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Teoria da cognição judicial (Fredie Didier) 1.

Conceito de cognição  Segundo Kazuo Watanabe, é “prevalentemente um ato de inteligência, consistente em considerar, analisar e valorar as alegações e as provas produzidas pelas partes, vale dizer, as questões de fato e as de direito que são deduzidas do processo e cujo resultado é o alicerce, o fundamento do iudicium, do julgamento do objeto litigioso do processo”. 2. Conceito de questão  Art. 458, II, CPC: questão é o ponto de fato ou de direito controvertido, de que dependa o pronunciamento judicial. Uma vez resolvida, insere-se entre os fundamentos da decisão.  Art. 458, III, CPC: questão é o objeto litigioso. 3. Resolução das questões: resolução incidenter tantum (mera cognição) e resolução principaliter tantum (decisão)  Há questões postas como fundamento para a solução de outras e há aquelas que são colocadas para que sobre elas haja decisão judicial. Em relação a todas, haverá cognição. Em relação às últimas, haverá também iudicium.  Art. 469, CPC: Não fazem coisa julgada os motivos, a verdade dos fatos e a apreciação da questão prejudicial, decidida incidentemente no processo.  Art. 468, CPC: A decisão judicial tem força de lei, nos limites da lide deduzida e das questões decididas.  Na ação declaratória incidental, a questão prejudicial passa a ser objeto de resolução principaliter tantum. Uma vez decidida, passa a ser acobertada pela coisa julgada. 4. Objeto do processo e objeto litigioso do processo  O objeto do processo abrange a totalidade das questões postas sob apreciação judicial. O objeto litigioso do processo cinge-se a um único tipo de questão, a principal, o mérito. A demanda é o ato que normalmente veicula o objeto litigioso.  Discute-se se o objeto litigioso é apenas o pedido ou se nele se inclui a causa de pedir.  Há objeto litigioso no recurso, na exceção de incompetência relativa, na exceção de suspeição, na reconvenção, etc. As questões de admissibilidade (preliminares) são meramente incidentais, não constituindo, portanto, coisa julgada. 5. Objeto da cognição judicial (tipologia das questões) 5.1 Consideração introdutória  Os tipos classificados não concorrem entre si, não se excluem. 5.2 Questões de fato e questões de direito  O critério distintivo que baseia-se no objeto da questão é falho pois pode haver fatos jurídicos e efeitos jurídicos, os quais confundem objetos de fato com objetos de direito.  Com base no critério funcional, questões de fato são aquelas relacionadas aos pressupostos fáticos da incidência, enquanto questões de direito são aquelas relacionas com a aplicação da hipótese de incidência no suporte fático, relacionadas à tarefa de subsunção.  As questões de direito podem ser apreciadas de ofício pelo juiz; ele não fica adstrito à iniciativa da parte para identificar a norma jurídica que lhe caiba aplicar. Algumas questões de fato, como aquelas relacionadas à causa de pedir e às exceções em sentido estrito, não podem ser conhecidas de ofício. 5.3 Questões preliminares e questões prejudiciais

 As questões prévias são aquelas que devem ser examinadas antes, pois sua solução precede logicamente à de outra. Elas se dividem em prejudiciais e preliminares, de acordo com o teor de influência que a questão vinculante terá sobre a vinculada.  A questão preliminar é aquela cuja solução, conforme o sentido em que se pronuncie, cria ou remove obstáculo à apreciação da outra. É plenamente possível que uma questão principal (pedido) seja preliminar a outro, como é o caso da denunciação da lide, em que o exame da demanda principal é preliminar ao exame da denunciação.  Classificação das questões preliminares: - Preliminares ao conhecimento do mérito da causa: pressupostos de admissibilidade. - Preliminares de recurso: de sua solução depende a possibilidade de julgar-se o mérito da impugnação (ex.: requisitos de admissibilidade do recurso, como cabimento, legitimidade, interesse, inexistência de fato impeditivo ou extintivo do direito de recorrer, etc). - Preliminares de mérito: situadas já no âmbito do meritum causal, mas suscetíveis, se resolvidas em certo sentido, de dispensar o órgão julgador de prosseguir em sua atividade cognitiva (ex.: prescrição).  A questão prejudicial é aquela de cuja solução dependerá o teor do pronunciamento sobre a outra questão. Podem ser objetos de um processo autônomo.  A questão prejudicial pode ser interna, quando surge no mesmo processo em que está a subordinada, ou externa, quando está sendo discutida em outro processo.  Interna – caso em que a competência para o seu julgamento não seja do juiz do processo: - Remessa de todo o processo para o juiz competente para a prejudicial, que também seria competente para a principal. - Atribuição ao juiz da principal para, incidentalmente, resolver a prejudicial. - Cisão do julgamento.  Pode ser ainda homogênea, quanto integrante ao mesmo ramo do Direito da questão subordinada ou heterogênea, quanto pertencentes a ramos distintos do Direito. Se heterogênea e externa a questão prejudicial, dificilmente será possível a reunião dos feitos como efeito da conexão por prejudicialidade, a determinar, por isso, a suspensão do processo. 5.4 Condições da ação, pressupostos processuais e mérito: questões de admissibilidade e questões de mérito  O mais correto seria dividir as questões em questões de mérito e questões de admissibilidade (inclui os pressupostos processuais e as condições da ação), apesar de o legislador brasileiro ter preferido distinguir as duas categorias de questões de admissibilidade.  Há requisitos de admissibilidade do procedimento principal e também requisitos de admissibilidade de cada procedimento incidente/recursal que componha a estrutura da relação jurídica processual.  As questões de mérito devem ser divididas: - Questões que serão resolvidas pelo juiz como simples fundamento (ex.: defesas de réu, exame da questão prejudicial, exame da causa de pedir, etc). - Questões de mérito propriamente ditas, o objeto litigioso.  Algumas questões podem ser de admissibilidade num dado procedimento e de mérito, em outro. (Ex.: a competência do juízo é, de regra, uma questão de admissibilidade, mas é questão de mérito na ação rescisória por incompetência absoluta).

6. Espécies de cognição  Plano horizontal (extensão): quais as questões podem ser examinadas pelo magistrado? - Plena: não há limitação ao que o juiz conhecer. - Parcial/limitada: limita-se o que o juiz pode conhecer. (A limitação favorece a celeridade processual, razão pela qual muitos procedimentos especiais terem como característica a limitação cognitiva).  Plano vertical (profundidade): de que forma o órgão jurisdicional conheceu aquilo que lhe foi posto à apreciação? - Exauriente - Sumária Somente as decisões fundadas em cognição exauriente podem constituir coisa julgada.  Combinando-as, temos: - Cognição plena e exauriente (regra): procedimentos ordinários, sumários, Juizados Especiais Cíveis. Produzem coisa julgada material. - Cognição limitada e exauriente: produz coisa julgada material. As questões controvertidas excluídas podem ser questionadas em demanda autônoma. Prestigia-se a celeridade. Ex.: conversão da separação em divórcio, desapropriação, embargos de terceiros. - Cognição plena e exauriente “secundum eventum probationis”: sem limitação à extensão, mas com condicionamento da profundidade à existência de elementos probatórios suficientes. A decisão definitiva da questão principal fica condicionada à profundidade da cognição que o magistrado conseguir, eventualmente, com base na prova existente nos autos, efetivar. Á conclusão da insuficiência, o objeto litigioso é decidido sem caráter de definitividade, não formando coisa julgada material. Ex.: desapropriação, na fase de levantamento de preço, ação popular, ações coletivas. - Cognição eventual, plena ou limitada, e exauriente (secundum eventum defensionis): somente haverá cognição se o demandado tomar a iniciativa do contraditório. Ex.: ação monitória, ação de prestação de contas. - Cognição sumária: permitida, normalmente, em razão da urgência e do perigo de dano irreparável ou de difícil reparação, ou da evidência do direito pleiteado, ou de ambos. Tem por objetivos assegurar a viabilidade da realização de um direito ameaçado por perigo de dano iminente (tutela cautelar) ou realizar antecipadamente um direito (tutela antecipada). Não enseja a produção de coisa julgada material. Petição inicial (Daniel Amorim Assumpção Neves) 1. Introdução  Conceito: peça escrita no vernáculo e assinada por patrono devidamente constituído em que o autor formula demanda que virá a ser apreciada pelo juiz, na busca de um provimento final que lhe conceda a tutela jurisdicional pretendida.  Duas funções: provocar a instauração do processo (princípio da inércia) e identificar a demanda (elementos da ação: partes, causa de pedir e pedido).  Os elementos da ação geram alguns efeitos processuais: - Permite a aplicação do princípio da congruência, indicando os limites objetivos e subjetivos da sentença.

- Permite a verificação de eventual litispendência, coisa julgada ou conexão. - Fornece elementos para a fixação da competência. - Indica a eventual ausência de uma das condições da ação. - Pode vir a influenciar na determinação do procedimento.  Ato processual solene: nulidade sanável (emenda) ou insanável (indeferimento liminar). 2. Requisitos estruturais da petição inicial (art. 282 e 39, I, CPC) 2.1 Juízo singular ou colegiado a que é dirigida a petição inicial  Indicação do juízo onde se formarão os autos.  Jamais será uma indicação pessoal (princípio da impessoalidade), mesmo quando a petição for distribuída por dependência ou se tratar de comarca de uma só vara. A indicação pessoal nesse caso constitui mera irregularidade, não produz efeitos significativos no processo. 2.2 Indicação das partes e sua qualificação  Nome completo, estado civil, profissão, domicílio e residência.  Duas funções: permitir a citação do réu e individuar os sujeitos processuais parciais.  Sem a comprovação de efeito prejuízo, não haverá nulidade (princípio da instrumentalidade das formas).  Outras informações adicionais sobre o réu que o autor conheça poderão ser levadas a juízo.  A falta de informações sobre o réu poderá ser suprida por ele mesmo na contestação.  A indicação do estado civil justifica-se pela exigência que algumas normas processuais fazem para a presença de ambos os cônjuges ou o consentimento do cônjuge não litigante.  A qualificação deficitária do autor é caso de emenda da petição, seguida de indeferimento. 2.3 Os fatos e os fundamentos jurídicos do pedido  Causa de pedir próxima (fatos) e causa de pedir remota (fundamentos jurídicos).  A exigência da narrativa dos fatos constitutivos do direito do autor já na petição se limita aos fatos jurídicos (fatos principais). Ainda que seja recomendável a narrativa também dos fatos simples (fatos secundários), estes não fazem parte da causa de pedir, podendo ser levados ao processo depois. 2.4 Pedido  Pedido analisado sob a ótica: - Processual/pedido imediato: providência jurisdicional pretendida (condenação, constituição, declaração). - Material/pedido mediato: bem da vida perseguido.  A tutela jurisdicional que o réu pleiteia é a improcedência. Por isso, a sentença, desde que de improcedência e em demanda não declaratória, pode ser de natureza diversa da demanda. 2.5 Valor da causa  Ainda que não tenha conteúdo econômico imediato.  Reflexos da atribuição do valor da causa para o processo: - Determinação de competência do juízo segundo as leis de organização judiciária. - Definição do rito procedimental (ordinário, sumário, sumaríssimo). - Recolhimento das taxas judiciárias. - Fixação do valor para fins de aplicação de multas, no caso de deslealdade ou má-fé. - Fixação do depósito prévio na ação rescisória no valor de 5% do valor da causa. - Inventários e partilhas, o valor da causa influi sobre a adoção do rito de arrolamento.

sempre que lhe for possível a escolha. no caso de opção temerária.Honorários advocatícios.Ação de cobrança de dívida: principal + pena + juros (convencionais/legais. bastando ao autor a indicação genérica de “todos os meios de prova em direito admitidos”.  Critérios legais para o cálculo do valor da causa (art.Pedidos alternativos: o maior valor. demarcação. Pedido (Fredie Didier) 1. 283. Se um pedido for estimável e o outro.  Essa determinação legal serve muito mais para permitir a alegação de cerceamento de defesa na hipótese de julgamento antecipado da lide do que para evitar a preclusão. CPC)  A ausência dos documentos é vício sanável por emenda. Ex. reivindicação: estimativa oficial para lançamento do imposto.Pedido subsidiário: o valor do pedido principal. 2. segundo os termos do art. intimará as partes para especificar as provas requeridas. . não mais se admitirá o indeferimento.  Não tendo o bem da vida valor econômico. consequência jurídica (eficácia) que se pretende ver implementada através da atividade jurisdicional. CPC. Mas.  Se o autor não realizar o pedido. respondendo. CPC. 2. no caso da cumulação. 233. . a providência que se pede ao Judiciário. . visto que o juiz. Conceito e divisão  É o núcleo da petição inicial. a pretensão material deduzida em juízo (e que.  Caso o juiz só perceba a ausência após a citação do réu. o juiz poderá oficiosamente realizá-lo sem que se possa alegar inépcia da petição. caberá o autor dar qualquer valor à causa “meramente para fins fiscais”. nos termos do art.6 Provas com que o autor pretende demonstrar a verdade dos fatos alegados  Atualmente o dispositivo legal não encontra aplicação. vira pretensão processual). 3.Ação de divisão.: danos morais e materiais  o valor é o dano material.. o valor será o do pedido estimável.  São os documentos sem os quais é impossível a resolução do mérito. . 259. . depois. desde já.7 Requerimento para citação do réu  Sua função é o autor indiciar a forma pela qual pretende que ocorra a citação. . Documentos indispensáveis à propositura da demanda (art. CPC) .Ação de alimentos: soma de 12 prestações mensais pedidas.Cumulação de pedidos: soma de todos os pedidos. pela citação editalícia.Litígio sobre negócio jurídico: o valor do contrato (ou inferior a este quando a demanda tiver por objeto apenas uma ou algumas de suas cláusulas). moratórios/compensatórios) vencidos até a propositura. Seria importante também quando o autor optasse. diante da resistência do autor em juntá-los. o processo deve ser extinto sem resolução de mérito por falta de pressuposto processual. portanto. não se confundindo com os documentos indispensáveis à vitória do autor. . não. 222. seguido de indeferimento.

Pode ser relativamente indeterminado (art. Cumulação de pedidos 3. só sendo formuladas no mesmo processo por razões de economia.  Sucessiva: os pedidos guardam entre si um vínculo de precedência lógica.  Na falta de um desses requisitos.  Se o pedido principal for parcialmente acolhido. pois presume-se que o interesse do autor estaria mais bem atendido com a total procedência do subsidiário do que com a parcial procedência do principal.  Não acolhido ou não examinado (por falta de pressuposto) o principal. pretendendo-se o acolhimento simultâneo de todos eles. Sempre determinado. ainda que o réu reconheça a procedência do pedido subsidiário.  Na cumulação imprópria. o pedido implícito nem se permite interpretação extensiva do pedido. 286. não se aplica o requisito da compatibilidade de pedidos. ou infra/citra petita).  Subsidiária: o autor estabelece uma hierarquia entre os pedidos. A ele. entende-se que o juiz deverá passar ao exame do subsidiário. podendo ser analisadas independentemente da outra. deve determinar sua correção.1 Cumulação própria: simples ou sucessiva  Na cumulação.  O exame do subsidiário sem exame do principal é impugnável pelo autor. Não se admite. Requisitos  Certo: ambos os pedidos (mediato e imediato) devem ser expressos. cada ação poderia ser incluída como objeto de uma relação jurídica processual independente. no elemento de identificação da demanda e no parâmetro para fixação do valor da causa. em regra. ultra.  Simples: as pretensões não têm entre si relação de precedência lógica (pedido prejudicial ou preliminar). aplica-se o princípio da congruência (o magistrado não pode alterar o bem da vida pretendido). . resultado prático esperado com a tomada daquela providência. CPC). antes de indeferir a inicial. o juiz deve examinar o subsidiário. 2. não se admitindo pedidos absolutamente autônomos quanto a sua gênese fático-jurídica (ex.: reclamação do pagamento de um carro + propriedade de um imóvel). O seguinte só será analisado se o primeiro for rejeitado ou não puder ser examinado. Os requisitos do pedido são os mesmo da sentença.  Determinado: delimitado em relação à qualidade e à quantidade. O primeiro pedido poder ser prejudicial ou preliminar ao segundo. sob pena de sua sentença ser citra petita. 3.  Cumulação própria: se formulam vários pedidos. 3.  Objeto imediato: providência jurisdicional que se pretende. Sua importância reside no princípio da congruência (não se pode ter prestação extra.  Objeto mediato: bem da vida.  O valor da causa será o do principal.2 Cumulação imprópria: subsidiária ou alternativa  Cumulação imprópria: o acolhimento de um pedido implica a impossibilidade de acolhimento do outro.  Concludência: o pedido deve ser a consequência jurídica prevista para a causa de pedir aduzida.  Os pedidos impróprios devem ter um elo de prejudicialidade entre si. o juiz.

