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ARBOR

Presented to the

LIBRAR Y ofthe
UNIVERSITY OF TORONTO
by
Professor

Ralph G. Stanton

Cv

\

Digitized by the Internet Archive
in

2010 with funding from
University of Toronto

http://www.archive.org/details/descripoanalOOmach

.MACHADO DE CASTRO,

DESCRIPÇÃO ANALYTICA
DA EXECUqXo
D A

'

RE.AL

ESTATUA EQUESTRE
D o

SENHOR REI FIDELÍSSIMO

D.

JOSÉ

L,

A QUAL FAZ O PRIMEIRO TOMO DAS OBRAS DIVERSAS DO AUTHOR.

DESCRIPCAO ANALYTICA
y

D A

EXECUqíO
A*

ESTATUA EQUESTRE,
ERIGIDA EM LISBOA

GLORIA

SENHOR REÍ FIDELÍSSIMO

D.
Com
zes

JOSÉ
,

L,

algumas reflexões
,

e notas instructivas
,
:

para os Mancebos Portugue-

nhos

mostráo os deseque servirão de exemplares ; alguns estudos que se fizerão ; a maquina interna, e methodo , com que se construio o modelo grande; e toda a Escultura do Monumento , do modo que se expoz ao Público.
e

applicados á Escultura

com

varias estampas que

,

ESCRITA,

E DEDICADA A O

P1INCIPE1EGENTEN. SENHOR, PELO ESTATUÁRIO
JOAQUIM MACHADO DE CASTRO,
Professo na Ordem de Chrlsto , Escultor da Casa Real e Obras Publicas , etc.
,

DA MESMA REGIA ESTATUA,

Jo

venal sol per isvigllari
Petrarca. Canz.

ali rui.

24.

PRIMEIRO

TOMO

DAS DIVERSAS OBRAS DO AUTHOR.

Por Oriem Superior.

.

i/>.-.éiJtó ?*« H-"r <V/. H.C.f>. .r >.i </r.„/„ '/.'.»« .//>>. • MmJe. .i/><v..'./. inv.

Prática das Virtudes nas Acções grandes . bem da Religião . ficarem essas gloriosas Façanhas tadas na Poesia . SENHOR A feio ricos . este motivo . e desde o tempo da florente Grécia até o . da Humanidade a veneração . e ad- miráveis a fim (se tanto he possível^) de os res. lhes conciliou . e sublimes que Heroes esclarecidos tem obrado . todas as Nações polidas . e Proezas can* e descriptas nos Annaes Histó- recorrerão à Escultura para representar- Ihes as Imagens ^ desses Génios superiores . e e das suas Pátrias dos Povos . Por cultas . amor de sorte que não satisfeitos estes de . . peitarem sempre como se presentes os gozassem querendo assim immortalizallos. .. .

e . em erigir Estatuas século . O de K. José glorioso . . . . e gloria de So- beranos como âquelles . a quem vão só se deve o respeito público e particular . muito superior a pelo emi- todo o resto dos Estados nente mas porque Lugar que oceupao . I. . que levados pelo estimu- . sen* eri- do as dos últimos tempos pela maior parte . se empenharão com diassim Equesgno louvor . Augustlssimo Rei .em que vivemos . tanto se desvelou no centro de ajfor- trabalhos espinhoslssimos pelo bem de seus elles tunados Fassallos . . e Tio R. tres . A. das suas sabias deli- berações pende a ventura de seus Povos. o Senhor D. . . como Pedes três a varias Personagens . . consagradas ao Nome . de immortal Memoria mui Avó . gidas .

no huma Estatua Equestre em que eu tive a ventura de ser o Estatuário elegido pelo mesmo Augusto Senhor para preferir o tárao. executalla . R. Augustlsslmo Se. faz o objecto destes Escritos circumstan- assas poderosa para que a V. . unicamente consagrar esta Obra circumspeccao tudos . . pois . . que chega a ser encarregado como eu fui . as meditações os es- e os talentos que deve ter todo o Artista .lo da fidelidade y e reconhecimento . quizerao com singular Brazao erigir a too Clemente Sobera. se deva em que mostro a . de che- hum semelhante Monumento y a fim de que ? . dignando-se de meu modelo a outros . que se lhe presen- A referida Estatua nhor ela . A. > os desvelos .

que seja digno do Soberano Prototypo . que no Valor . nas Sciencias nas Ar- . A. em a V. . Vassallos. mas ainda mesmo pa• ra V.gando a feliz Época los . que desejo inspirar nos ventu- que houverem de executar primo- rosas Estatuas de V. que ha de representar. vem a ser gloriosa para toda a Nação . R. Reaes que V. A. em que . os seus féis Vassal- já de espíritos socegados . R. pois quanto maior he o número dos . em de todos os seus Estados o Simulacro se execute de modo . . Esta perfeição rosos Artistas . de continuo pratica . ã Posteridade a memoria das Heróicas Virtudes beneficio . R. R. e querendo levantar4he Estatuas que transmiti ao . A. possuo mostrar público a gratidão que profissão . nao só A.

io. . B . (*) . cas . e tão magnificas provas 9 na Augusta Munificência . Se ser do . com que V* A. R. que todos . Real agrado de K. tanto mais brilhante he a gloria do Sobe: que os domina por isso disse Camões . muito AltOy . i. Est. em toda a qualidade de virtudes resplan- decem rano . C. R. se {*) Lusi. A. muito Poderoso Príncipe e Senhor nosso que será do . tanto estou persuadido e tenho por cer. Mundo Rei e . que de ver o nome dos súbditos engrandecido se pode julgar qual he mais excellente.tes . e . Por to . se de tal gente. a que podem chegar as humanas for- de cujo Régio agrado temos a gloria de ver . em todas as Classes aspiremos à perfeição . tantas tão repetidas.

. : e pelas benefi* e illuminadas Deliberações de V. por qualquer modo concorre- .tem dignado de fundar Estabelecimentos Estudiosos . R. te- remos nós os Portuguezes o relevante júbilo de ver neste Reino propagado o bom gosto das bellas p e . que aos mais polidos Po- vos assim Antigos como também Modernos : . e applicaçoes . Presença de hum amor para acceitos os seus féis Vassallos lhe serão mais aquelles . fecundas Artes . tem servido de brilhante esmalte tivos e por estes mo- podemos ter como evidente que na Augusta Príncipe tao cheio de . A. que desvelando-se em suas próprias fadi- gas . or- denando sefranqueem a todos proporcionados meios para alcançarem tão glorioso fim cas . e animar os applicados . premiar Sábios .

rem para patriotas. os progressos estudiosos dos teus Com- Aíovido por estas circumst anciãs ceros desejos . dos meus Nacionaes me propuz escrever esta De: cripçao ? que encerra . aproveitando todos os momentos que para desafogo ser útil me são permittidos ? e anhelando a na carreira dos meus estudos a vários . e pelos sin- que tenho . e experiência que tenho assim como apoiados em decisões dos melhores Mestres > que das mesmas acceitação delias. BeUas Artes tem escrito . e da longa pratica . ver em ócio . com e applauso universal dos intelligentes B 2 . . cm si muitos preceitos das Artes do Desenho tirados da Natureza . . e sempre tive de nao vi. .

dilatados annos para que tenhamos o inexplica- . A. Augustissimo Senhor . com a mais fiel candura os meus sentimentos ro- go. todos seus mais fieis Vassallos sao . puras . . digne de acceitar esta pequena offerta rece chegar a tao la de que só menel- Augustas Mãos por tratar ria hum Padrão destinado a prepetuar a memode hum seu Augusto y e tao Benéfico Prede. que DEOS A. conservando-lhe a sua preciosa vida por mui . cessor e pelas .Tendo pois . A. se . a V. prospere sempre os virtuosos Desígnios de V. exposto . e fieis intenções . R. R. R. . com que reconhecido clyto -para o mesmo fim o consagro ao In- Nome de V. cheio de profunda humildade . Os meus ardentes votos unidos com os de .

e fiel Vassallo Joaquim Machado de Castro. Exemplo de Piedade Bemfeitor universal c Providentissimo Pai da Pátria. . DE VOSSA ALTEZA REAL Muito humilde. obediente. conseguinte . Soberano zeloso e -por . e 9 amantisshno da Religião .ml júbilo de gozarmos hum .

ADVERTÊNCIA
Sobre a Dedicatória precedente
lhe compete.
,

e

da estampa

qtie

x\ O

quarto período
55

da Dedicatória se achão as palaseus fieis Vassallos

vras seguintes

Os

jd

de espíritos so~

cegados,

etc.

O
ajustou

dizer 53
foi

jd

de espíritos socegados hc

,

porque esta

Dedicatória

feita

logo depois que o nosso Governo
,

com

a

França ficarmos Neutraes na Guerra actual

de que o nosso amável Príncipe mostrou publicamente o
maior prazer pela tranquillidade
seus Povos
;
,

que sempre desejou a

não obstante os milhões, que nos custou essa

neutralidade, logo interrompida.

Nerse tempo

já esta

obra estava para imprimir- se;

mas

a sua impressão

tem soffrido tantos obstáculos, que

só a lembrança delles causa tédio, c aborrecimento.

Hum

dos grandes embarrços
rios

foi

o que tenho soffrido a váa ter

Gravadores, chegando hum dclles

der
ra

hum desenho anno
que lhe competia
,

e

meio,

sem pôr

em seu pomão na gravurecebido a
a

tendo nao obstante

terceira parte

do ajuste:

até que de todo perdida

pa-

ciência

de

tolerar tnntos

enganos

,

lhe arranquei de seu

poder o meu desenho
tado.

,

e quantia

,

que lhe havia adian-

Duas estampas de
pago,

outras

mãos

,

depois de as ter

me

deliberei a não

me

servir delias, por

me não
dese«^

agradar a sua gravura.

Nestes vaivéns dos meus
g

nhos por tão diversas mãos

quem
?

deixará de conhecer

o

risco

,

a

que andarão expostos
a primeira

O certo
,

he que

,

se

com-

binamos

estampa desta obra
estampa primeira
que

(em
se

frente dã

Dedicatória)
tispício
ele

com

a

vê no Fron-

do

Temo
,

avulso das Obras Posthumas de Manoel

Figueiredo
outra.

não deixará de parecer-nos ser furtada hu-

ma da

Mas, como

os

meus desenhos andarão

va-

gabundos por diversas mãos muitos mezes antes de se
fazer a estampa
lissimo de provar

das Obras de Figueiredo (o que he faci)

claramente se vê
fiz.

,

que se aqui ha furfra-

to, não sou eu que o

Se esta declaração inculca

queza de espirito
confesso
triunfar

,

e falta

de generosidade de animo 9
atrever,

em

público, não

me

em

taes casos, a

do meu amor
a ostentar,

próprio,,

pela innata repugnância,

que tenho

lavando

me em

suor alheio.

Cançado, em rim, de
de que não
recesse,
falta vão

tantas intrigas, e persuadido

desejos de que esta obra não appa-

me
que

deliberei a buscar nos Estrangeiros a since-

ridade

,

me

negarão vários Patricios.

Vali-me da Illustrissima Senhora D. Maria Rodrigues Moscoso
,

para que, por sua intervenção,

em Madrid

se gravassem estas duas chapas,

encarregando-se a pes-

soa intelligente a escolha de Gravador, ajustes, etc.

Dignou-se benignamente
ra

a dita Iilustrissima

Senho-

deannuir aos meus desejos, e também de entregar-me

a carta, que
tre outras
,

em resposta
as palavras

lhe veio; na qual se acháo, en-

seguintes

a
,

Los quadritos ó

la-

minas
*ve

son de mucbissima mérito

y

se necessita las gra"

uno de los mejores Gravadores de Camera.

Estas duas chapas

,

que

me

causarão os fastidiosos

lances acima referidos, sáo a precedente, annexa á
dicatória
;

Dee as
ulti-

e

a

que vai anteposta ao primeiro Capitulo
:

desta Descripçao Analytkâ

ambas são

allegoricas

\

declarações

das suas allegorias

achão-se nas duas

mas Notas do Discurso

Preliminar.

DISCURSO PRELIMINAR.

dos Arquitectos Gregos, segundo refere o Escriptor de suas vidas (i) , pubiicarem Descripções

V^ostume

foi

das grandes obras, que fazião: uso verdadeiramente louvável,
e

digno de praticar-se em todas

as Artes

,

para

o

bem

dos seus progressos estudiosos (2).
,

A

prolonga-

ção dos tempos

e as revoluções

,

que tem havido no

(1)

Fies des Architectes.

Tem.

1.

pag. 48.
5.
,

Fontana
,

;

em

a Descri-

pçao do Templo Fatie.

Cap.

2. pag.

citando
,

e seguindo Vitruvio

no Proemio do Livro 7.

O

resto desta
1.

Nota

vai no Suplemento às

Notas

deste Discurso

,

ao Numero

O

dito

Supplemento

se acha n<?

fim desta obra.

(2)
le

II seroit

à

desirer
et

que

cette

coulume fut encore pratiquêe pour.
Viés des Archir.
ás

progrés des arts
1.

pour

les interets des particuliers.

Tom.

pag. 49.
,

O

resto desta
2.

Nota

veja-se

no Supplemento

Notas
deste

deste Discurso

ao número

E

náo só no

mesmo Supplemento

número, como nos que

se lhe

seguem

a supprir as Notas dos Capítulos,

se acharão traduzidas as passagens Italianas, e Francezas de todas as

No-

tas,

em

que houver taes citações.

c

,

li

Discurso
teria
sal*
,

Mundo, consumirão estas obras, c alguma se vado em o naufrágio se naquelles princípios
dcscuberto o admirável
prensa.
,

estivesse

e

proveitoso invento da Im-

Modernamente, cuido que neste
Franceza
,

particular a

Nação
se

antes das suas desgraçadas perturbações,
ás

tem avantajado

mais

,

publicando os seus descubriúteis

mentos estudiosos

em

varias Descripcões

para se

adiantarem as Artes; já declarando os mysterios, e preceitos das

mesmas Artes
,

;

e já fazendo judiciosas críti,

cas nas obras

que se achao executadas
,

com
;

selecção
e dan-

do bom

e

máo

que as mesmas obras contém

do

a razão

de huma e outra cousa.

Descripçoes porém

de Estatuas

,

ainda

que alguausentes,

mas ha

,

dirigem-se unicamente

a noticiar os
,

do modo com que

as taes figuras se achao
;

ou acharão
tratar

existindo para objecto dos Espectadores

sem

da

maneira, com que forão executadas, para instrucçao dos
Artistas.

Domethodo, que deve
que os Escultores

usar-se para fundir Estatuas
;

Gigantescas, ha duas Descripçoes
as executarão
,

porém daquelle
não

,

com

me

consta haveij

mais que huma. Esta
<jue

falta será talvez pela difficuldade

tem semelhantes escrípcos; pois só o próprio Artisque executa
a

ta,
rar

ebra,

pode escrever delia,
;

e decla-

cabalmente as idéas das suas manobras (3)

por se-

(})
cellentes

Como
,

da Pintura
se terão

e Escultura se

tem

escrito vários

Tratados ex-

talvez

persuadido os Artistas

serem supérfluas esta?

Preliminar.
rem
estas operações

ih
serie

nascidas

de huma continuada
,

de vários sentimentos internos
rá outro qualquer sujeito

que a occultallos quem

os discute no fundo da própria imaginação,

como pode?

comprchendellos

,

e patenteallos

A
M.
r

Estatua Equestre de Luiz
,

XIV. que
,

fez A£/ Gi-

rardon (4)

celebre Escultor Francez

foi

fundida

por

KeJter, o primeiro que abiio
:

caminho para
r

taes funteria

dições

e tudo -.juanto ideou
,

este hábil

Fundidor

esquecido

se a curiosidade

do Arquitecto M. Boffrand
e

não tivesse observado, escripto,
ções desta m.mobra (5)
;

desenhado

as opera-

as quaes descreveo

com

tanta

Descripçóes

;

conhecendo que
,

a

perfeição
e de

destas Artes

depende especialda Natureza,

mente do Génio do Professor

huma

sabia imitação

como

diz

Boffrand. Descrip.

de la Stat. Eq.

de Louis

XIV. Cop.

2.

pag. 15.

Mas

sern

embargo dos vastos estudos precisos, para que
,

a dita

imitação mereça o epitheto de Sábia
rias
,

como
,

estas obras

são extraordiná-

e se encontrão nellas vários obstáculos

que os Escritores náo previse

níráo, precisa-se mais que o estudo
cripeáo
,

cominam; o que bem

vè na Des-

que fez Sally
Esta Estatua
,
,

,

e se verá na presente.
existia ainda

(4)

que
3
1

no principio da funesta revolução
,

da França
vallo até

continha
alto da

palmos e meio oeste o plano
Feja-sc o resto

que pizava o ca-

o

cabeça do Heroe.
4.

da Nota no Sup-

plemcnto ao
(5)

Número

Pour faire

ces tnemoires et les

dessews pour

les eclaircir

,

et

don-

ner une idée nette

de tomes

les

operatious neces saíres pour parvenir

à
je

la fonte, j'ai suivi exactement tons les
les

mvragés

,

qtn

y
la

ont été faits

,

ai

vu execuicr depuis
etc.

le

ccmniencement jusqu'

À

fn

,

et je les ai

misdanslordre }
Imprimio-se

Boffrand. Descrip. decequi a été pratique pourfondre

en bronze d'un seul jet la Fig. Eq. de Louis

XI V. Avan-propos.

pag. 4.

em

Paris.

1743.

C

2

.

IV

Discurso
suffi-

individuação, e clareza, que fora o estas memorias
cientes, para que o Escultor
Jas

Mf

Lemohw guiado por
de fundições)
de Luiz

el-

(não obstante

fcltar-lhe a prática

di-

rigisse a fundição da Estatua Equestre

XV.

,

que

fez para a

Cidade de Bordeaux
Paris outra

(6)
Boffrav.â, se pu;

Depois desta Descripção, que fez
blicou

em

da

mesma

natureza
:

porém com

alguma novidade no methodo

(7)

muito mais circum-

stanciada, e mais rica de estampas, e de Impressão, co-

mo

obra, que o Senado mandava fazer, e imprimir. Es-

creveo-a

M:
,

Mariette
ancieti

,

sobre as memorias feitas por

M.r

Lempercur

Echevin

do mesmo Senado, que

assis-

tio a todas as

manobras

(8).
,

Porém os

referidos Authores

tratando tão diffusa-

mente das operações de fundir
respeita á Escultura não

as ditas Estatuas,
;

no que
confes-

dizem cousa essencial

(6)

Lors que

Mr. Lemoine
la Ville de

,

Sculpteur a fait
,

la

Figure Equestre

àe Louis

XF. pour
et
les

Bordeaux
,

//

y

avoit 50 ans que celle
:

de Louis XIV. pour la Filie de Paris
Ies

etoit

fondue

les
,

Mouleurs ,

Forgcrons
;

fondcurs

,

qui

y

avoient tté cmployés

n'etoient plus

vivans
seins
,

et la

pratique en auroit été perdue saus ces mémoires etces des-

que jai communiqués avec plaisir

d Mr. Lemoine. Ahi mesmo

P

a g-

?•

(7)

Suivant

cette

méthode
,

,

/'/

est

presque impossible de manquer au-

jourd" bui ces ouvrages

quelques considerables quils scient. Patte.
a la Gloire

Mode Ia

numens

eriges

en France

de Louis

XV.

Article IV.

Fonderie. pag. 33.

($)

Iroprimio-se

em

Paris,

em

1768.

,

Preliminar.
sando Boffrand (9) que neste particular
os

v
diversos
co-

nhecimentos precisos para a Escultura são de

huma

extensão

muito vasta.
te se

Mas

náo he a fundição ao que judiciosamen-

chama execução de huma Estatua. Todos sabem que huma Figura destas he a Imagem de vulto, que representa algum racional: por cuja causa, a sua configuração, a sua belleza , ou enormidade,
e
te

em

fim

o seu Ser de Estatua

procede immediatamen-

da Escultura: e da Fusória depende tanto, como qualquer obraLitteraria , que se imprime, he dependente do

Typo
tampa

,

do qual não
e

tira

mais

que o mecanismo

da es-

todo o seu Ser (diga-se assim) consiste no assumpto, de que trata, e no modo, com que se acha
,

exposto.

Eis-aqui os justos

y

e evidentes motivos

,

que

me

obrigarão

a intitular esta

obra ;a

Descripção Analytica
ainda que não trato

òâ Execução da Real Esratua, da sua fundição
existir
:

etc. ta
,

circumstaocia

que

o Sábio Director d'essa
;

me não compete por a quem toca manobra
, ,

esse assumpto

e por ser matéria
,

que se acha tratada
,

muito individualmente
ainda

não só na Encyclopedia

mas

com maior extensão nas duas allegadas Descripcões das Estatuas de Luiz XIV. , e Luiz XV. y cujas narra-

(9)

"J e n'entrerai point

dam
qtti

1'explication des précepts de la Sculptu-

re: lesdivers connoissances

y

sont necessaires

,

sont d'une etendue trop
reste

vaste
tio

,

etc.

Boftrand. Descrip. etc. chap. 2. pag. 15.

da Nota

v.

SuppUmmto.

a Esta- tua Equestre de Frederico V. querermos desculesta diffcrença. que e porque escreveo especialmente para Professores. que ápreoccupação dos (10) Sáo dous Opúsculos em 1 oitavo. imprimiose (1 1) em 1775. mesma Corte. e na pag. que executou . . tnême tons ccnnoitre que ílon sculcnent je n'ai jait et au haz mais que j'y ai cté induit soit autorisé . . V. O segundo. he que fez na qual de- huma Descripçao clara as suas idéas os seus estudos . . para pessoas de bastantes luzes nas Artes e por esta causa do Desenho se acreditarem. torna a mostrar que escreveo para o fim predito. foi mais conciso. des tews et par des exemples rcspect. nem corroborallos meu parte. impressos em Copenhague : o primeiro tem por titulo Description deric V. e de que modo executou aquelle Monumento. Escultor Francez . que o de Sally em huma outras he differentc. não precisou declarar preceitos d'Arte. Em .tbks SfcUyi soit par les circvnstanccs des lieux. Este Author na sua narração eu . en donner une descripticn serve d'excuse pcttr en explicant mes et idées et tncs motijs me plusiun cboscs ricnt J asse en rd . scit par dcs r ai sons de necessite. (u) estamos conformes com que clie mostra ser a exacta imitação da Natureza a fizer quem oimpellio algumas cousas. em Copenhague (10) tocante á Escultura. r Sally . e em par-nos O fim com Authoridades para he o mesmo . Descrip. na Carta dedicatória ao Marquez de Ma- rigny. eic. intitula-o Suite de la Description. . na cru devcir . M.: VI Discurso com coes dão todas as luzes precisas para se conseguirem felicidade semelhantes emprezas. em J'aí 1771. de la Statue Equestre de Freetc. 29 de la Suite. pag.

em Portugal nem eu o único Professor que . . e mais Obras Públicas. . . e violentado por capricho alheio. ser só e para as Historias das Artes. contrarias ás Or- dens de quem com authoridade manda (12)? Quem ande já intentar varias fazer-me esta censura (que talvez e alli verá em bocas) attenda primeiro para o systeque tem suecedido estes casos. tem soffrido estes desgostos. ma não Politico. Não duvido que do bons Authores commettidas faltas : alguns poderão dizer (e até citan- ) que estas satisfações que evitasse eu me não . que por todos os motivos naodeviâo ser- vir de exemplares. Em que parte do Mundo serão licitas aos súbditos proposições. obrigando-me a seguir falias desenhos.Preliminar. e a do cavai- porém no nem este desafogo me e nesta occasiáo já se náo podia fallar no mais. escusão das . Professores parecerão defeituosas . primeiro Movei. creio que attenderia as minhas razões 5 assim como âttendeo as que lhe propuz lo náo ficassem rectas: foi accessivel . para que a cabeça do Heroe principio da obra . que occorrêrão. Sally j quando foi a Dinamarca fazer a Estatua (12) Se naquelle tempo as minhas vozes podessem chegar aos ouvi- dos do Ministro de Estado. a pezar dos próprios co- nhecimentos. Mas também me persuado que não pensarão assim aquelles. que se me deo para executar esta obra. que souberem as circumstancias. MJ. e deliberações absolutas. e Inspector Geral desta. os defeitos se os conhecia ou não fizesse a obra. vii e eu pertendo mostrar que faltei a varias bellezas da Arte por causa do limita- díssimo tempo.

Ahi mesmo. 3. (15) (16) pag. . Tom. pag. . desta obra: e com executar tudo o toda essa cautela não lhe foi possível que ideou ('3)- ainda sacrificando o seu próprio interesse Arnolfo. 16. Tom.viu Discurso . que se ajuntarão para deliberar sobre o projecto de Brunei/es- Çi-Ç) Aprés avoir éprouvé le cruel effct. pag. aprèstnctre eteurdi sur les faieprou- vées j etc. a Nota 22 do . que Roma (16). junto a mesmo no Palácio. 36. Fite de piu cccellente Pittori ScuUori . 24. 2. pag. e fez o seu contrato com a clausula. . 1. por causa de seu hum capricho fanático dos Florentinos do tempo . não pôde funPalácio dar (por mais razoes que allcgou) defeitos. obrigado pela extravagante fantasia do próprio dono lhe Vasari. e a expulsallo fóra da assem- blea dos Artistas . V. Descrip. de Fred. . inconvenientes. e Escultor. que em . (14) Vasari. se declara para previnir obstáculos. que floreceo no principio do Século XIII. de la Statue Ecj.. a que o obrigarão (14)* Vinhola.. Viés des Architc. e Deputados da mesma Igreja. Equestre de Frederico V. 15-. Cap. Sally. Arquitecto. suecedeo-lhe o incumbio Júlio III.. c Arcbitetti. . fez hum sem os em Bolonha hum Palácio de máo gosto. Que não soffreo Bninelleschi a respeito da cúpula da Igreja de Santa Maria dei Fiori de Florença} Chegarão a insultallo de insensato . que 1'auteur d'une ouvrage contrariétés que doit ressentir .

conceito. $2$. 19$. do seu Museu Pictórico em que trata do Dese~ Aíurdtori : censurando os que tem em pouco as profissões alheias se professata . (18) (ip) Ahi mesmo. e de que necessitáo os seus Professores para se desen- ganarem. e . que náo tem as Artes do Desenho no devido pelas grandíssimas difficuldades que . chi : ix mas a solidez das suas razões . ções além das quaes a que partes tem também intento dar a conhecer Escultura em hum tal Monumento . de cujo (17) Ahi mesmo. . como os vencidos. basta que leiáo 4. . para que se visse em público a sua o gigante da Escultura. mino nbo. pag. mas o Cap. aquella turba de ignorantes fez com que empreza lhe . pag. A tudo se sujeitou (17). delias participar algumas noções aos •zes principiantes Mancebos Portugue* . A' vista de tão qualificados exemplos. Preliminar. Scienza da e suole o ja iun conto o almçno non aver la doyuta stima di quegli studi D . com reflexão . tem.. e seg. Tom. hum companheiro (de quem elle veio tal. no . merecem. . Muitas pessoas . Michelangelo Buonarotij Governo de Pedro este Príncipe o de Medicis teve o desgosto de que tra- empregasse largo tempo no ridiculo balho de fazer-lhe estatuas de neve (18). que ellas vastíssimos estudos . da minha profissão assim como aos curiosos. que delia ignorão asdifficuldades (19). 1. náo digo toda a obra de Palo. diz Ognun tiene in pregio 1'Arte o . coarctando-lhe porém a liberdade e dando- por cautela a desquitar-se) o hábil Artista capacidade. vencendo em fim se lhe fiasse a . ecircumstancias não receio a sobredita censura nas minhas satisfa.

Cap. de Louis en bronze d*un seuljer. pag. Descrip. das Dures Diverses de diz Mr. qui par 1'interêt qui y est attaché . Edic. qui charment son ennemtes du bon . jaire entendre quelles devroient sacrijier leurs pretendues lumieres les À . et ne se pas jigurer quelles scachent en tres-petit nombre son . doitjixer 1'attention detout un penple . destravaux qui ont precede . : pois que os monumenvis- tos públicos são huns signaes ta que logo á primeira mostrão a civilidade. i E na . e Artes (22). il est . difetti delia lor professione etc. Par. les peuples de la Grece les Cariens estoient reputes telle? Us moins et les sAabandins entre Cariens passoin pour . que os Povos tem das Sciencias. (20) Ce seroit s'epuiser en longs vains discours cboisir ce qu'il . seroit (21) L'intention de YAuteur des personnes donc de faire appercevoir les ala plus grande partie les choses qui emploient . gens d'art gotít . 2. pag. sem sujeitallos a quem ignore o delicado gosto destas Artes (21). e luzes. importam de y a de plus ba- parmi Artistes hrs qu'il est question d'élever quelque monttment public. et e per ravi sa- . che sono professati da gli altri. vanita . Eq. 4. chap. Riflessioni sopra il Buon Gusto. . 12.. dela Stac XV. VI. à à bien cette Avant-propos do I. 23. na pag. pag. que de- ve haver na eleição de Professores hábeis (20) para se. que de vouloir faire sentir bile combien les . combien de leur de mode . 1755. sans etude ce que Artistes même à peine parvenus apprendre aprés avoir employé la plus grande partie de leur vie recberche. cel- de l'Artiste les . E ahi mesmo il . . de Napol. 134. i Artiste mais ensuit faut lui accorder une conjiance (22) Entre tous polis . . Tom. Cochitt. r. diz Ma sono poi ciecbi per discernere re in se stessi . On les doit cboisir avec soin entiere.x Discurso inferir conhecimento se pôde melhantes emprezas o grande cuidado . etc. VIU. para não prejudicar o credito de huma Nação inteira .. meriter ses sujfrages et ceux des siécles la fonte d vetiir. pag.7.

Perrault. e res- em to Nota $4. de que trato (23) e se eu in- tivesse antecipadamente visto a Descripçao daquelle . . Edic. . na Trad. avnbbono prestato alia Repu- blica delle Lettere alcuni celebri ingegni se avessero publicata . Cependant tous les £ exemples qu on apporte de leur stu- pidité et de leur res etc. Part. Refles. as mesmas diligencias. o que aqui relato . Cap. grossie- que leitrs Architectes avoient commis dans leur bastimens publiques 3. muitos (póde-se dizer) destas Artes mas sendo ment stupides . Cuido que ninguém duvidará serem no estudo das Ar. lão aos Professores supérfluas e eu muitas omittiria outras este se em Portugal. . de Nápoles. da A ota. pelo referido Sally . manque de jugement . . nel legere il nel trasciegliere e no- e molto pia nel comporre. r no Supplemento. De houvesse escritos tudo . cançavel Escultor de grande soccorro : me serviriao os estudos. que de Copenhague se remettêra ao nosso Augusto muitas cousas parece. e Primeira Parte da Descripçao da Estatua de Frederico V. úteis . original do bronze quasi completo he que por mercê do Excellentissimo Mar- quez Estribeiro Mor .Preliminar. I. de Paris de 1684. a Non poço beneficio . o meu modelo grande . que sedesejáo nodasSciencias do qual diz o Sábio Muratori. que elle escrupulosamente fez ter porém depois de . Soberano. 68. Nesta obra. vi a estampa . 216. 8. se reduisent aux jantes Cap. da lor tenuta nelle studiare . la maniera tar e . (2 . 1. Liv. D 2 . sopra Buon Gusto. : como em Nações. ognuno . seg. pag.) tes . . que para executar a Estatua. e a commento de Vitruv. pag. Feja-se a tradução. imitando fiz xi Sally ^ declaro os estudos . da citada Edic.

toleráveis. posto de parte está Obra . he que acerescento esta nota. posto conter algumas cousas Modernamente Vinhola.. Que he paridade. que o das referidas obras de Vasconcellos . e tanto aquclla obra . Já em 1788 publiquei hum Discurso sobre as utilidades do Desenho . duas Artes 3 huma Poética. (24) Sfal. servindo para os curiosos o que he escusado aos Professores. d* Edic. outra de Pintura pouco. Porém isto he só tocante á Arquitectura . 221. como acabada. que he bem Porém o referido Artefactos : pode-se-lhe chamar a Compilação dos desvarios. . Tom. . havia Filippe Nunes dado ao Prelo em hum volume . que formo da outra de que fallo acima . o primeiro ainda o julgo deminuto. publicou o P.xn Discurso . etc. a de Ringila (*) Muito depois de ter . se publicarão duas Traducçoes de ambas de merecimento maior. mente o primeiro Portuguez que escrevo destas Artes. e Nunes. minha me vi obrigado a escrever e publicar a minha Analyse GraficOrtho- ào%Or\ e para submetella ao mesmo conceito.. ambas de igual merecimento. Opere di António Rafael Mengs. pag. não me nutrem o desvanecimento de ser absoluta. cento e dezoito annos antes . como a presente (*) . e deste Author diz Mengs ( sem negar-lhe a bondade) / Vignoli sono aiVitrimi come gia la Re- Pamasi a alia Poética di Orazio (24). Ignacio da Piedade Vasconcellos o seu Artefactos symmetriacos . Em 1733.\ e em 1616. como que em a Portugal se pôde fazer da Poética : de Borralho com de Freire e em Castella . 2.

( e no rhe- O mesmo digo de Vinhola tocante ás suas cinco Ordens) e de qualquer outro. com te a xhi . parte do que podo dizer a este respeito. de Lusan. que nas Artes do De- senho só trata simplesmente de medidas. Esta porém tureza : não he dessa na. isto me tal faz pa- recer que sem arrogância posso proferir a sobredita pro- posição. que dizer tudo o que se sabe. isto C25) VerneL Na Imroducçáa á sua Grammatica Latina. de ser o Primeiro Portuguez. . e notas induzio-me o mes- intento. ou didácticas. e re- gras. posto que declare alguns nem digo ma. e suas espécies . no filosófico. torico delia. muitos Sábios ser o material da Poesia na medição dos versos mas não o espirito daquella Arte o qual todo está no enthusiasmo. certos preceitos. e deminutas forem essas regras tanto maior será o merecimento da obra. charlataneria e he sentença de hum Douto. circum- A mo chamão varias amplificações. em tal quanto mais concisas. que se dirigem unicamente a seguindo ordem de caso. cla. pois que ras .Preliminar. que de stancia escreve. dizem consis. ou se pode dizer he pedantismo (25). não he hum se systema regular . e methodico de a deci- preceitos. Do metro . E como nestes meus pouco taes quaes escritos não me restrinjo unicamente a medidas (posto que de algumas trato) avançando algum a tratar do filosófico destas Artes. ainda não ignorando que alguns Sábios lhe . Porém este Sábio verdadeiramente reprova isto nas obras y systematicas a ensinar. E se .

pelo que respeita á profissão parte do que tem gado. alvo mais principal. (27) Tudo o que he útil ao fim de cada Arte lhe loque . chap. de Pens. . excuriosidade para verem esses exema outras e. que outros professão lhes sirva á sua. e Sciencins. Longino. do Sublime. para que não quem julgue me quero erigir em Legislador da ArEu amo a verdade e porque me persuado que esses . lhe pertence . para que deve olhar attent. a outras Artes 125:. te eu voluntariamen- me sacrifico no honrado projecto de ser instruir (26). (28) He verdadeiramente cousa de animo servil . L'Art.xrv Discurso me quizerem condemnar á censura . ou decisões (28) : as quaes sigo em (26) escreve . eSciencias. cotirar nhecerem que das alheias pode cada hum cousa . que o conhecimento da cousa peito em particular ou que diga 2. seja resI.» Part. alguma que á sua própria seja útil (27) . pelo que toca Artes. Authores a encontrarão primeiro que eu. . fazendo minhas as suas sentenças . . não obstante. plares citando-lhes assim a : homens das mesmas Artes. não sabe tirar alguma cousa .tmente he a utilidade de quem Logo quem lê. Trat. no principio. não quero rou- bar-lhes a gloria. que pertendo e dito os grandes mostrandojul- lhe . que Das aos haja te. . também uso delias. . que lhes compete. útil á mocidade. pois que he hu- ma prova deter imaginação estéril quem das faculdades. citações tira-se o proveito de mostrar as fontes e menos instruídos. pag. e de engenho in- .

} que alguns julgáo supérflua vos que eu tenho. reservando-as para as Notas. tiveráo para isso parte dos mesmos moti- . Plinio. e á Natureza .r-me a estes . (19) e lugares . Preliminar. considerando que algumas Notas não poderão deixar de ser extensas riosos . zPalomino (20) poderia fazella mais . que dar o que tem emprestado. xv quanto o meu débil discernimento as acha conformes á porque em lhes não achando estas qualidades. e he que. que desejo par. . ainda tive outra cautela se para evitar náusea no Leitor. para nellas dar aos Principiantes . Reflexionando nas circumstancias dos tempos . me não engano . fastidiosa por cuja causa são poucas as passagens que assim vão. Isto não obstante . ticipar-lhes e que essa extensão suffocaria o discurso principal. pois não me obriguei a jurar Tenho o qual he cousa boa : ainda outro fim nasauthoridades que allego. Se introduzisse essa erudição no contexto da obra como fizerão Alberti .. ou deixar o que lhe parecer. no Prefac. razão. deixo os Authores para encost?. julgo que Alberúy e Palomino para enriquecerem as suas obras de erudição. dous mais fortes apoios na palavra dos Mestres. . e martyrizaria algum tanto a memoria tor. a fim de que o Leitor possa ler. da sua Hist. do Lei- me deliberei a cortallas (o que entrei a praticar lo» feliz querer antes ser se lhe apanhado com o furto nas mãos . ficar na certeza de que a obra leva alguma pois do que he propriamente meu sempre de- vo desconfiar. e Cu- de boa fé alguns conhecimentos. Nat.

nossa : não porque poucos Principiantes tem destes Idiomas co- nhecimento . na sua Traducção dá Poética de Horácio. as que vão incomple- tas. onde nelle se acha~ o resto da Nota : e ahi lingoa as passagens citadas só mesmo traduzidas em em Italiano e Francez . desculpa dos Episódios que introduz no seu Poema (31). tu Sai . e citando o Supplemento no lugar. E para deliberação do referido Supplemento me dá exemplo o nosso Cândido Lusitano. tanto mesmo Seculares. Boffrand. I piá Cosi sebivi allentando . mas porque tenho visto fessores ticos . . che lá corre il il Mondo.XVI Discurso principio deste Discurso) e no fim da obra. . de Sciencias. Em quando ( combinar os preceitos da Escultura com os da Poesia (30) tive o fallando mesmo fim que mostrou ter o Tasso. (51) O' Musa. serve para a Arquitectura . no principio da sua com os da Poética Arquitectura vai combinan- de Horácio . go no em hum Supplemento dar esses pedaços truncados ficão unidas declaran- do nas que rã ao Texto . e Pintura. com a Sagrada Musa que invoca ) se . . ou applicando : á Arquitectura os que á Poesia descreve o grande Lyrico Latino e se o que diz este Poeta em tal assumpto . ove piá ver si De Et sue dolcezze ch'il lusingbier Parnaso vero condito in molli versi . (50) do os preceitos desta Arte Mr. mui- to mais coherente he para a Escultura . como . ha persuaso À l'egro fanciul porghiamo aspersi . entre Pro- Ecclesias- não entenderem alguns o Francez esta e o Italiano.

cos- tumão dizer: que os Theoricos são na Vr ática ! inferiores. Suplemento a ao num. huma applicação muito que são frouxos . huma novidade. assidua e mui- os e os que não tiverão huma boa educação. Liberât. Cant. est. gunda porém como a Prática na Pintura . asquaes . corporal sem cuidarem em e daqui nasce haver . in Sttccbi amdri. em largando empregão o tempo que lhes suavizem lustrar o espirito os exercidos manuaes. Não ter-se xvii deixo de conhecer que em Portugal intromet- hum Artista a ser Escritor he . e aquella he sem controvérsia mais nobre que . pois este seu defeito. Feja-se o ta. lhes resta em . por todos os lados culpável. ingannato. Et 4all'inganno suo vita riceve. que só eircumstancia he muitos poderão estranhar e esta bastante paraattrahir sobre mim muitas censuras. e Escultura exige to extensa . es- por ser a primeira pertencente ao espirito á matéria : e a se.Preliminar. I. tanto ei beve . da Non E . divertimentos. Jerusal. com que os papagaios fallão. tes tantos Professores leigos em todas as Arque obrão com a mesma Para exornarem Sciencia. todas antecipadamente desprezo porque não as espero dos que são capazes de exceder-me. Todas Pratica ta . 5. que il- o cançaço . Que forte valhacouto ! da perguiça dirá ( Especioso sub- terfúgio da ignorância Quem nas Artes do Dese- Di soavi licor gH orli dei viso*. : as Artes Liberaes dependem deTheorica.

. ainda mesmo não tratando nella da Escultura .. bum Vinhola . outros. que lhe servirão para a . e este he o que tendo amizade . sem degenerarem na transplantação. e furão tão instruidos na Thsorica? Pela precisão da Theorica no Avani-propos da Des- cripçao da Fundição da Estatua Equestre de Luiz XV. XVHl D I S C tf R S O hum Finei. essencial parte de qualquer obra destas. Mtiriete he que lhas compilou . . certamente não seria por outro sujeito.. porque escreverão. hum Paládio. com muitos nho) que hum Buonaroti. Lempereur . Veja-se o referido Avant-propos na pag. como he relativa á e o mesmo Escultor da obra o que escreve a-cháo-se essas instrucçoes originarias. . cuja curiosidade lhes dê calor para semelhantes escritos. e o mesmo que Boucharãon rias para aquella Descripção porém Mr. não forão grandes práticos. mesma Descripção. pelas instrucçoes e mais circumst anciãs que elle lhe havia participado (32) Na Escultura Descripção presente porém . diz o Author que a ami- zade que teve com escrita . com Mr. hum Rubens. que já deixo acima tocados» (32) O Author do allegado Avant-propos escreveo as memorirs : . o 'Estatuário lhe foi . Estatuário da dita figura delle conseguio instruir-se de va- cousas . . e hum Mengs . E como não ha neste Reino pessoas. hum Coipel c proximamente hum Cochin. e ainda que o fosse não poderia satisfazer o Público tão precisamente como o motivos . nem mespe- mo los intentada. se o próprio Estatuário se não deliberasse a fazer tal escrita . foi Mr. VIII. mesmo Artista.. . . muito útil para a sua . hum Salvador Rosa. .

e das suas Pátrias. 77. A Vaticano obra. Pedro ou Templo o Arquitecto Carlos Fontana fez a sua Descri. I. etc. sobre o modo de escrever a Historia. E o mesmo Fontana. Cochin. de 1771. le crítico das Artes do Desenho nas suas Ouvres Dherses censura fortemente varias obras Na Description Historique dela Vil" de Paris . 2. Tom.Preliminar. A sinIndi- ceridade he muito formosa não ha Nação. e ser sua Descripção ordenada por suprema Authoridade (34). até pag. Cap. Mr. Lembro-me que haverá xix quem me reprove . 87. de que mais se desvanece toda a magnífica a Itália . pção por ordem do Santo Padre Innocencio XI. qce o Douto P. 00 fez de Veja-se aTraducçáo. pag. (Ia) Fies des Architectes. são muito apreciáveis (33). Custodio José de Oliveira Luciano . a cada passo se encontrão censuras contra as obras mais distinctas daquella Cidade. Templum Fatiçanum. censurar eu varias cousas da nossa Estatua julgando ser este proá Pátria : cedimento algum pouco desairoso porém os que assim pensão enganao-se . porque os Sábios conheisentas cem não haver obras de homens : de faltas. 1. . nem viduo sem defeitos. judicioso grandes da sua Pátria. obstante ser aqueile e não Templo huma a obra de tanta Gloria para vários Principados. E 2 . . não deixa Fontana de notar-Ihe os seus defeitos. pag. Ediç. e por isso os Escritores que se não deslumbrão com o seu amor próprio. Especialmente de pag. 365. he sem questão : Igreja de S.

1 3. porque também Homero dormita : nem a Pátria se deslustra . sem que por essa causa se eclipsem as luzes de tão brilhante Génio . crisol (35"): quan- do he judiciosa e não degenera em mordacidade consegue oaffavel acolhimento. que hc na Poesia a peça de mais gloria para a nossa Pátria isso o grande Poema de Camões .. A crítica tem sido o . Jn tal guiza crescera l'Impero delle Scienze e deWAni.'57- . que se espalhou por todos os homens. Leu. . e na pag. *7. ser prohibido aos Artis- tras Já tenho mostrado acima que os Professores de ouNações culras atem praticado: porém como em Porhe esta a tugal sobre a minha profissão tura deste primeira escri- género. eamor dos Sábios (36)* não deve pois o seu commercio tas. Lettres Philos. 59. . noi aprezzata. elodevoli snran tra noi lecritiche. . pãg. lunqtte delia Repub. le censure . Lett. e nem por tem deixa- do muitos Nacionaes Doutos. utili. (36) Un vrai Philosophe jait pus de cas d'une bonne critique . : xx Discurso Persuado-me que todos os Portuguezes convém .Pag. sur laPhysion. e por todos os séculos do qual procedem os defeitos dos estudos vil de toda a humanidade. Qua- Arte Liberale d Scienza da trattata con critica e illustrata da qut tognizioni erudite. e desabusados de lhe censurar as faltas . etem por sujeito huma obra . que elle commetteo . . de la louange lamienx assai sonnée. Muratori. deixa dito . visto que a mais privilegiada de todas não se eximio da- quelie fatal erro. que pey lo seu objecto he verdadeiramente gloriosa para nós ($5) Lecite. sara. PrL: mi Diseg.

Os Povos. que a executou. que tem muitas mais maior gráo de Sciencia cer que da do que eu alcanço . pag. Eu mostro. reputamos os que tem flortcido desde o principio do Século Ainda mesmo náo largando a Pátria (sem julgar-me Sábio) po- . que in- tem achado . (58) . viajar. cuidão muito na boa educação dos seus Alumnos. com a maior ingenuidade. E por Modernos 14CO.Preliminar. minha mesma se não As Artes do Desenho são de até agora tanta difíiculdade. em que descobrem Géfa- Depois de estudarem nas suas próprias Pátrias. que professa. 75. assim como dos distinctos Modernos que pos. he conheprofissão ainda ignoro muito. so eu pois saber sem ter sahido da Pátria (38) faltan- (37) Chama-se Antigo. zem-nos o bom. procederão da minha fraque- capacitando-me (sinceramente) de faltas . pois o a que tenho chegado. mas igualmente confesso com a mesma lisura. e insufficiencia . Depiles no Corrimento de ['Arte delia Pittura de Du Fresnoy . desterra toda a suspeita. para se enriquecerem de idéas . Ser a obra censurada pelo segundo tenho alcançado za. nestas Artes. nellas hum só homem teiramente completo sendo de maior mérito aquelíe que em si tem reunido mais partes da Arte. . . e : Romanos . tudo o que se tem feito des- de o tempo de Alexandre Magno ate o do Imperador Foca. em que impellidocahi . nio. xxi a dar esta satisfação aos meus Patrí- mesmo. e beber e grandioso gosto dos Antigos (37) Gregos. vejo-me obrigado cios. que lhes dão mais apreço . ainda os que. não só os defeitos.

do-me res que os Artistas ? das outras Nações achão em seus próprios . bem mostra que esta reflexão não comprehenue os Ar- beneméritos em talentos. e até aquelles . Veja-se o resto desta Nota no Supplemento. pela sua grandeza. . e estudarão nas mais essas figuras não se achao todas de algumas faltas. achando-lhe huma das mais diffkeis quali- qual he a illusão do movimento : e que sendo algumas das outras Estatuas estrangeiras executadas por Escultores famosos. que só por terem visto Itaiia se julgáo Rafaeis e Bonarotis. que viajarão. . . que lhes notão os seus mesmos Nacionaes instruidos nestas Artes. a tive j de lhe notarem que respondo algumas pessoas excesso na grandeza no Capitulo X. epóde outro qualquer. e honra. e que ainda mesmo nas partes da Arte. Laos Não obstante estas circumstancias ter a satisfação podemos Portuguezes de que o nosso Monumento he dos mais consideráveis. consta hae verem sido notados por algum outro vável que a ter havido estas censuras . assim como Nota . Peio que respeita porém aos defeitos da Estatua em questão.xxii Discurso estes proveitosos estudos. os que eu lhe descubro. e magnificência . célebres Academias isentas . bons Professores e Curiosos Estrangeiros o tem visto com agrado dades . (*) insensatos. sujeito já he prochega* me a teria do alguma noticia . alguns . (") tistas A palavra alguns . não obstante. não me . faltarem-lhe luvas de que mostro o motivo no deria. sabei mais do que alguns . em a 13 : tem-lhe censurado outros.

tomei por£#z- a Verdade. dasquaes. P. que se comprazem de semelhantes críticas. a expor certas particularidades que ao escrevella tenho julgado precisas. passei então em claro notar varias memorias. que o quererião mais ornado tenho achado sujeitos desta opinião : pois que já poiém conte rmanque natureza da do-me (se me não engano) com os díctames de bons Mestres de eloquência obra pede . que homem taes como estes. E como nesse tempo não me ha. me tem feito falta : e desta natureza são de que só conservava lembrança confusa. . e coí rente: cir- cunstancias. que algumas datas. xxnr e alguns se escandalizao pelo descuido.Preliminar» Capitulo III. 62. póde-se applicar o que diz Luciatw dos que se occupão em escrever trivialidades (39) n'huma Historia circumspecta. me persuadi . quando vêem huma os espinhos não olbão para ella mas somente contemplão Allego a já citada Tra- que lhes nascerão junto das raizes. ainda que depois de. pag. ducçáo do R. ou dous em qualquer data. a huma locução singela clara. que se lhe acha em estar torcido hum dos Mas ás pessoas. Sobre o estilo. de. rem pessoas. Custodio José Oliveira . ou agradáveis á curio- sidade. em que escrevo. . que tive sempre diante dos olhes em quan- (39) Com razão poderá alguém dizer rosa . fiz indagações. náo affirmo qualidade de escritura a sua veracida- Porém nesta he ponto de pouquíssima importância a difterença de dias hum . lóros. não duvido have. . Logo que preza delia via deliberado intentei escrever esta obra .

de meus suores c aproveitando-sc de meu silencio. e contraries ao bem com m um me fizer ao morto ante V. e no ultimo periodo da De: dicatória diz E . motivos justos : para trazella fechada na idéa mui- to tempo depois huma delia reprehensivel froxidão (eu o confesso) me desalentou alguns annos para tomar a pen- na . sido possível. . e he obra unicamente do . os consentido manejalla mais do que algumas noutes de Inverno interpoladas . xxiv Discurso he com o fim de variar. Se na occasião. meu não para alvedrio quiz trabalhar nesta escrita (já que me . em que tua . muito provável que me servisse de alguma utilidade.. e a curtos espnços. se a E> ta- ou pouco depois. to escrevi: e se algumas vezes (que são raras) deixo esta estrada. Duarte Nunes de Leão a attribue intentei (40) Quando concebi . mas sempre com a clareza . como produzir relâmpagos. que me tem pode . (40) Na origem da lingua Pçrtugtteza. igualmente sahisse esta obra. he . foi possível no seu objecto) á minha satisfação expoz ao Público que sendo com mais socego levasse menos defeitos. porque homens inuidos . eu o romperei. faltas Além dos motivos de do a de tempo. procurando gozar. para ter sanella não fui obriga- hido ao Público mais cedo. Tem e a sua tardado muito ser em apparecer esta Descripção\ demora effeitos silencio tenha produzido em mim e os mesmos ao seu tive que . emos domésticos não me tem resolução efficaz . e lançando mão com e baraços do meu emprego. Magcstade com má ten^o. ctc.

este meu trabalho me não sir- poderá para o futuro . supposto que va de cousa alguma .(*) Nesta alíegoria personalizo a Escultura . que me desafiarão a esta Descripção. a que lie. relativa á huma e á alíegoria que posto seja . no primeiro Capitulo trato do projecto da Esta. trabalhos . outros. pelo que toca á Escultura do sultado desses rar todas as Monumento . a honra muito maior impressão. me induzirão a seguir methodo. osquaes : me derão pa- exemplares da a mesma exponho estamestampas se- pados com guintes mais exacta fidelidade a e as servem para dar conhecer os diversos traba- lhos. e he de mero adorno. . exclui-a da enumeração. e dos Desenhos que indevidamente se figura. jul- guei não dever formar serie com as que se lhe seguem (*). que vai anteposta ao primei- ro Capitulo desta obra. mesma minha Arte como não se dirige a illustrar a declaração dos mesmos trabalhos. que não cuida em o ser mais. principiando a nume- estampas pelas que mostrão os ditos Desea nhos exemplares. publico sem esperança de interesse algum o que bem prova fazer em mim sede. Porém por ser obra . . que só para sem querer aproveitar aos e os que Tenho compor nella o declarado os motivos. que de lucros a Porém.Preliminar. que adoptei: e pelo que toca á sua di- visão tua ra j . 20 menos na extracção dos exemplares : xxv agora porém a . como executando a Es- F . vir a ser utii em varias cousas a qualquer outro Artista ser e não he di- gno de homem si. e o re- mesmos .

e o Génio da Escultura. parte.XXVI Discurso não incluo Assim mesmo tra na referida enumeração . o Templo . que sempre tem existi. : enchendo o fundo deste quadro com al- imaginando a scena em hum Laboratório da mesma (**) Arte. e apalpandeste facto . e librada em se mos'ra Virtude Universal . por entre huma nuvem. como . com huma elogio desta Arte . e Escultores a respeito das difficuldades de huma e . . de mármore o Busto do . resultou ficarem os Pintores dizendo mais artificiosa por mostrar innumeraveis objectos sem terem vulto ceito e os Escultores pois no con- de ser a sua Arte mais verdadeira. se ex- põe personalizada se ao lado direito a Lusitânia e deste mesmo lado vê. ao longe. em veneração das suas Heróicas Virtudes e cm testemunho (**)•- de que reconheço as obrigações de fiel Vassallo tatua da Verdade. tabeliã. . apalpando huma . Esta configuração allegorica : finge ser . Re- Indica-se ter a Lusitânia encarregado a este a execução daquelle . E lembrando-me da contenda . e que tendo os Contendores elegido hum Cego . Ao lado da Escultura se designa q seu Génio em hum menino. Lembrando-me ou Virtude desta ane- docta e querendo mostrar que sigo a Verdade. me he possivel com hum Monu- mento á gloria do Príncipe Regente Nosso Senhor. finjo estar a Escultura . da Memoria. Do lado esquerdo a entre algumas nuvens . a ou- estampa do frontespicio desta obra por querer ) cl!a erigir (do modo que. em que se lê parte de hum para declarando-lhe as suas principaes qualidades. E mostrar a que fim se dirige esta Verdade se mostra do mesmo lado o modelinho da Estatua Equestre guns utensílios da profissão . Príncipe Regente Nosso Senhor e como para fazer-lhe Corte . . . : para Juiz. suas azas . executando em mármore a a dita Paixão e dous Cegos no acto de apalpar mesma Estatua. estatua . individuada a Fidelidade . conhecera pelo tacto o que era alli do huma pintura dissera que náo havia cousa alguma ser a Pintura . . e como filha. ou producçáo desta. do entre Pintores outra Arte este .

mas como assim melhor este esta he o que sempre se deve preferir.. terceiro . que orno» vem. e Veterinários. Nas obras próprias cada se dirige pelo gosto. creverão desta matcria. No em e trato do segundo modelo . Preliminar. appa- rece a Virtude universal que mostrando á Lusitânia o Templo da Me- moria pto. no qual se fizerão os estudos para servirem . XVIIl. que representa o Baixo-reievo sendo a praxe náo produzindo estes sombras totaes e. . No meiro ra . se mostra preparado com os A Scena se finge no principie da subida para o Monte da Gloria. Cumpre mente agora dizer que os Artistas . cumprir os desejos da Lusitânia . Por mesma causa dei mais força de escuro na estampa . xxvii a segundo Capitulo prosigo e trato da execução matcria do pri- do primeiro modelo em ce- e dos primeiros modelos dos Gruppos lateraes. . executado barro . . no desenho nem meninas de olhos : pois que os Antigos faz náo praticarão no mármore esta individuação effeito . E o mencionado Génio para executar o que se lhe incumbe instrumentos competentes. náo deveria . pertendendo eu fingir ser o Busto de mármore exprimir-lhe sobrancelhas . e Conhecedores demasiada- ligados ás ninharias da Arte poderão fazer-me a censura de que . de guia ou exemplar na execução do modelo grande . para e ex- lhe gravar no pedestal citando o Génio . . com a declaração das circumstancias que produzem a belleza nas formas do cavallo . a Fidelidade lança a mão do referido papel da Escultura . segundo opinião dos melhores Authores Cavalleiros. onde se immortalizáo os Heroes. que es- gio Busto: e no acto de enfegar-lhe hum papel com a Inscripçáo. F 2 . . e circumstancias. j lhe intima ser alli que se deve collocar aquelle sublime Transum- por ser o lugar. commum hum de os indicar em desenho só a meia tinta.

mesmo Capitulo. Vê-se no Capitulo sexto o modo. combinações pelo a ideal bel- que julgo dever seguir-se segundo O novo . . até aqui não declarada por outro algum Artista e em huns que de hum golpe de . huma Symmetria vista Equestre . para se reduzirem a metal. co- mo se vê da noção . . com que se executarão em mármore em Portugal os Gruppos lateraes . quinto Capitulo mostra o methodo . Indica o Capitulo outavo a composição gráfica do mesmo Baixo-relevo. e se discute se he . que medi. mesmo Esmesmos. assim este modelo produz a configuração da Estatua. o desconhecem e ainda alguns desses que o praticão. as que seachão no cavallo da Estatua natural leza. he leiga. . mostrão as dimen- sões doscavallos naturaes. que lhe dão todo o valor : e por esta causa gostarão os curiosos de achar algutintura desta matéria. sobre declarando a maneira com que se tirão as formas os modelos. ma do tes Rclata-se no Capitulo sétimo a invenção Poética Baixo-relevo . . também \ com que executei o modelo grande em estuque do qual . assim como do cunho sahe o lavor da moeda . que.xxvni Discurso quarto descrevo No mappas . e Baixo-rele- vo. ignorando em tudo as geométricas razões . que se dá neste . que a maior parte delles . posto sei ser esse modo conhecido pelos Artistas. e mecanicamente. ou não licito ás Ar- do Desenho usarem de Allegorias. cultores. e o resultado das .

sua elevação ao pedestal . e a declaração da allegoria. e cobras do mesmo plintho. no Cap. logo seguinte a dita d Nota (24). O nono xxix contém .Preliminar. huma breve no fosso. hum Catalogo com a das Estatuas Eques. noticia da fundição . e rogo âo Leitor queira ler Nota (*) porque serve de cautela a varias circumsxancias. os motivos de se montuoso o plintho. a Nota (*). . . que se inclue no silvado. . da Estatua Equestre seu retoque no bronze e do seu effeito visivo dentro Declara o decimo y e ultimo Capitulo a conducçao da Estatua fazer . . e Pedrestes que se tem erigido na Europa ter- minando esta Descripçao mencionada lista . antes do mesmo Capitulo de tudo o mais . e com a sua indicação este Discurso. segue-se o Supple- e . Depois deste Capitulo decimo mento das Notas tres . E a tste respeito veja-se 11. Acaba de escrever esta Descripçao nos fins do anno de 1-795.

Tome Premier Paris 1803. e traduzido em Francez. par Mr. napag. XIII. Link . . despuis 1797 jus qifen 1799. cs- „ forçado quanto me tem tudo „ o que poderia ter algum ressaibo de pedantismo de .: XXX APPENDICE AO PRECEDENTE DISCURSO PRELIMINAR. sua Obra. quer dizer : „ Eu me tenho sido possível. titulo seguinte Voyage en Portugal. Link. qiiil ma étê tout ce qtú pourrait sentir le pédantisme de la scien- Que em Porruguez a evitar. autant possfbje ce. . Membre sur de de plusieurs Sociétés Savantes le suivi d un 9 Essai commerce du Portugal . casualmente me veio á mão livro escrito em Allemão. do Preface desta diz estas palavras: J'ai tache dUeviter. Mr. HiM hum com o Agosto de 1809 . Traduit VAllemand.

ao menos meu são de má escolha . No boa. e o Cavalleiro são duros.Appendice. Depois traduzio-se em Francez. e Capitulo i?. „ Mas não desempenha sua palavra em algumas passagens desta sua Obra . Este Author Murphy escreveo também . e na pag. No 2. 32 principia hum Artigo com o título seguinte La statue equestre de Joseph e imprimio : . e „ de má execução. Obra. a respeito Veda mesma ! e seus accessorios . Viagens em Portugal : escreveo em lingua In- em Londres. Esta Edição citaremos. os attria „ butos. confessando. Tomo pois. e de maior pezo. escreve Mr. les au moins dVipres mon sentiment mauvaise exécution : sont d* une mauvais choix et êtune ( quer dizer em Portuguez) „ Esta Estatua me tem ver . semblé três medíocre attributs . Link : estas palavras: le ma . impresso em Paris. XXXI „ sciencia. qual dos vo- tos he mais attendivel. as minhas próprias faltas): na pag. as quaes deixo para tratar só rar do que me compete . le cheval et cavallier sont roi. e primeiro que Link gleza . e por conseguinte . 223. . „ Quanto são diversos os juizos dos homens j jamos agora o que diz Murphy Estatua . pois não pertendo censu- ninguém e só sim defender-me. trata que destinou para descrever Lis- em que da Estatua Equestre (cujas particue analyso nesta laridades descrevo. Cette sta- com tue des sinceridade não vuigar. e juntamente as profissões des Authores. para inferir-mos delias qual terá mais co- nhecimento da causa . . parecido muito me- „ diocre: o cavailo.

ouvrage ffun grana merite. e de de- La figure et le elevai sont aussi tres-belles produetions. est un chef d'oeuvre de conception de gout et de délicafoi (em Portuguez) „ . Portuguez) „ Tanto que se considera adifficuldade.. (em Portuguez) „ Está huma Estatua „ Equestre em bronze .. que „ havia . Ces chado de Castro qui xonçut executa pareillement les grouppes emblematiques placés sur seuls les côtés morceaux suffisent pour etablir et la repulatton du sculpteur côté aux yeux des nord tesse. e o cavallo são tambem . . „ licadeza) „ . est da Praça ) une statue equestre en bronze . Só estes „ pedaços bastão para estabelecer a reputação do Escule dos „ „ tor aos olhos dos Artistas. e executou igualmente os gruppos emble- postos sobre os lados do pedestal.. la difficul„ to „) té quil y avait à exécuter une statue aussi magnifique (em .^ . Lorsque Von considere . obra de hum grande meripag. para executar huma Estatua sculpteur et tão magnifica . .. . Au centre de la place (no centro . O gruppo do lado do Norte. (em Portuguez*) „ A figura . O modelo feito hum que „ Escultor chamado Joaquim Machado de Castro „ yy concebeo maticos . „) Le modele fut fait par im . . mas só parte das palavras. etc.. 33. nommê Joachim Madu piedestal.. Amadores {das Aro Baixo-relevo . . Le grouppe du por . Não copiamos tudo. (he „ que faz frente para a rua Augusta) entre outros he „ hum chefe d'obra de concepção.xxxu premier. de gosto. tes). . Appendice. Diz pois nesta pag. artistes des amateurs. que se oppõem ás do Author Allemao.

Appendice. e que sobre as massas a crítica. pela ter desenhado . qtfil est Fauteur de la statue.. desirons pour Fhon- elle o conclue deste modo: Nous que neur du Portugal exemple des talens Machado de Castro soit Is dernier négligés. etc. .). Na pag. . „ sejamos pela honra que Machado de G . 3..) . car il a dcployé le taleut à\in maítre.. (em Portuguez) „ Debaixo deste poiv- „ to de vista o Castro não tem nisto nada que recear. apenas elle he conhecido „ em 37 j seu próprio Paiz. . dessiné et mode- reste parjaitement datis oubli et sur mille Portugais il ríen existe peu-étre pas tm qui sache . mil Portuguezes ter elle sido talvez não exista hum (ibi. do tro cizel . que saiba Quoique siecle . comme Fayant . se Dizendo . (em Portuguez) „ Nós dede Portugal . 35" diz Machado de Castro 3 qui avoit ttn droit incontestahle au : mérite principal de Vcuvrage le j il est . XXXIII duas bellissimas producções. Em quanto ao Escultor direito Ma- chado de Castro que tinha hum incontestável „ ao mérito principal da obra . „ porque elle tem desenvolvido o talento de hum granQuant au sculpteur „ de Mestre. (em Portuguez) „ Ainda que seus talentos o ponhão ao lado dos primei„ ros Artistas de seu século . elle ficou em total esquecimento \ e entre 5? „ . em fim > que nas fundições perdem sempre os toques delicados he que se deve exercer . „ ses talens le placent à cote des premiers artistas de son a peine est il connu dans son propre pays. e modelado.. continuando diz: Sous ce point de vue 9 de Casgrani ti a rien à redouter etc. „ E finalizando o Artigo na pag. ft (em Portuguez) . o Author da Estatua.

. que Murphy . uni- que muitos as tem praticado todas versal : com applauso do que se deduz infallivelmente. Desenho. pois o meu Censor . e que tem alguma luz. empregando-se mesmo em huma . : no Laboratório .Link\ sendo este hum Literato dado á Botânica . que se che- gao a chamar e que os seus Professores. e progressos seignorao. como nos indica na primeira pag. plicação. facto pois he o seguinte . le Diz sou roides. não he cahir no pedantismo de que nos attesta haver fugido. qual dos dous votos he mais attendi- e se o intrometter-se a fallar decisivamente de fa. seja „ „ Castro o ultimo exemplo dos talentos desattendi- dos. sabem que . de ap. e Escultura . as quaes entre si tem huma união tão íntima irmãs-. as principaes : Arquitectura Pintura . do seu Prefacio : e á vista disto julguem os meus Leitores vel . ainda que não tenho testemunhas. que . que cheval et le cavallier Para provar o contrario. attestem a minha verdade impor. ses. e afíecto ás Artes do delias são três . e Mineralogia . e sinceridade . culdades cujos principios . . e que não sou capaz de e mentir. xxxiv Appendice. terei írrtnensas. nem attrahido pelos maiores interes- O Aula . por ser Arquitecto possue da Escultura muito maiores conhecimentos do que Mr. só. mesmo da maior graduação. não dei- xão de ter grandes noções das outras sendo notório. passo a relatar hum facto. „ Todas as pessoas de senso. e que estou administrando existe da dita Estatua . do qual.

G 2 . . do tamanho de quatro palmos. naes. seria pre- em que : lhe acha essa dureza. achao nesta peça o effeito da iU lusao no movimento: eillusão reflexionada. que di- visão bem sem óculos. desta Descripção fui Analytica-. que acima cito desta obra. e não repentina. etc. se na actitude para reposta de I. que pelo que toca ao trage. que lhe attribue Link sendo muito mais (em taes casos) enganar os brutos. não devia expressar . etc. huma . com effeito n'huma Estatua de hum Rei mista huma actitude . : mal o difficil roide . internamente o elogio que nisto fez aquelle cão do que os louvores dos mais sábios Artistas. que os rácio. Appendice. e . a querer arremetter-lhe. muitas pessoas. XXXV hum modelo. E me eu mais estimo . se no tra- ge sa . Os ditos dous Capítulos. ou Pantomia para evitar o roide de que Mr. . e II. Logo. gabinete succedeo entrar a ladrar- hum cousa cão que assim que vio o modelo entrou lhe. Link censura e como talvez lhe agradasse. onde mostro. o dito modelo no .. isto alguma que aquelle bruto se enganou e seu cavallo ? parecendo-lhe viassenta muito vos o Cavalleiro. e outra cou- serve o que se vê nos Cap. e moldado em gesso. Dirigindo-se o dito roide ao Cavalleiro ciso mostrar-nos . etc. Prova . estando casualmente aberta a porta do gabinete de estudo que casião alli tenho. a fingir-lhe obrigado (contra o meu sentir) ferro: e tocante á actitude . vestido de tive sujei- ainda que também ção . tal e achando-se nessa oc« . E na realidade. de Arlequim .

Alais por honra da minha Nação . VHL . . P... . . na . IX. xxxvr já esraváo escritos Appendice. com as suas propostas questões. Em- blema 163 de tus: e Alei ato que tem por titulo. conferencia que então tivemos e que vendo-se conven- cido em particular . alguns antes de Mr. . Seja o que for. ir Inanis impe- fazendo-me surdo andando meu caminho. tes lhe descubro de ser elle o Nobre Estrangeiro de quem em a delle vejo Nota 18 do Cap. com que me falio mais indicios vehemen. contento-me com embrulhar-me no . etc. Link . que da própria á faço esta pequena Apologia e pelo que toca minha própria pessoa . sobrescrita censura. S. etc. desta Dcscripção Analytica. se di- tornar a ler a Nota 21 do antecedente Discur: e reflexionar nella assim como em a Nota 9 do Cap. se deliberou a desabafar em público. Link emprehen. combinando o que escrito. der a sua viagem o que prova não ser a sua censura que obrigou a escrever o que se vê nos ditos Capítulos. Rogo gnem de so . etc. sem querer mudar de seu obstinado conceito. aos meus Leitores com acatamento . Quanto mais medito na favorece Mr.

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algumas felicidades também lhe abrio caminho para como tem julgado bons Políticos. . JOSÉ Seja a razáo a que vença. CAPITULO Do Projecto . I. > que Lisboa soffreo no primeiro ^ AP de Novembro de 1755tres para este sendo causa de muitos desas- Reino . L- Sá de Mlr. 5. Est. espantoso Huma das boas consequências daquelle .DESCRIPÇAO ANALYTICA DA EXECUÇÃO D A ESTATUA EQUESTRE. O \J Terremoto fatal . ERIGIDA EM LISBOA D O A' GLORIA SENHOR REI FIDELÍSSIMO D. Egl 8. e Desenho da Estatua.

i. Fenómeno commoda. muito mais e mais bella do que era antigamente (i). . algumas cousas da nova Cidade podiáo censurar o Arquitecto culpado. quando emprehendem. ser melhores . porém náo deve pois que de alguns erros sabemos náo ser elle o . Arquitecto Civil. mas por todos os mo- tivos digna de muitos louvores. em erigir obsequio do Senhor Rei D. e (i) Muitas pessoas notáo vários defeitos. mesmo e do seu pedestal . e a todo o deve Mundo huma ignorância crassa suppôr de hum homem de conhecida o que se não probidade . . Com se tudo. . Capitel . desenho não querer mostrar o risco da Praça sem o seu objecto principal: e por isso também fez (ou man- dou fazer) o debuxo. Au- da Mctropoli e de tantos bens Pa- lembrança não só feliz. . Pai da Pátria . os dous Gruppos de figu- que o adornão seria e creio que o seu intento neste . Arquitecto nos deixou o desenho da Es.2 DescripcXo Analytica foi a reedificação desta Gap. com . Táo fácil he notar defeitos nas obras depois de ellas se como difficil evitallos. O tatua ras . e designou-se ao mesmo tempo Equestre no centro da nova Praça huma Estatua do Commercio . pois não posso capacitar-me de que tivesse a idéa de obrigar-nos a seguir na execução da Estatua o seu desenho. José gusto Restaurador trióticos: I. Commetteo-se o projecto desta grande obra ao Capitão Eugénio dos Santos. . que o indicasse . que isso seria mostrar aos Professores huma audácia insorfrivel : . tanto no com modo como na formosura da reedificação. e Militar. feitas.

