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A preocupação com o ensino de História Local percorreu diferentes propostas durante o século passado.

Prats, aponta pra a origem dessas perspectivas na posição dos clássicos de pedagogia desde Rosseau. No século , a relação entre estudos de História Local e perspectivas da aprendi!agem infantil foi e"plorada por #o$n %e&e'. A concepção do (ue seria a )História Local* para as crianças tam+ém foi contemplada por Roger ,ousinet, (ue recon$ecia na $istória local um valor pedagógico por(ue coloca a criança na presença de realidades. ,ousinet apresentava algumas restriç-es e limitaç-es ao tra+al$o com a $istória local (uando apontava a am+ig.idade do (ue considera meio natural da criança. %esde a década de /012, o ensino de História Local esteve presente nas Refer3ncias ,urriculares e 4nstruç-es 5etodológicas (ue compun$am a legislação educacional +rasileira. Até o ano de /06/, o tra+al$o com História Local era sugerido como recurso didático, como um instrumento utili!ado para desenvolver atividades de ensino, principalmente nas primeiras séries do ensino fundamental. 5as, neste mesmo ano, o Parecer 781 do ,onsel$o 9ederal de :ducação, (ue fi"ou o N;cleo ,omum para os curr<culos de /= e >= graus ?L:4 8@0>A6/B, introdu!iu algumas modificaç-es (ue alteraram a perspectiva da a+ordagem da História Local. %esse modo introdu!iuCse a 4ntegração Docial para as primeiras séries do ensino fundamental, (ue seria desenvolvida visando o aEustamento do educando ao meio onde vive. No (ue di! respeito as séries seguintes, este componente curricular rece+eu outra denominação C :studos Dociais C e não deveria ser compreendido mais como atividade, mas como uma )área de estudos* . ,om a pu+licação dos ParFmetros ,urriculares, na segunda metade de /002, passaram a ser incorporada uma nova concepção dos conte;dos e das metodologias no ensino de História. A História Local começou a ser utili!ada como uma das temáticas do conte;do de todas as séries iniciais e como perspectiva metodológica em todas as séries da escola +ásica. G o+Eetivo era (ue esta perspectiva pudesse contri+uir para a construção da noção de pertencimento do aluno a um determinado grupo sócioCcultural. A História Local foi utili!ada tam+ém como recurso pedagógico (ue possi+ilitasse (ue o estudante ad(uirisse uma visão critica so+re o mundo de (ue fa! parte. Podemos concluir então (ue essas diretri!es tratam a História Local tanto como conte;do ?nas séries iniciaisB, (uanto como recurso didático ?em todas as sériesB. %evido grande 3nfase (ue a $istória local passou a ter nos curr<culos surgiram algumas preocupaç-es. HemiaCse (ue o ensino de $istória se transformasse em uma $istória em migal$as. Apesar das criticas o autor Prats defende o ensino de uma $istória local com algumas condiç-esI não ter como o+Eetivo (ue o resultado da aprendi!agem seEa a ela+oração da História, mas iniciar o aluno no método $istórico para (ue ele possa ser capa! de compreender como se constroem os conceitos e as leis so+re o passado*.

/. Recriar a HistóriaI possi+ilidades da $istória local na formação da consci3ncia $istórica Rusen aponta como um dos princ<pios constitutivos da didática $istórica a ordem teórica (ue esta+elece orientaç-es e discuss-es so+re o ensino de História. Juanto K $istória local, esse princ<pio envolve (uest-es norteadoras so+re estudo de $istória local. a resposta K estas (uest-es estão na vertente (ue entende $istória como como estudo da e"peri3ncia $umana no tempo. :ste seria um dos critérios principais para a seleção de conte;dos, temas e o+Eetivos, para contri+uir na formação de consci3ncias individuais e coletivas. :ssa concepção possi+ilita romper com a supervalori!ação da $istória local.