Mas.4. se houver conexão.: reconvenção. Se considerarmo-las como uma só. 3. 3. deve admitir o pedido que lhe é pertinente.: aditamento da inicial. qualquer preferência. o autor não terá interesse para interpor recurso com o objetivo de acolhimento do outro.  Não se deve confundir cumulação ulterior com ampliação objetiva ulterior do objeto do processo (ex. cumulação de dois especiais diferentes. para que uma ou outra seja acolhida. Se a sentença original reconhece o principal.2 Compatibilidade dos pedidos  Os pedidos devem ser compatíveis entre si (Exceção: cumulação imprópria alternativa). (Ex.  O valor da causa é o do pedido de maior valor. Se seu recurso não for atendido. Ampliação da demanda . Se for de rito sumário e outro. pelo autor. não haverá problema.  No caso de competência relativa. interdição. prevalece a sentença original. de rito ordinário. O autor poderá recorrer da parte da decisão que rejeitar o principal. na apelação do réu. usucapião.1 Competência  Só é possível a cumulação se o juízo tiver competência absoluta para conhecer de todos os pedidos formulados. possessória. pois só o capítulo do principal é que está em debate.  Acolhido um dos pedidos alternativos.  Alternativa: formulação. mesmo que o juízo seja relativamente incompetente.4 Requisitos para a cumulação  A cumulação indevida não pode implicar indeferimento da inicial sem que se oportunize ao demandante corrigir o vício. controle de constitucionalidade concentrado). a cumulação ulterior poderá ser dividida em homogêneas (pedidos formulados pela mesma parte) e heterogênea (partes distintas).  Se o autor obtiver êxito no principal.  Nas demandas recursais. Assim as heterogêneas prescindem do requisito de compatibilidade dos pedidos. partilha. o desmembramento da petição dependerá de propositura de exceção de incompetência do réu.4. o tribunal não poderá. tendo o autor a faculdade de optar pelas vias ordinárias (MS. adentrar no subsidiário. com isso. 3. também não haverá problema. desde que se siga o rito ordinário. também é possível a cumulação e os pedidos subsidiários. oposição). 3. Os procedimentos especiais só podem ser convertidos em procedimentos ordinários se forem opcionais. é possível a cumulação. ação declaratória incidental proposta pelo réu. Inconversíveis (inventário.3 Identidade do procedimento ou conversibilidade no rito ordinário  Se todos puderem ser processados pelo rito ordinário. pois ambos são hipóteses de procedimento comum. ainda que o subsidiário tenha sido atendido. pedido contraposto. sem expressar. de mais de uma pretensão.  Situações-problema: cumulação de um especial com um comum. não podendo o réu opor-se a isso. Regra: a cumulação pode ser feita. monitória. 3. 4. JE).4. O magistrado não deve indeferir totalmente a petição.  Ulterior: a parte agrega novo pedido a sua demanda no curso do processo. desapropriação. ação declaratória incidental).3 Cumulação inicial e cumulação ulterior  Inicial: veiculada no ato que originariamente contém a demanda. jurisdição voluntária. se ocorrer cumulação de pedido que fuja de sua competência. ele é o vencedor e não arcará com a sucumbência.

com a qual Didier concorda.  Após o saneamento. antes da audiência de instrução e julgamento. gerando outros danos. a única alteração possível é a entrada do opoente (oposição interventiva). de recurso parcial contra a sentença de mérito desfavorável. pedido contraposto.  O processo continua em relação ao resto.: dano moral exige determinação do valor. ainda que revel. ainda. Estas normas visam impedir a ampliação do objeto do processo com o acréscimo de novo pedido. ressarcimento das despesas processuais e honorários. pedido relativo a obrigações com prestações periódicas.  Interposição. ação declaratória incidental). 7. desde que arque com as custas do aditamento. a formulação de pedido genérico (em relação à quantidade. antes da citação do réu. 7. correção monetária. Redução da demanda  Desistência parcial. se não puder o autor individuar na petição os bens demandados (ex. no futuro. em alguns casos.3 Pedido alternativo . o procedimento escolhido? E o processo? Doutrina minoritária.2 Pedido genérico  A lei permite. oposição. 6. visto que. (Há uma interpretação desta hipótese que admite também os atos lícitos). (Ex. O magistrado deve examiná-lo explicitamente. quando não for possível determinar. há inúmeras situações em que o objeto do processo é ampliado ulteriormente (ex. exceto quando o ato causador do dano possa repercutir. na pendência do processo. embora não explicitado na demanda. 7.  Hipóteses: .Ações indenizatórias em razão de ato ou fato ilícito. só com o consentimento do réu.: ação de prestação de contas).A condenação depender de ato a ser praticado pelo réu. Tipologia 7.: reconvenção. mesmo assim. o juiz poderá levar em conta fatos novos ocorridos depois da propositura da ação. As decisões que homologuem tais atos são meramente interlocutórias. Obs. . por força de lei.1 Pedido implícito e interpretação do pedido  Trata-se de pedido que. Nesse caso. diz que sim. Obs.  Emenda x Alteração (após a citação) x Aditamento (antes da citação). Alteração objetiva da demanda  O autor pode promover a alteração dos elementos objetivos da demanda antes da citação do réu. Depois da citação. compõe o objeto do processo (mérito). (ex.  Renúncia parcial ao direito postulado  Transação parcial na pendência do processo. Contudo.: juros legais. quanto ao gênero.: herança).: os juros convencionais ou compensatórios não prescindem de pedido expresso do autor).Ações universais (aquelas em que a pretensão recai sobre uma universalidade de fato ou de direito).  Eventuais correções de erros materiais da demanda podem ser feitos a qualquer tempo.  É possível alterar. e não sentenças. .  Convenção de arbitragem relativa a parte do objeto do litígio. pelo autor. deve ser determinado). 5. de modo definitivo as consequências danosas.

Somente um pedido é feito. Mas se a escolha couber ao réu e o autor formular pedido fixo.4 Pedido relativo a obrigação indivisível  Obrigação indivisível: sua prestação somente se pode cumprir por inteiro. Indeferimento da petição inicial 3. Na hipótese de ausência de indicação do endereço do patrono.3 Pedido cominatório  (Art. que terá seu primeiro contato com a petição inicial.  Deve ser motivada. salvaguardará seu direito de escolha. Emenda da petição inicial  STJ: a emenda da petição inicial é um direito do autor. ele será fixo. É um pedido cuja satisfação pode ser feita por prestações autônomas e excludentes.1 Conceito de indeferimento. podendo esse prazo ser ampliado quando o juiz entendê-lo muito exíguo. só qualitativa. 7. o réu. provisória ou definitiva. ainda assim o juiz lhe dará o direito de escolha. a solução é o indeferimento da petição. 287. 7. cada um dos credores de uma obrigação indivisível tem direito de exigir a dívida inteira. O autor poderá também reservar-se para escolhê-lo na fase de execução. na contestação. Se o réu for revel. o processo se inicia e depois da autuação e registro. indicando o erro a ser sanado.  Indeferimento parcial (de admissibilidade ou de mérito): decisão interlocutória recorrível por agravo de instrumento. receberá sua parte. deduzidas as despesas na proporção de seu crédito.  (Art. 3.  10 dias. Entre as alternativas de solução inexiste diferença quantitativa. mas sua forma de satisfação é disjuntiva.  Se a escolha couber ao autor. . 2. 291. e o juiz assegurá-lo-á. não-fazer ou um dar coisa distinta de direito.  Pelo CC.  É uma decisão interlocutória agravável por instrumento. não haverá pedido alternativo. recorribilidade e juízo de retratação  Vícios insanáveis. o prazo para a emenda é de 48h. CPC): somente um dos credores do objeto indivisível vai a juízo. Aquele que não participou do processo. de forma que uma das possíveis reações do juiz pode ser determinar a remessa dos autos ao órgão competente. Posturas do juiz diante da petição inicial (Daniel Amorim Assumpção Neves) 1. Caso não haja essa motivação.  A doutrina e a jurisprudência entendem pela possibilidade de emendas sucessivas.  A incompetência absoluta deve ser reconhecida de ofício. inicial emendada sem sucesso (ou a sucessão delas) ou omissão do autor em emendar no prazo de 10 dias designado pelo juiz. Introdução  Com o oferecimento da petição. cabendo aos demais o direito de exigir dele a parte que lhe caiba no total. Não se trata de cumulação de pedidos. pode-se interpor embargo de declaração. com as despesas processuais.  A continuidade do processo (citação do réu) implica a preclusão lógica da prerrogativa do juiz de requerer a emenda. os autos são encaminhados para o juiz. O CPC acrescenta que ele deve arcar.  Se a emenda determinada não for cumprida. que lhe imponha um fazer. proporcionalmente. CPC): O autor pode pedir ao magistrado que comine multa ao réu para o caso de descumprimento de decisão.

CPC: não indicação do endereço do patrono.  Provido o recurso. ele deverá extinguir o processo sem resolução de mérito por falta de condições da ação ou de pressupostos processuais.3 Falta de interesse de agir 3.  Se o juiz vier a citar o réu e só então encontrar um defeito passível de indeferimento. ou cabe recurso especial.2.2 Requisitos para o julgamento de improcedência liminar . Tratando-se de indeferimento em Tribunal (nos casos de competência originária). o réu. se a decisão foi colegiada.277/06 o julgamento de mérito inaudita altera partes desfavorável ao autor. Contudo.2. 3. pode alegar a mesma matérias que já foi objeto de apelação. 3. é importante saber se se trata apenas de um indeferimento ou de uma extinção do processo. obscuridade ou contradição (embargo de declaração). o agravo interno cabe ao colegiado se o julgamento foi monocrático. 39. 284.  A doutrina majoritária e o STJ não admitem a conversão de um processo em outro. Por isso.  Produção de coisa julgada material antes mesmo da citação do réu.2 Hipóteses de indeferimento da petição inicial (art. único. parágrafo único.5 Procedimento inadequado  O próprio artigo destaca a preferência do saneamento. tomando ciência da coisa julgada que o favorece.4 Prescrição e decadência  Gera sentença de mérito.2.2 Manifesta ilegitimidade de parte 3.2.2. Indeferimento total (de admissibilidade ou mérito): sentença recorrível por apelação. antes da lei 11. de modo que o réu possa exercer sua defesa e o juiz possa delimitar seu julgamento. do CPC) 3. As outras (ilegitimidade das partes e falta de interesse de agir) geram apenas indeferimento. mas tão somente de um procedimento em outro. uma vez citado. 3. 4. o juiz só pode modificar sua sentença nos casos de erros materiais ou de cálculo (de ofício) ou quando houver omissão. 4.  Da narração dos fatos não decorrer logicamente a conclusão. criadora de coisa julgada material. parág. podendo utilizar tal alegação no caso de o autor repetir a propositura da mesma demanda.  De regra. 295.6 Ausência de indicação do nome do patrono do autor e não realização de emenda  Art.  Pedidos incompatíveis: excetuando-se o caso da cumulação imprópria. na hipótese de prescrição e decadência.1 Introdução  Já era possível. Julgamento de improcedência liminar 4.  Art.1 Inépcia da petição inicial  Falta de pedido ou causa de pedir: fixação dos limites objetivos da ação e da pretensão do autor.2. após a devida oportunidade de emenda da inicial em 48h. ele pode se retratar de sua sentença de indeferimento em 48h. recurso extraordinário ou embargo infringente.  Pedido juridicamente impossível: é a única das condições da ação que geram a inépcia da petição. 1ª parte. O réu deve ser intimado do resultado. CPC: omissão na emenda. quando isto for possível. 3. visto ele não ter participado do julgamento.

devendo ele alegar em sua defesa todas as matérias que alegaria se tivesse sido regularmente citado. é possível aplicar o art. É necessária a existência de pelo menos duas sentenças proferidas em processos anteriores com a devida citação do réu. remetendo-se o processo de volta ao 1º grau. é possível também a reforma da sentença. o que será viável quando o processo estiver maduro para o seu julgamento (o tribunal declara que não há mais nada a fazer além de aplicar o direito ao caso concreto). Matéria controvertida unicamente de direito: é possível que haja também questões de fato. reproduzindo a fundamentação da sentença anterior. atingindo somente a parcela da demanda que tenha relação de identidade de questões jurídicas com sentenças de integral improcedência já proferidas no juízo?  Será impossível a extinção do processo com resolução de mérito antes da citação do réu. o réu à relação jurídica. . sendo indispensável aguardar a citação e a provável defesa. 4. 285-A. o juiz deverá prolatar a sentença. que não faziam parte da decisão anterior. o art. de forma que. desde que incontroversas. 296.4 Julgamento parcial de improcedência liminar?  Pergunta: Sendo mais ampla a demanda atual.  Outra dúvida refere-se à questão de a sentença em que o Tribunal dá provimento ao recurso ser anulação ou reforma.  Já houver sido proferida sentença de total improcedência em casos idênticos: casos similares. 285-A. nenhum sentido terá o julgamento parcial de improcedência liminar. julgando procedente o pedido feito pelo autor na demanda.  A doutrina entende que a resposta do réu tem natureza de verdadeira contestação. Ao contrário. devendo o juiz se abster de aplicar o art.3 Conduta do juiz  Mesmo sendo mínima a dúvida gerada no juiz sobre a existência de dado novo que possa convencê-lo ou ao menos abalar sua segurança anterior. 286-A determina que. não necessitando que essas sentenças tenham transitado em julgado. 285-A do CPC para o julgamento de improcedência liminar parcial. assim. mantida a decisão do juiz. ele deve citar o réu e. gerar-se-ia um julgamento sem resolução de mérito por litispendência ou coisa julgada.  Interposta a apelação. se for o caso.5 Julgamento da apelação pelo tribunal  Diferenciando-se do art. quando o réu será intimado para responder a petição inicial e o processo seguirá normalmente. Não há ofensa ao contraditório porque o réu terá sido citado e intimado para responder ao recurso. 4. o juiz tem o prazo de 5 dias para retratar-se. Saber se essa resposta tem natureza de contrarrazões ou de contestação é importante para saber se a Fazenda Pública e o MP terão prazos em quádruplo ou prazos simples (prazo para apresentar contrarrazões em recursos). anulando sua própria sentença e determinando a citação do réu para continuar o processo. A anulação terá lugar sempre que o Tribunal entender pela inaplicabilidade do art. Também é plenamente possível que a improcedência tenha sido parcial. nada impedindo que se some a esta outros fundamento novos. ou seja.  Convencendo-se do cabimento do art. 4. Integra-se. julgar antecipadamente o mérito. desde que referente à matéria que será objeto da demanda a ser extinta com julgamento de improcedência liminar. 285-A. desde que o juiz presuma a veracidade de todos os fatos alegados pelo autor. o réu deverá ser citado para responder ao recurso. pois se os casos fossem idênticos.

Por essas duas comunicações serem geralmente feitas concomitantemente no início do processo. independentemente da citação.1 Conceito  Art. 5. Aqui. apresente sua defesa (conhecimento e cautelar) ou tome outras medidas previstas em lei (execução).1 Efeitos processuais 5. Porém. 106). Essa integração voluntária precisa somente da juntada aos autos de procuração.Concomitância de ações idênticas (entendimento dominante da jurisprudência): havendo duas ações idênticas em trâmite. ainda antes de ser citado.3 Estabilização da demanda  Quanto aos elementos subjetivos: antes da citação.1. pra depois compará-lo com os demais foros (aplicar a regra do art. a demanda já se encontra pendente desde o momento de sua propositura. é que se confundem os significados delas.Formação de litisconsórcio necessário.1 Indução à litispendência  Pode ter dois significados: . extinguindo-se sem resolução de mérito o outro processo. 213.2 Prevenção do juízo  Quando há processos conexos de competência territorial diferente. Por se confundir com o conceito de intimação. 5. .Ingresso no polo passivo do adquirente ou cessionário do bem litigioso. logo.5. ainda que realizado em processo mais recente. se ocorrer integral repetição de processo. desde que em concordância com o autor. CPC: “A citação é o ato pelo qual se chamo o réu ou o interessado a fim de se defender”. Citação 5. Depois.Ingresso do nomeado à autoria. é possível atingir seu objetivo sem que esse ato venha a ser praticado no processo. a doutrina faz interessante distinção: diz que. sendo a citação valida ato que induz litispendência somente para o réu.2 Efeitos da citação 5.2. . mas em nenhuma delas tendo ocorrido a citação.2. aguarda-se o primeiro ato citatório.  Mesmo quando a citação mostra-se imprescindível.  Se há processos conexos num mesmo foro e outros em foros distintos. O demandado é integrado ao processo por meio da citação. ele só poderá quebrar a estabilização subjetiva nos seguintes casos: .1. deve-se decidir qual juízo é prevento dentro do mesmo foro (aplicar a regra do art. o processo mantido será o que citar primeiro. é óbvio que o autor sabia da litispendência. a melhor definição para citação é “ato pelo qual se chama o demandado para integrá-lo a relação jurídica processual”. ela considerar-se-á feita (o prazo para defesa começará a ser contado) quando seu advogado for intimado da decisão decretando a nulidade do ato citatório. 219. 5. primeiro. querendo. se está tramitando um processo e.1.2. o primeiro será mantido. caput). . o réu demanda a mesma ação (a alteração dos polos é irrelevante). o autor tem absoluta liberdade para pedir a sucessão processual. o juízo prevento será aquele que realizar a citação primeiro. entende-se que.  Se o réu comparecer apenas para arguir a nulidade da citação. É a chamada intervenção voluntária do demandado. sendo também intimado para que.Pendência da causa: para o autor.2. .