. Casa do Risco das Obras Públicas existentes. melhança dos seus originaes se estrigíráo com toda a pelos mesmos fidelidade . II. I. dos quaes . e em cima de : hum vidro. e chegando aquelle que tocan. fora o menciona-' do Arquitecto Eugénio dos Santos. para sahirem se tirarão os contornos em pa- pel applicado sobre os mesmos originaes. e para este fim se copia- rão os mencionados desenhos. á luz. segundo me consta. . Cap. no fim do Cap. 3 como. e 23 . e os como Curiosos . e . Elias váo i no fim do Capitulo e as ou- notadas lo 21 y 11 .da Estatua Equestre. das primeiras obras. as copias mais exactas . . sem mais se pensar na Es- tatua . e se- desenhos II» : . para que os tanto Professores guem do seu merecimento. e depois defeito este cimento. e ainda conservo. Porém como este primeidestinei ro Capitulo hc o que para fallar do desenho. Huma no alicerse em que se cuidou . eu os exponho ao Pú- I. III. julcombinem com a obra . como se houvesse : de achar-se feita . onde os julgo ainda Correndo o tempo . para se darem ao Escultor . quando qui- zessem collocalla conservando porem os desenhos na . instrucção. IV. (2) Para se mostrarem estas estampas . X. que se me tras deráo .. : neste lugar tratarei de todos elles blico (2) nas estampas intelligentes . do os ânimos acordou o projecto adormecido piou a tratar se princi- da sua execução .. foi se foi do pedestal. dando- se-lhe somente os dous relativos á Estatua porque dos Gruppos ainda se não cuidava. continuando a Cidade.

julgo não estar ainda recebida geralmente na lingoa Portugueza. de. DescripçSo Analytica .. sé Freire. ou Feito. Dos qu2tro mencionados originaes não fallarei estão desenhados com bom gosto. Francisco ^o- quem devi amizade. e a que o seu allegado até pag. bum como movimento: esta circumlocução não explica tanto. por deixar essa são ás pessoas. circumstancia que me confere toda a licença para usar . . ao que me es- animo por ser o primeiro Escultor Portuguez . sempre direi alguma cousa da composição em c Estatua : commum com Gruppos. na sua Traducção da Poética de Horácio 3 não se animou a usar e ainda deste vocábulo e disse por circumloquio . Desenho que e como ha precisão de usar destes vocábulos lembre-me de já disse Horácio. Não he só este vocábulo estranho de que uso nesta obra . de Letras já ouvi pronunciar. . ou modo de (3) A palavra Aciitude . àá . com- parações . moeda corren- pela pouca fortuna que : em Portugal tem soffrido as bellas Artes do . que da minha profissão crevo este pouco das dicções . . se representa: da Acção. XXII. em que da Aciitnâc (3) da vestir. com maior inteligên- cia falia das Artes do Desenho quando se vale delias para as suas . . Literatos a O nosso Cândido Lusitano. e XXIII. etc. principiantes que a homem.4 Cat. XXL. ou P. 16 35 da Edicçáo de 1758. desde pag. Imagem : e do seu Tra* ge . se deci: que acima digo os queirão julgar mas . e escrever apti- . e frases facultativas da minha Arte que supposto serem praticadas pelos Professores não terão ainda o privilegio de te .. . e instrucçóes . E se te . que sahio destes exemplares . I. e se mostra nas estampas XX. sendo entre os nossos e hum dos que em termos mais próprios . Commentador Lusitano Advirto aos expende . comoaquella única palavra Actitu. for preciso estranhos Termos cousa explicar desconhecida te Permissão se Sigo esta doutrina .

dizem ser o Poema Épico: e a Epopeia (5-) da tude . e Pintura são Poesia muda .. a quem figuras dom. sejão bem desenhadas. Poesia . ainda que estilo. diver- samente ainda . etc. O que em cólera está : graceje o alegre E faltar este mostre seriedade o que be severo. a cada sujeito o caracter que lhe pertence a náo mostrar o Ancião . (4) Dizia Phidyas que em Homero aprendera a representar a Aiaeu digo gestade de "Júpiter. as suas ainda que tenha . e â irar- exprimir estes affectos nas minhas figuras. e em muitas instrucções (4). Todas ra . prudente velho. 5- as pessoas instruídas sabem que a EscultuAP I. nunca fará nada: isto he. Ou fogoso mancebo Igualmente aprendi neste mesmo por ver se posso me comigo mesmo 5 Poeta a chorar . imitadoras da Natureza bem que obrando . da sua erudição. E que em Horácio aprendi como devo dar . se identifieâo nas idéas no enthusiasmo. Se quereis mover-me ao pranto . . ameaços . Muito deve attender-se íe quem falia He Numen. Haveis mover-vos vós primeiro a respire elle . Sally. H . o General. bom faltando-lhe a viva . com p em lugar de c . como huma Dançarina . e da sua elo- quência. : porém e acto . este fogo. nos Diccionarios apto e actuação. lha deo Mr. (5) Primeiro que eu lhe desse esta definição . Na o ultima esforço da sua invenção... como o Soldado huma Santa Virgem . deste modo tem diverso significado. e que estas três bellas Artes. ou Heroe . e coherente expressão nunca chegará a tocar o sublime da Es- cultura. e Pintura. a rir . Esta expressão de afiectos he tão importante que o Artista . Vej. com o mesmo vigor do Mancebo. .da Estatua Equestre.

revestido com as circumstancias : que declarão os Mes- da Poesia na Escultura . A palavra . . 42. Descripúon de la Statue Eqtu . Se na Acção Épica deve haver unidade. et que l'on pourroit à juste titre nomer . ornais varias» a dese que for possível. . de de humas Notas. Poeme êpique de tomo a . Sally não declare a causa dar a resolução de amplear o conceito inteligência. . A tres Acção Épica he este ou aquelle . lossal i. . varias cousas dirigidas aos principiantes de Escultura sejáo-me licitas algumas declara- ções . que comprehende Todas estas devem concorrer por diversos modos clarar. feito heróico. V. Como nestas Notas . que o Poeta representa a Fabula (7) dizendo . e Pintura he o mesmo. 8. de Frederic. . : huma como (7) em que se conheciáo digo que he impossivel no sentido. la Sculpture. diz três que Eufranor fizera suas diversas Acções . Cap. (6) Ainda que Plínio no Liv. Estatua de Paris . c ainda no corpo da obra digo . certamente escuzadas para os Literatos.6 Escultura he DescripcXo Analítica huma Estatua Equestre. Fabula mo deve entender-se unicamente das cousas totalmente falsas mas tambenj . do modo possível á minha pouca $4. aquelle Facto. e razão. com a differença . em muifigura porém eu não de huma só mas sim de huma composição. não se pódc representar fali o nas Artes do tas Acções (6) Desenho . resca he indispensável: na Escultu- he verdade que huma só figura. . como de que trato. em que j quer exprimir a figura principal da composição e aqui temos a Acção do Poema com a sua unidade. . que a aspira ao co- Cap. se em que vou fallando náo o e para explicar soffre a brevida- pôde conseguir o projecto de Eufrauor . Bem que desta denominação. . dans un le Momtmen de cette importance . pag.

pe- comparação. e Acção do seu Heroe por espaços de . frustrándo-se-lhe pela politica de Rachel. e viciosos. ainda que he táo verdadeiro será Fa- bula do seu Poema a disposição que lhe der. dos espectadores não só individualmente. mostra isto mesmo em hum Poesia . historia de Basca ser da Sagrada Escritura para ser verdadeirissima a Laban seguir Jacob para lhe tirar os ídolos. O Poeta Épico satisfazendo aos preceitos da Arte he obrigado a contentar o entendimento do Leitor Sábio. as concebe. ainda que Equestre (8) elles faltem. H 2 . acto momentâneo. parte por parte. O . e nasci- dos da mesma Fabula-. Poeta. no Capitólio le na Praça de Louis (com bem magoa de com a Poesia. e que faltando-lhes estas qualidades serão inúteis. 4. o Escultor . que a imaginação finge . a diligencia de que se achou despojado. 7 Cap. assim como nel . . so e vários incidentes e o Escultor. são os Episódios. mas até de hum golpe de Dizem que huma das principaes bellezas da Fabula Épica. da sua Epopeia .da Estatua Equestre. 2. he obrigado a satisfazer o entendimento. vista. que vou fazendo da Escultura (8) A de Marco Aurélio. ou Vendome em Paris. Fabula mutilada. . que emprehender cantar este facto. . (como ha) alguma Estatua sem que na composição do seu todo haja modo que daquellas . tempo. Grana . Liv. A de Luiz XIV. etc. Neste ca- não sei se a se o Desenho he mais difíkil. e dispõe do . em Roma. A de Frederico V. 1. Também não fica a ha quem affirme que. Por exemplo. sendo bem ordenados. ou Pintor . seguindo também os preceitos da sua Arte e os olhos . Pode também haver . la Neste sentido he que uso da palavra Fabula. foi para o paia que deste assumpto fez Pedro de Cortona Cap. . ou Pintor.. seu Author) em Copenhague. Veja-se Poética de Freire. etc.

elegância de expressões. vista. Náo são poucas . de Horácio . Costu- me . . porém he muito de se provar : eu a profiro para gloria da minha amada Nação so Lusitano . baixos-relevos . . . ser grande porém maravilhosa tre . com humuito ma tal actitude . Pelo que respeita ao manejo da Arte pode ser. e observo nas actitudes e mais circumstancias das suas . e de que se ga com elle ser como os sonhos do enfermo. . . e só desta sorte será a composição bella irrisão livre . Emprego se representa (q) : e Estado da cuja Imagem não só para res- (9) Neste particular . e interessante para huma Estatua Eques- deve-se escolher a que ornada destes predicados e represente a virtude mais brilhante doHeroe. Náo esta ( até mesmos Nacionaes) quem tenha fácil proposição por absurda. e poser rém. em que da se intenta mostrar o Heroc aos di- espectadores e judiciosa . excedeo Francisco Vieira Lusitano muitos dos faltará que lhe precederão entre os sem exceptuar o grande Rafael. ctc. análogos da figura principal. tal veresimilhança na expressão dos caracteres que me parece ser . Qualidade.8 DescripçXo Analytica . . que além de . estes accessorios. que ainda faltando-lhe harmonia de Gruppos. ou Ajfecto : . ser seja conforme ao Caracter pessoa . no pedestal outras estatuas subalternas Cap. mas faltando-lhe o pondeespécies. »///. pela pureza de desenho etc. não só deve . pois que todos os Portuguezes devemos prezar-nos deste que tenho visto deste nosr fi- admirável compatriota. estas qualidades seja agradável á . Facto . que são os Episódios destes mudos Poemas. rado. havendo devem rigorosamente da Acção . animada. as obras. guras . sempre ha de ser monstro de varias Se a Acção Épica . I.

de que senão faz muito caso. asquaes são: Composição geral. II. de que prometti fallar a respeito destes desenhos. 9 . quando escre(a) ver do que mudar nos desenhos. peito . lher-se o que mais concorrer para a nobreza sura da e formo- Imagem. pertencente ás descripçóes. Acção Feito ) . Actitude da Imagem . desta obra. nem pensou em nem pela imaginação lhe certamente nenhuma destas circumstancias. ou e que representa o Heroe. o seu Trage ou modo de vestir . Ponderadas as circumstancias que devem ter as quatro qualidades. e servindo de estimulo de imitação á Posteridade. he ponto muito essencial devendo esco. resta dizer como estas qualidades se nos mostrao nos desenhos. Primeiramente. e Pin. o Desenhador dos ditos quatro detal . tendo com tudo alguma attenção ao tempo da existência da tura visíveis Personagem porém na Escultura. em que deve : haver grande eco- nomia . por ser isto. Vê-se no Cap. .da Estatua Equestre. 1. buxos passou . . Cuido que na Poesia não ha preceito para o' modo de vestir-se o Heroe. e veneração da Personagem effigiada mas para Cap. Pe- lo que respeita á Composição toda ella he frigidissima huma cada (a) das qualidades distinctivàs das suas obras 3 o dar com fidelidade a hum o que lhe pertence. que este Padrão das suas virtudes fique mudamente fallando . . . como intentei adiante mostrarei. miudeza. naquella qualidade de Pintura .

das quatro Partes do Mundo. em que consiste huma das principaes . debaixo do Cavallo do Heroe. em que se es- tava. faltar-lhcs na Es- grandeza devida combinação proporcionada são com a tatua principal em todas as suas partes incohcren- tes: qualquer allegoria. (**) {***) II. Diziáo-me que nestes Gruppos se symbolizavao as quatro Partes do Mundo (10) . que ao discurso: e ainda a querer-se-lhe suppôr . tirando-lhe deste . e fazendo-o parecer mais pezado. fastidioso legoria. e IV. O Leão. (***) além de a . por se (*) Estampa Estampa I. que e embaraçando o mesmo ginete.io DescripçXo Analytica as partes sem concordarem * em cousa alguma humas com outras. for- ma. e o bojo do Cavallo. (ou attribuí) aos Gruppos. Estampa III. do mono desenho . . que declarei fiz pela inauguração desti Real Estatua forcejei por desfazer este estragado conceito. . ha de ser forçada. baraço modo o ar de agilidade. . he viciosa le não meal- nos. desem- bellezas daquelle bruto desfigurando-lha o dito Leão. entupe o espaço de medeia entre o pedestal. huma das Notas Ode. Os Gruppos Lateraes. ar. seja cila qual for. I. que se lhes queira accommodar. por causa daquella espécie de massiço . Visto o cerco desenho pela frente (**) faz o mesmo Leão hum á vista encruzamento com o Cavallo. . que além da desproporção. da (10) Em . por estar daquel- modo debaixo do Cavallo. do que se vê (*) faz muito mão effeito porque chegando com a cabeça até a altura dos pés do Cavalleiro.

Mas ainda que esta a allegoria . delias indica peito femenino. hu. e ainda assim me remem £*) a hum etcaetera. obra . e a Porém representarem-sc mais e civilizadas . a Europa. o Elefante a Ásia. i. Cap. delfim nos bosques. proporcionando-se ás figuras racionaes. Mancebos Escultores cio: .da Estatua Equestre. estenderem os Domínios de Portugal a todas ellas: ii que o Cavallo representava outra cultas a America. desta No Cap. em brutos . quatro Partes do Mundo figuradas . representa Nas Podião todas aguas javali ser . e não haveria que notar de incongruência com tanto que não houvesse aquclle mixto. . as . Elefante. cjue mais racionavelmeme lhe podia convir. como no desenho qualquer dizião serem duas Famas. ina das figuras prostradas ou atrcpelladas a Africa as duas . O no. me consta que tal : extravagância sonhasse ainda alaqui consegui fazer gum estragado Poeta huma peque- na alteraqão. parece que para o porem alli o tirarão do ventre mater- As duas e não figuras aladas . e as outras em . que adiante direi (*). figuras racionaes he incoherencia tão despropositada que a todos se manifesta. em brutos ou todas em figuras racionaes . ouvi o que a isto diz Horá- Todo o que por hum modo muito estranho Varia assumpto simples. . onde se trata dos Gruppos. II.

representou o . que hum jarro . . que então seriao estes Episódios judiciosos . Heroe. nem pela Imagem nem pelos acces- podemos Pai alcançar este conhecimento. por causa da nimia repetição feito e em ( certo modo tal alheio do He- ainda que seja coherente ao Reino. I. Gi. que se devia unidade deste o Sujeito : . frio . se acaso intentava seu e levantar-se por elle . Deste . o Bcm-amado \ e por isso o figurou apoiando a mão no . . O Author seu antigo da Estatua de Marco Aurclio. como na Épica. e tanto a Acção como a Fabula Esculturesca . era a sua sllegoria hum Episodio muito que delie se tem roe . como dan» do ordens aos seus Exércitos. da Fabula Acção e a Poema daqui devião sair as allegcrias dos : Gruppos . O Author) a desenho dirigia-se a fazer-se . a sua devida unidade. Bouchardon lembrou-se do titulo com que os seus Naturaes caracterizarão Luiz XV. Heroe. sem que se lhe podesse dizer com justiça Começou-se a formar hum grande Sabe . mesmo tempo. perfeição. e harmonia. terião. mostrou Luiz XIV. vaso . em que . E por No que senta o sorios . composição estivesse bem ordenada Cap. erigindo-se-lhe nesse se fazia a reedificação.12 DescripçaO Analytica . e dos mais Feitos glorio- sos do Heroe a felicitar se via o Empenho : va os seus Povos tirar com que se deste Empenho a applicapois he . como rardon do Povo cm Acção de o proteger. na sua Estatua . huma Estatua hum Augusto Heroe que de novo reedificava a sua Metropoli. que nos repre. se a roda gira ? pertence á Acção sua ou Feito.

1. trar aquelies judiciosos e instruídos Escultores dicar. Na verdade. de Fred. seus Heroes. mas alguns grandes homens o tem conseguido. cisto he que quizerão mos. ou Acções que lhes exprimira) cias. como o nosso. e scientificamente neja a sua Arte. siste o fino desta expressão: he certo que apoiando a nao se pode usar do bastão se com : mesma violência . V. Sally . thoridade Regia com doçura (n). bastão de 13 e firmar. 1 . e lamentará o conceito que inda aqui se faz a expressão do Feito delia. . . na DescriptivH âe la Estatue Fq. com que para in- pode mover pegando-lhe . e as outras qualidades. e invenção da Fabula. ou Pintor. pegar-lhe . a benignidade dos . verá parte das grandes difficuldades desta Pro. desde pag. .-" Commando por huma extremidade. fácil este ponto (13) : porque a pluralidade (11) Este mesmo partido seguio Sally na Estatua de Frederico V. $2 cerá até pag. em lugar de Neste apoiar a mão . Em hum Mohe mais de partes numento de maior composição. con. e se conheas experiências em que afiliações se vio este Author 5 os esiudos que fez para desempenhar o seu assumpto ler a sua citada : e quem tiver a curiosidade de Description . isto he muito diffícultoso (12) . (1:$) Mas se he mais fácil he mais difficil A ordem . diversas actitudes . que judiciosa.da Estatua Equestre. 35. em Dinamarca. e mais circumstan-' Todas estas meditações e muitas mais faz hum Esma* cultor. . do a outra sobre a coxa direita mostrando usar da Au- Cap. (12) Vejâ-se o que a este respeito diz Mr. do modo que com lhes era possível. fissão .

Diz Horácio que seja bello . que se fingisse estar o Heroe executando . como a Alma com o Corpo. confesso que ellas como Alma diversas . : e Acção ou Feito. mas assim e Corpo são duas substancias totalmente . não Cap. o pezado de outras.. que desenhou: . assim Acção e Actitude são dous accidentes absolutamente distinctos. he para todos . da mão. e ainda que a figura faltando-lhe o espirito. Exemplo: quer-se representar livro: hum homem lendo em hum o ler r he a Acção > ou . que: em faltaudo a vitalidade ás figuras não consegue o Professor o fim da sua Arte. tudo concorre para ta insipidez. a incorrecta symes- os desacertados contornos a mesquinhez de nu- mas partes. gar. vem especial- mente metria esta falta . em que porém eu acho-as muito differentes são tão unidas. Lusitano illustrando este lu- E o seu Commentador . dade .. . : em que pro- metti discorrer. Sendo a Actituck a terceira qualidade.. Não Deve basta que o Poema ser persuasivo . nem aquelle ar de vitalique encerra em si hum como engano da vista. com' Dacier se vale da Pintura. I. ser huma mesma cousa se exprime a figura. pouco será o seu . : concorre a declarar o conceito isto não obstante. merecimento. faltará quem julgue . Não Aclitude . Não tem garbo. diffícil : Este ponto ainda he mais tenha bellezà . .14 DescripcXo Analytica. como a experiência está mostrando. digo que hc insípida e ainda que isto procedesse de se lhe não ter determinado Acção activa. dizendo.

ou" Gap. che per esser troppo regolari la quale niun jormano una certa j/wc- tria dispiacevole te delia Pittura. especialmente da posição de braços. Os contornos modo de vestir são ase li- peros. parallelo. que me propuz pa- indagar he o Trage ou modo de vestir o Heroe. . (15) . buon effetto produce. pag. sentado. efuggitte ahresi lecose barbere . dizendo (15). esta he a Actitude* A ra quarta. Ar- Preceito 18. co- mo me no : quer o seu Gommentador Fresnoy Depil/es . e muito. recommenda que se de todas .. 15- porém pegar no estar livro com huma . em pé. como o acha ferro ou como o bronze de que se deste feito. Depilles: depois traduzio-se. ed nitre figure acnte e Geometricbe li j come quadrati triango- e tulte quelle . Este modo he nos desenhos tão duro (diga-se assim) que finge . mais. ou encostado. . e por esta causa Fresnoy . as figuras Geométricas (14) . edure alia vis- I 2 . compoz em verso Latino. porque em Pintura e Escultura fafalle zem máo effeito: e posto que neste lugar Du Fres- noy. 30. che jormano delle . ou menos torcido. neste caso.da Estatua Equestre. . Feito. e pernas. em si encerra. nhas parallelas que tos á vista.. por causa dos repetidos ângulos. mui- O Sábio Du na sua admirável Arte fuja da Pintura. . etc. todas as : vezes que a citar. ambas as mãos . e commentou em Francez seu Amigo Mr. que senão representem cou(14) Fuggite ahresi le lince et i contorni uguali. . e imprimio-se em Italiano com o texto Latino. lha traciuzio. . e ultima qualidade.. em Roma 1750 a esta Edição remetto o Leitor. para tudo o mais deo e o esta lição o nosso famoso Francisco Vieira Lusita- mesmo Du com maior clareza o define mais adiante. rozze. . Dufresnoy. Esta obra que Dufresnoy .

Prec. I. . ao Num. Esta regra. porque os olhos aborrecem as cousas de que as nãos se retirao.. de analyzallos manejo da Arte a que os Professo- chamão bem ovimal desenhado. .. me consta. (16) Náo julgáo deste modo sem alguma Notas deste este lugar razão. decima tem suas excepções. ta. áspe- Cap. e Arquitectura neste tratar Reino. também deixaria de fazer este exame nas quatro qualidades. 17.scnipqXo Analítica . em que naquclle tempo se achava a Pintura. ao Numero . (17) Á Nota correspondente a vai toda no Supplemento ás Notas deste Cap. veja-se no Snpplemcnto As Cap. le e finalmente ttittociò . ras ao tacto í ... e . a minha pouca inteiligen- o que julgo a respeito do que propuz sobre os men. . não ha demasiados annos do Journal Estrangeiro de Parts . . segundo cia . diz: Na Escultura não temos ninguém. se a isto me : não obrigassem dous motivos muito e o fortes que sao o meu Credito. care. não devo ser mais extenso. sas barbaras grosseiras . e individuando lições. 55. quando havia de da Escultura. da minha Pátria. Nota. e ainda entre nós mesmos seesCarta aos Sócios creveo. que mereça de ser nomeado (17). poi che gli occhi aboniscono lecose che a mani nonvorrebono toc- Ahi mesmo. que somos os Portuguezes reputados quasi (ou inteiramente) cegos nas Artes do Desenho (16). duras d vista agudas . que precisão mais luzes mas como não escrevo huma Arte dando. Entre as Nações cultas. O resto desta 16.. "quelle che amo acnte. Tenho mostrado. huma na qual ainda que o seu Author dava alguma noticia do estado. eruvide altatto. de que tenho tratado r .1 Dr. . . cionados desenhos naquellas" partes de res e assim como deixei .

e os defeitos . . e ás de qualquer outro Escultor Vassallo. me impei- Po lem a mostrar. . 17 Esta proposição. a preoccupação dos Estrangeiros. que fui obrigado a commetter . naquella obra. que estas faltas.da Estatua Equestre. nhas forças. não são effeitos de huma universal cegueira . mas sim de hum invencível ás mi- particular e extravagante capricho .

se di Afundisse pelos jardins. T Ào Cap. que vio muitos costumes. .iS DescripçÃo Analítica CAPITULO Em que se continua a matéria precedente meiro modelo pequeno executado . (i) A huma respeitável Personagem . mais que cm alguns Pro- e não muitos sujeitos de outras clas- procurando tem mostrado affecivos . e se trata do pri- em cerei) e dos modelos dos Gruppos lateraes. e não tenha havido an- teriormente Aulas públicas e Academias das Artes do se restringio nos gabine- Desenho. emprega e a Escultura não se tem propagado o gosto fessores applicados ses se lhes conhecimentos individuaes . que tes. cios públicos. e ter delias huma tal noção. Homens de Letras. nem o desvelo. das Bellas-Arres do Desenho . praças . ainda se achao ex~ só a cellentes collecçòes. he moderno em Portugal terem-se prezado . e mais edifí. em que se . Porém como esta curiosidade podem ter pessoas de cabedacs. pensável do trato e utilidade aos e que até serve de adorno. li. contcmplando-as . al- guns Grandes de possuir boas pinturas faltado a que não tem também vários Particulares: e posto que o incên- dio do Terremoto abrazou muitas . que parece indiscivil (i) . II. emui' .

esr. não se . que se tem feito e faz destas Ar- te?: Sem vergonha o não digo. </j. e neste número. Lusi. que a razão . . José I. de Desenho histórico . ouvi dizer . pouca estimação. O mesmo Senhor estabeleceo algumas Aulas de Desenho. Desta quasi geral a falta 19 de conhecimentos procede . gueza. ha outras erectas por tos Povos . (2) . e manufacturas deste Reino. Porém já raião novas luzes. 5. não só da restauração do Commercio. Além das sobreditas Aulas . ha de servir de Época para principiar a Historia. Milícia e reforma dos Estudos ^científicos. e de Arqui- tectura Civil para que todos os seus Vassallos se pos- Sào aproveitar destas inítrucções. ordenou dessem A Raiinstituio nha Nossa Senhora. mas também das Artes. achar completamente boa educação sem Desenho. que cia 3 pela Poesia faz . seguindo seu Augusto Pai. He e rima . Can. Camões nesta estan- e na que se lhe segue com muito mais razão se podem fazer pelo Desenho. D 1 algum não ser por versos exc cliente não se ver prezado o verso .da Estatua Equestre. Eu creio que o Reinado do Senhor Rei D. e até no Real Collegio de Nobres 5 que fundou para instrucção se da Ulustre Mocidade Portulições desta faculdade. que a experiência lhe havia mostrado . huma Aula pública . Porque quem não sabe a arte não a estima (2) As queixas. ja-se O resto da Nora ve- no Supplemento ás Noras desre Cap.

incompleto. senho (4) : e praticar o De- isto certamente servirá de augmentar-lhes o e adorno de suas respeitáveis qualidades. já no Reinado da nossa Augusta So berana (3): e tudo isto dá grandes esperanças de se pro- II. de que o ($) O Intendente Geral da Policia. diminuindo não menos a commodidade. esta falta sem dúvida ) sido causa . especialmente se a Ulustre Mocidade. a também Aula de Desenho. mo.2o DescripçXo Anàlytica feliz ~~ ' Magistrados. que se podem allegar . seja ta Engracia só o do Edifício. Tem sido causa de fabris. . Excellentissimos Grandes de Portugal sabiamente co- nhecido vil : quanto as luzes do Desenho são úteis a toda a Sociedade Ci- a reflexão nesta verdade os tem estimulado a fazerem applicar seus Ulustrissimos Filhos a táo instrua ivo entretenimento. na Cidade do Porto. como criou zeloso Patriota no bem intentado estabelecimento da Casa Pia. Manique. e . de remediar-se que destes conhecimentos se tem sentido até nosa qual sos tempos. fez augmentar muito a despeza formosura. vida pelo Real exemplo de Suas Altezas e das outras Nações polidas. de se temal admi- rem gasto neste Reino sommas consideráveis e de gosto péssimo (5). Os . tem sido assas nociva. e ainda os officios não tenhao elevado áquelle gráo de peifcição. e os precisos conhecimentos nas Bellas Artes. por servir á bre- vidade. (5) Entre muitos exemplos . . na sua tortuosa planta . { Tem nistradas . onde a depravação do gosto . no particular não menos que no público. a falta . cuidar cm conhecer. E Companhia do Alto Douro tem igual mente fundou Aula do (4) mesmo estudo. Diogo Ignacio de Pina . pagar o bom gosto . denominado Obras de San. se que todas as Bellas Artes.

. para se e as não mal lograrem . de tanta pondepelo infortúnio de ração. . e de tanta gloria. braves spirituels. etoit laborieux les . K . pag. Le Politique Danois. . Portugal. em todas as suas partes . como confessão os mesmos Estrangeiros de que tratando- Cap. généreúx. au com. para eter. para que aquelle Panegyrico mua do . II. na memoria de hum Soberano vedor de tantos quem o Público he dedesvelos. clairvoyant^ profond diins CCs sous ses Sciences en un mot Portugais sembloient etre pla- un climat. un Peuple les . Diçtion. a fiz passar se não fazerem as devidas diligencias. . Géografiç.da Estatua Equestre. indagações. fosse digno da Pessoa . e por quem o mesmo Público a á p ertendia mento. na minima circumstancia grandes sommas que nelle sehião empregar. se da execução da Estatua Equestre. Echard. € sendo esta obra não só muito grande que deste género se fazia . attacb^s A leur Religion. . com estabelecidas Academias quando se trata de tamanhas empre- ou as confiáo a hum Professor de merecimento ge- (6) . dando-se-lhe a perfeição possível. qui . peurbien des cho- sur le rate des Européens. de que vou fallando. tt fez capazes para tudo a maior parte dos . e foi ultimamente causa. qui leur donnoit de la super iorité. quem se dedicava. aux Sciences et etç. Omnipotente Portuguezes sinceros (6): . sont polis. trespropres etç. deixar posteridade este Padrão de agradeci- NosPaizes. onde os conhecimentos do Desenho tem muitos annos de idade das Belias Artes zas . e reflexões indispensáveis. Les Port. 194. mas a primeira em Portugal. industrieux . raoc.

Liv. de quem se ignorava o préstimo. II. DescripçÃo Analytica em que desenhos. lentos. etc.%t Cap. 4. . em qualquer dos casos eleito que seja lhe dão toda a liberdade para idear. era que nas suas dimensões concordassem as partes (7) les En conséqnevçe elle (a Cidade de Paris) ebargea les plus habl* Artistes que fussent alors . . ou modelos de cada hum. com o seu a . O resto da Nota. Com tão errado systema . Blondel Architectnre Francoise . a fazer Entrou este segundo Artista para o que se lhe o seu modelo obra ^ dco o desenho que havia. e executar. ralmente conhecido se veja pelos ou destinao hum concurso he o mais capaz e (7) do assumpto. petipé forçoso : porque fazendo-se modelo de toda . não sei se da mesma ca:h?goria. cujo modelo não agradou: e se incumbio depois a outro Estrangeiro. 37' em diversos casos. Paris de travailler enconcurs . que nellas deve ter quem asemprehende : . não se cuidou neste ponto essensial . pois não se fez a devida escolha de concurrentes e depois se j coarctou ao eleito inteiramente a liberdade de Artista eujo captiveiro he prejudicialissimo a todas as obras de espirito. au dessem 1 de ce monument e assim outros . em que consiste lograr-se nestas empre- zas o fim. incumbir. segundo os seus ta- Para a nossa Estatua porém . se lhe . se encarregou a pela pri- meira rea este grande assumpto hum Militar (dizem que Italiano). pag. . veja-se no Supple* mento ás Notas deste Capitulo e neste ntím. qual . para .

sem acabar hum pequeno baixo-relevo. busquei a empreza. meu modelo quáo cráo os Baluartes com que o meu Rival ostentava sendo todo o meu receio. confesso que a saber me assustei. do qual . (10) A este Professor : devi especialmente a influencia desta eleição. que sempre mostrou em to- das as suas acçóes . que já me conferissem o louro. combate. não duvidei . entre si . entre os Ar- o primeiro. . convidando-me para esta obra tistas. que lhe dera o dito Raposo a meu respeito. . nem estimei Porém como o . com que estava entretido Lisboa . que sustentava o . sim hum convite para concurrente e do interesse não teve forças para me arrancar logo do meu tugúrio. se me fez aviso a (8) perguntando-see declarando-se-me me . fizessem a mes: ~ AP. me escreveo Domingos da Silva Ra- Ajudante de Arquitectura na Casa do Risco das Obras Públicas. nem Padrinhos. e depois. pelo que vio neste meu primeiro modelo. tendo conhecido as forças entrar no certamen (9). referido avi- so não foi ordem . em hum todo Mafra . : e passado hum mez he que vim a onde o Arquitecto Raynaldo Manoel dos Santos (10) me entregou dous desenhos iguaes aos que se (8) poso . fortes quando tendo o . roa harmonia que o desenho indicava e passando al- Ur gum tempo. neste particular. que em mim (9) Ainda que náo temi o contendor.- isenta de toda a suspeita náo só pela honra nesse : . nem conhecimento movendo-se propor-me ao Ministério unicamente pelas informações. e náo a Intelligencia. quasi acabado . . mas porque tempo ainda náo tinhamos a mínia ma amisade . A 19 de Outubro de 1770. que positivamente a me chamasse. K % . que decidisse a Protecção. se queria entrar na empreza quem era o Athleta. ao qual devi a fineza de ser fallou. mas ambição da gloria.da Estatua Equestre. 23 para que juntas . como náo vim .

e II. a qual he que tive esu seaugmentou. interna . afflicção (n) a .24 AP DescripçXo Anal y ti ca . por Mr. e se verá náo haver nenhum o Monumento : de que não fosse arbitro total . o jaezat do Cavallo. e dei prn> fins cipio ao meu. que eu conhecia. e julgando que com politica poevitando os de- deria alcançar faculdade para melhorar. I. quando (a tempo que já se estaváo escul- pindo os Gruppos) me veio á máo .primeiro . vestir do Heroe. nem deixar de seguir a olhos fechados as ordens. Veja-se a obra. que se não con. e pequeno modelo (13) nos de Dezembro de 1770. tudo. (11) afflicçáo-. conhecendo. num. nein a Pátria huma gloria sufficienteç por faltarem na Imagem do Heroe aquelles accidentes. I. inteiramente ao Escultor eleito para a sua execução ainda os mesmos pedestaes (12) : porém nem eu podia dizer isto.intitulada Monumem . acceitei os papeis. feitos. Peias razoes qne deixo expendias no Cap. e neste da Nota veja- no Suçpkmento ás Notas deste Cap. ===== derão ao Estrangeiro _ IL * (*) e tanto que os vi me assaltou seguirt- huma do-os delia. da Nota. (12) veja-se no SupplemeMo ás Notas : deste Cap. não tiravão o Artista. o Escultor eleito para executallo determina- rão as Acções as actitudes. e neste ertgées num. os desenhos. resto e vi que desta obra se furtarão e muito mal. e circumstancias . e os pedestaes.. as resto allegorias. e executando-se obra . ptos .. que trarão destes assumdestes elles . en France a \a~ glcire de Louis XV. (i$) Este primeiro modelo > conformando-me ao petipé tem domr palmus PortL'£uezes t . que deixo ponderadas. se n'huma palavra. que se me davão. (*) Esr. . qus por elles . Patce e outras distineto . a Jrehitecture Framoise de Mondei. . Não fiasse ha Monumento algum destes.

nenhum Professor intellisente se tem atrevido a deixal- (14) Náo fallando feita na Estatua de Marco Aurélio . e seguir aquelle grande exemplar. mostrando a isto razão.r>A Estatua Equestre. ou variar Polycleto. por conlivre Cap. que me inclinava . de que iár mais em tal. . por ser no tempo . ape- nas. . em e cuja matéria o fiz . me enganei. darei depois de perder-se esse uso. se usava aquelle trage sabe-se certeza de varias Estatuas mais feiras por excellentes Escultores. i$ voltei' Logo servar nos primeiros dias de Janeiro de 1771 ao dito modelo de cera. das diminuições do barro venceria (ao cuidando que pouco a pouco ser . ou dobras e do manto no seu arranjamento. co- mo se fosse a deLysippo. catalogo de e entre el- ou mais monumentos que desta classe de que tenho noticia les notarei os me consta serem as Estatuas vestidas deste modo á Ro- mana. . e Pedestres.. em Roma com 60 . menos) não o Heroe vestido de ferro. se me deo inferi ultimamente huma resser-me preciso não fal- posta desagradável. if. no Capitólio . nem com ter capacete na cabeça fallando varias vezes . era em ao antigo uso Romano . que exis- por ser este modo de vestir tão bello tem (14) que . pelo que respeita ao trage do Heroe o vestir . e indicando isto a porque muita submissão e humildade quanto era re- pugnante ao bom gosto da Arte. fícando-me. como são vestidas as melhores Estatuas Equestres. Uberdade para algumas pregas. sempre a medida conforme ao petipé . em que . hum . No fim desta obra . totalmente neste ponto . . miudezas semelhantes: porém no que eu desejava mais anciosamente affastar-me tios desenhos.

. XXX. que os seus perigos sáo insondá- (16) Só o ficar a figura mais esbelta he motivo muito efficaz para . la figura. de que a indicação do nú augmenta a belleza nas . Ma . Esta circumstancia he ráo es- sencial da belleza nas Artes do Desenho. Giorgio Vasari b*. 30. Quando que escrevi esta advertência figuras . que he o Pudor. Os Artistas de juizo . como diz fica Sally (if). e contra o Estado. siano ( os pannejamentos ) con loro . talmente lo che scuoprino lo ignudo di sotto e tal ora lo ascondino . e castigadas reflexões: sendo si . ctc. tem introduzido. que ainda nas figuras adornadas os Mestres. levar só de louro sobre o cabelio. pag. Por tanto (abominando este indigno excesso) póde-se attender ao nú . o Principe das Trevas tem obtido ao presente sobre muitos peitos Catholicos de hum. chegando o Sexo delicado que náo só despreza . Em lugar de capacete . tem recommendado muitos dos que escrito das Artes conhecendo que o contrario he attentar contra a Religião. e outro Sexo. ainda á força das mais serias. e o mais rico dote das suas qualida- des. de pag. verem-se em qua- toda afigura os contornos donú. e con arte e grazia of~ r. na ridícula. mas nos termos . e por con- sequência mais airosa. II. que trata da Escultura . como augmenta o vulto da esbelto (16) : (15) Sally. multiplicando fomentos de relaxação nos cos- tumes veis. Vite dePittore. talora mostrino. e instrucçáo sabem como háo de já tratar as suas composições. sem tem faltar ao decoro devido. que representáo racionaes não havia vestígio algum do triunfo . senza alcuna crudezza che . pro- bidade. fenda Cap.26 Cap. para XXXI. tendo isto consequências taes . DescripçXo Analytica a principal causa desta belleza lo. . e reprehensivel nudez. A Imagem a coroa deste modo mais esbelta. andar di pieghe gi. Description . hábeis. o que . concorre muito para o e o capacete. que por a tal moda se . recommendão que se attenda a indi- car o nú. ponto de allu- cinâção mas ate faz timbre de aniquilar de todo a mais preciosa jóia do seu adorno. Scultori : etc. . il com tati diversos vestidos . Tom.

dizem rious : (o Escultor) a vètu si le Monarque À . para interromper os contornos do nu alguma seccura Cap. parce que fosanp) etç. ne ccnnoissons rien de auguste ni de si 'm> Veja-se a Traducçáo no Supplemento. porém assim mesmo usaváo os Ro* manos em 03 seus Triunfos . de 1740. levando só o louro na Cabeça naquelie acto Rollin. Ecr. este he o que se devia eleger e não ou- Já houve quem me disse . Cabeça . 814. Para dar alguma noção do que nes. e com o seu manto Real. como tem mais nobreza . Chlamyde. xá que poderia resultar sem este adjunto com o qual se consegue parte daquella qualidade. Ediç. e mais formosura tro (18). . . V. Romaine. opposto a secco. especialmente (18) de Luiz em Pintura. faz bum Corpo basta para juntando-se todas das outras . e para ficar o Monumento mais exacto presente : e mostrar no futuro o trage e como haverá muitas pessoas apaixonadas pe« obrigar a que se desterre o capacete . No XV. . 27 serve' faz parecer a figura anã : a . e magestosa pompa. 15. pastoso (17). . da Descripção das operações de fundir a Est. . (17) Pastoso . a que os Professores chamao bello . Artes se entende por aquelles dous termos certa quantidade de bolas secco.da Estatua Equestre. e Desenho. tas pag. Isto o meu caso: mas o significado das ditas duas palavras ainda he mais amplo. de sorte que humas en- cubráo varias partes- fazem todas hum Corpo pastoso. e fallando seus Authores no la vestido da Estatua. da mais brilhante. Histoire ancienne. descrevendo o Monumento 7/ . supponhamos que vemos : huma todas separadas cada huma por si . . e . Tom. de Paris. que o melhor era ser o Heroe vestido de casaca. em 4. Este estilo de vestir sempre foi e e distincto . Cap. por ser este o uso do tempo da sua existência . em monte .

. Romano deixa ver esta belleza natural daqui procede ter muito mais nobreza . An. co- mo na Epopeia. apoiado pela razão. 3. pag. como diz Boffrand. e formosura. nas estatuas. e também porque os Professores do Desenho o tem adoptado das suas obras . a quem sigo (19). que em perdena já se não pode ver sem riso. tjran du goât . Chant. de concorrer tudo para o maravilhoso. de Peindre 4. II. de Paris \3e 1760 grande. e nas estampas. que sempre lhes parece bem. . o Tyranno do Bom gosto (20). Watelet. em quasi to- estão os olhos do Público tio costuma- dos a ver este vestido. Edic. he para as Artes do Desenho tão de elegância : que até no seu próprio nome desco- bre este defeito he muito popular. darei os motivos que ao contrario e pelos Cap. nas pinturas. (ij/) Aiais de nos vêtements la genante strueture Contrsdit À a la Jois et l'Art et la nature. Por esta causa especialmente . as da Natureza (que he o manancial he o que mais das Artes) e como o vestido . á vista hum certo ar de nobre a e de grandio- com que a fim se deve mostrar Personagem em Scena heróica. mesmo não expõe so . O falto uso da casaca . Ninguém pôde negar bella entre ser a figura humana a mais todas . 41. Esta grande van- tagem não tem do o seu uso. (20) La mode Ic met un grana obstaçle À la per* . Yeja-se Traducçáo no Supplemento. me inclinão. sendo mõ* da. a moda contemporânea . Mestres.28 'lo uso DescripçXo Analítica moderno . e por isto .

vou seguindo as Leis da Epopeia . teles a e que talvez por esta causa preferisse Aristóá Historia. em narrar esta os factos. de quem se Estatua. e por consequência mais essenciaes. 29 Deixando no Capitulo precedente demonstrado. (21) Esta licença não he úo ampla. não se ha de conceder aos Escultores e Pintores fazerem o mesmo. que deixe deter seus limites: o L . Dissert. pois se expõe para imitar-se. que Epopeia differe da Historia . Liv. Bofírand. como te na realidade forão e aquella pintallos como vero- similmente deveriao ser. accompagnée de Ia folie noveame qui plait . ou não em o tempo do Heroe . : U le vulgaire la suit. e circumstancias mais atten- diveis. Creio que todos os Mestres da Poesia convém a . tiro porque mo. ser Cap. para que na Acção tudo arreba.da Estatua Equestre. Diz Horácio. sur . e Pintor sempre foi dada (21). ou Quadro. d'Architecture. que de tão pouca entidade faz a De Ao fection des arts : fingir ampla licença Poeta . elle est etc. hum Monumento destes o Poema Heróico da Escultura II. porque em quasi todas encontro preceitos conducentes para esta qualidade de poemas. cousa usar- como he a moda do vestido se . e para ser perfeito he obrigado a tomar esta liberdade . Epopeia Pois se o Poeta he louvado. . se lhes notar anachronismo? Es- pecialmente quando esta liberdade he tomada em . alterando da verdade histórica alguns costumes . JBon Goust. e excite o espirito do Leitor . sem .

á excepção de algum retoque. de pag. (22) ser o Cap. (22) (22. que lhe precederão elle representavao os homens come elleserao. Diálogos de la Pintura Dial. mudando Occorro . em que de- claro que já Roma chora a falta do seu Laocoonte e outras bellas Esta- tuas. dizendo . com delicadeza proporcionada. 7. tanto como de outras circumstancias escrevi. Gruppo que íizerao os três famosos Rhodianos Polydoro. nunca a isto com algumas Notas assim como a presente . 4. .30 ' DESCBipqXo Analítica Do grande Escultor Lysippo se refere e . (24) (*) escrita Ahi mesmo. . reunindo o bello que se acha ral : cm o natu- atrevimento feliz 3 . que „ se pode . Entáo. eseeu também fosse mudando de . na Poética . „ Docta . cordeirinho a tigre que ce . que em 1796 os Francezes lhe levarão. da presente Descripçáo completa a respeito de Estatuas. as quaes ainda : com desvanecimento possue Roma (*) são nuas e por esta mesmo ha de Horácio . no rev. em que existiáo quando Depois forso ella teria fim. que se os antigos. : que náo isto he-. pouco adiante o declara serpente . 54. ser tanta . estava a . Vincencio Carducho. II.4. e Painéis. escrita. Bustos. pag. Dial. y coetrda sentencia (23). olhei para as cousas no estado.) Plin. Cap. diz este Sábio Pintor. . primeiro que fez as estatuas esbeltas. 2. 1. 8. lugar. pelo qual dizia . . Antenedoro. c Agessandro . trar o modo de pintar E em e outro deve arbi- hum caso . se náo saia do verosímil e como neste caso náo se dá impossibilida- náo ss falta á verosimilhança. os figurava como dexiao ser de cujo apriorismo diz Carducho. que se una ave a . cm se não mudando a essên- cia principal do Feito (24) As prodigiosas estatuas de Laocoonte com seus filhos. Quando principiarão as lamentáveis desordens da França. . ri 5.

Por estes motivos . e copiando-se objecto de vulto. e lamentarei semá exemplos. que os Professores sabem e deixo de explicar por evitar prolixida- de. e sendo feitos os taes desenhos por estima- tiva não podião sahir certos (26). hum e frente de cada Gruppo como se vê nas Est. guiado por tão respeitáveis lamentava. Nos modelos dosGruppos lateraes tive a mesma não ser a nossa Estatua vestida . 124. porque affirmei ser impossível (como em effeito he) fazerem-se de modo. e actitudes: conseguindo este li- mitado indulto . e seja certo. e authoridades Romana. ex- acto. são louva- Cap. aos desenhos . conceden- do-se-mc escassamente o desafogo de mudar algum pouco nos pannejamentos. 11. . Também consegui não serem ambas feme- (25) e seg. su- jeição a que me vi submettido na Estatua . . e .da Estatua Equestre. mesmo a causa . . náo precedendo. L 2 . . com exacção lado III. de algum Escultor . . pre . impropriedade ainda ninguém se atreveo 31 a censurallas nem a seus Authores : antes por isso . ainda que fossem desenhados por mão muito mais hábil. considerando que a que l- homens tiverão para tomar esta licença Poé- Vcja-se o que a respeito deste admirável Gruppo diz Rogero DepUIes (25). e IV. e até preciso na Arquitectura. muito prático. he náo obstante. pâg. impossível usar-se na Escultura tivos . que correspondessem nos quaes indicando-se . (26) moio de desenhar se pratique. No Commento Posto que esre a l'Arte delia Pitíura de Dufresnoy. pelos mo. das pelos intelligentes les grandes tica.

anciosaniente cuidei 5 em acautelar se e conservar os fragmentos do mencionado modelo os quaes ainda achão na casa da Escultura da* . influirão . o qual recolheo a sua casa . eífeito acção indigna. e como delle não fiz caso algum . pagou-se-Ihe. . que recebera para esse fim. poder . posto que de qualidade . Este modelo. delles á imitação do desenho idéa e outro de sua com o : cavallo a ambos lhe reprovarão (27) e Sua Magestade dignou de approvar a minha (27) Este Professor era de Nação Maltez : appâreceo nesta Corte. em com que que se ponderava . assim como os dos Gruppos lateraes. e maltratar-se. . dando assumpto a varias conversações candalosa . dizião ter-se-lhe feito a sobredita injus. por casualidade . alguma do desenho. . aproveitando-se do sen modelo. como cousa es- ter-se preterido o Mal tez seria . Cap. se- guio-se disto quebrar-se tronos tiça . hum . e não mal . foi este Acabado que ro primeiro modelo . e a outra como se acha no desenho representando a Fama. veio parar a meu . Se der pois isto fosse verdade . e levando o meu Competidor dous modelos. pa. sem intelligencia . nesse facto (e também o meu) devo rém o que que o modelo que fez o : dito Professor pelo de- senho. e sabendo-se que o Estrangeiseu . Constando-me depois que os Pa- e partidários do Maltez. fi- cando nas Obras Públicas o que se lhe encommendou e pagou . também completara o fomos ambos avisados pa: ra conduzillos ao Paço no dia 21 de Março de 1771 que se lhe deo galope se . que se lhe deo. que aturdirão muitas pessoas. ninas as figuras aladas. como virão a eleição em outro Sujeito . ra II. .'32 Descripçao Analítica fazendo huma de mancebo-. fazendo bagatellas de marfim. asisto sentarão ter sido intriga que se urdio ao seu dilecto Aíaltez . . feiro á imitação do desenho. não se lhe pagando po. Para defen- o credito das pessoas declarar mais . que representasse o Triunfo . elle fez de seu motu próprio . Essas mesmas pessoas se e empenharão a protegello .

mão a Sua Magestade nos retirámos : e no seguinte dia tive a certeza de estar eleito para executar esta Real Estatua . que quizer ver porque os intelligentes pelo dedo conhecerão o gigante . estes fragmentos . recebendo ao mesmo tempo as ordens necessárias actividade. conhecerão se fui Plagiário e juntamente quão pequena he a gloria do meu triunfo. em que me honrou muito. a primeira vez que alcancei tamanha ventura de bem que Beijando a o que não he ignorado de muita gente existe. . além do porém nascidas da sua Real Beii. Eu publicamente convido toda a pessoa. : nevolencia não sendo esta . meu curto merecimento.da Estatua Equestre. obra 33 com expressões. para se continuar com a mais ardente Obras Públicas.

havia sido quem e os tirara os taes desenhos . sabendo que António Ajudante da Casa do Risco das Obras Públicas. no emprego de Ajudante me entregou o Arquitecto das mesmas Obras. os desenhos projectados . ii. de Perspectiva . sabia varias circum. que se acha no papel. p pant Ara provar a minha verdade. Arquitecto Civil. . á luz \ e que por ser empregado naquella Casa stancias . . José e me ordenou que sobre hum . Copia da att estação.34 Cap. e Pintor attesto que estando oceupado na Casa . mesmos fizerão . hum e vidro á luz . tirados sobre . Rainaldo Manoel dos Santos. DescripcÂo Analytica A P P E N D I X. pelos que S'top- deixou Eugénio dos Santos . se em que I. e acautelar alguma ne- gativa a respeito de serem os desenhos. sados os desenhos. meus sentimentos neste caso lhe pedi que nas costas dos mesmos papeis. onde se e reconhecerão as ditas attestações de que ex- ponho as copias seguintes. vê desenhado o original da Estampa Eu António Stoppani. • do Senhor Rei D. do Risco das Reaes Obras Públicas desta Cidade . para se fazer a Estatua Equestre I. que rne obriga- rão a seguir. em que : estão expres- me passasse attestações de serem os e para isto . que me haviao entregado fomos a casa do Tabellião Victorino Manoel Cordeiro .

debaixo do juramento dos Santos Evangelhos. 11. se entregarão a . delles o que se acha neste . e por falta . que hei- de assignar e os dous seguintes que também assignaserem os mesmos para constar. onde for preciso. papel. mesmo . Lisboa 8 de Março de 1782. e mais Escultura. (Assignado) António Stoppani. 3? Cap. o que com Bifei to fiz. sou de E como sei Nação Romano . . vidro os illucidasse . roguei deiro. que adorna o pedestal e o affirmo a . Esta» incumbío a execução da mesma Real . se Joaquim Machado de Castro. desenhos. a e entender perfeitamente. e querendo assim fazello se lhe não consen- tio. e mais qualidades destes . que esta por António Januário Cor- mim escrevesse. Estatua. e por ser isto verdade o attesto. e affirmo ser' hum rei. de prática não escrever o Idioma Portuguez ainda que o saiba ler. se necessário for.da Estatua Equestre. e também sei que sendo o dito Estatuário capaz de melhorar invenqão. que tuario a quem a .

3^ DescripçXoAnalytica Segue-se inimediatamente no original o reconheci. e testemunho de verdade do Tabelliáo Victori- n ' no Manoel Cordeiro. assignados pelo dito Professor Stoppani e reco- nhecidos pelo mesmo Tabellião. Cap. E assim mesmo nos outros dese. m ento nhos . .

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de que trato agora. com que as producções saião menos defei- conhecia pela prática de mais de i> annos na(2) \ companhia do hábil Escultor Alexandre Glusti pela-' (1) Ainda que a razão natural seja o maior apoio desta definição. III. la forme 2> lamatiere seule en fait la difference. assim o diz Mr. (Escultor Romano. e a resolução de perder muito cuta fazem tuosas : do que se exe- . elle o modelo grande. Boffrand . exames. da escola do famoso Rta* M . (2) Alexandre Giusti . Chap. o mesmo . pag. 37 CAPITULO Do segundo Modelo executado III. co- mo em effeito sérvio de guia para executar-se por . . Description. 15.. mais pcur est cuvrages debronle U modele : en quclque façon 1'ouvrage mê me ." Cap. o em Segundo modelo. que se deviao fazer todos os estudos precisos para a perfeição desta obra.. que lhes façao. em barro.. em certo modo bronze (1). les tambím ze . porém a o cuidado de acautelar. nunca chegao ao ultimo gráo da perfeiprudência de reflexionar . ção sabia eu que ainda os maiores Sábios e que por mais como errão nas suas obras. que he. he aquelle. por ser o que havia de servir. dont metal prend etc. Bem homens.da Estatua Equestre.

. eu animo . vieres cnsayar cn une y mttebos esrjuicios . e desfez. vezes . . 4. zelos e que de Rafael. si . .me para os estudos theorieos achava que todos os Mestres recom- mendão isto mesmo. também de largos annos. DescripçXo Analytica que sem se desmanchar mui: amisade.. que os fez . . e outros Professores. y pone? Esse sabe> e a . Haze.. quita. respondera Buonarroesse temo. não se acerta hum a . onde relata. desbazienrfo y borrando muchas Dial. que estando Buonarroú com . . es cansarse en vano. meu Poema. Horácio na Poec.. tas vezes . dizenJo-lhe hum Amigo. III. Lusit. j bma. ligado voluntariamente acs pannos da perna de huma pelas in nu- meráveis vezes (}) diz este . e desejos de isso zerao dar-me tempo . 13}. Reprebendei todo aquelle que não sabe Muitas veze) riscar ter Porém que importava riscar varias vezes este Foema (3).. que fazia. e desfazia-. Dklog. e o que sobre isco Commentador j que principia na pag.. da primeira Edição. do nosso Vieira Lusitano.38 Cap.. quando este chegou a Roma . 57. com que me achava fOHÍ) 9 já mais acabou modelo. . rr. que nso desmanchasse muitas vezes. e observara. o vi 4 mezes suecessivos figura . vi eleito para a execução desta gran- cuidei . que Rafael náo era o que se dizia pois elle o ti vira pintar. . E rio Vicente Carducho diz: Cr cerne por cosa infaltble que lo cl Pintor». pelo que delle ouvia. O' tos de „ Numa o seu Estirpe „ . com todo o desvelo em que fazer os estudos preparatórios e os grilhões me permittião a escacez do tempo ligado. separa nem liberdade ? não qui- Tanto que me de obra . de la Pinr. pag. de Candid. e voltando. Trad. e seg.eio3 Em hum dos modelos dos relevos de Mafra .

Esboço . que achas: Isto feito. E da pag. quez Estribeiro Mor. só em . Sally havido Arteve algum que esta partisularidade. que to- nem tinha noticia que Author (5") algum assumpto. medeárão de 22 de Março de 1771. hum armo. tratasse me náo consta de Air. (5) Depois de concluída toda (ou quasi toda) a obra desta Estatua. Nos dez dias desembaraçados. na especulação e para proceder com res acerto. até E 10. 14 para 15 diz. que para este fim mandou apromptar o Excellentissimo Marfacilitar a instrucção. e examinar os doze Cavai- em que estudou. nos de Cavallos inteiros superfícies. promette publicallas. 111. diz que desde 17 de Julho de 1756 17 de Agosto de 1757. que 39 Cap. que achou ao todo. servindo- (4) Mr. gastara 15 mezes só nos estudos doCavallo. segui ornethodo. denotar nestes esboços entrei medidas. (4) e examinar alguns Cavailos. 9. e aspectos. pag. . a fim se. e para mais que eu pertendiâ talmente ignorava tivesse tratado tal da Symmetria Equestre.da Estatua Equestre. medir Cavallos gastou mais de . mas náo (*) me consta que sahissem á luz. Saily . só dia de trabalho náo deixou de medir. e até ter o tempo. tirar . escrevo este Capitulo. e em e vistos pelas as de que eu precisava (*) as dimensões. Cette seule opérãtion d' une me couta beaucoup de peines etc. Suite de la . et le sacrifice deplus na pag. até 7 de Abril seguinte. e secunda. que tem usado os melho- Mestres na Symmetria do corpo humano. année de mon temps . para osquaes eu náo tive mais que os ditos déz dias. declara as medidas. . me appliquei a medir. desenhei vários contorpartes . tista em que . o mesmo que Bosquejo : porém os Artistas usáo mais da primeira. e Boceto . também este desgosto: e lamentando esta falta. Descript. M 2 . e que tive mais algum desafogo para averiguações tenho indagado. hum los.

do dito Abril. (9) O segundo modelo foi feito em em barro. . com estampas. . III. IV. a qual dividi em 16 partes. que a declarem. pag. e o* grandes em estuque. outras 16 cada a em (8) para evitar neste lugar náusea de miudezas . fui á No mais a dia 8 . e (como deve) impertinência. alli casa da Fundição de Artilheria para escolher . os segundos em barro.4° 'lhes Descripçao Analytica de origem ás suas medidas . para origem desta symmetria a Escolhi pois ça do Cavallo . X. cujo systema julga Wa&> cabe- o mais seguro (6). . (7) de cuja medição faCapitulo separado. fazendo os primeiros modelos cera. c estas sub- dividi rei huma. em . Reflexions sur la Peinture. das partes do mesmo corpo. . na ricfr d &- traindre des cbangements d'nsage telet. ou em 4 (8) : e vem o mesmo ? .. porque cada huma \6. a ser quasi em 8. eSally praticarão o mes- mo. (7) Esta subdivisão.. XI. de Peindre. palmos . Bouchardon. pôde dividir cada huma das primeiras 16 partes da cabeça do Cavallo. cheg* impraticável por esta causa rejeitar quem quizer seguir este tal me mo- do em figuras pequenas. das 8 valerá 2. 62. que lete ser se medião. que me parecesse . quanto percisasse para esta empreza (6) Cetle mesure esí une espece de mesure universeíle qui . que o natura!. huma Cap. V Arr. o lugar. VIII. desta obra: Estampas VII. só a Professores agradáveis . IX. ou soffriveis. 5 he demasiadamente miúda 2 ser q-iasi e para figuras menores que .. para se lhe tirar forma de gesso: tem 4 palmos Portuguezes. ou desvariétés de denomination. propósito para fazer este segundo modelo (9) e já naquella casa havia ordem do Ministério para se y me apromptar tudo. das 16: e cada huma das 4 valerá 4 das mesmas Cap. : figuras de menor tamanho.

das quaes escolhemos huma . os braços as coxas. o peito. „ braços. Manoel' Cap. mui- (10) Suite de\la Description. para lhes servirem de exemplares ao seu modelo diz (10) que . os melhores Cavallos lhos presenrárao . e aquclles de Sally Dinamarquezes. e afilados „ largos. „ lhe parecerão. (que na verdade o era) vindo . que Sua Excellencia julgasse mais bello. e os . para o copiar não só em seu todo. '41 encontrando na urbanidade do Tenente General. A traducçáo desta passagem aqui dada no texto. as canelias delgadas. Quando este Artista vio havia em Copenhague e que . que Sally te- ás suas por ser o meu exemplar que das Hespanhas. e as pernas quando estiradas. etc. vai resumida. e orelhas grandes. . o pesecço. pag. Vistos de „ compridos . e promptidão . as pernas curtas . lhe parecerão os corpos . Cavallo . da Costa (então Tenente Coronel de Engenharia) todo o civii acolhimento . que eu o queria exemplar po- de ve ser que em gentileza excedesse os doze ordens para copiar . Poucos dias depois pedi ao Excellentissimo Mar- quez Estribeiro Mor hum . Gomes de Carvalho Silva > e do Brigadeiro Bartholemeu ih. mostrando-me as casas que havia principiei a . hum Cavallo chamado Gentil. „ pés grossos. vistos extremamente estreitos . mas na Miologia todas as vezes e promptamente me mandou e este só . . . . . os „ joelhos grossos. sem excepção.da Estatua Equestre. seccos no seu todo de face a „ cabeça. 7 . e chatos. e os perfil . e nella dez do referido mez este modelo. e 8.

E. as coxas. vistas pos- „ „ 5. muito „ gas. comsigo serem aquelles defeitos da sua imagina. que se Cavallo nella representado. que lhe pre- sentava Natureza daquella Região . I. . ih. Sally pois pelo que vejo na estampa da sua Estatua. ve alguma razão para os reparos. e as pernas. e diz j'en J'ay \ vsu des Cbevanx d'Espagnc . quando dobradas. pag. Liv. tas conferencias Mas que depois de muie depois de mui. mesme ay eu lors qnelques uns ils soiit extremement beaux . Nevcasile. Tome . On La Science tença regarás comme le prémicr de tous 6. cuido que neste particular . combinando o bons. vendo-se obriga- do a seguilla para que a copia não desdissesse muito (n) etc. . teriormente. com os Picadores. estar tos tara exames se persuadira preoceupado c assen- ?. c as coxas. IV.nc le Ia preferance les nu Che. 5. Porém . Methode et Invention nouvelle de dresser les Chevaux. Cbevaux des Personnes de Cour. et les plus propres de teus a étre pourtraits d'un pinecau curhux ou pour lavwnturc d'un Roy etc. com os achão neste Paiz. pag. As garuppas. DescripçÃo Analytica lar- „ to estreitas. „ Porém sendo os Cavallos das Hcspanhas ainda mais apreciáveis (n) que os Dinamarquezes favoreceo a sorte mais . julgo que o Professor te.42 Cap. a sen- do Príncipe Marquez de Newcasde : sobre este ponto ainda he et mais terminante. qtten sa glcire et majestè il se víut monstrer À ses pcuples. cai d'Espagne. que fez critos. Chap. .diçáo de Londres de 1757. desenhada porelle mes- mo. // n'y a presque personne qni ne dur. os quaes „ tem alta reputação em . 2-0. . toda a Europa. 2$. muito estreitas. e deixo trans- e para inquietar-se a com as formas. me que a Mr. ção e não dos Cavallos Dinamarquezes .

mas quando appareceo o Cavallo vivo. e que muitos acháo Monumento de .da Estatua Equestre. tem aquella vivacidade. Nestes. cujo com o devido comedimento puz instou . destes. e como Sua mas que Excellencia dizia. náo só tinha os maiores conhecimentos da Arte Eques- até na Miclogia do bruto conhecia a mínima circunstancia. que se viao no sitio j 43 em que ficava o Monumento. mir os Professores de Escukwra de táo Lisboa. Mór quiz benignamente supprir esta minha falta . varias vezes honrar-me com a sua presença instrucçdes judiciosas (12). que ministra o Desenho. Excellentissimo ire. que anciosamente desejão expri. Sua Excellencia desse eu : me parecia opposto á Natureza . dos originaes vivos. . qual e examinei o lugar. além de outros muitos estudos são : indispensáveis os da Arte Equestre . mome mi- íluma destas vezes. movimento sendo o mais brioso animal. Fiquei entáo admirado. (13) Piaffer he o manejo. . exames assentou Sua Excellencia a Passo. para se com perfeição hum Monumento . achei ser tal. toque a nha dúvida sua própria mas Sua Excellencia e se dignou de . nem bastão só os estudos. hum toque em hum musculo . o Excellcntissimo Marquez Estribeiro e . Não executar consiste só em copiar bem a Natureza . ou Cavallaria guma desta como eu não tinha noção alArte. e curiosidade Je sitio que teve de ir pessoalmente áquel. que o Piaf- Cavallo se não representasse fer (13): (12) disse mas sim em é foi resolução feliz por quatro attcndiveis náo estando presente o original vivo. com e o zelo.. difficil e Pintura nas soas producçóes: qualidaneste de conseguir . vendo que este . em que cujo se póe hum em actual movimento do dito sem avançar terreno. modelar com a mão o tal musculo: resignei-me violentado do respeito. . Cavallo .

Esta observação fez em mim mesmos que em Sally: mas co- mo ctei náo tive tempo de reflexionar tanto. mais brio. . sáo fixas desie modo . como elle. sem indicio de ferro os pés dos Cavallos que se fingem no ar. quando fez de Frederico V. segui o gosto dos An« ijgos.° . ficou o quarto da mes- ma perna mais redondo . que existem.44 ' DescripcXo Analítica. Sally. à'un Cbevãl lorsquc les jawbes de derrière sont cteudues en Ce se. cia. te cretix précisémem plncé à 1'enàroit ou les anciens formoient une bos- jau poroítre d'abord la cuisse à cet endroit lá injiniment trop etroi~ et trop maigre. necessariamente o dito quarto se estira . pag. Observation 7.° . que sahe dope esquerdo do Cavallo (14) : IIL° . e cobras. I. effeitos. porque assentando perpendicular- mente a perna direita do Cavallo. porque na actitude do Passo como o corpo do animal circumstan- avança para diante. que desgostou a Estatua em extremo a Sally (15:). do que . a fort etonne c-est et À la quelle j'ai eu beaucottp de pcine a maccoulumer . que (14) São 3 os vergalhóes de ferro . . piza o bruto as quaes cobras no silvado. Suite de os h Descripr. em que o Piaffer já me favorecia. lecreux qui se forme nu las desgrassets arrière. e por este motivo affe» hum pouco esta parte. por: que no Piaffer fica o corpo do bruto mais gruppado. incluida . em Copenhague IV. que nes$a actitude tiveoccasiáo parahuma allegoria muito própria tivos: por ?cr este o movimento. Todas as Estatuas Equestres. em que o Cavallo mostra mais fogo. emais nobreza: II. indispensáveis para segurar huma Estatua destas. ainda que nas suas estampas se vejáo . doHeroe. que e folhas de silva servem de esconder o vigote de ferro. Cap. (15) Une chose qui m' . affestando-me da Natureza mais que elle. 37. ficaria sendo a Passo. e por consequência fica mais estreito . por. XII.

e não podendo tomar sem que o corpo do animal vá avan- çando para diante. pag. 39. e avançando mais para diante cahirá o bruto de peitos em terra. esta causa mais esgalgado. vai A Estampa XII. de hum lado mais que do outro. (*) em ABD . ^ nç fim do Cap. em terra as ferraduras de pé. e mão naquelle ins- tante. No Piaffer. Cat. 4? . fazendo esta actitude a Passo. e muito mais no do Piaf- fer . se vê : dous ângulos rectos fig. as canas mostrem ao da linha. Deve-se notar mais. nunca a perna. dos taes ossos com a terra. he impossível que o braço se ache mesmo tempo na de FB : porque. de modo que . Em o manejo do Passo. assen- o casco totalmente a direcção em terra . cambem (*) se evita este inconveniente de prolongar-se o corpo do animal.da Estatua Equestre. I. claro está que achando-se o braço já nesta direcção . e por parecer o corpo do Cavallo mais comprido (16). de corsage que cote de la qu'ih sont dans leur position natu- surtout du main. EB e quando a perna se acha nesta direcção. que no Piaffer tão . em que assentão os rompôes das ferraduras. III. quando asscn. e menos o braço do Cavallo. e CBD ângulos produzidos pelo . Ahi mesmo. V* N . descre- vendo as perpendiculares . no movimento a Passo . encontro da perpendicular DB com a linha da terra A ta C. tomando a perna esta direcção antes de levantar-se a do chão FB . Por esta causa erra quem ao (16) Les chevaux dam 1'alure lors du pas paroissent et sont effective* tnent plns longs relle . sem- pre as canellas posteriores se observão a prumo. como na Estampa XII.

. tanto mais abaixa o corpo do animal Vince (17). Estampa cujo descuido se conhece também na Estampa da Estatua de Luiz XV. que fez Mr. <he inalzano la figura di . depois que assenta o pé. . como devem estu. Cavallo nesta direcção se acha . . em terra : como I. muito mais curta será a sua perpendicular. como se vê em G C.'46 DescripçXo Analítica do estando o pé 'representar qualquer destes manejos mostra a perna Cap. no manejo do Passo este procedendo esta axacçao (a sábios meu ver) de terem dado estes dous Escultores assumpto. cbe íoccatal terra . . . a e FB o movimento que de D para F. e mais esgalgado. Cap. para diante : quando o bruto quer avançar o corpo . e de Sally se achao estas direcções . Vincc. antecedente DB : e se o movimento chegar a G. se me não enganão que tenho. z68^ . he que causa de que a perpendicular FH se- ja mais curta. animale quando gambe dis- fanno la loro obliquitá e quando pongono pcrpcndiçolare sopra 1$ Una. mas até mais baixo. Lemqyne para a Cidade de BordeauXy mas nas Estampas das Estatuas de Bouchardou ser . e o mostro nesta como já notou mesma figura \ . e questo é cswsato dali' obllquitâ esso si dellegambe. Leonardo de pois sendo se faz jguaes as linhas DB. De sorte que no manejo a Passo não só ha de mostrar-se o Cavallo mais estirado. mais que outro qualquer Artista as noticias . no desenho que tive para exemplar. . A posição F B he a que toma a canella . Tratuto delia Piuura. 111. e quanto maior for o avanço . como deixo demonstra- (17) Jft> .

a Deste exacto Escultor. medidas do original vivo. quan. A cada medida . á proporção que o hia modelando. sem o escrúpulo demaziado. N 2 . em „ Desenho depois de ter estudado o movimento do „ Pssso . Cem nuando to a as instrucçóes de Sua Excellencia . fui conti- modelar o Cavallo. e pode ser . (18) Suite de la Descrip. Estas vantagens ter o meu Cavallo aos das mais Estatuas Equestres não se devem aos meus .. preparatórios depois de ter feito os estudos . elle. que o meu desagrado neste particular nasça da minha ignorância. III. que teve Mr. . motivos que fazem ser o manejo do Pi. 2c.ffer muito" mais estimável em hum . foi hum efíeito nem ao meu descernimento do acaso . pag. copiando o natural. que julgo . Cavallo de qualquer Estatui. que tomava.da Estatua Equestre. Diz (18) . Estribeiro Mor. e da resolução do Exceilentissimo Marquez estudos . depois deter tomado os prumos necessários pa- „ ra por o seu Cavallo em hum justo equilíbrio „ „ principiara a modelar as „ conforme com o Cavallo do pequeno modelo. que teve de os quem muito louvo os esnão he possível agradar-me o methodo pôr em praxe . tudos que fez Sally nesta operação. que havia extrahido de três Cavallos. que ao executar o seu segundo modelo. que para este fim se escolhera. que para este fim examinei: porém simplesmente fui applicando estas medidas ao bar- ro. do : 47 Cap. me foi possivei e usando das dimensões.

censurando este de náo saber levantar . sorte que facão na dimensão a não ser trémula excessivamente a mão do Artista: porém neste caso acha-se o Professor inhabilitado para os to- ques mais essenciaes. ih. . . e impede a franqueza de toconsiste em que Artes. quanto a excessiva exaccão e que . de differença perceptível . que para applicar as medidas. esfria o enthusiasmo. Perde a força j.48 Cap. . máo das suas obras . Traducc.'.. de Cand. e por isto o „ Pintor {na Escultura he o mesmo') depois de ter bem pensado o as* . huma das boas qua|idades destas Depois de estudar-se hum objecto. e napag. que de Professor. Huma Bem vez que tiveres hum assumpto concebido. . 17 àei* : xa dito que se conca em nimio polimento. e que precisão muito mais firmeza de mão . . aos Pintores traga tanto prejuízo. 9) (19) Horácio na Poet. applicar cobre mais parece de As pontas do compasso. e furor Apeíles se conhecia nesta parre superior a Portogenes. etc.. as vozes te sem violência ( 1 Verás que não faltao no discurso. Este excessivo medo que . „ Este escrúpulo das pontas de curioso. não podem offender o barro. e de consumir nelkn . demasiado tempo e por isto declamando dizia : nao haver cousa que . pag. como Sally es~ a dou o seu. ao das medidas. DescripçÃo Analytica . 35 Náo se duvida que este Muito he difrícil de conhecer-se . deve execução ser franca. a fim „ punha no barro huma pequena ponta de cobre „ de que as pontas do compasso não entrassem no bar„ ro. a maior parte desses não sabião conhecer que cousa fosse o Muito. 139.

e ai vostro Gemo. . quaes forão na largura da garuppa. Nas canellas obrigou a isso a ponderada precisão: na garappa. (20) alterando-a em III. 166 sobre o Preceito 60. tria deve obrar com toda a facilidade os miolos.da EsTATtJA Equestre. (21) Na declaração . e e promptidáo da usar tanta indus* „ „ sem lambicar tanro sem para fazer que nasçáo cirnculdades na sua obra. semelhante á pela preoccupação de Araqui descripta . affasrefle- pouco da Natureza. e com intento de melhorar. he terem a garuppa larga e que se devia representar o : mais belio. para dar capacidade aos ficar que devião a internamente no bronze. Arte Não pareça este discurso limites . . tudo tem seu3 sahir delles. para sustentar máquina. (21) censure. Natureza em todas as suas partes. por isto Não duvido tar este haver quem me me sem . odizer-me Sua . de Sally > em a Nota 15: e na grossura das canellas grossos vigotes de ferro . 19. algumas. mas não foi xão . do próprio Génio qual he capaz. ainda que se não visse ordinariamente di- „ sumpto. Nota desce Cap. 31. Prec. pag. e segundo a força . da Symmetria Equestre notarei o excesso. ai Naturale etc. a a commemando Dufresnoy. . 55 c o modo . o ponto he saber chegar-lhe sem (20) Non siate cosi fortemente attaccato . Rugero de Piles . a Nas dimensões do Cavallo não segui exactamente Cap. 49 . Dufresnoy. que dei a estas medidas nos ditos lugares. delia Pittu- opposto ao que se diz em $. cbe mula voAre. Excellencia que huma das perfeições dosCavaílos finos. gliate concedere a'vostri studi delia Pitt. „ Todo este dis- curso he de ra pag. por dicta: me do Excellentissimo Director destes estudos . na lar- gura dos quartos posteriores tista. de tratallo. segundo as regras.

ligencia da matéria . A cauda do meu Cavallo ficou do modo que se ve unida . do. para o aformo- maneira de nascimentos . e que segui reverente. e Bouchardon. e indecencia (23). ° motivos: por dar-lhes mais porque não apparecesse tão continuado. e Lemoyne três . o contorno que mostra a (22) di Non . Art.o melhor que todas hum pouco deamaneirada: e a cauda. alguma interrupção. . farião I. Du- fresn. j cjue fez Girardon . por determinação do meu Excellentissimo tendo nisto Boucharâon . grossura. DescripcXoAnalytica e de tanta intel- ctame. iii. pag. da no Cavallo a concorre também muito . conformando-se o seu sentir com o do Sábio Ditfresuoy (22) e outros: e isto medeo também animo para o pequeno excesso dos ditos quartos. he muito affectada no fez ondeado das sedas charâon.£0 Cap.° talvez as dos seus Cavallos alçadas por viveza: II. sem circular . A as« do meu Cavallo também tem juh. e o nascimento alçae O de Sally não alça tanto j em o nascimento cahem as sedas . que a do que a Bou- O de Lemoyne tem mesma affectaçâo . com e im- alguma naturalidade prcpriissima . he a que £ouçbardont sim ella não alçara tanto. não me agradão por serem alçadas hum pouco de affectaçâo. mas tem melhor nascimento . mas acaba com huma affectaçâo nunca vista revoltando para dentro toda em roda as pontas das sedas. que meparcceo muito bem. basta d' imitar e csattamente con bassa manterá ogni sorti Natura ma è necessário che il Pittore ne prendi il piu bello. tamanho. que fez (e tudo o mais). e maneira da cau- A sear : situação. (23) A cauda do Cavallo. delia Pitt. 20. Director. . por ser de Pessoa tão respeitável. Preceito I. . que ás dos seus Cavallos derão Lei7Joyne .

que applicando-se ao lacre. e Forma. ou líquida que se congele. applicando-se tal . . Forma. não fosse causa princielle observar no modelo a sua alguns fundos que lhe embaraçassem manobra com tudo . com o lavor que na. V. porém semdos seus me respondeo com huma intrepidez filha grandes talentos „ que executasse eu tudo o que julgas- (24) Tacellos as . modelo pal Casa da Fundição. quancer. ou mais peças y . forma he concavo. cera. por lhes faltarem noções das Artes do Desenho. com que se fazem estas formas para fundir figura^ . . he a configuração de qualquer corpo. obstáculo alguma . Forma . Neste balho particular tive eu toda a liberdade. . apparece de vulto o que nelles he cavado.. tive- mos ordem de concordarmos ambos no que conducente para o fim proposto tei . tacellos da firma (24). adiante. de que compõem Formas. ou qual matéria molle. contendo em si o avesso de algum lavor em cuja superfície concava . com accenhe hum concavo formado de huma. to agudo no o. ou vulto . to circumflexo Forma com accen- no ô . chamáo os Moldadores aos bocados . -Seja-me licito declarar o diffe- rente significado destas palavras que tenho ouvido confundir a varias pes- soa. ui.° para dar mais facilidade introducção. ou peças . garuppa. e sahida dos esta se fizesse . porque o tra- Engenheiro destinado para fundir : não receou este e posto que já na mandarem-me executar o segundo se levava . ou obreia.da Estatua Equestre.is Cap. do e ao tempo de incrustar as no macho da segunda forma. á 5*1 vista de perfil : III. . apparece depois essa matéria em relevo . fosse mais e por isso lhe pergun- varias vezes se lhe causaria . como se vê nos sinetes. das grandes cavidades pre que o modelo indicava . darei No Capitula huma noção do modo.

he muito maior em a nossa por ser a actitude do braço direito delia muito figura . As duas cavidades dos cauda do Cavallo as ( e a da . tanto em . „ Cap. que . que volta sobre o direito : ver os motivos. para não usar desta con. traposição. experimentando-a deixei de seguir (25) Sally. como he a do Cavallo da 3 nossa Estatua ha outra dificuldade.^2 DescripçXo Analytica melhor. do lado direito se produz de Es- semelhante concorrência tatua . pela concorrência de outras três superfícies e a interior quaes são as duas interiores das coxas. cauda. com a superfície interior do manto naquelle sitio . he quasi a mesma . e corpo da figura . Lemoyne . se sem attender aos desvelos. que do lado esquerdo produz a concorrência do braço . mas que lembran- . que teve Sally . e Na das. como as pondera. mais unida ao corpo da que nas Estatuas Sal/y. intentei voltalla (se me dei- xassem) para o lado esquerdo. (25) eu. da mesma A cabeça do Cavallo. Boucbardon. por ser unida e não alçada . posição como nas mais Estatuas Equestres por ser a da mão da rédea também quasi a mesma em to. para contrapor á do Heporém ainda antes de roe . . A cavidade . como que fizerão os dous mencionados Boucbardon zLemoy- ne) são de grande dificuldade para executar a forma. cauda. elle „ se pieparavao. diz que intentara esta contraposição . . III. que fizerão Girardon. que para „ braços da figura . a nossa . sendo unida. das : mas a cavidade.

a rejeitara . em . pre seguio em pag. e : meios. roid. pouvoit du cbeval . para modelar o corpo do Gavallo . por desagradar-me o seu effeito a'spa parecen- do-me huma contraposição de ficando dura. com que me jecto fizerão executar esta obra .da Estatua Equestre. dont je ne Descrip. lhes assumpto novo. que não só eu. n'en est aucune qu"ú parúlkment o . e me deo luprecisos em obnão . gar para estudos mais especularivos . et persuade qu'il ne . Artistas que foser- rao incumbidos de taes experimentarão . qu'il devoit représenter ni juger de leur et jeu et de leurs resorts qu'apres avoir etudié . claro está que os Professores destas Artes chamáo durezas (26) . que e a pressa. la cbarpente des os la strueture interieure soin . Tenho busquei declarado até aqui os estudos . a vouht* biert connoitre le suget qu'il avoit asseoir les muscles a traiter . etc. . tudo . Note-se 3 que náo se apartou daquellas regras em que quanto se lhe náo oppunháo ao se apartaria delias nas cousas . concourir Mr. Pour marcher dun pas plus en quelque façon nouvelle /'/ sur dam lui etoit . em arfastar-me do exem- plar proposto e porque na dita actitude não desconveio o Excellentissimo Director deste assumpto. e affectada: Gap. e .. fim do modo que se acha por evitar propo- sições talvez não admissíveis . de ce bel animal étendant il il en a desúné toutes n'ait les le squelette avec grand rieures puis ses etudes sur parties extedes- dn tnême animal. o que náo era áspero . ou não estudado (26) e por esta do-se tet-se repetido muitas vezes se náo conforma tanto . V. Bouchardon a À la perfection de une rcute qui recberebé tous son les m&yens qui pouvoient omrage. também porque as quaes diz elíâ com as regras da Cavallaria que semsuis écarStat. me de té tant quelles ne m'ont rien 31. .. bom a gosto do Desenho . este partido ^3 . demande de la de Fred. mas todos os emprezas .. III.