a construção e a compreensão do con$ecimento $istórico a partir de proposiç-es (ue ten$am a ver com o interesse dos alunos e seEam vinculadas diretamente K vida cotidiana. utili!ando termos como recontar e recriar.+lico o tra+al$o e os dados coletados. captar conte. e os . topon<mia. %estacaCse a< a preocupação com o con$ecimento prévio dos alunos. recriar $istóriasI contri+uiç-es de n<vel prático Rompendo com a linearidade da narrativa $istórica. Ao organi!ar o ensino a partir dos documentos coletados pelos alunos. G tra+al$o com $istória local.Ao se propor o ensino de História Local na construção da consci3ncia $istória. estatutos.dos $istóricos presentes nos documentos familiares coletados pelos alunos. ressignificando o aprendi!ado a partir da e"peri3ncia dos suEeitos na localidade. :nfati!aCse tam+ém.dos a serem ensinados em cada tema. especialmente com a proposição de uma pluralidade de fontes $istóricas e suas possi+ilidades de uso na sala de aula. latinoCamericana e mundiais.+licos e particulares. (ue procuraram identificar fontes documentais em ar(uivos p. não se su+stitui o conte. menos $omog3nea. levandoCo a compreender como se constitui e se desenvolve a sua $istoricidade em relação aos demais. e em especial os documentos em estado de ar(uivo local. G tra+al$o com $istória local pode ser um instrumento idMneo para a construção de uma História mais plural. do patrimMnio. A segunda foi a reali!ação de e"posição de documentos e material coletado. segundo Gssana apresenta as seguintes possi+ilidadesI :m primeiro lugar. entendendo o (uanto Há de $istória em sua vidaL em segundo lugar. A finali!ação das atividades da gincana pode ser acompan$ada e duas estratégiasI a primeira. produ!ir a inserção do aluno na comunidade da (ual ele fa! parte. pol<tica. professores e comunidade local. : em terceiro lugar. (ue segundo Nerminari. desde (ue se a+orde a aprendi!agem. >. possi+ilita gerar atividades e atitudes investigativas criadas a partir de realidades cotidianas.dos e temas e conte. A História Local pode ser vista como uma estratégia de ensino. mas sim recontaCla em outra perspectiva. o método de ensino de $istória. a partir de conte. da pro+lemati!ação dos conte. concreti!ado através de uma ONincana* envolvendo alunos. são pertinentes K vida das pessoa comuns e podem ser encontradas com facilidade no interior das resid3ncias. não s epode es(uecer de (ue.dos passam a ter um novo sentido. indicando como algumas possi+ilidades a e"ploração de ar(uivos locais.dos.dos Eá definidos na grade curricular do munic<pio onde foi reali!ado o proEeto. 4dentificar fontes. é indispensável (ue a formação da consci3ncia $istórica ten$a marcos de referencia relacionais e identitários. esta+elecendo relaç-es com o cotidiano dos alunos e das outras pessoas em outros tempos e lugares. os (uais devem ser con$ecidos situados em relação Ks identidades locais. pode facilitar a inserção em atividades (ue possi+ilitem tra+al$ar com diferentes n<veis de analise econMmica. Hendo como referencia esses princ<pios apontados por Rusen. +uscouC se construir materiais didáticos (ue levassem maior interatividade entre alunos e te"to. a +usca da articulação entre a História Local e a $istória Nacional e mundial. 9oi reali!ado uma captação de conte. através da $istória local é poss<vel garantir controles do con$ecimento $istórico a partir de recortes selecionados e integrados num conEunto do con$ecimento. Eustificando (ue o (ue se pretende não é contar a $istória.. A comunidade compreende (ue os documentos guardados em casa tem valor $istórico. nacionais. com +ase nos conte. Rusen aponta ainda como principio do tra+al$o de $istória local. a pu+licação de um Eornal tornando p. social e cultural.dos.do +ásico do curr<culo por conte. Gs conte.dos da $istória local. impressa local. (ue foi distri+u<do em toda a comunidade. foi criado o proEeto ORecriando a História*.

A consci3ncia $istórica tem a função prática de dar identidade aos suEeitos e fornecer K realidade em (ue eles vivem uma direção temporal. por meio da mediação da memória $istórica. e (ue con$ecimento $istórico está em todos os lugaresL >B alunos e professores professores podem identificar ind<cios da e"peri3ncia $umana do passado em diferentes formasI na realidade $umana. tendo como função espec<fica aEudarCnos a compreender a realidade passada para compreender a realidade presente. esclarece as d. A atividade desenvolvida no proEeto permitiu a sistemati!ação de alguns princ<pios metodológicosI /B ao +uscar documentos. na memória e no con$ecimento $istórico sistemati!adoL 1B a e"peri3ncia $umana apreendida possui uma dupla dimensão. e a(uela identificada e articulada com as e"peri3ncias de outras pessoas.dos dos manuais didáticos. G aprendi!ado de História Local é uma +oa estratégia para (ue os alunos possam compreender a disciplina História. reali!ar entrevistas e coletar dados. A construção da consci3ncia $istórica cr<tica e"ige conte. a(uela das e"peri3ncias individuais e familiares do presente e do passado.nica fonte de orientação para compreensão do presente. A formação da consci3ncia $istóricaI contri+uiç-es de n<vel teórico G conEunto de atividades (ue foram reali!adas para +uscar documentos e a transformação deles em ponto de partida para o ensino de História. colocou em discussão a formação da consci3ncia $istórica dos alunos e professores. permitindo (ue se aproprie ou construa formas pelas (uais os sa+eres seEam apreendidos. produ!em a possi+ilidade de construção e reconstrução das identidades do suEeito e da comunidade envolvida. trataCse da possi+ilidade de apro"imarCse das formas como são produ!idos os sa+eres. uma orientação (ue pode guiar a ação.mesmos. os alunos puderam compreender (ue a História não se restringe aos conte. mas pode ser encontrada em todos lugares. A estratégia de ensino mostrada no te"to. 1. fa!endo com (ue ela pera seu poder como . Para os professores.vidas e mostra a importFncia do con$ecimento prévio e vivido pelo aluno e a comunidade em (ue ele está inserido para o aprendi!ado escolar de História. A partir de suas e"peri3ncias alunos e professores podem se apropriar da História. este método aEuda os alunos das séries iniciais a compreenderem o ensino de História . épocas e lugares. (ue é um modo espec<fico de orientação nas situaç-es reais da vida presente. intencionalmente.dos (ue permitam o desenvolvimento de determinadas argumentaç-es $istóricas indicadoras de uma contranarrativa advinda de e"peri3ncias espec<ficas do passado. na tradição.