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Apelação Criminal n. 2013.028820-2, de Balneário Camboriú Relator: Des.

Paulo Roberto Sartorato

APELAÇÃO CRIMINAL. CRIME CONTRA A RELAÇÃO DE CONSUMO. EXPOSIÇÃO À VENDA DE MERCADORIAS FALSIFICADAS (ART. 7º, IX, DA LEI N. 8.137/90). SENTENÇA QUE DECIDIU PELA ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA DOS ACUSADOS. RECURSO MINISTERIAL. SUSTENTADA A PRESCINDIBILIDADE DE EXAME PERICIAL. IMPOSSIBILIDADE. NORMA PENAL EM BRANCO, QUE ENCONTRA COMPLEMENTAÇÃO NO ART. 18, § 6º, DA LEI N. 8.078/90 (CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR). INCISOS INDEPENDENTES ENTRE SI. HIPÓTESES PREVISTAS NO INCISO II QUE, EM REGRA, DEMANDAM, PARA A SUA CONFIGURAÇÃO, A REALIZAÇÃO DE PROVA TÉCNICA. FALSIFICAÇÃO DOS PRODUTOS (PEÇAS DE ROUPAS E BONÉS) QUE NÃO IMPLICA, NECESSARIAMENTE, A IMPROPRIEDADE DESTES PARA O CONSUMO. MATERIALIDADE NÃO COMPROVADA. FATOS QUE MELHOR SE SUBSOMEM AOS TIPOS PENAIS QUE DESCREVEM OS CRIMES CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL. IMPOSSIBILIDADE, TODAVIA, DE PROSSEGUIMENTO DO FEITO SOB ESSA NOVA CAPITULAÇÃO. DELITOS QUE SE PROCESSAM MEDIANTE QUEIXA. DICÇÃO DO ART. 199 DA LEI N. 9.279/96. DECISÃO DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA MANTIDA. RECURSO CONHECIDO E DESPROVIDO. 1. O delito tipificado no artigo 7º, inciso IX, da Lei n. 8.137/90 é considerado norma penal em branco, cujo complemento encontra previsão no artigo 18, parágrafo 6º, do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/90), que, por sua vez, estabelece uma multiplicidade de circunstâncias passíveis de caracterizar a impropriedade para o consumo, independentes entre si, bastando, para a configuração do delito, a presença de qualquer uma delas, mesmo que de forma isolada. Assim, ainda que se possa dispensar a realização de prova técnica para a verificação da situação estabelecida no inciso I – por ser circunstância de ordem nitidamente objetiva –, o mesmo não ocorre, em regra, em relação aos incisos II e III. Para que haja prova de que um produto encontrava-se impróprio para o consumo por ter sido sujeito à falsificação – como ocorre no caso em tela –, é imprescindível a realização de exame pericial específico a atestar não apenas a contrafação

foi presidido pela Exma. Dr. De outra parte. Funcionou na sessão pela douta Procuradoria-Geral de Justiça o Exmo. Carlos Eduardo Abreu Sá Fortes. também. a impropriedade referida no tipo penal. estaria obstada a persecução penal nos presentes autos por serem referidos delitos sujeitos a ação penal privada. conhecer do recurso e negar-lhe provimento. ainda que se pudesse cogitar a subsunção dos fatos noticiados aos tipos penais que dispõem sobre os crimes contra a propriedade industrial. e dele participou o Exmo. e apelados Wagner Assis Belino e Daiana Roslindo: A Primeira Câmara Criminal decidiu. Paulo Roberto Sartorato . Custas legais. Desa. relatados e discutidos estes autos de Apelação Criminal n. Florianópolis. por votação unânime. da comarca de Balneário Camboriú (2ª Vara Criminal). 05 de novembro de 2013. Vistos. Des. Carlos Alberto Civinski.como.028820-2. Paulo Roberto Sartorato Relator Gabinete Des. 2. 2013. Marli Mosimann Vargas. em que é apelante o Ministério Público do Estado de Santa Catarina. O julgamento. com voto. realizado nesta data.