1. 5. fonte en bronze d'un seul jet de Eq. modos o que hião executar . l'Art de la Cavallerie Martin Arredon- do : Kecopilacion de slbcjiteria. não me sendo a mim possível . Pedro Garcia Conde: Vt& dadiva Albeytaria. pois que „ a Cabeça do Cavallo he : a parte que mais contribue para a sua belleza cila si deve ser „ bem collocada em seu nascimento. Liv. Cap. 1. pag. leur grandeur naturelle aucun ne lui a paru indifjerent la m devoir être negligé . „ curta . que fiz. e declaro nesta obra. secca . Fernando de Sande Cap. e Alvenaria. António Pereira Re^o: Instrução da Cavallaria de Brida. e com ramificações de veias que se ventas- „ lhe percebão pelos lados. 1. e em pequena. Chap. e com aSymmetria Equestre. severa onde me apro- ximei . Liv. ria. 6. desde os tom olhos até &s sinée datis les aspecls : . vi e os- do Cavai lo . em Port. 2. transcreverei neste lugar para não interromper a devida ordem) o que tenho achado a este respeito. mas como depois alguns destes dar al- Authores e nesta Descri pça o pertendo também gumas noções aos principiantes ( das Artes do Desenho. Cap. 23. de Louis etc. 2. Chap. Cap. Descrip. aqui demonstrado. Compendio de A Iv citaria: Tom* Gueriniere Eccle de Cavallerie. nem ao menos ver alguns Authores de Cavalla. e affastei dos preceitos desses Mestres. etc. . estudando por va* rios III. . 2. que tratão d as formas teologia miologia. XV. e vendo-se o que dizem esses Escritores (27) combinado com o que executei. trad.: 4. Chap. . 61. des travaux qui onc precédé la Stat. snivant leurs dijferents monvemer. Dizem j.s detail et dans .5*4 DescripçXo Analytica causa caminharão de passo vagaroso. 6. etc. 18. Tom. Chap. : La : Science des Persenes : deCour. (27) Saunier.

ni las traiga ressias y derechas que son de gran fealdad e han de estar . y no cortas . . „ descarnada » Ç ao . se náo serve para as Artes do Desenho. podem approvar. ou enfastia. nem mesmo para os que exponho nesta obra Na Symmetria Equestre. e de pessoas intelligemes mas náo obstante estas circumstancias. apartadas ter . hum pouco inclinadas para „ diante ao que se chama orelhas resolutas. e quando marcha oCavallo. chamão pequeno . ou pequenez. — Cap. l Como nenhum . ediz: . . sem definir com precisão a grandeza . de- „ ve-as levar quasi direitas. (25?) . que lhe „ não encubra as veias. „ As Orelhas devem (28) direitas. agora senáo por esies termos geraes grande cada pequeno terá . fazer as observações dos . pouco apartadas. que devem como náo determina e circumstancias . quantidades especifi* estamos no mesmo caso 5 que deixo expendidas em O 2 . 55 de nutri- mas não tanto que pareça ser pequenas falta m. porque vendo nas estampas respectivas o que a este respeito lhes agrada. no lugar citado. por este methodo poderão alguns Cavalleiros emendalla sem precisa. ou rejeitar o que lhes parecer conforme ao melhor senso. hum . mostro como devem . ni angostas . A . attençáo aos sentimentos dos Authores citados. dita Symmetria que descrevo he feita so- bre bons Cavallos naturaes com . etc. no Cap. que no estém vmy . determinar medidas Cavalleiros. delicadas . que desses Authores se explicou até . tendo vista prespicaz e bom descernimento . . (28) Rego . he de opinião contraria. postas no mais alto da „ pontudas . rem para isso de tomar o compasso na mão . (29) Garcia Conde. em . .da Estatua Equestre. Mas quem outros nos certificará que elle náo chame grande ao mesmo tamanho. diz que sejão as orelhas grandes. tamanhos dos membros. Pelo que respeita ao comprimento apartamento cas . Este methodo . citado . . determinado mentalgosto lhe tiver inspi- mente estas quantidades como o seu bom ou . . bem „ cabeça. máo rado. Tenga buenas oregas juntas sino . com pello curto.

. unida no Cap. pediíé. que no principio se disse. hardies.. . l antes me parece pelo contrario e que sáo. : „ 5. „ alto.. e vivos . e as saleiros (covas dos sobrolhos) plainas. e lhe não irnpida o recolher da cabeça. a Nota antecedente. que bem lhe caiba o freio. na de sorte. mas bem apartadas huma daou- „ por baixo. . e a distancia. „ As Ouelxaàas hão de jj ser estreitas no que vai da testa para tra o pescoço. estreita. e viveza. A „ comprido que o inferior. que ha dos olhos até as ventas. les petites hur sont préferàbles tant pour leur beauté que pour leur intrecit. para que a garganta entre nellas bem. . . e o superior. „ . com o comprímennem muito rasgada. Os Beiços yy „ não sejão grossos. „ brolho (30). III. . que „ tire hum pouco para o agudo . nutre . porém no com pouco pello. ( $0) Desta mesma opinião he Guerinieri lug. jj tratando da Cabeça. e que do outro os Francezes modo tem .6 DescmpçXo Analytica „ A Testa deve ser hum pouco estreita . nem muito pequeyj to da Cabeça. cheval est difforme . . nem carnudos. nada encovamas também não sejão mais salientes que o so„ dos . diz plus le Plus /ri elles sont écartés l'une de . „ Os Olhos sejáo grandes-. para o enfrear bem . grandes oreilles ..$. . Pelo que pertence ao ressias y dereebas serem de gran fealdad mais graça. e descarnada descarnado. com acautela. como dizem : Oreilles Saunier no lugar citado. . e algum tanto mais „ Bocca tenha boa proporção . Garcia Conde se diz : los ojos grandes y salidos a fuera que paresca que quierçn saltar dç }H çabidad.

chato. 6. e as situações dos membros . e também ahi se encontrão as Est. comprida. £7 5. adiante estampa que por números lhes mostra os lugares. imitando o pescoço de Cisne e „ que „ junto á Cima. . sa . he tudo o mesmo. a que chamão encoladura deve ser . . e a Barba não deve ser muito chat3 . edeve ter a pelle • m. para ser bom e . quanto for possível debaixo da Semelha. livres. Saunier he de voto contrario.i) Semelha. . e mais alta que as ancas. agulha. a que estes Cruz. do pescoço. „ Os Peitos sejão proporcionados ao talhe do Ca- (. IV.da Estatua Equestre. „ vem „ j. Mas Gucrinieri mostra ser deste o qual sigo apoiado por inteligência muito superior á minha. moventes . „ As Ventas bem abertas . . e gros(32) mas de. ha de ser estreito jun- to ás queixadas. e Esta seja comprida. e que os seus ossos se achem . o Topete comprido. „ As Espadoas não sejao carnudas largas. que redondo: e por isso a qualquer dos seus lados volta chamao . Tahoa. vaj . que se acha no fim do Cap. seja talhante. (32) sentir. seja mais da co- „ va „ entre as clavículas até as orelhas ser antes que destas até a „ Semelha. hum tanto relevada. seja elevada. que o . 5. „ 5. nem carnuda . O Pescoço. Para mostrar e mais nomes pertencem . A. Deve também „ >. de sedas „ A Semelha (31) 3. comprido. sobre os ossos. e . e „ e não muito basta finas. ser chatas. da Symmetria Equestre. muito relevada. He a Est.

dão qualquer destas posições. Nos . mãos para fora. „ Os Braços devem ser em da . por serem assim mais próprios para aquelle principal parte O certo he que a. curto. os Artistas do Desenbo. E e . no lugar citado. . que tanto amão . d'Architecture. largo. diz . . e a posição das Mãos . que . : os peitos largos. . nem muito altura abertos . voltão braços. nervoso e os músculos ($3) Fernando de Sande. que pendão perpendicularmente desde cima até a . mais grosseira e por isso náo consentio que . os coàilhos parallelos . Veja-se tatiun snr et qtCon appelle Mr. muito avançados (33). bem proporciona* descarnados. Mas . abertos. também be de opinião. até o joelho . . de pello . e mãos para dentro denotando . . vallo nem muito largos . Guerinieri parece ser de les dizendo na sua citada obra gros Cbevaux et et trop les HoHssins ont presque toujours la poitrine trop large qui les ouverte . . et par conséqucnt excellents ponr le tirage. da belleza das cousas consiste em serem bem adaptadas ao seu próprio uso. deve ser comprido . também devem hum com outro ter a sua posição recta . III. para carrua- gens querem-se os peitos mais largos e neste uso serão mais bellos. porque os Cavallos. . . limpos. eaquelles que tem os . Bofjrand. como e de que os peitos muito largos fazem os Cavallos pezados . e . que seja recta para . O braço . Cavallos porém . Livr. . . nem Cap. et rend pesans . de bons ossos. eu desse a esta parte a largura. t sabidos para fora contraria opinião . tíç. Disser- k Bon Goâst . froxi. trabalho. . O Excellentissimo Director dos meus estudos Guerinieri figura . Junta . diante sem voltarem para dentro nem para fora. d maneira de esporão. que pertendia levado pelo desejo de exprimir o grandioso.5-8 DescripçXo AnalyTica . tem os coàilhos cerrados para o Bojo virão braços coàilhos .

Bojjrand do Desenho Mengs também a qual lhe desenharão a Imagem e para . que se declara na Science des Perscnes de Cour: isto he. chato. partes da Mathematica. que „ )5 braços. joelho para baixo ú . Nas Artes devem e cuido que também nas Sciencias está sujeito humanas. e pareceres de bons Caval- leiros tudo se concorda. . alguns se enganáo: eias. tudo seguir-se aquelías que mais tem de bona e gosto: he verdade que esta qualidade admirável todos julgáo possuilla. as Bei- jas Artes todas subordinadas mesmos principios mutuamente se dáo as mãos nas suas Leis: e se os que estudáo não tiverem capacidade para lerem nas obras dos Authores mais alguma cousa do que acháo escrito 3 náo será grande o fruto. exceptuando algumas a opiniões centradictorias . que delias tirem. a trocar os chegando Saunier . „ perna. e Gxerinieri até nomes nesta parte do Cavallo a chamando hum Brás ao que outro chama Canon. Mnratori e já retratou o Bem Gosto das Set- e Artes. . . . do . Em . Joelhos mas não so- „ bre o Cai ^ Ap IH. e ter „ mais que a pelle sobre os „ As Canas dos braços vem ser grossas . „ na . as Artes . Gar- Conde quer que sejáo descamados. O Nervo reina pela parte posterior e ao comprimento da Cabraço . . 5:9 „ pela parte de fora grossos á proporção (34). e Saunitr dizem que sejáo os braços carnudos isto julgo . porem se . de- e curtas proporção dos ou Tendão. largos . e talhe do Cavallo. * „ Os devem ser chatos osso?. Mas com prudência. faz huma das bondades do e também da . unidas 5 .da Estatua Equestre. Mas que se deve enten- der do modo. deve ser grosso á proporção da Cana desta- (34) cia Sande . pode guiar os que entráo na estrada a derrota perdida : desta: Aries e mostrar o falle caminho aos que leváo . varias cojsas mais variáo estes Authores. posto que Bojjrand da Arquitecrura aos e Mengs da Pintura . que os músculos pela parte de fora sejao grossos â proporção. . .

e larga. nem gran- „ des „ mais 5. nem Nos Racionaes só. e que hum pou.6o Cap. M. igual . para que não pareça a canella redonda 3. A Ta. ou sola do mesmo Casco. nem muito grossa. e sem ru- „ As Costellas náo „ mas que procedão em sejão ar serradas . sem humor. ou Tendão dos quadrúpedes também osso . ou Cinta do Casco. casco A . A Quartella não incline seja muito w comprida. ha hum Pelo que eu via na Osteologia este dos Racionaes vivi muito tempo na supposiçáo de que era Nervo . até ao casco. sobre a Natureza . braços dos racionaes . „ A Junta ha de ser nervosa . de volta das vértebras para „ o bojo. Os Cascos de „ que o final „ mãos . antes sim chata . ha dous ossos do cotovelo para a mão. nem muito pequenos . . he o osso Cubito (?(>) : e nas pernas o osso Fibola. tanto nos braços . Faço esta declaração para livrar os principiantes do engano em que eu estava. . . Nas poucas observações que tenho feito . ou apertadas. . Coroa do casco e ser deve em roda menos saliente. que no seu nascimento. hum pouco menores e mais ovados que os . pa . e pés sejão bem proporcionados . como nas pernas. . quasi redondos (36) e largos em baixo. „ co para diante „ acompanhar o . . e do joelho para o pé: nos quadrúpedes. pelo ver tão grosso e destacado da cana. seja liza . Nos . e grossa á propor- „ çao do braço e perna. ou Ventre . acho que os Cascos dos pés são das mãos. ou grossura entre estas „ duas partes . DescripçXo Analítica „ cado desta (35:). . não desça muito abaixo . . o osso correspondente a este Nervo dos brutos . „ (35) O Bojo .

que desse ao Bcjo do meu Cavallo menos largura eríeito que á gârup» E com . grosso. e força do Gavallo o „ seu Sabugo ou Troço . onde assendividindo as Ancas com igualdade. „ Da Cauda . diz la : que tenga buena cola biem poblada . não „ Os Ilhaes . gordo : por ter o ventre muito grande. E Garcia Conde. bem recolhido no nascimento. bem guarnecido de sedas ? que (37) r£ dti . . nem muito cheio. seja . a a sua situação. Rego. ou Cabo. sem que . Tudo isto censura. porém accrescenta . fazem julgar . Loix de Licurgue lug. Attendendo a esra circumstancia formosura do animal . e . bondade. Mathon. à proporticn de la íaills Cheval. . e ao que mais podia con- tribuir para a me ordenou o meu Excellentissimo . as „ ta o rabicho „ quaes devem ter proporcionado comprimento. (38) Rego . que deixo feita ás caudas alçadas. Caí* iíi. diz o mesmo . mas e o Lombo „ seja quasi direito. e grosso. lug. os ossos delias sejão muito elevados. j diz que seja o Bojo largo. ou Vazios „ acompanhem o redondo do Bojo . . .da Estatua Equestre. mente acomoanhe o redondo das Costellas. seja curto. sejão cavados e Costellas . ser Entre os Lacede- moneos reputava-se crime o desterro ses . ou bruto hum Ventre grande pende para o deforme. náo fundido. 5. força.. P . 59. cit. cit. . se sont altérées : pag.» muito largo (37) . y con buen assiento esta que no joegue apoia a a um y . ou racional. . . cit. 61 e precisa- „ . „ bem recolhido (38). no lugar citado. e lar- „ ga . otra parte que paresca que çkvada. ctc. . Par quelles cau~ . . e os Rins plainos. Director pa. com hum canal pelo meio no lugar. e por: „ te. no diz o Sabugo do Cabo curto. : e Guerinie- lug. não pode negar-se que em todo o animal. AGarnppa para ser boa ha de ser redonda. les hum delles foi ameaçado com Mr. ou Tronco .

que osAuthores de Cavallaria . e formosura de qualquer born Cavallo. por onde as mesmas clinas se espalhas- sem^)^ (39) Persuado-me. e que não nasça „ muito alto. nem muito baixo. á proporção da Garuppa. jaezar . largos descarnados. e continuo a discorrer sobre o que para o . de que a Escultura hc susceptível. aqui mostro nas estampas primeira . e nas Juntas e Cascos dos pés . e as Curvas enxutas. ser sahidas . chatas. „ As Coxas . e pouco guarnecidas de pello Quartellas . e o pescoço do Cavallo menos sec- co nesse lugar. O Curvilhoes sejão grandes . íy e a Verga curta.62 DescripcSo Analytica sahir da „ desça redondo ao Cap. . e Alveitaria apontao para a bondade. e apartados. . garuppa . partes nem muito para fora . e por fora Solaras . „ Mais são ossignaes. „ Os Testículos sejão pequenos. que para o Desenho de pouco servem. xar de traçar-lhe as clinas lhor (para o gosto ainda que conhecia ser me- do Desenho) ficarem soltas. e segunda do Desenho que me obrigarão a seguir. e carnudas porden- tro . 111. hum ao As outras seccas. deixando as mais ad- vertências para as pessoas appiicadas a esses conhecimentos. que todos gs Cavallos de Estatuas Equestres tem . e nervosos nem muito unidos „ „ „ „ 5. porem eu só transcrevo aquelles. „ As yy yy devem e avultadas . e Nádegas grossas. . nervosas. modelo do meu Cavallo . não poder dei. o mesmo que se disse destas partes nas mãos. outro . das pernas devem ser largas.. ficar por ser mais pintoresco.

que faz Luciano daquelles que descrevendo Júpiter Olympico . só se admirassem do poli- mento do feita pedestal. da Traduc. tive a fraqueza de as querer agradar . ou d'un Ministre Suite de Ia Des- qu'elle preposeroit cript. tando o dito pintara sera rica. 57. seria este lou- como vor tes . Ediç. e por isso o freio. à cet effet et non d'autres. : . E Rugero de Piles commen. e jóias. vendo-me subordinado avarias pessoas alheias destas Ar. Custodio José de Oliveira. visto. adorn da . Prec. que horrível sátira me se fosse proferido por pessoas de solida intelligencia nas bellas Ar- Estes Panegyristas são comprehendidos na irrisão. Art delia Pie. Veja-se a pag. . embaraçou o Excellentissimo Marquez Estribeiro Mor. com muito ouro. lhe dis- Amigo como não a soubeste fazer bella . Du que Fresnoy. . iií. me certificão ser assim hum grande número (40) Deve però /ivvertirse che Yopera non sia troppo arricbita. ? são os punhos de renda etc. pag. (42) Quando se vio a Estatua fundida. pelo -nosso Erudito P. resto dos jaezes também falta a nobre simplici- que tanto amão as Artes (40). epara este fim se deo ao Púeu ouvi a muitas pessoas ad- blico entrada franca na casa da Fundição . prim. tive a mas como eu não tes felicidade de Mr. 24. refere na pag. Sally . Sally. diz que no jaezar o Cavallo da sua Estatua as crinas soltas. e em que se não Cap. 1 16. na primeira Nota. de Lucian. 6$ No dade . P 2 . que ha na figura. As estampas. e rabicho tem bastantes a ? ornatos e que poderia eu fazer que agradasse quem (42) da minha profissão só estas bagatellas conhecia Mr. que tenho delias. não faltaste a fazella de mon contraí je devois exécuter ce . : os estribos. e outras ninharias. o peitoral. estas. $4. Sally (41). mirarem com muitos louvores. que vendo Apelles huma Helena hum seu Discípulo. (41) Selon les conditions Mo~ ttument sous les ordres immediats de sa Majesté .da Estatua Equestre.

Porém nos de que eu pertendia ferro . que havia no Arsenal dos Exércitos \ e ao vêllos 7 e examinalios se me augmentou o desgosto. Também nisro deve haver prudência pobreza. de Luiz ta 3 etc. de hum angu* que esto- lo. em a do mesmo Soberano. III. ou espinha muito desagradável e reparei. adoptou huma especie de Sellim. hum e freio muito simples silha . de Fred. náo seja a simplicidade tanta que degenere em XV. 41. huma manta (em lugar de minha obra usei huma (43). pondo-/ hc só sei la ) Cap. j Eq. em Paris. . na Lstat. como não po- pedi que se me deixas- sem ver os armamentos desta classe.64 se conformou DescripçÃo Analttica tombem com . usou de manta. Girandon. em formas. em Paris. também man(44) JBouchardon. pela frenalto a baixo. não achando em nenhum o musculado. : te. Na de sellim (44). estando o couro em consistên- que nas ditas formas toma a configuração dos músculos» belleza . . não havia esta especie de achando cm todos. que reflexão via dellcs em algumas estampas : até que a me fez conhecer. o antigo uso Romano . e pelo meio do corpo. de Bordeaux . não cubiião (43) Descrip. erão aquclles que figuravão ser vestidos de . na de Luiz XIV. que os corpos armados. admíttindo estas o musculado por serem al- gumas cia tal feitas . pag. dia escusar o vestido de ferro . tando vestidos os taes coletes de ferro. V. em cujos bustos eu vira indicada .. Lenwyne'. a miologia couraça . de la Stat. Para os estudos da figura do Heroe. charel e o mais que fica dito. pro- duzidos pelo Desenho.

outra das costas. Watelet. q mais plus para pour se mettre la voie d'en et . (47) de Peindre. do o busto de quem os até feri 6$ a cubrir in- vestia . ni pour en admettre sur le goât simple jusqu'À la pauvreté imaginer de plus ingènieuses j. com o colete de ferro do modo de que elles são construídos. airoso do que ficaria e fazendo o Corpo da feito mais . e o achar algumas peças construídas e de varias chapas moveis (46). costume des armures antiques ce n'a point été pour les copier servi- tude . (48) lhas. Tom. 210 . destas peças (46) Mostra-se huma le em quatro differentes aspectos. que tem o corpo neste lu- Esta reflexão. Chant figuras 2. S'il a etudié avec . figura i.% . l'un des le plus bcaux gentes qui aient brillé dans . L'Art. Mr. agréables. la peinture. não faltando nesta ficção figura á verosimilhança (47) . qual movimento . no fim deste Cap.da Estatua Equestre. que tenho visto 3 mostra-se na estampa V. « que o não cubrirem todo o tronco tal era para não im- pedir o gar. nos seus Soldados também armamentos. chegando só : o lugar das ultimas costellas espúrias (45") . 4. huma da frente. de que ^ Ap 111. na e 5. de pag. hum colete feito de duas chapas musculado. Ouvres Divcrses.% 3/. Imitons le Brtm nâs jameux le Brun e le . fingir que servião de vestir as coxas das pernas aos cavalleiros. 30. que se pare. pois (48) Fingi ferro. Etplutòt que 3. e que chegasse unicamente ao dito lugar das ultimas cos- . Salvador Rosa fingirão . Cççhin. suas Bata. pag . (45) A configuração dos coletes de ferro a . me aclarou a idéa para cesse hum novo modo de mais com a couraça vestido de ferro.* mesma estampa V. .° vrai ( suivez la vraisemblance.

me . e diminuir outras na sua grossura (5*0). cionada junto . . vieni a consumarsi . 53. tornano poi di proporzione nel ginete . também não segui vi exactamente os que ferro . também ser-me . Dutresnoi. Prec che ad essa ripugna. que todos mostrão nu- mas pernas. . e juggasi qualunque cosa Pinr. ma con boníssima grazia. pelo effeito da illusão a . no resto do busto as . . a se mostra na Estampa V. ao parecer. por causa da sua e nesta voluntária falta de exacção. com ponderada das armas de tomei a re- solução de augmentar algumas partes no seu comprimen- to. E quando non piacesse far questo t .66 ' ' DescPxIpçXo Analytica . o Abdómen com como os seus músculos transversaes os porque daquelle mo- do não impedem movimentos próprios daquelle lugar. dÀ e di accrescimento . questo si (50) E fa . per che quelle figure . de No resto do mesmo armamento. por cuja circumstancia ferro . che son poste in alto . scorto delia veduta stando di sotto e guardando guardarle alio in Onde cio che si . por esta causa haviáo de ser vistas de escorço . figura 6. foi possível) o que d minha Proella fugindo ao que altura repugna (49) . mencionadas chapas móveis até cubrir todo . si perdono nello su. he que ha mais movimentos fingi continuar com III. e ebe puo ajutarla . pag. Arte delia 59. preciso alterar-lhe as devidas proporções para parecer propor. nclla gros. sczza dello scorto t non nane . muito excessiva grossura : curtas. tellas espúrias e como daqui para baixo . busquei tudo (quanto fissão convinha . E consi- derando tua . (49) Cercbisi tutto cío che conviene ali' Arte . a grande em que pensei se collocava esta Esta- e que muitas das suas partes. .

cbe quês» . systema . em que 6. e neste caso a p 111. seria Imagem do Heroc não he vestida áRomaincongruência fazer-lhe Clamyde. O discurso de Perrault he na pag. e persuadir o contrario . com que o manto se mostra no original mais grandiosa. nião . se vê ser este grande . Na mesma opi- obra : Les Dix Livres d'Jrcbitect.° . acho exemplos deste engano de argumentos. Perrault mostra náo seguir este partido larga refutar este fazendo na referida obra huma . e Perrault a oppôr-se-lhe e Escultores confessando porém que muitos Ar- sáo da opinião de Vetruvio. Tom. No Livro torna Vitruvio a propor esta máxima quitectos 5 . de Vitruve 2. Seconde Edition. ou manextensão. que o da Ordem de Christo . Chap. a respeito do engano da vis- expendendo bellas razões Physicas . 8 . para imaginar-se-lhes Estatua indica. huma a que os Professores chamao regras de convenção diz que Yotl le doit pratiquer querarement. Giorgio Vasari. mas náo soffrem essa precisa extensão estas Notas que em a nossa Praça do vista j Commercio . I. Nella Introduzione. 1 . Mas ocaso. 2. (como não' sabia de todo expressado no exemplar que tive) para evitar a mesquinhez. Vite de Pittori Scui- tori. 67 Como na. : ha com tudo bons fundamentos para lhos contrariar baste dizer . etc. que he . Commentador Mr. na idéa de to da assas fingir . a Carr.. Os argumentos de Perrault sáo na verdade muito scientificos. he . citada 2. e contra a experiência náo valem . ta .da Estatua Equestre. porém náo se atrevendo a condemnar absolutamente esta regra daquellas tie . VIII. . to medesimo. e maneira péssima. eu a pratiquei. Cap. ou seus edifícios. Livr. e gcntile . XXXI. em a Nota 24 do mesmo Cap. os quaes estando soltos são a amplos. pag. huma dessas raridades. fiz esta roupagem manto Real. E para não me afastar do uso do vestido si potra mantenere lemembra delia figura ancora torna quasi il sottilette . homem e da mas o seu Douto Nota para e admirável Traductor .

que á cabeça . Cavalleiros primitivos da dita Ordem . por ser isto conforme via a Equestres. sem luvas. que as mãos do Cavalás regras tivessem luvas . me fizessem sobre este ponto as pessoas que ignorao em que consiste o bello da Escultura . DescripcSo Analytica em lugar de esporas lhe fiz Je ferro. a pezar das censuras que . para memoria daquella antiguidade quando . . parte mostrava o nu. Cai» iii. (principal belleza des- como fica provado nos Capítulos precedentes) pedi ao meu Excellentissimo Director me permittisse que as mãos fossem nuas . . puas. quiz fazer a a mão da rédea da sua Estatua Schaejfer . muito de propósito e não por descuido como alguns quando tem erradamente julgado. . e na cabeça o capacete de ferro etc. embuçada em ferro. pois que os usavão delias . gesso Sally para saciar os seus escrúpulos . e Pintura (5*1): e conce- dendo-me esta licença . assim as como a do Cavallo. assim as modelei . algum Sujeito entra nesta Ordem acto de o armarem Gavalleiro ditas puas . . mas eu.68 . tudo pela sa- bia direcção do Excellentissimo Querião algumas pessoas leiro . braços. dos pés até toda Imagem do meu Heroe. e perficasse confor- nas. Mr. A me com posição do Gavalleiro em corpo. Marquez Estribeiro Mor. para que foi boas regras da Cavallaria. e que em nenhuma tas artes. e toda a 49 deste mesmo Cap. e ainda hoje . na ceremonia ou as se lhe põem nos pés . primeiro Picador de Fre- (51) Yeja-se q final da Nota 25. moldou cm mão de Mr. .

e o único recurso. 69 . Em qualse mostrar bem parecido. nem mudar-lhe o penteado (52). mas eu por menos escrupuloso fiz menos sa-' Cap. faz huma muito principal parte de semelhan. expressado na moeda . A pezar destes inconvenientes muitas pessoas (52) .da Estatua Equestre. meme pour la le cbcvelure . a . copiei as da figura. quoi qu'on ne puisse guéres la thanger sans afjoiblir la ressemblance chose et que ce soi cependant la senlc k quelk teauçoupe de monde s'attache. e tendo Sua Magestade benignidade para conceder-me a honra de que na sua presença eu desse alguns toques de semelhança na sua No Imagem (pois que de náo se em outras occasiões me havia já conferido a Graça ) admittir-me a modelar na sua Real presença me consentio intentar isto. e pelos gessos delias extrahidos. . Rosto quiz fazer hum retrato parecido quanto cu pudesse . e mais apressado.. eic. cubrio o capacete huma gran- de porção da frente a qual no retrato do Senhor Rei o D. e da es- tampa de Carpinettt .. ção que ellas devião ter. (como os he muito da nada do rosto Professores não tem poder de os animar) essência não esconder . Saliy. por ser o penteado di- verso. quer retrato para com alguma vista casual.. que tive. pag. 40. faltarão. e peior que tudo. derico V. iii. foi valer-me do meio perfil . posto que já instruido na posi- moldar em gesso as minhas próprias.José L ça. que a pessoa retratada costuma usar: tam- bém estes soccorros me . bio. De&crip.

taihe de corpo do seu Heroe (5*3). Conhin prova muito judiciosamente qualidade só da semelhança não faz o verdadeiro mérito outras n.lRei de França. 42. diz que dezas. . Academia Real de Pintura . pag. á Sally . 2. Cavalleiro da Ordem de S. No Tom. 70. a meu até ver. que escreveo muito destas Artes com tanta stiencia e delicadeza de gosto. 102. se lhe pôde chamar o ^ndicioio Investigador Crítico das Artes do Desenho. de pag. e Escultura . Hl. que não pensão assim os Professores. (54) Mr. discorre neste ponto ad- miravelmente. . o Vv efes sor não he obrigado a dar conta destas miu- Mais exacção de semelhança pessoa e . só na ainda que a multidão e diz a verdade) semelhança repare. com que falia. mesmo e Secretario da foi . Miguel . . que. ou tal . das suas Ouvres Divertes. Gravador Sobe- dT. no Tribunal dos Sábios das bel ias Na citada passagens de faltar Mr. estou bem certo. que por esta falta não seria accusado Artes.rtes da Arte : dos retratos (54) . se requer em hum painel. mas sim as máxima de que também Bernini e por essa causa estava bem persuadido . Guarda dos Desenhos do Gabinete do rano etc. claramen- dá a entender. . com tudo que a isso Mr. cujo fim único seja o de retratar tal. nem as pessoas de boa intelligeneia nestas Artes: emais adiante faltando do.70 Cap. quando em Pa- (53) Ahi mesmo. Neste te modo. se ve que elle não duvidou de propomo (diz elle .. Descri pçXo Analytica faltasse 'achao bastantemente parecido: cuja circumstancia ainda que lhe . exacção do penteado. Conhin . ou busto. de Paris» hum e Professor.

em que . . de que a que os Fidalgos se pentearão da mesma sorte: lhe produzisse . para que o seu Todo faça bom effeito . hum busto de mármore a . náo e fez a obra para chamado. de que sempre de conse- usou aquellc Soberano e não deixou por isso guir os maiores applausos (ff). Estatua Equestre. e em huma vallo . não lhe fez grande cabelleira . a* . he de re- flexionar na proporção gradual do Cavalleiro para o Ca- de sorte . deixo de a seguir aqui . que chamaváo í Bonina. nem minuto Cavallo. moda . o Grande Luiz como . . mostrarei em hum di- Quando as . máo effeito a cabelleira lhe fez segundo o bom gosto do Desenho . pag. Retratou porém . adiante descrever a Symmctria a medidas.da Estatua Equestre. 285. que oro qualquer composição precisão ter as par. para proce- der com msis clareza e mostralia com individuação no lugar mencionado. Equestre. hum e penteado arbitrário . Advertidas as circumstancias mencionadas. rctratrou Luiz™""30 "* XIV. de tal Monarca . Fies des Arçhitççtes e/c Tom. Corte se agradou tanto ficou sendo 2. e premiado com prémios foi dignos do Artista. deve-se também ponderar maduramente tes entre si na proporcionai concor- dância. sobre este ponto. chamado que a Paris por Luiz XIV. que não seja o Cavallo grande com peeste muito avultado queno Cavalleiro. que dei e o esta combina- ção. com e as mais distinctas honras. pela cst imativa que depois achei examinando a Natureza: e posto que a boa ordem pedia esta decla- ração neste lugar . Com (55) as poucas precauções aqui descriptas comple- O Cavalleiro Bcrnini . ris 71 fez .

diz Mr. 25. e pigliarsi . mesma tumulto em que me descrevo era star saldo neWopera: j cru? a idea : não mudava de espécies antes estas andaváo agitadas. inquietação. A por. e este segundo em barro: e . qualebe solazsaldo mil* perche col ti tu migliori il giudizio cbe lo st ar opera ja forte iugamiare. . em quanto cu na casa da Fundição o executava das Obras Públicas se achavão na casa do Risco . que só com os seus estudos (5*7) . Suite de la Descrip. . se podesse pigliar qualebe solazzo. empregou cinco annos não tive os notados seis mezes: porque lançando mão (56) zo . dous Amanuenses meus modelando . tão rápida ? ^ p* que dentro em mezes incompletos fui . hum dos conselhos que propõe Leonardo de Finei para que as obras saião perfeitas (^6)» . pos com trabalho indisivel inexplicável . Et ancora sara ri tornar e bttono levarsi spesso . com desvelo eu mais que desta obia. e em o que náo seria . . dirigir. e retocar estes modelos dos Grup. Vinck Trattato delia Pinara Cap. e segundo modelo gastara mais de cinco annos principiar para se pôr em estado de o modelo grande e para mais trabalho. Na Sally . do que aquelle assíduo . execução da Estatua de Frederico V. (57) Pevdant plus de cinq années pour je n'avois fait que penser et fai' re des cuides me mettre à por ice d'exéçuter çe grand modele. pag. e com execução . contra . os segundos modelos para os Gruppos lateraes irie vendo- precisado a descer todos os dias a a dita casa do Ris- co observar.72 tei DescripcSo Analytica este segundo modelo seis . em que o referido Escultor . obrigado a 121. 274. . fazer os primeiros modelos de Gruppos e Estatua em cera. e inquietação de espirito .

voltei com o modelo para a casa do Risco das obras Públicas. pela 73 AP * 111. onde o entreguei ao Moldador. que se me dava. e determinar-se . acabei este modelo nos fins de Junho de 1 77 1 1770 modelando. como os primeiros de cera . primeira vez .. para o que no Capitulo V. impressos . também se presentou a Sua Magestade .da Estatua Equestre. . uni- camente só sem adjutorio de mão alheia (58). dia certo para mosdo* modelo a Sua Magestade me obrigou a chamar hum mei:s Amanuenses nos ukimos dias. (58) trar-se A este pressa. para ajudar-me ao complemento. nos últimos dias de Dezembro de . para tirar-lhe a forma de gesso: e antes que esta se printrassos rectos. dei no modelo alguns . cipiasse. Assim que se completou este exemplar. tanto este. no mesmo barro diculares. . direi com direcções horizontaes e perpenfim como indica a Estampa XII. e recebida a sua Real approvaçao .

. mostra o interior concavo da mesma peca. D. e V.. cujas mas concas na elastecidade docouro tem aptidão para semo- verem não estas chapas. que cobrem os homhros. vista por diversos aspectos. dos bicos dos peitos e em que ori- jogão as chapas. . que prendem III. e atacao peças ao Colete de ferro. fazendo os ditos pregos suas . humas A fig. no- achei feitos de ferro. e os outros da pas de parte a parte. de hum para outro introduzem chaes- lado. mostro a configurado dos Coletes. Na tados figura I. dando indicios de que vetas. com a letra P. que perna direita do Cavalleiro ferro. e são os A. que pernes. e nella as letras A 13 indicão as series de pregos. mostra o seu exterior con- vexo. em que estas cha- pas tem o seu movimento . ou e . ou pequenas cavilhas. que tem o seu assento no lugar são os que recebem .74 Cap.. Os dous pinhões. porém os cha- se divisão pela parte exterior desta peça: filleira da conca B. a outras. Os pregos das corrêas E. Explicação da Estampa V. III. tas alli se lhe que segurão. C. penetrão as eixos. II. e se compõem de 10 chupas de A íig. IV.. DescripqXo Analytica m. que ajudáo a prender as ditas chapas. com hucorrêas. as diversas chapas. Esta peqa he . sem estorvar o movimenrepresentão hurna a to dos braços. Elles no ginal se divisoo furados nas pontas. As só peça veste a figuras II.

A ííg. e lhe correspondia. 75* como indicão as flg. II.da Estatua Equestre. VI. quando fiz o modelo. he que andava preza a fivella mas como daquelle moe do da. incommoos calções. cabeças pela parte exterior . para o busto do Cavalleiro clarado neste ra como fica já de- mesmo Capitulo. troquei a posição da fívclla. que examinei • Cap • * llU . do Heroe. hum pequeno fragmento da que A que estava inteira . a operação de affivellar ficava esquerda. V7 1 J iSo original desta peça. - IV. monstrada nos desenhos. tratando dos estudos pa- modelar a figura . de ferro. via-se huma f só corrêa de affiveltar. eV. parecendo-me assim mais natural. . como vai dedava indícios de que na outra . affiveliar-se imaginando na mesma peça como de que usamos. mostra de que modo configurei o vestida .

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Fia. Ficx r> IV. V Fia. VI.E*. II. .

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Symmetría Equestre.° pag.. que se encontra nas partes oppostas. a Lingua Portugueza tem muitas palavras deriva.. T> lYo os meus débeis talentos pelas de bastante difficulda. 3. com palavra Symmetria duzirão. 77 CAPITULO Da IV. controvérsias que me podem obstar sendo logo a primeira. 56. Chap. o assumpto do presente Capitulo he para matéria . Perrault 5J 9. „ . A traducçáo desta passagem de Perrault aqui no Texto Yai resumida. Mr. que a isso me in- Ser constante entre os eruditos. e apropriadas do Latim não tem poucas do Gre- (1) No Com. que assim como das . Liv. . (1) e significa „ esta dicção he Grega. que em diversas partes tem entre ?. R . e relação de diz . o ajuntamento. Mas que presentemente por Symmetria se entende e paridade. I. a proporção conveniente para o perfeito compôs- to.da Estatua Equestre. I. concurso. a palavra Symmetria. Nota 2. de Vitruvio.° por três motivos. a igualdade.. que muitas medidas si . J—J Screver de .. Não Literato. obstante o aviso deste grande Arquitecto e a deliberei-me a nomear estas dimensões . „ .

(6) Suite de la Desçrip. posto que para evitar queda considerável sigo a Natureza (2). etc. quando médio doze Cavallos vivos . Suite de la Descrip. 3.Ignacio Monteiro (5). DeSCRIPçXo ÁNALYTrCA . (}) (4) (5) Varia Commertsuracion. pela desigualdade. Lib.. go. IV. 49 . Não achar Author que seguir poderia fazer o empe. sur les Scien. pag. Lami. que me faltáo j mas caminhando eu como cego he muito y fácil tropeçar. Lice Logique. que o Cavallo tem de altura huma vara. Sally relata parte das me. 75. no Scholio. 9. que não approvo. mais pra- que nas outras Artes do Dese. mais medidas . Compendio dos Elementos de Mathemacicaj Elem. nho. e Porém os pés . de (7?ometr. sempre se entende por Symmetria o este mesmo que os Gregos com termo explieavão. João de Arfe só diz . mas não he com individuação e declara isto por pés. que „ já depois de ter feiro „ os seus estudos vira os Elemens d'Hippiatriquc de Mr. pag. pollegadas. II. e linhas: methodo. . nho mais glorioso em pessoa que tivesse as luzes . Que entre Escultores e Pintores . 2. III. decempedas . são desiguaes o s& gtttido as variedades das nações cada huma das quaes divide pe a seu arbítrio. e três quartas (3). IV. em a Nota. . didas que achou (4) . 76. pag. O mesmo Bourgelat . Sally diz (6) j. pag. Cap.° Ser adifférença. e as prudentes convenções da Arte. . Entret. notada por Terrault ticada na Arquitectura . que lhe nota oP.78 Cap. Chap. onde este sahio Author dá as proporqões (2) «le la La nature ne noas trompe pas.

de que ças. nos diversos talhes. que chamo . . diz k rang . sem embargo de saber. e nas diversas ra- do os climas. medindo por cabeças. Como o meu inten- (7) Nos racionaes : mesmo.porque na mes. lajortune . 79 visto teria esta pou- Cap. he preciso fazer estas reflexões . e ainJi mais attentas náo só peia sua nobreza incomparavelmente maior . e que se tivera „ geométricas do Cavallo „ obra no principio das suas observações. E como este systema he o de que tem ordinariamente usado a os que escreverão medições do corpo humano. ceo-me o mais acertado: e passando apraticaíío. porém pelo que delia diz o referido Sally vejo. . em dezeseis porções. ma obra que se executa se acha a raiz do cálculo. que não obstante ser pouco individual. pela ver „ Eu tenho feito as mais vivas não me tem sido possível . secunse representáo. divido cabeça do Cavallo. que hum Fidalgo deste Reino apóssue em Alémtejo . k cli: mat 3 et k ttmpéranient contribuem à causer dam les dévebppçments K 2 . antes advirto aos principiantes ser preciso reflexionar nos diversos usos.da Estatua Equestre. Tratando este ponto Watekt . tem melhor methodo . ainda de hum mesmo Paiz (7). como já disse a dente. IV. e ca- da huma destas em outras dezeseis mitos. pareno Capitulo prece* -partes'. „ pado muito diligencias trabalho. a que se desti- não os Cavallos. la condition . que tem. que denomino mi" Não tenho o louco projecto de que esta symmetria se repute regra infaílivel. lhe . mas porque sáo muito roais as occasióes de representar figuras humanas.

Esta for- nwsitra esta preferencia para serem retratados . e ao tão suave. pag. Parecerá comradictorio expor esta Symmetria bas~ des preportions . sc pois tratar esta matéria. etc y f3'j -2. zombarão deste meu trabalho. hum pincel „ (9) . no talhe. e sendo irrisório a respei- to das formas. L'Art. na execução da Estatua. les (8) Mcthode et Invcntlon nouyclle de Dresser chevenx. 1760 em 4. des difjérenccs semiblcs. IV. mesmo tempo que constrangerão insensivelmente o Famoso Neiíctutk a adoptar o me^mo . ainda continua a louvar os de Hespanha . e na pag.. 24. de Paris. . proferindo estas palavras „ „ "„ são extremamente belíos . tar represen. (t>) Ahi mesmo. que refutava. hum Cavallo fino de Hespanha . . IV. Descri pcSo Analytica foi to. que deve ter o talhe perfeito de hum Cavallo ser tocante ás . Refiect. erao* desta qualidade sobre semelhante aspecto he que exponho estas medidas. 25. dePeindre.8o Cap. tratando isto de ridículo. e os mais próprios de todos para curioso serem retratados por . I. pag. Liv. (8). 2$. Ediç. ditos Çavallos- em cousas relativas ás formas» . consequentemente o ha de medidas. Mas deve-se notar si y que este íHustre . c os naturaes que medi. vendo que elle também mofa dos que descrevem as qualidades . Chap. As pessoas que seguirem severamente as opiniões do célebre Newcast/e . natureza e a razão tem Iiuma força tão poderosa. grande. : e nas formas dos o:us membros he que vendo que consiste a póde. e sábio Cavalleiro se contradiz a mesmo quando falia : dos elles Cavallos de Hespanha. de que fallo..

. Eu não censuro antes louvo a Sally 03 : IV. que lhes compete: servindo-se do com- neste particular . . porque estas medidas. em que fez os seus estudos. V/atelet diz : . e úteis Porém. as medidas. muito enthusiasnWy sendo a Escultura irmã tura . (1 1) Iiefmons de l'Art de Peiudre. quando executou os modelos. pag. c que as preciosas. gémea da Pin- não pode deixar de ter também aquelle Ascendera- (io) II jant doncavoir Idée de Ia 1'esprit remptt de son mget. Lami. só para decidir algumas dúvi- Bem „ como „ deve apoiar-se continuamente nas medidas mais circumstaneiadas lhe vem (11). não pode omittir-se o conhecimento delias. como o grande para a fundição do bronze porém nisto ha hum a grande differença. imita os objectos precisamente como ellcs são. que a reflexão daquella e applicação destes baste para co- nhecer se as diversas partes se achão. e tudo quanto fez tendente a instruir-se (10). escrúpulo e censurar a 8 í Mv. 84. Emretiens ser Ies Sciences. Sally o riimio cm medir. em a Nota a. Logiq. calculo. a ser que „ a Escultura.. V. se como dirigem a saber as devidas proporções . tantemente individuada.ca Estatua Equestre.z na mesma pagina. pag. hc fria ^ e lento \ e não coroem a hum a Arte que requer . as observações. sei que Mr. Chap. ao tempo de executasse. que este uso na Pintura. confor- mes ao passo. assim como este Author d. e o Artista he obriga. exames. tanto aqucltc. 69 . das. do a tellas tão presentes na fantazia . ou não. e nos olhos.

expor sem confusão. : servações a ponto mais exacto . para ?rbitrar neste ponto. iv. que . cujas pontas são os olhos do Artista . que adiante vão. e para . . cedida ás Artes do Desenho achei na he as differenças . e A cada estampa junto hum mappa : e em cada hum delles se achão as as de cinco Cavallos vivos. além da Poética licença con. maior formosura do mesmo E a razão. DescripçÃo Analytica Do que venho a concluir ? que ha precisão total de Cap. em hum methodo medidas bastantemente resumido. que estampas si e os mappas. as medidas. não só o que julgo nesta matéria mas também todos . se conhecerem miudamente . c por esta causa só no as divisões ultimo . especialmente no que toca á Symmetria mas o melhor compasso he sempre aquelle . Para evitar muitas palavras em hum tão secco as- sumpto. os exames as . li nos Au- thores de Cavallaria que deixo citados e transcritos no Capitulo antecedente. para reduzir estas ob. fiz sobre a Natureza me pareceo . e os avisos.81 te. chamado Formoso . servindo-lhe de eixo o próprio entendimen- to cultivado. que medi: vallo da Estatua. se achão \ todas com as suas respectivas medidas indo em branco va- . se e ainda mesmo palpallas algumas vezes quando reduzem \ a prática. encerrão claro. que mesma Natureza. Dcs cinco mencionados Cavallos só os primeiros quando fiz o meu modelo os outros três me servirão dous examineios com mais vagar. que . e as medidas do Caque tenho que julgo mais convenientes para bruto.

Na primeira columna vão as letras al- fabéticas. rias 83 dos primeiros três. . "« a Estatua naó houve lugar para especulações. a columnas escre- vo nos seus vértices. Reflex. . nem se lhes : pode dar. ^ AP mesmas.da Estatua Equestre. Divido estes mappas em oito columnas. que se fez » E^tas alIV. ou da pri# meira columna horisontalmente mostre a divisão perpendicularmente indicada pelo nome do Cavallo . gumas causa IVãtelet delias. Encruzo nos ditos mappas as linhas per- com outras horisontaes . que em (12) L'Art. total exacção por diz do movimento circumstancia sobre a qual „ que se he possível perceber-se-lhe as differen„ ças. com linhas perpendiculares. e 6. ou cabeceiras os pendiculares nomes dos Cavaide ficar los. que nas estampas também se achao. a letra inicial. debaixo do nome Gesso. mas impossível. a fim cada medida em sua divisão para que usando dos mappas. que medi. cómoda taboada Pythagorica. 5\ a . de Pçindre. a . 4. . Na sétima columna vão as medidas do modelo. á em que se acha na semelhante do mappa. as Nas . ao menos á minha curta capacidade. Na 2. cin- co columnas seguintes se mostrão cada medidas que a hum dos Ca vai los pertencem estampa a letra naquella parte. oitava as que julgo mais convenientes a dhiinguindo-as no vértice da columna com sultado. palavra Re- Na a 3- . porque no tempo. a . pag. em . he bem diíncil reduzillas a cálculo „ (12): e eu o julgo não só difficil . 76. ainda que não pouco individuadas não tem .

7. primeiro map' pa (que corresponde á Est./?.w. * ticos. que no vulto . E deste modo em todos os mais lugares. algumas destas medidas . significa parles-. 84. mappa a . as desta natu- reza deverião ter no papel sua qual diminuição (13). 8. Ora pel . traz fi£. a pequenhez dos desenhos admitte essa exac- parcceo conveniente dizer-se huma cousa na . se declarão as medidas. achamos nelía unicamente. que o dito Cavallo naquella situação se lhe acharão em medida. v. .me Formoso. por números Arit'hme- ^ AP IV. tinha vinte e três partes certas.) reparando na columna Arisco pertencente ao Cavallo nomeado e buscando na columna Alfabética a letra G : . Ad- cima vai escrito: e nessa divisão. .84 DescripcXo Analítica. esta mostra na divisão. No . vertindo.ó. Mas. Porém a Demonstração própria para este caso he a que I. Quer di- que o Cavallo chamado Formoso. V. Vej. minutos. 23. mesma letra No mesmo G. .io. que lhe pertencem. (1^) Pouca Geometria basta para conhecer esta verdade ainda sem se demonstrar. tomando-se no pa- como este he plano . VII. a letra m . nem nem çao .er. são nclle rectas todas as linhas em que se mostráo essas medidas porém tomadas vem a ser obliquas em varias situações. e seis minutos. que nas divisões dos mappas a letra p. pela direcção fica da buscando adiante divisão. pag. Tab. vinte partes. Monteiro nos seus Elementos de Geomctr. quer dizer. p. que debaixo do no- . no mesmo lugar. a Demonst. . g. no papel são rectas : e por este tal motivo. que lhe compete. Prep.

que tem o . meio de servir-se das estampas . nem muita indulfi- gência psra não pertender. que fizeti- os desenhos destas estampas tocantes á Symmetria rão-se pelas medidas notadas na columna : . meu modimen- em certos lugares alli alterei algum pouco estas sões. o que facilmente desculpará quem sabe como as estampas se imprimem .da Estatua Equestre. que para cada objecto se zessem estampas próprias. Nomearem-se varias partes. 85* k e achar-se outra na prática . pro: ínerto mostrar neste Capitulo a ditterença ao que se satis- faço dizendo. ou de Estuque. outro recto. E Cap. não he preciso muita agudeza para conhecer a difficuldade. e diminuem . que também muitos chamão Gesso. combi- as . não po- . aspecto claro está que o não podem aos mais assim como entre hum angulo agudo. na theorica . as mencionadas alterações. No delo. que na combinação dos mappas conhe- cem individualmente nando com as outras que tem por lo. de hum ter o valor e o outro obtuso. . diffirão algum pouIV. e músculos do Cavallo S . cujo tirulo Gesso nome attribuo ao Modea por ser feito desta matéria. se- gundo as variações A respeito devo advertir mais . tulo Resultado sendo conformes ser a este . deixo declarado. que tem o outro. e conhece que não só o papel mas até os mesmos metaes crescem do tempo. medidas notadas na columna. ainda assim não duvido que varias do compasso. de variações . e expondo os motivos. que no . que tive para isso. co. Isto advertido . Capitulo III.

deixar a empreza com : receio. compone po dei animal racional. porque os Authores de Cavallaria e Alveitaria assim o tem praticado: e Pedro Garcia Conde. con los que tienen las partes de que etc. seguio a prática estabelecida para não privar os seus naturaes de huma obra útil. Discour sur 27$.86 DESCRirqXo Analytica os . pag. lizar IV. Lista. quando es- creveo ra a Anatomia daquelie bruto. "com Cap. Cap. a que situa- ção pertencem os nomes. que devem ter para serem perfeitos. . pag. mesmos nomes dosracionaes . não deve escanda. animazx ont des parties conformes la Philos. pareceo conveniente. No Capitulo antecedente já flcão referidos os nomes . imi tando Guerimeri'^ jun- huma estampa que mostre por números. .. com a declaração das qualidades. . . Verdadera Albeiteria.. que delles tratarão. por ver que eonvicmn casi en iodo nombres de las partes de que se se el comcuer* pone el cavallo. diz que estivera pa. aux nòires. Lami. que lhe estranhassem re- esta nomenclatura (14) porém. Lcs etc. Entretiens . me hallé tan ofuscado los . y casi arrepervido . . . Se ha conformidade na configuração } não he muito havella em os nomes. 2. que se recopilão na seguinte (14) . 6. curso melhor . não achando outro . da maior parte dos membros pela ordem que lhes de- rio os Authores. e como tar os nomes de alguns serão desconhecidos a varias pessoas.

ou Troço do Cabo Cauda . Garra: porém nos Cava lios ser deve não ba- ou muito diminuta. madeixirçha do cabello na parte posterior da Junvai e que se notada na Estampa com huma finos estrellinha... 42 A ta . e Jarrete 26 27 6 Coroa. .. 24 4 5 25 Olhos Queixadas Barras Quartella. 3 34 55- 14 15 Ancas Nádegas 36 Espadoas \6 . 7 8 . .. e Percinta Cascos 28 20 .. .. IV. Canas Cap. 22 25 cujos lugares se indicao na Cabeça Orelhas Testa Saleiras. 87 LISTA Dos nomes pertencentes a vários membros do Cavallo. Ventas Beiços Bojo. Agulha.da Estatua Equestre. .. ou covas dos sobrolhos 1 Joelhos 2 2. Cruz Clinas 17 18 Curvas Curvilhóes Topete Braços CodiJhos 19 40 .. Estampa VI. .. Taboa . ou Tendão Junta .. 32 $3 12 Garuppa Rins e Encolladura 1 Cova Peitos das clavículas .. 20 21 Sabugo. Nervo.. Em S 2 o número 16 o nome . 41 ou Cabo .. 9 10 11 ou Ilhaes 2.. ou Ventre Vazios . ..0 Barba Lombos Costellas 31 Boca Garganta Pescoço . chama vella. Coxas Soldra 37 58 50 Semelha. .

iv. DescripcXo Analytica pertence á .88 Qtiarlella. e Percinta. e aos la- dos Per chita. são oscabellos. mão. Em o nú- Cap. ao pé. que circulão frente mas na he que chamão Coroa. mero 27 Coroa o Gzkt? . e Janete . .

r</. ././ aí. . VI.Est.

:• .

. Columnas.da Estatua Equestre. Mappa pertencente á Estampa s? VIL Ncmes dos Cavallos.

e a de G obliqua. L deve medir-se da cova das ao codi- As quantidades S. e G. todas estas três rença o bom gosto he que a deve regular. A quantidade comprehendida clavículas na linha Iho. da Quar- tella*> por este motivo deve suppôr-se aquella medida já depois de ter o movimento reflectido para cima. indicadas com B. cuji dirfe- a cabeça. As duas quantidades G. T. forçosamente hão de sommar mais que a quantidade B. ou abaixar mais medidas differem. IV. devem o Cavallo quieto : considerar-se estando alli ha movimento reflexo por causa e articulações do elasterio . .io esta perpendicular .90 DescripcSo Analytica Appendix á Estampa VIL As quantidades Cap. que tem os nervos. eH. G. sen. quando o Cavalleiro montado nelle o governa com a rése considerar dea na mão: porém tanto que levantar. devem- suppondo oCavallo na sua actituJe briosa.

r 14- X IO I (. ZtAra£ie<7 *> ensaia.W.e/>/. .Est. VH.C. I I 32 48 eg Ht-rfea I L I l I I J. M.

.' • .

lumiiai. . Nomes dos Cavallo?. C«. Mappa pertencente á 9 l Estampa VIII.da Estatua Equestre.

I . que o Cavallo se move. d?mi- e crescem mais. se mostra a differença que tem esta extensão . Nj Estampa le- IX. Estampa X. ou aceleração do movimento.. he notada esta medida com e para notar-se na Estampa IX. que he impertinência declarar-se. estando o Cavallo parado. e segundo o vagar. ou menos á proporção . . que ha da solara aoCodilho.92 DescripçAo Analyticà Appendix í Estampa VIII» p IV# As quantidades nuem . indicadas nas linhas H . . quane na . Na letra I declara-se a extensão. com H houve motivo. do o bruto levanta obraço\ vanta a perna. quando Nesta Estampa a letra I : e na X.

ft/-//so ^>ru '&t« t . VÍÍI /4 JO I 6 l-L | I I I 2 I I i ff^J^ I M= S6 '^^Pa/?ifèd JM. á. s/s/< „.C.Esr.

.

da Estatua Equestre. . 93 Mappa pertencente á Estampa IX. Nomes dos Cavallos.

ou posterior. em M. h. procedida dosalliente que fazem as prominencias das cabeças dos ossos Umero . péla differença que se lhes acha. que no dobrar da Quarttfla se os comprimeme co- músculos pela parte concava. . quando dobra o braço. da mesma Estampa VIL Porem. O mesmo he . pa VIL. parecerão supérfluas . Mappa da EstamN. mo nesta compressão .ndivel. e Radio.94 DescripçXo Analytica Appendix á Estampa IX. augmentão de volume os ventres dos músculos forçosamente : em casos semelhantes ha á vista . i As quantidades notadas nas -*' . nas- medidas a. maiores grossuras quasi . notão-se também neste lugar. mas são imperceptíveis ou e por isso a differença he pouco atte. linhas 1. no tempo que o braço levanta. por ficarem já notadas no IV.

Est. £<//r/tii> Atffs/fzo . LX EB=LUw j-f /o 1 6 i 3* i -+3 58 i i i i i i i i Rrfea J MC <&//„.

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da Estatua Equestre. . 99 Nomes dos Cavallos. Mappa pertencente á Estampa X. 1 Golainrus.

$& DescripçXo Analytica Appendix á Estampa X. d ifferem das que £cao declaradas na C. Estampa VIL cm O r P. procede do salliente que na Soldra faz o osso Alinha L. desde lho do. Fémur. contém a medida que ha. =^ * As quantidades eomprehendidas 9 nas linhas ^ AP E IV. D. CayalleiíOx a maior prominencia do peito do Cavallo. (^ E j isto na actitude que mostra esta Es- tampa X. ou joe- . até a perna.

14I I I I I l" 1 b I ! i 2 I I I I I I 4? ! b PartM 16 12. <ZJU.C.Esr. x.é&£n. j:< (ttrt&f j/ttpiô . .

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da Estatua Equestre. Nomes dos Cavallos. Mappa pertencente á Estampa XI. Columiias . 97 Aspecto I.

IV. . mesma Estampa XL Nomes Cap. CtU rana». dos Cavallos.98 DESCRipqXo Analítica Segundo Mappa pertencente Aspecto á II.

JIM. XI . C.Est. a6/in .

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proporção que o bruto vira a cabeça se comprimem. Porém queren- do-se-lhe exprimir mais fogo. e por consequência. ou dilatáo mais. segundo o Cavalio he mais ou menos gordo. yy á No la frente Aspecto : I. se marcao as grossuras as do animal pe. que o bruto faz com as ventas: nos exemplares vivos . as visagens a . ou menos os músculos . medida G . nota-se esta medida . he também variável. e isto faz muito variável a sua grossura. e no Resultado estando o animal em socego. maior esta medida. a declarar . e ao seu lado anota a he polpa de car. que no . Expostas as precedentes dimensões . para que o todo gruppe faltará bem e faça bem effei- Não quem julgue supérflua esta particular*- . he to- mada no osso. resta dizer r que tamanho deve leiro fco» . Appendix Estampa XI. ne maior. he notada com L indicão o Tendão ou Nervo mencionado na Lista de nomenclatura dos músculos. .~T~~ . No segundo aqui Aspecto II. e no Aspecto IV. deverão as ventas ser mais abertar. porém do pescoço são incertas porque á IV. ter o Cavalio á proporção do Cavai. Neste mesmo Aspecto a medida y G. Por esta tara > mesma I. A pequenhez das estampas obriga III. que uo Aspecto a risquinha a horizontal notada com a letra A . ou menor. causa não se no- medidas no lugar onde o desenho mostra o pesco- ço cortado.da Estatua Equestrk. mesmo lugar .

a patrocipão hum tocante ao civil outro perten- cente ao bom gosto do Desenho. pag. para o uso da vida não precisamos saber individual- mente.4?. para montar „ o Cavallo „ blica . que se ignore a . de pag. .. que „ para o p* IV. O Escultor. pag.ioo 11 DESCRipqXo Analytica . e com certeza os tamanhos dos objectos. primeiro assentão todos os bons Cavalleiros que os e Cavallos finos não são* de grande corpulência como (tç) La (16) Logiqne ou 1'Art de Pcnser. 7 p.*ra 8. 357. E na Suite de la Descip. „ ainda que grandeza absoluta . to seja sufficiente. Sally. os Artistas cisão pre- conhecimentos mais individuaes pela obrigação : que tem de imitar o mais bello da Natureza das circumstancias e . e menor que huma Balêa. que fez a Estatua Equestre de Federi- co V. . Eu que julgo adoptavel esta decisão por dous motivos . huma he a em que . de Fred. para não negligenciar esta individuação de belleza diz que „ representara o Cae que „ vallo do seu Heroe de hum tamanho mediano. (ió) em Copenhague . . esta perfeição consiste justa relação proporcional que tem as partes de qual- quer composto. Pelo que respeita ao . d a de ouvindo proferir a huma boa voz. „ (15) Não se duvida que para o commum dos homens porém do Desenho. hum Rei em huma „ . . Dcsctip. „ . . e natural de „ hum „ P^lefante basta saber que he maior que hum Cais- vallo. entrada pú« não devia ser dos maiores. dela Statue Eq. V.

Supplication aux Orfevres.da Estatua Equestre. 3. Voltando-nos para o bom gosto do Desenho. humas Notas . ou pequeno senão relativamente'. co- mo a pressa me não dtu lugar a especulações . figurão os grãos deste. Cccbin no Tom. dei á (17) Mr. nada he grande . veja-se o que sobre o ponto diz Mr. feito cahir (18J tas A falta de reflexão neste parreular tem . muitos Artispelos em absurdos notáveis a que também são ás vezes obrigados donos das próprias obras. e a de que usou Quando fiz os modelos da Estatua de que trato. em III. nos finos he que se achao xoi as qualida-' em maior número des que os fazem especiaes. onde trata: Ds 1'illusion àaws la peintwe.a mesmo tamanho que os bagos daquellas romã. que merecem censura. V . com- binando-se huns corpos a com outros . he que se conhece sua espécie (18). pag. e espigas de trigo. ou tenho visto. Cochin. SQnÚo o que for mais precioso. da mesma obu. Tom. do n. em que entrando cachos de uvas. e o bom . hum Rei . : senso. E no Tom. grandeza . não se ha de escolher para Cap. seis vezes maior. tam- bém na proporção mediana se acha a vantagem de gruppar melhor o Cavallciro em hum Cavallo de vulto médio que em outro de corpo colossal porém como segundo hum bom crítico das Bcllas Aries (17). IV. . 262. que deve a ter cada hum em fiz Eu exponho Mr. certos Que relação proporcional se acha nos corpos de Emblemas. das suas Quvces Diverses. combinação que por estimativa . : abuso clama por huma crítica extensa mas como seja imprópria I. que a cabeça de . quatro. Huhum menino? ? Como tura te Nas praducçóes da Escultura e em algumas da Pine acor»«cção des- ha vários descuidos destes. a que achei depois examinando a Natureza Sally na sua obra. Ouvres Diverses.

52 partes. e da mesma Bonrgtlat . 49 partes. e observando que fazia bom effeito. OCavalleiro. fallo. em linha verpartes. relativamente hum corpo. continha das mesmas partes. a ser 8 palmos e 5* décimos e meio (19). suppondo-o fazem 8 palmos de que tes. e 4 minutos: . segundo diz o referido Sally. As partes pela repartição dos Mappas anteceden. tical 5*i que suppondo-o de tama. até a terra. medição . conheo Cavallo desde o Sincipite á terra . e 7 décimos. que e minutos e 8 centecimos. e ouHz apear o homem. E na mesma sorte situação He que Sally marca a altura do seu Cavallo . nesta combinação attendo mais á medida do Vértice do Cavallo por ser mais conveniente neste caso. effeito Porém . e 4 minutos. e 5 outavos.loi DescripçXo Analytica tal . E montado o dito Ca- vallo por hum homem de boa proporção . do seu vértice aterra . e 10 minutos que fazem 7 palmos . emedindo-o. vi que tro gruppados . que são palmos. 8 ou 'vértice á terra. Sally . nho natural vem . Imagem do meu Heroc huma grandeza são que pela vise acha me pareceo proporcionada ao Cavallo em que montado: e examinando depois o ci ter mesmo modelo. no primeiro Mappa desta Symmetria he a mais certa. Examinando a Natureza achei no Cavallo denominado Formoso (de que nos Mappas faço menção) desde o Sincipite. . Mr. são empe. nestas comparações que fez sobre a Na- (19) Se he uso na Cavallaria medir-se a 3 altura do Cavallo desde a percinta até a semelha se acha essa ou Cruz que com . 46.

e centeci- Cap. pag. e 8 centecimos. 2 décimos. que vem e 1 palmos. \ 2 . attendendo aos motivos que teve pelas regras de convenElle diz no . lhe faltava huma sella. e ao Cavalleiro 5 pés. es- „ que lhe levantasse mais o corpo do Heroe . „ Além deste motivo. tureza diz. se Porém. . : tesco . sem embargo disto. ou o Cavallo de marca muito diminuta. observando tampa se . Descrip. . deve censurar o dito Artista. Sally 5 Parece-me grande o Cavalleiro de porque hum homem de 8 palmos. 11 pollega1 das. IV. Apres quoi grandcrtrsy fieds 7 j'ai Jait monter ce cheval par des cavaliers de diffcrentes d'apres les qicls jai cru devoir me dcterminer pour un de 5 ecc. e que por „ esta razão se vio obrigado a figurar o seu Heroe mais „ corpolento. e não censurar. e a nossa Estatua. ainda tro para lhe acho oua sua es- o louvar. qui s'est trouvé avoir 4 pieds 1 1 pauces. Pelas reteridas combinações Sally conhece que o Cavallo de as figuras he menor que o meu. 105 e (20) dera ao seu Cavallo 4 pés a ser 7 . e 7 pollegadas. e que „ te lhe ficava encoberto com a cabeça do Cavallo: es- „ pecialmente sendo visto debaixo para cima. que são 8 palmos. pomes. „ tido e mais mesmo lugar „ que por adoptar o 7esuso Romano . 45. . decimo. te tottt mesure de France. mo. equasi 2 décimos.da Estatua Equestre. : comparados com humanas que os montão e (:o") J'ai commencé par faire choix d'un cheval entre la plus granet la de taille plus petite . posto em e 2 décimos e junto a hum Cavallo de 7 palmos pé fica a barba do homem tocando o Craneo do escassos do que se vê claramente ser o homem giganCavallo . não ção.

como se combinação em hum baixo . servir desta cu meio em que . se represente algum Cavallo. por ficarem os volumes mais conformes nossa Estatua porém. pouco suecede não apparecer senão do peito para cima. ea nossa Estatua quella. e concorda melhor a harmonia visual. espécie de capa de mediano comprimen. mais ou menos na cm pé : pode também não haver figura humafaltando neste caso os totaes comprimentos . DescripçXo Analytica a estampa da Estatua de Frederico V. parece o Cavallo desta menor que o da- Saibao agora os principiantes de que isto procede. em cujo trage . e pouca roda que faz apparecer o corpo humano se fosse com pouco mais volume do que nu : por esta causa. para se irem costumando a reflexionar. devem relevo. . e a chla- myde he huma to . que mui- tas vezes por causa da composição gráfica do quadro. IV. chlamyde do vestido Romano tão o volume da figura estes adornos augmen- humana em comprimento . Antes de completar facilitar á este Capitulo. e . cocar de plu- mas . e fazem (apparentemente) diminuir o do Cavallo. . Em a como tem capacete. A Estatua de Saliy he vestida á Roalém de ser o corpo como nú. não tem na cabeça mais que a coroa de louro . e manto Real que he muito mais vasto que a . e a tratar com tino as convenções. . . não faz máo ef- feito. mana . parece-me justo mocidade Es-culturesca do meu Paiz.104 observando Cap. ainda que o Cavallo seja menor. e mais gruppados. e grossura.

Divida-se o total da cabeça jguaes . . para que logo do no seguinte dia Sua Excellencia me fizesse a generosa Mercê de constituir-me possuidor dos três Tomos dos Mr. igual a cada huma das 6. Isto cada : homem de nobreza e boa estatura e Cavallo de passeio. humana em 6 partes e a estas 6 accrescentando mais 10. combinarem. Suppre-se bellamen- te a referida falta deste modo. ANECDOTA Appensa Estando V. de carga. e bom talhe: que pedindo a composição homem grosseiro ou Cavallo de outro uso. de cada corpo para se io^ AP. . etc. v. Bonrgehit : . escrita a presente obra até o fim do Capi Excellentissimo Titular . e quanto Wlémens tfHippiatriqiie pelo referido Author. muitos casos. .da Estatua Equestre. . . e o bom gossão as verdadeiras regras to assim como em outros he . a este Capitulo. e ouvindo casualmente hum deste Reino ler o Capitulo presente ter reparou no lugar a onde exponho buscado infrueruosamente obra de me lamento de a não ter achaisto moveo aquelle Animo Illustre. que sejáo huma das 10. . IV. querendo representar . então o juizo. temos as 16 em que divido a cabeça do Cavallo que por esta medição ficará em proporção relativa á do homem. g.

