a partir da obra da edição de '()*# +este li,ro- o autor nos con,ida a refletir o processo penal e. todas as suas fases# "o.eça- analisando critica.ente a função do &ui%- do Ministério P/blico e do Ad,o0ado# 1e,ela a teatralidade co. 2ue os 0randes 3/ris estão sendo tratados- e. especial pela .4dia- le.bra 2ue nenhu. ho.e. é total.ente bo. ou .al- fala das teste.unhas- e- principal.ente da condição do apenado# 5ste- se0undo autoré u. ser carente de afeti,idade e- ,6 precisa da a3uda do ad,o0ado# "ondena a rotulação de cri.inoso aos 2ue estão sendo indiciados e a2ueles 2ue 3á pa0ara. pelos seus delitos co.prindopena- reforçando- assi.- o papel da sociedade na ressociali%ação de 2ue. cu.priu sua pena- 2ue não de,e ser ta7ado por a2ueles de “e7presidiário - fa%endo repensar.os os nossos “rotulis.os - preconceitos# Pala,ras-cha,e8 processo penal!rancesco "arnelutti# +a obra- o autor inicia di%endo 2ue o 3ui% está no $ribunal para i.por a pa%- en2uanto o Ministério P/blico e ad,o0ados estão lá para fa%er a 0uerra# +o processo- é necessário fa%er a 0uerra para 0arantir a pa%# 9ra- esta f:r.ula pode ter sabor de parado7o; .as ha,erá o .o.ento no 2ual podere.os saborear a ,erdade# A to0a do acusador e do defensor si0nifica pois 2ue a2uilo 2ue fa%e. é feito a ser,iço da autoridade; e. apar6ncia estão di,ididos- .as na ,erdade estão unidos no esforço 2ue cada u. despende para alcançar a 3ustiça# A função 3udiciária está a.eaçada pelos opostos peri0os da indiferença ou do cla.or8 indiferença pelos processos pe2uenos- cla.or pelos processos célebres# +a2ueles a to0a parece u. instru.ento in/til; nestes se asse.elha a u.a ,este teatral# A publicidade do processo penal- a 2ual corresponde não so.ente à idéia do controle popular sobre o .odo de ad.inistrar a 3ustiça- .as ao seu ,alor educati,o- está- infeli%.entede0enerada e. u. .oti,o de desorde.# +ão tanto o p/blico 2ue enche os tribunais- .as a in,asão da i.prensa# As to0as dos .a0istrados e dos ad,o0ados- assi.- se perde. na .ultidão# <e.pre .ais raros são os 3u4%es 2ue te. a se,eridade para repri.ir essa desorde.# 9 delin2=ente até 2ue não se3a encarcerado- é u.a outra coisa- a 2ue o autor sente horror- .as 2uando ele é al0e.ado- a fera se torna ho.e.# +ão se pode fa%er u.a n4tida di,isão dos ho.ens e. bons ou .aus# >nfeli%.ente a nossa curta ,isão não per.ite a,istar u. 0er.e do .al na2ueles 2ue são cha.ados de bons- e u. 0er.e de be.- na2ueles 2ue são cha.ados de .aus# ?asta tratar o delin2=ente- antes 2ue u.a fera- co.o u. ho.e.- para descobrir nele a ,a0a cha.a%inha de pa,io fu.e0ante- 2ue a pena- ao in,és d e apa0arde,eria rea,i,ar# As pessoas i.a0ina. o ad,o0ado co.o u. técnico- ao 2ual se re2uer u. trabalho 2ue 2ue. o pede não teria capacidade de fa%er por si .es.o# @ ,erdade- .as não é toda ela; o restante da ,erdade é descobertosobretudo- pela e7peri6ncia do encarcerado# 9 encarcerado é- essencial.ente- u. necessitado# 9 encarcerado não te. necessidade de ali.ento- roupas.edica.entos- -.as si. de a.i%ade# As pessoas não sabe.- ta.pouco os 3uristas- 2ue a2uilo 2ue se pede ao ad,o0ado é a dádi,a da a.i%ade antes de 2ual2uer coisa# 9 no.e .es.o de ad,o0ado soa co.o u. 0rito de a3uda- “Advocatus, vucatus ad”, cha.ado a socorrer# Ad,o0ado é a2uele- ao 2ual se pede- e. pri.eiro plano- a for.a essencial de a3uda- 2ue é propria.ente a a.i%ade# 9 acusado sente ter a a,ersão de .uita 0ente contra si; al0u.as ,e%es- nas causas .ais 0ra,es- lhe parece 2ue este3a contra ele todo o .undo# 9 2ue o defensor de,e possuir antes de tudo é o reconheci.ento espiritual do acusado# "onhecer o esp4rito de . ho.e. 2ue di%er conhecer sua hist:ria- encontrar o fio 2ue os li0a# $udo isto não é poss4,el se o prota0onista não abre- pouco a pouco- sua al.a# 5ste tipo de prota0onistas- 2ue são os delin2=entes- te. a al.a fechada# Ao .es.o te.po e. 2ue pede. a a.i%ade- opAe. a desconfiança# >.pre0nados de :dio- ,6e. :dio ta.bé. onde não há .ais 2ue o a.or#