8. consistentes em 750 (setecentos e cinquenta) peças de roupa e bonés falsificados de diversas marcas. 159/162). da Lei n. Dr. 140/154). nº 20. porquanto presentes os pressupostos objetivos e subjetivos de admissibilidade. inciso I. 80/85. no Box n. devidamente qualificados nos autos. Ao analisar a resposta escrita à acusação. dando-os como incursos nas sanções do artigo 7º. apresentada pelos acusados por intermédio de defensor constituído (fls.078/90 . e que foram apreendidos pela autoridade policial [. uma vez que. 121/125). com base no incluso Inquérito Policial. opinado pelo conhecimento e desprovimento do recurso ministerial (fls. inciso IX. do Código de Processo Penal. parágrafo 6º. inciso III. sustentando a ausência de prova da materialidade da conduta delitiva (fls. da Lei n. Norival Acácio Engel. com a manutenção da sentença recorrida em todos os seus termos (fls. c/c o artigo 18. ofereceu denúncia contra Wagner Assis Belino e Daiana Roslindo. VOTO O recurso é de ser conhecido. em frente à Igreja Santa Inês. da Lei n. pelos fatos assim narrados na preambular acusatória. Irresignado. primeira parte.RELATÓRIO O representante do Ministério Público. o Ministério Público interpôs recurso de apelação (fl. Após.). inciso II.] (fls. em horário não determinado. contra sentença definitiva de absolvição proferida por juiz singular é cabível apelação.exposição à venda de mercadoria imprópria ao consumo Gabinete Des. Trata-se de recurso interposto pelo Ministério Público que se volta contra sentença de primeiro grau que absolveu sumariamente os denunciados Wagner Assis Belino e Daiana Roslindo. tendo a douta Procuradoria-Geral de Justiça. primeira parte. a defesa requereu o desprovimento do apelo. 130). in verbis: [. o Magistrado de primeiro grau absolveu sumariamente os acusados. a fim de ser dado prosseguimento ao feito. os denunciados Wagner Assis Belino e Daiana Roslindo tinham em depósito para vender e expuseram à venda produtos impróprios para o consumo. c/c o artigo 18. inciso II./134v. 8.] Consta no Inquérito Policial anexo que no dia 21 de dezembro de 2011. Em suas razões. os autos ascenderam a esta Superior Instância.. do Código de Processo Penal . Em contrarrazões.o fato narrado evidentemente não constitui crime -. aduzindo a desnecessidade de realização de perícia técnica como prova a atestar a impropriedade para o consumo dos bens apreendidos (fls.078/90. II/II-v). com fundamento no artigo 397. Este é o relatório.137/90. 130v.. 8. 8. da Lei n. 168 do Camelódromo localizado na Rua 1520. conforme laudo pericial às fls. inciso IX. pugnou pela reforma da decisão. 107/120). acusados de incidir na prática da conduta descrita no artigo 7º. parágrafo 6º. nos termos do artigo 593.. nesta Cidade e Comarca. Paulo Roberto Sartorato .137/90.. em parecer da lavra do Exmo.