Primas. Terceiro as . cabeça do bruto „ „ tes iguaes tas a que dá o nome. Segundo. dando debaixo dos mesmos aspectos e em cada Mappa diversas dimensões. Parados. IV. declara o a modo da sua divisão. por he julgar este meu trabalho fazem omittir as vários motivos. di Prospectiva. sobre aSymmetria doCavallo: porém não me medidas. medidas tomadas com escrúpulo sobre Natureza o melhor mestre que se pôde co bons Cavallos naturaes. 1110 he que trata esta matéria : na pag.106 DescripçXo Analítica Resulta deste facto. . por ser . comprehender-se na symmctria cin- que faço . O primeiro. e tanto piu ci pctiamo accostare alia per* jertione. em três Cada huma des- em outras três. Pontos : „ métrico da cabeça 216 nutos (21) tneno si : pontos. par- dizendo que „ divide . muito gosto vi as decisões que dá o Sábio Bourgelat. pôde ser mais exacta (11)» Poi che quanto piu minute sono le parti delia divisione . I. XI. 2. 7. Com Cap. Frati. posto que a Arte a deva ajudar com a ideal bel- Bourgelat no Tomo . nomeando-as Segundas-^ e cada hu- „ ma destas segundas em vinte quatro porqoes . que decontendo todo o comprimento geo„ nomina. muito msis amplo. tanto soggisce a gli sbagli . circumstancia muito attcndivel . mais individual. 451 . .° Cap. „ Pela minha divisão contém a mesma cabeça 2j6 mi- por ser mais miúda. emethodo que exponho. Part. Carie 61. a se- guir leza.

mesmas estampas. e na segunda Resultado. que na taboa presente não vão as letras alfabéticas gradualmente seguidas como nos . em que a declarei nesobra. tendo eu examinado muitos mais: e por esta causa tem as letras indicativas. obscrvando-se as outras divisões . a sua serie seguida . e cheguei ater . que pense não dever eu fazer o parallelo das dicisões de Bourgelat com as medidas notadas na minha dita divisão. com- Cap. E si como não sou tão presumido como aquelles que só a a se reputão dignos deapparecer. 107 . com as mesmas letras. e indicando as ta que ordenou aquelle Sá- á escalla de que uso na minha. por ser o lugar onde junto a belleza ideal que suppo- nho . fielmente o que me indicou a Natureza que também do. aquellas que nos meus Mappas tem o titulo Havendo porém escrupuloso. o que passo E para que lo- go ás se conheça a differença que ha das minhas dimensões de Mr. por ter Bourgelat omittido as dimensões . Bourgelat delibe- rei-me a communicallos aos meus Naturaes com-Artistas. na primeira columna da taboa premostro as sente do referido Author . nos meus Mappas . em que mostro se verá . Bourgelat.da Estatua Equestre. placência de ver os dictames de Mr. bio Chefe Veterinário. a mostrar na taboa seguinte. Map- porque na taboa indicáo unicamente os lugares de que Bourgelat mostra as medidas . intitulada Resultado. reduzindo porém a symmetria. emethodo já propostos. advirto. differem do que expõe o Author menciona- Também pas . não a tendo na taboa presente.

. . m. 11. p. . . m. R . . . B partes . 7 12 . em seguir a sua devida nos lugares onde faltao as letras ^ AP IV. minutos 14. . 48 54 . . nesta Descripção Analytica. m. p.io8 DescripçXo AnalyTica. . D H I 40 16 12 . . . . Dimensões por Bourgelat. . . . . * serie alfabética. M N 10 . p. 7. Dimensões partes p. . nesta Descripção. p. . . . . . . Estampa VII. 2. p.

Aspecto IV. -. 7. . 2 . A c E F . Cp. . 14 . . H I . . ro. . . da Estampa XI. . . . . . . . . m. p. . P P . . m. . m. m. . p. 12. m.. D P P . i i - 4 6 m. 5 5 . . . . . . 12. P . 10 \6 % I m. m. . X . m. Aspecto V. _ 4 6. P . . Aspecto II. p 1 . . . . . 4 2 2. . m. I . 12 ' 4. m. m. . . . . . m. D**D p. .da Estatua Equestre. ii l . . . P P . p. . . \6 16 m. . . . . . da Estampa XI. IV. . m. M N . m. . m. Cap. p. . 4. . m. . IOp H m. . m. m.. 2 . ii. Estampa X. 8. . • • P 5 m. . . . p. m. . m. . D F G H C . . 4. p. . 8. »i . da Estampa XI. . . 14. . m. . 8. . m. 6. m. . . . m. . . 4. . . . . P . 14. U 4 2 2 . . 12. m. . . . . F . Aspecto I. . . m. . . 6. . da Estampa XI. . . M 2 . m. . m. .

onde pertendo reunir o Bello se vê nos . . . Bour- circumstancia que se acha não só no titulo Resul- tado tra . que às declaradas pelo dito Author. . que na minha Symmetria contém menos quantidades. que o exemplar proposto por Bourgelat : e as partes ou membros do Cavallo . . tendo oppôr-me aos Sábios e aos Desenhadores . ponho gelaf.Bourgelat-.Ho 1 Descripçao Analítica Quasi todas as dimensões da Symmetria . e são mais conformes ao sentir dos Authores que transcrevi do Capitulo a III. nas observações feitas fielmente sobre a Natureza como Mappas antecedentes: o que prova cora . que essa mesma diminuição concorre para o mesmo fim de gentileza. deixo a decisão. não per. mas até se encon-. são em situações . Respeito porém- sabedoria ác. . e Cavalleiros intelligentes e do bom gosto. se vê os meus exemplares me- circumstancias de serem os meus (segundo . exponho os meus estudos: . evidencia serem os Cavallos. que ex- Cap. contém mais quantidades que as de Mr. que medi mais esbeltos . As duas pa VIII. Reparando-se na Estampa em fim . a Natureza que examinei) menos lon. gos sura e mais esbeltos cuido que lhe augmenta a formo. na Estam- também serem nos longos de corpo. . na medida notada com D VIL > e na que se declara em H . IV.

Modelo grande . (1) Estes laboratórios para Escultura se costuma o fazer de medo. e tendo recebido ordem a 10 de Julho do dito anno de 1771 que vou tratar para a execução do . Proseguindo-se esta matriz com actividade. tanto nas porções opacas. trata do Modelo grande executado *J A* no fim do Capitulo III. que ha no recinto dição de Artilheria. em hum paestão asofflcinas da Fun- teo. e pelo que toca aos seus nas transparenpara podel- lados. e vigilância . que não he muito espaçoso. em que em que se executasse esta figura. que apIV. e do lugar. requeri que neste laboratório só os seus páos de prumo . se adiantas» .da Estatua Equestre. Conformando-me pois com as circumstancias do tempo. em Estuque. como (1) se fizessem de caixilhos portareis. sem as disposições se fez . ih CAPITULO Que V. provando Sua Magestade o segundo modelo executado em barro. o entreguei ao Moldador para tirar-lhe a for- ma. tes. deixo declarado. huma casa de madeira para servir de laboratório . X 2 . . fre- xaes e telhado fossem fixos . construindo-se para maior commodidade. de e para que neste intervallo .

XIV. e .H2 los tirar ' DescritcXo Analytica . . . ou panno fino encera. tem 60 palmos de com. pouco mais . 2. de grands chassis panneaux Dinâmar- à coulisse que . demon attelier et avoit 90 pieds de long. pag. de Boucbardon em Paris . qu'il ne peut plus revenir a les changer. pag. posto que ser a des- que as suas paiedes . 16. usou da mesma industria de que eu me vali. (2) Cest de . ou 15 pal- mos do. hum ponto de que mais se assemelhasse ao do lugar onde havia de Assim se mesma obra collocada. (j) prido. teve de compri. Suite. sur 50 de large . mais de tório <ji que tanto sommáo 13 Toises . fiz chap. náo tenháo janellas até a altura de 12 . a sua vista . . Advirto que a medida queza lios . por dentro dos vidros. Pi' de que Sally náo sei se he pela affiriçáo se pela Franceza suppondo-a por esta. 5 palmos que acima digo porque somma a conta o Pé Francez combinado com o Paihe que . Copenhague teve de : comprimento mais de 126 mos e de largura mais de 70 e náo se contentando Sally com este espaço. Boffrand. O laborapal- de Sally. terminer autant qu'il es possible et surtout se conten- pour qui regarde 1'attitude et la disposition de ses par- pane . e 4 pés : e palmos que sáo 10 Toises. la perfection de ce modele . a fim de ver de mais longe a minha obra de . de la Figure Eq. e outras percauçóes para moderar e gra- duar a luz. Descrip. e-:n . falia : ctc. O . a combinação do v. mento mais de 120 palmos de largura. : e as janellas que dahi para cima se fazem sáo grandes com e com papeis oleados . perfeiqão (2). 17. deste seu todo. de Louis . que dépetid suite . enfaisant pratiquer autour . construio. 2 pés. ou menos vidraças . modo possível. jfe métois encore procure l'a 1'eJJct vantage de pouvoir jouir de de qui de mon ouvrage . . . . etc. com effeito (3). para ver a obra de loin } longe. e observar melhor. ou falta delia . celle de 1'ouvra- ge de bronze qui en prend le la forme par la cest pourquoi h Sculpteur doit ter entierement ties . . l'on descendoit. por 46 de largo. O Laboratório em que a minha obra.

com elle ven- e do cJaro-escuro. por falta p—p* e ainda que houvesse vagar para repetir estas observa- ções. de pag.. De Vitruv- a Trad. de Louis XIV. pag. que fez Perranlt (5) l6r impressa em Paris. mus !es pouvons toucher 2. de . huma qne na elevação de outo palmos (por exemeffeito. íy na Suite . Chap. augmentando-se os escorços e consequentemente alterando-se porções. que quand sont eleves en baut. 20. se ver o pag. A Toise comprehende 6 Pés. O tamanho do Laboratório de Bouckardon da Estatua de Luiz vê-se na primeira estampa da Descripçáo XV. te soccorro só huina 113 de tempo : vez me vali .da Estatua Equestre. e intrantes. humas partes escondem . .. . . em Paris. Ia Figure Eq. contém hum palmo 4 décimos e 5 centecimos. outras . S/il- Para confirmar esta doutrina de Vitruv. . . 6. he digno do : que diz etc. impedin- do os raios visuaes . con- fundindo-se os contornos incobrindo-se alguns fundos e massas . porque os salientes. Pelo que respeita á elevação entes . Chap. 2. plo) fará bom per- de totalmente esse effeito. . a dos claros. 29 para 30 experiência . narrando com admiração o que cico lhe mostrou a própria a este respeito. Por isso diz Boffrand boa harmonia das pro- (5-). he este recurso muito diminuto para cer os obstáculos da diversa elevação . precisos para individuar os mesmos contornos. (4) Les objets paroissent outre tis ment quand Vitruv. são de muito maior extensão que inex- nos modeles pequenos.. a diversa elevação faz plicável e huma mudança nos figura raios visuaes dos espectadores (4). Descrip. como as partes sali. Liv. que „ estes modelos mo de que se usa nas Obras Públicas desta Cidade. e escuros . pondo-se na altura de vinte . em 1684.

com prudente. e distancia de solos. dar graça á obra. e destinadas para nichos delos e lugares cobe:tos . pois o estrado.H4 DescripcSo Analítica bom se fizessem na ^ AP V. angustias se não acha hum Escul- tor. . a fim de poder oEs- „ cultor. conforme „ observar os „ e fazer esta elevação. e quarto. segundo . e que tem continuamente em tormene outras muitas. grossura das vigas sobre que se estabeleceo que será palmo . que a . . se tem acautelado . to o génio. 25 à\ Sui- E vários Escultores . ser a obra agradável de todas as vis: diz Boffrand. do seu te. em estuque do mesmo tamanho e no em mesmo lazer os seus mo- lugar destinado a estatua. com que de todos „ os pontos de vista seja agra- „ lo davel. em que se „ deve collocar a obra em bronze. ainda para estatuas de . dúvida que esta cautela igual á de fazer o modeassentar-se a mesma em que ha de . sérvio de plintho não se eleva do chão mais. da Nota /. mármore . como eu fiz este . Além que omitto das referidas contradicçôes . que ainda cisa prevenção . na pag. em que . e de que juizo instrucção. Não ha em altura . e pre- he quasi impossivel conseguir-se o que he. . . obra he ponto muito attendivel mas os embaraços da esta Escultura íão taes. effeitos dos escorços . isto pelos motivos acima ponderados grilhões insepa- ráveis desta Arte. e enthusiasmo do Artista.. Sally fez o modelo da Estatua sobre se collige hum do Pedestal total tamanho. que lhe ou pouco mais. e prudência não carece (6) Persuauo-me que nenhum Escultor de semelhante incumbência fez o seu modelo grande em tão pouca elevação . tas . * seria mesma altura (6).

(b). . Na venta . e perturbem os operários. 6. os corpos (9) compondo de escuro e accommodando em ordem que lhe recebão grandes massas . ik claro-es- e procura que receba ? hum bom curo a sua obra Esta importantíssima parte nas Artes do Desenho. em em ar livre . Cours de Peinture. pag. . a fingida quando dispõe os objectos e luz com que tal os mostra. ce de tanto maior fadiga ser impossível. e Debuxo tem lugar: mas sendo ella de tanta importância. lugar coberto (7) . e fechado para que o rigor dos tempos e concurso das gentes não interrompão. que quand il a decouyert. pois sendo (7) . 2.da Estatua Equestre. que pertende. Tal he o caso de huma estatua collocada no meio de qualquer terreno. e difficuldade para o Pintor.. Nota. meias tintas e das mesmas cores locaes . que só na Pintura. Paris 1708. e diligen- cias que faça. executando. X. a sua definição no Cap. e grandes gruppando humas. valendo-se das . 202. Pintura . se (como sempre se pratica) . (e ainda ao Arquitecto).. que lhe chega muitas vezes a por mais sciencia que tenha. sendo-lhe o seu . . Chap. se he sábio. cuidarão muitos. Le clair-ubscur dépend absclumem de 1'imagination Depiles. Liv. não he menos precisa ao Esalcan- cultor. (o) Massas de claro } etc. }6$. de modo que . est et cequi est datis un li eu enferme il a tont ttn effet . ou Ar* in- bitro total do claro-escuro (8) . Or en ces cboses faut mi gr and jugemenl pag. quando pensa . dtt Peintre. he o Artista Senhor absoluto : . four bien reussir (8) etc Vitruv. e outras. vej. lhefaçao oeffeito. de claro.

ou par le lieu ou doit être Le Cavaíier Bernine en . toda a sua força que faz produzir sombras cortadas a volubilidade . deixando Copérnico . e engenhoso Artista. porta etc. Ou bien a perca des fenêtres . Depiles. Au clair-obscur . (*) Como Arrista. sem poder valer-se de cores diversas gruppo . Quando a sua esta- ou baixo-relevo são collocados . não (10) pratique Les Sculpteurs aussi bien que l' artífice les Peintres . recebendo a . Cours de Peinture. e extremamente cruas. e engenhoso. AP * ros prodigiosos. devo explicar-me em termos intelligiveis ao com- mum. romper (10) . a laissé des monumens à il la posterité datis quelques Eglises de Rome datis les quelles a disposé sa Sctúpture il seloti lalumiere des Jetiêtres qui devoietit l'èclairer. e além disto le daquelpara . pag. 384. acha-se indispensavelmente subordi- nado á verdadeira luz da Natureza. e seus sequazes. Astro (*) de Oriente a Occidente que de hum outro instante faz notável diversidade nas sombras os desvelos todos do mais sábio. dita. e fechado . porém quando em huma praça. . Edicç. quand ils oní occasion .1 1 6 DescripcXo Analytica em todas estas cousas acha soccor- 'sábio. ainda tem algum tal porque recebem os objectos a luz sempre a estatua se de collocar mesma parte. Não he assim o Escultor . e que recebem luz de alguma ja. . ha luz do Sol com . ou qtt'iU se la procurent par la disposition de leurs figures place leur ceuvrage. que o acaso lhe offerece ou o artifi- cio faz de preposito qual recurso certa. tua . peuvent mettre en . : este . em lugar coberto nella . d'utie ouverture avamageuse quand ut\ effet il en a cu la liberte et afin den tirer des lumieres qui fissent extraordinaire capable d'entretcnir iattemion de son Spectatcur. e da .

e se mostrão na Estampa XII. Deixando pois o referido Laboratório entregue aos seus constructores . e do lufacto e modo com que Suas Magestades terríveis effeitos dirigida. e inconstan- desgostando-se os espectadores. . que nella produz a illuminação esgazeada te..* o indicado a a na mesma Estampa XII.da Estatua Equestre. elll. se vem obriga- em contínuas adivinhações que no seu lugar ha de produzir a obra. claro está produzir (11) gar . fig. e ao comprimento do Cavallo cujo traço he 3. e desagradáveis effeitos. são bastantes para vencer semelhantes dificuldades livrar a sua obra e dos estranhos . de alto a baixo . .. Quando tratar adiante do complemento desta Estatua. III. 117 . indicados já no fim do Cap. ^ p V. II. Dividido assim o modelo em duas metades . por assim dizer^ a estar dos effeitos . procede o que os enfastia (11) recahindo esta náusea contra o credito do innocente Artista. que por serem ain- da tão ténues para os ponderados dos. Eis-aqui porque os Escultores na construcçao destes laboratórios tem as ditas precauções. nos quaes vinhao impressos os traços perpendiculares. e acabada a forma do segundo mo- delo . a víráo . Todos estes traços servirão para por eiles serrar os ditos exemplares indicão. que dei no barro . fig. em tantos pedaços quantos os foi mesmos traços A primeira serragem pela figura . sem reparar donde . e horizontaes. fins . narrarei hum que prova os luz que em qualquer obra destas Artes causa a mal Y . fiz extrahir da mesma forma vários exemplares.

se foi formando a ossada de madeira deixando nella a diminuição que para o volume de estuque cuja me parcceo bastante em que se havia de . .118 'esta serragem DEScuipqSo AnalyTica hum : plano igual em cada huma delias. diminuição seria de meio palmo . lugar do corte e tendo prompto hum papel do tamala- nho. em huma com hum o agudo. fui riscando papel com muito cuidado de cuja operação se mostra fig. cercias e ferros. e deste modo de todos os mais Vali-me deste artificio para formar o esqueleto. e qualidade competente. ou corte plano sobre o papel que estava posto e liza. na qual se mostrao dous ferros mais hum que segura o braço direito do Cavai- . forjar três ferros . fiz que sustentão maquina toda. sempre encostado ao gesso. Depois que da tive . na Estampa XIII. no Cap. e braço esquerdo a Para as pernas. desempenada. cortes. . I. V. os quaes e se pregarão nas vigotas se indicão do comprimento do Cavallo. entrei a delinear os lugares das vigo- tas. nos ditos papeis. : o contorno em usei a Estampa XIII. pouco mais ou menos por todas as superfícies. ou armação interna sobre que devia applicar o estuque na execução do modelo grande. os ditos cortes contornados todos mesma sorte . taboa proporcionada lápis . . peguei na metade do do direito do modelo . e assentando a sua serragem . do Cavallo . modelar. . do modo que na idéa os tinha concebido para a construcção do esqueleto total \ e pelo seu respectivo petipé transmutado ao seu tamanho .

para se unirem ao todo. ou busto da Figura outro : e da sua cabeça outro. com seus en- caixes para ajustarem certos ao tempo de se unirem. porque fizerão toda a maquina massiqa po- rém como o meu modelo todo oco . fiz De todo o corpo do Cavallo hum volume: do tronco. se pratica e ta- segurar nelles o estuque assim como esta nos biques . cauda. Armadas pois as taes vigas. lo . para se acautelarem e parra do enorme pezo do estuque. cobrir tudo com arcos de pipa . Sally . segurança de não gemer ou desunir-se alguma . v. XV. mo- não se pregarão logo os ferros para as pernas do . E na Estampa XV. Cavallo nem se fez a ossada toda inteira. e XVI. a seu tempo. e braços da Figura. . . . e cercias do modo que mostro nas Estampas XIII. cujas ossadas se fizerão tam- bém separadas.da Estatua Equestre. fiz . a fim de se agarrar. quatro ferros nas da figura tadas que servirão para segurar braços cujos ferros se pregarão e per- em taboas recorlu- com . . fizerão construir to- talmente de ferro os esqueletos dos seus modelos gran- des . e creio que todos os outros Escultores de taes Estatuas. XIV. feito por este methodo ficava cabe- evitei assim huma grande despeza de Y 2 . forão peças . . . e braço direito do Cavallo Girurâeii) . : das partes. onde se havia de executar o . se devisão outros . a devida configuração dos seus respectivos gares nos quaes se atacarão para o seu effeito. outro a cauda. para delo dalli se trans- portar ao Laboratório. 119 Cap. e tectos : porém como manobra se fez na Casa do Risco das Obras Públicas. Pernas. Bouchardon .

i qu'elle l'obligeroit à recommencer fouvrage dans to» talité. 22. fiz estender. ou configuração do plintho.120 dal . DescripcXo Anàlytica e ' V. 25. Suite. tempo (12) . et qui peutês. etc. Sally esteve mais de dous annos e meio esperando que se : completasse a armação de ferro para o seu modelo grande cujo tempo empregou em novas observações (1$) âijjercnts estudiosas. e até caminhei livre do receio de encontrar ferro ao tempo de modelar (13). que e acabado este plano de mármore se fazia no pedestal : de madeira em toda a sua superfície superior fiz lan* çar traços bastantemente visiveis por todo o seu compri- mento . en aucun Le Sculpteur eprouveroit un vrai supplice il si en travaillant À son modele etoit continuellement dans la crainte de recontrer sous son . il On ne sauroit trop appuyer sur la necessite dont est que les braticbes . eamor próprio) muitas vantagens aosystema dos esqueletos de ferro. Chap. e parallelos pela . de Louis XV. ao qual se deo o mesmo recorte. . . Descrip.. pag. 2. outil quclque portion de fer qui le dérangeroit entiérement tre seroit telle . au centre des diverses parties du modele endroit. de fer qui entrem datis cette armnture . e segurar no seu plano algumas vigas de pinho de Flandres com a devida disposição. quelles affermissent et qu'elles ne s'en écartent . pag. se trovent placées de façon qu'elles soient toujours . de palmo repetirão largura em palmo os quaes se do mesmo plintho em perfeita toda a superfície esquadria ficando em do estrado tra* (12) Mr. Nivelado o terreno do Laboratório .. achando neste methodo que segui (se me não engana a minha fraqueza. e formar sobre ellas hum estrado de pranchas de madeira do Brazil . de la Statue E<\.

que no estrado. com que na Escultura se costumáo nomear humas banelles se cas. e em cada varão se achava hum delgado hum annel mochumbada no- em que prendia hum cordel com sua (14) Termo.. No plano superior desta grade . o mostro com 4 pés. . . . e pelo seu respectivo petipé estava este pequeno plintho mesma forma numerado em tantas par- como havia no estrado grande. p* Ora para exemplar do Modelo grande havia de ser- hum daquelles. ou plintho estavâo notadas. em cada hum delles varão de ferro vei . que estava por cima também se collocou nivelada e com todo o cuidado se prevenio que ficassem os seus lados bem galgados com os do plintho tendo notado igualmente na mesma grade as divisões dos palmos . costumáa . V. destinados para sobre modelar : e ainda que na Estampa XII. ou par. cima. ordinariamente só 3 eixo . recortado . tes. que em gesso seextrahírão da forma tirada sobre o segundo modelo feito em barro . em todos os seus quatro lados havia . II. e da tes a Estampa XII. fig. huma tados com cada vir 121 quadricula de palmos cúbicos superficiaes. A grade rectângula . do modo. : já este modelo pequeno de gesso se achava retocado e sobre hum plintho de madeira guração do plintho cavallete (14) fixo com a mesma configrande accommodado sobre hum e com huma grade rectângula por . que mostra gradiculado. . noseus números pelos lados do mesmo estrado. . porque assim ter sérvio entáo. com a taboa de cima de pequena praça alto movei em hum c os pés tem 5 palmos de pouco menos.da Estatua Equestre. ou bancos.

le marbre ccst-. diversos lugares. na armação de ferro. Não he possível poder-me agradar esta miudeza trabalhando-se em matéria branda. de Mathem. 25. Auth. introduzio nella tantas pontas de cobre. V. e assim posta sitio em seu lugar . chamáo pêndulos ao que aqui denomino chumbadas porem uso deste termo por me parecer mais intelligivel ao Port. Quando Mr.122 ' DescripçSo Analytica (a) fim . V. Trat. e apta para qualquer ( a) Os . N. . rectângula proporcio- por cima do estrado grande . que servirão para guiar a construcção deste esqueleto. estas mesmas circumstancias. M. tendo-se conduzido já para aquelle . quantas (15) pozera no modelo peque- no. pag. se collocou outra grade. em que havia individuado os seus estudos. a devida segurança e circumspecçáo em medidas os três ferros das pernas do Cavallo . 414. O5) re . o esqueleto de madeira . . quando a precisão o pe- Com nal . j'ai fait . cf-e n'ai point employé lusage ordinaire lorsquc mon g/rand modele.idi- quapr:s avoir disposc mon armature je posai dessus autant de points que j'en avois mis À mon peiit modele. Suite. commum. e em competenque esteve te altura. e compassos. truir para Sally fez a tantas vezes allegada Esta- tua de Frederico V. para se po- Cap. Maria. derem mudar disse. je liai traivaillé comme on travaillé . fiz assentar no estrado com . achou com que me e pro- mettêrão as serragens dadas no modelo pequeno. ficando moveis estes quatro cordéis a . que fez cons- o seu modelo grande . de Mec. na Trad. e logo sobre elles a referida ossada de madeira se jque examinada pelos prua certeza mos .

da Estatua Equestre.
emenda em todo o tempo
masiadamente
a Sally
servil
;
:

123
:

parece-me impertinência de-

e que nesta parte se

pôde applicar

Cap.
v.

(com o devido respeito aos seus Talentos) o que diz Luciano dos que não sabem escolher o que he próprio do seu assumpto (16); ou também o sentimento de
Muratori
,

sobre os que se empregão

cm

ninharias (17)-

Para o trabalho do mármore sim são precisas essas
cautelas, (de que não usarão os antigos (18),

como ha

quem

afíirme);

porque qualquer leve descuido que haja
se lhe

em

se tirar

demais, depois não

pôde applicar no-

vo mármore, para supprir a falta; ainda que os Italianos

dizem que

ai Scultore cbe sa

mat

gli

manca

la pieira

(19).

(16)

Luciano sobre o

modo de

escrever

a Historia

,

pag. 43

,

na

Traduc. do Reverendo P. Custodio José de Oliveira.

(17)

In ciascuna sorta

di letter atura
il

noi possiamo

contar e

qualche

tacciatore di moichi.

Riflessio, sopra

Buon Gus.

Part. 1.

Cap. 4. pag^

150.

(18)

Lecn Batústa Alberti
,

,

foi

o primeiro
,

que na restauração das
elle diz

Artes escreveo da Pintura

e Escultura
,

se

attendemos ao que
.

na

pag. primeira da sua Pittura
cile,
e delia

deste
io

modo

.

.

matéria veramente
,

dijfi-

quale per quanto

akbia veduto

non

e stato

alcuno che
indícios

per ancora ne abbia scrito.
ser

No

seu

Tratado delia Statua dá

de

rambem o

primeiro que descobrio o methodo
,

de transportar os
,

mode-

los ao

mármore , por meio de prumos

esquadros
e

etc.

Vinte

,

também

toca este ponto,

bem que muito resumido:

dizem que Algardi he que

aperfeiçoou o methodo que hoje se pratica.

(19)

O

Escultor , que sabe, nunca lhe j alta
,

a pedra. Este provérbio
tem muita
so-

dos Escultores Italianos

tem suas excepções
5

;

e só os que

berba,

pouco juizo, e menos instrucçáo

o entendem materialmente ao

pé da

letra.

124
1

DescripçS.o Analytica
,

Porém no estuque

sendo quasi o

Cap.
v.

em

barro, podendo-se-lhe
,

mesmo que modelar accrescentar em todo o tempo
fiz

novo material

parece-me escrúpulo mal fundado.

O
rio
;

methodo , com que
livre
:

o meu Modelo grande

,

he

muito mais

poderá haver quem lhe chame temeráa precisa cautela para

porém eujulgo-lhe toda
,

qual-

quer Professor

que no berço da Arte já tem deixado as

envoltas: eu o exponho.

Primeiramente

,

a

maneira de construir o esqueleto
tão exacta, e livre

do modo que tenho declarado, he
engano, que

de

no mesmo esqueleto seachão em embrião

todas as partes principaes do todo, precisamente coilo-

cadas nos seus devidos

,

e respectivos lugares.

Persuadido inteiramente

desta exacção

,

.ordenei,

que

se fosse
,

pondo estuque (20) geralmente em todo o
porque como os estímulos de apressar
,

esqueleto

a

obra

se multiplicavão
rios (21)
;

também

foi

preciso cobrila de operá-

os quaes traaião, cada

hum

junto a si,

hum

pedaqo do modelo pequeno (22) correspondente

á parte

cm que no grande
(20)
estuque.

trabalhava.
he que se principiou a trabalhar no

A

16 de Outubro de 1771

(21)
pressas
,

Mr.

Sãlly

,

como

teve a satisfação de não ser flagellado

com

não admitio adjutorio, mais que na applicação do estuque. J'ai
,

fait ce modele absohtmcnt seul
tre

à

la reserve

Au

platre que 'fai fait tuet-

aux

endroits

ou j'en avois

besoin. Suiete, pag. 16.

E

só assim heque

o Professor incumbido
to, e

pôde completar qualquer peça segundo o seu gos-

com

a

devida igualdade.
tirados

(22)

Dos mesmos exemplares de gesso,

na forma que se fez

da Estatua Equestre.
Disposta deste
delia observando
,

n$
em
torno

modo

a obra
,

,

eu andava

subindo

andaime; retocando, e
se a execução.

hum , e ora a outro advertindo como queria que fosora a

Cap.
v.

Mas

fallem neste lugar por
,

mim

os pro-

fessores intelligentes

e digão a dirferença que precisa-

mente ha de haver na maneira do toque (23); mais, ou menos conforme i do professor chefe , mais próxima , ou

do bom gosto; mais, ou menos medullosa (24); com mais, ou menos franqueza , etc. (25). Antecipadamente me havia acautelado em mandar
distante
fazer vários compassos grandes
ferro
,

de páo

,

e pontados de
as

para

com

elles

se irem

combinando
e o

medidas

mas o que mais sérvio
cadas sobre
usei delias,
II.

forão as grades rectângulas collo-

hum,

e outro

modelos;

modo com que
íig.

foi este,

que mostro na Estampa XII.

sobre o modelo de barro

,

fiz serrar

alguns

em

diversos bocados arbitra-

riamente para este fim.

(25)

Toque.

A

definição desta palavra, veja-se
etc.

no Cap. X. Nota/.
Fraze peculiar
,

(24)

Medullosa. Demedulla, substancia,
,

e enér-

gica da Arte

especialmente entre os Francezes.
das Artes do
,
,

Nós

a devemos adoptar.

(25)

Nas producçóes

Desenho he impossível achar-se o

manejo da Arte com igualdade
Sujeitos;

empregando-se
ecujo amor

em

qualquer peça vários

cujos diversos tallentos

próprio (inseparável da hua seu

manidade ) fazem com que trabalhe cada
se

hum

modo ,
avisos

persuadindo-

que de

si ,

e náo do chefe procede a perfeição, e merecimento da obra;

calumniando muitas vezes
ções do próprio Director
resto
,

em

conventiculos as idéas

,

,

e delibera-

as mais das vezes

sem

saber

9 que dizem.

O

da Nota

,

veja-se no

Suplemento ás Notas deste Capitulo.

z

126
Queria

DescripçÃo Analítica
,

por exemplo

,

ver a Figura pelo seu lado

Cap.
V.

direito, e no lugar da garuppa

do Cavallo, observar ontal

de chegava, ou estava collocado tal, ou
perna do bruto
;

musculo da
,

chegava ao meu modelo pequeno

c

puxava o cordel

e,/;

(*) v. g.

ao $.° palmo da grade;
$.°

logo o cordel g, b ; ao mesmo do ; e olhando para o cordel e ,
grossura
fície

palmo, do outro
de

la-

f

;

modo

que

a sua

me

encobrisse o cordel g, h (26);
/',

e na super-

da base o traço

/; a

todos se manifesta claramen-

te, que olhando por esta maneira, se expõe á vista hu-

ma

secção imaginaria exactíssima, no corpo que se acha
:

entre os dous cordéis

e depois de examinar

em o mo*
punha

delo pequeno, que músculos,

membros

,

ou dobras de
,

panno

se comprehendiíío nesta secção imaginaria

na grade grande

os cordéis

nos

mesmos

lugares corres-

pondentes, que os números indicarão, e da mesma sorte

examinava no Modelo grande
,

se as partes,

que ave-

riguava

se

achavao na mesma situação que mostrava o

original pequeno, para crescer, ou diminuir

como o
a

ca-

so pedia.

E

deste

modo mudava
a

os cordéis

diversos

lugares, servindo sempre deus

dous, com o traço que

(*)

Na

execução da obra

,

todas as

chumbadas

destes cordéis

chegaes-

váo ao pavimento do plintho, como

se ve

em

n

s

p.

Aqui porém, na

tampa
ia
,

,

apparecem mais curtos estes dous primeiros cordéis de que

se fal-

para evitar confusão na estampa.

(26)

Na

definição que á linha recta

àí o P. Monteiro no seu

Com-

pendio dos Elem.
explicação
,

de Mathem. Elem. de
,

Geom.

Defin.

2..'

na segunda

acha-se a razão

que prova a certeza desta

prática.

DA ESTATVA EQUESTRE.
na base lhe correspondia
:

llj

e g, h

;

pertencendo os cordéis e, /, Cap. aos exames dos lados da Figura ; e os outros
f«, n
,

dous cordéis

e

,

p

;

com

V.

qualquer traço #, r;
para

dos que se achavão pelo comprimento do plintho,
os exames da frente, e garuppa (27).

He bem
com
clles

verdade que esta maneira de observação
,

os cordéis

não serve para definir senão pelo hori,

zontal
;

prolongo

e

grossura

do corpo collocado entre

e pelo que respeita á sua elevação, ou altura, não
:

servem de cousa alguma

porém não obstante achar-se
,

nos compassos sufficiente recurso para isto

a

maior se-

gurança nestas medidas, já se havia estabelecido no mes-

mo

esqueleto para o todo
,

;

que nas individuações parti-

culares

o melhor compasso he o que aconselhava Buo-

narroti (28): e tanto se não

deve seguir exactamente

em

(27)
de

Leon Bat.
rede

Alberti
este

,

na sua obra delia Pittnra, na pag. 22

falia

huma

com que

meu meihodo tem
tal

sua
,

tal

qual semelhança:

elle diz ser

o primeiro que inventqu a

rede
;

e eu julgo ser

também
para

o primeiro Escultor que descobri este methodo
gens do modelo pequeno
construir o esqueleto
,

especialmente nas serra,

,

e mais

circumstancias aqui descriptas

ou madeiramento interno deste modelo grande.
dizia
,

(28)
ter o

Michelangelu Buonarroú
olhos.

que o Pintor

,

e Escultor

devem
8. pag.

compasso nos

Carducho

Dialog. de la Pint. Dial.

145.

E

W atei et

,

na segunda Nota das Reflexões da sua Arte de Pintar,

citando esta sentença de

Buonarroú

,

acrescenta l'on pourroit ajouter qui

Vedava

doit partir de

l

esprit et étre derigée
le

par

le

goút qui seul

est

en

état de faire discerner le bon d'avec

mauvais.

He também
,

desta opi,

nião o Vasart
(he
il

,

dizendo

:

Ma

non

si

AeVbe usare altra miglior misura
Scultori
,

giudicio delFocchio.

Fite depíu cccelente Pittori

etc.

Z

2

i2o

DESCRirçXo Analytica
que antes será
e dará indícios
,

medidas de elevação o modelo pequeno,
P*

prejudicial este escrúpulo

;

de

faltar

ao

V.

professor alguma instrucção theorica

descuidando-se do

modo com

que fazem as suas funções os raios visivos

e negligenciando ainda Para ter

mesmo o

artificio

do

claro-escuro.

com

estas circumstancias

a possível

atten-

çao

,

me

vali

de outra industria para ver

a obra

em

pon-

to mais pequeno,

resumindo-a mais debaixo da compre-

hensão da retina (29), e pondo-a (ao parecer) mais dispois achando-me em laboratório tão pequeno , exetante
:

cutando huma figura muito grande

,

e

em
,

base summa,

mente baixa

,

parecia-me suffocar- se-me a vista

sem po-

der comprehender aquelle grande volume
as suas partes;

e distinguir
,

mesma enorme extensão faolhando-se para zia confundirem-se humas com outras elJas de tão perto. Usei pois de hum tekscopio de theaporque
a sua
;

tro

,

ou óculo de punho

\

mas

ás

aveças

:

porque assim

como

estes óculos, olhando-se por clles

do modo ordina-

Cap. VIII. pag. XXXI.: e ainda para a Arquitectura,
segue o

em
,

certos casos,

mesmo j
da nn

dizendo no Cap.
ocebio buouo
;

VIL

pag.

XXX.

Equeste cose son pík
si pito

conosciute

ilquale se

ha giudicio

tenere

il

vero compasso.
(2(i)

Como

não sou Physico, estou desobrigado a dar
tão

a

razão porque

não via

de perto a minha obra

bem como

de mais alguma distancia:

aquelles a

quem igualmente
,

faltão os estudos

de Fysica

,

e quizerem sa-

ber a causa

consultem o nosso Douto P. Theodoro de Almeida na sua

Recreação Filosófica.

Tom,

4.

Tarde

17.

especialmente de pag.

74

para

75 da Edic. de 178}.

da Estatua Equestre.
rio,

129

augmentão os objectos
;

,

e parece que os trazem
elles

maisvidro

perto

assim

,

olhando por

de

modo que o

Cap.
v.

maior se applique aos olhos,

e

o menor se volte para o
e

objecto, faz parecer menor (30),

em maior

distancia

o corpo para que
referida cautela
,

se olha:

em

cuja observação, além da
a

acha-se

também

providencia que Leo,

nardo
obra

de Finei
espelho
;

aconselha aos Pintores
no qual conhecerão

que vejao a sua
os pró-

em

mais facilmente

prios erros (31)

Pelo que respeita ao manejo do material
Sally
,

?

diz

Mr.
que
certo

que pelo seu methodo
o estuque fresco
,
;

tivera a vantagem de achar

sempre

o
e

qual hia pondo

d proporção
em

bia modelando cada parte

que desta sorti fizera

modo

o seu

Modelo grande ao primeiro rasgo como

se

pinta a

fresco (31).

Para conseguir esta vantagem

,

e

com

ella

o toque

($0)

No mesmo Tom.

da eirada Recreação
a

,

pag. 84
,

,

explica o seu

Sábio Author a figura 18 da estampa
se

I.

desse

Tomo

mostrando como

augmentáo os objectos, e posto que náo diga como
18 se vê

elles se

diminuão,
alli

cuido que na

mesma figura vemos desenhado hum olho
to á lente objectiva
;

como

seja a

diminuição: pois se

dá parte da lente ocular, e o objecto anteposobjecto para o lugar do olho, e este paa razão da diminuição pelos

mudando o

ra a situação

do objecto, parece-me achar-se

mesmos
(31)

princípios que nos declaráo as causas do augmento.

Trattato delia Pittura. Cap. 274. Posto que Finei

falle

de es-

pelho plano, e eu nesta pratica usasse de instrumento de

huma

lente con-

vexa, e outra concava, a causal
he a mesma.

em que

Finei estabelece o seu conselho,

($2)

Suite,

etc.

pag. 25., e 24.

130
Cap.
V.

DescripçSo Analytica.
meu methodo excede
ir-se

•franco, e mcdulloso, julgo que o

o de Sally; por ser menos prezo, mais franco, e tão se-

guro como tenho declarado

:

mas não approvo

logo

acabando parte por parte, sem primeiro assemblar (33), e examinar o todo.

Na

Pintura a fresco não he arriscado
si
,

ir

acabando ca,

da parte por

porque depois de feito o desenho

ou

boceto para exemplar

do painel grande,

este fará o mes,

mo

effeito

que o pequeno.
,

Ao
,

contrario na Escultura

onde os

salientes

e cavados

assim

como tem muita
,

differença

do modelo pequeno em o seu tamanho
effeito

pro-

duzem também hum
sor não

muito diverso
esta causa

,

que o Profes-

pode adivinhar; e por

deve reservar-

se a liberdade para crescer, ou diminuir algumas partes,

ao tempo de executallas

em grande

;

chegando mesmo

em

certas occasides a preferir as regras

de convenção aos

mais inalteráveis preceitos da Arte (34).
Pelo referido
cinco mezes
;

modo

se fez esta obra
a

em menos de
16

porque principiando-sc

de Outubro
a

de 1771

,

precisei dar este

modelo por acabado

10 de

(}$)

Assemblar.

Desenho em
Ensemble
sas
:

Portugal.

Termo de que até agora tem carecido Os Italianos dizem Tuttimiemi e
;

as Astes

do

os Francezes
diver-

que

significa a relação

,

ajuntamento

,

e

harmonia áas

partes

em hum
,

todo.

($4)

Bisopta

che la sodisj attione

commune
la

resti

anteposta ai li veI.

ri precetti deli' Arte.

Paradossi per pratticare

Prospettiva P.
theorica

pag. 24.
e discer-

Nas convenções porem deve haver grande prudência
nimento
juJicioso.

,

VI. não deixei de mostrar-me çoado ao Leão . Em te todo o tempo que decorreo até se completar esdesaffei. Descri p. Só assim podem fazei obras dignas da posteridade. em a Paris! (35) A' vista . do ponderado parece que sem vaidade posnossa Estatua so julgar que se para e me dessem se a li- berdade . de la Siatue Eq. da Gosta. que Bonchardon empregou no modelo da Estatua de Luiz XV. commencé datis les demiers viois de 1748 . termine en 1756. a cté.. des travaux . tempo . em poder do Engenheiro Bartholomeu . de Louis se XV. e para . que em outros Paizes costuma dar para taes obras. mas em todas as outras partes da Arte. elle foi proscripto \ do lugar que no projecto se resultou não pequena compla- lhe destinara cência. para cuidar da fundição sendo a sua primeira manobra (55) Ce modele .. poderião achar-se nesta algumas qualidades mais attendiveisj não só na composição Poética. que a occasião me subministravão nesses lances: até que as em ou porque minhas razoes persuadissem . Cap. de que me Acabado como ficou foi possivel este Modelo grande . ou por- que parecesse não caber no tempo executar-se o referido Leão . as razoes .da Estatua Equestre. iji Que differença esta de cinco mezes." V. Modelo grande .. Março de 1772. pag. era Nota. que no desenho se projectara que se não executasse allegava e prudência íim . e Gráfica do Monumento. para oito annos . . Avantpropos.

132
;

DescripcXo Analytica
forma sobre o

tirar-se a

mesmo modelo,

para desta fora ser substi-

Cap.
V.

ma

se extrahirem as ceras,

que depois vão

tuídas pelo bronze.

Quando de Luiz XV.
não
foi
,

Bouchardon completou o
,

modelo da Estatua

e que se tratou de tirar-se-lhe a forma,

o Fundidor Mr. Gor-, que seincumbio desta opeelegendo-se para
ella

ração

o mais hábil Moldador de

gesso, que se achava
lentos

em

Paris (36):

porém os

raros ta-

do nosso Engenheiro escusarão
pela sua direcção servindo-se

este soccorro.


esta

de homens rudes,
conseguio fazer-se

e que nunca

em

tal se

empregarão

,

forma não só seguríssima,
e

porém summamente exa-

cta

:

como ha muitas

pessoas que desconhecendo o
ter delle

me-

chanismo da forma desejarão
lhes

alguma 'noticia,

e dos seus effeitos, julgo não ser fora de propósito dar-

huma leve noção desta manobra , pela qual conheção como o bronze toma a figura idêntica do modelo
e que a execução deste
tatua.

he realmente a execução da Es-

Esta invenção de moldar

em
e

gesso tem sido

utilís-

sima

is

Artes do Desenho
Lysistrato
,

;

com

especialidade á Ese

cultura.

Sicyomo, «Escultor,
,

irmão do céledestas
tive-

bre Lysippo

dizem

fora o primeiro que usou

formas (37).

Não

tratando porém do

methodo que

(36)

O

Moldador que
,

tirou a

forma ao Modelo grande da Est. de Luiz
3.

XV. em
($7)

Paris

foi

Air. Levasscur. Descrip. citada. Cap.
,

pag.

iy.

Desta opinião he Mcsscr Mareei lo Adriani

em

a carta

que

da Estatua Equestre.
rso nos seus princípios, e progressos
,

133

o que ordinária-'
deste
Cai*.
v.

mente serve para fundir
modo.

figuras

,

he

(

em resumo )
fique

O

gesso deve cozer-se de

modo que

em

sazão

própria para este fim; porque se lhe dão vários cozimentos para diversos usos.

Depois de pizado, c peneirado,
fina
,

por peneira mais,,
se deita

ou menos

segundo

a precisão,

em agoa, de modo que fique á maneira de hum caldo grosso o qual em breve espaço de tempo se petrifica. Esta composição como ao tempo que se usa delia vai líquida imprime-se com tanta exacção e he pezada
;
,

,

no objecto que

se

molda
;

,

que não deixa de exprimir a

mais ténue miudeza

de sorte,

que moldando-se algurostos,

mas partes do corpo humano,
etc.
tal

v. g.

mãos, pés,
sahe

(o que

se faz varias vezes para estudos)

com

identidade

com o

original vivo, que até

oenrredado,

e grã que

se percebe na cútis se vê perfeitamente ex-

pressada na peça fundida

em

qualquer destas formas. Po*
as ca-

rém como o gesso applicando-se líquido encheria
vidades
,

e circundaria diversas partes,

petrificando de-

escreveo a Vasãri

,

na pag.

CV.

O

Vasari porém

,

attribue este invento

ao Escultor André Verrocchio: mas os últimos Edictores de Fasari, oppõem-se-lhe

em huma Nota,

na segunda parte, pag. 462. Carducbo, no
,

principio dos seus Dialog. pag. 8

he

também

pelo Ferrochio.
;

E

Plínio
primei-

no Liv.
ro fora

35. Cap. 12 diz que Lysistrato aperfeiçoara

mas que o

Dibutades, Sicyonio. Achar-se

em

Plinio esta noticia, he funda-

mento bastante para
duçbo.

refutar totalmente as opiniões

do Fasari

,

e do Car-

Aa

134
pois
,

Descripção Analytica
não se poderia
tirar a

forma.
,

A
,

isto

acode
a

a Arte.

Cap.
V.

Para que assim

não succeda

e para

que

composição

do gesso
tra

se não

pegue ao modelo
;

se unta este

com

ou-

composição oleosa
;

e a

forma se faz de muitas petirar-se

ças

de modo que cada huma possa

livremente,

e pôr-se
pedir.

em

seu lugar

,

quando

,

e

como

a occasião

o

Todas estas peças, com diversos signaes se marpara que
,

cão

,

chamando humas por

outras

,

se

casem

todas

e se unão de

modo

,

que facão hum só corpo.
,

Acabada a forma desta maneira

se desarma
si
,

,

indo-se

ti-

rando as ditas peças cada huma por

vendo-se outra

vez o modelo como dantes, já desembocado desta grossa

cappa

,

que o cobria

:

e ordinariamente

fica

o mesmo

modelo, depois desta operação illeso. Fora do dito modelo se armão
que todas juntas fazem
,

as
,

mesmas peças,

hum corpo oco em cujo vácuo que em cavidade contém em si se acha hum reverso perfeitamente quanto em vulto contém o modelo sobre
que se fez a forma.
Para reduzirmos pois a metal aquelle modelo mes-

mo,

nesse vácuo da forma se funde cera (38),
,

também

composta de alguns mistos

e a cuja cera se dá a gros-

(58)

Quando

estas formas

sáo de figuras pequenas

,

até v. g.

1 pal-

mos , como o pezo da forma impede que
funde-se a cera estando a
ra

forma armada toda
esta
se

:

nas figuras maiores
esgotar-lhe
a

menêe ao
,

cera^

para ficar só na grossura de que se quer o metal

já se lhe applica a ce;

em

peças separadas
a

,

que

se possáo

menear para o dito fim

para

o

que, quando se faz

forma já he com essa precaução.

da Estátua Equestre.
sura que ha deter

i

35
'

mos em

cera

o metal. Desta operação resulta acharoca outro modelo tal , e qual como aquelle
;

*
'

em

que se fez a forma
,

hir tão polida a cera

humas como
cellos

costuras

,

com a differença de não sacomo se acha o original , e ter ou rebarbas em diversas partes,

que procedem de
peças

se imprimir a cera pelas juntas
,

dos

ta-

da mencionada forma
,

ou da união das diversas
:

quando
,

a

forma he de Estatua colossal

porém
as par-

não obstante

contendo

em

si

com exacção todas

tes, e miudezas

do modelo.
,

A

fundição da cera

para figuras grandes
,

,

não se

faz estando a forma

de gesso armada

mas sim sobre

cada peça da
desta sorte se
tas peças

mesma forma separadamente , e também dá hum reparo geral a cada huma das di;

de cera

depois do qual reparo se tornão a re-

por nas peças da forma de gesso de que forão extrahidas.

Depois de estarem

as

peças da forma
vai

com

a cera, /

que lhes compete, já retocada, se

novamente arman^
cantaria

do
he

a

mesma forma em
caroço

fiadas

como de
ir

(que esta

a sua construcçao)
,

para se

criando pouco a pouco
,

o seu

enchendo com

elle

e massiçando o oco

da cera.
Este enchimento interior
a

que chamão caroço

,

ou
de

macho
ferro

,

he construído

,

e

apoiado

em huma armação

muito complicada,

e da qual depois ficão algumas

partes

dentro do bronze para lhe servirem

também de

sustentáculos.

Aa

2

136
T,

DescripçXo Analytica
Acabado que
.

Cap.
V.

ou caroço

,

de fazer-se o dito enchimento, ta se vai desarmando a forma de gesso , e á proseja
, 1
,

porção que se lhe vão tirando as peças

,

vai apparecen,

do o mesmo modelo que
cera
,

era de estuque

já reduzido a
se lhe fa-

a qual fica incrustada
,

no caroço

,

onde

zem
ir

os últimos reparos

pondo-se na perfeição

que se

pode conseguir, e

se deseja

no bronze, que delia ha de

tomar o lugar a seu tempo.

Desembaraçada afigura de
figura muitas hastes

cera destes retoques,
,

em

que o Escultor acaba de aperfeiqoalla
da

se

põe na mesma
arvore cheia de

mesma

cera

;

que fazem parecer

a

Imagem

collocada no centro de
,

huma

ramos seccos

sem folhas;

cujas hastes

tem diversos no-

mes,

e officios, de que logo farei menção.

Chegando

a

obra a estes termos, se lhe faz
barro
;

em

ci-

ma segunda forma de

a qual

depois de feita co-

mo
para

ensina a arte, se coze a fogo; e neste cozimento se
,

derrete a cera toda
este
fim

e vai sahindo pelos lugares
,

,

que

se lhes deixão

os quaes

são partes das

hastes, que acima disse, e que por este ofncio lhe cha-

máo

esgotos.

Desta maneira
;

fica

vácuo todo o espaço que

a cera

oceupava

e assim se conhece, que o
,

mesmo que
,

na cera erão hastes
canaes.

rgora nesta forma são-duetos
ji

ou

Dos

esgotos

,

disse o seu officio; outra perçáo
,

de canaes produzidos das ditas hastes

servem para
gitos'.

in-

troduzisse o metal na forma; e sechamao
to destina-se para a sahida

e o res-

do ar, quando o metal

entra

na forma

;

e por esta causa lhe

chamao

evaporadores.

da Estatua Equestre.
Findado o cozimento da forma se lhe tapão
cas,

137
as

boV.

ou sahidas dos
o metal
,

esgotos

,

e

tomadas outras cautelas, Cap.

se derrete

e se introduz na forma. estas

O
humas

modo com que
a outras
,

operações

vão suecedendo
a

mostra claramente que
,

configuração
a

que depois apparece no metal
gentes chamão ao modelo
elle

he realmente
:

mesma

que se extrahio do modelo (30)
he

e por isso

os inteli-

a execução
;

da obra

;

porque se

bom,

a

obra sahirá boa
a

e se

tem defeitos, não
fácil

lhos pode evitar

forma
:

:

antes he

mais

peiorar,
a fa-

que melhorar nelía (40)

e melhorar o

modelo com

(}p)

O

P.

Lami

,

nos seus Entretiens sur

[es

Sciences,

no Discurso
,

sobre a Filosofia, pag. 266, para declarar

huma passagem

de Aristóteles

usa de
energia.

huma comparação, que
Diz
pois este Sábio
.
.

para apoiar o que aqui digo tem bassanie
.

par exemple
indetermine
;

,

que par la matière on
,

entend âans un compesé ce qui qui
le

est

et

que la forme

est ce

fait

un

tel être et

donne $a perfection
,

comme dam
sctit

la Statue
,

du
car

Roi la matiére

c'est le

bronze

ou

le

marbre qui
rien.

indetermines
la forme

h
ta

marbre

et le

bronze ne representent
cette

Cest dene
est

que
Roi.

l'Ott-

vrier

donne à

matiére qui fait qtielle
fica

la Statue

da

E esmo-

forma, com evidencia
;

demonstrado,

extrair-se realmente

do

delo

e por consequência pertencer totalmente á Escultura.

(40)

Na

fundição da Estatua
,

F.q.

de Luiz
1

XV. em
d'oil
;

Paris

,

succeJeo
fnzerinte-

padecer imperfeição a forma
se o caroço, ou

e alterarem-se as ceras no

tempo de
donné avec

macho

da forma: porém
fit reconvoitre

Un
les

coup

ligcnce

par

le

Sculpteur lui

jantes
,

il

marqua

lui

mê.

me
fit

les pieces

qui avoient suffert de iaiteration
,

et Itur

reiablissement se

sous sa direction
6. pag. 69.
,

et.

Description .... de

!a

Statue Eq. de Louis

XV.

Chap.

Este golpe de vista
prova o que deixo

defeito das ceras

com que Boucbardon conheceo o ponderado em ter toda a precisa
5

I38

D ESCR IPqÃO A N AL YTICA
,

"ctura da forma

hc impossivel

;

fazendo-se esta mano-

Cap.
V.

como fica dito, que he o único, ou mais perfeito modo com que pode executar-se (41). Tornando pois ao reparo, retoque, e perfeição da cera , como esta operação pertence totalmente á Escultubra,
ra
ra
,

tomei novamente posse do modelo já reduzido a cee entrei de novo a dirigir os
efficacia,

,

meus subalternos com
e brevidade recom-

o mesmo desvelo, e
fizessem

para que estes reparos se
,

com

a perfeição possível

mendada.

A n

de Outubro de 1773 se principiou
18 de

a trabalhar
,

nesta operação de retocar as peças de cera separadas
se completarão a

e

Dezembro, do mesmo anno
do modelo
,

:

e

sendo certo que

a perfeição
:

he

a perfeição

do bronze em

geral

com tudo, no retoque

das ceras
,

podem

melhorar-se varias particularidades (42)

e dar-

efficacia

a vista inteiligente

,

para regeitar-se a nimia miudeza

cm mefiz esta

didas.

(41)

Como

o

meu assumpto náo he
,

a fundição da Estatua,
:

narração muita suecinta

sem

as suas particularidades
estas operações todas
,

os curiosos que

desejarem ver individualmente

,

podem

recorrer

á

Description des travaux qui ont precede

accompagné

et suivi la

Fonte

en bronze d"un seul jet de la Statua Equest. de Louis
esta mataria

XV.

a qual trata
as opera-

com

a maior individuação

,

e clareza

;

mostrando

ções

em

muitas, e bellss estampas: oh também nu Description de ce qui
en bronze à'un seul jet la Figure Equestre
lugar,
e que
foi

a

été pratique pour fondre

de Louis

primeira deste género

XIV. Esta obra que cito aqui em segundo , também se acha trasladada na

a

Encyclopedia.

(42)

Quoiquil scmble que la perfeçtion d'un ouvrage depende dumo-

da Estatua Equestre.
lhes mais graça
,

139
do modelo;'
Cap.
V.

sem que

isto

seja alheio

porque também

a cera

he modelo.
Sally
,

Mr. Giraram, e Mr.
rar
,

mudarão, para melho:

varias partes nas ceras das suas Estatuas
;

na cera

da minha alguma cousa mudei

porém de

tão pouca en-

tidade, que não se deve narrar:
se vê
, ,

e pelo que acima digo

que estes reparos das ceras se fizcrão em dous

mezes
rários

com

trabalho de seis pessoas effectivas

,

e três

mais nas ultimas duas semanas; havendo entre estes opemuita desigualdade de préstimos, e agilidade.

como se vio totalmente arbitro da sua liberdade, e tempo, muito judiciosamente não quiz ajudarse de mão alheia (43) , porém Bouchardon servio-se de
Sally,

dous ajudantes nestes reparos (44)

,

em que

Girarãon

li-

dele
les

.

.

.

on peut cepcndant en reparam
,

les cires

,

y

donner de nouveldela

graces

et le perjectioner

davantage.

Bofírand. Descripr

Fig. Eq. de Louis

XIV. Chap. VII.
des recberches
le
2

pag. 32.

(4?)

J*ai

égakmem

réparé moi seul la

S tatue
:

entiére

en

tire

e

l

j'y ai encore fait

avantageuses

j'ai travaillé
,

a

cette

importante

opération depuis
etc.

Decembre iy66

jusqu'au 25 Avril

1767. Sally. Suire,

pag.

26

em

(44)

Lasshtance de deux

seuls

Nota g. compagnons Sculpteurs
a

et le

court

espace de six semaines suffirem pour Ventier accomplissement d'une opération qui,
rilleuse
le
s'il

enfaut croire
variations

Mr. Boffrand , fut

aussi longue que pé.

par

les

et les

incertitudes que mit

dans

son travail

Sculpteur célebre auquel nous devons la
de
a
la

Staue de Louis XIV. Des-

crip.

Seat.

de Louis

XV. Chap. 6
diziáo dever
foi

de pag. 69 para 70.
a Estatua
Keller.

O

Escul,

tor

quem

os Francezes
,

de Luiz

XIV.

foi

Mr.

Girardon

e

o Fundidor,

Mr.

. que pelo seu diminuto número me descuidei de fazer se- paração delles nas minhas memorias. pelos obstáculos. tada a cera (já retocada) no caroço se lhe acabarão os últimos reparos ou macho da forma. em cujo trabalho se empregarão tão poucos dias. que lhe acontecerão. no Capitulo seguinte descreverei o modo com que dispuz esta mano- bra. e " terações a que foi induzido pelo desejo do bom acerto. na Estatua de que trato depois de incrus. V. e nesta situação he . Em fim. E como de dia já neste . que lhe fiz as pequenas variações de que faço menção acima. para total complemento da empreza toda.140 DescripçXo Analyticà al- dou tanto. tempo com toda a pressa se trabalhava e de noute nas pedras dos Gruppos Lateraes.

XE. nr. a . Fig. Tia. G6 JL.Est.

.

ete/ítô só<£ó?Zd ' . XIII J.c.yr. ^/^z.Est.

.

^ 'tt/za. //r/uo *)Ut. 1f. Caáp&TZ.is/: XIV 3 J^aárzthj r . .

.

de/sirz .t//!Z{6J . r* ^-*H # (2 Fio-. Vt -/??<?V Ficr. z. Fiçr.ru/? ?t/?? <7. C. H rrewfa O Fia.Est. IV. m. V. ií> /5 lat/moií ^d.VI. n Yiq. .Ã[. XV. n.

.

JJ>f. I Fia HL Fia IVT J. C tfe/S>i . £ieeédeea <j(/<//>j. ' i 3 4 — 5 7W?. Fia nr a Fia.. c Esl- XVI.

.

trata neste mesmo Cap. que servirão erao effectivamente de ângulos ree os lados oppostos. he da mesInstituí tons ma natureza da que dá Mr. A que figura fig. Os ços perpendiculares e horizontaes lançados na Figura humana. attcndendo pela pequenhez do desenho. de 1.da Estatua Equestre 141 Explicação da Estampa XII. 374. são os cortra- déis moveis de que se . e no Cavallo. que na Perspecti. mostrão os lugares onde se traçarão no modelo de barro. porém no desenho mostro-a em perspectiva metricamente. nem equiaogula . he agrade rectângula de Cap. e não geo- As linhas concorrentes. Bb . pag. As linhas perpendiculares ef gh y . respondo. I. V. E se alguém julgar esta satisfação supérflua la . Nota (a) Paris. Tom. va se imaginão rigorosamente parallelas deixão tanto de o ser . etc. de dous em dous . ^ y# Na II. mão se vendo ella no desenho equilátera. e plintho do modelo de palmo em palmo . se falia neste que ctos as . V. na Geometria que chamar-lhes parallelas seria ignorar desta Sciencia até as definições das linhas. parallelos huns aos outros: . digo se a graduação graduado a dita grade . e por onde se cortarão os diversos exemplares de gesso. ella . fica declarada no Capitulo III. i757« ter Neste Cap. e aqui numeraa não fa- zer confusão . Se algum escrupuloso de Geometria reparar em chamar-lhe rectângula . a grade abe d. Chapelle de Géomét.

também esta fig. vallo nos gessos extrahidos da forma. . . íig. he hum angulo da grade ferro . e IV. que Cap. nos quaes andavão os anneis moveis cordéis que servião de prumos. vista por ci- para mostrar os varões de . XII. c cujo corte se indica da Est. nas quatro figuras da Est. feita sobre o na mofig. fig.142 • DescripçXo Analytica Na fig. que se do corte principal. xou para o estuque. em que se prendi ao os Explicação das Estampas XIII. se acha no espaço que se deifig. XV. para não ficarem as Estampas confusas: porém pelos seus topos (as ditas cercias. fig. III. que o dita . mesmos indicados o traço a a .. se haviao Nos Modeem que de mostrar pelo seu comprimento. e na II. são os lares . : ... delo de barro exemplar III. delgados. XIII. e III. omittio-se essa delineação. e dos perpendicu- que he por onde se coitou o gesso ao comprimento do Cavallo. que se fez em estuque.: c indicado nas I. . XV. da Est. III. dado peio comprimento do Ca. se coiíocarao) se conhecem claramente I. XIV. Na tirou Est. Nestas quatro Estampas seguintes se mostra o mo* do com que lo as cercias se construio o madeiramento para o lugares grande. mostra o plano. II.. e os lugares em que da Est. mostrão-se na os traços horizontaes fig. . .. XIV. IV. notado nas estremidades do traço com e esta aa\ mesma letra <?. A ma . e XVI. I. . V. . XIII. a mostra o contorno. I.

nha tio fig. notados na fig. I.. XIII. e IV. conhece que fica . da Est. XV. a qual se mostra mais individualmente nas Bb 2 . de maneira que muito a lisi- o perceberem-se. e com QR Est. .. . mostra o entrelaçado de a caveira e taboas com que se formou do Cafig. hum para outro Os lado . o primeiro com estrcllinhas e os mais com letras : os planos dos três cortes dados no busIII. que .. III. com estrellinhas. : cujas esquadrias se mostrao na Est... todos fazem perfeita esquadria com o corte perpendicular dado pelo comprimento do Cavallo. . E' assim nas mais figuras. . A vigoras vallo : fig. fig. na Est. I. fig. XV. g.. II.. XII. da Est. III. fig. . cinco cortes perpendiculares de com CD. ' se cortou para se elle este contorno por r cemo fica declarado neste v. ÀB.. corte deixou tirar 143 no modelo de gesso. fig. notado com aa^ na notados na Est. V. com ST: o plano do quarto corte (dado horizontalmente no corpo do Cavallo) acha-se na XVI.da Estatua Equestre. IV. IV. notado com OP. . naquelle e o plano produzido pelo Est. vê-se na letras AB. GE se Reparando-se pois com qualquer curiosa attençao no modo com que tes. na II. e to do Cavalleiro. ellas humas a outras . horizontaes notados. . V. etc. III. II. íig.. da mostra o corte dado no modelo. II. em aa. Nesta mesma figura se mostrao quatro cortes . XIII. e na IV. XIII. Capitulo. EF. mesma mesmo corte notado com as mesmas . . se aceusao fácil as letras alfabéticas vão dispostas nos cor- e pianos das diversas figuras.. achão-se na Est.

XIII. assentada de cutello pelo comprimento. III. não lhe desagradável facilitar-se-lhes a percepção das Es^ inclinar a curiosidade. Nestas duas a fig. po- que não tem essa prática . delineado na Est. v. . e braços do Ca\ não parão nas primeiras vigotas inferiores che- gão ás segundas superiores.144 Cap. ferros principaes das pernas . na fig. e plantas de Arquitectura a muitas mais . e na fig. da Est. I.. Conheço serem estas explicações não mas totalmente rém será supérfluas para as pessoas que tem conhe. a letra e IV. indica outra taboa. se a isso os . só prolixas. e XVI. que determina largura. tampas. aos lugares notados com os se achão nas primeiras fi- números -1-3-4-5': os quaes guras das Est. a indica hu- ma taboa. da Est. XVI. I. DescripçXo Analytica XVI. forman- do o perfil do nariz: c. indicão o lugar onde se eleva o madeira- mento do busto do Cavalleiro. XIV. Os signaes NI. indica duas taboas que determi- nao as queixadas. . da Os vallo. XIII. da Est. cimento de espaccatos. e comprimento da dita caveira: £. que fica sobre a re- ferida. fig.

Log. não se concluiria se cada Gruppo em quasi dobrado tempo do empregou na obra . a todas estas circumstancias . . p ha Ara serem inteiros cada hum destes Gruppos . Obstáculo diametralmer> opposto aos desejos que havia de que se completas* sem em vinte e quatro horas se possível fosse. arrancar . tratando . rião precisas duas pedras de 17 palmos de comprido. quem aconselhe seguir» do methodo. Sur les Scien. se este partido. e transportar massas tão enor- mes que te e pelo que respeita ao trabalho da execução. O le P.da Estatua Equestrk. Emret. trata do methodo com que se executarão em marmcre Gruppos luteraes . ainda que deste modo (1) Ate nas mesmas obras literárias. . vi. pag. toda. e 10 de grosso cada huma. Lami . Qualquer pessoa conhece a grande diffículdade que em : achar . ^rj—yeissKr-rrT* 145- i CAPITULO Que os VI. Dam . e Baixo-r elevo. VArhbmetiqne lors qu'on a plusieurs sommts à ajouter ou Idéc dá li a multiplier on le jait par parties. 87. li ã propôs de partager un des granas secrets de la Mé~ thode. se« Cap. e adiantar o trabalho material (1). Attendendo nei fazer os determi- Gruppos de varias peças. diz: Mais (ommc on náo faha le le lasse et qu'on se est dégoâte quand et ('est travail est long et pénible . para deminuir. 18 de alto.

e as peças com a devida se- gurança. qualifica porém o que mais que estes este sptema he o Gruppo do Lao(^) . com as precisas caixas c mechas de segurança ficar do mo- do que no mármore devião com a possível peifei- (a) Veja-se no Cap. 2. com cortes das suas ordenando estas. preparei os. esta circumstan- multiplicando-lhe a despeza . não lhe augmentava . . manufactura por causa dos cortes e asscmblages das unir diversas peças: para que ao tras tempo de humas . pag. os meus gesso. o desvéllo . sem que essas di- visões lhe deminuão o inestimável preço ern que he por Com modelos. se me augmentava . faltará quem . a ja' determinação referida reduzidos a .146 1 DescripçXo Analítica. Não dra: cia . e dirigindo as uniões todas . contém menos de cinco pedaços todos os Sábios reputado. e 2?. não (2) . nem o vain- do Scientifico da Arte a que mais ottendem os telligentes. a Nota (*) entre a Nota 24» (2) Mengs. coonte existente em Koma que sendo muito menor em medida. que terião os Grupsó pe- pos muito maior valor eu sendo cada hum de hum a também o não duvido. a perfeição lor que o Artista lhe soubesse dar . porém . a ou- não affrouxasse a expressão das actitudes ficassem as juncturas imperceptíveis. . divisões. Cap. VI. desta Obra . Tom. da Edicção Italiana. dividindo os cuidados na . 9. Muitos exemplos ha destas divisões. c muito menos complicado. II. se persuada.

e de que o dito Escritor dá conta no 1785. tém dez pedaços de mármore Leoz de tamanhos diversos. a do Elefante a. e conduzir todas as pedras de que se compõem os Gruppos (3) . do Cavallo. paalgumas ra nelle se trabalharem as pedras mencionadas : (3) Quando esta obra se determinou. e próximo ao pedestal da Estatui. sáo admiráveis no seu género. con. A . referido Cap. 2$ náo faz menção deste marmere sendo muito melhor (pela sua consistência) que s pedra d'Ansá. na sua Dcscripcão . de Perpiuheiro (4) e Na Fraca do Ccmmercio . querendo-se-lhe trar-se escurece Porém como ao fios. Duarte Nunes de Leáo . teza dando-se logo as medidas para as pedreiras e fa- zendo-se arrancar. cheias de manchas . que conseguio executarem-se po: mãos Portuguezas. pressa se com que obra se executou e o grosseirofoi génio do sujeito a se náo escolherem quem incumbio o arranco das pedras . Gruppos . çáo . de- A qualidade deste mármore de que são teitos os dar. a pag. quando as das duas figuras aliadas . pouco mais ou menos que la em Mafra estabelecera o Senhor Rei D. e muito mais. cada hum dos quaes . havia já 20 annos. huma AuAle- de Escultura debaixo das insuucçóes do hábil Escultor : Romano xandre Giusti. 147 a fim : de que os mármores sahissem com igual cer. não diminuir a alvura que . José I. . o faz mais bello. houve quem julgasse deverem-se en« : commendar noel dos Santos se em Cãrrara porém oppôz com tanto esfjrço. e por isso as pedras das duas figuras atropelladas são . e descobre mais visivelmente os náo se costuma lustrar para lhe esta man- chas que tem . se construio outro laboratório interino. junto a Coimbra. de Lisb. he calus- paz de receber bastante lustro. o Arquitecto Rainaldo Ma- e felicidade a este projecto. causa de . cortar o Náo obstante estas circumstancias estas figuras mármore mais de 14 annos. do Reino de Portuelle Cap. da Escola do ramoso Rusconi ticado tanto e com quem eu havia pra- em modelar como em . (4) gal. Eoicç. 105. e outros pedaços.da Estatua Equestee.

devem bem nivelados . unidos ás pedras. fixos na terra com moverem do lugar onde cada hum deste Capitulo . Paris. palmos de altura excepto os seus terrassos a : e como . e as pedras . a grossura cumstancia que a sueceder didas. Descri?çáo Análtitca por terem as figuras humanas quatorze . . V. 1755. (*) Veja-se a Nota 18 do Cap. es- tes se devião incluir nas pedras que pertencessem e as duas figuras aliadas são tas . nos seus respectivos esa 19 Montadas todas taleiros (5-) as pedras se entrarão a trabalhar de Junho de 1771 . no fim e colloca- das as pedras sobre esta espécie de pedestaes se atacáo a estes mesmos engrâdamentos seguros com chapuzes. leitos . •das quaes (não obstante a divisão referida) são de bastante grandeza . causaria desordem notável ao tomar das estar me- Estes estaleiros . nem . 551. e Nápoles. . Finei. como se vè na Est. desta obra. para senão feitos de pedaços de vigas. 170 1. em pé. XVII. Sáo huns engrâdamentos estacas. . se precisarão para es- duas pedras de quinze palmos de aho cada huma cuja medida contém . fazendo-se o seu desbaste segundo a indicação dos competentes modelos. que intitula: Delia Statua. (6) Tmttaâo delia Pittura. se prégáo bem cir- em torno delias para que ao tempo de se desbastarem náo se de meia linha depollegada: affastem do seu assento.148 Cap. que hoje usão os Italianos (*) Já Leonardo de Vinci (6) deo methodo para trans- (5) Estaleiros. da cabeça para baixo feitas : sendo as azas que se elevão de pedaços diversos. : •e firma. que de- pois háo de assentar nelles. devem ter feitos (com toda a igualdade) os que assentáo nos mencionados estaleiros. pelo methodo. v/. Cap. e transportando destes as medidas ao mármore. que bem .