2.  Quanto aos elementos objetivos: antes da citação. Se a citação não for realizada no prazo (10 dias prorrogáveis por mais 90).Incorporação. 5.2. só existe citação real. Se não. 5. dispensando carta precatória.  Se.1 Correio  É a regra no sistema.3.  O citando receberá cópia da petição inicial e do despacho inicial do juiz. . 5. Na modalidade correio. requerimento do autor.Ingresso do espólio. 285 (presunção de veracidade). ocorrerá a substituição (alienante defendendo em nome próprio direito alheio). réu residente em local não atendido pelo correio.2.3 Constituição em mora do devedor  O devedor será constituído de pleno direito em mora na data do vencimento de obrigação positiva e líquida.2 Interrupção da prescrição  O que interrompe a prescrição é o despacho inicial. é notório que a citação de uma outra demanda terá o condão de interrompê-la novamente. devendo constar a advertência do art. . citação pelo correio frustrada. só com o consentimento (mesmo que tácito) do réu. devido à necessidade de assinatura. herdeiros ou sucessores no lugar do de cujus.  Basta a resistência do réu para que a citação se frustre.  No caso da alienação da coisa litigiosa. com respectivo endereço. Nas obrigações provenientes de ato ilícito.3 Modalidades de citação 5.2. desde que não se possa imputar a demora ao autor. 225.2.  Pessoas jurídicas: teoria da aparência. ré pessoa de direito público. o prazo de resposta e o juízo e cartório. de forma que ao vencedor será entregue a coisa ou o direito independentemente de quem o mantenha em seu patrimônio no momento da execução. fusão ou cisão de sociedade mercantil que participe do processo como parte. numa demanda com citação válida (interrompe-se a prescrição). retroagindo à data da propositura da ação.2. ocorre a extinção do processo sem julgamento de mérito.2 Efeitos materiais 5. podem ser livremente alterados pelo autor. réu incapaz. se o autor concordar. a prescrição ocorre no momento em que ocorreu a efetiva citação.  O cartório expedirá um mandado de citação preenchendo os requisitos do art.  Pode ser realizada em qualquer foro do território nacional. considera-se em mora o devedor desde o momento em que praticou o ato. 5..1 Tornar a coisa litigiosa  Significa que a coisa ou direito estarão vinculados ao resultado do processo. CPC.2. processo de execução. ocorrerá a sucessão de partes.3. Nas obrigações sem termo certo. Qualquer pessoa que aparentemente tenha poderes para representá-la poderá assinar. desde que não se trate de direito personalíssimo. 5. além da citação. Depois e até o saneamento. também a interpelação judicial ou extrajudicial será apta a constituir o devedor em mora.2 Oficial de justiça  Hipóteses: ações de estado.

4 Meio eletrônico  Desde que observadas as formas e cautelas estabelecidas para a intimação por meio eletrônico. revertidos em benefício do citando.  Hipóteses: . O prazo começa da juntada do mandado aos autos. Resposta do réu e revelia (Fredie Didier) 1. o oficial pode certificar a conduta do réu em recusar a contrafé ou a apor sua assinatura. Se o réu comparecer na hora marcada. a ele será designado um curador especial. .Lugar incerto. informando que no 1º dia útil subsequente retornará ao endereço num horário agendado.Existência de convênio para litigantes contumazes com o Poder Judiciário registrem seus endereços eletrônicos. dentro de um prazo de 15 dias. . se na comarca houver emissora. a citação será real.  A citação eletrônica só ocorrerá em casos em que exista confiabilidade no endereço eletrônico do demandado: . não as aceitando. Doutrina minoritária aponta também a inacessibilidade social. entregando-lhe a contrafé. o que já é suficiente para consubstanciar a citação. Se oficial entender pelo não preenchimento desses requisitos.3. O escrivão enviará ao réu uma carta. Teoria geral da exceção 1. ele devolverá ao cartório o mandado sem cumprimento. § 1º. Tendo fé pública. dando-lhe ciência de tudo. intimará familiar. CPC -. o oficial deve ler o teor do mandado. a ser determinado pelo juiz. .  Na citação ficta. admite-se a omissão dos nomes e qualificações dos réus na petição inicial. Se entender pelo preenchimento.Réu desconhecido (não se sabe quem deve compor o polo passivo da demanda) ou incerto (não é possível a individualização de quem deve compor o polo passivo). Nesses casos excepcionais. contados da data da 1ª publicação. física). começando a contagem do prazo novamente. 231. telegrama ou radiograma. O prazo de resposta será de 20 a 60 dias. etc. realizará na pessoa de um terceiro. será realizada por meio eletrônico. No caso da inacessibilidade. 5. justificando-se por certidão. a citação. o autor pagará multa de 5 salários mínimos. Ele fará uma certidão detalhando todos os atos. Citação real: localizando o réu. ignorado ou inacessível (jurídica/política – art.  Se o autor requerer dolosamente a citação por edital e o juiz mandar realizá-la.3.Casos expressos em lei. desde que a íntegra dos autos seja acessível ao citando.Ações incidentais. a notícia da citação será divulgada também por rádio.  Citação ficta: requisitos  três diligências frustradas e desconfiança de que o réu esteja se ocultando maliciosamente.  O edital será afixado na sede do juízo e publicado 3 vezes na imprensa (1 na oficial e 2 em jornal local. . onde houver). inclusive da Fazenda Pública. se o réu não apresentar defesa.1 Acepções  Sentido pré-processual: direito abstrato constitucional de defesa. Se não.3 Edital  Típica citação ficta. 5. devolvendo em cartório o mandado cumprido. o oficial procurará informar-se das razões da ausência e. vizinho.

 Sentido material: direito de que o demandado se vale para opor-se à pretensão.  O direito de defesa manifesta as garantias de inafastabilidade do Poder Judiciário. como consequência. ocorre a preclusão. Sentido processual: meio pelo qual o demandado se defende em juízo. repercute na atuação judicial das partes e do magistrado. uma decisão que aprecie a postulação do autor. de defesa em processo. quer para negá-los peremptoriamente. 2. 2. 1. O réu também tem direito à decisão de mérito. pois.4 Ação versus exceção SENTIDO AÇÃO EXCEÇÃO Pré-processual Direito abstrato de provocar Direito abstrato de defesa em a atividade jurisdicional processo judicial Processual Exercício do direito abstrato Exercício do direito abstrato de provocar o Estado-juiz. para ser conhecida pelo magistrado. 1. quer para retardar a produção destes. regra que foi excepcionada pela possibilidade de o juiz conhecer de ofício a prescrição. A regra se dá.: prescrição). De regra. o juiz nunca podia conhecer a alegação de ofício. o juiz não pode conhecê-lo naquela demanda sem o que o réu o provoque. salvo se a lei expressamente permitir a alegação a qualquer tempo (ex. . reagir em juízo para que seja negada a tutela jurisdicional ambicionada pelo autor.  O direito de defesa não é apenas a apresentação da resposta.3 Da exceção como direito de defesa. A exceção se apresenta como um direito abstrato: tem direito de defesa mesmo aquele que.  Também existem exceções em sentido estrito de conteúdo processual. mas apenas retirar-lhe a eficácia. afinal. precisa ter sido arguida pelo interessado. Material Ação como o próprio direito Situação jurídica que impede material em exercício. Ainda mais restritamente. sendo a exceção substancial um direito (que poderia ser exercitado em outra demanda). quer para neutralizar seus efeitos. são as matérias que não podem ser examinadas de ofício pelo magistrado. o juiz não pode exercê-la de ofício.  Mérito: aquelas que o demandado opõe contra a pretensão deduzida em juízo pelo demandante. de ser ouvido e de ter.2 Exceção em sentido material e exceção em sentido processual. impondo a intimação do demandante para réplica. apesar de não ser regulada pela legislação processual. Traz ao processo questão preliminar. a eficácia da pretensão. como é o caso na incompetência relativa e do compromisso arbitral. Questionam a viabilidade da apreciação do mérito. 1.1 Mérito/admissibilidade  Processuais/admissibilidade: condições da ação e pressupostos processuais.  A exceção pode ser o direito do réu de resistir à postulação que lhe foi formulada.  A exceção substancial não pretende extinguir a pretensão. do contraditório e do devido processo legal. se mostre sem razão.  Na exceção material.2 Objeções/exceções  Exceção (em sentido estrito) é a alegação de defesa que. mas a possibilidade conferida ao réu de. Espécies de defesa 2.  A exceção em sentido material. efetivamente. Não alegada na contestação.

 Objeção é a matéria de defesa que pode ser conhecida de ofício pelo magistrado. exige a formação de um instrumento autônomo e apensado aos autos principais. Ex. (Exemplos de objeções materiais: decadência. própria (defesa contra os vários pedidos do autor) ou impropriamente (alega uma defesa para a hipótese da outra não ser acolhida). causas de nulidade absoluta do negócio jurídico. pagamento). retenção). Ex.3 Peremptória/dilatória  Dilatórias: apenas dilata no tempo o exercício de determinada pretensão.: incompetência relativa.: processuais (carência de ação). 3. mais amplamente. objeções processuais: condições da ação e pressupostos processuais). Ex. impedimento. 113. Não haverá necessidade de réplica.  Instituto de direito processual: qualquer  Instituto de direito processual: qualquer defesa que possa ser conhecida de ofício pelo defesa e. 2. O réu deve pedir a invalidação dos autos decisórios porventura já praticados e a remessa dos autos ao juízo competente. §1º). Repercute na distribuição do ônus da prova. Ex.1 Noção geral  É o instrumento da exceção para o réu.: condições da ação. sob pena de preclusão. EXCEÇÃO OBJEÇÃO  Instituto de direito material: direito oposto  Instituto de direito material: fato oposto pelo sujeito passivo que visa a impedir ou pelo sujeito passivo que visa a negar a retardar a eficácia jurídica da pretensão. em sentido estrito.  O réu também pode cumular pedidos. pagamento. A contestação 3. exceção do contrato não.: processuais (nulidade de citação. ao autor também. direito de retenção. pois todas as defesas processuais são indiretas. .5 Instrumental/interna  Interna: pode ser formulada no bojo dos autos em que está sendo demandado o réu. suspeição. Ocorre quando o demandado aduz uma exceção ou uma objeção substancial.  Instrumental: para ser apreciada. CPC: rol de defesas processuais que devem ser apresentadas na contestação.  Peremptórias: objetiva fulminar o exercício da pretensão. assim como a petição inicial é o instrumento da demanda/ação exercida para o autor.2 Regra da eventualidade ou concentração da defesa  Cabe ao réu formular toda sua defesa na contestação.pagamento. mesmo que as alegações sejam excludentes. 3.Incompetência absoluta do juízo: se o réu não deduzi-la no prazo. Aplica-se. cumprido. incompetência relativa. Ex.: própria pretensão. materiais (exceção do contrato não cumprido. materiais (prescrição. responderá integralmente pelas custas (art.: decadência.: pressupostos processuais. compromisso arbitral 2. Ex. aquela que não juiz. modifica ou extingue o direito do autor.4 Direta/indireta (classificação das defesas substanciais)  Direta: o demandado se limita a negar a existência dos fatos jurídicos constitutivos do direito do autor ou negar as consequências jurídicas que o autor pretende retirar dos fatos que aduz.  Art. . compensação. incompetência). Só há defesa direta de mérito. compensação. pode ser conhecida de ofício pelo juiz. que impede. 301.  Indireta: o demandado agrega ao processo fato novo. antes de o réu discutir o mérito da demanda. Ex. Haverá necessidade de réplica. 2.

coisa julgada: pressupostos processuais negativos. objeções e matérias que.: se o juízo é incompetente.  A não impugnação especificada não produz o efeito de reputar-se ocorrido o fato não impugnado quando: .  Pelo art.Perempção. . Esse ônus não se aplica para advogado dativo. claro. . excepcionadas as hipóteses da contestação em rito sumário e nos JE.3 Crítica à interpretação literal do art.4 Ônus da impugnação especificada  Não se admite a formulação de defesa genérica. ou suprir-lhe a falta”. 3. O máximo que o réu pode conseguir é a renovação do prazo para apresentação da sua resposta. o autor não poderá desistir da ação sem seu consentimento. . 3. . .  O juiz pode conhecer de ofício todas essas matérias. Quebra do dogma da primazia da defesa de admissibilidade sobre a defesa de mérito.Se os fatos não impugnados estiverem em contradição com a defesa 3.Se a inicial não estiver acompanhada de instrumento público que a lei considerar da substância do ato. a opção pela decisão terminativa em detrimento de uma decisão definitiva que lhe seja favorável.Inépcia da petição inicial: o acolhimento desta alegação levará à extinção do processo em razão da falta de um requisito processual de validade. 249. não será possível julgar improcedente o pedido.  A rigidez do princípio da eventualidade em relação ao autor deve ser flexibilizada em homenagem ao princípio da isonomia processual.5 Forma e requisitos  Escrita.Conexão e continência.. fica claro que está consentindo com uma eventual desistência do autor.  Matérias que a lei impõe que sejam alegadas em peça distinta da contestação: incompetência relativa.Se a respeito do fato não for admissível confissão. impugnação ao valor da causa. por força de lei. litispendência.Falta de caução ou de outra prestação que a lei exige como preliminar: honorários de processo extinto sem julgamento de mérito quando o autor intente a mesma ação. como os direitos indisponíveis. .  Essa questão mostra-se relevante quando atentamos para a regra que diz que. Por isso. pedido de revogação da justiça gratuita concedida ao autor. .  Matérias que não precluem: direito superveniente. Ex. podem ser deduzidas a qualquer tempo (ex. o juiz não a pronunciará nem mandará repetir o ato. curador especial ou MP.Convenção de arbitragem: é preciso que não exista para que o processo seja válido. . havendo resposta do réu. sempre.Nulidade ou inexistência de citação: defesa dilatória. Se o demandado pedir a extinção do processo sem resolução do mérito. . falta de caução pro expensis. é ofensivo à liberdade das partes impor-se ao demandado. 201. CPC: “Quando puder decidir o mérito a favor da parte a quem aproveite a declaração da nulidade. impedimento e suspeição.Ausência dos requisitos de admissibilidade do processo: falta das condições da ação ou de pressupostos processuais. salvo do compromisso de arbitragem. sob pena de o fato não impugnado ser tido como existente. CPC. § 2º. falta de depósito obrigatório na ação rescisória. Isto nem sempre será possível.: decadência convencional).

pois segundo o STF. documentos indispensáveis. entes públicos: prazo em quádruplo). os documentos permanecem nos autos. se for o caso.  Prazo: 15 dias (litisconsortes passivos com advogados diferentes ou causa patrocinada por DP: prazo em dobro. serão na mesma sentença.  Indeferimento: contestação intempestiva ou falta de capacidade processual do réu.  A corrente que defende esta ampliação propõe que ela deva ser permitida nos casos em que a reconvenção impuser litisconsórcio do autor e um terceiro e se tratar de demanda conexa com a ação principal. se forem julgadas.6 Pedido do réu  Pedidos que podem ser feitos pelo réu: . procedimento dos JE) 3. em processo cível. embora a peça de defesa seja desentranhada.Devolução do prazo de defesa . . Só se admite nas hipóteses que excepcionam o princípio da eventualidade.Demanda contraposta (ex.: ações possessórias.Improcedência do pedido do autor .3 Requisitos  Além dos pressupostos processuais e condições da ação aplicáveis a todas as demandas. 4.Haja uma causa pendente: uma reconvenção autônoma seria uma contradição em termos. Reconvenção 4. . Se a contestação indeferida contiver matérias que não se submetem à preclusão.  Não há obrigatoriedade de ambas as demandas terem seus respectivos méritos apreciados.Condenação do autor por litigância de má-fé . 4. Requisitos: endereçamento. É um incidente processual que amplia o objeto litigioso do processo. Se estiver acompanhada de documentos. não poderá ser desentranhada. trazendo sujeito novo.Extinção do processo sem exame do mérito .Remessa dos autos ao juízo competente ou ao juízo prevento . Cogita-se até mesma reconvenção da reconvenção. nome e prenome (não é necessária a qualificação). O juiz resolverá as duas lides na mesma sentença.2 Possibilidade de ampliação subjetiva do processo (“reconvenção subjetivamente ampliativa”)  Há divergência doutrinária e jurisprudencial acerca da admissão ou não de reconvenção que amplie subjetivamente o processo.7 Aditamento e indeferimento da contestação  Aditamento: é exceção.1 Noções gerais  É a demanda do réu contra o autor no mesmo processo. requerimento de provas. o revel.  A intimação para a contestação do reconvindo pode ser feita na pessoa do próprio advogado do autor e o prazo é de 15 dias.Pretensão dúplice nos casos de ação dúplice .Observância do prazo de resposta: deve ser apresentada no mesmo prazo da contestação e junto com ela. pode produzir provas desde que compareça em tempo oportuno. dedução dos fatos e fundamentos jurídicos da defesa. . Mas. sob pena de preclusão consumativa. 3. 4.Condenação do autor às verbas de sucumbência . procedimento sumário.

