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Arthur W.

Pink

“Considera, pois, a bondade e a severidade de Deus” Romanos 11:22

No !timo "ap#tu!o, $uando tratando da %oberania de Deus o Pai na sa!va&'o, e(aminamos sete passa)ens $ue * representam "omo +a,endo uma es"o!ha dentre os +i!hos dos homens, e predestinando "ertas pessoas para serem "on+ormadas - ima)em de %eu .i!ho. * !eitor pensativo natura!mente per)untar/: 0 a$ue!es $ue n'o +oram “ordenados para a vida eterna1”. A resposta $ue 2 usua!mente retornada a esta $uest'o, mesmo por a$ue!es $ue pro+essam "rer no $ue a 0s"ritura ensina "on"ernente - soberania de Deus, 2 $ue Deus ignora os n'o3e!eitos, deixando-lhes sozinhos para se)uir o seu pr4prio "aminho, e no +im !an&a3!hes no 5a)o de .o)o por$ue re"usaram Seu "aminho, e re6eitaram o %a!vador de %ua provid7n"ia. 8as isto 2 somente uma parte da verdade9 a outra parte : $ue 2 mais o+ensiva - mente "arna! : 2 i)norada ou ne)ada. 0m vista da terr#ve! so!enidade do assunto a$ui diante de n4s, em vista do +ato $ue ho6e $uase todos : mesmo a$ue!es $ue pro+essam serem Ca!vinistas : re6eitam e repudiam esta doutrina, e em vista do +ato $ue este 2 um dos pontos em nosso !ivro $ue "ertamente !evantar/ mais "ontrov2rsias, sentimos $ue uma in$uiri&'o pro+unda deste aspe"to da ;erdade de Deus 2 demandada. <ue este ramo do assunto da soberania de Deus 2 pro+undamente misterioso n4s vo!untariamente "on"ordamos, todavia, isto n'o 2 motivo para $ue o re6eitemos. * prob!ema 2 $ue, ho6e em dia, h/ muitos $ue re"ebem o testemunho de Deus somente até onde e!es podem satis+atoriamente dar respostas para todas as ra,=es e +undamentos de %ua "onduta, o $ue si)ni+i"a $ue e!es n'o a"eitam nada e("eto a$ui!o $ue pode ser medido nas insi)ni+i"antes es"a!as de suas próprias "apa"idades !imitadas.

De"!arando isto de uma +orma mais "!ara, o ponto a ser "onsiderado a)ora 2: Deus pr23ordenou "ertas pessoas para "ondena&'o1 <ue muitos serão eternamente "ondenados 2 "!aro a partir das 0s"rituras, $ue "ada um ser/ 6u!)ado de a"ordo "om suas obras e "o!her/ assim "omo "ei+ou, e $ue em "onse$>7n"ia sua “"ondena&'o 2 6usta” ?Romanos @:AB, 2 i)ua!mente "erto, e $ue Deus decretou $ue os n'o3e!eitos deveriam es"o!her o "urso $ue eles se)uem, nos responsabi!i,amos por provar a)ora. Do $ue +oi posto diante de n4s, no "ap#tu!o anterior, "on"ernente ao decreto de alguns para sa!va&'o, deve3se inevitave!mente se)uir, mesmo se a 0s"ritura tivesse se si!en"iado sobre isso, $ue deve haver uma rejeição de outros. Cada es"o!ha, evidente e ne"essariamente, imp!i"a uma re6ei&'o, por$ue onde n'o h/ um dei(ar de !ado, n'o pode haver nenhuma es"o!ha. %e h/ a$ue!es a $uem Deus es"o!heu para sa!va&'o ?2 Cessa!oni"enses 2:1@B, deve haver outros $ue não +oram es"o!hidos para sa!va&'o. %e h/ a!)uns $ue o Pai deu a Cristo ?Do'o E:@FB, deve haver outros $ue 0!e n'o deu a Cristo. %e h/ a!)uns "u6os nomes est'o es"ritos no !ivro da ;ida do Cordeiro ?Apo"a!ipse 21:2FB, deve haver outros "u6os nomes não est'o es"ritos !/. <ue este é o "aso, ser/ "omp!etamente provado abai(o. ;isto $ue todos re"onhe"em $ue desde a +unda&'o do mundo Deus "ertamente pr23"onhe"eu e previu $uem re"eberia e $uem n'o re"eberia a Cristo "omo o seu %a!vador, portanto, ao dar a e(ist7n"ia e o nas"imento -$ue!es $ue 0!e sabia $ue rejeitariam a Cristo, 0!e ne"essariamente os "riou para "ondena&'o. Cudo o $ue pode ser dito em r2p!i"a a isto 2: N'o, embora Deus tenha previsto $ue estes re6eitariam a Cristo, todavia, 0!e n'o de"retou $ue e!es deveriam assim +a,er. 8as isto 2 evitar a rea! $uest'o do assunto. Deus tinha uma ra,'o de+inida pela qual "riou o homem, um prop4sito espe"#+i"o pelo qual "riou este ou a$ue!e indiv#duo, e em vista da eterna destina&'o de %uas "riaturas, 0!e propGs $ue a!)uns destes passariam a eternidade no C2u e $ue outros a passariam no 5a)o de .o)o. %e 0!e, ent'o, previu, ao "riar "erta pessoa, $ue esta pessoa despre,aria e re6eitaria o %a!vador, e mesmo sabendo isto de antem'o, 0!e, n'o obstante, trou(e ta! pessoa - e(ist7n"ia, ent'o, 2 "!aro $ue 0!e desi)nou e ordenou $ue esta pessoa deveria ser eternamente perdida. Novamente9 +2 2

um dom de Deus, e o prop4sito de d/3!a somente a a!)uns, envo!ve o prop4sito de não d/3!a a outros. %em +2 n'o h/ sa!va&'o :“<uem "r7 ne!e n'o 2 "ondenado” : portanto, se h/ a!)uns des"endentes de Ad'o aos $uais 0!e propGs n'o dar +2, deve ser por$ue 0!e ordenou $ue eles deveriam ser "ondenados. N'o somente n'o h/ es"apat4ria destas "on"!us=es, mas a hist4ria as confirma. Antes da 0n"arna&'o Divina, por $uase dois mi! anos, a vasta maioria da humanidade +oi dei(ada destitu#da at2 dos meios e(ternos de )ra&a, n'o sendo +avore"idos pe!a pre)a&'o da Pa!avra de Deus e nem "om a reve!a&'o es"rita de %ua vontade. Por muitos e !on)os s2"u!os Hsrae! +oi a única na&'o a $uem a Deidade "on"edeu a!)uma reve!a&'o espe"ia! de %i mesma : “* $ua! nos tempos passados dei(ou andar todas as na&=es em seus pr4prios "aminhos” ?Atos 1I:1EB : “De todas as +am#!ias da terra somente ?Hsrae!B a v4s vos tenho "onhe"ido” ?Am4s @:2B. Conse$>entemente, "omo todas as outras na&=es +oram privadas da pre)a&'o da Pa!avra de Deus, e!as eram estranhas - +2 $ue vinha atrav2s disso ?Romanos 1J:1FB. 0stas na&=es n'o somente eram i)norantes do pr4prio Deus, mas do "aminho $ue 5he a)rada, da verdadeira maneira de a"eita&'o para "om 0!e, e os meios de se "he)ar ao eterno )o,o d0!e mesmo. *ra, se Deus tivesse dese6ado a sa!va&'o de!es, n'o teria !hes "on"edido os meios para sa!va&'o1 N'o teria !hes dado todas as "oisas ne"ess/rias para este +im1 8as 2 um +ato ine)/ve! $ue 0!e não deu. %e, ent'o, a Deidade pode, "onsistentemente, "om %ua 6usti&a, miseri"4rdia e benevo!7n"ia, ne)ar a a!)uns os meios de )ra&a, e dei(/3!os em densas trevas e in"redu!idade ?por "ausa dos pe"ados de seus antepassados, )era&=es anterioresB, por$ue deve ser "onsiderado in"ompat#ve! "om %uas per+ei&=es o e("!uir a!)umas pessoas, muitas, da pr4pria )ra&a, e da vida eterna $ue est/ !i)ada a e!a1 ;endo $ue 0!e 2 %enhor e soberano Krbitro tanto do +im para os $uais os meios !evam, "omo dos meios $ue !evam a este +im, per)untamos: por $u71 ;indo para os nossos pr4prios dias, e para a$ue!es em nosso pr4prio pa#s : dei(ando de !ado as $uase inumer/veis mu!tid=es de pa)'os n'o evan)e!i,ados : n'o 2 evidente $ue

h/ muitos vivendo em terras onde o 0van)e!ho 2 pre)ado, terras as $uais s'o "heias de i)re6as, $ue morrem estranhos a Deus e a %ua santidade1 ;erdade, os meios de )ra&a estavam - sua m'o, mas muitos de!es n'o os "onhe"eram. 8i!hares nas"em em "asas onde e!es s'o ensinados desde a in+Ln"ia "om respeito a todos os Crist'os "omo sendo hip4"ritas e aos pre)adores "omo sendo trapa"eiros astutos. *utros, s'o instru#dos desde o ber&o no Cato!i"ismo Romano, e s'o treinados "om respeito ao Cristianismo 0van)2!i"o "omo sendo uma heresia mort#+era, e a M#b!ia "omo um !ivro a!tamente peri)oso para a$ue!es $ue a !7em. *utros, edu"ados em +am#!ias da “Ci7n"ia Crist'”, n'o "onhe"em mais do verdadeiro 0van)e!ho de Cristo do $ue os pa)'os n'o evan)e!i,ados. A )rande maioria destes morrem em abso!uta i)norLn"ia do Caminho da Pa,. N'o somos obrigados a "on"!uir $ue n'o +oi a vontade de Deus lhes "omuni"ar )ra&a1 Civesse %ua vontade sido de outra +orma, n'o teria realmente "omuni"ado %ua )ra&a a e!es1 %e, ent'o, +oi a vontade de Deus, no tempo, recusar-lhes %ua )ra&a, deve ter sido %ua vontade desde toda eternidade, visto $ue %ua vontade 2, "omo 0!e mesmo, a mesma ontem, e ho6e e para sempre. <ue n'o es$ue&amos $ue as provid ncias de Deus s'o nada menos do $ue as manifestaç!es de %eus decretos: o $ue Deus faz no tempo 2 somente o $ue 0!e prop"s na eternidade : %ua pr4pria vontade sendo a ni"a "ausa de todos os %eus atos e obras . Portanto, a partir do %eu rea! dei(ar a!)uns homens na in"redu!idade e impenit7n"ia +ina!, se)uramente entendemos $ue +oi a %ua eterna determina&'o assim +a,er9 e, "onse$>entemente, $ue 0!e reprovou a!)uns desde antes da +unda&'o do mundo. Na Con+iss'o de Westminster 2 dito: “Desde toda a eternidade, Deus, pe!o muito s/bio e santo "onse!ho da sua pr4pria vontade, pré-ordenou !ivre e ina!terave!mente tudo quanto a"onte"e”. * +a!e"ido %r. .. W. Nrant : um estudioso e es"ritor muito "uidadoso e "aute!oso : "omentando sobre estas pa!avras, disse: “O per+eitamente, divinamente verdadeiro, $ue Deus ordenou para %ua pr4pria )!4ria tudo $uanto a"onte"e”. %e estas de"!ara&=es s'o verdadeiras, n'o est/ a doutrina da Reprova&'o estabe!e"ida por e!as1 <ue, na hist4ria humana, 2 uma "oisa $ue a"onte"e todos os dias1 <ue, se estes homens ou mu!heres morrerem, passar'o deste mundo para uma eternidade sem esperan&a, uma esperan&a de so+rimento e