Nota (b). ou qualquer outra peça seguindo exactamente o modevem (7) Alberti. V. Pode ser que o Auchor do Artigo. também ha hum Artigo deste as- e sendo tão circumstanciado. Sáo palavras de Mr. ou osEdictodaquella grande obra julgassem supérflua esta verdade) impertinente narração. que pertencem . XIV. Na sumpto Encyclopedia (8) . 1757. quem for o seu Author. por verem que ça não haverá talvez em . : Mundo em ou- que he familiaris simo em tros \ hum he raríssimo ou mesmo absolutamente incógnito por tanto . he preci- so explicar tudo (o) Para transportar pois para desta matéria hum modelo ao mármore . e domethodo presente. ou fazer alguma estatua . 3<>$.da Estatua Equestre* portar : i 49 ' porém he muito desdo modelo ao mármore accommodado . Cc . Leão Baptista muito melhor o ponto do que o Vinseja = Ap * Alberti (7) atingio à. 841. * obra de Finei . (9) pag. das estampas. que no To- mo VIII. e ferramentas . pag. Institutions de Géométsie. mor. trumentos ções . Fran- huma e pessoa civil . de Paris. Desenho lugar porém os Li- para todos os Paizes do . na especulação de Alberti se encontra a sua origem. Sculpture en marbre. a estas opera- não declara as com individuação de que modo se tomem res medidas. a de (8) Tom. la Chapelle. seachão desenhados muitos ins. e se transportem do modelo ao már(na more. baixo-relevo. em cuja edicçáo acima citada . e falto de individuação. : que desconheça os Laboratórios das Artes do vros são feitos para todos . .

e Central. : o que pode facilmente causar equivotodas as vezes que na obra for preci- so empregar mais hum ^operário. usando nestas operações do methodo estabelecido. se tomão três differentes medidas para cada hu- ma destas marcas . que facilmente conduzem as variedades. todos os práticos sabem. a e algum descuido notável. pois que a essência caso consiste na exacção das medidas porém quando na . desejando euacaute^r taes equivocações eu proponho estabelecer huma diversa nomenclatura . no lugar que no modelo fica indicado . ou nenhuma entidade especialmente quando toda : hum do só operário emprega . 'e vem a ser: Vertical. se guarde sempre a mesma ordem. com tanto que do principio até o fim da obra siga sempre a mesma nomenclatura . huma) situa. cujas medidas pode cada hum no- mear como quizer . mesmo se de peque- na .15*0 DescsipcXo Analytica que delia se tem feito . He bem e por isso verdade ser esta huma questão de nome talvez que pareça a muitos . . e profundidade : cujos nomes de ções cada hum julga a seu arbítrio. a estas Ordinariamente chamão medidas (para dis- tinguidas dos diversos lugares da origem década altura . que muitas vezes ao que António tem por distancia chame Pedro profundidade caçoes perigosas . que no modelo se vão marcando os lugares onde se tomão as medidas : e para transportar ao mármore esta marca r ou ponto com precisão. Daqui nasce . distancia . ==== lo * e . e que no tomar das medidas para evitar confusão. Pelo que. Horizontal.

ou assim V > com semelhan- ça á direcção das hastes das duas letras iniciaes Roma- A. inter- ou encruzão quando se encontrão vertical . e nestes casos. das Mathematicas não temos obrigação de as tratar com tanto rigcr. gumas se verá vezes dirige medida Horizontal como adiante estampa quando mostrar as operações. ou de baixo para cima. medida Vertical . facto /\. acima citado náo receou explicar que cousa seja Hvrizottte. a Medida Horizontal. E Air. em certos ca- vem a ser damnoso. se es- crevesse unicamente para pessoas instruídas. Nota («). tomando-se o rigor Mathcmatico . que se toma de cima para baixo. não he desacerto com clareza : fique para os instruídos o conhecimento da causa por- que assim se denomináo. citando a competente. seria irrisório. porém como esta obra tamfallar- bém lhes se dirige a principiantes da minha profissão. na occorrencia de casos co- (ig) Declarar a posição vertical c horizontal. na pag. Cc 2 . E . . E medida deve-se chamar sempre (ou quasi sempre) a se . - são aquellas chamo Pode succeder ficarem - algumas vezes assim nas. delia Chapelle . mesma peça trabalha mais que 15T hum he a sujeito. consoante. também . 386. cm : e V.da Estatua Equestre. he ponto de Cap. não pequena consequência. Ora he que . . não lhe convém os ditos nomes porém posto que estas operações participem . Central toma de hum para outro lado. sos . As duas medidas secção. ^horizontal. a que . que se toma do cordel para o mármore (10) frente a : especialal- mente do cordel da porque o lado. M. que ordinariamente fazem . antes o demasiado escrúpulo.

mão esquerda do que a traba^ VI. da EstaI. e a outra seja a sua horizontal. imaginaria tra- (chamo-lhe imaginaria. (*) se vê o es- ABC da fig. e mostra o cordel da frente. ou espaços de de caa ser se busca . mármore de que sequer zer a peça de Escultura. tem em parte o mesmo uso Nesta a letra dos que fícao declarados no referido lugar. tua Equestre. com suas fig. de que estou tratando. ve ser collocado de nivel e graduado se trata . primeira da Estampa XVII. o de huma triangular pyramide scalcna Este vértice. no mármore : a infallivel situação da baliza vértice que se quer notar cuja situação vem . Com gráos . vai no fim desre Capitulo. I. as três mencionadas medidas . sempre a prumo. . assim como a grade rectângula . o do lado: fa- FG. precepa«- dente. ser grade rectângula. quando se descreve a maneira de que se usou ra se transportar em grande o segundo modelo fig. ou á . fixo que he o ponto que se deseja achar procura-se deste modo Na quadro fig. os quaes tem chumbadas. porque se não descreve com ços visíveis). e E . 17. e os cordéis aqui notados na da Es- tampa XVII.. a letra D. e indicão o pedaço de E . para servirem. D . (que também pode II. de que no Cap. Depois que este pedaço de mármore se assenta no (*) A Est.). Este esquadro de. como dita a da estampa XII. ==== mo o referido exemplo chamo vertical á que fica do la- ^ p* do lha direito da figura.1^2 DescripçXo Analítica . ou ápice. . da Estampa XVII.

ao determinar a central que pertence ao ponto h } deveria achar-se coiiocado del em o número 4 do esquadro ABC: e o cor- E. he que se lhe colloca por cima no devido' modelo no seu determinado sitio. ainda falta origem para se que lhe compete te . podia servir com exacçáo para declarar mais que huma . deveria achar-se noprin* cipio da gradiiâçáo do lado. apoiada Seja com tudo a v. e calculanas superfi- do todas tando. ou baliza que primeiro seassigna. e co- mo este seja o ponto. e depois se fixa o 1^3 Cap. para reger horizontal do mesmo ponto. baliza pois primeira neste caso (Estampa XVII. he arbitraria . que já supponho certa pela refe- rida tentativa.fig. com exacçao a vertical ao que suppre huma tentativa prudentirar . he com a prática mesma que tou a declarar nas que se lhe seguem. o esquadro graduado. e dei- le se traslada á pedra . seu estaleiro. lugar. . . que se contém no modelo. e pela horizontal dirigida do cordel E (1 1) . para que ao tempo que esta se vai desbas- não succeda faltar-lhe alguma porção em que &e haja de executar algum dos sallientes. E para se assignar no mármore . combinando-se-lhe ção eom aquella a sua posi- em que se acha o mármore. A primeira baliza que se nota neste modelo. . modo embaraçava a declaração de outras balizas e nunca no desenho baliza. vi. (11) O cordel D a . te próximo ao angulo B. subordinando-lhe e central : aos dois cordéis as medidas horizontal . em /. na indagação do compasso.da Estatua Equestre.L) g. as partes sallientes do modelo com ces da pedra. corroborada pela central tomada do cordel D. Porém desenhado des.

: e assim se faz sempre que se quer notar baliza no- Fixando pois hurna das pontas do compasso em h y abre-se o mesmo compasso /'. . passo grande no ponto h e humà das pontas docoirrcom a outra se descreve a 1 porção de círculo #. a\ cuja medida b i. compasso em qualquer parte da linha a a perna movei do compasso para o cordel circulando a È. ou baliza tinta- põe- no dito modelo hum ponto com as três para delle se tomarem . delo a quantidade comprehcndida nesta abertura se to. DEScRipqXo Analítica Voltando agora ao modelo . se faz nesse lugar a risquinhà . cm c circulando a ponta . cordel quantidade se conduz o . até que a outra ponta chegue ao ponto c observando no pctipé pertencente áo mo. supponhamos que . i : e para lhe achar à horizontal que lhe com- se busca do cordel E para o dito ponto i\ obsera vando no modelo. r): estando pois o cordel socego . ma outro igual número de partes ha escala grande se fixa . VI. (o qual fiei sendo tangente do arco r. que f> cou fixa no mármore . e central:. e tomando no compasso de partes. tio lugar se alli *'. em hum papel . he a vertical do ponto pete . das quaes todas as quantidades averiguadas que sejão se notão no modelo . do compasso de modo que toque o cordel no ponto n com a outra ponta. medidas vertical . para não esquece- rem va. de mais que to i\ fronteiro o modo que fique em linha recra ao ponfixa c estando o cordel quieto. que á dita horizontal pertencem. e chegando ao mármore.154 Cap. horizontal . se huma ponta do . E ao gráo competente for possível. se quer collocar ouiro ponto.

a qual causa huma intersecção com a linha" a. daGeom. pouco ti- rando mais pedra no mesmo lugar /. ções aqui mencionadas tem a direcção precisamente horizontal . e y i$$ (12) . de cuja verdade se vè a prova nas proposições 11 vietrie e 12 da Pratique de la Geo- de le Clerc. vi. e com a movei se observa quanto esta referido cordel D. e fronteiro ao ponto £ç tomando no compas- so a quantidade pertencente á dita central. : e ainda com mais evidencia 1. e como fica huma pequena praça de meio. Esta praça mancha-se do . no ponto i Falta a medida central. Tosca no Comp. *<. Liv. se fixa huma das pontas $e affasta em do i. ao número 4 e . (13): (12) Para se perceberem no mármore 05 traços que encruzão. no esquadro . no Liv. que perpen- dicular. he empastar huma côr de sorte que na praça náo fiquem apparecendo salpicos de outra. e se vão repetindo : todas as operações até aqui declaradas cluídas dando-se por con- quando nesta medida central a ponta movei do completan- compasso toca o cordel D no ponto m\ t ficando este cor- del servindo de tangente ao arco í.. que he a que conduz-se o fica Cap. . Math. nas Prop. 18. 1. : passo descreve os traços que se intentáo os quaes flcáo apparecendo na cor branca da pedra.da Estatua Equestre. e \z do P. Para se achar. he a que em toJas as opera. no seu dea Supponhamos que adita ponta movei descreve o arco j. Para se acertar. que se esfuma com o dedenegrido o dito lugar com facilidade a ponta do com. se lhe faz naquelle sitio metro. 19. Tom. pouco . e. decide a certeza deste ponto. 3. ou tomar esta medida. até hum decimo de diâcom Ia pis preto. Esfumar . s: isto prova não estar ainda o ponto se vai i vido lugar. chamo central. cordel D . . (13) Esta medida a que .

Achando-se assim . . apoia a denominação de que uso. venlugar. .) no es figura. /&. O referi- do Tosca. do-se a dita imaginaria e triangular pyramide scalena.. Tom. he assim . . e : observa-se a suã mede o espaço que ha de h . 1. do-se no modelo outra semelhante nota no mesmo Passando pois a notar outra baliza . ponto. diz: Figura es una quantidad cerrada de uno. e facilidade o que quiz de- clarar: e este seu proceder. e nelle ficar se introduz lápis preto não só para servindo á mul- tiplicação das balizas. m. se fixa huma das pontas do compaço em círculo b . e com a outra se descreve a porção de b-. como ABC quedar abierto pur A. nas Definições do Liv. h. neste caso. a vertical do ponto Elem.. Advirtindo que ha . dando áquella medida o nome de central tendo. com broca subtil. e a sua base este . chamar-lhe aqui central. i. c___^B. até p quantidade no petipé do modelo. ^ p* cujo vértice he o ponto i\ os três pontos VI. e aqui temos em h. para melhor declarar o que per- . hum pequeno . supponhamos que se seja o ponto/» marca-se este ponto no modelo.1 5 6 DESCBirqXo Analítica .y O dito exemplo na estampa de Tosca. Mas . furo pouco entrante. n.p'. por ò muebos términos. 14. para explicar com mais clareza . (fig.. mas para guiar o desbaste. e tomando outro igual número na escala grande . de estar cerrada por todas as partes y assi el angulo C. Def. he por distinguilla das outras. Porém. i. certo no seu dee vido lugar se lhe faz no ápice da intersecção. attendendo ao seu effeito em buscar sempre o centro da pedra. senáo he figupessoa ra . para que lho chama no parenthesis e na estampa ? Nenhuma alli cordata fará esta pergunta censurando o Sábio Tosca. Elle usou do nome figura.

A horizontal. ou reger as ver ti cães . ABC. ao número 2. vi. que já seachão collocadas pela frente. edes» tal com exacção (15) . feita a intersecção/?. curvando para se fazer nas balizas dos lados a intersecção das pontas (ou em se lhes huma ambas quando as clrcumsuncias o pedem) já se consegue o intento. náo duvidará qualquer pessoa. do modo já declarado quando se descreveo posto . . se conduz o cordel D. com a ponta movei se descreve a porção de d. do lado (14). que tenha no- ções de Geometria . 157 de c\ a sua horizontal. seja a linha a xy : tirada de h para o\ descrevendo porção de círculo g e a central será dici- dida pelo cordel E i. se Deste modo bastando a pedra vão multiplicando as balizas. c y para p . de / as balizas o . servindo o cordel D para as centraes desse lado: e as balizas. se conhece a infalUbilida. Nesta operação da referida pyrami- de imaginaria. e horizontaes. nas demonstra* combinando-as com esta . p: pelo referido modo se lhe busca i . a baliza E para as balizas dooutro lado op- já fica sem uso o cordel E . que Alberú af- (14) No E Capitulo precedente deixo declarado ter-me servido de com- passos grandes feitos de madeira pontados de ferro: os mesmos servem no . para dicidir a central da maneira Querendo agora notar ponha-se a primeira ser «. mármore. descrevendo outra porção de círculo Cap. e o outro lado. se encerráo muitas verdades Geométricas} çóes das quaes .de que Dd .da Estatua Equestre. ainda que ténues. sup- em a sua vertical será a linha para o\ e firmando huma das pontas do compasso cír- em culo / . para indicar. onde se quer abaliza. no esquadro acima dita. (15) Da infallivel certeza com que desta sorte se acha o preciso lu- gar.

e náo da prática em que era táo noviço que aquelle o primeiro ensaio. poderá errar senão aquelle decer aos dictames que elle que de preposito não quizer obedescreve . advertir no que relata de Mengs . Scu'p:wrs ancina pag. coci- (que he todo de Mr. 44. em quanto seu Irmão Theodoro fez outra metade em . Alberti alarga-se mais. censurando o Historia- dor Siciliano mas sem duvidar da possibilidade que fica tem o facto . 245. (17) 1. Do que se segue náo servir de gloria al- guma para aquelles que só leiga . o Cavalheiro Azaelle na vida que escreveo daquelle célebre Pintor ter do qual diz „ que restaurara sem em tempo algum praticado com . flexões de e ajunta as re- Mr. e Seguindo este. huma bella Vénus antiga de modo que causou admiração a todos ? os professores. aífirmo deza. LXXXIV. tnes Na Encyclopedia le . diz. que aquelles deus Irmãos fi/eráo a esrarua de Apollo Pytheo . de Samos. con- correndo nelle hum methodo semelhante ao que exposto. Tom. a este respeito . . ou semelhante methodo. e tando DioJoro de Sicília. Epheso. e executar e outra metade nos montes deCarrara (17). náo se deve duvidar do qne assevera Alberú. : le C. Art. pag. VI. . Italian. 827. chevalicr de Jaucvurt") . So- bre a possibilidade deste facto discorre o Author do Arti. pag. chegando a dizer na pag. vai aqui no texto resumida. João Ravi- . Tom. executando Telecles metade da dirá esratua em Sa- mos . da Edicç. que não Cap. de Caylus . seguindo este methodo. lumna fallando dos Escultores Telecks Tl^odoro. que se poderá fazer as. Os meros manejo práticos ( para confusão da vaidade que e3tribáo unicamente no do escopro) devem ra . escopro .158 firma ( DescritcXo Analytica 6) que sahird semelhantíssima ao modelo . sim huma Estatua do tamanho do monte caucaso metade em Faros . Esta passagem de Alber- ti. 47 que qualquer medíocre engenho poderá exactissimamente sahir bem . : e para lhes achar razõe3 iguâes não se carece de singular agu- (16) Trâttato delia Satua . . . 1. e mecanicamente o praticáo. Yeja-se Opere di Mengs. „ E de que procedeo isto . Da Sciencia que possuía foi . 14.

j a qual se principiou a trabalhar no mármore a 5 de Setembro de Dd 2 . também refere esre caso dos dous res. Imaginei pois . e a espe- que os cordéis suspendão ou parem no seu movente balanço faz o trabalho assas moroso. pelo referido modo muito mais apurado. . Se Alberti julgou. com a differença porém de chamar Telaáeo ao que na Encyclopedia se denomina Telecles. E passo a declarar . frente da pedra huma regoa movei grande e graduada (a que chamo ta regente) . estando esse mesmo Porém syste- ma . deixo para o Capitulo seguinte a declaração das mais circumstancias desta peça !774. in Offici . para o desbaste do Baixo-Pvelevo (18). me dava . . VI. e compasso. (18) Neste lugar. . também . diminuindo o trabalho material. e causar-me na verdade . na segunda. regoa outra muito menor âifinitoria ) . e atravessando . figura da mesma Estam- pa XVII. e com razão.da Estatua Equestre. a mul- tidão de vezes que para collocar cada baliza obrigão o operário a tomar na rar mão regoa. como não trato mais que do trabalho do mármore. ser 159 o seu systema Cap. chamo findada por ponta aguda cuja ponta fosse em perfeita esquadria estambém graduada ( a que hum de seus extremos em terminar em hum dos anIrmãos Escultor sio Textor . a prumo pela . tão seguro para evitar erros. certa náusea a repetição excessi- va de tantas medidas me fez cogitar outro expediente mais prompto . a sua certeza he mais infailivel e evidente. o systema de que usei para adiantar a obra. que andando . O desejo de satisfazer á pressa que se .

Porém sen- do asoperaqões arriscadas a desta sorte muito mais breves. regoa regente àifinítoria . commetter algumas havendo qual. . huma porção de madeira que fiz fixar em toda a largura do painel com a mesma convexidade com que já se achava a pedra. esquadria. Desta sorte se poupa muito tempo pois que . gulos da mesma regoa pequena ou face alto a baixo na regoa grande nítoria. da indicada Estampa. trabalho. Seja pois AB . graduação de difi- e sendo a pequena. comprehendem já declaradas na fig. chapa . . que comprehende toda a extensão da madeira cuja madeira he pregada a dita C . em .160 Cap. he huma chapa de ferro. coroando da pedra de hum até outro extremo para conservar sempre sem se affastar do seu devido . A letra C. sem questão será tão certa como e as que se marcarem pelo methodo antecedente. he dobrada a frente em . e a construcçao desta. . que facejáo com notada a a su- em que anda . cortada desde a face da frente para trar a posterior afim de se mos- melhor o mostra effeito desta espécie de compasso. as três em huma só operação se I. ( fíg. que sempre esquadria perfeita com a caixa. são mais faltas . perfície YI. ) de que se execufinjo tou o Baixo-Relevo a qual na estampa . a baliza indicada pelo contacto da ponta . tanto no modelo. collocada em huma a obrigue a conservar também movei. . DescripçXo AnalyTica . D. 2. como no mára pedra more. quer descuido na exacção do instrumento e na posição em que este se colloca . como indicão D r .

ou roda se move. h. como deste a chapa D .) da frente des.da Estatua Equestre. notadas na Nos lados da caixa ha duas aberturas. que traz em regoa definitoria. he se quer dei- movei xar . III. bém aberta.0. ou menos. contendo o seu diâmetro meio palmo. ta caixa . e cuja sua menor porção. á proporção.) em esquadria a regoa Ecomo a chapa . indica A F. nessa chapa da frente outra abertura s. em esquadria fazendo angulo do mesmo F . contém hum . círculo o contacto por com o plano da chapa he em hum ponto consequência a regoa G. para servir na pedra : e para letra o peti-pé do modelo outra menor. (fig. III. mo huma lente convexa em ambas suas faces executar de latão. . são as mollas i . G. h. (fig. em que fig. o . em : seu assento. h. si Na a dita regente. 0. cuja peça consiste em huma . e conserva àefinitoria . 0. . a peça 161 roda coa qual fiz vi» * E . ou hum . lente E lbe vai servir de eixo em que a dobrado . mais estreita que as dos lados n para descubrir a gra- duação da direcção. pouco mais. hum ferro recto no lugar voltada para a dita lente ferro . . e o que a sustem no lugar / . regente G. do precedente methodo. sem deixalla sahir da sua precisa Ora. ti. 2. 3. indicadas com pelas quaes se introduz.) he plana . canal. r (fig. e a lente E. Esta caixa h. encubriria a graduação da definitoria he tams-. definitoria . vai fixar-se no centro do topo superior da regoa anda a caixa lo. opera da : mesma sorte que qual- quer cordel cal com a sua chumbada e aqui temos a vertieffeito semelhante. A outra porção maior do F .

bem da fronteiro a ao ponto marcado caixa b. acha-se (fig. principiar . ao lugar em que se quer. na definitoria 0. cen- que he tral. para que pu- F xando pelo cordáo competente tende. conduzo o angulo petente ou linha . Pelo que . . vi. 2. se gasta A graduação da regente \ . do que em muito menor espaço de tempo com o primeiro methodo aqui exposto. 2. C. e estes cordões váo ter a . a regoa se dirija para o lado que se per- . m (fig. deste . e próximos ao angu- nos quaes estão atados os cordoes q q . e modelo. até que estando neste lugar.) dous anneis fixos.). e marcando a regente ficar t : conduzo (19) do peti-pé no dito modelo pela chapa até nelle v. (fig. faxa de madeira . . de modo que a sua ponta aguda toque no modelo o ponto tão-se m . observão-se. o seu lado GG o . . 2. de qual- quer de seus extremos porém na definitoria deve ser (19) Para conduzir a regente na pedra. e nose disse) a vertical \ em papel (como acima três quantidaa des : a da regente G .) D . que he a . a horizontal. E assim se traslada a mármore e com o instrumento grande no mesma operação. e a da definitoria o. com muito mais facilidade. o e 3. definitoria chegue a gráo como . . e modelo .) he também graduada em ef- toda sua extensão feito e isto lhe faz produzir o mesmo da horizontal do dito methodo: e a central. ha lo no ferro F ( fig. o . modo em chegando o ponto ao modelo .161 DescripçXo Analytica. que he da faxa C. e neste estado. pode . 2. . A Cap. roldanas fixas nos extremos superiores da pedra. g.

e a extensão da àefinhoria desde a regente até o ponto da definição. da mesma Estampa) e o ponto da definição de- que a . As duas medidas. tão justamente. descreve a ponta da àefinhoria porções de círculos. ou talvez mais . 163 indica como a Estampa 2. e central . he o radio desses . . e com apedra AB. e quanto mais extensa for a medida que se toma. Supponhamos pois (fig. conservem sempre com prefeiçao entre que * regente faceje a sua esquadria. tem para o mesma. consregente. regente se move em a. 4. Acima deixo advertido. e àefinhoria . VI. estando o instrumento perfeito: porém a medida horizontal he mais fácil errar-se . a regente Neste caso. assim como de inadvertência do operário.da Estatua Equestre. com de vai a àefinhoria. da ponta aguda para a regente na fig. segurança do que ha no methodo precedente. . que nunca tome o mais ténue movimento de eixo. tendo qualquer movimento de eixo. si as regoas bem desempenadas em ser com tal igualdade. A truída perfeição principal desta peça consiste em serem b. Este movimento pode causar desordem notável tanto maior . que as duas . círculos. acerto a vertical . desde a regente até o lugar on- definir o ponto. e com a madeira G. por qualquer leve imperfeição do mesmo instrumento. que as operações deste ins- trumento são mais arriscadas a commettcr erros de medidas: e agora mostrarei de que modo. Cap. a caixa regoas.

operário verdade que hum descuido de quarto de cír- só pode acontecer com instrumento péssimo. pcrém como o movimento do devendo a baliza ser centro. faz notável difterença na extensão do radio. ma aleijão horrenda. será hu- se ajuntar o pequeno espaço da dita corda b. vi. dro (20) (20) formada em caixa. quarto de círculo. hum <?. porém se a baliza houver em£. vai na estampa de- . mandei fazer huma de latão. será o erro tamanho como tal a corda b. de pouco mais de meio decimo de palfiz mo e para servir na pedra a delgadas. . para servir no modelo. a regente de ro em d. tendo a âefinitoria essa extensão. . será e a extensão da âefinitoria for só de o erro tamanho como de ser a corda d. i : que nes- operações he erro muito considerável ainda mesmo na pequenhez liniada nariz . em que a dit3 figura 4. He culo. . será tas tamanho como corda b. sem maior giro. e . e girando será modo que o . DescripçXo Analítica se a regente gira veria ser erai. e o negligentíssimo. de- ve também haver grande cuidado ecomo as regentes por causa da sua extensão estejão mais expostas a empenar.164 Cap. náo meoccorreo melhor . por ténue que seja. pois se ajusta proporção que deve ter hum olho. e construir de taboinhas três com a grossura . c. i ou boca de qualquer figura do tamanho natural. a âefinitoria chegue a o o er- como a corda d y nesta menor extensão de radio: a e na maior. No desempeno das regoas deste instrumento . de décimos em qua- Para conservar deserripenada esta regoa. até 0.

escuso por evitar maior prolixi- e a cuja declaração me dade . me no ao primeiro methodo. he a mesma . e porque reflectindo-se no que fica exposto . tudo o ponderado tiro . VI. (ainda que muito mais lento. 16$ . que ainda conservo desempenadissima desde Agosto de 1774 . a Nota deste Capitulo. poderá fazer bom uso do dito instrumento mesmo nas estatuas exe- cutadas por todos os seus lados. qual- quer Artista. ainda de medianos talentos. : Insuladas Termo da Arte. do que no systema dos cordéis de mãos alheias mais e com incli- muito maior expedição se vê obrigado a fiar-se porém quando o Artista chefe . Já deixo acima dito que na Encyclopedia . e no lugar daquelia obra citado na 8. peça . por consequência e sendo que vi- estando o instrumento perfeito se opera deste se acha : o operário Cap. Sáo as figuras que se executáo em redondo. nem lembrança que o construir-se oca : a prova de não ser desarresoado o penFisicas ) samento ( sem metter-me em razoes . mas vendo-se rem os Francezes de regoas definitorio enão de cordéis com chumporém hum instrumento .da Estatua Equestre. das . Ee . . não se declara o modo individual de se tomarem estas mediaquella descripção dá indícios de usa. badas. conrer dezesete palmos e meio de comprimento a de latão contém 5 palmos (*) . rança . (*) nas quaes he mais difficil de adaptar o referido instrumento. modo com tanta ou mais segu-. como usão os Italianos: como o que exponho ou semelhante . não obstante . De gilante . e vagaroso) especialmente nas figuras insuladas. e $ quartos.

na escrita se declara ?' nem se vê nas estampas deliniado. que dá bastante fundamento para crer que também os Francezes usão do methodo Italiano. E não obstante omittir-se . os can- que deixo demonstrado se vè que bq desbaste > que ti- verem tino. que os canteiros. que hião contornando osnús. Pelos niethodos aqui expostos para tomar medidas y não ha dúvida que as partes de qualquer figura se collo- (21) ta. por serem mais aptos a percebellas. cirçumstancia que hera estranha aos Escultores de outras Nações stição nas bagatellas da Arte. e assim continuarão aquella obra até seu complemento cípios de Abril de 1775 . e Baixo-Relevo. e em todas quan- se me háo confiado tem sido causa de que náo sejáo mais que . tos das figuras cias . Seguindo pois estas maneiras de trabalho. teiros. com os. foi o maior executa- desbaste destes Gruppos. cor- déis ou prumos. que julgava precisas.? A pressa incrivel que se . e alguns traços de lápis (21). podem-se empregar. e pannejamen. que foi nos prin- tendo-se começado a 19 de Junho de 1772. me deo naquella obra ellas . no Volume das Estampas em duas o vinhetas se observão as grades com os ditos prumos. em a narração S. escrúpulo. dirigidos por quatro Escultores. humas copias (e em partes pouco exactas) dos meus modelos : e me tem será posto na precisão de valer-me de canteiros . sem me trabalho dar-lhe de ser possivel em todo o algum referido leve to- mão própria mais que que .° o uso dos . e pelo que tiverem escrúpulos* super- Eu me sem tenho dado bellamerrte . . do por canteiros. . meus subalternos. aos quaes eu communicava as advertên- e instrucçôes.i66 DescripçXo Analttica .

con- pannejamentos . e ainda mesmo na correcção do desenho sendo trabalhada por Escultor de préstimo. . Forem diz Mr.da Estatua Equestre. e tem todo o lugar este superlativo porém a ser feita por mãos diversas. 15" Se Alberti . . o zelo de o exprimir criador da peça. bronze etc. em Petersburgo. que „ sahirá peça que se executa semeentender lhantíssima ao modelo for . achão-se unicamente no peito do E posto que do modelo cem espe- (22) Veja-se o thor deste Artigo. vi.se com suas restricçóes. mais que a hum louvor tão frio e como a mesma semelhança commovida. he o menos. ou mais operários. apaixonada . de outro. porém Cap. 834. esta exacta semelhança . carão todas isto 16*7 sem erro nos seus devidos lugares . nas actitudes .. Ee a . no lugar aqui citado em a a Nota diz . que mo- delou o exemplar. nao pode excitar . Tom. pôde com effeito ser semelhantíssima . nao esta sorte cie se deve restringir . da Encyclop. de outrem este fogo. só pô- de achar-se tornos . e diz a huma semelhança fria\ . Falconet (22). a . que o Escultor deve exprimir sobre o mármore . na pag. 14. fugir de entre: gar-se nas e mãos e sentimentos . isto deve. por sua exacçao . esta correcção . Se afigura executada pela própria mão. Alma do Espectador não será e He a natureza viva animada. Creio que o Autambém o he da Estatua Equestre de Pedro Grande. sabiamente. verdade ainda que bem demomtrada .. Eis-aqui o que he impossível conseguir-se cabalmen» te nas obras em que o Author não pode .

que a mais dão. Mas (24) a Estatui no todo não vai nada. accrescenta: Daqui affectaçao de nimiamente polir pirito . quando algum cuidão . as diversas intenções. com frialdade também a medo . co^ A. Sei de Escultor . O mesmo Horácio . os diversos prés- timos des operários sobalternos. em acabar muito. etc. todo o seu cuidado (se o tem) se limita a náo desarranjar a peça. •cialidade Cap. se tira. que explica bem no bronze delicadas unhas . maneira do trabalho (diz Mr. . faltando-lhes os motivos de se lhes inflammar a .16*8 DescripçXo Analítica. aponta por exemplo mesmo hum ordem . VI. por extensa Citando Cândido Lusitano a sobredita passagem do Ferreira na Traducçáo da Poética de Horácio. diz • a graça Tirão . em certo modo. que a es- as obras hc causa de as deixar sem e substância . posto Escultor aesta. e diz No fm do circo . as emane o que mais contribue para bem mostrar paixões . imaginativa e . lugares desnecessários (23) y em as em articulações que dege- nerão em gosto secco. não concorre pouco para o alcance destes attendiveis requisitos. mais partes da Arte obra tem espalhado. (24) que a direcção do chefe na (2$) Nas mesmas obras de Eloquência he este abuso reprehensiveL . . trabalhando servil- mente . e viveza das figuras . o modo com que se a maneja matéria . a Diogo Bernardes. na sua Carta XII. junto d esgrima Emilia . que a outro respeito . mais adiante IV. Leves cabellos . e deslustra. Além disto. O nosso António Ferreiía. Cochin) he a que poe a e ordinariamente roa as demais qualidades (da Arte): a diffcrença do. e muitas vezes que se lhes confia.

v. 2. e diversos exemplares. Raspa. em a Nota 16 . em mais que no gosto do tra* ser . nellas conhecem ta . ou groza pedra deburnir. (15) Les négligcnces . que os enchem de unta vaidade como ignorância. Tom. Ouvres Divers. muitos. Hagedorn. ou Groza. chap. he de huma qualidade mole efíeito . tião consiste 2. Arte as julgão descuidos e talvez imperfeições : mas contempladas pelos professores. son des perfections etc. e 221. são instrumentos com que o marmere e de cujos feiíios se mostráo na Ency- ciopedia desenhados. 280. se conti- nuou do modo commum com que se trabalha o mármo- sem se lhes lustrar parte alguma . e . depois de cortada do escopro. grande Escultor ao medíocre talho. A Pedra deburnir.. (:6) Escopro. e aspara . diz de Repare-se no que se Mengs. Gradin se trabalha . 45. Tom. gentes. Das negligencias e apparentes no n:anejo da Arte. que a lixa na madeira :. e pedra pomes (26). maneira do trabalho devem haver certas negli- que vistas pelos que ignorão os mysterios da . pag. la Peini. nos lugares onde convinha. e deve ter suas modificações que o Author indica : em que se deve meditar fujáo os principiantes de julgar esta decisão a outras de Cochin táo superficialmente como fazem alguns sentenças. nestes Gruppos . que no mármore faz o mesmo. 220. por causa da qua4. resto da manufactura . O re . pag. Reflexions sur . broca. . 169 Cap. e conhecedores intelli- a elevação do espirito do Artis- em saber desprezar ninharias (25). des qtielles meritent d'être appellées beureu~ ses.da Estatua Equestre. E discute com bastante amplifi- cação a matéria.* lidade da matéria. Esta passagem por extensa vai resumida e . reaes . Broca . nas visinhanças desta Cidade ha varias pe° . Na gencias . deste Cap. O Author intitula este Cap. declarada em a Nota deste Capi- tulo: ficando. gradin. . tocada com raspa.

Assim diz o Sábio Mengs . me oppôr : hum que os examinou porém como a sua ana- dreiras delia . e não nos próprios originaes de mármore não tenho todo ao que diz o bastante fundamento para Artista Sábio . Todas Estatuas tra. de pomes se observa nem de pooutras obras modo de laborar que . e estudos. Mengs (27) diz este sá- louvando as qualidades do Gruppo . vi. dra Pomes vem de (27) Edicçáo Italiana.170 Cap. mármore . Como exemplares eu não tive a fortuna de ver aquellcs bellos . em parte . no lugar citado : porém eu. cortado unicamente a escopro especialmente . porém â de que se faz aqui mais uso. 23. balhadas desta maneira são menos acabadas nas partes miúdas e prevalece nellas bum certo gosto de que o Artista não goza . . de Laocoonte vor tio . que entre eilas he notável o modo do la. mais que nos gessos delles extrahidos . . . que e fa- que em vez de diminuir augmenta admiravelmente 9 deleite do Espectador. 2. respeitando os seus grandes talentos. nas carnes limento . sem mais aderece de raspa. não me conformo com o seu sentir . senão depois de ter vencido todas as difficuldades da Arte he quando tem chegado a ser senhor daquella negligencia cilidade . DbscripçJo Analytica huma Carta que a Em Monsenhor Fabronio escre- veo o célebre António Rafael bio Escritor Artista . Tom. he de Bellas. . em muitas as- egrégias como a Vénus de Médicis. Apefora. pag. não obstante allegar tão respeitáveis exemplos. (Se he intelligente) se deve aceres- centar.

e acabou no fim de Março de 1795. e assim existe. talvez se enganasse em julgar. desta . e outras peças: a ur- cuja conclusão se não tem procedido por embaraços resolução gentes. o que me não ha de ne- bom prático. iyse (nesta parte) pertence ao tifico 171 manejo. etc. são etc. constando-nos porém. especialmente sendo aquelle Monua ter mento dirigido sempre expostas aos olhos do Pú- (*) N. que Sua Magestade quer esta obra : mandar concluir bem digna da sua Real generosidade. tence ás operações do mármore passo a declarar o as: sumpto. E como tenho finalizado o que per. e adiantar muito o trabalho gar nenhum dá nas carnes hum toque muito mais gracioso. que. unicamente sem toque de raspa A raspa . e mais circumstancias do Baixo-relevo o qual como chegasse o tempo aprazado para a Inauguração da . sendo Pintor. ou groza . . B. não se lhes faz e supposiçáo de Caf. Muito depois de ter acabado a escrita desra Descripção referido ti- ve ordena para completar o principio a 14 de Julho de Baixo-rdevo se . e não ao Scieninjuria na a da Arte . não tendo prática do manejo da escopro. assim se assentou. Estatua Equestre e se achava com pouco mais de meio (*) faltan- desbaste. que as carnes feitas a daquellas Estatuas . quando se fingem cabellos linhos.da Estatua Eqúestrr. vr. tafetás. Não se admitte porém . escrita. a cujo trabalho se deo 1794. . do áquella obra o complemento desta. Escultura. Veja-se a Nota ($7) do Capitulo VIII. e de melhor empaste. além de facilitar.

IJZ blico DESCRIPqÃO Analytica memorias de seu Augusto Pai desabusados Vassallos. Heroe verdadeirade seus £- mente grande. . e vivira nos coroçoes . e que sempre fieis.

C. XVI ZM.Esr. .ek/*n "St/ii JCtíf/W.

.

As letras ae. ee. GG. 17$ As a figuras i. que posta na regoa a .da Estatua Equestre. onde se divisão inteiras as ditas chapas ou molas i Ff . figura 5. a a face da cuja face mesma regente. não se lhe prolongarão na deliniação as chapas que servem de 3. Na figura $. nos dous extre- mos da regente. e 4.* i. para mostrar mais claramente a configuração caixa e uso da si movei . indicão a que encosta definitoria. 2. em he graduada. p vi. deste Capitulo.' . Explicação da Estampa XVII. notadas i i : cuja falta suppre a figura .* mostra a dita caixa de fa- e para se poder accommodar no desenho . indicão a regente. regente segura em a àefimtoria. indica a figura A ce . dd. As figuras 3- e 5. mostrão a definitoria. servem só .a ficao declaradas no corpo a . molas. . 2. E 00.* porém. como movei vista .

. : .' I .

se deliberou a supprir aquella falta com algum adorno . e no riquecer. era sem ornato algum pedestal. m. Para que a composição daquelle todo não parecesse como aleijada . que se que pertendifr en. sitio mandou . a fim de adoçar a seccura daquelle sitio ficando a compo- sição mais harmónica. fossem lavrando as pedras. Porém gran- Rainaldo Manoel dos Santos de espelho totalmente nú. .da Estatua Equestre. não lhepareceo bem que ficasse este achando-se o da frente orna- do. faltando-lhe o equilibrio do ornato . N O projecto que deixou Eugénio dos Santos para o 1 pedestal' da Estatua Equestre . E ta . Arquitecto que succedeo ao sobredito. ordenou se não tirasse pedra alguma 2 conser- Ff . como tudo andava . evendo-se interrompidos os planos dos espelhos dos lados com os episódios dos Gruppos. atropellado com pressas des- e outras obras e o Arquitecto se visse distraindo . com muitas incumbências não lhe occorrendo logo de que havia constar aquelle ornamento. a ^ AP « pedra convexa posterior do mesmo .msi^Hiaguw^ 175- CAPITULO Da Invenção Poética do VIL \ Baixo>-relevo e se discute se be justo usar de AHegorias nas Artes do Desenho.

que pertendia. Cap. me incumbio o mencionado alli Arqui- do ornato.iy6 DescripçXo Analytica . Teve tal generosidade. principal objecto deste monusua mento) concorria (2) e ordenava a reedificiíção da Cidade Capital quasi totalmente arruinada. he que poderá O que ordinariamente occorre em primeiro gar . naturalmente me havia de suge. que . que fosse este ornato de Escultura e parecendo-me que o lugar estava chamando hum Baixo-rekvo . amou os seus Vassallos de moJo. sem se me tempo em obra alguma para buscar. que não trabalhemos d e que busquemos alguma cousa mais do que nos vem ao pensa- mento no principio da idéa. 7. . e fazer selecção não se dava tempo representação : occorrendome neste caso huma de figuras symbolicas. em beneficio . para que eu o pro- jectasse. nas suas Instituiç. (2) O Senhor Rei D. primeiro cuidou em accommodallos que cpe a si mesmo. pois que para ruminar oponto. Liv. vando-se toda a que veio da pedreira no referido lugar e estando a dita _ VII. do Orad. que representasse alguma cousa análoga ao assumpto geral . pressa j e aconselha ahi mesmo . 1. A rir minha profissão. e sua Real Família. incluída nos Gruppos nativa lateraes. que alludisse á generosidade com que o Soberano (representado na Estatua . segui a primeira idéa que a imagi- me offereceo (i). e escolher ter o melhor. . José I. e que de algum modo remediasse esta falta . Diz Quintiliano. por meio desculpa o Artista que lu- de meditações. . como bem me parecesse. na reedihcação da Cidade. Só em casos semelhantes aos (1) dar em que me tenho visto. e envestigações seguir táo péssima varèda. p* fazendo-se-lhe porém a sua moldura : pedra neste estado tecto . he que deve ter o ultimo.

. o symbolo mais engenhoso. mas para diminuir a força. e accessorios são todos hum deco- do Público desfalcou de avultadas sommas o donativo annual nossos Americanos lhe offerecêráo cia. dous Decretos todos os ânnos de 80 contos cada hum. 1775 diz que „ a representação de hu„ „ ma acção real . . Nas figuras symbohcas se esta e3timabilissima qualidade . razáo : mas he o facto histórico pôde revestir das circumstancias e que exigem as Artes do Desenho. dava deste Donativo para as Obras Públicas. Competição Gráfica . Muitos ânnos deo a três Decretos do contos. náo para las me oppôr ao seu Author os adversários . se para que a Invenção Poética. deve . . que os para erigir o Palácio de sua residên- Ordinariamente. 55. e „ nunca interessará se importante tios interessará mais o coração. chap. Franc. se naScena de tórica os Actores. se Tem . 1. sur Ia Peint. presentações allegoricas (3) preferindo lhe as históricas: . No decurso da sua cora todo o seu ponto prefira (a este respeito) he .eflex. achar- a náo a terem náo serve o symbolo mais que de huma ostentação vá. mesmo lote De tudo isto : e houve anno em que para o mesmo fim deo ha Documentos no Real Erário. que a expressão de affectos se ao mysterioso da alegoria. ou mal) que as circunstan. Edic. o nosòo Vieira Lusitano conciliou huma que e isto ( segundo o adagio) he ouro sobre azul. mesmo. me forneceo a Invenção Poética desre- quadro. 334 Pagamento das mesmas Obras. .da Estatua Equestre. Cito asmer.c crsadas palavras. e ainda que não faltao génios oppostos as . e ponderadas mahis- dura e judiciosamente contemplando. Náo he tíagerâon opposto ás allegcrias judiciosas e usadas com prudência. Fv. Cap. pag. dos casos devem ser attendidas . e nâ Casa do XO Hagedorn. 4-0 da do que Trad. de Leipzig. Este sentimento he judiciosissimo: e outra cousa . . que nel- acharão do allegorico. eu julgo (não cias sei se bem . Tom. Esta lembrança te 177 . . vii. unáo com perfeita e decorosa harmonia.

a respeito de objej p „ mais que os indivíduos e a respeito de sucecs- . vesti. e tirconstanti delia dignitá.- devem evitar-se e os Mestres reprovão. sentação mais." que a Elocução convenha falia. ao assumpto que das pessoas. e em T número : qualidades. mais do que pode acontecer em hum instante. Cibert . e onde se acha. mes. tanto 2.or e scriaò as figuras mais pequenas. . E logo adiante declara que .178 1 Descri pqXo Analítica c representar-fSe — ^ AP ' ro (4) conveniente ao assumpto.° mente se guardarão. cousas humildes. Neste painel tórico.° Aos costumes . e ao tempo.. 45. as decencias segura» i. que. deli' atto. 251. Cap. comme dit Ciceron le Point capital c'est de gar- der les Bienscances. . res plebeos. Trattato delia Pitr. escura ria . Cap. destroe o sublime. (4) Osserva il decoro. cioè la convenienza etc. e semblantes do» Actores expuz na scena o tempo .. 4. na sua Rhetorica Liv. Nes»e caso. o As : paixões dos que fallão meu assumpto. pag. reduzindo-se a menos circumstancras maj. lugar se trata. ficaria . todas. . do Subi. e género de causa. diz : Le Point essentiel . 67. 5. „ Nas v Artes do reza delias ctos sos . Vinci. a representar-se facto realmente his. Desenho he impossível (pela natumesmas) representar. . mesmo . que e lugar desta pedem toda a possível nobreza* e vo- Loigino mostra que „ a narração de miudezas. iito. allegorico não te- tanta extensão de significado . cap. se podem de modo qu£ fique o facto intel- Ijgivçl. }. e principal objecto. que deveriãa entrar na scena seria a repre. pertencem á expressão de actitudes. „ Trat. A's Paixóss daquelle que $. Ao género de causa que se tem emprehendido . sáo (mudamente) e os seus coau* . menos nobre que o por causa de vados Acto. datis l'Elocution ou. cábulos baixos. nobilíssimos.

e por esta causa o nosso Francisco Vieira Lusitano padeceo muito neste particular. j tanto pelo cotbumo que serem aquellas três como pelo pedaço de Iy»-" peças fragmentos de huma Estatua de Apollo. lo- go . „ deixa de o ser. que lhe seja imeiiigivel. e hum pedaço de lyra qae-fudo finge ser de mármore o pé.da Estatua Equestre. que era aquillo' r A que o douto respondeo ria . génér. „ Mas pelo soccorro da àllegoria^ o que era impossível Cap. mor. He algum* . Sulzer. que representa hum homem hum hum repouso de Jesus Maria José. gestos magistraes. que Mcstrarido-se a desarrezoada censura muito douto fez ao sábio Francisco Pieira Lusitano. 5. Theor. transcrito no Suppl- da Encyc. 179 . No primeiro plano do painel se vè . hum objecto individual. Pintura . veste' houve quem perguntasse. he da maior „ „ ii importância na Pintura não he senão por seu soe- corro que esta Arte chega ao mais alto gráo de energ»a „ (5) • Nestas circumstancias náo fazem reflexão os antago* nistas da allegoria . de Beaux-Art. no qual o Artista seguio * opinião de se despedaçarem os ídolos. em que lhes mesmo a muitos homens doutos o tenho ouvido censurar e a olhos fechados (6). bem conhecido desenho do referido Pintor . na jornada do Egypro. Posto que esta passagem acabe fallando só na no principio da mesma passagem se v'è. huma cabeça : . Allèg qttt o Auíbor l&~ al- muito Para estes assim náo ha nas Bellas-Artes representação guma . e huma serie de successos se „ representa de huma vez. . quando passava o Salvador do Mundo. hum pé. e conhecendo-se clarissi- mamente ra . Allegorie. em que nunca E (5) Mr. As noções geraes são exprimidas por vir. e com disso. . sem piedade. que o Aiuhor compre** as quaes hende no seu eentes o- sentir todas as Artes do Desenho debaixo do muitos ihtelli- (6) em vários casos as incluem Huma occasiáo presenciei nome Pintura. \ A c allegorui pois .

quando Institui. e sinal de engenho feliz (8). DescripçXo Analytica. Veja-se Poética de Freire. Cap. Liv. Lisboa 1779. pag. porém da particular nenhum duvida (7) sua Poética e posto que Aristóteles delia não falle na . Epopéa deve haver ou não . antes he muito louvaas devidas circumstan- do . . 103. Liv. e saber com decoro . o. 2. E creio. quando e com cias se emprega. .180 . que ninguém duvida ser a metaphora rta abreviada . He se na ponto controverso entre Authores de boa nota. e Oratória . he frequente o uso das . 1755:. Acha-se no de. §. 8. Cito a Tradu- ção Portugueza. vejo que a favorece quando diz da meta. allegoria geral que reine em todo o Poema : . . a metaphora ÇQih tinnada degenera em allegoria. 6. disse que. 24. phora . do Orador. Cap. e des- ta sorte justificar o partido que tomei em fazer allegorí- co este Baixo relevo. e ninguém o reprova a preposito . Lisboa. huma extensa metaphora (9) (*) Carta aos Sócios do Journal Estrangeiro de Parts. 3. diciosas) (*) : opprimido até mesmo no aperto da Imprensa cujas circumstancias me obrigão a entrar nesta disa cussão em favor dos symbolos que recorrem as Artes do Desenho. ahi mesmo. (9) Assim o julgou Quintiliano.. que „ faz a dicção magestosa . nem acho razão alguma: chegando a ver-se aquel- achei le hábil Pintor por suas ficções ailcgoricas (bem que ju- VII. huma allego- e a allegoria . Na allegorias Poesia . usar delia he difficultoso . Summario (7) (8) Impr. Poética de Aristóteles Tom. para exprimirem os seus conceitos.

e maravilhoso „ (10). e que de metaphoras. . lugar citado. que . Escultura e que nelle. tive esta satisfação venho a tella na peça que serve de asacima deixo indisão bel- sumpto ao Capitulo cado. ma perfeição : que a metaphora he \ hum dos mais bellos orna. VII. devo lembrar aos que asdetestão no Dehe hu- senho. ordem o Poema Épico da e outras causas. . 308. E como as ficções allegoricas bem ordenadas. por esta. P. Porém como não . que na Oratória se faz também apreço delias. Bouhurs profere.da Estatua Equestre. presente. o que sem dúvida eu teria se o houvesse projectado. Dial. „ Desta verdade estamos cada hora vendo repetidos exemplos. sendo esta a que tem parentesco mais estreito com as allegorias de que usão as Artes do Desenho. „ Longino assevera. que lezas Poéticas. reputando a quarta pela melhor „ delia resulta o sob li me . mentos da Oração es ignorantes se qae ella nos he tão natural que mesmo servem delia sem o saber. $. se Cap. : devia incluir allegoria geral feito . i Si No do ser primeiro Capitulo desta obra deixo demonstra-' desta hum monumento .. E no mes- mo lugar declara o Rhetorico referido . ouhuma que „ allegoria re- gular (u). pag. não ha cousa mais agra- O dável que huma metaphora bem seguida . quatro espécies . os lermos em- pregados em huma significação differente da que lhe he própria 9 (10) (li) Quint. Quintiliano diz que „ a allegoria sendo clara . . Aianiere de Bien pens.

e Chap. pag. e . etc. e he de ter de tnao: „ o cuidado de evitar o que h. podendo na termos mais nobres .um „ e neste caso. 52. me- „ e em outro lugar (14) . VII. Lçiv. minante a favor das àllegorias que empregão as Artes partes essenciaes do Desenho. Ahi mesmo Cap. perguntando qual seja a causa do ? prazer que resulta de huma bem posta metaphora Segue % que „ nasce de ser natural ao homem pintar dar-se de ver conformes imitações. citado* acima. 5. do Subi. allegoria usar (por assim dizer) de y que na representação de historia como já deixo tocado. do P. imitar. Aos dous motivos acima para se usar da metaphora . Cap. „ Não. que Cicero aponta termo po- accrescenta Gibert terceira causa (15). servindo-me de represen. da Trad. O mesmo Gibert. Custodio Jc% k de Oliveira. 184. Liv.1S1 DESCRirqXo Analytica e 'tem natural grandeza'. . „ Não se pode achar decisão mais . que se „ usa para supprir a ter- para dar mais graça ao discurso e Salta de lingoagem. I2 Na sua Rhet. ou Régies del'Eloquem. Chap. 1< La Reth. be tudo isto a favor das àllegorias do Desenho? (12) Trat. „ Ciçero aconselha que „ taphoras (13) delias : o discurso seja semeado de . Çap. que as metaphoras produzem osobli- me (12). \6. eagra- pinturas (16). pois esta he huma das ditos da §ua lingoagem. tação allegorica me conformei com a doutrina deste Mestre. . (1$) (14) (15) (16) No Orad.

que a Tempo . Theol. mas porque achamos douto) he huma mais forte. material huma figura do Templo espiritual que Nosso Se- „ nhor JESU CHRISTO PAI a . que não esperem delle dar-lhes explicações mysticas das ceremonias tar 5. Que o mesmo Eusébio. .. portatif . diz que „ Eu- sebio pregara aos Povos na dedicação da Igreja deTir. e ritos . e sobiime apoio nas Sagradas Letras. 5. e não obstante . „ O Velho Testamento (diz hum alie* goria continua do Testamento Noto (17). Artes do Desenho . e o uso das allegorias ? porque ha de ser vedado Cap. as partes . . a seu do qual elle mesmo he a pedra angular } que une. etc. Hist. não só porque temos da nossa parte os Oradores. compõe o Templo material . e sustem o corpo do toda edifício todo. e consrgrado „ 5. das e actitudes e a . vií. os nossos Tropos são Deixem-nos pois em paz na posse em que estamos. mor. se aos Oradores he licito .. Allegorit. adverte no seu Prefacio aos Leitores . e declara delias faz (17) Diction. A lingoagem desta muda Elo. que vai a referir . quência são a enérgica expressão dos semblantes . tem edificado. Gg 2 . na sua Oração se „ de que com individuação. e Poetas. de la Bibí. ao tra- da consagração das Igrejas e Altares. . 183 . .da Estatua Equestre. lhes ensinava era . fiel demonstração dos caracteres as allegorias. „ Propondo«se Bocquillot tratar das Ceremonias da Missa . Elle „ na presença de hum grande número de Bispos. construcção do „ . Pois se aos Poetas louvável ás . isto he sociedade dos Fieis.

que . . n Porém como Bocquillot. Elles atribuem o comprimento desterro aos bens .184 ' DescripçXo Analytica ás „ applícaçao mystica (. que as três virtudes principaes que comda Igreja y põem ali i a estructura do Templo espiritual 5. 5. d Caridade .. C. (19) (20) Sacy. não será máo que res-» aos mancebos Artistas se mostre parte do que a este peito diz outro Sábio. de Paris 1701. VI. largura . pag. VII. w d Fé . 118. são sem per- dúvida mysteriosas. em toda a sua grande obra vai mostran- as alkgorias . no Pref. E os Santos Padres se tem .8). que se contém na Sagrada Escritura. q de figuras para declarar ao Povo os mysterios da Rese „ ligiáo? (20) (18) Traité Hist. suadido . pag. }. comprimento. na explicação do Sens Litterah O mesmo no Pref. e authoriza muito o meu intento quando diz. que nos sustem neste longo que nos eleva sempre 3. que tem o Santo Espirito especificadas na „ 5. d Esperança „ „ do e a largura te . se achão figuradas. do Apoc. j. Roy. Cap. seus disignios. E no Cap. de la Liturg. 6. Sacrée. etc.6. 2. Liv. descripção do Templo material de Salomão. Ed. a altura do Ceo. encerra em si toda a sor- de pessoas Este Sábio (19). segundo os omittio as declarações de Eusébio . as dimensões de altura. „ O Salva- „ dor não j. V. etc. do Templo espiritual . „ Todas 5. tem servido ordinariamente de parábolas . e .

e sobre bém a em cifra hum triangulo. usão muitas vezes a Artes do Desenho para representarem verdadeira Di* vindade encadeadas. qui se prat. T. três ângulos distinctos fazem hum só composto. Vej. de Paris. vu. accende o fogo O mesmo Santo Doutor . para abono das allegorias dizer de ? si o mesmo Salvador: Eu sou o Alfa Cap. e a . v. Ed. (22). 1602. 6. da Igreja no qual todos os Fieis podem ler a (21) (22) (i\) Apoc. C. e sua impressão com" de nossa devoção livro público e conhecer mwúcanào-se d nossa alma (23). o Omega . . \. de. : Desta santíssima allegoria composta da primeira . pag. . J. he dizer (como elle mesmo explica) que : „ elle he aquelle por quem tudo começa e a quem tu„ do se termina que he aquelle a quem nenhum precequem tudo succede .. e ordinariamente são as duas letras : nesta figura Geométrica . que elle he o Alfa. j. . na Vers. Antiquité des Cerem. Pereira.. ornamentos. e 14. i 85* E e o que pezo incomparável nao tem . Estes (diz San- Agostinho) tocao nossos espíritos . 1. pag. e as ultima Letras do Alfabeto Grego. para exprimir tamunidade de Deos em Trindade de pessoas pois . dans radmirv des Saçr. lhes chama .da Estatua Equestre. 160. do Testamento Novo. 4. A to Santa Igreja tem adoptado as allegorias nas suas sinaes ccremonias. Grancolas. Omega (21) Esta passagem declara hum Douto Portuguez deste modo „ e „ Dizer pois CHRISTO. e vestes. pag. 8.

l. porque o maior número delias . Sulzer. (26) Cúuarruvias. e camafeos estas Artes de cuja antiguidade se . que á Pintura . palavras o affirma tam- bém Couaruvias pois fallando da Pintura diz el que „ for medio delia se . íris : assina ò principio das allegorias desde o Diluvio. . Das allegorias do Desenho diz hum dou. até 200. aqui eirado em a . e as que em varias ?. 111. que sáo lingoa universal para todo o homem que reflecte. ção ainda se deve á Foi. (24). (25) Veja-se Grancolas. de pag. gos davão ás suas falsas Divindades quíssimas se tem conhecido. Moral de D.x86 Cap.iv. medalhas anti- Emblemas Morales. náo acháo pinturas : porém como são irmãs os louvores de huma são recíprocos em ambas. tendo-se achado nas estatuas. E no mesmo acto em que nos recebe por instruir no3 principia a nia com allegorias . ou em parte contém o allegorico. ''grandeza de nossos Mysterios las representados a nossos olhos peella Ceremonias differentes que emprega para os celebrar filhos. Joan de Horozco y Couaru. vii. Ahi mesmo . Esta conserva- Escultura mais . pois cada ceremo- do Santo Baptismo contém sua particular allegoria Estas são as solidissimas bases em que os Artistas : do Desenho estabelecem uso tão antigo . o uso que fazem das allegorias quanto he o de cunhar medalhas (26). E que riquezas não tem fornecido á Historia este copiosíssimo thesouro das medalhas? es- Os Artistas mais célebres se tem deleitado com (24) to . Nota 5. DESCKirqXo Analytica . em tudo . 6. 17. pag. Embl. . han conservado en trás universales mundo admirables historias por ser las figuras las gentes lem que en todos tiempos y en todas se conocen.inti- no Arco e depois vai mostrando as allegoricas insígnias que os . Quasi com as mesmas . . baixos-relevos medalhas.

547» T. de Maria de Medicis Henrique IV. nunca duvida- (27) De PU. Gerará de Lairesse na sua obra Le Grana especial- Liv. liv. ir. pag. Dictionnaire abregé de Peinture etd^Architecture. tão respeitáveis exemplos. Ahi mesmo. citando Lúcia. citado allegorias. chap. (}0) Ouvres de Boileau Despr. intitulada a Calumnia (27). painéis. acha-se a pag. De Piles. mente no Cap. em da sua obra . Q Dic. Fdic. A declaração destas allegorias . descreve esta allevarias partes de Apelles. São estimadas Palácio de as que pintou Rubens . e e no Cap. . le Brun pintou falia da galleria de Versalhes. em Pa* 1746. allegorica. . e Luiz XIII. 181. célebre a de Rafael de Urbino chamada a Escola Athenas (28) . fiados em talentos alheios. e do que diz se colli. Iropr. Este Author . dita no Cap. pag. 55. acima citado faz menção a pag. 2. dam. Cours de Peint. em . 15. Tom. des Peintres. goria 1. Ainda hoje se falta na famosa allegoria de Apelles. de pag. VII. nota 8. de cujas InscripçÕes Boileau. ge serem as primeiras legendas empoladas e que elle com M. . T. da Edic. do 2. tas 187 1 composições. 1775. 5. Elie cen» este sura juntamente os Escultores (e eu o acompanho) que negligenceáo ramo da Arte (28) Çiij) . mente as vidas .62 do primeira Tomo do *ís. 2. Carlos e delias ha huma as collecção de excellentes estampas (29). para 56. 3. Nlo he menos dç Cai». Paris no Luxemburgo as quaes contém . de Amsterdestes. Racine Seguindo as substituirão com outras (30). %6i.da Estatua Equestre. diz bellas cousas a respeito das do modo com que os Artistas as devem imaginar.

que em quanto para distinguir os Actores. por escura . e expressões delia se po- de semblantes. M. quanse lhe não dava C<AP. rei- em qualquer allegoria das Artes do Desenho difficil . no Orad. de enganar-se na companhia de Pladeve attender-se animar-me dos mesmos sentimentos deCicero. poderá ser escura clara . . porque a mais para huns (33). se unáo mutua . huma de Cap. de que for e dotado. Raras vezes poderão as Artes do Desenho produzir allegoria bem sem que a expressão das figuras . e o symbolo . gestos .Ig8 •rei DeSCRIPçXoAnALYTICA. conforme e honesta (32) bios. mercadoria. deste a Veja-se Nota 6 deste Cap. Estes liv.. Sulz. : e creio que nisto convém todos os Sáque deve . vir. são os requisitos que lhe declara Freire .. reflexão ás suas qualidades. T. 2. . no que se diz tocante a hum pai- nel de Francisco Vieira Lusitano. com . Admittida pois a alkgoria . pertende . que são ser clara. lugar cita- do em (3$) a Nota 5. (34) ordenada . e escurissima sendo e muito clara para outros segundo a ins: trucção que o espectador tiver a respeito de symbolos á proporção da perspicácia. pag. e gosto. c reprova . 3. e Sócrates (31). Caraci mas a sua claridade náo a per- tende para todos só sim para os homens que reflectem. na sua Poética. para comprehender as actitudes . he (a meu bella ver o ponto mais de decidir. 9. do tão. Quanto ao preciso gráo de nar claridade . der usar não se deve recorrer ao symbolo (34) mais que ($0 (32) V. 215. Cap. Sulzer : também a clara-.

1. pag. que não hum a Sibylla para : interprete nem tão clara que todo o plebeo a entenda (36) pois que se lhe dei- „ a natureza do espirito humano estima que : c serve de obsexe alguma cousa. 15. mostra os luga- em que deve haver expressão. 527. pag. 3. Art. Part. Hh . eh. Gibert aerfamos excellentes dictames para esta qualidade. Ved. pag. V. acima citado. VAn. (58) Gibert.. a ser conforme Pelo que respeita a Allegoria . mesma opinião. 7. que supprir „ (37) quio aos espectadores instruidos. e seg. ou he da E M.da Estatua Equestre. ou ks Rcgles de Ed. 550. Sobre esta qualidade attendivel . Artes . Illustre . 14. VEloq. Spectacle des 0?) (36) L.272. Cap. Le Rbetcriq. quando trata da metaphora (38). 21. e onde pôde empregar-se o symbolo. res Lairesse. (37) La Gibert liv. e discernimento. venhao ao Orador. Logiqne. vii.UImprese 1. pag. 3. no Cap. Paulo Giovio quer nas Imprezas tão escura que haja precisão de he. 4. de Penser. con espositiotii di^feronimo Ruscelli C. como . eu julgo pedir a boa razão e o a bom isto gosto das Bellas. da qual diz „ se deve tirar de cousas que conOuvinte . e ao rejei- tando-se os objectos desconhecidos. se explica lacomhe (35). Beanx Arts. „ Nas composições do Desenho ras. e das suas metapho- ou aliegerias ^ ha mister o Artista muito cuidado em e alternativamente. que nella se contenha segunda condição . penso que na Rhetorica de Mr. La Rbe.. mostrar que se faz conceito das suas luzes. ao Assumpto. Chap. que seja . Chap. 189 ser a allegoria de em certo modo transparente . . de Paris. 1750. 212.

náo deve a ex pressão de hum Rei ser semelhante á de hum Plebeo a de hum Filosofo á de hum Ríistico. ii. achando-se nelJe instrucção o da Poesia. Todos os Mestres de Rhetorica Poesia. de e deleite. .190 Cap. e vestes próprias aos seus caracteres (39). mesmo que instruir deleitando. nho. . ha de ter advertência em que não se lhe ache falta. do Desenho . no mesmo Cap. que seja honesta: para o que . recommendáo (40) tistas .. não tenha mácula alguma o véo da allegoria „ (40) e por isso a sua terceira qualidade he . que . deve o Artista nas suas composições evitar . Muitos Ar- de bom > nome' tem abusado com escândalo deste Christáo. . tanto nos gestos do semblante. âqiii citado em a Nota }i. Freire. dar-lhes as actitudes. Fuja a mocida- de de semelhantes exemplos. etc. No mesmo acontecimento. fysionomias pressões. pede a razão. nem superfluidade: que os Actores todos cumprão com os seus empregos: que osaccessorios oceu- pem tos. e Dese- merário aos supersticiosos da Arte zão. con- templar o que convém a cada huma das personagens que ex- expõe na scena . e á : . os seus devidos lugares: e que os espectadores cul- com poucos momentos de Sendo o fim das Artes reflexão. que haja nisto grande vigilância. e honra- do preceito apartando-se do fim principal das Suas Artes. como nos do corpo he ponto delicadíssimo . DescripçXo Analítica . . posto que tenho a meu favor a ramesma Natureza. e em que tem naufragado te- Artistas de grande porte de que não cito exemplos para náo parecer . . Deve . toda a nudez escandalosa e ter muita attenção cm que as actitudes não indiquem de qualquer modo cousa algu- (}o) A conformidade nas expressões. comprehcndão o o facto. 'não representar cousas que o ridiculizem. total No do assumpto.

da Trad. com a palavra Pintoresca. ou . Tom. os que tem em ser huma cousa differente : da outra baixo de na mesma idéa que eu faço destas duas qualidades porém de- hum só substantivo. antigos . £4iÇr Jxpma. Os modernos. i^O. Veja-se la Rhet. estas circumstancias a prá* tiça nas Artes do Desenho . e probidade. fabuloso que personagens devem entrar na scena que affectos háo. que e logo íc lhe segue a Composição Gráfica (4*) 4* Invwçao Poética pertence a idéa do facto de representar. no Commcnto Dufresaoy mostra bem claramente a e Composição.sso me pareceo preíerilla posição. de pag. Histoire de l'Art cbez les anci. pag. distinguindo a outra parte em que a mão coopera . outros Composição. (42) fica . vendo que cm todas estas Artes ha Invenção. he genérica a todas as Arres do Desenho . dTverdon. a que os move Religião bem que a daquelles lhes facilitava muito mais o estudo das formas. no modo de ex- plicar. Franc. Os Artistas antigos. fíh 2 . . . Diz Winc Kclmann. instrucção. e a . Ed. a grande differença de que tem juizo. de pag. de Gib. he toda a prevenção Para se reduzirem pois. g$ para seq. Nesta divisão que faço de Invenção Poética . allegorico. peia : ^ se hi elie histórico. ainda 1.de exprimir. e por i. a differença mencionada de Invenção líaj. Poética. Com- Pe Piles. excedem muito os . E para distinguirem aquella em que só tem parte o entendimento. L'Ar t. 1784. tiravão o e bello do seio da Natureza inno- honesta. delia Fite di Dufrçs. a que huns chamão Invenção. que ções innocentes i?i offenda os olhos castos do espectador de inten: "— que para aquelles que inútil (4 1 )- as tem damna- ^ ' das. 327. 502 para a seg. fazem o mesmo: e no honesto.pa Estatua Equestre. A palavra Gráfica de que uso. qucaccessorios as devem acom- (41) cente . Todos . ma. e Composição Grá- alguma cousa me aparto do escrito commum concordáo dos Artistas. lhe ajuntáo como adjectivo a palavra. precede a Invenção • P&etW.

a Composição Gráfica . dar- Ihes as devidas formas que lhes convém . E se acertar huma vez náo e vej. e infiammaâk no fogo de Apollo vem a e a resplandecer na mais bella chamma (45). e instrucçao literária. 3. ral. expressões. ou semelhante sentido chamou Aristóteles alma da á fabula que na até num. cm delinear os objectos que a Invenção Poética tem concebido. e e ornamentos próprios do assumpto em geern particular . e á propor- ção que possuir as ditas qualidades mciis. . Porém Dufresnoy . Pitt. o lhe acontecerá muitas. que sendo provida com as . década individuo ordenar os grupe pos de modo que não haja confusão . que produzão . : sahirá menos bella. sem ter exerci- tado o Desenho pense effeito : huma idéa destas. vantagens as outras suas irmãs ser mais ellevada . as actitudes. que posta em prática faça bom mas isto he raríssimo. Prec. ainda que não saiba desenhar (44). comparação com a Pint. . de Pôde com effeito sueceder que hum Literato . Musa . (45) Dufresnoy. VI. a Invenção di/. V. e no claro-escuro deter- minar o horizonte. para e a a Invenção se requer hum génio fácil e potente mes- ma Invenção a denomina que possuem . e a este ideai ajuntamento se pôde chamar alma da composição (43): cujo ajuntamento ptkle idear qualquer sujeito de bom gosto. Poet. ou . ——— panhar ' etc. e ponto de vista do quadro: e outras (4$) Tragedia No mesmo. E faz mesma Trag. se contém. que. coilocallos nos lugares que justamente lhes pertencem . boas mansas na sua disposição. L'Jrte dçlU Commento. juizo . A experiência o tem mostrado. Consiste posem. (44) XII I. . Cap.i? 2 Descri pqXo'ANALYTicA .

Se tantas diffkuidades encerrão estas duas partes da sábia composição se requer Arte. des Peint. para que fizerão dizer a huma muito maior „ (46). e talentos se hão mister pa- ra unillas com felicidade . dos quaes diz o d* mesmo censura y Arte mais exposta á que seja mais difficil sahir bem . (47). . julgão Alas isto de néscio o dizer „ empreguei pouco tempo. que para vencellas fui não tive quinze dias a completos: em cujo tempo . que se pódc esperar de ? mim vendo-me sem cabedaes Author „ não haver parte e de tão preciosos Especialmente sendo o meu sujeito allcgorico. de feitos. Cap. obri- gado idear . 2. (47) Ahi mesmp. pag. desenhar e modelar o primeiro boceto do mencionado quadro. Chap. II. vii. Lairesse. mostra o Author as difficuldades que tem huma boa compo. 15. Liv. 193 Cap. 1.. 182. a superior Authoridade. Tom. e que dons deve possuir o Artista para o seu desempenho. „ he quando a seu arbitrio tem o Artista o teme não po conveniente. Neste Cap. pag. . juizo são. As pessoas prudentes. sição . quando obedece. e impnrciaes. na certeza de que as difficuldades e que nisto ha sáo muitas mais. 212. He bem ser desculpa verdade que os Authores Sábios . como deve. não deixarão de disfarçar algumas e mesmo de- que acharem na Invenção. que „ pedindo grande talento a boa imitação da Natureza . que as referidas. mtitas cousas. faltas . e Composição daquellc painel". (46) Le Grana Liv. se tantas instrucçóes .da Estatua Equestre.

Alguns que: rem que cial só das medalhas se tirem os symbolos : confesso que o manan- he copioso. . (48) re Para os attributos destas figuras me valli da Iconologia de Cesu- Ripa: mas com a livre franqueza de Artista. Todos deveeco- liberdade. Hagedorna outro. . Ruscelli. he restringir dema- siado os espíritos tas a authoridade dos Artistas modernos.194 Gap. xo-retevo . e os mais Authores de Emblemas. e com os olhos sempre nas fontes. ou communs donde podem tirar os symbolos. DescbipçÃo Analytica Na Estampa XVIII. a que de innovar palavras . e os mais Ci?m. vir. Quem deo aos primeiros Artis? para inventarem os symbolos de que usarão Lusir. tanto que estas licenças se tomem com nómico juizo. les diz . minerges . ainda hoje não teríamos esses mesmos. ou naquella máo : e ainda mes- mo mos diminuindo-os ter nisto em humas . Também pr-eferir os que tratáo de animaes . 54 até o 58. com se e augmentando-os em outras. e salutifero porém com tudo isso. ) desde Hcracio na Poética (Traducção de Cândido jrespeito o vers. 5 sem sujeição ás mesmas actitudes por eile determinadas nem á collocaçáo dos attributos em se- rem de hum. com a declaração das suas qualidades. exponho o desenho deste Bai. faz duas perguntas semelhantes se a esta aqui faço. lugares justa concordância. ou de outro lado. Tem havido sujeitos e pouco affeiçoados ao Ripa. em cuja Invenção Poetka tendo-me proposto representar a Generosidade Regia (48) com que Sua Ma- gestade acudío ao seu Povo naquelle espantoso desastre. der. e compor Não he só estudo numismático o recurso único para entenem Desenho alíegorias. e outros Compiladores de Imprezas. que nos deixarão. -e veg<saes : . Picrio Valeriano. Se os Antigos não animassem a inventar os Symbolos por elles Jhes faltarem exemplos. mentadores de Gercgliíicos Alciato. . Mengs he hum. nesta. Outros porém o npplaudem e Lairesse o preza muito. servem de muito soccorro se mas sempre devem { cpmmprjtvneníe ) os symbolos mais conhecidos aos que o são menos. De Pi- que o melhor que tem Ripa : he o que tirou das medalhas anti- gas. são todos attendiveis nesta matéria.

tem o primeiro lugar na imado sujeito. . O (49) Governo da Republica. 19^ . mão esquerda apoiada no escudo e o diliquio em que se mostra pede mais deixação do mesmo escudo. » clamaçócs dos nossos Reis na qual se visse o Throno e a dita Virtude personalizada em huma Real Donzella. Peristvllo ou Varanda semelhante áquelbs em que se fazem as Ac- ^ Ap vir.da EsrATUA Equestre. . em hum como . esta figura tem a . sobre o mesmo Sólio. Além desta razáo distinctiva : a fechada he mais bella e por estas causas a prefiro . . symbolo Depois desta ginativa boa . usavão aberta. e erros que chego a conhecer. á heróica. tem coroa aberta: mas ca elle attribue-a a hum Duque. figura . escudo . e para a expiessão a Cidade de Lis» cshida. Bem sei que também os Reis antigamente a tiveráo fechada. A gum coroa desta figura . . imaginei a seena nu:gestosa . c a seu lado hum Leão. he de imperiaes fechados. mostra cooperar em acudir A estampa que mostra Ripa desta Virtude . c nelle se divisão as Armas da mesma a para se dar a conhecer por eilas (50) imaginaria pessoa a quem pertencem. que para me parece patrocinarem o partido que (50) os O amor próprio não me fecha a boca para deixar de confessar meus descuidos. porém os Duques nun. como em dihquio que se finge ter a qual se distingue por hum da . . náo obstante o exemplo do Author isso allego citado assas por que as razões sigo. . indicando assim ser do Soberano (49) : e não de al- dos Títulos subalternos vestida com hábitos ma- gestosos. desta Virtude. a e a minha designa hum Rei. embaraçado antes da queCidade.

como conduetor pelo braço ao Governo da O (51) Cotmnercio (^2) se representa em hum varão. com a direita pegando Republica. caso. e lança e além disto . o Amor da Virtude o conduz á presença da . rior porém como não pôde sem authoridade supesua . VIÍ. . thoridade de Pierio Valeriano) que a estrella he symbolo da im mortalilugar muito próprio. segundo a prá- dos Artistas e com o referido escudo. diz (com au. coroado de louro. varão. he personalizada em huma venerável Ma. nos Cofres do Commercio y e na Providencia o recurso para Arquitectura . Humana . Generosidade Regia facilita os que benigna dando-lhe . Cidade . vestido de couraça. e huma na esquerda porém nesta invenção desembaracei-lhe a estrella a direita para . e huma esquerda três coroas do estrella (51) tendo na mão e mesmo . ves- Ripa. representa : esta figura com duas coroas na mão direita. arma.196 á Cidade . DescripçXo Analítica á Cap. e as direcções para o bom êxito de tamanha empreza. emprego mais importante. O Governo da Republica. despezas . A trona tica . . em hum . do com capacete oliveira. a estrella hum E o que da Ruscelli explicando a Impreza de Daniel Bárbaro. adornada com vestes magnificas . louro . pôde sem violência applicar-se neste (52) por O motivo de representar-se o Cotmnercio nesta Allegoria foi ter sido feita huma grande despezà da reedificaçáo i e toda a deste . . e promptamente lhe meios as . dade : por cujas causas tem estrella diz alli . Introduzi-ihe demais que o dito Author diz ahi ruptível. na cabeça por- E descrevendo l' mesmo que o Amor da Virtude não he corAnima Ragionevole e Beata . hum ramo de aliado O Amor da Virtude em hum menino .

ficasse ascena vazia. De Piles no Comm. que são seus symbolos. A Providencia . obstante. que . li . Isto não . A' excepção . 52. a leme. de Dufresti. da Cidade acha em Ripa a razão destes symbolos. e alguns outros seguião inventar com poucas ouvido a figuras A Dufresnoy disse Albano. Alberti. O ponto he saber usar dei- com discernimento. pag. delia Pitt. em que vendo-se-lhe se vê a planta da nova reedificação. ainda mesmo quando monumenro com o producto Público. . at- que produzissem tumulto. gociantes offerecêráo para a construcçáo da Alfandega e mais obras do (55) (54) Cochin. e junto a ú tem huma segonha e duas mós nas . e com duas Matroprimeira coroada de espigas de trigo com hum duas chaves na mão esquerda: e a segunda com fim . da figura que são os seus distinctivos. rosidáde Regia : á GeneVII. . em hum papel. direita também na mão se hum esquadro . da Contribuição. na Galaria do Palácio Farnese pintada pelo mesmo Anibal. Litteres â un Jeune Artista. a VArt. tido 197 cofre . se acha composição de maior número de figuras: o que prova que nestas matérias todos os preceitos las tem suas alterações. OsCaraches. e Arquitectura se personalizao . ao antigo uso Portuguez . Pelo que respeita ao número das Personagens tendi a não serem tantas . ou Donativo. tre tão poucas. que os Ne.da Estatua Equestre. Humana. que nelle se designão. e hum compasso. abrindo hum e * offerecendo as riquezas. . ter seu Mes- Anibal que não podia ser perfeito o quadro que incluis se mais que doze figuras (5 4). nem (5*3).