havendo qualquer lesão à sua saúde ou integridade física" (NUCCI. parágrafo 6º. ou multa. 397. a presença de qualquer uma delas. alterados. 537/538). Pena .. Assim. de qualquer forma. avariados. nocivos à vida ou à saúde. ainda. independentes entre si. p. entregar matéria-prima ou mercadoria. inciso III.(falsificada). São Paulo: Revista dos Tribunais.por ser circunstância de ordem Gabinete Des. distribuição ou apresentação. [. todavia.] § 6° São impróprios ao uso e consumo: I . embora se reconheça a existência de posicionamento minoritário em sentido contrário. Paulo Roberto Sartorato . Isso não quer dizer. 18. em todas as situações possíveis de configurarem a conduta típica. Leis penais e processuais penais comentadas. que. falsificados.] IX . 8.os produtos que. foram denunciados os recorridos é assim tipificado na Lei n. Guilherme de Souza. de uma multiplicidade de circunstâncias passíveis de caracterizar a impropriedade para o consumo.. em condições impróprias ao consumo. para a configuração do delito. 7° Constitui crime contra as relações de consumo: [.137/90: Art. do Código de Defesa do Consumidor (Lei n. Trata-se. de 2 (dois) a 5 (cinco) anos. II . corrompidos.vender. fraudados. ainda que se possa dispensar a realização de prova técnica para a verificação da situação estabelecida no inciso I . como se vê. se revelem inadequados ao fim a que se destinam. que assim dispõe. com fundamento no art. Referido delito.. 1.os produtos cujos prazos de validade estejam vencidos. É que. o mencionado delito é considerado norma penal em branco. ter em depósito para vender ou expor à venda ou. por compreender inexistir prova da materialidade do crime indicado na exordial. vol. por qualquer motivo. uma vez que "não depende da ocorrência de efetivo prejuízo ao consumidor. cujo complemento encontra previsão no artigo 18. perigosos ou.. será dispensada a análise da efetiva exposição do consumidor a perigo de dano.detenção. observa-se a correção da sentença impugnada. mesmo que de forma isolada. A respeitável sentença a quo. em tese. O delito por cuja prática. Da detida análise dos autos. aqueles em desacordo com as normas regulamentares de fabricação.os produtos deteriorados. in verbis: Art. bastando. 7ª ed. 2013. 8. do Código de Processo Penal. explica a doutrina. adulterados.078/90). ora combatida. absolveu sumariamente os recorridos das acusações lançadas na denúncia. III . é classificado como formal.

8. j. (Apelação Criminal n. a impropriedade referida no tipo penal. ACUSADO QUE MANTINHA EM DEPÓSITO E EXPÔS À VENDA MERCADORIAS FALSIFICADAS. 199 DA LEI N. de Balneário Camboriú. DA LEI N. em que se apura a possível prática da infração penal prevista no artigo 7º. em 06/08/2013). RECURSO CONHECIDO E NÃO PROVIDO. DA LEI N. Des. IMPOSSIBILIDADE.nitidamente objetiva -. IX. j. é imprescindível a realização de exame pericial específico a atestar não apenas a contrafação como. IRRESIGNAÇÃO MINISTERIAL CONTRA SENTENÇA DE ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA. PRETENDIDO O PROSSEGUIMENTO DO FEITO. ART.137/1990 C/C ART. Substituto Leopoldo Augusto Brüggemann. os gêneros alimentícios -. da Lei n. entretanto. 