des)ra&a. %e, ent'o, Deus tem pr23ordenado tudo quanto a"onte"e, ent'o, 0!e deve ter de"retado $ue um vasto n mero de seres humanos passaria deste mundo sem serem sa!vos, para so+rer eternamente no 5a)o de .o)o. Admitindo a premissa )era!, n'o 2 a "on"!us'o espe"#+i"a inevit/ve!1 0m r2p!i"a aos par/)ra+os pre"edentes, o !eitor poder/ di,er: Cudo isto 2 simp!esmente racion#vel, !4)i"o sem d vida, mas, todavia, meras in+er7n"ias. 8uito bem, apontaremos a)ora $ue em adi&'o -s "on"!us=es a"ima, h/ muitas passa)ens nas %antas 0s"rituras, $ue s'o mui "!aras e de+initivas no seu ensino sobre este assunto so!ene9 passa)ens $ue s'o muito "!aras para serem ma!3entendidas e +ortes demais para serem evadidas. * maravi!hoso 2 $ue tantos homens bons ne)aram suas ine)/veis a+irma&=es. “Por muito tempo Dosu2 +e, )uerra "ontra todos estes reis. N'o houve "idade $ue +i,esse pa, "om os +i!hos de Hsrae!, sen'o os heveus, moradores de Nibeom9 por )uerra as tomaram todas. Por$uanto do %0NP*R vinha o endure"imento de seus "ora&=es, para sa#rem - )uerra "ontra Hsrae!, para $ue +ossem tota!mente destru#dos e n'o a"hassem piedade a!)uma9 mas para os destruir a todos "omo o %0NP*R tinha ordenado a 8ois2s” ?Dosu2 11:1A32JB. * $ue poderia ser mais "!aro do $ue isto1 A$ui estava um )rande n mero de Cananitas "u6os "ora&=es o %enhor endure"eu, os $uais 0!e tinha o prop4sito de destruir abso!utamente, para os $uais 0!e n'o demonstrou “nenhum favor”. Con"ordamos $ue e!es eram #mpios, imorais e id4!atras9 seriam e!es piores do $ue os imorais e id4!atras "anibais das H!has do *"eano %u! ?e muitos outros !u)aresB, para os $uais Deus deu o 0van)e!ho atrav2s de Dohn N. Paton1 Certamente n'o. 0nt'o, por$ue Deov/ n'o ordenou $ue Hsrae! ensinasse as %eus !eis e os instru#sse "on"ernente aos sa"ri+#"ios ao verdadeiro Deus1 C!aramente por$ue 0!e os mar"ou para destrui&'o, e se 2 assim, desde toda eternidade. “* %0NP*R +e, todas as "oisas para %i mesmo: sim, at2 o #mpio para o dia do ma!” ?Prov2rbios 1E:IB. <ue o %enhor fez todas as "oisas, ta!ve, todo !eitor deste !ivro "on"ordar/: $ue 0!e +e, todas as "oisas para Si mesmo n'o 2 t'o amp!amente "rido. <ue Deus nos +e,, n'o por nossa pr4pria "ausa, mas para %i mesmo9 n'o para nossa +e!i"idade, mas para %ua )!4ria9 2, todavia, repetidamente a+irmado na 0s"ritura : Apo"a!ipse

I:11. 8as Prov2rbios 1E:I vai mais a!2m: e!e e(pressamente de"!ara $ue o %enhor +e, os #mpios para o Dia do 8a!9 $ue este +oi o %eu des#)nio ao !hes dar a e(ist7n"ia. 8as, porque1 Romanos Q:1F nos in+orma: “Por$ue di, a 0s"ritura a .ara4: Para isto mesmo te !evantei9 para em ti mostrar o meu poder, e para $ue o meu nome se6a anun"iado em toda a terra”. Deus +e, o #mpio para $ue, no +ina!, 0!e possa demonstrar “%eu poder” : demonstr/3!o pe!a e(ibi&'o de $u'o +/"i! 2 para 0!e sub6u)ar o rebe!de mais vi)oroso e destruir o %eu inimi)o mais +orte. “0 ent'o !hes direi abertamente: Nun"a vos "onhe"i9 apartai3 vos de mim, v4s $ue prati"ais a ini$>idade” ?8ateus F:2@B. No "ap#tu!o anterior +oi demonstrado $ue as pa!avras “"onhe"er” e “pr23"onhe"imento”, $uando ap!i"adas a Deus nas 0s"rituras, t7m re+er7n"ia n'o simp!esmente a %ua pres"i7n"ia ?isto 2, %eu conhecimento desnudo de antem'oB, mas ao %eu "onhe"imento de aprovação. <uando Deus disse a Hsrae!: “De todas as +am#!ias da terra somente a v4s ?Hsrae!B vos tenho "onhe"ido” ?Am4s @:2B, 2 evidente $ue 0!e $uis di,er: “%omente vo"7s t7m o meu +avor”. <uando !emos em Romanos 11:2: “Deus n'o re6eitou o seu povo ?Hsrae!B, o $ua! de antemão conheceu”, 2 4bvio $ue o si)ni+i"ado 2: “Deus n'o re6eitou +ina!mente a$ue!e povo $ue 0!e es"o!heu "omo ob6etos de %eu amor : "on+orme DeuteronGmio F:F,A. Da mesma +orma ?e 2 a única +orma poss#ve!B devemos entender 8ateus F:2@. No Dia do Du!)amento o %enhor dir/ a muitos: “0u nun"a vos "onhe"i”. *bserve, 2 mais do $ue simp!esmente “0u n'o vos "onhe&o”. %ua de"!ara&'o so!ene ser/: “0u nunca vos "onhe"i” : vo"7s nun"a +oram os ob6etos da 8inha aprova&'o. Contraste isto "om o “0u "onhe&o ?amoB as 8inhas ove!has, e das 8inhas sou "onhe"ido ?amadoB” ?Do'o 1J:1IB. As “ove!has”, %eus e!eitos, os “pou"os”, 0!e “ conhece”9 mas os r2probos, os n'o3e!eitos, os muitos, 0!e não "onhe"e : não , nem mesmo antes da +unda&'o do mundo 0!e os "onhe"eu : 0!e “NRNCA” os "onhe"euS 0m Romanos Q a doutrina da soberania de Deus em sua ap!i"a&'o tanto aos e!eitos "omo aos r2probos 2 tratada de +orma e(tensiva. Rma e(posi&'o deta!hada deste importante "ap#tu!o est/ a!2m do nosso presente es"opo9 tudo o $ue podemos tentar 2 estender3nos sobre a parte de!e $ue mais "!aramente to"a no assunto $ue estamos a)ora tratando.

;erso 1F: “$orque diz a %scritura a &araó' $ara isto mesmo te levantei( para em ti mostrar o meu poder) e para que o meu nome seja anunciado em toda a terra ”. 0stas pa!avras nos !evam de vo!ta para os versos 1@ e 1I. No verso 1@ o amor de Deus a Da"4 e %eu 4dio para "om 0sa s'o de"!arados. No verso 1I 2 per)untado: “P/ in6usti&a da parte de Deus1” e a$ui no verso 1F o ap4sto!o "ontinua sua r2p!i"a a esta ob6e&'o. N'o podemos +a,er me!hor do $ue "itar os "oment/rios de Ca!vino sobre estes versos: “..."onsideremos dois pontos a$ui: primeiro, a predestina&'o de .ara4 para a destrui&'o, a $ua! se re!a"iona "om o 6usto e se"reto "onse!ho de Deus9 se)undo, o prop4sito desta predestina&'o, $ue era o de pro"!amar o nome de Deus. O sobre este $ue Pau!o parti"u!armente insiste. %e o endure"imento do "ora&'o de .ara4 +oi de ta! vu!to $ue trou(e notoriedade para o nome de Deus, ent'o 2 b!as+emo a"us/3!o de in6usti&a. ;isto $ue muitos int2rpretes destroem i)ua!mente o si)ni+i"ado desta passa)em, na tentativa de ameni,ar esta aspere,a, 2 indispens/ve! observar $ue no hebrai"o a e(press'o T %u te levantei U 2 T %u te nomeei U. Deus est/, a$ui, dese6oso de mostrar $ue a obstina&'o de .ara4 n'o o impediria de !ivrar a seu povo. 0!e a+irma n'o simp!esmente $ue previra a vio!7n"ia de .ara4, e $ue tinha em m'os os meios de restrin)i3!a, mas, sim, $ue tamb2m a ordenara para este prop4sito, "om o e(presso intuito de +a,er uma demonstra&'o mais not/ve! de seu poder. O, pois, um ma!3entendido tradu,ir a passa)em, "omo o +a,em a!)uns es"o!/sti"os, no sentido de $ue .ara4 +ora preservado por um per#odo de tempo, visto $ue a dis"uss'o, a$ui, ao "ontr/rio, se re+ere ao $ue a"onte"eu no in#"io. ;isto $ue muitos a"identes "ostumam sobrevir ao ser humano, pro"edentes de v/rias dire&=es, "omo +im de retardar seus prop4sitos e impedir o "urso norma! de suas a&=es, Deus di, $ue .ara4 era produto da e!ei&'o divina, e $ue seu "ar/ter !he +ora dado por Deus mesmo. As pa!avras eu te levantei se ade$uam muito bem a esta interpreta&'o...” ?Do'o Ca!vino, *omanos , 0ditora Para"!etos, p/)inas @@V3@@EB . Pode ser observado $ue Ca!vino d/ a +or&a da pa!avra hebrai"a $ue Pau!o usa: “Para este prop4sito %u te levantei,” : “%u te nomeei”. Como esta 2 a pa!avra sobra a $ua! a doutrina e o