28. ou janella por cuja abertura vê o espectador o facto que da outra parte se executa. Veja-se também. e abundância nas Invenções . exis. deste Baixo-relevo devo advertir o Leitor. tem per. as circumstancias isto do assumpto e do todo da obra: pois que he também huma das regras da Antes de entrar Composição Gráfica a descrever as circumstancias . pag. . rev. 2. convidados devia principiar com as Graças . que nos seus con- vir. e acabar pelas Musas E ta regra. hum muro . j as de contraposição. no qual se acha porta. e também . Personagens seja impar € o das Musas. que as molduras nos painéis lhes servem demais alguma cousa que de simples ornato. foi attender os preceitos sim dos grandes Mestres. formando-me com mais attendiveis. como he o Nesta minha Invenção. di Delia Pitt. dizendo.Varrão. e não completei o segundo são definições Geométricas : . de pag. 4. porque estas máximas não e o meu disignio todo . La Civil Convenatione. de Stefano Guazzo. mas con. lib. pag. (5 6) .198 DescripçXo Analytica. excedi o primeiro número. mostra seguir o svstema vites não admittia mais deM. 469. Descrizione Roma Antica. 227. suadido bons Artistas a seguirem assim que o número das das Graças . a recommenda ' variedade . Lib. e ascena representada no painel. Suppõe-se que entre te o espectador. que o número dos de nove pessoas (55). (55) (56) Leon Battista Alber.

que se po- dem denominar Alto-relevo Os primeiros são aquelles . dar conta de tudo . Artista . todo o espasso de huma casa. que estes relevados painéis de Escultura são de três espécies (57). de toda a praça jardim . li 2 . Chap. ou jar- dim etc. Tom. 10. 14. sem se apartar da natureza pois bem nhece que quem estiver em huma praça não pôde ver . muito pela força de desenho que deve possuir (57) th. Liv. 2. Supplem. e os da terceira espécie . em salla . Está divisão lhe dá Vasâri. ou salla. 10. Parecem-me serem mais conformes ao que se pratica sâri . 199 o mais essencial préstimo das molduras. não pode. Le Gr and . segue Lairesse. só Falconet porém distingue-cs em duas espécies. daEncyclop. Os segundos. com eís-aqui : E aquelle adornado artificio expõe o que : he conveniente claramente se co. Deve-se também advertir. e Baixo-relevo. e á razão as definições de Va- e Lairesse. Tom. e Ardes Tom. Liv. Cap. sa- não destacão deiro vulto : as figuras mais que metade do seu verda. Fite de'piu cccell. Pitt. 3. 1. e muitas vezes não deve dar conta . • Meio-relevo .da Estatua Equestre. contém huma os faz cada muito deminuta mais difíceis . praça . cujas figuras são quasi insula- das . V. Cap. as mais das rezes . ou janellas porque não podendo o vu. suppondo-se portas. pag. quando o Arimagina acontecer o facto . Scult. circumstancia que . O mesmo Peint. . e destacadas do fundo do quadro. só pela abertura da porta nem o que tista estiver dentro da casa (afastado da porta) ver todo o âmbito da praça: e por esta causa. 60.

e Falconet. em Nota. 167. 178. . pag.- compatível suppôr janella ou qualquer outra rotura. em taboa. com que de- * vem ser executados VII.. . Tom.. .200 1 DesckipçXo Analytica e pela prática discreta . onde for inco. ctura . g. Cqdes Voyag. E no Tom. em frizos . nem interromper de modo algum as molduras. mo v. que as três espécies destes quae por isso deve o dros se empreguem indistinctamente Artista considerar com seriedade o destino destas peqas (59) para conservarem o devido acordo com a Arquite. diz Vasari . nelles representados sobre. contra o bom gosto. ?. nos lug. objectos distantes. . admittindo a ficção de corpos de Arquitectura . de M. che è necessário grandíssimo disegno* XXXV. Mem. Queswell. que os cercão. Lairesse. Ouvr. citados.. desseinrehaussé. Nos corpos de Arquitectura porém . pedestaes etc. (59) (66) chin . 1. e por esta causa tem o Artista mais liberdade na composição delles. sem faltar á verosemelhaça . será indiscrição (58) Para isto Lugar citado . com roturas por onde se veja o supposto ar. Le bas-rcliej . e não pareção a fim recortados tranha. quun a Vej. : na certeza porém que os da terceira espécie fingem ser desenhos releva- dos (60) . pag. prox. Divers. grudada sobre outra superfície es- He tra a contra a boa razão. e con- mesma natureza . pag. o seu Author (5*8). etc. paizes. n'est proprement d'Ical. nunca podem os objectos por . E nos desta qualida- de. possível illusão de que os objectos facão a de que tem todo o vulto.

perna. . enroladas em mesmas columnas de alto a baixo. ou menor . Nos da terceira es- pécie porém . E até pavimentos que escorcem admitte Vasari (61). fin- gir-se nos da terceira espécie. se- rem desenhos relevados Trajava. concorda o referido Author nos pavimenfabricas. que o facto em realidade ahi mesmo acontece. ou faxas . E ra nestes tem o professor franca liberdade para sahir fo- da moldura com braço. grão de força. tos escorçados. 201 grande empregar os relevos da primeira espécie. e poudevendo suppôr-se o lugar da cas vezes os da segunda : ^ Scena (segunio penso) quasi sempre . como acima. sitio em que se achão esses painéis de total ou meio-relevo: fingindo. lhe fa- zem desprezar cousas menores ou menos conhecidas. (61) Vasari. em maior. dando boas razoes para isso: to que algumas pos- podem modificar-se. etc. roupa. no mesmo .da Estatua Equestre. las na pratica atten- não he o Artista muitas vezes senhor de seguil. Todas estas circumstancias . bem que muito diveis. porque humas occasioes não he arbitro do sacrificar os seus talentos a assumpto. ou que representa : qualquer outra parte dos objectos. fica mas também lhes não summamente prezo para representar nelles corpos de Arquitectura. : o que se prova nas columnas cujos baixos-rekvos são como bortorno das dados em largas fitas. huma e outras a direcção da luz que recebe o quadro. E a razão disto se disse he. e Antonina . outras deve cega obediência . no lugar citado.

202 DescripcXo Analytica attender ao principal effeito. no claro-escuro. . Diyers. . pag. VII. passo a modo as satisfiz na Composição Gráfica. Tom. 2. . mável em qualquer Artista. : para Cap. Ponderadas as sobreditas particularidades mostrar de que unindo-as guinte. que he qualidade recebe o quadro pois que a resolução de sometter paresti- ticularidades a effeitos grandes (62). com as que a esta pertencem no Capitulo se- (62) Cochim Ouvr. 256.

e le forme che sono ugualmente necessarie nella Pittura. Le Grand des Peint. B aixo -relevo .da Estatua Equestre. e mais cir- mesma peça. Bem aqui de que que náo faça desenhos de miniatura.. passei a ^ AP * VIII. i. E Mengs. meni le dessin et qu'il connoisse bien les loix de la perspective. ou quelque ani- 1'artiste commence par jeter sa pensée sur papier .Endo pois imaginado . 431. a muitos ser vedado aos Escultores mae ignorão que he injuriar hum Profes- (0 ma) . 2. relevo e contemplado as suas circumstancias . que parece nejar o lápis (1). a Invenção Poética do Baixo. . Pour faire en marbre ou en plus pierre une statue le . T J. diz. après quoi est possible il Y execute en terre-gíaise le exactemetu le qu'il d'après son dessin . liv. di propósito „ Questa digressione su la Scultura non è fuori per cbè trattandosi di Disegno risahano in qnest'Arte il . Onde sevio bom Escultor sem saber desenhar? He impossivel. con^nw. Liv. Tom.II est donc nécessaire que Sculpteur possede parfaiteLairesse. pag. posto que o contrario julmodo pensão os Artistas Sábios guem alguns a quem faltáo os estudos . 22i. desenhalla pondo em ordem a Composição Gráfica: e sa- hindo este primeiro bosquejo da minha mão houve quem se intromettesse a presentar outro : porque os conheci- mentos destas Artes ainda se achão t5o pouco espalhados. 10. 2. Eis. . Tom. Chap. «-auosaa&szxvaaKSMM 203 CAPITULO Da Composição Gráfica do cumstancias da VIII.. pag... e descemimento daquelles Mestres.

e da honra. nem que a hum Príncipe . e symbolico também não agradou (2). se quiz introduzir. se a isso não obstassem circumstancias Politicas. que o fundo do quadro continha o Arco Triunfal da : Praça. parcial sem- pre da razão. O representava-o na figura de Mercureo\ cuja mistura de buloso. expor o seu retrato no lugar onde existe o original em realidade. e osSym- .204 p* DescripçÃo Analttica debuxo alheio. Catholico ministrassem as Divindades Gentílicas idéa de que \i tem sido Camões por vários crí- ticos aceusado. o meu mesmo projecto da Ge» a Cidade cahida. modo de pintar os Sujeitos Fabulo»os. nos lugares onde trata o bolicos. que não meu: e o mesmo teria feito a res- peito dos primeiros da Estatua. com seus edifícios lateraes o que logo pareceo huma espécie de pleonasmo insípido. porém com a d iff cren- ça . e ser o mesmo que Commercio . seguio quem o deliniou nerosidade Regia . No desenho que ardilosamente . e que por ser Arquitecto das Obras Públicas gozava de grande cular . etc. Veja-se Lc Grâttà Liv. pelo que respeita á Composição Gráfica (2) Lairesse também reprova este misto. seria affronta para o Orador de quem se pertcndesse re- citasse Oração . depois de lhe tal sor querello sujeitar a ter confiado o desempenho de huma obra : assim como vnr. que outro houvesse composto. Porém o Sargento Mor Rainaldo Manoel dos Santos. influencia neste parti- concorreo para que não se adoptasse outro desefosse o nho. fa- para dar a conhecer hum sujeito.

a cogitar na . 5. Voyag. Coch. louva huma composição de figuras grandes em pequeno espasso. 3. Ccchin em Florença Albani . 65-. Ouv. pag. a guardar em tudo a possivel A tem razão. sonagem e neste sitio dar o lugar íruis distincto á Per. (5) V. 114. Tom. ditai. VIU. referido intruso desenho . i. mesmo Coch. pag. principal (5-)." por serem as figuras muito pequenas. Tom. e as lições dos Mestres que escrito da Arte. Lairesse. les figures sont parsemées vej. Kk . Entrando pois ordem . Gran-Duque belles parties hum âans çtc. citado por M. Div. painel de ce eis-aqui o il que diz „ il y a de tableau mais est mal cGmposé 2. ainda que nos baixos-relezos a proporção das mais figuras não ha obrigação de seguir do edifício (4) : porém sem- pre he justo attender-se analogia. li. o fim da pag. a civilidade. 178. expondo-a ornais visível for possivel : e des- empedidamente que e por esta causa dese- (}) Vendo M. . O Liv. etc etc. me havião persuadido.2. reflexionei cm ser todo mento cer . do sem ta 20? Cap. No mesmo Tom. Cbap. igualmente não satisfez. e economia deso monu- minha composição colossal . 5J. Lq Grani (4) Vej. Preç. 3. Chant. a un jenne Artiste. o que diz pag. e os seus gruppos a liação devida (3). Dufresnoy. Ques^ell . Lett. e que por este motivo devia engrandefosse possivel. 251. com o exemplo dos Caraches. etc. LArte delia Pitt. e • M. Tom. Liv. „ Coch.da Estatua Equestre. 20. VArte de Peindre. que o moto mais interessante da Acção deve oceupar sempre o meio do quadro. Watelet. E lett. e na Galeria do delle . as figuras deste o mais que quadro. pag. 2. 5. pag.

forte como amassadas por algum corpo mais que as tenha esmagado. huma Virtude Regia as intenções e que por este motivo todos os mais Actores devião mostrar moderação alli . Porém advertindo ção de figura eliiptica pelo seu plano se devia esculpir . dans svn suil jei qui ne conconre avec 1'action yrincipale de son tablcau-. se não podia nem alterar . e cuidando se ao em que tudo na Composição contribuisalli bem da Acção. vista de frente . em ar de cruz. he inevitável gem principal representava para o seu próprio la- o defeito referido. com- modo que os braços accionassem pois que nas superfices con- ambos para o mesmo lado: rexas em accionando cada braço do. e cuido que ser algum outro Actor mais.106 nhei ' Descripç. à en augmenter encore la force et etc.l. (6) que possiveis á se expunha . Esta consideração me fez passar a desenho segun- do. e respeito . qs esforços minha ténue capacidade pnra (6) Non-scakmcnt un Peintre ne doit rien faire entrer . huma por- vnr. em que por de os Actores se vissem mais de perfil. . segundo que hiáo mostrar dando a cada individuo o seu justo carafazendo . sem as erro muito notável.Xo Analytica a Generosidade Regia . que em planos taes Personagens postas de frente não e podem deixar de parecer chatas. Paris. conheci. ponderei que Persona. mais jaut que tout contribue l<. a Para compor as actitudes. lyiu . Coy« Diocours prononcezj 68. cter. le caractere. a superfice ém que . a p parente mesma superfície. e as actitudes . pag. e que da a soíidez do pedestal ainda mesmo no romper .

Tom. tude . sem controvérsia de Regia . 2c8. e mostrando-lhe com adirei* ta com as riquezas. „ li ne suffit pai qtCtme tete Vexpression faut encore que cette expression àit dela justesse et de lã nobksse. conforme ao seu caracter . di Dufresnoy. a Generosida- o Governo da Republica . pag. pag. Veja-se a Estampa desta pe« no fim deste Capitulo. sobordinadas para dirigir-lhes o á Providencia Humana. e o Commercio expres- sando essa mesma actividade por diverso modo em cada . e gosto apurado (8). AU de ça . Kk 2 . emãos. hum a bom . Ouvr. sem exageração a qual he contraria á Natureza. Div. que logo á primeira vista 207 se conhecesse (ao menos em ambrião) o facto (7) naquella scena indicado. com ò activi- corpo magestosamenre direito mostrando a sua dade em cabeça ar estar em pé. a cabeça. mir mais actividade são. em de falia* com elle indicando-lhe com a mão esquerafigura do Conr. a ceux dont le sentiment est epuré. diz.da Estatua Equestre. e desagrada ás pessoas de senso. que delle ema* e Arquitectura y não. e como que desce do Throno: a hum pouco voltada para a figura do Governo. For estas causas desenhei a dita Generosidade . Les expresúoens outrés etgrimacces qui pouvent frapper íamultirépttgnent 2. \^ VIII. E /'/ na pag. quando as suas (7) (8) Piles. : é Nesta representação as figuras que devem expri. . emprego. Cochin. e execução da obra. L'Arte delia Pitt. 209. . .nercio da o lugar da reedificação. O mesmo he na> actitudes. .• Ainda que todos os membros do corpo e até as mesmas disse vestes concorrão para a boa expressão (como já em De outra obra). 96.

fraquezas . Hiuoire de chez Us Ançi Tom. 'actitudes se dirigem que . tem os olhos pouco abertos e moderadamente voltados. não só a Palias mas que á convenhão julgo supérfluo provallo. por me parecer que não desconvem á maneira com que expuz personalizada a virtude . são as partes. e de que dita Virtude cilas . tive alguma complacência. Liv. Que o rosto chega a declarar-se melhor eloquente. Da cabeça diz Quintiliano. co- mo huma pessoa oceupada de alguma doce reflexão (10). 1. Pallivre de todas as imagem do pudor virginal . mido na figura . . (10) pag.208 Cap. TUI. já citada. 7 Se me não acho illudido pelo meu amor próprio parece-me . da Ed. Ella não mos: tra a cabeça com orgulho seu olhar he modesto . áo seu sexo Palias que tem vencido o mesmo amor . l'Jrt. que tocLs estas circumstancias tenho exprida Generosidade Regia'. DESCRIPqXo Analytica como convém. Cap. Também fiz esta figura mais esbelta . e baixo . (diz ias a o referido Author) sempre virgem. vi o modo com que os sábios descrea re- e como Gregos presentavao. e gentil que (</) Instir. que neste assumpto mostro no meu He- roe. em seus modos que o discurso mais Ião j Que as mãos mesmo f ai- e que a sua lingoagem he como huma lingoa universal ve a Quando em Imagem de Winckelmaim Falias . Valias. . que „ em hum só sinal faz entender muitas cousas. ir. da Trad Fancezâ a 315. mais contribuem para a viveza das figuras. 5.

CoypeL Disçours pron. as demais . Chap. mostralks emmovimen» to) e que essa execução deve ter viveza conforme ápes* soa representada . o melhor meio de indicar as Personagens fazcllas executar (12). pag. qualidades únicas de animar as figu- ras (13): e reparando ser a figura do Governo a mais at* . como encaminhando-se a cabeça á Gene- com . que de paixões se não consegue. 15 1. Tom. Refl.da Estatua Equestre. Ed. desmaiada Matrona a symbolo da Cidade . e Acção. depois da Generosidade a deliniei mais rosidade . ttç. sur Long. mais que pelos movimentos do corpo. pega. cita- 03) V. movente. brandamente voltada para a le- mesma Virtude vantar a em ar de supplicar-lhe auxilio para . na qual com mão direita. esfor- çando-se para livralla do fatal accidente. Conhecendo . Refl. E . e gestos do semblante . e ao que se acha executando esta expressão : conhe- cendo igualmente. como he hum movimento da representação indica ser da Alma do he figurado em hum innocente mas Virtude. d'une nature commune. Le Grand (12) Boileau. o Amor da que nesta Alma mesmo Governo . (isto qiie se introduzem he o de he. 5. que . 5. para as mais figuras . 209 Cat. tendivel em e qualidade. . . 252. de charger davantage ceux Liv. 121. etc. nature supériore Lairesse. viu. (11) 11 jaut de píus avoir d' une soin de donner une plus grande beauté et aux personages pag. Liv. . 2. X. para que este accidente não faltasse a di-' signar a sua superior qualidade (11). pag. c parte dobraço.

salvo o reparo. extraordináas e ser educado . e não coes hum travesso Cupido. e a causa declara o Poe- no Prelado da mesma Tragedia. para com a mão direita no braço esquero conduzir no empenho.2IO D escripcSo AnalyTica . e dizer-lhe. a o Commercio. por estar cm acção. posto que o represente deida- de muito menor . a figura Depois do Governo. ço direito mão do mesmo braço aberta designan- (14) Na Tragedia intitulada Athalia . Racine. tra mos- mais movente do que se estivesse ajoelhada . se ao menino Joas ta faltando como varáo instruido. pcgando-Ihe do. o Joas de Racine conserva a verosimilhança por ria . M. etc. para ella of- volta a cabeça em ar de fallar-lhe. . que se tem proposto. . cabedacs Conceito que bem conhece na actitude e a em que se lhe vê o bra. judicioso menino (14) he hum Amor puro . discreto * socegado. á que Racine suppóe no seu Joas» . além de a variar das outras. que á Generosidade Regia. julgar . fica . ferece os seus se . dizendo: „ Aias quando no mesmo tempo . de maior actividade he joelho no pavimento. pinta o seu Am. que excedi os limites considere-se . E como alli se ache a á Providencia Humana . e só cabeça affectuosamente volta para o seu cliente. que Joas he hum Sc merino de índole extraordinária c que fora educado no 'Templo. ter índole etc. O ter esta figura hum e outro levantado. com mais razáo se devem reputar verosímeis qualidades que julgo no Amor da Virtude. com am- bos e neste movimento. que se po- deria fazer de incivihdade dita figura subordinada etc. Estas considera- me induzirão a para lhe não dar actitude com mais despejo. que ?e deve suppôr instantâ- neo.

Esta maneira de apontar com o pollegar e não com o indice . a franqueza com que do Throno. Ella attende o Commercio. tão vulgar. que he e o mo público. outro particular. ir. se voltao reciproca- mente humas outras.ana. em- pregarão as sommas que elle está offerecendo. quando o queremos fazer como particular inferior. (permitta-se-me chamar-lhe assim) ha dous diálogos hum. e os condux aos pés com estar aberta. . No primeiro. do com a 211 direcção desta. em ou occultamente : mas he se falíamos com ou igual. E .da Estatua Equestre. a Generosidade Regia o Governa da Republica Amor da Virtude . ou assim se fin- O dialogo segundo não deve interromper o primei- . e em se de lhe dizer . se a dita figura es- tivesse praticando com alguma não a das duas Personagens de accionar daquelle maior authoridade faria modo. neste Drama Esculturesco . que pelas direcções daquella Arte . e por isso estas figuras a . e a Arquitectura que da mesma sorte discorrem entre ge- si. . he que ordinariamente usamos desta maneira de apontar. tem dous motivos outro . Os Interlocutores do segundo. Segundo a degradação de actividade nestas Persotem o quarto lugar a figura da Providencia Hnnagens . da mão direita lhe mostra junto ra seguir-lhe os projectos a si a Arquitectura paar no material da obra. . VIII. Cap. e com o dedo pollegar . por esta caura. são Actores . sao o Commercio a Providencia Humana . . co- Ora . causando por isso hum consiste em não ser mesmo alguma espécie de novidade : .

os diálogos. que ain- da sendo tão precisa neste caso . como para manifestar Piles do qual diz De rallo. 50. . ?. E . 250. Tom» Liv. na pag. não obstante su- bordinada a todas as mais Personagens deste quadro* por cuja causa he também a que . o serem dous . e VIU. da nova rcedificação: circumstansujei- cia muito attendivel não só por ser essencial do to. Prec. a cooperar na resolução. des Pein. pag. Lç Crand Livr. 55: e o 1 Corrimento na pag. como por se achar ncl!e a Personagem mais distincta. também o lugar da scena (15): ser preciso com industria decla. expondo porém quanto permitte o mostra á Providencia o supposto papel em que a planta. ip. he origem do que se lhe segue . em tom muito mais mode- para deixar sobre-sahir as deliberações da princietc. trata Cap. pal Personagem A seja figura que representa a Arquitectura posto que huma tão distincta Arte. deve cegar a paiella . fica mais posterior . não me he . que se toma no primei- Eis-aqui mais declarado o segundo motivo de accio- nar daquelle que rado falia . ro. Vej. . modo mais em . xão de Artista para deixar de conhecer. em desenho. Chap. visível . náo dcstroe a unidade da Acção por que o segundo hc consequência do primeiro e se está dis- pondo ro. Lairesse. c lu- menos gar . 16. por- particular.iii ' DescripçXo Analttica não só por ser da maior importância o que neste se . a figura da Providencia Humana . E pela referida planta se vê ser a scena em Lis- (15) L'Arte delia Phtura di Dufresfioy. . I.

e este deliquio da Cidade he o que move toda a maquin3 da scena das : por essa causa a situei mais próxima que toàà terra (16) . E por esta causa a desenhei como cm huma toda a sua expressão . (16) Ycja-se Lairesse. he pe- em mostralla sem movimento. res dos próprios pés. 1. á linha e aos olhos do espectador. sas actitudes. 114. . e o hombro mais elevado. se encerra desamparada queda dobrados . posto que a Generosidade Regia o seja em qualidade . da principal Personagem. O . boa : 213 na ' para cuja declaração concorre '. O mesmo nas vértebras. languida flexível . Consistindo toda a expressão das referidas figuras em hum certo ar de vitalidade. e as coxas unidas com a mesma direcção. e escapulas flexível 2 qual- quer impulso estranho: e por isso o braço direito se lhe mostra em languidez pela força que alli total . na figura lo contrario : que representa a Cidade. clavículas. perdido o vigor das peinas.da Estatua Equestre. pag. também o escudo figura da Cidade c a jóia que no peito prende o manto VIII. e Acção. e os anciosos cuidados do Governo'. Ella he o objecto cias a que se dirigem as beneficên- da Generosidade. Tom. e 115. que se mostra tendo os joelhos . e ar- ticulações das juntas. Governo para levantalla. e em total delíquio. faz a mão do Esta figura he a principal na expressão do assumpto. A Tradução era LL . cada huma á sua perna como que na queda assentarão de pancada as extremidades do tronco sobre os calcanhatronco sem consistência . indicada nas suas diver.

Trancez da tantas vezes eirada obra deste Authcr . lors pas avec beautés a toujcurs droit et interêt de cbereber. Na pag. . sumpto he belio. muito depois de e no estado rão elle . Na figura que representa o Conmiercio . : de le rejetter. 3e pouvoir avancer que ncus notts croirens devem s'allie être três libres . óo citado lugar se ve que concorda com crcls esta deliberação da linha da terra . Cochin. estar este Baixo-reíevo no seu lugar. e em collocar a Personagem (*7) principal era alguma emminencia. mo de não toda esta composição he de figuras symbolicas sao nestas asliccnqas muito mais amplas. com effeito se- guir o uso do tempo das Personagens em tudo o que : for totalmente contrario ao bom gosto da Arte . 2CO. 171 principia hum Tratado sobre .214 para dr. OEuvrcs Divo este as- Tom. ou uni- em que se acha. nelle vem a referida passagem e outras que omiteo brevidade. que deixo expendida no Capitulo sea respeito gundo desta Descripção. que nos assumptos historia realizada . re- servando porém os assumptos Heróicos conservo a para os quaes opinião. jDor pag. nos quaes se deve .ii efreito a conhecer loco no intróito o justo motivo aquella Sublime Generosidade. em que julgao os de bom senso devermos ser muito livres (17). para não estragar o bom com os caprichos loucos das modas: e co. Em muitas ccjsas se encontrarão. dans faut h cbeis de cc que le droit pouveir suivre dn coutume (j»'U ue et qtiil les ccmcvver que l'art 5. No Cap.r-lhc * Descmpçao Analytica com que opera VIII. as minhas com as suas idéas. que nestas Artes sempre tem existido. d Pelo que pertence maneira de vestir estas figuras segui a liberdade de Artista. do antigo uso Ropara evitar mano. pub!icou-se em Paris no anno de 1787. .

se dignou procura r-me quiz porque vendo aquelneste colloquio cambem communicar o alli este seu Artista: vestir me „ que motivo me induzira para e o Cammerció da- qttclle modo . vestillo 21 f de cazaca . LI 2 . Eis-aqui o que diz outro náo geiros pensão .de . senho . visto nunca ferao muito commerciantes. p8. perguntou Estrangeiro.. paj. Achando-se nesta Cidade. deixo referido no texto lepíicou dizendo. pessoal. Canto 2. como por em que se representa o Heroe do monumento rircumstancia tam- bém obrigatória de adoptar aquclia maneira de adorno . Portugãh ónt on$ eu dans principales nouveau A4or. Copenha. em três principaes supposto que elles se possão subdividir a Generosidade . . mais. e Folitico.da Estatua Equestt. contém o Conimercio a Previdência (18) te. Ipi. hum e vesti- do semelhante aos do nosso antigo tempo. Le Politique Danois. dando-ihe pouco mais ou menos. reo adornailo d maneira dos Antigos Portuguezcs só por ser aquelle não Cap. o Amor da Virtude e a Cidade cem . para introduzir . em . uso ingratíssimo a's Artes. mões pinta o de Vasco da Gama (18). me occor-' . menos Sábio. le Lusíada. modo ficar mais adaptado ao gosto do Demais análogo ao uso . me que „ não conjormava com o meu sentir. seus sym- O segundo . ils leurs tnains tcut le commerce des Jndss ils rvnfermoknt dans hur port de Lisbone le magasin general de 1'Europé. comprehende . que es Poriugtiezes e se em a Nota 52 do antecedente Cap. les . Esr. viii. „ La bauie du. . 1756". O pri- meiro. considératioti ãont ses U (Portugal) a joui dans 1'Europe fait les par Vhabilite de dccottvertes Commcr^ans . Viajan. Regia \ o Governo da Republica boios. Actor ? E respondendo-lhs o que 7. e. hum Nobre Monumento. „ Porém outros Estrane conhecem diversamente. Dividi esta composição como Cagruppos.

em plano diverso. e mais resto do Feristyllo: assim como. hum concerto de Musica „ Lo spl stesso aviem delle Figure se si uniscono in medo . mas já como faz a sua firmeza resvalando delle : e as outras três figuras . seus degráos. como todas (19) Commentando De . e serva a far comparir 1'alíra. Piles a o Prcc. pa^. esse conhecimento he só manifesto aos Artistas. do planta. columnas do Throno com parte da cortina do Pavclhão. que a tem o primeiro gruppo com o a sua heróica he mais clara. cbe l'una sostenga. 112. e seg. de Dufresnoy diz e comparando composição com . e que faz o terceiro gruppo: o pé esquer- no degráo segundo. e como em distancia . sem affectaçáo .li 6 DeschipcXo Analytica a ^ AP# Viií. o pé direito ainda encosta no terceiro degráo . e amadores menos versados. nem tumulto. e menos artificiosa. o qual se vê por hum como entrecolumneo. e accordandosi insieme faceira* un luto . boa harmonia se declare : e que da sua união resulta no quadro e posto que o artificio desta união menos lhor na estampa . 12. Tive particular attenção em que estes gruppos sâ unissem huns e que esta a outros . e Conhecedores já instruídos preceitos da Arte: por esta causa direi mais algumas palavras aos principiantes. por estar gura principal executando Acção sobre o mesmo Throno. de l' Arte delia hitt. hu- ma porção de outro edifício separado. liaçao. çtç. O terceiro. terceia fi- A ro . ou entrevallo do Peristyllo. e seus disrinctivos. de cada mesma ordem guardassem si as figuras hum a delles entre (19) : na certeza de que he defeito grande scparallos. Humana . as duas Arquitectura . .

significantes (2 1) . diffeultes jãut avoir éprouvé du talem pour juger Divers. unindo-as assim humas a outras. que aos Professores são assas laborio- e para as quaes ordinariamente se olha sem conhe^ cimento. e terceiro siste na balaustrada. ser prolixo . encobrem parte do mencionado Throno para conseguir-se a liga. ás 218. que passa posterior a todas as perdous grupe sonagens . > . VIII. com o . . M. e como para cousas in- ou de nenhum trabalho. 1. dti mente quil pag. cotre da figura no do Cemmercig . 0£uvrcs Tom. cbe sarebbano felici Y Avú Prit. 217 isto concorre O artificio .da Estatua Equestre. se diquel- giudicassero soli Artejici. e que E e o edifício em outro plano. parte do primeiro degráo do Throno para melhor se formar a sobredita liação. . em favor dos seus tra- balhos devo declarar aos outros grémios mais algumas particularidades sas. nem attençao alguma. 1755. conar entre os CaP. e em deixando os seus corpos de ser conforperde o todo muito mes. . P. sopra Buon (21) Gusto. li Cap. Na Pintura. ya ales surmonter. Cochin. que encobre huma glande . quadro Throno fazem o fundo deste une-se com os mais corpos pelo referido modo. Rifes. se com que estes dous unem ao segundo. para 210. Nápoles. e Escultura (neste particu- (20) le il Fu deito con leggiadria i . 6. les 177. da sua belleza. e perfeitamente semelhantes. Arquitectura tudo se derige á Nas composições de igualdade. 2. pag. Desejo não porém como não escrevo p2ra os Artistas completos (20). Lamindo ou Moratori. Peristyllo. oceupando o vácuo de pos das mesmas. gruppos primeiro.

(2$) (24) Cap. que par des traits inimitables dei' Art três et . Chant. 1741. hum dos participáo fiz seus melhores efieitos pois que todas ellas do cnthusiasmo Poético sublime do assumpto. e Escultura se deve evitar. Leurs Chefs d'OEnvres sont d'autant plns parils jaus plus quils attrapent de plns prés la Nattire Vattrapcnt d^atitant les . vur. sem faltar ao decoro. Beau. e ao Em outro lugar já deixo ponderado que na Pintura . 2. la Ao !es iratar da . arts que dis-je> la nnture méme tút une d^exemples de ces bcureuses pag. méme. D\iiileurs Von ne bannit lout ce qui sem l'Art. ttire. Nota 14. 1. Outro Sábio diz „ La Peinnous JottrEssai sur le Sculpture tons ttifinhi 1. Boileau. : Art Poet. DESCRIPqXo Analytica a variedade. vers. e desordem pata as nossas composições . de- ligencia por acertar o alvo. diverso bella .2l8 Cap. ta ou Escultura. fisionomias. irrégularités. Se o não consegui. ou sejáo horizontaes. ou nos verticaes : e como esta repetição . seja indispensável corpos d'ÁrcjUÍtectura quando estes se introduzem nas precisa o Artis. Ode. com arte sem mostrar Arte (24). que l'Art y disparou dayantage . desça DescripcÃo. Ch3p. quanto for possivel a repe- tição de linhas parallelas (23). (22) Chez elle un beau désordre est urt effct de Vart. Paris. deve tudo ser . (22). mais (t sont plns grands . l*r) he todo o seu valor . 52. as actirudes a disposição dos . . Cela paroit dam 5 lesOuvrages des Pein» des Sculpteurs. no lugar da . 72. e posto como ao acaso sendo esta sabia . gruppos os arranjamentos das vestes a collocação de accessorios. As . interromper essas parallelas. composições de Pintura.

A interrupção das pa- acha-se na lança. e também na : Escultura. rallelas horizontaes . Gibcrr. e cabeças das beça da Generosidade assim como duas matronas. em medalhas.da Estatua Equestre. e parte da figura da Cidade interrompem as parallelas dos degráos doThrono. de oliveira do Governo . ou não escorços as composições do Desenho. quando esta se emprega tros relevos de tão pouca sacada . second. que não ha (25): e na Escultura. 22. Tom. . e cabustos. e oufallo. Cap. que estão juntas. Rhetori. como este de que . Sobre o conterem . Lib. 2. fingir porque o escorço não he outra cousa mais que o e extensão. capacete. Disc. 8. coups de Maitres qui le font disparoítre et qui Ie cachem. \ braço esquerdo. Fallando Palommo cios escor ços . pag. he ponto controvertido entre os nossos Authores porém na Pintura são inivicaveis. . he oa- muito mais do que ha. pag. (por assim dizer) que huns louvao. . Outras interrupções ha que se pedem conhecer pela declaração das mencionadas. Pintura rigorosamente he tudo escorçado. Porém não são estes os es- corços geraes. 42. Na vulto fingir . braço esquerdo . lhe dá huma definição mais e& Muito FUtor. La. e corpo do Governo y aza direita do menino. 219 d'Arquitepela cortiVIII. e ra- mo cio-. As parallelas verticaes dos dous corpos ne^e Baixo-relevo são interrompidas ctura . papel que tem nas mãos a direita. 4.. na do pavelhão 5 cabeça . e cofre figura da arquitectura mão do Commer- cujo cofre. (25) tensa.

diz Mengs. cujo aspecto não veríamos delia mais que hum pon- Destes. recommendando que especialmence se evitem na figura principal. 69. 3. . 1. se a podessemos ver pelo seu topo. que Bucnarrcti fez melhor que ninguém e que isto procedeo da prática assídua que teve da Escultura (28) ' Air. Leu. pag. pag. que. Tom. ou menos ao que produziria numa unha iecta . 41.' . meiros planos dos Meios-rclevos especialmente destacandessas partes escorçadas do para (27) fora as extremidades sentimento judiciosissimo. que o seu effcito se assemelha mais . Porém ainda mesmo aos desta qualidade (em Pintura) não se oppôe Vasari . sabem executar. e que não tem contra- djçáo alguma racionavel. pag. da Encydop. Mmeo Pict.-J20 tros DescripçÃo Analítica ^ AP * condemnão. . (28) etc. 2. que os Pintores prudentes os evitao o mais que lhes he possível (26). aos quaes he dijficil o concebellos. 14. Mengs. (2-) V. Tom. que . XLVI. huma singularidade d? Arte pois que difjiai Idade vencida se deve ter at tenção com ella (29) • (26) Opere di Ant. dizendo. Fite de'piu eccelltrai Ltttrts . No fim da pag. 3 . Suppl. Cochin diz. mas sim os mais violentos. 2 etc. Falconet. em to. Tom. 246. sendo huma das . e Palomino. lugar citado. igualmente condemna empregarem-se nos pri. Rafael. pag. Porém a com tudo elles são . maiores difficuldades da Pintura os dizem mal os delles os que não . os escorços não agradão ao com- mum dos homens . OjO 4 un Jiutiç Artiste.

em que se fallão ninguém recorre aos rudimentos e regras Gramaticaes. Tir. adoçar-lhes. que são. ou menos moderados. Quanto res . como diz João de Arphe (30). ou disfarçar-lhes a violência . No são tudo escorços. 2. douro do mesmo braço. devemos nestas composi- ções e ao tempo de as arranjar da . bras do seu próprio manto que voltão sobre o sangraresto . Mm . á Perspectiva . são escorçados. niais. e com o braço esquerdo da o da figura da Cidade. e de ter atten- (30) Varia Conmcnsuraçion. que os Pinto- e Escultores . e mais corpos. persuado-me usar delia . çar algum de seus membros'. e nos Baixos-relevos nao pode fazer bom movimento figura alguma que não escor- Cap. O certo he. 41. Assim mesmo fiz nadelineaqão deste quadro. o braço direito do menino. brutos. nesta circumstancia de es- corçado. e de- pois de o ter arranjado todo em ambrião-. 4. Lib. interrom- pendo o escorço do menino figura do Governo .da Estatua Equestre. e outras. Os as corpos d'Arquitectura e o pavimento. mesma sorte que se pratica nos Dialectos das Lingoas que ao tempo . evitei quanto me foi possível os escorços violentos elles não se achão mais que em duas partes. . servindo-Ihe unicamente de guia o frequente uso. e o esquer- do na rei figura da Cidade : e nesses mesmos lugares procu.' 221 . por estarem ctiva: cujas leis em Perspe- dominão sobre mesmas figuras huma- nas. que em Pintura. com as do. pag. viii. Neste Baixo-reJcvo : .

que segue o mesmo.ha* rizonte seja hurna das primeiras cousas pemos ao tempo de compor o systema . que „ a experiência e prudência nos ensinão que desse rigor (em seguir a Perspectiva exactamente) . e passar pelo cinto . sahirião maiores . nos corpos de Arquitectura recção das linhas . e pela cova das clavículas do menino a imaginaria linha horizontal. Diálogos de Ia Pint. tercecçao das concorrentes e diagenaes me indicarão o ponto de vista . 1. 5. di Dufresnoy T de paj. 3. Tom. Mr. por que se fariao figuras e (31). tendo mais vigilância na desejada harmonia do todo . a dia in- que ao arbítrio havia lançado. a UArte Liv. . da parte da figura desta ígura . em que nos oceuNão me parece rmío como aci- posto que o nao praticasse assim. . apoderem (diz clle) dar jogo . Cochhiy pelo que diz de Ti cia no. Lairesse dá indícios de querer . da Providencia . mostra enclittar-sc a que os horizon- sejão baixos . as- composições pela variedade da grandeza das figuras ficando (31) Vcja-se Vincencio Carducho. pag. que na exac- ção daquella parte em . .. delia Pitt. cousa de dous palmos fora do quadro. para Paulo V^roncz c outros.122 Cap. DescripçXo AnalyTica dido ao principal do assumpto he que reduzi os corpos de Arquitectura aos preceitos da Perspectiva. (32) Le Grami Chip. 2. que o lugar do. 68- também De 107 até Piles no Comm. pag. etc. Liv. inconvenientes ao sentido visivo histerias deformes. (32). ma tes digo. Seguindo pois. etc. 114*. . Dial. 109. particular : da qual diz Carducho. VIU.

na altura dos olhos do espectador. onde as figuras se achão juntas. à m ^eme 9 ttc. Posto que a dita degradação das figuras se consiga cm hum. não me desagrada a opinião de Cochin se o painel contém diversos planos: porém quando. . ordinariamente . e Bassano . as outras e reprova no Tintoreto . maiores que' Cap. que no se- gundo corpo da Arquitectura tive a idéa demostrar principio da reedifkação. os caminhos que segui nesta com- e não querendo oceultar as (em \ beneficio da mo- cidade) quedas que nelies dei declaro. e hum judicioso descernimento he que casos. (ainda que na realidade o não esteja) assim o horizonte se pode bem collocar na altura dos olhos das . Porém isto não he regra infallivel : ima- mesmo o caracter da composição. terem : VIII. Personagens de maior proporção que ha no painel ginando-se estas plantadas na linha da terra do quadro. ainda estão deliberando . 223 &s anteriores sempre âomhumtes (33)5 isto lie. não se conforma com a representação das Personagens. pâg. e outro systema. 55.da Estatua Equestre. Mm 2 . que assim como o ponto de vista se imagina . eu julgo (sem dicidir). Porem . devem guiar o Artista neste. não tem mais que hum. as circumstancias visivas. ainda não se mos- 00 Letttr. refiectindo-se bem. como este meu. o bom gosto da Arte. e tocando humas cm outras. ha vários casos em que as excepções se permutem. c outros Tendo mostrado posição . Porem esta idéa . usado horizontes elevados. Estas .

Veja-se a N. VI. dito mas- tro não se acha alli só por este motivo . não obstante. pode muito bem ser em outra cousa . . B. Cap. Vlll. remédio . e indicalla n^outro a plano. Como lie pois verosímil . porém nesta grande obra não o Politico tomou igualmente enovou di ver- só o material bem (*) Como depois de estar escrita esra Descripção . no fim do Cap. mas também o relevo tão mais enérgica por attender ao equilíbrio do quadro transtormar-se baixo. rá muitos parece* se redundância j . visto não estar a peça concluída. O meu erro. se a deliberação ainda se acha em acto ? Confesso com sinceridade que errei. tire-se-lhe o mastro de cabrestante . completo este acto deliberativo. per meio de corpos inanimados. gar da existência antecedente torne a levantar de novo. que indica manuzeação d'obra : e como o . etc. desta «ema. a execução. ver-se naquelle accessorio já com adiantamento. ponha-se ena forma que mais pareça ruina da Cidade antiga . tive ordem de acaefe bar aquelle Baixo-relevo neste acabamento lhe fiz as correcções todas que íallo. (*) . Desta sorte concorda tudo e fica a actitude com que a figura da Generosidade mostra o lu. ordens passadas. bem que totalmente diver- sa: pois mutile-se mais aquelle accessorio. do que principio da moderna. visto . para que alli mesmo se Mostrar a Cidade personalizada. A mesmo maior obra da nova Cidade sitio se ordenou ser no que d'antcs era.224 tra DESCRIPqXo Analytica. ainda tem admirável .

Deste se passou fiz a outro modelo maior.6) Tôsso . 101 . como fosse desgraça das Bellas Artes que não deixa de continuar. r$ J. Porém j ($4) cias Veja-se se a obra intitulada . ^ Ap fazer mais . ou pezado. A . hum* configuração grosseira que pende para aná. no tempo dos maiores p. que executar por mão alheia. O relevo deste quadro na pedra. 12 2. náo excede meio palmo. * Para este quadro . : de largo recto . tem de alta 4 J. 11 1 10^ : c pelo convexo. e sa me . e o desenho que enráo fiz. 3 O : segundo modelo . e nas partes de maior sacada. (. _ 10 k e pelo convexo p. Ja z largo recto. não a me VIU. ioi moldura da pedra . Porém estas medidas- 10 em ctas porções de círculos náo se podem combinar exactamente . 225* e o motivo deste projecto. : „ Memorias das principaes FrovideiU por que derão no Terremoto ctc. luz de hum rolío de ceser vendo-me precisado a trabalhar de noute sem embargo de . p. termo de que se usa nestas Artes para explicar . hum pouco correcções tôsso (36). . 4 i. pres- a lida e a confusão . com as re- como sabem os Geómetras: e ocaso náo pede mais individual cer- teza. foi possível que a Invenção Poética . calores do p. em que fosse se fazia esta obra não deo lugar feição que a pois se cuidava menos em per: em collocar-se.da Estatua Equestre. A • de vivo a vivo inteiro tem de comprido. . composição cm desenho e mo- delar em barro o primeiro boceto (35). p. (^5) da de Este boceto. : náo excedem a medipara poder cora hum palmo e limitei-me a tão pequeno espaço mais facilidade illuminallo todo ra j com verão. . p. Amador Patrício de Lisboa. sa face (34): e eis-aqui a questão dicidida . a pequem . sahio .

em o seu total 9 . <3a hurr. os passei . ou pergaminho em que se desenhou. Assim o modelei re : e assim se executou no mármo- de sorte .a. . que oceupa. modelo de gesso fiz . a finalizallo . ao plano convexo da mesma sorte sem alteração algu. . ha precisão de attender ao caracter de ca- Deixando acima demonstrado. achando-se ainda este Bdixo-rckvo só desbastado se eu chegar VIII. aqueila forma ou panno. que ao mesmo desenho. e em huma superfície nivelada figura plana. communicou de porção posto cilíndrica e que tirado fora daquelle sitio. espero corregir os descuidos men. que já completei todas as correcções de que acima digo precisar pdlétil na Estampa vai do modo que tem estado exposta ao Público e para não desdizer a narração do . cionados e quando não fiquem advertidos para quem lhe der o ultimo que as fíguras complemento (37). que ha tantos annos tem visto na obra executada . deve- se também suppôr. em todo o âmbito. foi depois sobreposto naquelle massiço convexo. que as pessaas que o observarem no seu torno dei- lugar com qualquer pequeno movimento em (3-") No . Reflectindo porém. que o panno. . DescripcXg Âkalytica . papel. ma. e gentileza. e no próprio mármore desta peça : . reputarern-sc os Baixos-relevos desta espécie por desenhos relevados . . não devem ser todas de igual proporção. ou bordou.2i6 "'. para não en^nar o »e Leitor . tomaria Assim o desenhei plano recto: como se a sua superfíce fosse em e os contornos assim delineados.

E na pag. . fixos nella desde o principio desta Ingenuamente affírmo estar persuadido. 1^5. ten- do sempre os olhos escrita. que tem o mármore . são 1. as Circumstancias da . que este painel.da Estatua Equestre. a qual não exponho com n convexidade. Tom. R. enáo como sobre-pos- (a) O que diz Paradosso (de Perspectiva) na pag. em plano recto. (coma e puro a em outro lugar) porém mostro que não trabade hum leigo . porque se ex- mais largo do acha na pedra : porém a causa põe como pergaminho desenrolado to no seu massiç/o convexo. Ant. que não virem o próprio monumento quando em tudo pertendo não me certo : em aífastar da verdade. cjue se he proporcionalmenhe. riamente omitto já disse lhei ás . Arcer- não se pedem adquirir sem bom . antecedente deixa dito talento que . da pag. modo. te . declarando a 2/ ' fig. e outros que volunta- porque não escrevo huma Arte . Op. os preceitos que dos grandes Mest/es deixo indicados. fó . pag. enganar os espectadores. -e juízo nem faltando s. (38) . tos estudos que de algum medo sabem fora dos limites da rte. 21 apoia esta minha deliberação. (?9) Diz Mengs imitadores : os que tem mais mecânica di do que sciencia . Mengs. por causa do péssimo effeito que ^ AP VMr no desenho farião os escorços que a mesma convexidade : produziria (a) não os havendo no mármore e até seria. cegas. que não te- nho desempenhado com perfeição. grosseiros da Natureza. e só por efíeitos mecanismo ($<))) como tem certamente julgado maior (}3) te Adverte-se. Cito a Edição Italiana. 227 a acharão o mesmo effeito que offcrece Estampa XVIII. 20. na Estampa. ainda na menor circumstancia .

e metaphoras. tensão (*) de espirito. e não conhecem acxe vastidão de estudos. Porém ao nosso Idioma sáo muito familiares as frazes. que suppõem serem asArdo Desenho de fácil accesso. . e pão ao espirito o predicado extensão. que exi- ge qualquer Náo delias. (*) ignoro que Filosoficamente se deva applicar á matéria . asquaes em Rhetorica tem bom aco- lhimento.izS parte dos • DescripçXo Analyticà tes meus espectadores.

> JJ .

.

onde os desvelos . para completar-se esta . nliuma empreza de tanto empenho do Ministcrio . que deste género em Portugal seexe- cutava. diligencias a sua também maior sem obra interrupção as . contínuo ehoque na Casa da Fundição de Artelharia erão para fundir-se acjuella Estatua. e operações andavão em . Cap. que se dá htma breve noticia da fundição da Estatua Equestre . tendo para génio efficaz. . hábil Engenheiro a quem secommetteo esta funin- bem costumado a dar sempre cabal conta das . O dição. retoque do bronze .ída Estatua Equestre^ tiy C A Em P I T Ufe|* IX. que não obstante grandeza fazia-se em ser a primeira. no Laboratório da Escultura das Obras . dado para brevidade . e do effeito visivo da mesma Figura dentro do fosso em que se fundio. que se me ha- vião feito a respeito de Escultura inore se executava . e espirito honraa do : e havendo-sc-lhe . N. em quanto a de mar- foi elle dirigindo as manobras con- Nn . ix. e não podia afrouxar da actividade que isso possue. e pressa na Fusoria as mesmas recommendações .Ão Públicas destinada era só . cumbências de que havia sido encarregado gosto da Nação vendo-se .

pelo Orbe ex tende a Fama. . pulso ao cizel feito. mnis adequados para conseguir-se com perfeição vidade são. segunda vez em ser ter feito aquelles versos . em que o bronze se enriquece 7 j l Obra a mais primorosa Que Que do a Fundição conhece . * Veja-seCam. Lusk Cant. Para não faltar á verdade. e declarar circumsrancias que jul^o prefallo já (2) cisas 11a . esc. DESCRIPqXo Analttica : venientes para se fundir a de bronze cogitando os meios . mente ds Afusas dada. cfjigialio. positivamente versos para aquella funçáo . une Elegie. sem me tivesse entrar . e na Strophe 22. digo. Fonte da viva chama Costa. e Com a Effigie . : e bre- e a seu respeito passo a huma pequena digres- que sem violencj^me ha de tornar a introduzir no assumpto. Oh quanto brilha a mole Magestosa de Vassalo. me ordenou fizesse alguns dizendo que visto a minha curiosidade ter-me ter conduzido ao Parnaso . IX. hn Rondeau tve et tous ces petits vers dont on fait souvent tant de huit } som d'ordinaire que des produçtions tomes purés de Vimagina* . cantallo. Para Para 10. por affecto também por obedecer aquém podia mandar-me (1) fiz huma Ode (2) em louvor do Augusto Protótypo da mesma Estatua. idéa o desvanecimento de Poera . não deixava de algum sabor 7 ver-se que no- Estatuário do Soberano havia. une Ode. Pela Inauguração desta Real Estatua . ^5.230 Cap. „ Un Sonnet. pois no caso que o bas- taria para humilhar-me a seguinte sentença. (r) O Conselheiro da Real Fazenda Joaquim Ignacio da Cruz Sobral encáo Fiscal das Obras Públicas.

tion. „ em obra mais ?. Não seguirei es- ses Sábios Panegyristas tar tanto faltando-me forças para remon. (agora Tenente General) Bartholomeo da Costa raro. Porém de que modo satisfarei eu este empenho . respeito não ha de falrar quem ache distincçóes.da Estatua Equestre. 3. que sa me conduz ao termo de cumprir . . est aipablc esta sen- de ecs ouvrages. 231 Cap. Kapin. porque tenho mais razões para co- nhecer o primor com que a Fundição exprimio tudo quanto Escultura fez. 3. os voos . : a meu porém 3 acceuo-a como ella se expõe á primeira iNn 1 . IX. E 5j para declarar a pessoa a . avec mn peu (Vmage du monde la Poeti. me são muito superiores? . Un esprit superjiciel I J . e contradições vista. A tença. que em talentos . para gloria da se Nação Portugueza louvallo diffusa merecedor de que eu o espero fazer a dizer . não devem os que eu proferir j. Reflexions sur 3. „ todos empenhem em . . depois de o terem louvado naquelle tempo tantos Engenhos . derem ter a este respeito . Mão do Omnipotente quiz produzir ? . Refl. quem alli pertence oap-' ^pellido Costa ha huma Nota que diz. „ Esta Nota he huma prova muito forte de que já naa quelle tempo me havia deliberado afazer apresente Des- cripção. voltar-me-hei para a verdade que pintando-se nua se mostra que na falta de adornos con- siste a sui belleza. que a ho- „ niem j. a promesdif- que fiz então ao Público de louzar em obra mais fusa aquelle benemérito Patricio. o menor lugar. atrevendo-me (sem temeridade) que entre os maiores louvores que se lhe 3. e instrucções . „ O Brigadeiro .

do Desenho.. 2. 51. sem os ir mendigar Deile. Entret. furtar honra quem Em : o nosso hábil Tenente General se elle verifica este conceito nunca repugnou mostrar ás pessoas que vão áquelle Arsenal da Estatua (que ainda existe). pag. 510* Ed. 1 Paitegirici . . de Paris. lhe mostráo a sua luz. genheiro. #759* . 3. ^. não antes lha eclipsão (4). Buon Cmsí. pag. Ed. multidão de versos. muitos de seus Authores chama'rão EsEstatua ao nosso reeommendavel En^ mesma . cbe fa certa gente di Custo conoto sono veri bifr il limi nel vocabulário degt intendenii. sur les Scien. Os louvo- quando contém cousas que não ha no sujeito. cuidando ser oelogiavão. Par. meu modelo grande nem occultou em tempo . neste particular. 27-v . que tem por escusado do grande D. (5) Fida de D. Jjaão de Liv.17. . Cap. isto o mesmo que fazella e que deste modo Eu me com- padeço de se haverem enganado taosolemnemente aquelles Literatos . muito fértil . O nosso Engenheiro he hum Campo y . póde-se dizer o a outro respeito mesmo que Jacinto Freire disse João de Castro sabe ganhalla (5) . sop. IX. cn par te mal» JL«mi. o (0 Qnaad (4) on parte de ce qu'on tte connoit pas bien. Rifiess. de Nápoles. Muraior. Discur. e algumas prosas que 3ppa~ recerão na festiva Inauguração desta Real Estatua sobre e»te assumpto tatuário da . pela ter fundido. donde se po- dem tirar muitas palmas muitos louros muitas flores a terreno para lhe tecer capellas alheio. sendo conduzidos (3) das Artes a este desar pela falta de conhecimentos res. Castro. sur la Philos» pag. 175^.1 DescripçXo AnalyticÀ Na Cap.

a Como se fez fundição desta Estatua . algumas de- rráos de cal. com que . em Portugal e a leitura da Historia e monu- mentos das Artes não tem aqui muito séquito se ignorava- o bom êxito das fundições que lhe precederão (7). rias partes . tiennent de prés a celle du mer~ VCÁUçhx et en imposent beauecup 4 la multitude et sur-tout à aux qní . em todo o Reino hum grito universal : no po- Público parecendo-lhe este lance impossível (8) illeso (6) Para se conservar o dito modelo. 233 Artista. por isso agitou . foi primeira que . Fique isto advertido aos intelligentes da Arte que ainda o che- garem (7) a ver. da Rhetor. de bardi. pe- methodo que em resumo . A conservação deste mo. a. no liv. se costumáo banhar para forma se lhe tem dado de tempos em tempos . que depois (per(6) a franqueza mitta-se-me lo a expressão se transformou fica em btonze. desta obra. Cap. tem suecessos seme- lhantes. declarado no Capitula V* desta Descripçao onde também deixo ponderadas de forma. modelado. (8) idées de diffeile. Aristot. entupe-lhe vafoi ou qual. Ordinarixirtente as emprezas que se parecem. que a respeito ra ao Sábio Director delia: matéria que também toco no a Capitulo III. indubitáveis da generosidade com que este honrado Varão não quer absorver em si o mérito alheio . com que se mostra são provas IX. . Diz Les . algum o nome de seu delo . fazem hon- as circumstancias. i. sendo o dito exemplar o mesmo que sérvio para se tirar sobre elle a forma em que se fundio a cera. Esta operação que lhe conserva a brancura e destroe-lhe o gosto do toque tal . e mostrar-se a das manchas que lhe infundio tirar-se-lhe a composição oleosa . com que . Cap.da Estatua Equestre.

7. a quel tale bisogno. matéfat- em que com mais conhecimento de causa posso a iar. Nancy. Nel cbe ezi- mi sia leciío di dire cbe non solo peccano Giovani mal'csperti nelle Cattedre . das cousas de não pequena ponderação he o esqueleto ou armação de ferro . em que excedeo as precedentes. . Par.234 Cap. Discurs sur le Gout . e especialmente sem fenda alguma . si è il mettersi a trattare certi argomenti sujji ciente .. para 109. Buon Ciusto. 108. IX. o pruwisio* deTrincipi . etedia di troppo o fd vo* Savi Lettori . M. . . KitÚ. não deixaria de ser irrisório o meu discurso (9) Pelo que toca porém á fundição da Estatua ria . cila he. et Beiles-Ler. e corr. que tem sabido mais com» pleta: muito limpa. 1778. 2. e sabem que depois de . ficou sendo de accesso a qualquer cu. rioso de resolução. c senso concertado por cujo motisujei- vo não he to : a maior prova dos talentos de tão hábil para muito mais he a sua capacidade. de pag.. çao qualidades que não devo individuar. ma andio Uomini provetti il e nelle Sctiole. e a ler torto decidere tte qnantunqne non sabia oniuna.prehen. DescripçXo AnalyTica . de Naney.. sem questão. cbe pur sarebbano necessari . Cap. Boffraud escrito e publicado o systema que para este artefacto descubrio fácil M. do . des Scien. muito exacta. Ketter . Murato. e dignamente dessas qualidades. sopr. cbe nuoce assaissimo alie . . para não me expor ao mesmo que deixo censurado nos que lhe chamarão Estatuário: pois não falíundo conforme. Pag. Nesta manobra huma . 12. rcm pnra as pessoas que conhecem estas cousas ter a fun. Materie lú a 1'Acade. (9) tidere i Qj<elo . Roya. que connoissent peta les Jrts.

devido lugar.. que usei era mais artificioso e complicado. fica 23 f dentro do bronze. construio hu> espécie de compasso sobre o modelo grande . do qual se : tira depois certa quan- tidade e collocar esta armação de e modo que precisa- Cap. achara huma a terceira grade também equiangula a todas graduadas. ou quadrilongo que me sérvio no modelo^ fica declarado no Capitulo V. mentos sempre ângulos rectos e em tanta quantidade. grade rectângula fixa . dentro do rectângula grande. e diffículdade. e fixo. de hum para outro lado descrevendo estes dous movi. IXr mente fique no seu justo. Porém. a terceira. € diversos lugares quantos erao os pontos que se que- (10) O uso do rectângulo. e terceira: deser- segunda. e para que se precisa vigilantíssima cautella . A . so hábil Engenheiro : para cujo fim antes de se forja- rem no ma mesmo armação. tendentes ao refe. também como se movia dentro da segunda grade . .' imaginado pelo Engenheiro . o que bem desempenhou o nos. desta Descripçáo. .da Estatua Equestre. para tomar as competentes medidas rido fim . movia-se ao arbitrio de quem manobrava pelo comprique mento do mesmo rectângulo: queria o operário . no ferro as peças da referida (ou semelhante) quadrilongo de que me servi na construcção do mesmo original o instrumento dimensorio de estuque (10). sendo moveis te segunda.. posto que originário do methodo . de todo o comprimento do Cavallo era desta havia segunda grade quadrada e dentro dentro da qual se . he ponto de muita importância.

. trato da execução do Buixo-relevo de mármore. como eu os tenho para escrever esta. conseguio elle forjaremr que precisavão deste recu so e collocarem-se nos seus res- na dita armação de ferro pectivos lugares . dos seus trabalhos Jul^o que até agora . á maneira da regoa deflnicoria de que faço menção no Capitulo VI. na qual andava so . ce- o dito macho . por- ser feita . se havia fundir . náo tem cuidado cm co tal . graduada. e para omittilla terá talvez motivos assim . que se perten- Esta grade terceira . no fosso onde a Estatua seguio-se fadi- zer-se no recção ras mesmo esqueleto o macho da fó^ma . Naquelle tempo lhe propuz em va« rias práticas que á imitação dos Francezes escrevesse huma Descripçáo nesta empreza. por do mesmo Engenheiro e incrustado com as . . de cuja situação quando se queria notar a certeza •. Com este bem imaginado . d. gros- que na mesma regoa descia e subia para que a ponta deste arame fosse tocar na superfície do Modelo o lugar . . hum arame .236" DfiscRipqXo Analytica as rião notar para extrahir medidas Cap. IX. ideado pelo Tenente General se exactamente as peças . instrumento dimensorio. Se ainda se deliberar a escrevella então verá o Públi- bem individuada a narração do bello instrumento sobredito. trazia em . si huma regoa per- pendicular. como A já disse no Capitulo V*j acabados os quacs. Organizado pois e fixo este esqueleto de ferro. (n) que deve narração que faço deste instrumento. . peio seu Author. náo fie individual. com toda a certeza (11). ao. fiz os últimos reparos ás mesmas ce- ras.

invento j nem do Oo . quantidade. he que se vai dan- do sobre a cera. e as taes demaos são em grande .da Estatua Equestre. . . com que no . onde por : falta ar agitado se demora muito mais dustria humidade . . que ao pincel. e Es- (12) He providencia que julgo invenção total do nosso Engenheiro. tomar a competente grossura antes de se lhe appliisto faz car a mesma potêa de outro modo mais farto. havia de receber o bronze liquidado. ou com brochas. o trabalho muito longo especialmente manobrando-se de a dentro de hum fosso a . Equestres de Luiz As duas obras que tratáo das Fundições das Estatuas XIV. e outros mistos a que os Fran- cezes chamao Potêa. A referida composição principia-se a usar tão liqui- da. o qual dirigia aos lugares onde a obra o precisava a difficuldade e deste modo ven. porém perspicaz in- do Tenente General achou meio (sem lhe prefalta ceder exemplo) para remediar esta Elle fez (12). se lhe e co- mo ra sem estar secca huma demão não deve dar pa- outra. e dirigindo as maaté chegar arrisca- nobras todas. hum ceo vento artificial quente e secco : . e Luiz XV. sempre com acerto. não fazem menção de hum tal instrumento dimensorio referido acima. continuando. fosso girasse continuamente . em seecar-se a forma sem perigo o e em do brevíssimo tempo. até se achar em certa grossura. feita de certa com- posição de vários barros . passou o Tenente General a dirigir a 237 = " ultima forma. instante porque esperão com susto o Fundidor. que IX.

ix. (13).238 Cap. excepção dos interessados naempreza: mas não faltou te acto honrar es- o Excellentissimo Ministro de Estado Martinho e do zelo de Mello e Castro. de Lonis XV. deitando o seu chapeo ao ar. . e sendo . . 10.í fazer delias alarde. des travaux qui ont précédé . Gor . no. fundir-se huma Estatua Equestre collossal de só jacto. nem outro algum apparato público. DescmpçXo ànalyticà' no acto da fundição . satisfação com Em hum acto . Chap. e gritando o Rei . vio Portugal pela pri- meira vez. pag. contentando-se com exccutallas sem Poucas pessoas assistirão. forão muitos os espectadores que assistirão a este no qual vendo-se.. huma esta dei carga de morteiros noticia para no mesmo ponto espalhar agradável na Capital . que toda se encheo de contentamento . Na ria fundição da nossa Estatua porém : não concorre- rão estas circumstancias não houve descarga de artelha- nesta acção. zira todo no que lhe estava destinado. anmmciou ser o . que o metal havia deixado toe se introduisto talmente vácuo o lugar da sua liquidação. a . tal- vez porque a moderação Portugucza tar nas suas não costuma osten- emprezas. cultor pois este momento decide ou desgosto dos desvéllos em que os dous Agentes se tem esmerado. Quando se fundio a de Luiz XV. levado pela sua judiciosa.. que tinha de que esta 00 Descrip. para Paris.. hum viva prospero indicio suecesso feliz . o Fundidor M. i$ de Outubro de 1774. segiúo-se logo dar. c investigadora curiosidade . la fonte en bronze 4'un sçh! jçt la S tatue £q.se tiaquelle recinto .

de- se vio terem ficado na Estatua quinhentos quintaes ferro . e repentino obstácu- lo (14) de que elle. no dito Cap. e ambos de faz. 109. Oo % . cantou a victoria. teve o Fundidor Portuguez que vencer dous de diversa natureza.. e tirados os gitos . e repentinas que quasi sempre acon- tecem. para Paris. que o seu pezo entre ferro e bron- ze são Estas declarações me deo o Director desta? • manobras. — p# Para o bom . (*) trato. e alegria.da Estatua Equestre. e todos os sobejos . 239 Nação fizesse progressos nas Sciencias. se via a forma cheia do metal. se encherão de geral gosto. acto da fundição de accommettido M. Na fundição da sobredita Estatua Equestre de se vio Luiz XV. alem da intelligencia pio e precauções com que desde o princi- devem ser dirigidas todas as manobras. (*) (14) pag. a respeito igual perigo: o que lhe triunfo duplica- do lance de M. etc. êxito de huma fundição destas . não obstante. Gí>r. deve o seu Chefe ser dotado de resolução. des travaux . que neíla se empregão . Gor . no hum temeroso. que clle pouco antes encerrava. . se deitarão ao forno seiscentos cincoenta e seis : quintaes e meio de bronze pois de pezados estes . que ficou interna total . pezou cem quin. •taes e por esta conta se vê seiscentos quintaes. prompto as casoa- lidades contrarias. Náo he Para fora de propósito declarar aqui o pezo da Estatua de que ella se fundir. . Po- rém no acto da fundição da Estatua do nosso Augusto Soberano . e Artes. A armação de . o do. E vendo todos que ao tempo de achar-se o forno vácuo . do dito bronze. para soccorrer . acima cit. Veja-se a Discrip. e presença de espirito .

. IX. M. se tirarão as cova em que se fundira e desfazen- do-se a forma appareceo a Estatua centro de hunia arvore de bronze. como se estivesse no por causa das ramifi. Eis-aqui . em que foi no mesmo fosso: fundida a nossa po- e sobre esta operação de serem ou não cizelados semelhantes monumentos. em lu- gar separado daquellc reparou-se . que. ha varias opiniões. sendo acera bem reparada.240 ' DescripçXo Analyticà Havendo-se pois interposto o tempo. e por este motiw (15) zeláo . Depois da manobra da extracção das tarem-se os gitos terras. pag. de Luiz XV. II. que passo a declarar para instrucção dos principiantes. Cap. Esta passa* gem . c esfriar o metal a figura . iíi. referida Estatua de Luiz XV. A rém . e tira- da da forma.. . ende diz „ não em quanto não estive- rão totalmente cortados para que nos puxões que causaria $ cousa corte incompleto se não alterasse alguma a perfeição do Ei cultor • c que nenhum tempo foi mais bem empregado que s que nisto se gastara (15). para o que se precisa tanto cuidado como se declara na Descripção da Estatua consentirão se tirassem . t o que toca á Escultura original por ser essencial da obra. segue-se (como em effeito seseguio) cor. sava para se coagular terras da . foi eizcla-da . sabe o metal tão limpo como a mesma cera . c satisfação dos curiosos. que se preci- Cap. . cações dos gitos. que a circundavão e neste estado se deixou ver a muitas pessoas. no he roais extensa. Boffrand confessa . como o os intelligentes attenctem .

Discr. que esta operação do cizel não pode firmar 7 nem tre decidir contornos em figuras de tal grandeza. também aqui vai resumida. resolução que assas lhe louva M. » correcção e para lhe decidir . (17) Tratando M. Souchardon .da Estatua Equestre. . 241 ' porém que não obstante he mais .° Boffrandy não lhe acho toda a razão neste discurso porsahír. M. para lhe dar nova graça . Ainda que respeito os estimáveis de M. a que os Francee elle ( chamão Le faire . porno- que o cizelar não pôde para os intelligemes. i. de Louis XIV. que fez o modelo. d'un seul jet la Fig. . e ^ AP IX. e correcção . dar-lhe va graça . iyj 3 para 2 ^3» V©? . 3. a propósito retocar-se a cizel . se pode dispensar o cizelar-se . modo Cest ce jaire en fn . Cocbin da maneira do trabalho. qui détruit par lime et le ciselet dans la belk S tatue du wkrites . pag. . qui l'tut jait admirer par la postérité le et que Aí. ou firmar os contornos (16) talentos : . na fundição : 2. Eq. Tom. a não ser cizelada pela mão do Escultor. Cochin. Chap. 58. Roi par M. Bonchardon para Papara esta (17) : e não obstante operação escolherão (16) Boffr. com todos 0$ bons Artistas ) reputa . lamentando terem cizelado rts que fez M. . Esra passa- gem zes de Boffr. que não he só do bom reparo da cera que procede bem impresso. tendo elle pratica de cizelar : 3. e limpo o metal. quan- do he magistral huma das maiores bellezas da Arte le diz deste . de ce qui a été pratique pour jonâre en bronzs 12. Pigalle a eu le courage de conserver dans beau momtment quil a jait pour la ville de Rbeims. lui a fait perdre un des principaux . Pigalle foi de opinião diversa na Estatua Pedesfez para a que do mesmo Soberano a Cidade de Rheims. de pag. OEuvres Diverses.

pa£. (18) Le sieur Gastelier . Le ciseleur . tal obra havia naquetta Cidade ( .. dont on avoit fait eboix pour repasotts les et le tnettre en travaillant ycux et sous la dirccc de M. 127.in ce plus grande pvtic du avoír la toucbe de sorte que contre 1'usage Sally. c'est-a-dire la . sendo a Estatua bem fundida e isto ja-se aqui a Nota 24 do Cap. reconnu pour un des meilleurs cielcurs en cuivre que notts eussions rer Vouvrage ttion . aos olhos . explicando a palavra Toque. estudos de Escultura) subordinado e direcção do Escultor . bronze se trouve pag. 1 $2 . et le consultam a chaque instant. ainda assim. se acha em Copenha- he que o toque do seu próprio Author. (19) tiument .. Boucbardon . ne perdan point de vue les modele. destravaux. gosto como estaria no modelo e se veria no bronze. J'ai encore poussé plus loin mon zele pour la perjection dumoen travaillant moi-même entiérement reste .. à les la Statue de bronze chairs et . que esse toque execução do cizel com tanta franqueza . . E na pag. Descrip. dans l'état de perjection cu Scu'pteur etc. Veja-se também no Cap. com . . (ou lavrantes) que para onde os ha óptimos . Sally o : ze (19) se ache e na mesmo que a retocou. a Nota/. hum p# dos melhores cizeladores . Estatua Equestre de Frederico V. ou cizelou no broncom tudo isso eu não creio. etoit celui . 10 . sntes de cizelado. 12. lavoit amené dans son excellent modele. tn reparant toutes en retouch.eJ Traducçáo desta no Suppl. não perdendo de vista o modelo .t- jkxumando nelle a cada instante ( 1 e recebendo do Escultor as úteis advertências 8) . 6. cm a Nota (g) . 16 mème de son anteur. etc.14* DESCRIPqXo Analytica . e . por M. IX. Na gue ser . le Chap. recevant et s'y avis útil es de l'habile Sculpteur soâmettant . Suite de la Descr.