8. § 6.137/90 com base no complemento estabelecido nos incisos II e III do parágrafo 6º do artigo 18 do Código de Defesa do Consumidor.279/1996. Gabinete Des. 7. APELAÇÃO CRIMINAL. também. inciso IX. doutrina e jurisprudência têm concluído pela necessidade de realização de prova técnica para a demonstração da materialidade delitiva em situações semelhantes. (Grifo não original). não se pode afirmar que todos os produtos falsificados apresentem-se. CAPITULAÇÃO E NARRATIVA DA DENÚNCIA EQUIVOCADAS. QUE SÓ SE PROCEDE MEDIANTE QUEIXA. Rel. são os seguintes julgados deste Sodalício: APELAÇÃO CRIMINAL. De fato. no tocante a mercadorias perecíveis .como ocorre no caso em tela -. ABSOLVIÇÃO SUMÁRIA.078/90). (Grifo não original).137/90. § 6º. CRIME CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO. DA LEI N. BOLSAS.040823-7. é ela mais distante. 9. DA LEI N. BOLSAS E BONÉS DE MARCAS) QUE NÃO CARACTERIZA A VENDA DE MERCADORIA EM CONDIÇÕES IMPRÓPRIAS PARA CONSUMO. em regra. Para que haja prova de que um produto encontrava-se impróprio para o consumo por ter sido sujeito à falsificação . de Balneário Camboriú. IX. no que se refere a produtos de vestuário. Alexandre d'Ivanenko. 2013. II. INC. essa correspondência é bastante frequente. EXEGESE DO ART. em 06/08/2013). PRIMEIRA PARTE. CAPITULAÇÃO INADEQUADA. Por essa razão. impróprios a serem usufruídos pelo consumidor. 2013. 7º. Nesse sentido.036910-0. DELITO CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL. APREENSÃO DE PRODUTOS FALSIFICADOS (ROUPAS. 8. Des.º. 8. em relação aos incisos II e III. por consequência lógica e absoluta.º.078/1990. Rel. RECURSO MINISTERIAL DESPROVIDO. II. ÓCULOS E RELÓGIOS COM MARCAS FALSIFICADAS QUE NÃO CARACTERIZAM IMPROPRIEDADE PARA O CONSUMO. (Apelação Criminal n. É bem verdade que. por exemplo. C/C O ART. 18. Paulo Roberto Sartorato . DECISÃO MANTIDA POR FUNDAMENTO DIVERSO. 8. 18. MANTER EM DEPÓSITO E EXPOR À VENDA PRODUTOS FALSIFICADOS (ART.como. QUE SÓ SE PROCEDE MEDIANTE QUEIXA. DELITO CONTRA A PROPRIEDADE INDUSTRIAL. PROSSEGUIMENTO DO FEITO INVIÁVEL. CRIME CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO. INC. o mesmo não ocorre.

CRIMES CONTRA A RELAÇÃO DE CONSUMO. ORDEM CONCEDIDA. O Superior Tribunal de Justiça entende que. da Lei n. 18 DA LEI 8. CONSTRANGIMENTO ILEGAL CONFIGURADO.. É consolidada a jurisprudência desta Corte no sentido de que constitui constrangimento ilegal o indiciamento formal do acusado após recebida a inicial acusatória. a realização de exame pericial para aferir a nocividade dos produtos apreendidos" (HC n..HIPÓTESE DO INCISO I DO § 6º DO ART. DIREITO PENAL.137/1990. LEI N. para caracterizar o delito previsto no art. 2. Sebastião Reis Júnior.IMPRESCINDIBILIDADE DE LAUDO PERICIAL PARA AFERIR A IMPROPRIEDADE DOS PRODUTOS . em 13/03/2012).ABSOLVIÇÃO QUE SE IMPÕE.crime contra as relações de consumo -. DA LEI N.6. de Porto União. 90. HABEAS CORPUS. 3. 4. Quando as "condições impróprias" a que alude o tipo do art. PERÍCIA. da Lei n.137/1990 . ACÓRDÃO A QUO EM CONSONÂNCIA COM A JURISPRUDÊNCIA DESTE TRIBUNAL. 1. Rodrigo Collaço. IX. j. faz-se indispensável a demonstração inequívoca da potencialidade lesiva ao consumidor final. O agravo regimental não merece prosperar. é imprescindível a realização de perícia a fim de atestar se as mercadorias apreendidas estavam em condições impróprias para o consumo. rel.137/90. 7.º.SENTENÇA CONDENATÓRIA REFORMADA . 18.CRIME CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO [.TIPO DO ART. Sexta Turma. MERCADORIA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO.175. Rel. No caso.137/90. da Lei 8. Rel. Agravo regimental improvido. IX. Min. (Apelação Criminal n. INCISO IX. SÚMULA 83/STJ.º 8. referente a mercadoria "em condições impróprias ao consumo". INDICIAMENTO FORMAL APÓS O RECEBIMENTO DA DENÚNCIA. RECURSO ESPECIAL.