ar)umento do verso dependem, $ueremos apontar a!2m do mais $ue ao +a,er a "ita&'o de W(odo Q:1E o ap4sto!o si)ni+i"ativamente n'o usa a %eptua)inta : a vers'o ent'o em uso "omum, e a $ua! e!e mui +re$>entemente "ita : e substitui a "!/usu!a para a primeira $ue 2 dada pe!a %eptua)inta: no !u)ar de “Por esta ra,'o tenho te preservado”, e!e d/ “Para este mesmo +im eu te !evantei”S 8as devemos a)ora "onsiderar em maior deta!he o "aso de .ara4, $ue resume um "on"reto e(emp!o da )rande "ontrov2rsia entre o homem e seu Criador. “Por$ue a)ora tenho estendido minha m'o, para te +erir a ti e ao teu povo "om pesti!7n"ia, e para $ue se6as e!iminado da terra9 +as) deveras) para isto te mantive , para mostrar meu poder em ti, e para $ue o meu nome se6a anun"iado em toda a terra ” ?W(odo Q:1V,1EB. %obre estas pa!avras o+ere"emos os se)uintes "oment/rios: Primeiro, sabemos a partir de W(odo 1I e 1V $ue .ara4 foi “e!iminado”, $ue +oi e!iminado por Deus, $ue +oi e!iminado no meio de sua impiedade, $ue +oi e!iminado n'o pe!as doen&as ou pe!as en+ermidades $ue a"ompanham a ve!hi"e, nem pe!o $ue os homens denominam “um a"idente”, mas e!iminado pela mão imediata de ,eus em julgamento0m se)undo !u)ar, 2 "!aro $ue Deus !evantou .ara4 para este mesmo +im : para “e!imin/3!o”, $ue na !in)ua)em do Novo Cestamento si)ni+i"a “destru#3!o”. Deus nun"a +a, a!)o sem um pr2vio des#)nio. Ao dar3!he a e(ist7n"ia, preservando3o atrav2s da in+Ln"ia - maioridade, ao !evantar3!he sobre o trono do 0)ito, Deus tem um +im em vista. <ue ta! foi o prop4sito de Deus 2 "!aro a partir de %uas pa!avras a 8ois2s antes de des"er ao 0)ito, e e(i)ir de .ara4 $ue o povo de Deov/ deveria ter permiss'o para +a,er uma 6ornada de tr7s dias no deserto para ador/35o : “0 disse o %0NP*R a 8ois2s: <uando vo!tares ao 0)ito, atenta $ue +a&as diante de .ara4 todas as maravi!has $ue tenho posto na tua m'o9 mas eu lhe endurecerei o coração , para $ue n'o dei(e ir o povo” ?W(odo I:21B. N'o somente assim a"onte"eu, "omo tamb2m o pr4prio des#)nio e prop4sito de Deus +oi de"!arado muito antes disto. P/ $uatro"entos anos Deus disse previamente a Abra'o: “%abes, de "erto, $ue pere)rina ser/ a tua des"end7n"ia em terra a!heia, e ser/ redu,ida - es"ravid'o, e ser/ a+!i)ida por $uatro"entos anos, m as também eu julgarei a nação , - $ua!

e!a tem de servir, e depois sair/ "om )rande ri$ue,a”. Destas pa!avras 2 evidente ?uma na&'o e o seu rei eram "onsiderados "omo um s4 no ;e!ho CestamentoB $ue o prop4sito de Deus +oi +ormado muito antes d0!e dar e(ist7n"ia - .ara4 . 0m ter"eiro !u)ar, uma e(amina&'o dos tratamentos de Deus "om .ara4 dei(a "!aro $ue o rei do 0)ito +oi deveras “um vaso de ira preparado para destrui&'o”. Posto no trono do 0)ito, "om as r2deas do )overno em suas m'os, e!e se sentou "omo "abe&a da na&'o $ue o"upou o primeiro !u)ar entre os povos do mundo. N'o havia outro monar"a na terra "apa, de "ontro!ar ou ditar .ara4. A ta! verti)inosa a!tura Deus !evantou este r2probo, e ta! "urso +oi um passo natura! e ne"ess/rio para prepar/3!o para o seu destino +ina!, por$ue 2 um a(ioma Divino $ue “a soberba pre"ede a ru#na, e a a!tive, do esp#rito pre"ede a $ueda” ?Prov2rbios 1E:1AB. A!2m do mais, : e isto 2 pro+undamente importante para observar e a!tamente si)ni+i"ante : Deus removeu de .ara4 a ni"a restri&'o e(terna $ue poderia !he servir de "ontro!e. A "on"ess'o a .ara4 de poderes i!imitados de um rei o "o!o"ou a"ima de toda in+!u7n"ia e "ontro!e !e)a!. 8as a!2m disto, ,eus removeu +oisés de sua presen&a e reino. %e 8ois2s, o $ua! n'o somente +oi instru#do em toda "i7n"ia dos 0)#p"ios, mas tamb2m +oi edu"ado na "asa de .ara4, tivesse to!erado permane"er em #ntima pro(imidade ao trono, n'o pode haver d vida de $ue o seu e(emp!o e in+!u7n"ia teriam sido um poderoso "ontro!e sobre a impiedade e tirania do rei. 0sta, embora n'o se6a a ni"a, +oi "!aramente uma das ra,=es pe!as $uais Deus enviou 8ois2s para 8idi', por$ue +oi durante a sua aus ncia $ue o rei desumano do 0)ito +ormou os seus mais "ru2is editos. Deus desi)nou, pe!a remo&'o desta restri&'o, dar a .ara4 p!ena oportunidade para se en"her "omp!etamente "om os seus pe"ados, e preparar3se para a sua mais mere"ida, embora predestinada, ru#na. 0m $uarto !u)ar, Deus “endure"eu” o seu "ora&'o assim "omo de"!arou $ue +aria ?W(odo I:21B. Hsto est/ de p!eno a"ordo "om as de"!ara&=es da %a)rada 0s"ritura : “Do homem s'o as prepara&=es do "ora&'o, mas do S%./0* a resposta da !#n)ua” ?Prov2rbios 1E:1B9 “Como ribeiros de /)uas assim 2 o "ora&'o do rei na m'o do %0NP*R, $ue o in"!ina a todo o seu querer” ?Prov2rbios 21:1B. Como o de todos os outros reis, o "ora&'o de .ara4 estava na m'o do %enhor9 e Deus tinha tanto

o direito "omo o poder para in"!in/3!o para onde $uisesse. 0 a)radou35he in"!in/3!o contra todo bem. Deus determinou impedir $ue .ara4 "edesse -s %uas e(i)7n"ias atrav2s de 8ois2s para $ue dei(asse Hsrae! ir, at2 $ue 0!e tivesse preparado3o "omp!etamente para a sua $ueda +ina!, e por$ue nada menor do $ue isto o teria preparado "omp!etamente, Deus endureceu o seu "ora&'o. .ina!mente, 2 di)no de "uidadosa "onsidera&'o observar "omo a vindicação de Deus em %eus tratamentos "om .ara4 +oi "omp!etamente "on+irmada. O e(tremante e(traordin/rio des"obrir $ue temos o próprio testemunho de .ara4 a +avor de Deus e "ontra e!e mesmoS 0m W(odo Q:1V e 1E aprendemos "omo Deus disse a .ara4 o prop4sito pe!o $ua! 0!e o tinha !evantado, e no verso 2F do mesmo "ap#tu!o somos in+ormados $ue .ara4 disse: “0sta ve, pe$uei9 o S%./0* é justo , mas eu e o meu povo #mpios”. Note $ue isto +oi dito por .ara4 depois $ue e!e soube $ue Deus o tinha !evantado para “e!imin/3!o”, depois $ue %eus severos 6u!)amentos +oram enviados sobre e!e, depois $ue 0!e tinha endure"ido o seu pr4prio "ora&'o. Neste tempo .ara4 6/ estava "omp!etamente amadure"ido para o 6u!)amento, e tota!mente preparado para de"idir se Deus o havia in6uriado, ou se e!e tinha pro"urado in6uriar a Deus9 e re"onhe"eu inteiramente $ue tinha “pe"ado” e $ue Deus era “6usto”. Novamente, temos o testemunho de 8ois2s $ue estava "omp!etamente inteirado da "onduta de Deus para "om .ara4. 0!e ouviu desde o prin"#pio $ua! era o des#)nio de Deus re!ativo a .ara49 e!e tinha testemunhado os tratamentos de Deus "om e!e9 e observado a sua “muita pa"i7n"ia” para "om este vaso de ira preparado para a destrui&'o9 e no +ina! e!e "ontemp!ou a destrui&'o de!e no 6u!)amento Divino no 8ar ;erme!ho. <ua! +oi, ent'o, a impress'o de 8ois2s1 0!e !evantou o "horo da in6usti&a1 Atreveu3se a a"usar Deus de in6usti&a1 8uito !on)e disso. Deveras, e!e disse: “X %0NP*R, $uem 2 "omo tu entre os deuses1 <uem 2 "omo tu )!ori+i"ado em santidade, admir#vel em !ouvores, rea!i,ando maravi!has1 ” ?W(odo 1V:11B. .oi 8ois2s movido por um esp#rito vindicativo "on+orme e!e via o ar$uiinimi)o de Hsrae! “e!iminado” pe!as /)uas do 8ar ;erme!ho1 Certamente n'o. 8as para remover para sempre toda d vida sobre este ponto, apontamos "omo $ue os santos

no céu, depois de terem testemunhado os 6u!)amentos severos de Deus, a!e)raram3se em "antar “o "Lnti"o de 8ois2s, servo de Deus, e o "Lnti"o do Cordeiro, di,endo: Nrandes e maravi!hosas s'o as tuas obras, %enhor Deus Codo3PoderosoS 1ustos e verdadeiros s'o os teus "aminhos, 4 Rei dos santos” ?Apo"a!ipse 1V:@B. A$ui, ent'o, est/ o "!#ma(, e a "omp!eta e +ina! vindi"a&'o dos tratamentos de Deus "om .ara4. *s santos no "2u a!e)ram3se em "antar o CLnti"o de 8ois2s, no $ua! este servo de Deus "e!ebrou o !ouvor de Deov/ em destruir .ara4 e seus e(2r"itos, de"!arando $ue em assim a)indo, Deus não era in6usto, mas justo e verdadeiro. Devemos "rer, portanto, $ue o Dui, de toda terra tinha direito de "riar e destruir este vaso de ira, .ara4. * "aso de .ara4 estabelece o prin"#pio e i!ustra a doutrina da Reprova&'o. %e Deus rea!mente reprovou .ara4, podemos 6ustamente "on"!uir $ue 0!e reprovou todos os outros $ue n'o predestinou para serem "on+ormados - ima)em de %eu .i!ho. * ap4sto!o Pau!o mani+estadamente tra&a esta in+er7n"ia a partir do destino de .ara4, por$ue em Romanos Q, depois de se re+erir ao prop4sito de Deus em !evantar .ara4, e!e "ontinua, “portanto”. * "aso de .ara4 2 introdu,ido para provar a doutrina da Reprova&'o "omo a "ontraparte da doutrina da 0!ei&'o. Para "on"!uir, devemos di,er $ue ao +ormar .ara4, Deus n'o mostrou nem 6usti&a nem in6usti&a, mas somente %ua desnuda soberania. Como o o!eiro 2 soberano ao +ormar vasos, assim Deus 2 soberano ao +ormar a)entes morais . ;ers#"u!o 1A: “2ogo) pois) compadece-se de quem quer) e endurece a quem quer”. * “portanto” Y“pois”Z anun"ia a "on"!us'o )era! $ue o ap4sto!o tra&a de tudo o $ue e!e tinha dito nos tr7s versos pre"edentes, ne)ando $ue Deus era in6usto ao amar Da"4 e odiar 0sa , e espe"i+i"amente ap!i"a o prin"#pio e(emp!i+i"ado nos tratamentos de Deus "om .ara4. Hsto tra&a tudo de vo!ta - soberana vontade de Deus. 0!e ama um e odeia outro, e(er"e miseri"4rdia para "om a!)uns e endure"e outros, sem re+er7n"ia a $ua!$uer "oisa, sa!vo %ua pr4pria vontade soberana. * $ue 2 mais repu)nante - mente "arna! no verso a"ima 2 a re+er7n"ia ao “endure"imento” : “%ndurece a $uem $uer” : e 2 6ustamente a$ui $ue tantos "omentaristas e e(positores t7m