á minha correcção e advertências. i. ser cizelada e censuras : posto que me não faltarião . tomei novamodelo isto fez mente conta delia para dirigir-lhe o retoque . onde Figura se achava .. faltando-me essa prática tatua . sem . poderia talvez inclinar-rne a deixar a Es. por dous fortes motivos : 145 Cap.° a grandissima differença . op- posiçoes j mas erão mal fundadas a pressa pelos mo- tivos ponderados porém como . o Escultor em cizelar pratica tão extensa e magistral como em mo- delar. e outras Artes. IX. o e correr por elle com o mesmo desembaraço. sendo modelado unicamente pelo Artista . ou não o retoque de cizel. Se eu da minha própria mão tivesse inteiramente feito o Modelo grande em estuque . suachava de muito boa habilidade para esta.da Estatua Equestre. em número 83. que ha da brandura do estuque á dureza do bronze cual não pode o cizel domar . E <ie como mesmo tempo me com a Escultura mármore e náo podia assistir actualmente ao reto- . e diversas mãos em ajudar-me na com que não tivesse esse toque original . neste . e a meu arbítrio es- tivesse dar-lhe. com que asespatulettas ter não ser provável . Chefe da mesma obra. Para se reparar. operão no estuque : e senhorio 2. Os que se oceupárão neste retoque forão hum jeito só era Escultor. dos quaes aggregado ao mesmo Arsenal. esta Estatua. me obrigou a servir-me dito de muitas . que teria . do Arsenal sobmettidos dos Exércitos . em Hm. porém . o qual se fez pelos artiíices empregados nas a officinas .

até o plano do fosso: e todo este âmbito estava guarnecido com com luzes . Maio de 177^ ver a sua : Sua Magestade. DescripçXo Analítica . fosso onde havia sido fundida. cujo trabalho em foi . e retocada tar a descida ao mesmo fosso . em huma rampa de madeira cujo corrimão. hum de quatro palmos de pouco mais ou . onde principiava a rampa . que se completou. com afflicção. ene tão Reinante Estatua a acompanhado de para facili- sua Real Esposa e como Figura se achasse ainda no . pela rampa . a figura toda . faltando no sitio a luz natural para cujo systema de illuminar não foi de meu gosto (pelos motivos que adiante mostrarei) mas que não estava a meu arbitrio evitar. que do bronze visitava todos os dias a obra até se fez .244 Cap. Em parapeito torno da beca do fosso se havia levantado altura . Em 15 de . huma prova dos effeitos que eu esperava. de verem a seu e neste lance tirei. individuação todas as particularidades daquella obra sem cuja illuminaçao houve quem se persuadisse não poderião perceber-se patenteallas : . acompagosto nhados de alguns Fidalgos. decorarão com damasco encarnado torno delle desde o nível da Casa . se havia construído . se Chegando Suas Magestades dignarão com effeito a descer a fim á Casa da Fundição. segundo as circumstan- cias occorrentes. para que Suas Magestades podessem ver . e que faz a luz mal dirigida . IX. especialmente quando cahe sobre corpos de superfície polida. e paredes do fosso . 63 dias.

e de que achei no Benigno agrado com que Suas Magestades Ihes as Mãos. que em qualquer Estatua. conheci. Poucos minutos depois ouvi dizer. me facultarão beijar- Para declarar pois aos principiantes. e curiosos mede- nos versados . e neste lugar observando o que se passava Espectadores se divertião em quanto á os Augustos Gap. he pelo todo . lhe dera toque algum vasse. em tendo em o bronze perdendo o lustro . Que o assalto para o Artista ! que o havia dirigido . . não hase via alterado cousa alguma . ve-se advertir. e da direcção da luz he que procedia aquelle máo efíeito. as causas daquelle máo effeito . ix. haver já feito. . e feito exemplar Com tudo ter não me soçobrei inteiramente lembrando-me de o tade . menos para evitar 245* fiquei algum precipício. nem no reparo do bronze . estas palavras : O rosto da Figura esta horrendo. o motivo daquelle máo mais va : eífeito o qual havia mudir ven» outra luz. com que se achar cuja declaração me certificou o dito Excellentissia resulta mo. oue aos olhos da Rainha offereceo o rosto daquella Figura. em ver a obra. declarasse . quando o vio em barro no segundo modelo e igualmente ao vêllo ginal do bronze : em estuque no modelo grande se ori- e vendo eu que na fundição .da Estatua Equestre. que eu não dirigisse e appro- que do lugar. Esperando então os Sua Magestade Soberanos ao sahir do fosso pedi ao Excellentissimo a Marquez Estribciro Mor . Serenissima Rai- nha . e ainda do-se de sitio competente. louvado muito Sua dita Mages.

Monteiro achou . (2$) Tos. §§. Coroll. Tard. Observ. que tore- do o corpo iliuminado (especialmente sendo polido) flecte. 1. do Liv. 2. Peias da reflexão da luz (20) sabemos. 2. em definir a natureza obri:»ou-o a dizer que a lição de todos os systemas dos Filóso- fos nesta matéria o fez conhecer. 1. Tard. Theore. e incidem ou ferem os (20) da luz . 100. pontos do corpo luminoso. Tom. 15. e iliuminado o cor- po de que se trata. Opt. os que sahem de cada ponto sao divergentes. Almeid. difreren- (23). na pàg. Prop. 2. e 5.. ou se cspalháo. Tom. Tard. tes Mas .. todas as proposições os raios directos que em recebe do luminoso (21). na pag. pa?. 267. e vão topar em superfícies planas . Opt. Mont. 2. Tom. 5. Schol. E nesta sentença talvez concordem todos os que náo se obstinarem pela certeza de algum particular systema. 4. §§. os que sahem de . Vej. Mont. e convexas. A difficuldade que o P. 1. 6í. Catoptr. .. cidem oblíquos reflexos . E se in. Catoptr. 6. Fi- Tom. Em que neste lugar exponho. na pag. 52. 6. Das do movimento E Tom. si e com ângulos iguaes. na pag. (21) los. (22) 32. que na luz todos somos cego*. 3. 4.2^6 DESCRipqXo AkalyTica cm partes que represcntáo carne) a sua (e especialmente superfície composta de alternadas porções mais. . deve-se imaginar sempre ser polido. Opr. e 6. na Recr. pag. 2. do Liv. 1. Tosca. tsmbern reflexo. Da leis reflexão da Luz. 18. De qualquer ponto do corpo luminoso sabem innu- meraveis raios de luz para todas as partes (22). e menos leis concavas. 5.

a sua Opt. 38. Quando os raios directos (que ordem e .da Estatua Equestre. (27) I. Tosca. a cor be . convexidade maior será a diver- gência (28) encontrando-se com os olhos do especta- dor em muitas mais partes (29) por onde este vague. Tom. fazem que os raios da sua reflexão ca- minhem também parallelos (24). 5. Recr. Opt. dando por exemplos a pedr. e agoa feitas em escuma etc. ix. Tos.7. ou re- flectem divergentes. Catoptr. Pp 2 . na Prop. isto hc . Vej.i preta e areia moídas a tinta . 2. pag. Filos. Tom. sahcm do luminoso) encontrão superfícies planas . Alm. trão obliquamente superfícies convexas voltão . a mesma luz mom . 6. 247 Cap.. quando cahem sobre superfícies concavas e j convexas he o cffeito da reflexão com desordem (25) pcsto que sem alterarem a igualdade nos seus ângulos de incidência . to mais esférica for a . Alm. Theore. a de Newton. 5. 2536. 269. Exp. Dam. planos parallelos . E . 28. Tard. do Liv. a i. Tos. 2. que a modificação mais esteja no objecto que na luz: este sentir . $ diz que . Liv. 2. 1 pag. pag. os raios. 2. 2. reflectem com . são os que . na pag. pag. Os raios directos . do Probl. . nas experiências e 2. (28) (20) Tom. Ahi mesmo. Filos. 1. Tard. na 2. são noso incidem obliquamente em (24) (25) (26) dijicada . do Liv. 2. Recr. que despedidos do lumisuperfícies concavas. 14. c reflexão : e esta desordem na reflexão até faz variar as cores no objecto (26). Theore. Catopt. que sahindo do luminoso encon. Mas os exemplos que nos indica Tosca in- clináo a pensar. c cuido se confirma Par.. Pelo contrario. apartando-se (27): e quan.

($2) los. 17. si A luz 2. 80. 40. como o reflexo repellido do ponto radiante v. A debelidade que tem a luz na distancia mostra Makbranc)ye Recher. 38. náo dista exce3* . Eclaíre. tanta .) se o ponto da incidência reflexa. 1772. e a terceira advertência do Cap. n. pag. Cap. pag. missa (33): e cide em sombra ou só participão de luz como o claro-escuro nos corpos he que . as avançadas he que estão e as porções re- somma de . 332. em certa distanfor do corpo que reflecte: e quanto maior o segmen- to da esfera . Tom.248 Cap. Fi- Tom. quando em qualquer corpo ha humas porções avançadas outras recolhidas expostas a receber maior recolhidas ficão . Paris. Consta da experiência porque em nos50s ou quasi tanta impressão nos faz o raio directo despedido do luminoso inciJío. Tos. surTOpt. onde aquelle graduação da . 313. etc. Ma Vérité. . . também Tom. Os raios de luz reflexa . no fim do Cap. a que chamão/eVe. Vej. Recr. 4. agoa. 85. Prop. (}$) Finei. ou quanto menos esférica for a convexida- de. delia. vidro. Vej. . di- á vista os sallientes e intrantes dos mesmos cor- (}0) (2. na Catop. Tard. etc. 427. trazem em si . . 37. do que aquelli com olhos que . . . . Trai. quasi a mesma intensão de íuz que de des- pede o luminoso (32). Viu. até certa si distancia. 2. vãmente do ponto da sua radiação raio reflexo . sahe òo luminoso. 36.1) Ahi mesmo 3 pag. 5. IX. Prop. g. 4.27. Ora. venvse unir hum ponto . mais distante será o seu foco (31). também Tosca naOpt. sendo o corpo lustroso. do Liv. 4. na sua reflexão posto que se debilite (Alm. pag. parece que até o ponto onde incide o leva a mesma força ou pouca menos : . num. Descripcão Analytica isto na sua reflexão convergentes (30): todos a cia he. luz .

Sendo pois tantos fenómenos da effeito da visáo los . collocado em lugar alto (34) porque xo para cima não só que faz á troca os efeitos pela opposicâo semblan- Natureza. o. luz contra o bom . . incidindo o luminoso 149 Cap. para se evitarem todos estes obstácu- deve o luminoso ser hum . e reflectindo essas partes a luz intensa. . cm partes. já eirada. Além tence á luz das mencionadas circumstancias pelo que per. modo pode rios a luz . Ahi mesmo. 280. mas até àifficulta conhecer os te (3?)* Epara o espectador perceber melhor o objecto. pag. confundindo asapparencias todas: o que forçosamente ha de sueceder pelos motivos ponderados* e ainda mais multiplicando-se os luminosos. que deveriáo ficar' em sombra. Alberti. Cap. para illttmhiar os objectos he preciso escolha e que nella consis* te o artificio do claro-escuro. 371. Ediç. que não tem. e a illuminação debai. (. 279. etc. pag. que examina dência . só . Esra escolha náo e nesta he menos importante á Escultura: porque he mais difficil o conseguir-se nem sempre he (como na Pintura) ao arbitrio do Artista. Cap.6) Vinci. grande. ha outras que não deixão de ser muito at> tendiveis a respeito da situação em que se acha o espe- ca) (^5) (*.7) diz que E De Piles. deve achar-se mais da parte do raio da inci- que daquella do raio de reflexão (36). Cap. que faça os objectos deformes e vá- (37). . IX. Cours de Peint. que recebem. lhes faz parecer o relevo.da Estatua Equestre. pos. pouco potente. incidir Pois de tal . Trat. delia Pittura. 41. Ahi mesmo.

(40) Mont. 17. Mathcm. Ediç. onde os raios ramide fazem bum angulo . delia Pitt. Traí. 1. n. o vértice da pyextremos da pvo ponto de vis- E sendo . Esta pyramide máxima. que sahem de cada hu- ($8) (30) Alm.. e tutte le superfí- creano una pirâmide sola. IX. Probl. Tard. o que. . Tom. na pag. Opt. Filos. que nos seus raios extremos comprehendc todo o objecto . Tom. B. . 6. claramente se conhece . . que sahem do corpo iliuminado (38). Regnault. 3. 83. e ramide na pupilla (39) . Êntr. Tom. quante sono le st*perjicie che mediante quella veduta son lib. por formar angulo maior. podem. mais próximo o que representa o objecto de mais grandeza. que do mais vi- sinho pareça o objecto menor que domais distante (41). comprese da'raggi I. 148. Tard. di dire di tante pirâ- mide minori pag. he totalmente cheia de outras pyramides menores (42). a impressão que nos olhos fazem os raios reflexos. bem considerada se en- contra a mesma Títue causa que no Problema antecedente. que dicide o tamanho do objecto (40) ta . . Recr. 42. Alm. qualitd d'e cor pi cbe noi veggiamo.2^0 1 DescripçXo Analytica bem o objecto que pertende ver. 4. Alberti. 4. não obstante . di deita veduta. CoroII. em cuja Piop. cuja base he a superfície do objecto. Paris. (41) Emr. aehar-se dous pontos em taes sitios . ia. i<S. 2. pag. assentando em que a visão procede median. Enrr. Regnault. de 174?. 150. Tom. na pag. ctador Para te para perceber Cap. pelo commura . pag. pregna per modo . L. 92. e Prop. pag. o. 7. Entretiens Mathema. le (42) cie . que esses raios formão huroa pvramide visiva . 18. e $.

Tudo consta . . A. : i$ ' e quando quem ve se acha ma das partes desse tedo Cap. o mesmo ha de ser com as pyramides me. A referida escampa vai no fim do Cap. a largura delfig. 6. mostrando oafig. X. (*) Tose. pag. e se demonstra lugar citado. de la Perspect. Deixando porém essas pyramides menores identificadas naquella que abraça todo o objecto raios . Tom. 2. que se encerrao dentro da pyramide máxima. na primeira. no lugar figuras onde foi fundida. Trat. C. i. com pouca ( dif- Para mostrar pois desta obra) . posto que o de 5c gráos também he to (43)- bom. 2. a . que a visão da pyramide máxima lhe faça em sitio tal IX. péssimos. ferença. a . exponho dous espaccatos. ainda que náo tan- Já o angulo de 70 gráos não he para desejar recto. ou cortes do fosso. extremos desta formarem angulo de 6o gráos . 2. D. que a Estatua Equestre sujeito não podia ser vista em ângulos competen- tes. .da Estatua Equestre. a Estatua pela frente: na o seu comprimento suppondo ver a altura a Estatua de lado. Prop. De que se conclue que o angulo visivo de- ve achar-se entre os 60. fa- rá boa visão e he o angulo mais a propósito . á proporção dos gráos que medirem. pecr : : o no e os obtusos. suppondo ver . 19. nores. máo effeito. B. e segunda (*) da estampa XIX. Lib. mostrão da cova em ambas as figu- (43) 145. e os 50 gráos. le . como se os .

pouco mais ou menos denota . . . B. do mencionado pontinho se que he o melhor que neste caso pode imaginar . A terra linha . he o axe. nas mesmas objecto col- figuras. a os vigores de ferro. o que e d primeira vista se conhece nas mesmas do que deve haver lem- brança para o que adiante se declara. ou linha central da Estatua. C. indica ordinária estatura de qualquer espectador suppondo os olhos situados no . F. que haviáo servir para segurança da Estatua no pedestal. de G. e delia at- fastada 6 palmos acima denota o lugar onde chegavão os pés do Cavallo. F . que mentalmente se deve alli suppôr. D. Os figuras. que nelle havia . não ha todo o tamanho do referido oballi jecto. c o. a o comprimento ras : . na fig. notando-se o G por ser o lugar onde a curio- sidade mais se dirige. A. e. até H . triângulos H. a A linha vertical E. IX. o que se pode saber pelo petipé notado no alto da estampa. 0. locado no meio do rosto da mesma Estatua : por isso. Considerando pois . a a largura da Cap. e 2. que G. nas duas da terra . parallela com a dita linha .ponto G. Advertindo porém. ambas : as figuras a linha da ou plano da cova a linha de pontinhos a. como se collige da de- monstração. . i. G . c no espaço dos ditos 6 palmos. C. D. mesma cova ou fosso e na figura 2. se accommodavão na i. declarão. H. figura.25*2 DescripçXo Analytica.em figuras . dahi para baixo . que tem 7 círculo palmos de altura e remata em hum pequeno huma com pontinho no lugar centro. em cada huma das ditas tem diversa medida figuras . .

Não ja duvido que para a medição destes ângulos ha- algum escrupuloso. a não lu- se podia dalli ver a Estatua senão pela frente. E H . F . sé podia dalli ver o objecto obstáculo . ambos oppostos (hum mais que outro ) á boa visão . sommando 83 deste modo em 5*7.. Por cuja causa todo o espectador natural- mente havia buscar ver o objecto de lado. satisfação. Conhecidas estas verdades Fisico-Mathematicas. F. que me não queira admittir o pon- to H . ache bons funda- mentos. Cavallo mais abaixo da linha de pontinhos a posto que para apoiar o raio e. E se o da figura 2. por todos os motivos . gar opposto . qualquer angulo semelhante ao da figura alli por serem os ângulos de lado. não se achava tanta . angulo de 120 gráos não menos.da Estatua Equestre» os olhos do espectador no angulo 15*3 . ainda o angulo da figura gráos.. a fica . radiantes dos raios extre- mos da pyramkle visto não descerem os pés do y . como fica demonstrado. como hum dos pontos visiva . da figura 2. e sendo o ponto radiante inferior em I . a em F. onde encontrava peor angulo . pelas costas : a observalla pela frente a cabeça do cavallo embaraçava o ver-se todo o resto da Estatua : a examinar pelas costas . a E o angulo da figura he de 74 gráos . não por causa do ponderado i. 2. não quero fazer questões de ninharias: accom- modo-me ao reparo ." . ou no Cai*. a fica que em : si mesmo encerrava a respeito da* quelíe sitio ficando unicamente livre de impedimentos i. e Qa . como se nota na figura i.

que aos re- mais pouca ou nenhuma dor causão provar de improviso.R IPCÂO A NAL YTlCÀ ellas combinando com Cap. augusto que obrigava os espectadores a estarem . de immensas porções concavas . porém já receio a nota de prolixo (44) nas especulações (44) lias Náo temo : esta censura das psssoas costumadas a manejar mate- Mathematicas pois que nesses Tratados se acháo as cousas analysa* das com muito mais individuação . as circumstancias de verem Suas Mngestades tos a Estatua . e . outras circumstancias não duvidando ou porque não conhecem estas. e ou porque não fazem a mínima reáexão neíias.SC. este a sua superfície . porque também nem todos as conhecem as acautelar .I 25*4 D F. e não todos elles pois lie . convexas sitio que reflectem a luz em contínua desordem . huma visoalidade não só desagradável rém mesmo Artistas terrivel. com illuminação produzida de mui- corpos luminosos collocados em mui diversas . em po- ângulos desproporcionadíssimos encontrar-se a consequência disto he . Muitas particularidades omitto sobre este artigo. . quando os deixão executar o as suas obras que entendem effeito ra para que facão o devido e pa- com satisfação completa dos espectadores. pelo commum . . ser o corpo illuminado. . polido. IX. que só tem o zelo de e prevenir . Estas observações. . e miudeza. e ter oppcstas situações. não soffrerem indefensos semelhantes golpes . só as fazem os do Desenho : . excessivamente próximos vendo de todos os sidos .

mas eu me tenho julgado" em precisão de as mostrar . U R. e declarações deste Capitulo: 255 Cap. ou seus Professores carecem de noções de Sábio P. Univ.da Estatua Equestre. P. conheção como sem theorica poderão occorrer . IX. Qa» . Paris mais que etc. e com semelhante illuminação: para que os Artistas meramente práticos. o que bem conheceo o a dirige. para que se vejáo os motivos que tive de affligir-me por se pYesentar aquella Estatua á espectação de Suas Magestades em tal sitio . Castel. não excluindo da sua Mathematica universal quaes os Ar- tistas (45) aos também Par (45) sa Mathematiq. Tem sido impres- em huma vez. ás difficuldades que se lhes presentão mesmo na práti- ca : e para ( que os curiosos saibao quanto as Artes do ) Desenho tel. Cas9 sciencias sublimes.

: que nas portas se pose para manter a boa ordem sempre continuou o se mesmo tatua . e cobras do mesmo p limbo. Cap. de sahio da casa da Fundição e se collocou no carro transporte^ destinado. também a verem . Cor- poração da Casa dos Finte precedidos do seu . para condecorar mais a pegou nos mesmos cordões toda e quatro . cuja multidão foi tal que deo muito trabalho tarão . e a 22 principiou a marcha para o seu lugar por Esta conducção de sufficiente apparato. de Maio (como já disse) dia e grande parte da Corte a visto aquella obra . X. ás sentinellas. sua elevação ao } pedestal motivos de se fazer montuoso o plintho e declaração da allegoria que se inclue no sil- vado T -1- . e retocada . teada franca a todas as pessoas de distineção . . . se facultou na casa da Fundição en. concurso até o dia 19. logo no seguinte de para 16. ainda que nos cordoes de puxar pegavão muitos Tra- balhadores asseadamente vestidos aquella marcha . 15 Endo Suas Magestades . se fez mãos de homens . X. A 20 suspendeo ^ a Es- da cova em que foi fundida. e civilida. e logo ao sahir a Estatua daquelle si- tio. a :i.i$& DESCRirqSo Analytica CAPITULO Em que se relata a conducçao da Estatua .

. excepto as plumas. 15.da Estatua Equestre. Chap. de Eq. são 27 f . des Travaux Lovjis Fonte en bronze . respeito. Cap. dar esta demonstração pública da veneração e amor que Estatua . pag. 161» . elevado gráo em que se devia se achava . no seu todo não con- tinha mais que 24 palmos (1) a nossa porém . e sujeitas a ditrês versos obstáculos no seu transporte se empregarão causando dias e meio consecutivos. mede (1) telle La hauteur totale de la Statue Equestre est est de seize pieds Descripr. não quiz poupar-se a . de XV. que censurarão a lentidão daquella marcha tre . ao Soberano Prototypo da mesma no seu poréra acção que sempre lhe ha de honrar a memoria* desejos universaes . em não fanao semelhante re- paro. A total .. . la Star. tt de lã Figure du Roi prise séparément qui ont preceda la de douze. que foi o incumbido da conducção. mais civis da também pelo Ulustrissimo Conselheiro Fiscal das mesmas Obras que ainda mesmo no Joaquim Ignacio da Cruz Sobral Corporação das Obras Públicas precedidas . se todas essas pessoas . no seu Até o ultimo contorno da cimeira do capacete. referida Estatua de Paris : . tivessem visto Paris . Juiz do Povo : 25:7 e igualmente as pessoas . e com o dito 31. Os como erão ver a Estatua lugar assim que eila sahio da Casa da Fundição: estas manobras são complicadas .. isto muitas murmu-« rações contra o Arquitecto das Obras Publicas Rainaldo Manoel dos Santos. Porém . a da Estatua Eques- de Luiz XV.

na sua conducçao da mesma sorte se empregou igual espaço de tempo (2) . a sua expli- A Na maquina de que usou o Tenente General para suspender a Es: tua. se construio em Paris (3) para se elevar e col locar (2) Uoperation le . Chap. fnit (3) le samedi mivant. Ora este augmento de volume também augmenta conside: ravelmente o pezo com bastantes quíntaes te e não obstan- o muito menor pezo da Estatua de Paris. do me dizem pessoas que A tal . segunresidirão naqueiia Cidade. ladear em angulo recto para poder sahir da em que esrava e collocar-se no carro de transporte. pag. sem conhecer onde com razão devem empregar-se. enrre pag. Quem que vê as estampas da maquina . . 135. 158 e 150. que por essa manobra passou a Patrão se encarregou a Mor : e . . completa os mencionados . No da obra acima citada . e no mesmo Cap. X. 13. . tensão que a de Lisbo3 do terreno da mesma expouco mais ou menos. em segurança como com prudência se quiz acautelar também sem causa foi motejado. fim do Cap. ou andaime. á sua O . . 14. Mas . porém encerra huma particularidade de Paris só havia movimento de avançar. . do vulgo.it bcures dtt matin. sendo a distancia . ornato de plumagem Cap. Ahi mesmo.25*8 DescripçSo Analytica . elevação da Estatua para collocar-se no pedes- João dos Santos. quem se livrará das occiosas e ignorantes sentenças . . que cegamente prodigaliza satyras e louvores. Tenente General também deo casa motu de . então Soto-Patrão da Ribeira das Nãos . dura trois jours : elle cotiimença €t jeudi dix-sept Février 1763 sur les hv. 3 1. qui se fit à mdin d'homs . se acháo as mencionadas estampas cação. da cova. he semelhantíssima mais.

da os mármores dos Gruppcs iateraes não estavão de to- do completos. que naquella Quinta se já retocado se- achava. com o disignio de lhe dar alguns toques pelo natural. para declarar huma circumstancia attenQuando Suas Mâgestades forão ver a Estatua. á vista de hum Elefante vivo . Ao a retirar-me . á Quinta do Meio hum Elefante. . com o dito modelo gundo Natureza suecedeo casoalmente andar ElPvei divertindo-se de passeio. ain- divel. nal da Marinha etc. deleto de barro e e como em hum fui destes ha . do Arsemoutões. no pedestal cila a^p . e sabendo que intento mesma Quinta vendo-me alli me conduzira quiz ver : . cadernaes cordames. der Mas antes de proseguir nesta relação devo retrocehum passo. que estava próximo. o referido modelo te . também muito mais econóna sua construcçao forçosa. Cap. cujos mastros . acha que sem dúvida parece mais que a ter sido (por menos com. . deo muitos louvo- . cujos cor- he iniviravel o desperdício e . mica : porque Franceza mente tes se havião cortar muitas madeiras . na pois. o Patrão que Mor cons- truio huma eabria de vários mastros . X. segura que a de Paris a foi . e muito mais além de ainda menos arriscada . porém esta. a referida Estatua de Luiz artificiosa XV. que parecendo-lhe muito semelhanlhe ao vivo. em tirou . mum) de que usou o Patrão Mor . tudo tornou para o mesmo Arsenal sem perder-se cousa alguma. com hum mo- tendo configurado nclie o dito bruto. poucos dias depois .da Estatua Equestre.

rcs (4) e disto passou a faltar da Estatua á com os mes- mos elogios. as ma- nobras . fiz esta e de Aiviro foi e também o Desem- Porém tal a escravidão com que obra . . destinado para ao pedestal e assentar nelie aquella Figura. e poderia por isso mesmo embaraçar . Marquezes de Marialva. : terreno que se havia mister para os trabalhos daquella empreza andaime e estando eu próximo do pedestal . bem perpendicular o braço esquerdo: seguido os preceitos da Arte Equestre o que se podia remediar ao tempo de assentar-se ra a Figu- no pedestal.160 ' Des^ripçXo Analytica . . que não houvesse vigilância . E a suprema Ordem Chegando que eu teria em cumprir a todos se fará crivei sem que a encareça. e ao escrúpulo mesma deligencia de com que se havião dizendo mais. para assistir ao assentamento da Figura a fim de lhe dar o seu devido (4) Acompanhando a Sua Magestade . se detreminou . . attribuindo alguns copiar a Natureza . . eprevendo-se que seria grande o concur- so do povo. esta recommendando-me. Cap. pois o dia 27 se elevar do referido Maio de 177?. dando-lhe huma escassa inclinação sobre o lado opposto: nisto descuido. andaváo os Excellentissimos . sobre o em que estavão os cabrestantes . que algumas Companhias de In- fanteria formassem na Praça ficasse hum cordão de modo que desempedido. X. de Angêja bargador joáo Rodrigues Villares. que só lhe achava o pequeno defeito de lhe não haver ficado noCavallo. todo o espaço de . com desafogo. que se me náo deixou seguir o modelo exactamente no mármore.

da que se usa em outros Paizes Eu refiro o que tos annos em caso semelhante. ou qual ignominia meallo . Munu. e para . Lemoync. rida. em fim corosos á sua própria Farda . tOH . tando elle a Estatua Equestre de . mas até me ameaçou com pois só . X. porque eu lhe instava na precisão que havia (5-) assistência naquelle sitio A do se . Cap. . elevar mais os seus elogios . resulta disto foi ficar a Estatua como se está ven- fora . não quero no- em declarar-lhe o nome lhe faria maior injuria do que elle me fez naquelle acto: o referido Tenão só usou de palavras. querdo em lugar de inclinar para o direito : segundo me havia ordenado mas como foi notório o suecesso a minha obediência ficou salva com Sua Magestade. Boucbtr ( In- e alli o comprimen- e louvou publicamente . Porém não foi no dia em que se assentou a Es. e gestos indenente. M. prender-me da minha . differente ! he esta maneira de tratar Artistas. acabou abracando-o. mas sim no da Inauguração por ser mais plausível. prumo. Este exemplo foi se- guido pelos Ministros . . erig. Patte. „ Depois da primeira saudação ( á Estatua tendente da Província ) fez chamar M. E ás pessoas que ainda ignorão este facto dirijo a sua de- (5) Quão . com tal. que elle havia dado a este Monumento . execuLuiz XV. porque o Tenente .nA Estatua Equestre. do seu prumo . en Fran. e de maior ) pompa. para aquella Cidade. disignio era de honralío em Bordcaux se praticou náo ha muicom o Escultor M. Lemoyne . a la gloire de Louis XV. como o tatua. que todos lhe mostrarão a sua satisfação. sobre a semelhança . nobreza e perfeição em nome da Cidade .. toda pendente para o lado es. e comprir a sublime i6t refe- recommendacão acima fui lançado fora da Praça publicamente. e mais corpo do Senado . Rr .

e que pelo seu conhecimento . empreDe Piles. por De Pil. que das mesmas Artes ignorao os mysterios e para os que rio bem as entendem . em De Piles : porque en- Capitule?. Dufreinoy. .. Roma. que aquelle defeito nãopro- Gap. Ital. DescripcXo Analy^icã . . Isto pode Imprensa . depag. muitos não contém cousa algu. x. 181 ser erro de tre os e acaba no 27$. 6. di Dujres. que do Vince. . são insignificantes para os que das bellezas da Arte não entendem. delia Fiit. do Cap. até 102. maior número de Capítulos . Trad. ou demasiado escrúpulo eile cita . . Veja-se LArte JOo. que pelo contra- rio ha outras circumstancias que os Artistas muito zelão. dizendo que eHe Vince começa no Cap. Já disse em outro lugar Artes ha certas negligencias pessoas . Desta quali- dade he o devido equilíbrio (7) nas figuras . e oComm. ma tocante ao equilíbrio . citando a mesma obra do Vince 9 lhe assigna no Corrimento a Dufresnoy . outros ainda que toquem circumstancias que lhe pertençáo cilas sáo muito remotas do mesmo equilíbrio. para conhecerem. (7) Leonardo de Fvice . 30. cedeo de inadvertência ou ignorância minha* . são o sello do magisté- do Artista (6). gou ii Capítulos: posto que em recommendallo. e declarallo . Preceito 7.i6z . que na sua obra Tratt. num. que embaracem ver-lhe os extremos cipaes ou pareção cortar-lhe algum dos seus prin(8) membros (<5) Vejáo-se ás Notas 25 as palavras de . julgou merecer este artigo attençáo . que nas producçòes das que são desagradáveis ás . claração. e assim mes- mo evitar objectos antepostos . (8) delia Piti. Accrescento agora. 1750. desta Descripc/o. no Texto do E :ambem <ugar Mengs transcriptas mesmo Capino tal onde se acha o número 27 accusando Nota. . acima citado. no Preceito 16 diz: „ Chi mRi skiiè . e 2.

que he de pés. Ahi mesmei Rr % . elle donne tant de grace aux pieds des chevaux quil seroit a de souhaxter la Lfcur les artistes. e 11 pollegadas de Dinamar- nascosti i Piedi . Ora . mo- tivo de conveniência no uso dos ditos rompões pôde bem ver . si le estremitâ delle Giunture. que isto só bastaria para fazer. Status àz pag. arts . zem os rompões ajuda tanto a diminuir este defeito . em Dinamarca dizendo que „ tes . 41 pára 42.lhe adoptar o tal uso (10) . Salii. Veja-se no Corrm. e julgar de buma Estatua Equestre a sacada de seu plintho esconde sem~ 5 pre buma parte dos pés do cavallo e a elevação que produ. na Estatua Equestre V. E logo na mesma pagina mostra se outro . la distance cu Von est à portee de bien juger d' une des Statue Equestre pieds la saillie de son plinth cache toujcurs une partie les du cheval. que „ da distancia donde . combinar esta pequena porção com o 15. Descrip.da Estatua Equestre. o num. etc. total da mesma Es- tatua. . (10) Comme À . 263 de Frederico' v>AP. . dizen- do . Yélévaúon que produisent cet crampens. aide si fort à diminuer : inconvéniçnt que cela seul auroit snjfi pwr mç la fairc *dopter. a (&) iie lígéreté et Cette façon de Jerrer est favorable mx . quem reparar na quantidade de elevação que e naquelia Estatua causarião os rompões das ferraduras.. par tout. 114. que seria para desejarem os Artistas ser esta maneira recebida ge- ralmente (9). X. e molto raramente pág. 43. qtielle fut rezue Ecj. e dá tanta ligeireza e graça aos pés do Cavallo . Por esta causa . adoptou o seu Author o u:o dos rompões nas ferraduras do Cavallo da mesma Estatua este modv dg ferrar he tão favor arei ás Ar.

(n) Muitas pessoas que náo conhecem as bellezas das Artes do De- senho . cher vai pag. pag. pag. e huma pollcgada incluindo-se somma $ pollegadas. c* (n) não lhe parecerá ninharia para desprezar . tavos . pelo palmo de que aqui se usa nas Obras Publicas. du 8. A E combinação . contém a extensão do referido palmo. . he medeste. e hum deci. 16 pieds 11 pouces a Ahi mesmo. e dous centésimos demais. com o palmo terceira nota de que aqui se usa nas Obras Publicas fica declarada na do Cap. vem a ser mais que o pedestal de Copenhague. Na 7 em Nota a . x. que ao todo somma 48 palmos jo total palmo. o pé Dinamarquez. . Sally fez dessa pequenhez o conceito acima referido mais nesta altura não tendo o pedestal da sua Estatua : que 19 pés. que se derão de elevação ao terreno em que assenta o pedestal (12). da presente Descripçáo. . se- melhante attenção? dioso Com .. deveria M w»tf« ah .. se trouve en8.i6jl DescripçÃo Analytica y Cap. nor 4 é pollegadas que o pé de Rei Francez. et 19 pieds 1 y comprenant 5 pouces de pente et du pavé qui etc. que este pedestal da nossa Estatua. tudo. e 7 oue 3 outavos . Ahi mesmo. tem dito. O pedestal da nossa Estatua Equestre em Lisboa 1 . com 4 décimos. tre les trois marches du piedestal la grille . elle a 15 pieds 11 pouces de baut des pieds 9 ãepuis iextremité de la têtc Au Roi jusqu'au dessous avec son plintb. hum Escultor tão estu- como Mr. V. declara o Author que o pé Dinamarquez . (12) pouce . et . Os mencionados 19 pés. palmos 21 ~. Le en piedestal a 18 pieds les 8 pouces de hauteur . ehuma pollegada pela medida Dinamarqueza vem a ser 27 palmos. . tem cu- palmos 47 £: e o plintho da Estatua. mo. e £-%% Notável maioria (13)! (pi) Ccite Status esi en bronze.

facil- mente se pode inferir oscuidados que me daria ver. semelhantes Cap. me não deliberasse ao arbitrio que toe em que tive a satisfação de mo não com clareza o partido que se\ Porém jamos to v tesse .da Estatua Equestre. com pouca differença. dos mais que ha em Estatuas) e reflexionando que Mr. que a minha obra se hia collocar em quasi dobrada altura. sem cortadas as pernas do Cavallo se \ o que infalivelmen- te succederia mei neste caso embaraçarem. e o seu cavallo corpos até vivos ? Seria louco náo só o que tal julgasse mas quem pertendesse da Arte semelhante rasgo to desta em Estatua de bronze. Sally se allegrou muito de poder adoptar o uso dos rompões nas ferraduras. modo que os espectadores se persuadissem de serem o Heroe . c que por Cavallo . 2^ altura ore-' (cômputo.. Reparando pois. ou de na realidade fosse dessa proporção. O res- Nota veja-se no Supplemento competente debaixo do mesmo nú- mero correspondente ao da Nota. . isto mesmo esconderia muito mais os pés do na Estatua do meu Augusto Soberano . para que este pequeno soccorro concorresse a diminuir o obstáculo que a sacada doplintho causava para se verem os pés do Cavallo . causaria huma . na medida que tem de ferido pedestal da Estatua de Frederico V. . X. (*) porque attendendo d grandeza da Estatua do tamanho natural. em maior altura pare^ illusáo Que despropósito ! Se a Estatua parecesse . : incon- veniente que eu desejava evitar para que não pareces. por estar naquella elevação . ou de mármore. para mostrar gui neste ponto. (*) A dita estampa vai no fim deste Capitulo. e indicar palpavelmente as causas a ve- Estampa XIX.

te. q\ indica o vigote de ferro. figura nâo designa do pedestal mais que me- Do angulo F. Aqui temos agora na figura 3. porque o tamanho da estampa não admitte a mais: e por isso não se vc ferro . perpendicular. X.* se Na linha terra desta figura vê a letra e. oplíntho da Es3. 0. mosmão esquerda do mesmo animal . A outra estrellinha tra onde assenta a a do angulo E. que são pal- mos <r ' IO . q^ da fi- alli 3. e em cima do plintho. na figura entre as três li* nhãs #." . o contorno. na figura 4. e toda a elevação do pedestal • mas só em metade o vigote de da . que para segurança da Estatua está (com dous mais . 3/ para o lado opposto D. ha (com pouca differenqa) da estrellinha distancia igual que existe E. a perpendi- cular/). Na figura . para o lado C. na dita figura á 4. hea frente : a estrellinha inscripta no angulo F e he o lugar onde assenta o pé direito do corresponde a perpendicular p. Na Cavailo. B.* .* delineado por fren. prolongada por baúco da . 4. cujo alçado se vê ?/. que indique que ha no braço esquerdo. nos seus respecti- vos lugares) dentro da perna direita do Cavailo.» representa em planta. deia qual xando perpendicular correspondente á comprehenção : ido Leitor discreto se não mostra na figura 3. para notalla. 3.* . gura a figura 4.* porque esta tade.166 DEscHipqXo Analytica fígttfi» A Cap." tatua . e figu- suppondo a mesraja linha.

da Estatua Equestre,"
ra

%6j

2*

,

na

margem
;

desta se ve porção dessa linha,

com
Cap^
x.

outra divisa e

para indicar,
,

que a sua extensão conti-

nua

y

de modo

que desde o degráo do pedestal até
1

o

fim desta linha sejão palmos

83

é

:

lugar ornais affasta*
(-1-4)9

do donde

a Estatua se

pode ver suficientemente
,

pois quanto m^is próximo estiver o expectador

menos
refe-*

poderão ver-se os pés do Cavallo
rido prolongo da linha
e
,

:

no fim pois do

e

;

se levantarmos

huma

per-

pendicular de 7 palmos,

temos a altura ordinária poucõ>

mais ou menos
te

em que

ficão os olhos

do espectador. Des~
//,

ponto, tirando-se huma recta «,

u

;

que toque ò

angulo inferior do plintho
se os pés

em

r

,

he impossivel veremos corpos se

do Cavallo: porque ; como
,

vêem

pelos"

raios de luz quê nos enviao

e estes

venhao sempre por Unhas
,

rectas

,

nenhum corpo
se
\

se

poderá ver

sem que
:

delle

para

os

nossos olhos

possao tirar linhas rectas (15)
,

o que aqui
,

não podia ser

por causa do triangulo de pedra s
; ,

r,

q ; comprehendido no mesmo plintho totalmente a possibilidade para tirar-se

o qual destruía

ou achar-se 1U

nha recta visiva de q , para os olhos do espectador. Isto demonstrado, se ficasse o plintho regular des*
crevendo,

ou mostrando duas parallelas

em

roda

,.

ten*

(14)
dades de
exactas
;

A

distancia dos

palmos 185.Í

,

não servirá para todas as quall*

vistas.

Naquelia occasiáo não se dava tempo para observações
,

a que fiz

foi tumultuaria.

Muito tempo depois da Inauguração
terreno â-zsde o lugar

he que examinei mandando medir o
Monteiro. 'Tom.

onde

me

filiei

para observar, até o primeiro degráo, e achei a referida conta de palmos;

(15)

2.

Elem. de Qpti, Coroliar.

2.

na

paj>.

14..

*>

i6%
do de
.'

DESCRipqXo Analítica
altura

hum palmo,
,

e sete outavos,

como

foi

de-

liniado, lavrado, e assentado, não podião sahir os raios

visoaes

da perna

e braço do Cavallo senão palmo e
;

meio acima do seu assentamento

como

se mostra

na

mesma

figura 3.*
;

onde toca

a recta #,

a, a\ na perpen-

dicular/?, q

sem poder descer mais abaixo, pelo obr.

stáculo que encontra no triangulo, ou corpo #, j,

Se este plintho, em

circuito se diminuísse

metade,

ficando o resto para cima abaulado, ou escarpado,

oqie

he permittido quando
ainda assim se

o pedem (16), não conseguia o intento; como se vê no
as circumstancias

lugar onde toca a linha 0, 0, 0; (figura 3.*) na perpendicular

p , q ; hum palmo acima do plano em que
;

assen-

tão os pés

e por isso ainda assim esconderia por intei-

ro os cascos

da mão

,

e pé que assentão.
,

Os

plinthos,

não se devem omittir nas Estatuas

que tem pedestaes

com

regularidade

;

não só porque lhes servem de baze,
esbeltallas
:

mas porque de algum modo concorrem para
c no presente caso

com mais

razão
,

;

pois ainda sendo
ficaria

pouca essa diminuição de

altura

tirando-se-lhe

em
Iha

peores termos, por causa da sacada, que faz acima-

do

pedestal.

O

recurso pois que achei para occorrer a estas diffoi

iculdades,

destruir aregularidade ao plintho; e

em

(16)

Veja-se o que da base

,

ou plintho, da famosa Estatua, deno-

minada Hercules de Farnese ,
Qujresnoy. Arte delia

diz

De

Piles

,

commentando o Poema de

Pitt. E«li. já

citada, pa§. 100.

da Estatua Equestre.
lugar de ser

269
'""

como huma
,

lage galgada
tirar

,

reduzillo a

fi-

gura montuosa

fazendo-lhe

pedra
a

até á cimalha

Cap.
X.

do pedestal, nos lugares que julguei

propósito para

desembaraçar a vista de modo, que do ponto q\ (figura 3« a ) podessem caminhar os raios visoaes para os olhos
dos espectadores.

Aos

plinthos
j

dos Gruppos lateraes

mandei fazer

igual desbaste

não só pela mesma causa,

como
pal.

pela

de concordarem com o da Estatua princique alguém estranhe
,

Bem pôde
quem
a

ser

a

novidade; mas

reflexionar
:

nos motivos

creio que ha de julgalla

admissível

e para esta resolução ainda tive outra causa
;

meu

ver muito justa

como logo

direi

,

quando

tratar

da industria de que usei para encubrir o vigote de ferro,

que sahe do pé esquerdo do Cavalio.

He
tem

certo que todas as estatuas Equestres de bronze

a sua segurança

em

três

pontos;
;

mão do Cavalio, que pousao no ar, em forma de mover-se: do
ta

que são, o pé , e e o pé que se acha como
qual sahe

huma

vigo-

de ferro igual das outras,

e que se fica

vendo,

pos-

to

que as estampas de taes estatuas náo as indiquem:
circumstancia
a

omittindo esta

os Gravadores

dessas estira

tampas, porque
graça
to.
,

configuração do referido ferro,

a

e

ligeireza

que se pertende exprimir no bru-

Ora
pas
,

,

se

o ver-se figurado aquelle ferro nas estam-

deminue aquellas duas qualidades tão essenciaes a
,

qualquer peça destas

como

se

poderão achar essas quaSs

270
'

DesckipçXo Analytica
,

lidades no original

vendo-se-lhe o referido accessorio

Cap.
X.

que parece estranho? (17)

Na
duação
,

distancia

em que

se náo possa ver

com

indivi-

hum comprimento extraordinário; demais perto, apparece hum soccorro que faz lembrar muletas e por consequência , em ambos os
parecerá aquelia perna de
;

casos parecer o Cavallo aleijado.

Para eu evitar este desar na minha obra
allegorico
;

,

recorri ao

em

cuja idéa

,

além dos mencionados moti-

vos, concorre muito, para representalla
tuoso o plano que piza o bruto.

bem,

ser

mon-

Já no Capitulo III. desta obra deixo dito , que o manejo em que se acha o Cavallo a Piafer , me deo motivo para esta allegoria, a qual symboliza no Cavallo os

Estados
seguio

,

ou Reino do Heroe
,

:

pensamento

que.

também

Camões

qujndo n3 sua Dedicatória ao Senhor

Rei D.

Sebastião lhe diz

(17)

Como

os rres pontos
,

de apoio sáo indispensáveis

psra

a

segu-

Mr. Falconet causou também náusea e repugnância ficar-se vendo hum calce, ou pontalete de encosto na Estatua de Pedro Grande que fez em Petresburgo por esta causa e
rança destas F.staiuas
,

e creio

que

a

,

,

;

,

pela allegoria,

que seguio,
,

elle projectou a

Estatua

com o

cavallo a ga,

lope

:

em

cuja actiiude

como
,

assentáo os pes

do bruto no chio
a

e a

maior parte dos Artistas julgáo

que recua

,

e abaixa muito

garupa,

tocando a cauda na terra; nas duas pernas, e cauda se introduzem
se ficarem

(sem

vendo)

os três

ferros de

segurança

;

como

fez

o referido Au-

ihor na mencionada Estatua.

O

resto desta

Nota

veja-sc no SupplemetltO

competente, debaixo do mesmo número correspondente ao

da Nota.

da Estatua Equestre.
„ Tomai
as rédeas vós

271

No
terreno
,

Piafer

,

do Reino vosso (18). Cap» manejo em que o Cavai lo não avança
,

mas não pára

antes sempre está
,

em movimen-

to, e o mais brioso;

symboliza

que o Senhor Rei D.

José sem sahir do seu Estado, nem mandar os seus Vassallos
a

novas Conquistas
útil, e brioso;

,

os poz

em

contínuo movi-

mento,

nas muitas reformas que fez

em

beneficio público; nas Sciencias, nas Artes, naMiíicia,

no Commercio,

etc.

E como
(i<?)

isto

se

não consegue sem
,

vencer muitos obstáculos,
presentão no silvado

e diffkuldades

estas se re-

espargido pelo montuoso ter-

(18)
tes

Lusiada. Canto

1.

Est.

15.

Figurar

em

brutos

as quatro Par;

Mundo, que também as
do

he muito usado.
personaliza

Veja-se Iconolog. de Ces. Ripa

ainda

bum
ral
,

Cavallo

;

na Ásia

,

em figuras hum Camelo em

America , hum Crocodilo, ou jacaré.
não se deve estranhar

Na Europa , designa na Africa hum Leão e n* ; Sendo pois isto admittido em gehumanas.
,
;

particular.

symbolizáo alguns Doutores o Velho, e

Nos dous brutos do Presépio Novo Testamentos , e os dous
v.
,

Povos, Hebreo,
de Isaías
,

e Gentílico.
;

V. Pereira, na exposição ao
c.

}.

cap. I.

citando S. Jero.

e no canti. dos cant.

1.

v. 8.

e sua

No-

ta, que tpoia a satisfação que a isto dou.

V.Ayala, no

seu Pintor Chris.
i.

Lib.

3.

Cap. 1., e João Bap. de Castro. Vida de Chr. Liv.
Falconet, na Estatua de Pedro Grande,

Cap.

2.

Mr.
za

como

lhe serve de pe-

destal aquella prodigiosa. pedra da
,

sem

artificio

algum

;

no
,

mesma sorte mesmo rústico da

que a produzio a Naturepedra symbolizou a falta
pelo Heroe
alli re-

de cultura daquelles

Povos

antes de serem dirigidos

presentado: e no galope do Cavallo, os rápidos progressos que íizeráo de-

baixo do activo

,

e

bem

regulado Governo do

mesmo

Soberano.
,

(19)
(e
,

Veja-se no Diction. Franc. de Pierre Ricbelet

a palavra
,

Ron-

cuja explicação elle amplifica desta maneira.

„ Ce mot

aujignré ,

Ss

z

272.

D escripçXo An AL YTICA
,

rcno

que o bruto calca
,

;

em

cujo montuosi

he muito

Cap.
X.

rnais próprio aquelle

e qualquer
:

outro arbusto
as cabras,

do que

seria sobre

huma

lage

assim

como

que aliu*

dem
ra

aos viciosos (20) abusos, que o Soberano pisou paa sua

restabelecer
até

Metropoli
,

;

não só no material,
,

mas
do
:

mesmo no

Civil

e Politico

em

todo o Esta-

e desta sorte,

com

as folhas das silvas, e cobras,

escondi aqúelfo porção de vigote de ferro; para que occultando-se este soccorro de segurança
,

apparecesse uni,

camente, o que era próprio

d ficção allegorica

sem

es-

candalizar a vista, e destruindo por este

rados inconvenientes, tão oppostos ao

modo os pondebom effeito.

A' excepção de algumas particularidades menos importantes, tenho até-qui declarado, pelo que toca á exc»

cuçáo deste
lhos
,

Monumento

,

os

meus sentimentos
que

,

traba-

estudos, e parte dos obstáculos,

me

impedi-

rão icvalro a melhor ponto:

sem oceupar-me o desvane,

cimento de que
liberdade
,

,

se pensasse

c trabalhasse

em

plena

huma obra isenta de defeitos. E para provar a sinceridade com que faço esta confissão,, as.im como para instruir mocidade menos avançada na
teria feito

signifie

,

des difficnltez

et

des eboses qui embarrassem et qui empechent
est plein

.Vavancer. (

Le cbemin
V. Roveto

de la vertu
,

de ronces

et d'épines.)

Nos

Dizion.
silvas V.

liai.

e seus derivado-;.

Também

pelos espinhos das
z.°

se

entendem as paixões culpáveis.
3.
il

Saci.

no Exod. expondo o

do Cap.
(20)

Pigliansi ancv

serpente per figura utiivers.ili d'ogni peccato et

vitio % Rip. Iconol. pag.

510. Ed. de Vei>. i$6o.

dá Estatua Equestre.
Arte
,

273
as difficulda-

e desenganar os que não

conhecem

dcs de

huma

tal

empreza, transcreverei aqui (traduzido
que

Cap.
x.

com
Mr.

a fidelidade

me

foi possivel )

o Artigo

com que
instrui-

Sally

acaba a sua Descripção: prezando-me muito de

finalizar a

minha com hum Discurso de hum tão
Advertindo
e
,

do

,

e escrupuloso Artista.

que as Noras

deste Artigo são do
outras

minhas
e outro.

,

mesmo Author ; distinguillas-hei com

como

lhe junto

os appellidos de

hum,

»74

DESCRipqXo Analytica
x*xaB33£SB%SM&t&sm

ARTIGO ULTIMO.
Com
que

Mr. Sally

,

Escultor Francez

,

finaliza a Des~
,

cripção da Estatua Equestre de Frederico V.
o

que

mesmo Artista executou em bronze
Corte de Copenhague.

,

na

„ .l\. Inda que no contexto da Descripqão da Estatua
Cap.
X.

A

„ Equestre de Frederico V. se importantes , 5, mero de partes
„ Monumento
,

trata

de hum grande mí-

e necessárias a

hum

tal

eu estou muito longe de crer que estas

„ „

sejao as principaes.

Eu

sei

pelo contrario

,

que no re-

ferido

o presente não se tem ainda tratado mais
á imaginação,
á reflexão
,

„ que do tendente
3,

á cornbi-

em fim, da Escultura; e que mes„ mo quando hum tal Monumento reunisse no maior grão
nação, ao rhithmo
,

se „ de perfeição todos estes objectos „ da Arte relativas á sublime execução
,

todas as partes
e que se admi-

5,

rão nas bellas

obras Gregas (a) ahi se não acharem

00
„ „ „
do-os
á

»

^o

obstante os bellos
,

pedaços que nos deixarão os grandes
tirar delles
,

Estatuários Gregos

e o soccorro que podemos
,

estudan,

em

nossa mocidade

não nos he possível chegar á grandeza

e

magestade do estylo destes

immortaes

chefes-d'obras.

As melhores
:

obras modernas sáo as que mais se parecem

com

aquellas

e o maiçr

e decididas. Que o Monumento fosse composto assas sa„ biamente agradável . „ to muito medíocre: de sorte. ou privação da luz. ou menos forte. Que „ (b) geraes ahi fossem gran- „ des. que fazem as partes caracteris„ ticas da Escultura. que hum Monumen-' Cap. he que se observa a massa de claro a ou- porção de bagos que floáo do lado opposto . também de outras partes congregadas. existe a massa de escuro. que para elle ser totalx. nas Artes . . e respeitável.„ Sally. e a essência desta beila Arte. do ponto de vista donde se po- „ desse observar j. ahi „ se achassem igualmente distribuídas. fosse enérgico. he hum rermo deaue embuto de que todos beiiamente o entennáo se pôde explicar em poucas palavras de modo que se faça demos precisamente perceber ás pessoas faltas desta prática. „ mente bello. as massas „ IV. ainda „ I. he a . para que . para A sábia dispoori- formarem esta alternativa contraposição. que se lhes pôde „ ao Antigo. 27? „ juntas. grande.da Estatua Equestre. „ „ III. que o devem „ compor. que sem claro. sição de objectos. He pois a massa de palavra massas. a luz . e só participáo de luz remissa. A usáo os Professores . a iiluminaçáo de varias partes juntas: e a massa de escuro. haveria mister infaliivelmente . ao menos „ 5. No ajuntamento de : bagos tra em que incide . „ „ elogio. e maravilhoso. (/') fazer he de as comparar (como nós dizemos) do Desenho. e nobre simplicidade. „ II. Que o Que a estylo de todas as partes. o ma- „ gestoso. a som- bra. Ticiano. fosse o todo igualmente vantajoso. mais. e sublime. pomposo. exemplificou isto felizmente em hum cacho de uvas. cadenciadas. disto não resultará mais.

Arti. falconet nonce sans equivoque cíop. .-. Sculptu.ie todas as partes da Estatua Equestre tí„ vessem entre si huma relação mútua . .. 835.~ 276 5j Descrip^So Analytica V. do Heroe. Sáo em fim . . Machado. bastante prova de que náo procedeo de ignerantia o dito desar que se vé na medalha. mo ar que se suppõem agitallas... sem se combaterem algumas. 5. Qi. du fins loin quú Encydiz Tom. Sáo os diversos pontos de vista d'onde qualquer Estatua se observa. „ VI. 14. Machado. dificuldades incríveis desta Arte . nem emde „ baraçando-se modo que vistas de longe prejudi. São descuidos que escapáo a pezar das mais calcula- das reflexões. que só quem bem as entende conhece o alto merecimento dos que chegáo a vencer tan- tos obstáculos. par teci passem igualmente do mes- j. muito antes de executar aquella Estatua e isto . e cauda do cavallo assim como „ todas as outras partes ligeiras dasquaes hum tal grup. Nesta máxima convém todos os Artistas instruídos : : o que a este respeito diz Air. e do ca- vallo . Que o movimento do Cavalleiro 7. fizessem pare- cer algumas defectuosas .. se confunde com artigo na Encyclopedia li2 Escreveo Falconet este . a crina. . já na psg. . po he susceptível ^ . „ do Heroe. tivessem perfeita concordância . „ gem do bom (c) effeito neste particular : e esra palavra massas também eis-aqui se extende ao 2rranjamento dos objectos. Mas o que o Author neste artigo náo concorda com a o que executou na Estatua de Pedro Grandireito de (segundo mostra a medalha da mesma Estatua) onde o braço cabeça do cavallo. que o manto . „ cassem o desembaraço do Cavalleiro „ ou confundindo-se humas com outras . sanponrra se destingucr. // jant que 1'ouvrage . e do cavallo. servindo-sc hujj mas a outras. (Y) .

ondeado. Na dependem unicamente ão Artista. Que e se procure . he a insensível . que não tendo dado muito jogo ás orna- „ 5? ditas partes . que na realidade não existáo. onde a luz mais se vai gradualmente manifestando. que fere os olhos do Espectador. . não lhe acho roda a razão. e que lhe não ficassem certos claros du. „ (d) Estas passagens das meias tintas. fingindo o Pintor a illumir-ação a seu arbítrio he incomparavelmente maior a difficuldade que encontra o Es. Veja-se o Capitulo V. para querer. se lhe tivesse sabido manejar as passagens e as for- „ „ das meias tintas {d) entre os grandes claros. á força de sciencia e reflexões acautelar qualquer cousa este desar tatua exposta insulada nunca o pôde evitar totalmente ar livre. scintillar. e próprio á idade do Principe representado. de desta minha obra. eexagerado o caracter do desenho fosse grande. „ . conve- nho : porém. que indica a precedente Nota. na Escultura. nem carregado o todo de muitos mentos . Que tendo sabido evitar o redondo. diminuição dos claros nos lugares onde a luz se vai affrouxando : ou Pin- dos escuros. e a hum fuzilar ge„ ral . o Escultor que . repousos bellos . subordinado a luz verdadeira e não fingida. Elias terão mais. pelos em huma Es- em motivos declarados nos lugares. „ „ VIII. Machado. ou menos sor : beileza á proporção da Sciencia que tiver nesta pane o Profes- e se na Pintura são difnceis. cultor. Machado. isto se deseje . ?. ros e sombras cortadoras (e) de que resulta hum 3.da Estatua Equestrk.'hum acordo harmonioso. . bras cortadoras. ou qye cortão. desde a Nota 8 até á 10. 177 „ VIL Que tendo sabido preferir a hum falso bri„ lhante. que nisto dedaros duros . e som- (e) Ainda mesmo conservando a veneração com que olho os discursos Sally . perdoe a sua memoria. tes sombras. . Mr. tura. que fazem sobre-sahir as partes ^ AP * „ bem trabalhadas . Tt . . que as maneja.

. Os primei. DescripçSo Analytica .. e tntumeci)) do. evitando o que conduz ao . os termos da Arte . postos sobre degráoí . mo pela certeza do seu movimento. a fim de os mostrar dominantes sobre os mortaes aquelles que se lhes . á semelhança daquelles dos Deoses tempos. esta preciosa. X. Para veneração „ 3. Que o Heroe. ou pedestaes. Para os Artistas escusado he dechrar esta palavra .278 Cap.. f :se . e que para fugir deste „ gosto secco . foráo elevados sobre . aquelle garbo na escrita se conhece a a que vulgarmente chamáo talho de e gosto que Pelo toque franqueza. ainda que os motivos de e este uso se erigirem pa. do qual a dedicacco da Esta„ tua he huena espécie de apotheese (g) . em (/) ra os O toque. prenunciados todos os músculos. „ parte da Arte mado. e descarnado „ defeito se não haja cahido no redondo . se elevarão so. 5> „ X. (?A A 1 achado. nelle fosse franco. co?. meduiloso. : pa- que ignoráo porém . se dedicarão aos Imperadores em sua vida. . tem no trabalho aquelle que o exe- cum.. e importante. . náo sáo hoje os mesmos. e veas. e do cavallo. tanto no que toca á verdade dos músculos. e para dar mais facilidade aos „ contemplarem náo podiáo aproximar. e Miologia do corpo do „ IX. 5. Que a Osteologia „ homem. „ „ „ „ ros Simulachros ou Estatuas que . „ e para os expor á adoração dos Povos. As primeiras eleváráo-se .- se transmictio até nossos „ estas Estatuas . bre altares de formas diííerentes . e ani- „ XI. „ Os primeiros Simulachros foráo feitos em honra dos Deoses. ou depois de mortos altares. que para ostentar se lhe não achassem „ sciencia anatómica . ahi se achassem na maior exac„ ção . he o mesmo que letra. para os deificar. Que o toque (/*).

que se não pode .da Estatua Equestre. Tt 2 . chegar a ponto de illusao . como este . que eu conheço melhor. se sente muito melhor do que se pode explicar. aquel- cujos raios visuaes críégáo muito longe. e menos que os mais adiandigo eu. „ o amor e o reconhecimento dos benefícios re- ra lhes render cultos : . „ „ XIII. até . que nâó pôde perceber a outra em que. que pode ajudar á boa con- formação cavallos . seus movimentos . de ver-se respirar. . porque não tem regra alguma por base que . Não sei que. que imaginação cui- . he ainda menos explicar do que a executar. que admira. Que . que aquelles menos avançados que eu na carreira da Arte tados que eu . e fizesse conhecer o .. tenro. que o bronze pareça a . . Que a Arte haja triunfado da matéria tal . e de tal sorte animado. „ e mover. Que o cavallo. commove. : „ O conhecimento das Artes he como potencia da vista . . modo como . . e que difticil a . disringue e julga mesmo de huma infinidade de objectos. tanto o homem. por . de seu espirito. . e nobreza de le-* parecesse jactar-se do pezo que va . (b) que esta magica. certo 279 de dignidaCap. a magia da Arte e encanta . pela fereza. definir . cebidos conduzem Qj) la a erigirem-se as destes tempos] a „ Sãlly'. XII. o cavallo. „ XIV. achasse em toda a sua força. de elevação de bondade e que se lessem em seus olhos a natureza de sua alma. „ . e de seu coração. . ahi se . o ensino que os Soberanos fazem dar aos que elles montão. hum ar de . deificado e .

o plano bem concebido. Sally . ou contra Machado. este dom inestimável da Natureza . se Mr. 5. methodo. ou daquella Arte. cilas fossem levadas ao mais alto gráo sem serem juntas áquella propriamente . „ I. que eu estou muito longe de crer ter feito muito executando 3. algum desta . que s» „ descobrem os mysterios das Artes que podem analyzar. dos Artistas. Sally. lhe faltasse o enthusiasmo Poético.. DescripcXo Analytica „ Ponderado pois o que fica dito . 5. „ O . bem se vê que „ as partes de que só se faz menção na Descri pçao que da Estatua „ eu exponho 5) 55 Equestre de Frederico V. e os Tratados de Óptica. assim pensão a respeito mesmq dos Professores. Náo he . todas as partes bem arranjadas. 55 dita belleza da Arte comporião huma obra que se po7 deria comparar a hum Poema Épico . „ estudo pôde 55 aperfeiçoar mas nunca já. Author . ? se intromette a dicidir magistralmen- prò . e . resolver. e 55 e bem distribuído „ bem trabalhadas mente observados ? . . Ora. que juizo se pôde suppor naquelle. 4. quando mesmo de bondade . 16. os preceitos. „ te explicar. senão pela sabedoria se . que sem conhecimento te . e outros. e 17 . . exacta- e os versos bem medidos mas que que o 3. . mais conferir a posse. Filos. na comparação que faz dà vista com . a sciencia da Ar- e::plicou-se do modo que lhe pareceo mais breve e preceptivel ao commum visão . Tard. os mesmos raios são mais curtos. Para se conhecer pois a fundamento este ponto da veja-xe Rccreaç. Esta faísca da Di5 vindade . Tom. e fazellos sentir em suas obras. do qual o as» w sumpto fosse bem escolhido. 5.280 Cai x.° „ Resulta de tudo o que tenho exposto.

em todas as cousas he re- servada ao Creador possível a e que por consequência . cu será o mais hábil y „ o mais venturoso. 5. mas ainda que todas quaesexceilente . que nella concor„ rem . „ Deste modo conclue Air. tanto do que tenho escrito f como executado . que em si une. que executaiio „ mar huma em tudo bella Estatua Equestre . como pela execução. executada pelo mes* e por consequência mo to Artista. em cercomo próprio para mostrar que de hum se. haveria : Cap.. quer outras partes... tem sido. me não fica a menor jactância : sendo . ou w será aquella . tanto pela com- „ posição. que para for„ tal Monumento . modo . „ a „ Ora ?. fossem mesmo ahi levados ao mais alto ponto „ de perfeição. . como perfeição . e igualmente pela por* v ção das Sciencias.da Estatua Equestre. melhante espirito possuído. „ tudo o que hei escrito 2S r na primeira . e outras Artes. . e o Estatuário que tem podido. . . que compõem o o su- „ blime. e nesta ?egunda „ parte da minha Descripção: II. que mais perfeita destas Estatuas he. e o maravilhoso da Escultura. deve-se só a „ concluir. Sally a Descripção que escreveo da Estatua de Frederico\V. . „ ou poderá juntallas. ou unirá maior quanti„ àiâQ destas partes . em Copenhague: cujo discurso refiro. mister que não só tudo o que tenho indicado até qui nclla se achasse reunido . não he „ yy hum partes sabias homem profundar e expor tantas no mesmo gra'o de sublimidade.° que he infinitamente „ mais fácil chegar a conhecer tudo o que exige hum III.

Recher. serem incomparáveis a Escultura as difficuldades a Fusoricu e vanta- gens . . Em terceiro. desenganar as pessoas . fins em re- vendicação do credito. pag. que exige minha Arte. seu Ministério concorrerão indiscreta. Pref. prio motivado pela excessiva e indiscreta pressa (*) que se me deo: ao que me deliberei: primeiro. e pondo plano . . hão de confessar de . em primeiro lugar. instruir a mocidade Por- que se applica á minha profissão. para o excesso nesta pressa por isso lhe chamo F I Mc N'est que pir Vattentlon de vrent. XXl\ r . de Véricé. todo -meu intento (levando verdade por guia) . . 1'csprit !a que teutes les vérités se decou- Màlebranche . as se repararem neste discurso de Sally e em dos a tudo sei- o mais que deixo entiíicos estudos. e provado a respeito e conhecimentos. que rem sobre nem o ' (*) Nem Sua Magestade : . dar satisfações das faltas em que incor- humas por capricho alheio. Vcja-se a traducçáo no fim do Suppltmentq as notas. outras por descuido pró.232 D -o f. Seoundo tugueza . que declaro nos do primeiro CaDitulo desta obra. ri. Escultura . a paixão de parte . que cegamente a reputão a Fuscria mais scientifica do que quaes . s cn i p q X o Analytica a Cap. . escrito . x. e ultimo lugar.

JM. de/* Lúcia* xfafou .C.

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.

/„ 7 T /7 .Ksi XXII \MC r/.

.

0/ÀfMi* jjyoô . Est XXIII fcufer..

.

7.D0 . pag. mesmo. e Francezas das mesmas Notas. N. de Escultura publicassem Descripçocs. Cap. Quando i nascerão. e sabia tedas \ e como curso» procede da íntima correlação que humas tem enrre o c sa he modernos se . 97. que se construirão os grandes colossos de Rhodes de Jove Oivmpico. *^ IS " cada sujeito. Cao. . de Jove Pompeiano. te isto Umero i. de Apollo Toscanico. 34. o Equestre de Domiciano ção na Rohia Antiek % de que se faz men- Tom. Continuação da Nota deste numero. . e outros o de Nero. ordinariamen. . E Plinio 8. efoião crescendo as Artes do Desenho. Menechomeno Antlgono escreverão livros da sua Numero 2.283 SUPPLE MENTO A's Notas de toda esta Obra . Jiv. vê o . cujo Author declara ahi . . Seria grato aos Escultores se hoje tivéssemos hum a individual noticia do modo com . . Os Números correspondem aos ynesmos das Notas. . que os Escu'tores pfefissao. que exercitava huma. e traducçao das Citações Itália^ nas. e i. tem visto qiie os muito provável com mesmo por esta cauAntigos também das grandes ebras as outras. A passagem Franceza deste numero quer di- . Supplemento ás Notas do Discurso Preliminar.

deve dar conta . qui a conduit la finte de ce superbe monument. Kist. cu iares Boffrand . de 3. foi a primeira Equestre e a maior que até agora se tem fun- hum só jacto . quando diz o : Mas . das producçoes delias . . 63. Cest Mar. . tin Vanden-Bogaer connu sous . Tom. Quer dizer Foi . tendo-me advertido pessoas illustradas que todo Artista lhe em dade de membro da Republica das Artes de suas menores âescubertds . . ou Prefacio da Descri pção da Estatua de Luiz XIV*. Suite de Ja Descrip. e que em factos de Artes o que tende a pôr consequente o Viiblico em estado de julgar de maneira . 4. que a le fez. que outras era a figura do Rei com peças mais . pag. progresso das Artes . dá noticia da Des- cripçao de Mr. IV. . e para os interesses dos parti. aqui citada.284 zer : SUPPLEMENTO o A's NOTA S. se pag. e pag. Descrip. que tudo fazia altura. lie do mesmo sentir no Avant-propos 3. mas antes desta já se havia fundido a Estatua Pedestre do a da victoria . mesmo Soberano. soberbo monumento. la Ville de Paris.para curso. A fundição . Em a Nota 10 Sally . deste Discurso na carta dedicatória. se declara ser fundido de hum . Martin Varidem-Bogaer conhecido pelo nome de des Jardins que deo os desenhos ( deve-se Escultor da Academia Real crer que também os modelos ) e que dirigio a fundição deste . Tamquali- bém Sally confirma esta opinião . he que descreve o monumento. porém a de hu- de ilia huma Estatua Pedestre não he tão difficil como Equestre. 62. do Dis. Numero dido de A Estatua . só jacro. mesmo Escultor. nom de des Jardins les Sculet : pteur de PAcadémie Royale qui a donnú dessàns . E na pag. hum fundi- gruppo formidável de 13 pés (palmos da de xoi) de hum jacto pelo . não podia deixar de lhe ser vantajoso etc. que indica a Nota deste numero. Seria para desejar que este costume ainda se praticasse .

e no mais á proporção. e a prática . eu segui exactamente os trabalhos eu os vi executar desde o principio até fim . A traduccão he Seguindo este methodo he qttasi impossível que hoje em dia haja falha nestas obras . indicando-lhe só 20 pés : . pag.. A substancia desta Nota 3 fica traduzida no Vv . porém merece mais credito neste particular : pelos motivos que na seguinte nota se observão. Ferreiros . declara. para a Cidade de Paris se havia fendido os Moldado. . j " casco da figura lando . de Louis XIV. Tom. ra conseguir a fundição todos que se fizerao o . . Lemoine. Eq. XIV. 5* . Histor. : Criando o Numero 6. Na também declara Descrip. altura que a de Luiz rnas ^ como plumas do referido cocar com o capacete se elevao acima . A passagem que a nota expressa quer dizer Para fazer estas memorias e os desenhos que as illustrão e dar huma idéa clara de todas as operações necessárias pa. Numero 7. . Lemoine fez a Figura Equestre de Luiz XV. de Paris. Numero 5-. o tamanho desta Estatua . que se empregarão naquelle delle se teria . A nota deste numero quer dizer "Escultor Mr. O tamanho da referida Estatua de Luiz XIV. para a Cidade de Bordeaux havia $0 annos que a de Luiz XIV. e os reduzi a ordem . . ou pouco mais em altura palmos nossa menor que aquella 4 fal. Numero 9. : por mais consideráveis que sejao. : res . 3. até a mais elevada extremidade : co ao * tem . etc. i 1o$ do • A car. Avant-propos. dece qui a eté pratique pour fondre . as D0 Dls curso. la fig. he a rigorosamente 4 palmos.. nossa Estatua a . e Fundidores . perdido sem estas memorias niquei a e desenhos que eu compraze** commu- Mr. . que he paleste mo e meio menos do que diz Boffrand . mesma „ . . ..StfPPLE MENTO a's NOTAS. trabalho já não vivido .o Boffrand na Descrip.

contemporâneo do Escultor desta obra Mr. Traducção . Passagem segunda discernir os defeitos de . Numero ta deste 19. o Depois deter experimentado o cruel que Au th cr de huma obra deve ressentir . . mais hábil entre qualquer os Artistas tanto que se trata de elevar monumento público . 13.2$6 SUPPLEMENTO : A's NoTAS.Boffrond . . Cada hum reputa estimá. ou Arte que professa e costuma não fazer ou ao menos não ter na devida estimação os estudos . . Traduc. que não sómuitas cousas mas que em tudo fui mente não fiz cousa alguma por acaso . Mas • são cegos para suas profissões e para bem ver em sy mesmos . : que outros professao. Isto prova a Escultura com sobre bastante clareza a Fusoria . etc* Numero discursos 20. vel a Sciencia caso . : Seria cançar em longos . não receasse escred'aquel- ver desta. gares. e sendo Boffrond . e authorizado por motivos de necessidade . . depois de me ter perturbado . Giran' don. do Dis. vantagem que tem em Sciencia . Numero n. ^1 «« mesmo Texto eis aqui o resto. He psra notar que sendo Mr. . e la nrío se atrevesse a escrever de que sem dúvida havia de a grande ter mais luzes. induzido . . curiosamente. que da Fusoria . Passagem primeira . por exeme dos lu- plos respeitáveis e pelas circumstancias do tempo . Traducção da Nota: Eu me persuadi dever na qual explidar ( daquelle monumento ) huma Descripçao cando minhas idêas e motivos me sirva de escusa para e ao mesmo tempo faça conhecer . . Arte muito mais análoga da Escultura . que pelo cuidado que nelle se . professor de Arquitectura. . e vãos querer mostrar quanto he importante escolher o . com as contrariedades que tenho en- contrado etc. Numero feito ef . e Prática. . Traducção das duas passagens : Italianas da No- numero.