. . por determinação legal. Na Justiça Federal. . Qualquer das partes pode propor uma ADI. só poderá reconvir se a sua legitimação extraordinária o habilitar para a postulação. Se o réu for o substituto.Legitimidade: só o réu pode reconvir.Contestação: não é necessário contestar a ação principal para reconvir. Aqui.Cognição do juiz: a reconvenção aumenta a carga cognitiva do juiz. 5. procedimento sumário. que não será enviada a outro juízo (pois não é autônoma). devem ter um procedimento próprio para serem investigadas e decididas. a conexão é entendida num sentido mais singelo.Conexão: a reconvenção deve ser conexa à ação principal ou a algum dos fundamentos da defesa. É necessário contestar a ação principal para propor ADI. desde que para tal demanda tenha o substituto legitimação extraordinária passiva. ou seja.  Diferenças: . Exceções instrumentais 5.Peça autônoma: a elaboração de peça única. . deverá fundar seu pedido em pretensão que tenha em face do substituído. pois a lei não exige interposição simultânea.. determinadas matérias. .  É possível o oferecimento de exceção instrumental sem contestação. o juiz indeferirá sua petição inicial. Se não tiver. em razão da suspensão do processo. A reconvenção tem qualquer natureza. não poderá o réu oferecer contestação e reconvenção.4 Diferença entre reconvenção e ação declaratória incidental (ADI)  Ambas são incidentes processuais. não deve levar à inadmissibilidade da reconvenção. o juiz terá a mesma carga que teria para julgar tão-só a ação principal. .5 Reconvenção e substituição processual  Se o réu quiser reconvir em face do substituto processual.Competência: o magistrado competente para o julgamento da ação principal deve ter também competência em razão da matéria e da pessoa para julgar a reconvenção. não há.Cabimento: veda-se a reconvenção  JE Cíveis. .Compatibilidade entre os procedimentos: se tratar-se de procedimento especial. também inadmite-se a ADI.Interesse processual: não se admite a formulação de contestação se a pretensão que se busca possa ser satisfeita pela simples contestação ou pelo pedido contraposto.1 Generalidades  Exceção como modalidade de resposta do réu é o incidente processual pelo qual se pode alegar. 4. Para julgar a ADI. No caso se compensação. . desde que se possa identificar os dois atos. Caberá à lei estadual definir se haverá pagamento de custas na reconvenção. . que. nem extinguirá o processo (pois a demanda principal persiste). .Tipo de demanda: a ADI será sempre declaratória. 4. o réu poderá reconvir para pedir a diferença que lhe sobrar do encontro de contas. Oferecida somente a exceção. desde que o réu não reconvenha para pedir somente a negação do pedido do autor. cabe reconvenção se ele puder converter-se em ordinário. O STF admite a possibilidade de reconvenção em ações meramente declaratórias.  A ADI proposta pelo réu nada mais é do que uma reconvenção meramente declaratória.Autonomia: inadmitida a ação principal. o que não ocorre com a reconvenção. basta que haja certa afinidade de questões que a reconvenção será admissível. com a suspensão do procedimento principal.

remeterá os autos ao tribunal para apreciar a arguição. que pode ser modificada por fato superveniente que altere a regra de competência. quem julga é o STJ. só se o motivo da incapacidade for anterior à causa. CPC). inclusive ex officio. Acolhendo-a. 135. 5. facultada a produção de prova. monocraticamente. pode ser alegado ex officio e não gera vício rescisório. remeterá os autos ao juiz substituto.  A suspeição é vício preclusivo. que é pressuposto processual subjetivo. MP não parte e MP parte (apenas I a IV. serão remetidos ao órgão competente para a apelação ou de volta à primeira instância para que o juiz substituto profira nova decisão.  O arguido é ouvido em 5 dias.3 Exceção de incompetência  A legitimidade dessa arguição é exclusiva do réu. Não admitindo. depois. Se a parcialidade for no próprio STF. Nos tribunais. A revelia . Não acolhendo. o juiz determinará a suspensão e a remessa ao juiz competente.1 Generalidades  Falta de capacidade subjetiva ou compatibilidade. Para arguir impedimento ou suspeição. intérprete.  Verificado o impedimento/suspeição. desde que mantido o quadro fático. e é causa de ação rescisória.  O réu pode apresentar sua exceção de incompetência relativa em seu domicílio. o relator processará e julgará o incidente.4 Eficácia externa da arguição de suspeição/impedimento  A decisão sobre a parcialidade do juiz produz efeitos em outros processos em que a situação que deu causa ao defeito subjetivo se repita. .Órgão do tribunal competente para julgar a apelação for competente para julgar a arguição: a arguição é feita do bojo da apelação. O MP pode argui-la para o réu incapaz.Competências diversas: os autos serão enviados para o órgão competente para a questão da parcialidade do juiz e.  O excepto terá 10 dias para manifestar-se. com suas razões. os autos devem ser remetidos ao substituto legal do juiz. 6.2. remeter-se-ão os autos ao substituto e o juiz será condenado às custas. Os atos decisórios praticados devem ser invalidados.2 Arguição de impedimento e suspeição 5.  Não há suspensão da causa. perito.  Vício verificado após a prolação da sentença: . Acolhida a exceção no tribunal. Não é possível a convocação de juízes para composição do quorum. 5.  O juiz receberá a petição.2. como matéria preliminar. Do acórdão.  A incompetência relativa é sempre originária. 5. somente são cabíveis recurso especial (STJ) e recurso extraordinário (STF). O adversário do excipiente não pode recorrer.2. Os entes públicos têm prazo em quádruplo para alegar exceção de incompetência. art.3 Impedimento e suspeição de outros sujeitos da relação jurídica processual  Serventuário. caberá agravo de instrumento. 5.2 Impedimento do tribunal ou da maioria absoluta do tribunal  A exceção de impedimento/suspeição de um tribunal é julgada pelo STF e ele mesmo julgará a causa se a parcialidade do tribunal for reconhecida. Admitindo a exceção. 5. ao contrário da absoluta. com requerimento de sua imediata remessa ao juízo que determinou a citação.2.  O impedimento é vício que pode ser alegado a qualquer tempo e grau de jurisdição.

a quem será assegurado o direito de responder no prazo de 15 dias.6.3 Mitigações à eficácia da revelia 6.4 Proibição de alteração de pedido ou da causa de pedir. nem demandar declaração incidente. .7 Possibilidade de ação rescisória por erro de fato  Ocorre erro de fato quando a sentença admitir um fato inexistente ou considerar inexistente um fato ocorrido. recebendo-o no estado em que se encontrar.1 Noção  É um ato fato processual consistente na não apresentação tempestiva da contestação. 6. 6.8 Querela nullitatis . Ao revel é permitido tratar.2 Revelia não implica necessariamente vitória do autor  A confissão ficta não equivale ao reconhecimento de procedência do pedido.Terceiro que ingresso no processo como assistente do revel.3. . a ser intimado dos atos que forem praticados no processo.1 A confissão ficta não é efeito necessário da revelia  Casos em que a confissão ficta não é aplicada: . bem como de propor declaração incidente (art. CPC)  O autor.Se a inicial não estiver acompanhada de instrumento público que a lei considere da substância do ato. .5 Intervenção do réu-revel  O réu revel pode intervir no processo em qualquer fase. acaso se produza o efeito material da revelia 6. 6.3. 6. .3. Incide apenas sobre os fatos afirmados pelo demandante. apenas.Preclusão em desfavor do réu do poder de alegar algumas matérias de defesa. sendo considerado seu gestor de negócios.3. a partir daí. inclusive. Só se admite rescisória nesse caso se nunca tiver havido controvérsia nem pronunciamento judicial sobre o fato.Quando um dos litisconsortes contesta.3.  Processuais: . CPC.Possibilidade de julgamento antecipado da lide.Citação ficta: o curador especial tem que promover a defesa do réu revel. 6. passando. . do direito.Se o direito material em discussão for da categoria dos indisponíveis. 321. somente valendo a exclusão da confissão ficta nos fatos comuns entre o litisconsorte revel e o atuante. Essa incontrovérsia às vezes se dá pela revelia. Poderá. quando ele só aparece depois ou no caso da revelia do autor-reconvindo.3.6 Necessidade de intimação do réu revel que tenha advogado constituído nos autos  Isso pode acontecer quando: o réu aparece (seu advogado) e não responde ou não responde no prazo. 6.Contraria a prova dos autos: o autor não pode deixar de provar o que alega puramente por causa da revelia.Prosseguimento do processo sem intimação do réu-revel. salvo promovendo nova citação do réu. mesmo diante da revelia. 6.2 Efeitos  Material: presunção de veracidade dos fatos afirmados pelo autor. ou a causa de pedir. produzir provas. 6. .3. não poderá alterar o pedido.3. . 303.3 Matérias que podem ser alegadas após o prazo de defesa  Matérias em relação às quais a revelia é totalmente ineficaz: art.

 Hipóteses de extinção com resolução do mérito na fase de julgamento conforme o estado do processo: . 323.3 Extinção do processo com a resolução do mérito.2 Extinção do processo sem a resolução do mérito  O juiz percebe a inutilidade da continuação do processo. fundada no art. . II a V. para fins de reconvenção.Presumem-se verdadeiros os fatos alegados pelo autor: julgamento antecipado da lide. que pode ser interlocutória ou sentencial. em que o juiz proferirá uma decisão. . o processo chega a uma nova fase.3 Revelia na reconvenção  Se a reconvenção for conexa à ação principal de molde a que o julgamento de ambas passe pela apreciação de existência de fatos comuns.  Essas providências não são uma fase obrigatória do procedimento. 2. CPC: findo o prazo para a resposta do réu.Transação entre as partes. sentença proferida em seu desfavor ao final de um processo em que ele não tenha sido citado ou tenha havido citação inválida.  A prolação deste tipo de sentença não se limita a esta fase do processo. 2. em razão de vício formal insanável. 2.O réu alega defesa processual. não poderá presumir existentes.  Ação declaratória incidental: o autor pode oferecê-la no prazo de 10 dias da sua intimação.O réu alega defesa de mérito indireta: fato modificativo.1 Introdução  Ultrapassada a fase das providências preliminares. A maioria dos casos que fundamentam essa espécie de extinção poderia ter sido objeto de apreciação de ofício anterior a este momento. 269. tenha sido ela apresentada ou não. Providências preliminares e julgamento conforme o estado do processo (Daniel Amorim Assumpção Neves) 1.  Revelia: . fatos que foram não-ocorridos por conta da instrução probatória ocorrida na ação originária. a qualquer tempo. 6. quando o réu em contestação criar uma questão prejudicial. O revel pode impugnar. as providências preliminares. . 2. .4 Julgamento antecipado da lide  Se justifica em razão da desnecessidade da realização da fase probatória. do CPC  Geram coisa julgada material. .Decadência ou prescrição. Providências preliminares  Art. o juiz.Reconhecimento da procedência do pedido. extintivo ou impeditivo do direito. pelo princípio da comunhão da prova. . o juiz no prazo de 10 dias determinará.Não se presumem verdadeiros os fatos alegados pelo autor: determina-se que o autor especifique as provas que pretende produzir. ainda que nenhuma delas tenha sido necessária. no que couber. num prazo de 5 dias.  Réplica: .Renúncia. Julgamento conforme o estado do processo 2.

se exigem. A ausência de uma das partes (ou de seu procurador com poderes para transigir) não frustra a audiência como um todo. Não obtida. respeitado o princípio do iura novit curia.Quando a questão for de direito e de fato. que tanto poderá ser de procedência como de improcedência. Assim. Uma corrente doutrinária entende que o julgamento antecipado da lide.5 Saneamento do processo  É a fase em que se prepara o processo rumo à fase instrutória e posteriormente ao seu desfecho normal por meio da sentença de mérito. não se atingindo a conciliação. testemunha). o comportamento das partes em juízo levarem o juiz a um grau significativo de segurança de que não existe clima para uma transação entre elas. . o acordo será reduzido a termo e homologado por sentença. . confundindo-se nesse caso com o próprio procedimento probatório (ex.  A audiência preliminar só pode ser dispensada: quando o direito em litígio não admitir transação (não se confundem com os direitos indisponíveis) ou quando as circunstâncias da causa evidenciarem ser improvável sua obtenção (manifestação expressa de uma ou de ambas as partes de que não querem se conciliar.  A audiência preliminar deverá realizar-se num prazo de 30 dias (prazo impróprio). Hipóteses: . o juiz sanará alguma irregularidade que porventura ainda exista.: prova testemunhal). a fonte de prova (ex. esta já foram produzidas (documental). mas não houver necessidade da produção de provas: os fatos não exigem provas ou. Contudo. visto que o juiz poderá realizá-la e. nesta hipótese.: documento.: o autor tem o ônus da prova).: ação principal e reconvenção). Teoria geral das provas 1. extinguindo-se o processo com resolução de mérito. Provas (Daniel Amorim Assumpção Neves) 1.Quando a matéria discutida for somente de direito. . (Ex.1 Conceito de prova  A produção de atos tendentes ao convencimento do juiz. não haverá objeto para realização de instrução probatória. o juiz não pode julgar antecipadamente a lide. 2.  No caso de processos cumulativos. Pode ocorrer em audiência ou por meio de decisão escrita do juiz (decisão saneadora). quando ela for necessária. determinará os meios de prova para que tais pontos possam ser elucidados e designará audiência de instrução e julgamento.  Obtida a conciliação. ou seja.  Coisa ou pessoa da qual se extrai informação capaz de comprovar a veracidade de uma alegação. mas impede a transação. ele poderá verificar que não existem pontos fáticos controvertidos e julgar antecipadamente a lide. a conduta das partes de não celebrar acordos em demandas anteriores similares). é possível valerse da tutela antecipada. fixará os pontos controvertidos.Quando se verificar o efeito da presunção de veracidade gerada pela revelia: reputando-se os fatos verdadeiros. abre-se possibilidade para o julgamento antecipado do pedido do autor. As partes devem ser intimadas pessoalmente. não é incompatível com a realização de audiência preliminar. devendo aguardar a realização da audiência para somente após esse momento processual julgar ao mesmo tempo os dois pedidos.  O próprio meio pelo qual a prova será produzida (ex.

então. tanto no campo civil como no campo penal. 1.  Por último. Pré-constituída: formada fora do processo.: este fato está provado).2 Espécies de prova Direta: se destina a comprovar a alegação de fato que se Quanto ao fato procura demonstrar como verdadeira. A mera busca da verdade já será o suficiente para legitimar a decisão judicial.6 Objeto da prova  O melhor é afirmar que o objeto de prova não são os fatos nem as alegações de fato. 334 do CPC)  Referentes a fatos impertinentes ou irrelevantes à solução da demanda (Por isso. o juiz deve fixar os pontos controvertidos. Diferentes tratamentos dados à intensidade da busca da verdade no campo penal e no civil nada têm a ver com o instituto da verdade. . Quanto à preparação Causal: prova produzida dentro do próprio processo. visto ter limitações no plano constitucional e no infraconstitucional.  Em segundo lugar. e com eles deverá conviver da melhor forma possível. Indireta: se destina a provar os indícios. mas os pontos e/ou questões de fato levadas ao processo pelas partes ou de ofício pelo próprio juiz. Material: qualquer outra forma material que comprove um fato. evidencia-se a impossibilidade de obtenção da verdade absoluta. e não da mera frequência com que o fato ocorre em situações similares). O autor entende que é a verdade possível (aparência da verdade derivada da prova produzida no caso concreto. ser suficiente para uma decisão correta? Parcela da doutrina entende que é a verossimilhança (fato que costuma ordinariamente ocorrer). nem material nem formal. 1.4 A caducidade das expressões “verdade formal” e “verdade real”  A verdade é uma só. Testemunhal: toda prova produzida sob a forma oral. do devido processo legal e do contraditório. mas processual. em razão dos sujeitos que dele participam e das limitações à obtenção e à valoração das provas.  Não é absoluto. a verdade alcançável no processo será sempre uma só. A obtenção da verdade faz parte de uma série de escopos do processo.  Em primeiro lugar. para evitar atividade probatória inútil). aquela que decorrer da mais ampla instrução probatória possível. não é sempre que os valores tratados na esfera penal são mais relevantes do que os tratados na esfera civil. há nitidamente uma tendência para que também no processo civil a verdade possível fique em segundo plano. 1. Real: constituída por meio de objetos e coisas. 1.5 Direito à prova no processo civil  O direito à prova é decorrência dos princípios constitucionais da inafastabilidade da jurisdição.6. sempre inalcançável. 1. 1. Pessoal: decorre de uma consciente declaração feita por uma Quanto ao sujeito pessoa.  O que deve. apesar das inegáveis diferenças procedimentais.3 A verdade possível e a verossimilhança  No processo.1 Exclusão do objeto de prova (art. Quanto ao objeto Documental: toda afirmação de um fato escrita ou gravada. O resultado de convencimento do juiz (ex. ou seja.