adu!terado a verdade. A vis'o mais "omum 2 $ue o ap4sto!o n'o est/ +a!ando de nada mais do $ue endure"imento judicial, isto 2, um abandono de Deus por$ue estes ob6etos de %eu despra,er re6eitaram primeiro %ua verdade e * es$ue"eram. A$ue!es $ue sustentam esta interpreta&'o ape!am -s passa)ens tais "omo Romanos 1:1Q32E : “Deus os entre)ou”, isto 2 ?ve6a o "onte(toB, a$ue!es $ue “"onhe"iam a Deus” e todavia n'o * )!ori+i"aram "omo Deus ?v. 21B. * ape!o 2 tamb2m +eito a 2 Cessa!oni"enses 2:1J312. 8as 2 para ser notado $ue a pa!avra “endure"er” não ocorre em nenhuma destas passa)ens. A!2m do mais, de"!aramos $ue Romanos Q:1A n'o tem nenhuma re+er7n"ia a “endure"imento” judicial. * ap4sto!o n'o est/ +a!ando da$ue!es $ue dei(aram de "rer na verdade de Deus, mas pe!o "ontr/rio, est/ tratando "om a soberania de ,eus, a soberania de Deus "omo 2 vista n'o somente em mostrar misericórdia a quem quer , mas tamb2m em endurecer a quem quer. As pa!avras e(atas s'o “A $uem %le $uer” : n'o “todos $ue tinham re6eitado %ua verdade” : “0!e endure"e”, e isto, vindo imediatamente depois da men&'o de .ara4, "!aramente +i(a o seu si)ni+i"ado. * "aso de .ara4 2 "!aro o su+i"iente, apesar do homem, por seu bri!hantismo, ter +eito o seu me!hor para esconder a verdade. ;ers#"u!o 1A: “2ogo) pois) compadece-se de quem quer) e endurece a quem quer”. 0sta a+irma&'o da soberania de Deus no “endure"imento” dos "ora&=es dos pe"adores : em distin&'o ao endure"imento 6udi"ia! : n'o 2 a ni"a. *bserve a !in)ua)em de Do'o 12:@F3IJ: “0, ainda $ue tinha +eito tantos sinais diante de!es, n'o "riam ne!e9 Para $ue se "umprisse a pa!avra do pro+eta Hsa#as, $ue di,: %0NP*R, $uem "reu na nossa pre)a&'o1 0 a $uem +oi reve!ado o bra&o do %enhor1 $or isso não podiam crer ?Por $ue1B, ent'o Hsa#as disse outra ve,: %le " e)ou os seus o!hos, e endure"eu os seus "ora&=es ?Por $ue1 Por $ue e!es tinham re6eitado "rer em Cristo1 0sta 2 a "ren&a popu!ar, mas observe a resposta da 0s"rituraB, a fim de que não ve6am "om os o!hos, e "ompreendam no "ora&'o, 0 se "onvertam, 0 eu os "ure”. *ra, !eitor, 2 simp!esmente uma $uest'o de $ue se vamos ou n'o "rer no $ue Deus reve!ou em %ua Pa!avra. N'o 2 uma $uest'o de pro!on)ada pes$uisa ou pro+undo estudo, mas o $ue 2 ne"ess/rio 2 um esp#rito de "rian&a, para entender esta doutrina .

;ers#"u!o 1Q: “,ir-me-#s então' $or que se queixa ele ainda3 $orquanto) quem tem resistido 4 sua vontade3 ”. N'o 2 a mesma ob6e&'o $ue 2 ur)ida ho6e1 A +or&a das $uest=es do ap4sto!o a$ui pare"e ser esta: ;isto $ue tudo depende da vontade de Deus, $ue 2 irrevers#ve!, e visto $ue esta vontade de Deus, de a"ordo "om a $ua! 0!e pode +a,er tudo "omo soberano : visto $ue 0!e pode ter miseri"4rdia de $uem 0!e $uiser ter miseri"4rdia, e pode re"usar miseri"4rdia e in+!i)ir puni&'o sobre $uem 0!e es"o!her assim +a,er : por $ue 0!e n'o dese6a ter miseri"4rdia de todos, +a,endo3!hes assim obedientes, e dessa +orma, "o!o"ando um +im em toda $uei(a1 A)ora dever/ ser parti"u!armente observado $ue o ap4sto!o n'o re6eita a base sobre a $ua! a ob6e&'o des"ansa. 0!e n'o di, $ue Deus não en"ontra do $ue se $uei(ar. Nem di,: 0s homens podem resistir %ua vontade. A!2m do mais, e!e n'o e(p!i"a a ob6e&'o di,endo: ;o"7s n'o entenderam meu si)ni+i"ado $uando disse “0!e trata "om miseri"4rdia a $uem $uer, e trata "om severidade a $uem $uer“. 8as e!e di,, “primeiro, esta 2 uma ob6e&'o $ue vo"7s n'o t7m nenhum direito de +a,er9 e ent'o, est/ 2 uma ob6e&'o $ue vo"7s n'o t7m nenhuma razão para +a,er” ?vide Dr. Mro[nB. A ob6e&'o 2 abso!utamente inadmiss#ve!, por$ue e!a est/ rep!i"ando contra ,eus. O $uei(ar3se a respeito de, ar)>ir "ontra, o $ue ,eus +e,S ;ers#"u!o 1Q: “,ir-me-#s então' $or que se queixa ele ainda3 $orquanto) quem tem resistido 4 sua vontade3 ”. A !in)ua)em $ue o ap4sto!o a$ui "o!o"a na bo"a da$ue!e $ue !evanta a ob6e&'o 2 t'o "!ara e demonstrativa $ue um ma!3entendimento deve ser imposs#ve!. Por$ue 0!e se queixa ainda1 A)ora, !eitor, o $ue estas pa!avras podem si)ni+i"ar1 .ormu!e a sua própria resposta antes de "onsiderar a nossa. Pode a +or&a da $uest'o do ap4sto!o ser outra a!2m desta: %e 2 verdade $ue Deus tem “miseri"4rdia” de quem %le quer, e tamb2m “endure"e” a quem %le quer, ent'o, no $ue se torna a responsabi!idade humana1 Neste "aso, os homens n'o s'o nada mais do $ue fantoches, e se isto 2 verdade, ent'o, seria injusto da parte de Deus “se $uei(ar ainda” "om as %uas "riaturas desva!idas. *bserve a pa!avra “ent'o” : Dir3me3/s ent'o : e!a de"!ara a ?+a!saB infer ncia ou conclusão $ue a pessoa ?$ue !evanta a ob6e&'oB tra&a a partir do $ue o ap4sto!o est/ di,endo. 0 observe, meu !eitor, o ap4sto!o prontamente viu $ue a doutrina $ue e!e tinha +ormu!ado deveria !evantar esta mesma ob6e&'o, e

se o $ue temos es"rito atrav2s deste !ivro n'o provo"ar, em a!)uns pe!o menos, ?todos "u6as mentes "arnais n'o est'o sub6u)adas pe!a divina )ra&aB a mesma ob6e&'o, ent'o deve ser ou por$ue n'o apresentamos a doutrina $ue 2 apresentada em Romanos Q, ou por$ue a nature,a humana mudou desde os dias do ap4sto!o. Considere a)ora o restante do verso ?1QB. * ap4sto!o repete a mesma ob6e&'o de uma +orma !evemente di+erente : repete para $ue seu si)ni+i"ado n'o possa ser ma!3 entendido : a saber, “$orquanto) quem tem resistido 4 sua vontade3”. O "!aro, ent'o, $ue o assunto sob imediata dis"uss'o se re!a"iona "om a “vontade” de Deus, isto 2, %eus soberanos "aminhos, $ue confirma o $ue dissemos a"ima sobre os versos 1F e 1A, onde "ontendemos $ue não 2 um endure"imento 6udi"ia! $ue est/ em vista ?isto 2, endure"imento por "ausa da pr2via re6ei&'o da verdadeB, mas um “endurecimento” soberano, isto 2, o “endure"imento” de uma "riatura "a#da e pe"aminosa por nenhuma outra ra,'o a!2m da$ue!a $ue 2 inerente - soberana vontade de Deus. 0, por "onse)uinte, a $uest'o, “5uem tem resistido 4 sua vontade3”. * $ue, ent'o, o ap4sto!o di, em resposta a estas ob6e&=es1 ;ers#"u!o 2J: “+as) ó homem) quem és tu) que a ,eus replicas3 $orventura a coisa formada dir# ao que a formou' $or que me fizeste assim3”. * ap4sto!o, ent'o, n'o disse $ue a ob6e&'o era sem sentido ou +undamento, mas pe!o "ontr/rio, repreende a pessoa $ue !evanta a ob6e&'o por sua impiedade. 0!e o +a, !embrar $ue 2 meramente um “homem”, uma "riatura, e $ue por isso, 2 tanto muito inade$uado "omo impertinente para ele “rep!i"ar ?ar)>ir, ou ar)umentarB "ontra Deus”. A!2m do mais, e!e o +a, !embrar $ue e!e n'o 2 nada mais do $ue uma “"oisa +ormada”, e portanto, 2 !ou"ura e b!as+7mia !evantar3se "ontra o pr4prio Criador. Antes de dei(armos este versos, deve3se ser apontado $ue nas suas pa!avras +inais, “Por $ue me +i,este assim” nos a6uda a determinar, de maneira ine$u#vo"a, o assunto pre"iso sob dis"uss'o. \ !u, do imediato "onte(to, $ua! pode ser o motivo do “assim”1 <ua! sen'o, "omo no "aso de 0sa , por$ue Cu me +i,este um ob6eto de “4dio”1 <ua! sen'o, "omo no "aso de .ara4, por$ue Cu me +i,este simp!esmente para “me endure"er”1 <uais outros si)ni+i"ados podem) de forma correta , ser atribu#dos1

O a!tamente importante dei(ar "!aro diante de n4s $ue o ob6etivo do ap4sto!o durante toda esta passa)em 2 tratar "om a soberania de Deus no tratamento "om, por um !ado, a$ue!es $ue 0!e ama : vasos para honra e vasos de miseri"4rdia, e também, por outro !ado, "om a$ue!es $ue 0!e “odeia” ou “endure"e” : vasos para desonra e vasos de ira. ;ers#"u!os 2132@: “0u não tem o oleiro poder sobre o barro) para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra3 % que direis se ,eus) querendo mostrar a sua ira) e dar a conhecer o seu poder) suportou com muita paci ncia os vasos da ira) preparados para a perdição( p ara que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia) que para glória j# dantes preparou ”. Nestes vers#"u!os o ap4sto!o +orne"e uma "omp!eta e +ina! resposta -s ob6e&=es !evantadas no verso 1Q. Primeiro, e!e per)unta, “ .ão tem o oleiro poder sobre o barro3” et". Deve ser observado $ue a pa!avra a$ui tradu,ida por “poder” 2 di+erente no )re)o da$ue!a tamb2m tradu,ida por “poder” no verso 22, onde s4 pode si)ni+i"ar %ua força 9 mas a$ui no verso 21, o “poder” do $ua! se +a!a deve se re+erir aos direitos do Criador ou -s soberanas prerrogativas9 $ue isto 2 assim, apare"e a partir do +ato $ue a mesma pa!avra )re)a 2 empre)ada em Do'o 1:12 : “8as, a todos $uantos o re"eberam, deu3!hes o poder de serem +eitos +i!hos de Deus, aos $ue "r7em no seu nome” : a $ua!, "omo 2 bem "onhe"ido, si)ni+i"a o direito ou privi!2)io de se tornar os +i!hos de Deus. A vers'o R.;. empre)a “direito” tanto em Do'o 1:12 "omo em Q:21. ;ers#"u!o 21: “0u não tem o oleiro poder sobre o barro) para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra3”. <ue o “o!eiro” a$ui 2 o pr4prio Deus 2 "erto a partir do verso pre"edente, onde o ap4sto!o per)unta “8as, 4 homem, $uem 2s tu, $ue a ,eus rep!i"as1” e ent'o, +a!ando nos termos da +i)ura $ue estava a ponto de usar, "ontinua, “Porventura a coisa formada dir/ ao $ue a +ormou” et". P/ a!)uns $ue roubam destas pa!avras a sua +or&a ar)>indo $ue embora o o!eiro humano +a&a "ertos vasos para serem usados para prop4sitos menos honr/veis do $ue outros, "ontudo, e!es s'o desi)nados para o"upar a!)uma posi&'o ti!. 8as o ap4sto!o n'o di, a$ui, TN'o tem o o!eiro poder sobre o barro, para da mesma massa +a,er um vaso para um uso honr/ve! e outro para um uso menos honr/ve!1U, mas di, de a!)uns