João de Castro isto 1 nos Liv. . que devem sacrificar suas pertendidas luzes ás do Artista . a cultura. o que os Artistas mesmos . Mas tar depende da escolha de Professores a beis para execu- esses Monumentos. luta necessidade por cuja causa v ou devem beiias . numentos públicos indicao dores.. Traducçao das duas passagens Francezas da : Nota deste numero. Artes do Desenho gosto se ? . — D o Discurb0 * cer os seus aplausos e os dos Séculos futuros. hum Povo . 287 mere* deve attrahir a attenção de todo . todos os exemplos . ânimos de seus possui1. que .. Entre todos os Povos da Gre. Numero eia . . tem apenas chegado a saber de- pois de ter empregado a maior parte de sua vida nesta indagação. oiv apoia a opinião Moe 4. com tudo .SVPPLEMENTO emprega 7 a's NOTAS. os encantão .. . porque hão de fazer tanto áo acaso Estas obras . como ordinariamennão s3o de abso'ser te suecede as mais das 'vezes. e não julgarem saber sem estudo . em numero muito pequeno .. li 2. Traducçao. 9 . : Deve-se escolher com discernimento mas depois he preciso ter nelle huma confiança- completa. . e falta de juizo se reduzem ás grosseiras que os seus Arquitectos havião commettido na consdos seus Edificios públicos. 22. Passagem segunda o Artista . . Passagem primeira Por tanto <z intenção do Author seria persuadir a maior parte das pessoas . Vida de D. os Carienses erao reputados pelos menos polidos e os Alabandinos entre os Carienses passavao por totalmente estúpidos .. Se a maior parte das predu cçoes das á' .. trucção O e nosso jacinto Freire de que os de Andrade tombem segue. 3. ou Vv 2 . destinadas posteridade são e efíeitos do Bom da Magnificência do Culto da Religião. são contrarias ao bom gosto : de aclvirtir-lhes .<. que empregao as gentes da Arte . . . que se referem de sua estupidez faltas . quanto as cousas de moda . Numero 21. .

Lhe ungimos com . o li' „ E que a verdade confeitada . e expressões do Author mas para . vado nas allegadas Authoridades. em notar. tu . que do Tasso Pedro de Azevedo Tojal. as censuras Deste modo crescerú . não se pois de outra sorte mostrão no presente . . 35*. 31. E doesse engano seu vida re- Não : intentei traduzir esta estancia mesmo em . em brandos : versos .s. onde a exhaurida . O Musa 5 . úteis. verso . e louváveis serão . « do CU1S0. . . lá concorrem todos onde mais songeiro Parnaso . Numero entre nós Traducção das duas passagens .. mais austeros os tem persuadido quando queremos medicar o Menino enfermo .. Italianas deste numero. satisfazer eu a exponho em verso Portuguez fez do modo que acha na traducção. e muito mais em compor. 3 Suco amar.. Numero Traducção. . derrama „ Suas doçuras . „ Sabes que . d Republica das Letras alguns célebres Engenhos publicado s maneira de que usarão escolher . : Oual ao Menino enfermo na bebida De mel Que no se lhe entanto em que o suco amargo bebe ? Do seu engano espíritos recebe. „ Deleitando os .futuro ignorância dss Artes ss erigem nao menos • . Traducção. verte o adulador Parnazo E que . Passagem primeira: Licitas as críticas . e no D. „ Por isso suave licor a orla da taça . .. se tivessem em estudar . Vêz que o Doçura Mundo lá corre . A verdade o mais duro attrahe ao caso usa a orla untar do vaso . no brando metro indo escondida . Grande beneficia terião feito . por querer chegar-me de mais próximo ao conceito á curiosidade se . Numero 23. . mesquinhez de ânimos nos qus a que nos que ss executao como nca proe . go enganado entre tanto bebe cebe.280 SUPPL EMENTO fazerem : A's NoTAS. em ler .

O ver obras daquelle paiz . entra . Qual. rior. não aprenderão vendo todos os seus ori- e todas as bellezas da Natureza. 10. não valem cousa alguma. ou Silencia *-<?. bem que muito aos que tem e se applicao seriamente. Trsducção. . cia . se estas vistas com tudo. ^——— illus. Tom. . Cap. ^r/f Liberal. Quintiliano Liv. caso de fornia boa crítica J/»w verdadeiro Filosofo. . 6f. e não são acompanhadas daquelle dom supea Scien- muito estudo reflexionado: antes vem . que de ter aprendido as regras de o sabe lia. Numero as bellas 38. e outros seja .. estampas de Rafael ginaes . Numero mais denado. diz que os que não aprendem pelas pag.StfPPLEMENTO s Império tf//<?r A's NoTAS. huma Arte não se segue Mengs também . da Edição Italiana.tz tratada com crítica . manchando . to absolutamente incurável. diz. a Soberba e a detracçao . 7. Continuação da Nota deste numero. I.BO ® IS curso ~ /fW<z conhecimentos eruditos $6» j? r# /fc »w estimada. a ser prejudiciaes essas digressões porque no lugar que havia oceupar . a própria consciência denegrindo a própria honra j no intento de ani- quilar a dos outros ficando o individuo \ em peores termos do ella que estava antes de sahir da Pátria voltando a com a mesespiri- ma ignorância } e entumecido com huma hydropesia de . . e das Artes. faz que do louvor mais bem or. Passagem segunda. assim útil como as suas Academias do Desenho Génio . ^ 2É>Q das Sciencias .

e Geométricas assim como quadrados triângulos e todas aquellas certa que por serem muito regulares formão . também de cousas barbaras . e outras figuras . e . aborrecem as cousas que as mãos destas passagens ter não querem Nas traducçdes . Assim Na res Tragedia querem os Mestres que aos olhos dos espectado- não se cxpon!. não deixaria de usar nesta passagem da palavra barbaras lugar poderá empregar alguma outra : ainda que em seu mas naquella acho mais amplo significado . nausêem . Traducção. Numero tornos iguacs 14. . ej não pintem cousas que horomem . G. . Em hum ao qual justamente se Monumento desta imporpoderia chamar o Poema Épie con- co da Escultura. Traducção. ctc. em todos cuidado em que . também que do Desenho Tecomraendão alguns Authores. huma effeito symmetria desagradável a qual nenhum bom produz* Numero if. Supplemento ás Notas do Capitulo I. e ásperas ao tacto tudo pois que os olhos tocar. E fugi . das . Mas ainda não obstame esta circumstancia . Olhão . as que são agudas aqui lio . Fugi também das linhas . que cm outro algum Synonymo seu. a fim de que os que ignorão o idioma traduzido lavra. V. fossem mais literaes do que elegantes . duras d vista e finalmente . e continuação da Nota. grosseiras . ç. que formão parallelas . os lugares Oiide as ha julguei que devia .ão nas Artes na Scena factos horrorosos. . — — c ' Numero i anciã . . etc. Numero 16. Traducção. possão combinar palavra por pa. agu. Continuação da Nota deste numero.ioo Supplemento a's Notas.

ies es Grandes. em (alguns) por serem menos ignorantes do que os Estrangeiros os julga - Numero Carta 17. em que empregar se vista . felicitando os seus Professores . . D0 ca p« 1. não achao e Arquitectura. e Escultura. pela falta de estudos : de pro- tecção tes e de occasioes . para que os Artistas cheios de estímulos hon- e de huma nobre emulação . os Poderosos. e destinguem . tendo aliás muitos da muitos engenhos habilissimos particular que impelidos forcejão vehemencia do génio. cogitando. mostrou faltar-lhe nestas Ar- o preciso conhecimento para sentenciar decisivamente. honrando. . Não teria a se quando falia .-s a's NoTAS. Nota deste numero. . que a varias Cidades Estrangei. lhes consta que . achachss cheias de Academias destas Artodos as protegem . de mereci- mento de porém . he que Portugal não tem produzido abundânestas cia grandes e homens em todas Artes . aspire cada hum a ser o melhor.SuPPLEMENTO esí. 20T Nações para si. Fas attrahem tantos Viajantes . . O Author da referida não deveria intremeteer-se a decidir do merecimento de Professores daquellas Faculdades que ellc não estudara a fundo ao tes fallar da Pintura. fallando nesta e não André Gonçalves . da Pin- tura nomeasse unicamente Francisco Vieira Lusitano até porque agora não tem havido Pcrtuguez na Escultura igual ao de Vieira na Pintura : . em particular achao algumas boas collecções se de Pinturas blico to. por acaso encontrão No e se Público. de Ignacio de Oliveira me lem- . e honra se que em talentos. Escultura. sabem que de Escultura . os Ricos. he que julgão assim e por es- motivos de . a huma só Academia de Pintura. e multiplicando as occasioes de se exercerem rados . Escultura queixa deste escritor . e estendendo as suas vistas sobre Portugal. não descobre nada púse exceptuando Mafra esta falta e o que modernamente tem fei- Por de objectos.

ter por que escrevendo de Roma fallaria falia em Menaldi ser porque razão escrevendo de Lisboa nío elle inferior no Discípulo. que se homem. podia . e foi Discípulo de Carlos Mo- naldi. O Almei. ou exercício de forão Escultores modelar. deixaria de fallar cm Monaldi \ S. em e barro . não teve todas as luzes deve attribuir especial- mente quire lie á falta de Academias do Paiz. especialmente sendo Acadée sen- mico da Academia de Lucas. que Euchira e Eagrammo. Cap. 12. Este grande da Arte. e caracterizado nella do certo que em nenhuma Academia elegem para Sócios os que são ignorantes. bro cap. sitele . da. fallar na Do ) de António . 35*. ¥crreira injuriar de José de Almeida e de Maem co. com . O Abecedario Pittorico faz menção de muitos Escul. em barro: e que o Escultor i'achamou Mãi da Escultura d Plástica. Pois se he tão provável que o podemos .202 r SuPfLEMENTO se a's NoTAS. estudos teve-o o Génio . . O Ferreira ainda isso que não operou senão ser Escultor . Se o Àuthor da Carta a escrevera daquella Corte não elle . Escultura (e sem re. noel Dias sem os negando-lhe o merecimento de se\ rem nomeados. porém o que não . o Almeida ir infe: rior a seu Mestre Monaldi varins estatuas não precisamos \ a Roma em Mafra ha de Monaldi na Casa de Nossa Se. barro cia . se ad. tores Plásticos sem outro exercício - y e pode ser que alguns destes não igualassem o nosso Ferreira. e cera como o Ferreira mas também em madeira mármore. certo . ceio . o inestimável : Dom do Ceo que o mais em grão eminente achão-se cousas nas suas obras que incantão os mais escrupulosos intelligentes. e cera . Liv. pelo contrario i teve Arte faitou-lhe Génio: operou não só . não deixa por de circumsran( que o Authcr da Carta não podia ignorar tendo lido mo supponho) em Plinio . Estudou em Roma. nhora das Necessidades ha duas do Almeida e me consta dei» . de mais algum. não sendo não ao Mestre ? Para provar .

j Cap. para que dester- que promovem o luxo. " D0 José de Almeida igual merecimento ao de Iznâcio de Olheira na Pintura. e não do pois Xx . e dando-lhe lições tão severas. terrasse delia todas as Artes. Plin. falia do económico. que entre as Artes Liberaes se desse a estas a primazia e com Edicto per- manente. . Liv. Na GreDO cia em tempo de Pamphylo Mestre de Apelles ( e deve jul gar-se que com authoridade âeFi/ifpe. Muitos dizem (e o mesmo Fe- nelon) que não são Artes de absoluta necessidade reparar no mas quem modo com que isto este Sábio discorre . a Escultura não crão Artes para se etc» Esta opinião he constante em : tedas as pessoas de intelligencia solida. para que os meninos nobres aprendessem primeiro que tudo a debuxar : . 10. que fossem prohibidas aos servos. De André Gonçalves com Ma- Na Escultura teve CAP> mel Dias nos hábil . diz: Pae receo a Mentor que a Pintura. liv. Numero i. deixarem . O famoso Penelon a instruir no seu Telemaco. Supplemento ás Notas do Capitulo II. ou de seu filho o Gran. conhecerá que civil . dÍQ quando diz. fei- por Servos. 12. nem na Escultura obras de reputação 35". introduzin- do Mentor Idómeneo do que devia praticar na sua nova Cidade. por cuja causa não se vião na Pintura tas . Continuação da Nota deste numero. 293 para a Igreja da mesma Casa. pôde fazer-se hum imparcial paraiielo . de Alexandre) houve ordem positiva. : se aquelle foi soube muito bem aproveitar-se das estampas este não me- em desfrutar os gessos.Su PPL EMENTO xar outras duas quasi completas a's NOTA 3. CaP.

Passagem primeira.. os 7. tão veneradas. e para o Commcrcio . que para o concurso certo lie diz se en- carregarão os mais hábeis. Eis. podem achar-se ás . amor a huma Arte . e enfeita os ânimos para serem civis e até santos. balhar em concurso no desenho deste monumento etc. que então havia em Parts. Numero mero. intrépidos . . de tra. a Authoridade. Hum Povo que era laborioso . e desejadas no Mundo. Os Portuguezes . e derija-o . espirituosos muito próprios para as gião 9 Sciencias . Artista mendando ta a desta Corte a curiosidade de certo Ordinando seu. pende (humanamente estas o bom suecesso das emprezas mas quando são das Artes quem hao de ser os Eleitores? Nao devem ser por si sós o Po- der. Traducção . que adoça . nem a Riqueza. . Repare-se . que lhe dava superioridade para muitas cousas sobre o dos Europeos. que aqui veio. pensem como o de Cambrai e neste particular clhão ainda recora- Hum hum dos róseos Exceilentissimos Bispos. os Poríuguezes nos prezamos deter Prelados que . da Nota deste nu- Em consequência cila (a Cidade de Paris) encarrcçriu mais habtis Artistas . li deixa de havella absoluta para a Civilidade. SUPPLEMENTO de haver delias precisão A'S total NOTA para a fj se deixa Economia . Também mais Icnge. são polidos generosos . . não do GAr. interesse-o . . Traducção das duas passagens da Nota deste numero. Numero dustrioso 6. os Portuguezes parecido estar postos debaixo de hum cli- ma . sujeitos para O : que da boa escolha dos ) o que se lhes incumbe.294 r i. firmes em sua Relie continuação etc. ifhuma pala- vra . diz ao Professor em huma Carmostre-lhe multas cousas . profundo nas Sciências . porque : eu tenho muitos desejos que no rneu Clero e haja conhecimento . in- perspicaz . que estas bellas qualida» des.aqui o resto da Nota. resto Passagem segunda.

neste particua lar dizer absurdos notáveis homens doutissimes . de discorrendo sabiamente. Digo juzgarà Tintura . supiere y hiziere . não busca o Medico para pa. especialmente nas Ar- tem não obstante. com Professores . y el que poço etc. Nestas elei- ções devem ser consultados es Professores e ainda nestes se de. adverte êúk os meus Discipuhs se estão rindo do que dizes. Vincencio Carducho. porque cada pttes que . asquaes A's NOTA S. a desventura . bem instruido de tudo quanto delias se tem escrito ainda não toca a meta. quando se acha enfermo : para recuperar-lhe consciência . A grande Literatura não basta a natural propen: e viveza de espirito para cilas não lie sufhciente . 10. e Curiosos. Dialogo 6. mu coo . quando se animáo a falíar delias decisivamente. CAP * de quererem quasi D0 todos imprudentemente ser seus Juizes sem cada hum reparar náo o Theologo caso de que quando tem huma Demanda trocinar-lhe a Lite : . vem escolher para vogaes os mais inteligentes . y y entendera deiel . 35. ouvem-ee varias vezes. hnm entende á proporção de la do que sabe que mucho.SlJPPLEMENTO tes. la proporcionalmente segun la supiere hazér entenderá . este : com morosa submissão disse áquelle Monarca Se- 'nhor . 104 até loy sas certíssimas . pois os conhecimentos das Bellas Artes de tanta facilidade ijws huma çao superficial idéa da ! Natureza baste para julgar delias : ? Oh estar que engano . segundo a voz pública obrar. peco . He preciso. Serão . e declarando coue a que a própria experiência lhe fez patentes. 295' vezes nuas de Sciencia para saber votar. Cap. '. mim também me tem mostrado-. Xx 2 . Liv. sobre tudo isto. haver delias esta ordinariamente falta nas pessoas alguma prática: las e como que dei- não fazem profissão. pig. Huma occasião discorren- do Alexandre Artista Magno com a Apelles à respeito da Pintura. Diálogos de la Pintura. a saúde corporal nem quando tem o Mathematico para soeegar4hé o espij -iro. . Assim o refere Plinio .

Estampa cada lado le I. Brun cada hum destes projectos hum remata tom sua fez he de Esta- tua Equestre que não louvo. de augmentar-se mi- nha magoa. vê-se a Estatua vesrida de ferro t he á Romana. he o mesmo que o de le Brun quanto á idéa o segundo . hum Arco princi- que em Paris quizerão levantar obsequio de le e chegou a em . sa- bem os Artistas insrruidos . ir A indiscomo a creta pobreza de mendigar ás casas alheias o que na própria . e os Francezes contraste : porém . que sendo Brun deseat- nhasse os ditos dous Gruppos com tanta igualdade e sem tender nada.. traduzo a passagem Castelhana desta Nota . Quem os nossos desenhos furtou daquelles o máo . O Giuppo Estampa IV. como se tem no mesmo figu- hum Gruppo de além de outras duas tão grande Pintor. . Na citada obra . nem as mais que houver do mesmo idioma guezcs só os que não souberem p^uadido de que dos ler Portu- deixarão de ter desta lingoa hum soffrivel conhecimento para entendelias. Luz XIV. Numero Continue ção da Nota deste numero. Não EO C/iP. e Brun . . e II. de Blondel se encontrão duas esdos que se fizerão para ( tampas de dous projectos Triunfal piar-se) . : : Perraalt outro de .. vé no presente desenho. ou qu2si nada. e regeitou lhes o bom. . original ras. com o Le ão atravessado no pedestal. ao que nós chamámos Brun contraposi- ção . . le nesta obra cui- dou só no que quella classe de era Arquitectura como objecto principal ser na- monumentos . Gruppo do Cavallo. no presente desenho Estampa III. . : . e no que havia de isso Escultura não poz cuidado algum houvesse de executalla porque deixou ao E -cultor que conhecendo muito bem o devido pun- donor que nestes casos tem os Professores de algum merecimento. Admiro-me. se podia remediar melhor he mor Ivo muito justo e briosos . j No projet to no de le de Perrault . . contrapõe mais que o de le Brun . no . 11. .296 Sl/PPLEMENTO a's N OT A ?.

não posso deixar de persuadir me. e imitallos á tôa preciso cuidar em saber escolher delles o bom . 12.m estudado todas as partes de que se compõe a Escultura faz o principal objecto: e sen. todo. as actitu- os panejamentos etc. ou Pedestre > para hum Mau. como não se lhe fiará o pedestal com seus adornos que sãoacce sorics ? Eu faço muitas reflexões sobre mim . escreverão.SlJPPLE elefante em lugif de MENTO A's N O T A cavallo. líL. Continuação da Nota deste número» E com porque o Escultor tem maior ohrgação que o de ter Atquitecto. : e nestas as massas . Edic. Do que hum te conte. outro 1. Carta 12. que não basta : ver as estampas. e o Heroe he vestido á Romana. . 1771. Numero muita razão . cante. 2Ç7 tem o mesmo 3 — ' defeito de cruzar o Leão e o cavallo do Heroe mas com LO LAV Seguin. mas com tudo isto. 2. O original Francez com S.des . outro ensine. do cavallo. melhcr proporção. de Lisb. do Tom. que alguns sores hábeis delis . apare paixão de to me com muito esforço do meu amor próprio Artista. dos Gruppos. que para huma Estatua Equestre. virtão os Adhe Mancebos principiantes destas Artes . e pela . „ Enriquece „ a memoria de doutrina. do porém aquelle sei original tanto a ponro o nosso copista como foi buscar ao desenho de Perrault o vestido de ferro Eis-aqui o que be querer variar sem saber de que modo. c . e muito sobre as suas ob as inda- neilas o bello . sem mas c içar o vácuo desde o piinrho até não ! ao bojo. e< regei tar-lhes r : o máo gando . e obras dos Authores. e o Ínfimo . estudando isto já . meditando muito. de Profes- e de pessoas de juízo e erudição etc. . o mediocre . communLaçao . Ferreira. no Liv. pela Natureza. já pelas obras desses mesmos Authores já já pelas advertências. em que do assim assumpto fiando-se ao Escultor a Esratua que he o centro do . : conjecturando os motives que terião para expor deste ou daquejle medo as suas composições .

do De:en^o . o a Natureza. Traducção. . sem alguma za que offenda a figura. . para huma fonte caprichosa para huma ou cascata e para todas as producqóes . Elle (o Escultor) . : o vul^õ a segue . mais costumados e ensaidos em seus esrudos . Traducção da passagem. nem Bem conheço este discurso terá muitos Censores porém estou cerro que esta opinião em nenhuma Academia 15% das Artes. Numero vestidos 19.do Desenho será reprovada. crue- graça. 5255=2 DO GAP# soleo ou Tumulo . de composição vaga em que tenba maior parte o Estro fogo Poético. Mas sejao (as roupas) em seu dobrar de pregas lançadas de tal . Nota. quitectura . qual será o Escultor. ainda que nestas producções hajão partes de Ar. e Escultores que . isso? Só o que não huma. A'S NOTAS. estão os Pintores . .29# SuPPLEMENTO . que ainda sem que ter delia particulares for não saiba quanta basre psra outra cousa. Numero 10. Numero Traducção da passagem desta . Traducção dos dous Mas de nossos a incoimnoda estruetura „ Contradiz juntamente a Arte to . versos. Monarca d Romana porque nós não conhecemos nada ião augusto nem tão respeitoso. sorte. E sendo a Arquitectura nes- precisa. Numero tem vestido o 18. ora o es condão . . . A moda o tyranno do Bom gosp 7e hum grande ohstacuh d perfeição das Artes el/a se f : acompanha da louca novidade que agrada etc. estudos ou Pintor. se applicío. que descubrão o nu que se acta debaixo e e com arte. dependentes . a dar estes voos do que os que são só meros Arquitectos do desenho que imita tes casos sem bastante prática a Natureza. ora o indiquem .

vallos. 15:. para as obras de bronze . he a cavidade que se . faz parecer e logo a coxa neste lugar infinitamente estreita muito magra. ir. Numero rado muito . ou de variedades de denominação. 4. Numero to trabalho . Numero Mas obra Traduccão da passagem Franceza desta Nota. Traduccão das duas passagens: Passagem Olha-se como pri- Não ha quasi pessoa que não dê a preferencia ao cao vallo de líespanha. l*?? Supplemento ás Notas do Capitulo III. fSr ma no baixo das soldras de c avalio tanto que as pernas estendem para trás.SuPPLEMENTO a's NOTAS. nha e os . na lista Para conhecer o que dos he Solar a . primeiro de todos es ca- Passagem segunda. e mesmo possuído alguns são extremamente bel/os mais próprios de todos para serem retratados por . Esta só operação me custou mui' e o sacrifício de mais de hum anno do meu tem- po. Traduccão. Esta cavidade precisamente posta no lugar onde os Antigos forma- huma prominencia . veja. cousa que Huma mar hum vão . e me tem admique me tem dado muito trabalho a me costuTraduccão. " mmmm íir. do qual o metal toma a forma : a matéria só- mente lhe faz a differença. Eu \ tenho visto cavallos elles de Hespa. o modelo he em certo medo a i. hum pincel at tento ou para montar hum Rei . Esta medida he huma espécie de medida universal . Numero meira. que não tem nada que recear de mudanças de uso. . Traduccão. quando em sua glo.se esta palavra de nomenclatura . ria. Numero 6. e magestade se quer mostrar a seus Povos etc. mesma .

Traducção.i- de das pernas que toe ao a terra que levantão a figura do e animal quando as taes pernas desfazem a sua o b liquidada . e de suas molas (ou de movimentos) senão depois de ter estudado a armação dos . Numero dos .^00 s S:UPPLE . Traducção. da mão que avança. com baixa maneira toda a qualidade âe Natureza necessário que o Pintor tome delia o mais bello. Bouchardon tem buscado ioàos os meios que podido concorrer para a perfeição da sua ebra. a estampa que lhe compete. no Ca- v desu 0bra# ió. e persuadido de que não pO' elle dia bem estabelecer os músculos do cavalio que devia re- presentar seus . E isto he causado . não lhe deixou alguma que lhe não tenha da mesma sorte . mas he ta. Numero 26. Numero 25. nem julgar de seu jogo . 20. sujeito que tinha para tratar . que nada queirais conceder aos vossos es tue ao vosso génio t etc. ih. Numero Os cavallos no andamento apas* so . Isto he . Traducção. músculos do Cavalio itulo com so ca p. Não estejais tio fixamente pre- zos ao Natural .. Numero 17. quando se põe perpendicularmente sobre a terra. Para caminhar de hum passo mais seguro em hum caminho que lhe era em certo modo novo elle quiz conhecer o . Traducção da passagem Franccza desta NoDas quaes eu não me tenho apartado em quanto ellas não me tem nada pedido que fosse duro. Numero 22. e são effectivamente mais compridos de estatura do que são em sua posição natural. Mr. da obliquid. ossos c o a estruetura interior deste esqueleto com bello \ animal do . Tradução. paressem . MENTO A's NOTAS. elle lhe de- senhou grande cuidado depois extendtndo seus estudos sobre todas as paites exteriores elle mesmo animal . especialmente do lado da mão. Traducção. Não basta imitar exactamente .

Imitemos dos mais bellos Génios o famoso le Brun . tos vimentos . tos largos . Traducçao da passagem Franceza ellas desta No- Quanto mais o cavallo são apartadas buma da outra tanto mais he deforme . 37. o que os faz pezados . e mais agradáveis. Traducçao. Isto he para carruagens Numero ta. determinasse para esse effeito . e não de outros. etc. Traducçao da passagem Franceza desta NoOs grandes c avallos e osrucins tem quasi sempre os pei.. a'S NOTAS. Deve porém advertir-se que a obra não seja muito enriquecida.. 3OT seguindo seus differentes mo: ~ ih e em seu tamanho natural . . Se estudou os usos dos armamentos antigos os copiar com servidão . ou de hum Ministro que Elle . ta. Numero 41 Traducçao. A* proporção do Numero 40. para puxar. Numero 33.. cia que lhe parecesse indifferente nem que devesse ser negli- genciada» Numero ta. tanto por sua bondade como por sua intrepidez. as grandes orelhas .DO CAP * . e por consequência excellentes carretas. Numero 48. não houve circumstan. Segundo as condições de meu contrato eu devia executar este Monumento debaixo das ordens immediatas de Sua Magestade . quenas lhe são preferíveis . as pe. Traducçao da passagem Franceza desta Notalhe do cavallo. Traducçao da passagem Italiana desta Nota. kum elle que tem brilhado na Pintura.. nem para lhes adoptar o gosto simpobreza mas para se pôr em estado de os .SUPPLEMENTO desenhado em todos os aspe. Numero o verdadeiro 47. 20. e muito abertos . ' Yy . Traducçao. pies até indicar não tem sido para . Este conselho he Poético. imaginar mais engenhos es . . E antes (ou em lugsr do) que também segui a verosimilhança. .

. o encabellamento ou maneira de penteado ainda que este se não possa nada . mudar sem affroxar a semelhança e que isto seja não obstante a única circumst anciã em que a maior parte da gente se firma. da fi- gura mais si o delicados que isto vem a ser qua- mesmo. f Butque-se tudo aqui Ho que con- Do que pôde ajudalla efuja-se de qualquer cou~ cila repugne. Numero ( 52. para que com o re. Durante mais de . Traducção. ) Mesmo para . Numero varias vezes 56. e Traducção. . a's Notas. tornar ( ou quando voltas á obra ) tu melhores o discurso j que o estar firme na obra te fará muito enganar. -— cap. E ainda será bom levantar -se tomar algum desafogo . agradasse fazer isto . Numero vem d Arte sa que a . Numero Traducçao. em altura perdem no escorço da vista e olhando para cima.se jus» corço tas e nao. mas cem boníssima graça. eu não havia feito mais que pensar e fazer estudos para m*. cinco annos . pôr em termos de executar este grande modelo. £ /V/0 se faz . Traducção. porque aquellajt figuras que são postas estando debaixo lhe . De sorte que o que se dá de acerescimo vem a consummir-se na grossura do ese vem a pai ecer depois de proporção ao verem. Traducção. se poderão conservar os ynembros e engraçados . 49.302 :—~ Sufi» ls mento . E quando não . . 57. Numero 50. anãs .

ífi? preciso pois . 7. Os ani- mães tem partes conformes ás de Numero 20. se achou ter e 11 pollegadas. fortuna r//w/tf . tf Traducção da passagem Franceza. O estado . Numero Numero 10. Eu principiei por fazer escolha hum cavallo entre o maior talhe . nossas. to" o espirito cheio do seu assumpto. <? temperamento contribuem . Numero. condição . e 7 pollegadas . A natureza não nos engana nun- = DO CAP. . 21. Pois que quanto mais miúdas são as partes da divisão . Traducção. 14. Traducqão da passagem Franceza. montar este cavallo por cavalleiros de differentes tamanhos assentei dever-me deliberar por hum de 5 pés . . Traducção. que 4 pés . tanto menos nos somettemos ao er- tanto mais nos podemos encostar d perfeição* Y7 l . Numero Numero <z tf 2. pela medida de França. ro e Traducção. e o mais pequeno .$UPPLEM*NTO A*S NoTÀS» 303 Supplemento ás Notas do Capitulo IV. causar na especulação das proporções differenças sensí- veis. Depois de eu ter feito . Traducção.

e sobre tudo . nas quaes elle dispoz sua escultu- . do claro-escuro quan- do tem occasião ou que elles a procurao pela disposição de suas figuras . do. Traducção da passagem Franceza. cai- xilhos tapados de corredissas. {que tinha 90 pés de comprido por 50 de largo) grandes . ou pelo lugar onde se deve collocar a sua obra* O Cavalheiro Bemine deixou disto exemplos d posteridade em algumas Igrejas de Roma . . Numero nha obra 3. 10. Nnmero 2. do que Numero 7. Os Escultores assim como o artificio os Pin. . satisfazer-se inteiramente pelo que respeita aactitude e disr posição de suas partes .304 Su?PLE MENTO a's NoTA!. de poder Eu ainda procurei a vantagem 5 gozar de longe o effeito de mlr fazendo construir em torno do meu Laboratório . podem pôr em pratica . Numero Numero tores Traducção. que desciao etc. Os objectos os parecem diversamente quando nós quando estão elevados em altura* podemos tocar . E o que está em hum lugar fechado faz outro effeito diverso do que estando em descuberto. Numero 4. perfeição deste m$delo que ^ aiJ ' depende aquella obra de bronze que delle ( do tal modelo ) toma a forma ( o bronze ) ao depois. depende absolutãr mente da imaginação do Pintor. Ee da . porque depois não as pôde mudar. Traducçao. Traducção. Por cuja causa o Escul- tor o deve terminar o mais que lhe for possível .' Supplemento ás Notas do Capitulo V. Traducção da passagem Franceza. Traducção. Ora y nestas cousas ( ou para executailas ) he preciso ter grarde juizo para bem acertar 8. O claro escufo . etc.

Numero 13. nário quando fiz o meu modelo grande mármore depois isto he . huma abertura . Não se pode bem encarecer a necessidade que ha de que os diversos braços de ferro que en- trao nesta armação . que o desarranjaria inteiramente . m Franecza. e que obrigasse a começar totalmente de no» vo a sua obra. tem havido até agora quem Numero te modelo 21. quando para isso teve liberdade a fim de tirar delias . eu o trabalhei como de haver disposto .DO cap. Numero 18. Matéria verdadeiramente e da qual pelo que eu tenho visto não delia tenha escrito. apartem ( da sua situação ) em parte alguma. . de Ou também fez romper janellas sa . Numero se trabalha o 1. Rollin dos Soldados Romanos. 305* - segundo o clarão das janellas que lha deviao illuminar.5*. luzes que fizessem hum effeito extraordinário e capaz de en- treter a attenção de seu espectador. Tradccçlo da passagem difficil . Em toda- a qualidade de litera- tura nos podemos contar alguns caçadores de moscas. Traducção da passag . Eu fiz es- absolutamente só d excepção do estuque que manprecisava. Isto dei pór nos lugares onde eu o Numero faz 25* Continuação da Nota deste Numero. a armação (de ferro) eu lhe puz tantas pontas (balizas) como havia posto no meu pequeno modelo.SUPPLE MENTO ra } á'S NoTAS. Traducção. hum verdadeiro suppli- se ao tempo de trabalhar seu modelo estivesse continuareceio de encontrar debaixo de suas espatoletas qualo mente no quer porção de ferro que talvez seria tal . Traducção. O Escultor (neste caso) experimentaria cio . Italiana. lembrar o que diz Mr. se achem postos de modo que fiquem semclles pre no centro das diversas partes do modelo que e que não se segurãof. Eu não tenho seguido o uso ordi. vantajo. Traducção. Numero 17.

Ed'c. A^S NOTAS. da própria mão . da sua Hist. por ser e tumc immemorial e inalterável reputar^m-se originaes . numero de obras. he este ufo muito \ mais frequente tro exemplos. Eis-aqui os louvores de seu Gene. Os Generaes servem-se de mãos alheias . e nesses louvores misturavao ás vezes mofas e satyras assas picantes ancie. bem claramente. quando nos Triunfos acompanhavão os seus Generaes. deve-se advertir. que nas outras Artes do Desenho de quem e disto mos- Não suas obras tratando aqui de Bouchardon . Lista das obras de Bernine pela sua quantidade admira o que diz Plinio das deLisipo. Veja-se a dita Lista. e em seu nome deixa sa- (*) He no Cap. . . Tom. que mos travão a libertinagem 815-. em quarto. vendo-se na vida de Bernine a Lista das ser impossivel . diz. e no lugar da Nota 44. pelas disposições emanao. que principia na pag. Nat. que 7. de Viés des Arcbitectes. na Igreja para empregallo toda a sua vida (e não bastava) ainda que foi de 82 annos. ser- No meu caso porém se a precipitada pressa me obrigou a vir-me também de operários subalternos. espanta. II. as obras que da sua . .r para crer que sem muito obstante . Hist. pag. tio Texto. . mas o que principal delles das victorias a elles se deve . V. d: Paris de 1740. 294 do Tom. -militar. que da própria moo de ] isipo .306 SUPPLEMEKTO z . unicamente o Baldaquino Vat'cana . 34. . Porém se a . % Cap. fallarei adian- te (*) a este respeito . e Cadeira de Pedro . alheias isto assim fosse. He diz preciso ser demasiadamente adjutorio de Plinio co. que na Escultura . que este Escultor fizera da sua mXo 610 obras cada huma por mãos si era capaz de dar estúpido fama d Não Arte. NoLiv. Bastava S. se conhece claramente que hum ho- mem só podesse fazer tão prodigioso . . V. do cap. Q q Ue ^ £7/^ celebrai) ao á porfia lal. por causa da sua morosidade .

Por exemplo por matéria se entende em hum composto o que he indeterminado e por forma o que lhe faz hum tal ser e lhe dá . a matéria he o bron. que siío indeterminados pois que o márpcis a more e o bronze não represente o nada. Traducção da passagem Franceza. 157. que be só o que se acha em bom do máo. . Numero 34. e D0 lamenta o Sábio Mengs a re«peito das . fez debaixo de sua . A primeifez cohhe' ra vista dada com intelligencia pelo Escultor : Ike elle marcou por sua mão as peças que havião o restabelecimento se padecido alteração. Numero espirite e Passagem meira Franceza. . Traducqão. reputando 1. Traducção das três passagens. ou o mármore . pri- a pag. que faz que ella seja tua do Rei. . . EMENTO liir A'S NOTAS.SuPPI. . He necessário que a satisfação commum se anteponha aos verdadeiros preceitos da Arte. Traducqão. . isto desgraça. He no Tom. de seu Artista . E estas cousas são mais conhecidas de huns olhos bons *s quaes se tem juizo se podem reputar 9 verdadeiro compasso. serem dirigidas pelo bom gosto estado de fazer distinguir o . Mas tra melhor medida que a dos olhos com juizo. Numero cer as faltas 40. deliberação a que muitas vezes as circumstancias e nada vantajosa ao que. Póde-se ajuntar que as luzes devem sahir do . obras do grande Ur bino . Traducnão se deve usar ou- ção da segunda passagem Italiana. Traducção da passagem Franceza. sua perfeição ze . . terceira Traducqao da passagem Italiana. 28. \ como na Estatua do Rei . . Numero 35-. He firma que a Esta- o Artífice dá a esta tnateria . Numero 39. Este modelo começado nos ultimos mezes de 1748 foi acabado em 1756. e direcção. 3O7 obrigao GAP# qualquer Author . o bem da mesma obra .

O das Escultores e o curto espaço de seis semanas bastarão complemento de . que se he pre- ciso crer Mr. Numero docap. Mas como ( cada hum ) se cança . quando o trabalho he longo. Supplemento ás Notas do Capitulo VI. Traducção. . Traducção. Na Arithmetica tanto que ha muitas sommas para juntar . 43. . Traducção. Numero faz isto por negligencias As Traducção. huma em operação . e aperfeiçoalla mais.308 i Supplemento 42. são perjeições.. Boffrand . e escabroso he a preposito repartillo e isto he hum dos grandes segredos do Mcthodo. Numero ç^ de huma Numero Ainda que parece que a perfiobra depende do modelo . a's Notas.. . pode-re \ com tudo ao reparar das ceras dar-lhe novas graças . Traducção. e se desgosta 1. tanto que me- recem ser chamadas felices . • . . do ca?. Eu . adjUtorio só de dous camara- Numero para o inteiro 44. foi tão extensa como perigosa pelas variações célebre a e incertezas que poz seu trabalho o Escultor quem nós devemos a Estatua de Luiz XIV. tenho igualmente reparado só a Estatua inteira em cera e ahi tenho ainda feito inda- gações vantajosas : eu trabalhei . nesta importante operarão desde 2 de Dezembro de 1766 até 25 de Abril de 1767. . se partes. ou para multiplicar 25.

estatua . Que ter muita Seiene ia de desenho. 3OQ Supplcmento ás Notas do Capitulo VIL Passagem que convém . Passagem pri- « meira Franceza. o . Numero 1. . depois o modela . seguindo stu dese. Italiana. que o Escultor possua perfeitamente senhar) e o desenho ( ou saiba perfeitamente de- que conheça bem as Leis da Perspectiva. não he pro- priamente mais que hum desenho elevado ou avultado. Numero acto vestidos 4. Traduc- ção da segunda passagem Esta digressão sobre a Es» Zz . . Supplemento ás Notas do Capitulo VIII. Devo aqui ajuntar ao que diz o Authcr se que ao tempo não segue ião exactamente o desenho. . pri- s=s D0 CÁP« * meira Italiana. Para fazer em tiarmore ou qualquer animal o . . Traducção das duas passagens. he tiecessario Numero Numero 58. Traducção. . D0 CAP* huma ro nho. Pas. Guarda . isto he . como diz Cícero . tanto necessário .SUPPLEMENTO A*S NOTAS. o decoro . 60. He por . o ao sitio . em bar* com a maior exacção que he possível . e circumst anciãs de dignidade etc. O ponto essencial na Elocução ou o ponto capital he guardar as decencias. sagem segunda Franceza. O baixo relevo . Traducção. ou rf outra pedra . . . Continua o Author. Traducção das duas passagens. de modelar. . que se não facão no modelo varias alterações e algumas consideráveis. Artista começa por lan- çar seu pensamento sobre papel .

e engrossar mais as de natureza commum. a Arte sempre tem Direito e interesse de procurar. He preciso demais ter cuidado em dar maior belleza ds Personagens de qualidade superior . senho elte sobresae nesta Arte nos contornos . desgostão aquelles cujo sentimento Passagem segunda. tenha expressão he necessário . . . Numero consideração 18. Traduccâo. elles em suas mãos todo o commercio das índias elles encerrarão em seu Porto de Lisboa o armazém geral da Europa. Pas- primeira. Traduccâo da passagem Franceza. mas elle he mal composto . Numero sagem 8. Ha bellas ' partes neste quadro estão espalhadas .3 . . Numero 11. Não • somente . Traduccâo. e nas formas . cultura não he fora de preposito . . Traduccâo da passagem Franceza. Traduccâo das duas passagens Francezas. A grande tem de que elle (Portugal) tem gozado na Europa . Não basta que huma cabeça também que essa expressão te- nha conformidade e nobreza. As expressões excessivas . Eu creio poder deliberar-me a dizer que nós devemos ser muito livres na escolha do que nos parece poder seguir. IO SlJPPLEMENTO A'S NoTAS. Numero 6. e de risagens que podem mover a multidão he apurado. vl que são igualmente necessários á Pintura.se a respeito de usos (ou modas no vestir ) e que he necessário conservar-mos . pela habilidade de seus Commerciantes feito tido os Portuguezes tem . Numero 3. a acção principal de seu painel mas he tribua para augmentar-lhe mais a força e o caracter. porque tratando-se de De- ão cap. Traducqão. . hum Pintor não de- ve fazer entrar nada em seu assumpto que não concorra com preciso que tudo con. o Direito de os regei- iar-mos tanto que elles não se adaptão com as btllezas que . as figuras etc. . Numero 17. os principaes descobrimentos do novo Mundo .

He . Numero Numero 20.SUPPLEMENTO Numero acontece sos tenha 19. e que a escondem. Italiana. Passsgem segunda. A*S NOTAS. que seriao felices as Artes se delias julgassem só os Artífices. Traducção. e elies se lhe avisinbão tanto mais quanto a Arte nelles àesapparece mais \ mas nis- to são os maiores rasgos dos Mestres que afazem desappare- eer . ejfeito da Arte. Traducção. 11. infinidade de exemplos destas felices irregularidades. e dos Es- Seus chefes de obras são mais perfeitos quanto elles se chegão de mais perto d Natureza . Traducção das duas passagens. O mesmo com as figuras . 3II Traducção da passagem . Passagem bella pri- Nella huma desordem he hum . cultores. não se desterra tu- do o que tem ressaibos da Arte senão pelos rasgos inimitáveis da Arte mesma. . Numero Além disto . Isto se vê nas obras dos Pintores . todas Artes que A Natureza mesma nos fornece huma 24. preciso ter provado as difi- culdades dos talentos (isto he no que elies emprehendem vencellas. Traducção. digo eu} A Pintura a Escultura . quando se unem de modo que huma D0 CAP# . . Foi dito com graça . e sirva a fazer apparecer outra e acordandc-se juntamente facão hum só Toao. 22. Zz a . ) para julgar do merecimento que se adquire em Numero meira.

Traducqao. .3I4 SuPPLEMENTO A*S NoTÀS. Hum Sohuma Ode huma Elegia hum Rondo e todos estes . . mesmo homens veteranos nas Cadeiras e nas Aulas. Traduccão. que. Traducqao da passagem Franceza. difficil . que destruída pela lima. e do teme- rário avisinhao-se á do maravilhoso . e pelo sinzel bella estatua na do Rei ( feita ) por Mr. lhe tem . Numero Matérias . Traducqao da passagem Franceza. e attrahem muito a e sobre tudo aos que conhecem pouco as Artes. e . seja-me . Numero. causa riso aos Sábios Leitores . Os Panegíricos . que não só cabem Mancebos inexpertos mas ainda esta . — —— DO ("* -• ' AP neto IX. conhece 3. ente provisão dos Princípios que em tf feito ser ião necessários licito de (para tratar) aquella tal Matéria. Numero 1. Supplemento ás Notas do Capitulo IX. Numero Tradução. He maneira em fimc. be o intrometter-se a tratar certos argumentos . to superficial Hum be espiri- com bum pouco de uso do mundo Traducção. Boucbardon . capaz de fazer estas obras. Numero 17. e enjoa muita . As iãéas do . a querer ou suffici- qualquer que não tenha ou nenhuma . No . logo dicidir 9* O e que be prejudicialissimo ds . que faz certa gente de gosto estragado bulário dos intelligentes. 4. . y pequenos Poemas dos quaes se faz muitas vezes tanta osten- tação (ou que dão tanto brado) não são de ordinário mais que producçoes todas puramente da imaginação. são verdadeiros vitoperios no voca- Numero multidão 8. Quando se falia do que se não bem . falla-se mal. dizer . .

nto que e lie Monum fez para a Cidade de . O lavrante . Pas- primeira. neste bronze se acha ter o toque mesmo de Numero nós vemos . quan- tas são as superfícies que mediante aquelia visão sao compre" hendidas dos raios da mesma visar* . 42. Traducção. . Numero sagem i%. Arte Pintura de Du-Fresnoy . nhe j por assim dizer . termos facultativos e o Dictionaire Abregd de Peint. JI? hum dos principaes méritos que a farino admi. ru declaração dos . £ 1X> rar na posteridade conservar no bello Rheitns. de tantas pyramides menores . e sobmettendo-se a etc. . melhores lavrantes cobre que nós tínhamos era o hum dos de quem trabade se havia feito escolha para reparar a obra . Traducção. meu mesmo na de sorte Estatua de bronze as carnes . Paire . Eu . Monumento . eirada e que Mr. O Senhor em Gastelier bem conhecido por . nco perdendo .SlTPPLE feito perder MENTO A*S NoTAJ. Passagem segunda. ainda levei mais longe trabalhando-o eu pela perfeição do . etc mots .a debaixo dos olhos de Mr. pre. Pigalle teve a resolução de do cap.lhe a maior parte do rosto o uso 5 que contra seu Author. Numero zeh 19. . Toda a qualidade de corpos que e toda a superfície crido 5 huma pyramide só. e a levar ( lhando. a que o Escultor a tinha conduzido em seu exceh lente modelo. e Maniere. isto he reparando-lke inteiramente todas \ e retocando. Traducção das duas passagens Francezas. de vista o modelo observando-o a cada instante e recebendo as advertências úteis do hábil Escultor ellas . A respeito da palavra delia maneira veja-se a varias vezes . Bouchardon ) ao estado perfeição .

. ella pés . Traducção. 8. he de doze. Como na distancia em que se fita a ponto de bem julgar de huma Estatua Equestre a sacada de seu plintho esconde sempre huma parte dos pés do ca. A altura total da Estatua Eques- x. cabeça do Rei até d palma do e 16 pés e 1 1 polle- gadas com seu plintho. a extremidade da . e 11 pollegadas de alto desde c avalio . Traducção. uallo a elevação que produzem os rompoes ajuda tanto a diminuir este inconveniente que isto só seria sufficiente para me fazer adoptar (este uso). Numero *"• ' i. Que nunca sejão es- condidos os Pés e muito raramente as extremidades das jun- Numero dos csvallos o. Numero Traducção. que seria muito grato aos Artistas que ella fosse recebida geralmente. ella dá tanta ligeireza . ras da manhã y e acabou 110 Sabbado seguinte. Esta Estatua he de bronze. . O pedestal tem 1 \% pés . . Traducção. l tre he de dezeseis pés e a da figura do Rei tomada separa- damente . e graça aos pés . Esta maneira de ferrar he muitê . e 8 poh (e vem a ter) 19 pés . favorável ás Artes . Numero 10. 2. Traducção. A operação (de conduzir) que : se ella se começou na fez por mãos de homens durou três dias quarta feira dezesete de Fevereiro de 1763 sobre as oito ho. Traducção. Numero tem 15- 11. Numero legadas j 12. Numero tas. Supplemento ás Notas do Capitulo X.3l£ SUPPLEMENTO A5 S NoTAS. \ . Traducção da passagem. c pollegada comprebenden* .

mostrando nisto material .StfPÍLEMENTO do-se ( A'S NOTAS. . Porém para o presente caso nenhum daquelle grande Poeta vem tanto a ponto como o do Liv. Nas Esdos sitios . que a . O' . huma . pessoa' representada ainda mesmo no e forma não he do commum : que he extraordinária que he maravilhosa. e com a Marte com tanta força que deo com . e a grade. ra não cahe ião. 21. A belleza augmema-se na maioria . nesta ) somma 13. E além deste motivo ainda ha ouiros. de exemplos disto mesmo . dizendo que esta Deosa pegara em Marte com Mi" huma grande pe. para pegar em tal pedra . Pai. de que Minerva . Continuação da Nota deste numero. para citar algum veja-se o Liv. por lugar certo algum dos immortaes Deoses em semblante e grandeza te fez melhor. Ulisses a Deosa o tornou : mais bello e de maior grandeza exclamou : do que era amantes de que admirado o filho . e atiralla com fa- mãos ? E de que A segunda em tamanho seria o corpo á proporção de taes esten- grandeza he o corpo de Marte. . E se o que tenho exposto não basta 3 a censu- sobre mim porque segui a medida que me de~ . . ^TJ que y pollegadas do declive da calçada se acha entre os degrdos do pedestal. cem varas quadrado. . oceupou sete geiras de terra. dra . a qual havia servido de marco de divisão de campos ella atirou . elle pinta a contenda de verva . Que tos. nos fornece Homero ! São mui- Mas elle diz . : Notao-se aqui duas grandezas extraordinárias a primeira na mão de Minerva cilidade. ao sahir 24 da Ulissea . elle de aveço cujo corpo na qutda . que tendo cada dido no chão aceupava sete geiras de terra. ondo banho Laerte Pai de . o maravilhoso. . attende-se á grandeza para que na companhia das mais partes em que se façao bom collocao acordo no todo da harmonia visoal. D0 CAP » Numero tatuas . Tudo isto he para mostrar o grande . da lliada onde .

do Chefe da Picaria Bertoldo . nas muitas vezes citada Continuação da Nota deste numero. Traducção da Passagem Francesa . . desde a maior distancia em que . e vicio. que tamanho . do modo que . Mas. este recuar. e qualidades. hum monte. Sally DescripçÕo da Estatua de Frederico V*> pag. José se executou para eu o ver 1 a fim de lhe fazer alli hum moe delo nesta actitude o qual modelei mesmo . que se acha im mediata ao fim do Capitulo X. Numero lavra . eu mesmo presenciei no Pica- deiro de Sua Magcstade onde por ordem do Senhor Rei D.ceza. devo declarar mais que finge ella não tem píintho consta de e o seu pedestal todo.JlS : SlTPPLEMÉNTO Numero 17. . 2 3 . figura universal de todo o peccado . de do càp. . ou signal C. He preciso que a obra se indique sem equivo- co . segundo Mr. os Artistas quasi todos o ina Porém não obstante . Traducção. pedem caminhar ) ( o caminho da virtude he cheio de silvas e de espinhos Numero Numero desta Nota. quer dizer : Não he senão pela attençãê do espirito que todas as verdades se descobrem. Tomão-se também as cobras por . preciosíssima pelo seu 19. as observações A'S NOTAS. faz o principal ob- jecto desta Nota . seguindo as advertências do Excellentissimo Marquez Estribeiro Mor. A sentença de Malebranche . . e contrario á Natureza no movi- mento do galope dicão. . se possa destinguir. Esta pa- no figurado o significa difficuldades e cousas que im. 20. c abaixar de garupa he falso . Frar. Traducção da Passagem . : não se dedignando Sua Magestade as suas sabias reflexões nesta occasião de expor também E como a referida Estatua de Pedro Grande. acha-se no movimento que cha- mão Terra-terra cujo manejo . . huma grande pedra .

Ao mesmo Herce tro ângulos outra na ponte de&orne. Aaa . : e outros Personagens distinctos segundo a memoria que delias faz Mr. Cochin . Patte Monumens eriges . Ahi mesmo. Voyagz . pag. Em Florença outra ao Gran Duque Fernando de MePisa ----- 2 dices. . Florença feita . Placencia y huma Equestre.---------£ -____-------6 do soeTltalie de Alexandre Farne- (*) Mr. outra Equestre.----. . Nos qua- do pedestal tem quarró escravos e!!e tao quatro irmãos corsaries que venceo. (*) ---. huma do mesmo Heroe não diz se Pedesou Equestre. -. stc.-------------. : pelo famoso Escultor Jeao de Bolonha em i Em tre . existentes na Europa \ eregidas á gloria de alguns Soberanos. 55. ha huma Estatua Equestre . diz ser também de bronze esta Estatua e que ambas as de Florença são boas. e Pedestres . -3 . bronze. nem de que matéria seja. Estatuas em Itália» Cj M me I. na sua obra intitulada en France . deRanucioj bredito Alexandre. . Duque de P2rma. Tom. de Cos. --. ----filho que represen4 Em se .319 -» MajBuefiiiiafifasiSTWí CATALOGO Da maior parte das Estatuas públicas Equestres . 2.

erigida aNi* Ahi mesmo Borso. .. Nao Em Génova huma de André Dória. - - 11 13 - - . Duque de Rechea D. ao Duque . huma ao Pisaro . Em Nif o/es tria. Pátria de Erasmo. em bronze . Bartholomeu Cog. --- .. Veneza huma de bronze dourado . ---••. . : General - 14 Em MUao téria . ou Pedestre. ao . duas que fazem hum só monumento são .- 15* Ahi mesmo. Lorcto huma de Xisto V. declara mais. . Ferrara \ em bronze a diversos Pa- Em diz haver huma de Alexandre - VII. huma Pedestre . g Na mesma parte pagina quehe 384. - 11 huma de Urbano VIU. depois transíerio-se a fizerao de bronze. - - - 9 Outra de Clemente Vlií. grande numero de Estatuas ----.. mármore. dito Alexandre. - - - - - -10 - Em Em Em Em Ravena ..e em fim - - ir Em Berne .. ----- * - 20 Rotterdam . Em Ferrara . outra de Filippe II.310 Catalogo das Estatuas. João de ÁusI0 Nos raízes Baixos . diz Patte que a maior das Cidades do Domínio Ecclesiasrico tem elevado hum pas. Est. ou. . huma de Oldrando não diz de que ma- nem se lie Equestre. . Em Em a Granel^ huma a Carlos V.-----•-. outra Equestre coláo » Marquez de -----------7 .. A primeira foi de madeira.---.. . e Alemanha.. outra ao Marechal . huma Equestre em bronze.16 - - - 17 ..g Ahi mesmo . erigirão estatua a este Sábio.

huma Equestre e bre.----- EJiá he representada de ecu- -24 Em natural. Ahi mesmo.. hábil Escula Descripção Francez da qual fez o mesmo Esculior - que se deixa muitas vezes citada nesta obra. Dusseldorff . á Romana. Dresde . . -. ou chamado o Grande Eleiror.. ----------------29 . . não diz de que modo . nem de que Ahi mesmo tavo Adolfo . de Guilheime Tcll . ---- cuja historia he notável - - - - . Veja-se o Author. huma Equestre de bronze .-----•----25' ves- em chumbo dourado. huma Equestre de bronze. gundo vi em huma Gaveta de cujo e data me não Aaa z . Sally . ---------28 . segundo a Descripção de Pat- 30 . - a -• Frederico - dito. e seu filho: e artendivel. tida á tor Romana. feita de chapas de co- Suécia. sitio . huma Pedes: a Gustavo Vasa matéria. Larchevêque . : e tal a não julgo .. Nuys. stiano Copenhague executada . julgo que emStockholmo. erigida ao Pvei Augusto.Catalogo das Estatuas. Estatuas Patte escreveo a sua obra ainda estas dos dous Gustavos se nao achavão : mais que e collocou. outra Equestre em bronze ao famoso Gus: pelo Escultor Mr. em bronze.. Quando Mr. em se- modelos mas a do Vasa já se ccncluio. he. Foi executada porMr. - - - I. . a João Guilherme isto Eldtor Palatino. gruppo de duas figuras a cavallo de boa idéa Poética to difncultosa posto que muigrafi- para neila ser agradável a composição ta te. - - - - Vf Em Em tre .-. huma Equestre muito maior que o e erigida a Chri- V. 311 . 22 Em III. 26 Em Berlin . huma em bronze do Imperador Frederico 23 Em raca . huma de Frederico V.

-- r .ro merece oimmmenso trabalho que da- indagar tao pequena circu instancia. e do tamanho natural --------. huma em bron- 33 entrada do jardim *fe la Casa dei Campo Equestre de Filippe III. huma Aranjvez --•----------. 38 Ahi mesmo na Praça intitulada Grosvenor-Square .. huma da Ahi mesmo na Praça chamada Jobo-Square huma Pedestre em pedra } a Carlos II. Hespanha. -------37 . .322 lembro ria . . vestida á Romana. huma Equestre em bron- ze ao infeliz Carlos He feita pelo famoso la Seur. 36 Praça da Igreja de S.. . huma em bronze de mas que Não diz se Pedestre. Estatua Equestre em bronze. bronze a Carlos V. do Escoriai. Praça de Charing-Cross I. a ~ Fi- 31 Em ferro. ou Equestre. Madrid. . Rainha Anna cm mármore branco. finge ser vestido de No Na ze a Filippe •------»-----.---------------32 pateo do Palácio do Bom-Retiro II. a Jorge I. . nem opor. huma Equestre em bronze dourado . - 39 . Em Em lippe V.-. : Em á Besançon : huma em - vestido Romana não he Equestre representa o Heroe senta35- do- Em Na Na Inglaterra. Carlos V. ----em . --.. Paulo de Londres . Catalogo das Estatuas. huma mui- 34 Diz haver outras tos lugares ciíTerentes estatuas de P\eis do Palácio .

----. .-.------. 323 Ahi mesmo. Isto he prova do cuidado que deve . huma Eques- Entre o Palácio de Éschemont e Wttcal. monumentos resulta sejao attendiveis pois que ce o não serem tos . Jaques Diz Na co locada '. . que não fosse Lysippo.40 em SpringII. - : . pois que nem em seus nomes se falia como se prova da maneira esta . 43 se No I. huma Estatua ser muito estimadi. v. Pintura á excepção de Apelles nem o esculpisse 1.Catalogo tre ua s Estatuas. Dublin ha huma Estatua Equestre de Guilherme . em chumbo dourado. ---.-----• 44 huma Mali ------. com que verdade escreve o refe- rido Patte. Lom-rfc se a chão também quantidade ainda que pau cê re- de figuras de PrmttpeSj e Ministros commendaveis por sua Escultura. . ter quem faz se- melhantes obséquios beis . Em HL Jorge - 239 e 24c._. Pa! te.----41 . 92 diz o Authcr de outros lugares Mr. a Carden . Conhecendo bem Alexandre Maem dp gno . huma em hum nicho. meio da Praça Stvens-Green em bronze. hum Edicto que ninguém o retratasse . dita Na Praça Pedestre do General Blackney. Horaci. o desprezo dos mesmos monumense intenta) e . Epis. ao lado do Pare de Jaimes . em escolher Artistas há• para que os . na Praça de Leicester-Fields do mesmo Rei se vé . bronze ou:ro 2. scha huma de Estatua se acha elevada 45 . em Liv. pequena Praça da Rainha Otieen Sauare S. em bronze. que na Bolsa . . prohibio por . o esquecimento (contra o que que : dos He- rces elles representão . e despezas . -----------42 \ Pedestre da Rainha Anua : Na e pag.

-. . Em França. . na Praça desVictoires huma Pedestre do mesmo Luiz XIV.-----^i . he armado á antiga (a palavra antiga feita tes. Victoria que o coroa de louro. Paris «. He o menino Rei lado e huma De hum em a Estatua de Luiz XIIL . e em três em bronze.-. . e 2 ao Poente de Senty ) .---. em bronze dourado e de que se faz menção em a Nota 4 do Discurso Preliminar desta obra . ainda mais que dez annos de idade.--. .£2 No Pateo do Senado de Paris huma Pedestre ao mesmo Soberano. tudo em peças. e vestido á Roma- na : porém Mr..---47 a Luiz Na Praça Real XIII.46 Em bronze . segundo Echard no seu Dicíon. na PoM-neuf fundida . monumento erigido a Luiz não undo tem elle . Ptganiol de la Force > na sua Discription .*__„.. ha huma Estatua Equestre do ultimo ao uso Ccndestavel Montinorency. . . primei- Na ro Pont-au-Change hum gruppo em XIV. .324 Catalogo das Estatuas.-------. Quatro escravos xos-relevos . em Nos ângulos do pedestal tem faces do mesmo pedestal bai. Defronte ao Palácio de Qhantilly te (9 legoas ao Nor- de Paris . O Author não diz de que mater a mas . sim que he obra do célebre Coyzevox . porém estimada pelos intelligen- . e do outro . e a Estatua he de chapas de cobre. são do tamanho natural tudo Neste monupor esta causa mento são três Estatuas de Monarcas e avanqa a enumeração da margem. ----. --. . huma a Henrique IV. a da Rainha Anna de Áustria bronze. julgo referir se Romano) . Ahi mesmo.. vestido á huma Equestre em bronze Romana. . . . Geogr.48 bronze.

chefe de obra do admirável Escultor Mr. : Estatua Equestre em c a bronze ao mesmo Rei a maior de quantas existem. Dijon ----------------pag. . ao m/esmo Rei. .-£3 huma Na Fraca de Grande . mais algumas circumsrancias desta Estatua. hisior. F?m Paris tre deste na Praça de Luiz XV. . -------------Luiz o e hum dos chefes de obra do referido . de 325 ser a dirá Par/s . da? quaes diz que não faz menção por o . -. XIV.58 Montpellier. Gor . á Romana: . mesmo Rei. ao mesrg Na no principia huma Nota em que Patte diz. bronze . 4 No Discurso Preliminar desta obra Nota 4 . 4. c Bustos particulares se ter proposto . Tom. se dcclarao .-•-•. Fiv Renites . se erigirão varias outras Estatuas. primeira que seíundio juntamente só jacto : com o cavallo e fundida . pag- 99.. huma Equestre em bronze. cu de Vendêmc . numa Equestre em bronze. Kclier. jacto p A Estatua foi fundida por Mr. de hum foi feita por Mr. O Heroe he vestido .• :? cj Em Em mo. norada acima ao numero 52. . Estatua de Lroiue Escultor.. - $6 1 . Jardins que execut u a da Fr^ça das Yictorias. - - - ca Em Soberano BouffierS) . de hum só assim como todas quantas se tem executado desde que .•••.Catalogo das Estatuas. Girandon. declara no . Bouchardon que figurou o Heroe vestido á Romana. ----------------Lyon . q e ao mesmo Luiz. Romana. . GoyzeA -. huma Equestre em bronze Girandon. á Romana. á por Mr. ao mana. e pelo mesmo He provável mesmo ser á Roçe Em ao huma Equestre em bronze e pelo célebre Escultor des . ao mesmo. e pot . tratar só das públicas. huma _ . a Estatua Eques- Soberano em bronze .

que . Lemoine. mais tudo e ao mesmo Soberano huma Pedestre com duas figuras allegoricas e outros ornatos em bronze por Mr.. em Bordeaux huma Equestre Romana r pelo hábil Escultor Mr. ----. e outros ornaal- tos igualmente de bronze legoricas . que fica notada em o numero altura 54.--. á excepção de quatro figuras - as quaes são de Ao mesmo Luiz XV. chumbo bronzeado. -------. Desta de Luiz XV. huma Mr. em Nanei : huma Pedestre de bronze. - 63 Ao referido Monarca . em Vaknciennes . Rei tem quasi ze- dezesete palmos . ou exrin- guio a sua Revolução e por esta causa parece que na sua enumeração deveria failar delias em se pretérito : porém como ainda existião quando esta obra achava já em bastante deliberei- adiantamento.. bronze --------__---_--. (que não são poucos) Ao meemo em ne. ---------------estas também de bronze e de quinze 65* Todas Estatuas . por Mr. á Luiz XV.326 se ftmdio a Catalogo das Estatuas. pítulos ella tem 24 palmos de no pedestal tem 4 Estatuas allegoricas tas de 15 palmos cada huma : e assim estu- como todos os mais ornatos do he de bronze. e sigo a Descripção de Mr. á Romana: pelo hábil Escultor Pigalle tem de altura dezesete palmos duas figuras allegoiicas .---62 . . vestida á 2 sobredita : Romana mede os mesmos palmos. em Reims. e - 64 Pedestre : em el!a bronze. em Em á Kennes . e as figuras allegoricas quin. huma Pedestre Salíy.--60 .. hum quarto: aos lados tem . no pedestal tem baixos-relevos . palmos. de França aniquilou .. Romana . mármore. A Estatua do . Patte. . se foz : menção em vários lugares dos precedentes Ca. Lemoi- 61 Ao mesmo Rei. .

. neste particular . se cor lhe extinguio a existência no vulto o amor das Artes que to as transmudo a' estampa . tem dado muita?. Em a qu . . para perpetuar-lhes de mngniíkencis «a Historia . chegão . José He assumpto desta Descripcao. - - - 66 II. Patte escreveo.Catalogo das Estatuas. Findado pois o Catalogo que prometti no Capitulo aqui mencionadas.1 Portugal. - Nota do Capitulo X. e imprimio seerigio obra em Petersburgo c a Estatua Equestre de Pedro Gran- de em bronze. a sua Depois que Mr. memoria . e Estran- geiros : cooperando também este meio para diffundir o bom gosto das Artes pela Nação toda. dita Quando Sua Magestade faleceo . nestes rasgos nos -quaes com mais tal . estava eu para prin- cplar numa Pedestre do mesmo Senhor em mármore de Mon» Bbb . Além . os Pomiguczes . Mas fazendo reflexão no que diz Patte e notado. assim as conservará em quan- houver Bom gosto. 35*: 42. . o: 34. desta Descripção. ou desta lista oitenta. se recommendão os Heroes .. pelo Público . e no pequeno artigo immediaio seguinte ao numero 59 escrito entre os . nas campanhas . não temos ainda mais que a 1. do zelo. a Narjraes. da qual e se trata hum pouco em a Nota - 17. póde-se prudentemente julgar . que de hum golpe de vista se faz perceber 2 S^bies e Ignorantes. energia e concisão . 1 Estatua Equestre em bronze erigida ao Senhor Rei D. serem talvez mais Se vis . Nota 15. e nos Empregos Cifidelidade. 43 de números 8. e porque disto . á posteridade e cora iiuma Iingoagem e eloquência . e amor para os seus Soberanos não temos sido assim nos a Moque numentos públicos. me a \527 fallar como elle. me pa-\ o ran- rece assim mais enérgica a narração. e brilhantes provas . -vemos que ao numero de 66* fica as Estatuas.

mesmo e esta he a Acção ou Feito . me . desta Corre de cuja Estatua ainda conservo o modelo . que representa. e nclle tenho mais complacência vestido á que no da Estatua Equestre . para coilocar-se em cerra. fim e para mostrar aos Séculos futuros . vestida co- manto Real por cima da cou- segurando o bastão de Cominando com a esquerda y e a direita em actitude de proteger os seus Estados . de Ponte de Lima.Representa o Senhor Rei D. das Necessidades cellcnte Escultor . a Rainha Nossa Senhora . indicados n'hura globo terráqueo lado : que tem sobre o plintho do . . O reira sitio- Corregedor de . que comple- tou. incumbio hum mese Mag stade pouco maior que o nae tanto He foi feiro em mármore de Itália. João V. Aílbi^o Henriques. sès . ha hum belio Busto de mármore de . Campo de Ourique Jacinto Paes Mo- de Mendonça tendo a feliz lembrança de erigir naquelle da prodigiosa baralha que hum Monumento cm memoria a qual sérvio de tia alli dera.328 tes-C!arns . Mouros as Base a esta Monarquia erigido . e vencera o Senhor Rei D. Comeras : sua Comarca hum Obelisco para o dito . E he executado pelo ex- Romano Alexandre Giusti. que foi erigido no Reinado da nossa Augusta Soberana dalhão com o busto de Sua tural. livraria . . faz em mármore de Itália ob- sequio que a Sua Magestade o seu Esccllentissimo Mordo» mo Mor. Nesta Capital e na livraria da Casa de Nossa Senhora Iralia. seu He mão .. tenho . por ser Romana . e em consequência muito mais conforme ao bom gosto dfP Desenho. com o raça. ou de Borba j . executado huma Estatua Pedestre. Catalogo das Estatuas. rem com. primeiro Marquez mo Heroina Romana. De sua Augusta Filha . . conduzido ao lugar do seu destino.

tocantes á DescripÇáO Analytica destas Gtrras Diversas. vidido em : oitava-rima. a Francisco Vieira Lusitano. Analyse Grafic'Orthodoxa Elogio . . quando esteve enfermo. Ode Ode . Poema Epico-Tragico. Bbb a . III. VI. e circunstancias mais : . Toiro. VII. V.No II. S. etc. Algumas decbraqões . que faz o primeiro Tomo Orpheida. Obras j d impressas que se reimprimirão . A Ode que o Author nada Estatua. na Acclamaçáo da Rainha Nossa Senhora. e verso já pertencentes ás e já tccjntes a outros diversos assumptos que se fizerem o Tomo muito volumoso. VIII. I. . Jorge de Lis. se deminuirá para fa- zer Terceiro Tomo. . etc. fez pela Inauguração da mencio- II. estando presente a maior parte da Corte etc. ás melhoras do Príncipe Regente Nosso Senhor. intenta oAiithor introduzir as Obras seguintes. di- em quatro Cantos. Carta que hum affeiqoado is Artes do Desenho. Discurso sobre as utilidades do Desenho recitado pelo Author da Casa Pia do Castello de boa IV. em oitava-rima etc. em prosa . Obras ainda não impressas* I. II. retocadas 9 na Segundo Tomo. Triduo Métrico. Varias obras mais Artes do Desenho .

que todas tem lugares próprios já se pede licença para lhe accrescentar . lhes indicar os lugares onde as devem collocar. huma pagina mais > de Aviso aos Encadernadores para. 25* Estampas . j .Como esta Obra comprehende .

. VL . A tabeliã . a qual remata o do dito Capitulo V. immediata á pagina <)6 Numero XI. deve seguir-se immediatamente á pagi~ Numero VII. . .. . e IV. II. I. immediata á pagina 140 e Numero XII. que que tem a ir hum menino com huma. t .. seguindo a serie dos seus números. : os números seguindo a sua serie numeral . mão direita em frente do e na qual tem es* primeiro Capitulo. no fim do Capitulo V.. .. Numero IX.AVISO A quem A da encadernar esta Obra . voltada para o rosto deste Capitulo. .. O numero V. deve numero. todas cinco juntas. XV. que tem o Busto do Príncipe Regente Nosso Senhor deve-se collocar voltada para o* resto mesma Dedicatória. pelo modo seguinte. se lhe segue . até pagina . no fim do Capitulo II. XIII.. . immediata á pagina cev Numero VIII. III. XIV. ir no fim do Capitulo III. immediata á pagina o 2o. e XVL. immediata á pagina 98.. Todas e se as mais que se seguem são numeradas em cima devem collocar.. depois- da explicação da mesma Estampa.. Os números juntas. Numero X. O na 88. . : depois de cujas Estampas se segue a declaração delias total com 144.. em que pega com deve critos quatro versos. Estampa da Dedicatória . immediata d pagina 04^... para colJocar-lhe as Es- tampas nos seus devidos lugares.

. deve ir a Estampa de- numero XVII. . Ao cliegallas collocar das em muito aos contos do cozido: de sorte que antes eco* . zido lhe encubra alguma pequena porção postas a ser cortadas ao aparar do que fiquem ex» o volume. devem todas cinco juntas. seguindo a sua numeral no fim do Capitulo X. serie cujos números são ir XIX. . . . a Estampa numero XVIII. XXI. As cinco Estampas XXII. immediata á pagina 228 . XX. .Tnimedtara ao reverso da pogina 173 . . No ve ir fim do Capitulo VIII.. e XXIII. Estampas deve haver muito cuidado. .

lêa . Pag. . VI. 50. lêa . . Nos ver- Capítulos desta Obra. linha a No . . . . linha 7 a fiz Pag. . lèa . na linha 8 da Nota 21 li. . algum annos 1 » antes. occorrer a isro accresceiuando-ihes huma tolha de Erratas . Erros. . Pag XXXI. Aries são todas. A vista. . No Pagina Discurso Preliminar. . Pag. Nota . . Nora 54 linha 17 da mesma Nota Artes todas . . > y—————— com estranhos. . mudando o. deve ser diptongo de OE. e. Emendas. . XXXI [. e Emitidas &c. 15. . linha 1/ . XIX Pag. . nas Obras que se imprimem que os Aiuhores que tem algum zelo pela perfeição das suas . destes Autbores. lêa . o Ja iun conto Pag. Ringifo. Nota 36 assai . . . cosiumã» . r. . e 11 muitos á vista . par crerão lêa . . . parecerão : mudando o accento. deve ser unido assim assahonie. . . Pag. . sonée . Discurso Preliminar. 4 so . XII Ringilo Pag. W——MM— Nos Pag. fc- Capítulos dfsta Obra. 21 . Nota 13 linha ultima. Pag. . linha ultima linha do Te:<to .. Nesta pag. deve-se-lhe aecrescentar lêa a fez. aussi deux tres-be!les. . . Tem hum D diptongo de lêa que deve ser hum OE. lèa lêa .° preciso estranhos . 3 quasi no fim . i. .. X. . . . lêa . res linha 20 des Jutbo. ser quasi impossível e deixar òz haver alguns erros de Prelo . parallelo em a Nota 14 linha 2 . Pag. IX. preciso Pag. . . . ajuris antes . très-belles lêa . XXXVÍ. . no principio da ulrim: nha desta pag. linhas 10. 24. . Pag. pela aferição das Obras Ptíbli* tas. . 1 1 XX em a Ouvrcs . o far niun conto. o O. em . muito ingratos parallele . . . .Todas as pessoas de alguma instrucção ssb^m . Ihha penúltima aussi .

chairel. . . Pag. patrocinao. e 31$. se lèa. 67. dita. . do tGdo. . deveria seguir- . ra o . . iêa . Não lêa lêa . . " .Erros. 514. Pap 74. . Emendas. „ seu recôndito conhecimendeiks. IH lèa lea . lèa resto. . segue-se-lhe a pag. Pag. Pag. . 6*2. no fim da linha 1* pa.mo se-lhe pag. linha 4 f/tfttJ . Pag. . 6y. Pag. . . . . Pag. e daqui por diante vai certo. mas conisto houvesse o descuido que se encontra em muitas outras Obras. linha 23 traçar-lbe . . . . como ter a Pag. . linha 17 delis Depois da pag. 100 léa elasticidade. primeira linha da Nota . lea . Ouvres . linha 9 íf« conhecimen- . 315 rosto . embracado. . trancar-lhe. linha $ r/í todo linha 20 ctibrio linha penúltima I . 262 to . lea lea cu br ir. . . dessein reaussé . linha 19 élastzcidade . . linha 14 embaraçado Pag. 70. devem indicada separação. com diptongo de . OE. 297. . 2CO . linha 21 patrocipão . 64 . linha 4 do Numera 19 . . Pag.. . sáo duas palavras . 312. Pag. 195. Pag. 3 1 1 . Ouvres. lêa to. 60 desseinreanssé . .

.

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