º. DO CDC . Paulo Roberto Sartorato . NECESSIDADE PARA CONSTATAÇÃO DA NOCIVIDADE DO PRODUTO APREENDIDO. CRIME CONTRA AS RELAÇÕES DE CONSUMO. no caso. Carlos Ayres Britto. (Grifo não original). 7º. 2011. Des. E da jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça igualmente se extrai: AGRAVO REGIMENTAL. IX. j. 3.ORIENTAÇÃO DA SUPREMA CORTE . PROCESSUAL PENAL. Incidência da Súmula 83/STJ.MATERIALIDADE . mormente a sentença condenatória e o Gabinete Des.779/PR. NECESSIDADE. 7º. 18 do Código de Defesa do Consumidor.137/90 . ART.137/90 decorrerem de alguma das hipóteses do inciso II do § 6º do art.] . porquanto as razões reunidas na insurgência são incapazes de infirmar o entendimento assentado na decisão agravada. inciso IX. § 6º. 1.022708-8. (AgRg no REsp 1.2008).COMPLEMENTO DA NORMA PENAL PELO ART. 17. evidenciam os autos. Para caracterizar o elemento objetivo do crime previsto no art.679/RS. DA LEI 8. 7. 8. será "imprescindível. 2. II. 8. vale dizer.78/90 INOCORRENTE . j. MERCADORIA IMPRÓPRIA PARA CONSUMO. EXAME PERICIAL.º 8. orienta o Supremo Tribunal Federal que a criminalização da conduta "estará a exigir do titular da ação penal a comprovação da impropriedade do produto para uso". Min. em 25/10/2012). 7º.

por inexistir prova da materialidade do delito indicado na denúncia e por ser inviável o prosseguimento do feito com base em capitulação legal diversa. pois total e completamente ciente de que existe a maior possibilidade em relação ao produto adquirido. Nada disse. em marca.foram submetidos a exame pericial. não se pode afirmar "que o consumidor é fraudado. Ordem concedida para anular o indiciamento formal do Paciente e trancar a ação penal. de modo que possa induzir em erro ou confusão.acórdão que a confirmou. no todo ou em parte. vota-se no sentido de conhecer do recurso ministerial e negar-lhe provimento. Este é o voto.elemento. a subsunção dos fatos noticiados aos tipos penais que dispõem sobre os crimes contra a propriedade industrial. Ademais. Paulo Roberto Sartorato . ninguém venha dizer que o consumidor do camelódromo foi induzido a erro. 9. j. mediante ardil ou qualquer outro meio. estaria obstada a persecução penal nos presentes autos por serem referidos delitos sujeitos a ação penal privada. (HC n. destinou-se tão somente à verificação da autenticidade das mercadorias. Laurita Vaz. o qual. armas. 84). 132. que não houve a realização de perícia para atestar a nocividade dos produtos apreendidos. Gabinete Des. Rela. Ante o exposto. título de estabelecimento. todavia. Poder-se-ia cogitar.257/SP. Mina. brasões ou distintivos oficiais nacionais. atestando que os bens não possuíam "características de originalidade" (fl. que o faça ter uma ideia errônea sobre o produto adquirido" (fl. consoante bem asseverou o Magistrado a quo. porém. sobre encontrarem-se as mercadorias em condições impróprias ao consumo . estrangeiros ou internacionais. previstos na Lei n. ou usar essas reproduções ou imitações com fins econômicos". sem a necessária autorização. Quinta Turma. entretanto. nome comercial. é de que o mesmo venha a ser falsificado. 125). 191. O laudo pericial concluiu negativamente. entretanto. Assim. em 23/08/2011). os produtos apreendidos . em que a ação penal será pública. De igual forma. 4. 45 e 46) . nos termos dispostos no artigo 199 daquele diploma legal. insígnia ou sinal de propaganda. ao ir a um 'Camelódromo'. Na hipótese em tela. salvo quanto ao crime do art. "Reproduzir ou imitar. ou seja. como visto. exigido pelo tipo penal.bonés e peças de roupa diversas (Auto de Exibição e Apreensão às fls.279/96.