“vasos” sendo +eitos “para desonra”. O verdade, "ertamente, $ue a sabedoria de Deus ainda ser/ tota!mente vindi"ada, na medida em $ue a destrui&'o dos r2probos promover/ a %ua )!4ria : da +orma "omo o pr4(imo verso nos in+orma. Antes de passar para o pr4(imo verso, sumari,emos o ensino deste verso e dos dois pre"edentes. No verso 1Q duas $uest=es +oram +eitas, “,ir-me-#s então' $or que se queixa ele ainda3 $orquanto) quem tem resistido 4 sua vontade3 ”. A estas $uest=es uma trip!a resposta +oi devo!vida. Primeiro, no verso 2J o ap4sto!o ne)a $ue a "riatura tenha o direito de 6u!)ar os "aminhos do Criador : “+as) ó homem) quem és tu) que a ,eus replicas3 $orventura a coisa formada dir# ao que a formou' $or que me fizeste assim3”. * ap4sto!o insiste $ue a retid'o da vontade de Deus não deve ser $uestionada. * $ue $uer $ue 0!e +a&a, deve ser 6usto. 0m se)undo !u)ar, no verso 21 o ap4sto!o de"!ara $ue o Criador tem o direito de dispor de %uas "riaturas "omo bem 5he pare"e : “0u não tem o oleiro poder sobre o barro) para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra3 ”. Deve ser "uidadosamente notado $ue a pa!avra para “poderU ar$ui 2 exousia : uma pa!avra inteiramente di+erente da$ue!a tradu,ida por “poder” no verso se)uinte ?“dar a conhecer o seu poder”B, onde a pa!avra no )re)o 2 dunaton. Nas pa!avras “não tem o oleiro poder sobre o barro” deve ser o poder de Deus justamente exercido $ue se est/ em vista : o e(er"#"io dos direitos de Deus consistentemente com Sua justiça , : porque a mera asser&'o de %ua onipot7n"ia n'o teria sido nenhuma resposta -s $uest=es !evantadas no verso 1Q. 0m ter"eiro !u)ar, nos versos 22 e 2@, o ap4sto!o d/ a ra,'o pela qual Deus pro"ede di+erentemente de uma para "om outra de %uas "riaturas: por um !ado, 2 para “mostrar %ua ira” e para “dar a "onhe"er o %eu poder”9 por outro !ado, 2 para $ue “desse a "onhe"er as ri$ue,as de %ua )!4ria”. “0u não tem o oleiro poder sobre o barro) para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra3 ”. Certamente Deus tem o direito de +a,er isto por$ue 0!e 2 o Criador. 0!e exerce este direito1 %im, "omo o verso 1@ e 1F "!aramente nos mostram : “Para isto mesmo te ?.ara4B !evantei”.

;ers#"u!o 22: “% que direis se ,eus) querendo mostrar a sua ira) e dar a conhecer o seu poder) suportou com muita paci ncia os vasos da ira) preparados para a perdição ”. A$ui, o ap4sto!o nos di,, em se)undo !u)ar, o porqu Deus atua assim, isto 2, di+erentemente "om pessoas di+erentes : tendo miseri"4rdia de a!)uns e endure"endo outros, +a,endo um vaso “para honra” e outra “para desonra”. *bserve $ue a$ui no verso 22 o ap4sto!o primeiro men"iona “os vasos de ira”, antes de se re+erir no verso 2@ aos “vasos de miseri"4rdia”. Por$ue isto1 A resposta a esta $uest'o 2 de importLn"ia prim/ria: respondemos, por$ue s'o os “vasos de ira” $ue s'o os ob6etos em vista diante da pessoa $ue ob6eta no verso 1Q. Duas ra,=es s'o dadas pelas quais Deus +a, de a!)uns “vasos para desonra”: primeiro, para “mostrar %ua ira”, e em se)undo !u)ar “para +a,er %eu poder "onhe"ido” : ambos dos $uais s'o e(emp!i+i"ados no "aso de .ara4. Rm ponto no verso a"ima re$uer "onsidera&'o separada : “;asos de ira preparados para destrui&'o”. Rma e(p!i"a&'o "omum $ue 2 dada destas pa!avras 2 $ue os vasos de ira se preparam para a destrui&'o, isto 2, se preparam em virtude de sua impiedade9 e 2 ar)>ido $ue n'o h/ ne"essidade de Deus “prepar/3!os para a destrui&'o”, por$ue e!es j# s'o preparados pe!a sua pr4pria deprava&'o, e $ue este deve ser o rea! si)ni+i"ado desta e(press'o. Pois bem, se por “destrui&'o” entendemos castigo, 2 per+eitamente verdade $ue os n'o3 e!eitos “se preparam”, por$ue "ada um ser/ 6u!)ado “de a"ordo "om suas obras”9 e a!2m do mais, n4s !ivremente "on"ordamos $ue subjetivamente os n'o3e!eitos se preparam para destrui&'o. 8as o ponto a ser de"idido 2: 2 a isto $ue o ap4sto!o est/ se re+erindo a$ui1 0, sem hesita&'o, rep!i"amos $ue n'o. ;o!te aos versos 1131@: 0sa se preparou para ser um ob6eto do 4dio de Deus, ou e!e 6/ o era antes de nas"er1 Novamente9 .ara4 se preparou para destrui&'o, ou Deus endure"eu o seu "ora&'o antes das pra)as serem enviadas ao 0)ito1 : ve6a W(odo I:21S Romanos Q:22 2 "!aramente uma "ontinua&'o do pensamento do verso 21, e o verso 21 2 parte da r2p!i"a do ap4sto!o -s $uest=es !evantadas no verso 2J: portanto, para se)uir "orretamente a e(press'o at2 o +im, deve ser o pr4prio Deus $ue “prepara” para destrui&'o os vasos de ira. %e +or per)untado como Deus +a, isto, a resposta, ne"essariamente,

2, objetivamente, : 0!e prepara os n'o3e!eitos para destrui&'o pe!os %eus de"retos pr23ordenados. %e +or per)untado porque Deus +a, isto, a resposta deve ser, para promover a %ua pr4pria )!4ria, isto 2, a )!4ria de %ua 6usti&a, poder e ira. “A soma da resposta do ap4sto!o a$ui 2, $ue o )rande ob6etivo de Deus, tanto na e!ei&'o "omo na reprova&'o dos homens, 2 a$ue!a $ue 2 suprema sobre todas as "oisas na "ria&'o dos homens, a saber, %ua pr4pria )!4ria” ?Robert Pa!daneB. ;ers#"u!o 2@: “$ara que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia) que para glória j# dantes preparou”. * ni"o ponto neste verso $ue demanda aten&'o 2 o +ato de $ue os “vasos de miseri"4rdia” s'o a$ui ditos ser “dantes preparados para )!4ria”. 8uitos t7m apontado $ue o vers#"u!o anterior n'o di, $ue os vasos de ira +oram preparados dantes para destrui&'o, e desta omiss'o e!es "on"!uem $ue devemos entender a re+er7n"ia a!i aos n'o3 e!eitos se prepararem no tempo, ao inv2s de entender Deus ordenando3!hes para destrui&'o desde toda eternidade. 8as esta "on"!us'o n'o 2 v/!ida de +orma a!)uma. Pre"isamos o!har de vo!ta ao verso 21 e observar a +i)ura $ue 2 a!i empre)ada. “Marro” 2 mat2ria inanimada , "orrupta, de"omposta e, portanto, uma substLn"ia apropriada para representar a humanidade ca6da. 0 visto $ue o ap4sto!o est/ "ontemp!ando os tratamentos soberanos de Deus "om a humanidade em vista da 5ueda, e!e n'o di, $ue os vasos de ira +oram “dantes” preparados para destrui&'o, pe!a 4bvia e su+i"iente ra,'o $ue, n'o +oi at2 depois da <ueda $ue e!es se tornaram ?em si mesmosB o $ue 2 a$ui simbo!i,ado por “barro”. Cudo o $ue 2 ne"ess/rio para se re+utar a "on"!us'o errGnea re+erida a"ima, 2 apontar $ue o $ue 2 dito dos vasos de ira n'o 2 $ue e!es “estão preparados7 para destrui&'o ?a $ua! seria o termo $ue deveria ser usado se a re+er7n"ia a e!es +osse $ue se preparam pe!a sua pr4pria impiedadeB, mas $ue são preparados para destrui&'o $ue, - !u, de todo "onte(to, si)ni+i"a uma ordenação soberana para destrui&'o pe!o Criador. Citamos a$ui as pa!avras de Ca!vino sobre esta passa)em: “P/ vasos preparados para a destrui&'o, ou se6a: nomeados e destinados para destrui&'o. P/ tamb2m vasos de ira, ou se6a: feitos e formados com o propósito de serem provas da vin)an&a e despra,er divinos...