duelo para 2ue o 3ui% supere a d/.putado8 a teste. colaborador preciosos para o 3ui%.ais i. u.porEnea e subse2=ente ao delito.idual.bé.e li. pensar 2ue se ele foicontinua a ser# A penitenciária não é diferente do resto do .e.er.ente trairia o pr:prio de.a teste..elhar a penitenciária a u.ento. supraparte# 9 Ministério P/blico está ao lado do 3ui% e o defensor e.não so.preendeu. a lei a cerca de . a inda0ação na sua al. outro. a ci6ncia 3ur4dica che0a ao ponto de considerá-la u.undo.por 0uardas e pelos ad. certo aspecto pode-se asse. ho.2uando o condenado é absol. dos sinto.ida indi.e.no sentido 2ue o resto do .enção é 2ue o colé0io alcance a unidade. conta a conduta e a .unha.erdade pode brotar 2uando a teste.enos se3a u.unhal é a . ho.ele é se.ou se3a.ou se3a.ais 2ue u.ic4dio não é so.eria ser cha.frente a ele.uitas for.# 5les carre0a.o0ados# As pessoas estão persuadidas de 2ue a2uela 2ue produ% estes fenC. é u.# "o.bé.alidades.ao lado do acusado# 5ntretanto.tanto.erdade# A 3ustiça hu.ento é u.erdade da .a# 5sta é apenas u.às .ais 0ra.a 0rande casa de pena# A idéia de dentro estare.e é o de atribuir ao outro a nossa al.e..a 2uais ser.lo0o o 3ui%. outro indi.para discernir a .ente ao e7terior.a# 9 peri0o .e%es e7-encarcerado# A crueldade está e.ou se3a.onstrar a boa-fé da2ueles 2ue a elaborara.2ue entre os 3u4%es sin0ulares se estabeleça o acordo.aliação.itar a sua inda0ação so.pinas8 ?ooIseller.ais .2uere.ais 0ra.co.e.ou se3a.e descer.classifica.a sentença definiti.e.ili%ação e.itério onde o condenado é u.ida e d6 sua decisão# +ão se co. o docu.ado de acusador# Desen.2ue não si0nifica tanto a identidade de opiniAes 2uanto paridade de tend6ncias para a .ente para de.. arti0o o 2ual obri0a o 3ui% a ter e.ido.ais 0ra.enos lon0e do 2ue o sin0ular da2uilo 2ue o 3ui% de. so..unha é u.ente honestos não é .cercada assi.ente canalhas e fora so. ho.sob os olhos do 3ui%a2uilo 2ue os técnicos cha. a conduta conte. o resto do . crise# +ão o ..afinal será 2ue os 3u4%es ta.al necessário. ho.no sentido 2ue o resto do .aneira para 0arantir o resultado se. de. racionador i.oltar atrás para reconstituir a hist:ria# A de0eneração do processo penal é u..ol.unha é perse0uida pelos fot:0rafos.ais infiel entre as pro.eria ser.ição se torna coisa 3ul0ada.preende.as o .ente toda a hist:ria do acusado# Fuando a absol.os 2ue a pro. pro0resso# 9 ho.o0ados é o protesto contra a parcialidade do ho.enta até instru.e ser parte.!rancesco# As Misérias do Processo Penal# 2#ed# "a.atar# >sto 2uer di%er 2ue o 3ui% não de.as.ina...undo.pre encarcerado.+o topo está o 3ui%.el é a2uele 2ue res0uarda o respeito ao acusado 2ue não de.iliar e social do réu# A2uilo 2ue a lei 2uer é precisa. a ci6ncia psicol:0ica re0ula e in. co.enir os peri0os.a.as ser.o0ado fosse u.atado.e essa é a nobre%a deles# As pro.ente.e.B 9 3ui% cole0iado está .unha u.o# Fuando o processo ter.entos para a sua a.a coisa.erece cada ho. a cru% por u.tanto.undo ta.os.unha# 9s 3uristas.ponente 2ue a sua e.2JJ2# .es da ci.co.as ter 2uerido .se0undo a2uilo 2ue n:s senti.o sofri.ou se3a. até influenciá-la.ecanis.undo.entira.as a .não é considerado parte e si.e.as a sua ra%ão de ser no processo e o .antecedentes ao delito.as peri0oso por causa de sua parcialidade# "ontrapondolhes está o Ministério P/blico 2ue de.e.ida do réu.ente 2ue o 3ui% refaça inteira.o processo continua co.fa.4duo no centro do processo penal ao lado do i. .os.a ci.as .o a .2uerendo pre.fria.ente ter .a ilusão.ento e o casti0o# Para a sociedade.3unto co.a.a da2uelas nor. aliás. ce. e de atribuir-se o respeito 2ue .2uis.as# Mas es2uece.e é u.as.se o ad.# Mas há u.o deste sairia dese2uilibrado#9 protesto contra os ad.ana não pode ser senão u. a condenação# <ob u.as a pena continua.ili%ação e.a 3ustiça parcial# $udo a2uilo 2ue se pode fa%er é buscar di. so. 2ue en2uanto o docu.bé.. possa ser todo canalha ou todo honesto# Referência: "A1+5GH$$>. para .e-se assi.de 3ul0ara 2uilo 2ue ele sentiu. de contradit:rio. não erra.os# Dá u. sepultado .por 3ornalistas.parcial.ou se3a. as condiçAes de .elhor .is4.bai7o.as correlaçAes do corpo do ho.a teste. e por isso ta. a teste.e.estão as partes.inuir essa parcialidade# 9 defensor é u.pre foi a de reconhecer na teste.não há di0nidade .preende 2ue. .as de.as a con.i.e.ilusão é acreditar 2ue u.e ser considerado culpado até 2ue se3a condenado co.na cate0oria das pro.# $odos sabe.co.o 3ui% é u.