1. não provado.6. pois é possível a produção de provas de ofício ou pela outra parte. como ocorrido.7 Ônus da prova  Ônus subjetivo: quem é o responsável pela produção de determinada prova. Se o juiz for aplicar o ônus objetivo.A notoriedade pode ser objeto de prova. cabendo à parte que não alegou o fato convencer o juiz de sua existência ou inexistência. que pertencem ao saber privado do juiz.  Alegações de fato não controvertidas (há aceitação expressa ou tácita da outra parte): afirmados por uma parte e confessados pela outra e os fatos admitidos no processo como incontroversos. . mas por opção legislativa.Presunção judicial: não há fato indiciário. . CPC)  Dá-se tal possibilidade nas alegações de direito municipal. consideram-se produzidos os mesmo efeitos que ocorreriam se o fato efetivamente tivesse ocorrido.  Ônus objetivo: regra de julgamento a ser aplicada pelo juiz no momento da sentença no caso de a prova se mostrar inexistente ou insuficiente. .O fato não precisa ter sido testemunhado. Se nenhuma das partes se desincumbir de seus ônus no caso concreto e o juiz tiver que decidir com fundamento na regra do ônus da prova. . ou seja. estadual.2 Prova do direito (art. .Não se confundem com as máximas de experiência.O fato não precisa ser de conhecimento do juiz.  Caso o réu alegue por meio de defesa de mérito indireta um fato novo. mas meramente uma inversão do ônus probatório. considera-se outro.Presunção relativa (iuris tantum): não há exclusão do objeto da prova. impeditivo. existe o ônus da alegação da parte. não podendo o juiz conhecê-los de ofício.Presunção absoluta (iuris et de iure): o legislador pode dispensar um dos elementos necessários à existência ou validade de um ato. aqueles trazidos na petição inicial. cabe ao autor. O juiz conclui um fato fundando-se naquilo que costuma logicamente ocorrer (máximas de experiência).  Questões de fato em cujo favor milite presunção legal de existência ou veracidade. estrangeiro e consuetudinário. Referentes a fatos notórios (notoriedade relativa). terá o ônus de comprová-lo.1 Regras de distribuição do ônus da prova (art. 1. 337.No tocante a fatos jurídicos notórios. sempre que existir dúvida do juiz a respeito dessa característica do fato. . deverá saber de quem é o ônus subjetivo. . 1. . quando faz parte de legislação de local diverso daquele onde o juiz exerce sua função jurisdicional. por questão de probabilidade de que as coisas tenham ocorrido de determinada maneira ou na dificuldade de demonstrar o fato. . . o pedido do autor será julgado improcedente. 333 do CPC)  O ônus de provar os fatos constitutivos de seu direito.Presunção: partindo-se de um fato provado (indiciário). modificativo ou extintivo do direito do autor.7.Presunção legal: estabelecida em lei. X Ficção jurídica: provavelmente o fato não ocorreu. . Trata-se de um ônus imperfeito porque nem sempre a parte que tinha o ônus de prova e não produziu a prova será colocada num estado de desvantagem processual.

caso haja inexistência ou insuficiência de provas.9 Preclusões para o juiz na atividade probatória  Preclusão pro iudicato: no caso de indeferimento da prova e da não interposição de recurso. em geral. Porém. 1. se mais tarde entender que a prova pode ser importante. que tudo deixava às partes.7.8 Poderes instrutórios do juiz  A figura do juiz distante e desinteressado. enquanto outra parcela entende que a antecipação de pagamento de despesas relacionadas com a produção de prova não sofre qualquer influência decorrente de eventual inversão do ônus. 1. pela qual o juiz concederá a distribuição no caso concreto. pois isto pode ser contrário aos seus interesses. VIII. o juiz não mais poderá mudar de opinião a indeferi-la. pois ele pode voltar atrás.10 Valoração da prova .Art. CDC  o juiz pode inverter o ônus da prova em favor do consumidor sempre que este for hipossuficiente ou suas alegações forem verossímeis. § 3º: o fornecedor prova que não colocou o produto no mercado. 1. 6º. a não ser que as partes concordem com isso. Contudo. que ele não é defeituoso ou que houve culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros pelos danos gerados.Art. em caso de necessidade de aplicação da regra. 1. c) Judicial: art. que poderá ocorrer antes ou durante o processo. . tudo em respeito ao princípio dispositivo. sinalizar às partes que. 38: o fornecedor prova a veracidade e correção da informação ou comunicação publicitária que patrocina. b) Legal: CDC . não irá produzir prova independentemente de ter o ônus.7.4 Inversão da prova e inversão do adiantamento de custas processuais  Parcela da doutrina entende que a inversão da prova acarreta inexoravelmente a inversão do pagamento das despesas que derivam da produção de tal prova. já no saneamento.2 Inversão do ônus da prova a) Convencional: acordo de vontade entre as partes. o juiz deve.Art. dependendo de qual parte tenha maior facilidade na produção da prova.3 Momento de inversão do ônus da prova  Convencional: o ônus se inverte a partir do acordo entre as partes. 12.  Judicial: dependerá de uma decisão judicial fundada no preenchimento dos requisitos. se deferir a produção da prova e não houver recurso.  Legal: o ônus se inverte desde o início da demanda. não mais responde aos anseios de uma prestação jurisdicional de qualidade. Parte da doutrina entende que o juiz só deve manifestar essa inversão no julgamento. . Parcela da doutrina defende a distribuição dinâmica do ônus da prova.Saneamento: esta regra de inversão só se aplica no julgamento. Esse acordo será nulo quando o ônus recair sobre direito indisponível da parte ou se tornar excessivamente difícil a uma parte o exercício do direito (prova diabólica). 1. 1. § 3º: o fornecedor prova que o serviço não é defeituoso ou que há culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro nos danos gerados. em especial no que tange ao conjunto probatório. não se pode falar que tal produção tenha restado preclusa ao juiz.7. . desprezando que a parte. o fará de forma invertida. 14.

1. . se assim lhe pareça correto. . Advém dessa corrente a teoria dos frutos da árvore envenenada.  Sistema da persuasão racional/livre convencimento motivado: o juiz é livre para formar seu convencimento. espécie da relação jurídica controvertida.Intermediária: em aplicação ao princípio da proporcionalidade. Deverá motivar sua decisão. limitação da descontaminação. Há resquícios deste sistema em nosso ordenamento (ex. 1. ele não pode decidir fora dos fatos alegados no processo. é possível a utilização da prova ilícita. 1. que somava as provas produzidas para verificar a ocorrência dos fatos alegados. Suas limitações são: nexo de causalidade (fonte independente). (Corrente majoritária) Deve-se observar. sendo admissível que a parte que não participou da produção da prova pretenda utilizá-la contra a parte que o fez. CF. nesse caso. art. mas tal circunstância não pode sacrificar a boa qualidade da prestação jurisdicional. exteriorizando as razões pelas quais deu maior força probatória a uma prova produzida em detrimento de outra.  Sistema do livre convencimento/persuasão íntima: plena liberdade do juiz para julgar até mesmo contra a prova dos autos. prevalência do direito protegido com a . dificuldade de demonstrar a veracidade de forma lícita. Também se devem sopesar os princípios do contraditório e da qualidade da prestação jurisdicional. tornando o juiz um simples matemático. Pode gerar responsabilidade pela lesão do direito. Obviamente. Sistema da prova legal/tarifada: a carga probatória já vem preestabelecida em norma escrita. 5º. .12.1 Proibição constitucional às provas ilícitas  Art.Restritiva: não admite em nenhuma hipótese a utilização da prova ilícita no processo civil. dando às provas produzidas o peso que entender cabível em cada processo. 401. .11 Prova emprestada  Aplicação no processo de prova já produzida em outro processo. para a qual não se admite provas sem nenhuma ilicitude que tenham sido produzidas como desdobramento de uma prova obtida de forma ilícita.  Mais relevante do que distinguir se é ilícita ou ilegítima é verificar a gravidade da violação. Responde aos anseios da economia processual e da busca da verdade possível.: presunções absolutas.12 Prova ilícita  Provas ilegais: produzidas com ofensa à norma legal. o que não impedirá a geração de efeitos civis. descoberta inevitável. mas este limite deve ser analisado no caso concreto. em especial quando é impossível produzir novamente a prova. condições para utilização da prova ilícita: gravidade do caso. CPC).  Parece correto entender-se que o contraditório é o limite da utilização da prova emprestada. Refere-se à admissibilidade do meio de prova.Ilícita: viola norma de direito material.Ilegítima: viola norma de direito processual.Liberal: a parte que produz uma prova ilícita deve responder pela ilicitude de seu ato. LVI. penais e administrativos em razão da ilicitude do ato. o juiz pode utilizar as mesmas produzidas no inquérito civil (MP).  Correntes a respeito da utilização da prova ilícita pelo juiz: . para decidir qual deve ser atendido no caso em que não é mais possível a produção da prova. Pouco importa o convencimento do juiz.  No caso de prova de impossível produção.

O juiz faz as perguntas.2 Provas em espécies 14. (Pessoas jurídicas e incapazes serão representados) 14.2. Se ambas as partes forem ser ouvidas. Se ambas as parte estiverem advogando em causa própria. Pode ser feita por carta ou oficial de justiça. se houver. pois o depoimento da parte não serve só para provocar confissão 14. Os demais meios que não contrariem norma legal são admitidos. No final da fase postulatória. Coloca-se a parte diretamente diante do juiz  Terceiros intervenientes.2 Os sujeitos envolvidos no depoimento pessoal  O réu e o autor (bem como os terceiros intervenientes) podem requerer o depoimento do outro. o MP também pode requerer o depoimento de ambas as partes. não é impossível que ela relate fatos que a favoreçam. estaremos tratando de interrogatório. com advertência de que se presumirão confessados os fatos contra ela alegados caso não compareça ou se recuse a depor injustificadamente. que assumem a posição de parte na demanda. .Realização: audiência de instrução e julgamento.1 Conceito  Espécie de prova oral. 14.2. o juiz nomeará um advogado dativo para o réu para que acompanhe o depoimento do autor).2. sendo chamados de “provas atípicas”. serão dados por verdadeiros os fatos alegados pela outra parte.  Atuando como fiscal da lei.  Produção: . não podem. 1.4 Procedimento  Propositura: petição inicial ou contestação.2. por estado ou profissão.3 Consequências do depoimento pessoal  Intimação pessoal.2. Se o juiz determinar de ofício. o silêncio não será admitido em ações de filiação. divórcio ou anulação do casamento. deva guardar sigilo.1.  O depoimento pessoal é um ônus do qual a parte deve se desincumbir. Ainda nesses casos.utilização da prova ilícita comparado com o direito violado. O silêncio e as respostas evasivas geram o mesmo efeito. o autor será ouvido primeiro (Exceto quando o réu advoga em causa própria.  Pessoalidade e indelegabilidade.Preparação: intimação com advertência.1 Depoimento pessoal 14.  A confissão expressa também poderá ocorrer em audiência. 14.1. devendo ausentar-se da sala de . o juiz determina às partes a especificação dos meios de prova que pretendem produzir. sendo conceituado como o testemunho das partes em juízo sempre que requerido expressamente pela parte contrária. depois o advogado da parte contrária e depois o MP como fiscal da lei. Os assistentes simples. podem prestá-lo. Deve ser apurada a justificabilidade desse desconhecimento. por serem meras partes no processo.  Admissibilidade: saneamento. Caso contrário.  Apesar do interesse direto da parte que presta o depoimento.1. imprescindibilidade da prova na formação do convencimento do juiz.  A parte não é obrigada a depor sobre fatos criminosos ou torpes que lhe forem imputados e aqueles a cujo respeito.  O silêncio gerado pela ignorância do fato alegado não deve ser considerado como recusa de responder.13 Provas atípicas  O rol de meios de prova no direito brasileiro é meramente exemplificativo.1. Pode ser feito de forma oral na audiência preliminar ou de forma escrita na decisão saneadora.

 A confissão limita-se aos fatos. É esclarecimento dos fatos.Disponibilidade do direito relacionado ao fato confessado. Pode ser: . este será ouvido antes de todos. Havendo perito a prestar esclarecimento.2.Capacidade plena. de modo que o prejuízo a ser suportado pelo confitente fica limitado ao plano fático. Realização em audiência de instrução. pessoa egrégia e pessoa que não possa comparecer em juízo por motivo relevante).3 Indivisibilidade da confissão  O art. voluntariamente.Escrita: a) Feita à parte ou a quem a represente: mesma eficácia probatória da confissão judicial. Advogado da parte contrária pode perguntar. . não podendo confessar os incapazes ou seus representantes legais: será ineficaz como confissão.1.audiência a parte que ainda vai depor. 354 do CPC prevê que uma parte.Espontânea: fora do depoimento pessoal. . 14.Inexigibilidade de forma especial para a validade do ato jurídico.2.  Requisitos para a eficácia da confissão: . podendo ser oral (reduzida a termo) ou escrita.2. se quiser invocar a confissão como prova.  Extrajudicial: realizada fora do processo. Nisso a confissão difere da renúncia e do reconhecimento jurídico do pedido. impedimento a que ele se sagre vitorioso na demanda. mas não inválida como prova.1 Conceito  A parte reconhece. Quantas vezes o juiz julgar necessário. b) Feita a terceiro ou contida em testamento: será livremente apreciada pelo juiz. não é possível encaixá-lo porque fatos favoráveis à parte nunca serão objeto de confissão). Pode ser real ou ficta.Verbal: só terá eficácia se a lei não exigir a forma escrita.  Não é um meio de prova. Ele pode se valer de outros meios de prova para afastar a carga de convencimento da confissão. Excepcionalmente. . É o resultado de outros meios de prova. As perguntas são privativas do juiz. possível a confissão expressa. 14. não pode aceitá-la no tópico que a beneficiar e rejeitá-la no que lhe for desfavorável. A parte pode usar anotações e manusear os autos. Pode ser feito pela própria parte ou por representante com poderes específicos para confessar.2.2. .Provocada: resulta do depoimento pessoal.  O juiz não está adstrito à confissão. . 14.2. Determinação de ofício.  Valoração: quando o juiz for proferir a sentença.2 Espécies de confissão  Judicial: feita nos autos (contestação. . 14. Realização em qualquer momento processual Geralmente colhido apenas uma vez.5 Diferenças entre interrogatório e depoimento pessoal DEPOIMENTO PESSOAL INTERROGATÓRIO Requerimento da parte contrária.2. esta prova pode não ser produzida na audiência de instrução (carta do juízo. réplica ou depoimento pessoal).2 Da confissão 14. Parte da doutrina entende que tal dispositivo só diz respeito às confissões complexas (mesmo nestas. assim. Objetivo: confissão (expressa ou tácita) e Objetivo: esclarecimento dos fatos. a verdade de um fato contrário ao seu interesse e favorável ao adversário.2. Não há.