Ainda $ue Pau!o se6a mais e(p!#"ito nesta se)unda "!/usu!a, ao a+irmar $ue 2 Deus $uem prepara os e!eitos para )!4ria, $uando antes de di,er simp!esmente $ue os r2probos eram vasos preparados para a destrui&'o, n'o h/ d vida de $ue a prepara&'o de ambos depende do se"reto "onse!ho de Deus. *utrossim, Pau!o teria dito $ue os r2probos se entre)am ou se !an&am na destrui&'o. A)ora, "ontudo, e!e insinua $ue sua por&'o 6/ !hes +oi desi)nada mesmo antes de seu nas"imento” ?Do'o Ca!vino, *omanos , 0ditora Para"!etos, p/)inas @I23@IIB. Com isto estamos em sin"ero a"ordo. Romanos Q:22 n'o di, $ue os vasos de ira se preparam, nem di, $ue e!es estão preparados para YNC: no sentido de se preparam no tempoZ destrui&'o mas, pe!o "ontr/rio, $ue e!es +oram “preparados para destrui&'o”, e o "onte(to mostra "!aramente $ue 2 ,eus $uem assim os “prepara” : ob6etivamente pe!os %eus de"retos eternos. 0mbora Romanos Q "ontenha a mais "omp!eta apresenta&'o da doutrina da Reprova&'o, h/ ainda outras passa)ens $ue se re+erem a e!a, uma ou mais duas das $uais observaremos brevemente a)ora: : “Pois $u71 * $ue Hsrae! bus"ava n'o o a!"an&ou9 mas os e!eitos o a!"an&aram, e os outros +oram endure"idos” ?Romanos 11:FB. A$ui temos duas distintas e "!aramente de+inidas "!asses $ue s'o postas em tota! ant#tese: os “e!eitos” e “os outros”9 uma “a!"an&ou”, os da outra +oram “endure"idos”. %obre este verso "itamos os "oment/rios de Dohn Mun]an de mem4ria imorta!: : “0stas s'o pa!avras so!enes: e!as separam homens dentre homens : os e!eitos e os outros, os es"o!hidos e os dei(ados, os abra&ados e os re6eitados. Por ToutrosU a$ui deve ser entendido a$ue!es n'o3 e!eitos, por$ue s'o postos um em oposi&'o ao outro, e se n'o s'o os e!eitos, $uem s'o ent'o, sen'o os r2probos1”. 0s"revendo aos santos em Cessa!Gni"a, o ap4sto!o de"!arou: “Por$ue Deus n'o nos destinou para a ira, mas para a a$uisi&'o da sa!va&'o, por nosso %enhor Desus Cristo” ?1 Cessa!oni"enses V:QB. *ra, "ertamente 2 patente para $ua!$uer mente impar"ia! $ue esta de"!ara&'o seria tota!mente sem sentido se Deus n'o tivesse “apontado” alguém para a ira. Di,er $ue Deus “n'o nos destinou para a ira”, "!aramente imp!i"a $ue h# a!)uns $ue 0!e “apontou para ira”, e se as

mentes de tantos $ue pro+essam ser "rist'o n'o +ossem t'o "e)as pe!o pre"on"eito, e!as n'o poderiam +a!har em ver isto "!aramente isto . “0 uma Pedra de trope&o e Ro"ha de es"Lnda!o, para a$ue!es $ue trope&am na pa!avra, sendo desobedientes9 para o $ue tamb2m foram destinados” ?1 Pedro 2:AB. * “para o $ue” mani+estadamente aponta para o trope&o na Pa!avra, e sua desobedi7n"ia. A$ui, ent'o, Deus e(pressamente a+irma $ue h/ a!)uns $ue +oram “destinados” ?est/ 2 a mesma pa!avra )re)a de 1 Cessa!oni"enses V:QB para desobedi7n"ia. Nossa tare+a n'o 2 argumentar sobre isso, mas nos "urvar diante das %a)radas 0s"rituras. Nosso dever prim/rio n'o 2 entender, mas crer no $ue Deus disse. “8as estes, "omo animais irra"ionais, $ue se)uem a nature,a, feitos para serem presos e mortos, b!as+emando do $ue n'o entendem, pere"er'o na sua "orrup&'o” ?2 Pedro 2:12B. A$ui, novamente, todo es+or&o 2 +eito para es"apar do "!aro ensino desta so!ene passa)em. Nos di,em $ue s'o os “animais irra"ionais” $ue s'o “+eitos para serem presos e mortos”, e n'o as pessoas a$ui "omparadas "om e!es. Cudo o $ue 2 ne"ess/rio para re+utar ta! so+isma 2 in$uirir onde reside o ponto de analogia entre os “estes” ?homensB e os “animais ra"ionais”1 <ua! 2 a +or&a do “"omo” ^ sen'o “estes como animais ra"ionais”1 C!aramente, 2 $ue “estes” homens como animais irra"ionais, s'o os $ue, "omo animais, s'o “+eitos para serem presos e destru#dos”: as pa!avras +inais "on+irmando isto pe!a reiteração do mesmo "on"eito : “pere"er'o na sua "orrup&'o”. “Por$ue se introdu,iram a!)uns, $ue desde tempos anti)os +oram ordenados para esta condenação, homens #mpios, $ue "onvertem em disso!u&'o a )ra&a de Deus, e ne)am a Deus, ni"o dominador e %enhor nosso, Desus Cristo” ?Dudas IB. Centativas t7m sido +eitas para es"apar da +or&a 4bvia deste verso, substituindo3o por uma tradu&'o di+erente. A R.;. d/ a se)uinte tradu&'o: “8as se introdu,iram a!)uns, $ue 6/ de antemão estavam escritos para esta mesma "ondena&'o”. 8as esta a!tera&'o n'o nos !ivra de +orma a!)uma do $ue 2 t'o desa)rad/ve! para as nossas sensibi!idades. A $uest'o $ue se !evanta 2: 0nde estes homens +oram “6/ de antem'o escritos”1 Certamente n'o +oi no ;e!ho Cestamento, por$ue em nenhuma

parte h/ $ua!$uer re+er7n"ia a!i a homens #mpios se introdu,indo em assembléias 8ristãs. %e “escritos” +or a me!hor tradu&'o de “prographo”, a re+er7n"ia pode somente ser ao !ivro dos decretos Divinos. Assim, se6a $ua! +or a a!ternativa se!e"ionada, n'o pode haver evas'o do +ato de $ue "ertos homens +oram “desde tempos antigos” mar"ados por ,eus “para "ondena&'o”. “0 adoraram3na ?a saber, o Anti"ristoB todos os $ue habitam sobre a terra, esses "u6os nomes não est'o es"ritos no 5ivro da ;ida do Cordeiro $ue +oi morto desde a +unda&'o do mundo” ?Apo"a!ipse 1@:A, "ompare "om Apo"a!ipse 1F:AB. A$ui, ent'o, est/ uma de"!ara&'o positiva a+irmando $ue h# a$ue!es "u6os nomes não estão es"ritos no 5ivro da ;ida . Por "ausa disto, e!es prestar'o servi&o ao Anti"risto e se "urvar'o diante de!e. A$ui, ent'o, h/ n'o menos do $ue de, passa)ens $ue mui "!aramente imp!i"am ou e(pressamente ensinam o +ato da reprova&'o. 0!as a+irmam $ue os #mpios +oram +eitos para o Dia do 8a!9 $ue Deus +orma a!)uns vasos para desonra9 e por %ue de"reto eterno ?ob6etivamenteB prepara3os para destrui&'o9 $ue e!es s'o "omo animais irra"ionais, +eitos para serem presos e mortos, sendo desde os tempos anti)os ordenados para esta "ondena&'o. Portanto, em +a"e destas passa)ens da 0s"ritura, a+irmamos sem hesita&'o ?ap4s apro(imadamente vinte anos de "uidadoso estudo e muita ora&'o sobre o assuntoB $ue a Pa!avra de Deus in$uestionave!mente ensina tanto a Predestina&'o "omo a Reprova&'o, ou para usar as pa!avras de Ca!vino: “0!ei&'o 0terna 2 a predestina&'o de Deus de a!)uns para sa!va&'o, e outros para destrui&'o”. Cendo, portanto, de"!arado a doutrina da Reprova&'o, "omo esta 2 apresentada nas %a)radas 0s"rituras, men"ionemos a)ora uma ou duas importantes "onsidera&=es para nos )uardar "ontra o abuso e prevenir o !eitor de +a,er $uais$uer dedu&=es n'o permitidas: : Primeiro, a doutrina da Reprova&'o n'o si)ni+i"a $ue Deus propGs tomar "riaturas ino"entes, +a,73!as #mpias, e ent'o "onden/3!as. A 0s"ritura di,: “0is a$ui, o $ue t'o3somente a"hei: $ue Deus +e, ao homem reto, por2m e!es bus"aram muitas inven&=es” ?0"!esiastes F:2QB. Deus n'o "riou "riaturas pecaminosas para ent'o destru#3!as, por$ue Deus n'o pode ser

"u!pado do pe"ado de %uas "riaturas. A responsabi!idade e a "rimina!idade s'o do homem. * de"reto de Reprova&'o de Deus "ontemp!ou a ra&a de Ad'o "omo uma ra&a "a#da, pe"aminosa, "orrupta e "u!pada. Desta, Deus propGs sa!var a!)uns "omo monumentos de %ua )ra&a soberana9 os outros 0!e determinou destruir "omo a e(emp!i+i"a&'o de %ua 6usti&a e severidade. Ao determinar destruir estes outros, Deus n'o !hes +e, nenhuma in6usti&a. 0!es 6/ estavam "a#dos em Ad'o, o representante !e)a! de!es9 e!es, portanto, nas"em "om uma nature,a pe"aminosa, e nem seus pe"ados 0!e !hes dei(a. Nin)u2m pode se $uei(ar. Hsto 2 o $ue eles dese6am9 e!es n'o t7m dese6o por santidade9 e!es amam mais as trevas do $ue a !u,. *nde, ent'o, h/ in6usti&a se Deus “!hes entre)a aos dese6os dos seus coraç!es” ?%a!mos A1:12B1 %e)undo, a doutrina da Reprova&'o n'o si)ni+i"a $ue Deus re"usa sa!var a$ue!es $ue ardentemente bus"am a sa!va&'o. * +ato 2 $ue o r2probo n'o tem nenhum dese6o pelo %a!vador : e!es n'o v7em n0!e nenhuma be!e,a para $ue * dese6em. 0!es n'o v7em a Cristo ^ por$ue, ent'o, Deus deveria +or&/3!os a vir1 0!e n'o !an&a +ora ninguém $ue venha : onde, ent'o, h/ in6usti&a de Deus por pr23determinar a justa "ondena&'o de!es1 Nin)u2m ser/ punido, sen'o pe!as suas ini$>idades9 onde, ent'o, est/ a suposta tirLni"a "rue!dade do pro"edimento Divino1 5embre3se $ue Deus 2 o Criador do #mpio, n'o de sua impiedade9 0!e 2 o Autor de sua e(ist7n"ia, mas n'o A$ue!e $ue in+unde o seu pe"ado. Deus n'o "ompe!e ?"omo muitos, atrav2s de "a! nias, di,em $ue a+irmamosB o #mpio para pe"ar, "omo o "ava!eiro esporea o "ava!o indisposto. Deus somente di,, em e+eito, esta terr#ve! pa!avra: “Dei(ai3os” ?8ateus 1V:1IB. 0!e ne"essita somente abrandar as r2deas da restri&'o providen"ia!, e reter a in+!u7n"ia da )ra&a sa!vadora, e o homem ap4stata prest#ssimo em seu a+', "om toda "erte,a, de seu pr4prio "onsentimento, "air/ por suas ini$>idades. Portanto, o de"reto da reprova&'o nem inter+ere "om a propens'o da pr4pria nature,a "a#da do homem, nem serve para torn/3!o menos ines"us/ve!. 0m ter"eiro !u)ar, o de"reto da Reprova&'o de modo a!)um "on+!ita "om a bondade de Deus. 0mbora os n'o3e!eitos n'o se6am os ob6etos de %ua bondade do mesmo modo ou na

mesma e(tens'o "omo os e!eitos o s'o, todavia, e!es n'o est'o "omp!etamente e("!u#dos de uma parti"ipa&'o de!a. 0!es des+rutam das boas "oisas da Provid7n"ia ?b7n&'os temporaisB em "omum "om os pr4prios +i!hos de Deus, e mui +re$>entemente num )rau mais a!to. 8as "omo e!es as aproveitam1 A bondade ?tempora!B de Deus !hes !eva ao arrependimento1 N'o, pe!o "ontr/rio, e!es “ desprezam as ri$ue,as da %ua beni)nidade, e pa"i7n"ia e !on)animidade, e se)undo a tua dure,a e teu "ora&'o impenitente, entesouras ira para ti no dia da ira e da mani+esta&'o do 6u#,o de Deus” ?Romanos 2:I,VB. Com $ue 6usti&a, ent'o, podem murmurar "ontra o n'o serem os ob6etos de %ua benevo!7n"ia nas eras vindouras da eternidade1 A!2m do mais, se n'o se pode "ontender "om a miseri"4rdia e a bondade de Deus em dei(ar a tota!idade dos an6os "a#dos ?2 Pedro 2:IB debai(o da "u!pa de sua apostasia9 muito menos se pode "ontender "om as per+ei&=es Divinas ao dei(ar a!)uns da humanidade "a#da em seus pe"ados e "onden/3!os por isso. .ina!mente, interpomos esta ne"ess/ria pre"au&'o: 2 abso!utamente imposs#ve! para $ua!$uer um de n4s, durante a presente vida, asse)urar $uem estão entre os r2probos. N'o devemos 6u!)ar assim, a)ora, nenhum homem, n'o importa $u'o #mpio e!e possa ser. * mais vi! pe"ador pode estar in"!u#do na e!ei&'o da graça e ser um dia vivi+i"ado pe!o 0sp#rito da )ra&a. Nossa "omiss'o 2 "!ara, e ai de n4s se +ormos indi+erentes para "om e!a : “Pre)ai o 0van)e!ho a toda "riatura”. <uando temos +eito assim, estamos !impos do san)ue de!es. %e os homens re"usam ouvir, o san)ue de!es est/ sobre as suas pr4prias "abe&as9 todavia “para Deus somos o bom per+ume de Cristo, nos $ue se sa!vam e nos $ue se perdem. Para estes "ertamente "heiro de morte para morte9 mas para a$ue!es "heiro de vida para vida. 0 para estas "oisas $uem 2 idGneo1” ?2 Cor#ntios 2:1V,1EB. Devemos a)ora "onsiderar a!)umas passa)ens $ue s'o +re$>entemente "itadas "om o prop4sito de mostrar $ue Deus não tem preparado "ertos vasos para destrui&'o ou ordenado "ertas pessoas para "ondena&'o. Primeiro, "itemos 0,e$uie! 1A:@1 : “Pois, por $ue ra,'o morrer#eis, 4 "asa de Hsrae!1” %obre esta passa)em n'o podemos +a,er me!hor do $ue "itar o se)uinte dos "oment/rios de Au)ustus Cop!ad]: : “0sta 2 uma passa)em mui +re$>entemente, mas muito erroneamente,

insistida pe!os Arminianos, "omo se e!a +osse um marte!o "om o $ua! "om um s4 )o!pe pudesse esma)ar ao p4 toda a estrutura da doutrina. 8as a"onte"e $ue a “morte” a$ui a!udida n'o 2 nem espiritua!, nem morte eterna: "omo 2 abundantemente evidente a partir de todo o teor do "ap#tu!o. A morte da $ua! o pro+eta +a!a 2 uma morte pol6tica9 uma morte da prosperidade na"iona!, da tran$>i!idade e se)uran&a. * sentido da $uest'o 2 pre"isamente este: * $ue 2 $ue te +a, amar o "ativeiro, a bani&'o e a ru#na "ivi!1 Abstin7n"ia da adora&'o de ima)ens pode, "omo um povo, e(imir vo"7s destas "a!amidades, e uma ve, mais +a,er de vo"7s uma na&'o respeit/ve!. %'o as mis2rias da devasta&'o p b!i"a t'o sedutoras para atrair a perse)ui&'o determinada de vo"7s1 Por$ue morrer#eis1 morrer#eis "omo a "asa de Hsrae!, e "onsiderada "omo um "orpo po!#ti"o1 Assim o pro+eta ar)>ia o "aso, ao mesmo tempo adi"ionando : “Por$ue n'o tenho pra,er na morte do $ue morre, di, o %enhor D0R%9 "onvertei3 vos, pois, e vivei” Hsto importa: Primeiro, o "ativeiro na"iona! dos Dudeus n'o adi"ionaria nada - +e!i"idade de Deus. %e)undo, se os Dudeus se vo!tassem da ido!atria, e 6o)assem as suas ima)ens, e!es n'o morreriam num pa#s estran)eiro, hosti!, mas viveriam tran$>i!amente em sua pr4pria terra e des+rutariam suas !iberdades "omo um povo “independente”. Ao e(posto a"ima, podemos adi"ionar: morte pol6tica deve ser o $ue est/ em vista em 0,e$uie! 1A:@1,@2 pe!a simp!es, mas su+i"iente ra,'o de $ue e!es j# estavam mortos espiritua!menteS 8ateus 2V:I1 2 +re$>entemente "itado para mostrar $ue Deus não preparou "ertos vasos para destrui&'o : “Apartai3vos de mim, ma!ditos, para o +o)o eterno, preparado para o diabo e seus an6os”. 0ste 2, na rea!idade, um dos vers#"u!os prin"ipais usados para re+utar a doutrina da Reprova&'o. 8as su)erimos $ue a pa!avra en+/ti"a a$ui não 2 “para”, mas “diabo”. 0ste verso ?ve6a o "onte(toB apresenta a severidade do 6u!)amento $ue espera os perdidos. 0m outras pa!avras, a passa)em da 0s"ritura "itada a"ima e(pressa mais o terror do +o)o eterno do $ue os objetos de!e ^se o +o)o +oi “preparado para o diabo e seus an6os”, ent'o, $u'o into!er/ve! deve serS %e o !u)ar do tormento eterno para o $ua! os "ondenados ser'o !an&ados 2 o mesmo no $ua! o arquiinimigo de Deus so+rer/, $u'o terr6vel deve ser a$ue!e !u)arS

Novamente: se Deus es"o!heu "ertas pessoas para sa!va&'o, por$ue somos in+ormados $ue “ordena a)ora a todos os homens, e em todo o !u)ar, $ue se arrependam” ?Atos 1F:@JB1 <ue Deus ordena a “todos os homens” $ue se arrependam 2 apenas o e(er"#"io de %uas 6ustas reivindi"a&=es "omo o Novernador mora! do mundo. Como poderia +a,er menos, visto $ue todos os homens em todo o !u)ar t7m pe"ado "ontra 0!e1 A!2m do mais9 $ue Deus ordena a todos os homens em todo o !u)ar $ue se arrependam ar)>iu a universa!idade da responsabi!idade da "riatura. 8as esta passa)em da 0s"ritura n'o de"!ara $ue 2 o dese6o de Deus “dar o arrependimento” ?Atos V:@1B a todos os homens em todo o !u)ar. <ue o ap4sto!o Pau!o n'o "ria $ue Deus dava o arrependimento a toda a!ma 2 "!aro a partir de suas pa!avras em 2 Cim4teo 2:2V ^ “Hnstruindo "om mansid'o os $ue resistem, a ver se porventura Deus !hes dar/ arrependimento para "onhe"erem a verdade”. Novamente, nos per)untam: se Deus “ordenou” somente "ertas pessoas para a vida eterna, ent'o, por$ue !emos $ue 0!e “$uer $ue todos os homens se sa!vem, e venham ao "onhe"imento da verdade” ?1 Cim4teo 2:IB1 A resposta 2 $ue a pa!avra “todos” e “todos os homens”, "omo o termo “mundo”, s'o +re$>entemente usadas num sentido )era! e re!ativo. <ue o !eitor e(amine "uidadosamente as se)uintes passa)ens: 8ar"os 1:V9 Do'o E:IV9 A:29 Atos 21:2A9 22:1V9 2 Cor#ntios @:2 et"., e en"ontrar/ uma prova "omp!eta de nossa asser&'o. 1 Cim4teo 2:I não pode ensinar $ue Deus quer a sa!va&'o de toda a humanidade, ou de outra +orma toda a humanidade seria sa!va ^ “* $ue a sua a!ma $uiser, isso far#” ?D4 2@:1@BS Novamente9 nos per)untam: A 0s"ritura n'o de"!ara, repetidamente, $ue Deus n'o +a, “a"ep&'o de pessoas”1 Respondemos: "ertamente $ue sim, e a )ra&a e!etiva de Deus prova isto. *s sete +i!hos de Dess2, embora mais ve!hos e +isi"amente superiores a Davi, s'o dei(ados de !ado, en$uanto o 6ovem pastor de ove!has 2 e(a!tado ao trono de Hsrae!. *s es"ribas e mestres da !ei passam desper"ebidos, e pes"adores i)norantes s'o es"o!hidos para serem os ap4sto!os do Cordeiro. A verdade divina 2 o"u!tada dos s/bios e entendidos, e 2 reve!ada aos pe$ueninos. A )rande maioria dos s/bios e nobres 2 i)norada, en$uanto os +ra"os, humi!des e despre,ados s'o "hamados e sa!vos ?ver 1 Cor#ntios 1:2EB. 8eretri,es e pub!i"anos s'o do"emente "ompe!idos a vir para o

ban$uete do evan)e!ho, en$uanto os +ariseus auto6usti+i"ados s'o dei(ados a pere"er em sua pr4pria mora!idade ima"u!ada. ;erdadeiramente Deus “n'o +a, a"ep&'o” de pessoas sen'o, n'o teria me sa!vado. <ue a Doutrina da Reprova&'o 2 uma “pa!avra dura” para a mente "arna! 2 rea!mente re"onhe"ido ^ todavia, 2 “mais dura” do $ue o "asti)o eterno 1 <ue a doutrina 2 "!aramente ensinada na 0s"ritura temos pro"urado demonstrar, e n'o 2 para n4s o es"o!her dentre as verdades reve!adas na Pa!avra de Deus. <ue a$ue!es $ue est'o in"!inados para re"eber a$ue!as doutrinas $ue est'o de a"ordo "om o seu próprio 6u!)amento, e $ue re6eitam o $ue e!es n'o podem entender completamente , !embrem3se da$ue!as pun)entes pa!avras de nosso %enhor: “X n2s"ios, e tardos de "ora&'o para "rer tudo o $ue os pro+etas disseramS” ?5u"as 2I:2VB: n2s"ios por serem tardos de "ora&'o9 tardos de "ora&'o, n'o to!os de "abe&aS Rma ve, mais bene+i"iemo3nos "om a !in)ua)em de Ca!vino: “%endo assim, pois, $ue at2 a)ora n'o tenho +eito mais do $ue "itar os testemunhos per+eitamente "!aros e evidentes da 0s"ritura, "onsiderem bem os $ue rep!i"am e murmuram "ontra e!es, $ue "!asse de "ensura usam. Pois se, simu!ando ser in"apa,es de "ompreender mist2rios t'o atos, apete"em serem !ouvados "omo homens modestos, $ue se pode ima)inar de mais arro)ante e soberbo do $ue se opor autoridade de Deus "om estas pobres pa!avras: TPare"e3me ser de outra +ormaU, ou TN'o $uero me intrometer neste assuntoU1 Por2m, se pre+erem mostrar3se "!aramente "omo inimi)os, de $ue !hes pode aproveitar as suas d2beis tentativas "ontra o "2u1 0ste e(emp!o de ver)onha n'o 2 "oisa nova, pois em todas as épocas t m havido homens 6mpios e mundanos que) como cobras venenosas) t m se oposto a esta doutrina . 8as por e(peri7n"ia se dar'o "onta de $ue 2 verdade o $ue o 0sp#rito %anto pronun"iou pe!a bo"a de Davi, $ue TDeus 2 "!aro $uando 0!e 6u!)aU ?%a!mos V1:IB. Com estas pa!avras Davi indiretamente di, $ue na !ou"ura dos homens se mostra e("essiva presun&'o no meio de sua insi)ni+i"Ln"ia, n'o somente por disputar "ontra Deus, mas tamb2m por se arro)arem na autoridade de "onden/35o. 0ntretanto, e!e brevemente su)ere $ue Deus n'o 2 a+etado por nenhuma de todas as b!as+7mias $ue des"arre)am "ontra o "2u, mas $ue 0!e dissipa as n2voas de "a! nia, e i!ustrativamente mostra %ua