finalidade da prova. Confissões viciadas devem ser invalidadas.3 Da exibição do documento ou coisa 14. o ônus de provar que a afirmação não é verdadeira será do requerente.2 Aspectos procedimentais comuns  Requisitos do pedido: individuação o mais completa possível do documento/coisa. Proposta a demanda e falecendo o confitente. 14. o requerido aludiu ao documento ou coisa no processo com o intuito de constituir prova. alegando outros fatos constitutivos. terceiros intervenientes. Se o réu concordar com os fatos constitutivos do direito do autor (confessá-los). O mesmo artigo abre uma exceção princípio da indivisibilidade dos fatos. depois do trânsito em julgada.2. Deve ser proposta ação anulatória.  A anulação não pode ser realizada incidentalmente no processo.2. por seu conteúdo for comum às partes (envolvidas no incidente ou na ação incidental). 14.  Inadmissibilidade da recusa: o requerido tiver obrigação legal de exibir.  Se afirmar que não possui o documento/coisa.De ofício ou por provocação. diante do perigo de. o juiz decidirá. não sendo produzida a prova imediatamente. bem como a seus parentes consanguíneos ou afins até o 3º grau.O juiz requisitará às repartições públicas: certidões necessárias à prova das alegações das partes.  Art. Estado.3. ou lhes representar perigo de ação penal. desde que a confissão constitua o único fundamento da sentença. os procedimentos administrativos nas causas em que forem interessados a União. O conhecimento do teor do documento/coisa pelo juiz se dará por requisição ou por exibição.  Exibição: .3. impeditivos ou extintivos desse direito. 356. Se a recusa for havida por . os sucessores passam a ter legitimidade superveniente.4 Invalidação da confissão  Irrevogabilidade da confissão. a prova terá sido produzida.  Escusas: concernente a negócios da própria vida da família.A exibição poderá ser determinada cautelarmente. 14. o juiz terá 30 dias para extração de cópias e devolução dos autos à repartição). . desonra à parte ou ao terceiro. violação de dever de honra. não possa mais ser produzida no momento adequado.De ofício ou por provocação. ou ação rescisória. réu.  Requisição: . motivos graves. 214 do CC: o erro (de fato) e a coação são os vícios invalidantes da confissão. . CPC. sigilo profissional.2.2. esses novos fatos (defesa de mérito indireta) gerarão ônus da prova para o réu.  O requerido será intimado num prazo de 5 dias para oferecer resposta. narrativa das circunstâncias em que se funda o requerente para afirmar que o documento/coisa existe e se acha em poder da parte contrária/terceiro. Município ou as respectivas entidades de administração indireta (neste último caso. MP como fiscal de lei) provar alegação de fato por meio de coisa ou documento que não esteja em seu poder.3. Se se escusar.2.2.1 Conceito  Meio de prova utilizado para a parte (autor. 14. o documento.  Exibindo o documento/coisa.3 Procedimento contra a parte contrária  Não há maiores formalidades no pedido. se o processo ainda estiver em curso. além dos requisitos do art. com a indicação dos fatos que se relacionam com o documento/coisa.

4. o das partes e o de testemunhas (admitem-se outros meios).4. escrito por terceiro e assinado pelo declarante.  Considera-se o autor do documento: aquele que o fez e assinou. por meio da exibição. haverá busca e apreensão e crime de desobediência. pois o ato será considerado inválido.2.4 Da prova documental 14. estando assinado e aquele que. uma presunção relativa. como da substância do ato. 14.  Tanto os documentos públicos quanto os privados podem ser objeto do incidente. haverá audiência especial.  A autenticidade do documento também é presumida (relativamente) verdadeira. um instrumento público. haverá prova pericial. Haverá também multa de até 20% do valor da causa em razão da prática de ato atentatório.  Citação e 10 dias para o terceiro responder.2 Documento público e sua força probante  O documento público faz prova de sua formação e dos fatos que o funcionário público declarar que ocorreram em sua presença.2.: contrato. escrito pela parte e não assinado ou nem escrito nem assinado pela parte. etc).3 Documento particular e sua força probante  Pode ser: escrito e assinado pelas partes.1 Conceito  Conceito amplo: qualquer coisa capaz de representar um fato. ou mesmo se o juiz entender necessário. 14. recorrível por apelação.  Se afirmar que não possui o documento/coisa ou se se escusar. mandado compô-lo. aquele que por conta de quem foi feito. serão reputados verdadeiros os fatos que.  A decisão proferida é uma sentença. tomando-lhe o depoimento.3. Havendo impugnação.4.  Se a lei exigir. nenhuma outra prova poderá suprir a ausência deste documento. É. 14.  As declarações constantes do documento presumem-se (presunção relativa) verdadeiras em relação aos signatários.2.4.2. conforme a experiência comum. o juiz apreciará livremente a fé que mereça o documento.  Qualquer reprodução mecânica faz prova se a parte contrária lhe admitir a conformidade.4. porque.  Documento elaborado por oficial público incompetente ou em desrespeito às formalidades legais tem a mesma eficácia probatória do documento particular. a parte pretendia provar. não se costuma assinar. 14.4. no entanto.2. escritura. .4 Incidente de falsidade documental 14. 14.4 Procedimento contra terceiro  A parte interessada ingressará com uma petição inicial a ser autuada em apenso.1 Natureza jurídica e objeto  É uma ação declaratória incidental: amplia os limites objetivos da coisa julgada material. que é uma espécie de documento produzida com o objetivo de servir de prova (Ex.  Não acatando a decisão judicial.2.  Tanto a falsidade material quanto a ideológica (se o documento não tiver caráter declaratório e o seu reconhecimento não implicar desconstituição de situação jurídica) podem ser objeto do incidente.ilegítima (em ambos os casos) ou quando o requerido não apresentar resposta em 5 dias. não o firmou.  Nada impede que o juiz reconheça a falsidade de um documento de ofício. a prova terá sido produzida.  Exibindo o documento/coisa.2.  Não se confunde com o instrumento.  Havendo rasura no documento.

obter a prova escrita. CPC). 14.5. A doutrina também apoia a não preclusão nos casos em que dispositivos legais permitirem a produção dessa prova após a inicial ou a contestação e quando: se referir a fato velho de ciência nova. CPC). . Se interposta depois. na contestação. exceto quando se tratar de falsidade de assinatura e houver presunção de veracidade porque presenciada por tabelião.5. Se interposta antes de encerrada a instrução. Também é admissível para fazer prova de fatos ocorridos depois dos articulados e para fazer prova para contrapor prova documental produzida pela parte contrária.  Acarreta suspensão do processo (leia-se: suspensão apenas da decisão).  Legitimados: parte que não produziu a prova e MP como fiscal da lei.3 Sujeitos que podem testemunhar .2. Se preferir desentranhá-la dos autos e a outra parte concordar.  Outras restrições do art. será autuada em autos apartados.Nos contratos simulados para provar a divergência entre a vontade real e a vontade declarada e nos contratos em geral para provar vícios de consentimento (art. como no parentesco. de referência ou referidas. 402.14. 404.2 Cabimento  Não cabe prova exclusivamente testemunhal para prova de negócios jurídicos de valor maior que 10 SM (essa vedação atinge apenas a prova da existência do contrato).Fatos já provados por documentos ou confissão da parte. o incidente encerra-se sem resolução de mérito.5 Produção da prova documental  Pelo autor. demais casos  10 dias da intimação da juntada aos autos do documento.2.Quando houver começo de prova por escrito emanado da parte contra quem se pretende utilizar o documento como prova e quando o credor não podia.2.2 Procedimento  Pode ser arguido em qualquer tempo e grau de jurisdição. 14. material ou moralmente.2. . Do contrário. na petição inicial e pelo réu. em que cabe agravo de instrumento. CPC: . haverá prova pericial ou outros meios. trata-se de decisão interlocutória.5 Da prova testemunhal 14.1 Conceito  Meio de prova consubstanciado na declaração em juízo de um terceiro de alguma forma tenha presenciado os fatos discutidos na demanda. 14. depósito necessário ou hospedagem (art.4.  A parte que produziu a prova será intimada para responder no prazo de 10 dias. desde que se respeite o contraditório (5 dias para a oitiva da outra parte) e não seja a juntada extemporânea fruto de má-fé ou deslealdade. exceto: . será autuada nos próprios autos.5.Fatos que só podem ser provados por documentos ou que demandem prova pericial.4.4.  O STJ tem reconhecido a possibilidade da produção a qualquer momento.  A decisão só será nula se o documento juntado sem oitiva da parte contrária influir no julgamento. O ônus da prova é de quem alega a falsidade.  Será arguida por petição inicial. 14.  As testemunhas podem ser presenciais. Se não.2.2. documento novo ou impossibilidade de produção no momento adequado em razão de justa causa. 400. Prazo preclusivo: petição inicial  contestação.  Doutrina majoritária entende que o pronunciamento só será sentença de mérito se extinguir o processo.

ascendente e descendente em qualquer grau. deva guardar sigilo (dever).Cônjuge.Parte na causa . São no máximo 10 para cada parte e 3 para cada fato. 14.Condenado definitivo por falso .Doença mental que impeça o discernimento para os atos da vida civil .Fatos que acarretem grave dano à  Depor  Dizer a verdade: mentir constitui crime de testemunha.Menor de 16 anos . pessoas egrégias.Cônjuge.5 Produção da prova testemunhal  Realizada na audiência de instrução e julgamento.Doença mental que prejudique o discernimento dos fatos ou a transmissão das percepções . pode-se admitir o depoimento dessas pessoas) . 405) .Menor de 16 anos . juiz.5.Amigo íntimo ou inimigo capital da conheçam. testemunhas que por doença ou outro motivo relevante não possam comparecer em juízo. se a ciência dos fatos depender dos sentidos que lhe faltam .Cego e surdo.2. CC (art. por consanguinidade ou afinidade. ascendentes e descendentes. ou colateral até o 3º.Quem tiver interesse jurídico no litígio (Admite-se se estritamente necessário. as partes depositam em cartório seu rol. em linha reta ou esse dever. .Sujeitos Incapaz CPC (art.Interdito por demência . pode-se admitir o depoimento dessas pessoas) . a seu cônjuge ou parentes falso testemunho. se a ciência dos fatos depender dos sentidos que lhe faltam (Para a prova dos fatos que só elas conheçam. advogado. na omissão). exceto: produção antecipada de provas.Cego e surdo.  Arrolamento: quando o juiz designar a audiência e fixar prazo (10 dias.Quem não for digno de fé (Para a prova dos fatos que só elas .Interessado no litígio .4 Direitos e deveres da testemunha Direitos Deveres  Comparecer em juízo para depor:  Ressarcimento das despesas. O informante também tem consanguíneos ou afins.Intimação: conduzida coercitivamente  Escusas: . Impedido em que não se possa obter outro meio de prova) . (Para a prova dos fatos que só elas conheçam. em qualquer grau. colaterais até o 3º.Amigo íntimo ou inimigo capital da testemunho parte. quem assista ou tenha assistido as partes (Admite-se se estritamente necessário. não ser .5. por estado ou crime.Dispensada a intimação: preclusão da prova descontado o dia de serviço. . até o 2º grau (facultativo). embora sua mentira não constitua colateral. sem o compromisso) 14. testemunhas que residam noutra comarca/SJ/país (precatória/rogatória).2.  Tratamento com urbanidade e respeito. . profissão.Quem intervém em nome de uma parte. sem o compromisso) . (Admite-se quando exigir o interesse público ou ações de estado da pessoa. por consanguinidade ou afinidade.Fatos a cujo respeito. 228) . pode-se admitir o Suspeito parte depoimento dessas pessoas) .

14. ouvi-la-á ou colherá seu depoimento como mera informante do juízo. direito ou obrigação. que indicará o 2º perito. comprovação da especialidade na matéria mediante certidão do órgão profissional em que estiverem inscritos.  Autenticidade/falsidade documental ou médico-legal: preferência a técnicos de estabelecimento oficial especializado. de ofício. informará ao juiz.6.6. enfermidade que a impeça de depor. a parte que alegou deverá provar a contradita por meio de documentos ou até 3 testemunhas.1 Conceito e espécies  É o meio de prova que tem como objetivo esclarecer fatos que exijam um conhecimento técnico específico para sua exata compreensão. alegando motivo legítimo.2 Cabimento  A prova pericial não será produzida quando a prova do fato não depender de conhecimento especial de técnico. Vistoria: tem como objeto bens imóveis. será exigida a presença do perito.2 Escusa do perito  O perito tem o dever de prestar o serviço técnico.3. pela parte que arrolou e pela parte contrária.  Ele pode escusar-se. sendo remunerado para isso.6.  Requisitos objetivos: profissional de nível universitário. apresentarem pareceres técnicos ou documentos que o juiz considere elucidativos a respeito das questões de fato (esta dispensa só é cabível em raras situações. o perito. Outra hipótese de dispensa da produção da perícia é a verificação impraticável do fato.  Inquirição: primeiro são ouvidas as testemunhas do autor e depois as do réu. Também será dispensada a prova pericial sempre que esse meio se mostrar desnecessário em vista de outras provas produzidas. quando não exista impugnação será e fundamentada sobre a perícia).  Intimação: requisição ao chefe da repartição ou ao comando do corpo (se funcionário público ou militar). As perguntas serão feitas sequencialmente pelo juiz. . 14. mudança de residência e não for encontrada.2. O juiz então dispensará a testemunha.2.2.  Exame: tem como objeto bens móveis. Arbitramento (espécie apontada pela doutrina): estimativa de valor de um serviço ou indenização. Substituição: falecimento.6. a testemunha poderá comparecer. devidamente inscrito no órgão de classe competente. Outras substituições dependem da anuência da parte contrária.1 Indicação do perito  A escolha do perito será feita pelo juiz.  Acareação: o juiz. Na perícia complexa.2.6.6 Da prova pericial 14. dentro de 5 dias da intimação ou do impedimento superveniente. Avaliação: tem como objeto a aferição de valor de determinado bem. Mesmo sem ser intimada. mas arrolada. Mesmo que o juiz tenha o conhecimento técnico especializado a lhe permitir compreender a questão fática da demanda. 14. pessoas.3.2.2.3 Procedimento 14. A prova pericial será dispensada ainda sempre que as partes. pode determinar a acareação quando houver divergência entre o depoimento de duas testemunhas ou entre o de uma delas e o de uma das partes. Se a testemunha negar o fato. na inicial e na contestação. coisas e semoventes.  Qualificação e contradita: a parte contrária pode alegar a inidoneidade da testemunha. verificando a necessidade de outro técnico para complementá-lo. 14.

 A parte pode requerer a intimação do perito e dos assistentes (da outra parte) para comparecer em audiência para prestar esclarecimentos.2. produzindo-se prova.  Descumprimento do prazo para entrega do laudo pericial sem motivo legítimo: acarretará comunicação à corporação profissional e imposição de multa. 14.5 Segunda perícia  Não parecendo ao juiz que os fatos objeto da perícia estejam devidamente esclarecidos (a perícia foi defeituosa ou incompleta).1 Substituição do perito  Perito que não tem o conhecimento técnico ou científico necessário.6. quando a perícia envolva matérias de mais de uma área de conhecimento. pedir que o prazo seja prorrogado por uma vez. 431-B. Só haverá nulidade se a ausência de intimação gerar prejuízo às partes ou ao processo. toda a etapa de produção será realizada pelo juízo deprecado.2.7 Apresentação do laudo  O perito deve protocolar o laudo em cartório no prazo fixado pelo juiz.  No caso de carta precatória ou rogatória.  20 dias entre a data do protocolo do laudo e a data da audiência de instrução. 14. sem que a primeira seja inteiramente desconsiderada.5 Atos preparatórios  O juiz nomeará o perito.  Perícia simples: o juiz inquire o perito e os assistentes em audiência a respeito das coisas que tiverem informalmente examinado.6. 14. As partes poderão oferecer tais exceções (nesse caso. local e hora do início dos trabalhos periciais.2.3. dos quais a parte contrária deve ser intimada.3 Perícia complexa  O art.6 Intimação prévia das partes  Para a ampla participação das partes na produção da prova. 14.3. CPC permite ao juiz a nomeação de mais de um perito. no prazo comum de 5 dias. Ao juiz cabe indeferir quesitos impertinentes e formular. seus quesitos e assistentes técnicos. 14.6.6. Em casos excepcionais. 14. o incidente levará à oitiva do perito em 5 dias. e decidindo-se por decisão interlocutória recorrível por agravo de instrumento). para a produção do trabalho pericial. o perito pode. o perito poderá exercer alguma espécie de atividade na audiência. elas serão intimadas da data.  O prazo para o requerimento da presença do perito é de 5 dias antes da audiência. podendo o deprecante elaborar alguns quesitos. já formulando quesitos.6.2. fixando o prazo para entrega do laudo e seus honorários a serem depositados previamente em juízo pela parte responsável.  Após 10 dias do laudo.3.14. A decisão interlocutória do juiz (recorrível por agravo de instrumento) pode ser proferida de ofício ou a requerimento das partes. subsidiariamente. justificadamente.  Alegação de impedimento ou suspeição.4 Prova pericial e audiência de instrução e julgamento  Excepcionalmente. se necessário. as partes serão intimadas para manifestarem-se (por meio de parecer técnico ou mesmo petição) no prazo comum de 10 dias sobre o trabalho pericial.2.  As partes serão intimadas para apresentar. Caberá ainda a apresentação de quesitos suplementares durante a perícia.6 Princípio da persuasão racional e a prova pericial .3.2.2. é admissível a designação de uma nova perícia. 14.2. outros que entender necessários.3.6.6.6.