6usti&a9 nossa +2 tamb2m, estando +undamentada na Pa!avra Divina, e portanto, superior a todo o mundo, de sua e(a!ta&'o o!ha para bai(o "om desd2m para "om a$ue!as n2voas” ?Do'o Ca!vino, 9s :nstitutas da *eligião 8ristã B. Ao terminar este "ap#tu!o, propomos "itar dos es"ritos de a!)uns dos )randes te4!o)os desde os dias da Re+orma9 n'o por$ue devamos apoiar as nossas pr4prias de"!ara&=es por um ape!o - autoridade humana, se6a vener/ve! ou an"i', mas para mostrar $ue o $ue temos promovido nestas p/)inas n'o 2 novidade do s2"u!o vinte, nem heresias dos “ !timos dias” mas, ao inv2s disso, uma doutrina $ue tem sido de+initivamente +ormu!ada e "omumente ensinada por muitos dos mais piedosos e eruditos estudiosos das %a)radas 0s"rituras. “N4s "hamamos o de"reto de Deus de predestina&'o, pe!a $ua! 0!e determinou em %i mesmo, o $ue haveria de a"onte"er "om "ada indiv#duo da humanidade. Por$ue nem todos +oram "riados "om um destino simi!ar: mas a vida eterna +oi pr23 ordenada para a!)uns, e a "ondena&'o eterna para outros. Codo homem, portanto, sendo "riado para um ou outro desses +ins, di,emos, +oi predestinado ou para vida ou para morte” ^ das “Hnstitutas” de Do'o Ca!vino ?1V@E DCB 5ivro HHH, Cap#tu!o __H intitu!ado “0!ei&'o 0terna, ou Predestina&'o de Deus de A!)uns para %a!va&'o e de *utros para Destrui&'o”. Pedimos aos nossos !eitores $ue "onsiderem bem a !in)ua)em a"ima. Rma !eitura "ompenetrada mostrar/ $ue o $ue o presente es"ritor tem promovido neste "ap#tu!o não é o “Piper3 Ca!vinismo”, mas o Ca!vinismo real, puro e simp!es. Nosso prop4sito ao +a,er esta observa&'o 2 mostrar para a$ue!es $ue, n'o "onhe"endo os es"ritos de Ca!vino, em sua ignor;ncia "ondenam "omo u!tra3Ca!vinismo o $ue 2 simp!esmente uma reitera&'o do $ue o pr4prio Ca!vino ensinou ^ uma reitera&'o por$ue este pr#n"ipe dos te4!o)os, assim "omo o seu humi!de devedor, en"ontrou esta doutrina na pr4pria Pa!avra de Deus. 8artinho 5utero em sua mais e("e!ente obra “De %ervo Arb#trio” ?5ivre3Arb#trio, um 0s"ravoB, es"reveu: “Codas as "oisas, se6am $uais +orem, sur)em e dependem dos Divinos apontamentos9 pe!os $uais +oram pr23ordenadas $uem deveria re"eber a Pa!avra da ;ida, e $uem deveria n'o a"reditar ne!a, $uem deveria ser !iberto dos seus pe"ados, e $uem deveriam

se endure"er ne!es, $uem deveria ser 6usti+i"ado e $uem deveria ser "ondenado. 0sta 2 a pr4pria verdade $ue demo!e o !ivre3arb#trio a partir de seus +undamentos, a saber, $ue o amor eterno de Deus por a!)uns homens e o %eu 4dio por outros s'o imut/veis e n'o podem ser revertidos”. Dohn .o(, "u6o 5ivro dos 8/rtires +oi uma das obras mais "onhe"idas no idioma in)!7s ?ahS Hsto n'o 2 mais assim ho6e, $uando o Cato!i"ismo Romano tem "res"ido "omo uma )rande onda destrutivaSB, es"reveu: : “A predestina&'o 2 o eterno de"reto de Deus, proposto diante de %i mesmo, $ue deve su"eder a todos os homens, se6a para sa!va&'o, ou para "ondena&'o”. * “Cate"ismo 8aior de Westminster” ?1EAAB : adotado pe!a Assemb!2ia Nera! da H)re6a Presbiteriana : de"!ara: “Deus, por um de"reto eterno e imut/ve!, uni"amente do %eu amor e para o !ouvor de %ua )!oriosa )ra&a, $ue tinha de ser mani+estada em tempo devido, e!e)eu a!)uns an6os para a )!4ria, e, em Cristo, es"o!heu a!)uns homens para a vida eterna e os meios para "onse)ui3!a9 e tamb2m, se)undo o %eu soberano poder e o "onse!ho ines"rut/ve! de %ua pr4pria vontade ?pe!a $ua! 0!e "on"ede, ou n'o, os %eus +avores "on+orme 5he apra,B, dei(ou e pré-ordenou os demais 4 desonra e 4 ira , $ue !hes ser'o in+!i)idas por "ausa de seus pe"ados, para o !ouvor da )!4ria de %ua 6usti&a”. Dohn Mun]an, autor de “* Pro)resso do Pere)rino”, es"reve um vo!ume inteiro sobre “Reprova&'o”. De!e +a,emos um breve e(trato: “A reprova&'o 2 antes de uma pessoa vir ao mundo, ou de +a,er o bem ou ma!. Hsto 2 eviden"iado por Romanos Q:11. A$ui vo"7 en"ontra dois )7meos no ventre de sua m'e, e ambos re"ebendo o seu destino, n'o somente antes de +a,er o bem ou ma!, mas antes de estarem em "apa"idade de +a,73!o, e!es n'o tinham nas"ido ainda : o destino de!es, di)o, um para a ben&'o vida eterna, o outro n'o9 um e!eito, o outro r2probo9 um es"o!hido, o outro re6eitado”. 0m seu !ivro “%uspiros do Hn+erno” ?%i)hs .rom Pe!!B, Dohn Mun]an tamb2m es"reveu: “A$ue!es $ue "ontinuam re6eitando e menospre,ando a Pa!avra de Deus s'o os $ue, em sua )rande maioria, +oram ordenados para a condenação” . Comentando sobre Romanos Q:22, “0 $ue direis se Deus, $uerendo mostrar a sua ira, e dar a "onhe"er o seu poder,

suportou "om muita pa"i7n"ia os vasos da ira, preparados para a perdi&'o”, Donathan 0d[ards ?;o!ume I, p/)ina @JE:1FI@ DCB di,: “<u'o terr#ve! a ma6estade de Deus apare"e no terror de %ua iraS Devemos aprender $ue este 2 o ni"o prop4sito da "ondena&'o dos #mpiosS”. Au)ustus Cop!ad], autor do hino “Ro"k o+ A)es” e outros hinos sub!imes, es"reveu: “Deus, desde toda eternidade, de"retou dei(ar a!)uns da posteridade "a#da de Ad'o em seus pe"ados, e !hes e("!uir da parti"ipa&'o de Cristo e %eus bene+#"ios”. 0 novamente9 “N4s, "om as 0s"rituras, de"!aramos $ue h/ uma predestina&'o de a!)umas pessoas em parti"u!ar para vida, para o !ouvor da )!4ria da Divina )ra&a9 e tamb2m uma predestina&'o de outras pessoas parti"u!ares para a morte) para a )!4ria da 6usti&a Divina : "u6a morte de "asti)o e!es inevitave!mente e(perimentar'o, e isto 6ustamente, por "ausa de seus pe"ados”. Neor)e White+ie!d, a$ue!e tit' do s2"u!o _;HHH, usado por Deus para aben&oar mi!hares, es"reveu: “%em d vida, a doutrina da e!ei&'o e reprova&'o devem permane"er ou "air 6untas....eu +ran"amente re"onhe&o $ue "reio na doutrina da Reprova&'o, $ue Deus intentou dar a )ra&a sa!vadora, atrav2s de Desus Cristo, somente a um "erto n mero de pessoas9 e $ue o resto da humanidade, depois da $ueda de Ad'o, sendo 6ustamente deixados por ,eus para continuar no pe"ado, no +ina! so+rer'o a$ue!a morte eterna $ue 2 o seu 6usto sa!/rio”. “Preparados para destrui&'o” ?Rom. Q:22B. Depois de de"!arar $ue esta +rase admite duas interpreta&=es, o Dr. Pod)e : ta!ve, o mais bem "onhe"ido e o "omentarista de Romanos mais amp!amente !ido : di,, “A outra interpreta&'o assume $ue a re+er7n"ia 2 a Deus e $ue a pa!avra )re)a para TpreparadosU tem a +or&a do parti"#pio "omp!eto9 preparados ?por DeusB para destruição”. Hsto, di, o Dr. Pod)e, “2 a"eito n'o somente pe!a maioria dos A)ostinianos, mas tamb2m por muitos 5uteranos”. %e +osse ne"ess/rio, estamos preparados para dar "ita&=es dos es"ritos de W]"!i++e, Puss, Rid!e], Pooper, Cranmer, Rssher, Dohn Crapp, Chomas Nood[in, Chomas 8anton ?Cape!'o de Crom[e!!B, Dohn *[en, Witsius, Dohn Ni!! ?prede"essor de %pur)eonB, e um e(2r"ito de outros. 8en"ionamos isto simp!esmente para mostrar $ue a maioria

dos eminentes santos do passado, os homens $ue +oram mais amp!amente usados por Deus, sustentaram e ensinaram esta doutrina $ue 2 t'o amar)amente odiada nestes !timos dias, $uando os homens n'o mais “suportam a s' doutrina”9 odiada por homens de v's pretens=es, mas $ue, n'o obstante sua ortodo(ia or)u!hosa e t'o ap!audida piedade, n'o s'o nem se$uer di)nos de desatar as sand/!ias da$ue!es +i2is e destemidos servos de Deus de outrora. “X pro+undidade das ri$ue,as, tanto da sabedoria, "omo da "i7n"ia de DeusS <u'o insond/veis s'o os seus 6u#,os, e $u'o ines"rut/veis os seus "aminhosS Por$ue, $uem "ompreendeu a mente do %enhor1 ou $uem +oi seu "onse!heiro1 *u $uem !he deu primeiro a e!e, para $ue !he se6a re"ompensado1 Por$ue de!e e por e!e, e para e!e, s'o todas as "oisas9 )!4ria, pois, a e!e eternamente- 9mém ?Romanos 11:@@3@EB. Y1Z

N*CA% .HNAH%: Y1Z “d0!e”: %ua vontade 2 a ori)em de tudo o $ue e(iste9 “atrav2s” ou “por 0!e” : 0!e 2 o Criador e Contro!ador de tudo9 “para 0!e” : todas as "oisas promovem a %ua )!4ria no +ina!.