2 Procedimento  Todos os atos praticados por ambas as partes serão praticados antes pelo autor e depois pelo réu.  O pregão consiste na comunicação oral para que as partes e seus patronos ingressem na sala de audiência. ele deve exprimir os motivos pelos quais não adotou as conclusões periciais. .  Ao final. O juiz não está adstrito ao laudo pericial. quando necessário.2. instrutórias. cujo ônus da prova cabe à parte prejudicada. imóveis e semoventes) ou lugares. podendo se convencer com outros elementos ou fatos provados no processo. terceiros e membros do MP.2. 15. mandará lavrar auto circunstanciado com todas as informações úteis ao julgamento. partes. .2.A inspeção em audiência não tem aptidão de formar seu convencimento.  A inspeção poderá ocorrer na sede do juízo (audiência de instrução ou audiência com fim específico) ou fora da sede do juízo.  As partes devem ser intimadas para que participem da inspeção.7. coisas (móveis. 15. É possível.2. caberá nova tentativa de autocomposição.1 Conceito  Prova produzida diretamente pelo juiz. Por enquanto.  As perguntas feitas ao perito/partes/testemunhas serão sempre intermediadas pelo juiz.  O juiz.  Não se trata de ato processual indispensável. que essa publicidade seja mitigada. com a indicação das outras provas que entendeu suficientes. advogados. em especial o respeito ao princípio da economia processual. nestas hipóteses: .1 Abertura e pregão das partes  Abertura da audiência sem nenhuma formalidade. não fará qualquer valoração a respeito da narração feita. serventuários da justiça.  Não é necessário que o juiz seja dotado de conhecimentos técnicos ou científicos. sem qualquer intermediário entre a fonte de prova e juiz.  Em regra. 14. São realizadas atividades preparatórias.O transporte da coisa ao juízo mostra-se dispendioso ou extremamente difícil. 14. A ausência de pregão e o não comparecimento espontâneo da parte/patrono na sala gera nulidade processual.2 Procedimento  Pode ser determinada de ofício ou a requerimento das partes. conciliatórias. poderá se valer do auxílio de um ou mais peritos. é sessão pública. prestando esclarecimentos e fazendo observações pertinentes. .7.2. de discussão da causa e decisórias. como todas as provas. contudo.7 Da inspeção judicial 14.2 Conciliação (tentativa de autocomposição)  Ainda que o juiz já tenha procedido à conciliação na audiência preliminar ou em qualquer outro momento antes da audiência de instrução. Audiência de instrução e julgamento (Daniel Amorim Assumpção Neves) 15. no qual várias atividades são praticadas pelo juiz. 15. quando inspeciona pessoas. saneadoras.Reconstituição dos fatos. Essa ordem pode se inverter quando existir fundada razão.1 Introdução  É ato processual complexo.  Pode ser realizada independentemente do esgotamento dos outros meios de prova. Contudo.

o juiz designará dia e hora para seu oferecimento (diante do silêncio.  O juiz pode converter os debates orais em memoriais. Pode ser interrompida por motivos como: adiantado da hora. CPC: por vontade das partes. O tempo é de 20 min. se houver.  Excepcionalmente. 15. aplica-se o prazo geral de 5 dias). devendo ser realizada sem interrupções. se houver – autor – réu – MP como custos legis. fazer seu serviço.  É possível que a realização de outra espécie de prova antes da audiência restrinja os fatos controvertidos fixadas anteriormente na audiência preliminar. ausência de sujeito necessário. greve.5 Depoimento pessoal 15. . 15. .2.  Ordem dos debates: Opoente. sempre que a causa apresentar questões complexas de fato ou de direito. pode-se adiar uma única vez. 15. a audiência pode ser interrompida.7 Debates orais  São as alegações finais das partes tomando-se por base a prova que foi produzida na audiência à luz da matéria jurídica discutida na demanda. A ausência de tentativa de conciliação não gera vício apto a anular a audiência. O juiz pode.  Ordem de inquirição do assistente técnico. adia-se. mesmo a injustificada. ausência de determinados sujeitos sob determinadas condições. como retardamento na entrega do laudo pericial. 453.  Somente a ausência justificada de certos sujeitos adia a audiência.3 Audiência una e contínua  A audiência deve ser una (para todos os atos.8 Prolação da sentença  O juiz escolherá entre prolatar a sentença oralmente em audiência (mesmo que as partes estejam ausentes) ou chamar os autos à conclusão depois dos debates (ou depois da entrega dos memoriais) e proferir sentença escrita em cartório no prazo impróprio de 10 dias.2. pode adiar.4 Esclarecimento do perito  As partes poderão requerer por escrito no prazo máximo de 5 dias antes da audiência a presença do perito para prestação de esclarecimentos.2. A parte. não se designando uma nova. é realizada somente uma audiência) e contínua (deve começar e terminar numa assentada).Serventuário encarregado da documentação: com ou sem justificação. conversão do julgamento em diligência. em relação a outros. não é obrigada a comparecer à audiência de instrução para conciliação. 15.2. Nesse caso.2. 15. + 10 min. no entanto.2.4 Adiamento da audiência  Art. sendo sua ausência entendida como desinteresse na autocomposição. etc. mas sim prosseguindo em data próxima à audiência interrompida.Juiz: com ou sem justificação.6 Oitiva das testemunhas 15. se houver: juiz – advogado da parte que indicou o assistente – advogado da parte contrária. fenômenos naturais inesperados. . mesmo intimada. etc. adia-se. Pode-se adiar por outras circunstâncias também.  Ordem de inquirição: juiz – advogado que pediu esclarecimento – advogado adversário. 15.3 Fixação dos pontos controvertidos  Só ocorre se a conciliação tiver sido frustrada.

vigente à época da propositura da demanda). adia-se. Procedimento sumário (Daniel Amorim Assumpção Neves) 1. Sem justificação. não sendo disponível a utilização do procedimento sumaríssimo. pelo procedimento comum.  Técnicas procedimentais do procedimento sumário: . Se isso não for possível. . 3. . 275.  É obrigatória a observação do procedimento sumário sempre que: . o advogado pode prová-lo depois. Sendo a cognição exauriente. se houve pedido de depoimento da parte. procede-se à condução coercitiva que. Introdução  A primeira análise a ser feita a respeito do procedimento adequado diz respeito ao cabimento de um dos procedimentos especiais. quando possível.Mesmo sendo cabível o procedimento sumaríssimo. * Sem intimação: com justificação.M. O justo motivo deve ser alegado antes do início da audiência. dependendo da corrente doutrinária a que nos filiemos.Não seja demanda relativa ao estado ou à capacidade da pessoa. . entende-se que a parte desistiu. a consequência será a confissão ficta. (S.A causa não superar o valor de 60 S.Assistente técnico: com justificação. recurso de terceiro prejudicado e intervenções fundadas em contrato de seguro). o que acarretará anulação da audiência e realização de outra. adia-se. adia-se. Valor da causa (art. . o autor optou. . Depois. não. Sem justificação. verifica-se o cabimento do procedimento sumário. Sem justificação. Sem justificação.. não. II. . 2.Advogado: com justificação. restando o ordinário como procedimento residual. Não há coerção.Testemunha: * Com intimação: por qualquer motivo. ação declaratória incidental e intervenções de terceiro (exceto: assistência. . não. invariavelmente.  Na Justiça Especial Estadual o procedimento sumaríssimo não é cogente. Na Justiça Especial Federal. o juiz poderá dispensar a prova requerida pelo advogado faltante.M. Sendo injustificada. o que levará ao adiamento. A ausência injustificada pode ou não gerar adiamento. produz-se coisa julgada material. adia-se. adia-se. O autor poderá optar entre ele e o procedimento comum.Vedação a institutos processuais quem ampliam objetivamente e/ou subjetivamente a demanda: reconvenção. . será conduzida coercitivamente. Sumariedade formal  A sumariedade é meramente formal porque o procedimento é projetado para ser mais rápido e simples.MP: com justificação. . excluindo-se a perícia complexa: o procedimento converter-se-á em procedimento ordinário.Parcial restrição no campo probatório pericial. 275. I.M. adia-se. A conciliação será frustrada e. levará ao adiamento. se o direito for disponível.Parte: com justificação.Concentração de atos processuais: vários atos processuais se realizam no mesmo momento. . mas não existem limitações à cognição. a competência é absoluta. Sem justificação. ou tiver uma das matérias previstas no art.Perito: com justificação. CPC)  Até 60 S.

Citação  A citação terá a mesma forma usada no rito ordinário.  Não importa a natureza do dano (material/moral) ou o bem lesado (coisa/pessoa). verificar que a correção resultou em valor superior àquele ou se. por meio de acolhimento da alegação de impugnação ao valor da causa. ações discriminatórias. 4. 276 leva à preclusão do direito probatório do autor e não ao indeferimento da inicial. é plenamente possível que o juiz condene o réu em valor superior a este. 276. 5. ressalvados os casos de processo de execução  A ressalva diz respeito ao art. extraordinárias. 4. . 4.  Exigência de especificação das provas. mas sua utilização. acidente de trabalho.8 Demais casos previstos em lei  Exemplos da legislação extravagante: Revisional de aluguel. relativamente aos danos causados em acidente de veículo. 4. Matérias (art.5 Cobrança de seguro. caso pretenda produzir essas provas. usucapião especial. representação comercial.M. 275. multas).  Não se incluem os danos causados dentro do veículo. CPC para exigir que o autor especifique qualquer outro tipo de prova que ele pretenda produzir já na inicial. não importando o local do imóvel. 4.1 Arrendamento rural e parceria agrícola  Sempre que estes contratos forem regulados pelo Estatuto da Terra.M. que prevê ser título executivo extrajudicial o contrato de seguro de vida.  A doutrina entende que a “parceira agrícola” engloba todos os tipos de parceira rural. Acresce-se a ela uma intimação para comparecer em audiência de conciliação a ser realizada em 30 dias. III.  O contrato escrito de honorários advocatícios é título executivo extrajudicial.  O desrespeito ao ônus estabelecido no art. em audiência de conciliação. Petição inicial  Deve preencher os requisitos formais necessários no procedimento ordinário também. 6. o que não ocorre nos Juizados Especiais Estaduais  O juiz converterá o procedimento em ordinário se o valor da causa atribuído pelo autor ultrapassar os 60 S.3 Ressarcimento por danos em prédio urbano ou rústico  Demandas de responsabilidade civil contratual ou extracontratual. determinando a correção do valor da causa por meio de emenda da inicial. CPC.6 Cobrança de honorários de profissionais liberais  Profissional liberal é aquele que trabalha sem vínculo empregatício. apesar de o valor da causa ser 60 S. 585. CPC) 4. relativas a esses imóveis 4. o procedimento é o sumário. o valor ultrapassar àquele.4 Ressarcimento por danos causados em acidente de veículo de via terrestre  Incluem-se os veículos marítimos ou aéreos que se envolvam em acidente em via terrestre. o que cria um ônus ao autor de arrolar testemunhas e de indicar quesitos e assistente técnico. 4. adjudicação compulsória.  Não há limitação para acidente causado por veículo de via terrestre.7 Causas que versem sobre a revogação de doação 4. por conta própria.2 Cobranças ao condômino de quaisquer quantias devidas ao condomínio  Engloba quaisquer taxas condominiais (ordinária.  É possível estender a interpretação do art. II. Converterá também se o juiz. O STJ entende que.

arrolar testemunhas e. indicar quesitos e assistentes técnicos.  Eventual exceção de incompetência e impugnação ao valor da causa serão resolvidas.  É incabível a reconvenção. Não sendo o caso de julgamento imediato do mérito. indicará as provas a serem produzidas e designará audiência de instrução quando necessária a produção de prova oral. em audiência. O réu deve ser citado com antecedência mínima de 10 dias da audiência. 8. Consiste em contestação ou exceções.  Frustrada a conciliação.  Ausência de advogado e presença de réu: possibilita conciliação. é razoável que se conceda prazo fora da audiência para o autor defender-se. 11. 10. mas não existe preclusão temporal.  Havendo pedido contraposto. Intervenção de terceiros  Exceções: assistência. bastará homologar o acordo por sentença de mérito. o juiz resolverá as questões processuais pendentes. não há alteração do prazo. . a audiência prosseguirá. o réu compareça em audiência e apresente sua defesa normalmente. É preferível que esta defesa seja manifestada em nova audiência.  Ações de estado ou capacidade da pessoa. salvo casos específicos. em regra. 9. A questão das matérias deve ser objeto de apreciação do juiz no seu primeiro contato com a petição inicial. receberá a resposta do réu.  Havendo caso de réplica. Se verificada a inadequação em fase avançada do processo.  Não se deve declarar a nulidade do procedimento se. esta deverá ser feita em audiência.  Ausência de réu e presença de advogado: revelia.  Prova pericial complexa: ocorre na audiência de conciliação. a não ser que seja necessário produção de provas que não possam ser produzidas de imediato. O prazo conta-se do mesmo modo que no procedimento ordinário. recurso de terceiro prejudicado e intervenção fundada em contrato de seguro. Presença das partes e patronos na audiência de conciliação  Ausência de réu e advogado: revelia. A antecedência mínima quando o réu for a Fazenda Pública será de 20 dias. Havendo litisconsórcio passivo. Resposta do réu  Poderá ser apresentada de forma oral ou escrita. o juiz poderá não resolver essas questões na audiência. (A ausência de advogado apenas impediria a prática de alguns atos postulatórios que se façam necessário em audiência).  O réu deve apresentar documentos. Nesse caso. Casos de conversão em rito ordinário  Valor superior a 60 S. Não havendo. há revelia. devem-se aproveitar todos os atos. Se obtida. fixará os pontos controvertidos. mesmo não sendo respeitado o prazo e as formas. 7. pode ocorrer depois que o juiz mandar o autor corrigir o valor e pode ocorrer na audiência de conciliação se o juiz acolher a impugnação ao valor da causa.M: pode ocorrer já no início da demanda.  Ausência de autor: nenhuma consequência. restando limitada a nulidade para os casos em que a parte prova que houve prejuízo concreto. desde que fundado nos mesmo fatos referidos na inicial. se requerer perícia. mas é possível o pedido contraposto. Audiência de conciliação  O 1º ato da audiência será a tentativa de autocomposição.  A conversão tem momentos adequados para ocorrer.

o ato judicial. necessariamente com a criação de uma situação jurídica diferente da existente antes de sua prolação. definitivas. se não resolvida. haverá interesse no ingresso de demanda objetivando sentença meramente declaratória.  Os efeitos são ex nunc. deveres.5 Sentença executiva lato sensu . A lei. Classificação das sentenças 2. ainda que tenha como conteúdo uma das matérias do art. 2.Sentença (Daniel Amorim Assumpção Neves) 1. a imputação ao réu do cumprimento de uma prestação de fazer. Ainda que haja condições para a propositura de demanda constitutiva ou condenatória. A exceção é a ADI. 2.  Melhor dizer que é o ato que põe fim ao procedimento no 1º grau de jurisdição. poderá acarretar dano ao autor. quanto nas executivas lato sensu e nas mandamentais. Conceito legal de sentença  Ato que põe fim ao processo (incluem-se aqui as sentenças que resolvem o mérito. CPC.3 Sentença constitutiva  O conteúdo é a criação (positiva). não fazer.2 Sentença meramente declaratória  O conteúdo é a declaração de existência.1. de ofício ou a requerimento do autor. não colocando fim ao processo ou à fase cognitiva. Seu efeito é a criação do título executivo. ao contrário das outras. não no conteúdo. será considerado decisão interlocutória recorrível por agravo. a sentença meramente declaratória só pode ter como objeto uma relação jurídica. para ele. pretensões e obrigações referentes à relação jurídica.1.4 Sentença condenatória  O conteúdo é. 2. podem ser divididas em necessárias ou facultativas (possibilidade abstrata de alterar a situação jurídica sem intervenção do Judiciário). executivas lato sensu e mandamentais.  É necessária a crise de incerteza que. 2. tanto nas condenatórias.  Os efeitos são ex tunc.1.  Teoria quinária (Pontes de Miranda): as três acima.  Com o advento das ações sincréticas.1.  De regra.1 Teoria ternária e teoria quinária  Teoria ternária (Liebman): meramente declaratória. entregar coisa ou pagar quantia certa. o conceito de sentença teve que mudar. poderá pontualmente modificar essa regra. que pode ter seus efeitos modulados pelo STF. com o objetivo de resolver uma crise jurídica de inadimplemento.  Tais sentenças. Pouco importa quais sejam esses atos executivos. e as que apenas encerram o processo.  Toda sentença tem um elemento declaratório. As duas últimas só diferem da condenatória na forma de efetivação. constitutiva e condenatória. 269. há a imputação de cumprimento ao réu. 2.  Muito provavelmente pacificar-se-á o entendimento de que.  O autor defende a teoria ternária pois. extinção (negativa) ou modificação (modificativa) de uma relação jurídica. com todas as consequências advindas dessa alteração. excepcionalmente admitindo-se que tenha como objeto meros fatos (falsidade de documento) ou direitos.1. terminativas). Seu efeito é a alteração da situação jurídica. além da indispensável declaração de existência do direito material.1 Conteúdo da sentença 2. entretanto. inexistência ou o modo de ser de uma relação jurídica de direito material. Seu efeito é a certeza jurídica.

. Dispositivo indireto: o juiz acolhe o pedido do autor sem a indicação do bem da vida obtido.  Admite-se a elaboração de relatório per relationem (reportar-se a relatório realizado em outra demanda).1 Relatório  Resumo da demanda.3 Dispositivo  Conclusão decisória da sentença. justificando a conclusão a que chegará no dispositivo.6 Sentença mandamental  Existência de uma ordem do juiz para que a pessoa ou o órgão faça ou deixe de fazer algo. a única diferença entre a sentença condenatória e executiva lato sensu é a exigência ou dispensa de processo autônomo de execução.  O princípio da congruência é decorrência do princípio dispositivo e funda-se na inércia da jurisdição e no contraditório. no qual o juiz indicará: as partes. o juiz deve enfrentar todas as questões de fato e de direito que sejam relevantes para a solução da demanda. Também não é necessária a clara identificação do início e fim dos três elementos. Aplica-se essa regra também às sentenças homologatórias de mérito. CPC. a causa de pedir e os sujeitos processuais.2 Fundamentação  Aqui. 3.  Sua ausência gera nulidade relativa. limitando-se a julgar procedente o pedido e a fez uma remissão à pretensão do autor. 3. 2. 458. 3. dispensa-se o relatório. Princípio da congruência 4.  Outra corrente doutrinária assim diferencia as duas espécies de sentença: .  Mesmo que não fira o contraditório.4 Comentários gerais a respeito dos elementos da sentença  Não existe nenhuma irregularidade na decisão proferida com inversão da ordem do art. Muito comum em acórdãos. Executiva lato sensu: não há complexidade. a descrição dos principais atos praticados no processo. Não existe execução subsequente.  Sua ausência gera inexistência jurídica do ato judicial. ou seja.1 Conceito  Os limites da sentença devem respeitar o pedido. Dispensa o processo de execução subsequente para ser satisfeita.  Sua ausência gera nulidade absoluta.Condenatória: complexidade da fase de satisfação do direito.  Nos Juizados Especiais. 3.  Dispositivo direto: o juiz indica expressamente o bem da vida obtido pelo autor. Executiva lato sensu: retoma bem que pertence ao exequente. 3. é do dispositivo que são gerados os efeitos práticas da sentença. 4. É a parte da sentença responsável pela geração de efeitos da decisão. Assim. Requisitos da sentença  A fundamentação sucinta é permitida nas sentenças terminativas.Condenatória: retira algo do patrimônio do executado que lá estava legitimamente. tratando-se de uma sentença autoexecutável. . uma breve suma do pedido e da defesa. a sentença que leve em conta pedido ou causa de pedir inexistentes (porém discutidos no processo) é nula. estando injustamente com o executado.1.

admite ação rescisória. Sentença citra petita (infra petita)  Pode acontecer quando a sentença fica aquém do pedido do autor ou deixa de enfrentar e decidir causa de pedir ou alegação de defesa apresentada pelo réu. 6. admite rescisória contra a parte excedente. não se fala em sentença ultra petita. pois o STF admite a causa de pedir aberta.  Não existe sentença ultra causa petendi. 5. 5.2 Exceções ao princípio da congruência  Pedidos implícitos. a sentença é anulada e o processo volta ao 1º grau para nova sentença. em razão da coisa julgada material. como também a que concede bem da vida de diferente gênero daquele pedido pelo autor.4. com pedido de anulação da parte excedente da sentença. não será mais possível a alegação do vício. quando atinge sujeitos que não participaram da demanda judicial.1 Recorribilidade da sentença extra petita  Cabe apelação.  A sentença extra petita pode ocorrer em sentença que concede aquilo que o autor pediu. Sentença extra petita  É a sentença que concede tutela jurisdicional diferente da pleiteada pelo autor. em que não há determinação.  Inconstitucionalidade por arrastamento (controle objetivo de constitucionalidade). Após os dois anos de prazo. mas com fundamento em causa de pedir que não pertença à pretensão do autor. sujeitos que não são processuais.  Provida a apelação.  Nas demandas que tenham como objeto uma obrigação de fazer e/ou não fazer. pois não há causa de pedir maior que a outra. o juiz pode conceder tutela diversa da pedida pelo autor. 6. em razão da coisa julgada material.1 Recorribilidade da sentença ultra petita  Cabe apelação. A sentença fundada em causa de pedir diversa da narrada é extra causa petendi. Inexiste no controle de constitucionalidade objetivo. verificando-se nas ações possessórias e nas ações cautelares.  Mesmo após o trânsito em julgado. mas extrapola a quantidade indicada.  Cumulação simples: enfrentar e decidir todos os pedidos/ Cumulação sucessiva: existindo prejudicialidade entre os pedidos.  Após o trânsito em julgado. o juiz estará dispensado de fundamentar a decisão valendo-se de todas as alegações da parte sempre que a omissão diga respeito à alegação feita pela parte vitoriosa. desde que com isso gere um resultado prático equivalente ao do adimplemento da obrigação. Depois do transcurso do prazo para rescisória. Pode acontecer também de não resolver a demanda para todos os sujeitos processuais.  Quando à sentença citra petita de causa de pedir.  A sentença extra petita também pode acontecer em relação às partes. a improcedência de um dispensa o juiz de decidir o outro/ Cumulação subsidiária: o acolhimento de um impede o do outro/ Cumulação alternativa: só pode acolher um. No pedido genérico.  A fungibilidade permite ao juiz que conceda tutela diferente da que foi pedida pelo autor. quando se inclui indevidamente sujeito que não deveria estar na decisão. com pedido de anulação da sentença fundada no error in procedendo. .  Pode haver sentença ultra petita quanto às partes. não mais se admite a alegação do vício. Sentença ultra petita  O juiz concede ao autor o bem da vida pretendido. 7.

porque não há o que se desconstituir.  Coisa julgada material: coisa julgada formal com projeção para fora do processo. mas.Na executividade parcial das decisões. A decisão não mais poderá ser alterada ou desconsiderada em outros processos. . .Capítulo referente aos pressupostos processuais de admissibilidade do julgamento do mérito (Pode não existir e pode existir sozinho juntamente com o do custo financeiro. Coisa julgada total e parcial  Parcela da doutrina defende a possibilidade de haver coisa julgada parcial. se a omissão disser respeito aos fundamentos da defesa. pois ele não poderá propor demanda para veicular a matéria de defesa omitida. em algum momento. os capítulos não impugnados . . Contudo. Subjetivamente. . em razão de a decisão ter transitado em julgado (não cabem mais recursos ou ocorreu o exaurimento das vias recursais). ainda que recorridas com recursos recebidos no efeito suspensivo. é possível a alegação da omissão na sentença também em sede de apelação. Ainda que exista mais de uma matéria processual.1 Recorribilidade da sentença citra petita  O vício de omissão é impugnável por meio dos embargos de declaração. Capítulos da sentença  Os capítulos da sentença são as partes em que ideologicamente se decompõe o decisório de uma decisão judicial.Nos pedidos decomponíveis a existência de dois capítulos quando do julgamento de parcial procedência. 7.Nos recursos (possibilidade de devolver os autos referentes a um capítulo isolado). Assim. . como tal recurso não tem efeito preclusivo. cada uma delas contendo o julgamento de uma pretensão distinta. a coisa julgada material se forme de maneira fragmentada. em qualquer espécie de sentença formarse-á.  A importância da teoria dos capítulos da sentença reside: . serão todas resolvidas num único capítulo). haverá decisão citra petita se o juiz deixar de decidir a demanda relativamente a um dos sujeitos processuais.Nas nulidades (possibilidade de anular os capítulos individualmente). Coisa julgada (Daniel Amorim Assumpção Neves) 1. isto é. Portanto.  Capítulos (divisão feita por Dinamarco): .  Transitada em julgado a sentença.Diferentes capítulos decidindo no mérito diferentes pedidos (Cumulação de pedidos ou ação principal com incidentais). 8. 2. faltando o interesse de agir do autor. coisa julgada formal. A coisa julgada material só atinge sentenças de mérito proferidas mediante cognição exauriente. que em sentenças com capítulos autônomos e independentes (a mudança de um não afeta os outros).Na fixação dos encargos de sucumbência. Coisa julgada formal e coisa julgada material  Coisa julgada formal: impedimento de modificação da decisão por qualquer meio processual. o autor pode repropor o pedido ou nova demanda vinculando a causa de pedir omitida. cabe ação rescisória para o réu. Não cabe rescisória.

ou até mesmo a vontade das partes.  A única imutabilidade dos fundamentos regulada pelo CPC diz respeito ao assistente que tenha participado ativamente do processo.  Não fazem coisa julgada: os motivos. 5. admitindo-se que os fundamentos da decisão possam voltar a ser discutidos em outro processo. que sofre a eficácia prevista no art. réu e terceiros intervenientes. parcela da doutrina entende que os efeitos da sentença de mérito transitada em julgado não se tornam imutáveis. uma vez que os outros efeitos da sentença poderão ser modificados por ato ou fato supervenientes ou pela vontade das partes. mas a coisa julgada os atinge de forma diferente. nem para beneficiá-los nem para prejudicá-los (eficácia inter partes).  As três correntes concordam que: toda sentença tem um elemento declaratório que torna-se imutável e indiscutível.formariam coisa julgada material antes dos outros. os motivos determinantes da decisão também se tornam imutáveis e indiscutíveis. à exceção do assistente simples. afirmando que a coisa julgada é uma qualidade da sentença que torna seus efeitos imutáveis e indiscutíveis.Sucessores: assumem os direitos e obrigações do sucedido. .  Partes. para o qual a justiça da decisão torna-se imutável.  Exceções aos limites: . a coisa julgada não seria uma qualidade da sentença. Em crítica a essa corrente. a doutrina pátria adota o entendimento de Liebman. não atingindo terceiros. Se a sucessão ocorrer durante o processo. toda sentença tem um elemento declaratório e é só este que é abarcado pela imutabilidade da coisa julgada.  Para terceira parcela. terceiros interessados e terceiros desinteressados suportam naturalmente os efeitos da decisão. mas sim uma situação jurídica que torna uma sentença imutável e indiscutível. inclusive a imutabilidade decorrente da coisa julgada. A coisa julgada material não se importa com contradições lógicas entre duas decisões de mérito. bastando que ato ou fato superveniente os modifique. buscando tão somente evitar as contradições práticas que seriam geradas no caso de dois dispositivos em sentido contrário.  Para esta corrente que critica Liebman. Vincula autor. CPC. a verdade dos fatos e a decisão da questão prejudicial resolvida incidentalmente no processo. Conceito e natureza jurídica  Majoritariamente. O STJ não entende dessa forma. o trânsito em julgado só ocorre depois do julgamento do último recurso interposto.  No controle objetivo de constitucionalidade. 3. Para ele. Limites subjetivos da coisa julgada  A coisa julgada vincula somente as partes.  A resolução de questão prejudicial faz coisa julgada material quando for objeto de ação declaratória incidental. Os terceiros interessados sofrem os efeitos jurídicos da decisão e os desinteressados sofrem os efeitos naturais da sentença. 55. Limites objetivos da coisa julgada  Somente o dispositivo da sentença de mérito torna-se imutável e indiscutível. que eventos futuros poderão modificar outros efeitos da sentença. As partes se vinculam a ela. impõe-se como pressuposto da extensão da coisa julgada a informação da existência da demanda judicial. 4.

Se for improcedente. 471. . A possibilidade de sua revisão é permitida tão somente em razão da modificação da causa de pedir. sempre que a sentença resolver relação jurídica continuativa. 7. CPC prevê a possibilidade de pedido de revisão do instituído na sentença na hipótese de modificação superveniente no estado de fato ou de direito. admite-se que a coisa julgada atinja titulares do direito que não participaram como parte no processo. aqueles que consideram as do controle difuso feito pelo STF e aqueles que consideram as do controle difuso do STF com resolução do Senado suspendendo a lei ou ato normativo. só àquele que foi parte.. Esta poderá se valer também da ação rescisória e da ação declaratória autônoma. 741. o executado poderá defender-se alegando inexigibilidade do título com fundamento de que a sentença que se executa é fundada em lei ou ato normativo declarados inconstitucionais pelo STF (por redução de texto. por aplicação da norma a situação considerada inconstitucional ou por interpretação conforme a Constituição). § 1º. as opiniões se dividem: aqueles que só consideram as decisões do controle concentrado. parágrafo único e art. b) 2ª corrente: há coisa julgada material especial. Coisa julgada nas relações continuativas  O art.3 Coisa julgada injusta inconstitucional  Não tem expressa previsão legal. como o pedido de declaração de inconstitucionalidade e da repetição do indébito.  A forma processual dos embargos e da impugnação é mera opção dada à parte. ex nunc.  Sempre se deve respeitar a eficácia da decisão do STF (ex tunc. 475-L. aproveitará aos outros credores. gerada por uma sentença de mérito que contém implicitamente a cláusula rebus sic stantibus. sendo que nessa excepcional hipótese.2 Coisa julgada inconstitucional  Art.Substituídos: representados na demanda por sujeito que a lei ou o sistema considera apto à defesa do direito em juízo. 7.Dívida solidária: ação de cobrança interposta por um dos credores. c) 3ª corrente (majoritária): há coisa julgada material normalmente.Tutela coletiva: direitos difusos  coisa julgada erga omnes.1 Introdução  Forma tradicional e prevista em lei: ação rescisória.  Duas atípicas formas de relativização da coisa julgada: coisa julgada inconstitucional e coisa julgada injusta inconstitucional (a inconstitucionalidade está na sentença e não propriamente na coisa julgada). ainda que transitada em julgado (coisa julgada formal). de forma a afastar a tríplice identidade da sentença com os elementos da demanda. 7. É criação doutrinária e jurisprudencial. principalmente no que tange à declaração de inconstitucionalidade posterior. 6. I. pro futuro). . a qual poderá se iniciar até mesmo após o encerramento da execução. .  A aceitação da constitucionalidade desses dispositivos não é pacífica na doutrina. Direitos coletivos e individuais homogêneos  coisa julgada ultra partes.  Existe coisa julgada material nessas circunstâncias? a) 1ª corrente: não há nas sentenças que resolvem relação jurídica continuativa.  Sobre qual tipo de decisão do STF teria esse condão de desconstituir as sentenças. Se for procedente. CPC: ainda que já transitada em julgado a sentença. Relativização da coisa julgada 7.

Seria um afastamento da segurança jurídica em prol da justiça. sempre com o objetivo de impedir a execução da decisão: . com ofensa clara e direta a preceitos e valores constitucionais fundamentais. da validade ou da eficácia.Os que concordam que mesmo diante dessa extrema injustiça existe coisa julgada material.  Duas correntes doutrinárias defendem a relativização. Trata-se da possibilidade de sentença de mérito transitada em julgado causar uma extrema injustiça. . mas que o seu afastamento é necessário e justificável em razão da proteção de outros valores constitucionais. há quem acredite que o vício da sentença esteja localizado no plano da existência.Os que defendem a inexistência de coisa julgada material nessas hipóteses. Dentre essa corrente. . de forma que o afastamento da decisão nem mesmo poderia ser tratado como uma espécie de relativização.